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Uma Análise Discursiva - Diego Vieira Braga.pdf - Universidade ...

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106 Sobre o percurso

106 Sobre o percurso teórico é possível avaliar que os autores recobrados contribuíram de forma decisiva para a produtividade das análises desenvolvidas. A preocupação desde o início do estudo era conseguir uma confluência de conhecimentos sobre os modos de apreensão e tratamento da temporalidade, de modo a superar os sentidos objetivos obtidos a partir das inferências sobre fenômenos naturais. As reflexões, advindas de diferentes perspectivas, enriqueceram a proposta do estudo, mesmo quando se fez necessário o alinhamento aos pressupostos da AD como no caso do trabalho de Fiorin, cuja válida indicação de que os discursos estão submetidos à temporalidade, precisou ser complementada pela noção de historicidade de modo a se entender como se molda para os sujeitos a relação entre o que é da ordem da linguagem e da ordem do mundo. Cabe também uma menção ao reconhecimento da categoria intemporal, designada por Castells como predominante na contemporaneidade, e que pelos resultados das análises pode ser considerada com certo comedimento, pois mesmo se os sujeitos não vivem temporalidades indiferenciadas, pode ocorrer a negação a certas modalidades de tempo por conta de determinados ritmos e condutas. O percurso teórico em âmbito discursivo, em certa medida, acompanhou o próprio desenvolvimento conceitual e procedimental da AD, ainda de que forma breve e gradual, pela mobilização de noções basilares ao discurso. Mostrando que o dizível sobre o tempo deve ser recuperado em suas incongruências diante da língua, ou quem sabe, em suas convenientes congruências que tentam validar e manter relações de poder. Acredita-se que o êxito deste estudo esteja em mostrar que o objeto relógio de pulso recebe uma investimento de significação acima da função de registro e (de)marcação numérica, sendo relacionado à sanção de durações e ritmos, à construção de percepções individuais e coletivas, deflagrando identificação ou desindentificação. As transformações na representação indicam mudanças nos usos e nos valores atribuídos ao tempo, demonstrando não somente a possibilidade, mas a necessidade de se procurar compreender melhor os processos envolvidos em certas concepções. Entende-se que os anúncios possibilitam observar significados que confrontam a percepção humana, concorrendo para a significação de suas práticas e colaborando para fomentar as sensações pelas quais se veem acometidos, entre elas a que iniciou a problematização 75 do presente estudo, apontando a incontornável contradição entre a linguagem e a história. Porém, é evidente, se assim pode ser dito, que a 75 A percepção originária deste trabalho — ninguém mais tem tempo para ler textos longos — que estaria afetando a atividade publicitária, especificamente a do redator, e que parece ter tido sua vigência atestada, pelo menos comparando os dois anúncios, já que o exemplar dos anos 2000 apresentou menos linhas de texto em relação ao anúncio dos anos 1970. Certamente, não se pode tecer uma generalização, mas não deixa de ser uma exemplar ―coincidência‖.

107 existência de um parâmetro para o tempo pelo qual tudo adquire um status mecanicamente calculável, não consegue dar conta do que só pode funcionar por meio de engrenagens históricas. Encerra-se este estudo, mas não a discussão que o permeou. Aliás, ela se prolonga e ganha outros contornos pela convicção de que, ao se atentar para como o tempo é instituído, surpreende-se condições geradoras das formas de perceber sua passagem que confrontam a significação igualitária e padronizada de um instrumento como o relógio. Dito, ou melhor, questionado de outro modo, em uma releitura do equívoco fundamental 76 no direito burguês que comenta Pêcheux em Semântica e Discurso, seria afinal o tempo mais igual para alguns sujeitos do que para outros? 76 ―Todos os homens são iguais, mas há alguns que o são mais que outros‖ (PÊCHEUX, 1995a, p. 27).

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