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Uma Análise Discursiva - Diego Vieira Braga.pdf - Universidade ...

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18 da mudança;

18 da mudança; diminuição da contingência. Tempo retardado Símbolos sociais O futuro se torna presente tão tarde que é superado assim que se cristaliza. Tempo alternado Regras, sinais, signos O passado e o futuro e conduta coletiva competem no presente; descontinuidade sem contingência. Tempo à frente de si Ação e inovação Descontinuidade, mesmo (acelerado) transformadoras contingência: triunfo coletivas da mudança qualitativa; o futuro se torna presente. Tempo explosivo Fermento Presente e passado revolucionário e dissolvidos num criação coletiva futuro transcendente. e mágicas. A comunidade e os seus símbolos sociais; guildas, profissões etc; feudalismo. Grupos econômicos dinâmicos; épocas de transição (capitalismo incipiente). Capitalismo competitivo; especulação. Revoluções e transformações radicais de estruturas globais. Harvey vê a possibilidade de usar essa tipologia para examinar diferentes sentidos de tempo no mundo contemporâneo. Segundo ele, são possíveis várias combinações que podem lançar luz sobre a transição do sentido de tempo implícita na mudança de práticas culturais modernistas, em que havia ―um tempo certo para tudo‖, para as pós-modernistas, caracterizadas por relações mais dinâmicas (p. 204). Um dos mais sensíveis exemplos dos processos de transformação nas relações sociais, e consonante com a proposta do presente estudo, surge exatamente da observação do vínculo estabelecido entre o tempo e a circulação do capital. Segundo Harvey, a lógica capitalista — que conforme a tipologia de Gurvitch representa um tempo à frente de si mesmo — persegue a redução dos tempos de produção e de circulação da troca, que formam o ―tempo de giro do capital‖ (p. 209). É sobre as inovações técnicas e organizacionais aplicadas a tais propósitos que se deve a produção em linha de montagem, a aceleração de processos físicos e a obsolescência planejada no consumo

19 (p. 210). Essas modificações, embora pareçam restritas a um terreno de competitividade mercadológica, na verdade trazem consequências para outras dimensões da vida social. Isso porque a aceleração no tempo de vida útil dos produtos impulsiona também o ritmo de consumo, não somente em termos de roupas, ornamentos e decoração, mas também em uma ampla gama de estilos de vida e atividades. Harvey lembra que a dinâmica da sociedade significa mais do que jogar fora bens produzidos; significa também ser capaz de atirar fora valores, estilos de vida, relacionamentos estáveis, apego a coisas, edifícios, lugares, pessoas e modos adquiridos de agir e ser. (...) Por intermédio desses mecanismos (altamente eficazes da perspectiva da aceleração do giro de bens no consumo), as pessoas foram forçadas a lidar com a descartabilidade, a novidade e as perspectivas de obsolescência instantânea (HARVEY, 2000, p. 258). Como os ciclos de produção e consumo estão cada vez mais rápidos, acentuam-se sensações como a ―volatilidade‖ e a ―efemeridade‖, tamanha a propensão de formas e pensamentos caírem em desuso e serem rapidamente substituídos, consolidando um irrefreável gosto pelo novo quanto a ―modas, produtos, técnicas de produção, processos de trabalho, ideias, ideologias, valores e práticas estabelecidas‖ (p. 258). Tal cenário favorece o surgimento do que Harvey descreve como espacialização da hora, uma necessidade social que remete ao fluir que escapa ao controle humano e forma uma espécie de ―terror do tempo‖ (p. 288). Dada a insegurança da dinâmica temporal, o sujeito cria mecanismos de defesa, elementos ―suficientemente fortes para serenar o tempo‖, por meio dos quais busca administrá-lo, reduzindo-o e delimitando-o a um espaço ―fixo‖. Para o autor, o espaço surge então como elemento de contenção, medição e finalmente de absorção do tempo. Entretanto, como bem adverte ―todo sistema de representação é, de fato, a espacialização de qualidades, que congela o fluxo de experiências e assim o fazendo deturpa aquilo que se esforça por representar‖ (p. 206). O indivíduo se encontra então obrigado a lidar com um sentido de compressão 5 , experiência que o desafia, estimula, perturba e também provoca uma diversidade de reações sociais, culturais e políticas (p. 219). Harvey sugere que se vive hoje uma intensa fase de compressão do tempo-espaço, cujo impacto desorientado e disruptivo sobre as práticas político-econômicas afeta não somente o equilíbrio do poder de classe como também a vida 5 Expressão utilizada por Harvey para indicar processos que revolucionam as qualidades objetivas do espaço e do tempo a ponto de nos forçarem a alterar, às vezes radicalmente, o modo como representamos o mundo para nós mesmos (p. 229).

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