Estudos Setoriais de Inovação - Sistema Moda Brasil

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4. EVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA TÊXTIL

Os indicadores de participação de mercado e mark-up das firmas da indústria têxtil são

apresentados para o período de 1996 a 2005, na classificação dederes-seguidorasfrágeis.

A metodologia consiste em identificar estas empresas em 2005 e calcular seus

indicadores ao longo do período, para se obter uma análise temporal das firmas do setor

classificadas como líderes, seguidoras e frágeis.

Com base no Gráfico 4.1, nota-se que a participação de mercado (nacional) das 64

deres tecnológicas da indústria têxtil decresceu de 26% em 1996 para 21% em 2004,

voltando a crescer em 2005 para 24%. Por outro lado, as 567 empresas seguidoras do

setor apresentam tendência de crescimento nas vendas do mercado de 66% para 71%,

entre 1996 e 2003. A categoria das frágeis, que engloba 1020 empresas, possui

participação estável no período, geralmente inferior a 9%. As 4 emergentes possuem

participação residual, menor que 1%, mas que evolui de 0,26% para 0,55%.

As evidências permitem inferir que a grande maioria das firmas com maior participação no

mercado, entre as 4 e 8 maiores (CR-4 e CR-8) é empresa tecnologicamente líder, ou

seja, as líderes tecnológicas de maior porte são as maiores firmas da indústria têxtil. No

entanto, o crescimento da participação no mercado doméstico das seguidoras revela que

estratégia dessas firmas é de grande relevância para o mercado brasileiro de produtos

têxteis. Ao mesmo tempo, tal estratégia não exclui a importância das estratégias das

deres que vêm procurando vender “menos quantidade” e “mais qualidade”, e embora sua

participação de mercado tenha decrescido relativamente no período vis-à-vis as

seguidoras. 6 Portanto, é provável que as líderes tecnológicas explorem nichos de

mercado de alto valor agregado na produção de têxteis.

O Gráfico 4.2 corrobora a tese de que é preciso inovar para sustentar margens de lucro

em períodos de intensa concorrência com produtos padronizados oriundos, sobretudo, da

Ásia. Se for considerado o indicador das firmas líderes, nota-se que há uma redução de

6 Em pronunciamento à imprensa, o presidente da Santista Têxtil, Ricardo Weiss, confirma essa nova

tendência das grandes empresas do setor, afirmando que “agora exportamos mais qualidade e menos

quantidade” (http://valoresdefatos.blogspot.com/2008/03/s.html).

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