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SUSTENTABILIDADE DA CAFEICULTURA DE JAGUARÉ IMPRESSIONA MEXICANOS

REVISTA

www.conilonbrasil.com.br

Edição 15 - Ano III

Abril / Maio de 2012

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

VENDA PROIBIDA

SUSTENTABILIDADE

Desafios para o desenvolvimento

de uma cafeicultura sustentável

Artigo: Cuidados no

armazenamento dos

grãos de café

Artigo: Saiba mais sobre

a classificação física do

café

Manejo & tecnologia:

Vergamento do café

conilon


www.conilonbrasil.com.br

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE

Coffea canephora

O Espírito Santo se destaca como o maior produtor

brasileiro dessa espécie, introduzida há 100 anos no

Estado e cultivada comercialmente a partir de 1972.

Nesses 100 anos de história e 40 anos de cultivo

comercial, a produção de Conilon capixaba passou de

400 mil sacas (1972) para 8,5 milhões de sacas (2011).

Nesse cenário histórico e de evolução da cultura,

o Governo do Estado do Espírito Santo, através da

Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento,

Aquicultura e Pesca (Seag); do Instituto Capixaba de

Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper);

da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

(Embrapa Café); do Consórcio Pesquisa Café; e de

instituições parceiras está promovendo a Conferência

Internacional de Coffea canephora.

A Conferência Internacional de Coffea canephora

acontecerá no período de 11 a 15 de junho de 2012,

no Centro de Convenções de Vitória, cidade de Vitória

– Espírito Santo, Brasil, com o tema central: Cem anos

de história e evolução do Conilon no Estado do Espírito

Santo – Brasil.

O evento visa apresentar e discutir, com a comunidade

científica e com representantes dos diversos setores

envolvidos na cadeia de Coffea canephora, temas

associados à pesquisa, desenvolvimento e inovações;

aspectos conjunturais e de organização; qualidade,

mercado e indústria, entre outros, direcionados à

competitividade e sustentabilidade dessa importante

atividade em vários países do mundo.

Saiba mais sobre o evento e confira a programação,

acessando o site:

www.conferenciaconilon.com.br

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Sumário 2 anos de Conilon Brasil - abr/mai 2012

CAPA

14


10

7

ARTIGO

Classificação física do café

12

COBERTURA

II Encontro Estadual do Conilon

Descascado

CUIDADOS NO

ARMAZENAMENTO

DOS GRÃOS DE CAFÉ

Espaço Gourmet

18

MANEJO & TECNOLOGIA

Cuide bem do seu café

20

MANEJO & TECNOLOGIA

Vergamento do Conilon

24

COBERTURA

1º Simpósio do Produtor de Conilon

em São Mateus

Incremente seu café sem

extrapolar nas calorias

28

26

GESTÃO DO AGRONEGÓCIO

A chegada da nova safra

Márcio Valentin de Sá, IDEE

Sustentabilidade da

cafeicultura de Jaguaré

impressiona mexicanos

CAFÉ & SAÚDE: OS BENEFÍCIOS DA CAFEÍNA

25


editorial

Caros leitores,

Falando em sustentabilidade na cafeicultura vou ser direto.

Toda a cadeia deve estar envolvida para que a atividade se desenvolva, mas o produtor tem que chamar

para si a responsabilidade de identificar e se adaptar as necessidades do mercado para se manter na

atividade com rentabilidade.

A agricultura depende dos recursos naturais e o agricultor, principalmente o familiar, tem que ter uma

conscientização imediata, cumprindo seus objetivos, respeitando as regras e boas práticas de produção

e principalmente, conduzindo com responsabilidade os recursos que estão sob seu domínio, pois o

equilíbrio mundial depende da harmonia e sintonia entre cada elo da cadeia, seja ela de café ou outros

alimentos.

Nunca é demais lembrarmos que a demanda por produtos sustentáveis cresce a cada dia e isso já é uma

REALIDADE. Cada vez mais se buscam cafés de qualidade e que atendam requisitos sustentáveis e de

boas práticas de produção.

Respeite aquilo que garante o SUSTENTO da sua família.

Desejo a todos uma boa leitura e uma ótima reflexão, degustando um bom café conilon!

Arthur Fiorott

arthur@conilonbrasil.com.br

Editor: Arthur Fiorott Consultor Técnico: Adelino Thomazini

Coordenador Geral de Comunicação: Jaques Brinco Jr

Colaboradores nesta edição: Gustavo Sturm, Lívia Simões, Coopeavi,

Abraão Carlos Verdin Filho, Paulo Sérgio Volpi, Aldo Luiz Mauri,

Manuela Pagan, Idee.

Atendimento Comercial: 27 3224 - 3412 comercial@conilonbrasil.com.br

Endereço para correspondência: Rua Clóvis Machado, 176 - Sala 407

Ed. Conilon, Enseada do Suá CEP 29050-900 Vitória - ES

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Distribuição Gratuita: ES, RJ, SP, MG, BA, RO, MT, GO

Distribuição Nacional: Governo dos Estados, Associações, Prefeituras,

Setor Produtivo Industrial e Comercial, Produtores Rurais, Agrônomos,

Cooperativas e Universidades.

*Os textos, incluindo opiniões e conceitos emitidos, são de

responsabilidade exclusiva de seus autores.


artigo

Classificação física do café

Texto: Equipe Conilon Brasil

Para a comercialização de café no Brasil, são utilizados

alguns critérios que se baseiam em uma série de avaliações

deste produto, com o intuito de estabelecer sua

classificação.

Depois de colhido, preparado e beneficiado, os grãos de

café passam por avaliações que são baseadas nas características

físicas de tamanho, formato, coloração, uniformidade e

qualidade de bebida, sendo classificados por peneira, coloração,

tipo e bebida.

A classificação por peneira é determinada de acordo com

o tamanho e o formato dos grãos de café, e tem por objetivo

avaliar a homogeneidade dos grãos com relação ao tamanho,

pois, um dos fatores que influenciam a qualidade da torração,

é essa homogeneidade. A ocorrência de grãos de café

com tamanhos diferentes num mesmo lote, principalmente,

dos grãos de peneiras menores, pode proporcionar uma torração

rápida e desuniforme, prejudicando o sabor e o aroma

do café.

De acordo com a coloração dos grãos, o café pode ser enquadrado

em oito classes: verde azulado e verde cana (cores

características do café despolpado ou degomado); verde

(grãos de coloração verde e suas nuances); amarelada (grãos

de coloração amarelada, indicando sinais de envelhecimento);

amarela, marrom, chumbado, esbranquiçada, discrepante

(mistura de cores oriundas de ligas de safras).

Quanto ao tipo, a classificação do café é realizada de acordo

com o número de defeitos e impurezas para uma amostra de

300 g de café beneficiado. Os defeitos podem ser de natureza

intrínseca, resultantes de modificações fisiológicas e genéticas

ou de preparos mal conduzidos, que são os grãos pretos,

verdes, ardidos, quebrados, brocados, mal granados ou chochos

e conchas. Os defeitos também podem ser de natureza

extrínseca, que são representados por elementos estranhos

ao café beneficiado (coco, marinheiro, cascas, pau, pedra e

torrões). Para a classificação do café por defeitos, emprega-se

a tabela de equivalência de grãos imperfeitos e impurezas.

Conilon Brasil 7


artigo

Entre os defeitos de natureza intrínseca, os que mais se destacam

na influência sobre a qualidade do café são os pretos,

verdes e ardidos, (PVA), que prejudicam o aspecto, a torrefação

e a qualidade de bebida do café. Esses defeitos podem

ser evitados com uma colheita e secagem bem conduzidas.

Os demais defeitos dessa natureza podem ser evitados com

acompanhamento agronômico sobre fatores genéticos, tratos

culturais adequados, colheita bem feita, percentual correto de

umidade dos grãos e boa regulagem da máquina de beneficiamento.

Os defeitos de natureza extrínseca também afetam a qualidade

do café, quanto ao aspecto, à torrefação e à qualidade

de bebida. Os mesmos podem ser evitados com colheita no

pano, abanação correta, uso de lavadores, terreiros higienizados

e sem fragmentos soltos, e uma correta regulagem da

máquina de beneficiar o café.

Em algumas transações comerciais, para países importadores

de café robusta, têm sido exigido a classificação física de

acordo com o método utilizado pelo CQI (Coffee Quality Institute),

que embora seja mais rigoroso, agrega mais valor ao

produto. Nesse método, o café é classificado em robusta fino,

premium e comercial.

Pode-se observar que a quantidade de defeitos contribui

para depreciar a qualidade física, de bebida e conseqüentemente

do preço do café. Portanto, não comercialize o seu café

sem antes conhecer a qualidade.

TABELA OFICIAL PARA CLASSIFICAÇÃO

(LATAS DE 300 GRAMAS)

TIPOS

2

3

4 (Base)

5

6

7

8

-

-

-

-

-

-

-

DEFEITOS

4

12

26

46

86

160

360

EQUIVALÊNCIA DOS GRÃOS IMPERFEITOS

DEFEITOS

1 Grão Preto----------------------------------------------------------- 1

1 Pedra, Pau ou Torrão Grande---------------------------------- 5

1 Pedra, Pau ou Torrão Regular---------------------------------- 2

1 Pedra, Pau ou Torrão Pequeno-------------------------------- 1

1 Côco------------------------------------------------------------------- 1

2 Ardidos----------------------------------------------------------------1

1 Marinheiro------------------------------------------------------------1

2/3 Cascas Pequenas-----------------------------------------------1

2/5 Brocados-----------------------------------------------------------1

3 Conchas-------------------------------------------------------------- 1

5 Verdes-----------------------------------------------------------------1

1

5 Chochos ou Mal Granados-------------------------------------- 1

Rua Clóvis Machado, 176,

TABELA

Sl

DE

405/407

EQUIVALÊNCIA

-

DE

Ed.

DEFEITOS

Conilon - Enseada do Suá

Vitória - ES - CEP Defeito 29050-900 completo - FONE 27 3224 3412 Defeito completo - FAX 27 2127 9642

Categoria de defeitos 1

Completamente preto

sac@conilonbrasil.com.br

Equivalência Categoria de defeitos 2

1 Parcialmente preto

www.conilonbrasil.com.br

Equivalência

3

Completamente ardido 1 Parcialmente ardido 3

Coco 1 Verde 5

Danos por fungos 1 Mal granado 5

Material estranho 1 Chocho 5

Dano por broca severo 5 Esbranquiçado 5

Quebrado 5

Pergaminho 5

Concha 5

Casca 5

Broca leve 10

Classificação física utilizada pelo CQI

Robusta Fino: até 5 defeitos Categoria 2

Robusta Premium: até 8 defeitos categoria 1 e 2

Comercial: mais de 8 defeitos.

8 Conilon Brasil


artigo

CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO

DOS GRÃOS DE CAFÉ

Texto: Equipe Conilon Brasil

O

mercado consumidor e as agências

de controle e fiscalização

têm exigido cada vez mais a produção

de alimentos seguros e de alta

qualidade. A manutenção da qualidade

física, química e sensorial dos grãos de

café, durante o armazenamento, está

relacionada com as interações entre

fatores abióticos como temperatura,

umidade, tipo e condições de armazenamento,

e fatores bióticos como grãos,

fungos e insetos.

O café quando afetado por fungos

resulta em uma depreciação qualitativa

dos grãos como, por exemplo, a perda

de rendimento, descoloração, redução

no valor nutricional e a contaminação

por micotoxinas.

O adequado controle de fatores como

temperatura, umidade e a interação

destes são importantes para prevenir o

desenvolvimento dos fungos. Portanto,

é necessário uma secagem adequada

dos grãos de café e o armazenamento

em estruturas de armazenamento apropriadas,

e preservando as condições

internas de umidade e temperatura.

O café pode ser armazenado

em coco, pergaminho ou beneficiado.

Quando se armazena o

café beneficiado em sacaria, o

armazém deve ter temperatura

ambiente ao redor de 20ºC, com

umidade relativa do ar de no máximo

70%. O local de armazenamento

deve ser limpo, abrigado

da chuva, do sol e bem arejado. O piso

deve ser impermeável, de concreto, e

deve estar, no mínimo, a 40 cm acima

do nível do solo. É indispensável a utilização

de estrados, para impedir o contato

com o piso e permitir a circulação de

ar na base da pilha. O contato com as

paredes também devem ser evitado, e é

fundamental conservar o café com 11 a

12% de umidade. Além desses fatores, é

inaceitável que o café seja armazenado

no mesmo local que agrotóxicos, óleo

diesel, dentre outras substâncias, que

causam gosto estranho na bebida.

Quando o café é armazenado por um

período maior de tempo, poderá vir a ser

infestado por pragas, principalmente se

o produto estiver em coco. Os principais

insetos que podem ser encontrados nas

tulhas e armazéns são a broca-do-café

(Hypothenemus hampei), caruncho-das-

tulhas (Araecerus fasciculatus) e traças

do café, como a Corcyra cephalonica e a

Plodia interpunctella.

A broca-do-café é considerada uma das

principais pragas do conilon, pois tem a

capacidade de atacar os frutos em todos

os estádios de maturação, desde verde até

maduro ou seco. Seu ataque causa redução

do peso dos grãos de café, queda de

frutos e redução da qualidade física e, às

vezes, sensorial do café. Para se evitar danos

com a broca durante a armazenagem,

deve-se realizar o controle no campo, muito

antes da colheita e secagem. O controle

pode ser realizado pelo método químico,

biológico e cultural (colheita bem feita).

10 Conilon Brasil


O controle biológico da broca é realizado

por inimigos naturais, dentre os quais

pode se destacar o fungo parasita Beauveria

bassiana, e as vespas parasitóides,

como a vespa de Uganda e a vespa da

Costa do Marfim, que controla a praga em

todas as suas fases. É importante informar

que nesse ano, no laboratório da COOA-

BRIEL, serão reproduzidas cerca de três

milhões de vespas da Costa do Marfim,

quantidade suficiente para aproximadamente

500 ha. A soltura deverá acontecer

entre os meses de julho/agosto, direcionada

para que seja feito um trabalho

em microrregiões inteiras e não solturas

isoladas. O valor das vespas ainda não foi

definido.

O caruncho-das-tulhas é uma praga

muito disseminada nas regiões tropicais,

causando danos em muitos produtos armazenados

como grãos de cacau, feijão,

milho e especialmente o café. É mais facilmente

encontrada em locais de umidade e

temperaturas elevadas. O caruncho danifica

o café seco em todas as suas formas:

coco, despolpado e beneficiado.

As traças do café, cujos adultos são

pequenas mariposas, podem prejudicar

exportação do café pela presença da lagarta,

casulos e excrementos do inseto

nas sacarias e nos grãos. A traça aproveita

o orifício causado pela broca-do-café ou

pelo caruncho-das-tulhas para penetração

nas sementes. Quando o ataque da praga

é muito severo, a sacaria fica toda perfurada,

sendo necessário sua renovação.

A desinfecção e limpeza das tulhas e dos

armazéns, com antecedência, antes de iniciar

a colheita; e a vistoria periódica, são

medidas preventivas que devem ser realizadas

para impedir a ocorrência de pragas

durante o armazenamento de grãos.

Porém, quando se constata infestações já

instaladas, algumas medidas profiláticas

devem ser tomadas, como por exemplo, a

fumigação (expurgo) e nebulização.

O controle de pragas e fungos toxicogênicos

confronta diretamente com a qualidade

do produto, da mesma forma que

influencia no aspecto de segurança alimentar.

Portanto, a prolongação do tempo de

armazenamento, conservando a qualidade

do café, através de condições adequadas

de armazenamento, é fundamental para

que o cafeicultor possa ofertar seu produto

por maior período, buscando atingir o mercado

nas épocas mais favoráveis.

Vespa da Costa do Marfim

Conilon Brasil 11


cobertura

Coopeavi / Conilon Brasil

Coopeavi reúne produtores no

II Encontro Estadual do

Conilon Descascado

Sete palestras, balcão de negócios, mini-cursos, cafeteria

e muita integração foram os ingredientes do II Encontro

Estadual do Conilon Descascado, realizado no

dia 09 de março de 2012, no Ifes de Santa Teresa – ES.

Ênio Bergoli (Secretário da Agricultura do ES)

e demais autoridades presentes no evento.

Cerca de 470 produtores e 150 alunos receberam informações

sobre mercado, manejo, projetos e tendências da cafeicultura

além de terem a conveniência de estar frente a frente

com fornecedores e parceiros do ramo.

Esta ação solidifica a qualidade do café Conilon como prioridade

para os produtores, cooperativa e mercado, visto que

os níveis de exigência do consumidor se elevam a cada dia e a

demanda por novos blends (mistura de cafés), diferenciados,

é cada vez maior.

A Conilon Brasil, como parceira, esteve presente cobrindo o

evento e organizando uma cafeteria onde serviu mais de 500

cafés (expresso e coado) aos produtores, além de encerrar

com chave de ouro com uma palestra elucidativa de seu Diretor

Geral, Adelino Thomazini.

O Evento contou com a parceria do Incaper, Cetcaf e Conilon

Brasil e patrocínio do sistema OCB/Sescoop-ES, Syngenta,

Azud, Orvel ,Pinhalense, Agrichem, Lithoplant, Palini e Alves,

Sicoob e Coyote.

Adelino Thomazini (Conilon Brasil),

durante sua palestra sobre “Marketing do Conilon Descascado”.

12 Conilon Brasil


Conilon Brasil 13


matéria capa

SUSTENTABILIDADE

Desafios para o

desenvolvimento

de uma cafeicultura

sustentável

Texto: Equipe Conilon Brasil

A

sustentabilidade é um

termo que tem sido

muito usado para definir

ações e atividades humanas que

visam preencher as necessidades

atuais dos seres humanos, sem

comprometer o futuro das próximas

gerações. Isto é, a sustentabilidade

está diretamente relacionada ao

desenvolvimento econômico e

social sem agredir o meio ambiente,

usando os recursos naturais de

forma inteligente para que eles

permaneçam no futuro. Seguindo

estes parâmetros, a humanidade

pode garantir o desenvolvimento

sustentável.

A adoção de práticas de

sustentabilidade insere na cadeia

produtiva, técnicas que estabelecem

um desenvolvimento sustentável, de

maneira que essa sustentabilidade

da cadeia seja mantida ao longo

dos anos, através do aporte

técnico, padrões de produção com

qualidade, agregação de valor e

visando um mercado diferenciado.

14 Conilon Brasil


matéria capa

cafeicultura sustentável

O café possui um grande potencial

para o desenvolvimento, além de ser

uma das “commodities” mais comercializadas

no mundo. É um produto de

exportação de significativa importância

para os países em desenvolvimento e

responde pelo padrão de vida de milhões

de produtores rurais.

A comercialização de um modelo sustentável

em todas as fases da produção

do café é uma maneira competitiva e

eficaz de melhorar as condições das pessoas

que trabalham no cultivo, preparo,

industrialização e comércio, assim como

aumentar a oferta de cafés com melhor

qualidade ao mercado consumidor, aumentando

o consumo e tornando toda

a cadeia mais lucrativa. Desta forma,

ações para tornar a cafeicultura sustentável

devem promover o crescimento

econômico, respeitar o meio ambiente

e satisfazer as necessidade e aspirações

humanas.

Os requisitos econômicos garantem a

permanência dos produtores na atividade

cafeeira. Isso depende de sistemas

de cultivos estáveis, que proporcionem

maior longevidade para as lavouras e

rentabilidade freqüente. Os bons resultados

garantem investimentos em manutenção,

inovação, desenvolvimento e

crescimento do próprio empreendimento,

bem como a remuneração adequada

de colaboradores e fornecedores.

A dimensão econômica deve focar na

produtividade da matéria-prima através

do domínio técnico, gerar recursos para

investir nas demais áreas, como, por

exemplo, no desenvolvimento e qualidade

de vida das pessoas, da sociedade,

na preservação/recuperação do meio

ambiente, e também na qualidade do

café, que passa pelo quesito referente

à rastreabilidade dos grãos, atendendo

a um nicho de mercado exigente, que

paga mais caro por esse produto.

Conilon Brasil 15


matéria capa

Dentro de qualquer atividade que envolva

os recursos naturais, deve sempre

haver respeito e conservação com o meio

ambiente, pois, sem considerar a questão

ambiental, não há sustentabilidade.

Deste modo, considerando uma visão

ambientalista, uma cafeicultura sustentável

seria uma maneira de fornecer café

suficiente, sem degradar os recursos naturais.

Desde sua origem, a agricultura sempre

foi, e é até hoje, altamente dependente

do meio ambiente. Com isso, algumas

normas de sustentabilidade visando

o lado ambiental, procuram estabelecer

padrões que promovam um desenvolvimento

sustentável, minimizando os efeitos

negativos do impacto da exploração

agrária. Dentre essas normas pode-se

citar: Conservação de ecossistemas; Proteção

da vida silvestre; Manejo integrado

de resíduos; Conservação do solo e de

recursos hídricos.

Outro pilar do desenvolvimento sustentável

é o fator social, que envolve o

processo de melhoria na qualidade de

vida da sociedade, através do nivelamento

do padrão de renda, acesso a educação,

moradia e alimentação, entre outros.

A dimensão social deve possibilitar

condições decentes de trabalho e de

vida para os agricultores, suas famílias e

empregados. Isto inclui o respeito pelos

direitos humanos e pelas normas trabalhistas.

A utilização do trabalho infantil

na propriedade rural não deve existir,

sendo garantidos direitos reais à infância

e a educação. O produtor deve registrar

seus funcionários de acordo com as normativas

do Ministério do Trabalho. Os

trabalhadores devem estar equipados

com Equipamentos de Proteção Individual

(EPI) de acordo com as instruções dos

rótulos e apropriados para os riscos de

saúde e segurança.

O Cata-Vento, utilizado para

marcar a luta pela erradicação

do trabalho infantil


considerando

uma visão

ambientalista,

uma cafeicultura

sustentável seria

uma maneira

de fornecer

café suficiente,

sem degradar

os recursos

naturais.


16 Conilon Brasil


matéria capa

Entre todos os produtos agrícolas, a

produção de café, é uma das atividades

que mais contribuem para a sustentabilidade,

em todos os aspectos envolvidos.

Existem vários programas de certificação

do grão cru em diversos países, e o consumo

desses cafés certificados aumenta

vigorosamente. Porém, a sustentabilidade

não deve existir apenas “dentro da

porteira”, mas sim, em toda a cadeia do

café, ou seja, desde o processo agrícola

até a industrialização.

As ações delineadas pela sustentabilidade

objetivam diminuir os problemas

da cafeicultura na produção, uma vez

que a entrada de novos consumidores no

mercado, principalmente nas economias

emergentes asiáticas, e as mudanças de

hábitos ocidentais, direcionam uma tendência

constante de crescimento do consumo

mundial de café. Outra questão envolvida

é o beneficiamento do produto,

em que as operações pós-colheita devem

ser adequadas para que não interfiram

na qualidade da bebida. E por fim, a comercialização

da cafeicultura sustentável

precisa ser valorizada por parte dos consumidores

através de ações de conscientização.

Como se pode observar, uma nova realidade

de mercado está se inserindo na

cadeia produtiva do café, e assim como

existem muitos desafios para o desenvolvimento

de uma cafeicultura sustentável,

existem também muitos potenciais.

Diante disso, o projeto Conilon

Especial é uma importante ferramenta,

que objetiva preparar produtores, cooperativas

e ou associações para essa

nova fase para qual o mercado mundial

aponta.

A adequação do negócio a práticas

sustentáveis é colocada como um ponto

de partida para a conquista de vantagens

competitivas em relação a empreendimentos

tradicionais. Embora possa

demandar tempo e mudanças culturais,

a longo prazo traz um melhor acesso

a mercados com algum tipo de filtro,

maior valor agregado ao produto e otimização

do uso de insumos.

Tecnologia avançada, mudas de qualidade?

As melhores você encontra aqui:

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Conilon Brasil 17


manejo & tecnologia

Cuide

BEM

do seu

CAFÉ

Texto: Equipe Conilon Brasil

A

colheita do café conilon está iniciando, e as expectativas

para uma boa safra são animadoras

para a maioria das regiões produtoras. Nesse período

é fundamental a realização de boas práticas de colheita

e pós-colheita do café.

Os cuidados com a colheita começam na correta identificação

do estádio de maturação do fruto. Como na maioria das

vezes nem todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo,

deve-se iniciar a colheita quando no mínimo 80% dos frutos

estão maduros.

O café colhido ainda verde acarreta em prejuízos tanto na

qualidade, quanto no rendimento do produto, pois, prejudica

a classificação por tipo, o peso dos grãos, a qualidade da bebida

e conseqüentemente o valor do produto. Para se ter uma

idéia, em 100 sacas beneficiadas de café, se houver 50% dos

grãos verdes, perde-se o equivalente a 13 sacas. Ou seja, se o

produtor colhe o café verde, a produtividade final será menor.

O próximo passo, que também é muito importante, é o

transporte do café para a secagem, que deve ser realizado

no mesmo dia, para evitar fermentações indesejáveis, o que

pode causar o defeito ardido. Se houver 5% dos grãos com

esse defeito, em 100 sacas de café, as perdas são equivalentes

a 1,82 sacas. Alguns outros defeitos encontrados no café

podem ser evitados com uma secagem correta.

Quando a secagem for realizada em terreiros, deve-se distribuir

o café em lotes homogêneos, esparramar em camadas

que não ultrapassem 4 cm de altura, sempre no sentido do

caminhamento do sol (leste-oeste), e mexer no mínimo 10

vezes por dia. Na secagem dos grãos cereja descascado (CD),

estes devem ser espalhados no terreiro, em camadas mais

finas, de 2 a 3 cm, e revolvidos até 20 vezes ao dia.

Ainda no terreiro, não se deve amontoar e nem cobrir o

café com lona antes da meia-seca, mas, após esse período,

deve-se enleirar o café à tarde, em leiras de 10 a 30 cm, aumentando

de acordo com o grau de seca. No final da seca,

deve-se amontoar e cobrir os grãos, ainda quente, por volta

18 Conilon Brasil


das 15 horas. No dia seguinte, o café deve ser esparramado

em horário próximo das 10 horas. A partir desse grau de seca,

o café não deve ser exposto à chuva.

Para a secagem em secador mecânico, o mais indicado é o

de fornalha de fogo indireto, pois não permite o contato da

fumaça com os grãos, evitando cheiros e gostos estranhos.

O tempo de secagem não deve ser inferior a 20 horas e nem

ultrapassar 48 horas.

Nesse método de secagem é importante usar lotes de cafés

homogêneos, operar o secador em plena carga e usar lenha

bem seca. A fornalha deve ser acesa com o secador em movimento

e a temperatura na massa dos grãos não deve ultrapassar

60°C.

A secagem do CD também pode ser feita em secador de

fogo indireto, passando primeiramente por uma pré-secagem

no terreiro, e depois não ultrapassando a temperatura de

40ºC na massa, quando colocados no secador.

Quando houver um percentual elevado de frutos verdes, a

temperatura da massa deverá ser mantida abaixo de 30ºC,

evitando a ocorrência de café preto-verde. Quando os grãos

de café atingirem a umidade entre 16 e 18%, o secador deverá

ser desligado, até que a massa esfrie, e fique na umidade

correta para ser descarregado. Se o descarregamento ocorrer

com o café quente, deve-se prestar atenção para que a umidade

fique entre 13 e 14%, pois assim, ao esfriar, chegará à

umidade ideal.

Após a secagem, o café pode ser armazenado em coco ou

pergaminho, para ser beneficiado posteriormente, ou beneficiado

logo em seguida. No beneficiamento, é importante

uma boa regulagem da máquina e uma correta umidade dos

grãos, para não causar o defeito grão quebrado.

Durante o armazenamento, o café deve ficar em local arejado,

com piso impermeável, com boa preservação das condições

de temperatura e umidade, não deve ser armazenado

com outros produtos e deve ser evitado o ataque de pragas

e/ou fungos.

Para se produzir um café de qualidade, e evitar prejuízos,

é imprescindível a adoção de algumas práticas, que não representam

custos adicionais, mas sim ganho de preço, pois

vão refletir diretamente no tipo e qualidade do seu produto.

Portanto, cuide bem do seu café, e sinta a diferença no

bolso.


manejo & tecnologia

VERGAMENTO

Autores:

Abraão Carlos Verdin Filho - Adm. Rural - Pesquisador Incaper,

M. Sc. Produção Vegetal

Paulo Sérgio Volpi - Adm. Rural - Pesquisador Incaper

Aldo Luiz Mauri - Eng. Agrônomo - Pesquisador Incaper

O

sistema de manejo das lavouras de Coffea canephora

recomenda a condução das plantas para o

cultivo dessa espécie de tal forma que as mesmas

sejam mantidas com 12 a 14 mil hastes verticais – ortotrópicas

- por hectare, dependendo do material genético, do espaçamento,

das condições edafoclimáticas, da disponibilidade

de mão de obra, do nível tecnológico dos cafeicultores, entre

outros. Entretanto, pode-se constatar durante o período de

formação da lavoura, e em especial por ocasião da primeira

safra significativa que o número de hastes produtivas presentes

é sensivelmente menor que o recomendado. Desta forma,

a produtividade inicial da cultura é prejudicada. Mesmo plantas

que apresentem alto potencial produtivo em termos genéticos,

podem apresentar uma menor produção nas primeiras

safras devido a número reduzido de hastes (foto 1).

Com objetivo de atenuar este problema, técnicos do Incaper

desenvolveram uma técnica de manejo em plantas de

café conilon denominada de “VERGAMENTO”. Esta técnica

consiste em estimular a emissão de novos ramos ortotrópicos

em plantas de café ainda jovens, fazendo com que as mesmas

apresentem número de hastes compatíveis com a densidade

recomendada, já na primeira colheita (foto 2).

do CONILON

1

2

3

O Vergamento consiste no arqueamento em aproximadamente

900 de plantas ainda jovens para o meio da rua. Para

a manutenção destas plantas arqueadas pode-se utilizar pequenos

ramos de bambu, eucalipto, arame liso, vergalhão ou

similar em forma de um gancho. As plantas deverão ser “vergadas”

dos 90 aos 120 dias após o plantio dependendo de fatores

agroclimáticos, dos cuidados inicias da cultura efetuada

pelo cafeicultor e da época de plantio (fotos 3 e 4).

20 Conilon Brasil


4

Aproximadamente 35 dias após o vergamento das plantas,

deverá ser efetuado a desbrota. O número de brotos a ser

deixado por planta será de acordo com o espaçamento de

plantio da lavoura, de forma a se obter de 12 á 14 mil hastes

já na primeira safra. Deste modo, espera-se um incremento

a produtividade inicial da lavoura em função de sua maior

densidade de hastes produtivas. Aliado a isto, o vergamento

promove a padronização da altura e do número de hastes por

planta e proporciona ainda a inserção direta desta lavoura na

poda programada de ciclo (PPC), já que para a utilização da

PPC é imprescindível que o produtor faça a condução de sua

lavoura deixando uma quantidade igual de hastes para todas

as plantas.


manejo & tecnologia

Para que se obtenha êxito com o manejo do

vergamento, torna-se necessário que o produtor

tome alguns cuidados:

a) Quando for efetuar o vergamento o produtor deverá dar preferência para

direcionar o ápice da planta para o sol da manhã;

b) Na ocasião do vergamento o produtor deverá estar mais atento ao turno de

rega (irrigar com maior frequência);

c) Caso o período de desbrota seja efetuada no verão o produtor deverá ficar

atento com a incidência de insolação e se necessário efetuar proteção das

plantas;

d) Efetuar desbrota do excesso de ramos quando os mesmos estiverem com 8

cm de altura;

e) O número de ramos a ser deixados por planta deverá ser efetuado levando

em consideração o espaçamento da lavoura;

f) Será necessário que o produtor faça a desbrota quantas vezes necessário for,

mantendo assim a quantidade de ramos previamente definidos;

g) O produtor deverá estar atento quanto a nutrição inicial da lavoura vergada,

já que o potencial produtivo dessa lavoura pode ser maior.

VERGAMENTO

do CONILON

22 Conilon Brasil


cobertura

Texto: Equipe Conilon Brasil

1

º Simpósio do Produtor de

Conilon em São Mateus

de conilon, profissionais da agronomia e

estudantes participaram, em São Mateus - ES, do 1º

CAfeicultores

Simpósio do Produtor de Conilon. O evento foi realizado

no auditório do Centro Universitário Norte do Espírito

Santo (Ceunes/Ufes) e contou com a participação de cerca

250 pessoas.

Foi oferecido um debate sobre o café descascado, trazendo

nomes importantes do segmento, sendo muito interessante,

pois foi uma forma eficiente de abordar e discutir o tema.

Uma das principais palestras do seminário foi sobre ferrugem

do cafeeiro, com o doutor Laércio Zambolim, da Universidade

Federal de Viçosa. Outros temas foram abordados visando

à conscientização da melhoria da qualidade do Conilon

produzido na região.

Outro importante momento no encontro foi a apresentação

de duas bem sucedidas experiências de trato do Conilon, com

dois cafeicultores-modelos. Ozílio Partelli, um pequeno produtor

que tem experiência com terreiro de estufa, uma técnica

de baixo custo e de fácil manejo. E Dário Martinelli, um

dos precursores da cafeicultura no Espírito Santo e um dos

primeiros a descascar café conilon.

Para o professor Fábio Luiz Partelli, um dos organizadores

do simpósio e que também fez uma breve apresentação sobre

trabalhos de pesquisa que o CEUNES tem realizado na

área de cafeicultura, “o evento serviu para reunir produtores

de sucesso, pesquisadores, cooperativas e outros agentes de

comercialização para construir o cenário atual do principal

produto agrícola do Espírito Santo, com vistas a ampliar a

qualidade”.

24 Conilon Brasil


café & saúde

Benefícios

da Cafeína

Por: Lívia Simões

Graduanda do curso de engenharia de

alimentos - CCAUFES

A

cafeína está presente no café, mas ela também é

encontrada em bebidas contendo cacau, cola, chocolate,

e em alguns remédios (analgésicos), porém

em proporções menores.

O café possui 0,8% a 2,8% de cafeína e diversas outras

substâncias em maior quantidade, como minerais, aminoácidos,

lipídeos e açúcares. A cafeína é desprovida de valor

nutricional, inodora e contribui com cerca de 10% a 30% do

amargor característico da bebida de café.

Essa substância quando ingerida é rapidamente absorvida

e distribuída no organismo, sendo que seus efeitos mais óbvios

ocorrem no sistema nervoso central. Os efeitos comportamentais

mais notáveis são a melhoria do estado de alerta,

de energia, da capacidade de concentração do desempenho

de tarefas simples, da vigilância auditiva, do tempo de retenção

visual e diminuição da sonolência e do cansaço.

Por possuir a propriedade de contrair os vasos sanguíneos,

a cafeína compensa a dilatação dos vasos sanguíneos do

crânio, que normalmente causa dor de cabeça, aliviando esse

desagradável sintoma. Pesquisadores recomendam que pacientes

portadores de enxaqueca, crônica, parem de ingerir

café por algum tempo, com o objetivo de “limpar o organismo”.

Assim, quando estiverem com crise de dor de cabeça e

não desejarem tomar remédio, possam ingerir doses de café

para obter o alívio.

A sensibilidade à cafeína varia muito de indivíduo para indivíduo,

e muitas discussões ocorrem para apontar os efeitos desse

composto no nosso organismo. Porém os consumidores parecem

estar convencidos que doses mínimas fazem bem para o funcionamento

de todos os sistemas do corpo humano.

Conilon Brasil 25


26 Conilon Brasil


Conilon Brasil 27


espaço gourmet

Incremente seu café sem

extrapolar nas calorias

Chantili, canela, menta e até chocolate podem acompanhar a bebida sem estragar a dieta.

Por:

Manuela Pagan

Site: www.minhavida.com.br

Considerado um alimento funcional, o café contém

substâncias capazes de prevenir e até mesmo curar

doenças. Para aproveitar tudo de bom que a bebida

traz à saúde, o ideal é saber moderar na quantidade dos

acompanhamentos mais calóricos ou escolher sempre os mais

saudáveis. Confira a lista com os quitutes mais gostosos para

incrementar o seu cafezinho e aproveite para curtir essas delícias:

CHANTILI

Para quem se preocupa

com o controle do peso

e com uma alimentação

mais saudável, a adição

de chantili ao café não

é uma boa opção. Sua

composição - uma mistura

de açúcar com creme

de leite fresco - é rica em gorduras saturadas e tem alto teor

calórico (uma colher de sopa equivale a aproximadamente 50

calorias). Para não abrir mão desse creme, o ideal é maneirar

e optar por uma versão light. O nutrólogo Fabiano dá a dica:

existe um chantili feito com creme vegetal e sem adição de

açúcar, conferindo um valor calórico 25% menor.

PETIT FOUR

Aquele biscoitinho que

acompanha o café é muito

saboroso, mas cheio

de manteiga e açúcar.

Fabiano Nave aconselha

não cometer excessos e

preferir a versão integral,

que tem menor índice glicêmico e, por isso, dá mais saciedade

e controla a glicemia do sangue.

MENTA

As folhinhas estão liberadas

para dar um

gostinho especial ao

café - a adição de calorias

da planta à bebida

é praticamente insignificante.

A nutricionista

Bruna Pinheiro, do Dieta

e Saúde, conta que

a menta tem diversas

propriedades benéficas

à saúde: “ela é

usada como antisséptico

e expectorante”.

Mas o melhor efeito é o de auxiliar na digestão, já que ela

ajuda na secreção de enzimas digestivas.

AÇÚCAR OU ADOÇANTE

Você enche o cafezinho

de açúcar antes de beber?

Esse é um dos piores

erros. “Vale a pena

colocar a menor quantidade

de açúcar possível

ou substituir o açúcar

refinado pelo mascavo,

que conserva cálcio, ferro

e sais minerais, embora

seja igualmente hipercalórico”. Para quem não quer adicionar

calorias à bebida, a melhor opção são os adoçantes artificiais,

mas prefira os feitos à base de stevia e sucralose, que são

mais saudáveis.

28 Conilon Brasil


CHOCOLATE

Para caprichar no café e

na saúde, opte por pastilhas,

bombons ou palitinhos

feitos de chocolate

amargo ou meio amargo.

“Além de serem menos

calóricas, essas versões

possuem menos gordura e mais cacau, que comprovadamente

tem efeitos protetores do sistema cardiovascular”, explica

Fabiano Nave.

CANELA

AÇÚCAR OU ADOÇANTE

Para aproveitar bem os

nutrientes, o ideal é consumir

leite e café isoladamente

e com um intervalo

de pelo menos duas

horas, já que a cafeína do

café diminui a absorção

de cálcio do leite. Mas

se a vontade de degustar

essa combinação quentinha

e saborosa falar mais

alto, certifique-se que a quantidade de café da mistura não

ultrapasse um quarto dela.

Polvilhe uma pitada de canela em pó na xícara de café para dar um gostinho especial

à bebida. Além de não adicionar calorias à bebida, a canela possui efeito termogênico,

que aumenta o gasto calórico em repouso, assim como a cafeína. “A associação destes

dois alimentos acaba potencializando essa ação e ajuda no gasto de calorias”.

Faça parte da 3ª turma de

DEGUSTADORES DE CAFÉS CONILON

Em JUNHO DE 2012, será ministrado no Laboratório Conilon Brasil-CQI o terceiro curso de R graders

(degustadores de Conilon). Parte integrante do Protocolo de Degustação de Robustas Finos, o

R GRADER ou degustador é peça fundamental para a padronização da qualidade do café conilon.

Seja mais um integrante desse seleto grupo!

Conilon Brasil 29


conilon especial

As

Sustentabilidade da cafeicultura de

Jaguaré impressiona mexicanos

atividades do Programa Conilon Especial estão a todo

vapor, no mês de março, o Prefeito de Jaguaré, Sávio

Martins, recebeu representantes da empresa DiCafé- Derivados

Industrializados Del Café S.A de C.V do México, que vieram ao

Espírito Santo para conhecerem a cadeia produtiva do café Conilon.

Na oportunidade os empresários Francisco Caraza e Francisco

Caraza Samaniego visitaram algumas propriedades e a ACCAJ

(Associação de Cafeicultores da Comunidade das Abóboras).

Durante toda a visita, Romario Gava Ferrão (Coordenador técnico

da cafeicultura - INCAPER), Adelino Thomazini (Coordenador

técnico da Conilon Brasil) e o Secretário Municipal de Agricultura,

João Evangelista Malanquini, acompanharam os empresários,

que conheceram as técnicas empregadas pelos produtores brasileiros

em relação ao manejo na lavoura e ao meio ambiente. Na

ocasião, Malanquini afirmou que “É muito importante receber

visitas de empresários

em nosso município,

pois podemos mostrar

todo o potencial de nossa

agricultura”. Na associação,

o coordenador

da cafeicultura estadual,

Romario Ferrão, fez uma

explanação para os produtores

e empresários,

onde mostrou alguns

30 Conilon Brasil

Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Jaguaré / Conilon Brasil

aspectos do programa da cafeicultura capixaba.

Após a visita a associação, os empresários conheceram o viveiro

de mudas “Sempre Verde”, onde tiveram uma ampla explicação

sobre as técnicas de clonagem empregadas no café

Conilon. O empresário Francisco Caraza, presidente do grupo,

ficou impressionado com a cafeicultura de Jaguaré. “Estivemos

no Vietnã há pouco tempo e estamos impressionados com a tecnologia

empregada e com a sustentabilidade da cafeicultura no

município”.

No final da visita, os empresários foram recebidos pelo prefeito

Sávio Martins em seu gabinete, que tradicionalmente, serviu um

café Conilon Especial para os representantes mexicanos. “Receber

pessoas em nosso município é sempre muito importante, pois as

portas se abrem para difundirmos as potencialidades de nossa terra.

Queremos mostrar não só a cafeicultura, mas principalmente

a vida e o modo como vivemos,

juntamente com o

trabalho que fazemos em

nossa cidade”, disse Sávio.

Além de ressaltar que Jaguaré

se prepara para ser

além do maior produtor de

café conilon, ser o melhor

produtor do grão.

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