Setembro de 2012 Ano 6 N° 71 - Canal : O jornal da bioenergia

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Setembro de 2012 Ano 6 N° 71 - Canal : O jornal da bioenergia

Goiânia/GO setembro de 2012 Ano 6 N° 71

Máquinas agrícolas

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Manutenção e

regulagens periódicas

Medidas melhoram eficiência das usinas e

evitam interrupções nas atividades produtivas

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IMPRESSO - Envelopamento autorizado. Pode ser aberto pelo ECT


Agência Vale

14 Sustentabilidade

biocombustíveis começam

a se tornar importantes

aliados das indústrias

brasileiras na

sustentação de seus

negócios.

04 entrevista

Ismael Perina Júnior,

presidente da orplana,

fala sobre a situação

das lavouras de canade-açúcar

na região

centro-sul do país.

24 trabalho

Consultores apontam

avanços nas políticas de

promoção da saúde

ocupacional entre

trabalhadores da

agroindústria.

26 Ffatia

Feira de Fornecedores e

Atualização Tecnológica

da Indústria de

Alimentação é vitrine

de inovações para o

setor industrial.

28 Mais Brasil

Bares, restaurantes,

muitas áreas verdes e

rica gastronomia.

Esses são alguns dos

atrativos para quem

visita Goiânia.

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“Certamente que a bondade e a

misericórdia me seguirão todos os dias

da minha vida, e habitarei na casa do

Senhor por longos dias” (Salmos 23:6)

Carta do editor

Hora de programar a manutenção

Mi ri an To mé

edi tor@ca nal bi o e ner gia.com.br

Há poucas semanas do

fim da safra de cana-deaçúcar,

muitas empresas já

se programam para realizar

a manutenção de suas indústrias e máquinas

agrícolas. Em nossa reportagem de capa, mostramos

a importância de manter tratores, colhedoras

e plantadoras sempre bem regulados e a

necessidade de planejar a manutenção das

máquinas para que estejam sempre em plenas

condições de trabalho, evitando interrupções que

resultam em prejuízos à produtividade.

A conservação e correta utilização dos pneus

agrícolas também merecem toda a atenção, já que

eles têm elevado custo, são submetidos a intenso

desgaste nas operações agrícolas e influenciam

diretamente no desempenho das atividades.

Em entrevista exclusiva ao Canal, Ismael

Perina Júnior, presidente da Organização dos

Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do

Brasil (Orplana), revela as razões das dificuldades

enfrentadas pelos produtores nos últimos

anos e fala sobre a retomada dos investimentos

em renovação, que em 2012 atingiram níveis

bem próximos do que é considerado normal.

Em outra reportagem de destaque, mostramos

a incorporação dos biocombustíveis, a

exemplo do etanol e do biodiesel, em diversos

setores produtivos, como a mineração. Mas

esses são apenas alguns dos assuntos retratados

nesta edição, não deixe de conferir.

Boa leitura!

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Setembro de 2012 • 3


Entrevista Ismael Perina Júnior – presidente da Orplana

Rentabilidade ainda é

entrave para os produtores

Qual é a situação dos fornecedores de canade-açúcar

na Região Centro-Sul ?

Se analisarmos os últimos 4, 5 anos, podemos

destacar um problema sério na condição

dos preços e isso pode ser observado na

produção total e na produtividade em

decréscimo nos últimos 3 a 4 anos. A crise

financeira de 2008, os baixos preços do

etanol e do açúcar na safra 2008/2009

trouxeram uma grande falta de investimentos,

principalmente nas lavouras. Com

isso nós entramos num círculo vicioso em

que, com produtividade baixa e redução de

renda, se investia menos, comprometendo,

mais uma vez, a produtividade e a renda. E

isso veio se arrastando ao longo dos últimos

cinco anos. Hoje nós estamos vivendo

um momento de tentativa de recuperação,

mas, mesmo assim, principalmente devido

ao grande aumento de custo que nós tivemos,

ainda não estamos conseguindo ter

rentabilidade para investir forte na produção

de cana.

1250,00. E a partir do momento que você

eleva custo e o preço nominal aumenta, há

também um aumento do custo de arrendamento

dessas áreas. Juntando todos esses

fatores, a cana, que há cinco anos custava

em torno de 42 reais a tonelada, hoje custa

praticamente 70 reais a tonelada. E aí está

agregado também um fator importante

que é a queda de produtividade. A partir do

momento que ela diminui, o custo para o

produtor aumenta.

Os produtores têm conseguido repassar uma

parte desses aumentos de custos para as

usinas que compram a matéria-prima?

De jeito nenhum, infelizmente, porque o

problema também ocorre na indústria.

Como ela acaba não tendo preços satisfatórios,

principalmente os relativos ao etanol,

o sistema adotado de formação de

preço da cana é baseado nos preços de

açúcar e etanol. E como temos um preço de

etanol, principalmente, bastante defasado,

esses valores baixos que o produto final

Evandro Bittencourt

Engenheiro Agrônomo formado

pela Universidade Estadual

Paulista (Unesp), Ismael Perina

Júnior é produtor rural com atividades

nas áreas de cana-de-açúcar,

pecuária e soja. É presidente do Conselho

de Administração do Sicoob Coopecredi

– Cooperativa de Crédito de Livre

Admissão da Região de Guariba; diretor

Administrativo da Cooperativa Central

de Crédito Rural do Estado de São

Paulo; membro do Conselho Superior do

Agronegócio da Fiesp e da Câmara

Setorial do Açúcar e do Álcool e presidente

da Organização dos Plantadores

de Cana da Região Centro-Sul do Brasil

(Orplana). A entidade, que tem sede em

Piracicaba (SP), conta atualmente com

34 associações de fornecedores de cana

nos Estados de São Paulo, Mato Grosso,

Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e

Goiás. A Orplana representa, aproximadamente,

16,2 mil fornecedores de cana,

que produziram na safra de 2011/2012,

aproximadamente, 108 milhões de toneladas

de cana-de-açúcar, o que equivale

a 22% da produção da região Centro/Sul

e 19% da produção brasileira.

Tivemos uma competição decorrente do

crescimento de outros setores da economia,

principalmente da área da construção civil.”

Quais as principais razões desse aumento

de custo?

De uma maneira geral o aumento de custo

ocorreu em todas as atividades, mas o setor

canavieiro, em especial, é muito demandante

de mão de obra e nos últimos cinco

anos nós tivemos a incorporação de cerca

de 8% a 10% de reajustes salariais. Além

disso nós tivemos que incorporar um

número significativo de novas normativas

regulamentares que vieram agregar mais

custos à produção. E tivemos uma competição

decorrente do crescimento de outros

setores da economia, principalmente da

área de construção civil, o que provocou o

aumento do custo dessa mão de obra. Um

operador de máquinas que há cinco anos

tinha como rendimento algo em torno de

R$ 1,2 mil, hoje ganha perto de R$ 2,5 mil.

Esse é um exemplo de um aumento grande,

mas não é o único. Se nós formos olhar a

questão de fertilizantes, podemos constatar

que também houve um aumento

expressivo. Há cinco anos, uma tonelada de

fertilizantes básicos aplicados em produção

de cana tinha preço em torno de R$ 800,00

e hoje esse número já chega a quase R$

tem são arrastados para a cana. Não há

como reverter essa situação e isso independe,

um pouco, de o setor industrial estar

pagando mais, pois se ele fizer isso tem

prejuízo, a indústria provavelmente quebra

e ele não vai moer cana do produtor. A

ligação entre uma parte e outra é muito

forte. O mercado de etanol é liderado pelo

governo federal e tem como concorrente a

gasolina, que tem preço controlado. Essa

foi a grande dificuldade que o setor teve

para gerenciar preços aos produtores compatíveis

com os seus custos.

O governo federal acenou com alguma medida

que seja capaz de ajudar os produtores a lidar

com esse aumento de custos?

Infelizmente, o governo federal, ao longo

de pelo menos uma década em que tenho

participado ativamente junto aos ministérios,

principalmente da Agricultura, não

tem se sensibilizado muito com os problemas

do setor. E a grande verdade é que o

setor agrícola, de uma maneira geral, sempre

foi extremamente colaborador na questão

da manutenção do controle da inflação

nesses últimos períodos. Eu entendo que a

4 • CANAL, Jornal da Bioenergia Setembro de 2012 • 5


Entrevista Ismael Perina Júnior – presidente da Orplana

política do governo federal para a gasolina,

sem a devida contrapartida para acertar a

posição do etanol, é que foi o grande causador

do estrago que se cometeu na produção brasileira

de cana-de-açúcar e, consequentemente,

de açúcar e etanol. O fato de se promover essa

interferência de regulação do preço da gasolina

impediu que essa competição fosse honesta,

de mercado, ela passou a ser uma competição

extremamente danosa para os produtores

de etanol.

Qual a expectativa em relação ao anunciado

pacote do governo federal para o setor

sucroenergético?

O governo tem nos ouvido, temos participado

de frequentes reuniões, mas acho que esse

período em que a gasolina ficou sem nenhum

tipo de correção gerou uma defasagem muito

grande. Nada foi feito em relação às políticas

que poderiam estar sendo adotadas para reduzir

tributos, por se tratar de combustíveis com

benefícios ambientais. Agora fica muito difícil

superar a diferença necessária para voltar a

deixar o etanol competitivo, incentivando as

indústrias e os produtores de cana.

Diante desse cenário de dificuldades, como é

que os produtores estão lidando com os prazos

estabelecidos para o processo de mecanização da

colheita e o fim do corte manual?

Com extrema dificuldade, pois embora o

governo tenha promovido acesso a financiamento,

por meio de linhas de crédito para a

aquisição dessas máquinas, o produtor se sentiu

muito receoso de investir e não ter condição

de pagar, pois isso traria uma situação

muito grave aos produtores. Temos caminhado

nesse processo, mas poderia ter sido muito

mais. O protocolo que nós assinamos para

reduzir o prazo de queima poderia estar muito

mais avançado se não fosse essa situação de

perda dramática de rentabilidade que o setor

vive. Mas ainda podemos ver, com otimismo,

que o prazo acordado será cumprido, embora

seja mais um motivo de preocupação.

Qual o porcentual de mecanização das lavouras

entre os fornecedores de cana-de-açúcar?

Isso varia muito de região para região. Quando

Ainda podemos

ver, com

otimismo, que o

prazo acordado

será cumprido,

embora seja mais

um motivo de

preocupação.”

se tem uma área mais nova de expansão, o

modelo é extremamente mais focado na produção

mecanizada, como acontece no Estado

de Goiás. Mas quando se vai em algumas regiões

de São Paulo, com grandes problemas de

declive, de condição de adaptação, de áreas

não tão contínuas, a mecanização é menor. Eu

diria que em algumas áreas mais novas nós já

temos índices acima de 90% e em outras mais

tradicionais estamos muito próximos dos porcentuais

acordados, que são da ordem de 70%.

É óbvio que algumas áreas não mecanizáveis

terão dificuldade em continuar a realizar a

produção de cana-de-açúcar, mas entendo

que, naturalmente, as coisas vão se acomodar.

O produtor de cana tem buscado alternativas

visando a mecanização de suas lavouras, a

exemplo do aluguel de máquinas ou aquisição

de forma associativa com outros produtores?

Eu acho que esse é o grande segredo, pois a

dificuldade acaba criando alternativas para

viabilizar o mais rápido possível essa mecanização,

pois hoje é consenso na produção agrícola

canavieira que queimar a cana-de-açúcar

não é um bom negócio. Hoje há esse processo

em que algumas empresas montam estruturas

de colheita para a sua cana e o maquinário

excedente colhe cana de terceiros. Algumas

unidades industriais investiram um pouco

mais e acabam fazendo a colheita para os

fornecedores. Grupos de produtores estão

sendo formados com foco na aquisição de

equipamentos, pois os investimentos realmente

são muito altos. Hoje, em São Paulo, estamos

trabalhando juntos com a Secretaria da

Agricultura e a ajuda de um fundo estadual

para que pequenos produtores se juntem para

a aquisição desses equipamentos. E acredito

que, brevemente, vamos ter alguma coisa

nessa linha com o juro zero, bancado por esse

fundo estadual para ajudar o pequeno e o

médio produtor. Estamos trabalhando fortemente

essa questão para que ela seja concluída

o mais rápido possível e possamos encerrar,

brevemente, a queima, usando esse material

para ser queimado em caldeiras, promovendo

um benefício fantástico com a geração de

energia elétrica, com o bagaço e com a palha

que, anteriormente, era queimada no campo

O aproveitamento da palha já representa uma

receita extra para o produtor?

Esse é um ponto muito forte de discussão nas

nossas reuniões entre produtores e indústrias,

ou seja, como é que se vai gerenciar esse tipo

de benefício que a unidade industrial passa a

ter recebendo essa matéria-prima extra para

gerar energia. É óbvio que nós temos um

caminho a percorrer e isso precisa ser muito

bem trabalhado. Mas eu não tenho dúvida

que, a partir do momento que, efetivamente,

seja consolidado um ganho para a unidade

industrial com o uso desse material, parte

disso será transferida para o produtor.

E em relação à renovação dos canaviais, em que

porcentual ele está se dando, atualmente?

Pelos números que nós temos, esse ano a

renovação voltou a ficar muito próxima do

que é considerado normal, algo em torno de

18%. Nos últimos cinco anos ela foi extremamente

menor, chegando a cair a apenas 5% de

renovação, o que provocou um déficit de 12%.

Em outros anos a renovação atingiu 8% e

10%, o que gerou um atraso muito grande,

fazendo com que cerca de 50% dos canaviais

não tenham uma capacidade boa de produção

porque estão envelhecidos. E esse é um processo

que não dá para fazer de uma hora para

a outra, pois é preciso ter produção para os

anos seguintes, por isso acredito que vamos

levar, pelo menos, 3 anos para botar a casa em

ordem, caso seja resolvida a questão da rentabilidade

com o etanol. Se isso não ocorrer, o

problema se estenderá por mais tempo e a

área produtiva continuará a ser usada de

forma muito distante do seu potencial de produção.

O que foi determinante para o produtor investir

mais na renovação de seus canaviais?

O resultado da última safra, que embora não

tenha ajudado a resolver o passivo criado nas

três safras anteriores, deu um pequeno resultado

positivo e um novo ânimo ao produtor para

investir naquelas áreas que estavam com baixíssimas

produtividades. Forçosamente, isso ocorreu

até por ele ter podido respirar um pouco

mais com a venda da cana do ano passado.

A expectativa para 2013 é que haja um porcentual

semelhante de renovação das lavouras, em torno

de 18%?

Essa era a nossa expectativa, mas colhida praticamente

metade da safra, constatamos problemas

muito sérios de qualidade. Novamente

tivemos um clima que fugiu da normalidade.

Janeiro foi muito pouco chuvoso nas grandes

áreas de produção e depois tivemos excesso de

chuvas em abril e junho, o que resultou em

algumas alterações na morfologia das plantas,

influenciando nessa baixa qualidade. Eu acredito

que, infelizmente, 2013 não será um ano

que dará novo estímulo para a continuidade,

no mesmo ritmo, dessas renovações que são

extremamente necessárias.

O que o produtor pode fazer e tem feito, da

porteira para dentro, para reduzir seus custos de

produção?

Praticamente todos os parâmetros que podem

ser utilizados para promover um ganho de

produtividade acabaram se enroscando na

falta de lucratividade. Para ter aumento de

produtividade e redução de custo é preciso

investimento e como os produtores não tiveram

renda para promovê-lo, entraram num

círculo vicioso. Temos variedades que estão em

uso e algumas que estão sendo liberadas pelas

instituições de pesquisa que permitem uma

produtividade muito maior do que está sendo

obtida atualmente. Mas para isso é necessário

ter uma boa fertilização, um bom controle de

ervas daninhas, de pragas e doenças, voltar a

planejar o canavial de uma maneira mais criteriosa

e, com as dificuldades, o produtor

acaba deixando de fazer algumas tarefas por

falta de recursos. Acho que precisamos ter

pelo menos dois anos de lucratividade razoável

para consertar os estragos que ocorreram

no passado.

6 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 7


Panorama

John Deere entre

as mais inovadoras

do mundo

Mercado de biocombustíveis

é “insustentável” em

vários países, aponta

pesquisa

A busca constante pelo aumento da

produtividade das lavouras fez com que

a John Deere , empresa líder no setor de

maquinário agrícola, fosse classificada

em 2° lugar na lista dos 500 usuários

mais inovadores de tecnologia de

negócios pela InformationWeek, revista

norte-americana especializada em

tecnologia da informação.

Entre os softwares desenvolvidos

pela empresa, está o Service

ADVISOR Remote, que permite que

o concessionário identifique possíveis

problemas com as máquinas antes

mesmo deles acontecerem,

possibilitando a sua solução à

distância sem que o cliente tenha que

esperar ou pagar pela visita de um

técnico.

“O software foi um esforço de dois

anos de colaboração entre os

departamentos globais de Tecnologia

da Informação, de Suporte ao

Produto e ao Cliente, John Deere

Intelligent Solutions Group (ISG) e as

equipes de plataforma”, disse Pat

Webber, vice-presidente global de TI.

“É um excelente exemplo do poder da

empresa integrada.”

Produtividade da

Cana-de-açúcar no

Tocantins supera

média nacional

O plantio de cana no Tocantins

cresceu 18,5% entre 2011 e 1012,

passando de 27 mil hectares no final

de 2011 para 32 mil hectares este ano.

A produção é concentrada nos

municípios do nordeste do Estado,

sobretudo em Pedro Afonso, Tupirama

e Bom Jesus – região que sedia uma

indústria de etanol.

De acordo com dados da Diretoria de

Agroenergia da Seagro - Secretaria da

Agricultura, da Pecuária e do

Desenvolvimento Agrário, a

produtividade da cana-de-açúcar no

Estado é de 90 mil toneladas por

hectare, enquanto que a média nacional

é de 76 mil toneladas por hectare. Para

o diretor de Agroenergia, Luiz Leal, a boa

produtividade credencia a expansão do

setor no Estado.

Para o coordenador de Etanol da

Seagro, Marcus André Ribeiro, o

Tocantins possui características que são

diferenciais do Estado para atrair

investimentos para o setor da cana-deaçúcar.

“O nosso grande destaque é a

quantidade de áreas disponíveis para a

produção de cana. É possível expandir

muito a produção sem fazer abertura de

novas áreas”, avaliou Ribeiro.

Produtos energéticos de espécies florestais

A Embrapa Agroenergia está desenvolvendo

um projeto de pesquisa de rotas tecnológicas para

obtenção de produtos energéticos a partir de

recursos florestais. A meta é produzir etanol, bioóleo,

hidrogênio, gás de síntese e biochar com

quatro espécies de eucalipto e uma de taxi

branco, uma planta comum na região Norte do

Brasil. Os pesquisadores buscam novas rotas para

o uso da biomassa na obtenção de produtos

químicos e energéticos, agregando valor à cadeia

produtiva, explica o líder do projeto, Rossano

Gambetta, pesquisador da Embrapa Agroenergia.

O projeto é baseado no conceito de

biorrefinaria, que prevê o uso de biomassa como

matéria-prima para a geração de diversos

produtos: biocombustíveis, materiais, produtos

químicos e também energia, na forma de calor e

de eletricidade. Com esse propósito, os cientistas

Congresso ISSCT

Em sua 28ª edição, e realizado pela terceira vez no Brasil,

o Congresso ISSCT acontece entre os dias 24 e 27 de junho

de 2013, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. A

programação inclui visitas técnicas às instituições de

pesquisa, usinas de açúcar e biocombustíveis e produtores

de cana, da região de Piracicaba e Ribeirão Preto, entre os

dias 20 e 21 de junho, no Pré Congresso, e em empresas

fornecedoras da agroindústria durante o Pós Congresso,

que será realizado entre os dias 28 a 30 de junho.

Esta etapa do programa abrangerá as áreas agrícola e

industrial e servirá para os participantes conhecerem

equipamentos e soluções para o setor sucroenergético.

Uma exposição internacional de tecnologia para toda a

cadeia da cana-de-açúcar completa a programação. A

ISSCT é a sociedade de maior representatividade mundial

no setor sucroenergético, congregando mais de 70 países

produtores da cana-de-açúcar e seus produtos.

A entidade tem como objetivo promover a

transferência de tecnologia desenvolvida pelos países

associados que é difundida através de congressos

realizados a cada três anos. Em 2013 será a terceira vez em

que o Congresso é realizado no Brasil - as outras edições

ocorreram em 1977 e 1989. A versão brasileira, que será

organizada pela Reed Multiplus e a STAB Nacional, reunirá

envolvidos no projeto utilizarão tecnologias

bioquímicas (hidrólise enzimática e fermentação)

e termoquímicas (pirólise e gaseificação) para

obter produtos de maior valor agregado,

minimizando a produção de resíduos e os

impactos ambientais.

Segundo a Embrapa Agroenergia, o uso de

espécies florestais para produção de etanol

atende à necessidade de ampliar e diversificar as

matérias-primas disponíveis para a produção do

biocombustível. A cana-de-açúcar, principal fonte

para o etanol, ainda não é produzida em todo o

País. A biomassa florestal apresenta a vantagem

de já contar com sistemas de produção bastante

desenvolvidos. Em 2010, só a área ocupada com

eucalipto e pinus somava 6,5 milhões de hectares,

no Brasil. (Canal com com dados da Embrapa

Agroenergia)

mais de dois mil congressistas do mundo inteiro. Já na

exposição são esperados mais de cinco mil visitantes que

poderão conferir as novidades de 150 expositores.

O evento conta com o apoio das principais entidades

ligadas à cadeia sucroenergética: Unica, CTC (Centro de

Tecnologia Canavieira), Esalq/USP, Apta, IAC, Gegis,

Orplana, Canaoeste, IAC,Copersucar, Udop, Coplacana,

Ceise BR, Simesp, SMTEC, Apla/Aaplex e Ridesa. “O número

de trabalhos inscritos em nosso congresso, cerca de 500, é

recorde, sendo que destes 161 são de autores brasileiros”,

diz José Paulo Stupiello, presidente da STAB Nacional

(Sociedade dos Técnicos Açucareiros Alcooleiros do Brasil).

O evento terá como presidente de honra, o ex-ministro da

Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Coordenador do

Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas,

Roberto Rodrigues, como presidente, o CEO do grupo

Raízen, Rubens Ometto Silveira Mello, como vicepresidente,

o presidente nacional da STAB, José Paulo

Stupiello, como secretário -tesoureiro, Paulo Uchoa

(Syngenta), como gerente, Raffaella Rosetto ( Apta/IAC) e

como Coordenador do Pós-Congresso e Exposição, Flavio

Castelar ( Apla/Aaplex).

Mais informações podem ser obtidas pelo site www.

issct2013.com.br

Na década de 2000, houve um esforço

coordenado das nações em buscar fontes de

energia limpa e renovável por meio da

criação de plataformas de incentivo à

produção agrícola. Paralelamente, registrouse

um aumento no valor da produção das

principais matérias-prima dessa natureza

como soja, cana-de-açúcar e canola. Na

maioria dos casos, porém, os efeitos

positivos acompanham movimentos de

anos anteriores e não podem ser creditados

às políticas adotadas pelo governo e setor

produtivo. É o que afirma o economista

Leandro Menegon Corder, da Escola

Superior de Agricultura Luiz de Queiroz

(Esalq/USP) em estudo recente.

Para Corder, o setor de biocombustíveis

se tornou um mercado “insustentável” em

vários países. “Os principais programas de

incentivo às fontes alternativas de energia

tiveram início com a alta cotação do

petróleo. Agora, com a queda desses preços,

o setor passará a depender da muleta

governamental para se manter

competitivo”, garante. Segundo o

pesquisador, dos países que compõem a

União Europeia, Alemanha e Suécia são os

melhores exemplos de atuação positiva, já

que as duas nações teriam conseguido

transformar a tendência em queda em

crescimento elevado.

No caso do Brasil, o pesquisador vê

avanços, mas avalia que será necessário dar

aporte às usinas em funcionamento e

incentivar a pesquisa de biocombustíveis de

outras gerações e a aplicação de novas

tecnologias para garantir a sobrevivência do

setor. “Esse novo mercado traz vantagens

ambientais, sociais e econômicas, embora

ainda seja pequeno dentro das

possibilidades da introdução de um

combustível complementar e substituto da

gasolina e do diesel”, afirma. Os sete anos

transcorridos desde o início do Programa

Nacional de Produção e Uso de Biodiesel

foram o recorte dado pelo economista em

sua pesquisa.

Jalles Machado promove Dia de Campo

O Grupo Jalles Machado reuniu mais de 420

participantes, em setembro, para a quarta

edição do Dia de Campo, em Goianésia (GO). Na

busca de promover intercâmbio de

conhecimento entre profissionais do setor

sucroenergético, a ação foi viabilizada em

parceria com o Instituto Agronômico de

Campinas (IAC) e apoiada por empresas

fornecedoras. O evento discutiu temas

estratégicos para o setor, como a seleção de

variedades de cana-de-açúcar para áreas

irrigadas, manejo de adubação e novas

A Bioenergy adquiriu da Solyes uma planta de

energia solar fotovoltaica a ser implantada no

município de Oliveira dos Brejinhos, na Bahia,

pelo valor total de R$ 7 milhões. A unidade, com

potência de 1 megawatt (MW) deverá entrar em

operação no primeiro semestre de 2013 e contará

com três tecnologias fotovoltaicas diferentes,

(policristalino, monocristalino e filme fino) para a

captação de radiação solar de 10 fornecedores

distintos de equipamentos localizados nos

Estados Unidos, Ásia (China, Taiwan e Singapura)

e Alemanha.

A compra foi resultado de um longo período de

análise e de seleção de projetos, uma vez que a

Bioenergy, em agosto deste ano, foi a primeira

geradora a comercializar energia solar em um leilão

de energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

A planta da Solyes já se configura como um

dos investimentos mais eficientes do segmento,

uma vez que seu orçamento de R$ 7 milhões é

significativamente menor do que projetos de

porte semelhante da Eletrosul (R$ 8,1 milhões) e

da MPX (R$ 11 milhões), apesar do desafio de

tecnologias para aumentar a produtividade.

Os participantes foram recebidos na estrutura

montada na Unidade Otávio Lage, onde

assistiram a palestras com o diretor operacional

da empresa, Joel Soares, o gerente agrícola

Rogério Augusto Bremm Soares, além dos

pesquisadores Marcos Guimarães de Andrade

Landell, do IAC, e Gaspar Komdorfer, da

Universidade Federal de Uberlândia, e o consultor

técnico Unido Rosenfeld. À tarde, o grupo

percorreu as áreas irrigadas na propriedade e

avaliou os trabalhos realizados no local.

Bioenergy adquire planta de energia solar na Bahia

implantar diversas tecnologias e fornecedores

simultâneamente.

“Nossa oferta de preço à Bioenergy demonstra o

potencial econômico crescente da fonte e nossa

competência como executores de projetos full turn

key fotovoltáicos no Brasil, tanto para projetos

montados em terra como para projetos montados

dentro das unidades de consumo de grandes

clientes comerciais”, afirma Eduardo Serra,

presidente da Solyes. A empresa conta com 566

MW em projetos eólicos com registros já solicitados

à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os investimentos da Bioenergy em energia

solar devem continuar. A previsão é investir R$

20 milhões em empreendimentos. Para o

presidente da Bioenergy, Sérgio Marques, as

perspectivas são muitos boas e o Brasil está

marcando passo na área. “Estamos muito

atrasados no desenvolvimento dessa fonte”,

conclui. A empresa conta com dois parques

eólicos em operação: Miassaba 2 e Aratuá 1,

ambos no Rio Grande do Norte, que somam 28,8

MW de potência instalada.

8 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 9


Sifaeg em Ação

Pesquisa

Fabricação de plástico a partir

de resíduos da agroindústria

Seminário amplia debate

sobre cenários para o setor

sucroenergético

Representantes do setor sucroenergético

estiveram reunidos no dia

14 de setembro, na sede da

Federação da Indústria do Estado

de Goiás (Fieg), em Goiânia, para participar

do seminário ‘Mercados de Açúcar e Etanol

e Economia Internacional: Perspectivas e

Desafios’. Durante o encontro, promovido

pela INTL FCStone em parceria com os

Sindicatos da Indústria de Fabricação de

Etanol e Açúcar do Estado de Goiás (Sifaeg/

Sifaçúcar), foram discutidos assuntos como

balanço de oferta e demanda mundial de

açúcar e etanol, projeções de safra no

Centro-Sul, tendências futuras, cenário

atual da crise e fundamentos do mercado

cambial.

O gerente da Unidade de Negócios

Açúcar da FCStone, Marcos Roberto

Escobar, que também é economista e mestre

em Agribusiness, disse que o setor passou

por um momento delicado, mas que

vem recuperando fôlego nos cenários

internacional e nacional. Um dos pontos

abordados por ele na palestra foi a interferência

climática no mundo, que tem poder

de elevar a exportação e mexer nos preços

de açúcar e etanol.

O economista destacou que, no Brasil, a

chuva prejudicou o início da safra, entretanto

o cenário mudou entre os meses de julho

e setembro por causa da melhora do tempo,

o que favoreceu a corrida pela moagem da

cana. “Ninguém quer deixar sobrar cana

para o ano que vem, por isso houve esse

aumento na moagem nos últimos meses,

até porque cana em pé é perda de caixa para

as usinas”, informou. Marcos explicou que o

resultado disso é a sazonalidade nos preços

e na oferta de produtos. “Teve esse aumento

na oferta de etanol e queda dos preços na

bomba, mas que nos próximos meses, período

da entressafra, quando as usinas deixam

de moer, terá outra mudança com a diminuição

da oferta para o consumidor final e,

por consequência, aumento do preço”,

acrescentou.

O palestrante ressaltou ainda que existe

Rafael Ballestero, consultor em Gerenciamento de Riscos da FCStone

Marcos Roberto Escobar, gerente da

Unidade de Negócios de Açúcar da FCStone

toda uma expectativa do setor de que o

governo federal promova mudanças no

preço da gasolina para que a cadeia sucroenergética

ganhe em competitividade.

“Mas isso não será feito antes das eleições.

O governo deve esperar passar esse período

para avaliar”, observou. O presidente-executivo

do Sifaeg/Sifaçúcar, André Luiz

Baptista Lins Rocha, disse que essa solicitação

vem sendo feita há um tempo por

todos que integram o segmento, buscando

incentivos para tornar o etanol brasileiro

mais competitivo no mercado em relação à

gasolina.

Açúcar

De acordo com o economista, mestre em

Negócios Internacionais e consultor em

Gerenciamento de Riscos da FCStone,

Rafael Ballestero Machado Crestana, a

atual safra permitiu recuperar os estoques

de açúcar, elevando a oferta no mercado.

Mas ele destacou que em outubro o cenário

começa a mudar porque a Índia produzirá

menos e precisará aumentar a compra

e importação do produto. Além disso, relatou

Rafael, nessa época do ano há uma

procura maior por açúcar por causa das

festas de fim de ano, elevando a demanda.

“Com isso o preço do açúcar deve recuperar

os 20% perdidos nos últimos meses”,

enfatizou.

Pesquisadores do Laboratório de Microbiologia

Industrial do Instituto de Biociências da

Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio

Claro estão desenvolvendo um estudo que

envolve a produção e extração de ácido lático por

fermentação a partir de subprodutos de fontes alternativas,

levando a uma síntese polimérica para a

obtenção de um ácido polilático (PLA). O material

apresenta potencial para ser utilizado na produção

de bioplásticos e poderia ser empregado na fabricação

de diversos produtos, da indústria de embalagens

para a indústria alimentícia, de fármacos e cosméticos

e até o uso em aplicações biomédicas, como

cápsulas para medicamentos e em implantes ortopédicos.

“Trata-se de um estudo bastante complexo

sobre um processo ainda caro de recuperação e

purificação do ácido lático. Para diminuir esses custos,

busca-se aumentar a produção do material com

o uso de fontes alternativas de nitrogênio adicionadas

a fontes alternativas de carbono, no caso, aos

substratos gerados no processo da indústria sucroenergética

e de fabricação de queijo” , explica Jonas

Contiero, professor do Instituto de Biociências da

Unesp de Rio Claro e coordenador da pesquisa.

O projeto de pesquisa Estudo da recuperação e

purificação do ácido lático do meio de cultivo produzido

por microrganismos isolados para produção de

plásticos biodegradáveis, parte do Programa Parceria

para Inovação Tecnológica (Pite) da Fabesp, foi selecionado

em chamada de propostas do Acordo de

Cooperação Fabesp-Braskem/Ideom, voltada para o

desenvolvimento de materiais com características

físico-químicas similares aos derivados do petróleo,

porém menos prejudiciais ao meio ambiente.

Dados fornecidos pelo pesquisador indicam tratarse

de uma alternativa mais barata aos processos atualmente

em desenvolvimento nos Estados Unidos e na

Bélgica, que obtêm o polilactato a partir do uso do

amido de milho e do açúcar de beterraba, respectivamente,

o que poderia garantir sua viabilidade de produção.

“A quantidade de fibras lignocelulósicas dos

resíduos ou subprodutos da agroindústria da cana-deaçúcar,

representada pelo bagaço e pela palha, dá a ela

uma vantagem competitiva inigualável em relação às

outras fontes de carbono, uma vez que este resíduo

pode ser utilizado para geração de energia para a

operação da planta de produção”, afirma o pesquisador

Jonas Contiero. (Canal com dados da Fapesp).

10 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 11


Novidade

Logística

CerradinhoBio inaugura o 1º Posto

Ecoeficiente de Consumo do País

O 1º Posto Ecoeficiente de Consumo do País foi inaugurado

no começo de setembro, em Chapadão do Céu, Goiás.

Ele foi concebido para o uso eficiente dos recursos naturais.

Durante o evento, o presidente da CerradinhoBio, Luciano

Sanches Fernandes, ressaltou a parceria com a Ipiranga.

“Muito nos honra integrarmos este projeto de forma pioneira

na modalidade de grande consumidor. Existe uma

sinergia entre as duas empresas. A Ipiranga preserva uma

atuação ética nos negócios em sintonia com a sustentabilidade,

pilares essenciais do nosso negócio”, disse.

Diferenciais

Gestão da Água: os itens que promovem redução no consumo

de água englobam coleta da água da chuva, instalação de

sistema de fechamento automático em torneiras e chuveiros e

diminuição de consumo de água nas descargas dos vasos

sanitários.

Gestão de Energia: Iluminação: foram desenvolvidas soluções

para um melhor aproveitamento da luz natural, integrando-a

com a artificial, empregando reatores, lâmpadas e luminárias

mais eficientes, além da instalação de sensor de presença para

evitar o desperdício de energia. Essas ações podem levar a uma

significativa redução no consumo de energia elétrica com

iluminação.

Fórum do Centro-Oeste lança

estudo sobre infraestrutura da região

O Fórum das Entidades do Setor Produtivo do

Centro-Oeste viabilizou, por meio da Confederação

Nacional da Indústria (CNI), Confederação da

Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e das associações

de produtores de soja e algodão do Mato

Grosso, a realização de estudo para elaboração de

um planejamento estratégico voltado para a infraestrutura

de transporte de carga da região. Para

tanto, foram investidos R$ 1,8 milhão na contratação

da consultoria Macrologística, que prevê para

maio de 2013 a conclusão do estudo.

Trata-se do mais completo estudo já realizado

com essa finalidade no Centro-Oeste. Na primeira

fase, será feito diagnóstico do setor de transportes,

compreendendo modais utilizados, custos, produtos

transportados, destino final das mercadorias e tudo

que envolve a problemática de transporte – no

prazo de sete meses. Na segunda fase – com duração

de três meses –, o estudo fará as proposições.

Cada Estado da região, incluindo o Distrito

Federal, indicará um facilitador, que será o ponto de

contato técnico da empresa consultora. Serão realizados

três relatórios técnicos intermediários, que

servirão de base para discussão em cada Estado.

Desses relatórios e suas conclusões será gerado o

relatório final do estudo.

Em agosto de 2012 foram iniciados os contatos

em Goiás, bem como o levantamento dos dados

secundários. Todas as entidades públicas e privadas

que tenham relação com o tema transporte e carga

serão ouvidas.

O estudo está sendo coordenado pelos especialistas

Olivier Gerard e supervisionado por Renato

Pavan. A mesma consultoria já realizou os estudos

Norte Competitivo, Sul Competitivo e Nordeste

Competitivo. Desses projetos, o Sul Competitivo foi

entregue dia 28 de agosto, na CNI, em Brasília, e o

projeto Norte Competitivo será entregue em setembro

de 2012. “O fato de a empresa estar trabalhando

nesses três outros projetos lhe proporciona uma

visão completa desse problema no Brasil, o que

facilitará o estudo do Centro-Oeste”, comenta o

presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira.

Ele acredita que o Fórum do Setor Produtivo do

Centro-Oeste dá um passo decisivo no enfrentamento

de um dos maiores problemas da região, que

é o custo do transporte de matérias-primas, produtos

agroindustriais e minerais, para o Brasil e exterior.

“Ao disponibilizar o estudo para o governo e

seus órgãos, para as entidades privadas e investidores,

estaremos contribuindo para um melhor planejamento

da atividade do transporte de carga, para a

desejável redução do custo do frete e abrindo oportunidades

para investimentos nessa área”, conclui

Pedro Alves.

Condicionamento de ar: um conjunto de ações contribuiu para

reduzir a carga térmica do ar-condicionado e ainda melhorar a

qualidade dos ambientes. Foram incorporados à edificação

elementos sombreadores; vidro especial; e isolamento térmico

para otimizar o desempenho do ar-condicionado.

Gestão de Materiais e Métodos Construtivos: foram estudados

sistemas construtivos que utilizam menos material, água e

energia em seus processos e geram menos resíduo na obra. Para

a edificação, utiliza-se o Sistema de Construção Seca, que é

modular, com estrutura em aço 100% reciclável e permite uma

obra mais rápida, gerando bem menos resíduo que uma obra

convencional. Para a cobertura da pista de abastecimento,

utiliza-se um sistema de camada única, totalmente aparafusado,

sem uso de solda, onde a telha metálica faz também o papel do

forro, dispensando a utilização de mais uma camada de PVC.

Além destes sistemas inovadores, utilizam-se materiais que

impactam menos o meio ambiente em sua produção, instalação

e descarte, como tinta à base de água e madeira certificada.

Gestão de Resíduos: trata-se de ações que visam diminuir a

quantidade de resíduos gerados em todas as fases do ciclo do

negócio, dando destinação correta ao que for gerado tanto na

construção quanto na operação via coleta seletiva. Canal com

dados da Assessoria de Imprensa da CerradinhoBio

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(66) 3407-2424

12 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 13


Sustentabilidade

Biocombustíveis entram

na pauta das mineradoras

Atentas às metas

ambientais,

mineradoras começam

a voltar as atenções

para os biocombustíveis

como insumos do

processo produtivo

Rinaldo Mancin, diretor do Ibram: “Mercados

externos privilegiam empresas com boas práticas

de responsabilidade socioambiental.”

Igor Augusto Pereira

De olho na diminuição das emissões de

carbono e nas vantagens econômicas

da utilização de combustíveis limpos

em sua produção, indústrias dos mais

variados segmentos têm investido em alternativas

energéticas mais viáveis. Só no primeiro

semestre, o setor foi responsável por

cerca de 40% do consumo de energia nacional.

Em contrapartida, no ano passado, mais

de US$ 8 bilhões foram aplicados em negócios

voltados para o incremento das fontes

renováveis no Brasil, segundo a consultoria

Bloomberg New Energy Finance.

Mais que pensar na autogeração, empresas

brasileiras começam a ver na inserção de biocombustíveis

– no processo produtivo e na

logística – um aliado importante para a sustentação

dos negócios. A mineração tem um

dos exemplos mais destacados entre os segmentos

industriais. Altamente dependente de

combustíveis fósseis, principalmente petróleo

e gás natural, a atividade é alvo de críticas

pela opinião pública e vista com receio por

parte dos governos em virtude de seus altos

impactos ambientais nos processos de extração

e beneficiamento.

Com papel fundamental na economia brasileira,

a mineração representa quase 4% do

Produto Interno Bruto (PIB) e 20% do total de

exportações. Nos últimos anos, o crescimento

dos mercados emergentes, sobretudo do Brics

(bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China

e África do Sul), vêm provocando efeitos

positivos sobre as contas do segmento. Nos

dez primeiros anos do século, a produção

mineral brasileira cresceu 550%, com o faturamento

saltando de US$ 7 bilhões em 2001

para mais de US$ 50 bilhões em 2011. Ao

mesmo tempo, o consumo baseado em óleo

combustível para processos de mineração e

pelotização caiu para menos da metade,

segundo dados do Balanço Energético

Nacional.

Para o analista internacional Julio Cesar

Planta de produção

de biodiesel de

palma, em Moju (PA)

Pinguelli, as substituições pontuais são uma

tendência para o segmento. “Uma mudança

na matriz energética é algo que envolve muitas

questões mais delicadas, que demandam

tempo e novas percepções da sociedade e do

governo. Além disso, as renováveis não têm

escala nem escopo para fazer frente à indústria

do petróleo”, avalia. Ainda assim, a inserção

gradativa pode ter viés positivo nos dois

lados ao estimular o mercado de biocombustíveis

e, com a diminuição da demanda, colaborar

para a permanência do petróleo por

mais tempo na matriz mundial. Segundo

Pinguelli, esse argumento já foi evidenciado

por estudos do Instituto Alberto Luiz Coimbra

de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia

(Coppe), ligado à Universidade Federal do Rio

de Janeiro (UFRJ).

Mesmo com baixo índice de emissão de

gases poluentes – o setor corresponde a

0,05% do total no Brasil –, as mineradoras

têm atuado de maneira pró-ativa para minimizar

os efeitos de suas atividades. “Quanto

mais pudermos substituir os combustíveis

fósseis por biocombustíveis, melhor”, garante

o diretor de Assuntos Ambientais do

Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram),

Rinaldo Mancin. As razões para iniciativas

como essa passam por metas como de certificações

ambientais, benefícios na imagem

das empresas e economia de recursos na

instalação, operação e desinstalação dessas

empresas.

“Primeiro, há uma questão de rentabilidade.

Se conseguimos energia mais barata,

limpa e eficiente, temos maior economia e

maior lucro. Em segundo lugar, é preciso

entender que o mundo valoriza a ‘pegada

ecológica’. Somos um setor que utiliza recursos

naturais e depende deles para existir.

Além disso, o cliente demanda práticas sustentáveis.

Mercados externos privilegiam

mineradoras com boa imagem, boas práticas

de responsabilidade socioambiental.

Sustentabilidade significa negócio para as

mineradoras brasileiras”, assegura Mancin.

Agência Vale

Diante da falta de oferta, Vale investe em produção própria

Disposição para utilizar biocombustíveis não

falta às mineradoras. O que falta é oferta para atender

à ampla demanda do setor. É o que garante

Ricardo Mancin, do Ibram. “Temos alta flexibilidade

para incorporar esses produtos, das pequenas às

grandes empresas. Essa só não é uma realidade

consolidada porque não há produção de biocombustíveis

na escala que precisamos”, argumenta.

Essa questão é acompanhada de perto por empresas

com centros de pesquisa mais desenvolvidos,

que buscam soluções energéticas mais modernas.

À frente desse processo está a Vale, maior consumidora

de diesel no País. A mineradora inaugurou,

em junho, sua primeira fábrica de óleo de palma,

localizada em Moju, no Pará. Até 2015, a empresa

irá vender o material extraído para produtores de

alimentos. Após esse prazo, a intenção é transformar

o óleo em biodiesel B20 (20% de óleo de

palma) para alimentar a indústria de mineração. A

empresa estuda parceria com a Petrobras

Biocombustível para o desenvolvimento do projeto,

orçado em US$ 500 milhões. A ideia é aproveitar a

construção de outra usina de biodiesel no Pará pela

Petrobras Biocombustível, meta de seu Plano de

Negócios e Gestão 2012-2016 para atender a

Região Norte, reforçando as relações entre as duas

instituições.

Atualmente, o marco regulatório do setor prevê

a mistura de 5% de biodiesel ao óleo B5, que tem

composição predominante de diesel de origem fóssil.

Com o óleo B20, a intenção é reduzir a emissão

Em campo a nova linha

de fertilizantes sustentáveis

Colaborador da Vale colhe fruto da palma

de gases poluentes da Vale em cerca de 20 milhões apresentado em setembro na segunda edição do

de toneladas de dióxido de carbono (CO2) em 25 Seminário Internacional de Gestão de Energia na

anos. Atualmente, representantes da cadeia produtiva

Indústria da Mineração (Enermin).

tem cobrado do governo federal mais agilidade Além da utilização de biocombustíveis como

na definição de um novo percentual para o mercado insumo no processo produtivo, o analista aponta a

brasileiro. “A grande responsabilidade por emissões

Catafós

oportunidade

Fertilizantes

de reduzir emissões no transporte

Design Promoc

de CO2 pelo petróleo, especialmente no setor de rodoviário. “A substituição de óleo diesel por biodiesel

é totalmente possível nesses motores. Há indí-

mineração, gera barreiras e entraves a sua utilização

e uma maior necessidade 680de utilização de insumos Anúncio cios, inclusive, para de Canal uma pré-disposição - Jornal da do setor Bioenergia em

que poluam menos e sejam renováveis, em função

de demandas ambientais e de elevados custos de

mitigação de impactos”, ressalta Pinguelli em artigo

● Supre o sistema solo-planta, fornecendo fósforo e cálcio em abundância.

● Uniformiza a fertilidade do solo, com suprimento contínuo de fósforo.

● Promove o crescimento das raízes, aumentando o volume de solo explorado.

● Recomendado para fosfatagem corretiva e adubação de manutenção.

● Aumenta o volume de matéria verde, o número de colmos e a altura de plantas.

● Potencializa a brotação das soqueiras, aumentando a longevidade do canavial.

● Hastes com internódios longos, mais produtivas e com elevado teor de açúcar.

● Otimiza os resultados da safra – é um produto sustentável e economicamente viável.

● Supera concorrentes com melhor custo/benefício e excelentes vantagens para o produtor.

Agência Vale

utilizar veículos abastecidos com biocombustíveis

em toda sua logística de distribuição”, explica Julio

Cesar Pinguelli.

Garantia de suprimento

contínuo de fósforo

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2012 © Spectrum Art Company

14 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Para uso específico no Canal - Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 15


Agroindústria

Gemea amplia debate

sobre produtividade no

setor sucroenergético

Igor Augusto Pereira

Técnicos e gestores do setor

sucroenergético do Centro-

Sul brasileiro se reuniram, em

setembro, em Goiânia (GO),

para mais um encontro do Grupo de

Estudo de Maximização da Eficiência

Agroindustrial (Gemea). Temas como

novas tecnologias, inovação e qualificação

entraram em pauta na reunião,

que é promovida periodicamente

e integra, também, usinas,

centros de pesquisa e empresas fornecedoras.

As atividades começaram com a

apresentação do engenheiro químico

Thales Velho Barreto, diretor da

Velho Barreto e Associados. Ele destacou

a evolução dos processos de

destilação no Brasil e os novos conceitos

em aparelhos sob pressão.

Citou, ainda, exemplos de sucesso

em termos de eficiência em bandejas

e explicou como trabalhar com

pressão baixa de vapor na coluna de

destilação, reduzindo as perdas. Em

seguida, o engenheiro agrônomo

João Alcides Michelon, da NG

Metalúrgica, discorreu sobre a desidratação

do etanol por peneira

molecular. De acordo com o especialista,

o processo pode acarretar

maior eficiência se comparado aos

demais sistemas de desidratação.

A norma internacional ISO

22.000, que define aspectos para

um sistema de segurança alimentar

eficiente em todos os aspectos da

Thales Velho Barreto

apresentou projetos de

destilação que visam

assegurar produção

máxima

Reuniões periódicas

do grupo de

estudo atraem

a atenção de

profissionais e

empresas brasileiras

cadeia produtiva, também entrou

em pauta com a palestra com a

consultora Cleide Pereira Gomes, da

Consul Quality. Com ampla experiência

no setor sucroenergético, ela

explicou que impactos esse sistema

de gestão tem sobre o mercado e

que vantagens podem ser obtidas

pela adequação a esses padrões nos

cenários externos.

Uma pesquisa pioneira de biotecnologia

foi assunto para a palestra

do microbiologista Mário César

Souza e Lima, da MC Desinfecção

Industrial. Ele falou sobre um kit de

diagnóstico de contaminação bacteriana

na fermentação do etanol

desenvolvido no Brasil, capaz de

dinamizar o trabalho das usinas de

cana-de-açúcar. “Esse produto

detecta em meia hora o que antes

era descoberto em três dias, reduzindo

os impactos na produção de

álcool”, explicou.

Planejamento estratégico na gestão

de novos negócios. Esse foi o

foco da palestra do administrador

Clarentino Fonseca de Souza, da

Usina Jalles Machado. Ele apresentou

o caso de sucesso da empresa

por meio de um planejamento de

manutenção, responsável por

melhorar as margens de lucro e

gerar impactos positivos na eficiência

industrial. Finalizando as atividades,

o engenheiro Gabriel Godoy, da

Barriquand, falou sobre as novas

tecnologias em trocadores de calor e

seus impactos no setor.

João Faria

Entrevista com Hélio Belai e Ricardo Steckelberg

Diretor de Marketing e

Assuntos Institucionais do

Gemea, o gerente industrial da

SJC Bioenergia, Hélio Belai, destacou

a importância da qualificação

profissional para a competitividade

do segmento. “O

setor sucroenergético tem

muito a agregar em produtividade”,

avaliou. Segundo Belai,

um incremento de 2% em uma

usina que processa 3 milhões de

toneladas de cana-de-açúcar

significa um aumento de 6 a 9

milhões de litros por safra. Ao

lado do presidente do Gemea e

gerente industrial corporativo

da Usina Jalles Machado,

Ricardo Steckelberg, compõe

uma das duplas de maior credibilidade

entre profissionais das

usinas brasileiras quando o

assunto é visão estratégica e

mercado. Confira entrevista

exclusiva de Belai e Steckelberg

ao CANAL – Jornal da Bioenergia.

O Gemea consegue atrair um número expressivo

de participantes em plena moagem. Qual é o

segredo para esse sucesso?

Steckelberg – Procuramos trazer palestrantes

de alto gabarito e assuntos pertinentes ao

setor. Isso atrai a atenção das usinas, porque as

soluções que apresentamos têm aplicação real

em suas empresas.

Belai – O segredo é o envolvimento da direção

do Gemea no alcance de metas de participação

e a representatividade das palestras. Temos

que apresentar discussões atuais, tecnicamente

adaptáveis para usinas da nossa região e

atrativas para as unidades.

Que impactos positivos esses encontros trazem ao

cotidiano dessas usinas?

Steckelberg – Ainda não temos estatísticas

avaliando o impacto das palestras no setor,

mas já colecionamos alguns relatos importantes.

Já apresentamos, por exemplo, um case da

Jalles Machado que se refere a uma solução

apresentada durante uma reunião do Gemea.

Belai – Trazemos novas tecnologias, oportunidades

para redução de custos e conhecimentos para

motivação da equipe. Queremos reduzir a lacuna

existente em termos de profissionais capacitados e

promover a interação entre as unidades.

O trabalho do setor sucroenergético acontece no

campo, na indústria, nos laboratórios e, também,

nas salas de aula. Qual é o papel do Gemea nesse

cenário?

Belai – O papel do Gemea é, principalmente,

trazer tecnologia, aumentar eficiência pela

melhoria da mão de obra e, com isso, aumentar

a produção das unidades no Brasil Central.

Steckelberg – A sigla Gemea significa Grupo de

Estudo da Maximização da Eficiência

Agroindustrial. A ideia é contemplar desde a

matéria-prima até o produto final e mostrar a

importância de cada etapa do processo produtivo.

Quais são os critérios para um assunto virar tema

de uma discussão no Gemea?

Belai – Os critérios são conforme a época.

No caso de proximidade com entressafra,

por exemplo, já começamos a tratar de

temas relacionados. Quando ocorre uma

auditoria do Ministério do Trabalho, também

focamos na adequação às normas

regulamentadoras (NRs), etc. Outro critério

é sugestão das usinas nos eventos.

Steckelberg – Recentemente, fizemos uma

pesquisa para saber que assuntos interessam

mais aos membros. Os temas das palestras

são selecionados a partir das necessidades

identificadas pelos próprios participantes.

O Grupo entende que a parte técnica

pesa, mas muito mais importante são as

pessoas. A ideia de qualificá-las vem no

sentido de mostrar como uma nova conduta

diante dos desafios do seu trabalho pode

gerar mais benefícios a todos.

João Faria

16 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 17


Máquinas agrícolas

Cuidados para

não parar a produção

Regulagens e

manutenções

periódicas nas

máquinas agrícolas

proporcionam

melhor rendimento

e trazem impactos

positivos na

eficiência do

sistema produtivo

Sergio Lopes

Humberto Ferreira, gerente corporativo

de pós-vendas da empresa Casa do Pica-Pau

Guilherme Barbosa

O

emprego de máquinas agrícolas em diversas

operações nas propriedades rurais e

agroindústrias visa, principalmente, a execução

de tarefas de forma rápida, eficiente

e com o maior conforto possível ao operador, o que

permite um aumento da capacidade individual de

trabalho e da produtividade. No entanto, o uso destas

máquinas requer certos cuidados, principalmente

em relação à sua correta manutenção e conservação,

fatores determinantes para um melhor rendimento

das atividades.

A manutenção de plantadoras e colhedoras de

cana-de-açúcar, por exemplo, engloba procedimentos

que visam mantê-las em melhores condições de

funcionamento, além de prolongar a vida útil do

maquinário. Cabe ao produtor realizar lubrificações,

ajustes e revisões que protegem estas máquinas

contra agentes nocivos que podem estar presentes

no ar, solo ou, até mesmo, nas próprias plantas. Caso

esta manutenção seja planejada e realizada de

forma preventiva, são evitados gastos excessivos

com novas peças e a parada da produção durante a

safra. Humberto Ferreira, gerente corporativo de

pós-vendas da empresa goiana Casa do Pica-Pau,

garante que “a manutenção corretiva chega a custar

duas vezes mais que a preventiva, número que deve

ser somado também aos gastos causados pela parada

da produção”.

Além deste fator agravante da intervenção corretiva,

a parada inesperada do maquinário também

indica o desgaste prematuro de peças. Sem um

estudo preventivo das máquinas, somado a verificações

diárias, elas não conseguem atingir a plenitude

máxima de seu aproveitamento na produção. Ou

seja, o produtor provavelmente perdeu muito mais

de sua produção do que calcula, já que suas máquinas

trabalhavam 20% a 30% a menos do que seria

possível caso a atenção adequada tivesse sido oferecida.

Em um cálculo de custo médio, apresentado

por Humberto Ferreira, os gastos com a manutenção

pré ou pós-safra ficam em torno de R$ 30 mil, sendo

a mão de obra responsável por 25% deste total e as

peças pelos 75% restantes.

O conjunto formado por correntes, correias e esteiras

de uma máquina nova, chamado de material

rodante, equivale a 10% do total de custos. Quando

analisamos os custos da manutenção preventiva,

percebemos que essas peças absorvem 60% dos gastos

com manutenções. “Como o material rodante

representa boa parte da máquina, é natural que seus

custos de manutenção representem um maior percentual

em relação ao outros componentes”, explica

Henrique Camilo, colaborador do setor de produção

da empresa Maktrator, localizada em Goiânia. Por esta

razão, uma atenção especial deve ser dada a estes

componentes durante as manutenções periódicas e

as regulagens pré-trabalho.

Regulagem

Quanto a colhedoras, regulagens pré-colheita são

essenciais para o sucesso da rotina de trabalho.

Dentro da plataforma devem ser analisados os tensionamentos

das correias e correntes e os sensores

do controle automático de altura. Os tensionamentos

de correias e correntes também devem ser

observados no industrial da colhedora e no alimentador

do cilindro, sendo que neste segundo componente

uma atenção extra deve ser dada à esteira

alimentadora.

Após este estudo, e com a máquina já em campo,

o operador deve checar a todo momento diversos

fatores. São eles: sensibilidade do controle automático

de altura, altura do molinete, posição do molinete,

velocidade do molinete, altura do rolo, velocidade

da esteira alimentadora e do cilindro debulhador,

velocidade do ventilador e posição das aletas,

abertura do côncavo, regulagem nas peneiras superiores

e inferiores, regulagem do picador de palha e

calibragem dos sensores de rendimento.

Já as plantadoras devem ter analisados seus raspadores

de disco, nivelamento, calibragem de pneus,

dosadores e profundidade de adubo, rodas cobridoras

e marcador de linhas. Outra orientação muito

importante é não deslocar em trajetos longos com

a plantadora carregada e, caso não exista uma

alternativa, realizar o percurso em baixíssima velocidade.

Outras orientações, que servem para ambas as

máquinas, devem ser obedecidas diariamente. Não

se deve, por exemplo, abastecer o radiador com

água fora das especificações de salinidade do

manual. O filtro de ar não deve ser higienizado além

do necessário, o painel avisará o momento correto.

Ao dar partida na máquina, é importante aguardar

cerca de dois minutos antes de movimentá-la, pois

é preciso esperar que ocorra a lubrificação da parte

superior do motor. Em contrapartida, ao desligar o

equipamento é fundamental também esperar cerca

de dois minutos enquanto o motor esfria, evitando

assim danos às turbinas. Um vício muito comum

enquanto o operador está dirigindo é manter o pé

na embreagem do trator, o que leva ao seu desgaste

precoce.

“Seguindo estes conselhos, o produtor rural pode

aumentar em até dez vezes a vida útil do trator e

dos componentes agrícolas”, destaca Davidson

Mauriz, gerente coorporativo de vendas da Casa do

Pica-Pau.Todos estes cuidados servem para que a

manutenção corretiva seja evitada ao máximo e que

a preventiva, quando feita, apresente o menor

número de falhas possível. Porém, mesmo que o

produtor siga todas estas orientações à risca, a

manutenção preventiva é necessária, mesmo que a

máquina não apresente nenhuma falha ou necessidade

de substituição de peças.

Manutenção

Davidson Mauriz afirma que, para uma boa

manutenção, é fundamental que o operador tenha

noções mínimas de manutenção preventiva e funcionamento

dos equipamentos. Ainda aconselha

que o produtor crie uma espécie de “tabela periódica

de manutenção”, onde datas de manutenções

passadas e futuras estejam explicitadas. No que se

refere a intervalos de manutenção preventiva, cada

fabricante apresenta em seu “manual do operador”

informações sobre quando ela deverá ser realizada.

Os intervalos estabelecidos pelos fabricantes devem

ser obedecidos quando as máquinas trabalharem

em situações normais de operação. Desta forma, a

equipe ou técnico responsável deverá realizar os

devidos ajustes com relação às condições ambientais

de trabalho. Estes intervalos deverão ser reduzidos

em condições adversas, como lama, areia,

excesso de poeira, etc.

Manutenção preventiva em horas

A partir da quantidade de horas de trabalho, o

produtor pode realizar simples ações que, em

conjunto, diminuem riscos e quebra de peças

Sempre que necessário

Quando a diferença de desgaste dos roletes

inferiores, dianteiro e traseiro em relação aos

demais atingir de 30 a 40%.

A cada dez horas ou diariamente

Verifique os roletes inferiores e o superior em busca

de possíveis vazamentos. No caso de esteiras

vedadas e lubrificadas, examine também os pinos e

buchas dos elos. Inspecione a esteira para certificar

a inexistência de trincas ou quebras. A tensão da

esteira deve ser observada diariamente ou, no

mínimo, sempre que as condições de temperatura e

solo forem alteradas.

A cada 50 horas ou semanalmente

Confira o nível de óleo dos redutores finais.

A cada 100 horas

Averigue e reaperte, se necessário, os parafusos de

fixação dos roletes.

A cada 250 horas

Apure e reaperte, se necessário, os parafusos das

sapatas. No eixo traseiro da esteira, reaperte as

porcas e envolva todos os rolamentos com graxa,

preenchendo as cavidades. Em seguida, vede a

tampa do eixo com silicone, instale a tampa e

busque possíveis vazamentos.

Tão importante quanto realizar a manutenção

preventiva periodicamente é realizá-la com uma

equipe eficiente e de confiança do produtor. Uma

manutenção mal realizada pode ocasionar desgaste

pré-maturo de peças, perda de rendimento e produto

e, até mesmo, quebra do equipamento. Camilo

acentua que “uma simples parada fora da programação

altera todo o plano de colheita, o que faz

com que a produtividade programada não seja

alcançada no período de tempo previsto”. Para que

a operação seja realizada com sucesso, cabe ao

produtor se programar e agendar com os profissionais

de sua escolha uma visita, que deve ser preferencialmente

no período de entressafra.

Com o final da safra 2012/2013, que agora entra

em suas últimas semanas, as usinas precisam ter um

planejamento de tarefas para o período da entressafra.

Todos os reparos necessários devem ser executados

nestes meses para que a moagem se inicie

na data prevista. A realização deste planejamento

não auxilia apenas o cronograma das usinas, como

também o das empresas que prestam este serviço.

Caso o produtor não agende e se programe corretamente,

a alta demanda de serviços do mercado

pode impedir que a manutenção seja realizada no

prazo imaginado e pela equipe idealizada. Além

disso, como a procura por estes serviços cresce nestes

próximos meses, os preços tendem a subir.

Fechar um contrato previamente auxilia neste sentido.

Parceria com o futuro

Assim como computadores, que atualizam em

um espaço de tempo muito curto, máquinas agrícolas

também recebem investimentos massivos em

pesquisas de tecnologia. O mercado recebe frequentemente

novidades e lançamentos que são criados

para diminuir a emissão de poluentes, evitar acidentes

e, principalmente, filtrar erros que possam vir a

ser cometidos pelo operador. Rogério de Araújo

Almeida, professor doutor da Universidade Federal

de Goiás (UFG), há mais de 10 anos, realiza aulas

práticas com seus alunos graduandos em Agronomia

a partir de uma parceria com a Casa do Pica-Pau.

A intenção da parceria é familiarizar os futuros

agrônomos, que um dia terão contato diário com

estas máquinas. “Os estudantes adoram porque não

dá para a universidade adquirir todas as novidades

que chegam ao mercado, então eles conhecem os

novos equipamentos através dos revendedores”,

destaca o docente. “Essa parceria com a iniciativa

privada é fundamental para a formação dos alunos”.

Em um processo de feedback, Davidson Muriz

também faz visitas periódicas a universidade no

intuito de levar seu conhecimento prático aos alunos.

Nestes encontros, Mauriz faz um comparativo

entre os equipamentos de diversas marcas, fala

sobre as novidades tecnológicas e alerta que, na

hora da compra, é melhor esquecer a tradição e se

apegar à informação, porque estes são investimentos

elevados. “Gosto de falar com os alunos, afinal

eles são futuros consumidores destes equipamentos

e consultores de campo. Ajudamos a gerar novos

formadores de opinião no assunto”, afirma.

18 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 19


Pneus agrícolas

Dicas para estocar e manusear com segurança

Operando em velocidades baixas e sobre superfícies fofas, os pneus agrícolas permanecem em vida útil durante mais tempo do que os de caminhão ou passeio. Isso acaba possibilitando uma exposição

a operações e manutenções inadequadas, causando gastos desnecessários para o produtor. Com pequenas atitudes é possível evitar tais danos e garantir a durabilidade do produto.

Produtividade

sobre rodas

Calibre com atenção - A baixa pressão gera

flexibilidade excessiva do revestimento do

pneu, que resulta em aquecimento acima da

média, além do aumento da resistência de

rodagem e desgaste prematuro. Igualmente

prejudicial, a pressão acima da média tende a

reduzir a durabilidade do pneu, além de

prejudicar a aderência ao solo

(principalmente nas frenagens) e criar

desgastes irregulares nos pneus.

Cuidado com peso extra - No caso de veículos

que ficam parados, retire seus pneus ou utilize

suportes para levantá-lo, diminuindo o atrito

com o solo. Caso estas precauções não sejam

tomadas, pode ocorrer um envelhecimento

precoce ou danos que comprometerão

totalmente o produto.

Evite dirigir em alta velocidade - Os riscos

de danos causados aos pneus são maiores do

que quando se dirige em baixa velocidade,

principalmente ao entrar em contato com

buracos e outros obstáculos. Ao manter alta

velocidade por um longo período, há um

aumento de temperatura considerável que

pode deteriorar o produto e até mesmo

inutilizá-lo.

Mantenha-os longe do calor - Assegure que

os pneus estejam estocados longe de áreas

quentes. Próximos a geradores elétricos, por

exemplo. Certifique-se que a superfície do

local esteja limpa e livre de graxa,

combustível ou outros produtos que

danifiquem a superfície de borracha.

Não empilhe por longos períodos - Evite

colocar seus pneus embaixo de objetos

pesados ou que tenham superfícies cortantes

ou perfurantes. Utilize prateleiras com, no

máximo, 1,2 metro de altura e mova

ligeiramente cada um deles pelo menos uma

vez por mês, para evitar deformações.

Deixe-os em ambientes fechados - Quando

em áreas abertas por um longo período, cerca

de um mês ou mais, a superfície dos pneus

fica ressecada e podem aparecer rachaduras.

A dica é deixá-los em ambientes internos,

secos e com temperaturas médias e

constantes.

Longevidade dos pneus depende de uma boa

manutenção que, somada a cuidados no momento

de compra, resulta em maior vida útil do produto

Em 1493, durante uma viagem ao Haiti, a

tripulação do navegador Cristóvão da

Gama notou nativos brincando com bolas

que, ao tocarem o chão, subiam a grandes

alturas. Estas bolas eram criadas a partir de uma

goma chamada “cauchu”, que na língua indígena

significava “árvore que chora”. Descobriu-se

ali a principal matéria-prima da borracha.

Séculos mais tarde, em 1901, Philip Strauss

inventou o primeiro pneu com sucesso, combinando

borracha e câmara de ar. Muitos acreditam

que eles não mudaram muito desde então,

afinal continuam redondos e escuros. Contudo, a

realidade é completamente diferente. Os pneus

modernos possuem aptidões cada vez mais

específicas, cabendo ao consumidor perceber

qual a ideal para o seu intento. No setor sucroenergético

não é diferente. O produtor deve procurar

novas informações para evitar gastos e

garantir uma produtividade sempre ascendente.

O primeiro motivo para se fazer uma boa pesquisa

antes da compra de um pneu agrícola diz

respeito ao seu valor. Um produto barato custa,

em média, R$ 1500, enquanto um pneu convencional,

de baixo custo, tem preço médio de R$

200. Ou seja, com o valor gasto em quatro pneus

agrícolas novos podem ser adquiridos trinta

pneus convencionais. Em máquinas que realizam

o transporte de produto, os pneus chegam a

ficar em terceiro lugar na tabela de gastos.

Porém, mantendo certos cuidados básicos, a sua

durabilidade é estendida e seu alto valor acaba

se tornando justificável.

A vida de um pneu agrícola tem um ciclo bem

maior que a dos demais segmentos, garante

Alessandro Marques Marchetti, especialista Agrícola

da D’Paschoal. “Em grandes fazendas e usinas, este

tempo é menor devido ao alto uso do maquinário,

chegando a três ou quatro anos. Entre pequenos

produtores esta durabilidade é estendida, podendo

atingir oito anos”, explica. A durabilidade dos pneus

agrícolas é medida por horas ou safras, ao contrário

dos demais segmentos que apresentam seus resultados

em quilômetros. O desgaste máximo do pneu

(limite de segurança) é de 1.6 mm de profundidade

dos sulcos. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a

ser considerado “careca”. A resolução do Contran

558/80 estabelece que trafegar com pneus abaixo

do limite é ilegal.

Inovações tecnológicas são frequentes e

necessárias. Os veículos a cada dia ficam mais

velozes e suportam mais carga, cabendo ao pneu

acompanhar este ritmo de desenvolvimento,

além de oferecer ao seu operador mais conforto

e segurança. Para que possam funcionar a contento,

eles passam por uma série de testes e

estudos que tem início antes mesmo de sua

própria fabricação.

Luiz de Goes Mascarenhas, diretor comercial da

Addo América.

Tecnologia de fabricação

O processo de fabricação de pneus tem seu

início em programas específicos de computadores.

Como muitos deles são projetados para atender a

necessidades de performances particulares, softwares

de ponta convertem a matemática destas

demandas em especificações técnicas. Assim que

finalizado, deste estudo surge um protótipo, que

será usado em testes de eficiência que podem

levar meses. São realizados severos testes, inspeções

e verificações de qualidade antes de o produto

entrar na linha de produção, o que garante

segurança ao consumidor.

Após este primeiro momento, são selecionados

vários tipos de borracha a serem somados

por óleos especiais, carbono preto, pigmentos,

antioxidantes, silicone e outros aditivos que são

combinados para oferecerem as características

desejadas. Esta seleção de matérias-prima, que

varia para cada composto do pneu, é transformada

em uma mistura homogênea e depois

enviada para as máquinas que irão produzir cada

parte do produto final. Só então é iniciada a

montagem.

O primeiro componente a ser montado é o

perfil interno, uma borracha especial com forma

de um tubo. Também conhecido como innerliner,

este composto é resistente ao ar e à penetração.

Logo após são feitas lona e cinta, normalmente

produzidas a partir de poliéster e aço. Elas são

responsáveis pela força e flexibilidade do produto.

Fios de aço revestidos de bronze são alocados

em dois arcos, os quais serão implantados na

parede lateral para formar o talão, parte que

assegura o perfeito assentamento do pneu com

Em grandes agroindústrias, devido ao uso intensivo, a vida útil dos pneus é mais curta, em torno de quatro anos

o aro. A banda de rodagem e as paredes laterais são

colocadas sobre as lonas e cintas e depois todas as

partes são acopladas firmemente. O produto deste

processo é chamado de “pneu verde” ou “incurado”.

A última etapa consiste em colocar este pneu verde

dentro de um molde e inflá-lo. Pressionando-o contra

o molde, são formados os desenhos da banda de rodagem

e as informações presentes em sua lateral. Ele é

então aquecido à temperatura de 150 graus por cerca

de quinze minutos para a sua vulcanização, o que liga

todos os componentes e cura a borracha. Pneus maiores

e off roads podem levar mais de um dia para a

finalização deste processo. Por fim, todos os pneus são

inspecionados e amostras aleatórias são retiradas da

linha de produção para mais testes. “Estas amostras

podem passar por raios X, cortes, testes com rodas ou

testes em pista, sempre com a finalidade de avaliar o

desempenho, maneabilidade, desgaste, tração e segurança

do produto final”, afirma Luiz de Goes

Mascarenhas, diretor comercial da Addo América.

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20 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 21


Pneus adequados às diferentes atividades

Identificar o custo-benefício de um pneu é bastante

simples e rápido. Deve-se levar em consideração

aspectos como a segurança do produto, sua

durabilidade e a economia oferecida a longo prazo.

Além destas variáveis, para encontrar um pneu que

se adeque às necessidades específicas, é preciso verificar

sua composição, os materiais empregados e sua

escultura. Primeiramente, o produtor precisa escolher

o pneu com medidas compatíveis com a potência do

trator e com o modelo geométrico que mais se adapte

ao tipo de solo que irá trabalhar.

Para trabalho em solo molhado devem ser observadas

as esculturas, com suas bordas e recortes, e a

taxa de entalhamento. As esculturas devem oferecer

aderência ao solo, além de expulsar a água da zona

de contato do pneu, enquanto o entalhamento

drena e escoa a água para trás e para os lados o mais

rápido possível. Em solo seco deve ser observada a

rigidez da estrutura, seus recortes, o perfil do pneu,

tacos de borracha e autobloqueadores. Estes são

elementos-chave que contribuem para melhorar a

dirigibilidade e as respostas rápidas a cada comando

do condutor.

Pneus tipo Dyna Torque II, por exemplo, são direcionados

para tratores que trabalham no serviço

agrícola em geral. Com desenho de barras curtas e

longas em ziguezague e largos sulcos profundos, o

modelo provém tração e resistência a desgastes

em equipamentos modernos e de elevada

força de tração. Já o molde High

Flotation é ideal para implementos agrícolas

com flutuação extra em terreno lamacento.

Devido à sua banda de rodagem

extralarga, ele proporciona flutuação e

resistência ao desgaste. Também conhecido

como Twin, o High Flotation tem

estrutura diagonal, porém com cinturas

têxteis (característica dos radiais). Apesar

de relativamente novo no mercado, já

possui sua demanda consolidada.

Atualmente, o mercado de pneus é basicamente

dividido entre os modelos com

construção radial e os com construção diagonal.

“Na agroindústria, são utilizados cada

vez mais os pneus radiais, que são destinados

a máquinas e implementos agrícolas de alta

potência. Já os pneus com câmara são utilizados nos

tratores de baixa potência”, afirma Flavio Bettiol

Júnior, diretor de marketing Truck e Agro da Pirelli na

América Latina. Já para o transporte da produção, são

exigidos pneus cada vez mais robustos e com maior

capacidade de carga, que possam ser usados tanto

em asfalto quanto em terra. Cabe ao produtor pesquisar

as características específicas de cada pneu e

decidir qual se adequa melhor em seus planos.

Vantagens do radial

“Uma das maiores evoluções da fabricação de

pneus agrícolas é quanto ao tipo de trama das

fibras. Evoluímos ao substituir o sistema diagonal

pelo radial”, aponta Luiz Mascarenhas. As diferenças

já são notadas na própria carcaça. O diagonal

é construído com todas as lonas correndo de talão

a talão, com os cordonéis alternando de direção.

Já o radial é feito com uma única lona de corpo.

Os cordonéis da lona formam um ângulo de 90°

com uma linha imaginária no centro da banda de

rodagem, onde são colocadas as cintas estabilizadoras,

que são construídas com seus cordonéis em

sentido diagonal e sobrepostas alternadamente. “É

a partir desta construção que percebemos as vantagens

e benefícios desta tecnologia.”

A construção radial resulta em uma menor resistência

ao rolamento e, portanto, a um atrito interno

menor. Esse comportamento resulta em economia de

combustível quando colocado em velocidades constantes

e em médios e longos percursos. Por possuir

um baixo índice de atrito interno às cintas estabilizadoras,

o radial gera menos calor, retardando a deterioração

dos compostos do pneu. Isso oferece uma

alta quilometragem e excelente coeficiente de recapabilidade,

que gera menor custo por quilômetro

rodado. Eles aderem melhor às estradas por terem

maior área de contato, suas laterais trabalham independentemente

e a banda não distorce em contato

com o solo, o que gera maior segurança, conforto e

dirigibilidade.

O pneu radial também reduz o risco de perfuração,

apresenta um desgaste uniforme e lento, tem

melhor aderência em solos molhados, responde

mais rápido e proporciona uma maior

capacidade de carga. Todas estas características

têm como resultado a redução do

custo de tonelada transportada, da manutenção

das pistas e de gastos dedicados a

pneus, sejam eles por necessidade de novos

produtos ou de recapagem.

Apesar das vantagens dos pneus radiais,

no Brasil os pneus diagonais correspondem

a mais de 90% do mercado, como aponta

Antônio Carlos Cavalcante, diretor da Oeste

Pneus. “Embora seja uma tendência, sua

demanda está mais ligada às montadoras

em projetos de novas e potentes máquinas

agrícolas. Espera-se, para os próximos

anos, um aumento de demanda para agrícola

radial, o que já é uma realidade na

Europa e América do Norte”, completa.

Flavio Bettiol Júnior, diretor de marketing Truck e Agro da Pirelli na América Latina: “Na agroindústria, são utilizados cada vez mais os pneus radiais.”

22 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 23


Doenças ocupacionais

Boas práticas

garantem a saúde

do trabalhador

De olho nas doenças

relacionadas a questões

ocupacionais, setor

sucroenergético

incrementa investimentos

em saúde e segurança

Cláudio Correa, da Previne: “Empresário passou a

observar o tema com mais atenção.”

Igor Augusto Pereira

De acordo com o último levantamento

do Ministério da Previdência Social,

91,8% dos auxílios pagos a trabalhadores

rurais no Brasil estão relacionados

a doenças. Rio Grande do Sul, São Paulo,

Santa Catarina e Minas Gerais lideram, respectivamente,

a lista dos Estados com maior

índice de benefícios pagos. Ainda assim, estudos

nessa área apontam um avanço nas políticas

de promoção da saúde ocupacional nas

lavouras do País. Mais que isso, mostram a

importância estratégica de preservar a qualidade

de vida do colaborador.

“A gestão empresarial tende a se expandir,

relacionando a segurança com qualidade

e produtividade. Esse processo evoluiu de

uma postura baseada no atendimento às

normas legais e ao acompanhamento de

estatísticas para a adoção de políticas associadas

ao negócio das organizações”, define

o especialista em Segurança do Trabalho

Cláudio José Correa Harb, sócio da empresa

de consultoria Previne. Segundo ele, o

empresário passou a observar o tema com

mais atenção devido aos custos diretos e

indiretos que um acidente ou doença ocupacional

representam.

“Geralmente, as sugestões apresentadas

são bem aceitas, pois implicam em melhorias

na integridade física dos colaboradores

e benefícios diversos, referentes a aspectos

como passivo da empresa, ações trabalhistas,

acidentes de trabalho, paradas no processo

e imagem pública da empresa”, explica

Harb. Os custos, tanto para a contratação da

consultoria especializada quanto para a

implantação de melhorias, dependem do

porte da empresa, do número de trabalhadores

expostos e do número de funções.

O trabalho começa com um diagnóstico

de riscos existentes em cada função ou atividade

desempenhada, que pode incluir até

mesmo o monitoramento quantitativo de

agentes físicos e químicos. Os problemas são

atacados um a um, com ações que vão desde

a substituição de equipamentos de proteção

até a troca de máquinas. Segundo Harb, no

caso do setor sucroenergético, os trabalhadores

estão mais expostos a pneumoconiose

(doença pulmonar causada pela inalação de

partículas de bagaço de cana), intoxicações

por defensivos agrícolas e lombalgias pela

operação de máquinas em solos irregulares

ou mesmo pelo corte manual.

Quem não cumpre as normas de prevenção

de doenças ocupacionais está na mira

de órgãos como Ministério do Trabalho,

Previdência Social, Ministério Público e até

mesmo da Receita Federal. O assunto é regido

pelo Capítulo V da Consolidação das Leis

Trabalhistas (CLT), que dispõe sobre as obrigações

do empresário de empresas de qualquer

porte no que diz respeito à segurança

no local de trabalho, e pelas Normas

Regulamentadoras da Portaria 3.214/1978.

“A desobediência dessas determinações

expõe o empregador a sanções penais e

civis”, adverte.

Cenário

heterogêneo

Embora se fale em uma ascensão no panorama

dos processos de saúde e segurança do trabalho,

o bom momento não é necessariamente

regra para as usinas de cana-de-açúcar.

“Encontramos empresas em um grau de evolução

muito grande e outras ainda iniciando esse

processo. Em razão do alto grau de risco das

atividades sucroenergéticas, a complexidade da

gestão e a conscientização da liderança, a evolução

de cada uma é proporcional ao seu comprometimento

com o tema”, ressalta.

Por outro lado, exemplos positivos de boas

práticas para a prevenção de doenças ocupacionais

não faltam. Com usinas em Goiás e no

Mato Grosso, o Grupo Naoum deve investir, este

ano, aproximadamente 4,5 milhões em iniciativas

para a promoção da saúde e bem estar de

seus colaboradores e dependentes. Os recursos

são divididos em convênios de cobertura médica,

ambulatório, aplicação de vacinas, realização

de exames periódicos e programas específicos

para doenças críticas.

Um dos beneficiados no Grupo Naoum é o

tratorista Mauro Alves de Oliveira, que trabalha

na Usina Jaciara (MT). “Fiz uma cirurgia no joelho

e não paguei nada por ela. Sem o convênio,

teria que desembolsar mais de R$ 9 mil”,

Tabela dos riscos

Confira os principais riscos relacionados ao trabalho nas lavouras de cana-de-açúcar

Risco

Físico (Ruído)

Físico (Radiação não ionizante)

Químico (óleos minerais)

Químico (Poeiras, névoas, gases e fumos

metálicos, defensivos)

Estresse térmico

Vibração

Ergonômico (corte da cana manual)

Doença

Perda auditiva, impotência sexual, estresse.

Conjuntivite, queimaduras na pele.

Elaioconiose (lesão de pele).

Pneumoconiose (doenças respiratórias como silicose,

bagaçose, enfisemas, siderose e intoxicação).

Insuficiência renal

Lombalgias (lesões, hérnia de disco)

Lombalgia, astenia e câimbras.

Fonte: Previne Consultoria

comenta, acrescentando, ainda, que todas as

40 sessões de fisioterapia foram custeadas pelo

plano.

Segundo Juliano Alves Ferreira, supervisor de

Recursos Humanos da Usina Rio Verde, ligada à

Decal, o foco da segurança do trabalho na

empresa é preservar seu colaborador de doenças

ocupacionais. “Em 2011, investimos aproximadamente

R$ 300 mil só na reposição e compra

de equipamentos de proteção individual.

Também existem investimentos em treinamentos,

que não podem ser medidos apenas pelo

que pagamos às instituições que promovem

esses cursos, mas também pelos custos de

homens parados, quando remuneramos o trabalhador

fora de suas atividades para permitir que

ele se capacite”, argumenta.

No caso dos investimentos em colaboradores

fora de suas atividades, as contas fogem até

mesmo ao controle das empresas. Para Juliano,

no entanto, um outro número mostra que os

resultados são compensatórios. “Estamos há

mais de 450 dias sem acidentes com afastamento,

o que é um marco em nossa usina. Temos

trabalhado em passos acelerados para a melhoria

contínua do ambiente de trabalho”, ressalta.

Além da redução no número de licenças, entram

na balança, também, fatores como a elevação

na satisfação interna, menor rotatividade e

melhorias de desempenho geral.

24 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 25


Eventos

Goiânia sedia 8ª Ffatia

e Canal Sucroeste

Organizadores esperam

que mais de 25 mil pessoas

visitem a feira, além de

superar a marca dos R$

180 milhões em negócios

da última edição. Paralelo

à feira acontece o 2º

Seminário Canal Sucroeste,

com debate de temas do

setor sucroenergético

Considerada a maior vitrine de inovações

tecnológicas para o setor industrial do

Centro-Oeste, a 8ª Feira de Fornecedores

e Atualização Tecnológica da Indústria de

Alimentação (Ffatia) ocorre entre os dias 16 e 19

de outubro de 2012, das 14 às 21 horas, no

Centro de Convenções de Goiânia. A expectativa

da Reed Multiplus, marca associada à Reed

Exhibitions Alcantara Machado e organizadora

do evento, é que 180 expositores participem da

edição deste ano e 25 mil visitantes, de mais de

24 Estados brasileiros e 15 países, prestigiem a

feira. A expectativa é superar o volume de negócios

registrados na última edição, realizada em

2010, que chegou a cerca de R$ 180 milhões.

A Ffatia apresenta aos visitantes, principalmente

empresários do setor de alimentos, o que

existe de mais moderno em equipamentos e

tecnologias disponíveis no mundo para processos

industriais, automação e controle de processos,

movimentação e logística, embalagens, insumos

e serviços. A Feira mantém a distribuição do

evento em setores específicos, nomeados de

acordo com cores, sendo verde para Embalagens,

azul para Processos e vermelho para Equipamentos

Industriais (ver quadro). Essa novidade tornou a

Ffatia mais objetiva, agrupando os expositores de

acordo com o ramo de atividade e facilitando a

visita do público.

Simultaneamente à Ffatia, ocorre a segunda

edição do Concurso de Produtos Lácteos do

Centro-Oeste, durante a Expolaco (Exposição de

Produtos Lácteos do Centro Oeste); a segunda

edição do Seminário Canal Sucroeste e o Encontro

de Negócios, espaço onde os expositores da feira

poderão negociar seus produtos e serviços em

reuniões rápidas, com compradores de grandes

indústrias da Região Centro-Oeste e sem precisar

sair do pavilhão de exposição.

Sucroeste

Em parceria com o Centro Nacional das

Indústrias do Setor Sucroenergético (Ceise-Br) e

com o apoio dos Sindicatos das Indústrias de

Fabricação de Etanol e Açúcar no Estado de Goiás

(Sifaeg/Sifaçúcar), é realizada, paralelamente à

Ffatia, a 3ª Mostra Sucroenergética Centro-Oeste

Segmentos da Ffatia

Verde empresas especializadas

em embalagens, apresentando

produtos tanto em adesivos e

codificadores quanto em

empacotadeiras e seladoras.

Azul seção de processos, que

conterá máquinas e equipamentos

para processos de fabricação

alimentícia em geral, insumos,

aditivos, equipamentos laboratoriais

e informática aplicada.

Vermelho equipamentos

industriais, que vão desde

equipamentos hidráulicos,

metalurgia e automação a

tratamento ambiental, logística e

transporte.

(Sucroeste). O evento reúne empresas de todo o

Brasil fabricantes de produtos, equipamentos e serviços

para usinas de açúcar e etanol. Esta iniciativa visa

atender a crescente demanda de Goiás e de toda a

região Centro-Oeste no setor. A Mostra proporciona

relacionamento e contatos comerciais com as unidades

produtoras da região, além de intercâmbio para

os profissionais que trabalham nestas usinas. O objetivo

é exatamente contribuir para o desenvolvimento

da região que hoje é considerada a maior e atual

fronteira agrícola do setor e a que mais atrai investidores

interessados em empreender negócios na

agroindústria canavieira nacional.

Cada edição dos eventos Ffatia e Sucroeste têm

investimento em torno de R$ 1 milhão para a sua

realização e geram cerca de 2 mil empregos temporários,

além de movimentar a rede hoteleira e de

turismo em seu entorno. O impacto econômico

reflete em toda a cadeia relacionada aos setores

atendidos.

Expolaco

A 6ª Exposição de Produtos Lácteos do Centro-

Oeste (Expolaco) faz parte da programação da Ffatia.

A proposta do evento é expor produtos lácteos das

indústrias do Centro-Oeste, oferecendo oportunidade

aos laticínios da região de apresentarem seu

potencial produtivo e qualidade dos itens, em uma

feira específica do setor de alimentos. Criada em

2002, a exposição é organizada pela Universidade

Federal de Goiás (UFG), em parceria com o Sindicato

da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados de

Goiás (Sindileite/GO) e a Reed Multiplus, marca associada

à Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora

da Ffatia.

A Expolaco ocorre em um espaço exclusivo para a

apresentação dos produtos lácteos, como queijos

(tipo mussarela, prato, entre outros), leite, iogurte

etc. O estande é climatizado e os itens estão à disposição

para degustação dos visitantes. Entretanto, só

podem ser expostos produtos de indústrias de laticínios

que estejam legalmente registradas no sistema

de inspeção sanitária, seja municipal, estadual ou

federal. Na última edição, realizada em 2010, a exposição

teve a presença de mais de 30 empresas que

mostraram cerca de 100 produtos destinados ao

abastecimento dos mercados brasileiros e internacional.

Para este ano, a expectativa da equipe de coordenação

é superar esses números.

Concurso de Produtos Lácteos

As empresas e indústrias que atuam na área de

produtos lácteos também podem participar, no período

de 16 a 19 de outubro, do 2º Concurso de

Produtos Lácteos, promovido pela UFG, em parceria

com o Sindileite/GO e Reed Multiplus. O concurso

pretende divulgar a qualidade dos produtos lácteos

do Centro-Oeste, premiando as empresas cujos itens

apresentarem os melhores atributos sensoriais, avaliados

segundo as normas estabelecidas pelo

Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

A comissão julgadora é formada por técnicos, profissionais

da indústria de laticínios não participantes do

concurso, pesquisadores, professores da área e profissionais

de inspeção de produtos lácteos.

Debate sobre o setor sucroenergético

O 2° Seminário Canal Sucroeste ocorre no

dia 19 de outubro de 2012, das 7h30 às 18

horas, no Centro de Convenções de Goiânia,

simultaneamente à Ffatia. O evento, que é

uma parceria entre o Canal – Jornal da

Bioenergia e a Reed Multiplus, marca associada

à Reed Exhibitions Alcantara Machado,

conta com quatro palestras que vão abordar

temas chave para a cadeia produtiva do setor

sucroenergético. Mais de 200 profissionais

atuantes nas usinas de produção de etanol,

açúcar e bioeletricidade da Região Centro-Sul

devem participar do evento.

Expondo discussões que vão de cuidados

para o preparo e conservação do solo, até a

ampliação do setor sucroenergético com

novos projetos “greenfields”, o seminário

apresenta palestrantes de renome nacional

e internacional. A meta do evento é expandir

a discussão sobre o setor oferecendo

informações e novidades tecnológicas que

tornam a atividade mais lucrativa. Também

serão abordados temas como logística de

colheita, plantio mecanizado e redução de

perdas. Durante o Seminário, empresas

ligadas ao setor apresentarão aos profissionais

presentes novidades em serviços e

produtos de ponta.

26 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 27


Goiânia, cidade de muitos encantos

Com ares de cidade do

interior, a cidade tem

diversificada gastronomia

e muitas áreas verdes

Fernando Dantas

Já conhece Goiânia? Ainda não! Então está mais

do que na hora de fazer uma visitinha a uma das

capitais brasileiras que mais tem crescido no País,

tanto em população quanto economicamente. É

uma cidade de cenários distintos, que mistura a arquitetura

Art Deco com prédios modernos. Possui clima

quente quase o ano todo, mas não deixa de ter suas

chuvas de verão e o florescimento dos Ipês Amarelos e

Roxos em agosto e setembro (uma visão inspiradora).

Apesar de ser jovem e moderna, mantém costumes de

cidade do interior, o que a faz ser ainda mais acolhedora.

Claro, possui também seus problemas estruturais

como em qualquer município com mais de um milhão

de habitantes, porém isso não tira o título de cidade

mais receptiva e arborizada do Brasil. Segundo o

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

Goiânia está em primeiro lugar no ranking das cidades

brasileiras com mais árvores no entorno das casas.

Não tem mar e praias, mas possui bares e uma

extensa lista de atrativos turísticos, culturais e econômicos,

além dos já citados. É o celeiro da música sertaneja!

Sim, esse título é nosso. Mas a cidade também é

palco para um cenário musical eclético, com ritmos e

estilos distintos. Já ouviram falar dos festivais Bananada,

Goiânia Noise e Vaca Amarela? São eventos anuais de

rock alternativo que reúnem fãs de todo o País.

Todas essas referências integram a minha visão

de Goiânia, de um habitante local que não nasceu

na capital, mas que escolheu a cidade para viver,

assim como migrantes de outros municípios, Estados

e países. Que tal, então, tirar suas próprias conclusões

sobre Goiânia. Nesta edição, o jornal Canal

Bioenergia presta uma homenagem à cidade que

completa 79 anos em outubro e que é a sede da

nossa publicação. Preparamos um roteiro do que é

possível fazer em um fim de semana na capital

goiana. Programe-se e nos faça uma visita.

Dia

Gastronomia

Não é segredo para ninguém que o

goiano adora fartura. No café da manhã,

a mesa tem que ser recheada de guloseimas

como queijo, leite, pão, bolos,

geleia e outras delícias da culinária

local. E é por causa desse perfil que

estabelecimentos comerciais como

panificadoras, lanchonetes e empórios

investiram em suas estruturas e hoje

oferecem um ambiente propício para

quem quer, como dizem em Goiás, ‘tirar

a barriga da miséria’ logo pela manhã.

Os espaços que oferecem os quitutes

estão espalhados pelos quatro cantos

da cidade, em quase toda esquina, e a

dica é começar o passeio por um deles.

Isso vale para o visitante, porque

turista que é turista adora experimentar

e esmiuçar. Então, quem vai a Goiânia

precisa, ou melhor, não pode deixar a

capital sem degustar o empadão goiano

ou a pamonha. O primeiro é encontrado no

Mercado Central, o mais antigo mercado da

capital goiana, construído na década de

1950. Vale a pena visitar o local não só

pelo empadão, mas pela cultura

impressa no espaço, os diferentes

perfis de pessoas que trabalham

por lá e até para comprar uma

lembrancinha de Goiás, como doces em

compotas ou artesanato goiano. Já o

segundo item citado pode ser saboreado em

diversas pamonharias da cidade, com sabores

que vão desde sal, doce, frango com

catupiry, à moda, com linguiça e até com

jiló. Se tiver calor, vale conferir os picolés da

Frutos do Brasil, marca goiana que até

pouco tempo tinha o nome de Frutos do

Cerrado. São 55 sabores de picolés e 52 de

sorvete, tendo como carro-chefe a diversidade

das frutas brasileiras. Delicioso mesmo

é o de cajá, que é possível experimentar com

sal para acentuar o gosto da fruta.

E o pequi? Tem quem ama e quem

odeia esse tradicional fruto do Cerrado,

que pode ser saboreado em quase todos

os restaurantes de culinária típica do

Estado. Mas é preciso atenção, porque o

certo é roer o fruto, já que o caroço dele

é cheio de espinhos. Não deixe de experimentá-lo,

seja cozido, sozinho, ou em

pratos com arroz e galinha.

Visitas

Como já dito, Goiânia não tem mar e, é

claro, nem praias. Se a pretensão é passear pela

cidade, o turista pode ir, além dos shoppings,

ao zoológico, aos diversos parques e praças e,

se tiver criança junto, a dica é dar uma passadinha

pelo Parque Mutirama. O zoológico foi

recentemente aberto à visitação, depois de

ficar fechado por três anos. Está localizado

próximo à região central de Goiânia, ao lado do

Parque Lago das Rosas, e recebe vários visitantes,

principalmente aos domingos pela manhã.

Criado em 1946, o zoo passou por reestruturação

e melhorias, ganhando duas novas portarias,

grades dos recintos substituídas por vidros

e novos animais, totalizando 522 exemplares

de diferentes espécies.

A capital goiana tem também o título de

‘Cidade Verde’, que recebeu por causa da

arborização de suas ruas e dos inúmeros parques

e praças espalhadas pela cidade. Os mais

representativos, considerados os cartões-postais

do município, são o Bosque dos Buritis,

Lago das Rosas, Vaca Brava, Areião, Flamboyant

e Cascavel. São nesses espaços que parte dos

goianienses cuida da saúde, por meio de corridas,

caminhadas e exercícios ao ar livre,

enquanto outros os utilizam como lazer.

Centenas de pessoas, por exemplo, visitam os

parques, principalmente aos sábados e domingos

à tarde, para passear, fazer piquenique,

descansar e estar em contato com a natureza.

Goiânia também é conhecida pelas feiras,

que atraem pessoas de diversas localidades

brasileiras e de outros países atrás de preços

baixos e diversidade de produtos. A Feira da

Lua, que é realizada aos sábados e com início

no final da tarde na Praça Tamandaré, é um

exemplo de espaço de oferta e compra de

produtos de diferentes tipos. Lá é possível

encontrar roupas, sapatos e até quadros para

decoração de casas. Também recebe público

que quer mesmo é degustar uma boa culinária.

Outra feira goianiense bastante conhecida

é a Hippie, que acontece na Praça do

Trabalhador e entorno da Estação Rodoviária

de Goiânia. São mais de 80 mil consumidores

a cada domingo, sendo que 70% desse público

é de fora – outros Estados e países da

América do Sul.

Bebida gelada e petiscos

Nos fins de semana, a dica é curtir um happy

hour em um dos diversos bares e botecos espalhados

pela capital goiana. Nem é preciso procurar

muito, porque em quase toda esquina existe

um local para tomar um chopp ou cerveja gelados,

degustar um petisco e jogar conversa fora

com os amigos. Participar de happy hour já faz

parte da rotina do goianiense e quem visitar a

cidade com certeza vai querer integrar essa rotina

também.

Localizado no Setor Marista, o Conversa de

Boteco é um desses locais que o público vai para se

livrar do estresse da semana, bater um papo e se

divertir. O espaço foi o campeão da edição 2012 do

Concurso Comida di Buteco, em Goiânia. O tira

gosto preparado para concorrer no concurso, com

o nome de Mix Maravilha, foi incorporado ao cardápio

e tem como ingredientes linguiça artesanal,

queijo provolone, guariroba e castanha de baru.

Outro ‘point’ para happy hour (e até para curtir

a noite) é o Botequim Mercatto, que está localizado

em dois pontos da cidade. Além da matriz, no

Shopping Plaza D´Oro, há uma unidade de rua, no

setor Bueno, com bancadas de mármore branco e

mesinhas de madeira. O cardápio do Mercatto relaciona

itens como o mexido carioca, que combina

arroz, feijão-preto, couve, calabresa, torresmo, carne-seca,

bacon e ovo; e a paella de frutos do mar,

com camarão-rosa, lula, lagostim, polvo, robalo e

mexilhão. Referência também em bares para o fim

do dia, o Celsin e Cia é mais um ponto de encontro

de amigos na capital goiana. São 130 mesas espalhadas

pelo salão e pela área externa, coberta por

árvores e toldos retráteis. É nesse ambiente que a

moçada curte o melhor happy hour da cidade,

escolhido pelo Veja Goiânia ‘Comer e Beber’.

28 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 29


noite

Diversidade

Quem pensa que referência noturna para

diversidade de estilos e gostos são as grandes

metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, é

porque realmente ainda não esteve em Goiânia.

Hoje, a noite goianiense não perde em nada

para essas cidades, inclusive com oportunidades

para todos se divertirem, qualquer que seja

a tribo, idade ou preferência. Se curte sertanejo,

existem as boates e bares específicos para isso.

Se quer house ou música eletrônica, na capital

goiana o turista também encontra. Mas se é fã

de underground, pode ter certeza que não

ficará em casa dormindo. O mesmo se aplica

para a gastronomia, com restaurantes que possuem,

no menu, culinária francesa, italiana,

tailandesa, mexicana e por aí vai.

Do mais simples ao mais requintado

Quem visita Goiânia tem a vantagem de

encontrar restaurantes que atendem a todos

os gostos e bolsos, às vezes no mesmo bairro.

Os setores Marista e Bueno, por exemplo, são

os que mais concentram bares, restaurantes e

casas noturnas por metro quadrado e representam

uma das principais regiões turísticas

da cidade. É lá que estão Café de La Musique,

Ad´oro Restaurante, Piquiras, Saccaria, Villa

Marista, EMI Cozinha Emocional, Cateretê, La

Pasta Gialla, enfim, restaurantes e bares referência

em qualidade e culinária.

Entretanto, é possível visitar bons lugares,

com excelente atendimento, qualidade e

gastronomia, em outros bairros da capital

goiana. É o caso do Belisquê Arte Chopp,

que está próximo à Praça do Sol, no Setor

Oeste. O local foi escolhido pelo júri da Veja

Goiânia ‘Comer e Beber’ 2012 como bar

revelação. À frente da cozinha está o chef

André Barros, eleito por várias vezes um dos

melhores chefs de cozinha da cidade. Ele é

responsável por ter inserido no cardápio do

Belisquê petiscos como porção de pastel

recheado com bobó de camarão, bolinho de

galinhada com pequi, bruschettas, como a

de gorgonzola com mel, além de pratos, a

exemplo do risoto de camarão ao pesto, e

drinks como a chamada tropicália, feita

com cachaça, vodca ou saquê, em três versões:

mexerica com pimenta-rosa, limão

com gengibre e mel ou morango com uva e

manjericão.

Na madrugada

A noite não acaba nos bares e restaurantes. Quem

curte, pode escolher umas das casas noturnas e

pubs da capital goiana e cair na diversão. Os fãs de

blue, jazz, instrumental e rock se encontram no

Bolshoi Pub, localizado no setor Bueno. A casa sempre

oferece noites memoráveis com tributos e

covers realizados por músicos e bandas de todo o

Brasil, além de ter DJs residentes tocando flashbacks,

na Golden Night ou na concorrida Tô nos 30, considerada

umas das festas retrô mais animadas da

capital.

Agora, se quer outro ritmo, como house e música

eletrônica, é só visitar a Pacha Goiânia ou a Royal

Club. A primeira, localizada no setor Marista, tem

capacidade máxima para 700 pessoas, estacionamento

próprio e funciona de quinta a domingo. Já a

Royal, a primeira casa fora de São Paulo, é resultado

de uma sociedade de peso formado entre o empresário

Marcus Buaiz e Alexandre Ktenas, um dos

maiores nomes do show business nacional. A Royal

Goiânia fica estabelecida na melhor localização da

cidade, na avenida T-10, no setor Bueno, umas das

regiões mais nobres da capital.

Para o público GLS, a indicação é o The Pub, boate

com instalações amplas e modernas situada no

Jardim Goiás, local estratégico e nobre da cidade. A

casa oferece toda semana aos seus clientes uma

programação diversificada para todos os gostos e

tendências. O sertanejo não poderia faltar, e a capital

goiana oferece algumas opções para ouvir e

dançar o estilo musical. Fundada em 2008, a Santafé

Hall é uma das maiores representantes do gênero de

entretenimento noturno do Centro-Oeste. Com um

perfil voltado para a música sertaneja, a casa conta

com infraestrutura moderna, ambiente para 1400

pessoas, quatro bares, quatro banheiros, acesso para

deficientes físicos e estacionamento para 200 veículos

com manobrista. A Santafé Hall é atualmente

responsável por atrair cerca de 10 mil pessoas todo

mês, realizando eventos às sextas e sábados.

A Villamix é uma casa que também tem o sertanejo

como estilo musical e é resultado da união de

dois grupos com longo histórico em entretenimento.

De um lado o grupo que idealizou a IT´s,

SednaLounge, Café de la Musique Goiânia e outros.

De outro lado a equipe que promove e detém duplas

de sucesso como Jorge & Mateus, Gustavo Lima,

Humberto & Ronaldo, Maria Cecília & Rodolfo, entre

outros. O ponto dispensa muitos comentários.

Localizada em um dos prédios comerciais mais elegantes

do Setor Marista, a Villamix oferece fácil

acesso aos clientes e o maior estacionamento fechado

da região. No palco passaram artistas que estão

se destacando e também alguns dos mais aclamados

nomes do sertanejo na atualidade.

30 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 31


Empresas e Mercado

Caldema na Fenasucro

A participação da Caldema

Equipamentos Industriais durante a 20ª

Fenasucro 2012 , realizada em Sertãozinho

(SP) no mês passado,foi marcada pelo

fluxo de visitantes qualificados em seu

estande, tanto do Brasil quanto de outros

países, o que reforça, segundo Alexandre

Roberto Martinelli, Coordenador de

marketing da empresa, a importância do

evento para o setor.

A Caldema oferece tecnologia para

caldeiras aquatubulares, podendo o usuário optar por vários tipos de combustíveis e tipos de grelhas:

basculante, pinhole, rotativa e leito fluidizado borbulhante (BFB). “Cada sistema possui sua regulagem

graças a automação e controle, o que é muito importante para que se tenha uma operação estável da

caldeira, já que, nos dias atuais, principalmente no setor sucroenergético, com a mecanização da colheita, o

combustível sofre várias oscilações em suas variáveis”, ressalta Martinelli.

Komatsu Forest e Morbark no

mercado de energia renovável

Revendedor exclusivo Morbark no Brasil, a Komatsu

Forest apresenta ao mercado brasileiro um novo conceito

em equipamentos para trituração dos mais diversos tipos

de resíduos. Com sede em Winn, no estado norteamericano

de Michigan, a Morbark vem inovando na

fabricação de picadores, descascadores e trituradores de

alto desempenho para os mercados florestal, de

reciclagem e aproveitamento de biomassa residual.

Os equipamentos processam e convertem madeira e

outros materiais recicláveis em produtos valiosos, úteis e

rentáveis. Os trituradores Morbark podem ser utilizados

na produção de cavacos para celulose, mdf, osb, mdp,

pellet, biomassa residual de florestas e na trituração da

palha de cana, entre outras aplicações.

Via Hidráulica anuncia

nova unidade de negócios

O Grupo Via Hidráulica anuncia sua nova

unidade de negócios, localizada na cidade de Jataí

no estado de Goiás, visando atender, ainda com

maior qualidade e agilidade, toda região, que é

polo nacional de Indústrias sucroenergéticas.

O Grupo Via Hidráulica é referência nacional em

prestação de serviços da mais alta qualidade e

distribuidor exclusivo de peças hidráulicas, das

maiores marcas do ramo, como Eaton e Stauff.

Wesley Carvalho, presidente do Grupo Via

Hidráulica, convida todos a conhecer a estrutura

da Unidade Jataí, situada a Rua Jerônimo Vilela,

1.679 na Vila Fátima. O telefone de contato é o

(64) 3632-6791.

Siemens apresenta

soluções e tecnologias

para as usinas

Presente na 20ª edição da

Fenasucro & Agrocana, realizada

em agosto, a Siemens apresentou

soluções e produtos em

automação, geração e transmissão

de energia para toda a cadeia de

produção das usinas. Os visitantes

puderam ver de perto as

tecnologias focadas no aumento

da competitividade e na redução do

consumo de energia, desde a

cogeração e automação até a

eletrificação.

A atuação da Siemens no

segmento é sustentada pela

perspectiva do aumento do uso

alternativo de energia elétrica no

setor sucroenergético. Segundo

estimativa da União da Indústria

de Cana-de-Açúcar (Unica), a safra

brasileira de 2020/2021 deve

chegar a um bilhão de toneladas de

cana, com potencial para geração

de 7.600 MW médios de

bioeletricidade a partir do bagaço,

podendo atingir 14.400 MW médios

com a utilização também da palha.

Para contribuir com esses

resultados, a Siemens já conta com

turbinas de alto desempenho 100%

nacionalizadas, fabricadas na sua

unidade em Jundiaí (SP).

Investimento em tecnologia é diferencial da Águia Diesel

A águia Diesel, em Goiânia, está entre as

autorizadas Bosch equipadas com o

Laboratório Clean Room necessário para o

reparo de injetores Common Rail. Trata-se

de uma sala totalmente automatizada,

equipada com sistema positivo com filtro, ar

comprimido com filtro, armário para

armazenar ferramentas e peças de

reposição, ar condicionado Bosch para

manter a climatização exigida, dispositivos,

maletas e todo ferramental. O Clean Room

lembra um centro cirúrgico, diante do rigor e

isolamento dos profissionais que

manuseiam as peças. O laboratório conta

ainda com fechamento automático de

portas, cortina de ar no acesso à antessala,

tapete antiestático, limpa sapatos, álcool

em gel, armário para roupa especial e

medidor de pressão. Segundo o diretor

comercial, Luiz Mauro de C. S. Alvarenga, a

Águia Dieesel continua investindo em

tecnologia e capacitação de pessoal. A

Águia Dieesel funciona na Avenida Castelo

Branco, em Goiânia e até 2014 será

inaugurada uma nova sede na BR-153, em

Aparecida de Goiânia.

Alfa Laval lança nova separadora

centrífuga Bralva 117

A empresa sueca com soluções

avançadas de transferência de calor,

separação e transporte de fluidos,

lançou a Separadora Centrífuga Bralva

117, com o objetivo de oferecer mais

benefícios para o setor sucroenergético.

O novo produto conta com vários

diferenciais e permite que a empresa

atenda 100% do mercado, com

modelos destinados para o segmento de

açúcar e álcool, amido, biodiesel, óleos

vegetais e biotecnologia. A nova Separadora

Centrífuga oferece 50% de redução no

consumo energético, menor custo de manutenção,

aumento na produtividade em até 10%, o que

representa uma capacidade de produção de até 350 mil

litros de álcool por dia, e limpeza automatizada. Vazão

de 200 m³/h e concentração de até 80% do fermento,

com perda máxima de 1%, são as principais

características técnicas da Bralva 117. As separadoras

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32 • CANAL, Jornal da Bioenergia

Setembro de 2012 • 33


Opinião

Usinas começam a planejar parada para manutenção

A

safra 2012/2013 de cana-de-açúcar entra nos seus

últimos meses ou, no caso de algumas usinas, nas últimas

semanas. É um período fundamental no calendário

de toda cadeia produtiva. Para as usinas produtoras de

açúcar, etanol e energia, é necessário ter um plano definido

de ações durante as semanas da entressafra. Mas quando

as moendas pararem a operação, tudo precisa ter sido bem

analisado e encaminhado previamente: reformas, novas

obras, plantios, aquisições de equipamentos e insumos, treinamentos,

diagnósticos, contrato de serviços especializados

variados, inclusive nas áreas de transporte e logística. Todo

tempo disponível precisa ser bem aproveitado nesse intervalo

que antecede a próxima safra para que, no primeiro dia

do próximo ciclo, a unidade possa começar a todo vapor.

Do outro lado, as empresas fornecedoras de serviços e

equipamentos precisam estar prontas para atenderem as

usinas, considerando que as usinas têm emergência, a entressafra

é curta e a qualidade é indispensável. Com a chegada

do final do terceiro trimestre, as unidades já começam

a planejar a parada para manutenção, o que está previsto

para ocorrer mais cedo nesse ano em algumas unidades em

razão da quebra de produção nos canaviais.

O bom planejamento neste período faz toda a diferença

no resultado da manutenção das empresas, bem como de

todas as outras ações que a unidade precisa desenvolver

tendo em vista o próximo ciclo produtivo. Nesse caso, agir

com antecedência e elaborar plano de trabalho são cruciais

para que se consiga baixar os custos de manutenção, sem

perder a qualidade nos serviços ou estourar o cronograma

estabelecido.

Essa preocupação é fundamental considerando que, como

todas as unidades procuram serviços e equipamentos relacionados

à manutenção nessa época do ano, a demanda cresce

e os preços tendem a subir exponencialmente. Por isso, não

adianta os responsáveis pela gestão passarem a safra toda

preocupados em derrubar os custos da usina e ganhar competitividade

– um cenário desafiador que as empresas do setor

têm pela frente –, se quando chega a entressafra não se

planejou ou fechou contratos de maneira prévia.

Já pensando em 2013, nada melhor do que um bom

planejamento estratégico da parte das usinas, para que

cheguem ‘a ponto de bala’ na próxima safra, ainda mais

quando as perspectivas começarem a ser mais animadoras,

que é o que se espera para o próximo ano. Quem não

planejou devidamente ou com antecedência, além de pagar

caro, corre o risco de perder oportunidades quando o

próximo ciclo engrenar.

Já atentas ao crescimento da demanda por manutenção

na próxima entressafra, as empresas de Sertãozinho (SP) já

estão prontas para atender ao setor nas mais diferentes áreas.

Isso acontece porque as indústrias e prestadoras de serviços

da cidade, que formam o maior parque industrial voltado

ao setor sucroenergético do País, têm histórico de profissionalismo

e comprometimento com o setor. Estão capacitadas

para ajudar a agroindústria canavieira a entrar num

novo ciclo de prosperidade e crescimento.

Ricardo Amadeu da

Silva é diretor presidente

da TransEspecialista e

coordenador do comitê de

logística do Ceise-BR (Centro

Nacional das Indústrias

do Setor Sucroenergético e

Biocombustíveis).

34 • CANAL, Jornal da Bioenergia


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