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Gênero e Religião. ST 24 Marilane Machado Universidade Federal ...

Gênero e Religião. ST 24 Marilane Machado Universidade Federal ...

introdução: ao

introdução: ao capitalismo neoliberal e mais especificamente ao governo Collor no Brasil, tendo em vista que a saúde já era garantida como direito na constituição: Na Constituição Federal, Art. 168, já conseguimos gravar nossa voz com as palavras: SAÚDE É DEVER DO ESTADO E DIREITO NOSSO! E as Conferências Nacionais de Saúde: 8ª em 1986 e 9ª em 1992 reafirmaram essa nossa conquista. Por isso continuemos juntas, organizados, conhecendo, discutindo, divulgando, encaminhando e conquistando nossos direitos básicos, pois com saúde, educação, terra, preços e salários dignos, etc., estaremos conquistando a cidadania que nos impulsionará talvez já em 1994 à conquista do poder popular neste país. xiii Além das reivindicações e críticas em torno das políticas públicas em saúde, no entanto, permeia toda a cartilha uma grande preocupação com a saúde da mulher no âmbito da vida privada e aparece de maneira intensa a preocupação com a questão da sexualidade da mulher. Esta preocupação é nítida na própria forma como foi estruturada a Cartilha, que deveria servir de subsídio para discussões em quatro encontros de mulheres, sendo os três primeiros direcionados às doenças e sexualidade feminina e o último versando sobre as políticas públicas voltadas à saúde da mulher. O primeiro Encontro, portanto, intitulado “O Corpo da Mulher” traz toda a descrição dos órgãos sexuais femininos, tornando-se enfática neste capítulo a preocupação em fazer com que a mulher observe e toque seu próprio corpo, o conheça melhor e desmistifique as partes "proibidas". No fim do capítulo, existem quatro perguntas para discussão e debate em grupo, bastante significativas: " 1- Na sua adolescência, qual foi o conhecimento que teve sobre o seu corpo feminino?; 2- Você já conversou sobre este assunto com seu companheiro, parceiro, filho ou filha?; 3- Você acha importante conversar sobre este assunto? Por quê?; 4- O que podemos fazer de concreto a partir desta discussão?". Percebe-se que a intenção principal com a discussão gerada a partir do tema do encontro é fazer com que as mulheres falem sobre sua sexualidade e passem a conhecer-se melhor para assim melhorar sua vida cotidiana e a de sua família. O segundo encontro, traz diretamente a discussão já iniciada no primeiro, com o título: "Nossa sexualidade: ato sexual e orgasmo". Percebe-se a preocupação de mostrar para as mulheres o quanto é importante que elas sintam prazer sexual e que para isso devem conversar com seus companheiros sobre o assunto e conhecer melhor seu próprio corpo para saber o que as faz sentir prazer, ressaltando-se a diferença entre homem e mulher no ato sexual. Demonstra-se, assim, que a importância do sexo não está somente na procriação, mas no bem que pode fazer à vida destas

mulheres, bem como o mal que pode fazer se ao invés de ser fonte de prazer para o casal, for motivo de vergonha ou traumas: O sexo é a forma mais profunda de contato entre duas pessoas. É o maior gesto de amor e intimidade, assim como a carícia mais profunda e sincera trocada entre um casal. Porém, pode se transformar em um ato de violência e de sofrimento, dependendo de como é feito (transado), o ato sexual aumenta a possibilidade da pessoa vir a sofrer emocional e psicologicamente, mas também pode aumentar o prazer e a alegria de viver. xiv O terceiro capítulo, dedicado exclusivamente às doenças da mulher, traz a descrição, além das doenças sexualmente transmissíveis, do câncer de colo de útero, câncer de útero e câncer de mama. Neste capítulo dedicado a doenças, introduz-se o assunto com os fatores que fazem com que as doenças cheguem ao corpo do indivíduo. Percebe-se a intenção de demonstrar que muitas pessoas ficam doentes não por causas naturais, mas por problemas sociais, como excesso de trabalho, má alimentação, etc. Esta é mais uma característica dos movimentos pela saúde, que reivindicam tratamentos de saúde que zelem pelo indivíduo enquanto uma totalidade, e não somente como uma parte do corpo doente que deve ser medicalizada. O capítulo dedicado à quarta e última reunião conjunta entre Pastoral da Saúde e Movimento das Mulheres Agricultoras é o único, portanto, direcionado à "Política de Saúde do Estado (Brasil)", especialmente ao PAISM ( Programa de Assistência à Saúde da Mulher), que existe no Brasil desde 1983 e surgiu, segundo as informações da apostila, a partir da preocupação de ter-se assegurada para a população feminina uma política de saúde específica. A intenção do capítulo, portanto, é conscientizar as mulheres de quais eram os seus direitos à saúde naquele momento, tendo em vista as especificidades de seu corpo e suas doenças, já esclarecidas e debatidas nos capítulos anteriores. A maior crítica explicitada no capítulo é de que o atendimento às mulheres resumia-se ao pré-natal e parto, enquanto havia uma falta de políticas preventivas, especialmente a falta de informações em relação à contracepção. Percebemos ao longo da leitura desta cartilha, a distância entre os assuntos debatidos e as orientações dogmáticas da Igreja Católica, instituição religiosa da qual faz parte a Pastoral da Saúde. Entendemos ser esta "autonomia" uma das características dos movimentos sociais que surgem dentro da Igreja Católica principalmente nos anos 1970 e 1980 orientados pela teologia da libertação, que pode ser entendida, como ressalta Michel Löwy, enquanto a expressão de um vasto movimento social

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