Inovação e vISão De MeRCaDo - Acib

acib.net

Inovação e vISão De MeRCaDo - Acib

Ano 3

nº 27

JULHO

2009

R$ 8,90

Inovação

e vISão De

MeRCaDo

Após fazer sucesso com um editor

de textos, a Fácil Informática achou

um novo filão no mercado de

softwares para a área jurídica

Carlos José Pereira é um

dos fundadores e até hoje

comanda a empresa que

lançou o famoso editor de

textos na década de 1980

QualIfICação: Programa Junior Achievement desenvolve o empreendedorismo


edITorIAL

A redução do IPI

O governo federal anunciou, no final de junho, a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

para vários segmentos, entre eles o setor automotivo, por um período de mais três meses. As medidas de estímulo à economia

consideram, ainda, a renovação da desoneração fiscal praticada para os setores da construção civil e de bens duráveis da

chamada linha branca, composta por geladeiras, fogões e máquinas de lavar roupas. Entre as medidas anunciadas, há também a

prorrogação, por mais 18 meses, da isenção de PIS e Cofins incidentes sobre a venda de trigo, farinha de trigo e pão francês.

No Brasil, vimos surgir esta prática assim que a crise norte-americana se agravou, no final de 2008, e os reflexos já foram

percebidos significativamente, em especial no volume de veículos novos comercializados neste período. Agora, alguns meses

depois, estas louváveis iniciativas de prorrogação são anunciadas pelo Governo como uma forma de estímulo à produção no

nosso país, mas, na verdade, têm um grande apelo popular e de consumo. Nós, do comércio, estamos satisfeitos e aplaudimos

toda e qualquer ação que venha a beneficiar o consumidor. É importante salientar também que, comprovadamente, a arrecadação

não teve queda significativa, comprovando que alguma sonegação deixou de existir.

Nesta mesma linha, deveríamos aproveitar para incentivar outras iniciativas similares. Na saúde com os remédios, na

educação com a tributação da produção específica para o ensino, nos transportes em todas as boas e novas alternativas de

locomoção coletivas e no volume maior de cargas, entre muitas outras.

Certamente assim, de certa maneira, vamos promover uma verdadeira reforma tributária, bem “ao nosso modo”. E o

governo também estaria contribuindo, praticando a redução das diferenças sociais, distribuindo melhor a renda, crescendo em

empregos qualificados e dando um grande empurrão no desenvolvimento social e econômico.

Alexandre Ranieri Peters

Presidente do Sindilojas

Arte Rodrigo Reis

3


FerNANdo LeNZI

FALA SoBre deSAFIoS

dA AdMINISTrAção

Doutor em Administração, Lenzi

aborda, entre outras coisas, as

relações entre público e privado

4

SuMÁrIo

Kakau Santos

06

Kakau Santos

uMA HISTÓrIA

de SuCeSSo e

TrANSForMAção

14 Junior Achievement ensina a empreender

16 Fenahabit deve gerar r$ 100 milhões

22 Nota Fiscal eletrônica já é realidade

24 Núcleo trabalha em prol da Vila Itoupava

30 Prestação de contas com Ideli Salvatti

A Fácil Informática produziu um dos

melhores editores de texto e hoje

faz softwares para a área jurídica

10

LeI dAS PLACAS

TrANSForMA o

CeNÁrIo urBANo

26

eDIToR eXeCuTIvo

Sidnei dos Santos - 1198 JP (MTb/SC) - sidnei@mundieditora.com.br

eDIToRa

Michele Wilke - 01227 JP (MTb/SC) - michele@mundieditora.com.br

eDIToRa aSSISTenTe

Gisele Scopel - 02807 JP (MTb/SC) - gisele@mundieditora.com.br

RePÓRTeReS

Ana Paula Lauth e Kakau Santos (Fotografias); Cristiane Soethe

Zimmermann e Juliana Pfau (Institucional)

eDIToR De aRTe

Guilherme Faust Moreira - guilherme@mundieditora.com.br

foTo De CaPa

Ivan Schulze

CooRDenaDoR CoMeRCIal

eduardo Bellidio - 47 3035.5500 - eduardo.bellidio@mundieditora.

com.br

DIReToR eXeCuTIvo

Niclas Mund - niclas@mundieditora.com.br

TIRaGeM

4.000 exemplares

Kakau Santos

Empresas que não se adequarem à

nova legislação serão multadas pelo

departamento de fiscalização

32 Artigo - Turistificando o Brasil

34 Acib é notícia

36 CdL é notícia

40 Sindilojas é notícia

42 Memória


Kakau Santos

BLuMeNAu CreSCe MeSMo eM ÉPoCA de CrISe MuNdIAL

Dados divulgados pelo Sigad mostram o bom desempenho na geração de empregos e exportação

Conselho editorial

acib:

ronaldo Baumgarten Junior,

ricardo Stodieck, Cristiane Soethe

Zimmermann, Charles Schwanke,

Solange rejane Schröder e rubens

olbrisch

CDl:

Marcelino Campos, José Geraldo Pfau,

Paulo César Lopes e Jorge Luiz Caresia

Sindilojas:

Alexandre ranieri Peters, Márcio

rodrigues, Marco Aurélio Hirt e

Juliana Pfau

Mundi editora:

Sidnei dos Santos e eduardo Bellidio

rua Ingo Hering, 20 – 8º andar

CeP: 89010-205

Blumenau – SC

47 3326.1230

www.acib.net

Alameda rio Branco, 165

CeP: 89010-300

Blumenau - SC

47 3221-5735

www.cdlblumenau.com.br

18

Alameda rio Branco, 165

CeP: 89010-300

Blumenau-SC

47 3221 5750

www.sindilojasblumenau.com.br

5


enTRevISTa CoM o DouToR eM aDMInISTRação FerNANdo CÉSAr LeNZI

FerNANdo

CÉSAr

LenzI

6

Fernando César Lenzi é doutor em Administração pela Faculdade de Economia,

Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), mestre em

Administração (Gestão Moderna de Negócios) pela Universidade Regional de Blumenau

(Furb), pós-graduado em Gerenciamento de Marketing pelo Instituto Nacional de

Pós Graduação (INPG/Furb) e Administrador formado pela Furb. Secretário municipal

de Administração de Blumenau desde 2005, ele também é professor das disciplinas

Empreendedorismo, Marketing e Planejamento em cursos de graduação e de pósgraduação.

Tem larga experiência profissional nas áreas pública e privada, exercendo

cargos executivos e desenvolvendo trabalhos de consultoria e capacitação profissional

no Brasil e no Exterior. Autor de livros e artigos na área de gestão de negócios, empreendedorismo

e desenvolvimento profissional, Lenzi acaba de lançar o livro O Empreendedor

de Visão, organizado em parceria com o professor Márcio Daniel Kiesel.

Kakau Santos


“MuITo Do Que é ÓbvIo

PaRa nÓS, é ReConheCIDo

PoR ouTRoS CoMo DIfeRenCIal”

Revista empresário: o senhor

tem uma larga experiência em administração,

seja na iniciativa pública

ou privada. Quais são as principais

diferenças encontradas nestes

dois campos?

fernando César lenzi: Nesses últimos

quatro anos em que eu tenho

atuado na administração pública, o

que mais tem me chamado a atenção

é que na iniciativa privada você

faz tudo que pode dentro de uma

realidade de mercado. Na pública

você tem que fazer tudo o que pode

dentro do que a lei rege do ponto de

vista administrativo. Nem tudo o que

se quer fazer pode ser feito, da forma

que se gostaria, justamente porque

existe uma lei que regulamenta

isso. Na iniciativa privada também

existem essas leis, mas o mercado

é livre. Na administração pública, o

mercado passa a ser a comunidade.

o que mais me surpreendeu quando

vim para a administração pública foi

a organização interna dos procedimentos.

Na iniciativa privada existe

toda uma estrutura voltada para resultados,

desempenho, valorização

do profissional, que na área pública,

muitas vezes, era esquecida. Temos

conseguido ao longo desse período

implantar uma gestão um pouco mais

voltada para resultados, atendendo

aos anseios da população e, por outro

lado, reconhecendo cada uma dessas

ações dos servidores também. A diversidade

do trabalho na prefeitura,

em especial, a administração pública

da prefeitura tem algumas nuances

diferentes da iniciativa privada, porque,

se na iniciativa privada você cria

foco para um determinado mercado,

na pública você tem vários focos para

atingir ao mesmo tempo. do ponto de

vista da saúde, educação, assistência

social, obras, regulamentações, enfim,

existem várias frentes. então, o

desafio é maior, pois exige uma concentração

de esforços para cada uma

dessas áreas, sempre dentro de uma

gestão de pessoas, que aí eu aponto

como igual à iniciativa privada. Coisa

que hoje a administração pública

não tem como regra geral, nós temos

conseguido inserir em Blumenau, com

essa gestão de recursos humanos mais

voltada para o resultado e valorização

do profissional, que de certa forma

tem refletido no melhor atendimento

à população.

Re: a burocracia ainda é um

grande problema?

lenzi: Burocracia existe nas duas

áreas. o que não pode acontecer é ir

para o extremo, que aí se torna negativa.

A burocracia nada mais é que

a organização dos procedimentos. Na

iniciativa privada também existe essa

organização, que deve ser respeitada

até por força de autoridades, regramentos

e normatizações internas. Na

área pública, isso já existe por si só.

e, às vezes, na tentativa de controlar

mais o processo, o excesso de burocracia

acaba atrapalhando. o que nós

temos feito é achar a equação ideal

para a administração pública, buscando

não exagerar, mas também não

deixar totalmente livre, porque existe

o cumprimento de uma legislação.

Agora, dentro do que a legislação

permite, a criatividade tem que aflorar

em cada um dos servidores e pessoas

que trabalham no meio. É preciso

uma redução do excesso de burocracia

para que tenhamos mais agilidade

dentro do que a lei nos permite fazer.

em um procedimento de compras,

por exemplo, a iniciativa privada tem

toda a concepção voltada para a economia

e qualidade, porém, o procedimento

é rápido porque o dinheiro

é privado; automaticamente, quem

está comprando tem essa valorização

do recurso. Na administração pública

existe uma lei que regra todos os procedimentos

de compra, até para que

isso evite o desperdício do recurso público.

Às vezes isso é um pouco exagerado,

em função da forma de atuação,

justamente com a preocupação

do dinheiro público, mas que, de certa

forma, tem que ser respeitada porque

está na legislação, para que haja economia

e qualidade. A agilidade desse

processo é diretamente proporcional

ao que a lei nos permite fazer.

Re: o que da iniciativa privada

deve ser levado para a administração

pública?

lenzi: dentro do ponto de vista

administrativo, o principal foco é a

organização dos processos de forma

menos burocrática e mais ágil, mas,

principalmente, a gestão de pessoas.

Sou um defensor dessa área de gestão

de pessoas e penso que as que

têm reconhecimento geram resultado

melhor no trabalho. Isso sempre se

demonstrou eficaz na iniciativa privada

e temos trazido isso para a área

pública e também tem se mostrado

eficiente. em 2007, começamos um

trabalho na prefeitura de desenvolvimento

de empreendedores internos

e estamos com alguns trabalhos voltados

para essa área que já se utiliza

na iniciativa privada também. As

empresas já estão reconhecendo nos

seus quadros profissionais que atuam

como empreendedores corporativos.

e esses profissionais internos acabam

desenvolvendo projetos diferenciados,

trazendo resultados para a empresa,

mas todos têm condição de ter

esses espaços, desde que a empresa

permita essa atuação. Na área pública,

muitas vezes isso era achatado

pelas estruturas. As pessoas tinham

medo de arriscar, fazer algo diferente,

porque não tinham espaço para isso.

Nós precisamos desfazer o estereótipo

de que na iniciativa privada tudo

é bom, enquanto na pública tudo é

ruim. Nem sempre. A iniciativa privada

também tem muitas práticas que

não são adequadas. Basta ver o índice

de mortalidade das empresas: 60%

fecham até o terceiro ano. É uma pesquisa

de instituições que fazem esse

levantamento periodicamente. Se este

índice existe lá, significa que algumas

práticas não são adequadas.

7


enTRevISTa CoM o DouToR eM aDMInISTRação FerNANdo CÉSAr LeNZI

Re: e é possível levar boas iniciativas

das administrações públicas para o

setor privado?

lenzi: eu acredito que sim. Algumas

práticas da gestão pública, justamente a

concepção do social, são práticas muito

importantes e interessantes; particularmente

eu posso dizer que foi um aprendizado

muito interessante. Na iniciativa

privada existem algumas ações sociais,

para o benefício da comunidade, mas

não existem como algo cultural. A empresa

não é culturalmente preparada

para isso. do ponto de vista social, além

de gerar lucro para a minha empresa,

o que eu posso fazer para melhorar a

vida das pessoas da comunidade na qual

estou inserido? uma empresa privada

existe para gerar lucro, mas, além disso,

o que de fato pode fazer para melhorar

a vida das pessoas? Acredito que a área

pública nos traz esse aprendizado.

Re: em uma época de crise financeira

generalizada, qual é o papel dos

administradores?

lenzi: A reinvenção diária. A realidade

de mercado nos força, do ponto de

vista positivo, a pensar todos os dias e a

agir diferente. o que é que eu tenho de

8

Lenzi destaca a importância de inovar

Kakau Santos

fazer diferente do que eu fiz ontem para

gerar outro resultado? Porque o mercado

está mais sensível. Hoje você consegue

uma informação da qual você precisa clicando

em um site de busca quando antigamente

você levaria uma semana para

conseguir a mesma informação. A tecnologia,

de certa forma, vem trazendo

uma agilidade maior no que diz respeito

a pessoas querendo um produto, um serviço,

que, por sua vez, exige das empresas

a oferta. Se alguém quer, eu tenho

que oferecer, para que a pessoa possa

suprir sua necessidade. esta velocidade é

muito grande e a minha velocidade de

raciocínio precisa ser maior. Quando falamos

de inovação, não estamos falando

apenas da melhoria contínua. Melhorar

continuamente é importante para qualquer

empresa. Inovar, porém, é estar

sempre à frente dos outros em qualquer

processo. em que serei melhor do que os

outros para que o mercado me reconheça

melhor do que a eles? É um grande

desafio. Por que o mercado prefere um

produto em detrimento de outro? Há

mais daquele produto em oferta, ou serviço,

para que eu possa escolhê-lo.

Re: o senhor trabalha na formação

de novos administradores e também

na capacitação profissional. Quais as

principais deficiências e virtudes dos

administradores brasileiros?

lenzi: o que precisa ser melhorado

bastante nos administradores e empreendedores

de uma forma geral é a questão

do planejamento, a questão da visão

do futuro. Somos ainda muito carentes

em relação ao planejamento, porque é

uma ação que demanda tempo e que dá

muito trabalho. entre as virtudes que temos,

estão a criatividade, capacidade de

adaptação, o perfil de inovação. e, muitas

vezes, achamos que isso basta e dispensamos

o planejamento. É preciso ser rápido,

mas sem abrir mão de organização,

planejamento e visão de futuro pessoal

e profissionalmente. Se eu simplesmente

sou rápido para fazer algo hoje, talvez o

amanhã destrua o hoje. eu só sei se um

acontecimento é bom ou ruim, identificar

uma oportunidade ou ameaça, se eu

sei onde quero chegar. um exemplo é a

crise financeira que é problema para uns

e benefício para outros. É como Luiz Marins

diz: “enquanto uns choram, outros

vendem lenço”. o aumento do dólar

pode ser ruim para quem importa, mas é

bom para quem exporta. Isso mostra que

não dá para generalizar situações, o ciclo

econômico vai continuar, não podemos

lutar contra ele, temos que trabalhar nele

sabendo as tendências de cada um desses

ciclos. Planejar não é criar burocracia,

é se organizar para chegar onde se

deseja. estes são pontos que precisamos

melhorar para que tenhamos resultados

ainda mais promissores e sejamos mais

competitivos.

Re: Qual é o tipo de profissional

de administração que o mercado busca

hoje?

lenzi: Além das formações técnica,

acadêmica, conceitual, seja para trabalhar

em uma empresa ou ter o próprio

negócio, a qualificação está acima de

tudo. e isso não significa só a formação

acadêmica, mas buscar um diferencial

para se destacar na função que vai exercer.

uma regra serve para os dois casos,

é ter iniciativa de partir na frente dos

outros para fazer as coisas acontecerem

e não esperar que elas aconteçam para

depois tentar correr atrás. A empresa ou

profissional diferenciado chama a atenção

do mercado pelas ações que se destacam

das demais. Se eu continuar igual

aos outros, eu entro em um leilão e terei

que concorrer por preço mesmo, ser o

mais barato para poder ser comprado.

Se eu tenho algo diferente para oferecer,

logicamente vale um preço maior.

Re: o senhor acaba de lançar um

livro que aborda a visão empreendedora.

Qual o objetivo desta obra?

lenzi: o livro é uma composição

de materiais de 15 autores. o professor

Márcio daniel Kiesel e eu trabalhamos

na organização para que pudéssemos

trazer de forma clara e direta algumas

técnicas de gestão empreendedoras que

podem ser facilmente aplicadas no meio

empresarial. Como eu posso melhorar a

minha atuação a partir de algumas dicas

que o livro traz. A grande prospecção da

visão empreendedora está em como ver

a empresa em longo prazo para que se

possa aplicar algumas técnicas em curto

e médio prazo e chegar aonde se deseja.

Vai além do pensar apenas no presente,

no dia-a-dia. o intuito é tornar a empresa

mais inovadora e competitiva a partir

dessas dicas. É bom lembrar que a empresa

para ter sucesso não precisa ser

grande, mas sólida. Tem que ser equacionada

em termos daquilo que se tem de

rentabilidade e retorno, tendo equilíbrio

financeiro e de mercado. Muitas vezes

o ponto de equilíbrio do crescimento da

minha empresa não é pelo tamanho e

sim pela rentabilidade que ela me traz.


Re: Quais os passos imprescindíveis

para que um empreendimento nasça

com boas possibilidades de sucesso?

lenzi: A grande preocupação é a

preparação do empreendedor, para não

arriscar simplesmente pela aventura.

Além disso, ter uma visão de futuro para

a empresa, independentemente do período,

como essa empresa poderá atuar

daqui cinco ou 10 anos, e que se possa,

ao longo desse tempo, adaptar-se de

acordo com a velocidade das mudanças.

Se não se tem essa visão, não há como

planejar. o prefácio do livro é escrito pelo

presidente da Federação das Indústrias de

Santa Catarina (Fiesc), Alcantaro Corrêa,

e ele diz algo muito interessante: que a

partir do momento que uma pessoa decide

empreender, precisa saber quais são

as regras do jogo e não entrar para burlar

as regras. Não se pode começar pensando

em sonegar, fazer coisas negativas nesse

mercado. Pode ser que não tenhamos as

melhores regras, mas, se eu decido por

isso, não posso burlar as regras, é preciso

respeitá-las, senão estou sendo antiético

comigo, com o mercado e com todos os

clientes.

A realidade do mercado nos força a

pensar e a agir diferente diariamente

Re: blumenau sempre foi vista

como uma cidade de forte empreendedorismo.

Isso ainda é uma verdade?

lenzi: um pouco por tradição, a região

sempre leva essa bandeira e acaba

se cobrando por isso, o que é um aspecto

extremamente positivo. Aqui, nós temos

o berço de muitas empresas e certamente

continuaremos a ter. e hoje temos uma

reconfiguração, do ponto de vista de negócios

da cidade, que é a prestação de

serviços. Acho que Blumenau cobra muito

de si uma atuação sempre positiva e essa

cobrança interna faz com que o melhor

de nossos empreendimentos seja percebido

lá fora. Muito do que é óbvio para nós

em termos de atendimento, produto e

serviço, é reconhecido em outros mercados

como um diferencial, porque comparando

com outros mercados, somos excelência

em muitos quesitos. Talvez esse seja

um estímulo que precise ser intensificado,

começar a desenvolver nas crianças, desde

a educação básica, algumas características

mais fortes de iniciativa, criatividade

e inovação. daqui a 15 ou 20 anos, teremos

essa criança no mercado atuando

com essa diferenciação.

Re: o senhor tem planos para lançar

mais um livro?

lenzi: esta é uma obra minha que

venho preparando ao longo dos últimos

três anos e chama-se A nova geração de

empreendedores. este livro é voltado para

a concepção da diferenciação, de que forma

os profissionais e empreendedores

precisam atuar para gerar resultados diferenciados.

e fazer uma analogia disso com

um plano de negócios. o livro vai trazer

toda essa visão de provocação para a diferenciação,

mas associada à elaboração

de um plano de negócios. o livro deve ser

lançado no segundo semestre deste ano.


eMPreeNdedorISMo

uMA HISTÓrIA de

sucesso e adaPtação

Ivan Schulze

10

Gisele Scopel

gisele@mundieditora.com.br

Quando os primeiros microcomputadores

apareceram no mercado,

substituindo equipamentos grandes

e caros, no final da década de 1980,

surgiu também um novo perfil de

empreendedores. Técnicos que deixavam

seus empregos em grandes

empresas e se lançavam na aventura

de iniciarem seus próprios negócios

na área de software. Nesse contexto

e com espírito revolucionário,

nasceu a Fácil Informática.

Um dos fundadores, Carlos

José Pereira (foto), então

com 10 anos de experiência

na Cetil, primeira empresa

de informática de Santa Catarina,

vislumbrou um mundo

de possibilidades. Ao

lado dele estava José Milton

da Silva, que deixou a sociedade

em novembro de

2001. A empresa foi responsável

pela criação do

primeiro editor de textos

com características tipicamente

brasileiras, o

Fácil, que acabou dando

nome à empresa.

Custando a metade

do preço do produto

norte-americano, o

software made in brazil

trouxe novidades como

mostrar os caracteres

acentuados, separação

silábica, além da simplicidade

na utilização.

Ele também obedecia

aos comandos do editor

norte-americano, o

que foi uma grande estratégia,

segundo Pereira.

Hoje, as pequenas funções

parecem algo simples, mas

na época foram um avanço

muito significativo no campo da informática

e o programa foi considerado um

dos quatro melhores editores de texto

do mundo pelo jornalista John Dvorak

da revista Byte americana, ao entregar o

prêmio de melhor produto para o Fácil,

na Fenasoft de 1993. O Fácil também foi

citado em artigo nesta revista, com destaque

para diferenciais em relação ao Word

da Microsoft.

A primeira versão do produto ainda

utilizava o sistema DOS e em seguida

passou para o ambiente Windows. A intenção

era vender 100 cópias no primeiro

ano, quando foi lançado, em 1987, mas,

para a surpresa de todos, este número

pulou para 500. Em 1991, 3,5 mil cópias

eram comercializadas ao mês, chegando a

um total de 110 mil cópias. “Até hoje, é o

produto que mais vendeu cópias no Brasil”,

ressalta o diretor da empresa.

Citada em jornais e revistas brasileiras,

em programas de TV latino-americanos e

na revista Byte americana, a Fácil foi uma

das empresas que projetou Blumenau na

informática. Com a chegada do editor de

textos da Microsoft ao Brasil, foi difícil continuar

competindo e a última versão do

programa de edição foi lançada em 1995.

O impacto causou queda nas vendas,

mas para quem vê oportunidade na crise,

este foi o momento de inovar. Com cerca

de 5 mil clientes advogados, a empresa

voltou seus produtos para o mercado

jurídico. O Espaider, sistema especializado

em gestão jurídica, foi o primeiro produto

totalmente Web para a área do direito no

Brasil e atende às características e peculiaridades

de cada cliente, o que deu liderança

à empresa.

No início, os departamentos jurídicos

das grandes empresas eram o foco das

vendas. Atualmente, a Fácil tem entre os

clientes alguns dos maiores escritórios de

advocacia do Brasil, como o Veirano, com

800 advogados, e a Martinelli, maior escritório

do Sul do Brasil, de Joinville. Entre os

clientes que mantém departamentos jurídicos

estão empresas como Avon, Natura,

O Boticário, Fiat, TAM, IBM, Pfizer, Itautec,


necessidade de atualização

Segundo o diretor da empresa, a

velocidade da informação tem levado

os profissionais do direito a investir em

atualização tecnológica e em novas ferramentas

de gestão. “As buscas demoradas

em extensos calhamaços foram

substituídas pelas consultas e despachos

online”, observa Pereira. Através do

sistema, o advogado pode administrar

processos, agendas, e-mails, além de

uma série de mecanismos que facilitam

a vida dos usuários.

Por acreditar que um dos pilares do

crescimento está na inovação, a empresa

voltou a crescer e a investir em alta

tecnologia. Como resultado, nos últimos

cinco anos, a Fácil Informática registrou

um crescimento médio em seu faturamento

de 35% ao ano. Com clientes em

todo o território brasileiro, incluindo

multinacionais, a Fácil tem hoje quatro

sedes. Em Blumenau ficam a matriz,

onde está o setor de desenvolvimento

e atendimento de apoio; uma filial, atendendo

projetos e comercial, e o Datacenter.

A quarta filial fica em São Paulo.

Na matriz, em Blumenau, está o setor

de desenvolvimento e atendimento

Uma das estratégias que deu mobilidade

aos clientes da empresa, além da

segurança e tranquilidade, foi a criação

de um Datacenter próprio. Para utilizar

os servidores remotos disponibilizados

pela Fácil, o cliente precisa apenas de

internet banda larga e o navegador instalado

no equipamento. Desta forma,

é possível acessar os serviços 24 horas

por dia, sete dias por semana. Foi observando

a mudança no perfil do mercado,

que a Fácil investiu em uma estrutura

segura, projetada e mantida dentro dos

padrões internacionais de operacionalização

e segurança.

Outra vantagem de utilizar um servidor

remoto, segundo Pereira, é a de que

os clientes podem investir na própria

área de atuação, terceirizando questões

ligadas à infraestrutura. O cliente não

se preocupa mais com atualização de

equipamentos servidores, sistemas operacionais,

atualização do próprio sistema

e pode comprar os serviços como compra

água e energia. Quem utiliza mais

paga mais.

Kakau Santos


eMPreeNdedorISMo

Polo de

tecnologia

Carlos José Pereira também foi um

dos fundadores do Blumenau Polo Tecnológico

de Informática (Blusoft), instituição

que presidiu por seis anos. Criado

em 1992 para planejar, implementar

e gerenciar atividades associativistas das

empresas de software de Blumenau, o

Blusoft teve papel importante no apoio

às empresas de informática que estavam

surgindo na região. Pereira aponta que,

na época, com a crise do setor têxtil, a

cidade descobriu uma nova vocação.

Blumenau chegou a ter a maior concentração

de empresas de informática

por habitante, chegando a índices encontrados

apenas nos Estados Unidos.

“Blumenau tinha mais empresas de software

do que padarias”, a frase que Pereira

repetiu várias vezes se refere ao

fato de que para cada 1,5 mil habitantes

havia uma padaria, enquanto a cada 900

habitantes existia uma empresa de software.

12

PerFIL

Razão Social: Fácil Informática Ltda.

fundação: Janeiro de 1987

fundadores: Carlos José Pereira e

José Milton da Silva

Ramo de atividade: desenvolvi-

mento de softwares

número de sedes: 4

Colaboradores diretos: 85

o datacenter armazena as informações dos clientes e permite acesso rápido e seguro

Kakau Santos


14

ForMAção

JoVeNS e

emPreendedores

estudantes do Colégio Sagrada Família e os produtos confeccionados pela miniempresa no programa Junior Achievement

Criada em 1919, a Junior Achievement

é uma organização sem

fins lucrativos que tem como missão

inspirar jovens a empreender

através de exemplos e valores éticos,

seja na vida ou na carreira. É

a maior e mais antiga organização

de educação prática em economia

e negócios, envolvendo 9,3 milhões

de jovens por ano em 120 países.

A Junior Achievement desperta nos

alunos do ensino fundamental e médio,

de instituições públicas e particulares, o

espírito empreendedor, estimula o desenvolvimento

pessoal e proporciona

uma visão realista de como funciona a

economia. Através de programas educacionais,

possibilita aos estudantes o

conhecimento e a vivência de situações

relacionadas à carreira profissional e à

livre iniciativa.

Desde 1997, quando iniciou as atividades

em Santa Catarina, a organização

promove a participação de empresários,

voluntários, pais, diretores, professores

e alunos, tendo beneficiado com os programas

mais de 115 mil jovens catarinenses.

A Junior Achievement está presente

em todos os Estados brasileiros e

no Distrito Federal. Em Santa Catarina,

atua nos municípios de Florianópolis,

São José, Biguaçu, Gaspar, Blumenau,

Timbó, Joinville, Içara, Criciúma, Lages,

Joaçaba e Chapecó.

A entidade é mantida e administrada

por empresas privadas que apoiam com

recursos financeiros e com executivos

voluntários que possam transferir experiências,

implantar e acompanhar os

programas nas escolas.

Atualmente, os programas da organização

iniciam no quinto ano do ensino

fundamental e vão até o segundo ano

do ensino médio. Para cada série, a entidade

trabalha com uma metodologia

com temas ligados ao empreendedorismo.

Os programas da Junior Achievement

acontecem em escolas públicas

e particulares, tanto em horários curriculares

como extracurriculares. O diferencial

da entidade está em quem desenvolve

os programas com os jovens,

que são voluntários corporativos, com

experiência na livre iniciativa, treinados

na metodologia da organização.

Kakau Santos


em blumenau

O projeto iniciou em Blumenau em

1999. Hoje, as empresas Dudalina, Tecnoblu

e Cia. Hering mantêm a ação na cidade,

envolvendo cerca de 1,5 mil jovens

ao ano.

A organização tem cinco miniempresas

ocorrendo na cidade, nas escolas Pedro

II, Adolpho Konder, Professor Heriberto

Muller, Colégio Sagrada Família e Senai.

No programa, os jovens do segundo

ano do ensino médio administram uma

empresa dentro da escola. Decidem desde

o produto, a diretoria, pagam salários,

impostos e encargos, vivenciam o dia-a-dia

de uma empresa.

oPINIão de

QueM PArTICIPA

“Participar da miniempresa foi

simplesmente maravilhoso. Conheci

muitas pessoas e cresci intelectualmente

ouvindo os conselhos dos

Advisers e conversando com as

diretoras. Conheci uma empresa

por outro ângulo, além dos balcões

e do público.”

ana luiza de amorim, aluna do

Colégio Sagrada família

“Participar do projeto foi uma

experiência cansativa, porém,

gratificante. Tive noção de como

realmente é complicado administrar

uma empresa. Aprendi muito em

todas as áreas: Produção, Marketing,

rH e Finanças. uma experiência

que vou levar para toda minha

vida.”

ana Paula adriano, aluna da eeb

adolpho Konder

“eu, como voluntária, nunca

pensei que seria tão gratificante

trabalhar junto com essa garotada.

Aprendemos com eles, é uma troca

de conhecimento e a cada passo

eles nos surpreendem”.

Mirian De luca Serpa Caetano,

voluntária da Cia. hering

Alunos aprendem a produzir e a administrar diferentes setores da empresa

ProGrAMA

Série Tema

Ensino fundamental

5ª Nosso Planeta Nossa Casa

6ª Introdução ao Mundo dos Negócios

7ª Nosso Mundo

8ª Economia Pessoal

9ª As Vantagens de Permanecer na Escola

Ensino médio

1ª Liderança Comunitária, Vamos Falar de Ética, Bancos

em Ação

2ª Miniempresa e Atitude Pelo Planeta

Kakau Santos

15


eVeNToS

Em cinco dias, a Feira Nacional das

Tecnologias da Construção e Habitação

(Fenahabit 2009) teve um público

de mais de 42 mil visitantes, ultrapassando

a previsão dos organizadores.

Participaram da feira, que ocorreu no

Parque Vila Germânica, 210 expositores

nacionais e um italiano.

A Fenahabit recebeu mais de 8 mil visitantes

de outros Estados e a organização

estima que o evento gere mais de R$100

milhões em negócios em Santa Catarina até

o final de 2009.

Entre as grandes empresas regionais

presentes no evento, que apresentaram

lançamentos em produtos e serviços, estiveram

Fischer, Max Mohr, Kapazi, Movimox,

Belgo Mineira, Entalharte , Karlux, Flexfer,

Mathecris, Tomellim, Paninox, Telweck, Te-

16

FeNAHABIT deVe GerAr r$ 100 MILHõeS

em negócIos

organização calcula que 42 mil pessoas visitaram os 210 expositores da Fenahabit 2009

brasul e Vibramak, que receberam o público

técnico e da construção. Enquanto os

estandes do Crea, Confea, Mutuam, IAB,

Aeamvi e Credicrea recepcionaram milhares

de engenheiros e arquitetos de todo o

País.

Mais de 70 empresas participantes já

assinaram o contrato garantindo a participação

na Fenahabit 2010, que irá ocorrer

no mês de junho.

Destaques

Um dos destaques da Fenahabit 2009

foi o Feirão Nacional da Casa Própria, realizado

pela Caixa Econômica Federal, que

recebeu mais de 10% do público. No local,

foram prestadas informações a respeito de

planos e condições para financiamento de

imóveis. Em torno do Feirão da Casa Pró-

pria estavam instalados mais de 30 empresas

incorporadoras, construtoras e imobiliárias

que ofereciam ofertas de imóveis.

De acordo com a organização do

evento, um dos estandes mais visitados foi

a Casa da Reconstrução da Companhia de

Habitação Popular (Cohab), que apresentava

o modelo de residência oferecida aos

atingidos pela tragédia ocorrida na região

em novembro de 2008.

Outra atração, o Espaço Casa, reuniu

empresas e profissionais de decoração que

apresentaram uma série de opções para

deixar a casa bonita e funcional. A maior

atração da feira, no entanto, foram os banhos

ao vivo protagonizados por modelos,

ação de uma empresa de chuveiros para

apresentar seus produtos. Cada edição do

banho atraia mais de mil espectadores em

frente ao estande.

Divulgaçaõ


Kakau Santos

18

eSTATíSTICA

MeSMo NA CrISe,

BLumenau cresce

Nazareno Schmoeller apresentou os dados do levantamento sócio-econômico

Através de pesquisas apresentadas

recentemente pelo Sistema de Informações

Gerenciais de Apoio à Decisão

(Sigad) pode-se constatar que a economia

de Blumenau cresceu. Os empregos

tiveram taxa positiva bem maior do que

a população e o total dos salários pagos

cresceu acima da inflação no período

2000/2008.

O professor de economia da Universidade

Regional de Blumenau (Furb), pesquisador do

(Instituto de Pesquisas Sociais (IPS) e coordenador

do Sigad, Nazareno Schmoeller, observa

que, desde 2000, o número de empregos

e a massa salarial, que é o total dos salários

pagos, cresceram acima da população. Os

empregos cresceram mais nas empresas de

menor porte, no período de 1995 a 2007.

Com a injeção do FGTS na economia local,

em decorrência da catástrofe ocorrida em

novembro do ano passado, o cenário econômico

de Blumenau melhorou ainda mais.

“Segundo a Caixa Econômica Federal, foram

pagos R$ 400 milhões na liberação do FGTS

só para Blumenau, isso representou praticamente

três folhas – R$ 120 milhões mensais

– adicionais de salário. O dinheiro que entrou

na economia de Blumenau teve um efeito

multiplicador para o crescimento; assim, em

2009, Blumenau não sentirá tanto a recessão

como o Brasil”, avalia.

Schmoeller lembra que a economia da

cidade ainda depende do setor têxtil, que,

produzindo bens de consumo não duráveis,

não sofreu tanto com a crise internacional.

Também houve a desvalorização do Real, que

permitiu que o setor pudesse exportar.


Produto Interno bruto

Blumenau perdeu posição no Estado

quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) e

ocupa hoje o 4º lugar. Segundo o pesquisador

do Sigad, mesmo que a economia

local tenha crescido, a de outros municípios

cresceu ainda mais proporcionalmente no

período de 2002/2006, de quando são

os dados tabulados. “Blumenau, até 2003,

ainda estava em primeiro lugar. A partir de

2004, 2005 e 2006 já perdemos esta posição

para Itajaí. Pode ser que nos anos de

2007 e 2008 estes índices tenham se modificado,

porque o ritmo de crescimento de

Itajaí já é menor, mas ainda não temos estes

dados para afirmar com certeza”.

Itajaí é beneficiada por ser uma cidade

o Que É o SIGAd?

Sistema de Informações Gerenciais de Apoio à decisão é

um banco de dados e informações elaborado em parceria

das seguintes instituições: universidade regional de

Blumenau (Furb), Associação empresarial de Blumenau

(Acib), Associação das Micro e Pequenas empresas de

Blumenau (Ampe), Câmara de dirigentes Lojistas (CdL),

Intersindical Patronal de Blumenau e região, Governo

do Município de Blumenau e Sindicato das Indústrias de

Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex).

portuária; ter diversas empresas de outros

municípios com entrepostos que fazem a

parte final de produção para ter menores

custos de impostos sobre o frete; e por ser

um centro atacadista. Além da duplicação

da BR-101, que facilita a instalação das empresas

na região. “Se Blumenau já tivesse,

há dois ou três anos, uma via de acesso

duplicada para o Litoral, é obvio que nosso

crescimento teria sido maior”, afirma. Schmoeller

defende a realização de parcerias

público/privadas para Blumenau melhorar a

estrutura e ocupar uma melhor posição no

PIB Estadual.

Em compensação, no período

2002/2006, Blumenau ganhou uma posição

CoLeTA de dAdoS

no PIB nacional e ocupa hoje o 55º lugar. Já

Itajaí subiu três posições, assim como Joinville,

que é o 29º do Brasil. Na indústria, Blumenau

é o 54º PIB Industrial do País, sendo

Joinville o 17º.

Schmoeller afirma que o índice de exportação

e importação de Blumenau cresceu

bastante a partir de 2003, sendo o ritmo de

aumento das importações um pouco maior,

principalmente nos dois últimos anos. “Se

pegarmos a balança comercial têxtil, podemos

perceber que as importações foram

maiores e isso se deve principalmente às

confecções”, diz. Os destinos para os quais

a cidade mais exporta são Estados Unidos,

Argentina e Alemanha.

os dados são coletados através de pesquisas

realizadas em bases públicas disponibilizadas

pelos órgãos públicos em diversos sistemas,

que podem ser tabulados pela internet,

através de códigos de atividades.

o banco de dados e outras informações

sobre Blumenau pode ser acessado no site

www.furb.br/sigad.

19


WK Sistemas chega aos 25 anos

como referência em inovação tecnológica

Referência histórica no cenário

tecnológico brasileiro. Sinônimo

de inovação, qualidade e

responsabilidade social. Assim

é a WK Sistemas, uma das mais

tradicionais e vitoriosas produtoras

brasileiras de software. A WK é uma

empresa 100% blumenauense. É

uma empresa que cultiva valores,

sempre focada em princípios como

ética nos negócios, valorização do ser

humano e respeito ao meio ambiente.

Fundada por Werner Keske em 1984,

a WK Sistemas está completando

25 anos como líder em softwares

gerenciais, principalmente nas áreas

de contabilidade e finanças.

Werner Keske, diretor presidente

da empresa, destaca a importância

das pessoas para a história da WK

Sistemas. “Para enfrentar e vencer

desafios durante a nossa história,

contamos com um grande diferencial:

as pessoas. Foram as pessoas que

fizeram a WK chegar aos 25 anos.

No desenvolvimento, são as pessoas

que garantem o lançamento de

novos produtos e sua permanente

atualização com qualidade tecnológica

avançada. Na administração, são as

pessoas que mantêm a empresa em

perfeito funcionamento, uma tarefa

diária que envolve esforço, dedicação

e capacidade gerencial”, assinala.

A WK Sistemas conta com mais

de 75 mil cópias comercializadas.

Para oferecer um atendimento

personalizado aos seus clientes, conta

com a parceria de mais de 100 canais

em todo o Brasil. “A rede de distribuição

possui profissionais certificados, que

Rua Almirante Barroso, 730

Vila Nova • Blumenau

Santa Catarina

passam por processos constantes de

atualização”, diz o diretor de marketing

Estanislau Mário Balzan. “Toda a rede

está qualificada para prestar suporte,

treinamento, implantação, levantamento

de necessidades e desenvolvimento de

soluções específicas”, complementa.

O carro-chefe da WK Sistemas

é o ERP Radar Empresarial, um

conjunto de soluções que compreende

sistemas para empresas de pequeno,

médio e grande portes, envolvendo

comércio, indústria, prestadoras

de serviços, empresas contábeis

e empresas ligadas ao ramo da

saúde. “Os sistemas do ERP Radar

Empresarial adaptam-se facilmente às

características e necessidades de cada

empresa, processando, armazenando

e gerenciando uma grande variedade

de informações”, destaca Balzan.

Canais de todo o país estiveram

em Blumenau para a Convenção

Nacional de Canais WK 2009

DDG Vendas: 0800 47-3888

(47) 3221-8888

INFORME COMERCIAL

Werner Keske, fundador e

presidente da WK: as pessoas são

o grande diferencial da empresa


Kakau Santos

A partir de 1º de setembro de

2009, mais 53 segmentos econômicos

passam a fazer parte do rol

de empresas obrigadas a utilizar a

Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), em

Santa Catarina e no Brasil. Segundo

o diretor de Tecnologia e Negócios

da Federação Nacional das

Empresas de Serviços Contábeis e

das Empresas de Assessoramento,

Perícias, Informações e Pesquisas

(Fenacon), Carlos Roberto Victorino,

esta é uma mudança radical.

“Hoje, existe um padrão legal de

envio de informações, mas não um

padrão de arquivos e de informações,

pois cada órgão solicita de

uma forma e conforme a sua necessidade.

Com a informatização, todos

esses arquivos terão um mesmo

formato em termos de estrutura e

22

reCeITA

A eVoLução dA

nota fIscaL

qualquer sistema autorizado poderá

ler a mesma informação” explica

o diretor.

A NF-e faz parte do Sistema Público

de Escrituração Digital (Sped), instituído

em 22 de janeiro de 2007 e está inserido

no Programa de Aceleração do Crescimento

(PAC) do Governo Federal. A

novidade promete ser um avanço na informatização

da relação entre o fisco e

os contribuintes.

Victorino destaca que o projeto não

foi repentino e foi construído a muitas

mãos. A padronização permite que as

informações sejam úteis para vários órgãos

como: Receita Federal, Secretaria

de Fazenda dos Estados, Departamento

Nacional de Registro do Comércio

(DNRC), Superintendência de Seguros

Privados (Susep), Conselho Federal de

Contabilidade, Banco Central (Bacen),

Comissão de Valores Mobiliários (CVM),

Juntas Comerciais e o próprio contribuinte

– pessoas jurídicas que geram a

informação.

Na avaliação do diretor, está acontecendo

a desmaterialização do papel,

apesar de ainda haver um documento

que acompanha a mercadoria durante

o transporte – Documento Auxiliar de

Nota Fiscal Eletrônica (Danfe). A partir

da criação e autorização da nota, todos

os órgãos envolvidos na transação

de compra e venda têm acesso a ela

através do sistema eletrônico. “Tudo é

padronizado e disponível nas fronteiras

por onde a mercadoria irá transitar e o

cliente recebe o arquivo eletrônico e

não precisa dar entrada manualmente

no sistema, como acontece hoje”, cita

Victorino.

EFD e ECD

A prefeitura da Capital paulista já

está totalmente informatizada há mais

de dois anos. O diretor de Tecnologia

e Negócios da Fenacon destaca que a

implantação se refere apenas à compra

e venda de mercadorias e são poucas as

prefeituras que estão utilizando na parte

de serviços (NFS-e), isto porque este é

um segmento que ainda não está totalmente

estruturado.

Em Santa Catarina, a partir de janeiro

de 2010, todas as empresas, salvo as

inseridas no Simples Nacional, devem

estar adequadas para a utilização da Escrituração

Fiscal Digital (EFD), que corresponde

aos livros de entrada, saída e

apuração do ICMS, IPI e inventário.

Já a Escrituração Contábil Digital

(ECD) de todas as empresas tributadas

pelo Lucro Real e as com faturamento

anual acima de 30 milhões e sujeitas ao

acompanhamento econômico-tributário

diferenciado estão obrigadas a entregar,

até 30 de junho de 2010, toda movimentação

contábil referente a 2009.

“Cabe ressaltar que a utilização do sistema

Sped é opcional para qualquer empresa”,

informa Victorino.


Bom para todos

Para Victoniro, a novidade vai eliminar

uma série de situações como a

concorrência desleal e empresas que

não emitem a nota, além de gerar a integração

dos fiscos, compartilhamento

das informações contábeis e fiscais em

formato padrão nas três esferas do governo,

racionalizando e uniformizando

as obrigações acessórias. “Isso é bom

para os estados, para a nação e para a

sociedade”, aponta.

A Receita Federal é responsável pela

administração do sistema com o auxílio

de representantes em cada Estado e no

Distrito Federal. Os sistemas de faturamento,

estoques, contas a receber e

a pagar, o ERP de cada empresa é que

deve gerar o arquivo eletrônico com as

informações no padrão do Sped. Tudo

isso com níveis de segurança que abrangem

o cliente, a Secretaria da Fazenda,

Receita Federal e Repositório Nacional

do Sped, onde a transmissão dos dados

é com criptografia assimétrica de 1024

bits, algo praticamente impossível de

ser quebrado.

O diretor ainda alerta que o processo

de fiscalização continua o mesmo, o

que significa que ninguém pode entrar

no sistema e vasculhar as informações

de uma empresa sem que seja iniciado

o processo de fiscalização. Ele só saiu

do papel e tornou-se eletrônico, logo,

se a fiscalização quiser uma informação

dentro do ambiente Sped, será preciso

iniciar o processo de fiscalização, fazer a

solicitação e notificar a empresa. “Dimi-

obrigatoriedade e adesão voluntária

Desde que começou a operar este

sistema de emissão, em dezembro de

2007, a Secretaria da Fazenda de Santa

Catarina (Sefaz/SC) já emitiu mais de 10

milhões de notas fiscais eletrônicas autorizadas.

Segundo o Auditor Fiscal da

Sefaz/SC e Gestor da NF-e, Marcilino

Figueiredo, são 1.632 estabelecimentos

catarinenses que utilizam a NF-e, que

em maio deste ano emitiram aproximadamente

1,8 milhões de documentos,

um crescimento de 100% em relação ao

mês de dezembro de 2008. O aumento

se refere principalmente à obrigatoriedade

de novos segmentos aderirem

ao sistema desde abril passado. Outro

fator que chama a atenção é a adesão

voluntária de um número expressivo de

empresas ao sistema de emissão ele-

Segundo Victorino, a NF-e vai eliminar distorções, como a concorrência desleal

trônico, muitas antecipando a próxima

obrigatoriedade de setembro de 2009.

Figueiredo relata que a Sefaz/Sc tem

recebido cerca de 30 pedidos para credenciamento

por dia.

De acordo com Figueiredo, a dinâmica

de implantação está evoluindo

com bastante desenvoltura. Para que

haja comunicação entre o contribuinte e

a Secretaria da Fazenda de cada estado,

as empresas necessitam de um aplicativo

que pode ser adquirido de quatro formas:

gratuitamente através da Secretaria

da Fazenda do Estado de São Paulo, que

tem o link sempre atualizado para todo

o Brasil; desenvolver o próprio aplicativo;

ou comprar o produto pronto de

uma empresa de software credenciada

junto ao Estado.

nui a utilização do papel e torna o processo

mais rápido, mas os procedimentos

legais, até por questões jurídicas,

devem ser mantidos”, afirma Victorino.

O software gratuito pode ser adaptado

para qualquer empresa em todos

os estados brasileiros. Porém, é indicado

para pequenos emissores de notas,

até 50 por dia. O sistema ainda permite

que as empresas integrem aplicativos,

importem arquivos, cadastro de produtos,

podendo passar a emitir até 150

notas por dia. A orientação do gestor

da NF-e em Santa Catarina é que as

empresas maiores utilizem um sistema

próprio de faturamento.

Hoje, são 525 empresas emitindo

NF-e através desse aplicativo, o que

representa cerca de 25% das empresas

credenciadas. O número de NF-e

por elas emitidas é de 620 mil, cerca

de 5% das NF-e autorizadas por Santa

Catarina.

Kakau Santos

23


Criado em outubro de 2004, o Núcleo

Setorial Vila Itoupava é integrado

por um grupo de empresas de diversos

ramos de atividades que lutam

pela valorização da região. Conforme

o coordenador do núcleo, Atilano Laffin,

devido à distância do Distrito da

Vila Itoupava ao Centro de Blumenau,

foi necessário se organizar para obter

os benefícios que a comunidade necessita.

“Reunimos-nos para discutir

as necessidades do distrito e levá-las

ao Poder Público”, declara.

Além disso, o núcleo serve de suporte

para o intendente da Vila Itoupava. O

vice-coordenador do núcleo, Jurandir Mário

Schwanke, aponta ser preciso eleger

as prioridades ouvindo a comunidade e

trabalhar em sintonia com o intendente.

Para dar prosseguimento aos trabalhos

do núcleo, diz Laffin, foi preciso aguardar a

nomeação do novo intendente do Distrito

da Vila Itoupava, o que ocorreu há 60 dias.

“Agora serão dadas as devidas direções novamente”,

afirma.

Entre as principais reivindicações que o

núcleo encaminhou, estão uma ambulância

24

NúCLeoS SeTorIAIS

PArA o deSeNVoLVIMeNTo

da VILa ItouPaVa

Schwanke (e) e Laffin são fundadores

do Núcleo Setorial da Vila Itoupava

Gilberto Viegas

para o Hospital Misericórdia da Vila Itoupava;

uma unidade do Samu instalada na Itoupava

Central, por ser local estratégico para

atender toda região. No setor de segurança

pública, a maior conquista foi a instalação

de quatro câmeras nos principais acessos

ao distrito e a implantação da Sub-Delegacia

de Polícia Civil na Vila Itoupava.

Outro ponto de forte atuação do núcleo

foi no sentido de estruturar a região

para receber o turismo. O primeiro passo

foi a instalação do Centro de Atendimento

ao Turista (CAT). Desde o ano passado,

a Casa São José, que hoje funciona como

centro de retiros espirituais para Igreja Católica,

disponibilizou 90 leitos para hospedar

turistas quando a rede hoteleira do centro

da cidade estiver lotada. “A Casa São

José seria um ponto de apoio para a rede

hoteleira. Hoje, a Vila Itoupava é o reduto

mais alemão de todo Vale do Itajaí, tem

tradições, gastronomia, festas de Clubes de

Caça e Tiro para mostrar e sabemos que

sem hotel não há turismo”, afirma Laffin.

Schwanke enumera outras ações, como

a realização, com o apoio da Acib, de um

evento cultural no aniversário da Sociedade

Esportiva Recreativa Serrinha e ações beneficentes,

como o apoio e doações a uma

equipe de caratê formada por jovens carentes

da região. A luta para ampliar o orçamento

do distrito para realização de obras

através de mais retorno dos impostos municipais

também vem sendo travada.

Autoridades estiveram presentes nas

reuniões mensais do grupo, entre elas o

prefeito João Paulo Kleinübing, Paulo França,

Secretário de Estado do Desenvolvimento

Regional; Caleb Zaniz, na época presidente

do Seterb; Carlos Olimpio Menestrina, comandante

do Corpo de Bombeiros; César

Luiz Dalri, comandante da Polícia Militar;

Jean Jackson Kuhlmann, na época vereador;

Jens Juergen Mantau, vereador, e integrantes

da Polícia Rodoviária Estadual. “O Núcleo

sempre obteve resposta de todos os

setores com os quais se relacionou”, afirma

Laffin.

Laffin e Schwanke fundaram o núcleo e

depois de dois mandatos consecutivos na

coordenação e vice-coordenação, respectivamente,

serão substituídos. “Nossas atividades

profissionais não permitem mais que

nos dediquemos tanto ao núcleo quanto

desejamos”, explica Laffin. Eles afirmam que

darão suporte aos novos gestores.

Segundo Laffin, dentro das prioridades

elencadas pelo núcleo houve solução ou,

ao menos, encaminhamento. “Acredito que

o trabalho do próximo coordenador será

se reunir com a comunidade, fazer uma reciclagem

do que já foi feito e seguir com

novas prioridades”. De acordo com ambos,

o apoio da Acib foi fundamental para

a atuação do núcleo. “Os comerciantes e

empresários da Vila agradecem a disponibilidade

sempre apresentada pela Acib”,

finaliza Laffin.

PArTICIPANTeS

Amatex Ind. e Com. de

Importação e exportação

Blusites Informática

Cartório Gaya

deschamps

etik Art. Ind. Com. de

etiquetas Ltda.

Haco

Hospital Misericórdia

Ind. Com. rep. reeltex

Laboratório Itoupava

Nilton Klabunde Serviços

Contábeis

Óptica Alexandre

Viacredi

Comércio e Ind. Arthur Zimdars

Intendência distrital da Vila Itoupava


Desde que entrou em vigor, em

13 de novembro de 2007, a Lei Complementar

657, que regulamenta a

publicidade em letreiros e painéis

publicitários em Blumenau, tem gerado

polêmica entre os comerciantes

da cidade. Apesar da reclamação de

alguns, o diretor de Fiscalização de

Obras e Posturas, Raoni Gonçalves

de Paulo, ressalta que as empresas

tiveram o prazo de 18 meses para se

adequar à nova legislação e que este

não é mais o momento de aceitar

queixas.

Segundo Gonçalves, a fiscalização passou

a atuar em 20 de maio deste ano. O

foco inicial foi a região central, abrangendo

as ruas XV de Novembro, 7 de Setembro,

São Paulo, avenidas Beira-Rio e Martin Luther,

incluindo todas as transversais. Neste

período, 493 estabelecimentos foram notificados.

Letreiros, alguns outdoors, front

lights e cartazes publicitários foram autuados

nessas regiões. O diretor destaca que

das empresas que foram autuadas, cerca

de 50% já regularizaram a situação, as de-

26

LeI dAS PLACAS

uMA IMAGeM

LImPa Para a cIdade

Loja na rua XV de Novembro com fachada adequada à Lei Complementar 657

mais, ou estão aguardando uma resposta

da prefeitura para fazer o novo projeto,

ou serão multadas. A lei complementar

define que a publicidade tem que ser proporcional

a um quarto do comprimento

da fachada, que define a metragem quadrada

a ser utilizada. “Pode até ser mais de

uma placa, desde que o somatório fique

dentro do espaço determinado”, orienta

Gonçalves.

A maioria das autuações é referente a

letreiros, que são as placas de publicidade

e identificação na fachada dos comércios.

Os painéis publicitários, aqueles instalados

fora dos estabelecimentos das empresas,

como outdoors e cartazes aparecem em

menor número, de acordo com Gonçalves.

Ele alerta que a fiscalização deve continuar.

“A partir de agora, na continuação dos

nossos trabalhos, vamos multar quem não

obedecer à lei e em contato com a Procuradoria

do Município ver qual a medida a

ser tomada” reitera o diretor, enfatizando

que a prefeitura tem poder para remover

as placas irregulares. Os trabalhos também

serão estendidos aos corredores de

serviço, como as ruas Amazonas, General

Osório, João Pessoa, Francisco Vahldieck,

Estanislau Schaette, Itajaí, das Missões e 2

de Setembro, onde está a maior concentração

de placas publicitárias, outdoors e

comércio.

Resistência

“Independentemente do tamanho

da empresa, o tratamento será igual para

todas”, é o que garante o diretor de Fiscalização

de Obras e Posturas da prefeitura

de Blumenau. Segundo ele, há certa

resistência das grandes redes comerciais

em se adaptar, mas nenhuma terá tratamento

diferenciado. Um bom exemplo

é o McDonalds da Rua 7 de Setembro,

que removeu parte do letreiro irregular.

Gonçalves lamenta que a velocidade da

fiscalização não é a ideal devido à grande

demanda. “O número de lojas e placas é

muito grande e os fiscais têm outras atividades

no dia-a-dia”, lembra. Ao todo, são

12 fiscais, que, além da fiscalização das placas,

são responsáveis por toda a demanda

de serviço como controle de construções,

posturas e obras.

Kakau Santos


LeI dAS PLACAS

Prazos e multas

A partir da notificação oficial, a empresa ainda tem

o prazo de 10 dias para retirar ou regularizar a placa

de identificação ou publicidade. Após esse período, a

empresa está passível de multa que varia de R$ 1.778,22

a R$ 2.963,70. O diretor de Fiscalização de Obras e Posturas,

Raoni Gonçalves de Paulo, salienta que o prazo

para recorrer da multa é de 10 dias após a notificação

e o caso será analisado administrativamente, avaliando

se há fundamento no questionamento do reclamante,

podendo ser deferido ou não. O pagamento da multa

também tem o prazo de 10 dias, caso contrário, a empresa

será inscrita em dívida ativa, ou seja, será cobrado

judicialmente.

O procedimento para regularização das placas é a

remoção ou ainda a adequação, mas, de qualquer forma,

a empresa necessita de uma autorização da prefeitura. A

Secretaria de Planejamento, através da Diretoria de Análises

e Projetos, analisa e libera a instalação dos letreiros,

outdoors, placas publicitárias e, assim como o Setor de

Fiscalização, está à disposição para sanar dúvidas. A lei

também pode ser consultada através do site da prefeitura

de Blumenau (www.blumenau.sc.gov.br), no link das

leis municipais, opção Lei Complementar 657/2007.

raoni Gonçalves de Paulo: tratamento igual para todos

Kakau Santos


Kakau Santos

Vilson Voigt: a disciplina é fundamental

empresas de Mídia exterior

Atentas às mudanças da lei, as empresas

que participam do Núcleo de

Mídia Exterior da Acib acompanham a

formação dessa lei desde o início, inclusive

participando de todos os debates

dos conselhos de planejamento e meio

ambiente, que também opinaram sobre

a matéria. Segundo o coordenador do

núcleo, Vilson Voigt, as empresas envolvidas

acreditam que a lei é salutar. Porém,

é fundamental que haja disciplina

e, principalmente, cobrança na aplicação

da lei. “De outra forma, teremos um

grupo de empresas estabelecidas cumprindo

uma norma e um universo de

pessoas físicas que trabalham de forma

irregular, até mesmo empresários que

entendem que podem colocar placas

fora do estabelecimento onde bem quiserem”,

alerta Voigt.

De acordo com o coordenador do

núcleo, as empresas de mídia exterior,

que trabalham com a locação de equi-

pamentos para publicidade, já aplicam as

novas regras desde novembro de 2007.

Por outro lado, as demais começaram

a se preocupar com a lei somente agora,

com a ação efetiva da fiscalização.

Para ele, a medida deve trazer apenas

benefícios. “O descontentamento dos

comerciantes é inevitável, mas entendo

que onde todos querem se destacar,

ninguém se destaca. Quem sai prejudicada

é a imagem da cidade. Se todos se

adequarem à lei, todos vão lucrar”.

Cerca de 80% das empresas nucleadas

já estão de acordo com a lei e

aproximadamente 20% das placas foram

retirados, relata o coordenador. “Pensamos

que o melhor seria não deixar chegar

em um estágio de saturação, como

em São Paulo, e buscar algo bom para

todos, tanto para as empresas que operam,

anunciantes e para a sociedade que

não é agredida com a poluição visual”,

conclui Voigt.


PreSTAção de CoNTAS

“Sou PrÉ-CANdIdATA do PT Ao

goVerno do estado”

30

Divulgação

Deputada estadual em duas legislaturas

e atualmente exercendo o mandato de

senadora, sempre pelo PT, Ideli Salvatti

ratifica sua condição de pré-candidata do

partido ao governo do Estado em 2010.

Nesta entrevista ela também destaca a

parceria que mantém com entidades empresariais

em projetos de infraestrutura e

a atuação em Brasília para agilizar a liberação de recursos

para obras nos municípios catarinenses. Formada em Física

e com longa atuação no magistério, Ideli escolheu como

suas plataformas políticas o trabalho em prol da educação

e do desenvolvimento sócio-econômico.

Revista empresário: faça um perfil da sua vida pública:

Ideli Salvatti: Comecei minha militância política quando ainda

era estudante, em São Paulo, participando de atividades ligadas

à Igreja. Depois de ter me formado em Física pela Universidade

Federal do Paraná, nos anos 1970, vim morar em Joinville, onde

também trabalhei com Comunidades Eclesiais de Base e associações

de moradores. Durante toda minha carreira como professora,

em Santa Catarina, atuei junto às entidades representantes

dos professores: na antiga Associação dos Licenciados em Santa

Catarina (Alisc), para a qual fui eleita presidente em 1987; e depois

no Sindicato dos Trabalhares na Educação (Sinte/SC), para o qual

fui eleita presidente em 1989 e reeleita em 1992. Por isso, e também

porque sou mulher e mãe de dois filhos, tenho um carinho

e um compromisso muito grandes com a educação – esta área

sempre ocupou bastante do meu tempo e do meu trabalho como

parlamentar, nas duas vezes em que fui deputada estadual e depois

como senadora. E claro que esses anos todos de trabalho político

têm sido extremamente reconhecidos. Tenho muito orgulho de

ter recebido os títulos de cidadã blumenauense e cidadã catarinense,

que são um reconhecimento ao trabalho realizado.

Re: Que balanço a senhora faz do mandato no Senado?

Ideli: Um balanço muito positivo, porque conseguimos apresentar

projetos e realizar ações que considero fundamentais para ajudar

nosso Estado a continuar se desenvolvendo, com melhores oportunidades

de trabalho e renda para os catarinenses. Santa Catarina

é um Estado muito rico, com um setor produtivo extremamente

diversificado e um povo trabalhador e, por isso mesmo, acredito

que os serviços públicos prestados pelo Estado à população poderiam

funcionar melhor. É nisto que temos procurado contribuir

através de várias ações do meu mandato como senadora.

Re: Quais ações merecem ser destacadas?

Ideli: Eu destaco a expansão da educação profissional e tecnológica

em Santa Catarina, área para a qual eu destinei R$ 39,2 milhões

em emendas parlamentares entre 2005 e 2007. Esses recursos

foram decisivos para a criação das novas escolas da rede técnica

federal e investimentos nas que já existiam, que hoje são campi


do Instituto Federal de Educação, Ciência

e Tecnologia e oferecem cursos técnicos

de nível médio, mas já começam a oferecer

também cursos de nível superior. É

algo fundamental aos jovens e adultos que

precisam de formação para ter melhores

oportunidades de trabalho e de renda e

também para o setor produtivo, que precisa

de trabalhadores qualificados. Um segundo

conjunto de ações que tenho feito

desde que assumi como senadora, em

2003, é o trabalho para ajudar a agilizar os

recursos federais e obras de infraestrutura

que o nosso Estado precisa e que esperava

há muitos anos: a modernização dos portos,

as melhorias nas rodovias federais, inclusive

a duplicação da BR-101 e o avanço

do processo para a duplicação da BR-470.

Tenho uma boa parceria com os empresários

e assim temos avançado em obras

importantes, inclusive para o Vale, como

as BRs 280 e 282, o projeto das ferrovias,

a construção do Trevo da Mafisa e da Ponte

do Vale. Destas parcerias também conseguimos

investimentos para o esporte,

como a construção da pista de atletismo,

equipamentos para ginástica artística e recursos

para o Centro Nacional de Handebol

do Sesi, em Blumenau. Tenho ainda

uma boa parceria com os setores da construção

civil, têxtil e cerâmico, que geraram

incentivos importantes por parte do governo

federal, com efeitos positivos para a

economia e a geração de emprego. E, para

terminar, destaco o trabalho realizado em

Brasília para agilizar medidas destinadas à

reconstrução dos municípios catarinenses

atingidos pelas enchentes de 2008, entre

elas a liberação do FGTS, que já foi pago

integralmente a todos os moradores afetados,

e os novos créditos e prazos para as

empresas atingidas.

Re: Que ações/projetos a senhora pretende

apresentar/implementar até o final

deste mandato?

Ideli: Pretendo dar continuidade às ações

que tenho realizado nestas duas áreas que

acabei de mencionar (educação e infraestrutura),

pois são as áreas que escolhemos

educação e

infraestrutura são

áreas que escolhi

como prioritárias

como senadora

como prioritárias desde que assumi como

senadora. Já avançamos bastante, mas tem

ainda muito trabalho pela frente.

Re: Quais são os seus planos na política?

Ideli: Sou pré-candidata do PT ao governo

do Estado e estamos buscando diálogo

com diversos partidos e setores da sociedade

que queiram participar da construção

de um projeto para Santa Catarina,

baseado no desenvolvimento sustentável

com distribuição de renda e geração de

empregos.


Divulgação

ArTIGo

Em qualquer cidadezinha americana,

um turista eventual encontrará uma pletora

de atrações turísticas a sua disposição.

Ele chega e depara com cartazes os

mais ridículos possíveis, como: “Aqui George

Washington dormiu por uma noite”,

“Abraham Lincoln cuspiu neste chão”,

“Foi aqui que Judas perdeu as botas” e assim

por diante. Mas, por mais ridícula que

seja, cada cidadezinha tem umas sete ou

oito atrações turísticas bem documentadas

em um panfleto disponível em toda

pousada e todo hotel.

Já visitei museus de caixa de fósforos

e selos comemorativos. Já vi como se fazem

queijos franceses, relógios suíços e

como se plantam tulipas holandesas. A

variedade das coisas que pessoas comuns

colecionam ou pro-

32

TurISTIFICANdo o

BrasIL

duzem é infinita e talvez mais interessante

do que as pirotecnias da Universal Studios.

Com recursos naturais, sol 320 dias

por ano, um povo super-hospitaleiro,

praias maravilhosas, restaurantes de primeira,

o Brasil deveria ter de 10% a 15%

do seu PIB comandado pelo turismo. O

primeiro passo, portanto, para que possamos

aumentar a indústria do turismo,

é “turistificar” nossas cidades. Das 5 mil

cidades brasileiras, somente 1,3 mil se

cadastraram na Embratur como cidades

potenciais para o turismo. Talvez tenham

esquecido que toda cidade tem sua história,

sua capacidade de criar um museu ou

uma atração turística - nem precisa ser

uma beleza natural. Quem não caminharia

léguas por causa do melhor chope do

Brasil?

Se sua cidade não tem uma linda cachoeira

do tipo Véu da Noiva ou uma vista

espetacular, não significa que ela esteja

excluída do roteiro turístico. Nova York

é a prova concreta dessa afirmação.

Nosso erro tem sido colocar sempre

a carroça na frente dos bois. Por vários

anos, o governo financiou caríssimos hotéis,

a juros subsidiados, que depois de

prontos ficaram vazios porque as cidades

não se “turistificaram”, não atraindo os

turistas.

Esquecemos de criar museus, de colocar

placas de sinalização em espanhol

e inglês - muitos de

nossos museus não têm

sequer cartazes de explicação

em português,

muito menos no idioma

de nossos turistas

- e de criar panfletos

turísticos de qualidade

internacional.

Se você é prefeito

de uma cidade, digite

o nome da sua cidade.com

na internet

e veja o que aparece

em termos de

atrações turísticas.

A net divulga tudo

para todo o mundo. São raras as cidades

que possuem, pelo menos, o próprio

site.

Não vamos atrair turistas se continuarmos

agindo assim. Nem turistas brasileiros,

quanto mais do resto do mundo.

“Turistificar” uma cidade não é complicado,

contanto que isso seja feito por pessoas

especializadas, que consigam escapar

das pressões políticas da cidade e se concentrem

nos desejos de um turista.

Nossos economistas ficaram quatro

anos pedindo mais câmbio. Agora estão

explicando por que as exportações não

cresceram tanto quanto prometeram que

cresceriam. Na realidade, esqueceram o

que nossos administradores vêm dizendo

há muito tempo. Exportar não é só uma

questão de câmbio. Exportar depende

de canais de distribuição próprios, que

não temos, qualidade e constância de

fornecimento, entregas just in time a 10

mil quilômetros de distância. Sem falar de

marca mundial, construída por anos de

propaganda, como o famoso personagem

Juan Valdez, que faz a propaganda do café

colombiano.

Foi-se o tempo em que uma nação

poderia crescer por sua agricultura e

indústria. Cinquenta por cento do PIB

brasileiro já é dominado pelo setor de

serviços. Como se exporta turismo? Por

meio do turismo receptivo, que faz parte

hoje em dia de toda nação bem-sucedida

do mundo.

Parece que nos concentramos no

turismo expulsivo, com o objetivo de

levar todo brasileiro para a Disney, para

desespero de Armínio Fraga, que tem de

fechar as contas. Nossa balança comercial

poderá ficar positiva como queriam

os economistas, mas a conta de serviços

vai continuar por muito tempo negativa.

Podemos colocar o câmbio a R$ 2, R$ 3

ou R$ 4 que não atrairemos turistas se

primeiro não “turistificarmos” o Brasil.

Stephen Kanitz

Mestre em Administração de empresas,

consultor e conferencista


InfoRMe CoMeRCIal

Dr. Joel e Dra. Cátia no laboratório da clínica em Blumenau

Aperfeiçoamento

constante

Em busca de inovações tecnológicas e de aperfeiçoamento

profissional, o Dr. Joel Mauri dos Santos participou

recentemente de um curso internacional de estética

oral em Genebra, na Suíça, onde garantiu apoio

científico para os tratamentos oferecidos na Clínica e

Laboratório Dr. Joel, que é especializada em reabilitação

oral e estética.

O PhD Didier Dietsch ministrou um curso específico,

trabalhando apenas os seis dentes superiores, os

que mais aparecem no momento de sorrir. “O curso

evidenciou detalhadamente a reconstrução de cada

um destes dentes para garantir a naturalidade na aparência”,

explica o especialista que é membro da Sociedade

Brasileira de Odontologia Estética.

Além do curso em Genebra, que ofereceu aulas

teóricas e práticas , o Dr. Joel Mauri dos Santos e a

Engenheira Cátia Tomaselli dos Santos participaram

também do International Dental Show, na Alemanha,

um dos maiores eventos mundiais de exposição e comercialização

de produtos voltados à odontologia, que

reuniu 1,8 mil expositores de 57 países atraindo 106

mil visitantes. Dentre as novidades apresentadas neste

congresso, a Clínica e Laboratório Dr. Joel adquiriu um

aparelho que auxilia na identificação eletrônica da cor

exata dos dentes, o Easyshare.

Além da alta tecnologia nos tratamentos estéticos

dentários, a Clínica oferece um moderno laboratório.

Com o trabalho em conjunto da clínica e do laboratório,

os profissionais têm a possibilidade de estudar

cada caso, identificando o melhor tratamento para

cada paciente. Devido aos investimentos em tecnologia

e conhecimento, através de cursos e congressos

internacionais, a clínica se tornou uma referência em

tratamentos estéticos orais em Santa Catarina.

Tratamentos

Atuando há 30 anos na área de odontologia, Dr.

Joel é especialista em reabilitação oral e estética, atendendo

em sua clínica com tratamentos de reconstituição

dental, contorno cosmético, laminados cerâmicos,

clareamento, restaurações, tratamentos profiláticos,

reposicionamento de dentes fora de posição e outros

tratamentos para garantir um sorriso bonito, natural e

atraente.

As correções de tamanho, cor e forma são analisadas

e podem ser feitas através de facetas e coroas de

porcelana. “Primeiramente, faço uma avaliação para

escolher o tratamento e o material adequados, já que

em muitos casos ocorre uma verdadeira plástica sem

bisturi”, explica o especialista, um dos pioneiros em

imagem intraoral. Além do monitoramento do tratamento,

a clínica oferece radiografia digital, anestesia

computadorizada e diagnóstico por laser. Tudo para

garantir um sorriso perfeito.

Dr. Joel no laboratório de Genebra, durante

aperfeiçoamento internacional


ACIB É NoTíCIA

ORçAMENTO

REGIONALIZADO

o presidente da Acib manifestou a opinião da entidade

No dia 26 de junho, o presidente da Acib, Ronaldo Baumgarten Junior,

e o diretor-executivo, Charles Schwanke, participaram da audiência

pública do Orçamento Regionalizado, na Furb. A reunião contou com

a presença de deputados, secretários e lideranças das cinco cidades que

compõem a SDR de Blumenau. As três prioridades incluídas na Lei de

Diretrizes Orçamentárias pela regional foram: manter o convênio para

média e alta complexidade em hospitais de Blumenau, a execução de

uma alternativa paralela à Rodovia Guilherme Jensen (SC-474) e a revitalização

do roteiro rural Blumenau/Pomerode pela Vila Itoupava.

PROJETO REFORMA

SOLIDáRIA

Membros do núcleo com a família que terá casa reformada

O Núcleo de Decoração da Acib divulgou o vencedor do concurso

Reforma Solidária. A moradora do Bairro Fortaleza Maria Aparecida

Naumann recebeu a notícia com a visita de integrantes do Núcleo, no

dia 29 de junho. Para a seleção, foram obedecidos critérios como: a

estrutura não podia estar comprometida; a documentação do imóvel

deveria estar em dia e a renda familiar não poderia ultrapassar cinco

salários mínimos. A reforma deve ser entregue até 30 de setembro.

34

Cristiane Soethe

Divulgação

LEGISLATIVO

JOVEM EM PAUTA

Os jovens vereadores da Câmara Municipal de Blumenau

Napoleão Bernardes (PSDB), Fábio Fiedler (DEM) e

Marcelo Schrubbe (DEM) puderam falar sobre suas carreiras

e projetos para uma platéia formada por jovens empreendedores

e estudantes da FAE, no dia 22 de junho. “O Poder

Legislativo e o empreendedorismo jovem em Blumenau” foi

tema do encontro promovido pela Acib Jovem com o apoio

da FAE. Os vereadores também tiveram a oportunidade de

interagir com o público, respondendo a perguntas sobre desenvolvimento

econômico, recuperação de Blumenau, combate

à pirataria, entre outros assuntos.

TECNOLOGIA

ALEMã MAIS PERTO

Representantes da Fachhochschule Stralsund, universidade

do norte da Alemanha, visitaram a Acib para falar

sobre uma proposta de intercâmbio com universidades e

profissionais da região. Os professores Thomas Luschtinetz

e Hans-Friedrich Bauch estão firmando convênio com a

Furb para que acadêmicos daqui possam estudar por até

um semestre na universidade alemã. As principais áreas de

interesse são telecomunicações, engenharia da computação

e energias regenerativas. A Fachhochschule Stralsund possui

diversos projetos relacionados à energia elétrica, eólica, solar,

hidrelétrica e bionergia e faz parcerias com diferentes países

da América Latina.

INSCRIçõES PARA

O PRêMIO MPE BRASIL

Estão abertas as inscrições para o Prêmio MPE Brasil

2009 – Prêmio de Competitividade para as Micro e Pequenas

Empresas, antigo Prêmio Talentos Empreendedores.

Criado para promover e destacar iniciativas e atividades de

micro e pequenas empresas relacionadas à aplicação de métodos

de gestão inovadores, o prêmio é um incentivo para a

busca da melhoria contínua da gestão dos negócios.

As empresas interessadas em participar podem se inscrever

gratuitamente pelo endereço eletrônico www.premiompe.sebrae.com.br

ou preenchendo a ficha de inscrição

nas Agências do Sebrae/SC em todo o Estado até o dia 17

de agosto. Em Santa Catarina, o prêmio é uma parceria entre

o Sebrae, Gerdau e RBS. Mais informações pela Central

de Relacionamento Sebrae, no telefone 0800 570 0800.


AGENDA ACIB

encontro de Cipa’s

Palestra com o procurador do Trabalho eder

Sivers e apresentação de cases de Cipa’s

(Baumgarten, Sulfabril, Construtora Speranzini

e Sousa Cruz)

Quando: dia 15 de julho

Horário: 8h

Local: Auditório do Bloco J da Furb

Apoio: Núcleo de Segurança no Trabalho e

Saúde ocupacional da Acib

Inscrições: eventos@acib.net, ou fone (47)

3326-1230, com Aline

Investimento: gratuito para nucleados, r$

5,00 associados e r$ 10,00 não associados.

4º Ciclo de Palestras do núcleo

de Consultoria e Treinamento

Palestra: Governança Corporativa

Ministrante: Marcio Kaiser, coordenador do

Instituto Brasileiro de Governança Corporativa

Quando: 14 de Julho

Local: Sede da ACIB

Horário: 19h

Inscrições: nucleos1@acib.net ou telefone

(47) 3326-1230, com Alexandra

Investimento: gratuito para associados Acib,

r$ 5,00 para não associados

NOVOS ASSOCIADOS

Gustavo Siqueira ações de Comunicação

Fone: 47 3326-3750

www.gustavosiqueira.com.br

Go-To-Idee

Fone: 47 9991-1229

www-go-to-idee.com.br

Sanner Importadora e Distribuidora de

Pneus

Fone: 47 3232-0102

Colégio energia

Fone: 47 3322-0033

www.energiablu.com.br

Soft Design Informática

Fone: 47 3326-2412

www.softdesign.com.br

fundamento Investimento

Fone: 47 3222-2999

Wire Info

Fone: 47 3232-7863

Jornal Correio Comunitário

Fone: 47 3378-3509

ACIB É CONTRáRIA AO AUMENTO

DO NúMERO DE VEREADORES

A Associação Empresarial de Blumenau enviou correspondência aos 16 deputados federais

e três senadores de Santa Catarina manifestando-se contrária à Proposta de Emenda

Constitucional (PEC) aprovada pelo Senado Federal, elevando de 51,9 mil para 59,3 mil o

número de vereadores em todo o Brasil. “Ainda que se diga o contrário, a Associação Empresarial

considera que haverá elevação de gastos, pois existirão contratações de mais assessores

e funcionários, fora as despesas com ampliação das instalações das câmaras. Enquanto o setor

produtivo tenta enxugar seus custos e busca a eficiência, veem-se medidas como esta que

não trazem benefício algum à sociedade em geral”, justificou o documento, assinado pelo

presidente Ronaldo Baumgarten Junior. A PEC foi aprovada pelo Senado e encaminhada para

votação na Câmara Federal.

CME DECLARA SEUS

COMPROMISSOS ATÉ 2011

A Câmara da Mulher Empresária da Acib promoveu uma solenidade para marcar o início

da nova gestão, no dia 29, na Câmara Municipal de Blumenau. A coordenadora da CME, Lúcia

Helena Victorino, em um discurso emocionado, falou sobre a importância dos sonhos, do

acreditar e realizar. Lúcia lembrou o lema da nova gestão da CME – “Unidade na Diversidade”

– e declarou que a cerimônia foi um chamado para o compromisso e a responsabilidade de

cada integrante da Câmara. Entre as prioridades da gestão 2009/2011 estão ações de responsabilidade

social, projetos de capacitação, realização de missões empresariais, balcões de

negócios e atuação junto a órgãos governamentais e não governamentais.

Solenidade aconteceu na Câmara de Vereadores

CâMARA DA MULHER EMPRESáRIA

Coordenadora: Lúcia Helena Victorino

Secretária: Marilene Lourenço

Vice-Secretária: Anna Beatriz Cautela Gouvêa

Assessoria de Marketing: daniela Zimmermann

Schmitt, Claudete Mafra Wanderck,

Marlene Felix Schlindwein, Solange Schröder

Assessoria de eventos e Missões: eliete Panini,

Leone Gardolin, Maria Ignêz Keske, Zalfa

Benites

Assessoria de desenvolvimento de Projetos:

Ângela Figueiredo, Cristina Marques,

Lilian Schneider Borges, Tânia Maria da

Silva

Assessoria de relações Públicas: Haida

Siegle, Hanna duebbers, rosângela Machado

Balzan, Vivian Persuhn

Conselho Consultivo: Vivian Persuhn,

Solange r. Schröder, daniela Zimmermann

Schmitt, rosângela Machado Balzan

35

Gilberto Viegas


CdL É NoTíCIA

BLuMeNAu SedIA

SeMINÁrIo

eSTAduAL do SPC

Blumenau sediará nos dias 17 e 18 de julho

o 45º Seminário Estadual do Serviço de Proteção

ao Crédito (SPC/SC). O evento, realizado em

parceria entre a CDL e a FCDL/SC, tem como

objetivo a atualização, informação e troca de

ideias entre os participantes e já se tornou uma

tradição no movimento lojista. Palestrantes especializados

e o espaço aberto para esclarecimento

de dúvidas são características deste encontro. Por

deter o maior e mais completo banco de dados,

indispensáveis na análise e concessão de crédito,

aliado a uma rede nacional, o SPC precisa estar

constantemente se atualizando, oferecendo tecnologia

de ponta, qualidade permanente e capacitada

equipe. Junto ao seminário é realizado o

Simpósio Jurídico, que oferece condições de atualização

em temas como legislação, consumidor,

inovações e tendências. O evento será realizado

no Teatro Carlos Gomes.

36

PROGRAMAçãO

Dia 17 de julho – Sexta-feira

Manhã: 12º Simpósio Jurídico estadual

14h: recepção/Credenciamento

15h30: Abertura

15h45: Cheques e as suas implicações em nosso Banco de dados - rodrigo Titericz, assessor

jurídico da FCdL/SC

20h: Coquetel e Abertura Solene do 45º Seminário SPC/SC

Dia 18 de julho – Sábado

8h: recepção/credenciamento

8h30min: Palestra Cadastro Positivo - Sérgio Alexandre Medeiros, presidente da FCdL/SC

9h15min: Lançamento do Sistema Financeiro CdLs (Safe) - Aldo Jacques – diretor-presidente

da Tecnologia Aplicada a Negócios (TAN)

10h30min: Certificação Programa de Integração e desenvolvimento de Gestores de CdL

(PIdG) - gerências da FCdL/SC

11h: Apresentação do Projeto Sistema VoIP da FCdL/SC - Paulo del Grande, diretor-presidente

da del Grande Informática

13h15min: oficinas

1º- Planilha de produtos e serviços,

2º- Novos produtos e novas tecnologias,

3º- dados estatísticos,

4º- Concorrentes.

14h45min: Apresentação/conclusão dos trabalhos das oficinas

16h: Palestra motivacional - Artur Ximenes

18h: encerramento 45º Seminário do SPC/SC

50ª CoNVeNção NACIoNAL do CoMÉrCIo LoJISTA

Entre os dias 20 e 23 de setembro, Vitória (ES) vai se transformar

na capital nacional do comércio lojista, reunindo empresários de

todo o Brasil. A Convenção Nacional do Comércio Lojista é promovido

anualmente pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas

(CNDL). A 50ª edição conta com a organização local da CDL Vitória

e da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Espírito Santo.

O tema da convenção será “Vitória do Varejo”.

NOVOS ASSOCIADOS SãO

RECEBIDOS NA CASA DO COMÉRCIO

As palestras e debates envolvem temas que vão do cotidiano do

lojista a questões macro e institucionais. Além do seminário central,

que será realizado no período da tarde, haverá também uma programação

durante a manhã, com três atrações: o Encontro Nacional da

CDL Jovem, uma Feira de Negócios e o Encontro da Mulher Empreendedora.

Mais informações pelo telefone (27) 33450921 ou no site

www.cndl.org.br/50convencao.

A CDL de Blumenau realizou, no dia 23 de junho,

mais um encontro na Casa do Comércio para recepcionar

novos associados. O evento tem como principal

objetivo apresentar a entidade de forma completa às

empresas que estão aderindo ao quadro associativo

da CDL, além de promover uma integração entre a

equipe da entidade, a diretoria e convidados. A CDL

quer, com este tipo de iniciativa, promover uma maior

aproximação do empresário com a entidade e o movimento

lojista, fazendo com que os associados participem

ativamente das ações, contribuindo sempre com

sugestões e críticas. Sócios conheceram as instalações da CdL de Blumenau

Divulgação


CdL É NoTíCIA

CeV LANçA NoVoS

CurSoS eM AGoSTo

O Centro Educacional Varejista (CEV) lança, em agosto, novos

cursos em sua grade: Fluxo de Caixa e Promoção e Propaganda no

Varejo. O objetivo desta iniciativa é manter a programação sempre

atualizada e atrativa aos lojistas, sendo que o CEV também procura

buscar, junto aos empresários, sugestões de temas para que os treinamentos

realizados supram as necessidades do varejo de Blumenau.

O curso de Fluxo de Caixa acontece nos dias 5, 6 e 7 e neste

treinamento os participantes terão a oportunidade de aprender as

técnicas de acompanhamento, interpretação e projeção do fluxo de

caixa e de preparação do planejamento financeiro. Também serão estudados

casos em que os participantes poderão simular a aplicação

prática das técnicas discutidas em classe.

O curso de Promoção e Propaganda no Varejo será realizado nos

dias 24, 27 e 28 e apresentará aos participantes os principais conceitos

e ferramentas de promoção de vendas e propaganda de forma prática,

para sua utilização no dia-a-dia do varejo. Os dois treinamentos

têm carga horária de nove horas. Mais informações podem ser obtidas

no CEV pelo telefone (47) 32215724 ou email cev@cdl-sc.org.br.

38

NOVOS ASSOCIADOS CALENDáRIO CEV

Posto Salto do Norte

Posto Cidade Nova

Imobiliária Casemblu

Blufusos

Jaffer Ind. e Com.

Bady Modas

ecohome Center

Beno Imóveis

Araranguá Vídeo

Adeflex

Morena Clara

GC Contabilidade

deni Modas

Sildriolli

romeu Georg - Filial

Blucâmbio

Master Vídeo

Power Games

American Vídeo

Supermercado Fortaleza

Susan Modas

610 Brasil

Star Luck Jeans

Mordent

Sport Shoes

Tecnotag

NFC Machine

José e. Morastoni Adv.

reliza

TreINAMeNTo

VIVeNCIAL PArA

LídereS LoJISTAS

A CDL e o Centro Educacional Varejista (CEV), em

parceria com a Magos Consultoria, promovem no dia 19 de

julho um Treinamento Vivencial voltado às lideranças, gerentes

e supervisores do varejo de Blumenau. O treinamento

propõe atividades cooperativas desafiadoras, criativas e envolventes,

realizadas ao ar livre e que fogem do convencional,

como rapel, escalada, arvorismo, entre outras. Uma proposta

para integrar equipes, humanizar as relações, aumentar a

motivação e criar uma cultura de resultados. O treinamento

acontece durante um dia inteiro de domingo em um sítio em

Indaial, sendo que o transporte e a alimentação estão inclusos

no pacote. As vagas são limitadas e quem tiver interesse pode

entrar em contato diretamente com o CEV pelo telefone

(47) 3221-5724 ou e-mail cev@cdl-sc.org.br.

agosto

aperfeiçoamento em vendas

dias 3, 4, 5, 6, 10, 11, 12, 13, 14 e 18

desenvolvimento de novas competências para uma eficaz atuação do consultor em vendas, recuperando

clientes inativos, corrigindo vícios e deficiências técnico-comportamentais; desenvolvendo o seu

potencial para vender mais e melhor.

análise de Crédito

dias 17, 19, 24 e 26

Preparar o participante para realizar com segurança vendas no crediário e aceite de cheques, mediante

uso de técnicas e ferramentas disponíveis no mercado.

oratória e Comunicação Persuasiva

dias 10, 11, 12, 13 e 14

Como vender ideias, produtos e serviços de maneira convincente e utilizar a voz, o olhar e a expressão

corporal.

atendimento e Recepção a Clientes

dias 25, 27 e 28

orienta o participante na qualidade total do atendimento, na imagem pessoal e organizacional de sua

loja com a clientela, além de dispor de informações de como atender os clientes, caracterizando-os em

12 tipos.

fluxo de Caixa

dias 5, 6 e 7

Técnicas de acompanhamento, interpretação e projeção do fluxo de

caixa e de preparação do planejamento financeiro. Serão estudados casos em que os participantes poderão

simular a aplicação prática das técnicas discutidas em classe.

Promoção e Propaganda no varejo

dias 24, 27 e 28

Apresenta os principais conceitos e ferramentas de promoção de vendas e propaganda de forma prática,

para sua utilização no dia-a-dia do varejo.

local: Casa do Comércio – alameda Rio branco, 165, Centro

horário: 19h às 22h


Divulgação

SINdILoJAS É NoTíCIA

40

COMÉRCIO CRIOU 2,4 MILHõES DE VAGAS EM 4 ANOS

dados divulgados pelo IBGe mostram que o comércio é responsável por 8,4 milhões de postos de trabalho no País

O setor de comércio aumentou em 2,4 milhões o número de pessoas

ocupadas entre 2003 e 2007, passando de 6 milhões de trabalhadores

para 8,4 milhões no período, segundo a Pesquisa Anual de

Comércio 2007, divulgada pelo IBGE. O segmento de hiper e supermercados

foi o que mais gerou empregos (256,8 mil vagas) no período,

seguido do comércio varejista de material de construção, com aumento

de 212,6 mil postos.

A pesquisa revela também que, em termos regionais, São Paulo

absorveu a maior parcela do pessoal ocupado no setor em todo o País,

tanto em 2003 (29,4%) como em 2007 (30,3%), enquanto Roraima e

Tocantins responderam pelo menor porcentual (0,1%). De acordo com

o levantamento, em 2007 existiam 1,69 milhão de estabelecimentos do

setor no País, pertencentes a 1,6 milhão de empresas comerciais que,

juntas, geraram R$ 1,3 trilhão de receita operacional líquida.

A pesquisa conclui que as empresas de menor porte, com até 19

pessoas ocupadas, concentraram a maior parte da massa salarial, do

pessoal ocupado, dos estabelecimentos e do número de empresas. De

acordo com o IBGE, a Pesquisa Anual de Comércio 2007 tem como

objetivo descrever as características estruturais básicas do comércio no

País e suas transformações no tempo em três grandes divisões: comércio

varejista, comércio por atacado e comércio de veículos automotores,

peças e motocicletas.

CONVENçãO COLETIVA DE TRABALHO 2009/2010

Os sindicatos do comércio atacadista, varejista e de farmácias

estão em fase de negociações com os sindicatos dos

empregados a fim de elaborar a Convenção Coletiva de Trabalho

2009/2010, com respectivas datas-bases em julho, agosto

e setembro. A primeira etapa do processo de negociação é a

análise da Pauta de Reivindicações elaborada pelos sindicatos

dos trabalhadores, para que posteriormente as negociações

sejam iniciadas. Os dirigentes dos sindicatos estão trabalhando

para que o resultado seja favorável e satisfatório para todas as

partes.


SISTEMA DE

GESTãO

SINDICAL

Dentro do planejamento estratégico

comercial que está sendo desenvolvido pelo

Sindilojas com metas definidas para 2009 e

2010, um novo sistema de gestão sindical está

sendo estudado. Na verificação feita em visitas

a outros sindicatos do País com grande

representatividade, a entidade de Blumenau

conheceu o sistema da empresa Micromust

do Brasil, especializada em softwares para

entidades. Na apresentação, realizada em

Blumenau no dia 9 de junho, Ana Cristina Cavalcante,

diretora de marketing da empresa,

mostrou o material em detalhes à diretoria da

entidade, que pode comprovar a eficiência e

agilidade dos controles de funcionamento do

sindicato.

Prestar um serviço de qualidade e primar

pelo bom atendimento às necessidades dos

associados é um dos critérios considerados

fundamentais para o desenvolvimento do

Sindilojas, promovendo um crescimento em

número de sócios e um incremento na prestação

de serviços.

COLUNA JURíDICA

PONTO

INVARIáVEL

Não é incomum encontrar empresas que

se utilizam do sistema denominado “britânico”

para marcação manual do ponto de seus

colaboradores. Vale registrar que esta prática,

em que os registros de ponto são invariáveis

(anotado sempre o mesmo horário de entrada

e saída), foi considerada inválida como meio de

prova pelo Judiciário Trabalhista. Diante deste

entendimento, no caso de reclamação trabalhista,

a presunção é de que a jornada de trabalho

correta é aquela apontada pelo trabalhador.

Daí, como não é fácil provar o contrário, as empresas

que adotam este sistema de marcação

de ponto vêm amargando pesados e onerosos

revezes no Judiciário Trabalhista, decorrentes

de reclamações em que são reivindicadas horas

extras. (Fonte: TST – Súmula n. 338).

SIGAD APRESENTA LEVANTAMENTO

SóCIO-ECONôMICO DE BLUMENAU

DOENçAS

CONTAGIOSAS

Aguarda pauta para ser votado

pelo plenário do Congresso

Nacional o Projeto de Lei 145/06,

de autoria da Senadora Roseana

Sarney, que garante o salário e

impede a dispensa sem justa causa

dos empregados portadores

da Síndrome da Imunodeficiência

Adquirida (Aids), da Hepatite C e

outras doenças contagiosas de natureza

grave. A garantia ao salário

e à proteção contra a despedida

arbitrária somente cessará quando

o empregado portador de doença

contagiosa grave for beneficiado

pela concessão da aposentadoria

previdenciária definitiva.

A Universidade Regional de Blumenau (Furb), em parceria

com a prefeitura municipal e entidades empresariais da cidade,

lançou, em junho, os dados atualizados sobre o cenário sócioeconômico

de Blumenau. O Sistema de Informações Gerenciais

e de Apoio à Decisão (Sigad) engloba os principais dados sobre

a demografia, infraestrutura urbana (saúde e educação), indicadores

sociais, emprego, renda, produto interno bruto, finanças

públicas e turismo, entre outros.

Os dados foram apresentados e discutidos entre as lideranças

empresariais da cidade que acreditam ser de grande utilidade

esta ferramenta e assunto relevante na informação e na identificação

dos pontos fortes e fracos da economia do Município.

Para o segmento empresarial, os dados divulgados pelo Sigad

refletem a realidade da vida da comunidade blumenauense, daí

a importância de se incentivar este tipo de iniciativa.

O estudo começou em 2006 e o desafio consiste em criar

uma base de informações dinâmica, atualizada, consistente e

de qualidade para orientar as decisões de investimentos, bem

como servir de referência de pesquisa para qualquer interessado

em estudar a estrutura social, política e econômica do Município.

Os dados completos podem ser acessados no site www.

furb.br/sigad. Mesmo com a crise econômica mundial, cidade tem bons números

41

Ivan Shulze


38 42

MeMÓrIA

feddersen,

PreSIdeNTe Por 17 ANoS

Pedro Christiano feddersen nasceu em Tondern,

Dinamarca, em 1857. Chegou a blumenau aos 22

anos, em 1879. Dedicou-se inicialmente à agricultura,

mas um ano após a sua chegada passou a trabalhar

no comércio, montando seu próprio negócio.

uma grande enchente o prejudicou e ele decidiu ir

para São Paulo. Retornou a blumenau alguns anos

após, sendo nomeado dirigente de uma das filiais do

comércio de Gustav Salinger na Itoupava Seca.

Em 1885, abriu sua própria loja, na Itoupava Seca, passando

em seguida a agregar a ela diversas atividades industriais.

Fabricou artigos de latoaria, caixas, arame farpado e cigarrilhas.

Processava arroz, farinha e madeira e industrializava

ainda manteiga e banha, tendo como diferencial embalagens

mais requintadas, como latas rotuladas e pintadas.

Feddersen também fabricava produtos para os colonos,

como moendas de ferro para a fabricação de açúcar, tachos

de cobre para o cozimento da garapa e alambiques para a

obtenção de cachaça. Ele importava centrífugas de leite, máquinas

de cortar forragens, arados, grades e toda a sorte de

utensílios agrícolas. O empreendedor também desenvolvia

atividades creditícias e instalou filiais em diversos pontos da

cidade, chegando a 16 unidades.

O sucesso empresarial o levou à política, elegendo-o

deputado estadual em sete legislaturas. Foi Feddersen que

conseguiu negociar um acordo entre o governo e a Companhia

Hanseática de Colonização de Hamburgo para que

esta financiasse a construção de uma estrada de ferro entre

Blumenau e o Alto Vale, onde a companhia tinha negócios

de assentamento de colonos alemães. A linha pretendia estender-se

até Curitibanos e Lages.

Feddersen colaborou ainda com a vida social de Blumenau,

financiando grande parte da construção da sede da sociedade

Teutônia (atual Ipiranga), em 1893. Patrocinou ainda

iniciativas na área de educação, sendo sócio das comunidades

escolares Hertel’s Schule, Altona e Nova Escola Alemã.

O empresário foi um dos sócios fundadores da Usina

Elétrica Salto e da Associação Comercial de Blumenau (hoje

Acib). Foi eleito presidente da entidade em 1925, assumindo

o cargo no ano seguinte. Reelegeu-se seguidas vezes, permanecendo

à frente da associação até 1942.

Durante suas gestões, a entidade aumentou o número de

sócios de 30 empresas para mais de 300, passando a admitir

também profissionais liberais em seus quadros. Fez crescer

o prestígio e o alcance da associação, tornando-a referência

no Estado. Em reconhecimento ao seu trabalho, recebeu, em

1941, o título de presidente honorário da Acib.

Pedro Christiano Feddersen morreu em 22 de junho de

1947. A comunidade de Blumenau ergueu em homenagem

a ele, no centenário da cidade, um monumento na praça que

tem seu nome, na Itoupava Seca.

o Coronel Feddersen com sua esposa else Guthe

Arquivo Histórico / Divulgação

More magazines by this user
Similar magazines