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Uma Análise Discursiva - Diego Vieira Braga.pdf - Universidade ...

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SUMÁRIO 1

SUMÁRIO 1 PROBLEMATIZAÇÕES INICIAIS......................................................................................09 2 PERSPECTIVAS TEÓRICAS ACERCA DO TEMPO........................................................12 2.1 O tempo em Castoriadis......................................................................................................12 2.2 O tempo em Harvey............................................................................................................16 2.3 O tempo em Bauman...........................................................................................................20 2.4 O tempo em Augé...............................................................................................................23 2.5 O tempo em Thompson.......................................................................................................26 2.6 O tempo em Marcondes Filho.............................................................................................29 2.7 O tempo em Castells...........................................................................................................34 2.8 O tempo em Fiorin..............................................................................................................38 2.9 Considerações sobre as perspectivas à luz da Análise do Discurso....................................42 3 CONSTITUIÇÃO TEMPORAL NO DISCURSO................................................................57 3.1 Representação e imaginário................................................................................................57 3.2 Representação e ideologia...................................................................................................59 3.3 Representação e real............................................................................................................61 3.4 Representação e memória...................................................................................................63 3.5 Representação e subjetividade............................................................................................65 3.6 O tempo no discurso...........................................................................................................67 4 PUBLICIDADE.....................................................................................................................70 4.1 Comunicação e discurso.....................................................................................................70 4.2 Do fazer publicitário...........................................................................................................71 4.2 Do dizer publicitário...........................................................................................................72 4.3 Do discurso publicitário......................................................................................................75 5 DISPOSITIVO ANALÍTICO................................................................................................78 5.1 Posicionamentos metodológicos para as análises...............................................................78 5.2 Princípios de orientação durante as análises.......................................................................81 6 ANÁLISES............................................................................................................................84 6.1 Anúncio anos 1970..............................................................................................................84 6.2 Anúncio anos 2000..............................................................................................................95 6.3 Considerações sobre as análises........................................................................................103 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................................105 8 REFERÊNCIAS...................................................................................................................108

9 1. PROBLEMATIZAÇÕES INICIAIS Costuma-se dizer que o tempo voa. Raro é se perguntar as condições desse voo. Comentários sobre como as horas parecem correr, não sendo suficientes para realizar todas as atividades exigidas ou planejadas, ou sobre como os anos parecem estar passando mais depressa são manifestações que expressam na linguagem sensações a respeito da experiência humana com o tempo. Na contemporaneidade, essas impressões têm se sobressaído e formado um estranho e angustiante consenso. Por vislumbrar nesse tipo de relato índices de processos que estão além da percepção individual, o presente estudo se dispõe a investigar relações entre o tempo e o que condiciona seu voo. Considerando que fatores de ordens diversas, como culturais, econômicos ou políticos, por exemplo, influem nas representações assumidas para o tempo, desconfia-se que essas não reportem apenas sentidos ligados a cronologias, restritos ao cômputo da passagem temporal. Por isso se deseja empreender uma reflexão interpretativa, que não se limite à temporalidade enquanto significação de fenômenos naturais. A posição de trabalho aqui assumida exige esse deslocamento para melhor compreender como sentidos figurativizados e instrumentalizados em relógios e calendários impregnam o cotidiano, como atravessam e estruturam conhecimentos e modos de agir das pessoas. Tendo em vista as inúmeras implicações da temporalidade na organização da vida diária e das relações em sociedade, como nas práticas de consumo dos sujeitos, este estudo concentra esforços em um exercício de análise da representação temporal a partir de um discurso a que elas seriam inerentes: anúncios publicitários de relógios de pulso 1 . Forma de comunicação persuasiva consagrada pelas transformações no comércio e na economia, entende-se a publicidade como tendo um valor contributivo também para pensar temas no âmbito social. Suas peças costumam reproduzir significados compartilhados historicamente, refletindo experiências culturais e modos de viver. Acredita-se que constitua um espaço privilegiado para compreender formas de lidar com a temporalidade, pois mesmo 1 Popularmente se atribui a Santos Dumont a invenção do relógio de pulso, mas segundo Leon (2005), o pai da aviação apenas solicitou ao seu amigo Louis Cartier, famoso fabricante de joias, um modelo alternativo ao de bolso, já que com esse tipo de relógio era difícil saber as horas estando com as mãos ocupadas pilotando seus aeroplanos. O joalheiro, observando o costume de Dumont de prender com um lenço o relógio de bolso ao redor do pulso, desenhou um protótipo batizado de Santos, preso ao braço por uma correia de couro fechada por uma fivela. Segundo o site Mundo dos Relógios, os relógios de pulso teriam sido criados pela empresa Patek Philippe no fim do século XIX, que os produzia sob encomenda, em geral para o público feminino de forma que sua função utilitária se confundia com a de adorno, tal qual um bracelete. A Santos Dumont coube, portanto, a popularização do artefato entre os homens. Usado por soldados já a partir da Primeira Guerra Mundial em versões mais rudimentares, difundiu-se rapidamente como instrumento prático de saber as horas.

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