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Download do Trabalho - Fazendo Gênero

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Fazendo Gênero 9 Diásporas, Diversidades, Deslocamentos 23 a 26 de agosto de 2010 MARX, SKINNER E PATEMAN: TRÊS PERSPECTIVAS SOBRE A LIBERDADE E A DOMINAÇÃO Letícia Godinho de Souza 1 Francisco Mata-Machado 2 André Drumond 3 Neste trabalho, apresentam-se três perspectivas teóricas que partem da crítica do sentido de liberdade construído pelo cânone liberal. Para esses teóricos, essa definição não seria suficiente para garantir a liberdade e impedir a dominação. Examinamos assim a perspectiva crítica de Karl Marx ao liberalismo e à dominação moderna; o conceito alternativo de liberdade colocado por Quentin Skinner, a partir da retomada do humanismo cívico; e a interpelação histórica de Carole Pateman da relação entre liberdade e dominação patriarcal na teoria contratualista. Com isso, objetiva-se não somente contribuir para a discussão sobre um conceito de liberdade que dê conta de pensar o problema específico da subordinação feminina no mundo moderno; mas que também seja adequado para pensar outros problemas da contemporaneidade e, nesse sentido, possa servir de fundamento para a política. Como se sabe, a centralidade da categoria liberdade como valor e referência no pensamento social e filosófico moderno perfaz um amplo e sólido consenso, que atravessa distintas tradições e perspectivas teóricas, políticas e ideológicas. A medida deste consenso, todavia, é equivalente à polissemia que define o conceito. Assim, do primeiro autor a ser interpelado, Karl Marx, extraimos seu compromisso, conforme se infere do caminho que conduz de uma crítica ao idealismo hegeliano à formulação de uma economia política materialista, com a liberdade humana e as condições para sua efetiva realização. Por outro lado, Marx foi também um dos primeiros filósofos a afirmar que o desenvolvimento de uma sociedade se mede pela condição da mulher (Marx, 1859). Em conjunto com Engels, preocupou-se em sustentar que a opressão da mulher coincidia com o surgimento da propriedade privada dos meios de produção e o surgimento das classes sociais, sua história de submissão começando quando de seu afastamento da produção social. Essa idéia aparece assim no Manifesto Comunista: "Para o burguês, sua mulher nada mais é que um instrumento de produção. O 1 Professora e pesquisadora da Fundação João Pinheiro, Belo Horizonte (MG). leticiagodinho@gmail.com 2 Professor da Universidade da Fronteira Sul (SC). 3 Doutorando em Ciência Política da UFMG. 1

Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
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