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Ano IV | Edição 43 | Dezembro 2011 | Distribuição Nacional | R$ 5,00 | WWW.REPARACAOAUTOMOTIVA.COM.BR


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4 EDITORIAL

| Dezembro de 2011 - Edição 43

Parabéns, profissional da reparação automotiva!

Em nossa reportagem de capa, a constatação de que sustentabilidade

já faz parte do nosso dia a dia, mas muitas

pessoas e empresas ainda não sabem como de fato aplicála

na prática. Aliás, muitas empresas da reparação estão aquém

neste processo, descartam óleo incorretamente no esgoto, não se

preocupam em eliminar corretamente embalagens em desuso,

entre outras atitudes que prejudicam o meio ambiente.

Para um ano próspero, a recomendação é investir na capacitação

profissional e na estrutura da oficina. Destinado aos profissionais

da reparação automotiva, o Fórum Procuro Oficina, que

abriga assuntos técnicos, notícias e informações do setor, auxílio

na hora da manutenção ou dúvidas sobre possíveis defeitos, etc.,

é outro assunto desta edição. Delfim Calixto, o novo vice-presidente

da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch América

Latina, fala das iniciativas da empresa voltadas à reparação.

Em Comparativo, Mercedes-Benz e Volkswagen lançaram

este ano o novo Classe C e novo Passat. Na oficina eles mostram

que são carros robustos e exigem atenção para reparar. J6, da Jac

Motors, veículo familiar da fabricante chinesa, é avaliado por grupo

de reparadores da região do Alto Tietê e mostra que tem construção

simples e de fácil manutenção.

Como lançamentos, o utilitário esportivo concebido com

apelo urbano, da Land Rover, o Evoque, chegou ao Brasil com

motor de 240 cavalos e câmbio automático de seis velocidades.

Especial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .6/34

Dicas Técnicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23

Artigos . . . . . . . . . . . . . . . .31/43/45/46

Técnica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .38

Feiras & Eventos . . . . . . . . . . . . . .39/44

Mural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .40

Gestão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .42

Lançamentos . . . . . . . . . . . . . .44/45/46

Dia 23 de novembro, em Guarulhos (SP), a Chrysler mostrou

para a imprensa especializada brasileira o novo Dodge Journey.

Com motor e câmbio evoluídos, design renovado e inclusão de

equipamentos, a Honda quer voltar à liderança do segmento de

sedãs médios com a versão 2012 do New Civic, em sua 9ª geração.

No dia 10 de novembro, no clube Esperia, o GOE (Grupo

de Oficinas Especializadas) ofereceu um coquetel para as empresas

parceiras, imprensa do setor e outras empresas convidadas.

Já em 24 do mesmo mês, foi realizada a cerimônia de

entrega do Prêmio Loja em Destaque, em sua 4ª edição, que

reuniu cerca de 500 convidados na capital paulista. No dia 29 de

novembro, os jornalistas integrantes da ABIAUTO elegeram os

melhores veículos e motos lançados em 2011.

E não podia faltar, é claro, a comemoração do seu dia. Celebrado

no dia 20 de dezembro, o jornal Reparação Automotiva entrevistou

alguns profissionais do setor que refletem sobre sua

importância no mercado e parabenizam seus colegas de profissão,

esta que exercem com grande dedicação, carinho e excelência.

Além dos nossos parabéns, aproveitamos para desejar a

todos nossos votos de Boas Festas e que em 2012 estejamos

ainda mais juntos.

Até ano que vem!

CRÉDITO DE FOTO DA CAPA

Fotos:

José Nascimento

O Editor

Prána Criação

Diretor Executivo

Bernardo Henrique Tupinambá

Diretora Financeira

Mariza de Oliveira Neto

Diretor Comercial

Edio Ferreira Nelson

ANO IV - NÀ 43 - DEZEMBRO DE 2011

www.reparacaoautomotiva.com.br

twitter.com/reparacao

Editor executivo

Bernardo Henrique Tupinambá

Editor-chefe

Silvio Rocha

editor@reparacaoautomotiva.com.br

Editor

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ragassi@pranaeditora.com.br

Redação

Simone Kühl - redacao@reparacaoautomotiva.com.br

Departamento de Arte

criacao@pranaeditora.com.br

Supervisor de Arte

Clayton Adjair

Diagramador

Adriano Siqueira

Assistente de Arte

Ricardo DG Moreira

Fotografia

José Nascimento e Saulo Mazzoni

Departamento Comercial

comercial@reparacaoautomotiva.com.br

Diretor Comercial

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Gerente Comercial

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Comercial

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Assistente Financeiro

Tatiane Nunes Garcia

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Prol Editora Gráfica

Jornalista Responsável

Silvio Rocha – MTB: 30375

Colaboradores

Arthur Henrique S. Tupinambá

Carlos Napoletano Neto / Fauzi Timaco Jorge

Ingo Hoffmann / Jeison Cocianji / Karin Fuchs

Edson Roberto de ˘vila / César Garcia Samos

Reparação Automotiva é uma publicação mensal da Prána Editora &

Marketing Ltda. com distribuição nacional dirigida aos profissionais

automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para

melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

Tiragem 22 mil exemplares

Apoios e Parcerias

Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva

dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As

matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.

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INSTITUTO

VERIFICADOR

DE CIRCULAÇ‹O


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Mais que

vencedores!

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Texto: Edson Roberto de Ávila*

É, amigos reparadores,

2011 se foi e mais um

ano de luta. E olha: sobrevivemos

através de nossa

criatividade que aprendemos a

ter com a nossa profissão, reparador

automobilístico.

Vamos dar uma pequena

olhada no que ocorreu no passar

desses dias, semanas,

meses de 2011.

Algumas experiências e

aprendizado que passamos

nesse mais um ano de reparador:

a exigência de mercado, a

exigência do planeta em questão

ambiental, empresas fabricantes

de componentes

automobilísticos se envolvendo

conosco, abraçando a

causa, envolvimento de políticos,

sindicatos mostrando que

existem, e o que mais passa a

existir entre nós, com tudo

isso que eu coloquei aqui, é

muitas das vezes desajustes de

informação, ou seja, a não

concordância com algumas

colocações, mas é isso, isso

é democracia.

Um exemplo claro, que

sempre quando tenho oportunidade

eu procuro passar a segurança

de que suas atitudes

lhe beneficiarão com um futuro

próspero e cheio de conquistas,

diga não ao seu

cliente, quando o caso de se

perceber a real intenção dele

seja economia ou sempre com

aquela história, vou citar somente

uma, não vou gastar

tudo isso, afinal ele vai lhe

dizer: vou vender o veículo.

Mostre a ele que o profissional

ali é você, a responsabilidade

de dar segurança ao

veículo como também à família

dele é sua, agora, caso ele

realmente vá vender o veículo,

que bom, o próximo proprietário

vai adquirir um veículo

seguro. É amigos reparadores,

outro assunto que tem ligação

direta com a nossa profissão é:

Saúde pública. Vocês já

perceberam que pelo simples

motivo de uma execução de

manutenção com procedimentos,

utilizando componentes

desenvolvidos e

fabricados por empresas comprometidas

com o profissionalismo

e ética, utilizando

equipamentos de forma

correta, ferramentas adequadas,

enfim, o sucesso da manutenção

surgirá e com ela a

segurança de pessoas, então,

menos pessoas em hospitais,

menos congestionamentos,

menos tudo, e esse menos

tudo está em nossas mãos,

em nossas mentes, em

nossas atitudes, orgulhe-se

de ser profissional do

setor automobilístico.

Profissão: nossa profissão

não é só caracterizada pelo

motivo de resolvermos problemas,

seja ele mecânico, elétrico,

eletrônico, hidráulico,

pneumático, esses são somente

alguns, quase que

fazem já parte de nosso cotidiano,

quando não é um sistema

que entra em nosso

departamento de manutenção

é outro, haja cérebro. Interessante

seria se fosse como nossos

computadores que temos

em nossos departamentos, é

só aumentar o HD, a quantidade

de memória e pronto,

EDSON ROBERTO DE ˘VILA, DA AUTOS MINGAU

está tudo resolvido, mas todos

sabemos que não é tão simples

assim resolver esse problema,

quantos de vocês que estão

lendo o que eu escrevo, de repente

começam a pensar, e é

isso mesmo, é muita informação,

não dá para guardar toda

essa quantidade de informação,

e você tem razão.

A solução, bem simples,

monte uma biblioteca no seu

departamento, onde lá vai se

localizar toda a informação

técnica que você tiver, quando

precisar, é só ir até lá, outra

dica que eu passo é a que não

existem mais concorrentes

entre nós, reparadores, somos

todos parceiros e a prova disso

é quando temos dúvidas e o

colega nos auxilia, como se

fôssemos uma equipe médica

que se reúne, formando um

corpo clínico para se dar a

melhor solução ao paciente,

e para que aconteçam

algumas soluções, precisamos

de equipamentos.

Dificuldades com equipamentos

que nos auxiliam nos

diagnósticos e quando resolvem

travar, lá vamos nós, uma

eterna briga com o equipamento,

procurando uma maneira

de fazê-lo funcionar

como se fosse um último suspiro

e depois procuraremos o

fabricante, porque naquele

momento ele (equipamento)

tem que funcionar, dependemos

dele para pegar uma direção

e iniciar o diagnóstico,

quando conseguimos, tudo

bem, e quando não, quanta

determinação nós temos, um

desafio constante, é isso que

temos, está em nosso sangue,

afinal somos reparadores

e futuros amigos de

nossos clientes.

Clientes: esse é um dos

maiores desafios, se não fosse

suficiente termos algumas das

dificuldades que aqui coloquei,

sei que tem bastante

amigo reparador dizendo ou

dando algum exemplo, falando

com ele mesmo de uma

situação maior ou menor que

as que citei aqui, quero

deixar claro, que essas são

somente algumas.

Um pequeno filme de relacionamento,

cliente e profissional:

ele vem até você e

passa o problema e a responsabilidade

de estar resolvendo o

defeito do veículo dele. Então,

são passadas as informações de


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que o veículo estava em outro

departamento de manutenção

e olhem só: outro local que

ele estava, nada mais é que do

que o de seu parceiro. Sendo

assim, você pega o telefone,

liga para o seu amigo reparador

e fica sabendo que o tal

cliente não deu a devida condição

(financeira) para que se

resolvesse o problema.

Será que você passará pela

mesma situação, é, olha só a

situação, outra, e quando o

cliente chega se impondo,

temos que ser flexíveis e inteligentes,

afinal temos que

mostrar que somos competentes

e temos ética e que o problema

do veículo dele vai ser

solucionado e, para isso,

temos que criar uma possibilidade

e bastante das vezes,

conseguimos. Agora, verdade

seja dita: muitas das vezes nós

não deixamos de ganhar, na

verdade, deixamos de ter problemas,

pensem nisso.

Ocorre também, com

grande frequência, de sermos

psicólogos e isso é brilhante, é

digno para nós, olhem só em

cima de tantos problemas aparentes,

quantas qualidades

surgem em cada um de nós.

E é isso que eu quero

passar a todos vocês guerreiros/as,

homens e mulheres

que são a linha de frente do

mercado de reparação automobilística,

e assumem esses

como tantos outros desafios.

Nós somos determinados,

conquistadores, visualizadores,

perseverantes, sempre

acreditamos e precisamos

acreditar, caso contrário não

existiria o porquê de tanto

desafio, agora, entre nós, bem

dentro do eu, é com você

mesmo que eu estou falando,

você aí dentro, como é maravilhoso

o nosso planeta automobilístico,

e olha só: você faz

parte de tudo isso e bem mais

um pouco. E não se entristeça,

esses desafios nos trazem ensinamentos

que levamos

para dentro de nosso convívio,

das nossas vidas, e

olha: tem muito por vir,

podem acreditar.

Eu digo a vocês:

Cada dificuldade passada,

uma conquista alcançada, uma

aula que levaremos para o

resto de nossas vidas.

Parabéns ao nosso dia,

que também é uma

grande conquista.

Um ótimo Natal a todos e

um próspero ano de 2012,

com bastante sucesso, que

toda a sua vontade se transforme

naquilo que desejar, e

acredite, afinal você é um reparador/a,

e quando falamos a

palavra reparador/a, ela vem

lotada de tantas outras, enfim,

a palavra reparador/a é uma

soma. Tenha orgulho, deixe o

sangue automobilístico correr,

afinal a nossa profissão é essa,

CORRER, no bom sentido,

é claro.

Parabéns e um enorme

abraço.

Até a próxima.

* Diretor Responsável do

Departamento Técnico de Manutenção

Preventiva e Corretiva

de Autos Mingau e

integrante do Grupo

GOE (Grupo de Oficinas

Especializadas)


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Parabéns a todos

os mecânicos!

Profissionais da reparação são essenciais para o

crescimento do setor e o bem-estar da população

Texto: Simone Kühl

Responsáveis por cuidar

da saúde do veículo,

os mecânicos desempenham

um papel primordial

no mercado, são eles que

operam para o perfeito funcionamento

do veículo e previnem

contra possíveis

acidentes, contribuindo diretamente

no cuidado com

a vida dos condutores

e passageiros.

E não podia faltar, é claro,

a comemoração de um dia em

sua homenagem. Celebrado

no dia 20 de dezembro, o jornal

Reparação Automotiva

entrevistou alguns profissionais

do setor que refletem

sobre sua importância no

mercado e parabenizam seus

colegas de profissão, esta que

exercem com grande dedicação,

carinho e excelência.

IMPORTÂNCIA DA

PROFISSÃO

Para André Eli Amaral de

Vargas, proprietário da Stock-

Car Imports Auto Center, de

Alvorada (RS), ser mecânico

nos dias de hoje exige muito

mais do que as pessoas imaginam.

“Com a tecnologia

avançada que nos cercam,

quem não procura se aperfeiçoar

com cursos acaba ficando

para trás. É importante

salientar que amo o que faço.

Parabéns a todos os colegas

pelo nosso dia”.

Segundo Carlos Duarte

Ferreira Junior, proprietário

da AcertCar Centro Automotivo

Ltda., de Vitória (ES), o

mecânico é tão importante

quanto um médico. “Hoje em

dia o ser humano necessita

bastante de um veículo, mas

se não existe um bom mecânico

para deixá-lo em dia, o

veículo não exerce tais

funções com segurança

e conforto”.

Valmir Brito Soares, proprietário

da Auto Center e

Reformadora Verona de Palmas

(TO), se diz honrado em

exercer a profissão. “Além de

sermos respeitados por diversos

proprietários de veículos,

somos também a mola-mestre

dos veículos que trafegam por

essas estradas do nosso universo,

profissão esta que vem

crescendo cada vez mais”.

Com a falta de mão de

obra qualificada no mercado,

a procura de formação de

novos reparadores vem crescendo,

acredita Soares.

“Desejo a todos os mecânicos

que abracem essa profissão

com amor e dedique grande

respeito, pois sem a nossa

força os veículos não teriam

tanto sucesso nas suas viagens”,

completa.

Para Alisson Rogério de

Almeida Lima, funcionário da

Dunas Center Car, em Teresina

(PI), é fundamental existir

uma união entre os

mecânicos de cada região.

“Gostaria de parabenizar a

todos os mecânicos do Brasil

e dizer que é importante gostarem

da profissão, eu gosto

muito do que faço e

hoje não penso em ter

outra profissão”.

O mecânico é uma peçachave

na vida do condutor,

pois evita acidentes através da

manutenção e contribui para

o funcionamento do transporte

no país, argumenta José

Alves Abrantes, sócio proprietário

da Auto Peças e Mecânica

Zeca, em Cristalina

(GO). “Parabenizo a todos

pela vontade e o prazer na

profissão”, emenda.

Já Pedro Luiz Scopino,

responsável técnico e administrador

da Auto Mecânica

Scopino, de São Paulo (SP),

cita algumas frases de seu

livro “De boca de porco a lábios

de suínos” para retratar a

importância da profissão.

“Ser mecânico é reparar bem

feito. É consertar o que está

quebrado. É funcionar aquilo

não pega mais. É trazer

o silêncio ao que

está barulhento”.

Scopino ainda completa.

“Ser mecânico é servir como

um consultor. Servir como

um amigo do peito. Servir

como um profissional. Servir,

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

ANDRÉ ELI AMARAL DE VARGAS,

DA STOCKCAR IMPORTS

CARLOS DUARTE FERREIRA JUNIOR, DA

ACERTCAR CENTRO AUTOMOTIVO LTDA.

VALMIR BRITO SOARES, DA AUTO CENTER

E REFORMADORA VERONA

ALISSON ROGÉRIO DE ALMEIDA LIMA,

DA DUNAS CENTER CAR


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HOMENAGEM PARA OS MECÂNICOS

PEDRO LUIZ SCOPINO,

DA AUTO MEC˜NICA SCOPINO

14 ESPECIAL muitas vezes, como um psicólogo.

Conversar com o

dono do carro. Conversar

com os módulos eletrônicos.

Conversar com os amigos de

profissão. Ser mecânico é

evoluir e passar a ser

reparador ou empresário Em comemoração ao Dia do

da reparação”.

Para Edson Roberto de

Ávila, diretor responsável do

Departamento Técnico de

Manutenção Preventiva e

Corretiva da Autos Mingau,

de Suzano (SP), é um enorme

prazer fazer parte do mundo

da manutenção automobilística,

além de se sentir muito

orgulhoso por exercer

a profissão.

“É por meio dela que recebo

vários ensinamentos que

surgem através das dificuldades

em que vivo, e procuro

sempre passar adiante, tendo

também possibilidades de

conhecer pessoas especiais e

incríveis. Parabéns para mim,

para você e para todos que

fazem de nosso planeta (automobilístico)

um lugar bom de

viver e crescer como pessoa e

profissionalmente”, conclui.

ANTONIO FIOLA,

DO SINDIREPA-SP

Mecânico, o presidente do

Sindirepa-SP, Antonio Fiola,

destaca a importância do

profissional para o setor e

afirma que em pouco tempo o

mecânico se tornou um técnico,

abandonou as ferramentas

e mergulhou no mundo

tecnológico. “Este profissional

mostra sua força e garra diante

das dificuldades e faz

com que o setor de reparação

de veículos se fortaleça

e evolua”.

A equipe do Sindirepa, de

Toledo-PR, ressalta toda a

dedicação profissional com

que atuam, exercendo a

profissão com dignidade,

responsabilidade e competência.

“Prestamos nossa homenagem

ao dom dos guardiões

da vida, escolhendo você

como representante desta

classe, e a nossa escolha não

CARLOS RAMON DE MELO,

DO SINDIREPA-MG

foi por acaso, é resultado do

seu trabalho. É com muito

orgulho que desejamos a você

sucesso e um Feliz Dia

do Mecânico”.

Para o presidente do Sindirepa-

MG, Carlos Ramon de Melo, a

instituição do dia do mecânico é

mais do que justa. “Em uma

data específica, nos remete as

pessoas nas quais depositamos

confiança de diagnosticar e

reparar defeitos. O mecânico é

o profissional que após reparar

nossos veículos nos restitui algo

essencial na vida moderna. A

todos os mecânicos, parabéns

pelo seu dia”.

Já o presidente do Sindirepa-PR,

Wilson Bill, retrata as mudanças

ocorridas nas oficinas em termos

de tecnologia e melhor desempenho;

além de parabenizar

os profissionais e destacar as

características do mecânico do

século XXI. “É um profissional

CELSO MATTOS,

DO SINDIREPA-RJ

mais capacitado, com amplos

conhecimentos técnicos, atento

às novas tecnologias e inovações

do mercado, muito mais

preparado e, acima de tudo,

sem deixar de gostar do

que faz”.

O mecânico no passado era uma

profissão que era aprendida no

dia a dia e com o decorrer dos

tempos essa profissão passou a

necessitar de qualificação, e os

mecânicos de uma forma geral

têm a cada dia se aperfeiçoado

nessas competências, conseguindo

assim atingir a qualificação

ideal, reflete o

vice-presidente do Sindirepa-RJ,

Celso Mattos. “Meus sinceros

parabéns a esses bravos e guerreiros

profissionais, os quais a

sociedade reconhece de extrema

importância para as nossas

vidas, pois certamente são eles

que cuidam dos nossos carros,

das nossas vidas indiretamente”.

EDSON ROBERTO DE ˘VILA,

DA AUTOS MINGAU DE SUZANO

EVALDO SCHIMANSKI MARTINS,

DO SINDIREPA DE TOLEDO-PR

WILSON BILL,

DO SINDIREPA-PR


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16 CAPA

Texto: Karin Fuchs

orientar os seus clientes”.

Oficina sustentável: você faz a sua parte?

Indústrias dão o exemplo com boas práticas e ações junto aos reparadores.

Legislação mais rigorosa obriga atitudes mais severas

Um tema um tanto quanto

em voga, a sustentabilidade

já faz parte do nosso

dia a dia, mas muitas pessoas ainda

não sabem como de fato aplicá-la na

prática. Muitas oficinas ainda estão

aquém neste processo, descartam

óleo incorretamente no esgoto, não

se preocupam em eliminar corretamente

embalagens em desuso,

entre outras atitudes que prejudicam

o meio ambiente.

Muitas vezes, a falta de informação

faz com que as oficinas procedam

de maneira incorreta quando o

assunto é sustentabilidade. O que

não pode ser mais desculpa, já que

entidades do setor, indústrias e empresas

especializadas estão atentas a

esta questão, desenvolvendo ações

especificamente para as oficinas.

Um exemplo é o IQA (Instituto

de Qualidade Automotiva), que

desenvolveu uma certificação para

as oficinas, o Selo Verde, baseado

em três pilares: legalização da oficina,

questões ambientais e antecipação

a tendências futuras.

Requisitos esses que são avaliados

para que o estabelecimento conquiste

a certificação.

Em detalhes, Alexandre Xavier,

gerente de Novos Negócios do

IQA, explica que primeiramente a

documentação da oficina é verificada,

pois mesmo que haja uma

preocupação enorme com questões

ambientais, qualquer ilegalidade

ela corre o risco de autuação,

em caso de fiscalização. “Muitas

vezes a oficina não está devidamente

legalizada por falta de informação

e não por má fé. Isso

envolve licenças ambientais, alvará

de funcionamento e diversos aspectos

relacionados à legalização. E

nós fazemos toda essa verificação”.

A segunda checagem é da legislação

ambiental. “O que envolve as

resoluções do Conama, bem como

legislações federal, estadual e municipal,

e a empresa tem de estar devidamente

adequada. Aliás, neste ano

houve uma grande mudança com o

Plano Nacional de Resíduos Sólidos

(ver Box) e todo o ciclo produtivo

tem de ser controlado,

toda a cadeia está envolvida

neste processo,

inclusive as oficinas”,

alerta. Nesse sentido,

diz ele, “as oficinas

têm de se preocupar

com a maneira como

recebem peças e produtos,

manipulam os

mesmos e o destino de

descarte, o que inclui

ALEXANDRE XAVIER,

DO IQA

E, por fim, o terceiro pilar é verificar

as tendências futuras. “O

que não é exigido hoje em dia, mas

que será de maneira natural no futuro.

Como, por exemplo, iluminação

do estabelecimento (mais

econômica), que hoje é uma questão

mais de responsabilidade social,

mas que no futuro tende a ser obrigatória;

ou, ainda, a reciclagem de

materiais e produtos. Além disso, é

inegável que atualmente o consumidor

está mais atento a essas

questões. Os ganhos são tanto para

os negócios da oficina como para a

própria sociedade”.

Vale lembrar que a partir do

momento que a empresa está

certificada com o Selo Verde automaticamente

ela está se adequando

à legislação. “Mesmo

porque existe uma

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

verificação periódica

e isso significa

que a cada visita cobramos

seguir a legislação

atualizada”,

revela Xavier.

NA OFICINA E

EM CASA

Disseminar informações.

Com este

foco, a Delphi preparou uma cartilha

bem orientativa com práticas

de reciclagem para oficinas que

podem se estender para casa com

a adoção da coleta seletiva. Amaury

Oliveira, gerente de Engenharia,

Gerenciamento de Programas e

Qualidade da Delphi Soluções em

Produtos e Serviços para América

do Sul, conta que a cartilha tem

três focos primordiais: pessoas,

planeta e economia na oficina. “Ela

é bem informativa, com dicas para

reciclar, descartar resíduos e também

para se obter vantagens econômicas

com reciclagem de

materiais (gás do ar-condicionado,

lubrificantes, etc.). Além disso,

tem a questão do marketing, que a

oficina pode usar ao seu favor”.

Participando das maiores feiras

do setor, a Delphi aproveita a

oportunidade para em seu estande

apresentar o material aos reparadores

e promover palestras sobre o

tema. Além disso, nos cerca de 700

centros automotivos Delphi na

América do Sul, a maioria no continente

Sulamericano, a empresa

também está em fase inicial de implementação

de coleta seletiva, de

forma sugestiva.

“Nós estamos com uma estratégia

global e reformulação nos


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18 CAPA MOBIL TROCA INTELIGENTE

DA ESQ. P/ DIR.: AMAURY OLIVEIRA, CARTILHA ORIENTATIVA COM PR˘TICAS DE

RECICLAGEM E KLAUS ACERBI, DA DELPHI

TROCA INTELIGENTE

Imagine substituir embalagens

de lubrificantes, não ter de se preocupar

com o óleo que sobrou – já

que para cada veículo, por especificação

técnica, há uma quantidade

determinada na troca – não precipostos

de assistência técnica para

que haja uma padronização de coleta

seletiva. Nós somos parceiros

de vários grupos de oficina, entre

eles o GOE (Grupo de Oficinas

Especializadas), que já adotam a coleta

seletiva e as melhores práticas

de mercado para aplicar em nossos

demais centros automotivos. A

nossa vontade é que 100% atuem

desta maneira”, ressalta Oliveira.

Gerente de Saúde, Segurança,

Meio Ambiente e Facilities para

Delphi América do Sul, Klaus

Acerbi informa ainda que a empresa

tem também um programa

muito forte de treinamento sobre

questões de sustentabilidade em

torno das fábricas, principalmente

com crianças, e junto aos funcionários.

“Na essência, o ser humano

quer fazer o certo. Mas, na

maioria das vezes, não tem consciência

de que as suas atitudes são

de forma errada, por não saber

como fazer. E nós trabalhamos disseminando

informações”. Tanto

que em nove anos do projeto Semana

do Meio Ambiente mais de

77 mil alunos de escolas estaduais,

municipais e particulares das cidades

onde a empresa atua participaram

de ações sobre as causas e

consequências dos principais problemas

ambientais atuais e futuros.

NA MEDIDA CERTA

Junto aos principais clientes, a

Pérola Produtos Automotivos promove

uma ação diferenciada, que

consiste no gerenciamento do estoque.

Dalvimar Amaral Marinho,

gerente geral da empresa, explica

que promotores (grupo técnico) vão

ao local identificar se há produtos

por vencer ou já vencidos. “Quando

está próximo ao vencimento, negociamos

de alguma forma e substituímos

o produto. O mesmo pode ser

repassado a um cliente que o utiliza

muito. Já o que está vencido é utilizado

na nossa fábrica para pesquisas,

por exemplo, e as embalagens têm

como destino a reciclagem”.

Outra preocupação na Pérola

refere-se às caixas de papelão.

“Como a quantidade de produto

adquirida varia de acordo com a necessidade

do cliente - 6, 12, 24 e até

48 por caixa -, nós estamos identificando

parceiros fornecedores desse

material para adaptar os tamanhos às

necessidades dos clientes. Aqui na

empresa sempre existiu a filosofia da

sustentabilidade e o nosso papel é

ajustá-la com rapidez, tecnologia e

com um giro maior de informações

internas para que cheguem ao mercado;

aos nossos clientes”, conclui.

PRODUTOS PÉROLA E DALVIMAR AMARAL MARINHO

sar usar mais funil e nem sujar as

mãos. Foi assim que nasceu a

Troca Inteligente da Mobil, em

2005, aliando sustentabilidade, segurança,

economia, tecnologia e

praticidade.

Sustentabilidade porque, de

acordo com Bruno Gagliardi, supervisor

Operacional Troca Inteligente

da Carletti Distribuidora de

produtos automotivos e industriais

Ltda., com a Troca Inteligente não

há sobra de óleo e nem descarte de

embalagem. “O que proporciona

ao revendedor a compra do produto

com custo mais competitivo,

na quantidade exata da sua necessidade

e, ao consumidor final,

pagar apenas a quantidade que realmente

precisa”, diz. Além disso,

o sistema otimiza a área de armazenagem,

proporciona melhor

controle de estoque, evitando

imobilização de capital e também

a contaminação no manuseio do

lubrificante gerando maior proteção

do equipamento.

Na prática, para usufruir do

sistema, a oficina deve contatar o

distribuidor mais próximo de sua

região, solicitar a avaliação comercial

e apresentação do contrato de

comodato dos equipamentos, que

consiste em um mini tanque, propulsora

pneumática, medidor digital

e mangueira de

abastecimento. No estabelecimento

basta ter espaço adequado e

ar comprimido para o funcionamento

da propulsora pneumática.

“A instalação é feita com suporte

do distribuidor Mobil, que avalia

previamente a visibilidade, praticidade

e fácil acesso para abastecimento”,

pontua Gagliardi.

Já a entrega dos produtos Troca

Inteligente é realizada através de

caminhões tanque com compartimentos

dedicados para cada produto

e possui sistema de

monitoramento de vazão para garantir

a quantidade entregue. Os

abastecimentos serão realizados de

acordo com a programação de

compra do revendedor seguindo o

roteiro de entregas da região.

Disponível nas versões de 400

e 1.000 litros, o mini tanque tem

aproximadamente o diâmetro de

um tambor de 200 litros e diferença

apenas na altura (aproximadamente

de 1,80 metro). Galiardi

conta ainda que na região de atuação

da Carletti Distribuidora (Capital

e Grande São Paulo, ABCD,

todo Litoral Paulista e Vale do Paraíba)

já são 212 instalações realizadas

entre oficinas linha leve e

pesada, trocas de óleo, postos de

serviço e frotistas. A meta para 2012

será atingir 350 pontos. “Além

disso, na região de atendimento da

Carletti Distribuidora temos disponível

os produtos Mobil Super

Flex SAE 10W-40 API SM e Mobil

Super Ecopower SAE 5W-30 API

SM para linha leve e o produto

Mobil Delvac MX SAE 15W-40

API CI-4 para linha pesada (diesel)”,

especifica, acrescentando que

existe um estudo permanente de

viabilidade de implantar outras especificações

em todo o país.

DESCARTE CERTO

Há 36 anos, a Lwart Lubrificantes

inovou como uma empresa

especializada na coleta e rerrefino

de óleo usado. Atualmente, conta

com uma frota de 300 veículos


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20 CAPA

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

preparados para coletar e transportar

o óleo lubrificante usado ou

contaminado; mais de 16 centros

de coleta em cidades estratégicas

em todo território nacional; além

de disponibilizar o “disque coleta”,

o 08007010088, para atendimento

just in time.

Manoel Browne, gerente de

Relações Internacionais e Meio

Ambiente da Lwart Lubrificantes,

especifica que hoje a empresa tem

60 mil fontes geradoras cadastradas

e que, em média, a coleta é feita em

15 mil estabelecimentos mensalmente.

“Esse número inclui oficinas,

postos de combustíveis, super

trocas e indústrias. E há muito espaço

para crescer, o que vai depender

ainda da conscientização para

correta destinação. As oficinas têm

o dever de destinar para o rerrefino

e o direito de exigir um certificado

pelo destino correto, o que vai lhe

assegurar que cumpriu com as

normas ambientais e fez sua parte

PROCESSO LWART, VE¸CULOS COLETORES

E O GERENTE MANOEL BROWNE

com responsabilidade”, destaca.

Por ano, o volume gerado é superior

a 140 milhões de litros de

óleo usado. “Mas, a partir do primeiro

trimestre de 2012, iniciaremos

o crescimento para aumentar

nosso volume de coleta e pretendemos

dobrar esse volume nos

próximos anos”, anuncia.

Browne conta também que é

um grande desafio coletar óleo

usado em 15 mil pontos por mês,

do Sul ao Norte do país, e

tratar/rerrefinar todo esse resíduo

nas unidades de Lençóis

Paulista/SP e Feira de Santana/BA,

que depois de um complexo processo

industrial, se transforma em

óleo básico rerrefinado, quando

então segue para empresas formuladoras

que fazem dele o óleo lubrificante

para ser utilizado em

máquinas e motores industriais.

Ele antecipa que a Lwart está

em fase final de construção de

uma nova planta industrial, com

capacidade maior que a fábrica

atual, o que implicará em investimentos

na coleta e logística, com

aumento de frota, contração de

motoristas coletores. “É uma atividade

muito nobre e importante

para proteção do solo, água, ar,

fauna e flora, e vem num momento

de preocupação ambiental

da sociedade contemporânea. O

governo publicou há pouco tempo

a Política Nacional de Resíduos

Sólidos, que vai mudar o jeito com

que encaramos o resíduo no país

nos próximos anos”.

A Lwart Lubrificantes faz parte

do GMP – Grupo de Monitoramento

Permanente do Conama –


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22 CAPA

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

Conselho Nacional do Meio Ambiente

desde 2005, que está mobilizando

setores como os sindicatos

e associações de oficinas para conscientização

e alerta de que a lei tem

que ser cumprida, Resolução Conama

Nº326/2005, e que o adequado

destino do óleo usado só

traz benefícios.

Para se ter uma ideia, o óleo

usado coletado pode ser reutilizado

inúmeras vezes, sem precisar

aumentar a pressão por

exploração de óleo lubrificante

virgem, extraído do petróleo, que

só tem uma safra. Como exemplo,

com 100 barris de óleo cru se

VE¸CULO DE COLETA SUATRANS

faz 2 de óleo lubrificante. E com

os mesmos 100 barris de óleo

usado, se faz 85 barris de óleo de

igual qualidade.

COLETA DE RESÍDUOS

CONTAMINADOS

Com mais de 20 anos de mercado,

a Suatrans atua na coleta de

resíduos contaminados por óleo.

“Nós fazemos todo o gerenciamento

de resíduos, disponibilizando

para as oficinas bombonas

de 200 litros, em regime de comodato,

para a coleta de resíduos

contaminados por óleo e derivado

de petróleo, tais como estopas,

panos, trapos, tecidos, borrachas,

embalagens plásticas vazias, madeira,

ferragem, papel, papelão,

pincéis, filtro de combustível, metais,

entre outros”, informa Adalberto

de Souza, analista de

negócios da empresa.

A coleta, mensal, bimestral ou

trimestral, de acordo com a necessidade

do cliente, segue para as

destinadoras onde é feito o coprocessamento

dos resíduos, que

podem ser transformados, por

exemplo, em material asfáltico ou

combustível para fornos industriais.

“Tanto como no momento

da coleta, como nas destinadoras,

são emitidos documentos para os

clientes comprovando que os resíduos

foram coletados e seguiram

para o destino certo, pois o

gerador de resíduos, no caso as

oficinas, tem a responsabilidade

tanto pela geração como pelo destino

final. Isso impede que a oficina

seja atuada em caso de

fiscalização”, explica Souza.

Atualmente, a Suatrans

atende cerca de 1.200 oficinas em

todo o país, a maioria localizada

em São Paulo. Os contratos são

12 meses e, em cada bombona, é

feita a segregação de resíduos. E

para quem é associado ao

Sindirepa, antecipa Souza, há

condições diferenciadas pelo pagamento

do serviço.

PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Durante 60 dias, terminado em outubro deste ano, estava em consulta

pública a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos,

inserido na lei nº 12.305/10, da Política Nacional de Resíduos

Sólidos (PNRS).

O Plano, que deverá estar pronto no próximo ano, prevê metas

globais para todo o país na área de resíduos urbanos, serviços e

saúde, industriais, além de fazer referência à logística reversa, que depende

não apenas de toda cadeia, mas, principalmente, de uma integração.

O que, segundo a Confederação Nacional das Indústria, o

grande desafio é elaborar acordos setoriais para a logística reversa

que atendam às cadeias produtivas, principalmente quanto à obrigatoriedade

das metas.


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Ano IV - NÀ43 - Dezembro 2011

Maus hábitos reduzem

a vida útil do veículo

Desrespeitar os prazos de manutenção ou esquecer os pés na embreagem contribui

para o desgaste do carro

Não são só os quilômetros rodados que contam na hora de contabilizar o desgaste

de um veículo. O motorista e seus hábitos também fazem toda diferença na conservação

do automóvel.

Quem passa muito tempo dirigindo adquire “vícios” e manias que podem passar despercebidas

aos olhos de quem está no volante, mas que o carro percebe bem. Peças fundamentais,

como pneus, embreagem e a injeção eletrônica têm seu tempo de vida reduzido

a partir de comportamentos não adequados. “Um bom motorista é responsável pela boa

conservação de sua máquina”, destaca o diretor de Vendas do Sindicato dos Concessionários

e Distribuidores de Veículos do Distrito Federal (SINCODIV/DF), Alessandro Soldi.

Os consultores do SINCODIV/DF levantaram algumas dicas

de prevenção e atitudes que aceleram o desgaste dos equipamentos.

Confira:

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Tanque cheio: resíduos

do fundo do tanque podem

entupir os bicos injetores,

dispositivos responsáveis

pela injeção de combustível

no motor. Por isso,

evite a reserva.

Manutenção preventiva: a

cada 10 mil quilômetros rodados

ou a cada seis meses leve seu

carro para revisão.

Tire o pé da embreagem: em locais

com trânsito intenso, as trocas de

marcha são mais constantes, o que já

diminui a vida útil da peça. O ideal é

trocar a cada 100 mil quilômetros.

Deixar o pé na embreagem aumenta

ainda mais o desgaste do disco.

Suavidade ao dirigir: dentro

das cidades não há necessidade

de movimentos bruscos

com o veículo. Acelerar ou

frear bruscamente provocam

desgaste nos sistemas do

motor e do freio e aumentam o

consumo de combustível.

Pneus em dia: o rodízio é indicado a cada sete

mil quilômetros. A prática evita o desgaste irregular.

Eles devem ser trocados da frente para trás e passar

por alinhamento e balanceamento.

O SINCODIV-DF é filiado à Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e conta com 85 associados.

A entidade é responsável pela pesquisa mensal sobre os emplacamentos de veículos no DF.

COLABOROU: SINCODIV/DF

Feliz 2012 bem informado!

Para começar nosso último encontro do ano, o Sincodiv/DF alerta que os

maus hábitos dos motoristas reduzem a vida útil do veículo.

A seguir, a parte final do artigo de Carlos Napoletano Neto sobre a influência

da temperatura na durabilidade do fluido para transmissão automática (ATF).

Continuando, a Nino Faróis informa que farol sujo pode causar problemas ao

motorista. Por fim, o artigo de Fernando Calmon com o título: „Quando o radar

é popular‰

Boas festas e até a próxima!


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NÀ43 - Dezembro 2011

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Texto: Carlos Napoletano Neto*

(5) PROCEDIMENTO PARA

VERIFICAÇÃO DO ATF

Como medir o nível do ATF

corretamente:

a) Estacione o veículo em uma superfície

plana.

b) Aqueça o veículo até a temperatura

normal de funcionamento (em torno

de 70 a 80ºC.

c) Mantenha o motor funcionando

em marcha lenta.

d) Posicione a alavanca seletora de

marchas em cada posição por pelo

menos 30 segundos (para encher de ATF

cada componente interno). Posicione

então a alavanca em “P” (na maioria das

transmissões).

e) Retire a vareta medidora, limpe-a

e insira-a novamente, medindo então o

nível. Ele deverá estar entre as marcas

“MIN” e “MAX” da vareta.

No procedimento acima, está descrito

o procedimento de verificação do

nível do ATF. Tenha em mente que:

• Verifique o nível somente após o

aquecimento do fluido da transmissão.

Quando a transmissão está funcionando,

a temperatura do ATF aumenta

causando expansão térmica do ATF.

Por exemplo, se o nível do ATF for verificado

enquanto a transmissão estiver

fria, a leitura do ATF indicará nível baixo.

Suponha que o nível seja completado

nesta ocasião. Então, quando a transmissão

aquecer, o volume do ATF estará

acima do máximo devido à expansão térmica.

Assim, o ATF entrará em contato

com as partes giratórias da transmissão

causando espuma no fluido. Se a espuma

(ar diluído no óleo) for aspirada

pela bomba, isto causará cavitação e

consequente baixa pressão do sistema,

queimando os componentes internos da

transmissão. Além do mais, a espuma

A influência da temperatura na vida

útil do fluido para transmissão

automática (ATF) – Parte Final

causará aumento de fricção e patinação,

gerando mais calor, que por sua vez

causa a deterioração do ATF. Excesso de

ATF pode ser espirrado para fora da

transmissão, gerando risco de incêndio.

Para evitar todos estes problemas, somente

verifique o nível do ATF com a

transmissão na temperatura normal

de trabalho.

• Se por outro lado o nível do ATF estiver

muito baixo, em curvas ele poderá

faltar na linha de sucção da bomba, causando

patinação e vazio nas marchas,

queimando os conjuntos de embreagem.

Ocorrerá patinação dos conjuntos

pela manhã, quando o veículo estiver

frio, mas após seu aquecimento, ele funcionará

normalmente. Se o veículo funcionar

continuamente nestas condições,

as peças internas sofrerão desgaste

muito alto causando patinação constante

e outros problemas.

• Nunca utilize estopa ou panos que liberem

fiapos para limpar a vareta medidora

de fluido da transmissão.

Ao limpar a vareta medidora, dê preferência

a panos de nylon pois os fiapos

poderão penetrar no fluido, causando

entupimento do filtro ou interrupção do

movimento das válvulas no corpo de válvulas.

Ou utilize uma pistola de ar comprimido

para isto.

• Verifique o nível do ATF com o motor

em funcionamento.

É necessário que o fluido esteja em

cada peça da transmissão. Note que o

nível do ATF varia de acordo com o funcionamento

do motor. Por exemplo,

mesmo se o nível do ATF verificado na

transmissão parecer estar OK com o

motor parado (dentro das marcas), ele

poderá descer muito abaixo do mínimo

com o motor funcionando, em virtude

do enchimento do conversor e de outras

peças internas da transmissão, causando

falta de fluido e problemas com a transmissão

ao longo do tempo.

• Meça o ATF algumas vezes com o

veículo em uma superfície plana.

• Sempre estacione o veículo no plano,

para evitar falso resultado na medição

do ATF. Meça­o algumas vezes. Com o

motor funcionando, pingos de ATF caem

das engrenagens causando flutuação

na superfície do ATF. Se o volume do ATF

for insuficiente, certifique­se de inspecionar

a transmissão também quanto a

vazamentos.

(6) COMO SUBSTITUIR

CORRETAMENTE O ATF

Descarregue o ATF soltando o bujão

de dreno.

Para remoção do ATF desde o cárter,

solte o bujão de dreno.

A simples substituição do fluido

contido no cárter não garante a troca

total do fluido da transmissão, mas é suficientemente

efetivo para assegurar

uma operação normal da transmissão

automática.

O ATF remanescente no conversor

de torque não poderá ser substituído somente

soltando-se o bujão do cárter.

Quando o motor funciona após descarregar

o ATF presente no cárter, o ATF

do conversor não retorna ao cárter.

Quando não houver ATF no cárter, a

bomba somente sugará ar e não aplicará

pressão ao ATF do conversor. Abastecendo

o cárter com fluido ATF novo, a

bomba conseguirá empurrar o fluido

velho gerando pressão nesta ocasião, e

só então ele voltará para o cárter.

Note que o ATF que estava no conversor

de torque não poderá ser removido

somente retirando-se o fluido velho

do cárter.

Substituição através da mangueira

de retorno no radiador do ATF

Em muitas transmissões automáticas

modernas, é utilizado o método de

arrefecimento através da água do radiador.

O ATF que retorna do conversor de

torque vai diretamente ao radiador através

da tubulação própria. A conexão

desta mangueira poderá ser utilizada

para esvaziar o ATF velho do sistema pelo

novo. Remova o tubo de retorno do ATF

que sai do radiador e entra na transmissão,

e conecte um dispositivo trocador

de fluido nela. Posicione uma bacia limpa

de alumínio debaixo do veículo e funcione

o motor. O ATF velho irá ser

recolhido pelo reservatório. Utilizando o

trocador de fluido, alimente com ATF

novo seu reservatório de acordo com o

volume de ATF descarregado. Quando

um certo volume de ATF for descarregado,

pare o motor. Monte então a mangueira

de volta, desconectando o

trocador de fluido, tomando cuidado

para não deixar nada vazando, e complete

o nível do ATF na transmissão.

Esperamos aqui ter esclarecido algumas

dúvidas comuns com respeito ao

ATF e seu procedimento de troca, bem

como fornecido informações pertinentes

aos técnicos reparadores para executar

um melhor serviço aos usuários de veículos

automáticos no Brasil.

Até a próxima.

Neste artigo, em sua quarta e última

parte, conhecemos um pouco

mais sobre o fluido de transmissão automática,

mais conhecido como ATF,

que desempenha um papel vital no funcionamento

deste dispositivo. Entender

como executar uma manutenção adequada

em uma transmissão, dando

mais atenção a este item, é fundamental

aos profissionais da reparação.

*Especialista em transmissões automáticas.

contato@clinicadosautomaticos.com.br

ou (11) 2376­0686.

www.apttabrasil.com.br


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NÀ43 - Dezembro 2011

Na lama

Farol sujo pode causar

problemas ao motorista

Que os modelos off-roads caíram no gosto do

brasileiro ninguém tem mais dúvida. Nas estradas

rurais e também em grandes centros urbanos, os

chamados fora de estrada agradam pelo formato robusto e

imponente, conforto e dirigibilidade. Para os proprietários

de espírito aventureiro, o momento mais esperado é fim de

semana para jogar o carro na trilha e provar a que veio.

Após percorrerem trajetos repletos de lama, areia, pedregulho

e poeira, muitos costumam

deixar à vista a sujeira

impregnada para demonstrar

o estilo arrojado do condutor

e do veículo. O que muitos

não sabem é que adiar a

limpeza do carro pode acarretar

em prejuízo.

Lázaro Moraes, gerente de

Desenvolvimento de Produtos

da Nino Faróis, empresa que

está há mais de 20 anos no

mercado de iluminação automotiva, explica que as impurezas

acumuladas sobre o farol podem ocasionar o aumento

da temperatura interna e danificar a lâmpada, com

possibilidade da perda de luminosidade, ofuscamento

e até o surgimento de rachaduras.

“O sistema de iluminação tem um papel fundamental

na segurança dos veículos e a falta

de limpeza adequada pode provocar acidentes”,

completa o especialista. Para chegar

a essas conclusões são necessários testes em

laboratórios fotométricos. Para isso, é feita

uma lama de laboratório com areia de sílica,

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

carvão e água destilada que é aplicada no farol até secar

por uma hora, de forma que reduza a visibilidade a 20%. Na

sequência, quando o ensaio terminar, nada pode acontecer

com a composição do farol, ou seja, não pode haver bolhas

e trincas e nem apresentar um aspecto amarelado

ou embaçado.

De acordo com a resolução Nº 227 do Contran, Conselho

Nacional de Trânsito, que estabelece requisitos referendes

aos sistemas de iluminação e

sinalização de veículos, estes

componentes devem ser regularmente

monitorados e estar em

perfeito estado de uso, caso contrário

os proprietários são

passíveis de multa. Para amenizar

esta situação e prolongar a vida

útil dos faróis, é preciso ser

cauteloso na hora da lavagem e

verificar no manual do condutor

os produtos de limpeza indicados,

para que não haja nenhum equívoco inesperado que permita

danificá-los. Este procedimento exige extrema atenção

devido à maioria das lentes presentes no mercado nacional

ser de policarbonato e possuir uma camada de

verniz em sua superfície para o enrijecimento.

“É importante ressaltar que a

atenção no processo de limpeza é para não

danificar o verniz. Assim como é de costume

haver o cuidado com a pintura externa do

veículo, é necessário também tomar cuidados

com a pintura de verniz do farol”, explica

Moraes.

COLABOROU: NINO FARŁIS


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NÀ43 - Dezembro 2011

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Texto: Fernando Calmon*

Quando o radar

é popular

Brasil é o paraíso para automóveis

compactos pelas limitações de

poder aquisitivo dos compradores.

Nada de errado pois a oferta

deve se adaptar à procura. Isso se repete

em países de perfil econômico-social

semelhante ou abaixo. Em países centrais,

de população mais rica, automóveis

menores ocupam parcelas

limitadas do mercado total.

Cenários estão de acordo com necessidades

e culturas locais. Nos EUA e

parte do Canadá, os critérios de classificação

diferem: consideram-se subcompactos

Gol, Palio e Celta; compactos são

os nossos médios (Golf, Focus e Bravo).

Os dois somados representam cerca de

20% dos veículos leves, contra 30% de

médios e grandes, 32% de SUV/CUV e

18% de picapes.

Vale a classificação convencional,

em outros países. Os europeus, depois

do difícil pós-II Guerra Mundial, subiram

um degrau na preferência, refletindo o

ganho de renda da população. Nosso

chamado segmento C responde por 36%

das vendas no Velho Continente, enquanto

compactos (segmento B) são

27% e subcompactos (segmento A), 7%.

Contudo, mesmo nos EUA, há

tendência de os veículos diminuírem de

tamanho para atender a exigências de

menor consumo de combustível e, consequentemente,

de emissões de gás carbônico

(CO2). O segmento A deve

crescer na Europa, acompanhado de aumento

de conteúdo tecnológico, a

exemplo do VW Up!, apresentado no

Salão do Automóvel de Frankfurt, em

setembro último.

O desafio da indústria é melhorar a

segurança sem impactos sensíveis nos

preços dos veículos de menor porte (de A

a C). O sistema de comando por radar tem

sido utilizado em modelos caros e

grandes, há cerca de dez anos. Aplicado

ao controle adaptativo de velocidade de

cruzeiro, oferece uma função adicional. Se

identificada uma possível colisão, dispara

alarmes visual, auditivo ou sensorial de

alerta ao motorista. Caso este não reaja, e

na iminência de uma colisão, os freios

podem ser automaticamente acionados

para diminuir a velocidade e a severidade

do impacto. Mesmo que o motorista

responda, pressão máxima é aplicada aos

freios, de forma automática, a fim de mitigar

os efeitos da colisão.

Esse tipo de radar para veículos terrestres

trabalha na faixa de banda de 77

GHz, detecta obstáculos fixos e móveis

à distância de até 200 m à frente, tanto

na cidade como na estrada (até 140

km/h), e mantém um intervalo de segurança

entre 1 s e 3,6 s, dependendo da

velocidade aferida em tempo real.

Agora, a empresa americana TRW

finaliza um sistema semelhante, na

largura de banda mais estreita de 24

GHz, cujo preço, até 2013, se tornará

mais próximo ao que os compradores

de carros pequenos podem pagar.

Tal radar “popular” funciona tão

bem como os sistemas caros e de forma

similar. Sua capacidade é quase igual:

envia ao alvo sinal de reconhecimento,

recebe de volta e processa informações

a cada 40 ms, considerando parâmetros

de velocidade, traçado da via e potência.

Mantém a distância de segurança, independentemente

da ação do motorista,

caso ligado. A principal diferença é o seu

alcance, um pouco menor: 150 m.

Recursos extras, como parar completamente,

se o veículo à frente

também o fizer, e retornar à velocidade

programada, se possível,

exigem 77 GHz de banda. A tendência,

porém, é de queda de preços

com o avanço das pesquisas.

*Jornalista especializado desde

1967, engenheiro e consultor técnico,

de comunicação e mercado.

fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

www.pranaeditora.com.br

Prána Editora & Marketing Ltda.

Jornal Reparação Automotiva

Rua Eng. Jorge Oliva, 111

CEP 04362-060 - Vila Mascote

São Paulo - SP

Jornalista Responsável

Silvio Rocha – MTB: 30375

Departamento Comercial

comercial@reparacaoautomotiva.com.br


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28 PERFIL AMORTECEDOR E FREIO DIANTEIROS

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

J6: Simplicidade oriental

FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO

Veículo familiar da fabricante chinesa Jac Motors é avaliado por grupo de

reparadores da região do Alto Tietê e mostra que tem construção simples e de

fácil manutenção

PARA SOLTAR O AMORTECEDOR O

PROCESSO É SIMPLES, AO RETIRAR A

MOLA É MELHOR USAR A BANCADA,

OS DISCOS E PASTILHAS N‹O EXIGEM

FERRAMENTAS ESPECIAIS PARA RE-

ALIZAR A TROCA

CAIXA DE FUS¸VEL

Texto: Edison Ragassi

Em agosto, a chinesa Jac

Motors lançou no Brasil

o monovolume J6.

Seguindo a linha dos outros

modelos da marca (J3 e J3

Turin), ele passou por alterações

com objetivo de adequarse

às condições do país.

Para conhecer esta novidade

oriental, a reportagem do

jornal Reparação Automotiva

levou o carro até os profissionais

que formam o grupo

ROMAT (Rede de Oficinas

Mecânicas do Alto Tietê). Este

Grupo é composto por 12 oficinas,

elas estão localizadas

nas cidades de Itaquaquecetuba,

Poá, Suzano, Ferraz de

Vasconcelos e no bairro

Itaim Paulista.

Além de reunirem-se para

trocar conhecimentos, organizam

anualmente em uma das

cidades o Pit Stop gratuito. A

intenção é de conscientizar os

motoristas sobre a importância

da manutenção preventiva

nos veículos. Eles avaliaram o

J6 e opinaram sobre as

condições de reparabilidade

do modelo.

A versão brasileira do J6 é

equipada com um propulsor

movido a gasolina 2.0L

DOHC 16V (na China, este

carro é comercializado com

motor 1.8L). Ele entrega potência

de 136 cv a 5.500 rpm e

torque máximo de 19,1 kgfm,

o qual é atingido a 4.000 rpm.

Segundo Francisco Severiano

Alves, da Mecânica Chiquinho,

é simples para reparar

e realizar manutenção. “É um

bom motor, não apresenta dificuldades,

é só seguir o

passo-a-passo, ele é mais prático

do que o de alguns carros

fabricados aqui”, avalia o

reparador que trabalha no

setor há 27 anos e tem a

oficina localizada em

Itaqua-quecetuba (SP).

Quando se trata de um

veículo novo, procura-se refe-

MOTOR

LOCALIZADA PRŁXIMA ¤ BATERIA É

BEM SINALIZADA, O REPARADOR

IDENTIFICA OS ITENS FACILMENTE

NA CHINA O J6 USA PROPULSOR 1.8L, A VERS‹O 2.0L FOI DESENVOLVIDA PELA

EMPRESA ESPECIALMENTE PARA O BRASIL, ELE ENTREGA 136 CV A 5.500 RPM


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www.reparacaoautomotiva.com.br

Dezembro de 2011 - Edição 43 | PERFIL 29

A LOCALIZAÇ‹O É SEMELHANTE A DE

OUTROS CARROS, PARA ACESS˘-LA É

PRECISO LEVANTAR O

ASSENTO TRASEIRO

FILTRO ANTI-PŁLEN

O ACESSO AO FILTRO OCORRE POR DENTRO DO CARRO É NECESS˘RIO RETIRAR A

TAMPA DO PORTA-LUVAS, N‹O NECESSITA DE FERRAMENTAS ESPECIAIS PARA RE-

ALIZAR A TROCA

FILTRO DO AR

TAMBÉM LOCALIZADO NA PARTE

SUPERIOR DO MOTOR N‹O EXIGE

FERRAMENTAS ESPECIAIS

PARA SUBSTITU¸-LO

BOMBA DE COMBUST¸VEL

rências que dão o norte na solução

dos problemas. “A construção

deste motor é

semelhante à do Zetec 16 válvulas,

ele é de simples manutenção

e também não exige

ferramentas especiais, como

usa bobina nas velas, o reparador

precisa ficar atento, já que

a falha da bobina é igual à da

vela e isso pode confundir”,

comenta Carlos Ignácio, da

Carlão Autocar, de Ferraz de

Vasconcelos (SP), ele trabalha

na reparação de veículos há

30 anos.

O fato de ser um motor

com 16 válvulas às vezes complica

quando é preciso substituir

a correia sincronizadora,

mas no propulsor do J6 isso é

diferente. “A marcação da correia

está na tampa de válvulas,

é só seguir esta marcação que

o trabalho fica fácil”, afirma

Alex Fabiano de Moraes, que

é diretor da Show Motors, estabelecida

em Ferraz de Vasconcelos

(SP) e trabalha há 18

anos como reparador. Outros

itens, como filtros, correias e

bomba de combustível também

são fáceis de identificar,

ajuda o fato de ter um amplo

cofre do motor.

O monovolume chinês usa

suspensão independente nas

quatro rodas, sistema

McPherson na parte dianteira

e Dual Link na traseira. Com

15 anos de atuação no setor,

Sidnei Almeida dos Santos,

diretor da Nova Auto, localizada

em Poá (SP), avalia que,

“os amortecedores e molas,

assim como a fixação, são comuns,

o reparador esta acostumado

com estes sistemas, mas

na parte traseira é preciso verificar

periodicamente as buchas,

pois com o tempo elas

sofrem desgaste e precisam

ser substituídas”.

O câmbio é manual de

cinco marchas, e já foi avisado

no lançamento que, pelo

menos por enquanto, não terá

opção automática, mas a Jac já

testa este tipo de transmissão

e deve ser usada no futuro.

Os freios são a disco nas

quatro rodas com ABS e sistema

EBD, neste caso os

reparadores do ROMAT aconselham

cuidado na troca das

pastilhas, que deve ser usado

em qualquer carro com ABS,

ou seja, o óleo do êmbolo da

pinça não pode retornar para o

corpo do ABS, caso isso ocorra

poderá trazer danos

no sistema.

Participaram ainda desta

avaliação, João Severino (JS

Serviços Automotivos- Ferraz

de Vasconcelos), Gilson da

Cruz Luz (Mecânica Gils Car-

Itaquaquecetuba), Francisco

Chagas do Carmo (Francar-

Ferraz de Vasconcelos) e Marcos

Ângelo Figueiro Perini

(High Torque- Poá). E todos

concordaram que o carro chinês

não esconde segredos, sua

manutenção é fácil e rápida.

Feito para ser um veículo

familiar, o J6 tem 4.550 mm

de comprimento, largura de

1.775 mm, altura de 1.660 mm

FILTRO DE COMBUST¸VEL

DIFERENTE DO J3 QUE TEM O FILTRO

JUNTO COM A BOMBA, NO J6 ELE

EST˘ LOCALIZADO AO LADO DO

TANQUE, O ACESSO É POR BAIXO

CORREIA DENTADA

O MOTOR DE 16 V˘LVULAS TEM A COR-

REIA DE F˘CIL VISUALIZAÇ‹O, A MAR-

CAÇ‹O A SER UTILIZADA NA

SUBSTITUIÇ‹O EST˘ NA TAMPA

DE V˘LVULAS

PINÇA DE FREIO

SEMELHANTE ¤ DE OUTROS CARROS,

A PINÇA DE FREIO TRASEIRO NECES-

SITA DA FERRAMENTA PARA EM-

PURRAR O ¯MBOLO

FILTRO DO ŁLEO

PARA SUBSTITUIR O ELEMENTO FIL-

TRANTE DO ŁLEO O MAIS SIMPLES É

RETIRAR POR BAIXO, A LOCALIZA-

Ç‹O É F˘CIL E N‹O É PRECISO RETI-

RAR O PROTETOR DE C˘RTER


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FOTO: DIVULGAÇ‹O

30 PERFIL FICHA TÉCNICA

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

D

e distância entre os eixos de

2.710 mm.

O porta-malas tem capacidade

volumétrica de 720 litros,

ao rebater os bancos

chega a 2.200 litros e a versão

de 7 lugares (só comercializada

no Brasil) ainda oferece

198 litros com todos os assentos

em posição de uso.

Confortável, volante de

boa empunhadura, os instrumentos

são de fácil visualização.

Para um carro deste

porte tem bom arranque,

o câmbio é macio e de

engates precisos.

No anda e para do trânsito

responde bem e na rodovia

desenvolve velocidade de maneira

rápida. As retomadas de

velocidade são boas em linha

reta, mas ao enfrentar uma

subida a sensação é de

que o propulsor poderia ter

mais potência.

O J6 é equipado com: trio

elétrico, sistema de som, arcondicionado

digital, air bag

duplo, pneus 205/55 aro 16”.

Seu preço sugerido para

venda na versão de cinco lugares

é de R$ 56.900, enquanto

que o J6 Diamond (7

lugares) sai por R$ 57.800.

SUSPENS‹O TRASEIRA

DA ESQUERDA PARA DIREITA OS INTEGRANTES DO ROMAT: SIDNEI, LEANDRO, MARCOS, RAFAEL, DANIEL, ALEX, CHIQUINHO,

CARL‹O, GILSON, FRANCISCO E JO‹O

Modelo

J6 Diamond

Motor - 2.0 DOHC 16V

Tipo de motor: 4 cilindros em linha

Deslocamento volumétrico: 1997 cm³

Comando de válvulas: DOHC 16V

Taxa de compressão: 10:1

Potência máxima: 136 cv a 5500 rpm

REPARADORES INTEGRANTES DO ROMAT

Torque máximo: 19,1 kgfm a 4000 rpm

Transmissão

Manual de 5 Velocidades

Suspensão dianteira

Independente, tipo McPherson com molas helicoidais

e barra estabilizadora

Suspensão traseira

Independente, tipo Dual Link com

CUSTOS DE PEÇAS E SERVIÇOS

molas helicoidais

Freios

Dianteiro a disco ventilado e traseiro a disco

sólido com ABS e EBD

Pneus

205/55 R16

Rodas

Em liga de alumínio 16"

SERVIÇO

AMORTECEDORES DIANTEIROS: R$ 189,00 (CADA) R$ 130,00

AMORTECEDORES TRASEIROS: R$ 188,28 (CADA) R$ 130,00

DISCOS DE FREIOS DIANTEIROS: R$ 224,40 R$ 91,00

DISCOS DE FREIOS TRASEIROS: R$ 264,00 R$ 104,00

ÓLEO/ LITRO: R$ 19,10 R$ 65,00

FILTRO DE ÓLEO: R$ 17,00 R$ 26,00

FILTRO DE AR: R$ 24,00 R$ 32,50

FILTRO DE COMBUSTÍVEL: R$ 14,40 R$ 52,00

FILTRO ANTI-PÓLEN: R$ 51,60 R$ 39,00

VELAS: R$ 17,00 (CADA) R$ 78,00

*OS CUSTOS DAS PEÇAS SÃO PARA A VENDA NO BALCÃO, A JAC OFERECE AOS PRO-

PRIETÁRIOS DE VEÍCULOS DA MARCA PACOTES ONDE ESTES ITENS SÃO

COMERCIALIZADOS COM UM VALOR MENOR

DO TIPO DUAL LINK, N‹O OFERECE DIFICULDADES PARA REPARAÇ‹O, ELA

NECESSITA DE ALINHAMENTO E É ACONSELH˘VEL QUE PERIODICAMENTE

APERTEM-SE AS BUCHAS

Colaboraram:

Jac Motors e ROMAT (Rede de Oficinas Mecânicas do Alto Tietê).


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FOTO: DIVULGAÇ‹O

Dezembro de 2011 - Edição 43 | ARTIGO

31

*Texto: Antônio Carlos Bento

Certificação de

autopeças é o

caminho para o

desenvolvimento

2011 foi um ano bom

para o setor de reposição.

O mercado continuou

aquecido em

detrimento do aumento da

frota circulante nos últimos

anos, fator preponderante

para a geração de demanda

para as oficinas, uma vez que

no Brasil o aftermarket é responsável

por 80% da manutenção

do total de veículos

que rodam pelo País. É um

mercado forte e em expansão,

se considerarmos que o

número de veículos já passa

de 40 milhões e deve chegar

a 50 milhões até 2015.

Uma grande conquista, se

não a mais importante de

todas e que contribuirá para

o desenvolvimento de todos

os elos da cadeia produtiva e

a garantirá a qualidade das

autopeças no mercado de reposição

é, sem dúvida, a certificação

com o selo do

Inmetro. Este ano já entrou

em vigor desde abril a medida

que obriga a comercialização

de catalisadores com

selo do Inmetro. Rodas, vidros

e líquido para freio hidráulico

já estão em fase de

adaptação às normas na produção

e importação, assim

como líquido de freios.

E a outra boa notícia que

marcou o ano foi a publicação

nº 301, de 21/07/2011,

para a certificação de itens de

segurança, como amortecedores

de suspensão, bombas

elétricas de combustível para

motores do ciclo Otto, buzinas,

lâmpadas, além de peças

para motor (pistões de liga

leve de alumínio, pinos,

anéis de trava e anéis de pistão

e bronzinas).

Claro que todo o mercado

terá tempo para se adaptar às

novas regras. Para fabricantes

e importadores, o período

para fazer as mudanças é de

18 meses após a publicação

da portaria e varejo 36 meses.

Desta forma, dificultará a

entrada de produtos de origem

duvidosa para competir

no mercado e colocar em

risco a segurança de motoristas.

Esse trabalho de certificação

faz parte das ações do

Programa Carro 100%/ Caminhão

100% / Moto 100%,

com o intuito de facilitar a

identificação de peças de

qualidade. Em 2012, também

está previsto intensificar as

ações junto aos motoristas

como forma de estimular a

manutenção preventiva por

meio de avaliações gratuitas

mensais para linha leve,

assim como já acontece com

caminhões na rodovia Presidente

Dutra desde 2010. O

convênio com o Senai também

contempla o plano de

atividades para oferecer bolsas

de cursos para treinamento

de reparadores.

*Coordenador do GMA –

Grupo de Manutenção

Automotiva – Programa

Carro 100% -

www.carro100.com.br


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32 FEIRAS &

EVENTOS

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

Prêmio Loja em Destaque

Evento reúne cerca de 500 convidados e se consagra

como um dos mais importantes do setor

Texto: Redação

APrána Editora & Marketing, que edita os jornais Balcão

Automotivo e Reparação Automotiva, realizou na noite

de 24 de novembro, no Buffet Center, na capital paulista,

a cerimônia de entrega da 4ª Edição do Prêmio Loja em Destaque

a 26 lojas de autopeças de São Paulo, ABCD, Osasco e Guarulhos

escolhidas junto a uma amostragem de 2.300 empresas

da reparação automotiva, levando-se em conta o desempenho

delas em cinco quesitos: Atendimento, Estoque, Prazo de entrega,

Garantia e Pós-venda. O evento teve um público aproximado

de 500 pessoas, entre representantes das principais

entidades do setor e profissionais da indústria, distribuição, varejo

e reparação.

FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO / DIVULGAÇ‹O

GRUPO EM PERFORMANCE EDISON RAGASSI NA APRESENTAÇ‹O SILVIO, SUZANA E MINGAU MARCOS, GUSTAVO, BERNARDO

E JO‹O MANCINI

EQUIPE PR˘NA EDITORA PERCUSSIONISTAS EM APRESENTAÇ‹O CÉSAR, WAGNER, JO‹O E ARNALDO DANÇARINAS EM AÇ‹O

AMBIENTE REQUINTADO RAQUEL E CHIQUINHO MARIA IRAIDES E CARLOS NAPOLETANO BERNARDO TUPINAMB˘ EM DISCURSO

GILMAR CATIRICA, IVAN FURUYA,

ALEXANDRE E LUCIANO

PAULINHO, RAGASSI E NEY

SILVIO ROCHA, BERNARDO, RAGASSI,

MARCELO MONEGATO E SIMONE KÜHL

SILVIO, SUZANA, MARCELO, MAJł

GONÇALVES E SOLANGE SUZIGAN


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www.reparacaoautomotiva.com.br

FEIRAS &

Dezembro de 2011 - Edição 43 | EVENTOS 33

OS PATROCINADORES COM AÇÕES NO EVENTO

CORVEN TECFIL GATES

DEWPARTÊS CONTINENTAL GOODYEAR URBA-BROSOL

LOJAS PREMIADAS

ATLANTA AUTO PEÇAS

E ACESSŁRIOS

AUTO PEÇAS E ROLA-

MENTOS S‹O PAULO

AUTO PEÇAS

CASTELO BRANCO

AUTO PEÇAS PEPE E

ACESSŁRIOS

BARRA CENTER

AUTOPEÇAS

BATIMORI AUTOPEÇAS

BRASKAPE AUTOPEÇAS

CARBWEL AUTO PEÇAS CASTRO AUTO PEÇAS DAP DIADEMA

AUTO PEÇAS

GAINER AUTOPEÇAS

(EX-SAFRA AUTOPEÇAS)

GIAN AUTO PEÇAS

JOSECAR DISTRIBUIDORA

DE AUTO PEÇAS

KIMKAM DISTRIBUIDORA

DE AUTO PEÇAS

KOGA KOGA DISTRIBUIDORA

DE AUTOPEÇAS

LOPES OLIVEIRA COMÉR-

CIO DE AUTO PEÇAS

MATROCAR AUTO PEÇAS MEGA 2 AUTO PEÇAS MEL‹OCAR COM. DE

AUTO PEÇAS

MERCADOCAR MERCANTIL

DE PEÇAS

MULTPEÇAS COMÉRCIO

DE AUTO PEÇAS

LOJAS QUE RECEBERÃO O TROFÉU EM MÃOS**

PARAN˘ PEÇAS

PRPK DISTRIBUIDORA

DE AUTO PEÇAS

Auto Peças e Acessórios Perfil

Freios e Peças 53

Irmãos Maturo

**As três lojas não mandaram

representantes ao evento.

Elas estarão recebendo os respectivos troféus em seus estabelecimentos.


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34 ESPECIAL

Bosch promove projetos

para a reparação

Empresa visa o aprimoramento das oficinas mecânicas

e treinamento do profissional

Texto: Redação

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Com projetos concretos,

uma equipe motivada e

uma boa relação com os

clientes e com o mercado, a divisão

Aftermarket da Bosch se destaca

em nível mundial pelos

projetos que tem realizado. Delfim

Calixto, o novo vice-presidente

da divisão Automotive

Aftermarket da Robert Bosch

América Latina, fala das iniciativas

da empresa voltadas à reparação.

Em um ano muito especial, a

Bosch celebra três importantes aniversários,

entre eles o 150 anos do

nascimento de Robert Bosch, os

125 da Robert Bosch e os 90 anos

da rede de oficinas Bosch Service.

O executivo ressalta que um dos

pilares da estratégia da empresa é a

rede de serviços Bosch, a Bosch

Car Service.

REDE DE SERVIÇOS

Com uma rede de 1.500 oficinas

Bosch Service no Brasil,

Calixto afirma que o objetivo é

ampliar esse número. “Estamos

neste momento avaliando um

projeto para aumentar esse número

de Bosch Service, de serviços

Bosch no mercado, e a base

inicial para o projeto é a rede de

oficinas Original Auto Center”.

No Brasil o executivo conta

que existe o Truck Service, o

Diesel Center e o Car Service. “A

rede de serviços Bosch é um dos

pontos centrais da nossa estratégia,

isso está ligado em como eu

preparo o mercado para essas

novas tendências, para as novas

tecnologias”. Pois hoje os veículos

são completamente eletrônicos,

então a preparação do

mecânico é essencial.

O intuito da Bosch é preparar

as oficinas da rede Original Auto

Center para as novas tendências e

tecnologias do mercado, de maneira

a ajudar no desenvolvimento

das oficinas e transformá-las no futuro

em Bosch Car Service.

A Bosch também tem trabalhado

da mesma forma com o projeto

para as oficinas independentes

diesel, que ainda não estão preparadas

tão tecnicamente, onde

busca trazer mais conhecimento,

suporte e treinamento, através dos

1.500 OFICINAS BOSCH SERVICE NO BRASIL

convênios com escolas técnicas ou

palestras locais.

QUALIFICAÇÃO

PROFISSIONAL

O projeto Bosch Service

Excellence visa a capacitação do

profissional. Nele é avaliado o atendimento,

a organização, a preocupação

com as necessidades do

cliente e o respeito com o consumidor

e por exemplo, as mulheres,

que ultimamente têm passado a ir

às oficinas com mais frequência.

O projeto tem 11 módulos e é

voltado à qualidade das oficinas. “O

primeiro módulo é focado nos processos,

o segundo é a atenção ao

cliente, o terceiro é a administração

financeira, enfim é uma série. É voltado

não só ao trabalho em si da reparação,

mas à qualidade do

atendimento e da organização”,

emenda Calixto.

A Bosch também tem convênio

com o SENAC, onde realiza uma

parte deste treinamento regionalmente

e outra parte via web para os

profissionais. “Esse tipo de contribuição

é muito boa para toda a organização,

pois é uma forma de

trabalhar a vivência do dia a dia”, argumenta

o executivo.

A Bosch tem também um processo

de auditoria de sua rede. “O

número de oficinas que são auditadas

é sigiloso”, informa Calixto, apenas

depois o profissional fica sabendo

quantas oficinas foram auditadas no

ano. “Ninguém sabe quem vai ser

auditado, então é muito interessante

ver isso, porque você consegue pegar

detalhes muito simples de atendimento

ao cliente”, completa.

NOVO VICE-PRESIDENTE DA DIVISÃO AUTOMOTIVE AFTERMARKET ROBERT BOSCH AMÉRICA LATINA

DELFIM CALIXTO,

O NOVO VICE-

PRESIDENTE DA

DIVIS‹O AUTOMO-

TIVE AFTERMAR-

KET DA ROBERT

BOSCH AMÉRICA

LATINA

A carreira de Calixto na Bosch começou em 1989 na Alemanha.

A princípio, foi contratado como estagiário e com o tempo recebeu

o convite de se tornar funcionário da empresa, onde trabalhou

por três anos e, em 1992, retornou ao Brasil atuando

10 anos na carreira de exportação.

O executivo ressalta que participou de uma mudança estrutural

na Bosch, pois na época a empresa era centralizada na

Alemanha e, com isto, estava sendo criado o centro de competência,

com o intuito de trazer o poder de decisão da central

para as regiões. E no início do ano 2000 a divisão automotiva

aftermarket para a região da América Latina no Brasil

passou a existir.

Já em 2003, recebeu o convite para dirigir o aftermarket da

Bosch na Argentina, em um projeto de dois anos. E, em 2006,

Calixto voltou ao Brasil para assumir a diretoria de

marketing de produtos da América Latina. Após este período, foi enviado para

trabalhar no México, em 2008.

E, recentemente, retornou ao Brasil para trabalhar na divisão de aftermarket.

“Chegar ao Brasil e nesta posição é um desafio muito grande, sendo o primeiro

brasileiro a ocupar este posto. Temos uma equipe muito experiente, programas

consistentes e projetos muito bons que já vêm funcionando ao longo dos anos”,

destaca o executivo.

Para Calixto, o primeiro ponto é trabalhar as pessoas, focar no desenvolvimento

e aprimoramento da equipe interna. “Se eu não tiver uma boa equipe, eu não

consigo fazer nada. O desafio de qualquer líder é colocar uma equipe no mesmo

barco e remando na mesma direção”, acredita.

E, em seguida, trabalhar o mercado, priorizar o contato com os clientes, com

todos os elos da cadeia de distribuição, e estar atento à demanda de peças, de

informação, de preparação e de suporte técnico. “Estes pontos estaremos

atuando de uma maneira muito direta nos próximos anos”, prevê o executivo.


FOTOS: DIVULGAÇ‹O

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36 COMPARATIVO

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO/ ESTÐDIO PR˘NA

Sedãs da Alemanha

Mercedes-Benz e Volkswagen lançaram este ano o novo Classe C e novo Passat.

Na oficina eles mostram que são carros robustos e exigem atenção para reparar

Texto: Edison Ragassi

Em maio, a Mercedes-Benz

lançou a nova linha de sedãs

Classe C. Estes modelos são

importantíssimos nos negócios de

automóveis da marca, já que representam

60% das vendas no país.

Em tempos de globalização, a

concorrência é acirrada, tanto

que em junho outra fabricante

alemã, a Volkswagen, lançou o

Passat que concorre com o modelo

da Mercedes.

Para avaliar as condições de reparabilidade

destes dois carros, convidamos

César Samos, diretor do

Sindirepa-SP e da Mecânica Gato,

tradicional oficina do bairro da

Mooca em São Paulo.

O C180 CGI usa motor dianteiro

1.8 turbo a gasolina. Sua disposição

é longitudinal, com 1.796 cm³,

quatro cilindros em linha, quatro válvulas

por cilindro e comando duplo

variável de válvulas no cabeçote. A injeção

de combustível é direta na câmara

de combustão e o acelerador

eletrônico entrega potência máxima

de 156 cv a 5.000 rpm, o torque é de

MOTOR

O MERCEDES USA MOTOR 1.8L E O PASSAT 2.0L, AMBOS S‹O

TURBO COM 16 V˘LVULAS

25,5 kgfm, ele está disponível entre

1.600 e 4.200 rpm.

Já o Passat é equipado com um

propulsor transversal 2.0 TSI de

1.984 cm³, também com quatro cilindros

em linha, quatro válvulas por

cilindro e injeção direta de combustível.

Sua potência é de 211 cv a 5.300

rpm e o torque 28,5 kgfm disponível

a 1.700 rpm.

Para estes propulsores, César

aconselha que o reparador faça cursos

de especialização. “A injeção de combustível

direta na câmara de combustão

acontece com pressão bem alta e

pode até machucar a mão de quem

está realizando o reparo ou manutenção

neste sistema, se não tiver o

conhecimento técnico”.

Entre os itens que costumam exigir

trocas regulares, como filtros,

velas correias, nos dois modelos são

de fácil acesso e não exigem ferramentas

especiais. “O filtro do óleo do

motor da VW ficou bem mais fácil de

substituir, a diferença entre os dois é

que para retirar o elemento filtrante

do óleo do carro da Mercedes é preciso

usar um torquímetro, a especificação

está na tampa”, fala ele. Outra

diferença entre os dois motores é que

o do Mercedes usa corrente e o do

Passat correia sincronizadora.

A transmissão do Novo Classe C

tem dupla embreagem, é automática

de sete marchas (câmbio 7G-TRO-

NIC PLUS). O Passat usa câmbio

DSG também com dupla embreagem

e sistema automático de 6 velocidades.

“É importante que o

reparador fique atento, pois estes

câmbios utilizam óleo lubrificante

especial”, recomenda o diretor da

Mecânica do Gato.

A tração do carro da Mercedes é

traseira no veículo da VW é dianteira

e os sistemas de suspensões são diferentes.

O Classe C usa na dianteira

sistema independente do tipo multilink,

com molas helicoidais e amortecedores

de rigidez variável e na

traseira sistema independente. No

Passat a dianteira e traseira são independentes,

tipo McPherson e mola

integrada na frente, e braço transversal

e longitudinal na traseira. “Para

BATERIA

CASO SEJA NECESS˘RIO SUBSTITUIR A BATERIA, É PRECISO

USAR EQUIPAMENTO PARA REPROGRAMAR OS SISTEMAS

substituir itens das suspensões dos

dois carros o reparador não encontra

dificuldades, as ferramentas são as de

uso diário. É importante verificar o

quadro traseiro, pois nos dois há necessidade

de alinhamento e no Mercedes

é importante apertar os

parafusos que sustentam o quadro”,

explica César.

Freios a disco ventilado na dianteira

e sólido na traseira, auxiliados

por ABS e EBD, são comuns nos

dois sedãs. O freio de estacionamento

do Classe C usa sapatas. “No

Mercedes e no Passat a troca dos discos

e pastilhas é simples, porém é necessário

substituir também o sensor

junto com a pastilha do Mercedes e

às vezes os itens são vendidos separados.

No Passat, que tem freio de estacionamento

elétrico, é necessário

usar o scanner para recuar as pinças,

antes de realizar a troca”, comenta ele.

Outra diferença entre os dois

sedãs alemães é que o da Mercedes

usa direção eletrohidráulica, o da VW

é equipado com direção elétrica.

Segundo César Samos, os dois

carros são de excelente construção e

por terem vários itens de tecnologia

embarcada o reparador precisa ter

conhecimento técnico e um excelente

equipamento de diagnóstico.

“Ainda vale lembrar que para conseguir

comprar as peças de reposição é

necessário ter o número do chassi e

nos carros importados pela VW há


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www.reparacaoautomotiva.com.br

Dezembro de 2011 - Edição 43 | COMPARATIVO 37

FILTRO DO ŁLEO

NOS DOIS CARROS O ACESSO É PELA

PARTE DE CIMA DO MOTOR, O DO CLASSE

C É ECOLŁGICO

uma etiqueta no porta-malas, no espaço

da roda sobressalente que mostra

informações sobre o motor,

câmbio, carroceria, entre outras, o que

pode ajudar a fazer o diagnóstico”.

Até meados de dezembro, o

preço sugerido para venda do sedã de

entrada da Mercedes C180 CGI é de

R$ 116.900. E o Passat, também modelo

de entrada, custa R$106.700.

Dia 16 de dezembro, entra em vigor

a nova regulamentação de IPI para

veículos importados, depois disso os

preços devem ser alterados. Mesmo

assim, eles continuam competindo

pelo mesmo perfil de comprador.

SUSPENS‹O TRASEIRA

O MERCEDES E PASSAT USAM SISTEMA

INDEPENDENTE NA TRASEIRA, É

NECESS˘RIO ALINHAMENTO

SUSPENS‹O DIANTEIRA

VELA

OS DOIS MOTORES T¯M BOBINAS QUE

ACOPLAM AS VELAS, CASO OCORRA

FALHA É PRECISO DIAGNŁSTICO PARA

SABER QUAL DOS DOIS ITENS APRE-

SENTA DEFEITO

REGULAGEM DA

SUSPENS‹O TRASEIRA

EDISON RAGASSI E CÉSAR SAMOS,

DIRETOR DO SINDIREPA-SP E MEC˜NICA

DO GATO

NO CLASSE C O SISTEMA É MULTILINK, O PASSAT USA DO TIPO MCPHERSON

COM BANDEJA

MERCEDES-BENZ C180 CGI

FICHA TÉCNICA

VW PASSAT 2.0 TSI DSG

QUANDO REALIZAR MANUTENÇ‹O, O

IDEAL É CHECAR TAMBÉM A SUSPENS‹O

TRASEIRA, O PARAFUSO SERVE PARA

REGULAR OS SISTEMAS

AMORTECEDOR E FREIO

EM AMBOS OS CARROS OS SISTEMAS

N‹O EXIGEM FERRAMENTAS ESPECIAIS

PARA REALIZAR MANUTENÇ‹O

Motor: 1.8 Turbo

Disposição: Dianteiro, longitudinal

Cilindrada: 1.796 cm³

Número de cilindros: 4 em linha

Número de válvulas: 4 por cilindro e comando duplo variável

no cabeçote

Alimentação: Injeção direta de combustível

Combustível: Gasolina

Potência: 156 cv a 5.000 rpm

Torque: 25,5 kgfm entre 1.600 e 4.200 rpm

Transmissão

Câmbio automático com 7 marchas, trocas manuais sequenciais

Tração: Traseira

Suspensões

Dianteira: Independente do tipo multilink, com molas helicoidais

e amortecedores de rigidez variável

Traseira: Independente com amortecedores de rigidez variável

Freios

Dianteiros: A disco ventilado

Traseiros: A disco sólido

Dimensões

Comprimento: 4.580 mm

Distância entre-eixos: 2.760 mm

Largura: 1.770 mm

Altura: 1.440 mm

Capacidades

Porta-malas: 475 litros

Tanque de combustível: 59 litros

Motor: 2.0 Turbo

Disposição: Dianteiro transversal

Cilindrada: 1.984 cm³

Número de cilindros: 4 em linha

Número de válvulas: 4 por cilindro

Alimentação: Injeção direta de combustível

Combustível: Gasolina

Potência: 211 cv a 5.300 rpm

Torque: 28.6 kgfm a 1.700 rpm

Transmissão

Câmbio: Automático 6 marchas, dupla embreagem e trocas

manuais sequenciais

Tração: Dianteira

Suspensões

Dianteira: Independente, tipo McPherson

Traseira: Independente com multibraço

Freios

Dianteiro: A disco ventilado

Traseiro: A disco sólido

Dimensões

Comprimento: 4.769 mm

Distância entre-eixos: 2.712 mm

Largura: 1.820 mm

Altura: 1.480 mm

Capacidades

Porta malas: 485 litros

Tanque: 70 litros

Colaboraram:

Mercedes-Benz do Brasil, Volkswagen do Brasil, Mecânica do Gato e Concessionária Caraigá VW.


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Fórum para reparadores

Plataforma proporciona interação entres os profissionais

e auxílio na resolução de problemas nos veículos

Texto: Simone Kühl

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

D

G

T

Destinado aos profissionais

da reparação

automotiva, o

Fórum Procuro Oficina

abriga assuntos técnicos, notícias

e informações do setor,

auxílio na hora da manutenção

ou dúvidas sobre possíveis defeitos,

consulta de mecânicos,

além de ser uma forma de o reparador

interagir com outros

profissionais, promover debates

e buscar soluções.

O Fórum tem 550 cadastros,

sendo 150 oficinas no

fórum Técnico e 400 proprietários

no fórum Consulte o

Mecânico. O portal está em

pleno crescimento, no mês de

outubro teve 35.822 mil visitas

e para novembro tem como

meta passar a marca de 40.000

mil visitas. O administrador do

site, Wagner Cavalcante Lima,

conta também que o site possui

uma média de 200 posts

por dia.

Para entender sobre os

temas abordados no fórum,

acompanhamos desde o início

uma dúvida lançada sobre um

defeito em um automóvel e a

participação dos reparadores na

resolução do caso, onde sempre

participam com ideias e

buscam procurar alternativas

para desvendar a origem

do problema.

PROBLEMA

O problema analisado no

fórum foi lançado pelo reparador

Breda, da Breda Car, de

São Paulo (SP). A dúvida se

baseava no defeito em um

carro (C-3 2010), com pouco

mais de 20.000km, nas

acelerações foge

bruscamente para o lado direito

e nas desacelerações volta

de vez para a esquerda.

Nisto, já haviam sido verificados

diversos itens do automóvel,

as buchas, pivôs,

coxins, amortecedores e coxins

superiores, sistema de direção

e alinhamento, homocinéticas

e trizetas, inclusive nas tulipas.

Porém o defeito ainda continuava,

sendo que a maioria

dos itens foi examinado.

DEBATENDO

POSSIBILIDADES

Com isto, foi sugerido

ideias para descobrir o que

podia ser feito, entre elas a

troca de pneus, que não apresentou

resultados; embuchamento,

porém as buchas

estavam em perfeito estado;

sendo que o defeito só começou

depois que o carro foi alinhado,

nisto os profissionais

propuseram conferir no manual

os valores do alinhamento

e cambagem com o alinhador.

O alinhamento estava em

ordem e Breda destaca: “O

problema está na tração do automóvel,

é como se tivesse

uma homocinética engripando

ou então como se uma

bandeja estivesse sem bucha”.

Também foi recomendada a

verificação da planetária, caixa

de direção, óleo no câmbio,

buchas com folga na suspensão

dianteira, bucha de balança

e troca das bandejas.

RESOLUÇÃO DO

PROBLEMA

Depois de analisar vários

itens e discutir possibilidades

com os participantes do

fórum, a causa do defeito foi

descoberta, coxim central do

conjunto matriz errado. Segundo

Breda, foi colocado

um de outro carro

com a haste mais longa,

deixando os dois

semi-eixos forçados, principalmente

o mais longo

do lado direito.

Em conversa com o proprietário

do veículo, o mesmo afirmou

que o problema só apareceu após

a realização do alinhamento do

automóvel. Breda ainda ressalta

que foi um dos primeiros coxins

examinados e como as suas buchas

estavam boas o defeito passou

despercebido.

PROVENDO SOLUÇÕES E FORTALECENDO O RELACIONAMENTO

38 TÉCNICA No fórum são debatidos diariamente assuntos relacionados às principais

dúvidas dos profissionais e assuntos pertinentes às tendências do

setor. Nele, os reparadores podem interagir e buscar por soluções para

problemas nos veículos e ajudar na resolução de problemas ou defeitos

nos automóveis.

Para os usuários, o fórum representa uma família, um exemplo de

união entre profissionais de um mesmo setor. Recentemente criaram

uma palavra que simboliza as características dos participantes. “O

Peoense é simplesmente um cara prestativo, humilde e parceiro. O

peoense não mede esforços para ajudar os amigos e tem humildade de

pedir ajuda quando precisa”, diz Wagner.

Para participar do Fórum, o profissional deve se cadastrar no portal

(www.procurooficina.com.br). Com isto, ele poderá se comunicar com

os outros participantes, buscar as informações que precisa, de acordo

suas necessidades, trocar experiências com os profissionais e ajudar na

resolução de problemas.


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Dezembro de 2011 - Edição 43 |

FEIRAS &

EVENTOS 39

O GOE agora é nacional

Grupo de reparadores de São Paulo entrega

homenagem aos parceiros, lança novo portal e

mostra estratégia para tornar-se nacional

Texto: Edison Ragassi

No último dia 10 de novembro,

o GOE

(Grupo de Oficinas

Especializadas) ofereceu no

Clube Esperia um coquetel para

as empresas parceiras em

2011. Participaram também

a imprensa especializada e

outros convidados.

No evento, o Grupo mostrou

as ações de marketing cooperado

realizadas no período,

destaque foi a semana do parceiro.

Nesta iniciativa, todos os

colaboradores das oficinas integrantes

do GOE vestem a camisa

da empresa parceira.

Em seu discurso de abertura,

o atual presidente, José

Natal, da empresa Megacar,

falou das mudanças que ocorreram

em sua oficina, nestes seis

últimos anos, quando passou a

fazer parte do GOE, que aliás,

existe há nove anos.

Na mesma noite,

eles apresentaram o

www.portalgoe.com.br, uma

ferramenta para troca de

conhecimentos, parceiras e

associados em todo o Brasil.

Os novos integrantes têm

como benefícios o uso da

marca, aplicativos administrativos,

uso dos organogramas, regimento

interno, além de

esclarecer dúvidas técnicas e estreitarem

relacionamento com

OS PRESENTES AO EVENTO

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

INTEGRANTES EM APRESENTAÇ‹O

as empresas parceiras.

Durante a realização da Automec

(Feira Internacional de Autopeças,

Equipamentos e

Serviços), eles realizaram uma

pesquisa entre os visitantes e

identificaram que aproximadamente

350 oficinas espalhadas

pelo país têm interesse em associar-se

ao Grupo, sendo assim, a

expectativa de receber novos integrantes

é grande.

Além disso, estes profissionais

que se destacam no mercado, por

sua união e organização, querem

difundir uma mensagem positiva

sobre a profissão de reparador.

O Grupo também promove

ações sociais no Dia das Crianças

e Natal, durante o evento foram

arrecadados mais de 400 kg de

alimentos, os quais foram doados

à entidade Casa Luz Divina, que

cuida de crianças com câncer.

E a Prána Editora & Marketing,

que edita os jornais Balcão

Automotivo e Reparação Automotiva,

também foi homenageada

com um troféu, pela parceria

na divulgação de conhecimentos.

Atualmente, o GOE é composto

por 12 oficinas e segundo

divulgado por eles, no total são

120 colaboradores que prestam

serviços nestes estabelecimentos.

Em média, 1.720 veículos são

atendidos por mês, o que chega a

21 mil por ano.


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FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Ford Fusion Hybrid é eleito carro verde do

ano no Brasil

Único veículo híbrido comercializado regularmente

no mercado brasileiro, o Ford

Fusion Hybrid foi eleito o "Carro Verde do

Ano" por jornalistas especializados de

todo o País. O modelo da Ford, que funciona

nas áreas urbanas ou em velocidades

até 75 km/h com motor elétrico,

teve sua tecnologia e pioneirismo reconhecidos na votação do

Prêmio Abiauto, anunciado pela Associação Brasileira da Imprensa

Automotiva. O Prêmio Abiauto é de grande representatividade no

Brasil e envolve, em eleição direta, com auditoria externa, aproximadamente

80 jornalistas automotivos de todo o território nacional.

Vocação de líder inovador leva presidente da

Tuper a ser destaque no Fórum de Líderes

Empresariais

Em reconhecimento pela vocação de

liderança e de inovação no setor industrial

brasileiro, o Fórum de Líderes

Empresariais concedeu ao empresário

catarinense Frank Bollmann,

diretor-presidente da Tuper, o

“Prêmio Fórum de Líderes Empresariais”

do ano de 2011. O prêmio, concedido

pelos líderes empresariais ao diretor-presidente da

Tuper, representa o reconhecimento público de sua destacada

atuação à frente da sexta maior processadora de aço do País.

União Europeia regulamenta

obrigatoriedade do ESP®

Desde 1º de novembro, todos os novos modelos de veículos

de passeio e comerciais leves vendidos na União Europeia

passam a sair de fábrica equipados com o sistema ESP®

(Programa Eletrônico de Estabilidade). Nesta primeira etapa,

a obrigatoriedade é válida somente para os novos modelos

de veículos, que serão apresentados pelas montadoras ao

mercado a partir de 1º de novembro. Em uma segunda

etapa, que será a partir de 31 de outubro de 2014, o ESP se

tornará obrigatório em todos os modelos vendidos na Europa,

incluindo aqueles que foram apresentados ao mercado

antes de 1º de novembro de 2011.

Copa Nakata reúne distribuidores de autopeças

em campeonato de futebol

A tradicional Copa Nakata, que está na 8ª edição, aconteceu, no

mês de outubro, no Recife-PE e reuniu 10 times formados por colaboradores

de distribuidores de autopeças que atuam na região. O

evento, já conhecido no setor de reposição, é uma forma de promover

interação entre os clientes da marca Nakata, com a prática

esportiva do futebol society. Organizado pela fabricante, o campeonato

reuniu, no Show de Bola Futebol Society, entre funcionários e

familiares das 10 distribuidoras de autopeças, 700 pessoas durante

os quatro finais de semana de lazer e confraternização,

além do futebol.

Desempenho global do setor

automotivo de outubro

A JATO Dynamics do Brasil divulga

dados de veículos vendidos mundialmente

no mês de outubro de 2011. Nas

vendas do mês e acumulado do ano, a

China lidera o ranking com mais de

1,19 milhão de veículos vendidos em

outubro último e ultrapassa a marca de

11 milhões de carros no acumulado de

janeiro a outubro. Logo atrás estão os Estados Unidos com 7,5%

de aumento comparado a outubro do ano passado. O Japão

demonstrou recuperação após uma estagnação na economia no

mesmo período do ano passado e apresentou um crescimento

de 24,8% no mês. Os dados chineses incluem apenas veículos

de passeio, para o restante dos países os números englobam

carros e comerciais leves.

Toyota apresenta novidades no Tokyo Motor

Show 2011

A Toyota participa da 42ª edição do

Tokyo Motor Show, um dos mais importantes

eventos da indústria automotiva

no mundo, que teve início no

dia 30 de novembro. Em seu estande,

a Toyota apresentou ao público uma

série de novidades, incluindo veículos

híbridos e conceitos. Um dos maiores

destaques foi o lançamento do “86”, esportivo compacto com

tração traseira. Desenvolvido em conjunto com a Subaru, o 86 é

um veículo de tração traseira único. Com sua dirigibilidade intuitiva,

o novo carro personifica a essência do prazer em dirigir.


eparacao43_Layout 1 03/01/2012 10:52 Page 41

Monroe investe em novo site para fidelizar consumidor final

Com novas propostas de comunicação, agilidade, informação, conteúdo, além de um visual inovador, a Monroe resolveu

reinventar o seu site de relacionamento na internet. As mudanças estruturais da nova página são mais atrativas para o

consumidor final, mas também permitem à empresa se comunicar de forma direta com todos os seus públicos de

interesse: fornecedores, revendedores, parceiros, oficinas e profissionais da área. As novidades podem ser conferidas

em www.monroe.com.br

Fras-le adquire a Freios Controil,

de São Leopoldo

A Fras-le S.A, sediada em Caxias do Sul (RS), acaba de adquirir a

Freios Controil Ltda, localizada em São Leopoldo, na Grande Porto

Alegre (RS), e que atua na fabricação de autopeças, componentes

para freios e soluções para polímeros automotivos. O valor da

transação é de R$ 10 milhões, sujeito a ajustes, e a Fras-le assume,

ainda, a integralidade da dívida da Empresa, de aproximadamente

R$ 49 milhões. A Fras-le assumirá efetivamente o controle e gestão

da Controil no dia 1º de janeiro de 2012.

Pirelli e Abouchar levam clientes para viver a

emoção da Fórmula 1

De 20 de junho até 16 de outubro, todos os consumidores que

compraram pneus em uma das lojas participantes da rede oficial

de revendedores Pirelli concorreram a 9 mil prêmios instantâneos

e a seis pacotes de viagem, com direito a acompanhante, para a

assistir ao Grande Prêmio da Fórmula 1 no camarote exclusivo da

Pirelli e visitar os boxes, além da hospedagem no hotel Hilton e

jantares em conceituados restaurantes, durante

o final de semana que acontece a corrida

em São Paulo,

nos dias 26 e 27 de

novembro. Dos seis

ganhadores da Promoção

“Emoção da

F1”, dois são da

Abouchar, um dos principais distribuidores

de pneus da marca Pirelli no Brasil.

IRWIN® Ferramentas é a nova

patrocinadora da Lusa

A IRWIN® Ferramentas, multinacional

que acaba de completar cinquenta

anos de atuação no Brasil, e a Associação

Portuguesa de Desportos anunciam

parceria inédita e comemoram o

novo patrocínio com propriedade especial

do clube. As negociações foram intermediadas

pela agência Wolff Sports & Marketing,

especializada em marketing esportivo, e englobam a inserção

da marca na posição de destaque nos uniformes. Na opinião

de Marcos de Oliveira, General Manager para os GBUs de

Tools & Hardware da IRWIN®, a novidade reflete o momento

positivo da companhia.

Missão Empresarial do Conarem visita Automechanika

em Xangai, na China

O Conarem realizou a Missão Empresarial para visitar a Automechanika,

em Xangai, na China, entre os dias 7 e 10 de dezembro.

O grupo de empresários da área de retíficas conferiu as novidades e

lançamentos em autopeças e equipamentos para a reparação, além

de novas tecnologias. A programação contava com visita a fornecedores

para firmar parcerias que viabilizem a compra de autopeças da

parte motor para as retíficas associadas à entidade. O Conarem também

conta com programa de treinamento e palestras técnicas em

todo o Brasil e banco de dados com informação técnica de mais de

3.368 motores.

Naja faz aniversário e amplia linha de produtos

A Naja (www.najabaterias.com.br), marca

de baterias para do Grupo Unicoba

(www.unicoba.com.br), completa um ano

de atuação no setor motociclístico e amplia

sua linha de produtos. Com os novos

modelos AGM, a Naja passa a suprir mais uma parte da demanda do

mercado de motos nacionais e importadas. Produzidos em Extrema,

Minas Gerais, os novos modelos - 2,5, 5,5, 7,0 e 8,0 Ah – serão lançados

no início do próximo ano. A bateria 12V 2,5 Ah é a única AGM do

mercado com essas especificações. Essas baterias, além de não necessitarem

de manutenção, ainda possuem maior durabilidade e elevado

custo-benefício.

Lançamento de Guia de Peças traz inovação para

autopeças e oficinas mecânicas

Acaba de ser lançado no Brasil, o Guia de

Peças, o mais completo e inovador catálogo

do mercado automotivo de reposição. Tratase

de um catálogo eletrônico com conceito pioneiro,

que reúne em um único CD dados de

mais 90 fabricantes e cerca de 30 mil peças

cadastradas, gerando por volta de 1,2 milhão

de aplicações. A novidade atende de maneira exclusiva os donos de

oficinas e autopeças, suprindo a carência de ferramentas rápidas e eficientes

de busca de peças, auxiliando no dia a dia dessas empresas.

BorgWarner promove seu

5º Workshop

Em Campinas, com o prestígio da presença de 60 convidados, a

BorgWarner Brasil realizou, na primeira quinzena do mês de novembro,

o seu 5º Workshop de Fornecedores. O evento contou

com os palestrantes Fernando Begara (diretor de Compras da

MWM/International) e Caio Megale (Itaú-Unibanco). No 5º

Workshop, o tema abordado foi “Execução”, complementando o

“Planejamento” de 2010. Os trabalhos foram abertos por Arnaldo

Iezzi Jr., diretor geral da BorgWarner Brasil, e na sequência,

os engenheiros responsáveis pelos Projetos Euro 5

expuseram os próximos lançamentos.

Klüber Lubrication mostra conceito sustentável de

economia de energia e eficiência energética

Ao completar 40 anos de Brasil e adotar novo posicionamento

global de marca, empresa aborda avanços

da indústria de lubrificantes especiais, com foco em

conceitos sustentáveis e redução das emissões de

CO2. Um dos principais conceitos da Klüber Lubrication

em âmbito global está atrelado à performance

sustentável, a qual enxerga sob a ótica do desenvolvimento de soluções

ligadas à economia de energia e à eficiência energética das indústrias

clientes, auxiliando-as a reduzirem substancialmente a emissão de CO 2 .


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42 GESTÃO

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

Planeje um 2012

de sucesso

Para um ano próspero, a recomendação é investir na

capacitação profissional e na estrutura da oficina

T

FOTO: AG¯NCIA LUZ

Texto: Simone Kühl

Oinício de um ano inspira

época de mudanças,

novos objetivos e

projetos. E com a chegada próxima

de 2012 muitas empresas

se preparam para a realização de

seu planejamento, tendo como

base a análise dos resultados obtidos

em 2011, visando o crescimento

e sucesso de seu negócio.

Diante destas expectativas, o

consultor financeiro do Sebrae-

SP, Ricardo Curado, aborda os

projetos e investimentos que

devem ser feitos para garantir

resultados positivos e prevenir

contra possíveis prejuízos, de

modo a auxiliar os profissionais

no desenvolvimento do planejamento

para o próximo ano.

RICARDO CURADO,

CONSULTOR FINANCEIRO DO SEBRAE-SP

ORGANIZE-SE

O planejamento deve ser

uma preocupação permanente,

deve ser feito em cada negócio e

não apenas no início do ano,

como recomenda Curado.

“Deve ser realizado constantemente,

dia a dia, mês a mês, pois

certos meses têm um volume

maior de trabalho, como as férias

e revisões em janeiro”.

Para isto, o profissional precisa

conhecer o seu negócio e

estar atento a tudo que acontece

no dia a dia, de maneira a entender

quais são as peças que mais

utilizam, os serviços prestados,

as despesas e a carteira de clientes.

“As empresas precisam conhecer

seu passado para buscar

coisas novas”, enfatiza.

Com estas informações claras

e definidas, o empresário

tem consigo todo o material

necessário para estruturar o

planejamento e determinar

quais são serão as suas metas

em termos de qualidade, volume

de trabalho e crescimento

financeiro em sua oficina para

o próximo ano.

ESTABELEÇA

OBJETIVOS

Toda a empresa tem que ter

três funções bem orientadas, na

visão de Curado: a comercial, a

técnica e administrativa/ financeira.

Na área comercial é preciso

estudar a concorrência, o

mercado, os clientes e a comunicação,

além dos preços

que serão praticados e os

prazos decididos.

Na parte técnica a oficina

deve se preocupar em capacitar

seus profissionais e inovar sua

estrutura técnica, para assegurar

uma melhor eficiência, qualidade,

custo e prazo. Com a

grande demanda de tecnologias,

é preciso analisar também o

mercado, que muda constantemente

e as possibilidades para

investimento.

Já a área administrativa/ financeira

é responsável para

que os negócios aconteçam de

maneira eficiente e por apontar

os resultados para avaliação dos

lucros e prejuízos. “É necessá-

rio analisar o que aconteceu em

determinado período, comparar

os meses e verificar se

é preciso um replanejamento”,

recomenda.

DESENVOLVA OPORTU-

NIDADES

Durante o planejamento, o

preço praticado deve ser avaliado

para gerar o lucro, sem

causar prejuízos no faturamento

da oficina. “O preço é o valor

que é preciso cobrar, tendo em

vista a matéria-prima (peças),

impostos, mão de obra e despesas

da estrutura, deve ser suficiente

para cobrir isto”,

pontua Curado.

O empresário também deve

• Analise os resultados obtidos em 2011;

• Faça uma avaliação periódica dos meses e compare os resultados

ao decorrer do ano;

• Invista na capacitação de seus profissionais e na estrutura da oficina;

• Mude as atitudes e ações e estabeleça metas para que as

coisas aconteçam;

PLANEJANDO 2012

• Acompanhe as mudanças do mercado,

estabelecer uma política de salário

e plano de carreira em sua oficina,

desta maneira o profissional

se sentirá motivado para o desenvolvimento

de suas atividades,

influenciando diretamente na

criação de mais oportunidades

para o crescimento da oficina.

Neste sentido é necessário investir

no aprimoramento profissional

e inscrever os funcionários

em cursos, onde poderiam ser estabelecidas

possibilidades de

pagar parcialmente ou integralmente

o valor do curso, de

acordo com o comprometimento

do profissional. “A empresa que

ganha com isso, em mais produtividade,

o resultado final é positivo”,

conclui.

• Se atualize para desempenhar um serviço de forma competente.


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www.reparacaoautomotiva.com.br

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Dezembro de 2011 - Edição 43 | ARTIGO 43

Preservando e

multiplicando talentos

Texto: Fauzi Timaco Jorge*

Aexperiência tem demonstrado

que uma

responsabilidade individual

é mais bem entendida

e praticada quando os

reflexos desta resposta com

habilidade são claros para

todos aqueles que trabalham

na mesma empresa. Uma prática

bastante utilizada consiste

num job rotation, ou, numa

tradução livre, numa rotatividade

nas funções. Presenciamos,

ao longo de nossa

jornada por diversas organizações

dos mais diversos portes,

uma verdadeira fábrica de talentos,

ao desenvolver novas

habilidades e competências

por meio do job rotation.

Com ampla assistência daquele

que é especializado na

função, em pouco tempo

todos estarão plenamente

aptos a desempenharem outros

papéis na organização. É

assim que os períodos de ausência

prolongada de um determinado

ocupante de um

cargo serão suportados pelas

demais áreas: outro poderá assumir

essa responsabilidade

funcional.

O que é preferível em uma

organização: pessoas muito

bem formadas, tanto na prática

como na teoria, especializadas

em determinadas

funções ou, por outro lado,

pessoas igualmente muito

bem formadas, na prática e

com suficiente bagagem teórica

para suportar novos

conhecimentos, com ênfase

na integração dos diversos

processos da organização,

porém sem uma especialização

em determinada função?

Quem desempenharia melhor

suas funções? Arriscamo-nos

a dizer que o generalista poderá

ser o escolhido. Principalmente

se, dentre suas

habilidades e competências,

ele prestar atenção – muita

atenção – às necessidades de

seus liderados e companheiros

diretos para a consecução

dos objetivos e metas individuais,

sem o que a missão da

área e da própria organização

não será jamais atingida.

Organizações voltadas para

o futuro dedicam especial

atenção ao planejamento da

sua força de trabalho, tanto

planejamento quantitativo

como planejamento qualitativo.

Trocando em miúdos,

saber quando cada uma das

pessoas que fazem parte da

equipe de trabalho sairá de férias

ou se ausentará por um

tempo prolongado, quer seja

por motivo de viagem, treinamento

ou mesmo para acompanhamento

de um familiar

que requeira uma atenção especial

por algum tempo, é

parte do conjunto de informações

que conduzem à eficácia

gerencial. E é claro que

não basta saber o que acontece

com cada um dos membros

da equipe, mas,

principalmente, o que fazer

quando o fato ocorrer. Será

preciso contratar alguém? O

restante do time pode suprir

esta ausência? Quais os custos

envolvidos e quais as consequências

de uma ausência

prolongada de um auxiliar ou

de um supervisor sobre o fa-

turamento da empresa? A resposta

a estas questões passa

necessariamente por um adequado

planejamento, que implica

na análise de todas as

variáveis envolvidas na operação,

desde a existência de alguém

com as competências e

habilidades exigidas pela função

como a capacitação, em

tempo acelerado, de um

substituto para a execução

das tarefas desempenhadas

pelo companheiro que

se ausentará.

A ideia de que “ninguém é

insubstituível em uma organização”

só é verdadeira quando

a organização, como um todo,

se prepara para o desempenho

regular de suas atividades com

a metade do seu quadro de

pessoal. O planejamento de

pessoal é um instrumento de

extrema valia, especialmente

em momentos de turbulência,

como o que ora assola a maioria

das organizações, quando a

ordem é eficiência máxima

com o mínimo de dispêndio.

*Economista e professor da

FGV+CEA (Centro de Estudos

Automotivos).

fauzi@balcaoautomotivo.

com.br


eparacao43_Layout 1 03/01/2012 10:52 Page 44

FEIRAS &

LANÇAMENTO

44 EVENTOS

| Dezembro de 2011 - Edição 43

FOTO: DIVULGAÇ‹O

O Evoque está no Brasil

Utilitário esportivo concebido com apelo urbano, da

Land Rover, tem motor de 240 cavalos e câmbio

automático de seis velocidades

Texto: Edison Ragassi

Associação de jornalistas

elege os melhores veículos

Júri composto por 68 profissionais que atuam em

emissoras de rádio e TV, jornais, revistas e internet

elegeram os destaques do setor automotivo em 2011

Texto: Edison Ragassi

Dia 29 de novembro, os jornalistas

integrantes da

ABIAUTO (Associação

Brasileira da Imprensa Automotiva)

elegeram os melhores veículos e

motos lançados em 2011.

No total foram 30 automóveis

indicados, divididos em seis categorias

e 13 motos em três categorias.

Este ano o júri foi formado por 68

jornalistas especializados de todas as

partes do Brasil. Entre eles, Edison

Ragassi, Editor de veículos das publicações

da Prána Editora & Marketing

(Balcão Automotivo/ Reparação Automotiva),

que também foi o mestre

de cerimônia da festa de premiação.

A solenidade de entrega dos prêmios

contou com quase 300 convidados,

participaram os principais

dirigentes das fabricantes de carros e

motos, importadoras e de toda a cadeia

automotiva.

Os representantes da imprensa especializada

elegeram o Chevrolet

Cruze como Melhor Carro 2011 Imprensa

Automotiva. A BMW modelo

K1600 GT venceu como Melhor

Moto 2011 Imprensa Automotiva.

Os vencedores de cada categoria

de automóveis foram: Fiat Palio

(Melhor Carro Popular), Chevrolet

Cruze (Melhor Carro Nacional),

Audi A1 (Melhor Carro Importado),

Volkswagen Tiguan (Melhor

Utilitário Esportivo), Citroën C3

Picasso (Melhor Minivan) e Volkswagen

Amarok (Melhor Picape).

Também aconteceu a escolha do

Carro Verde, prêmio entregue ao

Ford Fusion Hybrid.

Na categoria motos, 12 jornalistas

votaram, as escolhidas foram:

BMW F800 R como a Melhor

Moto Urbana e Street, a BMW K

1600 GT como a Melhor Moto Estradeira,

e na categoria Melhor Moto

Esportiva ocorreu um inédito empate

entre a Honda CBR 1000 RR e

a Yamaha YZF-R1.

A ABIAUTO ainda prestou homenagens

para a Fiat pelos 35 anos

de Brasil, a General Motors do Brasil

foi homenageada pelos 100 anos da

marca Chevrolet, a Mercedes-Benz

recebeu placa comemorativa pelos

125 anos da criação do automóvel e

a Reed Exhibitions Alcântara Machado

pela parceira e apoio na realização

do 13º Prêmio ABIAUTO.

No final de outubro chegou

ao país o Range Rover

Evoque, produzido pela

Land Rover.

São vários os modelos, todos

equipados com motor gasolina Si4

de 2.0 litros e 240 cavalos de potência

e torque de 34,7 kgfm. A injeção de

combustível é direta com distribuição

dupla variável. O câmbio é o

AISIN AW F21 automático de seis

velocidades, com opção de mudanças

sequenciais por botões colocados

na parte de trás do volante. A alavanca

de câmbio foi substituída pelo

sistema Drive Selector, que proporciona

mudanças ao giro de um botão

no centro do console.

Concebido para mudar um

pouco a imagem da empresa, que é

sinônimo de veículos fora de estrada,

o utilitário esportivo foi desenhado

com linhas de inspiração urbana.

A frente usa desenho robusto, os

faróis são embutidos nos paralamas

e unem-se ao capô como uma só

peça. No centro uma grande grade,

abaixo o parachoque na mesma cor

do carro e uma grade trapezoidal na

parte inferior.

As laterais têm vincos que começam

nas lanternas, quando chegam

aos paralamas dianteiros ganham

forma circular para acompanhar as

caixas de rodas.

A traseira usa visual robusto, as

linhas retas têm os cantos arredondados,

as lanternas lembram os olhos de

um robô. A parte inferior do parachoque

segue o desenho da dianteira

em formato trapezoidal.

Apesar do estilo urbano, o Evoque

está preparado paro o fora de estrada.

Usa tração integral nas quatro

rodas, a última versão do sistema

Terrain Response, que adapta as configurações

de tração, motor, suspensão

e torque de acordo com o tipo de

terreno em que se trafega.

Na versão Pure o Evoque tem

preço sugerido de R$ 164.900 (5 portas)

e R$ 167.900 (3 portas) . A opção

Dynamic custa R$ 182.900 (5 portas)/

R$ 187.900 (3 portas). Na Dynamic

Tech Pack o preço é de R$ 231.900 (5

portas)/ R$ 231.900 (3 portas).

A Prestige custa R$ 182.900 e a

Prestige Tech Pack, com preço de

R$ 231.900 (5 portas) e R$ 231.900

(3 portas).

As versões 3 portas custam mais

caro que as de cinco, isso faz parte da

estratégia mundial de comercialização

da fabricante inglesa.

Os valores divulgados no lançamento

do veículo não incluem

o aumento de IPI (Imposto

Sobre Produtos Industrializados),

o qual passa a vigorar a partir

de 16 de dezembro.

Aqui serão comercializadas só as

versões com motor gasolina e equipadas

com tração 4X4.

Os executivos acreditam que

o Evoque trará novos clientes para

a marca.

FOTO: DIVULGAÇ‹O


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FOTO: DIVULGAÇ‹O

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Texto: José Palacio*

O mecânico e

a certificação

ARTIGO

Dezembro já chegou e

logo mais começaremos

a refletir no ano que passou

e também planejar o próximo.

O ano de 2011 foi uma loucura,

passou rápido demais e trabalhamos

em ritmo acelerado o tempo todo.

Isso significa que mais oficinas

foram avaliadas e receberam a certificação

ou foram recertificadas.

Ainda não fechamos o ano,

assim não tenho números, mas sei

que a quantidade de dias que passei

fora do escritório do IQA foi bem

maior do que em 2010. A conclusão

que chego a partir disso é de

que o empresário da reparação está

mais consciente da necessidade de

oferecer ao cliente serviços de qualidade,

com reconhecimento de

quem entende do assunto.

A certificação de serviços não

é obrigatória e por isso quem opta

em investir em um selo de qualidade

é porque está interessado

em oferecer o melhor para o

cliente. São pessoas iluminadas,

que enxergam além da rotina cotidiana

e pensam no futuro de

forma promissora.

No próximo dia 20 é comemorado

o Dia do Mecânico. Este

é um profissional que tem

evoluído de forma exponencial

ao longo dos últimos 30 anos.

Com a introdução dos dispositivos

eletrônicos nos sistemas de

injeção de combustível e a proliferação

de sensores e módulos de

controle, o mecânico deixou de

ser apenas mecânico.

Hoje é um técnico completo,

que não trabalha mais de forma

mecânica. Precisa entender de eletrônica

e também informática,

mas, principalmente, de administração.

Para sobreviver, investiu em

equipamentos, pessoas e treinamentos,

e agora dá mais um passo

na evolução e passa a investir mais

na satisfação do cliente.

Deixou de ser um técnico e

virou um empresário. Preocupa-se

com a forma como o cliente é tratado

desde o momento que entra

na oficina até dias depois dele ter

retirado o carro, pois liga para saber

se o defeito foi resolvido e se está

satisfeito com o atendimento recebido.

Isso é o chamado pós-vendas

adotado por grandes prestadoras de

serviços e concessionárias.

Todos que trabalham com reparação

automotiva têm potencial

para ser excelentes empresários,

pois já se foi o tempo em que para

ser um bom mecânico era necessário

entender apenas de motor.

Hoje é preciso ter raciocínio lógico

e apurado para desvendar os mistérios

da inteligência eletrônica dos

módulos de controle.

Assim, estão todos de parabéns

e merecem comemorar o Dia do

Mecânico com muito mais euforia,

pois muitos superaram todas as

expectativas de um bom mecânico

ao transformar o local de trabalho

em um segundo lar, não apenas

para si e os colaboradores, mas para

os clientes também.

A quantidade crescente de pedidos

de certificação nas oficinas é

prova disso. E vale lembrar que ao

investir em certificação, a oficina

também ganha, pois se inicia em

um ciclo virtuoso de melhoria

contínua infinita. Assim, nunca

para de crescer e fica sempre um

passo à frente da concorrência.

Onde você quer estar daqui a

cinco anos?

*Coordenador de Serviços Automotivos

do IQA - Instituto da

Qualidade Automotiva

Dezembro de 2011 - Edição 43 | LANÇAMENTO

45

O Dodge Journey evoluiu

Novo motor mais potente, suspensão recalibrada,

acabamento interno mais requintado e

lanternas com Led são algumas das novidades do

crossover, da Chrysler

Texto: Edison Ragassi

Dia 23 de novembro, em

Guarulhos (SP), a

Chrysler mostrou para a

imprensa especializada brasileira o

novo Dodge Journey. O crossover,

fabricado no México, chegou ao

Brasil em 2008. Esta nova versão

recebeu o novo propulsor Pentastar

V6 de 3,6 litros, ele desenvolve 280

cv de potência.

Este V6 tem bloco e cabeçote de

alumínio, usa sistema DOHC de

variação de abertura das 24 válvulas.

A injeção de combustível é sequencial,

multiponto, eletrônica e sua

taxa de compressão é de 10,2:1. A

potência líquida é de 280 cv a 6.350

rpm e o torque de 34,9 kgfm disponível

a 4.350 rpm.

Completa o trem de força a

transmissão automática de seis velocidades,

com controle eletrônico

adaptável e embreagem conversora

de torque modulada eletronicamente.

Já a direção é eletro-hidráulica,

com pinhão e cremalheira.

No Journey 2012, os sistemas de

suspensões foram recalibrados, a

dianteira é independente, do tipo

McPherson, de barra estabilizadora

com sub-chassi. A traseira também

é independente de braços múltiplos,

barra estabilizadora e sub-chassi.

Usa freios hidráulicos a disco

nas quatro rodas, de série traz: sistema

anti-blocante (ABS) nas quatro

rodas, controle eletrônico de

estabilidade (ESP) e controle de tração

em qualquer velocidade.

Por fora, o Dodge Journey tem

a grade com o novo logo da marca,

recebeu parachoques maiores e

lanternas traseiras com Led. No interior,

o painel foi redesenhado, o

acabamento ficou mais sofisticado

e inclui materiais mais nobres, macios

ao toque, o revestimento dos

bancos é de couro.

O preço sugerido para venda

na opção SXT é de R$ 97.500 e a

topo de linha R/T custa

R$ 107.900, ambas com dois bancos

rebatíveis e reclináveis que

ficam no nível do piso, assim

podem transportar até sete pessoas.

A Chrysler foi adquirida pelo

Grupo Fiat e passa por um processo

de reestruturação. No Brasil, a

marca cresceu 50% este ano, atualmente

possui 28 concessionárias, os

planos são de alcançar 48 revendas

até o final de 2012.

FOTOS: DIVULGAÇ‹O


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46 ARTIGO

FOTO: DIVULGAÇ‹O

| Dezembro de 2011 - Edição 43 www.reparacaoautomotiva.com.br

Nível superior,

curso para mecânico

* Texto: César Samos

Acomplexidade da reparação

de veículos aumentou

nas últimas décadas

com a chegada dos recursos eletrônicos.

Começou na década de 90

com a injeção eletrônica, um

desafio para os reparadores naquela

época que estavam acostumados

com o carburador. De lá

para cá, os avanços tecnológicos

foram intensificados pela indústria

automobilística. A cada lançamento

de um modelo de veículo

surge uma novidade diferente. São

novos dispositivos que interferem

diretamente na forma de reparar o

veículo, exigindo atualização constante,

sem falar na enorme variedade

de marcas e modelos

de veículos.

Isso tudo aconteceu rapidamente

diante de nossos olhos e

como dar conta de atender à tamanha

diversidade da frota? O mecânico

de confiança precisa

entender de tudo. Hoje, o seu

cliente de anos aparece na oficina

com um carro diferente que precisa

de manutenção e você precisa estar

preparado para atendê-lo bem e resolver

o problema.

Cada lançamento representa um

novo aprendizado para o reparador

nesse universo tão amplo de opções

de veículos. Por isso, capacitação

profissional e conhecimento técnico

são fundamentais. A maneira de

fazer o reparo mudou por completo.

É preciso ser dedicado e buscar informação

técnica e treinamento para

não ficar defasado.

A profissão mudou tanto que o

Senai Ipiranga – Escola Conde José

Vicente de Azevedo, abriu o curso

de Tecnologia em Sistemas Automotivos.

A primeira turma inicia em

2012 e os alunos vão aprender a

desenvolver soluções tecnológicas e

administrar processos de pós-venda

na área automotiva e conduzir a manutenção

em sistemas automotivos,

de acordo com normas técnicas,

ambientais, de qualidade, saúde e segurança

no trabalho, buscando atender

às necessidades e expectativas do

cliente e a rentabilidade do negócio.

Trata-se de uma evolução no

ensino para preparar a mão de obra

da reparação de veículos para esse

novo contexto, com mais tecnologia

e recursos tecnológicos, iniciativa

muito bem-vinda.

*Diretor do Sindirepa-SP – Sindicato

da Indústria de Reparação de

Veículos e Acessórios do Estado de São

Paulo – e sócio da Oficina Mecânica

do Gato

46 LANÇAMENTO

Chegou o Civic de

9ª geração

Com motor e câmbio evoluídos, design renovado e

inclusão de equipamentos, a Honda quer voltar à

liderança do segmento de sedãs médios

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Texto: Edison Ragassi

Em janeiro de 2012, as concessionárias

Honda de todo

o Brasil passam a comercializar

a versão 2012 do New Civic. O

carro que chega à sua 9ª geração foi

apresentado para imprensa especializada

brasileira dia 24 de novembro,

na cidade de Campinas.

O propulsor i-VTEC 1.8L

SOHC Flex feito em alumínio foi

reconstruído, teve a tecnologia de

controle de sincronização e abertura

variável das válvulas aprimorada.

Mudaram os dutos de admissão

para melhorar a combustão, também

recebeu um novo motor de partida,

mais leve, menor e mais potente (de

1,2 KW para 1,4 KW).

Ainda no trem de força, a transmissão

automática passou por algumas

modificações, como o aumento

da capacidade do conversor de torque

e a redução de atrito do pacote

de embreagem. Além disso, a 4ª e 5ª

marchas passaram a ter características

Overdrive, a rotação para as rodas é

superior à do motor.

Essas alterações não influíram

na potência e torque, elas continuam

as mesmas da geração anterior,

ou seja, 140 cv (E)/ 139 cv

(G) e torque de 17,7 kgfm (E)/

17,5 kgfm (G). O propulsor usa

injeção multiponto PGM-FI

(Programmed Fuel Injection),

além do sistema de ignição eletrônico

mapeado.

Ainda incorporaram ao carro

novos equipamentos e acessórios

como a central inteligente (i-MID).

No painel uma tela de LCD colorida

de 5 polegadas exibe diversas informações

e opera como interface para

customização do veículo, os comandos

estão localizados no volante.

O botão ECON faz a condução

tornar-se mais econômica, ainda vem

equipado com um sistema de navegação

via satélite e sistema multimídia.

No visual, as alterações na dianteira

e traseira deixaram o carro com

ar mais sério e robusto. E o item que

foi muito criticado quando lançaram

o modelo de 8ª geração, o tamanho

do porta-malas, foi alterado ele cresceu

de 340 para 449 litros.

Apesar das mudanças, os preços

não sofreram alterações significativas.

A versão LXS custa

R$ 69.700 (manual)/ R$ 72.900

(automática). A LXL R$ 72.700

(manual)/ R$ 75.900 (automática)

e a EXS R$ 85.900 (automática).

Por causa da evolução e dos

preços competitivos, a Honda espera

retornar no próximo ano

para a liderança do segmento dos

sedãs médios.


FOTO: DIVULGAÇ‹O

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