1988 - Sociedade Brasileira de Psicologia

sbponline.org.br

1988 - Sociedade Brasileira de Psicologia

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k1

SOCIEDA DE DE PSICO LO GIA

DE RIBEIRAO PRETO

ANA IS DA

XVIIIREUNIAO ANUAL

D E PSICO LOG IA

Coordenado Editorial:

* .

Deisy dasGraçasde Souza

Vera Regina LigneliOtero

Zglia M aria Mendes BiasoliA lves

OUTUBRO -1988


Souza.D.G.;Otero.V . .R.L.;Biasoli-Alves,Z.M.M.

- doordenado Editoral .

Anais da XV IIIReunigo A nualde Psicologia

Ribeirgo Preto,SP.Sociedade de Psicologia

1vol-,7% pzginas,XX,1989.

1k

num nlawo eCapa:m uloBmgaNeto

Composilo:HeloisaHelenaLeiteFernandez

H st-ups:Renata AdrianaD ite

Fotolitos:Reginaldo Apareddo Vih

Direitosreservadospor:

SOCIEDADE DE PSICOLOGIA DE RIBEIRAO PRETO

1989

Im presso no Brasil

H


D IRETO RIA DA SOCIEDAD E DE PSICO LOG IA

DE RIBEIRAO PRETO

GESTAO - 1987/1988

DEISY DAS GRACAS DE SOUZA

(PRESIDENTE)

ZELIA MARIA MENDE; BIASOLIALVES

(VICE-PRESIDENTE)

HELOISA H ELENA FERREIRA DA ROSA

(1!SECRETARIA)

ANTONIO BENTO ALVES DE MORAES

(2î SECRETARIO)

VERA REGINA LIGNELLIOT*RO

(1!TESOUREIRA)

MARIA ELISA BECHELLI

(2!TESOUREIRA)

SECRETARIA:

Rosemary Aparecida da Silvade Paula

Francisco CarlosGarcia de Souza '

Daniela Paula Gonçalves

Sonale Antunes

HI


COORDENADORES DE DIVISGES ESPECIA LIZADAS

ASSESSO RAS DA D IRETO RIA

ANALISE DO COMPORTAMENTO

Jilio CésarC.de Rose

H ISTOR IA E FILOSOFIA DA /SICOLOGIA

Isaias Pessotti

MODIFICACAO DE COMPORTAMENTO

Hélio José Guilhardi

PSICOB IO LOG IA

Silvio Morato de Carvalho

PSICOLOG IA CLIN ICA

Dircenéa de LïzzariC.Navarro

MariaAparecida Zanon

k

PSICOLOGIA DA SAODE

Ana Maria Pimenta Carvalho

.

PSICOLOGIA DO ESCOLAR EEDUCACXO ESPECIAL

Leila ReginaD'Oliveira de Paula Nunes

PSICO LOG IA DO DESENVO LVIM ENTO

Zélia Maria M endesBiasoliAlves

'

PSICOLOGIA SOCIA L

Sylvia Leserde Mello

PSICOLOG IA ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO

Jairo Eduardo Borges-Andrade

TfCNICAS DE EXAMEPSICOLCGICO

A ndréJacquem in

Sonia Regina Pasian

W


REPRESENTA NT ES LO CA IS

CELSO PEREIRA DESA

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

EDUINO SBARDELINIFILHO

Universidade Federaldo Paran/

JOsE AUGUSTO S.PONTES NETO

Universidade EstadualPaulista '

Josf GONCALVES MEDEIROS

Universidade Federalde SantaCatarina

LINCOLN DA SlLVA GIMENES

Universidadede Brasflia

MARIA AMELIA MATOS

Universidade de Sgo Paulo

MARIA ZILAH DA SILVA BRANDXO

Fundaçlo UniversidadeEstadualdeLondrina

ol-Avo DE FARIA GALVXO

Universidade Federaldo Pard

O LGA M A RIA P.R.RO DRIGUES

Universidade de S:o Paulo

PAU LO ROGERIO M .MENANDRO

. Universidade Federaldo Esplerito Santo

SADAO OMOTE

Universidade EstadualPaulista

WILSON FERREIRA DE M ELLO

Universidade Federalde Mato Grosso do SuI

&>

V


SOCIEDADE DE PSICOLOGIA DE RIBEIRAO PRETO

Fundada em 1971

PRESIDENTES

GESTOES

ReinierRozestraten

LuizkarcelinodeOliveira

1971/1972/1973

1974/1975/1978/1981

M ariaClotilde R.Ferreira 1976

IsaiasPessotti 1977

Rîcardo Gorayeb 1979/1982/1983/1986

José Lino de 0 .Bueno 1980

AndréJacquemin 1984/1985

Deisy dasGraçasd,Souza 1987/1988

VI


SUMARIO

EDITORIAL

Deisy G.deS0uM .........................................

su sAo m AUG L DA XVIH REUNIIO AL DE O ICOIDGIA

DeisyG.deSouza,ZdliaM adaM endesBiasoliAlves,MaraIgnezCamposde

Carvalho,Fred.S.Keller,MariaClotildeRossettiFerreira,ReinierRoastratenyW

cardo Gooyeb ......................................

X1X

3

WORKSHOP:

1.Avançosrecentesem anélise exm n'mentaldo comportamento:novosproblemase

novu soluçöes

- Equivalênciadeestfmlzlos:problemasatuaisdePesquisa

Jéno Cesarcoeho deRox ............................... 19

- Fasquemasdereforçamento

LgiaMaziadeCatro M arcondesMachado ..................... 33

- Psicofârmacose o controle do comportnmento

(Maria TeresaAralijo Silva....................k........... 51

- Anâlisedocomportamento:controle.aveoivo eesquiva

EleniceA.deEMoraesFerrari......... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55

- Comportamento induzido porcontingdndas

lincoh daszvaGknenes ................................

2.Famlia;pesquisu com aspectosantropolgicos,sociolögicosepsicolô#cos

- Fam liasde camadasmédias:modemidadeem udança

Geraldo Romaneli 75

-

Relalo entrejovens

ROSW Telennan ...................................... 83

- O conceito sociolögico defam flia:lmaabordagem atravdsdametodologia

deconœito dopsicodramapedagögico

- Em buscadaparceira

Sgda MadnaRrnosFrança .............................. 91

- Famfliaeprfticasdeeducalo dacriançaedo adolescente .

Zdlia Mnria MendesBiasoliAlves,Rem'aHelenala'ma Caldana,Maria

HelenaGalvfo Frem DiasdaSilva ......................... 95

- O proceso demodemizaloda'sociedadeeseusefeitossobrea fnmflia

contemporânea

AnaMaiaNicoladdaf osta .............................. 101


slM

slo:

1.Neurobiologa daAprendizagem,memöriaeperceplo da Abelha-I

- Memory in Honey Bees

RRndoF XenRl .......................'............... 111

- Comparative approach to spectralxnsitivities ofphotoreceptors and

colourvision in menopterans

l7aglna.fPeitsch .......................'.'........'...... 117

- Opponentcolorcoding and colorperception in Bees

V em efBaCkhRW .......................'.............. 123

- Colourconstancy in theHoney Bee '

Annette Werner ...................................... 127

2.Neurobiologia daaprendizagem ,memöriaepercepl o daAbelha-11

- Facilitation in insect photoreceptors

I)IIral71*)ûh/ellttlra ..................................... 135

-

Visualsystem of theBee:lnm ina monopolarcells

Jo1z.n M RnOe1deSOuZ& ..........................'........ 14 1

- Theflmctionalorgnnization of theHoney Beebrnin

J'llinneMavehhq en .................................... 147

- Phsrmacology of lenrnm'g and memory in Honey Bees

MI'chr'u Sugawa ...................................... 153

3.œ snutriçâb e substândas tôxicas: interaçöes com

neuromotore COm O Comportamento

o desenvolvimento

- Introduçâo ao tem adedesnutriçâo esubstânciastôxic% '.interaçöescom

odexnvolvimentoneurom otorecom ocomportamento

1'aM-zM arcelho deOliveira ............................... 16 1

- Interfer:ncia de fatoresnutricionaisna aç:o töxicasobreo desenvolvim

ento

VGmaAprecidasilva .................................. 163

- Efeitosperinataisdepmguicidas

M adaMadhaBdrnrd ................................ . .

169 .

4.Psicolop'aeCâncer

- Personalidade,padröescompoo mentaksecânœ r

(Mal'iada Glôria Girnenes ...............-................ 173

W H


- Vivdnciacorporal,imagem do corpo em astectomia

Annl M J S.Rosieo FonMca .............................

5.Enveleœrno Bras;

- Quantascarastem avelhice?Umarevisfo crftica deestudossobreo en-

.

velhecimento eovelho no Brasil

MariaClotildeRouettiFerreiraelalisAlberto FerreiraMartins....'... 193

- A questâo do envelhecercomo 1zm processo desenvoldmentalatravésda

vida

ltaquelVieiradaClxnha ................................. 201

- Avançoseproblem asnadefmiçEo dellmnpolfticanacionaldoidoso

MariaAntoniaRodriguesGigliotti ....................... . . . . , 205

- Fzstudo de caso de umam ulhernegra,analfabeta,deterceiraidade,do

ponto de vista söcio-interacionista .

'

Izda VerdiRnl*Tfollni .'................................. 207

6.Ostestespsicol6gicos:o enfoque antropolögico,o transculturaleo psicanalftico

A hostilidade como reaçâo a'daptativa àansiedadeatravdsdo mëtodo de

Rorschach -Enfoquetrnnscultural

'

Cfcero Enfdio Vaz .................................... 217

- Testespsicolögicoseantropologia

Molqc Augras ...................................... 221

- A interpretaç:opsicnnalfticadostejtespsicolögicoà

7.O trabnlho do professor:novasbasesparaintercâmbioUniversidadeeEsco-

1asde10 . e 2 0 . graus.

Nov% basesparainterca bio UniversidadeeEscolasde10 . e 2Ọ graus

X daJunqueiraM ae ............'..........'.........'... 233

- Necessidade de nm compromisso polftico,porparte da Universidade,

com o 1 o . e 2 o .graus

.

MadsaIllrnosBarbieri............ . . . . ' '

. . . . . . . . . . . . . . . . . . .

239

- A Tealizaçâb deestudosvoltadosparaocoqdiano daescola,viatrabnlho

do professor

Maria Helena Galvâb Frem DiasdaSilva ..'.................... 243

AsrelaçöesentreaUniversidadeeasG colasde10 . e 20 graus

JoséRodiniLuiz 249

III


8. A plicaçöes dametodologaobservacionalem estudoscom excepcion'aise

naescola

- Reflexöessobreametodologiaobservacionaldeenfoqueetolögico a#licada

em pesquisas com excepcionais

TherezaPontualdeIœmosMettel ...'.......... . . . . . . . . . . . . .

- Sisteinatizaçro na avalial o de dificuldadesde crianças- de 7 a 11

253

anos- 'em tarefasacaddmicas '

Zëlia MariaMendesBiasoliAlves ............... . . . . . k......

- Metodologiaobservacionaleo trabnlho com deficientesmentais

257

M argaridaH.WindholzeAnalflciaRossito....... . . . . . . . . . . . . .

- Instrumento deobservaçâb dainteraçâb mâe/criançacom lesâb cerebral

267

Lûda Villadzo Braga ............... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 279

9.Capacitaçâo de recursoshumanosem educaçlo especial

- A form al o depesquisadoresem educaçfoespedal

& ;aRepn'adePaiaNunes................. . . . . . . . . . . . . . 285

Treinamento deparaprofissionaisem educaçâb especial'.sistemademonitoria

MadaAméliaAkneida ................,.................. 291

- A formaçâb deprofessoresespecializadosno ensino dedeficientes

Sadao Omote .................................. . . . . . . 295

10.Condiçöesambientaisna educaçfo do indivfduo especial

- Umaabordagem ergonôrnica do mobiliirio escolar

Francksco dePaulaNunesSobrinho ................ . . . . . . . . . 301

-

OrganizaWoespacialdaârea deatividadeslivresem creches

Mara Ir ezCnmposdeCnrvnlho 305

11.M fabetizaWo paraindivfduosespeciais

-

Alfabetizalo eproblemasdeaprendizagem (Introduçâo ao Tema)

VeraLliciaSobralMachado .................. . . . . . . . . .

' . . . 313

- Ensino deleituraparacrianças'com deficidncia mentalou problemasde

aprendizagem

TâniaM aria SantanadeRox eAna LlkiaRossito ... . . . . . . . . . . . . . 315

- Alfabetizaçfo decrianp portadora de deficiénciaauditiva

Maria PiedadeRezendedaCosta 321

X


12.M odelospsicolögicosnasfunça sderecursoshumanos

- Problemasepistemolögicosem psicologiaorganizadonal

Wilson M ouO ........................................ 325

-

PsicometriaeseleWo de pesoal

Marco Antônio deCastro Figueiredo ....................'.... 333

- Psicologiainstrucionaletreinamento

Jairo EduardoBorges-Andrade ............................ .

339

- Anflisedo comportamento aplicada àorgpnizaçâo -Avaliaçfo dedesempenho

loneMilani 345

l3.Movimentospelosdireitoshumanos

- 0 movimento pelosdireitoshlmanosno Brasil

Cecilia BouçasCoimbra eColaboradores...................... 351

- Violdnciano campo:uma anâlisedosconflitosedosatorescamponeses

LlxizaBeth N.Alonso Fernandes ...........t............... 355

14.A buscadaidentidade

- A identidadefeminm'ano patriarcado em crise

VeraK PZV: ........................................ 361

- A histön-a de lmnidentidade'.homossexlmlidadeenormassodais'

TeresaAdadasez ..................................... 367

- O idoso eaidentidadedeten'orada

Anapenw'n Fraiman ................................... 373

15.0saspectosorganizativosdosmovimentossociais

- A formado informal

Peterspm'k ......................................... .

379

- Conselhosdesauede:participalo ou co-optaç:o

Ma@ JO eP.SPm'k .................................... 385

- Consideramessobre amectosmicro-sociaisnaanâh'sedosmovtm' entos

sociais

SalvadorAM .Sandoval................................. 393

l6.simpösio interdisciplinarsobreo trabalho femînino

M


- Reûexöessobre o trabnlho.feminino (pesqliqando avivénciasindicale

Polfticadaopern'ria)

RosalinadeSantaCruzD ite.............................. 399

< SA REX NDA:

1.A questâo dasubjetividadeem Psicologia

-

Sobrea questfo dasubjedvidadeem Psicologia

1SZaSPe%0tti.............................'........... 405

- Fato eSignificado

Ta1dAE.> h % Prado .................................. 411

-

Comportamento,subjetividadeesentido

JoséAntonio Damlio Abib 419

2.A Psicolo#aexmrimentalno Brasil:retrospectivaeperspectiva

- Consideraçöessobreautl! ''zaçâodo mdtodo experimentalno Br%ll'

Aroldo Roddgues ..................................... 431

Psicologiacomparativa

-

Notassobrea evolulo dapsicologiaexm n'mentalno Brastl'

ISaiaSI'eSSItti.........................'............... 21217

3.Publical o cientffica em PsicologianoBrasil

- Situaçâb atualdaspublicaçGesem Psicologiano Brasil

Iaincoln daSilvaGimenes................................ 459

- Propostaparaasitematizaçâo edivulgaç:o dapesquisaeprâticapsicolögicaem

Revistasespecializadasno Braṣil

Wilzan B .C;'ol'nes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ' . . . 463

4.Currfculo:uma proposta para a formaçâo deprofissionaisepesquisadoqes

em Psicologa

- O currfculo degradual oem PsicologianaW PA:Umacontribuil o para

formaçâb deprofissionaisepesqukadoresem Psicologiano Brasil

Grauben JA .deASSiS .................................. 469

- Currfculo'.reformaou transfonnaçâo .

JosëGonçalves(Medeiros.............. ................... 473

M I


- O curfculo dePsicoloo na UnB

MarisaMonteiroBorges

481

5.Abordagensqllnlitativasem pesquisa

- Interaçöesdasano sesquantitativasequalitativas

Zëlia(M .'M.BiasoliM ves.....................'............ 487

- O qualitativo eo qlnntitativo:oposiçfo ou convergdncia?

Mar1iAndrd.......................................... 493

- Abordagensqualitativasem Psicolop'ado dexnvolvimento

ZilmadeMoraesR.deOliveira ............................ 497

- Anzisedediscurso epesquisaqualitativa

AnaMada Nicoladd'af osta .........t.....k..........'.... 501

6.Avançosrecentesem Psiéologa do desenvolvimento:questöesmetodolögi-'

casrelacionadasao uso decategoriasanalfticasedescritivas

- Quaisosobjeuvosdapesquisa em Psicologado dexnvolvimento eo que

tom aum 'çdado'e'lmnççexplicaçâb''aceitâveis '

OlavodeFariaGalvâb .......................t.....'.'...'. 507

- M gumasreflexôessobreo uso dacategoriat:interaçâo social'

Ana(MariaAlmeidaCarvnlho .......................'....... 511

- A lögicado sistem'a decategoriaseaanâlisedocomportamento verbal

Edna Maria Madurv o ......................,........''... 517

7.Vivdnciasrelativu ao trabnlho em avaliaçâo psicolögica:dificuldades,limiteseperspectivaspara

o Brasil

- Vivdnciasrelativasao trabnlho em avaliaçâo psicolögica:dificuldades,1imiteseperspectivaspara

o Brasil

- Vivdncias mlativasao trabqlho em avaliaçïo psicolögica:dificuldades,

limiteseperspectiv% paraoBrasil L ,

Eliana SbardeliniPerrone .....'...........k.....J.....'....'

--w A importânciado laudo

MozqueAc ras ..................................'.... '533

- Sfntesedeposicionamentosa serem feitosquantoao uso detestespsicolögicosem

avaliaç:o psicolögica

P:ulo Kroeff .......'...........................'..t... 535

M lI


'

8.A formaçïo e o treinamento de terapeutas na abordagem centrada na

pessoa

- A formalo eo treinamentode psicoterapeutasnaabordagem centrada

na pessoa

MârciaAZVCSTauznn'.................................. 541

- O eu,o outro eo movimento em form açâo

MiguelM al oud ...................................... 545

- A formnçfo e o treinamento deterapeutasnaACP -Algumasquestöes

ëticas

Myizm A3.V2arZho.................................. 551

9.Atençâb multiproflssionalao adolescenteem programasdesaûdeescolar

- O adolescentecomo alvodeatençâo em saûdeescolar

Eu dnio CMpkedtch ................................... 557

-

Adolescentesem gruposdereflexro.Um espaço parao crescimento

Vera ScognsmiglioC.Oliveira .................'. . . . . . . . . . . . . 559

-

Experiénciaem orientaçfo educacional

M adaApmrcidacuapandi .............................. 561

-

Rellexöessobreum progrnmndeeducaçâb sexual

M aCeciiaS.L.Sucupira..................-......'....... 563

11.A formaçfo do terapeutacomportamental:o que aUniversidadepodeofe-'

recer

- Form açâo do terapeutacomportnmental:o queaUniversidadepodeoferecer?

Sdrgio .Antônio daSilvaIfite ....................... . . . . . . 567

lz-TerapiacomportRmental:confrontosentrea teoriaeatuaçâb dosteram utas

-

Terapia comportnmental:apriticaclfnica no atendimento decrianças

'VeraReginaIâgneliOtero ............................... 577

13.Dorecomportamento

-

Anâlisecomportnmentalda dor

AntonioBento AlvesdeM oraes............................ 583

m


- Umavkuo descritivae psicodl'nn-mkado nmbuhtörio dedordo IK FM RP-

U>

Fâbio GonpdvesdaLuz ................................. 5 .

87

- Um ambtblntörio para atendimento de padentesportadoresdedorcrônica

JorgeAntoïo Da% i4......................'............ 591

- Avaliaçâb clfnicadador

CarlosEduardo dosS.Castro ............................. 597

l4-situaçâb daAIDSno Brasil:aspectospsicoterfpicoseéticos

- IntroduWoao temadasituaçfo da AIDSno Brasil-.aspectospsicoteri-

Picose éticos

Msria CristinaPedreschiCaliento ........................... 605

- Aconselhamento em AIDS noBrasil

AmëEaCaanlhoeSilva ................................. 609

- Situaçfo da AIDS noBrasil-aspectospsicoteripicosedticos '

FddaZolty .........................................' 611

ls.prevenWoem saûdementaldaescola

O papeldopsicölogo naprevenW.o daevasfo escolar

Solange(MtigliaWechsler .............'................... 617

- PrevenWo em saidementnlescolar .

IvonneA.khou; ..................................... 623

- A prevenWo dasdificuldadesdeaprendizagem '

Raquelsoc aLobo Gua o ............................... 627

16.0 papeldo socialnaestruturaçro do sujeito

- Fwstruturassoc'iaisesubjetividade

'

'

Ana'M adaNix laddafœ ta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 633

- Hierarquiaeindividualismo'.alglmspersonagenshiRtöricosesuasimplicaçöesteöricas

' '

LxxiqClaudio M endone Figueiredo ......................... 637

os :

5.Instrumentaçfo emdtodosem neurobiologa- ScnlingofJudm ents

WernerBackhnus 645


6.Fato,valoreGignificado em Psicologia

- Sobreaidëiadefato em Psicologia

hZaSPeSSOtti........................................ 651

l4-psicologiasodal11:questöesteöricase metodolösca

- O mëtodo fenomenolögico naPsicolop'a

YolandaCintrâb Forghieri ............................... 659

O NFERKNG AS:

4 Experimenta o com sereshtlmanos

E;(1rH-as/ieira...........................................

t;(97

7.O ensino funcionaldalinguagem paraindivfduosespeciais

MahaAmdh'a Almeida .................................... 677

8.O processo deindividuaç:o

JosélldrculesCiolfeto .................................... 687

10.O desafio daorientaçro proûssional

Martin Achtnich

11.AlpxmascontribuiçöesdeMelpnieKlein â.teoriaeàtécnicada psicânâlise

Ryad Simon ....................................r..... 705

16.Comportnmentosauto-lesivosem indivfduosexcepdonais:contribuiçôesda

anxl-se do comportnmento

SOMaBeatrizMeyer ..................................... 715

17.Controloflocomotion with and.withoutsight

Jack M .O Om1'S...................... .

. . . . . . . . . . . . . . . . . . 725

o . . '

- 11Encontro Nacionalde Instituiçöesde Pesquisa eEnsino dePsicologia

(IIENPEPI:Abertul.a

Dei/ dr Graçu deSouza ................................. 733

- Divulgaçfo deconhecimento recentenacidnciado comportnmento.ResultadosdaXW

IIReuniâo AnualdePsicologia

'

'

EYBy ' dM Gfaçc de50/D ............................ , . . . . . . .739

m


- Suplemento dosAnaisdaXVIIRelmiâo AnualdePsicologia

Simpösio:psicologiaem organizaçöesdecidnciaetecnologia.

- Mensuraç:o de desimpenho organizacional em cidncia e tecnologia

Jsiro EdlxnrdoBorges-Andrade ........................... 761

NOTA EU LICATIVA

EstesAnaisda XW IIReuni'o AnualdePsicologia sistematizam pesquisas,iddias,

problemasesoluç& s.massâo infelizmenteum regisko incompleto do queocorreu

de25a 29 de oumbro de 1988 na referidaReuG o.I'IK muitu falasacontecidas

masnfo escritas,o que conskange sobremaneka aosrespondveisporesta

ediWo;enketanto,como j;sesalientouem outraocasifo,provavelmenteasraz&

squedificultam aspublicaçôesenke nösdevem estar nabase do n


ED ITO RIA L

2 com satisfaWoquepassamosàsmâosdacomunidade cientficaosAnaisda

XW IIRelmifoAnIaIdePsicolosa,realizadaporestaSodedade,no m rfodo de25a

29deoutubro de 1988.Osparticipantesqueforam responsivek pelasatividadeseas

docum entaram em textos,atendendo à solicitalo da comissfo örganizadora,terfo

aquio resstro permanentedo trabnlhorealizado;aosquea istiram àsatividades,estamoscertosdequeestesAnaispoderâb

contribuircomo fontedeconsulta,paraconsolidareaprofundaridéiasquetenham

emergidodasdiscussa se osquenâo estivernm

presentesàsatividadesterâo aquiumanmostrado quefoio conteûdo destareuniâo-

'çRetmi:o daMaioridadedaSociedade'- expresanesseconjunto detextos. '

E importantedoclmentaroque ëfeito nasRelmie sAnuaisdePsicolosa,

sob a forma de Anais,o que significa lxmapublicalo conjuntae imediata dos

assuntosnelasveiculados.Ficam registradasasidéiasqueemergirsm tanto asmaisela-'

boradasqxlnnto asembrionérias,possibilitando acontinuidadedadiscussïo do trabalho

de aprofunde ento;pelo prôprio autoreporoutrosestudiososdaf4a.O valor

dosAnaisesti,pokq,nafunWo particulardecontribuirparaadocumentaçfo de1xm co-

O ecimento em Psicolosaeireasafms,jâexpresoornlmente. '

A compoéçâb dosAnais,contudo,d Ilma tarefadiffcileiustosa,como de

restoo ëapublicaçâo cisntfficano Brasilem geral,enaâreadePsicolosa,em particular.Porisso

dmisterqueselouveatodososesforçosqueapazecem concretizados

nessevoblmee seestabeleçallmalista deapadecimentos.

Aosautores,osseusm anuscritos;àFAPESP,ao Ce q,âFINEP eâ Secretaria

deCidnciaeTecnologadoa tado deSâo Paulo,osrecursos.fmanceirosconœdidos,àequipe

de apoio,o trabalho diligentederevisro,datilovalh ,OmposiWo e

impressïo.

'

C om apu blicaWo destesAnaisseencerram tambdm osnososcompromisos

demembrosdaDiretoriadaSPRP nagestfo 87/88;sentimo-nos.obrigadosparacom

todososque,m soalou institucionnlmente,nosajudaram a consolidarosproletosda

Sociedade nesteëtimo ano;em particularaossöciossomosgratospelamaneiragentil

e solid&iadeatenderàsnossassolicitaWes,amlosechnmada pa!'aclmprimento de

normas,proœ dimentoserotinas.

m beirfo Preto,Jltlbo de1989

Deisy dJ&Graçasde Jouz1

pela Dlerorl * SPRF

M X


NOTA

'

A realzad o daXVlIIREUNIAO ANUAL DE PSICOLOGIA dependeudeapoio .

definanclamento : condiçôe:de infra-extrutura fornecidaspelase uintesinstitul .

Wes,quecontam com o agreecimentodaSociedadedePsicologiadeRibelrfoPreto

e dacomunidade cientffîca em Psicologia: .

- CNPq - CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTIRFICO

E TECNOLCGICO.

- FINEP -FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS.

-

FAPESP -FUNDACAO DE AMPARO A PESQUISA DO ESTADO DE SAO

PAULO.

- FUNDACAO VITAE.

-

SECRETARIA DE CIGNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE S;O PAULO

- UNIVERSIDADE DE SAO PAULO -CAMPUS DE RIBEIRAO PRETO:

-

- PREFEITURA DO CAMPUS.

-

FACULDADE DE FILOSOFIA , CIGNCIAS ELETHAS

-

FACULDADE DE MEDICINA.

- ESCOLA DE ENFERMAGE .

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SAO CARLOS:

; .

-

CENTRO DQ EDUCACAO E CIENCIAS HUMANAS.

-

COOBDENADORIA DE öRGAOS SUPLEMENTARES.

Colaboraram aindacom areasiéaWo dexeevento:'

- PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRAO PRETO.

- BANCO DO ESTADO DE SAO PAULO .BANESPA..

- VARIG S/A.

- SA0 BERNARDO TURISMO.

- EolTonA EEGIS SUMMA.

XX


SEV AO INAUGURAL DA

XVIllREUNIAO ANUAL DE PSICOLOGIA

DEISY DAS GM çAs DE SOUZA

ZELIA MARIA < NDES BIAKOLIALVES

û*

PrezadosAmigoseColegas(Carta).

Frep.S.Keler

- Fundaçâo daSz-Rz.em 1970.

MaraIgnezCamposdeCarvalho

- PrimördiosdaS.P.R.P.

ReinierRozestraten

- Momentospassados,presentesefuturosdaS.P.R.P.

M ariaClotildeRossettiFerreira

- PreadosAmigos(Carta).

Ricardo Gorayeb


XVIllREUNIAO ANUALDE D IO M

IA

DEISYDAS GRACAS DE SOUZAIUFSCar)

ZEIJA MARIA MENDES BIASOLIALVES (FFCLRP.USP)

Estamos inaugurando esta Reuni:o Anualnum momento mtlito grave da

hkstöria da cidnciaedasUniversidadesBrasileiras...Mastudo issom ipauar,temos

certeza,at(porqueo estaraquidlxmadasnossasmaneirasde dizerqueestamoslutando

paraquepasseeque,sabemos,tambëm denösdependem osdestinosdaCi:nda e

daUniversidade...

Masnestanoitequeremosepredsamoscelebrarnm momentoimportanteparaacom

lmidadequeconstituiestasodedade...

'

f aXWIIRelmiâo AnualdePsicologa!

Primavera da maioridadedeumasociedadequeacadaano prepra,durante

longosmeses,o espaço parao florescimento da comxlnicaçïo do trgbalho cientffico e

profisionalnfvelA,em Psicolosa,nesePafs.

No desenrolardo tempo,estasociedade vem optando porsemxnterfiela

princfpiose atitudesquecom andam asrelaçsesdoshomenscom aCiêndaenorteinm

aatm Wopro fi s ional . f l:m eAminho...existem outros...massuaescolhacontinua

pordem aisatrativa,porquesealimentadadqueza epropriedadeda comunicaçâo que

sefazpresente,sempre,nasReuniöesAnuais.

Fast; poisno ar...

- o fnyorm rglmtas

- O buscar pacientementeporrespostas,que sejam fidedir aseWlidasese

enquadrem no ro1dascientificamenteadequadas...

- O espfrito crftico frente aosdadosobtidos...

- O carinho eaagudezacom asmetodologiaseestratégiasde pesquisa...

- A necessidadedediscussâb dasidëiasedasteorias,aliadaaorespeitopelo

passado;

POR TODOS AQUELES QUE VIERAM CONSTRUm DO UM CORPO

DE CONX CW ENTOS NESSA AREA,QIJE SUSTENTARAM E

SUSTENTAM AS BASES E O ESPG ITO DO TRABALHO DE HOJE...

- O batalharcom afmco paraquesurjam osfnztosdo presente,enquanto se

preparaofuturo,pois

C'QUEM SABE FAZ A HORA,NXO ESPERA ACONTECER...9

3


4

Porflm ,aconscidncia de queépreciso co'm'pletaro ciclo , expondo a seusparestodososseusuachados'paraqueo

conhecimento avance. . .

Parabénsa todosnés,comunidade da Sociedade dePsicologia de Ribeirâo

Preto,queestamossabendo construir,desenvolveieusufruirdessetrabalhoderealizaçâo

de uma Rellniâo Anual.

Tenacidadeeseriedadeestâo concretizadosnesses18 anos .

M assobretudo,émisterque seespnlhepelosquatro cantos:essaduma Sociedadequenaceu

estudanteesealimentadoseu espfrito , tem ae1ecomo metaepor

isso,essebrilho deentusiasmo...

Somostodosbem-vindosaesseencontro.

Quenelepredominem asgraçasda'produtividade!

Composiçâo daMesadaSessfo lnaugural:

- Bem-vindo Prof.Andrë - Dr.Andrd Jacqueml, DiretordaFFCL deRibeirâoPreto

tm% n:o ëporisso quee1eest;aqui...)

- Dr.M arcosJardim Freire- Diretordo Instituto dePsicologiadaUniversidadeFederaldo

RiodeJaneiro,representando o Conselho FederaldePsicolo#a.

'

- Bem -vinda,Dra.CarolinaBori,PresidentedaSBPC . . . Queest;aquihoje

pelo querepresentaparaaPsicolo#aBruileira.

'

-

Dr.PaulStephaneck,ChefedoDeparto ento dePsicolo/adesteCampuse

um professormuito querido.

- Dr.Jofo Clfudio Todorov,Vice-Reitorda Universidadt de Braslia,

que

tambëm nâo est; aqtliporcausa deseu posto,m asporqueteveum papelflmdamentalna

'gestaçâb'dasReuniöesAnuaisdePsicolosa...

- Dra.TerezaPontualdelzm osM ettel,Docenteda UniversidadedeBrasflia,

representqndo aquio'éorpo docentequeimplantou.o Curso dePsicolosaem Ribeirâb

Preto,em 1964... ' . ... . '

E agora,com apermissâb devocds,vamoscomporo outro lado da çroda'

. , :

com aspesoasquenosajudar:o,hoje,>recompor1m pouco datrajetöriadestaSociedade

aolongo desses18 anos... '

'

.

-

Mara IgnezCnmjojde'Carknlbo,remesentando os'alunosquecomeçaram

estaMstöria...(j;nâb ëaltma,certsmente...) , '. .

- Dr-'lofo Clâudio,porfavor,queiramudardelugar . . . e representara parceladocentedossöciosfundadores...

' .

- Dr.RenierRoa straten,Presidente dagestâb provisöria,. em 1971,edas

gestöesde 1972 e1973.

- Dr.lal'zM arcellino de Oliveira,Presidenteem 1974;eem 1975, 1978 e

em 1981...

- Dra.M ariaClotildeRossettiFerreira,Presidenteem 1976 .

.


- Dr.IsaiasPessotti,Presidenteem 1977,Vicezresidenteem 1987,proponenteecoordenadorda

Divisfo deHistöriaeFilosofiadaPsicolosa.

- O Presidentede 1979 - quevoltou apresidirem 1982,1983 e1986,Dr.

Ricardo Gorayeb - nâb pode estaraquiconosco nestanoite,ltma vezqueseencontra

no extedpr.

- O mesmo acontece com o Presidentede 1980,Dr.Josëla'no deOliveira

Bueno.

- Em 1984eem 1985aSociedadefoipresidida peloDr.AndrëJacqueml'n...

- Aliossdciosfundadores,aquiospresidentesque sustentarnm a execuçâo

dosprojetosedossonhos...

Ondeossôciosdehoje?

- Gostaria deconvidar,pararepresentarosséciosrecentes,também umaestudante;alguëm

cujacondiçâosimbolizetantascoisasqueestaSociedadepreza erepresenta:e1avem

delonge,éjovem,ed; osseusprimeirosp%sosnocnminlo dacidncia.Apresentaaqui,nestaRetmiâo,lxmaComunicalo

dePesquisa,queacreditnmos,

sejaasuapn'meiracomunicaçâo:AnaDlizaGern,altmadaUniversidadeFederalde

SantaCatarina.

Temosainda uma outracategoriadesöciosetodosnosorgullmmosmuitode

nosso söciohonoro o.Nâo dsem motivos...E1en:opodeestarfisicamentepresente,

m asn:odeixou dem nsarem nösrachoquee1e tsmbdm seorgulhadestaSociedadee

dosbrasileiros.Dra.Carolinavaifazera gentilezadelerum trecho damensagem que

e1e nosm andou...

DeFred Keller,que escrevedeChapelHil1,EstadosUnidos;

'P ezadosamkosecolegas:

Embora sentado hojeno 11:,/ gabinete,longedevocêsem etlrl/t?,estou muito

# E'rro'e?zlesptito . Posso ouvirJlglzrzlc,vozeseverJlgl/zazs faces.Posso zenrfr.'çe?zcalor-

um calorespecial.fvltffltfo JJ pelosâmyflefm .

s.

fbnc Francessente a m ez???a coisa,conigo.#t):.=#horascom l'tpci:.E'M

pessoa - t'?Alccm eeosso - Zo limitadas,ou Flt?Brasilou nosEstadosUnidos,ouzla:

r- nîsesprop :io zfqou zltu lares,?= rl memôriaal'o exgfe limitago aen/lz- ...'.

A pzavradepartidpantesda Mesa

Vamosagoraouvir,daspessou quefizzram ahistöria,ahistöriacomo elesa

v:em...Quenosperdoem,osquenâo rmminharam conosco atéagora,seestemomento

e.este reencontro vaiparecermuito dom éstico...m asquee1esirva para nos

colocarjuntos,paraquecnminhemostodosjtmtos,apartirdaqui... '


6

Com apalavra,MaralgnezCamposdeCarvalho,representandoosestudantes

fundadoresdaSociedade: '

çNo papelderepresentantedosalunosqueparticiparnm dafundaWo destaSociedade,vou

falarsobreosttpn'mördios'daSPRP,em 1970.Eu cursavao50 . ano de

Psicolo/aaqui,em Ribeirâo Preto.NasaulasdeEticaProfisionaltmin'istradaspela

Prof! AngelaSimTesRozestraten)comentévnmossobreosabusosdticosexistentesna

ëpoca,eafaltaquefaziatlm çtörgâb 'quefiscalizasseaprofissâb do psicölogo.Convdm

ressaltarquenaquela ëpocaaindanâb existiam osConselho RegionaisdePsicologa,

quehojeexercem estafunçâo,dentreoutras.

Em nossasdiscusöesdeclasse,entfo,sursu aidéiadaeçsociedadedePsicolo-

$a',cujo objetivo ou funçâo originaleradefiscalizaçâodaprofisâo,pelomenosa

nfveldeRibeirâo Preto.Ao entrarmosem contato com docentesdaPsicolosaeda

Medicina (ireadePsicologia)esteescopoori#nalseexpandiu,inclusiveparacomunicaçâb

de pesquisase discussöesde tem asem psicologia,ocorrendo entâb a primeira

Reunifo Anualjâem 1971.

,'

Entretanto,anecessidadeoriginaltambëm foipreenchida,inclusivehavendo

um membro dadiretoria(20.Vice-presidente)paraasfunçöesdeética.Estasfunçöes

existiram atë a criaçâb do Conselho FederaldePsicologia,e consequente implantaçâo

dosConselhosRegionais.

Em pouc% palavras,estaéaEehistöria'quegerou aatualSociedadedePsicologiadeRibeirâo

Preto,quehojecomemorasuamaturidade'.

Agora,com a palavra,ospresidentes:

- Reinier Rozestraten

IKOS PRM URDIOSDA SOCIEDADE DE PSICOO GIA DE RIBEIRAO PRETO '

Como ouvimos,aparticipaWo dosalunosdo CursodePsicolo#a daFaculdadedeFilosoth

,Ci:nciaseLetrasfoiessencialparaafundaçfo daSodedadedePsicologiadeRibeirâo

Preto;noentaritotambtm seaproveitaram daexperidnciadeDr.Joâo

Clâudio Todorov,recëm-chegado de 1zm estâgio nosE.U.A.,edeseu contato com a

A.P.A.e outrasassociaçöes.

Como sempre,surgirnm tnmbdm vozescontra,dizendo quenâb valeriaapena,

queisto eracoisadeestudantes'equeRibeirâb Preto eraum lugarmizitopequeno para

.

jodercomportarlzmaSociedadedePsicologia.No entanto,acrediteinapossibilidade

destaSociedadepoder.fazeralgum trabnlho litil.Daminhaexm riJnciacom aSociedadeMineiradePsicologia,j;sabia

que nâo seriadetodofâcilequeospsicölogosformam

umaraçadifïcildeselidar.No entanto,devemosnoslembrarque,naqueletem-


7 k

!

. 1 2

po,ospn'meirosanosdesetenta,aindanâo existiao Conselho FederaldePsicologa,

nem osConselhosRe#onais.A SodedadedePsicolosaera,portanto,vista maisdo '

quecomo 1zm örg:o decomlmlcaWocient ' flica , como örgâo flscalizadorba dticapro-'

fissional

Ṗenso quedportersido presidenteda SociedadeMineiradePsicolosaque

mepediram para aceitarapresiddnciadestanovasociedade.Como primeiro vice-presidentefoiconvidado

Dr.Joâo Cliudio Todorov cujasiddiasmarcarsm o cnminho desta

Sociedade.Provavehnente,aexemplodoque tinhavisto nosE.U.A.,deu logo aidéia

deorganizarumaReuniro AmlaldaSociedade.Estaidéiasalvou a S.P.R.P.deseguiro

emminho tristedediversasSodedadeseAssociaçöesdePsicolo#ano Brasil,o caminho

daevasfo,daanemia,e,porflm,dadissoluçâo,quando osConselhosRe/onaiscomeçarnm

a desenvolversuasatividades.TemosqueagradeceraJoâb Cliudio estaorienta-

Wo paraI1m rumo cientffico,paraacomunicaçâb deresultadosdemsquisas,depromulgaçïo

detrabalhossédos.Foiidéiadelerealizarlogo em outubro do primeiro ano

a IReuniâb AnualdaSociedade.E grapsaestaidëia,quesedesenvolveu maisemais

duranteestes18 anos,queestsmosaquireunidosparamaisIxm conclavedeinterca -

bios,tendo um prsadodecentenasdetrabalhosj;comunicados,frutosdotrabnlho .

e dedicaç:o de muitos.

Como segundavice-presidenteentrou aProf!M gelaInds,maisesmcificamente

paraoestudo dosproblemasëticosquejâcomeçavam asur#r,e,entreoutros,

osdosrecém -criadospsicotdcnicos.O alunoquem aistinhalutado paraacriaçâo da .

Sociedade,Ricardo Gorayeb,cursando entâoo 50 . ano,entrou nocargo deIP secretârio,auxiliado

pelaProf!ZéliaBiasoliAlves.A partefinanceira ficou nasmâosdo1q

tesoureiro,Prof.l.ino deMacedo eo 20 tesoureiro,Prof.LuizdeOliveira.A anuidade

foifixadaem Cr& 60,00 parasöciosefetivoseCr520,00 parasöciosaspirantes.Eisaf

a equipe dasprimeirashoru.O conselho fiscalera formado pelosprofessoresPaul

Stephaneck,AhdrëAlbin Jacquemin eTerezinhaMoreira Izite.Asretmiöesfornm

realizadasno Emboaba;cadaum colocavaà serviço daSociedadeo queeranecessârio:

mâquinadeescrever,mimeögrafo aflcool,etc.Assim,deum esforçoconjunto ecom o

apoio dosprofesoresealunosdo Departamento dePsicolosaeEducaWo daFaculdadedeFilosofia,Ciênciaselztras,quenaquelaëpocaaindapertenciaàCESESP,nascev

'

aSPRP.A eleiçïo - . em jlnho de 1971-,ediversasconferências,foram realizadasno

Centro daAssociaçâo M ëdica narua Tibiriçi.A IReuniâo AnualdaSociedadeseconcretizou

no f'lm de outubro de 1971num salâo deum antigocinemn desativado no

Jardim Paulista.Se nxo me engano,tivemos160 participantes,divers% conferdncias,

apresentalodetrabnlhosedeprojetos.Todo mundo Msistiu atudo,nâb tinhaaindaa

diversificawo queatunlmentecaracterizanossu Retmia sAnuais.Aindahaviamuito a

melhorarnaorganizawo,na preparaçâo,etc.,porzm asementeestavalançada.hfelizmente

, nâb sairsm os Anais desta IRelml 'âo . J;na2*reuniâo . houvealgumatentativa

deAnais,apesardeprimitivo.E,sejacomo for,pareceque,mesmo da IReuniâo,o

I

I

1


#'

. '

8

qcipado gostou eo resultado erauma2: reuniâo maisfrequen-

'

m ssoalqueon 'ba par .

taday'no Teatro M unicipal. .

'

. : 'Em junbo de1973,foirealizada aeleiçâo parao segundobi:nio1973-74,e ':

'

continueino meu cargo.Dr.PaulStephaneck eDra.TerezinhaM oreiralziteeram os

vice'-presidentes . Ricardo Gorayeb continuou como secretsrio,%sistido por Vera

Machado.Natesourariacontinuou Dr.la'nodeM acedo assistido porLlidaZucoloto.

Prof!a liaBiasoliM vesentrou como A sesoraJurfdica,e,no Conselho Fiscal,ficarnm

AndréJacquemin,AngelalndsSimsese Dr.Luiz de Oliveira.Em fevereiro de l

1972o segundo boletim jâeradedicado àlei5.766 de20/12/1971,criando oConse- i

'

lho FederaleosConselhosRegonaisdePsicologa.Sursu com todaforçao problema

' ' seo psicölogo pode ou nro exerceratividadesclïnicasterapduticas,quefoiquestionado

pelo Conselho NacionaldeSaédee,m aisem particular,pelo sanitaristaArturde

Alcântara,queem 5/5/73publicou no Jornaldo Brasil1lm parecer,aprovado pelo

Ministério de Saéde,propondo restriçöessériasaatividadesterapêuticasporpsicôlogos.Comd

foipublicado no Boletim n 0.3,ospsicölogoscarioc% m anifestaram-serevoltadoscom

o parecereacharam que :o queestâ portrisdissotudo éIlma tentativa

demonopolizaro mercado em favordospsicanalistase psiquiatras'.Depossede lma

cöpiadlseparecero PresidentedaA sociaçâb BrasileiradePsicolo/aAplicada,Dr.

Aroldo Rodrigues,Coordenador do œ partnmento dePsicolo#a da PUC,Rio de

Janeiro,encnminhou-o paraumacomisEo conjunta de médicosepsic6logosqueexercinm

atividadesprofissionaisno Setorde'Psicologia Clfnica daPUC eesta comissâo

elaborou lxm arespostaao parecer,especialmenteno sentido de informaçiesgeraissobrea

form açâb do Psicölogo Clfnico naPUC-RJ,demonstrando queo Psicölogo tinha

compet:nciaeformaçâo profissionaladequadasparaexerceratividadesterapduticas.O i

CNS jâtinhasugerido amodificaçâb datfi4.119/62 atravësdetlm decreto presidencial,tirando

portanto apossibilidadedediscussâb do assunto no Congresso Nacional.

Foiconvocado entâo,pelo Dr.Aroldo Rod/gues,o IIEncontro dasAssociaçöesde

Psicolosado Brasilpara 2 e3 dejlxnho de1973.Tiveo prazereahonrade,em nome

daSPRP,participardesta reuniâoyjuntsmentecom 13entidades,enaqtlnlfoielaborado

t1m programa de açâo em defesadosdireitosdospsicölogosasseguradospela1ei

4119/62. . ;

Fasta mobilizaçâb dospsicölogosem defesadesuaprofisâb prpvavelmente (

teve outraconseqûdnciabendfica,a dequefinalmentenosflltimosdiasdedezembro

de1973 foiconvocadallma relmiâodasdiversasentidadesdepsicologiaparadàrfoima

maisconcreta à Ifi5.7 . 66 de20/12/71.Tirlmm decorido exatamentedoisanosdepoisda

aprovaçâb destaleieo MinistëriodeTrabalho,provavelmente!ob pressâb de

Vtforçasocultas' nro tinha tomado asproviddnciasparaesta convocaçâo.Assim,o .

1î boletim de1974 jâpôdedaranotfciada eleiçfo do Conselho FederaldePsicologia,

daqualparticipeicomo presidentedaSPRP.Fomm eleitosArrigo lzonardo Angelinipresidente

-,Virgfnia Bicudo - vice-presidente -,Geraldo Servo - secretârio -,

,

'


9

Rqlley Alves Bessa - tesoureiro - e Oswaldo de Barros,ClovisStenzel,Arturde

MattosSaldanha,GeraldoMagnanieTârliaM onteiro.Entreicomo suplentedeClovks

Stenalque,como deputado federal,nTo teve apossibilidade de frequentarnossas

reuniöes.Assim ,frequenteiasreuniöesdurantetodo o ano de 1974 epartede1975.

Destaforma,aSPRP estevejunto àcriaçâo daCFP eàelaboraçâo dedivers% resoluçöesedoRegmento.A

primeiraresoluçâo de30/4/74 flxou aszonasdejurisdiWo

easrespectivassedesdosConselhosResonaisdePsico 1ogia,ea 2 *.,

determinou as

atribuiçôesdosConselhosRegonaisdesir ando osmembrosdestesconselhos.Paraa

62 . Regiâd foram :Waldecy Alberto M iranda- presidente-,Romeu de M oraisAlmeida-

vice-presidente-,GeraldinaPorto Witter- secretâria - eJosëGlauco Bardellatesoureiro.Entre

osmembrossuplentesestavaTerezinhaMoreirau ite,daSPRP.A

4 ! resoluWo (1/6/74)definiu,apösviriasconsideraçöes,asatribuiçöesprossionais

do Psicölogo no Brasil,conformeadescriçZo daOrganizaçâo Internacionaldo Trabalho

publicada em 1986.A Secretaria da Sodedadeserviacomo intermedifiapara as

inscriçœ sno Conselho Resonalda6!Regâo,com aajudadeReo aHelena Sacoman

eProf!M gela InfsSimöes.Destaforma,aSociedadedePsicolo#adeRibeirâb

Preto estevepresente ao infdo daorganizaçrolegal,a nfvelfederaleresonal,da

Psicologano Brasil.

'

O Boletim demaio de1974 fazum retrosm cto dos3 anosem quefuipresidente

da SPRP:t'Muitasdificuldadesforam vencidas,entreasqpaisumadasmaioies.

foiafaltadetempo dadiretodaporcaœadetesesdedoutoramento edo mestrado e

a falta de 1lm localpara o funcionamento da sedetaria'.Fizeram -se ç'3 retmiöes

anuaiscom a apresentaçfo de m uitasdea nasditrabalhos,congregando centenu de

psicölogoseestudantesdepsicolosa dediversosntkleosdo pafs.Foram realizadas

vériasconferdnciasforadasreuniöese1tm curso depsicomotriddade...N udamosa

SPRP a zarparevencera:ondasderebentaçâo,agoraentregnmoso lemeaoutro timoneiro,que

junto com sua equipe,continuar; a viagem atravésdospröximps

;> '

V OS . . .

Am sardeterusistidoao desenvolvimentoda SPRP etertido asatisfaçâo de

vercomo o.trabnlho detlm m quenogrupo dealunos,quesouberam entmiasmarsem

professores,deu bonsresultadosque se aperfeim aram deano em ano,tertho no entanto

uma migoa.Esta mâgoanïo écom aSPRP,m ascom aausdnciade1tm örgâo

decflpulaparaospsicölogos,11m equivalentedaAPA quetantaforp eorganizaçfod; '

àpsicologa norte-americana.A SPRP continuaseu trabalhocom asReuniöesAnuais,

eacho queo est; fazendomuito bem,j; fazsuaparte.O quefaltaélxmàlmiâo nacionalqueprindpnlmentepode

serimportanteparaa diferendaWo dasrevistas;por

enqlmnto,nâb estam ossaindo do tipo derevistasgerais,dem odo queo especialista

mxmaèeatem quesubscreveratodu,porque.em cadatlm apoder;acharalgo aresm

ito desua esm dalidade.Com maisde 100.0œ psicölogos,merecemosumalmiâo

propulsionada porforçu novas,com iddiasnovas.Talvez lmareuniâo de todasas


10

assodaçsesdepsicolo#a existentes,apresentando Ru çtstatusquo'posachegara

um novo organismo,atëporftlsfo dealgumasasociaçöesJâexistentes.O queinfelizmentenosfaltattmizoanfvelnacional,quemepareceapenasalcançfvelcom

espfrito

desacriffcio deap um m entosmenores.

O retrospecto do Boletim demaio de74 terminou asim:çX novadiretoria,e

demodoparticularao novo presidente,Dr.LuizdeOliveira,meusvotosdefelicidades,

que nospröximosanosse consigal'ma solidariedadeeum çtespritdu corps'euma

llniâo sempremaiorentreossöcios,poisisto far;crescere florescernossa SPRP''.A

ele entâo a palavra.''

Dra.M aria ClotildeRosstttiFtrreira

'CMOMENTOS PASSADOS,PRESENTESE FUTUROSDA SOCIEDADE DE

PSICOO GIA DE RIBEIRAOPRETO '

Pediram-mepara comentara respeito daevoluçâo daSociedadedePsicolo#a

deRibeirâo Preto,esobrecom o era no mom ento particulardenossa gestâo.

Do n%cimento da Sociedade ouviapenasecosdistantes,atravdsde cartas

nmigasenviadasàInglaterra,ondeeu moravanadpoca . Ao retornarem 1975,o entusiasmo

dos nmigos ribeirfopretanos acabou por me contagiar,convencendo-me a

asumira presiddnciaduranteagestâo de1976:com umaequipebem entrosada,onde

anmizadeerao e1o quenoslmia.

Revendo o relatörio verifico queforam 27relmiœ sno ano,quetornaram-se

encontrosm uito apadfveis,com papos,piadas,risadasemuita discussfo séria,rtsolvendo

problem% eplanejando eventos.

Recentementenosrelmim oserememoramosfatosda dpoca,referentessobretudo

à Reuniâo Anualde 1976.Asrecordaçöess:o mfltiplas:A caixavazia.O irde

portaem porta,deusineirosâ secretariade cultura,solidtando auxlo.Nestatm ima,

vfnmosdesftlarem prefeitosdo interiordoEstado,puposderock,diretoreseartistas

de teatro,palhaçosecontrocionistas,todoscompetindo conosco porminguadasverbas!Mas

o esforço valeu.Cpngeguimoscontratar,pela primeira vez,uma secretiria

em tem po integralparaauxiliarnaorganizaW o do Congresso.

Iddiaseplanos 11nâb faltaram.D mbro-m ebem darmlniïo em quecomeçamosa

falar,como em um sonho,naposibilidadede trazerSeligman,cujolivro

Helple%neu (ImpotdnciaAprendida),TeresaAralijo acabara detraduzr.O convite

foitimidamentefeito no condicional,poisnem sàbfamosseterfamosverbaparatrazd-

1a.Aconselhamosa Selim an que entrasse em contato com o velhoKeller>flm de

obter refer:ndas nossas.E com o sempre o Velho nfo falhou.Falou a respeito do

Brasil,daSociedad!edaReuniâb em Ribeirâo Preto com talentusiasmo queSelim an

secontagiou,topando vir.Quando chegou aqui,jéconheciadenomevo osgrupose

m ssoas,noqueestavam trabm ando,com quelinhateörica...


11

Mas,como sempre,houvelancesinesperados.Imagirdvamos1lm homem sërio

eformale,derepente,ao irmosbusd -lo noaeroporto deRibeirâo Preto,encontramos

Ilm senhormuito maisjovem,atécerto ponto vestidodehippie,quepouco depoisnps

ensinou,aTeresaAratijo eamim,como fazermeditalo tunscendental.Istoem 1976,

quando am odanTopegaraainda aqui!M aso enriquecimentoquenostrouxenâo foi

sö esse.O curso quedeu foidealtfssimo nfvel,defronteira,contribuindo parao enriquecimento

cientffico dareuniâo.Outro cursodealto nfvel,sobrePesquisaparaAl o,

foiministrado porPetereVary JaneSpink,osquaishaviam chegado recentementeda

Inglaterra,contando exped:nciasinteressantescom novosmodelosdepesquisaparaa

açâo.

Nâb sö de cois% sëriaséfeita uma reuniâo.Houvevârioslancescômicos,o

Dileo eRubirlho queo digam ,enqlmnto leöesdechâcaradeBrodosqui,garantindo a

honradasmoçasestudantes...Cercade550 congressistas,sobretudo estudantes,ficaram

alojadosno Seminério D.IazisdeAmaralMousinho em Brodosqui.Montare

coordenaresseesquema foidiffdledivertido.Esperivamosm enoshösm dese,em uma

m nnhT,tivemosdeimprovisarhosm dagem para osexcedentes,comprando 200 colchonetesealugandovfriosônibusa

mais.O pessoaldoSeminirio erabom defarraevoltavamadrugada

adentro,dasm aisdiversasformas,pazaescândalodasfreirasresponsiveis

pelo Seminârio...RubinhoeDileo,técnicosdaFnrmacologadaFaculdadedeMedidna,no

éntanto,conseguiam driblarémop dacom grandetalento ecompetdnda.Gostaria

que estivessem aquipara contarosvirioscasosdivertidosquenosfizemm dar

gargalhadas.

O Congresso foino PalestraItéliaeno M ouraLacerda,1é nosCnmposElfseosg

ocorren d o11m bom entrosamento en'tre osvâriosparticipantes ,cuja maioria,nadpoca,

eradeestudantes.A moçadadeM aceiöeJoIo Pessoa,56 ao todo,garu tiaumaboa

batucada e maior colorido à festa.'a tudantesde Beldm ,Rio deJaneiro,Braslia,

Uberaba,Uberlândia,Goiânia,tondrina,Cudtiba,Porto M egre,tnmbém seszeram

alegremente presentes.Dentre osprofissionais,amaioria eramesm o do Estado de

Sâo Paulo. .

DasrecordaWesgostosas.lembro sobretudo anmizade eoentrosamentono

trabm o da equipediretora.Teresaeeu fizemosumaexcelentedobradinhanapresidência.Foi1:m

reencontrofeliz,poisestudiramosquando meninasnamesmaescolae

nosdescobrimostrabalhando superbem jtmtas.A com lnicaçâo entrenöseraquase

telepftica,acomplementaç:o m rfeita.Sentiseu retom o a Sïo Paulo,quetom ou mais

diffcilum contatofrequente.

O grupo todoeramuito bem entrosado,divertido,agradâveleefidente,cada

1tm contribuindo com o melhordesi:MariaTeresa Araéjo eSilva;Mirhm Viana;HeloisaMaestrelo;MariaLlzizaSchlm

Barbieri;Silvio Morato deCarvalho (eolhaque

Maratambëm acabavaparticipando!);Vera Otero etinnlmenteNaydeFaria como secretM

aeficiente.Vâriosoutros,que'ëimpossfvelnomearaqui,tambëm deram grande


12

ajuda,sem o quetedasido impossfvellevaràfrenteasdriasatividades,partic lnrmenteaReuniïo

Anltalque,moddstiaà parte,foi 1m sucesso,relmindocercadeznilpessoaspelaprimeira

vez.

O momento de nossagest:o nahistöriada Sociedademarcou umafasede

transiçâo,criando alicercespara o arranque que viria a seguir.Tenho a impressâb de

que foi1lm ano de crescimentp exponencial,com enorme aumento no nfzmero de

participantesna RetmiIo Anlul,o qlulexigiu uma orgsnizaçâo maisestfvelem termos

de infraestrutura daSPRP.Neste ,

aspecto',demosalgumacolaboraçâo,deixnndo dinheiro

em caixa para pagara secretéria pelo menospoṛ akunsmeses,com umamiquina

de escrevernova,seu instrllmento bâsico detrabnlho.Acho tsmbëm queauxiliamosno

processo decristalizaçâodellm saberfazer,tEknow how''importantedecomo

organizarItm Congresso de e bito nacional,saberfazerquevinhasendo construfdo

pel% diretoriasanteriorescom um esforço ecapacidadedeinovaçfo aindamaiores.

Hojeem diajâtemosz'xmamlquinaeficientemontada,com umainfra-estruturafirmeeuma

organizaçlb flexfvelextremamenteinteligente,quepermiteeestimulaaparticipaçâo

deum nftmeromuito grandedesöciosnoplanejnmento erealizaçâo

deatividades atravésdasviriasDivisöes.E cada diretoria tem contribufdo eficientemente

na consolidaçâo dessa estrutura.

'

Agoraficaatarefamaisdiffcil:como avalio aevoluçâofuturadaSociedade,

sobretudo em 1xm m om ento quando sepropöe amudançado nomeedo statuspara

Sociedade Brasileira ou Nacional,como alternativa para sua consolidaçâo edesenvolvimento?

Eu tenho me colocado frontalmentecontraessaproposta.Porqud?Porque

temo queaSociedadeatinjq,com essa promoçâb,oseu nfveldeincompetdncia,prejudicando-senaquilo

queéextremamentecompetentepararealizar:aorganizaçâode

encontros cientfficos e profissionais durante o ano e,sobretudo,a Reuniâo Anual

que congrega profissionaisdetodo pafs.Suafunl o bfsicatem sido adeauxiliarna

formaçâo de estudantese naatualizaçïo de profissionaisnasmaisdiversasâreasda

Psicolosa,buscando tnmbém I:m encontro com outrosprofissionais,em um enfoque

interdisciplinarna tentativade compreenderproblemascomplexos.Tem assim constitufdo

um importanteforlm cientffico,ondeestudantesep'rofissionaistem oportunidadede

apresentare discutirseus trabalhose pesquisas.

Eu resm itaria e desenvolveria ess% caracterfsticu pröpriase tîrlicasda SPRP,

valorizando asoportunidadesde encontro,dizogo e discussâb entreprofissionaise

cientistascom diferenteslinhasteöricase de pesquisa.Esseë o momento de Wrada da

Psicologa,numabusca desuperaracisJo entregruposdeorientaçöesdiversas,quedificilmenteconseguem

sesentareconversarjuntos.A dinn-micadefuncionnmento da

Sociedadefavorece um espaço aberto deencontro,quepermiteaprofundardiscussöes

dealto nfvelaresmito dosrumosdapröpria Psicologaenquanto CidnciaeProfisâb e

a respeito de temasespecfficos,defronteira.Eu investiriam aisainda nessetipo de


13

encontro,buscando criarcondiçöesparaum maiordiâlogo etrocaefetivaentreosparticipantes.Ademais,estimularia

a organizaçro dediferentestiposdepublicaçâo.As

apresentaçöesem simpösioseseminiriosavançadospoderiam serentreguesa esm cialistas,que

asestudariam,organizando a publicaçâb de monografiascomentadas,quepudessem

realmentecontribuirparao propesso deéreasespecfficas.

Acho tambëm queoBoletim Infonnativo,atravësdo esforçoconjunto de

algunssöcios,poderiavirasedesenvolvercom ouma publicaçâoperiödica,com artigosoriginaisalëm

de informes.

Em resum o,acho queaSPRP poderiaterum maiordesenvolvimentoenquanto

SociedadeCientfica propriamentedita,quejâënacional,dada aorigem diversificada

de seussöcios,sendo regionalem termosde infraestrutura para arealizaçâo de

reuniöes,publicaçöeseoutroseventos.

Resta-meapengsdesejar-lhesucesso parao futuzo,sejae1equalfor.'

Um dospresidentesnâb estâaqui,como j;anunciei;mase1etnmbëm tem o

que dizer.Para1ersuacartaeu gostariadeconvidarumapessoaquetambém partidpou

da ltist6ria com ele,masde1lm éngulo diferinte.Trata-sedealguém quetem a

mesm a idadeque a sociedade eque ao longo dosanosse fez presente de muitas m aneiras

diferentes,desde ço beb: do congresso',ao garotinho cooperativo,queensinava

aosmaisvelhoscomooperar 1m projetore,até,como um efetivomembro daequipe

dettapoio'd6 congresso,como seintitulam osque,durantemeses,realizpm todasas

tarefaspreparatöriasdr ReuniöesAnuais.

RodrigoGorayeb,quefala porseu pai,Ricardo Gorayeb:.

f

:tA Diretoriada

SociedadedePsicologa deRibeirâo Preto

XVIIIReuniâb Anualde Psicologia

Prezadosamigos

Receàiseu conviteparaesta.rpresenteàsessâb deabertura daXV IIReuniâo

AnualdePsicologia,ejuntocom osoutrosex-presidentesfalaralgumaspalavrassobre

o pasado eo futurodestaSociedadequeformalmentehojeatingesuamaioridade.

Estando ausente do païs,passando meu ano sabâtico fazendo pesquisa em

MedicinaComportamentaleSatideComunito a nosEstadosUnidos,envioestacarta

esolicito quesejalidanasessâb deabertura. ,

'

Gostariaderelembrarum pouco alpzmascoisasdo pasado,esjecialmenteo

papelde outraspessoas,além dospresidentes,na criaçâb e desenvolvimento da Sociedade.


14

'

-xA

Tenho mebatido,como söcioou membrodeDiretoriasdesta Sociedade,pela

despersonificaçâb dasatuaçöesepeladnfasenostrabalhosdeequipequetemossabiamente

preservado ao longo dosanos,quasesem excessöes.Vou começarpelaanélise

do papelrelevantededoisVice-presidentes,sö com oexemplo desteponto.

Acho importante sempre lembrar que esta Soiiedade nasceu nasaulasdo

Curso deEticadaProfa.AngelaSimlesRozastraten,na FaculdadedeFilosofiade

Ribeirâb Preto.Naquelaëpoca(1970)eu erao RepresentantedeClvsedosalunosdo

5 0 ano , e em decorréncia de disctkssGes,duzante o Curso,sôbrecomo controlaros

aspectosëticoseprofissionaisdajovem profissâb depsicologia,sugeria criaçâo delzma

entidadequecongregasseprofissionaiseestudantesdepsicologia,fiscalizasseosaspectosJticosdaprofissfo

eajud%se,tambëm,napromoçâb dapsicologiacomoddncia.

Angelasempreestimulou adiscussâb comopaztedenosaformaçâo,e,encaregou-me

datarefaderedigirum apropostadeestatutos.Usando arepresentaç:o estudantilcok

m o instrumento de Ttagitaçâo''com ' o apoio e incentivo da Professora,convoqueias

pn'meirasrellniöesque culminarnm na criaçâo da Sociedade.Naturalmente aProfa.

Angelatornou-sesuaprimeira 22.Vice-presidenteparaAssuntostticoseProfissionais,

cargoquedeixou deexistirapösacriaçâo dosConselhosdePsicologia.

Quem pzimeiro exerceu ocargo deVice-presidentedesta Sociedade(cargo

denominado nadpocatç12Vice-presiddnda deAssuntosCientïficos'l,'foio Dr.Joïo

CliudioTodorov,daFaculdadedeMedidna.ImportanterelembrarqueJoâoClâudio

erana ëpoca o lider cientffico em Ribeirâo Preto,ou o %:nfmzero 1 em Anélisedo

Com portnm ento'',como o Prof.Ribeirocosblmavachnmâ-lo.Joâo Clâudio foiorientadordeMestradoedeDoutorado

demembrosdasprimeirasDiretorias.Foisob a1iderança

de Joâb Clâudio queaidëiadereuniiesdentflicastomouforma,esob suainfludnciaque

as3primeirasReuniöesAnuaisforam realizadas,servindo demodelopara

o que veio em seguida.

Ainda despersonificando,ou personalizando para o maiornfzmero possfvelde

pessoas,achoimportante falartnmbëm degentemenosconhecidanoscfrculosUniversitârios,equetem

sidofundamentalno desenvolvimento daSociedade,ocupando os

cargosdeTesoureiro eSecretârio.

Profissionaisliberais,ou estudantesdePôsr raduaçâo ou Residénciaem Psicolo#a,quet:m

sido oscomponentesdasDiretorias,junto com docentestitulados

queem geralocupam aspresiddnciasevicepresidéncias.Assim:Ana Pimenta,Beatriz

tinhares,BeatrizPetean,Heloisa Maestrelo,MariaAparecidaCrepaldi,Mariangelade

'

s

Oliveira,MariaAparecidaBuglinnl,Sandra Nunes,TeresinhaNoronha,sö para citar

algunsexemplos,se constitufrsm ,ou se constituem nopresente,em valiosose ocultosmembrosdeDiretoriasou

CoordenadoresdeDivisöes.Pessoasquefazem um trabslho

quenâb aparece,massem o qualaSodedadenïoexistiria.

. A intençâo desta minha cartaë prestarllm tributo atodasestaspessou,e

umavezm aisenfatizazaiddia,dequeestaSodedadeéum bem comum edem ndente

daatuaçâo inoporbmistaealtrufsta dediversaspessoas.

'

I


15

Minhavisâoparao futuro destaSociedadeëconhecida.Vejo-acomo averdadeiraSociedadeBrasileiradePsicologa.SeamaioriadesöciosdeRibeirâo

Preto deliberou

em Assemblzia Geralquetalmudança de nome nâb seriafeita,curvo-me,à

decisâb,masn:o mudo meu ponto devista.Mesmotendoum nomeresonal,estaéa

verdadeiraSociedadeBr%ileiradePsicolosa.Paraverificar,bastaolharnestasessâo de

aberturaapresençacertadasdelegaWesdoParanâ,Pard,MinasGerais,Mato Groso,

Gois,Distrito Federaletodasasre#öesdeSâo Paulo.Maisde1300 södosem 20 estadosdopafscorroboram

aiddia.Mastalvezeu estejaalgunsanosadiantado quanto

à maturidadedadecisâo.

Para encerrar,gostaria de dizerquevislumbro um futuro com a mesm a pujançaequalidade,desdequeaSociedadecontinuecom

sualinhadeatuaçâo eclëtica,

sem favorecerou desfavorecerorientaçöesteöricase sem fazerculto depersonalidade

aosindivfduosque pore1a trabnlham,como tem sido atëagora.

Desejo queestaXV IIReuniâo Anualsejatlm completo sucesso.

Seu amigoesöcio orpllboso desta Sociedade.

Baltimore,1deoutubrode1988

Ricazdo Gorayeb

E agora,gostarfamosqueDra.Carolinapudesseterminarde1eramensagem

deFredKeler.Queremos,com ela,encerrarestaSesâb econcretizaro infdo desta

XW IIReuniâb Anual...

'

'P ezadosamigos e colegas...

. . . Posso dizer-lhesque flftfo vai:E'plcom osJrllflfl:do comportamento

neste palk Partidp mos no ano passado de re/zaftse:nosestadosdePennsylvania,

Georm ,Alabama e Tennessee.Sempreencontramosbrasileîros,contribuindo plrlos

programas e recebendo merecida Jfeaflo.Osâmzflefrtu nâ-o Jl'o estrangeirosneste

ambiente.

'

Recebemostambém atzfcfc:da lerrfne nesteperlbdo,incluindo Tdrftu livros

eseparatas.Conclul'queo Brasil;o PJI:do flzflzm denojsacfdrlcfldo comr rtamento.Porfavor,Flè

medesapontem'

Z'afe ,estd?w horadectm efw asfestas- asconferências,osJfrzlptgftu,as

zlem:redondas.Vamosem Aeafe!

Fred S.K eller

UwpelHil,1988''


W O RKSHOP 1

AVANCOSRECEM ES EM ANiLISE EXPERIG NTAL DO

CO> RTAMENFO:NOVOSPROBLEMAAE NOVASSOLUW ES

-

Equivalinciadeestfmulos:problemasâtuaisdepesquisa

JlilioCesarCoelho de Rose

- Esquemasdereforçamento.

tigiaMaria de CastroMarcondesM achado

- Psicofârmacoseo controledo comportamento.

MariâTeresaArafjo Silva

- Anâlisedo comportamento:controleaversivo eesquiva.

Elenice A.deMoraesFerrari

- Comportamento induzido porcontingéncias

Lncoln daSilva Gimenes


EQUIVALENCIA DE ESTIM ULOS:PROBLEMAS

ATUAIS DE PESQUISA

JULIO C.DE ROSE

UniversidadeFederaldeSâb Carlos

œ ntreascontribuiWesfornecidaspelaAnfliseExperimentaldo Comportamento

destaca-seadescobertado papeldo reforçonoestabelecimento do comportamento

operante.Estadescoberta,de notïveisimplicaçöesanfvelteörico eprâtico,

podesersintetizadapelaçtleido efeito''aqualespecificaqueoscomportamentossâo

#

adquiridos emantidosem virtude de suasconsequênciasreforçadoras.

.

A aplicaWo da1eido efeito resultou em considerïvelavanç,o nacompreensâb

do comportamento operante eaprendizagem em animais(Harzem & Zeiler,198 1;

Honig& Staddon,1977).Osproponentesdestaabordagem sustentam aldm disto asua

fertilidade com vistasâ compreensâo do comportamento e aprendizagem humnnas

(Harzem AMI'les,1978;Skinner,1953,1957,1969;Zuriff,1985).

'

A aplicaWo daAno seExperimentaldo Comportamento âsquestöesdo comportamento

hltmano defronta-se,noentanto,com um problemadeimportância capital,especialmente

qlundo setrata de com preenderaâreatradicionalmente referida

comodacogniWo.Nestecampo,a leidoefeito parecetersuaimportânciareduzida,

pelo fato de que novoscomporta entospodem ocorrernaalzsdnciadequalquerreforpmento

explfcito esem queo comportamentonovo possaseratribufdo ageneralizaWo

primériadeestfmulos.

Emboraesteproblematenbnmëtiplasdimensöes,aAnfiseExperimentaldo

Com portamento obteverecentementeconsiderâvelprogresso no tratamento dealguns

de seusasm dos.Especinlmenteosestudossobreequie dnciadeestfmuloseseusprërequisitos

lögicos,tem representado lmacontribuilo importante para explicara

emergdncia decomportamentosnovosno contexto dosprocedimentosdediscilnina-

Wo condicional.

Nlxmauriantedoparadim adediscriminaN o condicional,tambëm conhecidacomo

çescolhadeacordocom modelo'(matchîng to sample),dois(ou mais)estfmulosdecomparalo(arbitrariamentedesignadosB1eB2)sâoapresentadossimultanenmente,eo

sujeito precisaselecionarum delesparaprodlzirl1m reform .O estfmulo

de comparaW o a serselecionado pode mudaracada tentatim ,condidonalmentea

Presenp de lm terceiro estfmulo,o modelo.Quandoo modelo A1dapresentado,o

reforço segueeeaseleWesdeB1,eescolhnsdeB2 nâb Woreforçadas.Estascontingênciassâb

revertidasem presenm deum modelo M :nestecaso seleWesdeB2 sâo reforpdaseselemesdeB1nâo

o sâo.

19


20

'

Um némero crescentedeestudostem domzmentado quequando sujeitoshumnnosaprfndem

discriminaWescondicionais,elessetornam capazesdeexibirnâo

apenas o comportamento que foiexplicitamente ensinado,mastambdm comportamentosnovosque

emergem sem um treino especfico.Porexemplo,a tratsitividade

&

dasrelaçöescondicionaispodeserdemonstrada quandoossujeitosaprendem aseledonar(a)B1eB2,condicionahnenteapresençadeA1otlA2,respectivamente,e(b)

C1 eC2,condicionnlmenteapresene deB1eB2,respectivamente;arelaçâo condiciona1revela-setransitivaquandoossujeitossâoentâocapazesde,sem

qlulquertreino

explfcito,selecionar C1 e (2 condicionnlmenteapresenp deA1ou M ,respectivamente.AsnovasdiscrirninaWesGmdicionaisemergem

apesardequeA1ou M nâo

foram nunca exibidosanteriormente na presenp de C1 e C2.A simetria da relaçâo

condicionalë demonstrada quando ossujeitos,apösterem aprendido a selecionar

estfm ulosde comparalo condicionalmente â presença de certosmodelos,defrontnm-secom

osantigosmodelosapresentadosagoracomo estfmulosdecomparaWo,

e sâo capazes,sem qualquertreino adicional,de selecionâ-loscondicionalmenteaos

antigosestfmulosdecomparaWo exibidosagoracomo modelos.

Em 1lm estudo ilzstrativo,Sidmah eCresson (1973),ensinaram doisjovens

severnmente retardados,com SfndromedeDown,aselecionardesenhoscondicionalmenteàpalavraditada

corespondente.Foram ensinadasvinterelaWescondicionais

entremodelosauditivos(A)edesenhos(B).Um segundoconjunto bediscriminaçöes

condicionaisfoiensinado em seguida.Osmodelosforam as m esmas palavras ditadas

(A),sendo estfmulosdecompazalo aspalavrasimpresascorrespondentes(C).Apös

terem aprendido estasdiscriminaN escondicionaisA ->B e A ->C,esem nenhllm

treino adicional,ossujeitosforam capazesdeexibirasdiscriminal escon'dicionais

nâb explicitnmenteensinadas,B ->C eC -'+ B:elesfornm capazesdeselecionarosdesenhoscondicionnlmente

â apresentalo de palavrasimpressasetambëm selecionaras

palavrashnpressascondicionalmente àapresentaWo dosdesenhoscorrespondentes.

Os sujeitosforam capaasninda de nomear ornlmente osdesenhoseaspalavras

impressas,algo quenâo sabiam fazerantesdo infcio do experimento.

Sidman eTailby (1982)slzstentam quetaisreslzltadosdocumentam a forma-

Wo declassesdeestfmulosequivalentes.No estudo deSidman eCresson (1973),os

sujeitoshaviam formado 20 classes,cadaumadasquaisenvolvendoaequivaldnciada

Palavra ditada com o desenho e a palavra hnpressa.Sidman e Tailby afirmnm que as

equivalénciasentre estfmulossfo formadasabrangendo osestfmulosligadosporrela-

W escondicionaisqueexibem aspropriedadesdereflexividade,simetriaetransitividade.

Seosestfmulosde'lmnclasesâo equivalentes,lmnoperalo efetuada sobre

1lm dos membros da classeteria efeitossimilaressobreosdemnismembros.Desta

forma,a classe poderié serexpandida se 1lm dosmembrosfôsse condicionalmente

relacionado a um novo estfmulo;ejtenovo estfmulo setornaria condicionalmente


21

rehcionado aosdemaismembrosda classesem necessidade de 1Im treino explfcito.

Fwstapredilo foiconflrmada porresultadosdeSidmnn & Tailby (1982),Imzar,

Davis-lmng& Sanchez(1j84),eSidman,Kirk & m lson-Morris(1985),entreoutros.

'

Osdesemm nhosobtidosnestascondiçöestem sido chamadosdedesempenhosemergentes,porse

tratar dedesempenhosqueocorrem com fidedignidade,apesàrde

nâb terem sido explicitamente condicionadosatravësde reforpmento direto.

Tipicamente txm desempenho assim obtido pode sermantido indefinidamente,sem

nuncaserdiretamentereforpbo.

Este tipo de fenômeno tem despertado interesse crescente no campo da

AnâliseExperimentaldo Comportamento,umavez queaponta paraapossibilidade

mostraz como anovidadeno comportamentohumano podesereladonardemnneira

ordenada ao desempenho explicitnmente ensinado.Poresta via pode-se compreender

teoricamente a :lprodutividade''do comportnmento hlmano,sendo possfvelvislllm -

brarnma teoria comportamentalquecompreendaaesferadeatividadeshlmnnasque

ëreferidasob arubricadecogniWo.

O utro interessedestecampo deestudoséapossibilidadedederivarprocedi-

mentosquepossnm servircomo alternativaem casojondeestaprodutividadedo com -

portamento seencontreprejudicada.Defato,umacaracterfsticaencontradaem sujeitosdeficientesmentaisou

com dificuldadedeaprendizagem eaincapacidadedeextrapolaralëm

doslimitesdo quelhesfoiensinado.O conhecimentodasleisrelacionadas

à emergência de novosdesempenhospode sugerirprocedimentosremediativos para

alglzmasdestasdeficiûncias.

'

Desta form a,osestudossobreequival:ndadeestfmulosoferecem um paradfgma

aserexplorado noensino,especinlmenteno ensino deindivfduosqueapresentnm dificuldadesdeaprenderpelosm

ëtodosconvencionais.J;foram relatadosestudosaplicandoesteparadfgma,porexemplo,ao

ensino dehabilidadesde leituraeejcritaadeficientes

mentais(Mackay,1985*,Mackay eSidman,1984)eao ensino dehabilidadesdeuso de

moedasem sujeitosseveramenteretardados(McDonagh,Mclvane&stoddard,1984).

Uma ampla anilise dasimplicaçöesteödcasda noçâb de equivaldncia deestfmlzlosfoipropostaporSidman

(1986).Elesustentaque dneceslionmpliarénoçâo

sldnnerianadecontingência,além dosseustr:stermostradicionais(0besempenho ou

resposta doindivfduo,aconseqûênciareforçadoradestaresposta,eoestfm ulo nmbienta1em

presençado qualarespostaproduzestaconsequênciareforçadora).Enquanto

restrita a este'strêstermosacontingênciaseriaallnidadebisicado controledeestfmulos,ou

seja,dadiscliminaçâb simples.Porëm em discriminaçöesmaiscomplex%,

como asdiscriminaçöescondicionais,a funçâo discriminativa detlm estfm ulo dcondicionalao

modelo presente.O estfmulo modelo deveserconsiderado como um novo

termo dacontingência,queficanmpliada,portanto,paraquatrotermos.Estaampliaçâo

da conting:ncia resulta num fenômeno emergente,nâb observado ao nfveldas

contingênciasdetrêstennos:aformaçâo declassesdeestfmulosequivalentes.


22

Masasclassesdeestfmulosequivalentespodem ,porsuavez,virasercontroladasporum

estfmulo contextual.Bush,Sidman & deRose(1989)mostrarnm que

adultos normais form am classesde estfmulos equivalentes que contdm elementos

comtmseoestfmulo contextualsinalizaaclassequecorrespondeasconting:nciaspresentes.Devido

aestafunçfo,o estfmulocontextualtambdm deveserlevado em conta

na especificaçâo da contingéncia de reforço,resultando em umaunidadecomportamentalde

cinco termos.

Sidman (1986)propöeumaaniisedosfenômenoscoritivosem termosde

unidadescomportamentaisde complexidade variâvel.Assim a anélise do significado

(compreensâb dafalaou leitura)seriab%eadananoçâb deequival:nciadeestfmulos,

ondeuma classe de estfmulosequivalentesabrangeria a palavra falada,a palavra escrita

eoobjetoqueapalavrarepresenta.A anâlisedosignificadoestariaportantobaseada

em conting:ncias de quatro termos.No entanto,para analisaradependéncia contextualdo

significado,seria necessârio considerarascontingênciasde cinco tennos

envolvidasno controlecontextualsobre classesde estfmulos.

Vemos,portanto,queosestudossobre formaçâo de classesde estfmulosequivalentes

e produçâb de desempenhosemergentes,apresentam uma perspectiva de

anâlisede fenômenoscor itivosem term osde processoscomportamentais.Esta perspectiva

tem atrafdo o interesse de numerosospesquisadores,resultando num campo

bastante fdrtile ativo da pesquisa comportamentalmoderna.

Vou tentarsintetizar,a seguir,o queme parecem seralgunsdosprincipais

problem% depesquisanaliteratura recentedestairea,eosprincipaisresultadosque

t:m sido obtidos.

ATE QUE D NTO 0 SURGIMENTO DA EQUIVALVNCIA ESTA RELACIONADO

CoM A CAPACD ADE DE LINGUAGEM D0 SUJEITO?

Como j;mencionamos,ofenômeno daequival:nciadeestfmulospareceestar

relacionado com alinguagem -para algunsautores,estarelaçâb seriatâo fntima,queseria

impossfvelencontraro fenômeno da equivalência em organism osnâb verbais.

Vsriostrabalhostdm sido publicados,investigando atdqueponto alinguagem

é 1lm requisito necessirio para a ocorréncia deequivaléncia.Seesteforo c%o,ser;

impossfveldemonstrara form açâb deequivaldnciadeestfmulosem animais.A literatu-

. . *

raarespeito jâapresentavâriosestudospublicados. .

Nlxm artigode 1982,Sidman eseuscolaboradoresrelatnm esforçosparadem

onstraraemergdncia desimetria em crianças,babufnosepombos.Osdesempenhos

sim ëtricosforam prontamente observadosem crianças,m asfoiimpossfvelverificara

existênciadesimetriaem babufnosepombos.

'

Isto ëpartictlnrmenteinteresanteporqueasimetriatalvezsejao aspecto da

equivalnciamaisligado ao que sechsmadefunçâb simbölicadalinguagem :arelaçâo


23

entresigrificanteesiN ificado dbidirecional,ou seja,simétrica.Em outrostermos,a

Palavra''gato''tom am aisprovâvelqueeu emitaalpzm comportnmento em relaçâoao

animal çgato'tporexemplo,apontarparaa lguradeum gato);ao mesmo tempo,a

figurado tKgato'tornamaisprodvelqueeu aponteparaapalavragato (ou escreva

ou faleapalavragato).Estanropareceserumacaracterfsticadasdiscriminaçascondicionaisem

geral,quenro sâo reversfx is,com oindicao estudo deSidman ecolaboradores.

Outro estudo confinnou estesresultados:foioestudo deD'Amntoecolaboradores(1985).Elesinvestigaram

aoconénciadetransitividadeesimetriano comportamento

de pombose macacosrhesus.Ospombosnâb apresentaram nem transitividade

nem simetria;osmacacosrhesusapresentarnm transitividade enfo apresentarnm

simetria(asmedidasdetransitividadeempregad% nesteestudo sïo,no entanto,até

certo ponto questionsveis).

Um artigo maisrecente,deMclntyreecolaboradores(1986)foio primeiro

aapresentarresultadosfavoriveis.O queM clntyreecolaboradoresfizernm foiensinar

um arespostamediadora,detçnomeaçïo''aosestfm ulos.Elesafirmam terdemonstrado

entâoaemergdnciadereflexividade,simetriaetransitividade.

'

A demonstraçâb deM clntyre e colaboradoresfoisevernmentecriticadapor

Hayes,em um artigo no prelo.E1eafirmaqueesteestudo nâo mostradesempenhos

emergentes,mas sim desem penhos diretamente ensinados;portanto,nâo d vzido

como tlma demonstraçâb de equivaldncia de estfmulos.lhyescritica também um outroartigo,deVaughn

(1988),queafirmaterdemonstrado equival:nciadeestfmulos

em pombos.

No entanto,ainterpretaçâo detodosestesestudosdevelevarem contatsm -

bëm a naturezadosestfmuloseasuaarbitrariedadeparaosanimais.Osresultadosde

Izm estudodelversen,Sidman & Carigan (1985),mostrarnm queqlmndo luzesque

sâo iddnticasem termosde cor,brilho,etc.,sïo apresentadasem chavesdiferentes,

elassâo tratadasporm acacosrhesuscomo sendo estfmulosdiferentes.Ivçrsen ecolaboradoressugerem

quealocalizaçâb do estfmulodum aspecto essencialdesuadefini-

Wo paraessesanimais.Ostestesdesimetriausuaisenvolvem a mudançadalocalizaçâo

dosestfmulosnasfasesdetreinoeteste,etalvezosresultadosnegativosatëagora

encontradosreflitam llmalimitaçâo desta modalidadedeteste,enroumaincapacidade

dosanim ais.

.

Um estudo recentedeLpkens,Kop &Mathyjs(1988),empregou um método

diferenteparatestarasimetriaem pombos;nesteestudoosestfmulosfornm apresentadossemprena

m esma localizaçâo,tanto nasfasesde treino como de teste.Os autores

nâb encontraram nenhuma indicaçâb de desempenho simdtrico em pombos.Seria

interessanterealizarum testesemelhantecom prim atas.

Um aaprecial odaevidénciadisponfvelatëo m om ento,indicaqueasimetda

de relaçöes entre estïmulos arbitro osnâb ë algo que pode serinequivocnmente


24

evidenciado porinfralm manos.Ao contrlio,indivfduoshumanosdesenvolvem prontnmenterelaçsesdeequivaldnciaentreosmaisdiversostiposdeestfmulosarbitro

os.

Se.osanimaisnâb desenvolvem equivaldncia de estfmulosporque nâo tlm

linguagem,tambëm sujeitoshumanosquenâb adquirirnm linguagem deverhm mostrarseincapaa

sdedesenvolverequivaldncia.

'

'Um estudo deDevany,HayeseNelson (1986)forneceumaindicaçâo deque

detkientesm entaisn:o verbaisnâo formam equivaldncia.Estesautorescompararnm

trésgrupos de crianças:criançasnormais,deficientesmentaisverbais,edeficientes

mentaisnâb verbais.Ospuposdecriançasseequiparavam em termbsdeidademental.

Devany ecolaboradoresmostrarnm queossujeitosnormaisedeficientesmentaisverbaisformavam

equivaléncia,enquantoosdeik ientesnâb v'erbaisnâoformavnm.

No entanto,ostestesaplicadosporDevany etal.tem limitaçöesbastante

sërias,a meu ver.Pazacomeçar,elesaplicaram apenasIlmasessâo detestedeequivaléncia,com

Izma apresentaçâo maciça de 40 tentativasde sonda,sem recapitularo

desem penho de linha de base.

Um dosresultadostipicamente relatadosna literatura ë de queo desempenhodossujeitosnostestesdeeqtlival:nciadimperfeito

no começo,com aporcentagem

derespostu corretassubindo à medida queo teste vaisendo repetido.Todosos

sujeitosqueformaram equivalênciasno estudo deDevany efJl.mostram esta tenddncia

ascendente no desemm nho em sondas,indicando llm a formaçâo gradual de

equivaldncia ao longo da sessâb de teste.Elesmostram 1xm desempenho pröximo do

nfvelde acaso nasprim eiras tentativas de teste,e sö atingem 1zm m'velde acerto pröxipode100%

ao finaldasessâb deteste.

f;lmapenaqueDevany etal.nâb tenlmm aplicado maissessöesdetestepara

.ossujeitosquenâb mostraram equ'ivaldncianaprimeirasesâb.Estessujeitospoderiam

serapenasmaislentosnaemergdnciadosdesemperlhosquemostrnm equivaldncia.E

importante observarqueossujeitosquenToexibiram aformaçâodeequivaléncias

(deficientesnâoverbais)foram duasvezesmaislentosdo queossujeitosdo gru'po de

deficientesverbaispara aprenderasdiscriminaçöescondicionais treinadas.Como os

pröpriosdados de Devany efal.indicam que a equival:ncia estava sendo formada

dtlranteo teste,eradçesperarqueaequivaldnciatambém emergissemaislentamente

paraestessujeitos. .

Ainda com relaçâb a esta questâb de que a equivaléncia emergeduranteo

teste,d importante considerarque o teste aplicado porDevany e col.envolvia duas

relaçöescondicionaissimultanenmente.O teste foiportanto maiscomplexo do queos

empregadosusualmente:na m aioria dosestudos publicados,testa-se somenteuma relaçâo

emergentedecadavez.Testarduasrelaçöessimultaneamentepodeterdificultado

a emergéncia das relaçGesno decorrerdo teste e certamente esta dificuldade deve ter

sido maiorparaos'sujeitosdo gruponâb verbal,quejâhaviam demonstrado maior

lentid:onaaprendizagem dasrelaçöestreinadas. .


25

Assim ,ostestesdeDevany ecol.parecem tornarmaisdiffciloaparecimento

dasrelaçöesemergentes,e'osautoresinexplicavelmente'interromperam o testeapôsa

primeirasessâb,dificultando asconclusöesarespeito dogrupo dedeficientesnâb verbais.

'

Com relaçâb aesta questâb,o que precisamos,entâb,ddeum estudo iom

deficientesnâb verbaisque forneça condiçöesmaisfavoriveisparaa emergénciada

equivalência,econduzaostestesportlm nflmero desessiessufkienteparadaraoporttmidadedaequivaldncia

emersrdufanteoteste.Seaindaassim,ossujeitosnâb

apresentassem equival:ncia,o estudotrariaumaevid:nciamaisfortea .

favorde que a

formaçïodeequivalênciaestârelacionadaàcapacidadedelinguagem.

O PAPEL DA NOMEAG O NA FORMAG O DECLASSES

Estaquestâo est;diretnmenteligadacom opapeldalinguagem naform açâb

de equivaléncias.Em vâriosdosestudosda literatura,especinlmente osdeSidm an e

colaboradores,aomenosum dosestfmulosdecadaclaseéum nome(ditado parao

sujeito,como modelono treino dediscriminaçïo condicional).Em praticamentetodos

estesestudos,ossujeitospasam a darestenomeaosestfmulosvisuaisquefazem parte

dam esm aclasse.

'

Seria posfvel'supor,entâb,4ueanomeaçfo servecomo mediadorparaa

emergénciadaclasedeestfmulos:o sujeito relacionaosestfmulosporqued;aeleso

mesmo nome.FoiestaaestratdgiautilizadaporMclntyreecolaboradores(1986)para

obterestes desempenhosemergentesem macacos.E1e treinou osmacacos a emitiruma

resposta comum em presença dosestfmulos de uma mesm a classe e uma resposta diferente

em presença dosestfmulosda outra classe.

A nomeaçâo poderiaocorrermesmo quando o treinofosserealizadoapenas

com estfmulosvisuais.Pode-sesuporque,nestecaso,ossujeitosemitam algumarespostadenomeaçâb,m

anifesta ou encoberta,quando respondem aosestfmulos.'

OsestudosdeSidman apresentam viriaseviddnciasindicando queanomeaçâo

nâb antecedea formaçâb dasclassesde estfmulose no estudo de Sidm an,Cresson e

Wilson-Moris(1974)anomeaçâb aparececlaramentedepoisqueasclassesforam formadas.

. .

Num estudo de 1986,Sidman,Wilson-Morris& Kirk procuraram demonstrar

que a atribuiçâb de um mesm o nome a todososmembrosda classe nâo ënecessiria

para a formaçâo de equivaldncias.

Ossujeitosforam duascriançasnormaisequatro criançasretardadas.Eles

aprenderam discriminaçöescondicionaisqueseriam suficientesparadarorigem adois

conjuntosindependentesdeclassesdeestfmulosequivalentes.No primeiro conjunto,

haviaestfmulosauditivosapresentadoscomo modelos(estespoderipm,portanto,servir

prontamentecomomediadores).No segundo conjunto,todososestfmuloseram visuais.


26

Depoisqueossujeitosaprenderam osdesempenhostreinados,todoseleseventualmenteexibiram

equivaléncia deestfm ulos:elesform am m classescom estfm ulosauditivos

evisuais,envolvendo osestfmulosdoprimeiro conjtmto eformaram tnmbdm classes

envolvendo apenasestfmulosvisuais.(Paraossujeitosretardados,entretanto,aequivaldnciaemergu

apösvériassesGesdeteste).Um testedenomeaWofoiaplicado:bs

vâriosestfmuloseram sucesivamente apresentadosaossujeitos,perguntando-se ço

queéisto?'.Assim com onostestesdeequivaléncia,tpmbém nostestesdenomeaçâo

nâb haviareforçoparanenhumaresposta.

liara 'osestfmulosqueforam relacionadosa modelosauditivos , quatro sujeitos

(doisretardadose osdoisnormais)forneceram nomesconsistentescom osnomes

faladosaosquaisestesestfm ulosfornm relacionados.

No entanto,para asclassesenvolvendo apenasestfmulosvisuais,apenasum

sujeitoaplicou'um nomecomum atodososestfmulosdecadaclase.

Sidm an ecol.afirmanh ,portanto,queo estudo demonstraqueaaplicaçâode

um nomecom um nTo dnecessâia para a formaçâb de classes.

Poderfamospensarqueestesdadosresolveram a questâo;no entanto,um trabalho

nâb publicado detowe(1986)criticao estudodeSidman ecol.eaprese'ntaresultadoscontrârios.

Lowe utilizou um procedimento paragerarcl%sesdetr:sestfmulos,egravou

assessöesdetreino eteste.E1everificou queduranteotreino ossujeitosfalavam espontâneamenteeaplicavam

nomesaosestfmulos,eduranteo testeossujeitosverbalizavmn

a relaçâo entre osestfmulosde cada classe.No entanto,quando e1e aplicou

a posterîorium teste de nomeaçâo semelhante ao de Sidman e col.,e1e obteve um .

resultadosurpreendente:ossujeitosnem semprenomeavam osestfmulos,eosnomes

que elesdavam nâb eram osm esmosque foram registradosno decorrerdo treino e

teste.Lowe sugere que ascondiçöesdo teste denomeaçâb,especialmente a instruçâo

do experimentador,nTo evocam asmesmasrespostasaosestfmulosquea situaçâb de

treino e teste. .

Um segundo experimento de Loweracrescenta resultadoscompatfveiscom

estainterpretaçâo.Criançasmuito jovens,nafaixa dedoisanos,nâo formaram equivaldncia;elesforam

entâo submetidasa um treino denomeaçâb deestfmulos.Depois

disto,elasreceberam um novo treino e exibiram equivaldncia.

TRANSFERtNCIA DE FUNW ESENTREESTIVUIDSEQUIVALENTES

Qlmndo ouvimosou lemoslzmapalavr.a,muitasvezesaprejentamosreaçöes

ou comportamentos semelhnntesaos 4ue seriam apresentados diantedo pröprio

objeto,serou eventodesignadopela palavra.Assim,ao ouvirmosapalavratçfogo'

poderemossaircorrendo dem odo sem elhante ao que farfamos.se vfssemoso local

m gandofogo.A leituradapalavrà''barata''podesersuficienteparaevocarum aparte


dasreaWesemocionaisque apresentarfnmosao verum espdcimedeste simpftico

inseto.E tentadorsuporqueaspalavrasescritasefaladu sâb equivalentesao objeto

designado e em virtude disto,algumasdas funçöes deestfmulo apresentadaspelo

objeto transferem-separaaspalavras.

Umaformulaçïogeraldesteprincfpio seriaadequeasfunçGesdeum estfm u-

lo transferem-se para osdemaism embrosdaclassedeestfmulosequivalentes.Vârios

estudosinvestigarnm atransferênciadefunçöesem classesdeestfmulosarbitririos. .

tazar(1977)ensinou adultosnormaisaapontarsequencialmenteparaos

membrosde viriosparesdeestfmulosvisuaks.Porexemplo,diantedaapresentaçâo

dosestfmulosA1eA2 (queapareciam em posiçöesrandomizadas),osgujeitosaprendipm

aapontarparaA1primeiroepara A2em segundo lugar.QuandoB1eB2 fossem

apresentados,ossujeitosaprendiam aapontarprimeiroparaB1eem segundo lugar

paraB2,e deformaanâlogaparaC 1eC2,eD1eD2.Testessubsequentesdemonstraram

a form açâb de duas classes de estfmulos:a classe dosestfmulosque eram

apontadosem primeirolugareaclassedosestfmulosapontadosem segundo lugar.

H zar(1977)investigou entâo seasfunçöesadquiridaspelosme lbrosdecadaclassepoderhm

sertransferidasparanovosestfm ulosquefossem condicionalmente

relacionadosrespectivamente amembrosda classe dosttprimeiros''e a membrosda

classe dosEçsegundos''.Uma tarefa de pareamento com modelo foientro ensinada'.

novos estfmulos eram apresentados com o estfmulos de com paraçâo e algunsdeles

(E1eF1)deviam serselecionadoscondicionalmenteàpresençademodelosdaclasse

dosçtprimeiros'enquanto outros(E2 eF2)deviam serselecionadoscondicionalmente

a modelos da classe dosççsegundos''.Foram conduzidos entâb testes,nosquaisos

novos estfm ulos eram apresentadosem tentativasque exigiam o respondersequencial: .

verificou-sequeossujeitosapontavam paraosnovosestfmulosnumaseqûénciaque

correspondiaâsclassesaquepertenciam osmodelosaelesrelacionados.Quando,por

exemplo,E1eE2 eram apresentados,ossujeitosapontavam primeiro paraE1eem

seguida paraE2,embora elesnunca tivessem sido explicitamente ensinadosa fazer

isto. ' '

Portanto,asfunçöesdecontrolesobrerespostasdesequenciaçâb transferem -

se para osnovosmembros que sâb incorporadosà classe deestfmulos.Um estudo de

LqzareKotlarchyk (1986)mostrou quea formaçïo declasseseatransferdnciade

funçöespode depénderde um estfmulo contextual:0 mesm o estfmulo pode pertencerâ

classe dos primeiros em presença deum estfmulo contextual,e â cl%se dos

segundos em presença de outro estfmulo contextual.Desta forma,a mudança do

estfmulo contextualpode reverterasfunçöes dos estfmulos de cada classe.Estes

resultadojforam confirmadosem um estudodeWulfert& Hayes(1988).

Silverman,Anderson,Marshal& Baer(19à6)mostraram atransferênciapara

estfmulosequivalentesdasfunçöesdeaudiénciaadquiridaspordeterminadojestfmulos.Criançascom

defici:nciamentalleveaprenderam afornecerantônimosespecfficos

27


28

adeterminadosadjetivosem resposta a questöesförinuladasporum fantoche.Em pre-.

senp de1lm fantochediferente,elasfornecinm antônimosdiferentesparaosmesmos

adjetivos.Quandoperguntadospelo fantocheA:4Whatf.îthe oppositeof sweet?',os

sujeitosaprenderam aresponder4'sour';quando a mesmaperguntaerafeitapelointocheB,ossujeitosaprendernm

aresponder&kart'.O mesmo foiensinado paraum

conjuntodeoutrosadjetivos.Osfantochesadquiriram,portanto,funWesdeaudidncia,

exercendo controle sobre Ilmaparteespecfica do repertörio verbaldossujeitos.

Outrosfantochesforam relacionadosaosprimeirosatravësde nm treino de pareamento

com modelo etestesfornm conduzidospàraverificarseosfantochesassim reladonadoseram

estfmulosequivalentes.Em se'guida , osnovosfantochesforam apresentadosfazendo

questöessobre antônimos;no entanto,ascriançasnâo haviam sido explicitamente

ensinadas sobre qualrepertörio de antônimosera apropriado como resposta a

estesfantoches.No entanto,quando perguntadaspela figura que havia sido relacionada

aofantocheA,ascriançasrespondiam apropriadnmente@orexemplo,d#vam ê&sour'

como oposto de.'sweet'),equando perguntadàspelafiguraquehaviasido relacionada

ao fantocheB ascrianpsapresentavam respostasdo outro repertörio @orexemplo,

davam T tart ' como an tônimo dehweet').OsresultadosdeSilvermanecolaboradores

indicam :portanto,queasftml esdeaudi:nciasetransferem pàra outrosmembrosda

classe de estfmulosequivalentes.

DeRose,Mcnvane,Dube,Galpin & Stoddard (1988)estudaram a transfer:nciadefunçöesdiscriminativasentreclassesdeestfmulos.Ossujeitosfornm

adultos

normais,criançasnorm ais e adultos deficientes mentais treinâveis.Eles aprendiam

inicialmenteumadiscriminaçâo simultâneasimples.Apresentava-se1lm arranjod.edois

estfmulos,designadosarbitrariamentecomo A1eM ;ossujeitosaprendinm a selecionarA1(S+),rejeitando

M (S-).Doisnovosestfmulos,B1eB2eram entâb utilizados

como estfm ul os decomparaWoem um procedimento depareamento com'modelo;

osmodeloseram,respectivamente,osestfmulosA1eM .Investigava-seentioo desempenho

dossujeitosqtlandoconfrontadoscom arranjosapresentando osestfmulos

B1e B2.Esta tarefa deteste era sem elhahte â discriminaçâo simulténea simpleserlsinada

originalmente.No entanto,levando-seem conta apenasashistöriasde reforpmento

paraseleçâodeB1eB2,nâoh;baseparaaseleWo de 1m estfmuloem detrimento

do outro,umnvezqueossujeito'sforam reforpdosem igualproporWo porescolhas

deB1eB2.Noentanto,todosossujeitossubmetidosa esteprocedimento mostraram

llma preferdncia absoluta porescolhasde B1em detrimento de B2.Este desempenho

domxmenta aprontaocorrdnciade lma discriminalo simplesque nuncafoiexplicitamente

ensinada.A nova discrimlnaçâo ocorre porque A1e B1 fazem parte de umn

classe,easfunl esdeS+ exefcidasporA1transferem-sepàraB1.O mesmoocorre

com as funçöesde S-adquiridaspor M ,que se trnnqferem para B2.

Posteriormente,doisnovosestfmulosC 1eC2 forpm apresentadoscomo estl'-'

mulosdecomparaçâo,relacionadoscondicionnlmenteaosmodelosB1eB2.Qlmndo '


29

C1eC2 fornm apresentadosem sitlzalo dediscriminawosimples,C1foiescolhidoem

detn'mentodeC2.Como ossujeitosnuncahavinm aprendido diretamentelzmadiscriminaçâb

simplescom osestfmulosB1eB2,a nova discriminaçâo entreC1eC2envolveu

ltmatransferénciaem doisestisos:do parA para o parB edo parB paraoparC.

Doisnovosmodelos(D1eD2)foram relacionadoscondicionnlmenteaosestfmulosde

compazaçïo B1e B2:isto permitiriaverificarseasfunl esdiscriminativas

poderiam transferir-sedosestfmulosde comparalo B1e82aosmodelosD1eD2.Os

yesultadosforam bastintesugestivos.Qlmndo osestfmulosdo parB foram utilizados

como modelos,relacionadosa novosestfmulosdecomparaçâo tparC),a discrimina-

Wo simplesentreosmembrosdo parC emergiu prontnmente.Quando osestfmulosdo

parB foram utilizadoscomo estfm ulosdecomparaçâb,relacionadoscondicionahnente

a novosmodelos(parD)adiscriminaçâo simplesentreosmembrosdo parD tambëm

emer#u,emboranïo tâb prontamenteqlmnto no r-qKo anterior-portanto,osresultados

sligezirnm a possibilidade de 11m efeito de direcionalidade da relaçâb condicional:é

possfvelqueasfunçGesdeestfmulotransfirnm-se m aisprontnmentedosmodelospara

osestfmulosdecomparaçâb do quenadireçâoinversa,dosestfm ulosdecom paraçâb

Paraosmodelos. '

Um estudo de deRose,Mcnvane,Dube& Stoddard (1988),forneceu novas'.

indicaçöesdestapossibilidade.Doisdeficientesmentaistreinâveisdemonstraram a formaWo

deduasclassesdeestïmulosequivalentes,dasquaisaprimeiracontinhaum estfmulo

nodallquetinha flmçöesdeS+ num adiscriminaçfo simples,easegunda continha1lm

estfmulo nodalquetinhafunçöesdeS-mtm adiscriminaçâb simples.Ascl%ses

eram estruturadasdetalmodo queosestfmulosnodaisernm relacionadoscomo mode-

1osa lm membro (sendo esteentâb apresentadocomoestfmulo decomparaçïo),e

' t. .

como estfmulosdecomparaçâb aum outromembro (sendo esteentfo apresentado

1Fields& Verhave(1987)denominam distância associativa ao nflmero de estfmulosnodaisque

intervlm entredoisdeterminadosmembrosdaclasse.Estfmulosnodaissfo estfmuloscondicionnlmente

relacionadosa doisou m aisestfmulosdiferentes.Porexemplo,no paradigma maissimplesdeequivalência,membrosdeum

conjuntodeestfmulosA sâb relacionadosamembrosde

um conjutntodeestfmulosBetambém sâbrelacionadosamembrosdeum conjuntodeestfmu-

1osC.OsestfmulosA sfo estfmulosnodaiseapenasum estfmulo nodalinterW m enke cada

membro doconjuntoB eomembrorespectivodoconjunto C.Noentanto,seosmembrosdo

conjuntoA forem relacionadosamembrosdoconjuntoBeestesamembrosdoconjuntoC,sendoestestlltimosrelacionadosamembrosdoconjuntoD,entfoosestfmulosdosconluntosB

eC

serâbestfmulosnodaisedoisestfmulosnodaisintervirâ'o narelaWoentrecadamembrodocon-

JuntoA eomembrorespectivodoconluntoD.Somenteum estfmulonodal,noentanto,intervir;narelaWoenkemembrosdoconjuntoA

eosmembrosrespectivosdoconjuntoC.Assim,a

dkstânc'ia asodativa entreA e C ser; menordo que a dkstância associativa entreA e D.


30

como modelo).OsresultadosdedeRoseecolaboradoresmostraram queasfunçöes

discrim inativasdosestfm ulosnodaistransferiam -seprontamenteparaosestfmulosde

comparaçâo.No entanto,quando osestfmulosnodaiseram estfmulosdecomparalo,

asftmçöesdeestfm ulo nâb setransferiram paraosmodeloseaelesrelacionados , para

1lm dossujeitos.

Estes resultadossugerem que a relaçâo entre equival:ncia deestfm ulose

transferdnciasde funçöespodeserm aiscomplexa , sendo afetadaporfatorescomo a

direcionzidade da relaçfo condicional.Estam osatualmente conduzindo um estudo

paraverificarosefeitosdadirecionalidadedetreino etambdm dadistânciaassociativa

sobreatransfer:nciadefunçöesdeestfm ulo .

CONSIDERAO ESFG AIS

A literatura sobre equivalJnciadeestfmuloscresceu exponencialmente nos

tm imos5anos.Asexpectativasquanto àfertilidadedaâreaequantoàsuaaplicabili -

dadeàanâlisecomportnmentaldosfenômenosrelacionadosàlinguagem eàcor içâo

tdm se confirmado.Estetextoresumebrevementealgunsdosproblemasdepesquisa

originadosdesta âreaeapartirdafpodem serdelineadasperspectivasdeinvestigaçâo

futura.

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ESQUEMAS DE REFORCAMENTO

IJGIA M AIUA DE CASTRO MARCONDES MACHADO

UniversidadedeSloPaulo

Em primeiro lugarsinto-mepouco àvontadecom o tftulodo Worl hop:em

vezdeavançosrecentesedenovosproblemu esoluçöes,eu meproponho afalarsobre

reflexœ seperspectivasna érea de pesqulsa em esquemasdereforçamento.Feitoo

reparo,vamos1é.

Quando apesquisaem esquemasdereforçamento começou aserexecutada,

ela ocupou lxm papelextremamente importante para o pröprio estabelecimento da

AnziseExperimentaldo Comportamento.A m squisaem esquemam avadeum nmbientesimplesepadronizadoedelxmarespostaarbitrfria,exatnmenteasferramentas

propostaspelaA.E.C.Aindaassim ,podiamostraro surgimento e amatmtençâo de

comportamento complexo.A malorprovadisoestï naobrapioneiradeFerstere

Skirmer(1957).O livro enciclopëdido de FerstereSkinner(1957)clmpriu muitos

propösitos,entre osquais:

- deixou clarasascaracterfsticasdo comportamentooperante,poroposiçâb

ao respondenteeao instintivo,quandomostrou acomplexidadedepadrGesdedesem -

m nho quepodinm serun'iversalmenteproduzidospelaprogrnmalodasconseqûdncias;

- pennitiu agèneralizaçéb doefeitodereforçadoresdiferentese sujeitosdiferentes,dando

o modelo paracomparaçâo;

-

permitiu umademonstraçâb definitivado delineamento do sujeitocomo

seu pröprio controle;

-

deixou claroo poderdascontingdnciasatuais,mostrandoa reversibilidade'

dodesemm nho em situaçöessucessivasdiferentes.

Vâriaslinhasde desenvolvimento se abrirsm a partirdo trabnlho pioneiro

de Ferstere Skinner,com o mostram unanimente todos os revisorese crfticosda

frea(Morse,1966;Zeiler,1977,1979,1984).Desdeentfo,a m squisaem esquemas

nâb tem diminufdoderitm oe entusiasmo,em quem sem avaliaçöesem contrârio de

algunspesquisadores. .

Entre asvériasdireçöesque tomaram asm squisasem esquemas,podem os

encontrar,acho,tr:s agrupamentos mais gerais.Havia pesquisasque proclzravnm

apenasgerarpadröes,havia pesquisasqueutilizavam o eskuema como linha de basee

haviapesqtlisasqueprocuravam entenderodesempenhogerado pelosesquemas.

'

33


M

Ospesquisadoresqueprocuravam gerarpadröesregularesdecomportamento ,

tm gerd,o faziam pelo mero prazerestético qutaregularidadedo comportamento

controlado pelo esquem a propordonava.'Esje filâb se esgotou , porëm ,porque se

encerravaem simesmo,sem produziravanço do conhecimento (Ztiler,1984).

Também acho que seesgotou a linhadepesquisa queprocuravaentendero

desempenho gerado pelosesquema,a partirdeumaestratdgiadedescobdrrelaW es

isoladasentrevariveisdo esquemaevarifveisdo desemm nho produzido . A anâliseea

descobez'taderelaçôesisoladasnâb pareceu cnminharmuito ,em flmWo denâo tersido

possfveldescobrirasregrasque determinavam asinteraçsesentreasfunçöesisoladas

(Zeiler,1984).Achoposfvelqueasregrasdeinteraçâb nâo tenbnm sidoencontradu

pelo fatodeosesquem % serem determinantesfundnmentaiseirredutfveisdocompor -

tamento,como ' afirmaZeiler,no mesmo trabalho (1984).

0 excessivo hwestim ento nessasduasdireçöesdepesquisa em esquemaacabou

pordaràâreaacaracterfsticadearidezqueelapareceapresentarcom certafreqûdncia.Isso

ficou claro,tambëm ,paraospesquisadoresqueestavam empenhadosna

tarefa:àmedidaqueprosseguiam pesquisasdestetipo , foisendo percebido queocomportamento

gerado pelosesquem% ditossimplesnem sempreéfâcildeseranalisado

(Mar,1984;Zeiler,1984).A analo#adeMar(1984)paracacterizaresta situalo ë

lma comparalo com aFfsica.Osqsquemasseriam pazaospsicölogoso queaspartfculaselementaressro

paraosffsicos,com a incômodapeculiaridadedequeoanalista

expen'mental do comportamento começou pelaspartfculase nfo , com o osffsicos,

porfenômenosmaiorescomo aatralo entreoscorposou agravidade.Aldm diso ,

nâb existeainda,paraospsicôlogos,aponteparapassardonfveldepartfctlasparao

outronfveldearlélise,pelo queaano senonfvelelementaracaba porsefecharem si

m esm a.

Vinhaavaliaçâo,aqui,ëmaissevera que a deMarrou Zeiler . Parece-me,frequentem

ente,queapesquisaorientadaparaumaanfiseam nu do desempenho produ-

Zdo poresquemaëestéril,no sentido dequesepropöeaestudarfenômenosgerados

pore1aprdpria,sem apreocupaçfo deseabrirparaforadacaixaexperimental , sem a

preocupaçïo deavaliaro sipkificado comportamentaldo queest;estudando . A fantasia

que me ocorret ade tm cachorro perseguindo o pr6prio ràbo:eu programo um

esquem aquegera uma pàusapösrèforçoepasso a estudaromesmo esquema , com o

mesmosujeito eo mesmo equipnmento,analisando apausa queeu mesmaproduzi.

Fascolhiapausàpösrefotçamento como exemplo,estrate#camente,pordois

motivos:primeiro,porquefoio meu asstmto depesquisaporm uito tempo e ,portanto,

sou aprimeiraaseratinsdapelacrftica;segundo porque,atunlmente,consideroque,

com oalzsdnciadecomportamento,sö vaiserpossfvelentenderapausasesedescobrir

o queo sujeitofaz duranteapausa.Portanto,sö vou descobriro queapausaëou

significaou o queacontrola quandosacudirapoeiraeolharparafora .

'

Voltando,entfo,para amarrarum pouco ,parece-mequedastrêsestratdgias


quecaractelizaram osestudoscom esquema ,asduasdescritas- oprazerestttico da

regularidadecomo motivaçâoea anosedevariveisisoladas- seesgotarnm .E nesse

sentidoqueZeilerafirma,notrabnlho queverlhocitando,queosesquemm sâo o giganteadormeddo;dtambëm

nessesentidoqueeu acrescento que,seo giganteestâadormecido,issosedeve

âspessoasmaisprovavelmenteculpadu quesâb ospröpriospesquisadores.Ou

seja,novamente,o culpado eraomordomo...

Entretanto,éclaro queasduasestratégiasdescritasnïo esgotam aanzise.Se

eu pretendesse isso,seria certamente,chamada de mentirosa e confrontada com a .

grande quantidade de pesquisasqueaindavem sendofeitasem esquemasdereforçamento.H5,ainda,um

aperspectivaimportanteque:autilizaçâo dosesquemascomo

instrumentosparaa descriçâo e compreensâb de relaçöes comportamento-ambiente

que transcendem ospröprioslimitesdo esquem a.Considerandoesquemascomo instrumento

deum ponto devistaamplo,pode-semarcaro infcio dessamaneiradetrabalhardesde

o uso dosesquem ascomo linha de base.

O esquemacom olinhadebaseusadaparaestudaroefeito deoutrasvarilveis

foiaestratégiaconsagradapelo livro deSidman (1960).Foirapidamenteincorporada

àpesquisaem AnfiseExperimentaldo Comportnmtntoporqueproduziapadröesprevisfveis,regularesesensfveisdecomportamento

permitindo avaliaro efeito devariâveis

manipulad% usando o préprio desempenho do sujeito como referencial.. .

Como linhadebase,pordm ,logoficou claroqueosesquem aseram determinantespoderososdo

comportamento (porexemplo,veja-se o extenso trabalhode

MorseeKeleher,1970),eque suainflu:ncia na modulaçâb do efeito dasvariâveis

manipuladasnâb podia serignorada.A preocupaçâb com efeitosparticularesdeesquemasparticulareslevou,entâo,àabordagem

descritaantes,desetentarentendero

comportamento gerado pelo esquema,naformadeumaaniliseorientadaparavariiveis.parece,entâo,quesefechao

cfrculo,lmavez quevoltamospara otipo depesquisa

que acabam osde criticar.

Na#erdade,apesardacrïtica,aabordagem orientadaparaanfisedevarifveis

do esquema foifrutffera.E1ademonstrou,porexemplo,que o desempenho gerado

pelosesquem aséunitérioepodeserusado com ounidade;prodllziu,tnmbëm ltm conjtmto

derelaçöesfuncionaisdescritivasasquaisconstituem um paso importantena

compreensâode comportamentoscomplexos(Marr,1984),em quepessm asdifictldadesdaintegraçfo

dediversasrelaçöesisolad%.

A conclusâb,acho,équeaolongo dahistöriadapesquisaem esquem as,cada

uma dasfasesou dosagrupamentosquedescreviacabou produzindo efeitos.Como tal,

cada uma foiimportanteenecesso aeapesquisaem esquemasfoisendo dialëticnmenteinfluenciadaem

cadaetapa.O queresultahoje,meparece,éo tlsodosesquemas

principalmentecomoinstplmento,mascomo instrumento j;calibrado,1lm uso derivadodaestratdgiadelinhadebasem

isenriquecidopelossucessosefracassosdeoutras

estratëgias,cronolo/camentesimultaneasou nâb.

35


36

Acho que a pande mudançano uso instrumentaldosesquem asfoiquee1e

passou deuma abordagem orientadaparao método paraljmaabordagem orientada

parao problema (Neuringer,1984).Estepesquisador,emboraproponhaadicotomia,

nâb reconhecequeapasagem jâestejacompletada,mesmo assinalando amudança de

Ilm carfterauto-voltado (nigrown nature)da pesquisaom rantepara'Imaamplialo

queenglobateorias,aplicaçâb eforinulaçâb dem odelosmatemâticos . (0 problemada

resistência de Neuringerd que ele postula a 'necessidade de se utilizarum critdrio de

aplicaçâo que nTo me parece necessirio;m lo menos , nâb imediatamente).

Nessaperspectiva- orientadaparao problema- esquemasdereforçamento

v:m sendo extremamenteempregadosna pesquisaem AnâliseExperhnentaldoComportamento.Acho

que,contrariando Zeiler(1984),pode-sedizerqueogigantej;

acordou,seéquerealmentetenhachegado aadorm ecer .E acordou com acazacterfsti-

.

ca que este autordefende como significativa:estudando relaçsescomportamento/

ambientem aisgeraisdo que ascolocadaspelo pröprio esquema .

Assim ampliada,a pesquisa em esquemastem assumido fonnasdiversasmisturando-se

de ta1maneira quese desdobrou em outrasespecializaçöes . Porexemplo,

temos,no nosso simpösio,um relato deJreasqueconsidero serem extrapolaçlesda

pesquisa em esquemas:o estudodeconcorrenteseoestudo decomportamento induzido

sâb,certnmente,estudosde esquem asde reforçamento .

Considerando essa perspectiva,apesquisaem esquemasaindaéoconjunto

maisimportanteem AnâliseExperimentaldo Com portamento . Fiz um levantam ento

dosartigospublicadosem quatro volumes do HEAB - 41 , 42,43 e 44,correspondentesa

1984 e 1985.Meusdadosmostram que 60 , 7% daspesquisasse referem a

esquem as,usandozoscomo instrum entosou mesm oinvestigandopadröes . Em term os

de tendJncias,pudeperceberum uso constante deesquemascomo recursose dode -

sempenho em esquem ascom o dado para o estudo de variâveisde vâriosinteresses .

Essesvâriosinteressesme pareceram realmente diversificados , incluindo pesquisa de

temasconsideradosde importM cia etolö#cae cognitivistae deimportânciapara

form tlaçöesteöricas.Como salientaMichael(1984)osaspectosmetodolögicosque

caracterizam aAnâliseExperimentaldo Comportnmento - comparaçöesintersujeitos,

inspeçâb visualx testesdesignificância;orientaçâb paradescriçâb x orientaçâo para a

teoria - sâb logicamente b%tante independentestmsdosoutros . Acho queestamos

usistindo auma reorganizaçâo na hierarquiadestesaspectos .

Gostaria,finnlmente,de comentar algumu propostasespecfficasqueconsidero

caracterfsticasdastendênciaspredominantesatualmentena pesquisaem esque -

mas e que dâb o tom dos pröximosdesenvolvimentos ' '

.

Em primeiro lugar,a proposta da sfntesecomportamental , feitaporCatania

(1983,1984).Emboranâb seprenda à âreadepesquisaem esquemas,apropostacertamente

usa esquem ascom o instrumentosea irea certamente se benelkia com a proposta.Catania(1983)propôe

como estratdgiaparaumaç'cidnciaefetivadocomporta-


37

mento''a descobertadefenômenoscomportnmentaiselementares,aanâlisededesem -

penhoscomplexosem term osdestescomportmmentoselementaresea demonstraçïo

da adequaçâo da anélise atravds.dasfnteseapropriada.A sfntese consistiria em criar

no laboratörio desempenho quefosse,em algunsaspectos,anâlogo aocomportamento

humano forado laboratôrio.A sfnteseexm rimentalpoderiacontribuirparaaanïlisé

do comportamento,porëm,mesmo quando falbnsse,como anélogo,xxmavez quea

reconstruçâb do desempenho (deondeo tenno sfntese)no laboratörio poderevelar

%pectosnâb percebidosou percebidosdeformadistorcidaforado laboratörio.

Considero quealgunsdostrabalhosquemeusorientandoseeu vimosdesenvolvendono

momento podem serconsideradossfntesescomportsmentais.Vou discutf-

1osdaquiapoucoearpzmentarporqueosconsidero sfnteses.Também considero que

sâb exemplosde sfntesescomportamentaisasanâlisesde comportnmento econômico

(Hursh,1984,porexemplo).Embora estaperspectivaseproponhacomo lmarefer:nciaparaa

Ardlisedo Comportamento,acho queocorreo inverso,sendoa M âlisedo

Comportnmento a referdnciaparaasfntesedo comportamento econômico.Tambëm

seriasfntesecomportamentalo estudodecooperaçâo/comm tiçâb usando esquem%

como instnzmentos(Schmith,1%84).

Outratendênciaquemeparececlara dpara a quantificaçâb.Nesseempreendimento,esquemast:m

sido fundamentais,com o mostram ostrabalhoscom a leida

igualaçâb (Hernstein,1970),aresistência àmudança(NeWn,1974)ou o momentum

comportamental(Nevin,1988).Nevin (1984)chamaasvariveisgeradasna buscade

quantificaçâb de variiveisdependentesde ordem sum riorporquedescrevem eresumem

1lm conjunto de dadosemostram,elaspröprias,variaçöesregularesfrentea

algumasvariiveisindem ndentes.

Aindaoutratenddnciaaponta nadireçïo do testedeteoriasque,basicamente,

procumm entenderanaturezadoprocesso de.reforçamento.No cnminho em direçâo

àteoria,acho queestatenddndapasaporumapreocupaçfoecolöscaealgumaspropostasinteressantesparaapesquisaem

esquemassfo feitasaqui.Considero importante,apropösito,apesquisanachamadaeconomia

fechada,feitaporCplier(1983)e

suaequim .A pesquisaem situaçâb deeconom iafechadaéimportanteporquepernlitequeseintegrem

outrosaspectosdo comportamento ligadosâproduçâo deconseqïi:nciasà

anélise do desempenho nosesquem % de reforçamento e porqueoferece

x1m quadro teörico relevante para a compreensâo do comportamento mantido por

esquemas Ȯ trabnlho em esquemu queminhaequipeeeu vhnosdesenvolvendo no mom

ento énmplo eacho queacabaesbarrando em todasastendénciasatuais.Isso,embora'posalevara

tlmasuperficialidadeno trabnlho,meparecedesejâvelem princfpio

m rqueavariabilidadedfundamental.

Um conjunto do quevenhofazendo epretendo fazeracho quepoderiqchamardesfntesecom

portamental.J;em curso hâo estudo sobrerespostasqueprodùzem


38

infonnaWo,usandoat/cnicada chamadarespostadeobservalo (Wyckoff,1952).

A resposta deobservalo tem sidöconsideradaIlmapreparaçâoadequadaparao estudo

dereforçamento condicionado.Trata-sedeum procedimento em quehâdoismanipulandosdisponfveis.Respostasaum

delesproduzem reforço primirio em esquemas

m àltiloou p nlisto,em fasessucessivas.Respostasaooutro permanecem em extinçâo ,

concorrentemente com o mtm iplo do manipulando alternativo,ouproduam o estfm

ulo associado ao componente em vigorno altem ativo,quando asrespostasa este

estâb sendo reforçadasem esquem a misto.Osestfmulosassodadosao méltiplo seriam

reforçoscondicionadospordefiniçfo oque secomprovaria sefossem capazesdem antera

resposta que osproduzisse,que seria a resposta de observaçâb.

A controvërsia existente na literatura sobre a resposta de observaçâb centraliza-se,empiricamente,na

questâb de serou nâb 1zm reforçadorpositivoum estfmulo

asociado aextinçâb (ou tzm S).Osdadossâb contraditörios,havendo experimentos

querespondem sim (Lebernam,1972)eexperimentosquerespondem nâo (em geral

do grupo deFantino;porexemplo Fantino,CaseeWixted,1985).A nfvelteörico,

trata-sedeexplicarquando(e porque)um estfmulo seriareforçadorcondicionado:

quandoëpreditordereforço ou quando ëinformativosobreascontingénciasem vigor .

0 trabnlhovem utilizando ratoscomo sujeitoseoprocedimento utilizado estâ resumido

nasTabelas1e2 (Carvalho eMachado,1988).OsresultadosqueaSuelitaluna

de mestrado)eeu temosobtido estâo mostradosnasfigurmsqueseseguem.

Tabela1-Seqiênciadefasesexperhnentaisaquefornm submetidosossujeitos.

Fases

Sessôes

Sujeitos1,4e5

Sujeitos2e3

Barra Esq. Barra Dir. Barra Esq. Bara Dir.

1 22 Conc.Ext. MultW 30W 120 Conc.Ext. MultW 30W 120

2 22 Conc.M udança Misto W 30W 120 Conc.Mudanç,a Misto W 30W 120

Estim Estkn. '

:

3 20 Conc.Ext. MultEXTVI120 Conè.Ext. MultW 30EXT

4 22 Conc.Mudanw Misto EXW I120 Conc.Mudança Misto W 30EXT

Estim .

Estim.

5 Idem Fase 3

6 Idem Fase 4 porfm com reversfo de estfmulos

'


39

Tabela2-EsquemadeapresentaWodosestfmulosexteroceptivosaqueforam expostosossujeitos

em cada fase. .

Sujeitos

Fmse1 Fase3 e 5 Fase 6

Luzpisca Luzconstante Luz-p Luz-c Luz-p Luz-c

(1) W 30 Vl120 Ext. W 120 V1120 Ext.

(2) VI30 W 120 Vl30 Ext. Ext. W 30

(3) W 120 W 30 Ext. VI30 VI30 Ext.

(4 e5) W 120 W 30 V1120 Ext. Ext. W 120

A Figura 1 mostraa mëdia dastaxasderespostasdas5 tm imassessöes,na

baradereforço primJrio(âgua)dossujeitos2,3e4 nasquatro fasesexperimentais.

Os 3 sujeitosapresentaram,domo seria esperado,taxa de respostasrelativamente

superior durante o esquema de reforemento com m aiordensidade dereforço,nas

F ases 1 e 3,

em que oscomponen'tesernm sinalizados . NasFasesdemisto (2e4),

ocorre llma aproxim açâo dastaxasdosdois componentes.Observe-se qu'e astaxas

'

dasrespostastantoem W 30 como em W 120 sâb baixas,emborasuficienteparaque

todososreforçosprogrnmadossejnm recebidos. . .

'

A Figura 2 mostra a média dos fndicesdiscriminativospara as 5 lm imas

sessa sdas4 fases.A linharetaem 50mostraauslnciadediscriminaçâb.AsFases 1

e 3,onde havia sinalizalo dos componentes,mostrnm fndices em geralmaiores,

excetopqrao sujeito 4 (W 120Ext.).NasFases2 e4,em queasinalizaçïo apenas

seriaproduzidapelarespostadosujeito,observa-sequeosfndicesseaproximnm de

50,indicando que ocorria igualmimero de respostas em nmbos oscomponentes.

Amnasparaosujeito 3ocorre fndiceprözmo a60% naFase4,o quesigrlificaque

continuou havendo m aiormsmero derespostasno componentecom m aiordensidade

dereforço,ou seja,continuou havendo controle deestfmulos.Provavelmente,o sujeitom

ou ainformaçâb pro'dllmidaporseu pröprio comportamento paraatribuirrespostasàbarraqueprodllziaigua.

A Figura3m ostra afreqûênciamëdiadasrespostasnabarraqueproduzmudanp

estimulatöria,paraad5 fltim% sessGesnas4 fases.Observexsequeestasrespostasestavnm

em extinçïo nasF%es1e3,qlnndoa barraalternativaprodllziaâgua em

esquemamlmiplo.RespostanabarrademudantaestimulatörianasFases2e4 se

transformam pordefmilo em respostasdeobservaçâb,j;queproduzem osestfmulos


40

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Figura 2 -M ëdia do fndiœ disœim inativo.'


42

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43

associadosao componenteem Wgornabarraqueproduz G -Denta os3suleitosam -

naso denî 3 revelou lmaimportantediferença entreasrespostasno mnnipulando

que'prodlziaestfm ulosnasFases1e3em relaçâo àsFases2 e4,qtiando abarrade

mudança estimulatöriaproduzo estfmulosinalizadordo esquema.O sujeito 4 mostra

tambdm um levealxmento nasF%es2 e4 em relaçro a 1e3.O sujeito 2 n:o revelanenlrlma

tendência.

A Figura4 m ostrao tempo m édiode1uzacesaparacadarespostaâbarrade

mudançaestim ulatöria,considerando-seas5fltimassesssesdasFases2e4.Porimpoiâb

do procedimento cada resposta produzia 12 segundosde luz acesa e respostu


seguidasnToprolongavam aduralo desteperfodo.Demodogeral,nota-sequeocorre

1tm perfodo de1uzacesade12segundosparacadaresposta.Isso significaqueeradada

umarespostanoescuro,produzia-seo perfodo regulamentarde1uzeseocorresseuma

nova respostaàbarrademudança estimulatöria,estarespostaeradadanovamenteno

escuro.Oscasosem queisso nToocoreu sâb naFase2,VI30,sujeito2 eW 120,

sujeito 4,em quehaviacercadetrêsrespostasparacadadoisperïodosdeluzacesa.

MaisnùtivelénaFase4,W 30 o sujeito 3queemiteduas.respostasparacada perfodo

deluzacesao quesignificaque50% dassuasrespostaseram emitidasnoescuro e50%

no claro.Portanto,apenasmetade dasrespostasna barra demudançaestimulatöriq

produz,defato,alglzmamudançae,portanto,akumainformalo. '

A Figura5mostraadistribuiçâb dereforçosduranteaFase2,rm termosda

porcentagem dereforçosobtidosduranteapresenç'ado estfmulopelo sujeito.Conside-.

rando-sequeapenasosujeito3 emitiu um némero derespostasdeobservaWo razoavelmentealto

apenu osdadosdestesujeitos:o apresentados.Demanrirageral,amaior.ia

dosreforçosfoiliberadanaausênciadosestfmulosproduzidospelarespostadeobservaçâo.Isso

significgque o escuro,que poderia serconsiderado o estfm ulo presente

duranteavigênciado esquema misto,estavasendo associa'do ao reforço ao longo das

sessa se,portanto,estava se tornando S+.Ao mesmo tempo os estfmulosproduzidos

pelarespostado sujeito - luzconstantee1uzpisca- setransformavnm,provavehnente

em estfmulosneutrosou mesmo em S.PodemossuporqueseasFases2 e4 fossem

prolongadas,o nfxmero derespostasdeobservaçâb diminuiria.

.

Finnlmente,aFigura6 apresentaafreqûdnciaderespostasdeobservaWonas

15 t'ltimu sessöesdasFases2 e4,de acordocom osestfm'ulosproduzidos,parao

sujeito 3.Naverdade,osujeito 3estâsendo apresentado aindadevido ao fato deter

emitidollm afreqûénciaderespostasmaiore,portanto,salientarastenddnciasmostradasportodosossujeitos.Paratodosaocorência

derespostadeobservaçâo foimaior

no componentedemenordensidadedereforço.Outro aspectocomlxm ëa diferença

maiorentre a freqûência de rispostasnosdois'componentesquandoestestêm llm a

diferençam aiortambdm nadensidadedereforços.Isso podeservistopelaseparaçâo

das cttrvasdasFases2 e 4.

Embora ainvestigaçâb aindanâb estejaterminadaalgunspontospodem ser

salientados. ' '


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45

SUJEITO 3

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Figura5-Distribuk:o dereforçosduranteomhto(escmo)eduranteoestfmulo.


46

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Figura6-Respostasdeobservaçfodo sujeito 3(15liltimassesies).


47

1Ọ )Ocorredefato,como seprevia,um aumento nafreqiznciadaqrespostas

de observaçzo nas fases de misto em relaçâb âsde mëtiplo.Isso significa que as

conseqûdnciasproduzidéspelarespostadeobservaWo,porḍefiniçfo,sâb reforçadores

positivos.

2 0.

)Ao contrârio dasafirmaçöesdosteöricosdo reforçocondicionado a

freqidnciadarespostadeobservaWofoisempremaiorno componentede menordensidadedereforço.Observe-seque,naFase4,estecomponenteeraextinçâb

eo estfmulo

queo sinalizava,pordefmiçâo eraum S-.AindaMsim ,aapresentaçfodesteestfmulo

contingentementeaum aresposta om ranteproduziu !xm aumentonafreqûênciadessàresposta.

3% Em relaçâk aocontroledeestfmulossobreodesempenhoem mtiltiplo,

notamosque o sujeito 2 contrariaasafirmaçöesdaliteraturaporque'mostra bom

controleporestfmulosnaFase3(I.D.porvoltade80*)eemite lmafreqûdnciabaixa

derespostasdeobservaçâo naFase4. '

40)A ocorrdnciade'respostadeGobservaç:o'napresençada1. mostraque

ocorrealglm outro controlealdm do controlepela conseqïidncia.Dealguma form a,no

caso presente,o esquemademenordensidadedereforço pareceinduzrrespostasno

msnipulando alternativo.

Uma das fases ainda nâb realizadasprevê umareversïo na sinalizaçâb do

'

misto/mli 1tilo p emeparecequeosdadosproduzidosdevem serinteressantesj;que ,

1zm estfmulo sinalizadorde baixafreqiéncia de'reforço passarâanâb s'inal'izarnada

e,se continuaraserproduzido,passar;asinalizaraltafreqûênciadereforço,fornecendo,aolongo

do procesdo,um acompanlmmentodoproceso deextinçlo/aquisiçâo

no desempenho dosratos.

Estapesquisaconstituiumasfnteseco'mportamentalporqueestnmosm ando

elementosdaanâlisedocomjortnmento(esiuemasmûltiplosemistoseprodulode

conseqûdnciassensoriaissinalizadoras)para montarumasituaçâomaiscomplexae

anélogaà do comportnmento hllmano que ëa debuscarinfonnaçöes.A montagem

da sfntese vem m rmitindo lzmaavaliaçâo dapröpriapreparaçâo etem possibilitado

descobrirasm ctosque n:o havinm sido detectadosna ano se.com o ainflu:nciado

pröprio esquemadelinhadebasenadeterminalo dafreqû:ndadeocorrdnciada

respostadeobservaçïo.Como lm!asfntese,represqntaum olharparaforadoprôprio

esquema,lm aorientaçâo parao problema,sem perdero poderdeauliarapreparal o.

Aindanamesmapersm ctiva,temosdoisprojetosdepesquisaquepretendem

o estudo de comportamento controlado porregrasem nnimais.Vou descree -losrapidamenteereceio

quesuperficialmente,jâquesetratade1!m a'ssunto no qualestou

Kabando de chegar.

O P rimeiro delesjâelaborado , ecom um exper'imento exploratörioerd'andamento

sob responsabilidade daClaudiaMiranda'bolsista deIniciaçâb Cientffica,usa

esquem asencadeadosFIeatrasodereforço com apresentaçfosinalizadado reforço .


48

'

A idéia bésica consiste em programartrdscomponentessucessivosdeFI,sinalizados

porcoresdiferentesprojetadasno discoderesposta.O terceiro componentedseguido

por1zm perfodo detimeeutdeduraçâo variâvelao ftm doqualo disco ëiluminado

poruma dascoresassociadasa 11m doscomponentesde FIe o reforçoëliberado.

Nossa expectativa situa-se em torno componente no q'uala taxa de respostas ser;

maior:naquelemaispröximo do reforço,independentementedasinalizaçâoousepaquelecujo

estfmulosinalizadorapareceasociadoaoreforço.Ou seja:vaiprevalecera

imediaticidadedo reforço ou 1zm controlepelasinalizaçâo (ou pelaregra)deatribuiçâo

de reforços? .

Neste caso,estam os,supostamente montando no laboratörio uma situaçâo

anélogaàqueocoreno comportamento humano quando umapesoaéreforçadahoje

pelo comportamento adequado emitido ontem a esta contingdncia d claramente espe-'

cifkada.Achoqueduma situaçâo maiscomplicadaqueadabuscadeinformaçöes,em

termosde anélogo,porconta da novidade que o controle pela regra pareceserno contioledocomportnmento

depombos.Masa demonstral o do controlepelaregra sobre

o comportamento depombospoderia ser um passo em duasdireçöes:a da continuidadeentreserhum

ano eanimaisedaidentificaçâo deaspectosnâo verbais,necessariamente,mas

presentesno comportamento verbal.

Exatamentenamesmadireçâo,tenhoum projeto quemepareceinteresante

masque nïo elaboreiainda completnmente.Seriaa instalaçâo simultançamente de

duasdiscriminaçöescondicionais,com estfmulosdiferentes,em 'xm mesmo sujeito,

seguida da reversâo de umadelas.A varilvelmedidaseriao nflmero deescolhasde

cadaestfmulo decomparaWo feito,em extinWo,naoutradiscriminaçâo condicional

simultpneamenteinstalada.Emboraadireçfo srjaamesmadoexperimentoanterior,

aquinâb h;1xm uso importantedeesquemasdereforçamento.Acho queestaëuma

conseqûdncia daorientalo parao problema:o instrllmento usado deverâser,sempre,

omaisadequado parao problemaquesepretendeestudareo controlesobreo com -

portnmento do pesquisadorn:o ser;feiio pprnomesdeireas. .

Terlho algum as outras pesquisas com esquemas em andnmento,que usam

esquemasconcorrentesde reforçnm'ento.Sâo,basicnmente,orientadu para ateoria

procurandodescrevera respostadealternaçfo em concW FIeVTVT eestratësasde

escolhaem concVRVR com trdschavesderespostas.Osprimeirosresultadosdo conc

VTVT vfo serrelatadosaqui(Miranda eMachado,1988);o concW FIestâaindamuito

incipientee oconcVRVR aindanâofoiiniciado.Acho quenâo valeapenadetalhi-losmaisporquenâb

hânovidadeem relaçâo ao conteûdo principaldaminha exposiçâo

eporquenâo setrata,naverdade,do ponto maiscentraldomeu interesse,pelo

m enosno m om ento.

'


49

Refer:nanq'.

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PSICOFARMACOS E O CONTROLE DO COMPO RTAM ENTO

MARIA TERESA ARAUJO SILVA

UniversidadedeSâo Paulo

Nesta sinopse da palestra apresenta-se um ççpanoramn''atm lda Farmacologia

Comportamental,lembrando primeiro ahkstöriadessaârea,especialmenteno quese

refere ao trabalho de Peterœ ws,da Universidade deHarvard.œ wsderivotzda anflise

experimentaldo comportamento a perspectiva de queo estudo de drogasque afetam

o com portamento devepassarpelasvariâveisqueafetam esse mesmo comportnmento.

A m arcea do trabalho deDewsë o estudo da interaçâo de drogascom o esquema de

reforçodeumarespostaoperante(1,2)elevou âdefinilo deumanovadisciplina,a

farmacologiacomportamental,eaoconceito deVtmecarkismodeaWo comportamental'

conceito anllogo ao dafarmacolosatradicional.

Curiosam ente,ospröpriostrabalhosdeDewsacabaram afastando ainvestiga-

Wo do problemacentraldecomoo ambientepassado eatlnlinteragem com adroga.

Na verdade,o estudo dà taxadependéncia correlacionava duasvariâveisdependentes,a

taxacontrpleeataxapdsdroga.Com isso,asvariâveisindependentesquecontrolam

o comportamento foram relegadasa um papel I secundlrio durante um longo pqrfodo,

atë outrosdadoscomeprem a mostrar,denovo,que variiveis que controlnm a taxa

podem interagirindependentementecom adroga.Geler(3)jâmostraraqueasbaixas

taxasgeradaspela puniçâo sâb alteradasdiferencialmente por drogas,em comparaçâo

com tausequivalentesgeradasporreforpdorpositivo.Tnmbëm Terace(4)salientara

a importância da histöriadetreino,ao mostrar que a clorpromazina e a imipramina

agem diferentementesobreadiscriminaWodependendodaformadeaprendizagem,

com ou àem erros.Surgiram demonstraçöesde que o tipo de estfmulo reforp dor interagetambëm

com adroga:o pentobarbitalallmentamaisocomportnmentosuprimido

quando apuniçâodchoquedo quequandoa plmilo 6TO (5).Branch eGolub (6)

mostraram queo efeito tau dependentesobreo FIeramelhorexplicadoem termoj

de mudanysna pausa pös-reforç.o do quede m udançasnasta= slocaisem si.

Atingida a compreensâo de que a tau dependéncia nâo 6 necessiria nem

substituioutraanâlise,com aqualnâb ëincompatfvel(7,8),porvoltademeadosda

ddcada de70 a farmacologia comportamentalsedesvinculou do compromisso com a

tau dependdncia e se voltou para o estudo dasdrogascomo estfmulo discriminativo,

trabalho marcado inicialmentepelacontribuiWo deOverton,equesemostrou fltilna

clasificalodedrogas(9).

'

Com a explosâo do conhecimentosobrereceptoresçentraisnostm imosdez

anos,o controle discriminativo pordrogasadquiriu statusde Eçteste farmacolögico'',ao

51


52

permitirinferdnciassobreom odo deaW odedrogasno receptor:seduasdrogaspossuem

propriedadesdiscriminativas semelhantes deduzle que d porque se ligam ao

mesmo receptor.Hâ outrasâreas,contudo,em que a ano se do mecanismo comportamenta

1daaçâo dedrogasëaénfaseprincipale , oobjetivodverificarsevariâveiscomo

privalo,tipo de estfmulo discriminativo,tipo deestfm ulo reforp dor,histöriade

condicionamento,etc,interagem diferencialmentepara produzirdeterminado efeito.

Destacam-se alguns exemplosde quesevem fazendo atualmente nessa perspectiva,

investigando:a)omodelodaauto-administraWo,em queadrogasetornae1amesma

umavariâvelcomportamental,naqmlidadedeestfmulo reforçador(10);b)omecarlismo

datolerância,outro aspecto fundamentaldaaçâo dedrogasdeabuso (13,14,

15),comosevénostrabalhosdeSiegel(11,12),mostrandoaimportânciadocondicionamento

clissico natolerânciaâmorfinaeao Jlcool;c)arelalo entrèefeitoda

dzogaenaturezadoreforpdor(16,17).,d)interal esfinasentredrogaseestfmulos

discriminativos(18).

Trateide aspectosda farmacologia comportamentalem que seestuda como

a droga interage com variâveisque normalmente afetam o comportamento,ecomo se

torna e1a pröpria uma variâvelcom portamental , com o S D ou Szâ . Nâo quero deixarde

mencionàr,depassagem ,quehâumaoutrafacetadapsicofarmacologiaqueinteressa

muito aospsicölogos,natradil o deNealMilereJeffrey Gray:o usodadrogacomo

IIm instrumento para esclarecerquestöescomportamentais.Porexemplo,hâ a proposta

de 1zm modelo animalde comunical o interpe'ssoalde estadoiinternos,usando

drogasparageraressesestadosprivados(19).

Esse experimentp sobre ççestados internos''nosleva ao tm im o ponto que

queriadiscutir,o estudo dacriaWodemodelosem p'sicofarmacologia.A ciénciaexperimentalprecisa

de m odelosquereproduzam,em laboratörio,fenômenoscomplexos

de relevância fora do laboratörio,e essa é uma Jrea quea anâlise experimentaldo

comportamento poderiaimpulsionar(20,21,22).

Em sfntese,o que se depreendedeste rdpido panornma é que o desenvolvimento

da farmacologia comportamentaltim sido maislento do quese prenunciara,e

que,poriso mesmo,seu potencialainda nâb foitotalmenterevelado (23,24).

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24.Mc Auley,F.e J.C.Leslie-M olecularanalysesofthe effectsofd-amphetamine on fixedintem

lscleduleperformancesof ZatS.JEAB,1986 245,207-219.


ANA LISE DO COMPORTAMENTO:CONTROLE AVERSIVO

E ESQU IVA

ELENICE A.DE MORAESFERW RI

UniversidadeEstadualdeCampinas

'

Naan/lisedo comportnmento um objetivo pHmordialëadescriçâb eficiente

dainteraçâo entre comportamento e eventosnmbientais.Nessa interaçâo a:nfaseé

colocadano lado smbiental,buscando pzincfpiosquepossam'sertraduzidosdiretamenteem

procedimentosqueproduzam padröesregularesefidedignosdecomportamentos

(Ferrari,1887;Hineline,1984).Essetipo deesforço teörico-metodolösco tem sido

efkiente na identificaçâb de 1Im grande nfxmero de princfpios.Asrelaçöesrespostasconseqûdnciasconstituem

lzmacategoria fundnmentaldessespdncfpiosepermitem a

definiçâo de comportamento operante porm eio deprocessosde reforçamento epuniçâo.A

outracategoria quetambdm ocupaum lugarprioritlio daquedefinecom -

portamento em termosdeseuseventosimediatamenteantecedentes,caracterizando o

com portamento respondente por meio derelaçöesestfmulo-respostase associaçöes

estfmulo-estfmulo.Ambasascategoriasdeprincfpioscomportamentaistem sido verificadasediscutidasnoâmbito

dasinteraçöescomportmnento-ambientequedefmem os

diferentestiposdecontroledocomportamento.Dessemodo,tem sido possfvelidentifiaressesprinc'fpioscomportamentaisem

c

diferentestiposde interaçöese , a partir

dafanalisarasuafunçâb em contextosdecontroleporeventosapetitivosou aversivos.

Na realidade,desdeThorndike(1911)tem sido enfatizada aexistênciade

diferentestiposderelaçöesentrecomportamentosenmbiente,dnfasequeconstituias

basejda diferenciaçâo entre controle positivo ou apetitivo e controle negativo ou

. ' '. . . .< .r :. .aqk. .2 .

aversivo.O enunciadooriginaldaIzido Efeito deThorndike(1911)propunhadois

tiposbâsicosdé efeitos-satisfaçâb ou recompensaedesconfortoou puniçâb -e,ao mesmo

tempo,doistiposdeprocessoscomportamentaiscorrelacionadoscom essesefeitos-arepetiçâo

ou fortalecimento ea nâb repetiçâb ou enfraquecimento deItma resposta.Emboran

orndiketenharevisto asuaformtlaçâb e,praticnmente,tiveserejeitado

a1eido efeito negativo,aindacontinuou mantendo essa distinçâo.Namedidaem

que e1econsideravaqueosefeitosdesagradfveiseram menoseficazesnamodificaçâb

' de comportamentos,colocava,iinplicitamente,que essesefeitosersm diferentesdaquelesenglobadosna1eido

efeitopositivo.Desdeentxo,sob o ponto devistaconceitual,aireadeanélisecomportam

entaldo controle>versivo tem sido definidaem termosdeplmiwo

e dereforçnmento negativo.Tradicionnlmente,essa érea tem sido

caracterizadaporprocedimentosprôprios,fenômenospröprioseinterm etaçöespröprias(Hineline,1984).

'


56

De1lm modo bastantegeral,podç-secolocarqueosfenômenosquecaracterizmm

a érea de controle aversivo podem serdescrito'sporrelaçöesentreo comportamentoeum

aclasseespecialdeeventos.Sâoessasrelaçôesquepossibilitam adefiniçâo

dessesestfmuloscomo aversivos.Um tipp drrelaçâo entre comportamento e ambien-

. . '?'

'

te,que define o estfmulù como avers ivo , éa que determina que uma resposta é fortale-

ddaqmndo tem comoconseqïidnciaaposposiçâo,rèduWo ou prevenlo dealgum

evento ou eventos.O aumento na ocorrdncia da probabilidade futura dessa resposta

identifica1xm processo dereforçamento negativo.Osestfmuloscujaposposiçâo,reduçâo

ou atraso é contingente a emissâb d'a resposta , sâb denominadosestfmulosaversivoseatlum

como reforçadofesnegativos;asfespostassâb classificadascorho respostas

deesquiva(Herrnstein,1969;Hineline,1984*,Schoenfeld,1969',Skinner,1953).

Esquiva constitui1Im dosfenômenosque tem sido nmplamente estudado no

controle aversivo do comportnmento e é sobre essefenômeno que focalizaremosa

presente anélise.No presente trabalho pretende-se identificaroscontextos em queas

duascategoriasdeprincfpiosderelaçöescom portamento-ambientetem sido verilk a-

dase discutidasno âmbito dessa érea de controle aversivo.Para isso abordaremosald

asques töesque,em nosso entender,tem caracierizado o desenvolvimentodos

gltmas

'

es tudosde esquiva.

'

1.Interalo operante-aspondente:

A.A teoria de doisfatoresem esquiva

O problema da interaçâo entre asduascategoriasde princfpioscomportamentais,instrumentale

reflexo ou operante e respondente,constituina realidade tun töpicoquetem

sidocentralem todaahistöribdo estudodeepquiva.Essaquestâoexpressou

è? un damen

tou todaadisctlssâo datéoriadosdöisfatoresou'doisprocesosem

èoderfamoscontaresahistöriadizendo'tera lmavezuniruso chamado

Ivan Petrovich Pavlov,que trabalhava incàn'savelmentenum grahdeefamoso labora-

'

tôrio...

::

Porëm,esaéumalongahistöriaquejéfoicontadamuitasvezesan '

teseque

teve'umaexœlenteversâb r'tla'tadaporHèrnstein (1969).Impoitanteéasirialar,no

momento,queapartirdacontribui/ooriginaldePavloymuitosoutrosmsquisadores

' ' '

seénvolveram na busca d6sfatoresenvolvidosno contro 1e emudançasadaptativasdo

'

'

. . . ' .

'

comporiamento.Quasequeao mesmotempo em qliePgvlovdescreviaoreflexo condicionàdo

a partirdosestudosde salivaçâo no câo,Bekterev descrevia o condicionamentomotorapartirdaanâlisedarespostadeflexab

daperna,tambdm em czes.O procedimento

desenvolvido poréekterev,como ëassinalado por'tlernstein (1969),permitia

a anâlisede duasfunçöespara a resposta de flexâb da perna nllma situaçâb im que

o choque elétrico na pata era pareado com llm estfmulo neutro: poderia seruma


57

'

resposta defuga,seterminaseochoquetâo logo e1eocorese,ou umarespostade

esquiva,seocoirendofrenteaoestfmulo neutroimpedissea apresentaWo do choque.

Foram taisprocedimentosquepraticamenteintroduzirnm o estudo decom -

porfnmentosidentificadoscomo deesquiva,equeclazamentetinham efeitossobre o

smbiente,m as que eram discutidosbasicamenteem termosde associaçöesdo tipo

descdta porPavlov,ou Kja,estfmuloestfmulo.Como afirma Hernstein (1969),a

ambiguidadeexistenteno procedimento bâsicoresultou mlmacomplicaçâb correspondente

na explicaçâo de esquiva,colocando a noçâb decontiguidade como central.

A partirdadëcadadetrinta,m uitosexperimentospassazam aserrealizadosna tentativaderesolveressa

ambiguidade.Schlosberg(1934)fez1lm experimepto em quepela

primeira vez osdois procedimentos- fuga e esquiva - foram programadose analisadosem

separado.Com apublicalo do trabalho deBrogden,Lpman & Culer(1938),

o estudo de esquiva passou à serconsiderado como ltma irea de investigaçâo e nâo

mais como ltma variante do condicionamento reflexo.Em seguida,os trabalhos de

Mowrerviernm atrazermaisrermnmento metodolögico,nâo somentepel% anl ses

dosparâmetrostemporaisenvolvidosno pareamentodosestfm ulos,maspelaanélise

precisa da contingéncia'de fuga . Issoresultou m lmamudança anfvelconceitualena

formulaçâb da teoria dos dois fatoresem ejquiva,queexplica a aprendizagem de

esqtlivacomo resultado daoperwâb derelaçöesresjostas-conseqûdnciasasquaisse

sobrepöem relaçGesestfmulo-estfmulo.Ou seja,numa simaçâo deaprendizagem na

caixa de condicionamento com 'dois compartimentosy'a resposta'de correrde um

compartimento para outro era aprendida inicialmente corio resultadu da contingência

de fuga,eniqueerafortalecidapelotdrmino do choque.Posteriormente,devido aos

mecanismospavloviahos envolvidosna associaçfo do choque com o estfmulo coàdicionado,arespostap%sqvaa

jeremitidanapresenp desse estfmulo eantesdo choque.

De acordo com Mowrer,aresposta de esquiva era mantida como fugado estfmlzlo

condicionado qttese.tornavaprovocadordeansiedade.., . . . .

' ' '

Assim ,passou-se a considerarmaisclarnmente queejquiva nâb era resultante

exclusivnmente de processos de condicionamento reflexo,mas que envolvia llma

interaWo entredoistiposdeprocessos.Porëm,foiaintroduç:o deum outro pröcedilento

de esquiva- a esquivanâb sinalizadadeSidman - quepermitiu zxma maior

precisâo na progrnmaçâb dascontingénciasrespostas-conseqûênci% ,na medida em que

nâb utilizava aestruttlra domëtodo de Pavlovcom tentativa definidaspelaapresenta-

Wo deestfmuloscondicionadoeincondicionado.Mas,mesmo asim a interaçfo entre

osdoistiposdecondicionamento foiutilizadaparaadisclxssâb dosresultados,nafmedidaem

queSidman (1953)consideravaquenumasituaçâodeesquiva,qualquercoisa

queo animalfizesse,com exceçâo darespostadepressâb àbarra,erapareadacom o

choqueelétrico.Dessemodo,porcondidonamentopavloviano,essescomportamentos

adquiriam aspropriedadesaversivasdo choque.Observa-sea manutenWo deargu-


58

mentosenvolvendo a participaçZo dedoisfatores,mesmonaauséncigdeassociaçâo

progrnmadaentredoiseventosambientais.

. . A teoriadosdoisfgtoresem esquivamanteve-senasanélisesecolocaçöesde

muitosoutrospesquisadores(porex.Anger,1963;Gray,1975).Somentedadosde

experim entosmaisrecentes,que demonstraram a manutençfo de esquiva $em reduçâo

da freqi:nciadechoques(Hineline,1966)équevieram fornecereviddnciasmaispoderosascontraaatuwâb

conjuntaenecesssriadosdoisi'atores..

B.Respostaseliciad'nqm lo choqueelztricoea respostadeesquiva

A interaçâo operante-respondente em esquiva tem sido também analisada em

relaçâo ao problemadaincom patibilidadederespostaseliciadaspelo choqueeldtrico e

arespostaselecionadacomo respostadeesquiva.Pesquisasnaâreadecontroleaversivo

tem mostrado queaapresentaçâb dechoquesetëtricos'podem causaraumentona freqûénciaderespostas.Em

algllmassituaçdestem sidosugerido umafunçâodeagressividadeparao

aumento derespostasobservado imediatamenteapösaexposiçâodoorgalismoa

choqueseldtricos(porex.,Ulrich,Hutchinson & Azrin,1965;Hake&Campbel,1972).

, ,

Na medida em que existellma alta correlaçâo entre uma determinada classe

de respostase llma cl%sede eventosantecedentesg possfvelsuporlzma relaçâo do tipo

estfmulo-resposta e uma ftmçâo eliciadora para a classe de estfmulos.A anzise se complica

quando essasrelaçöessâo'incondicionadase se sobrepöem asrelaçöesdo tipo

respostas-conseqtzncias.Assim ,ënecessârio que se garantnm procedimentosese selecionem

respostasqueexclunm aposibilidadedequeo comportnmento observado seja

uma merareaçâo ao evento aversivo (Church &Getty,1972).

Esse problem a tem sido muitas.vezeslevantado e discutido na literatura da

ireadeesquiva.Q lando sâoanalisadosospadröesderespostasdeanimaisdediferentesespdcies,tais

como ratos,macacose pombos,em situaçöesde esquiva nâo sinalizada,verifica-se

aexistência dedoispadrôesde'esquiva:1xm responderprd-choque,em

que a'resposta antecipa-se ou ocorre antesdo choque , e Itm responderpös-choque,

em que o animalsö responde apös.a ocorrência de,pelo menos1lm choque elëtrico

(Boren,1961;Elen & Wilson,1964;Ferrari& Todorov,1980;Sidman,1962).De

acordo com Sidman (1966),amaiorpartedossnimaispasam mlafasedeJesponder

p ö s-c hoq

ueantesdedrsenvolverumae'squivamaiseficaz ,ou seja,1m responderantis

do choque.Contudo,para muitos'anim aisessed o fmico padrâo de esquivaqûese

observa durante todo o treino,em diferentesfasesexperimentais(Ferari,1987;

Ferrad & Todorov,1980). . '

A anâlise dessesdiferentespadröes deesquivatem gerado iferentesinterpretaçöes(Boren,19à1).Umadasinterpretaçöesmaisfrequenteséqueoresponder

pös-choque na realidade constituiria 1lm padrzo de respostaselidado pelo choque


59

equenâbestariasob controledascon'tingJnciasomrantesem vigor(Pear,Moody &

Persinger,1972).Apesar.disso,poucaspesquisastem sepreocupado com o esclarecimento

dosfatorescontroladoresdessesdoispadröesdeesquiva.Recentemente,Shimai

& Imada(1982)apreàentaram dadosindicando controleoperantedasrespostaspôschoque.Isso

foiobservado numa situaçâo em que osintervaloschoque-choque e resposta-choque

foram mnnipuladosindependente e diferencialmenteem relaçâo arespostas

que ocorripm pré ou pös-choque.Contudo,como ospröpriosautoresafirm

am ,nâo épossfvelconcluirsobre a questâo dascomplex% interaçöesde controle

om rante erespondente nospadröes de esquiva nâo sinalizada.Essa é uma questâo que

nindaest;abertaainvestigaçâo ediscussâo.

Osproblemaslevantaddspelasobreposiç:oderespondereliciado pelo choque

e o comportamento de esquiva,e a consequente interaçâo decontrolesoperanteerespondente

na situaçâo de esquiva,podem ainda seranalisados nlzm outro contexto.

. Trata-seaquidasdiscussöesenvolvidasnaquestâb daanélisedo papeldasvariveisftlogenzticasnaaprendizagem.Boles(1970)arglxmentou

queospadröesquetem nma

alta probabilidade deocorrdnda em situaçGesde estim ulaçâo aversiva,mas que aparentemente

nâo sâb diretamente atribufveisareforçamento,constituem padröesdeorigem

filogendtica e sâo especfficosda espécie.Essespadröes ë que realmentepermitiriam

aanzisedo com portnmentodeesquivanasdiferentesespéciesànimais.Alëm do

mais,respostasquenâofizessem partedo repertörio dedefesadaespécieserinm pouco

sensfveisao controledecontingénciasdereforçnmento negativo.

EmboraaanilisedeBollestenha sidoimportante* suscitado um grandenflmerode

disclzssöes,considera-sequea interaçâo entrevarifveisfilogenëticase ontogenëticasdeveseranalisadasob

o prismadaincompatibilidadeentreasrespostaseliciadas

pelo estfmulo aversivo e a resposta reforçada negativamente.Dadosde um experimentodenoso

laboratörio (Ferari,1987),em queforam programadascontingdnciasde

razâo-fixa para a resposta de bicaro disco em situaçfo de esquiva nâb sinalizada de

choqueselétricos,indicaram que ostréspombosapresentaram aumentoou diminuiçâo

derespostascorrelacionad% com ovalorderazâo-fixaprogram ada.Contudo,apenas1lm

pombo apresentou responderpré-choque eproporçöeselevadasderespost%

porchoquerecebido.Osdoisoutrospombostivernm responderpös-choqueepropor-

Wesrespostas/choqueaoredor j e1y0.Taisdadospoderiam sugerirum padrâo de

respostaspös-chdqueem quecadachoquefoseseguidoporumaresposta.Porëm,o

registro clzmulativo de respostasmostrava claramente a ocorr:ncia deseqû:nciasde

choquesque ernm seguidasporseqiidnciasderespostas.M aisainda,observou-seque

qlmndo fornm progrnm adosvaloresmaiselevadosderazâo-fixa ocorrernm seqûdncias

ripidasderespostaspös-choque,em formadejorrosde respostas,proporcionalmente

m aiores.Essedado sugeria,assim,queuma interpretaçfo simplesmenteem termosde

padrïo derespostaseliciadosm lo choquenïoseria adequada paraessepadrâo de'esquiva.Na

busca de interm etaçöes adequadu para os dados enfatizou-se o papel


disruptivo do choque na seqûéncia de comportamentosenvolvidosna aproximaçâo

de e no bicar o disco.Pormeio de observaçâo direta do comportamento dospombos

duranteassessöesexperimentaisfoipossfvelverquerespostascomo aproximar-sedo

paineldo disco,esticaro pescoço eaorientaçâo do bicoecabeçanadireçâodo disco

eram interrompidaspela ocorr:ncia do choque e segùidasporrespostascomo empinar

o corpo,balançarcabeça e baterasas.Neste sentido,os dadosforam interpretadoscom

o indicativosde zlma interaçâo entrevariâveisflogendticase ontogen/ticasna situa-

Wo deesquivaediretamenterelacionadoscom o problemadeincompatibilidadeentre

as reaçöes especfficas da espëcie ao choque elëtrico e a resposta de bicar o disco

(Smith,Gustavson & Gregor,1972).Nestesentido,parao esclarecimento dasrelaçœs

entre respostaseliciadas pelo choque elétrico e esquiva,seria tambdm importanteconsiderar

osefeitosda intensidade do choque elétrico na aquisiçâo e manutençâo de esqtlivatsouza,Moraes&

Todorov,1184)eosmodospelosquaiscontrolam taisreaçöes

eliciadas.

2.Reforp mento negaEvo e esquiva

A.A freqœnc'iadeestimulaWo aversivaea quatâo do queéreforçador.

O fato de que esquiva se refere a comportamentosque resultam na nâo ocorr:ncia

de eventosfez com que,desde os estudosiniciais,houvesse llma consideraçâo .

do problema do reforçamento em esquiva como constituindo um caso bastante peculiare,atémesmo

1xm problemateöricoespecial.Isto sedevebasicnmente aofato de

que na m aiorpartedassituaçöesde condicionamento operante oseventosmanipulados

sâb apresentados dentro de uma relaçâb de contiguidade com o comportamento em

estudo.No caso de esquiva,contudo,o comportamento impede a ocorrdncia de um

evento qurnâb estâpresentee,assim ,impedeacontiguidadeentreocomportnmento

eeseevento (Hineline,1981.).Isso explicao papelde lma teoriacomo aquelaquedominou

atëaddcadade60,ou seja,ateoria'dedoisfatores.Deacordocom esapostura,a

questâb do reforçamento era tratada como interaçâbḍedoisprocessos,em quea

fuga de estfmulosaversivoscondicionadosfornecia o elemento de contiguidadeecontingdnciaentreosdoisiermôsdarelaçâo,ouseja,respostaenâb

ocoréncia deeventos

nmbientais. ' ,

O estudo do reforçamento pegativoperrnitiu quegradualmentefossem acrescentadosnovosdadosefossem

identificadoselementosimportantesnasrelw öesentre

comportamento eestfmulosaversivos.Uma'dascontribuiçöesbâsicasnessesentido foi

adoestudo deSidman (1962)mlmasituaçâo deesquemasconèorrentesdeesquiva nâb

sinalizada.Apöso estabelecimento do responderconcorrente no esquema bâsico,Sidman

manipulou asduraçöesdointervalo resposta-choque,estabelecendo condiçöesem

queaduraçâb,em ambososcomponentes,variavade20.0 a60.0 s.De11m modo geral


61

foiverificado queosratostendiqm a pressionarm aisfrequenteménteabarra assodada

com osintervalosmaiscurtos.Estesdadosfornm interpretadoskomo eviddncia deque

aredulè nadensidadetotaldechoqueseraa variâvelimportantepara o reforçamento

deesquiva.Um outroestudo queabordou esseproblema foio deHem lstein & lhneline

(1966)em queafreqïi:nciadechoquesfoimimipuladapormeio deum procedimento

quealteravaa:stribuiçâo mlma àaseprobabilfstica,eliminando asregularidadesdo

procedimento deesquiva nâb sinalizada.O nnimalpoderiareceberchoquesdeacordo

com duassequénciasprobabilfsticasdiferentes.Oschoquespossuinm probabilidade

constanteem cada seqfidncia,masocorrinm irregularmente,dç acordo com o comportnmento

do anim al:respostasmudavam o controleda distribuiçâo do choquedt

um aseqûdndaparaoutra,produzindo alteraçœ sparaumam aiorou menordktribui-

Wo dechoques.Asrespostasapenasreduzinm aprobabilidadedeocorênciadoschoques,porëm

nâb pospllnbam ou eliminavam aocorrdnciadechoquesisolados,podendo

servirtunlmente seguida por1xm choque.Esse procedimento foiefidenteparaa

aquisiçâo em anutençâb darespostade pressâb àbarra.Outrosestudosconfirmaram a

reduçâb nafreqûdnciade choqueselëtricoscomo uma variiyelflzpdsmentalpara o

reforçamento derespostasem situaçâb deesquiva(deViliers,1974;Ferari& Todorov,.

1980;togui& deViliers,1978). . . .

Umainvestigaçâo que apresentou novascomplexidadesparaaanâlisedoreforçamento

negativo em esquiva foiademonstraçâo,porHineline(1970),dequefreqûénciasestâveisdepressâoàbarraforam

adquirid% emantidasporratosem um procedimento

em queasrespostasposplmham choquessem,contudo,alterarafreqûdncia

totalde choques.O procedimento era baseado em dclosde 20 s.Se o rato nâo pressionasseabara,um

choqueeraliberadonooitavosegundodocicio,eabarraerarecolhidano

décimp sçgundo;serespondesseantesdos8s,abarraerarecolhidaimediatamenteeo

choqueeraliberado somentenoddcimoeitavo segtmdo do ciclo.Contudo,

nlxm segundo experimento,quando aocorr:nciadarespostaresulhvamtm aumento

nafreqïidnciatotal'dechoques,o respondernâb foimantido.A disparidadeentreos

doisexm rimentosna realidadelevaram àconsideraçâo do atraso ou intervalo temporalentre

resposta e choquecomo 1xm fatorimportantee que,pelo menosem' Zgumas

situaçöes,deveria serconsiderado em separado do fatorfreqûdnciadechoque.Essa

.distinçâo sugeriu o isolamento eaaniliqeem separado deduasvariâveisquesâo noimalmenteconfundidasem

procedimentostradicionais(Hineline',1981).'

B.A ampliaWo do contexto dennxli- dnqrelaçôesentreeventoscomportnmentaise

aversivos

No finaldadiscussïo deseu trabalho de 1970,Hinelineafirmavaque ta distinçâo

entre aposposiçâo de choquesporperfodosdetempo curtosemudançasna

freqûénciatotaldechoqueséparte delzmaquestâo maisgeral,referentea'lmaantiga


62

preferdnciaporllma explicaçâo do comportnmentoem termosdesuasconseqûdncias

imediat%...Em contraste,poucosexm rimentadorestem argumentado queo responderem

esquivaë mantido diretnmente porseusefeitosalongo prazo , a om ilsâb ou

reduçâo da estimulaçfo aversiva primlria(p.267).Taisconsideraçöesnarealidade

parecem tersido o ponto departidade11m cnminbo em direçâb aumaquestâo mais

geralreferente Sçaosprincfpios pelosquais e asescalas nasquaisoseventossâb integradosnotempo

paraefetivamentecontrolarem o comportnmento'(Hineline,1984).

A noçâb dessaescaladeanàlisedarelaçâb temporalentre comportamentoe

eventosaversivostem permitidoaampliaçâo do conceitodeeventoscomportamentais

enmbientaisenvolvidosem situaç6esdecontroleaversivo.lstotem serefletido numa

abordagem maismolardoquerenlmentesejaesthnulaçâo aversiva,em queocomportamento

éanalisado em suasinteraçöescom situaçôesm aiscomplexas,definidascomo

transiçiesentrediferentestiposdesituaçöescomportnmentais,enâb apenascomofun-

Wo deeventosdiscretostaiscomo aoconfnciaou aposposiçâo dechoqueselétricos.

Neste contexto,considera-se interessM te a anâlise realizada porHackenberg

& Hineline(1987)ondeseinvestigou a funçâo aversivadaprogramaçâo desesöesde

esquivanâb sinalizada,antesou depoisdesessôesreforçamento positivo em esquemas

deintervalo-fixo.Para todosossujeitosfoiobservado um decréscimo no responderem

esquemadeintervalo-fixo,plincipnlmenteparaosanimaisquetinham asessâb deesquivaapösasessïo

com refore mento positivo.O principalresultado foiademonstra-

Wo deque o comportamento mantido porreforçamento positivoëdesorganizado

quando seguem ou precedem sessöesdeesquivaefoiimportantenosentido depermitira

dismlmuo dasensibilidade econtingênciasaversivasntmasituaçâo comportamentalmaisnmpla.Nesta

condiçâo o eyento aversivoëdado portoda llmasituaçâo

quepodefuncionarou nâo como conseqûdnciadeuma outrasituaçâocomportamental.Desa

formaentraem jogo tnmbdm apröpria noçâodetransiçâo entreassituaçöes

comportamentaisedoseventosqueaju'dnm aidentificaroslimitesentreessassituaçöes.

Eviddndasdessetipo levaram Hineline(1984)areanalisareampliaraconceitlzaçâo

dereforçamento negativo de acordo com o conceito deaversividaderelativade

situaçöescomportamentais:ççReforçmnentonegativo deveserentendido em termosde

transiçöesentresituaçöesbem com o pela posposiçâo ou prevençâb deeventosdentro

de lzma situaçâo.Em alguns casos , ta1situaçâo é definida porum estfmulo aversivo

continuamente presente nessa situaçâo;em outroscasos,assituaçöesser:o parcialmentedefmidasporestfmulosdelineadoresadicionaiseporcontkngdnciasoperantes

queatuam apenasdlzranteasituaçâb'(p.505). '

3.Controle do comportamento,controle aversivp e esquiva:existem perspedivasde

avanços?

A consideraçâo dospontosabordadosem nossaanélisem rmitea afirmaçâo


63

deque,sem dflvidaaireadeesquivatem sido caractedzadapor1m conjtmto produtivo

depesquisu ,na m edida em quetem gerado I:m corpo dedadoshnportantespaza o

enten di men to deproblemasenvolvidosnasrelaçöescomportamento-estimulaçâo aver-

siva.0 delineamento eutilizaçâo deprocedimentosmaisrefinadostem permitido Itma

smpliaçâona descriçâo dasrelaWesfunciopaisedo ntimero devariâveiscontroladoras.

Um resultado imediatodessedesenvolvimentocientfficoëaidentificw âo m aisprecisa

ecompletadosfatoreseprocessosquecaracterizam essetipo deinteraçâo.Umaquestâo

quepode serlevantadanessecontextoësobreamedidaem queessesresultados

sâb suficientesparaaexplicaçâo eentendimento completo dosfenômenosenvolvidos

nltm qm dro conceitualmaisamplo.No caso de esquiva,abordagensdo tipo proposta

porHineline(1984)parecem abrircnmirlhosno sentidodeumaintegraçâo maiore

produtiva dasrelaç6esenvolvidasem situaçöescomportpmentaisaversivas.Contudo,

mesmo assim aindaparecem permanecerresqufciosdo aspecto quesemprecolocou

esquivacomo um casoespedal,ou seja,o fatordeantecipaçâo deeventosedeestratzgiaspossfveispara

evitara ocorrência ou diminuira aversidade dassituaçöes.Com o o

pröprio conceito deantecipw âo envolveinteraçöesquenâo sâo diretamente observâveis,carregaimplfcito

1lm espaço para anâlisesconceituais.Apesardeconstituirum

campo propfcio paraanflisesteöricas,o estudo do comportamento deesquivanâb deveconstituir1zm

casoisolado naanélisedo comportamento.Todo o desenvolvimento

dessa irea de anâlise do comportamento indica com mlzita propriedade queesquiva

podeser analisada em relaçâo aosmesmosprincfpiosgeraisque descrevem asrelaçöes

côm portamento-conseqûdncias,como ém uito bem demonstrado m losavançosmais

recentesnaan#isedesituaçöesmaiscomplexas.

f interesante ninda lembrarque um outroaspectoque contribueparaa

complexidade das anâlisesem esquivaë apröprianatlzreza dosestfmulosaversivos

quesâb,naturalmente,eliciadorespotentesderespostasviscerail,glandulares,esquelëticasecardfacas.Issocolocaproblçm

asespeciaideanecessidadedeseleçâomaiscuidadosadeclasesdeestfmulosedosparâmetrosutilizados(verporex.,Souza,Moraes&

Todorov,1984).Neste sentido,tnmbëm,o conceitodeaversividaderelativa desituaçöescomportamentais,confonneproposto

porHineline(1984),apresentapossibilidadesinteressantesparao

desenvolvimento futuro da érea.

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COMPORTAMENTO INDUZIDO POR CONTINGENCIXS

LINCOLN DA SILVA GN ENES

UniversidadedeBraslia

Primeiramentegostariadefazerumasugesiâoparao Jûlio,parao pröximo

'

uor k s/l/ p .

Ao invësdesimplesmenteAvançosRecentesem AnziseExperimentaldo

Comportamento,deverfamosintroduzirum outrdtermo notftulo.AvançosRecentes

eou Retrocessosem AnziseExperimentaldo Comportamento.A definiçâb seo que

vem sendo feitoou deixado deserfeitoem cadasub-leadaAnziseExperimentaldo

Comportamento éum avanço ou retrocesso,estssob o controle deaudidnciasespecfficas.O

que pode serconsiderado avanço parauns,podeserconsiderado retrocesso

paraoutros,eviceversa,eissoparecetersido partedenossahistöria.

O tftulo destaminhaapresentaçâo JComportamentosInduzidosporEsquemasdeReforçamento.Um

tftulo do qualj;mearependi,masdepolsveremosporque.

Quando certospadröesdecomportamento ocorrem duranteesquemasdereforçamento

especftkoseaapresentaçâo dosreforçadoresécontingenteaessescomportamentos,elespodem

serdefinidoscomo compoytnmentostçgovernadospelo esquec

ma'' ou operantes.Entretanto,outrospadröesdecomportamentopodem ocorrer,qu8

sâo tambëm especfficos aos esquemas,mas reforçamento n:o ë de nenhmn modo

contingenteaeles,nem sâo essescomportamentososoperantessob investigaçâo.Tais

comportamentostem sido designadoscomo çadjuntivos'(istoë,ao esquema),ou

tçinduzidospelo esquema'(como oposto degovernado pelo esquema).

Polidipsiaéoexemplo maisconhecido dessetipodecomportamento.Entretanto

aldm de polidipsia outroscomportamentostêm sidoinduzidosporesquemu

de reforçamento.Entreelesencontramosconsumo de âlcooletl-lico,lambedura de

jatosdear,usodarodadeatividades,edefecaçJo,porratos;mastigaçâo eingestâo de

raspademadeira,porm acacoseratos;fugaeataque,porpombos;eainda,com algu-

J

:'masressalvas,beber,com er,caminhar,fumareatividadesdeasseio,porhumanos..0

que maischam ou aten'çâb sobre essestiposdecomportamento,foiofato delesnâo

poderem serexplicadosem termosdeoperanteserespondentes,alëm deuma generalidadebastante

grande,entre comportamentose entreespëcies.Dado que essescomportamentosnâo

puderam seralocadosdentro dasclassesdecomportamento operante

ou comportamento respondente,uma nova cl%se decomportamentos,compörtamentosadjuntivos,foiproposta.E

jtmto com esaclase,caracterfstic% foram propostas,

àsquaisoscomportamentosdeveriam satisfazerparapertenceraesaclase.Virlos

autoresestâo de acordo que,dentreessascaracterfsticas,essescomportamentossâo

de Pendentes a esquemasintennitentes de reforçamento,obedecendo aindaa uma

67


68

funçâb bitônicaentre ointervalo entrereforçamentoeataxadessescomportamentos .

Vlriostrabalhost:m demonstrado quemuitosdoscomportamentosadjuntivosocorrem

qlmndodetprminadosestfm ulos,geralmentecomida , sâo apresentadosintermitentemente,porëm

sem nenhumarelaçâb deconting:nciacom qualquercomportnmento

emitido pelosujeito.Umavezqueesquemadereforçamento implicanumarelaçâo de

contingência e algunsesquemasdereforçamento nïo induzem taiscomportlmentos , '

talveza designaçâo 'Yomportamento induzido poresquemadereforçamento''deva

ser substitufdo por :tcomportamentd induzido pela apresentaçâb intermitente de

estfmulos'',ou simplesmentedevamosutilizarsomenteadesignaçâb :'comportamento

adjuntivo'.Apesarde algunscomportamentosadjuntivos,principalmenteataquee

fuga,serem induzidos por apresentaçöes intermitentes que envolvem variâveis de

raz âo,a gran dema

ioriadessescomportamentossâb induzidosporapresentaçöesinter-

rnitentesque envolvem exclm ivamente variiveis temporais .

Umaoutracaracterfsticadoscompodamentosadjuntivos,ëqueamaiortaxa

dessescomporfamentosocorrelogo apösaapresentaçâb doestfmulo .

Umaterceiracaracterfstica,aquetalvezseja amaiscontroversa,ëacaracterfsticadaexcessividade

dessescomportamentos. A pesar de p olidtsiaocorerem p

grande eycesso,comparado à linha de base , eam aiorpartedosdadossobrecomportamentosadjtmtivosserem

relacionadosàpolidipsia,para outroscomportamentos

essaexcessM dade nToétâo aparente.Devemossalientarque , jlmtocofa a polidipsia

observada na maioria dosestudos,observa-se também umagrande eliminaçâo dessa

égua atravésdaurina,possibilitando assim queo rato possacontinuarbebendo âgtza ,

sem restriçâb causadapeladistençâb dabexiga.Alëm disso , excessividadeé uma medida

relativa.Quando numa linha debase,se observa zero ocorr:ncia de um dado

çomportamento,enum aranjo experimentalobserva-seduasocordnciasdessemesmo

comportamento,essa ocorrência pode serconsiderada excessiva,comparativamenteâ

Primeirasituaçâb.Talvez,ao invésdeexcesivibadedocomportamento,ao quedevemosestaratento

é à sistematicidade com queIlm comportamento éinduzido porum

tipodearanjo enâb oéporoutro tiyo dearanjo.Porexemplo,asistematicidade

conzquealgunscomportamentossâb induzidosporesquemasdeintervalo fixo enâo

o sâb poresquema de reforçamento contfnuo ou derazâb.Baixastaxasdealguns

comportamentospodem sercontroladaspor outrasvaribveisdistintasdosesquemas ,

masque,devido à sua sistematicidade,nâb osdesclassificam com ocomportamentos

adjlmtivos.

.

Talvez,a definiçro deum anovacl%sedecomportamentos , necessâria para

distinguf-losdeoperanteserespondentes,eaconsequentenecessidadedeseestabelecercaracterfsticas,segundo

asquaisosW rioscomportamentospudessem seradmitidos

âreferida classe,tenhasido precipitada , uma vezquefoibaseadaprincipalmenteem

polidipsia,eumavezqueaindanâb temosconhecimento suficientedetodasasvarilveisqueafetnm

essescomportamentos,nem comoessesefeitosocorrem .Senosativer-'


mosrestritivamenteàscaracterfsticaspropostas,necessiriasàdefiniçfodecomportamentosadjuntivos,comportamentosque

sistematicamenteocorem napresençade

certosesquemase nâb deoutrospoderâo serexclufdosdessa classe.No entanto o que

parece fmico ëessasistematicidade,podendo diversoscomportamentosseagruparem

em sub-classes com caracterfsticas especiais.Por exemplo,agressâb ë induzda por

esquemasderazâo,enqlmnto outroscomportamentosn:oosâo.A ranjosmuitoespeciaissâo

necesâriosparaaindulo dehiperfaga,o quenToé o casoda induçâo de

polidipsia.Defecaçâo também nâb apresentallma relaçâo temporalespecfficacom a

apresentaçâo do estfm'ulo , esegundo algunsrelatos,essarelaçâo nâb ocorrenecessariamenteno

caso deoutroscomportnmentosadjlmtivos.

Ao invésdeagoratentardiscutirhipötesestentativasdeexplicaçfodoscom -

portamentos induzidos,gostariade fazeralgumasconsideraçöessobre lxma possfvel

mudançade:nfaseno estudo decomportamentösadjuntivos.

Atëametadedosanossetenta,o nûmero deartigospublicadosno Iournalof

theExperimentalAnalysisof Behaviorsobrecomportamentosadjuntivoserarelativamenteconsiderâvel.De

1: para câ,esse nfzmero vem decaindo sistematicamente,havendo

intervalo de11m ano ou maisentreum artigo eoutro.poroutro lado,amaiorparte

dosartigossobrecomportamentosadjuntivos,atlmlmentesâb encontradosem revistas

como Physiology J?W Belapioreoutrasêedicadasàinvestigaç:o devariâveisbiolögcas.O

queissosignifica?Osanalistasdo comportamento çtperderam o interesse''por

esse töpico? N6ssabem osqueelestnmbëm estâo sob o controlede suasaudiéncias.

M udançasdepolfticaeditorial?Nôstambëm sabemosqueoseditoresdo JEAB sâb,na

maioriadoscasosySDstransparentesaostiposdecomportamento deenviodem anuscritosqueserâo

reforçadoscom publicaçöes.Ou sey; quenösj;sabemoso suficiente

sobreasrelaçlesentrevariâveisambientaisecomportamentosadjuntivoseagora vamosdeixarquenossoscolegasbiopsicölogosou

psicobiolögoscontinuem buscando as

relaçöesentresuasvarifveisdeestudo ebuscandoexplicaçsesqueossatisfaçam?Nâb

sou,no momento,capaz de responder a essasperguntas?mas entendo que ainda nâo

sabem oso suficiente sobre esse tipo decomportamentoequeastentativasde lipötesesexplanatörias

encontradasnaliteratura nâo sâb suficientemente adequad% .E

porfalarem Mpötesesexplanatörias,paraseterumaidziadadiversidadedasmesfnas,

vejamos1xm exemploquevem dapsicofisiologia.E sahipöteyetentarelacionaraatividadedosneurôniosno

hipotilamo lateralcom comportamentosadjuntivos.f sabido

queestimulaçâb nessaéreacerebralaumentaaatividadegeraldorato.Outrasmedidas

tem demonstrado tsmbtm queduranteesquemastemporais,ataxadedisparo dascdlulasdessa

ârea é bem m aiordo que durante esquem asnâo temporais.Dlzrante esquez

mastemporaispodem ostambém observarumam aioratividadegeraldo rato,comparado

a outrosesquemas.A hipötesesugerequedevido aesseaumentogeraldeatividade,estandoo

ambienteexperimentaladequadamentearranjado com estfmulosespecficos,ocoreum

aumento naprobabilidadedo animalseengajarem comportamen-

69


70

tosreladonadosa essesestfmulos.M ascom oeu disseanterionnente,nïo era minha

intençïo discutirou avaliarhipötesesexplanatöriassobreocomportamentoadjtmtivo.

GostadaagoradetenurestabeleceralgumasrelaWesentrecomportamentos

adjuntivoscom animaiseestudosa nfvelhlmano. ' .'

Um fenômeno interessante ocorreu,a partirdosestudos de comportnmentos

adjuntivos,com animais.Imimerassugestöesapareceram,paraautilizaçfo dessestipos

decom portamento como um possfvelmodelopara aexplicalo dellmasdriedecomportnmentoshlmanos,de

relevância clfnicaesocial.A partirdaobservaçâo depolidipsia

econsum o deJlcool,porratos,sugedu-se1lm modelo paraexplicaralgunstipos

dealcoolismo eauto administraçfo dedrogas.O fumar,o comerem excesso,o exercfcio

em excesso,entreoutroscomportamentoshumanos,foram tambdm considerados

candidatosaexplicaçöesatravésdecomportamentosadjuntivos.Dsescomportamentos,tmsmaisclaramente

que outros,t:m sido induzidosem animais.

M uitasdessassugestöesforam feitasporanalistasdo comportamento,e lma

maneiradeverificar-sea viabilidade dess% sugestöesëtentarexaminarapossibilidade

deinduziresescomporta entosem hltmanos,atravdsdearanjosbem controlados,

quersejadentro dolaboratério,ou em situaçGesreais,comoescolaou outroslocais.

Todo analistado comportamento deveria saberondeencontrarm lo m enos

grande'partedesesrelatos'.noJournalof theApplied BehaviorAnalysls,o JABA,a

contrapartidaao JEAB naârea aplicada.Poisbem ,nosfndicescllmulativosdo JABA,

sequerexistem ostöpicoscomportamentosadjuntivosou induzidosporesquemas.

Devo confessarque nâb examineicuidadosamenteostm imosdoisvolllmesdo JABA

para verificarse ascoisasmudaram .M as,narevisâb deliteraturadeIlmadissertaçïo

sobrecomportamentosadjuntivos,apresentadahâdoismesesnaUiversidadedeSâo

Paulo,tamb/m nïo encontreinerlhlm a refer:ncia do JABA,o que meleva a crerque

ascoisasnâb mudaram.

M ais lzma vez,o porque desse estado de coisu?Osanalist% comportamentais

aplicadostambëm perderam ,ou nuncativeram interessepelo töpico?Polfticaeditorial?

Esse tipo de comportamento ë o primo pobre na anâlise comportamental? Ou nâo

sendo nem operantenem respondentenâb devepertenceràanflisedo comportamento'?.E

seessedo caso,estou no workshop errado.Ou seré ainda um efeito m rsistente

do tem po em que qualquerevento foradarelaçfo linearentreestfmulosdiscriminativos,comportam

entoseconseqûdncias,erasimplesmenteiN orado poisestavaforado

paradir a?Qlmndo um organismo,ao longo desesöesexpedmentaisem quecertos

comporamen i ts o produziam cert% consequdncias,pouco apouco iaconstruindouma

cordacom qualquertipo dematerialencontrado nasituaçâb e1zm belodia seenforcava

dentro da caixa,o mesmo ia paraa lista demortalidadeexperimentaleum novo

sujeito era modelado paraseobterosdadosderealinterese.O exemploéexagerado,

masair orânciaem relaç:o aoseventosnro.

Outravezn:o tenho respostaspara explicaressasomissles.Noentanto,nâo


71

precisamosserespecialistasem comportamentosadjuntivosparaapreciarmosa:rela-

Wesdevérioscomportnmentosêo dia-adia com variveistemporais.A expresâo

tcoçando o saco'nTo /gratuita.Quantosbrasileirosliteralmentefazem iso,principalmente

aquelesnosççtrensdaalegria''dessepafs,àesperadebatero ponto edeseu

salirio no finaldo mds? '

Na éreaclfnica,algo quefoieaindaé 1m calcanhardeAquilesparamuitos

modificadores de comportamento,a substituiçâb de sintomas,poderia em grande

parteserresolvido pelaatençâo acomportamentosadjuntivos.Amsardastentativas

na irea de alcoolismo e uso de drogas,penso que o fenômeno tfcomportamento

adjuntivo'tem sido negligenciadonoestudocom humanos.

Aldm detodososproblemu quetenteilevantartantoem relaçâoaostraballloscom

animaisquantocom hum anos,derepentevoc:sedefrontacom um comportamento

quefogeàscaracterfsticasdoscomportamentosadjuntivosatdentâb estudados,queenvolvem

tipicamenterespostasmotoras incompatfveiscom o operantedo

esquema,masqueno entanto ë1xm candidato àclasificaçâb decomportamento adjuntivo.f

o caso dadefecaWoequenösvimosestudando poralgum tempo.Um resumo

do quevem sendo feitoéoquesesegue:

O estudo inicialdemonstrou ainduçâb sistemâtica de defecaçâb porratos

trabnlhando porcomidaem esquemastemporais.Entretantoesseefeito nâo éconsistentequandoseutilizafglzacomo

estfmulo reforçador.Estudossubsequentestestaram

a topograûa da resposta consumatöria e sugeriram serem aspropriedadesespecfficas

do estfmulo reforçador o principalfatorresponsbvelpelas diferençasencontradas.

Essesestudostestaram tambdm a relaçâb entre a quantidade dereforço nasessâo e

defecaWo,esugeriram serem asuriveistemporaisasresponslveispelasdiferenças

encontradasentre esquem% dereforçamento contfnuo e esquemasdeintervalofixo.

Um outro estudo mostrou,atravdsda utilizaçâb de esquemasmëtiplos,o controle

intrasessfo dadefecaçâb pelosesquemas.

A partirdo fato dequequando vârioscomportnmentosadjuntivossâo observadosnumasessâb,ataxadecada

um dmenordo quequando apenaslzm dobservado,

tem-sesugerido queastaxasdecomportamentosadjuntivossâb uma ftmçâo dasalternativasdisponfveis

na situaçfo.Pegando uma carona num estudo sobre esquemas

concorrentes- eessadum avantagem noestudo sobredefecaçâbyvocêpodeobservar

sua ocorrdnciasem interferircom oarranho experimentaldo seu colega,bastandoque

e1elheautorizeacontarosbolosfecaisno fmaldasessâb - nöscomparnmosastaxas

dedefecaçâonessesesquem% com astaxasem esquem% simples.O fato dehaverllma

segundaaltemativa pazao rato (duasbarasfornm utilizadas)nïo afetou astaxasde

defecaçâo (em comparaçfo com astaxu observadu sob oesquemasimples).Isso sugerequeasalternativasqueinfluenciam

astaxasdecomportamentosadjuntivossfoque

n:oasassociadasaocontroletemporaldaapresentaçâo do reforço.

Trabalhosem andamento envolvem o estudo do efeitodadefecaçâo induzida


72

poresquemassobreahistologiagastro intestinal.Ratosexpostosadiferentesaranjos

experimentaisporlongosperfodosdetempo - exposiçâo aesquemasdeintervalo fixo,

a esquemu de reforçamento contfnuo,a ambos,e a nenhum - serâo posteriormente

sacrificadoseseus'tratosgastro intestinaisexaminadosatravësdeexameshistolögicos.

Atualmente estamostambëm iniciando estudosparatestarapossfvelinteraçfo

entrerïtmosbiolögicosecomportnmentosadjuntivos.E seinteresevem daobservaçâo

dedlferentestaxasdedefecaçâb induzida,dependendo do horirio derealizaWo

dasesjâb experimental.Apesardo esquem aem efeito exercercontrolrsobreainduçâb

ou nâo dadefecaçâo,astaxassâo diferencialmenteafetadaspelo horârio darealizaçâo

da sessâo.A posfvelinteraçâoentterftmosbiolö#cosecomportamentosadjuntivos

serâ testadaparavâriostiposdecomportnmentosadjuntivos.

Paralelamente ao estudo com animais,estamostambém realizando uma pesquisa

clfnica,investigando atd que ponto à sfndrome do colon irritivelpode ser,pelo

menosem parte,explicada atravésde tm modelo de defecaçâb como comportamento

adjuntivo

Ċoncluindo,acho queaâreadecomportamentosadjuntivosfoiprematuramente

relegada m losanalistasdo comportamento.Mttitaspesquisas,quer bâsicasquer

aplicadas,ainda sâo necessiriasparaquepossàmoschegaraumacomprernsâb sölida

sobre esse fenômeno e suasimplicaçöes.


W O RKSHOP 2

FAMILIA:PESQUISAS CöM ASPEW OS ANTROO IXGICOS,

socloI,6Glcos E O ICOIXGICOS

- Famfliasdecamadasmddias:modernidadeemudança,

GeraldoRomanelli

-

Relaçâb entrejovens

RosaliTelennan

. - O conceito sociolögico defamflja:umaabordagem atravdsdametodolor

giadeconceito do psicodramapedagdgico.

'

- Em buscadaparceira. '

SilviaMarinaRamosFrazka

-

Fam liaeprâtic% deeducalo dacriançaedo adolescente

Zëlia MariaMenbesBiasoliAlves/RpginaHelenalima CaldanaN aria

HelenaGalvâo Frem DiasdaSilka

- O processodemodernizaç:o dasociedadeeseusefeitossobreafanu-lia

contemporânea .

AnaMariaNicoladdafosta


FAMI-LIAS DE CAMADAS MEDIAS:MODERNIDADE E MUDANCA

.

. '

GERAO O ROMANELLI

UniversidadedeSâo Paulo

Estudosrecentessobreainstituiç:o familiarefetuadosporantropölogos,sociölogosehistoriadores(1)t:m

revelado formasvariadasdeorganizaçâo dasrelaçöes

domësticas de alguns segmentos da populaçâo brasileira.Focalizando sobretudo a

populaçïo urbanaeruraldebaixarendadediversoslocaisdopafs,essaspesquis% produziram

um conhecimento amplo acerca da composiçâb disImidadesdomësticas,das

condiçöessodaisvividasporseusintegrantesedasmfltiplasarticlzlaçiesentrefam lia

e sociedade.Ao lado dessa crescenteproduçâo,nota-se um a relativa escassez de obras

sobrefaml-liasdecamadasmëdiasurbanas,em partesuperadaporinvestigaçöesdedicadasa

nûcleosdomdsticosdo RiodeJaneiro (2)e,maisrecentemente,porpesquisas

realizadasnacidadedeSâo Paulo(3),dentreasquaisseincluiestudo antropolögico

realizado porm im .Utilizando pal'te dosdadoscolet/dos,analiso,nestetrabalho,a1-

gunsresultadosdessa pesquisa. ,

De acordo com llma abordagem descritiva corrente nascién'cias sociais,as

cnm adasmëdiasurbanas sâo constitufdasportrabalhadores nâo-manuais,assalariados

ou nâb,queintegram um Ilniversosocialcaracterizadoporumagrandeheterogeneidad

e, derivada de diversosfatores.O rectlrso para apreender,em termosanalfticos , a

composiçâo internadessascnmadasconsistenautilizaçâo do conceitodeestrato (4).

Coin eseconceito,queconjugadeterminwöeseconômicasesimbölicas,épossfvel

delimitarempiricamentediferentessegmentosdascamadasmddias,ou seja,jetlsdiversosestratos.M

deterniinaçœ seconômicasreportam -seâ,distribuiçâo darenda,isto ë,

ao montante de rendimentos distribufdosentre oscomponentesdissascamadas',a

outraordem dedeterminaçöesremeteaolmiverso simbölico,referindo-seaosmodelos

cizlturaiseàsrepresentaçöesqueseconfiguram em estilos'devidadiferrnciadosem cag

aestrato . '

.

Articulando essas determinaça s,selecionei fam lias pertencentes a dois

estratos,A eB.A amostraA englobaunidadesformadasporprofissionaisnâb-m anuais,

assalariadosou nâoycom rebndafnmiliarde20 a30salâriosmfnimos,idadeentre30 e

40 anos,com filhosna prdescola ou no prim eiro grau e que incop oram posturasinou

dorasealtem ativasna condutadomdstica.O grupoB apresentaasmesmascaraçterfsticu

,exceto poratlferirrendam aiselevada- entre30 e35salriosm fnimos- ,e

poradotar modelos culturais convencionais,revelando menor propensâb a aceitar

inovaçœ snavidafamiliar.

.

75

'

.


76

Realizadano perfodo deagosto de 1985a fekereiro de1986,a pesquùaconsistiu

em entrevistasem profundidadecom dezcasaisdaamostraA ecom setedo grupo

B,cujo objetivo erarecuperazalgunsaspectosdahistöriadevida desescasaise as

relaçöesvividascom seuspais.O materialqualitatiyo foicomplementado emnpliado

com a aplicaçâo de154 questionâriosâe ostraA e 108 àB.

A escolha deltnidadesdomésticasformadasporcasaisrelativa entejovens,

com f'lhosem idade escolare com renda assemelhada,permitiu analisarcomo oscomponentesdessesnûcleosdosdoisestratosWvenciaram

o recenteprocessd dem odernizaçâo

da sociedadebrasileiraeo m * o pelo qualorganizam asrelaça snafnm lia.

Ocolddafundamentnlmenteao abrigo do resmeautoritârio implantado no

pafsem 1964,a modernizaçâo societfria,em suaslinhasgerais,foipautadapornm

modelo de desenvolvim ento econômico que promoveu a concentraçfo e a centralizaçâo

do capital,aprofundando adesipzaldadenadistribuiçâb darenda.Nesseprocesso,

queredundou na erosâo do poderaquisitivo damaioria dapopulaçâo,inflmerasfamliasviram-seoàrigadasaaumentaro

nu-mero deseusintegrantesno mercado de

trabalho,incluindo-sefilhaseesposas,afim demanterem onfveldeconsumo domëstico.Contudo,areduçâo

darendafnmiliarnâoatingu apopulaçâb domesmo modo,

beneficiando ossem en ios

derendimento maiselevado. '

Astr'ansform açöesdafdecorrehtesproduziram novasformasdesodabilidade .

em diferentesdom fniosdavidasocialesuscitaram o questionamento devaloresede

modelosdeconduu referidosàsrelaçôesinterpessoais,em especial,daquelesvinculadosàdimensfoafetivaesexualeàconstituiçâodafam

lia.A modernizaçâo sodetéria

criou condiçöesparaa emerg:ncia damodernidadecultural,queseconfigurou como

recœ a à tradiçâb e a form as convencionaisde orgnnizaçâo dasociabilidade.Desse

modo,a m oderrlidadeculturalinstalou-se no seio d: m odernizaçâo societo a,constitllindo-se

nâb apenaqcomo m ero reflexo desta,m ascomo prpcesso deelaboraçâo de

modqlosalternativosdecondutaque,em seu movhnento,repunhaaieterogeneidade

culturaleasfrènteiràssimbölic% entreosdivirsossee entosdasodedade.

No fm alda dëcadade 60,osmovimentos de contraculturaeasvâriascorrentesdo

feminismo conjugaramkeclhladifusâb vulgaizadadeconceitosextrafdos

dapsicologaedapsicaùzise,fornecendo elementospara subsidiaro questionamento

. dasformasdepoderexistentesnasodedadeenafmmlia.Osmeiosdecomurlicaçïode

m%sa diolg:rain boapartedesesvaloresqueforsm apropriadùsereelaboradospor

'lma pazcelajovem dosgrandescentrosurbanos,legtimando padrôeserepresentaçöes

altematvosdeconduta j ' queordeilavnm novasformasdesociabilidade. ' .

'No entanto,am odernizaçfo,em suaduplaface,foivividaeapreendidadiferencinlmentepelasfam

lias,em funçfo desuajéondiçöessociaisedeseu estoquesimbölico.Em

consequdncia disso',fmm'liasde diferentessen entossociaiselaboraram

representaçV sespecficasacercado pioceso dereproduç:o dapröpriasociedade .

No plano conceitual,afamfliaconstitui-secomo lmidadedereproduWo social


'

x

ospaisconcebinm a escolnrizaçâo superiordosfilhoscomo condiçâb essencialpara

equipâ-loscom qlmlificgloproéssionaladequada para inpessarem ecompetirem no .

mercado de trabnlbo.Osrelatosdoscasaisentrevistadosindiemm queasfam l-liasde

oiigem dosdoisgrupojconseguimm concretizarsuasaspiraçöesdeescolarizaçâodos

ftlhosedemobilidadesocial,sendo queestafoimaiorpara aquel% do grupo B,cujo .

pathmarinicialj;erasuperiorao daoutranmostra.

A despeitodasdiferençasfmanceiras,avida domdstica daslmidadejdosdois

p'uposfoiestm turadaconformeo m odelohegemônico defsm flia,quetem com otrar

que,em seu sentido lato,recobreecondicionao c%pmentoeareproduçâo biolögica.

Porisso,organiza-se com o grupo de intensa convivdncia emocionale como unidadede

cooperaçâoeconômicae.deconsumo coletivo.Porém,afnm lianâo ësomentereprodutora

dos valoreshegemônicosda sociedade e de força de trabalho para o capital,

tanl bé rn d instituiç:o que visareproduzirdeform aampliadasuaspröpriascondiçöes

sociais,objetivando promovera mobilidadesodaldeseusmembrosedelapröpria

como 1lm todo.A faml'lia apresenta-se,portanto,como instância mediadora entre

..interessesindividuaisecoletivoseentreseusintegranteseo conjunto davidasocial.

'

Nessesentido,adinn-micafamiliarqueserealizano confronto deaspiraç& sdiversas, '

podeseranalizadaatravdsdacategoriadeprojeto fnmiliar.

O proyto familiarëorganizadona famfliaincorporando asmtiltiplasexpe-

G nciasde seus componentese ëdirecionado para alcançarfinsespecïcicosdeacordo

com asetapasdo ciclo de desenvolvimento dallnidade doméstica.Resulta,portanto,danegociaçâoeëfruto

dascondiçöessociaisdafamflia,dasrepresentaWes

que elabora sobre si,enquanto grupo constitufdo por i'ndivfduosdiferenciados . O

. projeto nâo dalgo f'lxo eestabelecidodeumavezportod%;suaflexibilidadedepende

das açöes propostu e dasalteraçöesque ocorrem nafnm lia.Como deve conciliar

interesses individuaise coletivos,envolvendo negociaçöes.funda-se no exercfcio do

deredaautoridadeenasrelaçöesafetivasexistentesentreseusintegrantes.

I

A anâlise dosdepoimentosdos casaisentrevistadosrevela elementoscomuns

nahistöriadevidadasfam l7iasdeorigem ,isto'd,constitufdaspelospaisdosinformantes,epermitecompararprojetosdeduasgeraçöes.

.

'

O projeto dasfnmfliasdeorigem pretendia asegurarsuaascensro social,o j

que ocasionou 1.m processo migratörio intenso - embora realizado em grausvarif- !

veis-,em buscademelhoresoportunidadesnosistemaprodutivo.Ao mesmo tempo, !

' -

.

çosplindpaiso predomfniodointeressecoletivo sobreoindividual,abuscadecoesro i

.

intemaentreseuscomponentes,aMerarquia deposiçöescom dominO ciado chefeda 1

fnm flia ea divisâb sexlmldo trabnlho clarnmentedefmida.A domino ciamasculina :1

apresentou-se com o atributo evidente,masnïo seimpôsdem odo absoluto,poisas

reaçies 1 d om ëstic% fornm marcadaspornego'ciaçœsebargnnbasentreoscônjugese'

entreesteseosftlhos.Paramanterem auniâo dafnmflia,em funWo deum projeto

coletivo,maddo,esposaefilhosvirnm-seobrigadosa fnzmrconcessöesmûtuas.

77

1

Ij


78

'

f no exercfcio dadinâmicaentreinteressesdiversoseporvezesconflitantes,

que se pode apreenderamanifestaçïo do podernafam l-lia.A figuram aterna,que

emerge dosdepoimentosynâb aparece apenascomo elemento submetido integralmente

ao com ando muculino e com atuaçâo limitada ao âmbito domdstico,masassoma

como parceira ativanasdecis& se disputasqueenvolvem arealizaçâo deaspiraçöes

coletivasou individuais.Graçasàsmfltiplasatividadesmaternas - atividade profissionalgeradora

de rendimentos,auxlio prestado ao trabalho do marido,produçâo de

valoresdeuso na esfera domëstica-,o casalconstitui-secomo lmidadedecooperaçâo

econômica,voltada parauseguraramobilidadesocialeaescolarizaçfo prolongadados

filhos,m antendo-osfora do m ercado de trabnlho atda conclusâb do curso superior.

A participaçâo dasesposasnafqrmaWodarendafamiliar,apesardesignificativaparaessageraçâb

demllheres,permaneceu subordinadaaopapeldemfe,responsâvelpelasocializaçâo

dosfilhos,ededonadecasaencarregadadaproduçâo,ou da

direWo deatividadesgeradorasdevaloresdeusoparaafamflia.Ao mesmotempo,

esas m lheres demonstraram grande empenho,cujo objetivo foiconcretizado na

m aioria doscasos,para queasfilhastambém conclufssem o curso superiore,com isso,

adquirissem independdncia fmanceira.Na representaçâo m aterna,asfilhasnâo deverinm

tornar-sedonasdecasaconvencionais,masdeveriam serhabilitadasafazere/ou

dirigirostrabnlhosdom ësticos e a exercerum a atividade profissional.Com isso,as

mâbsdasentrevistadasincentivaram asflhasa integrarem o mercado de trabnlho e

aassumirem llma posiçâoinovadoranafam l%ia,ampliando,sobretudo naamostraA,

a posiçâb queelaspröpriashavinm parcialmenteconquistado em suasfam flias.

A histöriade Wdadasfam l'li% deorigem dosdoisgruposcnminhademodo

bastante semelhantenasetapasànteriores ao ingresso dos filhosno curso superior,que

ocorre no finalda ddcada de 60.Nesse m omento,verifica-se a segmentaçâo da fnm f-

lia deorigem ,poisdiversosentrevistados - homense mulheres-,mudarnm -separa

outrascidadesa fim de frequentarescolassuperioresp%sando adesfmtardemaior

autonomia.A partirdessaetapadesenham -selinhasdecondutadiversificadaspara os

doisgrupospesquisados.

Provenientesde fnm liascom menoresrecursosfmanceiros,oscomponentes

do grupo A cursaram,em sua maioria,Imiversidadespûblicas,portanto,gratuftas.

Nelas,passaram a viver em 1xm lmiverso politizado e caracterizado pela reaçâb às

form asderepress:o polftica eintelectualem vigornos'anos60e70.Entraram em contato

com correntesdepenspmentodiversificadu ecom form asdecondutainovadoras

que lhespropiciou condiçöesfavoriveispara incorporarem umavksâb politizada da

sociedade edafam lia epara procederem ao questionamento deambas.Nessecontexto,em

ergem aspiraçöesdeliberdadee autonomiafaceàfam lianasrelaçöesafetivase

sexuais,aspiraçöesquefornm m aisintensasparaasmulheres,sobreasquaiso controle

e a vigilância parentalernm maiores.. . ' .

Jâ.os integrantesdo grupo B,emboraseparando-se tambëm da famfliade


79

origem,tinham condiçöesfinanceirasmaiselevadase cursazam predominantemente

lmiversidadesprivadas,nasquaiso m ovhnento derenovaçâb de valoresedecrïticaà

sociedade penetrava com muito menosvigor..M sim ,estiveram menosexpostosainfludnciasm

odem izantese seusdepoimentosrevelam pouco empenho em contestar

princfpiosda autoridade parentale valoresda fam flia.Sem dûvida,nâb aceitavam integralmente

asimposiçöespaterna,m astendiam a endossarospadröesculturaisda

famflia,nâb seafastando totalmente deles,antesconsiderando-oscomo elementosrelevantesparaorganizarem

-seasrelaçöesnafam l-liaenasociedade.

Asconcepçöesdiferenciaissobreainstituiçàb familiareasociedadepermeiam

a constituiçâodafamfliadeprocriaçâb,criadacom o casamento dosentrevistados,que

ocorreu em nmbas asam ostrasna primeirametade da dëcada de 70.

Paraoscasaisdo grupo A,o c%amentoeraconcebido como projetodevida

fundado em valoresmodernizanteseestruturado em tornode umarepresentaçâb de

faml-liapautadaporrelaçöesigualitiriasepor1lm espaçd deautonomiaedeliberdade

paracadaum doscônjuges.NosWriosdepoimentos,essarepresentaçâo ëpartilhada

pelo casal,m asdefendidamaisvivamentepelasmulheresquepleiteiam igualdadenas

relaçöesconjugais. . ..

Entretanto,eseprojeto quetamb/m presumiaacontinuidadedamobilidade

social,era ambfguo desde seu infcio,poiscarecia de modelosrazoavelmente clarospara

aordenaçâodasnovasformasdesociabilidade. .

.

Oshomensdo pupo A casaram-secom mulheresquejâeram - econtinuaram

a ser- trabplhadoras,eparaasquaisaatividadeprofissionaleaperspectivade

uma carreijafaziRm partedo projetodevida.Nacondiçâo deelemenio produtivo,as

esposast:m rendimentosmuitoaproximados'aosdoscônjuges,eàsvezesligeiramente

supedoresaosdeles,quesâb essenciaispara form ararendafamiliare,assim ,Wabilizar

o projeto ascencionaldafamflia.Asesposaspassaram adisporderecursosestratëgicos

de outra ordem para redefinira divisâb sexualdo trabalho e o exçrcfcio depoderna

fRm1 Yay

estabelecendocerto equilfbrionasrelaçöesentre ossexos.Nessa circtmstânciap,o

marido nâo do fmico ou principalprovedorda fmnl-lia ecomo a sustentaçâo

econômica totald um dospilaresdo poderm ascltlino,nâb tem condiçöesde impor

inttpalmenteseuscpmando sobrea e'sposa.

O nascimento dosfilhoscujamédiano conjunto totaldanmostra,tanto aentrçe

tadaquanto aquerespondeu oquestionârio,éde 1,8 porfam lelia-,ampliou as

tarefasfemininaseapressfo dasesposasparaadivisâb dosafazeres.Asmulheresprocuram

conciliarasatribuiçöesextradomësticase os encargoscom a prole optando por

umajomada detrabalho redudda quando aqualificaçfoou a atividadeprofissional

oferece talalternativa.f o queacontececom duasprofessoras ,

uma assistente social'

e quatro profissionaisliberaisqueexercem ocupaçöesem tempo parcial.Asoutras

trêstém jornadaintegralde trabnlho,masdeclaram quegostariam depermanecer

m aistempo com osftlhos,paradedicar-sea suasocializaçâo .


88

Sob pressâo dasespos% ,que resulta de negociaçöesconstantes,osmaridos

assum em alglzmastarefas,ezrtparticulkr,osencargoscom osfllhos.Devidp aesserelativo

'afastamento materno,parte'desasincumbênciasédividida entreosgeniores.

CertamenteessadistribuiçfonTodequitativa,havendoaindaFaiaçöesnasfnml'lias

entredstadas.De qualquermodo,cria maiorproximidade entreo genitoreaprole,

romm ndo com aim agem convendonaldepai,consideradocomo provedorfmanceiro,

investido de podere autoridadee'afetivamente distantedosfilhos.Abre-seaquium

espaço de indeterminaçfo culturalparao pai.Embora avaliada positivamente m los

genitores,suainclusâb naörbifado privado,sobretudo nairea afetiva,introduz novas

form asdesociabilidadenafamlflia.Talsitualo'tem suacontrapartidaassimétricana

integràçfo fem ininanaesferapûblicado mercadodetrabalho queë,demodo geral,

representadacomo positivaecultmolmentedelimitada.Am sarda ambigûidadeproduzida

pela alteraçâo namanifestaçâo daafetividadepaterna?pareceestar-seesboçando

nessasfamfliasoutramodalidadedeparticipaçâo masculinanaconstnzçâodasubjetividadedosfilhos,oquepoder;sercomprovadocom

maiornfzmero depesquis%.

O novo caréterdadivisâosexualdo trabalho,do poderedasexpressœ safetivasëtanto

produto dasmudançasna fam lia,quantomatdria-primaquenlimentaoutrastantas

alteraçöes.O meio de superatosimpassesededelimitarcultlzralmentea

'

posiçâo de cadamembro dafam lia,ëatravzsdo diâlogo,valedi4er,deum processo

que demanda negociaçâo econcessöesmétuas. .

Poroutrolado,asfam fliasdaamostraB organizam avidadoméstica em moldesusemelhadosaosde

seuspais,emboranâb reeditem integralménteo m odelo da

geralo anterior.Paraoshomens,auniâo conjugalconfigura-secomoprojeto quevija

am anter aescaladaascensionaldaunidadedeodgem ,eocasamento ërepresentado

comö vivência com mlxlheresque devem ser,antesde tudo,esposase mâese,secundarinmente,trabnlhadoras.As

m lzlheres as'sumem posiçöes rel>tivamente inovadoras

qlmntoàiondiçâodeesjosaquedeveconjugaraslidesdoméstica com aatividade

profissional,mist:m uma visâb m uito prôxim adospadröesconvencionaisquanto ao

papelde m:ek

Com o pasamento,dasseism llheresque trabalhavam ,tr:sretiraram-se do

mercado de trabalho;duasretornaram à vida profissionalapöso nucimento do segtmdo

lilho.Atllnlmente,das . sete entredstadas,dua: sâb donas de cua,quatro exercem

atividadesprofisionaisem tempo parciale.apenu umatem jornadaintepalde

trabnlho. ' . . .

Osrendimentosmasm linossâb maiselevadosdo queosdoshomensdo gnzpo

A,eosgnnbosdas'esposascorrespondem , em média,a 1/4.darendadoscônjuges,

exceto em um caso,em quea proporçâo éde1/3.Osmaridosdeclaram queessesrendimentossâo

sir ificativospara a composiçfo do orçamento domdstico,masreduzem

suaimportância ao afirm arem ques:oosresponsiveispelmqdesm sasgeraise,tambëm,

controladoresdosgastosdisesposas.Esaambil idadeexpressano discurso minimiza


o significado dosrendimentosfemininoselimitaaspretensöesparaaconstruçâb de

'

certaigualdadenasrelaçöesconjugais. 1

Seoshomensdesaamostranâo colocnm objeçöesquanto ao trabnlho extradomëstico

demeioperfododasespos%,mani festnm-seclaramentecontrao desejo desj

1

tasdenmpliarem ajornadadetrabnlho.A pressâo dosmaridosimpedeo aumento dos

rendimentosfemininos,quedlxmaaspizaçâo dasespos% e,m aisimporonteainda,tolhepretensöesde

I

avanço nacarreira,quando estaexigemaiordedicaçâo ao trabnlho,

como z o caso de duasprofissionais liberais.O argumento invocado pelosmaridosë

que a atividade extradomëstica feminina nâo deve criarobstâculospara que a mâe

m m aneça parte do dia cuidando da socializaçâb dosfilhos.Nessa amostra,o mîmero

médio de filhos porcasalë de2,4,computando-se af aslnidadesentrevistadas eaque- '

1% às quaisfoiaplicado questionlio.

Narealidade,aoposiçâo entreatividade'profissionalepapelmaternoëequa-

cionadaporessésmulheresconsiderandoaimportânciadesuasatividadesnasocializa-

Wodosfilhoseo significado destaparaaconcretizaçây do projetofpmiliar.Como .

conseqûdncia,a participaç:o da esposano mercado de trabnlho fica subordinadaà

açâo socializadora da mâ'e.

Aq . propostasdas esposasdeincorporarem elementosinovadoresnasrelaçöes

entreossexose com osfilhoscolidem tambëm com asrepresentaçöesdosparceiros

em torno da posiçâb decada membro dafnm liaecom o exercfdo do podermasculino

que impöem 1lm freio àredistribuiçâo dastarefasfemininas.Certamente alguns

mazidosprestnm auxl-lio àsesposas,masfazem-no em carâteresporâdico,como llma

, concessâb momentânea,sem que isto impliqueem Izma revisâb dasatribuiçöes de cada

componentenointeriordo nlcleodomëstico.

No entanto,asmulheresdessa amostra nâo estâb subm etid% ao controle total

dosparceiros,havendo éreasnasquaisosconfrontossâb solucionadosmediante nego-

' ciaçâo,favorecendo osanseiosfemininosedemonstrando,nesses casos,certa fluidez

no exercfcio do poder. -

Assim ,a vida domdstica desenrola-se atravësdetensGese confrontos e da busca

de equillYrio e hannonia,geradostanto pela oposiçâo entre anseiosindividuaise

! projetoco ltivo e , quanto pelasrelaçöesqueafaml-liaeseusintegrantesmantém com o

!

.

l

dom fnio plibjjco.

Na amostraA,o processo de organizaçâo denovasfonn% desociabilidade

asocia-seàelaboradodemodeloscultlraisalternativos,vksandosuperararelativa

i indefiniçâonasposiçöesdoscomponentesdafsm lia,o quecaracterizasuatransiçâo

para a modemidade.Enquantofnmlqiasde1lm estratoespecfficoassumem posiçöesde

'

vanguardaque,demodoalglzm ,sâo geraisnointeriordascamadasmddias.

@ P orseu ttlrno , no grupo B , asrelaçöesnafnmflia ancoram -seem modelose

representaçöes hegemônicos,mesclados com alguns elementosmodernizantes que'

'

asegura!n aèelimitaWo dasposiçöesedasatribuiçöesdecadaintegrantedo nûcleo

domëstico. .

81

i

)


82

A pesquisacom fnm liasdedoisestratospermitiu documentaradiversidade

decomposiçâo dainstituiçâb domdsticadmqcnmadasmddiaseanalisarcomo astransformaçöessociaissâb

apreendidasporessasunidadesque,nesseprocesso,reelaboram

suasrepresentaçôqsrepondoa heterogeneidadeculturaleasfronteirassimbölicasentre

diferentesestratos.

Notas

(1).CF.,entre outros,osttabalhosdeBilac,E.D.Famûiasdetrabalhadores:eyrzwrdgfl:desobre-

W#nrfl.Sfo Paulo,Sfmbolo,1978;Macedo,C.C..4 reproduç'o da dezlàucllde,Sfo Paulo,

Hucitec,1979;FaustoNeto,A.M.Q.FamœaoperlrfcereproduçEo daforçadetrabalho.Petr6polis,Vozes,1982;Almeida,A.M.de(org.).Pensando

cfam lianoBrasil.RiodeJaneiro,

Espaço e Tempo,1987)Dias,M.O.L.da S.Quotidîano e poderem SJo Paulo no sëclzlo XIX.

Sfo Paulo,Brasiliense,1984.

(2).Cf.Velho,G..A utopîa urbana,Rio de Janeh'o,Zahar,1973;Salem,T.0 velho e o nopo.Petröpolis,Vozes,1980;Barros,M.D.de

. Autoridadeeafeto.RiodeJaneiro,JorgeZahar,

1987;Figueira,S.A.(org.).Uma nova FJ-/I:?Rio de Janeiro,Jorge Zahar,1987.

(3).Cf.Bruschini,M.C.A.Estruturafamilîarepidacotidiananat'ftfldede&$'J'OPaulo,SâbPaulo,

Tesededoutorado,FFLCH/USP,1986(mimeo);Romaneli,G.Famtliasdecamadn mêdias:

a rljeMrfldamodernidade.SâbPaulo,Tesededoutorado,FFLCH/USP,1986(mimeo).

(4).Pereira,L.Estratos,capitalismoedistribukâb derenda.In:Anotaçöesâ'oâreocapitalismo.

Sâb Paulo,Pioneira,1977.


RELACAO ENTMEJOVENS

ROSALITELERMAN

PontiffciaUniversidadeCatölicadeSâb Paulo

'Z'u :efo que queroksou pee,esposa,

amante,companheira.Trabalho fora,

vlalgrande objetivo : vencer.Sou lutadora,inteligente.Odeioroffrlc.Levo

flzlt?muito bem.Sou bem informada'

Revista Nova

Maio/1984

460 que as pessoaspeam?n e sabem de

simesmas,asctm /rltfffse:e ambigûîdadesde.wlJfalas,?z'ib

slkmfcam faconsciência,plclsIo

antesexpressëes

deI'JearfdH el,crîadas,cpzhlïylWlltfey

do pm ce&m de Jocllfzlç'lè ''.

1.O objetivo dapesquisarealizadaconsistiu em analisaro projetodevidadejovens

m lheresde classemédiaurbana,universitirias,de 18 à21anos,confrontando a

concepçâo de tnovamtlher'queasociedadebrasileiracriou eintrojetaem seus

membros,com aformapelaqualasjovensincorpornm,manipulam eredefinem este

novopadrâo decomportamento femininoem relaçâo aseusobjetivosdevida.

2.O interesseem pesquisarestatemâticasurgiu daseguinteforma:

a)idëia tnova mulher'- meiosdecomunicalo

Ponto devistaprodutivoereprodutivo- enfasedadaporintelectuais:Gabeira,

MartaSuplicy,etc...

b)confrontocom nosaexperiência cotidiana deprofesoresda PUC-SP,juntoà

populaçâojovem:

83


em aula:1)discusGessobreNatx Cult,espaçoparapercepçâodavisâb dosalunossobrefnmflia,casamento,sexualidade,buscadoparceiro,etc...

2)espaço paraconversassobrecarreira,escolha'profisional,mercado

de trabnlho,etc...

nossa experi:ncia de vida:

1)nossatrajetöria# alunas

2)ofato desermosclasemëdiaintelectualizada

3)nossa carreira

4)sermosmulher

3.O porquedapopulaçâoestudada:

18 à21- a)fçindefiniçâb'socialdo seu estadodeadulta,o queserefleteem termoslegais(marcacivil)

b)omomento em quecomeçaacolocarem prlticaseuprojeto devida

no aspectoprodutivo(Universidade-profissâb).

c)primeiraopçâo devidaem termosfuturos,opçâo aparentementeindi-

Wduali'definiçâo desuatrajetöriadeinserçâb nasociedadecomo 1zm

todo.

Universitiriasde clasx média:

4.Obtençâo de dados:

a)aceso aosmeiosdècomunicaçâb,portantoàimagem de tnovamulher''veiculada.

'

b)possibilidade econômica da realizaçâo do papelda nova mulher.

-

120 questionârios(85-86)

- questionirios-dado o cariterdasperguntas

- ZIm% PUC do 10 . ano (pelaviv:ncialmiversitirianïo interferirnosdadosobtidos).

.-lalunasde3perfodos(mnnhâ',tardeenoite)

-

alunasdoscursos:Pedagogia,Iztras,Direio,Economia,Administraçâo,Psicolo-

'

gia,CidnciasSociais,Histöria,Ge'ografia,Secretariado

- 20 entredstasem profundidade.


85

5.ResultadosPreliminares

Todasasalunaspesquisad% sâo solteiras,sendoque72% sâo virgens.

Dentreasmoças,53% percebem avirgndadefemininacomo lzmaimposiçâb

masculina,embora algumasacreditem serlzma imposiçâo social,nâo cabendo poisapenasao

homem esta imposiçâo.Percebe-sepoisque a maioria acredita sero homem ,de

algumaforma,o culpadopelam anutençâo davirgindadeporpartedasmlxlheres,vendo-o

como o catksadordos problemasa e1a associados.Em sua visâb de mundo éportanto

com o homem,em primeirolugar,quesedevebrigarno quetangeà manutençâo

da virgindade,e em segtmdo lugarcom a sociedade.

A forma derompercom estaimposiçâo masculina ë em parte atravdsdo amor.

De acordo com elas,em havendo amora virgindadetorna-seuma questâb secundiria,

porque pelo am oro homem torna-se compreensivo e complacente.Esta concepçâo de

amorcolocaam lhernumaposiçâo pasiva.Cabeao amore/ou ao homem em estado

de am oro rompimento da imposiçâo de virgindade para a mlzlher.

Contudo,apassividadejamaispoderiasertotal.Cabeàmulhersaberescolhei

o parceiro adequado.De acordo com a maioria,estedeve serprincipalmente inteligente,ctlto,am

oroso,atraente e deve saberrespeitara mulher.

Ainda em relaçâo àvirgindade,maisquea metade68% dasmoçasafinrmm

queestanâb dnecessériaparaseobtermarido.25% pretendem declaradamentecasar

virgens.30% nâo odeclaram abertamentemaspretendem terrelaçöessexuaisquando

tiverem uma relaçâo am orosa estével,com vistasa continuidade.Assim ,temos55%

(25% + 30% = 55%)pensanumarelaçâo duradouracomo condiçâb paraperderavirgindade,embora

a grande maioria afirmem nâo ser a virgindade importantepara se

obterm arido. ,

Percebe-seque quando pensam genericamente a questâo da virgindade,esta

se coloca para elascom o nâb importante,uma imposiçâo masculina que amaioria nâo

aceita.Por outro lado,quando se colocam pessoalmente diante daquestâo,a tend:ncia

dresguardar-separao casamentoou paraumarelaçâo amorosaduradoura,oqueexplicaofato

damaioria(72%)aindaservirgem nabuscadohomem cçrto.

Buscando explorara perceplo acercadavinculaçâoentrenam oro esexualidade;notamosqueo

çtnamoro sério'ënaturalmentesensual(84%)enquanto queo

çnamoronâb sërio'estédesprovido dedesejo sexualpara65% dasmoças.O desejo de

m anterou n:o relaçöessexuaiscom o parceiro nTo sedefinesô pelascaracterfstic% do

mesmo,maspelo ç'objetivo darelaçâonamoro'.Ficaclaro queasexualidadedeveser

projetada/planejadaeobjetivadanam lher.Seu desejo deterounâo relaçœ ssexuais

com outrem desqualificao parceirg eaelamesmaab qualificarpositivamenteou negativamente

a relaçâb namoro. . .

Portanto,searelaçâonamoro contdm em sfo projetocasamento,a moçase

mrmitedesejosexual,caso contrério,elao nega.Osntknerossâb extremamentesig-


86

'

nificativosnestesentido.A negaçfo do desejo sexualparacom o parceiro em caso de

namoro sério sed;apenaspara13% dasentrevistadasenqtlnnto quenocasodenamoro

nâb sério onfzmero denegativassobepap 64%.O desejo sexualsubmete-seàfinalidadedarelaçâo

amorùsa,bem como a Wrgindade.A mlxlberapropda-sedeseu corpo.

Fastaapropriaçâoépossibilitadapela crençageralporpartedelasdequeamulhertem

maiorcontrolesobreseusdesejossexuais.A mlxlhercontinu: poissendo responsfvelpelaocoréncia

ou nâb do ato sexual,j;queo homem teriapouco controle

ou nenhum sobreseu desejo.O desejo muculino énaturalizadoao seu extremo

enqlzanto queo fezninino ëcultlzralizado.O homem d çtnatlzrnlmente''sexualizado,o

desejo sexualintrfnseco à ele;pprtantocabeae1eserpassivo nadecisâo quantoârela-

çâo sexu al m % ativo na intençâo,àmlllhercabeo papelativo na decisâo epassivona

intençâo ao subordinardesejo sexualevk/ndadeaocontrolequeé capazdeexercer

tendo em vistao projeto casamento.Acabapoissendoela a responsâvelpelo atosexual

em sfparaamaioriadasentrevistadas.Controladoradesuasexualidadeeporcomplementariedadedasexualidadedeseu

parceiro,podee1adeterm inaro curso desuavirgindadenointeriordarelaçfo

denamoroemboravejaavirgindadecomo imposiçâo

m asclzlina.Oculta desfmesm aadefesaquefazdavirgindade,a manipulaçâo dasua

pröpria sexualidade tendo em vistaaobtençâo deum parceiro,ao transformaro homsm

em bodeœxpiatöriodarepress:o sexual

Nâopretendemosafirmarqueohomem nâbexerlaarepressâbsexual,mas

querem osenfatizaramaneirapelaqualeltasmlzlheresco-participam damesma.

85% dasmoç% aprovaarelaçâo sexualantesdo c%amento tanto parao homem

quanto para a mllher.Novamentedevemostercuidado com a aparente liberalidade

e reter o significado deste dado no intedordo contexto que estamosdesvendando.Sö

desta'forma poderemospercebercorpoestedado reforçaaconcepçâo do

projeto decasamento comometa,ou seja,arelaçâb sexualëaprovadaparahomense

mlxlheres,paraambosdesdequesejam osmesmosaenfrentarocasamento.

'

Para que o c%am ento ddcerto,amaioria dasmoçasacreditaserfundamentalque

o parceiro tenha o mesmo nfvelculturalque ela.Estabilidade financeira e encarregarem

-seigm lmente homem e mllher do sustento da fam lia tambëm sâo .ftens

importantes.Contudo,dividiro sustento do 1. sö édesejâvelatë queosfilhosnasçam.A

partirdestemomentocaberâàm llherdesligar-sedo mercado detrabalho.

Com o a maioriadel% acredita queam aiorvantagem que existeem sermu-

'

lherëpodersermre,percebe-sereforçadaaperspectivedequetrabalharéatividae j

quenâosecoadunacom m aternidade.Portanto,o trabnlho femilinopodecontribuir

para o sustentö do lar,m iscabeefetivam ente aresponsabilidadeplenaao trabalho

muculino.Vemosassim ,queo pazceiro aserescolhido paraaconstituiçâo dafam lia

devesaberrespeitara m lhertambdm nestesentido,nâo lhe impondo ou exi/ndo a

dupla (ou tripla)jornada.Em slma,cabeae1asaberescolhero provedoreconômico,

cabendo aelao papelde provedoraafetivaereprodutora.


M rmamosqueqlunto àsexlnlidade,haviaum processo denaturalizalo do

homem e decultlralizalo dam'Ilher.Esta'conœplosehwertequando do casamento.Na

procriaçâo,naturall'zmm a mtlberem seu papeldefinidorao lhedelegarem o

çv stinto m aterno'.J;ao homem lheser;negada açtcapacidadeinstintiva deserpai''

a nfo sercomo provedoreconômico.

A corroborarcom esta afirmaçâo,temosqueamaioria dasmoçascoloca que

Ru futuro marido dever;terprofisâb eempregosdefmidoscomocondiWo para caar.

A mesmaexigdndaelasnïo fazzm para sf.Seu trabalho ém nsado com oacessörio na

composiçâoda rendafsmiliar.Ta1mspectoseeviddnciatambdm qllnndoafirm am queo

idealparaamulherétrabnlhnrsempremeio perfodo,prindpnlmenteapöso 'nascimento

dosfilhos.Este idealchoca-secom arealidadedo mercado detrabalho.Neste,as

ssibilidadesdeatuaçâoparaam lherj;sâb restritas,quanto maisem ativibadesde

meio perfodo.

Se osftlhossâovistoscomo impeclho ao exercfcio profissional,seriade se

esperar'queasmoçu desejassem reingresarno mercado detrabalho quando osfilhos

estivessem independentes.Contudo,talnâb ocorreem relaçâb à maioria.Am nas19%

afirmam aimportO ciadetalretonm ao trabalho,o quecontrutacom o fato de30%

desuasmfestrabnlhnrem atlmlmente,sendo o trabalho demTevalorizado apenaspor

4%. '

Quando asmoçasbuscam resetirsobre a famfliaquepretendem constituir,a

maioriaesmagadora(71%)afirmaquegostariadeconstituirrelaçöesplenu dediflogo,

compreensâo,confiançaerespeito;justamenteosaspectosquemaisapontnm faltarna

fam l'liadeorigem .Poroutro lado,em pandemedida,embora queirnm 1:m relacionamento

diferenteno interiordafuttlrafanulia,reprodxzmm indiretam enteaestm tura

defam lia naqualamaioriaseinserem no momento:mllber-mle,marido provedor.

.

Qlmndo sereferem à famz'liadeorigem eàfutura,em nmbasm rcebe-sea

.

ausdnciademensâo aopaiatualeao futuro marido. '

A figuramasculinad,noimagjnfrio dasmoças,exclufdo dafamflia.O espaço

domésticonâb com portao provedor:A figura'm asclxlinaëremetida a seu pam lde.prod

ore a seu espaço:a sua. '

. ve

Nosraroscasosem queafigura doparceiro buscado ëmencionaa,sua j (j esqllnlificaçâo

relativa ë flagrante.Para ilustrar,afala deumam oça acerca de como

ime nasuavidadecasada:

*3 filhos,1 .

empregada amigae compnnheira,1quintalgrande,1maridâo,

meu trabalho,1cachorro e2 gatos''. .

.

X flguramasm linacontrapöe-seaaliançafeminina naqualificaçâo darelaWo

damoçacom aempregada:amigaecompsnheira.Afmal,parecesermaisvivelm nsar

em diâlogo,compreensâb,conllançaerespeito no seiodafarhliacom algtzëm ,quea

rior g , nïo se constituiem um deseusmembros:a empregadg.

O pandeausenteéo parceirotâo buscado.


O CONCEITO SOCIOLUGiCO DEFAMIYIA:UMA ABORDAGEM

ATRAVES DA M ETODOLOGIA DE CONCEITO DO

PSICODRXMA PEDAGôùICO

1.IA FUKUI

UniversidadedeSâo Paulo

pc Ropuçâo

O presentetrabalho relataIxmavivéncia efetuadano workshop sobreFam flia

naXVIIIReuniïoAnualdePsicologiaem outubrode1988em Ribeirâb Preto.O tem a

apresentado paraavivênciafoio conceito sodolösco defaml-lia.A tdclticautilizada

paraodesenvolvimentodapropostafoiametodologiadeconceitota1como preconizadaporMariaAliciaRomananautilizaçâo

dePsicodramaaplicado àEducaçâo .

Apresentamosaseguirum roteirodosp'assosseguidosno desenvolvimentoda

proposta.A propostatinhaporobjetivo evidenciaramaneiradeabordaro temada

fam fliaquedpröprio da Sociologiae,'aoniesmo tempo,m ostraroslimitesdediferentesabordagensteöricàs,asindagaçöescomunsea

complementaridadecom outrasdisciplinasdasCiênciasHum

anis. .

Umavivdnciadepsicodramaobedeceusuxlmentea tr:setapas:aquecimento ,

dramaecomentirio.Na metodologiadeconceito àprimeiraetapacoriespondeaaprhoximaçâo

intuitivoemotiva,àsegundaaaproximaçâo radonalou conceitualtà terctira

a aproximaçâo funcionalobedecendo,c'adaetapa,aum tipo deoperaçâb:anflisena

primeira,sfntesenaseguridaegeneralizaçâonaterceirai.

PROCEDIMENTO

Umavez enunciada aproposta ea técnicaa serutilizadafoisolicitado 11m

p'upo de voluntfriosentre ospaiticipantesdamesa eo pliblico presenteàm esaredonda.

Aos voluntirios,à tftulo de aquecimento,foram propost>strdsatividades:

1Para maioresreferênciasconsulte - se Romanf,M.A.Psîcodrqma 'ele lgfco - mètodo educadonalpsicodramdtico.G

mpinas;Papirus , 1985:39-42.

89


90

1!)Um breverelatodahistôriado pröprionome.Porqueeu mechamoMaria,

Alice,Jofo ou Josd.Nesterelato sïo evidenciadoselsmentosculturais,dtnicos,religiosos,preferênciasfamiliaresemesmo

elementosde fantasiaeimaginério edeestrutura

fnmiliar.O objetivo precfpuo dessa atividadedlevantardadossobreanoçâo depessoa

e consequentem ente oscomponentessocio-cultlzraisda identidade decadamn edo

grupo devoluntâriosem conjuntotSâb assinaladasdiferençasdegeraçâo edahistöria

culturalpresenteno relatodo grupo.

25 Um breverelatoou asinalaçfodolugarem quecadaparticipantenasceu,

ondemorou amaiorpartedavida,eda suaresiddnciaatual.Nesterelatoassociam -seà

lzistöria pessoala noçâo deespaço social- o espaço de socializaçâo de cada tun e do

grupo com conjuntovisualizando-se,demaneiraviva,astrajetöriaseasmodificaçöes

presenciadasevividasno espaço decada um . .

3!)Um breverelatodo grupo familiar.Dosdepoimentossurgem elementos

para avaliara variedade do recorte de famlelia e parentes,asestruturassimplese complexas,emais,a

noçâo detempo em queficam clarasasformasdeparticipaçâo decada

um edo grupo em conjunto nahist6riadasociedade.Migraçlb,gruposëtnicos,formas

de participaçâb econômica sociale polftica inseridos numa localidade e nllma no-

Wodetrajetöriaedecorerdegeraçöes.

Encerra-sea etapa de aquecim ento assinalando asnoçöes de identidade,espaço

sociale tempo histôrico que,de alguma forma,marcaram a vida pessoaledo gm po

em seu conjunto.Enfatisam-seoscomponentessöcio-culttlraispresentesno conjunto

dosdepoimentos.

Para desenvolvimento da segunda etapa pede-se a cada participantepara colocarnum

papelo que acha e sente que faml-lia é.A seguirpropöe-se que seformem

gruposparadiscutircadafraseechegaraumafraseconjunta.Destaatividade,duasou

trésfrasessâb enunciadas,easeguir,discutidaspelo grupo em conjtmto.

Extrai-se dessasafirmaW estanto elementosqueassochm faml-liaàinstitui-

Wo,segundoadefmiçâb durkeimilziana,quantoacondiçöesdevida - defmiçâomarxista.

Discute-se a seguirasimplicaçöes,abrangéncias,limitesdasdiferentesposiçöesteöricase

da perspectiva sociolögica..

Na terceira etapa,a do comentârio ou dageneralizaçâo,associnm -seoselementosdo

conceito aosquadrosdassociedadesmodernasondeafam liatem queser

consideradaem conjunto como asgrandesinstituiçœs- igreja eestado de1tm lado e

com o mtmdo do trabnlho,empresa eescola de outro.

Encerra-se a vivdncia com lzmaavaliaçâb efetuadapelosparticipantesenfatisando-se

a contribuiçâo de talproposta,aspossfveis lacunase o levantamento de tem

aseproblemasparadiscussâoem retmiöesseguintes.


EM BUSCA DA PA RCEIRA

SILVIAMARm A RAMOS FRANCA

PontiffdaUniversidadeCatölicadeSâo Paulo

Paraoshomensdeclassemédiaquejâtêm incomoradaafacqatualizadada

dominaçâotravestidànaroupagem davalorizaçâo daigualdadefeminina,asmlllheres

nâb aparecem como umasmeaçarealnoqueserefereàsituaçâo deestudo etrabnlho.

Tudo isso com oresultado deprocessossociaisqueefetivnmenteatuam no sentido de

impedir a igualdade,bem como a manipulaçâo destesexercida pelosalunosno sentido

dereprodxlziradesigualdadeea dominaçâo,dellma form asétilm aseficaz.Jéno planodaigualdadesextlnlrevela-semaisnitidamentea

am èaçaqueasmulheresrenlmente

representnm paraesseshomens,emboranâb o percebam ,naafirm açâo desuaidentidade.Com

oanfveldo estudo etrabnlho hénarepresentaçfodoaluno llmaidentidade

no projeto deascensâb social,suaautopercepçâo como homem nâodabert.amente

questionada.O mesmo nâb se dé no que se refere . àsexlmlidade,jâqueo projetode

exercfcio sek % 1ossepara:elesantesdo iasamento,elasapöso casnmento.Aquiela

éumaameaçaàsuaidentidade,poispöeanu a suacondiWo dehomem:e1edepende

dela.

.

Nâo sâo percebidasde imediato com o ameaça no que se refere ao mercado de

trabalho,massâo efetivamenteum perigo em potencial.Quanto âidentidademasculina.a

proposiçâo acima seinverte.Colpo amaioriadosalunospautaaconstruçâo de

sua identidadepelatentativademanutençâodo papelsodaltradicionalmenteatribufdo

ao homem,buscareconstruiroslàçosdedominaçâb sobream lherprojetando-os

(nosentidodeplanejareremeter)paraofuturo,o momento em queestarâb serealizando

plenamenteçomo homensdesuacl%sesocial:form ados,produtivos,inseridos

nacriaçâodapr6priaascensâo social.A ambiguidadevividapelasuacondiWo dehomem

jovem sesobrepöeàsuaidentidadedehomem adulto,permitindo o espaçp da

visualizaçâo damllbercomo igual.Qllnndo seconcebecom o homem adulto,adesigualdadeprecisaser'efetivadaparaaconstruçâo

desuaprôpriaidentidade.Quando se

concebecomo homem jovem,adesigualdadepodelicarsubentendidano plano do estudo

edo trabnlho,porquesuaidentidadeseconströicom dnfaseno plano dasexualidade.

'

O discurso daigualdadeentrehomensemllherestambëm sefazpresenteno

campo das representaçöes acerca da sexualidade.Dentre os alunos,89,1% dizem

aprovar a relaçfo sexualantesdo casmnento tanto para oshomensquanto para asm u-

lheres.Do ponto devistadeles,a relaçâo sexualtem porobjetivo asatisfaçâo do prazer

(84,4%9;para55,2% o prazerest;asociado ânecesidadedeaproximaçâb do casalno

91


92

plano qmoroso;para13,1% arelalo sexualsecoloca como buscadoprazerereprodu-

Wo e,para31,5%,arelaçâo sexualéapenassatisfaçâb dosprazeres.Paraosquenâo

relacionnm relaçâo sexuale prazer,esta tem apenaso sentido de aprofundaro relacio-

'

namento nmoroso do c%al.Percebe-se,pois,que prazer,para a maioria dosalunos,

vincula-seao desejo detlm relacionamentoafetivo e,em geral,tem lugarno relacionamento.0

prazerpelo prazernarelaç:ojexualnâb éa formadeexercfcio desejfvel'da

sexualidade,paraagrandem aioriadosalunos.

Seamaioriadosalunosdesejaexercersuasexualidadeno interiordeum relacionamento

afetivo,a repressâb da sexualidade feminin'a acaba lhescriando limitaçöes,

embora elesnâb aspercebam .Dafdecorre,em parte,sua necessidadede afirmara im-'

portânciadaliberaçâo sexualdasmulheres;caso contrério,coreriam o risco éelzma

maior limitaçâb à sua pröpria sexualidade,dada a atksdncia relativa de parceirassexuais.

Ou outrapossibilidade- teriam dealteraro seu projetodeexercerasexualidadenum

relacionamento afetivo,vendo-se obrigadosa buscar a realizaçâo sexualno plano das

relaçöesimpessoais.

Um homem moderno,inserido em sua ëpoca,reconhece quevirgindade é

preconceito:terpreconceitosdepöe contra o homem.Discriminaçâo tambëm .Aldm

disso,jlnâb sefazem mulherescomo antigamente'.nâo havendopraticamentevirgehs,

o am orapaga o passado dela.

'

A pureza dâ mulherdeixa de estarassociada à virgindade,passando a relacionar-seafreqiénciaderelaçöessexuaiseao

nflmero deparceiros.O jovem homem

moderno,possuidor daquele conhecimento geralque faz parte dosque sempre estiveram

no mundo da rua,que nâb tem preconceitose que nâb discrimina a mulher,que

nTo lhe cria barreiras nem nos estudos,nem nd trabalho,nem no %pecto sexual',

aquelejovem hômem moderno,num atodeamor,deslocaapurezado hïmem parao

cërebro.

Virgndadenâo émaisconcebidacomo fidelidadeantecipadaaohomein,mas

çomo fidelidade damllherà E


93

obstâculosàinfidelidade.A confiançarecfprocasubstitufao controleearepressïo''.

(1)Em termoslögicostalafirmaçâoécabfvele ,talsituaçâotalvez possaseverificar

nassociedadesestudadaspelaautora.Contudo,no caso dosalunos,percebe-sequena

dinâmica da construWo das relaçöes sociais,respeito,amor e confiança nâo sâb

suficientesparaaobtençâo dafidelidade.

O elogo àlibertaçâosekualdamulherëumaformadesoluçâb embora aparentementecontraditöria.No

jogo daseduçâo,o discurso daigualdadesexualentrehomense

mulheres,aparentaencobriro ritodeexclusâb deoutrasmlxlheres,quepode

efetivamentesedainaescolhadaparceira,ou semanifestarapenasno discurso.Mas,

dequalquerforma,permiteamanifestaçâb dadiscrim inaçâb pelopreconceitoàsavessas:o

preconceito em relaçïo âsWrgens,em relaçâo àsmulheresnïo liberadas.

Indfciosdaexisténciadessepreconceito seencontram no fato deosalunos

dizerem que conseguem diferenciarmulheresvirgensdemulheresnâb virgensnâo sö

num contato maisfntimo,masporestereötiposcomo'.amaneiradeconversar,ou seja,

> lo conteûdodasidëiasexpressasporelas,pelaformadesevestirepelo tipodecomportamento.Elesnâos6

asdistinguem comotambëm Merarquizmm deacordo com o

seu interesse porelas.Fassem apeamento preliminardo territörioémuitoimportante

quando se busca o relacionamento sexualno interiordoreladonamento afetivo,na

rel/lo com um serhum ano extremamentereprimidosexualm ente.

'

frnecesirio destacaraextremaineficJciadessemapeamentodiscriminatörio,

revelada no momento em que os altmos,distanciando-se do discurso,relatam suas

experiénciasconcretascom mulheres.A reaçâb dasmulheres,quando eles propöem

intimidadessexuaisaldm daquelasa que elasestâo acostum adas,é de negaçfo,segtmdo

71,1% dosalunos.Naspalavrasdeles?areaçâo delas:ofensa,espanto,seirritam,nojo,

medo,carafeia,muito encabuladas,bravas,dizem nâb,seassustnm ,defesayvergonha,

fogem ,dâo 'lm ç


94

A àecisZopelorelacionamento sexualporpartedam lberaparecesob aforma

de livre opçâo .

porlibertar-sedarepressâb sexualquea tsociedade''1heimpöe.

Apresentadadessaform a,aopçâb encobreacoaçâoaquee1easubmetecomo forma

dedarproseguimento àrelaçâo afetivacomo eleaquer,facilitando asujeiçâo damulher

ao que e1e pretende,poisencobre sua pretensâb e a coloca como se fosse o que e1a

nlmejaparasi.

Nessejogoe1etambdm aconstrangeaficarcom ele,enâb abandoni-lo trocando-o

poroutro tipo de homem ,porquee1ese apresenta como o modelo de homem

que e1a supostamentequer:carinhoso,compreensivo einteligente.Essastrdsqualidades,apontadasporelescomo

aquelasquepreenchem o idealmasculinodelas,no plano

sexualreferem-se à capacidade delesdecompreenderaimportM ciadalibertaçâo sexualpara

elas e deafetivamenteasapoiarnasdificuldadesqueessalibertaçâoencerra

para um ser tâo reprimido.

O medodeperdera parceira (atualouem potencial),queno planosexual(e

nâb sö neste)e1e considera desejando principalmente alibertaçâb da'tsociedade',

exigeque o discurso da igualdade operecomo forma de exclusâo também de homens ,

frenteaeiesefrenteàsmulheres,implicandoaafirmalo desuaidentidade.Em rela-

Wo aoshomens,o discurso daigualdade colocacomo diferentesehierarquicamente

inferioresaqueles homensque valorizam a virgindade enfatizando o carâterpreconceituoso

eultrapassado desseshomens,bem como ressaltando suaatuaçâonosentido de

m rpetm ra submissâo dasmulheresaoshom ense à ççsociedade''.A colocaçâo do Outro,quesesabemajoritérionumericamente,nacondiçfodeinimigo

damlzlher,n:o sö

valorizaria o suposto projeto feminino eam'lhersuaportadora,como valorizariao

homem que1heësolidério,nesseduplo movimento,excluindo am aioriadoshomens'

da possibilidade de parceria com essas mulheres.

NOTAS

(1).Badintçr,Elizabeth,Um éo Outro,Ed.NovaFronteka,1986,pig.200.

Fragmento retirado de ltElasporE1es':Ossignificadosdo discursodaigualdadedeg:nero . Silvia

MazinaRamosFrança.Mimeo.


FAMIYIA E PRATICAS DE EDUCACAO DA CRIANCA E DO

A DO LESCENTE

ZELIA MARIA MENDESBIASOLIALVES

UniversidadedeSâo Paulo

REGINA C LENA LIMA CALDANA

UniversidadedeSâoPaulo

MARIA X LENA GALVXO FREM DIAS DA SILVA

Universidade EstadualPaulista

A prfticadeeducaçâb dacriançaeaspreocupaçöescom seuspossfveisefeitos

sâo tem ascaracterfsticosdo tçnosso tempo''- finaldosëculo XX.Cumpre-se,decerta

forma,o queasociöloga Ellen Key previu:dequeesteseriao século da criançaeadentra-seno

queestésendo chamado de tëpocado filiarcado'(Herbert,1974,Grûnspun

&Grfinspun,1984). ,

Poroutro lado m antëm-se,sem muitasalteraçöes,o fato deque avidaem

grupo daspessoas est; nassociedadesdesenvolvidase em desenvolvimento,predominantementeestruturadaem

fam lias(extensasou nucleares);ecabeaestaso levaras

geraçöes mais novasa adquirirem os padröes,valorese normasdo seu grupo social.

Assim ,criou-se uma condiç:o favorfvelpara queeste perfodo da histöria estejavoltadopara

lmaanélisedecomo seprocessao contato dpsadultoscom ascrianças

e de quanto e como çtasgeraçöesmaisvelhasse preocupam ecuidam dosquev:m

vindo''

E caroqueospa 1 is , ao assumirem atarefadecriareeducarsuaproleestâo,

porprincfpio,asslmindo ttma preocupaçâo com o seu çhir-a-ser''e vlb portodosos

meiosdequedispöem,procuraratingiroobjetivodeterlevadoaefeito umasocializaçâo.correta

- tertransmitido ao filho,na su> totalidade,o cödigo de normasque o

integraréaomundo adultocomo pessoaresponsâveleprodutiva.

Poroutro lado h; adultosna atualidade que,depoisde terem mergulhado

flmdo nessatarefa desocializadorduranteanos,sentem-seprofundamentùdesgostosos

com amaneira como secomportaseu filhojovem,oqueequivaleaquestionaroçeproduto'dotipodeeducaçâo

quederam (Colange,1986).

Paradoxalmenteassiste-seaalgunsautorescolocando que asgeraçöesmaisvelh

as tendem a sentirqueapröxim'aépioreaexpressarapreocupaçâo com a'tquebra''

entreosvaloresqueelast#m comopaisedquelesexpresosporsuaprole(Ruter,

1975).

A realidadem ostra,sem dflvida,muitasfacetasdiferentesdospais.Oraum

deleitetotalquando t#m (ou percebem)eviddnciasdequecumpriram bem suaftm-

95


Wo evdem se'u filho com odevidamentesocializado , ora o maiordesespero porque o

filho estâ imaturo,ë inconstante nossetlsoàjetivos,nâo seencaixa em nenhlma

escola.

E,alëm do m ais,ospaist:m quese defrontarcom l1m indivfduo que , àsclaras,

dizo quequer,do quegosta,oquenToquer,equenfo pretendeserforçado aircontraosseus

tçvalores' , tçrincfpios''estando P , perfeitamente integrado dentro deIzma

m oralidade de curtiçâb e indivi 'dualista,a que o prdprio processo de educaçâb o levou:

opensarprimeiroem si,defmiro certo eo errado em funçâodoqueest;bom ourlzim

para simesmo,analisare valorizarem primeiro lugara forma como vé o mundo , as

m ssoas,o trabalho e o nâb seexigiro que nâb se consideracom capacidade ou vontade

de fazer.

Seoadolescenteestâ%tintegrado ao contextodaculturajovem 'aqueo processo

de educaçâo moderno,diferentee distantedaquelequesocializou seuspais , o

levou,o que sepergunta ë:porque ospaisestranham tantoesséfilhoadolescente ,

jovem?Porqueacham ruim o seu comportamento?

Seriaporambival:ncia?Porcompetiçâo com osfilhos?Porausénciadeparâmetros

çontra osquaispensaro comodaadequaçâb paraosjovensnestefinalde

sëculo XX?Porlentimento deculpa?(Bothorel,1987).

Narealidadeoprocesso deeducaçâo parecesergovem adoporvariâveisquese

combinam ecompGem acadamomento dahistöria tun todo diverso,masae1eadaptado .

Cada cultura e mesmo osgrupossociaismenoresdentro da cultura , tem ,de forma m ais .

ou menosimplfcita,noçöesde com o deve serl:m t'adulto ideal''de como seria ttm

ejovem modelo'o lçsonhodecriança';comoconseqûénciaossocializadoresvaloram

positivamentealgunsaspectos(ditosâsvezesqualidades)dosindivfduos,contrauma

valoraçâonegativa deoutros(defeitos),procurandolevâ-losaseaproximarem deses

conceitosdeideal,aomesmotempoem quereafirmam osvaloresdesuacultura(e

Su-culturg).

'

0 mom ento atualtrazcomo pensnmentosdominantesaprbocupaçâo com o

desenw lvimenfo do indivfduo,ao longo de toda sua vida,buscando realizarassuas

potencialidades;a estimulaçâo deidiossinctasiaatravësdemnamoralidadeindividualistaedecurtiçâb

(Postman,1982).

Essaprâtica de educaçâo calcadaem valoresçom'odernos''seaplica acrianças

que vâo assimilartaisconteédossegundo'condiçôespessoaisdelasnaquele momento;entâb

ao reagirâ prâticao indivfduo atrarisfonnaeacaba#orserprodutor

dopröprio desenvoldmento,distanciando-sedosprojetosdevida(efrequentemente

nâb expresosdiretamente)queo ambientetraçou para ele.

O fato deo ambientefamiliarestarintensamentevoltadoparaaprole,bem

como odequeosadultoselaboram projetosdeeducaçâb defilhos,chegam adesenvolvd-los

atë em detrimento de outrostantosque seriam m aispessoais , traz,com o

contrapartidaatodo esseinvestimento,a cobrançadequeo adolescente çseja',deque


i

'

.

97 (

i

. i

.

)

o jovem çseencnminhe' , çdemonstre'quea suasocinliza'çâo foiacertada,queospro- Ij

jetosdeseuspaistiveram dxito.E,faceaosdnminhosdivergentesqueo filho segue, i

vem a sensaçâb dedesconforto dosadultos,a busca decalzsas,o ' sentimento deculpa j

pelasfalhasedesencontrosentreasgeraçöes,e,sem seguidaasdepreciaçöessobreos

.

jovensatuaisesuaformadescompromissadadeviver.

Para abordaressatem âticadpreciso que seretomeadiscussâb anfveldasprâticasdeeduçaçâo

dascrianpsedosjovens,estabelecendo paralelosentre1:m passado

remoto,outro maisrecente e o prôprio presente.

E,antesdecontinuarfalando demodo geral,dpredso tentarvisualizaresse

conjunto defatores,queseaglutina sob o rötulo dePrâticasdeEducaçfo,como uma

,

'

'

teia dedimensöesquepodem ser,m lo menosanfveldidético,discutid% uma a lzma,

na evoluçfo da suaconceituaçâo ao longo dosdoistiltimosséculos.A . seleçâo dis

plincipaisdimensöesdapritica deeducaçâo dacriança na fam fliaapontapara:afeto,

autoridade,exig:ncia,rigidez,consistência,comllnicaçâb.lI; mttita pesquisanessa

freafocaliymndo querarelaçâo entre o tipo de prâtica deeducaçâo eo desenvolvimento

de caracterfsticasespecficasnascriançasejovens(Balxmrind,.1965,1967,

1971,1980)queramaneiracomo vem acontecendo aevoluçâo napröpriaconceitua-

Wo do quedeveserlevado aefeito naeducaçâo dacriantk(Newson & Newson,1974;

Bronfenbrenner,1986),queraindaestabelecendo comparaçöesentrediversasculturas

(Bronfenbrenner,1974,1984,1985). '

f:nitidamenteobxrvâvelque desde'o finaldo sëculo passadoasalteraçöes

de valorestomaram-semuitomaisgerais,incltindograndepartedasculturas(nâb

importa semaisou menosdesenvolvidas,mesmosedo odderiteou oriente)eexcessivamente

aceleradas,havendo pouco témpo para aftxaçâo de padröes,que vâo se

tornando cadavezmaisçmutantes':dir-se-iaAlmasociedadeem transformnWo.

Asm squisasanfvelde Brasilestfo começando asurgir(Campos,1983;

Gomes,1987;DiasdaSilu,1986;Bi%oli-Mves,1983;Caldana,1988)eelasatestam

fatossingularesao mesm otempo queiorrobornm paztedo quealiteraturaestrangeira

traz,e ëfactfveljâcaracterizarediscutirasdimensöesda pritica deeducaçâo esua

evoluçfono nosso . contexto söcio-cultur k.

'

Buscando analiparaspectosrelevantesdedimensöesdaspriticasde educaçâb,

osdadosdem squisaquechamam muito a atenlo estâo vinculadoscom:1)osentidù

dequetem jeprocesado amudançadevalores;2)o jogo entreo queëidealem educaçâo

defilhosversuso queëleyado a efeito;3)aalteraWo dosujeitodainsatisfalo;

. :

4)a necesidademanifestadeapoiodeesm cialistasparaqueospaiscuidem eedu-

quem sua pro j e .

.

Seseanalisadimensïo pordimensâo verifica-se- eisto ddado tanto de pesquisasempfricasnaPsicolog>,naAntropolosaou

Higtöria,quantodaclfnica,quanto

aindadaobservaçïo assistemfdcadosleigos- que:a autorldade,num espaço dequatro

adncodëcadas,pa ou deextremamentevâlorizadaacriticadaaabandonada;a

I

i


98

afetividade,caracterizada antespor sentimentosfortes , altamenteelaborados,justificados

e duradouros,mascontidospornormas rfgidas , sedeslocaparaaexpressâb livre,

momentâneadeestadosem otivosexarcebados;aeggênda,fatornémero nm daeduca-

Wo quevisavalevarp indivfduo'detlmaMerarquiadeobrigaças(morais)para com a

fam l'lia easociedadeadesempenhar1Im pam lprogram ado edeterminado exterrmmente,deixaaospoucosdeexistir,dando

tlm lugardedestaqueao indivfduo esuasidiossincrasias;aconsistdncia

quase absoluta dasregrasenormas,estabelecendo o certo eo

errado dem aneira gerale imutéyel,vaigradativamente cmninhando para a ausdnda de

constâncianoqueépermitido eno queëinterdito tantonointeriordafamfliaquanto

da sociedade;a comunicaçâo inexistenteantes , nâb permitindo o questionamento do

comportamento dossocializadores,seabreintegrimenteeacentuao valordofGdizer''

doççexpressartudo sempre''.

Esse quadro sumârio possibilita identificaro sentido que as alteraçöesdas

préticasdeeducaçâo dacriançaedo jovem asumiram naslm imas6décadas:caminhou-se

em direçâo à des-repressâb,â liberalizaçâb tanto do comportamento quanto

dapröpriasubjetividadedosindivfduos,tanto dasgeraçöesmaisnovasquantodasmais

velhas(Bronfenbrenner,1986),guardadasasdevidasproporç& sligadasao processo

de socializaçâo de cadauma(œ scontinuidade Socializatöria - Nicolad-dafosta,

1987).

Comojâsesalientou,lxeiinflmerosestudoserevis&sdiscutindo osefeitosdas

prfticasdeeducaçâo no vir-a-serdascriançasenadeterminaçâo deidealem educaçâb ,

bem como hé autoressalientando que existe o outro lado da moeda , de queessesnovosindivfduostransformnm

dem aneiradecisivaoseu ambientesocial , levando o desenvolvimentoa

acontecerem movimento dialético(Drner& Busch-Rosnagel,1981).

Do lado dossocializadoresosdadosm ostrmn certastend:nciascurios% .Primeiro

ëgrandeo fndicedecomportamentosanti-sociaisnascriançasejovenseaparentementee1evem

aumentando (Herbert,1987).,cresceram tambëm asqueixasdeinsegurança,insatisfaçâb

eindefiniçâb devida;contradamente,osjovensavaliam aeducaçâo

quereceberam deformarelativamentepositiva*(Biasùli-Alves,1987),eamaneira

idealparalidarcom filhosëmuitopröxima daidealizadapelosadultos.

Qualseriaosignificado desesdados?Q 'n1amelhorformadevisualizâ-los?

Qu:tipo deinteipretaçâb seriamaiscompreensfvelerenderiamaisquestöesnovu e

outrostrabalhos de pesquisa? .

Dm slinhasdepensamento sâo importantespara discussâo dentro dessetema .

A primeira seriaonâo estabelecer,apriori,jufzosdevalorarespeito dasdiferenpsde

*O nfveldacrftica queexercem ,em relaçfo âmaneira como ospaislidavam com elesdurante a

infância eadolescdncia,émuito brando , principahnentesecomparado com aforma deasgeraçôesmaisvelhasse

referirem ao pröprio processo de educaç:o.


99

condutae deconcepçâo naspriticasdeeducaçâb defilhos,colocando certasprsticas

com o universṇlmente maisadequadaspara a socializaçâb do que outras.

A segundaseriao buscarcontextualizarasprâticasdeeducaçâo dacriançana

famfliadeacordocom o momento sôdo-histörico-cultural,deformaa poderinterpretaro

significado queassumem correndo menoso risco devero passado ltcom osolhos

dehoje'asoutrmsculturas çcom osolhosdanosa'etodasasclasessociaistendoa

classemddiacomo parâmetro.Decertaform aisto equivaleriaapartirdo princfpiode

queparaanalisarprâticasdeeducaçâoter-se-iaqueterisençâodeprd-concepWesval0-

rativas;ter-se-iaqueinicinlmente descreverem detalheso quetecomo seprocessaa

socializaçâo dacriançanafam flia;ter-se-iaquebmcarfundamentosparacompreender

o fenômeno colocando-ocomo possivelmentedeterminado pelasmacro-variiveksesua

evoluçâo;ecomo repadeouro ter-se-iaqueirdeencontro ao corpo deconhecimentos

da psicologia do desenvolvimento e dapsicopatologia do desenvolvimento acatade

subsfdiosparaa interpretaçâo dasrelaçöesqueacontecem nafam fliaecom oelasse

refletem em cada um dossetlselementos.

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O PROCESSO DE MODERNIZACAO DA SOCIEDADE E SEUS

EFEITOS SOBRE A FAM IY IA CONTEMPORANEA

ANA MARIA NICOIACI.DAOOSTA

Pontiffda UniversidadeCatölica do Rio deJaneiro

Gostaria de darinfcio a esta apresentaçfo lançando mâo de Ilm exemplo que

podeparecer,aprincfpio,insölito.H'ialgum tempo,foiamplamentedivlzlgadono noticiério

nacionalo fato deque,em CamposdoJordâo,havia sidoproibido fumarna

maiorpartedoslocaispûblicos.Quando nâb completamenteproibido,o ato defumar

haviasido confinado aâreasespeciaisem restaurantes,locaisdetrabnlho(como,por

exemplo,acopa,no caso deum banco),etc.

No caso desermosrelativamentecosm opolitas,nâb h;nada de m uito novo

nem surpreendentenestaatitude.Medidasanâlogasj;foram tomadasnamaiorparte

doscentrosmbanosinternacionais(aexçmplodeNovaIorque,Paris,Londrekeoutto

s teracontecido no Brasil,emais,numaddadede

tros).O surpreendentedo fato d

menorporteno contexto brasileiro.

E isto porque,ao contririodoqueaconteceu em outrasmetröpoleselugares,

'

est: dcisâb e nâb foimediadaporoutrasqueatornassem relativamenteprevisfvel.kos

E.U.A.;porexemplo,hlpelo menosuns15anostodososmaçosdecigaro tdm impressolzm

aviso(quefoiprogressivamentesetornando maisespecfico)dequeo fumo

podeserextremamenteprejudicialàsaide.lI;tambdm vliosanos,apropagandade

cigarrosfoibnnidadatelevisâo edo cine'maequalquerpropagandaimpressa(comù,

porexemplo,osoutdooo)seinclmbededivulgaro mesmo aviso de'perigo queconsta

dosmaçosdecigaro.Ou seja,o caminho paraaproibiçâo'totalcontou com diversos

marcosou estâgiosdepreparaçèo do pûblico paraquesetornassepossfvela passagem

de t1m esta'dodeamploconsum'o decigarrospara outro desuatotalproibiçâo .

Todossabemosqueisto nâb aconteceu no Brasil.Atdhojenâo houvequalquerinibiçâodamaciçapropagandadascompanhiasdecigarronosmeiosde

divulga-

Wo dem%sa(pdncipalmentenatelevisâo onde o cigarro aparecefrequentemente

asociado aeventosesportivosqu'epassnm aimagem desaûdeearptlro).Tambëm,atd

o momento,osmaçosdedgarrosn:o contdm quvqtzeravisoquapto aosefeitosprejudicie

doflmo.E,noentanto,este(seguindo o modelointemacional)j;foiproi.bidodeformarelativamentedristicanumacidadecom

oCamposdo Jordâb.

Esteé,meparece,um exemplo privilesado (porquecontundente)do tipo de

modernizaçâo mlaqualpasou nossasociedadelm lomenososnossosgrandescentros

urbanos)nasdlmKtmimasdtcada!.

Tomemos,agora,no quetangeoutrossetoresdamodenzizaçâo,o exemplo da

101


102

cidade do lkio de Janeiro,queëcom certezavista como um dosmaiorescentrosde

vanguardano Brasil(ejâo erah;20 ou 30 anos).A sociedadecariocaatéaddcadade

50 e infdo da décadade60 eramna sociedadebastantetradicional.Obedecia-seaum

conjunto denormaseobservava-se1xm conjunto demloresbastanterïgidose,éimportante

lembrar,vélido paranm'plossegmentosdasociedade . A despeito dasdiferenças

quesempre existiram entre estessegmentos,havià;demodogeral,1lm granderespeito

â.hierarquia,a valoresmoraisrfgidoseasim/tricosparahomem e m lher(avirsndade

eafidelidadeconjugaleram,porexemplo,esperadassomentedam lher)eaumadivisâb

bem-demarcadade papdis,sentimentoseformasde expressâo vistascomo pröprias

paramembros'de'diferentessexos,idadesou posiçöessociaisefamiliares(do tipo

marido-provedor/mulher-donadecasa,menino nâb choranem brincacom bonecas,os

niaisjovensdevem rejpeito aosmaisve lh os,e tc) .. Ou sejà , aexperidnciadossujeitos

eraquasesempreorganizadadeforadado quehaviaregrassociais(queeram obedecidaserespeitadas)paraquasetudo.A

norma(eo singularéintencional)eratâovisfvel

qu ePossibilitavaaexistdnciadeumacategoriaquehojecaiu em desuso:adedesvio

(hojenâo sedizmaisquealgudm :desviantepois,dadaapluralizaçâo denormasque

fazpartedamoderrtizaçâo,nâb hâmaisdesvio,hâsomenteidiossincrasia).

. . :'

Poisbem,num curto espaço detempo(com . certezainferioràsjâmencionadasduaséltim%

décadasdado queamodernizwâoatingu o seu âpicehâjâalguns

anos)asociedadecarioca(ou,pelo menos,seussegmentosmddioscujosvaloressâb

exportadosparatodoo Brasilatravësprincipalmentedasgrandesredesdetelevisâb)

setransformou deradicalem m oderna.

Mas,com o se deu'esta transformaçâo? Houve,diferentemente do caso de

Camposdo Jordâb,algum tipo de mediaç:o,de estégio preparatörio,para a p%sagem

de 1lm estado de tradicionalisnio para um estado de vanguarda? O que aconteceu

com ossujeitosqueforam submetidosaesteprocessodetransformaçâo?E,finalmente,abordando

agora nosso töpico central,o queaconteceu com a fam lia,que ë,por

excelência,o lugarno qualsâb forjadastantomentalidadestradidonaisquantomodernas?

Deixando delado(nâoporfaltadeinteresemas,principalmenle,porconta

dacomplexidade de 1zm tema que comporta tantasabordagens- ver,porexem plo,

Costa,1984,.Figueià,1985,1987.,Martins,1979;Velho,1981)asrazöesquelevarmn

osgrandescentrosurbanosbrasileirosamodernizar-se(entreasquaiscertamentefiguram

o m ilagreeconômiéo,ascontestaçöesestudantisda dëcadade60 easofisticaçâo

dosmeiosdecomunicaçâb demassa),cabeagoratentaresboçarrespostasparapelo

menosalgum a destasperguntas.

'

Doponto èevistaquevenhoprivilegiando,ou seja,o dossujeitos(homens,

mulheresec ri ançascon ' temporâneos) , atransform'açâo aconteceu subitamente.Isto ë,

segundo suapercepçâo,num momento asociedadeem queviviam eratradicionaleno

momento seguintehâhaviasemodèrnizado.


103

Este éocaso particulnrmentedossujeitosqueestâo,hoje,numafaixamddia

deidade,ou seja,quetêm hojecercade40/50 anosdeidade.Isto porque,tendo sido

(em suainfânciaeadolescência)socializadosem moldedbastantetradicionaisetendo

nestescalcado seusprimeirosprojetosdevida,aosetornarem adultossedepararam

com um mtmdocom caracterïsticasbastantediferentes,com cujacomplexidadenâb

sabiam lidar(mesmo quandohaviam,elespröprios,clamadopormudançasradicais

eparticipado ativamentedesseprocessodemodernizaçâo).Um mundo ondenâohavia

m aisregrasexplfcitasaserem seguidas,ondeasform astradicionaisdeagenciamentode

relaçöesesentimentoshaviam sido abandonadase ondea responsabilidadtpelapr6pria

vidaefelicidadeeraremetidaquaseinvariavelmenteao sujeito eâssuasopçöesdevida.

Restrin#ndo-me,deagoraem diante,ao âmbitodavidaconjugalefamiliar

(no qualum dosprincipaisindicadoresdamodernizaçâosâo o desc%pmento eosdiferentestiposdeorganizaçâofamiliaracaretadosporeste),gostariadeilustrarematizar

estasafirmaçöes.(Para uma apresentaçâomaisdetalhadado modelo conceitualno

qualestâbaseadaadiscusâo quesesegue,verNicolaci-daf osta,1987a).

Em suasocializaçâo primlria (aquelalevadaa cabo principalmentepelafamf-

1ianosprimeirosanosdevida),estessujeitoshavinm internalizado- atravësprincipalmente

da identificaçâo com ospais- uma visâb da instituiçâb familiarcaracterfstica

dadëcadade50 (ededëcadasànterioreslrA fam liaeravistacomo estfveleo casamento

dospais como monogâmico e fteterno''.Posiçöese papëisdentro dafam lia

tinham contornosnftidoseestlveis.PZ em â'etinhhm posiçöesepaptissegregadose

complementares.O mesmo acontecia no caso depaise filhos,ou irmâbs eirmfs . Esta

visâo era informadaporum c6digo rhoral,queossujeitostambdm haviam internalizado,que

lhespermitia distinguiro certo e o errado,o queera permitido e o que era

proibido paraosocupantesdecadaumadestajjosiçöes.A partirdest% internalizaçöes,ossujeitoshaviam

seinserido nestesocialeserepresentado,nofuturo,ocupando

posiçöesanélogas,com osmesmoscontornosedefiniçöes.

'

N lm dado momento desuasocializaçâo sectmdâria(qualquersocializaçâo

levadaacâbo apösaprimâria),ou seja,durantesuaadoles/nciae/ou infdo davida

adulta(jânadëcadade60),estessujeitospassaram a questionarviriosaspectos(j; por

elesinternalizados)davisâb demundo deseuspais,mas,ëimportantefrisar,nâo todos.Osquestionamentos,em

geral,diziam respeito aaspectosrelativosâsuaparticipa-

Wo nomundo adulto.Entreoutros,vâriosaspectosdocasamento dageraçâodesetks

paisfornm questionados'.virgndade,segregaçâo depapéisconjugais,cödigo moral

assimëtrico,a pröpria religiâo,a gravidez imediatamente apöso casamento , etc.Outros

aspectosdosistem asimbölico internalizado durantesuasocializaçâo priméria,como o

idealdecasamento m onogâmico eçTeterno''n:o foram alvo dequestionamento sistem

âtico.

C omo resu ltado destesquestionamentos,estessujeitosacabaram desenvol-

vendo 1lm novo conjunto derepresentaçöesacercadeslzafuturaparticipaçâo na ordem


104

' '

.

conjugalefnmiliar.Estenovo conjtmtoderepresentaçœsse caractetizava:(a)pela

retençâo dealglmsaspectosmaisabstratosdo primeiro conjunto derepresentaçöes

(ou seja,o idealdecasamentomonogâmico e teterno');e(b)pela substituiçâo de

alglzm as form% concretas,que possibilitavam a atualizaçâo destes Mpçctos mais

abstratos(como,porexemplo,a segregaçâo depapëisconjugais,apoucaou nenhumaprofisionalizaçâo

da mulher),pproutrasfonnasconcretasmaismodemasque

! podinm dificultar sua atualizaçâo (como,porexemplo,o intercâmbio de papdis

.

conjugaisea riaiorprofissionalizaçâodamulher). ,

. Este segundo conjunto de representaçöes tornou-se,asim,duplamente

incongruente ou descontïnuo em relaçâo ao primeiro.Por tun lado,suasform as

maisconcretassedefiniam poroposiWo âquelasdo primeiro conjunto derepresentaçöes

que visavam substituir.Por outro lado,est% formas concretasrecentemente

adquiridaseram descontfnuasem relaçâo àquelesaspectosmaisabstratosdo primeiro

conjunto derepresentaçöes(comoo idealdo casamentomonogn-micoeQteterno')

que sehaviam mantido inalterados,masque haviam perdido suasformasconcretasde

atualizaçâo.

hptaurava-se,deste modo,uma situaçâb de conflito potencial.Configuravaseumasituaçâb

em quepassavam aconviver,nosujeito,em nïveisdiferentesdeconscidncia,doisou

maisconjuntosdevaloresinternalizadosem diferentesmomentosde

k

suaformaçâo (aestetipo deconvivência,Figueira,1978,1981a,1981b,deu o nome

de'tdesmapeamento').Osaspectosrejeitados(aquelesmaisconcretos)doprimeiro

conjuntoderepresentaçöes)provaram ser- porqueinternalizadosatravdsdeidentificaçöes

com ospaise,pelo menosnum primeiro momento,irrelativizfveis-s altamente

resistentesâ,erradicaçâb.Deslocaram-se,portanto,paraum nfvelm aisinconsdente e

passaram a coexistircom aquelesaspectos(osmaisabstratosdoprimeiro conjunto de

representaçöes,que haviam sido preservadose aquelesm ais concretosrecentemente

adquiridos)queconstitufam o novoconjunto derepresentaçöesdestessujeitos.Esta

era,noentanto,um asituaçâo deconflitopotencial,poisaindasesituavaaonfveldas

representaçöesfuturas,jâqueossujeitosaindanâb haviam ingressado naordem conjugal.efarniliaypropriamentedita

(ou seja,aindanâb havia!n ing'ressado nosmecanismosdereprobuçâo

daordem social). .

. , Foioingresodestessujeitosnaordem dareproduçfo social(0 que.aconteceu

jânadécadade70 ou finaldade60)queteve'o poderdedesencadearoconflito,cujas

rpfzesselocalizavpm no quechameidedescontinuidadesocializatöria(ou seja,oconflito

queocorre,dentrodosujeto,entresuasrepresentaçöesprimitivasdeinserçfo

no mundoadulto,cujasrafasseencontram no sistemasimbölicointernalizado duranteo

processo desocialigaçfo primo a,esuasrepresentqçöesmaisrecenteseconcretas

de participaçâb realna reproduçâb daordem social,oriundasdesistemassimbölicos

internalizadosatravésdesocializaçöessecundârias).A descontinuidadesocializatöria,

por sua vez,teve como consequéncia o desm apeamento.


105

Em outraspalavras,foiexatamentequandoo sujeito passou asereladonar

lnRtitudonalmente èom um outro,a partirde posiçöesnasquaisanteriormente havia

visto setusagentessocializadoresestarem que se tornou provâvela eclosâb do conflito

entreosdoisconjuntosderepresentaçöesnelecoexistentbsem diferentesnfveisde.

consciência.

Quandoossujeitosquevenho discutindo ingresaram no casamento,desencadeou-se

1m conflito duplo,decorrentedadupladescontinuidade,jlasinalada,entre

osdoisconjuntosderepresentaçöesquenelescoexistiam.O conjunto derepresentaçöesmaisconcretasrecentementeadquirido

(incltsiveduranteasocializaçâb naordem

conjugal)entrou nâb somenteem conflito com aquelesaspectosmaisconcretosdo

conjuntoderepresentaçœs,internalizado duranteoproceso desocializaçâo primâria,

aosquaisseopunha(como,porexemplo,amulherprofissionalwrsusadonade-casa).

Entrou,tambdm,e talvez principnlmente,em conflito com aquelesMpectosdo primei-

roconjunto derepresentaçôes(como o idealdecasamen ' to tkterno')quesequeria

e

preservara qualquercusto.Esta tentativa depreservaçâo de tzm idealprimitivo,porsua

vez,söfezacirraro problema,namedidaem queassoluçôespropostas(talcomo o

cisamento eaberto')entravam cadavezmaisem conflito com asprimeir% representaçöesdo

casamentoedasrelaçöesconjugaih(aquelasinternalizadasduranteasocializa-

W0 primâria).

Umavezinstaurada uma Etcrise'como esta,o sujeito contacom algumas

possibilidadesdesoluçâb:(a)'retorno aosmoldes'tradicionais'o queapresentalma

sdriededificuldadesporqueosujeito nâo seidentificacom elestotalmente(0u sijày'

nâb osreconhececomo seus)e,também,porqueestesmoldesestâoausentesnasociedade,pelomenosem

suageraçâo e/ou grupo social;(b)adoçâo deideologias(tçvanguardistas',oquetambzm

trazdificuldadesparaosujeito poisosconteûdosinternalizadosna

socializaçâo primâriasâb resistentesâeradicaçâo (para umadiscmsâomais

pormenorizada do peso relativo dosconteûdosintern izadosem diferentes tiposde

socializaçâo bem como da possibilidade de erradicaçâb dosmesmos,verNicolaci-da-

Costa,1987a)',(c)buscadeequilfrioecoerénciaatravtsdaauto-exposiçâb anovos

modelosde'socializaçâocomo,porexemplo,asterapias(aesterespeito,verNicolacida-costa,1988c).

' ' ''

'

JJ que o nosso terpa prihcipalt a fam lia e temos,at/ o momento,nosconcentrado

nasrelaçöesconjugais,torna-se extremamenteimportahtesalientarquea

crisedo c%amento ésomentenma 81 as t crises ' cujasra fzespodem serencontradas

na descontinuidade sotializat6ria e no desmapeamento que resultaram de1lm processodemodernizaçâo

extremamenteaceler>do eabrangente. .

Narealidadç,dadaacoexistência,no sujeito,deconjuntosdenormaseval0-

rescontraditörios(tradicionais,vanguardistas,etc) umatkrise'podeser.dçtonadaa

cadamomento davidaem queoseujeitotenha.queseposicionardeacordocom um

ou ou tro destesconjuntosdevaloresenormas'.A sim sendo , dentro do âmbito da

'


106

'

fnm ïlia,çtcrises''com cazacterfqticas anâlogaspodem emergirem diversassituaçöes

privile#adas.Algumasdestassituaçöessâb,porexemplo:aprimeiragravidez,dadaa

possibilidadedeseoptarporum parto tradicionalou alternativo (aesterespeito,ver

Almeida,1987)',o ' nascimento ' do pdmeiro filho,queimediatamentesusdtaquestöes

'

relativasâ.divisâo clsicadepapdismasclinosefemininos(verSalem,1985);aescolha

de umaescolapara osfilhos,tendoem vistaqueasescolasdenossosdiastnmbtm

sedividem em çetradicionais''ou çtexperimentais''asliltim assendo obviamentevistas

como modernas(verNicolacidaf osta,1987a,1987b,1988a,1988b).

E aindaimp'ortantesalientarqueasolulo deuma *çcrise'(como ado casamento)nâo

impedeaemerglncia deoutras(emborapossahaverumacertatransferência

. deknowAow adquirido ao lidarcom aprimeiraparasituaçöesposteriores).

Na realidade,creio quequanto maisganharmosconscidnciadeque,embora

nossasociedadetenhasemodernizado,nösnâb nosmodernizamostantoquanto gostarfnmosdetd-lofeito,edequeaindacarregnmosdentro

de nösmuito do tradicionalismo

edo arcaismodentro dosquaisnosaprimeiravisâb demundo foifoljada,mais

oporttmidadesteremosde compreendere,consequentemente,lidarcom osconflitos

e crisesque som oseseremosforçadosaencarar.O tradicionalismo dentro denös,

com o o ato de flxm az em Camposdo Jordfo,foiconfinado a alglzm lugarexcuso e

pouco visfvel,mas,com certeza,nâo foiabolido.

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SIMPôSIO 1

NEUROBIOX IA DA APRENDIZAGEM,MEMöRIA E

PERG PCAO DA ABELHA - I

- M emory in Honey Bees

RandolfMenzel

- Compm tive approach to spectralsensitivitiesofphotoreceptorsand

colourvision in Hm enopterans

DaglnarPeitsch

- Opponentcolorcodingand colorperception in Bees

Werner Backbnus

- Colom constu cy in theHoney Bee

AnnetteWerner


MEMORY IN HONEY BEES

RANDOLF M ENZEL

UniversidadeLivredeBerlim

Itisawellestablishedfactin psychology and nem obiology thntmemory does

notexistin itsf'malform immediately afterlearning.Insteadmemory isformed and

shaped through internalprocessesindependentandseparatedin timefrom theinitiatinglearning

events.Evidencecomesfrom psycholo#caldata on humnnsand animnls

asearly asEbbinghaus'famousdiscoveries(1885)on human learningofnonsense

sylables,from clinicaldataon lnemory dysfunctionsin m an,and from physiological

dataon animnls.Thesedataarefarfrom being subsumed underonecondsetheory of

memory phases,but the most strongly supported notion assllmes a sequence of

memory phaseswhich differwith respectto theirneuraland celularsubstrateand

with respecttotheircontroloverbehavior.However,onebasicnotion isagreed upon

by mostneuroscientists,and tlutisthatearly formsofmemory arenotjustan extension

in timeto form lateorstableformsof memory.&>far,physiologicalstudieshave

stressed thenotion thatthememory phasesrefleita sequenceofmolecular,celular,

and neural network events,which appear as lmavoidable consequences of time

consllming cellularcascadesin forming a stableand long-lasting mem ory trace.What

hasbeen neglected in many studiesisthequestion ofwhich fundamtntaladvantages

resultfrom asequenceofmemory phasesandhow specialized preprogrammed nemal

routinesaffectthecontentofmemorydlm'ngitsprocessinginmemory phases.

.

A generalproblem faced by m oststudieson memory processingisthatseveral

ormany learningtrialsarerequiredin orderto establish astrong memory trace,and

thusthatlearning and memory eventsare intimately confounded in behavioraland

physiologcal studies.How can one uncoverthe memory processesifrepeated

sequencesofretrievaland storageinterfere with theinternal(automatic)proceses

initiated by each singlelearningtrial?An essentialprerequisiteforstudieson memory

processing is,therefore,a behavioraland physiolo#calparadim which leadsto

substantialasodativelearningbyjustonelelrafng trial.Theassociativenatureofsuch

alearningtrialisofpeathelp fordesi> ingthepropercontrolexperimentspm icular

with respectto nonessodativeand motivationaleffeds.'l'heonly paradigm Iknow of

which hasbeen analyzed to apeatdepeein thisrespectistheonetrialolfactory

conditioningin honey bees.Olfactory conditioningisclearly ofan associativenature

with thecharactersofaweldefmed traceconditioning situation , and which leadsto a

111


112

memory tracelasting longerthan 24 hours(Bittermnnn etal.-1983;Erberetal.,1980;

Menzel,1987;MenzeletaL,'1974). ''

Thetimecourseofthememory afterasinglelearning trialreflects>biphasic

structm e.Shortly afterasinglelearningtrialtheconditioned responseishigh,afew

ml'nuteslateritisreducedto lessthan halfoftheinitialvalue,and then conditioned

responding risesagain dlzringthenext10-15mins(consolidation).In orderto form a

life-longstablememory,aminimltm' of3learningtrialsarerequired.

The initialmemory traceiserased by varjousexperimentalprocedmes.For

eMmple,thetimecourseofretrogradenmnesiainduçed by cooling(+1Oc)ofthe

whole animal or by weak electrostimulation of the brain indicatis a susceptible

memoiy ofa few.minutesfollowingasingleliarning tyial,Whereasrapid repetition of

learning trialsiendersthememory traceimmunetoamnestictreatmentswithinavery

shorttkne.

'

In my oralpresentation 1disclzssedthefolowingquestions: '

1.How do the non-associative and the associative componentscontribute to

the dynamics of the memory trace?

2.'Do the early,median and late phases of memory occupy thesame or

ifferentneuropilsin thebeebrain?

3* Aiethememory phnKesarranged in sequenceoristhereparalilaccessto

.

themedian-latephaseofmemory?

J.

4.Isthecontentofmemory

. .

thesamein itsearly and laterstages?

. . .

.

Noneksociativeand associative components

stimutation oftheantennawith adrop ofsucrosesolution ofaharnassed

beecalzsesthereflexiveextension ofthetongue(proboscis)and thepreparation ofthe

nnimaltosearch forand suck up thesucrosesolutkon.TheUS(sucrosestimulation of

.

thealitennbaild/orproboscis)isa strongjtimulzs,anditisthusworthwh j. easking

whatchangeson theresponseprobability areinduced justby theUs (sensitization

effectoftheUs alo'ne).Iprelented an experimentshowed thetimeeourseoffesponse

probability to apuffofodorantfor4 conditions:1or3 pairingsofCS and US under

bp

timaltim'econditionsforassociativelearning , and 1or3 stimulationswith theUS

alùne.A totalùf1200 nnim'alsweretested in 36 simultaneously tested experimental

groups;each anim àlwas tested only once after sensitization orconditioning ata

cerinin interval.The çonetrialconditioning group'showsthebiphasictimecourse

with theionsolidation between 3-10 min and then thereduction atlongtimeintervals;

3CT'salso initiateaslightand prolonged consolidâtion and no reduction atlongtime

intervals.'l'he sensitization trialscatkse an enhanced response levelonly in thevery

'

f'trst2 mlnutesan

'

d a very sm alin'creasewltich isinostlikely duetoan Mcreasing

'

hungermotivation (theanimàlsarenotfed 'throughoutihewhoteexperiment).Most


. 113

impbrtantly,3sensitization trialscausea lowerresponsetotheodorstimulmsthan one

sensitization trial.Itisth. obvioustbntthevery high responseu lue afterasingle

learnipgtrialhasastrong non-assodativ: componentwhich disappearsquickly.The

consolidation ksdueonly to a proces(orproceses)initiated by the associative

compönent. It is obvious that an early memory,with its lligh nonessociative

componentand relatively low assodativecomponentisfollowed by an intermediate'

memory,w lkh isproducedby aconsolidation processand lastsatleast24 h.

Evidenceforan intermediatememory phasealsocomesfrom recentexperimentswith

beeswhich wereseleded forgood and poorlearning.Christian Brandes

(Brandesefal.,1988)who carried outtheseexperimentsin colaboration with us,

found thatthe poorlearnersdifferfrom the good learnersin both theamountof

sensitization andtheintermediatememory.Similarresultswerefound recently by Tim

Tully with Drosophila.The memory mutantsdunce,nztabaga,and amnesiacdiffer

from the wild type Drosophilamninly in areduced intermediatememory phaseand

in theamountofsensitization.

An attemptto loe ize tlle early and intermediate memory tracesin thehoney 1.

brain

Themajorcomponentsofthetractsandneuropilofthebeebrain involved

in olfactory conditioning werevdescribed.The antennallobes receive the chemosensory

afferentsfrom theantennaeand send relay neuronsto apairofvery prominent

structuresinthebeebrain,themushroom àodies.Thesestruduresalsoreceivethe

second order inputs from chemoreceptorsatthe mouth parts.'I'iw a-lobesofthe

mushroom bodies are considered to be theoutputregionswhich connectthzough

descending interneurons with the motor circuitsin the suboesophagealganglion.

Theselatterdrcuitsareresponsibleforthemovementofthe mouth parts.

Cooling smallareasin thebrain with tiny cold needlesproducesnmnestic

effects,whosetimecoursedependson thelocalization ofcooling.Cdolingoutsidethe

chemosensory pathways does notinterfere with memory formation.The antennal

iobeshave the shortest time.courseofinterference,the outputregion ofthe

mluhroom bodies(thea-lobes)an interfnediatetimecourse,and theinputregionsof

themuhroom bodies(thecalyces)riearly thesametimecourseasthewholebrain.

Mostinterestingly,thetwo majorfortheantennallobe(half-time1.5 minlandforthe

mushroom body (half-time3 minlcorrelatevery welwith thenone sociativeandthe

assodative components respectively.lt is tempting to conclude thatthe sensory

intejration procesesin the antennallobescontribute predominantly to thenonassodativecomponents,whereasthemushroom

bodiesarethedominantstructuresin

theestablishmentofan intermediate,noniusceptibleassociativememory trace .

Theseresultslead to am odelofmemory phases,in thehoney beewhich


114

assumesthzeedistinctphases-STM,ITM,and LTM (short-intermediate-,and longterm

memory).TheSTM overlapsstrongly with aseparatenonesodativememory

trace.Consolidation processesare responsible for the transition from one to the

other phasekIn the œ se ofonetriallearning,only STM and ITM eist,thus only

consolidation 1.Ifseveralconditioning tracesoccurapermanentmemory trace is

formed by a second consolidation phase(11).In thecaseofmassedconditioningtraces

consolidation 11overlapswith 1.This model.assumesa temporalsequence ofthe

susceptible STM and theITM .Can thisbetested?

Sequentialpro- sing in STM and ITM

Two conditioning trials following quickly each .

othermnke mostof the

memory trace immune to amnestic treatments.Therefore,wehave to assume that

repetition of the stimuliinvolved in a conditioning trialmay eitherspeed up the

consolidation-l-processorthatthe memory resultingfrom thesecond learning trial

reachesITM directly ifSTM isoccupied by thememory ofarecentlearning trial.In

thefirstcase,STM gnd ITM arearranged in sequence,in thelattercaseITM would be

reached directly,thtksthetwo memory phaseswould bearranged inparalel.

To testwhich ofthetwo possibilitiesareatwork,weftrstestablished thata

repetition oftheUS orCS alonedoesnothavethecapacity tom@ ethememory

trace unsusceptible,ratherassodativelearning trialsarenecessary.itwasthen found

thata second learningtrialwith adifferentodorantasaCS than in thefirstlearning

trialwould also servethe same function asa repetition of two identicallearning trials.

Thecriticalexperimentisthe folowing (afterMenzelandSugawa 1986).Two diferentodorantswereconditioned

in quick succession.'lhedesign oftheexperimentwas

symmetrical,which meansthatin onemnjorgroup theodorantcarnation wasthefirst

conditioned odorand proprionic acid the second odor,whilstin the second group the

orderoftheodorswasreversed.Sincenodifferencewasfoundbetween thetwo odors

the resultswere pooled.'lhen each group wasdivided into two sublroups,one of

which was treated with a weak electric convulsive shock 20 sec.after the two

conditioning trials,whilethe otherwassham-treated.Theconditioned responsewas

tested 20 min afterwardsatatimewhen theeffectscatksed by ECS havelongceased.

'lheresultisthattheECS groupsshow asignificantlossofconditioned respondingto

thesecond butnotto thefrstconditionedodor.ThismeansthatECS hasselectively

erased the mem ory trace ofthe second conditioning trial.We conclude,therefore,

that STM and ITM m ustbearranged in sequence and notin parallel,because the

second conditioning trialhasshifted thememory traceofthefirstconditioning trial

in an Ecs-sensitiveform,and thesecond conditioningtrialproduced amemory wllich

occupied thesm ceptibleSTM.Severalquestionsremain unanswered by thisexperiment.

Forexample,itisunknown whetherthestablememory phasereached by thememory


115

trace ofthe firstconditioningtrialistheITM ortheLTM .Mzedistinction between

ITM and LTM ismainly supported by thef'mding on geneticlinesofgood and m or

learning bees.Theseappearto differin ITM butnotLTM ,beœuseawellestablished

memory,although oflowercontroloverbehavior,doesnotfademorequickly in the

poorly learning linestbnn in the good learning lines.'lxisresultLssimilarto that

observed in memory mutantsin DrosophilstTu1ly,1988).Unfortlmntely an exmrimentofthekind

describedabovebnKyetto becarried outwith poorlearningbees.

Condudon

Honey beesareexœ lentanimnlsforstudieson learningand memory.The

succession ofmemory phasesafterasingleolfactory learning trialalowsaccessto the

m derlying mechanismsbecausethetimeeoursesand thetransition processesbetween

the three forms ofmem ory can be mnnipulated.Furthermore,neurophysiological,

biochemical, and phnrmacological techniques can be applied to search for the

corresponding celular and network properties.These tecbniques have already

elucidated importantfeaturesofthephysioloscalmechnnlsms(Rev.Menzel,1989;

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'


COM PA RATIV E APPRO ACH TO SPECTRA L SENSITIV ITIES O F

PHOTORECEPTORS AND COLOUR VISION IN HYMENOPTERANS

l

DAGMAR PEITSCH

UniversidadeLiwedeBerlim

N RODUW ION

Thetrichzomaticcolourvision system ofthehoney bee,Apismeltfera,has

been analysed extensively atthereceptor,interneuroneand behaviourallevel.Whilst

k

colom vision systemshavebeen investigated m only alimitednumberofotherinsed

sm des,thequestion arisesofwhetherotherflower-visitinginsectsshow similarltiesin

theircolom vision orwhetherspecies-spedficadaptationsoccur.'l'heflower-visiting

Hymenopteransareofparticularinterestwith respectto thisquestion,sincethey live

hlvery differenthabitats(i.e.thetropicalpin-forestorthealpinetundras)and search

forfood in mnny differentway's .

In addition.theHymenopteranscoveralamerangeoftheevolutionary timescale

- from.primitiye waspsto socialbees.Initialy,we compared the spedral

sensitivitiesofsingle photoreceptorcelsofvariousHymenopteran species.Most . of

thesehavethzee .

spectralreceptorty'm svery similartothoseofthehoney bee , with

maximalsensitivity at about 340nm ,.440nm and 540nm .HoFever,three sawflies

(Tenthredo)andonesolitarybee( Y lonychium petuniaejhaveanadditional ' çd- re

receptor'with mnx at600nm.Modelcalclntionsbased on tiepropertiesofthe

receptorq(Backhatls& Menzel,1987)wereused topyesentachromnticity diagram for

each speciesand to predictc'riticaltestsforcolourdiscrimination in athzee-ortetrachrom

atic colourWsion system .Thebehaviouralresultsfrom colourdiscrimination

testswith Apîsmeli/'ezv (v.Helverson,1972),Osmia m/k (Menzeletal.1988a),and

somewaspsand bumblebeescorrelatevery wellwith thesem odelcalmxhtions.

METHOD

: . . '

Thespectralsensitivity,SG),ofthephotoreceptorswas.measured by the

voltage-damp method developed by Menzeletal.(1986).Werecorded intracelulary

from thereceptorand clamm d theresponsetoa certain valueof3 to 8mV abovethe

restingpotential,which wasabout5to 15% ofthemaximalresponse.

Asan analogy toh'lmnn colourvision,colourmixturesemn bepresentedin a

chromaticity diagrnm forbees(Cornsweet,1970;Ruhton,1972).Theedgesofa

spm netrictrianglerepresentthetbreespectralreceptortypeswith theirsensitivity asa

117


118

smdalsetofpnmary colours(Backhnus& Menzel,19d7).'lNsphysiologcalchromaticity

diagram showsthism ctralcoloursin aplaneofconstantçtbee-bfightness''.

Backhaus& Menzel(1987) derived a model.calculation in which the

perceptualdistanceofcoloursignp e4n bedeterminedfrom thespectraland intrinsic

noisepropertiesofthephotoreceptors.Theresolution ofonephotoreceptorislimited

by nuctuationsoftherecejtorpotential.Thesefluduationsarecausedby thephoton

absorption processand thetransduction process(shotnoise and transducernoise,

Ixqughlin,1981).Theintrinsicnoisecomponqntsin Apisme lfera reach 0.4% ofthe

rnaxim lm voltageresponse,the=me valuewâsaWumed forallspecies. '

Forequaly brightspectrallights,thepjnd stem arecounted forchnngesof

thesmctrallightsin 4nm steps.dnepjndisreached ifone ofthethreereceptor

Potentialschangessignifio ntly with respectto thenoisecomponents.

U

ULTS

The recorded cels showed aresting potentialof -40mV to -K mV and à

depolarizing potentialwith a phasic-tonic timecoursetolil t'stimuliofdiferent

intensities.In somespecies,discretepotentialfluctmtions(quantum bumps)appeared

atvery 1ow intensities.TheavqrageS(X)ofthephotorecejtorsofthedifferentspecies

are similar to each other.Most ofthespecieshavethree receptortypes:the UVreceptors,with

maximnlsensitivity at336 nm ? show 1ow sensitivity . (1-2%)above

450nm and thiswould appearto bephysioloscalin comparison with themodel

calulation c and behaviouraliestsofcolourdiscriminability.Thebluereceptorshave

theirmaximalsensitivity at432nm,and someofthesereceptorsshow ' ' high sensitiviy j

(up to 50*)below 370nm. 'l'à eJo isibleexplahation forthisiseitherelectricalor

artifactualcouplingbetween theUV andbluereceptororthe#-peak ofthephotopim

ent,which Menzelttal.(1988a)asumedforOsmia rlz/J.theS(X)ofthegreen

receptorsfollow thetheoreticalabsoyption function ofarhpdoplin pigmentwith the

correspondingàmax'W ,

emalimum ofthesereceptorsareatabout53inm,and370

nm foraiecohd @-jpeak.

n ree specleshave an additionalred receptorwith maximnlsensitivity at

Konm and aJ-peak atj60nm,butthefldionsin Tenthredo aremuch narrower

asthetheoreticalDartnal-functions(seebelow)predict. '

Although the spedral sensitikties 'of the spedesare similar the V h-

functionsshow somedifferekces.M nnimalsareabléto discriminativioletand bluepeen

coloursvery wel.However,b0th theworkerbeeand àronebeearebeterin

'

discnminating blue-pee il co 1otlrs,w

hilstOsmia m/J an'd solebu'mblebeesdistinguish

betterin thevioletpartofthespectrum .

n e spectral sensitivities of the photoreceptors of the workerbee were

measured with diferentmethods.Autrlzm & v-zweltl(1964)and Menzel& Blakers

'


l19

(1976)>edthespectralflash method,and oneofus(Fietzetal.1986)medthe

spectralsœn method in orderto determine thesensitivity asaccurately asm ssible.

Thepeak sensitivitieswerefound to beat3351m ,435nm and 540nm ;thefunctional

sideband sensitivitiesoriginatefrom thej-absorption oftherespectiverhodopsin.

Autrum & v.zwehl(1964) reported two kindsofbluereceptors,one absorbing

maximally at420nm and the otherat470nm .Although in themeanwililewehave

recorded from many receptorcells,wehavenotfound any indication of morethan

onebluereceptor.

The spectralreceptortypeswere mnrked intracellulary with Porcion yellow

(Menzel& Blakers,1976).Each median frontalommatidilxm containstwolong and

oneproximalUv-cells,two blue œlls,andfourgreen cells.lheUv


120

M mpestrisare maximnlly sensitive at328nm,456nm,532nm and 596nm ,and the

functionsofthe UW ,blue,and green cellsfollow thetheoreticalabsorption ofthe

corresponding rhodopsins.However,thered receptorismuch nlrrowerandthismay

be dueto some screening effects,in thatthegreen receptormny screen thered cell

in theshorterpartofthespectrum which resultsin asteeperfundion.Metarhodopsin,

which probably mninly absprbsat490nm (Staveng:& SchFemer,1984)nmy also

have a screening effect.'Ihelongerpartmay bechanged by ared screeningpigment

which shifts green absorbingpigmentsto a longqrwavelength.Green and red cells

show also asecond maximlm atabout3701m Fltich cmnbeexplainedby thej-peak

of the rhodopsins. .

We also used ourmodelto calculate the chromaticity diagram and the colour

discriminability function for>fourdimensionalcolourspace,butbehaviouralexperimentsstillneed

to be completed. .

.

Thesolitary Brazilian bee,Calonychium pemnfce(recordingsby D.Ventura),

also has fourdifferentreceptortypes.Here theUv-receptorisshiftqd to alonger

wavelength (363nm)than thatobserved foyotherHymenopterans,whereastheblue

receptorisshiftedto theshorterpartofthespectrum (404nm).Tlziswould suggesta

physiologicalorMrtifactualelectricalcouplingbetween thesetFo receptoctypes.Even

atlonger wavelengths the blue receptorshowsa hlxmp and som: sensitivity up to

590nm which may also be explicable by coupling effects.'lhe p'efn receptorhas

maxim um sensitivity at 533nm . In contrast.to Tenthredo, the red receptor

(X O X= 600nm)folowsthetheoreticalabsorption fundion very wel.

Male and femnle Callonychium exclusively visiteitherorange orred flowers

formeeting otherindividualsand train themselvesto these colours.Thisbehaviour

allowsforthetesting oftḥeir colour discrimination with respectto outmodelpredictionsand

investigation of theirpossibly tetrachromatic colourvision system .Since we

havq pnly recently started such experimentsthe amountofexisting dataislimited

X ittmann,pers.commlmicationsl.However,thereissomeevidencethattheseinsects

a4eableto discriminateyellowerangecplours.

CONCLUSION

Hymenopteranslive in differenthabitatswith varying mixturesoflighte.g.

ip thetropicalrain-forestthereisahigherproportion ofgreen lightwhilstin mountaineolzs

regionsthereismuch more IJV light.On the otherhand,some Hymenopterans

(i.e.Calonychîumjare.specialized in visiting only pne orafew.kindsofsimilar

coloured flowers.In orderto achievethebestcolourcontrut,themnximllm ofone

receptor type should correspond to the background 'hght.Although the spedral

sensitivitiesofthephotoreceptorsareslmlar, ' '1 theL X/â-fundionsmay slightly differ ,

and thesesmalldifferençe!may Bevery importantin colourvisiqp systems.


121

Iteferences:

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OPPO NENT CO LO R COD ING A ND CO LO R PERCEPTIO N IN BEES

WERNER BACKHAUS

UniversidadeLivredeBerlim

1.N chophysicalscaling melods

Psychophysicsmeasurestheresponsesofsubjectswith respectto oneormore

stim tli.Theresponsesaredirectly related tothestimuli(preferences)orrelated to

judgmentswhen stimuliarecompared with referencestimuli.Theresultsoftheexperimentsdepend

ingeneralon thedesign oftheexperimentand theinstructionsgiven to

the artimnlby trnining.Beescan beinstruqtedby training to preferonestimulusfrom

others.Thebeesconfusethestimulimoreorlessdependingon theirdiscriminability.

Ifthe trained stim ulusisabsent,they show graded preferenc:sfortheotherstimuli

accordingto thesimilarity with theremembered trainedstimuluseven ifallZternatives

areweldiscriminqblefrom thetrainedstimulus(Backhausetal.,1987).Thechoice

behaviorofbeesisbased on similarity judgments.Htlmansshow two diferentkindsof

similarity judgments:the similarity value pf two stimuliis reported diredly or

indirectly in the ondimensionalcase asdistancediferences(n urstone,1927)or

ratios(ratio scnling,Torgerson,1958 Ekmnn,1963)of thescalevaluesoftwo stimuli.

In thecaseofmultidimensionalstimuli,thejude el!tisperformed asdiferencebetween

thedistancesofeach oftwo teststimulito thereferencestimulus(method of

triads,Tôrgerson,1958)orasratioofthelength ofonestimulusveciorto theprojec-

'

tion o ?heotherstimulusvectoyonto t it(Ekman , 1963).

Tlw lmits of perçeption are thought to be simultaneously present.Thus,

differencesbetween scalevaluesorvectorsrepresentingstimuliin amultidimensional

spacearesymmetrical,i.e.thedistancefrom A to B hasthesamevalueasthedistancç

from B to A.n ereore,diferencejudpnentslead j

to symmetricaldatamntrices,but

themntricesofratiojudment!areasymmetrk in general.

2.S- lm'gofcolorsim larity in humnnm

Differçnceand ratio scaling methodshavebeen applied to hlxmnn colorvision

(Torgerson,1958;Indow and Ohslxmi,1972;Helm,1964).Multidimensionalsrmling

ofdifferencejudm entsshowed thatcolorvision isthreedimensionaland them int

configurationsarevery similartothecorifigtrationsin thesubjectiveMunselcolor

ordersystem.Helm (1964)hasSven an interpretation ofthederivedscalesto betwo

opponentcolorscalesrepresentingblue/yelownessand red/peennesofthestimuli

123


124

l. . . ' . 1 .' d .

and abrightnesssY' e-Diferencejudgmentsand ratiojudm entswithout'specialhstructionsareexplained

asderived directly from opponentcolorcoding systemsascellexcitations.Itisnotnecessary

to explain them asbeing related tosensations.Theresultsof

multidimensionalscaling of ratio judgmentsdemndon theinstnzctionsgiven to the

probands.The5-7dimensionsderived by Ekmu (1914)and Kuehn (1976)areinterpretableaslmiquecolorsjudged

asratiosofthenmountsvisiblein colorsensations.

3.Phenomenolor ofcolorRnsations

'

1.ln all colorsensations six differentunique colorsare clearly visible in

diferentproportions:bhck,White,red peen,blue,yelow (Hering,1905).Thepro-

.

.

,

portionsofuniquecolorsare easily judgedeven by :x naive ysubjectswit j an . accmacy

of5% (Hard,1966).2.Red/green anà blue/yelow areopponentcolors,i.ekthey do

notappearat 7 thesametime(Herbing,1905).3.Thelightnes'ofacolorsensation is

related to theamountsofchromnticuniqueco ' 1orsan

d achromnticuniquecolorsblack

and white.4.Colorsensationsarealwaysspatial,i-e.haveasizeand alocationin the

threedimensionalgeometricspace(Hering,1905).

iheproblem isto exphin thepropertiesofspatialcolorsensationsfrom

opponenicolorcodind and spatialcodirlg.An explanation ofthephenomena'by

calculatingthe one dimensionalplametershue,saturation,andbrightnessfrom thç

' ' '

'

excitations of an opponent colorcoding systemswottld heed 'lazge neuralnetworks

'

.

' '.'

foreach spatialpointtoperform thenecessary calculations-n ewholephenomenolor

e-qn beexpbined by thefolowing (colorstate)hypothesis:each opponentcolor

coding system presents'theinformntion abouttherelativeamountofuniquecolors

(red/greeri,blue/yelow and black/white)presentin aspatialpoint.Thephysical

states corresponding to theuniquecolorsarecontrolledby thecolorcodingsyitem.

since the physicalstates fulftlthe sanie çalfebrk'asthe psychologicalstates

measured in thepsychophysicalexperlmentthey glould beidentilubleasphysiz

objeds.Fyom thetmlqùecolorstates(com/onentso?sensations),theperceptlml

P arametershul,saturation andbrightnesscan Easily bederived asiuptientsoftie

,

nmountsofcolored/whitestatesarid colored/colored states.

4.Saling of color Knsationsin humnnm

Ekman(1954)instruded mobandsto repo yy thecontento :jmju;xjoa q s

theseen coloràsratiosandextracted fivedilensionswhiqh areinterpreted àslmque

colorsvisiblein tliecolorsensation

'

calsed by

'

thestimuli.Thecolorattributeshues

saturaion

.

and brightàessaiesimjly

.

related to theproportionsofuniqizecolors.Tie

naturalcoloisystem isbased oh ratio judg'mentswitliresjectto theamountofunique

colorsvisiblein thèc8lorsensbtionstHerik,1905;éard,1966).

. '' .. .

' '


12S

5 Smlm*g ofcolorsl-m lnrlty illaxes

A'multiplechoiceexperimentFith freeflyingbeeswasperformed formetric

and nonmetric multidimensionalscalinganalysksofthe similsrity relationsofcolor

stimuli.The matrix of choice proportions was symmetric,so that the data were

interpreted asrepresentingresultsofdifferencejudpnents.Multidimensionz analysis

showed thatthebeescolorvisiorfsystem istwodimensionaland thejudgmentsaredue

toadty-block-metric(Backhausetal.,1987).

6.Opm nentcolorcoding in bees

n e two scalesobviously representablue/peennesandaUv/pwplenes

dimension in agreement with the kind ofopponency exclusively found in intracclltlarrecordingsfrom

spectrally antagonistic neurons.'lhe calculated and intracellulary

measuied spectral sensitivities of spectrally opponent cellsare in good

agreement(Menzeland Backhaus,in pres).'rhespectrallightdiscrimination ftmction

measmedby Helversen (1972)isin very good apeementwith theresultofasimulation

ofthatexperim entbased on the opponentcolorcodingmodel.Furthermore,

quantitative predictionsfor the intensity dependentcolorshifts(Bezold-Bruecke

efed)aremadebuthavenotyetbeen measmed in bees(Backhaus,1988).From this

folows,thatbeese-qn derivecolorsimilarity meastlresdirectly from theexcitationsof

theopponentcolorcodingcels.Folowing thearpxmentation from above,weemnnot

concludefrom theseresuḷtsthatbeeshavesomekind ofcolorimpressions.However,

theexistenceofa lmiquecolorsystem emnalso notbeexcluded. '

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CO LO UR CONSTANCY IN TH E HO NEY BEE

ANNEW E WERNER

Universidade LivredeBerlim

INTRODUW ION

Themeaningand importancedfcolourconstancy can easily betmderstood if

itconsidered according to the tasksforwhich colourvision wasdeveloped :

1.Thediscrimination ofobjectsagainsttheirbackground should beimproved.

2.Colourvision should provideadditionalcuesforidentifyingand recognizing

objectse.g.by evaluating thespectralcontentoftheirsurfacerelexions.

Undernaturalconditions,thespectralcontentand ltensity oftheillllmination

continuom ly cbsnges,with the consequence tbntthespectralcontentof the

surfacereflexion of objectsalso changes.Since thetrichromatictheory ofcolour

vision predictsthatsurfacecoloursaredetermined by theqtlnntacatch in thethree

wavelength-bands,it would be difficult for a colourvision system thatfunctions

according to thistheory to work efficiently.Thus,a colourvision must correctfor

clungesintheoveralilnminationifitisableto seethecoloursofobjectsrelatively

uncbnnged despite largeuriationsin theoverallillumination.Tilisproperty isrmlled

colourconstancy. .

Oneoftheflzstreferepcesto colotlrconstancy cnmefrom Helmholtz(1896).

However,perhapsthe mostimpressivedemonstrationsofcolourconstancy werethe

'çMondrian*xperiments'ofLand(1977).% nd showedthatthecolourofasingle

colourplatewithin amulticoloured arrangementisnotexclusively determinedby its

spectralcontent,and thatadaptation isnotsufficientin explnining thisphenomena.

Thisin turn' promptedthequestion ofhow acolourvision system determines

coloursindependently ofillxmination changes.Differenttheoriesweredevelom d and

. perhapsthemostwel-known of these isthe ççRetinex''tlzeory developed by Land

(1977,1983,1986).A1ofthesetheoriesencompastheprincipalofcolourcoding,

whereby thecolourofanobjectisdetermined by therelationship ofitssurfacereflection

to the surface reflection ofthe surrouadings.Since thisrelationship remains

constantunderdifering ilxminations,thecolourofanobjed alsoremainstheume.

Forsuch relationshipstoexistkitisnecessary thattherearespatialinteractionsbetween

differentvisualfieldareaseg.thoseknown to existfor'simultaneouscolourcontrast.

Colotlrconstancy hasso farbeen observedin allvertebratesthathavebeen

investigated,namely in man (lmnd,1977),thegoldfish (Ingle,1985)and eledro-'

physiologe>ly in themonkey (Zeki,1983).W efirstobservationsofcolourconstancy

127


l28

in an invertebrate,thehoney bie(Apismeltferaj weridemùnktrated by Neumeyer

(1981).Mlissocialinsed isparticularly interesting,sinceithasalsohasahigly

developed visualsystem and isacooperativeresearch animal.In thistalk Iwilpresent

experimtntswhichdtscribethequaliyo?colourconstancycodinginthehoneybee

in differentspectralresons,and themechanismsunderlyingcolourconstancy wilalso

bediscm sed.Additionally,adirectcomparison willbemadebetween theperformance

of colourconstancy in man and honey bee .

PROCEDURE

Coour 1 ' cons tancy in the honey bee was investigated using a modified

çMondrian''setup,with 13 colouredglasjplatesin acheckèrboard arrangement.This

teBee-Mondrian'washomogeneomly ilbxminated from behind$y a mixtureof3lights.

Thespectralmnximlzm ofeach oftheselightscorresponded respectively to thespectral

sensitivity maxim lm of1ofthe3photoreceptortypesofthehoney bee(Menzel,

1985).'l'heintensity ofeach lightcoizld bevariedindividualy,and a1theexperiments

were undertaken in a'darkened room whose wallswere covered with blaçk velvet .

Thlzj,theonly stimulipresented to thevisualsystem ofthehoriey beecamefrom the

çf Moùdrian >' stup. g' ' ' ' ' ' ' '. .' ' '

' ' 'Usingihissetup,itis'possibleto trahlabeeto'preferacertaiq colourplate

(rnlningp i ' 1teA)from a a1theothers.Tl'tisdiscriminability undertraininj'-iluniina'tion

con ditionswasrecorded , and thelightfluxesemittedby thetraining are'a W erequ'anti-

tatively determlned.The relativeintensity levelsofthe3 illllmlnating wavebandsof

thettBee-Mondrian''werethen changedkThiswasdonbin such aw'ay sothatanother

square( B)which , isspectraly differentfrom plateA,'now emited exactly'thesame

energy flux asmeasuredbeforeoilplate'A.Ifthecùlourpfplate . A perceivèd 6y the

. . . I . .

bee kstheresliltof thespectralcontentoftheflux emitted by thisplate ,

. one woutd

expect that a bee trained to plate A would how choosi plate B.If , hoWever,the

colourperce/tion ofthebeeksiridependentofthechangein i lmzation,onewould

'

expectihatabeetrnined on A would jtil'choose thisiqukre.

RESULTS

1.Coloe const>nc'y oftlehoneyA in aMondHanerrailgement

'

, .

.

. ' . . ' ' , z.

. .

'

Coloùrconstancy wasinvistigated fqr4 pairsofviolttand bluepeen colours .

'

Aqbeesareabletobiscriminatecoléurinthesechromatic'regioikt'po icularlywel,

ak '' ' ' . ' .

chàngesineiolôurperception can beobàerved withlziglzsensitivity (v.Helversen,1972).


l29

VioletColours:

' ' In the firstexperimentlightofmiddleand shortwavelengthswasadded in

orderto match thealternativecolourplateto thecolourofthetrainingplate.Relative

choicefrequency forthese2 colourfieldsundertrainingilllmination showsthatthe

2 coloursareweldiscriminated(r -test,p< 0.01).Afterchanging theilblmination,

thebeeschoosethetraining colourplateand matchingplatewith thesamepercentage

ofcorrectchoicesasbefore,even tllough the spectralcontentofthenutched colour

dlxring the matching test wasidenticalto thatofthe training colourplate during

training.

Bluep een O l/lzr&.'

Threecolourmatcheswere carried outforblue-green colours.In allcases,'

lightof middle-and/orshort-wavelenghtlighthadto be.added.In thef'zrstcase,the

changein spectralcontentwaspeaterlhnn thatimposed in thepreceedingexperiment.

Nevertheless;the choice-frequency changed only mazginally.Simihr resultsweie

obtsined when tleilumination waschanged tomatch the2otherblue-green alternative

colourplates to the training plate.In b0t1casesthebeepreferredthetraining

platerelatively indem ndentpftheilllmination conditions. . .

Itshould beemphazisedthatthespectralcontentofthetransmitted lightis

changed simultaneously and homogeneom ly fora11theplates.

Theresultscan besummqrizedasfolows:

1.Thetrainingplateisalwaysrecognized,and thlzsitcan beconcluded that

identicalperceptionscan beproduced by differentratiosofreceptorsignals.

2.Thealternativeplatewasnevermistaken forthetrairking plate.

Therefore,an identicalsetofreceptorsignalsdoesnotnecessarily produce

the same perception. .

Rheresultsoftheseexpedmentsstrongly suggestthatchoicebehaviour,and

thuscololzrm rception,in beesisrehtively independentofthespedralcontent'ofthe

iltmination.Therbsultsalso confirm earlierexperimentsofNeumeyer(198 1),and are

similarto observationsin man (Iaemd,1977)andgoldfish (Ingle,1985).Furthermore,

theresultsarenotconsistentwith thetrichzom atictheory ofcolourvision.

H.Quality ofcolourconstu cy.

In sometestsforcolourconstancy in thebluepeen region,theillumination

changeproducedchangesin choicebehaviorwhich correlated with thespecificchanges

imposed on theirspectralcontent.The degree ofthese chnngesvaried from slightbutiystematic

through to atotallack ofcolourconstancy.In comparison,colour


l30

constancy irlthevioletsmctralre#on wasfotmdtobe perfectly independentofthe

illumination cbnnges.

'

Forthesakeofdirectcomparison,colourconstancy in man wastested using

theexactsamearrangement,butwith theappropriatesetofi lminating lights(i.e.

blue,green,and red light).Thetestprocedurewasthesameasthatdescribedforthe

honeybee,and only yesorno Rnqwerswere accepted.Colourconstancy wasagain

tested in differentspectralregions.Goodcolourconstancy wasobserved in thebluishpeen

regon,wherethe=mecolourmatch wascarried outasin thehoneybee.Fora

colourmatch in thered-green region,alack ofcolourconstancy wasobserved.

Thisindicatesa differentperformancein colourconstancy which correlates

with differentsm ctralregonsandilxmination changes.Itisinterestingto note,thata

similarsystematicdeficiency in colourcorlstancy withfresped to chzomaticregionsis

also found in the honey bee.n ls,theterm colourconstancy doesnotseem to be

appropriatein describingtheperformanceofthevisualsystem in codingcoloursunder

differentillumination conditions.

1H.Proc- esunderlying colom constancy

Colourperception isnotonly determined by thespectraicontentofthelight

stim ulatingthereceptors,and thusthetrichromatic4heory ofcolourvision doesnot

reflectallthe processesinvolved in colourcoding.So,which neuralmechanismsare

responsibleforcolourconstancy? Themostsimpleexplanation would beaselective

chromatic adaptation ofthephotoreceptorsoradaptation ofmorecentralstationsof

inform ation processing,such asthe spectralepponentsystem . Theotherhypothesis

would beto prerxmespatialinteractionswhièh would providefora chromstic-spatial

intepation -asmentioned in theintroduction forman.

To test tltis hypothesis, colour-constancy was tested in two different

ççMondrian''-arrangem entsfor thesnme pairoftraining'and matching platesin the

violetregion of the spedrum .Thetwo arrangementsbnly differwith respectto the

extentofarea availableforspatialœtegration.Adaptationalinfluencesdo notdiffer

for the two situations. . . .

(a)3-l1e1dMoridrian:In tlzisMondrian,3violetphtesareavailableforintegrationalprocesses.A

colour constancy test,asdescribed above , kscarried outwith

mntching between 2 plates.Adaptationalprocessesilzneuronswhich arestimulated by

thetraining-andmntching-plateareidenticalto thatoccm ringinthe13-fie1dMondrian .

Result:The alternative plate is mistaken for the training-plate . ln other

words,thereisalack ofcolourconstancy.

(b)7-field Mondrian:Thenmetrainingandmatclingcolourweretkqed as

described abovein a).Thereare5 additionalplatesin thedisplay,butthey are

separated from thetraining apd matchingplateby 5 cm . Thebeeistrained notto fly


131

over these plates.n erefore,these additional areas can be intep ated into colour

coding exclusively by long-range spatial'interadions-Adaptationalinfluenceson the

colourperception ofthetraining and mntchingplatesarenotincreased in comparison

with theprevioustest(a).

Result:Colourconstancy isoptimal,with choice behavioursimilarto llut

observed forthe13-fie1d Mondrian.

(c)13-fie1d Mondrian:Forthesakeofcomparison,colourconstancy in the

two previoustests,(a)and(b),wascompared with colourconstancy with al3-field

Mondrian (seesection I).

Result:Colourconstancy wasoptimalin the13-fie1d Mondrian.

Conclm ion:Colour constancy in the 7-f1e1d Mondrian issimilarto that

observed in the 13-fie1d Mondrian.The lack of colour constancy in the 3-fie1d

Mondrian istheresultofalack ofspatialintegration,and thusthe term adaptation is

notsufficientin explaining colourconstancy.Itisconcluded ,therefore,thatcolour

constancy istheresultofaspatial-chzomaticintegration,which resultsfrom long-range

spatialinteractions.

How do thesespatialinteractionscontributeto colourconstancy coding?

Asalready mentioned,itispresumed thatspatialinteractionsresultin the

coding ofa colourwith respectto the cllromaticpropertiesofthe surround.This

hypothesiscan beverified by testingforperception and choicebehaviolzrin 2 chromnticaly

differentççMondrians''underexactly thesameillltmination.Sincechangesin

choicebehaviourwereobserved,which ultimately indicatesachangein perception,it

can beconcluded thattheresultoflong-rangeinteradionsisthecoding ofcoloursin

relation to theirsurround.

SUMMARY

Spatial-chzomatic intepation is a step ilz processing visualinformltion

whereby two importanttasksarefulfilled :

1.Rtlcognition ofthecolourofobjectsunderdifferenti lmlnations(coloui

constancy)asaresultofadapted colourcoding.

2 .Beterdiscrimination ofobjectsagainstbackgrounds(colourcontrast).

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'


slkpôslo 2

NEUBIOX IA DA APXENDIZAGEM,MEMURIA E

PERCEN AO DA ABELHA - H

- Facilitation in insectphotoreceptors

Dora Fix Ventura

- Visualsystem oftheBee:hminam onopolarcels

Jolm ManoeldeSollmn

- Thefunctionalorganization oftheHoney Beebrain

JulianeMauelshagen

- Phsrmacology oflearning and memory in Honey Bees

MichinxSugawa


FACILITATION IN INSECT PHOTOREUEPTORS

DORA FlX VENTURA

UniversidadedeSâo Paulo

INTRODUW ION

In 1954 a surprising phenomenon wasreported by Ruck and Jphn on an

hwertebratepreparation:ifastrong flashwaspresented to theeyetheeledroretinogrnm

(ERG)responseto asucceedingequaly strong flash wasincreased,notdecreased,as

'would be expected.In thehuman visualsystem,oursubjective experiencewhen

presented witlthelightof abrigltflash isofatrnnqientblindness,which im pliesthe

satmation ofthe neuralnetwork from theretinato thecentralnervoussystem .Not

only atsaturation levels,butalso below,lightadaptation hasbeen shown to reduce

sensitivity in m zmerous psychophysicalahd electrophysiologicalexperiments.Asa

result,thetheoriesaboutthefunctioningofthereceptormeghanism havebeen always

based on the reduction of sensitivity,due to light adaptation.ItFasthereforea

startlingsurprisethatan eyecould $veapeaterresponseafterasupposedly blinding

light.'l'heeffectwascalled facilitation by theauthors.

Thestudy ofthiseffectwasnot,however,pmsued any ftlrtheratthattime,

and thisreportby Ruck andJnhn(1954)did notreceivemuch atention in the'

literature.

Fae tation in theERG ofxveralsN des

Itwasonly in thelatesixtiesandearly seventiesthatthesubjed wasstudied

again.Severalauthors reported facilitation in otherinvertebratrsbesidesthe small

crmtacean Lygia ocddentalîsusedby Ruck andJnhn(1954).ltwasfound in theERG

ofseveralspecies(locmt:Giulio ald Lucaroni,1967;fly and beetle:Dudek and

Koopowitz,1972,Dudek,1975;ants:Venturaetal.,1976,Venturaand Puglia,1977,

Ventura,1983;spider:Ynmashita and Tateda,1976 and a crustacean,Strétten and

Ogden,1971).

0. own work in ants1ed totheconclusion that,atleastin thespeciesAtta

sexdens,facilitation isjustasimportantasadaptation sinceitcoversa sensitivitf range

tlutisabouteqlmlto thatcovered by adaptation.'lhisisto say thatsensitivity in the

ant ERG can be menipulated by experimentalstimulation propammesto either

increase(fadlitation)ordecrease (adaptation)by thesame extent.Facilitation,

however,isnotjlzstthereverseof adaptation.Ithasdifferentpropertieswith resped

135


136

tot im ecolzrse, tlrezold , sensitivitychanjesduetothepresenceofabackground,

and relationship to latency changes.

.

ERGSreflectnotonly theactivity ofthereceptorsbutm ay also includecomponentspicked

up from neuralacivity ofthesucceedinglayers,mninly thelamina

ganglionaris.Tltisposed the question ofwhetherfacilitation presentin theERGSof

ants could be attributed to thephotoreceptorsorto a response from the lamina.

Com parative studiesof facilitation in differentspeciesof ants permitthis possibility

to berlzledout.In thosestudiesth:amountbffacilitation varied greatly from species

to spedes.Thedistancebetween theretinaand thelaminaalso varies.Thetwostructuresareadjacentin

Campgnotusandèseudomyrmex,but?arapartin Attasexdens.

Sincein thelaterspeciesfaciliation wasmuch largerth= in theformerones,ERG

resultsmustreally reflectphoto'receptor activity .

. . . ' z . . r ..

Facilitation in the photoreceptor

In addition to ERG workyfacilitation was also found in singlephotoreceptors.

Itwasfotmd by intracelularrecordingsin thephotoreceptorsofspidereyes(DeVoe,

1972;Yamashitaand Tateda,1976)and ofthebarnacle(Hananiand Hilman,1976).

Thepresentwork wasained atdetermining whetheritcould also berecorded in the

retinularcellsofinsects,and ifso,to describethecharacteristics.offacilitated receptor

potentials.

The responseofphotoreceptorsto any lightstimultlsisadepolarization in

the case of invertebrate photoreceptors and a hym rpolarization in the case of

vertebraterodsandcones.Theamplitudeofthisresponsechangeswith lightintensity

in a lawfulway and thereby indicatesthesensitivity ofthephotoreceptorto light.

Receptorcellsare very sensitiveto changesintheir listory ofexposureto lightand

show peatvariationsin the amplitude of the responseto lightdepending on previous

ik oslzres' . Theirresponsewilltherefore depend notonly on tlleintensity,duration

P

.

bnd wavelength ofastimulusthatispresented,butalsoon whathappened beforethat

s imulation,that is,on the previom intensity,duration and time intervalof exposure

to light.Regardless ofthe history ofstimulation theevidenceavailableleadsto the

conclusion thattheresponseto lightisalwaystheresultofthecolbination ofthetwo

ojposing tendenc'ies,ofexcitation andadaptation.Thefactthatthesearecombined in

theresponse makesitimpossible to teasethem apartunlessexpedmentalmanipuhtionsarêcarriedout.SinceourpreviousERG

work hadàhown thatvery shortbright

flashesresultin facilitation,thisstudy wasconducted using shortflashesofsaturàting

intensity in mostixperiments.ltis'frequently objected thatshortbrightflashes

Presented to tiedark adapted eyerepresentacondition tiatisdistantfrom normal

1t?*esituation.Hùwever,theecologicalqontextofthisbeespedesisthetropicalrain

forest,wlich isdarkandinterspersedwith lightrayscomingdirectlyfrom thesky


l37

through smqllholesin thefolliage.Furtherstudieswilbeneeded to eu minethe

relativerolesoffacilitation and adaptation in ecologcaly relevantconditions.

. '

' ' l ' '

fharacterkqtiœ and pouible mechanismsoffadlitation

Utrresultsshow thatfacilitation in factoccursin intracelularrecotdingsof

P h otoreceptors of the'stingless bee Melipona çlfcdrl:/bcfafl and ofthe locust

Schistocerca sp.''l'hemainconcllzsionsatthispointarethat:1.facilitation occursfor

lightstimlzliofhigh intensity and shortduration,and itisgreaterin thephotoreceptor

oflocuststhanin thebee;2.itstemporalcourselastaslongasfoundwith theERG

(peak arotmd2 to 5s;totalduration around 1to 2 min);3.thereisno relationship

between th eamp litudeand thelatency offadlitated receptorpotentials;4.facilitation

isdirectly proportionalto thehyperpolarizingaftirpotentialfound with high intem ity

illxmination. .

n epossibility thatfacilitation couldbedueto afeedback from thelamina

was examined by moving the light source away from the optical axis of the

ommatidium -in thatsituation lesslight* 1reach theretinularcelbeingrecordid

from and alowerresponseamplitudewilresvlt.However,neighboring o'mm atidiawill

bereceivingmorelight.In thatcase,iftherewasan effectdueto synapticinfluences

theresultingcurvewould bedifferentfrom thoseobtainedby chaflgingintensity.This

isnotthecase:theresultsdid notdifferin thetwo cases.

'

Wealso exnmined thepossibility tltatmetarhodopsin could beaffecting the

restlts,asitwasapparently shown todoin barnaclephotoreceptorstHananiand

Hilman,1979).Metarhodopsin in bersoccursin therangeof480 nm forblueand IJV

receptorsand isalsoexpected to occurin thesamerangeforthegreen receptor(Menzel,pers.comml.Therefoyewe

preadapted the eye to blue lightand tested its

responseto atrain ofpulsesof theT.ED (-max = 560 nm),and then adapted itto

green lightand againtestedtheresponseto thesametrain ofputses.Theblueadaptihg

light m aked at the -corresponding to an absorption ratio or rhodopsin to

metarhodopsin of.3to .8,whiletheFeen adaptinglightpeaked attheisosbesticm int

of the two functions. An equilibrium between formntion ofmetarhodopsin and

rhodopsin regeneration isachieved by stimulation attheisosbesticpoint,i.i.,with the

peen adapting light,whereasthebluestim uluspromotesmoremetarhodopsin regeneration

thntrhodopsin depletion.m spite Ge differencesbetween M formntion thnt

could existmingthetwo stimuli,nodifferencesin facilitation wereobserved.

Relatiom hip G tween fadlitation and xcond m- ngers

In 1976 Hnnaniand Hilmnnsuggestedthntfacilitation wasduetoan efûux

ofCa+ from thephotorectptorcel.u ter1>a1l(1978)reasoned lhntiffadlitation is


138

the reverse ofadaptation,both mustinvolve calcium .Itlmsbeen known foralong

timetbnt(1)ilumination incwre>sçstheilmacelxlnrconcentration offreecaldlm

ionsand(2)thatamplitudean (i latency reduction œn beproduce d b yinjecting

calcium into tlecels(Brown and Lismnn,1975;Fein and Chadton,1977).lffacilitation

isthe reverse ofadaptation,the risein response should be accompanied by

lengthening of latency.Butin ourIRG work there wasno systematic relationship

between facilitation and latency.Harmni(1986)also measlzredthisrelationship in

the barnacle photoreceptor w ih thefmding thatlatency ksnotlçngthened , rather

it .isshortened during faciliation.Heconcluded thatfacilitation isnottheresultof

a reduction in intracelular calcillm concentration.We confirmed thatlatency is

constantand shortdespite increasesin Amplitudeofthefacilitatedresponsesin our

intracelularmeasurements(Ventura,1988).Hanani'ssuggestion to explain facilitation

isthata Featereffecti#e lightintensity exists during facilitation , leading to

greater nmplitude and sborterlatency.

.

A posibility wewould liketo consideristhatthis(suggested)increased

effectiveness of photoreceptor response be dueto an increased amountofsecond

transmitter,such asCGMP or1nsP3,both of wlzich have been proposed asmessengers

forinvertebratephotoreceptorsttx'lpb,1986;Fein etal.,1984;Ventura,1988).Since

a relationship between increased InsP3 contentin the photoreceptorand increased

responseto lighthasbeen shown tœ ul-y etal.,1987),thisisaleadthatshould be

followed in futureresearch.

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Biol.


V ISUA L SYSTEM O F TH E BEE:LAM INA M O NO PO LA R CELLS

JOHN MANUEL DE SOUZA

UniversidadedeSâo Paulo

Themonopolarcels(MC)ofthe lnminagansionarisoftheopticlobeofthe

honeybeeconstitutethemsl'nneuralpathway fortherelay ofvisualinformation from

thephotoreceptorsto themedulaandmustplay an importantrolein thecodification

ofcolorand otherasm ctsofvkslnlprocessing.TheimportanceoftheMCsisevident

from theneuroanatomy ofthe1stoptic lobeasdescribed by Ribi(1978,1981)using

masstaining teclmiques.ThebodiesoftheseMCsarelocated justproximaltothe

basementmembranewhich separatestheretinafrom thelaminaandtheiraxonsjoin

the receptoraxon bundlesto form theso-caled cartridgeswhich projed intothe

medula.n eshortvisualfibers(blue-and green-sensitivephotoreceptors),terminate

witbinthelamina,wheretheirramificationsprobably synapsewith spinesoftheMCs.

Thethreelong(UV sensitive)visualfibersalso havespinesin thelaminabutcontinue

acrosstheouterchinsmato terminatein thedistallayeysofthemedplla togetherwith

thelamina MCs. ,

Ribifirstdescribed six differenttypesoflaminaMCs(Ribi,1975)butlater

reducedthisnumberto four(Ribi,1981);a1lfourtypesseem tobepresentin each

Ortridge.

Nltmerom otherneuralfibers,tangential,centrifugaland someinœrta sedis

cells,also run between the lamina and themedulla buttheirconfigurationssu%est

secondary m odulatoryorfreedback functions.Noneofthese,northeamacrinecells,

which remain within thelamina,haveyetbeenrecorded from asfarasisknown.

A properknowledgeoftheroleofthe k Csin codiy fin gan'd transmitiing

visualsignalsisthusfundamentalto ourunderstandingoffunctioning of thewhole

visualsystem of the honeybee.Due,however,to theirslenderaxonsand to their

relativeinaccm sibility,ithasbeen much moredifficultto record respom esfrom MCs

in thebminathan from celsin theretinaand in otherregionsoftheopticlobe-the

medulaandthelobula.Menzel(1974)recorded with considerabledifficulty from MCs

probably ofonetype,butwasunabletomark them individually perhapsbecausethe

very fi ne ti psofthe electrodes,necessary to penetrate thecelswithoutdestroying

them,did notpermitsuccesfulinjection ofthedid.Workinginhislaboratory for10

weeksin .1986lwasableto mark and record from some20 cels(So1zm ,Hertel,

Menzel,Venttlra,1987)usingelectrodespuledon aCnmpden puler;theseelectrodes

had very rmestrongly taperedtipswith m uch lowerresistancesthan thosepulled on

conventionalpulers,thusfacilitatingdieinjection.Unfortunately thework,which was

14l


142

only in itsinitialstages,has.yetto beresumed;howeverIshaldescribetheresults

thatwereobtained and discussthem in relation to previouswork and to comparative

data from otherinsectspecies.

RESULTS

Asitisnotpossible in the bee to penetrate the basementmembrane with

micropipettesasin the fly,accesswasmadeto thelam ina through a smallwindow

cut in the head capsulejustabove the cùrneaand the electrode driven roughly

verticatly downwards.In somecasesitwasapparentfrom theabruptchangesinposition

of thelight-sensitiveonzmatidia,thatcelswerebeing penetrated in thechiasma

rather than in thelamina.Wheneverpossible two oreven three cellswere recorded

from and injected in thesameanimal,carebeingtaken toadvancetheelectrodeat

least 100 u between cels.Neverthelesssometimesfewerand sometimesmore cells

were marked than injected,leaving some doubtasto thecorectcorrespondence.

Thismay havebeen dpeto slightleakagefrom theelectrodeduringpermanencein or

passagethrough celsnotinjected orbyleakageofdyefrom an injected celinto a

neighbouring onewhich had been pierced by the electrode .

'

A Xenon .lamp in conjuntion with amonochromatoranda variabledensity

neutralfilter,both controled by a gomputer,provided apointlightsource.The most

frequentresponse form to a 1sec ççsquare''lightstimulusof nearsaturating intensity,

adjustedto theaxisofthelight-sensitiveommatidium,hadahyperpolarizingphasic

peak,folowed by a sustained or gradually decaying plateau and a smallerphasic

depolarizing peak atlightoff .Some cellsdisplayed rising rather than decaying plateaux

which,in atleastonecase,reached agréaterpotentialthan thepeak.Other'celshad

little orno plateau and somehad no peak before the plateau.Onecelresponded 'with

a phasic depolarization undergreen and bll!e lightand a sustained depolarization in the

UV;anothershort-lived unmarked celresponded with a rising depolarization in green

and blue and a phasic hyperpolarization in the UV.Tltree celsstarted spiking after

s'omedelay'afterpenetratiön;two of these spiked atlightOFF and the otherduring

lightON.Recently Iwasableto confirm spiking responsesirlsome pilottestsin the

lamina'ofthetropicalbeeMelipona t/zldrl:fklcflfl.Aspreviously reportedby Menzel

(1974)low frequency noiseisgreterthan in retinularcelsin thedark,and increases

underlow to medium illumination. . .

Peak response/intensity (v/log1)functionsaremuch steeperthanforphptoreceptors:themostfrequentsvaluesfortheLipetzequation

(150/1='(Vsat/Vm-1)1/s,

where Vsat is estimated saturation peak amplitude,150.is the stimulus intensity

corespondingto Vm/vsat= 50% and sisameasureoftheinclination ofthesigmoid,

Solza and Ventura,1989)were 1,7 ascompared to 0,7 forphotoreccptors.This

corespondsto acontrasteficiency (defined by Menzel(1974)aspercentageincrease


143

ofthe normalizedintensity function per11og intensity step)ofabout85%#ogunit,

whereasphotoreceptors#vevaluesofabout35%/1ogunit.Increasing lightintensity

above saturation adlu ly decreasesthe response in most cells,confirming Menzel's

observation.

Attemptstomeasurethesm ctralsensitivity function S ()by meansofthe

constantresponsemethod (Menzel,Ventura,Sola ,Hertel,Greggers,1986)were

successfulin only a few cells.Inly cellswluch respond with asustainedplateau can be

clampedto aconstantresponseand dueto thehigh noiselevelin MCsarelatively large

plateau potentialksalso necessary.Thb S ()functionsobtained weresimilarto those

ofgreen/ensitivereceptorcellsbutwith peakswhich varied between 505and 535 nm

and secondary peaksin theUV.However,stability wasnotsufficientto obtain clear

cutresults.In mostothercelsthreeflashes(544,444,and 344 nm)wereused to

evaluatethemostsensitivespectralregion;themajority weregreen sensitive,buta

few blue-and Uv-sensitivecelswereregisted forpeak response.Forplateau response

there wasa greaterincidence of Uv-sensitive cels.

Many weldefinedmarkingswereobtained themajority ofwhich showed

morphology similarto Ribi's12 type:many bilateralbranchesin theA layerofthe

lamina,littleorno branching in the B layerand nonein the C layer.Forked and

branchingterminalsin.thedistalmedulla.Two orperhaps3celsweresimilarto Ribi's

L1typeTbranchinG in a1lthreelayersofthelaminaand lessdeveloped terminalsin the

snme region ofthemedulla.Oneofthesehad extendedspinesin theA layerofthe

lnmina notshown by Ribi;thiswàsthedepolarizingcellmentioned above.A11three

spikingcelswereofthe1.2 type.

DB CUSSION

Themaximum amplitudeofMC responsesisconsidçrably smaler(15-20

mV)than thoseof thephotoreceptors(ca.50 mV).Howcyer,thepeak responsesto

smalincrementsordecrementsofintensity areactllnlly m uch larger.How then isthe

entiredynam icrangecovered by thephotoreceptorsprocessed in theMC stage?In fly

and dragonfly lazgemonopohrcels(LMC's)Ixqugltlin and Hardie(1978)haveshown

thatrapid adaptation maintainstherésponsesto changesin intensity in thecentral

linearregion oftheV/loglcurveand leepscontrasteficiency athigh levels.Thtksthe

smaldynamicrangeofthesteep V/lègIfunction doesnotbecomealirnitingfactor,

sincein mostnormalsituationschangesin theintensity ofilltmination occurin sm al

increm entsaboveandvelow themean to which theMC'sareconstantly adapted .

With few exceptionsthe responsesoftheMCsreportcd heredid notadapt

quickly.Could thebeebedifferentin thisrespect?IfthisbethccasetheMCswould

saturate within thc dynamicrange ofthephotoreceptors.Mostlikely thisapparent

contradiction isdueto thetlseqfapointsourceherewhereasLạughlin & Hardieused


144

a diffused lightsource.An extended sourcestimulatesmnny neighboring receptors

which contributeto adaptation of theMC response.tauglin(1984)showsthatthisis

so in fly LMCS.ThespatialresponseofMCswasnotinvestigated in thepresentexperi-

mentsandshouldbeincluedin (i ft uuë eresearchesmcialysinœ nospatialantagonism

wasfound by Kien and Menzel(1977)inmedula cels. .

Thephotoreceptorsdividethelightstimultlsinto threedistinctsignals(green,

blueandUV).TheUV signalseemsto betransmited directly tothemedulatlrough

thelongvisualfibres,although according to Uibi(1981)theL1monopolarcelsalso

receive synapsesfrom thelvf'sin thelamina,togetherwith synapsesfrom thegreenand

blue-sensitivereceptoraxons.Also according to Uibi,theblueand green photoreceptoraxonssynapse

onto the 12 monopolars,whereas the 1.3 celsreceive inputs

only from one type of photoreceptor,probably the green ones.1 .4 cellsapparently

receive no direct inputs from the rece'ptorsbutextend dendritesto neighboring

cartridges where they probably pick up inputsfrom the other MCs.How isthis

anatomicaly deduced wiring diagram utilized by theMCs? Pooling of the responses

ofseveralcellsinto one postsynaptic celisoften used asastrategy toimprovethe

signalto noiseratio and thisseemsto bethecasein thebeeasevidencedby them uch

steeperV/log IfunctionsoftheLMCScompared to thoseofretinularcels.

Although spectralopponency mightbeexpected from the12 celstl-augltlin,

1984).Only one instance was recorded in the unmarked celmentioned above.

Therefore,with tlkispossibleexception,no kind ofcolorcodingcan beinfered from

the responsesrecorded,and itmust be concluded thatthisiseither pe'rformed by

otherceltypes,notrecordedfrom in theseexperiments,orin subsequentnelzropiles.

No opponency wasfound by Shaw (1981)inthelaminaofDipteraeither.Itshoud

benotedthatKien& Menzel(1977)reportedcoloropponentcelsinthemedulaof

thebee.

The only clearly discernible function of the recorded MCsisthatof highly

sensitive detectorsofspatialortemporalcontrast.

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TH E FUNCTIO NA L O BGA N IZATIO N O F THE HON EY BEE BRA IN

JULIANE MAUEU HAGEN

UniversidadeLivredeBerlim

Thecomplex behaviourofh'oney beeshasbeen subjectto numerousinvestigationsleadingtoadetailed

knowledge,forexample,abouthow thebeemanagesto

find and rememberfoodsourcesand to transferthisinformationto theotherbeesin

thehive.Involvedislearningofdifferentcolorsand odorsand theability to orientate

in theenvironmentatdistancesoften faraway from thehive.Thisopensthequestion,

ofhow such asmalbrainycontainingnotmorethan 850.000 cels(Withoeft,1967),

isorganizedto serveso many differentfunctions.

Am ong the variom teclmiques,which approach the functionalorganization of

a nervous system ,the results from anatomy,immunohistochemistry and eledrophysiolol

lmder the aspect oflearning and memory in the honey bee shallbe

em phazised here. .

'

'

A centralproblem in neurobiology isthequestion fortheneuronalbasisof

learningandmemory.Sim plenervom systemssuch asthoseofmoluscsorinsectsare

especially suited forthe analysisofsimplelearningbehaviolzr.Forthemarinemolœ c

Aplysiadetailedmodelshavebeen developed,which can explain sem itization,habituation

and conditioning on thecelularand molecularlevel(Byrne,1987).However,itis

stillunclear whether these models can be applied as a generalconcept in higher

organismsaswell. .' .

Theanalysisofassociativelearningbehaviouron thefixed beeisbased on the

classicalodorconditioning(Menzel,1983).Ifsugarwaterisdelivered to oneofthe

antennae,then thebee respondswith areflectory extension of theproboscis(proboscis

reflex;unconditioned response,UT).In the conditioning procedure sugarwateris

presented to theantennaewith a folowing reward to the proboscisserving asthe

unconditionedstimulzs(US),and thisispairedwith an olfactory stimuluswhich

servesastheconditiönedstim tlzs(CS).Asindication ofan associativeprocessythebee

extendsitsproboscisinresponsetoiheodoralone(conditioned response,CR).

Our functionalstudies are aimed at the investigation of the brain areas,

neuroactive substances and behaviolzr of single cells which are involved in tMs

associative proceu . ' '

M atomy

Firstofallthemain nemopilarareasofthebeebrnin should bereviewed.The

147


l48

jy t deuto.

nervoussystem of the bee can be divided into the cerebralganglion wit pro o-,

and tritocerebrum,thesuboesophagealganglion(SOG),which isfused to thecerebral

ganglion,and the ventralnerve chord .The protocerebrum containstheopticlobes,

ocelartractneuropile,m ushroom bodiesand centralcomplex.Thedeutocerebrum is

composed of the antennaland dorsallobes,whilethe tritocerebrum isa diffuse neuropilararea

between the deutocerebrum and SOG.

The brain ofthe bee containstwo majorsensory inputregions:thetwo

compotmd eyes and the antennae.Visualinformation coming in from one compound

eye is processed in three visualganglia:lamina,medula and lobula and further

conveyed to the median protocerebrdlm and the contralateraloptic lobe.The antennal

and dorsallobesare thefirstrelay stationsforolfactory and mechanosensory information

from theantennae(Pareto,1972).Theglomerulioftheantennallobesarethe

sitesof synaptic interactionsbetween olfactory receptorcels,localinterneuronsand

outputrelay neurons.The outputneuronsare organized in three separate tractswhich

projectintothemtkshroom bodies:thelateral,mediolateraland medialantennoglomerularistract(l.a.g.t.,m.l.a.g.t.,m.a.g.t.).Thedorsallobesgiveriseto

antennalmotorneuronsandsomedescending

neurons(Suzuki,1975).

The mushroom bodiesare thoughtto beacomplex integration center,where

sensory inputfrom theopticlobes(viatheanteriorsuperioroptictract,a.s.o.t.)ànd

theantennallobes(viathea.g.t.s.)converges.Theirneuropilcan besubdivided into a

median and a lateralcalyx,a pedtmculus,and an alpha-and a beta-lobe.Thecalyces

are the sitesofsynapticcontactsbetweenthesensory projectionneuronsandthe

mushroom body intrinsicelementscaled Kenyon cels.Theirprojectionfibersrun

into the peduncullzsand bifurcate atitsbase to send one processinto the beta-lobe

and theotherinto the alpha-lobe,preserving theirpositionalinformation in a paralel,

map-likeorganizition,analogueto themammalian cerebelum (Kenyony1896).The

alpha-and beta-lobesare thoughtto be theoutputregionsof the mushroom bodies

(Mobbs,1982,1984).There,many Kenyon celsconvergeonto few extrinsicneurons,

which arborize in the diffuse protocerebrum surrounding these outputregions.So far,

little isknown abouttheprecise connectivity of the extrinsic eiementsto otherbrain

structures,fore= mple the SOG.

'Ihe SOG is formed by the embryonic fusion of three neuromeres,the

mandibular,themaxillary andlabialnelzromeres.Itreceivessensory information from

thenervesofthemouthpartsandtheantennae,andgivesriseto motoneuronswhich

supply themusclesofthemouthparts(Rehder,1987).'rhlzsitcan beconsideredas

the sensory and motorcenterforfeeding.Ip addition,itservesasarelay station for

descendinginterneuronsfrom thebrain intotheventralnervechord.


149

Imp tmohbtochemkqtry

In addition to conventional neuroanatomical teclmiques, immunohistochemistry

isan importantmethodforanalfzingtheorganization ofanervolzssystem.

On the one hand it offers the possibility to recognize anatomically lmidentified

structures or to l-md chemical diversities nmong anatomicaly homogeneous cel

populations.On theotherhnnd itrmnprovideafirstfunctionalasm ctby revealingthe

distribution ofneurotransmittersormodulatory substances.

In thebeebrsin andtheSOG,thedistribution oftheinhibitory nmino acid

GABA (Bickeretal.1985;Schaeferand Bicker,1986a),and thepresumed neuromodulatorserotonin(Schuermnnnand

Klemm,1984;Rehderetal.,1987)havebeen

studied in greatestdetail.Othertransmitersormodulatorssuch asglutamate(Bicker

etaL,1988),taurine(Schaeferefal.,1988),and dopamine(SchaeferandRehder,in

pres)havefolowed recently. '

From theseexm rimentsconsiderationsaboutthefundion ofthesesubstances

e-qn be made.GABA is believed to normally serve an inhibitory transm itter fundion.

In thebeebrnin,GABA ismninly restricted to localinterneurons,whereitcouldaffect

synaptic interactionsby lateralinhibition (SchaeferandBicker,1986a).ln contrast,

serotonin-and dopamin-immunoreactivecelsspan widenemopilarareas,kuggestinga

neuromodulatory function (Schuermann and Klemm,1984;Rehderetal.,1987).

Glutamate as the most abundant free amino acid in the honeybee brain probably acts

asan excitatory transmfter,atleastin themotorneurons(Bickeretal.1988).The

fm ction oftaurine,the second-mostabundantfree nmino add in thebeebrain,is

stilsubjed to debate.Itsfunction asa transmitter,a membrane stabilizeroras

regulator for Ca++-flux across the photoreceptor membrane have been discussed

(Gi1$'1and Umerwood,1985;Wrightetal.,1986;.passantes-Moralesand Moran,1981).

Electrophysiolor

Another approach to the functional properties ofa nervous system are .

electrophysiologicalexperiments.

Itisassumedthatplasticchangesduring associativeprocessesrmnbeobserved

on thelevelofsingleidentified cels.Thiskindofanalysisrequires:(1)theidentification

oftheneuronsinvolvedin theproboscisreflex and in theprocessing ofolfactory

information,and theircharacterization physiologicaly and morphologiœ ly,(2)that

plasticcbnngesoftheneuronscan becorrelated with behaviouralchanges.Since little

isknown even aboutthenormalprocessing ofolfactory information from theantennal

lobesto the mushroom bodiesand SOG,intracellularrecordingsaremadefrom the

sensory projectionsbetween antennallobesand m'tqhroom bodies(a.g.t.'s),from

mltqhroom bodyextrinsic neuronsand from interneuronsand motom em onsin the


150

SOG.So far,the behaviouro'f singlecells 1M been exnmined in responseto different

stimulidelivered to theantennaeand mouthp'm sorto intracelularstimulation.After

th erecor din gtheneuronshavebeen.stained with theIluorescen'tdyeLuciferYellow

formorpholoscalanalysis. . ,

However,dueto technicalandpreparationaldifficultieselectrophysiology in

honey beesisstillin an early phase.Only recently hasitbeen possibleto overcome

someoftheproblemsleadingto intracelbxlnrrecordingsoflongerduration and better

quality.Mostofthe neuronsshow a spontaneousspikeactivity,which can bethe

norm alphysiologicalstate orwhich can be induced by the impalementofthecell.

Reactionsofneuronsto a Sven stimulusare usualy recognized asan excitation

(increaseofsfontaneousfrequency orgeneration ofaction potentialsorexcitatory

synapticpotentizs'in notspontaneously activecels)oran inhibition (decreaseof

spontaneous frequency orinhibitory synaptic potentials).Many ofthe recorded

neuronsaremultimodal,which meansthey reactto severalsensory stimuli.Somethnes

differentreadionsto tle snme stimuluscnn be observed.In somecases,astimulus

paradigm ,similarto thatin behaviouralexperimentswasused to study theeffectsof

sensitization on the level of single cells.Neurons,which changed their response

behaviour due'to the sensitizing stim uluscould beidentified in althree neuzopil

areas,from which recordingsweremade.Theeffectsseem tobemoredrasticin the

sensory and motorregions,whileonly smalchangeswererecorded ilzthemushroom

bodies.Thiswould supportthenotion thatthemushroom bodiesmay notbeinvolved

in theprocessingofnon-associativecomponentsofodorconditioning.

A good quality recording isrequired fortheinterpretation ofthereactionsas

arealphysiologicalbehaviour.Asmentioned above,theqllRlity ofrecordingscouldbe

im proved,so thatin case of a good recording not only spike frequenciescan be interpreted,butalso

synapticpotentialsand cliangesin membranepropertiessuch as tze

Zputresistance.

'

Conclusions

lmmunohistochemicaland eledrophysiologicalinvestigationsare important

methodswith which to analysethefunctionalpropertiesofthebeebrain.Immunohistochemimtry

offersthepossibilities(1)toresolveanatomicaly so farunknown or

uncleu structures,(2)to analysefunctionaliversitiesbetween anatomicaly homogenousneurorim

pulationsand (3)to mnk'eftrstfunctionalassumptionsaboutdiferent

brain areas by studying the distribution of various neuroadive substances.

Neurophysiolo'gy could providesomeknowledgeabout(1)thebehaviourofsinglecels

and theirphysiologicalpropertiesin correhtion with differentstimullzsmodalities,

intracelllnr stimulation and plastic changesduring sensitization,habituation and

conditioning,(2)abouttlereaction ofsinglecelsin re'sponseto pharmacainjected


151

'

into distind areasof thebrain and (3)abouttiebehadourofcels,whosetransmitter

hasalready been identified by imm= ocytochemicalmethods.However,infornution

processing,learning and memory O nsolidation on the œll'lnr levelstillremsin

m answeredopen quesdtionsin thebeebre .

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PHA RMA CO LOG Y O F LEA RNING A ND M EM O RY IN HO NEY BEES

MIC IIRO SUGAWA

UniversidadeUvredeBerlim

N kopuc loN

Onemajornim in thestudy oflesrningand memory isobviously to eluddate

thebasic mo'lecllnrmechnnlRmshwolved . 'Thignim cmnbeapproached by conducting

experimentalwork at three differentlevels,namely the beiavioral,neuraland

molecular.Thesedifferentlevelsareexm rimentaly accessibleby behavioral,electrophysiological,and

biochemic lanalysis,although combining these levelshasso far

provedto bevery difficult.Sinceitisreasonableto assumethateven widely different

phylogenetically systemssuch asvertebratesand invertebratesshow cèmm on basic

mechanism sin elementary formsoflenrning and memory,wehavechosen to study

such behavioral pradigms in the honeybee, which,for the experimenter,is a

mnrvelously accessiblennimal.

Varioustreatmentsinfluencelenrning,memory!and performnnceof memory,

i.e.memory formation (storage)and retrieval.Forexnmple,theapplication of

phnrmncolo#œlagentskqam werfultoolwith which onecan xmrawltheprocessof

learningand memory. . .

' Currently,weareexxmining theinfluencesofaml'nes,which are abundantin

the.intra-and extracellllnrfluidsoflie gorganisms,and putativeneurotransmitter,

orneurohormons,in thebeebrain.Thesebiogenicnmlnesactaschemicalmessengers

and arepotentialneurotransmittersornemomodulatorsin the nervoussystem (1).

'

Basically,thefollowingquestionshavebeen addressed: .

.

- Wlli . cl biogenic nmines ad as neurotransmitters,neuromodulators,or

neurohormonesin differentmem ory pbnme,i.e.stomge-retriee ?

- Are theany specific corrçlationsbetween brain areas,distribution of the

biogenic nmines and the various behavioralpattem s e.g.memory retrievel-storage,

sensory modulation,inotormodulation?

-

Arethe pharmacoloscalproftlesand behavioralpattemsin memory

storageand retrievalcoinddent? .

In honeybeesGefourbiogenicaminesnoradrennline@A),dommine(DA),

s-hydroxytryptsmine(5-HT)and odopnmine(OA)butnotepinephrinehavebeen

determined by meansofhigltperfornunceliquid chromatopaphy (2,3).Reœntly,

thele biogenicnml'neshave been intensively investigated usingimmm ocytochemical

methodsin orderto gain insightinto thedistribution ofthesubstanœsin thehoneybeebmin(4,5).

153


154

EXPEkIMENG LDESIGN

The present investigation isbased on the olfactory classicalconditioning

paradigm .Floralodorssuch asketoneso!critrale.g.gernniol,carnation,areapplied as

conditioned stimuli(CS)and sucrosesolution (30 micol,1.5 M)istksed asan

unconditioned stimulus(US)in delayed conditioning.M aconditioned response(CR),

proboscis extension is recorded digitally i.e .proboscisreflex yes orno.The interstimulusinterval(ISI)isvery

crudal.OptimnlISIis2-3seionds(6).Underthese

conditions,proboscisreflex astheconditioned response(CR)reachesalevelofmore

'lun 7(N ,even afterasinglelearningtrial(7 ,8,9,10).Toexaminetheeffectsof

nmineson mem ory storageand retrieval,the testamine,orbeeringerascontrol,is

presme.injected,eitherglobaly (0.5n1)toalow diffusion to aresponsivelike,or

localy (2-10 1)in specificareasofthebrain tominimizeperipheraldifusion.In the

storagetest,thedrugisinjected5-20 minbeforeasinglelearning trial,whilein the

retrievaltesttleinjection folowstheconditioning 30-90 minlater. '

One ofthe reasonswhy one generally initially startswith theretrievaltest

andthen thestoragetestisthatsincetheformertestisreversibletheo/timnltimefor

themaximl'm effectofthetestsubstancecan bedetermined.

Animnlsshowingspontaneousreadionsduring thelearning trialareexcluded

from the experiments.In the case of 5-HT exm riments,double-blind test were

conduded.

statkstics:'rltekolomogorof-smirnoffcl# -testisusedtotestthehomogeneity

oftheexperimentalandcontrolpoups.

RESULTS Ae DB CUO ION

Effedsofbiogenicnmlnesoa memèry stomgeand retrieval

DA:evokes a reduction of the CR occm rence in the retrieultest,when

globaly injected (03 nl1x10-5M)into there#on ofthemedian ocelartrad (11).

ln thestorage test,thistestsolution doesnotshow any differencesto thecontrol

p oup.ThusDA selectively influencesmemory retrieval.

NA:in comparkson to DA,NA blockstheCR in b0th memory phnmeswhen

globaly injected.However,when lormly injeded (1x10 d M,2-3n1)into both alphalobes,an

enbnniementofthe CR ismonitored ifthe beeselidtavery 1ow rateof

learning(12).hicontrast,noinfluenceupon memory storageLqobserved when NA is

localy Kjected hzto the PedunculiorAntermallobesoftlp deutùcerebrlvm (13).The

signilrmnceofthereversaloftheinluenœ ofNA (globalascompared to localhjection)isnottmderstood

atpresent.

5-HT:When 5-HT isglobaly injected,a blockingoftheCR occurs,esm daly


155

in retrie (14).Upon localinjedion in thelateralsidesofthealpha-lobes,a signifiantly

reduced CR rateksrecorded in theretrievaltest.30 minutesafterinjeding5nl

of1x104 M 5-HT even afadlitatory effed 'can bemeasmed,however,thiseffed is

reversible.F ahiglerconcentration (1x10-4 M,5 1)isinjected into thealpha-lobes,

adrasticblockingeffectisdeteded in tltestoragetest.'lheseèesultsare supportedby

thefmding lntpflzlorophenylnlnnine(PCPA)(ablockerofthe5-HT synthesis

enzymetryptophan hydroxylase)application enhancestheCR (tmpublished observation,Sugawa).Theinjection

into theantermal-lobeshasno efed in thestoragetest

(unpublished observation,Sugawa).

OA:hasno negativeinlluenœ on mem ory formation andon retrievalwhen

globaly Kjeded (11).However,localinjedion ofOA (1x10 -6 M,2-3 n1)in the

Pedunculi(Ped)resultsin afadlitatory action in both storageand retrievaltests,but

no effectisdeteded when OA isinjeded intothealpha-lobes.Syperphrine,aNmethylated

analogueofOA and an agonistfortheOA receptor,hasasimilnreffectas

OA ifapplied into thePed.Phentobmine,an alphazedrenargicreceptorantagonist

andgeneralOA receptorblocker,reducesthe memory formation in thePed (14).

A>odativelenrnlngin Y switloutme room bodiesin Bra?lwithoutCorcoo do

The present pharmacologcalstudies suggest thnt the mlthroom bodies

(mduncli,alpha-lobes)ofthebeebrain azeacentirofmodalitiesbetween diferent

sensory and motorelementsarid areadeutofassociativelearningand memory.OA

injedion into thePed,theinputreson ofmltqhroon bodies,leadstotheenhnncement

ofmemory storageand retrieval.OA application into thedorsallobusin thedeutocerebrum'

showsthefacilitatory effecton drinking . TheinnuenceofNA ismeasured

asenhnncementoflearning,especially mem6ry storagiin thealpha-lobes,theoutput

region ofthemm hroom bodies.However,no effed isobserved upon application into

theantennal-lobes.5-HT,wltich may beaphysioloscalantagohistforNA/OA in the

beebrains,elidtesin thealpha-lobm an inhibitory effectboth in memory fonm tion

and retrieval.Tlzis effect doesnot occurin the antennal-tmbus.Since some 5-HT

reactive neurons,which are invo'lved in odor conditioning , have been identiûed

recently (4),therole5-HT playsin learning and memory ofhoneybeemightbe

understood in thenearfuture.To dateDA hasnotbeen investigated by localinjection

into them ltqlroom bodies.Althougltthemechanisnzsofinformation procese g isnot

known atthenetlrond level,ed.,whetherthetransmissioù of theCS and USfrom the

deutocerebrum to themuhroom bodiesoccm ssequentialy lxqing thesamepathway

orin parallelusing separate pathways,itksquite probable thatthe CS and US are

intergrated andpairedin themllnhgoom bodies.

AreGephnrmacoloscalproftlesand behavioralpatternsin memory storage

and retrieu lcoincident?


156

NA and OA have similar facilitatory effects on memory formation.NA

increasesthenumberofconditioned responseswhen injeded into thealpha-lobes

and calycisbutnotin Ped.OA alsoenhancestheprobability ofCR,butin thePed.

and notin thealpha-lobes.Synerphlineapplication into thePed.inducestheenhancementof

memory retrieval.Phentolamine,acompetitivealphaz-adrenoreceptorblocker

and also awelknown OM antagonistinjected intothePed.showstheinhibitor

effects both in memory storage and retrieul.If Yohimbin (alphaz-adrenersc

antagonistand alsoOA1blocker)(15)isappliedintotheZpha-lobesin m lnhroom

bodies, neither mem ory formation nor retrieval influences are fotmd.However,

Yohimbin reducestheCR in thestoragetestwhen thistestsolution isinjeded into the

m d.Thesedatalead usto believethatOctopnml'nez receptorsmay belocaiedin the

Ped.

In the future,oneofthemostinterestinginvestigationswillbeto elucidate

wiether5-HT isaphysiologicalantagonisttoNA/OA.Finaly,thestudyofsecond

mesengersystem such ascyclicadenosine3'-5'monophosphate(cAMP)synthese

enzyme,adenylate cyclase,which itselfappearsto influence learning and memory

(Sugawa),and e-qn beactiuted by severalbiogenicamines,wilmostcertainly throw

m orelighton themolecularmecbnnism underlyingmemory.

CONCLUSIONS

From thein-vivopharmacologcalinvestigationsoflearning and memory in

honeybeethefollowingconclusionsemerge:

1.Biogenicnminesparticipateactively in memory formation and in retrieval.

Whether they exert tlzisftm dion asaneurotransmitter,neuromodulatororneurohormonsremainstobeshown:

Dopamine(DA)blocksmemory retrievalwhen injected viatheocelartract.

Noradrenaline(NA)injected intothealpha-lobesenhancestheCR ratein thestorage

testbutneitherin thePeduncl. (Ped)norin theantermal-lobes.Odopnmine(OA)

also facilitatestlteCR ratein thestoragetestwhen injected into thePed-,butnot

into the alpha-lobes.s-Hydroxy-tryptamine(5cHT)inducesareduced CR in both

storageandretrievalexperimentswhenhjecteéintotltealpha-lobes,however,the

timecoursein retrievalisvery complex.

2.The mushroom bodiesmny beneuronalsubstratefortheintepation and

pairing ofCS-US elements(asociativelearning).

3.NA andOA havesimilarfacilitatory adionson mem ory fornution.

5-HT mightbeaphysiologcalantagonistto NA/OA.

Pharmacologicalstudiesindicate thntOM receptorsarelocated in thePed.

region ofmm hroom bodies.

'


157

ACKNOWLEDGEMENTS

Iam patefulto R.Mena l,A.R.Mercer,P.Rueggerand especially B.D.

Michelsen foruseoftheirpublished data,and allmembersofthe InstituteofNeurobiology,FU

BerM ,forfruitfulandstimulatingdiscm sion.

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(

. l

. ' . .

j I

!

SIMPOSIO 3

DESNW RIG O E SUBSTANCIA:TUMCAS:INTEM O ESCOM

0 DESENVOLW MENTO NEUROMOTOR E O M O

COMD RTAMENTO

'

- Introduçâo ao tema de desnutriçâo e substânciastöxicas:interaçöes

com o desenvolvimentoneuromotorecom o comportam ento.

LuizMarcelinodeOliveira '

I

- Interferdnciadefatoresnutricionaisna açâb töxicasobreo desenvolvim

ento.

VilmaAparecidaSilva

- Efeitosperinataisdepraguicidas.

MariaMarthaBemardi

'

,

. *


INTRODUCAO AO TEMA DE DESNUTRICAO E SUBSTANCIAS

T;XICAS:INTERACGES COM O DESENVOLVIMENTO

NEUROMOTOR E COM O COMPORTAM ENTO

Ltqà MARCEUNO DB ouvBln

Universidadede SâoPaulo

O objedvo pdndpaldestesimpôsio foirelmirtrdslaboratöriosdiferentesque

m ant:m-linhasdepesquisassemelbsntes,envolvendo aavaliaçâo dosefeitosdevariiveis

biolö#cassobreo desenvolvimentono infcio daWdaesobreo comportnmento do

animaladulto.A integraçâoediscussâb conjuntadosdadospermitir;apadronizaçfo

de tcnicasparaavaliaro desenvolvimento no infcio davidaedo comportnmento.E

importantesalientarqueestaJrea serevestedeespecialinteresseem um pafscom o o

Brasil,onde,pornm lado,aspopulal esexpostasâalgum aformadedesnutriçâo vem

aumentandodemaneira alarmante,eporoutro lado,pujo desubstinciastöxicastem

sido cada vezm aisintensaesem um controleadequado porpartedosörgâosgovem a-

mentais.

Estaârea deestudo podeusarllmaabordagem voltadaparaawaliaro produtô

./7- 1,porexemplo Nfeitosdo chlmbosobreo quocientedeinteligdndaou sobreo

rendimento escolar';ou llmaabordagem voltadaparaanalîsaro processo porexemplo,

ççinteraçöes entre fatoresnutricionaise substO ciastôxicasao longo do desenvolvi-

X'XStO3'

Nâb h; dûvida que a pHmeiraabordagem tem 'sido m aisenfatizadae tem

m ostrado que a desnutriçâo levaa conseqûdnciasm aisdesastrosasquando associada

aoutrascircunstânciasapavantes,como obaixo nfveldeescolaridadeou nfvelsöcioeconômico

dospais,ou faltadeestimulaç:oadequadaem perfodoscrfticosdo desenvolvimento.

x

Umapesquisarealizada porGrupta ecolaboradores(1975),nafndia,mostrou

o impacto dadesnutriçâb sobre o desenvolvimento intelectualde crianças.Atentos

para acomplexidade dasinteraçöesentrefatoresnutricionaisenfvek söcio-econômicos,osautoresmostrarnm

queosefeitosdadesnutriçâos:omaisintensosno quociente

deinteligJncia (QI)decriançasprovenientesdenfveissöcio*conômicosbaixos

(categoriaIVIdo quenascategoriasmaisaltas.Nesta classesocial(IV)h;umaqueda

mnisacentuadano QIna medidaqueseavalia o QIem criançasmaisafetadu m ladesnutriçâo(#I-#el2

-de7 1a90% do pesoiNlïelJ -de61a70% eAfpel4 -de51a 60%

dopesoesperado paraaidade)asim ascriançasdo Nt-vel2 mostrarsm um QImédio

de88,1,asdeNfvel3,QIde76,6 easdeNtkel4 mostrarlm um QIaindamaisbnixo

de66,0.

161


162

O copceito desiney mlo dimpoitanteparaentenderainteraçâb entreosdiferentesfatoresqueinfluem

namedidaflnal.Sem duvida,nro somenteocorresinergismo

(maisdo queasimplessomadosefeitosdefatoresesjecficos)entreadesnutriçfo

enfvelsöcioeconômico,mastnmbdm com outrosfatores,como o grau deescolaridade

dospais,grausdeinteraWo eestimulaWomatemacom acriançadesnutrida,nfvelou

quantidade e qllnlidade da estimulaçâb smbiental,haven'do portanto uma ampla

possibilidadedeinterçöesentrecadaum destesfatoreseasavaliaçöesquesâb efetuadascom

a criança desnutrida.

Quando se analisa o sinergismo entre a desnutriçâb ea probabilidadede

infecçöes,porexemplo,aanâlisedestasinteraçiesmostraqueacriançadesnutridad

maisafetada porinfecçöes,porque ascamadasprotetorasdo epitëlio querevesteo

olho,ou ascamadasprotetorasnamucosa dacavidadeorale de todo o sistem agastrointestinal,ficadrasticamentealteradapeladesnutriçâb,inX

rferindo naabsorçro de

nutrientes,e aumentando os liscos desta criança sermais afetada por processos

infecciososou porsubstânciastöxicas. .

Todosestesfatoresagem sinergisticamenteeestesimpösio pretendeanalisar

algumasdaspossfveisinteraçöesentresubstânciastöxicaseseusefeitosno desenvolvimentoneuromotornoinfcio

davidaeno comportamento deanimaisdesnutridos.

Refe/ncias:

Grupta,S.etali.Indian Pediat.(1975),12,1079-1082.


INTERFERENCIA DE FATORES NUTRICIONAIS NA K AO

TöXICA SOBRE O DESENVOLVIM ENTO

VIW A APARFEIDA SILVA

UniversidadeFederalR uminense

A interferdnciado estado nutricionalmatem o com a em briofetotoxidade de

substândasqufmicastem sidoo principalfoco deinteressedo u boratörio deTeratologiaExm

rimental.Sabemos,da ToxicologaGeral,que'adesnutriWo podeaumentar

ou diminuir a susceptibilidade aosefeitostöxicosde llma substo daqufmica.I%o

dependefundamentalmentedafarmacodntticada substM daem estudo.porexemplo,

seëo metabölito,enâb ocomposto odginal,oagentetöxico,eseo desnutrido apresenta

1tm metabolismo maislento ou ineficiente,o organismp desnutridoe'starfsujeito

amenoresconcentraça sdo agentetöxico econsequentementeosefeitosobservados

no desnutddoserâb menores.E interesanteo exemplo do tetracloreto decarbono,

nosestudosdo Prof.M clzan,nahglaterra.Avaliando aDL 50 dotetracloreto decarbono

em ratossubmetidosa uma dietaMpoprotëica,e1eobservou quea dosenecesslziaparamatar50

dosanimaisdesnutridoseramuito maiordoqueaobtidaparaos

controles.Issoporque ahepatotoxiddadedo tetracloreto decarbono dependedaformaWo

de 1m metabölito réativo,ao nfveldosmicrossomas.E poriso que a induWo

das enzimasm icrossomm's com uma ṣubstMciacomoo ltnobarbitaldiminuimuito a

DL 50,ou seja,almentaatoicidadenestecaso. '

QuandopretendemosestudarasusceptibilidadebodesnutridoasubstMcias

tôxicasdevemosterumapreocupaçâb bsicanosentido deconhecerafarmacocindtica

dasubstM danaqualestnmosinteressadosno modelo pxm dmentaldedesnutriçâo que

pretendemosutilizar.O queocorrenadesnutriçâoprotdicaem termosdemetabolism o

podenâb seroqueocorrenadesnutriWo ondeoconsumo dealimentoërestritoa

50% porexemplo.Num tstudo feito em colaboraçfo com o Prof.M clzan,nösinvestigamosaeliminaçfo

do ilcooletlico em ratossubmetidosaumadieta hipoprotdicae

em ratoscom èonsumo deraçfp limitadoa 5M .Fwstetiltimo modelo tem sido o mais

utilizado em noso laborat6rio e parecesero quemaisseaproximad:desnutriWo

observada em sereshlzmanosondeaprivaçâo n:o se restringeaprotefnu,ocorrendo

uma diminuiçïo da quantidade de plimentosdisponfveis.Observando o peso destes

animaisno curso do experimento,verifiemmosqueosdoismodelosdedesnutrilo

resultaram em paradado crescimento deratosjovens.Entretanto apesardosdoismodelosafetarem

o peso corporaldemodosemelhante,houveuma pandediferenp na

velocidadedeeliminaw odoetanol.Enquanto queosanimaismantidoscom umadieta

a3% deprotefna apresentavam nfveissangùfneosde etanolpraticqmenteinalterados

163


164

apös3 horasda administraçâo,ossubmetidosauma dietarestrita a 5% do consumido

m logrupo controleapresentarnm lmataxadeeliminawosemelhanteàdo grupo controle.E

possfvelquehaja um limiar,tzmaconcentralo deprotefnasnadietacrftica

'

no sentidodegarantirafunwo enzimltica.E possfvelquemesmocom akietarïstrita,

o fom ecimento de protefn% tenha sidosullcientepara cobrirestanqcessidade.Com

estesresultadospodemosafirmarquenadesnutriçâo protëic:ostecidossâb expostos

aconcentraçöesaltasdeetanolportempo prolongado,uma situalo muitodiferente

da que ocorre em controlese isso explicariaeventuaisaumentosdatoxicidade do

etanolencontradaem nnimaisdesnutridos.

Esta introduçâo pretenderessaltaraimportânciadeestudosfarmacocinëticos

nainvestigaçâb da interaçfo desnutdçâb-toxicidade.Gostariadediscutiragoraalgtms

resultadosobtidosem nosso laboratörio em estudosdeavaliaçâb daembriofetotoxicidadedesubstânciasqufmicu

em orgnnismosdesnutridosenTo desnutridos . Nöstemos

estudadoosefeitosdahipervitnminoseA,do âlcooletlico edotolueno.

O etanolé lma substMciacujatoxicidadedestreitnmenterelacionadaafatoresnutricionais.Isso

porquenoseu metabolismp o âlcoolfornececalorias:7 caiorias

por grama de etanoloxidado.Entretanto,estascaloriassTo chnmadasde ttvazias'

porque nro suprem necessidadesde vitaminase saisminerais.O resultadodisso ëa

conhecidadesnutriWo do alcoölatra.Al/m disjo,muitaspesoaspobres,desnutridas

em conseqû:nciadapobreza,fazem uso debebidasalcoölicasem uitasdelas,como'nös

verillcnmoqem levantamentosem maternidadesdacidadedeSâo Paulo , sâb mulheres

p'âvidas.Paraestudarseosefeitosembriofetotöxicosdo etanoleram alteradosnavig:nciadadesnutriWo

maternanösrealizamososeguinteestudo.Ratasgrâvidascom

dietalimitadaa50% do consumo dirio deum grupo controle,receberam porentubaçâo

adosede6g/kg delxmasoluçâb deetanola30%,do 8O.ao 15îdiadegestaçfo,

m rfodo de organogfnese no rato.Os resultadosfornm comparadoscom controles

desnutridosquerecebinm porentubaçâb umasolulo isocalöriçadesacarose.Com

esteprocedimento nösobjetivâvnmosdarao grupo controleaṣcaloriasfornecidaspelo

Zcool.No 20 0 . diadegestaçâo osfetosforam obtidosporcesariana eavaliados . Os

nossosresultadosindicaram que:o Zcooleadesnutriçâoindependentemente , diminuiram

o peso fetalem relaçâb ao grupo controle.O grupo desnutrido querecebeu

âlcoolfoio maisafetadoem termosdepeso.Um fenômeno interessantefoiobservado

quandocomparamosofndiceobtidopelarelaçfo m so fetal/peso materno.Estarelaçâo

pode indicarse a diminuiçâb do m so fetalfoiconseqûdnciadainterfer:nciada

droga com o estado nutricionalmaterno.Observem que na desnutriçâb este fndice

aumentaem relaçfo ao grum controle,sugerindo queo peso do feto érelativamente

poupadoem relaçEo ao queocorre èom o organismo materno . O contrârio ocorrena

exposiçâo ao Zcool,ondeo fetoémaisafetado do queamâb , diminuindo o fndice.

No grupo desnutrido tratado com etanol,com nmbasasvariveisagndo simultaneamente,o

fndicenâo diferiu do grupo controle.Estesfetosforam em seguidaprepara-


165

dospara leitura do esqueleto,atravésdediafanizaçfo ecoloraçâo com alizarina.O

nfvmero denécleosdeosificalo nasdiferentesregiöesfornm contados.Osresultados

quenosanimaisdesnutridosexpostosao etanolo desenvolvimento esquelético estava

retardado em relaçâb aosoutrosgrup'os.Esteefeitofoimaisacentuado do queo observado

no grum apenasdesnutddo enâb foiobservado no grupo exposto ao etanole

mantido com dieta ad lfhf/lf??l-

Nösnâb fizemossindaestudoscomportamentaisdestesanimais,paraverificarseestapotencializaçâo

datoxicidadedo etanolindicadapelosefeitosao nfveldo

m so e do desenvolvimento esqueldtico tambëm ocorreao nfveldo SistemaNervoso

Central.

Um estudo com avalialo morfolögcaecomportamentalfoifeito com o

tolueno.O tolueno é 1lm solvente orgV ico nmplamente utilizado naindtistria de

tintas,laquds,etc.e tambëm éum dosprindpaisconstituintesdasmisturasinaladas

m los ftcheiradoresdecola''.Em sereshumanosfoidescritatlmasfndromefetalpelo

tolueno,com caracterfsticas semelhantes as encontrad% na Sfndrome Fetalpelo

Alcool(retardo decrescimentopr/epös-natal,dismorfiasfaciaiseretardo mental).

Entretanto,hâaindapoucainformal oarespeito dafetotoxicidadedo toluenoeestas

indicaçöesclfnicascarecem deconfinnaçâo atravdsdeestudoscontrolados.Num dos

estudosfeitosem nosso laboratôrio o tolueno foiadministrado porviasubcutâneaa

ratasgrévidascom dietaad libîtum epdvadasderaçâo a50%,do14î ao 208 diade

gestaçâo.Ospartosforam espontâneoseasninhad% foram reduzidu a6 filhotesque

passaram aseramamentadosportiasedestinadosatestescomportamentais.Osf'tlhotesrestantesforam

preparadospara exnmedo esqueleto.Osresultadosindicaram que

o tolueno e a desnutriçâo diminuirnm o peso fetal,masnâb houve potencializalo

desteefeitonosdesnutridosexpostosaotolueno.Foiinteressanteobserurqueaos95

.

diasde vida enquanto osanimaisdesnutridosin utero haviam recuperado o pesoem

relaç:o aos controles,a prole m asculina exposta ao tolueno ainda apresentava tun

deficitponderal.Entretanto,mesm o diferindo doscontrolesem relaç:o ao m so,os

an ima

is expostosao tolueno nâb diferirnm quanto ao desempenho num'teste de

aprendizado em esquivaativa,nem diferiram doscontrolesquanto àmovimentaWo

espontM ea.No teste demovimentaçâb espontM ea,realizado aos30 diasdevida,a

fmica diflrençasignificanteencontradafoiqueo gnlpo quenâb recebeu injeçsesquer

detolueno querdevçfculo andou menosnosprimeiros5minutosquando comparado

aosoutrosgrupos.Iso pareceindicarum efeitodo çtstres'dasinjeçöesrepetidasduranteagestaçâo.A

fmicamanifestaWodeinteraçâo entredesnutdWo matema eexposiW

oao toluenofoiverificadaaonfveldo esqueleto.Comono cmqo do etanol,osanimaisdesnutridosexpostosao

tolueno tiveram um retardo daossificalo quando comparadosaoscontrolesapenasdesnutridosou

apenasexpostosao tolueno.

Estesresultadosparecem indicarqueaavaliaçâodoesqueleto ë um indicador

sensfveldosefeitosdainteraçâo desnutriçâbexposiçâo asubstânciastöxicassobreo


l66

desenvolvimento.Entretanto,o retardo do desenvolvimentoesqueldticonâb podeser

considerado1lm efeito teratogdnico,permanente,com osresultadosdequedispom os.

2 mesmoprovâvelquesetrateapenasde'lm retardo,recuperivelao longo dodesenvolvimento.Poroutro

lado,embora seconsiderequetestescomportnmentaissâb os

maissensfveisindicadores deefeitost6xicossobre odesenvolvhnento,nossosdados

indicaram queo pesocorporalpodesertun indicadormuito sensfvel,estando alterado

mesmo quando testes comportamentais nâb indicaram efeitos a longo prazo decorrentes

da exposiçâp ao tolueno in utero.Outrosautorestamb/m relataram como

n6s,que alguns agentespodem diminuiro peso corporalna auséncia de alteraçöes

com portamentais.'

No caso do tolueno,a auséncia de efeitos comportamentais poderia ser

explicada pela utilizaçâb de t'tias'nâb tratadas para a amamentaçâb dosfilhotes,

possibilitando a recuperaçâo deeventuaisefeitossobreo SNC .A utilizaçâo de çttias''

para a amamentaçâo em estudos dos efeitosda exposiçâo a substânciasqufmicas

durante a gestaçâo ë entretanto aconselhâvel,poispermite separarefeitossobre o

desenvolvimento prë-natalde interferênciaspösmatais.Nâo podemosafirmarque a

exposiçâo ao tolueno nTo resulta em efeitossobre o SNC ,masapenasnoslimitaraos

resultados dos testesque utilizamos.A escolha de testes comportamentais a serem

utilizadosnaavaliaçâo daprole ëum problemadediffcilsoluçâb,agravadopelofato

dequeamanipulaçâb necessâriaàaplicaçâo de1lm testepodeinterferircom o desem -

penho no teste seguinte,limitando o ntimero de testes que podem serutilizadosna

avaliaçâo dosmesmosfilhotes.A avaliaçâo epadronizaçâo de testes comportamentaisa

serem utilizadosna avaliaçâo neurocomportamentalë 1m problema atuale im -

por tantestentativasnestesentidotem sido realizadas(Buelke-sam etal.Tcolaborative

BehavioralTeratology Study.Neurobehav.Toxicol.Teratol.7:591,1985).

Finalmente,gostaria de comentarestudosqueestâb sendo conduzidosem

nosolaboratörio,com o objetivo deproseguirnainvestigaçâo daembriofetotoxicidade

do tolueno.Um sistema inalatörio foimontado e ratase hamstersp'ividasestIo

sendoexpostasalxmaconcentraçâo controlada detolueno.A proleest;sendo destinada

fundamentnlmenteà avaliaWo comportamental.Osprimeirosresultadosobtidos

indicam queosefeitosdotolueno sobreo peso fetalserepetem naexposiçâo inalatöria.M

aiornûmero defilhotesdebaixo peso foram encontradosnasninhadasexpostas

ao tolueno.Houvetambdm diminuiçâb daviabilidadefetal.Menorntimero defilhotes

nasceram nogrupotolueno.Estapio1eserésubmetidaaindadurantealactaçâo a 1m

testeneuromotordeequil-brio sobrenmabordaea1lm testedealte'rnaloespontânea.A

amamental o estâsendo feita pelaspröpriasmâesexpostasao tolueno,com o

comportnmento maternalmonitorado diariamente.

O nossointeressepelo uso do hamsterdourado em toxicologia,do desenvolvimento

noslevou apadronizarumabateriadetestesdeavaliaçâo do desenvolvimento

desta espécie.Nâo vou me estendera esterespeito masgostaria de mostraralgunsde


167

nossosresultadosnestesentido,comparandoo hamstercom ratosecnmundongos.O

hamsterdourado tem um perfodo degestaçâo de apen% 15dias,nasce com dentese

apresenta um acelerado desenvolvimento pös-natal;Aos 30 dias estâ sexunlmente

amadurecido.Um dosproblemasquelimitao usoem toxicologadodesenvolvimento

éo infanticfdio,frequentenestaespëcie.Entretanto,nossosresultadosindicam queo

hamsterpodeserusado sem queostestesinterfiram naztaxasdeinfanticfdio,apös

o 30 diadevidapösmatal,enquanto queamaioriadosindicadoresdo desenvolvimento

aparecem apös este perfodo.


EFEITOS PERINATA IS D E PRAGU ICIDAS

M ARIAM ARTHA BERNARDI

UniversidadedeSâoPaulo

Em mnm ferosaexposilo matemaacertassubstM ciastöxicaspodeproduzirefeitosperinataisindesejiveis,lmavez

queestasnâb sö tem aposibilidadede atravessaraplacenta,como

tambëm de serem excretadaspelo leite.Dentreessas,destacam-seospraguicidasdado

seu uso extensivo querem agricultura,pecuo aou doznis-

'sanitirio.œ fine-se praguicida como qualquersubstânciaou misturade substância

utilizadascom a fmalidade deprevenir,destruir,repelirou mitigarqualquertipo de

praga.Pragaseriatudo aquiloqueataca,lesaou trnnqmiteenfermidadeàsplantas,aos .

animaiseao homem. - .

Dospraguicidas,ospiretrôidesfqp.m recentemente sintetizadosa partirda

estruturaqufmicadm piretrinr,substânda com alto poderinseticidaconhecidasdesdeaantiguidade,retirada

dasfloresdo crisântemo.Assim,essespraguiddassâb b@stante.töxicbspara

insetosem ixesepouco töxicospara mnm fferosfato queostem

qualificado parauso coirente. '

Até o momento aliteratura tem apresentado resultadosnegativoscom referdnciaaefeitosteratogfnicosdepiretröides.Nesesentido,estudou/eosefrltosda

administraWoafdmeasdurantealactaçâode1xm pragtlicidapiretröide,aCiaiotrina;

fornm feitasavaliaçöesdo peso corporaledaatividademotoraespontM eadaprole,

expostaou nâb ao praguicida,aos21diasdeidade;avaliou-setambëm ,arespostade

esquiva irlibitöria e o peso corporaldesses animais naidade adulta.Osresultados

mostraram que aatividademotoraespontM eaeopeso corporaldosanimaisnro fornm

modificadospelaexposiç:o ao piretröideaos21diasdeidade;noentanto,observou-seIxm

prejufzo consistentena esquivainibitöriadosanimaisexpostosao praguicidana

idadeadulta.Essesfatosindicsm queo praguicidan:ointerferiu com aatividade

motoraecom o peso corporaldosanimaisequeotestedeaprendizado utilizado foi

sensfvelpazadetectarefeitostôxicostardiosdaCialotrina.

Nllmasegundaetapa,estudou-seo efeito daexposiçâb m aternaàCialotdna

durante agestaçâo;avaliarsm-seo desenvolvimento ffsico eneurocomportaméntalda

prolee o comportam ento mnternal.Paratanto,imediatamenteapöso nascimento dos

Glhoteshomogenizou-seo nflmero del-tlhotes/ninhada(8/f:meas)etrocou-se,em algumasmâes,asninhadasdo

grupocontrolecom aquelesdo Fupo exm n'mental,deforma

talaobter-se4 gruposnosquaisratastratadu ou nïo criavnm ou nâb osseusfilhotes.

()sresultadosm ostrarnm queocomportnmento maternaldasfêm eas,avaliâdo pelaescaladeescoresdeSoderstein

& Enerothllg84l,nâb foidiferenteentreosWriospupos. .

169


170

O peso corporaldosftlhotesprovenientesde mfestratadasou nâb com o

praguicida foisemelhante àquele do gnzpo controle;no entanto,observou*e que

llhotes nâb expostos ao praguicida criadosporm fes expostasmostrarpm ,lm decrésdmo

signilkativo no seu peso corporal.

Duashipötesespoderiam explicaresselm imo fato:ocorrersm alteraçöessutis

pocomportnmento matemal(nâb detectadosmlo mëtodo acimadescrito)ou modincou-se

a disponibilidade de leitem atem o.Desdequertlhotesdefdmeasexposta ao

praguiddadùsdemaisgruposnTo tiverem alteraçöesno peso corporalaidëiadellma

interfer:nciado praguicidano comportamento maternalpareceamaisprovâvel.

A exposilo aCialotrinaretardou,ainda,nesesflhotes,a expressâb de

outrosparn-metrosdo desenvolvimento ffsico taiscomo nasclmento do# lo,abertura

dosolhosecan'alauditivo ,descidadostestfculosbem como aaberturava#nal.Fatode

interesifoiaobservalodequeatrocabasninhadaspotenciou osefeitostöxicosda

Cialotrina.Alëm diuo,verificou-seum atraso no desenvolvimento do reflexo deendireitsmento

4alteraçiesno ritmo daatividademotoradeanimais(observadado100.ao

21P diadevida)expostosao praguicida,quevariarsm nadependdncia dop'au deexposiçïo

daninhada.Naidadeadulta,verificou-seatlsénciadediferençassiN ificativas

entreos4 gruposdeanimaisquantoa atividademotoraeda esquivainibitöria.

Dessa forma,os presentes resultados indicam que,embora ospraguicidu

piretröidessejnm 'consideradospouco tdxicos,sâb capnzmsdeinterferirc6m vo os

parâmetros do desenvolvimento de animaisexpostos perinatnlmente.Acrescente/e

nindaj'qué o perfodo noqualocorreu essaexposiçâo podelevaraalteraçœ sdiferenciaisnaidadeadultatendo

em vistaosresultadosdo testedeaprendizado em esquiva

inibitôria.

Refelndas:

Soderstein,0.*,Eneroth,P.(1984).J.Endocr-,102 :115-119.


SIMPOSIO 4

H ICOUIGIA E CANCER

Personalidade,padröe'scomportamentaisecâncer.

Mariada Glöria Gimenes

- Vivlncia corporal,imngem do corpo emastectomia.

Annik M J.S.RosiersFonseca


PERSONALIDADE,PADROES COMPORTAMEMTAIS E CANCER

MARIA DA GIXRIA GN ENES

UniversidadedeBraslia

DG RODUCâO

A investigaçâb q'lnnto ao papeldosfatorespsicolö#cosnaincidinciaena

'

propessâo do câncer,tem desm rtado interessedediversoscientistasnoslm imos10 a

15anos.De m odo geral,podemosafirmarquetalinteresseconcentra-seem tornode

duasquestöesbâsic%: .

-

CaracterfsticasdePersonalidadeou situaçöesdeççstress''podem predispor

um indivfduo ao câncir? .

-

Caracterfsticas de Personalidade e stresspodem afetar a propessfo da

doençaeconsequentefndicedesobrevidado indivfduo?

Emborao interesepelahwestigaçâo darelalo entrefatorespsicolögicose

câncerseja recente,anolo dequetraçosdepersonalidadeecaracterfstic% psicolögicasapresentam

l:m papelespecficonaetiolo#adasdoençasffsicas,tem suasrafasna

medicinaeftlosofiapré-cartesiana(Alexnndre,1950;McMahon,1976).Desdeent:o,

x:m considerfvelnfzmero depesquisastem sido odentadasparaavalidaçâo dehipôteicossomâticas.relacionadas

ao papelççcausal'*daspredisposiça semocionaise

'

ses ps

caracterfsticaspsicolöscasnaetiologiadedoençasffsic% diversu. '

' A relaçâb entrePsicplo#aecidnciasdasalideinicia-secom ajocltmentaçâo

acerca dasassociaçöessntre variâveispsicossociaise resultadosnasaflde.Diferentes

m rspectivasteöricassurgem ao longo dotempo paratentarexplidtararelaçâoentre

mrsonalidadeedoença fsica.A maisantigadestas,propa aPersonalidadecomoum

fatorcausaldedoençaffsica.

,

Pejquis/sṛealizadascom b%enestepressuposto dividem-seem duascategorias:

A jrimeirarelaciona personalidadeà etiologiadadoença,antesquepssintomassejam

manifestados.A segundaenfatizao papeldefatorespsicolögicosduranteo'

curso eproR éstico dadoença. .

Constratandoanoçâo decausalidadeexpressanesta duaspersm ctivas,surge

xzmaterceiraquemlnimlu ou Djeita o papelcausaldapersonalidade,tanto em relalo

àetiologia,quanto aoprognöstico da doença.

Naverdade.estaterceiraperspectivapresume llma direcïo oposta decausalidade(ex.a

doença,- afetapersonalidade),ou explicarelaçöesentretraçosedoença

fsicacomo flmWo deoutrasvarifveiscomo acaracterfsticado tratamentorecebidoe

aexperidnciado indivfduo com osistemadesaûde.

173


l74

Passemosagoraaconsiderara m rsm cdva nfmero 1:

I-Drsonalidadecomo fatorcazlulnaetiolo#a:

Na'linhadesta concepçïo,surgem viriasformulaçôesteöricasquebrevem entereveremosem

relaçâo àcâncerespecifiemmente.

1)A TeoriadeConflitospropostapor X1xsndreeoutros(Alexandre,1950),

e

propsequetanto apredisposilo quanto oinfdo deltmadoenç,a dcausada porcontlitospsicolögicose

pelasem oçôesproduddasporestes.Portanto,emoçöescomo raiva,

depressâb eansiedade,resultariam em respostu autônomaseendöc'rlmasqueservirhm

Paradesencadearadoença.

Com basena teoriadeConflitos,vo osestudosforam realizadostentando demonstrarsua

utilidadeparaexplicaro aparecimento do câncer.Osquemaisaparecem

naliteratm aconcentra-seem torno dosseguintestemas'.

= dificuldadeem expresaremoçöes(princimlmentehostis)

- depressâb

- introversâb

- distancinmento emocional

- alienaçâb

- excessiva expressfodeagressividade.

Osresultadosdestesestudossro contraditörios,orafom ecendo evidlncia positiva,oranegativa,quantoarelaçâb

entreO nsitosemocionaiseetiologiade Mnœr.

Além disso,estateorianâb indicaosmecnnism osatravësdosquaisIxm estado

emocionalespecffico - ex.:depa sâo ëtraduddo em processo patofisiolö#co,predispondo

o indivfduoao dnœrenâb aoutradoençaqualquer.(Weiner,1977).

'

2)Hipötesede atitudeespecficadiantedadoenp

Esta perspectivaapresentada porGralmm eoutros(GraceandGraham,1952)

assumearelaçâoentreatitudesindividuaisedesencadenmento dedoença.Atitudessâo

definidascomo l'xm cohjtmto deafirmaçöesarespeito doqueosindivfduossentinm e

m rcebinm o queestavaacontecendo com elesno momento im queossintomassurgem

ecomo pretendinm lidarcom o ttstress'ou dificuldadesqueestavnm enfrentando. '

No'caso dé a-nœr,dnfasi tem sido dadaà atitudedettdesnmparo-desesm -

'

..

. ' . z ' . ' . '

rançanapresentadaporindivfduosantesdo diagnöstico desta ddença. .

Um estado caracterizado por ç$ des arli paro desespii-ança'#sicolögico joderia

. . ,

.

i .

levar'o indivfduo ao tçcomplexodedesistência'queenvùla xm sio fiœdo deimpo-

tn : cia psicolàgiœ edeincapàcidadepara lidàrconimudànçasnmbientaisou eventos

esiressantes.Estat6desistdncia''devivetestaria assodada à doenp s.

Em câncer,estem odelo tem sido estudado considerando espednlmentearela- .


175

Woentresituaç& sdeperdaeluto.Em Wriosccosclfnicos,estudadosdeformaretrosmctivae-

tosrelacionadosamrda(divörcio,morte,etc) corelacionaram-se

altamentecom inciddnciadecâncer.

'

Y rx lmœ hg'ando ç# rda'ao infdo dednœr'.

De formasimplificada,poderfslmosrehtarque ossentimentosdeperda strinm

acompnnhadosporprocessospatofsiolö#cosquelevarinm'a alteraçœ sbioqufmiçaseimunolögcasepredisporinm

o indivfduo ao cu cer.

Fastafonnulalotem despertado +/.r1% crfticas: .

- aligaç:o entre o sentM ento de perda,comportamento de desistdnda e

proceso fisiolô/co apresentadaporEngeleSc%male(1972),nindaévagaenâb tem

sido suficientementeespecificada. '

-

mudançano estilo devidado indivfduo duranteo mrfodo deluto (por

exemplo,mxmento deconsumo dedrogas,âlcool,cigaros,etc) levarinm àpredispor

seu organismo ao câncerenâo o luto poisi.(Paulsand Brown,1972).

' -

alteraçaspsicolô#cas(neurolö#cr/psiquiétricas)podem sercausadaspor

processospatolögicosem cânczr,antesmesmo dadoençasermnnifestada(Fox,1978,

Anismar,.1981).Portanto,ạlteraçœ spsicolö#cascomo porexemplo t)sentimento

de desistdnciaencontrado em pacientescom câncerpodem serprodutossecwund4n-os

do a-nœren:o fatorescanqm-mpn-m4rios.

3)Temmmmento -Sa4deMental .

Nesta perspectiva,traçosde personalidade que predisporiam o.indivfduo à

doenças:o vistoscomo sendo prioritarinmentebiologcamentedeterminados.Deriva-se

entâo,lmamedidadetemmmmento.Deacordo com estaconœpWo,thomaseBeṭz

(1979)propöem umatipolo#adetempernmento e,junto com esta,umatentativade

relacionartempernmento com ainciddncia decâncer.Nesta tipologia,am odalidadedenominada'çgàma''compreenderiacaracterfsticasassociad%

â bnixareativida'deem ocionaleinstabilidadeque,porsuavezspoderinm

estarrelacionadu àinciddnciadecâncer .

Alglmu dasprincipaiscrfticasapresentadasaestaabordagem sâb asseguintes:

- estatipologaévagaeapresentadefmiçöesimprecisas;

- amodalidadeçtgnm a''estarianaturalmenteassociada com baixosfndicesde

saédementalque,porsuavez,predisporiam indivfduosdemeia-idade adoençasdiversas,inclusiveao

rlncertvalant,1979).

11-D rsonalidadeePrognéstico daDoenp

O referencialmaiscomllmenteutilizado paraconceptualizardiferençaspsicolögicasnaprogressâb

de doençasé o *v odelo de predisposiçZo deenfrentamento'


176

com traçosrelacionadosàdoença.A maioriadaspesqulasnesta categoriaconceptualir

zaadoença como nm streuoreassumequea maneiram laq'lnlo indivfduoavaliereageàdoençapodemediarou

afetarocurso pro> ôsticodamesmn.

Exemplificando,um indivfduo com o diar östico decâncer4ueç'm rcebe'

suadoençacomo thmeaçadora'e çfatal'poderâutilizarnegaWo como modo delidar

com ela.Seta1negaWo chegaraoextremo eoindivfduopasaraacreditarquen:o

precisa segtlirprescriçœ sm ëdicas,podemosantedparlxm' pdssimo proN östico,m esmo

seclinicamente o indivfduo tivesse pandeschancesde vir a se recuperartotalmente do

A .

rmncer.

'

'Tnfrentnmento'podeserdefinido comoaçöes/comportsmento direcionadosparalidarcom

asexigênciasimpostaspelasituaçâo,numatentativadelidarm elhor

com elas(Coelho,lhnluncy eAdnms,1974;Mecharlic,1968).Poroutro lado,çtpredisposiWo

de Enfrentamento'refere-seàtraçosdepersonalidadequecaracterizam tenddndasespecfficasque

constituirâo 11m padrâb deenfrentamento aserutilizado com

relativa consist:ncia diantedeeventosestressantes(Cohen elnzarus,1979).

Asprincipaiscrfticasapresentadasa esta abordagem sfo asseguintes:

- a consistênciaquanto âutilizaçâo depadröesdeenfrentamento em diferentessituaçöeseduranteo

ctlrsodediferentesdoençasdquestionivel.Em câncer,por

exemplo,fatores.como severidade,estlgio eexperidnciaprdviacom a doençaafetnm

o padrâb ou estilo deenfrentsmento aserutilizadopelo indivfduo (Cohen eIazarus,

1979). .

-

namesmadoença(co cer)diferentesestigiosexigem do indivfduo habilidade

em lidarcom dificuldadesespecfficas.

Portanto,1tm linico tipo de enfrentnmento nâb seria adaptativo para solucionaresteimpasse.u

zaruseCohen (1973)propöem o tdrmo hocessode enfrentamento:

- este têrmo incorpora exigéncias da situaçâb;

- consideradiferentesopçöesdeenfrentamento;e

-

admite queç'enfrentnmento''envolvediferentesestâgiosparaseradaptati-

VO.

Pesquisasconsiderandoosm odosdeénfrentamento ecâncercomo processo

demonstram enfrentamento adaptivo'. '

- focalizarnoproblem a,focalizarnosaspectospositivoseanegaçâo dagravidade

da doença.

Depreseo

:J'. . .. . .. ' . .. :

''

r

Diversosestudossugerem que indivfduosdeprimidosdemoram maispara se

recuperardadoençaeapresentam maisaltosnfveisdemortalidade.(Cohen etazarus,

1979). ' '


177

O estado depresivo tanto alteradiretnmenteestadosfisiolögcos,como tambdm

reduza motivaçâo do indivfduo em seengajarem tratamentosimportantesparaa

recuperaçâo (Knntz,1980). .' ' . ' ..

Pesquisu t:m demonstrado arelaçâo entrenfveisaltosdedepressfo ebaixos

fndicesderecuperaçâb em cM cer. .

Principaiscrftic% sugerem que:

- osmecnnismosqueestabelecem ta1relaçïo nïo sâo claros;

-

ta1relalo parecevariarconformeadoenp e/ou estfgio damesma.

HI-Persm ctivasnâo caue de m rsonalidade

O enfoque centraldestaperspectivaéo efeito da doençano comportamento.

TaIefeito pode serdiscutido em termos de:

1)efeitosbiolöscoscorrelatosao procesodadoençai. '

2)comportamento dedoenteecorrelatospsicolögcosdadoença;

3)efeitosdaexperidncia doindivfduocom o sistemsdesatide .

1-Efeitosbiolögcos

Existe evidcnciaque certostiposdeclncer,como leucemiaecàncerdepulmïo,afetam

diretamenteocérebroeo comportamento (metâstasecereàral).Estas

metsstasesnâb sïo detectadasantesdo infcio do tratamento.Portanto,caracterfsticas

depersonalidadepoderiam serconfundidascom efeitosdadoença.

Efeitosbiolöscosindirctosdecâncerno comportamentoresultam demudanças:

- metabölic%;

- endöcrim as;.

-

hematolöscas. .'

Todasestas'mudançaspodem ocorerantesdo diar östico serfeito (Metchel,

1967).Porexemplö,taismudanj% levariam indivfduosportadoresdecânceraapre-'

sentarestaos d deresivoscarv p terizaéospo-rdesistência,desamparo edesesperança.E

interessante notar que pacientescom câncerque apresentam moderadosdëficitsneurolögcossobrevivem

pormaistempo esïo menosestresadosdo quepacientessem

déficits(Davieseta1.,1973).

2 -Comportamento dœnteecorelatospsicole cosda doenp

Existem diferençasindividuaismarcantesquanto ao desempenho depapelde

doente.A procma e tratamento porexemplo requera percepçâb e o reconhecimento

dossintomu dadoençaporpartedo indivïduo (Mechanic,1968).Estereconheci-


.178

mento dossintomasestariamaisrelacionadoàscaracterfstica dem rsonalidadedoindivfduo

do queàdoença proprinmentedita.Destaforma,podemosantedpardiferen-

çasindividlnisquantoâ proclzra detratnmento tKrantzy'Balxm eWideman,1980).

Alëm disso,ëinteressantenotarquealgunsestudos(Ka1seCobb,1966;Mechanic,1968)apresentam

adepressâo eoutrosestadosemocionaispresentesem f%es

de çtluto''como fatoresquem aximizam aprocura detratnmento.Taisfatorestambdm

contribuiriam para a percepçâo,repetiçGesde sintomu e complicaçöesduranteo processo

de recuperaçïo.

Outrosestudos(Cluff,1966;Cohen,1979)demonstrnm queadepresâb ë

llm adasconseqûdnciasdapreocùpaçâo com apröpria doençaetambëm reafirmam o

impacto causado poresta no processo de recuperaçâo.

3 -Efeitosdaexm e ndacom o sistemadesa4de

A exper iénciado pacientecom o sistemadesaûdepode'causargrandeinflu:n-

cianassuascaracterfsticaspsicol6gicasecomportamentais(Krantz,1980.,Weisman,

1979).Taisefeitossâb discutidosem termosdevarifveiscomo:arelaçâo mddico/paciente,o

nmbiente hospitalar,tipo e condiçöesde tratamentos.

Estes aspectost:m sido negligenciados na literatura eem pesquisasque abordam

ostraçosdepersonalidadeeaprogressâb dadoença.

COMENTéRIOS Fm AB

Esta apresentaçâo revisou trdsorientaçTes teöricu acerca da pesquisa em padröesdecomportamento,personalidadeedoença(especialmentecâncer).Umaabordagem

assume que traçospodem desemm nhar um papelim portante na etiologia da

doença;Itmasegundaorientaçâo focalizanasdiferençasindividuaisduranteaprogressâb

e curso da doénça.Ambaspressupöe que traçosde personalidade representnm

papelcausalno desenvolvimento eprogressfo dadoenp .

Umaterceiraorientaçâo presupöe lmadireWo opostadecausalidade,isto

ë,assum e que a doença afeta a personalidade.Aldm disso estaéltim aorientaçâo

tam bdm explicaassociaçöesentretraçosedoençaffsicacomo ftmçâb deoutrasvariiveis,com

oporexem plo o sistema desaldc.Muitosdosmodelosaquirevisadospoderiam

tersido apresentadosem maisdeumacategoriaeproblemasmetodolö#cossâb

comunsa todasastrês orientaça s centrais.

Finnlmente,d.importante ressaltarque apesarde vliaspesquisasterem sido

conduzdascom afmalidadedeinvestigararelaçâb entrevariveispsicolögicasedoençaffsica,'tmarelaçâo

consistenteentrecaracterfsticasdepersonalidadeeo desenvolvimentoeprogressâo

decânceraindaprecisaserdemonstrada.Porenquanto,podemos

apenasafirmarquetalrelaçâo ëmeraespcculalo quevem desafiando m squisadores

e estudiososda kea.

'


179

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ylvENclA conponA L , IMAGEM DO CORPO E

M ASTECTOM IA

ANNIKMJ.S.kOSIERS FONSECA

UniversidaàedeBraslia

'

A noçiodeimagem docorpo deveserarticuladacom asabordagensfenomelwlöscasefisiolögicado

corpo.Convém situaro conceito deimagem docorpo dentro

da m rspectiva psicanalftica.

O conceito deesquema corporaltem suaorigem nasinvestigaçöesneurofisiolögicasenapsicolo/aexperimental.O

esquemacorporalpertenceao registro sensôriomotoreintelectual.O

esquemacorporaldprë-cùnscienteesuabasedneuro-fisiolögica:

o corpo servecomo instrlmento deaçâb noespaço esobreosobjetos.O esquemacorporalnosforneceo

conhecimento eaorientaçâo ' deposso corponoespaço paranos

. .

''

. ' '-- -- -' .

permitiragir neste espaço com efi5 c c ia .

.

Todapeicepçâo ekolufda(relevo,movimento,localizaçâo desensaçöesem

'

'fi do corpo)pressupöenece'ss'ariamen'tetun quadro dereferdncia'imregiöesespec!cas

Plfcito que ë uma representaçâb mentalabstrata e esquemâtica da organizaçâo sens6-

rio-motora,em funçâodastrêsdimensGesdo espaço.A p/meiradimensâb éaverticalidadequedeterminaascondiçöesdeequilfriodocorpoem

diterentesposiçöes.A

segunda dimensâo,a lateralidade,implicanuma dissemetriarelativaenuma complementgridadeeveptualdadireitaedaesquerdacom

ainversâb daimagem especular.A

Profundidadedo campopercepio-motor,terceiradtmenszodo espaço,permiteaavaliaçâo

dadistânciadosobjetoscom relaçâo ' ao com ' oeaduplplqcalizaçâb dosestfmu-

. ' ' . ' .

'

1osffsicosno mundo exterior,quanto à sua e'm issâb , e sobre o corpo,quanto à sua reaçâo.E

esta representaçâo mentalabstrata e dinâmica que foidenominada esquema

corporalporHead.(em Schilder,P.?1988).

A noçâb deesquemacorporalémaisekplicativadoquecompreensiva.Elaexplica,em

parte,porexemplo,a persist:ncia da sensaçâo depresença deum membr'o am -

putado apösaidadeaproxipativadeseisanos.Nestaidade o processo deç'fixaçâb''

1 . . .

.. . . . .

a nfvelcerebraldasrepresentaçöesespaciaisemotorasencontra-se parcialmente,aca-

bado.

''*',. .

. .

A noçko decorpo vivido-vivenciadosurgiu dafenomenologia.A fenomenologiaseprojöebelucidarasrelaçöesvivenctadase

efetivasqueseestabelecem entreo

hom em e o m undo.

f;dentro docorpo peiamediaçâo do mesmo queosujeitoeomundo coexistem.O

corpoéao mesmotempo o egonasuasubjetividadicomo também partedo

mundo externo:tenho um corpo(objeto)eestecorpo 'sou eu (sujeito).Seo serhlma-

181

'


182

'

no d eve sem'pre seencam irnufn com o,e1etem de's:encarnaztambdm no mundo.

Esta encarnaçzo seefetuaduplamente:trata-separao serhllmano assumirseu corpo

mortalcomotambdm seu corposexuado.(em DeVaelhens,A.,1958).

O corpo mortaldiz respeitoaestrutura temporaldomundo vivenciado pelo

suje ito . O hom em écorpo eterh quereconhecerasua'finitude . O corpo sexuado diz

respeito aestrutura espacialdo mundo vivenciado pelosujeito.Enquanto sersexuado,

o homem é marcado na sua carne poruma distância radical.A partirda indiferenciaçâo

primeira dossexos,se estabelece uma relaçâo deoposiçâo e de complementaridade

entreosdoissexos.E pelamediaçâodo corpo mortalsexuadoqueosujeitoseabreao

mundo'égraçasaestecorpo #

quee1eexistecomosujeito,querdizer,como presença,

comointencionalidade.Corpo eintersubjetividadesâo assim necessariamenteligados'.

o corpo é abertura ao mundo e portanto incluia presença corporaldo outro.A dialdtica

intersubjetiva é constitutiva do sujeito como sujeito,situando-o em relaçâoao

mundo eao outro.Enfim ,a sexualida'de é lIm m odo privilegiado de experiência intersubjetiva

Ȧ fenomenologia questiona o corpo do qualtemosconscidncia,enquanto a

imagem do corpo ddo domfnio da psicanâlise,poisa imagem do corpo permanece no

inconsciente-e porconseqûdncia ëforado tem'po e do espaço.A imagem do corpo

pertenceao registro imaginârio enâ'o pode serconfundida com o conceito deesquem a

corporal,proéedentedeum registrosensörio-motoreintelectual.

A imagem do corpo ë uma noçâb analftica pös-freudiana,introduzida por

PaulSchilder(1968),o primeiro autorareconheceraestruturalibidinaldaimagem do

corpo,o que fisubsequentemeptidesenvolvido o

porvâriosautores.

Para Schildera imagem do corpo estrutura-se a partirdaszonaserögenas,1ugaresdeexcitaçâb

edeatividadessexuais(sensibilidade-motricidadel'.Oscontatosos

maisestreitosque nösestabelecemos com o m undo acontecem pelosoriffciosde nosso

corpo,dafa considerâvelim portM cia psicolögica dosolhos,na bôca,daspartes genitais(slzscetfveisdeexcitaçâo)como

também dapeleeda mâro.Osolhoseamâo estâo

em reaç 1 â'ocom asptlsöesp'arciaisquesecaracterizam pela suafonteorgânica (boca,

ânus,genitâlia)eporseu objetivo.

Freud aporita nacriançasuapulsâb dever-olhar(0 prazerdedescobrirseu

corpo edeverosörgâosdosoutros)elzmapulsâb dedomfnio (prazernocontroleda

musculaturanaaçâo sobreosobjetose'osoutros).Asmâbseosolhossâo pontospri-

Wlegiadosno m odelo posturale sâb eroticamenteimportantes.Segundo Schilderas

parteszo corpo qpeamâo podeatin/rfacilmentetém umaestpzturajsicolögicadiferente

daquelasquee1a sö pode tocarcom 'dificuldade.Aspartes visfveisdo corpo sâo

diferentesdasinvisfveis.A dor,apercepçâb daintervençâb dosoutros(nfvelfisiolögiz

' . '

' ' '

co),o interesequenossocorpo desperta em n6smesmosenosoutros(nfvellibidinal)

easirritaçöesdevidasao funcionamqhto orgânico contribuem para'aelaboraçâb da

imagem do corpo.(em Freud,S.,1964).


183

O estudo daimagem do corpo nosdiferentestiposdeneurosedeacordocom

Sclzildercontribuipara um dosprincfpiosgeraisda psicanélise,o saberquea sexualidade

genitalplenamente desenvolvida éindispensfvelpaza assumirtotalmentenossa

imagem do corpo.. . '

Em defmitivaScu dermantdm o modeloneurolögco do esquemacorporalao

q%1e1ejustapöeomodelopsicanalftico daimagem docorpoerögenosem bem articu-'

1% asduasabordagens.

A imagem docorpom rtenceao resstro imaginfrio,caracterizado pelaprepondero

ciadarelaçâocom aimagem do semelhante.A imagem corporaléinconscienteesua

baseéafetiva.O corpo ë vivido com oo pn'meiromeio derelalo com o outro.

O conceito deimagem do corponasceu daperspectiva histöricaeestnzturaldapsicanâlise.Porocasiâo

do desenvolvimentodesuasfunça sbiolöscas,aatençâb dacriançaé

atrafda porzon% diferentesdo seu corpo,tanto m aisquanto oexemplo lheddado

porseu nmbiente,interessapdo-sedemodoparticularportalzonaou talfunlo (por

exemplo'.'rfutriçâo,defecaçâo,erelo).Asrelaçöesdeobjeto,ou seja,asatitudesinteu

rioresdacriançaparacom'o objeto deseu desejo,piem inicialmenteem jogo zonase

funçöesdo 'corpo enquanto servem como lugardetrocascom o ambienteeenquanto

concedem 1lm praa rinten'so àcriança.A bocaeasucçâo do seio constituem parao

lactante,antesdatrocade olharesy,o pdmeiro tipodecomlmicaçâo com amTeaaprimeira

experi:ncia de praa r.UnïsistemasiR ificanteinfralingufstico seelaboraanterioreconcomitantementeàaquisiçâo

da linguagem ,sem apossedoqual,a'linguagem

funcionaem vïo (na esquizofrenia).O sistemaseestmturaem relaçâb àsfasesdo desenvdlàpn

* entopsicosexualedossir ificadoscaracterfsticosacadaumadestasfases:

devorar- serdevorado,referente afaseoral;atividade-passividade,afaseanal;fâlico

- castrado,afasefélica.Portanto,acrianp tem deseu corpo,acadaidade,umaim a-

gem difm-micaqueresultadosdiferentesinvestimentoslibidinaisl-txadosem vâriaspartesdo

corpo,como podeserobservado nosdesenhosinfantis.(em Freud,S.,1964,

1967). . .' ' .

MelanieKleinlembraquecisâb do objeto bom emau éo primeiro mecsnismo

de defesa do lactante.Este mecanism o vitalpara a criança permite-lheguardaro

bom dentro delaerejeitaro mau parao lado defora.A representaçâb de 1m envolvente

separando o bom no interior'eorln'm no extedoréo resultado destaclivagem:a

superffcie do pröpdo corpo,protötipo dosconto'rnosdo ego vindouro,éim aginada

como lzmabarreiraporosaeportanto frfgil,masassim mesmo,uma barreiraprotetora

contraa perda do bom ea entradado mau.Osoriffciosnmbivalentesdestasuperfïcie

permitsm a entrada dobom easafdado m au.Estaprimeiraimagem do corpo,

comosuperfïcietftilevisual,fomeceo espaçoimasnério ondesedesenrolao sonho

(em Anzieu,D.,1970). . : . '

Nacontinuaçâo do desenvolvimento psfquico,oest@ o do espelhovem reforpreremanejaro

prë-ego corporal.Aprimeiratomada deconscidnciado.corpo pröpfio,


184

como unificado,provdm daconfrontaçâo com aimagem especularquando o sujeitose

percebepelaprimeiraveznasuatotalidade.O reconhedmento alegredaimagem especularproporcionaà

criançao sentimento inebriante da lnidade dopröprio corpo;a

anglistia primitiva dedespedaçamento dreparada pelo ,investimento narcfsico do pröprio

corpo.O espaço imaginârio habitado pelo corpo possuientâo uma estrutura dupllmente

simztrica nos eixoshorizontalevertical:a direita e a esquerda sâo simdtricas,

como osâo,poroutro lado,o corpodo sujeito eo do outro (o daimagem especular).

O outro torna-se o simdtrico e o complementardo ego:'se h; reciprocidade para com

ele,nâohâreversibilidade.(em Lacan,J.,1967).

O corpo serâem seguidaidealizado como belo e forte:acriança representaa

sim esm aconformea imagem desuaonipoténciamégicacom ofalo.Osdesenhosinfantiscontém

sinaisnâosö davirilidadeou dafeminilidademasaindadonarcisismo ede

suasferidas.

Em sum a,a imagem do corpo pode serentendida como uma imagem narcfsica

queseelabora naalternânciadapresença edaausénciamaterna.E1airârefletira histöriado

sujeito nassuasrelaçöescom amâb ecom o ambiente;estalzistörianâb se

reduz àssensaçöesexm rhnentadasm asdiz respeitotnmbdm ,devidoaevoluçâo psicosexualdacriança,aoquefoi'simbolicamenteapreendido.E

atrav/sdam ediaçâo pela

palavra que aimagem do corpo seconstitlzieselmifica verdadeirnmente.Nafasedo

espelho a tomada de consci:ncia do corpo Ilnificado é ainda imaginiria.Masd no declfnio

do fdipo queesadistânciaentreo sujeito eooutro setornarealporqueo outro é

vivenciadocomo verdadeiramenteoutro em relaçâb ao sujeito.Portanto aimagem do

corpo decorre dasexperidnciassimbölicasdas relaçöes afetivascom osdoispaise nâo

sö dasrelaçöessensoriais.(em Freud,S.,1969 eDolto,F.,1969,1974). '

Acreditamos que o estudo dasrepercussöesde certascinzrgiasmutiladoras

como,porexemplo,a m%tectomia pode contribuir para o aprofundamento da noçâo

de corpo vivido eda imagem do corpo.O tumormaligno ea ablaçâb do seio,dizem

respeitoaocorpoexperimentado efantasiado pelo sujeito,fontededoredesofrimento,mastambém

deprazerededesejo.Asreaçsesdamulhermastectomizadasâb

subjetivasedeterminadaspelamaneira como e1aestâvivindo seu corpo desdeainfância:lugarde

todasassuasexperi:nciasconsigo mesm a,com osoutrose com o mundo.

A sua atitudefrenteàdoençaeàpérda deum apartedo corpo fortementeinvestida

depender;daqualidadedestasexperidncias.0 câncerdamama,com amutilal oque

e1e acarreta,sendo que esta m utilaçâo tem muitasvezesum a conotaçâo sexual,abala a

estrutura espacialdo corpo vivenciado pela m tlher.O cânceré quase sempre associado

com amorteelembrademaneirabrutalao serhumano suafinitude.A pqrdadam a-

ma,no caso,constituiuma verdadeira perda semelhanteâquela de um ente querido;a

mutilaçâb do corpoprecisaserelaboradaatravésdeum trabalhodeluto jarapoderser

integrado pela m ssoa.,Uma certa hnagem desideve serabandonada - a imagem de

llmapessoacompleta;dium corposâb eperfeito - elxmanovaimagem desideveser


185

investida,imagem defeituosa,incompleta,com certeza,rhasaindaviével(Em Fonseca,

A.,1985).. ' ' ''' '.'' '. . . .'

.

A im agem do corpo sö podeserapreendidaapartirdeseusefeitos'.e1atem o

statusderealidadedo fantasma inconsciente.A ano sedo inconscienterevela osprofundosvestf#osdelxmaestrutura

arcaicado corpohumano.

'

.

Bem maisacessfvelëa representaçâo do corpo naadoles/ ncia'.A adoles/ n-

cia'secaracterizaporum segundo processodeseparaçâb-individuaçâb eo começo da

dissoluçâo dadependêndaparacom ospais.Nestafasededeselwolvimento,importantesmudançasbiolögicasacontecem

eafetnm aim agem eaviv:nciacorporal.Asm eninisdevem

,porexem plo,integrarexperidnciasereaçöesao crescimento dosseiosea

menstruaçâo à im agem do corpo anterior.Existe pouca literatllra a respeito deste

Msunto.A m aioriadosautoresconsidera queëdesuma importM daum bom relacionsmento

m âe-filhanapuberdadeparaqueafutura mllherpossa vivenciarmaistarde

seusseiosdemaneiraprazerosa(tâtilmenteesexlnlmente).Um bom relacionamento

mïe-flha implicaquedurantea infM ciaeaadoles/ ncia,ameninasentiu seu corpo

com oalgo m rmissivo eprnzorosoequehouvecontatosffsicosafetuososedelicados,

porëm castos,entrepaisefilha,implica tnmbëm,quem ïeeftlhafornm capazesdeconversarsobresuasemoçöeseexpee

nciasequeamâ'einformou suafllhaarespeito de

seu desenvolvimento biolögico esexual.(em Gylenskold,K.,1982). '. .

, . Se,ao contrfrio as atitudesmaternasse caracterizam pela dominaçâo e o

controleexcessivos,mu tendo a filhanumasituaçâo dedependdncia,o desenvolvimentopsicossexualea

liberaçâo seencontrarâopermrbados.A meninapoder;interpretar

o comporismento materno como lm sinaldedesaprovaçïo aseu desenvolvimento (por

exemplo'.assuascaracterfsticassexuaissecundârias- amnma)..lsto implicarâ com freqûdncià,llm

acessoaheterosexlmlidade,carregado demedo edeanglistia.A m rdada

mam anum amllherquevivenciou experiénciassemelhantespodesignificarumapuni-

Wo,Itm castigo porqueinconscientementeo desenvolvimento dosseiosfoiassociado

aum desafio,umarebeldiacontraamïeea!lm desejo deafastâ-la. . ,

A partirdeentrevistassemimstruturadascom 20 pacientesmastectomizados

denfvelsôcio-culturalmëdioebaixo fornm investigadojietrospectivamenteosseguintestöpicos:aexperidnciado

desenvolvimento dosseiosdentro do contexto decriaçïo,

asensibilidadeeröticadosseioseasatitudescom relaçâo.aamnmentalo.

Osresultadosforam osseguintes: . .' .

Somente tr:spacientesrelatamm tervivenciado o crescimentodosseiosde

maneirapositiva.Dlmnevocaram lzmavivêncianegativa(vergonha,esconder);mas

paraamaioriadaspacienles(15)foidiffdldeduzrcomofoirealmente.Fgstastmimas

foram criadasem nmbientes ,

restritivosem relaçïo a informaçâb sexualeaatitudedos

paiserarepressivano quedizrespeitoa sexualidade.Nâo houvequasenenlmm contacto

ffsico entre ospaiseasf'tllzasa nâb sqrcontatosdesap adâveiscomo surras.Fwstas

pacientesfalarsm demaneiramuito geraleconvencionalsobreo desenvolvimento de


186

seusseios(4çeranormal't4eracomo deviaser').Umadestaspacientesdissequeantes

daentrevistanuncatinham nsado arespeito do seu corpo nem ao fato deterseios.

Para elas,esteassunto era tabu desde ainfM cia.Foimaisdiffdlcompletarosdados

com aspacientesmaisidosu.Acho quenâb ëtanto aidadequeafetou àmemöriada

puberdade.O desenvolvimento dealgoqueem parterepresentaltm sinalextem o da

sexualidade feminina,nâb deixademarcara moça;masdentrodeumaatmosferade

proibiçöesetabusess% vivdnciasdevem tersido recalcadas.

Entrevistando a respeito do aparecimento dosseios,amaioda daspacientes

relatou espontanepmenteseussentimentoscom relaçâo a primeiramenstrualo.O

crescimento dos seios precede geralmente a menarquemas d pouco lembrado.Em

comparaçâo ao aparecimento dospdlospûbicose ao crescimento dosseiosquesâb

progressivos,a primeiramenstruaçfo representaum evento marcantemaisfâcilaser

lembrado.

Paraagrandemaioriadasmulheres(19)amenarquefoium acontedmento

b%tante dramitico:sem informaçöesapropriadas,o campo estâ aberto paraasfantasiu,expressâb

dosmedosprofundos.

No que dizrespeito asensibilidadeeröticadosseios,sö tmaminoria(3)os

sentinm eröticnmentesensfveis.Nenhumadelasfoicriada nascondiçöesötimmsacima

descritas(atitudespositivasem relaçâo ao desenvolvimento dosseios,boacomunicaçâb

mTe-filha,contgtosfsicosafetuososmascastoseesclarecimentossobreasexualidade).

Mas os laresde.origem nâb foram excessivamente repressivose como adultasestas

mllheresconseguiram estabelecerrelacionamentossexuaisrelativamenteduradouros

e seguros.Entretanto,a maioria das mllheres foicriada em ambientes marcados por

interdiçöesedesaprovaç:o conscienteouinconscientedamïe(ou substituto materno)

com relaçâo ao desenvolvimento biolögco e psicosexualdurante apuberdade.A

maioria destasmllheres nunca sentiu prazer nosseusseiosnem parece tertido experidnciassexuaisagradâveis.

Com relaçâb aamamentaçâb;oito mulheres(1lm nlimero bem maiordo queas

trésm lh eresque di seram tersentido prazercom carfciasnosseios)relataram ter

gosta d o'

am amen tar seusfllhos . A am amentaçâo constituicertnmente lxma situaçâb

menostabu,bem m aisaceita,falada eincentivada.O que lmam llhersente quando

am amentan do,

de pende da estrutura do seu pröprio relacionamento com a pröpria

mâe quando criança;na arrmmentaç:o,.a mulherse identifica'.com apröpriamâe

eidentificao filho com e1amesmaquando erabebd.

E interesantenotarqueasm lheresquereagirnm demaneirapositivaao aparecimento

dosseusseiosdemoraram ménosjaraconsultar,apösadescobertado caroço

do que asoutras.Estasoutrasnâb tinham demodogeralmuitafamiliaridadecom

seuscorpos;raramenteacharam'agradâvelseracariciadas.Consequentèmente,elastinhnm

dificuldadesem interpretarcorretnmentee compreenderasm udançasmorfolögicasna

mam a,o quecertamentecontribuiparamaiordemoraantesdeconsultar . O


@

187 .

fenômtno dedemoratem causasméltiplas:ansiedadeao descobriro caroço combatida

pela negaçâb,aexist:ncia de atitudesfatalistase passivasem relaçâo ao corpo e â

doença,etc. . ' ' '

Com base nestesresultados,parecesurpreendentequeasmulheresreagiram

tâodramâticamentefaceàperspectivadeperder.umamamaelperdamesma,jâque

m uitas anfvelsuperficialnTo parecem tertidoexperiéncias'satisfatöriasou agradiveis

nosseios.Porëm temosquelembraradificuldadedestasmulheresem verbalizarseus

sentim entosesuasem oçöesfntim as. , '

Alëm disto,convëm salientarque a maioria dasmulheres sö parou parapensar

sobre o significado de sepsseiosquandoconfrontadascom apossibilidadedeperda .

Quandoumamulherenfrenta aperdadeumamama. .

e1acom freqûdnciavivenciaisto

com uma ameaça a identidade sexualouqcomo uma ferida apröpria integridade corporal.Reaçœ

semocionaisarespeito damamaestâb ligadasàatitudesprofund% em relaçâo

a elaboraçâo da pröpria feminilidade.Pacientesneuröticu com ditk uldadesem

reaç 1 âo a sexualidade.com freqii:ncia t:m sentinientosde dflvida arejpeito'deseu

papelfeminino.é o caso deumapacientecujaidentidadeeautoestimapareciam completamente

dependentesde suafeminilidadevisfvel,quèrdizertangfvel:osseios.Confrontarestamulhercom

aperda deumamamaeracomo confrontâ-lacom aremoWo

de umadassuascondiçöesdevida.A perda deumà mamaë,nâo raramente , sentida

como um insulto intolerJvelparam lherescujo auto-conceitoëbaseadoamplamente

na aparência ffsica.O narcisismo destasmulheresd particularmente vulnersvela qualqueralteraçâo

ffsica(ao envelhecimentotnmbëm,porexemplo).

Ostestesprojetivospermitem tlmacerta apreensâb daimagem docorpo.O

testedeRorschach com suadimensïo nâb f'igurativaesuaespedalidade deapresenta-

Wo (umamanchasobreofundo)questionaasfronteirasentreo interioreo exterior

docorpo.(diâleticadentro-fora)eentresujeito eobjeto.

Ele remete tambëm aumafaseprë-verbaldainfânciaeofereceao testando

um espaçovazio ondepodeserprojetadaapröpriaimagem docorpo.Estascaracterïsticasfazem

do teste de Rorschach llma prova de identidade,com aressalvaquese

tratadeumafotografiado funcionamentopsfquico num espaço-temjolimitado.

.

Nos20 protocolosdem llheresm%tectomizadasfoiobservadonumaprimeira

anâliseosaspectosseguintescom relaçâo àimagem do corpo:manifestaçöesdefragilidade,deferidadeim

agem narcfsicaunitéria emanifestaçöesdeangûstiadecastraçâo .

No quediz respeitoao primeiro aspecto,trata-sedem rturbaçöescom relaçâo

a primeira funçâo fundamentalda imagem do corpo 'ta1como foidescrita porG .

Pankow.A primeirafunç:o fundamentalserefereaestrutgraespacialenquanto forma

ou tçgestaltg''esta estrutura expressa lm airelaçâo dinâmica entreaspartese a totalidade.A

percepçâb frequentenasmanchascompactase/ou nasmanchasbilateraisecoloridasdeimagensincompletas(Hd)nTo

unificadas,frapnentadas,é ausdnciaderespostashumanas(11),asestruturassimétric%

alteradaseastenddnciasadesvitalizalo


188

'

svelam umaausénciadeintegridadedaimagem do corpo.A respostasmörbidasapresentad%

na m ancha 11expressnm uma vivéncia destrutiva de invasâb,intrusâo dentro

do corpo.Além disto o nflmero elevadfssimo de réspostasanatômicasligado tambëm

àsrespostas elevadas Hd e sangue dizem respeito ao corpo que tem uma interioridade

malprote#daeum envelopetransparenteefriâvel,àfragilidadedoscontornosque

deixam escaparo fluxo vitalou deixam o corpo serpenetrado transformando-onuma

superffcie de feridas abertas.Est% perturbaçöesse situam a nïvelde uma primeira

im agem do corpo,im agem arcaica evocada anteriormente e saberde um corpo como

superffcie tâtile visual,protötipo do ego vindouro.O ego-pele apoia-sesobretrés

funçGesda pele. .

1)A peleëum envolventedasexperidnciaspositivas;

2)E1aconstituiIlmasuperffciequeestabeleceemantém olimitescom o

exterior; .

3)E finalmente,apeleëum meio primâriodetrocacom outrem.(em Chabert,C.,1987).

Nestesprocölos,observa-se entâo asfalhasconsiderâveis de um envolvente

que nâb desempenha seu papelprotetor.

O aparecimento de respostasC e Dblpode estarrelacionado a reativaçâo de

experiéncias arcaic% defaltafundpmental(narelaçâo com amâe).Estasrespostas

provém de um medo enorme de llma alteraçlo da imagem de si.Trata-sedeangflsti%

ligad% allmasituaçâo deabandono,angûstia,C'pretanadepressâb graveeC'branca,

anga tia branca com o foichamada porA.Green,tradtlzindo uma perda sofrida anfvel

do narcisismo.Pode se levantara hipöteseque a perdanarcfsica diz respeito a perda do

sentimentodecontinuidadedesereexistir(amorteevocadapelo câncerenem sempreverbalizada).

. ;

Nâo setrata m ais deangûstia branca m assim vermelha no que diz respeito ao

segundo aspecto observado nosprotocolos,a angéstia de castraçâb.Asalteraçöesa

nfvelda imagem do corpo referem-se asegunda funçâb exercida pela imagem do corpo

segundo Pankow,aimagem como representaçâoou réproduçâode1lm objeto,ou melhorenquanto

conteûdo e sentido..

.' .

'

. ' .

.

A.m ùtilaçâo vivenciada decorrentedam %tectomiaatingeailagem do corpo

na sua dimensâo.de imagem sexuada. ' .

Voltando â angûstia vermelha,e1a se observa nasmanchas'11eIIIonde as

respostas sanguedizem'respeito àspulsöessexuaise/ou agresivasna suae'xpressâb

brutaleviolentanum contextodeangûstiadecastraçâo e/ou dedestrtziçâo.A mutilaçâo

sofridapelaablaçâo do seiose situano nfvelrealconcreto enâodeixadereativaz

as viciuitudesdosprocessosde identificaçâo sexualque exigem o confronto com a

diferença,e com o conflito pulsional.Asparticularidadesdasrespostashlzmanasrevelam

aquium aimagem do corpo unificadamasdificuldadesa nfveldeidentificaçâo

'

sexual. , .

'

'


189

A ano se e interpretaçïo dos resultados das entrevistas e do teste de

Rorschach precisam sermaisdetalhadase aprofundadu em posteriorpublicaçâo.

O interessepela qllqlidadedevida dospacientesportadoresdedncertem sidorelativamenterecentenaliteraturapsicoencolö#ca.Qualidadede

vidaserefere,

tambdm ,a auto estima-imagem corporale asexllnlidadequepodem alterar-sedevido

ao diaN östico e aosdiferentestratamentosdo e-q-ncgr. -.

.

P ara p profissionaldasaûdedimportantepesquksarecompreenderaslmpli-

2

caçöesa nfvelde qualidade de vida,do cânceredeseu tratnmento,paraestruturar

um modelo deatendimento adequado ao pacienteconsiderado nasuaglobalidade.O

estudo davivdnciacorporaledasalteraçöesnaimagem docorpo devid% àmutilaçâo

pode propiciardelheamentospla o tratamento pös-operatörio visando um melhor

estardaspacientesatravdsdaelaboraçâo deprogramasdereabilitaçâo ffsicaimportantesparamelhora

psicolöscaedeprogrnmasdeatendimento psicoterépico visando

inteparestanova vivdnciaeimagem do corp'o.'

Refer:ndas

Anzieu,D.(1970).Les3fdlàode'çprolectiws.Pads:P.U.F.'.

'.

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Scehilder,P.(1968).Z 'imeedurorlu.Paiis:Galmard.


SIMPôSIO 6

ENVELHECER NO BRASIL

-

Quantascarastem avelhice?Umarevisâb crfticadeestudossobreoenvelhecimento

eo velhonoBrasil.

MariaClotildeRossettiFerreiraeLuisAlberto FerreiraMartins

- A questâo do envelhecercomo um processo desenvolvimentalatravdsda

vida.

RaquelVieiadaClmha

- Am nçose problemasna'definiçâb deItmapolfticanacionaldo idoso.

Maria'M toniaRodriguesGigliotti

- Estudo decaso deumamlxlhernegra,analfabeta,deterceiraidade,do

ponto de Wsta söcio-interacionista.

Leda VerdianiTfouni.


QUANTAS CARAS TEM A VELHICE?

UMA REVISAO CRIYICA DE ESTUDOS SOB6E #

ENVELHECIMENTO E O VELHO NO BRASIL*

MARIA CID TIO E ROSSETTIFERREIM e

LUIS ALBERTO FERREIM M ARTm S

Univ idadedeS:oPaulo

AS CONDICOES DE W DA DO IDOSO NO BM SIL O numero de indivl'-

duoscom idade igualou sum riora 60 anosno Brasil,segundo o censo de 1980 do

IBGE,equivaliaa6,1% dapopulaçïo (Quadro 1).Atlnlmente,estenûmero est;pröximodos10

milhsesdeindivfduos.

Quadro l-populalo totalede60 anosemaisporsexo - Brasil.

60 Proporçzo da

anos e . '

Ano Pop.Total Pop.Tptal Homens Mxlhefes

mais (9$) . . .

1980 119.* 3 7.217 6,1 3.415 3.802

2025 245.809 33.à82 . 13,8 15.501 18481

Fonte:IBGE.

A esperanp devidadosbrasileirosaonascimento (Quadro 19,no perfodo

entre1980 e1985,ébaixasecomparadaàpafseseconomicamentemaisricos,com o os

. : ' '

EUA,o Japâb eaSulcia.Tamblm no Quadro I,vd-sequeessefndicepazabrasileiros

homensnTo atingeaidade de 65anos,estpbelecidapela0N(.1comomarco inidalda

etapadavelhice.Somenteasmulheresno Brasiltdm esperançadevidaao n%cimehto

suficienteparaatingiressaidade.E importantelembrarqueestesdadosse referem.ao

'

(

conjunto de brasileiros.A avaliaçâodayesperariçadewdaem ireasmenosdesenvolvi-

das,comoo norteenordeste,eespeçficas d epop utaGesdebaixarenda ç

tobviamente

muito m aisbaixa. .

Estesfndicesmostram a clFarelaWoçntrearealidadevividapelapop aWo

brasileira eascondiçöespredriasdevidaa queest;sujeita.

*Trabalho realizado com o apoio daFAPESP eCNPq.

193


194

Quadro 11-Faperança de '

' Ano ou m rfodo 1980 -

correspondente 1980 1995-20* ' 1981 1982 1982 1961-1970

œ mens 61,0 64,7 73,1 70,8 74,2 46,4

M ulheres 66,0 70,4 79,1 78,2 79,7 M ,1

FOnIS:IBGE/CELADE,Nae sU lidu.

Indicadoresdo censo de 1980 do IBGE nosfornecem algunsdadossobreas

condiçöesdevidadosbrasileiroscom 60 anosou mais.Do total,50,6% eram analfa-

V tos, 75 , 1% nro tinhnm nerlhum curso esc'olarcompleto,esö 17 , 8% tinham comple-

tado o curso elementar.Do mesmo total,25% ainda desemm nhavam algum tipo de

ocupaWo ou trabalhoremlmerado.Paraa populaçfo com idadede50anosou mniq,

em 1980,34,6% gnnhavam atéum salério mïnimo (1> ),55,8% gsm%avam no mâximo

3 W ,e28,5% nïo tinham nenhum tipo derendinlento pröprio.Em 1983,oIBGE

inform ava que,dosbrasileiroscom 61 alosou mais,90,5% tinhnm vfnculo com a

previddnda social,responsivelm lo pagamento dosaposentados,pelo fom eeimentode

atendimento m édico ecusteiodeinternaça shospitalares.Pordm,ëfato amplamente

divulgado pela grandeimprensa nadonaloestado pred rio do sistema previdenci/rio

no Brasil.Eleëacusado pelasorgnnizaçœ strabnlhiqtasdeinellcidnda,desperdfcio de

recursosedesviosdeverbc ,decorrentesdepriticascorruptasdefundonH oseadnli- .

nistradoresdo alto escalro.Somadaaesapave situalo,agrande mnioriada popula-

Wo que seaposentasob o regimedaC.L.T.(Consolidaçfo dasDisdo Trabalho)

tinba # atëm uito recentemente,'o valordasuaaposentadoria calculadoem apenas95%

damédia dos36 éltimossalM osrecebidos.Essarepa deczculo continuaem vigoraté

que possaseraplicada a novarepa constitudonalaserdeftnida,provavelmenteem

1991.Pela novarepa,o trabm ador'aposentado deveré receberovalorintepaldamédia

àos36 ëtimossm rios,corigidosmohetariamentè,m:sàmds.Como aponta

Femandes(1983),a1eiest;cheiaiearbitrariedadescontraosidosos.O mesmore#me

daC.L.T.,porexemplo,estabelecehojequeaempresapodesolidtarqueosflmdoniriossejam

aposentadosporvelhice,em carftercompulsôrio- amlxlherqtlnndo completar*

anosdeidadeeo homem 65- pagando-lhesapenasametadeda indenizalo

à que t:m direito.A entrada para o fundonalismo pûblico est; limitada aosquepossuem

no m xximo 50 anos.A indflstriaeo comërcio,de1:m m odo geral,continlnm restrinsndo

imptmementeaadmimqro detrabnlbndorescom idade sum riora35 anos.

'

.


195

Dentzo desta realidade,m rderou estarsem emprego àmeia idadeno Brasilpodesigniscaro

infdo de xm m rfodo dedilculdadese restriWesdeconxqûdndasincalculiveis

parao trabm adoresuafamflia.O trabnlhndorm ral,pors'uavez,somenteno infdo

destad/cadaconquistou o O eito justo à apoxntadoriaaos65anos,qlnM dlnmdëcadasdefasado

em relaçâo aotrabm adorm bano.

'

Outrafaceao desamparosodalao idoso no Brasilsâb ascondiça sqùelevam

grandepartedelesao asilamento em condiW esq'u- desumana:;Xavierecohboradores(1980,pp.15-18),revendo

aliteratura sobreasilamento no Brasil,encontzou,

entreoutras,assege tescamcterfsticasdesse tipo deserviçooferecido aosidososno

pafs:tl)aoosabarrotabosdevelhès;(2)znâqualidadedo atendimento devido â cazznda

derecursoshxlmnnosefmanceiros;(3)falta decoordenaçâoedeficidndadosserviçosprestados;(4)faltadecapadtaçïo

do pesoaltëcnico responsivel;(5)casosfrequentesdesepamçfo

compulsöriadevelhosmesmo qlmndo ca dosporsexo,em a1%

separada dosasilos.A u trabalm nosrevela a amargasitualo quetem deenfrenœ o

velho que néb disp;e de outrosrecursospara amparar-se,senfoasilar-senestascondiçöes:

. '

Em 1976,6Ministërio daPreviddncia eM sistênda Social(MPAS),apös

seminido nadonalrealizado sobreo tema,redigu o domlmento V olfticaSocialpara

o Idoso:DiretrizesBlicas''.Segundo denunda o mesmo autoracims,o Ministdrio

traçou diretriasqueatdhojenrofornm mzmprid%,alegando falta derecurso disponfveiseinvestimentosem

âreasconsideradasmaispdoritirias.Seconsiderada a estimativa

(IBGE,1980)dequeno ano2025teremos,aproximadamente,34 milhsesdebrasileiroscom

idade igualou sum riora 60 anos,asconseqûdnciasdessainsensibilidade

paracom aquestâb do idoso poderroserdes%trosas. :

Osvelhos,porsua vez,t:m preenchido todososespam ssociaisdtlram ente

conquistadoseoutrosquelhesv:m sendoabertos.Estedocasodospropamasdesenvolvidospelo

ServiçoSocialdoComércioquehojeenvolvem,somenteno Fystado de

Sâo Paulo;cercade 14 milidosos.Osencontrosdeidosospromovidospelo SEK ,as

etcolasabertasda terceira idade,ospropamasparaaaposentadoria eseusgruposde

convivdnciajâ fomecernm modelosparadiversashliciativassemelhanteseKdependentes.Exmridndu

degrtzposprofiuionaiscomo o GAMIA tGrupodeAsistdnciaMulti-

.

'

disciplinardo ldoso Ambulatorial),no Y spitaldasClfnic% daFaculdadedeMedicina

daU> ,vdm propondonovasformasdeatendimentoaessafaixadapopulalo,cada

vez maisexigenteeconsciente deseusdireitos.D ntamente,p uposdeidososvâb se

organilmndo politicamenteem defesadeseusintereses,taiscomo ospassesespecie

parao uso do transporte coletivo nascidadeseo direito àaposentadoriaintep al.As

tentatiusdearticulaWo dedeosdemetalflrgicosaposentadosjunto aosseussindicatos,aFederaçâodeAposentadoseosrecém

cdadospartidosde'trabm adoresaposentadossro

alplmnsexpresa sdessaemergente identidade polftica do idoso no

Brasil.Como denuncia D.Maria' . M tonia Gigliotti,do Fornm Nadonalda Terceira


196

Idade,mesmo as constantestentativasdeutilizarF uposdeidososcom o Gmassade

manobrapolftica'nïo tdm impgdido o sur#mento,entreeles,deliderançasautdnticas,comprometidascom

asuadefesaecom a buscadenovasformasdeparticipalo

social. ' .

ESTUDANDO E EK REVENDO SOBRE A VETH CE.Osestudosdentflkos

sobreo invelhecimento eo velho no Brasilestfo concentradosem teses.Sâo tesesnas

éreasdesociolo#a;antropolo/a,psicologaeserviço sodal,em suaFandemaioria.Na

revisâb de 18 tesesbrasileiras,que dealgum modo abordam aquestâo do enkelhecimento,tod%

produzdasno perfodo entre 1973 e 1987,jlmto aUV ,PW & ,

PUCCAMP,PUC-RJ,UFRJ,eoutraslmiversidades,foicudoso observazqueapenasem

raroscasososaùtoresdemonstrnm conhecerasoutrasteses.Ostemasserepetem e,na

alzsdncia de uma abordagem interdisciplinarqued:conta'dacomplexidadedo tema,

cadateseavanp apenasmuito lim itadnmenteasdiscussTesquesepropöem a fazer.

Ao lado dasteses,encontramos também 1lm pande nflmeré de pequenos

artigosdedivulgaçâo,quesereferem,prin ,

dm lmente,àscondiçöessociaisdeWda do

idoso eàquestöesdesaûdeffsicaepsicolöscano enxelhedmento.Grandepartedeses

artigossecontenta apenasem reproduzrdiscussöessobreumaproblemiticaestudada

porpesquisadoresestrangeiros.Outra parteparece-me com 1xm receituo o,fonnador

deopiniïo sobreo queéservelho.Sâo artigosquegeneralizam descuidadamenteconceitoseopiniôespessoaisdesels

autores,sem despertaravisâb crfticado leitorparaas

diferençasquemarcam o envelhecerem diferentescontextosculttlrais,sociais,econômicosepolfticos.Outrasveas,parecem

estarservindo aosinteressesdacriaçâb deum

novo mercado consllmidorentreosidosos.Umaverdadeiraddnciadealmanaqueque,

apretexto derevelaraimportância do descanso edo lazer,vendepacotesturfsticose,

sob.o pretexto deesclarecerasdeficidnciasdasafldena velhice,v4ndeserviçosmëlicos,fisioteripicos,psicolögcos,drogas,etc-'

.

Outro aspectp quemerecesermelhorhwestigado éa rarapresençadotema

do envelhecimento noscurnculosdegradualo w. e'pös-gradualo no pafs.Naârea ' mëdica,porexemplo,tivemosreferdnciadeapenasum

curso,rfo sul.do pafs,queincluia

mntëriageriatriaentresu% disciplinasdeFaduaçâo. , . .

O trabalhè de revisâb permitiu distinguiralgunsdiferentestiposdeabordagem

do temndo envelhecimento.A geriatriaeagerontolo/:mëdicavêm desenvolvendo

trabalhosquevisam caracterizarasalteraçöesbiold#ca queocorem com o avanço

da idadeeasnecessidadesmnisprementesde adaptaçïodoidoso ao seu ambientesocialimediato.A

gerontolo#as