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classe, etnia e gerações. ST 34 Neuza de Farias ... - Fazendo Gênero

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cuidados da família e

cuidados da família e para a realização de afazeres domésticos, é encargo das mulheres. Referente às regiões constata-se uma crescente participação das mulheres no mercado de trabalho. Em 1991, as maiores taxas de atividade feminina estavam concentradas em municípios da região sul. Já em 2000 verifica-se um cenário bem mais diversificado: as regiões norte e centro oeste , onde a taxa de participação feminina é superior a 50%, aumentaram consideravelmente entre os municípios brasileiros. A desigualdade de gênero no mercado de trabalho pode ser identificada tanto pelo aspecto da inserção quanto da remuneração. As mulheres, as pessoas pretas e pardas estão em postos de trabalho bem mais precário, em ocupações de baixa qualificação e mal remunerado, nas quais a posse da carteira de trabalho assinada e as garantias trabalhistas são prerrogativas de poucos. Uma outra forma de evidenciar as grandes disparidades na qualidade do trabalho desses grupos populacionais é sua distribuição diferenciada segundo a posição na ocupação . As categorias de empregado e trabalhador por conta-própria concentram-se na maior parte da população ocupada: no entanto, com relação à distribuição do emprego feminino, há uma elevada proporção de mulheres nas categorias de trabalhadora doméstica e sem remuneração, totalizando 27,3% da população ocupada. Vários estudos têm revelado as desigualdades de rendimento por sexo e cor no mercado de trabalho. Mesmo sendo constatado que vem aumentando o nível de escolaridade das mulheres. elas recebem em média cerca de 70% do rendimento auferido pelos homens. Um dos aspectos importantes para se refletir a relação desigual no mercado de trabalho é em parte, a inserção das mulheres, com maior concentração no setor de serviços e em ocupações de baixa remuneração e qualificação. Outro ponto a se observar é que a maior escolaridade das mulheres não tem sido suficiente para romper esse quadro desigual.. Em 1991, os menores rendimentos das mulheres ocupadas estavam concentrados na região Nordeste,. variando entre R$ 36,00 a 144,00.. No ano de 2000 variou de R$ 60,00 a 144,00 .Enquanto que a faixa de maior rendimento , acima de R$ 288,00, norte e centro oeste sofreu redução . As faixas intermediárias que correspondem a grande parte das regiões norte e nordeste tiveram um aumento significativo de R$ 144,00 a R$ 201,00. A área mais significativa onde as mulheres recebem menos de 70% dos rendimentos é observada nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país; enquanto uma maior igualdade de rendimentos é observada nas regiões Norte e Nordeste, em função do salário ser menor nestas áreas tanto para homens quanto para mulheres em relação ao restante do país. Quanta desigualdade de rendimento entre pessoas brancas, pretas ou pardas, é igualmente mais expressivo nas regiões norte e nordeste do país. Em todas as regiões as pessoas de cor preta e parda recebem menos de as brancas. Nestas regiões o diferencial chega a 60%. 2

A desigualdade por sexo, na inserção no mercado de trabalho e a.desigualdade de raça manifestase com grande intensidade Quando as duas se cruzam o quadro apresenta-se mais perverso em relação às mulheres negras pois elas são alvo de dupla discriminação.além da desigualdade de gênero existe a desigualdade. de cor e raça. A forma como foi estruturada a sociedade brasileira, leva a tornar visível a situação das mulheres no que diz respeito à dupla discriminação relativa às mulheres negras, uma vez que elas são submetidas a condições de vida e trabalho piores que as mulheres brancas. As desigualdades regionais constituem em elemento adicional de diagnóstico da situação das mulheres no país, como por exemplo, a questão da não remuneração entre as trabalhadoras rurais. No mercado de trabalho, as mulheres pretas e pardas constituem o segmento mais vulnerável e apresenta os piores indicadores, chegando a ganhar cerca de um terço do rendimento auferido aos homens de cor branca. As oportunidades de ascensão profissional ou de ocupação de postos mais qualificados são dificultados pelo componente discriminatório. Das 4,6 milhões de trabalhadoras domésticas em 2000, 55% eram de cor preta ou parda . De acordo com a distribuição das mulheres pretas ou pardas no mercado de trabalho, observa-se que 26% delas estão no serviço doméstico. ´É importante ressaltar que as mulheres são maioria no país, têm vida média mais elevada que os homens e assumem cada vez mais o comando das famílias . As mulheres desempenham um papel cada vez mais importante na família e na sociedade, pode-se observar os dados significativos sobre a chefia familiar, as 11.160,.635 mulheres ou 12,9% das 86.223. 155 brasileiras têm sob sua responsabilidade 24,9% a chefia da família. Em 1991, apenas 18,1% dos domicílios estavam nesta situação. Com a maior participação das mulheres no mercado de trabalho e com as mudanças ocorridas no âmbito da família, com o aumento da chefia familiar , cada vez mais as mulheres tem contribuído para o sustento da família. De acordo com o Censo, a contribuição média do rendimento da mulher chefe o rendimento familiar aumentou de 24,1% em 1991, para 37,7% em 2000, o que resulta em uma variação de cerca de 56% entre os dois últimos Censos Demográficos. A maior autonomia das mulheres não se traduziu, necessariamente, em igualdade de renda em relação aos homens. O rendimento médio mensal das mulheres responsáveis pelos domicílios R$ 591,00 é inferior ao dos homens na mesma condição R$ 827,00. Metade delas sustenta a família, com menos de um salário mínimo. Referências ARAÚJO, N. F ; Les Stratégies de Sürvie et l’Organisation des Femmes Dans le Nordest Brésilien. Tese de Doutorado. Universidade de Paris 7 Denis Diderot. Paris França 1996. 3

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