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Uma Análise Discursiva - Diego Vieira Braga.pdf - Universidade ...

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56 Com as

56 Com as considerações realizadas, buscou-se não somente um diálogo com princípios da AD, mas também problematizar o que foi recobrado das perspectivas sobre o tempo à luz desse mesmo campo teórico e dos objetivos da pesquisa. Procurou-se manter o foco nestes, mas também se reconhece que muitos pontos abriam outras possibilidades de reflexão, merecendo serem feitas em outra oportunidade. Esse alinhamento, ainda que breve, foi necessário para embasar a posterior análise. Dá-se prosseguimento à abordagem do tempo, a seguir visto em sua constituição no discurso.

57 3 CONSTITUIÇÃO TEMPORAL NO DISCURSO A revisão teórica preliminar, com o subsequente alinhamento aos pressupostos da AD, permitiu uma primeira aproximação com formas de concepção e tratamento do tempo, vislumbrando possíveis implicações e efeitos contemporâneos. Neste capítulo, aprofunda-se a discussão encaminhada no âmbito da AD, mais detidamente em como o tempo se constitui no discurso. Consideram-se as contribuições anteriores, que já oferecem alguns subsídios para pensar o tempo pelo viés discursivo, e também são mobilizadas noções sobre imaginário, ideologia, real, memória e subjetividade, articulando-as ao cerne da pesquisa que é a representação e o manejo temporal no discurso. 3.1 Representação e imaginário Em ―Análise Automática do Discurso (AAD 69)‖ (1993a), texto referência da fase inicial da AD, é encontrada uma primeira abordagem quanto às representações, a partir do que Pêcheux distingue como relações imaginárias entre os elementos 25 da estrutura discursiva. No interior do processo funcionam ―uma série de formações imaginárias que designam o lugar que A e B se atribuem cada um a si e ao outro, a imagem que eles se fazem de seu próprio lugar e do lugar do outro‖ (p. 82) [grifo do autor]. É no interior de uma formação social que se define como essa projeção se dará, por meio de mecanismos que relacionam uma situação objetivamente definível e uma posição, que representa essa situação. A existência das formações imaginárias no processo discursivo é examinada por meio das perguntas ―Quem sou eu para lhe falar assim?‖, ―Quem é ele para que eu lhe fale assim?‖, ―Quem sou eu para que ele me fale assim?‖ e ―Quem é ele para que me fale assim?‖ (p. 83). Deve-se destacar que Pêcheux estende ao referente, o objeto da representação, também um funcionamento enquanto condição de produção. A este funcionamento corresponderiam perguntas específicas: ―De que 25 Pêcheux parte de um esquema informacional proposto por Jakobson (1963) reproduzido a seguir: (L) D A B R Neste esquema A se refere ao ―destinador‖, B é o destinatário, R é o referente, (L) é o código linguístico comum a A e a B, → referencia o ―contato‖ estabelecido entre A e B, e D é a sequência verbal emitida por A em direção a B. Ao explanar sobre as condições de produção do discurso, Pêcheux afirma que locutor (A) e interlocutor (B) são tomados não pela sua presença física no mundo, mas pelos lugares determinados que designam em uma formação social e que, ainda para o autor, poderiam ser descritos enquanto características sociológicas. Pêcheux oferece como exemplo os lugares do patrão, do funcionário de repartição, do contramestre, do operário, estruturados no interior da esfera da produção econômica e cujas propriedades diferenciais correspondentes seriam determináveis pela sociologia (p. 82).

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