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Gênero, Ciência e Tecnologia. ST 22 Maria de ... - Fazendo Gênero

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Neste estudo

Neste estudo apresentamos a situação das escolhas de adolescentes brasileiras em relação às profissões que demandam conhecimentos em ciências, matemática e tecnologias computacionais, bem como os primeiros resultados de um estudo piloto realizado com adolescentes em Belo Horizonte. 2. Estudo preliminar sobre relação de gênero e escolaridade: alguns dados para subsidiar a investigação De acordo com os dados do Censo Escolar de 2003, realizado pelo INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira -, órgão do Ministério da Educação, mais de 31 milhões de crianças e adolescentes estão matriculados no Ensino Fundamental das escolas públicas brasileiras, o que corresponde a 90,49% do total das matrículas contra apenas 9,51% para a rede privada. Do total de matrículas na rede pública brasileira, as mulheres ocupam 48,9 % das vagas e os homens 51,1%. Em Minas Gerais, 93,4% das matrículas estão na rede pública, onde também se verifica uma pequena maioria de alunos do sexo masculino matriculados, sendo um total de 1.570.323 mulheres e 1.656.229 homens. Esta tendência se mantém até à 6ª série do Ensino Fundamental (vide Gráfico 3), quando as mulheres começam a ocupar, progressivamente, um percentual ligeiramente superior de vagas, chegando a 56,9% no ensino superior. Nas universidades públicas federais e estaduais, a presença das mulheres equivale a 54,9%, nas universidades particulares a 57,9% e nas universidades confessionais e filantrópicas a 58,3%. Em Minas Gerais, os percentuais de mulheres são 52,9%, 57,2% e 58,2%, respectivamente. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2002, realizada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as mulheres possuem mais anos de escolarização, com média de 6,7 anos de estudo e contra 6,4 anos para os homens, na população de 15 anos ou mais. 1ª série EF 2ª série EF 3ª série EF 4ª série EF 5ª série EF 6ª série EF 7ª série EF 8ª série EF 1ª ano EM 2ª ano EM 3ª ano EM Superior Gráfico 3 Participação feminina na educação (%) Brasil - 2003 47,1 47,2 48,1 48,7 48,3 50,4 51,4 52,2 52,4 54,5 55,9 56,9 Porém, a trajetória escolar das mulheres não lhes garante o mesmo desempenho quando observamos as matrículas do ensino superior nas áreas do conhecimento ligadas às ciências e

tecnologias, onde estão sub-representadas. Se as mulheres são maioria nas áreas de artes e humanidades, ciências sociais e direito, saúde e serviços e ocupam o dobro do número de vagas na área da educação, reduto histórico da presença feminina, são apenas 107.682 (36%) nas áreas de ciência, matemática e computação. Considerando a participação das mulheres nos cursos superiores dessas áreas cabe mencionar a participação das mesmas na ciência da computação e matemática levando-se em conta os dados do INEP. Nos vários ramos de conhecimento ligados à computação, verificamos que os cursos contam com menos de 20% de mulheres matriculadas. Em administração de redes de computadores, as mulheres participam com menos de 10% das vagas; em ciência da computação, com apenas 20%. A maior participação feminina encontra-se em tecnologia de desenvolvimento de softerwares, aproximadamente 30% das matrículas, ainda é uma participação modesta. Em relação às ciências da matemática, a presença das mulheres é superior se comparada á de computação. Nos cursos de matemática pura elas respondem por 42% das matrículas, nos de matemática computacional são 35% dos estudantes, e nos de matemática industrial, 47%. Considerando os dados apresentados sobre as matrículas na Educação Básica e, especialmente, no Ensino Superior, onde se presume que foram definidas as carreiras profissionais, podemos afirmar que a participação das mulheres nas áreas de ciências, matemática, computação e tecnologia é menor. Investigar a relação gênero e escolarização torna-se, portanto, fundamental para compreender a participação feminina nessas áreas. A relevância da variável gênero no campo educacional vem ganhando espaço nas pesquisas. O próprio INEP já propôs ampliar as pesquisas sobre gênero nos seus levantamentos e avaliações e deverá incluir novas questões sobre a temática nos questionários dos censos. Cabe-nos, agora, perguntar por que as mulheres estão sub-representadas nessas áreas. Por que suas escolhas profissionais e de carreira recaem mais freqüentemente nas áreas das ciências humanas, em detrimento das áreas das ciências, engenharia e tecnologia? O que influencia as escolhas profissionais das mulheres brasileiras? 3. Relação de gênero com as áreas de ciências, matemática e tecnologias computacionais: o estudo piloto Realizamos um estudo piloto com uma pequena amostra de adolescentes da sexta série do Ensino Fundamental em uma escola cooperativa e outra pública em Belo Horizonte. Dessa amostra participaram 16 adolescentes, no total. Destes, oito (cinco alunos e três alunas) são da escola cooperativa e oito (quatro alunos e quatro alunas) da escola pública. As informações obtidas nos questionários foram classificadas em quatro categorias: a percepção que os estudantes têm do próprio desempenho nessas áreas do conhecimento; o envolvimento dos (as) adolescentes com a

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