brasil - Canal : O jornal da bioenergia

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brasil - Canal : O jornal da bioenergia

CARTA DO EDITOR

Mirian Tomé

editor@canalbioenergia.com.br

08

12

12 MICRONUTRIENTES

Pesquisadores do IAC avaliam a resposta da cultura da cana-de-açúcar à

adubação com micronutrientes em áreas de baixa fertilidade.

28

22

fotos: divulgação

Paulo rezende

Vigoroso desenvolvimento

A evolução do setor sucroenergético e de

produção de biodiesel nos últimos anos se

deu de forma intensa e devidamente

sustentada na pesquisa, sempre em busca de

inovações que levam aos ganhos em

produtividade. Nesta edição do CANAL, em

que comemoramos quatro anos de cobertura

jornalística especializada, o leitor poderá

conferir a seleção de algumas notícias que

marcaram o vigoroso desenvolvimento da

agroenergia no período.

Neste momento de vital importância para

o Brasil, em que as eleições gerais se

aproximam, representantes da cadeia

produtiva sucroenergética e de produção de

biodiesel se mobilizam para apresentar aos

candidatos aos principais cargos de direção

do País as ações necessárias para corrigir

deficiências e impulsionar a agroenergia,

expandindo-a internamente e tornando-a

mais competitiva no cenário internacional.

Reforma tributária, ampliação do

mercado externo, desburocratização e acesso

ao crédito nos bancos federais e privados,

regulamentação, melhorias em infraestrutura

e logística são algumas das principais

reivindicações do setor produtivo. Em nossa

matéria de capa abordamos amplamente o

assunto, onde também destacamos o

posicionamento dos principais candidatos à

presidência da República em relação ao setor

agroenergético.

Nesta edição especial de aniversário o

leitor ainda poderá conferir várias outras

reportagens, essenciais para quem quer se

manter sempre bem informado.

Boa leitura!

08 FENASUCRO

Mais de 30 mil visitantes e cerca de

R$ 2,2 bilhões em negócios realizados

são números que dão a dimensão da

Fenauscro&Agrocana.

22 ELEIÇÕES

Representantes dos produtores rurais

reúnem-se com os principais

candidatos a governador de Goiás

para discutir o agronegócio do Estado.

28 MAIS BRASIL

Patrimônio afetivo dos goianos, o Rio

Araguaia oferece paisagens de tirar os

fôlego e torna-se destino de milhares de

famílias nas férias de meio de ano.

04 ENTREVISTA

Cid Caldas, coordenador de Açúcar e

Álcool do Ministério da Agricultura,

fala sobre mercados e perspectivas para

a produção sucroenergética.

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ENTREVISTA - Cid Caldas, coordenador-geral de Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura

Olhos no etanol e no açúcar

CID CALDAS FALA SOBRE A PRODUÇÃO SUCROENERGÉTICA NO

BRASIL E AS AÇÕES DO GOVERNO FEDERAL PARA GARANTIR O

ABASTECIMENTO INTERNO E FOMENTAR O SETOR PRODUTIVO

Evandro Bittencourt

Natural de Maceió (AL) Cid Jorge Caldas, é

formado em Ciências Econômicas, com

especialização em análise de Sistema pela

Escola Nacional de Administração Pública

(Enap); Política e Estratégia, pela Associação

dos Diplomados da Escola Superior de Guerra

(Adesg) e Negociações Agrícolas Internacionais pela

Universidade Latino Americana e do Caribe (Ulac).

Trabalhou no Instituto de Pesquisa Econômica

Aplicada, da Secretaria do Tesouro Nacional;

atuou como coordenador-geral de acompanhamento

econômico do Departamento de Abastecimento

e Preços da Secretaria de Acompanhamento

Econômico (DAP/MF), foi Coordenador-

Geral de Açúcar e Álcool da Secretaria de Produtos

de Base (SPC/MDIC); diretor do Departamento

do Açúcar e do Álcool (SPC/Mapa) e, atualmente,

é coordenador-Geral de Açúcar e Álcool

da Secretaria de Produção e Agroenergia do

Ministério da Agricultura.

Qual é a atual situação do Brasil no

que se refere à exportação de etanol?

Nós exportamos, nesta safra, em

maio, junho e julho, 539 milhões de

litros. No mesmo período do ano

passado a exportação chegou a 1,2

bilhão, ou seja, uma queda de 55%,

o que está relacionado à questão de

estoque, pois nós passamos essa safra

muito apertado, tanto é que nós

tivemos de alterar o nível de mistura

em decorrência de vários fatores.

O principal foi o clima. Choveu demais

no período da colheita e acabou

ficando uma parte significativa

de cana, em torno de 7% a 8%, no

campo, o equivalente a 50 milhões

de toneladas de cana. Isso acabou

por reduzir os estoques de etanol. A

redução das exportações de etanol

também está relacionada ao açúcar,

com preço melhor, e ao câmbio, que

não torna atrativo o produto. De janeiro

a julho deste ano nós já exportamos

900 milhões de litros,

contra 1,9 bilhão no mesmo período,

neste caso, também, uma queda

de mais de 50%.

E quais são as razões do aumento

do preço do etanol?

Nesta safra o etanol está com um

preço maior do que nas últimas duas

safras. A média do ano, no período

de janeiro a julho, do álcool

anidro, em São Paulo, é de 1 real,

contra R$ 0,87 no mesmo período

do ano passado. Isso é até interessante

por dois motivos: quando começamos

uma safra com o preço

de etanol muito baixo é porque as

usinas produzem e colocam logo

no mercado para fazer caixa. Com

isso, acabam queimando esse estoque,

o que dificulta, na entressafra,

de dezembro até o mês de março, a

questão do abastecimento e o preço

se eleva nesses meses. Mas se

ele parte com um preço um pouco

mais elevado que nos anos anteriores

pode amenizar essa questão de

estoque no fim da safra. Há um outro

fator que é a disponibilização

de 2.4 bilhões de reais para financiar

o estoque e as empresas já estão

tomando esses recursos. Isso

pode puxar um pouco o preço também,

o que é interessante para que

não desovem todo o produto agora.

E está funcionando bem a captação

desses recursos?

Isso está começando agora, demora

um pouco até saírem as

normativas e o pessoal procurar o

Banco. Além disso, é preciso certificar

o produto em estoque, mas o

sinal que a gente tem é que está

funcionando sim.

A demora para o embarque do açúcar

destinado à exportação tem

provocado filas de navios nos portos

brasileiros. Quais os motivos?

São muitos navios e muito açúcar

para ser embarcado em um mesmo

período. A concentração é muito

grande, por isso o engarrafamento.

Estamos atendendo a Índia, que só

entra em produção um pouco mais

na frente, e os EUA precisaram de

duas exportações adicionais pequenas.

Nesta safra, de maio a junho,

nós exportamos 6.7 milhões

de toneladas, enquanto no mesmo

período do ano passado nós exportamos

os mesmo 6.7 milhões. No

acumulado do ano, de janeiro a julho,

foram 12,5 milhões de toneladas

contra 12.6 milhões, ou seja,

até agora não exportamos mais nada

que nos mesmos períodos do

ano passado. Só verificamos aumento

se consideramos os 12 últimos

meses, quando exportamos 26

milhões de toneladas de açúcar

contra 22 milhões de toneladas em

relação ao mesmo período anterior.

A redução das exportações de etanol também

está relacionada ao açúcar, com preço melhor,

e ao câmbio, que não torna atrativo o produto

E qual foi o comportamento dos preços

do açúcar, comparativamente?

Os preços aumentaram significativamente.

A média desta safra,

contra a média da safra anterior,

período compreendido de maio a

julho, teve uma elevação de preços

de mais de 40%. Se consideramos

o período de janeiro a julho,

esse aumento chegou a 50%,

quando a comparação é com o

mesmo período de 2009.

O preço mais remunerador para o

açúcar tem levado os produtores a

optar pelo aumento da fabricação

do produto, em detrimento do

etanol?

Sim, até porque, no caso do açúcar,

é possível receber antecipadamente,

o que é mais complicado

no caso do etanol. Além disso,

o preço é mais remunerador.

E em relação ao crescimento

acentuado do mercado interno de

veículos flex, há algum risco de

desabastecimento?

Estamos atentos à elevação da

frota de veículos flex, que deve

passar de 10 milhões de veículos,

atualmente, para cerca de 12 milhões

de veículos em 2011. Temos

acompanhado a situação, junto

com o setor e outros ministérios,

para que o financiamento dos estoques

funcione direitinho e, na

entressafra, tenhamos produto

suficiente. Mas não há preocupação,

até porque é necessário que

os produtores façam estoques.

Esperamos que não ocorram chuvas

demais em outubro e novembro

e isso atrapalhe, como atrapalhou

a safra do ano passado. A

preocupação que temos é garantir

o abastecimento.

Ainda no início da safra nacional

de cana-de-açúcar analistas do

setor alertaram que a redução no

nível de renovação dos canaviais,

reflexo da crise, poderia comprometer

o abastecimento em 2011.

O senhor acredita que isso pode

realmente acontecer?

A nossa projeção de crescimento

para essa safra é de 10% na produção

de cana. Isso vai gerar um

incremento de 17% na produção

de açúcar e de cerca de 10% na

produção de etanol, um índice

que já vem, há um longo período,

nessa faixa. O que pode atrapalhar

é a questão climática, mas

não acreditamos que essa redução

na renovação seja tão grande

assim como estão dizendo.

Pode até haver reflexos para a

próxima safra, mas ainda é muito

cedo para dizer.

E o que há de novo em relação à

ferrugem alaranjada no Brasil?

Já passou pela nossa Secretaria

de Defesa a análise de um produto

da Syngenta para o combate a

essa praga e há outros também

em análise. Logo, mais produtos

estarão autorizados para o combate

à praga e, enquanto isso, os

pesquisadores da Embrapa estão

trabalhando junto com o Centro

de Tecnologia Canavieira, com a

Ridesa e várias instituições estudando

uma forma de combate.

04 CANAL, Jornal da Bioenergia


Havia um temor muito grande antes

de essa praga entrar no Brasil e

mesmo quando foi detectada inicialmente.

A ferrugem tem se mostrado

menos impactante do que se

imaginava antes da sua chegada?

A chegada de uma praga como

essa assusta muito, pois quando

se vê uma praga afetando outros

lugares não se sabe qual vai ser o

impacto nos canaviais daqui. A

preocupação é sempre grande,

pois não sabemos o que vai

acontecer. Ela chegou e está afetando

algumas regiões mais do

que as outras, mas a nossa resposta

em termos de ação está

baseada em muita pesquisa e estudos

para que ela não se espalhe.

Por enquanto, não há nenhum

reflexo na produção, a

própria Conab tem levantado isso

e não tem identificado grandes

prejuízos. Pode haver alguns

problemas localizados, mas nada

significativo.

Qual é, atualmente, a situação do

zoneamento da cana-de-açúcar?

Já publicamos o decreto com as

áreas indicadas e está em debate

no Congresso o projeto de lei sobre

as restrições em determinadas áreas.

O decreto é indicativo em termos

de financiamento e as proibições

têm de ser determinadas por

lei. Hoje, em termos de área, temos

em torno de 8 milhões de hectares

ocupados pela cultura e identificamos

cerca de 64 milhões de hectares

para crescer, o que é uma área

muito grande para se fazer etanol,

principalmente se pensarmos que

da área ocupada, atualmente, a

metade é destinada à produção de

açúcar. Para dobramos a produção

de etanol seriam necessários mais

5 milhões de hectares, o que é muito

pouco, comparativamente. Por

isso não deve haver nenhuma preocupação

com a questão alimentos

e biocombustíveis.

Qual a opinião do senhor em relação

ao ritmo da evolução da produtividade

da cana-de-açúcar nos

últimos anos, de modo que haja

aumento da produção sem a necessidade

de expandir muito as

áreas de lavouras?

Temos dados que indicam que

crescemos muito de produção e

menos em área, mas chega uma

hora que, por mais que se faça,

chegaremos a um limite. É aí que

passamos a contar com as pesquisas

sobre etanol celulósico e

até do diesel proveniente da cana-de-açúcar.

Ou seja, são novos

caminhos para a cana-de-açúcar

e existem grupos fortes querendo

entrar, no Brasil, na produção de

etanol, utilizando o bagaço da

cana. São novas perspectivas a

médio prazo.

Como está, atualmente, o trabalho

de ampliação de mercados para

o etanol brasileiro no exterior?

Esse trabalho continua. Nós temos

mais de 50 termos de cooperação

com outros países, principalmente

os da África, não apenas

para a produção de biocombustível,

mas também para a produção

de alimentos, integrada na

área de renovação. Esse trabalho

está sendo mais capitaneado pelo

Ministério das Relações Exteriores.

Temos feito um trabalho muito

intenso com eles e recebemos,

a cada mês, quatro ou cinco missões

de outros países querendo

conhecer mais sobre a produção

de etanol no Brasil. Temos dois

cursos, em parceria com a Embrapa,

de treinamento para técnicos

de outros países, em francês, inglês

e espanhol, para que eles entendam

essa oportunidade. O

etanol só se tornará uma commodity

quando tivermos vários países

produzindo e não apenas dois

grandes produtores mundiais, como

é hoje. Atualmente estamos

exportando, mas amanhã a gente

pode importar, pois essa via tem

de ser de mão dupla.

E como está a discussão em relação

à certificação do etanol brasileiro?

Essa questão, quando gente ouve

falar, geralmente vem de fora para

dentro. E tem sempre alguma coisa

por trás. O que estamos fazendo

é o nosso trabalho, que é o zoneamento,

com três focos: econômico,

indicando áreas de alta produtividade;

social, indicando áreas

que não dependam do corte manual;

e ambiental, indicando áreas

que não sejam no bioma amazônico,

no Pantanal, na bacia do Alto

Paraguai e nenhuma área de vegetação

nativa, ou seja, não há nenhuma

certificação melhor do que

esta. A gente não precisa de ninguém

para ensinar fazer certificação

e não pode ser do jeito que

querem, pois começam a colocar

subjetividade na discussão quando

Há uma consolidação das especificações do

etanol, não há nenhum problema por parte do

Brasil, da União Europeia ou dos Estados Unidos

dizem que não vão comprar o etanol,

alegando que ele está empurrando

o gado para a Amazônia e

provocando desmatamento. Acho

que nós sabemos os nossos problemas.

Não dá para continuar

queimando cana, é preciso qualificar

melhor o pessoal, ter um processo

de integração lavoura-pecuária,

incentivar ainda mais a produção

de alimentos nas áreas de

renovação. Isso já é feito, mas de

forma ainda não muito coordenada.

Mas tudo isso a gente sabe fazer,

não é preciso ninguém vir de

fora explicar para a gente.

E em relação à padronização do

etanol, como está se dando esse

trabalho?

Isso está sendo estudado. Quem

coordena esse processo, pelo Brasil,

é o Inmetro e a Abnt. Isso está

bem coordenado. Há uma consolidação

das especificações e, em

termos de etanol, não há nenhum

problema por parte do Brasil, da

União Europeia ou dos Estados

Unidos. Em relação ao biodiesel há

problemas, pois as matérias-primas

são diversas, o que torna o desafio

um pouco mais complicado,

mas em termos de etanol as especificações

técnicas são muito parecidas

e o assunto está sendo discutido

tecnicamente, sem paixões.

O senhor considera que a mecanização

das lavouras de cana-deaçúcar

está se dando dentro do

ritmo esperado, considerando que

o tempo restante para que esse

processo seja concluído é relativamente

curto?

Está até mais rápido do que o esperado.

O Ministério do Trabalho

está à frente do programa de requalificação

desses profissionais.

No compromisso da melhoria das

condições de trabalho assinado no

ano passado ficou estabelecida a

parcela de compromissos do governo

nesse aspecto e uma série

de coisas. O que preocupa é que

muita gente vai deixar o campo e,

desse pessoal, nem todo mundo

pode ser qualificado para operar

uma máquina de R$ 1 milhão. Mas

as novas indústrias já estão sendo

implantadas com a mecanização.

Estamos atentos e trabalhando

junto com o setor.

CANAL, Jornal da Bioenergia 05


Microalgas são alternativa para

a geração de energia limpa

O uso das microalgas para produção de

biocombustíveis, sequestro de carbono e

tratamento de efluentes foram os temas

discutidos durante o 1° Seminário

Microalgas, realizado em São Paulo.O

encontro reuniu pesquisadores nacionais e

internacionais e teve como ponto alto a

palestra da cientista e professora doutora da

Colorado School of Mines (USA), Maria

Ghirardi, que falou sobre os trabalhos

desenvolvidos no National Renewable

Energy Laboratory (NREL), instituição

norte-americana considerada uma das

pioneiras em pesquisas com microalgas para

produção de biocombustíveis. O evento foi

organizado pelo Instituto Ekos Brasil, ONG

que desenvolve projetos destinados a

preservar a biodiversidade e promover o

desenvolvimento sustentável, e teve o apoio

da Algae Biotecnologia, empresa, pioneira no

desenvolvimento tecnológico de sistemas de

cultivo de microalgas.

Evento discute pragas

da cana-de-açúcar

Com o tema "Pragas e Doenças da

Cultura da Cana-de-Açúcar: Riscos

Potenciais, Prejuízos e Seus Controles", a

UniUDOP realizou, com o apoio do

Sifaeg/Sifaçúcar, a 2ª Aula/Palestra do

Curso Agrícola de 2010, em Rio Verde,

Goiás, no final do mês de julho. Durante o

evento, os especialistas Álvaro Sanguino e

Wilson Novaretti, ambos engenheiros

agrônomos, mostraram aos participantes as

principais pragas e doenças da cana-deaçúcar,

como a broca da cana-de-açúcar,

nematóides, cigarrinhas das raízes e folhas,

cupins e migdolus, apontando seus danos e

prejuízos; como identificar; principais

métodos de controle, entre outros.

10ª Conferência Internacional da

Datagro sobre açúcar e etanol

Nos dias 18 e 19 de outubro de 2010

acontecerá a 10ª Conferência Internacional

da Datagro sobre Açúcar e Etanol, com o

tema "O Surgimento de uma Nova

Indústria". Será no hotel Grand Hyatt, em

São Paulo.

No dia 18 de outubro, serão abordados os

seguintes temas: Avaliação da Produção no

Brasil em 2010 e perspectivas para 2011;

"Novas tecnologias: Impactos no custo de

produção e uso de açucares totais";

"Organização do setor: Um novo modelo em

construção.

O fechamento do primeiro ciclo de

palestras caberá a Luis Pogetti, presidente do

Conselho da Copersucar, que conduzirá

palestra sobre "O modelo da Copersucar

num mercado de grandes conglomerados".

Alexandre Figliolino, diretor do banco Itaú

BBA S/A, tratará dos "Indicadores

financeiros e consolidação do setor: uma

história recente".

No dia 19, Peter Baron, diretor-executivo

da International Sugar Organization (ISO),

falará sobre "A importância crescente da

diversificação". Outros temas: "Mercado do

Açúcar", "Balanço açucareiro mundial em

2010/11: bearish ou bullish?; "Integração

açúcar-etanol: flexibilidade crescente na

União Europeia?" e "2010 e 2011: quando a

Índia ficará livre dos seus ciclos de produção

– perspectivas de desregulamentação".

A Conferência Datagro reunirá ainda

presidentes de sindicados das indústrias de

açúcar e álcool, que analisarão "O

posicionamento estratégico da indústria

brasileira". Estão confirmadas as presenças

das seguintes lideranças estaduais: André

Rocha (Goiás); Antonio José de Souza

(Maranhão); Edmundo Barbosa (Paraíba);

Luiz Custódio Cotta Martins (Minas Gerais);

Marcos Sawaya Jank (São Paulo); Pedro

Robério de Melo Nogueira (Alagoas); Renato

Pontes Cunha (Pernambuco) e Roberto

Hollanda Filho (Mato Grosso do Sul).

O tema "Competitividade" será abordado

por Guilherme Nastari, diretor da Datagro.

O convidado Maurício Sacramento, da Noble

Sugar Inc., apresentará palestra com o tema

"Competitividade internacional no açúcar:

novos desafios".

Fisa 2010 apresenta

bons negócios para a

indústria alimentícia

A 15ª edição da Food

ingredients South America

(FiSA) acontece de 21 a 23 de

setembro, no Pavilhão Azul do

Expo Center Norte, na cidade de

São Paulo.Em paralelo à mostra

de novas tecnologias, processos e

produtos, a FiSA 2010 - maior e

mais completo evento para

ingredientes alimentícios da

América Latina - realiza também

congresso internacional, que

trará as principais novidades e

tendências do setor.

A programação do Congresso

FiSA 2010 está dividida em cinco

macro temas fundamentais para

a indústria de alimentos:

Redução de Custos x Inovação,

Saúde Intestinal, Novos

Ingredientes Naturais e

Funcionais, Processos para

Indústria Alimentícia e

Ingredientes Funcionais e suas

Aplicações. Mais informações

no site www.fi-events.com.br

Errata

Na última edição da seção

“Sifaeg em Ação”, a

matéria se referia à Usina

S. Francisco, do Grupo

USJ, localizada em

Quirinópolis (GO), e não

à Usina S.João, da mesma

empresa e também

citada na matéria.

O CANAL–Jornal da Bioenergia tem parceria com o CEISE (Centro Nacional das Indústrias do

Setor Sucroalcooleiro e Energético). Associados têm DESCONTO especial em anúncio no jornal.

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06 CANAL, Jornal da Bioenergia


OPINIÃO

divulgação

Philippe Roques é

diretor industrial da

Dalkia Brasil

Hidrelétrica ou biomassa?

Oepisódio sobre o leilão para

construção da usina hidrelétrica

de Belo Monte reacende

o debate sobre as fontes utilizadas

no Brasil para produção de energia.

Embora forneça energia limpa e com

baixa emissão de poluentes, a hidrelétrica

de Belo Monte apresenta uma

série de entraves que vão desde questões

políticas e ambientais ao impacto

que gerará à comunidade.

O projeto para construção de Belo

Monte renasce após 30 anos de discussões

acerca de sua viabilidade e

em meio à corrida eleitoral. Os R$ 19

bilhões iniciais previstos para a concretização

do projeto podem chegar a

quase R$ 35 bilhões, segundo expectativas

das empresas que estudaram a

construção. A alta do valor de implementação

do projeto ainda poderá influenciar

o preço final da energia gerada

na usina, um dos critérios tidos

como vantajosos para que Belo Monte

saísse do papel.

Paralelamente, os impactos ambientais

e sociais que a construção da

usina trarão à comunidade são imensos.

Além de ser necessária a alteração

do curso do rio, deslocando grandes

quantidades de recursos naturais

como rochas e terra, e a inundação de

uma parte da floresta, o que emite

mais gás carbônico, a usina muda

drasticamente a rotina dos moradores

da região. E mesmo com todo esse esforço,

a usina só começará a gerar

energia em meados de 2015.

Diante desse cenário de dificuldades

existe a possibilidade de pensarmos

em outras fontes de energia. A geração

de energia a partir de biomassa,

além de demandar menor capital

para a implementação de projetos, garante

a geração de energia em menor

tempo. Outra vantagem é que a construção

das usinas pode ser centralizada

na área de consumo, o que diminui

os custos de transmissão. A estimativa

é que, no prazo de dois a três anos,

uma térmica de biomassa já poderia

fornecer energia.

Outro ponto a favor da biomassa,

frente à Belo Monte, é o baixo impacto

direto aos recursos naturais e seu

entorno. A geração à biomassa, aliás,

agrega utilidade a um resíduo natural,

antes descartado sem utilização,

movimentando a economia do entorno,

uma vez que cria uma nova demanda

por produtos e trabalhadores.

De acordo com especialistas, com

os investimentos necessários, a biomassa

pode responder anualmente

pela produção de 5 mil megawatt

ao ano, quantidade considerada

ideal para inclusão anual no sistema

elétrico brasileiro, para manutenção

do crescimento do País. A

tendência é que a tecnologia para a

implementação de termoelétricas

de biomassa, hoje considerada cara,

torne-se mais barata, proporcionalmente

à sua utilização.

A matriz energética brasileira é

considerada uma das mais limpas do

mundo. Cerca de 45% da energia gerada

no Brasil é resultado de fonte

renovável. Atualmente são 85% de

energia produzida em hidrelétricas e

5,4% de termoelétricas à biomassa.

Especificamente sobre biomassa,

como grande trunfo em relação aos

demais países, o Brasil possui um clima

favorável a esse tipo de geração de

energia. Também a biodiversidade

contribui para a existência de uma

ampla gama de recursos que podem

ser utilizados na produção de energia

com biomassa.

No Brasil, os dois principais tipos

de biomassa utilizados são a cana de

açúcar (etanol), que tem um mercado

mais estruturado, e os resíduos de madeira

e vegetais, parte da cadeia que

começa a se estruturar. Porém, ainda

há diversos outros materiais que podem

ser utilizados na geração de

energia, como palha de milho e de trigo,

casca de arroz e resíduos de cacau,

entre outros. Outro ponto de destaque

para a utilização da biomassa é o custo

da matéria-prima inicial, que sofre

menor flutuação no mercado, frente a

outras fontes, e pode gerar menor impacto

no preço final da energia.

A preocupação global com o meio

ambiente deve ainda ser um dos principais

motores para impulsionar a geração

de energia a partir de biomassa

no Brasil. Isso porque o processo de

geração de energia com esse tipo de

matéria-prima reduz consideravelmente

a eliminação de gás carbônico

na atmosfera, durante a queima do

produto. Em um cenário em que os

países possuem metas crescentes para

redução de poluentes e onde as principais

empresas globais priorizam recursos

mais limpos, a biomassa pode

ser a chave para transformar o desafio

da sustentabilidade em realidade.

O Brasil tem muito a ganhar com

a geração à biomassa. Além de funcionar

muito bem e gerar ganhos

ambientais e financeiros, gera oportunidades.

Com o tempo e o amadurecimento

desse mercado, as indústrias

de biomassa deverão se estruturar

e dar mais velocidade à criação

e negociação de uma energia mais

limpa e mais barata. Além disso, o

País tem a possibilidade de se firmar

como uma potência na geração de

energia limpa e servir de modelo aos

demais países do globo.

CANAL, Jornal da Bioenergia 07


FENASUCRO 2010

Muitas novidades no maior encontro

mundial do setor sucroenergético

fotos: divulgação

Organizadores têm expectativa de superar

R$ 2,2 bilhões em negócios durante a feira

Durante quatro dias, de 31 de agosto a 03

de setembro, a cidade de Sertãozinho, no

interior do Estado de São Paulo, será palco

do maior encontro mundial para a exposição

de novidades às usinas e indústrias do setor

sucronergético, através da Fenasucro&Agrocana

– XVIII Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira

e VIII Feira de Negócios e Tecnologia da

Agricultura da Cana-de-Açúcar.

A organização espera receber mais de 30 mil visitantes

altamente qualificados, entre técnicos,

profissionais e autoridades diretamente relacionados

ao setor, público este que trava contato com as

novidades em serviços, produtos e tecnologias

apresentadas pelos 420 expositores.

Na Fenasucro estão presentes os principais fornecedores

de produtos ligados às áreas de utilidades,

serviços, automação e instrumentação, elétrica,

caldeiraria e mecânica pesada, química e derivados,

energia e outros. Já na Agrocana os destaques

são os equipamentos e insumos voltados para

o preparo de solo, plantio, tratos culturais e colheita

da cana-de-açúcar.

Além da ampla e diversificada oferta em produtos

e serviços, as feiras também são referências para

o intercâmbio tecnológico e comercial entre as

usinas brasileiras e os profissionais que atuam na

área em 40 diferentes países.

EVENTOS SIMULTÂNEOS

A edição 2010 da Fenasucro&Agrocana contará

com uma ampla e diversificada programação de

eventos simultâneos. A cada ano, as feiras integram

à agenda novos parceiros e iniciativas para

oferecer aos visitantes e expositores opções para a

troca de experiências profissionais e contatos comerciais.

No dia 30 de agosto, das 8 às 16 horas, acontece

o XII Fórum Internacional Fenasucro&Agrocana,

evento oficial de abertura das Feiras, no Teatro

Municipal de Sertãozinho. Com o tema "Do

álcool para o etanol", o assunto será debatido em

três painéis temáticos sob a ótica empresarial,

tecnológica, estratégica e operacional, que discutirão

a internacionalização do consumo do

etanol e da propriedade das usinas brasileiras,

além da mundialização da produção do combustível

feito a partir da cana.

Entre os participantes, estão nomes como o ministro

da Agricultura do Brasil, Wagner Rossi; do

presidente da Shree Renuka Sugars, Narendra

Murkumbi, e de Miguel Soldatelli Rossetto, presidente

da Petrobras Biocombustíveis.

Além do Fórum Oficial de Abertura, passando pela

segunda edição do projeto APLA/APEX, que terá

neste ano mais participantes, até os tradicionais Brasil

Cana Show e o Seminário Gegis, o objetivo da

Multiplus Feiras e Eventos, organizadora da Fenasucro&Agrocana,

e dos parceiros realizadores das Feiras

é criar as condições e o ambiente estimulante para a

renovação técnica e profissional dos participantes.

ESPAÇO AGROCANA

Uma novidade para edição deste ano é o Espaço

Agrocana de Convivência e Negócios, área especialmente

projetada e estruturada para receber diversos

formatos de eventos, como lançamento de

produtos, palestras, apresentação de cases ou qualquer

outro tipo de evento que envolva expositores,

empresas, instituições e entidades participantes da

Feira.

Neste Espaço, com capacidade para 400 pessoas,

com realização da Multiplus Feiras e Eventos,

em parceria com a Copercana e a Canaoeste, acontecerá

o I Workshop Agrocana Fitotécnico e de

Motomecanização, no dia 03 de Setembro, das 9h

às 13h30. As palestras e apresentações de cases serão

conduzidos pelo IAC - Instituto Agronômico de

Campinas e pelo Gmec - Grupo de Motomecanização.

O evento será destinado aos produtores agrícolas

e profissionais do setor.

A Canaoeste, Copercana e o Sindicato Rural de

Sertãozinho realizarão no dia 01 de setembro, a

partir das 10 horas da manhã, neste Espaço Agrocana,

o Encontro Anual de Produtores de Cana-de-

Açúcar, no qual os produtores se reúnem para procurarem

mecanismos estratégicos para o futuro da

cana, do açúcar e do etanol.

08 CANAL, Jornal da Bioenergia


BIOCOMBUSTÍVEL INOVAÇÃO

Comércio de diesel de cana-de-açúcar

deve ter início no próximo ano

unica/niels andreas/divulgão

OBrasil deve comercializar

diesel produzido a partir

de cana-de-açúcar já no

próximo ano, de acordo

com as informações da produtora

americana do biocombustível

Amyris Biotechnologies. No mês

de julho, a empresa inaugurou um

projeto conjunto com a prefeitura

de São Paulo.

Em parceria com o Grupo São

Martinho, a divisão brasileira da

Amyris Biotechnologies irá produzir

o biocombustível na fábrica

montada em Pradópolis, interior

de São Paulo. A produção e a comercialização

serão ainda no começo

de 2011.

O projeto piloto da Amyris, em

parceria com a prefeitura, prevê

um teste com seis veículos do

transporte urbano da capital paulista.

Três ônibus do transporte urbano

público serão abastecidos

com 5% do biodiesel de cana-deaçúcar.

No mesmo período, outros

três serão abastecidos apenas com

biocombustível para comparar as

diferenças de rendimento entre o

diesel comum e o da cana-deaçúcar.

O teste na capital paulista tem

ainda o apoio da Mercedes-Benz,

multinacional que fabrica os motores

de ônibus, e a Petrobras, que

será responsável pela distribuição

do novo combustível.

SÃO MARTINHO

A parceria com a São Martinho

tem um formato de joint venture,

controlada em igual proporção pelas

duas partes. Os dois grupos serão

responsáveis pela construção

da fábrica em São Paulo.

A nova unidade utilizará a tecnologia

da Amyris – que se baseia

na modificação de leveduras, capazes

de converter a sacarose – para

produzir farneseno a partir do caldo

da cana.

O início da construção da nova

planta, cuja capacidade de processamento

inicial é equivalente a 1

milhão de toneladas de cana-deaçúcar

por safra, está condicionado,

entre outros fatores, à aprovação

do projeto de engenharia e à

obtenção de licenças ambientais,

até dezembro deste ano.

O diesel da cana é um biocombustível

de segunda geração desenvolvido

pela Amyris, que escolheu

o mercado brasileiro para o

desenvolvimento do produto. A expectativa

da empresa, para crescer

neste mercado, é se aliar a grandes

produtores de etanol, como Cosan,

Bunge e Açúcar Guarani.

CANAL, Jornal da Bioenergia 09


SIFAEG EM AÇÃO

Maior poder analítico para os produtores

Uma agenda proativa em busca de

aprimorar o conhecimento do mercado

brasileiro e internacional tem

estimulado os associados do Sifaeg e

Sifaçúcar, sindicatos que representam os produtores

de etanol e de açúcar do Estado de

Goiás. O desafio dos dirigentes da entidade é

levar às equipes das 38 usinas filiadas informação

decisiva para que o setor siga crescendo

cada vez mais de forma sustentável.

A diretoria da entidade promove constantemente

cursos, palestras e treinamentos que

apresentam novidades e fornecem consultoria

para garantir a superação de dificuldades

e o crescimento das empresas em Goiás. “O

nosso compromisso com o associado do Sifaeg/Sifaçúcar

é oferecer atualização e diferenciais

para que eles se posicionem de maneira

privilegiada nesse mercado tão dinâmico”,

afirma o presidente executivo do sindicato,

André Rocha.

No mês de agosto, o Sifaeg/Sifaçúcar realizou,

em parceria com o Conselho Temático do

Agronegócio da Federação da Indústria do Estado

de Goiás e a consultoria FCStone, o Seminário

Mercado de Açúcar, Etanol e Dólar. Cerca

de 60 pessoas, entre associados e representantes

de empresas parceiras do setor sucroenergético

em Goiás, prestigiaram o evento, realizado

na sede da Fieg, em Goiânia (GO).

Para o presidente do Conselho Administrativo

do Sifaeg e do Sifaçúcar, Segundo Braoios,

este evento foi de grande importância para dividir

experiência entre associados e clientes sobre

o mercado futuro. “Todos nós saímos de lá

mais ricos e a nossa entidade reforçou seu

compromisso em compartilhar informações.”

O consultor da FCStone, Marcos Escobar

disse no evento que as empresas precisam,

cada vez mais, ter acesso a análises, estudos

e pesquisas que possibilitem uma compreensão

detalhada deste mercado. "A produção de

açúcar e de etanol tem cenários muito complexos

e exige do corpo diretivo das empresas

uma visão ampla e bem balizada na hora de

tomar decisões”, explica Escobar.

AÇÚCAR E ETANOL

Marcos Escobar fez um histórico dos preços

do mercado internacional de açúcar nos

últimos anos. Para 2011, a previsão da

FCStone é que os preços ainda sigam oscilando

muito. “Existe ainda uma possibilidade,

no caso de não haver uma boa produção

por parte da Índia e Europa, de os preços serem

elevados acentuadamente. Esse aumento

pode ser até mais intenso caso não se

configure aumento de produção na safra

2011/2012”, afirmou o consultor. No caso do

etanol, as projeções são de aumento do consumo

no mercado interno brasileiro, em

função do crescimento acentuado da frota

de carros flex.

O consultor da FCStone, Bruno Lima, encerrou

o seminário com uma palestra sobre a

“Tendência e Projeções do Mercado Cambial”.

Ele analisou as perspectivas de cotação da

moeda americana. Em uma retrospectiva, ele

mostrou como o dólar desvalorizou em torno

de 20% de 2006 até começo de 2008, com

recuperação acentuada a partir de setembro

desse mesmo ano, já em decorrência da crise

financeira mundial.

Para o futuro, A FCStone prevê uma realidade

onde a cotação da moeda americana

ainda terá cenários de oscilação, mas com

uma previsão de valorização a partir do final

desse ano e começo de 2011.

Segundo Braoios: "Nossa entidade

reforçou seu compromisso em

compartilhar informações"

André Rocha: diferenciais para associados

do Sifaeg se posicionarem no mercado

Marcos Escobar, consultor da FCStone: “É

preciso maior compreensão do mercado”

10 CANAL, Jornal da Bioenergia


PALAVRA DO ESPECIALISTA

Ponto eletrônico -– Portaria nº 1510

Alessandra Harumi Wakay da Silva é Advogada sócia do escritório Fátima Jácomo Sociedade de Advogados S/S, filial Itumbiara/GO.

Em agosto entraria em vigor a Portaria nº

1.510 do Ministério do Trabalho e Emprego

(MTE)que disciplina o registro eletrônico de

ponto, mas a medida foi adiada para o ano que

vem. A grande novidade da nova forma de registro

da jornada é a emissão de comprovantes impressos

ao trabalhador a cada registro efetuado, o que, segundo

os defensores da medida, contribuiria para

evitar fraudes no controle das horas extras, além de

municiar o trabalhador com documentos para futuras

demandas trabalhistas, bem como a impossibilidade

de manipulação dos dados.

Tanto o Registrador Eletrônico de Ponto – REP,

como o programa de tratamento de registro de

ponto eletrônico devem ser adquiridos de empresas

cadastradas no MTE, e exigido do fabricante

atestado técnico e termo de responsabilidade, assinados

pelo responsável técnico e pelo responsável

legal da empresa, afirmando expressamente

que o equipamento e os programas nele embutidos

atendem às determinações da Portaria 1.510

do MTE, documento este que deverá estar à disposição

em caso de eventual fiscalização.

A Portaria impõe às empresas com mais de 10

empregados, que adotam registro eletrônico de

ponto, que se adaptem às suas exigências sob pena

de descaracterização do controle eletrônico da

jornada, ou seja, em caso de demanda judicial,

além de atraírem o ônus da prova, não poderão se

valer dos registros de freqüência como tal.

O novo formato de controle de jornada tem enfrentado

severas críticas. A medida implica em

investimentos elevados, aumento desnecessário

de custos, desperdício de tempo para os trabalhadores

em filas extensas, retrocesso tecnológico e

contrariedade aos princípios da sustentabilidade

ambiental, proporcionalidade e eficiência, já que

dificilmente os empregados guardarão milhares

de comprovantes impressos.

Há, ainda, a questão da insegurança jurídica

que ronda a Portaria 1.510/MTE.

A norma exige que sejam utilizados apenas

produtos certificados por órgão oficial, porém é

lacunosa em relação ao procedimento de certificação.

Em geral os processos de certificação

exigem prévia elaboração de normas técnicas

pela Associação Brasileira de Normas Técnicas

- ABNT, porém até o momento não foi editada

nenhuma norma sobre os registradores eletrônicos

ou programas.

A Confederação Nacional da Indústria - CNI

pleiteia junto ao Presidente Lula a suspensão da

Portaria, com a sugestão de criação de um grupo

de trabalho tripartite, com a participação da

CNI ou outras entidades empresariais, dos trabalhadores

e do governo para estudar as modificações

necessárias.

O que se verifica é que a Portaria 1.510/MTE,

apesar de sua boa-intenção, na prática encontra

sérios obstáculos no caminho da efetividade. Por

outro lado, o argumento basilar de prevenção às

fraudes não se mantém diante dos já mencionados

aspectos negativos da norma, em especial

porque os maus empregadores poderão continuar

burlando a lei, exigindo, por exemplo, que o empregado

registre o ponto somente após o início do

trabalho ou antes de seu término.

Sopesando as repercussões negativas, o Poder

Judiciário tem deferido liminares em mandados

de segurança por todo o país determinando que a

Superintendência Regional do Trabalho se abstenha

de exigir a implantação do Registro Eletrônico

de Ponto, protegendo, assim, as empresas que

buscam a tutela jurisdicional contra autuações

pelo descumprimento da norma. Oportuno destacar

que somente os empregadores que adotam registro

eletrônico estão sujeitos à Portaria, não se

aplicando suas disposições em casos de registros

mecânico ou manual.

Por todos apontamentos expostos, é prudente

que o empregador aguarde o amadurecimento

dos debates sobre a legalidade da Portaria antes

de investir nos novos REP, em especial em razão

do significativo custo destes equipamentos. Caso

faça esta opção, a empresa deve se resguardar

com a impetração de mandado de segurança ou

alteração da forma de controle da jornada para o

método manual ou mecânico.

Em muitos casos a impetração do mandado de

segurança é a medida mais indicada, pois garante

que o empregador possa continuar utilizando o sistema

de ponto eletrônico já implantado, evitando

transtornos e prejuízos no controle dos dados.

CANAL, Jornal da Bioenergia 11


PESQUISA ADUBAÇÃO

Micronutrientes são aliados no

aumento da produtividade

GRUPO DE

PESQUISADORES

AVALIA A RESPOSTA

DA CULTURA DA

CANA-DE-AÇÚCAR À

ADUBAÇÃO COM

MICRONUTRIENTES

EM SOLOS DE BAIXA

FERTILIDADE

Evandro Bittencourt

Aumentar a produtividade da cana-de-açúcar

é um desafio permanente à pesquisa

agropecuária e diferentes caminhos vêm

sendo percorridos em busca desse objetivo.

Um dos trabalhos desenvolvidos nesse sentido está

relacionado à adubação da cultura com micronutrientes.

O trabalho, iniciativa dos pesquisadores do

Centro de Solos e Recursos Ambientais do Instituto

Agronômico de Campinas, tem como coordenadores

os pesquisadores Estêvão Vicari Mellis e José Antonio

Quaggio. O projeto também conta com a colaboração

de outros pesquisadores pertencentes ao Centro

de Solos e de Cana do IAC e dos Polos Apta-Regional

de Piracicaba, Jaú, Itapetininga e Colina.

O projeto "Micronutrientes em Cana-de-Açúcar"

faz parte dos estudos conduzidos pelo Grupo Nutricana,

formado por pesquisadores especializados em

fertilidade do solo, financiado pela Fapesp. Segundo

Estêvão Vicari Mellis, um estudo com micronutrientes

como esse, que envolve um grande número de

áreas experimentais, jamais foi feito no País. "Além

da participação desses pesquisadores, o projeto ainda

conta com a parceria de treze unidades produtoras

do Estado de São Paulo: são elas as usinas Branco

Peres, Moema, Batatais, São João, Da Pedra, Nova

América, Cocal, Guaíra, Colorado, Grupo Virgulino

Oliveira (Unidades José Bonifácio e Itapira), Guarani,

Vista Alegre e Grupo Cosan (Unidade Costa Pinto).

O projeto teve início em 2006 e a primeira parte

dos estudos será concluída até o fim desse ano, afirma

Estêvão Vicari Mellis. O objetivo, explica o pesquisador,

é avaliar a resposta da cultura da cana-deaçúcar

à adubação com micronutrientes (boro, cobre,

manganês, molibdênio e zinco) em solos do Estado

de São Paulo, especialmente em solos de baixa

fertilidade. Para isso foi instalada, entre 2006 e 2008,

uma rede de quinze ensaios em diferentes ambientes

edafoclimáticos de importantes regiões canavieiras

do Estado de São Paulo. A maior ênfase foi dada

para solos arenosos de baixa fertilidade natural

ou que foram desgastados pelo cultivo intensivo no

passado. "Esses locais foram escolhidos a partir de

resultados de análises de terra, buscando-se, desde

solos com baixos teores dos principais micronutrientes,

a aqueles com teores médios e altos, objetivando

maior amplitude na disponibilidade dos micronutrientes

no solo. Foram usadas variedades tardias de

cana, plantadas em diferentes tipos de solo", explica

o pesquisador.

Os tratamentos foram constituídos por doses de

micronutrientes que, com exceção do boro, foram

aplicados no sulco de plantio da cana, utilizando-se

os sulfatos como fonte dos nutrientes cobre (Cu),

manganês (Mn) e zinco (Zn), bórax como fonte de

boro (B) e molibdato de amônio, como fonte de molibdênio

(Mo).

Aspectos produtivos em avaliação

Os experimentos estão sendo monitorados através

de análises de solo e de folhas e estão sendo avaliadas

as produções de colmos e o total de açúcar recuperável

(ATR) na cana planta e também na primeira

soqueira. A produção está sendo determinada

através da colheita e pesagem da cana-de-açúcar e

o ATR através de análise tecnológica de amostras de

colmos coletadas nas parcelas.

Os efeitos da adubação com micronutrientes na

produção da cana-de-açúcar estão sendo determinados

através da colheita e pesagem das parcelas no

campo, explica Estêvão Vicari Mellis, um dos coordenadores

da pesquisa. O efeito da adubação é obtido

através da comparação dos tratamentos que receberam

as aplicações de micronutrientes com a testemunha,

que não recebeu aplicação de micronutrientes. Já

os efeitos na qualidade industrial (ATR) estão sendo

determinados através de análises tecnológicas realizadas

nos laboratórios das usinas parceiras do projeto.

"Até o fim do ano todos os ensaios estarão colhidos e

então teremos os resultados que irão permitir estabelecer

em quais condições de solo a cana irá responder

à adubação com micronutrientes. Isto permitirá a

definição da base para as recomendações de micronutrientes

para cana, conforme a disponibilidade deles

no solo. Porém, para se obter subsídios que possibilitem

estabelecer recomendações de adubação mais seguras,

necessita-se realizar mais estudos, que permitirão

determinar quais as melhores fontes de fertilizantes,

ajustes de dose mais econômicas e modos de aplicação

mais eficientes. Estas informações serão obtidas

em breve, com a continuidade de nossos estudos."

12 CANAL, Jornal da Bioenergia


divulgação/unica

Para que a adubação com

micronutrientes em solos

de Cerrado apresente

bons resultados é

necessária uma nutrição

mineral equilibrada

divulgação/jalles machado

Cultivo em áreas de

baixa fertilidade

O desempenho agrícola da cana-de-açúcar tem apresentado aumentos

expressivos no País, destaca o pesquisador Estêvão Vicari Mellis, mas a produtividade

média de 80 toneladas por hectare ainda é considerada baixa

e pode ser melhorada. Estêvão explica que um dos fatores que contribui

para essa baixa produtividade é a expansão da cultura em áreas com solos

de baixa fertilidade, que exigem manejo mais aprimorado para obtenção

de índices de produtividade que sejam economicamente viáveis.

O pesquisador destaca que, para um bom desenvolvimento e crescimento

da planta de cana, bem como para a geração de açúcar e álcool

etílico de boa qualidade e em quantidade suficiente, a cana-de-açúcar

necessita de um adequado suporte nutricional. Além de calagem, adubação

com nitrogênio, fósforo, potássio e rotação de culturas, a cada dia

os micronutrientes (boro, cobre, manganês, zinco e molibdênio) estão se

tornando mais necessários à produtividade.

Os micronutrientes desempenham funções vitais no metabolismo

das plantas, explica Estêvão Vicari Mellis. "Eles fazem parte de compostos

responsáveis por processos metabólicos e/ou fenológicos e da ativação

enzimática, atuando, assim, na resistência a doenças, no acúmulo

de sacarose, no perfilhamento, no crescimento e desenvolvimento

da cana-de-açúcar."

PRODUÇÃO NO CERRADO

Naturalmente ácidos e de baixa fertilidade, os solos de Cerrado têm

reduzidos teores de micronutrientes, principalmente o zinco. E como para

produzir nesse tipo de solo a calagem é algo imprescindível, lembra o

pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas, o aumento do pH irá

indisponibilizar ainda mais os micronutrientes às plantas. "Sendo assim,

espera-se que a adubação com micronutrientes nos solos de Cerrado

possa proporcionar ganhos em produtividade. Porém, para que a canade-açúcar

responda à adubação com micronutrientes, é necessário fornecer

os outros nutrientes (N, P, K, Ca, Mg e S), também em quantidades

adequadas, realizando uma nutrição mineral equilibrada e adequada

para que a planta possa atingir sua máxima eficiência agronômica."

RESULTADOS

Os experimentos conduzidos pelo Grupo Nutricana têm sido realizados,

preferencialmente, em solos arenosos e de baixa fertilidade natural.

Segundo Estêvão Vicari, os resultados obtidos até o momento revelam

um aumento de até 17% na produção de colmos na cana-planta, com

a aplicação de micronutrientes no sulco de plantio. Além disso, como as

doses aplicadas foram altas, o dobro das recomendadas até então, observa-se

efeito residual da aplicação nas soqueiras. "Com os dados obtidos

até aqui, verificamos que o efeito residual pode proporcionar um

aumento de até 10% na produção de colmos na primeira soqueira. O

projeto ainda está em andamento, mas pelo que observamos a aplicação

de micronutrientes em cana-de-açúcar cultivada em solos arenosos e de

baixa fertilidade pode ser uma ferramenta para frear a expansão em

área e aumentar a produtividade da cultura, tornando o agronegócio canavieiro

mais sustentável."

CANAL, Jornal da Bioenergia 13


Uso precisa ser seguro

Apesar de serem essenciais para a vida das

plantas e animais, inclusive os seres humanos,

assim como os demais nutrientes, a exemplo do

fósforo e o nitrogênio, os micronutrientes, se

aplicados em excesso, podem provocar danos ao

ambiente. "As plantas e seres vivos, normalmente,

necessitam de pequenas quantidades

desses elementos para viver. O fornecimento em

excesso pode provocar toxicidade às culturas,

causando severos danos às plantas, podendo até

matá-las. Se acumulado em excesso nas plantas,

estas podem ser ingeridas e ocasionar danos

aos animais e, uma vez inseridos na cadeia alimentar,

podem chegar a provocar doenças nos

seres humanos, inclusive câncer. Além disso,

quando em excesso nos solos, os micronutrientes

podem atingir os cursos d'água, através

da lixiviação e erosão, e contaminar rios e

lençóis freáticos, podendo assim causar danos

ambientais ainda maiores."

Estevão Vicari ressalta que a aplicação de

micronutrientes deve ser feita, sempre, de forma

segura, baseando-se na análise de solo e foliar, e

devidamente recomendada por um técnico

especializado. "O produtor deve sempre consultar

um engenheiro agrônomo", adverte.

divulgação/joão faria

14 CANAL, Jornal da Bioenergia


Parceria de sucesso

LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS

AJalles Machado é um exemplo

de gestão logística. A usina

goiana vem profissionalizando

sua logística de suprimentos

e colhendo bons resultados.

Todos os pedidos são programados,

existe uma consciência dos gestores e

de todas as áreas, um lead-time bem

definido e respeitado por todos.

O resultado final é um dos menores

preços por quilo transportado

no Estado, pouca incidência de

urgências, baixíssimo nível de avarias

e extravios. Quando se tem

planejamento, os resultados são

claramente vistos. Agora, com a

construção da Unidade Otávio Lage

(UOL), o planejamento será fundamental

para a manutenção do orçamento

e cumprimento do cronograma

com segurança nas operações. A

unidade UOL é um empreendimento

propulsor de desenvolvimento para

o Estado de Goiás, da região do Vale

do São Patrício e, principalmente,

para o município de Goianésia. Como

parceira dos principais grupos

sucroenergéticos do País, a TransEspecialista

tem orgulho de estar junto

com o renomado grupo há quase

10 anos, trazendo soluções logísticas

inovadoras, com políticas de qualidade,

focada em resultados.

A fidelização do cliente só acontece

quando são proporcionados serviços

de qualidade com custos baixos e

risco zero. Quando há comprometimento

e disciplinas. “O cliente anseia

por um padrão de atendimento para

poder creditar o processo na cadeia

logística. Certificações trazem garantias

de qualidade e isenções de riscos.

Integração logística traz redução de

custos, visibilidade das operações e

confiabilidade." diz Ricardo Silva, diretor

da TransEspecialista.

O mercado está amadurecendo e

os olhos de muitos grupos voltam-se

para uma gestão de logística de suprimentos

profissional. Desde a homologação

de fornecedores à gestão

do processo.

Rodrigo Ferreira, supervisor da

TransEspecialista em Goiânia, conta

que a transportadora é responsável

por levar os equipamentos pesados,

divulgação/jalles machado

suprimentos, material de construção

civil, etc da obra da nova unidade da

Jalles Machado. Tudo tem que ser

transportado dentro do prazo e com

qualidade para que a unidade esteja

concluída dentro do período previsto:

abril de 2011.

O transporte dos equipamentos,

muitas vezes de grandes proporções,

requer trabalho profissional. "Temos

que planejar tudo com muita antecedência,

de acordo com a lei, e colocar

na operação apenas pessoas preparadas",

conta Ferreira, que lembra que o

cuidado é sempre redobrado para cuidar

da parceria com o Grupo Jalles

Machado. "É o nosso primeiro cliente

no Estado de Goiás, pelo qual temos

uma estima muito grande", afirma

Rodrigo. Gerson Almeida se lembra muito

bem quando a transportadora rodou

pela primeira vez no Centro-Oeste brasileiro.

"Eu sou um dos primeiros funcionários

da TransEspecialista. Quando era caminhoneiro,

transportei o primeiro pedido

da Jalles, no início de 2002. Por isso

que hoje temos uma história de carinho

e cuidado com esse nosso cliente", confidencia.

O coordenador de compras da

usina, Alex D'Abadia, diz que a matriz

do grupo tem grande parte de seu

transporte feito com a TransEspecialista.

"É um parceiro que realmente

nos atende dentro da nossa necessidade."

Ele lembra que a empresa

atende as demandas da usina dentro

da urgência que as operações requerem.

"O diferencial dessa transportadora

é que ela é focada no setor sucroenergético,

o que é importante

para as unidades do Centro-Oeste.

Sempre precisamos transportar produtos

ou equipamentos de São Paulo

em caráter emergencial".

CANAL, Jornal da Bioenergia 15


OPINIÃO

Onório Kitayama é

consultor em Bioeletricidade

divulgação

Bioeletricidade: é preciso sair da inércia

Os acontecimentos têm demonstrado

que a bioeletricidade

apresenta um grande potencial.

É desejável como energia limpa e

renovável, importante, por ser uma

geração próxima da demanda, segura

por ser uma geração distribuída, estratégica,

por complementar a hidroeletricidade

e necessária para o aumento

da competitividade dos produtos

do setor sucroalcooleiro. Mas, infelizmente,

seu aproveitamento está

acontecendo de forma muito lenta e

de maneira desigual.

As inscrições para o último leilão de

energia nova mostram claramente que

as usinas integrantes dos grandes grupos

do setor, principalmente, estão dispostas

a investir na geração da bioeletricidade

e, certamente, terão seus projetos

contemplados no certame.

Esse comportamento diferenciado,

verificado entre os produtores,

merece ser devidamente analisado

para que possamos tentar compreender

as razões que expliquem essas

posturas e, como resultado, encontrar

uma saída para essa injustificável

inércia que leva as usinas não

pertencentes aos grandes grupos a

não aproveitarem uma excelente

oportunidade de mercado.

Será que a visão do negócio é diferente

para essas usinas? Será que a geração

da bioeletricidade pode ser um

bom negócio para algumas e um mau

negócio para outras?

Basicamente, entendemos que não,

mas existem algumas condições diferentes

no estágio de partida.

Uma das diferenças alegadas pelas

usinas para essa não participação é a

diferença entre seus projetos. A maioria

é de projetos existentes (brownfield

) e os grandes projetos são novos e

em regiões pioneiras (greenfield). Essa

é uma alegação parcialmente válida,

pois as greenfields, normalmente,

apresentam vantagens em relação ao

"layout" e a valores de investimentos.

Entretanto, não podemos deixar de

considerar algumas desvantagens de

logística, de falta de infra-estrutura

de distribuição e necessidade de tempo

para atingir a capacidade de maturação

do projeto.

Outra diferença que aparenta fazer

sentido está ligada à capacidade

de moagem da usina e ao tamanho do

projeto da térmica, sendo necessária

uma moagem mínima para viabilizar

técnica e economicamente um projeto

de geração. Já os grandes grupos estão

propondo gerar uma quantidade

de energia que ultrapassa o limite dos

30 MW de injeção que caracteriza a

energia incentivada, o que induz a

venda no mercado regulado. Dentro

desse enfoque, projetos de menor porte

podem, perfeitamente, ser viabilizados

no mercado livre, não sendo

obrigatória sua participação nos leilões

do mercado regulado. Essa é uma

questão que ganha importância na

análise da inércia existente.

Como resultado de sua atuação

mais agressiva, o grupo que opta pela

geração já começa a se estruturar e a

se familiarizar com a legislação, as regras

e a cultura do setor elétrico, enquanto

as outras continuam considerando

o setor elétrico como uma atividade

desconhecida e não conseguem

incrementar sua capacidade de análise

para discernir oportunidades e caminhos

para sair da inércia e viabilizar

o negócio da bioeletricidade.

A experiência vivida pelos geradores

tem demonstrado que o negócio é

lucrativo, gera sinergia com a necessidade

de ganho de competitividade e

melhora a condição para aumentar o

período de moagem, tendência hoje nítida

no setor, principalmente em regiões

com o período seco mais acentuado.

Esse é outro ponto muito importante,

pois a moagem estendida por período

maior resulta em disponibilidade

de bagaço por mais tempo e menor necessidade

de "estoque" do mesmo para

uma geração "flat" o ano todo, fator

importante para o atendimento dos

consumidores do mercado livre.

Outro motivo que pode estar contribuindo

para a dificuldade de alguns

produtores adentrarem nesse negócio

interessante chamado bioeletricidade

é, justamente, o fato de grandes grupos

implantarem projetos térmicos de

grande porte que, tomados como referência,

implicam em valores de investimentos

que afastam os interessados

dessa atividade, principalmente considerando

a grande crise de preços que

o setor enfrentou recentemente.

Essa situação, no entanto, pode ser

facilmente contornada , desde que o

produtor tenha vontade de deixar de

não aproveitar esse potencial existente.

Isso pode ser feito a partir do

desenvolvimento de estudos técnicoeconômicos,

buscando encontrar

uma rota alternativa para tirar o setor

da inércia e mostrando que existe

um caminho a ser desenvolvido

por etapas, de modo a permitir iniciar

esse aproveitamento energético

de forma gradativa e possibilitar

maior conhecimento desse novo

mercado de energia elétrica.

Como resultado o produtor pode

seguir um caminho mais seguro para a

viabilização desse objetivo, obter recursos

financeiros menores e conseguir

maior facilidade para viabilizar a

conexão de transmissão, preparando a

usina para novas ampliações.

É imperativo, pois, que todos avancem

no aproveitamento do potencial

da biomassa, deixando a inércia de lado,

aguardando a situação melhorar

para realizar "aquele" investimento, e

passar a obter, gradativamente, o seu

aproveitamento, transformando o efeito

sinérgico obtido e aumentando cada

vez mais a competitividade do nosso

setor sucroenergético.

16 CANAL, Jornal da Bioenergia


BRASIL ELEIÇÕES

Desafios e soluções para

o setor sucroenergético

nos próximos quatro anos

DEFINIÇÃO DE MARCO

REGULATÓRIO,

UNIFORMIZAÇÃO DE

ALÍQUOTAS DO ICMS E

ESTÍMULO DO USO DO

ETANOL NO TRANSPORTE

COLETIVO SÃO ALGUMAS

DAS REIVINDICAÇÕES DO

SETOR PRODUTIVO

Fernando Dantas

Osetor sucroenergético ocupa posição de destaque

no cenário agrícola brasileiro, já que é

responsável por mais de um milhão de empregos

diretos, beneficiando mais de 1.040

municípios no País, seis vezes mais do que no caso da

extração e refino do petróleo. Responde, também, por

2% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a

US$ 28 bilhões, sendo mais de US$ 8 bilhões em exportações

e cerca de US$ 7 bilhões em tributos (valores

de 2008). É ainda o maior produtor de açúcar no

mundo e 2º colocado no ranking de produção de etanol.

Todos esses fatores mostram a importância da cadeia

produtiva que movimenta a área sucroenergética

e impõem um desafio ainda maior para o próximo presidente

do Brasil: expandir o setor nacionalmente e

torná-lo mais competitivo no mercado internacional.

Representantes de entidades e especialistas da área

informam que ações e medidas precisam ser tomadas

pelo novo presidente do Brasil para que haja o desenvolvimento

esperado para o setor nos próximos anos.

Entre os pontos que necessitam de solução imediata

estão reforma tributária, mercado externo, desburocratização

e acesso ao crédito nos bancos federais e

privados, regulamentação, melhorias em infraestrutura

e logística, etc. O primeiro passo defendido por

quem atua na área sucroenergética tem sido a regulamentação

do setor. São políticas públicas consistentes

e duradouras, que atendam toda a cadeia produtiva

da cana-de-açúcar.

Preocupadas com isso, entidades como a União da

Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e Associação

Brasileira do Agronegócio (Abag) elaboraram documentos

com propostas para a melhoria do setor, com

sugestões de medidas para resolver os principais problemas

que interferem na área sucroenergética. Esses

documentos foram entregues aos três principais candidatos

à Presidência da República: José Serra (PSDB),

Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). No caso da

Abag, as reivindicações são referentes ao crescimento

seguro e sustentável do agronegócio brasileiro como

um todo. Já a Unica elaborou propostas específicas

para o setor sucroenergético, como definição de um

marco regulatório para os biocombustíveis, uniformização

das alíquotas do ICMS, política transparente na

formação de preços da gasolina e estímulo ao uso do

etanol no transporte coletivo.

A entidade quer ainda a transformação da Contribuição

de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE)

em um tributo ambiental e regulatório, sendo em duas

parcelas: a primeira teria um valor fixo baseado nos

benefícios ambientais gerados pelo etanol, da ordem

de R$ 0,35/litro e, a segunda, seria variável e de caráter

regulatório. Outra proposta é a aprovação de políticas

públicas que fomentem o crescimento do etanol

na matriz energética brasileira e mundial. Segundo a

candidata do PT, Dilma Rousseff, o governo Lula deu

prioridade à questão dos biocombustíveis e será um

dos principais compromissos para os próximos anos

expandir o etanol na matriz energética e ampliar a

participação no mercado mundial.

Além do documento, a Unica também realizou em

junho, em São Paulo, um evento de premiação que teve

a presença dos três candidatos, que debateram temas

relacionados ao setor e defenderam propostas

que pretendem implantar no governo, caso sejam

eleitos. Para eles, uma das medidas imediatas que deve

ser colocada em prática no próximo governo é a

unificação da alíquota do ICMS em todos os Estados.

José Serra até sugeriu o patamar de 12%, como ocorre

atualmente em São Paulo.

Segundo o presidente do Sistema Faeg/Senar, José

Mário Schreiner, para que essa medida seja realmente

implantada é necessária uma boa articulação

política com os Estados e seus respectivos governantes.

"O ano de 2011 será a oportunidade para isso,

já que parte das administrações vai iniciar uma

nova fase. Acredito ser esta uma questão estratégica,

pois o etanol é um produto diferenciado em relação

aos outros combustíveis fósseis. A diferença

de tributação do combustível seria mais um diferencial

interessante para emplacar ainda mais o etanol

no Brasil e no mundo", relata.

montagem sobre foto/divulgação


MERCADO EXTERNO

"Vencer as barreiras internacionais e expandir o

etanol brasileiro para outros países". Este é um desafio

que o próximo governante terá pela frente,

destaca o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias

Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool),

Jorge dos Santos. De acordo com ele, desde

2006 não houve avanço na área de comércio exterior

para o produto brasileiro. "É preciso definir

o etanol como uma commodity pois, até hoje, isso

não aconteceu", revela. Para Jorge, o governo federal

precisa organizar encontros e reuniões com

os dirigentes de outros países, principalmente da

Europa e dos Estados Unidos, para colocar em

pauta as vantagens do etanol produzido no Brasil.

Já para o presidente do Sistema Faeg/Senar, José

Mário Schreiner, um problema que tem ocorrido

no mercado externo, principalmente no que se

refere ao etanol, é o lobby internacional. "Apesar

de se comprovar as inúmeras vantagens da participação

do etanol na matriz energética, ainda

países extremamente resistentes quanto à inclusão

desse tipo de energia, como os Estados Unidos.

É preciso criar meios para combater esse

lobby externo", diz.

O especialista da G7 Consultoria, João Baggio,

defende que o caminho é o governo brasileiro

pressionar outros países, até mesmo junto à opinião

pública. "Só será possível vencer as barreiras

comerciais impostas pelo governo americano, se

mudar a mente da população. Entendendo que

terão benefícios com o produto brasileiro, isso favorecerá

a exportação", ressalta. Além disso, acordos

bilaterais com países menores e próximos pode

ser a solução mais rápida para entraves comerciais,

informa o consultor. "Até hoje, o foco nunca

foi o mercado externo. O próximo presidente

precisa pensar estrategicamente e avaliar que o

crescimento do setor também depende da exportação.

Pra ser competitivo no mercado internacional,

tem que exportar mais", informa.

A candidata Marina Silva é favorável à eliminação

da tarifa americana sobre o etanol brasileiro,

mas diz que para o Brasil exportar mais precisa

certificar o etanol, apresentando o combustível

como sustentável e evitando que os concorrentes

usem o desmatamento como desculpa para prejudicar

o produto brasileiro.

Os especialistas e representantes de entidades

ligadas ao setor canavieiro concordam com a

posição da candidata do PV. É um assunto que,

segundo profissionais ligados a essas entidades,

já está sendo discutido com bastante expressão

nos últimos tempos, com a percepção de que o

certificado possibilitará a entrada ainda mais

forte no mercado mundial. "Não há dúvidas de

que o etanol precisa ser certificado, pois essa

tem sido uma das exigências internacionais e

acreditamos que isso será realidade nos próximos

anos", informa José Mário.

MELHORIAS INTERNAS

Especialistas alertam que, antes de tentar qualquer

medida para expandir a exportação do etanol

e do açúcar no mercado externo, é preciso

pensar em melhorias em infraestrutura e logística,

considerados os maiores gargalos do setor sucroenergético.

Para o presidente executivo do

Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do

Estado de Goiás (Sifaeg), André Rocha, sem dúvida

é preciso investir na malha viária interna – estradas,

ferrovias, dutovias etc – assim como em

portos para o escoamento do produto brasileiro

para outros países. "É uma medida que carece de

ação imediata e uma vez solucionada ou pelos

menos amenizada, impulsionará toda a cadeia

produtiva da cana", revela. Ele lista que é preciso

construir dutos de escoamento de etanol, principalmente

oriundos dos Estados da região central

do País, pois proporcionará maior competitividade

e redução do custo total do produto.

A vantagem dos dutos para o transporte de

etanol e as ramificações da rede ferroviária é que

os investidores vão poder visualizar facilidades na

produção e comercialização dos produtos derivados

da cana. Já com o alcoolduto, o transporte ficará

mais barato e não será necessário utilizar o

combustível fóssil para transportar o álcool. No

caso do açúcar, o modelo multimodal vai ser necessário

para garantir a competitividade, principalmente

com a inclusão das ramificações nas

principais linhas férreas no País como a Norte-

Sul, e a construção de ampliação de atracadouros

na zona portuária brasileira.


BIOELETRICIDADE

O risco de apagão colocou o Brasil em alerta e,

com isso, tem despertado atenções especiais para a

bioeletricidade. Segundo especialistas, essa é a grande

aposta no futuro da cana-de-açúcar, apesar de

ainda caminhar lentamente se comparada ao açúcar

e ao etanol. Mas as vantagens são enormes e reconhecidas,

já que a bioeletricidade constitui-se em

tecnologia altamente complementar à fonte hídrica,

com geração concentrada no período seco do ano,

baixo custo variável, balanço ambiental positivo e

distribuída próxima aos grandes centros consumidores.

Cada 1.000 MW médios da energia ofertados no

período seco poupa 4% dos reservatórios do subsistema

Sudeste/Centro-Oeste, por exemplo.

Para a Unica, o próximo presidente terá que incentivar

o crescimento da participação da bioeletricidade

na matriz de geração elétrica brasileira, por

meio de um programa sustentado de consumo, a

partir da contratação de 10 mil MW em leilões específicos,

entre 2011 e 2020, viabilizando uma oferta

de 1.000 MW/ano. Segundo a entidade, a política

setorial deverá contemplar também uma definição

adequada do preço-teto em leilões, as diretrizes

para o financiamento, o tratamento fiscal para a

cadeia produtiva, além de uma solução definitiva

para os encargos de conexão, principal entrave histórico

do setor.

SUSTENTABILIDADE

"É um assunto que deverá ser tratado com bastante

critério pelo governo daqui pra frente, principalmente

porque o Brasil tem o privilégio de

ser uma nação que foca tanto a segurança

energética como a segurança em produção de

alimentos", diz José Mário, presidente do Sistema

Faeg/Senar. De acordo com ele, no campo da energia

algumas distorções precisam ser corrigidas.

“Quem quer fazer cogeração de energia a partir

da biomassa é tratado da mesma forma que

aqueles que querem fazer geração de energia

utilizando o combustível fóssil. "É preciso que o

governo promova um diferencial relacionado às

exigências para a concessão da licença ambiental".

Em relação ao Código Florestal, as modificações serão

importantes para viabilizar a produção brasileira

e, ao mesmo tempo, garantir a preservação

ambiental.

20 CANAL, Jornal da Bioenergia


Alstom entra no

mercado brasileiro

A Alstom assinou um contrato

no valor de R$ 100 milhões com

a empresa brasileira de geração

de energia renovável Desenvix,

subsidiária do grupo econômico

ENGEVIX, para a construção de

um complexo eólico de 90 MW

no Estado da Bahia. O Complexo

de Brotas consistirá em três

usinas eólicas denominadas

Macaúbas, Novo Horizonte e

Seabra, e representa o primeiro

contrato da Alstom no mercado

eólico brasileiro.A geração de

energia no Brasil baseia-se,

principalmente, nas usinas

hidrelétricas, que representam

77% da capacidade de geração

instalada no País e geram 90%

da energia produzida. De acordo

com os termos e condições do

contrato, a Alstom fornecerá 57

turbinas eólicas ECO 86 de

1,67MW cada, cujos principais

componentes serão fabricados na

Espanha e no Brasil. As três

usinas eólicas deverão entrar em

operação em julho de 2011.

Alstom e Engevix são parceiras

de longa data, trabalhando em

conjunto há mais de 30 anos.

Ambas as empresas participaram

de importantes projetos

hidrelétricos no Brasil, tais como

Tucuruí (8370 MW), Ita (1450

MW), Barra Grande (690MW) e

Itapebi (450 MW), além de

projetos para usinas hidrelétricas

de médio porte (Caçu, Barra dos

Coqueiros, etc) e usinas de

pequeno porte, como Bonfante e

Mont Serrat. "O complexo de

usinas eólicas de Brotas

representa o primeiro projeto

conjunto entre a Alstom e a

Engevix no mercado de energia

eólica no Brasil", declara Alfonso

Faubel, vice-presidente da

Alstom Wind.

Maratona destaca carros movidos a etanol

Os alunos dos cursos de Engenharia de Produção, Mecânica, Elétrica

e Civil, da Escola de Engenharia e Tecnologia da Universidade

Anhembi Morumbi, foram destaque, mais uma vez, na Maratona

Universitária de Eficiência Energética.A instituição conquistou o

primeiro lugar na categoria Etanol, que fez parte da competição pela

primeira vez em 2010. Realizado em julho, o evento premiou a equipe

da Anhembi Morumbi formada por 22 alunos de diversos cursos da

instituição. Segundo Carlos Carneiro, coordenador do curso de

Engenharia Mecânica: Energias Renováveis e Tecnologia Não

Poluente, o evento é fundamental para o desenvolvimento de novas

ideias. "Essa maratona estimula a criação de novas tecnologias para o

desenvolvimento de veículos mais econômicos e ecológicos", afirma.

Produção de veículos cresce no Brasil

fotos: divulgação

A produção de veículos no país cresceu 18,3% no ano na comparação

com o mesmo período em 2009. Foram 2,07 milhões de unidades nos sete

primeiros meses do ano, de acordo com os dados que englobam

automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões divulgados pela

Anfavea. As 315.879 unidades fabricadas em julho representam

incremento de 3,2% em relação ao mês anterior. O número é 12% maior

do que o registrado em julho do ano passado.

Usina de etanol celulósico fica pronta em janeiro

Está prevista para janeiro de 2011 a inauguração da biorrefinaria de

etanol celulósico da cooperativa americana ICM, Inc. A planta piloto está

localizada em St. Joseph, no estado de Missouri, nos EUA, e tem um custo

estimado de US$ 25 milhões. O volume de biocombustível a ser produzido

não foi divulgado. A ICM integra projeto de implantação de 102

biorrefinarias de celulósicos na América do Norte.

Petrobras Distribuidora

abastece ônibus movido a

diesel de cana-de-açúcar

A Petrobras Distribuidora é a

responsável pelo abastecimento

dos primeiros ônibus movidos a

óleo diesel proveniente de canade-açúcar.

Os testes já

começaram em São Paulo.Fazem

parte do acordo de cooperação

técnica as empresas Amyris do

Brasil S.A, Mercedes Benz do

Brasil Ltda., Viação Santa

Brígida Ltda e SPTrans.A

Petrobras Distribuidora participa

da iniciativa por meio do

abastecimento dos veículos

testados com o diesel AMYRIS

(AMD 10), que se equipara aos

padrões dos combustíveis

derivados do petróleo, mas com

o diferencial de ter emissão de

poluentes reduzida em mais de

80%. O produto é feito a partir

de um processo de fermentação

do bagaço da cana.

BNDES e cogeração

Cresce o apoio do

BNDES (Banco Nacional de

Desenvolvimento Econômico e

Social) a investimentos em

cogeração de energia elétrica a

partir do bagaço de cana-deaçúcar.

Os investimentos em

cogeração devem ficar em cerca

de R$ 1,3 bilhão neste ano.

Os "spreads" cobrados nos

financiamentos para esse tipo

de projeto estão entre os mais

baixos do banco, de 0,9% ao ano.

Para os próximos anos, as

projeções do banco são

novamente de alta. Os

investimentos aprovados até

agora devem garantir 2,5 mil

MW de potência instalada,

em 2012.

CANAL, Jornal da Bioenergia 21


ELEIÇÕES GOVERNADORIÁVEIS

Desafios ao próximo

governador de Goiás

REPRESENTANTES DO SETOR AGRÍCOLA SABATINARAM PRINCIPAIS CANDIDATOS AO

GOVERNO DE GOIÁS E APRESENTARAM DOCUMENTO COM SUAS REIVINDICAÇÕES

José Mário Schreiner destacou

os gargalos do escoamento da

produção agrícola

fotos: divulgação faeg

Solucionar os problemas que prejudicam

o progresso da agropecuária goiana foi

o desafio lançado pelo presidente da

Federação da Agricultura e Pecuária de

Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, aos três

principais candidatos ao governo do Estado de

Goiás, Marconi Perillo (PSDB), Iris Rezende

(PMDB) e Vanderlan Renovato (PP), durante o

evento "Encontro com governadoriáveis", promovido

pela entidade em agosto.

Cada um dos candidatos recebeu o Documento

Goiás – Expectativas do Setor Produtivo

Rural ao Próximo Governador. O documento

reúne o que pensam os sindicatos rurais em

relação aos principais desafios para a criação

de uma agenda propositiva do setor. A integração

de modais de transportes rodoviário, ferroviário,

hidroviário e aéreo, a ampliação das redes

de energia elétrica e o armazenamento foram

aspectos citados durante a sabatina. Também

foram destacadas a criação de uma política

agrícola que complemente a política federal,

a redução de impostos na aquisição de insumos

e a simplificação e desoneração da carga

tributária. De acordo com o presidente da

Faeg, as expectativas apresentadas aos candidatos

"traduzem o sentimento e o comprometimento

dos produtores rurais goianos com o

crescimento do Estado".

ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO

Um dos grandes problemas em Goiás, como

no resto do Brasil, são os gargalos de escoamento

e comercialização da produção agropecuária.

O resultado tem sido de perda de competitividade

no panorama nacional e internacional,

segundo a Faeg. "A nossa expectativa

principal está relacionada às condições das estradas

e rodovias goianas", afirma Schreiner.

EMATER

Os candidatos presentes à sabatina se comprometeram

a dar encaminhamento aos pedidos

da Faeg e deram destaque, em suas respostas,

ao trabalho da Engopa e Emater. Extinta

em 1999 e recriada em abril deste ano, mas

sem funcionamento pleno, a Empresa de Assistência

Técnica e Extensão Rural de Goiás (Emater)

é a esperança do setor agropecuário para o

desenvolvimento da agroindústria em Goiás.

O candidato Íris Rezende, o primeiro a responder

às perguntas dos produtores rurais,

afirmou que pretende recriar a Engopa e reestruturar

a Emater e colocar ambas para funcionar

a pleno vapor. Ele lembrou que há tempos

os agropecuaristas têm investido por conta

própria na pesquisa e na extensão. "O problema

dessa atitude é que o conhecimento fica

retido nas mãos de poucos, mais precisa-

Expectativas sobre política agrícola

- Estimular e incentivar a

agroindustrialização regional

respeitando a vocação de cada

região do Estado;

- Buscar incentivos e

investimentos para o

desenvolvimento agrícola e

respeitar as potencialidades de

cada região;

- Incentivar a política de

armazenagem e melhoria de

infraestrutura, buscando atender

as necessidades de grupos de

produtores;

- O governo estadual deve auxiliar

o governo federal no

desenvolvimento de seguro de

renda, e não apenas de

investimento;

- O governo estadual deve atuar

junto com outras instituições de

representação para buscar

soluções ao endividamento

agrícola e financiamento do

crédito rural;

- O governo estadual deve atuar

na complementação do subsídio

do governo federal no pagamento

do prêmio do seguro rural;

- Isenção de taxa de importação

para insumos básicos de produção,

máquinas e implementos;

- Redução da carga tributária na

comercialização de produtos

agropecuários;

- Criar estímulos fiscais para que

as organizações rurais tenham

como objetivo a comercialização

agropecuária;

- Melhorar a distribuição dos

recursos oriundos de impostos

agropecuários para pesquisa e

infraestrutura, dentre outros;

- Desenvolver uma política pública

voltada à pesquisa, aumentando o

percentual de recursos disponíveis

à pesquisa agropecuária.

22 CANAL, Jornal da Bioenergia


Iris Rezende defende que o

conhecimento resultante da

pesquisa seja universalizado

Marconi Perillo afirmou que

vai apoiar aextensão rural no

Estado de Goiás

Vanderlan Cardoso promete

investimentos na melhoria

da malha viária

mente nas mãos de quem paga por ele, quando

deveria ser universalizado", ressaltou.

O segundo sabatinado, Marconi Perillo, afirmou

que vai colocar a Emater em funcionamento

e tentou explicar por que extinguiu o órgão

em 1999. "Quisemos acabar com a superposição,

gastos desnecessários e centralizar investimentos,

criando a Agência Rural. Além disso, tínhamos

problemas com ações trabalhistas", disse.

O último dos entrevistados, Vanderlan Cardoso,

também se comprometeu com o pleno funcionamento

da Emater. "A proposta orçamentária

é o que precisarmos. O necessário para este

setor é muito pouco para o tamanho do Estado.

Destinaremos o valor necessário."

MALHA VIÁRIA

Os três candidatos ao governo de Goiás também

se comprometeram com investimentos na

malha viária do Estado, para melhorar o escoamento

da produção. Iris Rezende disse que as últimas

gestões à frente do Estado gastaram mais

com publicidade do que com obras rodoviárias.

Já Marconi criticou asfalto "casca de ovo" feito

nas gestões peemedebistas. Vanderlan, por sua

vez, propõe parcerias com municípios para a reaslização

das obras necessárias.

CANAL, Jornal da Bioenergia 23


ANIVERSÁRIO

CANAL, quatro anos cobrindo

a evolução da agroenergia

Ao comemorarmos quatro anos de atuação e iniciando o quinto ano de trabalho, nós, do CANAL –

Jornal da Bioenergia, celebramos a conquista de um reconhecimento que muito nos orgulha: somos

uma referência no setor sucroenergético e de produção de biodiesel. A seguir apresentamos um

resumo das nossas principais reportagens. Por elas é possível observar a constante evolução na

cadeia produtiva do etanol, do açúcar, da bioeletricidade e do biodiesel nesses últimos anos. Confira

a seleção de matérias e entrevistas que preparamos para você, leitor.

AUGE DA EXPANSÃO

O CANAL começou a circular em julho de 2006,

época em que a expansão sucroenergética alcançou

ritmo intenso nas novas fronteiras da produção

canavieira, notadamente nos Estados de Goiás,

Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do

Sul. A primeira edição circulou no período em que

o Estado de Goiás já se destacava na atração de

investimentos, com 37 projetos de novas usinas

aprovados na Secretaria de Indústria e Comércio.

BIODIESEL COMEÇA A

GANHAR FORÇA

A segunda edição do CANAL repercutiu os dois

anos de lançamento do Programa Nacional de

Produção e uso do Biodiesel. O projeto, de caráter

energético e ambiental, foi aclamado como investimento

social pelo presidente Luís Inácio Lula da

Silva, mas, como não poderia deixar de ser, despertou

o interesse de grandes grupos empresariais,

que começavam, naquele momento, a consolidar

investimentos no combustível renovável alternavivo

ao óleo diesel, atraídos pelo amplo mercado

que cresce a cada dia.

SAFRA EM CRESCIMENTO

Na edição de dezembro de 2006 a reportagem

de capa do CANAL mostrava que a área colhida

de cana de açúcar apresentava aumento

de 12% em relação à anterior, chegando a 4,5

milhões de hectares, um reflexo da expansão da

atividade sucroenergética nas novas fronteiras e

das condições agrícolas favoráveis.

O aumento no esmagamento da cana-deaçúcar,

que chegou a 370 milhões de toneladas,

possibilitou o incremento na produção de açúcar,

que atingiu 26 milhões de toneladas, contra

22 milhões de toneladas produzidas na safra anterior.

A produção de etanol também cresceu,

passando de 14,3 bilhões de litros para, aproximadamente,

16 bilhões de litros.

Z

ANÁLISE DO CENÁRIO

PRODUTIVO

As perspectivas de crescimento da safra de

cana e da produção de etanol, açúcar e biodiesel

foram avaliadas por analistas de mercado e

representantes dos segmentos produtivos na

edição de fevereiro de 2007. Todas as condições

levavam a crer que o setor sucroenergético

manteria sua curva de crescimento, o que de fato

ocorreu. A Valorização da soja, no entanto,

criou dificuldades para os produtores de biodiesel

equilibrarem receita e custos de produção.

ETANOL RECONHECIDO MUNDIALMENTE

O interesse dos Estados Unidos pelo etanol e pela tecnologia flex-fuel tornaram-se

explícitos com a visita do então presidente americano George W.

Bush ao presidente Lula, no Brasil, em março de 2007. O encontro, que teve

como principal motivo entendimentos para a formação de um mercado global

de etanol, ganhou ampla repercussão e tornou-se um marco do reconhecimento

do biocombustível como alternativa energética renovável e eficiente

na substituição do petróleo. No fim do mês de março do ano seguinte o

presidente Lula retribuiu a visita. As implicações desses dois encontros foram

analisadas na matéria de capa do CANAL.

24 CANAL, Jornal da Bioenergia


IMPACTO DA MECANIZAÇÃO

A necessidade de mecanização da colheita da

cana-de-açúcar e o desafio de criar condições

para o aproveitamento da mão de obra dispensada

com a eliminação de milhares de postos de

trabalho na colheita manual foi o tema analisado

na reportagem principal do CANAL, nas edições

de julho e agosto de 2007.

A reportagem, publicada no mês de julho,

ainda destacou a fiscalização das condições de

trabalho dos rurícolas, por parte do poder público,

e retratou iniciativas voltadas para a melhoria

das condições de trabalho no campo. A mecanização

da lavoura e suas implicações são temas

sempre presentes nas páginas do CANAL.

AVANÇO DA BIOELETRICIDADE

O vasto potencial oferecido pela biomassa resultante

do processamento da cana-de-açúcar

nas usinas foi o tema principal abordado na edição

de agosto de 2007. A reportagem mostrava

o procentual ainda reduzido de usinas instaladas

no País que gerava a bioeletricidade (10%). Também

foi destacado o maior interesse das usinas

em contratar pessoal qualificado para estruturar

de forma mais eficiente o setor de cogeração e a

troca de informações sobre o assunto. A experiência

da usina Cerradinho, mostrada na edição,

comprovou que a bioletricidade já podia ser

considerada o terceiro produto do setor,

gerando lucros com a venda de energia

e com créditos de carbono.

CONFIANÇA RENOVADA

Após um breve período de reavaliação

de investimentos em indústrias

sucroenergéticas, levantamento do

CANAL mostrava a retomada da confiança

e do vigor na expansão do mercado

de energias renováveis nas novas fronteiras

da atividade canavieira: Minas Gerais,

Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Balanço da Secretaria de Indústria e Comércio

do Estado de Goiás mostrava, em dezembro de

2007, 98 projetos programados. Com esses números,

o Estado liderava a atração de investimentos,

estimados em R$ 12,65 bilhões. No mesmo mês,

em Minas Gerais, segundo o Instituto de Desenvolvimento

Integrado do Estado, somavam 32 os

projetos de implantação de novas usinas e oito os

de expansão de usinas já existentes, com investimentos

estimados em R$ 8,5 bilhões.

CANAL, Jornal da Bioenergia 25


ACOMPANHAMENTO DA

FERROVIA NORTE-SUL

Cumprindo seu compromisso de repercutir

as deficiências de infraestrutura relacionadas

aos aspectos produtivos e os investimentos

realizados para melhorar o escoamento da

produção sucroenergética, o CANAL publicou,

na edição de fevereiro de 2008, um balanço

das várias frentes de construção da

Ferrovia Norte Sul.

A Ferrovia, segundo especialistas em transporte

de cargas, poderá reduzir os custos do

frete em até 30% nos locais onde passa a e

aumentará a competitividade da produção

agroindustrial, notadamente do açúcar. Além

dos benefícios econômicos, os reflexos positivos

da obra também se estenderão à infraestrutura

de transporte como um todo, reduzindo

o fluxo de caminhões de transporte de carga

nas sobrecarregadas rodovias brasileiras.

PRODUÇÃO RECORDE

As perspectivas de aumento de safra foram

analisadas na edição de abril de 2008. A

estimativa de, aproximadamente, 10% no

crescimento da produção canavieira, revelava

o ritmo da expansão da produção de açúcar,

etanol e bioeletricidade e que mais uma

safra recorde começaria a ser colhida.

Levantamento de consultorias do setor indicava,

ainda, que a safra seria mais alcooleira.

A entrada em funcionamento de 29 novas

indústrias na região Centro-Sul contribuiu

para um aumento estimado em 43 milhões

de toneladas de cana colhida em relação à

safra passada.

EXPORTAÇÕES DE ETANOL

O aumento das exportações de etanol e o esforço

da cadeia produtiva e do governo federal

para a transformação do etanol em uma commodity

foi o tema da reportagem de capa do

CANAL na edição de maio de 2008.

A União da Indústria da Cana-de-Açúcar

(Unica) estimava para o ano um aumento de

mais de 1 bilhão de litros na exportação, produto

que seria destinado, principalmente, aos EUA.

A reportagem trouxe uma ampla análise do ainda

incipiente, mas promissor, mercado externo

para o etanol. A abordagem também retratou

temas correlatos de importância, como o forte

crescimento do mercado interno e a necessidade

de construção de alcooldutos, para que o

etanol brasileiro possa chegar a preços mais

competitivos no exterior.

MECANIZAÇÃO EM

RITMO ACELERADO

O avanço da mecanização nas lavouras de

cana-de-açúcar foi, mais uma vez, retratado

pela reportagem do CANAL como um dos principais

processos de evolução produtiva na atividade

canavieira. Em nossa matéria de capa

mostramos o brusco crescimento da demanda

por máquinas agrícolas, notadamente colhedoras,

e os esforços e investimentos da indústria

para atender ao mercado em crescimento.

A intensa movimentação pela mecanização

dos processos produtivos, principalmente da colheita,

ainda se vê nos dias de hoje, em resposta

às legislações ambientais existentes nos diferentes

Estados produtores que estabelecem prazos

para o fim da queima da palha da cana e,

consequentemente, da colheita manual.

26 CANAL, Jornal da Bioenergia


EFEITOS DA CRISE

Na edição de outubro de 2008, quando a

crise mundial mostrou seu efeitos mais agudos,

o CANAL publicou entrevista com Antonio

de Padua Rodrigues, em que analisava os possíveis

efeitos das turbulências da economia no

setor sucroenergético.

A crise afetou menos os projetos consolidados

e mais aqueles que ainda se encontravam

em fase de elaboração, em razão da escassez de

recursos para financiamento. A edição trouxe

na reportagem de capa os benefícios da fertirrigação

nas lavouras de cana, destacando o aumento

da produtividade obtido com a prática.

OTIMISMO E CAUTELA

O início da colheita da safra 2009/10, que

teve início antecipado para o mês de março,

foi marcado pelo otimismo em relação ao

crescimento do mercado interno de etanol, estimado

em 11% ao ano, e pelo preço melhor

do açúcar no mercado. A certeza de mais uma

safra recorde, superior a 500 milhões de toneladas

na Região Centro-Sul do País, só não foi

mais comemorada em razão do temor de que

poderia faltar capital de giro para as usinas e

de que o porcentual de renovação dos canaviais

seria menor do que os 20% habituais, o

que de fato se confirmou. Esse misto de otimismo

e cautela foi analisado na edição de

março de 2009.

RETOMADA DA EXPANSÃO

No início de 2010, a maior movimentação

das indústrias de base, que dão suporte ao setor

sucrenergético, já indicava que os efeitos

da crise mundial estavam dissipados. O cenário

de otimismo estava restabelecido na cadeia

produtiva, reforçado pelo bom preço do açúcar

no mercado internacional, possibilitando

às usinas refazerem seus caixas. Paralelamente,

o mercado interno de etanol continuava

crescendo vigorosamente, dando a todos a

certeza de que 2010 ficará marcado como o

ano da retomada da expansão da atividade canavieira.

Em nossa matéria de capa, edição de

março, o CANAL repercutiu o bom momento

com uma reportagem sobre 10 novas usinas

que passariam a operar no País.

COMPETITIVIDADE EM FOCO

Os investimentos em avanços tecnológicos

nas usinas e, principalmente, na produção de

bioeletricidade como terceiro produto da indústria

canavieira, juntamente com o etanol e

o açúcar, foi o tema principal abordado na

edição de julho de 2010. O foco da reportagem

deixou claro o quanto a busca pelo aumento

da eficiência vem sendo perseguido pelo setor

sucroenergético.

A otimização dos processos produtivos, na

indústria e nas lavouras, e o aproveitamento

da biomassa, resultante do processamento da

cana-de-açúcar, foram ressaltados como condição

essencial para que as empresas do setor

se tornem cada vez mais competitivas.

CANAL, Jornal da Bioenergia 27


Um rio pra ficar na memória

Praias de areias branquinhas, um rio

imenso, a mata ao fundo e um pôr-do-sol

de tirar o fôlego, que tinge as águas de

laranja e vermelho. A paisagem parece ter

saltado de uma moldura. Tem perfeições e

matizes que surpreendem e emocionam

como uma bela pintura, mas pode ser

admirada ao vivo, não muito longe da

capital do Estado. A 315 quilômetros de

Goiânia, a cidade de Aruanã é considerada a

porta de entrada para esse paraíso natural -

o Rio Araguaia, patrimônio afetivo dos

goianos e reduto infalível de milhares de

famílias nas férias de meio de ano.

fotos: paulo rezende

Às margens desse grande rio se encontra de tudo. Badalação, sossego,

contato com a natureza, pescaria farta, simplicidade e sofisticação.

Quem não conhece se espanta com o nível de conforto que alguns

acampamentos conseguiram adaptar em suas estruturas sobre a areia.

Verdadeiros hotéis de luxo são montados bem junto à natureza selvagem,

com direito a televisão, boate e comida refinada servida por garçons.

Mas quem prefere se hospedar nas cidades ribeirinhas, tem várias

opções de pousadas e casas de temporada.

O mais difícil é eleger um ponto para se instalar. Da nascente à foz, no

Rio Tocantins, o Araguaia tem trechos belíssimos em seus mais de 2 mil

quilômetros. Corredeiras, cachoeiras, curvas sinuosas, lagos e as praias –

que surgem nos meses de seca e são o grande atrativo para os turistas. Elas

se espalham por cerca de 600 quilômetros, entre os municípios de Aragarças

e Luís Alves, ao longo dos quais são montados acampamentos que hospedam

mais de 50 mil pessoas no período de estiagem, segundo levantamentos

feitos pelos órgãos ambientais do Estado de Goiás.

Cenários diferentes esperam o turista

Em função da distância e da infraestrutura, Aruanã – conhecida como

portal do Araguaia – é a cidade mais visitada, o centro da badalação.

Em suas imediações são instalados enormes acampamentos comerciais,

com preços para todos os bolsos. Música, esportes náuticos e muita

gente se bronzeando ao sol dominam o ambiente nas praias próximas

ao centro urbano. Alguns minutos de barco, rio abaixo ou rio acima,

e já é possível desfrutar o silêncio, misturado ao grito das gaivotas

e ao farfalhar dos peixes na água, fugindo dos botos.

As praias mais ao norte do rio, na região de Luís Alves, são mais preservadas

e sossegadas, ideais para quem quer pescar ou descansar junto

à natureza. Nesse caso, também é recomendável se afastar um pouco

da cidade. Em Aragarças, ao sul, o turista encontra outro cenário,

com praias urbanas e bares espalhados pela areia. Nos meses de temporada,

há shows e apresentações culturais para a multidão que se

aglomera nas barracas. Além das três cidades principais, há outras menores

ou trechos do rio que são muito disputados pelos acampamentos.

É o caso de São José dos Bandeirantes, distrito de Nova Crixás;

Cocalinho, cidade matogrossense; os lagos Rico e Landi e a região da

Viúva, entre outras.

Apesar das consequências desastrosas da pesca predatória, o Araguaia

ainda é considerado um dos rios mais piscosos do mundo. Na

época da piracema, quando os peixes sobem o rio para desovar, cardumes

imensos migram pelo rio, numa impressionante manifestação

de vida. Cerca de 300 espécies já foram identificadas na bacia Araguaia-Tocantins,

entre as quais o pacu-caranha, matrinxã, pirarucu,

piau-cabeça-gorda, piau-flamengo, pacu-manteiga, pacu-prata, sardinha,

corvina, traíra, filhote, barbado, pirarara, mandubé, bico-depato,

mandi.

28 CANAL, Jornal da Bioenergia


Cuidados para um passeio perfeito

Além da pesca farta, a fauna que se exibe fora das águas também

contribui para manter o clima mágico do rio. Jaburus passeiam pelos

acampamentos, gaivotas defendem escandalosamente seus ninhos,

jacarés se espreguiçam ao sol, mergulhões desafiam a velocidade dos

peixes, tartarugas se penduram nas raízes das árvores próximas do rio.

Um emaranhado de vida que se expõe num cenário exuberante, palco de

espetáculos diários a cada amanhecer e entardecer. E quando a noite

chega, nada melhor que reunir os amigos em torno de uma fogueira

montada sobre a areia, ao som de um violão.

É claro que tudo isso tem um preço. Para muita gente, principalmente

os alérgicos, o mais caro são os mosquitos, companhia inseparável nas praias

do Araguaia. Por isso, é absolutamente necessário se prevenir antes de

se aventurar nas margens do rio. Há várias receitas para afastar os indesejáveis

mosquitos-pólvora e o ideal é experimentar mais de uma opção até

chegar à ideal. Repelentes naturais à base de citronela, óleo de babaçu,

ingestão de vitaminas são algumas armas usadas pelos campistas.

Outra providência recomendada para os marinheiros de primeira

viagem é se informar antecipadamente sobre os passeios de barco para

conseguir preços melhores. Eles são indispensáveis para oferecer uma

visão mais abrangente do rio e também para quem pretende pescar.

Algumas pousadas nas cidades ribeirinhas oferecem a facilidade do

pacote de pesca esportiva, que inclui hospedagem, licença de pesca e

barco com combustível. Quem pretende contratar os passeios poderá

encontrar preços bem variáveis dependendo do trajeto a ser percorrido,

de R$ 20 a R$ 250 reais.

Seja qual for o meio escolhido, é preciso estar de olho na segurança. O

Araguaia tem um leito muito instável, que muda a cada cheia com o deslocamento

do canal e dos bancos de areia. Por isso, é fundamental viajar em

um barco conduzido por piloto experiente, que conheça as variações do rio

para evitar acidentes. Os coletes salva-vidas são de uso obrigatório e podem

evitar que a viagem de férias se transforme em tragédia. É importante também

respeitar os limites de segurança. Se o banhista, inadvertidamente, alcançar

o canal correrá riscos, pois nesse local o rio é profundo e a correnteza

é forte. Depois de tomadas as precauções, que incluem doses generosas

de repelente pelo corpo, é só se armar da máquina fotográfica para registrar

as belas paisagens que dificilmente sairão de sua memória.

Passeios de barco são obrigatórios, para ter uma melhor dimensão do

rio. Jaburus costumam andar tranquilamente pelos acampamentos

CANAL, Jornal da Bioenergia 29


LOCAIS DE HOSPEDAGEM

ARAGARÇAS

Localizada a 410 quilômetros de Goiânia,

é separada apenas por uma ponte da

cidade matogrossense de Barra do

Garças, que oferece infraestrutura

completa. Tem praia urbana, colada à

cidade, com bares e restaurantes.

Toriuá Parque Hotel (64-3638-1811)

Hotel Pousada do Sol (64-3638-1698)

Kuawit Hotel (64-3638-1698)

BANDEIRANTES

A 380 quilômetros de Goiânia, é distrito

de Nova Crixás. A cidade é pequena e

rústica, mas abriga belas paisagens e

extensas praias em seus arredores.

Condomínio São José (62-3341-3146)

Hotel Ramos (62-3341-3157)

Pousada e Restaurante Eliana

(62-3341-3225)

ARUANÃ

A cidade fica a pouco mais de 300

quilômetros de Goiânia e tem boa

estrutura, com hotéis, pousadas e casas

para alugar. Recebe grande número de

turistas na temporada

Pousada Recanto do Araguaia (62-3376-1950)

Pousada Sândalo (62-3376-1597)

Hotel Pousada Acauã (62-3376-1294)

LUIS ALVES

Situada a 530 quilômetros de Goiânia,

tem forte apelo para o turismo ecológico

por ter natureza mais preservada

Hotel Pousada Jaburu (62-3382-3150)

Hotel Pousada Pescador (62-3382-3100)

Hotel dos Canoeiros (62-3382-3150)

COCALINHO

Cidade matogrossense a 430

quilômetros de Goiânia, com belas

praias e lagos próximos.

Hotel Pousada Araras (66-3586-1193)

Hotel Canoas (66-3586-1553)

Pousada Jaburu (66-3586-1304)

O QUE LEVAR

- Repelente. É um item que não pode

faltar em nenhuma mala. Se você

esquecer, é bom comprar na cidade mais

próxima, já que é impossível resistir ao

ataque enfurecido dos mosquitos à

margem do rio.

- Antialérgico. Antes da viagem, é

recomendável consultar um médico sobre

medicamento mais apropriado para evitar

alergias provocadas por picadas de inseto

- Filtro solar. Sem ele, não há como

aproveitar os banhos e passeios pelo

Araguaia. O sol é muito forte na região

- Agasalhos. À noite, a temperatura cai

bastante, principalmente nos

acampamentos às margens do rio. O ideal

é levar moletons informais, que

proporcionam maior conforto

- Salva-vidas. Equipamento de segurança

que não pode faltar. Os barcos contratados

nos portos costumam oferecer coletes, mas

sempre é bom se prevenir.

- Tralha de pesca. Embora na maioria das

cidades ribeirinhas seja possível encontrar

equipamento de pesca e iscas para vender,

é melhor levar sua própria tralha e a

licença de pesca, que é obrigatória

30 CANAL, Jornal da Bioenergia


Equilíbrio recebe

certificado de

qualidade Ceise Br

A Equilíbrio acaba de

receber o certificado de

qualidade Ceise Br Qualifica,

programa baseado nos

requisitos da ISO 9001:2008

e OHSAS 18.001:2007,

idealizado pelo Ceise -

Centro Nacional das

Indústrias do Setor

Sucroalcooleiro e Energético,

com o apoio do

Departamento de

Engenharia de Produção da

Escola de Engenharia de São

Carlos/USP. O programa

tem o intuito de encaminhar

as empresas nos primeiros

passos para a implantação de

um sistema de gestão da

qualidade com padrões

internacionais.

Grupo francês participará de cogeração no Brasil

O grupo nuclear francês

Areva e o brasileiro

Bolognesi anunciaram um

acordo para a modernização

de unidades de cogeração em

dez fábricas de cana de

açúcar do país. Segundo os

termos do acordo, a filial do

grupo francês, Areva

Kobkitz, proporcionará

serviços fundamentais para

as instalações, implantadas,

principalmente, no

Nordeste, de acordo com

comunicado divulgado pela

Areva. Ainda segundo a

Energia renovável

A ERB - Energias

Renováveis do Brasil, que

acaba de receber investimento

da Rioforte Investments

(Grupo Espírito Santo) e do

Fundo de Investimento do

Fundo de Garantia do Tempo

de Serviço - FI-FGTS, gerido

pela Caixa Econômica Federal,

desenvolve projetos

integrados de cogeração de

energia a partir de biomassa

para clientes industriais.O

foco principal é a substituição

nota, o Grupo Bolognesi,

através de sua filial

Hidrotérmica, investirá 380

milhões de euros neste

projeto. A construção da

primeira unidade de

cogeração já foi iniciada,

enquanto a das outras nove

começará ainda em 2010.

"Este acordo reforça nossa

posição de líder nos serviços

de engenharia para o

mercado mundial das

bioenergias", diz o diretor

da divisão de bioenergia da

Areva, Anil Srivastava.

da matriz fóssil por um

combustível limpo e

renovável, com ganhos de

eficiência e custo.Todo o

trabalho é assessorado pela

TozziniFreire Advogado, que

auxiliou na estruturação e

negociação dos documentos

societários referentes à

captação de recursos para a

empresa, assim como na

elaboração de contratos com

seus clientes, sob a perspectiva

de project finance.

Brumazi instala equipamento

na Usina Santa Juliana

A Brumazi entregou, recentemente,

um Circuito de Transporte e

Movimentação de Bagaço para

alimentação da caldeira instalada na

Agroindustrial Santa Juliana, pertencente

ao Grupo Bunge. Esta usina já havia

adquirido outros transportadores da

Brumazi. "Por estar no setor

sucroenergético há muitos anos,a

Brumazi conquistou a confiança dos

clientes, fornecendo equipamentos de alta

performance a todos. Importantes grupos

instalados no Brasil, como por exemplo a

Cosan e a Cargill, já adquiriram nossos

Circuitos de Transporte de Bagaço",

comenta Paulo Siqueira, diretor comercial

da Brumazi.

A Bunge adquiriu a Agroindustrial

Santa Juliana em 2007, o que representou

a entrada da multinacional norteamericana

na indústria de açúcar, etanol e

cogeração de energia. Localizada no

sudoeste de Minas Gerais, na cidade de

Santa Juliana, a usina está próxima às

cidades de Uberlândia e Araxá.

Produzindo a sua própria energia, gerada

a partir do bagaço, resíduo da moagem da

cana, tem capacidade de moagem de 1,6

milhão de toneladas de cana-de-açúcar,

número que será ampliado em breve para

4,2 milhões de toneladas.

www.brumazi.com.br

32 CANAL, Jornal da Bioenergia


MMtec expande trabalho de manutenção preditiva

Grupo Coral é líder de mercado no Centro-Oeste

A MMtec, empresa originada á 15

anos em Piracicaba-SP, expande, através

da regional Centro-Oeste, o trabalho

de manutenção preditiva em análise

de vibrações, termografia, balanceamentos,

alinhamento a laser, ultrasom

e magnetoscopia nas indústrias situadas

no Estado de Goiás e Mato Grosso.

Na hora de iniciar a programação

de manutenção de entressafra. A comodidade

está em saber o que fazer, o

que desmontar, o que trocar, o que recuperar,

o que contratar e deixar o

que é bom apenas hibernando. Mas

como fazer isso?

A preditiva é a melhor ferramenta

para indicar o que fazer, deixando o

gestor de manutenção com segurança

para direcionar os trabalhos de manutenção

de entressafra.

Neste momento é hora de resgatar

todos os históricos de paradas e arrojar

as inspeções de vibração, termovisão,

análise de óleos de cada equipamento

para assim termos visão do que

e necessário reparar na planta industrial.

O arrojo na preditiva trata-se de

um aumento da quantidade de máquinas

inspecionadas, bem como na

frequência de coleta de dados para

assim nos certificarmos das falhas encontradas

e podermos avaliar sua relevância,

pois assim é possível o dimensionamento

do capital a ser disponibilizado,

bem como tempos e

pessoas envolvidas.

Com o aumento dos custos de manutenção

e mão de obra, deve-se mudar

a estratégia de atuação e reduzir

custos Portanto, a organização dos

trabalhos internos é item que faz

grande diferença e, além de proporcionar

aumento da vida útil de equipamentos,

proporciona o comprometimento

da equipe de manutenção no

resultado operacional da empresa.

Respostas rápidas e seguras nesse momento

são a chave do sucesso.

É preciso avaliar o custo de reparo

de máquinas e equipamentos e, para

isso, se faz necessário adotar a filosofia

e cultura de maximizar a eficiência,

identificando e solucionando as perdas,

além de focar na intervenção cirúrgica,

fazer o que realmente é preciso.

É necessário esquecer a antiga filosofia

do desmancha tudo e procurar o

defeito. Foquemos no diagnóstico e

intervenção programada.

A equipe de inspetores que identificam

falhas e as acompanham devem

suprir o coordenador de manutenção

para direcionar os trabalhos, propondo

melhorias, e direcionando os reparos às

empresas de tecnologia que possam resolver

problemas que foram identificado

pelas técnicas de análise de vibrações,

termográfica, magnétoscopia, ultrasom

e demais ENDs (ensaios não

destrutivos). Assim, o resultado será o

sucesso da manutenção e disponibilidade

dos equipamentos.

A MMtec faz planejamento, monitoramento

e inspeções de equipamentos,

pré-estabelecendo rotas, períodos

e modos de intervenção para que a intervenção

seja um procedimento cirúrgico

e direcionado e atacando a

causa raiz do problema, visando a disponibilidade

de máquina, evitando o

retrabalho e maximizando a eficiência

do conjunto industrial.

A programação de manutenção se

baseia nas técnica preditivas de análise

de vibração, inspeção termográfica,

utrassom análise de trinca por partículas

magnéticas, alinhamento a laser

e balanceamento.

Líder de mercado no Centro-

Oeste na terceirização de serviços,

o Grupo Coral mantém esse título

graças a uma estrutura baseada

na utilização de alta tecnologia,

seguindo rígidos padrões de qualidade

em atendimento e prestação

de serviços. Presente em 9 Estados,

atualmente gera mais de

7.000 empregos diretos em suas

operações em mais de 300 cidades.

O Grupo Coral oferece um

serviço altamente qualificado e

comprovado com mais de três décadas

de tradição no mercado.

São inúmeras a vantagens da

terceirização de serviços do

Grupo Coral. Conheça algumas

delas:

- Qualidade Certificada ISO 9001;

- Tradição de mais de três décadas de

atuação no mercado;

- Interatividade total com os clientes através

do site www.grupocoral.com.br, SAC 0800

646 3020, e-mails diretos aos diversos

setores da empresa, etc;

- Processo de seleção e admissão de

funcionários;

- Substituição imediata do funcionário em

caso de licença ou falta de qualquer

natureza, sem nenhum custo adicional;

- Fornecimento de equipamentos e

manutenção dos mesmos;

- Despesas com transporte do pessoal por

conta do Grupo Coral;

- Uniformização atendendo às exigências

dos diversos clientes;

- Treinamento e aperfeiçoamento

constantes de todos os colaboradores;

- Serviços fiscalizados, com controle

eletrônico, por uma equipe que trabalha 24

horas por dia, durante todos os dias do ano.

O Grupo Coral tem as mais modernas

e eficientes soluções em

Limpeza e Conservação. A Coral

Empresa de Segurança Ltda, é autorizada

a prestar seus serviços de

segurança, com uso de armas, pelo

Ministério da Justiça, através

do Departamento de Polícia Federal.

As equipes são selecionadas e

treinadas, seguindo as mais rígidas

normas de segurança, em

Centros de Formação de Vigilantes

autorizados pela Polícia Federal.

Opções de Segurança Eletrônica

que o Grupo Coral oferece:

- Alarmes Monitorados;

- Serviços de Ronda com Controle

Eletrônico;

- Circuito Fechado de TV Analógico e Digital;

- Monitoramente e Transmissão de Imagens;

- Sistema de Controle de Acesso;

- Sistema de Proteção Perimetral;

- Pronta Resposta;

- Soluções de Segurança Integrada - SSI.

Veja alguns serviços especializados

que o Grupo Coral oferece:

- Recepcionistas;

- Motoristas;

- Ascensoristas;

- Secretárias;

- Telefonistas;

- Copeiras;

- Auxiliares em geral;

- Jardineiros;

- Manobristas;

- Pedreiros;

- Encanadores;

- Eletricistas;

- Mecânicos;

- Garagistas, entre inúmeros outros.

O Grupo Coral ainda possui os

serviços de segurança pessoal

V.I.P., gastronomia empresarial,

varrição de vias públicas, higienização

e desinfecção hospitalar,

coleta de lixo, administração de

presídios e monitoramento de

apenados.

TransEspecialista investe em infraestrutura e forma líderes para o futuro

Para merecer sempre o melhor e manter-se

entre as melhores e maiores transportadoras

deste país, a TransEspecialista investe constantemente

em processos e pessoas. O segredo é o

amor pelo cliente, o comprometimento total e o

desenvolvimento constante das melhores soluções

para o mercado.

Por isso, em nossa última reunião estratégica,

nos dias 31 de julho e 1 de agosto, a equipe refinou

os conceitos e desenhou seu planejamento

para o próximo semestre e para 2011.

Nessa reunião estavam colaboradores estratégicos,

gerentes e supervisores da Matriz e de suas

dez unidades de negócios. O encontro marcou o

lançamento da campanha "Quem sou deixa marca",

que tem o objetivo de despertar o espírito de

liderança nos supervisores da TransEspecialista. Essa

qualidade está sendo cada vez mais exigida no

mercado e isso não é diferente na TransEspecialista,

principalmente frente aos desafios da empresa

para os próximos anos. Afinal, num mercado cada

vez mais competitivo, várias metas a serem atingidas

e muitas oportunidades a serem galgadas, a

Reunião de colaboradores: resultado para o

cliente resulta em satisfação que gera fidelização

equipe precisa ser formada por profissionais próativos

e bem preparados.

Desenvolver novos líderes é uma prioridade da

TransEspecialista, tendo em vista os altos voos que

a empresa almeja para o segundo semestre de 2010

e para os próximos anos. Rosana Zumstein, diretora

da TransEspecialista, salienta que a equipe da

transportadora precisa estar consciente do horizonte

que a empresa pretende trilhar no curto, médio

e longo prazos.

Na reunião foi apresentada aos funcionários

presentes a demonstração de resultados do primeiro

semestre de 2010, que foi muito positivo, marcado

pela renovação do SASSMAQ, e pela aceleração

do processo de implantação da ISO 9001, que

deverá ser concluída até outubro deste ano.

Foi apresentado o resultado positivo de duas

pesquisas: uma de satisfação externa, que demonstrou

a aprovação e confiabilidade da empresa junto

aos clientes, e outra realizada junto ao público

interno, com nossos colaboradores, que mostraram

satisfação com a empresa em que trabalham", pontua

Rosana. "No Brasil, poucas transportadoras

possuem a certificação SASSMAQ, e com ISO, menos

ainda. A obtenção da ISO 9001 será um diferencial

a mais da empresa no mercado, atestando a

irrefutável qualidade da TransEspecialista quando o

assunto é prestação de serviços logísticos, além da

preocupação com a sustentabilidade e com a comunidade",

completa Rosana.

A empresa está num momento de ampla profissionalização

e diante da necessidade de desenvolver

soluções, cada vez mais seguras e econômicas.

Por isso, o lema atual é inovar, o que sempre permitirá

à transportadora exceder às expectativas de

nossos clientes.

CANAL, Jornal da Bioenergia 33


TECNOLOGIA URBANISMO

Propostas de mudança

para crescimento do

agronegócio

NOVIDADES NO MERCADO

DE SOFTWARES

fotos divulgação

CONFERÊNCIA REALIZADA EM MINAS GERAIS DISCUTE NOVAS

TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO PARA O SETOR RURAL

A2ª Conferência Nacional sobre Defesa

Agropecuária (CNDA), realizada no Expominas,

no 1º semestre desse ano

apontou ações importantes para o

crescimento do agronegócio brasileiro, entre

elas, o uso de novas tecnologias. Cerca de 1600

pessoas de todo o País participaram do evento,

que aconteceu durante a SuperAgro, realizado

pelo governo de Minas Gerais.

O professor Evaldo Vilela, coordenador do

Projeto Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária,

ressaltou a importância do encontro

como meio de focar as atenções para os problemas

enfrentados pela defesa agropecuária no

Brasil e também destacou o potencial da ciência

e tecnologia desenvolvido no País: "O Brasil tem

uma importância enorme na produção de alimentos

para o mundo. Temos que aproveitar esse

fato e agir com direcionamento para obtermos

os resultados que desejamos. Vamos utilizar

a tecnologia em favor do agronegócio e fazer

da inovação uma mania", defendeu.

José Guilherme Leal, secretário-adjunto da

SDA/Mapa, ressaltou a importância da continuidade

dos trabalhos iniciados na Conferência.

"Agora resta acertarmos nossas agendas

de acordo com essas demandas, em busca

de melhorias para o setor. Temos que agir

com rapidez para suprir as necessidades e

garantirmos a evolução da defesa agropecuária

do País", disse.

NOVIDADES

Incentivar os negócios nacionais e internacionais

no setor de tecnologia da informação (TI) para

atender demandas comerciais de produtores

rurais foi o principal objetivo da 2ª Feira de

Software para o Agronegócio – Agrotic . As principais

novidades de TI foram apresentadas durante

os três dias do evento, que ocorreu paralelamente

à 2ª Conferência Nacional sobre Defesa

Agropecuária.

Vinte expositores de software, públicos e privados,

demonstraram na Agrotic as principais novidades

em aplicativos destinados à defesa agropecuária,

cultivo vegetal e administração rural. Além

disso, houve uma série de palestras que abordaram

a importância do uso de tecnologia da informação

e sistemas disponíveis para informatização rural.

A Embrapa Instrumentação Agropecuária (São

Carlos, SP) apresentou três softwares que realizam

diagnóstico por imagem (ver box). Os sistemas

computacionais demonstrados na feira foram:

Geolfielder, Sacam e AFSoft, desenvolvidos

para fazer análise por meio de imagem digital do

comportamento de animais, solo e folhas, lançados

no final de 2009.

A Agrotic é coordenada pela Embrapa Informática

Agropecuária (Campinas, SP). Já a 2ª Conferência

Nacional sobre Defesa Agropecuária foi

promovida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária

(IMA), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e

o Ministério da Agricultura.

Sacam

O Sacam, software para avaliação do

comportamento de animais em movimento,

desenvolvido pela Embrapa Instrumentação

Agropecuária (São Carlos, SP), em parceria

com a Embrapa Recursos Genéticos e

Biotecnologia (Brasília) é utilizado em

estudo de insetos no controle biológico de

pragas, na avaliação da qualidade do meio

ambiente, nível de poluição, como no caso

de estações de captação, tratamento e

abastecimento de água, proporcionando

rápida tomada de decisão em caso de

contaminação e em diferentes situações

onde o comportamento retrata uma

alteração do meio.

GeoFielder

Voltado para agricultura de precisão, ele

pode ser utilizado junto a aeronaves quando

o objetivo é obter imagens aéreas ou em

máquinas agrícolas e veículos para captura

de imagens em solo. O GeoFielder permite

mais precisão nos processos de vistoria, uma

vez que as respostas são localizadas

geograficamente, e maior controle da

operação de inspetores, execução das

tarefas, deslocamentos e posição.

AFSoft

Esta ferramenta foi desenvolvida para

auxiliar na análise e quantificação

automática de deficiências nutricionais,

incidência de doenças e ataque de insetos

em culturas, a partir da imagem digital da

folha. Também permite medições de área,

comprimento e largura da folha e de regiões

danificadas.

Fonte: Embrapa

34 CANAL, Jornal da Bioenergia

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