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Uma Análise Discursiva - Diego Vieira Braga.pdf - Universidade ...

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16 seja: tal como ela,

16 seja: tal como ela, até aqui, se instituiu‖ (p. 251-252) [grifo do autor]. Uma incapacidade, explica o autor, de se reconhecer naquilo que ela própria institui. A ilusão de controle conforma os indivíduos no cenário instituído pela sociedade, em que são obrigados a se inserirem no fluxo do tempo estabelecido. Vive-se, portanto, um tempo conduzido, que retorna sempre às mesmas formas, ―trazendo o que já foi e prefigurando o que vai ser‖, em razão de determinações (p. 250). Considerado componente essencial da sociedade, o tempo, em Castoriadis, mostra-se criação imaginária, sob um arranjo vinculado à lógica da conjuntura a que serve. 2.2 O tempo em Harvey A perspectiva teórica apresentada por David Harvey (2000) aponta o tempo como uma categoria básica da existência humana que está vinculada às mudanças culturais e processos político-econômicos. O autor lembra que raramente se levantam questões quanto à temporalidade. Pensado como um fato da natureza, o tempo é ―naturalizado‖ através da atribuição de sentidos cotidianos comuns. No senso coletivo, os registros temporais são tratados de maneira objetiva, como a quantificação fornecida por relógios e calendários, instrumentos-símbolo da divisão do tempo em unidades. Para Harvey a ideia de um sentido único e objetivo de tempo não é suficiente para apreender a diversidade de concepções e percepções individuais e coletivas a respeito da temporalidade, muito menos conceber as diferentes interpretações como variações de um sentido instituído por ciências como a física, pois até os estudiosos desta divergem sobre a temática. Para o autor é preciso reconhecer a multiplicidade das qualidades objetivas que o tempo pode exprimir e o papel das práticas humanas em sua construção, os ―processos materiais‖, que servem à reprodução da vida social (p. 189). Deve-se buscar entender que ―cada modo de produção ou formação social comporta uma série de práticas e concepções espaciais e temporais, as quais estão arraigadas nos processos de reprodução e de transformação das relações sociais‖ (p. 201). No entanto, a variedade de práticas é tão grande quanto a de experiências individuais e coletivas, o que segundo Harvey, desafia qualquer estudo a cercar-se de estruturas interpretativas gerais que ―vençam o hiato entre a mudança cultural e a dinâmica da economia política‖ (p. 195). Em seu trabalho, o autor se apoia, por

17 exemplo, em uma classificação fornecida por Gurvitch (1964) 4 em que é sugerido pensar o sentido do tempo na vida social por meio de seu próprio conteúdo social. Essa tese defende que formações sociais particulares estão associadas com um sentido específico de tempo, resultando em oito categorias de tempo social que têm existido historicamente. Essa tipologia é reproduzida a seguir. A tipologia dos tempos sociais de Gurvitch Tipo Nível Forma Formações sociais Tempo permanente Ecológico Tempo contínuo em Parentescos e que o passado é agrupamentos por projetado no presente localidade e no futuro; (particularmente facilmente quantificável. sociedades camponesas rurais e estruturas patriarcais). Tempo ilusório Sociedade organizada Duração longa e Grandes cidades e desacelerada mascarando crises e ―públicos‖ políticos; sociedades rupturas repentinas e carismáticas e inesperadas entre o teocráticas. passado e o presente. Tempo errático Papéis sociais, Tempo de incerteza e ―Públicos‖ não atitudes coletivas de contingência políticos (padrões) e acentuada em que o (movimentos sociais amálgamas técnicos. presente prevalece e seguidores de sobre o passado e o padrões); classes em futuro. processo de formação. Tempo cíclico Uniões místicas Passado, presente e Seguidores da futuro projetados uns astrologia; sociedades nos outros, arcaicas em que acentuando a prevalecem crenças continuidade dentro mitológicas, místicas 4 GURVITCH, Georges. The spectrum of social time, Reidel, 1964.

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