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Entre pesquisar e militar: Contribuições e limites ... - Fazendo Gênero

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Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006 Entre pesquisar e militar: Contribuições e limites dos trânsitos entre pesquisa e militância feministas – ST 52 Soraya Fleischer Universidade Federal do Rio Grande do Sul Palavras-chave: Etnografia – ONGs feministas – metodologia de pesquisa Etnografando ONGs feministas: Algumas lições da Guatemala e do Brasil Em 2000, trabalhando numa ONG ambientalista em Brasília, encontrei parteiras no I Encontro de Parteiras, Benzedeiras e Raizeiras do Cerrado exigindo que suas florestas, plantas medicinais e terras não desaparecessem. Ignorando que partos domiciliares “ainda” acontecessem, descobri um movimento efervescente do Ministério da Saúde, de simpatizantes e de algumas ONGs feministas em benefício das parteiras. Não era mais uma luta ambiental, mas outra, em prol da ecologia do parto, em prol do bem-estar de mulheres grávidas e de suas atendentes. No início, eu tinha a intenção de pesquisar os treinamentos de parteiras tanto como um lócus privilegiado do encontro do Estado, das ONG e das parteiras quanto como um ritual de “democratização” do feminismo entre as camadas populares. Por isso, acreditava que começar pelas ONGs seria ideal porque eu acreditava já estar familiarizada com esse modus operandi e precisava conhecer onde, por quem e como os treinamentos eram desenhados e oferecidos. Há muitas décadas, os treinamentos são uma iniciativa comum no mundo todo para, principalmente, diminuir os índices de mortalidade materna e neonatal enquanto a infra-estrutura hospitalar não se universaliza (Ministério da Saúde, 1994; OMS, 1979). Além disso, pretendia comparar treinamentos em dois países: comecei por uma ONG estadunidense na Guatemala e uma ONG brasileira, ambas reconhecidas nesse métier. Por questões de privacidade, elas serão aqui denominadas de ONG A e ONG B. Este artigo tem como objetivo principal comentar e comparar minha inserção e trânsitos pelas duas ONGs, enquanto eu lhes etnografava. i 1 Avaliando os treinamentos No caso da Guatemala, começar pela ONG tinha ainda uma outra vantagem porque A dava aulas e contava com uma clínica de partos, onde circulavam comadronas (parteiras maias), midwives (enfermeiras obstétricas gringas) e parturientes e suas famílias. Também supus que, vinda do mundo urbano, acadêmico e de classe média, eu seria mais palatável para uma ONG do que para as comadronas. Ambas vantagens constituíam o que denomino de um “atalho metodológico”. Para

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