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Gênero, Ciência e Tecnologia. ST 22 Maria de ... - Fazendo Gênero

Gênero, Ciência e Tecnologia. ST 22 Maria de ... - Fazendo Gênero

matemática, as

matemática, as ciências, e a computação; a influência que pais e professores exercem em suas escolhas pelo investimento nessas áreas e a aplicabilidade dessas áreas de conhecimento na vida futura dos estudantes. Na escola cooperativa as famílias das (os) adolescentes pesquisados pertencem às classes médias e se configuram em quatro composições: pai, mãe e filhos e filhas, mãe e filhos, mãe, outro adulto e filhos e filhas; e adolescentes que vivem parte do tempo com o pai e outra parte com a mãe. Mais da metade das famílias possui dois filhos e apenas uma família configura-se com três filhos. Pais e mães possuem, em sua maioria, o Ensino Superior completo já que em apenas uma família os pais possuem Ensino Superior incompleto. Observamos que as (os) adolescentes dessa escola, em geral, têm uma boa percepção de seu próprio desempenho em matemática, ciências e no uso de computadores. Entre as meninas, 80% se consideram boas em matemática e computação e 60% em ciências. Nessa mesma proporção, as meninas afirmaram o esforço que fazem para tirar boas notas. Entre os meninos, 100% se consideram bons em ciências e computação e 66% em matemática. Assim como as meninas, os meninos também julgam que vão se sair bem nessas áreas com boas notas e bom desempenho. O curioso é que entre os meninos 66% afirmam não ter que fazer esforço para tirar boas notas nessas disciplinas, o que difere das meninas. Meninos e meninas consideram-se bons para aprender coisas novas nessas áreas e afirmam que seriam bem sucedidos em profissões que exigem conhecimentos e habilidades em matemática. Essa mesma percepção ocorre entre os meninos em relação às ciências, mas não com as meninas que se diferenciam nesse quesito. Nem uns nem outros se colocam entre o grupo dos melhores em ciências e matemáticas. Quanto ao envolvimento com essas áreas de conhecimento, há uma tensão no grupo das meninas quanto à relação com a matemática e ciências. Entre elas, 80% afirmam ficar nervosas nas provas de matemática e 60% nas provas de ciências. Isso é um fato curioso, já que a grande maioria afirma ser boa em matemática e ciências. Em computação, o envolvimento das meninas é grande. Fazem uso constante do computador, não se sentem nervosas ao usá-lo (80%) embora 40% das meninas se sintam apreensivas com medo de quebrá-lo. O envolvimento dos meninos em matemática, ciências e uso dos computadores é bem diferente. A tensão é menor. A totalidade dos meninos se sente à vontade para fazer as atividades, perguntar ou explicar conteúdos de ciências e matemática, para usar o computador não apresentando qualquer apreensão no uso deste instrumento. Os dados nos apontam então uma maior positividade no envolvimento dos meninos que das meninas nessas áreas. É alto o percentual de afinidade das meninas com essas áreas, mas há um confronto entre a afinidade com a área e o uso que fazem dos instrumentos e conhecimentos. Nesses momentos demonstram maior insegurança.

Em relação às influências das mães e dos pais, das professoras e professores sobre as (os) adolescentes nessas áreas de conhecimento, os dados nos mostram que tanto os meninos quanto as meninas se consideram cumprindo as expectativas de seus pais e professores quanto ao seu desempenho em matemática e ciências. Pelos dados obtidos podemos inferir que a relação com as professoras e os professores é de boa qualidade, não apresentando nenhum tipo de discriminação. Não há percepção por parte das alunas e dos alunos de diferença no trato entre meninos e meninas bem como não há diferença quanto à percepção das professoras e dos professores quanto à capacidade de aprendizagem dos meninos e das meninas. Fato bastante significativo aparece quando as e os adolescentes são convidados a emitir suas opiniões quanto à capacidade de aprendizagem e desempenho no uso do computador. Os meninos são convictos de que não há diferença entre meninos e meninas e que ambos são igualmente capazes de aprender e de desenvolver habilidades nessa área. As meninas, no entanto, mostram-se indefinidas (40%) ou afirmam que os meninos têm mais capacidades nessa área (20%). Portanto, os dados nos levam a crer que a maioria das meninas não tem clareza de suas próprias capacidades no trato com o computador, enquanto os meninos têm clareza da capacidade das meninas. Uma última categoria explorada diz respeito à aplicabilidade dessas áreas de conhecimento na vida futura dos estudantes. Há um consenso entre meninos e meninas de que essas áreas são úteis para suas vidas tanto no que se refere à própria formação quanto ao uso desses conhecimentos em suas profissões. Há, portanto, uma tendência de ambos os sexos em se esforçar para se sair bem nessas disciplinas. Na escola pública, as famílias das (os) adolescentes pesquisados pertencem às classes média e baixa e se configuram em três composições: mãe, pai e filhas e/ou filhos; pai e filho(s); mãe e filhos e/ou filhas. A maioria das adolescentes apontou que seus pais possuem o Ensino Fundamental Completo. Só um pai não conseguiu completar essa modalidade e um outro possui Curso Superior Completo. Quanto à escolaridade de suas mães é variada. Cada mãe possui um nível de escolaridade diferente, como ter o Ensino Fundamental e Médio Completos, ter só Ensino Fundamental Completo ou Ensino Médio Incompleto e nenhuma possui completo ou incompleto o Curso Superior. Só uma das alunas não soube registrar o nível de escolaridade de sua mãe. O mesmo ocorre com a maioria dos adolescentes que não conhece ou não sabe dizer sobre a escolarização das mães e dos pais. Têm dúvidas e/ou desconhecem as nomenclaturas: Fundamental, Médio e Superior, o que dificulta ter maior conhecimento desses dados. Quanto ao desempenho os dados evidenciam que 50% das (os) adolescentes consideram-se bons em matemática. O mesmo não ocorre em relação à disciplina de ciências, pois 50% das meninas consideram-se muito boas, 25% ótimas e 25% possuem dificuldades. Já 50% dos adolescentes consideram-se bons e os outros 50% regulares. Todas e todos afirmam que se

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