PPI â PROJETO PEDAGÃGICO INSTITUCIONAL - Uniesp
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S O C I E D A D E B R A S I L E I R A D E E D U C A Ç Ã O<br />
R E N A S C E N T I S T A – F I L I A L G U A R A R A P E S<br />
Autorizada pela Portaria MEC n.º 993 de 17.05.2001 - DOU 98-E de 22.05.2001<br />
Entidade Mantenedora: SOCIEDADE BRASILERIRA DE EDUCAÇÃO RENASCENTISTA<br />
CNPJ: 07.245.843/0004-40<br />
<strong>PPI</strong> – <strong>PROJETO</strong><br />
PEDAGÓGICO<br />
<strong>INSTITUCIONAL</strong><br />
2008
SUMÁRIO<br />
1. Introdução .......................................................................................... 04<br />
2. Identificação da Instituição ............................................................... 04<br />
2.1. Denominação e Informações de Identificação da Instituição ........ 04<br />
2.2. Histórico ........................................................................................ 05<br />
2.3. Estrutura Organizacional .............................................................. 08<br />
2.3.1. Dirigentes da Instituição ...................................................... 08<br />
2.3.2. Composição dos órgãos da instituição ............................... 09<br />
2.3.2.1. Organograma da instituição ................................... 09<br />
2.3.3. Normas sobre o funcionamento dos órgãos deliberativos .. 10<br />
2.3.4. Composição do conselho superior ...................................... 11<br />
2.3.4.1. Competências do Conselho Superior .................... 12<br />
2.3.5. Direção Geral ...................................................................... 13<br />
2.3.5.1. Atribuições do Diretor Geral ................................... 13<br />
2.3.6. Instituto Superior de Educação – ISE ................................. 15<br />
2.3.6.1. Competências do Colegiado do Instituto Superior<br />
de Educação ...................................................................... 15<br />
2.3.6.2. Objetivos do Instituto Superior de Educação ........ 16<br />
2.3.7. Coordenação dos Cursos .................................................. 17<br />
2.3.7.1. Competências do Colegiado de Curso ................. 17<br />
2.3.7.2. Competências do Coordenador de Curso ............ 17<br />
2.3.8. Órgãos de Apoio ................................................................ 18<br />
2.3.8.1. Secretaria Acadêmica ........................................... 18<br />
2.3.8.1.1. Competências do Secretário Geral ....... 18<br />
2.3.8.2. Biblioteca .............................................................. 19<br />
2.3.8.3. Tesouraria e Contabilidade ................................... 19<br />
2.3.8.4. Demais Serviços ................................................... 20<br />
2.4. Elenco dos Cursos da Instituição .................................................. 20<br />
2.4.1. Denominação: Administração ............................................. 20<br />
2.4.2. Denominação: Letras .......................................................... 21
2.4.3. Denominação: Pedagogia ..................................................... 22<br />
3. Inserção Regional e Responsabilidade Social ................................ 23<br />
3.1. Cenário da Região Administrativa de Inserção da FAG .............. 24<br />
3.1.1. Região Administrativa de Araçatuba .................................. 24<br />
3.1.2. Cenário do Município de Guararapes ................................ 28<br />
3.1.2.1. Aspectos Físicos .................................................. 29<br />
3.1.2.2. Aspectos Demográficos ....................................... 29<br />
3.1.2.3. Aspectos Educacionais ........................................ 29<br />
4. Objetivos e Metas Institucionais ...................................................... 31<br />
4.1. Objetivos ....................................................................................... 31<br />
4.2. Objetivos específicos .................................................................... 33<br />
4.3. Metas ............................................................................................ 34<br />
5. Infra-Estrutura .................................................................................... 35<br />
5.1. Recursos Disponíveis ................................................................... 35<br />
5.2. Laboratório e outros recursos ....................................................... 37<br />
5.3. Biblioteca ...................................................................................... 38<br />
5.3.1. Espaço Físico da Biblioteca ................................................ 40<br />
6. Projeto Pedagógico ........................................................................... 41<br />
6.1. Justificativa ................................................................................... 41<br />
6.2. Princípios gerais ........................................................................... 42<br />
6.3. O compromisso da IES com os interesses coletivos .................... 42<br />
6.4. A indissociabilidade entre o ensino, pesquisa e extensão............. 43<br />
6.5. O Ensino e a Aprendizagem como multidirecional e interativo ..... 43<br />
6.6. O respeito às individualidades inerentes a cada aprendiz ............ 44<br />
6.7. A importância do professor como balizador na aplicação das 44<br />
novas tecnologias ....................................................................................<br />
7. Missão e objetivos ............................................................................. 45<br />
7.1. Missão ........................................................................................... 45<br />
7.2. Objetivos do ensino de graduação ............................................... 46
7.3. Objetivos do ensino de Pós-Graduação ....................................... 47<br />
8. Perfil dos cursos oferecidos pela Faculdade .................................. 47<br />
8.1. Políticas de Estágio e Práticas Profissionais ................................ 50<br />
8.2. Atividades Complementares ......................................................... 51<br />
8.3. Princípios Metodológicos .............................................................. 52<br />
8.4. Processo de Avaliação ................................................................. 53<br />
8.5. Prática pedagógica inovadora ...................................................... 54<br />
9. Perfil do Corpo Docente .................................................................. 55<br />
10. Perfil do Corpo Discente ................................................................. 56<br />
11. Considerações finais ....................................................................... 58<br />
<strong>PPI</strong> – <strong>PROJETO</strong> PEDAGÓGICO <strong>INSTITUCIONAL</strong><br />
1. Introdução
O <strong>PPI</strong> da FAG – Faculdade de Guararapes define as diretrizes e as<br />
ações preferenciais para a tríplice função pesquisa, ensino e extensão.<br />
Continuamos a olhar para o futuro com novas maneiras de pensar,<br />
novos olhos e ouvidos para sabermos o que precisa ser feito, de modo a tornar<br />
a FAG uma faculdade solidária na construção de uma sociedade mais justa e<br />
fraterna. Olhar para o futuro significa ainda voltar-se para o social por meio de<br />
nossos projetos e ações. Isso significa formar recursos humanos com os mais<br />
recentes pensamentos em liderança, gestão e inovação. O futuro significa fazer<br />
as mudanças necessárias para levar o discente a realizar-se<br />
responsavelmente, a partir de sua liberdade, na busca da descoberta e<br />
aprofundamento da verdade e da solidariedade com as pessoas e<br />
comunidades.<br />
A FAG acredita piamente na importância de seu papel como agente de<br />
desenvolvimento e investe diariamente na construção de uma sociedade que<br />
seja justa para todos os seus membros, e propicie um alto índice de<br />
desenvolvimento econômico e social.<br />
2. Identificação da Instituição<br />
2.1. Denominação e Informações de Identificação da Instituição<br />
Mantenedora: Sociedade Brasileira de Educação Renascentista<br />
Mantida: FAG – Faculdade de Guararapes<br />
Endereço: Rua Alfredo Pacheco, 750 - Guararapes - CEP 16700-000<br />
Fone/Fax: (18) 3406-2800<br />
E-mail : Ilma.lorencetti@uniesp.edu.br<br />
Home page: www.uniesp.edu.br/guararapes<br />
Dependência Administrativa: Particular.<br />
Personalidade Jurídica: Sociedade Civil de Direito Privado<br />
2.2. Histórico
A Faculdade de Guararapes, inicialmente mantida pelo CENTRO DE<br />
ENSINO SUPERIOR DE GUARARAPES, situada provisoriamente a Rua José<br />
Dalla Pria, n° 77, Jardim Continental, foi constituída em 13 de janeiro de 2000<br />
pelo Dr. José Fernando Pinto da Costa e equipe técnica, com o objetivo de<br />
suprir o município de Guararapes e demais cidades vizinhas com um ensino<br />
superior de qualidade e acessível, considerando que a população até então era<br />
obrigada a se deslocar para centros maiores como Araçatuba, Lins, São José<br />
do Rio Preto e outras. Uma opção que os jovens de menor poder aquisitivo não<br />
tinham acesso, levando-se em conta os custos de transporte e estadias.<br />
Por essas razões a Faculdade de Guararapes vêm agindo com a missão<br />
de contribuir para a promoção e o desenvolvimento social da comunidade na<br />
qual está inserida, abrindo oportunidades para que os jovens dêem sequência<br />
aos seus estudos e realizem o sonho de um curso superior e<br />
consequentemente uma maior projeção em suas vidas profissionais e sociais.<br />
A Faculdade de Guararapes iniciou suas atividades em agosto de 2001<br />
com uma turma do Curso de Administração e a partir de agosto de 2002<br />
passou a oferecer a comunidade de Guararapes mais duas opções, Letras e<br />
Pedagogia.<br />
Atualmente a Faculdade de Guararapes localiza-se na Rua Alfredo<br />
Pacheco, n° 750, Bairro Centro e é atualmente é mantida pela SOCIEDADE<br />
BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO RENASCENTISTA.<br />
A FAG rege-se por Regimento próprio, pelo estatuto da Mantenedora e<br />
pela legislação do ensino superior vigente. Mantêm em sua sede 3 (três)<br />
cursos, com 7 (sete) habilitações, oferecendo anualmente 300 (trezentas)<br />
novas vagas no horário noturno.<br />
A FAG iniciou suas atividades em Agosto de 2001, com os cursos de<br />
Administração, com habilitação em Gestão de Negócios e Sistemas de<br />
Informação, em agosto de 2002 foram implantados os cursos de Letras e
Normal Superior para formação de professores para as séries iniciais do<br />
Ensino Fundamental e Educação Infantil.<br />
A FAG foi autorizada para funcionamento no dia 22/05/2001, nos termos<br />
do Decreto 98 E e da portaria MEC nº 993 de 17/05/2001.<br />
A FAG atende a uma clientela de alunos oriundos de diversos municípios<br />
vizinhos, ministrando cursos de graduação, de atualização, aperfeiçoamento,<br />
extensão e pós-graduação.<br />
A Faculdade de Guararapes foi criada com o objetivo de oferecer à região<br />
mais uma Instituição de Ensino Superior já que quase a totalidade dos<br />
concluintes do Ensino Médio, moradores da região, encontrava-se,<br />
praticamente, sem acesso às faculdades, tanto por sua localização,<br />
acarretando despesas de locomoção, quanto, e, sobretudo, pelos preços das<br />
mensalidades, inacessíveis para essa clientela. A filosofia que norteou a<br />
criação da Faculdade foi exatamente a de possibilitar a população carente o<br />
ensino superior. Propositadamente, cobra-se uma das menores mensalidades<br />
dessa região e o resultado tem sido excelente, pois a FAG vem formando<br />
profissionais que, em sua maioria atuam na própria comunidade.<br />
A Faculdade de Guararapes entende a educação como uma<br />
necessidade e prioridade à formação do indivíduo, uma vez que contribui<br />
basicamente para garantir a continuidade e a própria renovação de sua cultura.<br />
A sociedade, por sua vez, carece cada vez mais de uma educação integral e<br />
qualificada, imposta pelo desenvolvimento num contexto globalizado. Por isso,<br />
a FAG tem como missão formar profissionais competentes e gerar<br />
desenvolvimento regional pela valorização da ciência, tecnologia e educação,<br />
bem como a difusão e preservação da cultura e a promoção do bem comum. O<br />
cumprimento dessa missão obedece ao princípio da indissociabilidade entre<br />
ensino, pesquisa e extensão.<br />
A Faculdade de Guararapes é uma sociedade civil de atuação local em<br />
Guararapes e em todo o território nacional, por tempo indeterminado, sem fins
lucrativos, com sede e foro na cidade de Guararapes, Estado de São Paulo,<br />
protocolada no Cartório do Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Guararapes,<br />
sob nº 109 às fls. 011, no livro A nº 3 de Pessoas Jurídicas em 7º de fevereiro<br />
de 2000.<br />
A organização técnico-administrativa da FAG abrange:<br />
I – Núcleo da Direção<br />
- Diretor Geral<br />
II - Núcleo Técnico- Pedagógico<br />
- Coordenação Pedagógica e de Estágios<br />
- Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Extensão<br />
- Empresa Junior<br />
- Coordenador de Monografia<br />
III – Núcleo Administrativo<br />
- Secretária Acadêmica<br />
- Tesoureira<br />
- Bibliotecária<br />
- Técnico em Informática<br />
- Coordenador de Projetos Sociais<br />
IV – Núcleo Operacional<br />
- Vigilância e Atendimento<br />
- Limpeza, manutenção e controle.<br />
V – Corpo Docente<br />
VI – Corpo Discente<br />
VII – Colegiados<br />
- Colegiados de Cursos<br />
- Conselho Superior – CONSU
- Núcleo Docente Estruturante<br />
- Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão<br />
- Comissão Própria de Avaliação - CPA<br />
2.3. Estrutura Organizacional<br />
2.3.1. Dirigentes da Instituição<br />
Diretor-Presidente: José Fernando Pinto da Costa<br />
Brasileiro, casado, residente e domiciliado em Presidente Prudente-SP.<br />
Engenheiro Civil, pela UNESP/Ilha Solteira. Especializado em Administração<br />
Financeira e Curso de Especialização em Análise de Demonstrações<br />
Financeiras<br />
Diretora Geral: Isabel Cristina Bisco Flozi<br />
Brasileira, casada, Licenciatura Plena em Física pela União das Faculdades<br />
Francanas, Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade de Educação “Antonio<br />
Augusto Reis Neves”, Especialização em Gestão Educacional pela Faculdade<br />
de Selvíria.<br />
Coordenadores de Curso<br />
- Administração: Prof. Diógenes Arthur Sarauza, brasileiro, casado, Bacharel<br />
em Administração pelas Faculdades Integradas de Jales e especialista em<br />
Gestão Empresarial pela Universidade Federal de Uberlândia.<br />
- Pedagogia: Dilma Almira Machado Figueiredo dos Santos, brasileira, casada,<br />
licenciada em Pedagogia pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras<br />
“Urubupungá” em Pereira Barreto-SP, licenciada em Letras e pós-graduada em<br />
Gestão Educacional pelas Faculdades Integradas Urubupungá em Pereira<br />
Barreto – SP.<br />
- Letras: Profª. Vanessa de Paula Rodrigues Patrizzi, brasileira, casada,<br />
Licenciatura em Letras pela Universidade Estadual de Londrina e Mestre pela<br />
Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Secretária Acadêmica: Ilma Fumiko Kawakita Lorencetti<br />
Brasileira, casada, Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de<br />
Ciências Contábeis de Araçatuba.<br />
2.3.2. Composição dos órgãos da instituição<br />
I - Conselho Superior: de caráter deliberativo;<br />
II – Comissão Própria de Avaliação: caráter deliberativo;<br />
III - Diretoria Geral: de caráter executivo;<br />
IV – Instituto Superior de Educação: de caráter executivo;<br />
V - Colegiado de Curso: de caráter deliberativo;<br />
VI - Coordenadoria de Curso: de caráter executivo;<br />
2.3.2.1. Organograma da instituição<br />
CONSU<br />
DIREÇÃO<br />
GERAL<br />
ASSESSORIA<br />
SECRETARIA<br />
BIBLIOTECA<br />
ATENDIMENTO<br />
ATENDIMENTO<br />
TESOURARIA<br />
<strong>PROJETO</strong>S<br />
SOCIAIS<br />
ADMINISTRAÇÃO LETRAS PEDAGOGIA<br />
ATENDIMENTO<br />
ATENDIMENTO<br />
LABORATÓRIO<br />
DE<br />
INFORMÁTICA<br />
MANUTENÇÃO<br />
LIMPEZA<br />
AUXILIAR<br />
AUXILIAR<br />
2.3.3. Normas sobre o funcionamento dos órgãos deliberativos
As reuniões realizam-se no início e no final de cada semestre e,<br />
extraordinariamente, por convocação do Presidente ou a requerimento<br />
de 1/3 (um terço) dos membros do respectivo órgão;<br />
As reuniões realizam-se com a presença de metade mais um dos<br />
membros do respectivo órgão;<br />
As reuniões de caráter solene são públicas e realizam-se com qualquer<br />
número;<br />
Nas votações são observadas as seguintes regras:<br />
1. As decisões são tomadas por maioria dos presentes;<br />
2. As votações são feitas por aclamação ou por voto secreto, segundo<br />
decisão do plenário;<br />
3. As decisões que envolvem direitos pessoais são tomadas mediante<br />
voto secreto;<br />
4. O Presidente do colegiado participa da votação e no caso de empate,<br />
terá o voto de qualidade;<br />
5. Nenhum membro do colegiado pode participar de sessão em que se<br />
aprecie matéria de seu interesse particular;<br />
6. Cada membro do respectivo colegiado terá direito a apenas um voto.<br />
Da reunião de cada órgão é lavrada ata, que é lida e aprovada ao final<br />
da própria reunião ou início da reunião subseqüente;<br />
Os membros dos órgãos, quando ausentes ou impedidos de comparecer<br />
às reuniões, são representados por seus substitutos;<br />
As reuniões que não se realizarem em datas pré-fixadas no calendário<br />
acadêmico, aprovado pelo Colegiado, são convocadas com<br />
antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, salvo em caso de<br />
urgência, constando da convocação, a pauta dos assuntos.<br />
É obrigatório e preferencial a qualquer outra atividade na Instituição o<br />
comparecimento dos membros dos órgãos deliberativos às reuniões de que<br />
façam parte.<br />
2.3.4. Composição do conselho superior
O Conselho Superior, órgão máximo deliberativo em matéria<br />
administrativa, didático-científica e disciplinar, é constituído:<br />
I – pelo Diretor Geral, seu Presidente;<br />
II – pelos Coordenadores de Curso;<br />
III – pelo Coordenador do Instituto Superior de Educação – ISE;<br />
IV - por 2 (dois) representantes dos professores;<br />
V – por 1 (um) representante da mantenedora, por ela indicado;<br />
VII – por 1 (um) representante do corpo discente, indicado na forma da<br />
legislação vigente;<br />
Os representantes do corpo docente serão eleitos por seus pares, para<br />
mandato de 1 (um) ano, podendo ser renovado e os representantes da<br />
Mantenedora e o do corpo discente terão mandato de 1 (um) ano, permitida a<br />
recondução.<br />
O Conselho Superior da faculdade reúne-se, ordinariamente, duas vezes<br />
em cada ano civil, nos meses de março e dezembro e, extraordinariamente,<br />
quantas vezes forem necessárias por convocação do Diretor Geral, quando<br />
julgar necessário ou conveniente, ou por deliberação escrita que lhe for feita<br />
por, no mínimo, 2/3 (dois terços) de seus membros.<br />
A convocação de todos os seus membros é feita pelo diretor mediante<br />
aviso expedido pela Secretaria Geral da Faculdade, pelo menos 48 (quarenta e<br />
oito) horas antes da hora marcada para início da sessão e, sempre que<br />
possível, com a "Ordem do Dia" da reunião. Somente em casos de extrema<br />
urgência poderá ser reduzido o referido prazo, desde que todos os membros do<br />
Conselho Superior tenham conhecimento da convocação e ciência das causas<br />
determinantes de urgência dos assuntos a serem tratados.<br />
Todo membro do Conselho Superior tem direito à voz e voto, cabendo<br />
ao Presidente o voto de qualidade.
O Conselho Superior observará, em suas votações, as seguintes<br />
normas:<br />
Nos casos atinentes a pessoas, a votação é por estímulo secreto;<br />
Nos demais casos a votação é simbólica;<br />
Qualquer membro do Conselho pode fazer consignar em ata<br />
expressamente o seu voto;<br />
Nenhum membro do Conselho deve votar ou deliberar em assuntos que<br />
lhe interesse pessoalmente;<br />
Não serão aceitos votos por procuração.<br />
2.3.4.1. Competências do Conselho Superior<br />
Aprovar, na sua instância, o Regimento da Faculdade e suas alterações,<br />
submetendo-o à aprovação do Órgão Competente do Ministério da<br />
Educação;<br />
Aprovar o calendário acadêmico e o horário de funcionamento dos<br />
cursos da Faculdade;<br />
Aprovar o plano semestral de atividades e a proposta orçamentária da<br />
Faculdade, elaborados pelo Diretor Geral;<br />
Deliberar sobre a criação, organização, modificação, suspensão ou<br />
extinção de cursos de graduação, pós-graduação e seqüenciais, suas<br />
vagas, planos curriculares e questões sobre sua aplicabilidade, na forma<br />
da lei;<br />
Apurar responsabilidades do Diretor Geral e dos Coordenadores de<br />
Curso, quando, por omissão ou tolerância, permitirem ou favorecerem o<br />
não cumprimento da legislação do ensino ou deste Regimento;<br />
Decidir os recursos interpostos de decisões dos demais órgãos, em<br />
matéria didático-científica e disciplinar;<br />
Apreciar o relatório semestral da Diretoria;<br />
Superintender e coordenar em nível superior todas as atividades<br />
acadêmicas desenvolvidas pela Faculdade;<br />
Fixar normas gerais e complementares ao Regimento, sobre processo<br />
seletivo de ingresso aos cursos de graduação, currículos, planos de
ensino, programas de pesquisa e extensão, matrículas, transferências,<br />
adaptações, aproveitamento de estudos, avaliação escolar e de curso,<br />
planos de estudos especiais, e outros que se incluam no âmbito de suas<br />
competências;<br />
Decidir sobre a concessão de dignidades acadêmicas;<br />
Deliberar sobre providências destinadas a prevenir ou corrigir atos de<br />
indisciplina coletiva e individual;<br />
Deliberar quanto à paralisação total das atividades da Faculdade;<br />
Apreciar atos do Diretor Geral, praticados ad referendum do Colegiado;<br />
Praticar todos os demais atos de sua competência, como instância de<br />
recursos, segundo os dispositivos regimentais;<br />
Respeitar e executar as decisões do Conselho Nacional de Educação,<br />
na qualidade de instância recursal superior em matéria educacional.<br />
2.3.5. Direção Geral<br />
A Diretoria Geral é o órgão de superintendência, administração,<br />
coordenação e fiscalização executiva das atividades da Faculdade. O Diretor<br />
Geral é designado pela Mantenedora, conforme disposto no Regimento, para<br />
mandato de quatro anos, permitida a recondução.<br />
2.3.5.1. Atribuições do Diretor Geral<br />
Supervisionar, superintender, dirigir e coordenar todas as atividades da<br />
Faculdade;<br />
Representar a Faculdade, interna e externamente, ativa e passivamente,<br />
no âmbito de suas atribuições;<br />
Convocar e presidir as reuniões do Conselho Superior, com direito a voz<br />
e voto;<br />
Elaborar o plano semestral de atividades da faculdade e encaminhá-lo à<br />
aprovação do Conselho Superior;<br />
Submeter à apreciação e aprovação do Conselho Superior, a prestação<br />
de contas e o relatório de atividades do exercício anterior;
Designar e dar posse aos Coordenadores de Curso, respeitadas as<br />
condições estabelecidas no Regimento;<br />
Designar e dar posse aos responsáveis pela Secretaria, pela Biblioteca,<br />
Tesouraria e Contabilidade;<br />
Dar posse aos membros do corpo docente e do corpo técnicoadministrativo;<br />
Propor a admissão de pessoal docente e técnico-administrativo para<br />
contratação pela Mantenedora;<br />
Apresentar propostas orçamentárias para apreciação e aprovação da<br />
Mantenedora;<br />
Designar comissões para proceder aos processos administrativos<br />
disciplinares;<br />
Fiscalizar o cumprimento do regime escolar e execução dos programas<br />
e horários;<br />
Aplicar o regime disciplinar, conforme os dispositivos expressos no<br />
Regimento;<br />
Zelar pela manutenção da ordem e disciplina no âmbito da faculdade,<br />
respondendo por abuso ou omissão;<br />
Propor ao Conselho Superior, a concessão de títulos honoríficos ou<br />
benemerência;<br />
Conferir graus, expedir diplomas, títulos e certificados escolares;<br />
Encaminhar aos órgãos competentes da Faculdade, recursos de<br />
professores, funcionários e alunos;<br />
Decidir os casos de natureza urgente ou que impliquem matéria omissa<br />
ou duvidosa no Regimento, ad referendum do Conselho Superior;<br />
Autorizar pronunciamentos públicos que envolvam o nome da<br />
Faculdade;<br />
Cumprir e fazer cumprir as disposições Regimentais e da legislação em<br />
vigor.
2.3.6. Instituto Superior de Educação – ISE<br />
Em virtude dos cursos de licenciatura implantados pela Faculdade, está<br />
presente em sua estrutura organizacional, o Instituto Superior de Educação -<br />
ISE, que possui uma Coordenação formalmente constituída, a qual será<br />
responsável por articular a formação, execução e avaliação do projeto<br />
institucional de formação de professores.<br />
O coordenador do ISE será designado pela Mantenedora, por indicação<br />
do Diretor Geral, devendo ter titulação compatível com aquela prevista na<br />
Legislação. O corpo docente do Instituto Superior de educação participará, em<br />
seu conjunto, da elaboração, execução e avaliação dos projetos pedagógicos<br />
específicos.<br />
2.3.6.1. Competências do Colegiado do Instituto Superior de Educação<br />
Fixar o perfil dos cursos e as diretrizes gerais das disciplinas, com suas<br />
ementas e respectivos programas;<br />
Elaborar o currículo dos cursos e suas alterações com a indicação das<br />
disciplinas e respectiva carga horária, de acordo com as diretrizes<br />
curriculares emanadas do Poder Público;<br />
Promover a avaliação dos cursos;<br />
Decidir sobre aproveitamento de estudos e de adaptações, mediante<br />
requerimento dos interessados;<br />
Colaborar com os demais órgãos acadêmicos no âmbito de sua atuação;<br />
Articular a formulação, execução e avaliação do projeto institucional de<br />
formação de professores, base para os projetos pedagógicos<br />
específicos dos cursos; e,<br />
Exercer outras atribuições de sua competência, na forma da legislação<br />
vigente específica para o ISE, ou que lhes forem delegadas pelos<br />
demais órgãos colegiados superiores.
2.3.6.2. Objetivos do Instituto Superior de Educação<br />
Formação de profissionais para a educação infantil;<br />
Promoção de práticas educativas que considere o desenvolvimento<br />
integral da criança até seis anos, em seus aspectos, físico, psicossocial<br />
e cognitivo-lingüístico;<br />
Formação de profissionais para o magistério dos anos iniciais do ensino<br />
fundamental;<br />
Formação de profissionais destinados à docência nos anos finais do<br />
ensino fundamental e no ensino médio; e,<br />
Adequação dos conteúdos da língua portuguesa, da matemática, de<br />
outras linguagens e códigos, do mundo físico e natural e da realidade<br />
social e política, de modo a assegurar sua aprendizagem pelos alunos a<br />
partir dos seis anos.<br />
O curso de pedagogia e os demais cursos de licenciatura incluirão<br />
obrigatoriamente prática de formação, estágio curricular e atividades<br />
acadêmico-científico-culturais, na forma da legislação vigente, oferecidos ao<br />
longo dos estudos, vedados a sua oferta exclusivamente ao final do curso.<br />
A parte prática da formação desenvolvida em escolas de educação<br />
básica compreenderá a participação do estudante na preparação de aulas e no<br />
trabalho de classe em geral e o acompanhamento da proposta pedagógica da<br />
escola, incluindo a relação com a família dos alunos e a comunidade.<br />
Os alunos que exerçam atividade docente regular na educação básica<br />
poderão ter redução da carga horária do estágio curricular supervisionado, nos<br />
termos da legislação em vigor.<br />
A duração da carga horária dos cursos de formação de professores,<br />
obedecidos aos 200 (duzentos) dias letivos anuais dispostos na LDB, será<br />
integralizada em, no mínimo, 03 (três) anos letivos.
2.3.7 Coordenação dos Cursos<br />
A coordenação didática de cada curso está a cargo de um Colegiado,<br />
constituído por 5 (cinco) docentes que ministram disciplinas de matérias<br />
distintas do currículo do curso, pelo coordenador do curso e um representante<br />
do corpo discente.<br />
2.3.7.1. Competências do Colegiado de Curso<br />
Fixar o perfil do curso e as diretrizes gerais das disciplinas, com suas<br />
ementas e respectivos programas;<br />
Elaborar o currículo do curso e suas alterações com a indicação das<br />
disciplinas e respectiva carga horária, de acordo com as diretrizes<br />
curriculares emanadas do Poder Público;<br />
Promover a avaliação do curso;<br />
Decidir sobre aproveitamento de estudos e de adaptações, mediante<br />
requerimento dos interessados;<br />
Colaborar com os demais órgãos acadêmicos no âmbito de sua atuação;<br />
Exercer outras atribuições de sua competência ou que lhe forem<br />
delegadas pelos demais órgãos colegiados.<br />
O Colegiado é presidido por um Coordenador de Curso, designado pelo<br />
Diretor Geral, dentre os professores do curso. Em suas faltas ou impedimentos,<br />
o Coordenador de Curso será substituído por professor de disciplina<br />
profissionalizante do curso, designado pelo Diretor Geral.<br />
2.3.7.2. Competências do Coordenador de Curso<br />
Convocar e presidir as reuniões do Colegiado de Curso;<br />
Representar a Coordenadoria de Curso perante as autoridades e órgãos<br />
da Faculdade;<br />
Elaborar o horário escolar do curso e fornecer à Diretoria os subsídios<br />
para a organização do calendário acadêmico;
Orientar, coordenar e supervisionar as atividades do curso;<br />
Fiscalizar a observância do regime escolar e o cumprimento dos<br />
programas e planos de ensino, bem como a execução dos demais<br />
projetos da Coordenadoria;<br />
Acompanhar e autorizar estágios curriculares e extracurriculares no<br />
âmbito de seu curso;<br />
Homologar aproveitamento de estudos e propostas de adaptações de<br />
curso;<br />
Exercer o poder disciplinar no âmbito do curso;<br />
Executar e fazer cumprir as decisões do Colegiado de Curso e as<br />
normas dos demais órgãos da Faculdade;<br />
Exercer as demais atribuições previstas no Regimento Geral e aquelas<br />
que lhe forem atribuídas pelo Diretor Geral e demais órgãos superiores<br />
da Faculdade.<br />
2.3.8. Órgãos de Apoio<br />
2.3.8.1. Secretaria Acadêmica<br />
A Secretaria Acadêmica é o órgão de apoio ao qual compete centralizar<br />
todo o movimento escolar e administrativo da Faculdade, dirigido por um<br />
Secretário Geral, sob a orientação do Diretor Geral. O Secretário Geral terá sob<br />
sua guarda todos os livros de escrituração escolar, arquivos, prontuários dos<br />
alunos e demais assentamentos em livros fixados por regulamentação interna e<br />
pela legislação vigente.<br />
2.3.8.1.1. Competências do Secretário Geral<br />
Chefiar a Secretaria fazendo a distribuição eqüitativa dos trabalhos aos<br />
seus auxiliares, para o bom andamento dos serviços;<br />
Comparecer às reuniões do Conselho Superior, secretariando-as e<br />
lavrando as respectivas atas;
Abrir e encerrar os termos referentes aos atos escolares, submetendoos<br />
à assinatura do Diretor Geral;<br />
Organizar os arquivos e prontuários dos alunos, de modo que se atenda,<br />
prontamente, a qualquer pedido de informação ou esclarecimentos de<br />
interessados ou direção da Faculdade;<br />
Redigir editais de processo seletivo e elaborar as listas de chamadas<br />
para exames e matrículas;<br />
Publicar, de acordo com as normas regimentais, o quadro de notas de<br />
aproveitamento de provas, dos exames e a relação de faltas, para o<br />
conhecimento de todos os interessados;<br />
Manter atualizados os prontuários dos alunos e professores;<br />
Organizar as informações da direção da faculdade e exercer as demais<br />
funções que lhe forem confiadas.<br />
2.3.8.2. Biblioteca<br />
A Faculdade dispõe de uma biblioteca especializada para uso do corpo<br />
docente e discente e da comunidade da região, sob a responsabilidade de um<br />
profissional legalmente habilitado. A biblioteca, organizada de acordo com os<br />
princípios internacionalmente aceitos em biblioteconomia, rege-se por<br />
regulamento próprio.<br />
2.3.8.3. Tesouraria e Contabilidade<br />
A Tesouraria e a Contabilidade são organizadas e coordenadas por<br />
profissional qualificado, contratado pela Mantenedora. Ao Contador compete<br />
apresentar, para o exercício letivo, balanço das atividades financeiras da<br />
Faculdade e cooperar com o Diretor Geral na elaboração da proposta<br />
orçamentária para exercício seguinte.
2.3.8.4. Demais Serviços<br />
Os serviços de manutenção e limpeza, de vigilância e de portaria,<br />
realizam-se sob a responsabilidade da Mantenedora.<br />
2.4. Elenco dos Cursos da Instituição<br />
2.4.1. Denominação: Administração<br />
Inicialmente Autorizado: com conceito B através da Portaria MEC, nº 933,<br />
de 17 de maio de 2001, publicada no Diário Oficial da União, nº 98-E, de 22 de<br />
maio de 2001.<br />
Processo nº: 47866<br />
Regime Escolar: seriado semestral.<br />
Período de Integralização: o curso deverá ser integralizado em um mínimo de<br />
4 (quatro) e um máximo de 7 (sete) anos.<br />
Dimensão das Turmas: As turmas não poderão ultrapassar o número máximo<br />
de 100 (cem) alunos.<br />
Turnos: Noturno.<br />
Número de Vagas, turmas e turnos:<br />
Vagas Anuais: 200 (duzentas) vagas, divididas em duas entradas semestrais,<br />
por sua vez subdivididas em 100 (cem) vagas para cada semestre.<br />
VAGAS/TURNO TOTAL MENSALIDADE<br />
1º Ingresso 100 vagas 100 vagas anuais R$ 326,00
2º Ingresso 100 vagas<br />
2.4.2. Denominação: Letras com habilitação em língua Portuguesa, Língua<br />
Inglesa, língua Espanhola e respectivas literaturas<br />
Inicialmente Autorizado: com conceito B através da Portaria MEC, nº 2.044,<br />
de 15 de julho de 2002, publicada no Diário Oficial da União, nº 135, de 16 de<br />
julho de 2002.<br />
Processo nº: 56570<br />
Regime Escolar: seriado semestral.<br />
Período de Integralização: o curso deverá ser integralizado em um mínimo de<br />
3 (quatro) anos e um máximo de 6 (sete) anos.<br />
Dimensão das Turmas: As turmas não poderão ultrapassar o número máximo<br />
de 50 (cinqüenta) alunos.<br />
Turno: Noturno<br />
Número de Vagas, turmas e turnos: 100<br />
VAGAS/TURNO TOTAL MENSALIDADE<br />
1º Ingresso 50 vagas 100 vagas anuais R$ 299,00
2º Ingresso 50 vagas<br />
2.4.3. Denominação: Pedagogia, com as habilitações em licenciatura para as<br />
séries iniciais do Ensino Fundamental e Educação Infantil.<br />
Inicialmente Autorizado: com conceito B através da Portaria MEC, nº 2.750,<br />
de 25 de setembro de 2002, publicada no Diário Oficial da União, nº 189, de 30<br />
de setembro de 2002.<br />
Processo nº: 100495<br />
Regime Escolar: seriado semestral.<br />
Período de Integralização: o curso deverá ser integralizado em um mínimo de<br />
3 (Três) e um máximo de 5 (cinco) anos.<br />
Dimensão das Turmas: As turmas não poderão ultrapassar o número máximo<br />
de 50 (cinqüenta) alunos.<br />
Turno:Noturno.<br />
Número de Vagas, turmas e turnos:<br />
Vagas Anuais:100 (cem) vagas, divididas em duas entradas semestrais, por<br />
sua vez subdivididas em 50 (cinqüenta) vagas para cada semestre.<br />
VAGAS/TURNO TOTAL MENSALIDADE<br />
1º Ingresso 50vagas 100 vagas anuais R$ 299,00
2º Ingresso 50 vagas<br />
3. Inserção Regional e Responsabilidade Social<br />
A FAG atende a uma clientela de alunos oriundos de diversos<br />
municípios vizinhos, ministrando cursos de graduação, de atualização,<br />
aperfeiçoamento, extensão e pós-graduação.<br />
A Faculdade de Guararapes foi criada com o objetivo de oferecer à<br />
região mais uma Instituição de Ensino Superior já que quase a totalidade dos<br />
concluintes do Ensino Médio, moradores da região, encontrava-se,<br />
praticamente, sem acesso às faculdades, tanto por sua localização,<br />
acarretando despesas de locomoção, quanto, e, sobretudo, pelos preços das<br />
mensalidades, inacessíveis para essa clientela. A filosofia que norteou a<br />
criação da Faculdade foi exatamente a de possibilitar a população carente o<br />
ensino superior. Propositadamente, cobra-se uma das menores mensalidades<br />
dessa região e o resultado tem sido excelente, pois a FAG vem formando<br />
profissionais que, em sua maioria atua na própria comunidade.<br />
A Faculdade de Guararapes entende a educação como uma<br />
necessidade e prioridade à formação do indivíduo, uma vez que contribui<br />
basicamente para garantir a continuidade e a própria renovação de sua cultura.<br />
A sociedade, por sua vez, carece cada vez mais de uma educação integral e<br />
qualificada, imposta pelo desenvolvimento num contexto globalizado. Por isso,<br />
a FAG tem como princípio formar profissionais competentes e gerar<br />
desenvolvimento regional pela valorização da ciência, tecnologia e educação,<br />
bem como a difusão e preservação da cultura e a promoção do bem comum. O<br />
cumprimento dessa missão obedece ao princípio da indissociabilidade entre<br />
ensino, pesquisa e extensão.
A Faculdade de Guararapes é uma sociedade civil de atuação local no<br />
Município de Guararapes e em todo o território nacional, por tempo<br />
indeterminado, sem fins lucrativos, com sede e foro na cidade de Guararapes,<br />
Estado de São Paulo, protocolada no Cartório de Registro de Pessoas<br />
Jurídicas de Guararapes, sob nº 03/192 no livro A-4, às fls 036 em 28 de<br />
novembro de 2003.<br />
3.1. Cenário da Região Administrativa de Inserção da FAG<br />
3.1.1. Região Administrativa de Araçatuba<br />
A estrutura produtiva da RA de Araçatuba possui um perfil marcadamente<br />
agroindustrial, verificando-se grande integração entre as atividades primária e a<br />
secundária. A base da economia regional é a agropecuária e, sendo<br />
inicialmente o principal centro estadual de comercialização de bovinos, vem se<br />
configurando como fronteira de expansão do cultivo de cana-de-açúcar, no<br />
Estado de São Paulo. Nos últimos anos, tem se constituído em centro de<br />
negócios do mercado sucroalcooleiro, abrangendo uma área de influência que<br />
inclui parte de outros Estados (Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e<br />
Paraná).<br />
A região caracterizava-se, inicialmente, como produtora de álcool hidratado<br />
para fins carburantes, mas, nos últimos anos, com o aumento dos preços<br />
internacionais do açúcar, o perfil regional modificou se, tendo início à produção<br />
dessa commodity e de álcool anidro, além da co-geração de energia.<br />
A agroindústria é o segmento mais representativo da atividade industrial,<br />
destacando-se as indústrias sucroalcooleira, frigoríficas, de massas e polpas<br />
de frutas, de processamento de leite em pó, de curtimento de couro, de<br />
desidratação de ovos, entre outras, concentradas, particularmente, em<br />
Araçatuba, Birigui, Penápolis e Andradina. Cabe registrar também a produção<br />
de papel e celulose, que vem recebendo fortes investimentos. No municípiosede,<br />
destaca-se a tendência à diversificação com a indústria ligada à<br />
navegação, no porto de Araçatuba, às margens da Hidrovia Tietê–Paraná, a
implantação de indústrias da área médica, produzindo fios cirúrgicos e<br />
equipamentos hospitalares. Já em Birigui, são de ressaltar as indústrias de<br />
calçados – voltada principalmente para o público infantil – e de artefatos de<br />
couro sintético.<br />
O setor terciário vem crescendo e se diversificando, concentrado<br />
principalmente no município-pólo de Araçatuba. Por ser um dos principais<br />
centros agropecuários do país, sobressai o comércio de implementos<br />
agropecuários e de serviços de apoio à agropecuária. Este município atraiu<br />
também os grandes estabelecimentos de comércio e de serviços, como<br />
bancos, supermercados, shopping centers, lojas de atacado e de varejo, clubes<br />
recreativos, hotéis, local para exposições de eventos e convenções.<br />
A atividade turística vem crescendo, principalmente vinculada aos esportes<br />
náuticos e à recreação no rio e nas várias represas, bem como o ecoturismo.<br />
O Índice Paulista de Responsabilidade social revela a predominância de<br />
municípios caracterizados por não apresentarem indicador de riqueza elevado,<br />
mas que exibem indicadores sociais satisfatórios.<br />
Dos 43 municípios da RA de Araçatuba, 25 (53,4%) estão classificados<br />
neste grupo.<br />
a) Caracterização Regional<br />
A Região Administrativa – RA de Araçatuba é composta por 43<br />
municípios, distribuídos em duas regiões de governo (Araçatuba e Andradina),<br />
que ocupam 23.952 km² do território paulista, o que representa 7,5% do total.<br />
O transporte regional de longa distância é feito pela Rodovia Marechal<br />
Rondon (SP-300), que liga Araçatuba à Capital paulista e, no sentido inverso,<br />
ao Estado do Mato Grosso do Sul, pela Ferrovia Novoeste S.A. – antiga<br />
Estrada de Ferro Noroeste do Brasil da Rede Ferroviária Federal –, que possui<br />
integração com as malhas estadual e nacional; e pela Hidrovia Tietê-Paraná.
) Aspectos Demográficos<br />
Com uma população projetada de 710.378 habitantes (1,8% do total do<br />
Estado) em 2006, a RA de Araçatuba apresenta uma das menores densidades<br />
populacionais paulista. Nesse ano, existiam 38,2 hab/km2 na região, enquanto<br />
a média estadual era de 162,8 hab/km2. A densidade populacional da RA de<br />
Araçatuba é superior apenas à das regiões de Presidente Prudente e Registro.<br />
Embora com taxa de urbanização ainda inferior à estadual, a região vem<br />
se urbanizando em ritmo mais acelerado do que o Estado no período 2000-<br />
2006: enquanto a taxa paulista passou de 93,41% para 93,70% a da região de<br />
Araçatuba aumentou de 90,85% para 92,60%, no período.<br />
c) Panorama Econômico<br />
Os dados do Produto Interno Bruto dos Municípios, agregados por Região<br />
Administrativa, demonstram que a RA de Araçatuba contribuiu para o Produto<br />
Interno Bruto – PIB do Estado com R$ 8,5 bilhões, em 2004, ou 1,6% do total<br />
do Estado, mantendo estabilidade participativa em relação ao ano 2000.<br />
A agroindústria é o segmento mais representativo da atividade industrial,<br />
destacando-se a indústria sucroalcooleira, localizada principalmente nas<br />
proximidades do Rio Tietê. São também representativas as indústrias<br />
frigoríficas, de massas e polpas de frutas, de processamento de leite em pó, de<br />
curtimento de couro, calçadistas, de desidratação de ovos, entre outras,<br />
concentradas, particularmente, em Araçatuba, Birigui, Penápolis e Andradina.<br />
d) Características do Emprego Formal<br />
A Região Administrativa de Araçatuba registrava a presença de 136.023<br />
empregos com contrato formal de trabalho em 2005. Em relação à situação de<br />
início da década, a região apresentou crescimento de 23,2%, desempenho<br />
pouco superior ao do total do Estado (21,3%), no mesmo período.
Entre os grandes setores de atividade econômica, o de serviços<br />
representava a maior parcela dos empregos formais da região (36,4%), em<br />
2005. Entre os seus sub-setores, o de administração pública direta e autárquica<br />
respondia por 42,2% do total das ocupações do setor, seguido pelos serviços<br />
de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, etc., com 17,8% desse<br />
total e pelo comércio e administração de imóveis, valores imobiliários, etc., com<br />
10,0%.<br />
e) Panorama Social<br />
De acordo com a classificação do Índice Paulista de Responsabilidade<br />
Social – IPRS5, a RA de Araçatuba é a 1ª colocada no Estado em escolaridade<br />
e apresentou progresso significativo nas variáveis que compõem o indicador<br />
sintético desta dimensão, com aumento na proporção de jovens de 15 a 17<br />
anos que concluíram o ensino fundamental, no porcentual de pessoas na<br />
mesma faixa etária com pelo menos quatro anos de estudo e na taxa de<br />
atendimento à pré-escola.<br />
No caso da proporção de pessoas de 18 e 19 com ensino médio<br />
completo, houve queda de 46,5% para 42,5%, entre 2002 e 2004. Mas, ao lado<br />
da RA de Presidente Prudente, a RA de Araçatuba exibe os porcentuais mais<br />
elevados de jovens que concluíram os ensinos fundamental (78,1% contra a<br />
média estadual de 68,3%) e médio (42,5% ante a média estadual de 37,6%),<br />
no Estado.<br />
Em longevidade, a região caiu da 4ª para a 10ª colocação. O motivo<br />
principal deste resultado foi o aumento de 15% na taxa de mortalidade infantil,<br />
que passou de 14,4 para 16,6 por mil nascidos vivos, entre 2002 e 2004. Em<br />
contrapartida, houve melhora nas taxas de mortalidade perinatal e de pessoas de 15 a<br />
39 anos de idade.
3.1.2. Cenário do Município de Guararapes<br />
A história de Guararapes, vocábulo indígena que significa som produzido<br />
por queda ou pancada, teve início em 1.908, quando os irmãos Pinto de<br />
Oliveira (Antonio, Joaquim e Prisciliano), procedentes de Minas Gerais, mais<br />
precisamente de Varginha, compraram terras situadas entre os córregos<br />
Jacaré e Frutal e nelas se estabeleceram.<br />
A chegada de algumas famílias deu-se em 1.920, após a construção da<br />
estrada de Aguapeí- Tietê, por Manoel Bento da Cruz.<br />
Em 1.928, foi feita a doação, para que se formasse o patrimônio. Nesse<br />
mesmo ano, com o avanço da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, foi<br />
projetada a construção de uma estação em terras dos irmãos Pinto de Oliveira,<br />
um pouco além do Córrego Frutal. Confiou-se ao Engenheiro Mário Barroso<br />
Ramos, o projeto de arruamento e loteamento, sendo o dia 08 de dezembro de<br />
1.928 escolhido para data oficial da fundação da cidade, tendo por Padroeira,<br />
Nossa Senhora Imaculada Conceição. Como parte das solenidades, celebrarse-ia,<br />
na data prevista, missa campal, em frente ao cruzeiro, construído para<br />
aquela finalidade. Chuvas torrenciais, entretanto impediram a realização do ato<br />
religioso e deram ensejo a que as festividades programadas tivessem lugar em<br />
Araçatuba. Devido à abundância de jaboticabeiras na região, denominou-se de<br />
“Frutal” ao Patrimônio.<br />
Por ocasião da elevação do patrimônio à categoria de Distrito de Paz no<br />
município e comarca de Araçatuba, por intermédio do Decreto-Lei Estadual nº<br />
6.546, de 10 de julho de 1.934, o então Departamento das Municipalidades<br />
houve por bem mudar o nome da cidade para GUARARAPES, em homenagem<br />
ao importante fato da nossa história.<br />
Sua instalação foi em 06 de junho de 1.937.<br />
Eleva-se à categoria de comarca mediante a Lei nº 1.940, de 03 de<br />
dezembro de 1.952, artigo 1º, e sua instalação se dá em 29 de abril de 1.953,<br />
DJE, 21.4.1.953, página 3.
3.1.2.1. Aspectos Físicos<br />
Guararapes ocupa uma àrea de 959,1 km². Delimitado pelos municípios<br />
de: Araçatuba, Bento de Abreu, Gabriel Monteiro, Piacatú, Rubiácea,<br />
Salmourão e Valparaíso, é um dos 15 componentes da micro-região da Alta<br />
Noroeste de Araçatuba.<br />
A sede municipal, a 398 metros de altitude, tem sua posição geográfica<br />
definida pelas seguintes coordenadas: 21°16’35” de latitude sul e 50°37’00” de<br />
longitude W, Gr. Fica a 493 quilômetros da capital estadual rumo ONO.<br />
3.1.2.2. Aspectos Demográficos<br />
O Município de Guararapes, que representa uma pequena parte do<br />
quinhão do Estado de São Paulo, é formado por habitantes das mais variadas<br />
origens e nacionalidades: italianos, portugueses, libaneses, suíços, franceses,<br />
norte-americanos e japoneses. Hoje todos perfeitamente assimilados e<br />
integrados na vida e costumes locais.<br />
Guararapes conta hoje com uma população de mais de 30.000<br />
habitantes e com uma densidade demográfica de 28,59 habitantes por<br />
quilômetro quadrado. É uma cidade que surgiu espontaneamente, mas seu<br />
traçado pré-estabelecido obrigou aos seus ocupantes a fazerem construções<br />
obedecendo às normas desse traçado.<br />
3.1.2.3. Aspectos Educacionais<br />
Unidades Escolares:<br />
Rede Estadual de Ensino de 1º Grau<br />
Rede Estadual de Ensino de 1º e 2º Graus<br />
05 Escolas<br />
02 Escolas<br />
10 Escolas<br />
Rede Municipal - EMEI - Escola Municipal de<br />
com 32<br />
Educação Infantil<br />
classes<br />
Centro Educacional SESI<br />
01 Escola
Escola Particular de 1º e 2º Graus<br />
Escola Particular de Educação Infantil<br />
02 Escolas<br />
04 escolas<br />
A FAG é atualmente a única instituição de ensino superior do município,<br />
e proporciona a comunidade a oportunidade de se desenvolver<br />
profissionalmente e consequentemente socialmente. Assim, a FAG, em suas<br />
atividades de ensino vem consolidar e concretizar a missão e diretrizes da<br />
Instituição. Como atividade sistemática de apropriação e construção de<br />
conhecimentos científicos, o ensino procura contribuir no desenvolvimento de<br />
habilidades, competências e atitudes na formação do homem, buscando dotálo<br />
de condições para dar qualidade a sua vida pessoal e profissional, ao<br />
contexto que o cerca e à sociedade que compõe.<br />
Com relação à inclusão social, a comunidade é o principal foco da<br />
instituição de ensino. Promover o seu crescimento por meio do ensino e da<br />
pesquisa, de forma ampla e sustentável é o grande objetivo da instituição.<br />
Pretende-se dotar o cidadão de consciência crítica, aonde o individual não<br />
possa absorver o social integralmente, tampouco o social possa exaurir o<br />
individual. Dessa forma, ter consciência da necessidade de tornar-se um<br />
profissional justo, ou seja, ter dentro de si uma vontade constante de dar a<br />
cada um o que lhe pertence, pois quando esta disposição não existe, o que<br />
passa a existir na sociedade são conjuntos normativos ocos, puros<br />
regulamentos funcionais. O individualismo alimenta o egoísmo, desenfreia<br />
paixões, conduz à exaustão da autoridade. A exacerbação do social torna o<br />
indivíduo prisioneiro e escravo do sistema político e econômico.<br />
Na área social busca-se intensificar o desenvolvimento de programas e<br />
projetos integrados aos interesses sociais com embasamento nas seguintes<br />
estratégias:<br />
1. Incentivar programas e projetos que possam efetivamente contribuir<br />
para a proposição, o desenvolvimento e a avaliação de políticas sociais.
2. Promover e apoiar a participação da FAG em projetos interinstitucionais<br />
voltados para questões de âmbito local, regional e nacional.<br />
Ações:<br />
Apoiar a execução de programas e projetos articulados com<br />
fóruns de representação da sociedade civil;<br />
<br />
Promover a integração de projetos visando melhor gestão de<br />
suas atividades e ampliação de sua repercussão social;<br />
Estabelecer os indicadores de orientação para avaliação dos<br />
programas e projetos;<br />
Buscar parcerias com órgãos governamentais, instituições da<br />
sociedade civil e agências de fomento.<br />
4. Objetivos e Metas Institucionais<br />
A faculdade acredita no princípio democrático e, particularmente, no<br />
ensino superior como lócus de realização da cidadania, e que o ensino não<br />
pode estar dissociado da responsabilidade social, do comprometimento, da<br />
pesquisa e da extensão. Tem como certo, por fim, participar do processo<br />
civilizatório, razão pela qual haverá de participar continuamente na formação<br />
de profissionais competentes que possam atuar como agentes de mudança,<br />
participando assim, do esforço para pensar o Brasil, enquanto nação, mercado<br />
e formação social.<br />
4.1. Objetivos<br />
Além do cumprimento de sua missão, a faculdade, por ser uma<br />
instituição em fase de desenvolvimento, tem como principal objetivo alcançar<br />
um salto qualitativo e necessário pra se firmar como instituição solidamente<br />
reconhecida
O <strong>PPI</strong> da FAG, assim como processo decisório e implementação de<br />
ações, deverão se pautar em diretrizes básicas para o período 2008 – 2012,<br />
fundamentados na missão institucional e que objetiva:<br />
Promover o ensino de graduação com garantia de qualidade acadêmica;<br />
Formar profissionais nos diferentes campos de saber, ampliando sua<br />
capacidade no exercício da cidadania;<br />
<br />
Gerar, transmitir e disseminar o conhecimento com qualidade e<br />
equidade;<br />
Promover o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico-social,<br />
artístico e cultural;<br />
<br />
Levantar e buscar soluções dos problemas relacionados com o<br />
desenvolvimento da região em que está inserida a instituição;<br />
<br />
Manter um constante diálogo com a sociedade, ampliando e<br />
fortalecendo os serviços especializados prestados à comunidade;<br />
Valorizar o jovem profissional em formação, propiciando o exercício da<br />
cidadania e compromisso social na melhoria de qualidade de vida da<br />
nossa sociedade;<br />
Buscar-se-á melhorar e consolidar a qualidade dos cursos de graduação<br />
com base no PDI e diretrizes para formação de professores, aperfeiçoando o<br />
sistema acadêmico e integrando e redimensionando os programas de apoio<br />
acadêmico aos alunos com as seguintes ações:<br />
Atualizar os projetos pedagógicos dos cursos de graduação.<br />
Realizar continuamente os processos de avaliação institucional dos<br />
cursos.<br />
Dotar os cursos de laboratórios adequados.
Utilizar a própria faculdade como campo de prática, estágio e pesquisa.<br />
Dotar as bibliotecas de acervo, instalações e equipamentos adequados<br />
e atualizados.<br />
Implantar programas de bolsas acadêmicas para iniciação científica.<br />
Viabilizar a participação de discentes em eventos científicos e culturais.<br />
Pretende-se também, consolidar a pós-graduação lato sensu e integrá-la<br />
as atividades de graduação. Para tanto, se faz necessário atualizar os projetos<br />
pedagógicos de acordo com a demanda existente na área, criar mecanismos<br />
de avaliação periódica dos cursos lato sensu e estimular a criação de cursos de<br />
caráter interdisciplinar. Busca-se com essas ações elevar a qualificação<br />
docente, promovendo programas de atualização pedagógica continuada.<br />
4.2. Objetivos específicos<br />
Especificamente, tanto para o cumprimento de sua missão quanto para<br />
facilitar o alcance de seus objetivos gerais, a FAG estabeleceu quatro grandes<br />
objetivos relacionados à Instituição, ao Corpo Docente, ao Corpo Discente e à<br />
Comunidade.<br />
Instituição: Proporcionar o desenvolvimento sustentável da instituição<br />
por meio de uma gestão participativa e um sistema de ensino<br />
competitivo, planejando, coordenando, acompanhando e avaliando suas<br />
ações administrativas e pedagógicas;<br />
Docentes: Investir na qualificação do corpo docente, através de uma<br />
política de recursos humanos que garanta o seu aprimoramento<br />
contínuo e sua satisfação profissional;<br />
Discentes: Formar diplomados nas diferentes áreas do conhecimento<br />
para a inserção em setores profissionais e para a participação no<br />
desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na formação<br />
contínua;
Comunidade: Fortalecer a política sócio-educacional voltada ao contínuo<br />
relacionamento da instituição para com a sociedade.<br />
4.3. Metas<br />
Para garantir o cumprimento de seus objetivos gerais e específicos, a<br />
FAG estabeleceu algumas metas relacionadas a cada uma das dimensões.<br />
Instituição: Intensificar a política de investimentos na infra-estrutura<br />
física e tecnológica para garantir a qualidade das ações de ensino,<br />
pesquisa e extensão. Consolidar a política de gestão participativa,<br />
respeitando a pluralidade das idéias e das aptidões, buscando fortalecer<br />
de forma ética essa relação de parceria;<br />
Docentes: Rever e estruturar o plano de cargos e salários e de carreira<br />
do corpo docente, de forma a instituir jornadas de trabalho horista,<br />
parcial e integral, estabelecendo critérios para desenvolvimento de<br />
atividades em sala de aula e atividades extraclasse e buscar a redução<br />
do índice de turn over da instituição;<br />
Discentes: Avaliar constantemente o currículo proposto pelo Curso.<br />
Reestruturar os mecanismos de avaliação dos alunos e atividades<br />
práticas. Implantação de monitoria, estágio supervisionado e atividades<br />
complementares;<br />
Comunidade: Implementar programas e projetos, visando ao<br />
desenvolvimento sócio-comunitário, contemplando ações nas áreas<br />
culturais, sociais, esportivas, científicas, tecnológicas e artísticas,<br />
destinados à comunidade.
5. Infra-Estrutura<br />
A FAG possui um complexo educacional, com 6.338,22 mil metros<br />
quadrados de área disponível, o qual conta com dois pavimentos subdivididos<br />
em três blocos construídos e um em projeção para abrigar um auditório. Logo,<br />
a Instituição oferece instalações adequadas para o funcionamento dos cursos<br />
em sua integralidade, com destaque para a seguinte estrutura física, assim<br />
disposta:<br />
5.1. Recursos Disponíveis<br />
O prédio da Faculdade de Guararapes foi construído especificamente<br />
para atender a todas as necessidades dos cursos autorizados, com quatorze<br />
salas de aula bastante amplas e arejadas, com recursos áudio visuais (TV,<br />
vídeo, retroprojetor, caixas acústicas, datashow, DVD, transconder), um<br />
laboratório de informática de última geração, uma biblioteca que vem<br />
aumentando o seu acervo a cada dia para melhor atender os alunos dos três<br />
cursos. Na parte administrativa conta com quatro salas: Diretoria,<br />
Coordenadoria, Secretaria, Tesouraria e Projetos Sociais, todas com fácil<br />
acesso inclusive aos alunos portadores de necessidades especiais, pois assim<br />
como as salas de aula possui entradas largas e planas e onde necessário, com<br />
rampas. Os sanitários, oito femininos e oito masculinos sendo que dois estão<br />
adequados para alunos portadores de necessidades especiais, são bem<br />
montados e de acordo com as exigências da vigilância sanitária.<br />
Separadamente possui dois sanitários para o corpo docente e equipe técnica.<br />
Na área externa possui uma sala onde funciona uma cantina e cozinha<br />
da escola e em volta de todo o prédio um lindo jardim, com tapete gramado e<br />
flores coloridas, tornando o ambiente alegre e prazeroso.<br />
BLOCO I. Diretoria, Secretaria Acadêmica, Salas de Aula e Informática<br />
Descrição e Utilização Quantidade Área (m²)<br />
Sala de aula (68,80 m² cada) 07 481,60
Sala do Provedor de Internet e Secretaria<br />
Acadêmica<br />
01 35,00<br />
Sala da Direção 01 35,00<br />
Sala de Informática 01 68,80<br />
Pátio Coberto 01 110,00<br />
Total do Bloco I 11 730,40<br />
BLOCO II. Atendimento ao Aluno, Projetos Sociais, Salas de Aula, Sala dos Professores,<br />
Sala dos Coordenadores, Sala de Vídeo, Banheiros.<br />
Descrição e Utilização Quantidade Área (m²)<br />
Sala de aula 04 275,20<br />
Atendimento aos Alunos e Projetos Sociais 01 68,80<br />
Sala dos Professores 01 34,87<br />
Sala dos Coordenadores 01 17,28<br />
Sala de Vídeo 01 68,80<br />
Banheiros (Pessoal Técnico-Administrativo) 02 12,21<br />
Banheiro (Corpo Discente) 02 21,96<br />
Total do Bloco II 12 499,12<br />
BLOCO III. Cozinha, Lanchonete, Empresa Júnior, Sala de Estudos, Brinquedoteca,<br />
Biblioteca, Banheiros.<br />
Quantidade Área (m²)<br />
Descrição e Utilização<br />
Cozinha 01 24,5<br />
Almoxarifado 01 20,2<br />
Lanchonete 01 31,23<br />
Empresa Júnior 01 31.23<br />
Sala de Estudos 01 68,80<br />
Sala de Pesquisa 01 68,80<br />
Brinquedoteca 01 68,80<br />
Biblioteca 01 68,80<br />
Banheiros 02 43.92<br />
Total do Bloco III 10 395,05
RECURSOS ÁUDIO VISUAIS<br />
Equipamentos<br />
Quantidade<br />
Televisores (29”) 02<br />
Vídeo Cassete 01<br />
Retroprojetores 03<br />
Projetor Multimídia 01<br />
Equipamentos de Som 03<br />
DVD 02<br />
Microfone 01<br />
Fones de ouvido 24<br />
Transconder 01<br />
5.2. Laboratório e outros recursos<br />
No momento a IES possui dois laboratórios de informática e áreas de<br />
estudo na biblioteca e sala de estudo individual, utilizável para trabalhos e<br />
tarefas acadêmicas. Os laboratórios e demais áreas de estudo são utilizados<br />
por docentes e discentes, destinando-se, portanto, a quaisquer áreas do<br />
conhecimento envolvidas no curso e de treinamento das disciplinas ligadas às<br />
áreas específicas.<br />
Os horários de funcionamento dos laboratórios para uso da comunidade<br />
e alunos é das 09h00 às 19h00 de 2º a 6º feira. No período das 19h10 às<br />
22h00 são utilizados para aulas.<br />
A biblioteca tem funcionamento de 2º a 6º feira no período das 13h00 às<br />
17h30 e das 18h30 às 22h00.<br />
Laboratório de Informática I.<br />
Equipamentos<br />
Quantidade<br />
Computador Pentium IV 600Mhz HD 40 GB monitor de 17’ 24
Total de computadores 24<br />
Laboratório de Informática II.<br />
Equipamentos<br />
Quantidade<br />
Computador Pentium IV 600Mhz HD 40 GB monitor de 17’ 13<br />
Total de computadores 13<br />
5.3. Biblioteca<br />
A Biblioteca Liliana Gonzaga da Faculdade de Guararapes está<br />
instalada num espaço de 137,13 m2 é dirigida por uma equipe de funcionários,<br />
sendo uma Bibliotecária, e três Auxiliares.<br />
A Biblioteca conta hoje com mais de 7 mil exemplares, divididos nas<br />
áreas de:<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Educação;<br />
Direito;<br />
Ciências Sociais;<br />
Economia;<br />
Psicologia;<br />
Filosofia;<br />
Lingüística;<br />
Ciências Contábeis;<br />
Artes;<br />
Literatura Nacional e Internacional;<br />
História e Geografia;<br />
Bibliografias e Materiais de Referência – Dicionários e Enciclopédias.<br />
Além disso, a Biblioteca da Faculdade de Guararapes conta ainda com<br />
54 títulos de DVD’s distribuídos nos mais variados gêneros para atendimento
aos Cursos de Administração, Letras e Pedagogia e mais de 160 títulos de<br />
vídeos em VHS.<br />
O horário de funcionamento da Biblioteca é de Segunda a Sexta-feira,<br />
das 13h00 às 17h00 e das 19h00 às 22h00, e aos sábados, das 8h às 12h. A<br />
consulta ao acervo é aberta principalmente ao público interno e em casos<br />
excepcionais com acompanhamento de professores responsáveis ao público<br />
externo à Faculdade. O empréstimo dos materiais é efetuado somente para os<br />
alunos, professores e funcionários, sendo disponibilizado ao público externo<br />
somente consulta e leitura nas dependências da Biblioteca.<br />
O serviço de empréstimo ainda não é totalmente informatizado, mas a<br />
Faculdade trabalha para que isso ocorra. O usuário pode fazer a retirada de, no<br />
máximo, três livros, no prazo de sete dias para efetuar a devolução, com<br />
exceção dos professores, que podem retirar cinco livros, com o prazo de dez<br />
dias para efetuar a devolução dos mesmos.<br />
Estão disponíveis para empréstimos os documentos existentes na<br />
Biblioteca, exceto:<br />
obras de referência;<br />
dicionários;<br />
enciclopédias;<br />
periódicos,<br />
jornais e revistas;<br />
coleção de periódicos em CD-ROM e;<br />
monografias de conclusão de curso.<br />
O acesso aos documentos é disponibilizado por uma base de dados<br />
local, e conta com o serviço de empréstimo-entre-bibliotecas da rede <strong>Uniesp</strong>.<br />
São oferecidos aos usuários: 01 Sala de estudos em grupo de 66 m²,<br />
contendo 06 mesas com o total de 26 cadeiras; 01 Sala de estudo individual de
98 m2 contendo: 10 gabinetes p/ estudos individuais e 50 cadeiras p/ utilização<br />
do mesmo; 06 microcomputadores para acesso a internet e acesso a base de<br />
dados local; 01 estantes com periódicos específicos e complementares que são<br />
atualizados constantemente; 01 estante com jornais de circulação local,<br />
regional e nacional.<br />
São prestados ainda os seguintes serviços:<br />
Referência: promove o atendimento e orientação ao usuário na<br />
busca da informação para o estudo e pesquisa, para a utilização<br />
do acervo.<br />
Levantamento Bibliográfico: realizado através do “Sistema da<br />
Biblioteca”.<br />
Treinamento e orientação formal e informal dos usuários,<br />
prestados a qualquer momento na Biblioteca.<br />
ÁREAS TÍTULOS EXEMPLARES PERIÓDICOS<br />
Administração 654 1047 03<br />
Pedagogia 954 1558 04<br />
Letras 1493 1690 02<br />
TOTAL 3101 4295 09<br />
5.3.1. Espaço Físico da Biblioteca<br />
Acervo, processo técnico e balcão de referência 46,29 m 2<br />
Espaço de leitura individual (cabines) 11,61 m 2<br />
Espaço de estudo em grupo 79,23 m 2<br />
Total 137,13 m 2
6. Projeto Pedagógico<br />
6.1. Justificativa<br />
Ao discutir-se o Projeto Pedagógico na sua plenitude, é preciso<br />
considerar-se que o mesmo não envolve apenas a substituição ou mudança de<br />
conteúdos, disciplinas ou componentes curriculares, mas sim toda uma<br />
discussão mais vasta, buscando horizontes mais abertos e mais amplos, sobre<br />
o ensino superior da atualidade.<br />
A situação histórica e social já vinha pressionando as IES a reverem<br />
seus procedimentos. Hoje, a partir dessa conjuntura que privilegia os avanços<br />
científico-tecnológicos e a produção globalizada fortemente vinculada às<br />
empresas dos países desenvolvidos, as resultantes sociais do aprimoramento<br />
tecnológico e a marginalização social, a legitimidade da IES precisa ser<br />
repensada e revista sob a ótica dessas novas relações históricas.<br />
Ao discutir e explicitar os perfis profissionais que atuarão no novo<br />
milênio, bem como as concepções de conhecimento e avaliação a serem<br />
propostas para o conjunto da instituição de ensino, estarão sendo traçadas as<br />
linhas norteadoras dos novos modelos curriculares. As discussões, por outro<br />
lado deverão ser abertas o suficiente para abarcar as dimensões da cidadania,<br />
da liberdade, da individualidade, da sociabilidade, do compromisso com as<br />
pessoas, grupos e segmentos sociais, todas essas questões constitutivas da<br />
ética.<br />
Ressalte-se também que o Projeto Pedagógico deve assegurar a<br />
necessária flexibilidade e diversidade nos cursos e programas oferecidos, de<br />
forma a melhor atender as diferentes necessidades de seus alunos, às<br />
demandas da sociedade e às peculiaridades regionais. Ao priorizar a discussão<br />
dessas questões e outras mais, tais como o aumento de oportunidades para<br />
ingresso, a educação continuada através da nova modalidade de cursos<br />
seqüenciais, oferecimento de oportunidades de ensino à distância, autonomia<br />
universitária, o papel dos cursos de pós-graduação na melhoria dos cursos de<br />
graduação, a indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão, estar-se-á
delineando uma reestruturação pedagógica que possibilite a IES colocar-se<br />
como mediadora a serviço da construção e da constituição de um novo projeto<br />
social.<br />
6.2. Princípios gerais<br />
São considerados como princípios fundamentais, dentro das mais<br />
modernas concepções sobre o processo de ensino-aprendizagem, os<br />
seguintes direcionamentos:<br />
O compromisso da IES com os interesses coletivos;<br />
A indissociabilidade entre o ensino, pesquisa e extensão;<br />
O entendimento do processo de ensino-aprendizagem como<br />
multidirecional e interativo;<br />
O respeito às individualidades inerentes a cada aprendiz;<br />
A importância da figura do professor como balizador na aplicação das<br />
novas tecnologias;<br />
As características básicas destes princípios fundamentais estão<br />
explicitadas nos tópicos a seguir.<br />
6.3. O compromisso da IES com os interesses coletivos<br />
A Faculdade, apesar de não se constituir numa instituição pública, é<br />
voltada para o público na qual está inserida e tem como obrigação, zelar pela<br />
qualidade de vida do povo brasileiro em geral e do povo da região em especial,<br />
concentrando seus esforços no sentido do coletivo. A formação do profissional,<br />
papel desta IES, deve visar um cidadão crítico, pensador, compromissado com<br />
a transformação da sociedade, no sentido de uma melhor qualidade de vida<br />
para o povo. Para isso, é importante que os currículos dos cursos de nível<br />
médio, de graduação e de pós-graduação contemplem aspectos humanitários,<br />
filosóficos e sociológicos, que, junto com a construção do conhecimento<br />
necessário a um bom profissional, completem os estudos de um cidadão<br />
autônomo e responsável.
6.4. A indissociabilidade entre o ensino, pesquisa e extensão<br />
No século XXI, é fundamental se pensar na indissociabilidade da<br />
aprendizagem, pesquisa e extensão. A palavra isolada ensino pode levar a<br />
algo que passe uma idéia de aluno passivo. Não é esse quadro que se quer<br />
para uma Instituição de Ensino moderna. O novo século está centrado na<br />
necessidade de cidadãos autônomos, críticos, responsáveis e humanos, o que,<br />
com certeza, traz grandes desafios para os professores e alunos das IES.<br />
Quando se fala em construção do conhecimento, reforça-se a idéia da<br />
indissociabilidade entre aprendizagem, pesquisa e extensão. Para que haja<br />
aprendizagem, o profissional em formação precisa conhecer a realidade na<br />
qual irá intervir, estudar os problemas e as soluções prováveis, aplicá-los nessa<br />
mesma realidade, refletir sobre os resultados e assim produzir conhecimento.<br />
Nota-se que nesse modelo não existe primeiro uma ordem teórica para depois<br />
se buscar a prática. Existe a teoria e a prática lado a lado, no desenvolvimento<br />
de um profissional novo. O que se vê então como necessário é a ligação entre<br />
pesquisa e extensão na promoção da aprendizagem. O professor, ao ensinar,<br />
deverá promover ações e ambientes de aprendizagem. O certo é que não se<br />
pode continuar repetindo procedimentos meramente comportamentalistas,<br />
resultando em um ensino sem aprendizagem.<br />
6.5. O Ensino e a Aprendizagem como multidirecional e interativo<br />
As três últimas décadas têm demonstrado o estado falimentar do ensino<br />
tradicional e behaviorista. Os processos de modernização da educação vêm se<br />
implementando, ao longo deste período, principalmente dentro de inovações,<br />
tecnologias e procedimentos construtivistas. O ensino brasileiro, em todos os<br />
seus níveis, precisa se encontrar dentro dessa nova realidade e trilhar o<br />
caminho das novas concepções educacionais. Para tanto, devem ser diretrizes<br />
balizar o desenvolvimento das atividades de uma forma multidirecional e a<br />
aceitação da interatividade plena entre os corpos docente e discente, como<br />
aspectos indispensáveis à construção desse novo paradigma educacional. A<br />
melhoria de qualquer processo está subordinada a uma análise geral e a um<br />
conseqüente diagnóstico detalhado. No processo de ensino-aprendizagem, os
procedimentos adotados para a sua melhoria devem analisar e abordar os<br />
quatro elementos envolvidos – aluno, professor, forma e conteúdo – e<br />
principalmente a relação entre esses elementos. O processo deve, como um<br />
todo, caminhar na direção da formação de profissionais críticos, autônomos,<br />
transformadores e responsáveis. Propõe-se, assim, uma ruptura com a<br />
estrutura tradicional de ensino acadêmico que se baseia na reprodução de um<br />
saber detido pelo professor e transmitido ao aluno. Para ser quebrada essa<br />
lógica, precisa-se também ser crítico, criativo, autônomo, transformador e<br />
responsável.<br />
6.6. O respeito às individualidades inerentes a cada aprendiz<br />
Embora se saiba que na generalidade os seres humanos são iguais, os<br />
atuais e mais contemporâneos conhecimentos filosóficos, psicológicos e<br />
sociológicos, com os seus conseqüentes reflexos pedagógicos, apontam para a<br />
existência de um universo discente totalmente e individualmente diferenciado.<br />
Os estudos que vêm sendo desenvolvidos quanto aos estilos de aprendizagem<br />
indicam a enorme variação de características dos discentes, com as<br />
resultantes múltiplas facetas de cada um dos aprendizes. Como a hipótese<br />
ideal de um aprendizado específico para cada tipo de aprendiz é<br />
operacionalmente utópica, em virtude das muitas diversificações, o caminho<br />
factível consiste em uma educação multiestratégica, que possibilite a<br />
abordagem de inúmeros procedimentos e tecnologias diferenciados, para que<br />
se possa contemplar de uma maneira harmônica as diferentes habilidades de<br />
cada um.<br />
6.7. A importância do professor como balizador na aplicação das novas<br />
tecnologias.<br />
Muito embora se fale genericamente, nos dias atuais, que o docente, em<br />
virtude do progresso tecnológico, poderia ser substituído pela máquina, ou<br />
mais especificamente pelo computador, qualquer análise mais detalhada indica<br />
a inveracidade de tal assertiva. Somente a presença do professor configura a<br />
possibilidade de atendimento ao compasso de cada etapa do processo de
ensino-aprendizagem, com a condução adequada e otimizada do mesmo.<br />
Apenas a figura do professor é capaz de avaliar e propiciar a maximização de<br />
cada tarefa, atuando como facilitador e orientador, dentro dos preceitos<br />
construtivistas. A avaliação da ponderação da importância dos três objetivos<br />
genéricos da aprendizagem – construção de conhecimentos, aquisição de<br />
habilidades e mudança de modelos mentais – em cada fase do processo, é<br />
tarefa indissociável da figura docente. A última década acusou um progresso<br />
nunca antes verificado no campo da tecnologia, da informação, e da<br />
comunicação. Tal desenvolvimento, embora viabilize uma enorme facilidade de<br />
comunicação entre todos os componentes inseridos dentro do processo<br />
ensino-aprendizagem e um grande aumento na velocidade de transmissão das<br />
informações veio, igualmente, a contribuir com toda uma gama de recursos de<br />
auxílio técnico, viabilizando com mais facilidade uma série de alternativas para<br />
procedimentos didáticos em sala de aula. Todas essas facilitações constituem<br />
uma contribuição que absolutamente não pode ser desprezada pelas<br />
instituições e pelos professores, visto constituírem mecanismos que podem ser<br />
utilizados no direcionamento da maximização e otimização da efetividade das<br />
atividades educacionais. Ao mesmo tempo, veio reforçar a necessidade da<br />
construção, no sentido de utilizar a informação disponível, para produzir<br />
conhecimento e não para reproduzir um saber já existente.<br />
7. Missão e objetivos<br />
7.1. Missão<br />
A FAG visando à construção de uma sociedade solidária, mais justa e<br />
fundamentada nos valores democráticos e acadêmicos, mediante a produção e<br />
difusão do conhecimento científico, tecnológico e cultural, tem como missão<br />
“alcançar a oferta e a prática de uma educação solidária, permitindo a<br />
educação para todos e a inserção social”.<br />
Temos também o propósito de formar profissionais competentes e gerar<br />
desenvolvimento regional pela valorização da ciência, tecnologia e educação,<br />
bem como a difusão e preservação da cultura e a promoção do bem comum.
Esta declaração de propósitos, de caráter amplo e duradouro, que individualiza<br />
e distingue a razão de ser da Instituição, compartilhada pelos seus diferentes<br />
segmentos constitutivos, configura-se como a principal referência para<br />
qualquer ação que venha a ser realizada no seu âmbito.<br />
Sua realização plena implica em assumir a necessidade de reorientar o<br />
desenvolvimento institucional de modo a possibilitar progressivamente sua<br />
concretização. Esta reorientação prevê um conjunto de objetivos institucionais,<br />
estratégias e ações correspondentes, em um determinado período de tempo,<br />
que permitam avançar na direção da realização plena dessa missão. Para isso,<br />
assume como referência os recursos e a capacidade de que dispõe a<br />
instituição.<br />
7.2. Objetivos do ensino de graduação<br />
Os cursos de graduação devem ter como objetivo geral à formação de<br />
profissionais com competências e habilidades que lhes possibilite a inserção no<br />
mundo do trabalho, de maneira a melhorar a qualidade de vida do povo<br />
brasileiro, do ponto de vista do conteúdo, sem descurar de seu<br />
desenvolvimento do ponto de vista social e humanístico.<br />
Quanto aos objetivos mais específicos, o profissional egresso das<br />
diversas áreas de ensino da IES deve ser capaz de:<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Agir dentro de um paradigma de meta-reflexão;<br />
Pautar-se pelos princípios da ética, igualdade, respeito e democracia;<br />
Ler a realidade na qual vai intervir e refletir sobre ela;<br />
Propor soluções para os diversos problemas dessa realidade;<br />
Juntar teoria e prática nas ações que visem à melhoria de vida do povo;<br />
Trabalhar colaborativamente na criação de ações transformadoras.
7.3. Objetivos do ensino de Pós-Graduação<br />
Os cursos de pós-graduação devem ter como objetivo geral uma<br />
qualificação profissional de alto nível em áreas específicas do conhecimento,<br />
proporcionando ao aluno ferramentas para que ele possa gerar conhecimento<br />
através do desenvolvimento de projetos de pesquisa, ou para que ele tenha<br />
condições de exercer de forma mais qualificada uma determinada atividade<br />
profissional.<br />
Quanto aos objetivos mais específicos, o profissional egresso dos<br />
programas de pós-graduação da Faculdade deve ser capaz de:<br />
<br />
<br />
<br />
Utilizar critérios científicos para análise e solução de problemas;<br />
Trabalhar para a geração de conhecimentos em sua área de atuação;<br />
Ter habilidades para a formação de novos recursos humanos.<br />
8. Perfil dos cursos oferecidos pela Faculdade<br />
A graduação na Faculdade é composta de cursos de licenciatura e<br />
bacharelado, nas seguintes áreas do conhecimento:<br />
Área de Ciências Humanas;<br />
Área de Lingüística e Letras.<br />
Ao considerarmos que o desenvolvimento do conhecimento ao longo<br />
dos anos escolares é a pedra fundamental para o progresso de uma nação,<br />
entendemos a importância dos cursos de formação de professores para o<br />
ensino básico – fundamental e médio - A Faculdade de Guararapes, é uma<br />
instituição que tem a formação de professores como prioridade, está tomando<br />
como pressupostos norteadores:<br />
A criação de propostas baseadas nas pesquisas da educação;<br />
O desenvolvimento da pesquisa na área de formação de professores e do<br />
desenvolvimento da aprendizagem;
Criação de cursos de pós-graduação na área de educação;<br />
Uma permanente discussão sobre as diversas práticas pedagógicas e suas<br />
causas e conseqüências;<br />
Ações concretas no desenvolvimento de parcerias entre a IES e as redes<br />
de ensino;<br />
Além desses pressupostos e dos princípios gerais anteriormente citados,<br />
as licenciaturas serão guiadas pelos princípios gerais a seguir:<br />
Sólida formação teórica, com a prática integrada, como instância<br />
fundamental na formação do professor;<br />
Leitura e produção escrita, como habilidades indispensáveis na formação<br />
cognitiva do futuro professor;<br />
Trabalho pedagógico como foco formativo;<br />
Ampla formação cultural;<br />
Interdisciplinaridade;<br />
Flexibilidade;<br />
Formação de um professor/pesquisador;<br />
Desenvolvimento da autonomia no futuro professor;<br />
Compromisso social.<br />
O curso de bacharelado, assim como os de licenciatura, tem como<br />
finalidade a formação de profissionais criativos, autônomos, transformadores e<br />
responsáveis, que contribuam, cada um dentro da sua área de atuação, com<br />
um mundo melhor e com o progresso da ciência. Com base no que apontam as<br />
Diretrizes Curriculares Nacionais, configura-se um currículo que possibilite aos<br />
futuros profissionais as mobilidades nos sentidos teóricos e práticos. Esta<br />
flexibilidade permite a inovação e a construção cotidiana da identidade de cada<br />
curso, possibilitando a ênfase a ser dada quando considerada a sua inserção<br />
social. Assim, pretende-se para o bacharelado:
Profissional com habilitação para o exercício profissional engajado com o<br />
contexto histórico e comprometido com o estudo da realidade brasileira,<br />
especialmente de sua região.<br />
Profissional com capacidades críticas, aptas à intervenção reconstrutiva do<br />
social, e preparado tecnicamente para a sua escola ocupacional.<br />
Profissional apto a tomar decisões e saber implementá-las.<br />
Agir na comunidade, em todos os seus seguimentos, segundo os princípios<br />
da moral e da ética, atuando como agente de transformação.<br />
Valorizar o trabalho em equipe, numa dimensão multi e transdisciplinar.<br />
Desempenhar suas atividades como profissional competente e ético.<br />
Colaborar com a formação do comportamento do cidadão e com o<br />
desenvolvimento da cultura e do sentimento de solidariedade humana.<br />
Profissional que disponha de espírito científico e pensamento reflexivo.<br />
Visão atualizada de mundo e consciência dos problemas e exigências de<br />
seu tempo e de seu espaço.<br />
Formação humanista e técnica necessária à percepção interdisciplinar e<br />
crítica do contexto social, assim como a consciência da necessidade de<br />
permanente atualização.<br />
Aperfeiçoamento da expressão lingüística, oral e escrita, do raciocínio<br />
lógico, do poder de síntese e persuasão, da argumentação e da reflexão<br />
crítica.<br />
A formação dos profissionais deve contribuir para o desenvolvimento das<br />
seguintes competências:<br />
Reflexão analítica e crítica sobre o contexto educacional, social, histórico,<br />
cultural, político e ideológico.<br />
Visão crítica das perspectivas adotadas que fundamentam a formação<br />
profissional do graduado;<br />
Preparação profissional atualizada, de acordo com a dinâmica do mercado<br />
de trabalho.<br />
Percepção de diferentes contextos interculturais.
Domínio de métodos e técnicas de trabalho que permitam propor soluções a<br />
problemas, nos diversos campos do conhecimento.<br />
Capacidade de desenvolver uma consciência crítica sobre conhecimento,<br />
razão e realidade sócio-histórico-política.<br />
Trabalhar de maneira integrada e contributiva em equipes multidisciplinares;<br />
Identificação da demanda presentes na sociedade, visando a formular<br />
respostas profissionais para o enfrentamento das questões sociais.<br />
Posicionar-se de modo ético-político.<br />
Responder a demandas de informação produzidas pelas transformações<br />
que caracteriza o mundo contemporâneo.<br />
Articular o conhecimento sistematizado com a ação profissional.<br />
Resolver problemas e desafios organizacionais com flexibilidade e<br />
adaptabilidade.<br />
8.1 . Políticas de Estágio e Práticas Profissionais<br />
O estágio, orientado por objetivos de formação de cada curso, refere-se<br />
a estudos e práticas e devem proporcionar ao estudante a participação em<br />
situações simuladas e reais da vida e do trabalho, vinculadas a sua área de<br />
formação, bem como análise crítica das mesmas. Fazem parte da<br />
necessidade de que haja articulação entre teoria e prática e entre a pesquisa<br />
básica e aplicada. Para que essa articulação se processe no âmbito do<br />
currículo é necessário ser entendido como um conjunto de atividades<br />
acadêmicas relevantes ofertadas ao estudante durante a integralização<br />
curricular.<br />
Fundamentado na legislação vigente, é uma atividade curricular<br />
obrigatória que se configura á partir da inserção do aluno no espaço sócioinstitucional,<br />
objetivando capacitá-lo para o exercício profissional o que se<br />
pressupõe supervisão sistemática.<br />
As ações se caracterizam por mecanismos de interação com o mundo<br />
do trabalho, assim como confronto com possibilidades metodológicas visando
em suas variáveis, articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Além das<br />
disciplinas tradicionais da sala de aula e de práticas ditas laboratoriais, os<br />
colegiados de curso poderão estabelecer outras atividades com atribuição de<br />
créditos ou computação de horas para efeito de integralização no decorrer dos<br />
cursos, tais como: programas especiais de capacitação de alunos, atividades<br />
de monitoria, atividades laboratoriais, atividades de extensão, atividades de<br />
pesquisa e empresa CONSULT júnior. Os estágios serão regidos por<br />
regulamento específicos de cada curso.<br />
8.2 . Atividades Complementares<br />
A FAG reconhece a importância da existência de outras atividades<br />
acadêmicas. Compreende-se que tais atividades ampliam os conteúdos das<br />
disciplinas que integram os currículos dos cursos, em sentido estrito,<br />
permitindo, de forma mais efetiva, a interdisciplinaridade.<br />
A possibilidade de freqüentar cursos, seminários e outros eventos,<br />
viabiliza a comunicação entre diversas áreas, permitindo ao discente a<br />
participação na formação de seu currículo, atendendo à crescente demanda do<br />
conhecimento.<br />
Tendo em vista a importância de preparar um profissional com<br />
capacidade crítica e reflexiva, que encontre soluções para um mundo em<br />
processo constante de mudanças, as atividades complementares têm um papel<br />
importante na formação crítica, reflexiva e construtiva que a FAG pretende<br />
oportunizar. A FAG se propõe a desenvolver as seguintes atividades<br />
complementares:<br />
Disciplinas extracurriculares.<br />
Monitoria em disciplinas pertencentes ao conteúdo obrigatório de cada<br />
cursa.<br />
Projetos e programas de pesquisa e extensão orientados por docente e<br />
aprovadas pelo coordenador do curso.
Eventos diversos nas áreas específicas de cada curso, tais como<br />
seminários, simpósios, congressos, conferências, aula magna.<br />
Estágios que não integram o estágio obrigatório, desde que previamente<br />
aprovados pela coordenação do curso.<br />
Outras atividades que compreendam:<br />
Representação estudantil.<br />
Cursos de línguas.<br />
Assistir, comprovadamente, defesas de trabalhos de conclusão de curso de<br />
graduação.<br />
Atividades diversas, analisadas e autorizadas antecipadamente, em cada<br />
caso específico, pela coordenação do curso.<br />
Compreende-se que tais atividades ampliem os conteúdos das<br />
disciplinas que integram o currículo em sentido estrito permitindo de forma mais<br />
efetiva a interdisciplinaridade e transdisciplinaridade ao profissional do novo<br />
milênio. A possibilidade de freqüentar cursos, seminários e outros eventos<br />
viabiliza a comunicação em diversas áreas do conhecimento, cuja importância<br />
é evidente quando se deseja fazer uma leitura profissional não só no contexto<br />
global, mas, sobretudo, no contexto social.<br />
8.3. Princípios Metodológicos<br />
Os objetivos do curso e de cada disciplina deverão ser alcançados por<br />
meio de aulas teóricas e práticas, com intensa participação dos estudantes,<br />
através de mecanismos que os incentivem a participar efetivamente, com<br />
elenco de disciplinas inter-relacionadas.<br />
Para efetivação do ensino, a metodologia aplicada sofrerá variações<br />
decorrentes da necessária adequação para o atendimento às exigências<br />
educacionais da comunidade.
A atuação do professor deverá sintonizar sua postura didática com o<br />
perfil profissional traçado e a realidade pedagógica numa busca permanente de<br />
aproximação da teoria com a prática, à medida que surgirem no transcorrer do<br />
curso, oportunidades de vivenciar situações de aprendizagem que extrapolem<br />
as exposições verbais em sala de aula. Serão planejados: fórum de debates,<br />
seminários, aulas simuladas, culminando com as experiências práticas e<br />
profissionais, através do estágio curricular.<br />
Concomitantemente, haverá uso de laboratórios, sala ambiente,<br />
empresa CONSULT Jr, experimentos, e a ocupação de espaços próprios para<br />
o desenvolvimento de aulas práticas, que poderá propiciar experiência<br />
profissional através de trabalho que serão executados nesses ambientes<br />
especiais. Os alunos também deverão envolver-se em projetos desenvolvidos<br />
pela instituição os quais, terão como objetivos a integração faculdade/<br />
comunidade.<br />
No que se refere às atividades acadêmicas, visará á integração de<br />
cursos de integração com a pesquisa e a extensão, através da orientação de<br />
grupos de estudos, organizado pelos respectivos núcleos de pesquisa e com<br />
monitores, permitindo desenvolvimento amplo do potencial do educando, que<br />
será sempre orientado pela qualidade do processo científico e acadêmico.<br />
8.4. Processo de Avaliação<br />
O trabalho metodológico dos professores procura envolver o acadêmico<br />
na aprendizagem e na criação de uma nova postura e concepção, enfatizando<br />
o desenvolvimento da capacidade de tomada de decisão, fazendo-o assumir<br />
responsabilidade técnica e descobrindo a pesquisa.<br />
A avaliação referente ao processo acadêmico é realizada conforme<br />
estabelecida no regimento da FAG. Através de atividades curriculares e<br />
verificações parciais, sendo, de acordo com o MEC uma avaliação de<br />
aprendizagem, observando os seguintes critérios:
Avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência<br />
dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo<br />
do período sobre os de eventuais provas finais;<br />
Que o processo avaliativo seja orientado para a realimentação do esforço<br />
do aluno à medida que os resultados das atividades de avaliação sejam<br />
discutidos a fim de servirem para orientar o seu esforço de aprendizagem,<br />
indicando erros e limitações, sugerindo rumos e advertindo sobre riscos e<br />
não apenas comunicando aos alunos.<br />
Muito embora os cursos de graduação tenham por função precípua a<br />
formação profissionalizante, o que deve caracterizar o seu nível superior é o<br />
compromisso com a construção do conhecimento e não apenas a sua<br />
transmissão. O domínio do conhecimento é condição indispensável, mas não<br />
suficiente, pois o que lhe dá maior sentido e adequabilidade é o aprender a<br />
lidar criativamente com o mesmo, buscando o seu avanço, ou seja, o aprender<br />
a aprender. Nesse sentido, aprender a aprender é condição necessária para<br />
que o profissional possa desempenhar bem suas funções.<br />
8.5. Prática pedagógica inovadora<br />
A FAG compreende que não há como estabelecer uma proposta de<br />
ensino eficiente sem a busca incessante por um equilíbrio entre os conteúdos<br />
teóricos ministrados e investigados na Instituição e a prática. E por este motivo<br />
tem o interesse de desenvolver uma gama de atividades que auxiliem o<br />
acadêmico na descoberta de sua área preferida, bem como na fixação através<br />
da prática e do conhecimento desenvolvido pelo professor.<br />
Várias são as formas de lograr tal intento que são buscadas pela<br />
faculdade. Nesse contexto, destaca-se o estágio e as atividades<br />
complementares, que possibilita ao aluno desde cedo ter experiência no campo<br />
prático. A promoção de conferências, palestras, seminários e projeção de<br />
vídeos, aliada a visitas técnicas, são outras formas de associar conhecimento<br />
transmitido à prática cotidiana. Assim, a partir do conhecimento ao mesmo
tempo holístico e especializado, o discente tem as ferramentas básicas para a<br />
melhoria de seu desenvolvimento profissional.<br />
Outra discussão no processo de ensino aprendizagem é a questão da<br />
interdisciplinaridade. Nesse sentido, faz-se necessário ponderar que essa<br />
abordagem interdisciplinar só acontece quando os conteúdos das disciplinas se<br />
relacionam para a ampla compreensão de um tema estudado, ou seja, a<br />
relação entre as matérias é à base de tudo, pois ela dá significado ao conteúdo<br />
acadêmico, rompendo a divisão hermética das disciplinas.<br />
A FAG tem em sua concepção de educação a formação de pessoas<br />
críticas e reflexivas. Dessa forma, a interdisciplinaridade se faz necessário para<br />
que o aluno promova inovação e adaptação às novas necessidades sociais.<br />
9. Perfil do Corpo Docente<br />
Embora não devendo constituir-se no componente mais importante do<br />
processo, o professor acaba indiretamente por sê-lo, tendo em vista as<br />
condições de poder com que se reveste em sala de aula, em relação aos<br />
alunos. Desta forma, não se concebe como factível a mudança do paradigma<br />
educacional, se não acompanhada previamente da predisposição do docente<br />
neste sentido. Para que o professor efetivamente seja incorporado a essa nova<br />
concepção e possa trabalhar dentro de uma nova realidade educacional,<br />
mormente de acordo com uma pedagogia interativa e moderna, entendem-se<br />
como necessários os seguintes pressupostos principais, desde os mais gerais<br />
aos mais particularizados:<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Concordar intimamente com a validade do novo paradigma;<br />
Viver em termos práticos com meta-reflexão;<br />
Considerar a igualdade como o princípio maior do relacionamento;<br />
Possuir preparação teórica (conteúdo) adequada;<br />
Ter conhecimentos práticos (conteúdo) suficientes;<br />
Estar capacitado pedagogicamente (forma);
Aceitar técnicas e procedimentos abertos;<br />
Conhecer as novas tecnologias educacionais;<br />
Entender e aceitar a diversidade do corpo discente.<br />
Num mundo contemporâneo globalizado, onde as informações circulam<br />
rapidamente em decorrência do progresso das tecnologias de informação e<br />
comunicação, constitui uma das obrigações básicas do docente manter-se<br />
plenamente e constantemente atualizado, em relação ao conteúdo trabalhado,<br />
principalmente no que se refere às suas aplicações práticas. Recomenda-se<br />
que, para um mais ativo e válido intercâmbio de idéias e conhecimentos, bem<br />
como para uma efetiva vivência com novas realidades educacionais, os<br />
docentes e discentes, sempre que possível, participem de cursos e eventos, e<br />
principalmente capacitação em pós-graduação, em outras Instituições<br />
universitárias em outro local que não o de efetivo exercício profissional.<br />
10. Perfil do Corpo Discente<br />
A figura do aluno dentro do processo de ensino-aprendizagem constitui<br />
um aparente paradoxo, cuja solução passa necessariamente pela adoção de<br />
um novo paradigma pedagógico. Ao mesmo tempo em que o aprendiz se<br />
constitui, por um lado, no objetivo e figura primordial do processo, configura-se<br />
na realidade como o componente que, na grande maioria das vezes, pelo<br />
menos no ensino tradicional, normalmente atua como um elemento passivo e<br />
de menor importância no sistema.<br />
O que se pode aí constatar é a imensa responsabilidade educacional e<br />
social do professor, ao verificar-se que, com relação aos pressupostos que<br />
devem ser assimilados pelo corpo discente, a maior parcela deles está<br />
efetivamente mais ao alcance do docente do que do aprendiz. Tal<br />
reconhecimento, entretanto, passa despercebido na educação tradicional,<br />
posto que normalmente foge ao conteúdo da matéria.
A seguir estão discriminados os pressupostos para o aprendiz, nos quais<br />
uma simples análise demonstra já a necessidade da influência e participação<br />
docente, que se faz indispensável para a sua incorporação:<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Aprendizagem da estrutura básica do processo de ensino (forma);<br />
Conhecimento com relação às suas características como aprendiz;<br />
Certeza de estar inserido no estudo (conteúdo) de preferência;<br />
Abertura para o desenvolvimento das orientações necessárias;<br />
Predisposição para o estudo;<br />
Atitude ativa e de participação;<br />
Desenvolvimento do espírito colaborativo;<br />
Adoção de condutas externas compatíveis e favoráveis.<br />
Partindo-se da essência da presente proposta para explicitar estes<br />
pressupostos, não se pode conceber a possibilidade do estudante alcançar um<br />
bom nível de aproveitamento se não tiver conhecimento dos meios de<br />
aprendizagem mais favoráveis à sua pessoa, para viabilizar os procedimentos<br />
mais adequados ao seu próprio estudo.<br />
Muito embora a necessária e indispensável participação do professor no<br />
auxílio a vários dos aspectos aqui mencionados, existem outros inacessíveis ao<br />
docente e que dependem fundamentalmente da conscientização,<br />
responsabilidade e maturidade do aprendiz. Veja-se que a escolha do curso<br />
adequado, a predisposição para o estudo, o comportamento social, a<br />
experiência extraclasse e o modus vivendi do aluno compõem um conjunto de<br />
elementos normalmente decorrentes de outro universo e também da educação<br />
informal, que escapam à possibilidade de uma participação mais efetiva do<br />
professor. Tratando-se aqui, entretanto, de um estudo sobre populações de<br />
quase adultos, entende-se como já razoavelmente desenvolvidas muitas<br />
dessas características, sendo suficiente muitas vezes apenas a ação de um<br />
catalizador, onde a figura do mestre pode se fazer presente.
11. Considerações finais<br />
As bases que nortearam o presente texto são as de que ele servirá<br />
como guia para toda a faculdade, ou seja, servirá como uma bússola,<br />
orientadora das decisões que serão tomadas no dia a dia dos cursos.<br />
A elaboração do projeto pedagógico institucional iniciou-se com a<br />
reflexão por parte dos envolvidos com o curso acerca do que se tem hoje e<br />
onde se quer chegar. Para tanto, partiu-se do princípio de que um curso existe<br />
para realizar algo. Entende-se, que o projeto pedagógico institucional estruturase<br />
a partir da missão da faculdade, o que permite identificar seu propósito<br />
específico, sua razão de existir e os valores que o mantém.<br />
Nesse contexto, a Faculdade de Guararapes se alicerça em uma<br />
concepção de educação que visa o desenvolvimento da liberdade e da<br />
solidariedade humana, buscando promover o desenvolvimento integral do<br />
homem e do seu meio. Sendo assim, o ensino, a pesquisa e a extensão, são<br />
os veículos para a consolidação de uma concepção humanística de educação.<br />
Ressalta-se que essa visão requer atividades acadêmicas voltadas para a<br />
construção e apropriação de conhecimentos científicos, para que promova uma<br />
educação formadora de profissionais com senso crítico e ético.
Em essência, o eixo da formação do profissional se caracteriza por<br />
atividades de ensino, pesquisa e extensão, voltadas para a construção e<br />
reconstrução do conhecimento, buscando desenvolver no acadêmico o perfil de<br />
um profissional facilmente adaptável às mudanças vigentes no mercado de<br />
trabalho global.<br />
Guararapes – SP, 20 de outubro de 2007.<br />
_______________________________________________<br />
Isabel Cristina Bisco Flozi<br />
Diretora Geral<br />
_____________________________________________<br />
Dilma Almira Machado Figueiredo dos Santos<br />
Coordenadora do Curso de Pedagogia<br />
_______________________________________________<br />
Vanessa de Paula Rodrigues Patrizzi<br />
Coordenadora do Curso de Letras<br />
_____________________________________<br />
Diógenes Arthur Sarauza<br />
Coordenador do Curso de Administração