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Uma Análise Discursiva - Diego Vieira Braga.pdf - Universidade ...

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102 aquisitivo (não

102 aquisitivo (não surpreende a cor amarela, na camiseta usada por [er 2 ] que é tida na cultura ocidental como uma cor associada à riqueza, ao luxo, além da energia). Seguindo o dispositivo teórico-analítico escolhido para este estudo, importa discernir que essa representação, à parte de leituras outras 73 , trabalham associações significantes que valorizam o momento tais como: entretenimento, pelo interesse na atividade confirmado pela direção do olhar em [er 2 ] e do modo como é manuseada a raquete (mão desamassa os fios após uma rebatida) e satisfação, pelo leve sorriso no rosto de [er 2 ]. O efeito discursivo de incitação trabalha uma recomendação do produto como o objeto que marca a entrada do sujeito nesse tempo particular, em que se veem imbricadas as questões de intensidade que Marcondes Filho e Castells preconizaram. Apesar da sugestão de maior liberdade para com o tempo, entende-se que a sincronização com outras atividades atualize os efeitos do controle e da disciplina que ainda repercutem. 73 Como a que permitiria pensar que Murilo Benício, em vista de interpretar um tenista em alguma produção dramatúrgica, estivesse realizando o chamado laboratório, período em que o ator experencia a realidade que caracteriza o dia a dia do futuro personagem.

103 6.3 Considerações sobre as análises Os resultados das análises apontam para representações do tempo condicionadas por determinações histórico-ideológicas. Os processos discursivos que emergiram a partir da dessuperficialização do corpus se encontram ancorados nesses pressupostos, que além de constitutivos, marcam a articulação entre o tempo, a linguagem e o social. Havendo já-ditos que sustentam vínculos entre a temporalidade e desígnios outros como imperativos econômicos, constrói-se no discurso a identificação histórica dos sujeitos com saberes pré-estabelecidos. Reconhece-se, portanto, que o tempo discursivizado na publicidade é expressão de modalidades de existência material dos sujeitos, conformadas ideologicamente e que funcionam imaginariamente em projeções. Identificou-se que no exemplar da década de 1970 há uma ênfase discursiva voltada a um sentido de aceleração e dependência, enquanto que no anúncio dos anos 2000 o foco — ao contrário do que se pensava no início desta pesquisa — passa a ser menos a velocidade e mais a intensidade, embora haja sustentação pela memória compartilhada do primeiro, mostrando que esse saber continua em vigor nos dias atuais. Os anúncios assinalam diferenças de ritmos na experiência temporal e refletem não somente modos pelos quais o tempo é instituído e interpretado, mas também conflitos entre formações discursivas que fazem emergir outras relações de sentidos, medindo forças com os saberes vigentes e possibilitando o surgimento de novas discursividades. Do manejo intradiscursivo que dotava de um caráter intimidante o tempo no primeiro anúncio analisado, passa-se a uma estratégia conciliatória, harmonizada, entre a existência dos sujeitos e as exigências determinativas. Interditam-se sintagmaticamente referências ao temor do atraso e da falha nas obrigações. Substitui-se a injunção ao tempo do trabalho para que seja louvado o tempo do lazer, entendido como aquele que a pessoa dispõe para se dedicar a si mesma e que tem ganhado relevância na sociedade contemporânea. Desvincula-se a imagem do tempo como algo que aprisiona o sujeito, porém ele ainda vê conformada sua existência, pois cada situação, cada nova posição assumida no curso diário da vida requer adaptação a temporalidades específicas, fazendo com que muitas sejam também as suas identidades. Por isso se pode dizer que a forma-sujeito subserviente ao tempo no anúncio dos anos 1970 transita para uma forma-sujeito contemporizado, afinado com os usos do tempo, no âmbito do anúncio dos anos 2000. A partir dessas observações e considerando as respectivas condições sócio-históricas, compreende-se a representação do tempo no primeiro anúncio como um discurso intransigente, objetivo e disciplinar, inscrito em uma FD cujas relações de

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