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Violência de Gênero no Contexto Esportivo - Fazendo Gênero

Violência de Gênero no Contexto Esportivo - Fazendo Gênero

Infelizmente temos

Infelizmente temos assistido constantemente cenas de violência no estádios, principalmente de futebol. Violência nas torcidas organizadas. O escândalo do juiz de futebol, no Brasileiro. Também tem os casos de racismo no futebol, isso é violência, né? (Maradona, 21 anos). Os(as) atletas citaram como alternativas para lidarem com as situações de violência no esporte: o resgate de sentimentos nobres gerados pelo esporte, ou seja, resgatar a cooperação, a solidariedade, o respeito, o companheirismo. Este espírito esportivo, que, já fez parar guerras, por exemplo, têm que prevalecer e sempre que possível, os(as) professores(as) de Educação Física, nas escolas, devem trabalhar e debater com as crianças a esse respeito. O controle das emoções, pois o esporte desperta muitos sentimentos, que nem sempre são entendidos e explicados pelos seres humanos. É importante as pessoas não confundirem agressividade esportiva com violência. Outra alternativa, citada pelo grupo foi a aplicação de punições severas para os(as) atletas que cometerem atos de violência dentro do jogo e, também, punições para as torcidas organizadas. Controle da corrupção, da transgressão das regras e vencer os preconceitos e estereótipos. Kfouri 15 , comenta que uma solução polêmica para tentar acabar com a violência nos estádios, é cobrar o ingresso caro, cada vez mais caro, tornando o futebol, um esporte para a elite. O autor coloca que não são os pobres os responsáveis pela violência, mas são as condições de vida que lhes é oferecida que proporciona o aparecimento dessa. E que a solução está na diminuição das diferenças sociais do país. Violência contra a mulher no esporte na percepção de homens e mulheres atletas Parece que o mundo do esporte, vê a mulher como uma segunda opção. Ela sempre está em desvantagem, em relação aos homens (Virna, 23 anos). O futebol é a própria cultura do brasileiro, e na visão do homem brasileiro, este sim, é um esporte para macho, e que as mulheres se mantenham, de preferência longe dele (Fofão, 23 anos). No futebol a mulher sofre preconceito e muito. Não existe campeonato nacional feminino, não há transmissões de campeonatos de futebol feminino. O futebol feminino no Brasil, só ganha espaço na época das olimpíadas, onde as mulheres geralmente ocupam os primeiros lugares na colocação final, aí viram notícia, mas passa a competição volta o esquecimento (Hortência, 18 anos). A sociedade delega às mulheres os mesmos direitos que os homens, mas não a incentiva tão quanto os homens (Dunga, 21 anos).

Os homens ganham mais, que as mulheres. A seleção brasileira de futebol foi super bem nas olimpíadas, na época, foi bem comentada a sua participação. A questão é que, a seleção feminina não tinha e continua não tendo condições de treino, seu salário é muito baixo, talvez seja porque seu corpo renda menos que o do homem, a mulher é mais frágil fisicamente que o homem (Maradona, 21 anos). As entrevistadas concordam que as mulheres estão conquistando espaços no mundo esportivo, mas ainda está longe a sua equivalência ao status masculino. Somente quando acabarem os preconceito e discriminações que afastam a grande maioria das mulheres da prática esportiva, é que começará esta equivalência com os homens, e que, para isso acontecer, as mulheres têm que se envolver cada vez mais com cargos esportivos de projeção internacional, como ocorreu com a direção geral das olimpíadas de Atenas. Precisamos de mais mulheres assumindo cargos administrativos. É preciso que haja políticas públicas que incentivem a participação desde cedo, das mulheres nos esportes. É preciso que a mídia divulgue campeonatos esportivos femininos e que o governo e as empresas financiem o esporte feminino. A partir dessa análise podemos perceber que os atletas do sexo masculino acham, que a sociedade deve se dar conta de que as mulheres mudaram, e que as organizações sociais devem acompanhar essa evolução. Pois na visão dos entrevistados é muito bom ver essa integração de homens e mulheres no esporte, o mundo esportivo fica mais interessante, os homens têm mais coisas para aprender e descobrir sobre elas. Os atletas concordam que as mulheres ainda precisam vencer muitas barreiras no esporte para se equivaler aos homens, e dizem que a falta de incentivo para as mulheres praticarem o futebol, é puro preconceito, e que esses preconceitos, na maioria das vezes são oriundos de pessoas que não vivenciam o esporte. Para Strey 16 ; a discriminação sexual no esporte, que no presente estudo é assumida como um tipo especial de violência, a qual menospreza a mulher esportiva, com preconceitos e estereótipos, muitas vezes afastando-a da prática esportiva bem como afetando psicologicamente, direta e individualmente as atletas, impedindo-as de progredirem profissionalmente, ou seja violando seus direitos mais comuns e elementares, é denominado de violência de gênero. Essa violência de gênero é o resultado da conformação de consciências estereotipadas que ocorrem no processo de socialização dos seres humanos, reflexo da nossa sociedade patriarcal, onde as relações sociais, entre homens e mulheres, são permeadas pelas diferenças de poderes entre os sexos, ficando subtendido, em princípio, um maior poder aos homens. No esporte, esses papéis se acentuam, pois desde cedo a sociedade define, ou dita esportes específicos, que devem fazer parte do universo

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