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ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 27/07/14

1

Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira Fundado em 1901

Ano CXIV

Edição 30

Domingo, 27.07.2014

R$ 3,20


2 o

jornal batista – domingo, 27/07/14 reflexão

EDITORIAL

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista

Brasileira. Semanário Confessional,

doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

PUBLICAÇÃO DO

CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE

Luiz Roberto Silvado

DIRETOR GERAL

Sócrates Oliveira de Souza

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

Othon Oswaldo Avila Amaral

(Reg. Profissional - MTB 32003 - RJ)

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Othon Avila

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A direção é responsável, perante a

lei, por todos os textos publicados.

Perante a denominação batista,

as colaborações assinadas são de

responsabilidade de seus autores e

não representam, necessariamente,

a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger,

fundador (1901 a 1919);

A.B. Detter (1904 e 1907);

S.L. Watson (1920 a 1925);

Theodoro Rodrigues Teixeira

(1925 a 1940);

Moisés Silveira (1940 a 1946);

Almir Gonçalves (1946 a 1964);

José dos Reis Pereira

(1964 a 1988);

Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e

Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904);

A.L. Dunstan (1907);

Salomão Ginsburg (1913 a 1914);

L.T. Hites (1921 a 1922); e

A.B. Christie (1923).

O

editorial desta

edição não leva

a minha assinatura,

pelo menos

em relação ao seu conteúdo

maior. No final do mês passado

tive o privilégio de pregar

nas celebrações dos 74 anos

e inauguração do novo santuário

da Primeira Igreja Batista

em Rio Bonito, e posteriormente,

tendo acesso ao texto

que segue abaixo, escrito por

Daniela Priscila, filha do pastor

da Igreja Daniel Lyncoln,

ou seja, o testemunho de

Daniela Priscila a propósito

da construção de um novo

templo.

A importância que dei ao

texto é muito mais porque ele

reflete o sentimento da filha

do pastor, que teve a casa

Parabéns OJB

• Reporto-me ao Editorial

de OJB, edição 05 de 02-

02-2014, alusivo aos depoimentos

de pessoas, que

de alguma maneira, tiveram

suas vidas marcadas pelo

Jornal Batista.

O Jornal Batista me ensinou

que através da informação,

que podemos criar

um circulo de bênçãos

do Senhor. Esses depoimentos

contribuirão sem

dúvida, de alguma forma,

para aumentar o número

de leitores do mui querido

OJB.

Eu sou octogenário e

mesmo na prorrogação,

continuo lendo o OJB assiduamente,

e sendo muito

abençoado.

O Jornal Batista além de

ser um órgão informativo,

é um compêndio teológico,

usado por muitos pastores e

seminaristas.

Parabenizo a editoria pela

sua capacidade e dedicação

onde passou sua infância

totalmente destruída, para

que no local fosse construído

outro edifício. Ela, como seus

irmãos, vivenciaram bem de

perto, toda luta para chegar a

este momento.

“Mês muito feliz! Dias de

celebrações! Comemorações

de um aniversário, que transpassa

a história dessa Igreja,

de lutas para a conquista de

um espaço, de um reconhecimento

como povo de Deus,

povo atuante que enfrentou

barreiras e brigou para que

gerações futuras, hoje, pudessem

chegar até aqui. A

visão de um grande templo

foi questionada, discutida,

brigada, sentida, mas aprovada.

Aprovada pela maioria;

aceita por todos em um local

na missão que o Senhor lhes

confiou e dizer que, a cada

dia, o OJB vem melhorando

e que permaneça assim até

Cristo voltar.

Pastor Arnaldo Nunes,

Igreja Batista Betel –

Santana - SP

de democracia, regada com

amor de Deus, onde é possível

aceitar, contribuir e acreditar

na decisão maior. Construir

dá trabalho e as etapas

percorridas são sofridas pela

espera, pelo empenho, pelo

envolvimento em um projeto

de causa comunitária, sem

qualquer interesse pessoal, e

sim coletivo. Ideias que precisaram

ser aceitas, brigas que

não foram evitadas, orações

respondidas, ações confirmadas.

Desconstruções de muitas

coisas. Uma casa em que

se passou a infância, adolescência.

Um templo “sagrado”,

pois foi aqui que eu cresci, me

batizei, me casei, apresentei

meus filhos. Tantas memórias

que pareciam se perder no

demolir das paredes, no sair

Cartas

dos leitores

editor@batistas.com

A Importância do

Jornal Batista

• Eu me chamo Solyana,

tenho 17 anos, sou deficiente

física e dou palestras motivacionais.

Nasci num lar batista, sou

membro da SIB de Mesquita e

As mensagens enviadas devem ser concisas e identificadas (nome completo,

endereço e telefone). OJB se reserva o direito de publicar trechos.

As colaborações para a seção de Cartas dos Leitores podem ser encaminhadas

por e-mail (editor@batistas.com), fax (0.21.2157-5557)

ou correio (Caixa Postal 13334, CEP 20270-972 - Rio de Janeiro - RJ).

de um espaço, que já estava

tão quentinho e seguro.

Transformar, transpassar para

formar, é abrir mão desse lugar,

para que outros possam

ter acesso ao que tanto preso

e acredito. Igreja que mostrou

desprendimento, liberalidade,

amor prestativo e fraterno,

quando decidiu se unir em

prol de um ideal. Igreja que

sabe que o templo maior sou

eu, é você e que onde estivermos

seremos essa Igreja,

através das nossas atitudes,

ações e conquistas espirituais

em um mundo que não anda

na mesma direção. Igreja que

incomoda, que marca sua

presença e caminha desconstruindo,

construindo e sendo

“uns com os outros”. Daniela

Priscila”. (SOS)

sempre fui muito participativa

nas programações da Igreja.

Gosto muito de ler e também de

escrever. Sonho em um dia poder

publicar meu próprio livro.

Mas hoje estou aqui, para

através dessas linhas, agradecer

ao Jornal Batista, pela rica

oportunidade que eu tive de

contar minha história. Depois

que minha matéria foi publicada,

eu tenho sido contatada

por vários pastores batistas,

que me conheceram através

do jornal e que estão me convidando

para contar meu testemunho

em suas igrejas.

Que Deus continue abençoando

a Convenção Batista

Brasileira, que seu órgão oficial,

possa dar a outras pessoas,

inclusive jovens, a oportunidade

que estou tendo,

de testemunhar ao mundo as

maravilhas do nosso Pai.

Toda honra, toda glória e todo

louvor sejam dados a Ele, pelos

séculos dos séculos. Amém!

Solyana - membro da SIB

de Mesquita - RJ

ARTE: Oliverartelucas

IMPRESSÃO: Jornal do Commércio


eflexão

bilhete de sorocaba

Julio Oliveira Sanches

o jornal batista – domingo, 27/07/14

3

Visitar o Pepe no

Soweto se constitui

em experiência

inesquecível. O Soweto

é o local onde nasceu

Mandela. Líder adorado pelo

povo sul africano. Em todos

os locais permanecem visíveis

às influências deixadas pelo

homem que lutou contra a

apartheid. Não conseguiu

eliminar o problema do racismo,

mas levou os seus

contemporâneos a pensar

que a cor da pele não torna

o homem superior ou inferior

ao seu semelhante. O problema

persiste. Razão simples: a

raiz do pecado que leva o ser

humano a considerar o seu

semelhante como indigno

só pode ser erradicado pela

mensagem do evangelho de

Cristo. Não há lei humana ou

governo capaz de produzir

reformas no homem interior.

Somente o evangelho de

Cristo consegue esse milagre.

Paulo expõe essa verdade claramente

ao escrever Colossenses

3.11 - “Onde não há

grego nem judeu, circuncisão

nem incircunciso, bárbaro,

cita, servo ou livre; mas Cristo

é tudo em todos”. Enquanto

o Evangelho não chegar aos

corações continuaremos tendo

apartheid, inclusive nas

igrejas.

A África do Sul é hoje um

barril de pólvora, pronto para

explodir a qualquer momento.

Não só a África, mas o

mundo todo vive essa triste

realidade.

Os missionários Joel e Lúcia

Martiniano nos levaram a

conhecer o Pepe em Soweto.

A miséria é real em todo o

percurso. Favelas e mais favelas

são vistas. A paisagem

é sempre a mesma. De um

lado a opulência e riqueza

de alguns. Do outro a miséria

da maior parte da população.

Cruzamentos com os mais

variados tipos de pedintes.

Há um contraste entre as

rodovias bem asfaltadas e os

barracos, símbolos da pobreza

de um povo, escravizado

pelo pecado e misticismo,

exatamente igual ao Brasil. O

pecado gera o mesmo desequilíbrio

em todos os lugares.

O pastor Joel usa estratégia

especial para alcançar os pedintes

nos cruzamentos. Em

vez de dinheiro oferece pão

e bolo, bem embrulhados,

com folhetos evangelísticos.

No Peru, onde serviram por

vários anos, a situação era diferente:

- Aqui, diz a missionária

Lúcia, “se dermos um

rand a cada pedinte não sobra

salário no final do mês”.

É o triste conflito do salvo,

atender ou não atender aos

que nos estendem as mãos

suplicando pão.

A filosofia do Pepe é complicada.

Trabalha com voluntários,

que nada recebem

pelos serviços prestados.

Cabe à igreja oferecer o material

humano, que uma vez

treinado passa a servir por

amor. Esses voluntários são

carentes de todo o suporte

material. Mas, acrescenta Lúcia,

“se pagarmos, o dia em

que não ocorrer retribuição

monetária, o trabalho deixa

de existir”.

As igrejas, embora tenham

condições de sustentar seus

pastores, preferem o trabalho

gratuito dos missionários.

Algo semelhante ocorreu no

Brasil. Quando os missionários

americanos pararam de

investir em nossas instituições,

estas foram à falência.

Ao chegar ao Pepe o visitante

é atingido pela emoção. A

dedicação das voluntárias. Os

cânticos no dialeto zulu toca

a alma. Há na África do Sul

doze línguas oficiais e mais

de vinte dialetos. O estudante

na escola pode escolher duas

línguas. O inglês é obrigatório

acrescido de outra língua

oficial. Cada tribo tem o seu

próprio dialeto. A mistura nas

ruas, na igreja e nos shoppings

oferece uma boa ideia do

que seja Babel. Por natureza

o africano é alegre. O coro

adentra ao templo cantando e

dançando. Na hora das ofertas

a alegria contagia.

No Pepe as crianças memorizam

textos bíblicos. Sementes

lançadas para o futuro,

dizem os missionários. O

comportamento das crianças

é exemplar. Um das crianças

completava mais um ano de

vida, no dia de nossa visita.

Providenciamos uma pequena

festa de aniversário. Todos

ao redor das mesinhas aguardaram

até a última criança

ser servida. Uma delas orou

em zulu, agradecendo a “festa”.

E só após autorização da

líder começaram a comer.

Nenhuma algazarra. Comportamento

de gente educada,

que nem sempre vemos

em festa de aniversários em

nossas igrejas.

Os versículos são memorizados

em inglês e zulu. A

criança aprende a agradecer

antes de cada refeição. Levam

para o lar o que aprenderam.

Ninguém come antes

de agradecer. Os pais testemunham

as mudanças que

ocorrem no comportamento

dos filhos. A igreja que investe

em crianças colhe frutos

no presente e no futuro. Um

templo ou edifício de educação

religiosa fechados nada

produzem. Abertos ao público,

com sabedoria e amor, recebe

dividendos espirituais.

Alguns salvos, para tristeza

divina, não conseguem compreender

essa verdade.

Deixamos o local com

corações agradecidos pelo

amor revelado aos pequeninos

e pelo amor a nós retribuído.

Isto é Missões.

www.pastorjuliosanches.org

Manoel de Jesus The,

colaborador de OJB

Os antigos costumavam

dizer que

o pavão abria

suas asas para

desfilar sua beleza. Suas cores

são lindas, e acham-no a

mais linda das aves. Todavia,

diziam que o pavão se esquece

de olhar para os seus pés.

Eles são horríveis. Essa síndrome

está também presente

em nós humanos. O inimigo

do Reino de Deus trabalha

para semear essa síndrome

no povo de Deus.

Num dos meus pastorados,

um jovem começou a namorar

uma jovem da igreja.

Convertido a Cristo, começou

a evangelizar o conjunto

musical do qual participava.

Um dos componentes do

grupo, sentindo-se chamado

para o ministério pastoral,

preparou-se e foi consagrado.

Estava numa pequena

igreja. Uma igreja de porte

maior o convidou para o

pastorado. Ao lado da igreja

havia um terreno de 2.400

metros. Era um antigo sonho

da igreja. Não se passara um

ano, o dono do terreno procurou

o pastor e ofereceu o

terreno. A igreja foi desafiada,

e aceitou o desafio. Crentes

abriram o coração. Uma

família vendeu o único carro

que possuía e doou tudo.

Outros venderam terrenos

reservados para o futuro.

Comprado o terreno, o pastor

começou a alardear que a

conquista era uma conquista

pessoal, uma conquista sua,

não da igreja. Não demorou

um ano, a igreja cansou de

ouvir essa ladainha, e ele

perdeu o pastorado. Foi para

outra igreja, fez um bom

pastorado, mas, de novo,

repetiu o modelo. Por fim,

caiu em outro pecado, e foi

exonerado e excluído.

Nem todas as vítimas da

“síndrome do pavão” terminam

tão desastradamente,

mas essa síndrome faz muitos

estragos no reino de Deus.

Testemunho sempre crentes

tomando a palavra nos cultos

e começando a enumerar os

serviços prestados ao Reino

de Deus, dons, virtudes, e

outros pendores que possuem.

Essa síndrome é irmã da

“síndrome da posse”. Como

temos crentes preocupados

em serem donos da igreja!

Em vez de treinarem auxiliares,

aumentando a eficiência

de seus ministérios,

julgam-se insubstituíveis, e

ameaçam o futuro da igreja.

Ao atribuir o progresso

do Reino de Deus ao meu

exclusivo desempenho pessoal

está oferecendo armas

para o diabo travar esse

progresso.

Essa síndrome pode ser vista

nas campanhas dos nossos

políticos. Vendem a própria

alma para se perpetuarem

no poder. Desfilam suas virtudes,

jamais olhando para

os horrorosos pés chamados

corrupção. As vítimas da

“síndrome do pavão” sentem-

-se ameaçadas de perderem

o seu lugar, e sempre sonham

com lugares mais altos,

e, sem perceber, tornam-se

ameaça para outros. Disso

resulta o surgimento de uma

série de outros pecados e

defeitos.

A beleza genuína do cristão

é uma beleza completa. Não

há nenhum detalhe destoante.

Ao contemplarem o

cristão de beleza completa,

afirmam: “Este é um filho de

Deus”! Essa é a bem-aventurança

dos pacificadores. O

pacificador não faz campanha

para desfilar sua beleza.

Ela é uma beleza que reflete

a beleza de Cristo. Essa é a

beleza que promove o Reino

de Deus na terra.


4 o

reflexão

jornal batista – domingo, 27/07/14

GOTAS BÍBLICAS

NA ATUALIDADE

OLAVO FEIJÓ

Pastor, professor de Psicologia

Rivaldo Dantas,

diácono da PIB de Aracaju

“Ter conhecimento nem

sempre significa sabedoria.”

“Futebol é uma religião

pagã, onde pessoas se encontram

para adorar a Bola”.

(Armando Nogueira-cronista)

Chegamos a um momento

crucial na

história do mundo

especialmente no

Brasil. O império do futebol

ocupa a imaginação e o

coração de todos. Tudo gira

em torno do futebol que se

tornou o ópio, a religião da

população. O templo são

os estádios hoje chamados

acertadamente tal como nos

tempos do sacrifício dos cristãos

primitivos, de Arenas;

os dízimos são os ingressos;

os solidéus e crucifixos são

os bonés, camisas, chaveiros,

etc., e por aí afora uma

série de agregados da nova

fé expressa também nos hinos

desportivos. Já existem

templos em várias partes

do mundo como na França,

Espanha e na Argentina

a Igreja Maradoniana com

milhares de fiéis. Falta pouco

para acontecer no Brasil

nestes tempos do fim e já

se começam as investidas

com a tentativa de registro

da nova religião do futebol.

A cerveja artesanal Foca

chega ao mercado com um

projeto que tem tudo para

ganhar a atenção dos milhões

de torcedores brasileiros. O

projeto “Futebol Religião”,

criado pela agência Grey,

oficializa o esporte como

“culto religioso” no País.

Valendo-se de um dos artigos

da Lei Federal de Liberdade

Religiosa, o qual garante pela

Constituição brasileira o livre

exercício de culto religioso,

que entre outras coisas, permite

ao funcionário sair do

trabalho para professar seus

credos. Basta apenas citar o

art. 10 da nova religião. São

direitos dos membros: c) participar

dos jogos em estádios

de futebol do seu time ou

daqueles cujo resultado que

influenciem na classificação

do time e, na impossibilidade,

assisti-los em residência

ou locais onde forem transmitidos

os jogos, bem como

participar de programas e

eventos assim como de todas

as festividades.

Imaginem se o Brasil fosse

hexacampeão, certamente

esta concessão seria instantaneamente

assinada constituindo-se

oficialmente e com

registro a “Religião do Futebol”.

É o que estão tentando

e certamente isso irá acontecer

brevemente. E você meu

irmão a que grupo irá professar:

a Deus ou a Bola? Vá

pensando nisso, pois é uma

das vertentes da apostasia

que desejamos considerar.

Agora, vamos a analogia sobre

o titulo acima sugerido:

NINRODE>FELIPÃO>7

x 1. NIRODE era um dos

netos de Noé, filho de Cão

que se notabilizou como

grande líder tendo fundado

duas cidades importantes na

Bíblia que foram Nínive e

Babel, que mais tarde seria

a Babilônia. Nela conclamou

os seus habitantes a

construir uma torre na qual

alcançaria os céus, sinônimo

de sua grandiosidade, soberania

e usurpação do poder

e influencias divinas. Deus

viu e não permitiu, pois Ele

não permite que o homem

desvie o foco do seu louvor e

adoração a outro homem. O

que fez? Confundiu a língua

deles a tal ponto que não se

entendiam e o processo de

construção teve de parar,

pois ao ser pedido tijolo,

entendiam pedras, barro entendiam

água, e por aí afora.

Ninrode deve ter ficado perplexo

e confuso! O que acontecera?

Tudo vinha bem entre

ele e seu povo. A sociedade

se dispersou e o objetivo foi

frustrado. Algo sobrenatural,

estranho e inexplicável acontecera

repentinamente. Deus

não permitiu a desobediência

e a idolatria!

FELIPÃO um dos técnicos

até então mais cortejados e

competentes segundo dizem,

já proclamava o Brasil Hexacampeão;

o Brasil regozijava

e se curvava aos deuses do

Olimpo futebolístico. A soma

de bilhões de reais ostentava

a fama e o gáudio de um

Brasil que se ufanava perante

o mundo e de venerar os ídolos

brasileiros como heróis

de uma aventura e de uma

vitória certa; afinal somos

pentacampeões. O país respirava,

cultuava e ajoelhava-se

ante a fulgurante majestade

do poder da bola. Do seu

trono Deus contemplava os

milhões de brasileiros sofrendo

e morrendo nos hospitais

e clínicas, por falta de recursos

e assistência médica,

o comércio do narcotráfico

a grassar entre os jovens, a

violência acontecendo numa

celeridade e crueldade nunca

vistas, a impotência de

uma segurança pública por

falta de políticas próprias, a

educação num caos generalizado

sacrificando as futuras

gerações e a desenfreada

corrupção dos detentores do

poder político. Indiferente

a tudo isto 200 milhões de

brasileiros sorvia do enganoso

entretenimento, fazendo

desta Copa o ópio dos seus

desejos, alienados, idiotizados,

e submissos à ferocidade

dos donos do poder e senhores

do mundo. O juízo divino

entra em ação! Perde o time

brasileiro a sua classificação

para se candidatar ao título

mundial no seu penúltimo

jogo enfrentando a Alemanha

que o derrota pelo histórico

e humilhante placar de 7 x

1. Perde também sua ultima

batalha futebolística frente à

Holanda por 3 x 0; tributo à

trindade satânica.

Todos estavam estarrecidos

com o terrível acontecimento.

Ninguém sabia

explicar o que acontecia

sob as vistas de 200 milhões

de brasileiros e bilhões de

torcedores mundiais. Nunca

na história do futebol

mundial nestes 100 anos

tal coisa havia acontecido.

O depoimento dos jogadores

que apenas disseram:

Deu um branco em todos!

Cronistas e imprensa não

conseguiam explicar o inexplicável.

A alegria seguiu-

-se o pranto e a tristeza! O

treinador FELIPÃO perplexo

e atônito confessou-se atordoado:

“Não sei explicar”!

E ninguém o saberá, pois o

O Deus

Accessível

“Fui buscado dos que não

perguntavam por mim, fui

achado daqueles que não

me buscavam; a uma nação

que não se chamava do meu

nome eu disse: Eis-me aqui.

Eis-me aqui” (Is 65.1).

As religiões de origem

humana se

caracterizam pela

atitude de viver

em procura da divindade. A

religião bíblica, de origem

divina, se apresenta como

um Deus em procura do ser

humano. Eis como o Senhor

se revela, pelo profeta Isaías:

“Fiz-me accessível aos que

não perguntam por mim” (Is

65.1).

Ainda hoje, igrejas que se

dizem bíblicas, teimam em

procurar um Deus à imagem

e semelhança dos homens.

Suas mensagens elaboram

uma divindade que gosta de

bons empregos, que se alegra

fato é sobrenatural e o sobrenatural

provém de força

superior. Esta força ofendida

e condoída pela injustiça,

que tem sacrificado os mais

humildes e aos iludidos pelo

entretenimento momentâneo

oferecido pelos poderes

constituídos, é a mesma que

atuou no passado no tempo

dos profetas, exercendo juízo

entre seu povo-DEUS.

Que outra força produziu

tal efeito?

7 x 1 - Tirania ou Castigo?

Se observarmos os contextos

bíblicos aonde se insere

o numero 7, vamos notar

que ele está presente desde o

Gênesis ao Apocalipse, assim

como os números 12 e 40.

Segundo estudiosos de numerologia

o 7 é considerado

tirano; segundo os teólogos o

7 é número perfeito de Deus.

Deus o utilizou para definir

sua matemática divina e seus

juízos: 7 foram às pragas do

Egito; 7 são as cartas às igrejas

desviadas e desavisadas;

7 são as trombetas; 7 são os

selos; 7 são os trovões; 7 são

os flagelos. As evidências são

claras! A Alemanha poderia

com o carro do ano e que,

acima de tudo, precisa de

grandes ofertas em dinheiro.

Esta pregação criou o deus

do empreendedorismo, que

somente é alcançado pelos

que acreditam nas “boas novas”

da autoajuda.

Ao contrário desta religiosidade

empresarial, a

Bíblia anuncia um Senhor

misericordioso, que busca

pessoas que nada entendem

de teologia. Que “não

perguntam por mim”, mas

que, no Seu interior sentiam

um vazio, que religião nenhuma

estava satisfazendo.

A esta necessidade, Paulo

chamou de “deus desconhecido”

e, em seguida, falou do

Cristo crucificado e ressuscitado.

Cristo, na forma de

Jesus, faz Deus “accessível”,

que estende os braços para

nos receber. Nossa fé em

Cristo é a nossa resposta à

iniciativa divina.

muito bem ter esticado o

placar, talvez 8 ou 10, mas

não o fez. Foi detida e isso

para mostrar donde veio tal

juízo! E para consolidar um

resultado final e categórico,

mais um gol do outro lado do

Brasil (7 x 1), ou seja 8 total

número do homem. Aceitem

se quiser, mas tentei lhes

explicar o inexplicável (para

eles). Estamos no tempo do

fim e tais fatos e incidentes

espantosos vêm acontecendo

no mundo dos negócios, da

politica, da família, da igreja

e da sociedade enfim, através

dos fenômenos cíclicos, geográficos,

históricos, sociais e

no mundo espiritual. Precisamos

rever alguns conceitos

sobre o relacionamento entre

a Igreja e Deus. Essa revisão

passa necessariamente por

aquilo que precisamos entender

- o caráter de Deus.

Quando subestimamos o

que a Deus é devido e nosso

relacionamento com Ele é

estremecido pelo nosso desvio

e pecado, não resta outro

caminho senão pedir-lhe o

contrito perdão, ou então

esperarmos o seu juízo.

Reflita nisso!


eflexão

o jornal batista – domingo, 27/07/14

5

Pr. Sylvio Macri,

pastor da Igreja Batista

Central de Oswaldo Cruz - RJ

O

crescimento do

segmento evangélico

trouxe

alguns problemas

muito sérios, como o

surgimento de sincretismos

(mistura do evangelho com

outras crenças), liderança

hipócrita, crentes nominais,

igrejas ritualistas, igrejas de

massa onde quase ninguém é

conhecido, e uma verdadeira

indústria, uma espécie de

“economia evangélica”, cujo

espantoso aumento é notado

pelos especialistas, principalmente

em duas áreas: a editorial

e a de entretenimento.

Sob um determinado ponto

de vista, uma “economia

evangélica” é aceitável e necessária,

tendo em vista que

os crentes também são consumidores

e precisa haver oferta

no mercado de livros, revistas

e jornais que eles possam ler,

bem como gravações musicais

que possam ouvir e filmes

que possam ver, o que vem a

dar também na necessidade

de um sistema de comunicação

(rádio e televisão). O

problema é associar isto tudo

com adoração, e a pergunta

que se faz necessária é a seguinte:

Existe, de fato, adoração

em atividades que visam

claramente o lucro financeiro

e a promoção pessoal?

Os chamados shows de

cantores e bandas ditos evangélicos

constituem a mais

evidente dessas atividades.

A palavra “show” vem do

inglês e quer dizer exibição,

exposição. Está claro que,

por mais que as pessoas que

se exibem sejam de fato crentes

e éticas, por mais que as

letras falem de Deus e sua

Palavra, tais shows visam

expor a arte (nem sempre é

possível chamar assim) delas

e obter compensação financeira

por isso.

Mas, para piorar, temos aí

pelo menos mais dois problemas:

primeiro, as exigências

de mercado interferem

diretamente no conteúdo e

estilo das músicas gravadas,

produzindo um nivelamento

por baixo, com muita coisa

de péssima qualidade (pois é

preciso gravar o que vende).

Segundo, a grande maioria dos

autores e cantores tem um conhecimento

doutrinário raso,

daí se produzindo verdadeiras

heresias, que o povo repete

como mantras. Ou, então,

suprime-se o que não agrada,

como a menção à confissão de

pecados, ao arrependimento,

ao juízo final, etc.

Isso não quer dizer que não

devamos adquirir bons discos,

e os há. Mas chamar um

“show gospel” de adoração

é demais. Precisamos manter

um distanciamento crítico

que nos permita ver as coisas

como de fato são. Apesar do

conteúdo de fé daquilo que é

exibido, um show gospel não

é adoração.

Mas a resposta à pergunta

acima tem um desdobramento.

Se os chamados shows

evangélicos se restringissem

aos ambientes próprios para

eles, seria “menos pior”. O

problema é que o show gospel

foi trazido para dentro da

igreja, a adoração praticada

nos cultos passou a seguir

seu modelo, e aí o problema

tornou-se muito maior.

Em primeiro lugar um show

exige um grande ambiente e

tecnologia pesada (instrumentos

musicais, som, imagem,

iluminação, etc.), investimento

que a maioria das igrejas

não tem condições de fazer,

e quando fazem é em detrimento

de coisas muito mais

importantes como missões,

evangelização, educação, serviço

social, e outras atividades

(e isso também é adoração).

Em segundo lugar, uma das

principais características de

um show é o alto volume do

som, coisa não somente insuportável

por ser prejudicial à

saúde dos ouvidos, principalmente

dos mais velhos, como

também incompatível com

um ambiente de culto. A música

de adoração deve levar-

-nos à meditação, à reflexão

e à comunhão com Deus, e

não ao ensurdecimento e à

agitação emocional.

Em terceiro lugar, os shows

evangélicos reproduzem o

estilo dos shows mundanos,

e isso, por tabela, veio também

para dentro dos cultos.

A postura dos músicos é de

exibição, são usadas palavras

de ordem e gestos para

estimular o auditório, mas o

pior de tudo são as coreografias

(ou danças, como alguns

preferem), que nos fazem

sentir como se estivéssemos

assistindo a um programa

do falecido Chacrinha. Não

temos as “chacretes”, mas

temos as “gospeletes”.

Em quarto lugar, mas não

esgotando o assunto, o formato

de show subverte completamente

o propósito de um

culto de adoração, pois visa

o entretenimento. As pessoas

vão a um show gospel para

divertir-se e não para adorar

a Deus. A música e mesmo

a pregação, quando ela é admitida,

é de molde a entreter

o ouvinte. Nada de falar de

pecado, de necessidade de

arrependimento e transformação

radical, de juízo final, etc.

Faça um teste: quantos cânticos

espirituais que você conhece

falam desses assuntos?

Portanto, precisamos urgentemente

banir o show de

nossos cultos de adoração.

O

jornal capixaba

A Tribuna de

14/6/2014 publicou

interessante

matéria demonstrando que

a Internet já é a maior causa

de separações no Estado do

Espírito Santo. Na verdade,

a causa das separações não

é a internet, mas a infidelidade

conjugal que a internet

propicia ou simplesmente

denuncia. No primeiro caso,

são citados os sites de relacionamento

onde surgem

traições virtuais, apenas pela

troca de mensagens amorosas,

que fatalmente terminam

na cama de um motel. No

segundo caso, homens e mulheres

descobrem, nos arquivos

dos seus computadores,

que estão sendo traídos pelos

seus cônjuges. É citado o

caso de uma professora que

descobriu a traição do marido,

criou um perfil falso com

fotos de outra pessoa e começou

a manter com ele um

romance virtual. O clima da

paquera foi esquentando até

que o casal marcou o primeiro

encontro em um restaurante,

obviamente pensando no

que viria depois do jantar.

Ao chegar ao restaurante, o

rapaz esperou poucos minutos

até descobrir que a sua

amante virtual era sua própria

esposa. Houve intensa

discussão e agressões, que

terminaram na separação do

casal. Outra mulher, de 37

anos. Descobriu um aplicativo

que mostrava fotos de

uma mulher nua captadas

pelo WhatsApp e armazenadas

no smartphone do marido.

Ao descobrir a traição, a

mulher saiu de casa com o

filho. Outro artigo diz que

um casamento de sete anos

terminou depois que um homem

instalou no computador

da casa um programa que

salvava tudo o que ali era

digitado e descobriu que a

esposa mantinha um romance

virtual com outro homem.

Badoo, Tinder, WhatsApp,

Facebook e dezenas de outros

aplicativos estimulam

os internautas a manterem

conversação amorosa pela

internet, o que quase sempre

termina em divórcio.

Outro motivo que tem elevado

o número de separações,

diz o artigo, é o tempo

que as pessoas gastam com

a admirável tecnologia da

internet e com a conversação

com dezenas de pessoas de

fora, deixando a família em

segundo plano. Ou em nenhum

plano. Uma advogada

especialista em direito de

família informou que algumas

mulheres gastam todas

as horas do dia navegando

pela internet, deixando de

dar atenção aos filhos e ao

marido, o que tem levado

muitos homens a buscarem

outra pessoa fora do casamento

para satisfazerem sua

necessidade de afeto.

Enfermidade neuropsiquiátrica

está provado, têm sido

causadas pela solidão em

pessoas que deixaram de

dialogar, de ouvir vozes humanas

e de falarem com as

pessoas ao vivo, olho no

olho, pra se dedicarem totalmente

ao relacionamento

através do celular e do

computador. Quando não

estão “conversando” pelo

celular, invariavelmente estão

praticando os games que

viciam e que são apenas um

fator de enclausuramento e

de fuga ao convívio pessoal.

Adolescentes não estão

aprendendo a raciocinar e a

expressar suas ideias porque

não exercitam o diálogo, que

desenvolve o pensamento,

amplia o vocabulário e enriquece

o relacionamento

pessoal. Jovens e adultos

estão desaprendendo a arte

de conversar, tudo por conta

da cibermania.

Pior que tudo, porém, é

que a mania da internet está

invadindo o santuário onde

os crentes deveriam estar

ouvindo a voz de Deus na

alma e falando com Deus

através de cânticos e orações.

Diácono amigo me contou

que um adolescente ao seu

lado na igreja passou o culto

inteiro manuseando seu celular

mandando e recebendo

mensagens e brincando nos

seus joguinhos. Advertido

pelo diácono, o jovem declarou

sem rodeios: “Não ouvi

uma única palavra do sermão

do pastor”, que é um grande

pregador, por sinal. Até que

ponto a fé em Cristo será

deteriorada e a comunhão

com Deus será prejudicada

pelo mau uso dos instrumentos

tecnológicos que Deus

permitiu fossem criados para

facilitar-nos a vida, para o

nosso bem? Alguém pode dizer

o que se pode fazer antes

que seja tarde?


6 o

jornal batista – domingo, 27/07/14 reflexão

Francisco de Assis Pereira

de Lima,

pastor da Igreja Batista de

Tabua, São Fidélis – RJ

Sonho. Euforia. Tudo

começa por aqui. O

esporte está entrelaçado

com a vida humana.

Não se sabe exatamente

desde quando ele surgiu,

mas sabe-se que está dentro

do ser humano competir,

ganhar, vibrar, sonhar. Há

inúmeras modalidades esportivas.

Algumas são individuais,

outras coletivas: com

dois, três, seis, onze, enfim, é

o esporte; exigente, competitivo,

desafiador. Através dele

muitos escrevem o nome na

história, alguns por serem os

melhores, outros por serem

os piores. Independente se

é amador ou de alto rendimento,

todos sonham em

ganhar, todos são esforçados

em competir e todos são eufóricos

e vibrantes em torcer.

Mas reparem como o esporte

também pode ser ingrato,

porque não dizer, egoísta;

basta fazer algumas contas

simples para se perceber

que isso. Vejam, existe mais

de sete bilhões de pessoas

no planeta, desses, apenas,

cerca de 270 milhões estão

ligadas ao futebol profissional;

e, apenas 736 são convocados

para participar numa

copa do mundo, e apenas

23 (jogadores de linha) são

coroados campeões, sendo

que apenas 11 deles entram

em campo como titulares

e apenas um é escolhido o

melhor de todos. Para onde

vão os demais? O que fazem

os outros? Diante de uma

estatística tão destoante, resta

ao ser humano APRENDER.

Aprender o que o esporte ensina.

Mas o que de principal

ele ensina? À priori, ensina-

-nos mais a superar a derrota

do que celebrar as vitórias.

Ensina que poucos sobem

aos degraus mais elevados da

vida, mesmo para os que já

são considerados melhores,

até mesmo porque há poucos

degraus para serem ocupados,

pois a massa é constituída

do povão, dos simples,

do normal, do comum, dos

que lotam as arquibancadas

e não dos que competem no

gramado e sobem ao pódio

para levantar a taça. Ensina

também que a vitória camufla

os verdadeiros problemas

da vida e que o senso comum

é tão instável quanto

perder e ganhar: em poucos

dias se passa de herói para

vilão, de crack para perna

de pau, de treinadores campeões

para burros desqualificados,

mas não há nada de

novidade aqui – vê-se isso

o ano inteiro nos campeonatos

nacionais, principalmente

no Brasil. Outra questão

destoante é a tremenda

inconstância e incoerência

da imprensa, lógico, com

algumas exceções, é claro.

Comentaristas mudam de

opinião como o tempo muda

em regiões litorâneas: faz sol,

fica nublado, chove, e o sol

volta a brilhar novamente em

um curto espaço de tempo.

Parece que muitos estão tão

preocupados em alcançar

audiência, que se esquecem

do verdadeiro proposito da

imprensa que é: informar

para formar uma opinião que

some, que acrescente para

transformação.

O esporte é lindo, mas na

maioria das vezes nos ensina

mais a perder do a ganhar;

ou melhor, nos ensina mais

a competir, a perseverar do

que a conquistar, afinal, todos

lutam muito para poder

conquistar algo. Ele nos faz

mais chorar, sofrer, angustiar,

do que sorrir; porém, nem

por isso devemos deixá-lo

pra lá, pois ele representa

a vida. A luta do esporte é

o espelho da vida comum,

lutamos sempre, mas não

ganhamos todas, uma hora

perdemos, ou melhor, uma

hora ganhamos... Por isso,

aprendamos a competir sempre

e ganhar às vezes.

Temo por essa filosofia egoísta

que defende que “ganhar

é o que importa”, “acertar

sempre é o que vale”, ou

como disse certo jornalista:

“A história é escrita pelos

vencedores”, será? Talvez

seja necessário conceituar

vencedor. Temo que por trás

de tal filosofia escondamos as

nossas próprias frustrações,

nossas próprias fraquezas e limitações.

Responda a si mesmo:

ganhamos todas sempre?

Gabaritamos todas as provas?

Acertamos sempre o ponto

do condimento, do sal, do

açúcar, das palavras, enfim.

Responda de novo: deveríamos

queimar esses jogadores

em praça pública, como ouvi

certa pessoa sugerir? Fiquei

preocupado! Deveríamos

queimar-nos a nós mesmos

quando falhamos, quando

somos maus maridos, más

esposas, maus filhos, maus

pais, maus profissionais, enfim,

quando damos um apagão

mesmo que seja de 6

minutos ou, de 6 segundos?

Uma derrota não pode apagar

nossa história vencedora,

7 a 1 foi feio? Foi horrível!

Mas ele pode ser comparado

aos piores dias da nossa

vida, aqueles nos quais

respondemos atravessado

a uma pessoa a quem amamos,

a alguma negligencia

intencional, a qualquer tipo

de vacilo semelhante à escalação

do Felipão. Na vida,

muitas vezes, somos como

ele, falhamos feio! Por que

não compreender? Por que

não nos conformar? Por que

não continuar apoiando? Não

estaria a nossa cultura – e nós

mesmos, sendo exigentes

demais? Egoístas demais? Ou,

talvez, orgulhosos demais? Se

nós podemos perder, porque

eles não? Também são humanos.

Carecem de forças.

Querer ganhar sempre faz

parte do esporte e da vida,

mas só aceitar a vitória é um

grotesco sinal de orgulho.

Se fosse depender dos

critérios provenientes dessa

filosofia do ganhar, ganhar,

ganhar, Thomas Edson, o

inventor da lâmpada elétrica,

teria sido o mais fracassado

de toda a história e

certamente teria desistido.

Depois de haver tentado

milhares de vezes, foi perguntado

se não estaria cansado

de fracassar: “Não,

nunca! Agora conheço mais

de 3.000 formas de como

não fazer”, retrucou.

Muitas vezes é preciso

aprender também a reconhecer

a superioridade dos

outros. Há gente melhor do

que nós; há time melhor que

o nosso. E precisamos aprender

também a respeitar tanto

os outros como a nós mesmos.

Cobranças justas são

válidas e necessárias, mas

nada de blasfêmias, nada de

jogar a toalha, nada de virar

a casaca. Uma vergonhosa

derrota pode ser uma grande

oportunidade de profundas

reflexões e mudanças.

Vamos valorizar o que temos

e não ficar reclamado

o que não temos. Somos do

único país do mundo a possuir

cinco títulos, muitos não

têm um sequer. Não que não

devamos buscar o hexa, mas

que seja com naturalidade,

de acordo com as condições

favoráveis, não por pressão

extremista, não por ambição

egoísta, não somente para

saciar nossa sede de títulos.

Agora é hora de mostrar

nossa força, Brasil, não mais

colocando o amor na chuteira

por que a copa já acabou,

mas acolhendo e compreendendo

cada jogador.

Eu tenho plena certeza que

nenhum jogou para perder,

assim como nós, que sempre

desejamos acertar. Todos

buscaram a vitória, mas ninguém

ganha todas, ou melhor,

às vezes ganhamos, e

faz parte do esporte e da vida

ganhar e perder.

Cleverson Pereira do Valle,

pastor da Primeira Igreja

Batista em Artur Nogueira

No dia 13 de Julho

de 2014, a seleção

Alemã se sagrou

campeã do

mundo de futebol pela quarta

vez. Durante toda a Copa ela

se mostrou mais preparada.

Vou derrotando os seus adversários

um a um. Na partida

de estreia da Alemanha

goleou Portugal por 4 a 0. E

quando o Brasil enfrentou a

Alemanha na semifinal, foi

um massacre Alemão 7 a 1.

O técnico da Alemanha era

auxiliar na Copa de 2002 e

há 12 anos vem trabalhando

com essa seleção. O título

vem coroar uma seleção

bem treinada, organizada e

determinada.

São exemplos dentro de

campo, mas fora de campo a

seleção Alemã também deu

um show.

Quando não estavam treinando,

estavam socializando

com as pessoas na cidade

e na praia, participaram de

festas com a população brasileira.

Algo que chamou a atenção

foram as doações; dez

mil euros para a Comunidade

Indígena local entre outras

coisas.

Exemplos devem ser seguidos,

não podemos ficar

observando de longe sem

fazer a nossa parte.

Deus nos deu sabedoria,

inteligência para usarmos em

benefício do próximo.

Não podemos esquecer-

-nos da ordem de Jesus que

é amar ao próximo, fazer o

bem às pessoas.

A seleção Alemã mostrou

isso, atenção para com as

pessoas da Comunidade

onde estavam hospedados.


missões nacionais

o jornal batista – domingo, 27/07/14

7

Culto Nacional da Vitória reúne

voluntários da TransCopa

Redação de Missões

Nacionais

“É

indescritível!

Como em todo

evangelismo,

nunca sabemos

como Deus vai conduzir as

coisas, e Ele sempre nos surpreende”,

são as palavras da

professora de educação física

Mariana Lima. A jovem de 23

anos, membro da Igreja Evangélica

Projeto Renovar, fez

parte do grupo de voluntários

que esteve presente no Culto

Nacional da Vitória realizado

na IB do Maracanã na manhã

deste domingo (13).

Com muitos louvores e orações

de gratidão, o culto foi

um momento de relembrar o

agir de Deus nessa mobilização

missionária que aconteceu

durante o período da Copa do

Mundo em todas as cidades-

-sede do evento. “Fomos escalados

para um jogo diferente

e alcançamos muitas vitórias”,

destaca o pastor Fabrício Freitas,

gerente executivo de Evangelismo

da JMN.

Ao nosso Deus toda a honra

e glória pela realização de

mais uma Operação Jesus

Transforma. Pessoas de diversos

países tiveram a oportunidade

de ouvir a mensagem

do evangelho. “O povo se

uniu, vestindo a camisa para

Redação de Missões

Nacionais

Momento de oração e agradecimento

declarar que Deus amou tanto

o mundo que entregou o

próprio filho, Jesus Cristo, para

nos salvar”, declara o pastor

Maurício Martins, gerente operacional

de Evangelismo da

JMN e coordenador nacional

da TransCopa.

Para Rogério Darcelino, 43

anos, membro da 1ª IB de

Coelho Neto, Rio de Janeiro

(RJ), as dinâmicas usadas na

“Deus tem dado chance de

transformação”, declarou Rogério, ao

falar sobre a Trans

abordagem ajudaram no processo

de evangelização, como

o uso do “Cartão Amarelo”,

com o qual as pessoas eram

paradas e “advertidas” para

buscarem uma mudança de

vida. “Deus não quer nos dar

cartão vermelho, e Ele tem

nos dado a oportunidade de

transformação”, explica.

Após o culto, cheios de disposição,

os voluntários saíram

Voluntária Mariana no Culto da Vitória

Pr. Maurício Martins, gerente operacional de

Evangelismo, ora com Pr. Fabrício Freitas

às ruas para atuarem na evangelização

horas antes da final

da Copa do Mundo.

de agir para que haja uma

nova geração de pessoas fiéis

ao Senhor. Visite o canal

Jesus Transforma, no site de

Missões Nacionais, para sacemos

a Missões Nacionais

pela oportunidade de servir.

Esta igreja decidiu não ter

estratégia missionária na Copa

para abraçar a Trans”, revela

Alexandre Aló, pastor da IB

do Maracanã.

Foram 12 equipes de atuação

com cerca de 1500 voluntários.

Além de brasileiros,

a TransCopa recebeu 54 argentinos,

87 venezuelanos e

um pequeno grupo de norte-

-americanos. “Esse não foi um

trabalho só da Junta de Missões

Nacionais, foi de todos

os batistas. Nós louvamos a

Deus pelo empenho de todos,

mas não encerramos por aqui;

vamos continuar”, incentiva o

pastor Fabrício, apresentando

aos voluntários os demais

projetos da Junta de Missões

Nacionais.

Voluntários evangelizaram e

“marcaram gols” que terão reflexo na

eternidade

Crianças alcançadas durante

Trans no Paraná

frio era intenso,

mas

foram dias

“O abençoados”,

descreveu a missionária

Jaqueline da Hora Santos,

coordenadora do Programa

de Evangelização de Crianças.

Ela participou da Trans

Crianças na região sudoeste

do Paraná, contemplando as

cidades de Santo Antônio do

Sudoeste, Realeza, Pato Branco,

Clevelândia e Planalto, na

fronteira com a Argentina. Por

meio de brincadeiras e distribuição

de guloseimas, lições

bíblicas e cânticos o plano da

salvação foi compartilhado

com dezenas de crianças.

Nos pequenos grupos, as

crianças foram novamente

confrontadas com a mensagem

do evangelho por meio

do folheto “O Caminho para

o Céu” e dos estudos bíblicos

“Encontros com Jesus”.

Durante o apelo, 28 crianças

aceitaram Cristo como

Atividades ajudaram no

processo de evangelização

Senhor e Salvador, e serão

acompanhadas pela igreja

batista local.

“Ficamos muito sensibilizados

com um menino de

8 anos. Na celebração em

conjunto ele participou atentamente.

No pequeno grupo

acompanhou com atenção

a explicação do folheto. No

fim do programa, ele foi à

frente, confirmando a decisão

e orou de forma que emocionou

profundamente nosso

coração”, relata Jaqueline.

Interceda para que as sementes

plantadas no coração

Crianças durante oração

Parte da equipe que atuou na Trans

das crianças gerem frutos.

Ore também pelos demais

trabalhos que acontecerão,

ainda neste ano, com crianças.

Sabemos que é tempo

Gratidão às igrejas

O Culto Nacional da Vitória

também foi o momento de

agradecer a todas as igrejas

batistas que colocaram à disposição

as suas instalações

para receber os voluntários

e cuidar deles. “Nós agrade-

Jaqueline falando de Cristo para as crianças

Um grande número de crianças ouviu a

mensagem do evangelho

ber em quais cidades serão

realizadas mais operações

evangelísticas com foco no

alcance de crianças, e inscreva-se.


8 o

jornal batista – domingo, 27/07/14 notícias do brasil batista

Vem aí o Mês da Juventude, e a JBB está preparando

muitas ações e novidades pra que seja

um mês sensacional. Durante 06 (seis) semanas,

teremos artigos sobre o que está na cabeça da

galera, e quais são os pensamentos que queremos

pra essa geração. Diversos assuntos que estão em

pauta em todo o mundo, através das redes sociais,

organizações internacionais e instituições evangélicas

serão abordados durante esta série. Hoje

começamos com: O que a juventude pensa sobre

sustentabilidade no artigo do Thiago Moreira que

é Teólogo e Professor de Filosofia e Sociologia.

Thiago L Moreira, teólogo,

professor de filosofia e

sociologia

Efésios 5.15-16

Em algum momento

você já pensou na relação

do esgotamento

dos recursos naturais

e o aspecto ético que o evangelho

de salvação têm em

nossas vidas. Isso não é privilégio

seu ou meu, alguns

de nossos mais influentes

pensadores como; Francis

Schaeffer, John Stott, Gene

Getz, buscaram um ponto de

vista adequado à nossa realidade

de Reino, efetividade

da igreja e o papel do “ente”

nesse contexto.

Nos anos 70 inicia-se a

busca por um estudo interdisciplinar

do tema socioambiental,

principalmente

voltado à globalização dos

riscos, ao desenvolvimento

sustentável, a modernização

reflexiva, aos aspectos

éticos relacionados a essas

questões e às suas diversas

relações com o ser humano

como agente livre.

Desde então, existe a preocupação

em se produzir

e consumir o que é produzido

em grande escala,

como incentivo do desenvolvimento

em detrimento

da integridade do ser. É

nessa época que o foco da

mídia, economistas, design,

do comércio, varejo e

consumo, tem se debruçado

em fomentar um ritmo

acelerado e uma cultura de

dependência entre “ente” e

produção.

Uma incompatibilidade

do sistema de extração produtiva

em um planeta de

recursos finitos, trouxe a

necessidade da observância

à interação do “ente”

e seu meio. A má gestão e

a erosão dos eco-sistemas

e das economias locais,

subsidia o fluxo de pessoas

sem alternativas e sem

identificação com meio

algum, causando em partes

o desenraizamento e por

consequência uma imediata

destradicionalização.

A progressiva produção

tem tirado o ser humano

das questões centrais da

existência e neste sistema

existe perda em todos os

processos. A sociedade

atual surge como consequência

dos processos de

modernização, que são insensíveis

aos seus próprios

efeitos, fragilidades e ameaças.

Não só os recursos do

meio ambiente são usados

de maneira descartável,

mas também pessoas, comunidades,

culturas e sociedades.

Existe um evidente prejuízo

que vai além das questões

da natureza, e adentra

à relação meio, “ente” e

semelhante, e por consequência

com o próprio Reino.

Prejuízo este que é fruto

da degradação do espaço

das relações. A partir daí,

vemos a alteração na relação

do “ente” com o meio;

em que o “ente” tem se

adequado de forma pouco

apropriada ao meio degradado.

Um irônico desfrute

meio a produtividade não

processada, em meio ao

“lixo”; em habitações e

relações que podem ser

identificadas como depósitos

aparentemente cada

vez mais sofisticados do

mesmo.

Vivemos dias em que

o “ente” acabou se submetendo

ao próprio meio

que está reinventando de

forma desordenada. Uma

realidade de risco onde

cada vez há menos espaço

para o “ente” e para o meio

natural, e em contra partida

um exagerado condicionamento

ao meio artificial

produzido de forma instantânea

e descartável.

O conceito contemporâneo

de usar e jogar fora,

tem força determinante de

influência na desconstrução

do senso de responsabilidade

individual em relação

ao meio e às relações.

Contrapor a exteriorização

do verdadeiro custo da

produção e do consumo,

e transformar este sistema

linear em um sistema que

não descarte ou desperdice

recursos e pessoas, deve

ser o objetivo central do

pensar uma eclesiologia

do Reino na relação “ente”

e meio.

Infelizmente, temos buscado

e nos conformado a

modelos relativos e ultra

cartesianos, tão difundidos

em nossos tempos. Francis

Schaeffer nos encoraja a

desenvolver o real papel

de cristãos na atualidade

ao citar que; o Cristão é o

verdadeiro radical da nossa

geração, porque ele se posiciona

contra o moderno

e monolítico conceito da

verdade relativa.

É imediata a necessidade

de restauração e ressignificado

conceitual e prático

na mentalidade do “ente”

e sua relação com o meio.

A Igreja, precisa perceber

que não vivemos um novo

espaço histórico de tempo,

mas sim, a crise de uma

realidade instalada. Não

vivemos algo novo, mas os

mesmos princípios exacerbados,

frustrados e em crise

profunda.

O desafio continua sendo

a busca por uma Igreja relevante

em nosso contexto

e nas suas mais variadas

relações, isto é, com os outros

e com o meio. Somente

uma reflexão pautada

plenamente no amor será

capaz de produzir uma significativa

e radical postura

resistente aos relativismos

contemporâneos. Postura

que gera uma consciência

plena de Reino e a preservação

das relações e do

meio.

A exagerada busca por

uma hipercontextualização

da Igreja, tem inibido

a possibilidade de uma

bíblica textualização da

sociedade. Os princípios

da eclesiologia bíblica são

a filosofia adequada e a

sociologia definitiva para

toda e qualquer realidade

social.

Façamos diferença!


notícias do brasil batista

o jornal batista – domingo, 27/07/14

9

Brasil é escolhido pela Aliança

Batista Mundial para sediar o

22 o Congresso em 2020 e líder

sul-africano é eleito Presidente

Redação de OJB

A

cidade do Rio de Janeiro

foi escolhida

pelo Conselho Geral

da Aliança Batista

Mundial para ser a sede

do 22º Congresso o evento

que acontecerá no mês de

julho de 2020, volta ao país

depois de 60 anos, quando

o congresso foi realizado no

estádio do Maracanã.

Paul Msiza da África do Sul,

foi eleito presidente da Aliança

Batista Mundial e mais 12

vice-presidentes foram eleitos

pelo Conselho Geral Aliança

Batista Mundial - BWA, que

se reuniu durante o encontro

anual realizado em Izmir, na

Turquia, de 6 a 12 de julho.

Msiza, de 53 anos, assumirá

o cargo no final do 21º.

Congresso Mundial Batista

em Durban, em Julho do próximo

ano, sucedendo John

Upton dos Estados Unidos.

Ele é o segundo Africano eleito

para a presidência BWA.

William Tolbert da Libéria

foi presidente BWA 1965-

1970. Tolbert foi presidente

de seu país, de 1971 até seu

assassinato durante um golpe

militar em 1980.

Como vice-presidente

BWA, Msiza tem participado

ativamente na Aliança

Batista Mundial - BWA desde

2000. Ele é membro do

Conselho Geral, da Comissão

Executiva, da Comissão de

Nomeações, do Congresso,

da Missão, Evangelismo e

Comité Consultivo reflexão

teológica e da Assessoria de

Promoção e Desenvolvimento

Comitê. Anteriormente,

atuou na Comissão de membros

da BWA, a Comissão de

Doutrina e Intereclesiástica

de Cooperação e do Acadêmico

e Educação Teológica

grupo de trabalho. Msiza foi

presidente da All Africa Baptist

Fellowship, uma das seis

sedes regionais da BWA, de

2006-2011 e secretário-geral

da Convenção Batista da África

do Sul (BCSA) 2001-2010.

Ele é presidente do Comitê

de Organização Local para o

próximo ano Baptista World

Congress. O congresso, o primeiro

dos quais foi realizado

em 1905, é normalmente realizada

a cada cinco anos e é o

maior encontro internacional

de batistas. Ele marca a transição

da presidência BWA. O

21º. Congresso em Durban

será o primeiro na África.

Msiza estudou na Faculdade

de Formação de Professores

Hebron e trabalhou como

pastor bi-vocacional e professor

de escola a partir de

1988, até que ele se tornou

diretor-fundador do Colégio

da Convenção Batista, em

1995, de onde saiu para se

tornar BCSA secretário geral.

Ele possui diplomas e títulos

da Universidade de Witwatersrand,

a Universidade

da África do Sul, o Seminário

Teológico Batista do Sul da

África e do Instituto Bíblico

Batista. Ele pastoreia a Igreja

Batista Peniel-Salem, em Pretória

desde início de 2011. É

casado com Sanna Mapula

desde 1986 e têm três filhos.

Os doze vice-presidentes

eleitos são Michael Okwakol,

Uganda, Ernest Adu-Gyamfi,

Gana, Tapan Chowdhury, de

Bangladesh, Miyon Chung,

Coréia do Sul, Anslem Warrick,

Trinidad e Tobago, Jules

Casseus, Haiti, Dimitrina

Oprenova, Bulgária, Jan Saethre,

Noruega, Naomi Tyler-

-Lloyd e Jerry Carlisle dos

Estados Unidos, Jorge Quinteros,

Chile, e Luiz Roberto

Silvado, Brasil.

A Aliança Batista Mundial

é uma associação de

228 convenções e uniões,

em 121 países e territórios

abrangendo 42 milhões

de membros em 177.000

igrejas. Suas prioridades

são: nutrir a paixão por

missões e evangelismo,

promover adoração/cultos,

comunhão e unidade,

responder as pessoas com

necessidades, defender

direitos humanos e a justiça

e avançar na reflexão

teológica relevante.


10

o jornal batista – domingo, 27/07/14 notícias do brasil batista

Igreja Batista de Rancharia - SP,

crescendo através dos relacionamentos

Por Myrian Rosário,

jornalista

Uma Igreja de interior,

na qual tudo

é feito para o bem

e crescimento do

Reino de Deus, visando fortalecer

os crentes, despertar

para a salvação de vidas e

glorificar a Cristo. Assim é a

Igreja Batista de Rancharia.

Fundada há 64 anos, em

28 de fevereiro de 1950, a

IB Rancharia está, há quase

22 anos, sob a liderança do

pastor Pedro Slobodticov.

“Demos início a uma reativação

dos ministérios: União

Feminina (MCA), União

Masculina, Jovens e Adolescentes,

promovendo cultos

evangelísticos e trabalhando

com NEBL (Núcleo de Estudo

Bíblico nos Lares). Também

organizamos Casa Abrigo, recebemos

visitas de americanos,

recepcionamos Assembleia

da AIBAS (Associação

das Igrejas Batistas da Alta

Sorocabana), reformamos e

ampliamos o templo, bem

como adquirimos equipamentos.

Construímos o edifício

de Educação Religiosa e

o apartamento pastoral, cujo

nome é uma homenagem

ao casal que muito fez pela

família, na educação dos 16

filhos, e pela Igreja, João e

Maria Ganef Slobodticov.

Temos contribuído com Missões

Mundiais, Nacionais,

Estaduais e Regionais, Associação

e Plano Cooperativo,

e contribuímos para formação

de vocacionados”, detalha

o pastor, que é membro

e presidente de Conselhos

na cidade (drogas, criança e

adolescente, pastores).

Com ações simples e eficazes,

a MCA promove estudos,

apoio às gestantes e bebês,

confraternizações, eventos especiais

para evangelização e

integração. Já a UMM realiza

pregações e confraternizações

para evangelização, recreação

e integração, futebol,

torneios de pipas, bolinha de

gude, bets e pescaria, além da

participação na Sociedade e

AIBAS em torneios de futsal.

“Essas duas organizações são

muito atuantes como instrumentos

de evangelização,

integração dos novos na fé e

recreação. Com uma reunião

por semana, a UMM e UFM

promovem encontros sociais

e recreativos, convidando

pessoas para participar, com o

objetivo de envolvê-las na comunhão”,

explica o Pr. Pedro.

Relacionamentos

Na IB de Rancharia cada

membro é incentivado a atuar

como um evangelista em

seu local de trabalho ou estudo.

“É importante esse despertamento,

porque através

da amizade, relacionamento,

você amplia a possibilidade

de evangelização. A Igreja

está no mundo (sem ser dele)

para ganhá-lo para Cristo”,

comenta o pastor.

Como resultado disso, a

Igreja tem, em suas reuniões,

pessoas das mais diversas classes

sociais, fruto das amizades

ou relacionamentos. “Alguns

permanecem, convertem-se e

são batizados. Ontem a igreja

não fazia diferença, não era

notada, embora com identidade.

Hoje, a Igreja tornou-se

conhecida da cidade, bem

como o pastor e outros membros.

Somos convidados para

celebrar casamentos, funerais,

visitas ao hospital e para ministrar

palestras em escolas e

eventos”, completa o pastor

Pedro Slobodticov.

Esporte, música

e comunhão

As ações evangelísticas da

IB Rancharia são promovidas

através do NEBL (Núcleo

de Estudo Bíblico nos Lares),

Projeto Vida com arte

circense, saúde, Mini-Trans

e distribuição de literatura,

além de apoio a eventos na

cidade, como show gospel,

retiro, acampamento etc.

O esporte também é utilizado

como ferramenta

para alcançar vidas. A Igreja

tem marcado presença em

torneios pela AIBAS (Associação

das Igrejas Batistas

Alta Sorocabana), torneios

na cidade com igrejas; sem

falar na Escolinha de Futebol,

com crianças de 8 a 14

anos, jovens e adultos. “Em

todos esses momentos, sempre

temos um tempo para

orar, testemunhar e falar da

Palavra de Deus”, relata o

pastor.

O conjunto de louvor, a

banda e os corais misto, de

homens e de mulheres, além

dos cultos, também participam

de eventos regionais e

fazem apresentações no hospital,

no asilo e outros locais

da cidade.

Autoridades

Uma das características

marcantes da IB de Rancharia

é o grande número de personalidades

da política presentes

no seu rol de membros.

Muitas delas frutos do evangelismo

de relacionamento.

Saiba quem são elas e como

chegaram à Igreja:

• Prefeito Marcos Slobodticov:

está na Igreja desde o

nascimento. É vice-presidente

e professor de uma classe

de homens, aos domingos,

das 7 às 8 da manhã.

• Secretário de Governo,

Cláudio Cezar de Almeida:

conquistado pelo NEBL, atua

como introdutor.

• Secretário de Esportes,

Elton Binha: atendeu ao convite

para participar das reuniões

da UMM e do culto

dominical. Converteu-se e

foi batizado em dezembro

de 2013.

• Diretor de Esporte, Ivan

Ribeiro Binha: membro

ganho através do esporte,

quando convidado para ser

treinador e técnico da Igreja

no vôlei feminino e futsal

masculino, durante a competição

na AIBAS, quando a

IB Rancharia levou o troféu

dos campeões. Auxilia no

esporte.

• Diretor de Transporte,

Cícero Ribeiro dos Santos: é

membro transferido de Curitiba-PR.

• Diretor de Convênio do

Fundo Social, Alderi Cláudio

Vieira: foi para a IB Rancharia

por insistência dos convites

para participar dos eventos

de esporte e pescaria, atua

como presidente da UMM e

dos Jovens e Adolescentes.

• Presidente do Fundo de

Ação Social, primeira-dama

Eliene de Oliveira Figueiredo

Slobodticov: criada no seio

da Igreja, atua na MCA.

• Responsável pela Educação

Especial, Claudia Elena

Slobodticov Bastos: criada na

igreja, atua como Ministra de

Música e EBD.

Segundo o pastor Pedro

Slobodticov, há outros funcionários

concursados que atuam

na contabilidade e computação,

sendo alguns membros

e outros congregados.

“Exerci, por cinco meses,

o mandato de vereador (suplente),

em 2013, e, nesse

período, transitava livremente

e era ouvido, respeitado

em todas as áreas administrativas

do município. Fizemos

amizade com uma família e

a convidamos para reuniões

e, hoje, essa família está integrada

à Igreja, convertida,

com uma pessoa batizada.

Tudo por razão desse envolvimento

social”, lembra o

pastor.

Segundo o pastor Pedro, o

próprio prefeito tem usado

as oportunidades administrativas

para falar de Cristo.

“Nas reuniões de confraternizações

da UMM, são convidadas

várias personalidades

políticas. Nas reuniões ou

Culto da Gratidão Anual, todos

os vereadores e funcionários

com cargos de confiança

são convidados. Com raras

exceções, eles comparecem

e ouvem a Palavra de Deus”,

diz.

Mas, qual é a importância

de evangelizar os governantes?

“É importante porque são

criaturas carentes do amor

de Deus e, geralmente, têm

compromissos espirituais os

mais diversos. Também para

que haja justiça, paz, retidão,

transparência, confiança, seriedade;

para que eles pensem

no bem comum de verdade”,

enumera o pastor Pedro. Ele

declara que o fato de a cidade

de Rancharia ter prefeito

e secretários de governo

cristãos tem se refletido na

administração da cidade pela

transparência, honestidade,

respeito pelo cidadão, justiça

sem vingança, competência,

clima de paz, paz esta testemunhada

pelo povo; a destituição

de altares a deuses em

repartições públicas, um clamor

por parte da população

em prol dos governantes e

cidade. “Crentes identificados

e comprometidos com Deus

podem fazer e fazem um governo

diferenciado”.

Na análise do pastor Pedro

Slobodticov, a IB de Rancharia

tem sido relevante na

comunidade ao proclamar a

Verdade, educar vidas, nomear

pessoas para representar e

participar dos conselhos municipais,

incentivar a oração

pela cidade e governantes

(a exemplo dos 100 Dias de

Oração pela Nação), ao dar

apoio aos vocacionados na

obra eclesiástica e na ação

política e social.

“Esta é a filosofia de ministério

de um pastor no interior

do Estado de São Paulo,

cujos membros, na busca

de estudo e prosperidade,

migram para todas as partes.

De 2006 a 2012, cerca de 70

membros migraram, tanto no

Brasil como para o exterior

(EUA, Portugal, Japão, Nova

Zelândia). Nem por isso desanimamos,

nós confiamos em

Deus! Quando a cidade prospera,

nós prosperamos junto,

o Reino de Deus, também.

Logo, ore pela sua cidade,

pelos governantes; envolva-

-se para a glória de Deus”,

conclui o pastor.


missões mundiais

o jornal batista – domingo, 27/07/14

11

Presente de Deus

no dia do meu aniversário

Lyubomyr Matveyev –

Missionário Especial da

JMM na Ucrânia

Como você deve

saber, nos últimos

dez meses temos

vivido tempos difíceis

aqui na Ucrânia. Revolução,

greves, mortes de

inocentes e manifestantes

pacíficos, guerra civil contra

a Rússia (até hoje com novas

vítimas a cada dia), eleições

presidenciais, pessoas que

foram obrigadas a deixar

tudo e fugir dos bombardeios,

cidades destruídas e

devastadas, igrejas e pastores

reféns…

Se por um lado a igreja

ficou mais unida nesse clima

complicado, por outro, a

igreja tinha que mudar um

pouco a estratégia de evangelizar

as pessoas. Na Igreja

em Kiev onde servimos eu

e minha esposa, Natasha,

criamos nossa página na

internet com um único propósito:

chegar às pessoas e

a suas casas, uma vez que

elas não podiam vir até nós.

Publicamos principalmente

as mensagens bíblicas na

página e algumas músicas de

louvor que gravamos a cada

domingo.

No dia do meu aniversário,

10 de junho, Deus me deu

um presente mais valioso.

Estava eu no gabinete pastoral

me preparando para uma

viagem missionária e aulas

no seminário, quando ouvi

alguém batendo na porta da

Igreja.

No primeiro momento, eu

me assustei, pois soube de

muitos casos de terroristas

russos que invadiram santuários

e acabaram com os

prédios de outras igrejas.

Quando abri a porta, vi diante

de mim um casal idoso

pedindo minha atenção e

atendimento no gabinete

pastoral.

Eles logo me disseram:

“Cansamos de procurar a

Igreja, mas viemos para aceitar

a Jesus”. Tivemos uma

longa conversa, lágrimas de

conversão e pedido de perdão

dos pecados do referido

casal, Yuriy e Svitlana.

JMM convoca rapazes para o

Programa Radical

E quando perguntei aos

dois como tinham descoberto

a Igreja, eles responderam:

“Nossa filha achou a página

da Igreja na internet! Entramos,

clicamos, ouvimos as

mensagens e resolvemos vir

até aqui, pois moramos perto”.

Esse presente de Deus no

meu aniversário eu jamais

esquecerei. Naquele dia

eu entendi como tem sido

importante semear a Palavra

de todas as formas possíveis

e deixar o Senhor com a

parte Dele: fazer a semente

germinar e dar frutos!

O casal começou a frequentar

nossos cultos, está

feliz e grato a Deus pela Igreja

que, por sua vez, está feliz

com a maravilhosa vinda de

gente nova. Alegre-se conosco

com esta vitória, mesmo

em tempos turbulentos, com

guerra civil no país.

Compartilhei essa história

apenas para chamar a atenção

para o seguinte: você tem

tudo a ver com essa vitória,

com seu sustento em oração

e ofertas. Nós, que somos

do time do Senhor, temos a

garantia de colher os frutos

abundamentemente, desde

que plantemos. Sempre colheremos

com alegria, apesar

de semearmos com lágrimas.

Marcia Pinheiro – Redação

de Missões Mundiais

Jovens determinados a investirem

tudo o que são

e sabem na obra missionária

iniciam em agosto

treinamento para as novas

turmas dos projetos Radical

Haiti, África e Luso-Africano.

Enquanto isso, estão abertas

as inscrições para quem deseja

participar das próximas turmas

do Radical Ásia e do Radical

Latino-Americano, cujo início

dos treinamentos está previsto

para fevereiro de 2015.

Até o momento, é grande a

adesão de moças interessadas

em participar do programa. A

coordenação do Radical faz

um apelo para que os rapazes

também participem da missão.

Eles são essenciais para

o desenvolvimento do programa,

uma vez que na maioria

dos campos para aonde as

turmas seguirão o trabalho

feminino não é respeitado.

Comunidades islâmicas, por

exemplo, muito presentes na

África, ignoram a comunicação

com mulheres. Para mais

informações e inscrições, escreva

para crh@jmm.org.br.

O pastor Fabiano Pereira,

coordenador do programa,

Mulheres são maioria no Programa Radical e lutam para serem ouvidas em comunidades mais fechadas

lembra que Radical vem da

palavra “raiz”, de uma essência

de um cristianismo como

Jesus viveu.

Talvez você também tenha

sentido o Espírito de Deus

direcioná-lo para o Programa

Radical ou conheça alguém

com perfil adequado a um

destes projetos. Não perca

a oportunidade. Um minuto

que você deixa de cumprir o

seu chamado pode representar

milhares de vidas caminhando

sem Cristo. Participe

do Programa Radical. Fique

atento às turmas:

RADICAL ÁFRICA

Idade: 18 a 30 anos

Estado civil: Solteiro

Escolaridade mínima: Ensino

médio completo

Campo: Noroeste da África

Período: 4 anos (incluindo

treinamento)

Ser membro atuante de

uma mesma igreja batista

filiada à Convenção Batista

Brasileira por, no mínimo,

dois anos.

RADICAL LUSO-AFRICANO

Idade: 23 a 36 anos

Estado civil: Solteiro

Escolaridade mínima: Ensino

médio completo

Campo: Países de língua

portuguesa na África

Período: 1 ano e 8 meses

(incluindo o período de treinamento)

Ser membro atuante de uma

mesma igreja batista filiada à

Convenção Batista Brasileira

por, no mínimo, dois anos.

RADICAL HAITI

Idade: 18 a 33 anos

Estado civil: Solteiro

Escolaridade mínima: Ensino

médio completo

Campo: Haiti

Período: 1 ano e 8 meses

Ser membro atuante de

uma mesma igreja batista

filiada à Convenção Batista

Brasileira por, no mínimo,

dois anos.

RADICAL ÁSIA

Idade: 21 a 30 anos

Estado civil: Solteiro

Escolaridade mínima: Ensino

superior incompleto

Campo: Ásia

Período: 4 anos (incluindo

período de treinamento)

Ser membro atuante de

uma mesma igreja batista

filiada à Convenção Batista

Brasileira por, no mínimo,

dois anos.

RADICAL LATINO-AMERI-

CANO – desenvolvido em

parceria com a UBLA (União

Batista Latino-Americano)

e a BMS (Sociedade Batista

Missionária).

Idade: 18 e 33 anos

Estado civil: Solteiro

Escolaridade mínima: Ensino

médio completo

Período: 10 meses (incluindo

treinamento)

Ser membro atuante de

uma mesma igreja batista

por, no mínimo, dois anos.


12

o jornal batista – domingo, 27/07/14 notícias do brasil batista

Igreja Batista Israel de Anápolis-GO

e a da Escola Bíblica de Férias

Marcos José Rodrigues,

seminarista e evangelista da

Igreja Batista Israel - GO

Na maioria das

igrejas batistas o

período de férias

escolares é geralmente

escolhido para a realização

da EBF – Escola Bíblica

de Férias. A programação

visa levar a mensagem de Jesus

Cristo às crianças através

de histórias bíblicas, músicas,

brincadeiras e muitas outras

estratégias de ensino. Em geral

toda igreja é envolvida e

colhem-se muitos frutos.

Entre os dias 10,11 e 12

de julho deste ano a Igreja

Batista Israel de Anápolis-

-GO, pastoreada por Saulo

Batista do Nascimento, realizou

mais uma edição da

Escola Bíblica de Férias, que

teve como título: O time de

Jesus. Utilizando o material

para EBF produzido pela

UFMBB a irmã Osélia Ventura,

Esposa do pastor Geraldo

Ventura, coordenou as atividades

e liderou o trabalho.

Que contou com o apoio de

toda a Igreja. As atividades

iniciavam-se sempre no período

vespertino, com duração

de três horas. O período

era bem utilizado e dividido

em partes: a abertura, onde

era entoada a música oficial,

a recitação do tema e divisa,

seguidos de corinhos infantis

bem animados. Em seguida

havia a divisão em classes

por faixa-etária, cada classe

possui o nome de um discípulo

de Jesus. Nas classes as

professoras e tias desenvolviam

as tarefas e atividades

didáticas voltadas para o seu

público seguindo a ênfase

do dia dentro da temática

da programação. No 1º dia

ensinou-se que todo time

precisa de um treinador. As

crianças aprenderam que

Jesus é o melhor treinador

que qualquer time pode ter.

No 2º dia as crianças conheceram

o time de Jesus.

Aprenderam que Jesus orava

primeiro antes de tomar

qualquer decisão. Assim

também foi com as escolhas

dos discípulos. Ele escolheu

doze “jogadores”. E no 3º

dia as crianças aprenderam

sobre um campeonato diferente

o jogo da vida.

Durante todos os dias da

EBF uma média de 50 crianças

fora homens e mulheres

participavam diariamente da

programação.

O mês de julho que normalmente

sofre uma redução

na frequência de irmãos nas

atividades da Igreja teve uma

grande mudança. Dezenas de

pessoas afluíram ao templo

para aprender de Jesus e fazer

parte do seu time.

Louvado seja Deus que

desperta e capacita diversas

pessoas de todas as idades

para trabalharem em sua obra

e abençoar muitas vidas.

Crianças convidadas

Osélia Ventura (irmã que coordenou a EBF)

Irmã Osélia Ventura e Priscilla Guimarães (da

esquerda para direita), irmãs que trabalharam na EBF

Templo da Igreja Batista Israel em Anápolis/GO

Jovens da IBI participam da EBF

Firmina, Odília, Carolina e Alba (da esquerda para

direita), irmãs que ajudaram na EBF

Painel de fundo

Crianças visitantes

Crianças visitantes


notícias do brasil batista

OBITUÁRIO

o jornal batista – domingo, 27/07/14

13

Lisbela Monteiro Brelaz

Jeremias Nunes,

pastor da JMN

Na madrugada do

dia 26/6, descansou

no Senhor a

missionária aposentada

de Missões Nacionais,

Lisbela Monteiro Brelaz.

Piauiense, nascida em 25

de maio de 1937, num lar

católico, Lisbela aos 16 anos,

acompanhando missionárias

em suas atividades, sentiu

que precisava aceitar o evangelho

que elas propagavam.

Foi à igreja acompanhada

de sua mãe e naquela ocasião

ambas aceitaram a Jesus

como Salvador de suas vidas.

Mas tarde, sentiu que Deus

a chamava para um trabalho

especial na sua causa.

Foi então que ingressou no

Seminário Teológico Batista

Equatorial, em Belém (PA), a

fim de se preparar melhor. Lá

conheceu o pastor Adonias

Brelaz. Casaram-se, unindo

as suas vidas e seus ideais de

serem “vasos de honra” nas

mãos de Deus, para a glorificação

do nome de Jesus

Cristo.

Apresentaram-se à Junta de

Missões Nacionais, sendo

nomeados em 22 de agosto

de 1975, para atuarem na cidade

de Balsas, no Estado do

Maranhão, onde plantaram

inúmeras igrejas.

Missões Nacionais lamenta

a morte da missionária

Lisbela, ao mesmo tempo

em que glorifica a Deus

pela bênção e inspiração

de sua vida. Deus a chamou

para junto dele. Oremos

para que o Senhor console

seu esposo, filhos e demais

familiares.

Paulo Francis. Jr,

vice-presidente da Primeira

Igreja Batista de Presidente

Venceslau - SP

No Peru, o Sendero

Luminoso - o

grupo de terroristas

que atuou

a partir da década de 60,

espalhou muitas mortes e

muita miséria nas pequenas

comunidades daquele país.

Esse grupo tinha uma estratégia

de matar todo o tipo

de liderança que houvesse e

colocar no lugar, as pessoas

que eles queriam. Assim,

distribuía o terror mesmo!

O Sendero Luminoso, que

frequentou a mídia internacional

durante quatro

décadas foi desbaratado e

se dissolveu em definitivo

no início deste século.

Mas, conta à história que

uma vez, os militantes do

Sendero Luminoso entraram

numa comunidade evangélica,

numa pequena cidade

peruana. Os guerrilheiros

cercaram a Igreja! O grupo

entrou no templo e botou

metralhadoras na cabeça

do reverendo e dos crentes.

E falou o seguinte: -“Nós

viemos implementar, uma

nova ordem aqui no Peru

e aqueles que negarem a

Cristo e quiserem seguir

o nosso grupo, o Sendero

Luminoso, podem sair e

nós vamos ficar aqui porque

ainda temos algumas coisas

a fazer.” Dentro da Igreja,

muita gente começou a sair,

indo embora. Depois que a

maioria saiu, ficou um grupo

pequeno, que não negou

a Cristo. As portas foram

trancadas quando se ouviu

uma rajada de metralhadores

pelo lado de fora. O

pipocar de tiros! Todos que

tinham negado a Cristo e

tinham saído foram sumariamente

executados. O líder

do grupo disse: “Essa nova

ordem não aceita covardes.

Os que saíram da Igreja são

os covardes com os quais

nós não queremos lidar.” E

pouparam a vida daqueles

que ficaram dentro...

Ouvi essa narrativa num

sermão outro dia. Mas, como

está a Igreja Moderna? Ela

tem falado do Mestre mesmo?

Das verdades de Criador? Ou

se acovardou?! Como está

sendo pregado o Evangelho

bíblico hoje? Por que tantas

contradições, inclusive por

parte dos seus líderes? Por

que tão liberal?! O Evangelho

bíblico começa no que? O

homem está perdido, morto

em delitos e pecados... Será

que é isso que os sermões,

as pregações modernas têm

conscientizado? Pense.

Será que estamos alterando

a Verdade para se

acomodar ao nosso mundo

ao invés de enfrentar os

homens? De modo geral,

será que as igrejas estão

falando do Evangelho que

orienta sobre o arrependimento,

confissão de falhas,

impiedade, se humilharem

perante os céus; fome e

sede de Justiça? Será que o

Evangelho está esclarecendo

sobre a severidade de

Deus como está na Carta

aos Romanos? Será que as

igrejas têm falado sobre o

senhorio de Cristo, sobre

o caminho estreito, sobre

ovelhas sendo levadas para

o meio de lobos? Será que

tem pregado sobre o castigo

dos ímpios, daqueles que

negligenciam a sua mensagem?

Quais os principais assuntos

das pregações modernas?!

Felicidade, bênçãos

materiais, conforto, riqueza,

progresso, comércio,

ambição, status... Será que

os pastores, ministros das

igrejas atuais precisam de

ousadia para falar sobre

estas coisas? Será que falando

sobre felicidade algum

cristão poderia ser morto?

Ser apedrejado? Queimado

vivo em fogueiras?! Será que

os mártires do Evangelho

bíblico morreram por que

estavam explanando sobre

felicidade? Será que Estevão

morreu porque falava de

vitórias pessoais? Por que

João Batista foi degolado?

Ele instruía sobre a importância

da riqueza de Herodes?

Ou João Batista, pautado

nas Leis Divinas, alertava

e condenava o adultério de

Herodes com a mulher do

próprio irmão?

Será que o apóstolo Paulo

foi decapitado porque falava

sobre riquezas? Será que

o apóstolo Pedro foi crucificado

porque divulgava

amenidades naquela época?

Ou ele confrontava os erros

dos homens? Por que o Rei

Manassés mandou serrar ao

meio, dentro de um tronco

de árvore, o profeta Isaías?

Quase todos os apóstolos e

profetas morreram esfolados

vivos, queimados, torturados!

A maioria foi literalmente

executada por seus

inimigos, inclusive grande

liderança da época. Qual

líder da igreja tem inimigos

na política corrupta de

hoje? Que tipo de Evangelho

você tem ouvido? Que

faz cosquinhas nos ouvidos?

A pergunta é: o Evangelho

Bíblico mudou?! O Criador

eu sei que não! É preciso

mais. Bem mais... Bem mais

empenho na divulgação do

Evangelho! Bem mais esforço

em obedecer a Jesus.

Bem mais coragem para enfrentar

os pecados. O tempo

urge! Ler esta mensagem e

só franzir as sobrancelhas

não resolve absolutamente

nada...


14

o jornal batista – domingo, 27/07/14 ponto de vista

Cuidando uns dos outros

O

verbo cuidar tem

a ver com atenção

e responsabilidade

por algo ou

alguém; significa ter atitudes

e atos de profundo amor.

Cuidar é tratar, alimentar,

confrontar, ensinar, zelar,

acompanhar e encorajar. Cuidar

tem a ver também com

provisão e proteção. Há uma

conexão com encorajamento.

Deus nos chamou ao cuidado

mútuo. Ele nos deu a

capacidade de tratarmos uns

dos outros sempre no caráter

de Cristo Jesus, tendo o Seu

amor, mansidão e humildade

como práticas muito eficazes.

A Igreja é um hospital para

pecadores. Um ambiente

onde a graça é abundante. É

a comunidade da aceitação,

do perdão e da festa e sempre

no caráter de Cristo Jesus.

Numa sociedade marcada

pelo individualismo, o nosso

grande desafio é andarmos

pela via da coletividade, da

comunidade solidária, tendo

uma vida caracterizada pela

doação. A igreja é a resposta

para uma sociedade cada vez

mais voltada para o exclusivismo,

o entretenimento e o

afrouxamento ético, moral.

Paulo nos ensina: “Há um só

corpo e um só Espírito, como

fostes também chamados em

uma só esperança do vosso

chamado; há um só Senhor,

uma só fé, um só batismo;

um só Deus e Pai de todos,

que é sobre todos, por todos

e está em todos” (Ef 4.4-6).

Diante de uma sociedade

estigmatizada pela fragmentação,

o Pai nos chama em

Cristo Jesus para a unidade,

para sermos relevantes neste

mundo que “jaz no maligno”

(I João 5.19). É neste mundo

que precisamos “resplandecer

como luminares” (Fil 2.15).

Sabemos que a Igreja é o

Corpo vivo de Cristo e nós

somos membros uns dos outros

(I Co 12.12-27). Somos

dependentes do Pai e interdependentes

em nossa comunhão,

em nossa fraternidade.

A igreja é a comunidade

terapêutica. Por esta razão,

devemos tratar uns dos outros

com amor e respeito; carinho

e afeto; solidariedade e compaixão;

oração e descanso;

sinceridade e justiça; graça

e perdão. Precisamos conhecer

bem uns aos outros. Não

devemos ter medo de abrir o

coração e expor sinceramente

nossas mazelas, dificuldades

de relacionamento e problemas

em casa. Que sejamos de

confiança para ouvir, orar e

ajudar. Aprendamos a não expor

o nosso irmão ou a nossa

irmã quando nos reparte algo

do coração. Uma das qualidades

do cristão autêntico é a

sua discrição quando alguém

reparte algo que o aflige ou

perturba. O cristão genuíno é

de inteira confiança. Ele tem

a ética de Jesus Cristo como

referencial nas suas atitudes

e ações.

Cuidando uns dos outros

somos chamados a um compromisso

com a saúde da

Igreja, do Corpo Vivo de

Cristo. Devemos orar uns

pelos outros. Dialogar em

amor. Reconhecer nossas

limitações. Trabalhar juntos.

Não somos ilhas, mas um

continente. Somos instrumentos

de Deus para nos

ajudarmos nas diversas áreas

da vida cristã. À medida que

convivemos em amor vamos

sendo tratados, curados e

encorajados para ajudarmos

os de fora. Somos a família de

Deus, salvos por Cristo e indo

para o céu. Jesus é o nosso irmão

mais velho, Aquele que

a Si mesmo se deu por nós

na cruz, derramando o Seu

precioso sangue.

A Igreja deve ser cheia do

amor do Pai, da graça de

Cristo e do poder do Espírito

Santo. É nesta plenitude da

Trindade que devemos cuidar

amorosamente uns dos

outros, sendo vitoriosos em

nosso testemunho cristão.

É imperativo que obedeçamos

a Oração Sacerdotal de

Jesus (João 17). Uma igreja

saudável é aquela que ora,

comunga e trabalha fortemente

para atender as necessidades

das pessoas. Ela

não fica ensimesmada, mas

existe para fora, para cumprir

a missão recebida da parte do

Senhor (Mt 28.18-20). Uma

igreja que pratica os ensinos

do Mestre. Que testemunha

fielmente o evangelho de

Cristo ao mundo sempre para

a Glória do Pai.

Luiz Antônio de Souza Sudré,

pastor da Quarta Igreja

Batista em Santo Aleixo -

Magé - RJ

João 10. 1-18

Senhor, Tu um dia me

chamou e me disse

para apascentar as tuas

ovelhas, e prontamente

eu lhe disse: eis-me aqui;

Senhor, hoje com sinceridade

de coração, eu te peço

sabedoria para cuidar, guiar,

sustentar e amar as ovelhas

que a mim confiaste;

Senhor, que eu conheça

e me faça conhecido deste

amado rebanho;

Senhor, que haja reciprocidade

no dia a dia, na confiança,

no cuidado, na comunhão

e no amor entre pastor

e ovelha;

Senhor, me conceda paciência

para caminhar com a

ovelha rebelde e amor para

compreendê-la;

Senhor, me dê forças para

buscar a perdida e trazê-la

de volta ao aprisco em segurança;

Senhor, que as ovelhas

possam amar esse humilde

pastor, que tenham prazer

em ouvir a sua voz;

Senhor, que possamos

compartilhar os bons e os

maus momentos unidos;

Senhor, que nos momentos

quando me faltarem palavras,

o meu abraço possa falar por

mim;

Senhor, que a convivência

pastor e ovelha, sejam de tal

maneira que esse humilde

pastor possa ter o cheiro das

ovelhas;

Senhor, que eu seja verdadeiramente

um instrumento

em suas mãos, para

que o meu cuidado para

com as ovelhas, seja o reflexo

do seu amor e da sua

misericórdia sobre nossas

vidas, por Cristo Jesus,

Amém!

Pastor Araúna dos Santos

- ESPedro foi achado por

Jesus Cristo antes de

Paulo. Tornou-se seu

discípulo, primeiro,

e depois apóstolo, antes de

Paulo. Conviveu fisicamente

com Jesus, na intimidade do

círculo dos mais próximos

– ao lado de Tiago e João –

antes de Paulo, que não travou

dessa amizade pessoal,

face a face, com Jesus Cristo

vivo. Pedro fez a declaração

de fé a Jesus – “Tu és o Cristo”

(o Messias), e recebeu a

aprovação dele e a promessa

profética – “Eu lhe darei as

chaves do Reino dos céus...”.

Paulo perseguiu os cristãos

e ouviu de Jesus a pergunta:

“Saulo, Saulo por que você

me persegue?”. Mas ambos

foram vocacionados por Cristo,

SENHOR da Seara.

A trajetória de Pedro e

Paulo foi diferente. Pedro foi

o primeiro, Paulo veio depois.

Mas Pedro negou sua

identificação com Cristo na

ocasião do julgamento dele

perante o sinédrio, enquanto

Paulo, uma vez convertido,

expôs sua vida por amor a

Cristo. E houve um tempo

em que Pedro e Paulo se

encontraram em Antioquia.

E Paulo repreendeu, publicamente,

Pedro por causa

de seu comportamento de

dissimulação no confronto

com outros cristãos, na séria

questão dos judaizantes.

Leia o episódio narrado por

Paulo em sua carta aos Gálatas

2.11-14.

Qual a lição preciosa

para nós, hoje?

Pedro foi primeiro na fé

em Cristo do que Paulo.

Pedro foi agraciado por

experiências pessoais com

Cristo diferentes de Paulo.

Pedro foi chamado para o

discipulado e depois para o

apostolado.

Pedro chegou a ser contado

como uma das ‘colunas’

da igreja em Jerusalém.

Mas, Pedro se comportou,

em algumas ocasiões, de

modo impróprio, inadequado,

até mesmo hipócrita e

repreensível – como Paulo,

convertido bom tempo depois

de Pedro – escreveu.

Paulo repreendeu

Pedro publicamente.

Qualquer pessoa, independente

de sua posição

de liderança na igreja, inclusive

pastores e diáconos,

é passível de erros e comportamentos

inadequados e

pode ser repreendida, para

que se converta de seus

maus caminhos, de suas

atitudes e comportamentos

contrários aos ensinos e

interesses do Reino de Deus

e da igreja de Jesus Cristo. É

disciplina espiritual.

Paulo não compactuou

com Pedro em sua dissimulação,

hipocrisia, para

‘salvar sua pele’. Apesar de

conhecê-lo de algum tempo

e já ter estado em comunhão

com ele como vemos

em Gálatas 1.18, Paulo não

permitiu que sua amizade

com Pedro suplantasse o dever

cristão de confrontá-lo.

Na verdade, Paulo vivenciou

o que Pedro já afirmara

em outra ocasião e

circunstância em Atos 4.

mas, ao que parece, havia

esquecido: “Mais importa

obedecer a Deus do que

aos homens”. Ele mesmo,

Paulo, afirmou aos crentes

da Galácia: “Acaso busco

eu agora a aprovação dos

homens ou a de Deus? Ou

estou tentando agradar a

homens? Se eu ainda estivesse

procurando agradar a

homens, não seria servo de

Cristo” (Gl 1.10).

Quem lê, entenda: Discernimento

espiritual é fruto

do Espírito, que nos guia na

verdade. A Bíblia é nossa

única regra de fé e prática.

Deus nos ajude a observá-

-la! Infelizmente, tem havido

muita acomodação

diante de comportamentos

inadequados e mesmo contrários

a ensinos claros da

palavra de Deus.


ponto de vista

o jornal batista – domingo, 27/07/14

15

Lourenço Stelio Rega

Uma das tarefas

que tenho dado

aos meus alunos

de ética é assistir

alguns capítulos da telenovela

das 21h da Rede Globo (que

em geral não são reprisados

no quadro “Vale a pena ver

de novo”, em horário mais

cedo), com um roteiro de avaliação

em mãos. Os relatórios

que eles têm feito são surpreendentes,

pois, em geral, as

pessoas assistem a um programa

de TV, filme ou mesmo

telejornal, como se estivesse

no “ponto morto” sem fazer a

devida análise e avaliação do

que está assistindo.

Uma das perguntas que

podemos sempre fazer é: por

que isto que estou assistindo

foi escolhido para ser assim?

Por que as notícias deste

telejornal focalizaram estes

acontecimentos e não outros?

Quais foram os critérios

seletivos para estas escolhas?

O mesmo ocorre com uma

telenovela, o que está por

trás do roteiro, das cenas que

surgem a cada segundo de

modo envolvente e brilhante

diante de nossos olhos? O

que o autor da telenovela e a

própria rede de televisão estão

querendo ensinar? Qual

a ideologia que está por trás

de tudo isso?

O roteiro que dou aos meus

alunos é muito simples, veja

abaixo e experimente utilizar

nesta próxima semana e me

escreva os resultados que

você obteve (escreva para:

antissegregacionista).

são aspectos não verbais

da linguagem ou comunicação

humana).

4. Qual a velocidade dos

acontecimentos? O telespectador

tem o necessário

tempo para analisá-los a

partir de referenciais éticos

cristãos?

5. Que ideais de vida o programa

apresentou? O programa

apenas retratou a

vida como é ou apresentou

ideais mais elevados de

vida a serem alcançados?

6. Que tipo de reação à vida

foi transmitido? Exemplos:

de fundo, que demonstrem

infidelidade, mágoa, ira, vingança,

etc., podem fragilizar

concepção de vida a respeito

destes sentimentos que cada

um de nós tem, fazendo uma

profunda “lavagem cerebral”

em nossos valores morais e

éticos.

E cada vez fica mais intensa

a ruptura de fronteiras

éticas e morais, não apenas

pelas novelas da Rede Globo,

mas por promovida pelos

diversos meios massivos

de comunicação. Em novelas

passadas, por exemplo,

falava-se em homoafetividade

como algo possível,

depois veio um beijo entre

Ideais

Significados

Intencional vale a intenção

Imediatista vale o hoje e o agora

Pragmática vale o que é útil, se dá lucro

Prudencial vale a consequência

Egoística eu, eu, eeeuuu, somente euuuuuu .....

Idealista vale a pena ter ideais como norteadores da vida

Eu sei que muita ênfase

tem sido dada à Psicanálise,

mas, queiramos ou não, há

alguns princípios da Psicologia

Comportamentalista

que ainda não conseguiram

ser superados, como o de

que um estímulo repetido

constantemente acaba se

tornando em hábito. Cenas

repetidas diariamente, com

toda a dinâmica, cor, música

dois homoafetivos, depois

cerimônia de união homoafetiva

e agora na novela “Em

família”, que se encerrou há

poucos dias, houve muitos

lances de como educar um

filho e tratar do assunto da

união homoafetiva (eles falavam

em casamento, mas no

caso é união por não envolver

homem e mulher). E até

foi engraçado, pois de falava

em homoafetividade, mas na

cerimônia falou-se que eles

eram homem e mulher, portanto

a matriz bipolar continua.

Já escrevi aqui nesta

coluna artigo demonstrando

que a homoafetividade não

tem fundamento científico,

nem base neuro-bio-genética.

(querendo uma cópia é

só me escrever), mas é fruto

da validação subjetiva individual

da Pós-Modernidade.

Hoje há notícias de pesquisas,

ainda inconclusas,

procurando demonstrar que

alterações nos “disruptores

endócrinos” podem alterar

e afetar a função erógena de

uma pessoa. Se isso se confirmar,

se confirmará também

que a homoafetividade

é uma disfunção, portanto,

precisará de tratamento e

cura. Isso tudo sem contar

com a crescente fragilização

matrimonial e familiar que

é possível notar nas telenovelas,

com a valorização da

infidelidade, da traição, da

mentira que agora passam a

ser consideradas virtudes ao

contrário.

Imagine que, dia após dia,

semana após semana, o que

ocorrerá com a estrutura de

valores éticos de uma pessoa

que se submete a assistir

a uma novela, sem qualquer

referencial de análise.

Democracia significa que

todos têm o direito de livre

consciência e de decisão,

que as pessoas têm o direito

de avaliar o que ouve, o que

assiste.

Estamos vivendo sob uma

ditadura ética imposta pela

televisão (mas também pela

ideologia instalada pelo atual

governo) que nos quer determinar

como educar nossos

filhos, como deve ser nosso

sentimento em relação ao

nosso casamento e no trato

das pessoas em situações de

conflitos, invadindo nossos

lares, nossas consciências.

Querido pastor, enquanto

você imagina que os ensinos

de seus dois sermões dominicais

de meia hora cada

estejam trabalhando com a

construção de sólida estrutura

ética e moral em suas

ovelhas, será que durante

a semana, os 30 minutos

diários de imagens dinâmicas,

coloridas e ainda com

musiquinha de fundo, não

poderiam estar atuando de

modo mais profundo?

Não precisamos nos afastar

disso tudo, mas ter uma

atitude analítica e profética.

Aliás, tenho percebido

que nossas igrejas em geral

perderam essencialmente

essas primordiais funções.

Por que não discutir com

nossos filhos cada filme,

cada programa de TV, com

este roteiro numas das mãos

e com a Bíblia em outra? A

ética bíblica é de diálogo, a

ética destes programas é de

ditadura impositiva que não

permite o diálogo.

PARA UMA LEITURA

ANALÍTICA DA TV©

Procure analisar os programas

tendo em mãos os

seguintes itens:

1. Qual o exemplo de caráter

foi expresso pelo programa?

Os exemplos de vida

no programa poderão ser

imitados, à luz da visão

cristã de vida?

2. Que tipo de relacionamento

social foi visto? Como

as pessoas são tratadas?

3. Que sonho ou fantasia

o programa gerou no telespectador?

(Lembre-se

que o aspecto bem forte

da comunicação humana

é essencialmente lúdico,

portanto baseado em fantasia,

sonhos, imagens, que

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