YOUR Magazine

nathalia.camargo

EDIÇÃO 1 / NOVEMBRO 2013

NOME DA SEÇÃO • ASSUNTO

YOUR

1


NOME DA SEÇÃO • ASSUNTO

COLEÇÃO VERÃO 2014

NOME DA SEÇÃO • ASSUNTO

2 3


NOME DA SEÇÃO • ASSUNTO

EDITORIAL

Aos 20 e poucos anos a paciência e

a calma para longas leituras já não é a

mesma. YOUR chega para mudar o padrão

das revistas atuais e quebrar a ideia

de que jovens são impacientes e não

gostam de ler. Aqui você leitor, tem voz

e pode contribuir com o nosso conteúdo.

A edição mensal tem sua estréia com

matérias exclusivas feitas a partir da

opinião de nossoa usuários. Com base

em um estudo prévio de 2 anos, YOUR

magazine foi elaborada para que o dia a

dia passe mais rápido e seja mais dinâmico.

Cultura e comportamento jovem

serão os focos abordados a cada mês e

o leitor poderá deixar sua marca sempre

que tiver vontade. Venha conhecer

a nova cara da revista jovem brasileira.

CAPA • Apontado como um dos melhores ábuns lançados

no Brasil em 2011, Nó Na Orelha abriu portas para

o rapper Criolo. Em entrevista completa conta como

lida com a música e suas criações.

NOME ARTISTA DA INDEPENDENTE SEÇÃO • ASSUNTO • ILUSTRAÇÃO

EXPEDIENTE

Projeto Gráfico NATHALIA CAMARGO

Revisão de texto NATHALIA CAMARGO

Editorial NATHALIA CAMARGO

Editora chefe NATHALIA CAMARGO

Fontes: Futura Light/Futura e DIN Condensed

Publicidade:

ROSÁRIO 341

VANS

COTTON PROJECT

DERCANVAS

QUER APARECER NA NOSSA PRÓXIMA EDIÇÃO?

revistayour@gmail.com

(11) 98797 3337/ (11) 3396 9633

Rua Augusta, 1200, Sala 11

São Paulo - SP - 01314-001

“ACREDITO QUE A

ILUSTRAÇÃO É UM

HOBBIE PARA MIM.”

Filho de Espanhóis e nascido

em Salvador, Andrés Amoedo

Justo, 22, é formado em

Design Gráfico pela Universidade

Estadual da Bahia e

atualmente atua como Business

Designer em um escritório

de Inovação de São Paulo

4 5


NOME DA SEÇÃO • ASSUNTO

SUMÁRIO

15 MINUTOS

SAÚDE E BEM ESTAR 8

COLETIVO LUMIKA 9

ENTREVISTA

CRIOLO 10 - 13

ESPECIAL

SÃO PAULO 14 - 17

TENDÊNCIA E MODA

VERÃO 2014 18

COMPRAS 19

SPOTLIGHT

CURITIBA, PR 20 - 21

PROGRAME-SE

DEZEMBRO 22

6 7


15 NOME MINUTOS DA SEÇÃO • SAÚDE • ASSUNTO E BEM ESTAR

ACORDE DE BEM COM A VIDA

É curioso que todo mundo se preocupe

com a qualidade do sono, mas pouca

gente dê bola para o momento de

despertar, que é tão importante quanto

o descanso. Tudo bem que nem sempre

despertamos tão zerados assim. Nesses

casos, você tem um motivo a mais para

investir em um começo de dia relaxante.

Tanto a medicina oriental quanto a

alopática concordam: despertar sem

sobressaltos é fundamental para a saúde

do corpo e da mente. “Devemos

acordar lentamente, bem devagarinho,

fazendo respiração e alongamento”,

afirma o médico Aderson Moreira da

Rocha, da Associação Brasileira de

Ayurveda. Eis o primeiro passo para

ter um bom dia de verdade.

Ninguém ignora que a vida diária é

atarefada. O resultado você também

conhece: estresse, ansiedade, frustração,

tédio e até problemas cardíacos.

“Geralmente, durante o sono, o coração

funciona de uma maneira diferente,

porque estamos em repouso. Podemos

dizer que o coração bate mais

devagar. Ao acordar, precisamos dar

um tempo para ele recuperar o ritmo”,

diz a neurologista Dalva Poyares, especialista

em insones da Unifesp.

Então por que a gente insiste na correria?

Para a professora de filosofia Dulce

Critelli, da PUC de São Paulo, há uma

epidemia de pressa. “Nossa sociedade

está montada sobre trabalho e resultados.

Parece que todo o tempo livre tem

que ser ocupado por uma atividade

produtiva. Se estiver ociosa, a pessoa

se sente culpada”. Segundo ela, muita

gente se entrega de bom grado a esse

problema. “Como a pressa desconcentra

e dispersa, isso é um alívio para

muitos, porque estar cheio de tarefas é

uma grande desculpa para não se ocupar

consigo mesmo”.

OS PRIMEIROS INSTANTES DA MANHÃ

DITAM O RITMO DO DIA.

VÁ DEVAGAR, RESPIRE,

ALONGUE-SE!

O ideal seria cultivar o hábito de dormir

sempre na mesma hora, o que faz

o corpo despertar naturalmente, na

mesma hora. Ao tomar banho, aproveite

para fazer um exercício de respiração.

A água limpa o corpo e o exercício

de respiração limpa a mente das

frustrações do dia anterior. Coloque

uma roupa limpa e tome um café da

manhã reforçado. Espreguiçar-se, bocejar,

fazer alongamentos, arrumar o

quarto, tomar um banho energizante e

caprichar no café da manhã levam um

tempo, sim. Mas dizer um “bom dia”

sincero vale a pena. Experimente!

Reportagem: Marina Motta

Edição: Lígia Scalise

Imagem: Marcelo Zocchio

Reportagem: Marina Motta

Edição: Lígia Scalise

Imagem: Marcelo Zocchio

WEBSÉRIE

LEVE-ME PRA SAIR

Quando se tem 16 anos, tudo pode acontecer

em uma festa! “Leve-me pra sair: websérie” é o

novo trabalho do Coletivo Lumika que aborda

a temática da diversidade sexual, explorando

momentos de jovens durante uma madrugada

longa e cheia de acontecimentos.

A websérie será lançada em 9 episódios curtos

que trazem a tona discussões que procupam

como: intolerância, formação de identidade,

machismos e liberdade de expressão. Foi

pensando nessa complexidade que o Coletivo

Lumika produziu conteúdos extras, como o depoimento

direto de cada personagem, a serem

lançados entre episódios - que é pra ninguém

perder nenhum detalhe importante dessa trama.

Toda segudna, quarta e sexta acompanhe

a websérie, os deposimentos e os making ofs

respectivamente em nosso canal do Youtube.

PODEMOS TE LEVAR PARA SAIR?

Somos jovens que acreditam em outros jovens.

Produzir conteúdo sobre diversidade sexual é

nosso jeito de dizer que estamos aqui, questionando,

estimulando e fazendo a nossa parte.

O Lumika acredita que o mundo está mudando

pra melhor, que os jovens são catalisadores de

mudanças e estão sedentos por novos diálogos.

O Coletivo Lumika foi criado em 2011 em São

Paulo e quer mudar o mundo, pretencioso assim.

www.facebook.com/coletivolumika

www.lumika.art.br/

8 9

NOME 15 MIUNTOS DA SEÇÃO • COLETIVO • ASSUNTO LUMIKA


NOME DA SEÇÃO ENTREVISTA • ASSUNTO • CRIOLO

Apontado como um dos melhores ábuns lançados no Brasil

em 2011, Nó Na Orelha abriu portas para o rapper Criolo. Há

23 anos difundindo a cultura do rap nacional pelos quatro

cantos do país, Kleber Cavalnte Gomes, o Criolo Doido, ou

"só" Criolo agora, viu sua música, antes restrita aos admiradores

do hip hop, romper barreiras e chegar a ouvidos nunca

antes imaginados.

Nó Na Orelha marca uma nova fase na carreira de Criolo.

Além do rap, o disco traz bolero, samba, brega, reggae. Desde

que Criolo disponibilizou o download gratuito do álbum

através de seu site oficial, mais de 50 mil pessoas se renderam

a essa mistura inrotulável de diversos gêneros da música brasileira

e mundial. Nó Na Orelha é um muito de tudo.

Em longa conversa com o ObaOba, Criolo fala de seu passado

desconhecido para a grande maioria das pessoas que baixou

ou comprou Nó Na “UM Orelha, LABIRINTO tenta explicar MÍSTICO o processo de composição

e criação do disco e exalta sua comunidade, o Grajaú,

na Zona Sul de São ONDE Paulo, o OS Nordeste GRAFITES e o povo GRITAM brasileiro. Veja

a entrevista completa:

NÃO DÁ PRA DESCREVER”

[NÃO] EXISTE AMOR EM SP

Apontado como um dos melhores ábuns lançados no Brasil

em 2011, Nó Na Orelha abriu portas para o rapper Criolo.

Há 23 anos difundindo a cultura do rap nacional pelos quatro

cantos do país, Kleber Cavalnte Gomes, o Criolo Doido,

ou "só" Criolo agora, viu sua música, antes restrita aos admiradores

do hip hop, romper barreiras e chegar a ouvidos

nunca antes imaginados.

Nó Na Orelha marca uma nova fase na carreira de Criolo.

Além do rap, o disco traz bolero, samba, brega, reggae. Desde

que Criolo disponibilizou o download gratuito do álbum

através de seu site oficial, mais de 50 mil pessoas se renderam

a essa mistura inrotulável de diversos gêneros da música

brasileira e mundial. Nó Na Orelha é um muito de tudo.

Em longa conversa com o ObaOba, Criolo fala de seu passado

desconhecido para a grande maioria das pessoas que

baixou ou comprou Nó Na Orelha, tenta explicar o processo

de composição e criação do disco e exalta sua comunidade,

o Grajaú, na Zona Sul de São Paulo, o Nordeste e o povo

brasileiro. Veja a entrevista completa:

COMO É PRA VOCÊ, QUE ESTÁ NO CORRE HÁ 23 ANOS, DE REPENTE VER TEU NOME

NA BOCA DE TODO MUNDO E SEU DISCO SENDO AMPLAMENTE ELOGIADO PELA CRÍTICA

ESPECIALIZADA?

Eu não vejo como de repente. “De repente” seria se eu tivesse

começado o corre esse ano e as coisas tivessem acontecendo

esse ano. Eu acho que tudo isso é fruto de 23 anos de correria.

São 23 anos de batalha, se tivesse que acontecer alguma coisa,

ia acontecer, foi gradativo. Eu não vejo como um lance do

tipo “Nossa, cara. Nunca aconteceu nada”. Dentro da história

do rap nacional, eu procurei construir muitas coisas, já visitei

vários lugares do país graças ao rap. O rap nacional tem uma

rede forte, uma comunicação forte. Eu acredito que tudo isso

que eu aprendi com o hip hop foi me dando base e força para

fazer tudo isso que eu faço. E agora aconteceu de um número

maior de pessoas de outros universos musicais terem contato

com minha música. Mas não enxergo como “de repente”. De

repente seria se eu tivesse começado minha história com música

há um ano.

ENTREVISTA • CRIOLO

10 11


ENTREVISTA • CRIOLO

E O QUE TE MOTIVOU A DAR ESSE NOVO OLHAR PARA A TUA CARREIRA E COLOCAR

UM BREGA, UM SAMBA, UM REGGAE E OUTROS DIVERSOS ELEMENTOS MUSICAIS

ALÉM DO RAP NO TEU TRABALHO?

Para muitas pessoas é novidade, porque elas são de outro

universo e estão tendo contato com a minha pessoa e com

a minha arte agora, mas eu já faço isso há 10 anos. Porque

meus pais são nordestinos, então eu tenho toda uma cultura

bonita da música do Nordeste do nosso país. Porque o

Grajaú, bairro onde eu moro, tem um milhão de habitantes

e tem pessoas de todos os lugares do Brasil. Toda hora

você tem informação cultural de vários pontos desse país/

continente. É uma coisa natural. Eu não pensei “Agora eu

vou misturar isso com aquilo pra ver no que dá”. Foi tudo

muito natural. É o dia a dia, as pessoas que estão ao meu

redor, as pessoas do meu bairro, as pessoas que fazem rap

de altíssima qualidade que eu convivo e que eu conheci em

vários lugares do Brasil. Essa história toda já tem mais de

10 anos.

VOCÊ ACHA QUE SE O NÓ NA ORELHA NÃO TIVESSE SIDO DISPONIBILIZADO PARA

DOWNLOAD GRATUITO NO TEU SITE (MAIS DE 50 MIL PESSOAS BAIXARAM O DISCO

EM MENOS DE UM MÊS) A REPERCUSSÃO SERIA A MESMA?

Quando eu coloquei para download gratuito no site, eu

quis facilitar o diálogo, não criei barreiras, deixei disponível.

E é uma coisa muito louca. Quando você deixa disponível,

você não está impondo. O álbum está lá para quem quiser

baixar. Quem quis baixar, baixou. Quem quis comentar,

comentou. Então esse processo que vai além das minhas

mãos foi muito natural. E foi muito natural para as outras

pessoas também. E eu não sei explicar porque tudo isso

aconteceu. Acho que o pessoal sentiu que a gente procurou

dividir. O dom que a gente recebe não é nosso, existe

algum motivo. Se é que eu tenho algum dom.

Talvez eu nem tenha...

CLARO QUE VOCÊ TEM UM DOM, CRIOLO...

Se eu tenho um dom, todo brasileiro tem, no mínimo, 10,

20, 30 dons. O povo brasileiro é um povo que... meu Deus

do céu... é minha fonte de inspiração todos os dias, para a

luta, para a arte. A sagacidade de você ter uma família, e

você ser um cara honesto, um cara digno, que passa bons

exemplos para o seu filho, um cara que sabe valorizar sua

comunidade e ganha um ou dois salários mínimos por mês.

Se for olhar por esse lado... meu Deus do céu... todos os

dias a gente aprende com qualquer pessoa. `As vezes o

cara que está passando alí do outro lado da rua tem uma

história de vida que te surpreende. Em relação a minha

música, acho que as coisas que desaguaram nesse Nó

Na Orelha aconteceram porque pela primeira vez eu tive

a oportunidade de fazer algo dessa magnitude, mas eu já

faço isso há mais de uma década.

NO TEU DISCO, VOCÊ FALA DE SABOTAGE, CHICO BUARQUE, FELA KUTI. VOCÊ NÃO SE

PRENDE A RÓTULOS MUSICAIS PARA OUVIR AS COISAS QUE VOCÊ GOSTA?

Tudo é música. O que nos conecta são os seres humanos

que estão escutando, são os corações, a vontade de fazer

música. A vontade de um cara que quer ser DJ é a mesma

vontade de um cara que quer tocar violão. Ele quer ter

contato com essa arte, ele quer fazer parte, ele quer que

isso exista na história da vida dele. É uma relação diferente.

Muitas pessoas querem fazer música para fazer parte da

história da música brasileira e muita gente quer fazer música

para que a música faça parte da história de suas vidas.

E é isso que nos liga.

E POR QUE VOCÊ ABANDONOU O “DOIDO” NO SEU NOME ARTÍSTICO A PARTIR DO

LANÇAMENTO DO NÓ NA ORELHA?

Eu abandonei o “Doido” porque eu já tenho 23 anos na

música rap, e há 10 anos eu já faço diversas outras coisas

que pouquíssimas pessoas sabiam até agora, mas mesmo

assim eu ainda precisaria viver mais 200 anos e contribuir

muito, não só cantando, mas em outras ações também, para

poder receber esse elogio de “Doido”.

Reportagem: Diego Ávila

Edição: Denise Freire

Imagens: Marcelo Zocchio

AUTOR DO DISCO MAIS ELOGIADO DO ANO DECLARA:

“TODO MUNDO TEM FOME. SE NÃO É

DE FEIJÃO E FARINHA, É DE AMOR!”

NOME ENTREVISTA DA SEÇÃO • CRIOLO • ASSUNTO

12 13


NOME DA SEÇÃO ESPECIAL • ASSUNTO •SÃO PAULO

SELVA DE

CONCRETO

E QUEM VEM DE OUTRO SONHO

FELIZ DE CIDADE APRENDE

DEPRESSA A CHAMAR-TE DE

REALIDADE PORQUE ÉS O AVESSO

DO AVESSO, DO AVESSO DO

AVESSO{SAMPA, CAETANO VELOSO}

São Paulo, Sampa ou a Terra da Garoa é um berço

cultural nacional e internacional, onde misturas musicais,

gastronômicas e de estilo se combinam. É considerada

polo cultural no Brasil e uma das principais capitais culturais

da América Latina.

Terra do poeta romancista Mario de Andrade e do escritor

Oswald de Andrade. Cidade de origem de influenciadores

musicais, como: Os Mutantes, Ultraje a Rigor, Rita

Lee, Demônios da Garoa, Titãs e Ira.

Representada e cantada pelo baiano Caetano Veloso

na música Sampa: “Alguma coisa acontece no meu coração/Que

só quando cruza a Ipiranga e a avenida São

João” e pelo pai do samba paulista, Adoniran Barbosa,

em Trem das Onze “Moro em Jaçanã/Se eu perder esse

trem/ Que sai agora às onze horas/ Só amanhã de manhã”.

– Eleita popularmente como música-símbolo da cidade.

Fundada em 1554, a capital paulista oferece oportunidades

de um novo mundo. É onde as pessoas vão à procura

de realizar seu sonho, emprego, negócios ou diversão.

Grandes negociações do mercado imobiliário nacional

estão concentradas em São Paulo, afinal é o principal

centro financeiro e corporativo da América do Sul.

Só em 2012 o número de inscritos no CRECI-SP passou

de 47.954 corretores de imóveis. Em novembro do mesmo

ano, a cidade concentrou 20,57% das 23.797 unidades

residenciais lançadas na capital desde janeiro. Este desempenho,

recorde no ano, supera de longe os números

de outubro e ultrapassa o resultado do mesmo período

de 2011, quando o mercado imobiliário mostrava sinais

de maior aquecimento. Ao todo, 4.894 imóveis na planta

foram colocados à venda em São Paulo, distribuídos em

48 novos empreendimentos.

Reportagem: Ricardo Almeida

Edição: Fábio Mendes

Imagens: Marcelo Zocchio

ESPECIAL • SÃO PAULO

14 15


ESPECIAL • SÃO PAULO

JULES MARTIN E JOAQUIM EUGÊNIO DE LIMA

OS RESPONSÁVEIS PELA CRIAÇÃO DO VIADUTO

DO CHÁ E DA AVENIDA PAULISTA: IDEIAS QUE DE-

RAM MAIS MOBILIDADE A SÃO PAULO SURGIRAM

DA CABEÇA DOS ESTRANGEIROS

O Viaduto do Chá libertou São Paulo do sufoco que a

confinava aos limites da colina em que foi fundada. A

Avenida Paulista expandiu-lhe os limites até o alto do morro

que serve de divisor de águas entre os rios Tietê e Pinheiros.

São as duas mais marcantes obras do período de

transição entre a sonolenta cidade colonial e a metrópole.

Por coincidência, surgiram da cabeça de dois estrangeiros

— o francês Jules Martin e o uruguaio Joaquim Eugênio

de Lima.

Jules Victor André Martin (Montiers, França, 1832-São

Paulo, 1906) chegou ao Brasil em 1868 e, depois de uma

passagem por Sorocaba, radicou-se na capital da província.

Dotado para o desenho, ele, que estudara belas-artes

em Marselha, inaugurou em São Paulo, em 1870, uma

oficina litográfica, a primeira da cidade. Entre outros trabalhos,

ali imprimiria mapas de São Paulo de sua autoria

— tanto da província quanto da capital — e projetos

urbanísticos que pretendia ver implantados na cidade. Um

deles previa uma galeria coberta que, serpenteando pelas

ruas do centro, abrigaria quatro andares de lojas. Não

vingou. Outro imaginava um viaduto que uniria a colina

histórica ao outro lado do Vale do Anhangabaú, onde se

situava o morro conhecido como “do Chá”, assim chamado

por causa das plantações de chá que por ali vicejavam.

Aquela área começava a ser urbanizada. Nas chácaras

pertencentes ao marechal José Arouche de Toledo Rendon

e ao barão de Itapetininga — ambos cultivadores de chá

—, traçavam-se ruas e vendiam-se terrenos. Não tinha

mais sentido a canseira de descer a encosta da colina de

um lado, atravessar a ponte sobre o Riacho Anhangabaú,

lá embaixo, e subir a encosta do morro do outro lado.

Em 1877, Jules Martin desenhou, apresentou à Câmara

Municipal e pendurou à porta da oficina seu projeto de

viaduto. Em 1879, modificou-o. Agora, em vez de suspensa,

a ponte se assentava sobre um aterro, com uma passagem

em arco, embaixo, por onde continuaria a fluir o

Anhangabaú. Em 1885, ganhou da Câmara a concessão

para realizar o projeto.

A Avenida Paulista foi inaugurada em 8 de dezembro de

1891. Jules Martin é autor de uma aquarela em que registra

o evento. Joaquim Eugênio de Lima traçou também

ruas que corriam paralelas ou de atravessado à nova via,

chamando-as de “alamedas” e batizando- as com o nome

de cidades paulistas: Santos, Itu, Ribeirão Preto, Lorena...

Com o novo bairro, a classe endinheirada da cidade galgava

mais um degrau, no afã de afastarse dos baixios

próximos aos rios, lugares considerados insalubres. Se o

primeiro bairro rico, o dos Campos Elíseos, ainda ficava

na parte mais baixa da área de expansão urbana, o segundo,

Higienópolis, já começara a subir. Com a Avenida

Paulista, chegava-se ao topo. Tão nova quanto a avenida

seria a elite que ali se instalaria. Se os barões do café

dominavam nos Campos Elíseos e em Higienópolis, a

Paulista seria o lugar de preferência dos industriais, inclusive

o maior deles, que em vez de um nome paulista da

gema ostentava o de Francisco Matarazzo.

DA MULA PARA O TREM: SINAL DE MODERNIDADE

EM 1867 FOI INAUGURADA A SÃO PAULO RAIL-

WAY, POPULARMENTE CONHECIDA COMO “A IN-

GLESA”, ESTRADA DE FERRO QUE LIGAVA SANTOS

A JUNDIAÍ

A passagem da mula para o trem constituiu-se num momento

de eufórico encontro de São Paulo com essa entidade

sedutora mas esquiva, reconfortante mas tantas

vezes ilusória, chamada “modernidade”. Nada contra a

mula, muito pelo contrário. As mulas, durante três séculos,

foram as responsáveis pela conexão de São Paulo com o

restante do Brasil. Fortunas paulistas se fizeram empreitando

as tropas de mulas que abasteciam as vilas surgidas

junto às minas de ouro das Gerais. Antes de as mulas,

animais fortes e resistentes, se disseminarem como o melhor

meio de transporte, no Brasil, um paulista só tinha

duas opções para descer e subir a Serra do Mar ou embrenhar-se

pelo sertão: a pé ou carregado por outro ser

humano, no caso um índio. No lombo da mula dom Pedro

I subiu a Serra do Mar para, ao chegar ao Ipiranga... já

se sabe. A cidade de São Paulo, situada no caminho entre

o sul, de onde vinha a carne e onde eram criadas as

próprias mulas, e, na outra ponta, o Rio de Janeiro, as

Minas Gerais ou a Bahia, foi ponto de pouso das tropas.

Os pousos conjugavam um pasto para as mulas com um

rancho onde dormiam e se alimentavam os tropeiros. Os

pousos de São Paulo ficavam nos matagais às margens do

Rio Anhangabaú, no espaço onde hoje ficam o Largo da

Memória e a Praça da Bandeira. O fato de ser pouso de

tropa revela o caráter rústico da São Paulo de um período

que vai além da metade do século XIX. Mas ainda bem que

era pouso de tropa. A circunstância de estar no caminho a

conservava no mapa. Livrou-a do esquecimento.

Eis que, em 1867, é inaugurada a São Paulo Railway,

popularmente conhecida como “a Inglesa”, estrada de

ferro que ligava Santos a Jundiaí. O trem é a outra face da

moeda que, com o café, vai propiciar a arrancada pau-

lista. Antes dele, o café era transportado no lombo das

mulas. Enquanto a produção esteve confinada ao Vale do

Paraíba, o sistema ainda se manteve viável, pela proximidade

com o litoral. Mas o avanço dos cafezais para o interior

paulista tornou urgente um sistema de transporte que

abreviasse o tempo, garantisse a segurança e a durabilidade

da mercadoria e diminuísse a despesa do transporte

até o porto. Sem o trem não haveria a enorme expansão

do cultivo do café. Mas sem o café também não haveria

nem o capital nem o motivo para investir nos trens. É nesse

sentido que são duas faces da mesma moeda.

Em São Paulo se instalou o melhor comércio. Fixaram

residência na cidade os maiores fazendeiros, levantando

suas mansões nos novos bairros de Campos Elíseos e Higienópolis.

Apareceram hotéis e restaurantes. O bonde de

burro, que ao surgir, em 1872, já significava um avanço,

foi substituído pelo bonde elétrico em 1900. No despontar

do século XX, São Paulo já estava na plataforma de lançamento

para virar metrópole.

ESPECIAL • SÃO PAULO

16

17


TENDÊNCIA NOME DA SEÇÃO E MODA • ASSUNTO • VERÃO 2014

A REGRA É:

EVITE TONS

MUITO PRÓXIMOS

À COR DOS

CABELOS E PELE.

Imagem: Lívia Dabague

MIX DE ESTAMPAS

Animal print, motivos geométricos – listras e poás, principalmente

-, desenhos abstratos e estampas florais; todas as gravuras

lado a lado para a temporada Verão 2014. Passados os

principais desfiles da temporada, sabe-se que, cores vibrantes

e alegres combinadas retornam à moda; como não poderia

deixar de ser, tons energéticos entram em cena. Entre tons de

rosa, do verde-esmeralda, vermelho, amarelo e do azul, harmonizados

pelo branco e preto, o mix de estampas é tendência.

Produções monocromáticas ou em cores vivas; diferentes motivos

se misturam nesse verão 2014. Como tendência o mix

de estampas Verão 2014 traz como diferencial a composição

dos tons; o “ton sur ton” dá espaço às cores aliadas a tons fechados,

ao preto e branco. Não menos em alta, é sabido que

motivos animais, flores e outros se aplicam a um mesmo visual

quando combinados às listras, quadriculados e afins.

As cores são capazes de harmonizar o visual quando utilizadas

corretamente: Às morenas, cores vivas, como o violeta,

laranja e rosa são indicadas, assim como os tons pastel; Peles

amarelas pedem por tons escuros, como azuis, violetas, ocres,

cinzas e afins; As negras, por sua vez, adaptam-se praticamente

a toda gama de cores; os tons fortes são os mais indicados;

Loiras, porém, podem investir no preto ou vermelho, tal

como no turquesa, e evitar tons pastel.

COMO VESTIR O MIX DE ESTAMPAS NO DIA A DIA?

Escolher uma cor harmônica contida em uma estampa e outra

é uma das principais dicas para vestir o mix de estampas

corretamente, bem como mesclar gravuras variadas em preto

e branco. No verão, alie estampas gráficas ao visual combinadas

a outros prints, ou seja: listras e florais, poás e animal

print, por exemplo.

18 19

R$ 99

COLCCI

R$ 140

CAVALERA

R$ 129

LACOSTE

QUANTO CUSTA•ONDE COMPRA

R$ 79

BRIXON

R$ 199

COLCCI

R$ 99

CAVALERA

R$ 250

VANS

NOME TENDÊNCIA DA SEÇÃO E MODA • ASSUNTO • COMPRAS


SPOTLIGHT NOME DA NACIONAL SEÇÃO • • ASSUNTO CURITIBA, PR

Imagens: I HATE FLASH

O BARBA HAMBURGUERIA

VOCÊ VAI FICAR COM A IMPRESSÃO DE

QUE JÁ VIU ESSE BAR EM ALGUM FILME,

COMO ALTA FIDELIDADE, ESTRELADO

PELO ATOR AMERICANO JOHN CUSACK

É uma reunião de gente bonita de cepas

variadas: dos modernos que viraram

clientes de primeira hora - leia-se

meninas de sapatilha de oncinha, tatuadas,

com regata de caveira, e rapazes

de xadrez e piercing no nariz - a patricinhas

e mauricinhos com roupas de

grife. Embalados pela trilha sonora de

rock, todos parecem dispostos a trocar

ideias, fazer novas amizades e… Enfim,

não é à toa que o lugar foi eleito como

point de pessoas livres e desimpedidas.

“Tem muita gente que chega aqui sozinha”,

diz a publicitária carioca Marina

Nogueira Ramos, 28 anos, que há três

anos criou O Barba.

O cardápio do bar oferece diversos

tipos de hambúrguer, que podem ser

montados com variadas combinações

de recheio. Apreciadores de carne escolhem

ent re os discos feitos de corte

bovino ou de calabresa e bacon,

enquanto os vegetarianos dispõem do

sempre elogiado hambúrguer de batata

com ervilha - o de feijão com beterraba

e o de grão-de-bico completam a

lista. Rua Vicente Machado, 578 e 642,

Batel, Curitiba. Seg a Dom 18h30 / 01h00.

(41) (41) 3322-7506

Imagens: Felipe Trindade

FEIRA DO LARGO DA ORDEM

A Feira de Arte e Artesanato do Largo

da Ordem, também conhecida como a

Feirinha do Largo, é um espaço multicultural

em um setor histórico da cidade.

Freqüentada pelos curitibanos é um

dos prazeres que nós não dispensamos

pelo menos uma vez ou outra e é também

um dos pontos mais procurados

pelos turistas que visitam a cidade.

E mesmo quem não quer gastar dinheiro

pode garantir um bom passeio pelo

centro histórico da cidade, conferindo

atrações como a Igreja da Ordem, o

Memorial de Curitiba. Se você quiser

ver todas as coisas com tranqüilidade é

sempre bom chegar cedo, pois a partir

das 11h, principalmente em dias de sol,

fica muito cheio e meio complicado até

de andar. Apesar da quantidade de

pessoas o ambiente é limpo, seguro e

agradável. Logo após passear e fazer

suas compras você pode sentar e almoçar

em algum restaurante ou até mesmo

saborear um delicioso pastel, salgados

variados, açai, sorvete, etc. Rua Kellers,

160 - São Francisco, Curitiba - PR,

Domingo 9h as 21h (41) 3349-4420

A FEIRINHA RECEBE A CADA

DOMINGO UMA MÉDIA DE

15 MIL VISITANTES

SPOTLIGHT NACIONAL • CURITIBA, PR

20

21


PROGRAME-SE • AGENDA DEZEMBRO

PROGRAME-SE

NOME DA SEÇÃO • ASSUNTO

Após um longo período fora

do país, o DJ Eduardo Quagliato

volta ao brasil para

uma turnê exclusiva. São

Paulo, Porto Alegre, Curitiba

e Rio de Janeiro são os principais

lugares onde o artista

deve passar no próximo

mês de dezembro.

www.duquagliato.com

Etapa Nacional do Vans

Champion 2013 acontece

entre os dias 25 e 27 de

dezembro e as inscrições

podem ser feitas até 31 de

novembro. O valor varia de

acordo com a categoria do

competidor. Mais infos consulte

nosso site.

/vanschamp013.com

Está aberta a temporada

de comédia em pé de São

Paulo. Fábio Porchat, Márcio

Ballas e Gredório Duvivier

são uma das atrações

que marcam a noite dessa

sexta-feira no teatro da

Augusta. Ingressos no local.

Outras informações:

(11) 3224 5677

Exposição Escher chega a

São Paulo e permanece em

cartaz até Janeiro/2014. Os

ingressos podem ser retirados

no local do evento ou

antecipado através do site

www.ingresso.com/eshersp

Para maiores informações:

www.maiscultura.com/sp

Marcelo Camelo e sua banda

recomeçam turnê pelo

Brasil com o mais novo

álbum “Solo e Cia”. Segundo

o cantor e compositor

esse deve ser um divisor de

águas e traz algumas surpresas

e participações especiais.

Mais informações:

www.mcamelo.com.br/scia

THE ONLY SHOT THAT GIVES YOU WINGS

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