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Dieta Alimentar de mulheres grávidas e paridas ... - Fazendo Gênero

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As parteiras geralmente

As parteiras geralmente são mulheres mais idosas da comunidade e trazem consigo suas experiências repassando, em trabalho com o grupo das grávidas algumas de suas crenças... E esse é o núcleo principal dessa discussão... a parteira deve receber apoio do sistema de saúde ou do poder público que preste uma orientação melhor, pois na cabecinha dela existe aquilo que é tradicional e que ela conhece como experiência própria, é a sua verdade e é assim que deve ser aplicado... Mas temos que fazer para que ela tenha outra visão de melhoria de seu trabalho. Porque se você for comparar um médico a uma parteira em uma localidade dessas, com toda certeza a parteira terá mais credibilidade porque ela fala a mesma linguagem de sua comunidade, vive os mesmos problemas, ela sente, chora, tem alegrias e sofrimentos do seu grupo, isso são eventos que um médico não participa, e como ela vive no seio da comunidade, possui uma influência muito grande... Então... ela precisa transferir para as pessoas o que é certo. No nosso entendimento as parteiras ribeirinhas são peças fundamentais no contexto da saúde da mulher e da criança em especial, no ciclo reprodutivo da mulher, pois desenvolvem inúmeros papéis com os moradores das comunidades, dentre eles os de orientadora e como parteiras e o seu saber empírico salva vidas, cuidam dos enfermos, ainda prestam assistência no puerpério imediato, ou seja, elas são fundamentais não só para a manutenção da vida no espaço ribeirinho, mas, na vinculação das informações, na condição de organização e sustentabilidade do grupo. Referências CASTRO, Josué de. Ensaios de Biologia Social. São Paulo: Brasiliense, 1957. FLANDRIN, Jean-Louis; MONTANARI, Massimo. História da alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998. HARRIS, Marvin. Vacas, porcos, guerras e bruxas: os enigmas da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. LANCAROVICHI, Renata. Saúde ribeirinha: tabus e restrições alimentares. Relatório fina do PIBIC. Mimeografado. Porto Velho, 2003. LEACH, Edmund. Antropologia. São Paulo: Ática, 1983. MOTTA-MAUÉS, Maria Angélica. Trabalhadeira & camarados: relação de gênero, simbolismo e ritualização numa comunidade amazônica. Belém: Editora da UFPA 1993. MURRIETA, Rui Sérgio Sereni. O dilema do papa-chibé: consumo alimentar, nutrição e práticas de intervenção na ilha de Ituqui, Baixo Amazonas, PA. Revista de Antropologia. v. 41 n. 1, 1998. NASCIMENTO SILVA, Maria das Graças Silva. O espaço ribeirinho. São Paulo, Terceira Margem, 2000. _____. Programa saúde da mulher ribeirinha: construção da cidadania. Relatório final. Mimeografado. Porto Velho, 2000 6

_____. Construindo cidadania a partir do desenvolvimento local sustentável e integral. In: NASCIMENTO SILVA Maria das Graças Silva et al. (Organizadores). Pesquisa na Amazônia: intervenção para o desenvolvimento. v.1. Porto Velho: EDUFRO, 2001. -------------------------------------------------------------------.Parteiras Ribeirinhas, Saúde da Mulher e Saber Local. Tese de Doutorado, 2004, 247 pg.- (Programa de Pós-Graduação de Desenvolvimento do Trópico Úmido- NAEA –UFPa)). Belém-PA.2004 PUTNAM, Robert D. Capital social. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, 1999. SILVA, Josué da Costa. O rio, a comunidade e o viver. 2000. 181p. Tese (Doutorado em Geografia Humana). Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000. ZOLLA, Carlos. Terapeutas, enfermedades y recursos vegetales. Revista México indígena. n .9, 1986. DEPOIMENTO DE UM MÉDICO OBSTETRA DA REDE ESTADUAL DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO ENTREVISTAS COM PARTEIRAS RIBEIRINHAS i Artigo produzido a partir da pesquisa, Parteiras Ribeirinhas: Saúde da Mulher e Saber Local, desenvolvida na área ribeirinha do município de Porto Velho estado de Rondônia. ii Professora Adjunta do Departamento de Geografia e do Programa de Mestrado em Geografia da Universidade Federal de Rondônia, Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher e as Relações de Gênero- GEPGENERO. 7

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