Relatório_Acidentes Mortais em GIFs 2013.pdf

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Relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) ao Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais - ADAI/LAETA do
Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade de Coimbra, com o fim de apurar as causas que levaram aos acidentes que provocaram a morte a 9 bombeiros.

Universidade de Coimbra Os Incêndios Florestais de 2013

Figura 9 – Mapa com a localização das povoações na zona do incêndio

As sedes de freguesia localizadas na orla do incêndio são as que concentram mais população,

excetuando o lugar de Quinta das Quebradas (concelho do Mogadouro), localizado no interior e que ainda

alberga alguma população, apesar de envelhecida. As restantes povoações são dispersas, em número

reduzido, com pouca população e envelhecida.

2.2.3. Rede Viária Florestal

A rede viária florestal (RVF) não apresenta homogeneidade nos concelhos afetados, nomeadamente ao

nível das tipologias 2 e 3 (Figura 10). A tipologia 1 (vias de largura superior a 4m) é pouco densa e acompanha

as curvas de nível. São normalmente estradas municipais de ligação das sedes dos concelhos às sedes de

freguesia.

Os concelhos de Freixo de Espada à Cinta e Alfândega da Fé são os que apresentam maior densidade de

RVF do tipo 2. O concelho do Mogadouro praticamente não contempla nenhuma via com esta tipologia, pelo

menos na área do incêndio. Relativamente, à tipologia 3 (vias com largura inferior a 3m) esta é também mais

densa em Freixo‐de‐Espada‐à‐Cinta e Alfândega da Fé do que nos outros concelhos.

De uma forma global a área afetada não dispõe de uma RVF eficaz, o que condiciona o reposicionamento

de meios e obriga a deslocações muito extensas e morosas, nomeadamente para viaturas pesadas, enquanto

o incêndio progride livremente.

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