Temas Livres, Pôsteres e Relatos de Casos - Conselho Brasileiro ...

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Temas Livres, Pôsteres e Relatos de Casos - Conselho Brasileiro ...

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versão impressa

Arquivos Brasileiros de Oftalmologia | jul-ago 2010 | v.73 n.4 Supl. p.1-82

A r q u i v o s b r a s i l e i r o s d e

publicação oficial do conselho brasileiro de oftalmologia

JULHO/AGOSTO 2010

indexada nas bases de dados

SUPLEMENTO

73 04

XIX Congresso Brasileiro de

Prevenção da Cegueira e

Reabilitação visual

Temas Livres,

Pôsteres e

Relatos de Casos

29 de setembro a 02 de outubro de 2010

Salvador - BA

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da córnea, prevenção e tratamento de lesões corneais causadas pelo uso de lentes de contato. CUIDADOS E ADVERTÊNCIAS: Manter em local seco em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Depois de aberto,

deverá ser consumido em 04 semanas. Produto exclusivo para uso oftálmico. Devido à natureza, em gel, a visão pode se apresentar embaçada por alguns minutos, imediatamente após a administração, e pode

prejudicar a habilidade do paciente em dirigir veículos ou operar máquinas. Não deve ser usado durante a gravidez e lactação, exceto sob orientação médica. REAÇÕES ADVERSAS: Podem ocorrer reações de

hipersensibilidade em casos isolados. Não existem registros de alterações de exames laboratoriais. POSOLOGIA: Dependendo da gravidade e intensidade das lesões, instilar uma gota no saco conjuntival de três

a cinco vezes ao dia ou com maior freqüência, de acordo com a prescrição médica. Durante a aplicação, não devem ser usadas lentes de contato. Reg. MS - 1.1961.0012 VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Referências bibliográficas: 1. Christ T.: Treatment of corneal erosion with a new ophthalmic gel containing panthenol. Spektrum Augenheilkunde (1994) 8/5: 224-226.

CONTRA-INDICAÇÕES: Hipersensibilidade a um dos componentes da fórmula. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Não são conhecidas interações medicamentosas. Quando usado com outros

agentes oftálmicos tópicos, preferencialmente deve ser a última medicação administrada, após um intervalo de cerca de cinco minutos.

Jan/2010


PUBLICAÇÃO OFICIAL DO

CONSELHO BRASILEIRO

DE OFTALMOLOGIA

CODEN - AQBOAP

PUBLICAÇÃO OFICIAL DO CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA

Publicação ininterrupta desde 1938

ISSN 0004-2749

(Versão impressa)

ISSN 1678-2925

(Versão eletrônica)

Periodicidade: bimestral Arq Bras Oftalmol. São Paulo, v. 73, n. 4 (Supl), p. 1-82, jul./ago. 2010

CONSELHO ADMINISTRATIVO

Paulo Augusto de Arruda Mello

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EDITOR-CHEFE

Wallace Chamon

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Waldemar Belfort Mattos

Rubens Belfort Mattos

Rubens Belfort Jr.

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Tomás Fernando S. Mendonça (São Paulo-SP)

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INTERNACIONAL

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Bradley Straatsma (E.U.A.)

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Cristian Luco (Chile)

Emílio Dodds (Argentina)

Fernando M. M. Falcão-Reis (Portugal)

Fernando Prieto Díaz (Argentina)

James Augsburger (E.U.A.)

José Carlos Cunha Vaz (Portugal)

José C. Pastor Jimeno (Espanha)

Marcelo Teixeira Nicolela (Canadá)

Maria Amélia Ferreira (Portugal)

Maria Estela Arroyo-Illanes (México)

Miguel N. Burnier Jr. (Canadá)

Pilar Gomez de Liaño (Espanha)

Richard L. Abbott (E.U.A.)

Zélia Maria da Silva Corrêa (E.U.A.)

ABO – ARQUIVOS BRASILEIROS DE OFTALMOLOGIA • PUBLICAÇÃO BIMESTRAL DO CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA (CBO)

Redação: Novo endereço: R. Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - Vila Olímpia - São Paulo - SP - CEP 04546-004

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Membros do CBO: Distribuição gratuita.

Editor: Wallace Chamon

Revisão Final: Paulo Mitsuru Imamura

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Single issue: US$ 40.00

Gerente Comercial: Mauro Nishi

Secretaria Executiva: Claudete N. Moral

Claudia Moral

Editoria Técnica: Edna Terezinha Rother

Maria Elisa Rangel Braga

Capa: Ipsis

Publicação:

Divulgação:

Tiragem:

Ipsis Gráfica e Editora S.A.

Conselho Brasileiro de Oftalmologia

7.200 exemplares

Imagem da capa: Réplica de detalhe de óleo sobre tela “Autorretrato” de Vincent van Gogh (1853 - 1890),

pintado em setembro de 1889. O original está no museu d’Orsay em Paris, França.


PUBLICAÇÃO OFICIAL DO

CONSELHO BRASILEIRO

DE OFTALMOLOGIA

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• MEDLINE

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Literatura Latino-americana

em Ciências da Saúde

DIRETORIA DO CBO - 2009-2011

Paulo Augusto de Arruda Mello (Presidente)

Marco Antônio Rey de Faria (Vice-Presidente)

Fabíola Mansur de Carvalho (1º Secretário)

Nilo Holzchuh (Secretário Geral)

Mauro Nishi (Tesoureiro)

SOCIEDADES FILIADAS AO CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA

E SEUS RESPECTIVOS PRESIDENTES

Centro Brasileiro de Estrabismo

Sociedade Brasileira de Administração em Oftalmologia

Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intra-Oculares

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular

Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa

Sociedade Brasileira de Ecografia em Oftalmologia

Sociedade Brasileira de Glaucoma

Sociedade Brasileira de Laser e Cirurgia em Oftalmologia

Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria

Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica

Sociedade Brasileira de Oncologia em Oftalmologia

Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Sociedade Brasileira de Trauma Ocular

Sociedade Brasileira de Uveítes

Sociedade Brasileira de Visão Subnormal

Galton Carvalho Vasconcelos

Mário Ursulino M. Carvalho

Leonardo Akaishi

Suzana Matayoshi

Newton Leitão de Andrade

Norma Allemann

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Maria Regina Catai Chalita

Tania Mara Cunha Schaefer

Célia Regina Nakanami

Renato Luiz Gonzaga

Mario Martins dos Santos Motta

Nilva Simeren Bueno Moraes

Moyses Eduardo Zajdenweber

Alexandre Costa Lima Azevedo

Apoio:


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Periodicidade: bimestral Arq Bras Oftalmol. São Paulo, v. 73, n. 4 (Supl), p. 1-82, jul./ago. 2010

SUMÁRIO | CONTENTS

EDITORIAL | EDITORIAL

5 Entramos na reta final

André Barbosa Castelo Branco, Paulo Augusto de Arruda Mello

TRABALHOS PREMIADOS | PAPER AWARDS

0 7 Trabalhos Científicos Premiados

VÍDEOS PREMIADOS | VIDEO AWARDS

0 8 Vídeos Premiados

8 PRÊMIO “WALDEMAR E RUBENS BELFORT MATTOS”

WALDEMAR AND RUBENS BELFORT MATTOS AWARD

CONTEÚDO ESPECIAL | SPECIAL CONTENTS

9 Temas Livres do XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual

21 Pôsteres do XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual

59 Relatos de Casos do XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual

70 ÍNDICE REMISSIVO DOS TEMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

PAPERS, POSTERS AND CASE REPORTS INDEXES

81 INSTRUÇÕES PARA OS AUTORES | INSTRUCTIONS TO AUTHORS


EDITORIAL | EDITORIAL

Entramos na reta final

Depois de dois anos de trabalho intenso, envolvendo equipes multiprofissionais e por vezes geograficamente

distantes, o trabalho voluntário de tantos médicos oftalmologistas e a dedicação

inestimável de professores integrantes da Comissão Científica e da Diretoria do CBO, o XIX

Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual começa a deixar a forma de plano

para ir adquirindo rapidamente a forma concreta de um grande fórum para a transmissão e a discussão do

conhecimento médico oftalmológico atual.

Já é fato conhecido de todos os médicos oftalmologistas do Brasil e do exterior que os Congressos

Brasileiros de Oftalmologia e os de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual, ambos promovidos pelo

CBO em anos alternados, constituem-se nos mais importantes eventos da Oftalmologia Brasileira,

verdadeiras maratonas nas quais o saber de nossa especialidade é compartilhado de forma irrestrita,

obedecendo aos interesses e a disponibilidade de cada congressista, numa experiência que se torna

inesquecível a quem dela participe.

E assim será no Congresso de Salvador, que dentro de alguns dias será aberto com a presença de colegas

de todo o País, além de participantes e convidados de várias partes do mundo.

A quantidade de trabalhos que foram enviados para análise da Comissão Científica do evento, bem

como a quantidade de propostas de cursos de instrução que a ela foram submetidas demonstra, por um

lado o dinamismo de nossos pesquisadores e a força inovadora de nossa Oftalmologia e, por outro, a

consciência consolidada de que os congressos do CBO representam, efetivamente, o momento fundamental

para o debate e para o congraçamento dentro da especialidade em que atuamos. Também esta

edição especial dos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, na qual temos os resumos dos trabalhos que

estarão sendo apresentados e discutidos em Salvador na forma de pôsteres e temas livres, é outra prova

desse dinamismo científico e da importância crescente do evento.

Ao tentar agradecer a todos os que contribuíram para que este momento fosse possível corre-se

sempre o risco de omissões involuntárias, nem por isto perdoáveis. Ao trabalho da Comissão Científica, da

Diretoria do CBO e de seus funcionários cabe somar o esforço das sociedades de subespecialidades

filiadas à entidade e dos representantes dos cursos de especialização por ela credenciados. Enfim, são

centenas de pessoas que doaram o que tem de mais importante, o tempo, para que o Congresso seja o

que é: sucesso absoluto. Um singelo “obrigado a todos” pode parecer pouco, mas como vem acompanhado

de muito sentimento creio que é o mais adequado para fugir do lugar comum.

Além do conhecimento e da informação adequados aos interesses de todos os congressistas, encontraremos

também em Salvador o debate franco e aberto sobre os caminhos que se abrem para a prevenção

da cegueira e a defesa da saúde ocular da população dentro do Brasil de 2010. Embora alguns

considerem essa discussão secundária, ela é fundamental para o futuro da especialidade e, portanto,

fundamental para o futuro de cada um de nós que a exerce.

Por fim, temos certeza que o XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual

contribuirá para desmascarar o mito de que os eventos presenciais estão com os dias contados em

consequência do desenvolvimento de formas eletrônicas de transmissão do conhecimento. Nada mais

falso! Os meios eletrônicos são e serão cada vez mais importantes, mas não substituirá o convívio social, a

troca pessoal de experiências e conhecimento e a descoberta compartilhada de novos e sempre

renováveis horizontes, sempre muito mais amplos que a tela de um monitor.

Salvador espera a todos, e a cada colega em particular, para o grande fórum de transmissão do

conhecimento de nossa Oftalmologia de 2010.

André Barbosa Castelo Branco

Presidente da Comissão Executiva do XIX Congresso Brasileiro

de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual

Paulo Augusto de Arruda Mello

Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):5 5


TRABALHOS PREMIADOS | PAPER AWARDS

XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual

Trabalhos Científicos Premiados

• Prêmio Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Título: Fatores associados à resposta da cabeça do nervo óptico à

variação da pressão intraocular em pacientes glaucomatosos

Autores: Tiago dos Santos Prata, Verônica Castro Lima, Carlos

Gustavo Vasconcelos de Moraes, Lia Manis Guedes, Fernanda Pedreira

Magalhães, Sergio Henrique Teixeira, Robert Ritch, Augusto

Paranhos Jr.

Instituição: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São

Paulo - SP / Hospital Oftalmológico Medicina dos Olhos - Osasco - SP

• Prêmio Prevenção da Cegueira

Título: Cirurgia de catarata: custos para os pacientes no período

pós-operatório

Autores: Newton Kara José Júnior, Rodrigo França de Espíndola,

Marcony Rodrigues de Santhiago, Tais Renata Ribeiro Parede, Marcos

Marcondes, Paula Mourad, Regina Carvalho, Newton Kara José

Instituição: Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo - SP

• Prêmio Educação em Saúde Ocular

Título: Expectativas e conhecimento entre pacientes com indicação

de transplante de córnea

Autores: Paula de Camargo Abou Mourad, Newton Kara-Júnior,

Rodrigo França de Espíndola, Marco Aurélio Costa Marcondes,

Heloisa Helena Abil Russ

Instituição: Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo - SP

• Prêmio Pesquisa Básica

Título: Comunicação entre Toxoplasma gondii e seu hospedeiro:

Impacto do genótipo do parasita na resposta inflamatória

Autores: Cynthia Azeredo Cordeiro, Jeroen Saeij, Fernando

Orefice, Lucy Young

Instituição: Massachsetts Eye and Ear Infirmary - Boston - MA - EUA /

Massachusetts Institute of Technology - Cambridge - MA / EUA

• Prêmio Trabalho Internacional

Título: Reprodutibilidade da espessura do I-LASIK flap utilizando

tomografia de coerência óptica de segmento anterior

Autores: Camila Haydee Rosas Salaroli, Xinbo Zhang, Maolong Tang,

Yan Li, José Luiz Branco Ramos, Norma Allemann, David Huang

Instituição: Doheny Eye Institute - Los Angeles - CA - EUA / Universidade

Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo - SP

• Prêmio Oftalmologia Cirúrgica

Título: An experimental protocol of the model to quantify traction

applied to the retina by vitreous cutters

Autores: Anderson Gustavo Teixeira Pinto, Lawrence Chong,

Naoki Matsuoka, Luis Arana, Jaw-chyng Lue, Matthew Mccormick,

Prashant Bradhi, Ralph Kerns, Rubens Belfort Jr., Mark Humayun

Instituição: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São

Paulo - SP / Doheny Eye Institute - Los Angeles - CA / EUA

• Prêmio Oftalmologia Clínica

Título: Uso do colírio azul de toluidina a 1% no diagnóstico das

neoplasias de células escamosas da superfície ocular

Autores: Ivana Lopes Romero, Priscilla Luppi Ballalai

Instituição: Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo -

SP / Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo - SP

• Prêmio Região: Centro-Oeste

Título: Eletrovisuograma axonal: Achados em indivíduos normais

Autores: Wener Passarinho Cella e Marcos Ávila

Instituição: Universidade Federal de Brasília (UFB) - Brasília - DF /

Centro Brasileiro da Visão (CBV) - Brasília - DF

• Prêmio Região: Nordeste

Título: Efeito aprendizado da perimetria de frequência dupla Humphrey

Matrix em pacientes com glaucoma de ângulo aberto

Autores: Paulo de Tarso Ponte Pierre Filho, Paulo Rogers Parente

Gomes, Érika Teles Linhares Pierre, Leandro Montalverne Pierre

Instituição: Santa Casa de Sobral - Sobral - CE

• Prêmio Região: Norte

Título: Técnica de enucleação com menor risco de sangramento e

hematomas em doadores de córnea no Banco de Olhos do Amazonas

Autores: Cristina Garrido, Élcio Sato, André Silva, Antônio Alves

Jr., Alexandra de Biasi

Instituição: Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SUSAM) -

Manaus - AM

• Prêmio Região: Sudeste

Título: Ensaio clínico aleatorizado da crioterapia intraoperatório

versus fotocoagulação a laser para retinopexia

Autores: Heitor Panetta, Carlos Eduardo Leite Arieta, Iuuki

Takasaka, Mauricio Abujamra Nascimento, Rodrigo Lira, Roberto

Caldato

Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) -

Campinas - SP

• Prêmio Região: Sul

Título: Comparação de dois métodos para a realização do teste

de fixação preferencial em pacientes com estrabismo

Autores: Edson Procianoy, Letícia Procianoy

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) -

Porto Alegre - RS / Hospital de Clínicas de Porto Alegre - Porto

Alegre - RS

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):7 7


VÍDEOS PREMIADOS | VIDEO AWARDS

XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual

Premiações - Festival dedeos

• Prêmio Interesse especial

Título: BLINK

Autores: Victor Cvintal, Edmundo V. Martinelli, José Ricardo C. L.

Rehder

Instituição: Faculdade de Medicina da Fundação ABC - Santo

André - SP / Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal - São Paulo - SP

• Prêmio Técnicas cirúrgicas

Título: Suspensão ao frontal com fáscia autógena com sutura

ajustável

Autores: Gherusa Helena Milbratz, Sara Ribeiro, Patricia Akaishi,

Antonio Augusto Cruz

Instituição Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto - SP

• Prêmio Complicações

Título: O curioso caso de embaçamento monocular após iridotomia

periférica a laser

Autores: Ronaldo de Mendonça Badaró

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo

Horizonte - MG

• Prêmio Ensino da Oftalmologia

Título: Tonometria de aplanação de Goldmann (T.A.G.)

Autores: Rodrigo Teixeira Santos, Ana Gabriela Coelho de Magalhães

Queiroz, Aline Camargo Guimarães, Paschoal Josias de Oliveira

Júnior, Sérgio Ricardo de Toledo Colósio, Camila Flávia

Vieira Breijão, Silvia Ohana Marques Coelho de Carvalho, Silvia

Sampaio Pereira da Rocha, Sérgio Henrique Sampaio Meirelles

Instituição: Hospital Municipal da Piedade (HMP) - Rio de Janeiro - RJ

Prêmio “Waldemar e Rubens Belfort Mattos”

• Melhor trabalho publicado nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia no ano de 2009

“Efeitos da injeção intraorbitária de carboximetilcelulose 6,0% em coelhos: análise histológica e da mecânica ocular”.

Autores: Maria Lúcia Habib Simão, Fernando Chahud, Harley Edison Amaral Bicas

Arq Bras Oftalmol. 2009;72(6):799-804.

8

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):8


TEMAS LIVRES

APRESENTAÇÕES ORAIS

CÓDIGO: TL

Textos sem revisão editorial "pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

"


TEMAS L IVRES

TL 001

CONFIABILIDADE DA ACUIDADE VISUAL PÓS-OPERATÓRIA DE

CATARATA MEDIANTE MEDIÇÃO DA ACUIDADE VISUAL COM

RETINÔMETRO HEINE

Guilherme Novoa Colombo Barboza, Luiz Roberto Colombo Barboza, Marcello

Colombo Barboza, Maria Margarida Colombo Barboza, Maria Margarida Colombo

Barboza, Henrique Celso Duarte Rezende Rocha, Maria Cristina N. Dantas, Wilson

Takashi Hida, Flávia Martins Nóvoa, Paulo Elias Correa Dantas

Hospital Oftalmológico Visão Laser - Santos (SP) / Santa Casa de Misericórdia

de São Paulo - São Paulo (SP)

Objetivo: Utilizar o retinômetro de Heine(RH) Lambda 100 para avaliar a relação

da acuidade visual (AV) obtida no pré-operatório de cirurgia de catarata com a

acuidade visual obtida 3 meses no pós-operatório com correção óptica, bem como,

sua correlação com a classificação morfológica dominante da catarata e com a

intensidade da opacificação quando do tipo nuclear. Método: Trata-se de um estudo

prospectivo realizado no Hospital Oftalmológico Visão Laser, em Santos, envolvendo

121 olhos de 70 pacientes avaliados de abril a julho 2009, submetidos à cirurgia

de catarata sob a técnica de facoemulsificação com implante de lente intraocular.

No período pré-operatório, foi realizado o RH sob midríase e seu resultado foi

comparado à melhor acuidade visual pós-operatória do terceiro mês e correlacionado

com a classificação morfológica da catarata, quando do tipo nuclear, sendo

denominado satisfatório aquele resultado que não variou mais do que duas linhas

na tabela de Snellen. Resultados: Os resultados satisfatórios em nosso estudo

foram de 86,78%, apresentando resultados de acuidade visual com RH igual ao

resultado da acuidade visual pós-operatória em 34,7%. A opacidade predominantemente

nuclear N1+ tem um porcentual de acerto maior do que N2+ e N3+ (50%,

31,3% e 26,7%, respectivamente). Em relação ao total de olhos, observamos um

teste extremamente significante (p20/30 em 6 meses de pósoperatório).

Resultados: A proporção de sucesso da cirurgia de catarata foi 89,26%,

não houve diferença estatística entre as duas técnicas (p=0,40). O custo total da

extração extracapsular com implante de lente intraocular foi de US$ 145,87 e da

facoemulsificação com implante de lente intraocular foi de US$ 246,31 (p=0,03).

O custo-efetividade foi de US$ 161,39 no grupo extracapsular e de US$ 219,54 no

grupo da facoemulsificação (p=0,40). Conclusões: O custo-efetividade da cirurgia

de catarata em um hospital público foi de US$ 217,74. Não houve diferença estatística

entre as duas técnicas.

TL 003

RELAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DO ÁCIDO ASCÓRBICO E DO

ÁCIDO ÚRICO NO HUMOR AQUOSO COM A PLASMÁTICA E

COM A TRANSPARÊNCIA CRISTALINIANA

Fabio Henrique Cacho Casanova, Henrique A. R. Silva, Luiz Alberto Soares Melo

Jr., Cristina Muccioli, Rubens Belfort Jr., Silvia Berlanga de Moraes Barros

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Memorial

Oftalmo - Recife Eye Center - Recife (PE)

Objetivo: Avaliar a relação da concentração do ácido ascórbico e do ácido úrico

no humor aquoso com a concentração plasmática e com a transparência

cristaliniana em pacientes com catarata. Método: Foram incluídos prospectivamente

pacientes com diagnóstico de catarata senil nuclear, podendo ou não estar

associada a outro tipo de opacidade. A classificação da catarata foi feita por meio

de fotografias baseada no LOCS III (Lens Opacities Classification System) em duas

sessões. Imediatamente antes da cirurgia, foram coletadas amostras do humor

aquoso e do plasma para quantificação da concentração de ácido ascórbico e ácido

úrico. Resultados: Setenta e cinco pacientes com idade média de 69,43 ± 8,74 anos

(variando de 51 a 87 anos) foram avaliados. Observou-se excelente correlação entre

as sessões de classificação de catarata (r=0,973 a 0,993; p


TEMAS L IVRES

TL 005

CERATECTOMIA LAMELAR ANTERIOR PROFUNDA USANDO

A TÉCNICA BIG-BUBBLE EM PACIENTES COM CERATOCONE

Sandro Antonini Coscarelli, Rafael Canhestro Neves

Clinica de Olhos Ennio Coscarelli - Belo Horizonte (MG)

Objetivo: Avaliar através de um estudo retrospectivo pacientes com ceratocone

que realizaram a ceratectomia lamelar anterior profunda (DALK) usando a técnica

big-bubble. Método: Estudo retrospectivo de consecutivos 79 olhos de 71

pacientes com ceratocone moderado a grave, com baixa acuidade visual após

as correções ópticas e intolerantes a adaptação de lente de contato. Todos os

transplantes foram realizados pelo mesmo experiente cirurgião, no período de

janeiro de 2007 a fevereiro de 2009, utilizando a técnica de DALK pelo big-bubble.

Os dados analisados foram sexo, idade, paquimetria corneana, densidade

endotelial, astigmatismo dinâmico e melhor acuidade visual dinâmica corrigida

após a ceratectomia. Resultados: A idade média encontrada foi de 30,4 (± 10,2)

anos, com 39 (54,9%) do sexo feminino e 32 (45,1%) do masculino. A paquimetria

ultrassônica média foi de 518,6 (± 29,5) µm. Setenta e dois (91,1%) dos

transplantes realizados obtiveram acuidade visual dinâmica corrigida melhor ou

igual a 20/50. A média do astigmatismo dinâmico foi de -3,5 (± 1,5) graus. A média

da densidade endotelial encontrada conforme a faixa etária teve a distribuição com

os pacientes de 11 a 20 anos com 3.053 (± 532) cél/mm 2 ; 21 a 30 anos com 2.674

(± 725) cél/mm 2 ; 31 a 40 anos com 2.737 (± 575) cél/mm 2 ; 41 a 50 anos com 2.585

(± 476) cél/mm 2 e 51 a 60 anos com 2.398 (± 667) cél/mm 2 . Conclusões: A

ceratectomia lamelar anterior profunda usando a técnica big-bubble é um valioso

tratamento para pacientes com ceratocone, alcançando uma acuidade visual

dinâmica final igual ou melhor que o transplante penetrante. A contagem média

de células endoteliais apresenta-se dentro da normalidade para a faixa etária após

o procedimento. Não foram encontradas córneas rejeitadas ou com edema após

a retirada de todos os pontos. Com o avanço das técnicas cirúrgicas, talvez a

DALK torne-se a primeira escolha para ceratectomias em pacientes com

ceratocone sem alterações endoteliais no eixo visual.

TL 006

QUEIMADURA QUÍMICA GRAVE: O PAPEL DA CERATOPRÓ-

TESE DE BOSTON NA REABILITAÇÃO VISUAL

Fabiano Cade Jorge, Allyson Tauber, Claes Dohlman

Massachusetts Eye and Ear Infirmary/Harvard Medical School - Boston (EUA)

Objetivo: Avaliar o uso da ceratoprótese de Boston (BKPro) na reabilitação

visual de pacientes após queimadura química ocular grave. Método: Análise

retrospectiva de prontuários de 23 pacientes (28 olhos) apresentando queimaduras

químicas graves, submetidos ao implante da BKPro no Massachusetts Eye

and Ear Infirmary, Boston, EUA, de 1990 até 2008. A natureza do agente químico,

a acuidade visual, o número e o tipo de BKPros implantadas e complicações foram

os parâmetros estudados. Resultados: Dezesseis (57%) olhos apresentaram

queimadura por álcali, e 12 (43%) por substância ácida. A acuidade visual (AV)

pré-operatória foi de “conta dedos” ou pior em todos os casos. A AV pós-operatória

variou de “percepção luminosa” até 20/20. Dos 16 olhos com queimadura por álcali,

5 mantiveram AV ≥ 20/200, enquanto 8 dentre os 12 olhos com queimadura por

ácido apresentaram AV ≥ 20/200 no último "follow-up" (média de 59 meses/1-169)

(p=0,05). Vinte e três BKPros Tipo 1 e 5 BKPros Tipo 2 foram implantadas. O número

de olhos com história prévia de glaucoma foi de 20 (71%), adicionalmente 3 olhos

desenvolveram glaucoma após o implante da BKPro. A complicação pós-operatória

mais comum foi a formação de membrana retroprostética em 12 casos, seguida

da progressão do glaucoma em 11 olhos e 8 descolamentos de retina. Conclusões:

Os avanços recentes no modelo da ceratoprótese de Boston e o melhor manejo

pós-operatório têm mostrado bons resultados, principalmente em olhos com condições

não inflamatórias. O presente estudo mostra um resultado satisfatório na reabilitação

visual em olhos gravemente afetados por queimaduras químicas. Entretanto,

a restauração de um meio transparente tem revelado problemas adicionais.

Nos pacientes com graves queimaduras químicas, glaucoma e descolamento de

retina foram as principais causas de baixa AV permanente. A prevenção do

glaucoma após queimaduras químicas deve ser bem estabelecida através da

identificação precoce e do controle clínico e cirúrgico.

TL 007

TÉCNICA DE ENUCLEAÇÃO COM MENOR RISCO DE SAN-

GRAMENTO E HEMATOMAS EM DOADORES DE CÓRNEA NO

BANCO DE OLHOS DO AMAZONAS

Cristina Garrido, Élcio Sato, André Silva, Antônio Alves Jr., Alexandra de Biasi

Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SUSAM) - Manaus (AM)

Objetivo: É fundamental a preservação da aparência do doador no processo

doação-transplante, daí a importância em descrever a técnica de enucleação com

menor risco de sangramento e hematomas desenvolvida em doadores de córnea

no Banco de Olhos do Amazonas. Método: Foi realizada punção percutânea da

veia jugular interna (direita e/ou esquerda) com sangria volumosa em 25 doadores

de córnea que tiveram sangramento na cavidade orbitária após enucleação.

Previamente à punção, 21 dos 25 doadores (84%) apresentavam face pletórica

mesmo com a cabeça elevada. Também realizou-se a técnica de sangria antes

da realização da enucleação em 6 doadores de córnea com face pletórica mesmo

com a cabeça elevada. Para realizar a sangria nos 31 doadores de córnea, utilizouse

a técnica de punção jugular de Seldinger e materiais descartáveis, jelco nº 14,

frascos de soro fisiológico a vácuo (500 ml) e equipo macrogotas. Resultados:

Após realizada a sangria nos 25 doadores, observou-se em todos (100%), parada

total do sangramento na cavidade orbitária, sem formação de hematomas, bem

como o aparecimento de palidez facial com melhora da aparência dos doadores.

Dos 6 doadores submetidos à sangria antes da enucleação nenhum apresentou

sangramento na cavidade orbitária ou hematomas após o procedimento e todos

desenvolveram palidez facial e melhora da aparência (100%). Conclusões: No

presente estudo, a técnica de sangria realizada nos doadores de córnea resolveu

o problema do sangramento após a enucleação, evitou o aparecimento de

hematomas, e também beneficiou os doadores posto que preservou ou até

melhorou sua aparência, fato que confortou ainda mais os familiares.

TL 008

TRANSPLANTE ENDOTELIAL AUTOMATIZADO UTILIZANDO MI-

CROCERÁTOMO DE FABRICAÇÃO BRASILEIRA

Gleilton Carlos Mendonça da Silva, Luiz Antonio Gola Marcomini, Sidney Júlio

de Faria e Sousa, Eduardo Melani Rocha

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: Reportar os resultados preliminares de uma pequena série de casos

de transplante endotelial automatizado (DSAEK) utilizando microcerátomo de fabricação

nacional. Método: Vinte olhos consecutivos de 20 pacientes, com média

de idade de 72 anos, foram submetidos a DSAEK entre junho de 2008 e setembro

de 2009. Um olho apresentava rejeição pós transplante penetrante, 2 olhos

apresentavam distrofia endotelial de Fuchs e 17 olhos apresentavam ceratopatia

bolhosa do pseudofácico. Para a confecção do leito receptor foi realizada a técnica

de “stripping” da membrana de Descemet. As lamelas doadoras foram obtidas a

partir de botões esclerocorneanos utilizando o microcerátomo “Masyk” e a câmara

anterior artificial “Malks” (Loktal Medical Eletronics, São Paulo, Brasil). Os botões

esclerocorneanos eram presos à Malks e então submetidos à secção horizontal

utilizando aplanador calibrado em 350 micra. Após retirados da Malks, os botões

eram trepanados via endotelial utilizando lâminas de trépano de 8 mm de diâmetro.

A adesão do tecido doador ao leito receptor era realizada utilizando aposição

sustentada por bolha de ar em câmara anterior durante 20 minutos. Resultados:

A média de seguimento foi de 8,8 meses. Seis grafts (30%) evoluíram para falência

primária e 1 (5%) para rejeição. Treze grafts (65%) apresentaram evolução satisfatória

permanecendo viáveis durante o estudo. Trêz olhos (15%) apresentaram deslocamento

no pós-operatório necessitando de reposicionamento. O tempo médio para

re-estabelecimento da transparência nos olhos transplantados com sucesso foi

de 39 dias. Não foram observadas complicações intraoperatórias importantes.

Conclusões: A realização de DSAEK, utilizando o microcerátomo nacional para

confecção do botão doador, mostrou-se uma opção exequível e reprodutível com

alta taxa de sucesso e baixo índice de complicações. Até onde sabemos esta

é a maior série já divulgada utilizando esse aparelho.

TEMAS L IVRES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):9-19 11


TEMAS L IVRES

TL 009

COMPARAÇÃO DE DOIS MÉTODOS PARA REALIZAÇÃO DO

TESTE DE FIXAÇÃO PREFERENCIAL EM PACIENTES COM ES-

TRABISMO

Edson Procianoy, Letícia Procianoy

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)

Objetivo: Comparar a acurácia do teste de fixação preferencial quando o paciente

olha e toca o objeto alvo ao invés de apenas olhá-lo, como o teste é classicamente

descrito. Método: Estudo piloto transversal e prospectivo, incluindo 40 pacientes

estrábicos, com desvios maiores que 10 dioptrias prismáticas (DP) entre 7 e 30 anos.

Foram excluídos os pacientes com estrabismo paralítico, com outras causas de baixa

acuidade visual que não apenas a ambliopia, e os que não souberam informar a

acuidade visual com a tabela do Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (ETDRS).

Os dois testes de fixação preferencial foram realizados em todos os pacientes,

de forma alternada, pelo mesmo examinador, mascarado quanto à acuidade visual

dos pacientes. Foram considerados amblíopes os pacientes incapazes de manter

a fixação no alvo exposto com o olho não dominante por 5 segundos. A acuidade

visual foi medida com a tabela do ETDRS. Foram considerados amblíopes os

pacientes com diferença de visão entre os olhos de 2 ou mais linhas. Foram

calculadas a sensibilidade e a especificidade dos testes. Resultados: O teste

modificado mostrou sensibilidade de 93% (IC95%=68,53-98,73%) e especificidade de

77% (IC95%=57,95-88,97%). O teste clássico apresentou sensibilidade de 93%

(IC95%=68,53-98,73%) e especificidade 46% (IC95%=28,76-64,54%). Conclusões:

estes resultados sugerem que a modificação no teste de fixação preferencial,

solicitando que o paciente toque o objeto alvo, possa reduzir os resultados falsos

positivos do teste.

TL 010

ESTUDO COMPARATIVO DE SUBSTÂNCIAS VISCOELÁSTICAS

PARA PROMOÇÃO DA ESTABILIZAÇÃO DO EQUILÍBRIO OCU-

LOMOTOR SEM IMPEDIR ROTAÇÕES

Maria do Socorro Aguiar Lucena, Harley Bicas, André Messias, Regina Monteiro

de Paula, Haroldo César Bezerra Paula, Fernando Chahud, Carlos Alberto Moro,

Francisco Carlos Mazzocato

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: Estudar o efeito da aplicação de substâncias viscoelásticas aplicadas

em órbitas de coelhos na dinâmica dos movimentos de rotação ocular. Método:

Trinta coelhos da raça Nova Zelândia foram divididos em três grupos experimentais

de acordo com a sustância inroduzida na órbita por injeção peribulbar: gel carboxivinílico

(CARB; n=12), gel polivinílico (POLI; n=13) e soro fisiológico (SF) 0,9% (CTRL;

n=5) servindo como grupo controle. Foram avaliados: sinais oftalmológicos

externos, medida da pressão intraocular e medidas da força extrínseca necessária

para promover deslocamento tangencial de adução ocular antes, imediatamente

após a injeção das substâncias e nos 7º, 30º e 60º dias após a injeção. Aos 60

dias, animais foram sacrificados e o olho com os tecidos perioculares foram

removidos para análise histológica. Resultados: Logo após a injeção das

substâncias, o trabalho da força necessária para promover o deslocamento em

adução aumentou de 2,77 ± 0,17 gf.mm para 5,43 ± 0,34 gf.mm (p


TEMAS L IVRES

TL 013

MEDIDA DA CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS PERIPAPILAR E

ESPESSURA CORNEANA CENTRAL EM PACIENTES COM HI-

PERTENSÃO OCULAR

Roberto M. Vessani, Isalina Raquel Elias, Mariana Alves, Luisa Trancoso, Remo

Susanna Jr.

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

RETIRADO A PEDIDO DO AUTOR

TL 014

TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA FOURIER-DOMAIN E

TIME-DOMAIN EM PACIENTES GLAUCOMATOSOS COM DE-

FEITO DE HEMICAMPO

Alexandre Soares Castro Reis, André Kreuz, Kallene Vidal, Remo Susanna Jr.,

Roberto Malta

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar a da espessura da camada de fibras nervosas (CFN)

medida com tomografia de coerência óptica (TCO) Fourier-Domain (FD) e TCO Time-

Domain (TD) em pacientes com glaucoma e defeito assimétrico de hemicampo.

Método: Estudo transversal e observacional envolvendo 33 pacientes com

diagnóstico de glaucoma primário de ângulo aberto e campo visual com defeito

assimétrico. Campo visual assimétrico foi definido pela presença de um grupo de

pelo menos 3 pontos contíguos, com p


TEMAS L IVRES

TL 017

CRIAÇÃO DE UM ESCORE CAPAZ DE PREVER A OCORRÊNCIA

DA RETINOPATIA DA PREMATURIDADE

João Borges Fortes Filho, Gabriela Unchalo Eckert, Mauricio Maia, Renato

Soibelmann Procianoy

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS) / Hospital

de Clínicas de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)

Objetivo: Peso de nascimento (PN) e idade gestacional (IG) são os mais

importantes fatores de risco para a ROP. São necessários repetidos exames

oftalmológicos num mesmo paciente, na maioria das vezes, durante os exames

de triagem para a detecção da ROP. Isto aumenta a força de trabalho necessária para

a realização de um programa de triagem para detectar um único caso de ROP que

necessite de tratamento e gera riscos, debilitação e stress ao prematuro examinado

repetidamente. Nós criamos um escore composto de outros fatores de risco para

o surgimento da ROP que, aplicado na 6ª semana de vida, serve como um preditor

da ocorrência da ROP (em qualquer estadiamento ou da ROP grave) entre nascidos

prematuros. O objetivo do estudo é demonstrar a criação do escore. Método:

Estudo de coorte prospectivo incluindo bebês com PN ≤1.500 gramas e/ou IG ≤32

semanas. O escore foi desenvolvido baseado no PN, IG, ganho ponderal

proporcional do nascimento até a 6ª semana de vida, uso de oxigênio em ventilação

mecânica, uso de eritropoetina e necessidade de transfusões sanguíneas. O escore

foi criado a partir de regressão linear considerando o impacto de cada variável em

relação ao surgimento da ROP. Curvas Receiver Operating Characteristics (ROC)

foram usadas para determinar sensibilidade/especificidade dos valores contínuos

do escore. As variáveis selecionadas foram introduzidas em uma tabela Excel

(Microsoft ® ) para uso prático durante as sessões de triagem. Resultados: Foram

incluídos dados de 487 PMBP. A área sob a curva ROC (medida da acurácia do

escore para predizer a ocorrência da ROP em qualquer estadiamento e da ROP

grave) entre os pacientes estudados foi 0,77 (P


TEMAS L IVRES

TL 021

"TEA TREE OIL" NO TRATAMENTO DA BLEFARITE CRÔNICA

POR DEMODEX SP

Nahin Mohamad Ali Geha, Angelino Julio Cariello, Letícia Yamashita, Acácio

Alves de Souza Lima Filho, Maria Cecília Zorat Yu, Ana Luisa Hofling-Lima

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar a eficácia do uso tópico do "tea tree oil" (TTO - Melaleuca

alternifolia) no tratamento de blefarite crônica associada a Demodex sp. Método:

Pacientes com diagnóstico de blefarite crônica responderam questionário sintomático

e foram submetidos a exame oftalmológico. Três cílios com colaretes foram epilados

de cada pálpebra e examinados em microscópio. Os ácaros foram detectados e

quantificados com base em suas características morfológicas. Os pacientes com

Demodex foram randomizados em dois grupos: no grupo tratamento foi prescrito

diariamente higiene com xampu de TTO 0,25% e aplicação de pomada de TTO 5%,

além de solução oleosa de TTO 50% uma vez por semana. O grupo controle utilizou

a mesma posologia de produtos placebos formulados apenas com veículo. Após seis

semanas de tratamento, todos os indivíduos foram submetidos aos exames iniciais

de forma mascarada. Os sintomas e a quantidade de ácaros foram comparados em

ambos os grupos, utilizando o teste T. Resultados: Foram incluídos 75 pacientes.

A idade variou de 19 a 82 anos, com média de 52,9 ± 15,6 anos. A relação

masculino:feminino foi de 1:1.8. Demodex foi detectado em 47 (72,3%) pacientes.

Destes, 34 (52,3%) aceitaram participar do estudo. Foram alocados aleatoriamente

18 pacientes (36 olhos) para o grupo tratamento e 16 (32 olhos) para o grupo

controle. A média de ácaros por olho antes e depois do tratamento foi de 7,1 ± 1,2

e 2,5 ± 0,5 no grupo de tratamento (p


TEMAS L IVRES

TL 025

COMPARAÇÃO ENTRE DUAS APRESENTAÇÕES DE TOXINA

BOTULÍNICA TIPO A PARA O TRATAMENTO DE DISTONIAS

FACIAIS

Juliana de Filippi Sartori, Angelino Julio Cariello, Mariann Midori Yabiku, Eduardo

P. Sarraff, Sidarta K. Hossaka, Carolina Isolani Pereira, Tammy Hentona Osaki,

Midori Hentona Osaki, Ana Luisa Hofling-Lima

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar duas apresentações de toxina botulínica tipo A no tratamento

de distonias faciais. Método: Pacientes portadores de blefaroespasmo essencial

(BE) e espasmo hemifacial (EH) em atividade foram submetidos a exame oftalmológico

e responderam ao questionário CDQ-2 sobre qualidade de vida. Os pacientes

com BE foram tratados com Prosigne ® em uma hemiface e Dysport ® na outra e

os pacientes com EH foram randomicamente tratados com uma dessas duas

apresentações. Todos os pacientes foram reexaminados e responderam ao mesmo

questionário no primeiro e terceiro mês após aplicação da toxina. O teste t pareado

foi utilizado para comparação dos dados pré e pós-tratamento. Resultados: Vinte

e quatro pacientes foram incluídos no estudo, 16 (66,7%) com BE e 8 (33,3%)

com EH. Idade média de 66,7 ± 15,1 anos. Relação masculino:feminino de 1:3,8.

Todos apresentaram melhora dos sinais e sintomas após o tratamento e não foi

observada diferença no efeito do tratamento entre ambas as drogas. A pontuação

do questionário CDQ-2 antes e depois do tratamento foi de 56,7 ± 11,5 e 10,8 ±

3,1, respectivamente (p


TEMAS L IVRES

TL 029

ALTERAÇÕES MACULARES APÓS CIRURGIA NÃO COMPLICA-

DA DE FACOEMULSIFICAÇÃO COM IMPLANTE DE LIO ATRA-

VÉS DE OCT SPECTRAL DOMAIN

Luciana Freitas Lemos de Oliveira, Emerson Fernandes de Sousa e Castro,

Akyioshi Oshima, André Chang Chou

Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar os efeitos na mácula da cirurgia de facoemulsificação com

implante de lente intraocular de câmara posterior através de tomografia de coerência

óptica spectral domain. Método: Foram incluídos no estudo 20 olhos de 19

pacientes que não apresentavam doença sistêmica ou oftalmológica e que foram

submetidos a cirurgia não complicada de facoemulsificação com implante de lente

intraocular no período de setembro e outubro de 2009, pelo mesmo cirurgião, no

Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. No período pós-operatório,

foram administrados colírio de moxifloxacino com dexametasona 2/2 h por uma

semana, seguido de dexametasona colírio em esquema de regressão por cerca

de um mês. Exame oftalmológico completo e tomografia de coerência óptica (OCT)

foram realizados no pré-operatório imediato, além de uma semana e um mês após

a cirurgia. As medidas obtidas nos exames de OCT foram analisadas estatisticamente

através de análises de variâncias com medidas repetidas, seguidas de comparações

múltiplas de Bonferroni; para a inflamação foram realizados o teste de Friedman

e comparações múltiplas não paramétricas repetidas. Resultados: Houve aumento

(p


TEMAS L IVRES

TL 033

INVESTIGAÇÃO EXPERIMENTAL DE AGULHAS E SERINGAS,

TÉCNICAS DE INJEÇÃO INTRAVÍTREA E DISTRIBUIÇÃO DE

DROGA NO VÍTREO

Eduardo Buchele Rodrigues, Milton Moraes Jr., Vinicius Stefano, Eduardo Dib,

Diego Verginassi, Mauricio Maia, Michel Farah

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: A injeção intravítrea (IVT) é utilizada no tratamento de várias doenças

da retina, podendo causar efeitos colaterais. O objetivo do presente estudo foi

avaliar as técnicas e materiais utilizados durante o procedimento de injeção

intravítrea. Método: A ultraestrutura de agulhas de uso foi analisada por microscopia

eletrônica de varredura e foram comparadas usando critérios diferentes, tais como

as irregularidades e os restos do processo de lubrificação. A incisão escleral foi

também avaliada em globos oculares enucleados suínos, utilizando agulhas de

diferentes marcas e tamanhos. Erros na administração de drogas foram estudados

através da comparação do peso do volume residual e volume administrado e

também pela análise do refluxo após a injeção. Distribuição de drogas foi obtida

após injeção intravítrea de corante após 1, 6 e 24 horas. Resultados: A análise

ultraestrutural mostrou que todas as agulhas tinham diferentes tipos de irregularidades,

como um padrão estriado na agulha Terumo. Algumas fotografias

mostraram os restos do processo de lubrificação, especialmente em agulhas BD.

Análise da incisão escleral mostrou uma tendência de reduzir o dano ocular com

bizel crescente. A investigação de erros de entrega mostrou que quase todas as

agulhas subestimaram o volume injetado, e que o refluxo pode ser minimizado pelo

túnel escleral durante injeções com agulhas finas. Conclusões: Agulhas mostraram

várias irregularidades em sua estrutura, que pode interferir com a manobra

de entrada escleral, a incidência de reações inflamatórias pós-operatórias e

resultados da injeção. A análise da incisão escleral mostrou que quanto maior o

gauge da agulha, menor dano escleral e o risco de complicações. Além disso, a

investigação de erros na administração de medicamento indicou resultados

variáveis, o que poderia ser uma das causas de algumas tentativas frustradas

de tratamento com injeção intravítrea.

TL 034

NEOVASCULARIZAÇÃO RETINIANA INDUZIDA POR INJEÇÕES

INTRAVÍTREAS DE VEGF165: MODELO EXPERIMENTAL EM

COELHOS

Luis Augusto Arana, Andeson Teixeira Pinto, Sabina Barbosa, Daniel Barbosa,

Ana Moreira, Mark Humayun

Doheny Eye Institute - USC Los Angeles (EUA) / Hospital de Olhos do Paraná -

Curitiba (PR)

Objetivo: A criação de um modelo experimental em coelhos com a aplicação intravítrea

do VEGF165 (a principal isoforma da neovascularização ocular) para a criação

de um modelo de neovascularização retiniana. Método: Este estudo foi aprovado

pelo Instituto de proteção dos animais e pelo comitê de pesquisa da Universidade

do Sul da Califórnia (IACUC). Para o grupo controle foram utilizados 3 coelhos

submetidos à injeção de 0,1 ml de BSS, para o grupo II (n=6) foi aplicado uma dose

10 μg de VEGF no dia zero (VEGF165 recombinante humano, Sigma-Aldrich, St.

Louis, MO, USA). Já o grupo III (n=3) recebeu duas doses de VEGF (dia zero e

sete). Todos os animais foram submetidos à lâmpada de fenda, angiografia fluorescente

(AF) e tomografia de coerência óptica (OCT) no dia 0, 3, 7, 14, 21 e 28. Um animal

de cada grupo foi sacrificado no 14º dia enquanto o restante no último dia de

acompanhamento para estudo histológico da retina. Resultados: Os grupos

submetidos à injeção intravítrea de VEGF apresentaram inúmeras alterações

retinográficas, angiográficas e tomográficas. Os achados angiográficos mostram

aumento da permeabilidade vascular na retina e íris já no terceiro dia após a

aplicação do VEGF tanto no grupo II quanto no grupo III. No grupo II ao sétimo

dia detectou-se o máximo da atividade inflamatória e angiogênica do VEGF na

retina com a formação de um tecido neovascular. Os exames angiográficos do

grupo III mostraram um crescente efeito inflamatório (exsudação) e neovascular

que permaneceram até o 14º dia. Para o OCT existe uma diferença estatística

significativa ao comparar a média do edema retiniano do grupo controle com o grupo

II e III no sétimo dia, respectivamente p75% da extensão preservada ao longo dos eixos horizontal e vertical)

em 59% (IS/OS+, 22/37) e “alterada” (


TEMAS L IVRES

TL 037

COMUNICAÇÃO ENTRE TOXOPLASMA GONDII E SEU HOSPE-

DEIRO: IMPACTO DO GENÓTIPO DO PARASITA NA RESPOSTA

INFLAMATÓRIA

Cynthia Azeredo Cordeiro, Jeroen Saeij, Fernando Orefice, Lucy Young

Massachusetts Eye and Ear Infirmary - Boston - MA - USA / Massachusetts Institute

of Technology - Cambridge - MA - USA

Objetivo: O Toxoplasma gondii, responsável pela toxoplasmose ocular, apresenta

11 diferentes haplótipos. Neste estudo, observamos a ativação dos fatores de

transcrição STAT-6 e NF-κB após a infecção de fibroblastos humanos pelos diferentes

haplogrupos do toxoplasma através do uso de Imunofluorescência indireta.

Método: Fibroblastos humanos foram infectados pelos diferentes tipos do parasita

por um período de 18 h. As células foram então fixadas, bloqueadas e permeabilizadas

e incubadas com anticorpos específicos para STAT-6 e NF-κB. Resultados:

Foi observado que, após 18h de infecção, os fibroblastos humanos infectados pelos

tipos II, IV e XI continham NF-κB ativados, assim como o parasita Tipo I GRA-15II.

Já a ativação do STAT-6 foi observada nos fibroblastos infectados por todos os tipos

do parasita, com exceção do tipo II e do Tipo I ROP-16KO. Conclusões: Esse estudo

sugere que os diferentes tipos do parasita apresentam diferentes padrões de

resposta inflamatória no hospedeiro. Tais resultados podem auxiliar no entendimento

da patogênese da doença, correlacionando determinado tipo do parasita com

ocorrência e gravidade da doença ocular; assim como no uso de tratamento

especifico para determinado tipo do parasita e desenvolvimento de vacinas.

TL 038

PERFIL DA AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL DO PROCESSA-

MENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS COM BAIXA VISÃO

Luciene Chaves Fernandes, Aline Mansueto Mourão, Luciana Macedo Resende

Hospital São Geraldo - Belo Horizonte (MG)

Objetivo: Descrever os achados da avaliação comportamental do processamento

auditivo em crianças com baixa visão atendidas no Serviço de Visão Subnormal

do Hospital São Geraldo - anexo Hospital das Clínicas da UFMG, bem como

correlacionar esses achados auditivos com a classificação do grau de comprometimento

visual. Método: Relato de caso de 10 crianças com baixa visão (6 do sexo

masculino e 4 do feminino), com idade variando de 7 a 15 anos, atendidos no Serviço

de Visão Subnormal do Hospital São Geraldo. Considerou-se a avaliação

oftalmológica da medida da acuidade visual corrigida para longe do melhor olho

e a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados

com a Saúde (CID-10) para o grau de comprometimento visual. Posteriormente, os

pacientes foram ao Setor de Audiologia do Hospital para avaliação comportamental

do processamento auditivo, sendo (1) Avaliação Simplificada do Processamento

Auditivo, (2) Testes padronizados em cabina acústica: fala com ruído e teste

padrão de duração. Para análise dessa avaliação estabeleceu-se uma classificação

de desempenho por teste e geral. Foi feita a correlação dos resultados

encontrados nas avaliações auditivas com o grau de comprometimento visual

encontrados nos pacientes de baixa visão. Neste estudo são apresentados os

primeiros resultados de um estudo em andamento, aprovado pelo Comitê de Ética

da UFMG sob o número 117/09. Resultados: As crianças com baixa visão

apresentaram bom desempenho funcional do sistema auditivo quando consideramos

habilidades auditivas de localização, organização temporal, memória e

atenção seletiva. Conclusões: As crianças com baixa visão apresentaram bom

desempenho funcional do sistema auditivo. Não foi possível correlacionar a

avaliação comportamental do processamento auditivo com grau de comprometimento

visual devido a pouca variação do grau de comprometimento visual

intersujeitos e o número reduzido da amostra.

TL 039

PERSPECTIVAS E ÓBICES EM RELAÇÃO AO USO DE SISTE-

MAS TELESCÓPICOS POR ESCOLARES COM BAIXA VISÃO

Maria Elisabete Rodrigues Freire Gasparetto, Rita de Cássia Ietto Montilha, Zélia

Zilda L. C Bittencourt, Maria Ines R. S. Nobre, Sonia M. C. P. Arruda

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

Objetivo: Verificar a percepção de escolares com baixa visão em relação às

perspectivas e óbices do uso do sistema telescópico nas atividades acadêmicas.

Método: Realizou-se estudo descritivo entre escolares com baixa visão que frequentavam

o ensino fundamental e o ensino médio em 20 escolas dos Municípios

do Estado de São Paulo e de Minas Gerais. Como instrumento de coleta de dados

foi utilizado questionário aplicado por entrevista desenvolvido por meio de estudo

exploratório. Resultados: Dos 20 escolares que participaram da pesquisa, 60,0%

apontaram os benefícios do uso do sistema telescópico, relatando a facilidade

para ler a lousa sem necessitarem sair da carteira, o acesso a todo conteúdo escrito

na lousa e principalmente pela diminuição da fadiga visual. Em relação aos óbices,

verificou-se que 30,0% dos escolares declararam não gostar de utilizar o auxílio

óptico em sala de aula e os motivos alegados foram: por se sentirem envergonhados,

por sentirem os olhos embaçados, por ser difícil a utilização do telescópico,

por terem ocupada uma das mãos e pelo despreparo dos professores. Declararam

ainda que ao utilizarem o telescópico em sala de aula, os colegas davam risadas

e segredavam comentários maldosos. Do total dos respondentes, 10,0% declararam

que o sistema telescópico não ajudava a melhorar o desempenho visual porque

sentavam muito próximos à lousa, as letras ficavam muito grandes e eles se

tornavam morosos para identificá-las. Conclusões: A maioria dos escolares

reconheceu a importância do uso do telescópico na escola. Para eliminar os óbices,

inúmeras ações são necessárias, entre elas fornecer ao escolar a adaptação do

sistema telescópico antes de utilizá-lo em sala de aula. É imprescindível que pais,

familiares, professores e toda a comunidade escolar recebam informações e

orientações sobre o uso de auxílios ópticos.

TEMAS L IVRES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):9-19 19


Textos sem revisão editorial "pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

"

PÔSTERES

CÓDIGO: P


PÔSTERES

P 001

ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS NOS GENES CRYAA, CRYGC E

CRYGD EM PACIENTES COM CATARATA CONGÊNITA - RESUL-

TADOS PRELIMINARES

Eugenio Santana de Figueiredo, Anderson Tavares, Gabriel Gorgone Giordano,

Leandro Dehe Segantin, Denise Fornazari de Oliveira, José Paulo Cabral de

Vasconcellos, Mônica Barbosa de Melo, Carlos Eduardo Leite Arieta

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

Objetivo: Determinar alterações estruturais nos genes CRYAA, CRYGC e CRYGD

em pacientes com catarata congênita bilateral, com fenótipos nuclear e lamelar.

Método: Trata-se de um estudo transversal, incluindo pacientes e seus familiares

em primeiro grau (N=69), atendidos no Ambulatório de Catarata Congênita, Setor de

Catarata do Departamento de Oftalmo-Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas

da UNICAMP. Foram incluídos pacientes com catarata congênita bilateral, com

fenótipos nuclear ou lamelar, sem relação com quadros sindrômicos sistêmicos,

distúrbios metabólicos, infecções intrauterinas ou prematuridade. Realizou-se

extração de DNA a partir de sangue periférico. As regiões codificadoras e os sítios

de junções íntron/exon dos três genes foram amplificadas em aparelho termociclador

através de reação de polimerase em cadeia, com parâmetros específicos para

cada região a ser amplificada. Os produtos dessas reações foram submetidos ao

sequenciamento direto automatizado para posterior análise da ocorrência de

polimorfismos ou de mutações. Resultados: No gene CRYAA, foram encontrados

até o momento os polimorfismos D2D e Y18Y, ambos já descritos previamente.

No gene CRYGC, foram encontrados os polimorfismos S119S e G41G, esse último

inédito na literatura. No gene CRYGD, foi encontrado o polimorfismo R95R, já

previamente descrito na literatura. Conclusões: A identificação de polimorfismos ou

de mutações relacionadas à formação da catarata congênita isolada é fundamental

para permitir ações de aconselhamento genético e para propiciar melhores abordagens

terapêuticas para os pacientes afetados.

P 002

ANÁLISE DOS CUSTOS DA CIRURGIA DE CATARATA REALIZA-

DA PELO RESIDENTE

Ana Carolina Freitas Morais Fortes, Pedro Carlos Carricondo, Valério Henrique

Araújo Florêncio Santos, Newton Kara José

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar os custos e as complicações da cirurgia de catarata realizada

pelo residente com as de um cirurgião experiente. Método: Trata-se de um estudo

prospectivo, aonde foram analisados e quantificados os insumos utilizados, o

tempo cirúrgico e as complicações ocorridas nas cirurgias de catarata por facoemulsificação

realizadas por residentes nos três primeiros meses de treinamento,

com o propósito de fazer um levantamento dos custos envolvidos neste

ensino. Estas foram comparadas com cirurgias realizadas como controle por um

cirurgião experiente seguindo a mesma técnica, nas mesmas condições. Resultados:

Foram incluídas 320 cirurgias, sendo 269 realizadas por residentes e 51 por um

cirurgião experiente. Para fins de análise, as cirurgias foram divididas de acordo

com a experiência prévia do residente no momento da realização do procedimento

(0 a 40 cirurgias - grupo 1; 41 a 80 cirurgias - grupo 2; mais de 80 cirurgias - grupo 3).

O custo médio das cirurgias realizadas pelo residente foi de R$ 802,74 ± 352,48

e pelo cirurgião experiente R$ 588,74 ± 44,68. Quando divididas pelos grupos,

encontrou-se: grupo 1 R$ 862,63 ± 382,17; grupo 2 R$ 809,99 ± 377,92 e grupo

3 R$ 702,16 ± 234,64. Todas as comparações foram estatisticamente significantes

(P


PÔSTERES

P 005

BIOMETRIA NA CIRURGIA DE CATARATA PEDIÁTRICA UNILA-

TERAL

Millena Gomes Bittencourt

Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal - São Paulo (SP)

Objetivo: Objetivo deste estudo é determinar a acurácia na predição dos resultados

refracionais pós-operatórios na cirurgia de catarata pediátrica unilateral e comparálos

com outras variáveis historicamente importantes na programação biométrica.

Método: Os dados foram coletados retrospectivamente nos prontuários de 27

crianças de 1 a 18 anos submetidas a cirurgias de cataratas unilaterais do ano de

2007 a 2009, no Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal. Resultados: Como resultado

foi obtido um erro refracional médio de 0,30 dioptrias pela fórmula Hollady I e 0,34

dioptrias pela a fórmula Haigis. Não foram encontradas correlações fortes entre o erro

refracional e comprimento axial, ceratometria e idade no momento da cirurgia.

Conclusões: São necessários novos estudos com maior amostragem para determinar

a razão de alvos biométricos miópicos apresentarem menor erro biométrico nas

cirurgias de catarata pediátrica.

P 006

CIRURGIA DE CATARATA EM HOSPITAL PÚBLICO: O QUE

MUDOU ENTRE 1998 E 2008?

Luciana Arias Fernandez, Fabio Marques do Nascimento, Eduardo Melani Rocha,

Daniela Tiemi Nagatuyu, Erika Takaki

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: Esse estudo compara acuidades visuais (AV) de pacientes que

tiveram indicação cirúrgica para catarata em serviço de referência terciário nos

anos de 1998 e 2008. O objetivo é saber se em 10 anos o limite de AV para cirurgia

foi reduzido. Método: Colheu-se a AV de cada olho, com a melhor correção, de

pacientes submetidos à facectomia ao longo de 1998 (36 pacientes) e 2008 (504

pacientes) no momento da indicação cirúrgica. Para descrição dos dados,

considerando a AV corrigida no olho indicado, os pacientes foram divididos em

categorias de AV: sem baixa visão (AV ≥0,33), baixa visão leve (entre 0,32 e 0,11),

baixa visão grave (entre 0,1 e 0,05) e cegueira (≤0,05). Resultados: A comparação

etária foi similar entre os pacientes operados em 1998 e 2008 (66,3 ± 12,76 e 66,9

± 13,5 anos, respectivamente). A comparação por AV revelou que tiveram a cirurgia

indicada, casos sem baixa visão 5% em 1998 e 28,2% em 2008; baixa visão leve

11,1% em 1998 e 32,1% em 2008, baixa visão grave 13,3% em 1998 e 23,2% em

2008; e por fim, casos de cegueira 69,9% em 1998 e 16,5% em 2008. Conclusões:

O estudo aponta mudança de tendência na indicação cirúrgica de catarata num

período de 10 anos, revelando que cada vez mais estão sendo indicadas cirurgias

em pacientes com melhor visão. As causas não estão claras, mas podem estar

relacionadas a mudanças socioculturais da população e ao estímulo do SUS a

realização desse procedimento. Por outro lado, a constante necessidade de

racionalização de custos exige uma reavaliação dessa tendência.

P 007

CIRURGIA DE CATARATA REALIZADA POR RESIDENTES: AVA-

LIAÇÃO DOS RISCOS

Marco Aurélio Costa Marcondes, Paula de Camargo Abou Mourad, Rodrigo

França Espíndola, Newton Kara Jr., Jackson Barreto Junior, Helio Primiano

Junior, Renato Antunes Schiave Germano

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar a frequência de complicações nas cirurgias de catarata

realizada por residentes de um hospital universitário (segundo e terceiro anos),

comparado com às realizadas por cirurgiões experientes (assistentes). Método:

Análise retrospectiva dos prontuários de todos pacientes submetidos à cirurgia da

catarata realizada nas primeiras quinzenas de março (época do início do

aprendizado da técnica cirúrgica) e de novembro (meados do aprendizado da

técnica). Foram analisados a época da realização da cirurgia; graduação do cirurgião

(residente ou médico assistente); técnica cirúrgica empregada (extração extracapsular

ou facoemulsificação) e a ocorrência de complicações per-operatórias e pósoperatórias.

Resultados: Foram analisadas 481 cirurgias, destas, 194 (40%) foram

realizadas pelos residentes do terceiro ano, 165 (34%) pelos residentes do segundo

ano e 116 (26%) pelos assistentes. A complicação mais frequentemente encontrada

em todas as cirurgias foi a rotura de cápsula posterior (4,8%). Não houve diferença

estatisticamente significativa de complicações entre as cirurgias realizadas em

março e novembro (p=0,97), bem como entre os residentes sob supervisão e os

assistentes (p=0,08). Conclusões: A rotura de cápsula posterior continua sendo

a complicação mais frequentemente encontrada nas cirurgias de residentes em

treinamento. Não houve diferença estatisticamente significativa entre as taxas de

complicação destes residentes e os assistentes, o que demonstra o importante

papel de uma supervisão adequada.

P 008

CLASSIFICAÇÃO DA CATARATA ATRAVÉS DA IMAGEM DE

SCHEIMPFLUG E SUA RELAÇÃO COM GASTO DE ENERGIA E

TEMPO DA FACOEMULSIFICAÇÃO

Bruno de Freitas Valbon, Renato Ambrosio Jr.

Instituto de Olhos Renato Ambrosio - Rio de Janeiro (RJ)

Objetivo: Estudar a relação entre PNS (densitometria do cristalino) através da

imagem de Scheimpflug e o gasto de energia e tempo da cirurgia de facoemulsificação.

Método: Vinte e dois olhos de 16 pacientes que foram submetidos à cirurgia de

facoemulsificação com implante de lente intraocular foram incluídos no estudo.

Tomografia de segmento anterior e córnea baseado nas imagens de Scheimpflug

(Oculus Pentacam) foi utilizada para avaliação do PNS. Foi anotado o gasto de

energia e o tempo da cirurgia de facoemulsificação para cada olho operado.

Utilizamos o teste de Spearman com p-valor 0,05 para significância. Resultados:

Todas as correlações foram estatisticamente significantes. PNS X Análise

subjetiva/PNS X tempo/PNS x energia. Conclusões: É possível programarmos a

cirurgia de facoemulsificação através da imagem de Scheimpflug. Havendo essa

possibilidade podemos diminuir o dano às células endoteliais. É um método objetivo

de classificação da catarata, que não nos permite ter várias interpretações.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58 23


PÔSTERES

P 009

PREVALÊNCIA DE AFECÇÕES OCULARES E SISTÊMICAS

PRÉVIAS E SUA INFLUÊNCIA NO RESULTADO FINAL DA

FACECTOMIA

Fabio José Mariotoni Bronzatto, Pablo Felipe Rodrigues, Ana Maria Noriega

Petrilli, Edson Lira, Carlos Eduardo Pimenta Guimarães, Cristina Yumi Shimizu

Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi das Cruzes (SP)

Objetivo: Análise da prevalência de patologias oculares e sistêmicas prévias em

pacientes submetidos à facectomia e sua influência na acuidade visual final.

Método: Coleta e análise de dados dos prontuários médicos de pacientes submetidos

à facectomia pela técnica de extração extracapsular convencional (EECC) e por

facoemulsificação, no período de 12 meses, no Setor de Catarata do Curso de

Especialização em Oftalmologia da Universidade de Mogi das Cruzes. Resultados:

Foram analisadas 300 facectomias. A prevalência de patologia ocular (PO) foi de

16,66%, sendo mais frequente a ocorrência de retinopatia diabética (22%) e

glaucoma (16%). Dentre as patologias sistêmicas a hipertensão arterial sistêmica

(HAS) e o diabetes melitus (DM) estiveram presentes em 53,66% e 25,66% dos

casos, respectivamente. A maioria dos pacientes com PO possuía acuidade visual

(AV) pré-cirúrgica igual ou pior que 20/200, e obtiveram pós facectomia AV final

maior que 0,5 em 72% dos casos. Já os pacientes sem PO obtiveram AV final

maior que 0,5 em 83,6% dos casos. No grupo com antecedentes patológicos

sistêmicos, 78% dos portadores de HAS e DM obtiveram AV final maior que 0,5,

sendo que em média 56% destes possuíam AV pré-operatória menor que 20/200.

Conclusões: Com este estudo foi possível observar que a presença de patologias

oculares e sistêmicas prévias influencia negativamente na acuidade visual final

dos pacientes facectomizados. Porém, mediante comparação da acuidade visual pré

e pós-cirúrgica destes pacientes, podemos concluir que mesmo nestes casos a

facectomia continua sendo uma boa indicação terapêutica, contribuindo para a

reinserção de grande parte dos pacientes na sociedade.

P 010

PROGRAMA DE ENSINO DE FACOEMULSIFICAÇÃO CBO/

ALCON: RESULTADOS DO HOSPITAL DE OLHOS DO PARANÁ

Eduardo Machado Estevão Pires, Ana Flávia de Castro Fischer, Otávio Siqueira

Bisneto, Hamilton Moreira, Fernando Klein, Eduardo Sene Soriano

Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)

Objetivo: Analisar os resultados obtidos com a aplicação do programa de ensino

de facoemulsificação no curso de especialização em Oftalmologia do Hospital

de Olhos do Paraná. Método: Realizou-se um estudo retrospectivo analítico dos

resultados das cirurgias de catarata realizadas pelo programa de ensino de

facoemulsificação CBO/ALCON com o método “trás para frente” em pacientes

provenientes do ambulatório do SUS do Hospital de Olhos do Paraná. O programa

constava de cinco etapas chamadas de “check-points”, sendo analisadas as

intercorrências per-operatórias em cada um deles, bem como as pós-operatórias.

Resultados: Ocorreu rotura de cápsula posterior (RCP) em dois olhos (2,38%) no

check-point 1, dois olhos (2,38%) no check-point 2, dois olhos (2,38%) no checkpoint

3, um olho (1,19%) no check-point 4 e quatro olhos (4,76%) no check-point 5.

Um dos olhos com RCP apresentou endoftalmite no segundo dia de pós-operatório;

um olho apresentou erro de cálculo do grau da lente intraocular (LIO) à biometria;

um olho apresentou opacidade difusa de córnea no pós-operatório tardio e um olho

apresentou glaucoma inflamatório no pós-operatório. Observou-se um total de 15

(17,86%) intercorrências, sendo que destas, 11 (13,09%) envolveram rotura de

capsula posterior. Conclusões: O método “trás para frente” proposto para o ensino

de facoemulsificação pelo programa CBO/ALCON se mostra uma forma de ensino

segura e eficaz, para o médico residente e seu instrutor, e principalmente para o

paciente, devido ao baixo índice de complicações.

P 011

RELAÇÃO ENTRE K, COMPRIMENTO AXIAL E SATISFAÇÃO DE

PACIENTES SUBMETIDOS À LIO MULTIFOCAIS RESTOR ® EM

AMBOS OS OLHOS

Paulo Lemes dos Santos Neto, Hamilton Moreira, Marcelo Vilar

Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)

Objetivo: Estimar o índice de satisfação pós-operatória de pacientes submetidos

à cirurgia de facoemulsificação e implante de lentes intraoculares multifocais ReStor ® ,

e relacionar ao Δk (delta k) e comprimento axial. Método: Trata-se de um estudo

retrospectivo com 15 pacientes submetidos à cirurgia de catarata com implante

de lentes multifocais ReStor ® em ambos os olhos, entre julho de 2009 e janeiro

de 2010. Em contato telefônico os pacientes foram indagados quanto à satisfação

visual no geral (overall), para perto e para longe, de modo a classificar o resultado

em uma escala de 1 a 5, em que 1 seria insatisfeito e 5 muito satisfeito. O Δk e

o comprimento axial foram colhidos da topografia e ecobiometria pré-operatórias.

Os dados foram cruzados de forma linear. Resultados: Iniciais, Idade, ΔkOD,

ΔkOE, Axial OD, Axial OE, Overall, Perto, Longe. LBP, 62, 0,12, 0,74, 4, 5, 4; ESW,

65, 0,97, 0,86, 21,99, 21, 84, 3, 5, 3; AG, 71, 0,34, 0,51, 23, 81, 23, 86, 5, 5,

4; AFC, 77, 0,45, 0,28, 22, 28, 22, 18, 4, 4, 5; JFB, 66, 0, 0,87, 23, 92, 23, 78,

4, 4, 3; ZGC, 73, 0,44, 0,55, 23,2, 23,09, 3, 1, 3; MIH, 68, 0,12, 0,35, 26,69, 22,57,

3,2, 5; EB, 80, 0,29, 0,5, 23,86, 23,78, 4, 5, 4; GBM, 55, 0,83, 0,86, 22,89, 22,89,

4, 3, 4; ALP, 76; ED, 67, 0,3, 0,42, 22,75, 22,78, 5, 4, 5; EMK, 77, 0,29, 0,11,

22,51, 22,16; BFB, 66, 0,15, 0,16, 24,35, 24,72, 2, 2, 5; SO, 66, 0,83, 0,89, 23,32,

23,27; JC, 68, 1,7, 2,19, 24,51, 24,01, 3, 3, 4. Conclusões: 1) A satisfação geral

está muito relacionada à satisfação para perto. 2) Δk não teve influência significativa

na satisfação. 3) Comprimento axial elevado demonstraram pior satisfação visual

para perto e consequentemente pior satisfação geral. 4) De modo geral os pacientes

tiveram boa satisfação com implantes de lentes multifocais ReStor ® em ambos os olhos.

P 012

TRANSMISSÃO DO VÍRUS PIRY PELO INSTRUMENTAL CIRÚR-

GICO DA FACOEMULSIFICAÇÃO: DESENVOLVIMENTO DE UM

MODELO EXPERIMENTAL

Marcelo Menegatti Esperandio, Leonardo Prevelato, Tatiana Vannucci Garcia,

Roberto Pinto Coelho, Jayter Silva de Paula

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: Verificar a transmissão e contaminação pelo vírus Piry no instrumental

cirúrgico da facoemulsificação através de um modelo experimental, por meio do uso

de técnicas de reação em cadeia da polimerase (PCR). Método: Oito olhos de porcos

foram submetidos a cirurgias de catarata utilizando-se a técnica de facoemulsificação,

sendo que quatro desses foram previamente contaminados, por meio de paracentese,

pelo vesiculovirus Piry. De acordo com o protocolo, alternou-se a cirurgia entre um

olho contaminado e outro não contaminado. Entre as cirurgias eram trocados o

instrumental cirúrgico utilizado, incluindo as ponteiras da caneta e o saco coletor

do facoemulsificador, porém manteve-se a caneta e as vias de irrigação e aspiração.

Amostras da câmara anterior dos olhos, assim como os fluídos presentes nos

diversos instrumentais foram analisados através de técnicas de PCR, precedida

por transcrição reversa com iniciadores internos (RT-Nested-PCR). Resultados:

Antes da facoemulsificação, todos os olhos contaminados apresentaram resultados

positivos (4/4) e todos não contaminados apresentaram resultados negativos (4/4).

Após a cirurgia, detectou-se amplicons em dois dos olhos não contaminados (2/4).

Todo o material cirúrgico estudado também apresentou positividade para o vírus

Piry, porém em proporções variadas. Conclusões: O presente trabalho apresenta

um modelo experimental inovador de estudo da transmissão de infecções oculares,

por meio da detecção de material genético do vesiculovirus Piry, através da técnica

de RT-Nested-PCR. Além disso, pode-se comprovar que a facoemulsificação

permitiu a transmissão viral entre olhos contaminados e não contaminados pelo vírus

Piry. Tal achado corrobora a idéia de risco de transmissões de infecções durante tal

procedimento, quando não há troca de todos os materiais cirúrgicos necessários.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

24

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


PÔSTERES

P 013

DEMONSTRAÇÃO DA SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DA

AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA NA SELEÇÃO DE CANDIDATOS

À CIRURGIA REFRATIVA

Allan Luz, Diego Dias, Fabio Ursulino, Claudia Francesconi, Renato Ambrósio

Hospital de Olhos de Sergipe - Aracaju (SE) / Hospital Oftalmológico de Sorocaba

- Sorocaba (SP)

Objetivo: Demonstrar o aumento na sensibilidade e especificidade da avaliação

tomográfica na seleção de candidatos à cirurgia refrativa. Método: Os pacientes

foram divididos em dois grupos: Grupo 1, 4 olhos de 2 pacientes que desenvolveram

ectasia após LASIK. Grupo 2, 12 olhos de 6 pacientes que estão estáveis

após LASIK com acompanhamento de 5 anos. Ambos os grupos foram estudados

a partir do mapa paquimétrico numérico do Orbscan pré-operatório a fim de elaborar

a curva de progressão paquimétrica (avaliação tomográfica). Também foram

estudados os prontuários e os dados topográficos e paquimétricos pré-operatórios

a fim da determinação da pontuação de risco de desenvolver ectasia proposta

por Randleman (ERSS). Resultados: No grupo 1 todos os pacientes apresentaram

ERSS baixo, no entanto, a avaliação tomográfica demonstrou alteração em 3 (75%)

dos 4 olhos. No grupo 2, 3 olhos (25%) foram classificados como alto risco, 3 (25%)

moderado risco e 6 (50%) baixo risco, entretanto, avaliando tomograficamente,

11 olhos (91,7%) demonstraram estabilidade. Conclusões: A avaliação tomográfica

demonstrou sensibilidade detectando alteração em casos com baixo risco, mas

que desenvolveram ectasia e demonstrou especificidade ao não indicar alteração

em casos de alto risco, mas que estão estáveis há mais de cinco anos após LASIK.

P 014

OCULAR RESPONSE ANALYZER PARAMETERS IN KERATO-

CONUS WITH “NORMAL” CENTRAL CORNEAL THICKNESS

COMPARED WITH MATCHED CONTROL

Bruno Machado Fontes, Renato Ambrósio Jr., Guillermo Coca Velarde, Walton

Nosé

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Refracta - Rio

de Janeiro (RJ)

Purpose: To compare corneal hysteresis (CH) and corneal resistance factor (CRF)

in eyes with keratoconus with a central corneal thickness (CCT) ≥520 µm with CH

and CRF in healthy sex-, age-, and CCT-matched controls, and to estimate the

sensitivity and specificity of these parameters for discriminating between the two

groups. Methods: Prospective, comparative case series. Nineteen eyes from 19

patients with keratoconus and CCT ≥ 520 µm, and 19 eyes from 19 CCT, sex- and

age-matched healthy patients underwent a complete clinical eye examination,

corneal topography, tomography, and biomechanical evaluation. The receiver

operating characteristic (ROC) curve was used to identify cutoff points that maximized

the sensitivity and specificity for discriminating between groups. Results: The CCT

was 543.1 ± 13.9 (range 520 - 568) µm in keratoconus group and 545 ± 12.5

(527 - 575) µm in control group; p=0.6017. CH was 9.22 ± 1.44 (6.2 - 11.35) and

10.58 ± 1.91 (7.34 - 13.53) mmHg, respectively; p=0.0075. CRF was 8.62 ± 1.52

(5.60 - 11.20) and 10.30 ± 1.92 (6.95 - 14.12) mmHg, respectively; p=0.0049. The

ROC curve analyses showed a poor overall predictive accuracy of CH (cutoff,

9.90 mmHg; sensitivity, 78.9%; specificity, 63.2%; test accuracy, 71.05%) and

CRF (cutoff, 8.90 mmHg; sensitivity, 68.4%; specificity, 78.9%; test accuracy, 73.65%)

for detecting keratoconus in the eyes studied. Conclusions: CH and CRF were

statistically lower in Keratoconus Group in comparison with Control Group. Given

the large overlap, both CH and CRF had low sensitivity and specificity for discriminating

the groups.

P 015

ANÁLISE DO DIAGNÓSTICO E PERFIL DOS PACIENTES SUB-

METIDOS A TRANSPLANTE DE CÓRNEA NO HOSPITAL DE

OLHOS DO PARANÁ

Henrique Saraiva Padilha Velasco, Hamilton Moreira

Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)

Objetivo: Analisar as principais indicações de transplante penetrante de

córnea no Hospital de Olhos Paraná, correlacionando-as com o perfil dos pacientes

e a forma de acesso ao serviço de saúde. Método: Estudo de série de casos,

realizado de forma retrospectiva, não comparativa, através da análise de

prontuários de pacientes submetidos à ceratoplastia penetrante no ano 2009 no

Hospital de Olhos do Paraná. Resultados: Foram avaliados 193 prontuários, dos

quais 73 (37,82%) o diagnóstico não havia sido informado, reduzindo nossa

amostra para 120 casos. A idade variou de 1 a 87 anos (média 37,23%). O sexo

masculino se mostrou predominante (56,7%) em relação ao sexo feminino (43,3%).

O SUS gerou maior demanda do procedimento (53%) que convênio e/ou particular

(47%). As principais indicações foram: ceratocone (46%); falência de enxerto

(13,3%); trauma corneano (12,6%); úlcera de córnea infectada perfurada ou não

(11,6%); outras causas (15,83%). Pelo SUS: ceratocone (31,6%); falência de

enxerto (16,6%); úlcera de córnea infectada perfurada ou não (15%); trauma

corneano (13,3%). Pelos convênios e particular: ceratocone (61%); trauma (11,6%);

falência de enxerto (10%) e úlcera (8,3%). Conclusões: O estudo mostra o

ceratocone como principal indicação de ceratoplastia penetrante. Revelou, também,

que o sexo não interfere de forma significativa na indicação de transplante e evidencia

uma mudança no padrão das patologias quando as relacionamos a forma de acesso

ao serviço de saúde, que indiretamente podemos correlacionar ao perfil socioeconômico

dos pacientes. Chamou-nos a atenção durante o estudo a porcentagem de prontuários

preenchidos da forma incorreta ou não preenchidos (37,82%), impossibilitando análise

destes. Sugerimos por isso a criação de um formulário único para os Bancos,

facilitando e reduzindo os erros em seu preenchimento.

P 016

ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DOS BOTÕES CORNEOESCLE-

RAIS DO BANCO DE OLHOS DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE

RIBEIRÃO PRETO

Rodrigo Silva Cervellini, Sidney Julio de Faria e Sousa

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: Analisar as culturas dos botões corneoesclerais de córneas utilizadas

em transplantes no período de 1994 a 2009, e verificar a eficácia dos antibióticos

usados nos meios de preservação das córneas doadoras, bem como os contaminantes

mais comuns e se houve repercussões nos pacientes que receberam estas córneas.

Método: Foram realizadas culturas de 966 botões corneoesclerais de córneas

efetivamente utilizadas em transplantes no período de 1994 a 2009 no Hospital das

Clínicas de Ribeirão Preto, conservadas em meio de preservação Optisol, e então

levantados os resultados dos micro-organismos mais prevalentes na cultura dos

botões, e se houve alguma repercussão nos pacientes que receberam estas córneas.

Resultados: A porcentagem de contaminação foi de 4% dos botões corneoesclerais.

Os micro-organismos encontrados foram: Bacillus, Enterobacter, E. Coli, estafilococo,

estreptococo, Neisseria, Pseudomonas, leveduras e fungos filamentosos. Dos

gêneros encontrados, 45% eram estafilococos e 25% fungos. Nenhum dos botões

contaminados resultou em infecção no olho receptor. Conclusões: Conclui-se que

nem o banho de antibiótico de 10 minutos do globo ocular doado feito pelo Banco

de Olhos e nem os antibióticos do meio de preservação Optisol foram suficientes

para esterilizar a totalidade dos botões corneoesclerais.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58 25


PÔSTERES

P 017

AVALIAÇÃO ATRAVÉS DA TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓP-

TICA DE ANÉIS IMPLANTADOS MANUALMENTE E COM O

LASER DE FENTOSEGUNDO

Mayana Freitas Lopes, Nicolas Cesário Pereira, Camile Fagundes Freitas de

Tonin, Luciene Barbosa de Sousa, Reinaldo Ferreira da Silva, Leon Grupenmacher,

Guilherme Andrade do Nascimento Rocha, Elisa Biesdorf Thiesen

Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Sorocaba (SP)

Objetivo: Avaliar a regularidade e a profundidade dos segmentos de anel

intraestromal através de tomografia de coerência óptica (OCT-Visante) e comparar

duas técnicas de implante hoje empregadas: técnica manual e através do laser de

fentosegundo. Método: Analisou-se 41 olhos (39 com diagnóstico de ceratocone

e 2 DMP) de 34 pacientes submetidos ao implante de anel intraestromal no Hospital

Oftalmológico de Sorocaba no período de 2006 a 2008. Em 24 olhos foi realizado

o implante de anel pela técnica manual e em 17 foi utilizado o laser de fentosegundo.

Os participantes escolhidos tinham período maior que 3 meses de pós-operatório

e foram submetidos ao exame de OCT-Visante, para determinação das medidas

da profundidade dos anéis em vários pontos. As variáveis analisadas foram:

acuidade visual, equivalente esférico, astigmatismo topográfico, e profundidade

dos anéis. Consentimento livre e esclarecido foi obtido de todos os participantes.

Resultados: Os grupos “anel manual” e “anel intralase” tinham características

semelhantes. Constatou-se uma maior profundidade e regularidade dos anéis

implantados pelo laser de fentosegundo, mas isso não significou melhor resultado

clínico. Além disso, observou-se maior conformidade com a profundidade

planejada no grupo “anel intralase”. Com relação às complicações houve 3

extrusões no grupo do anel manual. Não houve extrusões ou perfurações no grupo

do “anel intralase” no período avaliado. Conclusões: O OCT-Visante mostrou-se

útil na observação da profundidade e regularidade de segmentos de anéis

intracorneanos. Na amostra avaliada, não houve diferença entre a resposta clínica,

mas os segmentos implantados com laser de fentosegundo se mostraram mais

profundos, regulares e com menor taxa de complicações e extrusões.

P 018

AVALIAÇÃO CLÍNICA E POR MEIO DE OCT VISANT DE PA-

CIENTES COM INFECÇÃO PRÉVIA POR NEISSERIA SPP

Amanda Correia da Paz, Elisabeth Nogueira Martins, Fabio Bom Aggio, Norma

Allemann

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar a córnea de pacientes que tiveram infecção ocular gonocócica

prévia confirmada laboratorialmente, através do exame clínico e da realização do

OCT Visante. Método: Entre janeiro/2009 e maio/2010, dez pacientes foram

diagnosticados com infecção ocular por Neisseria spp. (bacterioscpia com

coloração de Gram e/ou cultura positiva) no Pronto Socorro de Oftalmologia do

Hospital São Paulo. Esses pacientes foram convidados, através de contato

telefônico, a participarem do estudo e três aceitaram o convite. Após assinarem o

termo de consentimento livre e esclarecido, foram submetidos a exame na lâmpada

de fenda, refração, teste de sensibilidade corneana, OCT de segmento anterior

- Visante, topografia corneana e fotografia do segmento anterior. Resultados:

Paciente 1: Manteve acuidade visual 20/20 no olho afetado (esquerdo), sem

alterações no exame clínico e topografia de córnea. Apresentou áreas de hiperrefletividade

no estroma corneano ao OCT Visante. Paciente 2: O olho afetado (direito)

apresentou acuidade visual bem inferior (20/200) à acuidade do olho contralateral

(20/20), sem alterações importantes no exame clínico e topografia de córnea. Ao OCT

Visante, também apresentou áreas de hiperrefletividade do estroma corneano.

Paciente 3: O olho afetado (direito) apresentou acuidade visual de 20/200, sem

melhora com a refração, com áreas de opacidade estromal corneana e neovascularização,

e redução da sensibilidade corneana, a topografia foi impossível de ser

realizada e o OCT Visante revelou áreas de hiperrefletividade e afinamento

corneano. Conclusões: Por obter imagens de alta resolução, a tomografia de

coerência óptica do segmento anterior é capaz de detectar alterações subclínicas

na córnea de pacientes com infecção ocular prévia por Neisseria spp. que é uma

afecção grave com possíveis sequelas debilitantes na córnea dos pacientes

afetados.

P 019

AVALIAÇÃO DA PRECISÃO DA PAQUIMETRIA CORNEANA DE

CONTATO POR ULTRASSOM

Liliane Ventura, Victor A. C. Lincoln, Sidney J. Faria e Sousa

Universidade de São Paulo (USP) - São Carlos (SP) / Universidade de São Paulo

(USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: A paquimetria corneana é uma medida da espessura da córnea

bastante utilizada. Estas técnicas são baseadas em princípios de ultrassom ou

ópticos. Embora cada princípio tenha sua particularidade, todos são tidos como

confiáveis. Os paquímetros por ultrassom portáteis são bastante utilizados e,

neste trabalho aferimos a precisão e reprodutibilidade de dois modelos existentes

no mercado. Método: Estabeleceu-se uma montagem com um micrômetro

mecânico, digital, com precisão de 1 micron, acompanhado de dispositivos para

posicionar a córnea a ser avaliada, um sistema ótico de ampliação de 10X e uma

câmera CCD acoplada a um lap, para poder observar o momento em que o

micrômetro mecânico toca a superfície da córnea. O protocolo adotado consistiu

de: 8 olhos, com até 72 horas pós-morte foram selecionados, retirados da

geladeira, suas córneas removidas, rotuladas de 1-8 e colocadas em sequência.

No paquímetro por ultrassom foram realizadas três medidas por dois usuários e

quatro medidas por um usuário, totalizando 10 medidas em cada córnea. As

mesmas córneas foram submetidas 5X cada às medições no micrômetro mecânico

totalizando 15 medidas e, esta sequência foi realizada por três diferentes usuários.

O que realizava as medidas não observava o resultado; anotados por uma segunda

pessoa, para que não houvesse influência na medida posterior ou no descarte

de alguma medida no ato da medição. Resultados: Um dos paquímetros ultrassônicos

apresentou uma média de desvio padrão de 150 e foi descartado para

nossas avaliações. A média dos desvios padrão tanto do paquímetro ultrassônico

selecionado quanto a do micrômetro foi de 33. Porém houve uma diferença entre

medidas de aproximadamente 100 micra. Assim, amostras padrão em acrílico

foram medidas em ambos os sistemas. Conclusões: Verificou-se que o paquímetro

ultrassônico apresenta um valor inferior, diferindo acima de 100 micra do valor do

padrão, indicando o erro real do paquímetro ultrassônico.

P 020

AVALIAÇÃO DO ASTIGMATISMO E ACUIDADE VISUAL PÓS-

TRANSPLANTE ENDOTELIAL (DSAEK)

Fernanda Darahem Mabtum, Roberto Pinto Coelho, Ricardo Helio Biaggi,

Fernando Borges Marquez de Andrade, Sibere Resende Oliveira, Francisco

Souza Meirelles Pires, Antonio Carlos Correia Coelho Junior, Isis Marques

Montenegro, Antonio Carlos Correa Coelho Junior

Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: Avaliação do astigmatismo e acuidade visual de pacientes submetidos

a transplante endotelial (Descemet Stripping Automated Endothelial Keratoplasty

- DSAEK). Método: Realizamos um estudo longitudinal observacional

retrospectivo, revisando 6 prontuários de pacientes que fizeram transplante de

córnea endotelial na Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), realizados pelo

mesmo cirurgião, no período compreendido entre 14 de julho e 11 de agosto de

2009. Resultados: Entre os 6 prontuários analisados, constatou-se que nos transplantes

endoteliais a acuidade foi de 0,04 a 1 logMAR (0,1 - 0,9). O astigmatismo

pós-transplante endotelial alterou de -2,50 a 0. Conclusões: O astigmatismo

constitui uma das mais frequentes causas de baixa acuidade visual no pósoperatório

do transplante de córnea. Com o objetivo de garantir uma boa acuidade

visual e diminuir risco de complicações, novas técnicas de transplantes de córneas

têm sido utilizadas, dentre elas o transplante endotelial. Neste trabalho, demonstramos

que o transplante endotelial é uma técnica efetiva e segura, com baixo

grau de astigmatismos e boa acuidade visual no pós-operatório.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


PÔSTERES

P 021

AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO EM RELA-

ÇÃO AOS ESTUDANTES DE MEDICINA SOBRE O PROCESSO DE

DOAÇÃO DE CÓRNEA

João Crispim Moraes Lima Ribeiro, Andressa Rocha, Felipe Bezerra, Charles

Silveira, Aline Guerreiro, Levy Aguiar, Tiago Freire, Edson Brambate Jr., Ariel

Scafuri, Vagnaldo Fechine

Universidade Federal do Ceará (UFCE) - Fortaleza (CE)

Objetivo: Avaliar o grau de conhecimento da população sobre a realização de

transplante de córnea e estabelecer uma comparação com o conhecimento dos

acadêmicos de medicina. Método: Foi aplicado um questionário para obtenção de

dados como sexo, nível de escolaridade e mais seis perguntas de múltipla escolha

sobre transplante de córnea a pessoas abordadas espontaneamente no “Dia

Mundial da Saúde” e aos acadêmicos de medicina. A amostragem foi por

conveniência, sendo o número de entrevistados estabelecido arbitrariamente.

Resultados: Foram entrevistadas 46 pessoas da população geral, sendo 43,48%

homens e 56,52% mulheres, e 51 estudantes de medicina, sendo 43,13% homens

e 56,87% mulheres. Dos entrevistados da população geral, 15,2% tinham o 1º grau

incompleto, 6,52% 1º grau completo, 17,4% 2º grau incompleto e 32,6% 2º grau

completo. Quando indagados “O que é córnea”, 54,3% da população em geral

consideram ser uma membrana fina e transparente que recobre o olho contra 88,4%

dos estudantes. 52,2% dos entrevistados da população sabem que a doação de

córnea só pode ser feita até 6 horas após morte, em comparação com os 71,1%

dos estudantes que acertaram. Apenas 45,6% relevaram saber que os Bancos

de Olhos são instituições responsáveis por todas as etapas de processamento

dos tecidos oculares doados, porém 75% dos acadêmicos sabiam desse dado.

Quando questionados sobre o que é necessário para ser doador de órgãos, 69,5%

da população estavam cientes da necessidade de informar a família para que a

mesma autorize a doação, mas apenas 53,8% dos estudantes sabiam. Conclusões:

Comparando os porcentuais de acerto, percebe-se que o maior acesso à informação

e ao conhecimento sobre o procedimento e o protocolo de captação de córneas de

doadores podem influenciar na escolha de ser ou não doador de córnea.

P 022

AVALIAÇÃO DO USO DO "CROSSLINKING" DO COLÁGENO

PARA TRATAMENTO DE CERATOPATIA BOLHOSA

Paula Tapia Gomes Pereira, Sidney Júlio de Faria e Souza, Luis Antonio Gorla

Marcomini, Elisio Bueno Machado Filho, Regia Maria Gondim Ramos, Gleilton

Carlos Mendonça, Marilhia Teixeira Bueno Machado

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: Avaliar se o uso do "crosslinking" corneano diminui os sinais e sintomas

da ceratopatia bolhosa Método: Foram incluídos 15 pacientes (15 olhos) que

apresentavam ceratopatia bolhosa sintomática. Todos tinham baixo prognóstico

visual após várias cirurgias oculares. Foi utilizado o protocolo de Wollensak, de

Dresden: desepitelização dos 8 mm centrais da córnea sob anestesia tópica e

instilação de riboflavina a 1% 5 minutos antes do início da irradiação. Esta foi

aplicada por 30 minutos, energia total de 4,5 joules/cm², com instilação de riboflavina

a cada 5 minutos, alternada com anestésico. Utilizado lentes de contato terapêuticas

(LCT) e colírio de moxifloxacino e dexamentasona 4X ao dia até completa

re-epitelização da córnea. Os pacientes eram avaliados semanalmente até

re-epitelização da córnea, com 30, 60 e 180 dias de pós-operatório. Os dados

avaliados foram obtidos antes do procedimento e nas visitas subsequentes:

acuidade visual, tempo para re-epitelização, paquimetria, escala de sintomas para

dor, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e fotofobia (0 para ausência;

1 leve; 2 moderado e 3 intenso) e presença ou não de bolhas epiteliais. Resultados:

A média de idade foi de 66 anos, 6 pacientes do sexo feminino e 9 masculino.

Re-epitelização em média de 22 dias. Dois meses após o "crosslinking", dos 15

pacientes, 8 apresentavam boa evolução, com melhora da dor e sem bolhas. Houve

diferença significativa na escala dos sintomas, que reduziu de 10,2 para 7,6 com

p=0,01. Não houve diferença significativa em relação à paquimetria e acuidade

visual. Aos 6 meses após o tratamento, houve recorrência da ceratite bolhosa

em todos os pacientes e apenas 3 não apresentou. Conclusões: Neste estudo,

a utilização do "crosslinking" seguindo-se o protocolo de Wollensak não foi eficaz

para o tratamento da ceratopatia bolhosa.

P 023

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS E ETIOLÓGICAS DAS

CERATITES INFECCIOSAS EM CENTRO DE REFERÊNCIA NO

BRASIL

Luís Guilherme Milesi Pimentel, Ana Luísa Hofling-Lima, Angelino Julio Cariello,

Daniel Colicchio, Renato Magalhães Passos, Daniel Meira-Freitas, Natália Yumi

Valdrighi, Maria Cecilia Zorat Yu, Adriana Mascia

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Descrever as características epidemiológicas e laboratoriais das

ceratites infecciosas em centro de referência no Brasil. Método: Em estudo

retrospectivo, foram revisados todos os prontuários de pacientes com diagnóstico

de ceratite atendidos no Laboratório de Microbiologia Ocular da UNIFESP entre

julho de 1975 e setembro de 2007. Dados revisados foram: idade, sexo, olho

acometido, uso tópico de medicamentos, história prévia de trauma ou cirurgia ocular,

uso de lentes de contato e resultado da cultura. Resultados: Foram incluídos 6.804

pacientes. A média de idade foi 42,1 ± 21,4 anos. A relação masculino:feminino

foi 1,5:1. Culturas foram positivas em 3.309 (48,6%) casos. Bactérias foram isoladas

em 2.699 (39,7%), fungos em 364 (5,3%) e Acanthamoeba em 246 (3,6%) amostras.

Staphylococcus foi a bactéria mais frequente e Fusarium prevaleceu entre os

fungos. Culturas positivas para bactérias foram 2,7 vezes mais frequentes em

pacientes com uso prévio de esteróides (p


PÔSTERES

P 025

COLA BIOLÓGICA TISSUCOL VERSUS NYLON 10.0 NA EXE-

RESE DE PTERÍGIO PRIMÁRIO USANDO TRANSPLANTE DE

CONJUNTIVA AUTÓLOGO

Andre Cortez Baptistella, Fernanda Schenk Bertoli, Vera Lucia Mascaro, Haldria

Cristine Pessotti Simião, Fulvia Pina Pinheiro

Hospital Brigadeiro São Paulo - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar o tempo cirúrgico, escala análoga visual, grau de hiperemia

ocular e complicações e recidivas relacionadas ao transplante de conjuntiva

autólogo usando nylon 10,0 mm e cola tecidual Tissucol Baxter. Método: Estudo

comparativo, prospectivo e randomizado foi realizado em 38 olhos com pterígio

nasal primário, sendo 20 olhos submetidos a sutura com nylon 10,0 mm e 18 olhos

submetidos a cola tecidual Tissucol Baxter. Os pacientes foram avaliados no pré

e pós-operatório (1, 10, 30, 60) através de avaliação subjetiva (EAV) e objetiva

como grau de hiperemia ocular, dor, lacrimejamento, desconforto ocular, tempo

cirúrgico e complicações/recidivas. As variáveis foram submetidas aos testes de

Fisher, Mann-Whitney, Friedman. Valores de P


PÔSTERES

P 029

PREVALÊNCIA DA SÍNDROME DO OLHO SECO EM PACIENTES

COM RETINOPATIA DIABÉTICA PROLIFERATIVA

Adriana Rainha Mascia, Igor Rodrigo Lins da Silva, João Crispim Ribeiro, Luis

Guilherme Milesi Pimentel, Moacyr Amaral Campos, Patricia Cabral Zacharias

Serapicos, Daniel Meira-Freitas, Angelino Julio Carrielo, Ana Luisa Hofling-Lima,

Fernanda Castro de Oliveira

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar a presença da síndrome do olho seco em pacientes com retinopatia

diabética proliferativa. Método: Pacientes com retinopatia diabética proliferativa

com indicação de laserterapia foram convidados a responder um questionário de

desconforto ocular específico para olho seco (Ocular Surface Disease Index - OSDI).

Em seguida, todos os pacientes foram submetidos aos testes de tempo de ruptura

do filme lacrimal (BUT), Schirmer I e coloração por Rosa Bengala. Resultados:

Foram incluídos no estudo 25 pacientes. A idade variou de 25 a 82 anos com média

de 59,8 ± 11,6 anos e a relação masculino/feminino foi de 1,3. O tempo de

diagnóstico variou de 1 a 35 anos com média de 17,2 ± 8,7 anos. O escore médio

do OSDI foi de 49,4 ± 24,2. O teste de Schirmer I variou de 2 a 35 mm e apresentou

média de 13,57 ± 9,78 mm. Valor menor que 10 (positivo) foi observado em 12 (48,0%)

pacientes. O BUT estava alterado em 21 (84,0%) pacientes. Escore do teste de

Rosa Bengala maior que 3 (alterado) foi observado em 12 (48,0%) pacientes.

Conclusões: Foi observada alta prevalência de sintomas de olho seco e alterações

nos testes de avaliação do filme lacrimal em pacientes com retinopatia diabética

proliferativa. Os dados sugerem que diabetes mellitus com complicação microvascular

constitui fator de risco para desenvolvimento da síndrome do olho seco.

P 030

PROGRAMA DESENVOLVIDO PARA CERATOMETRIA EM PALM

TOP

Claudine Mizusaki Iyomasa, Liliane Ventura, Jean-Jacques de Groote

Universidade de São Paulo (USP) - São Carlos (SP)

Objetivo: O objetivo deste trabalho é desenvolver um software que faça a

medida ceratométrica, e que possa ser utilizado em dispositivos móveis. Seu

desenvolvimento está diretamente relacionado a um projeto anterior cuja proposta

foi a determinação do astigmatismo utilizando um anel de LEDs acoplado à lâmpada

de fenda. Neste novo projeto, o diferencial é a incorporação da tecnologia dos

dispositivos móveis, que vêm tomando o mercado. O projeto visa unificar a grande

precisão de um processo de determinação do astigmatismo à mobilidade permitida

pelos novos processadores. Método: O hardware do sistema consiste em 36 LEDs

dispostos em um formato de círculo. Os LEDs são projetados na córnea e a imagem

refletida é capturada por um sensor CCD de magnificação de 16x. A imagem é

enviada para o computador portátil pelo CCD por meio de um sistema sem fio, e

o software abre automaticamente a imagem a ser processada e converte a

intensidade registrada relativa a cada pixel em uma matriz de dados numéricos.

Em seguida é estabelecida pelo usuário a quantidade de LEDs que deve ser

identificada. Após a identificação é feita a interpolação. E, por fim, é determinada

a melhor elipse que se encaixa a estes pontos e o seu maior e menor raio. A partir

do valor dos parâmetros da elipse, os dados de astigmatismo podem ser determinados.

Resultados: Após fazer vários testes com uma imagem padrão em

que o anel refletido é um círculo regular, utilizou-se a imagem obtida por um paciente

com 11 D de astigmatismo para testar se o software é capaz de detectar. O

resultado deste teste mostrou-se bem sucedido, identificando corretamente os

LEDs, determinando a melhor elipse por meio da interpolação, e traçando o maior

e o menor raio da elipse. Conclusões: O desempenho observado nos testes do

algoritmo descrito, a eficiência na identificação dos LEDs, e o cálculo dos raios

maior e menor do anel de luz necessários para determinar o astigmatismo, indicam

fortemente a viabilidade do processo proposto neste projeto.

P 031

PROTOCOLO DE TRATAMENTO PARA CERATOCONJUNTIVI-

TE PRIMAVERIL

Lisa Lauren Moura Martins, Karina Teixeira e Silva, Carina Costa Cotrim, Maria

da Glória Fonseca Rabelo, Tiago de Assis Quitério

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)

Objetivo: Estabelecer padronização no tratamento de ceratoconjuntivite primaveril

que caracteriza-se como processo alérgico crônico e bilateral da conjuntiva,

com exacerbações sazonais, mais frequente na primavera e verão, em regiões

de clima quente e seco. Tem predileção por meninos entre 2 e 10 anos de idade,

com tendência a resolução na puberdade. Método: Análise de prontuários dos

pacientes do Departamento de Córnea da UFTM. Resultados: Os sintomas são

prurido, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, fotofobia e secreção mucosa.

Apresenta-se nas formas palpebral, límbica e mista. A forma palpebral apresenta

papilas de até 1 mm em palpebral superior. Nos casos graves há papilas gigantes

e acúmulo de secreção mucosa entre elas. Na forma límbica, papilas gelatinosas e

pequenas pseudofossetas são visualizadas no limbo superior. Já a forma mista,

apresenta papilas gigantes e limbo gelatinoso. Os pontos de Horner-Trantas, no

limbo ou conjuntiva, são formados por eosinófilos e restos celulares degenerados.

O trauma mecânico das papilas gigantes sobre a córnea causa defeito epitelial,

depósito superficial de fibrina e neovascularização (úlcera em escudo) que pode

resultar em grave alteração visual. Conclusões: O tratamento requer controle do

alergeno, compressas geladas nas crises e uso de lubrificantes sem conservantes,

como medidas gerais. Casos leves: medidas gerais e colírios de dupla ação

(associação entre anti-histamínicos e estabilizadores de mastócitos) como olopatadina

0,1% ou 0,2% e epinastadina por período indeterminado. Casos moderados:

medidas gerais, colírios de dupla ação e corticóide milesimal por 1 mês. A

manutenção pode ser feita com estabilizador de mastócitos. Casos graves: medidas

gerais, colírios de dupla ação, acetato de prednisolona 1% com regressão em 1

mês. Se não houver melhora, ciclosporina tópica 1 a 2% ou tacrolimus pomada

podem ser prescritos para se evitar os efeitos adversos do corticóide.

P 032

SURTO EPIDÊMICO DE ÚLCERA DE CÓRNEA EM USUÁRIOS DE

LENTE DE CONTATO COLORIDA EM HOSPITAL UNIVERSITÁ-

RIO DE BELÉM DO PARÁ

Carlos Sebastião Castro de Oliveira, Laíse Nascimento Nunes, Paula Renata Tavares

Caluff, Edmundo Frota de Almeida Sobrinho, Janneser Lima de Freitas, Carla Carvalho

Ribeiro, Aline Nazaré Souza de Almeida, Denis Souza Vieira da Silva

Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza - Belém (PA) / Universidade Federal

do Pará (UFPA) - Belém (PA)

Objetivo: Descrever o perfil dos pacientes usuários de lente de contato colorida

que desenvolveram úlcera de córnea, enfatizando o diagnóstico e tratamento.

Método: Estudo retrospectivo de pacientes, usuários de lentes de contato coloridas,

que desenvolveram úlcera de córnea no período de julho a dezembro de 2008, atendidos

no Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, Belém - PA. A coleta de dados foi

realizada através de revisão de prontuário e análise de protocolo de pesquisa com

diversas variáveis. Na análise dos dados foi utilizado o programa EPI INFO versão

3.3.2 para cálculo das frequências, construção das tabelas e gráficos. Resultados:

Foram avaliados 40 pacientes com sinais clínicos de ceratite infecciosa após uso

de lentes de contato; a maioria dos pacientes (15 pacientes) estava na faixa etária

mais jovem entre 14 e 21 anos; adquiriram as lentes em maior frequência de amigos

(25%), em ópticas (22,5%), ambulantes (20%) e uso compartilhado com outras

pessoas (20%). As medidas do tamanho das úlceras variou entre 1 e 64 mm², com

média de 23,6 mm². Na avaliação inicial da acuidade visual, a maioria dos pacientes

apresentava visão de movimento de mãos (55%), mantendo a acuidade visual de

vultos (52,1%) na avaliação final após o tratamento empírico com antibióticos

fortificados ou antifúngicos tópicos, sendo que 11,8% dos pacientes evoluíram para

transplante tectônico de córnea devido à gravidade do quadro. Segundo as características

clínicas e resposta terapêutica, o provável agente etiológico da ceratite

foi bacteriano em 90,9% dos casos e fúngico em 9,1%. Conclusões: Portanto, fazse

um alerta sobre os riscos de perda visual grave com o uso inadequado, e

principalmente sem orientação do oftalmologista, das lentes de contato.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58 29


PÔSTERES

P 033

USO DE GANCICLOVIR 0,15% GEL PARA TRATAMENTO DE

CERTATOCONJUNTIVITE ADENOVIRAL

Simone Tiemi Yabiku, Mariann Midori Yabiku, Kátia Mantovani Bottós, Aline Lutz

Araújo, Acácio Lima Filho, Cristina Muccioli, Denise de Freitas, Ana Luisa Hofling-

Lima, Rubens Belfort Jr.

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Determinar se ganciclovir 0,15% gel é eficaz no tratamento de ceratoconjuntivites

adenovirais, na prevenção de complicações e se pode influenciar na

transmissão desse tipo de conjuntivite. Método: Ensaio clínico duplo-cego com

pacientes com conjuntivite adenoviral há 5 dias ou menos. Os pacientes responderam

a um questionário, graduando os sinais e sintomas da conjuntivite em ausente, leve,

moderado ou intenso. No exame foi avaliado acuidade visual, adenopatia, edema

palpebral, hiperemia conjuntival, quemose, reação folicular, hiposfagma, petéquias

conjuntivais, infiltrados subepiteliais, ceratite puntacta, membranas e pseudomembranas.

Os pacientes foram distribuídos, de forma randomizada, no grupo

1 (tratamento) e grupo 2 (controle), recebendo ganciclovir 0,15% ou placebo em ambos

os olhos durante 10 dias. Após 6 dias, o mesmo questionário foi aplicado pelo

telefone e o paciente respondeu se alguém do convívio pegou conjuntivite e se os

sintomas passaram para o olho contralateral. No 10º dia o mesmo examinador

reavaliou os pacientes e aplicou o mesmo questionário. Resultados: Dos 46

pacientes avaliados, 33 concluíram o tratamento, sendo 19 do grupo 1 e 14 do

grupo 2. Ambos os grupos eram equivalentes em relação aos dados demográficos

e aos sinais e sintomas. No 6º e no 10º dia de tratamento houve melhora

estatisticamente significativa da dor, prurido e fotofobia apenas no grupo 1. No 10º

dia observou-se melhora significativa do edema palpebral, hiperemia e folículos

em ambos os grupos. Não houve diferença entre os grupos na taxa de transmissão

e de complicações. Conclusões: Em pacientes com ceratoconjuntivite adenoviral

observou-se melhora da dor, prurido e fotofobia apenas no grupo tratado com

ganciclovir 0,15% gel. Não houve diferença estatística em ambos os grupos em

relação a transmissibilidade e ocorrência de complicações.

P 034

ALTERAÇÕES OFTALMOLÓGICAS NOS PACIENTES PORTA-

DORES DE ESCLEROSE SISTÊMICA EM ACOMPANHAMENTO

AMBULATORIAL

Beatriz de Abreu Fiuza Gomes, Marcony Rodrigues de Santhiago, Mário N. L.

de Azevedo, Haroldo Vieira Moraes Jr.

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Rio de Janeiro (RJ)

Objetivo: Estudar a prevalência e o espectro das alterações oculares em

pacientes com esclerose sistêmica em acompanhamento ambulatorial. Método:

Trata-se de um estudo descritivo, transversal. Foram incluídos 45 pacientes

consecutivos, provenientes do ambulatório de reumatologia do HUCFF, com

diagnóstico de esclerose sistêmica (ES) baseado nos critérios do Colégio

Americano de Reumatologia. Foram excluídos pacientes com diagnóstico de

doença mista do tecido conjuntivo, bem como pacientes com ES sine escleroderma.

Os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo, incluindo a

realização de tempo de rotura do filme lacrimal, teste de Schirmer I e avaliação

da superfície ocular após instilação de Rosa Bengala. Resultados: Dos 45

pacientes incluídos, 40 (88,9%) pacientes eram do sexo feminino e 5 (11,1%) eram

do sexo masculino. A idade variou de 22 a 77 anos, com média de 51 anos. Os

pacientes apresentaram um tempo médio de doença diagnosticada de 10,9 anos.

Queixas oftalmológicas foram relatadas por 33 pacientes (73,3%), sendo as mais

comuns: baixa visual (26,7% das queixas), prurido (13,3%) e ardência (13,3%).

Os achados oculares mais frequentes foram: endurecimento da pele das pálpebras

dificultando a eversão palpebral (51,1%), telangiectasias palpebrais (51,1%),

ceratoconjuntivite seca (47%), catarata (42%), blefarite (40%), alterações

microvasculares retinianas (26,7%), estreitamento dos fórnices conjuntivais

(15,6%), glaucoma (13,3%). Conclusões: A ES é uma doença sistêmica que pode

apresentar comprometimento oftalmológico, geralmente benigno em pacientes

ambulatoriais. As alterações encontradas englobaram a órbita, o segmento

anterior e o posterior do globo ocular, sendo que as alterações palpebrais e da

superfície ocular foram as mais frequentes.

P 035

ESTUDO SOBRE A CORRELAÇÃO ENTRE ATIVIDADE DA ARTRI-

TE REUMATÓIDE E A GRAVIDADE DO OLHO SECO

Fernando H. Miyazaki, Andreo G. M. Parra, Daniel C. Antero, Thelma L. Skare,

Marcelo L. Gehlen

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - Curitiba (PR)

Objetivo: Verificar se atividade da AR medida pelo DAS-28 se correlaciona com

a gravidade do olho seco medida através dos testes de Schirmer I e do BUT.

Método: Trata-se de um estudo observacional, transversal. Foram convidados

todos os pacientes de AR do ambulatório de reumatologia do HUEC do período

de janeiro de 2010 a março de 2010 com pelo menos 4 dos critérios classificatórios

para AR do Colégio Americano de Reumatologia. Incluíram-se 50 pacientes. Esses

foram submetidos à medida do DAS-28, do Schirmer I e do BUT. O DAS-28 classifica

a atividade da AR em baixa se 5,1.

Para fins de análise estatística utilizou-se o menor valor do BUT e do Schirmer

medido nos dois olhos. Os dados foram agrupados em tabelas de frequência sendo

utilizado o teste de Spearman para estudos de correlação. Significância adotada

de 5%. Resultados: Dos 50 pacientes, 6 eram homens e 44 mulheres com idade

entre 28 e 77 anos (média de 51,92 ± 11,15 anos) e com tempo de doença entre

6 meses e 32 anos (média de 10,21 ± 7,67 anos). Existia sensação de olho seco

em 24/50 (48%). A atividade da doença medida pelo DAS-28 variou entre 0,62 e

6,93 (média de 3,23 ± 1,40). O teste de Schirmer variou entre 0 e 30 mm em 5

minutos com média de 12,18 ± 7,92. Em 10 pacientes (20%) os valores ficaram abaixo

de 5 mm. O BUT variou entre 0 e 15 segundos (média de 5, 48 ± 3,85). Em 43 pacientes

(86%) os valores ficaram abaixo de 10 segundos. Estudando-se a associação

entre Schirmer e DAS-28 obteve-se um p=0,39. A correlação dos DAS-28 com o

BUT mostrou um p de 0,60. Conclusões: Não existe associação entre atividade

da AR e gravidade do olho seco medidos pelo Schirmer e pelo BUT.

P 036

MANIFESTAÇÕES OCULARES EM PACIENTES PORTADORES

DA SÍNDROME DE WILLIAMS

Sarah La Porta Weber, Lorena Galhardo Ribeiro, Mauro Goldchmit, Marcela

Ferreira Tavares

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)

Objetivo: O objetivo deste estudo é descrever a frequência e gravidade das

manifestações oculares presentes na síndrome de Williams. Método: Trata-se de

um estudo longitudinal, prospectivo, observacional. Foram incluídos no estudo os

pacientes portadores da síndrome de Williams, com diagnóstico confirmado. As

variáveis avaliadas foram sexo, idade, doenças atuais, cirurgias prévias, uso de

correção óptica, acuidade visual (AV), biomicroscopia, refração, movimentação

extraocular, teste de Hirschberg, prisma e cover teste, teste para estereopsia (Lang),

oftalmoscopia direta e indireta. Resultados: Dos 30 pacientes avaliados, 15 eram

do sexo feminino e 15 do sexo masculino. A media de idade foi de 14,5 anos, variando

de 7 a 26 anos. Em relação à raça, 17 (57%) eram brancos, 10 (33%) pardos e

3 (10%) negros. As principais doenças associadas foram: estenose supravalvar

(40%), atraso do desenvolvimento neuropsicomotor (23%), déficit de atenção

(20%) e epilepsia (3%). Entre os 30 pacientes, 13% já haviam sido submetidos

a pelo menos uma cirurgia de estrabismo. A melhor AV com correção em ambos

os olhos alcançou 20/20 em 84% das crianças. Ao exame de biomicroscopia,

destacamos em 23% a presença de epicanto e em 3 pacientes encontramos íris

com estroma estrelado. O teste de Hirschberg foi centrado em 20 crianças (67%).

No teste de prisma e cover, 9 (30%) evidenciaram uma esotropia e apenas 2 (7%)

uma exotropia. Além disso, 4 pacientes apresentaram hipertropia do olho direito sobre

o esquerdo e 2 apresentaram DVD. A visão binocular mostrou-se alterada em 43%

dos casos. Na fundoscopia observamos tortuosidade vascular em 27% dos

pacientes. Conclusões: Este estudo mostrou que os pacientes com síndrome de

Williams apresentam inúmeras manifestações oftalmológicas. Estas devem ser

pesquisadas, detectadas e corrigidas precocemente, garantindo assim um desenvolvimento

melhor para esses pacientes.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

30

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


PÔSTERES

P 037

PREVALÊNCIA DE DEMODEX SP. NOS CÍLIOS DE PACIENTES

DIABÉTICOS

Marina Costa Carvalho de Sousa, Maria Cecília Zorat Yu, Letícia S. F. Yamashita,

Angelino Julio Carriello, Daniel Meira-Freitas, Nahin M. A. Geha, Joyce B.

Tsuchiya, Ana Luisa Hofling-Lima

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Determinar a prevalência de Demodex sp. em cílios de pacientes

diabéticos comparando com grupo controle. Método: Pacientes com diabetes

mellitus tipo 2 e voluntários saudáveis (grupo controle) responderam questionário

sintomático e foram submetidos a exame oftalmológico no qual dois cílios com colarete

foram removidos de cada pálpebra e examinados sob um microscópio com

ampliação de 20 vezes. Os ácaros foram detectados e quantificados baseados nas

suas características morfológicas e movimento. A presença de Demodex sp. foi

comparada entre os dois grupos através do teste qui-quadrado. Resultados: Foram

incluídos 42 pacientes em cada grupo. A idade variou de 50 a 60 anos com média

de 56,4 ± 5,2 anos. A proporção masculino:feminino foi 0,6:1. Não houve diferença

significativa segundo o sexo e a idade em ambos os grupos (p>0,05). Houve uma

tendência de encontrar Demodex em pacientes mais velhos, sendo que a média

de idade de pacientes com e sem Demodex foi 60,2 e 54,0 anos, respectivamente

(p=0,09). O Demodex sp. foi significativamente mais prevalente (p=0,05) em

pacientes diabéticos (54,8%) do que em pacientes do grupo controle (38,1%). No

grupo de pacientes diabéticos, o sexo masculino emergiu como um fator protetor

(p=0,05). Conclusões: Pacientes com diabetes apresentam maior prevalência de

Demodex sp. nos cílios comparados com voluntários saudáveis.

P 038

ASSOCIAÇÃO ENTRE A FREQUÊNCIA DE CONJUNTIVITE VIRAL

E VARIAÇÕES DE PARÂMETROS CLIMÁTICOS

Vespasiano Rebouças-Santos, Rodrigo V. Pozo, Juliana M. Bastos Prazeres, João

Crispin M. L. Ribeiro, Daniel Meira-Freitas, Angelino Julio Cariello, Caio Vinicius

Regatieri, Heloisa M. Nascimento, Elizabeth Nogueira Martins

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar a associação entre a frequência de casos de conjuntivite viral

(CV) e parâmetros climáticos. Método: Foram revisadas retrospectivamente todas

as fichas de pacientes atendidos no pronto-socorro de oftalmologia da Universidade

Federal de São Paulo no período de agosto de 2005 a julho de 2009. A variação

mensal do número de casos de CV foi comparada com as variações mensais de

temperatura, umidade relativa do ar e taxas de precipitação pluviométricas na

cidade de São Paulo no mesmo período, disponíveis na página eletrônica do

Instituto Nacional de Meteorologia. Teste de correlação de Pearson foi utilizado para

analisar a correlação estatística entre as variáveis. Resultados: Entre agosto de

2005 a julho de 2009 foram realizados 145.652 atendimentos, dos quais 22.830

(15,7%) apresentavam diagnóstico clínico de CV. A frequência média de

conjuntivite viral no período estudado foi de 17,3 ± 1,6 casos por dia, sendo a

menor registrada no mês dezembro (13,1 casos por dia) e a maior no mês de maio

(19,7 casos por dia). A média de temperatura mensal variou de 18ºC (julho) a 24,5ºC

(fevereiro) com média anual de 21,4 ± 2,2ºC. A média de umidade relativa do ar

mensal variou de 71,2 (agosto) a 75,7 (fevereiro) com média anual de 73,8 ± 2,0.

A média de precipitações pluviométricas mensal variou de 40,7 mm (junho) a 319,1 mm

(janeiro) com média anual de 139,8 ± 96,9 mm. A precipitação pluviométrica

correlacionou-se negativamente com o número de conjuntivites (r=-0,25, p=0,043).

Temperatura e umidade relativa do ar não se correlacionaram com o número de

conjuntivites (p>0,05). Conclusões: Nos meses com maiores taxas de precipitação

pluviométrica observou-se menor frequência de consultas por CV. Não houve

influência das variáveis climáticas temperatura e umidade relativa do ar na

frequência de CV.

P 039

AVALIAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL EM ESCOLARES DO EN-

SINO FUNDAMENTAL DA REDE PÚBLICA DE VOLTA REDON-

DA - RJ, ENTRE 2004 E 2008

Luiz Gustavo Abranches Werneck Pereira, Elba Christina Ferrão, Miguel Allemand

Zaidan, Natalia Moura Ribeiro, Anna Paula Amaral Addad, Bruno Ferolla

Centro Universitário de Volta Redonda (UNIFOA) - Volta Redonda (RJ) / Escola

de Ciências Médicas de Volta Redonda - Volta Redonda (RJ)

Objetivo: Relatar e analisar a prevalência de déficit visual em escolares do

ensino fundamental de escolas municipais e estaduais do município de Volta

Redonda-RJ. Aprimorar o aprendizado dos acadêmicos de Medicina por meio da

técnica de medida da acuidade visual. Evidenciar necessidade de melhoria da

assistência oftalmológica pela rede pública. Método: Foi realizada uma revisão

de estudos descritivos de delineamento transversal da medida da acuidade visual

feito por acadêmicos de Medicina do oitavo período, devidamente treinados, no

período de 2004 a 2008. Foram avaliados 3.729 alunos do primeiro ao nono ano

de 20 (25,0%) das 80 escolas públicas do ensino fundamental do município de

Volta Redonda-RJ, por meio da tabela de Snellen posicionada a 6 metros de

distância. Resultados: Da amostra total, 579 (15,5%) apresentaram acuidade

visual menor que 0,8. As idades variaram entre 5 e 18 anos. Quanto à correção

óptica, 317 (8,5%) alunos usavam óculos ao exame. Questionados se já haviam

consultado oftalmologista, 2.019 (54,1%) disseram que sim. Entre os amétropes,

252 (43,5%) relataram cefaléia, 163 (28,2%) ardência ocular, 145 (25,0%)

lacrimejamento e 142 (24,5%) dificuldade visual. Conclusões: O trabalho mostrou

que a acuidade visual reduzida foi semelhante a outros estudos com o mesmo

objetivo, ou seja, 10 a 20% do contingente etário necessitam de correção óptica;

logo, programas de saúde pública devem ser implantados de maneira a detectar

precocemente distúrbios visuais em crianças para que essas possam ser devidamente

tratadas, desenvolvendo satisfatoriamente suas atividades no meio em

que vivem. O trabalho desencadeou, por parte dos acadêmicos, a busca pela

iniciação científica e, mais importante, interesse de prestar serviços comunitários,

onde a população não teria acesso e despertar nela a conscientização do valor

da boa visão.

P 040

CARACTERIZAÇÃO DAS INDICAÇÕES DE TRANSPLANTE DE

CÓRNEA EM PACIENTES QUE PROCURAM O HOSPITAL ES-

TADUAL BRIGADEIRO (SUS)

Haldria Cristine Pessotti Simião, Vera Lucia D. Mascaro, Solange Ortis F.

Komatsu, Fúlvia Pina Pinheiro, Fernanda Bertoli, André Cortez Baptistella

Hospital Estadual Brigadeiro - São Paulo (SP)

Objetivo: Apresentar o perfil dos pacientes submetidos ao transplante de

córnea no Hospital Brigadeiro, as indicações cirúrgicas, as técnicas, os tipos de

cirurgias e as complicações. Método: Estudo retrospectivo dos prontuários de 150

pacientes e análise de 193 transplantes realizados por duas equipes, no período

de 2000 a 2009. Foram analisados a idade, o sexo, as indicações para o

transplante, a técnica utilizada e as complicações. Resultados: 82 (54%) do sexo

feminino e 68 (46%) do sexo masculino. A idade variou dos 7 aos 85 anos (média=

41,34 anos). A técnica cirúrgica mecânica. Trépanos de 6 a 9 mm. Transplantes

ópticos 183 (95%) foram penetrantes [(penetrantes 152 (79%); penetrante +

implante secundário de lente intraocular 8 (4%); tríplice 26 (12%)] e 8 (4%)

lamelares. Dos tectônicos 2 foram enxerto corneoescleral (1%). Diagnósticos:

ceratocone e análogos (degeneração marginal pelúcida) em 102 (53%) pacientes,

ceratopatia bolhosa em 33 (17%), falência por rejeição em 15 (8%), distrofias em

10 (5%), opacidade cicatricial em 14 (7,2%), distrofia de Fuchs em 6 (3%), herpes

em 5 (2,6%), tracoma em 5 (2,6%), outros (perfuração escleral e degeneração

marginal de Terrien) 3 (1,6%). Complicações: ceratocone: reação de rejeição 18

(9,5%), rejeição irreversível 3 (1,5%), glaucoma 7 (3,5%), Seidel 2 (1%), falência

primária 1 (0,5%), diplopia monocular 1 (0,5%), infecção 1 (0,5%), astigmatismo

elevado 1(0,5%), Urretz-Zavaglia 1 0,5%). Ceratopatia bolhosa: reação de rejeição

6 (3%), rejeição irreversível 8 (4%), glaucoma 5 (2,5%), falência primária 1 (0,5%).

Leucoma: reação de rejeição 1 (0,5%), Seidel 1 (0,5%). Tracoma: reação de

rejeição 1 (0,5%), rejeição irreversível 1 (0,5%). Herpes: rejeição irreversível 2

(1%), reação de rejeição 1 (0,5%), glaucoma 2 (1%), Seidel 1 (0,5%). Distrofias:

reação de rejeição 3 (1,5%), rejeição irreversível 1 (1%), glaucoma 1 (0,5%). Fuchs:

infecção 1 (0,5%). Conclusões: Principais transplantes: óptico e penetrante.

Principal indicação: ceratocone. Complicações: reação de rejeição, rejeição

irreversível e glaucoma.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58 31


PÔSTERES

P 041

CAUSAS DE CEGUEIRA E DEFICIÊNCIA VISUAL NA POPULA-

ÇÃO DE MENORES DE 18 ANOS DA CIDADE DE PRATÂNIA

Tulio Gomes Cathala Loureiro, Silvana Artioli Schellini, Augusto Tomimatsu

Shimauti, Carlos Roberto Padovani

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)

Objetivo: O presente estudo foi realizado com o objetivo de avaliar causas de

cegueira e deficiência visual na população de menores de 18 anos da cidade de

Pratânia. Método: Trata-se de um estudo populacional, do tipo transversal, de

amostra intencional, realizado de fevereiro de 2007 até agosto de 2008, por uma

equipe da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP. Os dados foram colhidos

através de exame oftalmológico realizado por residentes e professores de

oftalmologia da referida faculdade. Foi seguido um protocolo de pesquisa do qual

constavam: dados demográficos, exame oftalmológico completo, composto por

anamnese, antecedentes pessoais, antecedentes familiares, avaliação da

acuidade visual (com e sem correção), tonometria, biomicroscopia, fundoscopia

e exame refracional. Os dados foram transferidos para Tabela Excel e submetidos

à análise estatística. Resultados: Na faixa etária pretendida foram encontradas

614 pessoas, havendo um total de 1.228 olhos. Foram excluídas 104 pessoas,

sendo 208 olhos, por não conseguirem informar a acuidade visual, resultando em

510 pessoas e em 1.020 olhos. A acuidade visual classificou como portadores de

baixa acuidade visual 19 pessoas (3,7%), resultando em 31 olhos (3.0%), sendo

8 do sexo masculino e 11 do feminino. Como portadoras de cegueira, foram

selecionadas 6 pessoas (1,1%), havendo 6 olhos (0,58%), sendo 2 do sexo

masculino e 4 do feminino. A causa da baixa visão mais encontrada foi de etiologia

refracional em 25 olhos (80%) seguida de ambliopia refracional em 3 olhos (9,6%).

A principal causa de cegueira nesta população foi coriorretinite, pseudofacia por

subluxação do cristalino e ambliopia refracional em 2 olhos de cada patologia

(33% cada). Conclusões: A principal causa de baixa visão no município de Pratânia

foi de etiologia refracional e de cegueira foi igualmente coriorretinite, pseudofacia

por subluxação do cristalino e ambliopia funcional.

P 042

EPIDEMIOLOGIA DO TRAUMA OCULAR INFANTIL ATENDIDO

NO SERVIÇO DE OFTALMOLOGIA DA SANTA CASA DE MISERI-

CÓRDIA DE SANTOS

Gisela Tan Oh, Fábio Suga

Santa Casa de Misericórdia de Santos - Santos (SP)

Objetivo: Descrever a frequência, condições de ocorrência e causas dos traumas

oculares infantis, atendidos no serviço de emergência oftalmológico. Método:

Estudo retrospectivo, que incluiu pacientes menores de 12 anos com diagnóstico

de trauma ocular, os quais foram atendidos no Setor de Emergência do Serviço

de Oftalmologia da Santa Casa de Santos no período de outubro de 2008 a outubro

de 2009. Resultados: Foram analisados 305 prontuários de pacientes dos quais

188 (61,63%) eram do sexo masculino e 117 (38,36%) do sexo feminino. A faixa

etária entre 7 e 12 anos foi a mais encontrada. A acuidade visual de entrada foi

melhor que 20/40 em 45,54% dos casos e o trauma fechado, o de maior frequência

neste estudo, ocorreu em 81,31% dos casos. Quinze (4,92%) pacientes foram

vítimas de lesão penetrante e os objetos domésticos foram os agentes causadores

de trauma ocular em 16,39% dos atendimentos. Conclusões: O trauma ocular

infantil é a maior causa de cegueira unilateral adquirida, os meninos são os mais

acometidos e o trauma fechado é predominante. Campanhas de prevenção e

esclarecimento sobre o trauma ocular na infância se fazem necessárias.

P 043

EPIDEMIOLOGIA DO TRAUMA OCULAR NA EMERGÊNCIA DO

HBDF

Camila Vigolvino Lopes Pinto, Juliana Tessari Rohr, Paulo Henrique Almeida de

Barros Lordêllo

Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)

Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico do trauma ocular nos pacientes

atendidos no Pronto-Socorro do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Método: Analisamos 105 casos de trauma, no período de 1 de janeiro a 28 de

fevereiro de 2009, através de um estudo retrospectivo das Guias de Atendimento

de Emergência (GAEs). Os dados analisados foram: a idade do paciente, o tipo

e a causa do trauma, o olho envolvido e a acuidade visual da internação. Resultados:

Após análise de 32.578 GAES de atendimento de todas as especialidades da

emergência, sendo 6.516 do setor de Oftalmologia, encontramos 578 casos de

trauma ocular. Destes, 473 foram excluídos do trabalho devido à insuficiência de

dados, restando 105 prontuários. Dos 105 prontuários, o trauma ocular foi mais

frequente no sexo masculino (69,52%), sendo a faixa etária mais prevalente entre

21 e 50 anos (53,32%) seguido por crianças menores de 10 anos (18%). O principal

mecanismo de trauma foi o contuso (73,33%), seguido do trauma perfurante

(24,76%) e queimadura (2%). As causas mais comuns foram: agressão física

(21,9%), trauma com pedra (9,52%), com arame (7,52%), seguido por parafuso

(4,76%), madeira (4,76%), vidro (3,8%) e ferro (3,8%). O olho mais acometido foi

o direito (51,43%), sendo a acuidade visual inicial mais comum a de 1,0 (18%) e

em segundo lugar a de percepção luminosa (13,34%). Em 4,73% dos casos o

trauma provocou perda total da visão. Conclusões: Concluímos que o trauma

ocular é uma importante causa de internação na Emergência do setor de

Oftalmologia do HBDF. Visto que o trauma ocular é mais frequente na população

economicamente ativa, seria de grande relevância a busca de estratégias

educativas, de prevenção e proteção ocular, especialmente, em casos de

acidente de trabalho. Da mesma forma, a orientação dos pais em relação ao

cuidado com elementos domésticos potencialmente causadores de trauma ocular

em crianças como, por exemplo, objetos pérfuro-cortantes e produtos químicos.

P 044

EPIDEMIOLOGIA DOS PACIENTES PORTADORES DE PTERÍGIO

ORIUNDOS DA REGIÃO DO ALTO TIETÊ - UMC

Francisco Eudes Muniz de Andrade, Ayla Bogoni, Aline Sokolowski Silva,

Cláudio Eduardo Nascimento Nanni, Orlando Silva Filho, Ana Petrilli, André

Olivatto

Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi Das Cruzes (SP)

Objetivo: Avaliar o perfil dos pacientes portadores de pterígio atendidos no

Setor de Córnea do Curso de Especialização em Oftalmologia da UMC no ano de

2009. Método: Realizada uma avaliação retrospectiva dos pacientes quanto ao

sexo, idade, profissão, região de origem, tempo de doença e característica da

lesão. Resultados: Dos cerca de 166 pacientes atendidos, 55% eram do sexo

feminino, 59% entre 40 e 60 anos e a principal queixa era hiperemia. A grande

maioria apresentava lesão primária (95%), tipo 3 (50%). O olho mais acometido

foi o direito (53%), com queixa de lesão de 2 a 5 anos (44%). Quanto à região de

origem dos pacientes a maioria veio da Sudeste (55%) e da Nordeste (41%). Quanto

à profissão, 49% dos pacientes trabalhavam sob influência direta da radiação

diretamente relacionado com exposição à radiação solar. Conclusões: Verificouse

maior frequência de portadores de pterígio entre as mulheres e a maioria entre

40 e 60 anos. Observou-se a maioria sendo primário, tipo 3 e o olho direito mais

acometido. Não se observou significância quanto à exposição à radiação e a principal

região de origem dos pacientes foi a Sudeste.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

32

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


PÔSTERES

P 045

EPIDEMIOLOGIA, ACUIDADE VISUAL E AMETROPIA DE CRIAN-

ÇAS COM CONJUNTIVITE ALÉRGICA

Patricia de Paula Yoneda, Amelia Kamegasawa

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)

Objetivo: Prevenção de ambliopia/cegueira nas crianças de 3-12 anos com

conjuntivite alérgica grave pela capacitação de profissionais em diagnosticar tipos

graves de conjuntivite alérgica para tratamento adequado. Método: Foram

avaliados portadores de conjuntivite alérgica atendidos no Ambulatório de

Doenças Externas quanto à idade, sexo, cor, procedência, acuidade visual (AV),

sintomatologia e tratamento utilizado. Patanol ® , lubrificante, esteróide, n-acetil

cisteína 5%, clorofila e crioterapia. Crioterapia efetivo por 3 meses, auxilia na

evolução da úlcera em escudo. Resultados: No período estudado foram atendidos

459 pacientes no Ambulatório Doenças Externas Oculares sendo 14,73% casos

de conjuntivite alérgica. Destes 44% com idade menor que 7 anos, a maioria com

início do quadro ao redor dos 3 anos de idade. 79% do sexo masculino, 57,89%

brancos, 31,60% de crianças menores que 7 anos e AV ≤ 0,6 (visão que as crianças

já referiram dificuldade na escola). Muitos destes a manutenção do quadro devido

a não uso da medicação pelo preço, pais achavam que não fazia efeito, todos

referiam prurido e vermelhidão, muitos com fotofobia que dificultava abertura dos

olhos, comprometendo atividade escolar. Noventa e nove por cento com diagnóstico

de conjuntivite vernal. A maioria oriunda da região urbana. Conclusões: Embora

tenha crianças com AV ainda comprometida, observou-se que todas melhoraram

com tratamento que variaram do uso de antialérgico e lubrificantes, associados

a corticóide, mucolítico e crioterapia ou antioxidante. É importante o esclarecimento

da doença aos profissionais de saúde para melhor orientação dos familiares

para adesão e adequado tratamento dos casos, mormente casos crônicos como

conjuntivite alérgica primaveril que acometem crianças menores.

P 046

EXPECTATIVAS E CONHECIMENTO ENTRE PACIENTES COM

INDICAÇÃO DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA

Paula de Camargo Abou Mourad, Newton Kara-Júnior, Rodrigo França de

Espíndola, Marco Aurélio Costa Marcondes, Heloisa Helena Abil Russ

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Conhecer características e dificuldades de acesso aos pacientes

selecionados para cirurgia de transplante de córnea em projetos comunitários

realizados em um hospital universitário de São Paulo. Método: Foi aplicado um

questionário a pacientes em duas campanhas realizadas pelo hospital. Analisaram-se

as seguintes variáveis: sexo, idade, renda mensal, escolaridade, número

de oftalmologistas previamente consultados, acuidade visual corrigida no melhor

olho, diagnóstico, indicação prévia, conhecimento sobre o procedimento, doença

ocular, sobre a existência de limitações no estilo de vida, possíveis complicações

após a cirurgia e expectativa de reabilitação, dentre outras. Resultados: Dos 99

pacientes entrevistados, 57,8% havia abandonado o trabalho devido à dificuldade

visual e dependiam da ajuda de terceiros para atividades cotidianas. Dos 90

pacientes que já apresentavam indicação prévia de transplante de córnea (91,0%),

metade sequer havia conseguido ingressar na lista de bancos de olhos. Dos

pacientes com indicação prévia de transplante, 18,9% desconheciam qual era o

seu problema ocular, 27,8% não sabiam o que era o procedimento, 18,7% não

estavam cientes de prováveis complicações per e pós-operatórias e 32,2%

ignoravam a existência de limitações no estilo de vida após a cirurgia. Conclusões:

Foi observado desconhecimento dos pacientes sobre a sua condição e tratamento.

É importante salientar que para um resultado cirúrgico satisfatório há

necessidade de uma seleção adequada de pacientes e orientação sobre seu

problema ocular, a cirurgia proposta, cuidados e riscos per e pós-operatórios, e

perspectivas de reabilitação visual.

P 047

MOTIVAÇÃO DE OFTALMOLOGISTAS PARA A ESCOLHA DA

ESPECIALIDADE

Luciana de Morais Vicente, Karen Yamauti, Rui Celso Martins Mamede, Cristiane

Martins Peres, Maurício Kfouri, Ricardo Cavalli Carvalho, Maria de Lourdes

Veronese Rodrigues

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: Verificar a motivação de profissionais a respeito da escolha da

oftalmologia como especialidade. Método: Foi aplicado questionário autoadministrado,

contendo pergunta semiaberta sobre possíveis motivos para a escolha profissional.

Esse questionário foi respondido por 84 oftalmologistas, com tempo de graduação

variando de 1 a 24 anos. Resultados: A principal motivação foi a qualidade de vida

proporcionada pelas características da prática da oftalmologia. Outras razões

foram: especialidade que alia prática clínica e cirúrgica, destreza manual, retorno

financeiro e idealismo. Não foram encontradas diferenças entre os gêneros.

Conclusões: A possibilidade de ter um estilo de vida controlado, conciliando vida

profissional e vida pessoal, foi a principal motivação para a escolha da Oftalmologia

como carreira.

P 048

PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOS TRAUMAS OCULA-

RES NO PRONTO-SOCORRO DE REFERÊNCIA EM UBERABA

- MG

Edjane Souza Santos Oliveira, Vanessa Mendonça Rocha, Marcio Scuoteguazza

Filho, Luciana Maniglia Ravagnani, Vitor Edmundo Carvalho Frange

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)

Objetivo: Analisar o perfil clínico e epidemiológico dos atendimentos de trauma

ocular no pronto-socorro do Hospital das Clínicas da UFTM em Uberaba - MG.

Método: Neste estudo foram coletados dados de pacientes atendidos no prontosocorro

por trauma ocular no período de 1 de julho 2009 a 25 de janeiro 2010: Sexo,

idade, dia da semana, mecanismo do trauma, atividade no momento do trauma, uso

de proteção ocular, olho acometido, necessidade de procedimento cirúrgico e

profissão. Resultados: Foram estudados 974 pacientes (20,1% dos atendimentos

do PS nesse período) com idade média de 34,1 ± 14,63, dos quais 86,8% eram

do sexo masculino. De acordo com o tipo de acidente 74,6% foi mecânico, sendo

o corpo estranho a sua principal causa (74,8%). Destaca-se que o segundo tipo de

acidente mais comum foi o químico, atingindo 11,1% dos pacientes e principalmente

causado por cal. 65,9% dos pacientes estava exercendo atividades laborativas no

momento do trauma e as profissões mais acometidas foram, em ordem decrescente:

soldador, trabalhadores da construção civil, serralheiro e mecânico. A

utilização de proteção ocular no momento do acidente foi relatada em apenas 33,6%

dos casos. Os acidentes unilaterais foram predominantes. Conclusões: Neste estudo

revelou-se a predominância do sexo masculino no trauma ocular, principalmente

relacionada com a profissão e o descaso com o uso de proteção ocular. Fazemse

necessárias ações que promovam condições de trabalho mais adequadas e

estimular medidas simples de prevenção adotadas pelos profissionais que podem

contribuir para diminuir e amenizar esse problema.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58 33


PÔSTERES

P 049

PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES ENCAMI-

NHADOS PARA TRANSPLANTE DE CÓRNEA NO HOSPITAL

OFTALMOLÓGICO DE SOROCABA

Anna Carolina Carvalho Araujo, Gustavo S. Moura, Juliana F. Peres, Luciana

Boldrini, Lindalva C. Moraes, Luciene B. Sousa

Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Sorocaba (SP)

Objetivo: Traçar o perfil dos pacientes encaminhados para transplante de córnea

no Hospital Oftalmológico de Sorocaba, baseado nos seus dados clínicoepidemiológicos,

resultado de teste de lente de contato e conduta elaborada.

Método: Foi realizado estudo retrospectivo de pacientes registrados no Setor de

lente de contato do Hospital Oftalmológico de Sorocaba, admitidos de janeiro de

2009 a julho de 2009 e que foram encaminhados para transplante de córnea neste

serviço (146 prontuários). Os dados registrados foram: doença corneana, a idade,

o sexo, a acuidade visual sem a lente de contato, a acuidade visual com a lente

de contato e a conduta elaborada pelo serviço. Foi utilizada como lente de contato

para iniciar testes a LCRGP. Resultados: A idade variou de 11 a 80 anos com média

de 31,5 e desvio-padrão de 12,4 anos. Dos 146 prontuários avaliados, 71 (48,6%)

pertenciam ao sexo masculino e 75 (51,4%) ao sexo feminino. Em relação à

procedência, 77 (52,7%) pertenciam ao estado de São Paulo, 24 (16,4%) ao estado

do Rio de Janeiro e 21 (14,3%) ao estado de Minas Gerais, 5 (3,4%). O ceratocone

foi a doença mais frequente (71,2%), seguida por pacientes em pós-operatório

de transplante de córnea (9,5%). A acuidade visual mais frequente após o teste

de lente de contato foi de melhor que 20/60 (60,2%). Em 11 casos (7,5%) não se

conseguiu realizar adaptação de lente de contato. Quanto à conduta dos

pacientes, em 49 casos (33,5%) foi optado por lente de contato, no restante optado

por tratamento cirúrgico. Conclusões: Pode-se concluir que neste estudo a maior

parte dos pacientes foi procedente do estado de São Paulo. O ceratocone foi a

principal patologia estudada e, na maioria dos casos encaminhados para

transplante de córnea, optamos por tratamento cirúrgico.

P 050

PERFIL DAS URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS EM PRONTO-

ATENDIMENTO DE REFERÊNCIA NA CIDADE DE JUNDIAÍ -

SÃO PAULO

Vanessa Yumi Sugahara, Naiane Goncalves, Roberto Novaes C. Horovitz, Eduardo

José Miranda Cosson, Pedro Henrique Araujo Abu-jamra, Márcia Domingues

Fernandes

Faculdade de Medicina de Jundiaí - Jundiaí (SP)

Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico das consultas realizadas em um

serviço de pronto-atendimento oftalmológico em Jundiaí-SP. Método: Estudo

descritivo de 1.468 pacientes atendidos no pronto-atendimento oftalmológico do

Hospital São Vicente de Paulo, consecutivamente do dia 15 de junho a 7 de

setembro de 2009. Foram coletados dados como sexo, idade, profissão,

diagnóstico e origem e aplicados os testes estatísticos para estudar a associação

entre gênero, faixa etária, profissão e diagnóstico. Resultados: Dos pacientes

avaliados, 943 (64,2%) tinham entre 20-49 anos, 769 (52,4%) eram do sexo

masculino, 699 (47,6%) do feminino e 1.102 (75,1%) indivíduos eram de Jundiaí.

Os traumas oculares foram as afecções mais frequentes na população economicamente

ativa (20-49 anos), no sexo masculino (88,7%) e na profissão indústria

(70,1%), embora as conjuntivites, no geral, configurem no diagnóstico mais

frequente (49,3%), com maior prevalência nas mulheres (62,5%). Conclusões: A

conjuntivite foi o diagnóstico mais frequente com prevalência das mulheres,

embora na faixa etária economicamente ativa, os homens prevaleceram com o

diagnóstico de trauma, mostrando maior vulnerabilidade aos acidentes oculares

associado às atividades laborais.

P 051

SAZONALIDADE DAS CERATITES INFECCIOSAS NA REGIÃO

DE RIBEIRÃO PRETO-SP

Rafael Estevão de Angelis, Mariana de Paula Bichuette, Eduardo Melani Rocha,

Wellington de Paula Martins, Marlon Moraes Ibrahim

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: A etiologia das ceratites infecciosas varia de acordo com a localização

geográfica e o período do ano, conforme observações em diferentes partes do mundo.

Esse estudo procura investigar a distribuição sazonal da doença em Ribeirão Preto -

SP através da análise dos pedidos de cultura de material corneano no HC. Método:

Estudo retrospectivo dos pedidos de cultura de raspado corneano no HCFMRP-USP.

Foi avaliado um período de 10 anos, entre julho de 1999 e junho de 2008 e relacionado

com os dados meteorológicos da região fornecidos pelo INPE. Os dados foram

analisados por estatística descritiva e pelo teste ANOVA e teste de correlação

de Pearson. Resultados: Nos 10 anos foram solicitadas culturas de 949 diferentes

pacientes, com média mensal de 8 ± 2 e anual de 95 ± 24. Viu-se uma variação

mensal significativa na solicitação de culturas (p


PÔSTERES

P 053

URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS EM HOSPITAL DE REFERÊN-

CIA: SANTA CASA DE CAMPO GRANDE/MS

Talita Richards de Andrade, Antônio Eduardo Pereira, Ana Cláudia Alves Pereira,

Marcel Nakae Yoshida, Glauco Batista Almeida, Moisés Fernandes Tabosa

Neto, Murilo Miranda de Oliveira

Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande - Campo Grande (MS) /

Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal - Anhanguera

(UNIDERP) - Campo Grande (MS)

Objetivo: Avaliar as principais causas de procura pelo pronto atendimento de

Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, Mato Grosso do Sul,

do ponto de vista epidemiológico, a fim de traçar a frequência dos principais diagnósticos

realizados. Método: Foi feito um levantamento de todas as consultas oftalmológicas

realizadas no período de setembro a dezembro de 2009, totalizando 297

atendimentos, de demanda espontânea. As variáveis avaliadas foram: sexo, idade,

raça e procedência dos pacientes, diagnóstico e conduta, dia de procura pelo serviço,

além da classificação ou não como acidente de trabalho. Resultados: O estudo

mostrou que a maioria dos pacientes atendidos eram adultos jovens em idade

economicamente ativa (média de 35,4 anos) e do sexo masculino (71,7%). Os

principais diagnósticos realizados foram: corpo estranho ocular (40%), causas

inflamatórias/infecciosas (26,5%) e traumas contusos/perfurocortantes (12,4%).

Dentre as causas inflamatórias/infecciosas, as conjuntivites apareceram com a

maior frequência, representando 51,2%; e dessas, as causas virais totalizavam 42,5%.

De todos os pacientes atendidos 65,7% foram classificados como vítimas de

acidente de trabalho. Não houve diferença estatisticamente significante quanto

à frequência de atendimentos em dias úteis e/ou feriados e finais de semana, nem

quanto à raça do pacientes frente aos diferentes diagnósticos. Conclusões: Os

achados em nosso serviço seguem os mesmos padrões que foram encontrados

no restante do país, confirmando a maior vulnerabilidade dos homens jovens a

afecções oculares, principalmente relacionadas aos acidentes de trabalho. Isto

denota uma subestimação dos equipamentos de proteção pessoal (EPF) o que

deve ser prontamente mudado, com uma prevenção eficaz e com educação em saúde

da população.

P 054

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS CONJUNTIVITES NO ES-

TADO DE SÃO PAULO

Norma Helen Medina, Emilio Haro-Muñoz, Maria Angela Maurício, Ines Koizumi

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo - São Paulo (SP)

Objetivo: O Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE)

coordena o sistema de vigilância epidemiológica do Estado de São Paulo para análise

e controle das doenças de relevância para a saúde pública, especialmente na

vigência de surtos e epidemias. Avaliar o sistema de vigilância epidemiológica das

conjuntivites no Estado de São Paulo no período de 2004 a 2009. Método: Foram

elaborados impressos para organização do registro de casos de conjuntivites

diagnosticados nas Unidades de Saúde. Dados da doença foram preenchidos no

nível local e encaminhados à vigilância epidemiológica regionais, que os consolida,

analisa e os envia ao CVE a cada semana epidemiológica por meio eletrônico. Todas

as regionais foram treinadas para as atividades de vigilância epidemiológica das

conjuntivites. Resultados: Em 2004, na implantação dos novos instrumentos de

coleta de informação, 36 municípios do estado notificavam regularmente,

aumentando para 66 em 2005, 263 em 2006, 303 em 2007, 366 em 2008 e 389

municípios em 2009 correspondendo a 60,3 % deles. O coeficiente de incidência

das conjuntivites foi de 25,6/100.000 hab. (10.365 casos) em 2005; 136,3/100.000

hab. (55.970 casos) em 2006; 248,05/100.000 hab. (103.347 casos) em 2007; 317,77/

100.000 hab. (130.325 casos) em 2008 e 324,75/100.000 hab. (134.393 casos)

em 2009. Foram notificados no SINAN 1.325 surtos de conjuntivites, sendo a maioria

com quadro clínico compatível com conjuntivite viral, com confirmação laboratorial

da circulação do agente etiológico adenovírus. Conclusões: Foi possível confirmar

que a conjuntivite é de alta incidência no estado de SP, mesmo fora do verão. O

monitoramento permite observar o comportamento epidemiológico das conjuntivites

e serve de sinal de alerta para a investigação de surtos e o desencadeamento de

medidas de controle.

P 055

AÇÃO DA TOXIMA BOTULÍNICA NA CONTRAÇÃO ISOMÉTRICA

DO RETO MEDIAL E RETO LATERAL EM PACIENTES COM

EXOTROPIA E ESOTROPIA

Fernando Roberte Zanetti, Ely Almeida Santos, Rodrigo Pessoa Cavalcanti Lira,

Maria Isabel Lynch Gaete e Harley Edison do Amaral Bicas

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

Objetivo: Estudar a ação da toxina botulínica tipo A (TXB-A) sobre a contração

isométrica (CI) do reto medial e do reto lateral em pacientes com esotropia ou

exotropia. Método: Foi comparada a CI em pacientes estrábicos (exotrópicos e

esotrópicos), 30 dias após o uso da TXB-A, e em voluntários sem estrabismo.

Resultados: Os resultados mostram que esta droga mudou a relação de força entre

os agonistas diretos e músculos antagonistas. Isto promoveu o deslocamento do

ponto de equilíbrio entre forças musculares na direção nasal em casos endotrópicos

e na direção temporal, em casos exotrópicos e desvio posterior do olho para a sua

posição primária. A média alcançada foi correção de cerca de 10Δ; em ambos os

grupos de pacientes estudados. Conclusões: Tanto na exotropia e esotropia a média

das variações dos pontos de equilíbrio induzidos pela injeção de TXB-A foram muito

semelhantes. Isso significa que o maior percentual de correção aconteceu em casos

de pequenos desvios.

P 056

CIRURGIA MONOCULAR PARA ESOTROPIAS DE GRANDE ÂN-

GULO

Edmilson Gigante, Harley E. A. Bicas

Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) - Presidente Prudente (SP)

Objetivo: Demonstrar a viabilidade da cirurgia monocular no tratamento das

esotropias de grande ângulo, praticando-se amplos recuos do reto medial (6 a 10 mm)

e grandes ressecções do reto lateral (8 a 10 mm). Método: Foram operados, com

anestesia geral e sem reajustes per ou pós-operatórios, 46 pacientes com esotropias

de 50 dioptrias prismáticas ou mais, relativamente comitantes. Os métodos utilizados

para refratometria, medida da acuidade visual e do ângulo de desvio, foram os,

tradicionalmente, utilizados em estrabologia. No pós-operatório, além das medidas

na posição primária do olhar, foi feita uma avaliação da motilidade do olho operado,

em adução e em abdução. Resultados: Foram considerados quatro grupos de

estudo, correspondendo a quatro períodos de tempo: uma semana, seis meses, dois

anos e quatro a sete anos. Os resultados para o ângulo de desvio pós-cirúrgico

foram compatíveis com os da literatura em geral e mantiveram-se estáveis ao longo

do tempo. A motilidade do olho operado apresentou pequena limitação em adução

e nenhuma em abdução, contrariando o encontrado na literatura estrabológica.

Comparando os resultados de adultos com os de crianças e de amblíopes com

não amblíopes, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas

entre eles. Conclusões: Em face dos resultados encontrados, entende-se ser

possível afirmar que a cirurgia monocular de recuo-ressecção pode ser considerada

opção viável para o tratamento das esotropias de grande ângulo, tanto para adultos

quanto para crianças, bem como para amblíopes e não amblíopes.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58 35


PÔSTERES

P 057

METODOLOGIA COMPUTACIONAL PARA DETECÇÃO AUTOMA-

TIZADA DO ESTRABISMO

Jorge Antonio Meireles-Teixeira, João Dallyson Sousa de Almeida, Anselmo Cardoso

Pereira, Aristofanes Correa Silva, Michelline T.A.M. Mesquita, Tomas Scalamandré

Mendonça, Paulo Schor

Universidade Federal do Maranhão (UFM) - São Luis (PI) / Universidade Federal

de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Desenvolver um sistema composto por hardware (câmera fotográfica

digital de uso doméstico) e software (análise matemática automatizada) que

permita determinar, de forma bastante simples, a probabilidade de um paciente ter

estrabismo. Método: Neste estudo propõe-se a análise computacional do reflexo

corneano (método de Hirschberg), de fotografias, aplicando-se a Transformada

de Hough e o Método de Canny. Após a tomada das imagens estáticas foi realizado

o exame oftalmológico comum acrescido do exame de motilidade ocular, usandose

o teste de cobertura simples e alternada (cover simples e alternado) e o teste de

Titmus, por um profissional especialista em estrabismo (padrão-ouro). Resultados:

Foram considerados 40 pacientes. Destes 7 foram descartados por não

apresentarem estrabismo detectável pelo método de Hirschberg, mas terem

exames sensoriais alterados. Verificou-se, então, que a metodologia alcançou 100%

de sensibilidade, 91,3% de especificidade e 94% de acerto para as 33 imagens

restantes. No entanto, por se basear no método de Hirschberg, que é a forma

menos precisa para se diagnosticar um estrabismo, o estudo teve sua acurácia

diminuída. Porém, como forma de triagem entre estrábicos e não estrábicos, para ser

usado em pacientes atendidos em regime de mutirão em “campanhas para prescrição

de óculos para escolares”, por exemplo, o método mostrou-se eficaz, ainda mais

se se considerar que nestes mutirões os pacientes não são triados para estrabismo

de forma nenhuma, nem mesmo pelo método de Hirschberg. Conclusões: 1) O

método mostrou-se satisfatório para a triagem de estrábicos, podendo ser posto

em prática mesmo por profissionais não-médicos oftalmologistas. 2) Este foi apenas

um estudo-piloto, para se passar para outro mais elaborado, já iniciado, trabalhandose

com vídeo e o método de cobertura simples e alternada.

P 058

TOXINA BOTULÍNICA NO TRATAMENTO DE ESTRABISMO:

EXPERIÊNCIA DA ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA

Milena Fernanda Vieira Pinheiro, Monica Cronemberger

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar e analisar os resultados da aplicação de toxina botulínica em

pacientes do setor de estrabismo da Escola Paulista de Medicina, Universidade

Federal de São Paulo - UNIFESP, no período de 1999 a 2010. Método: Estudo

retrospectivo dos pacientes submetidos a aplicação de toxina botulínica no

serviço de estrabismo da Escola Paulista de Medicina no período de 1999 a 2010.

Foi realizado levantamento dos prontuários dos pacientes em estudo, sendo os

mesmos analisados quanto ao seu perfil e separados em grupos de acordo com

o tipo de estrabismo. Analisou-se o uso da toxina botulínica, a quantidade aplicada,

o número de aplicações, e o desvio pré e pós-aplicação. Resultados: A toxina

botulínica mostrou-se efetiva em aproximadamente 80% dos pacientes na diminuição

do desvio (p


PÔSTERES

P 061

ADERÊNCIA AO TRATAMENTO DO GLAUCOMA E SUA RELA-

ÇÃO COM FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS

Glauco Batista Almeida, Moises Fernandes Tabosa Neto, Murilo Miranda de

Oliveira, Marcel Nakae Yoshida, Isabella de Oliveira Lima Parizotto, Talita

Richards, José Roberto Zorzatto, Christiana Velloso Rebello Hilgert

Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande - Campo Grande (MS)

Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar a aderência ao tratamento tópico

do glaucoma, evidenciar as dificuldades mais frequentemente referidas pelos

pacientes e avaliar sua relação com fatores sociodemográficos numa amostra de

pacientes provenientes de instituições públicas e privadas. Método: 121 pacientes

provenientes de instituição pública e privada foram submetidos a questionário,

após consentimento informado, por examinador treinado para tal. Foi considerado

não aderente pacientes que referiram não ter aplicado pelo menos uma dose do

colírio prescrito nos 10 dias anteriores à entrevista. As variáveis sociodemográficas

como sexo, idade, raça, escolaridade, renda familiar e ainda quantidade de colírios

usados e sua posologia, dificuldade na aplicação dos colírios e efeitos colaterais

foram relacionadas à aderência ou não ao tratamento. Os dados foram submetidos

a procedimentos de Estatística Descritiva e ao teste Qui-quadrado para verificar

a existência de associação entre as variáveis. Resultados: A maioria dos

pacientes (80,7%) tinha idade superior a 50 anos; 60,8% pertenciam ao sexo

feminino, 56,5% declararam raça branca, 39,7% tinham apenas o ensino

fundamental e apenas 20,4% da amostra tinha renda superior a cinco salários

mínimos. Conclusões: Verificou-se que a falta de aderência estava associada à

faixa etária. Pacientes com menor idade são os que mais esquecem (p=0,037).

Existe tendência de associação entre sexo e esquecimento (p=0,071) e entre faixa

salarial e esquecimento (p=0,101). Pacientes femininos e pacientes com maior

renda tendem a esquecer mais que os demais. Não se verificou associação entre

raça e esquecimento (p=0,702) e escolaridade e esquecimento (p=0,354).

P 062

ANÁLISE DO COMPLEXO DE CÉLULAS GANGLIONARES VER-

SUS CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS PERIPAPILAR PARA

DIAGNÓSTICO DE GLAUCOMA

Pilar Moreno, Bruno Konno, Veronica Lima, Dinorah Castro, Leonardo Castro,

Angélica Pacheco, Jae Lee, Tiago Prata

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Hospital

Oftalmológico Medicina dos Olhos - Osasco (SP)

Objetivo: Comparar a habilidade diagnóstica da nova avaliação segmentada da

espessura das camadas retinianas internas na região macular com a avaliação

convencional da espessura da camada de fibras nervosas retinianas peripapilar

(CFNp) medidas pela OCT de domínio espectral (SD-OCT) em pacientes com dano

glaucomatoso leve. Método: 67 pacientes com glaucoma e 56 indivíduos normais

foram prospectivamente incluídos. Dano glaucomatoso leve foi definido por um mean

deviation (MD) na perimetria automatizada acromática melhor que -6 dB. Todos

os pacientes foram submetidos à avaliação da espessura das camadas retinianas

internas na região macular medida pela análise do complexo de células ganglionares

(GCC) macular e da CFNp através do SD-OCT. Curvas ROC e valores de sensibilidade

para especificidade pré-determinada foram geradas para diferentes parâmetros das

análises GCC e CFNp. Resultados: A média do MD para olhos glaucomatosos foi

de -2,5 ± 1,6 dB. As AUCs referentes a espessura do GCC macular na região

superior, inferior e a média de todas as regiões não foram estatisticamente

diferentes, com 0,807, 0,788 e 0,815 respectivamente (p≥0,18). As AUCs para

espessura da CFNp nas regiões superior, inferior e a média de todas as regiões

também foi similar com 0,728, 0,697 e 0,735 respectivamente (p≥0,15). A

espessura média do GCC macular teve uma AUC significativamente maior quando

comparada a espessura média da CFNp (0,815 vs 0,735; p=0,03). Conclusões:

A análise da espessura macular segmentada (GCC) através do SD-OCT têm uma

habilidade igual ou ligeiramente superior à análise da CFNp para discriminar entre

olhos normais e com glaucoma inicial.

P 063

AVALIAÇÃO DA ESPESSURA MACULAR COM TOMOGRAFIA

DE COERÊNCIA ÓPTICA FOURIER-DOMAIN EM PACIENTES

COM CAMPO VISUAL TUBULAR

Augusto Cesar Costa de Almeida, Alexandre Soares Castro Reis, Remo Susanna

Jr., Roberto Freire Santiago Malta

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar medidas de espessura retiniana na região macular de olhos

glaucomatosos com campo visual tubular e olhos normais usando a tomografia

de coerência óptica (TCO) Fourier-Domain (FD). Método: Estudo transversal e

observacional com 34 olhos de 34 pacientes (17 glaucomas primários de ângulo

aberto e com campo visual tubular e 17 normais). Os pacientes foram submetidos

a exame de campo visual (SITA 10-2 acromático, Humphrey Inc., Dublin, CA, USA)

e foram obtidas medidas da espessura da retina macular com TCO FD (3 D OCT-

100, Topcon, Tokyo, Japan). Teste t e coeficiente de correlação de Pearson foram

usados para comparação entre os grupos e para avaliar a correlação estruturafunção,

respectivamente. Resultados: A acuidade visual (logMAR) e sensibilidade

foveal foram semelhantes entre os grupos. A média ± desvio padrão (DP) do mean

deviation (dB) foi de -2,37 ± 2,3 e -18,06 ± 6,27 (p


PÔSTERES

P 065

COMPARAÇÃO DA ADERÊNCIA NO USO DE COLÍRIOS HIPO-

TENSORES OCULARES EM SERVIÇOS PÚBLICO E PRIVADO

Marcel Nakae Yoshida, José Roberto Zorzatto, Glauco Batista Almeida,

Guilherme Luz Hilgert, Moisés Fernandes Tabosa Neto, Murilo Miranda de

Oliveira, Christiana Velloso Rebello Hilgert

Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande - Campo Grande (MS) /

Instituto da Visão de Campo Grande - Campo Grande (MS)

Objetivo: Avaliar as dificuldades mais frequentemente relatadas por pacientes

glaucomatosos em tratamento tópico, avaliar objetivamente a aplicação dos colírios,

e posteriormente verificar a concordância com o que foi relatado e com as dificuldades

verificadas no ato da autoinstilação dos colírios. Método: Foram avaliados os

comportamentos de 35 pacientes do SUS e de 82 pacientes de convênios através

de um questionário, após consentimento informado, por examinador treinado para

tal, em que o paciente autorreportava dificuldades ou não na aplicação do colírio.

Os erros de instilação de colírios foram observados. Após o questionário os

pacientes foram solicitados a autoinstilar o colírio que usa e as dificuldades

evidenciadas no seu uso, avaliadas por examinador treinado. Os dados foram

submetidos a procedimentos de Estatística Descritiva e ao teste do Qui-quadrado

para verificar a existência de associação entre as variáveis. Resultados: A maioria

dos pacientes (76,1%) autoinstilavam o colírio; 51,2% moram com mais de uma

pessoa; 70,1% tinham algum tipo de convênio e 53,2% instilavam o colírio de forma

correta. Conclusões: Quando questionado sobre quando você usa mais de um

colírio quanto tempo você espera entre uma aplicação e outra verificou-se que a

resposta não estava associada à forma de consulta (p=0,213), além disso, 68,0% dos

pacientes o faziam de forma correta. Existe associação entre quem instila o colírio

e forma de consulta (p=0,009).

P 066

COMPARAÇÃO ENTRE HRT-II E AVALIAÇÃO DE ESTEREOFO-

TOGRAFIAS DE DISCOS ÓPTICOS POR ESPECIALISTAS EM

GLAUCOMA

Beatriz Cerqueira Paiva, Lorenna Cristina Rodrigues de Oliveira, Paula Roberta

Ferreira Martins, Karina Eiko Yamashita, Regina Cele Silveira, Cinthia Meiry Yuki,

Helaine Ayan Arrifano

Complexo Hospitalar Padre Bento - Guarulhos (SP)

Objetivo: Comparar a habilidade da avaliação subjetiva por meio de estereofotografias

de discos ópticos com danos glaucomatosos ou suspeitos analisadas

por dois especialistas em glaucoma com medidas objetivas fornecidas pela

oftalmoscopia confocal de varredura a laser (HRT-II). Método: Estudo seccional

realizado no Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos, envolvendo 37 olhos,

com diagnóstico de glaucoma ou suspeitos de tal patologia. Os discos ópticos

foram avaliados por meio de esterofotografias de disco óptico, analisadas por dois

especialistas em glaucoma, e comparados com a oftalmoscopia confocal de

varredura a laser utilizando o Heidelberg Retina Tomograph (HRT-II). Resultados:

Há correlação significante para a relação escavação/disco, tanto entre os observadores

(r=0,917 e p


PÔSTERES

P 069

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE TONÔMETRO DE GOLDMANN

E O TONÔMETRO DE PASCAL NO TSH EM PACIENTES COM

GPAA E OLHOS NORMAIS

Cinthia Meiry Yuki, Helaine Arrifano, Regina Cele, Beatriz Paiva, Lorenna

Oliveira

Complexo Hospitalar Padre Bento - Guarulhos (SP)

Objetivo: Comparar a medida da pressão intraocular (PIO) realizada pelo

tonômetro de aplanação de Goldmann e o tonômetro de contorno dinâmico de

Pascal no teste de sobrecarga hídrica em pacientes com glaucoma primário de

ângulo aberto (GPAA) e olhos normais. Método: Estudo prospectivo com 28 olhos

de pacientes com GPAA e 22 olhos de pacientes sem glaucoma. Todos os

pacientes foram submetidos a dois testes de sobrecarga hídrica (TSH) em dias

diferentes. A PIO foi aferida por apenas um examinador, 5 minutos antes, e 15,

30 e 45 minutos após a ingesta hídrica de 800 mililitros de água. Primeiramente

os pacientes foram submetidos ao TSH com tonômetro de Pascal e 30 dias após

com o tonômetro de Goldmann. A análise estatística foi baseada nos testes de Mann

Whitney e Wilcoxon. Resultados: Através do teste de Mann Whitney que comparou

medidas de PIO entre os grupos GPAA e controle, segundo o tipo de tonômetro

utilizado e os tempos considerados no estudo, mostrou que houve diferença

significante entre os grupos sendo as médias do GPAA maiores que as do grupo

controle. Através de teste de Wilcoxon que comparou medidas da PIO entre os

tonômetros Pascal e Goldmann, tanto para o grupo GPAA quanto para o grupo

controle, mostrou que houve diferença significante entre as medidas da PIO obtidas

com os diferentes tonômetros, sendo as médias do Pascal maiores do que as do

Goldmann. Conclusões: Conclui-se que pacientes com GPAA apresentam PIO

maior quando comparado a pacientes sem glaucoma no TSH. Além disso,

observou-se que o tonômetro de Pascal tem tendência a superestimar a pressão

intraocular quando comparado ao tonômetro de Goldmann.

P 070

INFLUÊNCIA DA FACOEMULSIFICAÇÃO NA PRESSÃO IN-

TRAOCULAR E NA MEDIDA DO ÂNGULO DA CÂMARA ANTERIOR

Paulo Dantas Rodrigues, Tiago dos Santos Prata, Liang Shih Jung

Hospital Oftalmológico Medicina dos Olhos - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar as alterações na pressão intraocular (PIO) e da medida do ângulo

da câmara anterior [obtido através de Tomografia de Coerência Óptica (OCT) de

alta resolução] após facoemulsificação com incisão em córnea clara, e implante

de LIO dobrável, em pacientes não glaucomatosos. Método: Foram incluídos

pacientes consecutivos que seriam submetidos à cirurgia de catarata e implante

de LIO dobrável. Em todos os pacientes foi realizado exame oftalmológico

completo. Pacientes com história de trauma ocular, glaucoma, altas ametropias

(equivalente esférico >6 dioptrias) ou qualquer outra doença ocular acometendo

segmento anterior foram excluídos. Todos os pacientes foram submetidos à

tonometria de aplanação (Goldmann) e medidas dos ângulos nasal e temporal de

cada olho (OCT de segmento anterior - Optovue/RTVUE), no pré-operatório e trinta

dias após a cirurgia, sempre no período da manhã. A pressão ocular e medidas

do ângulo no pré-operatório foram comparadas com as medidas após 30 dias da

cirurgia utilizando teste t pareado. Resultados: Foram avaliados 20 olhos de 17

pacientes, com média de idade de 69,9 anos. Após a cirurgia foi observada redução

significativa da PIO (14,4 vs 12,5 mmHg; redução de -1,9 ± 1,9 mmHg; p


PÔSTERES

P 073

MUDANÇAS NA PRESSÃO DE PERFUSÃO OCULAR INDUZIDAS

PELA POSTURA: UMA COMPARAÇÃO ENTRE CIRURGIA FISTU-

LIZANTE E COLÍRIOS

Andre Rodrigues de Castro, Daniel Freitas, Sergio Teixeira, Franklim Santos,

Tiago Prata, Augusto Paranhos Jr., Carolina Barbosa

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar as mudanças na pressão de perfusão ocular induzidas pela

variação postural em pacientes glaucomatosos tratados cirurgicamente versus

aqueles tratados clinicamente, bem como comparar a estabilidade da pressão

intraocular (PIO). Método: Os pacientes foram alocados em 2 grupos: (A) pacientes

glaucomatosos controlados por cirurgia de trabeculectomia; (B) pacientes glaucomatosos

controlados clinicamente com colírios antiglaucomatosos. Os pacientes

permaneceram sentados por 10 minutos e então tiveram suas PIOs basais medidas

com o tonômetro Tonopen. Os pacientes então mudaram para uma posição supina

e voltaram a ter a PIO medida com o mesmo tonômetro em intervalos de 5 minutos

até que a PIO retornasse aos níveis basais ou alcançasse estabilidade. A pressão

arterial também foi medida imediatamente após cada medida da PIO, para que se

calculasse a pressão de perfusão ocular (PPO). Resultados: Doze olhos de 8

pacientes no grupo A e 18 olhos de 11 pacientes no grupo B. Não houve diferença

estatística entre os grupos com relação à PIO basal na posição sentada ou na posição

supina, bem como na PPO na posição sentada. No grupo de trabeculectomia, não

houve diferença significativa entre a PIO e a PPO medidas na posição sentada e na

posição supina, ao contrário do grupo controlado clinicamente, que mostrou um

aumento significativo na PIO na posição supina e redução da PPO na mesma

posição (p


PÔSTERES

P 077

RESULTADOS DO IMPLANTE DE SCHOCKET MODIFICADO EM

GLAUCOMA REFRATÁRIO

Bruna Andrade e Nascimento, Bruno Albuquerque Furlani, Rodrigo A. Brant

Fernandes, Roberta Andrade e Nascimento, Ivan Maynart Tavares, Luiz Alberto

Soares Melo Junior

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Analisar a eficácia e segurança da cirurgia com implante de drenagem

Schocket modificado em glaucomas refratários. Método: Estudo retrospectivo

incluindo pacientes portadores de glaucoma refratário submetidos à cirurgia

filtrante usando um tubo inserido na câmara anterior ligado a uma faixa com 90°

de extensão circunferencial (implante de Schocket modificado) foi realizado. Dados

de pressão intraocular (PIO) e complicações pós-operatórias foram analisados.

Os critérios adotados para falência do procedimento cirúrgico foram: PIO maior que

21 mmHg após 2 meses de cirurgia, realização de novo procedimento cirúrgico

antiglaucomatoso ou perda da percepção luminosa. Resultados: Um total de 56

pacientes (59 olhos) foram analisados. A média (desvio-padrão) da PIO no préoperatório

e com 12 meses, 24 meses e 36 meses pós-operatórios foram 30,5

(10,1) mmHg, 18,9 (9,3) mmHg, 18,8 (7,2) mmHg e 19,5 (8,6) mmHg, respectivamente.

Dez olhos (17%) evoluíram com perda da percepção luminosa e 17 olhos (29%)

necessitaram de nova cirurgia antiglaucomatosa. Outras complicações pósoperatórias

ocorreram em menos de 10% dos olhos. A mediana do tempo de sobrevida

do implante de drenagem foi de 12 meses. Conclusões: O implante de Shocket

modificado apresenta eficácia e segurança limitadas em glaucomas refratários.

P 078

TAXA DE PERDA DE SEGUIMENTO AMBULATORIAL EM PA-

CIENTES DO SETOR DE GLAUCOMA DA SANTA CASA DE

MOGI DAS CRUZES, ALTO TIETÊ

Ayla Bogoni, Cristina Yumi Shimizu, Aline Sokolowski da Silva, Francisco Eudes

Muniz de Andrade, Fabio José Mariotoni Bronzatto, Fabricio Issamu Mochiduki,

Ana Maria Noriega Petrilli, André Olivatto

Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi das Cruzes (SP)

Objetivo: Analisar a taxa de perda de seguimento em pacientes atendidos no

ambulatório do setor de glaucoma da Santa Casa de Mogi das Cruzes, Alto Tietê.

Método: Realizado estudo retrospectivo através da análise dos prontuários de

todos os pacientes atendidos no ambulatório de glaucoma da Santa Casa de Mogi

das Cruzes, Alto Tietê, no período de julho de 1983 a março de 2010. Consideramos

perda de seguimento os casos em que o paciente não retornou dentro de um ano

ao ambulatório de glaucoma, a partir da data da última consulta. Resultados:

Dentre os 546 pacientes atendidos, 48,09% encontram-se em acompanhamento

ambulatorial em nosso serviço; 50,45% perderam o seguimento ambulatorial e

1,45% dos pacientes foi encaminhado a outros serviços. Entre os pacientes que

abandonaram o tratamento, 4% eram menores que 21 anos, 6,31% tinham entre

21 e 40 anos; 29,73% entre 41 e 60 anos, e 59,85% mais que 60 anos. Não houve

diferença significativa entre os sexos (feminino 50,54% e masculino 49,45% dos

casos). Conclusões: Através deste estudo, observamos uma alta taxa de perda

de seguimento ambulatorial do setor de glaucoma (50,45%). Talvez isto ocorra pela

cronicidade da doença, e consequente má adesão ao tratamento proposto. Outro

motivo pode ser a idade avançada de muitos pacientes (59,85% com mais de 60

anos), dificultando o acesso ao atendimento ou mesmo em caso de óbito não

referido ao serviço de saúde. Conclui-se que o médico oftalmologista deve sempre

insistir quanto às repercussões do glaucoma, e enfatizar a importância do

tratamento, a fim de se evitar a cegueira como evolução natural doença.

P 079

CARACTERÍSTICAS DAS LENTES GELATINOSAS DESCAR-

TÁVEIS EM CASOS DE CERATITE POR ACANTHAMOEBA

Bernardo Barreto de Abreu, Luis Antonio Gorla Marcomini, Geilton Carlos

Mendonça da Silva, Sidney Julio de Faria e Sousa

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: Descrever as características, forma de aquisição, regime de uso e

método de manutenção de lentes de contato descartáveis presentes em casos

de ceratite por Acanthamoeba. Método: Descrevemos as características das

lentes de contato, dos sistemas de manutenção e do regime de utilização das

mesmas, em 20 casos de ceratite por Acanthamoeba, em pacientes atendidos

no Setor de Córnea do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão

Preto da USP, entre 2006 e 2009. Resultados: Em 85% dos casos o material da

lente era etafilcon A. Em 75% dos casos a primeira aquisição ocorreu em

consultório médico. Em 65% dos casos as aquisições subsequentes foram feitas

fora de consultórios médicos. Em 80% dos casos a solução preservante era Renu ® .

Em 50% dos casos os usuários admitiram uso de soro fisiológico mesmo que

esporadicamente. Em 50% dos casos os usuários desrespeitavam o tempo de

descarte das lentes. Em 20% dos casos os pacientes dormiam com as lentes,

no mínimo uma vez por semana. Conclusões: Os resultados sugerem que

determinados materiais quando associados a determinados preservantes possam

facilitar a instalação da ceratite e que os portadores de Acanthamoeba sejam pouco

cuidadosos com saúde ocular. Entretanto, sabendo-se que tanto o material da

lente quanto o preservante descrito são os mais frequentemente usados por nossa

população e que os cuidados com as lentes dos não portadores de Acanthamoeba

tendem a ser idênticos aos descritos neste estudo, fica difícil sustentar as sugestões

acima. É possível que os portadores de ceratite por Acanthamoeba tenham

predisposição para tanto e que os fatores acima sejam gatilhos para a instalação

da enfermidade.

P 080

AVALIAÇÃO DA CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS DA RETINA

USANDO OCT EM MIELITE TRANSVERSA LONGITUDINAL EX-

TENSA

Frederico Castelo Moura, Danilo Fernandes, Samira Apostolos-Pereira, Dagoberto

Callegaro, Paulo Marchiori, Mario Monteiro

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar as medidas de espessura da camada de fibras nervosas

da retina (CFNR) usando tomografia de coerência óptica (OCT) em pacientes com

mielite transversa longitudinal extensa (MTLE) sem neurite óptica prévia e em

indivíduos normais. Método: Vinte e seis olhos de 26 pacientes com MTLE e 26

olhos de indivíduos normais foram submetidos à medida da CFNR usando Stratus

OCT e perimetria computadorizada. As medidas de ambos os grupos foram

comparadas. Resultados: Ao exame de perimetria, os valores do mean deviation

(MD) foram significativamente menores nos olhos dos pacientes com MTLE do que

nos olhos normais (p


PÔSTERES

P 081

AVALIAÇÃO VISUAL NA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Stella Maris da Costa e Castro, Josie Naomi Iyeyasu, Alfredo Damasceno,

Benito Pereira Damasceno, Keila Monteiro de Carvalho

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

Objetivo: Avaliar a função visual com EM tipo surto-remissão, na fase remissiva

da doença. Métodos: Foram avaliados 38 pacientes com diagnóstico confirmado

de EM tipo surto-remissão de acordo com os critérios de McDonald. Foi critério

de exclusão a ocorrência de evento clínico agudo nos 6 meses anteriores aos

exames, história de estrabismo ou de doenças oculares. O índice de incapacidade

neurológica foi medido pela Escala Expandida de Incapacidade Funcional (EDSS).

Os exames incluíram avaliação neurológica, oftalmológica e ressonância magnética

de crânio e os testes de acuidade visual com a tabela CSV-1000 ETDRS,

sensibilidade ao contraste com o CSV-1OOOE, discriminação cromática com o

teste Farnsworth-Munsell 100 Hue, campo visual Humphrey - programa 24-2 SITAfast

e acuidade estereoscópica com o Titmus Stereo test. Resultados: A idade

média foi de 33 anos (20-61). O tempo de diagnóstico teve mediana de 3 anos

(0-26 anos) e EDSS de 2.0 (incapacidade leve). Vinte e três (60%) apresentaram

palidez de papila e 20 (52%) relataram episódio de neurite óptica durante o curso

da doença. Todos (34 mulheres e 4 homens) apresentaram acuidade visual corrigida

igual ou maior que 20/25 (0,1 logMAR). A sensibilidade ao contraste para 12 ciclos/

grau esteve alterada em 34%. Dezoito (47%) tiveram discriminação cromática inferior

(total de erros > 110) e 26 (68%) apresentaram mean deviation < -3 DB. Trinta e quatro

pessoas (89%) apresentaram acuidade estereoscópica igual a 40"de arco. Conclusão:

A presença de alterações visuais na Esclerose Múltipla tipo surto-remissão

está presente mesmo fora do período agudo/inflamatório da doença, quando pode

ter ocorrido recuperação da acuidade visual. Apoio: Capes

P 082

ELETRORRETINOGRAMA MULTIFOCAL POR PADRÃO RE-

VERSO NA DETECÇÃO DA LESÃO NEURAL NA ATROFIA EM

BANDA DO NERVO ÓPTICO

Kenzo Hokazono, Leonardo Provetti Cunha, Maria Kyoko Oyamada, Mário Luiz

Ribeiro Monteiro

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar as medidas do eletrorretinograma multifocal por padrão

reverso (mfPERG) transitório, na detecção da perda neural em hemicampos e

quadrantes da retina de pacientes com atrofia em banda do nervo óptico (AB).

Método: Vinte e um olhos com hemianopsia temporal e AB decorrente de compressão

quiasmática prévia e 12 olhos normais foram submetidos à perimetria computadorizada

e a mfPERG usando um padrão de estímulo de 19 retângulos, cada um

deles com 12 quadrados alternantes. A resposta foi analisada pela média dos

seguintes grupos de retângulos: 8 nasais, 8 temporais, 3 nasais superiores, 3

nasais inferiores, 3 temporais superiores e 3 temporais inferiores. Os valores

obtidos nos dois grupos de olhos foram comparados. A relação entre o mfPERG e

o campo visual foi analisada pelo coeficiente de correlação de Spearman.

Resultados: As amplitudes das ondas P1 e N2 se mostraram significativamente

menores nos olhos com AB do que nos controles tanto no hemicampo nasal como

no temporal. As respostas no hemicampo temporal foram significativamente menores

do que as do nasal nos olhos com AB. A amplitude de P1 se mostrou significativamente

menor nos olhos com AB nos quadrantes temporal superior e inferior e

nasal inferior. Houve correlação significativa entre a gravidade do defeito de campo

visual e as amplitudes das ondas P1 e N2. Conclusões: Os parâmetros do mfPERG

foram eficientes na diferenciação entre olhos normais e AB no hemicampo temporal,

no nasal, nos quadrantes temporais e no nasal inferior. O mfPERG correlacionou

com a gravidade do defeito de campo visual e tem o potencial de identificar perda

neural localizada em pacientes com AB do nervo óptico.

P 083

NEUROPATIA ÓPTICA ISQUÊMICA ANTERIOR: ASPECTOS EPIDE-

MIOLÓGICOS

Ana Carolina Almeida Britto Garcia, Daniel Colicchio, Mariana Kaori Yasuta, Rodrigo

Souza Lima, Angelino Cariello, Daniel Meira-Freitas, Paulo Mitsuru Imamura

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Descrever os achados epidemiológicos de pacientes com diagnóstico

de neuropatia óptica isquêmica anterior (NOIA) em um centro de referência.

Método: Em estudo retrospectivo, foram revisados os prontuários de pacientes

com NOIA atendidos no Setor de Neuroftalmologia da UNIFESP de janeiro de 2004

a janeiro de 2006. Dos prontuários foram extraídas informações sobre idade, sexo,

antecedentes pessoais, lateralidade, acuidade visual e conduta. Resultados: De

523 pacientes atendidos no setor de neuroftalmologia entre 2004 e 2006, 45 (8,6%)

apresentavam diagnóstico de NOIA. Foram excluídos 15 pacientes por apresentarem

dados incompletos no prontuário. A idade variou de 27 a 91 anos com média

de 65,3 ± 15,3 anos. O olho esquerdo foi acometido em 13 (43,3%) casos, o olho

direito em 11 (36,6) e os dois olhos em 6 (20,0%) casos. Todos os pacientes

apresentaram-se com queixa de baixa da acuidade visual, sendo que 7 (23,3%)

tinham cefaléia associada. Acuidade visual pior que 20/200 foi detectada em 22

(61,1%) olhos, entre 20/60 e 20/200 em 8 (22,2%) olhos e melhor que 20/60 em

6 (16,7%) olhos. Três (10,0%) casos apresentavam doença arterítica e foram

tratados com pulsoterapia, sendo que apenas 1 deles evoluiu com melhor acuidade

visual. Dos 27 casos não arteríticos, 11 (40,7%) foram prescritos ácido acetilsalicílico.

Casos tratados apresentaram maior chance de melhora da acuidade

visual (odds ratio=2,5). Conclusões: A NOIA foi mais frequente em idosos sem

predileção pelo sexo e pode comprometer gravemente a acuidade visual. O

tratamento com ácido acetilsalicílico pode aumentar a chance de melhora da

acuidade visual.

P 084

PUPILA TÔNICA DE ADIE: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS

Rodrigo Arantes de Souza Lima, Ana Carolina Almeida Britto Garcia, Angelino

Julio Cariello, Daniel Meira Freitas, Igor Rodrigo Lins da Silva, Natalia Yumi

Valdrighi, Paulo Mitsuru Imamura

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Descrever os achados epidemiológicos de pacientes com pupila tônica

de Adie em um centro de referência. Método: Em estudo retrospectivo, foram

revisados os prontuários de pacientes com pupila tônica de Adie atendidos no

Setor de Neuro-Oftalmologia da UNIFESP de janeiro de 1999 a dezembro de 2005.

Dos prontuários foram extraídas informações sobre idade, sexo, comorbidades

sistêmicas, lateralidade, acuidade visual e conduta. Resultados: De 1.033 pacientes

atendidos no setor de Neuro-Oftalmologia, entre janeiro de 1999 e dezembro de

2005, 10 (0,9%) apresentavam diagnóstico de pupila tônica de Adie. A idade variou

de 27 a 74 anos, com média de 42 ± 17 anos. A relação masculino:feminino foi

1,0:2,3. As queixas apresentadas foram baixa da acuidade visual em 8 pacientes

(80%), pupila dilatada em um dos olhos em 6 (60%) e fotofobia em 4 (40%). Todos

os casos foram unilaterais, com acometimento no olho direito em 6 casos (60%).

Acuidade visual para longe, normal (1,0) em 9 casos (90%), e para perto, normal (J1)

em 4 casos (40%). Conduta expectante foi adotada para todos os casos. Conclusões:

Dentro do período de sete anos de atendimento sequencial a pupila tônica de Adie

foi encontrada em número reduzido, sendo mais frequente em adultos jovens do

sexo feminino e unilateral. Cefaléia pode ser um sintoma associado. Embora a

queixa de visão embaçada para perto possa ocorrer, encontrou-se acuidade visual

normal com correção óptica.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

42

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


PÔSTERES

P 085

QUANTIFICAÇÃO DA PERDA AXONAL EM PACIENTES COM AC

ANTI-AQP-4, COM OU SEM NEURITE ÓPTICA, USANDO O OCT

DE ALTA RESOLUÇÃO

Danilo Fernandes, Frederico Moura, Mario Monteiro, Samira Apostolos-Pereira,

Dagoberto Callegaro, Renata Ramos, Paulo Marchiori

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar a camada de fibras nervosas retiniana (CFNR) peripapilar e

a espessura macular usando o tomógrafo de coerência óptica (OCT) com tecnologia

Fourier-Domain (3D-OCT-1000 ® ,TOPCON) em pacientes com sorologia positiva

para o anticorpo anti-aquaporina-4 (anti-AQP-4) com ou sem episódios prévios de

neurite óptica (NO) e em controles normais. Método: Foram estudados 55 olhos

de 28 pacientes com mielite transversa aguda longitudinal extensa (MTALE), dos quais

13 nunca apresentaram NO e 15 apresentavam história pregressa de NO em ao menos

um dos olhos, todos apresentando sorologia positiva para o anti-AQP-4 e 38 olhos

de 21 controles normais pareados para a idade. Pacientes foram submetidos à

perimetria automatizada e aos protocolos de análise da CFNR peripapilar e da

espessura macular ao 3D-OCT-1000. As medidas obtidas dos olhos com NO, dos

olhos sem NO e dos controles normais foram comparadas. Para cada parâmetro

foi calculado a área sob a curva ROC (Receiver operating characteristic). Resultados:

A medida da CFNR peripapilar (média ± DP) dos olhos dos pacientes com sorologia

positiva para o anti-AQP-4 com MTALE e NO foi significativamente menor quando

comparados com os olhos dos pacientes sem NO e com os controles normais. Em

alguns segmentos dos olhos sem NO a CFNR também foi significativamente menor

do que os controles. As medidas da espessura macular em alguns setores também

apresentaram diferença significante entre os olhos dos pacientes anti-AQP-4 positivos

e os controles. Conclusões: Além de demonstrar severa redução nas medidas

da CFNR e da espessura macular dos olhos daqueles pacientes com história de

NO, evidenciou-se também redução das medidas naqueles pacientes com MTALE,

anti-AQP-4 positivos e sem história de NO. Este achado sugere que assim como

na esclerose múltipla, ataques subclínicos de NO podem estar presentes nestes

pacientes.

P 086

BIOMETRIA PARA MONITORIZAÇÃO DO CRESCIMENTO DO

OLHO MÍOPE NA INFÂNCIA

Adriana Miranda de Magalhães Franco, Norma Allemann

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: O estudo pretende correlacionar, o crescimento do olho em uma

população pediátrica de portadores de alta miopia, através de medidas seriadas

do seu comprimento axial, de variações na curvatura corneana e das alterações

da espessura do cristalino, comparando-as com variações da refração e da

oftalmoscopia indireta em um período de 9 meses. Método: População pediátrica

(idade média: 8,7anos), total de 11 olhos em grupo de crianças portadoras de alta

miopia (-9,0D) submetidas à biometria óptica (IOL Master, Zeiss, método de não

contato) e ultrassônica (Ultrascan, Alcon; método de contato), refratometria estática,

oftalmoscopia indireta e retinografia por um período de 9 meses. Resultados: Em

9 meses, houve crescimento estatisticamente significante em 11 olhos portadores

de alta miopia com aumento refracional em 5 olhos (0,45%), crescimento sem

aumento refracional em 3 olhos (0,27%), e não houve crescimento em 4 olhos (0,36%).

Não houve variação estatisticamente significante da espessura do cristalino,

profundidade da câmara anterior, curvatura corneana e do aspecto fundoscópico.

Comprimento axial médio era 26,83 mm e aumentou após 9 meses para 27,00 mm.

Refratometria média após 9 meses: -19,9 D. Conclusões: O crescimento do globo

ocular (comprimento axial) mostrou-se estatisticamente significante tanto pela

técnica de biometria óptica quanto ultrassônica no grupo de crianças com alta

miopia. Os achados mostram que a variação do comprimento axial precedeu a

variação das outras estruturas na amostra examinada. O estudo sugere uma taxa

de variação do comprimento axial mais acentuada em portadores de alta miopia

comparativamente a emétropes da mesma faixa etária.

P 087

LENSECTOMIA E VITRECTOMIA ANTERIOR VIA PARS PLICATA

COMO OPÇÃO CIRÚRGICA À CATARATA INFANTIL

Ricardo Zadrozny Leyendecker, Maurício de Alencar Martinazzo, Patrícia Martins

Biff, Geraldine Trevisan Tecchio, Ralfh Rodrigues Brandolt, Augusto Mattos

Schelemberg, Astor Grumann Júnior

Hospital Regional de São José - São José (SC)

Objetivo: Descrever o perfil clínico e resultados cirúrgicos de pacientes com

catarata infantil submetidos à lensectomia e vitrectomia anterior via pars plicata

(VVPP-a) sem implante de lente intraocular (LIO), no Hospital Regional de São José

- Homero de Miranda Gomes (HRSJ-HMG). Método: Realizou-se um estudo

retrospectivo, através da análise de prontuários de crianças com catarata infantil

submetidas à lensectomia e VVPP-a sem implante de LIO pelo mesmo cirurgião,

no período de 2003 a 2009. Foram coletados os seguintes dados: número do

prontuário, sexo, idade da primeira consulta no serviço, idade do diagnóstico,

idade em que foi realizada a cirurgia, acuidade visual pós-operatória, complicações,

refração e tempo de seguimento. Resultados: Foram avaliados prontuários

de 35 pacientes, com 56 olhos operados, sendo que 26 crianças apresentavam

catarata bilateral (74,3%) e 9 catarata unilateral (25,7%). Em relação ao sexo,

observou-se predominância do sexo masculino (28 pacientes - 80%). Quanto à

primeira consulta, 17 pacientes (48,6%) apresentavam-se com idade igual ou maior

que 1 ano. O tempo médio de acompanhamento pós-operatório foi de 2,47 anos.

Referente à refração no pós-operatório, a maioria dos olhos operados (60,7%)

situou-se entre +10 e +14,5 dioptrias esféricas. Observou-se que um maior número

de cirurgias (62,5%) foram realizadas com a criança apresentando 1 ano ou mais

de idade. Dos pacientes operados, apenas 2 necessitaram de intervenção com

YAG laser, um por opacidade de eixo visual e outro por contração capsular.

Conclusões: Com base nesses dados, pode-se concluir que a maioria das crianças

dão entrada neste serviço de referência com idade superior à desejável para bom

prognóstico. A cirurgia em questão apresentou-se bastante segura, sendo

necessária reintervenção com YAG laser em poucos pacientes.

P 088

SAÚDE OCULAR DE ESCOLARES DA REDE PÚBLICA DE

ENSINO: IMPACTO DE CAMPANHA EM FLORIANÓPOLIS

Gherusa Helena Milbratz, Ana Flávia Mueller, Tatiana Rayes, Assad Rayes

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP) / Hospital Governador Celso

Ramos - Florianópolis (SC)

Objetivo: Geral - Avaliar as características epidemiológicas dos escolares

referenciados por educadores para consulta médica oftalmológica. Específicos -

Verificar: taxa de absenteísmo à consulta oftalmológica, prevalência de alterações

oftalmológicas, relação de alterações oftalmológicas de acordo com sexo e idade,

relação de queixas com alterações oftalmológicas diagnosticadas, prevalência

de erros refracionais, taxa de patologias não refracionais. Método: Estudo

descritivo de delineamento transversal com base nos registros médicos das

crianças atendidas na campanha de atendimento oftalmológico a escolares da

rede pública de Florianópolis. Resultados: Foram avaliadas por educadores treinados

8.145 crianças matriculadas na rede pública de ensino de Florianópolis, destas

1.150 foram referenciadas à consulta oftalmológica. Faltaram à consulta médica

402 (35%) crianças. Foi encontrada alteração oftalmológica em 330 (44,12%)

escolares que compareceram à consulta médica. Houve necessidade de prescrição

óptica em 275 escolares, o erro de refração mais comum foi hipermetropia

(75%). Patologias não refracionais foram encontradas em 129 escolares, sendo

as mais frequentes estrabismo e ambliopia. Não houve diferença de prevalência

de alterações oftalmológicas entre os sexos e entre grupos de idade. Entre as

crianças com queixa de baixa visão 45% não apresentaram diminuição da acuidade

visual. Entre as crianças sem queixa oftalmológica 31% apresentaram patologia

ocular. Conclusões: A taxa de absenteísmo à consulta médica oftalmológica é

alta. Há alta prevalência de alterações oftalmológicas nas crianças referenciadas

pelos educadores. Não há diferença na prevalência de alterações oftalmológicas

entre os sexos e entre os grupos de idade. Em um número expressivo de escolares

não há relação entre a queixa referida e o achado do exame oftalmológico. O erro

de refração mais comum é hipermetropia. Há alta taxa de patologias não refracionais

encontrada pelo exame médico.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58 43


PÔSTERES

P 089

ANÁLISE RETROSPECTIVA DOS TUMORES CONJUNTIVAIS

SUBMETIDOS À CIRURGIA DE RESSECÇÃO

Juliana de França Teixeira Grottone, Nelson Mattos Tavares, Janduhy Perino

Filho, João Carlos Grottone

Santa Casa de Misericórdia de Santos - Santos (SP) / Grottone Saúde Ocular -

Santos (SP)

Objetivo: Examinar a epidemiologia de lesões conjuntivais tumorais, para

conhecer as suas características na população regional da Baixada Santista e suas

dificuldades de diagnóstico clínico. Método: Foram selecionados 42 pacientes

submetidos a tratamento cirúrgico, com diagnóstico pré-operatório de tumor conjuntival,

através de consulta sequencial aos livros de registro do centro cirúrgico do Serviço

de Oftalmologia da Santa Casa de Santos, no período de janeiro de 2005 a julho de

2008 e, a seguir, analisados retrospectivamente, os prontuários dos mesmos, sendo

tabulados os dados, quanto aos aspectos de lesões malignas pré-operatórias,

classificação histopatológica, idade, sexo e acerto no diagnóstico clínico. Resultados:

I) 15 eram do sexo feminino e 27 do sexo masculino. A suspeita clínica

foi mais frequente no sexo maculino. A incidência de lesão tumoral no grupo feminino

foi muito mais baixa, do que no grupo masculino. A suspeita clínica tumoral foi mais

elevada a partir da idade de 20 anos, sendo que mais da metade dos casos operados

estava abaixo dos 50 anos. II) O número de cirurgias indicadas pelos médicos

mais experientes, foi maior daquelas indicadas pelos residentes. III) Quanto ao

diagnóstico pré-operatório, 34 pacientes tinham a indicação clínica, não definida,

chamada “tumor conjuntival” e 8 traziam um diagnóstico clínico definido. IV) Dos

8 casos com diagnóstico clínico prévio definido, 6 tiveram acerto no anatomopatológico.

Conclusões: A dificuldade diagnóstica clínica etiológica de lesões

conjuntivais, especialmente em regiões, onde os fatores de risco concorrem mais

intensamente, parece apontar para a necessidade de intervenção terapêutica

precoce, em faixas etárias menores daquelas habitualmente citadas pela literatura,

estudadas em regiões diversas do país ou do planeta. Estudos devem ser

complementados.

P 090

CORTICOTERAPIA LOCAL EM ORBITOPATIA DISTIREOIDEANA

Ralfh Rodrigues Brandolt, Augusto Mattos Schelemberg, Astor Grumann Junior,

Ricardo Zadrozny Leyendecker, Geraldine Trevisan Tecchio, Patrícia Martins

Biff, Laura Rassi Vanhoni, Ruy César Orlandi

Hospital Regional de São José - Florianópolis (SC)

Objetivo: Avaliar a evolução clínica dos pacientes com orbitopatia distiroidiana

(OD) na fase inflamatória submetidos a tratamento com corticoterapia local através

do escore CAS conforme o protocolo EUGOGO. Método: Realizado uma coorte

prospectiva com pacientes atendidos no Hospital Regional de São José - SC

portadores de OD. Na primeira consulta avaliou-se os sintomas de dor opressiva

e dor à movimentação do globo ocular e os sinais de edema e eritema de pálpebra,

hiperemia conjuntival, quemose e edema de carúncula (CAS). Nesta avaliação

foram aferidos acuidade visual, abertura palpebral e exoftalmometria. Foram

incluídos no estudo pacientes de ambos os sexos com idade entre 20 e 65 anos

que ao exame inicial apresentavam escore de CAS > ou = a 4. Foram excluídos

os pacientes com glaucoma, catarata ou quaisquer outras comorbidades oculares.

Este grupo foi tratado com quatro aplicações de injeção peribulbar de 0,5 ml de

triancinolona (40 mg/ml), com intervalo de uma semana entre as mesmas. Os

pacientes foram reavaliados após 3 meses. Resultados: Os pacientes avaliados

apresentavam média de idade de 45,8 anos, dos quais 70% são do sexo feminino,

com média de CAS inicial 4,6, média de exoftalmometria de 21,0 mm e média de

abertura de fenda palpebral em posição primária do olhar de 14,6 mm. Na

reavaliação após tratamento, observou-se CAS médio de 1,33, exoftalmometria

média de 17,8 mm e média de abertura palpebral de 12,83 mm. As notas atribuídas

pelos pacientes quanto à dor após as aplicações tiveram média de 7,33.

Conclusões: Observou-se melhora significativa dos sinais e sintomas da OD nos

pacientes submetidos à injeção de triancinolona periorbitária. Ressalta-se que a

dor informada pelos pacientes não foi fator impeditivo para as aplicações

subsequentes, uma vez que todos completaram o tratamento sem que houvesse

uma desistência.

P 091

FLUXO NA VEIA OFTÁLMICA SUPERIOR AO ECODOPPLER EM

PACIENTES COM FORMA CONGESTIVA DA ORBITOPATIA DE

GRAVES PRÉ E PÓS-TRATAMENTO

Rodrigo Bernal da Costa Moritz, Mário Luiz Monteiro, Hélio Angotti-Neto, Joseph

E. Benabou

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar os parâmetros do exame de Doppler colorido (DC) da veia

oftálmica superior (VOS) em pacientes com orbitopatia de Graves, na forma

congestiva, antes e após o tratamento. Método: Dezesseis órbitas de 9 pacientes

com orbitopatia de Graves foram submetidos a exame de DC da VOS na fase aguda

(congestiva) da doença e depois de pelo menos 6 meses do controle da orbitopatia.

Onze dos 16 olhos correspondentes às órbitas estudadas tinham neuropatia

óptica na fase aguda. O tratamento incluiu a cirurgia descompressiva (12 órbitas)

ou tratamento com corticosteróides (4 órbitas). Os achados obtidos antes e depois

do tratamento foram comparados. Resultados: Na fase congestiva, o fluxo na VOS

foi detectado em 8, indetectável em 4 e reverso em 4 órbitas. Após o tratamento,

o fluxo foi detectado em todas as 16 órbitas estudadas (p0,05). Conclusões: GSNO e SNAC na

concentração de 10 mM não são compostos irritativos para o olho e apresentam

potencial efeito hipotensivo ocular.

PÔSTERES

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44

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PÔSTERES

P 093

AVALIAÇÃO DE SINTOMAS E SATISFAÇÃO APÓS CIRURGIA

DE PTERÍGIO E TRANSPLANTE CONJUNTIVAL AUTÓLOGO

COM SUTURA OU COLA

Mayra Cardoso de Souza Leite, Aldria Momoe Kimura, Ana Helena Kalies, Lorena

Bedotti Ribeiro, Raffaela Federico, Bianca Baltar Cury, Monica Alves

Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP) / Clínica

Raskin - Campinas (SP)

Objetivo: O pterígio é uma doença inflamatória e proliferativa que, devido à

irregularidade que provoca na superfície ocular, desencadeia sintomas diversos com

incidência e intensidade variáveis. O objetivo deste trabalho é avaliar a sintomatologia

apresentada por pacientes portadores de pterígio no pré e pós-operatório e o grau

de satisfação após cirurgia. Método: Estudo prospectivo onde foram avaliados 107

pacientes portadores de pterígio primário ou recidivado, sintomáticos a despeito

do tratamento clínico, divididos em 2 grupos para excisão cirúrgica e transplante

conjuntival autólogo com sutura (grupo 1 - G1) ou cola de fibrina (grupo 2 - G2). Os

pacientes foram submetidos a questionários no pré e pós-operatórios (1º, 7º, 30º,

90º e 180º dias) para graduação dos sintomas em escala de 0 a 4 e o grau de

satisfação após a cirurgia de 0 a 10. A somatória das graduações referentes a dor,

olho vermelho e irritação foi considerada um “score” de sintomas (0 a 12).

Resultados: Foram incluídos 28 pacientes no G1 e 79 no G2. No G1 a idade média

foi de 38,07 ± 11,32 anos e no G2, 39,66 ± 11,85 anos (p=0,53). O “score” no préoperatório

foi de 6,77 ± 2,32 no G1 e 7,26 ± 2,35 no G2 (p=0,31). Nas avaliações

do 1º dia do G1 foi de 8,96 ± 1,72 e G2 7,13 ± 2,22 (p=0,0002*), 7º dia 6,33 ± 2,30

e 7,13 ± 2,22 (p=0,10), 30º dia 2,62 ± 2,04 e 2,20 ± 2,04 (p=0,29), 90º dia 1,18 ±

1,11 e 1,02 ± 1,28 (p=0,35) e no 180º dia 0,70 ± 0,86 e 0,80 ± 1,23 (p=0,94) nos

grupos 1 e 2. A recorrência foi de 3,56% no G1 e 2,50% no G2 (p=1,0) e a satisfação

com a cirurgia foi no 30º pós-operatório 8,68 ± 1,27 no G1 e 8,78 ± 1,50 no G2 (p=0,50),

no 90º dia 9,39 ± 0,70 e 9,49 ± 0,63 (p=0,55) e no 180º dia 9,56 ± 0,52 e 9,61 ±

0,64 (p=0,32) respectivamente. Conclusões: O presente estudo avalia os sintomas

referidos por portadores de pterígio submetidos a cirurgia e a satisfação com o

resultado. O transplante conjuntival autólogo apresenta-se como técnica segura

e com baixo índice de recidiva seja com sutura ou cola biológica de fibrina. Na

avaliação dos sintomas houve diferença apenas no 7º dia de pós-operatório e a

satisfação com o resultado cirúrgico foi equivalente em ambos os grupos estudados.

P 094

COMPARAÇÃO DA OCLUSÃO DO PONTO LACRIMAL COM O

USO DE LUBRIFICANTE OCULAR NO OLHO SECO ASSOCIADO

À ARTRITE REUMATÓIDE

Leticia Helena Lunardi, Marcos Alonso Garcia, José Monteiro Filho

Santa Casa de Misericórdia de Santos - Santos (SP)

Objetivo: Comparar o efeito do uso de lubrificante ocular com a oclusão temporária

do ponto lacrimal com implante intracanalicular no tratamento de olho seco em

pacientes com artrite reumatóide. Método: Neste estudo piloto, prospectivo e

randomizado, 8 pacientes com olho seco decorrente de artrite reumatóide (60,4 anos)

foram divididos em 2 grupos: G1 (n=4) que fez uso de implante intracanalicular de

colágeno dissolvível no ponto lacrimal inferior e colírio lubrificante PEG+PG com

agente HP-GUAR 4 vezes ao dia e G2 (n= 4) que usou apenas colírio lubrificante.

Em ambos os grupos, antes e após uma semana de tratamento, foram aplicados o

questionário de qualidade de vida “Ocular Surface Disease Index” (OSDI) validado

para sintoma e gravidade de olho seco e os seguintes exames: biomicroscopia,

tempo de ruptura do filme lacrimal, coloração da superfície ocular com rosa bengala

e testes de produção lacrimal (Schirmer 1 e basal). Resultados: Os dados

mostraram que os grupos estudados eram similares em todos os aspectos analisados

antes do tratamento. Após as intervenções, ambos os grupos mostraram melhora

significativa nos sintomas avaliados pelo questionário OSDI (G1 de 24,8 ± 10,9

para 11,8 ± 8,4; p=0,005 e G2 de 30,2 ± 19,6 para 4,5 ± 8,9; p=0,027). O teste

basal também mostrou melhora no olho esquerdo tanto no G1 (de 5,0 ± 3,4 para

11,5 ± 3,1; p=0,04), como no G2 (de 10,5 ± 3,9 para 16,3 ± 2,5; p=0,02). Já, o

tempo de ruptura do filme lacrimal foi significativamente maior no olho direito (G1

de 5,3 ± 2,6 para 7,0 ± 3,6; p=0,03) apenas após a oclusão do canal lacrimal inferior.

Conclusões: Nossos resultados iniciais mostraram que a qualidade de vida dos

pacientes com olho seco moderado (grau 2) secundário à artrite reumatóide melhora

com intervenção oftalmológica, porém não evidenciaram ganhos clínicos significativos

com o uso de implante de colágeno no ponto lacrimal dos mesmos.

P 095

COMPLICAÇÕES E RECIDIVA APÓS CIRURGIA DE PTERÍGIO

COM TRANSPLANTE CONJUNTIVAL AUTÓLOGO COM SUTURA

E COLA DE FIBRINA

Denice Bernardes Campoli, Aline Talarico, Thais Ramires, Alexandre Rueda,

Thiago Queiroz, Adriana Maia, Aldria Kimura, Raffaela Federico, Mônica Alves

Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)

Objetivo: O pterígio (PT) é uma proliferação de tecido fibrovascular degenerativo

da conjuntiva em direção a córnea, com prevalência aumentada em países com

alta radiação solar. A recidiva é a principal complicação relacionada à cirurgia.

Este trabalho visa caracterizar portadores de PT; avaliar complicações e recidiva após

a excisão cirúrgica e, transplante conjuntival autólogo (TCA) com uso de cola de fibrina

ou sutura. Método: Estudo prospectivo que incluiu 107 portadores de PT primário

ou recidivado sintomáticos a despeito do tratamento clínico. Estes foram divididos

em dois grupos para excisão cirúrgica, seguido de TCA, com sutura simples (grupo

1) ou cola de fibrina (grupo 2). Resultados: Foram acompanhados 28 pacientes no

grupo 1(G1) e 79 no grupo 2(G2). No G1 a idade média de 38,07 ± 11,32 anos e no

G2 de 39,66 ± 11,85 anos (p=0,53), 46,43% eram do sexo masculino (SM) e 53,57%

do sexo feminino (SF), 42,85% apresentavam PT no olho direito e 57,15% no esquerdo,

no G1 e no G2 54,44% eram do SM e 45,56% do SF, 59,50% apresentavam PT no

olho direito e 40,50% no esquerdo. Quanto à extensão do PT na córnea no G1 foi

de 3,51 ± 2,47 mm no eixo horizontal e 5,08 ± 1,15 mm no vertical e 3,15 ± 1,52 mm

no eixo horizontal e 5,42 ± 1,28 mm no vertical (p=0,64 e 0,30). Com relação ao tipo

no G1 eram 82,14% ativos, 7,14% recidivados e 10,72% atróficos e G2 74,68%,

13,92% e 24,05% respectivamente. A incidência de complicações no G1 foi 7,14%

de granuloma, 3,57% dellen, 7,14% quemose, 14,28% deiscência e no G2, 5,06%

granuloma, 3,79% dellen, 21,52% quemose e 1,26% cisto de retenção. O índice

de recorrência foi de 3,56% no G1 e 2,50% no G2 (P=1,0). Conclusões: Estudo

descreve principais características e complicações dos portadores de PT submetidos

a excisão cirúrgica. O TCA apresenta-se como técnica segura e de baixo

índice de recidiva com ambas as técnicas de fechamento.

P 096

PREVALÊNCIA DE DEMODEX SP. NOS CÍLIOS DE PACIENTES

COM TRANSPLANTE RENAL

Juliana Moura Bastos Prazeres, Joyce B. Tsuchiya, Vespasiano Rebouças-

Santos, Nahin M. A. Geha, Angelino Julio Cariello, Daniel Meira-Freitas, Maria

Cecília Zorat Yu, Ana Luisa Hofling-Lima

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar a prevalência de Demodex sp. nos cílios de pacientes

submetidos a transplante renal em uso de imunossupressores. Método: Pacientes

com antecedentes médicos de transplante renal em uso de imunossupressores

e voluntários saudáveis (grupo controle) foram convidados a participar do estudo.

A composição do grupo controle foi baseada no pareamento de idade e sexo. Foram

removidos 3 cílios com colarete de cada pálpebra, corados com fluoresceína e

examinados em microscópio com aumento de 20 vezes. Os parasitas foram

identificados através da avaliação das suas características morfológicas e

mobilidade. A prevalência de Demodex sp. foi comparada entre os dois grupos

utilizando o teste qui-quadrado. Resultados: Foram incluídos no estudo 15

pacientes com transplante renal e 15 voluntários saudáveis. A média de idade foi

de 51,2 ± 7,2 anos e a relação masculino:feminino foi 1:1,5. A prevalência de

Demodex sp. no grupo controle foi de 53,3% contra 20,0% no grupo dos

transplantados renais (p=0,03). Conclusões: Pacientes submetidos a transplante

renal em uso de imunossupressores apresentaram menor prevalência de infecção

palpebral pelo Demodex sp. em comparação com grupo controle.

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PÔSTERES

P 097

ANÁLISE DA LÁGRIMA E SALIVA DE PACIENTES PORTADORES

DE ROSÁCEA OCULAR PARA A DESCOBERTA DE BIOMARCA-

DOR

Ana Carolina Cabreira Vieira, Hyun Joo An, Sureyya Ozcan, Carlito Lebrilla, Mark

Mannis

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar as alterações na glicosilação da lágrima e saliva de pacientes

portadores de rosácea ocular e compará-las a pacientes-controle, a fim de descobrir

um marcador biológico da doença. Método: Amostras de lágrima e saliva foram

coletadas de 51 e 42 pacientes, respectivamente, e analisadas para determinar o

perfil de glicanas e variações da glicosilação. O- e N-glicanas foram isoladas de

pacientes e controles, e purificadas por extração em fase sólida (SPE). As frações

foram então analisadas por espectrometria de massa de alta resolução e a

composição e estrutura das glicanas determinadas. Resultados: Aproximadamente

100 N-glicanas e 200 O-glicanas foram identificadas por espectrometria de massa.

A maior parte das N-glicanas eram fucosiladas e as O-glicanas, sulfatadas.

Amostras normais de lágrima e saliva apresentam glicanas fucosiladas. O número

de glicanas sulfatadas encontradas na lágrima e saliva de pacientes com rosácea

ocular foi dramaticamente maior do que nas amostras de pacientes-controle.

Conclusões: A grande abundância de N-glicanas fucosiladas encontradas em

amostras de lágrima e saliva de pacientes-controle e de O-glicanas sulfatadas

presentes em amostras de pacientes com rosácea ocular podem nos levar a um

marcador diagnóstico para tal doença.

P 098

AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE METABÓLITOS DO

ÓXIDO NÍTRICO NA LÁGRIMA DE PACIENTES COM CONJUNTI-

VITE VIRAL

Simone Akiko Nakayama, Angelino Cariello, Gabriela de Souza, Marcelo de

Oliveira, Ana Luisa Hofling-Lima

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Comparar a concentração de metabólitos do óxido nítrico na lágrima

de pacientes com conjuntivite aguda viral e voluntários saudáveis. Método:

Pacientes com diagnóstico clínico de conjuntivite viral aguda e voluntários

saudáveis (grupo controle) foram convidados a participar do estudo. A conjuntivite

foi clinicamente caracterizada pela presença de hiperemia, irritação ocular,

lacrimejamento, reação folicular difusa e nódulos pré-auriculares há menos de 15

dias. Sob iluminação em lâmpada de fenda, 0,5 ml da lágrima foram coletadas por

capilaroscopia. Os níveis de metabólitos de óxido nítrico (nitrito e nitrato) foram

determinados por espectrofotometria e comparados entre os dois grupos através do

teste T para amostras independentes. Resultados: Dez pacientes com conjuntivite

viral aguda e 10 voluntários normais foram incluídos. A idade variou de 19 a 58

anos, com média de 38,5 ± 19,5 anos. A relação masculino:feminino foi de 0,8.

Não houve diferença quanto ao sexo e idade entre os grupos (p>0,05). A

concentração de metabólitos de óxido nítrico foi significantemente maior no grupo

conjuntivite (42,8 µM) comparado com o grupo controle (26,8 µM) - p=0,025.

Conclusões: Pacientes com conjuntivite viral apresentam maiores níveis de

metabólitos de óxido nítrico na lágrima, sugerindo que este marcador inflamatório

também está envolvido nos mecanismos imunológicos em doenças virais oculares

e que possivelmente compostos doadores de óxido nítrico possa ter algum efeito

nesta patologia.

P 099

INDICAÇÕES E ESTUDO ANATOMOPATOLÓGICO DE OLHOS

ENUCLEADOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR

EDGARD SANTOS

Ricardo Luz Leitão Guerra, Patricia Sena, Patricia Sena, Eduardo Ferrari Marback,

Roberto Lorens Marback

Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA) / Clínica de Olhos Leitão

Guerra - Salvador (BA)

Objetivo: Estabelecer as principais causas de enucleação do globo ocular no

serviço de oftalmologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos da

Universidade Federal da Bahia (UFBA), fornecendo dados para que possíveis

medidas preventivas sejam tomadas. Método: Foram revisados os prontuários dos

pacientes submetidos à enucleação do globo ocular, presentes no livro de registro

do laboratório de anatomia patológica ocular deste serviço no período de janeiro

de 2003 a novembro de 2007. Resultados: Do total de 199 olhos submetidos ao

estudo, endoftalmite foi o principal diagnóstico histopatológico (n=51), seguido

de retinoblastoma (n=46) e atrofia bulbar (n=35). A ocorrência de enucleações

prevaleceu em adultos e o sexo mais acometido foi o masculino. Em lactentes o

retinoblastoma foi responsável por 83,3% das enucleações e, em crianças, por

76,6%. Adolescentes tiveram a atrofia bulbar como principal causa de enucleação

(41,6%). Adultos e idosos foram enucleados principalmente devido à endoftalmite,

respectivamente 30,6% e 44,3%. Conclusões: O motivo das enucleações em nosso

meio varia de acordo com a faixa etária, ocorrendo principalmente devido ao

retinoblastoma em lactentes e crianças, e em adultos e idosos, devido à endoftalmite.

P 100

PROTÓTIPO PARA DETERMINAÇÃO DE CATEGORIA DE LEN-

TES DE ÓCULOS PARA MEDIDAS DE ULTRAVIOLETA

Marcio Makiyama Mello, Victor A. C. Lincoln, Liliane Ventura

Universidade de São Paulo (USP) - São Carlos (SP)

Objetivo: As medidas de transmissão de radiações ultravioletas e infravermelhas

em lentes de óculos são requisitos das normas para sua certificação, visto que

radiações eletromagnéticas com frequências nas faixas da luz ultravioleta (100 nm-

400 nm), visível (400 nm-700 nm) e infravermelho (700 nm-1400 nm) podem causar

danos oculares sérios, sendo que cada componente do olho absorve uma

quantidade específica de cada radiação. O presente projeto, que faz parte de

um projeto maior de desenvolvimento de aparelhos para verificação de lentes para

ópticos, consiste no desenvolvimento de um sistema opto-eletrônico para averiguação

de categoria de lente a ser medida, uma vez que para cada categoria está

estabelecido uma porcentagem diferente para transmissão das radiações UV e IV,

segundo a norma brasileira NBR15111. Método: Neste trabalho, foi montado um

dispositivo opto-eletrônico para medidas de transmissão média de luz branca em

lentes oftálmicas que permite reconhecer automaticamente a categoria das

mesmas. Este sistema está sendo acoplado a um sistema de medidas de

ultravioleta (UVA e UVB) para lentes de óculos. Resultados: O sistema em

desenvolvimento consiste nas seguintes divisões: óptica, eletrônica e programação.

A parte óptica do sistema consiste nos sensores ópticos utilizados para medição

de luz e na fonte de luz; a parte eletrônica é responsável pela amplificação dos

sensores, um deles utilizando um potenciômetro digital; um microcontrolador para

controle dos LED’s e do display de LCD, e filtros para eliminação de ruídos nos

sensores. O programa no microcontrolador consiste em: inicialização, calibração

com ajuste de escala automático e medidas dos sinais dos sensores para o

tratamento matemático. Conclusões: O sistema foi desenvolvido baseado na

norma brasileira NBR15111 de proteção ultravioleta para lentes e para a seleção

automática de categoria. Lentes de aferição foram utilizadas e o sistema mostrouse

eficiente e preciso.

PÔSTERES

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46

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PÔSTERES

P 101

ULTRASSOM DE ALTO FOCO E INTENSIDADE PARA REDUZIR

A DUREZA DA LENTE NA CIRURGIA DE CATARATA

Eduardo Arana, Luis Augusto Arana, Anderson Gustavo Teixeira Pinto, Sabina

Morales, Jose Daniel Barbosa, Ruimin Chen, Mark Humayun

Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)

Objetivo: Reduzir a dureza da catarata porcina com uso da energia não invasiva

do ultrassom de alto foco e intensidade (UAFI). Método: Transdutor de 4 MHz do

UAFI focado a 40 ± 1,64 mm aplicado na lente retirada do olho de porco. A lente

foi colocada na formalina 10% por 1, 2, 3, 4 minutos para se formar a catarata,

a seguir foi tratada com 1, 2, 3 minutos de UAFI e comparada com o controle (sem

UAFI). A temperatura (36º, 40º and 46ºC) foi alcançada pela variação do duty cycle,

voltagem e tempo de sonificação. A dureza da lente foi quantificada antes e depois

da aplicação do UAFI pela Bose (Bose Corporatio USA, MN); velocidade do som

(Panametrics USA, MA); facoemulsificação (Milennium, Bausch Lomb USA, NY);

anatomicamente verificada pelo microscópio de transmissão eletrônica - ME-

(JEOL USA, MA). Resultados: A análise da força pela bose: a) 2, 3 minutos

evidenciaram uma redução estatisticamente significativa comparado com o

controle (36ºC, 2 minutos de UAFI: 16.644 N (p


PÔSTERES

P 105

EFEITO DA TOXINA BOTULÍNICA NOS SINTOMAS DE DEPRES-

SÃO E ANSIEDADE EM PACIENTES COM DISTONIAS FACIAIS

Eduardo Pantaleão Sarraff, Angelino Júlio Cariello, Juliana Filippi Sartori, Mariann

Midori Yabiku, Tammy Hentona Osaki, Sidarta Keizo Hossaka, Carolina Isolani

Pereira, Patrícia Y. Miyazato, Midori Hentona Osaki

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar o efeito da toxina botulínica nos sintomas de ansiedade e

depressão em pacientes com distonias faciais. Método: Pacientes com blefaroespasmo

essencial e espasmo hemifacial em atividade foram convidados a

responder o questionário especifico “Hospital Anxiety and Depression Scale”

(HADS). O HADS é composto por sete itens destinados para a avaliação da

ansiedade (HADS-A) e sete para a depressão (HADS-D). Cada item pode ser

pontuado de 0 a 3 e um ponto de corte de 9 pontos é estabelecido para o

diagnóstico. Todos os pacientes foram tratados com toxina botulínica tipo A

seguindo dosagem padronizada de aplicação. O questionário foi reaplicado pelo

mesmo examinador 1 mês após o tratamento e as pontuações foram comparadas

pelo teste T de amostras pareadas. Distúrbio de humor prévio e medicações que

pudessem influenciar o resultado foram considerados critérios de exclusão. Resultados:

Vinte e seis pacientes foram incluídos no estudo. Um paciente foi

excluído da análise por perda familiar durante o tratamento. A idade variou de 38

a 93 anos com média de 67,9 ± 14,3 anos e a relação masculino:feminino foi de

0,3. Antes do tratamento 11 pacientes (44,0%) demonstravam sintomas de ansiedade

associada a depressão, 4 pacientes (16,0%) somente ansiedade e 1 (4,0%) somente

depressão. Após o tratamento 1 paciente (4,0%) apresentou sintomas de ansiedade

associada a depressão, 1 paciente (4,0%) somente ansiedade e 2 somente

depressão (8,0%). Houve uma diminuição da pontuação média com o tratamento

de 10,1 ± 4,6 para 4,6 ± 3,2 na escala de ansiedade, e de 6,8 ± 4,6 para 3,2 ±

2,8 na escala de depressão (p


PÔSTERES

P 109

IMPORTÂNCIA DA PROJEÇÃO AXIAL DO BULBO OCULAR NO

ENTRÓPIO INVOLUCIONAL E NO ECTRÓPIO INVOLUCIONAL

DA PÁLPEBRA INFERIOR

Renato Wendell Ferreira Damasceno, Rubens Belfort Junior, Midori Osaki, Paulo

Dantas, José Vital Filho, Angelino Cariello, Célia Sahtler

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Universidade

de Erlangen-Nürnberg - Erlangen - Alemanha

Objetivo: Definir a importância da projeção axial do bulbo ocular na patogenia do

entrópio involucional e do ectrópio involucional da pálpebra inferior, usando o

exoftalmômetro de Hertel. Método: Os pacientes foram divididos em 3 grupos:

grupo 1, grupo 2 e grupo controle. O grupo 1 incluiu 45 pálpebras inferiores com

entrópio involucional. O grupo 2 incluiu 44 pálpebras inferiores com ectrópio

involucional. O grupo controle incluiu 80 pálpebras inferiores sem alteracäo da

margem palpebral. Medidas da projeção axial do bulbo ocular (exoftalmômetro de

Hertel) foram realizadas em todos pacientes. O teste t de Student foi utilizado para

comparar as médias do grupo 1 e do grupo controle, e as médias do grupo 2 e do

grupo controle. Pacientes com posicionamento palpebral anormal congênito, entrópio

cicatricial, ectrópio mecânico, cicatricial ou paralítico, triquíase, distiquíase, síndrome

da pálpebra frouxa ou cirurgia prévia de pálpebra inferior, conjuntiva ou órbita foram

excluídos. Resultados: A projeção axial do bulbo ocular do grupo 1 (média=16,8,

IC=1,4) foi significativamente menor que a do grupo controle (média=18,0, IC=2,0,

p


PÔSTERES

P 113

CONDUTAS REABILITACIONAIS INTERDISCIPLINARES PARA

PESSOAS COM DISTROFIAS HEREDITÁRIAS DE RETINA

Zelia Zilda Lourenço de Camargo Bittencourt, Rita de Cássia I. Montilha, Maria

Elisabete Gasparetto, Maria Ines R. Nobre, Sonia M. C. Arruda

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP) / Faculdade

de Ciências Médicas (UNICAMP) - Campinas (SP)

Objetivo: Caracterizar a população com distrofias hereditárias de retina que

procuram o Programa de Reabilitação do CEPRE e descrever as condutas

reabilitacionais indicadas para essa população. Método: Estudo retrospectivo

transversal com casuística extraída de banco de dados de um serviço de reabilitação

para deficientes visuais adolescentes e adultos, no período de 2004 a 2009. As

variáveis estudadas foram sexo, idade, tipo de deficiência, diagnóstico, com as

quais se desenhou as características dessa população. Resultados: De 231

pacientes atendidos no período, verificou-se que 44 casos correspondiam a

distrofias hereditárias de retina (DHR), entre as quais a retinose pigmentar (54,6%),

doença de Stargardt (31,8%), síndrome de Usher (6,8%) e amaurose congênita

de Leber (6,8%). A amostra foi constituída por 59% de sujeitos do sexo masculino

e 41% do sexo feminino, a idade variou entre 14 e 69 anos, com média de idade

de 39 anos (± 14,2). Durante o processo de reabilitação os pacientes foram

atendidos por equipe interdisciplinar em grupo. O processo reabilitacional

favoreceu a necessidade de cada indivíduo, mas, com enfoque no uso da visão

residual e utilização dos recursos ópticos e não ópticos, além da ampliação das

habilidades na realização de tarefas cotidianas como leitura e escrita, atividades

ocupacionais e orientação e mobilidade. Realizou-se orientação familiar esclarecendo

sobre o funcionamento visual de cada um e quanto à necessidade de

acompanhamento por um profissional de genética, para condutas clínicas e de

aconselhamento. Conclusões: Os profissionais que atuam na reabilitação precisam

deter conhecimentos dessas distrofias e das limitações desses indivíduos para

proporem as condutas reabilitacionais mais apropriadas para cada caso. O

aconselhamento genético é também indicado nestes casos, pois o impacto de uma

doença genética pode influenciar o futuro de uma pessoa e de toda uma família.

P 114

CORRELAÇÃO DA PRESSÃO INTRAOCULAR INICIAL E CIRUR-

GIA EM PACIENTES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM

OFTALMOLOGIA - UMC

Cristina Yumi Shimizu, Fabrício Mochiduky, Fabio Bronzatto, Ayla Bogoni, Pablo

Rodrigues, Francisco Andrade, Aline Silva, Ana Maria Noriega Petrilli

Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi das Cruzes (SP)

Objetivo: Analisar o seguimento clínico e cirúrgico dos pacientes do setor de

glaucoma do Curso de Especialização em Oftalmologia da UMC, de acordo com

a pressão intraocular (PIO) na primeira consulta. Método: Realizou-se um estudo

retrospectivo e descritivo de 536 prontuários de pacientes do setor de glaucoma

do Curso de Especialização em Oftalmologia da UMC em Mogi das Cruzes, no

período de julho de 1983 a março de 2010. Avaliaram-se dados epidemiológicos

e dados do tratamento clínico e cirúrgico de 536 pacientes sendo estudados 1.001

olhos com acuidade visual variando de percepção luminosa a 20/20. Os olhos

foram divididos em 4 grupos de acordo com a primeira medida da PIO: Grupo I

- PIO menor que 21 mmHg, Grupo II - PIO entre 22 a 25 mmHg, Grupo III - PIO

entre 26 a 29 mmHg e Grupo IV - PIO maior ou igual que 30 mmHg. Foi avaliado

o número de pacientes de cada grupo e se houve a necessidade de tratamento

cirúrgico, trabeculectomia (TREC) ou tubo de Ahmed e o tempo de seguimento clínico

até a cirurgia. Resultados: No Grupo I, 62,84% dos pacientes apresentavam PIO

menor que 21 mmHg. Destes, 9,38% necessitaram de TREC em um tempo médio

de 23 meses; no Grupo II, 13,39% com PIO entre 22 e 25 mmHg. Destes, 26,12%

fizeram TREC numa média de 27 meses; no Grupo III, 6,79% com PIO entre 26

a 29 mmHg. Destes, 25% fizeram TREC em média em 10 meses e no Grupo IV,

16,98% com PIO maiores que 30 mmHg. Destes, 35,88% realizaram TREC numa

média de 8 meses. Conclusões: Concluiu-se pela análise que quanto maior a PIO

inicial, maior a dificuldade de controle pressórico e maior o número de indicações

cirúrgicas necessárias em um curto espaço de tempo. Observou-se também que

a maioria dos pacientes com glaucoma chegam à primeira consulta com PIO menor

que 21 mmHg, sendo necessário acompanhamento rigoroso para indicação de

tratamento adequado ao menor sinal de glaucoma.

P 115

EFICÁCIA DO TRV COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO DE CE-

GUEIRA INFANTIL NO ESTADO DO CEARÁ

L.N.S. Bodendiek, I.C. Verçosa, A.A. Silva, R.M.P. Barroso, A.K.S. Soares

Hospital Geral de Fortaleza - Fortaleza (CE)

Objetivo: Demonstrar a eficácia do TRV como método de triagem de doenças

oculares que possam causar cegueira infantil. Método: Aplicou-se questionário

aos acompanhantes das crianças encaminhadas ao Ambulatório de Oftalmopediatria

do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) em sua primeira consulta no período de abril

a dezembro de 2009. Resultados: Vinte e cinco acompanhantes foram entrevistados.

Sessenta e quatro por cento das crianças tinham 2 anos de idade ou mais.

Sessenta e quatro por cento eram do sexo masculino. Das alterações visuais ou

comportamentais, 36% foram notadas pela mãe da criança. Quarenta por cento

destas alterações foram percebidas na faixa etária de 0 a 2 meses. A principal

alteração relatada foi a leucocoria (36%), seguida pelo estrabismo (24%), baixa

visão (16%), nistagmo (8%), mudança de comportamento (8%) e associação de dois

ou mais sinais citados anteriormente (8%). O primeiro médico a ser procurado foi

o oftalmologista (68%), seguido pelo médico do PSF (24%) e pediatra (8%). Sessenta

por cento dos acompanhantes afirmaram que o TRV havia sido feito em consultas

anteriores, 20% negaram a aplicação do teste e 20% desconheciam a resposta.

Quando o TRV foi anteriormente realizado, 48% haviam sido aplicados por

oftalmologista. Oitenta e quatro por cento do acesso ao ambulatório foi obtido

através de encaminhamento do oftalmologista. Em 64% dos casos, o tempo

decorrido entre o encaminhamento e a primeira consulta no HGF foi menor ou igual

a 30 dias. Trinta e dois por cento demoraram entre 2 e 5 meses e apenas um paciente

demorou mais de um ano, motivado pela falta de mobilização da própria família.

Conclusões: Os profissionais de saúde não-oftalmologistas ainda são pouco

familiarizados com o TRV como método de triagem para enfermidades que possam

comprometer a função visual das crianças. O ambulatório de Oftalmopediatria é

referência no estado e sem barreira de acessibilidade, porém muitas crianças ainda

chegam com idade avançada, o que dificulta ou atrasa o seu desenvolvimento visual,

com repercussão negativa importante no rendimento escolar e na socialização.

P 116

PERFIL E DESTINO DOS PACIENTES ATENDIDOS NA TRIA-

GEM DE OFTALMOLOGIA EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Amélia Kamegasawa, Marcela Miguel Grando, Ruy Felippe Brito Gonçalves

Missaka

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)

Objetivo: Determinar o perfil epidemiológico, incidência de morbidades e o

destino dos pacientes atendidos na triagem de um serviço universitário. Método:

Examinou-se de forma retrospectiva 481 fichas de pacientes atendidos em abril,

julho, agosto e setembro de 2009. Analisou-se quanto à idade (menores ou igual

a 7 anos e maiores que oito anos), sexo, origem (se demanda espontânea ou

encaminhados de outros serviços de saúde públicos), HD e destino (encaminhamento

para o ambulatório do serviço, para a rede pública ou retorno em data

oportuna) As HD: ametropia, estrabismo, leucoma, triquíase, tumor extraocular,

calázio, DR, retinopatia diabética, catarata, ceratocone, distrofia corneana,

orbitopatia de Graves, ectrópio, DMRI, uveíte, pterígeo, conjuntivite alérgica,

dermatocálase, tumor orbitário, glaucoma, oclusão venosa, retinopatia hipertensiva,

olho seco e outros. Resultados: A maioria constituiu de maiores de 8 anos de idade

(93,34%), do sexo feminino (61,67%), com origem no serviço público de saúde

(59,43%). As causas mais prevalentes foram ametropia (44,58%, sendo 2,7%

menores de 8 anos), catarata (9,82%), pterígeo (8,22%), retinopatia hipertensiva

(5,53%), estrabismo (4,8%, sendo 2% menores de 8 anos), olho seco (3,71%),

retinopatia diabética (3,63%, glaucoma (2,4%) e conjuntivite alérgica (2,1%).

Quanto ao destino, 35, 49% foi resolvido, 35,93% encaminhado ao ambulatório

e 28, 87% encaminhado à rede pública. Conclusões: A população consistiu na

maioria de maiores de 8 anos de idade, encaminhados pelo serviço público de

saúde, 35, 49% foi resolvido na triagem e 64,51% necessitou de encaminhamento.

Embora grande parte dos atendimentos da triagem consista de problemas comuns

da população adulta, foi também identificado contingente importante de problemas

oculares na infância promovendo prevenção da ambliopia/cegueira, evidenciando

grau significativo de resolutividade do serviço.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

50

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


PÔSTERES

P 117

PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊN-

CIA VISUAL ATENDIDAS NO SERVIÇO DE HABILITAÇÃO DO

CEPRE - FCM - UNICAMP

Maria Inês Rubo de Souza Nobre, Rita de Cássia Ietto Montilha, Maria Elizabete

R. Freire Gasparetto, Sonia Maria de Paula Arruda, Zélia Zilda Bittencout,

Roselilian da Cunha Pereira

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

Objetivo: Verificar perfil sociodemográfico de crianças com deficiência visual

atendidas no programa de habilitação infantil do Cepre - FCM - Unicamp. Método:

Realizou-se estudo retrospectivo descritivo por meio de levantamento de prontuários

de crianças com deficiência visual, entre 4 e 12 anos, atendidas em programa

de habilitação infantil do Cepre. As variáveis investigadas foram sexo, procedência,

origem do encaminhamento, tipo e causa da deficiência visual e idade de procura

pelo serviço de habilitação infantil. Foi elaborado banco de dados no programa Excel.

Resultados: A amostra foi composta por 86 crianças. Houve leve predomínio do

sexo masculino (56,0%). A maioria das crianças apresentava baixa visão (94,2%).

Em 77,9% dos casos a deficiência visual teve origem congênita. Entre as causas

da deficiência visual destacaram-se a retinopatia da prematuridade (23,3%),

seguida de coriorretinite macular (18,6%) e catarata congênita (12,8%). O encaminhamento

em 50,0% dos casos foi realizado por professores, e as crianças

chegaram ao serviço com média de idade de 6,6 anos. A maior parte das crianças

procedia de outros municípios do estado de São Paulo (57,0%). Conclusões: A

maioria das crianças com deficiência visual atendidas no serviço apresentava

baixa visão e foi encaminhada por professores. Considerou-se alta a média de

idade para início de atendimento em habilitação visto que a maior incidência era

de casos de deficiência visual congênita. Observa-se a necessidade de identificação

precoce da deficiência visual para o imediato início de condutas que

visem à orientação da família quanto à necessidade de intervenção precoce e

inclusão escolar.

P 118

PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS DO PTERÍGIO EM COMU-

NIDADES RIBEIRINHAS DOS RIOS SOLIMÕES E JAPURÁ,

AMAZONAS, BRASIL

Lívia Adnet Ribeiro, Luiz Felipe Guaraná Ribeiro, Verônika Adnet Ribeiro, Paulo

R. Castro, Filicio Doné, Abelardo Couto Jr., Fernanda Viana Duarte

Instituto Benjamin Constant - Rio de Janeiro (RJ) / ONG Enxerga Brasil - Rio de

Janeiro (RJ)

Objetivo: Avaliar a prevalência e as características do pterígio em comunidades

ribeirinhas dos Rios Solimões e Japurá, Estado do Amazonas, Brasil. Método:

Foi realizado um estudo observacional, com o apoio da ONG Enxerga Brasil, da

Petrobras e do Exército Brasileiro de julho de 2008 a abril de 2009 em comunidades

ribeirinhas dos rios Solimões e Japurá. Os dados foram coletados por dois

avaliadores em três expedições médico-oftalmológicas, que abrangeram 55

comunidades ribeirinhas, totalizando 1295 pacientes examinados, sendo 659

maiores de 18 anos. Os portadores de pterígio foram analisados através de um

questionário abrangendo sexo, idade e atividade laborativa ao sol ou não. O

tamanho da lesão foi quantificado em graus. Resultados: A prevalência do pterígio

na população geral foi de 21,2%. A prevalência entre os maiores de 18 anos foi

de 41,1%. A faixa etária mais acometida foi a que abrangia os pacientes de 41

a 50 anos. Dos portadores de pterígio, 42,2% eram do sexo feminino e 57,8% do

sexo masculino. 89,5% dos pacientes acometidos pela lesão trabalhavam ao ar

livre. Dos portadores de pterígio 75,6% apresentavam acometimento de ambos

os olhos. Dos pacientes acometidos, 48,7% possuíam pterígio Grau 2, 44,0%

apresentavam a lesão de Grau 1 e 5,4% de Grau 3. A lesão em Grau 4, foi

encontrada em 1,8% dos pacientes. Dos olhos acometidos, 85,0% apresentavam

somente pterígio nasal, 2,9% apresentavam somente pterígio temporal e 14,5%

apresentavam pterígio temporal e nasal. Conclusões: Nosso estudo, nos rios

Solimões e Japurá, revelou a existência de uma das maiores taxas de pterígio

do mundo, em uma região que nunca havia sido avaliada.

P 119

PERFIL DA EMERGÊNCIA OCULAR DE UM HOSPITAL TERCIÁ-

RIO DO NORDESTE DO BRASIL

Leandro Mont Alverne Pierre, Paulo de Tarso Pontes Pierre Filho, Felisberto

Bastos Pinheiro Neto, Erika Teles Linhares Pierre, Paulo Rogers Parente Gomes

Fundação Altino Ventura (FAV) - Recife (PE)

Objetivo: Avaliar o perfil dos atendimentos no serviço de emergência

oftalmológica de um hospital terciário na cidade de Sobral, Ceará, Nordeste do

Brasil. Métodos: Realizou-se um estudo em todos os pacientes atendidos no

serviço de emergência do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de Sobral

no período entre maio e outubro de 2008. Dados sobre idade e gênero dos

pacientes, nível de escolaridade, origem, distância percorrida para chegar ao

hospital, seguro de saúde, período entre os sintomas iniciais e o primeiro

atendimento no hospital, origem do encaminhamento, diagnóstico e veracidade

da emergência foram coletados durante entrevista e exame oftalmológico.

Resultados: Mil e vinte e quarto pacientes foram analisados no estudo. A idade

média dos pacientes foi de 31,5 ± 17,1 anos (variando entre zero e 81). Sessenta

e cinco por cento dos pacientes pertenciam ao sexo masculino e 35% ao sexo

feminino. Vinte e um por cento dos pacientes procederam de localidades distantes

pelo menos 50 quilômetros da Santa Casa de Sobral. Traumas oculares (40,9%)

de qualquer natureza foram a ocorrência mais comum, seguido por infecções

(29%). Aproximadamente 45% dos casos não foram considerados uma emergência

real e poderiam ser tratado em níveis primário e secundário de atendimento.

Apenas 24% dos pacientes compareceram a emergência oftalmológica no mesmo

dia do início dos sintomas. Conclusão: Muitos pacientes atendidos no serviço de

emergência oftalmológica da Santa Casa de Sobral apresentaram doenças

comuns, de simples resolução, o que pode ser reflexo de falhas na rede de atendimento

primária e secundária. Certamente uma parcela destes pacientes poderia ter sido

diagnosticada e tratada numa clínica oftalmológica ou por médicos gerais.

P 120

COMPARAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS DA ESPESSURA CORNEA-

NA NO PAQUÍMETRO ULTRASSÔNICO E NO TOMÓGRAFO DE

COERÊNCIA ÓPTICA

Antonio Eduardo Pereira, Moisés Tabosa, Ana Cláudia Pereira, Glauco Almeida,

Talita Richards Andrade, Marcel Yoshida, Murilo Oliveira

Hospital de Olhos de Mato Grosso do Sul - Campo Grande (MS) / Associação

Beneficente Santa Casa de Campo Grande - Campo Grande (MS)

Objetivo: Comparar a paquímetria central da córnea nos aparelhos paquímetro

ultrassônico (Sonomed) e tomógrafo de coerência óptica (RTVue). Método: Estudo

prospectivo, comparativo com 25 pacientes (50 olhos), sem doenças corneanas.

A paquimetria foi realizada primeiro no tomógrafo de coerência óptica seguido pelo

paquímetro ultrassônico. Foram feitas três medidas em cada aparelho. Foi aplicado

o teste t de Student para comparar as medidas dos aparelhos e o desvio padrão para

avaliar a variabilidade das três medidas em cada aparelho. Resultados: O aparelho

ultrassônico apresentou média de 532,6 micra e no tomógrafo de coerência óptica

523,5 micra. A paquimetria ultrassônica foi significantemente maior (p


PÔSTERES

P 121

ELETROVISUOGRAMA AXONAL: ACHADOS EM INDIVÍDUOS

NORMAIS

Wener Passarinho Cella, Marcos Ávila

Universidade de Brasília (UNB) - Brasília (DF) / Centro Brasileiro da Visão -

Brasília (DF)

Objetivo: Padronizar a técnica de realização do exame e estabelecer seus valores

normativos. Método: Estudo descritivo com 140 indivíduos normais categorizados

por sexo e idade. Para a padronização da técnica foi utilizado equipamento de

eletrofisiologia ocular com cúpula de Ganzfeld para estimulação por flash luminoso

conforme critérios da ISCEV. Foram utilizados eletrodos com cúpula de ouro

acoplados a um pré-amplificador, sendo o eletrodo ativo posicionado a 2 cm do canto

lateral do olho examinado e o eletrodo referência no lobo da orelha ipsilateral. Para

a determinação dos valores normativos avaliaram-se a média (com desvio-padrão),

a mediana, os valores mínimo e máximo e o intervalo de confiança de 95% das ondas.

Para a análise estatística foram utilizados a ANOVA, o coeficiente de Pearson

e o teste de Turkey. Resultados: O EVA é composto por uma onda inicial positiva

P1 seguida de uma onda negativa N1. A diferença entre a amplitude de P1 e a

de N1 foi denominada componente P1N1. A amplitude média de P1 foi de 2,0 μV

e a amplitude média de N1 foi de -3,9 μV, enquanto a amplitude média do

componente P1N1 foi de 5,8 μV. O tempo de culminação médio de P1 foi de 23,1 ms,

o de N1 foi de 41,5 e o do componente P1N1 foi de 18,3 ms. Não foram encontradas

diferenças na comparação entre os sexos e entre os olhos direito e esquerdo.

O tempo de culminação de P1, de N1 e de P1N1 aumentam com a idade.

Conclusões: O EVA é um potencial visual evocado por flash aparentemente

originado nas camadas internas da retina. É um exame reprodutível e de fácil

execução que pode ser utilizado para detectar disfunções retinianas independentemente

de outros testes eletrofisiológicos.

P 122

AVALIAÇÃO DO ASTIGMATISMO CERATOMÉTRICO NOS PA-

CIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE FACOEMULSIFICAÇÃO

Marina Carvalho Gulin, Emilio de Almeida Torres Netto, Hamilton Moreira, Luis

Henrique Zattar, Alexander Hashimoto, Lucas Antonio Almeida Torres, Mariel

Perini Monclaro, Carlos Augusto Moreira Neto

Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)

Objetivo: Avaliar a prevalência e distribuição de astigmatismo ceratométrico

em pacientes submetidos à cirurgia de facoemulsificação no mês de março de 2010

no Hospital de Olhos do Paraná. Método: Estudo retrospectivo de 100 olhos de

63 pacientes submetidos à facoemulsificação por catarata. No pré-operatório

foram avaliados idade, sexo e astigmatismo através da topografia computadorizada.

O astigmatismo obtido pela topografia foi classificado em a favor da regra, contra

a regra e oblíquo. Considerou-se a favor da regra aquele que tinha o eixo mais

plano de 180 +/- 10 graus e contra a regra a topografia que evidenciava eixo mais

plano de 90 +/- 10 graus. Os demais foram considerados como oblíquos. Também

consideramos o astigmatismo significativo apenas nos olhos em que evidenciouse

uma magnitude maior ou igual a 1,01 D. Resultados: A média de idade foi de

67,44 anos, variando de 11 a 86 anos. O sexo predominante foi o feminino com

40 pacientes (63,49%). Sexo masculino foram 23 pacientes (36,51%). O

astigmatismo foi encontrado em 96 olhos (96%), porém foi significativo (maior ou

igual a 1,01) em 34 olhos (34%). Em relação à magnitude, 26 dos 34 olhos (76,47%)

tiveram variação de 1,01 a 2,00D, quatro dos 34 olhos (11,76%) entre 2,01 e 3,00

e outros quatro olhos (11,76%) com 3,01D ou mais. De maneira global, esta

ametropia variou de 0 a 5,62 D. Através da análise do eixo encontrado, observamos

que em 38,23% (13 olhos) o astigmatismo foi a favor da regra, em 32,35% (11 olhos)

foi contra a regra e em 29,41% (10 olhos) encontramos o eixo obliquo. Conclusões:

Astigmatismo significativo foi encontrado em grande parte (34%) dos pacientes

que iriam se submeter a cirurgia de facoemulsificação por catarata. Isso tornase

relevante uma vez que atualmente lentes intraoculares tóricas estão surgindo

como uma nova opção de correção para esta ametropia.

P 123

FOTOGRAFIA EM ARMAÇÃO COM RÉGUA MILIMETRADA, NO-

VO MÉTODO DE MEDIDA DA DISTÂNCIA NASOPUPILAR

Celso Marcelo da Cunha, Renato Bett Correia

Hospital Geral Universitário de Cuiabá - Cuiabá (MT) / Oftalmocenter Santa Rosa

- Cuiabá (MT)

Objetivo: O objetivo deste estudo é apresentar um método alternativo e seguro

para medida da distância nasopupilar com baixo custo, utilizando câmera digital

e armação de óculos com régua adaptada, e comparar os resultados ao pupilômetro.

Método: Quarenta e quatro pacientes com idade entre 4 e 64 anos foram avaliados

pelo mesmo examinador nos dois métodos. Os critérios de inclusão foram: acuidade

visual de 20/30, ou melhor, em ambos os olhos, ortofóricos, e com biomicroscopia,

e fundoscopia normais. Foi selecionada uma armação de acetato, ao qual não possui

plaquetas móveis e foi montada uma régua milimetrada com abertura central para DNP.

Resultados: A média da DNP para o método FDARM foi de 31,36 e 31,60 mm para

OD e OE respectivamente, e no método pelo PRC de 31,53 e 31,60 mm. Os

resultados mostraram boa concordância estatística entre os métodos, tendo um

coeficiente de concordância de LIN de 0,9855. Conclusões: A boa concordância

com o pupilômetro, o baixo custo, a fácil aplicação em crianças, validam o método

proposto neste estudo como alternativa para medida da distância nasopupilar.

P 124

PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES SOBRE OS ERROS REFRA-

CIONAIS DOS ALUNOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

Samia Duarte Jorge Bezerra, Antonio Alexander Leite Simão

Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte (FMJ) Juazeiro do Norte (CE) /

Fundação Leiria de Andrade - Fortaleza (CE)

Objetivo: Identificar percepções de professores do sistema público municipal

de ensino, em relação aos erros de refração manifestados na idade escolar,

visando à detecção precoce e posterior assistência a problemas oftálmicos de

escolares. Método: Estudo transversal em população de professores de primeira

série do ensino fundamental, nas escolas públicas da região sul do Ceará no

município de Juazeiro do Norte. Aplicou-se questionário previamente estruturado

a 64 professores distribuídos em 10 escolas da rede municipal. Resultados: A

população apresentou média de idade de 39,4 anos e média de tempo de magistério

de 15,2 anos. A maioria (73,4%) não recebeu orientação sobre saúde ocular nos

últimos três anos. Os professores distinguiram mais corretamente os sinais de

miopia (76,8%) do que os de hipermetropia (30,9%) e astigmatismo (27,9%).

Proporção significativa (38,5%) apontou sinais e comportamentos indicativos da

presença de miopia no escolar; 40,9% apontaram dificuldades na leitura e na escrita,

para a criança hipermétrope sem correção óptica. Na criança astigmata as

manifestações mais mencionadas foram “vista embaçada” (45,4%) e desinteresse

por atividades que exigem esforço visual (40,9%). Os professores classificaram

todos os erros de refração como agravos muito graves. Quando questionados

acerca do interesse em se aprofundar sobre o assunto, tivemos 88,3% de resposta

positiva. Conclusões: Foram evidenciados conhecimentos distorcidos e/ou insuficientes

entre professores do ensino fundamental, a respeito de erros de refração

manifestados na idade escolar, e um notável interesse em se aprimorar no assunto.

Fato que deve subsidiar programas de treinamento para docentes, com a finalidade

de melhorar o desempenho acadêmico de nossos estudantes.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

52

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


PÔSTERES

P 125

CORRELAÇÃO ESTRUTURAL E FUNCIONAL DA MÁCULA NA

RETINOPATIA DIABÉTICA PROLIFERATIVA TRATADA COM

LASER E TRIANCINOLONA

Otacílio de Oliveira Maia Júnior, Beatriz Sayuri Takahashi, Bruno de Paula

Freitas, Cíntia Maria Felix Parcero Medrado, Mário Luiz R. Monteiro, Walter

Yukihiko Takahashi

Hospital São Rafael - Fundação Monte Tabor - Salvador (BA) / Universidade de

São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Correlacionar acuidade visual e medidas de espessura macular

central de pacientes com retinopatia diabética proliferativa (RDP) moderada

tratados com laser e triancinolona. Método: Estudo prospectivo intervencionista.

Vinte e oito olhos de 28 pacientes com RDP moderada, sem qualquer tratamento

prévio, foram submetidos à panfotocoagulação retiniana (PRP) segundo EDTRS.

Pacientes portadores de edema macular foram submetidos inicialmente a laser

focal na mácula e depois a PRP. Todos receberam única aplicação de 4 mg de

triancinolona intravítrea (Kenalog ® ) após 3 semanas de tratamento com laser.

Acuidade visual com melhor correção, retinografia e medidas de espessura

macular central (MEMC) por meio de tomografia de coerência óptica (Stratus OCT,

modelo 3000, Carl Zeiss Meditec) foram realizadas em todos os pacientes antes

do tratamento e no mês 1, 3, e 6 do tratamento. Resultados: Antes do tratamento,

a média das MEMC foi 326 ± 101,1 µm, e a da acuidade visual foi de 0,37 ± 0,20.

A MEMC diminuiu significativamente para 242,2 ± 35,1 (P


PÔSTERES

P 129

FREQUÊNCIA E GRAVIDADE DA RETINOPATIA DIABÉTICA

EM PACIENTES DIABÉTICOS SOB HEMODIÁLISE NUM HOS-

PITAL DE REFERÊNCIA

Ana Karina Pinto Barbosa, Antoniele Navarro, Alexandre Ventura, Ericson Gouveia,

Ana Paula Tavares

Hospital de Olhos Santa Luzia - Recife (PE)

Objetivo: Avaliar a presença e gravidade da retinopatia diabética em pacientes

diabéticos sob hemodiálise em um hospital de referência. Também foram

analisados a acuidade visual dos pacientes, a associação da retinopatia com o

tempo de diagnóstico do diabetes e controle glicêmico, além da coexistência de

outras alterações oculares. Método: Estudo observacional, transversal, de pacientes

diabéticos com doença renal crônica terminal. Dezesseis pacientes selecionados

submeteram-se à realização de exame oftalmológico e dosagem de hemoglobina

glicada. Dados como tempo do diabetes e tempo de hemodiálise foram coletados

de seus respectivos prontuários. Resultados: A retinopatia diabética foi evidenciada

em 80% dos pacientes avaliados, destes 40% apresentaram retinopatia

diabética proliferativa e 40% retinopatia diabética não proliferativa. Dentre outras

alterações oculares encontradas, as principais foram catarata em 68,75% e

hipertensão intraocular/glaucoma em 37,5%. Em relação à acuidade visual, foram

avaliados 30 olhos com 50% apresentando acuidade ≥ 20/60, 10% entre 20/60

e 20/200 e 40% ≤ 20/200. O controle glicêmico foi considerado inadequado em

57% dos diabéticos, com níveis de hemoglobina glicada acima de 6,5%. Não foi

encontrada associação estatisticamente significativa da presença de retinopatia

com tempo de diabetes (p=0,08) ou com níveis de hemoglobina glicada (p=0,56).

Esta associação, entretanto, é clara na literatura, devendo este achado ser

decorrente do pequeno tamanho da amostra. Conclusões: Os resultados evidenciaram

frequência da retinopatia similares às descritas na literatura para a

população portadora de nefropatia. Foi encontrada elevada ocorrência de baixa

de acuidade visual, justificada tanto pela retinopatia, como pelas outras patologias

oculares associadas, refletindo um controle metabólico insuficiente e uma assistência

oftalmológica inadequada.

P 130

INCIDÊNCIA DE RETINOPATIA DIABÉTICA E PERFIL DOS PA-

CIENTES DIABÉTICOS DO AMBULATÓRIO DE ENDOCRINO-

LOGIA DA UNIVERSIDADE

Rodrigo Alves Ferreira Rossini, Antonio Carlos Correia Coelho Junior, Francielle

Gomes Machado, Fernando Marquez Borges, Isis Marques Montenegro, Fabricio

Reis, Francyne Veiga Reis, Rafaella Fernandes, Maria Raquel M. Garutti, Letícia

M. Videira

Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) - Ribeirão Preto (SP)

Objetivo: O trabalho avalia pacientes diabéticos, determinando-se o perfil

desses pacientes no nosso ambulatório e a incidência de retinopatia diabética como

complicação. Método: Através de um protocolo estabelecido, foram revisados 300

prontuários dos pacientes diabéticos atendidos no setor de endocrinologia da UNAERP.

Resultados: Nesta análise, dentre vários outros achados, 30% dos pacientes

apresentaram algum grau de retinopatia diabética (RD), sendo que 36,6% tinham

RD não proliferativa e 50,1% RD proliferativa. Conclusões: Concluímos ser de extrema

importância o acompanhamento dos pacientes diabéticos pelo oftalmologista e a

conscientização dos mesmos quanto ao risco de perda da visão e da necessidade

de controle adequado da glicemia.

P 131

PERFIL DOS FATORES DE RISCO E GRAVIDADE DE RETINO-

PATIA DIABÉTICA EM DIABÉTICOS TIPO 2

Daniela Osório Alves, Fabio Lavinsky, Gelline Maria Haas, Jacó Lavinsky

Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) - Porto Alegre (RS) / Universidade

Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)

Objetivo: Observar a prevalência dos fatores de risco para RD, associandoos

com a presença e gravidade da mesma (proliferativa ou não) nos pacientes

com DM tipo 2 atendidos no Centro de Referência Oftalmológico em Retinopatia

Diabética (CRRD) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Método: Estudo

transversal, em pacientes encaminhados ao CRRD, a partir da ficha padronizada

de avaliação preenchida na primeira consulta por uma enfermeira e um médico

Oftalmologista Fellow em Retina, entre 2004 e 2009. Resultados: Num total de 602

pacientes encaminhados ao CRRD até março de 2009, 193 foram excluídos por

terem diagnóstico de DM tipo I ou falta de dados. Então, este trabalho conta com

409 pacientes. Nos pacientes com diagnóstico de RDNP (n=186 - 45,5%), a HAS

e a dislipidemia são os fatores de risco mais encontrados, com 72,6% (p=0,064)

e 41,9% (p=0,000) respectivamente. Já entre os pacientes com RDP (n=179 -

43,8%), além dos fatores de risco já citados (68,5% hipertensos e 25,7%

dislipidêmicos), a doença renal aparece em 12,8% (p=0,58). Entre aqueles com

ausência de RD (n=41 - 10%), os fatores de risco mais prevalentes foram:

dislipidemia (39%), HAS (60,9%) e outras doenças oculares (17,1%; p=1,000).

Conclusões: Nossos resultados - parciais - mostram que os fatores mais

prevalentes na literatura também foram encontrados na nossa amostra. Mais da

metade dos pacientes dos três grupos apresentam HAS e mais de um quarto

apresentam dislipidemia, sendo esta mais prevalente no grupo com RDNP

(p=0,000). A RDP geralmente está associada a lesões em outros órgãos-alvo,

como vimos na nefropatia. Como nosso estudo está em andamento, no futuro

apresentaremos mais dados, possibilitando novas conclusões. Ressaltamos a

importância do controle dos fatores de risco no DM para melhor qualidade de vida

desses pacientes, bem como a relevância de um centro como o nosso para auxiliar

nesse atendimento. Reconhecemos ainda a necessidade de métodos mais

objetivos para diagnosticar as comorbidades dos pacientes atendidos no CRRD.

P 132

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES SUBMETIDOS À

INJEÇÃO INTRAVÍTREA DO AMBULATÓRIO DE RETINA DO SUS

DO HBO-POA

Karin Linck Scheid, Adrio Bonini Azeredo, Douglas Weiss, Luiza Caye, Aline

Schuch, Humberto Lubisco Filho

Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)

Objetivo: O número de doenças retinianas tratáveis por injeção intravítrea vem

crescendo nos últimos anos, mais especificamente após a difusão do uso da

triancinolona e dos anti-VEGF´s, em especial o bevacizumab (Avastin). Raramente

essas estão disponíveis aos pacientes do SUS, tornando o tratamento destas

doenças restrito. Objetiva-se descrever o perfil epidemiológico dos pacientes

submetidos a injeções intravítreas realizadas no Serviço de Retina do SUS do

Hospital Banco de Olhos (HBO), suas indicações e principais doenças. Método:

Estudo transversal de revisão de prontuários quanto às variáveis: idade, sexo, olho,

doença, acuidade visual, pressão intraocular, numero de aplicações e droga em

uso (Avastin ou triancinolona). Doses de triancinolona foram disponibilizadas pelo

HBO e de Avastin foram doadas por pacientes que receberam a droga por via judicial.

Resultados: Foram realizadas 111 injeções intravítreas em 82 pacientes durante

o ano de 2008, sendo 58 (70%) pacientes recebendo Avastin, 20 triancinolona e

4 pacientes usando ambas as drogas. Deste total, 50 (61%) com cegueira legal,

27 com visão subnormal e 15 com visão melhor que 20/60. A média de idade dos

pacientes foi de 60,99 anos, sendo 50 (61%) pacientes do sexo masculino. A doença

mais frequente foi retinopatia diabética proliferativa em 54 pacientes (53,6%),

seguida por MNVSR em 16 pacientes (19,5%) e os demais entre doença de Coats

(1), glaucoma neovascular (2), OVCR (7) e telangectasias (2). Quarenta e cinco

pacientes (54,8%) não tinham qualquer tratamento prévio da sua patologia ocular

no momento da aplicação. Conclusões: Os dados encontrados concordam com os

disponíveis na literatura mundial, e a intenção dos autores é expor a importância

da disponibilidade de medicação intravitrea como triancinolona e anti-VEGF’s para

os pacientes do SUS que não seriam tratados da melhor forma possível se esta

não estivesse disponível.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

54

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


PÔSTERES

P 133

RECOVERY OF THE ELECTRORETINOGRAM B-WAVE AMPLI-

TUDE AFTER BLEACHING IN EARLY AMD

Paulo Igor Rauen, Rodrigo Jorge, André Messias, Rubens C. Siqueira

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

Purpose: There is psychophysical evidences for alterations of dark adaptation

in early stages of age related macular degeneration (eAMD). This study aimed to

examine the kinetics of dark adaptation using Ganzfeld electroretinography (ERG)

in patients with eAMD. Methods: Eighteen eAMD patients (30 eyes) and 10 normally

sighted subjects (CTRL) were included. eAMD patients showed either macular

druses and/or foveal retinal pigment epithelium changes and preserved visual acuity

(20/30 or better). ERGs were recorded using DTL electrodes in a Ganzfeld-system

(Espion E2 system; Diagnosys LLC). ERG waveforms to brief flashes (4 ms) with

stimulus intensity of 0.01 cd.s/m 2 (ISCEV ROD) were recorded before (pre-bleaching

or baseline), and every 2 minutes after the exposure to a bleaching illumination

(600 cd/m 2 for 4 min) for 21 minutes to assess recovery. Results: Mean ± SD

b-wave amplitude at baseline was 308.2 ± 51.6 µV in CTRL and 276 ± 11.2 in eAMD

(P=0.08; t-test). The response waveforms following bleaching exposure were

diminished, and b-wave amplitude was kept below of 20% of the baseline amplitude

for about 5 minutes, thereafter recovered at a rate of approx. 10% per minute in

an exponential pattern. No statistically significant changes were observed for the

b-wave amplitude ratio (post-bleaching/baseline) at any time-point during the

recovery period. The mean ± SD time to reach 50% of baseline amplitude was 11 ±

2 min in CTRL and 12 ± 3 min in eAMD. Conclusions: In our study, kinetics of darkadaptation

derived from ERG recordings were not statistically different between

patients with early AMD and normal subjects.

P 134

SISTEMA DE DOCUMENTAÇÃO COMPUTADORIZADA E MANE-

JO DE DADOS EM REPETIDAS INJEÇÕES DE ANTI-VEGF OU

CORTICOSTERÓIDES

Renata Portella Nunes, Patricia Galeti Nehemy, Eduardo Buchele Rodrigues,

Carsten H. Meyer, Michel Eid Farah, Mauricio Maia, Octaviano Magalhaes Jr.

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Apresentar um registro médico eletrônico detalhado para documentar

as principais características dos pacientes que recebem injeções intravítreas

consecutivas. Método: O formulário de registro eletrônico é um modelo personalizado

de inserção de dados com apresentações gráficas, campos de texto narrativo

flexível onde é possível resumir todos os parâmetros relevantes como: acuidade

visual, tomografia de coerência óptica (OCT), angiofluoresceinografia, achados

biomicroscópicos e tratamento de dados de visitas sequenciais. Uma coluna é

projetada para cada visita em separado. Resultados: O modelo é baseado em um

banco de dados do Microsoft Access com interfaces de entrada de dados personalizadas,

que permitem o armazenamento eletrônico para posterior análise

estatística e gráfica. O programa está também ligado ao Heidelberg EyeExplorer

permitindo revisão de todas as imagens digitais do Spectralis HRA + OCT diretamente

na mesma tela. O modelo opera em 11 idiomas, criando uma plataforma que permite

uma comparação dos resultados de diferentes países. Conclusões: O formulário

de registro eletrônico estruturado destaca os parâmetros essenciais das consultas

consecutivas. Pode facilitar o manejo do paciente, em particular em ambientes de

grande volume, diminuindo o tempo e a carga de trabalho, enquanto aumenta a

eficiência do tempo gasto na avaliação do paciente. O novo formulário de registro

eletrônico irá guiar o médico no algoritmo de decisões a favor ou contra injeções

adicionais.

P 135

ACHADOS EPIDEMIOLÓGICOS DO TRAUMA OCULAR

Sergio Henrique Nascimento Moreira, Sarah La Porta Weber, Lorena Galhardo

Galhardo, Bruna Lana Ducca, Niro Kasahara

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)

Objetivo: Descrever as características epidemiológicas do trauma ocular no

nosso serviço. Método: Foram analisados prospectivamente 160 pacientes,

vítimas de trauma ocular, atendidos no serviço de oftalmologia da Santa Casa de

Misericórdia de São Paulo, de fevereiro de 2008 a março de 2009. Excluímos do

estudo pacientes politraumatizados ou com idade inferior a 18 anos. Foram

avaliados dados referentes a sexo, idade, raça, profissão, olho acometido,

circunstância do trauma, tipo de trauma e necessidade de intervenção cirúrgica

imediata. Resultados: O resultado da análise dos 160 pacientes mostrou que 152

(95%) eram do sexo masculino e 8 (5%) do sexo feminino. A média de idade foi

de 39 ± 12 anos, variando de 18 a 70 anos. Em relação a raça, 90 (56%) eram

brancos, 50 (31%) pardos e 20 (13%) negros. Quanto à circunstância do trauma,

101 (63%) ocorreram no trabalho, 24 (15%) em domicílio, 22 (14%) durante esporte

e lazer, 11 (7%) no trânsito e 2 (1%) em outras atividades. De acordo com a

lateralidade, o olho esquerdo foi acometido em 57% dos casos, o olho direito em

41% e os dois olhos em 2% dos casos. Considerando o tipo de trauma, 73 (45%)

foram por corpo estranho superficial, 30 (19%) por trauma contuso, 25 (16%) por

trauma penetrante /perfurante, 6 (4%) por trauma químico e 26 (16%) por outros

tipos de trauma. Dentre as profissões relatadas pelos pacientes, as mais

prevalentes foram pedreiro, mecânico e serralheiro, correspondendo a 31 (19%),

17 (10%) e 15 (9%) casos, respectivamente. Um total de 36 casos (32%) necessitaram

de intervenção cirúrgica imediata, sendo a sua maioria causada por trauma

perfurante ou penetrante (23 casos). Conclusões: Dada a elevada prevalência

e magnitude dos traumas oculares, faz-se necessário o desenvolvimento e

implantação de programas educativos visando a prevenção desta condição,

principalmente em ambientes de trabalho.

P 136

AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE URGÊNCIAS OF-

TALMOLÓGICAS DOS MÉDICOS RESIDENTES DO HMCP

Aline Siqueira Talarico, Patrícia M. Kange, Denice B. Campoli, Vivian Keese,

Mayra C. de S. Leite, Letícia A. N. Borges, Lorena B. Ribeiro, Thiago S. Queiroz,

Alexandre P. Rueda, Mônica Alves

Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)

Objetivo: Avaliar o conhecimento sobre urgências oftalmológicas (UO) dos

médicos residentes do Hospital e Maternidade Celso Pierro (HMCP) da Pontifícia

Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Método: Estudo de delineamento

transversal entre os médicos residentes. Baseado em questionários

padronizados. Com a 1ª parte de autoavaliação sobre experiência, conhecimento

e segurança no atendimento de UO e, a 2ª parte de 10 questões sobre situações

clínicas para avaliação de diagnóstico e estratégia terapêutica. Resultados:

Participaram 56 residentes, 57,14% relatavam já ter atendido algum tipo de UO

e 76,36% não se sentiam seguros ao fazer atendimentos oftalmológicos. Os

principais fatores reportados como razão da insegurança foram: 86,14% pouca

prática, 41,07% pouco conhecimento teórico, 30,35% pouca informação sobre

oftalmologia na graduação, 16,07% consideram-se desinteressados pelo assunto

e 1,66% diziam-se inseguros devido aos riscos que poderiam trazer ao paciente.

Na autoavaliação, os resultados foram: queimadura química, 62,5% conhecimento

regular, 21,42% bom e 16,07% insuficiente; trauma ocular 57,14% regular, 25%

insuficiente e 17,85% bom; perfuração ocular 51,85% regular, 29,62% insuficiente

e 18,51 bom; fratura de órbita 53,57% insuficiente, 30,35% regular e 16,07% bom;

glaucoma agudo 51,78% insuficiente, 44,64% regular e 3,57% bom e infecções

orbitárias e/ou oculares 55,35% regular, 25% insuficiente e 19,64% bom. A média

de acertos nas questões foi de 6,68. Conclusões: Os dados refletem pontos críticos

no conhecimento sobre UO em médicos residentes. A insegurança é reflexo de

prática e conhecimento teórico insuficientes. Os resultados obtidos serão utilizados

para realização de cursos sobre UO na PUC-Campinas, organizados pela Liga de

Oftalmologia, voltados para médicos recém-formados.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58 55


PÔSTERES

P 137

AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE URGÊNCIAS OF-

TALMOLÓGICAS EM ESTUDANTES DA FACULDADE DE ME-

DICINA DA PUC - CAMPINAS

Carolina Roman Rached, Tiago Cena de Oliveira, Camila Lacerda Muniz de Melo

Souza, Fernanda Proa Ferreira, Isabela Minozzi Escudeiro, Lilian Pagano Mori,

Beatriz Helena de Moraes Milioni, Juliana Cixi Barbosa Xavier, Renan Radaeli

de Figueiredo, Mônica Alves de Paula

Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)

Objetivo: Avaliar o conhecimento sobre urgências oftalmológicas (UO) dos

alunos de graduação da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas. Método:

Estudo de delineamento transversal entre estudantes de graduação em Medicina

do primeiro e último anos. A pesquisa foi baseada na coleta de dados de questionários

padronizados contendo informações sobre o participante, uma autoavaliação do

conhecimento em UO e questões expondo situações clínicas. Resultados: Na

autoavaliação, os estudantes graduaram seus conhecimentos em bom, regular

e insuficiente, sendo no primeiro ano a média de 2,62% bom, 14,29% regular e

83,10% insuficiente e no último ano: 26,53% bom, 43,20% regular e 30,27%

insuficiente. Nas questões sobre trauma ocular (queimaduras químicas, trauma

contuso, perfurações oculares, corpo estranho e fratura de órbita), responderam

corretamente 55,71%, 42,86%, 64,29%, 7,14% e 50% dos estudantes do primeiro

ano e, no último ano, 93,88%, 55,10%, 81,63, 12,24%, 51,02%, respectivamente.

Nas questões referentes às infecções oculares (conjuntivite, ceratite, celulite e

uveíte), os estudantes do primeiro ano responderam corretamente 87,14%, 57,14%,

77,14% e 61,43% e os estudantes do último ano, 93,88%, 48,98%, 55,10%, 59,18%,

respectivamente. E na questão sobre glaucoma agudo, 45,71% dos alunos do

primeiro ano obtiveram acerto e no último ano, 75,51%. Conclusões: Este estudo

reflete deficiências no conhecimento de UO na graduação. Estratégias de ensino

curricular e extracurricular devem ser desenvolvidas para intensificar o conhecimento

teórico e incentivar a vivência prática da disciplina e suas interações com

outras áreas. O desenvolvimento deste projeto constituiu parte das atividades

realizadas pelos alunos da Liga de Oftalmologia.

P 138

CAUSAS DE EVISCERAÇÃO E PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS

PACIENTES NA FUNDAÇÃO ALTINO VENTURA

Rafaela Faria Neves Aguiar, Ana Raquel Almeida Holanda, Olga Maria Calou Thé

Fundação Altino Ventura (FAV) - Recife (PE)

Objetivo: Descrever o perfil dos pacientes da Fundação Altino Ventura submetidos

à evisceração e o reconhecimento das afecções relacionadas a este procedimento.

Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e com análise retrospectiva

de prontuários. Os dados foram obtidos através dos prontuários médicos preenchidos

na Fundação Altino Ventura (FAV). Foram incluídos os dados referentes

à idade, sexo, causa da evisceração e a emergência dos casos dos 105 pacientes

operados em 2009 até o mês de novembro. O projeto foi aprovado pelo Comitê

de Ética da FAV. Resultados: A idade variou de zero a 93 anos, com média de

54,7 anos (DP ± 25,43 anos). Sessenta e seis (62,8%) eram do gênero masculino

e 39 (37,1%) do feminino. A causa mais frequente foi a endoftalmite com 43 casos

(40,9%), principalmente secundário à úlcera de córnea com 23 operados. A

segunda causa foi o trauma com 37 pacientes (35,23%). Noventa e sete (92,6%)

das cirurgias foram emergenciais. Conclusões: A principal causa de evisceração

corresponde à endoftalmite. O sexo masculino foi mais submetido à evisceração.

As indicações cirúrgicas de emergência predominam em relação às eletivas.

P 139

ANÁLISE DE 31 CASOS DE ESCLERITE - EXPERIÊNCIA DE UM

SERVIÇO DE REUMATO-OFTALMOLOGIA

Andreo Garcia Morante Parra, Ramiro Magalhães Ribeiro, Fernando Heidi

Miyazaki, Thelma Skare, Marcelo Luis Gehlen, Luis Henrique Stroparo Jr.

Universidade Evangélica do Paraná - Curitiba (PR)

Objetivo: Relatar a experiência de três anos de um ambulatório conjunto de

Reumato-Oftalmologia no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com

esclerite. Método: Todos os pacientes atendidos no ambulatório de Oftalmologia

do HUEC com diagnóstico de esclerite no período de janeiro de 2007 a novembro

de 2009 foram encaminhados para o ambulatório de Reumato-Oftalmologia para

avaliação oftalmológica e clínica em busca de sinais e sintomas de doenças

sistêmicas. Resultados: Dos 31 casos identificados, foi possível identificar uma

doença subjacente em 59% das vezes. Apareceram doenças reumáticas em

32,2%, infecciosas em 19,3% e neoplásicas em 6,4%. Foram 11 homens e 20

mulheres. A média de idade foi de 51 anos, variando de 16 a 85 anos. No exame

oftalmológico 12 pacientes apresentaram esclerite anterior não-necrosante

nodular, 11 esclerite anterior não-necrosante difusa e 7 com esclerite anterior

necrosante sem inflamação. Em 1 caso não foi descrito o tipo de esclerite. A

acuidade visual variou de movimentos de mão a 20/20. A tonometria de aplanação

apresentou níveis de 8 a 49 mmHg. No exame clínico 5 pacientes tiveram o

diagnóstico de granulomatose de Wegener, 2 artrite reumatóide soro-negativa, 1

LES, 2 policondrite recidivante, 2 herpes simples, 1 herpes zoster, 3 hanseníase,

2 neoplásicos e 13 casos idiopáticos. Conclusões: Nossos achados clínicos e

oftalmológicos estão de acordo com a literatura quando constatamos que a

esclerite acomete mais as mulheres e que a forma anterior é a mais comum. Podese

dizer que em nosso meio quase um terço das esclerites tem etiologia reumática

e que, apesar destas possuírem uma maior porcentagem de casos necrosantes,

não foi possível estabelecer diferenças clinicas entre essas e as idiopáticas. A

cooperação mútua entre oftalmologista e reumatologista foi frutífera no auxilio do

esclarecimento etiológico e do manejo desses pacientes com imunossupressores.

P 140

TUBERCULOSE OCULAR: RESPOSTA OFTALMOLÓGICA AO TRA-

TAMENTO ESPECÍFICO

Adriana Figueiredo Reis, Christiane Benevenuti Govea, Joyce Hisae Yamamoto,

Helio Angotti, Edilberto Olivalves, Carlos Eduardo Hirata, Olavo Leite, Jessica

Fernanades Ramos

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Identificar os pacientes com diagnóstico presumido da forma ocular de

tuberculose no Serviço de Uveítes e Ambulatório de Tuberculose do HCFMUSP

e cujo teste terapêutico com tratamento específico tenha sido positvo e caracterização

deste grupo em comparação com grupo teste terapêutico negativo.

Método: Foi realizado estudo observacional, descritivo, retrospectivo por meio da

revisão de prontuários de casos do ambulatório de uveítes do HC-FMUSP no

período de janeiro de 1997 a dezembro de 2008. Os pacientes eram encaminhados

da Oftalmologia para o Ambulatório de Tuberculose. Foram revisados os prontuários

médicos disponíveis no Serviço de Arquivo Médico do HCFMUSP e coletados

dados. Após a identificação dos casos de TBO, reavaliamos o diagnóstico inicial

e a resposta após 12 meses de tratamento específico utilizando os dados disponíveis

nos prontuários internos do Serviço de Uveítes Ambulatório de Oftalmologia. Após

um período mínimo de 12 meses de acompanhamento ao término do tratamento

da TB, os pacientes foram categorizados quanto à resposta ao teste terapêutico

em: positivo (TT+), teste negativo (TT-) e teste inconclusivo (TTinc). Resultados:

Dos 111 pacientes selecionados inicialmente, dados de 58 deles não foram

analisados. Um total de 22 pacientes foram considerados teste terapêutico

positivos, 22 classificados como teste terapêutico negativo e 8 inconclusivos.

Dessa forma os dados de 44 pacientes (com resposta positiva ou negativa) foram

analisados. Conclusões: A tuberculose ocular, embora rara, pode resultar em

comprometimento visual significativo e permanente em alguns casos, tornando

ainda mais importante a suspeita diagnóstica precoce. Neste estudo a história

de contato com indivíduo com TB mostrou-se de grande auxílio para o resultado

favorável ao tratamento. O diagnóstico permanece um desafio e o emprego de

novos métodos laboratoriais para a forma ocular da doença, embora promissor,

ainda é incerto.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

56

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


PÔSTERES

P 141

ATENÇÃO OFTALMOLÓGICA À POPULAÇÃO IDOSA COM

PERDA VISUAL: EMPREGO DE AUXÍLIOS ÓPTICOS NA DMRI

Vinicius Balbi Amatto, Maira França, Camilla Duarte Silva, Diana Linhares Lins

Peixoto, Marcos Wilson Sampaio, Maria Aparecida Onuki Haddad, Aron Barbosa

Caixeta Guimarães, Alexandre Costa Lima de Azevedo, Alberto Jorge Betinjane,

Clarissa Baliu

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Avaliar o emprego de auxílios ópticos para a ampliação da imagem

retiniana em pacientes com DMRI, de acordo com a classificação de perda visual

apresentada. Método: Realizamos estudo retrospectivo no Setor de VSN do HC

USP. Foi avaliada a primeira consulta de 2.355 prontuários, no período de 04/08

a 09/09. Destes, 940 prontuários eram de pacientes acima de 50 anos. Os

pacientes foram divididos em categorias 1, 2, 3, 4 e 5 de acordo com a perda visual,

segundo o CID-10 e o Conselho Internacional de Oftalmologia. Resultados: Dos 940

prontuários de pacientes com idade maior ou igual a 50 anos, 268 apresentavam DMRI

(28,51%). Destes 268, 114 eram homens e 154 eram mulheres. A idade média desses

pacientes foi de 79,01 anos. Na categoria 1 (acuidade visual


PÔSTERES

P 145

PERFIL DA AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL DO PROCESSA-

MENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS COM BAIXA VISÃO

Luciene Chaves Fernandes, Aline Mansueto Mourão, Luciana Macedo Resende

Hospital São Geraldo - Belo Horizonte (MG)

TRANSFERIDO PARA APRESENTAÇÃO ORAL - TL 038

P 146

REABILITAÇÃO GRUPAL DE ADOLESCENTES COM BAIXA VISÃO:

PROJETO TERAPÊUTICO INTERDISCIPLINAR

Rita de Cassia Ietto Montilha, Zélia Z. L. C. Bittencourt, Maria Elisabete R. F.

Gasparetto, Maria Inês R. S. Nobre, Sonia M. C. P. Arruda

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

Objetivo: A adolescência caracteriza-se por uma etapa singular do desenvolvimento

humano. Os grupos espontâneos de adolescentes se formam a partir da

necessidade básica de desvincularem-se do grupo familiar de origem e testarem,

em novas relações com seus pares, os padrões adaptativos que possibilitarão

a construção da identidade adulta. Este estudo tem o objetivo de descrever uma

proposta de reabilitação grupal interdisciplinar que considera esta peculiaridade

do adolescente além das necessidades reabilitacionais específicas referentes à

baixa visão. Método: Estudo qualitativo observacional de um grupo de adolescentes

com baixa visão, em processo de reabilitação em um serviço universitário.

Realizou-se atividades relacionadas às necessidades de reabilitação, destacando-se

a inclusão escolar, descoberta de potencialidades, aceitação da condição

visual e da utilização de recursos da tecnologia assistiva. Resultados: Foram

planejadas atividades interdisciplinares em grupo, previligiou-se períodos de

férias escolares para favorecer a frequência do escolar. Realizaram-se 4 encontros

de 2 horas de duração cada um. Dentre as atividades propostas houve a elaboração

de um bolo de caneca. A atividade exigia baixa complexidade e todos os

adolescentes participaram sendo que cada um elaborou seu próprio bolo. Durante

o atendimento os adolescentes utilizaram o potencial visual para a leitura da

receita, na identificação e mensuração dos ingredientes utilizando recursos ópticos

e não ópticos de acordo com cada caso e socializando com os demais suas dificuldades

e possibilidades. Conclusão: Foi possível favorecer aos adolescentes o desempenho

de atividades com autonomia e independência que possibilitam transportar estas

vivências para outros ambientes de seu cotidiano como o familiar e escolar, facilitando

o processo de inclusão social.

P 147

REABILITAÇÃO VISUAL DE ESCOLARES COM BAIXA VISÃO

Diana Linhares Lins Peixoto de Menezes, Maria Aparecida Haddad, Camilla

Duarte Silva, Fabricio Lopes da Fonseca, Isalina Raquel Elias, Mayumi Sei,

Valdete Fraga, Alexandre Costa Lima de Azevedo, Marcos Wilson Sampaio,

Alberto Jorge Betinjane

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP) / Associação Brasileira de

Assistência ao Deficiente Visual

Objetivo: Estudar aspectos clínicos referentes à avaliação oftalmológica de

escolares com baixa visão, atendidos no período de fevereiro de 2005 a março

de 2006, na Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (Laramara)

e no Serviço de Visão Subnormal da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas

da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SVSN HCFMUSP),

quanto a: causas de baixa visão; localização da principal anormalidade ocular;

classes de resposta visual apresentada; prescrição óptica para correção de

ametropias e prescrição para auxílios para baixa visão. Procurou-se fornecer

subsídios para desenvolvimento de ações para promoção da inclusão educacional

da população com baixa visão. Método: Realizou-se a avaliação oftalmológica

especializada em baixa visão e foram estudados dados referentes a: características

do quadro visual (causa da deficiência visual, etiologia da deficiência visual,

localização anatômica da lesão ocular, classes de resposta visual) e quanto às

necessidades ópticas. Resultados: Eram do sexo masculino 80 (54%) e do sexo

feminino 68 (46%). As principais causas da deficiência visual foram retinocoroidite

macular bilateral por toxoplasmose (25%), catarata congênita (9,5%), albinismo

oculocutâneo (7,4%), retinose pigmentar (6,1%), amaurose congênita de Leber (6,1%),

glaucoma congênito (4,7%), nistagmo congênito idiopático (4,7%), cristalino ectópico

(4%), coloboma de polo posterior (4%), distrofia de cones (4%), doença de Stargardt

(3,4%), atrofia óptica (3,4%) e retinopatia da prematuridade (3%). Conclusões: As

condutas de reabilitação e educação do aluno com baixa visão são individualizadas,

de acordo com seu grau de deficiência e incapacidade visual, e requerem a utilização

de recursos específicos.

P 148

RETINOPATIA DA PREMATURIDADE: ESTUDO DE UMA POPU-

LAÇÃO COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Camilla Duarte Silva, Maria Aparecida Onuki Haddad, Mayumi Sei, Diana Linhares

Lins Peixoto de Menezes, Maíra França, Vinícius Balbi Amatto, Fabrício Lopes

da Fonseca, Marcos Wilson Sampaio, Alberto Jorge Betinjane, Marcio Henrique

Mendes

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

Objetivo: Estudar retrospectivamente a população infantil com deficiência visual

secundária a ROP e analisar dados como 1) valores de acuidade visual apresentada

e corrigida no melhor olho, 2) valores da correção óptica prescrita e 3) emprego

de auxílios ópticos para baixa visão. Método: Realizou-se estudo retrospectivo

da população infantil com deficiência visual secundária a ROP encaminhadas a

LARAMARA - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual e ao Setor

de Visão Subnormal da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade

de Medicina da Universidade de São Paulo, no período de fevereiro de 1993 a abril

de 2009. Resultados: No estudo parcial da população com ROP atendida nos

serviços observamos 210 casos, 52% do sexo masculino e 48% do feminino. A

idade média na primeira avaliação foi de 4,2 anos. Quanto aos valores de acuidade

visual corrigida, observamos: 2,5% com deficiência visual leve, 5,8% com

deficiência visual moderada, 5,4% com deficiência visual grave, 6,5% com

deficiência visual profunda, 62% com valores próximos à cegueira e 16% sem

percepção de luz. Correções ópticas para ametropias foram prescritas em 52 olhos

(12,4%). Os auxílios ópticos para longe foram prescritos para 6,6%. Os auxílios

ópticos para perto foram prescritos em 2,4%. Conclusões: Concluímos que: 1)

A população infantil com ROP estudada foi encaminhada principalmente por

oftalmologistas; 2) Quanto a acuidade visual, a população apresentou valores

muito baixos, o que traduz estágios avançados da ROP, detecção tardia da doença

e necessidade de atenção perinatal e neonatal; 3) A correção óptica para miopia

ou astigmatismos miópicos foram mais frequentes, 4) Os auxílios ópticos foram pouco

prescritos, de acordo com a baixa faixa etária e valores muito reduzidos de acuidade

visual na maior parte da população.

PÔSTERES

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

58

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):21-58


Textos sem revisão editorial "pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

"

RELATOS

DE CASOS

CÓDIGO: RC

XIX Congresso Brasileiro de Prevenção

da Cegueira e Reabilitação Visual


RELATOS DE C ASOS

001. AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ROTACIONAL DA LIO TÓRICA

Antonio Alexander Leite Simão, Teresinha Ribeiro, Herlon Pinheiro

Fundação Leiria De Andrade - Fortaleza (CE)

002. CATARATA CONGÊNITA E MICROCÓRNEA EM UMA FAMÍLIA BRASI-

LEIRA

Fabiana da Fonte Gonçalves, Heloísa Nascimento, Eduardo Soriano

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

003. DESCOLAMENTO TARDIO BILATERAL DA MEMBRANA DE DESCEMET

APÓS FACOEMULSIFICAÇÃO

Liberdade Cezaro Salerno, Marcielle A. Ghanem, Ramon C. Ghanem

Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem - Joinville (SC)

004. EVOLUÇÃO DA ACUIDADE VISUAL EM CRIANÇAS AFÁCICAS E PSEU-

DOFÁCICAS OPERADAS DE CATARATA CONGÊNITA BILATERAL

Eduardo Falcão Rios, Grazielly P. Oliveira, Silvia P. S. Kitadai

Universidade de Santo Amaro (UNISA) - São Paulo (SP)

005. PRESERVAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL APÓS DOIS QUADROS CONSECU-

TIVOS DE ENDOFTALMITE PÓS-OPERATÓRIA

Ingrid de Almeida Cavalcante, Laíse Nascimento Nunes,

Edmundo Frota de Almeida Sobrinho

Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (UFPA) - Belém (PA)

006. SÍNDROME DE IRVINE GASS TRATADA COM INJEÇÕES INTRAVÍTREAS

DE TRIANCINOLONA

Ricardo Gomes Valente, Daniella Socci

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Rio de Janeiro (RJ)

007. ECTASIA CORNEANA SECUNDÁRIA A LASIK APÓS CERATOTOMIA

ARQUEADA

Marcielle A. Ghanem, Ramon Coral Ghanem, Liberdade Salerno

Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem - Joinville (SC)

008. A OBSERVAÇÃO DA NEOVASCULARIZAÇÃO CORNEANA EM PACIEN-

TES SOB EFEITO DE INJEÇÃO DE BEVACIZUMAB SUBCONJUNTIVAL

Ana Paula Krappe Lorenzi

Oftalmoclínica - Curitiba (PR)

009. ACUPUNTURA COMO TRATAMENTO ADJUVANTE NA CERATOCON-

JUNTIVITE VERNAL

Mariana Kaori Yasuta, Angelino Júlio Cariello, Daniel Meira-Freitas

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

010. AFINAMENTO CORNEANO PERIFÉRICO E ESTAFILOCOCCIA

Paulo Roberto Vita Júnior, Pedro Bertino Moreira, Matheus França Lima Nobre

Santa Casa de Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)

011. APRESENTAÇÃO ATÍPICA DE ANOMALIA DE AXENFELD

Bruno Studart Berndt, Francisco Bandeira e Silva, Antonio Lauro Volpini Jr.

Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ)

012. APRESENTAÇÃO ATÍPICA DE CERATITE POR ACANTHAMOEBA

Régia Maria Gondim Ramos Sobral, Sídney Julio de Faria e Sousa,

Luis Antonio Gorla Marcomini

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

013. BEVACIZUMAB EM NEOVASCULARIZAÇÃO CORNEANA

Leticia Fernandes Barroso, Brenno Signorelli, Paula Garcia Soares

Centro de Estudos e Pesquisa Oculistas Associados (CEPOA) - Rio de

Janeiro (RJ)

014. CERATITE CRISTALINA INFECIOSA

José Roberto Costa Reis, Fábio Medina, Daniel Amorim

Universidade Federal de Minas Gerais, Hospital São Geraldo (UFMG) - Belo

Horizonte (MG)

015. CERATITE HERPÉTICA EM PACIENTE COM LASIK PRÉVIO

Gustav Arno Auwaerter, Rafael Saran Arcieri

Hospital Ana Costa - Santos (SP)

016. CERATITE HERPÉTICA EM PACIENTE PORTADORA DE PÊNFIGO VULGAR

Michelle Cantisani Maracajá, Karla Roberta Medeiros, Astrid Vasconcelos

Centro Oftálmico Tarcizio Dias - João Pessoa (PB)

017. CIRURGIA DE PTERÍGIO GRAU III

Karina Teixeira e Silva, Maria da Glória Fonseca Rabelo,

Carina Costa Cotrim

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)

018. DESCOLAMENNTO E PERFURAÇÃO ENDOTELIAL PÓS TRANSPLANTE

LAMELAR ANTERIOR POR TRAUMA CONTUSO

Túlio Batista Abud, Edjane Oliveira, Hélia Angotti

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)

019. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE EDEMA DE PAPILA

Sergio Teruo Mori, Christian Forti, Alberto Soares Madeira

Hospital Cema - São Paulo (SP)

020. DIFERENTES APRESENTAÇÕES DA SÍNDROME DE BROWN-MCLEAN

Patrícia Sena Pinheiro de Gouvêa Vieira, Ione Feijão Alexim,

José Reinaldo da Silva Ricardo

Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)

021. DISTROFIA ENDOTELIAL DE FUCHS

Claudio do Carmo Chaves Filho, Avelino Vieira de Souza Neto,

Wantan Laércio Filho

Instituto de Oftalmologia de Manaus - Manaus (AM)

022. ENDOTELITE POR HERPES ZÓSTER

Diogo Augusto Souza Cunha, Pedro Bertino Moreira,

Renata Merli Franco

Santa Casa de Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)

023. EVOLUÇÃO DE UM QUADRO DE ÚLCERA DE CÓRNEA UNILATERAL POR

ACANTHAMOEBA

Larissa da Costa Friggi, Adriana Aquino Costa, Marcelo Augusto Lima

Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)

024. FERROADA DE MARIMBONDO OCULAR

Daniel Amorim Leite, Marco Antônio Guarino Tanure

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo Horizonte (MG)

025. HAZE CORNEANO COM BAV EM SÍNDROME DE MUCKLE WELLS

Rafael Maximiano Braga de Souza, Fábio Medina Rocha, Marco Antonio Tanure

Hospital São Geraldo - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo

Horizonte (MG)

026. IMPLANTE DE ANEL INTRAESTROMAL USANDO LASER DE FEMTO-

SEGUNDO PARA TRATAMENTO DO CERATOCONE

Felipe Breowicz, Luis Eduardo Osowski, Hamilton Moreira

Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)

RELATOS DE CASOS

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Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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R ELATOS DE C ASOS

027. INDICAÇÕES DE CERATOPLASTIA PENETRANTE REALIZADAS NO

HOSPITAL GOVERNADOR CELSO RAMOS EM FLORIANÓPOLIS - SC

Déborah Cristina Ribas, Tatiana Rocha Rayes, Manoela Bruggemann

Hospital Governador Celso Ramos - Florianópolis (SC)

028. INTERFACE BLOOD AFTER DESCEMET STRIPPING AUTOMATED

ENDOTHELIAL KERATOPLASTY (DSAEK)

Artur Schmitt, Fernanda Piccoli Schmitt, Sonia Yoo

Bascom Palmer Eye Institute - University of Miami - Miami (EUA) / Hospital

Barigui de Oftalmologia - Curitiba (PR)

029. NECROSE ESCLERAL - COMPLICAÇÃO PÓS TRANSPLANTE DE CÓRNEA

EM CERATITE POR ACANTHAMOEBA

Cyntia Fagundes Garcia, Michel Broilo Manica, Olivar Zunta Júnior

Hospital Mãe de Deus - Porto Alegre (RS)

030. O PERFIL MICROBIOLÓGICO DAS ÚLCERAS DE CÓRNEA NA REGIÃO

DE RIBEIRÃO PRETO - SP

Elisio Bueno Machado Filho, Régia Maria Gondim Ramos Sobral,

Sidney Júlio de Faria e Souza

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto - SP

031. PERFIL DAS PRINCIPAIS INDICAÇÕES DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA

NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROF. EDGAR SANTOS

Monica de Faria Pombo Hilarião, Patricia Marback, Fernanda Fernandes

Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

032. QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE

PENETRANTE DE CÓRNEA NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNICAMP

Flávia Gazze Ticly, Rosane Silvestre Castro, André Okanobo

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

033. RESULTADOS DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA COM FINALIDADE ÓPTICA

EM SERVIÇO UNIVERSIÁRIO DA REGIÃO NORDESTE

Patricia Maria Fernandes Marback, Fernanda Pereira, Juliana Kowalski

Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

034. RESULTADOS DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA COM FINALIDADE

TECTÔNICA EM SERVIÇO UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO NORDESTE

Juliana Xisto, Juliana Kowalski, Patricia Marbsack

Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

035. SÍNDROME DE URRETS-ZAVALIA APÓS PATCH DE CÓRNEA

Pedro Bertino Moreira, Matheus França Lima Nobre,

Gustavo Souza Moura

Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Sorocaba (SP) / Santa Casa de

Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)

036. TRANSPLANTE DE LIMBO E CÓRNEA EM CRIANÇA COM SÍNDROME EEC

Renata dos Reis Correa, Daniela Borges Barra,

Christian Bertarini Marques

Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - Uberlândia (MG)

037. TRANSPLANTE HETERÓLOGO DE ESCLERA NO TRATAMENTO DE

ÚLCERA NEUROTRÓFICA PERFURADA

Leandro de Lima Giaccheri, Cláudia Castro Barbosa,

Sâmara Pereira Dantas

Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)

038. TRATAMENTO DE ÚLCERA FÚNGICA POR SCEDOSPORUIM APIOS-

PERMUM

Thays Resende Damião, Renata dos Reis Corrêa, Daniela Borges Barra

Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - Uberlândia (MG) / Hospital das

Clínicas de Uberlândia - Uberlândia (MG)

039. ÚLCERAS CORNEANAS IMUNOLÓGICAS RECORRENTES

Arnaldo Machado Borges do Vale, Flávio Jaime Rocha,

Renata dos Reis Correa

Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - Uberlândia (MG)

040. ACOMETIMENTO EXTRACUTÂNEO (OCULAR) DE ESPOROTRICOSE

Luciana Manhente de Carvalho Soriano, Monick Göecking,

Raul Nunes Galvarro Viana

Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ)

041. ALTERAÇÕES OCULARES EM PACIENTE COM SÍNDROME DE EHLERS-

DANLOS

Leonardo de Castilho, Sabrina Nau da Silva, Marcelo Luiz Gehlen

Universidade Evangélica do Paraná - Curitiba (PR)

042. DESENVOLVIMENTO DE BUFTALMO EM ADULTO PORTADOR DE

SÍNDROME DE MARFAN

Luiz Heront Almeida de Carvalho, Geraldo Magela Vieira,

Nicole Carvalho Homar

Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)

043. ENDOFTALMITE ENDÓGENA POR STAPHYLOCOCCUS HAEMOLY-

TICUS

Daniel Felipe Alves Cecchetti, Sheila A. de Paula Cecchetti,

Danielle Arroyo

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

044. HANSENÍASE OCULAR

Matheus França Lima Nobre, Paulo Roberto Vita Júnior,

Pedro Bertino Moreira

Santa Casa de Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)

045. LEISHMANIOSE PALPEBRAL

Vanise Lopes de Almeida, Ianne Fernanda Alves Santos,

Ana Paula Fernandes de Souto

Clinica de Olhos da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo

Horizonte (MG)

046. LEISHMANIOSE PALPEBRAL

Vanessa Waisberg

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo Horizonte (MG)

047. LESÕES DRUSIFORMES EM GLOMERULONEFRITE LÚPICA TIPO IV

Milena Chibana, André Kreuz, Leandro Cabral Zacharias

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

048. NECRÓLISE EPIDÉRMICA TÓXICA

Guilherme Discacciati Bianchetti, Sumaya Alves Sousa,

Edmundo Pereira Rodrigues

Fundação Hilton Rocha - Belo Horizonte (MG)

049. SÍNDROME DE VOGT-KOYANAGI-HARADA COM MANIFESTAÇÕES

NEUROLÓGICAS FOCAIS

Ianne Fernanda Alves Santos, Carlos Bernardo Moura Dalle,

Rodrigo Eduardo Correa

Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)

050. DOENÇA DE TAY-SACHS

Christian Forti Miguel Jorge, Sergio Teruo Mori, Alberto Soares Madeira

Hospital Cema - São Paulo (SP)

051. SÍNDROME DE LYELL

Janaina de Oliveira Dias, Melissa Krindges

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - Curitiba (PR)

RELATOS DE CASOS

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):59-69 61


RELATOS DE C ASOS

052. SÍNDROME DE STEVENS JOHNSON

David de Almeida e Araújo, Viviane Pinho Gurgel,

Monike Paula Gomes Vieira

Fundação de Ciências e Pesquisa Maria Ione Xerez Vasconcelos (FUNCIPE)

- Fortaleza (CE)

053. SÍNDROME DE WEILL-MARCHESANI

Fernanda Viana Duarte, Patrícia Capua, Giovanni Colombini

Instituto Benjamin Constant - Rio de Janeiro (RJ)

054. SUBLUXAÇÃO DO CRISTALINO EM PACIENTE PORTADOR DE HANSENÍASE

Priscila do Espírito Santo Silva, Gilberto Timm, Paulo Vinicius Sena

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

055. PRINCIPAIS INDICAÇÕES DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA NO INSTI-

TUTO SUEL ABUJAMRA

Priscila Helen Kuss, Pedro Nogueira Filho, Henrique Baltar Pazos

Instituto Suel Abujamra - São Paulo (SP)

056. CIRURGIA DE GRANDE EXOTROPIA EM OLHO HIPOTÔNICO

Álvaro Garcia Rossi, Marcia Abelin Vargas, Bruno Botton

Universidade Federal de Santa Maria - Santa Maria (RS)

057. DIVERGÊNCIA VERTICAL DISSOCIADA ASSOCIADA À PTOSE CONGÊ-

NITA UNILATERAL

Guilherme Rocha Rayes, Tatiana Rocha Rayes,

Cláudia Cristina Gomes Dias

Hospital Governador Celso Ramos - Florianópolis (SC)

058. PARALISIA DUPLA DE ELEVADORES

Grasiela Lopez Melhado, Carlos Eduardo Zanetti Alves Pereira,

Gustavo de Camargo Andrade

Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)

059. PARESIA DE OBLÍQUO INFERIOR

Guilherme Armbrust Araujo, Gustavo Bueno de Camargo,

Carlos Eduardo Zanetti Alves Pereira

Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCamp) - Campinas (SP)

060. SÍNDROME DE BROWN PÓS-TUMOR ORBITÁRIO

Ruth de Camargo Andrade, Carlos Eduardo Zanetti Alves Pereira,

Gustavo de Camargo Andrade

Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)

061. RESSECÇÃO DE RETO LATERAL COMO TRATAMENTO DE POSIÇÃO

COMPENSATÓRIA DE CABEÇA EM SÍNDROME DE DUANE

Sarelena Vanderlei Alves, Tomás Mendonça, Alyne Borges

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

062. SÍNDROME DE GOLDENHAR

Luis Angelo Salmon, Plinio Angelo Boin Filho,

Elaine Regina Ferraresi Sampaio

Universidade Estadual de Londrina - Londrina (PR)

063. SÍNDROME DE MÖEBIUS COM HISTÓRIA DE RUBÉOLA NA GESTAÇÃO

Daniela Barbosa Matsuda, Marilda da Rocha Pasquarelli,

Almir da Silva Ruiz

Santa Casa de Misericórdia de Santos - Santos (SP)

064. CERATOCONE PÓS-TRANSPLANTE DE CÓRNEA EM PACIENTE COM

SÍNDROME DE APERT

Rachel Rose Carvalho de Oliveira, Michelle Cantisani Maracajá,

Ana Carla Paiva Montenegro Cahino

Centro Oftálmico Tarcízio Dias (CENOFT) - João Pessoa (PB) / Instituto

Visão para Todos - João Pessoa (PB)

065. COMPARAÇÃO ENTRE OS ACHADOS OFTALMOLÓGICOS NAS SÍNDROMES

DE APERT E CROUZON

Fábio Ursulino Reis Carvalho, Fernanda Maria Silveira Souto,

Augusto César Faro

Universidade Federal de Sergipe (UFS) - Aracaju (SE)

066. ATROFIA ESSENCIAL DE ÍRIS BILATERAL E GLAUCOMA

Gustavo Rodrigues Correia Santos, Rafael Bittencourt Fernandes,

Roberto Lorens Marback

Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

067. CORRELAÇÃO ENTRE A FUNDOSCOPIA E O OCT NO SIINAL DE HOYT

Mauro Cabral Gonçalves, Jose Humberto Lambert, Egidio Picetti

Hospital Nossa Senhora da Conceição - Porto Alegre (RS)

068. GLAUCOMA DE ÂNGULO FECHADO ASSOCIADO À PRESSÃO

INTRAOCULAR NORMAL

Wilma Lelis Barboza, Marcelo Hatanaka, Roberto F. S. Malta

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

069. GLAUCOMA SECUNDÁRIO PÓS-CATARATA CONGÊNITA

Nayana M. A. Rios, Grazielly M. P. Oliveira, Sílvia Prado S. Kitadai

Universidade de Santo Amaro (UNISA) - São Paulo (SP)

070. HEMORRAGIA DE DISCO ÓPTICO SIMULANDO GLAUCOMA DE

PRESSÃO NORMAL EM PACIENTE HIPERTENSO E DIABÉTICO

Renata de Iracema Pulcheri Ramos, Marcelo Mendes Lavezzo,

Roberto Freire Santiago Malta

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

071. IRRIGAÇÃO FORÇADA DO TUBO: UMA ALTERNATIVA PARA O MANEJO

DA FASE HIPERTENSIVA DO IMPLANTE PARA GLAUCOMA DE AHMED

Marcelo Hatanaka, Marcelo Mendonça, Remo Susanna Jr.

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

072. OCLUSÃO DE VEIA CENTRAL DE RETINA EM PACIENTE COM

SÍNDROME DE POSNER-SCHLOSSMAN

Gustavo Yamamoto, Aron Barbosa Caixeta Guimarães,

Remo Susanna Jr.

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

073. SÍNDROME DE AXENFELD-RIEGER E GLAUCOMA TRATADO TARDIA-

MENTE

Louise Rodrigues Candido Figueiredo, Sandro Balardin Costa,

Gustavo Henrique Araújo Salomão

Instituto de Olhos da Faculdade de Medicina do ABC - Santo André (SP)

074. SÍNDROME DE SCHWARTZ-MATSUO COM RESOLUÇÃO ATÍPICA

André Carvalho Kreuz, Roberto Vessani, Roberto Malta

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

075. TÉCNICA DE OBSTRUÇÃO DE TUBO DE MOLTENO PARA TRATAMENTO

DE HIPOTONIA PÓS-OPERATÓRIA

Rosa Maria Tasmo Costa, Marilia Brasil, Ricardo Zadrozny Leyendecker

Hospital Regional de São José - São José (SC)

RELATOS DE CASOS

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

62

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):59-69


R ELATOS DE C ASOS

076. TRATAMENTO DO GLAUCOMA NEOVASCULAR COM PANFOTO-

COAGULAÇÃO, BEVACIZUMABE INTRAVÍTREO E TRABECULECTOMIA

COM MITOMICINA C

José Osório Duarte Junior, Diego Tebaldi de Queiroz Barbosa,

Thiago Clivati de Marchi

Instituto Suel Abujamra - São Paulo (SP)

077. USO DO RANIBIZUMABE INTRAVÍTREO EM ASSOCIAÇÃO COM TRA-

BECULECTOMIA COM MITOMICINA C NO GLAUCOMA NEOVASCULAR

Cesar da Soler Dario, Rodrigo Pessoa Cavalcanti Lira, Flavia Gazze Ticly

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

078. ATAXIA-TELANGIECTASIA (SÍNDROME DE LOUIS-BAR) E SUAS ALTE-

RAÇÕES OCULARES

Tiago Moraes Rizzato, Marcela Bordaberry

Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)

079. DOENÇA DE ERDHEIM-CHESTER

Theodomiro Garrido Neto, Juliana Garrido, Mario Luiz Monteiro

Universidade do Estado do Amazonas (UEA) - Manaus (AM)

080. ENCEFALOCELE ANTERIOR

Alessandra de Pinho Gomes Leite, Camila Fonseca de Araújo,

Juliana Bastos Mineiro de Souza Amaral

Fundação Hilton Rocha - Belo Horizonte (MG)

081. ESOTROPIA DO OLHO DIREITO POR PARALISIA DO VI PAR CRANIANO

DE ETIOLOGIA TUMORAL

Avelino Vieira de Souza Neto, Mauro Guimarães Brandão Filho,

João Marcos Silva Nascimento

Instituto de Oftalmologia de Manaus - Manaus (AM)

082. HEMIANOPSIA BITEMPORAL E PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA

ASSOCIADA À SURDEZ NEUROSSENSORIAL: APRESENTAÇÃO

ATÍPICA

Dayane Cristine Issaho, Mario Sato, Nilton Hagi

Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Curitiba (PR)

083. HIPERTENSÃO INTRACRANIANA ASSOCIADA A HIPERVITAMINOSE

A E ETILENOGLICOL

Lucas Shiokawa, Mário Teruo Sato, Marcia Zipperer

Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Curitiba (PR)

084. HIPOPLASIA DO NERVO ÓPTICO SEM ALTERAÇÕES NO SNC

Bruna Costa do Amaral, Thiago Gasperin, Franklin Almeida de Jesus

Fundação Hilton Rocha - Belo Horizonte (MG)

085. IMPORTÂNCIA DO TESTE DE CONFRONTAÇÃO VISUAL PARA O OFTAL-

MOLOGISTA CLÍNICO

Francielle Gomes Machado, Francyne Veiga Reis, Maria Cristina Zanatto

Centro Avançado de Oftalmologia/Universidade de Ribeirão Preto (CAO/

UNAERP) - Ribeirão Preto (SP)

086. NEUROPATIA ÓPTICA POR SARCOIDOSE SIMULANDO TUMOR DO

NERVO ÓPTICO

Roberto Battistella, Angelina Lino

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP) / Hospital Medicina dos

Olhos - Osasco (SP)

087. NEUROSÍFILIS DIAGNOSTICADA POR PARESIA DE NERVO TROCLEAR

Tatiana Rocha Rayes, Cristine Stahlschmidt, Deborah Cristina Ribas

Hospital Governador Celso Ramos - Florianópolis (SC)

088. OLIGODENDROGLIOMA ANAPLÁSICO COM PAPILEDEMA E REDU-

ÇÃO DE ACUIDADE VISUAL

Demian Temponi Eskenazi, Nattasha Poli Villas, Vítor Barbosa Cerqueira

Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ) /

Hospital Municipal Souza Aguiar - Rio de Janeiro (RJ)

089. PAN-UVEÍTE CRÔNICA EM PACIENTE COM PAQUIMENINGITE

HIPERTRÓFICA IDIOPÁTICA

Júlio César Daher Arantes, Érica Nascimento Coelho, Marcos Ávila

Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia (GO)

090. PROGRESSÃO DE PERDA VISUAL ATÍPICA EM PACIENTE COM GLAUCOMA

PRIMÁRIO DE ÂNGULO ABERTO

Maria Kiyoko Oyamada, Roberto Battistella, Marcelo Mendes Lavezzo

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

091. PSEUDOTUMOR CEREBRAL E OFTAMOPLEGIA COMPLETA DE TERCEI-

RO PAR CRANIANO

Ione Feijão Alexim, André Luiz Freitas da Silva,

Eric Pinheiro de Andrade

Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)

092. PACIENTE COM FÍSTULA CARÓTIDO-CAVERNOSA E DOENÇA DE

MOYAMOYA

Marcelo Silva Soares, Reinaldo Nishimura, João Alberto Holanda de Freitas

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) - Sorocaba (SP)

093. PARALISIA 3º PAR

Camila Barroso Mamede, Júlia Bicharra, Raul Vianna

Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ)

094. SÍNDROME DE MILLARD-GUBLER-FOVILLE

Carolina Ramos Mosena, Marcus Vinícius Vieira Pinheiro,

Eric Pinheiro de Andrade

Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)

095. SÍNDROME DE WOLFRAM

Marcela Thome Rassi, Érica Nascimento Coelho, Marcos Ávila

Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia (GO) / Centro de Referência

em Oftalmologia (CEROF) - Goiânia (GO)

096. USO DA ELETROFISIOLOGIA COMO FERRAMENTA AUXILIAR NO

DIAGNÓSTICO DE SIMULAÇÃO

Clara Lima Afonso, Maria Kiyoko Oyamada, Carolina Figueira Falcochio

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

097. ALTERAÇÕES OCULARES E SISTÊMICAS ASSOCIADAS À ANIRIDIA

BILATERAL

Alessandra Euzebio Pinto, Giovanni Marcos Travi, Marcelo Piletti

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) - Porto

Alegre (RS)

098. ASSOCIAÇÃO ENTRE SÍNDROME DE NOONAN E SÍNDROME DE BROWN

Fabiola Roque, Leticia Matos, Giovani Travi

Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)

099. DEFICIÊNCIA DE VITAMINA A COMO CAUSA DE ÚLCERA CORNEANA

EM CRIANÇAS

Giovanni Marcos Travi, Marcelo Piletti, Cyntia Luneli

Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)

100. ESTAFILOMA PERIPAPILAR

Juliana Luz Torres Garrido, Theodomiro Lourenço Garrido Neto

Clinica de Olhos Garrido - Manaus (AM)

RELATOS DE CASOS

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):59-69 63


RELATOS DE C ASOS

101. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E DESAFIOS DIAGNÓSTICOS NA

SÍNDROME DE INCONTINENTIA PIGMENTI

Paula Kataguiri

Faculdade de Medicina do ABC - Santo André (SP)

102. NEURITE ÓPTICA POR BARTONELLA HENSELAE

Daniela Ferraz Valente, Marta Hercog Batista Rebelo de Matos,

Bruno Meireles Moreira de Araújo

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

103. DOENÇA DE COATS

Cintia Tulio Fernandes, Vanessa Yumi Sugahara, Daniel Key Harada

Faculdade de Medicina de Jundiaí - Jundiaí (SP)

104. SÍNDROME DE CORNÉLIA DE LANGE

Flávia Sotto Maior Januario, Júlio Cesar Costa Pereira,

Marta Halfeld Ferrari Alves Lacordia

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) - Juiz de Fora (MG)

105. CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS DOS OLHOS ENUCLEADOS

COM SUSPEITA DE MELANOMA UVEAL NA UFBA

Barbara Emilly Matos Rodrigues, Ricardo Luz Leitão Guerra,

Eduardo Ferrari Marback

Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

106. CARCINOMA ESPINOCELULAR DE CONJUNTIVA METASTÁTICO

Aymara Fernandes, Jussara Figueiredo, Luana Camargos

Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)

107. CARCINONA ESPINOCELULAR PIGMENTADO DE CONJUNTIVA EM

UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA

Karina Queiroz Machado Ferreira, Eduardo Marback, Roberto Marback

Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

108. CAVERNOMA DO NERVO OCULOMOTOR

Gustavo Yuzo Gapski Yamamoto

Faculdade Evangélica do Paraná - Curitiba (PR)

109. LINFOMA INTRAOCULAR PRIMÁRIO OU RECIDIVA?

Eustáquio José Pimenta de Azevedo Júnior, Marco Metzger,

Luis Fernando Nominato

Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)

110. MELANOMA DE CORPO CILIAR

Fellipe Berno Mattos, Marcelo Petrocchi Corassa,

Adriana Vieira Cardozo

Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) - Vitória (ES)

111. NEVO AMELANÓTICO

Angela Maria da Graça Aragon Almanza, Daniele Suzuki,

Marcelo Maestri

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)

112. NEVO FUCSIO-CERULEO OFTALMO-MAXILAR

Lorena Santana Andrade, Elvira Abreu, Taíse Tognon

Intituto Penido Burnier - Campinas (SP)

113. TUMOR VASOPROLIFERATIVO IDIOPÁTICO DA RETINA

Lorena A. Galhardo Ribeiro, Vanessa Bonjorno Perestrelo, José Vital Filho

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)

114. RETINOBLASTOMA SIMULANDO OUTRAS PATOLOGIAS OCULARES

Vinicius Stival Veneziano Sobrinho, Marcos Pereira Ávila,

Roberto Murillo Limongi de Sousa Carvalho

Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia (GO)

115. MELANOMA DE CORÓIDE ASSOCIADO A DESCOLAMENTO DE RETI-

NA EXSUDATIVO

Lucas da Silva Freitas, Mizael Augusto Pinto,

Evandro Gonçalves de Lucena Júnior

Hospital da Lagoa - Rio de Janeiro (RJ)

116. SCHWANNOMA ORBITÁRIO

Diether Schmidt, Marcelo Golbert, Marcelo Maestri

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)

117. TRATAMENTO DE CEC OCULAR COM MIÍASE

Augusto Mattos Schelemberg, Astor Grumann Júnior,

Patrícia Martins Biff

Hospital Regional de São José - Dr Homero de Miranda Gomes - São José (SC)

118. ACOMETIMENTO ORBITÁRIO NA DOENÇA DE ROSAI-DORFMAN

Luiz Angelo Rossato, Frederico Castelo Moura,

Mário Luiz Ribeiro Monteiro

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

119. ADENOMA DO EPITÉLIO NÃO PIGMENTADO DO CORPO CILIAR

Vanessa Bonjorno Perestrelo, Ivana Lopes Romero, José Vital Filho

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)

120. APRESENTAÇÃO INCOMUM DE LINFOMA COM MANIFESTAÇÃO EX-

TRAOCULAR

Pablo Felipe Rodrigues, Paulo Góis Manso, Ana Maria Noriega Petrilli

Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi das Cruzes (SP)

121. BAIXA ACUIDADE VISUAL APÓS QUADRO DE SINUSITE

Daniele Sayuri Suzuki, Fernando Procianoy,

Angela Maria da Graça Almanza Aragon

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)

122. COMPLICAÇÃO ORBITÁRIA DE IMPLANTE DENTÁRIO ZIGOMÁTICO

Marcelo Blochtein Golbert, Cristiane Bins, Fernando Procianoy

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)

123. DOENÇA DE ROSAI-DORFMAN COM ACOMETIMENTO ORBITÁRIO E

DE SEIOS DA FACE

Cristina Baracuhy, Leonardo Antonio Souza Bezerra

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - Recife (PE) / Instituto da

Visão do Recife - Recife (PE)

124. EMBOLIZAÇÃO DE FÍSTULA CARÓTIDO-CAVERNOSA DIRETA À

DIREITA, ATRAVÉS DA ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA ESQUERDA

Maiara Mocelin Leitão, Rafael Nogueira, Patrícia Cerqueira

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

125. EMPREGO DO ENXERTO DERMOLIPÍDICO EM UM CASO DE OLHO

CÍSTICO CONGÊNITO

Victor Marques de Alencar, Danielle Pimenta de Figueiredo Viana,

Fernanda dos Santos Jacques da Silva

Hospital Felicio Rocho - Belo Horizonte (MG) / Hospital Vera Cruz - Belo

Horizonte (MG)

RELATOS DE CASOS

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

64

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):59-69


R ELATOS DE C ASOS

126. INVASÃO ORBITÁRIA POR CISTO EPIDERMÓIDE FRONTAL

Bianca Ferreira Monteiro, Renata Biller, Andreza Noel

Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ)

127. MUCOCELE FRONTOETMOIDAL EM IMUNONOCOMPETENTE

Débora Silva Melo, Allan Pieroni Gonçalves, Rafael Miranda Sousa

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

128. MUCOCELE FRONTOETMOIDAL: APRESENTAÇÃO ATÍPICA

Mariana Eleonora Pereira Cunial, Nilson Lopes da Fonseca Junior,

José Ricardo Carvalho Lima Rehder

Faculdade de Medicina do ABC - Santo André (SP)

129. TUMOR MARROM NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE TUMORES

DE CÉLULAS GIGANTES

João Vicente Queiroz de Moraes, Frederico Castelo Moura,

Mário Luiz Ribeiro Monteiro

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

130. TUMOR SOLITÁRIO FIBROSO DA ÓRBITA

Filipe José Pereira, Felipe Eing

Clínica Catarinense de Pálpebras e Olhos (CCPO) - Florianópolis (SC)

131. USO DO PENTACAM NA PROPEDÊUTICA DE CISTO DERMÓIDE

LÍMBICO

José Humberto Franco Lambert, Flavio Moura, Tatiana Millán

Hospital Nossa Senhora da Conceição - Porto Alegre (RS)

132. VASCULITE ORBITÁRIA DE PEQUENOS VASOS

Gustavo Bernal da Costa Moritz, Antônio Augusto Velasco e Cruz

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

133. ACUPUNTURA PARA ALÍVIO DE DOR OCULAR CRÔNICA EM PACIENTE

COM PHTHISIS BULBI

Paula Leal dos Santos Barros, Marina Costa Carvalho de Sousa,

Angelino Júlio Cariello

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

134. CORISTOMA COMPLEXO EPIBULBAR COM APRESENTAÇÃO ATÍPICA

Epaminondas de Souza Mendes Júnior, Eduardo Ferrari Marback,

Roberto Lorens Marback

Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

135. DESAFIO DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO EM CASO DE ESCLERITE

FÚNGICA POR CURVULARIA SP

Arthur Luís Alves Frazão de Carvalho, Uchoandro Bezerra Costa Uchôa,

Carlos Alexandre de Amorim Garcia

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal (RN)

136. HERPES ZÓSTER OFTÁLMICO E MOLUSCO CONTAGIOSO: CO-

INFECÇÃO EM PACIENTE HIV POSITIVO

Renata Merli Franco, Pedro Bertino Moreira,

Diogo Augusto Souza Cunha

Santa Casa de Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)

137. SÍNDROME DA PÁLPEBRA FROUXA (FLOPPY EYELID SYNDROME):

DIAGNÓSTICO TARDIO

Gustavo Costa Pinheiro Regia M. Gondim Ramos,

Sidney Julio de Faria e Sousa

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

138. USO DE IVERMECTINA NO TRATAMENTO DE FTIRÍASE PALPEBRAL

Francisco Edison Andrade Costa, Dácio Carvalho Costa

Centro de Estudos Newton Kara-José - Fortaleza (CE)

139. AGENESIA DE VIA LACRIMAL ALTA

Fabiana Correa Nardella, Fabiola Pavan, Fernanda Marció

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP) / Universidade

de Santo Amaro (UNISA) - São Paulo (SP)

140. ALTERAÇÕES OFTALMOLÓGICAS EM PACIENTE PORTADOR DA

SÍNDROME DE WAARDENBURG

Lucas Perez Vicente, Rafael Miranda Sousa, Fabricio Lopes da Fonseca

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

141. CANALICULITE APÓS INTUBAÇÃO DE VIA LACRIMAL

Davi Araf, Rodrigo Brito, Talyta Uliani

Hospital Cema - São Paulo (SP)

142. CELULITE ORBITÁRIA COM RÁPIDA EVOLUÇÃO PARA CEGUEIRA

Patrícia Martins Biff, Ruy Cesar Orlandi, Augusto Mattos Schelemberg

Hospital Regional de São José Dr. Homero de Miranda Gomes - São José (SC)

143. CISTO DUCTAL DA GLÂNDULA LACRIMAL INFECTADO

Marcos Eugenio Moraes Nunes de Sousa, Maria Cecília Aguiar Remígio,

Kécya Raissa Barros Luz

Fundação Altino Ventura (FAV) - Recife (PE)

144. COLOBOMA PALPEBRAL BILATERAL ISOLADO

Daniela Gewehr Leaes, Fernando Procianoy, Rodrigo Carrion

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)

145. ENDOSCOPIA NASAL NO TRATAMENTO DA DACRIOCISTOCELE

Carla Renata de Barros, Nicolle Antunes Almeida, Marilisa Nano Costa

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

146. EXTRUSÃO DE PRÓTESE INTEGRADA EM PACIENTE COM CAVIDADE

ANOFTÁLMICA

Sílvia Narikawa, Roberta Lilian Fernandes de Sousa,

Silvana Artioli Schellini

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)

147. LACERAÇÃO CANALICULAR EM RECÉM-NATO: REPARO COM

INTUBAÇÃO MONOCANALICULAR

Erika Takaki, Leonardo Prevelato, Patrícia Mitiko Santello Akaishi

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

148. MALFORMAÇÃO DE VIAS LACRIMAIS EM PAI E FILHA

Lucieni Cristina Barbarini Ferraz, Silvana Artioli Schellini,

Antonio Fernando Lima e Silva

Hospital Estadual Bauru - Bauru (SP) / Universidade Estadual Paulista

(UNESP) - Bauru (SP)

149. MELANOMA DE SACO LACRIMAL EM ADOLESCENTE

Nicolle Antunes de Almeida, Carla Barros, Marilisa Costa

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

150. PTOSE PALPEBRAL APÓS RESSECÇÃO DE TUMOR DE ÓRBITA

Tânia Pereira Nunes, Mário Ursulino Machado Carvalho

Hospital de Olhos de Sergipe - Aracaju (SE)

RELATOS DE CASOS

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):59-69 65


RELATOS DE C ASOS

151. ADENOCARCINOMA DE GLÂNDULA LACRIMAL (EX ADENOMA PLEO-

MÓRFICO)

Aline Pimentel de Miranda, Ivana Romero, José Vital Filho

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)

152. RETRAÇÃO PALPEBRAL SUPERIOR SECUNDÁRIA A DRENAGEM DE

SINUSITE FRONTAL

Rodrigo Previdello Carrion, Daniela Gewehr Leaes, Fernando Procianoy

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)

153. ROTAÇÃO ESPONTÂNEA DO TARSO SUPERIOR BILATERAL - FLOPPY

EYELID SYNDROME

Rafael Hisse Gomes, Luiza Muller Caye, Eduardo Mason

Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)

154. TRATAMENTO CIRÚRGICO DE BLEFAROPTOSE NA SÍNDROME DA

BLEFAROFIMOSE

Juliana Mayumi Yamasato, Patrícia Abreu Ferreira da Cunha,

Cintia Gomes Galvão Lasálvia

Universidade de Santo Amaro (UNISA) - São Paulo (SP)

155. TRATAMENTO CONSERVADOR DE GRANDES TUMORES ESPINO-

CELULARES CONJUNTIVAIS, COM MITOMICINA C TÓPICA 0,04%

Camila Maia de Faria, Cristiano Meneses Diniz, Andressa da Silva Ochiuto

Hospital São Geraldo - Belo Horizonte (MG)

156. ÚLCERA CORNEAL E AMAUROSE EM PACIENTE PORTADORA DE

LESÃO EXPANSIVA EM REGIÃO FRONTAL

Bruno Rodrigues de Moura Santos, Fabricia Gobi Martinelli,

Clennio Ottoni de Almeida Arêdes

Hospital da Lagoa - Rio de Janeiro (RJ)

157. XERODERMA PIGMENTOSO

Circe Chagas de Oliveira, Raphael Freitas Comes e Silva,

Aristóteles Gazineu Júnior

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

158. NICTALOPIA APÓS CIRURGIA BARIÁTRICA

Carolina Wiltgen Campos, Mariana Rossi Thorell, Cristiane Magno Nunes

Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)

159. UMA VISÃO SISTÊMICA SOBRE A SÍNDROME DE MARFAN

Juliana Tessari Rohr, Camila Vigolvino Lopes Pinto,

Paulo Henrique Lordello

Hospital de Base de Brasília - Brasília (DF)

160. IMAGEM EM TUMORES DA SUPERFÍCIE: ULTRASSONOGRAFIA DE

ALTA RESOLUÇÃO X TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA DO SEG-

MENTO ANTERIOR

Virginia Laura Lucas Torres, Priscilla Bordon, Norma Allemann

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Fleury

Medicina Diagnóstica - São Paulo (SP)

161. ULTRASSONOGRAFIA EM ROTURAS DE RETINA

Jason Teixeira da Silva Neto, Norma Allemann

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)

162. COLOBOMA TÍPICO BILATERAL DE ÍRIS E RETINA ASSOCIADO A ALTA

ANISOMETROPIA

Marcus Vinicius Vieira Pinheiro, Andre Luiz Freitas Silva,

Carolina Ramos Mosena

Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)

163. MIOPIA AGUDA INDUZIDA POR TOPIRAMATO

Luiz Felipe Hagemann, André Luis Momm da Silva, Keith Dadam Sgrott

Hospital de Olhos de Blumenau - Blumenau (SC)

164. MIOPIA DEGENERATIVA

Marcelo Moreira de Oliveira, Eloisa Klein Lopes, Gustavo Barbosa Abreu

Instituto Penido Burnier - Campinas (SP)

165. ALTERAÇÕES DA CORÓIDE APÓS NEOPLASIA DE PARATIREÓIDE

Alexandre Nogueira Santos, Tubertino Monteiro Godoi Neto,

Renata Karina Braga da Cruz Nogueira Santos

Fundação Banco de Olhos de Goiás - Goiânia (GO)

166. ANEURISMAS MÚLTIPLOS DE RETINA EM PACIENTE JOVEM

Frederico Gustavo Telles e Souza, Sérgio Murilo Barcelos Corrêa,

Luciana Manglia Ravagnani

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)

167. COLOBOMA CORIORRETINIANO BILATERAL E MICROCÓRNEA UNILA-

TERAL

Werllington Marmo Leandro Felipe, Isabella Silveira,

Maria Auxiliadora Souza

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

168. CORIORRETINITE ESCLOPETÁRIA

Ana Cândida Bispo de França, André Luiz Moura Bastos,

Alexandre Campelo Ramiro

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

169. CORIORRETINOPATIA SEROSA CENTRAL EM PACIENTE PORTADOR DE

LEISHMANIOSE VISCERAL

Marcella Cristina Halliday Muniz, Clécia de Araújo Cavalcante,

Arminda Pereira da Silva Theotonio

Universidade Federal de Alagoas (UFAL) - Maceió (AL)

170. DESCOLAMENTO DE RETINA SEROSO NO PACIENTE COM SÍFILIS

Renata Biller, Leonardo Costa, Isabela Camarota

Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ)

171. DOENÇA DE COATS EM PORTADOR DE ESCLEROSE TUBEROSA

Debora Naligia Moraes Luna, Alexandre Campelo Ramiro

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

172. DOENÇA DE COATS: O PERFIL DE UM CASO DE APRESENTAÇÃO

AGRESSIVA E PROGNÓSTICO VISUAL RESERVADO

Júlia Bicharra Barbosa, Regina Célia Oliveira Diniz, Raul Vianna

Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ)

173. DOENÇA DE STARGARDT

Rafael Belila Melhado, Julia Bicharra Barbosa, Raul Vianna

Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ)

174. ELETRORRETINOGRAFIA MULTIFOCAL EM PACIENTE COM

TELANGIECTASIA PARAFOVEAL IDIOPÁTICA EM TRATAMENTO COM

RANIBIZUMAB

Lívia Fernandes Prudente, André Marcio Vieira Messias

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

RELATOS DE CASOS

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

66

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):59-69


R ELATOS DE C ASOS

175. ESCLEROSE TUBEROSA UMA DOENÇA POUCO DIAGNOSTICADA

Marco Metzger, Luiz Fernando Resende da Silva Nominato,

Eustáquio José Pimenta Azevedo Júnior

Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)

176. ESTRIAS ANGIÓIDES COM MEMBRANA NEOVASCULAR SUB-RETINIANA

Gilberto Timm Filho, Raphael Freitas Gomes Silva, Oscar Vilasboas

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

177. FINDINGS OF ISCHEMIC MACULOPATHY OBSERVED BY SPECTRAL

DOMAIN OCT AND FLUORESCEIN ANGIOGRAPHY IN SICKLE CELL

DISEASE

Ígor Sandes Pessoa da Silva, Bruno de Paula Freitas,

Otacílio de Oliveira Maia Jr.

Hospital São Rafael - Fundação Monte Tabor - Salvador (BA) / Universidade

Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

178. FOSSETA CONGÊNITA DO DISCO ÓPTICO

Márcio Augusto Nogueira Costa, Manoel Abreu, Gustavo Albuquerque

Instituto Penido Burnier - Campinas (SP)

179. HEMORRAGIA PRÉ-RETINIANA E MEMBRANA HIALÓIDE TRACIONAL

EM MIOPIA DEGENERATIVA NUMA CRIANÇA DE 12 ANOS

Marília Bezerra Cavalcanti Dias, Michelle Cantisani, Tarcizio José Dias

Centro Oftálmico Tarcizio Dias - João Pessoa (PB)

180. HEMORRAGIA SUB-RETINIANA E VÍTREA MACIÇA APÓS COMBINA-

ÇÃO DE TRATAMENTOS (LUCENTIS-PDT)

Alexandre Campelo Ramiro, Oscar Villas Boas,

André Luís Carvalho Moura Bastos

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

181. HEMORRAGIA VÍTREA ASSOCIADA A MEMBRANA NEOVASCULAR

SUB-RETINIANA EM PACIENTE COM ESTRIAS ANGIÓIDES IDIOPÁTICAS

Aurelita de Assis Formiga Teódulo, Ramon Carlos Martins Barreto Neto,

Ana Paula Furtado Tupynambá

Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)

182. HIPOPLASIA FOVEAL ISOLADA

Júlio César Costa Pereira, Flávia Sotto-Maior Januário,

Márcia Gotelip Delgado

Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) - Juiz de

Fora (MG)

183. INJEÇÃO INTRAVÍTREA DE RANIBIZUMABE NO PRÉ-OPERATÓRIO DO

DESCOLAMENTO TRACIONAL DIABÉTICO GRAVE

André Luiz Moura Bastos, Ana Cândida Bispo França,

Alexandre Campelo Ramiro

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

184. MACULOPATIA TÓXICA POR PACLITAXEL

Ruy César da Silva Orlandi, Renata Portella Nunes,

Eduardo Buchelle Rodrigues

Hospital Regional São José Dr. Homero Miranda Gomes - São José (SC)

185. MEMBRANA NEOVASCULAR SUB-RETINIANA

Maria Vitória de Oliveira Correia, André Almeida e Araújo,

Monike Paula Gomes Vieira

Fundação de Ciência e Pesquisa Maria Ione Xerez Vasconcelos (FUNCIPE)

- Fortaleza (CE)

186. NON-ISCHAEMIC CENTRAL RETINAL VEIN OCCLUSION IN A YOUNG

PATIENT ASSOCIATED WITH CHRONIC INTRANASAL COCAINE ABUSE

Rafael Miranda Sousa, Aloísio Nakashima, Walter Takahashi

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

187. O BEVACIZUMAB (AVASTIN) NO TRATAMENT0 DA RETINOPATIA DA

PREMATURIDADE: NOSSOS PRIMEIROS RESULTADOS

João Orlando Ribeiro Gonçalves, Giordano C. Santos

Fundação Oftalmológica do Piauí - Teresina (PI)

188. OCLUSÃO BILATERAL DE ARTÉRIA CENTRAL DA RETINA EM PACIENTE

HIV POSITIVO

Erica Coelho, Murilo Abud, David Isaac

Centro de Referência em Oftalmologia (CEROF) - Goiânia (GO)

189. OCLUSÃO DE VEIA CENTRAL DA RETINA BILATERAL SECUNDÁRIO A

DEFICIÊNCIA DE PROTEÍNAS

Geraldine Trevisan Tecchio, Fabio Busch, Ralfh Rodrigues Brandolt

Hospital Regional de São José Dr. Homero de Miranda Gomes - São José (SC)

190. OCLUSÃO VASCULAR BILATERAL EM PACIENTE GLAUCOMATOSO E

DISLIPIDÊMICO

Barbara Ribeiro de Vargas, Thales Pádua Brasileiro,

Luis Felipe da Silva Alves Carneiro

Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)

191. PAPILITE DE JENSEN

Francisco José Ferreira Simão, Antonio Alexander Leite Simão,

Antonio Felipe Leite Simão

Fundação Leiria de Andrade - Fortaleza (CE)

192. RANIBIZUMAB INTRAVÍTREO SEGUIDO DE VITRECTOMIA NA DOENÇA

DE EALES

Siro Shinti Nozaki, Luiz Angelo Rossato, André Carvalho Kreuz

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

193. RANIBIZUMABE X BEVACIZUMABE NA TELANGIECTASIA MACULAR

TIPO 2

Rodrigo Pessoa Cavalcanti Lira, Tiago Cavalcanti, Valdir Balarim

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)

194. RAREFAÇÃO DO EPITÉLIO PIGMENTADO DA RETINA NA SÍNDROME

DE HUNTER

Reinaldo Nishimura, Denis Cardoso Hueb, João Alberto Holanda de Freitas

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) - Sorocaba (SP)

195. REDUÇÃO BILATERAL DA ESPESSURA RETINIANA EM PACIENTES

COM SÍNDROME DE ALPORT

Cíntia Maria Félix Medrado Parcero, Eduardo Ferrari Marback,

Otacílio de Oliveira Maia Jr

Hospital São Rafael - Fundação Monte Tabor - Salvador (BA) / Universidade

Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

196. COLOBOMA CÍSTICO DO NERVO ÓPTICO

Alexandre dos Reis Ráo, Paulo Antonio Barbisan,

Paulo Rodolfo Tagliari Barbisan

Centro Oftalmológico Santa Luzia - Ribeirão Preto (SP)

197. RESOLUÇÃO DE BURACO MACULAR IDIOPÁTICO COM USO DE BEVA-

CIZUMAB INTRAVÍTREO

Mariana Rabello Montenegro, Aline Reetz Conceição,

Carlos Alexandre de Amorim Garcia

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal (RN)

RELATOS DE CASOS

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):59-69 67


RELATOS DE C ASOS

198. RESOLUÇÃO ESPONTÂNEA DE BURACO MACULAR TRAUMÁTICO

Aline Reetz Conceição, Diego Felipe Sampaio Alves,

Carlos Alexandre Amorim Garcia

Universidade de Passo Fundo - Passo Fundo (RS) / Universidade Federal

do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal (RN)

199. RETINOBLASTOMA: PREVALÊNCIA HEREDITÁRIA PELO HALÓTIPO “C”

Letícia Halim de Matos, Diego Halim de Matos, Rafael Braga

Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)

200. RETINOPATIA DIABÉTICA NA GESTAÇÃO

Martha Pereira Lima Lang, Falvio Moura, João Schneider

Hospital Nossa Senhora da Conceição - Porto Alegre (RS)

201. RETINOPATIA EM CRIANÇA DE QUATRO ANOS DE IDADE COM

DOENÇA FALCIFORME

Henrique Correa Aterje, José Osório Duarte Júnior,

Ana Paula Matos Ferreira

Instituto Suel Abujamra - São Paulo (SP)

202. RETINOPATIA EM PACIENTE PORTADORA DE HEPATITE C TRATADA

COM PEGINTERFERON ALFA 2A E RIBAVIRINA

Gustavo Sampaio de Faria, Paula Cotrim Duarte Sampaio,

Flávia Sotto-Maior Januário

Universidade Federal de Juiz de Fora Juiz de Fora (MG)

203. RETINOPATIA ISQUÊMICA GRAVE EM PACIENTE COM DOENÇA DE

STILL DO ADULTO

Marco Antônio Leite, Fabrício Lopes da Fonseca,

Sérgio Luis Gianotti Pimentel

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

204. RETINOPATIA POR TALCO

Carlos Eduardo Zanetti Alves Pereira, Rafaello Sala Pasquinelli,

Ana Cláudia de Lima Silveira

Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)

205. RETINOPATIA PÓS-RADIOTERAPIA EM LINFOMA NÃO HODGKIN ORBITÁRIO

Nattasha Poli de Carvalho Villas, Demian Temponi, Elizabeth Beire

Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ)

206. RETINOPATIA VASO-OCLUSIVA NO LES ASSOCIADA À SÍNDROME DO

ANTICORPO ANTIFOSFOLÍPIDE

Cristiana Dumaresq de Oliveira, Daniel Araújo Ferraz,

Walter Yukihiko Takahashi

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

207. SÍNDROME DA DISTROFIA DE CONES COM ERG ESCOTÓPICO

SUPRANORMAL E PROLONGADO: PRIMEIRO CASO DESCRITO NO

BRASIL

Luciana Teixeira de Campos Cella, Aurelita de Assis Formiga Teódulo,

Wener Passarinho Cella

Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)

208. SÍNDROME DE MÚLTIPLOS PONTOS BRANCOS EVANESCENTES ASSO-

CIADA COM UVEÍTE INTERMEDIÁRIA COM UVEÍTE INTERMEDIÁRIA

Antônio Felipe Leite Simão, Antonio Alexander Leite Simão

Hospital Geral de Fortaleza - Fortaleza (CE) / Fundação Leiria de Andrade

- Fortaleza (CE)

209. SÍNDROME DOS MÚLTIPLOS PONTOS EVANESCENTES (MEWDS)

Raphael Freitas Gomes e Silva, Gilberto Timm Filho, Oscar Villas Boas

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

210. SPECTRAL DOMAIN OCT FINDINGS IN A PATIENT WITH SEROUS MACULAR

DETACHMENT SECONDARY TO OPTIC DISC PIT

Bruno de Paula Freitas, Otacílio de Oliveira Maia Jr.,

Igor Sandes Pessoa da Silva

Hospital São Rafael - Fundação Monte Tabor - Salvador (BA) / Universidade

Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)

211. SPECTRAL DOMAIN OCT NA DISTROFIA DE CONES COM RESPOSTA

SUPERNORMAL DE BASTONETES

Antonio Brunno Vieira Nepomuceno, Jefferson A. S. Ribeiro,

Andre Marcio Vieira Messias

Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)

212. TELANGIECTASIA JUSTAFOVEAL TIPO 2 X RANIBIZUMAB (LUCENTIS ® )

Oscar Villas Boas, André Luís Carvalho Moura Bastos,

Alexandre Campelo Ramiro

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

213. TERAPIA COMBINADA PARA O TRATAMENTO DE DMRI EXSUDATIVA

Henrique Viana Vieira, Gilberto Timm Filho,

Raphael Freitas Gomes e Silva

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

214. TOXOPLASMOSE OCULAR MASCARANDO SÍFILIS OCULAR

Ellano de Medeiros Ferreira, Antonio Alexander Leite Simão,

José Newton Dias Escossia

Fundação Leiria de Andrade - Fortaleza (CE)

215. TRAÇÃO VÍTREA SOBRE A MÁCULA E OCT

Elvira Barbosa Abreu, Thiago Chagas, Manoel Abreu

Instituto Penido Burnier - Campinas (SP)

216. UVEÍTE SECUNDÁRIA À TUBERCULOSE

Arthur Costa Lima Filho, Alexander Simão

Fundação Leiria de Andrade - Fortaleza (CE)

217. VITREORRETINOPATIA EXSUDATIVA FAMILIAR SIMULANDO DOENÇA

DE COATS

Adriane Almeida Brasil, Marcelo Mendes Lavezzo,

Alan Kardec Barreira Júnior

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

218. CORPO ESTRANHO INTRAOCULAR

Edson Martins da Rocha Neto, Adriane Almeida Brasil,

Thiago Gonçalves dos Santos Martins

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São

Paulo (USP) - São Paulo (SP)

219. CORPO ESTRANHO INTRAOCULAR SEM HEMORRAGIA VÍTREA E COM

VISÃO 20/20

Renata Toledo Lopes Chiareli, Jussara Frade Figueiredo,

Luana Camargos Guedes

Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)

220. ENUCLEAÇÃO TRAUMÁTICA POR ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO

Fernanda Carvalho Oliveira, Ricardo Castanheira de Carvalho,

Camila Vigolvino Lopes Pinto

Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)

RELATOS DE CASOS

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

68

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):59-69


R ELATOS DE C ASOS

221. SECÇÃO DE NERVO ÓPTICO POR FERIMENTO DE ARMA BRANCA SEM

LESÃO DE GLOBO OCULAR

Otavio Augusto Londero dos Santos, Maria de Lourdes Gonçalves Santos,

Arnaldo Machado Borges do Vale

Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - Uberlândia (MG)

222. SÍNQUISE CINTILANTE EM CÂMARA ANTERIOR

Isabella Almeida Silveira, Milena Laís Martins Meira,

Maria Auxiliadora Monteiro Souza

Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) -

Salvador (BA)

223. TRATAMENTO CIRÚRGICO DE ÚLCERA CORNEANA POR ASPERGILOS

SECUNDÁRIA A TRAUMA OCULAR COM VEGETAL

Jussara Carlos Figueiredo Frade, Renata Toledo Lopes Chiareli,

Aymara Janaina Soares Fernandes

Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)

224. TRAUMA CONTUSO INDUZINDO CATARATA E BURACO MACULAR

Michelle Sabbagh Carneiro, Clennio Ottoni de Almeida Arêdes,

Marco Aurélio Costa Marcondes

Hospital Geral da Lagoa - Rio de Janeiro (RJ)

225. AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MICOFENOLATO DE MOFETILA NO TRATA-

MENTO DE UVEÍTES REFRATÁRIAS A OUTROS IMUNOSSUPRESSORES

Juliana Marques Zaghetto, Joyce Hisae Yamamoto,

Carlos Eduardo Hirata

Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)

232. QUADRO PRESUMÍVEL INICIAL DE TOXOCARÍASE OCULAR

Virgínia dos Reis Lopes, Camila Pereira Pacheco,

Mariana Nogueira da Silva Resende

Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)

233. SÍNDROME DE VOGT-KOYANAGI-HARADA

Taisa Bertocco Carregal, Eliane Chaves Jorge, Kellen C. do Vale Lúcio

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)

234. TOXOCARÍASE OCULAR DO TIPO GRANULOMA PERIFÉRICO: RELATO

E TRATAMENTO ESPECÍFICO

Daniel Medeiros de Mendonça, Afonso Ligório de Medeiros,

Anamaria Coutinho Pessoa

Instituto de Olhos do Recife - Recife (PE)

235. VASCULITE BILATERAL EM TUBERCULOSE OCULAR PRESUMIDA

Glaucio Luciano Bressanim, Priscilla Helen Kuss,

Norisvaldo Cesar Bressanim

Instituto da Visão - Cascavel (PR) / Universidade Federal de São Paulo

(UNIFESP) - São Paulo (SP)

236. CEGUEIRA BILATERAL SECUNDÁRIA A ASTROCITOMA PILOCÍTICO

Marta Hercog Batista Rebelo de Matos, Daniela Matos,

Daniela Ferraz Valente

Oftalmoclin - Salvador (BA) / Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção

à Cegueira (IBOPC) - Salvador (BA)

226. DIFFUSE UNILATERAL SUBACUTE NEURORETINITIS IN THE EARLY

PHASE TREATED WITH ALBENDAZOLE

Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Paulo de Souza Segundo,

Carlos Alexandre de Amorim Garcia Filho

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal (RN)

227. GRANULOMA ANULAR ASSOCIADO À UVEÍTE POSTERIOR

Anna Paula Reinhold Fagundes, Luis Henrique Stroparo Júnior,

Marcelo Luiz Gehlen

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - Curitiba (PR)

228. HIV E UVEÍTE: A IMPORTÂNCIA DOS EXAMES DE RASTREIO PARA

ELUCIDAÇÃO DIAGNÓSTICA

Heloisa Adas Regianini, Deborah Ribas, Manoela Brüggeman

Hospital Governador Celso Ramos - Florianópolis (SC)

229. IRIDOCICLITE CRÔNICA JUVENIL IDIOPÁTICA VERSUS UVEÍTE ANTE-

RIOR CRÔNICA DA ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL

Debora Dantas Lins de Albuquerque, Karla Roberta R. A. Medeiros,

Ana Carla Paiva. M. Cahino

Centro Oftálmico Tarcísio Dias - João Pessoa (PB) / Instituto Visão para

Todos - João Pessoa (PB)

230. LEPTOSPIROSE OCULAR

Vicente Mendes Pereira, Fernando Miyazaki, Marcelo Gehlen

Universidade Evangélica do Paraná - Curitiba (PR)

231. TOXOCARÍASE OCULAR EM CRIANÇA DE DOIS ANOS DE IDADE

Marcos Massato Hirahata, Anderson Soares Miziara,

Letícia Mendonça Cattelan

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) - Campo Grande (MS)

RELATOS DE CASOS

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DA CEGUEIRA E REABILITAÇÃO VISUAL

Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):59-69 69


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

ÍNDICE DOS TEMAS LIVRES POR ÁREA E NÚMERO

Nº TEMAS LIVRES PÁG.

TL 001

TL 002

TL 003

TL 004

TL 005

TL 006

TL 007

TL 008

TL 009

TL 010

TL 011

CATARATA

Confiabilidade da acuidade visual pós-operatória de

catarata mediante medição da acuidade visual com

retinômetro Heine ........................................................................... 10

Custo-efetividade da cirurgia de catarata em um

hospital público num país em desenvolvimento ........ 10

Relação da concentração do ácido ascórbico no humor

aquoso com a plasmática e com a transparência

cristaliniana ............................................................................................ 10

CIRURGIA REFRATIVA

Reprodutibilidade da espessura do I-Lasik flap utilizando

tomografia de coerência óptica de segmento

anterior ..................................................................................................... 10

CÓRNEA

Ceratectomia lamelar anterior profunda usando a

técnica big-bubble em pacientes com ceratocone .. 11

Queimadura química grave: o papel da ceratoprótese

de Boston na reabilitação visual .............................................. 11

Técnica de enucleação com menor risco de sangramento

e hematomas em doadores de córnea no

banco de olhos do Amazonas ................................................... 11

Transplante endotelial automatizado utilizando microcerátomo

de fabricação brasileira .................................. 11

ESTRABISMO

Comparação de dois métodos para realização do

teste de fixação preferencial em pacientes com

estrabismo ............................................................................................. 12

Estudo comparativo de substâncias viscoelásticas para

promoção da estabilização do equilíbrio oculomotor

sem impedir rotações .................................................................... 12

Prevalência de ambliopia e erros refrativos em crianças

portadoras da sequência de Möbius .................................... 12

GLAUCOMA

TL 012 Fatores associados à resposta da cabeça do nervo

óptico à variação da pressão intraocular em pacientes

glaucomatosos ..................................................................................... 12

TL 013 [Retirado a pedido do autor] ................................................. 13

TL 014 Tomografia de coerência óptica Fourier-domain e

time-domain em pacientes glaucomatosos com defeito

de hemicampo ....................................................................... 13

TL 015

TL 016

TL 017

TL 018

TL 019

TL 020

TL 021

TL 022

TL 023

TL 024

TL 025

TL 026

TL 027

TL 028

NEUROFTALMOLOGIA

Correlação entre o OCT Fourier domain e o eletrorretinograma

de padrão reverso multifocal na compressão

quiasmática ........................................................................ 13

Habilidade diagnóstica do 3D OCT-1000 ® e banco de

dados normativos na detecção da perda neural por

tumores hipofisários ........................................................................ 13

OFTALMOPEDIATRIA

Criação de um escore capaz de prever a ocorrência da

retinopatia da prematuridade ................................................. 14

ONCOLOGIA

Uso do colírio azul de toluidina a 1% no diagnóstico

das neoplasias de células escamosas da superfície

ocular ......................................................................................................... 14

ÓRBITA

Ângulo interorbitário e protrusão ocular nos exorbitismos

sindrômicos ...................................................................... 14

Padrões radiológicos de inflamação orbitária idiopática

em crianças e adultos ...................................................... 14

PATOLOGIA EXTERNA

"Tea tree oil" no tratamento da blefarite crônica por

Demodex sp ......................................................................................... 15

Tratamento de Demodex folliculorum com ivermectina

em pacientes portadores de blefarite crônica ... 15

PLÁSTICA OCULAR / VIAS LACRIMAIS

Aberrações ópticas de alta ordem em pacientes com

distonias faciais .................................................................................... 15

Avaliação de ptose de supercílio no pós-operatório

de cirurgia de blefaroplastia superior utilizando medidas

angulares ................................................................................... 15

Comparação entre duas apresentações de toxina

botulínica tipo A para o tratamento de distonias faciais 16

PREVENÇÃO DE CEGUEIRA

Ambliopia em escolares da 1ª série da rede pública

da cidade de São Paulo ................................................................ 16

Cirurgia de catarata: custos para os pacientes no

período pós-operatório ................................................................ 16

RETINA

Redução da espessura do complexo de células ganglionares

macular em pacientes diabéticos sem retinopatia

.................................................................................................. 16

70

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

TL 029

TL 030

TL 031

TL 032

Alterações maculares após cirurgia não complicada

de facoemulsificação com implante de LIO através de

OCT spectral domain ...................................................................... 17

Protocolo experimental para quantificar a tração aplicada

na retina pelas ponteiras de vitrectomia .............. 17

Avaliação da sensibilidade ao contraste no tratamento

do edema macular diabético - estudo piloto ............... 17

Ensaio clínico aleatorizado da crioterapia intraoperatório

versus fotocoagulação a laser para retinopexia

................................................................................................. 17

TL 035

TL 036

TL 037

UVEÍTES / AIDS

Avaliação da integridade dos fotorreceptores maculares

em pacientes com doença de Vogt-Koyanagi-

Harada, estágio tardio .................................................................... 18

Caracterização eletrorretinográfica panretiniana e macular

dos olhos de pacientes com doença de Vogt-

Koyanagi-Harada ................................................................................ 18

Comunicação entre Toxoplasma gondii e seu hospedeiro:

impacto do genótipo do parasita na resposta

inflamatória ........................................................................................... 19

TL 033

Investigação experimental de agulhas e seringas,

técnicas de injeção intravítrea e distribuição de droga

no vítreo .................................................................................................. 18

TL 038

VISÃO SUBNORMAL

Perfil da avaliação comportamental do processamento

auditivo em crianças com baixa visão .................................. 19

TL 034

Neovascularização retiniana induzida por injeções intravítreas

de VEGF165: modelo experimental em coelhos 18

TL 039

Perspectivas e óbices em relação ao uso de sistemas

telescópicos por escolares com baixa visão ..................... 19

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80 71


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

ÍNDICE DOS PÔSTERES POR ÁREA E NÚMERO

Nº PÔSTERES PÁG.

CATARATA

P 001 Alterações estruturais nos genes CRYAA, CRYGC e

CRYGD em pacientes com catarata congênita - resultados

preliminares ........................................................................... 22

P 002 Análise dos custos da cirurgia de catarata realizada

pelo residente ..................................................................................... 22

P 003 Aspectos epidemiológicos dos portadores de catarata

senil na comunidade de Pratânia - SP ................................ 22

P 004 Avaliação da expectativa e qualidade de vida dos

pacientes submetidos à facectomia e sua relação com

a escolaridade ...................................................................................... 22

P 005 Biometria na cirurgia de catarata pediátrica unilateral . 23

P 006 Cirurgia de catarata em hospital público: o que

mudou entre 1998 e 2008? ....................................................... 23

P 007 Cirurgia de catarata realizada por residentes: avaliação

dos riscos .................................................................................. 23

P 008 Classificação da catarata através da imagem de

Scheimpflug e sua relação com gasto de energia e

tempo da facoemulsificação ...................................................... 23

P 009 Prevalência de afecções oculares e sistêmicas prévias

e sua influência no resultado final da facectomia ........ 24

P 010 Programa de ensino de facoemulsificação CBO/Alcon:

resultados do Hospital de Olhos do Paraná .................... 24

P 011 Relação entre k, comprimento axial e satisfação de

pacientes submetidos à LIO multifocais Restor ® em

ambos os olhos .................................................................................... 24

P 012 Transmissão do vírus Piry pelo instrumental cirúrgico

da facoemulsificação: desenvolvimento de um modelo

experimental ........................................................................... 24

P 013

P 014

P 015

P 016

CIRURGIA REFRATIVA

Demonstração da sensibilidade e especificidade da

avaliação tomográfica na seleção de candidatos à

cirurgia refrativa ................................................................................. 25

Ocular response analyzer parameters in keratoconus

with “normal” central corneal thickness compared

with matched control .................................................................... 25

CÓRNEA

Análise do diagnóstico e perfil dos pacientes submetidos

a transplante de córnea no Hospital de Olhos do Paraná 25

Análise microbiológica dos botões corneoesclerais

do Banco de Olhos do Hospital das Clínicas de Ribeirão

Preto .................................................................................................. 25

P 017

P 018

P 019

P 020

P 021

P 022

P 023

P 024

P 025

P 026

P 027

P 028

P 029

P 030

P 031

P 032

P 033

P 034

Avaliação através da tomografia de coerência óptica

de anéis implantados manualmente e com o laser de

fentosegundo ...................................................................................... 26

Avaliação clínica e por meio de OCT Visant de pacientes

com infecção prévia por Neisseria spp ............ 26

Avaliação da precisão da paquimetria corneana de

contato por ultrassom .................................................................... 26

Avaliação do astigmatismo e acuidade visual póstransplante

endotelial (DSAEK) ............................................... 26

Avaliação do conhecimento da população em relação

aos estudantes de medicina sobre o processo de

doação de córnea .............................................................................. 27

Avaliação do uso do "crosslinking" do colágeno para

tratamento de ceratopatia bolhosa ...................................... 27

Características epidemiológicas e etiológicas das

ceratites infecciosas em centro de referência no

Brasil ........................................................................................................... 27

Causas de descarte de córneas e perfil do doador no

Banco de Olhos do HUPAA-UFAL: janeiro de 2008 a

março de 2010 .................................................................................... 27

Cola biológica Tissucol versus nylon 10.0 na exerese

de pterígio primário usando transplante de conjuntiva

autólogo .................................................................................................. 28

Espátula de Kimura versus escova CSM: eficiência na

coleta de raspados em ceratites infecciosas ................... 28

Incidência de glaucoma pós ceratoplastia penetrante

no ano de 2009 no Hospital Universitário Prof. Alberto

Antunes/UFAL ...................................................................................... 28

Indicações para ceratoplastia penetrante e lamelar no

Hospital de Clínicas-UFTM ......................................................... 28

Prevalência da síndrome do olho seco em pacientes

com retinopatia diabética proliferativa ............................. 29

Programa desenvolvido para ceratometria em palm

top ............................................................................................................... 29

Protocolo de tratamento para ceratoconjuntivite primaveril

..................................................................................................... 29

Surto epidêmico de úlcera de córnea em usuários de

lente de contato colorida em Hospital Universitário

de Belém do Pará ............................................................................. 29

Uso de ganciclovir 0,15% gel para tratamento de

certatoconjuntivite adenoviral ................................................. 30

DOENÇAS SISTÊMICAS

Alterações oftalmológicas nos pacientes portadores

de esclerose sistêmica em acompanhamento ambulatorial

................................................................................................. 30

72

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

P 035

P 036

P 037

P 038

P 039

P 040

P 041

P 042

P 043

P 044

P 045

P 046

P 047

P 048

P 049

P 050

P 051

P 052

P 053

P 054

P 055

Estudo sobre a correlação entre atividade da artrite

reumatóide e a gravidade do olho seco ........................... 30

Manifestações oculares em pacientes portadores da

síndrome de Williams .................................................................... 30

Prevalência de Demodex sp. nos cílios de pacientes

diabéticos ............................................................................................... 31

EPIDEMIOLOGIA

Associação entre a frequência de conjuntivite viral e

variações de parâmetros climáticos ...................................... 31

Avaliação da acuidade visual em escolares do ensino

fundamental da rede pública de Volta Redonda - RJ,

entre 2004 e 2008 ............................................................................ 31

Caracterização das indicações de transplante de córnea

em pacientes que procuram o Hospital Estadual

Brigadeiro (SUS) ................................................................................ 31

Causas de cegueira e deficiência visual na população

de menores de 18 anos da cidade de Pratânia ............ 32

Epidemiologia do trauma ocular infantil atendido no

Serviço de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia

de Santos ................................................................................ 32

Epidemiologia do trauma ocular na emergência do

HBDF ......................................................................................................... 32

Epidemiologia dos pacientes portadores de pterígio

oriundos da região do Alto Tietê - UMC .......................... 32

Epidemiologia, acuidade visual e ametropia de crianças

com conjuntivite alérgica .................................................... 33

Expectativas e conhecimento entre pacientes com

indicação de transplante de córnea ..................................... 33

Motivação de oftalmologistas para a escolha da especialidade

........................................................................................... 33

Perfil clínico e epidemiológico dos traumas oculares

no pronto-socorro de referência em Uberaba - MG . 33

Perfil clínico-epidemiológico de pacientes encaminhados

para transplante de córnea no Hospital Oftalmológico

de Sorocaba ............................................................ 34

Perfil das urgências oftalmológicas em pronto-atendimento

de referência na cidade de Jundiaí - São Paulo 34

Sazonalidade das ceratites infecciosas na região de

Ribeirão Preto-SP .............................................................................. 34

Tracoma: perfil epidemiológico pós-tratamento coletivo

em Urucará, Arez (RN), Brasil, de 2006 a 2008 34

Urgências oftalmológicas em hospital de referência:

Santa Casa de Campo Grande/MS ......................................... 35

Vigilância epidemiológica das conjuntivites no Estado

de São Paulo ......................................................................................... 35

ESTRABISMO

Ação da toxima botulínica na contração isométrica do

reto medial e reto lateral em pacientes com exotropia

e esotropia ............................................................................................. 35

P 056 Cirurgia monocular para esotropias de grande ângulo 35

P 057 Metodologia computacional para detecção automatizada

do estrabismo ...................................................................... 36

P 058 Toxina botulínica no tratamento de estrabismo: experiência

da Escola Paulista de Medicina ......................... 36

P 059 Utilização da internet para disponibilização de casos

clínicos de estrabismo no aprendizado em oftalmologia

........................................................................................................... 36

P 060 Variação da amplitude da rima palpebral na correção

cirúrgica do estrabismo horizontal ....................................... 36

GLAUCOMA

P 061 Aderência ao tratamento do glaucoma e sua relação

com fatores sociodemográficos ............................................... 37

P 062 Análise do complexo de células ganglionares versus

camada de fibras nervosas peripapilar para diagnóstico

de glaucoma .............................................................................. 37

P 063 Avaliação da espessura macular com tomografia de

coerência óptica Fourier-domain em pacientes com

campo visual tubular ....................................................................... 37

P 064 Avaliação da pressão de perfusão ocular em pacientes

com insuficiência cardíaca ........................................................... 37

P 065 Comparação da aderência no uso de colírios hipotensores

oculares em serviços público e privado ............... 38

P 066 Comparação entre HRT-II e avaliação de estereofotografias

de discos ópticos por especialistas em

glaucoma ................................................................................................ 38

P 067 Correlação entre setores do campo visual e da camada

peripapilar de fibras nervosas da retina medida com

OCT-FD .................................................................................................... 38

P 068 Estudo comparativo entre os picos e médias de

pressão intraocular após realização do TSH e CTD .... 38

P 069 Estudo comparativo entre tonômetro de Goldmann

e o tonômetro de Pascal no TSH em pacientes com

GPAA e olhos normais .................................................................... 39

P 070 Influência da facoemulsificação na pressão intraocular

e na medida do ângulo da câmara anterior ................... 39

P 071 Efeito aprendizado da perimetria de frequência dupla

Humphrey Matrix em pacientes com glaucoma de

ângulo aberto ...................................................................................... 39

P 072 Mudança postural da pressão intraocular em crianças

saudáveis de Almirante Tamandaré (PR) projeto

glaucoma ................................................................................................ 39

P 073 Mudanças na pressão de perfusão ocular induzidas

pela postura: uma comparação entre cirurgia fistulizante

e colírios ................................................................................. 40

P 074 Perfusão ocular durante a hemodiálise .............................. 40

P 075 Progressão de perdas campimétricas em pacientes

com diferentes polimorfismos do gene TP53 .............. 40

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80 73


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

P 076

P 077

P 078

Relação entre resposta fotópica negativa, eletrorretinograma

padrão e a perimetria visual automatizada

em glaucomatosos ........................................................................... 40

Resultados do implante de Schocket modificado em

glaucoma refratário ......................................................................... 41

Taxa de perda de seguimento ambulatorial em pacientes

do Setor de Glaucoma da Santa Casa de Mogi

das Cruzes, Alto Tietê ..................................................................... 41

P 094

P 095

P 096

Comparação da oclusão do ponto lacrimal com o uso

de lubrificante ocular no olho seco associado à artrite

reumatóide ........................................................................................... 45

Complicações e recidiva após cirurgia de pterígio

com transplante conjuntival autólogo com sutura e

cola de fibrina ...................................................................................... 45

Prevalência de Demodex sp. nos cílios de pacientes

com transplante renal .................................................................... 45

P 079

LENTE DE CONTATO

Características das lentes gelatinosas descartáveis

em casos de ceratite por Acanthamoeba ......................... 41

NEUROFTALMOLOGIA

P 080 Avaliação da camada de fibras nervosas da retina

usando OCT em mielite transversa longitudinal extensa

........................................................................................................... 41

P 081 Avaliação visual na esclerose múltipla ................................. 42

P 082 Eletrorretinograma multifocal por padrão reverso na

detecção da lesão neural na atrofia em banda do nervo

óptico ........................................................................................................ 42

P 083 Neuropatia óptica isquêmica anterior: aspectos epidemiológicos

....................................................................................... 42

P 084 Pupila tônica de Adie: aspectos epidemiológicos ..... 42

P 085 Quantificação da perda axonal em pacientes com AC

anti-AQP-4, com ou sem neurite óptica, usando o OCT

de alta resolução ................................................................................ 43

P 086

P 087

P 088

P 089

OFTALMOPEDIATRIA

Biometria para monitorização do crescimento do olho

míope na infância .............................................................................. 43

Lensectomia e vitrectomia anterior via pars plicata

como opção cirúrgica à catarata infantil ............................ 43

Saúde ocular de escolares da rede pública de ensino:

impacto de campanha em Florianópolis .......................... 43

ONCOLOGIA

Análise retrospectiva dos tumores conjuntivais submetidos

à cirurgia de ressecção ............................................. 44

ÓRBITA

P 090 Corticoterapia local em orbitopatia distireoideana .. 44

P 091 Fluxo na veia oftálmica superior ao ecoDoppler em

pacientes com forma congestiva da orbitopatia de

Graves pré e pós-tratamento .................................................... 44

P 092

P 093

PATOLOGIA EXTERNA

Avaliação da toxicidade ocular após instilação tópica

de doadores de óxido nítrico in vivo .................................. 44

Avaliação de sintomas e satisfação após cirurgia de

pterígio e transplante conjuntival autólogo com sutura

ou cola ............................................................................................ 45

P 097

P 098

P 099

P 100

P 101

PESQUISA BÁSICA

Análise da lágrima e saliva de pacientes portadores de

rosácea ocular para a descoberta de biomarcador .... 46

Avaliação da concentração de metabólitos do óxido

nítrico na lágrima de pacientes com conjuntivite viral . 46

Indicações e estudo anatomopatológico de olhos

enucleados no Hospital Universitário Professor Edgard

Santos ........................................................................................................ 46

Protótipo para determinação de categoria de lentes

de óculos para medidas de ultravioleta ............................ 46

Ultrassom de alto foco e intensidade para reduzir a

dureza da lente na cirurgia de catarata ............................. 47

PLÁSTICA OCULAR / VIAS LACRIMAIS

P 102 Avaliação da posição do supercílio e das assimetrias

palpebrais em idosos usando medidas digitais ........... 47

P 103 Blefaroplastia e pressão intraocular ....................................... 47

P 104 Condutas para reparação da cavidade anoftálmica no

Brasil e no mundo ............................................................................. 47

P 105 Efeito da toxina botulínica nos sintomas de depressão

e ansiedade em pacientes com distonias faciais .......... 48

P 106 Epidemiologia dos pacientes do Ambulatório de

Oculoplástica na Santa Casa de Mogi das Cruzes/Alto

Tietê de 2007 a 2009 ..................................................................... 48

P 107 Evisceração: causas mais frequentes de indicação no

Setor de Oftalmologia do Hospital Padre Bento ........ 48

P 108 Fotografia clínica padronizada: o papel do flash ......... 48

P 109 Importância da projeção axial do bulbo ocular no

entrópio involucional e no ectrópio involucional da

pálpebra inferior ............................................................................... 49

P 110 Perfil dos portadores de cavidade anoftálmica - estudo

na Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP 49

P 111

P 112

P 113

PREVENÇÃO DE CEGUEIRA

Avaliação do perfil da retinopatia diabética em pacientes

diabéticos do 5º Mutirão do Diabetes de

Itabuna-BA ............................................................................................. 49

Avaliação e correlação das microangiopatias diabéticas

nos pacientes do 5º Mutirão do Diabetes de

Itabuna-BA ............................................................................................. 49

Condutas reabilitacionais interdisciplinares para pessoas

com distrofias hereditárias de retina ........................ 50

74

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

P 114

P 115

P 116

P 117

P 118

P 119

P 120

P 121

P 122

P 123

P 124

P 125

P 126

P 127

P 128

P 129

P 130

Correlação da pressão intraocular inicial e cirurgia

em pacientes do Curso de Especialização em Oftalmologia

- UMC ................................................................................... 50

Eficácia do TRV como estratégia de prevenção de

cegueira infantil no Estado do Ceará ................................... 50

Perfil e destino dos pacientes atendidos na triagem

de oftalmologia em hospital universitário ....................... 50

Perfil sociodemográfico de crianças com deficiência

visual atendidas no serviço de habilitação do Cepre -

FCM - Unicamp .................................................................................. 51

Prevalência e características do pterígio em comunidades

ribeirinhas dos rios Solimões e Japurá, Amazonas,

Brasil ............................................................................................ 51

Perfil da emergência ocular de um hospital terciário

do nordeste do Brasil ..................................................................... 51

PROPEDÊUTICA

Comparação entre as medidas da espessura corneana

no paquímetro ultrassônico e no tomógrafo de

coerência óptica ................................................................................. 51

Eletrovisuograma axonal: achados em indivíduos

normais ..................................................................................................... 52

REFRAÇÃO

Avaliação do astigmatismo ceratométrico nos pacientes

submetidos à cirurgia de facoemulsificação .... 52

Fotografia em armação com régua milimetrada, novo

método de medida da distância nasopupilar ............... 52

Percepção dos professores sobre os erros refracionais

dos alunos no ensino fundamental ........................................ 52

RETINA

Correlação estrutural e funcional da mácula na retinopatia

diabética proliferativa tratada com laser

e triancinolona ..................................................................................... 53

Eficácia do bevacizumab intravítreo em pacientes

com membrana neovascular sub-retiniana secundária

à alta miopia ......................................................................................... 53

Eficácia do bevacizumab intravítreo em pacientes com

MNVSR secundária à distrofia viteliforme do adulto ... 53

Epidemiologia da endoftalmite em um hospital de

referência ................................................................................................ 53

Frequência e gravidade da retinopatia diabética em

pacientes diabéticos sob hemodiálise num hospital

de referência ........................................................................................ 54

Incidência de retinopatia diabética e perfil dos pacientes

diabéticos do ambulatório de endocrinologia

da universidade .................................................................................. 54

P 131

P 132

P 133

P 134

Perfil dos fatores de risco e gravidade de retinopatia

diabética em diabéticos tipo 2 ............................................... 54

Perfil epidemiológico de pacientes submetidos à

injeção intravítrea do ambulatório de retina do SUS

do HBO-POA ........................................................................................ 54

Recovery of the electroretinogram b-wave amplitude

after bleaching in early AMD ............................................ 55

Sistema de documentação computadorizada e manejo

de dados em repetidas injeções de anti-VEGF ou

corticosteróides .................................................................................. 55

TRAUMA

P 135 Achados epidemiológicos do trauma ocular ................. 55

P 136 Avaliação do conhecimento sobre urgências oftalmológicas

dos médicos residentes do HMCP ............... 55

P 137 Avaliação do conhecimento sobre urgências oftalmológicas

em estudantes da Faculdade de Medicina

da PUC - Campinas .......................................................................... 56

P 138 Causas de evisceração e perfil epidemiológico dos

pacientes na Fundação Altino Ventura ............................... 56

P 139

P 140

UVEÍTES / AIDS

Análise de 31 casos de esclerite - experiência de um

serviço de reumato-oftalmologia .......................................... 56

Tuberculose ocular: resposta oftalmológica ao tratamento

específico .......................................................................... 56

VISÃO SUBNORMAL

P 141 Atenção oftalmológica à população idosa com perda

visual: emprego de auxílios ópticos na DMRI ................ 57

P 142 Atenção oftalmológica para baixa visão em nível

terciário: auxílios ópticos na perda visual por retinopatia

diabética .............................................................................. 57

P 143 Características e percepções de autoeficácia de estudantes

com deficiência visual incluídos no ensino

regular ...................................................................................................... 57

P 144 Implantação de projeto de reabilitação visual do

idoso no Hospital das Clínicas da UFPE ............................. 57

P 145 [Transferido] ...................................................................................... 58

P 146 Reabilitação grupal de adolescentes com baixa visão:

projeto terapêutico interdisciplinar .................................... 58

P 147 Reabilitação visual de escolares com baixa visão ......... 58

P 148 Retinopatia da prematuridade: estudo de uma população

com deficiência visual ................................................. 58

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80 75


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

ÍNDICE DOS RELATOS DE CASOS POR ÁREA E NÚMERO

Nº RELATOS DE CASOS PÁG.

CATARATA

RC 001 Avaliação da estabilidade rotacional da LIO tórica ..... 60

RC 002 Catarata congênita e microcórnea em uma família

brasileira .................................................................................................. 60

RC 003 Descolamento tardio bilateral da membrana de Descemet

após facoemulsificação .................................................. 60

RC 004 Evolução da acuidade visual em crianças afácicas e

pseudofácicas operadas de catarata congênita bilateral

........................................................................................................ 60

RC 005 Preservação da acuidade visual após dois quadros

consecutivos de endoftalmite pós-operatória .............. 60

RC 006 Síndrome de Irvine Gass tratada com injeções intravítreas

de triancinolona .......................................................... 60

CIRURGIA REFRATIVA

RC 007 Ectasia corneana secundária a LASIK após ceratotomia

arqueada ................................................................................................. 60

CÓRNEA

RC 008 A observação da neovascularização corneana em pacientes

sob efeito de injeção de Bevacizumab

subconjuntival ...................................................................................... 60

RC 009 Acupuntura como tratamento adjuvante na ceratoconjuntivite

vernal ............................................................................ 60

RC 010 Afinamento corneano periférico e estafilococcia ......... 60

RC 011 Apresentação atípica de anomalia de Axenfeld ........... 60

RC 012 Apresentação atípica de ceratite por Acanthamoeba 60

RC 013 Bevacizumab em neovascularização corneana ............... 60

RC 014 Ceratite cristalina infeciosa ......................................................... 60

RC 015 Ceratite herpética em paciente com Lasik prévio ..... 60

RC 016 Ceratite herpética em paciente portadora de pênfigo

vulgar ................................................................................................. 60

RC 017 Cirurgia de pterígio grau III ...................................................... 60

RC 018 Descolamennto e perfuração endotelial pós transplante

lamelar anterior por trauma contuso .................. 60

RC 019 Diagnóstico diferencial de edema de papila ................ 60

RC 020 Diferentes apresentações da síndrome de Brown-

Mclean ...................................................................................................... 60

RC 021 Distrofia endotelial de Fuchs .................................................... 60

RC 022 Endotelite por herpes zóster .................................................... 60

RC 023 Evolução de um quadro de úlcera de córnea unilateral

por Acanthamoeba .......................................................................... 60

RC 024 Ferroada de marimbondo ocular .......................................... 60

RC 025 Haze corneano com BAV em síndrome de Muckle

Wells .......................................................................................................... 60

RC 026 Implante de anel intraestromal usando laser de femtosegundo

para tratamento do ceratocone .................... 60

RC 027 Indicações de ceratoplastia penetrante realizadas no

Hospital Governador Celso Ramos em Florianópolis - SC 61

RC 028 Interface blood after descemet stripping automated

endothelial keratoplasty (DSAEK) .......................................... 61

RC 029 Necrose escleral - complicação pós transplante de

córnea em ceratite por Acanthamoeba ............................. 61

RC 030 O perfil microbiológico das úlceras de córnea na

região de Ribeirão Preto - SP ................................................... 61

RC 031 Perfil das principais indicações de transplante de

córnea no Hospital Universitário Prof Edgar Santos .. 61

RC 032 Qualidade de vida de pacientes submetidos a transplante

penetrante de córnea no Hospital das Clínicas

da Unicamp .......................................................................................... 61

RC 033 Resultados de transplante de córnea com finalidade

óptica em serviço universiário da região nordeste .... 61

RC 034 Resultados de transplante de córnea com finalidade

tectônica em serviço universitário da região nordeste . 61

RC 035 Síndrome de Urrets-Zavalia após patch de córnea ... 61

RC 036 Transplante de limbo e córnea em criança com

síndrome EEC ...................................................................................... 61

RC 037 Transplante heterólogo de esclera no tratamento de

úlcera neurotrófica perfurada ................................................... 61

RC 038 Tratamento de úlcera fúngica por Scedosporuim

apiospermum ...................................................................................... 61

RC 039 Úlceras corneanas imunológicas recorrentes ................. 61

DOENÇAS SISTÊMICAS

RC 040 Acometimento extracutâneo (ocular) de esporotricose 61

RC 041 Alterações oculares em paciente com síndrome de

Ehlers-Danlos ....................................................................................... 61

RC 042 Desenvolvimento de buftalmo em adulto portador

de síndrome de Marfan ................................................................ 61

RC 043 Endoftalmite endógena por Staphylococcus haemolyticus

........................................................................................................ 61

RC 044 Hanseníase ocular .............................................................................. 61

RC 045 Leishmaniose palpebral ................................................................ 61

RC 046 Leishmaniose palpebral ................................................................ 61

RC 047 Lesões drusiformes em glomerulonefrite lúpica tipo IV 61

RC 048 Necrólise epidérmica tóxica ...................................................... 61

76

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

RC 049 Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada com manifestações

neurológicas focais ................................................................ 61

RC 050 Doença de Tay-Sachs ...................................................................... 61

RC 051 Síndrome de Lyell ............................................................................ 61

RC 052 Síndrome de Stevens Johnson ................................................. 62

RC 053 Síndrome de Weill-Marchesani ............................................... 62

RC 054 Subluxação do cristalino em paciente portador de

Hanseníase ............................................................................................. 62

RC 055

EPIDEMIOLOGIA

Principais indicações de transplante de córnea no

Instituto Suel Abujamra ................................................................ 62

ESTRABISMO

RC 056 Cirurgia de grande exotropia em olho hipotônico ... 62

RC 057 Divergência vertical dissociada associada à ptose

congênita unilateral ........................................................................ 62

RC 058 Paralisia dupla de elevadores ................................................... 62

RC 059 Paresia de oblíquo inferior ......................................................... 62

RC 060 Síndrome de Brown pós-tumor orbitário ........................ 62

RC 061 Ressecção de reto lateral como tratamento de posição

compensatória de cabeça em síndrome de Duane .. 62

RC 062 Síndrome de Goldenhar .............................................................. 62

RC 063 Síndrome de Möebius com história de rubéola na

gestação ................................................................................................... 62

RC 064

RC 065

GENÉTICA

Ceratocone pós-transplante de córnea em paciente

com síndrome de Apert .............................................................. 62

Comparação entre os achados oftalmológicos nas

síndromes de Apert e Crouzon ............................................... 62

GLAUCOMA

RC 066 Atrofia essencial de íris bilateral e glaucoma ................ 62

RC 067 Correlação entre a fundoscopia e o OCT no siinal de

Hoyt ............................................................................................................ 62

RC 068 Glaucoma de ângulo fechado associado à pressão

intraocular normal ............................................................................ 62

RC 069 Glaucoma secundário pós-catarata congênita ............... 62

RC 070 Hemorragia de disco óptico simulando glaucoma de

pressão normal em paciente hipertenso e diabético . 62

RC 071 Irrigação forçada do tubo: uma alternativa para o

manejo da fase hipertensiva do implante para glaucoma

de AHMED ............................................................................... 62

RC 072 Oclusão de veia central de retina em paciente com

síndrome de Posner-Schlossman ........................................... 62

RC 073 Síndrome de Axenfeld-Rieger e glaucoma tratado

tardiamente .......................................................................................... 62

RC 074 Síndrome de Schwartz-Matsuo com resolução atípica 62

RC 075

RC 076

RC 077

Técnica de obstrução de tubo de Molteno para

tratamento de hipotonia pós-operatória .......................... 62

Tratamento do glaucoma neovascular com panfotocoagulação,

bevacizumabe intravítreo e trabeculectomia

com mitomicina C ...................................................... 63

Uso do ranibizumabe intravítreo em associação com

trabeculectomia com mitomicina C no glaucoma

neovascular ............................................................................................ 63

NEUROFTALMOLOGIA

RC 078 Ataxia-telangiectasia (síndrome de Louis-Bar) e suas

alterações oculares ........................................................................... 63

RC 079 Doença de Erdheim-Chester .................................................... 63

RC 080 Encefalocele anterior ...................................................................... 63

RC 081 Esotropia do olho direito por paralisia do VI par

craniano de etiologia tumoral .................................................. 63

RC 082 Hemianopsia bitemporal e paralisia facial periférica

associada à surdez neurossensorial: apresentação

atípica ....................................................................................................... 63

RC 083 Hipertensão intracraniana associada a hipervitaminose

A e etilenoglicol .......................................................................... 63

RC 084 Hipoplasia do nervo óptico sem alterações no SNC ... 63

RC 085 Importância do teste de confrontação visual para o

oftalmologista clínico ..................................................................... 63

RC 086 Neuropatia óptica por sarcoidose simulando tumor

do nervo óptico .................................................................................. 63

RC 087 Neurosífilis diagnosticada por paresia de nervo troclear

............................................................................................................ 63

RC 088 Oligodendroglioma anaplásico com papiledema e

redução de acuidade visual ........................................................ 63

RC 089 Pan-uveíte crônica em paciente com paquimeningite

hipertrófica idiopática ........................................................ 63

RC 090 Progressão de perda visual atípica em paciente com

glaucoma primário de ângulo aberto ................................ 63

RC 091 Pseudotumor cerebral e oftamoplegia completa de

terceiro par craniano....................................................................... 63

RC 092 Paciente com fístula carótido-cavernosa e doença de

Moyamoya .............................................................................................. 63

RC 093 Paralisia 3º par ..................................................................................... 63

RC 094 Síndrome de Millard-Gubler-Foville ................................... 63

RC 095 Síndrome de Wolfram ................................................................... 63

RC 096 Uso da eletrofisiologia como ferramenta auxiliar no

diagnóstico de simulação ............................................................ 63

RC 097

RC 098

OFTALMOPEDIATRIA

Alterações oculares e sistêmicas associadas à aniridia

bilateral .................................................................................................... 63

Associação entre síndrome de Noonan e síndrome de

Brown ........................................................................................................ 63

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80 77


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

RC 099 Deficiência de vitamina A como causa de úlcera

corneana em crianças ...................................................................... 63

RC 100 Estafiloma peripapilar .................................................................... 63

RC 101 Manifestações clínicas e desafios diagnósticos na

síndrome de incontinentia pigmenti ................................. 64

RC 102 Neurite óptica por Bartonella henselae ............................. 64

RC 103 Doença de Coats ................................................................................ 64

RC 104 Síndrome de Cornélia de Lange ............................................ 64

ONCOLOGIA

RC 105 Características histopatológicas dos olhos enucleados

com suspeita de melanoma uveal na UFBA .................... 64

RC 106 Carcinoma espinocelular de conjuntiva metastático ... 64

RC 107 Carcinona espinocelular pigmentado de conjuntiva

em um serviço de referência .................................................... 64

RC 108 Cavernoma do nervo oculomotor .......................................... 64

RC 109 Linfoma intraocular primário ou recidiva? ....................... 64

RC 110 Melanoma de corpo ciliar ........................................................... 64

RC 111 Nevo amelanótico ............................................................................. 64

RC 112 Nevo fucsio-ceruleo oftalmo-maxilar ................................... 64

RC 113 Tumor vasoproliferativo idiopático da retina ................ 64

RC 114 Retinoblastoma simulando outras patologias oculares . 64

RC 115 Melanoma de coróide associado a descolamento de

retina exsudativo ............................................................................... 64

RC 116 Schwannoma orbitário .................................................................. 64

RC 117 Tratamento de CEC ocular com miíase ............................. 64

ÓRBITA

RC 118 Acometimento orbitário na doença de Rosai-Dorfman 64

RC 119 Adenoma do epitélio não pigmentado do corpo ciliar 64

RC 120 Apresentação incomum de linfoma com manifestação

extraocular ............................................................................................. 64

RC 121 Baixa acuidade visual após quadro de sinusite ............. 64

RC 122 Complicação orbitária de implante dentário zigomático

....................................................................................................... 64

RC 123 Doença de Rosai-Dorfman com acometimento orbitário

e de seios da face .................................................................. 64

RC 124 Embolização de fístula carótido-cavernosa direta à

direita, através da artéria carótida interna esquerda ... 64

RC 125 Emprego do enxerto dermolipídico em um caso de

olho cístico congênito .................................................................... 64

RC 126 Invasão orbitária por cisto epidermóide frontal .......... 65

RC 127 Mucocele frontoetmoidal em imunonocompetente .. 65

RC 128 Mucocele frontoetmoidal: apresentação atípica .......... 65

RC 129 Tumor marrom no diagnóstico diferencial de tumores

de células gigantes .......................................................... 65

RC 130 Tumor solitário fibroso da órbita ........................................... 65

RC 131 Uso do Pentacam na propedêutica de cisto dermóide

límbico ..................................................................................................... 65

RC 132 Vasculite orbitária de pequenos vasos ................................ 65

RC 133

RC 134

RC 135

RC 136

RC 137

RC 138

PATOLOGIA EXTERNA

Acupuntura para alívio de dor ocular crônica em

paciente com phthisis bulbi ...................................................... 65

Coristoma complexo epibulbar com apresentação

atípica ....................................................................................................... 65

Desafio diagnóstico e terapêutico em caso de esclerite

fúngica por Curvularia sp ............................................................. 65

Herpes zóster oftálmico e molusco contagioso: coinfecção

em paciente HIV positivo ........................................ 65

Síndrome da pálpebra frouxa (floppy eyelid syndrome):

diagnóstico tardio ........................................................ 65

Uso de ivermectina no tratamento de ftiríase palpebral

.............................................................................................................. 65

PLÁSTICA OCULAR / VIAS LACRIMAIS

RC 139 Agenesia de via lacrimal alta ..................................................... 65

RC 140 Alterações oftalmológicas em paciente portador da

síndrome de Waardenburg ....................................................... 65

RC 141 Canaliculite após intubação de via lacrimal .................... 65

RC 142 Celulite orbitária com rápida evolução para cegueira 65

RC 143 Cisto ductal da glândula lacrimal infectado ................... 65

RC 144 Coloboma palpebral bilateral isolado ................................ 65

RC 145 Endoscopia nasal no tratamento da dacriocistocele .... 65

RC 146 Extrusão de prótese integrada em paciente com

cavidade anoftálmica ...................................................................... 65

RC 147 Laceração canalicular em recém-nato: reparo com

intubação monocanalicular ......................................................... 65

RC 148 Malformação de vias lacrimais em pai e filha ................. 65

RC 149 Melanoma de saco lacrimal em adolescente ................. 65

RC 150 Ptose palpebral após ressecção de tumor de órbita ... 65

RC 151 Relato de caso de adenocarcinoma de glândula lacrimal

(ex adenoma pleomórfico) ......................................... 66

RC 152 Retração palpebral superior secundária a drenagem

de sinusite frontal ............................................................................. 66

RC 153 Rotação espontânea do tarso superior bilateral -

floppy eyelid syndrome ............................................................... 66

RC 154 Tratamento cirúrgico de blefaroptose na síndrome

da blefarofimose ................................................................................ 66

RC 155 Tratamento conservador de grandes tumores espinocelulares

conjuntivais, com mitomicina C tópica

0,04% .............................................................................................. 66

RC 156 Úlcera corneal e amaurose em paciente portadora de

lesão expansiva em região frontal ......................................... 66

RC 157 Xeroderma pigmentoso .............................................................. 66

78

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80


T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

PREVENÇÃO DE CEGUEIRA

RC 158 Nictalopia após cirurgia bariátrica ......................................... 66

RC 159 Uma visão sistêmica sobre a síndrome de Marfan ...... 66

PROPEDÊUTICA

RC 160 Imagem em tumores da superfície: ultrassonografia

de alta resolução x tomografia de coerência óptica do

segmento anterior ........................................................................... 66

RC 161 Ultrassonografia em roturas de retina ................................ 66

REFRAÇÃO

RC 162 Coloboma típico bilateral de íris e retina associado a

alta anisometropia ............................................................................ 66

RC 163 Miopia aguda induzida por topiramato ............................ 66

RC 164 Miopia degenerativa ....................................................................... 66

RETINA

RC 165 Alterações da coróide após neoplasia de paratireóide 66

RC 166 Aneurismas múltiplos de retina em paciente jovem .. 66

RC 167 Coloboma coriorretiniano bilateral e microcórnea

unilateral ................................................................................................. 66

RC 168 Coriorretinite esclopetária ......................................................... 66

RC 169 Coriorretinopatia serosa central em paciente portador

de leishmaniose visceral ................................................. 66

RC 170 Descolamento de retina seroso no paciente com sífilis 66

RC 171 Doença de Coats em portador de esclerose tuberosa .. 66

RC 172 Doença de Coats: o perfil de um caso de apresentação

agressiva e prognóstico visual reservado .......................... 66

RC 173 Doença de Stargardt ...................................................................... 66

RC 174 Eletrorretinografia multifocal em paciente com

telangiectasia parafoveal idiopática em tratamento

com ranibizumab .............................................................................. 66

RC 175 Esclerose tuberosa uma doença pouco diagnosticada .. 67

RC 176 Estrias angióides com membrana neovascular subretiniana

................................................................................................... 67

RC 177 Findings of ischemic maculopathy observed by spectral

domain oct and fluorescein angiography in sickle

cell disease ............................................................................................ 67

RC 178 Fosseta congênita do disco óptico ........................................ 67

RC 179 Hemorragia pré-retiniana e membrana hialóide

tracional em miopia degenerativa numa criança de 12

anos ............................................................................................................. 67

RC 180 Hemorragia sub-retiniana e vítrea maciça após combinação

de tratamentos (Lucentis-PDT) ............................. 67

RC 181 Hemorragia vítrea associada a membrana neovascular

sub-retiniana em paciente com estrias angióides

idiopáticas .............................................................................................. 67

RC 182 Hipoplasia foveal isolada .............................................................. 67

RC 183 Injeção intravítrea de ranibizumabe no pré-operatório

do descolamento tracional diabético grave ........... 67

RC 184 Maculopatia tóxica por paclitaxel .......................................... 67

RC 185 Membrana neovascular sub-retiniana .................................. 67

RC 186 Non-ischaemic central retinal vein occlusion in a

young patient associated with chronic intranasal

cocaine abuse ...................................................................................... 67

RC 187 O bevacizumab (Avastin) no tratamento da retinopatia

da prematuridade: nossos primeiros resultados .......... 67

RC 188 Oclusão bilateral de artéria central da retina em

paciente HIV positivo ..................................................................... 67

RC 189 Oclusão de veia central da retina bilateral secundário

a deficiência de proteínas ................................................... 67

RC 190 Oclusão vascular bilateral em paciente glaucomatoso

e dislipidêmico .................................................................................. 67

RC 191 Papilite de Jensen ............................................................................ 67

RC 192 Ranibizumab intravítreo seguido de vitrectomia na

doença de Eales ................................................................................. 67

RC 193 Ranibizumabe x bevacizumabe na telangiectasia ma

cular tipo 2 ............................................................................................ 67

RC 194 Rarefação do epitélio pigmentado da retina na síndrome

de Hunter ............................................................................. 67

RC 195 Redução bilateral da espessura retiniana em pacientes

com síndrome de Alport ............................................................. 67

RC 196 Coloboma cístico do nervo óptico ........................................ 67

RC 197 Resolução de buraco macular idiopático com uso de

bevacizumab intravítreo .............................................................. 67

RC 198 Resolução espontânea de buraco macular traumático .. 68

RC 199 Retinoblastoma: prevalência hereditária pelo halótipo

“C” ..................................................................................................... 68

RC 200 Retinopatia diabética na gestação ......................................... 68

RC 201 Retinopatia em criança de quatro anos de idade com

doença falciforme ............................................................................. 68

RC 202 Retinopatia em paciente portadora de hepatite C

tratada com peginterferon alfa 2A e ribavirina ............ 68

RC 203 Retinopatia isquêmica grave em paciente com doença

de Still do adulto ....................................................................... 68

RC 204 Retinopatia por talco ...................................................................... 68

RC 205 Retinopatia pós-radioterapia em linfoma não Hödgkin

orbitário ................................................................................................... 68

RC 206 Retinopatia vaso-oclusiva no LES associada à síndrome

do anticorpo antifosfolípide ............................................. 68

RC 207 Síndrome da distrofia de cones com ERG escotópico

supranormal e prolongado: primeiro caso descrito

no Brasil .................................................................................................... 68

RC 208 Síndrome de múltiplos pontos brancos evanescentes

associada com uveíte intermediária com uveíte intermediária

........................................................................................... 68

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T EMAS LIVRES, PÔSTERES E RELATOS DE CASOS

Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento

RC 209 Síndrome dos múltiplos pontos evanescentes

(MEWDS) ................................................................................................. 68

RC 210 Spectral domain OCT findings in a patient with serous

macular detachment secondary to optic disc pit ....... 68

RC 211 Spectral domain OCT na distrofia de cones com

resposta supernormal de bastonetes .................................. 68

RC 212 Telangiectasia justafoveal tipo 2 x ranibizumab

(Lucentis ® ) .............................................................................................. 68

RC 213 Terapia combinada para o tratamento de DMRI exsudativa

.................................................................................................... 68

RC 214 Toxoplasmose ocular mascarando sífilis ocular ............. 68

RC 215 Tração vítrea sobre a mácula e OCT ..................................... 68

RC 216 Uveíte secundária à tuberculose ............................................ 68

RC 217 Vitreorretinopatia exsudativa familiar simulando

doença de Coats ................................................................................ 68

TRAUMA

RC 218 Corpo estranho intraocular ......................................................... 68

RC 219 Corpo estranho intraocular sem hemorragia vítrea e

com visão 20/20 ................................................................................. 68

RC 220 Enucleação traumática por acidente automobilístico .... 68

RC 221 Seção de nervo óptico por ferimento de arma branca

sem lesão de globo ocular ......................................................... 69

RC 222 Sínquise cintilante em câmara anterior ............................. 69

RC 223 Tratamento cirúrgico de úlcera corneana por aspergilos

secundária a trauma ocular com vegetal ...... 69

RC 224 Trauma contuso induzindo catarata e buraco macular .. 69

UVEÍTES / AIDS

RC 225 Avaliação da eficácia do micofenolato de mofetila no

tratamento de uveítes refratárias a outros imunossupressores

............................................................................................ 69

RC 226 Diffuse unilateral subacute neuroretinitis in the early

phase treated with albendazole ............................................ 69

RC 227 Granuloma anular associado à uveíte posterior ............ 69

RC 228 HIV e uveíte: a importância dos exames de rastreio

para elucidação diagnóstica ....................................................... 69

RC 229 Iridociclite crônica juvenil idiopática versus uveíte

anterior crônica da artrite idiopática juvenil .................. 69

RC 230 Leptospirose ocular ......................................................................... 69

RC 231 Toxocaríase ocular em criança de dois anos de idade ... 69

RC 232 Quadro presumível inicial de toxocaríase ocular ......... 69

RC 233 Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada .................................. 69

RC 234 Toxocaríase ocular do tipo granuloma periférico:

relato e tratamento específico ................................................. 69

RC 235 Vasculite bilateral em tuberculose ocular presumida 69

VISÃO SUBNORMAL

RC 236 Cegueira bilateral secundária a astrocitoma pilocítico . 69

80

Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl):70-80


INSTRUÇÕES PARA AUTORES | INSTRUCTIONS TO A UTHORS

Os ARQUIVOS BRASILEIROS DE OFTALMOLOGIA (Arq Bras Oftalmol.)

ISSN 0004-2749, órgão oficial do Conselho Brasileiro de Oftalmologia,

é publicado bimestralmente, tendo como objetivo registrar a

produção científica em Oftalmologia, fomentar o estudo, o aperfeiçoamento

e a atualização dos profissionais da especialidade. São aceitos

trabalhos originais, em português, inglês ou espanhol, sobre experimentação

clínica e aplicada, relatos de casos, análises de temas específicos,

revisões de literatura, cartas ao editor ou comentários contendo

críticas e sugestões sobre as publicações, devendo ser categorizados

pelos seus autores. Artigos com objetivos meramente propagandísticos

ou comerciais não serão aceitos. Todos os trabalhos, após

aprovação prévia pelos editores, serão encaminhados para análise e

avaliação de dois ou mais revisores, sendo o anonimato garantido em

todo o processo de julgamento. Os comentários serão devolvidos aos

autores para as modificações no texto ou justificativas de sua conservação.

Somente após aprovação final dos revisores e editores, os trabalhos

serão encaminhados para publicação. Os trabalhos devem destinar-se

exclusivamente aos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, não

sendo permitida sua apresentação simultânea a outro periódico, nem

sua reprodução, mesmo que parcial, como tradução para outro idioma,

sem autorização dos Editores.

Recomenda-se que os textos em português sigam as normas da Nova

Ortografia da Língua Portuguesa (2009).

As normas que se seguem foram baseadas no formato proposto pelo

International Committee of Medical Journal Editors e publicadas no

artigo: Uniform requirements for manuscripts submitted to biomedical

journals, atualizado em 2008 e disponível no endereço eletrônico http://

www.icmje.org/.

O respeito às instruções é condição obrigatória para que o trabalho

seja considerado para análise.

Todos os trabalhos, assim que submetidos à publicação, deverão ter

obrigatoriamente os seguintes formulários encaminhados à Secretaria

dos ABO pelo correio:

• cessão de direitos autorais;

• contribuição de autores e patrocinadores;

declaração de isenção de conflitos de interesses;

• comprovante de aprovação de um Comitê de Ética em Pesquisa da

Instituição onde foi realizado o trabalho, quando referente a Artigos

Originais.

Os formulários poderão ser obtidos para impressão na página do

ABO online (www.aboonline.com.br) link Formulários e Cartas.

A falta de qualquer destes documentos implicará na retenção do

artigo na Secretaria Editorial aguardando até que os mesmos sejam

recebidos para que se dê a liberação do trabalho para análise.

PREPARO DO ARTIGO

REQUISITOS TÉCNICOS

1. O texto deve ser digitado em espaço duplo, fonte tamanho 12,

margem de 2,5 cm de cada lado, com páginas numeradas em algarismos

arábicos, iniciando-se cada seção em uma nova página, na sequência:

página de identificação, resumo e descritores, “abstract” e

“keywords”, texto (Introdução, Métodos, Resultados, Discussão/

Comentários), Agradecimentos (eventuais), Referências, tabelas, figuras

e legendas.

2. Página de identificação: Deve conter: a) Título do artigo, em

português (ou espanhol) e Título em inglês, que deverá ser conciso,

porém informativo; b) nome completo de cada autor, sem abreviações,

com o mais elevado título acadêmico e afiliação institucional

(nome completo da instituição que está filiado) ou, na falta deste, o

título obtido na própria especialidade ou nível do curso universitário.

Recomenda-se que o número de autores seja limitado a 5 para Relato

de casos e a 8 para Artigos originais; c) indicação do departamento e

nome oficial da Instituição aos quais o trabalho deve ser atribuído; d)

nome, endereço, telefone e e-mail do autor a quem deve ser encaminhada

correspondência; e) fontes de auxilio à pesquisa (se houver).

3. Resumo e descritores: Resumo em português (ou espanhol)

e Abstract em inglês, de não mais que 3.000 caracteres. Para os artigos

originais, deve ser estruturado, destacando os objetivos do estudo,

métodos, principais resultados apresentando dados significativos e as

conclusões. Para as demais categorias de artigos, o resumo não necessita

ser estruturado, porém deve conter as informações importantes

para reconhecimento do valor do trabalho. Especificar cinco descritores,

em português e em inglês, que definam o assunto do trabalho. Os

descritores deverão ser baseados no DeCS (Descritores em Ciências da

Saúde) publicado pela BIREME, traduzidos do MeSH (Medical Subject

Headings) da National Library of Medicine e disponível no endereço

eletrônico: http://decs.bvs.br. Abaixo do Resumo, indicar, para os Ensaios

Clínicos, o número de registro na base de Ensaios Clínicos (http:/

/clinicaltrials.gov)*.

4. Texto: a) Artigos originais: devem apresentar as seguintes partes:

Introdução, Métodos, Resultados, Discussão/Comentários, Conclusões

e Referências. As citações no texto deverão ser numeradas

sequencialmente em números arábicos sobrescritos, evitando-se a

citação nominal dos autores. As citações no texto deverão ser numeradas

sequencialmente em números arábicos sobrescritos, devendo

evitar a citação nominal dos autores. O trabalho deverá ter no máximo

3.000 palavras, 4 imagens, 4 tabelas e conter até 30 referências; b)

Relatos de casos: devem apresentar Introdução, com breve revisão da

literatura, relato do caso, mostrando os exames importantes para o

diagnóstico e o diferencial, se houver, Comentários e Referências. Ele

deverá ter no máximo 1.500 palavras, 2 imagens, 2 tabelas e conter até

10 referências; c) Em artigos de Atualização (sobre um tema, um

método, etc.), nos de proposições teóricas, comunicações, análises

de temas específicos ou com outras finalidades, divisões diferentes

podem ser adotadas, devendo conter um breve histórico do tema,

seu estado atual de conhecimento e as razões do trabalho; métodos

de estudo (fontes de consulta, critérios), hipóteses, linhas de estudo,

etc., incluindo Referências. O manuscrito deverá ter até 4.000 palavras,

4 imagens, 4 tabelas e conter até 40 referências; d) Cartas ao Editor

devem ser limitadas a duas páginas.

5. Agradecimentos: Colaborações de pessoas que mereçam

reconhecimento mas que não justificam suas inclusões como autores

e, ou por apoio financeiro, auxílio técnico, etc.

6. Referências: Em todas as categorias a citação (referência) dos autores

no texto deve ser numérica e sequencial, na mesma ordem que

foram citadas e identificadas por algarismos arábicos entre parênteses

e sobrescrito. A apresentação deverá estar baseada no formato proposto

pelo International Committee of Medical Journal Editors "Uniform

Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals" atualizado

em outubro de 2008, conforme exemplos que se seguem. Os

títulos de periódicos deverão ser abreviados de acordo com o estilo

apresentado pela List of Journal Indexed in Index Medicus, da National

Library of Medicine e disponibilizados no endereço: http://www.

ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez

Para todas as referências, cite todos os autores, até seis. Nos trabalhos

com mais autores, cite apenas os seis primeiros, seguidos da expressão

et al.

EXEMPLOS DE REFERÊNCIAS:

Artigos de Periódicos

Costa VP, Vasconcellos JP, Comegno PEC, José NK. O uso da mitomicina

C em cirurgia combinada. Arq Bras Oftalmol. 1999;62(5):577-80.

Livros

Bicas HEA. Oftalmologia: fundamentos. São Paulo: Contexto; 1991.

Capítulos de livros

Gómez de Liaño F, Gómez de Liaño P, Gómez de Liaño R. Exploración del

niño estrábico. In: Horta-Barbosa P, editor. Estrabismo. Rio de Janeiro:

Cultura Médica; 1997. p. 47-72.

Anais

Höfling-Lima AL, Belfort Jr R. Infecção herpética do recém-nascido. In: IV

Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira; 1980 Jul 28-30, Belo

Horizonte, Brasil. Anais. Belo Horizonte; 1980. v.2. p. 205-12.


Teses

Schor P. Idealização, desenho, construção e teste de um ceratômetro

cirúrgico quantitativo [doutorado]. São Paulo: Universidade Federal de

São Paulo; 1997.

Documentos Eletrônicos

Monteiro MLR, Scapolan HB. Constrição campimétrica causada por vigabatrin.

Arq Bras Oftalmol. [Internet]. 2000 [citado 2005 Jan 31]; 63(5): [cerca

de 4 p.]. Disponível em: http://www.abonet. com.br/abo/abo63511.htm

Artigos de periódicos eletrônicos em pdf

Monteiro MLR, Scapolan HB. Constrição campimétrica causada por

vigabatrin. Arq Bras Oftalmol [Internet]. 2000 [citado 2005 Jan 31];

63(5):387-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abo/v63n5/

9631.pdf

Artigos de periódicos eletrônicos com Digital Object Identifier (DOI)

Oliveira BF, Bigolin S, Souza MB, Polati M. Estrabismo sensorial: estudo de

191 casos. Arq Bras Oftalmol [Internet]. 2006 [citado 2009 Fev 9]; 69(1):71-4.

Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&

pid=S0004-27492006000100014&lng=en DOI 10.1590/S0004-2749200

6000100014

7. Tabelas: A numeração das tabelas deve ser sequencial, em algarismos

arábicos, na ordem em que foram citadas no texto. Todas as

tabelas deverão ter título e cabeçalho para todas as colunas. No rodapé

da tabela deve constar legenda para abreviaturas e testes estatísticos

utilizados, e a fonte bibliográfica quando extraída de outro trabalho.

8. Figuras (gráficos, fotografias, ilustrações, quadros): O arquivo deve

conter a identificação das figuras, como por exemplo: Gráfico 1, Tabela

1, Figura 1. No caso de figuras desmembradas (Figura 1A, 1B) deverão

também ser identificadas uma em cada arquivo.

Os gráficos, figuras e tabelas deverão ser encaminhados em arquivo

separado do texto, apenas sendo indicada sua localização no corpo do

artigo. Apresentar gráficos simples e de fácil compreensão. Uniformizar o

tamanho e o conteúdo (corpo e formato das letras) dos gráficos e tabelas.

Fotografias e ilustrações deverão ter boa resolução e enquadramento

apenas dos elementos importantes. Preferencialmente em formato

JPG, podendo ser enviadas também em PDF, TIFF/GIF, EPS. A resolução

precisa ser acima de 300 dpi. Observar a importância do enfoque porque

serão submetidas à redução para uma ou duas colunas na diagramação

do texto.

Cada figura deve vir acompanhada de sua respectiva legenda em espaço

duplo e numerada em algarismo arábico, correspondendo a cada

item e na ordem em que foram citados no trabalho.

Será cobrado do Autor do artigo, o excedente de imagens e tabelas

coloridas que ultrapassarem o número máximo estipulado pela revista.

9. Abreviaturas e Siglas: Devem ser, também, precedidas do correspondente

nome completo ao qual se referem, quando citadas pela

primeira vez, ou quando nas legendas das tabelas e figuras. Não devem

ser usadas no título e no resumo.

10. Unidades: Valores de grandezas físicas devem ser referidos nos

padrões do Sistema Internacional de Unidades, disponível no endereço:

http://www.inmetro.gov.br/infotec/publicacoes/Si/si.htm

11. Linguagem: É essencial que o trabalho passe previamente por

revisão gramatical, evitando-se erros de concordância, pontuação, etc.

Quando o uso de uma palavra estrangeira for absolutamente necessário,

ela deve aparecer entre aspas (exceto a expressão et al, na referência).

Agentes terapêuticos devem ser indicados pelos seus nomes genéricos

evitando-se, tanto quanto possível, as citações de marcas comerciais;

cabe(m) ao(s) autor(es) a responsabilidade por elas.

Quando forem citados instrumentos e/ou aparelhos de fabricação

industrial é necessário colocar o símbolo (sobrescrito) de marca registrada

® ou .

ENVIO DO TRABALHO

Os trabalhos deverão ser enviados pelo sistema de gerenciamento

eletrônico de artigos científicos disponível no endereço eletrônico

www.aboonline.com.br.

Após as correções sugeridas pelos revisores, a forma definitiva do

trabalho deverá ser encaminhada online (ícone "trabalho com as modificações")

acompanhada de carta indicando as modificações realizadas

ou o motivo pelos quais não estão sendo incorporadas. Artigos ressubmetidos

que não vierem acompanhados da carta aos revisores ficarão

retidos aguardando o recebimento da mesma.

*Nota importante: Os Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, em

apoio às políticas para registro de ensaios clínicos da Organização

Mundial de Saúde (OMS) e do International Committee of Medical

Journal Editors (ICMJE), reconhecendo a importância dessas iniciativas

para o registro e divulgação internacional de informação sobre estudos

clínicos, em acesso aberto, somente aceitará para publicação os artigos

de pesquisas clínicas que tenham recebido um número de identificação

em um dos Registros de Ensaios Clínicos validados pelos critérios

estabelecidos pela OMS e ICMJE, disponível no endereço: http://

clinicaltrials.gov, no site do Pubmed (www.pubmed.com) ou no registro

do SISNEP - http://portal.saude.gov.br/sisnep/pesquisador.

O número de identificação deverá ser registrado ao final do resumo.

Mais informações e detalhamentos estão no endereço eletrônico

www.aboonline.com.br -

subitem .

Endereço para correspondência:

Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

R. Casa do Ator, 1.117 - 2º andar -

Vila Olímpia - São Paulo - SP -

CEP 04546-004

Editada por

IPSIS GRÁFICA E EDITORA S.A.

Rua Dr. Lício de Miranda, 451

CEP 04225-030 - São Paulo - SP

Fone: (0xx11) 2172-0511 - Fax (0xx11) 2273-1557

Diretor-Presidente: Fernando Steven Ullmann;

Diretora Comercial: Helen Suzana Perlmann; Diretora de Arte: Elza Rudolf;

Editoração Eletrônica, CTP e Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A.

Periodicidade: Bimestral; Tiragem: 7.200 exemplares

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CONSELHO BRASILEIRO DE

OFTALMOLOGIA

R. Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - Vila Olímpia -

São Paulo - SP - CEP 04546-004

Contato: Fabrício Lacerda

Fone: (5511) 3266-4000 - Fax: (5511) 3171-0953

E-mail: assessoria@cbo.com.br

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