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Braz J Periodontol - September 2012 - volume 22 - issue 03 - 22(3):19-24

TABELA 2: Características das células-tronco na engenharia tecidual periodontal

CÉLULAS-TRONCO

Células-tronco

mesenquimais

Células-tronco da polpa

dental

Células-tronco do

ligamento periodontal

CARACTERÍSTICAS

- Células-tronco mesenquimais são autorrenováveis ​e podem se diferenciar em todas

as linhagens celulares que formam os tecidos mesenquimais e conjuntivo.

- As populações de células-tronco que geram as estruturas craniofaciais, como a

articulação mandibular, são heterogêneas e provavelmente incluem tanto as células-tronco

mesenquimais quanto as hematopoiéticas.

- A polpa dentária contém células proliferativas que são análogas às células ósseas porque

expressam marcadores osteogênicos e respondem a vários fatores de crescimento para

diferenciação ontogênica e osteogênica. Células pulpares são capazes de formar depósitos

minerais com distintas estruturas cristalinas dentinárias.

- As células-tronco do ligamento periodontal implantadas em camundongos germ free são

capazes de produzir estruturas similares ao cemento e ligamento periodontal humano, como

uma fina camada de cemento que interage com uma densa camada de fibras colágenas,

semelhante às fibras de Sharpey.

- As células-tronco do ligamento periodontal têm o potencial de formar estruturas

periodontais, incluindo cemento e ligamento periodontal.

Ensaios clínicos na Regeneração Periodontal

Como a pesquisa sobre células-tronco humanas é uma

área relativamente nova, empresas de desenvolvimento de

terapias celulares enfrentam vários tipos de risco, dificultando

os avanços nessa área. Ensaios clínicos estão sendo realizados

na recombinação de um fator de crescimento fibroblástico, em

um fator de crescimento derivado de plaquetas e no fosfato tri

cálcico (GEM-21). Olhando para o curso dos ensaios clínicos,

é muito cedo para dizer se as terapias baseadas em célulastronco

provará ser clinicamente eficaz (Silvério et al., 2008).

Marcadores celulares na superfície de célulastronco

Nos últimos anos, cientistas descobriram algumas célulastronco

que têm capacidades únicas para se auto renovar,

crescer indefinidamente e se diferenciar ou se desenvolver em

vários tipos de células e tecidos. Revestindo a superfície de

cada célula do corpo estão presentes proteínas especializadas,

chamadas de receptores, os quais têm a capacidade de se

ligar seletivamente ou aderir à outra molécula sinalizadora.

Há muitos tipos diferentes de receptores que diferem na sua

estrutura e afinidade para outras moléculas de sinalização.

Normalmente, as células usam estes receptores e as moléculas

que se ligam a eles como uma forma de se comunicar com

outras células e executar as suas próprias funções pelo

corpo humano. Estes receptores presentes na superfície

celular são os mesmos marcadores para as células-tronco.

Cientistas inseriram nas células-tronco um “gene repórter”

chamado proteína fluorescente verde ou GFP. Esta ferramenta

é largamente usada ​em laboratórios de pesquisa e clínicas e

provavelmente desempenham papéis importantes no avanço

das pesquisas com células-tronco (Saini et al., 2012).

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

A regeneração de um dente funcional e vital, através da

terapia com células-tronco, é a mais promissora estratégia

terapêutica para a substituição de um dente perdido na

Odontologia (Chai et al., 2003; Thesleff et al., 2003; Yen et

al., 2006). Os recentes avanços na biotecnologia de célulastronco

dentais e na regeneração dental de ratos mediada por

células-tronco têm incentivado os pesquisadores a explorar

o potencial para regenerar dentes vivos com adequadas

propriedades funcionais (Duailibi et al., 2004; Ohazama

et al., 2004; Shi et al., 2005). Dentes de ratos podem ser

regenerados utilizando muitas células-tronco diferentes para

formar colaborativa mente estruturas dentais in vivo. Além

disso, o tecido dentinário/pulpar e o tecido cementário/

complexo periodontal foram regenerados por células-tronco

provenientes da polpa dentária e ligamento periodontal,

respectivamente (Duailibi et al., 2004; Ohazama et al., 2004).

No entanto, devido à complexidade dos destes humanos, a

regeneração de toda a estrutura dentária, incluindo esmalte,

dentina, tecido pulpar e complexo periodontal, como uma

entidade funcional em seres humanos não é possível, dada

as biotecnologias regenerativas disponíveis atualmente.

O objetivo final da engenharia tecidual é para desenvolver

produtos capazes de curar órgãos e tecidos perdidos por

22 An official publication of the Brazilian Society of Periodontology ISSN-0103-9393

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