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Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...

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Além disso, os

Além disso, os trabalhadores mais jovens concebem as identidades de gênero em relação à divisão das tarefas domésticas um campo onde homens e mulheres podem atuar, com menor comprometimento do senso de masculinidade. Ambos podem participar das esferas produtivas e reprodutivas do ambiente familiar. Sendo assim, o casamento, enquanto instituição familiar, apesar de ainda ser encarado como o comportamento “correto e normal”, tem dado espaço aos projetos individuais de cada um, o que tem aberto espaços de discussão e favorecido o estabelecimento de relações mais centradas na possibilidade de desenvolvimento individual de ambos os membros (esposo e esposa), o que se pode traduzir em oportunidades recíprocas. Ao que parece, a instabilidade no trabalho e a busca por satisfação pessoal tem sido acompanhado por um novo ideário de homem e família, que identifica o homem, não apenas como provedor, pelo menos na esfera do ideal: A inserção feminina tem alterado, ainda, os padrões de virilidade quando estas passam a desempenhar funções que antes eram tidas como masculinas. Entre os trabalhadores mais velhos, no entanto, atributos e atitudes, tidos como essenciais a uma identidade viril, como trabalho pesado e perigoso, ainda são, quando é comum a aceitação de condições de trabalho insalubres, além da recusa da possibilidade de trabalhos de manuseios finos tidos como “frágeis”. A idéia de um trabalho viril, ligada à satisfação pelo cumprimento do papel de provedor (estreitamente relacionada às diferenças de remuneração), corrobora para a conformação da divisão sexual do trabalho entre os trabalhadores mais velhos. Por outro lado, os resultados empíricos demonstraram que, entre os trabalhadores mais jovens, a noção de risco e perigo apesar de ainda associadas ao universo masculino passam a ser relativizadas, sendo que a ostentação de força e coragem tem perdido importância para o discurso dos “novos tempos” do capitalismo como adaptação, iniciativa, trabalho em grupo, flexibilidade, empreendedorismo, tanto no ambiente fabril quanto no doméstico. Assim podemos inferir, que as alterações no mercado de trabalho com a maior presença de mulheres em ocupações antes consideradas masculinas, contribuem para mudanças na percepção acerca da identidade masculina, seja como provedor, seja na concepção de virilidade vinculada ao risco e ao trabalho pesado. Entretanto essa mudança é lenta e mais perceptível nas novas gerações, inseridas já nos parâmetros instáveis e precários das relações de trabalho atuais. REFERÊNCIAS ARAÚLO, A.M.C., AMORIM, E.R.A.; FERREIRA, V.C., Os sentidos do trabalho da mulher no contexto da reestruturação produtiva. Artigo apresentado no VII Congresso Luso Afro Brasileiro de Ciências Sociais. Coimbra, Portugal, Anais, 2004. ARAÚJO, C.; SCALON, C. Percepções e atitudes de mulheres e homens sobre a conciliação entre família e trabalho pago no Brasil. IN: ARAÚJO, C.; SCALON, C. Gênero, Família e Trabalho no Brasil. (orgs). FGV Editora, Rio de Janeiro, 2005. DEDECCA, C.S. Tempo, trabalho e Gênero. IN: COSTA, A., OLIVEIRA, E.; SOARES,V. (orgs.). Reconfiguração das Relações de Gênero no trabalho, CUT – Brasil, São Paulo, SP, 2004. 6

JIMENEZ, L.; LEFÉVRE, F., Desafios e Perspectivas: Desemprego e Masculinidade. Interação em Psicologia, v. 8, n.2, p. 227-235, jul./dez, 2004. LAUFER, J. Entre a esfera pública e a esfera privada: os desafios dos direitos das mulheres. IN: MARUANI, M.; HIRATA, H. (orgs.). As novas Fronteiras da Desigualdade: homens e mulheres no mercado de trabalho. SENAC editora, São Paulo, 2003. OLIVEIRA, Z. L. C. A provisão da família: redefinição ou manutenção dos papéis? IN: ARAÚJO, C.; SCALON, C. Gênero, Família e Trabalho no Brasil. (orgs). FGV Editora, RJ, 2005. PERTICARRARI, D. Foi com o trabalho que me tornei homem: trabalho, gênero e geração. 2007. 164f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) –Universidade Federal de São Carlos, 2007. SORJ, B. Percepções sobre esferas separadas de gênero. IN: ARAÚJO, C.; SCALON, C. Gênero, Família e Trabalho no Brasil. (orgs). FGV Editora, Rio de Janeiro, 2005. 7

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Corpo, Violência e Poder - Fazendo Gênero 10 - UFSC