Relatório_Acidentes Mortais em GIFs 2013.pdf

pyro1973

Relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) ao Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais - ADAI/LAETA do
Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade de Coimbra, com o fim de apurar as causas que levaram aos acidentes que provocaram a morte a 9 bombeiros.

Universidade de Coimbra Os Incêndios Florestais de 2013

sobressaindo o valor de 15 mil hectares no dia 9 de julho, correspondente ao incêndio de Picões ou Alfândega

da Fé. Verifica‐se uma sequência nos últimos dez dias de agosto com valores de área ardida por dia superiores

a mil hectares.

Figura 2 – Evolução diária do número de ocorrências e de área ardida em Portugal Continental, entre 1 de janeiro e 30 de

setembro de 2013. Notar que a escala da área ardida é logarítmica.

Como é bem sabido, a ocorrência e extensão dos incêndios florestais depende de vários fatores, os

quais, no caso de Portugal Continental, poderemos agrupar em três classes: (1) as condições de natureza

climática e meteorológica; (2) a estrutura e organização do sistema de prevenção e combate e (3) a

sensibilidade e estrutura da população. Vamos passar a analisá‐los brevemente.

18

1.2.1. Fatores climáticos e meteorológicos

A caraterização do ano 2013, do ponto de vista climático e meteorológico, no âmbito dos incêndios

florestais, foi feita pelo IPMA num trabalho que partilhou connosco e que descreve muito bem as condições

climáticas que condicionaram a ocorrência e desenvolvimento dos incêndios florestais, incidindo em especial

nos casos que são objeto do presente estudo. Iremos fazer uso deste trabalho no nosso Relatório, referindo

nesta altura que o verão do ano de 2013 foi dos mais quentes e secos dos últimos trinta anos.

Temos a convicção de que o ano de 2013 teve algumas condições de natureza climática e meteorológica

que o equiparam muito de perto aos anos de 2003 e de 2005. Infelizmente na formação e sensibilidade da

população não notamos uma grande evolução desde 2003 até o presente. O que terá impedido que, em

matéria de incêndios, este ano fosse comparável aos dois referidos deveu‐se quanto a nós à melhoria visível

do sistema de prevenção e combate. Muito particularmente ao sistema de combate, como iremos procurar

mostrar.

More magazines by this user