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Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...

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A pesquisa foi

A pesquisa foi desenvolvida entre maio/dezembro 2007 e reiniciada em março de 2008., e teve a participação da aluna Camila Bettim Borges, do Curso de Pedagogia da UFRGS através de uma Bolsa de Iniciação Científica da UFRGS. A pesquisa, com aproximações da pesquisa participante, tendo em vista nossas atuações efetivas tanto no contexto da escola, com diretora, supervisora e demais professoras, quanto nas interações com as crianças/professoras dos Jardins pesquisados, em vários momentos das rotinas das aulas. Estas interações aconteciam semanalmente e duravam em torno de 2 à 3 horas, pois nossa participação se estendia aos momentos de refeições, pátio, biblioteca, etc. Os instrumentos utilizados foram: • observações do cotidiano escolar, onde foram observadas as situações espontâneas, onde as crianças faziam suas escolhas em relação à suas brincadeiras, desenhos livres, conversas e jogos. Além destas situações, observávamos as situações pedagógicas provocadas pelas professoras e nós mesmas, durante e após as atividades propostas. • Entrevistas coletivas (conversas), semi estruturadas a partir dos assuntos que emergiam das situações/atividades pedagógicas como atividades de desenho, recorte e colagem. Contato com produções culturais como filme Mulan e outros artefatos culturais. Coisas que detonaram as discussões • Atividades gráfico-plásticas elaboradas pelas pesquisadoras e professoras, problematizando as questões de gênero e as escolhas que as crianças faziam em relação aos marcadores de gênero A metodologia da pesquisa consistiu em observações do cotidiano escolar como; situações espontâneas, onde as crianças fazem suas escolhas, brincadeiras e desenhos livres, conversas, desenhos, jogos e em situações pedagógicas provocadas pelas professoras e pesquisadoras, problematizando as questões de gênero. A análise está sendo realizada a partir dos desenhos produzidos em ambas situações, dos registros fotográficos e das conversas gravadas junto às crianças. No período do levantamento de dados, nos relacionamos com a escola de um modo geral e em particular com as crianças e professoras e monitoras dos Jardins A e B. Em relação as nossas participações, procuramos trabalhar junto com as duas professoras e monitoras, ora explicitando nossas intenções e elas desenvolvendo as propostas inseridas em seus planejamentos, ora nós pesquisadoras propondo situações às crianças. As crianças, sujeitos da pesquisa, eram em torno de 24 em cada turma e freqüentavam a escola em turno integral. Análise parcial de dados: 6

Optamos por analisar a partir de uma abordagem descritiva interpretativa, isso quer dizer que muito mais do que uma descrição dos acontecimentos ocorridos durante a pesquisa, buscamos entender estes acontecimentos/vivências em seu contexto. Para tanto, interpretamos e inter- relacionamos os vários materiais produzidos por nós e pelas crianças no sentido de capturamos as percepções das crianças. A análise está sendo realizada a partir dos desenhos produzidos em ambas situações e das conversas junto às crianças. No decorrer da pesquisa, observamos que as crianças fazem poucas distinções entre meninos e meninas quando estão brincando espontaneamente Observamos que as crianças estão construindo suas representações e identidades de gênero sobre si e sobre os outros através das interações com os artefatos e objetos visuais que nos inundam cotidianamente. Entretanto, quando foram propostas ações pedagógicas que desestabilizava as certezas sobre o que é ser menina/menino, as crianças transformavam, parcialmente, seus modos ver o feminino e o masculino. Em contato com alguns símbolos/ ídolos da cultura popular infantil, como Batman, Homem Aranha, Cinderela, Bela Adormecida, as crianças se colocam frente ao gênero e assumem posições binárias. Em algumas situações, as meninas flexibilizam este posicionamento, ao contrário dos meninos. Constatamos ainda, seus pontos de vista sobre a heterossexualidade, e notamos que grande parte considera que quem está fora dos ‘padrões’ sociais, são ‘freaks’ ou monstros. Em relação às produções gráficas, verificamos que os marcadores de gênero, presentes nos diferentes artefatos culturais, continuam em suas manifestações expressivas. Como o uso de cores suaves nos desenhos de meninas, bem como formas padronizadas de corações, flores, borboletas. Nas produções dos meninos, notamos a utilização de cores mais fortes e indicações de movimento, intensidade e força, entre outras configurações visuais. Referências bibliográficas: CUNHA, Vieira da Susana R.Educação e Cultura Visual: Uma trama entre imagens e infância. (tese de Doutorado). Porto Alegre: PPGEDU, Faculdade de Educação, UFRGS, 2005 FELIPE, Jane e GUIZZO, Bianca. Entre batons, esmaltes e fantasias. In: MEYER, Dagmar e SOARES, Rosângela (Org.) Corpo, gênero e sexualidade. Porto Alegre: Mediação, 2004, p.33. HALL, Stuart. The Work of Representation. In: HALL, Stuart.(Org.) Representation. Cultural Representations and Signifying Practices. Sage/Open University: london/Thousand Oaks/New Delhi, 1997 LOURO, Guacira L. Pedagogias da Sexualidade. In: LOURO, Guacira (Org) O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. Maffesoli, Michel. No fundo das aparências. Trad. Bertha H. Gurovitz. Petrópolis: Ed. Vozes, 1999, p.135 SABAT, Ruth. Só as bem quietinhas vão casar. In: MEYER, Dagmar e SOARES, Rosângela (Org.) Corpo, gênero e sexualidade. Porto Alegre: Mediação, 2004. SCOTT. Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade. Vol. 20(2), julho/ dezembro 1995, p. 87 SILVA, Tomaz T. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999 7

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Fazendo Gênero 8 – Corpo, Violência E Poder
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