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tratamento do ombro pós ufjf

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TRATAMENTO DO<br />

COMPLEXO DO<br />

OMBRO<br />

PÓS GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA DA UFJF<br />

PROFESSOR: GUSTAVO CASTRO


Roteiro<br />

• Cinesiologia e biomecânica <strong>do</strong> <strong>ombro</strong><br />

• Avaliação<br />

• Principais patologias e seu <strong>tratamento</strong><br />

• Técnicas manuais aplicadas ao <strong>tratamento</strong> da<br />

cintura escapular


Introdução<br />

Articulação complexa de pouca<br />

estabilidade e muita mobilidade


Análise Cinesiológica <strong>do</strong><br />

Complexo <strong>do</strong> Ombro


Articulações e Ligamentos<br />

• A. Esternoclavicular<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

Sinovial selar<br />

Ligamentos esternoclavicular<br />

anterior e posterior<br />

Ligamentos costoclavicular e<br />

interclavicular<br />

Presença de um disco<br />

articular<br />

Movimentos claviculares de<br />

elevação (45), abaixamento<br />

(10), protração e retração<br />

(15-30) e rotação (50).


Articulações e Ligamentos<br />

• A. Acromioclavicular<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

Sinovial plana<br />

Movimentos de deslizamento<br />

Ligamentos acromioclavicular<br />

superior e inferior<br />

Ligamento coracoclavicular<br />

(trapezóide e conóide) e<br />

coracoacromial<br />

Disco articular completo ou<br />

incompleto<br />

Os músculos trapézio supeior<br />

e deltóide ajudam na<br />

estabilização.


Articulações e Ligamentos<br />

• A. Glenoumeral<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

Sinovial esferóide triaxial<br />

Ligamentos glenoumeral<br />

superior(adução, translação<br />

inferior e posterior), médio<br />

(rotação lateral e translação<br />

anterior) e inferior (abdução).<br />

Ligamento coracoumeral<br />

(rotação lateral, flexão e<br />

extensão, translação inferior<br />

<strong>do</strong> úmero).<br />

Lábio glenóide (50% da<br />

profundidade articular)


Articulações e Ligamentos<br />

• A. Escápulo-torácica<br />

<br />

<br />

<br />

“Falsa” Articulação<br />

Não há ligação<br />

ligamentar<br />

Movimentos escapulares<br />

de elevação e<br />

abaixamento, retração e<br />

protração, rotação<br />

superior e inferior.


Movimentos da Escápula<br />

• Elevação Escapular


Movimentos da Escápula<br />

• Depressão Escapular


Movimentos da Escápula<br />

• Protração Escapular (abdução)


Movimentos da Escápula<br />

• Retração Escapular (adução)


Movimentos da Escápula<br />

• Rotação para cima (superior)


Movimentos da Escápula<br />

• Rotação para baixo (inferior)


MÚSCULOS<br />

ENVOLVIDOS


TRAPÉZIO<br />

• Descendente(superior)<br />

<br />

ELEVAÇÃO, ROTAÇÃO<br />

SUPERIOR E RETRAÇÃO<br />

• Transverso (médio)<br />

<br />

RETRAÇÃO, ROTAÇÃO<br />

SUPERIOR<br />

• Ascendente (inferior)<br />

<br />

DEPRESSÃO ESCAPULAR,<br />

ROTAÇÃO SUPERIOR,<br />

RETRAÇÃO


LEVANTADOR DA ESCÁPULA<br />

• ELEVAÇÃO, ROTAÇÃO INFERIOR


ROMBÓIDES<br />

• RETRAÇÃO, ELEVAÇÃO, ROTAÇÃO INFERIOR


SERRÁTIL ANTERIOR<br />

• PROTRAÇÃO, ROTAÇÃO SUPERIOR


PEITORAL MENOR<br />

• ABAIXAMENTO, PROTRAÇÃO E ROTAÇÃO INFERIOR


RESUMO<br />

• ELEVAÇÃO ESCAPULAR<br />

<br />

<br />

<br />

Trapézio (ascendente)<br />

Levanta<strong>do</strong>r da escápula<br />

Rombóides<br />

• DEPRESSÃO ESCAPULAR<br />

<br />

<br />

Trapézio (descendente)<br />

Peitoral menor


RESUMO<br />

• PROTRAÇÃO<br />

<br />

<br />

Serrátil anterior<br />

Peitoral menor<br />

• RETRAÇÃO<br />

<br />

<br />

Trapézio (transversa)<br />

Rombóides


RESUMO<br />

• ROTAÇÃO PARA CIMA (SUPERIOR)<br />

<br />

<br />

Trapézio (ascendente, descendente)<br />

Serrátil anterior (fibras inferiores)<br />

• ROTAÇÃO PARA BAIXO (INFERIOR)<br />

<br />

<br />

<br />

Rombóides<br />

Levanta<strong>do</strong>r da escápula<br />

Peitoral menor


Movimentos da Glenoumeral<br />

• Flexão<br />

• Extensão<br />

• Hiperextensão<br />

• Abdução<br />

• Adução<br />

• Rotação lateral<br />

• Rotação medial


MÚSCULOS<br />

ENVOLVIDOS


DELTÓIDE<br />

• Parte clavicular (anterior)<br />

ABDUÇÃO, FLEXÃO, R.<br />

MEDIAL, ADUÇÃO<br />

HORIZONTAL<br />

• Parte Acromial (médio)<br />

<br />

ABDUÇÃO<br />

• Espinal (posterior)<br />

<br />

ABDUÇÃO, EXTENSÃO,<br />

ROTAÇÃO LATERAL,<br />

ABDUÇÃO HORIZONTAL


SUPRA-ESPINAL<br />

• ABDUÇÃO


PEITORAL MAIOR<br />

• Parte clavicular<br />

<br />

FLEXÃO<br />

• Parte esternocostal<br />

<br />

RETORNO DA<br />

FLEXÃO<br />

(“EXTENSÃO”)<br />

• Ambas<br />

<br />

ADUÇÃO, ROTAÇÃO<br />

MEDIAL, ADUÇÃO<br />

HORIZONTAL


LATÍSSIMO DO DORSO<br />

• EXTENSÃO, ADUÇÃO, ROTAÇÃO MEDIAL


REDONDO MAIOR<br />

• EXTENSÃO, ADUÇÃO, ROTAÇÃO MEDIAL


INFRA-ESPINAL<br />

• ROTAÇÃO LATERAL, ABDUÇÃO HORIZONTAL


REDONDO MENOR<br />

• ROTAÇÃO LATERAL, ABDUÇÃO HORIZONTAL


SUBESCAPULAR<br />

• ROTAÇÃO MEDIAL


CORACOBRAQUIAL<br />

• FLEXÃO, ADUÇÃO


RESUMO<br />

• FLEXÃO<br />

<br />

<br />

Deltóide (clavicular)<br />

Peitoral maior (clavicular)<br />

• EXTENSÃO<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

Deltóide (espinal)<br />

Latíssimo <strong>do</strong> <strong>do</strong>rso<br />

Re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> maior<br />

Peitoral maior (esternocostal)


RESUMO<br />

• ABDUÇÃO<br />

<br />

<br />

Deltóide<br />

Supra-espinal<br />

• ADUÇÃO<br />

<br />

<br />

<br />

Peitoral maior<br />

Re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> maior<br />

Latíssimo <strong>do</strong> <strong>do</strong>rso


RESUMO<br />

• ABDUÇÃO HORIZONTAL<br />

<br />

<br />

<br />

Deltóide (parte espinal)<br />

Infra-espinal<br />

Re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> menor<br />

• ADUÇÃO HORIZONTAL<br />

<br />

<br />

Peitoral maior<br />

Deltóide (clavicular)


RESUMO<br />

• ROTAÇÃO LATERAL<br />

<br />

<br />

<br />

Infra-espinal<br />

Re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> menor<br />

Deltóide (espinal)<br />

• ROTAÇÃO MEDIAL<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

<br />

Latíssimo <strong>do</strong> <strong>do</strong>rso<br />

Re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> maior<br />

Subescapular<br />

Peitoral maior<br />

Deltóide (clavicular)


Ritmo escápuloumeral<br />

• Movimento sincrônico entre o úmero e a<br />

escápula durante a elevação <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>.<br />

• Nos primeiros 30 graus só o úmero se mexe.<br />

• Depois existe uma relação de 2:1 para o<br />

movimento <strong>do</strong> úmero e da escápula.<br />

• No plano escapular a relação é de 3:2.


Dica<br />

• A rotação externa automática (90 graus) <strong>do</strong><br />

<strong>ombro</strong> é de extrema importância para a<br />

elevação total <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>. A avaliação da<br />

flexibilidade de rota<strong>do</strong>res internos e a força<br />

<strong>do</strong>s rota<strong>do</strong>res externos devem estar presentes<br />

no exame fisioterapêutico.


Mecanismo de manivela da<br />

clavícula


Movimentos articulares na<br />

abdução <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>


Abdução no plano escapular<br />

X no plano frontal<br />

• A elevação no PE é mais funcional<br />

• Alinhamento maior <strong>do</strong>s eixos escapular e umeral<br />

• Melhor relação comprimento-tensão <strong>do</strong>s músculos <strong>do</strong><br />

MR e <strong>do</strong> deltóide<br />

• Melhor encaixe da cabeça umeral<br />

• Tubérculo maior é coloca<strong>do</strong> no ponto mais alto <strong>do</strong> arco<br />

coracoacromial.<br />

• No plano frontal há necessidade de rotação lateral para<br />

evitar o contato subacromial e a elevação prossiga, ou<br />

segun<strong>do</strong> Walker (1977) prevenir o impacto da cabeça<br />

umeral na borda glenóide.


Pares de força<br />

• MR x deltóide<br />

• O MR contrapõe com uma força de compressão e<br />

depressão, enquanto o deltóide tem um vetor em<br />

elevação da cabeça umeral.<br />

• O supra tem uma força principalmente<br />

compressiva , enquanto os outros <strong>do</strong> MR tem<br />

força depressiva.<br />

• O MR se torna importante estabiliza<strong>do</strong>r se<br />

contrapon<strong>do</strong> ao deltóide em elevações abaixo de<br />

90 graus.


Superiorização da cabeça<br />

umeral pela ação <strong>do</strong> deltóide


O manguito rota<strong>do</strong>r<br />

• Suas inserções capsulares aumentam a tensão<br />

<strong>do</strong> sistema capsulo-ligamentar aumentan<strong>do</strong> a<br />

estabilidade articular.<br />

• Como o MR tem caráter de resistência,<br />

utilizar um número mais alto de repetições<br />

para seu trabalho (30-50) segun<strong>do</strong> Wilk e<br />

Andrews (2000).


Avaliação <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>


Tópicos da avaliação<br />

• Anamnese<br />

• Inspeção<br />

• Palpação<br />

• Exame funcional<br />

• Testes resisti<strong>do</strong>s<br />

• Testes especiais


anamnese<br />

QP: queixa principal<br />

HDA: 7 sinais e sintomas<br />

HFIS: outros sistemas<br />

HPP: <strong>do</strong>enças, traumatismos, cirugias<br />

HSOC: trabalho, esportes,…<br />

OD: outras queixas correlatas ou não


Inspeção<br />

• Exame postural<br />

• Contornos ósseos<br />

• Trofismo muscular


Palpação<br />

• Óssea<br />

• Tendinosa<br />

• Bursas<br />

• Ventres musculares<br />

• Pontos gatilhos


Palpação tendínea<br />

supraespinal<br />

Infraespinal e re<strong>do</strong>n<strong>do</strong><br />

menos


Exame funcional <strong>do</strong> <strong>ombro</strong><br />

• Avaliação da ADM articular fisiológica ativa e<br />

passiva e acessória.<br />

• Testes isométricos resisti<strong>do</strong>s.


Movimentos globais<br />

• Escapulares : com o paciente em DL realizar<br />

elevação, depressão, adução, abdução,<br />

rotação superior e distração.<br />

• Glenoumerais: to<strong>do</strong>s os movimentos de<br />

<strong>ombro</strong> ativos e passivos para tentar<br />

diferenciar entre estruturas contráteis e não<br />

contráteis.


Ritmo escapuloumeral<br />

• Solicitar ao paciente que faça uma abdução<br />

<strong>do</strong> <strong>ombro</strong>.<br />

• Medir a distância <strong>do</strong> ângulo inferior da<br />

escápula até os processos espinhosos em<br />

repouso e em elevação máxima.<br />

• Observar o comportamento da escápula<br />

durante a elevação: elevação precoce (antes<br />

de 60), descolamentos, falta de ritmo.<br />

• Avaliar também no plano escapular.


Avaliação osteopática<br />

• Externoclavicular<br />

• Acromioclavicular<br />

• Clavícula<br />

• Glenoumeral<br />

• Escapular


Artrocinemática<br />

Esternoclavicular<br />

• Deslizamentos cranial e caudal<br />

• Deslizamentos anterior e posterior<br />

Acromioclavicular<br />

• Deslizamento anterior e posterior<br />

Glenoumeral<br />

• Deslizamento posterior<br />

• Deslizamento inferior<br />

• Deslizamento lateral<br />

• Deslizamento anterior


Testes resisti<strong>do</strong>s<br />

Glenoumerais<br />

• Flexão/extensão<br />

• Adução/ abdução<br />

• Rotação interna/ externa.


Testes especiais<br />

• Teste de Neer (SI)<br />

• Teste de Jobe (supraespinal)<br />

• Teste de Gerber (subscapular)<br />

• Teste de Hawkins-Kennedy (supraespinal)<br />

• Teste de adução horizontal (art acromioclav)<br />

• Sinal <strong>do</strong> braço caí<strong>do</strong> (lesão extensa de MR)<br />

• Sinal de apreensão para deslocamento (IG)<br />

• Teste de relocação (IG)<br />

• Teste de gaveta anterior e posterior (IG)<br />

• Teste <strong>do</strong> sulco(IG)<br />

• Teste de Yergason (bíceps)<br />

• Teste de speed (bíceps)


TESTE DE NEER


TESTE DE SPEED


TESTE DE HAWKINS-<br />

KENNEDY


TESTE DE JOBE


TESTE DE APREENSÃO PARA<br />

DESLOCAMENTO


Patologias <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>


Síndrome <strong>do</strong> impacto<br />

• Termo geral designativo de variadas alterações<br />

no <strong>ombro</strong> que se manifestam por <strong>do</strong>r e limitação<br />

funcional, sobretu<strong>do</strong> nas atividades acima da<br />

cabeça. Isto devi<strong>do</strong> a alteração no espaço entre a<br />

parte proximal <strong>do</strong> úmero e o arco<br />

coracoacromial.<br />

• Estruturas mais acometidas: bíceps braquial<br />

porção longa, supraespinal e bursa subacromial.<br />

• Existem causas primárias-estruturais e<br />

secundárias –funcionais.


Causas primárias<br />

• Articulação acromioclavicular: osteófitos,<br />

alterações congênitas.<br />

• Acrômio: osteófitos, má formação,<br />

consolidação viciosa.<br />

• Processo coracóide: alteração congênita.<br />

• MR: espessamento de tendão por<br />

calcificações, cicatrizes.<br />

• Úmero: consolidação viciosa, anomalia<br />

congênita.


Tipos de acrômio


Causas secundárias<br />

• Escápula: mau posicionamento escapular,<br />

movimento escapular anormal, instabilidade<br />

funcional escápulo-torácica por fadiga ou<br />

insuficiência <strong>do</strong>s músculos escapulares,<br />

hipomobilidade escapular.<br />

• MR: perda <strong>do</strong> mecanismo depressor da cabeça<br />

umeral por radiculopatia c5 e c6, paralisia <strong>do</strong> nervo<br />

supraescapular, ruptura parcial ou total <strong>do</strong> MR,<br />

debilidade muscular.<br />

• Cápsula: retração da cápsula posterior e frouxidão<br />

cápsulo ligamentar.


Retração capsular posterior<br />

• Desloca a cabeça umeral no senti<strong>do</strong> ânterosuperior,<br />

alteran<strong>do</strong> a biomecânica articular.<br />

• Movimentos possivelmente limita<strong>do</strong>s:<br />

elevações no plano anterior, rotação interna e<br />

adução horizontal.


Tratamento da retração capsular<br />

posterior<br />

Ombro em 90 graus<br />

Ombro 50 graus e pac<br />

rola 30 graus


Ciclo perpetuante das lesões <strong>do</strong><br />

MR por Matsen e Arntz (199o)<br />

debilidade<br />

<strong>do</strong> MR<br />

instabilidade<br />

funcional<br />

impacto<br />

subacromial<br />

redução <strong>do</strong> espaço<br />

subacromial


CLASSIFICAÇÃODOS ESTÁGIOS DA<br />

SÍNDROME DO IMPACTO<br />

ESTÁGIO 1:<br />

•Edemas e hemorragias <strong>do</strong>s tendões, porém sem lesões estruturais.<br />

•Mais comum em pacientes jovens. Bom prognóstico.<br />

ESTÁGIO 2:<br />

•Bursa subacromial torna-se fibrótica e espessada e os tendões<br />

apresentam francos sinais inflamatórios. Pode existir tendinose e ruptura parcial<br />

• pacientes com idade entre 25 e 40 anos.<br />

● <strong>tratamento</strong> cirúrgico em caso de falha <strong>do</strong> tto conserva<strong>do</strong>r<br />

ESTÁGIO 3:<br />

•Ruptura tendinosa parcial ou total <strong>do</strong>s tendões <strong>do</strong> supraespinhoso<br />

e porção longa <strong>do</strong> bíceps.<br />

•Alterações ósseas associadas: osteófitos na articulação AC e borda ântero-inferior <strong>do</strong><br />

acrômio, além de esclerose da tuberosidade maior <strong>do</strong> úmero.<br />

•Encontradas em pacientes com mais de 40 anos. Tto cirúrgico é indica<strong>do</strong>.


Tratamento conserva<strong>do</strong>r<br />

• Fase I : controle da inflamação e da <strong>do</strong>r –<br />

eliminar atividades que agravem os sintomas,<br />

eletrotermofototerapia, Codmann, manipulações<br />

articulares, técnicas miofasciais.<br />

• Fase II : restauração da amplitude articular – da<br />

artrocinemática e os movimentos globais <strong>do</strong><br />

complexo <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>.<br />

• Fase III : fortalecimento muscular na busca <strong>do</strong><br />

equlibrio dinâmico <strong>do</strong> complexo <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>.


Reabilitação a<strong>pós</strong><br />

reconstrução <strong>do</strong> MR


A sequência temporal da<br />

reabilitação depende de:<br />

• 1) dimensão da falha<br />

• 2) qualidade <strong>do</strong>s teci<strong>do</strong>s<br />

• 3) tipo de cirurgia<br />

• 4) idade <strong>do</strong> paciente<br />

• 5) início da lesão<br />

• 6) potencial de reabilitação<br />

• 7) filosofia e habilidade <strong>do</strong> cirurgião


Tipo de programas de<br />

reabilitação<br />

• Tipo I : para pacientes para falhas pequenas<br />

(< 1 cm)em pacientes jovens cujos teci<strong>do</strong>s são<br />

bons ou excelentes.<br />

• Tipo II : para falhas médias (1-5 cm) em<br />

indivíduos ativos com bons teci<strong>do</strong>s.<br />

• Tipo III : para falhas grandes ou maciças (>5<br />

cm) , reparo frágil e teci<strong>do</strong> de qualidade<br />

regular ou precária.


Marcos importantes na<br />

reabilitação<br />

Protocolo conserva<strong>do</strong>r:<br />

isometria a<strong>pós</strong> 6 semanas e sem tentar movimentos ativos de 8-12 semanas.<br />

• Mobilização passiva no dia seguinte dentro da ADM possível (FL, RI e RE) e<br />

exercícios pendulares.<br />

• A<strong>pós</strong> 7 dias iniciar exercícios ativos assisti<strong>do</strong>s em elevação no PE.<br />

• tipóia e travesseiro de abdução de 1-6 semanas<br />

Protocolo acelera<strong>do</strong>:<br />

• Programa II e III: plena mobilidade passiva em 6 a 8 semanas.<br />

• Programa I: plena mobilidade passiva em 4 a 6 semanas.<br />

• A mobilidade ativa demora mais devi<strong>do</strong> a inibição e fraqueza <strong>do</strong> MR.<br />

• isometria submáxima realizada já nas primeiras semanas, porém livres de <strong>do</strong>r.<br />

• A<strong>pós</strong> 4 semanas iniciar exercícios isotônicos com o peso <strong>do</strong> braço e depois de 6<br />

semanas utilizar pesos leves.<br />

• A<strong>pós</strong> 3 meses realizar um amplo trabalho de fortalecimento isotonico (baixo peso e<br />

altas rep) e treino de flexib.<br />

• Esportes recreativos depois de 5-6 meses.


Capsulite adesiva<br />

• Conhecida como <strong>ombro</strong> congela<strong>do</strong><br />

• Descrição de Neviaser (1945): inicialmente<br />

ocorre uma reação inflamatótia da cápsula,<br />

com infiltra<strong>do</strong> perivascular e membrana<br />

sinovial, o que conduz a uma formação de<br />

aderências, especialmente na prega axilar,<br />

reduzin<strong>do</strong> o voluma articular (10ml).


Causas<br />

• Primária : idiopática<br />

• Secundária: trauma, cirurgia, imobilização,<br />

tendinites, hemiplegia, <strong>do</strong>enças da tireóide,<br />

diabetes.


Fases por Reeves (1975)<br />

Fase <strong>do</strong>lorosa:<br />

• Início gradual e insidioso, com sinais de distrofia<br />

simpático-reflexa.<br />

Fase de rigidez:<br />

• Dificuldade progressiva de mobilidade <strong>do</strong> <strong>ombro</strong><br />

sobretu<strong>do</strong> para as rotações, com a elevação atingin<strong>do</strong> 90<br />

graus pelo movimento escapular.<br />

• Dor leve e persistente<br />

Fase <strong>do</strong> descongelamento:<br />

• Retorno da ADM ao longo de meses de evolução, que pode<br />

manter uma restrição permanente<br />

• A <strong>do</strong>r se manifesta no limite <strong>do</strong>s movimentos restritos.


Instabilidades glenoumerais<br />

• Caracteriza pelo aumento anormal <strong>do</strong>s<br />

movimentos acessórios da articulação<br />

glenoumeral, associa<strong>do</strong> a <strong>do</strong>r e disfunção.<br />

Diferencian<strong>do</strong> <strong>do</strong>s quadros de frouxidão<br />

ligamentar que não apresentam<br />

necessariamente <strong>do</strong>r e disfunção.<br />

• Classificação segun<strong>do</strong> Dines e Levinson<br />

(1995).


Classificação<br />

• Frequência: aguda, crônica e recorrente;<br />

• Causas: traumática, atraumática e<br />

microtraumas repetitivos;<br />

• Senti<strong>do</strong>: anterior, posterior, inferior (neuro)<br />

ou multidirecional;<br />

• Grau: luxação ou subluxação


Instabilidade Anterior<br />

• Mais comum (+90%)<br />

• Deslocamento anterior da cabeça umeral<br />

em relação à cavidade glenóide<br />

• Mecanismo de lesão:<br />

Abdução horizontal + RE (mais comum)<br />

Trauma direto posterior ou <strong>pós</strong>tero-lateral


Instabilidade Anterior<br />

• Fatores que contribuem para a IGU<br />

Movimentos repeti<strong>do</strong>s (ABD + RE) estressam<br />

a cápsula anteriormente<br />

Fraqueza <strong>do</strong>s músculos estabiliza<strong>do</strong>res<br />

escapulares (trapézio, serrátil, rombóide)<br />

Déficit na estabilização pelo manguito rota<strong>do</strong>r<br />

Frouxidão <strong>do</strong> complexo cápsulo-ligamentar


Instabilidade Anterior<br />

• Lesões associadas<br />

<br />

<br />

<br />

Lesão de Hill-Sachs<br />

• Lesão óssea <strong>pós</strong>tero-lateral da cabeça umeral<br />

Lesão de Bankart<br />

• Lesão <strong>do</strong> labrum glenóide e avulsão capsular<br />

Síndrome <strong>do</strong> Impacto


Lesões associadas


Instabilidade Posterior<br />

• Menos comum (5%)<br />

• Deslocamento posterior da cabeça umeral<br />

em relação à cavidade glenóide<br />

• Mecanismo de lesão:<br />

Trauma em Adução + RM<br />

Trauma direto anterior<br />

Queda sobre o braço estendi<strong>do</strong> e com RM


Instabilidade<br />

Multidirecional<br />

• Deslocamento exagera<strong>do</strong> da cabeça umeral<br />

em relação à glenóide em várias direções<br />

• Frouxidão ligamentar e capsular<br />

generalizada<br />

• Relacionada a esportes que envolvem<br />

movimentos com o membro superior<br />

acima da linha <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>


Instabilidade<br />

Multidirecional<br />

• Dica Terapêutica<br />

<br />

<br />

Treinamento muscular<br />

Estabilização Articular


Treinamento de força<br />

muscular


Estabilização articular


Tratamento conserva<strong>do</strong>r da<br />

instabilidade traumática<br />

• Fase I : controle da inflamação e da <strong>do</strong>r – tipóia,<br />

termoeletrofototerapia, AINEs, mobilização leve<br />

em ADM in<strong>do</strong>lor, exercícios isométricos .<br />

• Fase II : restauração da amplitude articular ,<br />

trabalho de fortalecimento isotônico da<br />

musculatura e exercícios de controle<br />

neuromuscular.<br />

• Fase III : fortalecimento muscular na busca <strong>do</strong><br />

equlibrio dinâmico <strong>do</strong> complexo <strong>do</strong> <strong>ombro</strong><br />

objetivan<strong>do</strong> a funcionalidade.


Reabilitação a<strong>pós</strong> estabilização<br />

cirúrgica <strong>do</strong> <strong>ombro</strong><br />

Baseia-se em 6 fatores:<br />

• 1) tipo de intervenção praticada<br />

• 2) tipo de instabilidade<br />

• 3) artroscopia ou a céu aberto<br />

• 4) méto<strong>do</strong>s de fixação <strong>do</strong> teci<strong>do</strong><br />

• 5) variáveis referentes ao paciente (qualidade <strong>do</strong><br />

teci<strong>do</strong>, grau de atividade e estabiliza<strong>do</strong>res<br />

dinâmicos)<br />

• 6) capacidade <strong>do</strong> paciente de se reabilitar


Fases da reabilitação


Primeira fase- PO imediato<br />

• Minimizar os efeitos da imobilização ,<br />

proteger a cirurgia são os ebjetivos e reduzir a<br />

<strong>do</strong>r e seu efeito inibi<strong>do</strong>r sobre a musculatura.<br />

• Realizar: mobilização protegida, isométricos<br />

submáximos, recursos analgésicos e antiinflamatórios.


Segunda fase<br />

• O objetivo é promover a mobilidade <strong>do</strong><br />

<strong>ombro</strong>.<br />

• ênfase: aumentar os movimentos fisiológicos,<br />

recuperação da artrocinemática, aumentar a<br />

força e o enduro.<br />

• Técnicas: mobilização articular,<br />

alongamentos, movimentos ativos, exercícios<br />

com resistência manual, controle<br />

neuromuscular.


Terceira fase<br />

• O objetivo é aumentar a força muscular,<br />

resistência e potência e aumentar a ação <strong>do</strong>s<br />

estabiliza<strong>do</strong>res.<br />

• Realizar: treinos funcionais, pliométricos,<br />

excêntricos, FNP, isotônicos.


Tipos mais comuns<br />

• Méto<strong>do</strong> Bankart<br />

• Méto<strong>do</strong> de desvio de cápsula


Méto<strong>do</strong> Bankart<br />

• Céu aberto: de 3-4 semanas a<strong>pós</strong> a capsula pode ser<br />

solicitada moderadamente em ABD e RE. Depois de 5-6<br />

semanas o <strong>ombro</strong> pode ser abduzi<strong>do</strong> 90 graus e então<br />

realiza RI e RE. Mobilidade passiva completa ocorre com<br />

8 semanas.Treinos mais agressivos de força com 10-12<br />

semanas. Em 6 meses volta ao esporte.<br />

• Artroscópica: é mais lenta pois os méto<strong>do</strong>s de fixação são<br />

menos eficazes. Obter mobilização passiva completa com<br />

10 semanas. Fortalecimento mais agressivo com 12-13<br />

semanas.


Desvio de cápsula<br />

• O programa é mais lento para a cápsula post.<br />

• Uso de tipóia ou imobiliza<strong>do</strong>r de 3-6 semanas<br />

• Recuperação da mobilidade passiva completa<br />

com 10-12 semanas.<br />

• Para o atleta a reabilitação é mais acelerada<br />

com uso de tipóia de 10-14 dias, exercícios<br />

isotônicos começam a<strong>pós</strong> 2 semanas, treinos<br />

mais agressivos de fortalecimento a<strong>pós</strong> 10-12<br />

semanas.


Tendinopatia


Tendinopatia e não<br />

tendinite<br />

Khan (1999)


Tendinose<br />

Tendinite<br />

Paratendinite<br />

Paratendinite com<br />

tendinose


Tendinite X tendinose<br />

• Tendinite: degeneração sintomática <strong>do</strong><br />

tendão com ruptura vascular e resposta<br />

inflamatória de reparo.<br />

• Tendinose: degeneração intratendínea. Com<br />

desorganização colágena, neovascularização e<br />

presença de nódulo palpável.<br />

• Paratendinite: inflamação <strong>do</strong> paratendão<br />

• Paratendinite com tendinose: degeneração<br />

intratendínea com inflamação <strong>do</strong> paratendão.


O <strong>tratamento</strong> é de<br />

acor<strong>do</strong> com o tipo<br />

de tendinopatia


Tendinose<br />

BASE <strong>do</strong> TRATAMENTO<br />

EXERCÍCIO EXCÊNTRICO


Tendinose<br />

Protocolo de Alfredson et al, 1998


Protocolo de Alfredson et al, 1998<br />

2 vezes ao dia, 7 dias por<br />

semana, por 12 semanas, numa<br />

intensidade de três séries de 15<br />

repetições.


Tendões mais acometi<strong>do</strong>s<br />

• Supraespinal<br />

• Subscapular<br />

• Infraespinal<br />

• Bíceps braquial


Bursites


ursite<br />

• Conceito: inflamação das bolsas ao re<strong>do</strong>r <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>.<br />

• As mais acometidas: subacromial e subdeltóide que é um<br />

prolongamento da subacromial.<br />

• Segun<strong>do</strong> Bland (1977) a bursite subacromial é secundária<br />

a tendinite ou tenossinovite <strong>do</strong> MR ou bíceps. Neviaser<br />

(1987) afirma que a bursite primária só ocorre na gota,<br />

AR, infecções piogênicas e tuberculose.<br />

• O espessamento da busa e a perda da sua função<br />

perpetuam a degeneração <strong>do</strong> MR.


Bursite X tendinite<br />

• Tendinite: geralmente precede a bursite ou<br />

podem ocorrer juntas. Dor ao teste isométrico e<br />

ao estiramento <strong>do</strong> tendão. O movimento passivo<br />

e quase sempre possível.<br />

• Bursite: pode existir uma combinação de testes<br />

passivos e resisti<strong>do</strong>s positivos(difícil diagn).<br />

Pode existir arco <strong>do</strong>loroso e testes isométrico<br />

sem <strong>do</strong>r ou fraqueza (bursite crônica).<br />

• No <strong>tratamento</strong> a fricção <strong>do</strong> tendão e da bursa<br />

fibrótica elimina a bursite crônica.


Tendinite calcárea<br />

• De<strong>pós</strong>ito de sais de cálcio no manguito rota<strong>do</strong>r<br />

• No tendão <strong>do</strong> supraespinhal é mais comum (“zona crítica”)<br />

• Etiologia desconhecida<br />

• Mulheres 3:1 homem<br />

• Bilateralidade em 25 a 50% <strong>do</strong>s casos<br />

• 60% <strong>do</strong>s casos são assintomáticos<br />

• Reabsorvi<strong>do</strong>s ao longo <strong>do</strong> tempo<br />

• Tratamento cirúrgico é raro devi<strong>do</strong> à eficácia <strong>do</strong> <strong>tratamento</strong><br />

medicamentoso e fisioterapêutico.


SDM - Conceito<br />

É uma condição de <strong>do</strong>r muscular<br />

regional caracterizada pela ocorrência de<br />

bandas musculares tensas palpáveis, nas<br />

quais identificam-se pontos intensamente<br />

<strong>do</strong>lorosos, os PGs, que quan<strong>do</strong> estimula<strong>do</strong>s<br />

por palpação digital, ocasionam <strong>do</strong>r no<br />

local ou referida à distância<br />

YENG et al (2001)


SDM – Epidemiologia<br />

• Diferentes autores em diferentes estu<strong>do</strong>s<br />

atribuiram de 21-93% das <strong>do</strong>res regionalizadas<br />

como sen<strong>do</strong> de caráter miofascial (Travell et al -<br />

85%)<br />

• Maior prevalência entre 31-50 anos (população<br />

mais ativa)<br />

• Acomete mais o sexo feminino<br />

• Maior acometimento da região cervical, seguida<br />

pelo quadril, cintura escapular e região lombar


PONTOS GATILHOS (PGs)<br />

(trigger point)


Etiologia<br />

• Trauma<br />

• Overuse (DORT’s)<br />

• Sobrecarga Mecânica<br />

• Sobrecargas Posturais<br />

• Estresse Psicológico


SDM – Aspectos Clínicos<br />

• Dor muscular regional em peso, queimação ou<br />

latejamento<br />

• Banda muscular tensa palpável conten<strong>do</strong> PGs<br />

• Reprodução <strong>do</strong>s sintomas durante a<br />

compressão <strong>do</strong> PG<br />

• Ocorrência Reflexo de Contração Local (RCL)<br />

durante a compressão <strong>do</strong> PG


SDM – Aspectos Clínicos<br />

• Ausência de padrão de <strong>do</strong>r radicular ou<br />

neuropática<br />

• Parestesias ocasionais<br />

• Possível limitação da ADM<br />

• Possível redução da força muscular ao teste<br />

manual<br />

• Presença de PG satélites


DOR MIOFASCIAL<br />

• TEORIA DA CRISE ENERGÈTICA (Travell e<br />

Simons) E DA LESÃO TISSULAR.<br />

• O que explica a crise de energia?<br />

. Ausência de potenciais de ação<br />

. Ativação por sobrecarga<br />

. Sensibilização de nociceptores<br />

. Eficácia de técnicas de alongamento<br />

►Tratamento: alongamento, liberação miofascial,<br />

energia muscular, massagem por fricção,<br />

liberação por pressão, agulhamento.


SDM – Diagnóstico<br />

• História Clínica Detalhada (ANAMNESE)<br />

• Exame Físico<br />

• Exames Complementares


Músculos a serem pesquisa<strong>do</strong>s<br />

nas disfunções de <strong>ombro</strong><br />

• Subscapular<br />

• Infraespinal<br />

• Supraespinal<br />

• Deltóide<br />

• Grande <strong>do</strong>rsal<br />

• Re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> maior<br />

• Trapézio superior<br />

• Levanta<strong>do</strong>r da escápula<br />

• Escaleno<br />

• Subclávio


Subscapular


infraespinal


supraespinal


deltóide


Grande <strong>do</strong>rsal


Re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> maior


Trapézio superior


Levanta<strong>do</strong>r da escápula


escaleno


subclávio


Massagem reflexa


Movimentos acessórios e globais para a<br />

mobilização <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>


Manobras<br />

osteopáticas para a<br />

cintura escapular


Disfunção em anterioridade<br />

da clavícula


Disfunção em superioridade<br />

da clavícula


Disfunção em rotação<br />

anterior


Disfunção em rotação<br />

posteior da clavícula


Disfunção supra-acromial da<br />

clavícula


Disfunção em anterioridade<br />

da cabeça umeral


Mobilização global da<br />

escápula


Liberação miofascial


Liberação miofascial


Massagem de fricção


Supraespinal


Infraespinal


Bíceps braquial porção longa


Subcapular


Controle <strong>do</strong><br />

movimento <strong>do</strong><br />

complexo <strong>do</strong> <strong>ombro</strong><br />

KINECT CONTROL<br />

. SARHMANN<br />

. V. JANDA<br />

. QUEESLAND (AUSTRÁLIA)


OBJETIVO<br />

ENTENDER E CORRIGIR O<br />

MOVIMENTO E A FUNÇÃO


TRATAMENTO<br />

TRATAMENTO LOCAL<br />

E<br />

TRATAMENTO GLOBAL


“É O QUE AS PESSOAS<br />

FAZEM DURANTE O<br />

DIA TODO QUE AS<br />

DESTROEM”<br />

SARHMANN


SISTEMA LOCOMOTOR<br />

SAUDÁVEL<br />

MOBILIDADE<br />

FORÇA<br />

ESTABILIDADE


CONTROLE MOTOR<br />

OSTEOLIGAMENTAR<br />

MUSCULOTENDÍNEO<br />

NEURAL<br />

Panjabi (1992)


O que é disfunção <strong>do</strong><br />

movimento<br />

RECRUTAMENTO INCORRETO<br />

PADRÃO DE MOVIMENTO INCORRETO


CEDIMENTO E<br />

RESTRIÇÃO<br />

DISFUNÇÃO DO MOVIMENTO


DIAGNÓSTICO DA<br />

DISFUNÇÃO DO<br />

MOVIMENTO<br />

• LUGAR DO CEDIMENTO – ORIGEM DO<br />

SINTOMA<br />

• DIREÇÃO DO CEDIMENTO – POSIÇÃO OU<br />

DIREÇÃO DOS MOVIMENTOS QUE<br />

PROVOCAM OS SINTOMAS


CLASSIFICAÇÃO DOS<br />

MÚSCULOS<br />

• ESTABILIZADORES LOCAIS<br />

• ESTABILIZADORES GLOBAIS<br />

• MOBILIZADORES GLOBAIS


ESTABILIZADORES LOCAIS<br />

• CONTROLAM A TRANSLAÇÃO<br />

ARTICULAR<br />

• ESTÃO SEMPRE ATIVOS EM TODAS AS<br />

DIREÇÕES DE MOVIMENTO<br />

• MUITO PROFUNDOS<br />

• APRESENTAM TIMMING<br />

ANTECIPATÓRIO


ESTABILIZADORES<br />

GLOBAIS<br />

• MENOS PROFUNDOS QUE OS EL<br />

• ALONGAMENTO EXCENTRICO OU<br />

ISOMÉTRICO PARA CONTROLAR A ADM<br />

DURANTE TODO O MOVIMENTO<br />

• ESPECÍFICO PARA A DIREÇÃO


MOBILIZADORES GLOBAIS<br />

• SÃO SUPERFICIAIS<br />

• EFICIENTES PARA GERAR FORÇA<br />

• ENCURTAMENTO CONCÊNTRICO PARA<br />

GERAR AMPLITUDE, FORÇA E<br />

VELOCIDADE


EM DISFUNÇÃO DO<br />

MOVIMENTO<br />

MG FAZEM PAPEL DE<br />

ESTABILIZADORES E EL PERDEM O<br />

TIMMING ANTECIPATÓRIO


AVALIAÇÃO E TRATAMENTO<br />

DO CONTROLE DO<br />

MOVIMENTO<br />

• CONTROLE DA DIREÇÃO<br />

• CONTROLE DA TRANSLAÇÃO<br />

• CONTROLE DA AMPLITUDE<br />

• CONTROLE DA EXTENSIBILIDADE


Articulação escápulotorácica


Estabilidade dinâmica da<br />

escápula<br />

• Papel da escápula<br />

• Movimentos da escápula<br />

• Músculos estabiliza<strong>do</strong>res e mobiliza<strong>do</strong>res da<br />

escápula<br />

- estabiliza<strong>do</strong>res - mobiliza<strong>do</strong>res<br />

trapézio<br />

serrátil ant<br />

lev. da escápula<br />

rombóides<br />

peitoral menor


Articulação<br />

glenoumeral


Estabilidade estática e<br />

dinâmica


Estabilidade estática<br />

• Pressão negativa<br />

• Cápsula e ligamentos<br />

• Lábio glenoidal


Estabilidade dinâmica<br />

-estabiliza<strong>do</strong>res locais<br />

MR<br />

bíceps cabeça longa<br />

estabiliza<strong>do</strong>res globais<br />

re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> maior<br />

deltóide<br />

córacobraquial<br />

bíceps CL<br />

MR


Mobiliza<strong>do</strong>res<br />

• Peitoral maior<br />

• Bíceps<br />

• Grande <strong>do</strong>rsal<br />

• Tríceps CL<br />

• Infraespinal e re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> menor


Alinhamento ideal da<br />

escápula e úmero<br />

• Alada: to<strong>do</strong> bor<strong>do</strong> medial descola<strong>do</strong><br />

• Pseu<strong>do</strong>alada: apenas o ângulo inferior descol.<br />

• Espinha da escápula alinhada com T3 e projetar-se em<br />

T4<br />

• Angulo inferior alinha<strong>do</strong> com T7<br />

• Margem medial a 5 cm da coluna<br />

• Acrômio mais alto que o angulo superior<br />

• Espinha e clavícula anguladas cranialmente (teste <strong>do</strong> V).<br />

• Apenas 1/3 da cabeça umeral deve ficar descoberta


Propriocepção<br />

• É o mecanismo primário e fundamental para o<br />

controle motor.<br />

• A <strong>do</strong>r diminui a propriocepção<br />

• É afetada por aferencias anormais e fadiga<br />

• Quan<strong>do</strong> ruim a reabilitação é mais lenta e há maior<br />

chance de recidiva.<br />

• Necessita de supervisão durante o trabalho, sen<strong>do</strong><br />

que este parece ser feito com grande esforço.<br />

• Utilizar teste de equilibrio da bola com olhos<br />

fecha<strong>do</strong>s


Disfunções<br />

• Disfunções da escapulo-toracica tem origem<br />

miofascial<br />

• Disfunções da glenoumeral tem origem<br />

articular e miofascial


Teste cinético de<br />

rotação interna<br />

Diferenciação de problema escapular<br />

de problema GU.


Síndrome <strong>do</strong> impacto<br />

• Geralmente o problema é o controle dinâmico<br />

escapular<br />

• É fundamental recuperar: rotação superior da<br />

escápula, o timming GU e a translação<br />

inferior da GU.<br />

• Para a reabilitação <strong>do</strong> cedimento em<br />

translação da GU: recuperar a posição<br />

dinâmica da escápula e o equilíbrio dinâmico<br />

<strong>do</strong> MR e da cabeça longa <strong>do</strong> bíceps.


Análise <strong>do</strong> movimento ativo<br />

• Abdução <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>: observar elevação<br />

escapular, <strong>do</strong>minância da R inferior,<br />

movimento escapular antes de 60 graus.<br />

• Flexão <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>: observar excessiva elevação<br />

ou protração escapular<br />

• Abdução <strong>do</strong> <strong>ombro</strong>: observar o aparecimento<br />

de translação anterior ou inferior <strong>do</strong> úmero, a<br />

translação superior é mais difícil de ver.


Controle da translação<br />

escapular<br />

• Terapeuta de pé ao la<strong>do</strong> posiciona a escápula<br />

com as duas mãos.<br />

• Paciente de pé ou senta<strong>do</strong> deve fazer 2 x de 15<br />

segun<strong>do</strong>s sem rigidez de co-contração e sem<br />

substituições.<br />

• Tto: 10x10 segun<strong>do</strong>s.


Controle da translação GU<br />

• Terapeuta de pé ao la<strong>do</strong> traciona o braço <strong>do</strong><br />

paciente levemente e pede para fazer a<br />

coaptação.<br />

• Paciente em DD com 90 graus de abd e no<br />

plano escapular. Deve manter 2 x de 15<br />

segun<strong>do</strong> sem substituições e sem cocontrações.<br />

• Tto: 10x10 segun<strong>do</strong>s.


Controle da direção<br />

• Flexão : 90 graus sem mov escapular<br />

• Abdução: 60 graus sem mov escapular<br />

• Rot ext de pé: 45 graus sem mov escapular<br />

• Rot ext em DD: 90 graus sem mov escapular<br />

• Rot int em DD: 60 graus sem mov escapular<br />

• Tto: 15-20 repetições lentas


Controle da amplitude<br />

escapular<br />

• Serrátil anterior: pac de quatro apoios com<br />

escápula em posição neutra. Então protrair a<br />

escápula ao re<strong>do</strong>r da caixa torácica afastan<strong>do</strong><br />

o tronco da escápula. O angulo inferior deve<br />

chegar na linha axilar posterior. 2x15 seg.<br />

• Reabilitação: treino com theraband bilateral<br />

deita<strong>do</strong> ou senta<strong>do</strong> fazen<strong>do</strong> protração<br />

escapular. 10x10 seg.


Controle da amplitude<br />

escapular<br />

• Trapézio inferior: em DV com 120 graus de<br />

abd e escápula neutra. Levantar o braço com<br />

o movimento escapular. Elevar +/- 5 cm 2x<br />

de 15 seg.<br />

• Trapézio médio: em DV com 90 graus de abd<br />

e 90 graus de cotovelo (braço fora da maca) e<br />

escápula neutra. Deslocar a escápula em<br />

direção da coluna fican<strong>do</strong> a +/- 5cm 2x de 15<br />

seg.


Controle da amplitude da GU<br />

• Rotação externa: pac em DV com 90-90 de<br />

<strong>ombro</strong> e cotovelo, fazer a RE sem perder a<br />

posição escapular até 90 graus. Realizar 2 x<br />

de 15 seg.<br />

• Rotação interna: pac em DV com 90-90 de<br />

<strong>ombro</strong> e cotovelo, fazer a RI sem perder a<br />

posição escapular até 60 graus. Realizar 2 x<br />

de 15 seg.<br />

• Tto: 10x10segun<strong>do</strong>s.


Controle da extensibilidade<br />

• Os mobiliza<strong>do</strong>res globais devem permitir a<br />

ADM total através de extensibilidade<br />

suficiente para não causar cedimentos.


Controle da extensibilidade<br />

parâmetros normais<br />

• Trapézio superior: 45 graus de Flexão lat. cervical<br />

• Levanta<strong>do</strong>r da escápula: em DD flexionar a cervical,<br />

rodar e flexionar lateralmente. Se curto eleva o<br />

<strong>ombro</strong>.<br />

• Peitoral maior: em supino em 120 graus de abdução<br />

(esternal) e 90 graus de abdução (clavicular) – o<br />

braço deve cair na maca<br />

• Rombóides: senta<strong>do</strong> com 90 graus de flexão de<br />

<strong>ombro</strong> e 90 de cotovelo. Tocar os cotovelos e a<br />

escápula deve ficar neutra e AI na linha média<br />

axilar.


Controle da extensibilidade<br />

parâmetros normais<br />

• Peitoral menor: pac DD com uma mão o fisio estabiliza<br />

as costelas e aoutra empurra o coracóide. A margem<br />

posterior <strong>do</strong> acrômio deve tocar a maca.<br />

• Grande <strong>do</strong>rsal: pac DD curto em retroversão. O <strong>ombro</strong><br />

deve fazer 180 graus de flexão com fisio estabilizan<strong>do</strong> a<br />

borda lateral da escapula.<br />

• Infra e re<strong>do</strong>n<strong>do</strong> menor: DD com 90 de abd e 90 de<br />

cotovelo. Fisio estabiliza a coracóide e <strong>ombro</strong> deve fazer<br />

60 graus de RI.<br />

• Deltóide: de pé com rolo na axila. Aduzir até o braço<br />

tocar o tronco.


Dica para casa<br />

• Ativar os músculos prioritários da<br />

estabilidade durante as atividades funcionais<br />

com carga pequena e integrar nas atividades<br />

normais.<br />

• Sempre fazer o programa de manutanção.<br />

• Reprogramar a postura.


DIAGNÓSTICO<br />

DISFUNCIONAL<br />

ARTICULAR MIOFASCIAL<br />

CED<br />

RES


Bibliografia<br />

• ANDREWS, J.R.; HARRELSON,G.L.; WILK, K.E.<br />

Reabilitação física das lesões desportivas. 2 ed.<br />

Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 2000.<br />

• HAMMER, W.I. Exame funcional <strong>do</strong>s teci<strong>do</strong>s<br />

moles e <strong>tratamento</strong> por méto<strong>do</strong>s manuais. 2 ed.<br />

Guanabara Koogan: Rio de JANEIRO, 2003.<br />

• KOSTOPOULOS, D.; RIZOPOULOS, K. The manual of<br />

trigger point and Myofascial Therapy. Slack:<br />

Thorofare, 2001.<br />

• LIPPERT, L.S. Cinesiologia clínica para<br />

fisioterapeutas. 3 ed. Guanabara Koogan: Rio de<br />

Janeiro, 2003.


Bibliografia<br />

• MAGEE, D.J. Avaliação músculoesquelética. 3 ed.<br />

Manole: Barueri, 2002.<br />

• MALONE, T.; MCPOIL, T.; NITZ, A.J. Fisioterapia em<br />

ortopedia e medicina no esporte. Santos: São<br />

Paulo, 2000.<br />

• NEUMANN, D.A. Cinesiologia <strong>do</strong> aparelho<br />

músculoesquelético: Fundamentos para a<br />

reabilitação física. Guanabara Koogan: Rio de<br />

Janeiro, 2006.<br />

• QUEF, B.; PAILHOUS, P. Osteopatia. Guanabara<br />

Koogan: Rio de Janeiro, 2003.


Bibliografia<br />

• SAHRMANN, S.A. Diagnóstico e <strong>tratamento</strong> das<br />

síndromes de disfunção <strong>do</strong>s movimentos. Santos,<br />

São Paulo, 2005<br />

• SIMONS, D.G.; TRAVELL, J.G.; SIMONS, L.S. Dor e<br />

disfunção miofascial: manual <strong>do</strong>s pontos<br />

gatilhos. 2 ed. Artmed: São Paulo, 2005.<br />

• SOUZA, M.Z. Reabilitação <strong>do</strong> Complexo <strong>do</strong> Ombro.<br />

Manole: Barueri, 2001.

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