Revista IP nº33 - Escola Interativa

escolainterativa.com.br

Revista IP nº33 - Escola Interativa

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Editorial

A Impressão Pedagógica já está no seu XII ano de vida e esta é a

sua 33.ª edição. Isso significa que já está saindo da infância e entrando

na pré-adolescência. Um feito que, com certeza, merece muita

comemoração, pois com sua tiragem atual de 15.000 exemplares,

distribuída gratuitamente aos clientes da Organização Educacional

Expoente e a inúmeras outras escolas e (ou) professores cadastrados

para recebê-la, vem se transformando numa revista de referência para

os educadores deste país.

Nesta edição, estamos dando uma ênfase especial ao evento maior

da educação nacional, a Educar e Educador, que será realizado de 14 a

17 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo. Aqui, estamos

antecipando aos nossos leitores e amigos por meio de algumas entrevistas

com palestrantes e (ou) conferencistas daquele evento alguns temas/

assuntos que estarão em debate nesse congresso. Assim,

antecipadamente, vocês estão tendo a oportunidade de procederem a

uma avaliação prévia do que será aquele evento.

O Expoente estará presente na 10.ª Educar com um stand de

200 m², onde estaremos apresentando aos congressistas os nossos

lançamentos em materiais didáticos, a nova versão do Sistema de

Gerenciamento Acadêmico e os nossos mais dois novos lançamentos

na área de software de autoria: Imagine e Visual Class. Nesse evento

também teremos a oportunidade de apresentar a solução integrada de

informática pedagógica que denominamos “Expoentes do Futuro” e

ainda o Portal Educacional Escola Interativa, premiado pelo iBest como

um dos melhores sites do País no segmento e cujo acesso aos nossos

clientes conveniados não agrega nenhum custo, agrega sim,

aprendizado, interatividade, muita novidade e muito conteúdo

selecionado com critério pelos nossos profissionais da educação.

Os clientes conveniados do Expoente receberão em seu endereço

comercial, sem custo, os convites que lhe darão direito ao acesso à Feira.

Assim é o Expoente. Uma instituição cuja atenção está toda focada

na Excelência da Educação, e no ranking da Veja Curitiba de outubro

de 2002, o Expoente foi classificado como a 3.ª melhor escola de Ensino

Médio de Curitiba, e, com seus apenas 18 anos de existência, já bateu

instituições seculares.

Nosso grande agradecimento a todos os nossos colaboradores e

clientes fiéis.

Armindo Vilson Angerer

Diretor Geral da Organização

Educacional Expoente

Índice

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14

16

18 a 25

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Entrevista

Tânia Zagury, filósofa com

mestrado em Educação, discute

a relação da escola com a

família

Opinião

Paulo Lee fala sobre a ciência

Escola Interativa

Site ficou entre os Top 10 do

prêmio iBest

Shopping Interativo

Livros e brinquedos para todos

Lançamentos

Softwares de autoria a favor da

educação

Material Didático

Conheça as novidades para

2003

Em Sala de Aula

Que tal uma aula de Física

diferente?

Aprender a Fazer

Nova empresa promoverá

congressos e seminários para

profissionais da área de

educação

Especial Educar

Conheça os detalhes do

evento e os palestrantes

que estarão na feira

Escolas Conveniadas

Projetos especiais motivam

aprendizagem

Curtas

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Entrevista

Com mais de dez

livros publicados,

entre eles Escola Sem

Conflito: Parceria

com os Pais, Limites

Sem Trauma e

Encurtando a

Adolescência (todos

da editora Record),

Tânia Zagury

desvenda, em

entrevista especial à

revista Impressão

Pedagógica, alguns

aspectos da relação

entre a escola e a

família.

Filósofa com mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de

Janeiro (UFRJ), Tânia Zagury garante que a “lua-de-mel” entre os familiares e

educadores acabou. "Há muitas queixas de ambas as partes e, por vezes, não apenas

reclamações, mas até confrontos ou mesmo processos judiciais", diz Tânia, que

considera muito mais difícil ser pai ou mãe hoje do que há três décadas.

Com mais de 34 anos de carreira e 650 conferências por todo o país, ela

pretende justamente falar sobre a crise na relação dessas duas importantes instituições

sociais na 10.ª Educar/Educador – Feira Internacional de Educação –, que será

realizada entre os dias 14 e 17 de maio, em São Paulo.

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Impressão Pedagógica – Você

viaja pelo Brasil todo como palestrante.

O que faz para estar sempre inovando e

mantendo a atenção do público?

Tânia Zagury – O segredo é

apenas o fato de que minhas

palestras, assim como as teorias que

exponho nos meus livros, são

produto de duas coisas

fundamentais: minha experiência

como mãe e como educadora. São

agora 34 anos de trabalho, não é

pouca coisa. As idéias que transmito

são, portanto, embasadas em dados

de realidade e em estudos. Por isso

mantêm-se sempre atuais. E, ao

contrário do que dizem, as pessoas

sabem diferenciar quando estão

sendo de fato orientadas por quem

estudou e praticou o que diz, dos

que apenas apresentam teorias não

testadas e muitas vezes, por isso

mesmo, utópicas ou de difícil

concretização. Além disso, procuro

sempre falar e escrever de modo

claro, direto e objetivo, sem jargões

profissionais, que muitas vezes

dificultam a compreensão. Antes de

tudo, porém, falo com o coração e

com a alma, pois acredito de verdade

nas idéias que defendo.


Quanto mais

superprotegermos

os filhos, mais

eles demorarão

para crescer e

assumir a vida

adulta.


IP – O que você está preparando

para a Educar?

Tânia – Minha conferência

terá como tema central os problemas

que vêm ocorrendo entre família e

escola na atualidade. O que

pretendo apresentar é uma análise

das causas dos conflitos entre essas

duas importantes instituições

sociais, formadoras das novas

gerações. E, claro, não apenas

analisar a situação, mas principalmente,

mostrar as formas de

superação, para que se evitem os

confrontos e impasses, com os quais

apenas a criança perde.

IP – Muitos professores reclamam

que os pais não educam mais seus filhos,

que passaram esse papel apenas para a

escola. Como anda essa relação hoje?

Tânia – A relação está tão

abalada que, por isso, escrevi meu mais

recente livro que se intitula Escola Sem

Conflito: Parceria com os Pais.

Infelizmente, a “lua-de-mel” que

existia entre família e escola está de

fato abalada. Há muitas queixas de

ambas as partes e, por vezes, não

apenas reclamações, mas até

confrontos ou mesmo processos

judiciais. Há um clima de

desconfiança mútua e, por outro lado,

os pais tentam passar para a escola

tarefas que historicamente eram deles,

como a formação de hábitos e atitudes

nos primeiros anos de vida. Ao mesmo

tempo que desejam que a instituição

aja, atue com firmeza, temem frustrar

os filhos e aí acabam interferindo no

processo, muitas vezes de forma

inadequada, o que conduz à

deterioração das relações.

IP – A família atrapalha a escola?

Tânia – Às vezes sim, mas

felizmente, não sempre. No entanto,

o meu livro Escola Sem Conflito:

Parceria com os Pais tem inclusive um

capítulo intitulado “Como atrapalhar

o trabalho da escola” que visa

exatamente conscientizar os pais sobre

o verdadeiro sentido de determinadas

atitudes que tomam e o quanto elas

podem ser prejudiciais para os seus

próprios filhos, que eles pensam estar

protegendo e ajudando. Em síntese,

os familiares por vezes atrapalham sim,

mas sempre sem intenção.

IP – Qual o verdadeiro papel da

escola e até aonde vai a responsabilidade

dos educadores?

Tânia – O papel da escola é

múltiplo hoje. A formação da

consciência cidadã e crítica são papéis

que as instituições de qualidade vêm

assumindo cada vez com mais vigor,

sem com isso deixar de lado outros

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objetivos, tais como a formação

profissional, o preparo para a vida, a

capacitação e o desenvolvimento das

competências necessárias para a

sobrevivência numa sociedade em que

a mudança intensa é uma realidade.

IP – Qual seria o equilíbrio ideal

para essa relação entre escola e pais?

Tânia – O ideal é que os pais

participem, saibam o que está

ocorrendo na escola e, especialmente,

que conheçam o projeto pedagógico.

Eles devem se sentir bem e à vontade

para se dirigirem ao colégio quando

tiverem necessidade, mas que vejam

os professores como especialistas em

educação e, por isso mesmo, pessoas

habilitadas a tratar a questão

pedagógica. Para tanto, claro, é preciso

que também a escola crie as condições

para que esse pai seja bem atendido e

verdadeiramente ouvido. Família e

escola têm de buscar com todas as

forças recuperar a parceria.

IP – A falta de autoridade é um

dos maiores problemas dos pais hoje.

Muitos dizem que têm dificuldades em

educar, pois passam o dia trabalhando e

quando estão na companhia dos filhos

acabam aceitando as “exigências” dos

pequenos para evitar conflitos. A vida

corrida dos pais realmente dificulta a

educação?

Tânia – Sem dúvida ser pai hoje

é muito mais complicado que há três

ou quatro décadas. Estamos cercados

de interferências negativas, quer sejam

da sociedade, da mídia ou até de

pessoas que cercam e convivem com

nossos filhos. Os pais querem educar,

mas a mídia, por exemplo,

especialmente a eletrônica, trabalha –

na maior parte dos programas –

conceitos totalmente diversos daqueles

que a família tenta desenvolver,

criando situações de impasse grave

entre pais e filhos. Por outro lado, a

ausência de ambos os genitores, quase

o dia todo, faz com que as crianças


Há um clima de

desconfiança

mútua e, por

outro lado, os pais

tentam passar

para a escola

tarefas que

historicamente

eram deles


tenham muita facilidade para burlar

as regras estabelecidas. Para vencer

esses problemas é preciso, entre outras

coisas, que os pais tenham muita

segurança do que pretendem da

educação dos filhos. Se eles ficam

inseguros e culpados, deixam de agir

como educadores e começam a

superproteger, achando que assim

ajudam as crianças e adolescentes. Na

verdade essa é a melhor forma de criar

problemas no futuro.

IP – Outro tema que você também

já discutiu é a que estão da adolescência

ser cada dia mais longa. Por que isso

acontece? Como pais e filhos podem

administrar essa fase?

Tânia – Entendendo primeiramente

que a adolescência é uma fase

do desenvolvimento como outra

qualquer, não fazendo dela um

“bicho-papão”, isto é, nem

menosprezar as dificuldades, nem

supervalorizar os problemas. É o

momento em que os pais têm de ter

mais equilíbrio e paciência, já que os

jovens, em geral, são muito inseguros

e passionais. O que não significa, no

entanto, admitir atos de incivilidade

ou grosseria com quem quer que seja.

Ser claro nas regras, dar responsabilidades

e tarefas, não deixar que os

adolescentes se transformem em

meros usufruidores das benesses da

família são alguns itens básicos para

evitar o alongamento dessa fase.

IP3 – Cada vez mais observamos

na imprensa casos de violência nas escolas

ou entre os familiares. Esse aumento da

agressividade tem relação com o excesso

de liberdade?

Tânia – Tem relação não só com

excesso de liberdade, mas com falta de

limites e com o desenvolvimento débil

e tímido por parte dos pais em relação

aos valores éticos. É preciso que os

familiares compreendam que sua

função mais importante é a formação

moral dos filhos e não apenas

“fornecer” meios para a conquista de

bens materiais. O melhor legado que

a família pode dar aos filhos são o saber

e a ética. Nesses pontos os pais não

podem ser tímidos nem inseguros. São

as “brigas” que não podemos perder,

porque se as perdemos, quem vai

sofrer as conseqüências são nossos

próprios filhos – e, logicamente, nós

próprios e a sociedade também.

IP – Nos seus planos para 2003

está algum livro novo?

Tânia – Já estou com um novo

trabalho em andamento, na fase de

pesquisa de campo e, no momento,

conto com mais de mil questionários

respondidos por professores de todo

o Brasil.

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Opinião

Ciência, um modo de pensar

Paulo Lee • Mestre em Engenharia

de Produção e Professor de Física do

Ensino Médio do Expoente

Já é consenso mundial que a

escola não deve mais focar a proposta

conteudista. Segundo Rosa (1998,

p. 23): “A educação brasileira precisa

mudar. Ninguém discorda desta

afirmação. Vivemos, e não é de hoje, o

que se costuma denominar de crise do

ensino”. No entanto, apesar dos

constantes discursos dos professores a

favor da reformulação e redução de

conteúdos programáticos, e de

tentativas de mudanças de materiais

didáticos, em geral, os estudantes ainda

são, na prática, massacrados com uma

excessiva quantidade de conteúdos.

Além disso, os aprendizes são

apresentados às ciências naturais de

uma forma que tende a propagar o

erro epistemológico de que as leis e

teorias científicas representam

verdades absolutas. Em geral, o que

eles aprendem tem pouco a ver com a

prática e o pensamento científicos. Por

isso, não é raro que o cidadão comum,

que tenha passado vários anos de sua

vida em contato com o ensino formal

das ciências, sinta-se ainda assim,

completamente ignorante frente às

descobertas e produtos científicos.

Apesar da natureza evolutiva das

descobertas da ciência, de seu

constante progresso, a escola

caracteriza-se por cultivar uma ciência

estática, pronta e acabada, em que o

professor, em geral, mantém o seu

tradicional papel de transmissor de

supostas verdades absolutas, e os

estudantes parecem dissociar a ciência

vista na escola da ciência do cotidiano

e da praticada pelos cientistas.

Neste contexto, os professores de

Física, Química e Biologia do Ensino

Médio deveriam estimular seus alunos

a compreenderem a natureza crítica das

ciências naturais. Ou seja, os estudantes

de Ensino Médio deveriam gastar menos

tempo tentando assimilar os mínimos

detalhes do abrangente conteúdo

programático, e mais tempo sendo

estimulados a compreender e praticar o

método crítico científico e a pesquisa

científica. “A ciência é, antes de tudo,

um modo de pensar...” (TAMBOSI,

2002). Pensar cientificamente não

constitui apenas uma necessidade

técnica, ou específica de cientistas, mas

uma ferramenta de decisão extremamente

útil a qualquer cidadão, seja de

forma pessoal ou para a comunidade.

Quando se avalia o discurso de políticos,

quando se avalia a confiabilidade de

alegações de tratamentos alternativos, ou

mesmo alegações fantásticas, pode-se

estar fazendo opções extremamente

desvantajosas, prejudiciais, ou mesmo

fatais por desconhecimento da natureza

da ciência e da prática do pensamento

crítico científico.

Um exemplo de como o

desconhecimento a respeito do que é

ou não cientificamente confiável,

ocorre quando pessoas que possuem

uma doença grave, como o câncer,

optam por trocar o tratamento médico

convencional quimioterápico por outro

alternativo apenas porque acreditaram

nos testemunhos de curas. Qualquer

indivíduo que tenha o mínimo de

compreensão a respeito de como a

ciência médica progrediu, e sobre rigor

da investigação científica, sabe que as

pessoas tendem a ser enganadas por

falsas impressões, que os testemunhos,

mesmo os sinceros, não garantem a

validade de qualquer alegação.

Os professores de ciências

naturais, portanto, mais do que

apresentar os conteúdos científicos

devem ensinar seus estudantes a pensar

cientificamente.

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Informática

Escola Interativa é destaque

do Prêmio iBest Brasil 2003

O Portal Escola Interativa ficou

entre os dez finalistas do Prêmio iBest

Brasil 2003 – categoria Paraná. O

iBest é considerado o "Oscar Mundial

da internet" e funciona como um

diretório das melhores iniciativas online

de cada país. Internautas e

membros de academias especialmente

formadas apontam os melhores sites

em 41 categorias, além dos 27 prêmios

regionais e outros nove especiais. Dos

396 sites paranaenses inscritos, dez

produzidos no Estado foram eleitos

pela opinião popular na fase

classificatória.

Paralelamente, todos os inscritos

no Prêmio são avaliados tecnicamente

pelo Comitê de Classificação iBest,

que conta com executivos e

colaboradores do mercado nacional.

Nesta etapa, cada site recebe uma nota

de zero a dez para os quesitos design,

conteúdo e navegabilidade, que são

somados à votação popular.

De acordo com a organização do

prêmio, nesta edição, os paranaenses

mostraram ser ecléticos com sites

destacados nos segmentos de varejo,

esportes, indústria, educação, propaganda,

notícias, banco e

telecomunicações. "As categorias

regionais visam incentivar o

desenvolvimento da web em todo o

Brasil, projetando nacionalmente os

sites criados em cada Estado. Ao

analisarmos os concorrentes, pudemos

constatar um grande avanço na sua

qualidade técnica, desde o lançamento

das categorias regionais, no ano

passado", explica Daniela Bertrand

Rangel, diretora executiva do Prêmio

iBest Brasil.

Para ela, a excelente qualidade

dos sites que estão concorrendo no

Paraná prova que o Estado sempre

foi berço de grandes e importantes

players deste mercado. Por isso,

segundo Daniela, a premiação regional

vem a estimular cada vez mais

a competição local.

Na categoria Educação e

Entretenimento os três sites

mais votados foram o

da Cultura Inglesa Online

(www.culturainglesaonline.com.br),

eAprender (www.eaprender.com.br) e

Estude no Exterior

(www.estudenoexterior.com.br).

Coordenadora do Portal conta

como ele nasceu.

A Supervisora do Setor de

Tecnologias Educacionais do

Expoente, Danielle Lourenço

Hoepfner, coordenadora do Portal

Escola Interativa conta para os leitores

da Revista IP como surgiu o Portal,

como vem ocorrendo a sua

manutenção e ainda o que a

classificação do site entre os dez mais

votados no Prêmio iBest 2003

representa para a instituição.

Impressão Pedagógica – Como surgiu

a necessidade de criar o Portal Escola

Interativa?

Danielle Lourenço – A internet

veio com muita força como recurso

pedagógico. Como não existe

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legislação que regulamente o conteúdo

dos sites, há serviços de busca que são

interessantes, mas com uma mecânica

complicada. Além de conteúdos

errados e inapropriados, eles podem

ser uma perda de tempo para alunos e

professores. Foi mais ou menos nesta

concepção de trabalho que o Portal

Escola Interativa foi criado, para ser

um ambiente seguro de navegação.

Nele, o professor vai encontrar sites

que já foram analisados criteriosamente

(quanto à veracidade de conteúdo),

aplicações didáticas, forma de apresentação

e, conseqüentemente, encontrar

recursos para dinamizar suas aulas.

IP – Como foi o processo para a

criação do Portal?

Danielle – A Organização

Educacional Expoente é pioneira no

uso da Tecnologia da Educação. No

início com o trabalho com a web,

fomos desenvolvendo uma

metodologia própria, um acervo de

links, atividades e projetos baseados

no material didático Expoente. A idéia

do Portal foi justamente com o intuito

de compartilhar estes conhecimentos

com as escolas conveniadas. O Escola

Interativa iniciou-se em 99 com a

elaboração do projeto, que demorou

em torno de um ano e meio. Entramos

no mercado firmemente em 2001,

sempre buscando agregar valor à

prática dos docentes. Ainda vale a

pena mencionar que outro ponto

relevante na concepção do portal foi

Para Danielle Lourenço,

coordenadora do Portal, indicação

evidencia o comprometimento e a

qualidade do site.

de propor uma sinergia plena entre o

portal e o material didático ofertado

pelo Sistema Educacional Expoente.

IP – Como vem ocorrendo a modernização

e atualização do Portal?

Danielle – O Portal é atualizado

diariamente com notícias e

publicações. Todo este material é

produzido por uma equipe

especializada tanto no uso da internet

quanto do material didático Expoente.

Nossos professores têm uma formação

acadêmica adequada, vivência em salade-aula,

conhecimento da Web como

recurso didático-pedagógico e autoria,

em muitos casos, do material didático

Expoente. Logo, o material produzido

por esta equipe é de excelente

qualidade e pode agregar valor real à

prática pedagógica do professor.

IP – Quantos alunos e escolas

conveniadas utilizam o Portal?

Danielle – O Portal é ofertado

para 627 escolas e 180.000 alunos.

IP – De que maneira você avalia a

internet como recurso pedagógico?

Danielle – Não temos a

pretensão de dizer que a internet será

a salvação da escola e de que ela é

insuperável. Na verdade ela vem para

reforçar toda gama de recurso: o vídeo,

o software, o próprio livro e a apostila.

Tudo isso faz parte do cotidiano do

professor. Todo referencial que a

pessoa tem deve ser considerado,

porque acima de tudo temos que ter

bom senso, pois seria muita pretensão

dizer que as atividades sugeridas é a

melhor solução. A base é o professor.

O professor pode adaptar o que está

pesquisando à sua realidade e à sua

experiência. Ele não pode perder

nunca o seu referencial, porque ele

conhece a realidade da sua escola, dos

seus alunos e as necessidades

individuais de cada um deles. Dentro

do contexto da Educação Brasileira, a

internet realmente só vai servir se for

um agregado. Deve ser visto como um

complemento, como qualquer outro

recurso, mas um recurso com um

potencial poderosíssimo, inestimável.

IP – O Portal teve destaque no

Prêmio iBest. O que esta indicação

representa para o Expoente?

Danielle – Na verdade, a

indicação no Prêmio iBest só evidencia

o comprometimento e a qualidade na

prestação de serviços que o Portal

Escola Interativa tem buscado

incessantemente. Nossa indicação

referiu-se a conteúdo, design e

navegabilidade. Temos tratado o Portal

seguindo a filosofia da Organização

Expoente – Excelência em Educação!

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Shopping Interativo

Diversão e informação

para todos os gostos

Livros e brinquedos

educativos são algumas

opções para quem

procura novidades na

internet

A falta de tempo muitas

vezes dificulta o acesso às novidades

na área da educação. Na

página do Shopping Interativo

(www.shoppinginterativo.com.br), no

entanto, ninguém tem desculpas para

ficar desatualizado. Em poucos

segundos é possível conhecer os

últimos lançamentos de softwares,

brinquedos educativos, livros, serviços

e até cursos de capacitação.

Cerca de 500 opções interessantes

para professores de todas as séries e com

preço acessível foram selecionadas para

incrementar a página no ano de 2003.

Vale a pena conferir.

GARANTINDO A APROVAÇÃO

O Expodicas é uma excelente

sugestão para ser utilizada em sala de

aula. Em apenas um volume os

estudantes podem ter contato com

resumos de todas as disciplinas que

serão cobradas no vestibular. O material,

que tem a qualidade Expoente,

foi todo preparado pelos professores

da Organização. Para facilitar a

visualização e a compreensão, as

disciplinas são divididas por cores.

PREÇO BAIXO E QUALIDADE

Se pudesse, todo professor teria

sua própria biblioteca em casa. Mas

esse sonho, que muitas vezes fica

distante por causa do preço dos livros,

agora pode se tornar realidade. O

Shopping Interativo traz uma

promoção incrível. É possível comprar

livros didáticos.

FLOCOS DIVERTIDOS

Com os flocos criativos Tip-Tepp

todas as idéias dos alunos podem virar

realidade. As peças divertidas e fáceis de

manusear por crianças de todas as idades

acabam de ser relançadas em caixas

menores e com preços mais acessíveis.

Para usar o Tip-Tepp basta colocar

um pouquinho de água e colar os

floquinhos. A "brincadeira" estimula

criatividade, a concentração, o raciocínio

e o desenvolvimento psicomotor.

Também é possível trabalhar o gosto das

crianças pela natureza, já que as peças

são biodegradáveis e não agridem o meio

ambiente.

O Tip-Tepp também pode

ajudar nos primeiros passos da

alfabetização. Com os floquinhos os

professores podem estimular seus

pequenos alunos a formar palavras e

até mesmo a escrever seus nomes.

COMO COMPRAR

Além dos produtos veiculados

nesta reportagem, os novos softwares

(veja matéria na página 11) também

estão no site do Shopping Interativo.

Para comprar, basta acessar a internet

ou ligar para 0800-414424.

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Informática

Confira os lançamentos

Softwares de autoria facilitam o desenvolvimento de projetos

pedagógicos com comandos de voz e robótica

A informática cada vez mais é

uma ferramenta a favor da educação.

Os que pensavam, há alguns anos, que

a tecnologia iria substituir a inteligência

do homem enganaram-se. As inovações

tecnológicas auxiliam o professor no

desenvolvimento de projetos pedagógicos,

como é o caso do Imagine,

software de autoria que possibilita uma

interatividade total na educação,

podendo ser utilizado em uma extensa

área de atuação curricular por todas as

faixas etárias. O software possui

ferramentas para produção gráfica –

o logomotion, que permite ao professor

utilizar animações e figuras nas

apresentações. Utilizando o Imagine

é possível disponibilizar toda a

apresentação na web, ele permite

enviar dados, objetos e instruções

Logo via rede.

Outras características inovadoras

desse software são o comando para

entrada de voz, ou seja, as funções dos

programas podem ser atendidas pelo

comando da voz e a possibilidade de

desenvolver ambientes colaborativos,

permitindo a comunicação entre

grupos de trabalho que desenvolvem

o mesmo projeto via chat.

O uso do Imagine não requer

conhecimento prévio de programação,

basta conhecer a linguagem Logo.

Todo o sistema do software é intuitivo:

você aprende sozinho. A facilidade do

uso e a abordagem integrada foram

estrategicamente pensadas pelos

criadores do produto. O Imagine foi

desenvolvido por um grupo de

professores (PhD) do Departamento

de Informática Educativa da

Universidade de Comenius, na

Eslováquia, e traduzido pela equipe

pedagógica da Cnotinfor Brasil.

Outro software conhecido pela

facilidade de uso é o Visual Class, um

software de autoria para criação de

projetos Multimídia. Com o Visual

Class é possível aos usuários não

especializados criar sofisticadas

aplicações multimídia em poucos dias.

A sua interface orientada a objetos

elimina a necessidade de linguagem de

programação, tornando o processo de

criação intuitivo e acessível a crianças a

partir de sete anos, que podem utilizar

ferramentas de desenho e animação e

também a robótica por meio de

sensores e controle de servomotores,

entre outros. Em sala de aula, com o

Visual Class, o aluno pode criar os

conteúdos e o professor orientar e

avaliar o processo de criação. O professor

também pode criar as aulas e

compartilhar com os alunos. Outras

ações que envolvem tecnologia Flash,

Gifs animados ou MP3, também

podem ser facilmente construídas,

como por exemplo, livros eletrônicos,

quiosques multimídia, catálogos, CDs

institucionais e cursos de ensino a

distância.

Esses softwares estão sendo

aprimorados em uma parceria com a

Expoente Informática para

acompanhar os avanços tecnológicos

e atender as necessidades do professor

e do aluno que utilizam a tecnologia

como ferramenta essencial para

aprimorar o conhecimento.

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Material Didático

Novos volumes ajudam a

O conhecimento não deve ser

entendido como algo a ser consumido

e acumulado, mas sim a ser produzido,

construído pelo aprendiz. Na proposta

construtivista e interacionista nada

vem pronto ou acabado, juntos,

professores e alunos se relacionam com

o mundo e estão sempre em busca de

novas descobertas.

Numa sociedade em que as

informações são inúmeras e muitas

vezes perecíveis, é difícil manter os

alunos interessados e ativos. Pensando

nisso, a Organização Educacional

Expoente está sempre inovando e,

com seu material didático, tem

conseguido interagir e fazer trocas com

os estudantes. “Com nosso material

as crianças e adolescentes podem

experimentar suas hipóteses, fazer

conjecturas, demonstrar e inferir suas

respostas”, diz Walny Terezinha de

Marino Vianna, gerente de

desenvolvimento de produtos

pedagógicos da instituição.

O resultado – atualmente a

editora Expoente é a terceira maior do

Brasil no setor de produção de material

didático apostilado – deve-se ao

trabalho de uma equipe altamente

qualificada. No Centro de Excelência

em Educação Expoente (CEEE), os

profissionais participam de todo o

processo, desde a escolha dos autores

às revisões. Com isso, são criadas

apostilas fáceis de ler, com conteúdo

de acordo com a Parâmetros

Curriculares Nacionais, que instigam

o confronto de pontos de vistas e

experiências.

Com o objetivo de manter o

material didático atualizado para

atender às necessidades dos professores

e alunos, o Expoente investiu em

algumas novidades para 2003. Voltado

para os eixos educacionais, o tema das

capas das agendas, cadernos e

apostilas, que em 2002 foi valores

humanos, este ano é dedicado às artes.

Por isso, as ilustrações fazem

homenagens ao circo, ao cinema, ao

folclore e à dança, entre outros.

OFICINAS DE TEXTO

Complementando o material do

Ensino Fundamental, as Oficinas de

Texto têm como objetivo despertar o

interesse dos alunos para a escrita. Os

estudantes podem refletir e manifestar

idéias usando papel e caneta. Em vez

de apenas corrigir, o professor passa a

ler os textos produzidos pelas crianças

e adolescentes e a dialogar com eles.

Nos cadernos de Oficinas de

Textos estão reunidas situações de uso

real da escrita, complementares ao

material didático de Língua

Portuguesa. Assim, fica fácil entender

as diferenças de se escrever uma carta,

para dar uma notícia, fazer uma lista

de compras ou criar um poema. “É

com as produções textuais que

percebemos se o aluno está

compreendendo a língua. As oficinas

atendem a uma necessidade dos

professores conveniados, que nos

pediram a chance de trabalhar mais

as redações”, justifica Walny.

Além de exercitar a escrita, os

textos também permitem que

professores e alunos dividam

experiências. Quando uma criança

escreve sobre si ou suas vivências, por

exemplo, ela tem a chance de participar

da sociedade com seu ponto de vista.

No Ensino Médio, as oficinas

serão direcionadas para o vestibular.

Um trabalho que antes era

desenvolvido apenas na 3.ª série, em

2003 começou a ajudar também os

12


○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

construir conhecimento

alunos da 1.ª e 2.ª séries. “Eles

aprendem as diferenças entre os

estilos, como dissertação e narrativa”,

diz Walny.

PROFESSORES GANHAM

VOLUME ESPECIAL

Para auxiliar os professores e

facilitar a implantação de uma

metodologia eficiente, o Expoente

criou em 2003 um volume único

especialmente para quem dá e prepara

as aulas. O material traz as disciplinas

a serem ensinadas, seus objetivos, o

currículo a ser cumprido ao longo do

ano, além de um passo a passo com

sugestões de exercícios. Com todos

esses detalhes, o dia-a-dia nas escolas

fica mais fácil.

VOLUME DE GEOPOLÍTICA

Na preparação para o vestibular,

é preciso buscar o máximo de

informações possível. Pensando

nisso, foi criado um volume especial

de Geopolítica para o Ensino

Médio. Agora, desde a 1.ª série os

estudantes não têm desculpas para

ficarem desatualizados. A novidade

traz explicações sobre os blocos

econômicos e a fome no mundo, entre

outros assuntos.

LÍNGUA ESTRANGEIRA

NA INTERNET

Agora os estudantes dos ensinos

Fundamental e Médio podem

exercitar o inglês ou o espanhol

no site Escola Interativa

(www.escolainterativa.com.br). No

canal Convênio 24 Horas é possível

baixar lições e gravá-las. “Tínhamos

essa idéia há algum tempo e agora

conseguimos colocá-la em prática”,

comemora Walny.

MODIFICAÇÕES EM BUSCA

DE CONTEÚDO

Além das novidades, também foram

feitas algumas modificações para

que os materiais didáticos estejam em

sintonia com que existe de melhor na

área da educação. Os materiais de 5.ª a

8.ª série de Espanhol e História,

por exemplo, foram totalmente

reformulados. Já o de Matemática,

passa a incluir conteúdos de Geometria.

As apostilas de Xadrez também foram

redimensionadas e os volumes de

História e Geografia do Ensino Médio

das escolas conveniadas ganharam

conteúdos mais regionalizados.

OURINHOS: UMA REVOLUÇÃO

EM SALA DE AULA

Há três anos a Secretaria Municipal

de Educação de Ourinhos, no interior

de São Paulo, enfrentava

dificuldades para unificar seu sistema de

ensino. Cada escola tinha uma metodologia

e os alunos sentiam dificuldades

para compreender as matérias. Em

2001, 40 escolas da região, da Educação

Infantil à 8.ª série, começaram a usar o

Material Didático Expoente.

“Percebemos que houve um

nivelamento das escolas e que as

crianças estão acompanhando melhor

as aulas”, conta Kátia Kodoma, que

faz parte da equipe pedagógica da

Secretaria de Educação. A melhora no

ensino foi comprovada com um teste

realizado no ano passado. Mais de

cinco mil alunos de quatro escolas de

1.ª a 4.ª série responderam às questões

de Português e Matemática. “Eles

melhoraram muito. Tínhamos muitos

problemas com alfabetização e isso

acabou. Pretendemos manter sempre

a parceria com o Expoente”, diz Kátia.

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Em sala de aula

Um passeio pelo mundo

da sucata

Apaixonado pela física, o professor Edgar estimula os alunos

a criarem seus próprios inventos e guarda tudo num museu

muito especial

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Imagine uma aula de física no

bosque ou na quadra de esportes. Pode

parecer estranho, mas o professor

Edgar da Silva, responsável pela

disciplina na 1.ª e na 2.ª série do Ensino

Médio no Expoente, garante que a

mudança de ambiente estimula a

inteligência. “Comecei com esse

trabalho e percebi que os alunos

aprendiam melhor. Em tarefas como

essas, além do conteúdo obrigatório

eles desenvolvem, por exemplo, o

gosto pela natureza e pela

comunicação”, defende.

Desde 1998, quando ainda era

professor assistente, Edgar levou para

a sala de aula a teoria das Inteligências

Múltiplas, de Howard Gardner, cuja

essência é respeitar as diferenças entre

as pessoas, as inúmeras variações em

suas maneiras de aprender, os diversos

modos pelos quais elas podem ser

avaliadas e o número infinito de

maneiras pelas quais elas podem deixar

uma marca no mundo. “Já tinha

muitas idéias na cabeça e assisti a um

congresso no Expoente que me

animou”, conta.

Com tantos planos, quem sai

ganhando são os alunos de Edgar,

sempre estimulados a usar a

criatividade. “Não fazemos só

experiências que já existem porque

assim fica muito fácil. Aqui eles

inventam seus próprios projetos, que

geram discussões e dúvidas novas. É

essa troca que enriquece”, orgulha-se.

Quem pensa que esse mundo de

novas idéias é deixado de lado com o

passar do tempo está redondamente

enganado. Todos os projetos

interessantes dos alunos são guardados

no Museu da Sucata, uma sala cheia

de criações na unidade Água Verde,

aberta para quem quiser recordar ou

acrescentar alguma novidade. “É

importante darmos valor a tudo que

é feito pelos alunos”, diz Edgar.

SISTEMA DE AVALIAÇÃO

As atividades do professor, no

entanto, vão muito além do estímulo

à criatividade. Em sala de aula ele

ensina a parte teórica e em 2002

revolucionou o método de avaliação

com o projeto A Todo Vapor, realizado

em dois bimestres. Durante o

processo, os alunos estiveram reunidos

em grupo e criaram uma máquina a

vapor. Utilizando portfólios, Edgar

observou os estudantes durante todo

o trabalho. “Eles receberam notas pelo

que fizeram em cada período inicial,

intermediário e final. Assim, foi

possível avaliar características como a

comunicação e a iniciativa. Nas provas

tradicionais só são observadas a lógica

e a lingüística”, explica.

Os alunos gostaram tanto do

trabalho que foram além dos objetivos

iniciais. Para o encerramento,

prepararam um desfile de moda. “Eles

pesquisaram sobre os materiais

térmicos e criaram roupas com lonas,

tapetes e isopor”, recorda Edgar.

Mesmo deixando os alunos

“livres”, Edgar nunca enfrentou

problemas de indisciplina. “Muito

pelo contrário, os adolescentes

valorizam o aprendizado e a matéria”,

diz. “Os vestibulares da UFPR e do

Cefet-PR cobram questões de

raciocínio e os estudantes perceberam

que precisam entender a Física e não

mais decorar fórmulas”, diz.

Para 2003, o professor está com

as baterias carregadas. Edgar, que

sempre faz cursos de atualização, já

tem os planos traçados para um

mestrado. “Quero discutir os métodos

de avaliação. Acho que o sistema deve

ser dividido em etapas como

desenvolvimento, nota final e autoavaliação”,

diz. Seus planos para as

salas de aula são de inovação. “Tive

aulas de cinema e pretendo incluir esse

conteúdo nas aulas de Física,

trabalhando conteúdos de

cinemática”, planeja. Quem se

habilita?

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Mercado

Compromisso com a

qualidade

Nova empresa do Expoente, Aprender a Fazer,

promoverá eventos na área educacional em todo o país

Incorporar novas técnicas e

metodologias de trabalho não são

atitudes suficientes para tornar

educadores aptos a ensinar. Numa

sociedade exigente como a nossa, é

preciso estar constantemente em busca

de conhecimento. Mas nem sempre é

fácil encontrar informação com

qualidade. Pensando nisso, a Organização

Educacional Expoente decidiu

ampliar sua área de atuação e promover

eventos educacionais em todo o Brasil.

A empresa Aprender a Fazer –

Produções Educacionais, especializada

na organização e realização de

congressos e seminários, pretende

levar nomes conhecidos internacionalmente

na área de educação para

perto de você. Com atuação nacional,

o que facilita a participação e o

intercâmbio de idéias entre os

moradores de todas as regiões do país,

os eventos de agosto a outubro de

2003 (ver box), cujos temas serão

Desafios Educacionais, já estão

agendados em diversas capitais do

Brasil. "Pretendemos trabalhar sempre

com três conferencistas e dois

palestrantes, pelo menos um deles

conhecido internacionalmente. Nos

intervalos das conferências ainda

haverá espaço para debates entre os

educadores", conta Armindo Vilson

Angerer, Diretor Geral da Organização

Educacional Expoente.

"Nosso objetivo não é o volume

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de palestrantes, mas sim a qualidade

dos congressos", explica Armindo.

"Queremos que os participantes

reflitam e discutam os novos

paradigmas de ensino-aprendizagem e

possam projetar os rumos da educação

brasileira", completa Silmara Albuquerque,

gerente comercial da

empresa.

O nome Aprender a Fazer,

baseado num dos quatro pilares da

educação – os outros são aprender a

conhecer, aprender a conviver e

aprender a ser – resume bem os

objetivos do Expoente para a nova

empresa. “Vamos trabalhar com

professores e capacitá-los para exercer

cada vez melhor a profissão”, resume

José Luiz Amálio de Souza, diretor da

empresa. Para garantir a qualidade, os

eventos serão previamente discutidos

e acompanhados por um conselho

educacional formado por educadores

do Expoente e por um profissional da

área conhecido nacionalmente, que

mudará a cada congresso.

“Escolhemos pessoas de áreas diferentes

e que vivenciam a realidade

brasileira, pois assim nossos eventos

conseguirão atingir o público e

entender o que ele deseja”, resume

José Luiz.

Programação em detalhes

Confira as programações, datas

e locais em que serão realizados os

eventos durante o ano de 2003 e reserve

um tempinho para a Aprender

a Fazer. A divulgação dos congressos

será feita nas instituições de

pedagogia, psicologia e escolas de

cidades das diversas regiões.

15 e 16 de agosto

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

29 e 30 de agosto

Camboriú, Santa Catarina

5 e 6 de setembro

Fortaleza, Ceará

12 e 13 de setembro

Salvador, Bahia

3 e 4 de outubro

São Paulo, São Paulo

Programação

1.º dia

Manhã

8h às 9h: credenciamento

9h: cerimônia de abertura

9h30 às 12h: conferência 1

Tarde

14h às 16h30: conferência 2

16h30 às 17h: coffee break

17h às 18h30: fórum de debates

2.º dia

Manhã

8h15 às 9h: palestra 1

9h às 10h15: palestra 2

10h15 às 10h45: coffee break

10h45 às 12 horas: fórum

de debates

Tarde

14h às 16h30: conferência 3

16h30: entrega de certificados

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Evento

Maior feira de educação da

América Latina acontece em maio

Mais de 22 mil pessoas são

esperadas para a Educar/

Educador

Maior feira de educação da

América Latina, a 10.ª Educar/

Educador completa 10 anos. Entre os

dias 14 e 17 de maio, o Grupo

Promofair, responsável pelo evento,

estima reunir 22 mil congressistas e

cerca de 480 expositores entre empresas

fornecedoras de produtos e serviços

para instituições de ensino, em

27 mil m² do pavilhão Expo Center

Norte em São Paulo. Segundo o diretor

da empresa, Carlos Soares, a Educar

terá mais ofertas de soluções para

estabelecimentos de ensino, além de

um Congresso com temas interessantes

e conferencistas renomados.

NEGÓCIOS

Do ano passado para cá, o

número de expositores internacionais

triplicou. Nesta edição, é esperado

um volume de negócios de

aproximadamente R$ 180 milhões.

Segundo Carlos Soares os setores da

educação e saúde serão os mais

importantes da economia mundial

nos próximos vinte anos. Para ele esse

aumento significativo se explica pelo

fato de o setor de educação

movimentar, anualmente, 90 bilhões

de reais (9% do PIB brasileiro –

praticamente o que movimentam,

juntos, os setores de energia é

telecomunicações) e continua cres-

cendo de forma acelerada. Para

explicar melhor, Carlos Soares cita

Peter Drucker (guru da

Administração e Gestão Empresarial):

“Vivemos na sociedade do

conhecimento e nela o conhecimento

tornou-se o principal recurso

econômico. E como ele se torna

obsoleto rapidamente, os trabalhadores

que o utilizam precisam retornar

regularmente às salas de aula”. A Educar

é o grande palco de negócios do setor

de educação latino-americano. A

Feira traz aos mantenedores a

oportunidade de conhecer, durante

quatro dias, os maiores e mais

importantes lançamentos educacionais.

NOVIDADE

Ao completar 10 anos, a Educar

O stand do Expoente é um dos mais visitados durante a feira.

está inovando com o Espaço

Interativo, um local que possibilita a

interação entre os congressistas. “A

proximidade do público e as

pesquisas de satisfação mostraram a

necessidade de desenvolvermos um

espaço que oferecesse, além de

conforto, a possibilidade de os

congressistas interagirem, trocando

experiências sobre os principais

problemas que preocupam os

estabelecimentos de ensino”, afirma

Carlos Soares. O Espaço Interativo

terá quatro mesas temáticas com os

assuntos: Inadimplência; Evasão Escolar;

Marketing Educacional e A

Transição: da Tradição ao Business.

Leia nas próximas páginas as

reportagens sobre alguns temas que

serão abordados na Educar/Educador.

○ 18


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Evento

É possível vencer os obstáculos

Para Eduardo

Shinyashiki,

especializado em

desenvolvimento

humano, os

professores precisam

voltar a ser o exemplo

dos alunos e devem

estimular sempre uma

atitude em seus

estudantes

Para algumas pessoas, caminhar

sobre brasas é um ato de insanidade.

Já Eduardo Shinyashiki, terapeuta

holístico especializado no desenvolvimento

humano, considera a atitude

uma forma de autoconhecimento. “A

técnica serve para mostrar que esse não

é o nosso maior desafio, que podemos

ir muito mais longe do que

imaginamos. Todos os sonhos têm

obstáculos e se só olharmos para eles

não vamos adiante”, defende. “Um

aluno que vai fazer vestibular, por

exemplo, não pode ficar apenas

pensando em quantos candidatos

disputam uma vaga. Ele deve imaginar

o nome na lista de aprovados”,

completa.

É justamente para mostrar que

o incentivo aos sonhos deve começar

na escola que o presidente da

Sociedade CreSer, de Santa Catarina,

apresentará a palestra Educação

Voltada Para o Sucesso, na Educar, a

maior feira de educação da América

Latina, que será realizada entre os dias

14 e 17 de maio em São Paulo. “O

oposto da coragem é a acomodação.

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Não adianta, por exemplo, uma escola

estar cheia de professores com

mestrado se eles são infelizes. A maior

contribuição que um educador pode

dar é mostrar suas atitudes e

experiências positivas”, diz.

Os professores são o centro das

atenções na palestra de Shinyashiki.

Para ele, os educadores precisam

acreditar em si mesmos e voltar a ser

o orgulho dos alunos. “Ultimamente

a maior preocupação é com o

conteúdo e não mais em dar o

exemplo. Os professores precisam

voltar a ser os estimuladores, devem

valorizar-se”, acredita.

Na opinião de Shinyashiki essa

mudança de atitude não depende

apenas das condições de trabalho. “O

educador precisa valorizar-se, romper

com o sistema. É necessário deixar de

lado as lamentações e criar seu próprio

espaço”, diz.

Todos os sonhos têm

obstáculos e se só

olharmos para eles não

vamos adiante



Estimular os alunos também é

fundamental para fazer das escolas um

ambiente de sucesso. “O mundo hoje

é de quem tem atitude, dos que

participam. O Brasil só vai conseguir

livrar-se da fome quando a sociedade

se comprometer. Precisamos criar

jovens capazes de se envolver”, conta.

Para ele algumas escolas estão

começando a entender essa relação. “É

preciso criar novos paradigmas e não

entrar na onda do momento porque

os modismos são passageiros”, analisa.

As instituições de ensino, na

opinião de Shinyashiki, devem se

comportar como empresas, nas quais

a qualidade é fundamental e a

diferença está em conseguir encantar

o aluno. “Os educadores devem ser

considerados os executivos e os

estudantes, se estiverem satisfeitos,

serão os melhores vendedores desse

sistema”, compara.

Há quem considere as teorias de

Shinyashiki utópicas, mas ele lança um

desafio. O terapeuta utiliza a técnica

Namastê (que significa o grandioso e

divino que existe em você assim como

em mim) em seu trabalho e garante

que todos são capazes de se

transformar. “Com exercícios e

técnicas começamos a perceber que

tudo o que existe no outro, eu também

tenho e que é possível fazer dos limites

qualidades essenciais. É um programa

de desenvolvimento pessoal que

realizo e tenho tido excelentes

resultados”, orgulha-se.

“Nossa maior dificuldade é

realizar sonhos. Muitas pessoas vivem

o que os outros consideram melhor

para elas e, frustradas, formam uma

sociedade cheia de gente infeliz. Meu

principal objetivo nas minhas palestras

é passar experiência significativa e fazer

a platéia refletir”, resume.

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Evento

Quando o aprendiz é

o centro das atenções

Com atividades ao ar livre, psicóloga estimula

estudantes a experimentarem

Maria das Graças Leal

O estudante

tem a chance

de fazer suas

escolhas, tomar

decisões e

responsabilizar-se

pelo seu próprio

aprendizado

Lidar com desafios, transformar

aparentes restrições em

habilidades e aprender com prazer

são alguns dos conceitos que a

psicóloga e doutora em psicologia

clínica Maria das Graças Leal

pretende levar para a Educar/

Educador. A diretora do Instituto de

Desenvolvimento Emocional

Aplicado (Idea), de São Paulo, fará

palestra no dia 17 de maio sobre a

Educação Experiencial: Estímulo à

Descoberta e à criatividade.

Sempre realizadas ao ar livre, as

atividades experienciais simulam,

com jogos e exercícios, situações reais

vividas em empresas ou escolas. A

partir daí, os participantes discutem

conceitos e encontram saídas para os

desafios. “A experiência é a matériaprima,

por meio da qual os aprendizes

desenvolvem todo seu conhecimento.

Os estudantes enfrentam situações

nas quais são questionados e

convidados a discutir conceitos como

cultura de grupo e tomada de decisão

em momentos críticos”, exemplifica

Maria das Graças.

O ciclo de Aprendizado

Experiencial é dividido em quatro

etapas: atividade, reflexão,

generalização e transferência. O

programa deixa de lado os conceitos

do pré-programado e dá a chance

para o participante criar. “A grande

contribuição metodológica da

educação experiencial é que a figura

central do processo passa a ser o

aprendiz e não mais o educador. O

professor dá a oportunidade ao aluno

para tomar a iniciativa e aprender até

mesmo com seus erros. Os estudantes

têm a chance de fazer suas escolhas,

tomar decisões e responsabilizar-se

pelo seu próprio aprendizado”, diz.

Na opinião da psicóloga, o maior

problema hoje é a passividade dos

estudantes. “A experiência ajuda o

aluno a amadurecer e assumir mais

cedo as conseqüências de suas

escolhas, o colégio e os pais ainda são

protetores. Um exemplo claro é a

imaturidade do jovem na hora de

escolher a profissão para prestar vestibular”,

diz.

Apesar de fazer críticas ao

sistema educacional atual, Maria das

Graças reconhece os progressos.

“Hoje o aluno tem muito mais

opções de canais corretos para se

colocar. A questão da cidadania

também melhorou muito em todos

os setores da sociedade”, diz. Em

2003, ela espera dar continuidade ao

trabalho e já tem os planos traçados

para a Educar. “Espero ter tempo

para debater o assunto e esclarecer

dúvidas. Na medida do possível, se

tiver espaço, a palestra será

experiencial”, afirma.

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Evento

Um vôo ao interior

de cada indivíduo

Para o psicólogo José

Carlos Martins, a

sociedade precisa deixar

o comodismo de lado

em busca de uma

transformação interna

O processo de amadurecimento

não é nada fácil. Enquanto alguns

animais trocam penas ou a pele para

se adaptarem ao mundo, o ser humano

precisa mudar seus conceitos internos,

deixar “morrer” a subordinação e o

comodismo. Para o historiador,

pedagogo, psicólogo clínico e professor

universitário José Carlos Martins

da Silva, que falará sobre o tema

Excelência em Educação: o Vôo da

Águia na Educar, no dia 17 de maio,

é preciso uma transformação interna

para que o desejo de ensinar seja

reconquistado.

"Escolho a águia por sua força,

determinação, olhar atento e

equilíbrio. Penso nela como exemplo

de luta. Sabe-se que esse animal, em

um determinado momento, precisa

decidir sobre sua sobrevivência. Após

alguns anos de contínuo trabalho ele

tem que se recolher e passa por um

profundo e doloroso processo de

transformação. Quando não

permitimos que nossa águia interna se

renove impedimos mudança e

crescimento. Cada um precisa

descobri-la para iniciar a própria

renovação", explica o pedagogo.

Na opinião de José Carlos Martins,

nosso olhar ficou focado apenas

na aprendizagem cognitiva, enquanto

inúmeras mudanças ocorreram ao

redor. As transformações científicas e

as novas descobertas surgiram tão

rápido que as relações entre o

conhecimento e o sujeito se

modificaram. Foi aí que apareceram

os monopólios do ter, do saber e do

poder. “Somos tão arrogantes hoje que

nos consideramos a ‘sociedade do

conhecimento’. Só que todas as

sociedades produziram conhecimentos.

Prova disso é que

construíram a roda, inventaram a

imprensa e descobriram o átomo, por

exemplo. Por isso costumo dizer que

o monopólio está nas entrelinhas, no

mais disfarçado discurso do saber”,

defende.

"Cometerei um erro ortográfico

para que fique claro o que tenho

proposto. É importante pertenSER a

essa sociedade, envolver nossos alunos

e (re)criar um mundo possível",

enfatiza. Parece complicado, mas o

psicólogo explica que é possível.

“Aprender é ter uma melhor

compreensão de algo, através da

intuição, da sensibilidade, da vivência

e do exemplo. Gosto de pensar que

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quando compreendo, abro meus

espaços, meus pensamentos e me

aproximo do humano. Aprender

é uma arte e nós esquecemos

tudo isso e mergulhamos,

ávidos, nos conteúdos didáticos.

Escondemo-nos aí

porque ficou mais fácil”, diz.

Mas os professores, na

opinião do pedagogo, não são

os únicos culpados da atual

situação. “Apontar que a educação

não mudou seus rumos por

responsabilidade dos educadores,

parece-me um tanto quanto

monopolista. Por que ele não reflete?

Pergunto, ele foi formado para isso?

Como andam os cursos universitários?

A quem eles atendem? Como estão as

políticas educacionais? Vivemos um

momento sério e crítico.

Culpa-se o professor pela

falta de criatividade, de

compromisso. Mas a

grande finalidade da educação nos

países emergentes é banalizar o

educador para se manter políticas

coloniais de servidão”, acusa.

O psicólogo, no entanto,

não faz apenas críticas ao

modelo atual. Ele também

propõe soluções para o futuro.

“Os professores

necessitam de espaço, de

momentos coletivos. É

preciso (re)significar a

identidade profissional.

Processo longo, difícil, mas

possível. Tem que se viver a

águia interna”,

sugere.

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Evento

Contos na ponta da língua

Não importa se reais ou tiradas dos livros, as histórias ajudam

no desenvolvimento dos indivíduos

Quem não lembra das histórias

fantásticas que a vovó contava

quando já estávamos prontinhos para

dormir? Aqueles contos, que nos

divertiam e encantavam, também

foram imprescindíveis para o nosso

desenvolvimento. Nos dias de hoje,

no entanto, as crianças estão muito

mais acostumadas a assistir a um

vídeo ou acessar um site do que sentar

com os familiares e prestar atenção

em suas palavras.

Com o objetivo de resgatar o

gostinho pelos contos e a importância

deles para o desenvolvimento das

crianças, Déborah de Araújo Maia,

consultora pedagógica do Expoente,

Déborah fará palestra na Educar

estuda o tema desde 1996. Com

diversas pesquisas na área, a pedagoga

e orientadora falará sobre a Arte de

Contar Histórias, na Educar. “As

histórias são fundamentais para

incentivar as crianças a gostarem da

leitura. Também desenvolvem a

expressão verbal e fazem com que elas

se localizem melhor no tempo e no

espaço. O problema é que hoje é cada

vez menor o número de famílias que

mantêm esse hábito”, explica.

Contar histórias, no entanto, é

muito mais do que reunir um

grupinho e falar durante horas. “É

preciso colocar sentimento nas

palavras. Isso faz com que as crianças

se envolvam e participem dos contos,

se sintam naquele ambiente e tenham

curiosidade por ouvir cada vez mais”,

defende Déborah. Para a consultora

educacional, vale tudo na hora de

estimular os estudantes. “É

interessante também que eles

descubram histórias de suas famílias e

aprendam a contá-las, pois assim, com

o passar das gerações, o vínculo não

se perde”, diz.

Ainda na palestra, Déborah

pretende enfatizar os contos clássicos,

entre eles, histórias como Peter Pan,

Cinderela e Pinocchio, e mostrar

como os educadores podem relacionálos

aos dias de hoje. “Peter Pan, por

exemplo, não tinha família. Podemos

aproveitar o tema para falar dos

meninos que vivem nas ruas das

cidades”, compara.

A educadora também falará

sobre a literatura brasileira, com ênfase

em Monteiro Lobato e nos gibis de

Maurício de Souza. “É importante

valorizarmos histórias que falem do

nosso dia-a-dia”, diz. Déborah ainda

lembra o trabalho deve começar na

infância, mas é fundamental em todas

as fases da vida. “Percebemos que até

a 4.ª série é fácil trabalhar, mas da 5.ª

em diante fica mais complicado, eles

perdem o interesse. Temos que acabar

com isso e mostrar que a leitura é

prazerosa e que alguém informado e

culto terá uma vida melhor, inclusive

no mercado de trabalho”, diz.

○ 24


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Evento

Na direção certa

Diretora de Ensino

da Organização

Educacional

Expoente, Ana

Bergmann, auxilia

educadores em

busca de mudanças

Falar é fácil, mas fazer nem

sempre é tão simples quanto parece.

Muitas vezes as mudanças estão diante

dos nossos olhos e não sabemos como

conduzi-las. Para ajudar mestres e

educadores a refletir sobre o caminho

a ser tomado, a Diretora de Ensino

da Organização Educacional

Expoente, Ana Bergmann, ministrará

as palestras Projetos no Dia a Dia Em

Sala de Aula e A Escola na Sociedade

Atual: Desafios e Superações, na 10.ª

Educar/Educador, nos dias 15 e 16 de

maio, respectivamente.

“As mudanças são discutidas há

décadas e hoje, numa sociedade ágil

como a nossa, elas são fundamentais.

Só que os educadores precisam ter

claros os motivos e necessidades dessa

transformação e para onde eles

querem ir, que tipo de cidadãos

pretendem ajudar a formar”, defende

Ana. A pedagoga, no entanto, é con-

tra radicalismos. “Não dá para seguir

modismos, é importante estabelecer

prioridades e iniciar as reflexões sobre

alguns processos específicos. Se a

escola tem formação mais tradicional,

ligada a provas e os trabalhos apenas

focando os conteúdos, ela aceitará ou

não determinados conceitos. No caso

do Expoente, nosso objetivo está bem

definido e temos trabalhado para

formar cidadãos com alto grau de

responsabilidade social, capazes de

transformar o mundo e interagir com

ele”, explica.

Mesmo com as metas traçadas

não é fácil passar por momentos de

transformação. Os conflitos existem

e é preciso enfrentá-los, a começar

pelos próprios professores. “Todos nós

tivemos uma formação tradicional e

em alguns momentos fica complicado

fazermos as mudanças com a rapidez

que elas são necessárias”, diz a

pedagoga. Pelo mesmo motivo, as

mudanças freqüentemente geram

questionamentos dos pais. “É comum,

num primeiro momento, eles

estranharem determinadas atitudes.

Por exemplo, nós mudamos o

processo de avaliação e isso deixou

alguns familiares inseguros. É nessas

horas que a escola precisa ter propostas

muito definidas, para explicar aos pais

com segurança que as transformações

são importantes”, analisa.

Para atingir os objetivos

desejados, o trabalho no dia-a-dia é

duro. O conselho pedagógico está

sempre de olho em todos os detalhes

e são feitas reuniões freqüentes para

discutir os rumos e resultados do

processo educacional. “Os projetos são

estratégias que a escola pode utilizar,

já que auxiliam na apropriação do

conhecimento e seus significados”,

define Ana.

25


Escolas Conveniadas

Erechim é o

berço da poesia

Todos os anos, no mês de julho,

a poesia toma conta do Instituto

Anglicano Barão do Rio Branco, em

Erechim, no Rio Grande do Sul.

O Concurso de Poemas já virou

tradição na escola e reúne alunos

de todo o Ensino Fundamental.

Em 2002, cerca de 250 estudantes

inscreveram suas criações. Os temas são livres

e a primeira seleção é feita na própria escola.

O grande momento, no entanto,

acontece no maior teatro da cidade. Em

noite de festa, os 15 poemas selecionados

são apresentados e poetas famosos da

Leitura e diversão

No Educandário Sol Nascente, em Goiânia, o

gosto pela leitura começa no jardim da infância. Todos

os anos a escola promove o

projeto Pequenos Grandes

Leitores com os alunos da

educação infantil à 4.ª série. “A

abertura do evento é sempre

uma grande festa. Montamos

stands com livros e passamos

filmes, com direito a pipoca e

refrigerante”, diverte-se Adarcy

Dias Ribeiro Marques, uma das

coordenadoras da instituição.

Mas, depois da diversão, vem o momento de

trabalhar duro. Cada criança recebe um livro e lê a

história. Depois, pode apresentar o conteúdo da obra

em forma de teatro, cartaz, texto, enfim, qualquer

maneira por meio da qual deseje expressar sua

criatividade. Quando a etapa é encerrada, os estudantes

trocam os livros e começam tudo de novo. “Se uma

cidade escolhem os três melhores. O

projeto, que começou como uma

brincadeira, vai para a sua 7.ª edição em

2003 e até já virou livro. Os melhores de

1997, 1998 e 1999 estão reunidos no volume

Barão em Verso. “Isso motivou muito

os alunos. Eles ficaram muito orgulhosos de

verem seus trabalhos publicados. Já

estamos programando o segundo livro, que

vai reunir os poemas de 2000 a 2002”,

orgulha-se a coordenadora da escola, Maria

Nilse Pavan.

O sucesso do projeto é resultado do

esforço dos professores, que meses antes do

concurso trabalham a poesia em sala de aula.

"Eles incentivam os alunos a escrever

mostrando a beleza das palavras em fitas,

CDs e poesias famosas", conta a

coordenadora.

turma tem 20 alunos, cada criança vai ler 20 livros por

bimestre. Esse projeto é maravilhoso porque desenvolve

o gosto pela leitura, o vocabulário e a escrita”, diz a

coordenadora.

Mesmo aqueles que reclamam um pouco no início

acabam se divertindo ao

longo do processo. “Nós

os estimulamos de todas as

formas. Para os livros que

viraram filmes, por

exemplo, fazemos uma

sessão especial”, orgulha-se.

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Zoológico

na sala de aula

A maioria das crianças

se encanta com os animais.

Percebendo isso, as

professoras Veronice e Ana

Amélia, da 1.ª série do Colégio

CEC Cianorte, no Paraná,

trouxeram o zoológico para

dentro da sala de aula. Calma,

elas não colocaram os alunos

em risco, apenas adotaram o

tema para incentivar a leitura.

As crianças tiveram o

primeiro contato com o

tema no laboratório de informática, quando utilizaram

a internet como fonte de pesquisa e descobriram

novidades com o CD-ROM Zôo Virtual. A partir daí,

foram à biblioteca da escola e pegaram dados como

peso, hábitat, alimentação e outras curiosidades de uma

série de bichinhos.

Por último, a criançada

visitou o Zoológico de

Maringá para ver de perto os

animais pesquisados. Com

todas as informações em

mãos, os alunos foram

incentivados a produzir seus

próprios textos. Cada um

deles escreveu um livro e fez

as ilustrações.

No encerramento do

projeto, os estudantes fizeram

uma exposição muito especial.

Confeccionaram um zoológico, no qual os animais

foram feitos de pedrinhas coladas com durepox e as jaulas

com tampas de caixas.

Home page da escola

é criada por alunos

Saber usar o computador hoje é sinônimo de

sobrevivência. Pensando nisso, o professor Marcelo

Storion, da Escola Municipal Professor Eurico Açcolini,

em Bariri, no interior de São Paulo, resolveu trazer a

informática para o dia-a-dia de seus alunos. Para isso,

ele reuniu um grupo de adolescentes da 7.ª e da 8.ª série

para criar uma home page da escola. O endereço,

www.escolaeurico.com.br, reúne informações sobre a

história do colégio, eventos, festas, projetos e trabalhos

desenvolvidos pelos estudantes e equipe pedagógica. “A

novidade facilitou o intercâmbio entre as instituições

da região. Isso é muito interessante porque podemos

mostrar nosso trabalho e descobrir projetos de outras

escolas”, explica a diretora, Magda Tereza dos Santos.

Mas o projeto foi muito além da sala de

informática. Dentro da disciplina os estudantes

aprenderam a teoria, a ter postura na escola e até como

se comportar no futuro emprego. “É uma chance de

eles desenvolverem o interesse por alguma área. Além

disso, entendendo de computador certamente terão

mais facilidade de se colocar no mercado no futuro”,

completa Magda.

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Literatura de cordel

no ritmo da cidadania

Baseado no tema “Valores”, do material didático

Expoente em 2002, o Colégio Independência, no

Recife, Pernambuco, preparou uma

feira pra lá de divertida. Os alunos

da 3.ª série do Ensino Fundamental

à 2.ª do Ensino Médio

apresentaram seus trabalhos de

Literatura de Cordel utilizando

conceitos como solidariedade,

amizade, ética e união. “O

resultado foi excelente e mudou o

comportamento dos estudantes. Já

sentimos diferenças, como por

exemplo, a diminuição das

pichações e o melhor tratamento

entre os alunos”, diz a coordenadora Maria da

Conceição Peixoto de Moraes.

O projeto deu tão certo que voltou às salas de

aula esse ano. “Para 2003 decidimos centralizar o

trabalho em ética e

cidadania. Começamos

pelo convívio familiar,

depois trabalharemos o

cotidiano escolar e em

seguida as relações sociais”,

conta Conceição.

Durante o trabalho, no

entanto, não são apenas

os alunos que aprendem.

“Usamos textos, cartazes e as palestras de psicólogos,

que são abertas também aos familiares. Essa participação

dos pais é muito importante para que ocorram

mudanças também dentro de casa”, diz.

Que tal dar uma voltinha no Brasil da escravidão?

Os alunos da 1.ª à 5.ª série do Centro Alternativo

de Educação, em José Bonifácio, São Paulo, entraram

no túnel do tempo. Divididos em grupos, mais de 140

estudantes “viveram” capítulos da história do Brasil,

desde o descobrimento do país até a eleição do

presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O trabalho começou em julho de 2002. Os temas

foram distribuídos e dois professores ficaram responsáveis

por cada turma. Os alunos estudaram os episódios e

montaram encenações, entre peças de teatro, música e

declamação de poemas, de no máximo dez minutos cada.

Em novembro os espetáculos foram abertos aos pais e à

comunidade. “O público circulou pelas dez salas e em

cada uma delas encontrou um momento histórico”,

○ 28

lembra a diretora, Valéria Ramalho.

Entre os temas apresentados pelos estudantes

estão: “Chegada dos Europeus”, “Brasil Escravidão”,

“Brasil de 1922”, “Brasil da Ditadura Militar” e “Brasil

Atual”, este último encenado no cineteatro.

“Aproveitamos o telão para mostrar imagens do processo

de redemocratização e das eleições do ano passado”,

conta Valéria.

Para a diretora, o trabalho foi recompensado pelo

interesse dos estudantes. “Eles adoraram e se

empenharam muito. Trouxeram figurino de casa e

ensaiaram duro. Mas interessante mesmo foi eles

entenderem que as coisas não acontecem de uma hora

para outra e que a História está caminhando”, resume.


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Curtas

Fenasoft acontece em maio

Apresentando os principais temas da tecnologia da informação

(TI), a maior feira de tecnologia do Brasil, a Fenasoft, promete ser

mais abrangente. Com o tema da Informação ao Conhecimento e do

Conhecimento à Inteligência, o congresso pretende atingir

profissionais de tecnologia, informática e telecomunicações que

discutirão temas atuais e estratégicos para os negócios como gestão

de ti, ferramentas de desenvolvimento, tecnologia, aplicações e serviços

internet, entre outros.

Nos últimos anos, grande parte das novidades do mercado

tecnológico chegou ao Brasil durante edições da Fenasoft como o

primeiro Macintosh do mercado nacional, o primeiro protótipo de

impressora laser, os laptops etc. Paralelo ao Congresso, de 27 a 30 de

maio também acontecerá a Feira Fenasoft Brasil software Week, criada

exclusivamente para atender às necessidades de empresas e profissionais

do setor que exigem desfilar sua marca, produtos e serviços para

públicos diferenciados e altamente qualificados, num ambiente de

inteligência e de inclusão tecnológica. Portanto, você que é ligado

nos principais lançamentos tecnológicos não pode ficar fora desta!

Mais informações no www.fenasoft.com.br.

Educar e Educador estão na 10.ª edição

O Grupo PromoFair realiza de

14 a 17 de maio de 2003, no Expo

Center Norte, em São Paulo, o maior

e mais importante evento da área

educacional da América Latina. Tratase

do EDUCADOR – Congresso

Internacional de Educação, que neste

ano deve contar com a participação

de aproximadamente

22 mil congressistas e da EDUCAR –

Feira Internacional de Educação.

O Congresso é destinado aos

profissionais da área, especialmente

mantenedores, diretores e gestores de

ensino privado, o EDUCADOR

abordará neste ano assuntos ligados ao

tema “Idealismo Empreendedor –

Excelência nas Instituições de Ensino”.

A proposta é intercambiar

informações no campo da

pesquisa e do

desenvolvimento do processo de

ensino-aprendizagem. Nesta 10.ª

Edição, será lançado o Espaço

Interativo, um local para os

congressistas interagirem ( leia mais na

pág. 18). O acesso à Feira é aberto a

todos os interessados em conhecer os

últimos lançamentos na área de

ensino e pode ser feito de forma

gratuita por intermédio do site:

www.feiraeducar.com.br ou com a

aquisição do ingresso no valor de

R$ 5,00.

29


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Integração

O Brasil quer

conhecer sua escola!

A sua escola também pode ser notícia

na Impressão Pedagógica! Em toda

edição há um espaço para

que as escolas conveniadas

Expoente possam divulgar

seus projetos e atividades. A

revista é quadrimestral e tem

como público docentes e profissionais

da área educacional.

As instituições interessadas em

participar da seção, podem encaminhar

textos e fotos para o

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preferirem, poderão encaminhar o

material, por Sedex, para o endereço:

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Direção Geral: Armindo Vilson Angerer

Direção CEEE: Sandra Angerer

Direção de Ensino: Ana Tereza Bergmann Paes

Gerente da Expoente Informática: Marcelo José Goncalves

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Edição e Redação: Andrea Gonçalves Santos

(Mtb 9355/19/195)

Brisa Teixeira (Mtb 3657/19/47)

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IMPRESSÃO EXPOENTE

Direção de Gráfica: Antônio Both

Gerente Pré-Impressão: Paulo César Niehues

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quadrimestral, de circulação nacional, dirigida a diretores de escolas,

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