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1 Gênero, raça/etnia e escolarização. ST 23 Ana ... - Fazendo Gênero

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Anais

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de agosto de 2006 que diz respeito ao universo feminino. Estamos diante de uma nova configuração social ou esses casos constituem exceções, decorrentes das características individuais de algumas mulheres? O que está presente na vida dessas mulheres que possibilita a elas exercer algum tipo de liderança no seu grupo ou ter uma participação social mais efetiva? Existe alguma relação entre o processo de constituição da identidade de gênero e os fenômenos associados à escolarização e à apropriação cultural da escrita entre os Xakriabá? É importante lembrar que a identidade cultural Xakriabá resulta da absorção bilateral de conhecimentos adquiridos através do contato com outras culturas, com o objetivo de determinar as especificidades que estabelecem as fronteiras identificatórias e obter o reconhecimento e legitimidade dos lugares ocupados pelos sujeitos na estrutura social do grupo, e de que a identidade de gênero constitui uma das facetas da identidade dos indivíduos. Além disso, as recentes transformações sócio-culturais articulam-se não só às novas formas de organização social, configuradas a partir da escolarização e do letramento, mas sobretudo aos elementos da organização tradicional, definidos a partir da divisão do trabalho e do saber por gênero e faixa etária, cujas características podem ser observadas na organização da vida cotidiana e nos rituais tradicionais. Dessa forma, torna-se fundamental discutir os significados atribuídos ao ser homem e ao ser mulher entre os Xakriabá e como estes significados articulam-se à escolarização e às estruturas mais amplas da sociedade e da cultura. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CASTANHEIRA, M. L., CRAWFORD, T., DIXON, C. N.; GREEN, J.. Interactional Ethnography: An approach to Studying the social Construction of Literate Practices In: Linguistics ad Education. V. 11, n. 4, p. 354-400, 2000. D'ANGELIS, W. R. “Contra a ditadura da escola”. Cad. CEDES, dez. 1999, vol.19, no.49, p.18-25. FERREIRA, M. O. V. “Mulheres e homens em sindicato docente: um estudo de caso”. Cadernos de Pesquisa., vol.34, no.122, p.391-410, maio/ago, 2004. GERKEN, C. H. S.; TEIXEIRA, I. A. V. Processamentos cognitivos em povos tradicionais indígenas: o caso da cultura Xakriabá. 2004. Relatório final de pesquisa. PIBIC/ CNPq. Universidade Federal de São João Del Rei, São João Del Rei. ___. Recriação da memória coletiva da cultura Xakriabá: reflexões a partir da Festa de Santa Cruz na Aldeia Barreiro Preto. Trabalho apresentado na 28ª Reunião da ANPED, Caxambu, 2005. ___. Práticas de letramento e recriação da memória coletiva Xakriabá. Trabalho apresentado na 25ª Reunião da Associação Brasileira de Antropologia, Goiânia, 2006. GOMES, A. M. R. O processo de escolarização entre os Xakriabá: explorando alternativas de análise na antropologia da educação. Trabalho apresentado na 27ª Reunião da ANPED, Caxambu, 2004. GOMES, A. M. R. CASTRO, S. A.; EVANGELISTA, L. M. Práticas culturais do cotidiano das crianças Xakriabá. Trabalho apresentado na 25ª Reunião da Associação Brasileira de Antropologia, Goiânia, 2006. GOMES, A. M. R.; GERKEN, C. H. S.; ÁLVARES, M. Sujeitos socioculturais na educação indígena de Minas Gerais: uma investigação interdisciplinar. 2004. Relatório Técnico. FAPEMIG, Belo Horizonte. 6

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de agosto de 2006 GOMES, A. M. R.; MACHADO, A. M. A cultura invisível nas salas de aula e na vida cotidiana de crianças e adolescentes Xakriabá. 2006. Relatório final de pesquisa. PROBIC/FAPEMIG. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. GOMES et alli. Conhecendo a economia Xakriabá. Relatório Técnico Final. Belo Horizonte: UFMG, 2005 ( no prelo). KLEIMAN, A. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola In. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 1995, p. 15-61. MAHER, T. M. Sendo índio em português... In. SIGNORINI, I. (Org.) Língua(gem) e identidade: elementos para uma discussão no campo aplicado. Campinas: Mercado de Letras; São Paulo, FAPESP, 1998, p. 115-138. PHILIPS, S. The invisible culture. Communicatio in classroom and community on the Warm Springs Indian Reservation. Prospect Heights ( Illinois): Waveland Press. Inc., 1993. RIBEIRO, V. M. Alfabetismo e atitudes São Paulo: Papirus, 1999. SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 16, nº 2, 1990. STREET, B. Social literacies: critical approaches to literacy in development, ethnography and education. New York: Longman Publishing, 1995. TASSINARI, A. M. I. Escola Indígena: novos Horizontes teóricos, novas fronteiras de educação. In: SILVA, A. L.; FERREIRA, M. F. K. L. (orgs). Antropologia, história e educação: a questão indígena e a escola. São Paulo, Global/ FAPESP, 2001, p.44-70. VIANA, C. P.; UNBEHAUM. S. O gênero nas políticas de educação no Brasil: 1988-2002. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 34, n 121, p. 11-40, jan/abr, 2004. VIANNA, C. P. Professores e professoras: identidade e ações coletivas em construção - Trabalho encomendado para a 24ª Reunião da ANPEd/Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação, Caxambu. CDroom, 2001. i Os Xakriabás residem num território localizado nos municípios de Itacarambi e São João das Missões, norte de Minas Gerais. A população local é de aproximadamente 7.000 habitantes, distribuídos em 26 aldeias e 3 sub-aldeias, localizadas em duas extensões de terra demarcadas pelo governo federal. O grupo usa um registro dialetal do português sobre o qual ainda não existem estudos lingüísticos. ii Este tema será analisado na pesquisa de mestrado a ser desenvolvida por Isis Aline Vale Teixeira. O projeto intitula-se O processo de apropriação cultural da escrita e a construção da identidade feminina Xakriabá. iii O PIEI foi criado para atender às exigências legais e garantir os direitos direitos indígenas (Constituição de 1988, Decreto Presidencial nº. 26/81 de 1991, “Diretrizes para a Política Nacional de Educação Indígena” (1992) e a LDBEN de 1996) através do reconhecimento de suas organizações sociais, costumes, línguas, crenças e tradições, bem como as características específicas de seus processos de ensino/aprendizagem, o direito à educação diferenciada, específica, intercultural e bilíngüe. iv O número de inscrições nas escolas indígenas aumenta progressivamente desde a sua criação como escolas públicas estaduais de 1ª a 4ª séries em 1997, inclusive em função da extensão das séries que se iniciou em 2000. Segundo dados do SEE/MG, em 2005 havia 143 professores indígenas designados atuantes, 2280 estudantes matriculados em classes do ensino fundamental, médio e EJA distribuídos em 34 unidades escolares e 4 sedes administrativas (Gomes et alli, 2006). v Destaca-se a participação da Associação dos Professores Indígenas na candidatura e eleição do atual prefeito (ex-diretor de um dos três núcleos da escola indígena) e de vários vereadores (dentre os quais 4 indígenas, sendo uma mulher). Atualmente, os secretários municipais de governo, saúde e de educação são ex-professores da escola indígena Xakriabá. vi Por exemplo, os professores, secretários, auxiliares de serviços gerais e agentes de saúde, profissionais que são escolhidos pela comunidade e precisam dominar estratégias de registro e comunicação em linguagem escrita, por isso, são recrutados entre os sujeitos com maior escolaridade. Levando-se em consideração a situação crônica de pobreza vivida pelos Xakriabás, tem-se a dimensão da importância desses profissionais no cenário econômico e social da Terra indígena, devido ao salário recebido como servidores estaduais. Ressalta-se a qualidade diferenciada das casas, a obtenção de automóveis, motocicletas e eletrodomésticos (Gomes, Gerken & Álvares, 2003). 7

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