Relatório de Gestão CMP 2011 - Câmara Municipal do Porto
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Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
ÍNDICE<br />
I – INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 5<br />
Nota Prévia ........................................................................................................................ 5<br />
Enquadramento Macroeconómico ..................................................................................... 5<br />
Principais Resulta<strong>do</strong>s ........................................................................................................ 6<br />
II – PRIORIDADES ...............................................................................................................11<br />
Coesão Social...................................................................................................................11<br />
Regeneração Urbana........................................................................................................15<br />
Competitivida<strong>de</strong> ................................................................................................................16<br />
Relacionamento com o munícipe e funcionamento interno ...............................................22<br />
III – RELATÓRIO FINANCEIRO ...........................................................................................27<br />
ANÁLISE ORÇAMENTAL .................................................................................................27<br />
1 Principais <strong>de</strong>staques ..............................................................................................27<br />
2 Equilíbrio Orçamental .............................................................................................28<br />
3 Análise da Despesa ...............................................................................................31<br />
4 Análise da Receita .................................................................................................47<br />
5 Movimentos <strong>de</strong> Tesouraria .....................................................................................58<br />
SITUAÇÃO ECONÓMICO-FINANCEIRA ..........................................................................61<br />
6 Análise <strong>do</strong> Balanço ................................................................................................61<br />
7 Análise da Demonstração <strong>de</strong> Resulta<strong>do</strong>s ...............................................................65<br />
8 Dívida .....................................................................................................................67<br />
9 Proposta <strong>de</strong> aplicação <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>s ......................................................................71<br />
IV – RELATÓRIO CONSOLIDADO ......................................................................................75<br />
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ANEXO ...................................................................83<br />
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXO .................................... 105<br />
CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS ............................................................................... 131<br />
ANEXOS ............................................................................................................................ 139<br />
1
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
I – INTRODUÇÃO<br />
Nota Prévia<br />
O presente Relatório espelha a Execução <strong>do</strong> Orçamento <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> para <strong>2011</strong>,<br />
foi elabora<strong>do</strong> nos termos <strong>do</strong> Decreto-Lei n.º 54-A/99, <strong>de</strong> 22 <strong>de</strong> fevereiro, cumprin<strong>do</strong> o<br />
preceitua<strong>do</strong> no nº 13 <strong>do</strong> POCAL, e apresenta em <strong>do</strong>cumento autónomo os mapas <strong>de</strong><br />
Prestação <strong>de</strong> Contas.<br />
Inclui, também, um capítulo relativo às contas consolidadas para o universo Município <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong>. Quer as contas <strong>do</strong> Município quer as contas consolidadas foram auditadas e<br />
certificadas por um revisor oficial <strong>de</strong> contas.<br />
Enquadramento Macroeconómico<br />
Após uma melhoria gradual <strong>do</strong> PIB na União Europeia, no ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> voltou a sentir-se a<br />
<strong>de</strong>terioração da ativida<strong>de</strong> e das condições financeiras e uma acentuada quebra da<br />
confiança. A crise da dívida soberana intensificou-se e propagou-se a algumas das maiores<br />
economias da área <strong>do</strong> euro. O aumento generaliza<strong>do</strong> da aversão ao risco repercutiu-se na<br />
subida <strong>do</strong>s custos <strong>de</strong> financiamento nos merca<strong>do</strong>s <strong>de</strong> dívida <strong>do</strong>s países com maiores<br />
fragilida<strong>de</strong>s estruturais, tal como percecionadas pelos investi<strong>do</strong>res internacionais. Neste<br />
quadro, as condições monetárias e financeiras da economia portuguesa <strong>de</strong>terioraram-se<br />
consi<strong>de</strong>ravelmente durante o ano e a procura externa abran<strong>do</strong>u mais <strong>do</strong> que o antevisto 1 .<br />
De acor<strong>do</strong> com a estimativa preliminar <strong>do</strong> Eurostat, em termos médios anuais, a economia<br />
da zona euro cresceu 1,5% em <strong>2011</strong>, por comparação com 1,8% em 2010 2 .<br />
F.1 – PIB: Taxa <strong>de</strong> variação homóloga 3<br />
1 Banco <strong>de</strong> Portugal, Boletim Económico, outono <strong>2011</strong><br />
2 Banco <strong>de</strong> Portugal, Indica<strong>do</strong>res <strong>de</strong> Conjuntura, fevereiro 2012<br />
3 Eurostat e Thomson Reuters, cita<strong>do</strong> por Banco <strong>de</strong> Portugal, Indica<strong>do</strong>res <strong>de</strong> conjuntura, fevereiro <strong>de</strong> 2012<br />
5
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Após as subidas <strong>de</strong> 25 p.b. em abril e em julho, o BCE voltou a reduzir, na mesma<br />
proporção, as taxas <strong>de</strong> juro oficiais, em novembro e <strong>de</strong>zembro. Assim, no ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, a<br />
taxa <strong>de</strong> juro aplicável às operações principais <strong>de</strong> refinanciamento fixou-se em 1%, com a<br />
expectativa <strong>de</strong> redução da inflação para níveis inferiores a 2% em 2012, <strong>de</strong> crescimento<br />
económico e <strong>de</strong> criação <strong>de</strong> emprego na área <strong>do</strong> euro.<br />
Em Portugal, o ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> foi marca<strong>do</strong> pelo início <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> ajustamento da<br />
economia portuguesa, caracteriza<strong>do</strong> pela consolidação orçamental, pela <strong>de</strong>salavancagem<br />
gradual mas significativa <strong>do</strong> setor priva<strong>do</strong>, incluin<strong>do</strong> o setor bancário, e pelo reforço das<br />
instituições favoráveis à inovação, à concorrência e à reafetação <strong>de</strong> recursos na economia.<br />
Este ajustamento, enquadra<strong>do</strong> pelo Programa <strong>de</strong> Assistência Económica e Financeira,<br />
comportou eleva<strong>do</strong>s custos económicos e sociais no curto prazo.<br />
O Produto Interno Bruto (PIB) diminuiu 1,6% no ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> <strong>de</strong>termina<strong>do</strong> pelo<br />
comportamento da procura interna, que registou um contributo <strong>de</strong> 6,2% 4 .<br />
A taxa <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprego estimada para <strong>2011</strong>, fixou-se em 14%, que compara com uma taxa<br />
média anual <strong>de</strong> 11,1% no ano <strong>de</strong> 2010 5 .<br />
A taxa <strong>de</strong> inflação média anual foi <strong>de</strong> 3,7%, registan<strong>do</strong>-se uma subida face a 2010, ano em<br />
que se fixou em 1,4% 6 .<br />
Segun<strong>do</strong> a estimativa preliminar <strong>do</strong> Ministério das Finanças, o sal<strong>do</strong> orçamental em <strong>2011</strong><br />
ter-se-á situa<strong>do</strong> nos 4% <strong>do</strong> PIB, significativamente abaixo da meta fixada no Plano <strong>de</strong><br />
Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), 5,9% <strong>do</strong> PIB 7 .<br />
Principais Resulta<strong>do</strong>s<br />
Apesar <strong>do</strong> contexto <strong>de</strong>sfavorável verifica<strong>do</strong> em <strong>2011</strong>, o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, apresenta<br />
resulta<strong>do</strong>s positivos, evi<strong>de</strong>ncian<strong>do</strong> o reforço da consolidação <strong>do</strong> equilíbrio financeiro<br />
alcança<strong>do</strong> nos últimos anos. Para isso contribuíram as medidas impostas pelo Senhor<br />
Presi<strong>de</strong>nte da Câmara que, face à grave crise financeira verificada no País e à quebra <strong>de</strong><br />
receitas, continuou a impor cortes na <strong>de</strong>spesa orçamental <strong>de</strong> mo<strong>do</strong> a garantir que os<br />
compromissos assumi<strong>do</strong>s se acomodassem aos recursos financeiros disponíveis.<br />
Em termos sintéticos <strong>de</strong>staca-se:<br />
4 INE, contas nacionais trimestrais e anuais preliminares, 9 <strong>de</strong> março <strong>de</strong> 2012<br />
5 INE, estatísticas <strong>do</strong> emprego, 16 <strong>de</strong> fevereiro <strong>de</strong> 2012 e 16 <strong>de</strong> fevereiro <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
6 INE, índice <strong>de</strong> preços no consumi<strong>do</strong>r, 11 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 2012<br />
7 Banco BPI, Merca<strong>do</strong>s Financeiros, fevereiro <strong>de</strong> 2012<br />
6
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
• O facto <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> apresentar, uma taxa <strong>de</strong> execução <strong>do</strong> orçamento da<br />
receita <strong>de</strong> 90,2%, em termos <strong>de</strong> cobrança, e <strong>de</strong> 97,9%, em termos <strong>de</strong> receita liquidada;<br />
• O <strong>de</strong>créscimo da receita corrente <strong>de</strong> 4,4%, ou seja, cerca <strong>de</strong> 7,6 milhões <strong>de</strong> euros, face<br />
ao ano <strong>de</strong> 2010. As receitas fiscais <strong>de</strong>sceram 3,2%, (3,5 milhões <strong>de</strong> euros), por força da<br />
<strong>de</strong>scida verificada nos impostos diretos, nomeadamente no IMT;<br />
• O acréscimo da receita <strong>de</strong> capital <strong>de</strong> 17,3%, ou seja, cerca <strong>de</strong> 3,9 milhões <strong>de</strong> euros, face<br />
ao ano <strong>de</strong> 2010, proveniente fundamentalmente das transferências <strong>de</strong> capital;<br />
• A redução das <strong>de</strong>spesas realizadas com pessoal e com aquisições <strong>de</strong> bens e serviços<br />
face ao previsto em orçamento e que no conjunto é superior a 10,8 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
• A redução da dívida <strong>de</strong> médio e longo prazo, incluin<strong>do</strong> o leasing, em 6,2% (7,4 milhões<br />
<strong>de</strong> euros);<br />
• A manutenção <strong>de</strong> um prazo médio <strong>de</strong> pagamento a fornece<strong>do</strong>res (PMPF) inferior a 30<br />
dias, pelo quarto ano consecutivo, superan<strong>do</strong> assim o objetivo que nos propusemos:<br />
manter um prazo médio <strong>de</strong> pagamento aos nossos fornece<strong>do</strong>res, inferior a 40 dias;<br />
• A manutenção da capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> endividamento face à lei em vigor;<br />
• O facto <strong>do</strong> endividamento líqui<strong>do</strong> a curto prazo continuar a apresentar um valor negativo,<br />
ou seja, o que <strong>de</strong>vem ao Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> é superior, em cerca <strong>de</strong> 18,4 milhões euros,<br />
ao que o Município <strong>de</strong>ve aos seus fornece<strong>do</strong>res.<br />
F.2 – Dívida líquida <strong>de</strong> curto prazo<br />
Milhões <strong>de</strong> euros<br />
15<br />
10<br />
9,4<br />
5<br />
0<br />
-5<br />
-10<br />
-0,8<br />
2007 2008 2009 2010 <strong>2011</strong><br />
-7,5<br />
-15<br />
-20<br />
-14,8<br />
-18,4<br />
Na ótica patrimonial <strong>de</strong>staca-se o resulta<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício <strong>de</strong> 9,4 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
Por fim, uma nota para os recursos humanos que <strong>de</strong>crescem 3,4%, manten<strong>do</strong> a trajetória<br />
<strong>de</strong>scen<strong>de</strong>nte, em consequência <strong>do</strong> forte controlo <strong>de</strong> novas admissões. Em 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro<br />
<strong>de</strong> <strong>2011</strong> o número <strong>de</strong> colabora<strong>do</strong>res <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> fixava-se em 2.632, menos 93 <strong>do</strong><br />
que em igual perío<strong>do</strong> <strong>do</strong> ano anterior.<br />
7
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
II – PRIORIDADES<br />
Em <strong>2011</strong>, as priorida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> continuaram a manter-se fiéis ao programa<br />
eleitoral sufraga<strong>do</strong> pelos munícipes em 2009 e agregam-se em 4 gran<strong>de</strong>s objetivos que se<br />
passam a analisar, na ótica da <strong>de</strong>spesa realizada: coesão social; regeneração urbana;<br />
competitivida<strong>de</strong>; e, relacionamento com o munícipe e funcionamento interno.<br />
Q.1 – Despesas por objetivos<br />
Objetivo<br />
Orçamento Realiza<strong>do</strong> Executa<strong>do</strong><br />
€ € € %<br />
(1) (2) (3)<br />
Taxa <strong>de</strong> Execução<br />
(2)/(1) (3)/(1) (3)/(2)<br />
Coesão social 41.606.473 38.394.183 35.862.178 19,3% 92,3% 86,2% 93,4%<br />
Regeneração urbana 7.013.666 5.125.936 4.281.968 2,3% 73,1% 61,1% 83,5%<br />
Competitivida<strong>de</strong> 55.365.149 48.579.007 46.821.433 25,2% 87,7% 84,6% 96,4%<br />
Relacionamento com o munícipe e funcionamento interno 109.169.416 99.428.274 99.045.134 53,2% 91,1% 90,7% 99,6%<br />
Total 213.154.705 191.527.399 186.010.713 100,0% 89,9% 87,3% 97,1%<br />
As Gran<strong>de</strong>s Opções <strong>do</strong> Plano (GOP) incorporam estes objetivos que, por sua vez, se<br />
<strong>de</strong>s<strong>do</strong>bram em programas, projetos e ações das intervenções setoriais. As GOP agregam<br />
as <strong>de</strong>spesas <strong>do</strong> Plano Plurianual <strong>de</strong> Investimentos (PPI) e as <strong>de</strong>spesas <strong>do</strong> Plano das<br />
Ativida<strong>de</strong>s mais Relevantes (PAR).<br />
Coesão Social<br />
F.3 - Coesão Social<br />
23%<br />
32%<br />
Habitação Social<br />
2%<br />
13%<br />
Educação<br />
Capacitação/envolvimento da população<br />
Segurança urbana<br />
Desporto e vida saudável<br />
30%<br />
A Coesão Social continua a ser um <strong>do</strong>s vetores estratégicos mais importantes, ten<strong>do</strong> si<strong>do</strong><br />
aplica<strong>do</strong>s 12,2 milhões <strong>de</strong> euros na Habitação Social. O remanescente (26,2 milhões <strong>de</strong><br />
euros) <strong>de</strong>stinou-se à Educação (11,6 milhões <strong>de</strong> euros), Capacitação/envolvimento da<br />
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Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
população (5,2 milhões <strong>de</strong> euros), Segurança urbana (616,6 mil euros) e Desporto e vida<br />
saudável (8,8 milhões <strong>de</strong> euros).<br />
Durante o ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> foi dada continuida<strong>de</strong> ao processo <strong>de</strong> requalificação estrutural <strong>do</strong>s<br />
bairros sociais, seguin<strong>do</strong> a mesma linha orienta<strong>do</strong>ra <strong>de</strong> dar priorida<strong>de</strong> aos <strong>de</strong> maior<br />
antiguida<strong>de</strong> construtiva e/ou maior necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> intervenção, com particular incidência<br />
nos Bairros <strong>do</strong> Lagarteiro, Al<strong>do</strong>ar, S. Roque da Lameira, Santa Luzia e Contumil. Foram<br />
iniciadas em <strong>2011</strong> obras <strong>de</strong> reabilitação nos bairros municipais, Agrupamento <strong>de</strong> Santa<br />
Luzia (blocos 10 a 21), Al<strong>do</strong>ar (blocos 14, 6, 8 e 10), S. Roque da Lameira (blocos 13 a 17,<br />
19 e 21 a 23) e Contumil (blocos 5A e 6A), ten<strong>do</strong> ainda si<strong>do</strong> entregues 19 habitações<br />
requalificadas no Bairro Rainha D. Leonor.<br />
Em complemento <strong>de</strong>ste processo <strong>de</strong> requalificação estrutural <strong>do</strong> edifica<strong>do</strong>, continuou-se,<br />
com o Programa “Casa Como Nova”, a envolver os inquilinos municipais no esforço <strong>de</strong><br />
recuperação <strong>do</strong> interior das habitações que lhes estão concessionadas. Neste ano<br />
efetuaram-se ainda 10.238 intervenções <strong>de</strong> emergência e <strong>de</strong> manutenção corrente <strong>do</strong><br />
parque habitacional e requalificou-se o interior <strong>de</strong> 613 casas que, ao longo <strong>do</strong> ano, ficaram<br />
<strong>de</strong>volutas.<br />
No <strong>do</strong>mínio da gestão <strong>do</strong> parque habitacional manteve-se o esforço <strong>de</strong> atualização da base<br />
<strong>de</strong> da<strong>do</strong>s <strong>do</strong>s inquilinos municipais com o objetivo <strong>de</strong> garantir a equida<strong>de</strong> e a justiça na<br />
utilização <strong>do</strong> património municipal. Continuou a ser dada especial atenção e<br />
acompanhamento à taxa <strong>de</strong> incumprimento no pagamento <strong>de</strong> rendas que, com um ligeiro<br />
acréscimo, <strong>de</strong> 0,21% no número <strong>de</strong> incumpri<strong>do</strong>res e 0,35% no valor anual em mora, se<br />
situou, no final <strong>do</strong> ano, em 5,13% e 5,26%, respetivamente.<br />
No âmbito da Educação <strong>de</strong>stacam-se, a continuação <strong>do</strong> alargamento da “Escola a tempo<br />
inteiro” a 22 escolas <strong>do</strong> 1º ciclo <strong>do</strong> ensino básico (CEB) e as ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> enriquecimento<br />
curricular que apresentaram uma taxa <strong>de</strong> cobertura <strong>de</strong> 83%. As ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> coadjuvação<br />
curricular abrangeram 263 turmas, num total <strong>de</strong> 5.539 crianças <strong>do</strong>s jardins-<strong>de</strong>-infância e 1º<br />
ciclo <strong>do</strong> ensino básico.<br />
O programa <strong>de</strong> generalização das refeições escolares permitiu o fornecimento <strong>de</strong> refeições<br />
escolares às escolas básicas <strong>do</strong> 1º ciclo e aos jardins-<strong>de</strong>-infância da re<strong>de</strong> pública, num total<br />
<strong>de</strong> 1.283.833 refeições, e a candidatura ao regime <strong>de</strong> fruta escolar, tornou possível fornecer<br />
um lanche escolar diário a to<strong>do</strong>s os alunos <strong>do</strong> 1º CEB, com o fornecimento diário <strong>de</strong> 7.690<br />
lanches e um investimento <strong>de</strong> 429,1 mil euros. Neste âmbito, com a iniciativa “Escola<br />
Solidária”, garantiu-se a abertura das cantinas escolares na pausa letiva <strong>de</strong> Natal.<br />
Através <strong>do</strong> programa <strong>Porto</strong> <strong>de</strong> Ativida<strong>de</strong>s, foram distribuí<strong>do</strong>s 1.397 kits <strong>de</strong> natação, cerca <strong>de</strong><br />
12
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
7.230 manuais <strong>de</strong> inglês e <strong>de</strong> música e adquiri<strong>do</strong> material <strong>de</strong>sportivo para escolas. Com o<br />
programa <strong>Porto</strong> a Ler, assinala-se a organização <strong>do</strong> II Concurso <strong>de</strong> Escrita Criativa e a<br />
organização <strong>de</strong> um encontro com um ilustra<strong>do</strong>r, e com o <strong>Porto</strong> <strong>de</strong> Futuro <strong>de</strong>u-se<br />
continuida<strong>de</strong> à partilha <strong>de</strong> boas práticas e à transferência <strong>de</strong> conhecimento <strong>do</strong> mun<strong>do</strong><br />
empresarial para as escolas.<br />
Como medida <strong>de</strong> complemento à ação social escolar, o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> ofereceu, no<br />
arranque <strong>do</strong> ano letivo, 2.000 kits com materiais didáticos a to<strong>do</strong>s os alunos <strong>do</strong> 1º ano,<br />
alivian<strong>do</strong> os encargos familiares nessa fase <strong>do</strong> ano.<br />
Ao nível das instalações, e através <strong>do</strong> Programa Escola Viva, foram requalificadas pela<br />
GOP, EEM, as escolas EB1/JI <strong>do</strong>s Miosótis, EB1/JI <strong>de</strong> S. Miguel <strong>de</strong> Nevogil<strong>de</strong> e EB1/JI <strong>de</strong><br />
Costa Cabral, para além <strong>de</strong> outras intervenções <strong>de</strong> menor envergadura. De registar a<br />
elaboração <strong>de</strong> planos <strong>de</strong> segurança interna e <strong>de</strong> plantas <strong>de</strong> arquitetura, assim como, <strong>de</strong><br />
projetos <strong>de</strong> re<strong>de</strong>s <strong>de</strong> incêndio arma<strong>do</strong>, para as EB1 ainda em falta.<br />
No âmbito da capacitação e envolvimento da população <strong>de</strong>stacam-se as transferências para<br />
as Juntas <strong>de</strong> Freguesia com 3,6 milhões <strong>de</strong> euros e na intervenção social salientam-se as<br />
iniciativas e projetos <strong>de</strong>stina<strong>do</strong>s a promover a Inovação Social, <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong>s pela<br />
Fundação <strong>Porto</strong> Social.<br />
Ao nível da população i<strong>do</strong>sa, verificou-se um incremento <strong>de</strong> participantes no Programa<br />
Aconchego e foi dada continuida<strong>de</strong> ao Programa <strong>Porto</strong> Amigo, <strong>de</strong>stina<strong>do</strong>s a combater o<br />
isolamento sénior através <strong>do</strong> alojamento gratuito <strong>de</strong> estudantes universitários em habitações<br />
<strong>de</strong> seniores resi<strong>de</strong>ntes na cida<strong>de</strong> e a melhorar as condições <strong>de</strong> habitabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong>ssa<br />
população, respetivamente.<br />
Nas ativida<strong>de</strong>s dirigidas às crianças mantiveram-se as ações <strong>de</strong> ocupação lúdica <strong>do</strong>s<br />
tempos livres nas pausas <strong>de</strong> verão, com o objetivo <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolver competências e<br />
promover valores <strong>de</strong> cidadania, através das Férias na Quinta, para além <strong>de</strong> ateliers<br />
temáticos no Centro <strong>de</strong> Educação Ambiental. Foi ainda reforça<strong>do</strong> o projeto “Música para<br />
To<strong>do</strong>s”, que viu alarga<strong>do</strong> o seu âmbito geográfico e foi constituída a Orquestra Juvenil da<br />
Bonjóia, com cerca <strong>de</strong> 80 crianças <strong>de</strong> escolas da cida<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
Os Serões da Bonjóia promoveram tertúlias temáticas a cerca <strong>de</strong> 3.000 participantes, a<br />
Feira <strong>do</strong> Mun<strong>do</strong> Rural foi visitada por 18.000 pessoas e com o projeto Arca <strong>de</strong> Natal<br />
envolveram-se 28 instituições <strong>de</strong> solidarieda<strong>de</strong> social e 5.000 visitantes. Durante o ano <strong>de</strong><br />
<strong>2011</strong>, Ano Europeu <strong>do</strong> Voluntaria<strong>do</strong>, foram ainda <strong>de</strong>senvolvidas ativida<strong>de</strong>s especialmente<br />
consagradas a este tema.<br />
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Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Com o projeto <strong>Porto</strong> Cida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Ciência realizaram-se ações <strong>de</strong> divulgação e promoção <strong>de</strong><br />
conhecimento científico que abrangeram cerca <strong>de</strong> 41.000 pessoas.<br />
Ao nível da Segurança Urbana <strong>de</strong>staca-se a implementação da certificação da qualida<strong>de</strong> na<br />
Polícia <strong>Municipal</strong> bem como a preparação da implementação da certificação no sistema <strong>de</strong><br />
segurança e saú<strong>de</strong> no trabalho, com concretização, em <strong>2011</strong>, <strong>de</strong> medidas <strong>de</strong> segurança,<br />
nomeadamente para os fiscais e para os agentes municipais que foram <strong>do</strong>ta<strong>do</strong>s <strong>de</strong><br />
fardamento a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong> às funções. Assinala-se ainda a aquisição <strong>de</strong> uma moto 4 para<br />
patrulhamento no Parque da Cida<strong>de</strong> e <strong>de</strong> 1 motociclo para efetuar notificações.<br />
A proteção civil foi reforçada com o ingresso <strong>de</strong> 20 bombeiros e, entre outras situações,<br />
participou no planeamento e garantiu a prevenção <strong>de</strong> segurança e socorro no Circuito da<br />
Boavista e na <strong>de</strong>molição da torre 5 <strong>do</strong> Bairro <strong>do</strong> Aleixo.<br />
No Desporto e vida saudável a cida<strong>de</strong> voltou a contar com eventos <strong>de</strong> promoção <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> a<br />
nível nacional e internacional. Destaca-se a 4ª edição <strong>do</strong> Circuito da Boavista, que atraiu à<br />
cida<strong>de</strong> mais <strong>de</strong> 210.000 especta<strong>do</strong>res e foi objeto <strong>de</strong> <strong>de</strong>staque em 1.961 notícias e 767.804<br />
promoções publicitárias, em território nacional, e cobertura pela Eurosport, que fez chegar a<br />
imagem <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> a especta<strong>do</strong>res <strong>de</strong> to<strong>do</strong> o mun<strong>do</strong>.<br />
Corrida <strong>do</strong> Dia <strong>do</strong> Pai, Corrida da Mulher, Corrida <strong>de</strong> São João, Meia-Maratona e Maratona<br />
<strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, Corrida <strong>de</strong> São Silvestre, Magia <strong>do</strong> Futebol <strong>de</strong> Rua, <strong>Porto</strong> Bike Tour, <strong>Porto</strong> Antigo,<br />
Campeonato Nacional <strong>de</strong> Infantis <strong>de</strong> Natação, Pedalar contra o Linfoma, Meeting<br />
Internacional <strong>de</strong> Natação, Concurso <strong>de</strong> Saltos Internacional, Campos <strong>de</strong> Férias <strong>de</strong> Verão,<br />
bem como algumas provas pontuáveis para os campeonatos <strong>de</strong> surf <strong>do</strong> calendário nacional<br />
e a realização das provas <strong>de</strong> voleibol integradas nas etapas <strong>do</strong> Nacional <strong>de</strong> Seniores e <strong>do</strong><br />
Europeu sub23, são também alguns <strong>do</strong>s muitos e bons exemplos da oferta da cida<strong>de</strong> nesta<br />
área, e nos quais esteve sempre presente a avaliação e a prescrição <strong>de</strong> boas práticas para<br />
uma melhor qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida.<br />
Ao nível <strong>do</strong>s equipamentos coletivos <strong>de</strong> <strong>de</strong>sporto <strong>de</strong>u-se continuida<strong>de</strong> à oferta <strong>de</strong> <strong>de</strong>sporto<br />
na re<strong>de</strong> municipal <strong>de</strong> piscinas, pavilhões e outros equipamentos, promoven<strong>do</strong> a<br />
diversificação das modalida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>sportivas praticadas na cida<strong>de</strong>. Nas 67 infraestruturas sob<br />
a responsabilida<strong>de</strong> da <strong>Porto</strong> Lazer, EEM, <strong>de</strong>senvolveram-se cerca <strong>de</strong> 40 modalida<strong>de</strong>s<br />
<strong>de</strong>sportivas ou ativida<strong>de</strong>s físicas, com cerca <strong>de</strong> 315.000 utilizações, assinalan<strong>do</strong>-se ainda a<br />
construção <strong>do</strong> Pavilhão <strong>do</strong> Lagarteiro.<br />
14
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Regeneração Urbana<br />
F.4 - Regeneração Urbana<br />
7%<br />
4%<br />
Reabilitação da baixa<br />
89%<br />
Urbanismo<br />
Novos conceitos/Espaços públicos<br />
A Regeneração Urbana inclui os Programas <strong>de</strong> Reabilitação da Baixa com 4,6 milhões <strong>de</strong><br />
euros, <strong>do</strong> Urbanismo com 359,3 mil euros e os relaciona<strong>do</strong>s com Novos conceitos/Espaços<br />
públicos com 181,7 mil euros.<br />
Os programas <strong>de</strong> reabilitação e reabitação <strong>do</strong> centro são assegura<strong>do</strong>s em articulação com a<br />
<strong>Porto</strong> Vivo, Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Reabilitação Urbana, que está a promover a intervenção no<br />
edifica<strong>do</strong>. O ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> ficou marca<strong>do</strong> pela conclusão <strong>de</strong> importantes equipamentos que<br />
vêm imprimir uma nova marca no âmbito <strong>do</strong> Centro Histórico <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, <strong>de</strong> que se <strong>de</strong>staca a<br />
inauguração <strong>do</strong> Hotel <strong>do</strong> Palácio das Car<strong>do</strong>sas e <strong>do</strong> parque <strong>de</strong> estacionamento no subsolo<br />
<strong>do</strong> quarteirão com o mesmo nome. Para além <strong>do</strong> emblemático quarteirão das Car<strong>do</strong>sas e <strong>de</strong><br />
múltiplos exemplos <strong>de</strong> reabilitações a cargo <strong>do</strong>s priva<strong>do</strong>s há a <strong>de</strong>stacar também a execução<br />
<strong>do</strong> Plano <strong>de</strong> Ação para a Reabilitação <strong>do</strong> Morro da Sé com a conclusão da intervenção no<br />
espaço público e a execução, pela GOP, EEM, da empreitada <strong>do</strong> lar da 3ª Ida<strong>de</strong>. No Eixo<br />
Mouzinho/Flores, foi re<strong>de</strong>fini<strong>do</strong> o plano <strong>de</strong> ação, com maior ênfase para a reabilitação <strong>do</strong><br />
espaço público. É <strong>de</strong> realçar ainda as obras que se multiplicaram no terreno, bem como o<br />
número <strong>de</strong> projetos com pedi<strong>do</strong> <strong>de</strong> licenciamento, sustentan<strong>do</strong> assim a dinâmica <strong>de</strong>finida<br />
<strong>de</strong>s<strong>de</strong> a constituição da Socieda<strong>de</strong> cujo trabalho foi reconheci<strong>do</strong>, neste ano, com a<br />
atribuição <strong>de</strong> uma Menção Honrosa <strong>do</strong> prémio IHRU <strong>2011</strong>.<br />
Ao abrigo <strong>do</strong> programa Recria – regime especial <strong>de</strong> comparticipação na recuperação <strong>de</strong><br />
imóveis arrenda<strong>do</strong>s – o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> comparticipou com 362,8 mil euros para<br />
proporcionar condições <strong>de</strong> habitabilida<strong>de</strong> em 15 prédios com reabilitação concluída, a que<br />
correspon<strong>de</strong>m 89 fogos, e em 13 prédios com as obras ainda em curso, a que<br />
correspon<strong>de</strong>m 66 frações.<br />
No âmbito <strong>do</strong> urbanismo alterou-se o PDM em vigor <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2006 e <strong>de</strong>senvolveram-se<br />
15
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
estu<strong>do</strong>s específicos em diversas Unida<strong>de</strong>s Operativas <strong>de</strong> Planeamento e Gestão, com<br />
<strong>de</strong>staque para a celebração <strong>de</strong> contratos para planeamento na UOPG16 - Ranha e no Plano<br />
<strong>de</strong> Pormenor <strong>do</strong> Dallas, o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> uma proposta urbanística na UOPG2 - Al<strong>do</strong>ar<br />
e a elaboração <strong>do</strong> plano <strong>de</strong> pormenor <strong>de</strong> Contumil na UOPG17, ten<strong>do</strong>-se ainda da<strong>do</strong><br />
continuida<strong>de</strong> ao Plano <strong>de</strong> Promoção <strong>de</strong> Acessibilida<strong>de</strong>s para To<strong>do</strong>s.<br />
Competitivida<strong>de</strong><br />
F.5 – Competitivida<strong>de</strong><br />
0% 1%<br />
1% 5%<br />
Turismo<br />
Cultura & lazer<br />
Desenvolvimento urbano<br />
53%<br />
40%<br />
Capital humano, ciência & conhecimento<br />
Ambiente e sustentabilida<strong>de</strong><br />
Marketing e notorieda<strong>de</strong><br />
Juventu<strong>de</strong><br />
0%<br />
A Competitivida<strong>de</strong> engloba os programas <strong>de</strong> Turismo com 387,6 mil euros, da Cultura e<br />
lazer com 2,2 milhões <strong>de</strong> euros, <strong>do</strong> Desenvolvimento urbano com 19,7 milhões <strong>de</strong> euros, <strong>do</strong><br />
Capital humano, ciência e conhecimento com 740 euros, <strong>do</strong> Ambiente e sustentabilida<strong>de</strong><br />
com 25,9 milhões <strong>de</strong> euros, <strong>de</strong> Marketing e notorieda<strong>de</strong> com 298,2 mil euros e da Juventu<strong>de</strong><br />
com 16,1 mil euros.<br />
O Turismo foi marca<strong>do</strong>, no ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, pelo lançamento <strong>do</strong> novo Portal <strong>do</strong> Turismo <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong>, enquanto plataforma <strong>de</strong> abordagem multicanal <strong>de</strong> relacionamento com o turista<br />
potencial e o turista real <strong>de</strong> <strong>de</strong>stino <strong>Porto</strong>, e pelo lançamento da nova marca da cida<strong>de</strong><br />
vocacionada para o merca<strong>do</strong> externo oportonity city.<br />
Para além <strong>do</strong> aumento das vendas na or<strong>de</strong>m <strong>do</strong>s 111,4%, o Turismo executou<br />
integralmente os 5 planos <strong>de</strong> ação para Melhoria <strong>do</strong> Acolhimento e Promoção Turística <strong>do</strong><br />
Destino: o Portal <strong>de</strong> Turismo, a Re<strong>de</strong> <strong>de</strong> tourism service points, o Programa Vamos Receber<br />
à Moda <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, o S. João e o Circuito da Boavista.<br />
À semelhança <strong>do</strong> ano anterior, a re<strong>de</strong> <strong>de</strong> comercialização <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> Card foi alargada em<br />
90%, e manteve-se a aposta nos produtos turísticos prioritários para <strong>2011</strong> focalizada no city<br />
break e no turismo <strong>de</strong> negócios, complementada com a aposta estratégica <strong>do</strong> turismo<br />
16
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
cultural, turismo <strong>de</strong> eventos, turismo científico e turismo náutico, bem como <strong>do</strong>s produtos<br />
touring cultural e paisagístico e gastronomia & vinhos.<br />
Os postos <strong>de</strong> turismo receberam presencialmente 236.408 turistas, mais 18,6% que no ano<br />
<strong>de</strong> 2010 e, essencialmente marca<strong>do</strong>s pelo crescimento <strong>do</strong> turismo internacional,<br />
respon<strong>de</strong>ram a 6.144 pedi<strong>do</strong>s <strong>de</strong> informação turística e foram vistas 2.094.985 páginas <strong>do</strong><br />
novo portal <strong>do</strong> turismo, lança<strong>do</strong> a 23 <strong>de</strong> maio <strong>de</strong> <strong>2011</strong>.<br />
Reforçou-se a promoção turística com a distribuição <strong>de</strong> 965 mil exemplares <strong>de</strong> material <strong>de</strong><br />
informação turística, 85 produções apoiadas pela <strong>Porto</strong> Film Comission, nos meios <strong>de</strong><br />
comunicação social e cinematográfica e apoiaram-se 55 guias/publicações turísticas. Foram<br />
ainda inseri<strong>do</strong>s 2.308 eventos no portal <strong>do</strong> turismo e no portal da <strong>CMP</strong> e produzidas 226<br />
notícias relacionadas com eventos. O Município participou também em 19 eventos com<br />
entida<strong>de</strong>s externas e apoiou 30 eventos <strong>de</strong> carater promocional.<br />
No âmbito da Cultura enfatizou-se fortemente a ligação com a comunida<strong>de</strong>, crian<strong>do</strong>-se<br />
condições efetivas para garantir a acessibilida<strong>de</strong> da cultura a um público diversifica<strong>do</strong>,<br />
cobrin<strong>do</strong> diversas faixas etárias e variadas zonas geográficas da cida<strong>de</strong>, numa política <strong>de</strong><br />
proximida<strong>de</strong> que se constitui como garante <strong>de</strong> inclusão e coesão social.<br />
Para chegar a to<strong>do</strong>s estes públicos, além <strong>de</strong> uma maior abertura <strong>do</strong>s equipamentos culturais<br />
à cida<strong>de</strong>, apostou-se na saída <strong>de</strong>stes às instituições e locais, com um intenso programa<br />
“Fora <strong>de</strong> Portas” que não só atingiu o objetivo <strong>de</strong> coesão social como permitiu que os<br />
visitantes nacionais e estrangeiros superassem um milhão <strong>de</strong> visitantes.<br />
No âmbito das Bibliotecas, <strong>de</strong>staca-se o 2º Seminário “Cultura e Socieda<strong>de</strong>”, on<strong>de</strong> foram<br />
<strong>de</strong>bati<strong>do</strong>s temas relaciona<strong>do</strong>s com a Política Cultural, e também a nova plataforma digital<br />
que permite disponibilizar, via internet, o acesso ao Catálogo Público <strong>de</strong> Acesso em Linha<br />
das Bibliotecas Municipais <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e o acesso direto a centenas <strong>de</strong> áudio livros produzi<strong>do</strong>s<br />
e disponibiliza<strong>do</strong>s pela Biblioteca Sonora da Biblioteca Pública <strong>Municipal</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, a<br />
pessoas porta<strong>do</strong>ras <strong>de</strong> <strong>de</strong>ficiência visual.<br />
Através <strong>do</strong> programa SIM Cultura, assinala-se o projeto “Memórias com Sabor”, e nos<br />
Museus, reforçaram-se as sinergias entre os vários museus, com partilha e flexibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
recursos, otimização e simplificação da gestão <strong>do</strong>s espaços.<br />
Nos Arquivos comemorou-se mais uma vez o Dia Internacional <strong>do</strong>s Arquivos, com a<br />
realização <strong>de</strong> um Seminário e Fórum <strong>de</strong> Discussão e realça-se a elaboração <strong>do</strong> Documento<br />
Orienta<strong>do</strong>r para a criação <strong>do</strong> Arquivo Digital Certificável da <strong>CMP</strong>.<br />
Destaca-se ainda a exposição “Marcas <strong>de</strong> Vinho no <strong>Porto</strong>: homenagem à Ferreirinha nos<br />
200 anos <strong>do</strong> seu nascimento”, visitada por cerca <strong>de</strong> 17.000 pessoas, na Casa <strong>do</strong> Infante, e o<br />
17
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Rivoli Teatro <strong>Municipal</strong> que acolheu nos seus espaços 527 sessões e 144.209<br />
especta<strong>do</strong>res.<br />
Cruzan<strong>do</strong> a poesia com a música, a dança, a performance e a imagem, vários autores<br />
enriqueceram as Quintas <strong>de</strong> Leitura no Teatro Campo Alegre e realizaram-se os<br />
espetáculos Stand Up Comedy.<br />
O Serviço Educativo <strong>do</strong> Teatro Campo Alegre organizou visitas encenadas ao teatro e<br />
representações teatrais, leitura encenada e espetáculos para bebés.<br />
Entre programação própria, coproduções, acolhimentos e cinema, o Teatro Campo Alegre<br />
apresentou, em <strong>2011</strong>, um total <strong>de</strong> 852 sessões com 39.623 visitantes, e o Planetário<br />
realizou 439 sessões com a participação <strong>de</strong> 27.756 visitantes, na sua maioria grupos<br />
escolares.<br />
A música e os eventos <strong>de</strong> animação cultural e <strong>de</strong> rua, com <strong>de</strong>staque para o centenário <strong>do</strong> S.<br />
João, continuaram a ser as gran<strong>de</strong>s apostas. <strong>2011</strong> foi o ano da consolidação <strong>do</strong> sucesso e<br />
da visibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> eventos que já fazem parte da agenda da cida<strong>de</strong>, como é o caso das<br />
Inaugurações Simultâneas <strong>de</strong> Miguel Bombarda, <strong>do</strong>s concertos <strong>Porto</strong> Sounds, Música na<br />
Rua, Cinema Fora <strong>do</strong> Sítio e Noites Ritual, que contam com um público fiel e interessa<strong>do</strong>.<br />
Manteve-se o envolvimento <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> com diversos projetos <strong>de</strong> animação da<br />
cida<strong>de</strong>. Essência <strong>do</strong> Vinho, Essência <strong>do</strong> Gourmet, Feira <strong>do</strong> Livro, Serralves em Festa, Fitei,<br />
Modtíssimo, concerto <strong>do</strong> Gotan Project e a D’Bandada, são exemplos <strong>de</strong> eventos leva<strong>do</strong>s a<br />
cabo por outras entida<strong>de</strong>s com apoio relevante <strong>do</strong> Município.<br />
É ainda <strong>de</strong> <strong>de</strong>stacar o Festival “<strong>Porto</strong> 2.0 – Manobras no <strong>Porto</strong>” que <strong>de</strong>u corpo à imagem da<br />
cida<strong>de</strong> como uma cida<strong>de</strong> criativa, pioneira e inova<strong>do</strong>ra e que contribuiu para a revitalização<br />
<strong>do</strong> Centro Histórico, com cerca <strong>de</strong> 200 ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>correntes <strong>do</strong> cruzamento <strong>de</strong> áreas<br />
artísticas, conhecimento e saberes, lugares, pessoas e comunida<strong>de</strong>s.<br />
Integra<strong>do</strong> no Desenvolvimento urbano, fizeram-se intervenções nas faixas <strong>de</strong> rodagem, nos<br />
passeios e arranjos marginais e intervenções <strong>de</strong> requalificação da via pública nas ruas <strong>do</strong><br />
Cimo da Vila, D. João IV, Passeio das Virtu<strong>de</strong>s, Jardim da Moreda, Largo Mompilher,<br />
travessa <strong>do</strong> Covelo e nas ligações das ruas Horácio Marçal e Eduar<strong>do</strong> Santos Silva e Con<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> Castro e D. João Coutinho. Reviu-se ainda o projeto <strong>de</strong> requalificação <strong>do</strong> eixo<br />
Mouzinho/Flores, para além <strong>do</strong>s projetos <strong>de</strong> iluminação <strong>do</strong> bairro <strong>de</strong> Sidónio Pais, da rua<br />
Con<strong>de</strong> da Silva Monteiro e Túnel da Ribeira e <strong>do</strong> projeto <strong>de</strong> iluminação <strong>de</strong>corativa <strong>do</strong> bairro<br />
da Sé, e inspecionaram-se todas as obras <strong>de</strong> arte da cida<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
Através da empresa municipal GOP, EEM, <strong>de</strong>stacam-se a execução da empreitada da<br />
requalificação <strong>do</strong> Troço Poente da Avenida da Boavista e das infraestruturas da zona da<br />
18
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Asprela, a requalificação das ruas <strong>de</strong> Monte <strong>do</strong>s Burgos, Carvalhi<strong>do</strong>, Oliveira Monteiro e<br />
Praça <strong>do</strong> Exército Liberta<strong>do</strong>r, e as beneficiações <strong>do</strong>s arruamentos e espaço público <strong>do</strong><br />
Morro da Sé, <strong>do</strong>s arranjos urbanísticos <strong>do</strong> espaço público <strong>do</strong> Bairro <strong>do</strong> Lagarteiro, para além<br />
<strong>do</strong> alargamento <strong>do</strong> estacionamento <strong>do</strong> Parque da Cida<strong>de</strong> e construção <strong>do</strong> parque <strong>de</strong><br />
estacionamento na rua Manuel Pacheco <strong>de</strong> Miranda.<br />
Integra<strong>do</strong> no projeto Intervenção e promoção da mobilida<strong>de</strong> urbana sustentável re<strong>de</strong>finiu-se<br />
o mo<strong>de</strong>lo <strong>de</strong> gestão <strong>do</strong> estacionamento, com a transformação <strong>do</strong>s parques <strong>de</strong><br />
estacionamento <strong>de</strong> Ce<strong>do</strong>feita, Águas Férreas, Lapa e Coronel Pacheco em Zonas <strong>de</strong><br />
Estacionamento <strong>de</strong> Duração Limitada, e com a abertura <strong>de</strong> concurso para a concessão da<br />
gestão e exploração <strong>do</strong>s lugares <strong>de</strong> estacionamento na via pública.<br />
Com a preocupação da eficiência energética e da consequente redução <strong>do</strong>s níveis <strong>de</strong><br />
consumo, <strong>de</strong>u-se continuida<strong>de</strong> ao plano <strong>de</strong> substituição <strong>de</strong> lâmpadas incan<strong>de</strong>scentes por<br />
tecnologia Led, com uma taxa <strong>de</strong> execução <strong>de</strong> 76% <strong>do</strong> universo <strong>de</strong> óticas e uma redução <strong>de</strong><br />
consumo <strong>de</strong> 87%.<br />
Numa perspetiva <strong>de</strong> mobilida<strong>de</strong> sustentável <strong>de</strong>senvolveram-se medidas no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
conter o crescimento da circulação automóvel em <strong>de</strong>terminadas zonas da cida<strong>de</strong>, com<br />
<strong>de</strong>staque para a zona da Ribeira.<br />
No âmbito <strong>do</strong> projeto comunitário Civitas Plus, assinala-se a conclusão <strong>do</strong> projeto <strong>de</strong><br />
execução <strong>do</strong> plano <strong>de</strong> circulação da Asprela que contemplou semaforização <strong>de</strong><br />
cruzamentos, inserção <strong>de</strong> um canal clicável, requalificação <strong>de</strong> percursos pe<strong>do</strong>nais e<br />
reorganização <strong>de</strong> estacionamento.<br />
Através da Associação <strong>Porto</strong> Digital expandiu-se a re<strong>de</strong> <strong>de</strong> fibra ótica da cida<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, a<br />
30 escolas e 4 centros <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, e colocaram-se infraestruturas <strong>de</strong> telecomunicações e<br />
disponibilização <strong>do</strong> sinal gratuito <strong>de</strong> TV nos blocos requalifica<strong>do</strong>s <strong>de</strong> mais 4 bairros sociais.<br />
Ao nível da Área Metropolitana <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> apoiou-se o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> projetos <strong>de</strong><br />
telecomunicações <strong>de</strong> banda larga intermunicipal e o projeto da revista cultural i<strong>Porto</strong>,<br />
interligan<strong>do</strong>-a com o Portal <strong>do</strong> Turismo. Desenvolveram-se ainda serviços <strong>de</strong><br />
aconselhamento, através da Cida<strong>de</strong> das Profissões, nas áreas <strong>de</strong> emprego, requalificação<br />
profissional e empreen<strong>de</strong><strong>do</strong>rismo.<br />
No âmbito <strong>do</strong> programa <strong>do</strong> Capital humano, ciência e conhecimento, e através <strong>do</strong> GEP, foi<br />
<strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> o sistema <strong>de</strong> monitorização da qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida urbana, com vista a melhorar<br />
o conhecimento sobre a situação atual da cida<strong>de</strong> e apoiar os processos <strong>de</strong> conceção e<br />
<strong>de</strong>cisão <strong>de</strong> políticas e medidas <strong>de</strong> intervenção, e foram igualmente acompanhadas as<br />
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Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
transformações urbanísticas que permitiram conhecer a dinâmica <strong>do</strong> licenciamento<br />
urbanístico no perío<strong>do</strong> entre 2000 e 2009 e analisar a vertente <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> imobiliário.<br />
Foram ainda <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong>s projetos carateriza<strong>do</strong>res <strong>do</strong> teci<strong>do</strong> associativo local, <strong>de</strong><br />
exploração <strong>do</strong>s da<strong>do</strong>s <strong>do</strong>s Censos <strong>2011</strong> e <strong>de</strong> monitorização <strong>do</strong> sistema educativo entre os<br />
anos letivos <strong>de</strong> 2004/05 e 2008/09.<br />
Em termos <strong>do</strong> Ambiente e sustentabilida<strong>de</strong>, e no âmbito <strong>do</strong>s espaços públicos, para além da<br />
manutenção permanente no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong> se manter o esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> excelência <strong>do</strong> Parque da<br />
Cida<strong>de</strong>, valorizaram-se e requalificaram-se espaços ver<strong>de</strong>s urbanos, com <strong>de</strong>staque para o<br />
Jardim <strong>de</strong> Carrilho Vi<strong>de</strong>ira, Avenida Marechal Gomes da Costa e Jardim <strong>de</strong> Arca. Ten<strong>do</strong> em<br />
vista a redução/minimização <strong>de</strong> conflitos com espaços pe<strong>do</strong>nais e/ou fachadas <strong>do</strong>s edifícios e<br />
a salvaguarda <strong>de</strong> questões <strong>de</strong> segurança <strong>de</strong> pessoas e bens, aumentaram-se em 53,7% as<br />
intervenções no arvore<strong>do</strong> municipal.<br />
Com o objetivo <strong>de</strong> garantir níveis <strong>de</strong> conservação exigentes nas zonas periféricas da cida<strong>de</strong><br />
em estreita sintonia com a política <strong>de</strong> ação social <strong>do</strong> executivo, continuou-se a investir na<br />
manutenção <strong>do</strong>s espaços ver<strong>de</strong>s <strong>do</strong>s bairros municipais.<br />
Ao longo <strong>do</strong> ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> e no âmbito <strong>do</strong> programa municipal <strong>de</strong> Educação para a<br />
Sustentabilida<strong>de</strong> <strong>do</strong> Município, <strong>de</strong>senvolveram-se ativida<strong>de</strong>s e projetos <strong>de</strong> informação e<br />
sensibilização ambiental, dirigi<strong>do</strong>s à comunida<strong>de</strong> escolar e população em geral que<br />
envolveram 62.500 participantes <strong>de</strong> várias faixas etárias.<br />
No que respeita à gestão <strong>do</strong> ruí<strong>do</strong> urbano, <strong>de</strong>staca-se o facto <strong>do</strong> Município ter si<strong>do</strong> a<br />
primeira autarquia <strong>do</strong> país com Laboratório <strong>de</strong> Ruí<strong>do</strong> acredita<strong>do</strong> pela NP EN ISO/IEC 17025<br />
- 17025 - Laboratórios <strong>de</strong> Acústica, em cumprimento das obrigações legais <strong>de</strong>correntes <strong>do</strong><br />
Regulamento Geral <strong>do</strong> Ruí<strong>do</strong>, reafirman<strong>do</strong>-se assim o percurso pioneiro <strong>do</strong> Município <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong> ao nível <strong>de</strong> gestão <strong>do</strong> ruí<strong>do</strong> urbano, já que é um <strong>do</strong>s primeiros concelhos a dispor <strong>de</strong><br />
Mapas Estratégicos <strong>de</strong> Ruí<strong>do</strong> e respetivos Planos Municipais <strong>de</strong> Redução <strong>de</strong> Ruí<strong>do</strong>. O<br />
certifica<strong>do</strong> veio reconhecer a competência e boas práticas da equipa municipal e permitirá<br />
ver as medições, <strong>de</strong> iniciativa da autarquia, reconhecidas em igualda<strong>de</strong> <strong>de</strong> circunstâncias<br />
perante outros laboratórios oponentes em se<strong>de</strong> <strong>de</strong> tribunal, constituin<strong>do</strong>, <strong>de</strong>sta forma, uma<br />
maior garantia no controlo da poluição sonora e salvaguarda da saú<strong>de</strong> <strong>do</strong>s munícipes.<br />
Em <strong>2011</strong> o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> instalou 41 equipamentos enterra<strong>do</strong>s no âmbito <strong>do</strong> plano <strong>de</strong><br />
contentorização da cida<strong>de</strong>. Os resíduos indiferencia<strong>do</strong>s e banais recolhi<strong>do</strong>s atingiram<br />
118.203 toneladas, com um <strong>de</strong>créscimo <strong>de</strong> 4,3 % face a 2010, ten<strong>do</strong> si<strong>do</strong> energeticamente<br />
valoriza<strong>do</strong>s 83,7% <strong>do</strong> total <strong>de</strong> resíduos. Contabilizaram-se ainda 14.843 toneladas <strong>de</strong><br />
resíduos seletivos, passíveis <strong>de</strong> valorização e reciclagem.<br />
20
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Dan<strong>do</strong> continuida<strong>de</strong> aos projetos "Operação Restauração 5 Estrelas", que visa a recolha<br />
seletiva <strong>de</strong> resíduos orgânicos, e “Baixa Limpa”, com a recolha <strong>de</strong> papel, embalagens e<br />
vidro, na Baixa <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, aumentou-se o número <strong>de</strong> a<strong>de</strong>rentes que passou <strong>de</strong> 341 para 366<br />
e <strong>de</strong> 249 para 255, respetivamente.<br />
Em articulação com a LIPOR implementou-se ainda a Re<strong>de</strong> <strong>de</strong> Recolha Seletiva <strong>de</strong> Óleos<br />
Alimentares Usa<strong>do</strong>s (OAU), <strong>do</strong>tan<strong>do</strong> a cida<strong>de</strong> com 44 equipamentos a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s (oleões)<br />
para <strong>de</strong>posição <strong>de</strong> OAU, superan<strong>do</strong> o mínimo <strong>de</strong> 30 equipamentos legalmente exigi<strong>do</strong>s.<br />
Garantiu-se <strong>de</strong>sta forma <strong>de</strong>stino final a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong> a este resíduo contribuin<strong>do</strong> para o<br />
cumprimento <strong>do</strong>s objetivos da política energética, para a redução das emissões <strong>de</strong> GEE e<br />
para o cumprimento <strong>do</strong> Protocolo <strong>de</strong> Quioto.<br />
No <strong>do</strong>mínio das águas, <strong>de</strong>staca-se a distinção das Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM pelo Instituto<br />
Europeu da Administração Pública com um certifica<strong>do</strong> <strong>de</strong> boas práticas no âmbito <strong>do</strong> setor<br />
público europeu, e a transferência da gestão <strong>do</strong> Pavilhão da Água para esta empresa<br />
municipal com o propósito <strong>de</strong> promover uma gestão mais criteriosa e otimizada <strong>do</strong> espaço.<br />
Ao nível <strong>do</strong> plano <strong>de</strong> remo<strong>de</strong>lação da re<strong>de</strong> <strong>de</strong> abastecimento <strong>de</strong> água, <strong>de</strong>u-se continuida<strong>de</strong><br />
ao processo <strong>de</strong> renovação da re<strong>de</strong> <strong>de</strong> distribuição <strong>de</strong> água da cida<strong>de</strong> e <strong>do</strong> parque <strong>de</strong><br />
conta<strong>do</strong>res, <strong>do</strong> controlo ativo <strong>de</strong> perdas e da rápida intervenção na reparação <strong>de</strong> roturas,<br />
ten<strong>do</strong> as perdas <strong>de</strong> água manti<strong>do</strong> a sua tendência <strong>de</strong>scen<strong>de</strong>nte, e atingi<strong>do</strong>, em <strong>2011</strong>, o<br />
mínimo histórico <strong>de</strong> 26,7%.<br />
A eficiência da gestão da re<strong>de</strong> <strong>de</strong> saneamento permitiu, pelo quinto ano consecutivo e<br />
<strong>de</strong>pois <strong>do</strong> historial <strong>de</strong> interdições que perdurou até 2006, que a água das praias <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
atingisse eleva<strong>do</strong>s níveis <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong>. Foram três as zonas balneares a hastear a Ban<strong>de</strong>ira<br />
Azul, numa faixa litoral contínua, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o Homem <strong>do</strong> Leme até à Foz.<br />
Com o projeto “<strong>Porto</strong> Saneamento 100%” instalaram-se 1.238 ramais <strong>do</strong>miciliários,<br />
sobretu<strong>do</strong> na zona da Foz e na parte oriental da cida<strong>de</strong>, preven<strong>do</strong>-se que a conclusão da<br />
re<strong>de</strong> <strong>de</strong> drenagem <strong>de</strong> águas residuais seja concretizada em 2012. No que concerne ao<br />
Projeto “Ribeiras <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>”, o ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> marcou um ponto <strong>de</strong> viragem quanto à integração<br />
<strong>do</strong>s recursos hídricos em meio urbano com a primeira obra <strong>de</strong> <strong>de</strong>sentubamento <strong>de</strong> linhas <strong>de</strong><br />
água a nível municipal, seguida da reabilitação <strong>do</strong> respetivo leito e margens.<br />
No <strong>do</strong>mínio da competitivida<strong>de</strong> e relativamente aos objetivos Marketing e notorieda<strong>de</strong>,<br />
<strong>de</strong>staca-se a realização da reunião intercalar da Great Wine Capitals, a celebração <strong>de</strong><br />
protocolos <strong>de</strong> cooperação externa no âmbito da cooperação <strong>de</strong>scentralizada, a organização<br />
<strong>de</strong> eventos na área <strong>do</strong> enoturismo, <strong>de</strong> que se salienta a iniciativa “Tango e Vinho” com a<br />
respetiva prova <strong>de</strong> vinhos, e a visita <strong>do</strong> Comissário Europeu para a Política Regional, para<br />
21
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
além <strong>do</strong>s Gran<strong>de</strong>s Debates <strong>do</strong> Regime – Conferências <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> <strong>2011</strong>-12.<br />
Na área da Juventu<strong>de</strong>, foi da<strong>do</strong> apoio infraestrutural às associações Juvenis e Associações<br />
<strong>de</strong> Estudantes <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, e ainda, continuida<strong>de</strong> ao programa <strong>Porto</strong> Acolhe, disponibiliza<strong>do</strong> o<br />
Plano <strong>Municipal</strong> <strong>de</strong> Juventu<strong>de</strong> 2.0, promovi<strong>do</strong> o Encontro <strong>Porto</strong> Jovem e lança<strong>do</strong> o Prémio<br />
<strong>Porto</strong> Jovem.<br />
Relacionamento com o munícipe e funcionamento interno<br />
F.6 - Relacionamento com o munícipe e funcionamento interno<br />
1%<br />
0% 8% Relacionamento com o munícipe<br />
16%<br />
Funcionamento interno<br />
Operações financeiras<br />
In<strong>de</strong>mnizações<br />
Outros<br />
75%<br />
O Relacionamento com o munícipe e funcionamento interno integra os programas <strong>de</strong><br />
Relacionamento com o munícipe com 419 mil euros, Funcionamento interno com 74,4<br />
milhões <strong>de</strong> euros, Operações financeiras com 16,2 milhões <strong>de</strong> euros, e Outros com 8,4<br />
milhões <strong>de</strong> euros.<br />
No <strong>do</strong>mínio <strong>do</strong> relacionamento com o Munícipe, releva-se a ativida<strong>de</strong> <strong>do</strong> Gabinete <strong>do</strong><br />
Munícipe com <strong>de</strong>staque para a realização <strong>de</strong> 175.124 atendimentos presenciais, 50.674<br />
atendimentos telefónicos, e 5.687 formulários online, que representam aumentos <strong>de</strong> 7%, 5%<br />
e 64%, respetivamente.<br />
Com o enfoque em elevar a qualida<strong>de</strong>, eficiência e qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> atuação <strong>do</strong>s serviços<br />
municipais implementaram-se os projetos <strong>de</strong> Auscultação <strong>de</strong> Satisfação <strong>do</strong>s Clientes<br />
Internos e Externos da autarquia e iniciou-se a criação <strong>do</strong> Sistema <strong>de</strong> Gestão da Qualida<strong>de</strong><br />
da <strong>CMP</strong>. Melhorou-se ainda o serviço <strong>de</strong> atendimento telefónico, constituiu-se um núcleo <strong>de</strong><br />
serviços <strong>de</strong> apoio à Assembleia <strong>Municipal</strong> e acompanhou-se o processo eleitoral da<br />
Assembleia da República.<br />
Relativamente às iniciativas <strong>de</strong> mo<strong>de</strong>rnização administrativa e inovação, Simplex <strong>2011</strong>,<br />
executaram-se 16 medidas intersetoriais e 13 municipais, realçan<strong>do</strong>-se exemplos como a<br />
22
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
disponibilização <strong>de</strong> serviços no Balcão <strong>do</strong> Empreen<strong>de</strong><strong>do</strong>r com os trabalhos preparatórios <strong>do</strong><br />
Licenciamento Zero e a criação <strong>de</strong> uma Base <strong>de</strong> Da<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Toponímia da Autarquia.<br />
Dinamizou-se ainda a implementação <strong>do</strong> Licenciamento Urbanístico Digital, com 72<br />
processos cuja tramitação foi exclusivamente via digital, permitin<strong>do</strong> o relacionamento à<br />
distância com o cidadão e otimizan<strong>do</strong> os recursos.<br />
A atualização e melhoria contínua <strong>do</strong>s conteú<strong>do</strong>s <strong>do</strong> Balcão <strong>de</strong> Atendimento Virtual permitiu<br />
uma média mensal <strong>de</strong> 16.816 visitas, representativa da utilização efetiva <strong>do</strong>s serviços online<br />
da <strong>CMP</strong> por parte <strong>do</strong>s utiliza<strong>do</strong>res.<br />
As auditorias internas e externas realizadas em <strong>2011</strong> proporcionaram ao Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
relevantes efeitos positivos em termos organizacionais, procedimentais e financeiros.<br />
Destaca-se, neste âmbito, a monitorização da execução <strong>do</strong> Mapa <strong>de</strong> Ações <strong>do</strong> “Plano <strong>de</strong><br />
Gestão <strong>de</strong> Riscos <strong>de</strong> Corrupção e Infrações Conexas da <strong>CMP</strong>”.<br />
Ten<strong>do</strong> em vista dar a conhecer ao Munícipe a ativida<strong>de</strong> <strong>do</strong> Município, editaram-se 4<br />
números da revista <strong>Porto</strong> Sempre, distribuída gratuitamente a todas as moradas <strong>do</strong><br />
concelho <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, atualizou-se diariamente o Site Institucional que contou com 1.544.678<br />
visitas e, através <strong>do</strong> portal TV<strong>Porto</strong>, emitiram-se noticiários diários, entrevistas e gran<strong>de</strong>s<br />
reportagens sobre as priorida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> Executivo.<br />
No âmbito <strong>do</strong> funcionamento interno <strong>do</strong>s serviços e na perspetiva <strong>de</strong> fortalecimento <strong>do</strong><br />
objetivo <strong>de</strong> dinâmicas <strong>de</strong> fiscalização preventiva, foram alvo <strong>de</strong> fiscalização 234<br />
arruamentos, 610 obras com alvará <strong>de</strong> construção e a totalida<strong>de</strong> das obras com<br />
comunicação <strong>de</strong> início <strong>de</strong> trabalhos <strong>de</strong> obras isentas. Proce<strong>de</strong>u-se ainda à remoção <strong>de</strong> 766<br />
factos relativos a publicida<strong>de</strong> e ocupações <strong>do</strong> espaço público ilegais entre as 7.833 ações<br />
<strong>de</strong> fiscalização e efetuou-se a gestão <strong>de</strong> 3.219 processos <strong>de</strong> inspeções <strong>de</strong> eleva<strong>do</strong>res <strong>de</strong><br />
que resultou uma receita <strong>de</strong> 551,9 mil euros para o Município.<br />
Com vista a melhorar a qualida<strong>de</strong> da gestão <strong>do</strong>s sistemas <strong>de</strong> informação, foi implementa<strong>do</strong><br />
o sistema GeSI (Gestão <strong>de</strong> Sistemas <strong>de</strong> Informação), que permitiu melhor organizar a área<br />
informática, introduziu já uma abordagem com referencial ao ITIL - Information Technology<br />
Infrastructure Library e uma redução <strong>do</strong> tempo <strong>de</strong> resolução <strong>de</strong> 48,4%.<br />
Mo<strong>de</strong>rnizou-se e otimizou-se o equipamento informático com uma taxa <strong>de</strong> abrangência <strong>de</strong><br />
23,6%, sen<strong>do</strong> que na área das infraestruturas <strong>de</strong> servi<strong>do</strong>res, o sistema <strong>de</strong> monitorização<br />
automático foi alarga<strong>do</strong> a 98%, com uma melhor e mais rápida resposta aos problemas<br />
inerentes, e na área das infraestruturas <strong>de</strong> suporte a redundância <strong>do</strong>s sistemas mais críticos<br />
atingiu a taxa <strong>de</strong> cobertura <strong>de</strong> 75%.<br />
Com a introdução <strong>do</strong> sistema Cockpit <strong>de</strong> Gestão, foi realizada a primeira fase da iniciativa<br />
23
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
<strong>de</strong> suporte à Informação <strong>de</strong> Gestão e Decisão e disponibilizaram-se, nesse ambiente, 68%<br />
<strong>do</strong>s pedi<strong>do</strong>s <strong>de</strong> indica<strong>do</strong>res <strong>de</strong> gestão.<br />
No âmbito da construção <strong>do</strong> sistema <strong>de</strong> informação geográfica <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> salienta-se o<br />
levantamento exaustivo <strong>do</strong>s cemitérios municipais permitin<strong>do</strong> cadastrar toda a informação<br />
relativa a sepulturas e construções associadas.<br />
Em paralelo com estas iniciativas e projetos foram <strong>de</strong>senvolvidas medidas centradas na<br />
racionalização e otimização <strong>do</strong>s recursos humanos da Autarquia, em termos <strong>de</strong> mobilida<strong>de</strong>,<br />
controlo e acompanhamento <strong>do</strong> absentismo e limitação das admissões, que resultaram<br />
numa redução real <strong>de</strong> 93 efetivos, e <strong>de</strong> 3,4% <strong>do</strong>s trabalha<strong>do</strong>res em relação a 2010. Neste<br />
âmbito, as alterações legislativas <strong>de</strong>correntes da Lei <strong>do</strong> Orçamento <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> para <strong>2011</strong>,<br />
tiveram bastante impacto na gestão <strong>de</strong> recursos humanos, e em conjunto com a redução <strong>de</strong><br />
efetivos conduziram à redução da <strong>de</strong>spesa total com pessoal em 4,6%.<br />
Em <strong>2011</strong> o plano <strong>de</strong> formação da autarquia teve uma realização <strong>de</strong> 86% e, em resulta<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
campanhas <strong>de</strong> sensibilização e promoção <strong>de</strong> hábitos <strong>de</strong> trabalho e acompanhamento direto<br />
<strong>de</strong> cada processo <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>nte, entre outras medidas, registou-se uma diminuição <strong>de</strong> 18,6%<br />
<strong>do</strong>s aci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> trabalho, face a 2010.<br />
24
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
III – RELATÓRIO FINANCEIRO<br />
ANÁLISE ORÇAMENTAL<br />
1 Principais <strong>de</strong>staques<br />
Q.2 – Indica<strong>do</strong>res<br />
Indica<strong>do</strong>r 2008 2009 2010 <strong>2011</strong><br />
Receita<br />
Crescimento da receita total -0,5% 3,5% -5,5% -2,0%<br />
Receitas correntes / Receitas totais 90,1% 80,4% 87,5% 85,3%<br />
Crescimento das receitas correntes -0,5% -7,7% 2,9% -4,4%<br />
Receitas fiscais / Receitas correntes 66,9% 62,9% 62,4% 63,2%<br />
Receitas correntes executadas / Receitas correntes orçadas 106,8% 96,4% 98,4% 97,2%<br />
Despesa<br />
Crescimento da <strong>de</strong>spesa total -1,2% 4,1% -5,1% -4,6%<br />
Despesas correntes / Despesa total 67,0% 64,0% 64,1% 69,8%<br />
Crescimento das <strong>de</strong>spesas correntes 2,2% -0,6% -4,9% 3,9%<br />
Despesas com pessoal / Despesas correntes 49,6% 48,0% 48,8% 44,9%<br />
Despesas correntes executadas / Despesas correntes orçadas 93,4% 89,8% 88,4% 88,8%<br />
Equilíbrio orçamental e Dívida<br />
Sal<strong>do</strong> corrente / Receitas correntes 26,8% 21,2% 27,2% 20,9%<br />
Serviço da dívida / Receitas correntes 10,1% 10,2% 8,7% 9,7%<br />
Os rácios orçamentais registam, em <strong>2011</strong>, valores que <strong>de</strong>monstram que se continuou a<br />
manter um efetivo controlo <strong>do</strong> orçamento.<br />
Com exceção <strong>do</strong> ano <strong>de</strong> 2009 em que as receitas totais aumentaram, em resulta<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />
crescimento da receita <strong>de</strong> capital associa<strong>do</strong> à venda <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> investimento e às<br />
transferências <strong>do</strong> IHRU, nos restantes anos verifica-se a redução das receitas cobradas.<br />
Assim, a receita total regista, em <strong>2011</strong>, um <strong>de</strong>créscimo <strong>de</strong> 3,8 milhões <strong>de</strong> euros que resulta,<br />
fundamentalmente, da quebra das receitas correntes, <strong>de</strong> 7,6 milhões <strong>de</strong> euros, compensada<br />
com o crescimento das receitas <strong>de</strong> capital <strong>de</strong> apenas 3,7 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
As receitas fiscais, que continuam a ser as receitas com peso mais significativo nas receitas<br />
correntes <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, revelam-se as receitas que mais contribuíram para o<br />
<strong>de</strong>créscimo das receitas correntes, quan<strong>do</strong> comparadas com o ano <strong>de</strong> 2010.<br />
Ao nível das <strong>de</strong>spesas totais <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> verifica-se, no ano em apreço, uma<br />
diminuição <strong>de</strong> 4,6%, fundamentalmente pelo efeito <strong>do</strong> pagamento, em 2010, <strong>do</strong> acor<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />
Parque Urbano da Cida<strong>de</strong> – 2ª fase.<br />
27
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
À semelhança <strong>do</strong>s anos anteriores as <strong>de</strong>spesas com pessoal continuam a registar uma<br />
redução. A redução mais significativa em <strong>2011</strong> resulta, para além da redução <strong>de</strong> efetivos,<br />
das reduções <strong>de</strong> vencimentos e outras medidas extraordinárias impostas pela Lei <strong>do</strong><br />
Orçamento <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> para <strong>2011</strong>.<br />
A taxa <strong>de</strong> execução da receita corrente <strong>do</strong> Município, bem como a taxa <strong>de</strong> execução da<br />
<strong>de</strong>spesa corrente, são <strong>de</strong>monstrativas <strong>do</strong> princípio <strong>de</strong> rigor e prudência nos pressupostos<br />
enuncia<strong>do</strong>s na preparação <strong>do</strong> orçamento.<br />
O <strong>de</strong>créscimo mais acentua<strong>do</strong> <strong>do</strong> sal<strong>do</strong> corrente <strong>do</strong> que das receitas correntes justifica a<br />
<strong>de</strong>scida <strong>de</strong>ste rácio.<br />
O ligeiro crescimento <strong>do</strong> serviço da dívida em <strong>2011</strong>, associa<strong>do</strong> a uma acentuada redução<br />
das receitas correntes, faz com que o rácio que lhe está associa<strong>do</strong> aumente face ao ano<br />
anterior.<br />
2 Equilíbrio Orçamental<br />
2.1. Equilíbrio Corrente<br />
Q.3 – Poupança corrente <strong>do</strong> exercício<br />
Designação<br />
<strong>2011</strong> 2010 Variação<br />
€ € 10-11<br />
Receita corrente executada 164.020.931 171.576.920 -4,4%<br />
Despesa corrente executada 129.799.591 124.968.478 3,9%<br />
Poupança corrente executada 34.221.340 46.608.442 -26,6%<br />
Dívida corrente transitada da gerência anterior 6.944.583 2.513.266 176,3%<br />
Dívida corrente transitada para a gerência seguinte (3.502.164) (6.944.583) -49,6%<br />
Receita corrente liquidada e não cobrada <strong>do</strong> exercício 7.647.436 3.943.379 93,9%<br />
Poupança corrente <strong>do</strong> exercício 45.311.194 46.120.504 -1,8%<br />
O princípio <strong>do</strong> equilíbrio orçamental, consagra<strong>do</strong> no ponto 3.1.1 <strong>do</strong> POCAL, estabelece que<br />
o orçamento <strong>de</strong>ve prever os recursos necessários para cobrir todas as <strong>de</strong>spesas e ainda<br />
que as receitas correntes <strong>de</strong>vem ser pelo menos iguais às <strong>de</strong>spesas correntes. A execução<br />
<strong>do</strong> orçamento <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> cumpre este princípio orçamental, com a formação da<br />
poupança corrente a financiar as <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital.<br />
O orçamento <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> previa uma poupança corrente bruta <strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> 32,4<br />
milhões <strong>de</strong> euros. A poupança corrente bruta executada foi <strong>de</strong> 34,2 milhões <strong>de</strong> euros,<br />
superior em 1,8 milhões <strong>de</strong> euros relativamente ao previsto. Esta poupança suporta 60,9%<br />
da <strong>de</strong>spesa <strong>de</strong> capital.<br />
28
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
A poupança corrente bruta acrescida <strong>do</strong>s movimentos das dívidas correntes transitadas e a<br />
transitar bem como da receita corrente liquidada e não cobrada no exercício, permite-nos<br />
obter a poupança corrente <strong>do</strong> exercício que em <strong>2011</strong> é <strong>de</strong> 45,3 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
F.7 – Evolução da poupança corrente <strong>do</strong> exercício<br />
Euros<br />
60.000.000<br />
50.000.000<br />
40.000.000<br />
30.000.000<br />
20.000.000<br />
10.000.000<br />
0<br />
2008 2009 2010 <strong>2011</strong><br />
A evolução da poupança corrente <strong>do</strong> exercício ao longo <strong>do</strong> último quadriénio permite<br />
verificar o bom <strong>de</strong>sempenho financeiro <strong>do</strong> Município com uma significativa libertação <strong>de</strong><br />
meios para aplicar em investimento e amortização da dívida <strong>do</strong> passa<strong>do</strong>.<br />
2.2. Equilíbrio Efetivo<br />
Q.4 – Sal<strong>do</strong> global efetivo<br />
Designação<br />
<strong>2011</strong> 2010 Variação<br />
€ € 10-11<br />
Receitas correntes 164.020.931 171.576.920 -4,4%<br />
Receitas <strong>de</strong> capital (efetiva) 22.922.321 15.862.423 44,5%<br />
Receita efetiva 186.943.251 187.439.344 -0,3%<br />
Despesas correntes 129.799.591 124.968.478 3,9%<br />
Despesas <strong>de</strong> capital (efetiva) 43.748.237 58.208.401 -24,8%<br />
Despesa efetiva 173.547.828 183.176.880 -5,3%<br />
Sal<strong>do</strong> corrente 34.221.340 46.608.442 -26,6%<br />
Sal<strong>do</strong> <strong>de</strong> capital (20.825.916) (42.345.978) -50,8%<br />
Sal<strong>do</strong> global efetivo 13.395.424 4.262.464 214,3%<br />
29
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Na elaboração <strong>do</strong> orçamento <strong>de</strong> <strong>2011</strong> procurou-se respeitar o equilíbrio efetivo, sustentan<strong>do</strong><br />
todas as <strong>de</strong>spesas efetivas (<strong>de</strong>spesas excluídas <strong>do</strong>s ativos e <strong>do</strong>s passivos financeiros) por<br />
receitas efetivas (receitas com exclusão <strong>de</strong> ativos e passivos financeiros), em obediência à<br />
regra da boa gestão financeira e da proteção <strong>do</strong>s ativos patrimoniais.<br />
Assim, ao apresentar-se no início <strong>do</strong> ano económico <strong>de</strong> <strong>2011</strong> uma receita efetiva <strong>de</strong> 198,3<br />
milhões <strong>de</strong> euros e uma <strong>de</strong>spesa efetiva <strong>de</strong> 197 milhões <strong>de</strong> euros estava a prever-se um<br />
sal<strong>do</strong> global efetivo <strong>de</strong> 1,3 milhões <strong>de</strong> euros. No final <strong>do</strong> ano o sal<strong>do</strong> global efetivo foi <strong>de</strong><br />
13,4 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
F.8 - Evolução <strong>do</strong> sal<strong>do</strong> global efetivo<br />
Euros<br />
14.000.000<br />
12.000.000<br />
10.000.000<br />
8.000.000<br />
6.000.000<br />
4.000.000<br />
2.000.000<br />
0<br />
2008 2009 2010 <strong>2011</strong><br />
A evolução <strong>do</strong> sal<strong>do</strong> global efetivo ao longo <strong>do</strong>s últimos quatro anos, evi<strong>de</strong>ncia a capacida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> poupança <strong>do</strong> Município, com gran<strong>de</strong> esforço <strong>de</strong> contenção das <strong>de</strong>spesas, que tem<br />
permiti<strong>do</strong>, <strong>de</strong> forma sustentada, recuperar as finanças municipais.<br />
30
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
3 Análise da Despesa<br />
3.1. Alterações e Revisões Orçamentais da Despesa<br />
Q.5 – Alterações e revisões orçamentais segun<strong>do</strong> a natureza económica<br />
Capítulos<br />
Dotação Inicial Alterações e Revisões<br />
Dotação Final<br />
Variação<br />
Valor Reforços Deduções Valor Peso<br />
€ € € € % € %<br />
Despesas com pessoal 66.286.759 1.068.800 4.315.483 63.040.076 29,6% -3.246.683 -4,9%<br />
Aquisição <strong>de</strong> bens e serviços 46.941.483 11.353.321 4.676.951 53.617.853 25,2% 6.676.370 14,2%<br />
Juros e outros encargos 2.783.908 1.884.133 103.339 4.564.702 2,1% 1.780.794 64,0%<br />
Transferências correntes 9.128.294 1.102.681 403.667 9.827.308 4,6% 699.014 7,7%<br />
Subsídios 10.907.318 3.278.121 635.772 13.549.667 6,4% 2.642.349 24,2%<br />
Outras <strong>de</strong>spesas correntes 2.726.957 313.760 1.456.000 1.584.717 0,7% -1.142.240 -41,9%<br />
Despesas correntes 138.774.719 19.000.815 11.591.211 146.184.323 68,6% 7.409.604 5,3%<br />
Aquisição <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> capital 15.216.758 2.149.097 5.340.224 12.025.632 5,6% -3.191.126 -21,0%<br />
Transferências <strong>de</strong> capital 36.070.419 7.465.588 4.972.263 38.563.744 18,1% 2.493.325 6,9%<br />
Ativos financeiros 500.010 0 0 500.010 0,2% 0 0,0%<br />
Passivos financeiros 12.462.954 512.946 770.044 12.205.856 5,7% -257.098 -2,1%<br />
Outras <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital 6.975.140 3.500.000 6.800.000 3.675.140 1,7% -3.300.000 -47,3%<br />
Despesas <strong>de</strong> capital 71.225.281 13.627.632 17.882.531 66.970.382 31,4% -4.254.899 -6,0%<br />
Total 210.000.000 32.628.447 29.473.742 213.154.705 100,0% 3.154.705 1,5%<br />
No <strong>de</strong>curso <strong>do</strong> ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, registaram-se três modificações orçamentais, sen<strong>do</strong> duas<br />
alterações e uma revisão, que, no seu conjunto, <strong>de</strong>terminaram um aumento <strong>do</strong> valor global<br />
<strong>do</strong> orçamento <strong>de</strong> 3,2 milhões <strong>de</strong> euros, apesar <strong>de</strong>, em se<strong>de</strong> da 1ª revisão aos <strong>do</strong>cumentos<br />
previsionais <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, se ter procedi<strong>do</strong> à inscrição <strong>de</strong> 5,6 milhões <strong>de</strong> euros em consequência<br />
da incorporação <strong>do</strong> sal<strong>do</strong> <strong>de</strong> gerência <strong>do</strong> ano anterior e da comparticipação <strong>do</strong> Acor<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
Colaboração celebra<strong>do</strong> com o IHRU, no âmbito <strong>do</strong> Prohabita. O orçamento refletiu assim<br />
uma redução da receita, <strong>de</strong> 2,4 milhões <strong>de</strong> euros, <strong>de</strong>corrente nomeadamente da diminuição<br />
das receitas previstas no orçamento inicial com a transferência <strong>do</strong> MAI (Ministério da<br />
Administração Interna) no âmbito <strong>do</strong> Protocolo referente à <strong>de</strong>scentralização <strong>de</strong> competências<br />
na Polícia <strong>Municipal</strong>, com o consequente ajustamento das <strong>do</strong>tações orçamentais da<br />
<strong>de</strong>spesa.<br />
As alterações ao orçamento não modificaram significativamente a sua estrutura, manten<strong>do</strong>se<br />
as <strong>de</strong>spesas correntes e as <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital nas mesmas posições relativas no<br />
orçamento final e no inicial.<br />
De entre as rubricas cujas <strong>do</strong>tações foram reduzidas <strong>de</strong>stacam-se, nas <strong>de</strong>spesas correntes,<br />
as <strong>de</strong>spesas com pessoal pela diminuição <strong>do</strong> número <strong>de</strong> efetivos e pela não concretização<br />
<strong>do</strong> Protocolo celebra<strong>do</strong> com o MAI, e nas <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital, as aquisições <strong>de</strong> bens <strong>de</strong><br />
capital pela redução <strong>de</strong> encargos previstos com expropriações e com a transferência <strong>de</strong><br />
obras da via pública para a GOP, EEM.<br />
31
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Os reforços mais significativos foram no agrupamento das aquisições <strong>de</strong> bens e serviços,<br />
pelas variações mais expressivas que ocorreram nas rubricas <strong>de</strong> encargos das instalações e<br />
<strong>de</strong> outros serviços, por força <strong>do</strong> aumento da taxa <strong>do</strong> IVA e da dívida transitada no âmbito da<br />
recolha <strong>de</strong> resíduos sóli<strong>do</strong>s e limpeza urbana da cida<strong>de</strong>, respetivamente.<br />
Q.6 – Alterações e revisões orçamentais por classificação orgânica e serviço responsável<br />
Orgânica / Serviço<br />
Responsável<br />
Orçamento<br />
Alterações / Revisões Orçamento Final<br />
Inicial<br />
Valor Reforços Deduções Valor Peso<br />
Variação<br />
€ € € € % € %<br />
Assembleia municipal 119.204 130 130 119.204 0,1% 0 0,0%<br />
EM 5.479.215 156.729 156.871 5.479.073 2,6% -142 0,0%<br />
DMP 1.542.291 203.967 268.787 1.477.471 0,7% -64.820 -4,2%<br />
GEP 84.909 1.858 1.858 84.909 0,0% 0 0,0%<br />
DMFP 69.547.503 17.518.762 17.129.611 69.936.654 32,8% 389.151 0,6%<br />
DMRH 67.148.258 1.139.006 4.389.400 63.897.864 30,0% -3.250.394 -4,8%<br />
DMC 2.563.674 561.894 367.921 2.757.647 1,3% 193.973 7,6%<br />
DMASU 24.277.562 6.389.780 2.573.072 28.094.270 13,2% 3.816.708 15,7%<br />
DMVP 9.573.330 1.582.599 2.014.058 9.141.871 4,3% -431.459 -4,5%<br />
DMU 1.432.725 499.141 431.481 1.500.385 0,7% 67.660 4,7%<br />
DMSI 3.902.609 565.605 467.017 4.001.197 1,9% 98.588 2,5%<br />
PM 598.967 8.111 54.018 553.060 0,3% -45.907 -7,7%<br />
BSB 633.760 119.151 119.151 633.760 0,3% 0 0,0%<br />
DMJC 451.140 161.567 34.282 578.425 0,3% 127.285 28,2%<br />
DMEJ 5.633.207 987.624 350.438 6.270.393 2,9% 637.186 11,3%<br />
DMT 451.110 114.893 67.893 498.110 0,2% 47.000 10,4%<br />
GCP 569.214 144.280 144.121 569.373 0,3% 159 0,0%<br />
DMF 244.450 75.670 29.650 290.470 0,1% 46.020 18,8%<br />
Operações financeiras 15.746.872 2.397.079 873.383 17.270.568 8,1% 1.523.696 9,7%<br />
Total 210.000.000 32.627.845 29.473.141 213.154.705 100,0% 3.154.705 1,5%<br />
Com exceção da AM, GEP e BSB que mantiveram o orçamento ao longo <strong>do</strong> ano, to<strong>do</strong>s os<br />
Serviços Responsáveis tiveram variações sen<strong>do</strong> que a generalida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s Serviços viram, no<br />
ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, as suas <strong>do</strong>tações aumentadas.<br />
A redução mais expressiva, <strong>de</strong> 3,3 milhões <strong>de</strong> euros, registou-se na Direção <strong>Municipal</strong> <strong>de</strong><br />
Recursos Humanos e ficou a <strong>de</strong>ver-se, essencialmente, à diminuição das <strong>de</strong>spesas com<br />
pessoal, por força da não concretização <strong>do</strong> Protocolo referente à <strong>de</strong>scentralização <strong>de</strong><br />
competências na Polícia <strong>Municipal</strong>, da redução <strong>de</strong> efetivos e das medidas excecionais<br />
a<strong>do</strong>tadas no âmbito da Lei <strong>do</strong> Orçamento <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> para <strong>2011</strong>.<br />
Em termos <strong>de</strong> reforços orçamentais, assinalam-se a Direção <strong>Municipal</strong> <strong>de</strong> Ambiente e<br />
Serviços Urbanos, com 3,8 milhões <strong>de</strong> euros, fundamentalmente por força da dívida<br />
transitada no âmbito <strong>do</strong>s resíduos sóli<strong>do</strong>s urbanos e limpeza pública e <strong>do</strong> aumento <strong>do</strong> IVA<br />
32
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
nos encargos das instalações, e o Departamento <strong>Municipal</strong> <strong>de</strong> Educação e Juventu<strong>de</strong>, com<br />
637,2 mil euros, para acomodar as <strong>de</strong>spesas com as refeições escolares.<br />
3.2. Execução Orçamental da Despesa<br />
Q.7 – Despesa por classificação económica<br />
Capítulos<br />
Despesa<br />
Orçada<br />
Despesa<br />
Comprometida Despesa Paga<br />
/ Realizada<br />
Desvio<br />
Taxa <strong>de</strong><br />
Execução<br />
Despesa<br />
realizada e<br />
não paga<br />
€ € € € % €<br />
1 2 3 4=3-1 5=3/1 6=2-3<br />
Despesas com pessoal 63.040.076 58.261.516 58.249.917 -4.790.159 92,4% 11.599<br />
Aquisição <strong>de</strong> bens e serviços 53.617.853 47.642.838 44.996.314 -8.621.539 83,9% 2.646.524<br />
Juros e outros encargos 4.564.702 3.778.373 3.778.373 -786.329 82,8% 0<br />
Transferências correntes 9.827.308 9.119.705 9.119.705 -707.602 92,8% 0<br />
Subsídios 13.549.667 13.118.950 12.274.983 -1.274.684 90,6% 843.967<br />
Outras <strong>de</strong>spesas correntes 1.584.717 1.380.372 1.380.298 -204.418 87,1% 74<br />
Despesas correntes 146.184.323 133.301.755 129.799.591 -16.384.732 88,8% 3.502.164<br />
Aquisição <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> capital 12.025.632 7.116.111 7.093.458 -4.932.174 59,0% 22.653<br />
Transferências <strong>de</strong> capital 38.563.744 35.082.349 33.090.480 -5.473.264 85,8% 1.991.869<br />
Ativos financeiros 500.010 400.000 400.000 -100.010 80,0% 0<br />
Passivos financeiros 12.205.856 12.062.885 12.062.885 -142.971 98,8% 0<br />
Outras <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital 3.675.140 3.564.299 3.564.299 -110.841 97,0% 0<br />
Despesas <strong>de</strong> capital 66.970.382 58.225.644 56.211.122 -10.759.260 83,9% 2.014.522<br />
Total 213.154.705 191.527.399 186.010.713 -27.143.992 87,3% 5.516.687<br />
O orçamento <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, inferior ao <strong>do</strong> ano transato em 12,2 milhões <strong>de</strong> euros, teve<br />
compromissos/realizações que representaram 89,9% <strong>do</strong> orçamento.<br />
Por sua vez, as <strong>de</strong>spesas correntes pagas representaram 69,8% <strong>do</strong> total executa<strong>do</strong> e as<br />
<strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital 30,2%.<br />
Nas <strong>de</strong>spesas correntes são as <strong>de</strong>spesas com pessoal que têm maior peso e as aquisições<br />
<strong>de</strong> bens e serviços as que, em termos absolutos, apresentam o maior <strong>de</strong>svio relativamente<br />
ao valor orça<strong>do</strong>. Em aquisição <strong>de</strong> bens e serviços, o <strong>de</strong>svio <strong>de</strong> 6 milhões <strong>de</strong> euros no que<br />
respeita aos compromissos assumi<strong>do</strong>s face ao previsto espelha o esforço <strong>de</strong> contenção das<br />
<strong>de</strong>spesas ao longo <strong>do</strong> ano, em resulta<strong>do</strong> quer das economias <strong>de</strong> escala fruto da<br />
centralização da função compras facilitada pela utilização da Plataforma <strong>de</strong> Compras<br />
Eletrónica, quer das <strong>de</strong>terminações <strong>do</strong> Senhor Presi<strong>de</strong>nte da Câmara no que respeita à<br />
necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> contenção <strong>de</strong> <strong>de</strong>spesas por força da quebra <strong>de</strong> receitas. A <strong>de</strong>spesa<br />
realizada inclui a dívida transitada <strong>de</strong> 2010 que, neste agrupamento económico, foi <strong>de</strong> 5,3<br />
milhões <strong>de</strong> euros. Em contrapartida, a dívida a transitar para 2012 é <strong>de</strong> 2,6 milhões <strong>de</strong> euros<br />
33
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
e correspon<strong>de</strong>, genericamente, a faturas <strong>de</strong> novembro e <strong>de</strong>zembro cujo prazo <strong>de</strong><br />
pagamento não se tinha venci<strong>do</strong> em 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro.<br />
As <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital, comprometidas e realizadas, ascen<strong>de</strong>ram a 86,9% <strong>do</strong> orçamento<br />
respetivo. Em termos <strong>de</strong> execução, os <strong>de</strong>svios mais significativos são regista<strong>do</strong>s nas<br />
rubricas <strong>de</strong> aquisição <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> capital e transferências <strong>de</strong> capital, no montante <strong>de</strong> 4,9 e<br />
5,5 milhões <strong>de</strong> euros e, <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong>stas, nas rubricas terrenos e construções diversas e<br />
transferências para as empresas municipais e intermunicipais, respetivamente.<br />
O investimento direto <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, inicialmente previsto com 15,2 milhões <strong>de</strong><br />
euros na rubrica <strong>de</strong> aquisição <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> capital teve uma redução em se<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
modificações orçamentais e uma taxa <strong>de</strong> execução <strong>de</strong> 59% para o que contribuíram os<br />
edifícios com 93,6%, logo segui<strong>do</strong> <strong>do</strong> software informático com 75,8% e <strong>do</strong> equipamento<br />
básico com 58,2%.<br />
Q.8 – Despesa por classificação orgânica e serviço responsável<br />
Orgânica / Serviço<br />
Responsável<br />
Orçamento Final<br />
Realiza<strong>do</strong><br />
€ % € %<br />
Taxa <strong>de</strong><br />
Execução<br />
Pagamentos<br />
Taxa <strong>de</strong><br />
€ %<br />
Execução<br />
(1) (2) (3) = (2)/(1) (4) (5) = (4)/(2)<br />
Assembleia municipal 119.204 0,1% 59.963 0,0% 50,3% 59.963 0,0% 100,0%<br />
EM 5.479.073 2,6% 4.761.119 2,5% 86,9% 4.726.096 2,5% 99,3%<br />
DMP 1.477.471 0,7% 1.040.624 0,5% 70,4% 1.004.814 0,5% 96,6%<br />
GEP 84.909 0,0% 21.861 0,0% 25,7% 21.623 0,0% 98,9%<br />
DMFP 69.936.654 32,8% 64.385.907 33,6% 92,1% 61.661.106 33,1% 95,8%<br />
DMRH 63.897.864 30,0% 58.702.943 30,6% 91,9% 58.675.929 31,5% 100,0%<br />
DMC 2.757.647 1,3% 2.289.586 1,2% 83,0% 2.250.808 1,2% 98,3%<br />
DMASU 28.094.270 13,2% 25.545.315 13,3% 90,9% 23.940.890 12,9% 93,7%<br />
DMVP 9.141.871 4,3% 6.974.974 3,6% 76,3% 6.839.126 3,7% 98,1%<br />
DMU 1.500.385 0,7% 709.056 0,4% 47,3% 708.384 0,4% 99,9%<br />
DMSI 4.001.197 1,9% 2.744.566 1,4% 68,6% 2.721.610 1,5% 99,2%<br />
PM 553.060 0,3% 419.341 0,2% 75,8% 417.430 0,2% 99,5%<br />
BSB 633.760 0,3% 467.765 0,2% 73,8% 435.905 0,2% 93,2%<br />
DMJC 578.425 0,3% 533.279 0,3% 92,2% 529.104 0,3% 99,2%<br />
DMEJ 6.270.393 2,9% 5.592.650 2,9% 89,2% 4.790.522 2,6% 85,7%<br />
DMT 498.110 0,2% 387.615 0,2% 77,8% 384.313 0,2% 99,1%<br />
GCP 569.373 0,3% 379.696 0,2% 66,7% 353.066 0,2% 93,0%<br />
DMF 290.470 0,1% 269.882 0,1% 92,9% 248.765 0,1% 92,2%<br />
Operações financeiras 17.270.568 8,1% 16.241.258 8,5% 94,0% 16.241.258 8,7% 100,0%<br />
Total 213.154.705 100,0% 191.527.399 100,0% 89,9% 186.010.713 100,0% 97,1%<br />
Quanto à <strong>de</strong>spesa por Serviço Responsável verifica-se que a Direção <strong>Municipal</strong> <strong>de</strong> Finanças<br />
e Património (DMFP), ao agregar as transferências para as Empresas Municipais e outras<br />
entida<strong>de</strong>s participadas bem como algumas <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> funcionamento transversais <strong>de</strong> que<br />
34
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
se <strong>de</strong>stacam os seguros e a vigilância e segurança, é a direção com maior peso, tanto em<br />
termos previsionais como em se<strong>de</strong> <strong>de</strong> realização <strong>de</strong> <strong>de</strong>spesas.<br />
Por outro la<strong>do</strong>, todas as <strong>de</strong>spesas com pessoal estão concentradas na Direção <strong>Municipal</strong> <strong>de</strong><br />
Recursos Humanos (DMRH), sen<strong>do</strong> este serviço municipal o que apresenta o segun<strong>do</strong><br />
maior peso no orçamento.<br />
A Direção <strong>Municipal</strong> <strong>do</strong> Ambiente e Serviços Urbanos (DMASU) tem um orçamento<br />
significativo para cobertura das <strong>de</strong>spesas com a manutenção e construção <strong>de</strong> parques e<br />
jardins, a recolha <strong>de</strong> resíduos sóli<strong>do</strong>s e a gestão da frota <strong>do</strong> Município, entre outros, logo<br />
seguida da Direção <strong>Municipal</strong> da Via Pública (DMVP) que gere a re<strong>de</strong> viária, o<br />
estacionamento e o tráfego urbanos.<br />
As taxas <strong>de</strong> execução <strong>do</strong>s pagamentos face aos valores realiza<strong>do</strong>s são superiores a 92%<br />
em todas as direções municipais, com exceção <strong>do</strong> DMEJ. Em termos absolutos a DMFP é a<br />
que finaliza o ano com maior volume <strong>de</strong> encargos por pagar (2,7 milhões <strong>de</strong> euros), logo<br />
seguida da DMASU (1,6 milhões euros) e <strong>do</strong> DMEJ (802,1 mil euros). Na DMFP o valor<br />
correspon<strong>de</strong> essencialmente às faturas da DomusSocial, EEM, no âmbito <strong>do</strong> Prohabita, cujo<br />
contrato aguarda visto <strong>do</strong> Tribunal <strong>de</strong> Contas e à transferência da cobertura <strong>de</strong> prejuízos da<br />
<strong>Porto</strong> Vivo, SRU e na DMASU respeita aos encargos com a recolha <strong>de</strong> resíduos sóli<strong>do</strong>s e<br />
limpeza pública que, nos termos <strong>do</strong> contrato, se encontram <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong> prazo <strong>de</strong> pagamento.<br />
3.3. Evolução da Despesa<br />
Q.9 – Evolução da <strong>de</strong>spesa global realizada e paga<br />
Capítulos<br />
Pago <strong>2011</strong> Realiza<strong>do</strong> <strong>2011</strong> Pago 2010<br />
Realiza<strong>do</strong> 2010<br />
Valor Peso Valor Peso Valor Peso Variação Valor Peso Variação<br />
€ % € % € % 10-11 € % 10-11<br />
Despesas com pessoal 58.249.917 31,3% 58.261.516 30,4% 61.045.501 31,3% -4,6% 61.375.788 29,8% -5,1%<br />
Aquisição <strong>de</strong> bens e serviços 44.996.314 24,2% 47.642.838 24,9% 40.297.529 20,7% 11,7% 45.571.206 22,1% 4,5%<br />
Juros e outros encargos 3.778.373 2,0% 3.778.373 2,0% 3.386.407 1,7% 11,6% 3.386.407 1,6% 11,6%<br />
Transferências correntes 9.119.705 4,9% 9.119.705 4,8% 9.157.411 4,7% -0,4% 9.170.210 4,4% -0,6%<br />
Subsídios 12.274.983 6,6% 13.118.950 6,8% 8.828.867 4,5% 39,0% 10.012.185 4,9% 31,0%<br />
Outras <strong>de</strong>spesas correntes 1.380.298 0,7% 1.380.372 0,7% 2.252.764 1,2% -38,7% 2.397.267 1,2% -42,4%<br />
Despesas correntes 129.799.591 69,8% 133.301.755 69,6% 124.968.478 64,1% 3,9% 131.913.062 64,0% 1,1%<br />
Aquisição <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> capital 7.093.458 3,8% 7.116.111 3,7% 30.269.288 15,5% -76,6% 31.012.892 15,0% -77,1%<br />
Transferências <strong>de</strong> capital 33.090.480 17,8% 35.082.349 18,3% 25.576.559 13,1% 29,4% 29.186.758 14,2% 20,2%<br />
Ativos financeiros 400.000 0,2% 400.000 0,2% 100.000 0,1% 300,0% 100.000 0,0% 300,0%<br />
Passivos financeiros 12.062.885 6,5% 12.062.885 6,3% 11.608.708 6,0% 3,9% 11.608.708 5,6% 3,9%<br />
Outras <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital 3.564.299 1,9% 3.564.299 1,9% 2.362.554 1,2% 50,9% 2.426.853 1,2% 46,9%<br />
Despesas <strong>de</strong> capital 56.211.122 30,2% 58.225.644 30,4% 69.917.110 35,9% -19,6% 74.335.211 36,0% -21,7%<br />
Total 186.010.713 100,0% 191.527.399 100,0% 194.885.588 100,0% -4,6% 206.248.273 100,0% -7,1%<br />
35
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Em <strong>2011</strong> a <strong>de</strong>spesa faturada <strong>de</strong>cresceu 14,7 milhões <strong>de</strong> euros e a <strong>de</strong>spesa paga diminuiu<br />
8,9 milhões <strong>de</strong> euros face ao ano anterior. Da diferença entre a <strong>de</strong>spesa realizada e a<br />
<strong>de</strong>spesa paga em <strong>2011</strong> resulta uma dívida total a transitar para o ano <strong>de</strong> 2012 <strong>de</strong> 5,5<br />
milhões <strong>de</strong> euros.<br />
F.9 - Evolução da estrutura da <strong>de</strong>spesa corrente<br />
9%<br />
1% <strong>2011</strong><br />
7% 2% 2010<br />
7%<br />
7%<br />
3%<br />
35%<br />
45%<br />
3%<br />
32%<br />
49%<br />
Despesas com Pessoal<br />
Aquisição Bens e Serviços<br />
Juros e Outros Encargos<br />
Transferências Correntes<br />
Subsídios<br />
Outras Despesas Correntes<br />
As <strong>de</strong>spesas correntes orçamentadas para <strong>2011</strong> (146,2 milhões <strong>de</strong> euros) foram superiores<br />
às <strong>de</strong> 2010 (141,3 milhões <strong>de</strong> euros) em cerca <strong>de</strong> 3,5%. De igual forma, os valores<br />
realiza<strong>do</strong>s e os valores pagos aumentaram 1,1% e 3,9 %, respetivamente.<br />
A análise da estrutura das <strong>de</strong>spesas correntes permite realçar a importância das <strong>de</strong>spesas<br />
com pessoal, que representam 43,1% na <strong>de</strong>spesa orçada e 44,9% na <strong>de</strong>spesa paga, com<br />
uma taxa <strong>de</strong> execução <strong>de</strong> pagamentos muito próxima <strong>do</strong>s 100% da <strong>de</strong>spesa comprometida<br />
e realizada. Este agrupamento, em conjunto com o das aquisições <strong>de</strong> bens e serviços,<br />
representam 79,5% da <strong>de</strong>spesa corrente paga.<br />
No que respeita às <strong>de</strong>spesas correntes é ainda <strong>de</strong> referir que nos juros e outros encargos,<br />
estão incluí<strong>do</strong>s juros das <strong>de</strong>spesas com os empréstimos <strong>de</strong> curto e <strong>de</strong> médio e longo<br />
prazos, bem como os encargos financeiros com contratos <strong>de</strong> aquisição em leasing, cuja<br />
variação, no ano económico em apreço, reflete, para além <strong>do</strong> aumento das taxas <strong>de</strong> juro <strong>de</strong><br />
curto prazo, o início <strong>do</strong> pagamento <strong>do</strong>s juros <strong>do</strong> empréstimo contraí<strong>do</strong> em 2010 para<br />
reabilitação <strong>de</strong> bairros municipais.<br />
36
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Q.10 – Evolução das <strong>de</strong>spesas com pessoal<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
Variação<br />
Despesas com Pessoal<br />
Valor Peso Valor Peso<br />
10-11<br />
€ % € % € %<br />
Remunerações certas e permanentes: 42.308.855 72,6% 44.143.995 72,3% -1.835.141 -4,2%<br />
Titulares órgãos soberania e memb. órgãos autárq. 237.407 0,4% 265.166 0,4% -27.759 -10,5%<br />
Pessoal <strong>do</strong>s quadros-Reg. cont. indivi. <strong>de</strong> trabalho 29.209.651 50,1% 29.996.498 49,1% -786.847 -2,6%<br />
Pessoal contrata<strong>do</strong> a termo 437.339 0,8% 842.450 1,4% -405.110 -48,1%<br />
Pessoal em regime <strong>de</strong> tarefa ou avença 105.143 0,2% 119.511 0,2% -14.368 -12,0%<br />
Pessoal aguardan<strong>do</strong> aposentação 197.370 0,3% 280.311 0,5% -82.941 -29,6%<br />
Pessoal em qualquer outra situação 2.217.251 3,8% 2.409.585 3,9% -192.334 -8,0%<br />
Representação 288.964 0,5% 317.557 0,5% -28.593 -9,0%<br />
Suplementos e prémios 350.894 0,6% 352.905 0,6% -2.011 -0,6%<br />
Subsídio <strong>de</strong> refeição 2.343.802 4,0% 2.418.274 4,0% -74.472 -3,1%<br />
Subsídio <strong>de</strong> férias e <strong>de</strong> Natal 5.789.374 9,9% 5.989.335 9,8% -199.961 -3,3%<br />
Remunerações por <strong>do</strong>ença e maternida<strong>de</strong>/paternida<strong>de</strong> 1.131.660 1,9% 1.152.404 1,9% -20.744 -1,8%<br />
Abonos variáveis ou eventuais: 2.256.076 3,9% 3.069.234 5,0% -813.158 -26,5%<br />
Gratificações variáveis ou eventuais 251.510 0,4% 270.459 0,4% -18.949 -7,0%<br />
Horas extraordinárias 319.096 0,5% 629.056 1,0% -309.960 -49,3%<br />
Ajudas <strong>de</strong> custo 14.967 0,0% 26.918 0,0% -11.951 -44,4%<br />
Abono para falhas 16.890 0,0% 17.290 0,0% -399 -2,3%<br />
Formação 3.658 0,0% 544 0,0% 3.114 572,6%<br />
Subsídio <strong>de</strong> trabalho noturno 249.057 0,4% 276.250 0,5% -27.193 -9,8%<br />
Subsídio <strong>de</strong> turno 1.069.846 1,8% 1.118.296 1,8% -48.451 -4,3%<br />
In<strong>de</strong>mnizações por cessação <strong>de</strong> funções 118.413 0,2% 227.285 0,4% -108.872 -47,9%<br />
Outros suplementos e prémios 83.730 0,1% 305.629 0,5% -221.899 -72,6%<br />
Outros abonos em numerário ou espécie 128.909 0,2% 197.507 0,3% -68.598 -34,7%<br />
Segurança social: 13.684.986 23,5% 13.832.272 22,7% -147.286 -1,1%<br />
Encargos com a saú<strong>de</strong> 2.986.120 5,1% 2.612.398 4,3% 373.722 14,3%<br />
Outros encargos com a saú<strong>de</strong> 529.718 0,9% 561.392 0,9% -31.674 -5,6%<br />
Subsídio familiar a criança e jovens 311.245 0,5% 538.261 0,9% -227.016 -42,2%<br />
Outras prestações familiares 247.772 0,4% 233.964 0,4% 13.807 5,9%<br />
Contribuições para a segurança social 6.497.481 11,2% 6.610.642 10,8% -113.161 -1,7%<br />
Aci<strong>de</strong>ntes em serviço e <strong>do</strong>enças profissionais 119.140 0,2% 75.361 0,1% 43.779 58,1%<br />
Outras pensões 2.623.937 4,5% 3.061.955 5,0% -438.018 -14,3%<br />
Seguros 52.115 0,1% 6.791 0,0% 45.323 667,4%<br />
Outras <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> segurança social 317.458 0,5% 131.506 0,2% 185.952 141,4%<br />
Total 58.249.917 100,0% 61.045.501 100,0% -2.795.584 -4,6%<br />
As <strong>de</strong>spesas com pessoal apresentam, em <strong>2011</strong>, uma variação negativa <strong>de</strong> 2,8 milhões <strong>de</strong><br />
euros relativamente ao ano anterior. À semelhança <strong>de</strong> 2010, o ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> foi marca<strong>do</strong> por<br />
profundas alterações legislativas com repercussões em matéria <strong>de</strong> recursos humanos,<br />
<strong>de</strong>signadamente a Lei <strong>do</strong> Orçamento <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> para <strong>2011</strong> e a Lei 49/<strong>2011</strong>, <strong>de</strong> 7 <strong>de</strong><br />
setembro - que, para além das alterações ao regime legal <strong>de</strong> recrutamento, mantiveram,<br />
entre outras, as reduções <strong>de</strong> vencimentos das pessoas com remunerações superiores a<br />
1.500 euros, a suspensão das valorizações remuneratórias e <strong>do</strong>s prémios <strong>de</strong> <strong>de</strong>sempenho,<br />
e aplicaram uma sobretaxa extraordinária sobre o subsídio <strong>de</strong> Natal <strong>de</strong> rendimentos<br />
superiores à remuneração mínima mensal. Acrescem ainda a manutenção da redução das<br />
37
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
ajudas <strong>de</strong> custo e subsídio <strong>de</strong> transporte, as alterações em matéria <strong>de</strong> prestações sociais e<br />
congelamento nas admissões <strong>de</strong> pessoal. A redução <strong>do</strong>s encargos com pessoal fica<br />
também a <strong>de</strong>ver-se à diminuição <strong>do</strong> número <strong>de</strong> efetivos que no final <strong>de</strong> <strong>2011</strong> era <strong>de</strong> 2.632 o<br />
que compara com 2.725 em 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2010, ou seja uma redução <strong>de</strong> 93 efetivos<br />
ao serviço <strong>do</strong> Município, e se reflete com maior relevo no subagrupamento <strong>de</strong> remunerações<br />
certas e permanentes em resulta<strong>do</strong> da medida <strong>de</strong> contenção na admissão <strong>de</strong> funcionários.<br />
De entre as remunerações certas e permanentes, assumem especial relevo as <strong>de</strong>spesas<br />
com pessoal <strong>do</strong>s quadros – regime <strong>de</strong> contrato individual <strong>de</strong> trabalho e pessoal contrata<strong>do</strong> a<br />
termo que, em conjunto, reduzem 1,2 milhões <strong>de</strong> euros face a 2010, com especial <strong>de</strong>staque<br />
para as <strong>de</strong>spesas com pessoal contrata<strong>do</strong> a termo que reduz 48,1%.<br />
Nas <strong>de</strong>spesas relacionadas com abonos variáveis ou eventuais, com exceção da rubrica <strong>de</strong><br />
formação, todas as restantes tiveram um <strong>de</strong>créscimo relativamente a 2010, salientan<strong>do</strong>-se<br />
as diminuições <strong>de</strong> 49,3% nas horas extraordinárias, fundamentalmente pela redução <strong>do</strong>s<br />
pagamentos aos BSB que passaram a ser compensa<strong>do</strong>s em tempo através <strong>de</strong> um banco <strong>de</strong><br />
horas, e <strong>de</strong> 72,6% nos outros suplementos e prémios, entre outros, pela suspensão <strong>do</strong>s<br />
pagamentos <strong>do</strong>s prémios <strong>de</strong> <strong>de</strong>sempenho, na sequência das medidas extraordinárias <strong>do</strong><br />
Governo.<br />
No que respeita ao subagrupamento segurança social, verifica-se uma diminuição das<br />
contribuições para a Segurança Social, por força da redução <strong>do</strong>s encargos com as<br />
remunerações, e <strong>do</strong> subsídio familiar a crianças e jovens pelas alterações legislativas<br />
relacionadas com a redução <strong>de</strong> escalões. A redução nas outras pensões resulta da<br />
progressiva diminuição <strong>do</strong>s montantes da quota-parte <strong>do</strong> Município <strong>de</strong>finida pela CGA.<br />
F.10 - Evolução da estrutura da <strong>de</strong>spesa <strong>de</strong> capital<br />
21%<br />
6%<br />
13%<br />
<strong>2011</strong><br />
17%<br />
3%<br />
2010<br />
43%<br />
Aquisição <strong>de</strong> Bens <strong>de</strong> Capital<br />
Transferências <strong>de</strong> Capital<br />
0%<br />
Ativos Financeiros<br />
Passivos Financeiros<br />
1%<br />
Outras Despesas <strong>de</strong> Capital<br />
37%<br />
59%<br />
38
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
As <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital, orçadas para <strong>2011</strong> (67 milhões <strong>de</strong> euros) foram inferiores às <strong>de</strong><br />
2010 (84 milhões <strong>de</strong> euros) em 20,3%. Para este <strong>de</strong>créscimo contribuiu, essencialmente, o<br />
valor previsto em 2010 na rubrica <strong>de</strong> aquisição <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> capital, para pagamento <strong>do</strong><br />
acor<strong>do</strong> <strong>do</strong> Parque Urbano da Cida<strong>de</strong> – 2ª fase, no montante <strong>de</strong> 19,9 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
Já no tocante às <strong>de</strong>spesas pagas a variação foi <strong>de</strong> -19,6% pelo efeito conjuga<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />
<strong>de</strong>créscimo no agrupamento <strong>de</strong> aquisição <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> capital com o aumento verifica<strong>do</strong> nos<br />
restantes agrupamentos. Se expurgarmos o valor pago no âmbito <strong>do</strong> acor<strong>do</strong> <strong>do</strong> Parque<br />
Urbano da Cida<strong>de</strong> – 2ª fase, as <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> capital pagas em <strong>2011</strong> foram superiores às <strong>de</strong><br />
2010, em 12,3%.<br />
No que respeita ao investimento releva-se que os investimentos indiretos constituí<strong>do</strong>s pelos<br />
bens imóveis construí<strong>do</strong>s ou recupera<strong>do</strong>s pelas empresas municipais por <strong>de</strong>legação <strong>do</strong><br />
Município fazem parte <strong>do</strong> seu imobiliza<strong>do</strong> e estão refleti<strong>do</strong>s no Balanço <strong>do</strong> Município.<br />
Q.11 – Evolução das <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> investimento total<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
Rubricas<br />
<strong>CMP</strong> Empresas Municipais<br />
Total Valor Variação<br />
DomusSocial<br />
GOP<br />
10-11<br />
€ € € € € € %<br />
Terrenos (expropriações) 598.984 598.984 21.935.022 -21.336.038 -97,3%<br />
Total por <strong>do</strong>mínio 598.984 0 0 598.984 21.935.022 -21.336.038 -97,3%<br />
Habitação<br />
Aquisição 128.222 128.222 90.000 38.222 42,5%<br />
Reparação e beneficiação:<br />
Bairros municipais 12.216.111 12.216.111 14.452.659 -2.236.548 -15,5%<br />
Outros 344.595 344.595 221.991 122.603 55,2%<br />
Total por <strong>do</strong>mínio 128.222 12.560.705 0 12.688.928 14.764.650 -2.075.722 -14,1%<br />
Edifícios<br />
Instalação <strong>de</strong> serviços 545.379 769.490 479.083 1.793.951 2.768.740 -974.788 -35,2%<br />
Instalações <strong>de</strong>sp. e recreativas 2.200.000 94.040 1.281.202 3.575.242 2.284.732 1.290.510 56,5%<br />
Escolas 1.968.073 3.325.643 5.293.715 4.869.196 424.520 8,7%<br />
Merca<strong>do</strong>s 181.703 181.703 0 181.703 100,0%<br />
Outros 268.142 268.142 301.353 -33.210 -11,0%<br />
Total por <strong>do</strong>mínio 2.745.379 3.099.745 5.267.630 11.112.754 10.224.020 888.734 8,7%<br />
Construções diversas<br />
Viadutos, arruamentos e obras compl. 366.267 10.365.801 10.732.068 4.348.943 6.383.125 146,8%<br />
Parques e jardins 504.579 117.063 621.643 2.468.341 -1.846.698 -74,8%<br />
Cemitérios 343.610 343.610 0 343.610 100,0%<br />
Outros 0 6.868 -6.868 -100,0%<br />
Total por <strong>do</strong>mínio 870.847 117.063 10.709.410 11.697.320 6.824.151 4.873.169 71,4%<br />
Material <strong>de</strong> transporte 55.035 55.035 49.646 5.389 10,9%<br />
Total por <strong>do</strong>mínio 55.035 0 0 55.035 49.646 5.389 10,9%<br />
Maquinaria e equipamento 44.038 44.038 74.410 -30.372 -40,8%<br />
Total por <strong>do</strong>mínio 44.038 0 0 44.038 74.410 -30.372 -40,8%<br />
Outros investimentos 2.673.607 2.673.607 3.090.502 -416.895 -13,5%<br />
Total por <strong>do</strong>mínio 2.673.607 0 0 2.673.607 3.090.502 -416.895 -13,5%<br />
Total 7.116.111 15.777.514 15.977.041 38.870.666 56.962.402 -18.091.736 -31,8%<br />
Nota: valores realiza<strong>do</strong>s<br />
39
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Em termos <strong>do</strong> investimento global, o valor realiza<strong>do</strong> atingiu o montante <strong>de</strong> 38,9 milhões <strong>de</strong><br />
euros, que representa um acréscimo <strong>de</strong> 1,8 milhões <strong>de</strong> euros face a 2010, se expurgarmos<br />
nesse ano o valor <strong>do</strong> investimento direto da Autarquia, em Terrenos, pela aquisição<br />
efetuada no âmbito <strong>do</strong> acor<strong>do</strong> <strong>do</strong> Parque Urbano da Cida<strong>de</strong> – 2ª fase.<br />
As ações <strong>de</strong>senvolvidas pelas empresas municipais GOP, EEM e DomusSocial, EEM que<br />
estão refletidas no orçamento <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> encontram-se em anexo ao presente<br />
relatório.<br />
Este ano fica marca<strong>do</strong> pela assinatura tardia <strong>do</strong> acor<strong>do</strong> celebra<strong>do</strong> com o IHRU no âmbito <strong>do</strong><br />
Prohabita <strong>2011</strong>/2012, para recuperação <strong>de</strong> habitações e <strong>de</strong> fogos <strong>de</strong>volutos, e que alterou o<br />
planeamento para a realização da obra obrigan<strong>do</strong> ao seu adiamento.<br />
Q.12 – Fontes <strong>de</strong> financiamento <strong>do</strong> investimento global <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Designação<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
Valor Peso Valor Peso<br />
€ % € %<br />
Empréstimos bancários 2.752.764 7,4% 6.097.737 11,6%<br />
Transferências <strong>de</strong> capital 10.050.920 27,1% 3.630.436 6,9%<br />
- Fun<strong>do</strong>s comunitários 6.459.466 17,4% 1.995.138 3,8%<br />
- Contratos <strong>de</strong> comparticipação 3.591.453 9,7% 1.635.298 3,1%<br />
Receitas próprias 24.348.335 65,5% 43.038.918 81,6%<br />
Investimento pago (consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> empresas<br />
municipais)<br />
37.152.018 100% 52.767.090 100,0%<br />
A principal fonte <strong>de</strong> financiamento <strong>do</strong> investimento autárquico é a receita própria (65,5%)<br />
resultante da poupança corrente. Em <strong>2011</strong> recorreu-se ainda à utilização <strong>de</strong> <strong>do</strong>is<br />
empréstimos bancários. Um, no valor <strong>de</strong> 956,1 mil euros, no âmbito <strong>do</strong> Prohabita para a<br />
reabilitação <strong>de</strong> 200 fogos <strong>do</strong> Bairro <strong>do</strong> Lagarteiro, e outro, <strong>de</strong> 1,8 milhões <strong>de</strong> euros, relativo<br />
ao empréstimo <strong>de</strong> 7,8 milhões <strong>de</strong> euros, contratualiza<strong>do</strong> em 2010, para financiamento da<br />
reabilitação <strong>do</strong>s Bairros Municipais. Estas utilizações representam 23,4% da <strong>de</strong>spesa<br />
canalizada para o pagamento da reabilitação <strong>do</strong>s bairros sociais em <strong>2011</strong>. Para além <strong>do</strong>s<br />
empréstimos i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s, em <strong>2011</strong> contratualizou-se ainda um novo empréstimo bonifica<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> 40% <strong>do</strong> investimento previsto no acor<strong>do</strong> <strong>de</strong> colaboração celebra<strong>do</strong> com o IHRU,<br />
no âmbito <strong>do</strong> Prohabita, que não teve qualquer utilização por não ter obti<strong>do</strong> o visto <strong>do</strong><br />
Tribunal <strong>de</strong> Contas em tempo.<br />
40
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
O Plano Plurianual <strong>de</strong> Investimentos (PPI) agrega o investimento executa<strong>do</strong> exclusivamente<br />
pelos serviços <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
Q.13 – Execução <strong>do</strong> Plano Plurianual <strong>de</strong> Investimentos (PPI)<br />
Objetivo<br />
Orça<strong>do</strong><br />
Valor<br />
Realiza<strong>do</strong><br />
Pago<br />
Taxa <strong>de</strong><br />
Taxa <strong>de</strong><br />
Valor<br />
Valor<br />
execução<br />
execução<br />
€ € % € %<br />
(1) (2) (3)=(2)/(1) (4) (5)=(4)/(2)<br />
Coesão social 468.861 310.154 66,2% 308.522 99,5%<br />
Regeneração urbana 706.788 128.222 18,1% 128.222 100,0%<br />
Competitivida<strong>de</strong> 7.288.200 4.175.504 57,3% 4.162.848 99,7%<br />
Relacionamento com o munícipe e funcionamento interno 3.561.783 2.502.230 70,3% 2.493.866 99,7%<br />
Total 12.025.632 7.116.111 59,2% 7.093.458 99,7%<br />
Ten<strong>do</strong> como referência os principais investimentos integra<strong>do</strong>s na classificação por objetivos,<br />
verifica-se que a competitivida<strong>de</strong> e o relacionamento com o munícipe e funcionamento<br />
interno, no seu conjunto, absorveram 6,7 milhões <strong>de</strong> euros, equivalente a 93,8% <strong>do</strong><br />
investimento total. Dos 4,2 milhões <strong>de</strong> euros aplica<strong>do</strong>s na competitivida<strong>de</strong>, 3,3 milhões <strong>de</strong><br />
euros foram para o programa <strong>de</strong>senvolvimento urbano, com <strong>de</strong>staque para a aquisição <strong>de</strong><br />
instalações <strong>de</strong>sportivas e recreativas e para a construção e manutenção <strong>de</strong> infraestruturas<br />
viárias.<br />
No relacionamento com o munícipe e funcionamento interno, para a qual se mobilizaram<br />
cerca <strong>de</strong> 2,5 milhões <strong>de</strong> euros <strong>de</strong>stacam-se, essencialmente, as <strong>de</strong>spesas com a aquisição<br />
<strong>de</strong> software e hardware informáticos, no âmbito da manutenção <strong>de</strong> sistemas <strong>de</strong> informação<br />
e <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> projetos. Inclui-se também aqui o pagamento das rendas <strong>do</strong> edifício<br />
<strong>do</strong> Gabinete <strong>do</strong> Munícipe adquiri<strong>do</strong> por leasing financeiro.<br />
No que respeita à regeneração urbana a <strong>de</strong>spesa efetuada em <strong>2011</strong> respeita a<br />
expropriações e/ou aquisições <strong>de</strong> edifícios.<br />
Dos 308,5 mil euros investi<strong>do</strong>s na coesão social, 242,3 mil euros são afetos ao programa da<br />
Educação com <strong>de</strong>staque para a aquisição <strong>de</strong> equipamentos para as escolas e jardins-<strong>de</strong>infância<br />
e ainda para as <strong>de</strong>spesas executadas no âmbito <strong>do</strong>s projetos com financiamento<br />
comunitário Crescer Interativo, Centro Escolar das Antas e C. E. S. Miguel <strong>de</strong> Nevogil<strong>de</strong>.<br />
41
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
3.4. Evolução da Despesa com Transferências, Subsídios e Outras formas <strong>de</strong> apoio<br />
concedi<strong>do</strong>s pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Q.14 – Estrutura das transferências<br />
Transferências<br />
<strong>2011</strong><br />
2010<br />
Realiza<strong>do</strong><br />
Pago<br />
Realiza<strong>do</strong><br />
€ % € % € %<br />
Transferências correntes 22.238.656 38,8% 21.394.688 39,3% 19.182.394 39,7%<br />
Freguesias 4.443.400 7,8% 4.443.400 8,2% 4.732.729 9,8%<br />
Empresas municipais 11.437.498 20,0% 11.437.498 21,0% 9.174.700 19,0%<br />
Outros 6.357.757 11,1% 5.513.790 10,1% 5.274.964 10,9%<br />
Transferências capital 35.082.349 61,2% 33.090.480 60,7% 29.186.758 60,3%<br />
Empresas municipais 31.754.555 55,4% 30.058.560 55,2% 25.949.510 53,6%<br />
Outros 3.327.795 5,8% 3.031.920 5,6% 3.237.248 6,7%<br />
Total 57.321.005 100,0% 54.485.168 100,0% 48.369.152 100,0%<br />
As transferências apresentam, relativamente aos valores realiza<strong>do</strong>s <strong>do</strong> ano anterior, um<br />
acréscimo <strong>de</strong> 9 milhões <strong>de</strong> euros, resulta<strong>do</strong>, entre outros, <strong>do</strong> acréscimo das transferências<br />
<strong>de</strong> capital para as empresas municipais.<br />
As transferências correntes para as empresas municipais incluem os fluxos não<br />
reembolsáveis que, em termos orçamentais, são classifica<strong>do</strong>s como subsídios e que<br />
respeitam aos encargos <strong>de</strong> estrutura da GOP, EEM e DomusSocial, EEM, bem como as<br />
transferências para a <strong>Porto</strong> Lazer, EEM.<br />
Freguesias<br />
Q.15 – Transferências para as freguesias<br />
Apoio à<br />
Ativida<strong>de</strong> das<br />
Freguesias<br />
Contratos<br />
Programa<br />
Educação Pré-<br />
Escolar<br />
Outras<br />
Transferências<br />
Total<br />
€ € € €<br />
Al<strong>do</strong>ar 199.260 46.795 246.055<br />
Bonfim 271.636 80.482 38.233 390.352<br />
Campanhã 432.810 78.846 184 511.840<br />
Ce<strong>do</strong>feita 247.774 71.675 34.047 353.496<br />
Foz <strong>do</strong> Douro 208.109 65.358 11.378 284.844<br />
Lor<strong>de</strong>lo <strong>do</strong> Ouro 255.790 45.709 2.988 304.487<br />
Massarelos 165.497 22.513 188.010<br />
Miragaia 111.711 5.130 66.245 183.086<br />
Nevogil<strong>de</strong> 157.413 69.002 41.702 268.117<br />
Paranhos 435.508 1.136 436.644<br />
Ramal<strong>de</strong> 369.566 110.909 110.827 591.302<br />
Santo Il<strong>de</strong>fonso 158.326 59.941 6.198 224.465<br />
S. Nicolau 105.452 21.154 126.606<br />
Sé 118.872 18.184 137.056<br />
Vitória 107.033 57.788 33.373 198.194<br />
Total 3.344.757 691.634 408.163 4.444.554<br />
42
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
As transferências para as Juntas <strong>de</strong> Freguesia (4,4 milhões <strong>de</strong> euros) <strong>de</strong>correm da<br />
<strong>de</strong>legação <strong>de</strong> competências municipais (3,3 milhões <strong>de</strong> euros), <strong>de</strong> contratos programa no<br />
<strong>do</strong>mínio da educação pré-escolar (691,6 mil euros) e <strong>de</strong> outras situações (408,2 mil euros),<br />
no âmbito <strong>do</strong>s protocolos relativos à gestão <strong>de</strong> balneários públicos, das Festas e Romarias<br />
da Cida<strong>de</strong> e da atribuição <strong>do</strong> Prémio <strong>de</strong> S. João.<br />
Q.16 – Outras transferências (excluin<strong>do</strong> Freguesias e Empresas Municipais)<br />
Finalida<strong>de</strong><br />
<strong>2011</strong><br />
2010<br />
Variação 10-11<br />
€ % € % € %<br />
Ações <strong>de</strong> interesse cultural e turístico 575.815 7,5% 636.508 8,5% -60.692 -9,5%<br />
Ação científica e educativa 2.408.592 31,2% 2.134.914 28,4% 273.678 12,8%<br />
Ação social 1.330.446 17,3% 1.247.295 16,6% 83.151 6,7%<br />
Proteção civil e luta contra incêndios 1.025 0,0% 75.000 1,0% -73.975 -98,6%<br />
Ação na área ambiental 1.828.483 23,7% 1.909.884 25,4% -81.401 -4,3%<br />
Outros 1.563.863 20,3% 1.506.050 20,1% 57.813 3,8%<br />
Total 7.708.225 100,0% 7.509.651 100,0% 198.574 2,6%<br />
Por força das normas internas que visam disciplinar a concessão <strong>do</strong>s apoios aos princípios<br />
constitucionais <strong>de</strong> igualda<strong>de</strong>, <strong>de</strong> justiça, <strong>de</strong> proporcionalida<strong>de</strong> e imparcialida<strong>de</strong>, bem como<br />
garantir a transparência e a objetivida<strong>de</strong>, as outras transferências, quer correntes quer <strong>de</strong><br />
capital, têm ti<strong>do</strong> ao longo <strong>do</strong>s últimos anos uma tendência <strong>de</strong>crescente. No ano em apreço,<br />
registam um ligeiro aumento face a 2010, nomeadamente na ação científica e educativa e<br />
na ação social.<br />
Através das ações <strong>de</strong> interesse cultural e turístico continua a apoiar-se, a Casa da Música,<br />
Fantasporto, Associação <strong>do</strong> Turismo <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e Fundação <strong>de</strong> Serralves, entre outros. Em<br />
<strong>2011</strong> estas transferências registam um ligeiro <strong>de</strong>créscimo.<br />
No âmbito científico e educativo os apoios foram concedi<strong>do</strong>s, essencialmente, à Fundação<br />
Ciência e Desenvolvimento e Associação <strong>Porto</strong> Digital que registou um aumento nas<br />
transferências efetuadas no ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>.<br />
Para a área social os apoios foram concedi<strong>do</strong>s à Fundação <strong>Porto</strong> Social e ao Centro<br />
Cultural e Desportivo <strong>do</strong>s Trabalha<strong>do</strong>res da Câmara <strong>Municipal</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> (CCD), que em<br />
<strong>2011</strong> registou um aumento.<br />
Na área <strong>do</strong> ambiente <strong>de</strong>stacam-se as transferências para a LIPOR, que <strong>de</strong>crescem.<br />
Nos outros apoios evi<strong>de</strong>nciam-se <strong>de</strong>signadamente as transferências para os agrupamentos<br />
escolares e as realizadas no âmbito da ação social escolar bem como as comparticipações<br />
ao abrigo <strong>do</strong> Recria e as in<strong>de</strong>mnizações a particulares.<br />
43
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
No âmbito das transferências, acima <strong>de</strong>scritas por finalida<strong>de</strong>, <strong>de</strong>stacam-se as transferências<br />
efetuadas para as entida<strong>de</strong>s participadas pelo Município ao abrigo <strong>de</strong> protocolos.<br />
Q.17 – Transferências por entida<strong>de</strong>s<br />
Entida<strong>de</strong>s<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
Variação 10-11<br />
€ € € %<br />
Fundações:<br />
Fundação <strong>Porto</strong> Social 1.155.446 1.142.295 13.151 1,2%<br />
Fundação Ciência e Desenvolvimento 988.632 1.026.914 -38.282 -3,7%<br />
Fundação <strong>de</strong> Serralves 150.000 180.000 -30.000 -16,7%<br />
Fundação da Juventu<strong>de</strong> 0 4.615 -4.615 -100,0%<br />
Fundação Casa da Música 250.000 250.000 0 0,0%<br />
Subtotal 2.544.078 2.603.824 -59.746 -2,3%<br />
Associações:<br />
Associação para o Museu Ciência e Indústria 62.000 61.500 500 0,8%<br />
Associação <strong>Porto</strong> Digital 1.376.960 1.065.000 311.960 29,3%<br />
Subtotal 1.438.960 1.126.500 312.460 27,7%<br />
Total 3.983.038 3.730.324 252.714 6,8%<br />
As transferências para a Fundação <strong>Porto</strong> Social tiveram como objetivo a dinamização <strong>do</strong>s<br />
espaços da Fundação, o <strong>de</strong>senvolvimento social <strong>de</strong> zonas socioeconómica e<br />
urbanisticamente <strong>de</strong>gradadas, a realização <strong>de</strong> projetos <strong>de</strong> intervenção junto da população<br />
i<strong>do</strong>sa e da população jovem em risco, <strong>de</strong> iniciativas <strong>de</strong>stinadas a promover a Inovação<br />
Social, o apoio ao projeto <strong>Porto</strong> Cida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Ciência e a outros projetos na área social.<br />
Com as transferências para a Fundação Ciência e Desenvolvimento apoiou-se o Planetário<br />
<strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e o Teatro <strong>do</strong> Campo Alegre, e suportaram-se as <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> funcionamento da<br />
própria Fundação.<br />
No senti<strong>do</strong> <strong>de</strong> fomentar e difundir as ativida<strong>de</strong>s culturais e formativas na área das artes,<br />
nomeadamente a nível educativo e <strong>de</strong> integração social e animação da cida<strong>de</strong> e as<br />
ativida<strong>de</strong>s culturais e formativas no <strong>do</strong>mínio da música, proce<strong>de</strong>u-se à transferência <strong>de</strong><br />
verbas para as Fundações <strong>de</strong> Serralves e da Casa da Música, respetivamente.<br />
No que respeita aos apoios financeiros pagos às Associações verifica-se um aumento em<br />
<strong>2011</strong> por força, essencialmente, da transferência para a Associação <strong>Porto</strong> Digital para<br />
disponibilização <strong>do</strong> sinal <strong>de</strong> televisão nos bairros sociais recentemente qualifica<strong>do</strong>s e para<br />
continuação <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong> projeto <strong>de</strong> operacionalização <strong>de</strong> um opera<strong>do</strong>r neutro <strong>de</strong><br />
telecomunicações na cida<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
44
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
As transferências para a Associação para o Museu da Ciência e Indústria, com o objetivo <strong>de</strong><br />
assegurar a liquidação da Associação extinta, <strong>de</strong>stinaram-se ao pagamento <strong>de</strong> parte <strong>do</strong>s<br />
custos referentes às in<strong>de</strong>mnizações.<br />
3.5. Classificação Funcional da Despesa<br />
Q.18 – Classificação funcional da <strong>de</strong>spesa<br />
Funções<br />
PPI Ações Relevantes Total %<br />
€ € €<br />
1 Funções Gerais 2.531.179 46.377.975 48.909.154 26,3%<br />
1.1.0 Serviços Gerais da Administração Pública 2.465.289 34.702.578 37.167.867 20,0%<br />
1.1.1 Administração geral 2.465.289 34.702.578 37.167.867 20,0%<br />
1.2.0 Segurança e Or<strong>de</strong>m Públicas 65.891 11.675.396 11.741.287 6,3%<br />
1.2.1 Protecção civil e luta contra incêndios 3.153 6.679.579 6.682.732 3,6%<br />
1.2.2 Polícia <strong>Municipal</strong> 62.738 4.995.817 5.058.554 2,7%<br />
2 Funções Sociais 1.129.058 82.523.229 83.652.286 45,0%<br />
2.1.0 Educação 242.294 13.036.631 13.278.925 7,1%<br />
2.1.1 Ensino não superior 242.294 13.036.631 13.278.925 7,1%<br />
2.3.0 Segurança e Acão Sociais 338 1.396.522 1.396.860 0,8%<br />
2.3.2 Acão social 338 1.396.522 1.396.860 0,8%<br />
2.4.0 Habitação e Serviços Coletivos 836.417 50.213.881 51.050.298 27,4%<br />
2.4.1 Habitação 0 14.596.033 14.596.033 7,85%<br />
2.4.2 Or<strong>de</strong>namento <strong>do</strong> território 0 1.314.976 1.314.976 0,7%<br />
2.4.5 Resíduos sóli<strong>do</strong>s 78.870 25.475.278 25.554.147 13,7%<br />
2.4.6 Protecção <strong>do</strong> meio ambiente 757.547 8.827.594 9.585.141 5,2%<br />
2.5.0 Serviços Culturais, Recreativos e Religiosos 50.009 17.876.194 17.926.203 9,6%<br />
2.5.1 Cultura 50.009 8.670.863 8.720.872 4,7%<br />
2.5.2 Desporto, recreio e lazer 0 9.205.331 9.205.331 4,9%<br />
3 Funções Económicas 3.433.221 23.380.702 26.813.923 14,4%<br />
3.2.0 Industria e Energia 0 240.293 240.293 0,1%<br />
3.3.0 Transportes e Comunicações 3.433.221 21.918.922 25.352.143 13,6%<br />
3.3.1 Transportes ro<strong>do</strong>viários 3.433.221 21.918.922 25.352.143 13,6%<br />
3.4.0 Comércio e Turismo 0 1.217.454 1.217.454 0,7%<br />
3.4.1 Merca<strong>do</strong>s e feiras 0 301.462 301.462 0,2%<br />
3.4.2 Turismo 0 915.992 915.992 0,5%<br />
3.5.0 Outras funções económicas 0 4.033 4.033 0,0%<br />
4 Outras Funções 0 26.635.350 26.635.350 14,3%<br />
4.1.0 Operações da dívida autárquica 0 15.841.258 15.841.258 8,5%<br />
4.2.0 Transferências entre administrações 0 5.615.687 5.615.687 3,0%<br />
4.3.0 Diversas não especificadas 0 5.178.404 5.178.404 2,8%<br />
Total 7.093.458 178.917.255 186.010.713 100,0%<br />
As ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas pelas direções municipais são imputadas às áreas <strong>de</strong><br />
45
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
intervenção, <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com a classificação funcional da <strong>de</strong>spesa.<br />
Nesta ótica, as <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> funcionamento <strong>do</strong>s órgãos municipais e <strong>do</strong>s serviços<br />
transversais, nomeadamente, os Órgãos da Autarquia, as Direções Municipais da<br />
Presidência, <strong>de</strong> Finanças e Património, <strong>de</strong> Recursos Humanos, <strong>do</strong> Urbanismo e <strong>do</strong>s<br />
Sistemas <strong>de</strong> Informação, os Departamentos Municipais <strong>de</strong> Jurídico e Contencioso e <strong>de</strong><br />
Fiscalização e os Gabinetes <strong>de</strong> Estu<strong>do</strong>s e Planeamento e <strong>de</strong> Comunicação e Promoção,<br />
foram imputadas à subfunção Administração Geral.<br />
As ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas pelas restantes direções foram imputadas às respetivas<br />
subfunções <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com a finalida<strong>de</strong> da <strong>de</strong>spesa. De igual forma, as <strong>de</strong>spesas com<br />
pessoal <strong>de</strong> cada serviço responsável são imputadas às respetivas subfunções afetas às<br />
diversas ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas por cada um <strong>de</strong>stes serviços.<br />
As transferências para as empresas municipais foram distribuídas pelas diferentes<br />
subfunções conforme a execução <strong>do</strong> seu plano <strong>de</strong> investimento.<br />
A aplicação <strong>do</strong>s recursos financeiros <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, agrupa<strong>do</strong>s <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com a<br />
classificação funcional, permite concluir que:<br />
1 - A Função Social, ao absorver 83,7 milhões <strong>de</strong> euros e 45% <strong>do</strong> orçamento global surge<br />
como a função prioritária no Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>. Nela <strong>de</strong>stacam-se as áreas <strong>de</strong> intervenção<br />
em serviços que aten<strong>de</strong>m à satisfação <strong>de</strong> necessida<strong>de</strong>s no âmbito da habitação com 14,6<br />
milhões <strong>de</strong> euros, <strong>do</strong>s resíduos sóli<strong>do</strong>s e proteção <strong>do</strong> meio ambiente, on<strong>de</strong>, em conjunto, se<br />
aplicaram 18,9% <strong>do</strong> orçamento com um valor global <strong>de</strong> 35,1 milhões <strong>de</strong> euros e da cultura<br />
com uma execução <strong>de</strong> 8,7 milhões <strong>de</strong> euros, correspon<strong>de</strong>nte a 4,7% <strong>do</strong> orçamento.<br />
As áreas <strong>de</strong> intervenção da Educação e <strong>do</strong> Desporto absorveram, respetivamente, 13,3<br />
milhões <strong>de</strong> euros e 9,2 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
2 - As Funções Gerais, com um peso <strong>de</strong> 26,3% no orçamento, abrangem as ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />
âmbito geral da administração <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> integran<strong>do</strong> as <strong>de</strong>spesas inerentes ao<br />
funcionamento, mo<strong>de</strong>rnização e equipamento <strong>do</strong>s serviços bem como o investimento em<br />
aplicativos informáticos inerentes à gestão financeira, mo<strong>de</strong>rnização <strong>de</strong> processos<br />
administrativos, organização interna <strong>de</strong> fluxos <strong>de</strong> informação, entre outros <strong>de</strong> igual relevo.<br />
3 - A Função Económica representa 14,4% da <strong>de</strong>spesa global, e absorveu 26,8 milhões <strong>de</strong><br />
euros. Compreen<strong>de</strong>, entre outras, as <strong>de</strong>spesas com transportes e comunicações com um<br />
valor <strong>de</strong> 25,4 milhões <strong>de</strong> euros, correspon<strong>de</strong>ntes a 13,6% <strong>do</strong> total executa<strong>do</strong> pelo Município.<br />
4 – O serviço da dívida, incluin<strong>do</strong> os juros e as amortizações <strong>do</strong>s empréstimos bancários,<br />
absorveu cerca <strong>de</strong> 15,8 milhões <strong>de</strong> euros, refleti<strong>do</strong>s em Operações da dívida autárquica.<br />
46
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
4 Análise da Receita<br />
4.1. Alterações e Revisões Orçamentais da Receita<br />
Q.19 – Alteração e origem <strong>do</strong> <strong>de</strong>créscimo da <strong>do</strong>tação<br />
Designação<br />
Orçamento<br />
Inicial<br />
Revisão<br />
Orçamental<br />
Orçamento<br />
Final<br />
€ € €<br />
Receitas correntes 171.145.447 -2.417.475 168.727.972<br />
Receitas <strong>de</strong> capital 38.854.553 4.411.875 43.266.428<br />
Sal<strong>do</strong> da gerência anterior 1.160.304 1.160.304<br />
Total 210.000.000 3.154.705 213.154.705<br />
A comparação entre o orçamento inicial e final permite aferir da capacida<strong>de</strong> financeira da<br />
sua execução, em face <strong>do</strong> volume <strong>de</strong> receitas efetivamente arrecada<strong>do</strong>.<br />
O orçamento aprova<strong>do</strong> foi, em se<strong>de</strong> <strong>de</strong> revisão orçamental, objeto <strong>de</strong> um acréscimo <strong>de</strong> 3,2<br />
milhões <strong>de</strong> euros, pelo efeito conjuga<strong>do</strong> da incorporação <strong>do</strong> sal<strong>do</strong> <strong>de</strong> gerência <strong>do</strong> ano<br />
anterior e <strong>do</strong> aumento das receitas <strong>de</strong> capital, com a redução das receitas correntes.<br />
Assinala-se que a variação das receitas <strong>de</strong> capital resulta da inscrição <strong>do</strong> valor da<br />
comparticipação <strong>do</strong> acor<strong>do</strong> celebra<strong>do</strong> com o IHRU, no âmbito <strong>do</strong> Prohabita, e a redução das<br />
receitas correntes é consequência, fundamentalmente, <strong>do</strong> ajustamento <strong>do</strong> valor previsto no<br />
orçamento inicial com a transferência <strong>do</strong> MAI (Ministério da Administração Interna), no<br />
âmbito <strong>do</strong> Protocolo relativo à <strong>de</strong>scentralização <strong>de</strong> competências na Polícia <strong>Municipal</strong>.<br />
Consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que o sal<strong>do</strong> da gerência anterior é acresci<strong>do</strong> às receitas <strong>de</strong> capital, verifica-se<br />
que estes ajustamentos provocaram um acréscimo mais significativo nas receitas <strong>de</strong> capital,<br />
com um <strong>de</strong>créscimo <strong>de</strong> montante inferior nas receitas correntes.<br />
47
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
4.2. Execução Orçamental da Receita<br />
Q.20 – Receita orçada, liquidada e cobrada por classificação económica<br />
Designação<br />
Orça<strong>do</strong> Liquida<strong>do</strong> Cobra<strong>do</strong> Desvio<br />
€ € € €<br />
Taxa <strong>de</strong><br />
Execução<br />
(1) (2) (3) (4) = (3) - (1) (5) = (3) / (1)<br />
Impostos diretos 86.235.450 84.868.328 84.868.328 -1.367.122 98,4%<br />
Impostos indiretos 16.051.012 18.065.667 13.008.670 -3.042.342 81,0%<br />
Taxas, multas e outras penalida<strong>de</strong>s 4.427.593 5.903.532 5.742.148 1.314.555 129,7%<br />
Rendimentos <strong>de</strong> proprieda<strong>de</strong> 7.130.898 8.336.025 7.092.036 -38.862 99,5%<br />
Transferências correntes 31.574.144 30.044.334 29.941.764 -1.632.381 94,8%<br />
Venda <strong>de</strong> bens e serviços correntes 22.557.716 30.064.915 22.005.124 -552.592 97,6%<br />
Outras receitas correntes 751.159 4.163.761 1.362.861 611.702 181,4%<br />
Receitas correntes 168.727.972 181.446.560 164.020.931 -4.707.042 97,2%<br />
Venda <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> investimento 12.773.323 8.376.603 9.499.682 -3.273.641 74,4%<br />
Transferências <strong>de</strong> capital 18.719.482 11.507.132 11.447.614 -7.271.868 61,2%<br />
Ativos financeiros 20 0 0 -20 0,0%<br />
Passivos financeiros 11.678.837 5.252.764 5.252.764 -6.426.073 45,0%<br />
Outras receitas <strong>de</strong> capital 20 74.445 0 -20 0,0%<br />
Receitas <strong>de</strong> capital 43.171.682 25.210.943 26.200.060 -16.971.622 60,7%<br />
Reposições n/abatidas nos pagamentos 94.746 832.806 814.721 719.975 859,9%<br />
Sal<strong>do</strong> da gerência anterior 1.160.304 1.160.304 1.160.304 0 100,0%<br />
Total 213.154.705 208.650.614 192.196.015 -20.958.689 90,2%<br />
Em termos globais, as receitas correntes liquidadas ultrapassaram as previsões em 12,7<br />
milhões <strong>de</strong> euros. Com exceção <strong>do</strong>s impostos diretos e das transferências correntes, todas<br />
as restantes rubricas contribuíram para este crescimento, com especial <strong>de</strong>staque para as<br />
vendas <strong>de</strong> bens e serviços correntes e para as outras receitas correntes, essencialmente,<br />
em resulta<strong>do</strong> da receita <strong>do</strong>s resíduos sóli<strong>do</strong>s e das rendas, e da regularização <strong>do</strong> IVA<br />
relativo à incorporação no capital das Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM <strong>do</strong> sistema <strong>de</strong> drenagem <strong>de</strong><br />
águas pluviais, respetivamente.<br />
Já no que respeita aos valores cobra<strong>do</strong>s, o grau <strong>de</strong> execução da receita corrente foi <strong>de</strong><br />
97,2%. O <strong>de</strong>svio resulta, fundamentalmente, da diminuição da receita cobrada em impostos<br />
diretos e indiretos, pela redução da receita da <strong>de</strong>rrama e das receitas relacionadas com as<br />
taxas com loteamentos e obras, respetivamente. Estas receitas, bem como as <strong>de</strong> ocupação<br />
<strong>do</strong> <strong>do</strong>mínio público por motivo <strong>de</strong> obras, continuam a revelar-se as receitas municipais<br />
próprias com maior expressão, representan<strong>do</strong>, no final <strong>do</strong> ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, 74,8% da receita<br />
total <strong>do</strong>s impostos indiretos.<br />
Nos rendimentos <strong>de</strong> proprieda<strong>de</strong>, o ligeiro <strong>de</strong>créscimo resulta da receita proveniente <strong>do</strong>s<br />
divi<strong>de</strong>n<strong>do</strong>s das Águas <strong>do</strong> Douro e Paiva e da concessão da energia elétrica.<br />
48
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
As transferências correntes contemplam, entre outras, as transferências provenientes <strong>do</strong><br />
Orçamento <strong>de</strong> Esta<strong>do</strong>, nomeadamente, Fun<strong>do</strong> <strong>de</strong> Equilíbrio Financeiro (FEF), Fun<strong>do</strong> Social<br />
<strong>Municipal</strong> (FSM) e Participação Fixa no IRS, e as comparticipações comunitárias a projetos<br />
cofinancia<strong>do</strong>s e outras transferências <strong>de</strong> que se <strong>de</strong>stacam as provenientes <strong>do</strong>s contratosprograma<br />
assina<strong>do</strong>s com a Direção Regional <strong>de</strong> Educação <strong>do</strong> Norte (DREN) para apoio ao<br />
programa <strong>de</strong> “Generalização <strong>do</strong> Fornecimento <strong>de</strong> Refeições Escolares aos alunos <strong>do</strong> 1º<br />
Ciclo <strong>do</strong> Ensino Básico” e <strong>de</strong> “Generalização <strong>do</strong> Ensino <strong>do</strong> Inglês e <strong>de</strong> Outras Ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />
Enriquecimento Curricular <strong>do</strong> 1º Ciclo”.<br />
Contribuíram para a variação negativa <strong>de</strong> 1,6 milhões <strong>de</strong> euros, as transferências previstas<br />
<strong>do</strong> MAI (Ministério da Administração Interna) no âmbito <strong>do</strong> Protocolo relativo à<br />
<strong>de</strong>scentralização <strong>de</strong> competências na Polícia <strong>Municipal</strong>, que não chegou a concretizar-se no<br />
ano em apreço, e a redução das receitas correntes com origem em projetos cofinancia<strong>do</strong>s<br />
pelo Quadro <strong>de</strong> Referência Estratégica Nacional (QREN).<br />
O <strong>de</strong>svio das vendas <strong>de</strong> bens e serviços correntes, face ao valor orça<strong>do</strong>, resulta <strong>do</strong><br />
<strong>de</strong>créscimo <strong>do</strong>s serviços presta<strong>do</strong>s pela Autarquia, nomeadamente no âmbito <strong>do</strong>s resíduos<br />
sóli<strong>do</strong>s, aluguer <strong>de</strong> espaços e alimentação, conjuga<strong>do</strong> com o aumento <strong>do</strong> valor das rendas<br />
<strong>do</strong>s bairros municipais fruto da manutenção <strong>do</strong> controlo das taxas <strong>de</strong> incumprimento.<br />
Quanto às receitas <strong>de</strong> capital, ficaram aquém <strong>do</strong> previsto com todas as rubricas a<br />
apresentarem <strong>de</strong>svios negativos. A grave crise financeira verificada ao longo <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
condicionou a venda <strong>de</strong> terrenos e habitações. O atraso na aprovação <strong>de</strong> candidaturas a<br />
projetos cofinancia<strong>do</strong>s e na assinatura <strong>do</strong>s contratos <strong>de</strong> comparticipação financeira e <strong>de</strong><br />
empréstimo ao abrigo <strong>do</strong> acor<strong>do</strong> colaboração assina<strong>do</strong> com o IHRU no âmbito <strong>do</strong> Prohabita,<br />
que limitou a utilização neste ano <strong>do</strong> valor previsto para a Reabilitação <strong>de</strong> Bairros<br />
Municipais, implicaram a variação negativa na rubrica <strong>de</strong> transferências <strong>de</strong> capital e<br />
passivos financeiros.<br />
Q.21 – Receita liquidada e não cobrada<br />
Descrição<br />
Valor<br />
Milhões <strong>de</strong> €<br />
Receita orçada 213,2<br />
Receita liquidada * 209,9<br />
Receita cobrada 192,2<br />
Receita liquidada e não cobrada 17,7<br />
* consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> os adiantamentos <strong>de</strong> vendas<br />
49
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
A receita liquidada a terceiros e não cobrada ascen<strong>de</strong> a 17,7 milhões <strong>de</strong> euros 8 . Nos<br />
créditos a favor <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> estão refleti<strong>do</strong>s, entre outros, os pedi<strong>do</strong>s <strong>de</strong><br />
pagamento <strong>do</strong>s projetos cofinancia<strong>do</strong>s (102,6 mil euros), os montantes em débito <strong>de</strong><br />
resíduos sóli<strong>do</strong>s (5,3 milhões <strong>de</strong> euros, sen<strong>do</strong> 3,4 milhões <strong>de</strong> euros em execuções fiscais) e<br />
outros créditos em execuções fiscais no valor <strong>de</strong> 9,1 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
4.3. Evolução da Receita<br />
Q.22 – Evolução da receita global<br />
Designação<br />
<strong>2011</strong> Peso 2010 Variação<br />
€ % € 10-11<br />
Impostos diretos 84.868.328 44,2% 92.039.693 -7,8%<br />
Impostos indiretos 13.008.670 6,8% 10.998.451 18,3%<br />
Taxas, multas e outras penalida<strong>de</strong>s 5.742.148 3,0% 4.046.436 41,9%<br />
Rendimentos <strong>de</strong> proprieda<strong>de</strong> 7.092.036 3,7% 7.349.622 -3,5%<br />
Transferências correntes 29.941.764 15,6% 31.184.850 -4,0%<br />
Venda <strong>de</strong> bens e serviços correntes 22.005.124 11,4% 23.880.058 -7,9%<br />
Outras receitas correntes 1.362.861 0,7% 2.077.811 -34,4%<br />
Receitas correntes 164.020.931 85,3% 171.576.920 -4,4%<br />
Venda <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> investimento 9.499.682 4,9% 8.503.557 11,7%<br />
Transferências <strong>de</strong> capital 11.447.614 6,0% 5.197.739 120,2%<br />
Ativos financeiros 0 0,0% 8.813 -100,0%<br />
Passivos financeiros 5.252.764 2,7% 8.597.737 -38,9%<br />
Outras receitas <strong>de</strong> capital 0 0,0% 27.622 -100,0%<br />
Receitas <strong>de</strong> capital 26.200.060 13,6% 22.335.467 17,3%<br />
Total das receitas s/ reposições 190.220.990 99,0% 193.912.387 -1,9%<br />
Reposições não abatidas nos pagamentos 814.721 0,4% 37.881 2050,7%<br />
Total das receitas com reposições 191.035.711 99,4% 193.950.269 -1,5%<br />
Sal<strong>do</strong> da gerência anterior incorpora<strong>do</strong> 1.160.304 0,6% 2.095.624 -44,6%<br />
Total 192.196.015 100,0% 196.045.893 -2,0%<br />
No ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> a receita cobrada diminuiu 3,8 milhões <strong>de</strong> euros, face ao ano <strong>de</strong> 2010. Esta<br />
diminuição, verificada em termos globais, <strong>de</strong>corre, essencialmente, da redução <strong>do</strong>s<br />
impostos diretos, nomeadamente <strong>do</strong> IMT.<br />
8 No quadro 21 <strong>de</strong>ste relatório e no mapa “Posição <strong>do</strong> Orçamento da Receita <strong>2011</strong>”, da prestação <strong>de</strong> contas, a receita<br />
liquidada e não cobrada é <strong>de</strong> 16,4 milhões <strong>de</strong> euros, consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que os valores <strong>do</strong>s adiantamentos das vendas <strong>de</strong> imóveis<br />
em hastas públicas e por escriturar no final <strong>do</strong> ano, em termos orçamentais, apenas são cobra<strong>do</strong>s, ocorren<strong>do</strong> a liquidação<br />
quan<strong>do</strong> da realização da escritura.<br />
50
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
F.11 - Evolução das receitas executadas<br />
Euros<br />
250.000.000<br />
200.000.000<br />
150.000.000<br />
100.000.000<br />
Receita Corrente<br />
Receita <strong>de</strong> Capital<br />
50.000.000<br />
0<br />
2008 2009 2010 <strong>2011</strong><br />
Em termos globais e após um crescimento das receitas municipais no ano <strong>de</strong> 2009, verificase<br />
que, em <strong>2011</strong>, as receitas globais voltaram a diminuir, sen<strong>do</strong> o <strong>de</strong>créscimo <strong>de</strong> 3,8<br />
milhões <strong>de</strong> euros face a 2010 e <strong>de</strong> 15,3 milhões <strong>de</strong> euros quan<strong>do</strong> compara<strong>do</strong> com o ano <strong>de</strong><br />
2009.<br />
F.12 - Distribuição das principais receitas<br />
3% 5% <strong>2011</strong><br />
4% 6% 2010<br />
16%<br />
54%<br />
17%<br />
Receitas Fiscais<br />
Transferências<br />
Venda <strong>de</strong> Bens e Serviços<br />
Passivos Financeiros<br />
Outras Receitas<br />
22%<br />
19%<br />
55%<br />
Neste ano as receitas correntes <strong>de</strong>crescem 7,6 milhões <strong>de</strong> euros, pela quebra na<br />
generalida<strong>de</strong> das rubricas da receita corrente, com <strong>de</strong>staque para os impostos diretos.<br />
As receitas fiscais constituem a principal fonte <strong>de</strong> receita, apesar da redução <strong>do</strong> peso no ano<br />
económico <strong>de</strong> <strong>2011</strong> em relação ao ano anterior.<br />
51
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Os impostos indiretos e as taxas, multas e outras penalida<strong>de</strong>s, revelaram-se as únicas<br />
rubricas a contrariar a tendência <strong>de</strong>crescente das receitas correntes, face a 2010.<br />
O aumento das comparticipações a fun<strong>do</strong> perdi<strong>do</strong>, nomeadamente <strong>de</strong> contratos com fun<strong>do</strong>s<br />
comunitários e <strong>de</strong> contratos com fun<strong>do</strong>s autónomos, justifica o aumento das transferências<br />
<strong>de</strong> capital em <strong>2011</strong>, comparativamente a 2010, com <strong>de</strong>staque para as comparticipações<br />
comunitárias a projetos cofinancia<strong>do</strong>s, nomeadamente <strong>do</strong> QREN e com a comparticipação<br />
<strong>do</strong> IHRU para o projeto Iniciativa Bairros Críticos, no âmbito da construção Pavilhão <strong>do</strong><br />
Lagarteiro, e o pagamento <strong>do</strong> valor em dívida <strong>do</strong> Bairro <strong>de</strong> Parceria e Antunes, por parte <strong>do</strong><br />
Ministério da Saú<strong>de</strong>.<br />
F.13 - Evolução da receita efetiva<br />
Milhões <strong>de</strong> Euros<br />
250<br />
200<br />
200 201<br />
187 187<br />
150<br />
100<br />
50<br />
0<br />
2008 2009 2010 <strong>2011</strong><br />
Com uma <strong>de</strong>scida <strong>de</strong> apenas 0,3%, a receita efetiva, ou seja, a receita expurgada <strong>do</strong>s ativos<br />
e passivos financeiros é idêntica à verificada no ano <strong>de</strong> 2010.<br />
F.14 - Evolução da receita corrente<br />
5% <strong>2011</strong><br />
5% 2010<br />
13%<br />
14%<br />
Impostos Diretos<br />
Impostos Indiretos<br />
Taxas,Multas e Out. Penalida<strong>de</strong>s<br />
18%<br />
52%<br />
18%<br />
54%<br />
Transferências Correntes<br />
Venda <strong>de</strong> Bens e Serviços<br />
Outras<br />
4%<br />
8%<br />
2%<br />
6%<br />
52
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
As receitas fiscais merecem um <strong>de</strong>staque especial pelo seu peso relativo (63,2%) neste<br />
agrega<strong>do</strong>.<br />
Os impostos diretos continuam a ser a principal receita <strong>do</strong> município. Neste ano, verifica-se<br />
um <strong>de</strong>créscimo, <strong>de</strong>stes impostos, associa<strong>do</strong> à diminuição <strong>do</strong> peso relativo sobre a receita<br />
corrente que passou <strong>de</strong> 53,6% em 2010 para 51,7% em <strong>2011</strong>. Por sua vez, os impostos<br />
indiretos registam uma subida, aumentan<strong>do</strong> o seu peso relativamente ao ano <strong>de</strong> 2010.<br />
Q.23 – Evolução da estrutura da receita fiscal<br />
Designação<br />
<strong>2011</strong><br />
2010<br />
Orça<strong>do</strong> Executa<strong>do</strong> Desvio Taxa <strong>de</strong> Executa<strong>do</strong> Variação<br />
€ € € execução<br />
€ 10-11<br />
Imp.mun.sobre imóveis (IMI) / Contribuição autárquica 41.315.323 42.250.297 934.974 102,3% 42.841.431 -1,4%<br />
Imposto único <strong>de</strong> circulação (IUC) / IMV 4.136.772 4.507.011 370.239 108,9% 4.243.750 6,2%<br />
Imp.mun.sobre transm. onerosas imóveis (IMT)/ SISA 23.293.457 23.929.689 636.232 102,7% 30.206.046 -20,8%<br />
Derrama 17.397.351 14.094.445 -3.302.906 81,0% 14.668.310 -3,9%<br />
Impostos aboli<strong>do</strong>s 10 0 -10 0,0% 0 0,0%<br />
Impostos diretos diversos 92.537 86.885 -5.652 93,9% 80.156 8,4%<br />
Impostos diretos 86.235.450 84.868.328 -1.367.122 98,4% 92.039.693 -7,8%<br />
Merca<strong>do</strong>s e feiras 40 35.200 35.160 88000,0% 29.620 18,8%<br />
Loteamentos e obras 9.092.535 5.519.342 -3.573.193 60,7% 4.390.891 25,7%<br />
Ocupação da via pública 3.500.732 4.208.253 707.521 120,2% 3.279.668 28,3%<br />
Publicida<strong>de</strong> 2.633.581 2.324.100 -309.482 88,2% 2.480.432 -6,3%<br />
Outros 824.124 921.775 97.651 111,8% 817.840 12,7%<br />
Impostos indiretos 16.051.012 13.008.670 -3.042.342 81,0% 10.998.451 18,3%<br />
Merca<strong>do</strong>s e feiras 110.617 445.574 334.957 402,8% 447.641 -0,5%<br />
Loteamentos e obras 858.226 1.407.891 549.665 164,0% 792.648 77,6%<br />
Ocupação da via pública 845.372 599.923 -245.449 71,0% 669.300 -10,4%<br />
Caça, uso e porte <strong>de</strong> arma 10 0 -10 0,0% 0 0,0%<br />
Outras 319.036 368.793 49.757 115,6% 278.753 32,3%<br />
Multas e outras penalida<strong>de</strong>s 2.294.332 2.919.967 625.635 127,3% 1.858.094 57,1%<br />
Taxas, multas e outras penalida<strong>de</strong>s 4.427.593 5.742.148 1.314.555 129,7% 4.046.436 41,9%<br />
Total 106.714.055 103.619.146 -3.094.909 97,1% 107.084.580 -3,2%<br />
As receitas fiscais, engloban<strong>do</strong> os impostos diretos, os impostos indiretos e as taxas, multas<br />
e outras penalida<strong>de</strong>s, constituem a parcela mais representativa da receita corrente e da<br />
receita total cobrada ao longo <strong>do</strong>s anos, ten<strong>do</strong> <strong>de</strong>cresci<strong>do</strong> 3,2% em <strong>2011</strong> face ao ano<br />
anterior.<br />
Entre as receitas fiscais <strong>de</strong>stacam-se os impostos diretos cujo valor arrecada<strong>do</strong> foi inferior<br />
ao orça<strong>do</strong> e que, em <strong>2011</strong>, tiveram uma evolução negativa <strong>de</strong> 7,2 milhões <strong>de</strong> euros<br />
relativamente ao ano transato.<br />
Nos impostos diretos, com uma execução inferior ao previsto em 1,4 milhões <strong>de</strong> euros,<br />
releva-se a Derrama que, em termos comparativos, teve uma execução inferior à orçada em<br />
53
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
3,3 milhões <strong>de</strong> euros, e uma redução <strong>de</strong> 573,9 mil euros face a 2010. Dos restantes<br />
impostos diretos, <strong>de</strong>staca-se ainda o IMI pelo valor absoluto e o IMT pela redução <strong>de</strong> 20,8%<br />
relativamente ao ano anterior.<br />
Os impostos indiretos são influencia<strong>do</strong>s, em gran<strong>de</strong> medida, pelo comportamento das<br />
receitas relacionadas com a ocupação da via pública e com os loteamentos e obras <strong>de</strong><br />
urbanização que, em <strong>2011</strong>, aumentam 2,1 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
O peso <strong>do</strong>s impostos indiretos representa, no ano em apreço, 12,6% das receitas fiscais<br />
com mais 2 milhões <strong>de</strong> euros <strong>do</strong> que no ano anterior.<br />
As taxas, multas e outras penalida<strong>de</strong>s com uma execução superior ao orça<strong>do</strong>, em cerca <strong>de</strong><br />
1,3 milhões <strong>de</strong> euros, crescem 41,9% face a 2010.<br />
F.15 - Evolução da receita <strong>de</strong> capital<br />
3% 4%<br />
0%<br />
<strong>2011</strong><br />
0% 0% 9% 2010<br />
Venda <strong>de</strong> Bens <strong>de</strong> Investimento<br />
Transferências <strong>de</strong> Capital<br />
19%<br />
34%<br />
35%<br />
Ativos Financeiros<br />
0%<br />
35%<br />
Passivos Financeiros<br />
Reposições n/abatidas aos pag.<br />
Outras Receitas Capital<br />
Sal<strong>do</strong> <strong>de</strong> Gerência<br />
41%<br />
0%<br />
21%<br />
As receitas <strong>de</strong> capital registaram, em <strong>2011</strong>, um acréscimo <strong>de</strong> 17,3% relativamente a 2010,<br />
ou seja, mais 3,9 milhões <strong>de</strong> euros, em resulta<strong>do</strong> <strong>do</strong> aumento das rubricas <strong>de</strong> venda <strong>de</strong><br />
bens <strong>de</strong> investimento e <strong>de</strong> transferências <strong>de</strong> capital conjuga<strong>do</strong> com o <strong>de</strong>créscimo das<br />
restantes.<br />
Para o aumento da venda <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> investimento contribuiu a receita extraordinária gerada<br />
com a venda <strong>do</strong> Colégio <strong>do</strong>s Órfãos e <strong>de</strong> um imóvel à Fundação Minerva.<br />
A variação positiva, <strong>de</strong> 6,2 milhões <strong>de</strong> euros, nas transferências <strong>de</strong> capital resulta das<br />
receitas provenientes das comparticipações a fun<strong>do</strong> perdi<strong>do</strong>, nomeadamente <strong>de</strong> contratos<br />
com fun<strong>do</strong>s comunitários e <strong>de</strong> contratos com fun<strong>do</strong>s autónomos. No âmbito das<br />
comparticipações comunitárias a projetos cofinancia<strong>do</strong>s, assinala-se a variação positiva das<br />
54
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
transferências ao nível <strong>do</strong> Quadro <strong>de</strong> Referencia Estratégico Nacional (QREN),<br />
nomeadamente <strong>do</strong> Eixo 3- Valorização e Qualificação Ambiental Territorial e <strong>do</strong> Eixo 4-<br />
Qualificação <strong>do</strong> Sistema Urbano. No que respeita aos fun<strong>do</strong>s autónomos e às transferências<br />
<strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>, regista-se a comparticipação <strong>de</strong> 1,8 milhões <strong>de</strong> euros, referentes ao projeto<br />
Iniciativa Bairros Críticos, com o Protocolo <strong>de</strong> Colaboração para a construção <strong>do</strong> Pavilhão<br />
<strong>do</strong> Lagarteiro, e o pagamento, por parte <strong>do</strong> Ministério da Saú<strong>de</strong>, <strong>do</strong> valor em dívida <strong>do</strong><br />
Bairro <strong>de</strong> Parceria e Antunes.<br />
No que respeita aos passivos financeiros verifica-se um <strong>de</strong>créscimo das receitas, face a<br />
2010, pela impossibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> utilização <strong>do</strong> empréstimo bonifica<strong>do</strong> contratualiza<strong>do</strong>, em <strong>2011</strong>,<br />
com o IHRU no âmbito <strong>do</strong> Prohabita, por não ter si<strong>do</strong> possível obter o visto <strong>do</strong> tribunal <strong>de</strong><br />
Contas em tempo. No ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> e para além da utilização <strong>de</strong> 1,8 milhões <strong>de</strong> euros<br />
relativos ao empréstimo contratualiza<strong>do</strong> no ano anterior para reabilitação <strong>de</strong> Bairros<br />
Municipais utilizaram-se ainda 956,1 mil euros relativos à contratualização <strong>de</strong> um<br />
empréstimo para reabilitação <strong>de</strong> 200 fogos <strong>do</strong> Bairro <strong>do</strong> Lagarteiro.<br />
Q.24 – Estrutura e execução das receitas <strong>de</strong> capital<br />
Designação<br />
Orçada<br />
Cobrada<br />
Desvio<br />
Valor Peso Valor Peso<br />
€ % € % €<br />
Taxa <strong>de</strong><br />
execução<br />
Terrenos 7.526.867 16,9% 5.180.067 18,4% -2.346.800 68,8%<br />
Edifícios e outras construções 5.246.426 11,8% 4.271.916 15,2% -974.510 81,4%<br />
Outros bens <strong>de</strong> investimento 30 0,0% 47.699 0,2% 47.669 158995,1%<br />
Venda <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> investimento 12.773.323 28,8% 9.499.682 33,7% -3.273.641 74,4%<br />
Fun<strong>do</strong> <strong>de</strong> equilíbrio financeiro 1.396.694 3,1% 1.396.694 5,0% 0 100,0%<br />
Contratos programa 1.687.841 3,8% 927.125 3,3% -760.716 54,9%<br />
IHRU 6.854.096 15,4% 2.664.328 9,5% -4.189.768 38,9%<br />
FEDER 8.380.761 18,9% 6.459.466 22,9% -1.921.295 77,1%<br />
Outras 400.090 0,9% 0 0,0% -400.090 0,0%<br />
Transferências <strong>de</strong> capital 18.719.482 42,1% 11.447.614 40,6% -7.271.868 61,2%<br />
Ativos financeiros 20 0,0% 0 0,0% -20 0,0%<br />
Empréstimos a curto prazo 2.500.000 5,6% 2.500.000 8,9% 0 100,0%<br />
Empréstimos a médio e longo prazos 9.178.837 20,7% 2.752.764 9,8% -6.426.073 30,0%<br />
Passivos financeiros 11.678.837 26,3% 5.252.764 18,6% -6.426.073 45,0%<br />
Outras receitas <strong>de</strong> capital 20 0,0% 0 0,0% -20 0,0%<br />
Reposições n/abatidas aos pagamentos 94.746 0,2% 814.721 2,9% 719.975 859,9%<br />
Sal<strong>do</strong> da gerência anterior 1.160.304 2,6% 1.160.304 4,1% 0 100,0%<br />
Total 44.426.732 100,0% 28.175.085 100,0% -16.251.648 63,4%<br />
55
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Com um <strong>de</strong>svio <strong>de</strong> 3,3 milhões <strong>de</strong> euros relativamente ao valor orça<strong>do</strong>, a venda <strong>de</strong> bens <strong>de</strong><br />
investimento continua a ser o reflexo da grave crise financeira verificada ao longo <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
que condicionou este tipo <strong>de</strong> receitas <strong>de</strong> capital.<br />
No que se reporta às transferências <strong>de</strong> capital que englobam, entre outras, as transferências<br />
<strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> (FEF), as comparticipações <strong>do</strong>s fun<strong>do</strong>s comunitários e <strong>do</strong> IHRU, apresentam uma<br />
variação negativa <strong>de</strong> 7,3 milhões <strong>de</strong> euros. Para este <strong>de</strong>svio concorreram:<br />
<br />
<br />
<br />
O Protocolo celebra<strong>do</strong> entre o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e o Turismo <strong>de</strong> Portugal, IP, com<br />
uma <strong>do</strong>tação <strong>de</strong> 680 mil euros, ainda por concretizar financeiramente;<br />
O Acor<strong>do</strong> <strong>de</strong> Colaboração celebra<strong>do</strong> com o IHRU, no âmbito <strong>do</strong> Prohabita, para o<br />
perío<strong>do</strong> <strong>2011</strong>-2012, com uma comparticipação prevista <strong>de</strong> 4,4 milhões <strong>de</strong> euros;<br />
As transferências comunitárias com uma parte significativa <strong>de</strong> candidaturas em fase<br />
<strong>de</strong> aprovação ou <strong>de</strong> alteração à programação inicial. Estes factos geraram atrasos<br />
nos adiantamentos ou reembolsos aos pedi<strong>do</strong>s <strong>de</strong> pagamentos.<br />
No recurso ao endividamento regista-se quer a não utilização da totalida<strong>de</strong> <strong>do</strong> valor residual<br />
<strong>do</strong> empréstimo <strong>de</strong> 7,8 milhões <strong>de</strong> euros, contratualiza<strong>do</strong> no ano anterior, quer a não<br />
aprovação <strong>do</strong> empréstimo contratualiza<strong>do</strong> no ano em apreço, a aguardar visto <strong>do</strong> Tribunal<br />
<strong>de</strong> Contas, ambos <strong>de</strong>stina<strong>do</strong>s à Reabilitação <strong>do</strong>s Bairros Municipais.<br />
4. 4. Passivos Financeiros – Evolução das Receitas Creditícias<br />
Q.25 – Evolução das receitas creditícias<br />
Designação<br />
<strong>2011</strong> 2010 Variação<br />
€ € 10-11<br />
Empréstimos internos 2.752.764 6.097.737 -54,9%<br />
Empréstimos externos 0 0 0,0%<br />
Total das receitas creditícias 2.752.764 6.097.737 -54,9%<br />
Receitas <strong>de</strong> capital 28.175.085 24.468.972 15,1%<br />
Peso <strong>do</strong>s empréstimos nas receitas <strong>de</strong> capital 9,8% 24,9%<br />
No ano em apreço a reabilitação da habitação social continuou a ser um <strong>do</strong>s programas<br />
prioritários <strong>do</strong> atual executivo, carecen<strong>do</strong> as obras <strong>de</strong> avulta<strong>do</strong>s recursos financeiros da<strong>do</strong> o<br />
esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> <strong>de</strong>gradação patrimonial a que chegaram os Bairros Sociais <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>. Nesse<br />
56
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
senti<strong>do</strong>, com vista a concretizar o programa <strong>de</strong> financiamento para acesso à habitação,<br />
mediante a reabilitação <strong>de</strong> habitações e a utilização <strong>de</strong> fogos <strong>de</strong>volutos, o Município utilizou<br />
956,1 mil euros <strong>do</strong> empréstimo bonifica<strong>do</strong>, contratualiza<strong>do</strong> para financiar as obras <strong>de</strong><br />
reabilitação <strong>de</strong> 200 fogos no Bairro <strong>do</strong> Lagarteiro. Este empréstimo, à semelhança <strong>de</strong><br />
anteriores empréstimos bonifica<strong>do</strong>s, releva para o limite geral <strong>do</strong>s empréstimos <strong>do</strong> Município<br />
e para o limite <strong>de</strong> endividamento líqui<strong>do</strong> municipal, por força <strong>do</strong> <strong>de</strong>spacho <strong>do</strong> Secretário <strong>de</strong><br />
Esta<strong>do</strong> Adjunto e da Administração Local que, em empréstimo anterior, não autorizou o<br />
regime excecional por o Município dispor <strong>de</strong> capacida<strong>de</strong> para o contrair.<br />
No ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> e ainda no âmbito da reabilitação da habitação social, o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
utilizou também 1,8 milhões <strong>de</strong> euros <strong>do</strong> empréstimo não bonifica<strong>do</strong>, <strong>de</strong> 7,8 milhões <strong>de</strong><br />
euros, contratualiza<strong>do</strong> em 2010.<br />
Ainda para fazer face à reabilitação da habitação social e na sequência <strong>do</strong> acor<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
colaboração celebra<strong>do</strong> em <strong>2011</strong> com o IHRU, no âmbito <strong>do</strong> Prohabita, o Município<br />
contratualizou um novo empréstimo bonifica<strong>do</strong> <strong>de</strong> 9,3 milhões <strong>de</strong> euros, para utilização <strong>de</strong><br />
3,9 milhões <strong>de</strong> euros em <strong>2011</strong>, que por não ter obti<strong>do</strong> visto <strong>do</strong> Tribunal <strong>de</strong> Contas em<br />
tempo, não pô<strong>de</strong> ser utiliza<strong>do</strong> no ano.<br />
4.5. Transferências e Subsídios Obti<strong>do</strong>s<br />
Q.26 – Receita proveniente <strong>de</strong> transferências<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
Variação<br />
Valor Peso Valor Peso<br />
€ % € % 10-11<br />
FEF / FSM / Participação fixa no IRS 26.531.255 64,1% 27.927.637 76,8% -5,0%<br />
Correntes 25.134.561 60,7% 26.360.334 72,5% -4,7%<br />
Capital 1.396.694 3,4% 1.567.303 4,3% -10,9%<br />
Fun<strong>do</strong>s comunitários 6.964.125 16,8% 2.654.065 7,3% 162,4%<br />
Correntes 504.659 1,2% 658.927 1,8% -23,4%<br />
Capital 6.459.466 15,6% 1.995.138 5,5% 223,8%<br />
Outros contratos programa / Protocolos 7.893.997 19,1% 5.800.887 15,9% 36,1%<br />
Correntes 4.302.544 10,4% 4.165.589 11,4% 3,3%<br />
Capital 3.591.453 8,7% 1.635.298 4,5% 119,6%<br />
Transferências<br />
Transferências<br />
Correntes 29.941.764 72,3% 31.184.850 85,7% -4,0%<br />
Capital 11.447.614 27,7% 5.197.739 14,3% 120,2%<br />
Total 41.389.377 100,0% 36.382.588 100,0% 13,8%<br />
57
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
As transferências obtidas são superiores em 5 milhões <strong>de</strong> euros às recebidas em 2010. Esta<br />
variação resulta <strong>do</strong> efeito conjuga<strong>do</strong> <strong>do</strong> <strong>de</strong>créscimo das transferências <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> com o<br />
acréscimo das transferências provenientes <strong>do</strong>s fun<strong>do</strong>s comunitários e <strong>do</strong>s contratosprograma<br />
e protocolos, estes por força das transferências da Direção Regional <strong>de</strong> Educação<br />
<strong>do</strong> Norte, <strong>do</strong> IHRU e <strong>do</strong> Ministério da Saú<strong>de</strong>, entre outras.<br />
Q.27 – Contratos-programa entre o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e outras entida<strong>de</strong>s<br />
Entida<strong>de</strong><br />
Finalida<strong>de</strong><br />
Subsídios<br />
recebi<strong>do</strong>s<br />
Valor em<br />
Crédito<br />
€ €<br />
Instituto Português Livro e Bibliotecas (IPLB) Equipamentos para Biblioteca 2.738 0<br />
Ministério da Saú<strong>de</strong> Conjunto Habitacional Parceria e Antunes 924.387 0<br />
IHRU Recuperação <strong>de</strong> fogos - PROHABITA 1.764.158 0<br />
Iniciativa Bairros Críticos 900.171 0<br />
Total<br />
3.591.453 0<br />
A relevância material e financeira <strong>do</strong>s contratos-programa celebra<strong>do</strong>s entre o Município <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong>, os organismos da Administração Central e outras entida<strong>de</strong>s, <strong>de</strong>stinadas a financiar<br />
investimentos executa<strong>do</strong>s pelos serviços municipais, ou pelas empresas municipais, permite<br />
relevar que, no final <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, o Município recuperou to<strong>do</strong>s os créditos sobre estas<br />
entida<strong>de</strong>s.<br />
5 Movimentos <strong>de</strong> Tesouraria<br />
O valor das importâncias relativas a to<strong>do</strong>s os recebimentos e pagamentos ocorri<strong>do</strong>s no<br />
exercício, quer se reportem à execução orçamental, quer a operações <strong>de</strong> tesouraria,<br />
acresci<strong>do</strong> <strong>do</strong>s correspon<strong>de</strong>ntes sal<strong>do</strong>s da gerência anterior, permitem obter o valor <strong>do</strong> sal<strong>do</strong><br />
a transitar para a gerência seguinte.<br />
Q.28 – Resumo da conta <strong>de</strong> gerência <strong>do</strong> ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Designação<br />
Operações<br />
Orçamentais<br />
Operações <strong>de</strong><br />
Tesouraria<br />
Total<br />
€ € €<br />
Sal<strong>do</strong> transita<strong>do</strong> <strong>de</strong> 2010 a) 1.160.304 1.979.479 3.139.784<br />
Receitas arrecadadas 191.035.711 11.787.121 202.822.832<br />
Despesas pagas 186.010.713 11.688.424 197.699.137<br />
Sal<strong>do</strong> a transitar para 2012 6.185.303 2.078.176 8.263.479<br />
a) incorpora<strong>do</strong> em <strong>2011</strong><br />
58
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Da análise <strong>do</strong>s movimentos financeiros ocorri<strong>do</strong>s no ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, verifica-se que a receita<br />
global cobrada neste ano, comparativamente com o ano anterior, foi inferior em 1,8 milhões<br />
<strong>de</strong> euros. Esta receita, acrescida <strong>do</strong> sal<strong>do</strong> transita<strong>do</strong> <strong>do</strong> ano anterior, acomo<strong>do</strong>u <strong>de</strong>spesa<br />
global paga, que se traduziu igualmente num <strong>de</strong>créscimo face a 2010, <strong>de</strong> 8,8 milhões <strong>de</strong><br />
euros. O sal<strong>do</strong> transita<strong>do</strong> para a gerência seguinte é <strong>de</strong> 8,3 milhões <strong>de</strong> euros, que se<br />
<strong>de</strong>compõe em 6,2 milhões <strong>de</strong> euros <strong>de</strong> sal<strong>do</strong> <strong>de</strong> operações orçamentais e 2,1 milhões <strong>de</strong><br />
euros <strong>de</strong> sal<strong>do</strong> <strong>de</strong> operações <strong>de</strong> tesouraria.<br />
Esta informação é complementada com os fluxos <strong>de</strong> caixa que, através <strong>de</strong> mapa constante<br />
<strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos <strong>de</strong> Prestação <strong>de</strong> Contas, discrimina a natureza e a origem e aplicações <strong>de</strong><br />
fun<strong>do</strong>s.<br />
F.16 - Evolução <strong>do</strong>s pagamentos e recebimentos orçamentais<br />
Euros<br />
200.000.000<br />
150.000.000<br />
100.000.000<br />
Recebimentos<br />
Pagamentos<br />
50.000.000<br />
0<br />
2008 2009 2010 <strong>2011</strong><br />
A evolução <strong>do</strong>s recebimentos e pagamentos no último quadriénio, permite-nos verificar que,<br />
após um crescimento em 2009, o ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> foi aquele em que os recebimentos foram <strong>de</strong><br />
nível mais baixo, ten<strong>do</strong> obriga<strong>do</strong> as <strong>de</strong>spesas e consequentemente os pagamentos a<br />
acomodarem-se às verbas efetivamente disponíveis.<br />
59
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Q.29 – Operações <strong>de</strong> tesouraria<br />
Designação Sal<strong>do</strong> Inicial Entrada Saída Sal<strong>do</strong> Final<br />
€ € € €<br />
Cobranças para o Esta<strong>do</strong> 399.339 4.841.639 4.921.281 319.696<br />
Cobranças para instituições da previd.e assistência 365.830 5.081.566 5.125.127 322.268<br />
Cobrança para outras entida<strong>de</strong>s 29.865 1.608.605 1.546.373 92.097<br />
Cauções e <strong>de</strong>pósitos <strong>de</strong> garantias 1.184.446 255.312 95.643 1.344.115<br />
Total 1.979.479 11.787.121 11.688.424 2.078.176<br />
O fluxo financeiro das operações <strong>de</strong> tesouraria evi<strong>de</strong>ncia as cobranças que os serviços <strong>do</strong><br />
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> realizaram para terceiros, ou seja, os valores entra<strong>do</strong>s em cofre e<br />
<strong>de</strong>stina<strong>do</strong>s a outras entida<strong>de</strong>s.<br />
As operações <strong>de</strong> tesouraria <strong>de</strong>senvolvidas e movimentadas em contas correntes, por<br />
entida<strong>de</strong> e por natureza, são <strong>de</strong>vidamente <strong>do</strong>cumentadas à entrada e saída <strong>de</strong> fun<strong>do</strong>s,<br />
conforme mapa que integra a Conta <strong>de</strong> Gerência.<br />
Q.30 – Garantias e cauções<br />
Descrição<br />
Total<br />
€<br />
Sal<strong>do</strong> inicial 59.103.103<br />
Cauções rececionadas 7.357.734<br />
Cauções <strong>de</strong>volvidas (16.378.133)<br />
Cauções acionadas -<br />
Sal<strong>do</strong> para a gerência seguinte 50.082.703<br />
Com a contabilida<strong>de</strong> patrimonial é dispensável a virtualização da receita, pelo que o<br />
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> não <strong>de</strong>bita ao tesoureiro os <strong>do</strong>cumentos <strong>de</strong> cobrança, não<br />
movimentan<strong>do</strong>, assim, os recibos <strong>de</strong> cobrança em contas <strong>de</strong> or<strong>de</strong>m. Estas contas refletem,<br />
para além das garantias e cauções tituladas por papel, as retenções em numerário e<br />
<strong>de</strong>pósitos bancários, estan<strong>do</strong> <strong>de</strong>sagregadas em fornece<strong>do</strong>res e fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> imobiliza<strong>do</strong><br />
e arquivadas por entida<strong>de</strong> <strong>de</strong> origem.<br />
Refira-se que, no ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, o valor das cauções prestadas ao Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> sofreu<br />
uma redução <strong>de</strong> 11,4%, relativamente ao ano anterior.<br />
O mapa <strong>de</strong> controlo e prestação <strong>de</strong>sta informação consta <strong>do</strong>s anexos às <strong>de</strong>monstrações<br />
financeiras e da prestação <strong>de</strong> contas, a enviar ao Tribunal <strong>de</strong> Contas.<br />
60
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
SITUAÇÃO ECONÓMICO-FINANCEIRA<br />
6 Análise <strong>do</strong> Balanço<br />
O Balanço e o Sistema Contabilístico a<strong>de</strong>quam-se ao previsto no Plano Oficial <strong>de</strong><br />
Contabilida<strong>de</strong> das Autarquias Locais (POCAL), espelhan<strong>do</strong> a situação patrimonial da<br />
Autarquia a 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> <strong>2011</strong>.<br />
Q.31 – Balanço sintético<br />
Descrição<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
Variação<br />
Valor Peso Valor Peso<br />
10-11<br />
€ % € % € %<br />
Imobiliza<strong>do</strong> 1.203.382.679 96,8% 1.179.007.484 97,1% 24.375.195 2,1%<br />
Existências 14.097.986 1,1% 13.724.872 1,1% 373.113 2,7%<br />
Dívidas <strong>de</strong> terceiros - médio e longo prazo 40.049 0,0% 2.799.165 0,2% -2.759.116 -98,6%<br />
Dívidas <strong>de</strong> terceiros - curto prazo 7.969.677 0,6% 8.360.930 0,7% -391.253 -4,7%<br />
Disponibilida<strong>de</strong>s 8.263.479 0,7% 3.139.784 0,3% 5.123.695 163,2%<br />
Acréscimos e diferimentos 9.078.425 0,7% 7.758.034 0,6% 1.320.392 17,0%<br />
Ativo líqui<strong>do</strong> 1.242.832.295 100,0% 1.214.790.268 100,0% 28.042.027 2,3%<br />
Património 646.517.222 71,3% 598.504.551 69,8% 48.012.670 8,0%<br />
Ajustamentos em partes <strong>de</strong> capital 336.781 0,0% 336.781 0,0% 0 0,0%<br />
Reservas 84.300.929 9,3% 84.111.808 9,8% 189.120 0,2%<br />
Subsídios 101.456 0,0% 0 0,0% 101.456 100,0%<br />
Doações 141.285 0,0% 141.285 0,0% 0 0,0%<br />
Regularizações 60.227.112 6,6% 64.548.307 7,5% -4.321.195 -6,7%<br />
Resulta<strong>do</strong>s 115.618.277 12,7% 109.426.104 12,8% 6.192.173 5,7%<br />
Fun<strong>do</strong>s próprios 907.243.062 100,0% 857.068.837 100,0% 50.174.225 5,9%<br />
Provisões para riscos e encargos 24.185.689 7,2% 22.823.882 6,4% 1.361.807 6,0%<br />
Dívidas a terceiros - médio e longo prazo 99.943.818 29,8% 107.896.233 30,2% -7.952.415 -7,4%<br />
Dívidas a terceiros - curto prazo 21.893.967 6,5% 33.426.770 9,3% -11.532.803 -34,5%<br />
Acréscimos e diferimentos 189.565.759 56,5% 193.574.546 54,1% -4.008.787 -2,1%<br />
Passivo 335.589.233 100,0% 357.721.431 100,0% -22.132.198 -6,2%<br />
O crescimento <strong>de</strong> 2,3% <strong>do</strong> ativo líqui<strong>do</strong> <strong>de</strong>ve-se, entre outros, ao efeito conjuga<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />
crescimento <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> (24,4 milhões <strong>de</strong> euros), por força <strong>do</strong> reconhecimento e<br />
incorporação no imobiliza<strong>do</strong> <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público e imobilizações corpóreas, no<br />
momento da cedência ou venda, que ainda não tinham si<strong>do</strong> objeto <strong>de</strong> inventariação ao nível<br />
<strong>do</strong> balanço inicial, <strong>do</strong>s aumentos das existências (373,1 mil euros), das disponibilida<strong>de</strong>s (5,1<br />
milhões <strong>de</strong> euros) e <strong>do</strong>s acréscimos e diferimentos (1,3 milhões <strong>de</strong> euros), com a diminuição<br />
61
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
das dívidas <strong>de</strong> terceiros <strong>de</strong> curto prazo (391,3 mil <strong>de</strong> euros) e <strong>de</strong> médio e longo prazo (2,8<br />
milhões <strong>de</strong> euros).<br />
Q.32 – Origem <strong>do</strong>s aumentos <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> não financeiro<br />
Descrição<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
€ €<br />
Imobiliza<strong>do</strong> em curso 29.104.253 28.912.317<br />
Investimentos executa<strong>do</strong>s pelas empresas municipais 28.636.129 26.250.089<br />
Investimento direto da autarquia 468.124 2.662.228<br />
Imobiliza<strong>do</strong> corpóreo e bens <strong>do</strong> <strong>do</strong>mínio público 7.889.655 69.094.108<br />
Terrenos 3.157.916 22.377.378<br />
Edifícios 2.271.842 11.962.825<br />
Equipamentos 2.013.185 2.278.628<br />
Bens <strong>do</strong> <strong>do</strong>mínio público 446.712 32.475.277<br />
Incorporação no património por acréscimo ao balanço inicial 47.638.572 12.052.013<br />
Imobiliza<strong>do</strong> incorpóreo 339.393 649.916<br />
Total 84.971.873 110.708.354<br />
No que respeita ao imobiliza<strong>do</strong> registam-se, ao longo <strong>do</strong> ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, variações positivas<br />
ao imobiliza<strong>do</strong> não financeiro, realçan<strong>do</strong>-se os investimentos realiza<strong>do</strong>s pelas empresas<br />
municipais, GOP, EEM e DomusSocial, EEM, que representam 33,7% <strong>do</strong> valor global.<br />
Dos aumentos <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> em curso, 8,6 milhões <strong>de</strong> euros integraram os bens <strong>do</strong><br />
<strong>do</strong>mínio público e 20,5 milhões <strong>de</strong> euros integraram o imobiliza<strong>do</strong> corpóreo.<br />
Os aumentos <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> corpóreo e <strong>de</strong> bens <strong>do</strong> <strong>do</strong>mínio público respeitam,<br />
essencialmente, a terrenos, edifícios, equipamento básico e administrativo e outras<br />
construções e infraestruturas, para além <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> em curso.<br />
Na incorporação no património por acréscimo ao balanço inicial <strong>de</strong>stacam-se, entre outros, o<br />
prédio urbano da Rua <strong>de</strong> Moçambique vendi<strong>do</strong> à Fundação Minerva, <strong>do</strong>is edifícios <strong>do</strong> centro<br />
histórico, o Colégio <strong>do</strong>s Órfãos, terrenos da Avenida Francisco Xavier e Lugar <strong>de</strong> Azeve<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong> Campanhã, o Silo Auto e os terrenos adjacentes às torres <strong>do</strong> Bairro <strong>do</strong> Aleixo, pela<br />
atualização contabilística, avaliação ou reconhecimento no momento da venda.<br />
A variação <strong>do</strong>s investimentos financeiros regista, para além da participação no Fun<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
Investimento Imobiliário – Invesurb, o reconhecimento das participações financeiras na<br />
Fundação da Juventu<strong>de</strong>, Fundação Portugal África e Fundação <strong>de</strong> Serralves, não<br />
62
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
inventariadas quan<strong>do</strong> da elaboração <strong>do</strong> balanço inicial em 2001, nem contabilizadas nos<br />
exercícios económicos seguintes.<br />
Pelo efeito <strong>do</strong> aumento <strong>do</strong>s produtos acaba<strong>do</strong>s e intermédios e da redução das matériasprimas,<br />
subsidiárias e <strong>de</strong> consumo, as existências crescem face ao ano anterior.<br />
As dívidas <strong>de</strong> terceiros <strong>de</strong> médio e longo prazo registam a redução <strong>do</strong> crédito <strong>do</strong> Município<br />
sobre as Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
Em termos globais as dívidas <strong>de</strong> terceiros <strong>de</strong> curto prazo diminuem em cerca <strong>de</strong> 391 mil<br />
euros, <strong>de</strong>stacan<strong>do</strong>-se as reduções <strong>de</strong> contribuintes c/c e <strong>de</strong> clientes, contribuintes e utentes<br />
<strong>de</strong> cobrança duvi<strong>do</strong>sa.<br />
Do valor bruto das dívidas <strong>de</strong> terceiros <strong>de</strong> curto prazo (18,5 milhões <strong>de</strong> euros), 17,7 milhões<br />
<strong>de</strong> euros têm reflexos em operações orçamentais e <strong>de</strong>stes 3,5 milhões <strong>de</strong> euros respeitam a<br />
exercícios anteriores.<br />
Realça-se o aumento das disponibilida<strong>de</strong>s, em relação ao ano anterior, no montante <strong>de</strong> 5,1<br />
milhões <strong>de</strong> euros.<br />
Nos acréscimos <strong>de</strong> proveitos <strong>de</strong>staca-se o IMT, no montante <strong>de</strong> 4,2 milhões <strong>de</strong> euros,<br />
reconheci<strong>do</strong> em <strong>de</strong>zembro <strong>do</strong> corrente exercício, mas que só foi recebi<strong>do</strong> em 2012.<br />
Os fun<strong>do</strong>s próprios aumentam, essencialmente, em resulta<strong>do</strong> da incorporação <strong>de</strong> património<br />
não regista<strong>do</strong> no balanço inicial. Conforme <strong>de</strong>termina<strong>do</strong> pelo POCAL e <strong>de</strong>libera<strong>do</strong> pela<br />
Assembleia <strong>Municipal</strong>, o resulta<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> <strong>de</strong> 2010 foi transferi<strong>do</strong> para resulta<strong>do</strong>s transita<strong>do</strong>s<br />
(3,6 milhões <strong>de</strong> euros) e proce<strong>de</strong>u-se ao reforço das reservas legais (189,1 mil euros).<br />
A redução das dívidas a terceiros <strong>de</strong> médio e longo prazo e <strong>de</strong> curto prazo, no montante <strong>de</strong><br />
8 milhões <strong>de</strong> euros e <strong>de</strong> 11,5 milhões <strong>de</strong> euros, respetivamente, contribuíram para a<br />
redução <strong>do</strong> passivo em 23,1 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
As provisões para riscos e encargos têm um aumento <strong>de</strong> 1,4 milhões <strong>de</strong> euros <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> aos<br />
processos em contencioso com probabilida<strong>de</strong> <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> vir a assumir um<br />
encargo.<br />
Os acréscimos <strong>de</strong> custos que incorporam os custos <strong>do</strong> exercício, a liquidar em exercícios<br />
futuros, em obediência ao princípio da especialização <strong>do</strong> exercício, registam uma diminuição<br />
<strong>de</strong> 6,5 milhões <strong>de</strong> euros pelo efeito, entre outros, das medidas legislativas <strong>de</strong> suspensão<br />
<strong>do</strong>s subsídios <strong>de</strong> férias e <strong>de</strong> Natal e da inexistência <strong>de</strong> prejuízos da <strong>Porto</strong> Lazer, EEM.<br />
63
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Q.33 – Indica<strong>do</strong>res <strong>do</strong> balanço<br />
Indica<strong>do</strong>res <strong>2011</strong> 2010<br />
Estrutura <strong>do</strong> ativo<br />
Ativo fixo / Ativo total 96,8% 97,3%<br />
Ativo circulante / Ativo total 3,2% 2,7%<br />
Ativo fixo / Ativo circulante 3053,6% 3583,0%<br />
Estrutura <strong>do</strong> passivo<br />
Recursos permanentes / Passivo 357% 324%<br />
Passivo longo prazo / Passivo exigível 75,5% 68,1%<br />
Passivo curto prazo / Passivo exigível 24,5% 31,9%<br />
Passivo curto prazo / Passivo longo prazo 32,4% 46,7%<br />
Análise <strong>do</strong> ativo fixo<br />
Ativo fixo / Endividamento a médio longo prazo 1204,1% 1095,3%<br />
Amortizações exercício / Variação imobiliza<strong>do</strong> 60,0% 35,6%<br />
Análise <strong>do</strong> passivo exigível<br />
- Coeficiente <strong>de</strong> endividamento<br />
Passivo exigível / Fun<strong>do</strong>s próprios 14,6% 18,5%<br />
- Coeficiente <strong>de</strong> endividamento a curto prazo<br />
Exigível a curto prazo / Fun<strong>do</strong>s próprios 3,6% 5,9%<br />
- Coeficiente <strong>de</strong> endividamento a longo prazo<br />
Exigível a médio longo prazo / Fun<strong>do</strong>s próprios 11,0% 12,6%<br />
Exigível a médio longo prazo / Imobiliza<strong>do</strong> corpóreo 12,9% 14,5%<br />
Grau <strong>de</strong> autonomia<br />
Fun<strong>do</strong>s próprios/Ativo 73,0% 70,6%<br />
Índice <strong>de</strong> liqui<strong>de</strong>z imediata<br />
Disponibilida<strong>de</strong>s / Exigível a curto prazo 0,3 0,1<br />
Índice <strong>de</strong> solvência<br />
Ativo/ Passivo exigível 9,4 7,7<br />
Os indica<strong>do</strong>res económico-financeiros têm, na generalida<strong>de</strong>, uma evolução que evi<strong>de</strong>ncia<br />
um <strong>de</strong>sempenho financeiro positivo <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> em <strong>2011</strong>.<br />
A estrutura <strong>do</strong> ativo mantém-se praticamente inalterada relativamente a 2010. A redução em<br />
termos globais resulta <strong>do</strong> aumento <strong>do</strong> ativo circulante relativamente ao ativo total por<br />
contrapartida <strong>de</strong> acréscimos <strong>de</strong> menor representativida<strong>de</strong> <strong>do</strong> ativo fixo no ativo total.<br />
64
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
A posição confortável da estrutura <strong>do</strong> passivo comparativamente com o ano 2010 <strong>de</strong>ve-se à<br />
diminuição <strong>do</strong> passivo exigível, em resulta<strong>do</strong> da redução quer <strong>do</strong> passivo <strong>de</strong> longo prazo<br />
quer <strong>do</strong> passivo <strong>de</strong> curto prazo.<br />
O acréscimo <strong>do</strong> ativo fixo, conjuga<strong>do</strong> com a diminuição <strong>do</strong> endividamento <strong>de</strong> médio e longo<br />
prazo, continua a permitir uma melhoria das garantias <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> perante as<br />
entida<strong>de</strong>s financia<strong>do</strong>ras.<br />
A variação das amortizações <strong>do</strong> exercício/variação <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> <strong>de</strong>ve-se ao facto da<br />
variação das amortizações, em <strong>2011</strong>, ser menos expressiva que a variação <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong><br />
bruto.<br />
Os indica<strong>do</strong>res relativos ao passivo exigível evi<strong>de</strong>nciam uma evolução positiva da<br />
in<strong>de</strong>pendência financeira <strong>do</strong> Município. A redução <strong>do</strong>s coeficientes <strong>de</strong> endividamento <strong>de</strong><br />
curto e longo prazo é o resulta<strong>do</strong> da diminuição <strong>do</strong> peso das dívidas <strong>do</strong> município <strong>de</strong> curto,<br />
médio e longo prazo relativamente aos fun<strong>do</strong>s próprios e ao imobiliza<strong>do</strong> corpóreo.<br />
O grau <strong>de</strong> autonomia, com um aumento em <strong>2011</strong>, continua a evi<strong>de</strong>nciar a capacida<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
Município <strong>de</strong> financiar o seu ativo através <strong>de</strong> capitais próprios sem ter que recorrer a<br />
empréstimos <strong>de</strong> médio e longo prazo.<br />
O índice <strong>de</strong> liqui<strong>de</strong>z imediata, que aumenta relativamente ao ano anterior, resulta <strong>do</strong><br />
aumento mais acentua<strong>do</strong> das disponibilida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> que a redução <strong>do</strong> exigível a curto prazo.<br />
A capacida<strong>de</strong> <strong>do</strong> Município em cumprir os seus compromissos, medida através <strong>do</strong> índice <strong>de</strong><br />
solvência, apresentou uma melhoria relativamente ao ano <strong>de</strong> 2010, ao passar <strong>de</strong> 7,7% para<br />
9,4%.<br />
7 Análise da Demonstração <strong>de</strong> Resulta<strong>do</strong>s<br />
A Demonstração <strong>de</strong> Resulta<strong>do</strong>s por natureza a<strong>de</strong>qua-se ao previsto no Plano Oficial <strong>de</strong><br />
Contabilida<strong>de</strong> das Autarquias Locais (POCAL), apresentan<strong>do</strong> os resulta<strong>do</strong>s das operações<br />
económicas (custos e proveitos) da Autarquia durante o ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>.<br />
65
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Q.34 – Demonstração <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s por natureza<br />
Designação<br />
<strong>2011</strong> 2010 Variação<br />
Valor Peso Valor Peso 10-11<br />
€ % € % € %<br />
Custos e perdas<br />
Custos merc.vend.e das mat. consumidas 1.578.120 0,9% 2.129.808 1,2% -551.688 -25,9%<br />
Fornecimentos e serviços externos 38.355.192 22,7% 38.888.511 21,2% -533.318 -1,4%<br />
Pessoal 55.680.249 32,9% 61.988.054 33,7% -6.307.804 -10,2%<br />
Transf. e subsídios correntes concedi<strong>do</strong>s 18.582.347 11,0% 16.147.382 8,8% 2.434.966 15,1%<br />
Amortizações <strong>do</strong> exercício 35.211.915 20,8% 38.206.092 20,8% -2.994.177 -7,8%<br />
Provisões <strong>do</strong> exercício 6.670.994 3,9% 4.084.862 2,2% 2.586.132 63,3%<br />
Custos e perdas financeiros 4.101.461 2,4% 3.785.105 2,1% 316.356 8,4%<br />
Outros custos 9.135.397 5,4% 18.501.969 10,1% -9.366.572 -50,6%<br />
Total 169.315.676 100,0% 183.731.782 100,0% -14.416.105 -7,8%<br />
Proveitos e ganhos<br />
Vendas e prestações <strong>de</strong> serviços 22.227.813 12,4% 22.189.968 11,8% 37.844 0,2%<br />
Impostos e taxas 99.710.548 55,8% 107.852.256 57,5% -8.141.708 -7,5%<br />
Variação da produção 76.547 0,0% -212.069 -0,1% 288.616 -136,1%<br />
Transferências e subsídios correntes 31.785.531 17,8% 32.824.309 17,5% -1.038.778 -3,2%<br />
Proveitos financeiros 7.742.893 4,3% 7.337.152 3,9% 405.741 5,5%<br />
Outros 17.188.984 9,6% 17.522.572 9,3% -333.588 -1,9%<br />
Total 178.732.315 100,0% 187.514.188 100,0% -8.781.873 -4,7%<br />
Resulta<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício 9.416.639 3.782.406 5.634.233 149,0%<br />
Os custos e perdas reconheci<strong>do</strong>s no exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong> apresentam, no seu conjunto, uma<br />
variação negativa <strong>de</strong> 14,4 milhões <strong>de</strong> euros relativamente ao ano anterior.<br />
Na sequência da contenção <strong>de</strong> <strong>de</strong>spesas imposta pelo Senhor Presi<strong>de</strong>nte da Câmara face à<br />
crise que o País atravessa, a generalida<strong>de</strong> das contas <strong>de</strong> custos registaram um <strong>de</strong>créscimo<br />
face ao ano <strong>de</strong> 2010.<br />
Os custos com pessoal bem como os fornecimentos e serviços externos, que no seu<br />
conjunto representam 55,9% <strong>do</strong>s custos da autarquia, registaram variações negativas ao<br />
longo <strong>do</strong> exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong>. Para as reduções ocorridas em <strong>de</strong>spesas com pessoal e<br />
<strong>de</strong>spesas com fornecimentos e serviços externos contribuíram, para além das medidas<br />
legislativas relacionadas com pessoal, a manutenção da medida <strong>de</strong> contenção na admissão<br />
<strong>de</strong> funcionários, que resultou na diminuição <strong>do</strong> número <strong>de</strong> efetivos, e a contenção da<br />
<strong>de</strong>spesa, respetivamente.<br />
A variação ocorrida nos outros custos, que diminuíram significativamente face ao ano <strong>de</strong><br />
2010, tem como principal justificação o lançamento em 2010 <strong>de</strong> custos extraordinários que<br />
em <strong>2011</strong> não se verificaram, <strong>de</strong> que se <strong>de</strong>stacam a cobertura <strong>de</strong> prejuízos à <strong>Porto</strong> Lazer e<br />
<strong>Porto</strong> Vivo, SRU.<br />
66
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
No que respeita às amortizações, o <strong>de</strong>créscimo resulta <strong>de</strong> correções das amortizações<br />
acumuladas <strong>de</strong> edifícios e outras construções, ocorridas em 2010. As variações positivas<br />
ocorridas em transferências e subsídios correntes concedidas e em provisões <strong>do</strong> exercício<br />
resultam, respetivamente, <strong>do</strong> aumento das transferências para a <strong>Porto</strong> Lazer, EEM e <strong>do</strong><br />
registo, em provisões para cobranças duvi<strong>do</strong>sas, <strong>do</strong>s processos em execução fiscal.<br />
A diminuição <strong>do</strong>s proveitos e ganhos em 4,7% <strong>de</strong>ve-se, essencialmente, à variação ocorrida<br />
em impostos e taxas, pela redução <strong>do</strong>s impostos diretos, nomeadamente <strong>do</strong> IMT, e nas<br />
transferências e subsídios correntes, pela redução das transferências <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>.<br />
Do balanceamento entre os custos e proveitos resulta um resulta<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício <strong>de</strong><br />
9,4 milhões <strong>de</strong> euros, superior ao <strong>do</strong> ano transato em 5,6 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
8 Dívida<br />
8.1. Dívida global<br />
A gestão da dívida tem-se pauta<strong>do</strong> por princípios <strong>de</strong> rigor e forte controlo, por opção <strong>do</strong><br />
Município, não obstante as restrições impostas pela Lei das Finanças Locais e pela Lei <strong>do</strong><br />
Orçamento <strong>de</strong> Esta<strong>do</strong>.<br />
Q.35 – Evolução da dívida bancária<br />
Dívida bancária<br />
Capital em<br />
dívida<br />
31/12/<strong>2011</strong><br />
Capital em<br />
dívida<br />
31/12/2010<br />
Variação 10-11<br />
€ %<br />
Médio Longo Prazo* 110.580.818 117.936.318 -7.355.500 -6,2%<br />
Sem empréstimos Euro 2004 80.300.417 85.529.504 -5.229.087 -6,1%<br />
Empréstimos Euro 2004 30.280.401 32.406.814 -2.126.413 -6,6%<br />
Factoring 0 3.499.997 -3.499.997 -100,0%<br />
Total 110.580.818 121.436.315 -10.855.497 -8,9%<br />
(*) Incluin<strong>do</strong> Leasing<br />
A dívida bancária <strong>de</strong> médio e longo prazo integra a dívida que releva para o limite <strong>de</strong><br />
endividamento, a que não releva para este limite e a dívida <strong>de</strong> locação financeira. No final<br />
<strong>do</strong> ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> esta dívida ascendia a 110,6 milhões <strong>de</strong> euros, registan<strong>do</strong> uma diminuição<br />
<strong>de</strong> 7,4 milhões <strong>de</strong> euros face a 2010.<br />
A dívida <strong>do</strong> Município à banca <strong>de</strong>signada por factoring, que no final <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2010<br />
ascendia a 3,5 milhões <strong>de</strong> euros foi totalmente amortizada em <strong>2011</strong>.<br />
67
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
F.17 – Prazo médio <strong>de</strong> pagamentos a fornece<strong>do</strong>res<br />
Dias<br />
70<br />
60<br />
61<br />
50<br />
40<br />
36<br />
s/ factoring<br />
30<br />
28<br />
c/ factoring<br />
20<br />
10<br />
11 12<br />
20<br />
14<br />
16<br />
0<br />
2008 2009 2010 <strong>2011</strong><br />
A dívida a fornece<strong>do</strong>res, que em 2001 era <strong>de</strong> 63,2 milhões <strong>de</strong> euros 9 , foi reduzida<br />
drasticamente, sen<strong>do</strong> <strong>de</strong> 5,5 milhões <strong>de</strong> euros em <strong>2011</strong>. Este resulta<strong>do</strong> associa<strong>do</strong> aos<br />
pagamentos <strong>do</strong> factoring, permitiram uma redução <strong>do</strong> prazo médio <strong>de</strong> pagamento a<br />
fornece<strong>do</strong>res muito significativa sen<strong>do</strong>, em <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, <strong>de</strong> 14 dias (16 dias se incluir<br />
o factoring), o que se revela um comportamento exemplar na regularização <strong>do</strong>s<br />
compromissos.<br />
Des<strong>de</strong> a publicação da Resolução <strong>do</strong> Conselho <strong>de</strong> Ministros nº 34/2008, <strong>de</strong> 22 <strong>de</strong> fevereiro,<br />
que aprovou o Programa <strong>de</strong> redução <strong>de</strong> prazos <strong>de</strong> pagamento a fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> bens e<br />
serviços, e uniformizou a meto<strong>do</strong>logia <strong>de</strong> cálculo <strong>do</strong> prazo médio <strong>de</strong> pagamento a<br />
fornece<strong>do</strong>res, que o prazo médio <strong>de</strong> pagamento a fornece<strong>do</strong>res é monitoriza<strong>do</strong> e publicita<strong>do</strong><br />
pela DGAL. Com a publicação da Lei <strong>do</strong> Orçamento <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> para <strong>2011</strong>, a dívida a<br />
fornece<strong>do</strong>res, com i<strong>de</strong>ntificação <strong>do</strong>s montantes por prazo, para além <strong>de</strong> comunicada à<br />
DGAL e IGF, passou também a ser divulgada na página eletrónica da Autarquia. É <strong>de</strong> anotar<br />
que o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> terminou o ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> sem pagamentos em atraso, ou seja, sem<br />
contas a pagar a fornece<strong>do</strong>res com mais <strong>de</strong> 90 dias posteriormente à data <strong>de</strong> vencimento<br />
das faturas, contratos ou <strong>do</strong>cumentos equivalentes.<br />
9 Ver Relatório <strong>de</strong> Gestão <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> <strong>de</strong> 2004, pág. 10<br />
68
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
8.2. Serviço da dívida<br />
Q.36 – Evolução <strong>do</strong> serviço da dívida<br />
Serviço da dívida (MLP)*<br />
<strong>2011</strong> 2010 Variação<br />
€ € 10-11<br />
Juros 3.706.708 3.370.600 10,0%<br />
Amortização 10.108.264 9.644.164 4,8%<br />
Total 13.814.972 13.014.764 6,1%<br />
(*) - Incluin<strong>do</strong> Leasing<br />
O total <strong>do</strong> serviço da dívida, no montante <strong>de</strong> 13,8 milhões <strong>de</strong> euros, aumentou, em <strong>2011</strong>,<br />
relativamente ao ano anterior, cerca <strong>de</strong> 800 mil euros pelo efeito <strong>do</strong> aumento <strong>do</strong>s juros e <strong>do</strong><br />
acréscimo das amortizações no valor <strong>de</strong> 336 mil euros e 464 mil euros, respetivamente.<br />
O acréscimo ao valor global <strong>do</strong>s juros regista<strong>do</strong> durante a presente gerência, é resulta<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />
efeito conjuga<strong>do</strong> <strong>do</strong> aumento das taxas <strong>de</strong> juro <strong>de</strong> curto prazo e, fundamentalmente, <strong>do</strong><br />
início <strong>do</strong> pagamento <strong>de</strong> juros <strong>do</strong> empréstimo <strong>de</strong> 7,8 milhões <strong>de</strong> euros, contraí<strong>do</strong> em 2010 e<br />
<strong>de</strong>stina<strong>do</strong> ao investimento na reabilitação <strong>de</strong> bairros municipais.<br />
O aumento das amortizações <strong>de</strong>corre da amortização extraordinária <strong>de</strong> 466 mil euros, <strong>de</strong><br />
um empréstimo PER com financiamento bonifica<strong>do</strong>, por força da venda <strong>de</strong> fogos das<br />
Con<strong>do</strong>minhas.<br />
8.3. Dívida Líquida<br />
Q.37 - Dívida líquida <strong>de</strong> curto prazo<br />
Designação<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
Milhões <strong>de</strong> € Milhões <strong>de</strong> €<br />
(1) Despesa realizada 191,5 206,2<br />
(2) Despesa paga 186,0 194,9<br />
(3) Receita liquidada * 209,9 210,6<br />
(4) Receita cobrada 192,2 196,0<br />
(5) Sal<strong>do</strong> bruto da dívida (1) – (2) 5,5 11,4<br />
(6) Factoring sem recurso com fornece<strong>do</strong>res e empresas municipais 0,0 3,5<br />
(7) Sal<strong>do</strong> bruto real da dívida (5) + (6) 5,5 14,9<br />
(8) Receita por cobrar, afecta à <strong>de</strong>spesa em dívida (3) - (4) 17,7 14,5<br />
(9) Disponibilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> tesouraria em 31.12 6,2 1,2<br />
(10) Dívida líquida (7) - (8) - (9) -18,4 -0,8<br />
* consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> os adiantamentos <strong>de</strong> vendas<br />
69
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
A dívida líquida <strong>de</strong> curto prazo, analisada numa ótica orçamental e incluin<strong>do</strong> o factoring sem<br />
recurso aceite, registou uma redução muito significativa. Em <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, os créditos<br />
<strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> para com terceiros superam o valor da dívida bruta, o que, adiciona<strong>do</strong><br />
das disponibilida<strong>de</strong>s, permite a verificação <strong>de</strong> uma dívida líquida negativa no valor <strong>de</strong> cerca<br />
<strong>de</strong> 18,4 milhões <strong>de</strong> euros, ou seja, o Município tem mais a receber <strong>do</strong> que a pagar.<br />
8.4. Capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Endividamento<br />
O limite <strong>do</strong> endividamento líqui<strong>do</strong> municipal fixava-se em “125% <strong>do</strong> montante das receitas<br />
provenientes <strong>do</strong>s impostos municipais, das participações <strong>do</strong> município no FEF, da<br />
participação no IRS, da <strong>de</strong>rrama e da participação nos resulta<strong>do</strong>s das entida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> setor<br />
empresarial local, relativas ao ano anterior”, conforme <strong>de</strong>fini<strong>do</strong> no art.º 37º da Lei 2/2007, <strong>de</strong><br />
15 <strong>de</strong> janeiro.<br />
Por sua vez o limite geral <strong>do</strong>s empréstimos <strong>do</strong>s municípios, é fixa<strong>do</strong> no artº 39º da mesma<br />
Lei, sen<strong>do</strong> esse limite correspon<strong>de</strong>nte a 10% e 100% da receita referida no parágrafo<br />
anterior, para os empréstimos <strong>de</strong> curto prazo e para os empréstimos <strong>de</strong> médio e longo<br />
prazo, respetivamente.<br />
Em <strong>2011</strong>, e nos termos da Lei <strong>do</strong> Orçamento <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>, o valor <strong>do</strong> endividamento líqui<strong>do</strong> à<br />
data <strong>de</strong> 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro, não podia exce<strong>de</strong>r o que existia em perío<strong>do</strong> homólogo <strong>de</strong> 2010.<br />
Por sua vez, neste ano, o limite <strong>do</strong> endividamento <strong>de</strong> médio e longo prazo passou a ser<br />
igual ao valor <strong>do</strong> endividamento <strong>de</strong> médio e longo prazo regista<strong>do</strong> a 30 <strong>de</strong> setembro <strong>de</strong> 2010<br />
acresci<strong>do</strong> <strong>do</strong> valor resultante <strong>do</strong> rateio imposto pelo nº 2 <strong>do</strong> artigo 53º <strong>de</strong>sta Lei, fixan<strong>do</strong>-se<br />
em 44,2 milhões <strong>de</strong> euros.<br />
Q.38 – Limites <strong>de</strong> endividamento<br />
Descrição <strong>2011</strong> 2010<br />
€ €<br />
Limite endividamento empréstimos <strong>de</strong> médio e longo prazo 44.212.028 109.086.323<br />
Empréstimos que contam para o limite <strong>de</strong> endividamento <strong>de</strong> médio e longo prazo 26.372.607 26.420.490<br />
Margem <strong>de</strong> endividamento para a contração <strong>de</strong> novos empréstimos 17.839.421 82.665.833<br />
70
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Em 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> <strong>2011</strong> e atentos os pressupostos e condições, quer da Lei das<br />
Finanças Locais quer da Lei <strong>do</strong> Orçamento <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> para o ano em apreço, o Município <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong> apresenta uma capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> endividamento líqui<strong>do</strong> <strong>de</strong> 17,8 milhões <strong>de</strong> euros. Não<br />
obstante esta capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> recurso a novos empréstimos <strong>de</strong> médio e longo prazo, em<br />
<strong>2011</strong> foram contratualiza<strong>do</strong>s <strong>do</strong>is empréstimos, sen<strong>do</strong> um para reabilitação <strong>de</strong> fogos <strong>do</strong><br />
Bairro <strong>do</strong> Lagarteiro cuja utilização <strong>de</strong> 956,1 mil euros ocorreu no próprio ano, e outro <strong>de</strong> 9,3<br />
milhões <strong>de</strong> euros, ao abrigo <strong>do</strong> Acor<strong>do</strong> <strong>de</strong> Colaboração <strong>2011</strong>/12 celebra<strong>do</strong> com o IHRU, no<br />
âmbito <strong>do</strong> Prohabita, para recuperação <strong>de</strong> 4.700 fogos, com vista à utilização neste ano e<br />
em 2012, <strong>do</strong> montante <strong>de</strong> 3,9 milhões <strong>de</strong> euros e <strong>de</strong> 5,3 milhões <strong>de</strong> euros, respetivamente,<br />
cujos reflexos se esperam vir a ocorrer no ano <strong>de</strong> 2012 por inexistência, em tempo, <strong>de</strong> visto<br />
<strong>do</strong> Tribunal <strong>de</strong> Contas. A política financeira <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> continuou no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
uma redução programada e gradual <strong>do</strong> endividamento líqui<strong>do</strong>, in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente <strong>do</strong>s<br />
empréstimos contarem ou não para o cálculo <strong>do</strong> limite <strong>do</strong> endividamento.<br />
9 Proposta <strong>de</strong> aplicação <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>s<br />
Para cumprimento das condições exigidas no ponto 2.7.3 <strong>do</strong> POCAL, propõe-se que o<br />
Resulta<strong>do</strong> Líqui<strong>do</strong> positivo <strong>de</strong> 9.416.638,82 euros, tenha a seguinte aplicação:<br />
- 470.831,94 euros para Reservas Legais<br />
- 8.945.806,88 euros para Resulta<strong>do</strong>s Transita<strong>do</strong>s<br />
71
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
IV – RELATÓRIO CONSOLIDADO<br />
1. Principais <strong>de</strong>staques<br />
A partir <strong>de</strong> 2007 as contas <strong>do</strong>s municípios que <strong>de</strong>têm serviços municipaliza<strong>do</strong>s ou a<br />
totalida<strong>de</strong> <strong>do</strong> capital <strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> setor empresarial local <strong>de</strong>vem incluir as contas<br />
consolidadas, apresentan<strong>do</strong> a consolidação <strong>do</strong> balanço e da <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>s<br />
com os respetivos anexos explicativos (nº 1 <strong>do</strong> artigo 46º da Lei nº 2/2007, <strong>de</strong> 15/01 – Lei<br />
das Finanças Locais).<br />
O perímetro <strong>de</strong> consolidação da Câmara <strong>Municipal</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> engloba as empresas<br />
municipais, Gestão <strong>de</strong> Obras Públicas da Câmara <strong>Municipal</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM, <strong>CMP</strong>H -<br />
DomusSocial – Empresa <strong>de</strong> Habitação e Manutenção <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM, <strong>CMP</strong>EA<br />
- Empresa <strong>de</strong> Águas <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM, <strong>CMP</strong>L - Empresa <strong>de</strong> Desporto e Lazer <strong>do</strong><br />
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM e a Fundação para o Desenvolvimento Social <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, todas<br />
entida<strong>de</strong>s controladas a 100%. Nos termos da Portaria nº 474/2010, <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> julho, que<br />
aprova a orientação nº 1/2010 – Orientação genérica relativa à consolidação <strong>de</strong> contas no<br />
âmbito <strong>do</strong> setor público administrativo, a Fundação Ciência e Desenvolvimento, <strong>de</strong>tida em<br />
50% <strong>do</strong> seu capital pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, passou a integrar o perímetro <strong>de</strong> consolidação<br />
dada a influência significativa <strong>de</strong> controlo que este Município exerce na sua gestão.<br />
2. Entida<strong>de</strong>s incluídas no perímetro <strong>de</strong> consolidação<br />
2.1. Gestão <strong>de</strong> Obras Públicas, EEM<br />
A Gestão <strong>de</strong> Obras Públicas da Câmara <strong>Municipal</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM, abreviadamente GOP,<br />
EEM, constituída em 2000, tem por objeto o exercício da ativida<strong>de</strong> <strong>de</strong> gestão <strong>de</strong> obras<br />
públicas para o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e para outras entida<strong>de</strong>s, públicas ou privadas.<br />
O gran<strong>de</strong> número <strong>de</strong> intervenções realizadas assenta na edificação <strong>de</strong> novos agrupamentos<br />
habitacionais, equipamentos públicos e vias <strong>de</strong> comunicação, e na reabilitação e<br />
requalificação <strong>de</strong> bairros municipais e outros espaços urbanos.<br />
2.2. DomusSocial, EEM<br />
A <strong>CMP</strong>H – DomusSocial – Empresa <strong>de</strong> Habitação e Manutenção <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>,<br />
EEM, abreviadamente DomusSocial, EEM, constituída em 2000, tem a responsabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
gestão <strong>do</strong> parque habitacional <strong>do</strong> município, bem como assegurar a manutenção <strong>de</strong><br />
equipamentos e infraestruturas, <strong>do</strong> <strong>do</strong>mínio público e priva<strong>do</strong>, cuja gestão seja da Câmara<br />
<strong>Municipal</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
75
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
No âmbito da gestão <strong>do</strong> parque habitacional cabe-lhe, entre outras, a organização e<br />
execução <strong>do</strong>s processos <strong>de</strong> aquisição, atribuição e venda <strong>de</strong> fogos, bem como assegurar a<br />
sua correta ocupação e <strong>de</strong> to<strong>do</strong> o processo administrativo <strong>de</strong> cobrança das rendas <strong>de</strong>vidas<br />
pela sua utilização para além <strong>de</strong> elaborar propostas e atualização <strong>de</strong> taxas e rendas.<br />
2.3. Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM<br />
A <strong>CMP</strong>EA - Empresa <strong>de</strong> Águas <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM, criada, em 2006, a partir <strong>do</strong>s<br />
extintos Serviços <strong>Municipal</strong>iza<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Águas e Saneamento <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> tem como missão<br />
assegurar continuamente os serviços <strong>de</strong> abastecimento público <strong>de</strong> água e <strong>de</strong> saneamento<br />
em toda a cida<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
No âmbito <strong>do</strong>s seus objetivos estão o fornecimento <strong>de</strong> água <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> em to<strong>do</strong>s os locais<br />
<strong>de</strong> consumo, reduzir as perdas <strong>de</strong> água, fazer a ligação <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s os prédios à re<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
saneamento, o tratamento <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s os esgotos e a <strong>de</strong>spoluição das ribeiras para além <strong>de</strong><br />
promover a ban<strong>de</strong>ira azul nas praias.<br />
O Pavilhão da Água situa<strong>do</strong> no Parque da Cida<strong>de</strong> e que até 2010 esteve sob a gestão da<br />
Fundação Ciência e Desenvolvimento, passou, em <strong>2011</strong>, a integrar a estrutura da empresa<br />
Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM, reforçan<strong>do</strong> a atuação <strong>de</strong>sta empresa na área da educação ambiental,<br />
da divulgação científica e da participação pública.<br />
2.4. <strong>Porto</strong> Lazer, EEM.<br />
A <strong>Porto</strong> Lazer, EEM, constituída em 2006, foi criada para fomentar, apoiar e promover<br />
ativida<strong>de</strong>s lúdicas e recreativas, físicas e <strong>de</strong>sportivas, bem como a animação cultural, <strong>de</strong><br />
uma forma regular e contínua.<br />
Para além <strong>de</strong>stes objetivos colabora na criação <strong>de</strong> condições necessárias ao incremento <strong>de</strong><br />
hábitos <strong>de</strong> participação ativa da população na prática <strong>de</strong>stas ativida<strong>de</strong>s.<br />
2.5. Fundação para o Desenvolvimento Social <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
A Fundação para o Desenvolvimento Social <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, abreviadamente <strong>de</strong>signada por<br />
Fundação <strong>Porto</strong> Social com competências <strong>de</strong>legadas pela Câmara <strong>Municipal</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> para<br />
intervenção em matéria <strong>de</strong> ação social, preten<strong>de</strong> melhorar o teci<strong>do</strong> social da cida<strong>de</strong> com o<br />
objetivo <strong>de</strong> criar condições que permitam a participação <strong>do</strong>s cidadãos com menos recursos<br />
na cultura e lazer bem como na dinâmica da cida<strong>de</strong>.<br />
2.6. Fundação Ciência e Desenvolvimento<br />
A Fundação Ciência e Desenvolvimento, instituída em 1995, resulta <strong>de</strong> uma participação<br />
entre a Câmara <strong>Municipal</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e a Universida<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>. Tem como finalida<strong>de</strong><br />
76
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
organizar e apoiar iniciativas <strong>de</strong> cariz cultural, científico e tecnológico, através <strong>do</strong> Teatro <strong>do</strong><br />
Campo Alegre e <strong>do</strong> Planetário <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> <strong>de</strong> que é proprietária.<br />
3. Síntese da Ativida<strong>de</strong> Consolidada <strong>do</strong> Ano<br />
3.1. Análise <strong>do</strong> Balanço Consolida<strong>do</strong><br />
O Balanço Consolida<strong>do</strong> e o Sistema Contabilístico a<strong>de</strong>quam-se ao previsto no Plano Oficial<br />
<strong>de</strong> Contabilida<strong>de</strong> (POC), espelhan<strong>do</strong> a situação patrimonial <strong>do</strong> Grupo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> a<br />
31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> <strong>2011</strong>.<br />
Q. 39 – Balanço consolida<strong>do</strong><br />
Descrição<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
Variação 10-11<br />
Valor Peso Valor Peso Valor %<br />
€ % € % €<br />
Imobiliza<strong>do</strong> 1.260.140.619 94,8% 1.244.009.957 95,8% 16.130.662 1,3%<br />
Existências 14.587.643 1,1% 14.326.001 1,1% 261.642 1,8%<br />
Dívidas <strong>de</strong> terceiros - curto prazo 21.115.997 1,6% 19.779.302 1,5% 1.336.695 6,8%<br />
Disponibilida<strong>de</strong>s 23.685.410 1,8% 12.111.691 0,9% 11.573.719 95,6%<br />
Acréscimos e diferimentos 9.602.613 0,7% 8.085.637 0,6% 1.516.976 18,8%<br />
Ativo 1.329.132.282 100,0% 1.298.312.588 100,0% 30.819.694 2,4%<br />
Património 648.053.448 70,8% 600.040.777 69,7% 48.012.671 8,0%<br />
Ajustamentos em partes <strong>de</strong> capital 336.781 0,0% 336.781 0,0% 0 0,0%<br />
Reservas 84.787.068 9,3% 84.462.914 9,8% 324.154 0,4%<br />
Subsídios 101.456 0,0% 0 0,0% 101.456 0,0%<br />
Doações 142.004 0,0% 142.004 0,0% 0 0,0%<br />
Regularizações 61.121.912 6,7% 65.118.699 7,6% -3.996.787 -6,1%<br />
Resulta<strong>do</strong>s 119.528.663 13,1% 109.670.462 12,7% 9.858.201 9,0%<br />
Interesses Minoritários 1.623.666 0,2% 1.606.394 0,2% 17.272 1,1%<br />
Fun<strong>do</strong>s Próprios 915.694.998 100,0% 861.378.031 100,0% 54.299.695 6,3%<br />
Provisões para riscos e encargos 27.927.820 6,8% 24.754.898 5,7% 3.172.922 12,8%<br />
Dívidas a terceiros - médio e longo prazo 100.712.512 24,4% 109.771.232 25,1% -9.058.720 -8,3%<br />
Dívidas a terceiros - curto prazo 44.768.673 10,8% 59.425.965 13,6% -14.657.292 -24,7%<br />
Acréscimos e diferimentos 240.028.279 58,1% 242.982.462 55,6% -2.954.183 -1,2%<br />
Passivo 413.437.284 100,0% 436.934.557 100,0% -23.497.273 -5,4%<br />
O Balanço Consolida<strong>do</strong>, relativo ao exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, apresenta uma variação pouco<br />
significativa, face ao ano anterior, e quan<strong>do</strong> compara<strong>do</strong> com o Balanço <strong>do</strong> Município <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong> permite verificar o forte peso <strong>do</strong> Município enquanto entida<strong>de</strong>-mãe, cuja<br />
representativida<strong>de</strong> é superior a 90% e, como tal, responsável pela apresentação das<br />
<strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas <strong>do</strong> grupo.<br />
Neste contexto, realça-se o aumento <strong>do</strong> ativo <strong>de</strong> 2,4%, próximo da variação <strong>de</strong> 2,3% <strong>do</strong><br />
Município, pelo efeito <strong>de</strong> idênticas variações na generalida<strong>de</strong> das componentes conforme já<br />
<strong>de</strong>scrito na análise ao balanço <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>. Para a variação positiva nas dívidas<br />
<strong>de</strong> terceiros <strong>de</strong> curto prazo contribuiu o aumento verifica<strong>do</strong> nesta rubrica na empresa Águas<br />
<strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM.<br />
77
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
O aumento <strong>de</strong> 6,3% nos fun<strong>do</strong>s próprios, que compara com 5,9% <strong>do</strong> Município resulta<br />
fundamentalmente, da variação verificada ao nível <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s líqui<strong>do</strong>s das participadas,<br />
nomeadamente das Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
Também a variação <strong>do</strong> passivo consolida<strong>do</strong> <strong>de</strong> -5,4% aproxima-se da <strong>do</strong> Município com<br />
uma redução <strong>de</strong> 6,2%. Aqui <strong>de</strong>stacam-se as reduções das dívidas a terceiros a médio e<br />
longo prazo e a curto prazo fruto, essencialmente, da redução ocorrida na entida<strong>de</strong>-mãe. O<br />
aumento verifica<strong>do</strong> nas provisões para riscos e encargos provém, essencialmente da,<br />
variação positiva ocorrida nas Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM.<br />
3.2. Indica<strong>do</strong>res <strong>do</strong> Balanço Consolida<strong>do</strong><br />
Q. 40 – Indica<strong>do</strong>res <strong>do</strong> balanço consolida<strong>do</strong><br />
Indica<strong>do</strong>res<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
Consolida<strong>do</strong><br />
Consolida<strong>do</strong><br />
Estrutura <strong>do</strong> Ativo<br />
Ativo fixo / Ativo total 94,8% 95,8%<br />
Ativo circulante / Ativo total 5,2% 4,2%<br />
Ativo fixo / Ativo circulante 1826,5% 2290,9%<br />
Estrutura <strong>do</strong> Passivo<br />
Recursos permanentes / Passivo 303,9% 277,9%<br />
Passivo longo prazo / Passivo exigível 62,5% 57,8%<br />
Passivo curto prazo / Passivo exigível 37,5% 42,2%<br />
Passivo curto prazo / Passivo longo prazo 60,0% 73,0%<br />
Análise <strong>do</strong> Ativo Fixo<br />
Ativo fixo / Endividamento a médio longo prazo 1251,2% 1133,3%<br />
Amortizações exercício / Variação imobiliza<strong>do</strong> 121,1% 36,2%<br />
Análise <strong>do</strong> Passivo exigível<br />
- Coeficiente <strong>de</strong> endividamento<br />
Passivo exigível / Fun<strong>do</strong>s próprios 17,6% 22,1%<br />
- Coeficiente <strong>de</strong> endividamento a curto prazo<br />
Exigível a curto prazo / Fun<strong>do</strong>s próprios 6,6% 9,3%<br />
- Coeficiente <strong>de</strong> endividamento a longo prazo<br />
Exigível a médio longo prazo / Fun<strong>do</strong>s próprios 11,0% 12,7%<br />
Exigível a médio longo prazo / Imobiliza<strong>do</strong> corpóreo 10,9% 12,2%<br />
Grau <strong>de</strong> autonomia<br />
Fun<strong>do</strong>s próprios/Ativo 68,9% 66,3%<br />
Índice <strong>de</strong> Liqui<strong>de</strong>z Imediata<br />
Disponibilida<strong>de</strong>s / Exigível a curto prazo 0,4 0,2<br />
Índice <strong>de</strong> Solvência<br />
Ativo/ Passivo exigível 8,2 6,8<br />
78
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
To<strong>do</strong>s os indica<strong>do</strong>res <strong>do</strong> balanço consolida<strong>do</strong> apresentam variações semelhantes às <strong>do</strong><br />
balanço <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e no mesmo senti<strong>do</strong>.<br />
Destaca-se a estrutura <strong>do</strong> passivo com uma redução significativa <strong>do</strong> passivo exigível por<br />
efeito da redução <strong>do</strong> passivo <strong>de</strong> longo prazo e, <strong>de</strong> forma mais acentuada, <strong>do</strong> <strong>de</strong> curto prazo,<br />
o que continua a evi<strong>de</strong>nciar a in<strong>de</strong>pendência financeira <strong>do</strong> grupo e a gran<strong>de</strong> capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
respon<strong>de</strong>r aos seus compromissos quer a curto prazo quer a médio e longo prazo.<br />
Ao nível <strong>do</strong> conjunto das empresas objeto <strong>de</strong> consolidação é evi<strong>de</strong>nte a capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
financiamento <strong>do</strong> ativo através <strong>de</strong> capitais próprios, sem ter que recorrer a empréstimos <strong>de</strong><br />
médio e longo prazo, medida pelo grau <strong>de</strong> autonomia.<br />
Assinalam-se ainda os aumentos <strong>do</strong> índice <strong>de</strong> liqui<strong>de</strong>z imediata, que duplica relativamente<br />
ao ano anterior, pela redução mais acentuada <strong>do</strong> exigível a curto prazo <strong>do</strong> que o aumento<br />
das disponibilida<strong>de</strong>s, e o índice <strong>de</strong> solvência, que apresenta uma melhoria <strong>de</strong> 1.4 p.p.<br />
relativamente ao ano <strong>de</strong> 2010 <strong>de</strong>monstran<strong>do</strong> a capacida<strong>de</strong> <strong>do</strong> grupo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> em<br />
solver os seus compromissos.<br />
3.3. Análise da Demonstração <strong>de</strong> Resulta<strong>do</strong>s Consolidada<br />
Q. 41 – Demonstração consolidada <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s por natureza<br />
Designação<br />
<strong>2011</strong> 2010 Variação 10-11<br />
Valor % Valor % Valor %<br />
€ € €<br />
Custos e perdas<br />
Custos merca<strong>do</strong>rias vendidas e matérias consumidas 11.428.054 5,4% 12.167.240 5,4% -739.186 -6,1%<br />
Fornecimento e serviços externos 53.954.329 25,4% 51.722.527 22,8% 2.231.802 4,3%<br />
Pessoal 72.825.867 34,3% 81.180.358 35,7% -8.354.491 -10,3%<br />
Transferências e subsídios correntes concedi<strong>do</strong>s 7.170.843 3,4% 7.022.565 3,1% 148.278 2,1%<br />
Amortizações <strong>do</strong> exercício 43.932.088 20,7% 47.496.239 20,9% -3.564.151 -7,5%<br />
Provisões <strong>do</strong> exercício 8.542.805 4,0% 6.692.957 2,9% 1.849.848 27,6%<br />
Outros custos perdas operacionais 629.165 0,3% 466.345 0,2% 162.820 34,9%<br />
Custos e perdas financeiras 5.176.295 2,4% 4.799.000 2,1% 377.295 7,9%<br />
Outros custos 8.443.932 4,0% 15.536.132 6,8% -7.092.200 -45,6%<br />
Total 212.103.378 100,0% 227.083.363 100,0% -14.979.985 -6,6%<br />
Proveitos e ganhos<br />
Vendas e prestações <strong>de</strong> serviços 60.928.951 27,1% 58.701.893 25,5% 2.227.058 3,8%<br />
Impostos e taxas 99.710.548 44,4% 107.852.256 46,8% -8.141.708 -7,5%<br />
Variação da produção 76.547 0,0% -88.286 0,0% 164.833 -186,7%<br />
Transferências e subsídios correntes 32.873.568 14,6% 32.873.004 14,3% 564 0,0%<br />
Proveitos financeiros 8.348.105 3,7% 9.053.208 3,9% -705.103 -7,8%<br />
Outros 22.857.558 10,2% 22.041.845 9,6% 815.713 3,7%<br />
Total 224.795.277 100,0% 230.433.920 100,0% -5.638.643 -2,4%<br />
Resulta<strong>do</strong> antes <strong>de</strong> impostos 12.691.899 3.350.557 9.341.342 278,8%<br />
Imposto sobre o rendimento <strong>do</strong> exercício 1.075.656 555.472 520.184 93,6%<br />
Resulta<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício consolida<strong>do</strong> com<br />
interesses minoritários<br />
11.616.243 2.795.085 8.821.158 315,6%<br />
79
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
A Demonstração <strong>de</strong> Resulta<strong>do</strong>s Consolidada a<strong>de</strong>qua-se ao previsto no Plano Oficial <strong>de</strong><br />
Contabilida<strong>de</strong> (POC), apresentan<strong>do</strong> os resulta<strong>do</strong>s das operações económicas (custos e<br />
proveitos) <strong>do</strong> Grupo, durante o ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong>.<br />
À semelhança <strong>do</strong> Balanço Consolida<strong>do</strong>, também na Demonstração <strong>de</strong> Resulta<strong>do</strong>s<br />
Consolida<strong>do</strong>s o grupo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> apresenta uma variação idêntica na generalida<strong>de</strong><br />
das rubricas, face ao ano anterior, ten<strong>do</strong> em conta o peso <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> enquanto<br />
entida<strong>de</strong>-mãe.<br />
Os custos e perdas apresenta<strong>do</strong>s no exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong> manifestam no seu conjunto uma<br />
variação percentual <strong>de</strong> (- 6,6%), relativamente ao ano <strong>de</strong> 2010, que compara com a variação<br />
<strong>de</strong> (-7,8%) no Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>. Esta variação é influenciada, essencialmente, pelas<br />
rubricas <strong>de</strong> pessoal e outros custos, nomeadamente pela variação ocorrida no MP.<br />
Nos proveitos e ganhos, com uma estrutura similar da <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> assinala-se o<br />
aumento das vendas e prestações <strong>de</strong> serviços <strong>de</strong> 3,8%, a diminuição <strong>do</strong>s impostos e taxas<br />
<strong>de</strong> 7,5% e <strong>do</strong>s proveitos financeiros <strong>de</strong> 7,8% Os impostos e taxas são influencia<strong>do</strong>s pela<br />
entida<strong>de</strong>-mãe e nas vendas e prestações <strong>de</strong> serviços a empresa <strong>do</strong> perímetro <strong>de</strong><br />
consolidação que mais pesa neste resulta<strong>do</strong> foi as Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM.<br />
Como consequência <strong>do</strong> apuramento <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>s obtém-se um valor líqui<strong>do</strong> positivo <strong>de</strong><br />
11,6 milhões <strong>de</strong> euros, próximo <strong>do</strong> obti<strong>do</strong> pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> (9,4 milhões <strong>de</strong> euros).<br />
80
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
ANO: <strong>2011</strong><br />
BALANÇO<br />
( euros)<br />
Código das contas<br />
Exercícios<br />
Código das contas<br />
Exercícios<br />
POCAL ATIVO <strong>2011</strong><br />
2010 POCAL FUNDOS PRÓPRIOS E PASSIVO <strong>2011</strong> 2010<br />
AB AP AL AL<br />
Imobiliza<strong>do</strong><br />
Fun<strong>do</strong>s próprios<br />
Bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público 51 Património 646.517.221,67 598.504.551,40<br />
451 Terrenos e recursos naturais 5.275.656,68 0,00 5.275.656,68 6.207.257,58 55 Ajustamento <strong>de</strong> partes <strong>de</strong> capital em empresas 336.781,31 336.781,31<br />
452 Edifícios 12.613.925,87 3.735.010,16 8.878.915,71 9.499.609,11<br />
453 Outras construções e infraestruturas 313.648.855,56 69.886.104,99 243.762.750,57 242.574.739,86 56 Reservas <strong>de</strong> reavaliação 0,00 0,00<br />
455 Bens <strong>do</strong> património histórico, artístico e cultural 148.808,18 2.762,36 146.045,82 142.843,86 Reservas<br />
459 Outros bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público 65.033.773,44 19.498.551,20 45.535.222,24 48.751.801,87<br />
445 Imobilizações em curso 10.939.208,44 0,00 10.939.208,44 15.806.833,82 571 Reservas legais 7.232.370,60 7.043.250,30<br />
407.660.228,17 93.122.428,71 314.537.799,46 322.983.086,10 572 Reservas estatutárias 0,00 0,00<br />
Imobilizações incorpóreas 573 Reservas contratuais 0,00 0,00<br />
432 Despesas <strong>de</strong> investigação e <strong>de</strong>senvolvimento 609.924,19 609.924,19 0,00 0,00 574 Reservas livres 0,00 0,00<br />
433 Proprieda<strong>de</strong> industrial e outros direitos 3.608.010,87 3.156.225,98 451.784,89 606.222,48 575 Subsídios 101.455,96 0,00<br />
4.217.935,06 3.766.150,17 451.784,89 606.222,48 576 Doações 141.285,37 141.285,37<br />
Imobilizações Corpóreas 577 Reservas <strong>de</strong>correntes <strong>de</strong> transferência <strong>de</strong> ativos 77.068.558,16 77.068.558,16<br />
421 Terrenos e recursos naturais 274.381.732,35 0,00 274.381.732,35 250.246.705,35 578 Regularizações <strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s participadas 60.227.111,72 64.548.306,59<br />
422 Edifícios e outras construções 541.811.841,13 155.537.268,29 386.274.572,84 387.698.228,34 59 Resulta<strong>do</strong>s transita<strong>do</strong>s 106.201.638,27 105.643.698,27<br />
423 Equipamento básico 14.059.022,21 10.592.284,43 3.466.737,78 4.062.741,17 88 Resulta<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício 9.416.638,82 3.782.405,97<br />
424 Equipamento <strong>de</strong> transporte 5.294.401,51 4.856.544,33 437.857,18 797.137,28 Total <strong>do</strong>s fun<strong>do</strong>s próprios 907.243.061,88 857.068.837,37<br />
425 Ferramentas e utensílios 710.948,71 696.829,71 14.119,00 16.534,40<br />
426 Equipamento administrativo 20.521.116,06 19.606.929,68 914.186,38 945.403,07<br />
427 Taras e vasilhame 2.031,52 2.031,52 0,00 0,00<br />
429 Outras imobilizações corpóreas 1.190.831,78 1.089.824,14 101.007,64 145.045,32 Passivo<br />
442 Imobilizações em curso 108.343.166,60 0,00 108.343.166,60 95.636.426,04<br />
448 Adiantamento por conta <strong>de</strong> imobilizações corpóreas 0,00 0,00 0,00 2.100.000,00 292 Provisões para riscos e encargos 24.185.689,15 22.823.882,27<br />
966.315.091,87 192.381.712,10 773.933.379,77 741.648.220,97 Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo (a)<br />
Investimentos Financeiros 2312 Dívidas a instituições <strong>de</strong> crédito 92.554.999,19 99.962.111,30<br />
411 Partes <strong>de</strong> capital 104.129.344,48 475.219,00 103.654.125,48 103.300.838,05 26132 Leasing <strong>de</strong> médio e longo prazo 7.388.818,32 7.934.121,28<br />
415 Outras aplicações financeiras 10.869.116,13 63.526,68 10.805.589,45 10.469.116,13 99.943.817,51 107.896.232,58<br />
114.998.460,61 538.745,68 114.459.714,93 113.769.954,18 Dívidas a terceiros - Curto prazo<br />
Circulante 2311 Empréstimos <strong>de</strong> curto prazo 0,00 0,00<br />
Existências 269 Adiantamentos por conta <strong>de</strong> vendas 1.261.987,50 6.400.701,82<br />
36 Matérias -primas, subsidiárias e <strong>de</strong> consumo 1.387.939,56 0,00 1.387.939,56 1.091.372,75 221 Fornece<strong>do</strong>res, c/c 1.846.420,59 4.772.368,65<br />
33 Produto acaba<strong>do</strong>s e intermédios 12.703.351,63 0,00 12.703.351,63 12.626.805,09 228 Fornece<strong>do</strong>res - Faturas em receção e conferência 894,95 99.197,69<br />
32 Merca<strong>do</strong>rias 6.694,65 0,00 6.694,65 6.694,61 252 Cre<strong>do</strong>res pela execução <strong>do</strong> orçamento 0,00 0,00<br />
14.097.985,84 0,00 14.097.985,84 13.724.872,45 219 Adiantamentos <strong>de</strong> clientes, contribuintes e utentes 0,00 0,00<br />
2611 Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> imobiliza<strong>do</strong>, c/c 1.718.680,58 4.177.777,50<br />
Dívidas <strong>de</strong> terceiros - Médio e longo prazo (a) 24 Esta<strong>do</strong> e outros entes públicos 3.041.186,03 809.793,03<br />
2647 Administração autárquica 40.049,06 0,00 40.049,06 2.799.164,76 264 Administração autárquica 0,00 345.833,33<br />
40.049,06 0,00 40.049,06 2.799.164,76 262 + 263 + 267 + 268 Outros cre<strong>do</strong>res 2.585.027,01 3.281.016,39<br />
2661 Cre<strong>do</strong>res com plano <strong>de</strong> pagamento 0,00 3.499.997,00<br />
Dívidas <strong>de</strong> terceiros - Curto prazo 2618 Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> imobiliza<strong>do</strong> c/c - Faturas em receção e conferência 0,00 0,00<br />
212 Contribuintes, c/c 1.079.934,58 0,00 1.079.934,58 1.440.843,03 26131 Leasing <strong>de</strong> curto prazo 550.000,00 550.076,00<br />
213 Utentes c/c 165.079,65 0,00 165.079,65 52.219,82 23121111+23121121 Empréstimos bancários <strong>de</strong> M/L c/exigibilida<strong>de</strong> a curto prazo 10.087.000,00 9.490.009,00<br />
218 Clientes, contribuintes e utentes <strong>de</strong> cobrança duvi<strong>do</strong>sa 11.256.488,77 10.516.371,50 740.117,27 1.263.229,87 224 Fornece<strong>do</strong>res c/c - Factoring 802.770,71 0,00<br />
24 Esta<strong>do</strong> e outros entes públicos 252.074,03 0,00 252.074,03 274.989,85 21.893.967,37 33.426.770,41<br />
264 Administração autárquica 2.251.903,39 0,00 2.251.903,39 1.747.554,05 Acréscimos e diferimentos<br />
262 + 263 + 267 + 268 Outros <strong>de</strong>ve<strong>do</strong>res 3.480.567,69 0,00 3.480.567,69 3.582.093,17 273 Acréscimos <strong>de</strong> custos 10.461.988,93 17.000.636,66<br />
18.486.048,11 10.516.371,50 7.969.676,61 8.360.929,79 274 Proveitos diferi<strong>do</strong>s 179.103.770,03 176.573.908,90<br />
Títulos negociáveis 189.565.758,96 193.574.545,56<br />
0,00 0,00 0,00 0,00<br />
Depósitos em instituições financeiras e caixa Total <strong>do</strong> passivo 335.589.232,99 357.721.430,82<br />
12 Depósitos em instituições financeiras 8.235.527,27 0,00 8.235.527,27 2.665.670,21<br />
11 Caixa 27.951,77 0,00 27.951,77 474.113,54<br />
8.263.479,04 0,00 8.263.479,04 3.139.783,75<br />
Acréscimos e diferimentos<br />
271 Acréscimos <strong>de</strong> proveitos 8.946.185,29 0,00 8.946.185,29 7.613.097,81<br />
272 Custos diferi<strong>do</strong>s 132.239,98 0,00 132.239,98 144.935,90<br />
9.078.425,27 0,00 9.078.425,27 7.758.033,71<br />
Total <strong>de</strong> amortizações 289.270.290,98<br />
Total <strong>de</strong> provisões 11.055.117,18<br />
Total <strong>do</strong> ativo 1.543.157.703,03 300.325.408,16 1.242.832.294,87 1.214.790.268,19 Total <strong>do</strong>s fun<strong>do</strong>s próprios e <strong>do</strong> passivo 1.242.832.294,87 1.214.790.268,19<br />
AB = ativo Bruto<br />
(a) A <strong>de</strong>senvolver, segun<strong>do</strong> as rubricas existentes no «curto prazo», aten<strong>de</strong>n<strong>do</strong> às previsões <strong>de</strong> cobrança ou exigibilida<strong>de</strong> da dívida ou <strong>de</strong> parte <strong>de</strong>la, a mais <strong>de</strong> um<br />
AP = amortizações e provisões acumuladas<br />
ano.<br />
AL = ativo liqui<strong>do</strong><br />
ÓRGÂO EXECUTIVO<br />
ÓRGÂO DELIBERATIVO<br />
EM.....<strong>de</strong>................................................<strong>de</strong>................<br />
EM.....<strong>de</strong>................................................<strong>de</strong>................<br />
.................................................................................. .................................................................................<br />
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ANEXO<br />
83
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Código das contas<br />
POCAL<br />
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS<br />
<strong>2011</strong><br />
Exercícios<br />
ANO: <strong>2011</strong><br />
2010<br />
( euros)<br />
Custos e Perdas<br />
61 Custo das merca<strong>do</strong>rias vendidas e das matérias consumidas:<br />
Merca<strong>do</strong>rias 0,00 0,00<br />
Matérias-primas, subsidiárias e <strong>de</strong> consumo 1.578.119,91 1.578.119,91 2.129.807,79 2.129.807,79<br />
62 Fornecimentos e serviços externos 38.355.192,47 38.888.510,59<br />
Custos com o pessoal:<br />
641+642 Remunerações 43.459.699,70 48.414.785,43<br />
643 a 648 Encargos sociais 12.220.549,58 94.035.441,75 13.573.268,24 100.876.564,26<br />
63 Transf. e subsídios correntes concedi<strong>do</strong>s e prestações sociais 18.582.347,22 18.582.347,22 16.147.381,69 16.147.381,69<br />
66 Amortizações <strong>do</strong> exercício 35.211.915,08 38.206.091,93<br />
67 Provisões <strong>do</strong> exercício 6.670.994,48 41.882.909,56 4.084.862,48 42.290.954,41<br />
65 Outros custos e perdas operacionais 352.249,80 352.249,80 217.048,52 217.048,52<br />
(A) ....................................................... 156.431.068,24 161.661.756,67<br />
68 Custos e perdas financeiras 4.101.461,11 4.101.461,11 3.785.105,23 3.785.105,23<br />
(C) ....................................................... 160.532.529,35 165.446.861,90<br />
69 Custos e perdas extraordinárias 8.783.147,12 8.783.147,12 18.284.920,01 18.284.920,01<br />
(E) ....................................................... 169.315.676,47 183.731.781,91<br />
88 Resulta<strong>do</strong> liqui<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício 9.416.638,82 3.782.405,97<br />
178.732.315,29 187.514.187,88<br />
Proveitos e Ganhos<br />
Vendas e prestações <strong>de</strong> serviços:<br />
7111 Vendas <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>rias 0,00 0,00<br />
7112+7113 Vendas <strong>de</strong> produtos 45.682,77 8.650,61<br />
712 Prestações <strong>de</strong> serviços 11.260.250,49 11.285.586,96<br />
713 Rendas e alugueres 10.921.879,42 22.227.812,68 10.895.730,91 22.189.968,48<br />
72 Impostos e taxas 99.710.547,82 107.852.255,80<br />
Variação da produção 76.546,54 -212.069,04<br />
75 Trabalhos para a própria entida<strong>de</strong> 0,00 0,00<br />
73 Proveitos suplementares 268.330,95 64.367,77<br />
74 Transferências e subsídios obti<strong>do</strong>s 31.785.530,95 32.824.308,76<br />
76 Outros proveitos e ganhos operacionais 1.615.106,38 133.456.062,64 4.201,67 140.533.064,96<br />
(B) ....................................................... 155.683.875,32 162.723.033,44<br />
78 Proveitos e ganhos financeiros 7.742.892,89 7.742.892,89 7.337.151,77 7.337.151,77<br />
(D) ....................................................... 163.426.768,21 170.060.185,21<br />
79 Proveitos e ganhos extraordinários 15.305.547,08 15.305.547,08 17.454.002,67 17.454.002,67<br />
(F) ....................................................... 178.732.315,29 187.514.187,88<br />
Resumo:<br />
Resulta<strong>do</strong>s operacionais: (B)-(A) ........................................................................................... -747.192,92 1.061.276,77<br />
Resulta<strong>do</strong>s financeiros: (D-B)-(C-A) ...................................................................................... 3.641.431,78 3.552.046,54<br />
Resulta<strong>do</strong>s correntes:(D)-(C) .................................................................................................. 2.894.238,86 4.613.323,31<br />
Resulta<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício:(F)-(E) ................................................................................... 9.416.638,82 3.782.405,97<br />
ÓRGÃO EXECUTIVO<br />
EM.....<strong>de</strong>................................................<strong>de</strong>................<br />
.................................................................................<br />
ÓRGÃO DELIBERATIVO<br />
EM.....<strong>de</strong>................................................<strong>de</strong>................<br />
.................................................................................<br />
84
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS<br />
Introdução<br />
As notas ao Balanço e à Demonstração <strong>de</strong> Resulta<strong>do</strong>s visam facultar um completo<br />
entendimento das <strong>de</strong>monstrações financeiras apresentadas com os <strong>do</strong>cumentos <strong>de</strong><br />
prestações <strong>de</strong> contas exigidas no ponto 2 <strong>do</strong> POCAL, no artigo 6º <strong>do</strong> Decreto-Lei n.º 54-<br />
A/99 e na resolução nº 4/2001 <strong>do</strong> Tribunal <strong>de</strong> Contas.<br />
Estas notas têm como referência a numeração <strong>de</strong>finida no ponto 8 <strong>do</strong> Plano Oficial <strong>de</strong><br />
Contabilida<strong>de</strong> das Autarquias Locais (POCAL), omitin<strong>do</strong>-se to<strong>do</strong>s os pontos aí <strong>de</strong>fini<strong>do</strong>s que<br />
não são aplicáveis.<br />
Os mapas financeiros e os registos contabilísticos foram efetua<strong>do</strong>s <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com os<br />
princípios <strong>de</strong>fini<strong>do</strong>s no ponto 3.2. <strong>do</strong> POCAL. De acor<strong>do</strong> com o princípio da continuida<strong>de</strong><br />
estabeleceu-se uma correlação entre o Balanço Final <strong>de</strong> 2010 e o Balanço Final <strong>de</strong> <strong>2011</strong>.<br />
Em observância com o disposto no POCAL, a ótica patrimonial prevalece sobre a ótica<br />
económica, exceto para a contabilização das aquisições <strong>de</strong> bens através da locação<br />
financeira, on<strong>de</strong> se aplica o princípio da substância sobre a forma.<br />
8.1 – Caracterização da entida<strong>de</strong><br />
A informação <strong>de</strong> i<strong>de</strong>ntificação e caracterização <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> consta <strong>de</strong> mapa<br />
síntese que acompanha a prestação <strong>de</strong> contas a enviar ao Tribunal <strong>de</strong> Contas.<br />
8.2 – Notas ao balanço e à <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>s<br />
8.2.1 – O Plano Oficial <strong>de</strong> Contabilida<strong>de</strong> das Autarquias Locais (POCAL) obriga à existência<br />
simultânea e coor<strong>de</strong>nada <strong>de</strong> três sistemas contabilísticos: Orçamental, Patrimonial e <strong>de</strong><br />
Custos. Pese embora a contabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> custos estar implementada <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2009, a<br />
informação prestada ainda não se encontra <strong>de</strong>vidamente funcional ao nível da estrutura <strong>de</strong><br />
custos e respetivos relatórios finais.<br />
Através <strong>de</strong> critérios pré-estabeleci<strong>do</strong>s (aquan<strong>do</strong> da elaboração <strong>do</strong> Orçamento e Gran<strong>de</strong>s<br />
Opções <strong>de</strong> Plano), foi possível i<strong>de</strong>ntificar as <strong>de</strong>spesas efetuadas através <strong>do</strong> classifica<strong>do</strong>r<br />
funcional <strong>de</strong>fini<strong>do</strong> no ponto 9.1 <strong>do</strong> POCAL. Apresenta-se no Relatório <strong>de</strong> Gestão uma breve<br />
análise à distribuição das <strong>de</strong>spesas pelas diversas funções.<br />
85
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
8.2.2 – A comparabilida<strong>de</strong> das contas <strong>do</strong> balanço e da <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>s aplicase<br />
à generalida<strong>de</strong> das rubricas que constituem estas duas <strong>de</strong>monstrações financeiras,<br />
exceto para a seguinte situação:<br />
a) No Balanço <strong>de</strong> 2010 em Dívidas a Terceiros <strong>de</strong> Curto Prazo, a rubrica<br />
268 – Deve<strong>do</strong>res e cre<strong>do</strong>res diversos inclui o montante <strong>de</strong> 181 067,57 euros relativos<br />
à conta 26885 – Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> factoring. Em virtu<strong>de</strong> da entrada em vigor, em<br />
2010, <strong>do</strong> novo classifica<strong>do</strong>r publica<strong>do</strong> pela DGAL, criaram-se duas novas contas<br />
próprias para relevar o factoring <strong>de</strong> curto prazo, quer para as aquisições correntes,<br />
conta 224 – Fornece<strong>do</strong>res c/c – factoring, quer para as aquisições <strong>de</strong> imobiliza<strong>do</strong>,<br />
conta 2614 – Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> Imobiliza<strong>do</strong> – factoring, originan<strong>do</strong> a <strong>de</strong>sagregação,<br />
no Balanço <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, <strong>de</strong>ssas contas, comparativamente às <strong>de</strong>monstrações<br />
financeiras <strong>do</strong> ano <strong>de</strong> 2010.<br />
8.2.3 – Os critérios valorimétricos aplica<strong>do</strong>s foram os seguintes:<br />
Bens <strong>de</strong> Domínio Público<br />
a) Para o imobiliza<strong>do</strong> adquiri<strong>do</strong> até 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2000 foi usa<strong>do</strong> na avaliação<br />
<strong>do</strong>s bens imóveis o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> custo ou <strong>do</strong> valor <strong>de</strong> substituição/reposição, o qual<br />
correspon<strong>de</strong> ao cálculo <strong>do</strong> montante que seria necessário para construir o imóvel<br />
em esta<strong>do</strong> novo, com materiais equivalentes aos que foram utiliza<strong>do</strong>s na origem,<br />
corrigi<strong>do</strong> da <strong>de</strong>preciação sofrida até a data <strong>de</strong> avaliação. Na avaliação <strong>do</strong>s<br />
terrenos subjacentes às frações, fogos habitacionais ou comerciais foi utiliza<strong>do</strong> o<br />
méto<strong>do</strong> <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>, que correspon<strong>de</strong> à avaliação <strong>do</strong> preço corrente <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>,<br />
ao seu valor atual. Enten<strong>de</strong>-se por valor atual <strong>do</strong>s bens o seu valor em esta<strong>do</strong><br />
novo, <strong>de</strong>duzi<strong>do</strong> da <strong>de</strong>preciação ocorrida à data da avaliação;<br />
b) Para o imobiliza<strong>do</strong> adquiri<strong>do</strong> após 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 2001, na valorização <strong>do</strong>s bens<br />
<strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público foi utiliza<strong>do</strong> o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> custo <strong>de</strong> aquisição ou <strong>de</strong> produção.<br />
Imobilizações Incorpóreas<br />
As imobilizações incorpóreas (proprieda<strong>de</strong> industrial e outros direitos) foram valorizadas ao<br />
custo <strong>de</strong> aquisição.<br />
86
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Imobilizações Corpóreas<br />
a) Para o imobiliza<strong>do</strong> adquiri<strong>do</strong> até 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2000:<br />
a.1) A avaliação <strong>do</strong>s bens imóveis foi realizada <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> custo<br />
ou <strong>do</strong> méto<strong>do</strong> <strong>de</strong> merca<strong>do</strong> (conforme o <strong>de</strong>scrito na alínea a) para os Bens <strong>de</strong><br />
Domínio Público);<br />
a.2) Para os bens móveis, utilizou-se como regra o critério <strong>do</strong> custo histórico, e, na<br />
sua impossibilida<strong>de</strong>, o méto<strong>do</strong> utiliza<strong>do</strong> foi o méto<strong>do</strong> comparativo. Este méto<strong>do</strong><br />
consistiu em comparar bens já avalia<strong>do</strong>s, com as mesmas características, e<br />
assim, reconhecer-lhes o mesmo valor. Nos bens móveis em relação aos quais<br />
se po<strong>de</strong> aplicar os <strong>do</strong>is méto<strong>do</strong>s anteriores, utilizou-se o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> valor <strong>de</strong><br />
merca<strong>do</strong> correspon<strong>de</strong>nte ao seu valor atual.<br />
b) Para o imobiliza<strong>do</strong> corpóreo adquiri<strong>do</strong> após 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 2001, na valorização<br />
<strong>do</strong>s bens foi utiliza<strong>do</strong> o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> custo <strong>de</strong> aquisição ou <strong>de</strong> produção.<br />
Investimentos Financeiros<br />
Os investimentos financeiros (partes <strong>de</strong> capital) foram valoriza<strong>do</strong>s ao custo <strong>de</strong> aquisição.<br />
Amortizações<br />
As amortizações da generalida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s bens <strong>do</strong> ativo imobiliza<strong>do</strong> são calculadas segun<strong>do</strong> o<br />
méto<strong>do</strong> das quotas constantes, <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com a aplicação das taxas fixadas no<br />
classifica<strong>do</strong>r CIBE aprova<strong>do</strong> pela Portaria n.º 671/2000, <strong>de</strong> 17 <strong>de</strong> abril (II série), pelo que os<br />
bens termina<strong>do</strong>s ou adquiri<strong>do</strong>s no exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong> sofreram a primeira amortização no<br />
presente ano económico.<br />
Em virtu<strong>de</strong> <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> implementação <strong>do</strong> sistema informático <strong>de</strong> inventário e cadastro<br />
patrimonial, o critério anteriormente exposto não pô<strong>de</strong> ser aplica<strong>do</strong> na sua plenitu<strong>de</strong> às<br />
seguintes situações:<br />
a) Para os bens adquiri<strong>do</strong>s até 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2000, as amortizações das<br />
rubricas Outras Construções e Infraestruturas e Edifícios e Outras Construções<br />
foram calculadas <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o valor final à data <strong>do</strong> exercício <strong>de</strong> 2001;<br />
b) Para os bens adquiri<strong>do</strong>s após 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 2001, nas rubricas Outras<br />
Construções e Infraestruturas, Bens <strong>do</strong> Património Histórico, Artístico e Cultural e<br />
Edifícios e Outras Construções, quan<strong>do</strong> não foi possível a análise individual <strong>de</strong><br />
87
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
alguns bens não inventaria<strong>do</strong>s foi aplicada a taxa mínima <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o<br />
classifica<strong>do</strong>r CIBE.<br />
Aos bens <strong>de</strong> imobiliza<strong>do</strong> incorpóreo em que o perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> vida útil esteja previamente<br />
estipula<strong>do</strong>, a taxa <strong>de</strong> amortização é calculada <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> vida útil<br />
pre<strong>de</strong>fini<strong>do</strong>.<br />
Existências<br />
a) Nas matérias-primas, subsidiárias e <strong>de</strong> consumo foi utiliza<strong>do</strong> o custo <strong>de</strong> aquisição,<br />
ten<strong>do</strong> si<strong>do</strong> a<strong>do</strong>ta<strong>do</strong> como méto<strong>do</strong> <strong>de</strong> custeio das saídas o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> custo médio<br />
pon<strong>de</strong>ra<strong>do</strong>;<br />
b) Nos produtos acaba<strong>do</strong>s e intermédios foram utiliza<strong>do</strong>s <strong>do</strong>is tipos <strong>de</strong> critérios na sua<br />
avaliação, <strong>de</strong>signadamente:<br />
b.1) Valor <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>, obti<strong>do</strong> através <strong>do</strong> balanço inicial para as habitações sociais<br />
<strong>de</strong>stinadas à venda;<br />
b.2) O méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> contrato termina<strong>do</strong> para a produção resultante da ativida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s<br />
viveiros municipais.<br />
Dívidas <strong>de</strong> e a terceiros<br />
As dívidas <strong>de</strong> e a terceiros, são expressas pelas importâncias constantes <strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos<br />
que as titulam. Seguin<strong>do</strong> o princípio contabilístico da prudência em <strong>de</strong>trimento <strong>do</strong> princípio<br />
<strong>do</strong> custo histórico utiliza<strong>do</strong> nas operações <strong>de</strong> relações com terceiros, a rubrica da provisão<br />
para dívidas <strong>de</strong> cobrança duvi<strong>do</strong>sa, correspon<strong>de</strong> aos encargos que se prevê po<strong>de</strong>rem<br />
tornar-se efetivos no futuro, mas que ainda existe incerteza da ocorrência ou data,<br />
nomeadamente em função das ida<strong>de</strong>s <strong>do</strong>s sal<strong>do</strong>s em dívida e <strong>do</strong>s processos em<br />
contencioso aciona<strong>do</strong>s judicialmente.<br />
Disponibilida<strong>de</strong>s<br />
As disponibilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> caixa e em <strong>de</strong>pósitos bancários exprimem os montantes <strong>do</strong>s meios<br />
<strong>de</strong> pagamento e <strong>do</strong>s sal<strong>do</strong>s <strong>de</strong> todas as contas <strong>de</strong> <strong>de</strong>pósito.<br />
Provisões<br />
1. As provisões para cobrança duvi<strong>do</strong>sas correspon<strong>de</strong>m aos montantes anuais em dívida<br />
apura<strong>do</strong>s pela Divisão <strong>Municipal</strong> <strong>de</strong> Contraor<strong>de</strong>nações e <strong>de</strong> Execuções Fiscais relativas a<br />
88
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
dívidas <strong>de</strong> terceiros, cuja mora é superior a um ano e cujo risco <strong>de</strong> cobrança está<br />
<strong>de</strong>vidamente justifica<strong>do</strong>.<br />
De acor<strong>do</strong> com o ponto 2.7.1 <strong>do</strong> POCAL estas provisões são calculadas da seguinte forma:<br />
a) 50% para dívidas entre 6 a 12 meses<br />
b) 100% para dívidas superiores a 12 meses<br />
2. As provisões para riscos e encargos compreen<strong>de</strong>m na sua totalida<strong>de</strong> a rubrica <strong>do</strong>s<br />
processos judiciais em curso, e, representa, o montante da in<strong>de</strong>mnização ou encargo que a<br />
autarquia prevê suportar relativamente aos processos judiciais cuja resolução pelos<br />
Tribunais esteja em curso.<br />
Remunerações a liquidar<br />
A rubrica <strong>de</strong> acréscimos e diferimentos <strong>do</strong> Passivo correspon<strong>de</strong> à estimativa <strong>do</strong>s encargos<br />
com férias e mês <strong>de</strong> férias calculada <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com as regras e responsabilida<strong>de</strong>s legais<br />
consagradas na Lei <strong>do</strong> Orçamento <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> para 2012 e, fundamentada, através <strong>do</strong>s<br />
valores a reconhecer perante os funcionários que auferiram, até aquela data, uma<br />
remuneração base inferior a 1 100 euros, a regularizar em 2012.<br />
Acréscimos e Diferimentos<br />
A autarquia regista as suas receitas e <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o princípio da<br />
especialização <strong>do</strong> exercício, pelo qual as receitas e <strong>de</strong>spesas são reconhecidas à medida<br />
que são geradas, in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente <strong>do</strong> momento em que são recebidas ou pagas.<br />
8.2.6 – Despesas <strong>de</strong> Instalação, investigação e <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento<br />
A rubrica associada às <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> investigação e <strong>de</strong>senvolvimento regista diversos<br />
estu<strong>do</strong>s <strong>de</strong>signadamente: tráfego da zona das Antas, viabilida<strong>de</strong> técnica <strong>do</strong> parque lúdico –<br />
tecnológico, avaliação acústica e ambiental da VCI e, por último, execução <strong>do</strong> comboio<br />
histórico – turístico, cujos valores se encontram totalmente amortiza<strong>do</strong>s.<br />
8.2.7 – Movimentos ocorri<strong>do</strong>s nas rubricas <strong>do</strong> ativo imobiliza<strong>do</strong><br />
Os movimentos ocorri<strong>do</strong>s durante o exercício, nas rubricas <strong>do</strong> ativo imobiliza<strong>do</strong>, constantes<br />
<strong>do</strong> balanço, po<strong>de</strong>m ser resumi<strong>do</strong>s como segue:<br />
89
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Ativo Bruto<br />
Rubricas<br />
Reavaliação<br />
Transf. e<br />
Sal<strong>do</strong> inicial<br />
Aumentos Alienações<br />
Sal<strong>do</strong> Final<br />
ajustamentos<br />
abates<br />
€ € € € € €<br />
De bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público<br />
Terrenos e recursos naturais 6.207.258 156.193 23.400 (1.111.194) 5.275.657<br />
Edificios 12.613.926 12.613.926<br />
Outras construções e infra estruturas 300.986.828 419.448 12.242.579 313.648.856<br />
Bens <strong>do</strong> patrimómio histórico artístico e cultural 144.945 3.864 148.808<br />
Outros bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público 64.999.356 34.417 65.033.773<br />
Imobilizações em curso 15.806.834 8.647.452 (13.515.077) 10.939.208<br />
Adiantamentos por conta <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>minio público<br />
Sub-total 400.759.147 156.193 9.094.163 (2.349.275) 407.660.228<br />
De imobilizações incorpóreas<br />
Despesas <strong>de</strong> instalação<br />
Despesas <strong>de</strong> investigação e <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento 609.924 609.924<br />
Proprieda<strong>de</strong> industrial e outros direitos 3.268.618 339.393 3.608.011<br />
Imobilizações em curso<br />
Adiantamentos por conta <strong>de</strong> imobilizações incorpóreas<br />
Sub-total 3.878.542 - 339.393 - 4.217.935<br />
De imobilizações corpóreas<br />
Terrenos e recursos naturais 250.246.705 31.343.200 3.157.916 10.833.559 467.470 274.381.732<br />
Edificios e outras construções 522.839.753 16.101.454 2.271.842 18.609.031 19.207.822 541.811.841<br />
Equipamento básico 16.272.062 1.524.639 10.525 (3.727.154) 14.059.022<br />
Equipamento <strong>de</strong> transporte 6.116.345 14.403 50 (836.296) 5.294.402<br />
Ferramentas e utensílios 727.993 2.291 (19.335) 710.949<br />
Equipamentos administrativo 20.485.736 471.852 1.690 (434.783) 20.521.116<br />
Taras e vasilhame 3.047 (1.016) 2.032<br />
Outras imobilizações corpóreas 1.213.506 37.724 41.632 (18.767) 1.190.832<br />
Imobilizações em curso 95.636.426 20.456.802 (7.750.061) 108.343.167<br />
Adiantamentos por conta <strong>de</strong> imobilizações corpóreas 2.100.000 (2.100.000) 0<br />
Sub-total 915.641.574 47.482.379 27.899.745 29.496.486 4.787.880 966.315.092<br />
De investimentos financeiros<br />
Partes <strong>de</strong> capital 103.755.246 374.098 14.000.000 (14.000.000) 104.129.344<br />
Outras aplicações financeiras 10.469.116 400.000 10.869.116<br />
Sub-total 114.224.362 374.098 14.400.000 - (14.000.000) 114.998.461<br />
Total 1.434.503.625 48.012.670 51.733.302 29.496.486 (11.561.395) 1.493.191.716<br />
Durante o exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, a rubrica relativa às participações financeiras registou um<br />
aumento e uma redução simultânea no montante <strong>de</strong> 14 000 000 euros concretiza<strong>do</strong>s na<br />
sequência da <strong>de</strong>nominada “Operação Harmónio”. Esta operação consistiu numa redução e<br />
aumento simultâneo <strong>do</strong> capital social da <strong>CMP</strong>EA – Empresa <strong>de</strong> Águas <strong>do</strong> Município <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong>, EMM naquele valor, em que, a redução <strong>do</strong> capital <strong>de</strong>veu-se a uma regularização<br />
proveniente das duplicações <strong>do</strong>s registos contabilísticos i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s no ativo fixo tangível<br />
da empresa aquan<strong>do</strong> da transformação <strong>do</strong>s então <strong>de</strong>nomina<strong>do</strong>s Serviços <strong>Municipal</strong>iza<strong>do</strong>s<br />
<strong>de</strong> Água e Saneamento <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> (SMAS) em empresa municipal com a <strong>de</strong>nominação<br />
anteriormente mencionada e, por outro la<strong>do</strong>, o aumento <strong>de</strong> capital ficou-se a <strong>de</strong>ver a entrega<br />
em espécie pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e pelos valores constantes <strong>do</strong> relatório elabora<strong>do</strong> pelo<br />
Revisor Oficial <strong>de</strong> Contas <strong>do</strong>s seguintes bens: i) re<strong>de</strong> <strong>de</strong> drenagem <strong>de</strong> águas pluviais; ii)<br />
parcelas <strong>de</strong> terreno, sitas na Rua <strong>de</strong> Barros Lima e Rua <strong>de</strong> Santo Isidro, freguesia <strong>do</strong> Bonfim<br />
90
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
e iii) parte <strong>do</strong> crédito <strong>de</strong>ti<strong>do</strong> pelo Município regista<strong>do</strong> na rubrica <strong>de</strong> Dívidas <strong>de</strong> Terceiros <strong>de</strong><br />
Médio Longo Prazo - Administração Autárquica.<br />
Mapa das Amortizações e Provisões<br />
Rubricas Sal<strong>do</strong> inicial Reforço Regularizações Sal<strong>do</strong> Final<br />
€ € € €<br />
De bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público<br />
Terrenos e recursos naturais<br />
Edificios 3.114.317 620.693 3.735.010<br />
Outras construções e infra estruturas 58.412.089 11.607.318 (133.302) 69.886.105<br />
Bens <strong>do</strong> patrimómio histórico artístico e cultural 2.101 662 2.762<br />
Outros bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público 16.247.555 3.250.997 19.498.551<br />
Imobilizações em curso<br />
Adiantamentos por conta <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>minio público<br />
Subtotal 77.776.061 15.479.670 (133.302) 93.122.429<br />
De imobilizações incorpóreas<br />
Despesas <strong>de</strong> instalação<br />
Despesas <strong>de</strong> investigação e <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento 609.924 609.924<br />
Proprieda<strong>de</strong> industrial e outros direitos 2.662.395 493.831 3.156.226<br />
Imobilizações em curso<br />
Adiantamentos por conta <strong>de</strong> imobilizações incorpóreas<br />
Subtotal 3.272.319 493.831 - 3.766.150<br />
De imobilizações corpóreas<br />
Terrenos e recursos naturais<br />
Edificios e outras construções 135.141.525 23.769.406 (3.373.663) 155.537.268<br />
Equipamento básico 12.209.321 1.182.798 (2.799.835) 10.592.284<br />
Equipamento <strong>de</strong> transporte 5.319.207 380.675 (843.338) 4.856.544<br />
Ferramentas e utensílios 711.458 4.706 (19.335) 696.830<br />
Equipamentos administrativo 19.540.333 530.369 (463.773) 19.606.930<br />
Taras e vasilhame 3.047 (1.016) 2.032<br />
Outras imobilizações corpóreas 1.068.461 44.038 (22.675) 1.089.824<br />
Imobilizações em curso<br />
Adiantamentos por conta <strong>de</strong> imobilizações corpóreas<br />
Subtotal 173.993.353 25.911.994 (7.523.635) 192.381.712<br />
De investimentos financeiros<br />
Partes <strong>de</strong> capital 454.408 30.226 (9.415) 475.219<br />
Obrigações e títulos <strong>de</strong> participação<br />
Outras aplicações financeiras:<br />
Outros títulos 63.527 63.527<br />
Subtotal 454.408 93.752 (9.415) 538.746<br />
Total 255.496.141 41.979.247 (7.666.351) 289.809.037<br />
8.2.8 – Desagregação das rubricas <strong>do</strong> ativo imobiliza<strong>do</strong> e respetivas amortizações<br />
O inventário <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> não está concluí<strong>do</strong>. Ten<strong>do</strong> em conta o volume da informação a<br />
tratar, têm si<strong>do</strong> analisadas contas específicas, trabalho este que permitiu encontrar o<br />
<strong>de</strong>talhe para os bens móveis, incorpóreos e bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público, no que respeita aos<br />
edifícios e outros bens, bem como para os terrenos e recursos naturais. Todavia, ainda não<br />
é possível apresentar a informação com o nível <strong>de</strong> <strong>de</strong>scrição solicita<strong>do</strong> neste ponto. Nesta<br />
medida, a informação constante <strong>do</strong> mapa síntese <strong>do</strong>s bens inventaria<strong>do</strong>s a remeter ao<br />
91
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Tribunal <strong>de</strong> Contas, inclui, por um la<strong>do</strong>, to<strong>do</strong>s os bens inventaria<strong>do</strong>s até ao final <strong>do</strong> exercício<br />
<strong>de</strong> <strong>2011</strong>, bem como, os restantes bens imóveis que constam, até a esta data, das rubricas<br />
que ainda estão a ser objeto <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> inventariação.<br />
8.2.12 – Imobilizações corpóreas e em curso em po<strong>de</strong>r <strong>de</strong> terceiros, implantadas em<br />
proprieda<strong>de</strong> alheia, reversíveis e respetivos custos financeiros capitaliza<strong>do</strong>s no<br />
exercício.<br />
A semelhança <strong>do</strong> referi<strong>do</strong> anteriormente no ponto 8.2.8, ainda não é possível discriminar<br />
<strong>de</strong>talhadamente to<strong>do</strong>s os bens <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> corpóreo e em curso, que se encontram em<br />
qualquer uma <strong>de</strong>stas situações, na medida em que ainda não foi possível concluir,<br />
patrimonialmente, o inventário municipal.<br />
8.2.13 – Bens utiliza<strong>do</strong>s em regime <strong>de</strong> locação financeira<br />
Data <strong>do</strong><br />
Contrato <strong>de</strong><br />
Locação<br />
Finalida<strong>de</strong><br />
Entida<strong>de</strong><br />
Cre<strong>do</strong>ra<br />
Capital<br />
Encargos <strong>do</strong> Ano<br />
Contrata<strong>do</strong> Utiliza<strong>do</strong> Amortização Juros<br />
Amortização<br />
Acumulada<br />
Capital em<br />
dívida<br />
31/12/<strong>2011</strong><br />
€ € € € € €<br />
29-07-99 Edifício <strong>do</strong>s CTT Caixaleasing 12.755.435 12.746.705 545.379 94.945 4.807.888 7.938.818<br />
8.2.14 – Bens <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> que não foi possível valorizar<br />
Tipo <strong>de</strong> Bem<br />
N.º Bens<br />
Património Histórico, Artístico e Cultural 95<br />
Móveis 12<br />
Infraestruturas - Re<strong>de</strong> Viária 3<br />
Total 110<br />
Durante o exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, foram incorpora<strong>do</strong>s no inventário municipal diversos bens <strong>do</strong><br />
imobiliza<strong>do</strong> para os quais não foi possível proce<strong>de</strong>r-se à sua valorização patrimonial. Em<br />
termos gerais, a sua incorporação <strong>de</strong>veu-se, fundamentalmente: i) ao registo cadastral <strong>do</strong>s<br />
bens cuja aquisição, por ser <strong>de</strong>masiada antiga, se <strong>de</strong>sconhecia, ii) <strong>do</strong>ações, iii) ofertas e, iv)<br />
cedências gratuitas (no âmbito <strong>de</strong> alvarás <strong>de</strong> loteamento). Todavia, <strong>de</strong>pois <strong>de</strong> ocorrida a<br />
reconciliação patrimonial <strong>de</strong>stes bens, os mesmos serão objeto <strong>de</strong> avaliação, se a mesma<br />
for exequível. O quadro supra reflete o número <strong>de</strong> bens regista<strong>do</strong>s nessas condições.<br />
92
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
8.2.16 – Entida<strong>de</strong>s Participadas<br />
Denominação Social<br />
N.P.C.<br />
Cod.<br />
Jur.<br />
Capital Social<br />
Resulta<strong>do</strong> Líqui<strong>do</strong><br />
Participação <strong>do</strong> Município<br />
€ Quantida<strong>de</strong> € Ano € Quantida<strong>de</strong> %<br />
Primus MGV-Promoção e Desenv.Regional, S.A. 504 558 161 SA 813.859 138.098 1.191 2010 499 100 0,0%<br />
PORTGAS-Soc.Prod.Distrib.Gas, S.A. 501 991 476 SA 7.909.150 1.585.000 20.912.945 2010 37.425 7.500 0,5%<br />
Merca<strong>do</strong> Abastece<strong>do</strong>r <strong>Porto</strong> 501 958 630 SA 6.000.000 1.200.000 520.231 2010 1.530.000 306.000 25,5%<br />
Futebol Clube <strong>Porto</strong>, Futebol SAD 504 076 574 SA 75.000.000 15.000.000 1.549.678 2010/<strong>2011</strong> 247.154 49.550 0,3%<br />
Régie Cooperativa Sinfonia - C.I.P.R.L. 502 035 609 SC 144.651 2.494 1,7%<br />
APOR-Agência para Mo<strong>de</strong>rnização <strong>Porto</strong>, S.A. 504 136 267 SA 1.064.825 212.965 -32.044 2010 368.215 73.643 34,6%<br />
Águas <strong>do</strong> Douro e Paiva, S.A. 503 537 624 SA 19.402.500 3.880.500 2.176.370 2010 2.781.220 556.244 14,3%<br />
Metro <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> SA 503 278 602 SA 7.500.000 1.500.000 -351.790.108 2010 5 1 0,0%<br />
Boavista Futebol Clube, Futebol SAD 505 111 780 SA 11.000.000 2.200.000 -1.481.167 2007/2008 249.350 49.870 2,3%<br />
Gestão <strong>de</strong> Obras Públicas da <strong>CMP</strong>, EEM 505 037 238 EM 500.000 500.000 9.280 2010 500.000 500.000 100,0%<br />
<strong>CMP</strong>H DOMUSSOCIAL Emp. Hab. Man. Município <strong>Porto</strong>,EEM 505 037 700 EM 500.000 500.000 37.634 2010 500.000 500.000 100,0%<br />
<strong>Porto</strong> Vivo, SRU - Soc. Reab. Urbana Baixa Portuense, S.A. 506 866 432 SA 6.000.000 6.000 -2.109.918 2010 2.400.000 2.400 40,0%<br />
<strong>CMP</strong>EA - Empresa <strong>de</strong> Águas <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM 507 718 666 EM 90.000.000 90.000.000 1.191.690 2010 90.000.000 90.000.000 100,0%<br />
<strong>CMP</strong>L PORTO LAZER Emp. Desp. Lazer Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> EEM 507 718 640 EM 2.200.000 2.200.000 -2.136.082 2010 2.200.000 2.200.000 100,0%<br />
ADEPORTO - Agência <strong>de</strong> Energia <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> 507 886 550 ASU 213.000 1.704 3.142 2010 70.625 565 33,2%<br />
Fundação Casa da Música 507 636 295 FSU 5.425.000 _ 12.396 2010 200.000 _ 3,7%<br />
INEGI - Instituto Engenharia Mecânica Gestão Industrial 501 814 957 NS 1.478.580 _ -92.311 2010 11.830 _ 0,8%<br />
Fundação Ciência e Desenvolvimento 503 646 598 FSU 4.987.979 _ -223.374 2010 2.493.990 _ 50,0%<br />
Fundação para o Desenvolvimento Social <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> 503 619 752 FSU 364.122 _ 12.286 2010 364.122 _ 100,0%<br />
Fundação da Juventu<strong>de</strong> 502 263 342 FSU 1.666.106 _ 24.940 _ 1,5%<br />
Fundação Portugal África 503 530 409 FCU 11.385.069 _ -250.086 2010 299.279 _ 2,6%<br />
Fundação <strong>de</strong> Serralves 502 266 643 FSU 14.913.806 _ 52.620 2010 49.880 _ 0,3%<br />
8.2.18 – Outras aplicações financeiras<br />
Participação<br />
Natureza<br />
Entida<strong>de</strong>s Quantida<strong>de</strong> Valor Valor<br />
Nominal Merca<strong>do</strong><br />
Fun<strong>do</strong> <strong>de</strong> Investimento Imobiliário - <strong>Porto</strong> Novo BANIF 20.809 1.969.116 2.032.291<br />
Fun<strong>do</strong> <strong>de</strong> Investimento Imobiliário - <strong>Porto</strong> D`Ouro C.G.D 8.400 8.400.000 8.336.473<br />
Fun<strong>do</strong> <strong>de</strong> Investimento Imobiliário - Invesurb BES 500 500.000<br />
Total<br />
10.869.116 10.368.765<br />
8.2.22 – Dívidas <strong>de</strong> Cobrança Duvi<strong>do</strong>sa<br />
Rubricas<br />
Sal<strong>do</strong> Inicial Aumentos Diminuições Sal<strong>do</strong> Final<br />
€ € € €<br />
Cobranças em litígio<br />
Impostos Indiretos 3.316.296 3.200.970 2.554.552 3.962.714<br />
Taxas 110.340 75.134 19.706 165.769<br />
Rendas e Alugueres 1.915.063 436.052 439.437 1.911.678<br />
Prestação <strong>de</strong> Serviços 3.824.932 1.086.854 49.195 4.862.591<br />
Outras cobranças duvi<strong>do</strong>sas 302.632 54.984 3.878 353.738<br />
Total 9.469.263 4.853.994 3.066.769 11.256.489<br />
93
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
A conta 218 – Clientes, contribuintes e utentes <strong>de</strong> cobrança duvi<strong>do</strong>sa reflete a receita<br />
liquidada e não cobrada transferida para execução fiscal. Durante o exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong> foram<br />
consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong>s 1.378.463,97 euros <strong>de</strong> dívidas cuja cobrança se apresenta duvi<strong>do</strong>sa. Por outro<br />
la<strong>do</strong>, a autarquia recuperou 1.537.047,55 euros <strong>de</strong> dívidas já consi<strong>de</strong>radas nos exercícios<br />
anteriores, bem como foram corrigi<strong>do</strong>s em termos liqui<strong>do</strong>s 224.013,70 euros resultantes da<br />
atualização <strong>do</strong> sal<strong>do</strong> das dívidas sobre as quais existiam garantias bancárias apresentadas<br />
pelas respetivas entida<strong>de</strong>s.<br />
Acresce ainda referir que, durante o exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong> foram reintegradas as dívidas<br />
relativas aos montantes que foram <strong>de</strong>clara<strong>do</strong>s em falhas e cujo valor global ascen<strong>de</strong> a<br />
1.722.033,25 euros e que, em 2010, haviam si<strong>do</strong> anuladas pela Divisão <strong>Municipal</strong> <strong>de</strong><br />
Contra-Or<strong>de</strong>nações e Execuções Fiscais no montante <strong>de</strong> 3 639 103 euros, no âmbito da<br />
aplicação <strong>de</strong> uma medida <strong>de</strong> gestão <strong>de</strong> arquivamento <strong>de</strong> todas as dívidas anteriores a<br />
31.12.2004 que, entre outras situações, estavam prescritas ou não tinham elementos <strong>de</strong><br />
i<strong>de</strong>ntificação <strong>do</strong> executa<strong>do</strong>. A reintegração <strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> dívidas aconteceu na medida em<br />
que, já posteriormente, se concluiu, que existia a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> em qualquer altura<br />
po<strong>de</strong>ssem ser novamente executadas.<br />
8.2.26 – Contas <strong>de</strong> Or<strong>de</strong>m<br />
Código e Designação das Contas<br />
Sal<strong>do</strong> da<br />
Gerência<br />
Movimento Anual Sal<strong>do</strong> p/<br />
Deve<strong>do</strong>r Cre<strong>do</strong>r Gerência<br />
€ € € €<br />
0932 Garantias e Cauções <strong>de</strong> Terceiros, Prestadas 59.103.103 7.386.198 28.464 50.082.703<br />
09321 Prestadas por Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> c/c 58.449.888 7.137.793 28.464 49.497.616<br />
09322 Prestadas por Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> imobiliza<strong>do</strong> 481.495 1.168 172.022<br />
09323 Prestadas por outros cre<strong>do</strong>res 171.720 247.237 413.065<br />
0933 Garantias e Cauções <strong>de</strong> Terceiros, Devolvidas 1.536 16.379.669<br />
09331 Devolvidas a Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> c/c 1.536 16.063.136<br />
09332 Devolvidas a Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> Imobiliza<strong>do</strong> 310.640<br />
09333 Devolvidas a Outros Cre<strong>do</strong>res 5.893<br />
0934 Garantias e Cauções <strong>de</strong> Terceiros, Acionadas<br />
09341 Acionadas a Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> c/c<br />
09342 Acionistas a Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> Imobiliza<strong>do</strong><br />
09343 Acionistas a Outros Cre<strong>do</strong>res<br />
Total<br />
59.103.103 7.387.734 16.408.134 50.082.703<br />
94
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
8.2.27 – Provisões Acumuladas<br />
Contas<br />
Sal<strong>do</strong> Inicial Aumento Redução Sal<strong>do</strong> Final<br />
€ € € €<br />
19 Provisões para Aplicações <strong>de</strong> Tesouraria<br />
291 Provisões para Cobranças Duvi<strong>do</strong>sas 8.206.033 3.864.550 1.554.212 10.516.372<br />
292 Provisões para Riscos e Encargos 22.823.882 2.806.475 1.444.669 24.185.689<br />
39 Provisões para Depreciação <strong>de</strong> Existências<br />
49 Provisões para Investimentos Financeiros 454.408 84.338 0 538.746<br />
Total<br />
31.484.324 6.755.363 2.998.880 35.240.806<br />
8.2.28 – Fun<strong>do</strong> Patrimonial<br />
Contas<br />
Sal<strong>do</strong> Inicial Aumento Redução Sal<strong>do</strong> Final<br />
€ € € €<br />
51 Património 598.504.551 48.012.670<br />
646.517.222<br />
55 Ajustamentos <strong>de</strong> partes <strong>de</strong> capital em empresas<br />
336.781 336.781<br />
553 Outras variações nos capitais em empresas<br />
458.117 458.117<br />
554 Depreciações -121.336 -121.336<br />
57 Reservas 148.801.401 290.576 4.321.195 144.770.782<br />
571 Reservas legais 7.043.250 189.120 7.232.370<br />
575 Subsídios 0 101.456 101.456<br />
576 Doações 141.286 141.286<br />
577 Reservas <strong>de</strong>correntes da transferência <strong>de</strong> ativos 77.068.558 77.068.558<br />
578 Regularizações Entida<strong>de</strong>s Participadas 64.548.307 4.321.195 60.227.112<br />
59 Resulta<strong>do</strong>s transita<strong>do</strong>s<br />
105.643.698 5.553.312 4.995.372 106.201.638<br />
Total 853.286.431 53.856.558 9.316.566 897.826.423<br />
Relativamente aos movimentos incorri<strong>do</strong>s no exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong> em cada uma das contas da<br />
classe 5 temos:<br />
Património<br />
A conta 51 – Património regista os fun<strong>do</strong>s relativos à constituição da entida<strong>de</strong>, bem como as<br />
alterações subsequentes que venham a ser formalmente autorizadas.<br />
Como tal, proce<strong>de</strong>u-se a um aumento <strong>de</strong> 15,6 milhões <strong>de</strong> euros pelo registo <strong>de</strong> bens,<br />
nomeadamente <strong>de</strong> diversas parcelas <strong>de</strong> terrenos e prédios municipais, no momento da<br />
cedência ou venda, que não tinham si<strong>do</strong> objeto <strong>de</strong> inventariação ao nível <strong>do</strong> balanço inicial,<br />
<strong>de</strong>signadamente:<br />
- Parcela <strong>de</strong> terrena sita na Rua <strong>de</strong> Baltazar Falcão 5 600 000 euros<br />
- Parcela <strong>de</strong> terrena sita R Fonte Taurina/Muro <strong>do</strong>s Bacalhoeiros 4 934 837 euros<br />
- Prédio urbano <strong>de</strong>nomina<strong>do</strong> por Colégio <strong>do</strong>s Órfãos 3 295 136 euros<br />
95
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
- Outros prédios municipais 1 793 701 euros<br />
De igual mo<strong>do</strong>, foram incorpora<strong>do</strong>s os montantes <strong>de</strong> 10,1 e 11 milhões <strong>de</strong> euros,<br />
<strong>de</strong>correntes por um la<strong>do</strong>, <strong>do</strong> valor <strong>de</strong> merca<strong>do</strong> atribuí<strong>do</strong> ao prédio que constitui o Silo Auto e<br />
respetiva área <strong>de</strong> logra<strong>do</strong>uro, no âmbito <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> intenção <strong>de</strong> venda em hasta pública<br />
e, por outro, da avaliação <strong>do</strong>s terrenos afetos ao Bairro <strong>do</strong> Aleixo que futuramente irão<br />
incorporar o fun<strong>do</strong> especial <strong>de</strong> investimento imobiliário fecha<strong>do</strong> – INVESURB,<br />
respetivamente.<br />
Similarmente, <strong>de</strong>corrente da incorporação <strong>do</strong> valor das avaliações relativas à atualização <strong>do</strong><br />
cadastro e inventário <strong>do</strong> imobiliza<strong>do</strong> municipal, registou-se o montante <strong>de</strong> 6,7 milhões <strong>de</strong><br />
euros relativos a diversos terrenos on<strong>de</strong> se encontram instaladas várias escolas municipais<br />
(EB1), bem como a parcela <strong>de</strong> terreno que permitiu a construção <strong>do</strong> Centro Educativo <strong>de</strong><br />
Nevogil<strong>de</strong>.<br />
Foi ainda imputa<strong>do</strong> o valor <strong>de</strong> 374 mil euros, resultante da inscrição em investimentos<br />
financeiros das participações <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> no capital social da Fundação da<br />
Juventu<strong>de</strong>, da Fundação Portugal África e da Fundação <strong>de</strong> Serralves, não inventariadas<br />
aquan<strong>do</strong> da elaboração <strong>do</strong> balanço inicial em 2001, nem contabilizadas nos exercícios<br />
económicos seguintes.<br />
Por último, registou-se o montante <strong>de</strong> 4,2 milhões <strong>de</strong> euros resultantes <strong>de</strong> permutas <strong>de</strong><br />
diversas parcelas <strong>de</strong> terrenos que, <strong>de</strong> igual mo<strong>do</strong>, não tinham si<strong>do</strong> objeto <strong>de</strong> inventariação<br />
ao nível <strong>do</strong> balanço inicial.<br />
Ajustamentos em partes <strong>de</strong> capital e empresas<br />
Nesta classe <strong>de</strong>verão ser registadas as diferenças <strong>de</strong> ajustamentos <strong>de</strong> partes <strong>de</strong> capital<br />
associadas à conta 411 – Investimentos Financeiros.<br />
Reservas<br />
Estas contas encontram-se <strong>de</strong>sagregadas ao nível <strong>do</strong> balanço, consoante a natureza das<br />
mesmas, <strong>de</strong>signadamente:<br />
571- Reservas legais - O aumento diz respeito à distribuição <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s líqui<strong>do</strong>s <strong>de</strong><br />
2010, aprova<strong>do</strong>s em assembleia municipal conforme proposta apresentada pelo executivo.<br />
575 - Subsídios – A variação <strong>de</strong>sta rubrica espelha a contabilização da comparticipação <strong>do</strong><br />
valor <strong>do</strong> terreno inscrito no âmbito <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> candidatura ao Programa Operacional da<br />
Região <strong>do</strong> Norte (ON.2), <strong>de</strong>signadamente no que concerne à remo<strong>de</strong>lação / ampliação da<br />
escola EB1 <strong>do</strong> Bom Sucesso.<br />
96
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
578 – Regularizações Entida<strong>de</strong>s Participadas – A redução ocorrida nesta rubrica durante o<br />
exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong> perfazen<strong>do</strong> o montante 4,3 milhões <strong>de</strong> euros, <strong>de</strong>veu-se, unicamente, à<br />
<strong>de</strong>nominada “Operação Harmónio” que consistiu numa redução e aumento simultâneo <strong>do</strong><br />
capital social da <strong>CMP</strong>EA – Empresa <strong>de</strong> Águas <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EMM, no valor <strong>de</strong> 14<br />
000 000 euros. Em <strong>de</strong>talhe, a redução <strong>do</strong> capital <strong>de</strong>veu-se a uma regularização proveniente<br />
das duplicações <strong>do</strong>s registos contabilísticos i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s no ativo fixo tangível da empresa<br />
aquan<strong>do</strong> da transformação <strong>do</strong>s então <strong>de</strong>nomina<strong>do</strong>s “Serviços <strong>Municipal</strong>iza<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Água e<br />
Saneamento <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> (SMAS) em empresa municipal com a <strong>de</strong>nominação acima<br />
mencionada. Por outro la<strong>do</strong>, o aumento <strong>de</strong> capital ficou-se a <strong>de</strong>ver a entrega em espécie<br />
pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e pelos valores constantes <strong>do</strong> relatório elabora<strong>do</strong> pelo Revisor<br />
Oficial <strong>de</strong> Contas <strong>do</strong>s seguintes bens: i) re<strong>de</strong> <strong>de</strong> drenagem <strong>de</strong> águas pluviais; ii) parcelas <strong>de</strong><br />
terreno, sitas na Rua <strong>de</strong> Barros Lima e Rua <strong>de</strong> Santo Isidro, freguesia <strong>do</strong> Bonfim e iii) parte<br />
<strong>do</strong> crédito <strong>de</strong>ti<strong>do</strong> pelo Município regista<strong>do</strong> na rubrica <strong>de</strong> Dívidas <strong>de</strong> Terceiros <strong>de</strong> Médio<br />
Longo Prazo - Administração Autárquica.<br />
59 – Resulta<strong>do</strong>s transita<strong>do</strong>s – Esta conta recebeu os resulta<strong>do</strong>s líqui<strong>do</strong>s provenientes <strong>do</strong><br />
exercício anterior, no valor <strong>de</strong> 3 782 405 euros, e excecionalmente, <strong>de</strong>verá registar as<br />
regularizações não frequentes e <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> significa<strong>do</strong>.<br />
Relativamente às restantes regularizações não frequentes efetuadas durante o exercício,<br />
discriminam-se <strong>de</strong> seguida, conforme a natureza das mesmas:<br />
Aumentos<br />
- Pelo valor que se tinha anula<strong>do</strong> em 2010 inerente às dívidas <strong>de</strong> terceiros movimentadas<br />
em execução fiscal no montante <strong>de</strong> 1,7 milhões <strong>de</strong> euros, relativas aos montantes<br />
<strong>de</strong>clara<strong>do</strong>s em falhas que, posteriormente, se concluiram, existir a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> em<br />
qualquer altura po<strong>de</strong>rem ser novamente executadas.<br />
Diminuições<br />
- Pela constituição <strong>de</strong> reservas legais no valor <strong>de</strong> 189 120 euros;<br />
- Imputação <strong>do</strong> valor <strong>de</strong> 2,9 milhões <strong>de</strong> euros e 870 mil euros, relativas às correções das<br />
amortizações acumuladas na rubrica <strong>de</strong> edifícios e outras construções, calculadas durante o<br />
2.º trimestre e o 4.º trimestre <strong>de</strong> 2010, respetivamente;<br />
- No <strong>de</strong>correr da recuperação <strong>de</strong> movimentos <strong>de</strong> anos anteriores, proce<strong>de</strong>u-se à<br />
reconciliação total <strong>do</strong> sal<strong>do</strong> da conta <strong>do</strong> ativo <strong>de</strong> terrenos <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público, cujo diferencial<br />
ascen<strong>de</strong>u a cerca <strong>de</strong> 1 milhão <strong>de</strong> euros.<br />
97
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
8.2.29 – Demonstração <strong>do</strong> custo das merca<strong>do</strong>rias vendidas e das matérias<br />
consumidas<br />
Existências iniciais<br />
Compras<br />
Movimentos<br />
Regularização <strong>de</strong> existências<br />
Existências Finais 6.695<br />
Custos no exercício<br />
Merca<strong>do</strong>rias<br />
6.695<br />
Matérias-primas,<br />
subsidiárias e <strong>de</strong><br />
consumo<br />
€ €<br />
0<br />
0<br />
0<br />
1.091.373<br />
1.783.159<br />
91.528<br />
1.387.940<br />
1.578.120<br />
O sal<strong>do</strong> das existências foi obti<strong>do</strong> através <strong>do</strong> sistema <strong>de</strong> inventário permanente<br />
implementa<strong>do</strong> <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2009. Aten<strong>de</strong>n<strong>do</strong> às especificida<strong>de</strong>s inerentes à implementação <strong>de</strong>ste<br />
sistema, e, como complemento <strong>do</strong> trabalho final <strong>de</strong> Inventário Geral Anual <strong>de</strong> <strong>2011</strong>,<br />
proce<strong>de</strong>ram-se a movimentos <strong>de</strong> regularizações <strong>de</strong> existências.<br />
8.2.30 – Demonstração da variação da produção<br />
Movimentos<br />
Produtos acaba<strong>do</strong>s<br />
Subprodutos,<br />
<strong>de</strong>sperdícios,<br />
Produtos e trabalhos<br />
e intermédios resíduos e refugos em curso<br />
€ € €<br />
Existências finais<br />
Regularização <strong>de</strong> existências<br />
Existências iniciais<br />
12.703.352<br />
0<br />
12.626.805<br />
0 0<br />
0<br />
0<br />
0<br />
0<br />
Aumento/redução no exercício<br />
76.547<br />
0<br />
0<br />
8.2.31 – Demonstração <strong>do</strong>s Resulta<strong>do</strong>s Financeiros<br />
Código<br />
das<br />
Contas<br />
Custos e Perdas<br />
Exercício Código<br />
Exercício<br />
das<br />
Proveitos e Ganhos<br />
<strong>2011</strong> 2010 Contas<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
€ € € €<br />
681 Juros suporta<strong>do</strong>s 3.788.807 3.382.071 781 Juros obti<strong>do</strong>s 401.496 260.976<br />
684 Provisões para aplicações financeiras 84.338 102.064 782 Ganhos em entida<strong>de</strong>s participadas 712.509 668.825<br />
688 Outros custos e perdas financeiros 228.317 300.970 783 Rendimentos <strong>de</strong> imóveis 6.628.887 6.407.351<br />
788 Outros proveitos e ganhos financeiros - -<br />
Resulta<strong>do</strong>s Financeiros 3.641.432 3.552.047<br />
Total<br />
7.742.893 7.337.152 Total<br />
7.742.893 7.337.152<br />
98
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
8.2.32 – Demonstração <strong>do</strong>s Resulta<strong>do</strong>s Extraordinários<br />
Código das<br />
Contas<br />
Custos e Perdas<br />
Exercício<br />
Exercício<br />
Código das<br />
<strong>2011</strong> 2010 Proveitos e Ganhos<br />
Contas<br />
<strong>2011</strong> 2010<br />
€ € € €<br />
691 Transferências <strong>de</strong> capital concedidas 3.255.288 2.933.832 791 Restituições <strong>de</strong> impostos<br />
692 Dívidas incobráveis 792 Recuperação <strong>de</strong> dívidas<br />
693 Perdas em Existências 374.727 227.103 793 Ganhos em existências 466.255 111.620<br />
694 Perdas em imobilizações 2.522.436 1.138.949 794 Ganhos em imobilizações 138.287 34.809<br />
695 Multas e Penalida<strong>de</strong>s 658 1.360 795 Benefícios <strong>de</strong> penalida<strong>de</strong>s contratuais 1.336.100 1.872.044<br />
696 Aumentos <strong>de</strong> amortizações e <strong>de</strong> provisões 31 796 Reduções <strong>de</strong> amortizações e <strong>de</strong> provisões 2.998.880 5.171.811<br />
697 Correções relativas a exercícios anteriores 1.760.146 7.976.842 797 Correções relativas a exercícios anteriores 1.705.272 1.391.701<br />
698 Outros custos e perdas extraordinários 869.861 6.006.835 798 Outros proveitos e ganhos extraordinários 8.660.752 8.872.018<br />
799 Reembolsos e Restituições<br />
Resulta<strong>do</strong>s extraordinários 6.522.400 -830.918<br />
Total<br />
15.305.547 17.454.003 Total<br />
15.305.547 17.454.003<br />
8.2.33 – Outras informações consi<strong>de</strong>radas relevantes<br />
1. De acor<strong>do</strong> com o disposto na alínea c) <strong>do</strong> n.º2 <strong>do</strong> art.º 63º <strong>do</strong> Decreto-Lei n.º 498/72 <strong>de</strong> 9<br />
<strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro, o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e respetivos serviços municipaliza<strong>do</strong>s passaram a ser<br />
responsáveis pelos montantes <strong>do</strong>s encargos com a aposentação <strong>do</strong> seu pessoal subscritor<br />
da Caixa Geral <strong>de</strong> Aposentações, pelo que, face à responsabilida<strong>de</strong> <strong>do</strong> pagamento das<br />
pensões <strong>do</strong>s seus funcionários, reteve, como contrapartida, os respetivos <strong>de</strong>scontos. Com a<br />
entrada em vigor <strong>do</strong> art.º 56º da Lei n.º 114/88 <strong>de</strong> 30 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro, a responsabilida<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
pagamento das pensões <strong>do</strong>s funcionários que se aposentassem a partir <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong><br />
1989 passou a pertencer àquela entida<strong>de</strong>.<br />
Por este motivo, subsiste a obrigação <strong>de</strong> entregar o valor da quota-parte <strong>do</strong>s funcionários<br />
que prestaram serviço durante o perío<strong>do</strong> compreendi<strong>do</strong> entre 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 1973 e 31 <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 1988.<br />
No exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, os custos com o pessoal incorporam cerca <strong>de</strong> 2,6 milhões <strong>de</strong> euros<br />
respeitantes ao pagamento à Caixa Geral <strong>de</strong> Aposentações <strong>de</strong> pensões, associadas ao<br />
regime anteriormente <strong>de</strong>scrito.<br />
Da<strong>do</strong> que o controlo efetivo <strong>de</strong>stes <strong>de</strong>scontos está a ser realiza<strong>do</strong> unicamente pela Caixa<br />
Geral <strong>de</strong> Aposentações, não nos é possível ainda concretizar uma estimativa <strong>do</strong> valor<br />
presente das pensões a pagar no futuro, assente num grau <strong>de</strong> fiabilida<strong>de</strong> aceitável, que seja<br />
passível <strong>de</strong> ser releva<strong>do</strong> contabilisticamente.<br />
2. O Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e as socieda<strong>de</strong>s Médio e Longo Prazo – Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Investimento<br />
Imobiliário, Lda; Jardins <strong>de</strong> França − Empreendimentos Imobiliários, S.A.; e Préstimo −<br />
Prestígio Imobiliário, Lda., estabeleceram, em 15 <strong>de</strong> julho <strong>de</strong> 2009, um protocolo aprova<strong>do</strong><br />
em reuniões <strong>de</strong> Câmara e Assembleia <strong>Municipal</strong>, o qual foi posteriormente visa<strong>do</strong> pelo<br />
Tribunal <strong>de</strong> Contas, ten<strong>do</strong> em vista a solução consensual para os diferen<strong>do</strong>s existentes,<br />
99
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
emergentes da expropriação para a implementação <strong>do</strong> <strong>de</strong>nomina<strong>do</strong> “Parque Urbano da<br />
Cida<strong>de</strong> – 2.ª Fase”, concretamente “as parcelas 1 e 24”. Deste protocolo, resultou o seguinte<br />
entendimento:<br />
O Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> acor<strong>do</strong>u pagar às socieda<strong>de</strong>s € 43.893.849,00 (quarenta e três<br />
milhões, oitocentos e noventa e três mil, oitocentos e quarenta e nove euros), da seguinte<br />
forma:<br />
(i) €19.393.849,00, proveniente <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> alienação <strong>do</strong>s imóveis entregues como<br />
dação em pagamento no primeiro acor<strong>do</strong>, no prazo <strong>de</strong> 1 ano. Este montante será acresci<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong> um montante equivalente à correção monetária, calcula<strong>do</strong> sobre o perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> 1 ano, à<br />
taxa euribor a 12 meses, acrescida <strong>de</strong> um spread <strong>de</strong> 1,275%.<br />
(ii) € 24.500.000,00, proveniente <strong>do</strong> contrato celebra<strong>do</strong> para os terrenos <strong>de</strong>signa<strong>do</strong>s <strong>de</strong><br />
Avenida Nun´Álvares, no prazo <strong>de</strong> 3 anos. Este montante será acresci<strong>do</strong> <strong>de</strong> um montante<br />
equivalente à correção monetária, calcula<strong>do</strong> à taxa fixa, correspon<strong>de</strong>nte à taxa <strong>de</strong> swaps a<br />
três anos acrescida <strong>de</strong> um spread <strong>de</strong> 1,5%.<br />
Anota-se, não obstante, que as socieda<strong>de</strong>s outorgantes ce<strong>de</strong>ram a duas instituições<br />
financeiras os montantes correspon<strong>de</strong>ntes ao valor das prestações in<strong>de</strong>mnizatórias<br />
i<strong>de</strong>ntificadas em (i) e (ii).<br />
Em 2010 o ponto (i) já se concretizou, restan<strong>do</strong> ainda os € 24 500 000,00 que serão pagos<br />
nos termos <strong>do</strong> protocolo, preven<strong>do</strong>-se arrecadar a respetiva verba com a venda <strong>de</strong> lotes<br />
que resultarem da implementação da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> execução da UOPG1, cujos contratos<br />
promessa <strong>de</strong> compra e venda se admite virem a ser aciona<strong>do</strong>s.<br />
4. A Metro <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> S.A., no âmbito <strong>de</strong> uma Nota Técnica emitida em 30 <strong>de</strong> setembro <strong>de</strong><br />
2010, reclama ao Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> o pagamento <strong>do</strong> montante <strong>de</strong> 1.749.692,73 euros<br />
relativo a Inserções Urbanas no âmbito da construção <strong>do</strong> sistema <strong>de</strong> metro ligeiro. Em<br />
contraposição, o Município reclamou, em 9 <strong>de</strong> novembro <strong>de</strong> 2010, o pagamento <strong>de</strong><br />
3.557.424,56 euros relativos a licenças emitidas, cedências <strong>de</strong> terrenos e in<strong>de</strong>mnizações.<br />
Na impossibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> regularizar esta situação no ano anterior, continuarão a ser tomadas<br />
as diligências necessárias à regularização <strong>de</strong>sta divergência em 2012.<br />
5. O Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e a socieda<strong>de</strong> Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A., acordaram<br />
extrajudicialmente, transmitir, em cumprimento <strong>do</strong> Protocolo <strong>de</strong> 7 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2000 e <strong>do</strong><br />
<strong>de</strong>cidi<strong>do</strong> judicialmente no âmbito <strong>do</strong> processo n.º 115/05.9BEPRT, livres <strong>de</strong> ónus ou<br />
encargos e <strong>de</strong>volutos <strong>de</strong> pessoas e bens, alguns lotes <strong>de</strong> terrenos resultantes da uma<br />
operação <strong>de</strong> loteamento <strong>de</strong>vidamente infraestrutura<strong>do</strong>s. Este acor<strong>do</strong> vem <strong>de</strong> encontro à<br />
sentença já transitada em julga<strong>do</strong>, na qual o tribunal exigiu ao Município o pagamento da<br />
100
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
quantia <strong>de</strong> € 5.885.816,00, acrescida <strong>de</strong> juros <strong>de</strong> mora venci<strong>do</strong>s, no montante <strong>de</strong> €<br />
2.731.658,00.<br />
Ten<strong>do</strong> em conta que os lotes <strong>de</strong> terrenos envolvi<strong>do</strong>s neste acor<strong>do</strong> não se encontram<br />
regista<strong>do</strong>s no Balanço <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, o impacto patrimonial é nulo, facto pelo qual<br />
não se registou nesta data a provisão correspon<strong>de</strong>nte. Esta operação será contabilizada em<br />
2012, após a valorização <strong>do</strong>s lotes referi<strong>do</strong>s, cujos montantes serviram <strong>de</strong> base às<br />
escrituras a celebrar.<br />
8.3 – Notas sobre o processo orçamental e respetiva execução<br />
A informação sobre este ponto consta <strong>do</strong>s mapas que acompanham os <strong>do</strong>cumentos <strong>de</strong><br />
prestação <strong>de</strong> contas, construí<strong>do</strong>s <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o <strong>de</strong>fini<strong>do</strong> no POCAL, <strong>de</strong>signadamente:<br />
modificações <strong>do</strong> orçamento da receita, modificações <strong>do</strong> orçamento da <strong>de</strong>spesa e<br />
modificações ao plano plurianual <strong>de</strong> investimentos.<br />
101
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
BALANÇO CONSOLIDADO<br />
Código das contas<br />
Exercícios<br />
Código das contas<br />
Exercícios<br />
POCAL ACTIVO <strong>2011</strong><br />
2010 POCAL FUNDOS PRÓPRIOS E PASSIVO <strong>2011</strong> 2010<br />
AB AP AL AL<br />
Imobiliza<strong>do</strong><br />
Fun<strong>do</strong>s próprios<br />
Bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público 51 Património 646.517.222 598.504.551<br />
451 Terrenos e recursos naturais 5.275.657 0 5.275.657 6.207.258 51 Diferenças <strong>de</strong> consolidação 1.536.226 1.536.226<br />
452 Edifícios 12.613.926 3.735.010 8.878.916 9.499.609 55 Ajustamento <strong>de</strong> partes <strong>de</strong> capital em empresas 336.781 336.781<br />
453 Outras construções e infraestruturas 313.648.855 69.886.105 243.762.750 242.574.739 56 Reservas <strong>de</strong> reavaliação 0 0<br />
455 Bens <strong>do</strong> património histórico, artístico e cultural 148.808 2.762 146.046 142.844 Reservas<br />
459 Outros bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público 65.033.773 19.498.551 45.535.222 48.751.801<br />
445 Imobilizações em curso 10.939.208 0 10.939.208 15.806.834 571 Reservas legais 7.605.726 7.292.746<br />
407.660.227 93.122.428 314.537.799 322.983.085 572 Reservas estatutárias 23.792 20.274<br />
Imobilizações incorpóreas 573 Reservas contratuais 0 0<br />
431 Despesas <strong>de</strong> instalação 2.017 2.017 0 0 574 Reservas livres 88.992 81.336<br />
432 Despesas <strong>de</strong> investigação e <strong>de</strong>senvolvimento 609.924 609.924 0 0 575 Subsídios 101.456 0<br />
433 Proprieda<strong>de</strong> industrial e outros direitos 3.938.533 3.171.713 766.820 924.675 576 Doações 142.004 142.004<br />
443 Imobilizações em curso 0 0 0 36.850 577 Reservas <strong>de</strong>correntes <strong>de</strong> transferência <strong>de</strong> ativos 77.068.558 77.068.558<br />
439 Diferenças <strong>de</strong> consolidação 776.627 155.325 621.302 621.302 578 Regularização <strong>de</strong>correntes Entida<strong>de</strong>s Participadas 61.121.912 65.118.699<br />
5.327.101 3.938.979 1.388.122 1.582.827 579 Outras Reservas 0<br />
Imobilizações Corpóreas 59 Resulta<strong>do</strong> transita<strong>do</strong>s 107.929.692 106.763.690<br />
421 Terrenos e recursos naturais 299.001.837 0 299.001.837 276.775.765 88 Result. líqui<strong>do</strong> exerc. atribuível à Entida<strong>de</strong> Mãe 11.598.971 2.906.772<br />
422 Edifícios e outras construções 575.713.430 165.084.298 410.629.132 409.000.428 Interesses Minoritários 1.623.666 1.606.394<br />
423 Equipamento básico 163.085.385 68.237.767 94.847.618 106.659.661<br />
424 Equipamento <strong>de</strong> transporte 7.278.376 6.624.079 654.297 1.061.064 Total <strong>do</strong>s fun<strong>do</strong>s próprios 915.694.998 861.378.031<br />
425 Ferramentas e utensílios 1.027.884 1.020.158 7.726 40.691 ad<br />
426 Equipamento administrativo 27.609.988 26.336.013 1.273.975 1.479.818<br />
427 Taras e vasilhame 2.032 2.032 0 0<br />
429 Outras imobilizações corpóreas 4.337.988 3.419.031 918.957 961.481 Passivo<br />
442 Imobilizações em curso 118.362.741 0 118.362.741 105.721.930<br />
1.196.419.661 270.723.378 925.696.283 901.700.838 292 Provisões para riscos e encargos 27.927.820 24.754.898<br />
Investimentos Financeiros<br />
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo (a)<br />
411 Partes <strong>de</strong> capital 8.185.545 475.219 7.710.326 7.020.731 2312 Dívidas a instituições <strong>de</strong> crédito 93.179.999 101.837.111<br />
412 Obrigações e títulos <strong>de</strong> participação 2.500 0 2.500 2.500 261 Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> Imobiliza<strong>do</strong> 143.695 0<br />
415 Outras aplicações financeiras 10.869.116 63.527 10.805.589 10.719.976 26132 Leasing <strong>de</strong> médio e longo prazo 7.388.818 7.934.121<br />
19.057.161 538.746 18.518.415 17.743.207 100.712.512 109.771.232<br />
Circulante<br />
Existências<br />
Dívidas a terceiros - Curto prazo<br />
36 Matérias -primas, Subsidiárias e <strong>de</strong> Consumo 1.660.992 8.355 1.652.637 1.451.373 2311 Empréstimos <strong>de</strong> curto prazo 1.294.571 2.798.712<br />
33 Produto acaba<strong>do</strong>s e intermédios 12.703.352 0 12.703.352 12.626.805 269 Adiantamentos por conta <strong>de</strong> vendas 1.284.494 6.429.656<br />
32 Merca<strong>do</strong>ria 278.259 46.605 231.654 247.823<br />
14.642.603 54.960 14.587.643 14.326.001 221 Fornece<strong>do</strong>res, c/c 9.385.106 15.685.884<br />
Dívidas <strong>de</strong> terceiros - Curto prazo 228 Fornece<strong>do</strong>res - Faturas em receção e conferência 65.269 146.481<br />
211 Clientes c/c 5.057.313 443.930 4.613.383 4.596.715 252 Cre<strong>do</strong>res pela execução <strong>do</strong> orçamento 0 0<br />
212 Contribuintes, c/c 1.079.935 0 1.079.935 1.440.843 224 Fornece<strong>do</strong>res c/c - Factoring 802.771 0<br />
213 Utentes c/c 165.080 0 165.080 52.220 219 Adiantamentos <strong>de</strong> clientes, contribuintes e utentes 0 0<br />
218 Clientes, contribuintes e utentes <strong>de</strong> cobrança duvi<strong>do</strong>sa 25.559.325 24.818.130 741.195 1.586.477 2611 Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> imobiliza<strong>do</strong>, c/c 1.377.777 3.600.029<br />
229 Adiantamento a fornece<strong>do</strong>res 6.768 0 6.768 6.415 24 Esta<strong>do</strong> e outros entes públicos 4.110.850 1.704.869<br />
24 Esta<strong>do</strong> e outros entes públicos 3.458.734 0 3.458.734 1.536.837 264 Administração autárquica 0 0<br />
262 + 263 + 267 + 268 Outros <strong>de</strong>ve<strong>do</strong>res 11.050.902 0 11.050.902 10.559.795 262 + 263 + 267 + 268 Outros cre<strong>do</strong>res 15.810.835 15.520.252<br />
46.378.057 25.262.060 21.115.997 19.779.302 2661 Cre<strong>do</strong>res com plano <strong>de</strong> pagamento 0 3.499.997<br />
Títulos negociáveis 26131 Leasing <strong>de</strong> curto prazo 550.000 550.076<br />
0 0 0 0 23121111 + 23121121 Empréstimo bancário M/L prazo c/ exigibilida<strong>de</strong> CP 10.087.000 9.490.009<br />
Depósitos em instituições financeiras e caixa<br />
12 Depósitos em instituições financeiras 23.326.963 0 23.326.963 11.297.966 44.768.673 59.425.965<br />
11 Caixa 358.447 0 358.447 813.725 Acréscimos e diferimentos<br />
23.685.410 0 23.685.410 12.111.691 273 Acréscimos <strong>de</strong> custos 15.703.523 20.745.425<br />
Acréscimos e diferimentos 274 Proveitos diferi<strong>do</strong>s 224.324.756 222.237.037<br />
271 Acréscimos <strong>de</strong> proveitos 9.043.542 0 9.043.542 7.278.046 240.028.279 242.982.462<br />
272 Custos diferi<strong>do</strong>s 559.071 0 559.071 807.591<br />
9.602.613 0 9.602.613 8.085.637 Total <strong>do</strong> passivo 413.437.284 436.934.557<br />
ANO: <strong>2011</strong><br />
( euros)<br />
Total <strong>de</strong> amortizações 367.784.785<br />
Total <strong>de</strong> provisões 25.855.766<br />
Total <strong>do</strong> ativo 1.722.772.833 393.640.551 1.329.132.282 1.298.312.588 Total <strong>do</strong>s fun<strong>do</strong>s próprios e <strong>do</strong> passivo 1.329.132.282 1.298.312.588<br />
ÓRGÂO EXECUTIVO<br />
ÓRGÂO DELIBERATIVO<br />
EM.....<strong>de</strong>................................................<strong>de</strong>................<br />
EM.....<strong>de</strong>................................................<strong>de</strong>................<br />
.................................................................................. .................................................................................<br />
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXO<br />
105
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
MUNICÍPIO DO PORTO<br />
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR NATUREZA<br />
CUSTOS E PERDAS<br />
Custo Merca<strong>do</strong>rias Vendidas Matérias Consumidas:<br />
Merca<strong>do</strong>rias<br />
<strong>2011</strong><br />
8.589.403<br />
2010<br />
8.973.509<br />
Matérias 2.838.651 11.428.054 3.193.731 12.167.240<br />
Fornecimentos e serviços externos 53.954.329 51.722.527<br />
Custos com o pessoal:<br />
Remunerações 55.971.973 62.188.878<br />
Encargos Sociais 16.853.894 72.825.867 18.991.480 81.180.358<br />
Transferências e subsídios correntes concedi<strong>do</strong>s e prestações sociais 7.170.843 7.022.565<br />
Amortizações <strong>do</strong> exercício 43.932.088 47.496.239<br />
Provisões <strong>do</strong> exercício 8.542.805 59.645.736 6.692.957 61.211.761<br />
Outros custos e perdas operacionais 629.165 629.165 466.345 466.345<br />
(A) 198.483.151 206.748.231<br />
Custos e perdas financeiras 5.176.295 5.176.295 4.799.000 4.799.000<br />
(C) 203.659.446 211.547.231<br />
Outros custos e perdas extraordinários 8.443.932 15.536.132<br />
(E) 212.103.378 227.083.363<br />
Imposto sobre o rendimento <strong>do</strong> exercício 1.075.656 555.472<br />
(G) 213.179.034 227.638.835<br />
Interesses minoritários 17.272 (111.687)<br />
Resulta<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício atribuível à entida<strong>de</strong> mãe 11.598.971 2.906.772<br />
Resulta<strong>do</strong> líqui<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício com Interesses Minoritários 11.616.243 2.795.085<br />
224.795.277 230.433.920<br />
PROVEITOS E GANHOS<br />
Vendas e prestações <strong>de</strong> serviços:<br />
Vendas <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>rias 21.178.212 20.366.186<br />
Vendas <strong>de</strong> produtos 45.683 8.167<br />
Prestações <strong>de</strong> serviços 39.705.056 60.928.951 38.327.540 58.701.893<br />
Impostos, taxas e outros 99.710.548 107.852.256<br />
Variação da produção 76.547 (88.286)<br />
Trabalhos para a própria entida<strong>de</strong><br />
Proveitos suplementares 2.586.535 980.403<br />
Transferências e subsídios correntes obti<strong>do</strong>s 32.873.568 32.873.004<br />
Outros proveitos e ganhos operacionais 2.546.582 712.753<br />
38.006.685 34.566.160<br />
(B) 198.722.731 201.032.023<br />
Proveitos e ganhos financeiros 8.348.105 9.053.208<br />
(D) 207.070.836 210.085.231<br />
Proveitos e ganhos extraordinários 17.724.441 20.348.689<br />
(F) 224.795.277 230.433.920<br />
Resulta<strong>do</strong>s operacionais: (B)-(A) 239.580 - (5.716.208)<br />
Resulta<strong>do</strong>s financeiros: (D-B)-(C-A) 3.171.810 - 4.254.208<br />
Resulta<strong>do</strong>s correntes: (D)-(C) 3.411.390 - (1.462.000)<br />
Resulta<strong>do</strong>s antes <strong>de</strong> impostos: (F)-(E) 12.691.899 - 3.350.557<br />
R. líqui<strong>do</strong> consolida<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício atribuível à entida<strong>de</strong> mãe: 11.598.971 - 2.906.772<br />
R. líqui<strong>do</strong> consolida<strong>do</strong> <strong>do</strong> exercício com interesses minoritários: 11.616.243 - 2.795.085<br />
106
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Ativida<strong>de</strong>s operacionais:<br />
MUNICÍPIO DO PORTO<br />
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA (MÉTODO DIRECTO) EM 31 DE DEZEMBRO DE <strong>2011</strong><br />
Designação <strong>2011</strong> 2010<br />
Recebimentos <strong>de</strong> clientes 252.477.482 246.825.338<br />
Pagamentos a fornece<strong>do</strong>res (127.205.013) (106.622.426)<br />
Pagamentos ao pessoal (75.269.298) (78.799.746)<br />
Fluxo gera<strong>do</strong> pelas operações 50.003.171 61.403.166<br />
Pagamento / recebimento <strong>de</strong> imposto sobre o rendimento (801.947) (469.400)<br />
Outros recebimentos / pagamentos relativos à ativida<strong>de</strong> operacional 16.770.238 3.936.234<br />
Fluxos gera<strong>do</strong>s antes das rubricas extraordinárias 65.971.462 64.870.000<br />
Recebimentos relaciona<strong>do</strong>s com rubricas extraordinárias 2.177.582 2.077.811<br />
Pagamentos relaciona<strong>do</strong>s com rubricas extraordinárias (5.319.406) (5.547.529)<br />
Fluxo das ativida<strong>de</strong>s operacionais 62.829.638 61.400.282<br />
Ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento:<br />
Recebimentos provenientes <strong>de</strong>:<br />
Investimentos financeiros - 247.880<br />
Imobilizações corpóreas 20.477.379 18.344.676<br />
Imobilizações incorpóreas - (504)<br />
Subsídios ao investimento 11.356.636 6.084.127<br />
Juros e proveitos similares 515.674 326.162<br />
Divi<strong>de</strong>n<strong>do</strong>s 273.740 677.637<br />
................................ - -<br />
32.623.429 25.679.978<br />
Pagamentos respeitantes a:<br />
Investimentos financeiros (400.000) (100.000)<br />
Imobilizações corpóreas (74.286.608) (91.081.950)<br />
Imobilizações incorpóreas (1.563.409) (2.007.228)<br />
................................ - -<br />
(76.250.017) (93.189.178)<br />
Fluxos das ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento (43.626.588) (67.509.200)<br />
Ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> financiamento:<br />
Recebimentos provenientes <strong>de</strong>:<br />
Empréstimos obti<strong>do</strong>s 9.337.081 12.798.893<br />
Aumentos <strong>de</strong> capital, prestações suplementares e prémios <strong>de</strong> emissão - -<br />
Subsídios e <strong>do</strong>ações 2.310.892 2.149.250<br />
Venda <strong>de</strong> ações (quotas) próprias - -<br />
Cobertura <strong>de</strong> prejuízos 4.091.232 4.275.180<br />
................................ - -<br />
15.739.205 19.223.323<br />
Pagamentos respeitantes a:<br />
Empréstimos obti<strong>do</strong>s (18.901.343) (17.485.509)<br />
Amortização <strong>de</strong> contratos <strong>de</strong> locação financeira (545.379) (548.535)<br />
Juros e custos similares (3.921.813) (3.534.676)<br />
Divi<strong>de</strong>n<strong>do</strong>s - -<br />
Redução <strong>de</strong> capital e prestações suplementares - -<br />
Aquisição <strong>de</strong> ações (quotas) próprias - -<br />
Outros - (251.063)<br />
(23.368.535) (21.819.783)<br />
Fluxos das ativida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> financiamento (7.629.330) (2.596.460)<br />
Variações <strong>de</strong> caixa e seus equivalentes 11.573.719 (8.705.379)<br />
Efeito das diferenças <strong>de</strong> câmbio<br />
Caixa e seus equivalentes no início <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> 12.111.691 20.817.070<br />
Caixa e seus equivalentes no fim <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> 23.685.410 12.111.691<br />
107
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS<br />
Introdução<br />
O Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> apresenta <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas relativas a 31 <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> <strong>2011</strong>.<br />
A obrigatorieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> consolidar <strong>de</strong>corre <strong>do</strong> nº 1 <strong>do</strong> Artigo 46.º da Lei das Finanças Locais, o<br />
qual estipula que “as contas <strong>do</strong>s municípios que <strong>de</strong>tenham serviços municipaliza<strong>do</strong>s ou a<br />
totalida<strong>de</strong> <strong>do</strong> capital <strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> setor empresarial local <strong>de</strong>vem incluir as contas<br />
consolidadas, apresentan<strong>do</strong> a consolidação <strong>do</strong> balanço e da <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>s<br />
com os respetivos anexos explicativos, incluin<strong>do</strong>, nomeadamente, os sal<strong>do</strong>s e fluxos<br />
financeiros entre as entida<strong>de</strong>s alvo <strong>de</strong> consolidação e o mapa <strong>de</strong> endividamento consolida<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong> médio e longo prazos”.<br />
Consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que a consolidação <strong>de</strong> contas <strong>de</strong>ve permitir proce<strong>de</strong>r à comparação da<br />
informação numa perspetiva intemporal, bem como com outros setores e com outras<br />
jurisdições, foi publicada a Portaria nº 474/2010 <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> julho que aprova a orientação nº<br />
1/2010 “Orientação genérica relativa à consolidação <strong>de</strong> contas no âmbito <strong>do</strong> setor público<br />
administrativo” obrigatoriamente aplicável ao Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
De acor<strong>do</strong> com a mesma Portaria, sem prejuízo <strong>do</strong>s princípios contabilísticos legalmente<br />
estabeleci<strong>do</strong>s no POCP e planos setoriais, a preparação e apresentação das<br />
<strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas das administrações públicas que compõem o setor<br />
público administrativo <strong>de</strong>vem pautar-se, em especial, pelo conjunto <strong>de</strong> princípios aplica<strong>do</strong>s<br />
pela entida<strong>de</strong> mãe, o qual <strong>de</strong>ve assegurar, <strong>de</strong>signadamente, a relevância e materialida<strong>de</strong>, a<br />
fiabilida<strong>de</strong>, a neutralida<strong>de</strong>, a plenitu<strong>de</strong>, a comparabilida<strong>de</strong> espacial e temporal e a<br />
representação fi<strong>de</strong>digna da informação nelas contidas.<br />
As contas consolidadas <strong>do</strong> grupo público <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, em <strong>2011</strong>, apresentam a<br />
contabilização da participação em entida<strong>de</strong>s consolidantes, em conformida<strong>de</strong> com a<br />
legislação atrás enunciada, conforme a entida<strong>de</strong> se encontre integrada no perímetro <strong>de</strong><br />
consolidação (utilizan<strong>do</strong>-se o méto<strong>do</strong> <strong>de</strong> consolidação integral, conforme previsto na Norma<br />
Contabilística e <strong>de</strong> Relato Financeiro 15 “Investimentos em subsidiárias e consolidação”) ou<br />
exerça influência significativa (utilizan<strong>do</strong>-se o méto<strong>do</strong> <strong>de</strong> equivalência patrimonial, conforme<br />
previsto na Norma Contabilística e <strong>de</strong> Relato Financeiro 13).<br />
As entida<strong>de</strong>s incluídas no perímetro <strong>de</strong> consolidação <strong>de</strong>vem converter os seus próprios<br />
critérios <strong>de</strong> valorimetria em critérios uniformes ao grupo público, <strong>de</strong> forma a garantir a<br />
homogeneização da informação previamente à aplicação <strong>de</strong> qualquer <strong>do</strong>s méto<strong>do</strong>s <strong>de</strong><br />
consolidação.<br />
108
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
As entida<strong>de</strong>s consolidantes aplicaram nas suas contas individuais o Sistema <strong>de</strong><br />
Normalização Contabilística (SNC), publica<strong>do</strong> pelo Decreto-Lei nº 158/2009, <strong>de</strong> 13 <strong>de</strong> julho,<br />
integran<strong>do</strong> as Normas Contabilísticas e <strong>de</strong> Relato Financeiro e as Normas Interpretativas.<br />
Na ausência <strong>de</strong> orientação na Portaria n.º 474/2010, no que respeita à numeração das notas<br />
<strong>do</strong> Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas, foi utiliza<strong>do</strong> o mesmo critério<br />
aplica<strong>do</strong> <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2009, <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o Decreto-Lei nº 238/91, <strong>de</strong> 2 <strong>de</strong> julho. Conforme<br />
indica<strong>do</strong> na Portaria nº 474/2010, <strong>de</strong> 01 <strong>de</strong> julho, para efeitos <strong>de</strong> aplicação <strong>do</strong> méto<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
consolidação integral, foi a<strong>do</strong>ta<strong>do</strong> o previsto na Norma Contabilística e <strong>de</strong> Relato Financeiro<br />
15 – “Investimentos em subsidiárias e consolidação”, publicada no aviso nº 15.655/2009, <strong>de</strong><br />
7 <strong>de</strong> setembro, com as necessárias adaptações à realida<strong>de</strong> <strong>do</strong> setor das autarquias locais.<br />
As notas <strong>do</strong> presente Anexo incluem as informações financeiras sobre os sal<strong>do</strong>s e fluxos<br />
financeiros entre as entida<strong>de</strong>s alvo <strong>de</strong> consolidação e o mapa <strong>de</strong> endividamento consolida<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong> médio e longo prazos, que são exigidas pelo nº 1 <strong>do</strong> Artigo 46.º da Lei das Finanças<br />
Locais.<br />
As notas não apresentadas não são aplicáveis ou o seu conteú<strong>do</strong> é irrelevante para a<br />
análise das Demonstrações Financeiras.<br />
To<strong>do</strong>s os valores são apresenta<strong>do</strong>s em euros.<br />
109
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
1 – Informações relativas às entida<strong>de</strong>s no perímetro <strong>de</strong> consolidação e a outras<br />
entida<strong>de</strong>s participadas<br />
Nota 1 – Entida<strong>de</strong>s incluídas no perímetro <strong>de</strong> consolidação<br />
Entida<strong>de</strong><br />
Se<strong>de</strong> Social<br />
Ativida<strong>de</strong> Principal<br />
Detentores <strong>de</strong><br />
Capital<br />
% <strong>do</strong> capital<br />
<strong>de</strong>ti<strong>do</strong> em <strong>2011</strong><br />
Obs.<br />
M.C.<br />
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Praça General<br />
Humberto Delga<strong>do</strong>,<br />
<strong>Porto</strong><br />
Ativida<strong>de</strong>s nos seguintes <strong>do</strong>mínios: equipamento rural e<br />
urbano, energia, transportes e comunicações, educação,<br />
património, cultura e ciência, tempos livres e <strong>de</strong>sporto, saú<strong>de</strong>,<br />
ação social, habitação, proteção civil, ambiente e saneamento<br />
básico, <strong>de</strong>fesa <strong>do</strong> consumi<strong>do</strong>r, promoção <strong>do</strong><br />
<strong>de</strong>senvolvimento, or<strong>de</strong>namento <strong>do</strong> território e urbanismo,<br />
policia municipal e cooperação externa.<br />
a) d) M.I.<br />
Gestão <strong>de</strong> Obras Publicas da <strong>CMP</strong>,<br />
E.E.M.<br />
Rua Monte <strong>do</strong>s<br />
Burgos,12 - <strong>Porto</strong><br />
Gestão <strong>de</strong> obras públicas <strong>do</strong> município MP 100% b) d) M.I.<br />
<strong>CMP</strong>H – DomusSocial – Empresa<br />
<strong>de</strong> Habitação e Manutenção <strong>do</strong><br />
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, E.E.M<br />
Rua Monte <strong>do</strong>s Burgos,<br />
12 - <strong>Porto</strong><br />
Gestão <strong>do</strong> parque habitacional <strong>do</strong> município e da ativida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
manutenção <strong>de</strong> equipamentos e infraestruturas, <strong>do</strong> <strong>do</strong>mínio<br />
público e priva<strong>do</strong>, cuja gestão seja <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
MP 100% b) d) M.I.<br />
<strong>CMP</strong>L – Empresa <strong>de</strong> Desporto e Rua <strong>de</strong> Bartolomeu<br />
Lazer <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, E.E.M. Velho, 648 - <strong>Porto</strong><br />
Assegurar a prestação <strong>de</strong> um serviço público no <strong>do</strong>mínio da<br />
ativida<strong>de</strong> física e <strong>de</strong>sportiva, <strong>do</strong> lazer e <strong>de</strong> outras ativida<strong>de</strong>s<br />
<strong>de</strong> animação da cida<strong>de</strong>.<br />
MP 100% b) d) M.I.<br />
<strong>CMP</strong>EA – Empresa <strong>de</strong> Águas <strong>do</strong><br />
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, E.E.M.<br />
Rua Barão Nova Sintra,<br />
285 - <strong>Porto</strong><br />
Abastecimento <strong>de</strong> água <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> à população, e a<br />
drenagem e tratamento das águas residuais em toda a<br />
cida<strong>de</strong>.<br />
MP 100% b) d) M.I.<br />
Fundação Ciência e<br />
Desenvolvimento<br />
Rua das Estrelas s/nº<br />
<strong>Porto</strong><br />
Fins culturais, artísticos, científicos e tecnológicos, po<strong>de</strong>n<strong>do</strong><br />
ser exerci<strong>do</strong>s em to<strong>do</strong> o território nacional, mas,<br />
pre<strong>do</strong>minantemente, no Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
MP<br />
UP<br />
50% c) d) M.I.<br />
Fundação para o Desenvolvimento<br />
Social <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Rua <strong>de</strong> Bonjóia, 185<br />
<strong>Porto</strong><br />
Competências <strong>de</strong>legadas pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> para<br />
intervenção em matéria <strong>de</strong> ação social. Através das suas<br />
ações preten<strong>de</strong> melhorar o teci<strong>do</strong> social interagin<strong>do</strong> com a<br />
cida<strong>de</strong>.<br />
MP 100% b) d) M.I.<br />
<strong>Porto</strong> Vivo, SRU - Soc. Reab.<br />
Urbana Baixa Portuense, S.A.<br />
Rua Mouzinho da<br />
Silveira, 212 - <strong>Porto</strong><br />
Conduzir o processo <strong>de</strong> reabilitação urbana da Baixa<br />
Portuense.<br />
MP 40,00%<br />
I.N.H. 60,00%<br />
M.E.P.<br />
APOR-Agência para Mo<strong>de</strong>rnização<br />
<strong>Porto</strong>, S.A.<br />
Avenida <strong>do</strong>s Alia<strong>do</strong>s,<br />
133 - 3º - <strong>Porto</strong><br />
Cria as sinergias para uma melhor cooperação entre<br />
entida<strong>de</strong>s públicas e privadas e promove a requalificação e<br />
mo<strong>de</strong>rnização <strong>do</strong> teci<strong>do</strong> urbano, industrial e empresarial da<br />
cida<strong>de</strong>. Tem um papel importante na promoção da imagem da<br />
cida<strong>de</strong> e no apoio a projetos <strong>de</strong> investigação e inovação<br />
tecnológica, fomentan<strong>do</strong> as ligações entre a universida<strong>de</strong> e a<br />
comunida<strong>de</strong> empresarial.<br />
MP 34,60%<br />
Outros 65,40%<br />
M.E.P.<br />
Merca<strong>do</strong> Abastece<strong>do</strong>r <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Rua Chaves Oliveira<br />
181 - <strong>Porto</strong><br />
Logística para merca<strong>do</strong>s<br />
MP 25,50%<br />
Outros 74,50%<br />
M.E.P.<br />
ADEPORTO - Agência <strong>de</strong> Energia<br />
<strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Rua Gonçalo Cristóvão,<br />
347, sala 218<br />
Utilização racional da energia, eficiência energética, gestão<br />
ambiental na interface com a energia, melhor aproveitamento<br />
<strong>do</strong>s recursos energéticos e o alargamento das boas práticas<br />
no planeamento, na gestão, na construção e na modalida<strong>de</strong><br />
sustentável<br />
MP 33,20%<br />
Outros 66,80%<br />
M.E.P.<br />
Fun<strong>do</strong> Especial <strong>de</strong> Inv. Imobiliário<br />
Fecha<strong>do</strong> <strong>Porto</strong> D'Ouro<br />
Av. João XXI, Nº 63<br />
Lisboa<br />
Maximização <strong>do</strong> valor das participações e <strong>do</strong>s rendimentos a<br />
distribuir aos participantes e o bom <strong>de</strong>sempenho das<br />
respectivas finalida<strong>de</strong>s económicas, sociais e financeiras<br />
MP 50,00%<br />
CGD 50,00%<br />
M.E.P.<br />
Fun<strong>do</strong> <strong>de</strong> Investimento Imobiliário<br />
Fecha<strong>do</strong> <strong>Porto</strong> Novo<br />
Rua Tierno Calvan,<br />
Torre 3, 14º Piso,<br />
Lisboa<br />
Desenvolvimento <strong>de</strong> projectos <strong>de</strong> urbanização e construção<br />
<strong>de</strong> imóveis na região <strong>do</strong> Gran<strong>de</strong> <strong>Porto</strong> para sua posterior<br />
venda ou arrendamento, visan<strong>do</strong> a maximização <strong>do</strong> valor <strong>de</strong><br />
unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> participação.<br />
MP 20,00%<br />
Outros 80,00%<br />
M.E.P.<br />
a) Entida<strong>de</strong>-mãe obrigada à elaboração <strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas, nos termos <strong>do</strong> n.º1 <strong>do</strong> Artigo 46º da Lei<br />
das Finanças Locais.<br />
b) Entida<strong>de</strong> controlada a 100% pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
c) Entida<strong>de</strong> <strong>de</strong>tida a 50% pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
d) Daqui em diante, MP, GOP, Domus, <strong>Porto</strong> Lazer, AdP, FCP e FDSP<br />
M.I. – Méto<strong>do</strong> Integral<br />
M.E.P – Méto<strong>do</strong> Equivalência Patrimonial<br />
110
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
O Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> aplicou a <strong>de</strong>finição <strong>de</strong> controlo prevista no ponto 6 da Portaria nº<br />
474/2010, no qual, numa relação entre entida<strong>de</strong>s, a existência <strong>de</strong> controlo <strong>de</strong>ve ser<br />
analisada casuisticamente, em função das circunstâncias concretas, toman<strong>do</strong> por referência<br />
o elemento po<strong>de</strong>r e o elemento resulta<strong>do</strong>, tal como estão estabeleci<strong>do</strong>s na IPSAS 6,<br />
aprovada e publicada em <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2006.<br />
Como condições <strong>de</strong> po<strong>de</strong>r <strong>de</strong>stacam-se, nomeadamente: a <strong>de</strong>tenção da maioria <strong>do</strong>s direitos<br />
<strong>de</strong> voto <strong>de</strong> outra entida<strong>de</strong>; a homologação <strong>do</strong>s estatutos ou <strong>do</strong> regulamento interno <strong>de</strong> outra<br />
entida<strong>de</strong>; a faculda<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>de</strong>signar, homologar a <strong>de</strong>signação, ou <strong>de</strong>stituir a maioria <strong>do</strong>s<br />
membros <strong>do</strong> órgão <strong>de</strong> gestão <strong>de</strong> outra entida<strong>de</strong>. Como condições <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong> salientam-se,<br />
<strong>de</strong>signadamente: o po<strong>de</strong>r <strong>de</strong> exigir a distribuição <strong>de</strong> ativos <strong>de</strong> outra entida<strong>de</strong> e o po<strong>de</strong>r <strong>de</strong><br />
dissolver a outra entida<strong>de</strong>, obten<strong>do</strong>, assim, um significativo nível <strong>de</strong> benefícios económicos,<br />
ou suportan<strong>do</strong> um significativo nível <strong>de</strong> obrigações. Presume-se a existência <strong>de</strong> controlo<br />
quan<strong>do</strong> se verifique pelo menos um <strong>do</strong>s seguintes indica<strong>do</strong>res <strong>de</strong> po<strong>de</strong>r: a faculda<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
vetar os orçamentos <strong>de</strong> outra entida<strong>de</strong>; a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vetar, <strong>de</strong>rrogar ou modificar as<br />
<strong>de</strong>cisões <strong>do</strong> órgão <strong>de</strong> gestão <strong>de</strong> outra entida<strong>de</strong>; ou o facto <strong>de</strong> o mandato da outra entida<strong>de</strong><br />
ser estabeleci<strong>do</strong> e limita<strong>do</strong> por legislação. Presume-se a existência <strong>de</strong> controlo quan<strong>do</strong> se<br />
verifiquem os seguintes indica<strong>do</strong>res <strong>de</strong> resulta<strong>do</strong>: a <strong>de</strong>tenção da titularida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s ativos<br />
líqui<strong>do</strong>s <strong>de</strong> outra entida<strong>de</strong> com o direito <strong>de</strong> livre acesso a estes; a capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> conseguir<br />
que a outra entida<strong>de</strong> coopere na realização <strong>do</strong>s seus próprios objetivos e a assunção da<br />
responsabilida<strong>de</strong> subsidiária pelos passivos <strong>de</strong> outra entida<strong>de</strong>.<br />
Às entida<strong>de</strong>s controladas a 100% pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> bem como na Fundação Ciência e<br />
Desenvolvimento, na qual existe uma posição <strong>de</strong> controlo, foi aplica<strong>do</strong> o méto<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
consolidação integral, que consiste na integração no Balanço, na Demonstração <strong>de</strong><br />
Resulta<strong>do</strong>s e nos mapas <strong>de</strong> execução orçamental da entida<strong>de</strong> consolidante, <strong>do</strong>s elementos<br />
respetivos <strong>do</strong>s balanços, das <strong>de</strong>monstrações <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s e <strong>do</strong>s mapas <strong>de</strong> execução<br />
orçamental das entida<strong>de</strong>s consolidadas, evi<strong>de</strong>ncian<strong>do</strong> os direitos <strong>de</strong> terceiros, <strong>de</strong>signa<strong>do</strong>s<br />
como interesses minoritários.<br />
Para as entida<strong>de</strong>s nas quais o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> <strong>de</strong>tém influência significativa, ou seja,<br />
uma participação financeira superior a 20% e inferior a 50%, foram realiza<strong>do</strong>s movimentos<br />
<strong>de</strong> equivalência patrimonial. Este méto<strong>do</strong> consiste na substituição no balanço da entida<strong>de</strong><br />
consolidante <strong>do</strong> valor contabilístico das partes <strong>de</strong> capital por ela <strong>de</strong>tida pelo valor que<br />
proporcionalmente lhe correspon<strong>de</strong> nos capitais próprios da entida<strong>de</strong> participada.<br />
111
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Nota 6 – Outras participações – entida<strong>de</strong>s consolidadas e não incluídas nas notas 1<br />
a 5<br />
Entida<strong>de</strong> Se<strong>de</strong> Social Ativida<strong>de</strong> Principal<br />
% <strong>do</strong> capital<br />
<strong>de</strong>ti<strong>do</strong> em <strong>2011</strong><br />
Obs.<br />
Primus MGV – Promoção e Desenvolvimento Regional, S.A.<br />
Promoção ou colaboração em projetos <strong>de</strong> impacto<br />
Rua Engenheiro Fre<strong>de</strong>rico Ulrich, 2650 -<br />
ao nível económico, social ou cultural na área<br />
Maia<br />
metropolitana <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
0,06% a)<br />
PORTGAS – Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Produção e Distribuição <strong>de</strong> Gás, S.A. Rua Linha <strong>de</strong> Torres, 41 – <strong>Porto</strong><br />
Distribui<strong>do</strong>ra e fornece<strong>do</strong>ra <strong>de</strong> Gás<br />
região litoral Norte.<br />
Natural na<br />
0,50% a)<br />
Futebol Clube <strong>Porto</strong>, Futebol SAD<br />
Estádio <strong>do</strong> Dragão, Via FC <strong>Porto</strong>,<br />
Entrada Poente, Piso 3<br />
Clube <strong>de</strong> futebol. 0,30% a)<br />
Régie Cooperativa Sinfonia – C.I.P.R.L. Mosteiro São Bento da Vitória Orquestras nacionais. 1,70% a)<br />
Socieda<strong>de</strong> Metro <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, S.A.<br />
Av. Fernão <strong>de</strong> Magalhães, 1862 – 6º e<br />
7º – <strong>Porto</strong><br />
Transporte ferroviário. 0,0001% a)<br />
Boavista Futebol Clube, Futebol SAD Rua O Primeiro <strong>de</strong> Janeiro – <strong>Porto</strong> Clube <strong>de</strong> futebol. 2,30% a)<br />
Fundação Casa da Música<br />
Av. Boavista, 604 - 610 - <strong>Porto</strong><br />
Promoção, fomento, difusão e prossecução <strong>de</strong><br />
ativida<strong>de</strong>s culturais e formativas no <strong>do</strong>mínio da<br />
ativida<strong>de</strong> musical<br />
3,60% a)<br />
INEGI - Instituto Engenharia Mecânica Gestão Industrial<br />
R. Dr. Roberto Frias, 400 - <strong>Porto</strong><br />
Realização <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong> <strong>de</strong> inovação e<br />
transferência <strong>de</strong> tecnologia orientada para o<br />
teci<strong>do</strong> industrial<br />
0,80% a)<br />
Águas <strong>do</strong> Douro e Paiva, S.A.<br />
Rua <strong>de</strong> Vilar, 235 5º <strong>Porto</strong><br />
Concessionária, até ao ano 2026, <strong>do</strong> Sistema<br />
Multimunicipal <strong>de</strong> Abastecimento <strong>de</strong> Água à Área<br />
Sul <strong>do</strong> Gran<strong>de</strong> <strong>Porto</strong>.<br />
14,30% a)<br />
Fundação da Juventu<strong>de</strong><br />
Rua das Flores, 69 <strong>Porto</strong><br />
Apoio a iniciativas <strong>de</strong>stinadas a promover a<br />
integração <strong>de</strong> jovens na vida adulta e ativa social<br />
ou cultural a eles expressamente dirigida<br />
1,50% a)<br />
Fundação Portugal África Rua <strong>de</strong> Serralves, 191 <strong>Porto</strong><br />
Realização e incremento <strong>de</strong> ações <strong>de</strong> caráter<br />
cultural, científico e educacional a <strong>de</strong>senvolver em<br />
Portugal e África<br />
2,60% a)<br />
Fundação <strong>de</strong> Serralves<br />
Rua <strong>de</strong> Serralves, 977 <strong>Porto</strong><br />
Promoção <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong>s no <strong>do</strong>mínio <strong>de</strong> todas as<br />
artes.<br />
0,33% a)<br />
a) Mensurada ao custo <strong>de</strong> aquisição.<br />
Nota 7 – Número médio <strong>de</strong> trabalha<strong>do</strong>res ao serviço<br />
O número <strong>de</strong> trabalha<strong>do</strong>res das entida<strong>de</strong>s incluídas no perímetro <strong>de</strong> consolidação foi <strong>de</strong><br />
3.389 em <strong>2011</strong>.<br />
2. Informações relativas à imagem verda<strong>de</strong>ira e apropriada<br />
Nota 9 – Afastamento das normas <strong>de</strong> consolidação para se obter uma imagem<br />
verda<strong>de</strong>ira e apropriada<br />
O POCAL não prevê a aplicação <strong>do</strong> méto<strong>do</strong> <strong>de</strong> equivalência patrimonial, mas apenas a<br />
redução <strong>do</strong> valor contabilístico quan<strong>do</strong> o valor da participada é inferior, em termos <strong>de</strong> contas<br />
individuais. Com a aplicação da Orientação nº 1/2010, as contas consolidadas apresentam<br />
em <strong>2011</strong>, em investimentos financeiros, as correções <strong>de</strong>vidas pela aplicação <strong>do</strong> méto<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
112
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
equivalência patrimonial, relativamente às entida<strong>de</strong>s em que o Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, <strong>de</strong>tém<br />
uma participação entre 20% e 50%, com exceção da Fundação Ciência e Desenvolvimento,<br />
que se encontra consi<strong>de</strong>rada no perímetro <strong>de</strong> consolidação.<br />
3. Informações relativas aos procedimentos <strong>de</strong> consolidação<br />
Nota 10 – Diferenças <strong>de</strong> consolidação<br />
Méto<strong>do</strong> <strong>de</strong> cálculo:<br />
No cálculo das diferenças <strong>de</strong> consolidação, foram seguidas as regras gerais <strong>de</strong>finidas na<br />
norma <strong>de</strong> consolidação 13.4.1. (Consolidação Integral) <strong>do</strong> Plano Oficial <strong>de</strong> Contabilida<strong>de</strong>.<br />
No ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> não se registaram diferenças <strong>de</strong> consolidação.<br />
Aten<strong>de</strong>n<strong>do</strong> aos princípios contabilísticos a observar na elaboração das <strong>de</strong>monstrações<br />
financeiras consolidadas, o total das diferenças <strong>de</strong> consolidação se negativas <strong>de</strong>vem ser<br />
registadas nos Fun<strong>do</strong>s Próprios.<br />
No caso <strong>de</strong> serem positivas as diferenças <strong>de</strong> consolidação apresentam-se no Ativo em<br />
Imobilizações Incorpóreas na conta Diferenças <strong>de</strong> Consolidação.<br />
Nota 18 – Contabilização das participações em associadas<br />
As participações financeiras em entida<strong>de</strong>s associadas com influência significativa estão<br />
contabilizadas pelo méto<strong>do</strong> <strong>de</strong> equivalência patrimonial. As restantes entida<strong>de</strong>s associadas,<br />
cuja participação é inferior a 20%, estão mensuradas ao valor <strong>de</strong> aquisição. Nas situações<br />
em que o valor recuperável é inferior ao valor contabilístico realizaram-se, em <strong>2011</strong>, as<br />
respetivas provisões no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong> expressar contabilisticamente essa <strong>de</strong>svalorização.<br />
4. Informações relativas a compromissos<br />
Nota 21 – Compromissos financeiros não evi<strong>de</strong>ncia<strong>do</strong>s no balanço consolida<strong>do</strong><br />
Relativamente aos compromissos respeitantes a pensões e <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o disposto na<br />
alínea c) <strong>do</strong> n.º2 <strong>do</strong> art.º 63º <strong>do</strong> Decreto-Lei n.º 498/72, <strong>de</strong> 9 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro, o Município <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong> e a Empresa <strong>de</strong> Águas <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, EEM passaram a ser responsáveis<br />
pelos montantes <strong>do</strong>s encargos com a aposentação <strong>do</strong> seu pessoal subscritor da Caixa Geral<br />
<strong>de</strong> Aposentações, pelo que, face à responsabilida<strong>de</strong> <strong>do</strong> pagamento das pensões <strong>do</strong>s seus<br />
funcionários, reteve, como contrapartida, os respetivos <strong>de</strong>scontos. Com a entrada em vigor<br />
<strong>do</strong> art.º 56º da Lei n.º 114/88, <strong>de</strong> 30 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro, a responsabilida<strong>de</strong> <strong>do</strong> pagamento das<br />
113
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
pensões <strong>do</strong>s funcionários que se aposentassem a partir <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 1989 passou a<br />
pertencer àquela entida<strong>de</strong>.<br />
Por este motivo, subsiste a obrigação <strong>de</strong> entregar o valor da quota-parte das pensões <strong>do</strong>s<br />
funcionários que prestaram serviço durante o perío<strong>do</strong> compreendi<strong>do</strong> entre 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong><br />
1973 e 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 1988.<br />
No exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, os custos com o pessoal incorpora 2,6 milhões <strong>de</strong> euros respeitantes<br />
ao pagamento à Caixa Geral <strong>de</strong> Aposentações <strong>de</strong> pensões associadas ao regime<br />
anteriormente <strong>de</strong>scrito, pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e cerca <strong>de</strong> 820 mil euros pela AdP, EEM.<br />
Da<strong>do</strong> que o controlo efetivo <strong>de</strong>stes <strong>de</strong>scontos está a ser realiza<strong>do</strong> unicamente pela Caixa<br />
Geral <strong>de</strong> Aposentações, não nos é possível ainda concretizar uma estimativa <strong>do</strong> valor<br />
presente das pensões a pagar no futuro, assente num grau <strong>de</strong> fiabilida<strong>de</strong> aceitável, que seja<br />
passível <strong>de</strong> ser releva<strong>do</strong> contabilisticamente.<br />
O Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e as socieda<strong>de</strong>s Médio e Longo Prazo – Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Investimento<br />
Imobiliário, Lda; Jardins <strong>de</strong> França − Empreendimentos Imobiliários, S.A.; e Préstimo −<br />
Prestígio Imobiliário, Lda., estabeleceram, em 15 <strong>de</strong> julho <strong>de</strong> 2009, um protocolo aprova<strong>do</strong><br />
em reuniões <strong>de</strong> Câmara e Assembleia <strong>Municipal</strong>, o qual foi posteriormente visa<strong>do</strong> pelo<br />
Tribunal <strong>de</strong> Contas, ten<strong>do</strong> em vista a solução consensual para os diferen<strong>do</strong>s existentes,<br />
emergentes da expropriação para a implementação <strong>do</strong> <strong>de</strong>nomina<strong>do</strong> “Parque Urbano da<br />
Cida<strong>de</strong> – 2.ª Fase”, concretamente “as parcelas 1 e 24”. Deste protocolo, resultou o seguinte<br />
entendimento:<br />
O Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> acor<strong>do</strong>u pagar às socieda<strong>de</strong>s € 43.893.849,00 (quarenta e três<br />
milhões, oitocentos e noventa e três mil, oitocentos e quarenta e nove euros), da seguinte<br />
forma:<br />
(i) €19.393.849,00, proveniente <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> alienação <strong>do</strong>s imóveis entregues como<br />
dação em pagamento no primeiro acor<strong>do</strong>, no prazo <strong>de</strong> 1 ano. Este montante será acresci<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong> um montante equivalente à correção monetária, calcula<strong>do</strong> sobre o perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> 1 ano, à<br />
taxa euribor a 12 meses, acrescida <strong>de</strong> um spread <strong>de</strong> 1,275%.<br />
(ii) € 24.500.000,00, proveniente <strong>do</strong> contrato celebra<strong>do</strong> para os terrenos <strong>de</strong>signa<strong>do</strong>s <strong>de</strong><br />
Avenida Nun´Álvares, no prazo <strong>de</strong> 3 anos. Este montante será acresci<strong>do</strong> <strong>de</strong> um montante<br />
equivalente à correção monetária, calcula<strong>do</strong> à taxa fixa, correspon<strong>de</strong>nte à taxa <strong>de</strong> swaps a<br />
três anos acrescida <strong>de</strong> um spread <strong>de</strong> 1,5%.<br />
Anota-se, não obstante, que as socieda<strong>de</strong>s outorgantes ce<strong>de</strong>ram a duas instituições<br />
financeiras os montantes correspon<strong>de</strong>ntes ao valor das prestações in<strong>de</strong>mnizatórias<br />
i<strong>de</strong>ntificadas em (i) e (ii).<br />
114
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Em 2010 o ponto (i) já se concretizou, restan<strong>do</strong> ainda os € 24 500 000,00 que serão pagos<br />
nos termos <strong>do</strong> protocolo, preven<strong>do</strong>-se arrecadar a respetiva verba com a venda <strong>de</strong> lotes<br />
que resultarem da implementação da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> execução da UOPG1, cujos contratos<br />
promessa <strong>de</strong> compra e venda se admite virem a ser aciona<strong>do</strong>s.<br />
A Metro <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> S.A, no âmbito <strong>de</strong> uma Nota Técnica emitida em 30 <strong>de</strong> setembro <strong>de</strong> 2010,<br />
reclama ao Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> o pagamento <strong>do</strong> montante <strong>de</strong> 1.749.692,73 euros relativo a<br />
Inserções Urbanas no âmbito da construção <strong>do</strong> sistema <strong>de</strong> metro ligeiro. Em contraposição,<br />
o Município reclamou, em 9 <strong>de</strong> novembro <strong>de</strong> 2010, o pagamento <strong>de</strong> 3.557.424,56 euros<br />
relativos a licenças emitidas, cedências <strong>de</strong> terrenos e in<strong>de</strong>mnizações.<br />
Na impossibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> regularizar esta situação no ano anterior, continuarão a ser tomadas<br />
as diligências necessárias à regularização <strong>de</strong>sta divergência em 2012.<br />
O Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e a socieda<strong>de</strong> Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A., acordaram<br />
extrajudicialmente, transmitir, em cumprimento <strong>do</strong> Protocolo <strong>de</strong> 7 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2000 e <strong>do</strong><br />
<strong>de</strong>cidi<strong>do</strong> judicialmente no âmbito <strong>do</strong> processo n.º 115/05.9BEPRT, livres <strong>de</strong> ónus ou<br />
encargos e <strong>de</strong>volutos <strong>de</strong> pessoas e bens, alguns lotes <strong>de</strong> terrenos resultantes da uma<br />
operação <strong>de</strong> loteamento <strong>de</strong>vidamente infraestrutura<strong>do</strong>s. Este acor<strong>do</strong> vem <strong>de</strong> encontro à<br />
sentença já transitada em julga<strong>do</strong>, na qual o tribunal exigiu ao Município o pagamento da<br />
quantia <strong>de</strong> € 5.885.816,00, acrescida <strong>de</strong> juros <strong>de</strong> mora venci<strong>do</strong>s, no montante <strong>de</strong> €<br />
2.731.658,00.<br />
Ten<strong>do</strong> em conta que os lotes <strong>de</strong> terrenos envolvi<strong>do</strong>s neste acor<strong>do</strong> não se encontram<br />
regista<strong>do</strong>s no Balanço <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, o impacto patrimonial é nulo, facto pelo qual<br />
não se registou nesta data a provisão correspon<strong>de</strong>nte. Esta operação será contabilizada em<br />
2012, após a valorização <strong>do</strong>s lotes referi<strong>do</strong>s cujos montantes serviram <strong>de</strong> base às escrituras<br />
a celebrar.<br />
Nota 22 – Responsabilida<strong>de</strong>s por garantias prestadas<br />
A AdP, EEM prestou garantias bancárias à empresa Estradas <strong>de</strong> Portugal no montante <strong>de</strong><br />
361.900 euros, no âmbito das intervenções efetuadas na via pública. Prestou à SECIL uma<br />
garantia bancária no montante <strong>de</strong> 500 euros no âmbito <strong>de</strong> fornecimentos por esta efetua<strong>do</strong>s.<br />
Prestou ainda à Administração da Região Hidrográfica <strong>do</strong> Norte IP, duas garantias no<br />
montante <strong>de</strong> 50 000 euros cada, para eventuais erros ou omissões no projeto relativo às<br />
Etar <strong>de</strong> Sobreiras e <strong>do</strong> Freixo.<br />
115
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
A <strong>Porto</strong> Lazer, EEM prestou garantias bancárias à Direção Geral <strong>de</strong> Impostos, no montante<br />
global <strong>de</strong> 2.041.047 euros e uma hipoteca voluntária sobre o prédio urbano da se<strong>de</strong> da<br />
empresa no valor <strong>de</strong> 621.486 euros para suspensão <strong>de</strong> processos <strong>de</strong> execução fiscal.<br />
A GOP, EEM prestou garantias a terceiros, sob a forma <strong>de</strong> <strong>de</strong>pósito <strong>de</strong> garantia, no<br />
montante <strong>de</strong> 4.389 euros a favor da AdP, EEM, referente à instalação <strong>de</strong> ramais <strong>de</strong> água.<br />
A <strong>CMP</strong> prestou garantias bancárias no valor total <strong>de</strong> 22.665.091 euros.<br />
5. Informações relativas a políticas contabilísticas<br />
Nota 23 – Critérios <strong>de</strong> valorimetria<br />
Bens <strong>de</strong> Domínio Público<br />
No Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, para o imobiliza<strong>do</strong> adquiri<strong>do</strong> até 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2000, foi usa<strong>do</strong><br />
na avaliação <strong>do</strong>s bens imóveis o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> custo ou <strong>do</strong> valor <strong>de</strong> substituição/reposição, o<br />
qual correspon<strong>de</strong> ao cálculo <strong>do</strong> montante que seria necessário para construir o imóvel em<br />
esta<strong>do</strong> novo, com materiais equivalentes aos que foram utiliza<strong>do</strong>s na origem, corrigi<strong>do</strong> da<br />
<strong>de</strong>preciação sofrida até a data <strong>de</strong> avaliação.<br />
Na avaliação <strong>do</strong>s terrenos subjacentes às frações, fogos habitacionais ou comerciais foi<br />
utiliza<strong>do</strong> o méto<strong>do</strong> <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>, que correspon<strong>de</strong> à avaliação <strong>do</strong> preço corrente <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>,<br />
ao seu valor atual. Enten<strong>de</strong>-se por valor atual <strong>do</strong>s bens o seu valor em esta<strong>do</strong> novo,<br />
<strong>de</strong>duzi<strong>do</strong> da <strong>de</strong>preciação ocorrida à data da avaliação;<br />
Para o imobiliza<strong>do</strong> adquiri<strong>do</strong> após 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 2001, na valorização <strong>do</strong>s bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio<br />
público foi utiliza<strong>do</strong> o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> custo <strong>de</strong> aquisição ou <strong>de</strong> produção.<br />
Imobilizações incorpóreas<br />
As imobilizações incorpóreas (proprieda<strong>de</strong> industrial e outros direitos) foram valorizadas ao<br />
custo <strong>de</strong> aquisição.<br />
Aos bens <strong>de</strong> imobiliza<strong>do</strong> incorpóreo em que o perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> vida útil esteja previamente<br />
estipula<strong>do</strong>, a taxa <strong>de</strong> amortização é calculada <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> vida útil<br />
pre<strong>de</strong>fini<strong>do</strong>.<br />
Imobilizações corpóreas<br />
Para o imobiliza<strong>do</strong> adquiri<strong>do</strong> até 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2000:<br />
116
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
A avaliação <strong>do</strong>s bens imóveis foi realizada <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> custo ou o méto<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong> merca<strong>do</strong> (conforme o <strong>de</strong>scrito para os Bens <strong>de</strong> Domínio Público);<br />
Para os bens móveis, utilizou-se como regra o critério <strong>do</strong> custo histórico, e, na sua<br />
impossibilida<strong>de</strong>, o méto<strong>do</strong> utiliza<strong>do</strong> foi o méto<strong>do</strong> comparativo. Este méto<strong>do</strong> consistiu em<br />
comparar bens já avalia<strong>do</strong>s, com as mesmas características, e assim, reconhecer-lhes o<br />
mesmo valor. Nos bens móveis em relação aos quais se po<strong>de</strong> aplicar os <strong>do</strong>is méto<strong>do</strong>s<br />
anteriores, utilizou-se o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> valor <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>, correspon<strong>de</strong>nte ao seu valor atual.<br />
Para o imobiliza<strong>do</strong> corpóreo adquiri<strong>do</strong> após 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 2001, na valorização <strong>do</strong>s bens<br />
foi utiliza<strong>do</strong> o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> custo <strong>de</strong> aquisição ou <strong>de</strong> produção.<br />
No Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> para alguns bens obti<strong>do</strong>s a título gratuito consi<strong>de</strong>rou-se o valor<br />
resultante da avaliação ou o valor patrimonial <strong>de</strong>fini<strong>do</strong>s nos termos legais.<br />
No MP as amortizações da generalida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s bens <strong>do</strong> ativo imobiliza<strong>do</strong> são calculadas<br />
segun<strong>do</strong> o méto<strong>do</strong> das quotas constantes, <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com a aplicação das taxas fixadas no<br />
classifica<strong>do</strong>r CIBE aprova<strong>do</strong> pela Portaria n.º 671/2000, <strong>de</strong> 17 <strong>de</strong> abril (II Série), pelo que os<br />
bens termina<strong>do</strong>s ou adquiri<strong>do</strong>s no exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong> sofreram a primeira amortização no<br />
presente ano económico.<br />
Em virtu<strong>de</strong> <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> implementação <strong>do</strong> sistema informático <strong>de</strong> inventário e cadastro<br />
patrimonial, o critério anteriormente exposto não pô<strong>de</strong> ser aplica<strong>do</strong> na sua plenitu<strong>de</strong> às<br />
seguintes situações:<br />
Para os bens adquiri<strong>do</strong>s até 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro <strong>de</strong> 2000, as amortizações das rubricas Outras<br />
Construções e Infraestruturas e Edifícios e Outras Construções foram calculadas <strong>de</strong> acor<strong>do</strong><br />
com o valor final à data <strong>do</strong> exercício <strong>de</strong> 2001;<br />
Para os bens adquiri<strong>do</strong>s após 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 2001, nas rubricas Outras construções e<br />
Infraestruturas, Bens <strong>do</strong> Património Histórico, Artístico e Cultural e Edifícios e Outras<br />
Construções, quan<strong>do</strong> não foi possível a análise individual <strong>de</strong> alguns bens não inventaria<strong>do</strong>s<br />
foi aplicada a taxa mínima <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o classifica<strong>do</strong>r CIBE.<br />
No caso das restantes entida<strong>de</strong>s, os ativos são mensura<strong>do</strong>s, após o seu reconhecimento,<br />
segun<strong>do</strong> o mo<strong>de</strong>lo <strong>de</strong> custo.<br />
Investimentos financeiros<br />
Os Investimentos Financeiros (partes <strong>de</strong> capital) foram contabiliza<strong>do</strong>s pelo custo <strong>de</strong><br />
aquisição.<br />
117
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Existências<br />
As matérias-primas, subsidiárias e <strong>de</strong> consumo são valorizadas pelo custo médio pon<strong>de</strong>ra<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong> aquisição. Nos produtos acaba<strong>do</strong>s e intermédios foram utiliza<strong>do</strong>s <strong>do</strong>is tipos <strong>de</strong> critérios<br />
na sua avaliação, <strong>de</strong>signadamente (i) o valor <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>, obti<strong>do</strong> através <strong>do</strong> balanço inicial<br />
para as habitações sociais <strong>de</strong>stinadas à venda, e (ii) o méto<strong>do</strong> <strong>do</strong> contrato termina<strong>do</strong> para a<br />
produção resultante da ativida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s viveiros municipais.<br />
Dívidas <strong>de</strong> e a terceiros<br />
As dívidas <strong>de</strong> e a terceiros são expressas pelas importâncias constantes <strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos<br />
que as titulam. Seguin<strong>do</strong> o princípio contabilístico da prudência em <strong>de</strong>trimento <strong>do</strong> princípio<br />
<strong>do</strong> custo histórico, utiliza<strong>do</strong> nas operações <strong>de</strong> relações com terceiros, a rubrica <strong>de</strong><br />
ajustamentos para dívidas <strong>de</strong> cobrança duvi<strong>do</strong>sa correspon<strong>de</strong> aos encargos que po<strong>de</strong>rão vir<br />
a ser efetivos no futuro, mas sobre os quais ainda não existe certeza <strong>de</strong> que venham<br />
mesmo a ocorrer e em que data, nomeadamente em função das ida<strong>de</strong>s <strong>do</strong>s sal<strong>do</strong>s em<br />
dívida e nos processos em contencioso judicial.<br />
Disponibilida<strong>de</strong>s<br />
As disponibilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> caixa e em <strong>de</strong>pósitos bancários exprimem os montantes <strong>do</strong>s meios<br />
<strong>de</strong> pagamento e <strong>do</strong>s sal<strong>do</strong>s <strong>de</strong> todas as contas <strong>de</strong> <strong>de</strong>pósito.<br />
Provisões para Riscos e Encargos<br />
O Grupo regista nesta rubrica a estimativa das provisões para fazer face aos riscos relativos<br />
a processos judiciais em curso, in<strong>de</strong>mnizações, coimas e outros.<br />
Remunerações a Liquidar<br />
Incluída na rubrica <strong>de</strong> acréscimos e diferimentos <strong>do</strong> Passivo, correspon<strong>de</strong> à estimativa <strong>do</strong>s<br />
encargos com férias e mês <strong>de</strong> férias (apenas nos casos em que tais subsídios <strong>de</strong>verão ser<br />
pagos, nos termos <strong>do</strong> art.º 21 da lei 64-B/<strong>2011</strong> <strong>de</strong> 30 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro), basea<strong>do</strong>s nos valores<br />
<strong>do</strong> correspon<strong>de</strong>nte exercício e <strong>de</strong>stina-se a reconhecer as responsabilida<strong>de</strong>s legais no final<br />
<strong>de</strong> <strong>2011</strong> perante os funcionários pelos serviços presta<strong>do</strong>s até aquela data, a regularizar em<br />
2012.<br />
118
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Especialização <strong>de</strong> Exercícios<br />
O Grupo regista os seus custos e proveitos <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o princípio da especialização <strong>de</strong><br />
exercícios pelo qual as receitas e <strong>de</strong>spesas são reconhecidas à medida que são geradas,<br />
in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente <strong>do</strong> momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os<br />
montantes recebi<strong>do</strong>s e pagos e as correspon<strong>de</strong>ntes receitas e <strong>de</strong>spesas geradas são<br />
registadas na rubrica “Acréscimos e Diferimentos”.<br />
Os custos releva<strong>do</strong>s nas <strong>de</strong>monstrações financeiras incluem o custo referente a funcionários<br />
em regime <strong>de</strong> cedência <strong>de</strong> interesse público que sujeita o trabalha<strong>do</strong>r às or<strong>de</strong>ns e instruções<br />
<strong>do</strong> órgão ou serviço ou da entida<strong>de</strong> on<strong>de</strong> vai prestar funções, sen<strong>do</strong> remunera<strong>do</strong> por estes<br />
com respeito pelas disposições normativas aplicáveis ao exercício daquelas funções, <strong>de</strong><br />
acor<strong>do</strong> com a Lei n.º 64-A/2008, <strong>de</strong> 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro que entrou em vigor em 1 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong><br />
2009.<br />
Locação Financeira<br />
Os ativos imobiliza<strong>do</strong>s adquiri<strong>do</strong>s mediante locação financeira, bem como as<br />
correspon<strong>de</strong>ntes responsabilida<strong>de</strong>s são contabilizadas pelo méto<strong>do</strong> financeiro. De acor<strong>do</strong><br />
com este méto<strong>do</strong> o custo <strong>do</strong> ativo é regista<strong>do</strong> no imobiliza<strong>do</strong> corpóreo e a correspon<strong>de</strong>nte<br />
responsabilida<strong>de</strong> é registada no passivo. Os juros incluí<strong>do</strong>s no valor das rendas e a<br />
amortização <strong>do</strong> ativo são regista<strong>do</strong>s como custos na <strong>de</strong>monstração <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s <strong>do</strong><br />
exercício a que respeitam.<br />
Prestação <strong>de</strong> Serviços <strong>de</strong> Obra<br />
Na especialização <strong>do</strong> exercício os proveitos foram reconheci<strong>do</strong>s quan<strong>do</strong> obti<strong>do</strong>s,<br />
in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente <strong>do</strong> seu recebimento.<br />
6. Informações relativas a <strong>de</strong>terminadas rubricas<br />
Nota 25 – Despesas <strong>de</strong> instalação e <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> investigação e <strong>de</strong>senvolvimento<br />
O valor regista<strong>do</strong> na rubrica <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> investigação e <strong>de</strong>senvolvimento encontra-se<br />
totalmente amortiza<strong>do</strong>.<br />
Nota 27 – Movimentos ocorri<strong>do</strong>s nas rubricas <strong>de</strong> ativo imobiliza<strong>do</strong><br />
Os movimentos ocorri<strong>do</strong>s durante o exercício, nas rubricas <strong>do</strong> ativo imobiliza<strong>do</strong> constantes<br />
<strong>do</strong> balanço po<strong>de</strong>m ser resumi<strong>do</strong>s como segue:<br />
119
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Ativo Bruto<br />
Designação<br />
Sal<strong>do</strong> Inicial<br />
Reavaliação /<br />
Ajustamento<br />
Aumentos<br />
Alienações<br />
Transferências<br />
e abates<br />
Sal<strong>do</strong> Final<br />
Bens <strong>de</strong> Domínio Público:<br />
Terrenos e recursos naturais 6.207.258 156.193 23.400 - (1.111.194) 5.275.657<br />
Edifícios 12.613.926 - - - - 12.613.926<br />
Outras construções e infraestruturas 300.986.828 - 419.448 - 12.242.579 313.648.855<br />
Bens <strong>do</strong> património histórico, artístico e cultural 144.945 - 3.863 - - 148.808<br />
Outros bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público 64.999.356 - - - 34.417 65.033.773<br />
Imobilizações em curso 15.806.834 - 8.647.451 - (13.515.077) 10.939.208<br />
Subtotal 400.759.147 156.193 9.094.162 - (2.349.275) 407.660.227<br />
Imobilizações Incorpóreas:<br />
Despesas <strong>de</strong> instalação 14.925 - - (12.908) 2.017<br />
Despesas <strong>de</strong> investigação e <strong>de</strong>senvolvimento 682.105 - - - (72.181) 609.924<br />
Proprieda<strong>de</strong> industrial e outros direitos 3.605.551 - 339.744 - (6.762) 3.938.533<br />
Imobilizações em curso 36.850 - - - (36.850) -<br />
Diferenças <strong>de</strong> consolidação 776.627 - - - - 776.627<br />
Subtotal 5.116.058 - 339.744 - (128.701) 5.327.101<br />
Imobilizações Corpóreas:<br />
Terrenos e recursos naturais 276.775.765 31.343.200 3.157.916 (13.065.469) 790.425 299.001.837<br />
Edifícios e outras construções 553.085.888 16.101.454 2.360.530 (21.932.097) 26.097.655 575.713.430<br />
Equipamento básico 191.812.138 - 2.134.233 (10.525) (30.850.461) 163.085.385<br />
Equipamento <strong>de</strong> transporte 8.106.419 - 14.403 (6.150) (836.296) 7.278.376<br />
Ferramentas e utensílios 1.066.061 - 4.401 - (42.578) 1.027.884<br />
Equipamento administrativo 27.439.940 - 606.421 (1.690) (434.683) 27.609.988<br />
Taras e vasilhame 3.047 - - - (1.015) 2.032<br />
Outras imobilizações corpóreas 4.095.056 37.724 76.727 (41.632) 170.113 4.337.988<br />
Imobilizações em curso 105.721.930 - 25.562.033 - (12.921.222) 118.362.741<br />
Subtotal 1.168.106.244 47.482.378 33.916.664 (35.057.563) (18.028.062) 1.196.419.661<br />
Investimentos Financeiros:<br />
Partes <strong>de</strong> capital 7.475.139 374.098 15.891.660 - (15.555.352) 8.185.545<br />
Obrigações e títulos <strong>de</strong> participação 2.500 - - - - 2.500<br />
Outras aplicações financeiras 10.719.976 - 400.000 - (250.860) 10.869.116<br />
Subtotal 18.197.615 374.098 16.291.660 - (15.806.212) 19.057.161<br />
Total 1.592.179.064 48.012.669 59.642.230 (35.057.563) (36.312.250) 1.628.464.150<br />
Durante o exercício <strong>de</strong> <strong>2011</strong>, a rubrica relativa às participações financeiras registou um<br />
aumento e uma redução simultânea no montante <strong>de</strong> 14 000 000 euros concretiza<strong>do</strong>s na<br />
sequência da <strong>de</strong>nominada “Operação Harmónio”. Esta operação consistiu numa redução e<br />
aumento simultâneo <strong>do</strong> capital social da <strong>CMP</strong>EA – Empresa <strong>de</strong> Águas <strong>do</strong> Município <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong>, EMM naquele valor, em que, a redução <strong>do</strong> capital <strong>de</strong>veu-se a uma regularização<br />
proveniente das duplicações <strong>do</strong>s registos contabilísticos i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s no ativo fixo tangível<br />
da empresa aquan<strong>do</strong> da transformação <strong>do</strong>s então <strong>de</strong>nomina<strong>do</strong>s Serviços <strong>Municipal</strong>iza<strong>do</strong>s<br />
<strong>de</strong> Água e Saneamento <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> (SMAS) em empresa municipal com a <strong>de</strong>nominação<br />
anteriormente mencionada e, por outro la<strong>do</strong>, o aumento <strong>de</strong> capital ficou-se a <strong>de</strong>ver a entrega<br />
em espécie pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e pelos valores constantes <strong>do</strong> relatório elabora<strong>do</strong> pelo<br />
Revisor Oficial <strong>de</strong> Contas <strong>do</strong>s seguintes bens: i) re<strong>de</strong> <strong>de</strong> drenagem <strong>de</strong> águas pluviais; ii)<br />
parcelas <strong>de</strong> terreno, sitas na Rua <strong>de</strong> Barros Lima e Rua <strong>de</strong> Santo Isidro, freguesia <strong>do</strong> Bonfim<br />
120
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
e iii) parte <strong>do</strong> crédito <strong>de</strong>ti<strong>do</strong> pelo Município regista<strong>do</strong> na rubrica <strong>de</strong> Dívidas <strong>de</strong> Terceiros <strong>de</strong><br />
Médio Longo Prazo - Administração Autárquica.<br />
Amortizações e Ajustamentos<br />
Designação<br />
Sal<strong>do</strong> Inicial<br />
Reforço<br />
Regularizações<br />
Sal<strong>do</strong> Final<br />
Bens <strong>de</strong> Domínio Público:<br />
Terrenos e recursos naturais - - - -<br />
Edifícios 3.114.317 620.693 - 3.735.010<br />
Outras construções e infraestruturas 58.412.089 11.607.318 (133.302) 69.886.105<br />
Bens <strong>do</strong> património histórico, artístico e cultural 2.101 661 - 2.762<br />
Outros bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público 16.247.555 3.250.996 - 19.498.551<br />
Imobilizações em curso - - - -<br />
Subtotal 77.776.062 15.479.668 (133.302) 93.122.428<br />
Imobilizações Incorpóreas:<br />
Despesas <strong>de</strong> instalação 14.925 - (12.908) 2.017<br />
Despesas <strong>de</strong> investigação e <strong>de</strong>senvolvimento 682.105 - (72.181) 609.924<br />
Proprieda<strong>de</strong> industrial e outros direitos 2.680.876 497.599 (6.762) 3.171.713<br />
Trespasses - - - -<br />
Imobilizações em curso - - - -<br />
Diferenças <strong>de</strong> consolidação 155.325 - - 155.325<br />
Subtotal 3.533.231 497.599 (91.851) 3.938.979<br />
Imobilizações Corpóreas:<br />
Terrenos e recursos naturais - - - -<br />
Edifícios e outras construções 144.085.460 24.636.021 (3.637.183) 165.084.298<br />
Equipamento básico 85.152.477 8.228.579 (25.143.289) 68.237.767<br />
Equipamento <strong>de</strong> transporte 7.045.355 428.163 (849.439) 6.624.079<br />
Ferramentas e utensílios 1.025.370 14.124 (19.336) 1.020.158<br />
Equipamento administrativo 25.960.122 827.265 (451.374) 26.336.013<br />
Taras e vasilhame 3.047 - (1.015) 2.032<br />
Outras imobilizações corpóreas 3.133.575 274.423 11.033 3.419.031<br />
Imobilizações em curso - - - -<br />
Subtotal 266.405.406 34.408.575 (30.090.603) 270.723.378<br />
Investimentos financeiros:<br />
Partes <strong>de</strong> capital 454.408 30.226 (9.415) 475.219<br />
Investimentos em imóveis - - - -<br />
Outras aplicações financeiras - 63.527 - 63.527<br />
Imobilizações em curso - - - -<br />
Subtotal 454.408 93.753 (9.415) 538.746<br />
Total 348.169.107 50.479.595 (30.325.171) 368.323.531<br />
Nota 32 – Movimentos ocorri<strong>do</strong>s nas rubricas <strong>de</strong> ativo circulante<br />
Ativo Circulante Sal<strong>do</strong> Inicial Reforço Reversão Sal<strong>do</strong> Final<br />
Cobranças duvi<strong>do</strong>sas 22.211.600 4.803.719 (1.753.259) 25.262.060<br />
Depreciação <strong>de</strong> existências 178.900 - (123.940) 54.960<br />
Total 22.390.500 4.803.719 (1.877.199) 25.317.020<br />
121
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Nota 33 – Dívidas a terceiros vencíveis a mais <strong>de</strong> cinco anos<br />
O Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> apresenta as seguintes dívidas bancárias a vigorar após 2016:<br />
Empréstimo<br />
Entida<strong>de</strong><br />
Cre<strong>do</strong>ra<br />
Valor <strong>do</strong><br />
Empréstimo<br />
Data <strong>de</strong><br />
Vencimento<br />
Capital em<br />
Dívida<br />
PROHABITA - 1109 fogos BPI 4.827.188 19-12-2027 3.871.690<br />
PROHABITA - 846 fogos BPI 4.832.091 20-02-2028 4.722.306<br />
Reabilitação <strong>de</strong> Bairros Municipais Caixavigo 7.800.000 02-08-2030 6.718.683<br />
Recuperação 200 fogos Prohabita IHRU 1.028.329 19-09-2036 956.073<br />
Total da dívida p/efeito cálculo capacida<strong>de</strong> Endividamento 18.487.608 16.268.753<br />
EURO 2004 - 1 Dexia 15.000.000 06-12-2021 10.103.082<br />
EURO 2004 - 2 Dexia 15.000.000 03-01-2023 11.000.848<br />
Total da dívida p/ construção e reabilitação <strong>de</strong> infraestruturas no âmbito <strong>do</strong> EURO 2004 30.000.000 21.103.930<br />
EURO 2004 - 3 BBVA 12.000.000 27-10-2024 9.176.471<br />
TÚNEL I BBVA 9.700.000 13-04-2025 7.702.941<br />
Total da dívida p/ execução <strong>de</strong> projetos comparticipa<strong>do</strong>s por fun<strong>do</strong>s comunitários 21.700.000 16.879.412<br />
Const. 24 Fogos Choupos B.E.S. 390.409 27-09-2024 216.526<br />
Const. 84 Fogos Con<strong>do</strong>minhas C.G.D 1.379.550 08-01-2025 458.802<br />
Const.174 Fogos Falcão B.P.I. 3.154.897 11-12-2020 1.470.572<br />
Const. 254 Fogos - Viso B.P.I. 4.849.727 14-10-2023 2.674.264<br />
Const. 156 Fogos - Antas B.P.I. 2.541.380 14-12-2022 1.434.617<br />
Const. 128 Fogos - Ilhéu C.G.D 2.753.923 20-03-2021 1.520.391<br />
Const. 88 Fogos - Cerco <strong>Porto</strong> I.N.H. 1.182.221 02-01-2017 545.170<br />
Const. 400 Fogos - Sta. Luzia C.G.D 9.608.984 08-04-2020 4.675.671<br />
Const. 250 Fogos Sta. Luzia C.G.D 7.370.080 16-09-2022 3.903.992<br />
Const. 28 Fogos Fontinha C.G.D 549.985 14-02-2027 354.708<br />
Const. 40 fogos na Trav. <strong>de</strong> Salgueiros C.G.D 827.122 14-02-2027 83.241<br />
Const. 53 fogos no Monte S. João C.G.D 1.062.454 14-02-2027 754.314<br />
Const. 21 fogos nas Fontainhas C.G.D 957.408 14-02-2027 149.896<br />
Total <strong>do</strong> serviço da dívida no âmbito <strong>do</strong> Programa Especial <strong>de</strong> Realojamento 36.628.140 18.242.163<br />
Habitação Social Dexia 14.900.000 01-07-2022 10.240.984<br />
Total da dívida para aquisição, construção ou recuperação <strong>de</strong> imóveis <strong>de</strong>stina<strong>do</strong>s à<br />
Habitação Social<br />
14.900.000 10.240.984<br />
Prejuízos resultantes das Intempéries Caixavigo 14.465.139 20-09-2021 8.508.905<br />
Total da dívida para fazer face a prejuízos causa<strong>do</strong>s pelas Intempéries no Inverno 2000/2001 14.465.139 8.508.905<br />
Total <strong>do</strong> Perímetro <strong>de</strong> Consolidação <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
136.180.887 91.244.146<br />
122
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Nota 36 – Vendas e prestações <strong>de</strong> serviços por ativida<strong>de</strong>s e merca<strong>do</strong>s geográficos<br />
<strong>2011</strong><br />
2010<br />
Designação<br />
Merca<strong>do</strong> Interno<br />
Merca<strong>do</strong><br />
Externo<br />
Merca<strong>do</strong><br />
Interno<br />
Merca<strong>do</strong><br />
Externo<br />
Vendas 21.223.895 - 20.374.353<br />
Prestações <strong>de</strong> Serviços 39.705.056 - 38.327.540<br />
Total 60.928.951 - 58.701.893 -<br />
Nota 38 – Situações que afetam significativamente os impostos futuros<br />
1 - Impostos correntes<br />
a) As empresas municipais bem como a Fundação Ciência e Desenvolvimento são<br />
sujeitas passivas <strong>de</strong> Imposto sobre o Rendimento Coletivo. A taxa <strong>de</strong> imposto sobre<br />
os lucros é <strong>de</strong> 12,5% até 12.500 euros <strong>de</strong> matéria coletável e <strong>de</strong> 25% quan<strong>do</strong><br />
superior a 12.500 euros, e a taxa <strong>de</strong> <strong>de</strong>rrama <strong>de</strong> 1,5% <strong>do</strong> lucro tributável, sen<strong>do</strong> a<br />
taxa <strong>de</strong> tributação autónoma aplicável <strong>de</strong> 10%. O MP e a Fundação <strong>Porto</strong> Social são<br />
isentos <strong>de</strong> IRC.<br />
b) No ano <strong>de</strong> <strong>2011</strong> foi implementada uma alteração <strong>do</strong> enquadramento fiscal, em se<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> IVA, quer na DomusSocial, EEM quer na GOP, EEM.<br />
A <strong>Porto</strong> Lazer, EEM foi alvo <strong>de</strong> uma inspeção da DGF relativamente às contas <strong>de</strong><br />
2006 a 2009. Como resulta<strong>do</strong> <strong>de</strong>ssa inspeção, a DGF apresentou liquidações<br />
adicionais em IVA, IRC e Imposto <strong>de</strong> Selo no montante global <strong>de</strong> 2.775.079 euros,<br />
cujo valor inclui juros <strong>de</strong> mora e exclui coimas. Face à discordância das liquidações,<br />
a <strong>Porto</strong> Lazer proce<strong>de</strong>u à reclamação graciosa das quantias fixadas. A reclamação<br />
graciosa referente ao Imposto <strong>de</strong> Selo recebeu <strong>de</strong>ferimento parcial, ten<strong>do</strong> a DGF<br />
anula<strong>do</strong> os juros compensatórios. A <strong>Porto</strong> Lazer não concorda com o pagamento <strong>do</strong><br />
Imposto <strong>de</strong> Selo e <strong>de</strong>duziu impugnação judicial sobre a matéria. Em 31 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro<br />
<strong>de</strong> 2010 foi constituída provisão no montante <strong>de</strong> 50.000 euros, <strong>de</strong>stinada ao passivo,<br />
resultante <strong>de</strong>ssa liquidação. Em 2009 foi registada uma provisão <strong>de</strong> 675.873 euros<br />
para fazer face a contingências inerentes ao processo <strong>de</strong> fiscalização. Encontra-se<br />
regista<strong>do</strong> no ativo o valor <strong>de</strong> 203.675 euros relaciona<strong>do</strong> com as alterações <strong>de</strong><br />
procedimento em se<strong>de</strong> <strong>de</strong> IVA. A empresa não consi<strong>de</strong>ra a<strong>de</strong>quada a anulação da<br />
123
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
provisão registada, não obstante ter a firme convicção <strong>de</strong> que a <strong>de</strong>cisão lhe será<br />
favorável, no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong> acautelar eventuais custos que o <strong>de</strong>sfecho daquela ação<br />
possa ter.<br />
Em <strong>2011</strong>, a Autorida<strong>de</strong> Tributária consi<strong>de</strong>rou inválida a isenção em IMT atribuída<br />
pelo Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>, utilizada na transmissão <strong>de</strong> bens imóveis para a realização<br />
<strong>do</strong> capital social e sujeitan<strong>do</strong> estas operações a liquidação <strong>de</strong> IMT. A <strong>Porto</strong> Lazer<br />
apesar <strong>de</strong> não concordar com a notificação nem com o relatório final sobre o assunto<br />
constituiu uma provisão em 365.000 euros, que correspon<strong>de</strong> aproximadamente a<br />
75% <strong>do</strong> montante líqui<strong>do</strong> <strong>de</strong> imposto.<br />
2 – Impostos diferi<strong>do</strong>s<br />
Encontram-se regista<strong>do</strong>s valores relativos à Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e <strong>Porto</strong> Lazer:<br />
Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
<strong>Porto</strong> Lazer<br />
Ativos por impostos diferi<strong>do</strong>s 42.708€ 23.280€<br />
Passivos por impostos diferi<strong>do</strong>s 7.245.162€ 135.145€<br />
Os valores consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong>s pela Águas <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> dizem respeito, no caso <strong>do</strong>s ativos, à provisão<br />
para <strong>de</strong>preciação <strong>de</strong> existências e nos passivos ao subsídio ao investimento relaciona<strong>do</strong><br />
com ativos fixos tangíveis <strong>de</strong>preciáveis.<br />
A <strong>Porto</strong> Lazer consi<strong>de</strong>ra nos ativos por impostos diferi<strong>do</strong>s os valores respeitantes aos<br />
ajustamentos <strong>de</strong> dívidas a receber e nos passivos o valor <strong>do</strong> subsídio ao investimento por<br />
reconhecer como rendimento.<br />
O valor consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong> pelas empresas em Outras Variações <strong>do</strong> Capital Próprio em SNC, no<br />
que respeita aos subsídios ao investimento, foi reclassifica<strong>do</strong> no Balanço em Proveitos<br />
Diferi<strong>do</strong>s, bem como os respetivos impostos diferi<strong>do</strong>s, ten<strong>do</strong> em conta o referencial<br />
contabilístico da empresa mãe.<br />
Nota 39 – Remunerações atribuídas aos órgãos sociais da entida<strong>de</strong>-mãe<br />
As remunerações certas e permanentes <strong>de</strong> titulares <strong>de</strong> órgãos <strong>de</strong> soberania e membros <strong>de</strong><br />
órgãos autárquicos <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> totalizaram 237.407€.<br />
124
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Nota 44 – Demonstração consolidada <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s financeiros<br />
Designação <strong>2011</strong> 2010<br />
Custos e Perdas<br />
Juros suporta<strong>do</strong>s 3.928.480 3.508.365<br />
Perdas em entida<strong>de</strong>s participadas 933.380 855.055<br />
Amortização <strong>de</strong> investimentos em imóveis -<br />
Provisões para aplicações financeiras / Ajustamentos <strong>de</strong> provisões financ. 84.338 102.064<br />
Diferenças <strong>de</strong> câmbio <strong>de</strong>sfavoráveis 1.780 -<br />
Descontos <strong>de</strong> pronto pagamento concedi<strong>do</strong>s - 130<br />
Perdas na alienação <strong>de</strong> aplicações <strong>de</strong> tesouraria -<br />
Outros custos e perdas financeiras 228.317 333.386<br />
Resulta<strong>do</strong>s financeiros 3.171.810 4.254.208<br />
Total 8.348.105 9.053.208<br />
Proveitos e Ganhos<br />
Juros obti<strong>do</strong>s 818.520 698.035<br />
Ganhos em entida<strong>de</strong>s participadas 893.613 982.352<br />
Rendimentos <strong>de</strong> imóveis 6.628.887 6.407.351<br />
Rendimentos <strong>de</strong> participações <strong>de</strong> capital -<br />
Diferenças <strong>de</strong> câmbio favoráveis 766 -<br />
Descontos <strong>de</strong> pronto pagamento obti<strong>do</strong>s 6.317 -<br />
Ganhos na alienação <strong>de</strong> aplicações <strong>de</strong> tesouraria -<br />
Outros proveitos e ganhos financ / Reversões e out. prov. ganhos financ. 2 965.470<br />
Total 8.348.105 9.053.208<br />
Nota 45 – Demonstração consolidada <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s extraordinários<br />
Designação <strong>2011</strong> 2010<br />
Custos e Perdas<br />
Transferências <strong>de</strong> capital concedidas 2.758.219 2.780.884<br />
Donativos 27.793 1.667<br />
Dívidas incobráveis 3.272 105<br />
Perdas em existências 380.554 233.404<br />
Perdas em imobilizações 2.522.436 1.142.048<br />
Multas e penalida<strong>de</strong>s 4.035 1.660<br />
Aumentos <strong>de</strong> amortizações e provisões 30 -<br />
Correções relativas a exercícios anteriores 1.830.679 7.484.580<br />
Outros custos e perdas extraordinárias 916.914 3.891.784<br />
Resulta<strong>do</strong>s extraordinários 9.280.508 4.812.557<br />
Total 17.724.441 20.348.689<br />
Proveitos e Ganhos<br />
Restituição <strong>de</strong> impostos - 121<br />
Recuperação <strong>de</strong> dívidas - -<br />
Ganhos em existências 473.598 123.343<br />
Ganhos em imobilizações 299.966 123.089<br />
Benefícios <strong>de</strong> penalida<strong>de</strong>s contratuais 1.336.100 1.856.415<br />
Reduções <strong>de</strong> amortizações e <strong>de</strong> provisões 2.998.880 5.171.811<br />
Correções relativas a exercícios anteriores 1.870.137 1.903.937<br />
Outros proveitos e ganhos extraordinários 10.745.760 11.062.477<br />
Reembolsos e Restituições 107.496<br />
Total 17.724.441 20.348.689<br />
125
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Nota 46 – Des<strong>do</strong>bramento da conta <strong>de</strong> provisões e movimentos <strong>do</strong> exercício<br />
Provisões Sal<strong>do</strong> Inicial Aumento Redução Sal<strong>do</strong> Final<br />
Provisões para riscos e encargos 24.754.898 4.617.591 (1.444.669) 27.927.820<br />
Os aumentos das provisões para riscos e encargos, ocorri<strong>do</strong>s durante <strong>2011</strong>, incluem valores<br />
da AdP, EEM para fazer face às responsabilida<strong>de</strong>s que po<strong>de</strong>rão advir <strong>do</strong>s processos que as<br />
empresas <strong>de</strong>têm em tribunal e <strong>do</strong> Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> com reforço das provisões para<br />
cobrança duvi<strong>do</strong>sa.<br />
Nota 47 – Bens utiliza<strong>do</strong>s em regime <strong>de</strong> locação financeira - valores contabilísticos<br />
Designação <strong>do</strong>s Bens<br />
Valor Utiliza<strong>do</strong><br />
Amortização<br />
Capital<br />
Valor em Dívida<br />
Edifício <strong>do</strong>s CTT 12.746.705 4.807.888 7.938.818<br />
7. Informações diversas<br />
Nota 49 – Outras informações exigidas por diplomas legais<br />
Desagregação <strong>do</strong> endividamento consolida<strong>do</strong> <strong>de</strong> médio e longo prazo:<br />
Dívidas a terceiros <strong>de</strong> médio/longo prazo<br />
Designação das contas<br />
Município <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong><br />
Águas <strong>do</strong><br />
<strong>Porto</strong><br />
Fundação<br />
Ciência e<br />
Desenvolvimento<br />
Total<br />
Empréstimos <strong>de</strong> médio longo prazo 92.554.999 625.000 93.179.999<br />
Leasing <strong>de</strong> médio e longo prazo 7.388.818 7.388.818<br />
Fornece<strong>do</strong>res <strong>de</strong> Imobiliza<strong>do</strong> 143.695 143.695<br />
Total 99.943.818 625.000 143.695 100.712.512<br />
126
Município <strong>do</strong> <strong>Porto</strong><br />
Relatório da Prestação <strong>de</strong> Contas <strong>de</strong> <strong>2011</strong><br />
Informações sobre sal<strong>do</strong>s e fluxos financeiros:<br />
Obrigações/pagamentos<br />
Tipo <strong>de</strong> fluxos<br />
Sal<strong>do</strong> Inicial<br />
Obrigações<br />
constituídas no<br />
exercício<br />
Anulações ao<br />
exercício<br />
Pagamentos <strong>do</strong><br />
exercício<br />
Sal<strong>do</strong> Final<br />
(1)<br />
Transferências<br />
Subsídios<br />
Empréstimos<br />
Relações comerciais<br />
Particip. <strong>do</strong> capital em numerário<br />
Particip. <strong>do</strong> capital em espécie<br />
Outros<br />
Total<br />
(2) (3) (4) (5) 6=(2+3)-(4+5)<br />
2.144.078 2.144.078 -<br />
6.088.532 1.121.214 4.967.318 -<br />
1.747.554 1.747.554 -<br />
3.983.910 44.937.547 5.561.319 38.549.241 4.810.897<br />
-<br />
2.799.165 2.759.116 40.049<br />
2.244.152 5.026.582 5.050.109 2.220.625<br />
10.774.781 58.196.739 6.682.533 55.217.416 7.071.571<br />
Direitos/recebimentos<br />
Tipo <strong>de</strong> fluxos<br />
Sal<strong>do</strong> Inicial<br />
Direitos<br />
constituí<strong>do</strong>s no<br />
exercício<br />
Anulações <strong>do</strong><br />
exercício<br />
Recebimentos<br />
<strong>do</strong> Exercício<br />
Sal<strong>do</strong> Final<br />
(1)<br />
Transferências<br />
Subsídios<br />
Empréstimos<br />
Relações comerciais<br />
Particip. <strong>do</strong> capital em numerário<br />
Particip. <strong>do</strong> capital em espécie<br />
Outros<br />
Total<br />
(2) (3) (4) (5) 6=(2+3)-(4+5)<br />
-<br />
284.125 6.653.175 1.674.167 5.263.133 -<br />
-<br />
8.382.281 45.432.375 5.875.715 42.618.932 5.320.009<br />
-<br />
1.747.554 1.747.554 -<br />
4.389 6.384.207 6.384.207 4.389<br />
10.418.349 58.469.757 9.297.436 54.266.272 5.324.398<br />
Aprova<strong>do</strong>,<br />
Órgão Executivo<br />
Órgão Deliberativo<br />
127
Cód.<br />
Rubricas<br />
A.1 - Proveitos Diferi<strong>do</strong>s<br />
Valor <strong>do</strong> subsídio recebi<strong>do</strong><br />
Transferência para Proveitos<br />
Valor <strong>de</strong> Aquisição<br />
Financiamento Anos anteriores Exercício Total Anos anteriores Exercício Total<br />
Ano: <strong>2011</strong><br />
Sal<strong>do</strong> da conta<br />
2745<br />
(1) (2) (3) (4) = (2)+(3) (5) (6) (7) = (5) + (6) (8) = (4) - (7)<br />
1. Imobilizações corpóreas<br />
1.1 Edifício e outras construções<br />
1.1.1 Bairro <strong>de</strong> Santa Luzia IORU 18.376.507 751.083 0 751.083 172.976 17.308 190.284 560.800<br />
1.1.2 Bairro <strong>do</strong> Aleixo IORU 6.107.279 422.320 0 422.320 156.310 66.219 222.530 199.790<br />
1.1.3 Bairro <strong>do</strong> Lagarteiro IORU 7.403.656 199.285 0 199.285 73.679 7.379 81.058 118.227<br />
1.1.4 Centro Comunitário <strong>de</strong> Con<strong>do</strong>minhas IORU 2.964.689 201.115 0 201.115 45.570 4.206 49.776 151.339<br />
1.1.5 Jovens Espaço Vivo - São Tomé IORU 612.274 378.779 0 378.779 37.878 4.735 42.613 336.167<br />
1.1.6 Bairro Rainha D.ª Leonor IORU 981.582 470.925 0 470.925 316.492 27.690 344.183 126.742<br />
1.1.7 Bairro da Pasteleira - 1.º Projecto IORU 7.058.862 3.021.718 0 3.021.718 1.208.688 120.869 1.329.556 1.692.161<br />
1.1.8 Equip. Desportivo <strong>do</strong> Vale <strong>de</strong> Campanhã IORU 6.957.732 583.594 0 583.594 122.414 7.475 129.889 453.704<br />
1.1.9 Bairro <strong>do</strong> Al<strong>do</strong>ar IORU 5.189.491 132.870 0 132.870 49.162 4.916 54.079 78.792<br />
1.1.10 Bairro da Pasteleira - 2.º Projecto IORU 7.058.862 482.594 0 482.594 193.038 19.304 212.342 270.253<br />
1.1.11 Bairro <strong>do</strong> Bom Sucesso IORU 1.261.459 152.708 0 152.708 69.482 6.948 76.430 76.278<br />
1.1.12 Projecto Piloto Urbano Bairro da Sé - 2.ª Fase IORU 1.535.204 1.170.170 0 1.170.170 386.880 38.688 425.568 744.603<br />
1.1.14 Arquivo Histórico - Casa <strong>do</strong> Infante PORNorte QCA II 3.713.052 173.717 0 173.717 41.453 4.145 45.598 128.119<br />
1.1.15 Casa <strong>do</strong> Infante (Torre <strong>do</strong> tombo) PARAM 3.713.052 748.197 0 748.197 178.536 17.854 196.390 551.807<br />
1.1.16 Casa <strong>do</strong> Infante (IFT) IFAT 3.713.052 2.551.396 0 2.551.396 575.017 60.882 635.899 1.915.498<br />
1.1.17 Museu <strong>do</strong> Vinho <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> IFAT 854.379 553.562 0 553.562 149.185 21.312 170.497 383.065<br />
1.1.18 Casa Infante Euromint 3.713.052 34.056 0 34.056 8.126 813 8.939 25.117<br />
1.1.19 Casa Infante PRONorte QCA II 3.713.052 2.960.771 0 2.960.771 638.007 70.650 708.657 2.252.114<br />
1.1.20 Núcleo Rural <strong>de</strong> Al<strong>do</strong>ar PRONorte QCA III 1.129.389 694.194 0 694.194 78.097 8.677 86.774 607.420<br />
1.1.21 Requalificação e Valor. Urbana <strong>do</strong> Palácio <strong>de</strong> Cristal PRONorte QCA III 6.935.286 2.402.669 0 2.402.669 430.852 48.053 478.905 1.923.764<br />
1.1.22 Dinam. Req. Bairro Cerco <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> - Piscina <strong>de</strong> Aprendizagem PRONorte QCA III 4.949.192 390.427 0 390.427 77.120 8.916 86.036 304.391<br />
1.1.23 Casa museu Guerra Junqueiro PRONorte QCA II 971.160 38.455 0 38.455 8.669 867 9.536 28.919<br />
1.1.24 Complexo Desportivo Monte Aventino PRONorte QCA II 1.234.525 0 1.234.525 246.905 24.691 271.596 962.929<br />
1.1.25 Teatro Rivoli PRONorte QCA II 10.422.110 198.272 0 198.272 55.062 8.673 63.735 134.537<br />
1.1.26 Teatro Rivoli - 1 e 2ª fase PRONorte QCA II 10.330.791 3.740.984 0 3.740.984 823.093 81.087 904.179 2.836.805<br />
1.1.27 Teatro Rivoli - 3ª, 4ª e 5ª fase PRONorte QCA II 10.330.791 2.057.541 0 2.057.541 449.823 44.598 494.421 1.563.120<br />
1.1.28 Nó Ciriaco Car<strong>do</strong>so - obras complementares PRONorte QCA II 1.396.634 1.047.476 0 1.047.476 523.738 52.374 576.112 471.364<br />
1.1.29 Nó Faria Guimarães - obras complementares PRONorte QCA II 1.012.560 759.420 0 759.420 379.710 37.971 417.681 341.739<br />
1.1.30 Túnel <strong>de</strong> Ligação da Zona Oriental à VCI PRONorte QCA II 15.215.190 1.732.076 0 1.732.076 779.434 86.604 866.038 866.038<br />
1.1.31 Inventário Património Cultural PRONorte QCA II 311.048 311.048 0 311.048 311.048 0 311.048 0<br />
1.1.32 Museu Virtual da Memória Palácio <strong>de</strong> Cristal PRONorte QCA II 28.244 28.244 0 28.244 28.244 0 28.244 0<br />
1.1.33 SITE Internet / CD ROM Interactivo PRONorte QCA II 18.655 18.655 0 18.655 18.655 0 18.655 0<br />
1.1.34 Formatação <strong>de</strong> novas intervenções reneração urbana PRONorte QCA II 17.957 17.957 0 17.957 17.957 0 17.957 0<br />
1.1.35 Tuneis Urbanos <strong>do</strong> <strong>Porto</strong>-Túnel 1 PRONorte QCA III 15.386.209 0 15.386.209 1.619.601 809.800 2.429.401 12.956.807<br />
1.1.36 Remate Poente Parque Cida<strong>de</strong> PRONorte QCA III 641.851 0 641.851 0 0 0 641.851<br />
1.1.37 Construção e instalação <strong>de</strong> re<strong>de</strong>s <strong>de</strong> àguas pluviais - 1ª fase PRONorte QCA III 1.864.633 597.215 0 597.215 0 0 0 597.215<br />
1.1.38 Re<strong>de</strong> Viária Estruturante Bairro S. João <strong>de</strong> Deus URBAN II 828.446 898.407 0 898.407 76.996 11.230 88.226 810.181<br />
1.1.39 Ligação Rot. Bairro S. João Deus à Rua Nau Vitória URBAN II 466.133 0 466.133 29.135 5.827 34.961 431.172<br />
1.1.40 Arranjo Urb. <strong>do</strong>s Espaços Ext. <strong>do</strong> Bairro Hab. Soc. Pio XII URBAN II 827.287 0 827.287 0 0 0 827.287<br />
1.1.41 Arranjo Urb. <strong>do</strong>s Espaços Ext. <strong>do</strong> Bairro Hab. Soc. Contumil URBAN II 1.052.858 0 1.052.858 0 0 0 1.052.858<br />
1.1.42 Equipamento informático nas escolas EB1 PRODEP III 201.235 337.495 0 337.495 337.495 0 337.495 0<br />
1.1.43 Biblioteca Almeida Garrett - Obra DGLB 6.958.307 1.368.701 0 1.368.701 246.305 27.354 273.658 1.095.043<br />
1.1.44 Biblioteca Almeida Garrett - Equip. Informática DGLB 20.000 54.508 2.738 57.246 16.460 0 16.460 40.786<br />
1.1.45 Biblioteca Almeida Garrett <strong>Porto</strong> 2001 6.958.307 997.596 0 997.596 179.522 19.937 199.459 798.136<br />
1.1.46 Escolas - equipamentos (computa<strong>do</strong>res) DREN 164.137 181.137 0 181.137 161.423 0 161.423 19.715<br />
1.1.47 Conjunto Habitacional das Con<strong>do</strong>minhas IHRU 2.964.689 1.379.550 0 1.379.550 293.845 29.385 323.230 1.056.320<br />
1.1.48 Conjunto Habitacional <strong>do</strong>s Choupos IHRU 698.317 390.409 0 390.409 83.157 8.316 91.473 298.936<br />
1.1.49 Conjunto Habitacional <strong>do</strong> Falcão IHRU 5.608.483 3.134.975 0 3.134.975 667.750 66.775 734.525 2.400.449<br />
1.1.50 Conjunto Habitacional <strong>do</strong> Viso IHRU 9.290.108 4.733.360 0 4.733.360 806.993 81.144 888.136 3.845.223<br />
1.1.51 Conjunto Habitacional das Antas IHRU 6.945.993 3.432.907 0 3.432.907 605.776 60.773 666.549 2.766.357<br />
1.1.52 Conjunto Habitacional <strong>do</strong> Ilhéu IHRU 5.321.673 2.738.558 0 2.738.558 468.706 46.947 515.653 2.222.905<br />
1.1.53 Conjunto Habitacional da Fontinha IHRU 1.103.839 549.985 0 549.985 94.542 9.485 104.027 445.957<br />
1.1.54 Conjunto Habitacional da Travessa <strong>de</strong> Salgueiros IHRU 3.039.961 1.029.288 0 1.029.288 50.280 17.189 67.469 961.819<br />
1.1.55 Conjunto Habitacional <strong>do</strong> Monte S. João IHRU 3.754.657 1.062.454 0 1.062.454 49.829 7.118 56.947 1.005.507<br />
1.1.56 Conjunto Habitacional das Fontaínhas I, II e III IHRU 3.322.789 529.002 0 529.002 26.503 8.834 35.337 493.665<br />
1.1.57 Bairro Parceria Antunes Ministério Saú<strong>de</strong>/IHRU 2.929.136 976.269 0 976.269 41.203 6.541 47.744 928.525<br />
1.1.58 PROHABITA - Recuperação <strong>de</strong> 1109 fogos IHRU 0 13.599.033 0 13.599.033 0 0 0 13.599.033
Cód.<br />
Rubricas<br />
Valor <strong>do</strong> subsídio recebi<strong>do</strong><br />
Transferência para Proveitos<br />
Valor <strong>de</strong> Aquisição<br />
Financiamento Anos anteriores Exercício Total Anos anteriores Exercício Total<br />
Sal<strong>do</strong> da conta<br />
2745<br />
(1) (2) (3) (4) = (2)+(3) (5) (6) (7) = (5) + (6) (8) = (4) - (7)<br />
1.1.59 Bairro Parceria Antunes Ministério Saú<strong>de</strong>/IHRU 2.929.136 2.898.512 0 2.898.512 129.579 19.420 148.999 2.749.513<br />
1.1.60 CACE-Centro Apoio à Criação <strong>de</strong> Empresas IEFP 614.212 562.069 0 562.069 56.207 7.026 63.233 498.836<br />
1.1.61 Terminal Rodóviário <strong>do</strong> Bom Sucesso DGTT 808.274 763.138 0 763.138 305.255 38.157 343.412 419.726<br />
1.1.62 Requalificação da Frente Ribeira entre Ponte D.Luís I e o Cais <strong>de</strong> Estiva DGOTDU 0 3.253.595 0 3.253.595 0 0 0 3.253.595<br />
1.1.63 Requalificação e reabilitação da Avenida da Boavista Metro <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> 4.968.452 4.215.779 0 4.215.779 353.010 34.291 387.301 3.828.478<br />
1.1.64 Gran<strong>de</strong> Prémio <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> - Circuito da Boavista PIQTUR 0 2.459.088 0 2.459.088 0 0 0 2.459.088<br />
1.1.65 Sistema <strong>de</strong> Controlo <strong>de</strong> Trafego na VCI IEP 580.665 1.034.941 0 1.034.941 203.233 0 203.233 831.708<br />
1.1.66 Acessibilida<strong>de</strong>s - Antas IEP 52.576.981 33.740.182 0 33.740.182 5.103.574 1.701.191 6.804.765 26.935.417<br />
1.1.67 Acessibilida<strong>de</strong>s - Bessa IEP 23.249.147 13.957.197 0 13.957.197 2.756.686 689.171 3.445.857 10.511.340<br />
1.1.68 Espaço Internet <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> POS CONHECIMENTO 0 286.056 0 286.056 0 0 0 286.056<br />
1.1.69 <strong>Porto</strong> Digital POS CONHECIMENTO 0 615.852 0 615.852 0 0 0 615.852<br />
1.1.70 Noé " Acções <strong>de</strong> Consertação" Interreg III 0 136.309 0 136.309 0 0 0 136.309<br />
1.1.71 Noé " Cartodata" Interreg III 0 15.221 0 15.221 0 0 0 15.221<br />
1.1.72 Noé " Georisk" Interreg III 0 47.058 0 47.058 0 0 0 47.058<br />
1.1.73 IDEA-STCC Interreg III 141.207 63.568 0 63.568 0 0 0 63.568<br />
1.1.74 Recuperação <strong>de</strong> Fogos IHRU 0 6.139 0 6.139 0 0 0 6.139<br />
1.1.75 Recuperação Imóveis (RECRIA) IHRU 0 19.637 0 19.637 0 0 0 19.637<br />
1.1.76 Revitalização <strong>do</strong> Comércio e Serviços da Baixa Portuense Prime/URBCOM 0 1.189.253 0 1.189.253 0 0 0 1.189.253<br />
1.1.77 Escolas Básicas 1º Ciclo com Jardins <strong>de</strong> Infância <strong>de</strong> Campanhã PRONorte e João Deus QCA III 0 679.272 0 679.272 0 0 0 679.272<br />
1.1.78 Requalificação Ambiental Jardim Parque Habitacional Prelada PRONorte QCA III 0 81.863 0 81.863 0 0 0 81.863<br />
1.1.79 Requalificação Ambiental Bairro <strong>do</strong> Rega<strong>do</strong> PRONorte QCA III 0 27.930 0 27.930 0 0 0 27.930<br />
1.1.80 Requalificação Ambiental Jardins da Cida<strong>de</strong> PRONorte QCA III 0 332.816 0 332.816 0 0 0 332.816<br />
1.1.82 Museu da Cida<strong>de</strong> PRONorte QCA III 0 689.457 0 689.457 0 0 0 689.457<br />
1.1.83 Via Estruturante <strong>do</strong> POLO II PRONorte QCA III 1.236.687 12.970 0 12.970 1.365 683 2.048 10.922<br />
1.1.84 Projecto Integra<strong>do</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> IFAT 0 1.066.182 0 1.066.182 0 0 0 1.066.182<br />
1.1.85 PROHABITA - Recuperação 1076 Fogos IHRU 0 5.365.640 0 5.365.640 0 0 0 5.365.640<br />
1.1.86 PROHABITA - Recuperação 42 Fogos IHRU 0 720.638 0 720.638 0 0 0 720.638<br />
1.1.87 PROHABITA - Recuperação <strong>de</strong> 362 Fogos IHRU 0 1.316.872 48.714 1.365.586 0 0 0 1.365.586<br />
1.1.88 PROHABITA - Recuperação 846 Fogos IHRU 0 5.425.143 -326.349 5.098.794 0 0 0 5.098.794<br />
1.1.89 PER - Construção 408 Fogos IHRU 0 2.020.642 326.349 2.346.991 0 0 0 2.346.991<br />
1.1.90 Centro Escolar das Antas POR Norte - ON2 0 1.015.942 682.383 1.698.325 0 1.733 1.733 1.696.592<br />
1.1.91 Ampliação/Requalificação da Escola EB1 Bom Sucesso POR Norte - ON2 0 429.095 77.674 506.769 14.744 17.845 32.589 474.180<br />
1.1.92 Requalificação da Escola EB1 JI Campo 24 Agosto POR Norte - ON2 318.406 103.267 143.563 246.830 4.492 10.737 15.229 231.601<br />
1.1.93 Escola EB1 Costa Cabral POR Norte - ON2 0 25.333 4.977 30.310 0 5 5 30.305<br />
1.1.94 Mo<strong>de</strong>rnizar, Dinamizar, Qualificar os Museus da <strong>CMP</strong> POR Norte - ON2 0 0 26.479 26.479 75 3.704 3.779 22.699<br />
1.1.95 Centro Escolar S.Miguel Nevogil<strong>de</strong> POR Norte - ON2 0 0 1.979.168 1.979.168 137 3.569 3.706 1.975.463<br />
1.1.96 PROHABITA - Recuperação 200 Fogos Bairro Lagarteiro IHRU 0 0 1.085.616 1.085.616 0 0 0 1.085.616<br />
1.1.97 Iniciativa Bairros Críticos - Projecto Lagarteiro Merca<strong>do</strong> Financ. Espaço Económico Europeu (EEE) 0 0 900.171 900.171 0 938 938 899.233<br />
1.1.98 Bairro <strong>do</strong> Lagarteiro - Novos Espaços Públicos POR Norte - ON2 0 0 999.242 999.242 0 4.164 4.164 995.079<br />
1.1.99 Qualificação <strong>do</strong> Espaço Público - Morro da Sé POR Norte - ON2 0 0 848.887 848.887 0 3.537 3.537 845.350<br />
1.1.100 Intervenções <strong>de</strong> Promoção da Mobilida<strong>de</strong> Urbana Sustentável POR Norte - ON2 0 0 1.246.497 1.246.497 0 5.194 5.194 1.241.303<br />
1.1.101 PROHABITA - Recuperação 365 Fogos POR Norte - ON2 0 0 629.828 629.828 0 0 0 629.828<br />
1.1.102 Ampliação da Residência <strong>de</strong> 3.º Ida<strong>de</strong> - Morro da Sé POR Norte - ON2 0 0 84.273 84.273 0 0 0 84.273<br />
297.394.118 170.602.647 8.760.209 179.362.856 23.435.175 4.661.922 28.097.097 151.265.759<br />
1.2 Equipamento Básico<br />
1.2.1 Museu da Cida<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Porto</strong> e Qualificação das Reservas ProMuseus 15.521 9.907 0 9.907 4.748 1.871 6.619 3.288<br />
1.2.3 SAMA (Simplex Autárquico) POR Norte - ON2 347.324 219.059 262.233 481.293 14.256 112.099 126.355 354.938<br />
1.2.4 Aquisição <strong>de</strong> Equipamentos Individuais BSB POR Norte - ON2 0 0 0 0 0 0 0 0<br />
362.845 228.966 262.233 491.199 19.004 113.970 132.974 358.226<br />
1.3 Equipamento Transporte<br />
1.4 Ferramentas e utensilios<br />
1.5 Equipamento Administrativo<br />
1.5.1 SUDOE WAT - "WATER and TERRITORIES" INTERREG IV 2.190 2.190 0 2.190 1.095 1.095 2.189 0
Cód.<br />
Rubricas<br />
Valor <strong>do</strong> subsídio recebi<strong>do</strong><br />
Transferência para Proveitos<br />
Valor <strong>de</strong> Aquisição<br />
Financiamento Anos anteriores Exercício Total Anos anteriores Exercício Total<br />
Sal<strong>do</strong> da conta<br />
2745<br />
(1) (2) (3) (4) = (2)+(3) (5) (6) (7) = (5) + (6) (8) = (4) - (7)<br />
2.190 2.190 0 2.190 1.095 1.095 2.189 0<br />
1.6 Outras imobilizações corpóreas<br />
1.6.1. Civitas Fun<strong>do</strong> Social Europeu 0 0 2.635 2.635 176 657 833 1.802<br />
0 0 2.635 2.635 176 657 833 1.802<br />
2 Bens <strong>de</strong> Domíno Público<br />
2.1 Edifício e outras construções<br />
2.1.1 Projecto Urban Reabilitation <strong>Porto</strong> Merca<strong>do</strong> Financ. Espaço Económico Europeu (EEE) 50.403.106 41.404.496 0 41.404.496 12.185.698 1.740.814 13.926.512 27.477.984<br />
2.2 Património histórico artístico e cultural<br />
2.3 Outros bens <strong>de</strong> <strong>do</strong>mínio público<br />
3 Investimentos Financeiros<br />
50.403.106 41.404.496 0 41.404.496 12.185.698 1.740.814 13.926.512 27.477.984<br />
3.1 Habitação social<br />
4 Imobiliza<strong>do</strong> Incorpóreo<br />
4.1 Despesas <strong>de</strong> instalação<br />
4.2 Despesas <strong>de</strong> invest. e <strong>de</strong>senvolvimento<br />
4.2.1 Estu<strong>do</strong> caract. sócio-econó. população resi<strong>de</strong>nte hab.municipal IORU 60.423 60.423 0 60.423 60.423 0 60.423 0<br />
60.423 60.423 0 60.423 60.423 0 60.423 0<br />
Total <strong>do</strong>s subsídios para investimento<br />
348.222.682 212.298.722 9.025.077 221.323.799 35.701.571 6.518.458 42.220.029 179.103.770
A.2 - Dívida a médio e longo prazo para <strong>2011</strong><br />
Data <strong>do</strong> Contrato<br />
Finalida<strong>de</strong><br />
Entida<strong>de</strong><br />
Cre<strong>do</strong>ra<br />
Capital<br />
Capital em dívida a 31-12-<strong>2011</strong><br />
Capital em<br />
Ano <strong>2011</strong><br />
dívida em<br />
Médio e Longo<br />
Contrata<strong>do</strong> Utiliza<strong>do</strong> até 2010 31/12/2010 Utilização Amortização Juros Total Curto Prazo<br />
Prazo<br />
€ € € € € € € € €<br />
18-12-95 Projecto <strong>Porto</strong> Estradas B.E.I 11.222.952,68 11.222.952,68 4.316.520,20 0,00 863.304,06 62.599,86 3.453.216,14 864.000,00 2.589.216,14<br />
10-04-00 Financ. Diversos Investimentos B.P.I 24.939.894,85 24.939.894,85 8.313.298,16 0,00 1.662.659,66 145.528,66 6.650.638,50 1.663.000,00 4.987.638,50<br />
19-12-06 PROHABITA - 1109 fogos BPI 4.827.187,77 4.827.187,77 4.146.372,78 0,00 274.682,65 13.315,53 3.871.690,13 245.000,00 3.626.690,13<br />
23-02-09 PROHABITA - 846 fogos BPI 4.832.091,15 4.722.306,43 4.722.306,43 0,00 0,00 34.004,02 4.722.306,43 255.000,00 4.467.306,43<br />
02-08-10 Reabilitação <strong>de</strong> Bairros Municipais Caixavigo 7.800.000,00 4.921.992,14 4.921.992,14 1.796.690,65 0,00 226.587,74 6.718.682,79 400.000,00 6.318.682,79<br />
02-06-11 Recuperação 200 fogos Prohabita IHRU 1.028.329,00 0,00 0,00 956.073,34 0,00 0,00 956.073,34 40.000,00 916.073,34<br />
Empréstimos que absorvem o Limite <strong>de</strong> Endividamento <strong>de</strong> Médio<br />
Longo Prazo<br />
54.650.455,45 50.634.333,87 26.420.489,71 2.752.763,99 2.800.646,37 482.035,81 26.372.607,33 3.467.000,00 22.905.607,33<br />
06-12-01 EURO 2004 - 1 Dexia 15.000.000,00 15.000.000,00 10.865.391,58 0,00 762.309,12 377.853,00 10.103.082,46 801.000,00 9.302.082,46<br />
03.12.02 EURO 2004 - 2 Dexia 15.000.000,00 15.000.000,00 11.659.069,42 0,00 658.221,68 413.502,22 11.000.847,74 692.000,00 10.308.847,74<br />
Empréstimos contraí<strong>do</strong>s em 2002 para construção e reabilitação <strong>de</strong><br />
infra-estruturas no âmbito <strong>do</strong> EURO 2004<br />
30.000.000,00 30.000.000,00 22.524.461,00 0,00 1.420.530,80 791.355,22 21.103.930,20 1.493.000,00 19.610.930,20<br />
30-12-99 Fin. Projectos QCA II C.G.D 4.337.945,55 4.337.945,55 1.476.802,42 0,00 349.333,41 52.073,73 1.127.469,01 385.000,00 742.469,01<br />
Empréstimos contraí<strong>do</strong>s até 2001 para execução <strong>de</strong> projectos<br />
comparticipa<strong>do</strong>s por fun<strong>do</strong>s comunitários<br />
4.337.945,55 4.337.945,55 1.476.802,42 0,00 349.333,41 52.073,73 1.127.469,01 385.000,00 742.469,01<br />
13-07-04 EURO 2004 - 3 BBVA 12.000.000,00 12.000.000,00 9.882.352,92 0,00 705.882,36 884.823,41 9.176.470,56 706.000,00 8.470.470,56<br />
14-12-04 TÚNEL I BBVA 9.700.000,00 9.700.000,00 8.273.529,40 0,00 570.588,24 775.155,96 7.702.941,16 571.000,00 7.131.941,16<br />
Empréstimos contraí<strong>do</strong>s em 2004 para execução <strong>de</strong> projectos<br />
comparticipa<strong>do</strong>s por fun<strong>do</strong>s comunitários<br />
21.700.000,00 21.700.000,00 18.155.882 0,00 1.276.470,60 1.659.979,37 16.879.411,72 1.277.000,00 15.602.411,72<br />
03-09-98 Const. 24 Fogos Choupos B.E.S. 390.409,11 390.409,11 231.922,14 0,00 15.395,99 2.541,75 216.526,15 16.000,00 200.526,15<br />
08-09-98 Const. 84 Fogos Con<strong>do</strong>minhas C.G.D 1.379.550,28 1.379.550,28 850.863,96 0,00 392.062,36 2.128,75 458.801,60 60.000,00 398.801,60<br />
03-05-99 Const.174 Fogos Falcão B.P.I. 3.154.896,70 3.135.170,13 1.630.243,43 0,00 159.671,58 7.292,05 1.470.571,85 165.000,00 1.305.571,85<br />
30-12-99 Const. 254 Fogos - Viso B.P.I. 4.849.727,16 4.733.360,08 2.914.619,57 0,00 240.355,94 5.402,90 2.674.263,63 245.000,00 2.429.263,63<br />
10-04-00 Const. 156 Fogos - Antas B.P.I. 2.541.380,27 2.503.307,03 1.561.822,58 0,00 127.205,96 7.342,15 1.434.616,62 130.000,00 1.304.616,62<br />
20-09-00 Const. 128 Fogos - Ilhéu C.G.D 2.753.923,05 2.738.557,58 1.670.120,80 0,00 149.729,69 4.524,12 1.520.391,11 155.000,00 1.365.391,11<br />
04-06-87 Const. 48 Fogos - Mouteira I.N.H. 662.737,80 655.500,24 231.928,75 0,00 65.399,58 2.248,41 166.529,17 70.000,00 96.529,17<br />
02-01-89 Const. 88 Fogos - Cerco <strong>Porto</strong> I.N.H. 1.182.220,85 1.121.407,41 641.076,87 0,00 95.906,79 6.239,34 545.170,08 100.000,00 445.170,08<br />
08-10-93 Const. 400 Fogos - Sta. Luzia C.G.D 9.608.984,06 9.608.984,06 5.171.925,62 0,00 496.254,81 45.773,92 4.675.670,81 500.000,00 4.175.670,81<br />
16-08-95 Const. 250 Fogos Sta. Luzia C.G.D 7.370.080,07 7.370.080,07 4.257.196,68 0,00 353.204,95 36.851,21 3.903.991,73 360.000,00 3.543.991,73<br />
16-10-01 Const. 28 Fogos Fontinha C.G.D 549.984,54 549.984,54 376.739,58 0,00 22.031,62 1.699,24 354.707,96 25.000,00 329.707,96<br />
29-10-01 Const. 40 fogos na Trav. <strong>de</strong> Salgueiros C.G.D 827.121,64 109.979,66 88.406,25 0,00 5.164,92 409,62 83.241,33 7.000,00 76.241,33<br />
26-11-01 Const. 53 fogos no Monte S. João C.G.D 1.062.454,48 1.062.454,48 801.117,05 0,00 46.803,31 3.711,87 754.313,74 48.000,00 706.313,74<br />
26-11-01 Const. 21 fogos nas Fontaínhas C.G.D 957.407,65 198.045,18 159.197,00 0,00 9.300,69 737,62 149.896,31 12.000,00 137.896,31<br />
Empréstimos contraí<strong>do</strong>s até 2001, no âmbito <strong>do</strong> Programa Especial<br />
<strong>de</strong> Realojamento<br />
37.290.877,66 35.556.789,85 20.587.180,28 0,00 2.178.488,19 126.902,95 18.408.692,09 1.893.000,00 16.515.692,09<br />
03-12-02 Habitação Social Dexia 14.900.000,00 14.900.000,00 10.927.508,78 0,00 686.525,21 387.774,79 10.240.983,57 721.000,00 9.519.983,57<br />
Empréstimos contraí<strong>do</strong>s até 2002, para aquisição, construção ou<br />
recuperação <strong>de</strong> imóveis <strong>de</strong>stina<strong>do</strong>s à Habitação Social<br />
14.900.000,00 14.900.000,00 10.927.508,78 0,00 686.525,21 387.774,79 10.240.983,57 721.000,00 9.519.983,57<br />
20-09-01 Prejuízos resultantes das Intémperies Caixavigo 14.465.139,01 14.465.139,01 9.359.795,79 0,00 850.890,52 111.641,23 8.508.905,27 851.000,00 7.657.905,27<br />
Empréstimos contraí<strong>do</strong>s até 2002, no âmbito <strong>de</strong> linhas <strong>de</strong> crédito<br />
para apoio à reparação <strong>do</strong>s danos causa<strong>do</strong>s pelas Intempéries no<br />
Inverno 2000/2001<br />
14.465.139,01 14.465.139,01 9.359.795,79 0,00 850.890,52 111.641,23 8.508.905,27 851.000,00 7.657.905,27<br />
Total da Dívida <strong>de</strong> médio longo prazo sem Leasing<br />
177.344.417,67 171.594.208,28 109.452.120,30 2.752.763,99 9.562.885,10 3.611.763,10 102.641.999,19 10.087.000,00 92.554.999,19<br />
29-07-99 Aquisição <strong>do</strong> Edificio edificio d<strong>do</strong>s CTT Caixaleasing 12.755.435,00 12.746.705,00 8.484.197,28 0,00 545.378,96 94.945,05 7.938.818,32 550.000,00 7.388.818,32<br />
Contratos <strong>de</strong> Locação Financeira<br />
Total da Dívida <strong>de</strong> médio longo prazo com Leasing<br />
12.755.435,00 12.746.705,00 8.484.197,28 0,00 545.378,96 94.945,05 7.938.818,32 550.000,00 7.388.818,32<br />
190.099.852,67 184.340.913,28 117.936.317,58 2.752.763,99 10.108.264,06 3.706.708,15 110.580.817,51 10.637.000,00 99.943.817,51
A.3 - Investimentos executa<strong>do</strong>s pela GOP, EEM<br />
Factura<strong>do</strong> em<br />
Designação das Empreitadas<br />
<strong>2011</strong><br />
€<br />
FUNÇÕES GERAIS<br />
SERVIÇOS GERAIS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA<br />
Administração Geral<br />
Edifício DMASU e arranjos exteriores 300.970<br />
Correios - 3ª Fase 23.541<br />
Remo<strong>de</strong>lação <strong>do</strong> edifício Monte <strong>do</strong>s Burgos, 12 321<br />
FUNÇÕES SOCIAIS<br />
EDUCAÇÃO<br />
Ensino Não Superior<br />
EB1 Costa Cabral 47.547<br />
EB1 Nevogil<strong>de</strong> 3.042.645<br />
Centro Educativo das Antas 84.623<br />
EB1 Lagarteiro 369<br />
EB1 Miosótis 33.991<br />
EB1 Bom Pastor 37.330<br />
JI Bonfim (EB1 Fernão Magalhães) 16.492<br />
JI S. João da Foz 1.345<br />
JI <strong>de</strong> Massarelos 1.345<br />
JI <strong>de</strong> Ce<strong>do</strong>feita 1.345<br />
JI <strong>de</strong> Al<strong>do</strong>ar (EB1 Fonte da Moura) 12.910<br />
JI <strong>de</strong> Ramal<strong>de</strong> (EB1/JI Campinas) 35.801<br />
EB1 /JI Paulo da Gama 9.660<br />
Escola nº 47 - João <strong>de</strong> Deus 241<br />
SEGURANÇA E ACÇÃO SOCIAL<br />
Acção Social<br />
Morro da Sé - Lar da 3ª Ida<strong>de</strong> 424.558<br />
HABITAÇÃO E SERVIÇOS COLETIVOS<br />
Proteção <strong>do</strong> meio ambiente<br />
Cemitério <strong>do</strong> Pra<strong>do</strong> <strong>do</strong> Repouso 326.134<br />
Cemitério Agramonte 17.476<br />
Desporto, Recreio e Lazer<br />
Construção Pavilhão Gimno<strong>de</strong>sportivo para a Escola Irene Lisboa 16.159<br />
Construção Pavilhão Gimno<strong>de</strong>sportivo para a Escola <strong>do</strong> Viso 46.245<br />
Pavilhão <strong>do</strong> Lagarteiro 1.130.333<br />
FUNÇÕES ECONÓMICAS<br />
TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES<br />
Transportes Ro<strong>do</strong>viários<br />
Arranjo Urbanístico <strong>do</strong> Espaço Público <strong>do</strong> Bairro Lagarteiro 2.295.118<br />
Acessibilida<strong>de</strong>s ao Bessa 15.067<br />
Acessibilida<strong>de</strong>s às Antas 2.617<br />
Requalificação da Rua <strong>de</strong> Mousinho da Silveira e Rua das Flores 35.138<br />
Requalificação da Av. da Boavista 2.460<br />
Beneficiação da Rua da Vilarinha - 2ª fase 20.974<br />
Beneficiação da Rua da Vilarinha - 3ª fase -513<br />
Proteção e Segurança Ro<strong>do</strong>viária 824.714<br />
Alargamento da Av. <strong>do</strong> Parque e outros 290.683<br />
Hospital <strong>de</strong> S. João - Arruamentos 329.299<br />
Parque <strong>de</strong> Estacionamento da Asprela 115.143<br />
R. Gustavo <strong>de</strong> Sousa 12.863<br />
Beneficiação das Ruas <strong>do</strong> Almada e da Fábrica- URBCOM 9.346<br />
Lig. à Prelada sobre a VCI (Norte e Poente) 1.387.483<br />
Rua <strong>do</strong> Almada, Picaria, Ricar<strong>do</strong> Jorge e outras - Lote B 1.815<br />
Rua José Falcão e Rua da Conceição - Lote C 1.815<br />
R. Alferes Malheiro, troço inicial da Rua <strong>do</strong> Almada - Lote A 1.815<br />
Rua Monte <strong>do</strong>s Burgos 1.152.031<br />
Lote Beneficiação da R. <strong>do</strong> Carvalhi<strong>do</strong> 798.136<br />
Rua Augusto Nobre 397.356<br />
Rua das Con<strong>do</strong>minhas 36.328<br />
Concretização da requalificação <strong>do</strong> troço poente da Av. da Boavista 894.343<br />
Túnel da Ribeira 3.074<br />
Arruamentos envolventes ao Parque <strong>de</strong> S. Roque 10.627<br />
Atravessamento <strong>do</strong> B. Novo Pasteleira e B. Pinheiro -3.344<br />
Lig. à Prelada sobre a VCI (1ª fase) 22.916<br />
R.Pr. F. Lencastre, R. <strong>de</strong> Avis, e R. <strong>de</strong> Ceuta- URBCOM 1.762<br />
Prolongamento da R. Estrela da Vigorosa 2.290<br />
Queimódromo 61<br />
Túnel 1 356<br />
Rua <strong>de</strong> Agramonte -3.300<br />
Rua <strong>de</strong> Costa Cabral 25.626<br />
Rua Dionísio Santos Silva 10.798<br />
Rua Miguel Bombarda 8.504<br />
Via Envolvente ao Parque <strong>do</strong> Covelo 23.913<br />
Viaduto das Fontaínhas -11.254<br />
Req. Urb. Est. Int. Circunvalação - 2ª Fase -900<br />
Lig. Da VCI à Av. Boavista no Foco 1.691<br />
Morro da Sé 1.384.843<br />
COMÉRCIO E TURISMO<br />
Merca<strong>do</strong>s e Feiras<br />
Merca<strong>do</strong> <strong>do</strong> Bolhão 158.725<br />
Outros 105.246<br />
Total 15.977.041
A.4 - Investimentos executa<strong>do</strong>s pela DomusSocial, EEM<br />
ACÇÕES<br />
FACTURADO<br />
<strong>2011</strong><br />
€<br />
Habitação Social 12.216.111<br />
Educação 1.968.073<br />
Capacitação/Envolvimento da População 268.142<br />
Desporto e Vida Saudável 94.040<br />
Reabilitação da Baixa 344.595<br />
Ambiente e Sustentabilida<strong>de</strong> 117.063<br />
Funcionamento Interno 769.490<br />
Total 15.777.514