Edição 75 - Balcão Automotivo

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Edição 75 - Balcão Automotivo

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REFERÊNCIA NACIONAL DE INFORMAÇÃO SOBRE PEÇAS E SERVIÇOS AUTOMOTIVOS

ANO VII - N o 75 - DEZEMBRO DE 2012

R$ 6,00 [www.balcaoautomotivo.com.br]

UTILITÁRIOS 1.6

Em Comparativo, no mercado nacional são

várias as opções de veículos altos, que privilegiam

espaço interno, conforto, praticidade e

economia para o usuário, como o Renault

Duster 1.6 16V Hi-Flex, Idea 1.6L Duallogic e

Novo EcoSport 1.6L. Pág. 12

REPRESENTANTE

COMERCIAL

Nos últimos anos, para se

ter uma ideia, a atividade

quase deixou de existir

por uma série de fatores.

Felizmente, os representantes

comerciais

ressurgem revigorados e

hoje desfrutam do merecido

respeito por parte do

mercado. Pág. 26

Em nossa reportagem de capa desta edição, ouvimos lojistas de autopeças de diversas regiões do país sobre

os seus desejos e anseios. O que apuramos é que as reivindicações permanecem as mesmas de tempos atrás,

como maior acesso a informações referentes a novos produtos, marcas e catálogos técnicos, como também

uma tributação mais justa que não onere tanto o setor. Saiba o que se faz por trás do balcão para se adaptar

e enfrentar a realidade imposta no dia-a-dia. Pág. 18

MOTOPEÇAS

O mercado de duas rodas,

com enorme potencial de

crescimento, tem apresentado

ótimas oportunidades

de negócios para fabricantes,

distribuidores e, em

especial, para o setor de

motopeças. Conheça a

opinião de quem saiu na

frente e já incrementou seu

portfólio. Pág. 6

AINDA NESTA EDIÇÃO:

10 FIQUE DUAS RODAS

32 FIQUE POR DENTRO

36 FIQUE ACESSÓRIOS

38/48 LANÇAMENTOS

42 FIQUE DE OLHO

50/52/58 ARTIGOS

ARTIGO

Não deixe de ler o artigo de Fauzi Timaco Jorge, que

nesta edição fala sobre o Produto Interno Bruto, o

PIB. Pág. 4

DEW PART'S

Para comemorar os resultados obtidos no ano, distribuidora

reúne parceiros e anuncia novidades para

2013. Pág. 46


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2 EDITORIAL Dezembro de 2012 | Edição 75

Com a certeza do dever cumprido

Por: Silvio Rocha

Diretor Executivo / Financeiro

Bernardo Henrique Tupinambá

Diretor Comercial

Edio Ferreira Nelson

INSTITUTO

VERIFICADOR

DE CIRCULAÇ‹O

Que bom que podemos mais uma vez chegar

até você com informações relevantes para o

seu aprimoramento profissional. Aliás, foram

12 edições em 2012 tendo como principal foco

atender às suas expectativas.

E, para fecharmos o ano, em nossa reportagem de

capa o varejo de autopeças fala de seus desejos, que

permanecem os mesmos de tempos atrás, como

maior acesso a informações, uma tributação mais

justa, etc.

Mas como todo bom brasileiro, o que nossa equipe

de redação apurou é que quem está por trás do balcão

sabe se adaptar e enfrentar a realidade imposta no diaa-dia.

É a força do varejo de autopeças brasileiro.

Nesta edição também falamos de motopeças, que

apresenta oportunidades para investimentos com um

grande potencial de crescimento, uma vez que o mercado

de duas rodas tem apresentado ótimas chances

de negócios.

Acompanhe ainda a reportagem sobre os representantes

comerciais, que nos últimos anos amargaram

uma quase extinção. Felizmente, a atividade ressurge

com o merecido vigor e respaldo do mercado.

Em Comparativo, são várias as opções de veículos

altos, que privilegiam espaço interno, conforto, praticidade

e economia, como o Renault Duster 1.6 16V Hi-

Flex, Novo EcoSport 1.6L e Idea 1.6L Duallogic.

Já em Lançamentos, Ford completa a linha do SUV

compacto com o Novo EcoSport PowerShift e

EcoSport 4WD e os Novos modelos Premium da VW:

o Novo Fusca, Tiguan R-Line e Passat CC.

Produção e vendas de autoveículos recua em

novembro, mas não compromete o resultado positivo

do ano, segundo dados da Anfavea apresentados na

última reunião de 2012 com a imprensa especializada.

Em Balcão dos Pesados & Comerciais, como reportagem

de capa, conforto, robustez, potência e economia

distinguem o caminhão da família Ecoline, o Novo

Iveco Stralis. Não deixe de ler a seção Fique de Olho.

Aproveitamos este nosso último encontro do

ano para desejar a todos um Feliz Natal e um Ano

Novo repleto de realizações e que continuemos em

2013 ainda mais juntos. Podem contar com a

gente, sempre!

Até ano que vem!

O Editor

APOIOS E PARCERIAS

Editor executivo

Bernardo Henrique Tupinambá

Editor-chefe

Silvio Rocha (editor@pranaeditora.com.br)

Editor de veículos

Edison Ragassi (ragassi@pranaeditora.com.br)

Redação

Simone Kühl (simone@pranaeditora.com.br)

Colaboradores

Arthur Henrique S. Tupinambá / Robson Breviglieri

Fauzi Timaco Jorge / Ingo Hoffmann / Karin Fuchs

Departamento de Arte

(criacao@pranaeditora.com.br)

Diretor de Arte - Ricardo DG Moreira

Assistente de Arte - João Gabriel Roquini

Diagramador - Adriano Siqueira

Fotografia

José Nascimento / Estúdio Prána

Departamento Comercial

(comercial@balcaoautomotivo.com.br)

Diretor Comercial

Edio Ferreira Nelson

Executivos de Contas

Richard Fabro Faria

(richard@balcaoautomotivo.com.br)

Atendimento ao Leitor

Fone: 11 5084-1090

(contato@balcaoautomotivo.com.br)

Prána Editora & Marketing Ltda - Jornal

Balcão Automotivo - Rua Engenheiro

Jorge Oliva, 111 - CEP 04362-060

Vila Mascote - São Paulo - SP

ANO VII - Nº 75 - DEZEMBRO DE 2012

www.balcaoautomotivo.com.br

Rosa Souza

(rosa@balcaoautomotivo.com.br)

Rafael Bergamini

(rafael@pranaeditora.com.br)

Analista de Marketing

Douglas Araujo

marketing@pranaeditora.com.br

Internet

(webmaster@balcaoautomotivo.com.br)

Supervisor de Desenvolvimento

Aryel Tupinambá

(aryel@balcaoautomotivo.com.br)

Financeiro

Gerente Financeira

Tatiane Nunes Garcia

Assinaturas

Janaina Bezerra Clemente

Telefone: 11 5084-1090

(contato@balcaoautomotivo.com.br)

Impressão

Prol Editora Gráfica

Jornalista Responsável

Silvio Rocha – MTB: 30375

Tiragem: 24 mil exemplares

Os anúncios aqui publicados são de

responsabilidade exclusiva dos anunciantes,

inclusive com relação a preço e

qualidade. As matérias assinadas são de

responsabilidade dos autores.

Balcão Automotivo é uma publicação mensal da Prána Editora & Marketing Ltda. com distribuição

nacional dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências

ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.


O

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4 ECONOMIA E GESTÃO Dezembro de 2012 | Edição 75

Produto Interno Bruto, o PIB

*Por: Fauzi Timaco Jorge

Primeiro, uma palavrinha – modo de dizer, porque serão muitas palavras! – sobre o

tal de PIB, que é tido como o grande sinalizador do que acontece com a economia

de determinada região. Falemos do PIB do Brasil. Mas, interessa de fato o PIB do

Brasil, se eu estou em um bairro de uma grande metrópole, cuidando de um negócio no

particular segmento do aftermarket automotivo que movimenta alguns poucos milhares

de reais todo mês, empregando uma dezena de pessoas que, juntando seus familiares,

indica uma responsabilidade direta pela sobrevivência de trinta ou quarenta pessoas,

sedentas por informação e conhecimento para a inadiável modificação de sua condição

social, em prol da melhoria daqueles que, algum dia, irão depender de si mesmos e que

também participarão do esforço de outras dezenas de pessoas que são levadas a imaginar

que suas necessidades serão supridas com mais facilidade se adquirirem, rapidamente,

as indispensáveis ferramentas, via educação no seu sentido amplo, para o aumento

da sua produtividade naquilo que desempenham

no cotidiano, desde a preparação de um

café da manhã reforçado como insiste em nos

recomendar a nutricionista que, diligentemente,

nos acompanha no check-up anual, praticantes

que somos da medicina preventiva, porque

sem saúde nada mais interessa, nem mesmo o

título de campeão mundial de futebol que o

Corinthians acaba de conquistar, de forma absolutamente

irretocável, com seus “atletas profissionais

do futebol”, como insistiu Zenon para o

neo corinthiano Milton “Pitonisa” Neves durante

os insistentes flashes da TV Bandeirantes no

domingo em que os brasileiros mostraram

muito mais futebol do que o campeão europeu,

atuando como verdadeiros bailarinos sob a

batuta do maestro-professor-técnico-líder Tite,

responsável direto pelos passos ensaiados de

um time coeso plenamente convencido do indispensável sentimento de equipe neste

esporte bretão como, aliás, em tantos outros e, sobretudo, nas empresas, em que a

função produção se complementa com a função finanças que se vincula estreitamente

à função vendas que, como tal, depende de recursos humanos que, sem a administração

no seu sentido amplo, nada produz, fechando o inapelável ciclo de geração de valor que

nada mais é do que a geração de riqueza que se modifica quando os fatores de produção

identificados pela síntese terra, trabalho e capital são aglutinados e dão origem a novos

fatores que, em sua forma natural ou transformados, são utilizados para o atendimento

das necessidades dos indivíduos, proprietários de todos estes fatores e, portanto, responsáveis

diretos pelo seu fornecimento às empresas, configurando os dois pólos básicos

de qualquer economia por onde circulam os fatores de produção e o suprimento dos

bens e serviços, dando origem ao que se convencionou chamar de “fluxo real” e que, na

contrapartida natural num mundo capitalista, dará origem a um “fluxo monetário”, por

onde circulam os salários que os indivíduos recebem quando cedem o fator trabalho, os

aluguéis quando cedem imóveis, terrenos e outros ativos, os juros quando cedem capital

financeiro por empréstimo e os lucros, quando participam com seu capital financeiro

do risco do negócio como sócio, recursos estes que serão utilizados parcialmente para o

pagamento pelos bens e serviços adquiridos das empresas, que também fornecem para

si próprias outros bens e serviços que irão configurar o investimento, sem o qual não se

promove o crescimento da economia como um todo, porque é daí que advém a produtividade

dos fatores, obtendo-se mais produto com a mesma quantidade de fatores, produtividade

que é a essência do crescimento e do desenvolvimento econômicos, fruto

natural da poupança dos indivíduos e das empresas, ou seja, do excedente de renda

gerada neste fluxo de entrada e saída de fatores e de moeda, depois de pagos os impos-

tos indispensáveis à manutenção e aprimoramento do arcabouço jurídico-institucional

das nações politicamente organizadas, bem como ao financiamento das externalidades

que configurarão a infraestrutura de apoio aos empreendimentos geradores de novas

riquezas, tais como estradas, portos, aeroportos, viadutos e pontes, geração de energia

elétrica e abastecimento de água potável, conduzidas por um agente econômico da

maior relevância nos dias de hoje, o governo, terceiro pólo deste “fluxo circular da

renda”, como é identificado pelos economistas, governo que também efetua gastos que,

idealmente, deveriam ser plenamente compatíveis com o volume de tributos impostos

à sociedade, num montante absolutamente idêntico, afastando assim os riscos de deficit

nominal que provoca a necessidade de colocação de títulos no mercado, cuja remuneração

exigirá o pagamento de juros diretamente relacionados ao montante dos papéis

que são “rolados” no mercado financeiro, encargos que irão solapar parte considerável

da renda advinda dos tributos, alimentando

uma ciranda financeira que não condiz com a

geração de valor e riqueza e que se constitui

no problema mais grave enfrentado nos dias

de hoje pelos dirigentes de nações desenvolvidas

e outras nem tanto, como é o caso da

Espanha, Turquia, Reino Unido, Portugal,

Irlanda e até mesmo Dubai, os abreviados

STUPIDs, na sigla em inglês do nome destas

nações, que, neste mesmo diapasão, nos

deixa, a nós, os BRICS, ou seja, Brasil, Rússia,

Índia, China e África do Sul, em disputa permanente

pelos investimentos e compras

internacionais das demais nações do planeta,

o que irá configurar o quarto pólo deste fluxo

de renda, o setor externo, de onde provêm

todos os fatores de que uma economia não

dispõe em seu território, quer sejam produtos

acabados como máquinas, veículos, equipamentos, partes e componentes ou matérias-primas,

via importações, e para onde enviamos os excedentes aqui produzidos,

como produtos primários, industrializados ou semi-industrializados, via exportações,

numa busca permanente de equilíbrio destas contas externas porque, aqui também

nesta rubrica, deficits e superavits não são bem-vindos, já que causam, de um lado, a

necessidade de busca de divisas, ou moedas estrangeiras, via empréstimos internacionais,

para o pagamento das compras que ultrapassaram as vendas e, de outro lado, a

necessidade de emissão de moeda nacional para o indispensável câmbio, ou troca, das

moedas estrangeiras a mais obtidas nas relações internacionais, mesmo com subterfúgios

como a possibilidade de deixar lá fora parte dos recursos em moeda estrangeira

gerados pelas empresas brasileiras exportadoras? Interessa, de fato, o PIB do Brasil?

Então, comece a identificar, ali no gráfico, as relações econômicas que apontamos aqui.

Veja, também, as três formas básicas de medição da atividade econômica: a visão da

renda, a visão da despesa e a visão da produção. E reflita sobre o impacto que as

variações positivas e negativas do PIB de um período para outro podem causar ao seu

negócio, ao negócio dos seus fornecedores, dos seus clientes e demais stakeholders

[grupo de interessados]. Por mais antiga que seja esta mensagem... Tenham todos um

Feliz Natal e próspero Ano Novo!

FOTO: DIVULGAÇÃO

FAUZI TIMACO JORGE

*Economista, professor-tutor da FGV Online e professor da FGV +

CEA-Centro de Estudos Automotivos, escreve regularmente nesta

coluna e pode ser acessado pelo e-mail

fauzi@balcaoautomotivo.com.br


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6 MERCADO Dezembro de 2012 | Edição 75

Motopeças apresenta

oportunidades para

investimentos

Mercado visa retomada nos próximos anos

através do apoio de ofertas de crédito e

melhores condições de financiamento

Por: Simone Kühl

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Com um grande potencial de crescimento,

o mercado de duas

rodas tem apresentado ótimas

oportunidades de negócios para fabricantes,

distribuidores, e em especial

para o setor de motopeças. Para ingressar

neste segmento, profissionais recomendam

conhecimento e capacitação

técnica para um melhor atendimento

ao consumidor.

Apesar dos baixos índices de produção

e vendas de motocicletas divulgados

em 2012, expectativas são de um

significativo aumento nos próximos anos

devido às iniciativas e condições especiais

para facilitar a compra de motos

que o governo federal e os bancos

têm oferecido.

EM CRESCIMENTO

Para Orlando Cesar Leone, presidente

da Anfamoto (Associação Nacional

dos Fabricantes e Atacadistas de

Motopeças), o mercado de motopeças

tem se mostrado muito promissor. “O

setor de distribuidores e atacadistas tem

empregado cerca de 100 mil pessoas no

país, contando os postos diretos e indiretos,

e fatura algo em torno de

R$ 5 bilhões ao ano”.

No ano de 2008, devido à crise mundial,

o mercado sofreu uma retração,

assim como todo o setor de duas rodas,

mas voltou a se recuperar logo em seguida

e 2011 foi considerado o melhor ano

ORLANDO CESAR LEONE, DA ANFAMOTO

para o mercado brasileiro de peças.

Contudo, em 2012, Leone comenta que

houve novamente uma retração

do mercado.

“Em parte por conta da crise mundial

que persiste e respinga aqui, e em parte

por questões inerentes ao Brasil propriamente

dito”, comenta. Embora com

queda nas vendas, ele afirma que a frota

de motos no país só tende a crescer, o

que reflete positivamente no segmento

de peças, pois movimentará o mercado

de peças de reposição.

Leone ainda destaca que é importante

entender que o segmento de motopeças

não está totalmente ligado ao

desempenho das montadoras, pois o

setor de reposição é, em grande parte,

alimentado pela necessidade de manutenção

de veículos que já estão fora

do período de garantia oferecido

pelas montadoras.

“É nesse ponto que fabricantes e

importadores sérios sofrem com a competição

de fornecedores asiáticos, que

colocam em nosso mercado produtos

mais baratos, porém de qualidade duvidosa”,

informa. Com isto, muitos consumidores

procuram por produtos com os

melhores preços e os fabricantes

nacionais perdem espaço para

os concorrentes.

Para as empresas que prezam a qualidade

em seus produtos e obedecem as

especificações técnicas, o mercado de

motopeças apresenta muitas oportunidades.

Desta forma, Leone assegura que

este segmento tem tudo para crescer

saudável, gerar emprego, renda e contribuir

para a arrecadação de impostos e

para o desenvolvimento do país.

POTENCIAIS REGIÕES

“O mercado de motopeças cresce em

todo o país”, salienta Leone. “Porém

questões como demografia, poder aquisitivo

e o tipo de utilidade que se dá à

motocicleta em si contribuem para que

esse crescimento apresente variações

entre as regiões brasileiras. Devido a

isso, Sudeste e Nordeste são as regiões

que mais crescem no país”.

No Sudeste, principalmente no estado

de São Paulo, a motocicleta é considerada

uma ferramenta de trabalho para

muitas pessoas. “Na capital do Estado é

muito usada por motofretes e, em diversas

cidades do interior, como Araçatuba,

por exemplo, é comum a figura do mototaxista”,

conta.

Outro fator que impulsiona a procura

pela motocicleta em São Paulo são as

más condições que o transporte público

e o trânsito apresentam. Já no Nordeste

a falta de um transporte público eficiente,

aliada à necessidade de se locomover

por longas distâncias, influenciam na

representatividade desse mercado

na região.

Em consequência a estes fatores o

mercado de reposição tem apresentado

cada vez melhores chances de negócios.

“É importante ressaltar que o crescimento

do mercado de trabalho e a melhora

na renda dos brasileiros de forma geral

contribuem bastante para as vendas de

peças de reposição”, completa.

FUTURO DAS MOTOPEÇAS

“O futuro é promissor desde que as

distorções do mercado sejam corrigidas.

Entidades representativas do setor,

como a Anfamoto, têm lutado fortemente

junto ao Governo Federal por medidas

que visem proteger a indústria nacional

de peças da concorrência dos importados.

Medidas pontuais já estão sendo

tomadas pelas autoridades públicas”.

Diante deste cenário, Leone informa

que em setembro os impostos de importação

de 100 produtos, entre pneus e

câmaras de ar, foram elevados pelo

Governo Federal, que aumentou as alíquotas

em até 25% para os itens adquiridos

do exterior. E há ainda negociações

para a redução de impostos aos fabricantes

nacionais de motopeças.

A elevação de IPI aos veículos com

porcentagem baixa de peças brasileiras

também está em negociação, de modo a

garantir à indústria nacional igualdade

de condições com os bens adquiridos do

exterior. “Também lutamos pela certificação

compulsória de um determinado

grupo de peças pelo Inmetro”.

Desta forma, explicita que os concorrentes

terão que mudar as práticas de

venda e colocar no mercado apenas produtos

que atendam corretamente às

especificações técnicas propostas. “Se

essas medidas se concretizarem, retomaremos

o forte crescimento dos anos

anteriores”, assegura.

Os bancos estatais também têm contribuído

para a movimentação das vendas,

como a Caixa Econômica e o Banco

do Brasil, que recentemente anunciaram

redução de juros e ampliação do escopo

de seus empréstimos a uma maior variedade

de motos. Estas medidas, Leone

acredita que irão refletir positivamente

no desempenho do segmento em

longo prazo.

MARCOS MOSSO, DA NGK


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8 MERCADO Dezembro de 2012 | Edição 75

LUIZ FREITAS, DA FREUDENBERG-NOK – CORTECO

“Trabalha-se sempre com a expectativa

de melhora no que diz respeito às

vendas”, diz. “Como presidente da

Anfamoto, a expectativa para 2013 é que

consigamos, enfim, sensibilizar nossos

administradores públicos para a realização

dos ajustes que colocarão o segmento

novamente no eixo do crescimento,

como aconteceu nos últimos 10,

15 anos”.

PARA AS INDÚSTRIAS

Na opinião de Marcos Mosso, chefe

de Marketing da NGK, o setor de duas

rodas tem sido fortemente atingido com

a restrição de crédito, mais que a indústria

automotiva. “O momento é de otimismo,

novas linhas de financiamento

foram anunciadas, o que deve reaquecer

a venda de motocicletas. Com isto todo o

setor será beneficiado”.

Luiz Freitas, diretor de Marketing da

Freudenberg-NOK América do Sul –

FABRICAÇÃO DE MOTOCICLETAS

EDIMARCOS JOSÉ MOREIRA, DA IKS

Corteco, também afirma que o mercado

de motopeças é muito próspero. “Apesar

das vendas neste ano não atingirem o

esperado, temos observado um crescimento

constante que está atraindo os

olhos do mercado”.

O que representa grandes oportunidades

de investimentos para as empresas,

pois hoje os consumidores têm procurado

apenas postos de serviço especializados

em motocicletas para o atendimento.

Contudo, Freitas alerta que é

necessário conhecimento técnico e uma

equipe qualificada para ingressar

neste mercado.

Já Edimarcos José Moreira, gerente

de Marketing da IKS, ressalta que apesar

de o mercado de motopeças ser atrativo,

é também muito competitivo em função

da presença de importadores, que são

confundidos com distribuidores.

“Porém é um mercado em franco

crescimento”, pontua.

FEIRAS QUE MOVIMENTARAM O SETOR

Salão das motopeças

Com um público de mais de 9.500 visitantes,

a feira, que aconteceu em agosto

do dia 1º ao dia 4, movimentou o

setor das motopeças e atraiu fabricantes,

distribuidores, atacadistas, lojistas,

reparadores e representantes do

Brasil e de outros países.

Segundo resultados da organização, os

expositores conseguiram alavancar em

30%, em média, as vendas, com expectativas

de aumento de 25% para o final

do ano, devido às trocas de contatos e prospecções realizados durante o evento.

Salão da motocicleta

Também realizado este ano, o salão

que aconteceu de 6 a 8 de novembro

apresentou grandes oportunidades,

com 55 mil visitantes em sua grande

maioria dos estados de São Paulo,

Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro,

que movimentaram mais de R$ 20

milhões em negócios.

A liberação do Governo Federal na

linha de crédito especial com juros

abaixo do mercado de motos zero

impulsionou o volume de negócios gerados na feira, o que influenciará em toda a

cadeia produtiva do segmento e aumentará as vendas em motopeças.

Mosso também destaca que nos últimos

anos esse segmento apresentou uma

fase de mudança tecnológica, onde as

motocicletas mais novas estão entrando

no período de reparo na reposição. Para

ele, o varejo pode investir na divulgação

de peças e acessórios que auxiliam na

personalização da moto para chegar ao

consumidor e fazer parte deste mercado.

Para Moreira, apostar em atendimento

e formação de mão-de-obra são

essenciais para o varejo conseguir

atender melhor este mercado. Além de

sempre prezar preço e qualidade em

seus estabelecimentos, que são fatores

determinantes na hora da decisão do

local de compra da peça

e manutenção.

Balanço do ano

Segundo José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo (Associação Brasileira dos

Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), apesar do aumento das

vendas no varejo, a produção manteve-se praticamente estável, com pequena elevação de 1,8%,

passando de 130.940 unidades, em setembro, para 133.311, em outubro.

Produção mensal de motocicletas no Polo Industrial de Manaus, em 2012

Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out

176.981 153.113 179.451 145.697 171.734 140.914 75.837 178.084 130.940 133.311

Comparação com ano anterior

Produção mensal de motocicletas no Polo Industrial de Manaus, em 2011

Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out

180.397 171.132 181.553 178.646 203.856 163.177 160.221 217.642 187.475 195.426

No acumulado do ano, a entidade aponta que foram produzidas 1.486.062 motocicletas contra

1.839.525 unidades do mesmo período de 2011, o que corresponde a uma queda de 19,2%. Na comparação

mensal, a produção ficou 31,8% abaixo da registrada em outubro do ano passado (195.426

motocicletas).

Vendas

As vendas no atacado permaneceram em queda, em outubro, e ficaram 13% abaixo do volume de

setembro. Diante do mesmo mês do ano passado (176.808 unidades), a redução foi de 36,5%. De

janeiro a outubro, foram comercializadas 1.396.192

motocicletas contra 1.752.922 unidades de igual

período de 2011, correspondendo a uma retração

de 20,4%.

No Brasil, 98% da produção de motocicletas ocorrem

no Polo Industrial de Manaus (PIM), localizado

na Zona Franca de Manaus (ZFM). Quanto às vendas

no varejo, os maiores volumes estão nas

regiões Nordeste (35,2%) e Sudeste (33,3%), no

acumulado de janeiro a outubro deste ano.

JOSÉ EDUARDO GONÇALVES,

DA ABRACICLO

Expectativas

Para a Abraciclo, as novas linhas de financiamento anunciadas recentemente

pelos bancos públicos podem contribuir para o crescimento

dos negócios para o fechamento do ano. A entidade também

espera que outras instituições financeiras ofereçam ofertas de

crédito e planos de financiamento adequados aos rumos da

economia brasileira.

Desta forma, atenderão às necessidades dos consumidores de motocicletas

e proporcionarão uma maior movimentação do mercado. Com

isso, a entidade acredita que as instituições financeiras estarão aptas

a colaborar de fato para a retomada dos negócios com motocicletas

em 2013.


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10 DUAS RODAS Dezembro de 2012 | Edição 75

ABRACICLO PROJETA RECUPERAÇÃO DO

SEGMENTO DE MOTOCICLETAS PARA 2013

Após um ano de dificuldades para

o segmento de motocicletas e fechamento

com saldo negativo, a ABRACI-

CLO (Associação Brasileira dos

Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas

e Similares) projeta um ligeiro avanço para 2013. A entidade estima

um aumento de 3,7% na produção e 2,4% nas vendas no atacado,

no total do próximo ano. A perspectiva é de um ano

melhor para o segmento. As linhas de crédito oferecidas pelos

bancos públicos também ajudaram a estabilizar o mercado.

SALÃO DUAS RODAS 2013

Seja pelo prazer de cruzar estradas

sem as limitações de se estar dentro de

um carro, escapar dos engarrafamentos

ou como veículo de trabalho, as motocicletas

tornaram-se rapidamente símbolo

de liberdade e jovialidade, e conquistaram espaço cativo nas garagens

e ruas do mundo todo. Os fãs dos veículos de duas rodas se

encontrarão novamente em 2013, no 12º Salão Duas Rodas, evento

de abrangência internacional, promovido pela Reed Exhibitions

Alcantara Machado, de 8 a 13 de outubro, na capital paulista. Com

exposição, apresentações radicais e muitas opções de entretenimento,

o Salão espera receber um público estimado em

260 mil pessoas.

PRODUÇÃO DE MOTOS DEVE CAIR 15% EM 2012

A indústria fabricante de motocicletas está voltando em termos de produção e emplacamentos ao patamar de há seis anos. Tanto

produção quanto emplacamentos deverão diminuir em 2012, uma vez que os compradores continuam sofrendo dificuldades na

aprovação de crédito. Recentemente, o governo federal lançou medidas para estimular o crédito para o setor por meio da Caixa

Econômica Federal/PanAmericano. O apoio começou a ter reflexos positivos a partir de outubro de 2012 e deve continuar nos próximos

meses, mas não será suficiente para zerar a perda registrada durante o exercício.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

KAWASAKI FECHA PARCERIA COM

AVENTUR MOTO-TURISMO

Dando continuidade

à ação inovadora

da Kawasaki

Motores do Brasil, de

apoiar e incentivar

projetos de mototurismo pelo país, a marca

apresenta sua nova parceira, a Aventur Moto-

Turismo. Sob o comando dos experientes motociclistas

José Massahico Koizumi e Celso Renato

Alexandre da Silva, conhecidos por seus respectivos

apelidos, Avê e Celsinho, os destinos colocados

para escolha dos aventureiros incluem o

Jalapão e o Pantanal. A Aventur oferece comodidade

e estrutura completa em seus tours, que

também contam com mais de 30 veículos na

frota, entre as motocicletas Kawasaki KLX 450R

e o modelo Versys 650, além de carros para

apoio e resgate.

HARLEY-DAVIDSON LANÇA

SUA LINHA 2013 COM

DESTAQUE ESPECIAL À EDIÇÃO

COMEMORATIVA DE 110

ANOS DA MARCA

A Harley-Davidson do Brasil apresenta

seus lançamentos para o mercado

nacional com destaque para os

quatro modelos da edição especial e

limitada em celebração aos 110 anos.

O novo conceito de cores Hard Candy

CustomTM e duas variações do

modelo Sportster® 1200 Custom completam

as novidades apresentadas no

País para 2013. Para celebrar os 110

anos da marca, vai produzir uma série

limitada de modelos, dos quais quatro

serão comercializados no Brasil:

Dyna® Super Glide® Custom 110th

Anniversary Edition, Fat Boy® Special

110th Anniversary Edition, Heritage

Softail® Classic 110th Anniversary

Edition e Electra Glide® Ultra Limited

110th Anniversary Edition.

MERCADO DE MOTOPEÇAS ALIA

SEGURANÇA E BELEZA PARA

CONQUISTAR PÚBLICO FEMININO

Antes um mercado predominantemente

masculino, o segmento

vem conquistando uma parcela

considerável de mulheres. O

Departamento Nacional de

Trânsito, por exemplo, registrou

nos últimos três anos um crescimento

de 44% na quantidade de

carteiras de habilitação do tipo A

para o público feminino. Segundo

Orlando Cesar Leone, presidente da

Anfamoto no Brasil, o que preocupa

é que muitas motociclistas abusam

quando ao assunto é segurança.

Pensando nisso, as empresas

têm oferecido capacetes, jaquetas,

luvas, botas e calças com desenhos

e cortes para moldar o corpo das

motociclistas para este público.


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12 COMPARATIVO

Dezembro de 2012 | Edição 75

Por: Edison Ragassi

FOTOS: ESTÚDIO PRÁNA/ JOSÉ NASCIMENTO

Produzido em São José dos

Pinhais, a Renault lançou em

outubro de 2011 o Duster. É

um SUV (veículo utilitário esportivo)

mundial da fabricante francesa, que

tem como característica ser mais

alto que outros veículos e tem

visual robusto.

A versão de entrada utiliza câmbio

manual de cinco marchas e propulsor

1.6 16V Hi-Flex. Ao usar gasolina,

ele desenvolve 110 cv de potência

e 15,1 kgfm de torque máximo.

Com etanol entrega 115 cv e 15,5

kgfm. A potência está disponível

a 5.750 rpm e o torque a

3.750 rpm, isso com qualquer um

dos combustíveis.

Desde 2002, a Ford tem muito

TRASEIRA

sucesso neste segmento comercializando

o EcoSport, que agora chega

na segunda geração. O Novo

EcoSport é construído na arquitetura

do New Fiesta e passou a ser um veículo

global da fabricante fabricado

em Camaçari (BA). No modelo de

entrada é equipado com transmissão

manual de cinco velocidades e

motor Sigma 1.6 Flex, ele entrega

potência de 110 cv (G)/115 cv (E)

e torque de 15.7 kgfm (G)/

15,9 kgfm (E).

E a Fiat também tem seu representante

para agradar consumidores

que gostam de veículos mais altos,

no caso o Idea feito em Betim (MG).

Ele foi lançado no Brasil em 2005,

sua carroceria é monovolume. Em

NO DUSTER O VISUAL PRIVILEGIA A ROBUSTEZ, O NOVO ECOSPORT UTILIZA VINCOS E LANTERNAS

QUE INVADEM A TAMPA, ENQUANTO QUE O IDEA TEM LANTERNAS LED DE SÉRIE

2010 chegou a segunda geração do

modelo, onde a fabricante, além do

visual também incluiu no mix de produtos

a versão com transmissão

manual ou automatizada Dualogic e

motor E.torQ 1.6 16V 115 cv (G) /

117 cv (E) com torque de 16,2 kgfm

(G) / 16,8 kgfm (E) a 4.500 rpm, até

então era oferecido com motores

1.4L e 1.8L.

O comprimento do Duster é de

4.315 mm, com largura de 1.822

mm, uma distância entre-eixos de

2.673 mm e altura de 1.690 mm. O

porta-malas tem capacidade volumétrica

de 475 litros, com os encostos

na posição normal.

De comprimento o Novo EcoSport

tem 4.241mm, para uma distância

entre eixos de 2.521mm, a largura

do veículo é de 2.057 mm, a altura

em ordem de marcha é de 1.696

mm. No porta-malas a capacidade

volumétrica é de 362 litros, sem

rebater os bancos.

Enquanto que o Idea mede de

comprimento 3.955 mm, sua largura

é de 1.698 mm, com distância entre

eixos de 2.511 mm, a altura corresponde

a 1.701 mm. No compartimento

de bagagens recebe 380 litros

com os bancos traseiros sem rebater.

O SUV da Renault tem a sus-

MOTOR

EM COMUM ELES UTILIZAM MOTORES 1.6L 16

VÁLVULAS, ABASTECIDO COM ETANOL, O DO

DUSTER ENTREGA POTÊNCIA DE 115 CV E TOR-

QUE DE 15,5 KGFM, NO NOVO ECOSPORT O

PROPULSOR SIGMA OFERECE 115 CV/ TOR-

QUE DE 15,9 KGFM E O E.TORQ DO IDEA TEM

117 CV, O TORQUE É DE 16,8 KGFM


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14 COMPARATIVO Dezembro de 2012 | Edição 75

AMORTECEDOR E MOLA TRASEIRA

pensão dianteira do tipo McPherson,

com triângulos inferiores, amortecedores

hidráulicos telescópicos com

molas helicoidais, montada em um

sub-chassi. A traseira é semi-independente

com barra estabilizadora,

molas helicoidais e amortecedores

hidráulicos telescópicos verticais.

O Novo EcoSport usa suspensão

dianteira independente, tipo

McPherson, braços inferiores e barra

estabilizadora. Os amortecedores

são hidráulicos pressurizados com

batente de suspensão em Celasto, as

molas têm compensação de carga

lateral. Na traseira é semi-independente

com eixo estabilizante Twistbeam,

os mesmos tipos de amortecedores

e batentes da dianteira e

molas helicoidais.

No Idea o sistema dianteiro também

é McPherson com rodas independentes,

braços oscilantes inferiores

transversais e barra estabilizadora,

os amortecedores são hidráulicos,

telescópicos de duplo efeito

com molas helicoidais. E a suspensão

traseira usa rodas semi-independentes,

travessa de torção de seção

aberta e amortecedores hidráulicos,

telescópicos de duplo efeito.

Os freios do Duster têm dois circuitos

em X, de acionamento hidráulico,

com discos ventilados de 269

mm de diâmetro na dianteira e tambores

traseiros de 229 mm.

No EcoSport a Ford utiliza discos

ventilados na dianteira e tambor

auto-ajustável na traseira, cilindro

mestre servo-assistido, reservatório

de óleo e tubulação de aço formando

circuitos independentes diagonalmente

opostos.

O Idea tem discos ventilados com

diâmetro de 257 mm e pinças flutuantes,

os traseiros usam tambor

com 228 mm), sapatas autocentrantes

e regulagem automática de jogo.

De série o Renault Duster com

motor 1.6L traz: Direção hidráulica,

ar-condicionado e vidros elétricos

dianteiros, travas elétricas nas portas

e no porta-malas com comando a

distância por radiofreqüência, volante

com regulagem em altura, Sistema

LATERAL

O MODELO DA RENAULT TEM MOLAS HELICOIDAIS,

AMORTECEDORES HIDRÁULICOS TELESCÓPICOS VER-

TICAIS, NO ECOSPORT OS AMORTECEDORES SÃO

HIDRÁULICOS PRESSURIZADOS COM BATENTE DE

SUSPENSÃO EM CELASTO E AS MOLAS TÊM

COMPENSAÇÃO DE CARGA LATERAL, NO IDEA ELES

SÃO HIDRÁULICOS, TELESCÓPICOS DE DUPLO EFEITO

CAR (travamento automático a 6

km/h), trava para crianças nas portas

traseiras, pré-disposição para som,

as rodas são de ferro 16” e os pneus

215/65R16. Seu preço sugerido para

venda é de R$ 48.300. Com o mesmo

propulsor é comercializado na opção

Expression, ela traz além dos itens

da versão de entrada, vidros elétricos

traseiros, banco do motorista

com regulagem em altura, air bag

duplo (motorista e passageiro) e

alarme perimétrico, neste caso o

preço é de R$ 50.450. E o Dynamique

custa R$ 54.200, vem com:

Parachoque traseiro na cor da carroceria,

painéis das portas com inserto

em tecido, maçanetas externas na

cor da carroceria e internas na cor

black piano, barras de teto longitudinais

cromadas, computador de

bordo, retrovisores externos com

regulagem elétrica, freios ABS, faróis

de neblina, rádio CD MP3, 4 alto

falantes (“3D Sound by ARKAMYS”)

com conexão USB/iPod e entrada

auxiliar, bluetooth e comando satélite

na coluna de direção e rodas de

alumínio aro 16” com pneus

215/65R16.

A versão S do Novo EcoSport vem

com direção elétrica, faróis com

LEDs, ar-condicionado, vidros dianteiros,

travas e espelhos elétricos,

freios ABS, air bag duplo e sistema

multimídia SYNC, rodas de aço

estampado 6x15, pneus 205/65 R15,

o preço sugerido é de R$ 53.490. Na

opção SE acrescentaram vidros elétricos

traseiros, faróis de neblina,

rack de teto e rodas estilizadas, por

R$56.490. Também há a opção

FreeStyle com itens de visual diferenciado,

rodas de liga leve de 16

polegadas, pneus 205/60 R16, computador

de bordo, sensor de estacionamento,

vidros elétricos com acionamento

a um toque e sensor antiesmagamento,

fechamento global,

assistente de partida em rampa, controle

eletrônico de estabilidade e

controle de tração, ao preço de

R$59.990. Ao incluir air bags laterais

e de cortina e bancos de couro, sai

por R$ 63.690.

O Fiat Idea versão Essence com

motor 1.6L 16V tem preço sugerido

de R$ 45.140 (câmbio manual) é

equipado com: Direção hidráulica,

vidros elétricos dianteiros, travas

elétricas, computador de bordo,

volante e banco do motorista com

ÁREA ENVIDRAÇADA GRANDE, VINCOS NA REGIÃO DAS MAÇANETAS SÃO COMUNS NOS TRÊS CARROS, OS PORTA-BAGAGENS NO TETO IMPRIMEM UM

VISUAL ESPORTIVO AOS CARROS


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16 COMPARATIVO Dezembro de 2012 | Edição 75

FILTRO DE COMBUSTÍVEL

regulagem de altura, Follow me

home, três encostos de cabeça no

banco traseiro, banco traseiro bipartido,

comando elétrico de abertura

do porta-malas, console no teto, lanternas

traseiras com iluminação a

LED, retrovisores externos com luzes

indicadoras de direção, spoiler, luzes

de leitura dianteira e traseira e

chave canivete com telecomando,

rodas de aço 6,0JX15” e pneus195/60

R15. Ao adicionar ar-condicionado,

faróis de neblina e rodas em ligaleve

vai a R$44.821 e o Dualogic sai

por R$ 47.130.

E para aqueles que exigem o

visual aventureiro a Fiat tem a

versão Adventure, mas esta é equipada

com motor 1.8L 16V e seu

preço inicial é de R$ 51.040 (câmbio

manual)/ R$52.980 (Dualogic).

CUSTOS DE PEÇAS E SERVIÇOS

NOS TRÊS MODELOS O ELEMENTO FILTRAN-

TE DE COMBUSTÍVEL ESTÁ LOCALIZADO

PRÓXIMO AO TANQUE, NOTE QUE O DO

IDEA, TERCEIRO DE CIMA PARA BAIXO, TEM

UMA PROTEÇÃO

Renault Duster 1.6 16V Hi-Flex

Serviço

Amortecedor dianteiro:

Amortecedor traseiro:

R$ 474,00- par

R$ 451,00- par

Jogo de pastilhas dianteiras: R$ 195,00

Troca de óleo e filtro: R$ 240,00

Filtro do ar: R$ 56,00

Filtro combustível: R$ 71,00

Filtro anti-pólen: R$ 46,00

*Inclui peças e serviços com garantia de um ano

Novo EcoSport 1.6L

Serviço

Amortecedores dianteiros: R$ 225,00-cada R$130,00-par

Amortecedores traseiros: R$ 180,00-cada R$ 65,00-par

Discos de freios dianteiros: R$ 165,00-cada R$65,00-par

Jogo de pastilhas dianteiras: R$ 199,30 R$ 65,00

Lonas traseiras: R$ 79,80 R$ 130,00

Óleo/ litro: R$ 32,93 -

Filtro de óleo: R$ 20,40 -

Filtro de ar: R$ 62,20 -

Filtro de combustível: R$ 38,30 -

Filtro anti-pólen: R$ 35,00 -

Velas: R$ 17,50- cada R$ 65,00

Obs: Na primeira revisão os itens: filtro de óleo, filtro de

combustível e também a troca de óleo R$ 192,00. Na

segunda revisão filtro de óleo, filtro de combustível, filtro de ar e a

troca de óleo R$ 252,00. O filtro anti-pólen é substituído juntamente

com a higienização do ar, total

R$ 160,00

Colaboraram: Ford Motor Company, Renault do Brasil, Fiat Automóveis,

Concessionária Fiat Itavema- Moema e Concessionária Ford Navesa- Nações Unidas

Idea 1.6L Duallogic

Serviço

Amortecedores dianteiros: R$ 273,43- cada R$ 170,10

cada lado

Amortecedores traseiros: R$ 171,33 - cada R$ 122,85

cada lado

Discos de freios dianteiros: R$ 204,23 - cada R$ 94,50

cada lado

Jogo de pastilhas dianteiras: R$ 292,31 R$ 94,50

troca do jogo

Lonas traseiras: R$ 242,02 - jogo R$ 179,55

Óleo/ litro: R$ 36,00- total 5 litros R$ 75,60

Filtro de óleo: R$ 31,30 R$ 47,25

Filtro de ar: R$ 43,42 R$ 56,70

Filtro de combustível: R$ 14,63 R$ 37,80

Filtro anti-pólen: R$ 105,78 R$ 47,25

Velas: R$ 83,56- jogo R$ 47,25


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18 CAPA Dezembro de 2012 | Edição 75

Desejos e anseios

do varejo

E também as oportunidades que fazem deste um dos

segmentos mais dinâmicos do aftermarket, justamente

por estar na ponta junto ao reparador e consumidor

final. Um privilégio...

Por: Karin Fuchs

Mais um ano termina e no

varejo de autopeças os

desejos permanecem os

mesmos de tempos atrás, como maior

acesso a informações referentes a

novos produtos, marcas e catálogos

técnicos, como também uma tributação

mais justa que não onere tanto

o setor. Mas como todo bom brasileiro,

quem está por trás do balcão sabe

se adaptar e enfrentar a realidade

imposta no dia-a-dia, mesmo que

questione as razões.

E uma delas se refere exatamente

à tributação. Segundo José Dionísio

Gobbi, empresário capixaba do grupo

Motocap, a primeira coisa que deve

ser melhorada é a Margem de Valor

Agregado (MVA). “Hoje, ela está

muito acima das margens aplicadas e

acabamos por pagar mais impostos do

que deveríamos, pois a rentabilidade

não oscila como está explícita nessa

regulamentação”, comenta.

Na ponta do lápis, ele explica que

chega ao ponto de pagar 40% a mais do

valor do produto unitário.

“Considerando 15% do IPI, mais o frete

quando o produto é adquirido em outro

Estado e mais a substituição tributária,

FOTOS: DIVULGAÇÃO

JOSÉ DIONÍSIO GOBBI, DO GRUPO MOTOCAP,

DE COLATINA (ES)

a qual pagamos os custos cumulativos e

não individualizados. Para exemplificar,

se um item custa R$ 100 e R$ 15 é o

valor do IPI, a substituição tributária é

calculada com base no valor total de

R$ 155. Isso onera e se torna um efeito

cascata para nós que trabalhamos na

formalidade”, avalia.

Aliás, diz ele: “se eu não pagasse

os impostos, eu ganharia mais com

isso do que com o meu próprio negócio.

Todas as entidades do setor (lojista,

atacadista, distribuidor e indústria)

deveriam se unir em um único movimento

para mostrar ao governo que

se a alíquota diminuísse todos ficariam

mais estimulados para recolher

mais impostos. Ganhar menos não

significa menos receita”, defende.

Ainda em relação à substituição

tributária, Gobbi valida que ela não

faz sentido. “Como o próprio nome

diz, ICMS é o imposto sobre circulação

de mercadoria. Quer dizer que, sem

circular a mercadoria, nós pagamos

antecipado o imposto, o que está provocando

uma redução dos estoques.

Isso não existe em nenhum país

desenvolvido”, compara.

Plínio da Silva de Castro, proprietário

da Auto Peças Castro, em São

Paulo (SP), acrescenta, analisando que

quando se compra da fábrica geralmente

estão estipulados o IPI e a

substituição tributária. “Mas não

sabemos quais foram os impostos

pagos antes. E, quando adquirimos

produtos dos distribuidores, sabemos

menos ainda. É uma ‘caixa preta’ essa

questão de impostos no mercado

automotivo, que complica mais quando

os itens são importados, já que

têm países isentos de alíquota de

importação e outros não. Esclarecer

essa caixa preta é mais do que necessário”,

defende.

Uma incógnita que também é difícil

de compreender, de acordo com o

empresário mineiro, Dener Miranda

de Araújo, da autopeças Paraíba.

“Essa questão de tributação é bastante

confusa. Às vezes sabemos que um

imposto irá aumentar, mas não temos

o esclarecimento sobre o motivo. Nós

precisamos ter mais acesso às informações”,

sintetiza.

IMPOSTOS DISCRIMINADOS

Em 10 de dezembro deste ano, foi

publicado no Diário Oficial da União a Lei

12.741/12 que determina a obrigatoriedade

de discriminar na nota fiscal

sete impostos pagos pelo consumidor

no preço de produtos e serviços. São

eles, o Imposto sobre Operações

Financeiras (IOF), Imposto sobre

Produtos Industrializados (IPI),

PIS/Pasep, Cofins, Contribuições de

Intervenção no Domínio Econômico

(Cide), Imposto sobre Circulação de

Mercadorias e Serviços (ICMS) e

Imposto sobre Serviços (ISS).

Além disso, a lei, prevista para

entrar em vigor em junho de 2013,

PLÍNIO DA SILVA DE CASTRO, DA AUTO PEÇAS CASTRO,

DE SÃO PAULO (SP)

também determina que se o produto

adquirido for produzido com matériaprima

importada que represente mais

de 20% do preço de venda, os valores

referentes ao Imposto de Importação,

ao PIS/Pasep e Cofins incidentes

sobre a matéria-prima deverão

ser detalhados.

Para Gobbi, da Motocap, provavelmente

esta é mais uma lei que não vai

vingar. “A intenção é boa, mas não há

condições de ser aplicada. É o mesmo

quando se tornou lei a obrigatoriedade

do kit de primeiros socorros, todo

mundo correu para comprar e a lei

não vingou. Aliás, eu ainda tenho uns

2.500 kits em estoque que não sei o

que fazer, pois a qualidade do produto

é tão baixa que dá vergonha de

doar”, afirma.

Segundo ele, a lei não deve vingar

porque não há nem tempo hábil de

adaptar o sistema, “o lojista pode até

querer atender a legislação, mas as

empresas de software não conseguirão

atender todos no País pelo

prazo curto estipulado. Fora a complexidade

de impostos pagos, somados

às diferentes tributações quando produtos

são adquiridos de outros esta-

JOÃO GOMES DA SILVA NETO, DA CARECA

AUTOPEÇAS, DE SÃO PAULO (SP)


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20 CAPA Dezembro de 2012 | Edição 75

BALCÃO MINEIRO,

DA AUTO PEÇAS PARAÍBA

dos e até de outros países”, comenta.

Uma complexidade que João

Gomes da Silva Neto, proprietário da

Careca Autopeças, de São Paulo (SP),

avalia como mais um custo para o

varejo. “Nós já tivemos que fazer a

classificação fiscal de todos os produtos

para finalidade de PIS e Cofins, as

informações chegam distorcidas para

nós e se errarmos somos penalizados e

o mesmo acontecerá com as informações

referentes a esses impostos.

Assim, teremos uma situação bastante

complicada para administrar. Fora isso,

há diferenças do percentual que é tributado,

do que é substituição tributária

e do imposto de mercadorias de

outros estados. Como classificar todos

os produtos e jogar no sistema para

emissão da nota fiscal?”, questiona.

Para Araújo, da autopeças Paraíba,

a nova lei também é um dificultador.

“É muita coisa para nós resolvermos e

o governo só olha para o lado dele.

Claro que é bom o consumidor saber o

que está pagando, mas isso não pode

ser um peso para nós”, defende.

E para Castro, da Auto Peças

Castro, não há dúvida do problemão

que será gerado. “Vamos ter um grande

trabalho para entender todos esses

JOÃO PELEGRINI, DA CASA DO CHEVROLET, DE

UBERLÂNDIA (MG)

ALEXANDRE XAVIER, DO INSTITUTO

DA QUALIDADE AUTOMOTIVA

impostos (diferenças de alíquotas a

partir da origem do produto), cadastrar

e mudar as especificações na nota

fiscal. A lei foi sancionada e ninguém

sabe direito como será”, comenta.

PEÇAS CERTIFICADAS: O QUE MUDA

PARA O MERCADO?

A partir de janeiro do próximo ano,

de acordo com a portaria 301, todas

as autopeças para o mercado de reposição

serão obrigadas a ter a

Certificação e o Selo de Qualidade do

Inmetro. Especificamente peças para

motores como pistões, pinos e anéis,

bronzinas, anéis de trava, além de

amortecedores, lâmpadas e outros

itens têm como prazo o dia 21

de janeiro.

Alexandre Xavier, gerente de

Negócios e Marketing do IQA, esclarece

que a certificação de produtos no

setor automotivo não começou com a

portaria 301, mas que desde 2009 o

Inmetro vem publicando portarias,

tanto para componentes automotivos

como para suplementos rodoviários,

com relativa frequência. “Já temos

diversos prazos que já expiraram e a

certificação está plenamente estabelecida”,

informa.

E, indo mais longe, Xavier conta

que desde o início dos anos de 1990 já

havia com o governo um plano para a

certificação compulsória de todos os

componentes automotivos relacionados

à segurança. “Em pouca proporção,

há produtos que já têm certificação

desde esta época, como é o

caso de pneus novos, há mais de uma

década”, cita.

Especificamente para atender a

portaria 301, Xavier informa que o IQA

está no estágio de sensibilização de

algumas empresas. “Ainda há as que

contestam e têm dúvidas em relação à

certificação, que acham que a lei não

vai pegar e deixa tudo para a última

hora. Temos feito um forte trabalho de

sensibilização. É um processo de aculturamento.

Aliás, nenhuma empresa

que trabalha direito e tem um produto

de qualidade tem que se preocupar

com essa certificação”, avalia.

E também não há como generalizar,

curiosamente, Xavier conta que

havia empresas que estavam mais

próximas da certificação e que demoraram

mais tempo do que algumas

que não estavam preparadas. “Isso

porque mesmo as que têm foco na

qualidade às vezes precisam fazer

algum ajuste e isso vai muito da

cabeça da liderança agilizar ou não

este processo”.

Fato é que a lei está aí e ela é benéfica

para todos, principalmente na

questão da segurança e do consumidor

estar protegido em adquirir um

componente com qualidade. “E entendemos

que a divulgação deveria ser

mais ampla e mais específica e orientativa

para que o consumidor entenda

a importância da certificação”, pontua.

Importância que, de acordo com o

empresário mineiro, João Pelegrini, da

Casa do Chevrolet, é benéfica para

todos. “Quando um produto tem certificado,

toda a cadeia do setor ganha

com isso e, logicamente, o consumidor

também, pois se cria um círculo

virtuoso de qualidade e satisfação. O

cliente final terá mais segurança na

hora que comprar o seu carro e vai ter

certeza que o motor do seu veículo

passou por uma certificação, ou seja,

que passou pelo controle de qualidade

que exige normas e procedimentos

rigorosos”, afirma.

Além disso, Pelegrini avalia que o

consumidor tem que saber da certificação.

“Um diferencial desta envergadura

tem de ser conhecido por toda a

cadeia automotiva e, principalmente,

pelo consumidor final. Este diferencial

proporciona uma bela argumentação

de venda e um ganho substancial para

o consumidor”.

E ele já adianta que na sua loja a

informação será disseminada. “Lógico

que sim. Quem não quer ter algo a

MERCADÃO DO ÓLEO,

DE RECIFE (PE)

mais para oferecer aos seus clientes?

Hoje, o volume de novidades é muito

grande e quando você se depara com

algo que realmente faz a diferença

nós temos que divulgar aos quatro

ventos, para alavancar venda e ao

mesmo tempo aumentar a nossa credibilidade

no mercado”, conclui.

Gomes, da Careca Autopeças, também

vê benefícios na certificação, mas

pondera. “A certificação vai melhorar

muito a qualidade do produto.

Algumas fábricas já estão preparadas

para isso, mas muitas outras terão que

se adequar. E ninguém fará isso sem

embutir no preço. Há um custo que

provavelmente será repassado no produto

e ao consumidor final”, prevê.

Um custo que, segundo ele, é mais

um peso para o aftermarket e principalmente

para o varejo. “Sobrará para

nós, um aumento de preço somado à

mudança de carga tributária que tivemos

nesse ano e um mercado menos

aquecido. Enquanto que a indústria

automobilística está numa situação

mais privilegiada, com a redução do

IPI, nós estamos no caminho inverso e

pode ser que cheguemos ao ponto de

que não valerá a pena consertar o

carro, como já acontece com TV e com

som, produtos que o consumidor descarta

e compra um novo”, compara.

YOKOTA AUTO PEÇAS,

DE SÃO PAULO (SP)


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22 CAPA Dezembro de 2012 | Edição 75

AUTO PEÇAS BAURU, DA CIDADE

DE BAURU (SP)

Para Gomes, falta mais sensibilidade

do governo em olhar para o setor

como um todo. “Ele só beneficia a

indústria automobilística e nem as

indústrias que fabricam para a as

montadoras estão sendo beneficiadas,

pois a redução do IPI é só na venda

final do veículo. O governo está

minando muito a indústria como um

todo”, alerta.

E COMO FICA O ACESSO

ÀS NOVIDADES...

Cada vez mais raros, os catálogos

impressos ainda são objetos de desejo

do varejista que, cada vez mais, tem

que buscar na internet informações

não apenas técnicas, mas também em

relação a novos produtos e marcas.

“Sentimos falta de catálogo

impresso. É uma raridade conseguirmos

e dá um trabalho... acho que há

um problema entre a fábrica e o distribuidor

para repassar para nós”,

comenta Marcos Diego de Melo, proprietário

do Mercadão do Óleo, localizado

em Recife (PE).

Para driblar a carência, o jeito é

recorrer à internet. “Normalmente, a

gente utiliza a internet e percebemos

que os fabricantes estão tendo uma

PAULO ABELHA, DA AUTO PEÇAS IKEHARA,

DE SÃO PAULO (SP)

grande preocupação em disponibilizar

as informações em seus portais e isso

melhorou muito de uns anos para cá.

Porém, somos nós que temos que

buscar a informação e até entendo

que há uma dificuldade de todos em

divulgar para nós, devido à grande

quantidade de itens, novas marcas e

modelos de veículos”, diz Melo.

Já Celso Endo, gerente da autopeças

Yokota, de São Paulo (SP), conta

ainda que muitas das novidades chegam

ao balcão por intermédio do

cliente. “Acontece muito do cliente

procurar determinado item e o colocarmos

em linha. Fazemos isso de

acordo com a demanda, pois se formos

nos basear no distribuidor, haja

investimento e estoque para suportar

o volume de produtos que há hoje

no mercado”.

Volume que nenhuma autopeças é

capaz de suportar e nem de estar sempre

atualizada. “Inclusive, como temos

muitos mecânicos parceiros, às vezes

recorremos a eles para esclarecer

alguma dúvida no balcão, no momento

de atender um cliente, e também utilizamos

bastante a internet, as montadoras

nos fornecem catálogos eletrônicos,

e os principais fabricantes nos

avisam sobre lançamentos. Mas não

há como todos nos passarem informações

e a internet é uma ótima

opção nesse sentido”, conclui.

FALTA RESPALDO AO VAREJO

Na avaliação do empresário Gilson

Ricio, proprietário da Autopeças

Bauru, localizada em Bauru (SP), também

é raridade treinamentos e cursos

de distribuidores e fabricantes. “Antes

tínhamos esse respaldo, mas esse

tempo ficou para trás. Além disso, às

vezes nem o distribuidor sabe que um

determinado fabricante produz a peça

que você precisa, por essa informação

não chegar a ele. Pesquisamos pela

internet ou a própria demanda do

cliente nos faz ir atrás da informação”,

explica.

Ricio conta que cada vez mais o

site dos fabricantes está melhor.

“Hoje, a maioria tem catálogo eletrônico

que é bem simples de baixar. Mas

se cada fabricante fizesse palestras

sobre novidades e tendências, nos

ajudaria muito e teríamos outra visão

de mercado. O nosso ramo é muito

carente nesse sentido” sugere.

Paulo Abelha, comprador da autopeças

Ikehara, São Paulo (SP), também

compartilha da mesma opinião.

“A fábrica repassa muitas informações

aos distribuidores que nem sempre

chegam para nós. Todas as fábricas

deveriam ter catálogos eletrônicos,

assim conseguiríamos cadastrar novos

produtos e marcas. O da Syl, por

exemplo, é um espetáculo. Além dos

lançamentos eles também informam

quais produtos já estão em projeto e

quando serão lançados. Isso facilita

muito o nosso trabalho”, exemplifica.

A falta de informação, diz Abelha,

resulta em perda de venda. “Perdemos

muitas vendas para carros novos, pois

não conseguimos acompanhar todos

os lançamentos. Não há como o comprador

ficar ligando para o 0800 de

todos os fabricantes para se informar.

E também acontece do próprio distribuidor

desconhecer que uma fábrica

já produz determinada peça”.

Como sugestão, Abelha afirma que

essa situação melhoraria muito se

houvesse uma ligação entre as fábricas

e as autopeças pelo catálogo

eletrônico. “Para um comprador ajudaria

muito. Já tem várias fábricas que

já fazem isso, que nem de grande

porte são. Não queremos saber de

preço, queremos os lançamentos para

cadastrar, para nos atualizarmos”,

finaliza.

NOVOS NEGÓCIOS

Na busca de melhor rentabilidade,

muitas autopeças têm oferecido um

algo a mais para seus clientes, como,

por exemplo, com a linha de acessórios.

A Jocar foi além e apostou fortemente

no comércio eletrônico.

“Teremos novidades em 2013 e o que

eu posso adiantar é que vamos continuar

investindo nas lojas físicas e no e-

commerce. Cada vez mais vamos integrar

os dois canais”, antecipa Moisés

Sirvente, diretor Executivo da Jocar.

No próximo ano, ele conta que o

foco é investir na melhoria do atendimento

e dos processos internos. “E a

nossa meta é crescer 15% nas lojas

físicas e 50% no comércio eletrônico.

MOISÉS SIRVENTE, DA JOCAR,

DE SÃO PAULO (SP)

Nós temos que estar sempre atentos

às necessidades dos nossos clientes.

Quem descobre alguma forma de

atender uma necessidade que ainda

não é atendida ou ainda não é atendida

bem por ninguém, acaba inovando

e se dando bem”, orienta.

Para isso, o segredo, diz ele, “é

observar o mercado e ouvir as pessoas

(clientes e não clientes). Não contratamos

pesquisas por causa do

preço, mas acho que elas são importantes”,

conclui.

Especificamente no comércio

eletrônico, a Jocar está certeira. Esse

um dos canais que mais cresce no

País, tanto que no ano de 2011 as vendas

pela internet totalizaram R$ 18,7

milhões, um crescimento de 26% em

relação ao ano anterior. E, neste ano,

até o final do primeiro semestre

foram R$ 10,2 bilhões em vendas e a

previsão da e-bit, empresa especializa

em informações sobre e-commerce, é

finalizar o ano com um crescimento

pouco superior a 20%, totalizando

R$ 22,5 bilhões.

A confiabilidade do consumidor

tem sido um dos principais impulsionadores

de seu crescimento. Apenas

no ano de 2011, foram cerca de 32

milhões de consumidores que fizerem

negócios nos sites de comércio eletrônico,

também de acordo com dados

do e-bit. Em 2010 eram 23 milhões e,

apenas no primeiro semestre deste

ano, conforme levantamento da

Câmara Brasileira de Comércio

Eletrônico, as compras on-line conquistaram

mais de 5,5 milhões

de brasileiros.

Um potencial mercado a ser pensado

para quem atua no varejo

de autopeças.


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24 DISTRIBUIDOR Dezembro de 2012 | Edição 75

CBA Automotiva anuncia

projetos para 2013

Expansão dos negócios e ampliação de linhas estão

entre seus principais objetivos

Por: Redação

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Com 21 anos de atuação no setor, a

CBA Automotiva é uma das principais

distribuidoras do país. Tem

como visão buscar ser uma das maiores

e melhores distribuidoras automotivas

e como missão se tornar referência em

distribuição de autopeças, de forma a

oferecer produtos de qualidade e

excelência no atendimento.

RELACIONAMENTO COM

O MERCADO

De acordo com Marcelo M. Sidoti,

diretor Comercial, a CBA tem como

foco principal o atendimento às grandes

frotas de transporte, seja de passageiros

ou de carga em especial nas

regiões Sudeste e Sul do país. Há 3

anos vem se especializando também

no segmento de revendas tanto na

linha leve quanto na linha pesada.

“A experiência adquirida no relacionamento

técnico-comercial com os frotistas

fez com que a expansão dos

negócios se desse sempre com o compromisso

de atender tecnicamente às

exigências dos empresários das autopeças

levando novidades em lançamentos

das indústrias assim como

linhas de produtos com maior desempenho

e qualidade”.

OPERAÇÕES EM SANTO ANDRÉ

A centralização das operações de

vendas nas linhas leve e pesada obedecem

ao imperativo da redução de custos

e otimização dos meios disponíveis.

“A CBA em sua divisão pesada já possui

serviços desenvolvidos agregando rapidamente

à divisão linha leve experiência

e agilidade. Além de também permitir

um controle e devida aferição de

qualidade das operações”.

Para Marcelo, “a nova sede marca

não só uma mudança física da empresa,

mas constitui-se na parte visível de

toda uma série de mudanças e estruturações

em que viemos trabalhando fortemente.

O nosso novo ambiente de

trabalho, além de moderno, nos ajuda

no dia a dia de nossas operações logísticas”,

afirma.

MARCELO M. SIDOTI, DIRETOR COMERCIAL, E ADELCIO BELAVENUTO JUNIOR, GERENTE DE COMPRAS

EXPECTATIVAS

O ano de 2012 para a empresa

apresentou picos de altos e baixos,

que, segundo Marcelo, foram resultados

da própria CBA em seu movimento

de estruturação e mudança, que fizeram

com que a criatividade e o esforço

fossem redobrados. “Estamos fechando

2012 com certeza melhores do que

em 2011. E a partir de abril de 2013

espera-se uma melhora no mercado”.

Em janeiro de 2013, ele adianta que

a CBA lançara mais três novas linhas de

produtos no segmento leve. “E estamos

estudando para logo expandir esta

operação para as nossas demais filiais”,

completa. Dentre os principais projetos

estão a expansão das áreas de

atendimento em vendas e o desenvolvimento

de determinados segmentos

de negócio.

A CBA Automotiva conta com mais de 130

indústrias em seu portfólio de vendas nos

principais parceiros comerciais, entre elas:

NOVA ESTRUTURA DO CENTRO DE OPERAÇÕES DE VENDAS DE SANTO ANDRÉ

• Fabrini (Rassini/NHK)

• Meritor

• SKF

• Sachs

• Cinpal Rex

• TRW

• TecFil

• Petrobras

• Garrett

• Corteco

• Motopeças

• Durametal

• Fram

• Thermoid

• Goodyear

• 3M

• Urba – Brosol

• Schulz – compressores

• Fleetguard

• Elring

• Osram

• KS

• Farj


FOTOS: DIVULGAÇÃO

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26 CARREIRA Dezembro de 2012 | Edição 75

Profissão revigorada

Nos últimos anos os representantes comerciais

amargaram uma quase extinção. Felizmente,

a atividade ressurge com o merecido vigor

Por: Robson Breviglieri

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Ligação direta entre a indústria

e o distribuidor, o representante

comercial independente

tornou-se peça descartável nos últimos

anos e amargou uma quase

extinção da profissão com a obsolescência

dos serviços. Agora, a atividade

ressurge com o merecido

vigor, à altura da sua importância

para a cadeia automotiva, que voltou

a reconhecer a necessidade de

um profissional capaz de enfrentar

– lá no cliente – o excesso de oferta

e a cruel concorrência oriunda dos

produtos importados, particularmente

dos chineses. “O representante

é como um advogado da

fábrica quando coloca o produto no

distribuidor”, define João Mancini,

sócio-diretor da Revema Mancini

Representações de Vendas de

Autopeças, empresa que atua no

segmento desde 1984.

Com 45 anos de mercado,

Mancini detalha que é o representante

quem mostra ao cliente as

oportunidades que ele terá com a

introdução de determinada linha.

Para isso, o trabalho é focado

em linhas rentáveis e atuação

em grandes clientes nacionais.

“Completamos as linhas de produtos

e introduzimos itens que têm

dificuldade de penetração. Temos

network para isso”, assegura.

Mancini cuida de uma carteira de

230 clientes ativos, ao lado dos

sócios Marco Calim Lao e Gustavo

Mancini, representando comercial-

MARCO CALIM LAO, GUSTAVO E JOÃO MANCINI, DA

REVEMA MANCINI REPRESENTAÇÕES DE VENDAS DE

AUTOPEÇAS, COM BERNARDO H. TUPINAMBÁ, DA PRÁNA

E&M, (3º DA ESQ. P/ DIR.)

mente indústrias de autopeças

junto a distribuidores, atacadistas e

grandes varejistas no Estado de

São Paulo.

Para Mancini, o mercado de

reposição de certa forma foi bom

em 2012, mas quem representa a

indústria nacional de autopeças

sofreu forte concorrência pela

grande oferta de produtos importados

da China. “Em função disso, as

margens dos distribuidores baixaram

e, em alguns casos, chegou ao

extremo de faltar capital para

ampliar as linhas”, comenta. Ele

explica que o trabalho para colocação

de produtos ficou dificultado

pelo excesso de oferta com diferentes

preços. “Mas é aí que começa

o trabalho do representante”,

ensina Mancini.

Em seu entender, o renascimento

da profissão de representante

comercial acontece com a expansão

e diversificação da frota– hoje em

mais de 30 milhões de veículos –

somada à enorme capilaridade da

reposição, que cresceu, em média,

de sete mil para 35 mil itens, de

cinco anos pra cá. “A verdade é que

faltam profissionais”, afirma

Mancini. E complementa: “Simpatia

funciona, mas o representante da

indústria tem de ajudar o cliente a

vender. E o cliente já está no limite

de seu negócio, até com limite de

espaço físico para estoque. Por isso

o representante tem de despertar

confiança no cliente para ajudá-lo

a vender”.

Mancini acredita que agora a

categoria está retomando sua real

condição de representante e

mudando a postura. “O pedido é

apenas um papel, mas o trabalho

do representante é bem maior. Tem

de ter contato direto com cliente;

tem de ter cumplicidade. Na outra

ponta tem de convencer os distribuidores

a incluir suas linhas. Além

disso, não pode comprometer a

cadeia, pois a ética é para todos”,

orienta. Para ele, a obsolescência

experimentada nos últimos anos

deve-se à estagnação nas iniciativas.

“Muitas empresas de representação

ficaram no passado, apenas

tirando pedido. Hoje o mais importante

é o cuidado com o relacionamento,

apresentando ao cliente a

importância do produto oferecido

para o negócio dele. Mesmo porque

o distribuidor não pode errar. E

ainda a indústria que opta por

outro tipo de profissional tem de

avaliar se compensa porque o

custo de um profissional na

rua é alto”.

MAIS PRÓXIMO DO VAREJO

Dificuldade semelhante também

foi confirmada por Anderson

Zavarize, profissional com 15 anos

de mercado. Segundo ele, as principais

dificuldades vieram dos distribuidores,

que lá na ponta enfrentaram

uma guerra muito grande.

“Principalmente com os produtos

importados (China) e em alguns

casos competindo com concorrentes

que fazem de tudo e um pouco

mais para vender (informalidade).

No meu caso, o impacto da concorrência

é na hora, pois todas as

minhas representadas trabalham

com grandes distribuidores nacionais

e regionais que não atuam na

informalidade e nem com produtos

chineses”, cutuca Anderson.

Em sua opinião, o trabalho da

sua equipe no campo teve um papel

fundamental para os números de

2012. “Buscamos negócios para

nossos distribuidores através de

visitas, campanhas de vendas e

treinamentos, tentando ficar cada

vez mais próximos do varejo e do

aplicador”, diz Anderson. Em 15

anos de mercado ele trabalhou na

indústria e há quase dois anos está

à frente da Anyg Assessoria de

Vendas, atuando nos estados do Rio

de Janeiro e Espírito Santo.

Segundo Anderson, 2012 foi um

bom ano, com crescimento nas vendas

em todas as fábricas que representa

e oportunidades de novas

representadas que se movimentaram

no mercado buscando por

novos profissionais.

Por isso, as expectativas para o

futuro, em sua visão, são as melhores

possíveis. “Temos mercado e

equipe de vendas dos distribuidores

comprometidas com as fábricas

que representamos. Além disso,

com essa onda de venda de carros

zero km e a falta de capacidade das

concessionárias, em breve os compradores

já estarão na reposição

ANDERSON ZAVARIZE É REPRESENTANTE

COMERCIAL HÁ 15 ANOS


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28 CARREIRA Dezembro de 2012 | Edição 75

SITE DA M.OLIVAN REPRESENTAÇÕES COM INFORMAÇÕES

SOBRE AS MARCAS REPRESENTADAS

fazendo suas manutenções e

reparos”, prevê.

Por isso é importante a valorização

do profissional e, nesse caso,

Anderson é taxativo: “Basta fazer o

que tem de ser feito que é se comprometer

com as fábricas, investir

nelas, tendo uma equipe própria

bem estruturada para gerar negócios

e não despesas”. Ele acredita

que não existe mais espaço para o

representante “sanguessuga”, e

garante que é preciso olhar cada

uma como se fosse sua única representada.

“Venho de 15 anos como

funcionário de fábrica e tenho uma

visão diferente dos representantes

que estão no mercado há muito

tempo. Acredito e invisto em marketing

próprio, tenho verba separada

para ações junto aos distribuidores

e varejos, tirando um pouco do

peso das fábricas que cada vez são

mais apertadas em relação aos

preços”, explica.

Anderson comenta ainda que

hoje não é mais aceitável que o

representante tenha grande número

de representadas. “Ele perde

totalmente seu foco, acaba tendo

que vender desesperadamente para

qualquer porta aberta para obter

faturamento. Hoje represento seis

fábricas e tenho como objetivo

fechar o ano de 2013 com no máximo

oito para manter o mesmo

padrão de qualidade de atendimento

aos meus clientes, distribuidores

e representadas”.

PRESENTE NO CLIENTE

Com 31 anos de atuação no mercado

de reposição, Marcelo Olivan

é representante comercial há sete

anos à frente da M. Olivan

Representações, com atuação nos

estados de Santa Catarina e Paraná.

“Criamos oportunidades de bons

negócios para os nossos clientes.

Representamos apenas empresas

de primeira linha, idôneas, com alta

qualidade, grande potencial de vendas,

entrega assegurada e boa

lucratividade. Dessa forma, construímos

uma relação de confiança

com os distribuidores, o que é fundamental.

Eles sabem que, se estamos

indicando uma linha de produtos,

podem confiar que será mais

um ótimo negócio”, garante.

Segundo Olivan, o mercado

entrou em 2012 com as melhores

expectativas, pois vinha de uma

curva de crescimento muito forte

em 2011 e todas as previsões e até

os objetivos propostos pelas indústrias

apontavam a continuação

desse crescimento. “No entanto

esse crescimento não aconteceu e

até o final do primeiro semestre

ainda mantínhamos a expectativa

de reversão do quadro. Entramos

no segundo semestre com sinais de

melhora que vêm se mantendo”,

relata.

Para Olivan, a principal dificuldade

enfrentada nesse ano foi a

grande oferta de produtos, com

preços muito agressivos. Por isso

ele acredita que para a manutenção

da profissão o representante

comercial terá de estreitar a cada

dia o seu relacionamento.

“Teremos cada vez mais que estar

presentes nos clientes, agindo

como facilitadores das informações

e processos de compras”, conclui.

REPRESENTAÇÃO COMERCIAL: DEFINIÇÃO E CUIDADOS LEGAIS

A representação comercial é uma importante atividade de apoio às vendas das indústrias e

do comércio atacadista, devendo, entretanto ser tratada com alguns cuidados legais.

Esta atividade é regulamentada pela Lei n.º 4.886/65, alterada pela Lei

n.º 8.420/92, que além de definir o que é representação comercial, traz ainda algumas

obrigações a serem observadas pelos representantes comerciais e pelas empresas

que se utilizem dos seus serviços.

Definição de representação comercial:

De acordo com essa legislação, a representação comercial é uma modalidade de

intermediação de negócios mercantis, ou seja, os representantes comerciais têm a

função de facilitar os negócios envolvendo a venda de produtos ou mercadorias de

seus clientes, chamados de empresas representadas. Esta intermediação envolve de

um lado as empresas representadas, indústrias e/ou empresas dedicadas ao comércio

atacadista, e de outro lado seus clientes, outras empresas atacadistas ou varejistas.

Dessa forma cabe ao representante comercial fazer a ponte entre a empresa

representada e seus, de modo a aumentar o número de negócios entre elas.

Vale lembra também que a intermediação de negócios envolvendo prestação de

serviços não é considera pela lei como representação comercial, ou seja, ela se limita

apenas à intermediação de negócios mercantis.

Algumas obrigações legais:

A legislação que regulamenta a atividade dos representantes comerciais estabelece

uma série de obrigações, tanto para o representante como para as empresas representadas,

entre as quais destacamos:

1) não deve haver subordinação entre o representante comercial e a empresa representada,

devendo o representante comercial possuir autonomia para o exercício de

suas atividades. A existência de subordinação ou poder de mando da empresa

representada sobre o representante comercial pode criar entre eles vínculo empregatício,

transformando o representante comercial em empregado da empresa

representada, com todos direitos e garantias estabelecidos pela legislação

trabalhista em vigor;

2) as atividades de representação comercial podem ser prestadas tanto por pessoas

físicas (autônomos) como por pessoas jurídicas (empresa), sendo obrigatório

seu registro junto ao Conselho Regional de Representação Comercial do estado

onde elas exerçam suas atividades;

3) deverá existir contrato escrito de representação comercial entre o representante

comercial e suas empresas representadas;

4) um ponto importante a ser destacado, que muitas vezes é desconhecido pelas

empresas em geral, é que o representante comercial tem direito à indenização

especial no caso do rompimento do contrato por parte da empresa representada

sem justa causa. Esta indenização não poderá ser inferior a 1/12 (um doze avos)

do valor total de comissões recebidas pelo representante comercial durante o

tempo em que ele exerceu sua representação.

Fonte:

http://www.mundosebrae.com.br/2010/03/representacao-comercial-definicao-ecuidados-legais/


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32 FIQUE POR DENTRO Dezembro de 2012 | Edição 75

Sincopeças-RS realiza encontro de empresários

As novidades da Feira Canton Fair 2012/China, da Feira Internacional Automecânica/Argentina e do Salão

Automotivo de Paris foram apresentadas durante o encontro de empresários promovido pelo Sindicato do

Comércio Varejista de Veículos de Peças e Acessórios para Veículos do Rio Grande do Sul (Sincopeças-RS), com

o apoio da Tecnicon Sistemas Gerenciais. O evento aconteceu no dia 18 de dezembro em Porto Alegre. O diretor

do Sincopeças-RS e empresário do setor, Marco Antônio Vieira Machado, que também é especialista em

administração e em gestão financeira, falou sobre as tendências para o setor automotivo e os reflexos do mercado

internacional no Brasil.

Volkswagen do Brasil cresce mais que o

mercado nos 11 primeiros meses do ano

A Volkswagen do Brasil tem mantido um desempenho de vendas acima do

mercado nacional, com 697.535 unidades de carros de passeio e comerciais

leves comercializadas nos 11 meses do ano, 10% acima do registrado no mesmo período em 2011, enquanto

o mercado cresceu 6,3% no período. O resultado elevou a participação de mercado da marca para 21,2%

contra os 20,5% do mesmo período de 2011. O modelo mais vendido do mercado brasileiro é o Gol, líder

absoluto há praticamente 26 anos seguidos, com 265.279 unidades no período de janeiro a novembro de

2012, ampliando a sua vantagem sobre o segundo colocado.

Segunda Edição do Salão Internacional de Veículos

Antigos se consolida e cresce

O 2º Salão Internacional de Veículos Antigos (SIVA) mostrou que a capital da indústria do automóvel quer também

se tornar o centro do antigomobilismo. Este ano o evento se profissionalizou com o apoio da Federação

Brasileira de Veículos Antigos (FBVA). A maior mudança foi o aumento da variedade de modelos, além da

expansão de 250 veículos em 2011 para 280 em 2012. As mudanças acabaram atraindo um público 15%

maior do que na primeira edição e alcançou 24.588 mil visitantes, que conheceram as histórias e curiosidades

de quase 300 veículos expostos e leiloados no evento.

Primeiro veículo híbrido do mundo, Prius

completa 15 anos

O Prius, primeiro veículo híbrido do mundo, completou 15 anos de existência. Lançado

em 1997 sob o slogan “Just in time”, o modelo tornou-se rapidamente um dos ícones

do mercado automobilístico mundial tendo emplacado mais de 3,2 milhões de unidades. O sucesso do Prius foi tão

grande que a Toyota decidiu tornar os modelos híbridos um importante modelo de negócio. Atualmente a marca

mantém uma linha de 16 carros híbridos cujas vendas mundiais já alcançaram a marca de quase 5 milhões de

unidades. Até 2015, a meta é aumentar a linha de produtos para 21.

Ricardo Reimer é o novo presidente da

SAE BRASIL a partir de 1º de janeiro

O engenheiro Ricardo Reimer, presidente do Grupo Schaeffler para a América do

Sul, é o novo presidente da SAE BRASIL no biênio 2013/2014. O executivo, que

sucede Vagner Galeote à frente do Conselho Diretor da entidade, assume o cargo

em 1º de janeiro. Ricardo Reimer comenta que o Brasil é atualmente um dos principais

mercados de produção de automóveis do mundo e isso só aumenta a

responsabilidade ao comandar a SAE BRASIL. “Vamos trabalhar para crescer no

mesmo ou maior ritmo que o Brasil”, afirma o executivo.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

“Campanha Mundo Real”, da Real Moto Peças

Durante todo o ano de 2012 a Real Moto Peças contou com uma grande campanha de incentivo de vendas

em comemoração ao seu cinquentenário. A Campanha Mundo Real movimentou todo o mercado, envolvendo

fornecedores, clientes, força de vendas interna e externa, colaboradores e comunidade em geral. O principal

atrativo da campanha é o volume dos prêmios, além do estreitamento no relacionamento

empresa x cliente - ação que engloba desde a abordagem do

vendedor, acompanhamento pelo hotsite (www.campanhamundoreal.com.br)

e entrega pessoalmente do prêmio juntamente com o momento de confraternização

com os vendedores e clientes.

Novembro registra pior desempenho em vendas de

veículos importados em 2012

As empresas filiadas à Abeiva encerraram o mês de novembro com 8.137 unidades emplacadas. O número é

9,9% menor na comparação com o mês de outubro, quando a entidade registrou 9.032 unidades emplacadas.

Em relação a novembro de 2011 a queda é de 46,1%. Naquele mês, a Abeiva emplacou 15.098

unidades. Com 119.896 veículos emplacados no acumulado entre janeiro e novembro de 2012, as associadas

à Abeiva também amargam queda de 33,5%, ante o mesmo período do ano passado, quando as marcas pertencentes

à entidade emplacaram 180.215 unidades.

Mobil Super Pioneer Racing termina

sua primeira temporada na Stock Car

em 3º lugar

A Corrida do Milhão em Interlagos, que fechou a temporada 2012 da Copa

Caixa Stock Car, foi o encerramento que a categoria mereceu. Ultrapassagens fantásticas, acidentes e disputas

por posições até o final. Os pilotos da Mobil Super Pioneer Racing seguiram estratégias diferentes, conforme a

corrida se desenhava. O piloto Nonô Figueiredo protagonizou alguns dos momentos mais emocionantes da

corrida, e Atila Abreu foi um dos pilotos que fez o pit stop e classificou a prova como "com cara de decisão de

campeonato". Nonô Figueiredo, que largou em 16º, chegou a brigar pela vitória na última volta, mas parou

por falta de combustível.

micronAir lança Catálogo 2013 de filtros

originais de ar de cabine de veículos leves,

pesados e agrícolas

A micronAir anuncia o lançamento do Catálogo 2013, com todo o portfólio desta

marca que pertence ao Grupo Freudenberg, de origem alemã. A publicação está

disponível em um revendedor da micronAir. No Catálogo 2013, além de dados técnicos

de todos os modelos de filtros de ar de cabine da micronAir, os interessados encontram informações sobre a

correta troca do produto e os seus benefícios para a saúde das pessoas à medida que impede a entrada de

microrganismos no interior dos veículos.

Honeywell anuncia tecnologias em turbos

para atender ao novo programa de

eficiência energética

A Honeywell Turbo Technologies já tem à disposição das fábricas de automóveis da

região do Mercosul turbos para os motores a gasolina e flex para atender aos requisitos

estabelecidos pelo programa Inovar-Auto, que exige maior eficiência energética

dos veículos. José Rubens Vicari, diretor-geral da Honeywell Transportation Systems, informa que o laboratório

da empresa, em Guarulhos (SP), trabalha em conjunto com os centros de pesquisa da marca em todo o

mundo, com várias tecnologias, para atender aos diferentes projetos de motores dos fabricantes de

automóveis da região.


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34 FIQUE POR DENTRO Dezembro de 2012 | Edição 75

MANN+HUMMEL premia

fornecedores por aumento

da competitividade

Aumentar a competitividade por meio de ações que resultem em maior

produtividade e redução de custos é o foco da MANN+HUMMEL Brasil,

uma das maiores fabricantes mundiais de filtros automotivos, que

reconheceu iniciativas inovadoras de quatro empresas parceiras no

desenvolvimento de projetos. A premiação ocorreu durante o 8° Encontro

de Fornecedores da MANN+HUMMEL, realizado na cidade de

Itupeva, interior de São Paulo. Os nomes das empresas foram revelados

em duas premiações distintas: Prêmio Aliança e Prêmio Participação

Ativa, ambos em edição 2012.

Conhecimento do produto é fator determinante

ao balconista de autopeça

Inserido no Calendário de Eventos da cidade de São Paulo, desde 2010, o Dia do Balconista de

Autopeças aconteceu no dia 26 de novembro. Para levar informações e atender as necessidades

dos balconistas de autopeças, a Affinia, que detém as marcas Nakata, Spicer e Wix, desenvolve uma série de ações, como palestras técnicas,

campanhas de incentivo, interação no site, Facebook, Twitter, Youtube e central de atendimento. Em 2011, foram realizados treinamentos e

palestras gratuitas para 11 mil profissionais e a central de atendimento, que fornece informações sobre os produtos, recebeu 70 mil ligações.

Jornalistas elegem os melhores de 2012

Formada por mais de 100 jornalistas especializados, a Associação

Brasileira da Imprensa Automotiva promove anualmente o Prêmio

ABIAUTO, no qual seus associados elegem os melhores veículos fabricados

no ano. A Chevrolet venceu com o Onix nas categorias Melhor

Nacional, Melhor Compacto e Carro ABIAUTO, também levou o

prêmio de Melhor Minivan/ Monovolume com o Spin. O Novo

EcoSport ganhou na categoria Melhor SUV, a Ford ainda recebeu

prêmio de Melhor Picape para a Nova Ranger e Melhor Importado com o Novo Fusion. Os jornalistas também

elegeram os melhores motores: entre 1.000 e 1.400 cc foi o Audi 1.4 TFSI, de 1.401 a 2.500 cc o

escolhido foi o Ford 2.0 EcoBoost, nos propulsores acima de 2.501 cc venceu o Volkswagen 4.2 e o melhor

motor Diesel de 2.000 a 3.500 cc foi o Ford 3.2 TC i5 Duratorque.

CHG realiza confraternização

A CHG Automotiva, distribuidora de peças e acessórios, com cerca de 8

mil clientes em todo o território nacional, entre lojas de autopeças, autocenters

e concessionárias, para as quais fornece cerca de 40 mil itens,

realizou no dia 23 de novembro de

2012 uma festa de confraternização

para os amigos fornecedores.

Na ocasião a empresa agradeceu a

amizade e parceria durante o ano de 2012 e comemorou o término de

mais um ano.

Bosch apresenta programa

“Diagnostics Prime Group”

O programa “Bosch Diagnostics Prime

Group” foi desenvolvido para o mercado

nacional com o objetivo de otimizar e

estruturar os serviços prestados por representantes

comerciais de Equipamentos de

Teste e incentivar o crescimento das vendas e reforçar a participação da

Bosch nas regiões do País. Engloba benefícios e recompensas diferenciadas

por categoria, campanhas de incentivo e ações de geração de

demanda. As empresas terão em seu espaço um showroom com todos

os equipamentos para demonstrações com os clientes, além de treinamentos

para fazer diagnósticos e aprender como ampliar as oportunidades

de negócios.

Tuper investe em comunicação na web para dar suporte a

lojistas e reparadores

A fabricante de escapamentos e catalisadores para o mercado de reposição sabe da importância dos profissionais do varejo e da reparação

se manterem sempre atualizados com as últimas tendências e lançamentos do mercado de reposição, por isso tem investido em comunicação

para levar informação a esse público. No site da Tuper (www.tuperescapamentos.com.br/lojista/), por exemplo, lojistas e reparadores

podem acessar os lançamentos da marca, aplicações dos produtos e notícias sobre o setor e dicas técnicas, de gestão e marketing.

Andap e Sicap promovem palestra

gratuita sobre substituição

tributária no ICMS

Visando levar informação e orientação para distribuidores de

autopeças sobre a substituição tributária no ICMS que difere de

valores da MVA (Margem de Valor Agregado) em cada estado

brasileiro, a Andap e o Sicap realizaram, no dia 7 de novembro,

palestra no auditório da sede das duas entidades que funcionam no

mesmo local. O especialista em direito tributário, professor e juiz do

Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo, José Roberto

Rosa, fez uma ampla apresentação para expor os pontos polêmicos

do ICMS, abordando várias questões, como crédito de ativo,

devolução, retorno e perda de mercadoria em trânsito, perda/sobra de

mercadoria no estoque, operações em garantia, industrialização sob

encomenda, bonificação, consignação, doação e situações relativas a

serviço de transporte.

Dayco tem novo Responsável Técnico

de Aftermarket nos países de língua

espanhola da América do Sul

A Dayco, fabricante de correias automotivas,

tensionadores e polias,

nomeou o engenheiro mecânico

argentino Juan Carlos Noli como

Responsável Técnico de seu

Departamento Técnico de

Aftermarket na América do Sul, com exceção do Brasil. O executivo, que

além de engenharia mecânica também acumula cursos técnicos de mecânica

de automóveis, vai trabalhar nos escritórios da Dayco em Buenos Aires e

se reportará a Sílvio Alencar, diretor Comercial do aftermarket da Dayco para

a América do Sul, sediado na cidade de São Paulo (SP).

Sabó alerta para produtos piratas

De tempos em tempos faz-se necessário lembrar a todos sobre a existência e o perigo de se ter peças falsificadas,

as que chamamos de “piratas” circulando no mercado. Para os lojistas, é importante ficar alerta com

peças com procedência duvidosa, sem nota fiscal ou até mesmo fora da embalagem original. Para os

reparadores, peças com preços muito abaixo do praticado pelo mercado. Todas as peças fabricadas pela SABÓ

passam por um rigoroso teste de qualidade e correspondem a padrões de manufatura exigidos mundialmente

pelas montadoras. Toda a alta tecnologia aplicada na confecção dessas peças é certificada e atestada.

Josecar promove festa para amigos e parceiros

A autopeças Josecar realizou no dia 9 de dezembro sua festa de confraternização

com amigos e parceiros, no Recanto Serra do Japi, em

Jundiaí (SP). Na ocasião foram celebrados o sucesso atingido durante

o ano, além de servir com uma oportunidade para estreitar o relacionamento

com os clientes e fornecedores. Na festa os convidados

puderam apreciar um delicioso churrasco e assistir a diversas atrações

de entretenimento da empresa, além de concorrerem a brindes e

prêmios fornecidos por parceiros. Cerca de 400 clientes, colaboradores da Josecar e parceiros

prestigiaram o 3º encontro de clientes e amigos da Josecar, evento que já se tornou tradicional na

região. Como sempre sucesso absoluto. A Josecar aproveitou para agradecer a todos os participantes

e desejar um Feliz Natal e um 2013 cheio de sucesso e realizações a todos.


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36 FIQUE ACESSÓRIOS Dezembro de 2012 | Edição 75

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Pósitron comemora o dia do

Instalador em 14 de dezembro

A data comemorativa foi

criada pela empresa para

prestar uma homenagem

a esses profissionais. “Os

instaladores são os principais

parceiros da Pósitron,

eles são os grandes

responsáveis por levar os

nossos produtos para o

consumidor com a excelência e qualidade da marca”, declara Kelly

Nakaura, gerente de Marketing da Pósitron. A Pósitron também dá

dicas de como prolongar a vida útil do CD e DVD player. Manter o

carro em lugares com muita poeira e umidade e usar mídias de má

qualidade são um dos principais fatores a serem evitados. Mais

informações podem ser acessadas no site www.positron.com.br.

Keko fornece travessa de teto para

Chevrolet Spin

A Chevrolet Spin, substituta

da Meriva e Zafira

no Brasil, ganha um

acessório versátil para

personalização do veículo.

Trata-se da travessa

de teto, fornecida pela

Keko Acessórios. A

empresa foi homologada pela General Motors para fornecer o produto nas

concessionárias autorizadas da marca em todo o Brasil para instalação na

minivan, que tem alcançado a média de mais de 3 mil unidades mensais

comercializadas. A Keko também é certificada com o Prêmio Responsabilidade

Social 2012 na categoria Média Empresa, conferido pela Assembleia

Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

Cruise Control, da Dalgas,

para o Ford New Fiesta

O kit cruise control (controlador de velocidade, também

conhecido como piloto automático), específico

para o New Fiesta nos modelos 1.6L Flex automático

ou manual, já está disponível no mercado com o

comando de alavanca fixado na coluna da direção

com três botões para o controle das funções com a

ponta dos dedos. A instalação do novo kit para o

Ford New Fiesta vai completar os acessórios de conforto

que originalmente acompanham o veículo e

tem como uma das principais características

a comodidade.

Subwoofer Amplificado de 8” da Fusion

O CP-AS1080 da Fusion conta com um subwoofer de 8" com amplificador incorporado de 100 W RMS para reproduzir com excelência de qualidade as frequências graves que faltavam no sistema

de som do seu carro. Possui tamanho reduzido (7,8 x 33 x 24,5cm) e pode ser instalado em qualquer local do veículo embaixo do banco, no porta-malas ou até mesmo embaixo do

painel, sem que haja perda de qualquer espaço útil de carga. Outro grande diferencial é seu painel de controle destacável que pode ser instalado no painel permitindo o ajuste da intensidade.

H-Buster recebe três prêmios ABRASA de

sustentabilidade e pós-Vendas

A H-Buster recebeu da ABRASA

(Associação Brasileira das

Entidades Representativas e

Empresas de Serviço Autorizado

em Eletroeletrônicos) três troféus

no XI Prêmio ABRASA de Pós-vendas

e Sustentabilidade dos

Melhores de 2012. A H-Buster se

destacou, entre as seis fabricantes

finalistas, nos quesitos Apoio

Técnico, Apoio Administrativo,

Fornecimento de Peças e Sistema

de Administração de Garantia. A

atribuição dos prêmios é resultado

das recentes mudanças e do

empenho da equipe de pós-vendas,

que exerce sua função com

agilidade e eficiência.

STETSOM amplia linha de amplificadores VISION

A STETSOM acaba de apresentar dois novos modelos para ampliar sua linha VISION de

amplificadores. A empresa traz ao mercado os aparelhos VS 250.1 e VS 250.2. As novidades

chegam para obter o mesmo sucesso de vendas do VS 400.4, o primeiro modelo

da linha a ser lançado no país. A linha VISION tem como principais diferenciais a

refrigeração a ar e a carcaça de policarbonato transparente, que proporciona um design

diferenciado ao amplificador. Com um formato reduzido, esse sistema torna a instalação

muito mais rápida e simples.

TomTom convida as pessoas a "desembrulhar o mundo"

A TomTom lança a competição on-line “TomTom proporciona muito mais para

você”, que oferece às pessoas a oportunidade de "desembrulhar o mundo" e ganhar

uma das seis inesquecíveis aventuras ao volante no www.tomtom.com/mais.

A TomTom também lança a nova versão de seu aplicativo de navegação para

iPhone, a versão foi projetada para tirar total proveito da nova dimensão de tela

do iPhone 5. A atualização permite que os usuários do iPhone 5 tenham melhor

visualização do mapa quando estiverem dirigindo.


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38 LANÇAMENTO Dezembro de 2012 | Edição 75

Novos modelos Premium

Equipados com os mais modernos motores e transmissões fabricados pela VW, chega ao Brasil

o Novo Fusca, Tiguan R-Line e Passat CC

Por: Edison Ragassi

FOTOS: DIVULGAÇÃO

AVolkswagen iniciou em dezembro

a comercialização do Novo

Fusca. O carro é fabricado no

México. Sucessor do New Beatle, a

empresa escolheu esse nome por causa

do carisma que conquistou no mercado

brasileiro. Utiliza motor 2.0 TSI que

entrega potência de 147 cv a 5.100 rpm.

O torque máximo é de 28,5 kgfm a

1.700 rpm. Utiliza transmissão

DSG de dupla embreagem. Com

direção elétrica e suspensões

independentes (McPhersondianteira/

braços múltiplostraseira),

o Novo Fusca tem

preço sugerido para venda de

R$ 76.600 com câmbio manual

e R$ 80.990 com a transmissão

automática.

Também foi

ampliada a linha do SUV

Tiguan, o qual passa a contar

com a versão esportiva

R-Line. O carro recebeu

rodas de liga-leve 18 polegadas

e design diferenciado

e no interior bancos e

volante esportivos. O SUV

traz tração 4MOTION, câmbio

automático Tiptronic e

motor TSI 2.0L de 200

cv e 28,5 kgfm de torque

a 1.800 rpm. O

preço para o Tiguan R-

Line é de R$ 114.770,

mas pode chegar a

R$ 126.169 acrescentando

acessórios.

E ainda a fabricante

alemã traz para o Brasil

o Passat CC. Ele é um sedã grande de

quatro portas com a curvatura do

teto igual à usada em modelos cupê,

sua motorização é 3.6L FSI V6 de 300

cv e torque de 35,6 kgfm. O câmbio é

o DSG seis velocidades com dupla

embreagem, também usa tração

4MOTION. O preço sugerido para

venda do Passat CC é de

R$ 208.024.

Con


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Dezembro de 2012

CAPA

Novo Iveco

Stralis

Texto: Simone Kühl

Conforto, robustez, potência e economia distinguem o caminhão da família Ecoline

www.balcaodospesados.com.br

FOTOS: DIVULGAÇÃO

L

ançado em agosto de 2012, o novo Iveco Stralis de 9

litros, modelo 530S36T – 6x2, apresenta design

diferenciado, maior potência, robustez e economia,

além de prezar pelo conforto do motorista que enfrenta

longos percursos e muitas estradas.

Para ser comercializado no Brasil, o caminhão passou

por adaptações, devido às condições de estrada, temperatura

e trânsito do país. Da geração Ecoline, o modelo atende às normas do Proconve P7,

Euro V e também possui a tecnologia SCR (que utiliza o Arla 32).

O modelo Stralis 9 litros e potência de 360 cavalos, cabine com novo interior, banco pneumático

com ajuste lombar, coluna de direção ajustável, lugares para bagagem e cama, para o maior

conforto do motorista..

O painel de instrumentos inclui econômetro, indicador de consumo instantâneo de

combustível e pressão de turbo, além de indicação de nível de tanque, velocímetro, conta-giros

e indicadores de combustível e de pressão de óleo.

Tem também, além de teclas de acionamento dos faróis (baixo, alto, neblina, retroneblina),

piloto automático e bloqueio diferencial. Possui itens opcionais como farol de milha, climatizador

e ar-condicionado.

Sua capacidade de carga é de 53 toneladas, com motor FPT Cursor 9,

sistema de injeção common rail com bomba de alta pressão e injetores

Bosch. Ainda com: freios pneumático a tambor, rodas e pneus

tipo roda a disco de aço (série) e alumínio (opcional).

Suspensão dianteira com molas parabólicas de simples estágio,

amortecedores hidráulicos, barra estabilizadora; e traseira com molas

semielípticas de duplo estágio e dispositivo pneumático para elevação

do terceiro eixo auxiliar.

A transmissão é ZF, manual, 16 velocidades, com 8 marchas simples

e 8 reduzidas, que podem ser alteradas apenas pelo toque no botão

do câmbio. Vem com o sistema “H sobreposto” com gerenciamento eletrônico, com marchas

suaves e minimização de erros durante a troca.

Como diferencial no mercado, tem o freio motor, que entrega 315 cavalos e é acionado por uma

alavanca do lado direito do volante, que desacelera o veículo, ideal para garantir a segurança

do motorista e condução do veículo em situações de serra.

E o veículo também conta com o freio de emergência para ser utilizado quando necessário e

para estacioná-lo. O modelo possui o piloto automático que se ajusta na velocidade desejada

pelo condutor.

A troca de óleo do Stralis é estimada a 30 mil quilômetros e garantia de 4 anos. No trajeto percorrido

de São Bernardo do Campo (SP) ao Porto de Santos (SP) o veículo percorreu 137 km

com 40 litros de óleo diesel, uma média 3,4 km por litro.

O defletor do veículo é um item opcional que pode ser adquirido pelo valor em média de R$ 7.000. Já o valor

do Novo Iveco Stralis, 9 litros, 360 cv está no mercado avaliado entre os valores R$ 309.000 e R$ 342.000.


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CAPA

Ficha Técnica

STRALIS 530S36T - 6X2

Motor

Motor......................................................................................IVECO FPT Cursor 9

Nº Cilindros/Cilindrada

total - cm 3 ..........................................................................6 cilindros - 8710 cm 3

Diâmetro/Curso do pistão .................................................................117 x 135 mm

Relação de compressão................................................................................15,9:1

Sistema de injeção ...................................Common Rail com bomba de alta pressão

..................................................................................e injetores (Bosch CP3HS3)

Potência máxima.........................................................360 cv - 265 kW (2200 rpm)

Torque máximo ...........................................................1500 Nm (1100 a 1660 rpm)

Transmissão

Marca/Modelo ........................................................Automatizada - ZF 16S 2325 TD

Tipo................................................................................Automatizada Direct Drive

Número de marchas...................................................................16 à frente e 2 à ré

Relação da última marcha .................................................................................1:1

Embreagem ...................................................................Sistema monodisco a seco

......................................................................................com mola diafragma com

..........................................................................................comando automatizado

Diâmetro do disco ..............................................................................430 mm/17”

Eixo dianteiro

Marca/ Modelo ....................................................................................IVECO 5876

Tipo: Viga rígida de aço forjado, seção I, com rolamentos dos cubos em banho de óleo

Eixo traseiro Motriz

Marca/ Modelo ......................................................................MERITOR MS 23-186

Tipo ...................................................Tipo portante, diferencial de simples redução

....................................................................................a par cônico com bloqueio

Relação de redução ................................................3,40:1 (série)/3,70:1 (opcional)

Bloqueio diferencial.........................................................................................Sim

Suspensão

Dianteira................Molas parabólicas de simples estágio Amortecedores hidráulicos

...............................................................................................Barra estabilizadora

Traseira ..........................................................Molas semielípticas de duplo estágio

.................................Dispositivo pneumático para elevação do terceiro eixo auxiliar

Desempenho cálculo teórico

Relação de redução do eixo traseiro ..............................................................3,40:1

Capacidade de rampa

em PBT (%).................................................................................................31,2%

Partida em rampa em PBT (%) ......................................................................17,5%

Partida em rampa em PBT (%) ......................................................................17,5%

Velocidade máxima em PBT

no plano (km/h) ..............................................................................................108

Relação PBTC/Potência

(kg/cv) ...........................................................................................................108

Dimensões

Entre-eixos (A)....................................................................................................A 3500

Cumprimento .....................................................................................................B 7105

Largura total .......................................................................................................C 2550

Altura teto alto (Max. Descarregado).....................................................................D 3767

Altura teto baixo (Max. Descarregado) ..................................................................D 3177

Balanço dianteiro ................................................................................................E 1410

Balanço traseiro ..................................................................................................F 965

Bitola eixo dianteiro ............................................................................................G 2062

Bitola eixo traseiro ................................................................................................ 1812

Vão livre com carga (eixo traseiro) .......................................................................H 210

Posição 5ª roda ...............................................................................................518

Raio de giro do pneu ....................................................................................6570

Raio de giro parede a parede ..........................................................................7420

Altura da 5ª roda ao solo (descarregado).........................................................1217

Pesos – capacidade técnica por eixo

Dianteiro (Técnico/ Legal)/ ....................................................................7100/6000

Traseiro (Técnico/ Legal)....................................................................18000/17000

Pesos – PBT

PBTC ..........................................................................................................53000

CMT ...........................................................................................................60000

Pesos – em ordem de marcha (Mec./ Aut.)

Cabine curta – eixo dianteiro..........................................................................4387

Cabine curta – eixo traseiro............................................................................3750

Cabine curta – total .......................................................................................8320

Cabine leito – eixo dianteiro...........................................................................4487

Cabine leito – eixo traseiro.............................................................................3750

Cabine leito – total ........................................................................................8237

Chassi – tipo .....................................................Seção de aço longitudinal em “C”

Chassi - material.......................................................................................FeE 490

Chassi – bitola (mm) .................................................................1031 – 851 – 771

Chassi – dimensões do perfil “C”............................................304,4 x 80 x 7,7 mm

Direção

Marca/ Modelo ..........................................................................ZF Servocom 8097

Tipo..........................................................Hidráulica com seto e esfera recirculante

Freios

Freios de serviço....................................................................Pneumático a tambor

Área efetiva de frenagem.....................................................................8524,16 cm³

Freio de estacionamento ..................Pneumático, câmera de freio tipo pistão no eixo

.....................intermediário e membrana no terceiro eixo atuando nas rodas traseiras

Acionamento ..............................................................Válvula no interior da cabine

Freio-motor..............Freio de exaustão com potência máxima de frenagem de 315 cv

Rodas e pneus

Tipo ..............................................Roda a disco de aço (série)/Alumínio (opcional)

Aro de rodas .....................................................................................8,25” x 22,5”

Pneus .............................................................................................295/80R 22,5

Volumes de abastecimento

Capacidade do tanque de combustível............600 L (série)/600 L+300 L (opcional)

Material do tanque ...................................................................................Alumínio

Tanque de ureia..........................................................55 L (série)/100 L (opcional)

Cárter de óleo do motor..............25 L (com troca de filtro)/21 L (sem troca de filtro)

Sistema de arrefecimento................................................................................50 L

Óleo da caixa de câmbio ..............................................................................10,5 L

Óleo do eixo traseiro....................................................................................21,5 L

Sistema elétrico

Tensão nominal ..............................................................................................24 V

Bateria .......................................................................................2 x 12 V - 160 Ah

Alternador ..........................................................................................24 V - 90 A

Colaborou – Iveco Vetelli São Bernardo do Campo


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FIQUE DE OLHO

Ford apresenta as novas Transit e Transit Connect

2014 que estarão no Salão de Detroit

A linha de vans Transit 2014, que será lançada no ano que vem nos

Estados Unidos, é uma das novidades que a Ford vai apresentar no Salão

de Detroit, em janeiro. Além de novo design, seguindo a identidade global

da marca, a família inova também na oferta de modelos, na flexibilidade de aplicações e economia de combustível

para atender o crescente mercado de veículos comerciais. As vendas globais de veículos comerciais

devem crescer cerca de 4,8 milhões nos próximos anos, devendo chegar a 21 milhões de unidades em 2017,

o que representa uma grande oportunidade para a Transit.

Iveco e FPT Industrial em direção ao Dakar 2013

A Iveco e FPT Industrial são patrocinadoras da equipe holandesa

De Rooy que irá participar do Rali Dakar 2013. A Iveco e FPT

Industrial também fornecem este ano ao time De Rooy, veículos,

motores e peças de reposição. São cerca de 700 veículos que

embarcaram no Porto de Le Havre, no norte da França em direção

à América do Sul, entre eles os caminhões de corrida, veículos

de organização, assistência e imprensa. A viagem deve durar

cerca de 21 dias e atravessará o Oceano Atlântico passando pelo Canal do Panamá. O Rally Dakar, o

mais importante rali off-road do mundo, que, a cada ano, atrai a atenção de milhões de fãs, terá início no

dia 5 de janeiro em Lima, Peru, e terminará no dia 20 de janeiro, em Santiago, Chile, passando

pela Argentina.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MAN Latin America: Campanha publicitária destaca os dez anos de liderança

Os dez anos de liderança da MAN Latin America no mercado brasileiro

de caminhões são o tema da mais nova campanha publicitária da

empresa. As peças começaram a ser veiculadas no dia 15 de dezembro

nas principais revistas de Economia e interesse geral do País, apontam,

além do primeiro lugar nas vendas com base em dados acumulados da

Anfavea, outras importantes conquistas de 2012, como a liderança nas

vendas entre veículos Euro 5, com o novo VW Constellation Advantech

24.280, e o VW Constellation 24.250 (Euro 3) como o caminhão mais

vendido do Brasil pelo quinto ano consecutivo. A campanha destaca ainda a montadora como a melhor em

atendimento pós-vendas do Brasil, segundo empresa de pesquisa TNS, e a marca Volkswagen Caminhões e

Ônibus como a mais desejada, de acordo com pesquisa da FENABRAVE.

Volvo certifica mecânicos especialistas em ônibus

A Volvo iniciou este ano um programa de certificação internacional chamado

Bus Key Techinician (BKT) para mecânicos especialistas em ônibus que

atuam em sua rede de concessionários no Brasil. Os primeiros 24 profissionais

receberam a certificação técnica BKT depois de uma bateria de

testes teóricos e práticos e uma detalhada avaliação que considerou desde

a interpretação dos sintomas de falhas até diagnósticos avançados da

sofisticada eletrônica embarcada dos ônibus da marca. O programa BKT,

que envolve treinamento e avaliações, é destinado aos 150 mecânicos

dedicados a ônibus que atuam na rede de concessionárias Volvo no País.

Meritor aftermarket lança novos produtos para mercado de reposição

A Meritor, pensando sempre à frente em relação às necessidades de seus clientes e

à excelência de seus serviços, apresenta ao mercado uma série de novidades que

podem ser encontradas em seus pontos de venda e distribuidores, espalhados por

todo o território nacional. O principal lançamento é a linha de caixas de satélites

vazias. No total, a Meritor Aftermarket disponibiliza quinze novos componentes para

a série destinada aos veículos das montadoras Mercedes-Benz, Scania e Volvo.

Além destes lançamentos, a Meritor Aftermarket lança também o Kit de Reparo de Caixas Satélites para a linha

Mercedes-Benz Sprinter.

30% dos caminhões avaliados no Caminhão 100%

apresentaram problemas na barra de direção

Os problemas mais comuns detectados em barra de direção na avaliação gratuita Caminhão 100% são coifas

rasgadas e folgas. Segundo Edson Vieira, técnico da Nakata, fabricante de autopeças para o mercado de

reposição automotiva com uma linha completa de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor,

marca da Affinia Automotiva, 30% dos caminhões que passaram pela avaliação, nos dias 28 e 29 de novembro,

no Posto Sakamoto II – km 201,5 – pista Sul – Guarulhos (SP), apresentaram problema na barra de

direção, item de segurança que pode prejudicar a dirigibilidade do veículo. Dos 38 caminhões checados, 30%

estavam com problema na barra de direção. Foram encontrados casos de coifas rasgadas, folga e até barra de

direção condicionada, o que jamais deveria acontecer.

Irmãos Amalcaburio Ltda.: História de sucessos e constante evolução

Devido ao espírito empreendedor dos dois irmãos GENTIL e GENIR, o ramo de atividade da empresa cresceu, iniciando então, a fabricação de peças para cabinas de

caminhões tornando-se pioneira na região e uma das primeiras no país, produzindo cerca de vinte produtos, entre eles: parachoque, suporte de parachoque, caixa de

bateria, parachoque traseiro, paralama e outros, conquistando assim, o mercado de autopeças e montadoras de âmbito regional, nacional e mundial. Atualmente,

conta com mais de 380 funcionários e um parque fabril de 120.000m², produz e comercializa quase 2 mil itens, abastecendo o mercado nacional e internacional de

caminhões leves, médios e pesados com cabinas, peças estampadas e plásticas, tubos, escapamentos e reservatórios de ar.

Volare é destaque no 24º Festival de Turismo de Gramado

A Volare pelo quarto ano participa do Festival de Turismo de Gramado, na

serra gaúcha, que aconteceu entre os dias 22 e 25 de novembro. Com

foco em Turismo e Fretamento, o de maior importância do segmento, a

marca fez o transporte dos participantes do evento com três veículos

Volare Limousine, o mais novo modelo, topo de linha e com padrão inédito

de sofisticação, conforto e segurança. Com desenho singular, o

miniônibus Limousine é equipado com faróis e lanternas em LEDs,

poltronas revestidas de couro, com espuma visco-elástica que se molda ao corpo dos passageiros, piso

amadeirado, parede de separação e vidros colados, entre outras inovações.

MWM INTERNATIONAL participa de evento de inauguração da fábrica da Budny

em Santa Catarina

No dia 30 de novembro, a MWM INTERNATIONAL, participou da inauguração da nova

unidade industrial da montadora brasileira de equipamentos agrícolas Budny, em Içara,

Santa Catarina. Recém-contratada pela fabricante para fornecer motores da linha

MaxxForce, a MWM celebra mais esta conquista da Budny em seus 22 anos de

história. O acordo prevê o fornecimento de 4,6 mil propulsores em cinco anos, desenvolvidos

na planta da MWM em Santo Amaro, (SP). Com a nova parceria, três modelos

de tratores da marca passarão a ter os motores MaxxForce 3.0A e MaxxForce 4.0A. A produção em série

está prevista para o início de 2013. Os motores MaxxForce 3.0A e MaxxForce 4.0A serão equipados com três e

quatro cilindros respectivamente, nas potências de 62 cv, 83 cv e 103 cv.


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FIQUE DE OLHO

Scania lança primeiro caminhão 6x2/4 do Brasil

A Scania inova mais uma vez no mercado ao apresentar o pioneiro caminhão de

especificação 6x2/4, que reduz os custos operacionais do cliente. O modelo é

oferecido nas opções de cabines P, G, R e Highline, e potências de 360, 400,

440 e 480cv. Uma das versões do novo veículo, o P 360, destinado ao segmento

de transporte de automóveis (cegonha) exibido na 15ª Exposição de

Transportes, realizada no dia 24 de novembro, no Pavilhão Vera Cruz, em São

Bernardo do Campo (SP). Para reduzir os custos operacionais, o Scania 6x2/4 inclui uma série de benefícios para o comprador.

Ele aumenta a capacidade de carga para serviços que necessitam de maior volume (a exemplo baú, sider, carga

seca e tanque), e permite que o veículo tracione implementos mais longos dentro das limitações da legislação.

Dayco lança tensionadores e polias para linha pesada

A Dayco colocou no mercado de reposição nacional tensionadores e

polias de correias automotivas para sete modelos da Iveco e Volvo, que

representam uma frota circulante de 78.103 veículos. São produtos

para aplicação em virabrequim/alternador/bomba d’água, direção

hidráulica e ar-condicionado. Os três modelos da Iveco -Stralis, Euro

Trakker e Cavalinno - produzidos de 2011 em diante, com motores

F2B23681 e F3BO681/E/D, utilizam os tensionadores e polias para as aplicações acima descritas. Já o

Volvo modelos NH 12 e FH 12 (motor D12D) fabricados entre 1999 e 2006 recebem tensionadores e

polias para virabrequim e alternador, enquanto o FH 480 e FM 440 (motor D13A), com produção iniciada

em 2007, a aplicação é para virabrequim e direção hidráulica ou para virabrequim e alternador.

Schulz duplica a linha de compressores automotivos com novos modelos

A Schulz realiza a primeira ampliação da sua linha de produtos para a

manutenção de veículos pesados. Os frotistas e motoristas autônomos

contam agora com versões de um ou dois cilindros para os sistemas

de freios dos principais caminhões e ônibus da Agrale, Ford, Iveco,

Mercedes-Benz, Scania, Volare, Volkswagen e Volvo. Outra novidade da

Schulz é o lançamento de compressores especiais para implementos

rodoviários e agrícolas. Os modelos foram criados a partir das necessidades

de algumas regiões, como o transporte de cana-de-açúcar no interior paulista ou a colheita de

grãos no centro-oeste.

Schaeffler Brasil recebe “Prêmio Interação” da Mercedes-Benz por desenvolvimento de

inovações tecnológicas

A Schaeffler Brasil conquistou o “Prêmio Interação” da Mercedes-Benz por ter se destacado como o melhor fornecedor

da montadora na categoria Inovação Tecnológica. A solenidade de premiação ocorreu no dia 11 de dezembro, no

Espaço Mercedes, na fábrica de São Bernardo do Campo, quando também foi entregue o Prêmio Mercedes-Benz de

Responsabilidade Ambiental, em reconhecimento à aplicação de práticas ecológicas nos processos. O “21º Prêmio

Interação” foi concedido aos fornecedores da Mercedes-Benz que demonstraram, durante o ano, excelência em

qualidade, logística, custos, inovação tecnológica, materiais indiretos e serviços. Essa iniciativa de reconhecimento

às boas práticas já se tornou tradicional na Mercedes-Benz, visando homenagear os melhores desempenhos,

comemorar os bons resultados e estimular o aprimoramento contínuo.


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46 DISTRIBUIDOR Dezembro de 2012 | Edição 75

Festa de confraternização

Dew Part's

Para celebrar os resultados alcançados no ano,

distribuidora reúne parceiros e anuncia

novidades para 2013

Por: Redação

FOTO: DIVULGAÇÃO

Realizada no dia 12 de dezembro

de 2012, a 8ª festa de confraternização

da Dew Part’s

encerrou mais um ano de trabalho e

proporcionou aos parceiros, representantes

e fabricantes, um momento

de interação e amizade, para

comemorar todas as conquistas

alcançadas durante o ano.

O encontro aconteceu na

Churrascaria Radial Grill, de São

Paulo (SP), e contou com aproximadamente

55 pessoas. “A confraternização

foi muito boa e atrativa, os

participantes puderam ganhar

prêmio, além de poder estreitar

ainda mais o relacionamento”,

ressalta Sérgio Brochin, proprietário

da Dew Part’s.

PERSPECTIVAS

Para Sérgio, apesar de um ano

difícil, com mudanças governamentais

nos impostos, o ano de 2012

apresentou resultados positivos.

“Neste ano, lançamos mais de 1.100

itens e aumentamos a empresa em

1.200 m 2 . Estamos passando por uma

DEW PART´S CELEBRA MAIS UM ANO NA PRESENÇA DOS AMIGOS E PARCEIROS EM CHURRASCARIA

fase de ampliação de espaço, tudo

para melhor atender aos clientes”,

afirma.

Em 2013, o mercado pode se preparar

para a chegada de um catálogo

novo, investimentos em telemarke-

ting, além de uma maior estrutura da

empresa. “Esperamos que 2013 seja

melhor que este ano. Queremos

agradecer os clientes e parceiros e

desejar a todos um feliz natal e próspero

ano novo”, completa Sérgio.


FOTO: DIVULGAÇÃO

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48 LANÇAMENTO Dezembro de 2012 | Edição 75

Novas versões do EcoSport

Ford completa a linha do SUV compacto com a chegada

dos modelos com transmissão automática de dupla

embreagem e tração nas quatro rodas

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Por: Edison Ragassi

Em 3 de dezembro, em Itatiba (SP), a

Ford mostrou para a imprensa especializada

brasileira o Novo EcoSport

PowerShift e EcoSport 4WD. A versão automática

PowerShift utiliza transmissão automática

com seis velocidades e dupla embreagem,

ela é produzida pela Ford no México.

A caixa funciona como duas, elas trabalham

simultaneamente. Uma embreagem engata

a primeira, terceira e quinta marchas,

enquanto a outra aciona a segunda, quarta,

sexta e ré. Oferece três modos de condução:

D, para trocas de marcha automáticas, S que

é o módulo esportivo e as marchas são trocadas

com um nível de rotação mais alto, e

manual sequencial, para o condutor usar a

faixa de rotação de sua preferência.

E a versão 4WD é preparada para o offroad,

tem tração nas quatro rodas, controle

inteligente de torque (ITCC) e transmissão

de seis marchas. O sistema é inteligente e

não precisa apertar botões ou mover alavanca

para ser acionado.

Ambos são equipados com direção elétrica

e propulsor Duratec 2.0 Flex que é

construído com bloco, cabeçote, cárter e

mancais de alumínio. Entrega potência de

146 cv (E)/140 cv (G) a 6.250 rpm e torque

de 19,7 kgfm (E)/18,9 kgfm(G) a 4.250 rpm e

147 cv/141 cv no 4WD.

Comparado ao EcoSport de primeira

geração, este 4WD sofreu modificações,

pois agora utiliza na traseira suspensão independente

multibraços, com barra estabilizadora

de 20 mm. A dianteira usa sistema

McPherson, o qual também foi especialmente

desenvolvido para essa finalidade,

com barra estabilizadora de 25 mm. As

outras versões (1.6L e 2.0L tração 4x2) têm

na parte de trás sistema semi-independente

com eixo estabilizante Twist-beam, amortecedores

hidráulicos pressurizados com

batente de suspensão em Celasto e

molas helicoidais.

O preço sugerido para venda do Novo

EcoSport 2.0L FreeStyle 4WD é de

R$ 66.090, com air bags laterais, de cortina e

bancos em couro vai a R$ 69.790. Já o

PowerShift Titanium custa R$ 70.890, com

air bags laterais, de cortina e bancos em

couro vai a R$ 74.590.

O PowerShift já está nas revendas, o

4WD começa a ser comercializado

em janeiro.


FOTOS: DIVULGAÇÃO

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ARTIGO

Grupos verdes

Por: José Palacio*

Já faz algum tempo que temos

abordado o tema da Certificação

em Grupo de oficinas e varejo de

autopeças. Esta é uma modalidade

que tem crescido constantemente

graças ao trabalho desenvolvido em

conjunto entre nós, do IQA –

Instituto da Qualidade Automotiva, e

as diversas associações de centros

de reparação e lojas de autopeças,

em um esforço comum para oferecer

sempre mais qualidade ao consumidor

final.

Assim, há mais de um ano os grupos

se espalham por diversos estados

brasileiros, todos com um objetivo

comum: prosperar nos negócios

oferecendo aos clientes o melhor

serviço possível, com custo compatível

e atendimento exemplar. Em

outras palavras, com qualidade controlada

e gerenciada por meio

de ferramentas de gestão,

que permitem domínio total

do empreendimento.

Um fato curioso começa a ser visível

agora que os primeiros grupos

colhem resultados positivos após os

primeiros anos de certificação.

Voltaram a se reunir para conquistar

um novo certificado, o Selo Verde,

que atesta que o estabelecimento

possui políticas ambientais corretas

e está adequada à legislação vigente,

como coleta seletiva de resíduos,

caixa separadora de água / óleo,

área de contenção de produtos tóxicos

e perigosos, entre outras.

Estes grupos passam, assim, a se

diferenciarem ainda mais no mercado,

pois comprovam publicamente e

voluntariamente que respeitam o

meio ambiente acima de tudo.

Fazem parte de uma vanguarda em

um momento que as administrações

públicas começam a encarar as

questões ambientais com mais vigor,

tendo em vista que as leis ambientais

estão mais rigorosas.

Entre elas, a lei 12.305 de 2 de

agosto de 2010, que instituiu a

Política Nacional de Resíduos Sólidos

(PNRS), uma lei que vale para todos,

pessoas físicas e jurídicas, públicas e

privadas, que trata primordialmente

da preocupação com a não geração

ou redução, reutilização, reciclagem

e tratamento dos resíduos sólidos,

bem como a disposição ambientalmente

adequada dos rejeitos.

A PNRS contará com ampla fiscalização,

uma vez que se trata de uma

lei federal passada para os estados,

que exigirão o cumprimento dos

municípios. Assim, todos devem

ficar atentos com o que é jogado

fora, sob pena de multas, sendo

algumas muito severas, inclusive

com o fechamento do estabelecimento

até que se cumpra os requisitos

da lei.

Porém, para quem investe em

uma certificação ambiental, como é

o caso do Selo Verde, este tipo de

ameaça é inexistente. São empresários

que caminham no sentido certo,

e mostram evolução constante do

conceito de negócio sustentável.

Descobriram que vale a pena investir,

pois além das autoridades, o consumidor

observa quem é bom e está

cada vez mais preocupado com o

meio ambiente.

FOTO: DIVULGAÇÃO

JOSÉ PALACIO

*Coordenador de

Serviços Automotivos

do IQA - Instituto da

Qualidade Automotiva


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ARTIGO

Atitudes do líder que ajudam o

time a ser mais produtivo

*Por: Christian Barbosa

Aprodutividade é uma Tríade que

acontece em três esferas. A primeira,

sem dúvida, é a esfera pessoal,

ou seja, o indivíduo aprendendo a melhorar

o uso do seu tempo com técnicas de planejamento,

organização, etc. A segunda é a

esfera da equipe, ou seja, pessoas que juntam

seus aspectos individuais de produtividade

e devem seguir um modelo comum

para obter resultados. A terceira esfera é a

organização, ou unidade de negócio, formada

pelo conjunto de equipes que seguem

estratégias de produtividade para atender

os anseios da empresa.

Na segunda esfera, onde as equipes

são o foco, o papel do líder é essencial

para o time ser eficiente ou perder o

rumo. Selecionei alguns tópicos que considero

vitais nessa esfera, para que o líder

ajude seu time a atingir os objetivos:

Estabelecer um propósito comum

Em um mundo tão high-tech como o

nosso pode parecer antigo falar de propósito,

mas esse conceito é mais atual do

que nunca. As pessoas vivem por aspirações,

sonhos, missões, por coisas que

transcendem o salário, metas, processos e

sistemas. Isso vale muito para a geração Y,

pois não basta dizer o que os Ys devem

fazer, devemos inspirá-los a fazer por si

próprios. Estabelecer um propósito

comum é uma discussão que precisa ser

incentivada pelo líder na equipe.

Saber o que deve ser feito

Pode parecer óbvio, mas infelizmente

a maior parte dos líderes não tem a

menor ideia do próximo passo que deve

ser dado para executar o projeto, atingir

os números da meta, melhorar a qualidade

do atendimento, etc. E em muitos

casos ele não precisa saber mesmo, mas

precisa ajudar o time a descobrir. Se não

há clareza do que deve ser feito, as pessoas

enrolam, adiam, executam coisas

secundárias e quando se vê o que é realmente

importante fica de lado frente às

circunstâncias e urgências. Parar e discutir

os próximos passos, determinando tarefas

com clareza e tempo de duração, é essencial

para uma execução aprumada.

Não gastar tempo com os que

não melhoram

Eu acho que devemos ajudar as pessoas

a melhorarem sua performance. Eu

acredito na Tríade de oportunidades aos

membros da equipe. Errou uma vez, treine

novamente. Errou a segunda na

mesma coisa, construa o feedback e

ajude-o a melhorar. Errou a terceira é o

sinal de falta de perfil para estar naquela

equipe. Errou a quarta é perda de tempo.

Uma pessoa improdutiva na equipe contamina

as pessoas e tira o resultado coletivo.

É comum que uma pessoa competente

não consiga performar se estiver no

lugar errado, com as pessoas erradas ou

com a função errada. Cortá-la é um ato

que será benéfico em médio prazo para

ambos os lados, por mais que no início

possa parecer o contrário.

Intolerância à improdutividade

E, por último, se algo está constantemente

dando problema e entrando na

urgência, é o papel do líder não aceitar

que isso seja normal e atuar de forma a

evitar que o problema se repita. A tolerância

ao erro cria um ambiente no qual o

urgente passa a ser normal e isso não será

tratado pelas pessoas com a devida

importância.

FOTO: DIVULGAÇÃO

CHRISTIAN BARBOSA

*Maior especialista no

Brasil em administração

de tempo e produtividade,

é CEO da Triad PS, empresa multinacional

especializada em programas e consultoria na

área de produtividade, colaboração e administração

do tempo. Ministra treinamentos e

palestras para as maiores empresas do país e

da Fortune 100. Autor dos livros A Tríade do

Tempo; Você, Dona do Seu Tempo; e Estou

em Reunião; e co-autor do Mais Tempo, Mais

Dinheiro. Sua mais nova obra: Equilíbrio e

resultado – Por que as pessoas não fazem o

que deveriam fazer? www.triadps.com.br e

www.maistempo.com.br


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54 ENTIDADES Dezembro de 2012 | Edição 75

Poderia ser melhor

Produção e vendas de autoveículos recua em novembro, mas não compromete o resultado positivo do ano

Por: Edison Ragassi

Na última reunião com a

imprensa especializada em

2012, que aconteceu dia 7 de

dezembro, a Anfavea (Associação

Nacional dos Fabricantes de Veículos

Automotores) divulgou que a produção

de automóveis, comerciais

leves, caminhões e ônibus somou

301.679 unidades em novembro. Este

resultado representa queda de 5,3%

em relação a outubro e crescimento

de 10,5%, comparado a novembro de

2011. Já a produção acumulou queda

de 2,1% ao comparar com o ano passado,

o total foi de 3.083.253 unidades.

Para o presidente da Anfavea,

Cledorvino Belini, os resultados foram

satisfatórios, porém, poderia ser

melhor. “Sempre pode ser melhor.

Mas podemos dizer que foi um ano

bom, o primeiro semestre começou

muito ruim e depois com a redução do

IPI as vendas cresceram e conseguimos

um resultado maravilhoso, estávamos

negativos em 4,5% até maio e

devemos fechar o ano com crescimento

de 5%”, declara ele.

Em 2013 entra em vigor o novo

regime automotivo, o que obriga as

empresas a seguir regras para conseguir

redução de impostos e os fornecedores

precisam atender essa

demanda. Belini considera que a parceria

entre as partes será essencial

para atingir este objetivo. “Alguns

fornecedores estão preparados e

outros não, por isso é uma missão

das montadoras ajudar na transferência

da tecnologia para que os fornecedores

possam atender as novas

regras”. E sobre 2013, o presidente

fala com otimismo: “vamos esperar

que a indústria cresça, tenha um mercado

vigoroso e que realmente a

gente possa atingir as metas de crescer

entre 4% e 5%”, complementa.

Já o volume de emplacamentos de

automóveis e comerciais leves caiu

9,14% em novembro. Foram emplacadas

297.031 unidades contra os

326.904 veículos comercializados em

outubro. Na comparação com novembro

de 2011 (305.180 unidades), os

segmentos registraram 2,67% de

retração. No acumulado do ano, ocorreu

crescimento de 6,29% entre 2012

e 2011, os números são da Fenabrave

(Federação Nacional da Distribuição

de Veículos Automotores).

E as filiadas à Abeiva (Associação

Brasileira das Empresas Importadoras

de Veículos Automotores) encerraram

o mês de novembro com 8.137 unidades

emplacadas. O número é 9,9%

menor na comparação com o mês de

outubro, quando a entidade registrou

9.032 unidades emplacadas. Em

relação a novembro de 2011 a queda é

de 46,1%, quando as filiadas da entidade

emplacaram 15.098 unidades.

Com 119.896 veículos emplacados

entre janeiro e novembro de 2012, as

associadas à Abeiva registraram queda

de 33,5%, ante o mesmo período do

ano passado, quando os emplacamentos

somaram 180.215 unidades.


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56 INDÚSTRIA Dezembro de 2012 | Edição 75

ABR tem novo

gerente Comercial

Focada na reposição, empresa anuncia ampliação

do portfólio nas linhas leve e pesada

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Por: Simone Kühl

Fundada em 1979, a ABR é

referência em sistema de

vedação para motores automotivos,

nas linhas leve e pesada.

Instalada em São Bernardo do

Campo (SP), possui 300 colaboradores

e uma área total aproximada

de 10.000 m 2 e área construída de

8.000 m 2 . Com o objetivo de fortalecer

ainda mais a participação no

aftermarket, a ABR, desde junho

deste ano, conta com um novo gerente

Comercial, Jader Lima Neves, que

atua no setor automotivo há 23 anos.

NOVA GESTÃO

Neste novo desafio, Jader revela

que o objetivo da empresa é estar

junto à liderança do mercado de

reposição. Para isto, a equipe de

representantes nacionais está em

fase de estruturação.

“Contamos com 20 representantes

em todos os estados brasileiros,

estamos nos reposicionando

no mercado de autopeças, nomeando

distribuidores nacionais e

regionais. Queremos crescer neste

mercado, com novos representantes,

distribuidores e clientes”.

JADER LIMA NEVES, GERENTE COMERCIAL

MERCADOS DE ATUAÇÃO

“Com participação em todo o

território nacional para o mercado

de aftermarket e OEM

(Montadoras), a ABR também

exporta para a América do Sul,

América Latina, África e Estados

Unidos”, relata o diretor, Belchior

Oliveira Santiago Jr.

Os produtos para OEM são responsáveis

por 60% do faturamento

da empresa, enquanto que a reposição

atinge 40%. “Estimamos que

nossa participação na reposição seja

na faixa de 18%”, completa.

PORTFÓLIO

Considerada a empresa com o

portfólio mais completo de produtos

para a linha pesada e com uma

crescente ampliação da linha leve,

a ABR tem para o mercado de reposição

cerca de 1.750 itens.

Para isto, os investimentos em

maquinários são sempre priorizados.

“Nos últimos 10 anos praticamente

mudamos todos os equipamentos.

Renovamos muito,

trabalhamos com juntas multilayer,

de borracha, estampadas, em

aço, retentores”, ressalta Belchior.

LANÇAMENTOS

De acordo com Jader, o foco da

empresa são os investimentos em

lançamentos de produtos. “Estamos

aumentando nossos portfólios,

recentemente lançamos itens para

os motores eletrônicos da Mercedes-

Benz e motores MWM”.

Para a Automec 2013, ele também

adianta que a ABR levará em

seu estande, de aproximadamente

100m 2 , dois grandes lançamentos

para a linha pesada, Iveco Stralis e

Cummins eletrônico.

PERSPECTIVAS

Apesar de um ano de grande

venda de automóveis, Belchior

comenta que o setor pesado foi

afetado para introdução do Euro 5/

Proconve 7, porém para o próximo

ano a previsão é de crescimento

QUALIDADE COMPROVADA

DA ESQ. P/ DIR.: ORLANDO CICERONE (GPSC PURCHASING CHAIN),

MÁRCIO TIEPPO (GERENTE INDUSTRIAL ABR), EDUARDO

BLASENBAUER (SUPERVISOR DE QUALIDADE ABR), GRACE LIEBLEIN

(PRESIDENTE GM) E EDGAR PIEZZO (GM SOUTH AMERICA VP

PURCHASING AND SUPPLY CHAIN)

para este setor. Já a reposição se

manteve dentro das expectativas

de crescimento.

Em 2013, além de investir nos

lançamentos das linhas, a ABR irá

ampliar a rede de distribuição.

Segundo ele, a meta de

crescimento para o próximo ano

é na faixa 20%, para as

duas linhas.

Além de suas certificações na ISO TS 17949 e ISO 9000, a ABR

recentemente ganhou o prêmio da General Motors "2012 Supplier

Quality Excellence Award", devido ao seu desempenho e comprometimento

excepcional em qualidade no novo sistema global da

avaliação da GM.

O evento de entrega ocorreu na GM, localizada em São Caetano do

Sul (SP), no dia 6 de novembro. A ABR concorreu com mais de 600

fornecedores, destacou-se pela sua qualidade e credibilidade

no setor.


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58 ARTIGO Dezembro de 2012 | Edição 75

Presente de Natal

Por: Fernando Calmon*

Apesar de altos e baixos, 2012 termina

com mais um recorde nas

vendas. A previsão até 31 de

dezembro é de que se vendam 3,810

milhões de automóveis e comerciais

leves e pesados. O crescimento de 4,9%

se alinhará ao previsto pela Anfavea que

sustentou seus números apesar de um

começo de ano muito difícil.

O ano, mais uma vez, foi salvo

pelos estímulos de corte parcial nos

impostos. Esse tipo de manobra

econômica sempre dá certo no Brasil

porque os impostos aqui são insanos.

Em países como os EUA, onde a sanha

arrecadadora do governo é baixa, e

mesmo da Europa, esses cortes provisórios

da carga fiscal mostram efeito

limitado. Então, por um lado, cobrar

mais impostos implica certa flexibilidade

para incentivar a comercialização

nos momentos de crise, o que serve

muito mais de consolo dispensável do

que real alívio.

A prorrogação do IPI mais baixo –

tudo indica – é o que se prepara como

“presente de Natal” para os brasileiros.

Maioria dos consumidores deve

preferir não arriscar e comprar logo.

Precisamos, porém, de algo mais que

benesses provisórias. Aqui a taxação

sobre automóveis, em termos nominais,

é o dobro da média europeia e

quatro vezes maior do que nos EUA.

Diz-se que há necessidade dessa arrecadação

para manter programas

sociais. Por esse ângulo, louvável; por

outro, desculpa esfarrapada. Com

intervencionismo não chegaremos a

lugar nenhum. O governo quer ser

“sócio” de tudo e de todos.

Um desvio nas previsões da

Anfavea, entretanto, preocupa. No

começo deste ano a entidade dos

fabricantes esperava crescimento de

2% no número de unidades produzidas.

Na realidade, vai cair 1,5%.

Interrompeu-se uma série de nove

anos contínuos em que a produção

crescia. Desde 2003 as linhas de montagem

aumentam seu ritmo, embora

sempre abaixo do crescimento das

vendas. A produção é calibrada por

exportações e participação de importados

no mercado interno, de origem

argentina (positiva, pois o comércio

está equilibrado) ou de outros países.

Deve-se atentar a este indicador

porque é daí que surgem empregos e

sustentação do consumo. Afinal, 2011

terminou com 23,6% de participação

de importados (pico de 27%, em

dezembro) e as restrições criadas

deveriam significar queda acentuada.

Este ano, contudo, as importações

devem representar 21% do total,

recuo relativamente modesto.

O retrocesso da produção se deu,

em parte, pelo ano fraquíssimo para

caminhões, mas o problema mesmo

está nas exportações, que encolheram

21% sobre 2011. O custo Brasil, principalmente,

e o câmbio valorizado são

explicações óbvias, sem contar a forte

concorrência nos mercados de exportação

do País exacerbada pelo excesso

de oferta mundial.

Reflexo nos empregos não ocorreu.

Ao contrário, fabricantes de veículos

criaram 5.500 postos, mas se explica

pelas novas instalações industriais da

Hyundai e da Toyota, além do acordo

de não demissão como compensação

aos cortes do IPI. Sabe-se, porém, que

a GM tem cerca de 1.000 empregos

sob risco, em São José do Campos (SP).

Para 2013, a Anfavea acredita

numa reação da produção, alinhada

com suas previsões de crescimento

das vendas (até 4,9%) que, por sua

vez, dependem do comportamento do

PIB. Resta saber se é torcida

ou realidade.

compressor), em 2014, tudo direto da

Bahia. Novo Fiesta será paulista. E sairia

até EcoSport de sete lugares.

DEPOIS de assinar acordo com a

Chery para produzir Land Rover e

Jaguar na China, o braço britânico da

indiana Tata investirá US$ 1,2 bilhão

na Arábia Saudita: de início 50.000 utilitários/ano.

Assim, falta pouco para a

próxima bola da vez entre emergentes,

o Brasil. Nosso país já chegou perto de

se considerar emergido, mas por

enquanto só os olhos aparecem...

CITROËN DS5 (R$ 124.900) não

parece, mas utiliza mesma arquitetura

do C4 e do Peugeot 3008, com entreeixos

alongado (2,73 m). Espaço interno

é muito bom, embora sair do banco

traseiro exija algum esforço em razão

do desenho do carro. Interior sofisticado

(três tetos solares) e porta-malas

de 465 litros convidam a viajar, em

asfalto liso, onde está “em casa”.

RENAULT, única dos fabricantes

nacionais a importar apenas da

Argentina, mudará o foco em 2013.

Estuda o que trazer de fora e candidato

mais forte é o SUV Koleos. Quanto à

fabricação local do monovolume

Lodgy, empresa reafirma não estar nos

planos, nem remotos. Mas dupla

Logan/Sandero ficará igual à europeia,

no último trimestre de 2013.

LANÇADA no recente Salão

Internacional de Veículos Antigos, em

São Paulo, primeira rede social

para praticantes ou apreciadores

do antigomobilismo. Em

www.redeantigoauto.com.br é possível

interação e utilização sem custos

de recursos e aplicativos especificamente

desenvolvidos para a atividade

tão pouco apoiada no Brasil.

RODA VIVA

FORD tem linha de produtos menor

que a GM, mas também renovará

tudo. Versão SUV da Ranger, Everest,

estreia aqui em 2013, vinda da

Argentina. Novo Ka terá versões hatch

e sedã (pela primeira vez) e motor de

3 cilindros (inicialmente sem turbo-

FOTO: DIVULGAÇÃO

FERNANDO CALMON

*Jornalista especializado

desde 1967, engenheiro

e consultor técnico, de

comunicação e mercado.

fernando@calmon.jor.br e

www.twitter.com/fernandocalmon


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