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Políticas e Teorias ST. 06 Núbia Regina Moreira ... - Fazendo Gênero

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metodologias de

metodologias de trabalho. (RELATÓRIO DO II ENCONTRO NACIONAL DE MULHERES NEGRAS, p. 4). (grifo meu). O movimento de mulheres negras demarcava sua identidade (abstraindo outros marcadores) através do contato e experiência de vida com o racismo. Para efeitos de comprovação a pele negra, isto é, a condição de negras inscrita no corpo era o elemento identificador dessa mesma condição, que em contraste em relação as feministas brancas determinavam à diferença, a tempo em que legitimava a representação no campo político. A conquista da representação no campo político é uma possibilidade para que então as feministas negras formulem políticas que atendam ás suas demandas. Nesse sentido essa conquista encerra parte do processo – da identidade e representação do feminismo negro frente ao feminismo tradicional e o movimento negro – ao mesmo tempo em que se inicia no interior do feminismo negro uma luta para a compreensão das singularidades que se inserem na identidade das mulheres negras. Referências KNOWLES, C.; MERCER, S. “Feminism and antiracism: an exploration of the political possibilities”. Race, Culture & Difference. London: Sage Publications, 1992. MARQUES, Suzana. “Movimento de mulheres:pensando uma identidade relacional”. Revista Symposium. Ano 4, n˚ especial, dez/2000. PIERUCCI, A. F. Ciladas da diferença. São Paulo: USP, Curso de Pós-Graduação em Sociologia: Ed. 34, 1999, parte II. QUADROS, W. “Gênero e raça na desigualdade social brasileira recente”. Estudos Avançados. São Paulo, v. 18, n. 50, 2004. RIBEIRO, Matilde. “Mulheres negras brasileiras: de Bertioga a Beijing”. Revista Estudos Feministas. Rio de Janeiro: UFRJ, n° 2, 1995. ROUANET, S. P. “Identidade e diferença: uma tipologia”. Sociedade e Estado. Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília. n º1 e 2, jan/dez/ 1994. 1 No período aqui estudado podemos listar alguns encontros e seminários, a saber: I Encontro Nacional de Mulheres Negras (1988); II Encontro Nacional de Mulheres Negras (1991); I Seminário Nacional de Mulheres Negras (1993); Seminário Nacional de Políticas e Direitos Reprodutivos das Mulheres Negras (1993); II Seminário Nacional de Mulheres Negras (1994); etc. 2 RIBEIRO, Matilde. Mulheres negras brasileiras: de Bertioga a Beijing. Estudos Feministas. Rio de Janeiro: UFRJ, n° 2, 1995. 3 Para fins explicativos estamos nos valendo da concepção de mulheres negras serão aqui definidas como um termo o qual é utilizado pelas feministas negras para incorporar a diversidade de estilos de vida e ele ainda é usado como retenção de uma categoria indiferenciada para análise sobre o terreno que as mulheres negras são unidas pela força do 6

acismo. (tradução minha). KNOWLES, C.; MERCER, S. Feminism and antiracism: an exploration of the political possibilities. In Race, Culture & Difference. London: Sage Publications, 1992. 4 A identidade é, pois, uma representação, uma necessidade de auto-reconhecimento e do reconhecimento pelos outros para organizar e tornar visível o grupo. Mas, como a representação não se estabelece uma relação de igualdade válida para todos os valores das variáveis envolvidas, ela mascara as diferenciações internas, não homogeneíza de fato”.MARQUES, Suzana. Movimento de mulheres:pensando uma identidade relacional. Revista Symposium. Ano 4, n˚ especial, dez/2000. 5 “BAIRROS (s/d) argumenta que as questões levantadas pelas feministas, cuja formação na sua fase inicial era compostas majoritariamente de mulheres brancas de classe média impediam a inserção das mulheres negras e das suas demandas no interior do movimento. 6 PIERUCCI, A. F. Ciladas da diferença. São Paulo: USP, Curso de Pós-Graduação em Sociologia: Ed. 34, 1999, parte II. 7 ROUANET, S. P. Identidade e diferença: uma tipologia. Sociedade e Estado. Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília. n º1 e 2, jan/dez/ 1994. O autor apresenta a seguinte tipologia que gira em torno de dois conceitos polares de diferencialismo e igualitarismo (grifos do autor): diferencialismo repressivo, igualitarismo abstrato, diferencialismo crítico e igualitarismo concreto 8 A pesquisa ora desenvolvida se concentra nas décadas de 80 e noventa, mas já “em 1950 foi criado o Conselho Nacional de Mulheres Negras no Rio de Janeiro – primeiro registro de organização autônoma de mulheres negras. Este Conselho foi um desdobramento do Departamento Feminino do Teatro Experimental do Negro sob a direção de Maria Nascimento. Seus objetivos iam desde aulas de dança e música entre outras.” LEMOS idem, ibidem, p.68. 9 Segundo uma outra militante do Rio de Janeiro foram as mulheres que já viviam na comunidades de favelas, na Baixada Fluminense, que atuavam nas Pastorais Católicas que tiveram contato com as feministas que atuavam também nessas áreas. Foi a partir desse contato que ampliou-se para o interior de suas práticas políticas a questão dos direitos das mulheres, um slogan do feminismo 10 Em 1985 ocorre o I Encontro Estadual de Mulheres Negras organizado pelo Coletivo de Mulheres Negras de São Paulo. 11 Optei para conservar no singular e em maiúscula tal qual aparece na fala de algumas militantes e, em alguns relatórios de encontros, seminários e reuniões nacionais e estaduais. A minha escolha também é com o sentido de demarcar a abstração criada pelas ativistas do movimento de mulheres negras em torno da entidade Mulher Negra. Em outro texto é apresentado as reverberações, cisões e tensões que levaram ao desmantelamento em torno do dicurso da abstrata Mulher Negra. 12 QUADROS, W. Gênero e raça na desigualdade social brasileira recente. In: Estudos Avançados. São Paulo, v. 18, n. 50, 2004. 13 Conforme Relatório do II Encontro Nacional de Mulheres Negras. 7

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