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Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...

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familiares, e na

familiares, e na subordinação dentro do processo de reprodução social, ou seja, uma dupla subordinação: ao trabalho social – e, portanto, ao mercado – e ao trabalho doméstico. Bibliografia ANTUNES, Ricardo. Dimensões da precarização estrutural do trabalho. In: DRUCK, Graça, FRANCO, Tânia e BORGES, Ângela (orgs.). A perda da razão social do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2007, p. 13-22. DOLIGEZ, F. dix ans d’études de l’impact de la microfinance: synthèse de quelques observations de terrain. In: SERVET, J-M; GUÉRIN, I (orgs.). Rapport du centre Walras 2002. Exclusion et liens financiers. Paris: Econômica, 2002. GUÉRIN, Isabelle. As mulheres e a economia solidária. São Paullo: Loyola, 2005. LINDÔSO, Raquel Oliveira. O papel do microcrédito na geração de emprego e renda. Monografia de graduação em Ciências Econômicas. Caruaru-PE: Favip, 2005, mimeo. MINISTÉRIO do Trabalho e Emprego. Secretaria Nacional de Economia Solidária. Atlas da economia solidária no Brasil. Brasília: Senaes/ MTE, 2006. SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo: Perseu Abramo, 2002. ______. Economia política do trabalho: elementos para uma análise histórico-estrutural do emprego e da força de trabalho no desenvolvimento capitalista. São Paulo: Hucitec, 1977. YUNUS, Muhammad. O banqueiro dos pobres. São Paulo: Ática, 2000. 1 Bacharel em Ciências Econômicas (Favip, 2005). Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho- GET (Bacharelado em Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco). 2 Não foi possível, na presente etapa de nossa pesquisa, reunir dados suficientes de Pernambuco, pelo que decidimos não apresentar os disponíveis. De todo modo, não diferem muito dos resultados para a Região Nordeste. 3 GUÉRIN (2005) nota que na Nigéria muitas mulheres tomadoras de empréstimos em instituições de microcrédito formaram uma poupança com o propósito de conceder o “dote”, ainda necessário para garantir um “bom” casamento naquela sociedade tradicional. O que reafirma – ainda que mediante um exemplo espantoso para os ocidentais... – a preocupação das tomadoras de crédito com as suas famílias. 4 No âmbito do Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária –SIES, os empreendimentos econômicos solidários compreendem as organizações: “a) coletivas - organizações suprafamiliares, singulares e complexas, tais como: associações, cooperativas, empresas autogestionárias, grupos de produção, clubes de trocas, redes e centrais etc; b) cujos participantes ou sócios(as) são trabalhadores(as) dos meios urbano e rural que exercem coletivamente a gestão das atividades, assim como a alocação dos resultados; c) permanentes, incluindo os empreendimentos que estão em funcionamento e aqueles que estão em processo de implantação, com o grupo de participantes constituído e as atividades econômicas definidas; d) com diversos graus de formalização, prevalecendo a existência real sobre o registro legal [onde se incluiriam todas aquelas microempresas não reconhecida ou assumidamente ‘solidárias’, isto é, organizadas e realizadas solidariamente por trabalhadores e trabalhadoras sob a forma coletiva e autogestionária] e; e) que realizam atividades econômicas de produção de bens, de prestação de serviços, de fundos de crédito (cooperativas de crédito e os fundos rotativos populares), de comercialização (compra, venda e troca de insumos, produtos e serviços) e de consumo solidário” (MINISTÉRIO, 2006: 13). 5 O ingresso da mulher na força de trabalho está historicamente articulado ao nível da remuneração masculina suficiente para manter a mulher em casa. No início do sistema de produção capitalista a participação feminina na força trabalho foi intensa justificada pelos baixos salários dos operários e pela mão de obra feminina desqualificada e, assim, “ainda mais explorada”, as mulheres dos proletariados do século XIX só permaneceram no mercado enquanto que a insuficiência salarial dos seus homens as coage para tanto. É nesse momento histórico que se constata o primeiro movimento feminista que combate pela igualdade jurídica e política entre sexos e pelo direito da mulher a instrução superior, a luta por um lugar no mundo trabalho, mas mão nas fábricas. Se a saída e entrada de parte do contingente feminino estão relacionadas aos ganhos do marido a outra parte do contingente se relaciona a uma condição social superior o que supõe uma subordinação entre as mulheres, o que as impedem de que se (re)conhecerem como categoria, 4

construção de necessidades particulares coletivas afastando-as historicamente. O que nos revela uma subordinação entre homens e mulheres e, especialmente, entre as próprias mulheres. Uma subordinação historicamente e contraditoriamente construída. O processo de feminização do trabalho surge no mundo de trabalho contemporâneo como tendência , “cerca de 40% da força de trabalho ou mais em diversos paises avançados e também na América Latina”(ANTUNES,2007:19). As mulheres ocupam os dois extremos da estrutura ocupacional, com a permanência das de “cima” (executivas e profissionais intelectuais superiores) dependendo da permanência das de “baixo” (emprego doméstico e formas de trabalho precarizado e flexibilizado marcados pela perda de direitos sócias). 5

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