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Relações de Poder na Agricultura Familiar Dayse ... - Fazendo Gênero

Relações de Poder na Agricultura Familiar Dayse ... - Fazendo Gênero

das mulheres a

das mulheres a documentação nestes territórios. É realizada grande formação sobre gênero para lideranças sindicais e para diretoria de associações, e fortalecimento de redes de mulheres produtoras de várias partes do nordeste. Na área de crédito, foram desenvolvidas várias ações com o objetivo de facilitar o acesso das mulheres ao PRONAF Mulher, como também, aos fundos rotativos e solidários. O Marco I foi realizado em 2007, em quatro das cinco territórios pesquisados anteriormente, com metodologia semelhante aos diagnósticos para fins de comparação na qual apontaram evoluções significativas em relação à condição anterior de vida e de empoderamento das mulheres, como ilustram esses depoimentos a seguir sobre participação política. Mudou, por que nas reuniões, no começo era mais os homens que falava, né? Costume. Não tinha aquele costume. E hoje em dia não. Elas têm... fala o que quer e debate e discute e responde, dá opinião... O que elas querem fazer, elas fazem. (MULHER DO COMITÊ GESTOR DO PROJETO) ESPLAR Pesquisa Marco I A presidente é uma mulher, a tesoureira é uma mulher, a secretaria, até os homens também tão na diretoria, mas avançou muito porque elas aprenderam a ter um pouco mais de coragem assim de coragem de enfrentar uma associação e assim por diante. (MULHER DO COMITÊ GESTOR DO PROJETO) ESPLAR Pesquisa Marco I. Em relação ao processo produtivo, podemos constatar que houve mudanças significativas observando os dados do marco I do Território do Ceará com os depoimentos de mulheres agricultoras. No que se refere à Assistência Técnica observa-se um avanço com relação ao acesso, uma vez que em 2004, ano do primeiro diagnóstico, apenas 22% das mulheres declararam que recebiam algum tipo de assistência técnica. Em 2007, tem-se 58% das mulheres acessando essa política pública (...) Esse resultado vem confirmar, que aonde existem grupos de mulheres organizadas, discutindo seus direitos, estas passaram a criar demandas técnicas para as equipes das parceiras locais, como mostra a fala de uma das agricultoras: “Antes eles só explicavam para os homens o negócio da agricultura”. Isso é resultado de um movimento de pressão das agricultoras para que as equipes as incluam nas suas ações de assistência técnica e da sensibilidade desses/as técnicos/as para responderem e essas demandas. ESPLAR (Pesquisa Marco I.) A maioria das mulheres estão envolvidas em atividades produtivas, com a 77% ligagas a produçção agrícola e 30% envolvidas em atividades produtivas não agrícolas (...). Esse quadro de atividades produtivas é significativamente superior ao encontrado em 2003. quando as condições dos assentamentos não permitiam o desenvolvimento de praticamente nenhuma atividade produtiva e demonstra que pequenos investimentos são capazes de incentivar a força produtiva de qualquer comunidade. CUNHÃ (Pesquisa Marco I.) As pesquisas do Marco I não só mensuraram transformações nos temas relativos a trabalho, renda, terra e organização social, como também, em relação a outras questões tão importante quanto, relacionadas à saúde sexual e reprodutiva, educação, lazer, entre outros, que foram igualmente mensurados, mostrando evoluções significativas. Como estou concentrando neste texto nos temas primeiros citados, não terei oportunidade de ampliar os comentários sobre os demais. 4

Alguns pontos também do Marco I também confirmou o que já foi colocado no começo desse texto sobre a questão do acesso das mulheres a titulação da terra. No Diagnóstico II (28%) disseram que o documento está no nome do homem e (5%) no nome da mulher (8%) está no nome do casal e (22%) no nome dos pais. Não observamos indicadores de mudança em relação ao quadro anterior (2003) onde o percentual de mulheres que respondeu que o documento da terra está no nome da mulher é ainda muito insignificante (...) Ainda persiste o domínio dos homens sobre a titulação da terra, mesmo as campanhas de documentação realizadas no início do Projeto não provocaram uma mudança relevante nesse aspecto. É necessária uma intervenção no sentido de rever a documentação da terra e incluir o nome das mulheres no documento, pois o fato das mulheres não terem o nome no documento da terra dificulta seu acesso ao crédito oficial. Por tudo isto que foi exposto, fica a reflexão que não se pode pensar em um Desenvolvimento rural Sustentável, sem incorporar todos os atores e atrizes que compõem este contexto dos assentamentos e comunidades, respeitando seus saberes, seus trabalhos, seus fazeres, levando em consideração as necessidades de Gênero, Raça/Etnia e de geração, respeitando as especificidades, necessidades e contribuições e, acima de tudo, romper com a cadeia perversa da Divisão Sexual do Trabalho que historicamente vem trazendo desvantagens para as mulheres. Cabe a toda sociedade o legado de trabalhar o processo de democratização das relações de gênero, e as mulheres, especificamente o protagonísmo dessa mudança. Por fim, utilize mais uma vez Silva (2005), compartilhando suas reflexões que ilustram muito bem o sentido desse texto: Referências Bibliográficas As desigualdades estruturais que se desenvolvem a partir das relações de gênero, relações raciais e relações de trabalho, são produzidas pelo processo econômico, político cultural de organização do modo de vida social, no qual estamos vivendo, em detrimento de um lado e em favorecimento de outro (...) Não basta, portanto, analisar a realidade a partir do enfoque econômico, ou apenas refletir sobre a cultura e as representações sociais, ou ainda pensar no processo político. Por conta disso, a perspectiva política de construção de igualdade de gênero, de combate ao racismo e de fim da exploração, devem ser eixos estruturadores do nosso projeto político (...). ABRAMOVAY, Ricardo. A dualização como caminho para a agricultura sustentável. Estudos Econômicos. São Paulo: Fundação Instituto de Estudos Econômicos, Universidade de São Paulo, 1994. ALMEIDA, M.W.B.de Redescobrindo a família rural. Revista Brasileira de Ciências Sociais .n.i.vol. junho 1986. BOURDIEU, P.A Dominação masculina. Rio de janeiro: Bertand Brasil. 2002. 5

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