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Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...

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Por isso o MST e o

Por isso o MST e o Coletivo de Gênero nos Assentamentos Padre Josimo I e II são exemplos a serem analisados, já que propõem, como um dos objetivos de sua luta, a participação efetiva das mulheres, pautada na tomada de consciência. Ou seja, foi no contexto da luta e da busca pela emancipação da classe trabalhadora, que esses movimentos atinaram para uma das facetas da dominação que é a dominação de gênero. A partir disso, estão a criar espaços para trabalhar e desenvolver uma discussão que tem como princípio fundamental reverter ou modificar essas estruturas de poder que permeiam o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras. Para essa compreensão buscamos bibliografias que tratam dessas discussões e nos reportamos à autores como: Bourdieu, Foulcaut, Pedro. Uma análise necessária (e até mesmo tardia) apresenta-se nos debates atuais de cunho social e humanista, discutindo o papel atual e a importância estratégica da mulher nos movimentos sociais no Brasil, especialmente nas lutas voltadas para a Reforma Agrária no país, dos quais nos propomos a fazer no trabalho com mulheres assentadas, onde evidenciaremos a partir da trajetória de luta dessas mulheres, o papel ou os papéis que elas desempenham dentro do movimento social para contribuir no “desenvolvimento” de seus respectivos ambientes e nas relações neles inerentes. Uma das questões, levantadas em debate e originária do presente trabalho, reside nas análises do ambiente que pululam entre estudos de mulheres e de relações de gênero. Priorizar este último tema, em nosso estudo, evitaria lançar as mulheres num campo sem interlocução, isto é, isolado. E coloca-los numa discussão sobre a questão agrária e as mulheres no campo nos permite fazer uma abordagem sobre gênero e movimentos sociais, bem como ampliar nossa discussão sobre gênero e ambiente sob o viés dos assentamentos de reforma agrária. Mulheres no/em Movimento: do MST ao MMTR Nossas pesquisas preliminares nos permite fazer aqui uma discussão sobre como as mulheres dos Assentamentos Padre Josimo I e II se organizam para viabilizar melhorias de vida no campo e nas suas relações sociais nesse ambiente cujo estão inseridas. A organização das mulheres trabalhadoras sem terra envolvidas na luta pela e na terra e a Reforma Agrária é nossa referência para compreendermos de que forma estão estruturadas as relações de gênero que permeiam os territórios de luta, (acampamentos e assentamentos). Dessa forma, devemos nos ater à configuração dessas instâncias organizativas, tendo como base o universo da luta pela terra. Esses grupos têm como contexto de origem a luta travada pelos trabalhadores (as) rurais sem terra, que organizaram e encontraram no entorno de Porto Nacional o berço para a constituição tanto do Coletivo de Gênero que já discute uma composição do MMTR – Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais. 4

Partimos da existência de organizações de mulheres rurais sem terra na região de Porto Nacional para tecer algumas considerações sobre as diferentes formas de implementação e ação de ambas, as quais surgiram de mobilizações, que envolviam inicialmente homens e mulheres com demandas, a priori, semelhantes. Contudo, no decorrer do processo de luta pela terra, seus contextos e histórias foram-se tornando distintos e resultaram em características organizacionais, metas e estratégias significativamente diferentes, daí o pressuposto para o surgimento do Coletivo de Gênero nos assentamentos e agora as discussões sobre o MMTR. O próprio MST (2006: 15) faz uma ressalva interessante sobre isso: As mulheres ligadas ao Coletivo de Gênero do MST possuem uma estratégia de desafiar os papéis tradicionalmente identificados como sendo de mulheres, tentando construir novos espaços de socialização e participação política, além de questionar outros assuntos que envolvem a classe trabalhadora na qual está inserido, como a criminalização de lideranças, lutas por melhores condições de moradia, saúde, educação etc. O que requer de nós olhares mais atenciosos sobre os reais alcances desses objetivos. Os coletivos são amadurecimentos de discussões primordiais das relações, daí a necessidade de um coletivo de gênero e de posteriormente de um MMTR. É importante destacar que a experiência da organização de grupos de mulheres trabalhadoras sem terra, no entorno de Porto Nacional, não é algo inédito, ou isolado. Trata-se de mais uma experiência presente no universo plural da luta pela terra. Segundo Garcia (2002:163) isso é o desdobramento de um processo muito anterior, que teve início com outros movimentos, e ainda nos acampamentos e que caminha particularmente para o MMTR, também organizado e pautado em questões que reverenciam a mulher trabalhadora sem terra e particularmente as condições das mulheres no campo. Assim, analisar todos os processos, bem como as organizações em que as mulheres assentadas no Padre I e II passaram e estão passando se tornam essencial para entendermos com as relações de gênero estão sendo tecidas nesse ambiente. Essa análise é prioritária em nosso trabalho, pois esclarece alguns pontos pertinentes de como estes assentamentos estão se desenvolvendo e como eles vêm desenvolvendo as discussões sobre os gêneros na questão da terra. Ornat (2005: 54) afirma que o coletivo de gênero pode ser um indicativo de que essas discussões podem estar avançando e/ou pode indicar que a necessidade da introdução de um coletivo específico para tratar dessas questões, pode ser um paradoxo já que elas não despontaram espontaneamente. Nos assentamentos Padre Josimo I e II foi possível perceber que a função do Coletivo de Gênero é avançar nas discussões sobre as condições das mulheres nesses assentamentos, e já se percebe que as discussões estão avançando para a organização de um movimento paralelo ao do MST, já caminham para uma discussão do MMTR nesses assentamentos. Considerações Finais 5

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