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No pior desempenho do ano, empregos têm forte queda - O Paraná

No pior desempenho do ano, empregos têm forte queda - O Paraná

Jornal O Paraná B4|OPR

Jornal O Paraná B4|OPR CIDADES| Sexta-feira, 21 de setembro de 2012 cidades@oparana.com.br JUCEPAR NO OESTE Escrit itór órios regis egistr tram redução de até 32% na abertur tura de empr presas Queda mais acentuada foi verificada na região de Foz, seguida de Assis e de Rondon Cascavel – Em cinco dos oito escritórios da Jucepar, a Junta Comercial do Paraná, em municípios do Oeste os primeiros sete meses de 2012, comparativamente a igual período do ano passado, houve redução no número de abertura de novas empresas. Em dois deles, o índice é semelhante ao do ano passado e apenas no de Medianeira houve crescimento. As quedas registradas no período ficam entre 4,82% a 32,04%, verificadas, respectivamente, nas unidades da Jucepar de Cascavel e de Foz do Iguaçu. Nos primeiros sete meses deste ano, os 17 municípios atendidos pelo escritório de Cascavel constituíram 1.245 novas pessoas jurídicas contra 1.308 dos primeiros sete meses de 2011. Já no de Foz foram apenas 524, de agora, contra 771 abertas no ano passado. A queda chegou a 5,85% na unidade microrregional da Junta Comercial de Em Rondon, o recuo foi de 20,45%, ou seja, de 269 nos sete primeiros meses do ano passado contra 214 de agora Toledo. A abertura de empresas de janeiro a julho de 2012 che- gou a 322 contra 342 de igual período de 2011. Em Marechal Cândido Rondon, o recuou foi de 20,45%, de 269 nos sete primeiros meses do ano passado contra 214 de agora. Já em Assis Chateaubriand, o índice de processos Exclusão afetará 1,7 mil empresas em Foz do Iguaçu Foz – Pelo menos 1,7 mil empresas correm o risco de exclusão do Simples em Foz do Iguaçu. A informação é da Receita Federal que, em todo do o País, inicia procedimentos legais em função de dívidas não honradas por micros e pequenas empresas. Em âmbito nacional, o número de pessoas jurídicas que deverão ser eliminadas no sistema especial de tributação chega a 442 mil, dessas 34,8 mil são paranaenses. O débito em todo o País Escritório da Junta Comercial do Paraná em Cascavel atende 17 municípios chega a R$ 38,7 bilhões. No Paraná, a dívida acumulada é de R$ 1,3 bilhão e em Foz supera a casa dos R$ 63,5 milhões. Embora os débitos estejam pendentes e sejam antigos, a Receita Federal ainda dá uma oportunidade que pode evitar a perda dos direitos das alíquotas especiais do Simples. A regularização das pendências deverá ser feita em no máximo 30 dias. Sem isso, ela estará fora do sistema já a partir de 1º de janeiro. A queda na constituição de novas empresas nos sete primeiros meses deste em comparação a igual período do ano passado foi registrada na maioria dos escritórios da Junta Comercial no Paraná. A redução ocorreu em 29 das 53 unidades que a Jucepar mantém ativos para atender aos 399 municípios do Estado. Nos sete primeiros meses de 2011, o total de novas empresas abertas no Paraná foi de 30.334, contra 28.529 de agora, queda de 5,95%. A abertura de filiais recuou ainda mais, 16,05%, de 3.353 em 2011 contra 2.815 de janeiro a julho de 2012. No total gedeferidos caiu em 27,67%. A abertura somou 115 contra 159, sempre comparativamente a igual período deste com o ano passado. Recuo em 29 unidades da Jucepar em todo o Paraná JEAN PATERNO na, os índices ficaram estáveis. A única exceção no estudo é verificada em Medianeira. Lá, a constituição de novas pessoas jurídicas cresceu em 32,27%: foram 251 nos sete primeiros meses de 2011 contra 332 de agora. JEAN PATERNO ESTÁVEL Nos escritórios que a Junta Comercial do Paraná mantém em Santa Helena e em Palotiral, somando as duas categorias, a diminuição é de 6,96%, de 33.687 em 2011 contra 31.344 de agora. Entre os 53 escritórios, o que apresentou o recuo mais expressivo foi o de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. Lá, foram abertas 623 novas empresas nos sete primeiros meses de 2011 contra 374 do mesmo período deste ano. O índice chega a 39,97%. Em seguida aparece a microrregional de Foz do Iguaçu, com retração de 32,04%. Dos últimos quatro anos, aquele com maior registro de abertura de empresa no Estado foi 2011, com 56.325. (JP) Três fatores explicam o encolhimento dos índices O relator da Junta Comercial em Cascavel, Denis Dall´Asta, informa que há pelo menos três fatores diretamente associados ao encolhimento dos números da constituição de novas pessoas jurídicas nos últimos sete meses na maioria dos escritórios da Jucepar na região. O primeiro ocorre devido a ajustes que empresas fizeram devido ao novo limite de faturamento do Simples, regime especial de tributação. As microempresas passaram ser aquelas com faturamento anual de até R$ 360 mil – antes o limite era de até R$ 240 mil – e as pequenas aquelas com receita de até R$ 3,6 milhões, contra R$ 2,4 milhões da regra anterior. Essa alteração levou a mudanças, como o fracionamento de pessoas jurídicas, justamente para que elas pudessem ter acesso à redução tributária e à simplificação oferecida pela Receita Federal e Ministério da Fazenda por meio do Simples. Outro fator que explica a queda, reconhece Denis, está associado ao desaquecimento econômico que força, inclusive, sucessivos ajustes, e para baixo, do índice de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro para o exercício de 2012. Há ainda um outro aspecto importante que deve ser considerado, conforme o relator do escritório da Jucepar em Cascavel: a criação de uma nova personalidade jurídica, o MEI, Microempreendedor Individual. Com a elevação da faixa de faturamento anual, ocorrida em 2011, de R$ 36 mil para R$ 60 mil, muitos que teriam de abrir microempresas acabaram optando pelo MEI. As estatísticas da Junta Comercial do Paraná não contabilizam a constituição de empresas a partir do regime de microempreendedor individual. Com isso, houve recuo principalmente na formalização de microempresas e isso impacta diretamente no resultado final da tabulação, conforme Denis. (JP)

Jornal O Paraná |OPR|B5 Sexta-feira, 21 de setembro de 2012

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