Revista Dental Press de Estética V olume 3 - Número 2 - Abril / Maio ...

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Revista Dental Press de Estética V olume 3 - Número 2 - Abril / Maio ...

ISSN 1807-2488

Estética

Revista Dental Press de

volume 3 - número 2

abril / maio / junho 2006

Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética

DENTAL PRESS INTERNATIONAL


Estética

Revista Dental Press de

volume 3

- número 2

Sumário

abril / maio / junho 2006

16

31

70

88

Avaliação da resistência adesiva de resina composta em dentina humana,

empregando sistemas adesivos autocondicionantes e monocomponente:

teste de microtração

Rafael Barroso Pazinatto, José Benedicto de Mello, Celso Luiz de Angelis Porto

Restauração estética dos dentes anteriores: considerações clínicas

e laboratoriais

Humberto Vicentini, Carlos Alberto do A. Valladão Junior, Victor Hugo Barros do Carmo

Integrando ciência e arte com resinas compostas: reabilitação

estética anterior, aspectos químicos e análise em MEV - Microscopia

Eletrônica de Varredura

Wanderley de Almeida Cesar Jr., Emerson Marcelo Girotto, Silvia Luciana Fávaro,

Eduardo Radovanovic

Fundamentos clínicos na utilização de pinos de fibras de vidro

Sanzio Marques, Daniela Marques Campos, Natália Lopes Vicinelli

Seções

3 Editorial

Zen

10 Entrevista

Paulo Kano

45

125

Caso Selecionado

Laminados Cerâmicos

Sidney Kina, August Bruguera

Biologia da Estética

Manchas brancas não cariosas do esmalte

Alberto Consolaro

ISSN 1807-2488

R Dental Press Estét Maringá v. 3 n. 2 p. 1-136 abr./maio/jun. 2006


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(2004) – . -- Maringá : Dental Press International, 2004-

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ISSN 1807-2488.

1. Estética (Odontologia) – Periódicos I. Dental Press International. II. Título.

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Artigo de pesquisa

Avaliação da resistência adesiva de

resina composta em dentina humana,

empregando sistemas adesivos

autocondicionantes e monocomponente:

teste de microtração

Rafael Barroso Pazinatto*, José Benedicto de Mello**, Celso Luiz de Angelis Porto***

Resumo

O objetivo do presente estudo foi

avaliar a resistência adesiva de três

sistemas adesivos, de diferentes composições,

aplicados à dentina humana.

Doze terceiros molares humanos

foram incluídos em resina acrílica,

esterilizados por radiação gama gerada

pelo cobalto 60, tiveram o esmalte

oclusal removido para a exposição de

uma superfície plana de dentina e foram

submetidos a uma lixa de carbeto

de silício (n o 600) para regularização

da lama dentinária. As amostras

foram divididas em 3 grupos: Grupo 1

– Single Bond (3M); Grupo 2 – AdheSE

(Ivoclar); Grupo 3 – Tyrian e One Step

Plus (Bisco). Para todos os grupos a resina

composta EsthetX (Dentsply) foi

inserida pela técnica incremental, em

matriz bipartida, sobre a área preparada.

Após 24h de armazenagem em

água destilada a 37 0 C, os corpos-deprova

foram termociclados em 500

ciclos (5 0 C a 55 0 C) e seccionados longitudinalmente

nos sentidos frontal

e sagital para a obtenção de palitos

de 1mm 2 . Os espécimes foram submetidos

ao teste de microtração

a uma velocidade de 0,5mm/min.

Para a análise estatística foram empregados

os testes de análise de

variância (ANOVA) e a comparação

múltipla de Tukey (5%). Os valores

médios obtidos foram 27,41MPa (SB),

16,44MPa (AD) e 13,03MPa (TO). Conclui-se

que: o sistema monocomponente

(SB) apresentou resistência adesiva

significantemente maior que os

autocondicionantes (AdheSE e Tyrian

+ One Step Plus) e que não houve diferença

estatística entre os sistemas

autocondicionantes; o sistema adesivo

Single Bond apresentou o maior

número de fraturas coesivas.

Palavras-chave: Adesivos dentinários. Microtração. Adesão.

* Mestre em Dentística (UNITAU). Professor de Materiais Dentários da Universidade Federal de Juiz de Fora - MG.

** Professor e Coordenador dos cursos de Mestrado e de Especialização - Subárea Dentística - (UNITAU).

*** Presidente do Grupo Brasileiro dos Professores de Dentística. Professor do curso de Mestrado - Subárea

Dentística - (unitau).

16 R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 16-30, abr./maio/jun. 2006


Rafael Barroso Pazinatto, José Benedicto de Mello, Celso Luiz de Angelis Porto

que a força de adesão é ainda maior para os adesivos

convencionais como o Scotchbond Multi

Purpose 8,28 .

Estes resultados conflitantes nos mostram a

necessidade de mais estudos quanto à evolução e

eficácia dos sistemas adesivos. Mesmo diminuindo

passos clínicos e aumentando as condições de

um correto embricamento micromecânico, os

sistemas adesivos de última geração ainda não

apresentam um resultado satisfatório.

Evaluation of bond strength of composite in human

dentin using total-etch and self-etching adhesive

systems: microtensile test

Abstract

The purpose of the present study was to evaluate

the bond strength of three adhesive systems to

dentin. Twelve human third molars were included

in acrylic resin and sterilized by gamma cobalt 60

radiation. The occlusal enamel was removed to

expose a flat dentin surface and ground with up to

600-grit SiC paper. Teeth were randomly divided

in 3 groups: Group 1 – Single Bond (3M); Group 2

– AdheSE (Ivoclar); Group 3 – Tyrian and One Step

Plus (Bisco). For all groups the composite EsthetX

(Dentsply) was applied. After 24h in distilled

water at a temperature of 37 o C the specimens

was thermal cycling (500 cycles, 5 0 C-55 o C) and

longitudinally sectioned in two perpendicular

directions to obtain sticks with cross-sectional

surface area of 1mm 2 . The test specimens were

submitted to microtensile test at a speed of

0,5mm/min. The data were submitted to variance

analysis (α=0,05), which revealed higher bond

strength to Single Bond total-etch systems than

to self-etching systems. No statistical significant

differences of bond strength were found between

the self-etching systems. The cohesive failure was

predominant in Single Bond adhesive.

KEY WORDS: Dentine adhesives. Microtensile. Adhesion.

REFERÊNCIAS

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R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 16-30, abr./maio/jun. 2006

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Avaliação da resistência adesiva de resina composta em dentina humana, empregando sistemas adesivos autocondicionantes e monocomponentes: teste de microtração

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composta em dentina bovina, tratada com hipoclorito de

sódio, laser de Er:YAG. e Nd:YAG, empregando sistema adesivo

monocomponente e autocondicionante: teste de cisalhamento.

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Odontologia, Universidade Estadual Paulista, São José dos

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25. SADEK, F. T. et al. Efeito do armazenamento de adesivos de

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28. YOUSSEF, J. A. et al. Resistência de união à dentina de resinas

compostas associadas a sistemas adesivos com e sem carga.

Pesqui Odontol Brás, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 157-160,

abr./jun. 2001.

Endereço para correspondência

Rafael Barroso Pazinatto

R. Luiz Antônio Thomaz, 225 - Cidade Jardim

Juiz de Fora - MG CEP: 36026-590

E-mail: pazinatto@yahoo.com

30 R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 16-30, abr./maio/jun. 2006


Artigo Clínico

Restauração estética dos dentes

anteriores: considerações clínicas

e laboratoriais

Humberto Vicentini*, Carlos Alberto do A. Valladão Junior**,

Victor Hugo Barros do Carmo***

Resumo

Este artigo descreve um caso clínico

envolvendo a estética de dentes

anteriores, restaurados com coroas

puras de cerâmica. Métodos alterna-

tivos para tratamento do caso clínico

são discutidos. São explicados os procedimentos

de preparo, moldagem,

técnica laboratorial e cimentação.

Palavras-chave: Estética natural. Jaquetas de cerâmicas. Cerâmicas injetadas.

* Cirurgião-Dentista graduado pela FOPL, AC, Brasília/DF.

** Cirurgião-Dentista graduado pela UnB - Brasília/DF.

*** Técnico em Prótese Dentária graduado pela Lausanne - Suíça.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 31-44, abr./maio/jun. 2006

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Humberto Vicentini, Carlos Alberto do A. Valladão Junior, Victor Hugo Barros do Carmo

rídrico e silanizados; eles possuem pouca solubilidade,

são estéticos e melhoram a resistência

marginal das restaurações. As desvantagens 17

incluiriam: pouco tempo de trabalho, filme de

cimentação maior, sensibilidade pós-cimentação,

não existência de efeito anticariogênico

e utilização de muitos passos clínicos. Mesmo

assim, em comparação com outros agentes cimentantes,

as vantagens facilmente superam as

desvantagens.

No intuito de minimizar as desvantagens

descritas e para facilitar os passos clínicos, procurando

reduzir a sensibilidade pós-cimentação

e a espessura do filme do cimento, utilizamos

para o caso clínico apresentado o adesivo autocondicionante

Adhese SE – Ivoclar-Vivadent

com o cimento resinoso Variolink 2- Ivoclar-Vivadent.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As restaurações em cerâmica injetadas IPS

Empress Esthetic mostraram ser uma excelente

alternativa restauradora estética, satisfazendo

plenamente as expectativas do paciente, propiciando

significativo impacto positivo para a

sua auto-estima, mostrando-se uma excelente

alternativa restauradora.

O novo material da empresa Ivoclar possui

características ópticas semelhantes a outros

sistemas cerâmicos injetados 18,19,20 , além disso,

possui boa resistência compressiva em torno de

170mg, possui uma grande variedade de pastilhas

com diferentes graus de opacidade e transparência

para atender as variadas situações clínicas

21,22,23 .

A técnica de confecção das restaurações nos

pareceu bastante simplificada, tendo no novo

material de estratificação uma elevada autenticidade

com as nuances encontradas nos dentes

naturais.

Outra grande vantagem que deve ser destacada

é a possibilidade de manter as margens

cervicais do preparo ao nível gengival e, em

situações bem favoráveis, acima do nível gengival,

sendo mais tolerável biologicamente 24 .

Isto porque o material é bastante translúcido,

permitindo a passagem de luz nesta região da

restauração, resultado em excelente estética e

biocompatibilidade, portanto satisfazendo as

exigências protéticas e periodontais, com ótima

precisão marginal e contorno anatômico

adequado, bem mais fácil de ser reproduzido.

Aesthetic restoration of anterior teeth: clinical and

laboratorial considerations

Abstract

This article describes a clinic procedure concerning

anterior teeth aesthetics, restored with pure

ceramic crowns. Alternative methods for treating

the case are discussed. Tooth preparation

procedures, impression techniques, laboratory

procedures and cementations are also explained.

KEY WORDS: Aesthetic crowns. Pure ceramic crowns. Pressed ceramics.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 31-44, abr./maio/jun. 2006

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Restauração estética dos dentes anteriores: considerações clínicas e laboratoriais

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devices: direct cell contact assay. RCC report(s), June 1997. CCR

Project 5711 01102/04.

Endereço para correspondência

Humberto Vicentini

SDN CNB Sala 6076

CEP: 70077-900 - Brasília - DF

E-mail: vicentinihum@uol.com.br

44 R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 31-44, abr./maio/jun. 2006


Artigo Inédito

Integrando ciência e arte com

resinas compostas: reabilitação

estética anterior, aspectos químicos

e análise em MEV - Microscopia

Eletrônica de Varredura

Wanderley de Almeida Cesar Jr.*, Emerson Marcelo Girotto**,

Silvia Luciana Fávaro***, Eduardo Radovanovic****

Resumo

Atualmente, o desenvolvimento observado

nas resinas compostas proporciona

ao cirurgião-dentista a oportunidade

de reproduzir com grande fidelidade

os dentes naturais. As propriedades

químicas têm melhorado constantemente,

proporcionando maior durabilidade,

resistência e estética satisfa-

tória. O presente artigo teve como

objetivo apresentar passo-a-passo

uma reabilitação estética com resinas

compostas em dentes anteriores,

discutir alguns aspectos gerais sobre

suas características químicas, bem

como analisar o compósito utilizado

através de MEV – microscopia eletrônica

de varredura.

Palavras-chave: Odontologia estética. Resina composta. Diastemas.

* Cirurgião-dentista clínico, especialista em Dentística pela FOB - USP, mestre em Dentística pela FORP

– USP, doutorando em Química de Polímeros e Compósitos DQI - UEM, coordenador do curso de

aperfeiçoamento em Odontologia Restauradora Estética do Odons/INSBES - Instituto Sul Brasileiro de

Ensino Superior.

** Professor adjunto do Departamento de Química da Univerisdade Estadual de Maringá. Doutor em

Química pelo Instituto de Química da UNICAMP com pós–doutorado em síntese e aplicação de

polímeros pelo Instituto de Química de São Carlos, USP.

*** Graduada em Química – UEM - Universidade Estadual de Maringá. Mestranda em Química de Polímeros e

Compósitos DQI - UEM.

**** Professor adjunto do Departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá. Doutor em

química com pós-doutorado em microscopia eletrônica e de força atômica pelo Instituto de Química da

UNICAMP.

70 R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 70-87, abr./maio/jun. 2006


Integrando ciência e arte com resinas compostas: reabilitação estética anterior, aspectos químicos e análise em MEV - Microscopia Eletrônica de Varredura

menor espessura da resina anteriormente aplicada

(DA3). Esta conduta foi tomada para que as

características de maior croma do canino fossem

mantidas (Fig. 26 - 30). Subseqüentemente foram

realizados os procedimentos de confecção

de textura, anatomia, acabamento e polimento

(Fig. 31 - 35), aspectos inicial e final (Fig. 36 - 44).

Conclusão

• A ciência e a arte com resinas compostas

estão cada vez mais acessíveis aos clínicos.

Os avanços na química dos compósitos possibilitam

ao clínico resinas cada vez mais estéticas

e versáteis, bem como novas técnicas

para a reprodução artística dos dentes naturais

produzem ciência e resultados mais promissores.

• O caso apresentado neste artigo evidencia

que é possível a utilização de resinas compostas

como elemento para a reabilitação estética em

dentes anteriores.

• O esforço para a obtenção da excelência

estética passa pelo conhecimento, pela dedicação

e pela determinação. O êxito e a excelência

no trabalho restaurador passam pela missão de

transformar o sorriso das pessoas, este propósito,

se for realmente verdadeiro, não demanda

mais esforço e sim paixão, vontade e alegria.

Science and art with dental composite: anterior esthetic

rehabilitation, chemical aspects and analysis with

SEM - Scanning Electron Microscopy

Abstract

Nowadays, the state of the art of dental composite

can offer to the dentists the opportunity of

reproducing the natural teeth with a great fidelity.

The chemical properties have been constantly

improved giving a better durability, resistance and

a satisfactory esthetic. This actual paper intends

to demonstrate the step by step of an esthetical

rehabilitation with dental composite in anterior

teeth, discuss some of general aspects of their

chemical characteristics, as well as analises the

composite used in the clinical case through the

SEM - Scanning Electron Microscopy.

KEY WORDS: Esthetic dentistry. Dental composite. Diastems.

86 R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 70-87, abr./maio/jun. 2006


Wanderley de Almeida Cesar Jr., Emerson Marcelo Girotto, Silvia Luciana Fávaro, Eduardo Radovanovic

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UDMA/D3MA reforçados com nanopartículas de TiO 2

e Al 2 O 3 .

Tese (Doutorado)-Departamento de Química, Universidade

Estadual de Maringá, Maringá. No prelo.

Endereço para correspondência

Wanderley de Almeida Cesar Jr.

Av. Humaitá, 890 Zona 4 - Maringá - PR

CEP – 87014 - 200

E-mail: wanderleyjr@odons.com.br

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 70-87, abr./maio/jun. 2006

87


Artigo Inédito

Fundamentos clínicos na utilização

de pinos de fibras de vidro

Sanzio Marques*, Daniela Marques Campos**, Natália Lopes Vicinelli***

Resumo

Pinos de fibras de vidro têm sido um

auxiliar cada vez mais utilizado na

restauração de dentes tratados endodonticamente.

Suas maiores vantagens

são um módulo de elasticidade

próximo ao da dentina, ausência

de corrosão, menor tempo de execução

e custo quando comparado com

núcleos indiretos, adesividade e es-

tética favoráveis. Em contrapartida,

por serem materiais relativamente

novos na Odontologia, necessitam

de maior tempo de avaliação, pois

suas indicações e técnica de utilização

são extremamente sensíveis.

A finalidade deste artigo é discutir

alguns princípios de utilização dos

pinos de fibras de vidro visando sua

longevidade.

Palavras-chave: Pinos de fibras de vidro. Pinos pré-fabricados.

Dentes tratados endodonticamente. Pinos estéticos.

* Mestre em Dentística Restauradora (FO-UFMG). Especialista em Prótese Dental (FORP-USP). Autor do livro

“Estética com resinas compostas em dentes anteriores: percepção, arte e naturalidade”.

** Cirurgiã-dentista. Especialista em Radiologia Odontológica (UNICAMP).

*** Cirurgiã-dentista.

88 R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 88-124, abr./maio/jun. 2006


Sanzio Marques, Daniela Marques Campos, Natália Lopes Vicinelli

Conclusão

Como todo e qualquer material utilizado na

Odontologia atual, os pinos de fibras de vidro possuem

vantagens e desvantagens, podendo ser excelentes

auxiliares na restauração de dentes tratados

endodonticamente e danificados estruturalmente,

garantindo certa previsibilidade, desde que sua indicação

e técnica de utilização sejam criteriosas.

Anterior superior teeth cosmetic remodelling:

a clinical case

Abstract

Fiberglass posts have increasingly been used for the

restoration of endodontically treated teeth. Their

greatest advantages are elasticity module close to

that of dentin, absence of corrosion, less execution

time and lower cost as compared to indirect cores,

favorable adhesivity and esthetics. On the other

hand, since they are a relatively new material for

Dentistry, more evaluation time is necessary as

the indications and the utilization technique are

extremely sensible. The purpose of this article

is to discuss some principles of fiberglass post

utilization concerning its longevity.

KEY WORDS: Fiberglass posts. Premanufactured posts. Endodontically treated teeth. Esthetic posts.

Referências

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R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 88-124, abr./maio/jun. 2006

123


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Endereço para correspondência

Sanzio Marques

R. Lavras 605, Bairro Umuarama

Passos-MG – CEP: 37902-314

E-mail: sanzio@sorrisobelo.com.br - www.sorrisobelo.com.br

124 R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 88-124, abr./maio/jun. 2006


Zen

Editorial

Sidney Kina

Zen é uma palavra chinesa que em primeira

instância significa meditação. Indo além,

zen é uma filosofia caracterizada por valorizar

a contemplação intuitiva (em oposição

à meditação racional abstrata*), a qual

se exercita pela prática de toda espécie de trabalhos

manuais e leva ao desenvolvimento da personalidade,

mediante o conhecimento de si mesmo. Pessoas que

praticam a meditação zen têm como característica uma

devoção muito grande aos seus ofícios, chegando quase

à contemplação plena durante seu exercício. Ao vê-las

trabalhando, temos a verdadeira impressão de pessoas

felizes e em plena paz durante aquele momento em

que atuam. Faço esse preâmbulo para chamar atenção

a respeito da essência artesanal da Odontologia Restauradora,

uma de suas principais características. Antes

saliento: sei que praticamos uma ciência. Sei que para

realizarmos trabalhos restauradores com excelência, é

necessário um forte conhecimento técnico/científico

de várias áreas interligadas. Entretanto, lembro que ao

realizarmos a ciência das restaurações o sucesso está

intimamente ligado à habilidade e paixão do dentistaartesão.

Introduzo-os assim a uma realidade que vejo

cada vez mais presente. Hoje, muitos amigos dentistas

projetam uma visão abstrata na Odontologia que praticam.

É comum observarem, durante o ato da restauração,

características além do momento, como o custo,

lucro, prejuízo, horário... amanhã. Deixam de curtir o

momento. Deixam de apreciar o ato. Deixam morrer a

paixão do artesão pela execução da obra. E assim, cada

vez mais estressados e infelizes, não conseguem mais

extrair o prazer da profissão. De certa forma, pessoas assim

tendem a fazer isto constantemente, não curtindo

os momentos, abstraindo, parecem a toda hora esperar

por algo que está para acontecer. Zen é uma palavra que

está em moda desde que apareceu no vocabulário da televisão,

em novelas e entrevistas, e rapidamente se tornou

“cult”. Infelizmente, apenas o emprego da palavra

não significa nada. Dizer para você “fique zen” não resolve.

É preciso entender seu significado e filosofia e tentar

aplicá-los na sua forma mais simples. Acredito que se

pudéssemos fazer nossas restaurações de forma “zen”,

curtindo apenas aquele momento, quase como uma meditação,

extraindo dele todo seu prazer, teríamos mais

sucesso e provavelmente mais satisfação profissional.

Lembrando sempre que a ciência guia nossa execução,

mas o ato em si é puramente artesanal e, como tal, inexplicável

à luz da ciência, necessita de paixão, a alma de

todo artesão.

Seja zen, aproveite este momento e simplesmente

curta sua leitura (espero que goste).

*Abstrato: que opera com qualidades e relações, e não com a realidade. / Que expressa qualidade

ou característica separada do objeto a que pertence ou está ligado.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 3, abr./maio/jun. 2006

3


Entrevista

Paulo Kano

Zen é a melhor forma para tentar descrever nosso entrevistado: Dr. Paulo Kano (leia o editorial).

Quem já teve a oportunidade de assistir algum de seus cursos e observar suas demonstrações práticas

sabe do que estou falando. Com mãos mágicas e uma intuição ímpar, suas técnicas de restauração e

escultura fazem escola no Brasil, e já ultrapassam fronteiras, ensinando dentistas e técnicos em prótese

dentária no mundo todo. Com perspicácia, humildade e seu jeito Zen de ser, da nada Zen São

Paulo, Paulo Kano nos encanta com sua entrevista.

Dr. Paulo, mesmo “sem ter” formação para tal, uma

vez que você não é mestre nem doutor, você vem fazendo

uma revolução no ensino da Odontologia do

Brasil. Você tem noção disso? Se sim, a que você atribui

este fato?

Muito obrigado pelo elogio, porém seria muita

pretensão da minha parte acreditar que faço uma revolução

no ensino odontológico. Na verdade, conheço

muitos professores que têm colaborado e feito

muito pela classe odontológica, esses sim dignos de

méritos. O que venho realizando é contribuir para o

desenvolvimento e aprimoramento das habilidades

dos profissionais, tornando procedimentos aparentemente

complexos em métodos simples. Meu objetivo

é facilitar o aprendizado através de um sistema

de analogias, que é a mnemônica, fazendo com que

os profissionais adquiram agilidade e destreza. Pela

dificuldade para ingressar na faculdade, verifiquei a

necessidade de utilização de uma técnica de apren-

dizagem rápida, e por isso valorizo e recomendo a mnemônica.

Além do aperfeiçoamento das técnicas de aprendizado,

meu objetivo é quebrar conceitos como o da

diferença e soberania do professor em relação ao aluno. O

aluno não deve aprender e desenvolver atividades baseado

em informações de rodapés, dificuldade nas avaliações

e rigidez. Sempre acreditei na relação entre professor e

aluno, onde há um ser humano com o propósito de transmitir

o que sabe ao outro ser humano, com a preocupação

de ensinar com veracidade, sem distinção de credo,

preconceitos ou interesse político-econômico.

Algumas pessoas conseguem doutrinar e modificar o

pensamento predominante e o fazem através de sua

área de atuação. Você conseguiria analisar seu papel

nas últimas gerações dentro da Odontologia Restauradora

e em que esferas você teve mais atuação?

Nós exercemos um papel fundamental na raça humana,

que é o de transmitir experiências ao longo das

10 R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 10-15, abr./maio/jun. 2006


Paulo Kano

Apenas a partir de esforço

e treinamento, exercício

e mudança de conceitos

os profissionais podem se

diferenciar.

R Dental Press Estét, Maringá, v. v. 3, n. 2, p. 10-15, abr./maio/jun. 2006

11


Caso Selecionado

Laminados Cerâmicos

Sidney Kina, August Bruguera

Laminados cerâmicos são inspirados em um princípio

simples, que consiste na substituição ou reposição

do esmalte dentário por uma fina lâmina de

cerâmica que será intimamente aderida à superfície

dentária. Por anos, está idéia surgida nos anos 30 com

Charles Pincus, dentista em Hollywood, que tinha a

incumbência de melhorar esteticamente o sorriso de

algumas estrelas da época, ficou no imaginário da

Odontologia. A passos largos, uma sucessão e combinação

de descobertas iniciadas a partir da técnica do

condicionamento ácido, descrita por Buonocore em

1955, associada à introdução das resinas compostas

por BIS-GMA por Bowen nos anos 60, deram partida

à fantástica era adesiva na Odontologia, que tendenciou

uma orientação em direção a trabalhos cada vez

mais estéticos. À margem destas descobertas, as téc-

nicas de tratamento e adesão de superfícies cerâmicas

documentadas por Horn, 1983, e Calamia e Simonsen,

1984, possibilitaram finalmente que finas lâminas de

cerâmica pudessem ser coladas efetivamente às estruturas

dentárias. Desde então, a técnica e materiais

restauradores para construção e adesão de laminados

cerâmicos têm evoluído muito, tornando a Odontologia

Estética em uma das modalidades restauradoras

mais apaixonantes. Hoje, com vasta literatura, os estudos

clínicos de acompanhamento longitudinal mostram

números definitivos de sucesso, variando entre

90 e 95% em dez anos de avaliações. Desta forma, o

presente caso clínico tenta mostrar, através de suas

ilustrações, a técnica de preparo e confecção de laminados

cerâmicos e todo seu potencial na obtenção de

trabalhos estéticos.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 45-69, abr./maio/jun. 2006

45


Caso Selecionado - Laminados Cerâmicos

Figura 1, 2 , 3 - Caso clínico inicial. Ficha clínica: mulher, 32 anos. Observe a relação entre a altura e largura dos elementos dentários. Com uma largura

maior que a altura, uma sensação de achatamento dos dentes é notada. Ainda, a presença de diastemas e uma coloração escura dos dentes, associadas

a um sorriso gengival, criam uma clara desarmonia estética. Planejamento: cirurgia plástica periodontal, facetas laminadas no 13, 12, 11, 21, 22

e 23, onlay no 24 e coroa total no 25.

46 R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 45-69, abr./maio/jun. 2006


Estética

Biologia da Estética

Manchas brancas não

cariosas do esmalte

por Alberto Consolaro

As manchas ou lesões brancas no esmalte dentário

tem várias origens, sendo a cárie dentária a mais conhecida,

especialmente em países em que ainda não foi

completamente eliminada. Manchas brancas e pequenos

defeitos no esmalte podem ter outra natureza, quase

sempre relacionada às várias formas de hipoplasia do

esmalte.

Nos países socialmente desenvolvidos e na população

mais privilegiada dos demais, as manchas brancas de

outras origens são as mais valorizadas, pois os conceitos

de estética e saúde são mais rígidos e o diagnóstico

diferencial preciso com cárie no esmalte se faz necessário

(Fig. 1, 2). As manchas brancas cariosas se instalam

nas regiões onde ocorre maior acúmulo de placa dentobacteriana,

como a região cervical nas faces livres, nas

faces proximais logo abaixo dos pontos de contato ou

nas facetas de contato e nas faces oclusais dos dentes

posteriores.

Nas crianças, as manchas brancas por cárie no esmalte

podem atingir outros níveis na face livre quando os

dentes estão em fase de erupção e a região de maior

acúmulo de placa dentobacteriana se faz entre a gengiva

e estas faces livres, região esta que muda à medida

que o dente irrompe. Estas manchas brancas, tem geralmente

uma forma linear ou semilunar e, à medida

que se livram da proximidade com o nível mais incisal

da gengiva, remineralizam-se naturalmente após alguns

meses de exposição à saliva.

Manchas brancas não cariosas

Em faces livres do esmalte, sem qualquer possibilidade

de acúmulo minimamente duradouro de placa

dentobacteriana, ocorrem manchas brancas associadas

ou não com micro-áreas de cor amarela ou acastanhada

(Fig. 2, 4), mas com superfície preservada. Estas manchas

são conhecidas como “opacidades do esmalte” e o seu

grau variável de severidade quanto à extensão e número

promove vários tipos ou sistemas de classificação na literatura

pertinente. Em populações em que as opacidades

do esmalte foram epidemiologicamente estudadas

a prevalência variou de 1 a 98%, o que denota dificuldade

no seu diagnóstico e classificação.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 125-132, abr./maio/jun. 2006

125


Estética

Biologia da Estética

Manchas brancas não

cariosas do esmalte

por Alberto Consolaro

As manchas ou lesões brancas no esmalte dentário

tem várias origens, sendo a cárie dentária a mais conhecida,

especialmente em países em que ainda não foi

completamente eliminada. Manchas brancas e pequenos

defeitos no esmalte podem ter outra natureza, quase

sempre relacionada às várias formas de hipoplasia do

esmalte.

Nos países socialmente desenvolvidos e na população

mais privilegiada dos demais, as manchas brancas de

outras origens são as mais valorizadas, pois os conceitos

de estética e saúde são mais rígidos e o diagnóstico

diferencial preciso com cárie no esmalte se faz necessário

(Fig. 1, 2). As manchas brancas cariosas se instalam

nas regiões onde ocorre maior acúmulo de placa dentobacteriana,

como a região cervical nas faces livres, nas

faces proximais logo abaixo dos pontos de contato ou

nas facetas de contato e nas faces oclusais dos dentes

posteriores.

Nas crianças, as manchas brancas por cárie no esmalte

podem atingir outros níveis na face livre quando os

dentes estão em fase de erupção e a região de maior

acúmulo de placa dentobacteriana se faz entre a gengiva

e estas faces livres, região esta que muda à medida

que o dente irrompe. Estas manchas brancas, tem geralmente

uma forma linear ou semilunar e, à medida

que se livram da proximidade com o nível mais incisal

da gengiva, remineralizam-se naturalmente após alguns

meses de exposição à saliva.

Manchas brancas não cariosas

Em faces livres do esmalte, sem qualquer possibilidade

de acúmulo minimamente duradouro de placa

dentobacteriana, ocorrem manchas brancas associadas

ou não com micro-áreas de cor amarela ou acastanhada

(Fig. 2, 4), mas com superfície preservada. Estas manchas

são conhecidas como “opacidades do esmalte” e o seu

grau variável de severidade quanto à extensão e número

promove vários tipos ou sistemas de classificação na literatura

pertinente. Em populações em que as opacidades

do esmalte foram epidemiologicamente estudadas

a prevalência variou de 1 a 98%, o que denota dificuldade

no seu diagnóstico e classificação.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 125-132, abr./maio/jun. 2006

125


Estética

Biologia da Estética

Manchas brancas não

cariosas do esmalte

por Alberto Consolaro

As manchas ou lesões brancas no esmalte dentário

tem várias origens, sendo a cárie dentária a mais conhecida,

especialmente em países em que ainda não foi

completamente eliminada. Manchas brancas e pequenos

defeitos no esmalte podem ter outra natureza, quase

sempre relacionada às várias formas de hipoplasia do

esmalte.

Nos países socialmente desenvolvidos e na população

mais privilegiada dos demais, as manchas brancas de

outras origens são as mais valorizadas, pois os conceitos

de estética e saúde são mais rígidos e o diagnóstico

diferencial preciso com cárie no esmalte se faz necessário

(Fig. 1, 2). As manchas brancas cariosas se instalam

nas regiões onde ocorre maior acúmulo de placa dentobacteriana,

como a região cervical nas faces livres, nas

faces proximais logo abaixo dos pontos de contato ou

nas facetas de contato e nas faces oclusais dos dentes

posteriores.

Nas crianças, as manchas brancas por cárie no esmalte

podem atingir outros níveis na face livre quando os

dentes estão em fase de erupção e a região de maior

acúmulo de placa dentobacteriana se faz entre a gengiva

e estas faces livres, região esta que muda à medida

que o dente irrompe. Estas manchas brancas, tem geralmente

uma forma linear ou semilunar e, à medida

que se livram da proximidade com o nível mais incisal

da gengiva, remineralizam-se naturalmente após alguns

meses de exposição à saliva.

Manchas brancas não cariosas

Em faces livres do esmalte, sem qualquer possibilidade

de acúmulo minimamente duradouro de placa

dentobacteriana, ocorrem manchas brancas associadas

ou não com micro-áreas de cor amarela ou acastanhada

(Fig. 2, 4), mas com superfície preservada. Estas manchas

são conhecidas como “opacidades do esmalte” e o seu

grau variável de severidade quanto à extensão e número

promove vários tipos ou sistemas de classificação na literatura

pertinente. Em populações em que as opacidades

do esmalte foram epidemiologicamente estudadas

a prevalência variou de 1 a 98%, o que denota dificuldade

no seu diagnóstico e classificação.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 125-132, abr./maio/jun. 2006

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Estética

Biologia da Estética

Manchas brancas não

cariosas do esmalte

por Alberto Consolaro

As manchas ou lesões brancas no esmalte dentário

tem várias origens, sendo a cárie dentária a mais conhecida,

especialmente em países em que ainda não foi

completamente eliminada. Manchas brancas e pequenos

defeitos no esmalte podem ter outra natureza, quase

sempre relacionada às várias formas de hipoplasia do

esmalte.

Nos países socialmente desenvolvidos e na população

mais privilegiada dos demais, as manchas brancas de

outras origens são as mais valorizadas, pois os conceitos

de estética e saúde são mais rígidos e o diagnóstico

diferencial preciso com cárie no esmalte se faz necessário

(Fig. 1, 2). As manchas brancas cariosas se instalam

nas regiões onde ocorre maior acúmulo de placa dentobacteriana,

como a região cervical nas faces livres, nas

faces proximais logo abaixo dos pontos de contato ou

nas facetas de contato e nas faces oclusais dos dentes

posteriores.

Nas crianças, as manchas brancas por cárie no esmalte

podem atingir outros níveis na face livre quando os

dentes estão em fase de erupção e a região de maior

acúmulo de placa dentobacteriana se faz entre a gengiva

e estas faces livres, região esta que muda à medida

que o dente irrompe. Estas manchas brancas, tem geralmente

uma forma linear ou semilunar e, à medida

que se livram da proximidade com o nível mais incisal

da gengiva, remineralizam-se naturalmente após alguns

meses de exposição à saliva.

Manchas brancas não cariosas

Em faces livres do esmalte, sem qualquer possibilidade

de acúmulo minimamente duradouro de placa

dentobacteriana, ocorrem manchas brancas associadas

ou não com micro-áreas de cor amarela ou acastanhada

(Fig. 2, 4), mas com superfície preservada. Estas manchas

são conhecidas como “opacidades do esmalte” e o seu

grau variável de severidade quanto à extensão e número

promove vários tipos ou sistemas de classificação na literatura

pertinente. Em populações em que as opacidades

do esmalte foram epidemiologicamente estudadas

a prevalência variou de 1 a 98%, o que denota dificuldade

no seu diagnóstico e classificação.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 125-132, abr./maio/jun. 2006

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Estética

Biologia da Estética

Manchas brancas não

cariosas do esmalte

por Alberto Consolaro

As manchas ou lesões brancas no esmalte dentário

tem várias origens, sendo a cárie dentária a mais conhecida,

especialmente em países em que ainda não foi

completamente eliminada. Manchas brancas e pequenos

defeitos no esmalte podem ter outra natureza, quase

sempre relacionada às várias formas de hipoplasia do

esmalte.

Nos países socialmente desenvolvidos e na população

mais privilegiada dos demais, as manchas brancas de

outras origens são as mais valorizadas, pois os conceitos

de estética e saúde são mais rígidos e o diagnóstico

diferencial preciso com cárie no esmalte se faz necessário

(Fig. 1, 2). As manchas brancas cariosas se instalam

nas regiões onde ocorre maior acúmulo de placa dentobacteriana,

como a região cervical nas faces livres, nas

faces proximais logo abaixo dos pontos de contato ou

nas facetas de contato e nas faces oclusais dos dentes

posteriores.

Nas crianças, as manchas brancas por cárie no esmalte

podem atingir outros níveis na face livre quando os

dentes estão em fase de erupção e a região de maior

acúmulo de placa dentobacteriana se faz entre a gengiva

e estas faces livres, região esta que muda à medida

que o dente irrompe. Estas manchas brancas, tem geralmente

uma forma linear ou semilunar e, à medida

que se livram da proximidade com o nível mais incisal

da gengiva, remineralizam-se naturalmente após alguns

meses de exposição à saliva.

Manchas brancas não cariosas

Em faces livres do esmalte, sem qualquer possibilidade

de acúmulo minimamente duradouro de placa

dentobacteriana, ocorrem manchas brancas associadas

ou não com micro-áreas de cor amarela ou acastanhada

(Fig. 2, 4), mas com superfície preservada. Estas manchas

são conhecidas como “opacidades do esmalte” e o seu

grau variável de severidade quanto à extensão e número

promove vários tipos ou sistemas de classificação na literatura

pertinente. Em populações em que as opacidades

do esmalte foram epidemiologicamente estudadas

a prevalência variou de 1 a 98%, o que denota dificuldade

no seu diagnóstico e classificação.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 3, n. 2, p. 125-132, abr./maio/jun. 2006

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Realizado nos dias 27, 28 e 29 de abril de 2006, no

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Brasil, e com a presença dos professores: Paulo Ricardo

Campos, Isabel Tumenas, Dirceu Vieira, Ricardo

Marins, Terumitsu Sekito, Ronaldo Hirata, Ewerton

Nochi, Sanzio Marques, Glecio Vaz Campos, Sidney

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Veja abaixo algumas fotos dos visitantes que abrilhantaram

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Janeiro - RJ.

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Dra. Marua Galvão de Niterói - RJ,

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Dra. Vanuza Marcondes de Niterói - RJ.

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Friburgo - RJ.

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do Rio de Janeiro - RJ.

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R Dental Press Estét, Maringá, v. v. 3, 3, n. n. 1, 2, p. p. 16-19, 133, abr./maio/jun. jan./fev./mar. 2006

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