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Gênero, Ciência e Tecnologia. ST 22 Maria de ... - Fazendo Gênero

Gênero, Ciência e Tecnologia. ST 22 Maria de ... - Fazendo Gênero

esforçam para obter

esforçam para obter notas boas em ciências. Entretanto, enquanto todos os meninos afirmam que se colocam no grupo dos melhores da turma para essa disciplina, somente 50% das meninas afirmam o mesmo. Mas, 75% das meninas apontam disposição para aprender coisas novas em ciências. Esse dado difere um pouco na área da matemática em que apenas 25% dos adolescentes discordam da afirmação que terão que se esforçar para obter boas notas, enquanto 75% das adolescentes afirmam o contrário. Ao relacionar as áreas de conhecimento e o desempenho nas profissões, 75% dos meninos e 50% das meninas consideram que se sairiam bem nas profissões que exigissem conhecimentos em matemática. O mesmo não ocorre com ciências em que 75% dos meninos discordam que se sairiam bem. Entretanto, 25% das meninas afirmam que seriam bem sucedidas em uma profissão que exigisse habilidades e conhecimentos em ciências. Quanto ao envolvimento com essas áreas de conhecimento, nas duas disciplinas a maioria das meninas e dos meninos aponta certo nervosismo quando têm que explicar suas respostas. Mas, contrariamente, sentem tranqüilidade para solicitar ajuda às professoras ou aos professores. O envolvimento com a computação é intensivo para todas e todos adolescentes. Um fator que pode ter contribuído para isto é que 50% dos meninos possuem computador em casa e no caso das meninas a proporção chega a 100%. Esse fato refletiu numa variação das respostas quanto o acesso e a utilização. O acesso passa a ser na casa de amigos sendo o envolvimento menor em relação à sua utilização. Embora nem todos adolescentes possuam o computador, 75% das (os) adolescentes têm a consciência de que saber usá-lo bem ajudará na educação Daqueles que possuem o computador, 50% dos adolescentes afirmam que passa a maior parte do tempo na internet e jogando jogos, o mesmo ocorre com 75% das meninas. Em relação às influências os meninos afirmam que é importante para as mães e para os pais que eles se saiam bem na matemática, enquanto a expectativa das mães e dos pais não importa para a maioria das meninas. O que ocorre diferentemente em ciências em que 50% das (os) adolescentes concordam com tal afirmação. A disciplina de ciências parece ter um significado menor do que a matemática quando associada à necessidade de desempenho na percepção das mães e dos pais. A relação estabelecida com as meninas e os meninos por parte das professoras e dos professores de ciências e de matemática aparece de forma positiva. No caso de ciências há uma variação quanto ao interesse do professor pelo progresso dos meninos em relação às meninas, cada um dos adolescentes demonstra uma resposta, mas há uma tendência em acreditar que o professor se interesse pelo progresso dos meninos. Em contraposição, todas as meninas discordam que o professor tenha maior interesse pelo progresso dos meninos do que das meninas na disciplina de ciências. As adolescentes e os adolescentes são convidados a emitir suas opiniões quanto à capacidade de aprendizagem e desempenho no uso do computador. Assim, em relação a esses dados 50% dos meninos afirma que sabem mais que as meninas e 50% das meninas discordam

plenamente dessa afirmação. Os demais adolescentes mantêm uma neutralidade ou discordam da questão e 25% das adolescentes dizem concordar plenamente. É importante ressaltar que todos os meninos e 75% das meninas afirmam que sabem mais sobre os computadores que as mães e os pais. Quanto à aplicabilidade todos os meninos demonstram que a matemática e as ciências são consideradas disciplinas úteis e interessantes. Já 25% das meninas consideram que matemática não lhe terá serventia e 50% delas afirmam essa mesma consideração em alusão às ciências. Metade das meninas e dos meninos expressou gostar dessas disciplinas se sentindo estimuladas e estimulados para realizar as atividades. Considerações Finais A partir dos dados colhidos em nosso estudo piloto pudemos perceber que não há grandes diferenças entre meninos e meninas em relação ao desempenho, envolvimento e aplicabilidade das áreas de conhecimento pesquisadas. Tanto em uma escola como em outra, meninos e meninas têm bons desempenhos em matemática, ciências e uso de computadores. Percebemos uma leve diferença em relação aos meninos que se consideram melhores em matemática do que as meninas e elas concordam com esta afirmação. Entretanto na escola pública os meninos pensam que não se sairiam bem em ciências enquanto que na escola cooperativa são as meninas que acham que não se sairiam bem nessa área. Todos da escola pública sentem-se nervosos ao ter que explicar suas respostas em voz alta e na escola cooperativa apenas as meninas sentem-se assim. Nas duas escolas os alunos (as) vêem como positiva a influência de pais, mães e professores (as) nessas áreas de conhecimento, embora pais e mães da escola pública valorizem mais a matemática do que as ciências. No trato com o computador, as meninas da escola cooperativa concordam com a firmação de que os meninos sabem mais do que elas. Já na escola pública, 50% dos meninos e apenas 25% das meninas concordam que os meninos sabem mais do que as meninas. Todos concordam que essas áreas de conhecimento serão úteis para suas vidas futuras. Pareceu-nos que as meninas da escola cooperativa concordam e aceitam diferenças entre elas e os meninos chegando a admitir certa “superioridadedesses em relação a elas, coisa que não percebemos entre a maioria das meninas da escola pública. Esse estudo piloto revela-nos a importância de se considerar as diferenças entre escolhas e rendimentos dos meninos e meninas e que necessitamos quebrar alguns estereótipos construídos social e culturalmente em relação às diferenças sem transformá-las em deficiências tanto para uns quanto para outros.

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