Ed. 114 - NewsLab

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Ed. 114 - NewsLab

Editorial

Nossa matéria de capa desta edição mostra o nascimento de

uma empresa, a Kasvi. Com o propósito de inovar com resultados,

a companhia paranaense atua nos segmentos de Biologia

Molecular, Microbiologia, Análises Clínicas, Cultivo de Células e

Pesquisa. O desafio e a busca por novos conceitos são as forças

que movem a empresa.

Outro assunto de destaque que você também acompanha aqui na

NewsLab é a automação do Laboratório de Patologia Clínica do

Hospital AC Camargo que acaba de ser concluída. A tecnologia

escolhida foi o Sistema Vantage da Roche Diagnóstica. Considerado

a principal referência de Anatomia Patológica na América

Latina, o Laboratório realiza todos os meses 5.400 exames anatomopatológicos,

sendo duas mil biópsias, 3.100 peças cirúrgicas e

300 revisões de casos. Somados a isso, são executados mais de

1.600 exames citopatológicos mensais.

Nós também estivemos em Salvador, durante o 46º Congresso

Brasileiro de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, que aconteceu

de 4 a 7 de setembro. Participaram do evento cerca de 4

mil pessoas, entre congressistas, palestrantes, expositores e visitantes.

A Exposição Técnico-científica reuniu aproximadamente

100 empresas e instituições e a programação científica foi intensa,

com mais de 100 atividades, entre cursos, conferências, mesas

redondas, seminários, fórum e workshops.

Entre as mais recentes Notícias do segmento laboratorial,

destaque para o Laboratório Sabin, que expande suas atividades

no Brasil com fusões com o Laboratório Cemaza de Belém e Labaclen

na Bahia. Informamos também o resultado do Congresso

Mundial sobre Doenças Tropicais Negligenciadas que aconteceu

no Rio e reuniu cientistas de 59 países para debater os agravos

que afetam 1/6 da população mundial.

Com o título “Leite de bruxa”, a coluna Analogias em Medicina,

escrita pelo patologista José de Souza Andrade Filho, aborda um

fenômeno que ocorre em recém-nascidos devido à passagem

transplacentária dos hormônios maternos que pode apresentar

estímulo das células hipofisárias secretoras de prolactina, com

consequente hipertrofia mamária bilateral e secreção transitória

de leite, semelhante ao colostro.

Os artigos científicos deste número discutem temas como “Perfil

de Sensibilidade da Escherichia coli como Agente Causador de

Infecções do Trato Urinário em Crianças Atendidas em uma Unidade

Básica de Saúde” e a “Avaliação da Associação de Doenças

Parasitárias e Hipoalbuminemia”, entre tantos outros.

Isso e muito mais Ciência da Saúde você só encontra aqui, na

NewsLab.

Boa leitura!

@revista_newslab


ÍNDICE

04 Editorial

06 Índice

10 Notícias

Leia ainda na Roche News:

Novos padrões de segurança

do sangue no Brasil

Parte integrante da Revista Newslab edição 14

Rochenews

Ano 14 | Número 05 | Outubro/Novembro 2012

é ciência

Automação em

laboratórios como

estratégia de

redução de custos

FaZEnDO a

DiFEREnÇa

Implantação

do teste NAT

completo no

Hemoíba

novos padrões de segurança

do sangue no Brasil

36 Nossa Capa – Kasvi: inovação com resultados é uma realidade constante na

atuação desta nova empresa

42 Panorama – Automação do Laboratório de Patologia Clínica do

Hospital AC Camargo acaba de ser concluída

46 Eventos – Salvador recebe 4 mil pessoas para o 46º Congresso da SBPC/ML

50 Informe de Mercado

80 Analogias em Medicina – Leite de bruxa, por José de Souza Andrade Filho

84 Perfil de Sensibilidade da Escherichia coli como Agente Causador de Infecções do Trato Urinário em Crianças

Atendidas em uma Unidade Básica de Saúde - Tatiana Amaro Cechinatto, Karla Renata de Oliveira

96 Análise dos Resultados das Dosagens dos Hormônios TSH, T4, T4 Livre e T3 em Pacientes Femininos e Masculinos, com

Obtenção de Novos Valores de Referência, em um Laboratório do Município de Ivoti, RS - Ana Carolina Pereira, Bruna Thaís

Rauber, Cristina Rama, Daniele Berwanger Nunes, Gustavo Lara, Juliana Anschau, Kelly Peralta

102 Formação de Biofilme por Bactérias Coletadas de Bebedouros Localizados em uma Faculdade em Maringá, Pr –

Taila Vaz Faria Reis, Natália de Souza Botelho

114 Avaliação da Associação de Doenças Parasitárias e Hipoalbuminemia – Muriel Rodrigues Dorneles, Rita Leal Sperotto

122 Principais Alterações Hormonais no Diabetes Gestacional - Francisco Ferreira Araujo Neto, Luiz Gustavo Silva,

Katia Jacqueline Miguel Santos

130 Utilização das Técnicas de Reprodução Assistida em Casais Sorodiscordantes para a Obtenção de Gametas Seguros – Mara

Rúbia Alves de Oliveira, Dayane Oliveira Patrício, Alessandra Bonacini Cheraim Silva, Katia Jacqueline Miguel Santos

140 Prevalência de Parasitoses Intestinais em Escolares no Município de Itaúna, MG – José Luiz Guimarães Filho, Mariana

Moreira Guimarães, Frederico Ferreira Gil, Joseph Fabiano Santos, Morgana Gonçalves Nogueira Oliveira Busatti, Maria

Aparecida Gomes, Haendel Gonçalves Nogueira Oliveira Busatti

146 Agenda

148 Biblioteca NewsLab

150 Classificados

152 Endereços dos Anunciantes

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Pesquisa avalia mudanças genéticas provocadas por bactéria

Helicobacter pylori é responsável por 90% das gastrites crônicas

Classificada, em 1994, pela Agência Internacional para

Pesquisa do Câncer (IARC) como uma bactéria cancerígena,

a Helicobacter pylori aumenta em até nove vezes o risco

de um câncer de estômago e está presente em 90% dos

pacientes com gastrite crônica.

Visando avaliar a importância do tratamento capaz de

impedir a progressão de tal bactéria até provocar a doença,

um estudo do Programa de Pós-Graduação em Genética do

Unesp de São José do Rio Preto tem pesquisado pacientes

infectados pela bactéria e submetidos à terapia padrão com

antibióticos e anti-inflamatórios e analisado como cada paciente

reage ao tratamento.

O objetivo é verificar se houve eliminação da bactéria e

se a expressão de genes da mucosa gástrica que participam

do processo inflamatório e crescimento das células volta

ao mesmo estado em que estava antes da contaminação.

Iniciada em 2010, a pesquisa é realizada pela doutoranda

Aline Cristina Targa Cadamuro, sob a orientação da geneticista

Ana Elizabete Silva, do Departamento de Biologia do Instituto.

O estudo tem a parceria do Hospital de Base (HB) de Rio

Preto e AME (Ambulatório - por: Médico de Especialidades).

A análise está sendo feita por meio de biópsias recolhidas

em endoscopias de 60 pacientes infectados.

“A resposta inflamatória que a bactéria Helicobacter

pylori causa é uma defesa do organismo para combater o

micro-organismo”, afirma Ana. “Mas, se houver anos de

infecção pela bactéria sem tratamento, as células normais

do estômago sofrem lesões, causando gastrite e outras

doenças do estômago”.

Antes de se tornar um câncer, a inflamação provoca

vários tipos de lesões, por múltiplas fases, começando

pela gastrite crônica, progredindo para uma atrofia das

glândulas do estômago (perda das células normais) e

passando por lesões pré-cancerosas.

“Tal progressão pode durar anos e é influenciada por

fatores genéticos, pelas características da bactéria, por

hábitos alimentares e por fatores de risco, como o fumo

e o álcool”, completa a doutoranda Aline.

As pesquisadoras notaram que, em alguns pacientes,

o tratamento não é eficiente na erradicação da bactéria

e, em outros casos, que o paciente sofre recontaminação

por pessoas próximas da família, por exemplo.

“O tratamento busca, além de eliminar a bactéria,

reverter as lesões causadas por ela e evitar que a inflamação

progrida para um câncer”, explica Aline. “Mas,

em alguns casos, o organismo do paciente não responde

efetivamente à terapia”.

A doutoranda, que já apresentou resultados do trabalho

em congressos de Genética na Inglaterra e no Brasil,

diz que os resultados poderão ajudar na realização de

mudanças para melhorar o tratamento. “Para isso, precisamos

entender a variabilidade genética dos pacientes e

da bactéria e quais genes são importantes na inflamação

e progressão da doença”, afirma Ana.

“As respostas a essas questões trazem possibilidades

futuras de terapias mais efetivas dessas lesões e prevenção

da progressão ao câncer gástrico pela bactéria

H. pylori”, avalia Aline.

Falta de informação ainda é uma barreira para o uso e armazenamento das células-tronco

O uso de células-tronco do cordão umbilical é um dos procedimentos mais eficientes

para o tratamento de inúmeras doenças

A medicina vem passando por grandes avanços na área

da genética, devido aos inúmeros estudos e pesquisas que

são feitos com células-tronco. Este avanço beneficia cada

vez mais as pessoas do mundo inteiro a curar e ajudar no

tratamento de diversos tipos de doenças. Porém, grande

parte da população ainda desconhece as vantagens da utilização

das células-tronco e a possibilidade de armazená-

-las em bancos privados para uso próprio ou doá-las para

bancos públicos, para serem utilizadas por outras pessoas

em um futuro tratamento.

“No Brasil já existe uma aceitação boa, mas poderia

ser melhor, pois devido à pequena quantidade de amostras

de sangue que existe no país ficamos atrás de nações

europeias e dos EUA”, diz a Dra. Adriana Homem, médica

responsável técnica do BCU Brasil.

As células-tronco são células coringas que se transformam

em qualquer tecido do corpo humano e são muito

utilizadas com sucesso nos tratamentos de câncer hematológico,

como linfomas, mielomas e leucemias. Outras

enfermidades já estão na fase final de pesquisa, como o

diabetes tipo I, doenças autoimunes, lúpus e cardiopatias.

“Por causa do uso das células-tronco, países mais desenvolvidos

tiveram uma diminuição em custos no tratamento

oncológico, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes,

juntamente com um prognóstico muito mais animador

do que o vivido há décadas”, reforçou a Dra. Adriana.

A coleta de células-tronco do cordão umbilical é um

procedimento indolor e extremamente seguro para a mãe

e a criança. Após a coleta, as células são armazenadas e

sobrevivem por tempo indeterminado, podendo passar mais

de 20 anos armazenadas. Os pais podem optar por guardar

em um banco privado, em que as células são para uso

do próprio filho caso ele precise, ou podem doar para um

banco público para as pessoas que estão na fila de espera.

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NewsLab - edição 114 - 2012


Novo livro da ControlLab foca nas áreas técnicas

O terceiro volume da série sai do forno com o propósito de complementar os dois números anteriores

Chega às mãos dos leitores em setembro

o terceiro livro da série “Gestão da

fase analítica do laboratório”, mais uma

iniciativa da ControlLab dentro de sua

proposta de disseminar conhecimento. A

coleção tem sido distribuída gratuitamente

para profissionais de laboratório de ensaio,

especialmente clínicos, veterinários e de

hemoterapia. Os primeiros exemplares

começaram a ser entregues durante o

46º Congresso Brasileiro de Patologia

Clínica/Medicina Laboratorial (CBPC/ML),

que ocorreu de 4 a 7 de setembro, em

Salvador. E, uma versão digital já está

disponível no site da ControlLab. O livro

impresso também será enviado aos usuários

dos serviços da ControlLab e a instituições de ensino,

bibliotecas, entidades científicas e governamentais ligadas

à área em todo o Brasil.

O terceiro volume da série sai do forno com o propósito

de complementar os dois números anteriores e descreve

ferramentas de controle específicas para algumas áreas

técnicas. O primeiro livro da coleção abordou ferramentas

que são aplicáveis a diversas áreas, enquanto o segundo

volume se concentrou no ensaio de proficiência e no controle

interno quantitativo. “Mas cada área tem suas especificidades,

que podem ser adaptações das ferramentas já descritas

nos volumes anteriores ou ainda outras ferramentas

complementares”, explica Carla Albuquerque, gestora de

Serviços da ControlLab e uma das organizadoras da coleção,

ao lado de Maria Elizabete Mendes, do Laboratório

Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina

da Universidade de São Paulo (FMUSP).

O time de autores deste terceiro volume traz profissionais

que já colaboraram nos outros dois

números e alguns estreantes na coleção.

São nove autores, além das já citadas

duas organizadoras: Alex Galoro, Alexandre

Sant Anna, Elenice Messia, Fernando

Berlitz, Marcos Munhoz, Nelson Medeiros

Junior, Nairo Sumita, Paschoalina Romano

e Vera Castilho.

No livro, que conta com seis capítulos,

os autores descrevem o controle de

processo levando em conta as especificidades

da coagulação, da gasometria, da

hematologia, da urinálise e da parasitologia.

“Mas não paramos por aí. O tema

Indicadores, que foi abordado no primeiro

volume com dimensões e sugestões de

indicadores mais triviais, tem agora um capítulo que amplia

bastante a sua aplicação para aqueles que já passaram

por esta fase inicial”, continua ela. “O conhecimento e a

disponibilidade de ferramentas de gestão têm crescido

muito e permitido uma melhor implantação e monitoração

dos processos analíticos”, comenta Carla, para quem, no

entanto, ainda é preciso “internalizar esses conceitos e

visualizá-los de uma forma mais prática para usá-los com

foco na efetividade dos processos”. Foi justamente para

facilitar esta aprendizagem que a coleção foi idealizada

pela ControlLab.

Assim como nos dois primeiros volumes da série, os

autores e organizadores procuraram equilibrar teoria e prática

em cada capítulo. Juntamente com os conceitos, o livro

traz um “passo- a- passo” para implantação dos processos

e há sempre exemplos de utilização. “A ideia continua ser

esmiuçar cada tema da forma mais clara possível para que

o leitor consiga aplicar”, finaliza Carla.

Terapia com células-tronco de placenta combate linfoma

A empresa israelense Pluristem Therapeutics Ldt.

desenvolveu um tratamento bem-sucedido contra o

câncer linfático à base de injeção de células-tronco de

placenta. Esse protocolo, aplicado a uma mulher de 54

anos, foi o segundo bem-sucedido ocorrido em Israel.

A mulher tinha câncer linfático e não tinha respondido

ao tratamento de quimioterapia e ao transplante de

medula óssea. A injeção intermuscular de células de

placenta PLX melhorou o estado clínico da paciente e

ela teve alta hospitalar.

O procedimento foi realizado no Hadassag Medical

Center, em Jerusalém. “Este é um avanço real. A paciente

estava isolada devido à baixa taxa de glóbulos

brancos e com alta suscetibilidade a infecções, além de

baixa quantidade de glóbulos vermelhos e de plaquetas,

o que a deixava em risco de vida”, diz o professor

Reuven Or, diretor de transplante de medula óssea do

Hospital. “O tratamento com células PLX salvou sua vida

e certamente pode ser classificado como um milagre

médico”, completou.

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Rio sedia congresso mundial sobre doenças tropicais negligenciadas

Cientistas de 59 países participaram de encontro sobre agravos que afetam 1/6 da população mundial

Cerca de um bilhão de pessoas no mundo são afetadas

por doenças tropicais negligenciadas, como malária,

doença de Chagas e doença do sono, leishmanioses,

esquistossomose e dengue. Estes temas foram o foco

do XVIII Congresso Internacional de Medicina Tropical e

Malária, que reuniu 2.000 cientistas de 59 países de 23

a 27 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. O evento

foi promovido pela Federação Internacional de Medicina

Tropical (IFMT) e pela Sociedade Brasileira de Medicina

Tropical (SBMT), que contaram com a Fiocruz, através

do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), como parceira

na organização.

Foram discutidos os estudos de vacinas candidatas

contra malária e a resistência do parasito às drogas

contra a doença; a busca de uma vacina contra a Aids;

o impacto das mudanças climáticas sobre a transmissão

das doenças tropicais; a busca da origem dos parasitas

desde a era dos dinossauros até a atualidade; a chegada

da leishmaniose às grandes cidades, como Manaus e

Madri, na Espanha; o impacto global das gastroenterites

e rotavírus; infecções associadas à Aids; e dispersão

mundial da doença de Chagas.

Alguns destaques do Congresso, que teve sua primeira

edição realizada em 1913, incluíram a presença

de Stanley Plotkin, cientista que desenvolveu a vacina

contra a rubéola de uso padrão mundial e que atua

na elaboração de vacinas para antraz e raiva; Scherif

Zaki, chefe do Departamento de Patologia de Doenças

Infecciosas do Centro de Controle de Doenças (CDC)

dos Estados Unidos, que atuou diretamente no controle

dos surtos de Ebola (na África, entre 1995 e 2002) e

Vírus do Oeste do Nilo (nos Estados Unidos, em 2000

e 2002), além de ter trabalhado como consultor no

controle de suspeitas de antraz em 2001; Jorge Alvar,

representante da OMS, que apresentará as iniciativas

do organismo internacional para controle das doenças

negligenciadas; Pedro Garbes Netto, que mostrará o estágio

de desenvolvimento de vacinas contra a dengue; e

Julio Urbina, pesquisador que abordará as novas drogas

para o tratamento da doença de Chagas.

O evento inclui a realização simultânea do XLVIII

Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical,

as Reuniões de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas

(28ª) e em Leishmanioses (16ª) e o III Congresso Latino

Americano em Medicina de Viagem.

No encerramento do congresso, os cientistas reunidos

publicarão a Carta do Rio, documento com recomendações

sobre o tema das doenças tropicais negligenciadas

para organismos internacionais, governos e

agências financiadoras.

Conheça os principais agravos em pauta no Congresso

Malária

Patógeno: Cinco espécies de protozoários do gênero

Plasmodium.

Transmissão: Picada de mosquitos anofelinos infectados

(cerca de 20 espécies).

Sob risco: 3,2 bilhões de pessoas em 99 países.

Novos casos/ano: Cerca de 200 milhões de casos/ano

no mundo e 300.000 no Brasil.

Dengue

Patógeno: Vírus tipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e

DENV-4.

Transmissão: Picada de mosquitos infectados, das espécies

Aedes aegypti (América) e Aedes albopictus (Ásia).

Sob risco: 2,5 bilhões em 100 países.

Novos casos/ano: entre 50 e 100 milhões de novos

casos/ano no mundo e 765.000 no Brasil.

A cerimônia de abertura contou com a presença do

ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Hanseníase

Patógeno: bacilo Mycobacterium leprae.

Transmissão: Contato com a bactéria presente na saliva

e em secreções de um paciente.

Novos casos/ano: 219.000 novos casos/ano no mundo

e 34.000 no Brasil.

continua na pag.16

14

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Doença de Chagas

Patógeno: Protozoário da espécie Trypanosoma

cruzi.

Transmissão: Fezes de triatomíneos infectados,

insetos conhecidos como ‘barbeiros’, penetram

na pele por meio da picada; ingestão de água e

alimentos contaminados; transfusão de sangue e

transplante de órgãos oriundos de pacientes com

Chagas; de mãe para filho.

Sob risco: 25 milhões de pessoas em 21 países.

Novos casos/ano: 56 mil novos casos/ano

e 166 no Brasil.

Leishmanioses

Patógeno: Protozoários do gênero Leishmania.

Transmissão: Picada de flebotomíneos (insetos

conhecidos como mosquito-palha) infectados.

São transmissores as espécies dos gêneros Lutzomya

(Américas) e Phlebotomus (Europa, África

e Ásia), totalizando 30 espécies.

Sob risco: 350 milhões de pessoas em 98 países.

Novos casos/ano: Cerca de 300 mil casos por ano

(240 mil de Leishmaniose Cutânea - LC e 60 mil

de Leishmaniose Visceral - LV)/ano. No Brasil,

3.500 de LV e 22.000 de LC.

Esquistossomose

Patógeno: Cinco espécies do verme Schistosoma.

Transmissão: Contato com cercárias (fase inicial

de vida do Schistosoma) liberadas em água

doce (rios e afins) por caramujos do gênero

Biomphalaria.

Sob risco: 800 milhões em 77 países e territórios.

Novos casos/ano: 230 milhões de novos casos/

ano no mundo

Tuberculose

Patógeno: Bactéria conhecida como ‘bacilo-de-

-koch’, a Mycobacterium tuberculosis.

Transmissão: Contato com a bactéria presente

na saliva e em secreções de um paciente.

Sob risco: 2 bilhões de pessoas em 95 países.

Novos casos/ano: 8,8 milhões de novos casos/

ano e 69 mil no Brasil.

Fonte dos dados: Organização Mundial da Saúde

Para saber mais:

www.fiocruz.br

Beneficência Portuguesa de São Paulo

inaugura banco de sangue

Instalações triplicam a capacidade das doações e

oferecem mais conforto aos doadores

Com investimento de cerca de R$ 8 milhões, a Beneficência

Portuguesa de São Paulo inaugurou as novas instalações

de seu Banco de Sangue. Construído em área de 1.352 m²,

o local será destinado especialmente à coleta e ao processamento

do sangue e dos seus componentes. O espaço conta

com cerca de 50 colaboradores para atender aos doadores.

Atualmente o Banco de Sangue conta com aproximadamente

30 mil doações por ano.

“Apostamos em tecnologia para uma triagem e coleta mais

eficientes e seguras com testes informatizados que emitem o

resultado logo após o procedimento”, explica Roberto Buessio,

coordenador do Serviço de Hemoterapia da Beneficência Portuguesa

de São Paulo. A pré-triagem faz parte das medidas de

proteção ao doador, já que possibilita o diagnóstico precoce

de doenças e evita que o candidato à doação seja exposto a

situações de risco para sua saúde.

O setor de triagem tem capacidade para 250 atendimentos

por dia, diminuindo o tempo de espera para as doações.

Todo o processo que envolve a doação terá duração média de

até 40 minutos. A sala de coleta é ampla, com 16 cadeiras,

sendo que três delas são para doação de plaquetas por Aférese

– procedimento de doação automatizada em que uma

máquina separa as plaquetas e devolve o sangue ao doador.

Os investimentos em tecnologia e modernização permitem

que o atendimento ao usuário do banco de sangue seja feito

de forma ainda mais humanizada, por colaboradores altamente

qualificados, oferecendo total segurança na realização

dos procedimentos e diminuindo o tempo de espera para a

efetivação da doação.

O primeiro subsolo conta com laboratórios de análise,

estocagem e liberação do sangue, que são equipados com

centrífugas refrigeradas que fracionam o sangue, além de

sala de quarentena onde é feita a estocagem adequada de

cada hemocomponente.

Atualmente, o Banco de Sangue da Beneficência Portuguesa

de São Paulo é um dos maiores serviços privados do

Brasil. “As doações anuais das antigas instalações atendiam

cerca de 50 mil pacientes internados na Beneficência Portuguesa,

sendo que a metade das bolsas de sangue coletadas

foi destinada a pacientes submetidos a cirurgias cardíacas,

neurológicas e oncológicas realizadas na Instituição. O nosso

intuito é conquistar e fidelizar cada vez mais doadores para

a Instituição”, explica Luiz Koiti, superintendente geral da

Beneficência Portuguesa de São Paulo.

As novas instalações do Banco de Sangue da Beneficência

Portuguesa de São Paulo cumprem todas as exigências das

legislações vigentes para captação, coleta, análise, armazenamento

e transfusão de sangue.

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Laboratório Sabin expande suas atividades no Brasil

Empresa anuncia fusões com o Laboratório Cemaza de Belém e Labaclen na Bahia

O Laboratório Sabin acaba de anunciar a fusão com

o Laboratório Cemaza para disponibilizar seus serviços

de análises clínicas em Belém. Com 11 unidades de

atendimento, a operação contará com o aporte de R$

1,5 milhão, nos próximos dois anos, que serão investidos

em infraestrutura, renovação do parque tecnológico e

novas contratações.

De acordo com a sócia-diretora técnica do Sabin,

Sandra Soares Costa, a partir de estudos técnicos e sob

a orientação da Fundação Dom Cabral, a empresa identificou

um mercado de saúde propício na região. “Estamos

confiantes com o investimento no setor de serviços de

saúde da capital paraense. A cidade é a segunda mais

populosa do Norte e está em constante desenvolvimento,

campo ideal para oferecer nossos serviços à população

belenense e ao público corporativo”, afirma.

A chegada do Laboratório Sabin vai movimentar

o mercado de trabalho local. “Queremos gerar mais

emprego e renda na região, implantando nosso modelo

de gestão com foco no desenvolvimento de pessoas.

Até 2014, devemos abrir 100 vagas de empregos diretos”,

anuncia a sócia-diretora executiva da empresa,

Janete Vaz. O Laboratório figura na lista das Melhores

Empresas para Trabalhar no Brasil e na América

Latina, segundo pesquisa do Institute Great Place to

Work (GPTW).

Com a fusão, o Laboratório Cemaza/Sabin disponibilizará

um serviço diferenciado de assessoria científica,

no qual especialistas, em diferentes áreas da medicina,

esclarecem aos pacientes e médicos dúvidas sobre os

exames e laudos. O Laboratório passará a oferecer um

portfólio com mais de 3 mil exames.

Continuando sua política de expansão, o Grupo Sabin

também anunciou a fusão com um tradicional laboratório

da capital baiana, o Labaclen. Com a operação, o Sabin

adquire 11 unidades de atendimento distribuídas entre

as cidades alta e baixa, com atuais 140 colaboradores.

De acordo com Sandra Soares Costa, esse tipo de

operação permite a disponibilização imediata dos serviços

na região. “Identificamos em Salvador uma cidade com

grande crescimento populacional e um setor de saúde em

expansão”, explica. Nos próximos dois anos, a empresa

pretende investir R$ 5 milhões, que serão aplicados na

reestruturação do parque tecnológico, abertura de unidades

e novas contratações.

Considerado o maior laboratório de análises clínicas

do Centro-Oeste, com 28 anos de atuação, o Sabin contabiliza,

até o momento, 108 unidades interligadas na

Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Tocantins,

Manaus e Pará. Atualmente, o Laboratório Sabin ocupa a

terceira posição no Brasil e a oitava posição na América

Latina no ranking das melhores empresas para trabalhar,

segundo pesquisa do Great Place to Work Institute. Além

disso, mantém reconhecimentos importantes na área em

que atua, como o Programa de Excelência para Laboratórios

Médicos (PELM) e o Programa de Acreditação para

Laboratórios Clínicos da Sociedade Brasileira de Patologia

Clínica (PALC/SBPC).

Hospital Albert Einstein apresenta nova Unidade Alphaville

Foram R$ 80 milhões de investimentos, com prioridade

na ampliação de espaço, melhoria de instalações e conforto

Com 8 mil metros quadrados de área construída, a

nova Unidade Avançada Alphaville leva Consultórios,

Pronto-atendimento, Medicina Diagnóstica e Centro de

Fisioterapia para um arrojado prédio de três andares

sustentável e aprovado pelo Green Building (selo internacional

que certifica construções verdes).

O novo espaço contou com investimento de R$ 80

milhões e priorizou a ampliação de espaço, melhoria de

instalações, conforto e aconchego – contando com ampla

área de cafeteria e um espaço interno de jardins.

Além de duplicar seu número de consultórios, a nova

Unidade vai contar com amplo espaço para coleta laboratorial,

novos equipamentos de imagem (angiotomógrafo

e ressonância magnética), equipamento moderno para a

área de Medicina Fetal, área de Cardiologia diagnóstica,

MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial),

eletrocardiograma e Holter.

A Unidade também passa a realizar a Ecocardiografia

transesofágica e exame de Ergometria com cardio-pulmonar.

Além de um espaço dedicado à Mulher – uma área

cuidadosamente ambientada para densitometria óssea,

mamografia e ultra-sonografia.

A área de Pronto Atendimento adulto e infantil conta

com 1200 m 2 , que vai duplicar o número de atendimentos.

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NewsLab - edição 114 - 2012


Agilent Technologies recebe patente para o ensaio clínico CGH, usado para pesquisa genética

A Agilent Technologies recebeu a patente de métodos

de hibridização genômica comparativa. Os métodos CGH

auxiliam os pesquisadores a estudarem a genética e o câncer

em pesquisas básicas e clínicas.

A patente dos EUA inclui indicações para a medição de

mudanças no número de cópias do DNA genômico, abrangendo

tanto ensaios de uma cor como de duas cores, que usam

sondas de oligonucleotídeos e amostras com sequência de alta

complexidade, como amostras de DNA genômico humano.

O método do número de cópias da Agilent, introduzido

comercialmente em 2005, utiliza sondas longas de oligonucleotídeo,

possibilitando alta especificidade e sensibilidade.

Por exemplo, amostras contendo 8% de células anormais

já podem ser analisadas, de forma confiável, com o método

de número de cópias da Agilent.

O método foi originalmente desenvolvido para aperfeiçoar

ensaios clínicos mais antigos de número de cópias que usam

longos fragmentos genômicos, como cromossomos artificiais

bacterianos (BACs geralmente contêm regiões repetitivas).

O método também melhora outros ensaios com arranjos de

oligonucleotídeos, que dependem de métodos de preparação

de amostras que removem significativas porções do conteúdo

do DNA genômico. A plataforma de alta resolução da Agilent

permite que os usuários detectem aberrações genéticas

muito menores ao longo de genomas complexos.

Agilent é líder global em métodos para o sequenciamento

de última geração e microarranjos genômicos. Os

sistemas da Agilent SureSelect e HaloPlex permitem que os

pesquisadores escolham facilmente quais os segmentos do

genoma a serem sequenciados, evitando o tempo e o custo

necessários para sequenciar o genoma completo. Com seu

fluxo de trabalho, da amostra ao sequenciador no mesmo

dia, o sistema HaloPlex é bem adequado aos sequenciadores

desktop da próxima geração, ao passo que a habilidade do

sistema SureSelect para capturar com precisão exomas e

metilomas completos em uma só reação combina bem com

sistemas de sequenciamento de alto rendimento.

Esses são apenas dois produtos resultantes da experiência

da Agilent em sintetizar misturas complexas e personalizadas

de oligonucleotídeos longos. Outras linhas de produto construídas

com essa tecnologia de núcleo incluem microarranjos

para medição genômica ampla de expressão gênica e para

hibridização genômica comparativa, assim como reagentes

SureFISH, uma linha de produto altamente específica e

sensível para hibridização in situ fluorescente (FISH) com

oligonucleotídeo. Além dos produtos baseados em oligonucleotídeo,

Agilent oferece seus instrumentos microfluídicos de

bioanálises para medir a qualidade das amostras e um completo

conjunto de reagentes, hardware, métodos e softwares

bioinformáticos para experimentos genômicos.

HCor desenvolve nova técnica para diagnóstico precoce de Alzheimer

Método pioneiro combina imagens obtidas por meio do PET/CT, tomografia e ressonância magnética

Atualmente, o Mal de Alzheimer atinge cerca de 25 milhões

de pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 1 milhão estão

no Brasil. Embora a doença ainda não tenha cura, existem

tratamentos que tentam retardar os declínios cognitivos que

ela causa. Isso faz com que os portadores de Alzheimer lutem

contra as alterações de comportamento que podem desenvolver

ao longo dos anos, em função de sintomas da doença como

a perda de memória. Portanto, quanto mais cedo a doença é

diagnosticada, mais chances os médicos têm de proporcionar

maior conforto e qualidade de vida aos pacientes. “O Alzheimer

é a principal causa de demência em pessoas com mais de 60

anos no Brasil. O problema chega a ser duas vezes mais comum

que a demência vascular (microinfartos cerebrais) no país,

cujos índices são cada vez mais altos. Diante desse cenário, é

imprescindível contar com ferramentas capazes de diagnosticar

a doença com antecedência e precisão”, afirma o neurocirurgião

do Hospital do Coração (HCor), Dr. Antônio De Salles.

Atento a essa necessidade, Dr. De Salles, em parceria com

a também neurocirurgiã do HCor, Dra. Alessandra Gorgulho,

trazem um método pioneiro no país para o diagnóstico precoce

de Alzheimer. A partir de estudos que desenvolveram na Universidade

da Califórnia (UCLA), onde ele e Dra. Alessandra são

docentes e operam pacientes com Mal de Alzheimer, os neurocirurgiões

do HCor combinam imagens geradas por aparelhos

de PET/CT e ressonância magnética para encontrar, com mais

precisão, possíveis pontos de desenvolvimento da doença, bem

como alvos para cirurgia. “Esse método diagnostica Alzheimer

precocemente, ao indicar com mais clareza os locais onde há

maior concentração de células inativas no cérebro do paciente”,

explica Dra. Alessandra. “Esta manipulação de imagens se torna

possível com a vinda de fusão de imagens neurocirúrgicas e

com auxílio do serviço de Neuroradiologia e Medicina Nuclear

do HCor.”

Para funcionar, o método usado por Dr. De Salles e Dra.

Alessandra é realizado em diferentes estágios. No primeiro, ele

analisa as imagens geradas por tomografias isoladas e pelo aparelho

de PET/CT que consiste em uma combinação da imagem

estrutural obtida pela tomografia computadorizada e a imagem

funcional oferecida pela tomografia molecular por pósitrons

(PET). Em seguida, Dr. De Salles avalia as vias cerebrais e o

grau de atrofias no cérebro utilizando a ressonância magnética.

“Ao visualizar os exames, vemos diferentes áreas do cérebro

e suas vias representadas por cores diferentes, dependendo

da direção das fibras nervosas. Os locais com baixa absorção

de glicose no córtex cerebral representam áreas com função

deficiente e são vistas com menos intensidades que as áreas

normais. A partir desse indício, intensificamos as análises por

meio do uso de comparação e adição de imagens”, explica Dr. De

Salles. “Com esse recurso poderemos identificar e desenvolver

tratamento precoce ou prevenção para vários outros tipos de

doenças cerebrais degenerativas, associadas ao envelhecimento”,

conclui o neurocirurgião.

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NewsLab - edição 114 - 2012


Fragmento de proteína inibe o crescimento de tumores

Tese de doutorado buscou testar o efeito antitumoral de uma sequência da proteína estudada

Um fragmento de proteína pode ser uma importante

arma contra o câncer. É o que foi descoberto numa pesquisa

da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

O trabalho do biomédico Antônio Carlos Borges demonstra

que um pedaço da miosina Va - proteína motora responsável

pelo transporte de algumas organelas -, quando expresso

individualmente, inibe o crescimento de tumores.

A tese de doutorado Expressão de um fragmento da

Miosina Va inibe o crescimento de tumores de melanoma

induzidos em modelo animal, orientada pela professora Enilza

Maria Espreafico, buscou testar o efeito antitumoral de uma

sequência da proteína estudada. Para isso, foram produzidas

células tumorais capazes de expressar o fragmento e, em

seguida, utilizadas para induzir tumores em camundongos.

“Tentando fazer uma analogia, a miosina seria como

um trem de carga com seus vagões, deslocando-se sobre

trilhos. Nestes vagões poderiam ser transportadas diversas

cargas, como moléculas, vesículas e organelas, inclusive

“cargas perigosas”, como os fatores pró-apoptóticos. Se

esses fatores pró-apoptóticos ‘caíssem dos vagões’, seriam

capazes de induzir a morte da própria célula”, explica.

Fragmento de miosina é uma “ferramenta molecular

promissora”, segundo pesquisador. “O que fizemos em nosso

trabalho foi forçar a célula tumoral a fabricar ‘um vagão

de cargas perigosas’, isto é, um fragmento da miosina Va,

desengatado do trem. Assim, as ‘cargas perigosas’ ficam

livres dentro da célula para provocar a morte da mesma.”

O resultado do estudo em animais foi satisfatório. Depois

de 28 dias, enquanto quase 90% dos camundongos

do grupo cujos tumores possuíam o fragmento de miosina

continuavam vivos, pouco mais de 60% dos camundongos

do grupo que tinha tumores normais haviam sobrevivido.

A medição do volume dos tumores também aponta

resultados mais animadores. “Verificamos que os tumores

expressando nosso peptídeo cresceram significativamente

menos que tumores que não expressam”, diz o biomédico.

Borges ressalta que o resultado é, de certa forma,

surpreendente, já que os resultados in vivo com os animais

superaram os efeitos observados in vitro, feitos

em tubos de ensaio, apenas com as células, o que nem

sempre acontece.

A aplicação prática do princípio, avaliado pelo pesquisador

como uma “ferramenta promissora”, no entanto,

ainda está longe de ser alcançada. Ele afirma que outros

pesquisadores do Laboratório de Biologia Celular e Molecular

do Câncer da FMRP continuam trabalhando nesse

sentido, mas o uso do fragmento no tratamento do câncer

só deve ser obtido a longo prazo.

Setor de produtos para a saúde cresceu 4,2% no primeiro semestre

Segmento registrou ainda 8,5% de aumento nas vendas e gerou oito mil novos empregos

Em período no qual a produção industrial brasileira acumulou

perdas, o mercado de produtos, materiais e equipamentos

médico-hospitalares e para diagnóstico cresceu 4,2%

no primeiro semestre deste ano em relação a igual período

de 2011. No acumulado do ano, considerados os meses de

julho de 2011 a junho deste ano, o crescimento do setor foi

de 3,8%. Já as vendas, incluindo produtos farmacêuticos,

cresceram 8,5% na comparação com o mesmo período de

2011 e 8,7% nos 12 meses analisados.

Os dados fazem parte do balanço de desempenho do setor

realizado pela consultoria econômica Websetorial para a ABI-

MED - Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de

Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares.

Segundo o presidente-executivo da ABIMED, Carlos Goulart,

embora o desempenho tenha ficado aquém dos anos anteriores

(o setor cresceu 11% no ano passado), o mercado de produtos

para a saúde continua crescendo acima da média dos outros

setores da economia e ainda tem potencial para se expandir.

“Aumento da longevidade da população, estabilidade

econômica, ascensão da classe C, maior conscientização em

relação à prevenção e qualidade de vida e o fato de a maioria

da população se enquadrar hoje na faixa economicamente ativa

são fatores que criam maior demanda por serviços médicos e

impulsionam o setor”, explica Goulart.

Empregos - O mercado de produtos para a saúde gerou

8,2 mil novos postos de trabalho entre janeiro e junho deste

ano – 8% a mais do que no segundo semestre de 2011 e

6,1% acima do total registrado no primeiro. A maior oferta de

vagas ocorreu no comércio atacadista de máquinas, aparelhos

e equipamentos para uso odontológico, médico e hospitalar:

10,4% do total no primeiro semestre e 14,6% nos 12 meses

analisados.

Balança comercial – Entre janeiro e junho deste ano, as importações

de materiais, produtos e equipamentos para a saúde

totalizaram U$ 4 bilhões e cresceram 12% na comparação com

o mesmo período de 2011. Já as exportações acumularam um

total de U$ 676 milhões – crescimento de 10% .

“O aumento de exportações é o caminho para reduzir o

déficit da balança comercial e estimular o crescimento do

setor. O Brasil reúne todas as condições para se consolidar

como plataforma regional e internacional de exportações.

Possui mercado interno vigoroso, potencial para ampliar sua

capacitação técnica e reconhecimento internacional na área

regulatória”, analisa Goulart.

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NewsLab - edição 114 - 2012


Palestra no 46° CBPC discute as particularidades e os benefícios da

incorporação de novas tecnologias na área da saúde

Discussão expôs os esforços para que os pacientes tenham acesso aos

procedimentos diagnósticos e terapêuticos

Durante o 46° Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/

Medicina Laboratorial, realizado em Salvador de 04 a 07

de setembro, os palestrantes Dra. Karla Coelho Gerente

de Assistência a Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar,

Liliana Perez, presidente da Câmara Brasileira

de Diagnóstico Laboratorial e Dr. Wilson Shcolnik, Diretor

de Acreditação e Qualidade da SBPC/ML, abordaram sob

a coordenação de Daniela Camarinha, sócia proprietária

da You Care, o tema “Incorporação de Novas Tecnologias

na Saúde: Particularidades e Benefícios”.

A discussão expôs os esforços da Agência Nacional de

Saúde, das sociedades médicas e da indústria na incorporação

de novas tecnologias e os mecanismos para que os

pacientes tenham acesso aos procedimentos diagnósticos

e terapêuticos.

A Dra. Karla Coelho explicou que nestes 12 anos de

existência, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)

vem estabelecendo ações específicas para a regulação

do setor, incluindo o incentivo à promoção de programas

de medicina preventiva pelas operadoras de saúde e a

revisão periódica do rol de procedimentos, que deverá ter

uma nova publicação em 2013.

A médica enfatizou que as diretrizes clínicas são discutidas

em conjunto com as sociedades médicas representadas

Eduardo Neto (ANS), Karla Coelho (ANS), Daniela

Camarinha (You Care), Liliana Perez (CBDL) e Wilson

Shcolnik (SBPC/ML)

pela Associação Médica Brasileira e que para a incorporação

de uma nova tecnologia é essencial a discussão de

questões de custo efetividade, evidência e integração da

tecnologia na rede assistencial. “Dentro do rol trabalhamos

com diretrizes clínicas e busca de evidência dos estudos.

Precisamos entender para quem e para que a tecnologia

está indicada, quais são os critérios de elegibilidade e como

utilizar a tecnologia de forma adequada”. Citou ainda que

a ANS participa da Comissão Nacional de Incorporação de

Tecnologia do Ministério da Saúde e contou em primeira

mão que o Ministério da Saúde acaba de criar um departamento

de gestão e incorporação de tecnologias.

Reforçando os assuntos debatidos, o Dr. Wilson Shcolnik

traçou um panorama das incorporações de tecnologias na

área diagnóstica e disse que além do rol, a ANS compreende

que precisamos de outros mecanismos que deem

aos beneficiários acessos aos procedimentos diagnósticos,

terapêuticos e as diretrizes de utilização para que os exames

tenham as suas indicações específicas e os médicos

possam solicitá-los de acordo com a situação clínica do

paciente. Segundo o Dr. Wilson, a utilização de relatórios

integrados decorrentes de novas incorporações demonstra

que em casos de alta complexidade diagnóstica muitos

procedimentos podem ajudar os médicos a esclarecer

diagnósticos e estabelecer prognósticos de doenças. “O

laboratório clínico representa uma parte importante da

assistência à saúde, já que 70% das decisões médicas se

baseiam nos resultados de exames laboratoriais”, concluiu.

Encerrando a apresentação, Liliana destacou o trabalho

em conjunto da indústria para a incorporação de novas tecnologias,

o rumo à medicina personalizada com a utilização

de biomarcadores e a necessidade de identificar o melhor

momento de iniciar o tratamento e o monitoramento deste

paciente, com o qual será possível determinar por que cada

paciente responde de modo distinto ao tratamento. Disse

ainda ser fundamental separar os interesses comerciais

e unir os stakeholders buscando o valor para o paciente

final. “Como podemos nos apropriar do conhecimento e das

novas tecnologias para aumentar o valor para o paciente?”,

provocou Liliana.

Asssine a revista NewsLab:

Tecnologia e informação aprimorando

a qualidade do setor de diagnóstico

www.newslab.com.br

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NewsLab - edição 114 - 2012


Sangue seco é alternativa para o diagnóstico da hepatite B

A infecção pelo vírus da hepatite B (HVB) é a segunda causa

de hepatites virais no Brasil, segundo dados do Ministério da

Saúde. Atualmente, o diagnóstico da doença é feito a partir

de amostras de soro ou de plasma sanguíneo, o que torna

indispensável a punção venosa do sangue dos pacientes. Em

locais de difícil acesso, este método de detecção mostra-se, em

muitos casos, inviável, pois exige equipamentos de laboratórios

especializados e técnicos capacitados para coleta de sangue,

além da necessidade de transporte das amostras até laboratórios

de análise. Como alternativa para o diagnóstico da hepatite

B, cientistas do Laboratório de Hepatites Virais do Instituto

Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) propõem uma nova abordagem,

baseada na análise de amostras de sangue seco. A proposta

mostrou-se eficaz, mais barata e de maior aplicabilidade em

contextos de recursos limitados.

A ideia foi utilizar papel de filtro como base para a amostra,

o que elimina a necessidade de refrigeração e facilita o

transporte, combinado ao método comercial de Elisa, teste

imunoenzimático utilizado na maioria dos laboratórios de

diagnóstico, que permite a detecção no plasma sanguíneo de

anticorpos específicos para agentes patogênicos. Para isso, foi

fundamental identificar quais marcadores da presença do vírus

deveriam basear a metodologia inovadora.

A pesquisadora Lívia Melo Villar destaca a facilidade da coleta

do material como uma das principais vantagens da nova abordagem.

“Com o método de análise de sangue seco, são coletadas

três gotas de sangue capilar a partir da punção digital do dedo

do paciente, usando-se apenas uma agulha. A gota de sangue

do dedo é pressionada no papel de filtro. O material passa por

um processo de diluição para que o sangue fixado seja retirado

do papel de filtro sendo, então, submetido ao método de Elisa.

“Já no método de diagnóstico convencional, o sangue é retirado

por punção venosa, que deve ser realizada por um técnico especializado.

Além disso, esse sangue deve ser centrifugado para

obtenção do soro e, muitas vezes, essa centrifugação deve ser

realizada no mesmo dia”, destaca a pesquisadora do Laboratório

de Hepatites Virais do IOC Lívia Melo Villar.

Neste caso, a inovação nasceu da necessidade: como os

pesquisadores realizam trabalhos em locais distantes dos

grandes centros urbanos, como nas regiões do Pantanal, da

Amazônia ou do Norte do Brasil, havia dificuldade de realizar o

diagnóstico nos estudos de campo. Segundo a pesquisadora,

a facilidade do transporte das amostras é um ponto positivo

da nova abordagem. “Com relação ao método de diagnóstico

atual, o transporte do material deve ser feito em gelo seco, com

temperatura refrigerada, com riscos de quebra dos recipientes.

Na estratégia baseada em uso de papel de filtro, que estamos

propondo, as amostras são secas e podem ser enviadas em

temperatura ambiente pelo correio, logicamente dentro de todas

as regras de biossegurança”, descreve a especialista.

Método e adaptações - Três marcadores são utilizados

como referência para o diagnóstico da hepatite B: HBsAG,

anti-HBc e anti-HBs. O estudo avaliou a otimização do método

comercial de Elisa para detectar esses marcadores do HVB

utilizando-se papel de filtro. Foram estudadas 523 amostras

coletadas entre 2007 e 2008. Este conjunto foi dividido em

quatro grupos, com o objetivo de avaliar a sensibilidade e

especificidade, além da estabilidade da amostra.

“O teste comercial de Elisa é convencionalmente utilizado

para testar amostras de soro, mediante determinado volume

em cada amostra. Como nossa proposta consistia no uso de

papel de filtro, em que há um volume menor de soro, foi preciso

avaliar a viabilidade do volume presente no papel de filtro.

Para este teste, usamos um conjunto com 65 amostras. Para

os estudos de viabilidade, que estabelece se o teste é viável

para uma análise mais aprofundada, um número mínimo 30

de amostras foram empregados. Já para avaliar a sensibilidade

e especificidade, que assegura se o teste é confiável e está

realmente funcionando, usamos um conjunto maior, com 422

amostras”, detalha a especialista.

“Na avaliação da estabilidade, analisamos seis amostras,

sendo três pessoas com e três pessoas sem cada um desses

marcadores. Essas amostras foram mantidas em diferentes condições

de temperatura, dentro, por exemplo, de sacolas plásticas,

para simular as condições de umidade da região amazônica,

na geladeira e no freezer, com o intuito de verificar até quanto

tempo era possível detectar cada marcador no papel de filtro

sem interferência com relação à temperatura”, completa Lívia.

Amostras de sangue venoso, usado para a obtenção do soro

(adotado nas técnicas atuais), e sangue capilar, coletado no

papel de filtro (testado na metodologia proposta), foram coletadas

no mesmo momento, a fim de comparar os resultados e

verificar a sensibilidade do novo método em relação ao método

convencional. A pesquisadora explica que para realização do

teste foram necessárias algumas adaptações. “Para todos os

três marcadores de HBV, foram aumentados os volumes de

amostras, ou seja, foram colocadas mais amostras do que o

recomendado pelo fabricante, porque o sangue obtido no papel

de filtro possui menor quantidade de soro. Modificamos também

o ponto de corte. A curva ROC, escala numérica que determina a

sensibilidade e a especificidade da amostra e permite identificar

os resultados positivos e negativos, foi utilizada para estabelecer

um novo ponto de corte”, relata Lívia.

Resultados - Os resultados do estudo mostram uma correlação

entre a detecção de marcadores do vírus da hepatite

B em amostras de soro e de sangue seco e confirmam que o

método comercial de Elisa pode ser adaptado de forma eficaz

para o uso de amostras de sangue seco. De acordo com Lívia,

as descobertas são promissoras porque indicam a viabilidade

de um teste, de menor custo e mais facilmente disponível.

“Os resultados para sensibilidade foram de 90,5% anti-HBc,

97,6% HBsAg, e 78% para anti-HBs. Com relação à especificidade

obtivemos 92,6% para anti-HBc, 96,7% para o HBsAg e

97,3% para anti-HBs, o que assegura que o teste é confiável.

A pesquisa mostrou também que os marcadores do vírus pode

ser detectado em amostras de sangue seco até 63 dias após a

coleta, em temperatura ambiente”, comemora a pesquisadora.

“A iniciativa poderá ampliar o acesso ao teste em locais de difícil

acesso, favorecendo a realização de estudos de prevalência da

hepatite B em várias regiões do Brasil”, sintetiza Lívia.

Para saber mais:

www.fiocruz.br

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NewsLab - edição 114 - 2012


Médica extrai células-tronco por lipoaspiração

Pesquisas são realizadas na Unesp de Botucatu

divulgação

Os estudos e usos terapêuticos de células-tronco em

todo o mundo vêm aumentando e seus resultados tornando-se

altamente positivos tanto para os pesquisadores

quanto aos pacientes tratados. No entanto, o assunto é

geralmente exposto de maneira polêmica e com foco nas

células extraídas de embriões, que são capazes de gerar

maior número de tecidos, mas têm aspectos éticos e técnicos

conflitantes.

Na Faculdade de Medicina (FM) da Unesp, Campus de

Botucatu, os trabalhos in vitro, com células-tronco, tiveram

início em 2001, no Laboratório de Engenharia Celular do

Hemocentro. Diversos tratamentos com células-tronco já

ocorrem com sucesso e outros podem ser iniciados após

a conclusão de pesquisas que estão em andamento na

instituição.

Um ponto importante é que a obtenção dessas células

tem se dado por meio da lipoaspiração e outras técnicas

de cirurgia plástica, ou seja, métodos que não enfrentam

problemas éticos, são mais simples quando executados

por profissional cirurgião qualificado e fornecem uma

quantidade importante de células.

“A famosa ‘Lipo’ é uma técnica madura, com 34 anos de

história. E o fato de extrairmos células-tronco da gordura

(tecido adiposo) humana é extremamente positivo uma

vez que se trata de fonte rica destas células, podendo ser

obtidas do próprio indivíduo”, destaca Elenice Deffune, docente

da disciplina de Hemoterapia na FM, onde desenvolve

pesquisas em torno da engenharia celular há 20 anos.

Ela afirma que esse método é mais seguro e o rendimento

proporcional do número de células-tronco obtidas

é muito maior do que aquele aspirado em medula óssea,

ou mesmo coletado em sangue de cordão umbilical.

No entanto, ressalva que as aplicações consolidadas de

coleta de medula óssea e de sangue de cordão umbilical

não podem ser substituídas integralmente pelas células-

-tronco de tecido adiposo, pois as células obtidas em cada

método podem ser usadas de modos diferentes, originando

tecidos variados para outros tratamentos e estudos.

As células-tronco extraídas do tecido adiposo são consideradas

mesenquimais, têm capacidade de se diferenciar

e dar origem a diversos tecidos, como o cartilaginoso,

ósseo, muscular, cardíaco e neural, além de possuírem

inquestionável capacidade de controle de imunidade, sendo

utilizadas em doenças intestinais como Chron, doenças

autoimunes e para controlar mecanismo de rejeição dos

transplantes de medula óssea, entre outras patologias.

Atualmente, no mundo as doenças cardiovasculares são

as que mais recebem tratamento eficaz com células-tronco,

seguidas das doenças neurodegenerativas – como Parkinson

–, porém no Brasil, que possui um protocolo clínico

mais rigoroso para a liberação de tratamentos medicinais,

muitos métodos ainda estão em fase experimentação.

Para Deffune, a captação dessas células-tronco através

da lipoaspiração e o seu uso em tratamento são uma

evidência positiva dos novos rumos da medicina. “A engenharia

celular encontra-se no centro do círculo virtuoso

podendo beneficiar pacientes de diferentes especialidades

levando-se em conta resultados concretos obtidos, criteriosa

análise, protocolos éticos de fase clínica rigorosamente

constituídos exercendo plenamente desta forma a medicina

regenerativa e translacional tornando mais justos os

investimentos em pesquisa”.

Em fase final de testes para a liberação na FM, estão os

tratamentos para a recuperação de traqueias em parceria

com o ambulatório de Cirurgia Torácica. Outra parceria,

com o Instituto do Coração (Incor/USP), visa à futura

produção de cartilagens e novos vasos sanguíneos.

Por enquanto, na FM só são realizados tratamentos

em pacientes com feridas crônicas expostas, recorrentes

em diabéticos, hipertensos ou pessoas com passado de

hanseníase (lepra). “Já tivemos casos de feridas abertas

há 47 anos, que passaram pelo nosso tratamento e foram

completamente curadas”, completa Elenice.

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NewsLab - edição 114 - 2012


Kasvi: inovação com resultados

é uma realidade constante na

atuação desta nova empresa

O desafio e a busca por novos conceitos são

as forças que movem a empresa, atuando

no segmento de Biologia Molecular,

Microbiologia, Análises Clínicas,

Cultivo de Células e Pesquisa

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NewsLab - edição 114 - 2012


Atuar com excelência em todos os

seus processos. É assim que a

Kasvi apresenta seu compromisso

com a qualidade e possui completas

soluções em produtos e equipamentos

laboratoriais. Focada exclusivamente para

o atendimento a distribuidores, a Kasvi já

nasceu com uma forte experiência e se

dedica ao segmento de Biologia Molecular,

Microbiologia, Análises Clínicas, Cultivo de

Células e Pesquisa, destacando-se pelo

padrão superior de seus produtos e oferecendo

aos clientes a mais alta tecnologia

disponível no mercado mundial.

A Kasvi está construindo uma trajetória

de sucesso. A cada dia conquista novos

mercados e recebe o reconhecimento dos

seus clientes. Mesmo com pleno sentimento

de realização, desde a sua inauguração, até

hoje, a empresa potencializa sua presença

e vislumbra um futuro ainda maior. Essa

força empreendedora e o crescimento que

vivencia podem ser traduzidos por uma

palavra: Compromisso.

A empresa está comprometida em

oferecer os melhores produtos e prestar

serviços de qualidade através de uma

equipe altamente capacitada que preza o

relacionamento e partilha os mesmos valores

e objetivos de negócio, o crescimento

do cliente através de soluções inovadoras.

Para a Kasvi, fazer a diferença é revelar o

que a inovação pode fazer pelo seu negócio.

E ela está presente não apenas no lançamento

de novas tecnologias no mercado, mas

em toda a sua estrutura, desde o sistema

de logística extremamente eficiente, até os

produtos de qualidade superior e a estratégia

de atendimento totalmente diferenciada.

O desafio e a busca constante por novos

conceitos são as forças que movem a Kasvi

e a fazem acompanhar as mudanças e o

ritmo cada vez mais veloz do mercado. Essa

agilidade, inerente à atuação da empresa,

possibilita trabalhar em conjunto com os

seus parceiros para alcançar os mesmos

ideais de forma inteligente e dinâmica.

Equipe comprometida e

relacionamento diferenciado

A Kasvi tem como premissa a ética e o

respeito com seus colaboradores, clientes

e parceiros, pois entende que uma relação

baseada nesses valores é o alicerce para o

Antecipar-se

às tendências

é uma

característica

da Kasvi, que

se reinventa a

todo instante

com inovações

que beneficiam

tanto o cliente

quanto a

prosperidade

da empresa

Sede da empresa,

em Curitiba

NewsLab - edição 114 - 2012

37


sucesso e desenvolvimento da organização.

Todos os profissionais estão envolvidos em

viabilizar o aumento do seu desempenho e

da sua competitividade.

Essa constante busca pela excelência

e a solução levada no momento em que a

empresa necessita, traduzem a essência do

seu atendimento. A união do conhecimento

e a preocupação em estabelecer uma experiência

positiva através de um relacionamento

totalmente personalizado revelam os

diferenciais da empresa.

Em um mercado tão competitivo e rigoroso

como o atual, o cliente está cada dia mais

exigente. Algumas empresas encaram essa

realidade como uma ameaça ao seu negócio,

mas a Kasvi aponta esse desafio como uma

oportunidade para inovar e se diferenciar

dos demais. Assim, consegue sempre surpreender

e superar as expectativas de seus

parceiros, inspirando-se em suas ideias e

criando experiências e serviços que, em um

primeiro momento, não foram solicitados,

entretanto, era exatamente o que buscavam

e atenderam plenamente a sua necessidade.

Antecipar-se às tendências é uma característica

da empresa que se reinventa a todo

instante com inovações que beneficiam a

prosperidade do seu negócio.

Toda essa estrutura de relacionamento

não seria possível sem uma equipe dedicada

que atua com competência e seriedade.

Seus profissionais estão comprometidos com

a melhoria contínua em todos os processos

e proporcionam um atendimento ágil,

transparente e com soluções que equilibram

qualidade, custos e prazos. É através de

seu comprometimento e de uma cultura de

parceria entre colaboradores e empresa que

existe o incentivo ao trabalho em conjunto

para alcançar os melhores resultados.

Nessa trajetória da busca por excelência,

há também o constante investimento em

seu capital humano. Por isso são realizados

treinamentos contínuos com as equipes com

a finalidade de estimular o processo de geração

e implementação de novas ideias, bem

como manter a essência de um atendimento

de qualidade e a resposta rápida na solução

de problemas.

Qualidade em inovação

A missão da Kasvi é atender às expectativas

dos clientes oferecendo um atendimento

eficiente, produtos e equipamentos

de qualidade e, principalmente, bons negó-

Os profissionais

da Kasvi estão

comprometidos

com a melhoria

contínua em

todos os processos

e proporcionam

um atendimento

ágil, transparente

e com soluções

que equilibram

qualidade, custos

e prazos

38

NewsLab - edição 114 - 2012


cios. Assim, busca sempre incorporar novos

produtos e expandir suas linhas. Para tanto

possui um departamento que trabalha com

exclusividade para a identificação da demanda

do mercado e realiza um completo trabalho

de pesquisa voltado à implementação

desses novos produtos.

Todos os seus produtos são resultados

de amplos e contínuos investimentos que

compreendem desde a fase de concepção,

até a avaliação dos melhores custos e logística

para atender todo o mercado nacional.

No decorrer do processo produtivo são

avaliadas as propriedades e características

da matéria-prima para garantir a altíssima

qualidade do produto final. Do mesmo modo

são analisados o design e o desempenho dos

equipamentos, assegurando sua durabilidade

e precisão.

Esse trabalho é realizado por profissionais

altamente capacitados e conectados às

tendências e necessidades do mercado. Os

envolvidos nos projetos aperfeiçoam uma

série de competências organizacionais e procuram

desenvolver continuamente o portfólio

da empresa. Além disso, desenvolvem a sua

própria habilidade em inovar para identificar

as novas oportunidades, melhorar os produtos

e equipamentos para deixá-los ainda

mais competitivos, aumentando também a

produtividade e resultado dos laboratórios.

A empresa está comprometida com a

qualidade, com o controle de seus processos

e com o desempenho de seus clientes. Dessa

forma aprimora a cada dia seus padrões e

busca a melhoria contínua através da participação

de todos os membros da empresa,

incluindo gerentes, supervisores e executivos.

Essa cultura está presente em cada ação

desenvolvida na empresa, sendo também

multiplicada por meio de seus colaboradores.

Trata-se de uma nova maneira de olhar

o Sistema de Qualidade e definir o conjunto

das atividades planejadas com o foco no

cliente. A Kasvi entende que somente desta

forma serão alcançados os seus objetivos,

onde existe o benefício comum, tanto para

a empresa na excelência dos seus produtos,

quanto no aumento da satisfação de quem

os recebe.

Logística extremamente eficiente

Com o propósito de ser inovadora e oferecer

os melhores produtos em seu segmento,

a Kasvi atua com soluções rápidas e estratégias

eficientes para atender exclusivamente

aos fornecedores. Por esse motivo conta

com um estoque permanente que permite a

entrega dos produtos em um prazo reduzido.

A Kasvi entende que a cada dia aumenta

a diversidade de produtos, tornando ainda

mais complexa e trabalhosa a administração

dos estoques por parte dos seus

clientes, pois exigem grandes áreas de

armazenagem e geram custos excessivos.

Dessa forma, a Kasvi procura otimizar os

seus processos estabelecendo um relacionamento

estratégico e de confiança entre a

empresa e o distribuidor. Para tanto, possui

um amplo estoque e garante o contínuo

abastecimento dos produtos adequando

o processo de entrega de acordo com a

sua necessidade, proporcionando assim

uma redução no seu nível de estoque. Em

consequência de toda essa estrutura, há a

A Kasvi procura

otimizar os

seus processos

estabelecendo um

relacionamento

estratégico e de

confiança entre

a empresa e o

distribuidor

NewsLab - edição 114 - 2012

39


edução de gastos para o distribuidor e também

um melhor preço do produto final.

A Kasvi possui ainda um sistema de logística

extremamente eficiente que permite uma perfeita

sincronização com a sua demanda, garantindo

a disponibilidade imediata do produto. A

sua equipe altamente capacitada assegura que

os produtos sejam corretamente armazenados

e estejam dentro dos parâmetros

de qualidade exigidos pela empresa, sem

atrasos na entrega dos pedidos.

O alinhamento, uma rede mais ampla

e interconectada de operações reflete em

uma melhora na eficiência dos resultados

dos seus parceiros. Esse relacionamento

baseado na confiança e no comprometimento

é imprescindível na busca pela qualidade

e agilidade, garantindo a satisfação

e rentabilidade dos seus clientes, assim

como o sucesso da organização.

Alguns dos produtos da linha Kasvi

BIOLOGIA MOLECULAR

Transiluminador; Kit de Extração de DNA;

Plásticos para qPCR; Marcadores de Peso

Molecular; Corante Safer; Reagentes para

Biologia Molecular; Agarose; Fonte de Eletroforese;

Cubas de Eletroforese; Plásticos

para Biologia Molecular

ANÁLISES CLÍNICAS

Banho Seco; Cubetas; Lâminas e Lamínulas;

Câmaras de Contagem

PARA USO GERAL

Barras e Pegadores Magnéticos; Vortex

Multifuncional ; Vortex Basic; Timer Digital;

Plásticos em Geral; Parafilm M

Produtos que

fazem parte

do portfólio

da empresa.

De cima

para baixo:

Sistema

Reload, Cuba

e fonte de

eletroforese,

Pipeta

Multicanal

com Ponteiras

CULTIVO CELULAR

Plásticos para Cultivo Celular

DOSADORES

Pipetadores de Volume Manual; Pipetador

Automático; Micropipeta Multicanal; Micropipetas

Monocanal Basic; Micropipetas

Eletrônicas; Dispensadores

Para saber mais:

www.kasvi.com.br

40

NewsLab - edição 114 - 2012


Sistema Vantage, da Roche Diagnóstica

Automação do Laboratório de

Patologia Clínica do Hospital

AC Camargo é concluída

A tecnologia escolhida foi o Sistema Vantage da Roche Diagnóstica

Considerado a principal referência de Anatomia

Patológica na América Latina, o Laboratório

de Patologia Clínica do Hospital AC Camargo

presta atendimento privado e público, pelo sistema

SUS. Todos os meses são realizados aproximadamente

5.400 exames anatomopatológicos, sendo duas

mil biópsias, 3.100 peças cirúrgicas e 300 revisões

de casos. Somados a isso, são executados mais de

1.600 exames citopatológicos mensais.

E para que todo esse complexo sistema diagnóstico

funcione com cada vez mais eficiência e rapidez, o laboratório

acaba de concluir seu processo de automação.

Dr. Fernando Soares, médico patologista e diretor

de Anatomia Patológica do Hospital AC Camargo,

42

NewsLab - edição 114 - 2012


Laboratório de Imuno-histoquímica

Sala dos Patologistas

Estação de trabalho da microtomia

Amostras sendo escaneadas e rastreadas por código de barras

explica que, embora o laboratório já estivesse trabalhando

com automação, ela não era plena. Agora,

ela está completa e foi realizada com a tecnologia

da Roche Diagnóstica, em sistemas e equipamentos,

trazendo mais segurança e agilidade nos resultados.

O trabalho na anatomia patológica, no geral, é

dividido em fase pré-analítica e fase analítica. Na

pré-analítica, a peça cirúrgica chega, é conferida

e define-se qual área vai para análise. Esta fase é

intransferível, ou seja, depende da interpretação do

patologista, não sendo automatizada.

Já a fase analítica, esta pode ser toda automatizada

e é isso que já ocorre no Hospital AC Camargo com o

sistema Vantage da Roche Diagnóstica. “A informação

de cada pessoa é transferida para um código de barras.

São feitas checagens deste código em todas as

etapas e nos diferentes setores. Com isso, é gerada

confiabilidade e a certeza de diagnóstico correto”,

explica Dr. Fernando Soares.

Além disso, a automação possibilita saber, por

exemplo, quem fez a coleta, o que fez, a que horas

fez ... Proporciona também o controle do fluxo da

amostra e, além de ser individual, em que etapa está

cada caso específico, traz resposta rápida, com acesso

também pela internet.

“A automação age positivamente também no fluxo

de trabalho, onde não há gargalo, ou seja, um setor

menos produtivo que outro. Oferece ainda controle de

custo. Um exemplo é o custo unitário de cada lâmina:

com a automatização sabemos exatamente quantas

lâminas são necessárias em um período específico e,

assim, evitamos a compra a mais ou a menos. Outro

exemplo é saber exatamente a quantidade de novos

reagentes a ser comprada”, esclarece o médico.

Com a automação foi adquirido também um

software que consiste em telas touch screen para

impressão e leitura de código de barras. Isso trouxe

mais agilidade, já que, em muitos casos, os resultados

de biópsias podem ser liberados no mesmo dia. Para

corar a lâmina a automação também é importante,

pois se evita, por exemplo, que haja falha em um dos

processos químicos de coloração, não interferindo

assim no resultado final.

Entre os procedimentos executados no Laboratório

de Anatomia Patológica do Hospital AC Camargo

estão basicamente a extração de DNA e RNA, testes

moleculares, pesquisas de mutações genéticas, testes

diagnósticos e preditivos, como BRAF, KRAS etc..

E para que tudo isso funcione, estão envolvidos 12

patologistas e três pesquisadores.

NewsLab - edição 114 - 2012

43


Fotos: Celso Pupo

Novidades tecnológicas da medicina diagnóstica foram apresentadas na exposição científica

Salvador recebe 4 mil pessoas

para o 46º Congresso da SBPC/ML

Evento foi pautado por

lançamentos literários

e intensa programação

científica

Salas lotadas nas mais de 100 atividades científicas do Congresso

O 46º Congresso Brasileiro de

Patologia Clínica/Medicina Laboratorial,

que aconteceu de 4 a 7 de

setembro, no Centro de Convenções

de Salvador, Bahia, deixou

um saldo positivo. Entre cursos

pré-congresso, nos dias 2 e 3, e

nos quatro dias do evento, participaram

cerca de 4 mil pessoas,

entre congressistas, palestrantes,

expositores e visitantes.

A Exposição Técnico-científica,

que reuniu aproximadamente 100

empresas e instituições, recebeu

grande presença de visitantes nos

quatro dias do evento.

A programação científica foi intensa,

com mais de 100 atividades,

entre cursos, conferências, mesas

redondas, seminários, fórum e

workshops.

O estande da SBPC/ML foi palco

de importantes lançamentos. No

dia 5 foi apresentado o livro Diretriz

para a gestão e garantia da

qualidade de Testes Laboratoriais

Remotos da SBPC/ML. Este documento,

publicado sob a forma de

46

NewsLab - edição 114 - 2012


livro, inclui as aplicações dos Testes

Laboratoriais Remotos (TLR) em

diferentes áreas clínicas, suas vantagens

e desvantagens e o contexto

sob a ótica da RDC 302, da Agência

Nacional de Vigilância Sanitária

(Anvisa), e a Norma do Programa

de Acreditação de Laboratórios Clínicos

(PALC), da SBPC/ML.

“Esta diretriz é resultado de um

grande trabalho de pesquisa bibliográfica

feito pelos autores. Ela descreve

o estado da arte em relação

ao tema”, explica o diretor científico

da SBPC/ML, Nairo Sumita, coautor

e coordenador da publicação.

Segundo o vice-diretor científico,

Murilo Melo, também coautor, “o

foco deixa de ser a tecnologia em

si, para ser sua aplicação, seus benefícios

aos pacientes e ao sistema

de cuidados à saúde no qual está

inserida, inclusive nos aspectos

gerenciais e financeiros”.

Outro coautor, o ex-presidente

da SBPC/ML Carlos Ballarati, acrescenta

que é uma atualização do

trabalho publicado em 2004. “TLR

é uma tendência do mercado de

Medicina Laboratorial, e se tornou

muito importante para o nosso setor”,

diz. A publicação tem o apoio

de Roche e Radiometer.

Neste mesmo dia, A SBPC/ML

lançou a edição 2012 do Posicionamento

de Tecnologia da Informação

em Medicina Laboratorial. O coordenador

da publicação e coautor,

Murilo Melo, explicou que o objetivo

desse documento é “aproximar os

profissionais de laboratório e os

de tecnologia da informação, em

benefício dos pacientes”.

O documento compreende seis

Dos 670 temas livres submetidos ao Congresso, 300 foram selecionados para apresentação

Para palestras de especialistas estrangeiros, o uso de tradução simultânea

artigos que abordam os temas Disponível somente em versão

“Certificação digital de laudos laboratoriais”,

on line, o documento pode ser

“TI do laboratório em acessado pelo site da SBPC/ML para

cenários de desastre: o que fazer?”, download gratuito e impressão,

“Armazenamento de informações em www.sbpc.org.br/timl. Neste

e troca de LIS”, “Acabaremos um endereço também é encontrada a

dia com o papel nos laboratórios?”, edição 2011.

“Integração de LIS com outros sistemas:

O Posicionamento da SBPC/ML

conceitos e oportunidades” 2012 Tecnologia da Informação

e “Uso da TI para melhoria de processos

em Medicina Laboratorial tem o

na recepção do laboratório”. apoio de Hotsoft, Medical

Systems,

NewsLab - edição 114 - 2012

47


Lançamento da Diretriz para a gestão e garantia da qualidade de Testes Laboratoriais Remotos

da SBPC/ML

Shift, Veus Technology e Sociedade

Brasileira de Informática em Saúde

(SBIS).

Já no dia 6, foi a vez do lançamento

da certificação digital de

laudos laboratoriais e dos livros

Biomarcadores em cardiologia e

Função renal e exame de urina - 156

perguntas.

Intensa programação

científica

Durante os quatro dias do Congresso

ocorreram mais de 100 atividades

(conferências, mesas redondas,

seminários, cursos, workshops

e encontros com especialistas),

apresentadas por 170 palestrantes

do Brasil e do exterior.

Em alguns auditórios também

foram programados workshops de

empresas, com os mais variados

temas. Apresentações orais de 20

resumos de tema livre selecionados

ocorreram com a participação de um

expressivo público.

Em uma ampla área foram apresentados

mais de 300 resumos de

tema livre de 36 áreas de conhecimento.

A Comissão Analisadora foi

exigente porque foram submetidos

670 trabalhos.

Os autores tiveram a opção de

apresentar os trabalhos também

em arquivo eletrônico, em formato

“pdf˝, além do pôster em formato

físico, que é obrigatório.

Os pôsteres eletrônicos puderam

ser consultados pelo público em

terminais com tela LCD, com dimensões

suficientes para permitir uma

visualização confortável, instalados

na área de exposição de Resumos

de Tema Livre.

A apresentação de pôster em formato

eletrônico começou no congresso

do ano passado, em Florianópolis,

e teve boa receptividade dos participantes.

Em uma pesquisa realizada

durante o evento, a maioria dos entrevistados

respondeu que aprovava

a iniciativa e gostaria que ela fosse

repetida nos próximos eventos.

Ações de sustentabilidade

Durante o Congresso foram

desenvolvidas ações de sustentabilidade

para diminuir o impacto

do evento sobre o meio ambiente.

Para esse trabalho, foi contratada a

empresa ConstruAmbiental, que fez

um trabalho de gestão ambiental.

As atividades foram concentradas

na redução de resíduos produzidos

durante o congresso e nos

que foram encaminhados ao aterro

sanitário de Salvador. Foi avaliada

ainda a quantidade de gases de

efeito estufa emitidos para serem

neutralizados posteriormente. Também

ocorreram ações de educação e

sensibilização ambiental dos participantes,

avaliação dos estandes mais

sustentáveis e medição do consumo

de água e energia elétrica.

"Para reduzir os resíduos encaminhados

ao aterro, houve coleta seletiva

e todos os resíduos recicláveis

foram entregues a uma cooperativa

local", disse Rafael Aidar, da ConstruAmbiental.

Os expositores receberam o

Manual para eventos mais sustentáveis,

com sugestões e oportunidades

de melhorias socioambientais.

Uma delas explica que o uso de

materiais reutilizáveis na montagem

do estande ajuda a reduzir em 50%

o volume de resíduos gerados no

evento. A coleta seletiva contribui

para aumentar a vida útil do aterro

sanitário, auxiliar na educação

ambiental dos participantes e pode

gerar emprego e renda para comunidades

que vivem desse trabalho.

“Grande parte do consumo de

energia elétrica de um evento

ocorre por conta da iluminação

dos estandes e dos cenários. É

possível reduzir esse consumo. O

ideal é escolher equipamentos que

utilizam LED como elemento de

iluminação”, explica Aidar.

48

NewsLab - edição 114 - 2012


Veolia Water assume 100% do negócio Elga no Brasil

A Veolia Water Brasil adquire o negócio Elga Labwater da Nova

Analítica e passa a cuidar de 100% da operação no mercado nacional.

Pertencente à Veolia, Elga é uma marca global de purificadores

de água para laboratório, sendo que no Brasil os produtos eram

comercializados pela Nova Analítica, que atua em distribuição de

equipamentos e acessórios laboratoriais.

No País, a tecnologia está presente em clientes industriais e nos

principais laboratórios da área diagnóstica. “O cliente passa a ter

uma única entidade de contato, pois até então a linha era comercializada

pelas duas empresas. Além disso, Elga terá incremento de

investimentos, para aumentar o reconhecimento da marca dentro

dos padrões da Veolia. É importante ressaltar que a sinergia entre

as duas empresas continuará, pois a Nova Analítica tem vasta base

instalada, na qual outros serviços da Veolia podem ser oferecidos”,

afirma Francisco Faus, gerente geral da divisão Solutions da Veolia

Water Brasil.

A linha Elga Labwater é formada pelas tecnologias Purelab, que

oferece pureza da água aplicações laboratoriais específicas; Centra,

que produz e distribui água purificada para laboratórios individuais;

Medica, que garante a analisadores clínicos um fornecimento constante

e confiável de água compatível para produzir e reproduzir testes de

diagnóstico com precisão; e Biopure, voltada para limpeza e esterilização

de equipamentos médicos reutilizáveis.”

: www.veoliawaterst.com.br

Biosystems: garantindo tecnologia e excelência em serviços

A Biosystems é uma empresa 100% brasileira que completa

27 anos em 2012. Especializada em equipamentos e materiais

de consumo para áreas de biologia molecular, microbiologia,

bioquímica, farmácia e afins, tem como principal compromisso

apresentar soluções focadas na necessidade de cada cliente.

Conta com profissionais experientes e qualificados e vendedores

presentes em todo território nacional. Através de treinamento

constante, a equipe é preparada para proporcionar negociações

comerciais personalizadas que atendam a necessidade

do cliente e ofereçam produtos sofisticados e de alta qualidade.

Os profissionais responsáveis pelo suporte técnico e científico

possuem amplo conhecimento dos processos e são capacitados

para dar assistência e treinamentos, garantindo o compromisso

com a melhor solução e oferecendo um ambiente seguro para

seus clientes.

Buscando garantir a tecnologia e excelência em serviços,

o departamento especializado em Comércio Exterior oferece a

possibilidade de aquisição de produtos pela modalidade de importação

direta. Fazendo o intermédio de todo fluxo informacional

e documental entre a instituição e o fornecedor, a equipe torna

o processo ágil, seguro e econômico.

A Biosystems esteve presente no mês de agosto deste ano

na 27ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia

Experimental e, em setembro, no 58º Congresso Brasileiro de

Genética, cujo tema foi “Genética e Sustentabilidade”, em referência

às importantes contribuições que a Genética tem dado ao

desenvolvimento da civilização humana, observando as estratégias

de melhorar nossa qualidade de vida, ao mesmo tempo em

que busca soluções que preservem nosso ambiente. Esse tema

coincide com os assuntos abordados na Conferência das Nações

Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20. A participação

da empresa foi imprescindível para continuar oferecendo

projetos especiais e as melhores soluções às instituições no país.

:: www.biosystems.com.br

50

NewsLab - edição 114 - 2012


ioMérieux e Sérgio Franco promovem evento sobre

procalcitonina no Hospital Infantil Nossa Senhora do Sabará

Com o tema “Valor clínico da procalcitonina para tomada de

decisão no paciente pediátrico”, o pediatra Dr. Corsino Rey Galán,

Chefe da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital

Universitário de Astúrias (Oviedo, Espanha), apresentou dados

que demonstraram que a sepse evolui nas crianças, sobretudo

nos recém-nascidos, de forma rápida e fulminante, uma vez que

o sistema imunológico está menos desenvolvido.

A sepse, também conhecida como infecção generalizada, é

caracterizada por um estado de inflamação que ocorre em todo

o organismo, posterior ao “processo infeccioso”, causado por

bactérias. Representa a maior causa de mortes em UTIs não

cardíacas, onde a mortalidade pode chegar a 32% em caso de

sepse grave ou até 54% em caso de choque séptico.

A sepse pode ocorrer de três formas progressivamente mais

graves: sepse não complicada, sepse grave e choque séptico.

Dependendo da eficácia do diagnóstico e do tratamento, a sepse

pode ser curada com antibióticos – na maioria dos casos –, ou

pode evoluir para um quadro grave e até matar.

Para o especialista, o foco para o tratamento correto é o

médico saber reconhecer se determinada infecção vai evoluir

para sepse grave. “A identificação da sepse pelos profissionais

médicos ainda é um desafio”. Uma ferramenta de apoio são

os chamados biomarcadores como a procalcitonina (PCT), que

auxiliam no gerenciamento da sepse e na tomada de decisões.

A PCT é uma substância que não é encontrada no sangue

de uma pessoa saudável. A PCT é liberada por diversos órgãos

quando há infecção bacteriana. Quanto maior a presença de PCT

no plasma sanguíneo, maior a gravidade da infecção bacteriana.

A resposta inflamatória do organismo a uma invasão microbiana

maciça pode ser tão intensa que causa diversos distúrbios,

como choque circulatório, alterações na coagulação e falência

múltipla de órgãos.

“Dosagens de procalcitonina podem ajudar no diagnóstico

precoce e no estabelecimento do prognóstico, na avaliação clínica

e na orientação do tratamento, em crianças e adultos, e ainda

diminuir a incidência de bactérias multirresistentes a antibióticos

nos hospitais”, diz o especialista. “Estudos demonstram que o

investimento para medir a PCT de forma frequente é muito baixo

e compensa a possibilidade de redução expressiva nos custos

com antibióticos e UTI.”

A bioMérieux disponibiliza o biomarcador procalcitonina* na

plataforma Vidas.

* Vidas Brahms Procalcitonina: apresentação 60 testes. Registro

M.S. 10158120600

Dr. José Luiz Setúbal, Dra. Heloisa Ionemoto, Fernanda Fernandes, Dr. Corsino

Rey Galán, Dra. Fátima Rodrigues Fernandes e Dra. Lorena Brito de Faro

(: 08000 264848

8: brasil.contato@biomerieux.com

Lançamento Cral: lâmina para automação tipo Sysmex e bandeja para lâminas

Características da lâmina para automação tipo Sysmex:

• Fosca lapidada

• Tamanho 26x76 mm, espessura = 1,0 a 1,2 mm

• Produzida em vidro ótico especial, transparente de alta qualidade e sem imperfeições

• Caixa com 50 unidades revestidas com embalagem plástica, sem seda entre as lâminas.

• Encaixe perfeito nos equipamentos de hematologia da marca Sysmex.

Características da bandeja plástica em ABS para 20 lâminas:

• Tamanho: 19x0,8c34 cm

• Estrutura rígida e resistente a solventes (xilol e outros), encaixes individuais e numerados,

saliência na base, facilitando a remoção da lâmina, encaixes que permitem

a sobreposição das bandejas.

• Ideal no transporte de lâminas após preparo em rotinas de parasitologia, anatomopatológico,

microbiologia, etc

• Seu uso assegura a integridade das lâminas até o momento de leitura no microscópio

prevenindo quebra, perda do material e possível reconvocação do paciente, para

realização de nova coleta.

(: (11) 3454-7000 / 2712-7000 / 8: vendas@cralplast.com.br

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NewsLab - edição 114 - 2012


Citometria de fluxo: precisão e especificidade na oncohematologia

São classificadas como hematopoietic stem

cells ou células-tronco hematopoéticas, células

precursoras do tecido sanguíneo que possuem

grande potencial proliferativo e de autorrenovação.

O fenótipo da célula-tronco hematopoética

inclui a expressão dos antígenos CD34 e CD90

(Thy-1) e ausência do CD38. O antígeno CD34

é uma glicoproteína transmembrana e funciona

como uma molécula de adesão. Está presente

em células progenitoras hematopoéticas, em

células endoteliais, fibroblastos embriônicos e em algumas células

do tecido nervoso fetal e adulto. Em condições normais, cerca de

1% das células da medula óssea expressam o antígeno CD34; no

sangue periférico essa expressão aparece em 0,05% do total de

células mononucleares, enquanto que no sangue de cordão umbilical

varia entre 0,3% e 2%.

A plasticidade das células-tronco da medula constitui um aspecto

interessante dessas células. Essa característica contribui para um

aumento das expectativas quanto à utilização de células-tronco

como uma ferramenta terapêutica promissora, capaz de reconstituir

órgãos e reparar tecidos.

Existem diversos estudos mostrando a capacidade de stem

cells de medula óssea em se diferenciar em células maduras do

coração, fígado, rim, músculos e cérebro. Porém, ainda são necessários

outros para que resultados mais assertivos sejam gerados.

Atualmente, o transplante autólogo e alogênico de células

progenitoras do sangue periférico já é algo consagrado na prática

médica como uma modalidade de tratamento efetivo de pacientes

com doenças hematológicas, imunodeficiência, doenças genéticas

e alguns tumores como o câncer de mama. O procedimento consiste,

através de quimioterapia e/ou radioterapia, na eliminação

dos sistemas hematológico e imune do paciente e a reinfusão de

células progenitoras coletadas do sangue periférico após estímulo

com fator de crescimento.

A determinação do número de células CD34 + em amostras de

medula óssea, em concentrado de células de sangue periférico

obtido por aférese e em sangue de cordão umbilical, é o parâmetro

clinicamente mais relevante para que haja uma boa recuperação

medular pós-infusão. A citometria de fluxo é a metodologia mais

rápida e precisa na identificação e quantificação de células CD34 + e

baseia-se no protocolo recomendado pela ISHA-

GE (International Society for Hematotherapy and

Graft Engineering). Além da avaliação do tamanho

e complexidade celular, o protocolo permite a

seleção da subpopulação de células CD34 + viáveis

a partir da população total de leucócitos, células

que expressam o antígeno CD45 + . A quantidade

de células CD34 + viáveis pode ser reportada em

valores percentuais (plataforma única) e absolutos

(plataforma dupla e/ou única). Sendo que

o reporte dos valores absolutos obtidos em plataforma única é o

método mais preciso e livre de variações metodológicas. Para tanto

se faz necessária a utilização de:

1. Anticorpos monoclonais contra os antígenos CD34 e CD45 conjugados

com os respectivos fluorocromos PE e FITC (ISHAGE)

2. Solução de lise de eritrócitos à base de cloreto de amônio (NH4Cl)

– BD Pharm Lyse. Ao contrário das soluções de lise a base de

paraformoldeído, essa solução promove a lise dos eritrócitos sem

fixar as células remanescentes, mantendo-as viáveis

3. Corante de ácido nucleico para a identificação de células mortas.

A sugestão da BD é a utilização do 7-AAD (7-aminoactinomycin-

-D) devido sua compatibilidade em relação ao espectro de

emissão de fluorescência com fluorocromos recomendados pela

ISHAGE para os antígenos CD34 e CD45. Células positivas para

7-AAD não estão viáveis e devem ser descartadas da análise final

4. Beads para contagem absoluta – Tubos BD TruCount. Através do

grupo de beads contidas no tubo é possível ter acesso aos valores

absolutos de células CD34 + viáveis sem a necessidade de se

realizar o teste em plataforma dupla (hemograma e citometria).

A quantidade de células CD34 + infundidas para fins de recuperação

da hematopoese tem sido relacionada à viabilidade do procedimento

e à velocidade de recuperação hematopoética. A quantidade

mínima recomendada por vários serviços é de 2 x 10 6 células/Kg de

peso do receptor, porém existem grandes diferenças na literatura

que vão de 1 a 5. Diferenças estas que podem ser atribuídas à heterogeneidade

dos métodos de quantificação utilizados. Portanto,

a escolha da metodologia e a padronização do protocolo escolhido

é de extrema importância para se obter o sucesso nas infusões.

:: www.bd.com

Mononucleosis Rapid Test Device

Também conhecida como a doença do beijo, a Mononucleose

provoca febre, enfartamento dos gânglios do pescoço e das

axilas, comprometimento do fígado e do baço, entre outros

sintomas.

O vírus responsável pela doença, o Epstein-Barr, da família

Herpesviridae, é transmitido pela saliva contaminada durante

o contato íntimo entre pessoas, daí o nome doença do beijo.

Como boa parte dos herpesvírus, o Epstein-Barr traz consigo

certo potencial oncogênico e relaciona-se com o carcinoma de

nasofaringe e com alguns tipos de linfoma.

O diagnóstico da doença pode ser feito através de um exame

simples e o resultado obtido em apenas 5 minutos.

O Mononucleosis Rapid Test Device é um ensaio imunocromatográfico

rápido para a detecção qualitativa de anticorpos

heterófilos contra Mononucleose Infecciosa em sangue total,

soro ou plasma humano.

O teste possui excelentes características de performance,

alta sensibilidade (> 99,9%) e especificidade (98,6%).

8: abon@bioeasy.com.br

54

NewsLab - edição 114 - 2012


PNCQ Gestor: três anos de sucesso e novas turmas

Prestes a completar três anos de existência, o PNCQ Gestor

teve sua programação de cursos ampliada no segundo semestre

de 2012 para atender à demanda de laboratórios que buscam

implantar o Sistema de Gestão da Qualidade em busca de Acreditação

pelo Sistema Nacional de Acreditação (DICQ). Criado

para auxiliar na melhoria contínua dos serviços prestados pelos

laboratórios clínicos, o PNCQ Gestor já ajudou a mais de 850

laboratórios e mais de 1.500 profissionais do país a preparar

toda a documentação necessária e pretende fechar o ano de

2012 atingindo a marca de 1.000 laboratórios dotados dessa

ferramenta, que é líder de mercado.

Para isso, o PNCQ organizou uma agenda robusta para

2012, que também contempla treinamentos em oito cidades

do país entre os meses de setembro e dezembro. Aconteceu o

Curso de Gestão da Qualidade – PNCQ Gestor + Formação de

Auditores Internos em Belo Horizonte (MG) nos dias 27 e 28 de

setembro; em Florianópolis (SC), nos dias 04 e 05 de outubro;

a dobradinha de cursos aconteceu em São Lourenço (MG) nos

dias 24 e 25 de outubro e, em Ilhéus (BA), de 25 e 26 de outubro.

Em novembro, haverá turmas dias 8 e 9 em Aracaju (SE);

Montes Claros (MG) nos dias 09 e 10 e dias 22 e 23 em Maceió

(AL). Em dezembro nos dias 05 e 06 será a vez de Salvador

(BA), que ocorre concomitante ao CRACNe.

Ferramenta de fácil operação, o PNCQ Gestor atende aos

requisitos do DICQ, da RDC 302:2005 da Anvisa e da NM ISO

15.189 para ajudar o laboratório a elaborar, organizar e controlar

toda a documentação da qualidade. O software, que acaba de

ganhar um upgrade com a versão 4.0, mais dinâmica e funcional,

oferece mais de 80 modelos de documentos para que os

laboratórios adaptem à sua realidade. A ferramenta também

permite importar documentos já elaborados para o sistema e

possibilita a instalação em rede, disponibilizando a documentação

em meio eletrônico.

Hoje, além de adquirir o software e participar dos cursos

oferecidos, é possível também solicitar Consultorias Presenciais,

que podem agilizar o processo de organização da documentação

necessária, diminuindo falhas. Todas essas ferramentas auxiliam

na gestão dos documentos da qualidade e propiciam a solicitação

da Auditoria de Acreditação - uma necessidade iminente, por

conta da Resolução Normativa 267:2011 da ANS, que prevê a

divulgação aos cidadãos, por parte dos convênios e planos de

saúde, de dados sobre a qualificação de sua rede prestadora de

serviços. Para laboratórios clínicos, o atributo de qualificação

necessário é a Acreditação.

(: (21) 2569-6867 / 8: pncq@pncq.org.br / :: www.pncq.org.br

Na era mobile: Shift inova e libera assinatura de exame via iPad

Em menos de 30 anos, o mundo viu enormes computadores

se transformarem em desktops que, por sua vez, passaram a

conviver com os notebooks, que diminuíram seu tamanho e

potência para darem origem aos netbooks, os quais, enfim,

ganharam a leveza e praticidade do iPad. É um caminho sem

volta: o mundo, cada vez mais, é mobile.

Mesmo os práticos notebooks, que outrora foram a alegria de

quem costumava se locomover bastante, já são pesos incômodos

durante as inúmeras viagens – caso comum entre os médicos

e administradores de laboratórios. É por isso que a Shift deu

mais um passo à frente e liberou a assinatura de exames do

seu Shift Lis – software corporativo para gerenciamento técnico

e operacional de laboratórios clínicos – por meio do iPad. “O

responsável pelo exame agora pode ver o laudo completo do

exame e validar o resultado da tela direto do seu iPad”, revela

Aldo Ianela Guerra, analista de desenvolvimento da Shift.

A ideia da empresa ao pensar nessa função é a de dar praticidade

e agilidade ao processo. Até por isso, não é necessária a

instalação de nenhum aplicativo, já que o sistema é completamente

web e roda direto do Safari (navegador padrão do iPad).

Além da validação dos resultados de exames, outra tela que

já vinha sendo utilizada via iPad é a de consulta e resultados. A

diferença é que a de consulta é voltada a pacientes, enquanto que

a de validação é para os usuários responsáveis pelos laboratórios.

A ideia, a partir de agora, é expandir as telas para outras

telas do sistema. “Acabamos o desenvolvimento dessa tela de

validação, mas o plano é de ter cada vez mais funcionalidades

disponíveis”, afirma Guerra. “Todos os laboratórios que possuem

o Shift Lis já podem acessar a página e fazer uso da funcionalidade,

e outros que passarem a utilizar nosso sistema já terão

mais esse benefício disponível”.

:: www.shift.com.br

:: www.twitter.com/shift20anos

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Desidrogenase Láctica

A lactato desidrogenase (LDH) é a enzima que catalisa a

conversão do piruvato para lactato, com participação do NADH

onde é oxidado para o NAD + . A atividade catalítica é determinada

a partir da velocidade de desaparecimento do NADH que é

proporcional à atividade de LDH na amostra analisada.

LDH

Piruvato + NADH+ H + Lactato + NAD +

LDH

Piruvato + NADH+ H + ---------- Lactato + NAD +

eleva as frações LD-1 e LD-2 produzindo padrão de isoenzimas

semelhante ao que ocorre no infarto do miocárdio.

No infarto agudo do miocárdio, os níveis de LDH no soro

aumentam 8-12 horas após o infarto, atingindo o pico máximo

entre 24-48 horas, assim esses valores permanecem aumentados

por 7 a 12 dias.

Nas anemias megaloblásticas a deficiência de folato ou de

vitamina B 12

provoca destruição das células precursoras dos

eritrócitos na medula óssea e aumenta, em até 50 vezes, a atividade

da enzima sérica por conta das isoenzimas LD-1 e LD-2

que voltam ao normal após o tratamento.

Os níveis teciduais são cerca de 500 vezes maiores que os

encontrados no soro, sendo que qualquer aumento na atividade

da LDH no soro sugere lesão tissular.

A atividade da LDH está presente nas células dos organismos.

Em seres humanos maiores concentrações são obtidas durante

dano tecidual inespecífico (LDH-Total). Normalmente indicada

nas neoplasias, miocardites, infarto do miocárdio, distrofia,

mononucleose infecciosa, hepatopatias, pneumopatias, etilismo,

pancreatite e falência renal. Se comprovada, solicita-se dosagem

de suas isoformas LD-1, LD-2, LD-3, LD-4 e LD-5.

A desidrogenase láctica também é utilizada como um marcador

de hemólise. Durante a coleta e/ou manipulação de sangue,

Isoenzimas encontradas no soro

Isoenzimas Percentual Localização

LD-1 (HHHH) 14-26 Coração e eritrócitos

LD-2 (HHHM) 29-39 Coração e eritrócitos

LD-3 (HHMM) 20-26

LD-4 (HMMM) 8-16

LD-5 (MMMM) 6-16

Pulmão, linfócitos, baço,

pâncreas

Fígado, músculo

esquelético

Fígado, músculo

esquelético

As LDH são inibidas por reagentes como os iontes mercúrico

e o p-cloromercuribenzoato, que reagem com grupamentos tiol.

Sua inibição pode ser revertida pela adição de reagentes contendo

tióis. Os anticoagulantes como citrato, EDTA, Fluoreto e

Oxalato também podem causar interferências na reação.

A Biotécnica disponibiliza em sua linha de produtos o reagente

Desidrogenase Láctica, com ótima performance, permitindo

adaptação a todos os aparelhos existentes no mercado.

(: (35) 3214-4646

8: sac@biotecnicaltda.com.br

:: www.biotecnica.ind.br

Rede Labforte contrata Formato Clínico para elaboração de seu Planejamento Estratégico

A Formato Clínico iniciou o projeto de elaboração do Planejamento

Estratégico da Rede Labforte, composta por 39 laboratórios

associados do Estado da Bahia. Juntos, possuem 286

unidades de atendimento em 18 municípios, realizando mais de

12 milhões de exames ao ano com 1.276 colaboradores.

“Nosso projeto consiste em um mapeamento minucioso do

mercado local e dos laboratórios associados, para entendermos

as oportunidades e riscos e construir uma visão de futuro”, pontua

o diretor executivo da Formato Clínico, Gustavo Campana.

O projeto possui como base o conceito do associativismo e

dos modelos de negócio que geram benefícios às empresas associadas,

como Central de Compras, Central de Produção, Central

de Serviços e Central de Negócios. A associação de empresas

é uma das tendências apontadas pela Formato Clínico para o

mercado de medicina laboratorial do Brasil.

Sobre a Formato Clínico - a Formato Clínico é uma empresa

de consultoria em Medicina Diagnóstica com escritório no Brasil

e Chile, formada por profissionais da área de saúde com experiência

técnica e de gestão. Possui três unidades de negócio:

Consultoria de Processos e Qualidade, Consultoria em Negócios

em Saúde e Educação Continuada.

(: (11) 3528-7405 / 8: formatoclinico@formatoclinico.com.br

:: www.formatoclinico.com.br

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LabLaudo - o avanço do resultado via internet

Cada vez mais exigentes, os pacientes não esperam apenas

qualidade e rapidez do laboratório de análises clínicas, querem

também comodidade. A disponibilização de resultados na internet

é um dos componentes que atende essa demanda.

O laudo laboratorial online deixou de ser um diferencial para

ser um requisito. Além de atender os anseios dos pacientes os

laboratórios ainda ganham tempo e dinheiro. A economia decorre

da redução de gastos com papel, tinta, compra e manutenção

de impressoras e mesmo com a mão-de-obra empregada neste

processo.

Não é de hoje que os sistemas de informação laboratorial

oferecem esse recurso. A maioria deles, contudo, restringe-se ao

envio dos resultados para a internet, esperando que em algum

momento sejam “acessados” pelo paciente ou pelo médico. A

Hotsoft inova mais uma vez ao oferecer o LabLaudo, totalmente

integrado à Gestão de Laudos do Labplus 8 e do Labmaster.

O laudo é entregue exatamente onde e como o paciente solicitou

durante o seu atendimento na recepção, seja na internet

Registro de entrega: Confirmação de acesso do laudo na internet

e/ou no consultório médico

e/ou impresso e/ou

na empresa de medicina

ocupacional. E fica registrado

no LIS o momento

em que o paciente acessou

o resultado, tirando-o

da pendência de entrega

de resultados. Isso possibilita

ao laboratório ter

completa rastreabilidade

sobre os laudos entregues,

incluindo os que são apanhados

pela internet. Vale

destacar também que ao

disponibilizar acesso 24

horas aos laudos e ainda permitir a visualização dos resultados

anteriores de forma simples, o laboratório proporciona ao cliente

uma experiência positiva, fidelizando-o.

Para os laboratórios que atendem hospitais e precisam agilizar

a entrega dos resultados, minimizando custos, o LabLaudo

permite a geração de grupos de usuários para cada setor do

hospital (UTI, Pronto Socorro, Enfermarias). Assim, cada usuário

tem sua senha de acesso aos resultados daquele local específico

e pode imprimir os laudos dos pacientes internados no setor.

Todas essas funcionalidades, aliadas a relatórios estatísticos

e gerenciais, fazem do LabLaudo uma poderosa ferramenta de

segurança de dados, fidelização de pacientes e redução de custos

para o laboratório.

(: (44) 3302-4455

8: negocios@labplus.com.br

:: www.hotsoft.com.br

O cliente acompanha o status dos exames

e pode visualizar ou imprimir o laudo

Micropipetas de volume variável Agipette

A manipulação de volumes nos mais

diversos laboratórios é rotineira tanto

quanto determinante, não devendo a

rotina sobrepor-se à vigília pela busca

da precisão.

Na mesma proporção em que análises

que envolvem microvolumes podem refletir

em macroconsequências, a segurança e

precisão garantidas por instrumentos de

qualidade conferem confiabilidade e eficácia

aos processos.

Nas micropipetas com mecanismo de

deslocamento de ar, quando o botão de

aspiração/dispensação é pressionado, o

pistão localizado dentro do equipamento se

A perfeição é feita de pequenos detalhes - não é

apenas um detalhe, Michelangelo

move para baixo, deslocando o ar em contato

com ele para fora da pipeta (o volume

de ar expulso é igual ao volume ajustado

na pipeta, e consequentemente igual ao

volume de amostra aspirado).

Devido a esta precisão micrométrica,

faz-se tão importante a qualidade operacional

do instrumento utilizado.

Pensando nisso, a Agipette traz ao

mercado as micropipetas de volume variável,

em variadas faixas de volume e

com mecanismo de deslocamento de ar,

além de um design leve e resistente, que

proporcionam, por suas características técnicas e funcionais,

precisão nas pipetagens e ergonomia no trabalho, com conforto

e praticidade ao usuário.

:: www.agipette.com.br / 8: contato@agipette.com.br

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NewsLab - edição 114 - 2012


Qualidade e rapidez no diagnóstico da tuberculose através da detecção direta por PCR

O kit Speed-Oligo ® Direct Mycobacterium Tuberculosis é

um método baseado em PCR acoplado a uma tira oligocromatográfica,

que permite detecção rápida do gênero Mycobacterium

e do complexo Mycobacterium tuberculosis em amostras

diretas com alta sensibilidade e especificidade. Desta maneira

permite a distinção de uma infecção por espécies pertencentes

ao complexo M. tuberculosis e de micobactérias atípicas.

Speed-Oligo ® Direct Mycobacterium Tuberculosis foi desenvolvido

para fácil utilização com o mínimo manuseio e sem

a utilização de substâncias tóxicas. A amplificação do material

genético leva, aproximadamente, 60 minutos e a detecção

é feita em 5 minutos. Assim, os resultados são obtidos em

menos de 2 horas com o diagnóstico da tuberculose ou ainda

para a detecção de infecção por micobactérias atípicas. Os

reagentes são liofilizados, o que facilita o armazenamento e

previne contaminação.

A tuberculose é causada pelo Mycobacterium tuberculosis.

A bactéria normalmente infecta os pulmões, mas

o M. tuberculosis pode também acometer outras regiões

tais como rins, meninges e cérebro. Alguns pacientes são

assintomáticos, já outros apresentam sintomas aparentemente

simples, que são ignorados durante alguns meses ou

mesmo por anos. A tuberculose tem cura, porém, se não

diagnosticada e tratada eficazmente, pode ser fatal.

O cuidado com os pacientes tuberculosos inicia-se com

a qualidade e garantia do diagnóstico que, feito de maneira

precoce, assegura um tratamento adequado e auxilia no controle

da doença, a fim de impedir a cadeia de transmissão.

Métodos moleculares baseados na amplificação de ácidos

nucleicos em amostras diretas permitem detecção com alta

sensibilidade e especificidade. Também apresentam vantagens

quando comparados aos métodos tradicionais de detecção

tais como baciloscopia, que apresenta baixa sensibilidade, e

a cultura que, devido ao lento crescimento da bactéria, pode

levar de duas a três semanas.

(: (21) 2622-4646

8: medivax@medivax.com.br

:: www.medivax.com.br

Agilidade do Pentra 80 é atestada por laboratório do Tocantins

O Pentra 80, considerado equipamento

de ponta da Horiba Medical,

mostra bons resultados no laboratório

do Tocantins por se adequar

à rotina promovendo mais agilidade

e confiabilidade nos resultados.

“Com relação ao desempenho, nós

conseguimos liberar os resultados

com mais agilidade. O Pentra 80 tem

a qualidade de ser interfaceado, ou

seja, é completamente integrado

ao sistema do laboratório e por

isso conseguimos a liberação do exame diretamente para o

sistema”, comenta a Dra. Clariana Moraes Guerin, biomédica

do LabExato.

O Pentra 80 é capaz de gerar resultados confiáveis e tem

capacidade de 80 tubos por hora com 26 parâmetros. “Outro

ponto que podemos destacar na rotina do laboratório, que

mudou radicalmente, é que a contagem das lâminas era feita

por microscopia e hoje não precisamos mais revisar todas elas.

Aproximadamente 10% passam por nossa revisão porque o

próprio equipamento auxilia na análise”, ressalta Clariana.

O analisador hematológico

Pentra 80 possui monitor touch

screen e software interativo, alarmes

patológicos e morfológicos,

além de utilizar a citometria de

fluxo e combinada com os princípios

de impedância e citoquímica.

“O equipamento é muito confiável

e agregou qualidade à rotina do

laboratório. Chegou para suprir

uma necessidade que tínhamos na

dinâmica da análise das células do

sangue”, finaliza a Dra. Clariana Guerin.

A Horiba Medical tem como meta, em 2012, investir no

crescimento de pequenos e médios laboratórios em outras

regiões do país. “Estamos muito satisfeitos com o aumento

de market share que conquistamos este ano junto aos laboratórios

de pequeno e médio porte. Os nossos equipamentos

são soluções que se adequam perfeitamente a rotina deles”,

explica Rafael Abdel, gerente de marketing da Horiba Medical.

:: www.horiba.com/br

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Lançamento Cral: tubo para coleta de sangue a vácuo para VHS

Características do tubo a vácuo para VHS 8X120 mm:

• Tubo a vácuo em vidro com tampa de goma na cor preta

• Sistema VHS operacional fechado e seguro

• Compatível com o Método de Westergreen

• Resultado em 30 minutos

• Contém citrato de sódio 3,8%, aspiração 1,6 ml

• Baixo custo por teste

• Anticoagulante próprio para a realização do VHS (Velocidade de Hemossedimentação)

O tubo é utilizado para coleta de sangue destinado aos testes de velocidade

de hemossedimentação (VHS) em laboratório clínico.

A velocidade de hemossedimentação é um marcador de resposta inflamatória.

(: (11) 3454-7000 / 2712-7000 / 8: vendas@cralplast.com.br / :: www.cralplast.com.br

Afip Medicina Diagnóstica oferece apoio em Citogenética

Importante ferramenta diagnóstica, o exame de cariótipo

permite a identificação de alterações em número e estrutura dos

cromossomos e tem diversas aplicações. Pode ser utilizado para

a investigação de síndromes genéticas, como Down, Klinefelter

e Turner, infertilidade, abortamento de repetição e déficit intelectual.

Auxilia no diagnóstico, prognóstico e acompanhamento

de doenças onco-hematológicas e na análise de malformações

congênitas e fetais.

A equipe que atua em Citogenética na Afip Medicina Diagnóstica

tem formação em nível superior e ampla experiência na

área; a supervisão é realizada por citogeneticista com doutorado.

A área de Citogenética conta com uma sala especial para cultura,

com ambiente estéril. Utiliza meios comerciais e materiais

de alta qualidade, o que reduz a necessidade de manipulação e

otimiza a cultura de linfócitos.

Cada caso é analisado por dois citogeneticistas e revisado

por um analista sênior antes da liberação do laudo; os casos

mais complexos são discutidos por um grupo de especialistas.

Os laudos referentes aos exames de cariótipo são elaborados

de acordo com padrões internacionais e incluem a interpretação

do resultado, a imagem do exame e a especificação da quantidade

de células analisadas.

A Afip Medicina Diagnóstica mantém uma central de atendimento

exclusiva, composta por profissionais capacitados,

responsáveis por esclarecer dúvidas quanto aos exames solicitados,

realizar as comunicações de casos críticos e oferecer

total suporte na escolha dos testes adequados e na interpretação

dos resultados.

Além da Citogenética, o setor de Medicina Molecular da Afip

Medicina Diagnóstica oferece exames em Biologia Molecular e

Genética Molecular.

(: (11) 5908-7105

8: contato@apoioafip.com.br

:: www.apoioafip.com.br

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NewsLab - edição 114 - 2012


USA Diagnóstica: quimioluminescência para todos

A USA Diagnóstica tem uma linha completa de kits com a

metodologia quimioluninescência (CLIA) e é a única empresa

no mercado nacional com a exclusividade da marca Monobind.

A quimioluminescência é uma metodologia de alta sensibilidade

e especificidade. Ideal para rotinas de pequeno e médio portes,

pois permite testes manuais, de curto tempo de incubação.

Além dos kits, a USA Diagnóstica possui um equipamento

específico para CLIA, com a marca Monobind, que além da excelente

qualidade, possui baixo custo.

Para maior confiabilidade nos resultados, a USA Diagnóstica

oferece o Multi-Ligand, um soro controle específico para as

metodologias de quimioluminescência e Elisa.

Anti-TPO T3 Total PSA Total FSH CKMB

Anti-TG T4 Livre TSH LH Troponina I

TG T4 Total CEA PRL Ferritina

T3 Livre

PSA Livre

AFP HCG IgE Total

(: (31) 3226-3330

8: usadiag@usadiagnostica.com.br

:: www.usadiagnostica.com.br

Sysmex participa do 46º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica em Salvador

Mais um ano a Sysmex América Latina e Caribe expôs seus

equipamentos e ministrou palestras durante o Congresso Brasileiro

de Patologia Clínica. O evento atraiu visitantes, congressistas

e profissionais ligados à área de Diagnóstico no Brasil. Como

já é de costume, a Sysmex se preocupou em compartilhar os

conhecimentos e as novas tecnologias do mercado de diagnóstico

in vitro com palestras ministradas em seu estande.

Este ano a grade de palestras foi extensa, contando com

quatro palestrantes durante os quatro dias de congresso. Segundo

Claudia Vasconcellos, Especialista de Produto na Sysmex, e

uma das palestrantes, “ficamos muito satisfeitos em saber que

os temas abordados em nossas palestras são de interesse do

público, fato esse confirmado pela grande procura e ao grande

número de participantes”.

No segundo dia do congresso, um workshop contou com a

presença do renomado profissional da área, o Dr. Claudio Brandão,

farmacêutico-bioquímico e mestre em Imuno-Hemostasia

e supervisor técnico do laboratório clínico do Hospital Aliança

em Salvador. Ele ministrou a palestra intitulada “Contagem de

plaquetas: Uma nova abordagem”, que contou a presença de

mais de 250 congressistas. Dr. Claudio Brandão compartilhou

com o público presente a sua grande experiência nos estudos

com plaquetas. Também foram apresentados vários casos clínicos

com a utilização do parâmetro clínico avançado IPF – Fração de

Plaquetas Imaturas, utilizados no laboratório clínico do Hospital

Aliança para diferenciar as causas das trombocitopenias.

Em seu estande, a empresa expôs o contador hematológico

XT-4000i, com contagem diferencial de 5-partes que apresenta

velocidade de processamento de 100 amostras/hora, parâmetros

clínicos avançados e modo de análise de líquidos biológicos.

Também estava em exposição o equipamento XS-1000i, um

contador hematológico compacto que realiza a contagem diferencial

de 5-partes utilizando a tecnologia de citometria de fluxo

fluorescente, já consagrada em outros equipamentos Sysmex.

:: www.sysmex.com.br

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NewsLab - edição 114 - 2012


DB ganha mercado e amplia estrutura

Com um ano e meio de atuação

o DB - Diagnósticos do Brasil

vem ganhando cada vez mais espaço

em todo mercado nacional.

E o reconhecimento pelo trabalho

realizado se consolida através do

crescimento acima das metas

estabelecidas. Hoje o DB já conta

com mais de 1.000 clientes ativos

e atua em mais de 600 cidades

dentro de 18 estados do país.

“Como único laboratório exclusivo

de apoio do país - nosso

principal diferencial - ganhamos

a confiança inicial dos laboratórios, mas é no dia a dia que

conquistamos definitivamente nossos clientes, com a entrega

de resultados rápidos e precisos”, afirma Marcelo Ruiz, diretor

técnico do Diagnósticos do Brasil.

Desde o início de 2012, já prevendo a demanda ainda

maior que virá com o promissor cenário futuro, o DB está realizando

grandes investimentos na área técnica promovendo

a ampliação da capacidade do laboratório. Com a reestruturação

do setor pré-analítico e aquisição de novos equipamentos

a capacidade de triagem ultrapassa 3.900 tubos/hora. Outros

setores têm recebido atenção especial, como a Bioquímica,

com capacidade ampliada para 600.000 exames/mês e Hormônios,

que com a chegada de cinco novos equipamentos

pode realizar 1.200.000 exames/mês. A Toxicologia, setor

que mês a mês amplia o volume de análises, também recebe

implementações e passa a realizar 150.000 exames/mês

sem comprometer prazos de

entregas de resultado.

Ainda neste ano, o DB lançou

duas unidades técnicas voltadas

ao diagnóstico especializado. Em

Sorocaba está localizado o DB

Patologia, unidade com 500 m 2

dedicados ao diagnóstico anatomopatológico

e citopatológico, e

em São Paulo está localizado o

DB Molecular, com 800 m 2 dedicados

ao diagnóstico molecular

de doenças infecciosas e hereditárias,

HLA, marcadores oncogênicos,

sexagem fetal, teste de vínculo genético (paternidade),

fibrose cística, entre outros. “Mesmo lançado recentemente o DB

Molecular ganha implementações, o quarto sequenciador acaba

de chegar à unidade, um ABI 3.500”, salienta o hematologista

Antonio Fabron Junior, diretor geral do DB. A unidade dedicada

exclusivamente ao diagnóstico molecular realiza atualmente

1.500 exames/mês.

Os constantes investimentos na ampliação e modernização

do parque tecnológico e a expansão comercial acelerada em todo

o mercado nacional mostram que o DB - Diagnósticos do Brasil

vem se fortalecendo dia a dia como um dos principais laboratórios

de apoio do país e se tornando uma referência no setor.

(: (41) 3299-3400

8: db@dbdiagnosticos.com.br

:: www.diagnosticosdobrasil.com.br

Segurança nas centrifugações: tubo cônico para centrifugação Easypath

A centrifugação é um procedimento comum

e eficiente em diversas técnicas laboratoriais

e cada vez mais se faz necessária

a utilização de materiais de consumo de

qualidade para este tipo de procedimento.

É de extrema importância trabalhar com

produtos que não tragam “dor de cabeça”,

ainda mais quando temos sob nossa responsabilidade

amostras biológicas, nas quais se

houver qualquer deslize na técnica desempenhada,

sua repetição se tornará inevitável

e ainda será necessário a convocação

do paciente para uma nova coleta, obtendo,

como consequência, a perda de tempo e

dinheiro para o laboratório além da insatisfação do cliente.

Pensando na garantia, qualidade e segurança dos exames,

a EasyPath desenvolveu e agora disponibiliza os tubos de centrifugação

com fundo cônico ou autossustentável desenhados e

confeccionados de modo a atender às mais variadas técnicas,

possuindo as seguintes características:

• Confeccionados em polipropileno de alta transparência e

resistência

• Esterilizados por radiação gama,

evitando possíveis contaminações

proporcionadas por outros tipos de

esterilizações

• Graduação de fácil visualização e

com exatidão dos volumes apresentados

• Paredes uniformes apresentando

resistência nas centrifugações, suportando

até 10.000 RPM

• Tampa e corpo com sistema de rosca

preciso, dispensa o uso de o-ring´s e

evita o vazamento de líquidos

• Autoclavável à 121°C

por até 30 minutos

• Suporta baixas temperaturas

• Volumes de 15ml (fundo cônico) e 50ml (fundo cônico e

autossustentável)

Uma amostra dos tubos de centrifugação EasyPath pode

ser solicitada.

: : www.erviegas.com.br

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NewsLab - edição 114 - 2012


Cefar presta justa homenagem ao Dr. José Ximenes

Em solenidade promovida no dia

26 de abril de 2012 pelo Sindusfarma,

44 empreendedores, pesquisadores,

colaboradores do setor farmacêutico e

personalidades da área da saúde receberam

o Colar Cândido Fontoura do

Mérito Industrial Farmacêutico. A festa,

realizada no Golden Hall do World Trade

Center, em São Paulo, marcou o 79º

aniversário da entidade e comemorou o

Dia da Indústria Farmacêutica Paulista.

Entre os homenageados na solenidade

estava o fundador e atual Diretor

Técnico da Cefar Diagnóstica, José

Ximenes. Como forma de homenagear

e parabenizar seu fundador, a Cefar

destaca a seguir um breve relato sobre

sua trajetória profissional.

José Ximenes é formado pela Faculdade

de Ciências Farmacêuticas da

Universidade Federal do Paraná em 1955.

Iniciou suas atividades em 1957 como

assistente-chefe do laboratório de microbiologia

na E.R. Squibb & Sons S/A. Em

1960, transferiu-se para a Laborterápica

Bristol S/A, no cargo de chefe do laboratório

de controle microbiológico de antibióticos

e vitaminas, atuando por sete anos; em

seguida assumiu o cargo de gerente do

departamento de metabolismo de drogas

e farmacocinética, realizando diversos estudos

de biodisponibilidade e microbiologia.

Realizou estágios de especialização no

Departamento de Pesquisas, Divisão Bristol

Myers Company International em Syracuse,

NY – EUA, em 1966; Laboratório de Microbiologia

do Departamento de Pediatria

da Universidade do Texas, Dallas – EUA,

em 1971 e o curso de Farmacocinética na

Universidade de Wisconsin, Departamento

de Saúde e Ciências Farmacêuticas,

Madson – EUA, em 1976. Atuou em

várias entidades farmacêuticas e foi

vice-presidente do Conselho Regional de

Farmácia de São Paulo em 1982; antes,

em 1981, recebeu o diploma e medalha

do Mérito Farmacêutico.

Em 1980, Dr. José Ximenes envolto

ao empreendedorismo que sempre permeou

sua trajetória profissional, fundou

a Cefar Diagnóstica Ltda., empresa de

produtos de diagnósticos in vitro, especificamente

na área de microbiologia

clínica, umas das referências do setor no

Brasil e onde atua até hoje.

: www.cefar.com.br

Multi-Drug Twist Screen Test Device

O Multi-Drug Twist Screen Test Device é um ensaio imunocromatográfico

rápido para a detecção qualitativa e simultânea

de múltiplas drogas e metabólitos.

O teste é realizado em fluido oral humano (saliva) e o resultado

é obtido em apenas 15 minutos.

Rápido, prático e eficiente, o Multi-Drug Twist Screen Test

Device é uma ferramenta indispensável na triagem de substâncias

lícitas e ilícitas.

É extremamente útil na investigação de acidentes (de qualquer

natureza), devido ao fato da coleta ser fácil e não invasiva,

podendo ser realizado em qualquer ambiente.

O dispositivo identifica as seguintes drogas e concentrações:

• Anfetamina (d-Antamina) – 50 ng/mL

• Metanfetamina (d-Metanfetamina) – 50 ng/mL

• Cocaína (Benzoilecgonina) – 20ng/mL

• Opiáceos (Morfina) – 40 ng/mL

• Maconha (Δ 9 -THC) – 100 ng/mL

• Fenciclidina (Fenciclidina) – 10 ng/mL

A Bioeasy disponibiliza hoje a mais completa linha de testes

rápidos para triagem de Drogas de Abuso.

8: drogasdeabuso@bioeasy.com.br

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NewsLab - edição 114 - 2012


Sistema VSG da Greiner Bio-One é mais rápido e seguro

A Velocidade de Sedimentação

Globular (VSG) é um dos testes

laboratoriais mais frequentemente

prescritos. Pode ser usado como

uma prova inespecífica para as

reações inflamatórias, acompanhamento

do seu desenvolvimento,

bem como para monitorar o tratamento.

A Greiner Bio-One produz e

comercializa, desde 1996, o Sistema

VSG (manual e automatizado) que,

seguindo as recomendações do International

Council for Standardization

in Haematology (ICSH), adota como

referência o Método de Westergren, disponibilizando tubos para

coleta de sangue a vácuo contendo o aditivo Citrato de Sódio

3,2%, na proporção de uma parte de solução de citrato para

quatro partes de sangue (4NC).

Também conhecida como reação de Biernacki devido ao

seu inventor Edmund Biernacki, a VSG é a taxa a qual os

glóbulos vermelhos do sangue precipitam em um período de

uma hora. O sangue anticoagulado é colocado em um tubo

na posição vertical e a taxa de precipitação dos glóbulos

vermelhos é medida em mm/h (realizada através do método

de Westergren).

Qualquer inflamação presente irá aumentar a VSG, mas

como este é um teste de triagem, não pode ser utilizado para

diagnosticar uma doença específica. Exemplos do aumento da

velocidade de sedimentação são: artrite reumatoide, doenças

da tiroide, tuberculose e gravidez. Níveis inferiores aos normais

podem ocorrer, por exemplo, em: anemia falciforme, insuficiência

cardíaca congestiva ou baixa quantidade de proteína

plasmática devido à doença hepática

ou renal.

A VSG é orientada pelo equilíbrio

entre os fatores pró-sedimentação,

principalmente de fibrinogênio, e

fatores resistentes à sedimentação,

tal como a carga negativa dos eritrócitos.

Se um processo inflamatório

está presente, a proporção elevada

de fibrinogênio no sangue faz com

que os glóbulos vermelhos se unam

uns aos outros. Esses aglomerados

precipitam mais rapidamente.

Sistema VSG Greiner Bio-One - Os primeiros tubos

para VSG produzidos pela Greiner Bio-One eram de vidro. Em

2010, a empresa lançou os tubos de plástico (polipropileno)

inquebráveis, sendo a única do mundo a disponibilizar mais

esta facilidade para o mercado. Além de serem mais seguros,

os tubos possuem uma vida útil de doze meses.

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são: análise em sistema automatizado (fechado) e manual;

coleta realizada em tubo plástico inquebrável, com marca de

preenchimento que indica o nível correto da amostra; resultados

em 30 e 60 minutos; identificação de amostras com código de

barras, eliminando erros; controle de qualidade de dois níveis

validado e o volume de amostra coletada é reduzido (1,5 ou

2,0 ml). A Greiner Bio-One também oferece uma gama de analisadores

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76

NewsLab - edição 114 - 2012


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78

NewsLab - edição 114 - 2012

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ESPECIAL Especial

Especial

ESPECIAL

Especial

ESPECIAL

Especial ESPECIAL

ESPECIALEspecial

LEITE DE BRUXA. (Esp.

leche de bruja; Ingl.

witch´s milk Al. Hexenmilch).

Bruxa é mulher

que tem fama de se utilizar

de supostas forças sobrenaturais

para causar

malefícios, perscrutar o

futuro e fazer sortilégios;

feiticeira. Por extensão,

é mulher muito feia e/ou

azeda e mal-humorada

(Dicionário Houaiss da língua

portuguesa). Nos dias de hoje, pelo

que se vê na mídia, as bruxas são bonitas, queridas de

todos e não fazem mal a ninguém. A palavra bruxa refere-

-se também a mariposas – insetos lepidópteros – de várias

famílias, de coloração escura e que apresentam envergadura

superior a 10cm.

O termo bruxismo tem dois significados: Em odontologia/

medicina significa ranger de dentes e ocorre mais em pessoas

jovens e durante o sono. O processo causa abrasão nas

superfícies de oclusão dos dentes, tendendo a reduzir a altura

das coroas. Como o paciente ignora o fato, deve ser alertado

por outras pessoas e orientado pelo dentista ou estomatologista

para controlar o hábito. Se necessário, prescrevem-se

sedativos ou tranquilizantes. O outro significado de bruxismo

refere-se à crença em bruxas e em bruxarias; forma de

demonismo ligado a bruxas. Na Idade Média ocorreu um

longo período de bruxismo sob o beneplácito do cristianismo.

Surgiu o terrível instrumento de repressão: o Tribunal da Santa

Inquisição, constituído por um corpo investigatório preconceituoso,

ignorante e brutal. Seu objetivo era o de exterminar as

facções que se opunham à Igreja, denominadas heréticas.

Segundo os historiadores, ocorreu um período de 200 anos

de terror, conhecido como a Era das Fogueiras. Uma série de

sinais arbitrários e considerados como suspeitos de bruxismo,

incluíam crianças que apresentavam galactorreia ao nascer

ou que mais tarde rangiam os dentes ao dormir. Eram postas

em observação e convenientemente exorcismadas para que

não viessem a se tornar bruxas. Igualmente suspeitas eram

as adolescentes de dedos longos, mandíbula proeminente,

pernas e braços grandes em relação ao corpo e andar saltitante.

No imaginário doentio do inquisidor, muitas mulheres

inocentes foram consideradas “bruxas” e punidas com a

morte na fogueira.

O recém-nascido, tanto masculino como feminino, devido à

passagem transplacentária dos hormônios maternos, sobretudo

estrogênicos, pode apresentar estímulo das células hipofisárias

secretoras de prolactina, com consequente hipertrofia

mamária bilateral e secreção transitória de leite, semelhante

ao colostro. Esta secreção neonatal pode durar alguns dias,

algumas semanas ou até dois meses. Microscopicamente,

verifica-se dilatação dos ductos mamários, porém sem formação

de ácinos. Este fenômeno – neonato secretando leite

– aparentemente extraordinário e enigmático, foi chamado de

leite de bruxa. Esta denominação surgiu na Idade Média,

permanecendo até hoje. Trabalho de pesquisa americano

demonstrou que o leite de bruxa ou galactorreia neonatal é

ocorrência comum, atingindo cerca de 5% dos recém-nascidos

de ambos os sexos. O médico ou outro profissional da saúde,

sabedor dessa manifestação fisiológica, deve tranquilizar os

familiares e as mamães preocupadas com seus bebês “dando

leite”, esclarecendo-os de que não se trata de doença e muito

menos de qualquer manifestação de “bruxaria”. Não há

nada a fazer e nem se preocupar, porque tudo desaparece

espontaneamente. É necessário também adverti-los de que as

mamas não devem ser espremidas numa tentativa de esvazia-

-las. A espremedura pode provocar complicações.

Atualmente, nos divertimos apenas com a famosa expressão

popular e espirituosa dos espanhois: “No creo en brujas,

pero que las hay, las hay” (Não acredito em bruxas, mas

que elas existem, existem!)

Texto baseado em várias fontes e em Pena GP, Andrade-Filho,

JS. Analogies in medicine: valuable for learning, reasoning,

remembering and naming. Adv in Health Sci Educ Theory

Pract. 2010 Oct; 15(4):609-19. Epub 2008 Jun 5.

José de Souza Andrade Filho - Patologista, membro da Academia

Mineira de Medicina e professor de anatomia patológica

da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

80

NewsLab - edição 113 - 2012


Artigo

Perfil de Sensibilidade da Escherichia coli como Agente

Causador de Infecções do Trato Urinário em Crianças Atendidas

em uma Unidade Básica de Saúde

Tatiana Amaro Cechinatto 1 , Karla Renata de Oliveira 2

1 - Farmacêutica graduada na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – Unijuí

2 - Farmacêutica, Mestre, Professora do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade

Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – Unijuí

Resumo

Summary

Perfil de sensibilidade da Escherichia coli como agente

causador de infecções do trato urinário em crianças

atendidas em uma Unidade Básica de Saúde

A resistência bacteriana é objeto das mais atuais publicações

sobre antimicrobianos, pois estes fármacos influenciam além do

usuário do medicamento, todo o ecossistema onde ele está inserido,

com repercussões potenciais importantes. Para identificar o

micro-organismo causador de infecções no trato urinário (ITU),

são realizados testes de urocultura e para avaliar a resistência

desses patógenos aos fármacos utiliza-se o antibiograma. A ITU

é a segunda infecção bacteriana mais prevalente na infância, e

acomete 2 a 3% das crianças. O objetivo deste estudo foi identificar

os patógenos responsáveis por ITUs em crianças atendidas em uma

Unidade Básica de Saúde do município de Augusto Pestana, RS e

estabelecer o perfil de sensibilidade do micro-organismo prevalente.

Através de um levantamento retrospectivo, foram incluídas no estudo

75 uroculturas e 13 antibiogramas, sendo que a sensibilidade

dos micro-organismos identificados foi testada em relação a 18

antibióticos diferentes. Dentre as 13 (17,33%) uroculturas positivas,

verificou-se a prevalência do sexo feminino (8/61, 54%) e a Escherichia

coli (E. coli) foi o micro-organismo prevalente (10/76,92%).

O padrão de suscetibilidade da E. coli mostrou que os maiores

índices de resistência foram aos antibióticos penicilina (100%),

ampicilina (90%), sulfametoxazol/trimetoprima (80%) e eritromicina

(70%). Uma das etapas básicas para se estabelecer o uso racional

de antimicrobianos inclui estudos que forneçam taxas de resistência

locais. A prescrição de antimicrobianos sem o conhecimento do

perfil de resistência dos micro-organismos contribui para que ocorram

erros terapêuticos, gastos desnecessários com medicamentos,

além de induzir a multirresistência dessas bactérias aos fármacos.

Palavras-chave: Antibióticos, infecções do trato urinário,

perfil de resistência, crianças

Sensitivity profile of Escherichia coli as a causative

agent of urinary tract infections in children

attending a Basic Health Unit

Bacterial resistance to antibiotic is the subject of many

recent publications, because these drugs can affect the

patient and the whole ecosystem, with significant impact in

both. To identify the microorganism that causes urinary tract

infections (UTI) are performed urine tests and to evaluate

the resistance of these pathogens to the drugs it´s used the

antibiogram. The UTI is the second most prevalent bacterial

infections in childhood and can affect 2 to 3% of children.

The objective of this study was to identify the pathogens

responsible for UTIs in children treated at a Basic Health

Unit in the city of Augusto Pestana/RS and establish the

sensitivity of the prevalent microorganism. The study was

retrospective and there were included 75 urine culture and

13 antibiograms, and to any microorganisms identified were

tested the sensitivity against 18 different antibiotics. Among

13 (17.33%) positive urine cultures, there was a prevalence

of females (8/61.54%), and Escherichia coli (E. coli) was

the most prevalent microorganism (10/76.92%). The susceptibility

status of E. coli showed that the highest rates of antibiotic

resistance were observed against penicillin (100%),

ampicillin (90%), trimethoprim-sulfamethoxazole (80%) and

erythromycin (70%). One of the basic steps to establish

the antimicrobials use includes studies that provide local

resistance rates. Antibiotic prescription without knowledge

of the resistance profile of microorganisms contributes to a

therapeutic error, unnecessary spending with medicines and

also lead to multidrug resistance of these bacteria to drugs.

Keywords: Antibiotic, urinary tract infections, resistance

profile, childhood

84

NewsLab - edição 114 - 2012


Introdução

Doenças infecciosas incuráveis

se tornaram passíveis

de tratamento pelo uso de

antimicrobianos, que estão entre

os mais importantes avanços da

medicina moderna (1). Estes são

produtos capazes de destruir micro-

-organismos ou suprimir sua multiplicação

(2).

A prescrição excessiva de antibióticos

e seu uso inapropriado

contribuíram para que patógenos se

tornassem resistentes a múltiplos

fármacos (1). Quando a multiplicação

bacteriana não é afetada pelos

antibacterianos, manifesta-se o fenômeno

da resistência (3), que impõe

limitações significativas sobre a ação

dos medicamentos disponíveis para o

tratamento das infecções (4).

A resistência bacteriana é preocupação

mundial e objeto das mais atuais

publicações sobre antimicrobianos

(5). Estes fármacos influenciam o

usuário do medicamento e o ecossistema

onde ele vive, com repercussões

potenciais importantes (5).

Para identificar o micro-organismo

causador de infecções no trato

urinário (ITU), utiliza-se o teste de

urocultura. Uma amostra de urina é

inoculada num meio de cultura que

permite a identificação e contagem

dos micro-organismos presentes

na amostra (6). Para determinar a

resistência desses patógenos aos

fármacos utiliza-se o antibiograma,

que avalia a sensibilidade do micro-

-organismo identificado a diferentes

substâncias (1).

A ITU é a segunda infecção bacteriana

mais prevalente na infância,

acomete 2 a 3% das crianças, sendo

apenas superada pelas infecções do

trato respiratório superior (7). Koch

& Zuccolotto (8) em estudo de revisão

destacam que na infância pelo

menos 8% das meninas e 2% dos

meninos apresentarão no mínimo um

episódio de ITU, e que os meninos

apresentam maior suscetibilidade

nos primeiros dois a três meses de

vida e posteriormente as meninas

são mais acometidas.

Assim, o registro bacteriológico

preciso de isolados urinários e respectivos

antibiogramas podem guiar para

o tratamento empírico de ITUs (9).

O objetivo deste estudo foi identificar

os patógenos responsáveis por

ITU em crianças atendidas em uma

Unidade Básica de Saúde (UBS) do

município de Augusto Pestana, RS e

estabelecer o perfil de sensibilidade

do micro-organismo prevalente.

Material e Métodos

O estudo foi realizado em um

laboratório de análises clínicas do

município de Augusto Pestana, RS,

através de levantamento retrospectivo

dos resultados de uroculturas e

antibiogramas de crianças (0-12 anos)

atendidas em uma UBS do município

de janeiro a dezembro de 2009.

Foram incluídas no estudo 75

uroculturas e 13 antibiogramas, a

sensibilidade dos micro-organismos foi

testada em relação a 18 antibióticos

apresentados na Tabela 2, sendo que

nem todas as amostras foram testadas

para todos os fármacos.

O protocolo de pesquisa foi aprovado

pelo Comitê de Ética em Pesquisa

da Unijuí sob o Parecer Consubstanciado

nº 159/2010.

Resultados

Das 75 uroculturas incluídas no

estudo, 62 (82,67%) apresentaram

resultado negativo e 38 (61,29%)

são do sexo feminino. Dentre as

13 (17,33%) positivas, verificou-se

prevalência de meninas (8-61,54%)

e Escherichia coli (E. coli) foi o micro-

-organismo prevalente (10-76,92%).

A Tabela 1 apresenta a frequência dos

micro-organismos isolados nas urinas

das crianças no local do estudo.

Das 10 culturas positivas para E.

coli, seis (60%) eram de meninas.

As culturas positivas para Sthaphylococcus

sp. e Pseudomonas sp. foram

encontradas no trato urinário de meninas

e Proteus sp. foi evidenciado

exclusivamente em meninos.

A média de idade foi de 5,11 ±

2,95 anos, e a média para os que

apresentaram cultura positiva foi de

3,31 ± 2,94 anos. A menor idade foi

um e, a maior, 10 anos.

Considerando as amostras positivas

para E. coli verificou-se micro-

-organismos resistentes a um maior

número de antibióticos na faixa etária

de um a três anos. A Tabela 2 apresenta

o perfil de sensibilidade da E. coli.

Tabela 1. Frequência dos micro-organismos isolados nas urinas das crianças atendidas

no local do estudo

Micro-organismo f (%)

Escherichia coli 10 (76,92)

Sthaphylococcus sp. 01 (7,69)

Pseudomonas sp. 01 (7,69)

Proteus sp. 01 (7,69)

Total 13 (100)

86

NewsLab - edição 114 - 2012


Tabela 2. Perfil de sensibilidade das cepas de E. coli avaliadas

Antimicrobianos

Resistente Sensível Pouco Sensível Total de amostras testadas

n % n % n % n %

Penicilinas

Penicilina G 10 100 0 0 0 0 10 100

Oxacilina 6 100 0 0 0 0 06 100

Ampicilina 9 90 1 10 0 0 10 100

Combinação em dose fixa

Sulfametoxazol/Trimetroprima 8 80 2 20 0 0 10 100

Amoxicilina/ácido clavulânico 0 0 9 90 1 10 10 100

Macrolídeo

Eritromicina 7 87,5 0 0 1 12,5 08 100

Cefalosporinas

Cefalexina 5 62,5 2 25 1 12,5 08 100

Ceftriaxona 3 50 3 50 0 0 06 100

Tetraciclinas

Tetraciclina 5 62,5 2 25 1 12,5 08 100

Quinolonas

Ácido nalidíxico 4 44,4 4 44,4 1 11,1 09 100

Nitrofuranos

Nitrofurantoína 3 30 6 60 1 10 10 100

Aminoglicosídeos

Tobramicina 4 40 3 30 3 30 10 100

Gentamicina 3 33,3 4 44,4 2 22,2 09 100

Amicacina 2 25 4 50 2 25,0 08 100

Fenicóis

Cloranfenicol 2 33,3 2 33,3 2 33,3 06 100

Fluroquinolonas

Norfloxacino 1 10 9 90,0 0 0 10 100

Levofloxacino 1 16,7 5 83,3 0 0 06 100

Ciprofloxacino 0 0 10 100 0 0 10 100

NewsLab - edição 114 - 2012

87


Discussão

A incidência de uroculturas positivas

foi de 17,33%, semelhante

(20,04%) à encontrada em Santa

Maria, RS (10) onde analisou-se um

número superior de amostras sem

considerar sexo ou idade. Já em estudo

com crianças de Uberlândia, MG

(11), 48,12% das uroculturas eram

positivas.

As ITUs em crianças estão entre as

doenças com mais indicação para uso

de antimicrobianos, confirmando um

estudo de base populacional realizado

em Pelotas, RS (12), onde evidenciou-

-se que as ITUs acometem crianças

principalmente até nove anos. Embora

infecções do trato respiratório

alto sejam mais frequentes, as ITUs

representaram 17% das indicações

clínicas para o uso de antimicrobianos

nas diferentes faixas etárias.

Neste estudo as meninas representaram

61,54% das amostras positivas.

Na Paraíba, constatou-se prevalência

feminina em todas as faixas etárias e,

em relação às crianças, semelhante ao

presente estudo, observou-se que as

de um a cinco anos foram mais acometidas

(13). Em Itajaí, SC, verificou-se

que as mulheres têm 1,4 mais chances

de ter ITU que os homens (14).

Outro estudo (15) que avaliou os

agentes etiológicos mais frequentes

em ITUs e a suscetibilidade aos antimicrobianos,

observou prevalência

feminina em todas as faixas etárias,

inclusive em crianças. Observou-se

também que as ITUs foram causadas

principalmente por enterobactérias,

e E. coli foi o micro-organismo mais

prevalente. No presente estudo E.

coli foi o principal micro-organismo

encontrado (Tabela 1), o que também

foi evidenciado em crianças de Uberlândia,

MG (11).

Este patógeno é responsável por

90% ou mais das ITUs adquiridas

na comunidade (16). Pacientes ambulatoriais

avaliados em Maceió, AL

apresentaram 13 vezes mais chance

de desenvolver ITU por E. coli do

que pelos outros micro-organismos

isolados (17). Este micro-organismo

também foi o causador de ITUs na

Paraíba (13), estando presente em

42,8% das uroculturas em diferentes

idades. Resultados semelhantes foram

encontrados em estudos no Rio Grande

do Sul (10, 18, 19).

Em crianças a ITU está frequentemente

associada a anormalidades

do trato urinário e presença da E. coli

nas fezes que pode colonizar as vias

urinárias (16). As crianças muitas

vezes desenvolvem infecções recorrentes

causadas pelo insucesso terapêutico,

diagnóstico tardio ou hábitos

de higiene inadequados (20). Diante

disso, destaca-se a importância do

acompanhamento das crianças com

ITU, visando minimizar o dano renal

crônico e suas consequências clínicas

(8). Para tanto, a terapia empírica

deve ser instituída após a coleta de

urina para os exames qualitativos de

urina, urocultura e antibiograma.

Estão recomendados para o tratamento

empírico de crianças derivados

de sulfonamídicos/trimetoprima, cefixima,

cefalexina, cefadroxil, amoxicilina,

amoxicilinina/clavulonato,

fosfomicina ou nitrofurantoína (21).

Um estudo (10), que avaliou a

resistência de micro-organismos

que causaram ITU em Santa Maria,

RS, constatou que amoxicilina/ácido

clavulânico apresentaram excelente

atividade antimicrobiana contra

micro-organismos gram-negativos.

No presente estudo nenhuma cepa de

E. coli mostrou-se resistente a essa

associação de fármacos, enquanto em

Campo Bom, RS (18) verificou-se sensibilidade

reduzida. Esta combinação

de fármacos é uma alternativa terapêutica

diante dos elevados índices

de resistência da E. coli a amoxicilina

isolada (20). A combinação referida é

indicada para infecções causadas por

bactérias resistentes à amoxicilina,

no caso de otites, sinusites (22) e

ITUs (23).

Das cepas avaliadas nenhuma

apresentou sensibilidade à benzilpenicilina

que é um antibiótico de amplo

espectro de ação e baixo potencial de

toxicidade (24).

Com relação à ampicilina (Tabela

1), apresentaram baixa sensibilidade,

o que também foi observado em pacientes

hospitalizados no Paraná, (9)

e em usuários de uma UBS de Campo

Bom, RS (18).

Também foi verificado elevado

índice de resistência da E. coli à combinação

sulfametoxazol/trimetoprima

(Tabela 2). Estudos como o realizado

em Campo Bom, RS (18) e Maceió,

AL (17), também evidenciaram sensibilidade

reduzida a esta combinação

de fármacos (36,8% e 31,8%

respectivamente). Esta associação é

de primeira escolha para tratar ITUs

não complicadas (25, 26). Porém, seu

uso indiscriminado gerou progressiva

resistência bacteriana (22), o que

foi observado num hospital no Oeste

Catarinense (27).

Verificou-se baixa sensibilidade

das cepas de E. coli às cefalosporinas

(Tabela 2), que também poderiam ser

utilizadas para o tratamento de ITUs

em crianças (28). Estes fármacos são

reservados para o tratamento de ITU

grave em crianças, entretanto, são

uma opção terapêutica em ITUs não

complicadas devido ao significativo

aumento da resistência dos patógenos

causadores de ITU verificado em

diferentes locais a sulfa, amoxicilina e

ampicilina (29).

88

NewsLab - edição 114 - 2012


As fluroquinolonas depois da

combinação amoxicilina/ácido

clavulânico foram os fármacos

que apresentaram melhor eficácia

terapêutica contra E. coli. Ciprofloxacino

apresentou melhor perfil

de sensibilidade, seguido de norfloxacino

e levofloxacino (Tabela

2). Este comportamento também

foi observado em pacientes hospitalizados

em Belém, PA (30) onde

evidenciou-se boa sensibilidade ao

ciprofloxacino (88,8%) e norfloxacino

(77%). Em pacientes ambulatoriais

de Maceió, AL, as cepas

de E. coli apresentaram 86,8%

de sensibilidade ao norfloxacino

e 84,6% ao ciprofloxacino (17).

No Paraná (9), observou-se que

norfloxacino é um dos fármacos

mais eficazes contra este micro-

-organismo. Em Santa Maria, RS,

bacilos gram-negativos, isolados

de pacientes ambulatoriais, apresentaram

cerca de 80% de sensibilidade

aos dois fármacos (10).

As fluroquinolonas estão indicadas

para o controle de ITUs não

complicadas quando a combinação

sulfametoxazol/trimetroprima está

contraindicada (26), já que Lopes

et al. (31) verificaram aumento

gradual da frequência de resistência

a norfloxacino e ciprofloxacino

em diferentes bactérias que

causam ITU ao longo do período

estudado por eles. Com relação ao

uso destes fármacos em crianças,

salienta-se que têm sido empregados

com bastante sucesso apesar

de sua segurança ainda não estar

bem estabelecida (20). A Associação

Médica Brasileira e o Conselho

Federal de Medicina contraindicam

o uso de fluroquinolonas em crianças

(32).

A nitrofurantoína atinge altos

níveis urinários e é utilizada no

tratamento de ITUs agudas e na

profilaxia de ITUs recorrentes (22).

Foi o fármaco que apresentou maior

eficácia contra a maioria das bactérias

que causaram ITU em pacientes

ambulatoriais na Paraíba (13), em

Maceió, AL (17), em um hospital

no Paraná (9) e outro em Belém,

PA (30). Chama a atenção que no

presente estudo 30% das cepas de

E. coli mostraram-se resistentes ao

fármaco e 10% pouco sensíveis, o

que também se observou em Itajaí,

SC (14) e em Santa Maria, RS (10).

Eritromicina é um fármaco de

amplo espectro, ao qual as enterobactérias

são usualmente resistentes

(22). Neste estudo, 70% das cepas de

E. coli apresentaram resistência. Taxa

semelhante (80%) foi encontrada em

um hospital de Belém, PA (30).

Aminoglicosídeos são de baixo

custo e eficácia comprovada no tratamento

de ITUs (22). No Paraná (33)

foi o grupo de antimicrobianos ao

qual as cepas de E. coli apresentaram

melhor índice de sensibilidade, 100%

à tobramicina e 96,6% à gentamicina,

enquanto no presente estudo

verificou-se índices consideravelmente

menores (Tabela 2). Para amicacina

verificou-se 25% de resistência,

enquanto em Campo Bom, RS (18)

observou-se 10,5%.

Com relação à gentamicina, Bona

et al. (27) avaliaram pacientes de

um hospital no Oeste Catarinense

durante um ano e verificaram que

27,33% das amostras eram resistentes

com oscilações significativas

no período. Em Maceio, AL (17)

86,4% dos micro-organismos isolados

eram sensíveis, já no presente

estudo apenas 44,4% das cepas

mostraram-se sensíveis ao fármaco.

Bail et al. (9) mostraram preocupação

com a redução da ação deste

fármaco contra a E. coli quando

observaram melhor suscetibilidade

das bactérias de origem comunitária

em relação às de origem hospitalar

num mesmo município.

Verificou-se elevado índice de

resistência da E. coli aos antibióticos

testados (Tabela 2), os derivados da

penicilina e a combinação sulfametoxazol/trimetroprima

apresentaram

menor ação. O crescente aumento da

resistência microbiana aos antibióticos

comprovadamente eficazes para

tratar ITUs evidenciado nos últimos

anos tem sido atribuído ao tratamento

empírico empregado frequentemente

(18) fundamentado na experiência adquirida

pelos prescritores no manejo

de infecções (1).

A prescrição destes fármacos antes

da identificação do patógeno, ou da

determinação da sensibilidade, pode

apresentar resultados positivos, mas

pode ser ineficaz em muitas situações

clínicas (1). Um estudo (9) sobre a

terapia empírica e suscetibilidade dos

micro-organismos que avaliou uroculturas

e prescrições de pacientes

hospitalizados constatou que 62,8%

dos pacientes receberam antibióticos

antes de fazer exames laboratoriais

e observou resistência dos micro-

-organismos a 18,6% dos antibióticos

prescritos.

Assim, esta prática pode gerar

gastos desnecessários com antibióticos,

erro terapêutico e contribuir

para a multirresistência (11). Maier

& Abegg (34) recomendam que o

uso do antimicrobiano seja posterior

à realização do antibiograma,

justificando que sem este resultado

pode-se mascarar o diagnóstico,

gerar toxicidade grave e selecionar

micro-organismos resistentes. Por

outro lado, a demora necessária

para a obtenção do resultado de

uma urocultura pode limitar a real

utilidade deste exame, pois quando

90

NewsLab - edição 114 - 2012


o resultado é liberado uma ITU não

complicada muitas vezes já está

clinicamente curada (35).

Neste contexto, o monitoramento

da microbiota patogênica predominante

numa região e seu comportamento

em relação aos antimicrobianos disponíveis

são fundamentais para que se

defina o tratamento empírico adequado,

constituindo-se numa das etapas

básicas para estabelecer estratégias

particularizadas sobre o uso racional

de antimicrobianos, tendo em vista

que revela as taxas de resistência local

(14). Além de ser importante para o

acompanhamento terapêutico e orientação

dos usuários (9, 11).

Assim, o tratamento empírico deve

ser instituído a partir do diagnóstico

baseado em resultados clínicos, epidemiológicos

e laboratoriais (2).

A adesão ao tratamento é outro

aspecto relevante relacionado ao uso

de antimicrobianos. Em uma farmácia

no Paraná evidenciou-se que 28% das

crianças que utilizavam amoxicilina

ou cefalexina interromperam o uso

no quinto dia de tratamento, e 20%

tiveram falha no horário da administração

entre o quarto e sétimo dia

(36). Ainda sobre o tratamento de

crianças, destaca-se a importância

da compreensão da terapêutica pelo

responsável, pois falhas na compreensão

podem comprometer a terapia,

já que muitas vezes o prescritor não

apresenta com clareza as informações

necessárias durante a consulta, nem

o acompanhante apresenta suas dúvidas

sobre a prescrição (37).

Considerando que o desenvolvimento

de resistência microbiana,

os gastos desnecessários com esses

fármacos e as reações adversas

podem ser induzidas pelo uso incorreto

ou abusivo de antimicrobianos,

recomenda-se o acompanhamento do

uso desses fármacos (2).

Neste contexto, destaca-se o

papel dos profissionais de saúde

que devem promover educação em

saúde, fornecendo orientações sobre

o uso correto dos antimicrobianos

durante a dispensação, podendo

assim assegurar a compreensão das

informações (37). Estes profissionais

também devem orientar sobre o

descarte destes produtos, alertando

para o prejuízo que geram ao meio

ambiente (38).

Visando controlar o uso inadequado

de antimicrobianos e reduzir

o avanço da resistência bacteriana,

a RDC 44/2010 estabelece que estes

fármacos ficam sujeitos à controle

especial (39). Medidas como esta

contribuem para o uso racional de

antibióticos, e devem ser acompanhadas

de mudança na conduta dos

prescritores, que precisam utilizar

como prioridade para o diagnóstico,

estudos epidemiológicos locais e

exames laboratoriais para identificar

o fármaco adequado considerando as

especificidades regionais.

Destaca-se também, o compromisso

do farmacêutico com a antibioticoterapia,

de contribuir com a

eficácia do tratamento, segurança

para o usuário e economia financeira

para a instituição (40) ou para o

usuário. Este profissional precisa

estar preparado para reconhecer

uma ITU, além de conhecer os

efeitos colaterais mais significativos

dos fármacos elencados para a terapêutica

e as opções nas situações

especiais (20). Também precisa buscar

informações junto ao paciente

para identificar os fatores de risco

envolvidos na recorrência em cada

caso (20). Por fim, deve avaliar as

prescrições, observando se estão

conforme os protocolos clínicos no

que se refere à dosagem e tempo

de tratamento (40).

Conclusão

Embora o tamanho da amostra

limite inferências sobre a situação

da população estudada e o nível

de resistência das enterobactérias

que causam ITU nestas crianças, os

resultados corroboram com outros

levantamentos realizados no Brasil.

Também fornecem informações

fundamentais para a elaboração de

protocolos que norteiem a prescrição

dos antimicrobianos que associadas

ao controle e acompanhamento

do uso dos medicamentos

por profissionais da saúde qualificados

contribuem para garantir a

eficácia do tratamento.

A E. coli apresentou alta taxa de

resistência à penicilina, ampicilina,

sulfametoxazol/trimetoprima e eritromicina,

que estão entre os anti-infectantes

disponibilizados e indicados

pelo Ministério da Saúde para o controle

de ITUs (22), o que reforça a necessidade

da implantação de políticas

públicas que incluam a avaliação local

das taxas de resistência microbiana e

da instituição de medidas preventivas

relacionadas. O incentivo a realização

de estudos que avaliem a segurança

do uso pediátrico das fluroquinolonas

também é importante.

E ainda, a educação continuada

de prescritores e dispensadores e a

sensibilização da comunidade sobre

os riscos e benefícios do uso de antimicrobianos

em relação à saúde da

população e ao meio ambiente pode

ser uma estratégia para a promoção

do uso racional de antimicrobianos e

redução da resistência microbiana.

Correspondências para:

Karla Renata de Oliveira

karla@unijui.edu.br

NewsLab - edição 114 - 2012

91


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NewsLab - edição 114 - 2012

93


Artigo

Análise dos Resultados das Dosagens dos Hormônios TSH, T4,

T4 Livre e T3 em Pacientes Femininos e Masculinos,

com Obtenção de Novos Valores de Referência, em

um Laboratório do Município de Ivoti, RS

Ana Carolina Pereira 1 , Bruna Thaís Rauber 1 , Cristina Rama 1 , Daniele Berwanger Nunes 1 ,

Gustavo Lara 2 , Juliana Anschau 1 , Kelly Peralta 1

1 – Acadêmicas do curso de Biomedicina da Universidade Feevale

2 – Professor titular da Universidade Feevale

Resumo

Summary

Análise dos resultados das dosagens dos hormônios

TSH, T4, T4 Livre e T3 em pacientes femininos e masculinos,

com obtenção de novos valores de referência, em

um laboratório do Município de Ivoti, RS

A tireoide é uma glândula que produz hormônios responsáveis

pela regulação de todo o metabolismo do nosso organismo. Os

hormônios produzidos são regulados pelo eixo hipotálamo-hipófise-

-tireoide, através de feedback positivo e negativo. Disfunções da

glândula tireoide, como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo

afetam grande parte da população, especialmente as mulheres.

O aumento dos níveis séricos dos hormônios tireoidianos é

denominado hipertireoidismo. Por outro lado, a diminuição desses

níveis caracteriza o hipotireoidismo. Foram analisados 661 laudos

de pacientes de ambos os sexos, sem idade definida, atendidos

em um laboratório de análises clínicas do município de Ivoti, RS,

que realizaram as dosagens do TSH, T3, T4 e T4 livre, sendo que

nem todos os pacientes fizeram as quatro dosagens. A análise

estatística descritiva aponta que a média dos valores encontrados

para os hormônios analisados encontra-se dentro dos valores de

referência, descartando assim, o diagnóstico de hipertireoidismo

e hipotireoidismo clínico. Também não foi encontrada significância

estatística quando comparados os gêneros.

Palavras-chave: Tireoide, valores de referência, prevalência

Analysis of results of dosages of hormones

TSH, T4, Free T4 and T3 in Male and Female Patients

by Getting New Values in a laboratory in

the city of Ivoti, RS

The thyroid is a gland that produces hormones responsible

for regulating metabolism throughout the body. The hormones

produced are regulated by the hypothalamic-pituitary-thyroid,

through positive and negative feedback. Thyroid gland disorders

such as hypothyroidism and hyperthyroidism affect much of

the population, especially women. The increased serum levels of

thyroid hormone is called hyperthyroidism. On the other hand,

the decrease of these levels is characterized hypothyroidism. We

analyzed reports of 661 patients of both sexes, with no definite

age, attended in a clinical laboratory in the city of Ivoti, Rio

Grande do Sul, Brazil who carried out the measurements of TSH,

T3, T4 and free T4, and neither all patients had the 4 doses.

Descriptive statistical analysis shows that the average values ​

found for the hormones analyzed were within the reference

values​, thus ruling out the diagnosis of clinical hyperthyroidism

and hypothyroidism. There was also no statistical significance

when comparing genders.

Keywords: Thyroid, reference values​, prevalence

Introdução

A

tireoide é uma glândula que

produz hormônios responsáveis

pela regulação de todo o

metabolismo do nosso organismo. Os

hormônios produzidos são regulados

pelo eixo hipotálamo-hipófise-tireoide,

através do feedback positivo e negativo.

A tireoide produz a triiodotironina

(T3) e a tiroxina (T4) pela estimulação

do hormônio tireoestimulante hipofisário

(TSH) produzido na hipófise,

que por sua vez é regulada pelo hormônio

liberador da tireotrofina (TRH)

produzido no hipotálamo (1, 2, 3).

Qualquer alteração nesta regulação

pode provocar distúrbios na glândula

tireoide, podendo ocasionar tanto um

hipotireoidismo, causado pela diminuição

dos níveis dos hormônios tireoidianos,

quanto um hipertireoidismo,

causado pelo aumento dos níveis dos

hormônios tireoidianos (1, 2).

96

NewsLab - edição 114 - 2012


O diagnóstico laboratorial é imprescindível

para acompanhar e

avaliar a atividade da tireoide, assim

como a da hipófise. Os testes disponíveis

no mercado são capazes de dosar

o TSH, o T3 e o T4 e suas frações

livres, os autoanticorpos contra antígenos

citoplasmáticos e de superfície

e das células tireoidianas. Dentre os

anticorpos utilizados, destacam-se

Acantireceptor TSH (TRAB), Ac antiperoxidase

tireoidiana (TPO) e antitireoglobulina.

Os métodos mais utilizados

são os imunológicos que possuem alta

sensibilidade e especificidade com

menos interferentes (1).

As doenças da tireoide acometem

cerca de 12% da população em geral.

Sua prevalência é maior em idosos do

sexo feminino e nos indivíduos com

anticorpos antitireoidianos (4).

A prevalência de hipotireoidismo

no Brasil não é conhecida com precisão

devido à falta de estudos nesta

área, mas estima-se que esteja entre

5% e 10%, sendo mais frequente no

sexo feminino. A prevalência de hipertireoidismo

no Brasil está em torno de

6,5%, mas pelo excesso de iodo na

dieta provavelmente essa doença deve

estar se tornando mais prevalente (5).

Material e Métodos

Este é um estudo retrospectivo

transversal de toda a demanda de

pacientes atendidos no período de

01/01/2010 a 31/12/2010 em um

laboratório de análises clínicas no

município de Ivoti, Rio Grande do Sul,

que foram submetidos a exames de

avaliação da tireoide.

Analisou-se 661 laudos de pacientes

de ambos os sexos e sem idade

definida. Os exames realizados foram:

TSH, T3, T4 e T4 livre, sendo que nem

todos os pacientes realizaram obrigatoriamente

as quatro dosagens.

Resultados

Foram analisados 661 pacientes,

dos quais 123 eram do sexo masculino

e 537 do sexo feminino. De

acordo com a estatística descritiva

observou-se que os valores encontrados

(média e desvio padrão) para

os respectivos hormônios da tireoide

e da hipófise apresentam-se dentro

dos limites da normalidade para a

amostra analisada (Tabela 1).

Quando avaliado, laboratorialmente,

apenas o T4 livre e o TSH em

relação a transtornos da tireoide foram

verificados entre o gênero masculino

que sete pacientes (1,07%) apresentavam

hipotireoidismo, quatro pacientes

(0,61%) hipotireoidismo subclínico

e três pacientes (0,46%) hipertireoidismo.

No grupo de mulheres, foram

encontrados 42 pacientes (6,43%)

com hipotireoidismo, 20 pacientes

(3,06%) com hipotireoidismo subclínico,

17 pacientes (2,60%) com hipertireoidismo

e 15 pacientes (2,30%) com

hipertireoidismo subclínico.

A associação entre o gênero e

pacientes com resultados normais

ou alterados não mostrou diferença

significativa quando utilizado o teste

2 (p = 0,1182).

Baseado nas dosagens hormonais

avaliadas, os valores de referência

obtidos e utilizados pelo laboratório

são mostrados na Tabela 2.

Tabela 1. Análise da média dos valores dos hormônios T3, T4, T4 livre e TSH da população em estudo

Parâmetro n Média Desvio padrão Mediana Mínimo Máximo Unidade

T3 85 133 35 --- --- --- g/dL

T4 130 8,6 2,6 --- --- --- g/dL

T4 Livre 170 1,2 0,6 --- --- --- g/dL

TSH 649 --- --- 2,18 0,00 96,76 UI/mL

Tabela 2. Valores de referência obtidos*

Parâmetro Valor de referência obtido IC 95%

Valor de referência do laboratório Unidade

T3 68 a 194 58 a 204 60 a 215 g/dL

T4 5,4 a 11,3 5,0 a 11,7 4,8 a 13,7 g/dL

T4 livre 0,7 a 1,5 0,6 a 1,6 0,7 a 1,8 ηg/dL

TSH 0,48 a 4,81 0,44 a 5,02 0,5 a 5,00 µUI/mL

* Baseado no método de Reed e colaboradores (1971) que verifica e sugere a exclusão de valores considerados outliers.

NewsLab - edição 114 - 2012

97


De acordo com os valores de referência

utilizados e obtidos pelo estudo

é possível verificar uma necessidade

de ajuste no limite superior do parâmetro

T4.

Discussão

A glândula tireoide responde pela

produção de hormônios como a T3 e

T4. Os altos e baixos valores desses

hormônios causam os dois principais

transtornos: hipotireoidismo e hipertireoidismo

(1).

A prevalência destes transtornos

varia entre área geográfica, hábitos

alimentares, gênero, idade e uso

de determinados medicamentos. No

Brasil os estudos epidemiológicos

relacionados à tireoide são limitados

(6). Segundo Kostoglou-Athanassiou

e Ntalles (2010) a prevalência de hi-

potireoidismo subclínico em homens

e mulheres é de 0,7 a 5,7% e 3,0 a

13,6%, respectivamente. Concordando

com os valores encontrados nos

homens (0,61%) e mulheres (3,06%)

analisados laboratorialmente com hipotireoidismo

subclínico.

A prevalência de hipotireoidismo

clínico fica entre 0,5 a 1,9% no sexo

feminino, e


Artigo

Formação de Biofilme por Bactérias Coletadas de Bebedouros

Localizados em uma Faculdade em Maringá, PR

Taila Vaz Faria Reis¹, Natália de Souza Botelho²

1 - Aluna do curso de Ciências Biológicas da Faculdade Ingá

2 - Biomédica, Mestre em Microbiologia-Professora do curso de Ciências Biológicas da Faculdade Ingá

Resumo

Summary

Formação de biofilme por bactérias coletadas de bebedouros

localizados em uma Faculdade em Maringá, Pr

Os estudos dos biofilmes microbianos crescem a cada dia, pois

estes podem causar sérios danos aos seres humanos e indústrias.

São definidos como uma associação de microrganismos que possuem

a capacidade de se fixar em superfícies bióticas e abióticas.

São envoltos por uma matriz de exopolímeros, esta de extrema

importância, pois os protege de antimicrobianos. Objetivos: coletar

e analisar microbiologicamente as amostras dos bucais dos

bebedouros localizados no campus de uma faculdade e avaliar se

esses microrganismos são formadores de biofilme. Métodos: foram

coletadas amostras de 12 bebedouros, em locais diferentes da

instituição. As amostras coletadas foram semeadas de forma estéril

em Agar BHI, sendo reisoladas, totalizando 44 amostras. Testes

realizados: coloração de gram, coagulase, catalase e formação

de biofilme, realizado em microplacas de poliestireno. Resultados:

das 44 amostras estudadas 86,36% (38) foram consideradas como

produtoras de biofilme em maior ou menor intensidade. Conclusão:

pode-se concluir que o processo de formação do biofilme foi evidente,

e que o substrato (bebedouros e água) foi muito importante

para o processo inicial de adesão dos microrganismos. Dessa

forma, os bebedouros precisam de uma boa higienização diária

para que evite o processo inicial da formação do biofilme e estes

não sejam vinculadores de doenças.

Palavras-chave: Biofilme microbiano, matriz exopolimétrica,

bebedouros

Biofilm formation by samples collected from

drinkers located in a college in Maringá, PR

Studies of microbial biofilms increase every day, due

to they may cause serious harm to humans and industries.

Biofilms are defined as an association of microorganisms

that are capable to adhere in biotic and abiotic surfaces.

Microorganisms in biolfims are surrounded by a matrix of exopolymers,

which protects them from antibiotics. Objectives:

To collect and analyze microbiological samples of drinking

fountains located in a college campus and assess whether

these organisms are biofilm formers. Methods: We collected

samples from 12 water fountains in different locations of

the institution. The samples were innoculated in sterile BHI

agar, and reisolated, totaling 44 samples. Tests performed:

Gram stain, coagulase and catalase production, and biofilm

formation, carried out in polystyrene microplates. Results:

Of the 44 samples studied 86.36% (38) were considered

as biofilm-producing either on greater or lesser intensity.

Conclusion: it can be concluded that the process of biofilm

formation was evident, and the substrate (water fountains

and water) was very important for the initial adhesion of

microorganisms. Thus, drinkers need a good daily hygiene

to avoid the initial process of biofilm formation and these

are not considered binding diseases.

Keywords: Microbial biofilms, exopolimétrica matrix,

drinkers

Introdução

Os biofilmes microbianos podem

ser definidos como uma

associação de microrganismos,

fixadas as superfícies, bióticas ou

abióticas, inclusas em uma complexa

matriz extracelular de substâncias

poliméricas (1), em conjunto com

alguns nutrientes capturados para a

formação da matriz (2). O conhecimento

em relação ao biofilme tem

sido crescente. Eles são motivo de

muito estudo nas mais diversificadas

áreas, uma vez que sua ubiquidade foi

reconhecida. Eles podem causar danos

para os seres humanos e também nas

indústrias (3).

A matriz de exopolímeros que envolve

o biofilme é de extrema importância

para os microrganismos, uma vez que

lhes garante sua integridade mecânica

e é responsável pelas propriedades

físico-químicas que condicionam a fi-

102

NewsLab - edição 114 - 2012


siologia dos organismos no seu interior.

Esta matriz é formada em maior parte

por suas próprias células e em menor

parte por componentes do ambiente,

podendo ser proteínas, detritos e matéria

inorgânica. Seus componentes

são heterogêneos, mas prevalecem os

polissacarídeos, sendo também constituída

por proteínas, ácidos nucleicos,

glicoproteínas e fosfolipídios (1, 4, 5).

Existe uma grande diversidade nas

espécies microbianas associadas aos

biofilmes, como: microalgas, fungos,

protozoários, bactérias e vírus, sendo

as bactérias os microrganismos predominantes,

devido à sua maior versatilidade

e resistência. As bactérias são

consideradas excelentes produtoras

de biofilme, devido a sua grande capacidade

de adaptação e produção de

substâncias que as protegem do meio

em que vivem, seu tamanho reduzido

e elevadas taxas de reprodução (4).

Esses microrganismos formam um

alto grau de organização, devido a sua

camada de exopolímeros que os protege

do meio circundante, podendo agir

como adesivos, barreiras defensivas,

para que não sejam arrastados por

algum fluxo de substâncias. Auxilia

a resistir a condições de estresse,

diminuição e exaustão de nutrientes,

água e condições ambientais adversas

(6). Não existe nenhum grupo específico

de microrganismos que podem

formar biofilmes, todos possuem essa

capacidade, em maior ou menor grau.

Biofilmes podem ser encontrados

nos mais diversificados ambientes e

em seres humanos são responsáveis

por inúmeras infecções. Por se tratar

de vida humana, o enfoque se torna

maior. Esta formação de biofilme está

associada a doenças como fibrose

cística, periodontia, otite média, endocardite

etc. (7). Dependendo do caso,

pode levar o indivíduo a óbito.

Uma das características fenotípicas

marcantes dos microrganismos presentes

nos biofilmes é a alta resistência

aos agentes antimicrobianos (8). Os

mecanismos de resistência do biofilme

aos agentes antimicrobianos ainda não

são completamente conhecidos. Possíveis

mecanismos envolvem: a penetração

limitada dos agentes na matriz

polimérica do biofilme; a taxa de crescimento

diminuída devido à limitação

de nutrientes, afetando dessa forma

a composição superficial das células

e consequentemente a sensibilidade

microbiana aos agentes; e ainda a

ligação das células às superfícies induz

a expressão de genes relacionados à

resistência aos antimicrobianos (9).

Os microrganismos presentes na

forma de biofilmes são de erradicação

mais difícil quando comparados

às células microbianas planctônicas,

pioneiras na formação do biofilme

(10). A dificuldade no estudo de biofilmes,

em laboratório ou in natura,

está, principalmente, relacionada

à diferença de comportamento e

expressão genética entre as células

planctônicas e células sésseis de uma

mesma espécie, sendo essa diferença

estimada em até 30% (11).

Em algumas situações, como sob a

ação de fluidos, as células se apresentam

móveis e assemelham-se às células

planctônicas, podendo colonizar

outras superfícies (12). As células em

biofilme possuem a habilidade de se

fixar em várias superfícies, sobretudo

em condições de estresse nutricional.

Estas células podem efetuar comunicação

célula–célula (quorum sensing),

através de moléculas de sinalização

específicas (13).

A formação do biofilme se processa

em cinco estágios (Figura 1). O estágio

1 se refere à adesão reversível

das células na superfície; o estágio

2 corresponde à adesão irreversível

mediada principalmente pela produção

de substâncias exopoliméricas; no estágio

3 dá-se início à primeira fase de

maturação do biofilme, caracterizada

pelo desenvolvimento de sua arquitetura;

na segunda fase de maturação,

ou estágio 4, se diz que o biofilme está

totalmente maduro, com alta densidade

celular, e a arquitetura do biofilme

apresenta-se de forma complexa; o estágio

5 é referente à fase de dispersão

das células do biofilme (14).

A formação do biofilme pode ocorrer

em resposta a diversos sinais, tais

como alta densidade celular, alterações

no pH, escassez de nutrientes e

estresse físico ambiental. As características

que o substrato possui são de

relevante importância, pois através

delas o processo de adesão e a formação

de um biofilme serão favorecidos

ou não (13).

A diversidade de populações microbianas

indica que eles tiram proveito

de qualquer nicho encontrado em seu

ambiente, a habilidade dos microrganismos

viverem em tantos habitats se

deve à sua diversidade metabólica;

isto é, diferentes micróbios podem usar

uma variedade de fontes de energia e

carbono e crescer sob muitas condições

físicas diferentes (15).

A água é um elemento essencial

para todos os seres vivos e está

contida em todos os segmentos (16).

Ainda que imprescindível à vida, ela

pode trazer riscos a saúde se for de

má qualidade, servindo de fonte para

vários agentes biológicos. Por conta

disso, a cada dia está crescendo a

preocupação de controlar a qualidade

de água que é distribuída para o consumo

humano devendo fazer dessa

forma uma boa higienização e conservação,

principalmente nos locais

de uso comum, um exemplo favorável

são os bebedouros. Esse sistema

de distribuição de água, se não bem

higienizado, pode ser reservatório de

NewsLab - edição 114 - 2012

103


Figura 1. Os cinco estágios da formação do

biofilme.

Fonte: Sauer et al., 2002

Figuras 2 e 3. Exemplar de placa após período de incubação. Observação de intenso

crescimento microbiano

bactérias e apresentar formação de

biofilme em sua superfície.

O presente trabalho tem como

objetivo analisar os bucais dos bebedouros

para uma possível colonização

bacteriana e, se esses microrganismos

forem formadores de biofilme,

alertar para uma melhoria na higienização

dos mesmos.

Metodologia

Foram utilizados 12 bebedouros

situados em locais diferentes de uma

Faculdade de Maringá, PR. Inicialmente,

foram coletadas amostras

dos bucais de todos os bebedouros

com swabs estéreis. As amostras foram

semeadas, de forma estéril, em

placas de petri contendo meio BHI

Agar. Em seguida, foram incubadas

a 36ºC por 72H horas, para que se

proliferassem as bactérias.

Após esse período, foi verificado

crescimento bacteriano em todas as

placas (Figuras 2 e 3), sendo selecionadas

algumas colônias, para reisolamento

das amostras, totalizando 44

amostras em meio BHI Agar.

Foi realizada a técnica de coloração

de gram, seguindo o procedimento desenvolvido

por Hans Gram, em 1884.

A coloração de Gram é um método de

coloração diferencial, que por meio da

retenção ou não do corante cristal-

-violeta permite classificar as bactérias

em gram-positivas ou gram-negativas,

devido às diferenças em suas paredes

celulares. Após a secagem, visualizou-

-se ao microscópio óptico, com a objetiva

de 100X, em óleo de imersão.

Posteriormente, foram feitas provas

bioquímicas, onde foram evidenciadas

as atividades das enzimas

coagulase e catalase. Ambos os testes

foram realizados como recomendado

pelo Manual da Agência Nacional de

Vigilância Sanitária para identificação

de bactérias de interesse médico.

O método da coagulase foi realizado

sobre a lâmina, da seguinte forma:

uma pequena porção da colônia foi homogeneizada

em uma gota de salina,

em seguida foi colocada uma gota de

plasma sanguíneo. Após alguns minutos,

pode-se visualizar a formação de

coágulos, sendo considerada a prova

positiva. Para a prova da catalase, as

colônias foram homogeneizadas da

mesma forma, sendo acrescentada

uma gota de peróxido de hidrogênio

20 V. O aparecimento de bolhas foi

interpretado como catalase positiva.

A mensuração da camada de biofilme

foi realizada em microplacas de

poliestireno com fundo em “U”, como

descrito por Shin et al. (2002) (17),

porém com algumas modificações.

As amostras bacterianas foram inoculadas

em caldo BHI, a 37°C por 24

horas. Após este período, a densidade

celular foi ajustada para 1,5x10 8 UFC/

mL. Em seguida, foram transferidos

para cada poço 100µL de caldo BHI

e 100µL (3,0x10 7 UFC) da suspensão

bacteriana. O controle negativo foi

realizado utilizando-se 200µL de caldo

BHI estéril. As placas foram incubadas

a 37°C por 24 horas sem agitação.

Após 24 horas de incubação,

as placas foram lavadas com água

deionizada estéril e 200µL de água

deionizada foram adicionados a cada

poço, para leitura em espectrofotômetro.

A transmitância (%T) foi avaliada

em 405 nm e o valor de cada teste foi

obtido através da seguinte equação:

%T bloqueada = %T teste - %T

branco da reação

A %T bloqueada corresponde à

quantidade de luz bloqueada após

atravessar cada poço. A produção de

biofilme foi avaliada como negativa

(%T bloqueada < 5); + (%T bloqueada

= 5-20); ++ (%T bloqueada =

20-35); +++ (%T bloqueada = 35-

50); ++++ (%T bloqueada = 50).

Cada teste foi realizado em triplicata.

104

NewsLab - edição 114 - 2012


Resultados

As análises mostram que das 44

amostras, 77,27% (34) são bacilos e

22,73% (10) estão na forma de cocos.

Dessas, 90,91% (40) são gram

positivas e 9,09% (4) são negativas.

86,36% (38) são produtoras de

biofilme contra apenas 13,64% (6)

que foram consideradas como não

formadoras. Com relação aos testes

enzimáticos, 50% (22) foram consideradas

como coagulase positivas e

50% (22) negativas e 90,91% (40)

como catalase positivas e 9,09 (4)

negativas, conforme a Tabela 1.

A metodologia utilizada para produção

do biofilme revelou que das

44 amostras: 13,64% (6) não foram

consideradas como produtoras de

biofilme, 38,64% (17) foram classificadas

como fracamente formadoras

de biofilme e 11,36% (5) como moderadamente

produtoras e 36,36%

(16) como fortemente produtoras de

biofilme (Tabela 2).

Discussão

Através dos resultados obtidos,

pode-se perceber que das 44

amostras analisadas (Tabela 1) pelo

método de coloração diferencial de

gram, quatro eram gram-negativas

e 40 gram-positivas. Essa diferença

de coloração entre as amostras

está relacionada com as diferenças

na espessura e estrutura de suas

paredes celulares. Dessa forma, as

bactérias tidas como gram-positivas

podem ser de dois tipos: formadoras

de esporos, que possuem uma

maior capacidade de sobreviver em

ambientes não favoráveis, e as não

formadoras de esporos, muitas vezes

dispostos em cadeias (18). Através

da coloração de gram observamos

que as amostras gram-positivas

encontradas eram, na sua maioria,

bacilos esporulados (77,27%).

Quando se fala em produção de

biofilme, a maioria dos estudos descreve

as bactérias Gram-negativas

como as principais formadoras de

biofilme, no entanto sabe-se que as

bactérias Gram-positivas também

estão presentes na estrutura do

biofilme (19). Alguns estudos em

indústrias sucroalcooleiras mostram

que os principais problemas

relacionados à formação de biofilme

em equipamentos são causados por

bactérias Gram-positivas produtoras

de goma, como por exemplo, a dextrana

(20). Staphylococcus aureus

e Staphylococcus epidermidis, que

são bactérias Gram-positivas, também

são capazes de formar biofilme

na superfície das lentes intraoculares

de polimetilmetacrilato e de

silicone (21).

As provas bioquímicas (Tabela 1)

que evidenciaram o papel das enzimas

coagulase e catalase foram muito importantes,

pois através delas pode-se

chegar ao gênero das bactérias. A

coagulase tem o papel de converter

fibrogênio em fibrina e a catalase

converte o peróxido de hidrogênio em

oxigênio e água, dessa forma todos os

testes foram importantes para podermos

conhecer um pouco a mais sobre

a bactéria coletada (18, 22).

Os principais gêneros relacionados

a bacilos gram positivos formadores

de esporos são Bacillus spp e Clostridium

spp. Esses microrganismos são

ubíquos e formadores de esporos, dessa

forma, conseguem sobreviver no

ambiente por muitos anos, mesmo em

condições adversas de dessecação,

temperatura, pH etc. A maioria não

provoca doença nos seres humanos,

no entanto algumas espécies podem

causar infecções tidas como graves

(15, 23, 24).

O gênero Bacillus compreende

cerca de 50 espécies e inclui bastonetes

gram-positivos anaeróbios

facultativos, catalase negativa e

podem ocorrer em cadeia. A maioria

dos membros deste gênero consiste

em microrganismos saprófitas que

prevalecem no solo, na água, no ar

e na vegetação, como Bacillus cereus

e Bacillus subtilis. Os membros do

gênero Clostridium são anaeróbios

obrigatórios, gram-positivos, catalase

positiva, móveis e grandes. Muitos

decompõem proteínas ou formam

toxinas e alguns exibem essas duas

propriedades. Seu habitat natural é o

solo ou o trato intestinal de animais

e seres humanos, onde vivem como

saprófitas (15, 23, 24).

Os estudos feitos a partir de análises

de água dão maior ênfase aos

coliformes fecais, que são bacilos

gram negativos, não formadores

de esporos, aeróbios ou anaeróbios

facultativos pertencente a família

Enterobacteriaceae (25), já que

esses organismos provem de fezes

humanas e de animais e podem ser

indício de contaminação. Encontramos

poucas amostras de bacilos gram

negativos (9,09%), mostrando uma

baixa contaminação por coliformes

fecais. Este fato indica que os bebedouros

possuem uma higienização

relativamente favorável.

As Tabelas 1 e 2 mostram os resultados

de transmitância bloqueada

(% Tbloq), o que está relacionado

à produção de biofilme por essas

amostras. Quanto maior a porcentagem

de luz bloqueada, mais evidente

é a formação do biofilme por

esses microrganismos. De acordo

com metodologia empregada, apenas

13,64% das amostras encontradas

não são formadoras de biofilme.

Dentre as que apresentaram positi-

106

NewsLab - edição 114 - 2012


vidade, 38,64% foram classificadas

como fracamente formadoras de

biofilme, 11,36% foram consideradas

moderadamente formadoras de

biofilme e 36,36% foram classificadas

como fortemente formadoras

de biofilme. Esse resultado indica

que estas amostras possuem a capacidade

de se aderir a superfícies

abióticas, evidenciando que todas

possuem essa capacidade umas em

maior outras em menor grau.

Tabela1. Resultados dos testes realizados em 44 amostras bacterianas coletadas dos bebedouros de uma faculdade em Maringá, no período

de maio a junho, Maringá-PR (2010)

Amostra Forma Gram Catalase Coagulase Produção de Biofilme

1A Bacilo Negativo Negativa Positiva Produtora

1B Bacilo Positivo Negativa Negativa Produtora

1C Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

1D Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

2A Cocos Positivo Positiva Negativa Produtora

2B Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

2C Cocos Positivo Negativa Negativa Produtora

2D Cocos Positivo Negativa Negativa Produtora

3A Bacilo Negativo Positiva Positiva Produtora

3B Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

3C Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

3D Bacilo Negativo Positiva Positiva Não Produtora

4A Cocos Positivo Positiva Positiva Produtora

4B Cocos Positivo Positiva Negativa Produtora

4C Cocos Positivo Positiva Negativa Não Produtora

4D Cocos Positivo Positiva Negativa Não Produtora

5A Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

5B Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

5C Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

5D Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

6A Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

6B Cocos Positivo Positiva Positiva Produtora

6C Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

6D Cocos Positivo Positiva Positiva Produtora

6E Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

6F Cocos Positivo Positiva Negativa Não Produtora

7A Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

7B Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

8A Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

8B Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

9A Bacilo Positivo Positiva Negativa Não Produtora

9B Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

9C Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

9D Bacilo Negativo Positiva Positiva Produtora

10A Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

10B Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

10C Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

10D Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

11A Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

11B Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

12A Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

12B Bacilo Positivo Positiva Negativa Produtora

12C Bacilo Positivo Positiva Positiva Produtora

12D Bacilo Positivo Positiva Negativa Não Produtora

108

NewsLab - edição 114 - 2012


Tabela2. Avaliação da formação de biofilme pelas amostras de bactérias obtidas em Maringá, PR (2010), segundo critério descrito por

Shin et al. (2002)

Amostra % T Bloqueada Produção de Biofilme

1A 23,0 ++

1B 100,0 ++++

1C 6,5 +

1D 20,5 ++

2A 12,0 +

2B 9,5 +

2C 73,0 ++++

2D 73,0 ++++

3A 48,5 +++

3B 39,5 +++

3C 9,5 +

3D 4,0 -

4A 5,5 +

4B 25,5 ++

4C 0,5 -

4D 0,0 -

5A 17,0 +

5B 75,0 ++++

5C 56,5 ++++

5D 83,0 ++++

6A 100,0 ++++

6B 58,5 ++++

6C 86,0 ++++

6D 96,5 ++++

6E 1,0 -

6F 9,0 +

7A 79,5 ++++

7B 65,5 ++++

8A 7,5 +

8B 10,0 +

9A 2,0 -

9B 9,5 +

9C 85,0 ++++

9D 7,5 +

10A 94,0 ++++

10B 7,0 +

10C 5,0 +

10D 10,5 +

11A 12,0 +

11B 6,5 +

12A 66,0 ++++

12B 19,0 +

12C 71,0 ++++

12D 0,5 -

- não formadora; + fracamente formadora; ++ e +++ moderadamente; e ++++ fortemente formadora.

NewsLab - edição 114 - 2012

109


Os biofilmes possuem a capacidade

de colonizar todos os ambientes habitáveis

por microrganismos e estão

entre as estruturas biológicas mais

antigas da Terra. Um fato que favorece

a produção de biofilme é o substrato

em que ele se encontra. No presente

trabalho, pesquisamos um substrato

abiótico, aquoso, extremamente favorável

à adesão e desenvolvimentos

de microrganismos. Isso dificulta sua

remoção, já que após a adesão ao

substrato, inicia-se a produção da

matriz exopolimérica (EPS), que protege

os microrganismos dos principais

métodos de controle, sejam químicos

ou físicos (13, 26).

Dessa forma, deve ser feita uma

desinfecção cuidadosa dos bebedouros,

pois esses precisam estar limpos

o suficiente para que não sejam vinculadores

de doenças. Existem alguns

fatores que contribuem para a contaminação

do ambiente, como as superfícies

estarem úmidas e molhadas,

empoeiradas, com matéria orgânica e

aplicação incorreta de produtos germicidas.

Os padrões de potabilidade

e os procedimentos feitos ao controle

da qualidade da água para o consumo

humano tiveram uma revisão e foram

estabelecidos pela Portaria do Ministério

da saúde nº518/2004 (27).

Por este motivo, pesquisas são

realizadas com o objetivo de identificar

os desinfetantes que melhor se

enquadram aos requisitos mais importantes,

como tempo de contato ótimo

para que seja eficaz, não tóxico, não

corrosivo e efetividade de desinfecção

em diferentes grupos de microrganismos.

Vale ressaltar que não existe um

desinfetante que seja ideal em todos

os aspectos citados (23).

Na instituição onde o estudo foi

realizado, o hipoclorito é amplamente

utilizado, pois apresenta ação rápida,

baixo custo e amplo espectro de ação.

É um desinfetante de baixo a alto nível,

ou seja, aquele desinfetante que elimina

praticamente todos os microrganismos

em um período de tempo menor que 30

minutos, exceto um número elevado

de esporos bacterianos (28), possui

ação sobre esporos e atua em concentrações

baixas para microrganismos

mais sensíveis. Para uma higienização

eficiente é necessário que seja realizada

diariamente, e um ponto importante é

que não compartilhe o mesmo pano

ou esponja de limpeza em outros equipamentos,

como vaso sanitário e pia

de banheiro, pois estes podem estar

contaminados por coliformes fecais,

perdendo a eficácia da limpeza.

Muitos estudos estão em andamento

para se definir uma droga de escolha

para erradicar infecções mediadas por

biofilmes bacterianos e fúngicos. Substâncias

como clorexidina e citremina

apresentaram bons resultados quando

testados contra biofilmes formados por

Enterococcus faecalis (29).

Existem alguns estudos que também

testam com relação à eficácia do

hipoclorito sobre bactérias presentes

em biofilmes. Em um estudo com

seis diferentes tipos de desinfetantes,

pesquisadores demonstraram que

hipoclorito, assim como clorexidina e

peróxido de hidrogênio, apresentou

boa eficácia contra células bacterianas

aderidas em superfícies abióticas.

Mas somente o desinfetante não é

suficiente. O uso dessas substâncias

deve ser aliado à boa higienização

diária, evitando o processo inicial de

formação do biofilme (30).

Conclusão

O intuito desse estudo foi analisar

o processo de formação do biofilme

microbiano, e diante desse fato pode-

-se concluir que das 44 amostras analisadas

86,36% (38) foram formadoras

de biofilme. Um ponto importante a ser

avaliado é o substrato em que foi feito

o experimento, sendo sua composição

crucial para a maior ou menor adesão

das bactérias. No presente estudo o

substrato era extremamente favorável,

por ser um substrato abiótico e aquoso,

favorecendo assim a adesão inicial e

o processo de formação do biofilme.

O fato de não ter sido encontrado

uma quantidade significativa de bacilos

gram-negativos, ou coliformes

fecais, evidencia que os bebedouros

possuem uma higienização relativamente

favorável. Os bebedouros da

presente instituição são utilizados

pelos alunos, professores, funcionários

e visitantes, por conta desse

fato deve ser feita uma higienização

adequada para que estes não sejam

vinculadores de doenças para os seres

humanos. Como foi comprovado

o processo de formação de biofilme

nesses locais é necessário que haja

uma melhor higienização, pois estes

são de fácil contaminação já que as

superfícies estão sempre úmidas, o

que facilita a multiplicação e colonização

bacteriana.

É necessária a higienização diária

dos bebedouros para que evite o processo

inicial de formação de biofilme.

De preferência, deve ser utilizado o

hipoclorito associado a outros desinfetantes.

O processo de fricção da superfície

também é importante, auxiliando

na remoção das células já aderidas. É

também importante ressaltar que não

compartilhe os panos e esponjas de

outros materiais, como pia e vaso sanitário,

pois dessa forma a higienização

ficará comprometida.

Correspondências para:

Taila Vaz Faria Reis

tailavaz@hotmail.com

110

NewsLab - edição 114 - 2012


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112

NewsLab - edição 114 - 2012


Artigo

Avaliação da Associação de Doenças Parasitárias e

Hipoalbuminemia

Muriel Rodrigues Dorneles 1 , Rita Leal Sperotto2

1 - Aluna de graduação em Biomedicina da Universidade de Cruz Alta, Unicruz, Cruz Alta, RS

2 - Farmacêutica-Bioquímica responsável técnica do laboratório de análises clínicas, LAC, Cruz Alta, RS

Trabalho realizado no Laboratório de Análises Clínicas, LAC, da Universidade de Cruz Alta, Unicruz, Cruz Alta, RS

Resumo

Summary

Avaliação da associação de doenças parasitárias e

hipoalbuminemia

As parasitoses são consideradas doenças que acometem principalmente

crianças de baixa renda sem saneamento básico. São

doenças causadas por parasitas, tais como protozoários e helmintos,

os quais são encontrados no solo, água e alimentos contaminados.

Entre as enteroparasitoses mais comuns na região noroeste do Estado

do Rio Grande do Sul encontramos a giardíase, a ascaridíase e a

teníase. A presença desses parasitos pode resultar em problemas de

saúde, causando um mau funcionamento do organismo, geralmente

acarretando danos principalmente na mucosa intestinal de seu

hospedeiro, o que leva a uma perda de nutrientes e, consequentemente,

a uma má absorção gerando uma desnutrição. Os níveis

de albumina sérica isolados não têm grande significado clínico, a

hiperalbuminemia ocorre somente em casos de perdas consideráveis

de líquidos orgânicos. Já a hipoalbuminemia é comum em muitas

doenças, sendo usada como marcador tardio do estado nutricional,

determinando índices de desnutrição, desta forma podendo avaliar

casos de déficit nutricional causado por doenças inflamatórias,

infecções e doenças crônicas, como em casos de acometimento por

parasitoses. Este foi um estudo transversal observacional descritivo

que teve como objetivo investigar os gêneros parasitários mais

prevalentes em crianças de creches, associando as alterações da

albumina sérica. Como população amostral estudou-se crianças

de 0 a 5 anos que frequentaram creches municipais na cidade de

Cruz Alta. Foram analisadas 10 amostras de fezes de crianças de

0-5 anos durante o período de setembro a novembro de 2010. Das

10 amostras analisadas apenas 1 (10%) amostra apresentou cistos

de Giardia lamblia e 9 (90%) amostras não apresentaram nenhum

tipo de parasita. Em vista desses números, não houve resultados

significativos em relação às concentrações de albumina, pois seu

valor encontrou-se dentro dos padrões de normalidade, o que não

Evaluation of the association of parasitic

diseases and hypoalbuminemia

Parasitic are considered diseases that affect low-income

children without basic sanitation. They are caused by parasites,

especially protozoa and helminths, and usually these

parasites are found in soil, water and contaminated food and

may cause health problems, causing a malfunction of the body,

usually causing mainly damage in the intestines of their host,

which leads to a loss of nutrients and consequently generating

a malabsorption malnutrition. Among the most common

intestinal parasites in the northwest region of Rio Grande do

Sul we found giardiasis, ascariasis and also taeniasis. The

levels of isolates serum albumin does not have great clinical

significance, the hyperalbuminemia occurs only in cases of

losses of fluids. Hypoalbuminemia is already common in many

diseases, and later used as a marker of nutritional status,

determining levels of malnutrition, which can evaluate cases

of malnutrition caused by inflammatory diseases, infectious

and chronic diseases, such as in cases of involvement by parasites.

This was an observational descriptive cross-sectional

study aimed to investigate the most prevalent parasitic genre

in children attending daycare centers, involving changes to

serum albumin. As sample population studied there were 0-5

years children who attended public nursery schools in the city

of Cruz Alta. We analyzed 10 samples of faces of children

0-5 years during the period September-November 2010. Of

the 10 samples analyzed only 1 (10%) patients showed Giardia

lamblia and 9 (90%) samples did not show any kind of

parasite. Given these figures there were no significant results

in relation to concentrations of albumin, for its value found

were within normal limits did not indicate what changes they

could confirm if malnutrition parasite. Conclusion sample is

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NewsLab - edição 114 - 2012


indicou alterações que confirmassem caso de desnutrição da amostra

parasitada. Conclui-se então que outros estudos sejam realizados

com populações maiores que também necessitem de orientações,

descobrindo o quanto as medidas profiláticas simples podem gerar

melhora na própria saúde. Para que fosse feito um levantamento

epidemiológico seria de grande importância a inclusão de uma

população que tem melhores condições de saneamento básico para

que se avalie com veracidade a presença ou não de diferenças na

frequência da associação parasitose-hipoalbuminemia.

Palavras-chave: Parasitoses, desnutrição, hipoalbuminemia

then further studies are conducted with larger populations

also need guidance, discovering how simple prophylactic

measures, can generate improved in their own health, and

contribute to the same with their children and relatives. For

an epidemiological survey was made would be of great importance

to be included population that has better sanitation

in order to assess with accuracy the presence or absence of

differences in frequency.

Keywords: Parasites, malnutrition, hypoalbuminemia

Introdução

As parasitoses são doenças

consideradas um problema

de saúde pública, as quais

acometem principalmente crianças

de baixa renda em condições de

higiene precárias. Essas doenças

representam um importante fator de

desnutrição proteico- calórica, pois o

estado nutricional não depende somente

da ingestão de alimentos, mas

também do bom funcionamento do

organismo para processar e absorver

os nutrientes necessários (1). Desta

forma, a presença de enteroparasitas

pode comprometer o equilíbrio natural

do organismo, dependendo do seu número,

estado nutricional e imunológico

do hospedeiro (2).

Geralmente, as enteroparasitoses

são causadas por protozoários ou

helmintos, os quais podem ser encontrados

no solo, água e alimentos

de forma direta ou indireta através do

ciclo transmissível do parasito (cisto,

oocisto, ovos ou larvas). Tais doenças

acabam acometendo principalmente

crianças devido a hábitos inadequados

de higiene e por estarem diretamente

expostos aos referidos agentes (3).

Dessa forma, sabe-se que para a

diminuição das parasitoses é necessária

uma série de providências, pois

a grande frequência dessas doenças é

devido à falta de saneamento básico

e outros fatores como: idade, grau

de escolaridade, hábitos de higiene,

água potável, rede de esgoto e nível

socioeconômico (4).

Materiais e Métodos

Realizou-se um estudo experimental

de caráter quantitativo, realizado

com 10 crianças de 0 - 5 anos de idade

matriculadas em uma creche da rede

pública de educação do município de

Cruz Alta, RS, sendo realizado durante

os meses de setembro a novembro de

2010. Os critérios de inclusão utilizados

incluíram os alunos que se enquadrassem

na faixa etária de 0-5 anos de

idade, frequentando a creche e seus

responsáveis de acordo com o Termo

de Consentimento Livre e Esclarecido,

no qual constavam os objetivos, o

método como seria realizada a coleta

das amostras e que se dispuseram a

responder o questionário. Já como

critério de exclusão as crianças que

estivessem fazendo uso de algum

medicamento antiparasitário ou que

tinham feito uso no prazo mínimo de

30 dias não seriam incluídos na pesquisa

ou ainda aqueles que não trouxessem

as três amostras solicitadas.

Após esse processo os participantes

receberam instruções de como

deveria ser feita a coleta das amostras

(em intervalos de três dias), pelos pais

ou responsáveis e transporte até a

creche no dia seguinte à coleta, onde a

acadêmica pesquisadora encaminharia

até o Laboratório de Análises Clínicas

da Unicruz - Universidade de Cruz

Alta, de forma adequada como preconizado

pela RDC 302/05 (5). As amostras

então coletas adequadamente e

dentro dos critérios descritos foram

processadas pelas técnicas de HPJ

(6) e Faust (7), depois de realizados

ambos os métodos as amostras foram

analisadas entre lâminas e lamínulas

e visualizadas em microscópio ótico.

Resultados

A análise estatística dos resultados

demostra que foram analisadas 10

amostras de fezes de crianças de 0-5

anos durante o período de setembro a

novembro de 2010. Das 10 amostras

analisadas apenas 1 (10%) amostra

apresentou cistos de Giardia lamblia e

9 (90%) amostras não apresentaram

nenhum tipo de parasita (Gráfico 1).

A prevalência de crianças que não

apresentaram parasitas equivale a

90%, sendo que a faixa etária predominante

é de crianças de 1-4 anos

de idade, das quais 7 (70%) eram

do sexo masculino e 3 (30%) eram

NewsLab - edição 114 - 2012

115


Tabela 1. Frequência do sexo encontrado entre os participantes

Sexo n %

Feminino 3 30

Masculino 7 70

Total 10 100

10%

90%

Presença de parasitas

Ausência de parasitas

concentrações de albumina, pois seu

valor encontrou-se dentro dos padrões

de normalidade, o que não indicou

alterações que confirmassem caso de

desnutrição da amostra parasitada.

Apesar de não ter sido alcançada a meta

esperada do número de participantes

estimados, todos consideraram de grande

valia a realização desse trabalho.

Discussão

Mediante ao baixo número de

amostras supõe-se que os participantes

realizaram as coletas de forma

inadequada ou a entrega de tais

amostras foi feita em tempo inábil

ao seu processamento. Este fato de

certa forma é surpreendente frente à

motivação aparente dos participantes

durante o início da pesquisa. Porém,

era previsto que alguns dos participantes

não viabilizassem o trabalho

por dependerem do auxílio dos pais ou

professores na hora da coleta, o que

pode ter gerado grandes dificuldades.

De acordo com os laboratórios clínicos

(11), grande porcentagem das amostras,

cerca de 33,3%, é desqualificada

na hora da entrega no laboratório, por

serem entregues em recipientes não

apropriados ou por não terem sido

entregues no prazo.

Comparada a estudos descritos

anteriormente, a frequência das parasitoses

encontradas nesta pesquisa foi

relativamente baixa, porém tem que

se levar em consideração o número de

amostras dos diferentes trabalhos: (1)

avaliaram um total de 133 crianças,

69 eram do gênero masculino e 64 do

feminino. A idade variou de sete a 78

meses. A faixa etária predominante

foi de 25 a 60 meses com 76 crianças,

seguida das faixas etárias de maiores

de cinco anos com 33 crianças e de

menores de dois anos com 24 crianças,

e a faixa etária mais acometida

foi a dos 25 aos 60 meses (23 crianças

– 60%). Neste estudo citado, os

autores confirmam que o sexo mais

predominante é o masculino, além

da faixa etária com maior prevalência

de casos positivos ser de crianças de

2-5 anos de idade. No estudo feito

por Duarte AL (12), ele afirma que

há baixos índices de parasitoses em

grupos pequenos e fechados. Em seu

estudo o grupo de participantes foi

constituído por 15 alunos voluntá-

Gráfico 1. Prevalência de parasitoses na creche

Tendo em vista que as parasitoses

do sexo feminino e a única amostra permanecem sendo graves problemas

da população parasitada é do sexo de saúde pública, gerados, em grande

feminino (Tabela 1).

número de vezes, pela falta de saneamento

básico podendo desencadear

De acordo com o questionário

aplicado, nenhum dos participantes diversos problemas gastrointestinais,

da pesquisa fez uso de antiparasitário sugere-se mais uma vez que as

nos últimos 30 dias. Porém, sete dos crianças constituem a população mais

10 participantes costumavam tomar acometida.

algum tipo de vermífugo a cada seis As formas de transmissão são

meses. Frente a isso foi constatado que subestimadas pelos profissionais

seis não sabiam se já tiveram algum da saúde ou pelos profissionais que

tipo de parasitose e quatro afirmaram trabalham diretamente com crianças

nunca ter tido. Da população estudada, (8). Segundo dados mundiais, são

apenas quatro indivíduos já realizaram estimados que, aproximadamente,

exame de fezes e de sangue, dentre 3,5 bilhões de pessoas são afetadas

os demais quatro realizaram exames por infecções parasitárias, sendo que

de sangue e dois nunca realizaram nenhum

tipo de exame. Além de que seis escolar (9). Alguns parasitos têm

450 milhões são crianças em idade

participantes relataram ter o destino maior prevalência em crianças em

das fezes e urina na rede de esgotos, idade escolar devido à facilidade da

três destinam esses resíduos à fossa transmissão direta, o que é comum

séptica e um a céu aberto.

principalmente em locais de grande

Em vista desses números não houve concentração de infantes como orfanatos

e creches resultados significativos em relação às

(10).

116

NewsLab - edição 114 - 2012


ios, dentre eles oito mulheres e sete

homens, onde do total, apenas um

aluno voluntário (15%) apresentou

positividade para Endolimax nana nos

exames realizados, sendo este um

parasita comensal. O restante dos 14

alunos voluntários (85%), apresentaram

negatividade para a presença de

parasitas intestinais.

Apesar de alguns parasitas expressarem

maior predominância em

certos ambientes, em creches, asilos

e orfanatos por serem mais restritos e

fechados, é comum encontrar Giardia

spp. devido à sua forma de transmissão

através de alimentos contaminados

e de indivíduo para indivíduo, o

que facilita sua disseminação nesses

ambientes (13).

Deve-se considerar que a giardíase,

apesar de não ser uma das

infecções mais graves causadas por

parasitas, pode causar grandes transtornos

ao seu hospedeiro podendo

apresentar sintomas bem distintos

como diarreia intermitente, perda de

peso e má absorção intestinal devido

a seu grande poder de adesão.

Este processo quando em casos

graves, onde a infecção encontra-se

instalada há muito tempo, pode gerar

encurtamento das vilosidades, hiperplasia

das criptas intestinais e reações

imunológicas (14).

Na atual pesquisa, a única amostra

positiva apresentou cistos de Giardia

lamblia, o que pode estar associado

ao fato da criança parasitada ter

animal de estimação em seu domicílio.

De acordo com Thompson (15),

este protozoário também apresenta

transmissão zoonótica, principalmente

oriundo de cães e gatos, o que poderia

explicar o fato de que apenas esta participante

estava contaminada, pois de

acordo com os dados do questionário

confirmar-se a presença de animais

em sua residência.

Embora o índice de positividade

para protozoários tenha sido pouco

expressivo nesta pesquisa, seria bom

assinalar que para determinados parasitos

é imprescindível a coleta seriada

na presença de negatividade (16),

principalmente no caso da Giardia

spp., um protozoário que, dependendo

das cepas, poderá apresentar variados

padrões de eliminação (17).

Nestes resultados pode-se observar

um reflexo do perfil de saneamento

encontrado nas moradias, pois

a maioria são casas de alvenaria ou

mista. Nesta população estudada (n

= 10), nove relataram sempre lavar

as mãos após ir ao banheiro, o que

é a maneira mais eficaz e conhecida

de evitar a contaminação com

parasitas. Segundo Costa-Macedo

(18), as enteroparasitoses são um

importante indicador das condições

de saneamento em que vive uma

dada população. Ainda, a população

menor de cinco anos reflete bem o

grau de contaminação de uma região

por tratar-se de indivíduos com pouca

capacidade de deslocamento e maior

vulnerabilidade, espelhando assim, as

condições sociais da comunidade onde

habitam (19).

Quanto aos valores de albumina

sérica terem se apresentado dentro da

normalidade, não indicando nenhum

grau de desnutrição, pode ser justificado

pelo fato de que no momento

da realização da dosagem a infecção

não se encontrava em grau avançado

para causar danos que resultassem na

má absorção de alimentos causando

desnutrição detectável. Botelho et al

(20) indicam que houve grau variado

de desnutrição em estudo associado

a Ascaris lumbricoides e ancilostomídeos

em infecções em crianças e

adolescentes onde a hipoalbuminemia

foi observada em 5,5% das amostras.

Tais parasitas não foram encontrados

nesta pesquisa, o que poderia

ter gerado alterações da albumina se

estivessem presentes. Outro estudo

também confirma casos de hipoalbuminemia

em infecções causadas por

Ascaris lumbricoides, Ancylostoma

duodenalis e Necator americanus.

Houve achados de outros parasitas

como Giardia lamblia, mas não caracterizando

índices de hipoalbuminemia

(21), o que vem corroborar com esta

pesquisa. O fato de maior relevância

é que apesar da Giardia lamblia ser

um protozoário extremamente patogênico,

há variáveis ambientais e do

próprio indivíduo quanto à capacidade

de combatê-los, como foi demonstrado

em um estudo feito com ratos infectados

com Nippostron brasillencis,

que é o parasita mais encontrado em

ratos, assim como a Giardia spp. em

humanos (22).

Apesar da baixa taxa de positividade

de parasitoses intestinais

encontrada nas amostras analisadas,

não pode-se eliminar a necessidade

de adoção de medidas para o controle

e erradicação dessas doenças, pois a

prevalência dessas infecções alcança

altos índices em todo o mundo, mas

principalmente em países em desenvolvimento

(23).

Conclusão

Em vista dos resultados obtidos,

pode-se avaliar que o Brasil, mesmo

em processo constante de desenvolvimento,

ainda carece de maiores cuidados

em setores como a saúde pública,

pois grande parte da população ainda

não tem em suas residências redes de

esgoto, o que gera grandes problemas

quanto à transmissão de diversas

doenças, entre elas as parasitárias.

Mediante o exposto, pode-se avaliar

que há medidas eficazes e simples

118

NewsLab - edição 114 - 2012


que podem ajudar no combate contra

as doenças parasitárias, hábitos

simples do cotidiano como lavar as

mãos depois de ir ao banheiro, antes

de comer ou ao manusear alimentos.

Tais ações contribuem enormemente

para evitar a transmissão de tais doenças,

mesmo que as condições de

saneamento básico sejam precárias,

pois se sabe que é a partir de gestos

individuais que grandes conquistas

são alcançadas, principalmente

tratando-se de doenças que causam

graves problemas de saúde.

Por fim, esperamos que outros

estudos sejam realizados com populações

maiores que também necessitem

de orientações, descobrindo o quanto

medidas profiláticas simples podem

gerar melhora na sua própria saúde,

além de contribuir para a saúde de

seus familiares. Para que fosse feito

um levantamento epidemiológico,

seria de grande importância a inclusão

de uma população com melhores

condições de saneamento básico para

que se avaliasse com veracidade a

presença ou não de diferenças na

frequência das doenças parasitárias na

população, podendo fazer correlações

com outros indicadores.

Contudo, diante aos resultados

apresentados, verificou-se que ainda

há muito que fazer em questões de

saúde publica, sendo as promoções a

saúde e orientações à população um

investimento na luta contra as doenças

parasitárias.

Correspondências para:

Muriel Rodrigues Dorneles

murielzinha28@yahoo.com.br

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120

NewsLab - edição 114 - 2012


Artigo

Principais Alterações Hormonais no Diabetes Gestacional

Francisco Ferreira Araujo Neto 1 , Luiz Gustavo Silva 1 , Katia Jacqueline Miguel Santos 2

1 - Graduado do Curso de Biomedicina. Uniube

2 - Mestre em Fisiologia. Uniube

Universidade de Uberaba, Uniube, Uberaba, MG

Resumo

Summary

Principais alterações hormonais no diabetes

gestacional

Introdução: Durante a gravidez o organismo materno sofre algumas

alterações hormonais para oferecer melhor desenvolvimento do

feto. Dentre as várias alterações, os hormônios mais importantes são

o hCG, TSH, insulina, cortisol, estradiol, progesterona, HLP e as IGFs.

Objetivos: Pesquisar, através de levantamento bibliográfico, as

principais alterações hormonais decorrentes do diabetes gestacional

e elucidar as principais consequências do diabetes gestacional

tanto para a mãe quanto para o feto.

Delineamento: Realização de revisão de literatura com artigos

sobre o tema dos últimos dez anos, enfocando a relação das

alterações hormonais sofridas durante a gestação e o diabetes

gestacional. Alguns autores obtiveram os mesmos resultados, já

outros entraram em conflito sobre alguns hormônios.

Considerações finais: Através do levantamento bibliográfico

podemos concluir que a resistência insulínica juntamente a alguns

hormônios estão relacionados com a macrossomia fetal, dentre eles

as IGFs, leptina e HLP. O aumento da massa corporal em gestantes

diabéticas deve-se pelo aumento nos níveis de leptina produzidas pelos

adipócitos. Esse aumento também resulta na hiperglicemia materna

e inibição da insulina pela própria leptina por feedback negativo. O

aumento da resistina resulta na resistência a insulina materna e a permanência

desse quadro é refletida pela diminuição da adiponectina,

aumento da PCR, disfunção de células-β e hiperglicemia.

Palavras chave: Alterações hormonais, gestação, diabetes

gestacional

Major hormonal changes in gestational diabetes

Introduction: During pregnancy the maternal organism

undergoes certain hormonal changes for better development

of the fetus. Among several changes, the most important

hormones are hCG, TSH, insulin, cortisol, estradiol, progesterone,

HLP and IGFs.

Objectives: Search through literature, the major hormonal

changes resulting from gestational diabetes and to elucidate

the main consequences of gestational diabetes for both the

mother and the fetus.

Design: Conduct literature review of articles on the topic of

the last ten years, focusing on the relationship of hormonal changes

experienced during pregnancy and gestational diabetes.

Some authors obtained the same results, others have clashed

over some hormones.

Conclusion: Through literature we can conclude that insulin

resistance along with some hormones are related to fetal macrosomia,

including the IGFs, leptin and HLP. The increase in

body mass in diabetics is due to the increased levels of leptin

produced by adipocytes. This increase also results in maternal

hyperglycemia and inhibition of insulin by leptin itself by

negative feedback. The apparent increase in resistin in insulin

resistance and maternal residence of this situation is reflected

by decreased adiponectin, increased CRP, β-cell dysfunction

and hyperglycemia.

Keywords: Hormonal changes, pregnancy, gestational

diabetes

Introdução

A

gravidez é o período de crescimento

e desenvolvimento

do embrião que começa

com a fecundação do óvulo pelo espermatozoide.

Após a formação do

embrião acontece a nidação, ou seja,

implantação na parede uterina. O

embrião recém-implantado estimula

a produção de gonadotrofina coriônica

humana (hCG) pelas células

endometriais uterinas após duas a

três semanas de concepção. O hCG

é formado através da união de duas

subunidades, alfa ( ) e beta ( ) (1).

Durante a gravidez, a tireoide

sofre importantes modificações e no

primeiro trimestre de gestação, o

fato mais marcante é a supressão do

hormônio tireoestimulante (TSH),

cuja função é atuar sobre a tireoide

para produção das iodotironinas,

fato que ocorre simultaneamente

122

NewsLab - edição 114 - 2012


com o período do pico do βhCG que

ocorre entre a 9ª e a 13ª semanas

gestacionais. Desde o primeiro trimestre

até o final da gestação, há

um aumento na síntese da globulina

carreadora de tiroxina (TBG), devido

ao estímulo de estradiol, tendo como

consequência o aumento das iodotironinas

como o T 3

(triiodotironina) e

T 4

(tiroxina) (2).

O cortisol é um hormônio hiperglicemiante

e, durante a gestação, pode

alterar a função da placenta, fluxo

sanguíneo uterino e controle do desenvolvimento

do feto. Sua secreção

está relacionada com fatores psicológicos,

como exemplo, a ansiedade,

esta é um estímulo para ativação do

sistema adrenal através do estresse,

já a diminuição de seus níveis ocorre

abruptamente durante o parto (3).

No início da gravidez, as células

β-pancreáticas sofrem alteração

em seu tamanho devido aos altos

níveis de estradiol (E 2

) e progesterona

(P 4

), aumentando o poder de

ação pela insulina frente ao nível de

glicose no sangue facilitando o processo

de anabolismo do glicogênio,

triglicerídeos e proteínas. Durante

a segunda metade da gestação, o

hormônio lactogênico placentário

(HLP), um hormônio de atividade

catabólica, estimula a lipólise e gliconeogênese

e como produto final,

aumento dos níveis de glicose. O

HLP atua sobre a massa de células

β-pancreáticas, influenciando tanto

a produção quanto a secreção

de insulina. A prolactina regula a

produção de insulina através da

transcrição do gene da insulina. A

sensibilidade à insulina reduz progressivamente

durante as últimas

20 semanas de gestação (4-7).

Os reguladores endócrinos para o

crescimento fetal são a insulina e o

fator de crescimento semelhante à insulina

(IGF-1). Sendo que o IGF-1 está

relacionado com o peso do bebê ao

nascer e a insulina com o crescimento.

A insulina pode atuar na regulação dos

níveis de leptina (8).

Conceito de Diabetes Mellitus

Gestacional

A intolerância à glicose com início

durante a gestação é denominada

diabetes mellitus gestacional (DMG)

(9, 10). O diabetes mellitus é uma

síndrome metabólica heterogênea que

envolve desordens fisiopatológicas

distintas no metabolismo dos carboidratos

decorrentes de uma complexa

interação de fatores genéticos e ambientais

(11).

Consequências para Mãe e Feto

O diabetes em uma gestante pode

ocasionar risco aumentado tanto para

o feto quanto para a própria mãe. Durante

os nove meses de gestação, para

que ocorra o crescimento adequado

do feto, é importante o transporte

de nutrientes da mãe para o mesmo.

Essa demanda cria uma sobrecarga

metabólica para a mãe (12).

O organismo materno durante a

gestação sofre alterações circulatórias

e metabólicas. A primeira está relacionada

com o aumento da volemia

e do débito cardíaco, sendo assim, é

necessária a diminuição da resistência

periférica para manter os níveis

tensionais normais. Já as alterações

metabólicas são caracterizadas pela

resistência crescente à insulina, causada

pela secreção e ação do HLP. A

resistência à insulina está associada

ao aumento do tecido adiposo que

ocorre na fase inicial da gestação (13).

Em diabéticas com controle glicêmico

inadequado pré-gestacional,

os abortos espontâneos ou a mortalidade

fetal são mais frequentes,

sendo comum também a ocorrência

de hipoglicemia neonatal. Outra complicação

importante é a síndrome do

desconforto respiratório, tendo como

fatores relevantes a hiperinsulinemia,

hiperglicemia (11).

A hiperglicemia materna pode

acarretar várias morbidades que são

denominadas “fetopatias diabéticas”.

A macrossomia, policitemia, icterícia,

hipocalcemia e aumento de duas a três

vezes do risco de má formação congênita

são as complicações neonatais

mais comuns observadas no diabetes

mellitus (14).

Diagnóstico e Tratamento

O TOTG é o teste mais utilizado no

mundo para detecção do DG, sendo

recomendado para todas as gestantes

entre a 24ª e a 28ª semanas. Consiste

na dosagem da glicemia duas horas

após a descarga de 75g de glicose,

preconizada pela Organização Mundial

da Saúde (OMS) como único teste,

tanto para rastreamento quanto para

diagnóstico (9, 15).

O tratamento do DG está relacionado

com o controle glicêmico, mas

com as falhas obtidas pela dieta,

associada ou não a exercícios físicos,

o mais indicado é a insulinoterapia

(16, 17).

Uma das formas recomendadas

para a administração da insulina é a

aplicação de múltiplas doses de insulina

funcionando como uma tentativa

de simulação do sistema fisiológico da

paciente. A insulinoterapia é indicada

tendo em vista que a presença do

diabetes gestacional pode levar ao

aumento do risco de morbimortalidade

materna e fetal (18, 19).

Objetivos

Pesquisar, através de levantamento

bibliográfico, as principais

NewsLab - edição 114 - 2012

123


alterações hormonais decorrentes do

diabetes gestacional.

Elucidar as principais consequências

do diabetes gestacional tanto para

a mãe quanto para o feto.

Metodologia

Este trabalho consta de uma investigação

exploratória e descritiva,

sendo realizada por meio de levantamento

e revisão de literatura, com

artigos sobre o tema entre os anos de

2000 a 2011, enfocando a relação das

alterações hormonais sofridas durante

a gestação e o diabetes gestacional.

A realização do levantamento foi

feita através de busca na Internet,

onde consultamos a biblioteca: Scientific

Eletronic Online (Scielo), Biblioteca

Virtual em Saúde (Bireme), entre

outros. Utilizando os seguintes descritores:

alterações hormonais, gestação

+ Diabetes Gestacional. Utilizamos a

combinação de três descritores, visto

que ao realizar tentativas com outros

descritores, obtivemos os mesmos

artigos em duplicidade aos encontrados

com os descritores supra citados.

Foram selecionados artigos e textos

disponíveis na língua portuguesa e língua

inglesa no íntegro acesso online.

Resultados

Há muitas semelhanças entre a resistência

à insulina em não gestantes

e em mulheres com diabetes gestacional,

mas as tentativas de diagnóstico

por meio da dosagem de hemoglobina

glicada e também pela frutosamina,

tentando mostrar uma resistência à

insulina podem ser frustradas. Marcadores

inespecíficos tanto da placenta

quanto da função endócrina fetal como

estradiol, HLP e hCG, também não

conseguiram mostrar a diferença entre

a gestante com diabetes e a gestante

normal. Há uma elevação nos níveis de

HLP no terceiro trimestre de gestantes

diabéticas, tal alteração é complicada

pela macrossomia fetal (20)

Os filhos em que a mãe desenvolveu

diabetes durante a gestação

podem ser grandes para a idade gestacional

e também apresentar macrossomia.

A macrossomia é caracterizada

pelos bebês com peso maior que 4 kg

e são mais suscetíveis ao trauma do

parto. Além do mais, podem desenvolver

hipoglicemia neonatal pelo excesso

residual de insulina pelas células

estimuladas pela ação do HLP. Tal

situação é mais incidente em mulheres

com diabetes do que em mulheres

normais. Os níveis de -hCG em mães

diabéticas bem controladas são mais

baixos em relação às concentrações de

mães não-diabéticas e não apresenta

correlação com a macrossomia fetal.

A hiperglicemia no início da gestação,

ou seja, fase de crescimento fetal, há

um aumento de risco de malformações

e abortos espontâneos (20, 21, 22).

As IGFs produzidas pela placenta e

também pelo feto cursam para a macrossomia

fetal associada ao diabetes

materno. Semelhante às gestantes

normais, as com diabetes gestacional

apresentam maiores concentrações

séricas de IGF-I e IGF-II, atingindo o

platô no terceiro trimestre de gestação.

Os níveis de ambas as IGFs na

circulação materna são comparáveis,

porém as concentrações são maiores

no cordão umbilical dos recém-nascidos

de mães diabéticas (20).

Os níveis de leptina no sangue do

cordão umbilical estão aumentados

em bebês grandes para a idade gestacional

e estão relacionados com o

peso e índice de massa corporal após

o parto (20, 23).

A leptina é produzida potencialmente

pelo tecido adiposo fetal, porém sua

produção pela placenta contribui para

a hiperleptinemia em gestantes diabéticas.

O aumento do índice de massa

corporal nas gestantes deve-se pela

leptina. Gestantes com intolerância à

glicose após o parto, voltando ao seu

peso antes da gestação, apresentam

uma redução nos níveis de leptina. É

possível utilizar os níveis desse hormônio

materno para o rastreamento

de macrossomia fetal (20).

Discussão

Soad, 2004 (24) ao contrário de

Reis et al., 2002 (20), afirma que

os níveis de leptina e insulina estão

normais em bebês com duas semanas

de vida de mães saudáveis e

também de filhos de mães diabéticas.

Entretanto, os filhos de mães com

diabetes gestacional e aquelas com

franca diabetes mellitus em controle

de dieta apresentam significante

hipoglicemia, indicando um distúrbio

no metabolismo da glicose nessas

crianças. A rápida queda nos níveis de

leptina após o parto é um importante

estímulo para o início da produção e

consumo de energia.

Há uma significante associação

entre leptina e insulina no soro em filhos

de mães com diabetes gestacional

que aumenta a hipótese de que o eixo

adipoinsular esteja presente nesses

bebês (24, 23).

Ng et al., 2000 (23) afirmam a

ausência de associações entre leptina

e cortisol ou hormônios tireoidianos,

ao contrário de Montenegro et

al., 2000 (22) que afirmam a presença

do cortisol atuando indiretamente

na via glicose/insulina afetando a

produção de leptina.

Não há diferença na liberação de

resistina, adiponectina entre gestantes

124

NewsLab - edição 114 - 2012


saudáveis e aquelas com diabetes gestacional;

entretanto, há uma diferença

entre a liberação de leptina entre

gestantes saudáveis e mulheres com

diabetes gestacional. Em gestações

normais ocorre a hiperglicemia e

resistência à insulina; e o aumento da

liberação do hormônio resistina pela

ação da insulina está relacionado à resistência

à insulina durante a gestação.

Há uma diferença na liberação de leptina

pelo feto, pelos tecidos maternos

de mulheres com diabetes gestacional

e pelas gestantes saudáveis. Uma alteração

no metabolismo da leptina e/

ou função da placenta pode implicar

na patogênese do diabetes mellitus

gestacional. A liberação da resistina é

fortemente afetada pela variedade de

mediadores da inflamação e também

dos hormônios (25).

Retnakaran et al., 2004 (26), ao

contrário de Lappas et al., 2005 (25),

afirmam que diabetes mellitus gestacional

é caracterizado pelo aumento

das concentrações de PCR (Proteína

C Reativa) e baixos níveis de adiponectina

durante gravidez e pós-parto.

A diminuição da adiponectina resulta

na resistência à insulina após o parto,

disfunção das células β e aumento da

glicemia. Essa hipoadiponectenemia

passa a ser um potencial para fisiopatologia

do diabetes mellitus gestacional

com grande chance da mãe

apresentar diabetes mellitus tipo 2

após o parto.

Ng et al., 2000 (23) e Reis et al.,

2002 (20) afirmam que recém-nascidos

de mães diabéticas em tratamento

com insulina apresentam maiores

concentrações de leptina sérica.

O aumento na produção de insulina

pelo feto deve-se pelo excesso de glicose

materna que atravessa a placenta.

A insulina fetal regula a expressão

do gene ob do adipócito estimulando a

produção de leptina por essas células.

A leptina atua na inibição de insulina

através da ativação dos canais de potássio

nas células β-pancreáticas (23).

Considerações finais

Através do levantamento bibliográfico

concluímos que há uma grande

evidência de malformação fetal correlacionada

com alterações endócrinas

decorrentes do diabetes gestacional.

Dentre essas alterações endócrinas

podemos ressaltar a resistência insulínica,

as IGFs, a leptina e a resistina.

A resistência insulínica em mulheres

com diabetes gestacional, as

quais ainda exibem um aumento dos

níveis de HLP no terceiro trimestre

de gestação, leva a macrossomia

fetal e estimula também as células

β-pancreáticas a produzirem insulina

sendo que o excesso residual leva

à hipoglicemia neonatal. Os níveis

de -hCG, em mães diabéticas,

apresentam-se normais.

Tanto as IGFs e leptina produzidas

pela mãe quanto pelo feto, resultam na

macrossomia fetal e seus níveis estão

aumentados no cordão umbilical de

recém-nascidos de mães diabéticas.

A leptina aumenta os índices de massa

corporal nas gestantes diabéticas;

a diminuição da mesma ocorre com

redução de peso. A hiperglicemia materna

ocorre pelo aumento de leptina e

inibição da insulina pela própria leptina

num processo de feedback negativo.

O aumento da produção de resistina

estimulada pela insulina acarreta

na resistência à insulina durante a

gestação e a permanência desse

quadro é refletida pela diminuição

dos níveis de adiponectina, aumento

da PCR, disfunção de células

β-pancreáticas e hiperglicemia.

Correspondências para:

Francisco Ferreira de Araujo Neto

netim120@hotmail.com

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128

NewsLab - edição 114 - 2012


Artigo

Utilização das Técnicas de Reprodução Assistida em Casais

Sorodiscordantes para a Obtenção de Gametas Seguros

Mara Rúbia Alves de Oliveira 1 , Dayane Oliveira Patrício 1 , Alessandra Bonacini Cheraim Silva 2 , Katia Jacqueline Miguel Santos 2

1 - Acadêmicas do Curso de Biomedicina da Universidade de Uberaba, MG

2 - Professora do Curso de Biomedicina da Universidade de Uberaba, MG

Resumo

Summary

Utilização das técnicas de reprodução assistida

em casais sorodiscordantes para a obtenção de

gametas seguros

Atualmente a disseminação do HIV ainda é considerada

um problema de saúde pública no mundo como um todo,

principalmente pelo fato de alguns soropositivos utilizarem

medicamentos que auxiliam o sistema imunológico do

portador do vírus tornando-o um indivíduo aparentemente

normal, ou seja, não portador do HIV. Associado a esses

medicamentos tem-se ainda o fato de a grande maioria dos

casais não utilizar o preservativo sexual. Juntos então estes

dois fatores contribuem para tal disseminação. Sabe-se ainda

que a transmissão além de acontecer por via sexual também

pode ocorrer através do parto ou amamentação.

Com o advento a reprodução assistida humana alguns

casais considerados sorodiscordantes, ou seja, casais onde

apenas um dos parceiros é soropositivo, podem usufruir

dessas técnicas.

Com base nessas informações, este artigo vem relatar

para a sociedade que, no caso de casais aonde o homem é

portador do HIV, a reprodução assistida através das técnicas

de ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides) com

lavagem de sêmen, possibilita que um casal sorodiscordante

tenha uma gestação segura, gerando assim um filho sem o

vírus e também sem a contaminação da mulher.

Palavras-chave: HIV, sorodiscordantes, ICSI, reprodução

humana assistida

Use of assisted reproduction techniques in serodiscordant

couples for obtaining safe gametes

Currently the spread of HIV is still considered a public

health problem worldwide, mainly because some seropositive

use drugs that help the immune system of the carrier

of the virus making it an apparently normal individual, in

other words, no carrier of HVI. Associated with these drugs

there is also the fact that the vast majority of couples do not

use condoms in their sexual relations. Together, these two

factors contribute to such dissemination. It is also known that

the transmission in addition to happen through sexual transmission

may also occur through childbirth or breastfeeding.

With the advent of assisted human reproduction some

serodiscordant couples, in other words, couples where only

one partner is HIV positive can take advantage of these

techniques.

Based on this information, this article relates to society

that in the case of couples where the man is HIV positive,

the assisted reproduction through techniques of ICSI (Intracytoplasmic

Sperm Injection) with sperm washing allows a

married couple serum discordant to have a safe pregnancy

thus generating kids without the virus and also without the

contamination of the woman.

Keywords: HIV, serodiscordant, ICSI, assisted human

reproduction

Introdução

Vírus da Imunodeficiência

Humana

Dentre as principais enfermidades

infecciosas que acometem a

população, destacam-se a sífilis, o

linfogranuloma, a candidíase, a trichomoníase,

a gonorreia, o papilomavírus

humano (HPV), o herpes genital e a

síndrome da imunodeficiência adquirida

(AIDS), levando o paciente a

relatar dor, desconforto e até mesmo

um decréscimo da produtividade profissional

além das várias sequelas e a

probabilidade de levar o infectado a

óbito pela não cura (1, 2).

A prevalência dos agentes etiológicos

de infecções sexualmente transmissíveis

(ISTs) pode variar muito de

acordo com as regiões geográficas.

Na Europa Ocidental e nos Estados

Unidos, por exemplo, as causas mais

recorrentes de infecções são decor-

130

NewsLab - edição 114 - 2012


entes de úlceras genitais sifilíticas

e lesões herpéticas (3). As ISTs de

notificação compulsória são o vírus

da imunodeficiência humana (HIV) na

gestante e na criança, a sífilis congênita

e na gestação. As outras doenças

não são notificadas, dificultando a visibilidade

do problema e a implantação

de intervenções (4).

As formas de transmissão do vírus

se dão por compartilhamento de agulhas

e seringas contaminadas, por via

sexual, contato com sangue contaminado,

transmissão vertical, aplicação

de piercing e tatuagem (5).

O HIV pertence à classe dos retrovírus

e desenvolve no organismo

humano uma doença conhecida como

AIDS. Os humanos, nos quais existem

células responsáveis pela defesa

orgânica, ou seja, qualquer tipo de

agente estranho como, por exemplo,

vírus e bactérias, sofrem o ataque

por estas células que são os linfócitos,

componentes do sistema imune

capazes de combater esses agentes

estranhos (6).

Os linfócitos vão atuar de acordo

com o que sua proteína de membrana

apresenta. Assim, os linfócitos TCD4

funcionam como uma célula apresentadora

de antígenos, recrutando

então outras células de defesa para

exterminar o agente invasor (6).

Outra célula importante na defesa

do organismo humano é o linfócito

TCD8, que é citotóxico e ao reconhecer

uma célula que apresenta perigo ao

organismo, poderá induzir apoptose,

ou seja, a morte celular programada,

ou liberar substâncias tóxicas capazes

de destruí-la. Mas, apesar de toda

essa proteção imunológica ofertada

ao organismo humano, células infectadas

pelo HIV conseguem atingir a

corrente sanguínea e disseminar-se

pelo organismo, podendo levar ao

desenvolvimento da AIDS (7).

O vírus do HIV infecta o linfócito

usando sua proteína (TCD4) e, ao

entrar na célula, o ácido ribonucleico

(RNA) viral vai ser liberado e uma

enzima permite ao RNA fazer cópias

do ácido desoxiribonucleico (DNA) do

vírus e, a partir dessa multiplicação

viral, ocorre então a destruição das

células de defesa (6).

A transmissão do HIV pela via

sexual pode ocorrer entre casais heterossexuais

e homossexuais; por via

parental através do compartilhamento

de seringas e transfusões de sangue; e

também por via vertical no momento

do parto (placentária) e pela amamentação

(8, 9).

A descoberta da infecção pelo HIV

leva o indivíduo a passar por vários

transtornos psicossociais e todo esse

estresse está associado à depressão,

o que pode ser uma causa maior de

sua vulnerabilidade para com algumas

doenças oportunistas (10).

Por esse motivo no Brasil foram

implantados em 1988 os Centros de

Testagem e Aconselhamento (CTAs)

oferecendo testes sorológicos para

o HIV e para a sífilis (VDRL), além

de oferecerem aconselhamento aos

indivíduos no pré e pós-exames, a

fim de esclarecer dúvidas sobre como

lidar com essas doenças de modo

que saibam encontrar alternativas

pessoais para enfrentar a situação

sem se desintegrar socialmente da

comunidade em que vive. Os CTAs

mantêm total sigilo além de executarem

serviço gratuito e de confiabilidade

(11, 12).

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico laboratorial mais utilizado

para a detecção dos anticorpos

anti-HIV é a técnica de Elisa (Enzyme

Linked Immunosorbent Assay),

quando há um resultado positivo, ou

quando pode haver a possibilidade de

um falso-positivo, o correto é repetir

o teste de Elisa e em seguida realizar

um teste confirmatório que pode ser o

Western Blot ou a técnica de PCR (Reação

em Cadeia da Polimerase) (13).

Para confirmar a presença do

HIV deve-se levar em consideração

a “janela imunológica”, fase em que

apresenta quantidades de anticorpos

ainda indetectáveis (14).

Para os indivíduos doentes de AIDS

os sintomas são os mais variados

possíveis, podendo haver alteração

no sistema neurológico, sensorial e

motor, e ainda tendo febre alta, perda

de peso e apetite, diarreia, sudorese,

dores musculares e articulares, fadiga

entre outros (8, 15).

Como tratamento, pode-se fazer o

uso de antiretrovirais que permitem

um maior tempo de sobrevida, porém,

como qualquer outro medicamento

este também pode causar algumas

reações adversas. É um tratamento

que vem obtendo resultados positivos

e significativos, porém a eficácia

do mesmo depende de um processo

dinâmico, interativo e contínuo, envolvendo

os profissionais da saúde e

o indivíduo com AIDS (16).

Um casal sorodiscordante, em

que somente o homem tem HIV,

que deseja ter um filho sem o vírus,

pode realizar este sonho por meio

de reprodução assistida. As novas

técnicas de preparo do sêmen tornaram

possível a gestação em casais

sorodiscordantes (17).

A reprodução humana assistida

(RHA) conta com um número satisfatório

de técnicas onde há a interferência

do homem no processo de

infertilidade e esterilidade, onde se faz

necessária e providencial (18). É considerado

infértil o casal sexualmente

ativo que não conseguem engravidar

no período mínimo de 12 meses, sem

utilização de métodos contraceptivos

NewsLab - edição 114 - 2012

131


como preservativos sexuais, anticoncepcionais,

dispositivo intrauterino

(DIU), dentre outros (19).

Antes de qualquer tratamento o

casal deve ser avaliado conjuntamente

e deverá ser feita uma avaliação

clínica da saúde do paciente, estudo

de sorologia, anamnese rigorosa e

detalhada, constando idade, profissão,

história reprodutiva do casal, estilo de

vida (álcool, café, tabaco).

Posteriormente, cada parceiro será

avaliado separadamente. No estudo

clínico da mulher deverá constar a

história menstrual, história contraceptiva

e reprodutiva, tratamentos

médicos (medicamentos), história

de ISTs e história sexual. No exame

físico é avaliada a altura, peso, índice

de massa corporal (IMC), Síndrome

de Turner, sinais de hipotireoidismo,

antecedentes médicos ou cirúrgicos

e ginecológicos e entre outros é importante

avaliar também o desenvolvimento

sexual, anatomia genital e

sinais de patologia reprodutiva (20).

Após a investigação básica as

pacientes são submetidas a exames

de triagem: hemograma, tipagem

sanguínea, glicemia de jejum, dosagens

hormonais: FSH, LH, estradiol

TSH, T 4

livre, prolactina, progesterona;

sorologias para HIV, hepatite B,

hepatite C, rubéola, toxoplasmose

e citomegalovírus; ultrassonografia

transvaginal; histerossalpingografia;

histeroscopia e espermograma

do parceiro. Em algumas situações

específicas, associa-se também a

dosagem de androgênios (21, 22).

Técnicas de Reprodução Assistida

As técnicas de reprodução assistida

são procedimentos que substituem

o ato sexual na concepção. As

mais conhecidas são a inseminação

artificial (IA) e a fertilização in vitro

(FIV), também conhecida como bebê

de proveta, onde é feita a manipulação

de gametas fora do corpo. Na IA,

faz-se estimulação ovariana, depois

o sêmen é tratado é introduzido através

da vagina até o útero no período

fértil. Na FIV, é feita uma estimulação

dos ovários com altas doses de

medicamentos hormonais, coleta-se

oócitos que depois são unidos em

laboratório com espermatozoides

capacitados.

O embrião formado é então transferido

para o útero ou congelado. A

injeção intracitoplasmática de espermatozoide

(ICSI) é um procedimento

na qual se injeta apenas um único espermatozoide

no citoplasma do oócito.

Tanto a FIV quanto ICSI possibilitam

que o embrião formado com o óvulo

de uma mulher seja transferido para

o útero de outra. Quando esse bebê

é destinado à gestante, trata-se de

doação de oócitos (23).

A área da medicina reprodutiva

vem sofrendo grandes avanços nos

últimos anos. A FIV foi a primeira e

mais importante técnica de reprodução

assistida e essa técnica vem sendo

aprimorada ao longo dos tempos,

obtendo-se maiores sucessos com

novas tecnologias e procedimentos,

como por exemplo, as drogas indutoras

da ovulação. Mas com a indução da

ovulação usando técnicas de FIV com

transferência de mais de um embrião,

surgem complicações importantes,

como a gestação múltipla que está

associada a altas taxas de prematuridade,

baixo peso ao nascimento e

riscos obstétricos.

Para reduzir esse número, muitos

autores propõem a transferência de

um único embrião. Estudos indicam

ainda a utilização da ICSI em substituição

à FIV, pois facilita a caracterização

da maturação oocitária após a

desnudação e maior taxa de fertilização

do que a FIV clássica (24).

Para casais sorodiscordantes,

os quais não são considerados nem

inférteis nem estéreis, existe um

planejamento familiar seguro onde o

tratamento conta com o uso de uma

técnica de lavagem de esperma, ou

seja, esses casais também podem se

beneficiar da RHA (17).

Nesta técnica é feita a retirada do

líquido seminal, porém não se retiram

os espermatozoides dos outros tipos

celulares, dessa maneira permite-se

eliminar partículas virais do sêmen.

É necessário realizar duas lavagens

seminais, depois centrifugá-las e,

por último, criopreservá-las. Para o

uso dessas amostras é necessário

descongelá-las para posterior centrifugação

e utilização dos gametas (17).

A lavagem do sêmen consiste em

três etapas, que são: filtragem do sêmen

liquefeito através de gradiente de

densidade (centrifugação); lavagem

dos espermatozoides obtidos, para

retirar o líquido seminal e células não-

-espermatozoides; recuperação dos

espermatozoides com alta motilidade.

Em seguida a amostra resultante é

separada em duas partes, onde em

uma será realizada um teste de HIV

e confirmada a sua negatividade, a

segunda parte será usada para as

técnicas de reprodução assistida, as

quais poderão ser a FIV ou a inseminação

intrauterina (IUI) ou até mesmo

a ICSI (25, 26).

Após realizadas todas as técnicas

de processamento seminal, a

mulher é submetida a um processo

para retirada de oócitos através da

punção folicular, onde os mesmos

serão avaliados em relação ao grau

de maturação, realizando assim a

ICSI naqueles em metáfase II (17).

ICSI é uma técnica que permite

visualizar bem a morfologia do

oócito, pois é necessário o desnudamento

oocitário para escolha e

132

NewsLab - edição 114 - 2012


implantação do mesmo no útero da

mulher (27).

São sempre escolhidos os oócitos

maduros, ou seja, em metáfase

II. Essa diferenciação é feita pela

presença do primeiro corpúsculo,

que apesar de não participar da

fertilização é indicativo importante

de maturação oocitária (27).

O oócito retirado da mulher

depois de fertilizado é colocado

em um meio de cultura chamado

Human Tubal Fluid (HTF) com 20%

de soro sintético substituto (SSS).

A presença de dois pró-núcleos e

o corpo polar dividido, de 18 a 20

horas após a inseminação, comprova

a fertilização. O método de classificação

morfológico dos embriões

pode ser baseado nos critérios da

Red Latinoamericana de Reproducción

Assistida e pode ser classificado

em graus I, II, III e IV, sendo que

os graus I e II são considerados os

melhores (27, 28).

A inseminação pode ocorrer no

terceiro dia de cultivo, onde é utilizado

um cateter de Frydmann sob

visão ecográfica abdominal. Após a

transferência embrionária, com apenas

12 dias é possível detectar uma

quantidade da fração beta da gonadotrofina

coriônica humana (β-hCG)

acima de 25 mUI/ml, confirmando

assim a gravidez (27, 28).

Portanto, após o uso de amostras

de sêmen que contêm carga viral

negativa para o HIV utilizadas na

reprodução assistida, deverão ser

avaliadas e levadas em consideração

a fertilização dos gametas, as

características morfológicas dos pré-

-embriões formados e a transferência

dos embriões para o endométrio

materno (17).

A técnica de ICSI hoje possibilita

que um casal antes denominado

infértil e/ou estéril possa vir a reverter

este quadro, sendo uma das

técnicas de reprodução assistida

mais utilizadas atualmente (29).

A ICSI é um método de FIV, onde

apenas um único espermatozoide

se faz necessário, pois se trata da

injeção desse único espermatozoide

no citoplasma de um oócito maduro,

utilizando um microscópio com um

aumento de 400 vezes permitindo a

visualização dos mesmos (17, 30).

Graças à ICSI, a taxa de sucesso

de gravidez é de aproximadamente

de 25-30% de gestações por ciclo

de tratamento (31), pois ocorre um

certo menor número de tentativas

para alcançar a gestação, reduzindo

assim o potencial de exposição do

vírus aos ciclos repetitivos (17). A

idade materna avançada e a origem

do espermatozoide (testículo, epidídimo

e ejaculado) podem interferir

no sucesso deste método (31).

O fato de abortos repetidos de

embriões obtidos pela ICSI levou

os cientistas a desenvolverem um

método mais eficaz que é a Super

ICSI ou ICSI amplificada. A ICSI

amplificada permitiu que a taxa de

gestação subisse de 25% para 60%,

pois é utilizado um microscópio com

lentes especiais, contrastes óticos

e um sistema de processamento

audiovisual próprio, que permite o

aumento superior de 6.000 a 12.500

vezes maior do espermatozoide que

o natural e, assim, é possível avaliar

com precisão as características do

núcleo, cabeça e cauda com lesões

de cromatina nuclear (14, 32).

Discussão

A AIDS é uma doença infecciosa e

sexualmente transmitida que, se não

tratada a tempo, pode levar o indivíduo

à morte, pois ainda não existe

cura para a mesma. Em relação a sua

transmissão, além da via sexual, também

pode ocorrer através de contato

com sangue contaminado, aplicação

de piercing, tatuagem, transmissão

vertical, compartilhamento de seringas

e agulhas contaminadas (5, 8, 9).

Uma pessoa HIV positiva pode

levar uma vida normal, desde que

receba tratamento e o mesmo pode

ser feito com o uso de antirretrovirais,

aumentando assim o tempo de sobrevida

deste doente (16).

O presente estudo mostrou uma

realidade, pois atualmente existem

muitos casais sorodiscordantes onde

somente o homem é HIV positivo e

que desejam ter um filho saudável.

Hoje existem várias técnicas de reprodução

assistida que permitem um

casal nesta situação gerar um filho

sem contaminação do vírus e sem o

risco para a mãe.

Apesar de o casal estar em busca

desta alternativa por conta de evitar

a contaminação pelo vírus, deve-se

realizar também alguns exames de

triagem, tanto na mulher quanto no

homem, para evitar a falha da fertilização.

Exames estes que incluem

avaliação hormonal, espermograma,

tipagem sanguínea, entre outros (21,

22). Uma das causas que podem interferir

no sucesso da fertilização é a

idade materna avançada e a qualidade

dos espermatozoides (31).

A fertilização in vitro (FIV) é uma

técnica de reprodução assistida que

pode ser utilizada em casais sorodiscordantes.

Técnica esta onde os

óvulos são colocados juntamente com

os espermatozoides capacitados e só

depois de virarem um embrião é que

são transferidos para o útero (23).

Porém, alguns pesquisadores indicam

a utilização da técnica de Injeção

Intracitoplasmática de Espermatozoides

(ICSI) como substituição da FIV,

134

NewsLab - edição 114 - 2012


pois a mesma possibilita uma melhor

caracterização da maturação oocitária

após a desnudação, fazendo com que

a taxa de fertilização seja maior que

a da FIV clássica (24). E com isso, há

redução das tentativas para alcançar a

gestação e menor exposição do vírus

aos ciclos repetitivos (17, 31).

Antes da realização de ambas

as técnicas, precisa ser realizada

a lavagem seminal, para a retirada

das partículas virais do sêmen

(17). A lavagem seminal consiste

em três etapas: filtragem do sêmen,

lavagem e recuperação dos espermatozoides.

Concluídas as etapas e

confirmada negatividade do vírus,

é que são realizadas as técnicas de

reprodução assistida (17, 25, 26).

Assim, a evolução destas técnicas de

reprodução e de lavagem seminal é

de grande importância, pois casais

sorodiscordantes podem gerar filhos

sem o HIV e sem ter a contaminação

da parceira.

Correspondências para:

Mara Rúbia Alves de Oliveira

mara-gsm@hotmail.com

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138

NewsLab - edição 114 - 2012


Artigo

Prevalência de Parasitoses Intestinais em

Escolares no Município de Itaúna, MG

José Luiz Guimarães Filho 1 , Mariana Moreira Guimarães 1 , Frederico Ferreira Gil 2 ,

Joseph Fabiano Santos 3 , Morgana Gonçalves Nogueira Oliveira Busatti 1 , Maria Aparecida Gomes 2 ,

Haendel Gonçalves Nogueira Oliveira Busatti 1

1 - Laboratório de Parasitologia Clínica, Faculdade de Farmácia, Universidade de Itaúna, Itaúna, MG

2 - Departamento de Parasitologia, ICB, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

3 - Hospital Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG

Resumo

Summary

Prevalência de parasitoses intestinais em escolares

no município de Itaúna, MG

A prevalência de enteroparasitoses em escolares provenientes

de nove estabelecimentos públicos do município de Itaúna,

MG, foi determinada entre junho de 2007 e setembro de 2008.

Foram examinadas 2.161 amostras fecais de estudantes com

idade entre sete e 14 anos, residentes na periferia da cidade.

O material fecal foi concentrado por sedimentação espontânea

e a análise microscópica revelou 548 (25,36%) amostras positivas

para pelo menos um parasito. Dentre os helmintos, os mais

prevalentes foram Enterobius vermicularis (23,54%), Ascaris lumbricoides

(21,53%), Ancylostoma (12,23%) e Trichuris trichiura

(9,85%). Altas prevalências de infecções por Endolimax nana

(7,66%), Entamoeba coli (7,3%), Giardia lamblia (7,13%) e E.

histolyitca/dispar (5,84%) foram encontradas. Estes resultados

demonstram importante contaminação do ambiente por enteroparasitas

revelando a precariedade da educação sanitária na

população estudada.

Prevalence of intestinal parasitosis among schoolchildren

in Itaúna, MG

The prevalence of intestinal parasites among schoolchildren

from 9 public schools (government funded) in the city of Itaúna,

MG-Brazil, was determined between June 2007 and September

2008. We examined 2161 fecal samples collected from students

between 7 and 14 years of age living in the outskirts of that city.

The fecal material was concentrated by spontaneous sedimentation,

and the microscopic analysis revealed 548 (25.36%) positive

samples for at least one parasite. Among the helminths, the most

prevalent were Enterobius vermicularis (23.54%), Ascaris lumbricoides

(21.53%), Ancylostoma (12.23%), and Trichuris trichiura

(9.85%). High prevalence rates of infections by Endolimax nana

(7.66%), Entamoeba coli (7.3%), Giardia lamblia (7.13%), and

E. histolyitca/dispar (5.84%) were detected. These results demonstrate

a significant environmental contamination with intestinal

parasites revealing the precariousness of sanitary education in the

population studied.

Palavras-chave: Exame parasitológico de fezes, parasitoses

intestinais, prevalência

Keywords: Feces parasitological exams, intestinal parasites,

prevalence

Introdução

Devido à sua elevada prevalência,

as parasitoses

intestinais constituem um

importante problema de saúde

pública em nosso país (1). Estudos

populacionais realizados em diferentes

regiões do Brasil apresentaram

frequências diferentes na ocorrência

de parasitoses intestinais (2-5).

A falta de saneamento básico,

higiene pessoal e doméstica inadequadas

são os principais fatores

que favorecem a transmissão dos

parasitos. As parasitoses intestinais

apresentam maior prevalência

em áreas rurais e nas periferias

das grandes cidades, onde a população

é geralmente caracterizada

por um baixo nível socioeconômico

e vive em condições sanitárias

precárias (6-10). Além dos danos

que podem trazer para a saúde humana,

parasitoses podem causar

consideráveis perdas econômicas

em relação aos cuidados de saú-

140

NewsLab - edição 114 - 2012


de, redução da produtividade e

até mesmo a incapacitação para

o trabalho (3).

Parasitoses apresentam variações

intra e inter-regionais, dependendo

das condições sanitárias,

educacionais, econômicas e sociais;

taxa de aglomeração da população,

condições do solo, uso de água e

alimentos contaminados, e da adaptabilidade

das larvas de helmintos e

de ovos, e cistos de protozoários em

cada um desses ambientes (4, 5).

Em nosso estado e em nosso

país, as parasitoses intestinais aparecem

como um dos principais fatores

responsáveis pela desnutrição e

morbidade na infância. As crianças

afetadas por parasitoses apresentam

um atraso no desenvolvimento

físico e cognitivo. A este respeito,

vale ressaltar que a giardíase, a

enteroparasitose mais prevalente

nos Estados Unidos e na Europa,

foi recentemente incluída na lista

das “doenças negligenciadas” (11).

O estudo aborda a prevalência de

parasitoses intestinais em alunos de

nove escolas públicas da cidade de

Itaúna, Minas Gerais - Brasil.

Material e Métodos

População de Estudo

Foram examinadas 2.161 amostras

de fezes de escolares de ambos

os sexos, entre sete e 14 anos de

idade, de nove escolas públicas da

periferia de Itaúna, MG-Brasil, de

junho de 2007 a setembro de 2008.

Todas as escolas atendem a uma população

de baixo nível socioeconômico,

mas que recebe água tratada

e esgoto canalizado, residente em

áreas próximas das escolas.

Exame Parasitológico de Fezes

Reuniões com os pais ou responsáveis

e professores foram realizadas

a fim de apresentar informações

sobre o projeto e convidá-los a participar.

O formulário de consentimento

foi entregue aos responsáveis pelas

crianças para ser preenchido.

Um frasco, contendo formol tamponado

a 10%, foi entregue a cada

pessoa para eles recolherem três

amostras de fezes a cada dois dias. O

material foi processado pelo método

qualitativo de sedimentação espontânea,

tal como proposto por Hoffman,

Pons e Janer (HPJ) (12), que foi escolhido

com base em sua sensibilidade,

baixo custo e viabilidade.

Análise Estatística

Os resultados foram analisados

estatisticamente utilizando o teste

de qui-quadrado e o teste “Z” para

comparar proporções. Minitab 15 e

SPSS 15.0 foram os softwares utilizados

para as análises.

Resultados

Das 2.161 amostras examinadas,

548 (25,4%) foram positivas

para algum dos enteroparasitas.

A Tabela 1 mostra os resultados

Tabela 1. Prevalência de parasitos intestinais observada em 2.161 exames parasitológicos de fezes

Resultados Positivos

Parasitos

Número asoluto (%)

Schistosoma mansoni 2 0,36

Strongyloides stercoralis 25 4,56

Entamoeba histolytica/dispar 32 5,84

Giardia lamblia 39 7,13

Entamoeba coli 40 7,3

Endolimax nana 42 7,66

Trichuris trichiura 54 9,85

Ancilostomídeos 67 12,23

Ascaris lumbricoides 118 21,53

Enterobius vermicularis 129 23,54

Total 548 100

NewsLab - edição 114 - 2012

141


25,00

20,00

Prevalência (%)

15,00

10,00

5,00

0,00

Enterobius vermicularis

Ascaris lumbricoides

Ancilostomídeos

Trichuris trichiura

PARASITOS

Gráfico 1. Prevalência de parasitos

Endolimax nana

Entamoeba coli

Giardia lamblia

Entamoeba histolytica/dispar

Strongyloides stercoralis

Schistosoma mansoni

estratificados para cada parasita.

A menor prevalência foi observada

para S. mansoni, com apenas 0,3%

dos exames positivos. O teste do

qui-quadrado da prevalência mostrou

uma diferença significativa

entre as taxas de prevalência de

parasitos intestinais em 548 amostras

positivas, como mostrado na

Tabela 1 e Gráfico 1.

Enterobius vermicularis e Ascaris

lumbricoides apresentaram as maiores

taxas de prevalência entre os parasi-

tos do presente estudo: 23,5 e 21,5%

respectivamente.

Além desses dois, cinco parasitos

apresentaram taxas de prevalência

intermediárias, porém consideráveis.

Eles foram: Ancylostoma (12,2%),

Trichuris trichiura (9,9%), Endolimax

nana (7,7%), Entamoeba coli (7,3%),

e Giardia lamblia (7,1%). Por último,

houve o complexo Entamoeba histolytica/dispar,

Strongyloides stercoralis e

Shistosoma mansoni, cada um com

taxa de prevalência menor que 6%.

Ao analisar a prevalência de

acordo com o local de estudo, foi

detectada uma grande heterogeneidade

entre eles, variando de 14,6 a

59,6%, com uma prevalência média

de 26,2%. Estas taxas de prevalência

foram estratificadas em grupos,

apresentando diferenças significativas

entre as escolas, conforme

demonstrado na Tabela 2.

A Escola Municipal Dr. Lincoln

N. Machado (EEDLNM) apresentou

uma prevalência significativamente

Tabela 2. Resultados positivos em 2.161 exames parasitológicos de fezes realizados em escolares de Itaúna-MG, no período de junho de

2007 a setembro de 2008

Exames positivos

Número de exames Número absoluto (%)

E. E. Dona Judith Gonçalves 206 30 14,6

E. M. Dr. Augusto Gonçalves de Souza 214 38 17,8

E. E. Padre Luiz Turkenburg 265 51 19,2

E. E. São Geraldo 336 77 22,9

E. M. Souza Moreira 220 42 19,1

E. E. Zezé Lima 171 44 25,7

E. E. Manoel da Costa Rezende 229 59 25,8

E. E. José Gonçalves 232 71 30,6

E. M. Dr. Lincoln N. Machado 228 136 59,6

Total 2.161 548 25,36

142

NewsLab - edição 114 - 2012


maior de resultados positivos entre

todas as escolas avaliadas (59,6%

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Referências Bibliográficas

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9. De Carli GA, Rott MB, Spalding SM, Ribeiro L, Chavez A, Silva CA, Wendorff A, Matos S, Pozza C. Incidência de enteroparasitas entre

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entre colonos sem terra nos assentamentos de Charqueadas e Capela de Santana no Estado do Rio Grande do Sul. Rev. Bras. Anal.

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NewsLab - edição 114 - 2012

145


AGENDA

Hospitalar 2013

20ª Feira Internacional de Produtos,

Equipamentos, Serviços e Tecnologia para

Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas

e Consultórios

Data: 21 a 24 de maio

Local: Pavilhões do Expo Center Norte.

São Paulo. SP

Informações: www.hospitalar.com.br

27º Congresso Mundial de Patologia

e Medicina Laboratorial

Data: 8 a 11 de junho

Local: Quebec, Canadá

Realização: World Association for Pathology

and Laboratory Medicine - WASPaLM

Evento simultâneo: 63º Congresso da

Associação Canadense de Patologia

Informações: www.waspalm.org

39º Congresso Brasileiro de

análises Clínicas

Data: 16 a 19 de junho

Local: Costão do Santinho.

Florianópolis. SC

Realização: Sociedade Brasileira

de Análises Clínicas

Informações: www.sbac.org.br

AACC 2013

Data: 28 de julho a 1 de agosto

Local: Houston. EUA

Realização: American Association for

Clinical Chemistry

Informações: www.aacc.org

47º Congresso Brasileiro de

PATOLOGIA Clínica/MEDICINA

LABORATORIAL

Data: 22 a 25 de setembro

Local: Parque Anhembi. São Paulo. SP

Realização: Sociedade Brasileira de

Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

Informações: www.cbpcml.org.br

Analitica Latin America

Feira Internacional de Tecnologia

para Laboratórios, Análises,

Biotecnologia e Controle de

Qualidade

Data: 24 a 26 de setembro

Local: Transamerica ExpoCenter.

São Paulo. SP

Informações: www.analiticanet.com.br

146

NewsLab - edição 114 - 2012


Humberto Façanha da Costa Filho

Rosa Mayr Prestes da Costa

É uma grande honra apresentar a segunda

edição do livro do Dr. Humberto

Façanha! Quantos laboratórios já

se beneficiaram com a ajuda fantástica

que este brilhante profissional lhes proporcionou?

Dezenas! E posso afirmar

que estão todos muito felizes. Por quê?

Porque eles sabem que com o negócio

de laboratório de análises clínicas

pode-se obter lucratividade, desde que

haja uma gestão financeira profissional.

O meu respeito pelo Dr. Humberto

continua crescendo pela forma como

ele se coloca sempre disponível e dar

a seu profissionalismo a uma humanidade

marcada e tratar seu interlocutor

com profundo respeito.

Na Assembléia Francesa uma vez me

deparei com esta frase: “Os homens

procuram a luz em um jardim frágil,

onde fervilham as cores”.

Desejo que Dr. Humberto traga a luz

para que alguns possam encontrar sua

própria luz...

Sylvain Kernbaum

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do Trato Genital

Feminino

Autor: Jacinto da

Costa Silva

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Leucócitos e

Interpretação do

Leucograma

Autora: Maria de

Lourdes Pires Nascimento

200 páginas

Preço: R$ 60,00

Vias Urinárias

– Controvérsias

em Exames

Laboratoriais de

Rotina

Autor: Paulo Terra

248 páginas

Preço: R$ 137,00

Manual de Medicina

Transfusional

Autores: Eugênia Maria

Amorim Ubiali & Dimas

Tadeu Covas & Gil

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Diagnóstico Laboratorial

das Principais

Doenças Infecciosas

e Auto-Imunes

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Micologia para o

Laboratório Clínico

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