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ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 29/06/14

1

Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira Fundado em 1901

Ano CXIV

Edição 26

Domingo, 29.06.2014

R$ 3,20


2 o

jornal batista – domingo, 29/06/14 reflexão

EDITORIAL

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista

Brasileira. Semanário Confessional,

doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

PUBLICAÇÃO DO

CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE

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(1925 a 1940);

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Almir Gonçalves (1946 a 1964);

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(1964 a 1988);

Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e

Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904);

A.L. Dunstan (1907);

Salomão Ginsburg (1913 a 1914);

L.T. Hites (1921 a 1922); e

A.B. Christie (1923).

É

possível que esta expressão

leve o leitor

a pensar que estou

me referindo à possibilidade

da conquista pelo

Brasil da Copa Mundial de

futebol. Sim, estou me referindo

mesmo à esta copa,

mas meu objetivo não é tratar

de futebol, assunto do qual

não sou bom conhecedor. A

Copa é nossa, sim. A Copa é

nossa oportunidade para falar

a muitas pessoas do amor

mundial de Deus.

Sim, o amor de Deus é

mundial: “ Deus amou o

Brooklyn Tabernacle

resposta ao irmão

Rolando de Nassau

• Venho por esta mensagem

apenas enfatizar que

minhas impressões a respeito

do culto que pude participar

no Brooklyn Tabernacle, não

foram “uma soma de emoções”,

como disse o amado

Rolando de Nassau. Em todo

o tempo, sobretudo durante o

culto, o ambiente foi de total

inspiração. Se músicas como

“Maravilhosa Graça”, Tudo

Entregarei”, Vitória em Cristo;

que foram por sinal, f muito

bem cantadas, acompanhadas

por instrumentos musicais,

pois não havia nada de “play-

-back”, podem ser consideradas

como “mantra”, então não

sei mais o que poderia ser um

mundo de tal maneira...” (Jo

3.16). A Copa é nossa hora

de contatar tantas pessoas

que estarão ao entorno dos

estádios, nas concentrações

de ruas acompanhando os

diversos jogos pelas doze

cidades sedes da Copa. Todas

estas pessoas estão em

busca da vitória, uma vitória

passageira, por um prêmio

perecível, que a maioria só

terá a oportunidade de ver de

longe ou através das mídias

eletrônicas.

A Copa é nossa para fazer

como o apóstolo Paulo, que

talvez estivesse em Corinto,

na época dos jogos do istmo e

até mesmo pode ter assistido

alguns deles e aproveitado

aquele momento para orientar

a igreja, escrevendo: “Faço

tudo por causa do evangelho,

para dele me tornar coparticipante.

Não sabeis que entre

todos os que correm no estádio,

na verdade, somente um

recebe o prêmio? Correi de

tal maneira que o alcanceis.

E todo atleta exerce domínio

próprio em todas as coisas.

Os atletas o fazem para alcançar

uma coroa perecível, nós,

Cartas

dos leitores

editor@batistas.com

louvor bíblico. Não “voltei

empolgado dessa megaigreja:,

como disse o colunista,

apenas mencionei que não

observei o que ele havia dito,

ou seja, uma opinião divergente.

Sou pastor Batista, amo

os nossos hinos, não cultuo

baseado em emoções, pois

entendo que o culto oferecido

ao Senhor deve ser racional.

A minha discordância se deu

As mensagens enviadas devem ser concisas e identificadas (nome completo,

endereço e telefone). OJB se reserva o direito de publicar trechos.

As colaborações para a seção de Cartas dos Leitores podem ser encaminhadas

por e-mail (editor@batistas.com), fax (0.21.2157-5557)

ou correio (Caixa Postal 13334, CEP 20270-972 - Rio de Janeiro - RJ).

porém, uma coroa que não se

acaba” (I Co 9.23-25).

A Copa é nossa oportunidade

de falar que quando Jesus

é o nosso Senhor somos mais

que vencedores, mesmo que

nosso time não faça os gols

necessários. A Copa é nossa

para consolar corações machucados

ou desesperançados

de conquistar uma taça,

mas que podem ter um novo

coração habitado por Jesus.

A Copa é nossa vez de demonstrar

o amor de Deus ao

mundo todo no Brasil neste

tempo. A Copa é nossa. (SOS)

apenas pelo fato de ter presenciado

algo diferente do

que a observação do amado

colunista. Referir-se a mim

como um “missivista” que

opina a partir de “uma soma

de emoções”, me pareceu

desrespeitoso, bem como,

uma dificuldade em conviver

com opinião respeitosa,

porém discordante. Não tenho

intenção de polemizar,

apenas senti uma dose de

ironia para com uma opinião

sincera e pura. Certamente o

colunista não me conhece, e

portanto, não sabe que sou

um pastor batista tradicional,

com convicções inabaláveis

quanto à doutrina e princípios

batistas, logo, não me deixo

levar por emoções. Cultuei

biblicamente a Deus no BT.

Pr. Márcio Antunes Vieira

ARTE: Oliverartelucas

IMPRESSÃO: Jornal do Commércio


eflexão

o jornal batista – domingo, 29/06/14

3

Pr Geraldo Terto,

Colaborador de OJB

pastorterto@yahoo.com.br

H.A.Hegre, em

um dos seus editoriais

da revista

Mensagem da

Cruz publicada pela editora

Betânia, tempos atrás, conta

que estava na cidade de

Bombaim na Índia, passeava

pelas ruas quando um garoto

de cinco ou seis anos

de idade com uma caixa de

engraxate falando um inglês

sem sotaque lhe perguntou:

“Posso engraxar seus sapatos,

senhor? Dou um brilho cem

por cento”. Ele disse que não

estava precisando engraxar

os sapatos, “mas porque o

garoto falava a minha língua

achei que era uma oportunidade

de conversar com um

nativo. Coloquei os pés sobre

a caixa e o garoto deu uma

escovada nos meus sapatos,

fazendo-os brilhar novamente.

Para minha decepção

minhas perguntas nunca foram

respondidas, uma vez

que ele não sabia nada além

daquelas duas frases que

aprendera, suponho, de um

militar que passou por lá”.

Isso ilustra muito bem

o que está acontecendo

em nossos dias com pessoas

que se convertem ao

evangelho e só aprendem

os primeiros fundamentos

da fé cristã. Param por aí.

Contentam-se com muito

pouco, quando poderíam

mergulhar águas profundas

do conhecimento de Jesus.

Ele mesmo disse: ”Aquele

que beber da água que eu

lhe der nunca terá sede;

pelo contrário, a água que

eu lhe der se fará nele uma

fonte de água que jorre para

vida eterna” (Jo 4.14).

A aceitação de Cristo como

Senhor e Salvador é o começo

de uma nova vida abundante,

de paz, alegria e amor.

Aquele que não busca conhecer

Jesus em sua plenitude eu

comparo a uma pessoa que

não conhece o mar, viaja

muitos quilômetros para chegar

à praia, vê a imensidão de

água, tira os sapatos, molha

apenas os dedos dos pés e

volta para casa.

Hebreus 5.12-14 diz que

muitos discípulos pelo tempo

que tem na fé já deveriam ser

mestres. No entanto, não passam

de crianças espirituais

que só podem receber leite

e não alimento sólido.

Será que a igreja não está

falhando no cumprimento

integral do ide de Jesus em

Mateus 28.19-20, que diz

que a igreja deve ir por todo

o mundo pregar o evangelho

e os que crerem deve

ser batizados e ensinados a

guardar todos os seus ensinamentos?

Não discipular um

recém-convertido é o mesmo

que abandonar uma criança

quando nasce.

O Apóstolo Paulo diz que

“Deus deu uns como apóstolos,

e outros como profetas,

e outros como evangelistas,

e outros como pastores e

mestres, tendo em vista o

aperfeiçoamento dos santos,

para obra do ministério, para

edificação do Corpo de Cristo;

até que todos cheguemos

à unidade da fé, e do pleno

conhecimento do Filho de

Deus, ao estado de homem

perfeito, à medida da estatura

completa de Cristo” (Ef. 4.

11-13).

Eu me converti lendo a Bíblia,

com 22 anos de idade,

parte deles vividos no mundão.

Quando dei profissão

de fé, um jovem da igreja

chegou para mim e disse

que queria ser meu irmão

mais velho. Seu nome era

Edson Nogueira. Tínhamos

a mesma idade. Pegou no

meu pé e não largou mais.

Ensinou-me a ler a Bíblia e

a orar. Além dos trabalhos

normais da igreja levavame

à união de mocidade,

evangelismo, passeios etc.

Edson Nogueira era calado

e eu falador, muito calmo

e eu estorvado; no entanto,

nos dávamos muito bem.

Tínhamos muito respeito um

pelo outro.

Ele me discipulou e com o

seu testemunho me disciplinou.

Trabalhava com o pai

em uma pequena padaria

do bairro e eu no balcão

de uma loja de tecido no

centro da cidade de Vitória

da Conquista (BA). Estudávamos

à noite. Antes de ir

à aula, eu lanchava na barraca

de um irmão de nossa

igreja. Um dia, falei para

aquele irmão que ainda não

tinha dado o dízimo porque

o que ganhava era pouco e

não sobrava nada. Ele me

chamou à parte e disse que

eu deveria viver do que sobrasse

do dízimo. Abriu a

Bíblia em Malaquias 3.10 e

me desafiou a fazer prova

de Deus. Não só me tornei

dizimista como administrador

de meu dinheiro.

Depois de dois anos de

convertido cheguei para o

Pastor Gerson Rocha e disse

que estava pensando em

terminar o ginásio em minha

terra, Crato (CE), para

testemunhar do evangelho

à minha família. Ele orou e

disse que eu podia ir que já

estava preparado. Eu fiz a

mala e viajei.


4 o

reflexão

jornal batista – domingo, 29/06/14

GOTAS BÍBLICAS

NA ATUALIDADE

OLAVO FEIJÓ

Pastor, professor de Psicologia

Uma Agulha

Missionária

Pr. Sylvio Macri

“E vos darei pastores segundo

o meu coração, que vos

guiarão com conhecimento e

discernimento” (Jr 3.15).

Na verdade, Jeremias

estava chamando

de “pastores”

os governantes

de Judá, mas é possível

aplicar este versículo aos

líderes de nossas igrejas também

chamados “pastores”

pelo próprio Senhor Jesus,

quando disse a Pedro: “Pastoreia

as minhas ovelhas” (Jo

21.16). E por Paulo, falando

aos líderes da Igreja de Éfeso:

“O Espírito Santo vos constituiu

bispos para pastoreardes

a Igreja de Deus, que ele

comprou com o próprio sangue”

(At 20.28).

Pastores segundo o coração

de Deus buscam ter um

coração puro, onde não haja

abrigo para a falsidade, a deslealdade

e a ambigüidade.

Buscam santidade porque desejam

ser “santos como Deus

é santo” (I Pd 1.15-16), para

que possam servir de exemplo

ao rebanho (I Co 11.1).

Pastores segundo coração de

Deus lutam para ter um coração

isento de toda a malícia,

preconceitos, maus juízos,

parcialidades e segundas intenções,

e cheio de justiça.

Pastores segundo o coração

de Deus buscam ter um coração

que ama, mesmo quando

as pessoas a serem amadas os

tratem como inimigos; um

coração que cuida, mesmo

quando as ovelhas sejam problemáticas;

um coração que

se interessa e se importa com

as pessoas. Pastores segundo

o coração de Deus farão de

bom grado o que for preciso

para suprir as necessidades

de suas ovelhas, pois estas

são parte da sua própria vida

e missão.

Pastores segundo o coração

de Deus buscam ter um coração

cheio de misericórdia,

pronto a perdoar e a buscar

o perdão, a consolar e a confortar,

a animar e a encorajar.

Pastores segundo o coração

de Deus se preocupam com

suas ovelhas e seus problemas

(II Co 11.28). Convivem

com os fortes, mas protegem

e cuidam dos fracos.

Aprovam os que vivem em

santidade, mas tratam com

respeito e carinho os que

sucumbiram ao pecado.

Pastores segundo o coração

de Deus, buscam ter um coração

cheio de esperança, que

transmita segurança e certeza

às ovelhas. Um coração otimista

e luminoso, em que o

Espírito Santo habite plenamente,

e por isso transmita

alegria, fervor e entusiasmo

à igreja. Pastores segundo o

coração de Deus desejam ter

um coração cheio da graça

do Senhor, que muda as circunstâncias

e transforma a

dureza em suavidade. Que

todos os pastores possam ser

segundo o coração de Deus.

“E, levantando-se Pedro, foi

com eles; e quando chegou

o levaram ao quarto alto, e

todas as viúvas o rodearam,

chorando e mostrando as

túnicas e roupas que Dorcas

fizera quando estava com

elas” (Atos 9.39).

Uma cristã da cidade

de Jope havia

falecido. Os

outros discípulos

mandaram uma mensagem

ao Apóstolo Pedro, pedindo

a presença dele no funeral.

Quando Pedro chegou, “a

sala se encontrava cheia de

viúvas que choravam e mostravam

umas às outras os

casacos e outras roupas que

Dorcas tinha feito para elas”

(At 9.39).

Dorcas foi uma agulha

consagrada ao Senhor. As

costuras que fez por amor,

ajudando as irmãs necessitadas,

davam testemunho

dela, mesmo após sua morte.

Quando Pedro chegou, as

lágrimas e as lamentações

preenchiam o ambiente. O

Apóstolo se ajoelhou, orou e

disse duas palavras: “Levante-

-se, Dorcas.” A resposta foi

imediata: Dorcas voltou à

vida e ao regozijo da sua

obra missionária.

A Bíblia não limita o conceito

de vocação apenas ao

serviço de pastor, ou de ministro

de música, ou de ministro

de educação. O Senhor

estende seu chamado a todas

as profissões. O Senhor não

quer detalhes sobre o nosso

ofício – o que ele quer saber

é da natureza dos valores

espirituais que nos motivam.

Ao restringir a vocação divina

a apenas algumas atividades

eclesiásticas, ao fazer

isto somos culpados de tentar

limitar o poder do Espírito.

O Senhor escolheu como

seus profetas desde um palaciano

chamado Isaías até um

boiadeiro chamado Amós. Se

somos sensíveis às orientações

do Senhor, nosso lugar

de profissão se transforma em

campo missionário. Que o

digam as amigas de Dorcas e

sua agulha missionária.


eflexão

o jornal batista – domingo, 29/06/14

5

Pr. Oswaldo Luiz Gomes

Jacob

Amigo. Palavra fácil

de pronunciar, mas

muito difícil de encontrar,

já dizia o

poeta. Dou graças a Deus

pelos verdadeiros amigos! Na

verdade, o amigo sempre diz

o que precisamos ouvir e não

o que queremos ouvir. Ele

não é ácido, mas doce. Não

se presta a falar por trás, a criticar,

mas a confrontar com

firmeza para o nosso bem.

Sim, ser amigo de verdade

é a partir de um coração

sincero e íntegro. O amigo

não nos expõe ao vexame.

Não conta nossos problemas

aos outros, a não ser quando

autorizado. Guarda-os no

coração e os coloca diante

de Deus em oração ofegante.

Ter amigo é um patrimônio

que não se quantifica. Há

amigo mais chegado que

irmão de carne. O amigo

é feito a partir do coração.

Para se guardar no peito. Os

tecidos do coração (o centro

da nossa personalidade) são

tecidos de amor que tudo

sofre, tudo crê, tudo espera

e tudo suporta (I Co 13.4-8).

O amigo é leal, fiel. Está

conosco na bonança e na

tempestade. Na alegria e

na tristeza. No ganho e na

perda. Fica conosco na crise.

Quando as pessoas comuns

nos abandonam, os amigos

extraordinários estão conosco

nas circunstâncias mais

difíceis. Eles se tornam instrumentos

de Deus para nos

abençoarem. Quando precisamos

de encorajamento, o

amigo está presente. Quando

precisamos de confrontação,

podemos ter a certeza

de que ele nos exortará com

amor. O amigo é um ser

em falta. Há pouquíssimos

amigos.

Na Bíblia, encontramos

alguns amigos preciosos:

Davi e Jônatas, bem como o

apóstolo Paulo, que foi especialmente

amigo de Barnabé,

Silas, Timóteo, e Epafrodito.

Na verdade, estes eram

irmãos-amigos. Amigos de

verdade. Numa sociedade

estigmatizada pelo egoísmo

e isolacionismo temos encontrado

muita dificuldade

de prospectar amigos com

os quais nutramos amizade

sincera e leal. Deus, nosso

Pai, deseja que sejamos amigos

uns dos outros com base

no amor de Cristo, o nosso

melhor amigo.

Ser amigo de verdade é

considerar o próximo maior

que nós. A amizade se constrói

no solo do amor e da

humildade. O verdadeiro

amigo não se conforma com

superficialidade, mas com

profundidade. Há um prazer

no relacionamento. Desenvolve-se

uma relação madura

e respeitosa. Percebe-se o

crescimento mútuo. A comunicação

fácil se constitui algo

comum. Ser amigo é revelar

empatia. Interessar-se pelos

problemas do amigo. Ele

sempre tem uma palavra de

encorajamento.

Mas, o melhor amigo, incomparável,

o modelo, o

referencial, é o Senhor Jesus

Cristo, que deu a sua vida

por nós na cruz do Calvário!

Ele afirmou: “Ninguém tem

maior amor do que aquele

que dá a própria vida pelos

seus amigos. Vós sois

meus amigos, se fizerdes o

que vos mando” (Jo 15.13-

14). Ele busca amigos de

verdade! Àqueles que têm

verdadeiro interesse em

seu reino, para expandi-lo.

Jesus é o amigo perfeito

que revela a perfeição do

amor do Pai. Ele é manso

e humilde de coração (Mt

11.29). Está ao nosso lado

pelo Espírito Santo, o nosso

Consolador. Revela a nós

a sua graça que nos basta

em nossa fraqueza, nos ajudando

substancialmente em

nossa fragilidade.

Os amigos de Jesus fazem o

que ele manda! Têm especial

interesse em anunciar o evangelho

da cruz. Os amigos

de Jesus foram crucificados,

mortos, ressuscitados e assuntos

ao céu com ele. Que

coisa maravilhosa é desfrutar

da amizade do Senhor Jesus!.

Vivenciar os seus ensinos,

especialmente o Sermão do

Monte (Mt 5 a 7). O desejo

intenso do Mestre é que seus

discípulos sejam seus verdadeiros

amigos e cuidem dos

seus interesses nesta terra.

Que aprendamos com ele a

ser amigos de verdade. Certamente

ele se compraz ou

tem grande prazer em sermos

seus amigos! Sejamos amigos

de Jesus e assim seremos amigos

leais uns dos outros para

a Glória de Deus Pai!

Aconteceu em Santa

Maria de Jetiba, ES.

Maria Helena Zibele,

de 29 anos, foi

internada para ser operada

de uma infecção nos intestinos,

cirurgia relativamente

simples, sem graves sequelas.

No momento da operação,

o cirurgião, Lourival Berger,

conforme disse depois, foi

induzido a um erro. Na papeleta

que acompanhava a

paciente, em vez de fistulectomia,

a enfermeira escrevera

histerectomia. Quando Maria

Helena acordou na enfermaria,

percebeu que tinham

extraído o seu útero, que jazia

ali ao seu lado como um estranho

e trágico troféu dentro

de um vidro (que coisa mais

macabra, gente), em vez de

lhe extraírem a fístula que a

levara a ser internada.

O mais estranho é que o

mesmo médico havia examinado

a jovem apenas 10 dias

antes da operação. Foi uma

sucessão de erros. Como é

que uma enfermeira escreve

o nome de uma delicada cirurgia

sem examinar o laudo

médico? Como é que um

médico pratica uma operação

que ele sabe que vai mutilar

sua paciente para sempre sem

verificar os seus dados? Sem

trocar pelo menos uma palavra

com ela? Sem sequer notar

a angústia da paciente por

perceber que há algo errado?

Maria Helena, que já tinha

um filho de outro relacionamento,

sonhava em se casar e

ter outro filho, pois está noiva

de um agricultor. Extraíram o

seu útero. Acabaram com o

seu sonho (O Globo 16/4/06).

Eu poderia aplicar essa triste

parábola que a vida contou,

aos políticos eleitos que estão

cometendo tantos erros, muitas

vezes fatais, irreversíveis,

matando as esperanças e os

sonhos do povo brasileiro.

Sonhos legítimos de prosperidade,

justiça e paz. Aí vem

outra eleição. Será que o povo

brasileiro vai digitar a tecla certa?

Será que não vamos escrever

histerectomia ao invés de

fistulectomia na hora de votar?

Será que o novo presidente

e o novo congresso não vão

esterilizar os sonhos do povo

brasileiro, em lugar de debelar

a infecção moral que corrói a

sua saúde e o seu destino?

Quero, porém, fazer outra

aplicação, dentro do nosso

ambiente batista brasileiro.

Refiro-me a pastores e líderes

que têm cometido erros fatais,

irreversíveis, induzidos pela

sua própria falta de preparo,

pelo desapego à ética e à

moral cristã, e têm matado

os sonhos de prosperidade

de igrejas e até de setores da

denominação. Chamados por

Deus para eliminar a infecção

do pecado, para restaurar a

saúde espiritual das igrejas e

do povo, acabam por destruir

os sonhos de crescimento e

de paz que ainda mantêm

vivos, de cabeça erguida, o

povo das igrejas.

Em algumas igrejas, estão introduzindo

doutrinas que não

conferem com a planilha bíblica

e arrasam a capacidade da

geração de almas salvas para a

alegria do noivo da igreja. Em

algumas entidades denominacionais

interesses pessoais e de

grupos solidários no mal, ao

longo da história, cometeram

erros também fatais, até por

descuido, como o do médico

capixaba, que têm retardado

a marcha da evangelização da

pátria que tanto amamos.

Não sei o que aconteceu

com o médico que cometeu

tão grave erro, pelo qual ele

mesmo foi responsável, ainda

que tenha declarado ter sido

induzido a fazer a cirurgia

errada por erro da enfermeira.

Ignoro o que diz a ética

médica ou o que preceitua

a ética dos procedimentos

hospitalares. Provavelmente,

ninguém pagou pelo erro,

talvez nem mesmo o preço

de uma consciência pesada,

neste país onde o útero

da própria nação tem sido

vilmente extraído sem que

ninguém responda pela tragédia.

Chegam a celebrar com

danças e churrascos regados

a vinhos caros pelo lucro

que conseguiram quebrando

todos os princípios da ética e

da moral.

Não será assim comigo. Não

será assim conosco. Vamos dar

contas ao juiz eterno, tenhamos

plena certeza, pelos erros, muitos

deles fatais, que temos cometido

nas igrejas e entidades

da denominação. Vamos dar

contas, sim. Ninguém ficará impune

diante do justo juiz. Não

podemos, por motivo algum,

cometer erros que nada poderá

corrigir. Para não cometermos

erros, precisamos nos humilhar

e quebrantar todos os dias para

dependermos do Espírito de

Deus e não de nós mesmos em

todas as nossas decisões. Mas

isso tem um preço. O preço de

uma vida santificada e dirigida

pelo Espírito de Deus. Humilhemo-nos

diante de Deus e

ele nos impedirá de cometermos

os erros sem retorno, que

frustram a esperança da igreja.


6 o

jornal batista – domingo, 29/06/14 reflexão

vida em família

Gilson Bifano

O

Brasil acompanhou

no último

mês a votação

no Congresso da

Lei da Palmada, (embora no

texto não apareça tal expressão).

A lei foi referendada,

no dia 4 de junho, também

pelo Senado. Agora vai para

a sanção presidencial.

A lei não vai acrescentar

em nada o que já existe

no Código Penal, segundo

os criminalistas.

Para o criminalista Carlos

Kauffmann, ouvido pelo Jornal

A Folha de São Paulo,

se o pai ou a mãe der uma

palmada sem sofrimento físico

ou moral e sem lesão

corporal, não há problema. 1

Ainda na mesma reportagem,

o temor está na interpretação

que será dada pelos

juízes ao interpretar o que

seria sofrimento físico. Outro

temor é que a Lei possa gerar

um denuncismo desenfreado.

A Lei da Palmada não proíbe

a palmada corretiva, mas

aquela palmada que ultrapassa

o limite da correção para a

violência.

A lei foi aprovada está cercada

de muitas incoerências

e equívocos, na minha opinião.

A primeira delas é que a

madrinha da Lei da Palmada

tem seu nome ligado a um

filme que tinha cenas claras

de pedofilia, uma violência

contra a criança. O passado

de ninguém é perfeito, mas

nunca ouvimos um reconhecimento

de erro por parte da

atriz Xuxa Menenguel.

Outro equívoco foi o nome

dado à Lei, “Menino Bernardo

Boldrini”, em homenagem

a Bernardo Boldrini, que teria

1 http://www1.folha.uol.com.br/

cotidiano/2014/06/1465898-lei-

-da-palmada-nao-proibe-palmada-dizem-advogados.shtml

sido morto pela madrasta e

por uma amiga no interior

do Rio Grande do Sul, com

o suposto apoio do pai. Ora,

o que aconteceu foi algo

milhões e milhões de vezes

distante da correção que um

pai pode impor sobre seu

filho. O que ocorreu com

o menino Bernardo foi um

assassinato, um crime hediondo.

Atrelar uma palmada

numa criança rebelde ao que

ocorreu com o menino Bernardo

Boldrini é uma piada

de péssimo gosto.

A terceira preocupação, a

principal, é o caminho que

se toma quando se aprova

leis parecidas com a Lei da

Palmada.

A Lei da Palmada em si

mesma não é preocupante,

mas os passos que se dá pelo

Estado na interferência na

vida privada, familiar.

Para o filósofo Luiz Felipe

Pondé, se trata de uma lei

facista. Para Pondé, o Estado

“baba de desejo de invadir a

vida privada”. O filósofo ainda

afirma que se trata de um

processo de desarticulação,

desautorização e destruição

sistemática da relação pais

e filhos. Para o filósofo, o

Estado quer destruir a relação

moral, familiar impondo uma

relação jurídica. 2

Como dito, a lei está agora

nas mãos da Presidente.

Resta a Presidente corrigir,

mas devemos ficar atentos,

pois além de ferir os princípios

bíblicos da educação

de filhos, o que vemos é

um caminhar perigoso e

prejudicial que o Estado

tem tomado nesses últimos

tempos, e a Lei da Palmada

é apenas uma dentre as

dezenas de equívocos que

prejudicam a família.

2 https://www.youtube.com/watch


missões nacionais

o jornal batista – domingo, 29/06/14

7

Radical Brasil

Novas turmas formadas para

atuar na Cristolândia e Amazônia

Redação de Missões

Nacionais

Em obediência ao Ide de

Cristo, vidas aceitaram

o desafio de vencer

medos e preconceitos

a fim de alcançar as pessoas

que vivem nas cracolândias

e também nas comunidades

ribeirinhas. Estes dois campos

missionários apresentam

realidades diferentes, mas

em ambos existem corações

carentes do amor de Cristo.

E levar a verdade que liberta

é o objetivo dos alunos do

projeto Radical Brasil.

No Rio de Janeiro, houve

treinamento para os Radicais

Cristolândia. O culto de

gratidão e formatura foram

realizados na Primeira Igreja

Batista de Madureira, no

Rio de Janeiro, durante uma

noite de muita emoção pelos

Oração pelos Radicais que atuarão entre os

ribeirinhos

reira, convocou mais vidas

para o projeto Cristolândia e

afirmou que a igreja continua

à disposição de Missões Nacionais,

para apoiar o treinamento

das próximas turmas.

Esta foi a nona turma formada

para atuar no projeto, e os

participantes serão enviados

para as cidades onde Missões

Nacionais mantém trabalho

com Cristolândia: São Paulo

(SP), Rio de Janeiro (RJ), Reci-

Prontos para alcançar vidas nas cracolândias

fe (PE), Belo Horizonte (MG),

Brasília (DF), Salvador (BA) e

Vitória (ES).

A formatura da sétima

turma do projeto Radical

Amazônia foi realizada na

Igreja Batista do Centenário,

em Manaus (AM). Estes são

cristãos dispostos a encarar

uma aventura radical para

compartilhar o amor de Jesus

com as pessoas que vivem

em comunidades ribeirinhas,

no norte do Brasil, e veem o

desafio de “viver no mato”

como uma oportunidade de

compartilhar a mensagem de

salvação em áreas isoladas.

“Foram dois momentos

importantes e estratégicos

para obra do Senhor. Louvamos

a Deus pela vida de

todos os irmãos envolvidos

nesse trabalho”, declarou o

pastor Fernando Brandão,

diretor executivo de Missões

Nacionais.

Atualmente, o projeto Radical

Brasil está recebendo

inscrições para formar mais

uma turma para cada projeto

(Cristolândia e Amazônia) no

segundo semestre de 2014.

Para os interessados, basta

visitar o site o site http://

www.radicalbrasil.org/, onde

é possível ter mais informações

e se inscrever.

Trans Copa mobiliza brasileiros e

estrangeiros para evangelizar

Redação de Missões

Nacionais

Equipe evangeliza torcedores em Salvador

Caravana saiu da Argentina para evangelizar no

Rio de Janeiro

Como planejado,

a Trans Copa está

sendo realizada nas

cidades-sede dos

jogos da Copa do Mundo

2014. Animados, voluntários

de todo o Brasil, e também

estrangeiros, participaram

dos treinamentos e foram

para as ruas a fim de compartilhar

o evangelho com os

torcedores.

No primeiro dia de Trans

Copa em Belo Horizonte

(MG), a equipe saiu às ruas

evangelizando os colombianos,

uma nação onde os

evangélicos são perseguidos,

mas que pode ser transformada

por Jesus. Muitos dos

colombianos abordados pediram

oração pela sua nação.

“Temos certeza de que muitos

deles foram tocados por

Jesus”, afirmou a missionária

de Alianças Estratégicas de

Missões Nacionais, Lizete

Perruci, coordenadora da

Trans Copa em BH.

Nas outras cidades, como

Salvador (BA), os torcedores

estrangeiros também foram

contagiados pela alegria dos

voluntários brasileiros e pararam

para ouvir o plano de

salvação. Por meio de brincadeiras,

e atividades como

pintura de rosto, os voluntátestemunhos

de vidas transformadas

que comprovam a

importância de investir nesta

obra. O pregador da noite

foi o pastor Fabrício Freitas,

gerente executivo de Evangelismo.

Com base no texto de

I Reis 19.19, ele encorajou

aqueles que têm o chamado

para a obra missionária a

cumprirem o serviço.

No fim, o pastor Marcos

Corrêa, da 1ª IB de Madurios

conseguiram a atenção

necessária para que o amor

de Cristo fosse demonstrado.

No Rio de Janeiro, além

dos voluntários brasileiros,

que se inscreveram por Missões

Nacionais e pela Convenção

Batista Carioca, houve

treinamento para norte-

-americanos e argentinos,

que vieram para somar forças

e ajudar nas ações evangelísticas.

Dos Estados Unidos,

veio um grupo formado por

13 voluntários, da Auburn

University, de Montgomery,

Alabama, liderados por Lee

Dymond, que faz parte do

Baptist Campus Ministries. A

participação deles foi viabilizada

pelos missionários da

International Mission Board

(IMB) que atuam no Brasil.

Segundo Lee, o evangelho é

a maior motivação para vir

para o Rio a fim de compartilhar

as Boas-Novas durante

a Copa do Mundo.

Voluntários evangelizam em Copacabana

Estudantes norte-americanos somando forças

para pregação das Boas-Novas

Da Argentina vieram 51 voluntários,

dos quais três são

pastores. Eles também receberam

treinamento e fizeram

sua primeira colaboração

evangelística no dia do jogo

entre Argentina e Bósnia-

-Herzegovina. Desde então,

com os demais voluntários,

eles têm evangelizado não

somente nos dias de jogo,

mas também por todo lugar

em que passam no Rio de

Janeiro.

“Deus tem um grande propósito

para o nosso país neste

momento, e nós devemos

levar a Palavra. Isso me motiva”,

afirma Júlio de Oliveira

Júnior, da IB em Parque São

Basílio, em Campo Grande

(RJ), que participa pela segunda

vez de uma operação

Jesus Transforma.

Ainda no Rio, os voluntários

também foram para Copacabana

com o propósito

de evangelizar os torcedores

que foram assistir aos jogos

exibidos no telão da Fifa na

praia. “Eu sempre quis me

disponibilizar para a obra de

Missões Nacionais, e essa é a

minha primeira Trans. Estou

emocionada por poder trabalhar

para o Reino de Deus”,

disse Maria Vitória Palmino,

da 4ª IB em Nilópolis (RJ).

Secularmente, ela trabalha

na área da saúde, como enfermeira,

e atua como voluntária

na Cristolândia do

Rio de Janeiro, uma vez por

semana, aferindo pressão

arterial e realizando testes

de glicemia.

Missões Nacionais agradece

a cada pessoa que se

tem disponibilizado para

alcançar vidas em solo brasileiro.

Quanto mais cristãos

mobilizados, trabalhando

para Cristo, mais possibilidades

de o evangelho ser

multiplicado.


8 o

jornal batista – domingo, 29/06/14 notícias do brasil batista

anj_107anos_ojb.pdf 1 17/06/14 12:33

Há 107 anos

cumprindo a missão

Neste 27 de junho, a Junta de Miss

no avanço aos campos transcultur

se encontram nos mais distantes c

Ao longo desses 107 anos, muitos

crescer ainda mais o desafio de cu

desafiadora para a JMM que conta

Acompanhe alguns destaques dest

1907

A Junta de Missões Estrangeiras era criada

durante a 1ª Assembleia da Convenção Batista

Brasileira em 27 de junho em Salvador.

1908

Para abrir o primeiro campo,

era enviado ao Chile o missionário

Wenceslao Valdivia.

ANOS 30

Mais dois missionários

são enviados para Portugal:

Eduardo e Herodias Gobira.

AN

Em 194

celebra

Souza

nomea

ANOS 70

A Junta de Missões Estrangeiras

avança e chega à África em 1971.

Pr. Waldemiro Tymchak assume

Diretoria Executiva em 1979.

ANOS 2000

Em 2001, são criados o PEPE e o POPE.

Também em 2001, foi realizado o Proclamai N

Em 2002, Missões Mundiais lança o Voluntári

Em 2007, Missões Mundiais perde um de seu

o diretor executivo que mais tempo ficou à fre

Pr. Sócrates Oliveira assume interinamente a

2012

Em 7 de março, Dia de Oração por Missões Mundiais

JMM no Facebook. A ação confirmou a grande aceitaçã

De 7 a 10 de junho, acontece o primeiro SIM, Todos S

na Estância Árvore da Vida, no Sumaré/SP, considerad

Campanha de oração pela conversão de muçulmanos

Lançada a campanha Doe Esperança, voltada para cria

Missões Mundiais está em 64 campos e conta com 7

2014

Missões Mundiais se consolida nas redes sociais, ch

É organizada no Rio de Janeiro a segunda edição do

Com a campanha Entre em Campo com Cristo, pela

O projeto Meninas da Índia ganha sua segunda casa

Envolva-se com Missões Mundiais.

Faça parte desta história de compromisso com Deus para alcançar as nações para Cristo.

Entre em contato com a JMM e saiba como ser voz de Deus às nações.

2122-1901 / 2730-6800

(cidades com DDD 21)

0800-709-1900 pam@jmm.org.br

(demais localidades)

colabore@jmm.org.br


notícias do brasil batista

o jornal batista – domingo, 29/06/14

9

ões Mundiais comemora 107 anos, a comemoração acontece um dia após o Dia do Missionário Batista. JMM e missionários formam uma só força

ais. Missões Mundiais reconhece que missionários são todos aqueles envolvidos com a missão de alcançar os povos para Cristo. São pessoas que

ampos, mas são aquelas também que atuam em sua sede ou estão nas igrejas sustentando a obra com suas orações, ofertas e mobilização.

fatos marcaram a história da humanidade: novos hábitos, novas descobertas, velhos problemas. O aumento expressivo da população mundial fez

mprir a Grande Comissão. Hoje somos mais de 7 bilhões de pessoas no planeta, dentre as quais há ainda 3.800 povos não alcançados. A missão é

com cerca de 900 missionários espalhados por quase 80 países.

a história.

1911

A Junta de Missões Estrangeiras chega a Portugal,

para onde foi enviado o casal Jorge de Oliveira

e Prelidiana Frias de Oliveira.

1929

A sede da Junta de Missões

Estrangeiras é transferida de

Recife para o Rio de Janeiro.

OS 40

6, o Dia de Missões Mundiais passa a ser

do no 2º domingo de Março. Waldomiro de

Motta e Lygia Lobato de Souza Motta são

dos missionários e enviados à Bolívia

ANOS 50

Alcides Telles de Almeida se torna

secretário executivo da JME em 1955,

permanecendo no cargo até 1979.

ANOS 60

William de Souza e Creuza

Rangel de Souza são enviados

ao Paraguai.

ANOS 80

Em janeiro de 1980 a JME passa a se chamar Junta de Missões Mundiais.

É criado o Programa de Adoção Missionária (PAM). Pr. Antônio Galvão

e Deolinda de Matos Galvão são os primeiros missionários adotados.

Em 1983, é enviado o primeiro casal missionário para a Ásia: Francisco

Aguiar do Amaral e Risemar Confessor do Amaral.

ANOS 90

O Programa Esportivo Missionário (PEM) é criado em 1997.

Missões Mundiais expande o trabalho na Ásia, Oriente Médio e Leste Europeu.

Os missionários Gladimir e Márcia Fernandes chegam à Tailândia em 1997.

acional, no Riocentro.

os Sem Fronteiras – Radical África.

s grandes líderes, Pr. Waldemiro Tymchak,

nte da JMM.

Diretoria Executiva.

2010

Em janeiro de 2010, Pr. João Marcos Barreto Soares assume a Diretoria Executiva de Missões Mundiais.

No mesmo ano, uma Caravana de voluntários impacta a África do Sul durante a Copa do Mundo.

Outra caravana de voluntários seguiu para o Haiti após o terremoto ocorrido em janeiro.

No final de 2010, Missões Mundiais estava em 62 campos e contava com 609 missionários.

, é realizada uma grande mobilização na página da

o da JMM nas redes sociais.

omos Vocacionados, evento que reuniu 1.500 pessoas

o um dos maiores congressos brasileiros sobre vocação.

durante o Ramadã é lançada.

nças atendidas por projetos da JMM.

27 missionários.

2013

Sede da JMM é transferida da Praça da Bandeira, Zona Norte do Rio de Janeiro, para o

Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, também na Zona Norte carioca.

Campanha leva ajuda humanitária às Filipinas, após passagem de um tufão.

Comemoramos 15 anos de abertura do trabalho missionário na Itália.

É reaberto o campo na França com três casais missionários.

Lançamento das primeiras turmas do Radical Ásia e Radical Haiti.

Reabertura da turma do Radical Luso-Africano.

Caravana formada por profissionais apoia projeto Quero Viver, em Arequipa, no Peru.

O projeto atende dependentes químicos.

egando à marca de 200 mil seguidores em sua página no Facebook.

SIM, Todos Somos Vocacionados.

s Nações, a JMM chega a marca de 900 missionários em 80 campos missionários.

, ampliando o atendimento a meninas recolhidas de áreas de exploração sexual.

EM CAMPO


10

o jornal batista – domingo, 29/06/14 notícias do brasil batista

Aniversário PIB Cubatão e

Culto de Posse do Pr. Alípio

Coral Itapema

A

Primeira Igreja

Evangélica Batista

em Cubatão acaba

de completar 58

anos de fundação no dia 19

de maio com três dias de programação

especial no último

final de semana. No primeiro

dia, 17 de maio, o pastor

Jease Costa de Moraes, da

Igreja Batista em Eldorado,

pregou sobre a igreja que

cuida de gente, cujo tema é

a visão da PIB Cubatão. No

dia seguinte, a congregação

teve o privilégio de assistir ao

batismo de 17 jovens e dar

as boas-vindas a cinco novos

membros recebidos por aclamação.

Os irmãos do coral

da Cristolândia de Santos

marcaram presença entoando

cânticos de gratidão e louvor

ao nosso Deus e o pastor Michel

Apolinário, da Primeira

Igreja Batista em Bertioga,

trouxe a mensagem do dia.

Até casamento civil foi celebrado:

o casal, que está entre

os que se batizaram, compartilhou

sua alegria com toda a

Igreja – o noivo conheceu a

Jesus através da Cristolândia.

Para fechar a programação,

no último dia ocorreu a

posse do pastor Alípio Acácio

Coutinho Júnior, com a

ministração do pastor José

Valdemir Bezerra Lamarque,

da Primeira Igreja Batista em

Posse

Mauá e a oração de posse foi

feita pelo pastor Genivaldo

Andrade, da Primeira Igreja

Batista em Itapema, da cidade

de Guarujá. O coral da

Igreja de Itapema também

esteve presente. “Foi um momento

muito marcante, com

a presença de pessoas que

fazem a diferença. Espero

conseguir corresponder a

todo carinho recebido e fazer

um ministério abençoado

e abençoador na cidade de

Cubatão”, declara o pastor

Alípio, que também é gerente

de mobilização da Junta de

Missões Mundiais do Estado

de São Paulo e presidente da

Ordem dos Pastores Batistas

do Litoral Paulista.

Breve histórico

A PIB Cubatão foi fundada

na década de 1950 com a

iniciativa da Primeira Igreja

Batista em Santos, sob o

pastorado do saudoso pastor

Alberto Augusto. Primeiramente

os cultos aconteciam

na casa do irmão Barreto

Bitencourt e depois o irmão

Arthur Português de Souza

disponibilizou o espaço de

sua casa à rua Paraná. Com

o crescimento dos membros

e a falta de espaço, o irmão

Arthur vendeu o terreno de

sua propriedade para a PIB

de Santos, na mesma rua.

Na década de 1960, diversos

irmãos se juntaram e compraram

o terreno onde está

localizado o atual templo da

PIB Cubatão, à rua Embaixador

Pedro de Toledo. Atualmente

a Igreja conta com 222

membros.

Coral Cristolândia


missões mundiais

o jornal batista – domingo, 29/06/14

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Voluntários:

um tempo para servir

Cabo Verde - voluntários

Willy Rangel – Redação de

Missões Mundiais

Várias pessoas têm

tido a experiência

de servir como voluntário

de Missões

Mundiais no campo. Elas

doam suas férias, seu tempo

e sua vocação levando esperança

e ajudando nossos

missionários na expansão do

evangelho pelo mundo.

O casal Wander e Neila

Rodrigues, da Igreja Batista

Memorial, em Cabo Frio/RJ,

passou dois meses em Cabo

Verde cooperando com a

obra missionária desenvolvida

pelo Pr. Elton Rangel

Jr. neste campo de Missões

Mundiais. Além do ato de

servir ao próximo, a viagem

ajudou os voluntários a descobrirem

sua vocação missionária,

seu chamado.

“O que mais mudou na minha

vida em relação a Deus

foi eu poder me entregar mais

ao Senhor e cooperar para

o avanço do evangelho. Ele

quer nos usar para abençoar,

encorajar pessoas e para sermos

abençoados e encorajados

por elas”, disse Wander.

Para Neila, que sentiu a

confirmação do seu chamado,

o que mais mudou em relação

às pessoas é o reconhecimento

da necessidade de

servir ao próximo e aprender

a se relacionar com o outro.

“Agora tenho uma maior

consciência de que preciso, a

cada dia, viver mais e mais as

verdades bíblicas”, afirmou.

Além do casal de Cabo

Frio, o jovem Michel Magalhães,

da PIB Arraial do

Cabo/RJ, também serviu no

campo como voluntário de

Missões Mundiais. Durante

um mês, ele colaborou com

o ministério esportivo desenvolvido

pelo missionário Luis

César Queiroz em Iquique,

norte do Chile.

“Eu já tinha escutado algumas

pessoas que foram

ao campo dizerem que

você não volta o mesmo.

E realmente é assim, tudo

mudou”, declarou Michel,

ao destacar a principal mudança

em sua vida após o

período no Chile. “Antes eu

não fazia planos para Deus,

estava satisfeito do jeito que

eu estava na igreja, e agora

eu não vejo a hora de voltar

para o campo para poder

ser útil nas mãos de Deus”,

acrescentou.

É notável a mudança no

discurso e na vida de qualquer

pessoa que visita o

campo missionário como

voluntário, seja em grupo, caravana

organizada pela JMM

ou individualmente.

Você já pensou em ter essa

experiência? Que tal passar

parte de suas férias servindo

como voluntário no campo

missionário? Confira o que

nossos voluntários têm a dizer

para você.

“É uma oportunidade fantástica,

super-recomendado”,

afirma Michel.

“Não existe experiência

melhor e mais marcante para

a vida de alguém do que participar

de um projeto transcultural,

pois isso serve para

ampliar a visão do Reino de

Neila (à esquerda) realiza estudo bíblico

Deus e das necessidades de

outros povos que também

são alvo do amor de Cristo”,

diz Neila.

“A necessidade é grande,

mas os missionários são poucos,

e Deus espera o nosso

envolvimento como cooperador

para alcançar os povos

com o evangelho”, conta

Wander.

“Com certeza será um

divisor, um marco na vida

de quem de fato quer servir

ao Mestre. Todos deveriam

participar desta tão grande

obra”, acrescenta Neila.

Então, o que você está esperando?

Entre em contato

agora mesmo com Missões

Mundiais. Escreva para

voluntarios@jmm.org.br e

informe-se sobre como participar

da obra missionária

como um Voluntário Sem

Fronteiras.

Wander realizou estudo bíblico em Achada Ponta


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o jornal batista – domingo, 29/06/14 notícias do brasil batista

Primeira Igreja Batista em Piúma

Celebra 49 Anos

Pr. Doronézio Andrade Pr. Luciano Estevam Pr. Edson impetrando a Bênção Apostólica

Pr. Doronézio Andrade e Pr. Edson

Pr. Luciano Estevam e Pr. Edson

Os dias 26 e 27 de

Abril foram marcados

por muita

festa na Primeira

Igreja Batista em Piúma. A

instituição completou 49

anos de atuação na cidade.

Pastores e cantores foram

convidados a participar dos

cultos e fazer destes dias ainda

mais especiais.

Todos os cultos aconteceram

na nova sede da Igreja,

que representa um marco

de sua expansão. Membros

e visitantes puderam

celebrar juntos a Deus por

sustentar a PIB Piúma por

mais um ano. “A festa foi

muito bonita. Foi lindo ver

os membros comemorando

mais um ano de vitórias

da nossa Igreja”, afirma

Jéssyka Christyna Silva,

membro da PIB Piúma.

Para ministrar a palavra à

Igreja estiveram presentes

o Pr. Doronézio Andrade,

Presidente da Convenção

Batista do Espírito Santo, e o

Pr. Luciano Estevam, pastor

na Primeira Igreja Batista em

Aracruz. No sábado, a música

foi conduzida pelo Ministério

de Louvor da Primeira

Igreja Batista em Anchieta e

o seu grupo vocal, Madrigal.

No domingo, os irmãos do

Quarteto Harmonia levaram

a Igreja à adoração por meio

de suas canções.

Além de toda a participação

dos convidados, os membros

trabalharam e se envolveram

com o objetivo de que tudo

ocorresse da melhor forma.

Pr. Edson Cunha, pastor presidente

da PIB Piúma, expressa

o seu sentimento em relação à

data: “Deus possui em sua essência

o poder de nos surpreender,

e mais uma vez isso foi

demonstrado no aniversário

de nossa Igreja. As experiências

vividas foram muito além

de expressões e realizações

humanas. O poder de Deus

foi notório e sentido em todos

os momentos”.

A Primeira Igreja Batista em

Piúma tem apenas um ano de

diferença em relação à idade

da Cidade, por isso, sua história

se entrelaça com a do

município. Cada aniversário

se torna ainda mais especial,

pela possibilidade de perceber

que a Igreja continua

sendo forte e relevante no

local onde Deus a colocou.

Ministério Adore e Dance

Grupo Madrigal

Quarteto Harmonia


notícias do brasil batista

OBITUÁRIO

o jornal batista – domingo, 29/06/14

13

Neta de Confederado de Santarém

– PA, seguiu para o céu –

Alfa Ouvidor Calderaro Bichara

No dia 29 de agosto

passado a descendente

de Confederados

Americanos

- ALFA OUVIDOR CALDE-

RARO BICHARA - seguiu

para os céus, após viver intensamente

seus 71 anos de

existência aqui na terra. Filha

amada de ARLETE OUVI-

DOR residente em Belém do

Pará, sempre dedicada a sua

mamãe, serviu ao Senhor no

seu Lar e na sua Igreja, esta

em várias cidades - Santarém,

Belterra e em Belém - PIB da

cidade, sempre com alegria,

responsabilidade, eficiência

e amor.

Foi aluna eficiente e líder

no Instituto Batista em Santarém

– Pará, quando habitou

aquela cidade, inclusive

liderando reuniões festivas,

coordenando os eventos

e mantendo a coordenação

das festividades quê

alcançavam vários alunos e

colegas.

Intelectualmente, foi funcionária

pública e construiu

uma vida de amor e serviço

ao Senhor, família e aos

homens. Foi secretária da

PIB de Belém por 11 anos e

depois atuou como primeira

secretária estatutária da

Igreja e voluntariamente, a

cada domingo, recepcionava

sempre com sorriso aos

que chegavam ao templo.

Eventualmente como sua

avó Elvira Vaughan Machado

Ouvidor, descendentes

de Confederados Americanos

tocava piano para

acompanhar os hinos de

sua Igreja

De sua pequena família

nuclear a ampliou para “netos

e sobrinhos” do coração.

Entretanto a sua família externa,

particularmente os

descendentes dos Confederados,

que depois da Guerra

da Secessão chegaram a

Santarém em 1867 ( Jenin-

gs e Vaughan ) são mais de

300, os quais se reúnem em

suas seda em Belém. Família

que se gosta,

A mãe de Alfa- Arlete Ouvidor

– companheira inseparável,

amiga de todas as

horas, seus filhos Nazareno

Habib ( sua nora Danielle) e

Samir Hellon que tão cedo ,

adolescente, a ascendeu aos

páramos da Gloria, constituíram

a sua família mais próxima

que a amaram e por

ela foi amada, que sempre

a acarinharam. Essas são as

marcas mais definidoras da

peregrinação de Alfa aqui

na terra.

Pela fé exemplar no Senhor,

pela vida dedicada

à família aos irmãos e aos

amigos, Alfa deixa marcas

indeléveis, exemplo a ser

seguido como fiel discípula

de Jesus Cristo.

Hoje é tempo e chorar

porém também é tempo de

alegria pela vida que Alfa

construiu. Consolação do

Espírito Santo a sua mãe e a

seu filho e nora, aos irmãos

da Igreja, aos muitos amigos

e familiares reconhecendo

como o salmista que falou: “

OS MEUS TEMPOS ESTÃO

NAS TUAS MÃOS - Salmo31;

15

Pastor Arthur Frederico Ignowsky

(1924-2014)

Na manhã de 23

de abril de 2014,

faleceu, em Brasília

(DF), o pastor

Arthur Frederico Ignowsky,

natural de Joinville (SC), filho

de Emília Ignowsky e

Carlos Eduardo Ignowsky.

Nos anos de 1922 e 1923,

batistas saíram da Letônia e

estabeleceram-se no estado

de São Paulo, fundando a colônia

e organizando a Igreja

de Varpa.

Nos últimos 92 anos contribuíram

para o desenvolvi-

mento da Convenção Batista

Brasileira. Podemos citar, na

área da educação teológica:

Ricardo Inke, Reynaldo

Purim, Osvaldo Ronis, João

Carlos Keidann, Ilgonis Janait

e Bruno Teodoro Seitz; na

área da hinografia, Arthur

Lakschevitz. Arthur Ignowsky

trabalhou com as igrejas em

Varpa, Irapurú, Junqueirópolis,

Panorama e Pacaembú,

no interior do estado de São

Paulo. Mais da metade de sua

vida foi dedicada à pregação

do evangelho

Em 2003, foi arrolado na

Igreja Memorial Batista, por

declaração de fé, procedente

da Igreja Batista Ebenézer

(Q-916-Sul, em Brasília), filiada

à Convenção Batista Nacional.

Deixou viúva, Amélia da

Silva Ignowsky.


14

o jornal batista – domingo, 29/06/14 ponto de vista

Pr. Carlos Henrique

É

final de maio e continuo

assistindo, ouvindo

e vendo muitas

coisas que poderiam

desanimar torcedores brasileiros

neste período antes

da Copa. A Sra. Joana Havelange,

presidente do COL,

com salário mensal de mais

de 100 mil reais, disse que

não aceita os protestos feitos

agora porque “o que tinha

de ser roubado, já foi roubado”

(www.esportes.r7.com);

Ronaldo se declarou envergonhado

com os atrasos das

obras; A presidente Dilma

disse que não temos aeroportos

padrão Fifa. Os nossos

aeroportos são padrão Brasil

(inacabados e mal acabados);

um índio feriu um policial

em Brasília com uma flechada

no dia 27/05, durante protesto;

greves, manifestações,

violência. Mesmo assim vou

torcer pelo Brasil na Copa.

Vou pular, gritar, buzinar e

esticar a bandeira do Flamengo

na varanda. Quando é

que um problema vai interferir

na minha alegria em torcer

pelo Brasil na Copa?

Este sentimento de que os

muitos problemas me impedem

de viver feliz um momento

da vida é comum na

cultura brasileira. Parece que

todos, inclusive nós mesmos,

destacamos somente pontos

negativos. Nós os crentes,

salvos por Jesus Cristo, servos

do Reino, também somos

influenciados por este

pensamento problemático.

Ouço muitas pessoas justificando

a sua omissão nos

dízimos por que não concordam

com o problema

que souberam acontecer. É

comum também na igreja

pessoas que não ofertam para

a obra missionária porque

também ficaram sabendo de

um problema. Um crente me

falou que não contribui para

Missões Nacionais porque o

diretor ganha um salário muito

alto, mas ficou sabendo de

um missionário que precisou

de ajuda e não foi socorrido.

Algumas vezes pessoas

excluem o outro do seu relacionamento

“cristão” porque

fica sabendo de um defeito

na vida dele. Parecemos até

certa mãe que obrigou a filha

a estudar piano. Na adolescência,

a filha já tocava as peças

clássicas como ninguém.

Um dia, no concerto para

um seleto auditório, depois

de ser aplaudida longamente

por todos os presentes, a mãe

chamou a filha num canto e

disse: “Foi muito bom, mas

aquele acorde você deu fora

do tempo”. Tinha que ficar

desanimada porque viu o

errado?

Jesus teve muitos problemas

com seus discípulos mas

não deixou de investir em

suas vidas. No final do ministério,

por causa do seu

pecado, Judas interrompeu

o relacionamento com Jesus,

mesmo sendo chamado de

amigo. Depois, no meio da

madrugada, ao lado de uma

pequena fogueira na praia,

Jesus comissionou Pedro para

apascentar os seus cordeirinhos.

Aliás, Jesus nunca deixou

de amar você por causa

de qualquer ponto negativo

que existe em sua vida. Ele

ama você e por você morreu

na cruz não levando em conta

os seus pecados (Rom 5.8).

O início do trabalho missionário

da igreja de Jesus

Cristo enfrentou muitos problemas.

Se os nossos missionários

desanimassem, com

certeza estaríamos perdidos

hoje. Paulo se desentendeu

com Barnabé e a equipe se

dividiu. Algumas vezes as

ofertas não chegavam para

o sustento e outras vezes era

atrapalhado por pessoas que

deveriam ajudar. Sem falar

nas perseguições, açoites e

outras dificuldades. Mesmo

assim ele declarou: “Ai de

mim se não pregar o evangelho!”

(I Cor 9.16). Por isso,

tenha os seus olhos fixos em

Jesus, autor e consumador da

sua fé (Hb 12.2). “Alegre-se

na esperança, seja paciente

na tribulação, persevere

na oração. Compartilhe...

Abençoe... Alegre-se, ame

uns aos outros” (Rm 12.9-14).

Alegre-se e desfrute a vida

com Cristo.


ponto de vista

o jornal batista – domingo, 29/06/14

15

Pr. Amorim Ávilla Gimenez,

da Igreja Batista Betel

Nesses últimos

tempos tenho assistido

a vários

pronunciamentos

contra os cristãos evangélicos.

Entre piadas e acusações,

dizem que nós somos

intolerantes, racistas, preconceituosos

e arrogantes.

Somos chamados de homofóbicos,

violentos na educação

de filhos, retrógrados e contra

a liberdade. Afirmam que

não entendemos os tempos

e que vivemos no século XXI

com uma mentalidade do período

medieval. Recentemente

vimos cenas tristes no cenário

político envolvendo os

evangélicos. Fomos vaiados,

ridicularizados e reputados

como ignorantes. E diante

de todo esse cenário, faço

uma leitura bem simples dessa

situação: as pessoas não

conhecem os evangélicos. E

em especial os evangélicos

batistas. Se conhecessem, a

visão que teriam de nós seria

muito diferente. Ouso dizer

que nem nós mesmos nos

conhecemos. Daí a série de

equívocos, enganos e julgamento

precipitado.

Por princípio e convicção

nós cristãos evangélicos somos

contra qualquer tipo

de discriminação. Se algum

evangélico age dessa forma,

o faz em nome próprio e não

em nome de Jesus Cristo, da

igreja ou da Bíblia. Cremos

firmemente que no que o

apóstolo Paulo escreveu em

Gálatas 3.28 “Não há judeu

nem grego, escravo nem livre,

homem nem mulher; pois todos

são um em Cristo Jesus”.

Cremos que o ser humano

foi criado à imagem e semelhança

de Deus e portanto

tem uma dignidade pessoal

que não pode ser descartada

ou diminuída (Gn 1.26-27).

Pregamos que Deus ama o

mundo inteiro (João 3.16) e

que Jesus entregou Sua vida

por todos no mundo inteiro

(I Jo 2.2). O “mundo inteiro”,

obviamente, inclui todos os

seres humanos, independente

de como estejam vivendo ou

inseridos em qualquer subcultura,

até mesmo aquelas que

são opostas ao que os evangélicos

creem. Não há portanto

na doutrina evangélica argumentos

para a discriminação

em qualquer forma. O nosso

Senhor Jesus Cristo aceitou

a todos e em sua mensagem

disse claramente: “Venham

a mim, todos os que estão

cansados e sobrecarregados,

e eu lhes darei descanso” (Mt

11.28). Assim sendo, um evangélico

genuíno não faz discriminação

de ninguém.

Nós cristãos evangélicos

também somos contra parcialidade

ou favoritismo pois

nosso Deus – a quem chamamos

de pai – não foi parcial

para com ninguém. A Bíblia

mostra claramente que Ele

ama a todos e quer abençoar

a todos os povos da terra desde

a promessa feita a Abrãao

(Gn 6). Ele é conhecido como

o Deus que “não age com parcialidade”

(Dt 10.17b). Sendo

um Deus imparcial a todos

abençoa e julga, como bem

declarou o apóstolo Pedro:

“Então Pedro começou a falar:

“Agora percebo verdadeiramente

que Deus não trata as

pessoas com parcialidade,

mas de todas as nações aceita

todo aquele que o teme e faz

o que é justo” (At 10.34-35).

Os evangélicos, portanto, tem

como referência de aceitação

o próprio Deus. Se algum

evangélico faz favoritismo ou

é parcial, seja em tratamento,

relacionamento ou qualquer

outro princípio, o faz

em nome próprio e não em

nome do Pai eterno a quem

servimos.

Nós cristãos evangélicos

somos radicalmente contra

a violência ao ser humano.

Discordamos frontalmente de

quaisquer atitudes ou palavras

que venham ferir o corpo, as

emoções ou a dignidade humana.

A Bíblia nos adverte

sobre isso quando diz: “Não

tenha inveja de quem é violento

nem adote nenhum dos

seus procedimentos, pois o

Senhor detesta o perverso, mas

o justo é seu grande amigo”

(Pv 3.31-32). Não pregamos a

violência, nem quando somos

afrontados, pois nosso exemplo

maior – que é o próprio Jesus

Cristo – assim ensinou: “Disse-

-lhe Jesus: “Guarde a espada!

Pois todos os que empunham a

espada, pela espada morrerão”

(Mt 26.52). Nós somos pacíficos

e vemos nisso uma bênção:

“Bem-aventurados os pacificadores,

pois serão chamados

filhos de Deus” (Mt 5.9). Perseguimos

sofrer perseguições

e retaliações do que promove-

-las, pois aprendemos com

Jesus que é inerente a nossa fé

uma série de injustiças e afrontas:

“Bem-aventurados os perseguidos

por causa da justiça,

pois deles é o Reino dos céus.

“Bem-aventurados serão vocês

quando, por minha causa os

insultarem, perseguirem e levantarem

todo tipo de calúnia

contra vocês. Alegrem-se e

regozijem-se, porque grande

é a recompensa de vocês nos

céus, pois da mesma forma

perseguiram os profetas que

viveram antes de vocês” (Mt

5.10-12).

Nós cristãos evangélicos somos

a favor da vida. Somos a

favor da paz. Somos a favor da

justiça. Somos a favor da igualdade

de direitos. Mas também

somos a favor da liberdade

de exercermos nossa fé com

base na Bíblia que cremos

ser a Palavra viva do Deus a

quem servimos. Não obrigamos

ninguém a crer como nós.

Não violentamos ninguém

a aceitar a Bíblia como nós

aceitamos. Não zombamos

de ninguém por discordar de

nossa fé. Queremos para nós

o mesmo respeito que tantos

grupos querem. Mas fazemos

isso em silêncio e paz,

mesmo debaixo de escárnio

e crítica. E se algum cristão

evangélico usa de qualquer

outra estratégia para garantir

esse respeito – seja violência,

política, agressão verbal ou

pressão emocional – o faz não

como cristão evangélico, mas

como um cidadão comum,

em nome próprio e aberto ao

julgamento da opinião pública

como uma pessoa e não um

religioso.

Nossa mensagem como

cristãos evangélicos é: Deus

ama a todos e tem um plano

especial de salvação e transformação.

Jesus nos ensinou

a amarmos o próximo e até os

nossos inimigos, por isso, não

há como agirmos de outra

forma senão aceitarmos todos

como são e, se aceitarem,

pregaremos a mensagem que

cremos ser o ideal de Deus

a todo o ser humano. Temos

uma série de princípios Bíblicos

que de fato são bem

diferentes das tendências de

nossa sociedade e de certo

modo chegam a agredir a

muitos. Mas não é a agressão

dos cristãos evangélicos aos

que não são. É a agressão da

Palavra de Deus que trata a

todos com igualdade e dá a

todos a oportunidade de salvação

em Cristo Jesus.

Assim são os cristãos evangélicos.

Pelo menos os de minha

igreja. E, se algum membro

de minha igreja agir de

forma diferente, não o faz em

meu nome ou em nome de

nossa comunidade de fé. Agora,

se preciso for, em garantia

de nossa sã consciência e obediência

à Deus, resistiremos

bravamente, não com armas

nas mãos ou discurso desrespeitoso

mas sim com firmeza

que, se necessário for, nos

levará para a prisão, se algum

dia o Estado assim estabelecer.

Preferimos a cela fria de uma

prisão do que a insanidade da

violência e desrespeito já visto

na história da humanidade

tantas e tantas vezes. Nossa

posição pode ser bem definida

pelo apóstolo Paulo ao dizer:

“Antes de tudo, recomendo

que se façam súplicas, orações,

intercessões e ação de

graças por todos os homens;

pelos reis e por todos os que

exercem autoridade, para que

tenhamos uma vida tranqüila

e pacífica, com toda a piedade

e dignidade. Isso é bom

e agradável perante Deus,

nosso Salvador, que deseja

que todos os homens sejam

salvos e cheguem ao conhecimento

da verdade” (I Tm

2.4). Faço desse texto minhas

palavras. Nossa opção sempre

será orar e pregar a mensagem

transformadora que cremos ser

a única esperança para toda a

humanidade.

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