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V TUMANE

UM FILME DE SERGEI LOZNITSA


SINOPSE

Fronteira ocidental da União Soviética, em 1942. A região está sob ocupação

alemã e a resistência bielorrussa tenta defender-se a todo o custo. Sushenya,

um trabalhador dos caminhos-de-ferro, é acusado de traição e levado pelos

seus compatriotas para o meio da floresta para ser executado…

RESUMO

Fronteira ocidental da União Soviética, em 1942. A região está sob ocupação

alemã e a guerrilha local leva a cabo uma brutal campanha de resistência.

Um comboio descarrilou devido a sabotagem perto da aldeia onde Sushenya,

trabalhador dos caminhos-de-ferro, vive com a sua família. Apesar de ter

tentado evitar a sabotagem, Sushenya é também preso mas o oficial alemão

decide não o enforcar junto com os outros e liberta-o depois de este se ter

negado a espiar para os alemães. Visto como traidor, Sushenya é condenado

à morte pela resistência e dois guerrilheiros, Burov e Voitik, atravessam

a floresta para o executar.

Quando se preparavam para executar Sushenya na floresta são apanhados

numa emboscada e Sushenya vê-se sozinho com o seu executor, um amigo

de infância, agora ferido.

Embrenhados na velha floresta, onde não há amigos, nem inimigos e onde

a linha entre traição e heroísmo desaparece, Sushenya é forçado a fazer uma

escolha moral em circunstâncias imorais.


COMENTÁRIO

DE SERGEI

LOZNITSA

A LEI MORAL SUBJACENTE

Sushenya é acusado de algo que não cometeu e não tem forma de provar a sua

inocência. Está completamente sozinho e até a sua mulher suspeita de que ele

fez alguma coisa. É precisamente a solidão do protagonista, na sua tentativa de

comunicar com a sociedade que não confia nele, que torna o livro de Vasili Bykov

tão significativo. A comunicação é impossível porque, citando Heráclito, “para

homens com almas bárbaras, olhos e ouvidos são más testemunhas”. E, no

entanto, o protagonista mantém-se fiel a si próprio. Mantém-se firme nas suas

convicções e decisões e não é capaz de transigir ou cometer um crime, porque

a sua lei moral o impede. Vê-se numa situação em que para permanecer

humano e preservar a sua dignidade não pode continuar a viver. Este é um dos

paradoxos de ser. E é do que fala o livro de Bykov. Eu li o livro em 2001 e escrevi

o argumento logo a seguir.

ADAPTAÇÃO PARA CINEMA: AS REGRAS DA GRAMÁTICA VISUAL

A diferença entre um texto literário e um filme é a própria linguagem. Tudo o

que pode ser descrito em palavras não pode ser representado visualmente e

vice-versa. Qualquer adaptação cinematográfica é, na verdade, uma “tradução”

para outra linguagem. A fim de ser preciso e eficaz tem de funcionar de acordo

com as regras da sua própria “gramática” visual. Os diálogos de Bykov são

realmente muito bons e a forma como desenvolve as histórias de fundo das três

personagens principais é mais elaborada do que me poderia permitir no filme.

No argumento apenas uso alguns esboços breves e introduzo as histórias de

fundo das personagens em episódios lacónicos. O ritmo do filme dita as regras. A

duração das cenas e o ritmo das sequências criam a narrativa dramática do filme.

UM SANTO, UM HOMEM QUE DUVIDA E UM VILÃO

O carácter dos três protagonistas pode ser definido pelos seguintes protótipos:

um Santo, um Homem que duvida e um Vilão. Mas acho que é demasiado

simplista reduzir uma personagem a um rótulo. Só fazemos isso quando não


temos tempos de reflectir e os “rótulos” raramente estão correctos.

O “vilão”, Voitik, não é totalmente mau. É alguém que quer sobreviver e não

tem a força interior para agir. Muitas pessoas seriam capazes de se identificar

com esta personagem, que se limita a seguir a corrente e deixa que sejam as

circunstâncias externas a determinar as suas acções.

O “santo” Sushenya, também não é totalmente bom. Tem o seu entendimento

do mundo e não é capaz de o mudar. Comporta-se de forma diferente

e destaca-se dos outros devido a este traço de carácter.

O mesmo se aplica a Burov, o “homem que duvida”. Não consegue ver as coisas

claramente e não percebe e não entende muito bem a situação em que está

metido. Deixa-se levar pelas emoções que não consegue controlar.

Todas estas personagens são completamente normais e muito comuns.

E só por uma combinação específica de circunstâncias é que os nossos

protagonistas revelam as suas personalidades desta forma.

GUERRA SEM COMBATE

Escolhi esta história porque fala de guerra sem falar de acções militares. Tudo

o que acontece na linha da frente – como, por exemplo, impressionantes cenas

de batalha – não me interessa. Interessam-me as condições que forçam as

pessoas para a linha da frente. E as origens dessas condições podem ser

encontradas na rotina da vida quotidiana.

Porquê fazer um filme sobre a II Guerra Mundial? Durante o tempo da União

Soviética, devido a razões específicas, os artistas tinham poucas oportunidades

para reflectir sobre os acontecimentos que tiveram lugar nesses anos trágicos.

A cultura pós-soviética também produziu poucos trabalhos onde se mostrassem

de forma imparcial os acontecimentos daquele período. No entanto, é preciso

lidar com esses acontecimentos trágicos, reflectir sobre eles e analisá-los.

Considero que é meu dever olhar para trás e, daí, para o futuro.


ARTE SEM DIDÁCTICA

Todas as acções ocorrem durante um período histórico. As coisas que estão

a suceder neste momento fazem parte da história. No entanto, não olhamos

para elas como acontecimentos históricos pois não nos distanciamos do

presente e não compreendemos completamente os acontecimentos actuais.

E é o distanciamento (a libertação dos acontecimentos históricos) que nos

dá a capacidade de chegar ao entendimento.

A mim parece-me que, tendo em conta as experiências da humanidade no

século XX, é apropriado falar do colapso do humanismo, como tem sido

convencionalmente tratado na arte e literatura. Partilho a visão do escritor

russo Varlam Shalamov, que passou por todos os círculos do Inferno do Gulag

de Estaline: “Na nova prosa – depois de Hiroshima, depois do auto-serviço de

Auschwitz e depois do Gulag Serpantika em Kolyma, depois de todas as guerras

e revoluções – tudo o que é didáctico deve ser rejeitado. A arte não tem o direito

de pregar. Ninguém pode ensinar ninguém, ninguém tem o direito de o fazer.

A arte não torna as pessoas melhores, nem as torna mais nobres.”

NENHUM SINAL DE VIDA CONTEMPORÂNEA

A escolha dos cenários foi determinada pelo livro. A história de Bykov decorre

na floresta bielorrussa. Comecei à procura de locais no Verão de 2010. Viajei

muito pela Bielorrússia, na área descrita por Bykov. Porém, tornou-se claro que

não podíamos filmar ali – a região mudou significativamente nos últimos 50 anos

e havia sinais modernos em todo o lado: casas pintadas em verde choque

e cor-de-rosa, postes de electricidade, edifícios industriais, etc. Portanto,

continuei a minha viagem para lá da fronteira e encontrei o que estava à procura

no leste da Letónia, na região de Latgalle. Encontrei aí uma bonita paisagem

virgem, onde se podia montar a câmara em qualquer lado e rodá-la 360 graus

sem tropeçar em marcas da vida contemporânea. A florestação da área é muito

similar à da Bielorrússia. E encontrámos um cenário muito bom e compacto

com uma “estação de comboios”, “edifício da Gestapo” e “praça do mercado”

que podia servir perfeitamente para a cena da execução.

A população de Latgalle é uma mistura étnica de russos, bielorrussos, polacos

e letões. Uma paleta rica de caras e caracteres. Exactamente aquilo que

precisava, pois procurava também alguns actores não-profissionais e figurantes

para interpretar os civis bielorrussos na cena do mercado.


AUTENTICIDADE

A casa de Sushenya foi toda construída do zero, assim como os interiores.

O nosso designer trouxe muitos artefactos da Bielorrússia porque o interior das

quintas bielorrussas é muito diferente do das casas letãs. Analisámos milhares

de fotografias e recriámos os interiores meticulosamente. Queria que as

personagens “vivessem” nesses espaços e não que aí “actuassem”.

COLABORAÇÃO COM O DIRECTOR DE FOTOGRAFIA OLEG MUTU

Na minha opinião, Oleg Mutu é um dos melhores directores de fotografia da

Europa. É um intelectual com uma noção perfeita de estilo. Tem uma visão

muito forte e é um perfeccionista, como eu. Para A MINHA ALEGRIA andava

à procura de um Director de Fotografia que conseguisse trabalhar num estilo

“documental”, com câmara à mão e o mínimo de luz possível. Fiquei muito

impressionado com 4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS, de Cristian Mungiu,

e pensei no bom que seria poder encontrar alguém que trabalhasse da mesma

forma. E depois descobrimos que Oleg nasceu na Moldávia e fala russo

fluentemente. Enviei-lhe o argumento de A MINHA ALEGRIA e várias semanas

depois tivemos a nossa primeira reunião em Chisinau. Falámos durante

horas – sobre literatura, filosofia e arte. Soube nesse instante que aquele

era o homem que andava à procura.

SÓ 72 CORTES

O trabalho de câmara em NO NEVOEIRO é bastante diferente daquele de

A MINHA ALEGRIA. Podia descrevê-lo como “monumental”, um tanto ou quanto

conservador. Devido ao facto de grande parte das filmagens terem lugar na

floresta, o Oleg sugeriu que colocássemos a câmara em carris para conseguir

uma imagem estável e fluida. E assim passámos da câmara à mão, estilo

documentário de A MINHA ALEGRIA para a imagem mais “monumental”

de NO NEVOEIRO. Claro que neste filme também há episódios filmados com

câmara à mão, mas, no geral, a fotografia de NO NEVOEIRO é bastante clássica.

O desafio, para o Oleg e para mim, foi filmar todas as cenas com um único

plano, usando o movimento da câmara como ferramenta de “montagem interna”

e introduzindo cortes apenas em alturas onde a trama se desenvolve e um novo

episódio começa. A câmara é instrumental na dramaturgia do filme.

NO NEVOEIRO tem apenas 72 cortes, o que para um filme de 127 minutos

é bastante ambicioso.


REVISTA

DE IMPRENSA

THE OBSERVER – Philip French

A dura parábola de Sergei Loznitsa sobre a colaboração soviética com os nazis

tem reminiscências de Tolstoy e Dostoievsky.

A MINHA ALEGRIA, de Loznitsa, uma fábula sobre a viagem cada vez mais

aterrorizante de um camionista na violenta Rússia pós-comunista, foi bem

recebido em Cannes há três anos mas ainda não estreou no Reino Unido. O seu

segundo filme, NO NEVOEIRO, baseado num conceituado romance de Vasili

Bykov, também foi calorosamente recebido em Cannes e é um dos melhores

filmes russos a estrear em território britânico na última década. O cenário

é o da Bielorrússia natal de Loznitsa em 1942 e o nevoeiro do título é tão

literal como metafórico, o nevoeiro da guerra que envolve as três principais

personagens, russos envolvidos na luta contra os invasores alemães.

NO NEVOEIRO desenvolve-se num ritmo imponente, iniciado com uma

sequência de abertura filmada aparentemente num único plano de câmara à

mão numa estação de comboios rural. Faz lembrar as célebres sequências dos

filmes de Miklós Jancsó nos anos 1960 e 1970 nas margens e em consequência

de obscuras guerras húngaras, onde os personagens se dividem entre vítimas e

perseguidores. A curta distância, vê-se uma linha de caminho-de-ferro elevada

e uma torre de vigia. A média distância, um soldado alemão, elegantemente

uniformizado, testa uma fila de forcas. Em primeiro plano, um grupo de civis

algemados avança conduzido por elementos da milícia colaboracionista com

gastos uniformes negros e braçadeiras brancas. Esta sequência prévia ao


genérico inicial termina com a câmara a olhar para a pilha de esqueletos

esbranquiçados numa carroça, enquanto fora do enquadramento, à direita,

ouvimos as forcas a cumprir o seu mortal dever.

Depois disso, passamos para dois homens silenciosos, armados com espingardas,

que atravessam a floresta a cavalo. O mais jovem tem porte militar e é,

obviamente, o líder, o outro tem um ar matreiro. Claramente cumprem uma

missão e ao anoitecer alcançam uma pequena casa onde o mais jovem, Burov

(Vladislav Abashin), se encontra com o proprietário, um barbudo chamado

Sushenya (Vladimir Svirski) que está a esculpir brinquedos de madeira para o

seu filho pequeno. Os dois homens parecem ser amigos de longa data agora

afastados. O dono da casa esperava visitas e ao seu tom de mau augúrio, junta-se

a ansiedade da mulher como sinais da iminência da morte. A muitos espectadores

a situação fará lembrar “Os Assassinos”, o influente conto de Ernest Hemingway

sobre dois assassinos do submundo do crime que chegam a uma pequena cidade

do Midwest dos Estados Unidos para executar um triste ex-boxeur de

meia-idade que os aguarda na sua hospedaria, resignado à sua sorte. Que fez ele?

Nunca saberemos, embora algumas versões cinematográficas tenham sugerido

respostas. Para os leitores da União Soviética, onde Hemingway era muito

popular, não havia dúvidas de que estava à espera da polícia política de Estaline.

Rapidamente inferimos que Burov e o seu cúmplice, o cobarde Voitik

(Sergei Kolesov), são guerrilheiros e que Sushenya é uma espécie de traidor,

sem dúvida ligado às execuções vistas no plano de abertura. Os dois visitantes

a cavalo levam Sushenya e passado pouco tempo o mesmo está a cavar a sua

própria sepultura no meio da noite, tendo sido autorizado a escolher ele próprio

o local. De repente, há uma emboscada, Burov é ferido com gravidade e o

cobarde Voitik foge. O calmo e passivo Sushenya fica para acudir ao seu velho

camarada e carregá-lo numa jornada perigosa até sítio seguro.

A partir desse momento começam as revelações narrativas e emergem as

complexidades morais. Sendo uma co-produção com a Holanda, NO NEVOEIRO

faz-nos lembrar o romance absolutamente intransigente de Harry Mulisch, THE

ASSAULT (a versão cinematográfica ganhou um óscar para o melhor filme em

língua estrangeira em 1986), sobre as consequências na vida de um rapaz ao

longo de 40 anos do facto de ter visto a sua família ser executada pelos nazis na

Holanda ocupada, depois do assassínio de um colaboracionista à porta da casa

familiar em Haarlem.

O passado de cada um dos personagens é revelado. Burov, um mero patriota,

cometeu um acto de sabotagem e fugiu para se juntar à resistência. Voitik agiu

com o tipo de torpeza moral que a sua conduta actual nos levou a suspeitar.

Sushenya, o homem responsável, agiu com decência sensata frente ao tonto

acto de vingança contra o odiado chefe levado a cabo pelos três colegas de

trabalho nos caminhos-de-ferro. Uma acção que levou à execução destes e sua


consequente elevação ao estatuto de heróis. Mas ele recusa colaborar com o

plano nazi para explorar o incidente, arriscando tornar-se num renegado. Ele

quer ser dono do seu destino, mesmo que seja à custa da sua vida, esperando

que a história se encarregue de o julgar devidamente.

NO NEVOEIRO é uma história profundamente séria, sem laivos de humor,

sobre o tipo de conflito social e espiritual que encontramos nas obras de

Tolstoy e Dostoievsky e que nos arrasta para um debate moral à medida que

acompanhamos a odisseia cheia de riscos de Sushenya, Voitik e Burov. O final

é altamente irónico, mais realista que cinicamente cruel, imerso num denso

banco de nevoeiro. A interpretação é convincente, com o fardo mais pesado

sobre os ombros de Vladimir Svirski que consegue manter a aura de santidade

de Sushenya. Tirando o tilintar distante durante os créditos finais, que poderá

ser de uma canção tradicional, não há música no filme, apenas sons naturais.

Especialmente impressionantes são as longas tomas e a fotografia discreta da

densa floresta à noite, dos campos nevados e da madeira húmida das casas

das quintas. Tudo é mostrado com uma paleta de onde estão ausentes as

cores primárias e só os uniformes aprumados e as botas engraxadas dos nazis

se destacam da desolação. É trabalho de Oleg Mutu, o director de fotografia

romeno que filmou com Cristi Puiu A MORTE DO SR. LAZARESCU e com

Cristian Mungiu PARA LÁ DAS COLINAS e 4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS.

Que tem de ser visto como figura de proa do cinema mundial.

“NO NEVOEIRO é um filme de onde saímos num estado de transe, depois de

termos sido mantidos em suspenso durante duas horas e dez minutos.”

LE MONDE – Isabelle Regnier

“Antes de mais, uma linha clara! É uma das qualidades, e o paradoxo mais bem

conseguido, desta obra lenta e poderosa: tudo converge para transformar a história

de base sombria, atolada no meio da guerra e da culpa, numa metáfora cristalina.”

POSITIF – Ariane Allard


SERGEI

LOZNITSA

Sergei Loznitsa nasceu a 5 de Setembro de 1964 em Baranovichi (Bielorrússia,

antiga União Soviética). Cresceu em Kiev, na Ucrânia, licenciando-se em

Matemática Aplicada, em 1987, no Politécnico de Kiev. Entre 1987 e 1991

trabalhou no Instituto de Cibernética de Kiev, como investigador na área

da Inteligência Artificial. Também trabalhou como tradutor de japonês.

Em 1997, Loznitsa formou-se em realização no Instituto de Cinema em Moscovo

(VGIK).

Desde 1996, já realizou 11 documentários, ganhando numerosos prémios

internacionais e nacionais, incluindo prémios nos festivais de Karlovy Vary,

Leipzig, Oberhausen, Paris, Madrid, Toronto, Jerusalém, São Petersburgo, bem

como prémios nacionais russos “Nika” e “Laurel”. O filme-montagem

“O Cerco de Leninegrado”, de 2005, foi feito com base em imagens de arquivo

do cerco a Leninegrado durante a II Guerra Mundial.

Em Maio de 2010, a primeira longa-metragem de ficção de Loznitsa, “A Minha

Alegria”, estreou-se na competição oficial do Festival de Cannes. O filme

recebeu os prémios para Melhor Realizador e o dos Críticos Russos no festival

Kinotavr em Sochi, o Grande Prémio no Festival Voices em Vologda, o Alperce

de Prata no Festival de Ierevan e o prémio para o melhor argumento no Festival

Kinoshock em Anapa, o prémio FIPRESCI e o Grande Prémio no Festival Molodist

de Kiev, o Grande Prémio no Festival Listopad de Minsk e o Grande Prémio no

Festival Black Nights de Talin.


EQUIPA

Realizador e Argumentista SERGEI LOZNITSA

Baseado no livro de VASIL BYKOV

Director de Fotografia OLEG MUTU RSC

Desenho de Produção KIRILL SHUVALOV

Cenografia JURIS ZUKOVSKIS

Som VLADIMIR GOLOVNITSKI

Montagem DANIELIUS KOKANAUSKIS

Casting MARIA BAKER-CHOUSTOVA

Vestuário DOROTA ROQUEPIO

Maquilhagem TAMARA FRID

Assistente de Realização MARTIN SEBIK

Produtor Executivo MARTIN SCHLUTER

Produtor Associado MIKHAIL BASHARATYAN

Co-produtores GALINA SEMENTSEVA, VALENTINA MIKHAIEVA, VILNIS

KALNAELLIS, LEONTINE PETIT, JOOST DE VRIES, OLEG SILVANOVICH

Produtor HEINE DECKERT

Alemanha, Rússia, Letónia, Holanda, Bielorússia | 2012 | 35 mm,DCP | Cor | 128 min.

Distribuído por Alambique

Mais informações em http://alambique.pt/filme/no-nevoeiro

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