Diagnóstico Social - O Portal do Concelho de Vila Viçosa
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
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Programa – “Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong>”<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Dezembro <strong>de</strong> 2003<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong><br />
Relatório <strong>do</strong> Diagnóstico <strong>Social</strong><br />
Red<br />
Projecto – “Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong>” Co-Financia<strong>do</strong> pelo Fun<strong>do</strong><br />
<strong>Social</strong> Europeu, no âmbito <strong>do</strong> III Quadro Comunitário <strong>de</strong><br />
Apoio<br />
Coor<strong>de</strong>nação <strong>do</strong> Estu<strong>do</strong><br />
Prof. Dr. Marcos Olímpio <strong>do</strong>s Santos<br />
Dra. Maria Conceição V. Aurélio Pombeiro<br />
Dra. Sara <strong>de</strong> Jesus Gomes Garri<strong>do</strong><br />
Equipa <strong>de</strong> Apoio Técnico<br />
Dra. Cremil<strong>de</strong> Lopes<br />
Dra. Elvira da Conceição<br />
Enf. Filipina Rosmaninho<br />
Sr. José Manuel Caia<br />
Prof. Licínio Lampreia<br />
Dra. Maria João Espiguinha<br />
Sr. Miraldino Sousa<br />
Dra. Sandra Inácio<br />
Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Dezembro <strong>de</strong> 2003<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Índice<br />
Pags.<br />
● Resumo 3<br />
• Agra<strong>de</strong>cimentos 4<br />
1- Opções Meto<strong>do</strong>lógicas ---------------------------------------------------------------- 5<br />
1-1- Instrumentos <strong>de</strong> Recolha <strong>de</strong> Da<strong>do</strong>s ---------------------------------------- 5<br />
1-2- Procedimentos para a Análise <strong>do</strong>s Da<strong>do</strong>s-------------------------------- 7<br />
2- Áreas Temáticas <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>------------------------------------------------------ 8<br />
2-1- Saú<strong>de</strong> ------------------------------------------------------------------------------ 9<br />
2-2- Educação ------------------------------------------------------------------------- 18<br />
2-3- Emprego -------------------------------------------------------------------------- 24<br />
2-4- Deficiência ------------------------------------------------------------------------ 31<br />
2-5- Intervenção <strong>Social</strong> -------------------------------------------------------------- 37<br />
2-6- Ambiente -------------------------------------------------------------------------- 59<br />
3- Análise e Interpretação das Informações Recolhidas-------------------------- 64<br />
3-1- Descrição das Causas e Problemas----------------------------------------- 70<br />
3-2- Fragilida<strong>de</strong>s e Potencialida<strong>de</strong>s ----------------------------------------------- 75<br />
3-3- Análise <strong>do</strong>s Problemas e Tendências <strong>de</strong> Evolução --------------------- 79<br />
3-4- Estratégias <strong>de</strong> Intervenção ---------------------------------------------------- 82<br />
4- Um Breve Olhar sobre o <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa ----------------------------- 85<br />
5- Caracterização <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> e das Freguesias --------------------------------- 98<br />
5-1- Freguesias <strong>de</strong> N. S. da Conceição e S. Bartolomeu ------------------ 99<br />
5-2- Freguesia <strong>de</strong> Bencatel --------------------------------------------------------- 114<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
5-3- Freguesia <strong>de</strong> Pardais ---------------------------------------------------------- 124<br />
5-4- Freguesia <strong>de</strong> Ciladas ---------------------------------------------------------- 132<br />
6- Consi<strong>de</strong>rações Finais------------------------------------------------------------------- 140<br />
7- Bibliografia -------------------------------------------------------------------------------- 141<br />
8- Anexos ------------------------------------------------------------------------------------ 142<br />
I – Montes Existentes nas Freguesias <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa--------- 146<br />
II – Reuniões realizadas por Freguesia e Folhas <strong>de</strong> Presença --------------- 149<br />
III – Questionário aplica<strong>do</strong> às Instituições Locais ------------------------------ 165<br />
IV – Questionário aplica<strong>do</strong> à População ----------------------------------------- 170<br />
V – Outras Associações <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> ---------------------------------------------- 176<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Resumo<br />
Este trabalho baseia-se num estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> investigação que permite dar a<br />
conhecer os resulta<strong>do</strong>s <strong>do</strong> Diagnóstico <strong>Social</strong> <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> Vil Viçosa, realiza<strong>do</strong><br />
no âmbito <strong>do</strong> programa “Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong>” on<strong>de</strong> são abordadas e aprofundadas as<br />
principais áreas temáticas, a saber: Saú<strong>de</strong>, Educação, Emprego, Deficiência,<br />
Intervenção <strong>Social</strong> e Ambiente.<br />
Numa primeira fase <strong>de</strong> elaboração <strong>do</strong> estu<strong>do</strong> proce<strong>de</strong>u-se à caracterização<br />
<strong>do</strong> concelho e respectivas freguesias com o apoio <strong>de</strong> elementos estatísticos.<br />
Numa segunda fase e como meto<strong>do</strong>logia <strong>de</strong> trabalho, foram realizadas<br />
reuniões por freguesia e aplica<strong>do</strong>s questionários à população cujo objectivo<br />
principal visava recolher informação sobre as necessida<strong>de</strong>s e potencialida<strong>de</strong>s que<br />
estão associadas a este concelho.<br />
As potencialida<strong>de</strong>s naturais <strong>de</strong>ste concelho produzem fortes condições<br />
para o seu <strong>de</strong>senvolvimento por outro la<strong>do</strong>, as suas vulnerabilida<strong>de</strong>s e<br />
<strong>de</strong>bilida<strong>de</strong>s nomeadamente ao nível das áreas temáticas referenciadas sugerem<br />
que se tomem algumas medidas <strong>de</strong> forma a elevar as condições e os níveis <strong>de</strong> vida<br />
<strong>do</strong>s seus habitantes, tais como:<br />
- Na área da Saú<strong>de</strong>, melhoramento <strong>do</strong>s serviços presta<strong>do</strong>s pelo Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa;<br />
- Na área da Educação, criação <strong>de</strong> oferta educativa entre outros;<br />
- Na área <strong>do</strong> Emprego, alternativas à industria <strong>do</strong> Mármore;<br />
- Na área da Deficiência, integração sócio-laboral <strong>do</strong>s <strong>de</strong>ficientes e maior<br />
cobertura quanto aos acessos aos equipamentos;<br />
- Na área da Acção <strong>Social</strong>, criação <strong>de</strong> mais respostas sociais ao nível <strong>do</strong>s i<strong>do</strong>sos e<br />
da primeira infância entre outros;<br />
- Na área <strong>do</strong> Ambiente, aplicação <strong>de</strong> medidas que minimizem os efeitos negativos<br />
da indústria <strong>do</strong> mármore.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Agra<strong>de</strong>cimentos<br />
A equipa <strong>de</strong> coor<strong>de</strong>nação agra<strong>de</strong>ce a to<strong>do</strong>s quantos colaboraram para a<br />
realização <strong>de</strong>ste estu<strong>do</strong>, nomeadamente ao Prof. Dr. Marcos Olímpio <strong>do</strong><br />
Departamento <strong>de</strong> Sociologia da Universida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Évora, aos elementos da Equipa<br />
Técnica <strong>do</strong> Núcleo Executivo e a to<strong>do</strong>s os responsáveis por instituições públicas,<br />
privadas e <strong>de</strong> solidarieda<strong>de</strong> social locais e regionais que, nos diferentes momentos<br />
em que foi necessário recolher informação se disponibilizaram.<br />
Os agra<strong>de</strong>cimentos são igualmente extensivos a to<strong>do</strong>s aqueles que<br />
aceitaram ser inquiri<strong>do</strong>s e/ou entrevista<strong>do</strong>s, entre os quais se <strong>de</strong>stacam os<br />
Verea<strong>do</strong>res, Presi<strong>de</strong>ntes das Juntas <strong>de</strong> Freguesia e população da amostra que foi<br />
alvo da aplicação <strong>do</strong>s questionários.<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa, 30 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2003<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
1 – Opções Meto<strong>do</strong>lógicas<br />
A equipa coor<strong>de</strong>na<strong>do</strong>ra <strong>do</strong> estu<strong>do</strong> procurou elaborar o Diagnóstico <strong>Social</strong><br />
na área <strong>de</strong> intervenção <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, através <strong>de</strong> uma postura<br />
meto<strong>do</strong>lógica fundamentada principalmente em duas perspectivas: participação<br />
<strong>do</strong>s actores e parceiros sociais e a dinâmica integrada <strong>de</strong> parceria.<br />
Ao longo <strong>de</strong> to<strong>do</strong> o trabalho sentiu-se a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> uma visão global<br />
da realida<strong>de</strong> na área <strong>de</strong> intervenção, dan<strong>do</strong> especial atenção à integração<br />
exaustiva das parcerias locais, das condições sócio-económicas e <strong>do</strong>s problemas<br />
afectos ao concelho.<br />
Consi<strong>de</strong>rou-se importante realçar as opiniões tanto <strong>do</strong>s actores sociais<br />
(inquiri<strong>do</strong>s) como <strong>do</strong>s actores colectivos e instituições <strong>do</strong> concelho.<br />
Po<strong>de</strong>-se afirmar que este diagnóstico não constitui o fim <strong>do</strong> estu<strong>do</strong>, trata-se<br />
sim <strong>do</strong> princípio <strong>de</strong> um princípio globalista, on<strong>de</strong> as soluções <strong>do</strong>s problemas<br />
<strong>de</strong>tecta<strong>do</strong>s irão ser aborda<strong>do</strong>s e <strong>de</strong>vidamente i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s no Plano <strong>de</strong><br />
Desenvolvimento <strong>Social</strong>.<br />
1 – 1- Instrumento <strong>de</strong> Recolha <strong>de</strong> Da<strong>do</strong>s<br />
Para a realização <strong>do</strong> Diagnóstico <strong>Social</strong> <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa foi<br />
importante conhecer a opinião <strong>do</strong>s habitantes <strong>de</strong>ste concelho sobre a realida<strong>de</strong> da<br />
freguesia on<strong>de</strong> resi<strong>de</strong>m.<br />
Saben<strong>do</strong> que seria <strong>de</strong> to<strong>do</strong> impossível a recolha <strong>de</strong> informação junto da<br />
totalida<strong>de</strong> da população (universo) <strong>do</strong> concelho, foi necessário o cálculo <strong>de</strong> uma<br />
amostra representativa.<br />
O universo contava com 7595 resi<strong>de</strong>ntes no concelho com ida<strong>de</strong>s<br />
superiores ou iguais a 15 anos. Este universo está dividi<strong>do</strong> pelas várias freguesias<br />
da seguinte forma:<br />
- Bencatel – 1507 (representam 20% <strong>do</strong> universo)<br />
- Ciladas – 983 (representam 13%)<br />
- Pardais – 478 (representam 6%)<br />
- Conceição – 3687 (representam 49%)<br />
- S. Bartolomeu – 940 (representam 12%)<br />
Desta forma, consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que se conhecem algumas características da<br />
população em análise, será aplica<strong>do</strong> neste estu<strong>do</strong> o tipo <strong>de</strong> Amostra Estratificada<br />
por freguesia, na medida em que se reproduzem as principais características da<br />
população, o que faz aumentar a representativida<strong>de</strong> da amostra.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que, “a amostragem” é a operação que consiste em retirar<br />
um certo número <strong>de</strong> elementos (isto é, uma amostra) <strong>de</strong> um conjunto <strong>de</strong><br />
elementos que se preten<strong>de</strong> observar ou tratar (população). A amostra é o conjunto<br />
<strong>de</strong> elementos sobre os quais se recolheram efectivamente da<strong>do</strong>s (L. d Hainaut,<br />
1975).<br />
De acor<strong>do</strong> com o estu<strong>do</strong> que se preten<strong>de</strong>u <strong>de</strong>senvolver e, em reunião <strong>do</strong><br />
Núcleo Executivo <strong>de</strong>liberou-se que os instrumentos privilegia<strong>do</strong>s utiliza<strong>do</strong>s na<br />
recolha da informação seriam o inquérito por questionário e as reuniões por<br />
freguesia.<br />
Quanto ao inquérito este foi dividi<strong>do</strong> pelos indivíduos da seguinte forma:<br />
Amostra Concelhia – 10% <strong>de</strong> 7595 = 759 (questionários)<br />
Bencatel – 20% <strong>de</strong> 759 = 152 (questionários)<br />
Ciladas – 13% <strong>de</strong> 759 = 99 (questionários)<br />
Pardais – 6% <strong>de</strong> 759 = 45 (questionários)<br />
Conceição – 49% <strong>de</strong> 759 = 373 (questionários)<br />
S. Bartolomeu – 12% <strong>de</strong> 759 = 92 (questionários)<br />
Na elaboração <strong>do</strong> questionário teve-se em atenção a clareza e precisão das<br />
questões isto é, tentou-se formular as questões <strong>de</strong> tal forma que todas as pessoas<br />
interrogadas as interpretassem da mesma forma. Para assegurarmos <strong>de</strong> que as<br />
perguntas iriam ser bem compreendidas e as respostas compreen<strong>de</strong>riam, <strong>de</strong> facto,<br />
às informações procuradas era imperioso testar as perguntas. Esta operação<br />
consistiu em apresentar o questionário a um informante que não fizesse parte da<br />
amostra – realização <strong>do</strong> pré-teste.<br />
A aplicação <strong>do</strong>s questionários foi feita por três inquiri<strong>do</strong>ras entre Março e<br />
Maio <strong>de</strong> 2003, ao acaso (<strong>de</strong> forma aleatória) da<strong>do</strong> o conhecimento empírico <strong>do</strong><br />
terreno.<br />
Os questionários foram aplica<strong>do</strong>s sob “administração indirecta” 1 , o próprio<br />
inquiri<strong>do</strong>r preenchia os inquéritos a partir das respostas que eram forneci<strong>do</strong>s<br />
pelos inquiri<strong>do</strong>s, não <strong>de</strong>scuran<strong>do</strong> a explicitação à priori das questões e <strong>do</strong><br />
objectivo <strong>do</strong> trabalho.<br />
Quanto às categorias das questões, estas dividiram-se entre as questões<br />
fechadas (dão pouca autonomia ao inquiri<strong>do</strong>), questões abertas (conferem a<br />
possibilida<strong>de</strong> ao inquiri<strong>do</strong> <strong>de</strong> respon<strong>de</strong>r livremente), questões semi-abertas<br />
(submeten<strong>do</strong> o inquiri<strong>do</strong> a algumas possibilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> resposta, mas fican<strong>do</strong><br />
sempre uma categoria <strong>do</strong> tipo “outra resposta, qual)<br />
Da<strong>do</strong> o gran<strong>de</strong> número <strong>de</strong> pessoas interrogadas, e o tratamento<br />
quantitativo das informações, as respostas às questões tiveram que ser précodificadas<br />
para facilitar a análise das informações.<br />
1 In. “Manual <strong>de</strong> Investigação em Ciências Sociais” pag. 188<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quanto às reuniões por freguesia, foram realizadas uma na se<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
concelho que abrangeu as duas freguesias urbanas (Conceição e S. Bartolomeu) e<br />
as restantes nas freguesias rurais (Bencatel, Pardais e Ciladas).<br />
Para levar a efeito as respectivas reuniões, foram convoca<strong>do</strong>s os<br />
representantes das instituições locais. As mesmas <strong>de</strong>correram entre Julho e<br />
Setembro <strong>de</strong> 2003.<br />
1 – 2- Procedimentos para a Análise <strong>do</strong>s Da<strong>do</strong>s<br />
Em termos <strong>de</strong> organização meto<strong>do</strong>lógica, o Diagnóstico foi dividi<strong>do</strong> nas<br />
seguintes fases:<br />
a) Recolha <strong>de</strong> informação junto <strong>do</strong>s parceiros sociais (Cáritas, Centro <strong>de</strong><br />
Emprego, Sta Casa da Misericórdia, Segurança <strong>Social</strong>, Escolas, Associações<br />
Locais, etc.), e <strong>do</strong>s parceiros colectivos. Estas informações foram solicitadas<br />
nas reuniões efectuadas por freguesia;<br />
b) Lançamento <strong>do</strong> inquérito para recolha das opiniões junto <strong>do</strong>s actores<br />
sociais. Para o efeito foram elabora<strong>do</strong>s guiões específicos <strong>de</strong> questionários<br />
para a população da amostra;<br />
c) Elaboração <strong>do</strong> diagnóstico através da análise <strong>de</strong> cada freguesia em<br />
particular, e das temáticas (emprego, saú<strong>de</strong>, educação, acção social,<br />
<strong>de</strong>ficiência e ambiente) mais importantes bem como das problemáticas;<br />
d) Análise <strong>do</strong>s inquéritos aplica<strong>do</strong>s à população alvo e junto às instituições<br />
locais.<br />
Em suma, espera a equipa <strong>de</strong> estu<strong>do</strong> que os resulta<strong>do</strong>s <strong>do</strong> diagnóstico<br />
realiza<strong>do</strong> possam, proporcionar a informação precisa para sustentar as<br />
informações necessárias para as acções concretas <strong>de</strong> intervenção.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
2 – Áreas Temáticas <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
2-1 – Saú<strong>de</strong><br />
2-2- Educação<br />
2-3 – Emprego e Formação<br />
2-4 – Deficiência<br />
2-5 – Acção <strong>Social</strong><br />
2-6 - Ambiente<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
2 – Áreas Temáticas <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
Após o levantamento exaustivo <strong>do</strong>s elementos estatísticos, que serviram <strong>de</strong><br />
base para a elaboração da caracterização <strong>do</strong> concelho e respectivas freguesias,<br />
procurou-se fazer uma leitura mais aprofundada e objectiva daquelas que foram<br />
consi<strong>de</strong>radas pelo “Núcleo Executivo”, as áreas problemáticas <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong><br />
<strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Assim, e dada a complexida<strong>de</strong> das temáticas em análise, procurou-se<br />
cruzar toda a informação existente, proveniente <strong>de</strong> fontes diversas, dan<strong>do</strong><br />
relevância aos problemas inerentes a cada área, sempre num contexto <strong>de</strong><br />
diagnóstico social.<br />
A abordagem feita a cada uma das áreas problemáticas (que em seguida<br />
passamos a apresentar), preten<strong>de</strong> ao mesmo tempo <strong>de</strong>linear alguns percursos <strong>de</strong><br />
intervenção, ten<strong>do</strong> si<strong>do</strong> elaborada, para o efeito, a análise SWOT, on<strong>de</strong> mais<br />
concretamente estão assinaladas as potencialida<strong>de</strong>s e os constrangimentos<br />
(internos e externos) <strong>de</strong> cada uma <strong>de</strong>stas áreas.<br />
2-1- Saú<strong>de</strong><br />
Consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> o conceito <strong>de</strong> OMS (Organização Mundial <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>) <strong>de</strong> que<br />
“a saú<strong>de</strong> é o completo bem estar físico, mental e social e não apenas a mera<br />
ausência <strong>de</strong> <strong>do</strong>ença ou enfermida<strong>de</strong>”.<br />
A saú<strong>de</strong> terá forçosamente que ser um conjunto <strong>de</strong> acções promotoras <strong>de</strong><br />
equilíbrio e <strong>do</strong> bem estar físico, social e espiritual <strong>do</strong> individuo e da comunida<strong>de</strong><br />
on<strong>de</strong> está inseri<strong>do</strong>.<br />
Contu<strong>do</strong> para alcançar estas condições não basta só o esforço e vonta<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
alguns profissionais no terreno, é necessário que haja vonta<strong>de</strong> politica e acima <strong>de</strong><br />
tu<strong>do</strong> institucional, assim como linhas orienta<strong>do</strong>ras neste senti<strong>do</strong>.<br />
Cada vez mais é sentida a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> aberto à<br />
comunida<strong>de</strong> com instalações e equipamentos condignos, não só facilita<strong>do</strong>res <strong>de</strong><br />
uma melhoria <strong>do</strong>s cuida<strong>do</strong>s <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, na rentabilização <strong>do</strong>s profissionais e na<br />
implementação <strong>de</strong> novos mo<strong>de</strong>los <strong>de</strong> gestão que vão <strong>de</strong> encontro ao bem estar <strong>de</strong><br />
saú<strong>de</strong> das populações.<br />
Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong><br />
O Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> fica a 55 km <strong>do</strong> Hospital <strong>de</strong> Évora e integra três<br />
extensões (Bencatel com 1720 habitantes, Ciladas com 1150 habitantes e<br />
Pardais com 559 habitantes).<br />
O Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>, situa–se no centro da <strong>Vila</strong>, num antigo convento <strong>de</strong><br />
<strong>do</strong>is pisos sen<strong>do</strong> proprieda<strong>de</strong> da Santa Casa da Misericórdia.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
O serviço presta<strong>do</strong> naquele centro é o serviço ambulatório, Serviço <strong>de</strong><br />
Atendimento Permanente (S.A.P.) e Internamento.<br />
Presentemente, aguarda-se a construção <strong>de</strong> um novo edifício, projecta<strong>do</strong> e<br />
planea<strong>do</strong> pela Administração Regional <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>do</strong> Alentejo. Contu<strong>do</strong>, temos<br />
conhecimento que não se prevê para as novas instalações, a valência <strong>de</strong><br />
internamento e que o serviço <strong>de</strong> atendimento permanente não sofre alterações.<br />
Actualmente encontram-se inscritos cerca <strong>de</strong> 8920 utentes, aten<strong>de</strong>n<strong>do</strong> o<br />
Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> em média cerca <strong>de</strong> 25 000 consultas por ano.<br />
Quadro nº 1 - Nº <strong>de</strong> Consultas/Especialida<strong>de</strong>s por extensão <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong><br />
Saú<strong>de</strong> (2002).<br />
Especialida<strong>de</strong>s Consultas/Extensões <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong><br />
<strong>Vila</strong> Viçosa Bencatel S. Romão Pardais<br />
Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> Adultos 11662 5852 4874 1484<br />
Saú<strong>de</strong> Materna 153 153 43<br />
Saú<strong>de</strong> Infantil 808 360 266 808<br />
Planeamento Familiar 312 5 44<br />
Fonte: Inquérito/Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>/2002<br />
Segun<strong>do</strong> a informação obtida junto <strong>do</strong> Director <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong><br />
Viçosa, o tipo <strong>de</strong> problemas ou situações <strong>de</strong>tectadas no centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> e suas<br />
extensões, por or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> frequência são respectivamente:<br />
- Hipertensão Arterial<br />
- Diabetes Mélitos<br />
- Problemas reumáticos<br />
- Envelhecimento da população<br />
- Neoplasias<br />
- Aci<strong>de</strong>ntes<br />
- Saú<strong>de</strong> Mental (<strong>de</strong>pressões)<br />
- Alcoolismo<br />
- Toxico<strong>de</strong>pendência<br />
- Maus-tratos<br />
Em relação ao S.A.P., o número médio <strong>de</strong> atendimentos é <strong>de</strong> 12000 utentes<br />
por ano, sen<strong>do</strong> os aci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> trabalho em média (19/mês) um <strong>do</strong>s principais<br />
problemas, pois a carência <strong>de</strong> pessoal, limita muitas vezes o atendimento a<br />
estes utentes e os aci<strong>de</strong>ntes não coinci<strong>de</strong>m com o tempo real <strong>de</strong> atendimento<br />
<strong>do</strong> S.A.P., muitos <strong>de</strong>les ocorrem <strong>de</strong> manhã e perío<strong>do</strong> nocturno.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Cuida<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Vigilância, Serviços e Consultas<br />
O Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolve activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> Publica e Saú<strong>de</strong><br />
Familiar. Existem consultas <strong>de</strong> Adultos, Saú<strong>de</strong> Infantil, Saú<strong>de</strong> Materna,<br />
Planeamento Familiar e quinzenalmente consultas <strong>de</strong> psiquiatria.<br />
Presentemente o internamento, situa<strong>do</strong> no 1º andar, <strong>de</strong>tém uma lotação <strong>de</strong><br />
10 camas e com frequência são utilizadas mais duas. A sua taxa <strong>de</strong> ocupação é<br />
<strong>de</strong> 100% e a <strong>de</strong>mora média <strong>de</strong> internamento é <strong>de</strong> 243,3 dias. Os utentes são<br />
essencialmente pessoas i<strong>do</strong>sas, isoladas e totalmente <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes. Contu<strong>do</strong>,<br />
este serviço embora com poucas camas é o único no concelho que dá resposta a<br />
situações <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cuida<strong>do</strong>s <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, sobretu<strong>do</strong> pessoas em<br />
fase terminal e acama<strong>do</strong>s, que por motivo <strong>de</strong> patologias graves provocam<br />
índices eleva<strong>do</strong>s <strong>de</strong> <strong>de</strong>pendência.<br />
Os principais motivos que levam à admissão <strong>do</strong>s utentes no serviço <strong>de</strong><br />
internamento são:<br />
- Neoplasias em fase terminal<br />
- Doentes em coma vegetativo<br />
- Senilida<strong>de</strong><br />
- Aci<strong>de</strong>ntes Vasculares Cerebrais<br />
- Recuperação <strong>do</strong> pós-operatório<br />
- Casos sociais (aban<strong>do</strong>no)<br />
Este internamento sen<strong>do</strong> um <strong>do</strong>s poucos que funciona 24 h por dia, ainda<br />
tem por vezes, <strong>do</strong>entes interna<strong>do</strong>s <strong>de</strong> outros concelhos.<br />
O serviço ambulatório (pensos, tratamentos...) /se<strong>de</strong>, cuja estrutura física<br />
coinci<strong>de</strong> com a <strong>do</strong> S.A.P., funciona <strong>de</strong> 2ª a 6ª feira na se<strong>de</strong> durante três perío<strong>do</strong>s<br />
(das 8:00h às 13:00h, das 14:00h às 16:00h e das 19:00h às 20:00h), ao sába<strong>do</strong><br />
(das 8:00h às 13:00h) e ao <strong>do</strong>mingo (das 14:00h às 15:00h).<br />
Em regime ambulatório funcionam os serviços <strong>de</strong>:<br />
- Consultas <strong>de</strong> Adultos<br />
- Saú<strong>de</strong> Infanto-Juvenil<br />
- Saú<strong>de</strong> Materna<br />
- Planeamento Familiar<br />
- Vacinação<br />
- Cuida<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> nas Extensões<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- V.D.S. (Visitação Domiciliária <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>)<br />
- Projectos e Parcerias<br />
O S.A.P. possui uma sala <strong>de</strong> observações com duas camas, funciona <strong>de</strong> 2ª a<br />
6ª feira das 12:00h às 24:00h, sen<strong>do</strong> o perío<strong>do</strong> da manhã (até às 12:00h)<br />
assegura<strong>do</strong> pelos “médicos <strong>de</strong> família” ou em alternativa, pelos médicos <strong>de</strong><br />
serviço às consultas. Os perío<strong>do</strong>s nocturnos e fins <strong>de</strong> semana ficam a<br />
<strong>de</strong>scoberto, recorren<strong>do</strong>-se ao Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> Estremoz ou aos hospitais<br />
Espírito Santo <strong>de</strong> Évora e Sta Luzia <strong>de</strong> Elvas.<br />
Os problemas que ocorrem com mais frequência no serviço <strong>de</strong> urgências,<br />
são:<br />
- Consultas médicas<br />
- Aci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> trabalho<br />
- Aci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> viação<br />
- Doenças súbitas<br />
Constata-se que o número <strong>de</strong> consultas no S.A.P. tem vin<strong>do</strong> a aumentar,<br />
uma vez que os utentes não encontram resposta no serviço <strong>de</strong> consultas <strong>do</strong><br />
Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>.<br />
Os utentes <strong>do</strong> centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e suas<br />
especificida<strong>de</strong>s.<br />
Segun<strong>do</strong> os da<strong>do</strong>s recolhi<strong>do</strong>s a população inscrita (8920) no Centro <strong>de</strong><br />
Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa é superior ao total <strong>do</strong> n.º <strong>de</strong> resi<strong>de</strong>ntes da população <strong>do</strong><br />
concelho, referente aos censos <strong>de</strong> 2001 (8871) consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> portanto que estes<br />
valores sugerem um aumento <strong>do</strong> n.º <strong>de</strong> pessoas, a residir no concelho no<br />
último ano (população imigrante), assim como a inscrição da maioria da<br />
população resi<strong>de</strong>nte.<br />
Vigilância e controle <strong>de</strong> grupos <strong>de</strong> risco<br />
• Hipertensos<br />
• Diabéticos<br />
• Doenças Oncológicas<br />
• Doenças Degenerativas<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Em relação aos <strong>do</strong>entes hipertensos consi<strong>de</strong>ram-se diagnostica<strong>do</strong>s 1300,<br />
sen<strong>do</strong> que 1180 se encontram controla<strong>do</strong>s. Po<strong>de</strong>mos ainda referir, que a faixa<br />
etária mais atingida é a <strong>de</strong> ida<strong>de</strong> igual ou superior a 65 anos tanto em homens<br />
como em mulheres.<br />
Face aos diabéticos o n.º <strong>de</strong> diagnostica<strong>do</strong>s é <strong>de</strong> 349, sen<strong>do</strong> que 97 são<br />
insulina <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes e 338 são não insulina <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes.<br />
Existe no Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> uma consulta <strong>de</strong> enfermagem para diabéticos,<br />
ten<strong>do</strong> como objectivo a promoção <strong>de</strong> estilos <strong>de</strong> vida saudáveis, alimentação<br />
a<strong>de</strong>quada à patologia e vigilâncias periódicas <strong>do</strong> seu esta<strong>do</strong> geral.<br />
Em relação às <strong>do</strong>enças oncológicas e <strong>de</strong>generativas, o seu diagnóstico e<br />
vigilância é efectua<strong>do</strong> na consulta <strong>de</strong> adultos e na consulta <strong>de</strong> planeamento<br />
familiar, especificamente o diagnóstico precoce <strong>do</strong> cancro da mama e colo <strong>do</strong><br />
útero, através <strong>de</strong> palpação da mama e ensino <strong>de</strong> auto palpação, assim como<br />
citologias (exame papanicolau) encontram-se inscritas no ficheiro clínico <strong>de</strong><br />
planeamento familiar 2361 mulheres entre os 15-49 anos.<br />
O n.º <strong>de</strong> mulheres <strong>do</strong>s 20-64 anos controladas por copocitologia, nos<br />
últimos três anos foram 23.<br />
O rasteio <strong>do</strong> cancro da mama da Liga Portuguesa contra o Cancro, abrange<br />
575 mulheres. Foram ainda efectuadas ecografias e ecomamárias a 163<br />
mulheres com ida<strong>de</strong>s compreendidas entre os 45-69 anos.<br />
Em relação às activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> registo oncológico, <strong>de</strong> HTA (Hipertensos) e <strong>de</strong><br />
DM (diabéticos) existem no Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> 6 médicos com ficheiros relativos<br />
a estas patologias.<br />
Saú<strong>de</strong> Pública<br />
Em relação ao meio ambiente e sua vigilância, está a cargo <strong>do</strong> <strong>de</strong>lega<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
saú<strong>de</strong> e técnico sanitário abrangen<strong>do</strong>:<br />
• Vigilância Sanitária <strong>do</strong>s Estabelecimentos Comerciais e Industriais;<br />
• Estabelecimentos hoteleiros e similares;<br />
• Sistemas <strong>de</strong> abastecimento com origem profunda (exclusivo);<br />
• Águas das Piscinas;<br />
• Recolha e Tratamento <strong>de</strong> Resíduos Hospitalares/Controle <strong>de</strong> Infecção;<br />
• Saú<strong>de</strong> Ocupacional;<br />
● Activida<strong>de</strong>s inerentes ao Delega<strong>do</strong> <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Equipa <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> Escolar<br />
A equipa <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> escolar tem como objectivo a promoção da saú<strong>de</strong> em<br />
meio escolar.<br />
Durante o ano 2001/2002 a taxa <strong>de</strong> cobertura em meio escolar foi <strong>de</strong> 46,7 %.<br />
Deste programa fazem parte a actualização <strong>do</strong> Esquema Nacional <strong>de</strong><br />
Vacinação, exames globais <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> ao grupo etário 5/6 anos e 9/13 anos,<br />
assim como acções <strong>de</strong> formação individuais e em grupo, programadas com as<br />
escolas <strong>do</strong>s diferentes níveis <strong>de</strong> ensino. É <strong>de</strong> referir que os exames globais <strong>de</strong><br />
saú<strong>de</strong> <strong>do</strong>s 5/6 anos têm uma taxa <strong>de</strong> cobertura <strong>de</strong> 100% uma vez que são<br />
obrigatórios e muitas vezes efectua<strong>do</strong>s particularmente.<br />
Fazem parte da equipa <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> escolar, médicos <strong>de</strong> família, os quais<br />
efectuam os exames globais <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, um médico que se <strong>de</strong>sloca às escolas<br />
(sempre que solicita<strong>do</strong>), <strong>do</strong>is enfermeiros e um administrativo.<br />
Grupos Específicos<br />
Em relação aos toxico<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes o Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa tem<br />
um protocolo <strong>de</strong> Acor<strong>do</strong> com o CAT <strong>de</strong> Évora, no qual é administrada no<br />
Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>, pelo pessoal <strong>de</strong> enfermagem, a méta<strong>do</strong>na prescrita aos<br />
toxico<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes e enviada pelo CAT.<br />
À presente data encontram-se três jovens em tratamento, fazen<strong>do</strong> consultas<br />
periódicas no CAT <strong>de</strong> Évora para acompanhamento e vigilância <strong>do</strong> seu esta<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong> saú<strong>de</strong> (consultas, análises periódicas...).<br />
Projectos Específicos <strong>de</strong> Parceria<br />
- A.D.I. (Apoio Domiciliário Integra<strong>do</strong>)<br />
- R.M.G. (Acor<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>)<br />
- Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong><br />
- Ser Criança<br />
- Apren<strong>de</strong>r mais para viver melhor<br />
- Re<strong>de</strong> Nacional <strong>de</strong> Escolas Promotoras <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong><br />
Quanto aos Projectos, existe o Apoio Domiciliário Integra<strong>do</strong> (A.D.I.), em<br />
articulação com a S.C.M.V.V. e Cáritas. Este serviço, foi cria<strong>do</strong> com base no<br />
<strong>de</strong>spacho conjunto nº 407/98 entre o Ministério da Saú<strong>de</strong> e <strong>do</strong> Trabalho e da<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Solidarieda<strong>de</strong>, ten<strong>do</strong> si<strong>do</strong> já implementadas duas equipas <strong>de</strong> cuida<strong>do</strong>s<br />
integra<strong>do</strong>s, sen<strong>do</strong> uma equipa por instituição (Cáritas e S.C.M.V.V.).<br />
Os médicos <strong>de</strong> família <strong>de</strong>vem assegurar os <strong>do</strong>micílios <strong>do</strong>s utentes em A.D.I.<br />
pelo que são <strong>de</strong>stinadas 3.00 h <strong>de</strong> pessoal médico semanalmente e 6.00 h <strong>de</strong><br />
enfermagem nos perío<strong>do</strong>s <strong>de</strong> segunda a sexta-feira, fican<strong>do</strong> a <strong>de</strong>scoberto os<br />
perío<strong>do</strong>s <strong>de</strong> fim-<strong>de</strong>-semana.<br />
Devi<strong>do</strong> à gran<strong>de</strong> procura <strong>do</strong>s Serviços <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> pela população a<strong>do</strong>lescente<br />
(<strong>do</strong> concelho e escolariza<strong>do</strong>s <strong>de</strong> concelhos limítrofes), surgiu um projecto <strong>de</strong><br />
atendimento a A<strong>do</strong>lescentes <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 1999, sen<strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> pelos técnicos <strong>de</strong><br />
enfermagem e contan<strong>do</strong> com o apoio <strong>de</strong> uma médica; estes técnicos integram<br />
actualmente o Projecto “Ser Criança”, ten<strong>do</strong> como objectivo um atendimento<br />
especializa<strong>do</strong> a crianças, jovens e famílias <strong>de</strong> risco. Neste Projecto na área da<br />
saú<strong>de</strong> foram acompanha<strong>do</strong>s durante o ano lectivo 2002/2003, 47 crianças em<br />
psicologia educacional, 22 em psicologia clínica, 18 em terapia da fala e 15<br />
acompanha<strong>do</strong>s e apoia<strong>do</strong>s por outras áreas. Assim como a<strong>do</strong>lescentes que<br />
procuram o Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> para consultas <strong>de</strong> planeamento familiar, os quais<br />
são acompanha<strong>do</strong>s por uma médica e uma enfermeira – estes jovens fazem<br />
consultas <strong>de</strong> vigilância periódica conforme as necessida<strong>de</strong>s avaliadas. Estes<br />
jovens são encaminha<strong>do</strong>s para consultas <strong>de</strong> especialida<strong>de</strong> sempre que<br />
necessitem.<br />
A saú<strong>de</strong> como área <strong>de</strong> inserção a nível <strong>do</strong> R.M.G., tem como principal<br />
objectivo, vigiar o esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> <strong>do</strong> individuo/família, promoven<strong>do</strong> um bom<br />
esta<strong>do</strong> geral <strong>do</strong>s casos em estu<strong>do</strong>, assim como, o seu acompanhamento.<br />
O Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>, à presente data, tem uma psicóloga clínica <strong>do</strong> “Projecto<br />
Apren<strong>de</strong>r mais para Viver Melhor” a trabalhar na equipa <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>.<br />
Conjuntamente com a equipa <strong>do</strong> projecto “Ser Criança”.<br />
A Re<strong>de</strong> Nacional <strong>de</strong> Escolas promotoras <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> tem funciona<strong>do</strong> em<br />
algumas escolas <strong>do</strong> concelho nomeadamente nos jardins <strong>de</strong> infância e EB 1 <strong>de</strong><br />
Pardais e S. Romão.<br />
Tem como objectivo, promoção <strong>de</strong> estilos <strong>de</strong> vida saudáveis, avaliar os<br />
riscos e a segurança em meio escolar, corrigir hábitos alimentares, e<br />
<strong>de</strong>senvolver outras activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o diagnóstico elabora<strong>do</strong> nas<br />
respectivas escolas.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Análise Swot<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
- Existência <strong>de</strong> extensões <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong><br />
saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa em todas as<br />
freguesias <strong>do</strong> concelho;<br />
- Diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> serviços por parte <strong>do</strong><br />
Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>;<br />
- Quase totalida<strong>de</strong> da população inscrita<br />
com médico <strong>de</strong> família atribuí<strong>do</strong>;<br />
- Existência <strong>de</strong> um conjunto <strong>de</strong> serviços<br />
para além <strong>do</strong>s serviços tradicionais:<br />
- Apoio <strong>do</strong>miciliário integra<strong>do</strong> com<br />
visitação <strong>do</strong>miciliária.<br />
- Projectos Comunitários: “Ser Criança”<br />
(atendimento especializa<strong>do</strong> a crianças,<br />
jovens e famílias em risco)<br />
- Delega<strong>do</strong> <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> com formação em<br />
saú<strong>de</strong> no trabalho<br />
- Enfermeiro especialista com formação<br />
em saú<strong>de</strong> no trabalho.<br />
Constrangimentos<br />
- Instalações ina<strong>de</strong>quadas aos cuida<strong>do</strong>s <strong>de</strong><br />
saú<strong>de</strong> presta<strong>do</strong>s com excepção da unida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> São Romão.<br />
- Maior concentração <strong>de</strong> utentes na se<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
Centro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> on<strong>de</strong> se encontra o serviço<br />
<strong>de</strong> internamento, o SAP e alguns projectos<br />
<strong>de</strong> saú<strong>de</strong> comunitária.<br />
- Os cuida<strong>do</strong>s <strong>do</strong>miciliários não são<br />
assegura<strong>do</strong>s durante os sete dias semanais.<br />
- Falta <strong>de</strong> camas no serviço <strong>de</strong> internamento<br />
- Serviço <strong>de</strong> internamento a funcionar no 1º<br />
andar, sem eleva<strong>do</strong>r, assim como alguns<br />
consultórios médicos, o que dificulta o<br />
acesso a muitos utentes.<br />
- Serviço <strong>de</strong> urgência a funcionar <strong>de</strong><br />
segunda a sexta-feira, apenas das 12:00h às<br />
24:00h estan<strong>do</strong> a <strong>de</strong>scoberto o perío<strong>do</strong><br />
nocturno e os fins <strong>de</strong> semana<br />
- Falta <strong>de</strong> pessoal técnico/recursos<br />
humanos.<br />
- Falta <strong>de</strong> equipamento e material médico<br />
nas unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> das freguesias rurais.<br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um médico, diariamente<br />
na unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> S. Romão.<br />
- Ausência <strong>de</strong> unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> em Pardais;<br />
instalações precárias a funcionarem na casa<br />
<strong>do</strong> povo com algumas barreiras<br />
arquitectónicas à entrada.<br />
-Serviço médico e <strong>de</strong> enfermagem <strong>de</strong>ficiente,<br />
em Pardais<br />
- Inexistência <strong>de</strong> farmácia e/ou posto <strong>de</strong><br />
medicamentos, em pardais.<br />
- Aumento <strong>de</strong> utentes em situação <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>pendência, com <strong>de</strong>ficiência física e<br />
mental; <strong>do</strong>ença crónica; isolamento<br />
geográfico; alta hospitalar com necessida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> continuida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cuida<strong>do</strong>s; ausência <strong>de</strong><br />
presta<strong>do</strong>res <strong>de</strong> cuida<strong>do</strong>s especializa<strong>do</strong>s.<br />
- Instalações da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
Bencatel alugadas ao C. R. <strong>de</strong> S. <strong>Social</strong>.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Oportunida<strong>de</strong>s<br />
- Criação <strong>de</strong> cuida<strong>do</strong>s <strong>do</strong>miciliários<br />
globais<br />
Ameaças<br />
- Aci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> trabalho.<br />
- Toxico<strong>de</strong>pendências (alcoolismo e tabaco)<br />
- Gravi<strong>de</strong>zes precoces.<br />
- Isolamento e envelhecimento da<br />
população.<br />
- aumento <strong>do</strong> nº <strong>de</strong> grupos <strong>de</strong> risco como os<br />
hipertensos, diabéticos, <strong>do</strong>enças oncológicas<br />
e <strong>de</strong>generativas.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
2-2 Educação<br />
De acor<strong>do</strong> com a filosofia <strong>de</strong>ste Projecto, este <strong>do</strong>cumento incorporará<br />
futuros <strong>de</strong>senvolvimentos <strong>de</strong> forma a respon<strong>de</strong>r às necessida<strong>de</strong>s e às questões que<br />
se vierem a colocar e com particular incidência quanto aos cruzamentos a efectuar<br />
com os trabalhos <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong>s no <strong>do</strong>mínio da Educação, <strong>de</strong> mo<strong>do</strong> a aprofundar<br />
a reflecção em torno das questões que lhe estão subjacentes e às respectivas<br />
formas <strong>de</strong> os ultrapassar.<br />
Preten<strong>de</strong> – se com esta reflecção disponibilizar um conjunto significativo <strong>de</strong><br />
informações <strong>de</strong> natureza educacional recain<strong>do</strong> a área objecto <strong>de</strong> estu<strong>do</strong> no<br />
<strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> V. Viçosa.<br />
A oferta educativa e formativa <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> sofreu uma alteração<br />
relativamente ao ano lectivo transacto, com a extinção <strong>do</strong> posto <strong>de</strong> Ensino Básico<br />
Mediatiza<strong>do</strong> <strong>de</strong> S. Romão, cuja extinção se processa da seguinte forma: no ano<br />
escolar <strong>de</strong> 2003/2004 já não funciona o 5º ano; a partir <strong>do</strong> ano lectivo 2004/2005,<br />
terá lugar a extinção total <strong>do</strong> posto menciona<strong>do</strong> em epígrafe.<br />
Após a sua extinção total, os alunos frequentarão a Escola Básica 2 D. João<br />
IV, Escola se<strong>de</strong> <strong>do</strong> Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> V. Viçosa, tal como já acontece<br />
actualmente com o 5º ano.<br />
Neste contexto, há que sublinhar também que a Formação Tecnológica e<br />
Profissional tem actualmente no nosso <strong>Concelho</strong> uma representação (menos forte)<br />
relativamente a anos anteriores, particularmente no que se refere à formação<br />
ministrada por Escolas Profissionais – pólo da EPRAL (Escola Profissional da<br />
Região Alentejo) <strong>de</strong> V. Viçosa.<br />
Insucesso e Aban<strong>do</strong>no Escolar<br />
As escolas <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa interessam-se por aqueles alunos que<br />
aban<strong>do</strong>nam precocemente os estu<strong>do</strong>s <strong>de</strong>ntro da escolarida<strong>de</strong> obrigatória, apesar<br />
<strong>de</strong> continuarem a existir casos <strong>de</strong> aban<strong>do</strong>no, que muitas vezes constituem uma<br />
solução única para algumas situações <strong>de</strong> “<strong>de</strong>sencanto” aluno/escola. Neste<br />
senti<strong>do</strong>, acentua-se, sobretu<strong>do</strong>, as vantagens <strong>do</strong> cumprimento <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong> e os<br />
custos que esta situação acarreta a médio e a longo prazo em <strong>de</strong>trimento <strong>do</strong>s<br />
meios coercivos que não resolvem o problema visto que significam uma<br />
intervenção sobre o efeito e não sobre a causa.<br />
Os números que traduzem a existência <strong>de</strong>ste fenómeno, mostram que eles<br />
se verificam em to<strong>do</strong>s os níveis, apresentan<strong>do</strong> uma menor incidência no 1º ciclo<br />
<strong>do</strong> ensino básico, situan<strong>do</strong>-se a taxa global <strong>de</strong> aban<strong>do</strong>no no Agrupamento <strong>de</strong><br />
Estabelecimentos <strong>de</strong> Educação e Ensino <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, no ano<br />
lectivo <strong>de</strong> 2002/2003 em 0,8 %. Se bem que ele se verifique em to<strong>do</strong>s níveis <strong>de</strong><br />
escolarida<strong>de</strong>, como vimos, as suas consequências serão necessariamente tanto<br />
mais graves quanto mais precoce for o aban<strong>do</strong>no, pelo que os primeiros níveis <strong>de</strong><br />
escolarida<strong>de</strong> <strong>de</strong>vem merecer uma atenção re<strong>do</strong>brada.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Para os restantes níveis <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong> a taxa <strong>de</strong> alunos que aban<strong>do</strong>naram<br />
a escola no nosso concelho situa-se em 1,3%, número que se situa muito abaixo da<br />
média nacional, <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com os valores para 2000 obti<strong>do</strong>s a partir da amostra<br />
fornecida pelo DAPP (Departamento <strong>de</strong> Avaliação Prospectiva e Planeamento),<br />
pelo que po<strong>de</strong>mos consi<strong>de</strong>rar que este fenómeno no nosso concelho não alcança<br />
uma dimensão consi<strong>de</strong>rável. Ainda assim, o problema <strong>do</strong> aban<strong>do</strong>no é um<br />
fenómeno complexo que assume uma dimensão multicasual.<br />
Na verda<strong>de</strong>, se muitos <strong>do</strong>s casos não po<strong>de</strong>m ser resolvi<strong>do</strong>s apenas pela<br />
escola, é quase certo que não po<strong>de</strong>m ser soluciona<strong>do</strong>s sem ela. Por isso, as<br />
iniciativas <strong>de</strong> intervenção merecem cada vez uma maior atenção, nomeadamente<br />
sobre os grupos <strong>de</strong> risco.<br />
Ao falarmos <strong>de</strong> insucesso e aban<strong>do</strong>no no nosso concelho, não po<strong>de</strong> inferirse<br />
que o segun<strong>do</strong> fenómeno tem o primeiro como causa exclusiva, uma vez que<br />
não é o único factor que faz, por vezes, que o jovem aban<strong>do</strong>ne precocemente a<br />
escola.<br />
Os da<strong>do</strong>s relativos ao insucesso no concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, relativos ao<br />
ano escolar 2002/2003, mostram o efeito da repetência, ao nível <strong>do</strong>s vários ciclos<br />
<strong>do</strong> ensino básico e <strong>do</strong> ensino secundário. Assim a taxa <strong>de</strong> insucesso no<br />
Agrupamento <strong>de</strong> Estabelecimentos <strong>de</strong> Educação e Ensino <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong><br />
Viçosa alcançou os 10,86 %, sen<strong>do</strong> a sua incidência maior na população <strong>de</strong> étnia<br />
cigana e <strong>de</strong> baixos rendimentos. Ten<strong>do</strong> como referência os valores nacionais para<br />
2000 já menciona<strong>do</strong>s, po<strong>de</strong>mos consi<strong>de</strong>rar a taxa <strong>de</strong> insucesso no nosso concelho<br />
inferior à média nacional. No entanto, estes valores provaram atrasos escolares<br />
(correlação entre a ida<strong>de</strong> <strong>do</strong> aluno e o ano que frequenta) significativos logo nos<br />
primeiros anos <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong>, comprometen<strong>do</strong>, nalguns casos, o seu futuro<br />
escolar.<br />
Verifica-se um aumento da taxa <strong>de</strong> insucesso escolar à medida que<br />
avançamos no nível <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong>, alcançan<strong>do</strong> o seu máximo valor no Ensino<br />
Secundário com 26%, contra 13,5% no Ensino Básico.<br />
Deve existir alguma preocupação perante estes resulta<strong>do</strong>s, no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
reduzir a taxa <strong>de</strong> alunos com insucesso, o que conduz, com frequência, ao<br />
aban<strong>do</strong>no escolar.<br />
Neste senti<strong>do</strong>, a distribuição <strong>de</strong> alunos por várias vias, e por vários cursos,<br />
com especial ênfase por uma via profissionalizante, assim como por um maior<br />
ajustamento da preparação proporcionada pela escola às exigências <strong>do</strong> mun<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />
trabalho.<br />
O Ensino Básico Mediatiza<strong>do</strong> <strong>de</strong> S. Romão será extinto o próximo ano<br />
lectivo (2004/2005), cujas consequências ainda não se po<strong>de</strong>m inferir. No entanto,<br />
existem outras consequências relacionadas com os alunos que frequentaram este<br />
ensino, que se têm vin<strong>do</strong> a observar ao longo <strong>do</strong>s anos e que são mencionadas<br />
pelos próprios professores. Uma <strong>de</strong>las, é o facto <strong>de</strong>stes alunos terem alguma<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
dificulda<strong>de</strong> <strong>de</strong> integração aquan<strong>do</strong> a transição para o ensino secundário, o qual só<br />
po<strong>de</strong>m leccionar na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>. Acrescen<strong>do</strong> que gran<strong>de</strong> parte <strong>de</strong>stes<br />
alunos não prosseguem estu<strong>do</strong>s e têm uma taxa <strong>de</strong> insucesso superior à média.<br />
Epral<br />
A Escola Profissional da Região Alentejo, EPRAL está inserida no Sistema<br />
Educativo Português (Ensino Secundário) e surgiu para dar resposta às<br />
necessida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> formação profissional sentidas por jovens que completam o<br />
terceiro ciclo <strong>do</strong> ensino básico e que preten<strong>de</strong>m uma integração qualificada na<br />
vida activa.<br />
Com se<strong>de</strong> em Évora, expandiu-se para outras localida<strong>de</strong>s como Campo<br />
Maior, Elvas, Estremoz, Monforte, Portel e <strong>Vila</strong> Viçosa, o que lhe conferiu uma<br />
dimensão regional.<br />
Esta re<strong>de</strong> procurou sempre a<strong>de</strong>quar as áreas <strong>de</strong> formação <strong>de</strong> cada pólo, às<br />
necessida<strong>de</strong>s e potencialida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> cada território.<br />
Presentemente, apenas se encontram em funcionamento os pólos <strong>de</strong><br />
Évora/se<strong>de</strong>, Estremoz, Elvas e <strong>Vila</strong> Viçosa, este último também em vias <strong>de</strong><br />
extinção.<br />
O pólo <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa foi <strong>do</strong>s primeiros a ser implementa<strong>do</strong>, contemplan<strong>do</strong><br />
os seguintes cursos <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 1990:<br />
- Informática/Gestão<br />
- Contabilida<strong>de</strong><br />
- Gestão/Especificações<br />
Cada curso tinha em média vinte alunos e proporcionava um Estágio<br />
Profissionalizante com o intuito <strong>de</strong> os integrar no mun<strong>do</strong> <strong>do</strong> trabalho.<br />
Por norma a candidatura era feita para duas turmas por cada ano lectivo,<br />
ten<strong>do</strong> em consi<strong>de</strong>ração o número <strong>de</strong> alunos. Este ano 2003/2004 o número <strong>de</strong><br />
cursos foi reduzi<strong>do</strong>, está a ser apenas ministra<strong>do</strong> o curso <strong>de</strong> contabilida<strong>de</strong>, da<strong>do</strong><br />
que está previsto a extinção <strong>do</strong> pólo, conten<strong>do</strong> 20 alunos (8 são <strong>do</strong> concelho).<br />
Após a sua extinção, os alunos <strong>de</strong>ste concelho como <strong>do</strong>s concelhos<br />
limítrofes só terão o pólo <strong>de</strong> Estremoz como alternativa da<strong>do</strong> a sua proximida<strong>de</strong>,<br />
facto que já se verificou este ano com a <strong>de</strong>slocação <strong>de</strong> vinte jovens.<br />
Os cursos ministra<strong>do</strong>s no pólo <strong>de</strong> Estremoz são os seguintes:<br />
- Contabilida<strong>de</strong><br />
- Informática/Gestão<br />
- Assistente <strong>de</strong> Gestão<br />
- Construção civil<br />
- Técnico <strong>de</strong> recuperação <strong>do</strong> Património Edifica<strong>do</strong><br />
Perante esta nova realida<strong>de</strong> a re<strong>de</strong> escolar <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> V. Viçosa ficará<br />
mais débil, preven<strong>do</strong>–se que os alunos que resi<strong>de</strong>m em freguesias rurais (muitas<br />
das quais com alguns condicionalismos <strong>de</strong> acesso) irão ser fortemente penaliza<strong>do</strong>s<br />
em relação aos restantes. Os mesmos per<strong>de</strong>rão assim a oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong> ter acesso<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
a uma formação específica, que os <strong>de</strong>fenda no merca<strong>do</strong> <strong>de</strong> trabalho, não po<strong>de</strong>n<strong>do</strong><br />
por motivos essencialmente económicos recorrer a outras vias <strong>de</strong> ensino.<br />
Coor<strong>de</strong>nação Concelhia <strong>de</strong> Educação Recorrente e Extra – Escolar <strong>de</strong><br />
V. Viçosa<br />
O Ensino Recorrente e Extra - Escolar, propícia uma segunda oportunida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> formação a um universo <strong>de</strong> jovens e adultos que não possuam a escolarida<strong>de</strong><br />
obrigatória ou cujos baixos níveis <strong>de</strong> formação geral se apresentem como<br />
obstáculo ao seu pleno <strong>de</strong>senvolvimento social, pessoal e profissional, ou a uma<br />
inserção bem sucedida na vida activa.<br />
A Coor<strong>de</strong>nação Concelhia que funciona na Escola Secundária Públia<br />
Hortênsia <strong>de</strong> Castro, promove, organiza, apoia e acompanha as activida<strong>de</strong>s <strong>do</strong><br />
Ensino Recorrente.<br />
A nível <strong>do</strong> concelho, po<strong>de</strong>-se dizer que existe uma boa cobertura,<br />
realizan<strong>do</strong>-se cursos para adultos. Só na freguesia <strong>de</strong> Pardais, é que esta realida<strong>de</strong><br />
oferece mais resistência por parte da população, principalmente por parte das<br />
mulheres. Consequentemente, nesta freguesia poucos foram os anos em que se<br />
realizaram cursos da<strong>do</strong> o número <strong>de</strong> inscritos não ser o suficiente.<br />
Para este ano (2003/2004), existem propostas para o funcionamento <strong>de</strong><br />
cursos em to<strong>do</strong> o concelho, os quais passamos a mencionar:<br />
• Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> – <strong>do</strong>is cursos (1 extra-escolar e 1 <strong>de</strong> 1º ciclo)<br />
• Bencatel – um curso <strong>de</strong> 1º ciclo<br />
• Ciladas (S. Romão) – um curso extra-escolar<br />
• Pardais – um curso extra-escolar<br />
Em relação à população que costuma a<strong>de</strong>rir a este ensino, esta é na sua<br />
maioria mulheres com mais <strong>de</strong> 45 anos, no entanto começam a a<strong>de</strong>rir a estes<br />
cursos indivíduos situa<strong>do</strong>s na faixa etária <strong>do</strong>s 25 aos 35 anos, muitos <strong>de</strong>les<br />
beneficiários <strong>do</strong> R.M.G./R.S.I. (Rendimento Mínimo Garanti<strong>do</strong>/Rendimento<br />
<strong>Social</strong> <strong>de</strong> Inserção).<br />
Ten<strong>do</strong> o ensino recorrente e extra-escolar a gran<strong>de</strong> função <strong>de</strong> melhorar o<br />
nível <strong>de</strong> conhecimentos da população resultan<strong>do</strong> com isso uma possível melhoria<br />
da sua qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida, este <strong>de</strong>para-se no entanto com alguns constrangimentos<br />
que impe<strong>de</strong>m por vezes o seu sucesso.<br />
O concurso tardio para colocação <strong>de</strong> professores, o limite imposto para a<br />
constituição <strong>de</strong> turmas e o número reduzi<strong>do</strong> <strong>de</strong> forman<strong>do</strong>s inscritos, são os<br />
principais constrangimentos.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Apoios Educativos <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
A equipa <strong>de</strong> coor<strong>de</strong>nação <strong>do</strong>s apoios educativos constata que as<br />
problemáticas inerentes às crianças <strong>do</strong> nosso concelho são essencialmente a nível<br />
cognitivo, perturbações da linguagem, fala e comportamento e a nível sensorial<br />
mas não muito significativo.<br />
Esta equipa é constituída por oito professores <strong>de</strong> apoio (segun<strong>do</strong> os da<strong>do</strong>s<br />
forneci<strong>do</strong>s pelo coor<strong>de</strong>na<strong>do</strong>r da equipa relativos ao ano 2003/2004:<br />
- 1 Educa<strong>do</strong>ra<br />
- 7 Professores<br />
O número <strong>de</strong> crianças previstas pela equipa <strong>do</strong>s apoios educativos<br />
(2003/2004) são as seguintes:<br />
• Jardim <strong>de</strong> Infância – 7 crianças<br />
• 1º Ciclo – 24 crianças<br />
• 2º Ciclo – 12 crianças<br />
• 3º Ciclo e Ensino Secundário – 15 crianças<br />
Os problemas com que esta equipa se <strong>de</strong>bate, dizem respeito<br />
principalmente à inexistência <strong>de</strong> uma equipa técnica permanente e à falta <strong>de</strong><br />
professores <strong>de</strong> apoio especializa<strong>do</strong>s. Ao mesmo tempo que, através <strong>do</strong> trabalho <strong>de</strong><br />
campo, verifica que o número <strong>de</strong> crianças que necessitam <strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> apoio<br />
ten<strong>de</strong> a aumentar. Também ao nível <strong>do</strong> ensino verifica a falta <strong>de</strong> formação<br />
profissional nas escolas oficiais que permitam a inserção <strong>de</strong>stes alunos no mun<strong>do</strong><br />
<strong>do</strong> trabalho.<br />
A existência <strong>de</strong> alguma sensibilização na aceitação <strong>de</strong>stas crianças com<br />
<strong>de</strong>ficiência, o trabalho em parceria com outras instituições, a existência <strong>de</strong> um<br />
quadro legal que enquadra a problemática <strong>de</strong>stas crianças <strong>de</strong> forma as integrar<br />
em turmas regulares, os cursos <strong>de</strong> especialização para professores e a publicação<br />
<strong>de</strong> alguns temas nesta área aborda<strong>do</strong>s cientificamente constituem os aspectos<br />
positivos que envolvem esta problemática.<br />
Análise Swot<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
- Trabalho em parceria com outras<br />
entida<strong>de</strong>s (Equipa <strong>do</strong>s Apoios<br />
Educativos).<br />
- Existência <strong>de</strong> alguma sensibilização<br />
para a aceitação das crianças com<br />
<strong>de</strong>ficiência (processo que tem si<strong>do</strong><br />
muito difícil, ao longo <strong>do</strong>s anos).<br />
Constrangimentos<br />
- Eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> famílias<br />
disfuncionais, <strong>de</strong> on<strong>de</strong> a maior parte<br />
<strong>de</strong>stas crianças são oriundas.<br />
- Inexistência <strong>de</strong> uma equipa técnica<br />
multidisciplinar<br />
fixa/estável/permanente.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- Existência <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong> alfabetização e<br />
<strong>de</strong> educação extra-escolar, a nível <strong>do</strong><br />
concelho.<br />
- Número <strong>de</strong> crianças que necessitam<br />
<strong>de</strong> apoio, cada vez mais eleva<strong>do</strong>.<br />
- Concurso tardio para colocação <strong>de</strong><br />
professores em regime <strong>de</strong> acumulação<br />
e bolseiros (Ensino Recorrente e Extra-<br />
Escolar).<br />
- Nº reduzi<strong>do</strong> <strong>de</strong> forman<strong>do</strong>s (Ensino<br />
Recorrente e Extra – Escolar).<br />
- Taxas <strong>de</strong> aban<strong>do</strong>no e insucesso<br />
escolar sugerem uma certa<br />
preocupação com o futuro <strong>de</strong>stas<br />
crianças.<br />
- Número insuficiente <strong>de</strong> funcionários<br />
auxiliares <strong>de</strong> Acção Educativa (Escola<br />
Secundária).<br />
- Dificulda<strong>de</strong> na concretização <strong>de</strong><br />
alguns projectos por não haver maior<br />
apoio da autarquia (Escola Secundária)<br />
Oportunida<strong>de</strong>s<br />
- Existência <strong>de</strong> um quadro legal que<br />
enquadra a problemática das crianças<br />
com <strong>de</strong>ficiência <strong>de</strong> forma a integrá-las<br />
na comunida<strong>de</strong>; inclusão <strong>de</strong>stas<br />
crianças em turmas regulares.<br />
- Existência <strong>de</strong> vários cursos <strong>de</strong><br />
especialização na área <strong>do</strong>s apoios<br />
educativos para professores.<br />
- Desenvolvimento cientifico e edição<br />
<strong>de</strong> algumas publicações acerca <strong>de</strong>stas<br />
problemáticas.<br />
- Oportunida<strong>de</strong> para as pessoas<br />
melhorarem a sua qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida<br />
através <strong>do</strong> conhecimento.<br />
Ameaças<br />
- Número <strong>de</strong> famílias disfuncionais, a<br />
aumentar<br />
- Falta <strong>de</strong> professores <strong>de</strong> apoio<br />
especializa<strong>do</strong>s.<br />
- Falta <strong>de</strong> formação profissional no<br />
ensino oficial, on<strong>de</strong> muitas das crianças<br />
que recebem apoio po<strong>de</strong>riam ser<br />
integradas.<br />
- Limite imposto para a constituição <strong>de</strong><br />
turmas (Ensino Recorrente e Extra -<br />
Escolar).<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
2-3- Emprego e Formação<br />
A utilização ou ocupação <strong>do</strong>s meios <strong>de</strong> produção existentes na activida<strong>de</strong><br />
económica, bem como, a efectiva ocupação <strong>do</strong> trabalho remunera<strong>do</strong> relacionan<strong>do</strong><br />
a activida<strong>de</strong> económica com as pessoas em condições <strong>de</strong> trabalharem, <strong>de</strong>signa em<br />
termos económicos a palavra emprego.<br />
Em termos sociais mais propriamente na perspectiva da segurança social o<br />
emprego, está <strong>de</strong>stina<strong>do</strong> à organização <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> da mão-<strong>de</strong>-obra, ten<strong>do</strong> como<br />
objectivo fundamental, não só diminuir os perío<strong>do</strong>s <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprego, como colocar<br />
os trabalha<strong>do</strong>res a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s às tarefas a executar, e orientá-los para o trabalho<br />
para que têm maior aptidão e que mais está <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com as suas preferências,<br />
na preocupação <strong>de</strong> elevar a produtivida<strong>de</strong> nacional.<br />
O aumento <strong>do</strong> emprego está directamente relaciona<strong>do</strong> com o aumento <strong>do</strong><br />
investimento fruto da iniciativa empresarial. Mas, a falta <strong>de</strong> iniciativa po<strong>de</strong> não só<br />
passar pela falta <strong>de</strong> apetência <strong>do</strong>s empresários para a gestão e planeamento, como<br />
também, pela escassez <strong>de</strong> mão-<strong>de</strong>-obra qualificada.<br />
Os organismos públicos e priva<strong>do</strong>s, ainda são um factor <strong>de</strong> alguma<br />
estabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> emprego.<br />
I.E.F.P - Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong> Estremoz<br />
Enquadramento<br />
Compete aos Centros <strong>de</strong> Emprego incentivar e promover, em<br />
articulação com o meio sócio-económico da respectiva área geográfica <strong>de</strong><br />
intervenção, a realização das acções conducentes à a<strong>de</strong>quada organização, gestão<br />
e funcionamento <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> <strong>de</strong> emprego envolvente.<br />
A área <strong>do</strong> emprego no concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa é tratada pelo Centro <strong>de</strong><br />
Emprego <strong>de</strong> Estremoz, <strong>de</strong>stacan<strong>do</strong> para esse efeito técnicos na área <strong>do</strong> emprego,<br />
orientação profissional e medicina no trabalho.<br />
Para chegar mais próximo <strong>de</strong> candidatos e entida<strong>de</strong>s, o Centro <strong>de</strong><br />
Estremoz faz chegar à se<strong>de</strong> <strong>de</strong> concelho <strong>do</strong>is técnicos em média <strong>do</strong>is dias por<br />
semana.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Caracterização <strong>do</strong>s Candidatos <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa face ao<br />
Emprego<br />
Quadro nº2 – Percentagem da Procura <strong>de</strong> Emprego por Sexo<br />
Masculino<br />
Feminino<br />
34,08% 65,92%<br />
Fonte: Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong> Estremoz<br />
A procura <strong>de</strong> emprego por sexo, é bastante superior no sexo feminino<br />
Quadro nº3 – Percentagem da Procura <strong>de</strong> Emprego por Sexo nos candidatos<br />
com Ida<strong>de</strong> Superior a 30 Anos.<br />
Masculino<br />
Feminino<br />
39,05% 60,95%<br />
Fonte: Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong> Estremoz<br />
A procura <strong>de</strong> emprego por candidatos com ida<strong>de</strong> superior a trinta anos,<br />
continua a ser bastante superior nos candidatos <strong>do</strong> sexo feminino.<br />
Quadro nº4 – Distribuição <strong>do</strong>s candidatos por Habilitações Escolares<br />
N/<br />
Sabem<br />
ler<br />
Sabem<br />
Ler<br />
4ª<br />
Classe/<br />
1ºCiclo<br />
6ª<br />
Classe/<br />
2º Ciclo<br />
9º Ano 11º Ano 12 º Ano Superior<br />
6,23 % 7,22% 25,13% 20,87% 14,18% 4,48% 16,17% 5,72%<br />
Fonte: Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong> Estremoz<br />
Como se po<strong>de</strong> verificar, a maioria <strong>do</strong>s candidatos, mais precisamente<br />
59.45%, possui até 6 anos <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong>. Os candidatos sem grau <strong>de</strong> ensino<br />
representam 13.45%, e os candidatos com 4 anos <strong>de</strong> ensino representam 25.13% <strong>do</strong><br />
total <strong>de</strong> inscritos.<br />
Está a surgir um novo tipo <strong>de</strong> candidatos, que são os que possuem<br />
formação superior, e que actualmente já representam 5.72% <strong>do</strong> total <strong>de</strong> inscritos.<br />
Emprego Sazonal:<br />
O emprego liga<strong>do</strong> à agricultura aparece ainda com algum peso no<br />
concelho, pelo que, a influência da sazonalida<strong>de</strong> representa ainda 31.84% das<br />
profissões <strong>do</strong>s candidatos. As restantes profissões representam 68.16%.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Parcerias<br />
O Centro <strong>de</strong> Emprego tem parcerias com várias entida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong><br />
<strong>Vila</strong> Viçosa, nomeadamente nas seguintes áreas:<br />
Rendimento Mínimo Garanti<strong>do</strong> – participação <strong>de</strong> um técnico no núcleo<br />
executivo, <strong>do</strong> qual resultou a seguinte activida<strong>de</strong> durante o ano <strong>de</strong> 2003:<br />
Quadro nº5 - Rendimento Mínimo Garanti<strong>do</strong> 2003<br />
Acor<strong>do</strong>s<br />
Assina<strong>do</strong>s<br />
com o<br />
Emprego<br />
Coloca<strong>do</strong>s<br />
em POC<br />
Carencia<strong>do</strong>s<br />
Coloca<strong>do</strong>s<br />
em POC<br />
Subsidia<strong>do</strong>s<br />
Encaminha<strong>do</strong>s<br />
para Formação<br />
Profissional<br />
Outras<br />
Intervenções<br />
40 37 1 2 6<br />
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> – parceria com várias entida<strong>de</strong>s, on<strong>de</strong> se executa trabalho <strong>de</strong><br />
âmbito social, com a participação <strong>de</strong> um técnico em todas as activida<strong>de</strong>s <strong>do</strong><br />
Núcleo, nomeadamente, reuniões <strong>de</strong> trabalho para elaboração <strong>do</strong> pré-diagnóstico<br />
e diagnóstico social <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Laboratório <strong>de</strong> I<strong>de</strong>ias – parceria com a Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa no<br />
âmbito da iniciativa EQUAL, com a participação <strong>de</strong> um técnico na divulgação <strong>do</strong><br />
projecto nas freguesias <strong>de</strong> Conceição e Bencatel.<br />
UNIVA e Feira <strong>de</strong> Artesanato – parceria com a Associação Juvenil Dr.<br />
Jardim, com a participação <strong>de</strong> um técnico e com apoios financeiros para a<br />
divulgação <strong>do</strong> artesanato local, e para o apoio a candidatos <strong>do</strong> concelho na<br />
procura <strong>de</strong> emprego e formação profissional.<br />
Projecto “ Ser Criança “ – parceria com a Cáritas Paroquial <strong>de</strong> Nossa<br />
Senhora da Conceição <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, com a participação <strong>de</strong> um técnico nas<br />
reuniões <strong>do</strong> projecto.<br />
Empresa <strong>de</strong> Inserção – parceria com a Cáritas Paroquial <strong>de</strong> Nossa Senhora<br />
da Conceição <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, com o apoio financeiro e técnico no<br />
<strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong> projecto, e <strong>do</strong> qual resultou a colocação <strong>de</strong> 23 candidatos<br />
<strong>de</strong>s<strong>de</strong> 1999 até à presente data.<br />
Inserção Emprego, Protocolos, Programas Ocupacionais para Subsidia<strong>do</strong>s e<br />
Carencia<strong>do</strong>s – parceria com a Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, Juntas <strong>de</strong><br />
Freguesia, IPSS’s, Associações e Entida<strong>de</strong>s Públicas, com o apoio financeiro e<br />
técnico no <strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong>s projectos, e <strong>do</strong> qual resultou a colocação <strong>de</strong> cerca<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
<strong>de</strong> 230 candidatos (coloca<strong>do</strong>s em 2003 e transita<strong>do</strong>s <strong>de</strong> 2002). As entida<strong>de</strong>s<br />
envolvidas nos projectos são:<br />
Entida<strong>de</strong><br />
Cáritas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Santa Casa da Misericórdia <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Escola Secundária Públia Hortênsia <strong>de</strong> Castro <strong>de</strong><br />
<strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong> Conceição<br />
Associação Juvenil Dr. Jardim<br />
Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong> S. Bartolomeu<br />
Bombeiros Voluntários <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Seminário Menor <strong>de</strong> Évora<br />
Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong> Bencatel<br />
Cartório Notarial <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong> Ciladas<br />
Conservatória <strong>do</strong> Registo Civil <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong> Pardais<br />
Meios Disponíveis para o Emprego<br />
Oferta <strong>de</strong> Emprego Nacional, EURE´S e <strong>de</strong> Países Terceiros – disponível<br />
para toda e qualquer Empresa ou Entida<strong>de</strong>.<br />
Programas <strong>de</strong> Apoio à Criação <strong>de</strong> Empregos/Empresas – disponível para<br />
candidatos <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s, empresas ou entida<strong>de</strong>s.<br />
Projectos que <strong>de</strong>ram entrada <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Emprego 2003<br />
CPE – Criação <strong>do</strong> Próprio Emprego,<br />
para Subsidia<strong>do</strong>s<br />
ILE – Iniciativas Locais <strong>de</strong> Emprego<br />
13 postos <strong>de</strong> trabalho<br />
4 postos <strong>de</strong> trabalho<br />
Programa <strong>de</strong> Estágios Profissionais – disponível para toda e qualquer<br />
empresa ou entida<strong>de</strong>, e têm como objectivo preparar e enquadrar os<br />
<strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s para os postos <strong>de</strong> trabalho da sua área <strong>de</strong> formação.<br />
Foram aprova<strong>do</strong>s 27 estágios em 2003, para o concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Programas no âmbito <strong>do</strong> Merca<strong>do</strong> <strong>Social</strong> <strong>de</strong> Emprego – disponível para<br />
toda e qualquer Entida<strong>de</strong> Pública ou Privada sem fins lucrativos, e visam realizar<br />
trabalhos sociais para o bem-estar da comunida<strong>de</strong>, nas seguintes áreas:<br />
Apoio à terceira ida<strong>de</strong><br />
Apoio a jovens<br />
Serviços <strong>de</strong> apoio à comunida<strong>de</strong><br />
Saú<strong>de</strong><br />
Limpeza e conservação <strong>de</strong> espaços públicos<br />
16 entida<strong>de</strong>s com vários projectos.<br />
Meios disponíveis para a Formação<br />
Acções <strong>de</strong> Formação para <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s ou emprega<strong>do</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas<br />
pelo IEFP ou por Entida<strong>de</strong>s Forma<strong>do</strong>ras <strong>de</strong>vidamente creditadas pelo INOFOR,<br />
nas seguintes modalida<strong>de</strong>s:<br />
Acções <strong>de</strong> Qualificação Inicial<br />
Educação Formação <strong>de</strong> Jovens<br />
Educação Formação <strong>de</strong> Adultos<br />
Formação Contínua<br />
Formação Inicial e Contínua <strong>de</strong> Forma<strong>do</strong>res<br />
Aprendizagem<br />
O IEFP, através <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Formação Profissional <strong>de</strong> Évora, tem<br />
efectua<strong>do</strong> vários cursos ao longo <strong>do</strong>s anos, abrangen<strong>do</strong> candidatos <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong><br />
<strong>Vila</strong> Viçosa. Terminaram no ano <strong>de</strong> 2003, 20 forman<strong>do</strong>s <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong><br />
Viçosa, distribuí<strong>do</strong>s <strong>do</strong> seguinte mo<strong>do</strong>:<br />
Geriatria Borba – 2 forman<strong>do</strong>s <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Cozinha Sousel – 2 forman<strong>do</strong>s <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Geriatria EFA B3 <strong>Vila</strong> Viçosa – 6 forman<strong>do</strong>s <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Acompanhantes <strong>de</strong> Crianças <strong>Vila</strong> Viçosa – 10 forman<strong>do</strong>s <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong><br />
<strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Dificulda<strong>de</strong>s verificadas na selecção <strong>de</strong> forman<strong>do</strong>s<br />
1. Sistema <strong>de</strong> Aprendizagem, durante alguns anos no concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong><br />
Viçosa foi possível com a colaboração das empresas e <strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s<br />
públicas efectuar cursos <strong>de</strong> nível II e III, 9º e 12º ano, nos últimos<br />
anos tem si<strong>do</strong> impossível avançar com turmas por falta <strong>de</strong><br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
forman<strong>do</strong>s. Os forman<strong>do</strong>s <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> viçosa têm<br />
frequenta<strong>do</strong> cursos em Borba e Estremoz.<br />
2. No caso <strong>do</strong>s jovens <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s tem havi<strong>do</strong> dificulda<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
recrutamento <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> a:<br />
Problemas <strong>de</strong> falta <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong> obrigatória;<br />
Problemas <strong>de</strong> mobilida<strong>de</strong> (não querem cursos fora da área <strong>de</strong><br />
residência);<br />
Os cursos na área <strong>de</strong> residência por vezes não correspon<strong>de</strong>m às suas<br />
expectativas.<br />
Página <strong>do</strong> IEFP – www.iefp.pt.<br />
Análise Swot<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
Constrangimentos<br />
- Entida<strong>de</strong>s Públicas - Desemprego <strong>de</strong> pessoas mais velhas.<br />
- Instituições <strong>de</strong> Solidarieda<strong>de</strong> - Desemprego <strong>de</strong> pessoas com falta <strong>de</strong><br />
habilitações.<br />
- Associações culturais, <strong>de</strong>sportivas, etc. - Desemprego <strong>de</strong> mulheres.<br />
- Univa – Unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Inserção na Vida<br />
Activa<br />
- Falta <strong>de</strong> qualificações profissionais.<br />
- Rádio - Falta <strong>de</strong> alternativas à indústria <strong>do</strong><br />
mármore.<br />
- Zona Industrial - Falta <strong>de</strong> um local condigno <strong>de</strong> atendimento<br />
<strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Emprego para receber<br />
empresários, representantes das forças<br />
locais e candidatos a emprego.<br />
- Centro <strong>de</strong> Emprego - Extinção <strong>do</strong> fabrico <strong>de</strong> peças em estanho.<br />
- Segurança <strong>Social</strong><br />
- Assimagra<br />
- Industria <strong>de</strong> extracção e transformação<br />
<strong>do</strong> mármore<br />
- Empresas <strong>de</strong> outros sectores<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- Desemprego <strong>de</strong> candidatos <strong>do</strong><br />
concelho e fora <strong>do</strong> concelho que<br />
preten<strong>de</strong>m vir para cá residir, com<br />
qualificação superior.<br />
Oportunida<strong>de</strong>s<br />
Ameaças<br />
- Ninho <strong>de</strong> empresas - Crise no merca<strong>do</strong> <strong>do</strong>s mármores<br />
- Cursos <strong>de</strong> formação <strong>de</strong> jovens - Crise económica nacional<br />
- Cursos <strong>de</strong> formação <strong>de</strong> adultos<br />
- Programas <strong>de</strong> apoio à criação <strong>de</strong><br />
empregos<br />
- Programas <strong>de</strong> ocupação <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
2-4 - Deficiência<br />
Segun<strong>do</strong> os da<strong>do</strong>s recolhi<strong>do</strong>s junto <strong>do</strong> INE, existiam em 2001, 497<br />
indivíduos com <strong>de</strong>ficiência sen<strong>do</strong> que este número se encontra dividi<strong>do</strong> segun<strong>do</strong><br />
o grau <strong>de</strong> incapacida<strong>de</strong> que po<strong>de</strong> ser inferior a 30%, entre 30% a 59%, 60% a 80% e<br />
superior a 80%. De acor<strong>do</strong> com esta informação, o maior número <strong>de</strong> pessoas com<br />
<strong>de</strong>ficiência têm incapacida<strong>de</strong> entre os 30% e os 59% – cerca <strong>de</strong> 76 e entre os 60% e<br />
os 80% – cerca <strong>de</strong> 77.<br />
De acor<strong>do</strong> com o tipo <strong>de</strong> <strong>de</strong>ficiência e não <strong>de</strong>scuran<strong>do</strong> o grau <strong>de</strong><br />
incapacida<strong>de</strong> temos:<br />
- 91 Indivíduo com <strong>de</strong>ficiência auditiva, o maior número <strong>de</strong> indivíduos inci<strong>de</strong> nas<br />
faixas etárias <strong>do</strong>s 25 aos 54 anos (30) e com mais <strong>de</strong> 64 anos (38);<br />
- 143 com <strong>de</strong>ficiência visual, o maior número inci<strong>de</strong> nas faixas etárias <strong>do</strong>s 25 aos<br />
54 (48) e com mais <strong>de</strong> 64 anos (54);<br />
- 99 com <strong>de</strong>ficiência motora, inci<strong>de</strong> principalmente nos indivíduos com mais <strong>de</strong> 64<br />
anos (47), contu<strong>do</strong> os valores das faixas entre os 25 e os 54 anos e os 55 e os 64<br />
anos não são <strong>de</strong> <strong>de</strong>sprezar, que são respectivamente (23) e (25);<br />
- 47 com <strong>de</strong>ficiência mental, o maior número <strong>de</strong> indivíduos encontra-se na faixa<br />
<strong>do</strong>s 25 aos 54 anos (24) segui<strong>do</strong> da faixa <strong>do</strong>s 16 aos 24 anos (10);<br />
- 10 com paralisia, o número <strong>de</strong> indivíduos está dividi<strong>do</strong> entre as várias faixas, (2)<br />
com menos <strong>de</strong> 16 anos, (2) entre os 16 e os 24 anos, (2) entre os 25 e os 54 anos, 1<br />
entre os 55 e os 64 anos e 3 com mais <strong>de</strong> 64 anos;<br />
- 107 com outra <strong>de</strong>ficiência, o maior número <strong>de</strong> indivíduos situam-se nas faixas<br />
<strong>do</strong>s 25 aos 54 anos (43), <strong>do</strong>s 55 anos aos 64 anos (20) e mais <strong>de</strong> 64 anos (35).<br />
“A Inclusão <strong>do</strong>s Deficientes é uma questão <strong>de</strong> Direitos Humanos”<br />
As pessoas com <strong>de</strong>ficiência <strong>de</strong>vem ter igualda<strong>de</strong> <strong>de</strong> oportunida<strong>de</strong>s e <strong>de</strong><br />
acesso a to<strong>do</strong>s os recursos da nossa socieda<strong>de</strong>, como o acesso ao trabalho,<br />
educação, novas tecnologias, saú<strong>de</strong> e serviços sociais, <strong>de</strong>sporto e activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />
lazer e a produtos, bens e serviços <strong>de</strong> consumo.<br />
Neste senti<strong>do</strong>, o Decreto-Lei nº 18/89 refere que o <strong>de</strong>senvolvimento das<br />
políticas <strong>de</strong> reabilitação e integração social das pessoas com <strong>de</strong>ficiência exige,<br />
cada vez mais, dada a diversida<strong>de</strong> das situações, a <strong>de</strong>finição <strong>de</strong> princípios<br />
orienta<strong>do</strong>res das diferentes formas <strong>de</strong> intervenção social a garantir.<br />
Nem sempre a profundida<strong>de</strong> ou extensão das limitações físicas ou mentais<br />
apresentadas pelas pessoas com <strong>de</strong>ficiência grave permitem a sua integração<br />
sócio-profissional nos quadros normais <strong>de</strong> trabalho ou em centros <strong>de</strong> emprego<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
protegi<strong>do</strong> após o perío<strong>do</strong> a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong> <strong>de</strong> educação especial ou <strong>de</strong> reabilitação<br />
profissional.<br />
Contu<strong>do</strong>, muitas <strong>de</strong>ssas pessoas com <strong>de</strong>ficiência grave são susceptíveis <strong>de</strong><br />
uma certa integração social activa, consoante o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> activida<strong>de</strong>s<br />
ocupacionais sobretu<strong>do</strong> para assegurar condições <strong>de</strong> equilíbrio físico e<br />
psicológico, sem vinculação às exigências <strong>de</strong> rendimento profissional ou <strong>de</strong><br />
enquadramento normativo <strong>de</strong> natureza jurídico-laboral.<br />
Neste contexto o concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa carece <strong>de</strong> instituições na área da<br />
<strong>de</strong>ficiência. Os <strong>de</strong>ficientes existentes no nosso concelho, sobretu<strong>do</strong> os que<br />
possuem um grau superior <strong>de</strong> incapacida<strong>de</strong> entre os 60% e 80% segun<strong>do</strong> o I.N.E.,<br />
são cerca <strong>de</strong> 77 indivíduos.<br />
A maioria <strong>de</strong>stes casos, e <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com a ida<strong>de</strong> e tipo <strong>de</strong> incapacida<strong>de</strong> são<br />
apoia<strong>do</strong>s e acompanha<strong>do</strong>s nas seguintes instituições:<br />
• Cerci Estremoz – Cooperativa para Educação e Reabilitação <strong>de</strong><br />
Crianças Inadaptadas.<br />
• Pólo <strong>de</strong> Formação Profissional da CERCI em <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
• A.P.P.C. Associação Portuguesa <strong>de</strong> Paralisia Cerebral – Évora<br />
• Associação Sócio-Cultural Terapêutica da Azaruja<br />
CERCI (Cooperativa para a Educação e Reabilitação <strong>de</strong> Crianças<br />
Inadaptadas)<br />
Trabalham para pessoas com <strong>de</strong>ficiência mental, grave e ligeira, pessoas<br />
com um comportamento social <strong>de</strong>sajusta<strong>do</strong> e problemas sociais graves, em regime<br />
<strong>de</strong> externato.<br />
As activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas são no campo da aprendizagem,<br />
Reabilitação, Formação Profissional, Ocupação socialmente útil e Activida<strong>de</strong>s<br />
Lúdicas, para além <strong>de</strong> outros serviços que são disponibiliza<strong>do</strong>s como o transporte<br />
<strong>do</strong> local <strong>de</strong> residência até às instalações da instituição, cuja se<strong>de</strong> funciona em<br />
Estremoz.<br />
Pólo <strong>de</strong> Formação Profissional em <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Existe apenas um pólo <strong>de</strong> formação profissional no nosso concelho o qual<br />
pertence à Cerci Estremoz.<br />
Este pólo foi constituí<strong>do</strong> em Maio <strong>de</strong> 1998. As instalações foram cedidas,<br />
gratuitamente, pela Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Nesta <strong>de</strong>legação, funciona uma Acção <strong>de</strong> Formação Profissional, no âmbito<br />
<strong>do</strong> programa Constelação – Medida 3 - Artesanato em pele e couro. O objectivo<br />
<strong>de</strong>sta formação é facultar aos forman<strong>do</strong>s a aquisição <strong>de</strong> técnicos na área da<br />
confecção <strong>de</strong> peças em pele e couro. A reter é a integração sócio-profissional<br />
<strong>de</strong>sses forman<strong>do</strong>s o curso tem a duração <strong>de</strong> 4 anos, pelo facto <strong>de</strong> se<br />
direccionar/abranger uma população com necessida<strong>de</strong>s especiais.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Este tipo <strong>de</strong> formação entre o ano <strong>de</strong> 1998 e 2002, abrangeu cerca <strong>de</strong> 8<br />
forman<strong>do</strong>s to<strong>do</strong>s oriun<strong>do</strong>s <strong>do</strong> nosso concelho com ida<strong>de</strong>s compreendidas entre os<br />
23 e os 41 anos. Dos quais 2 foram vitimas <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> trabalho, e os restantes,<br />
possuem <strong>de</strong>ficiência mental motora, orgânica e ananismo.<br />
A.P.P.C. (Associação Portuguesa <strong>de</strong> Paralisia Cerebral) – Évora<br />
Esta associação trabalha com pessoas com paralisia cerebral ou com outras<br />
disfunções neurológicas.<br />
Presentemente estão a ser acompanha<strong>do</strong>s 4 a<strong>do</strong>lescentes (3 rapazes e 1<br />
rapariga) <strong>do</strong> nosso concelho.<br />
Quanto ao funcionamento, a Associação integra as seguintes valências:<br />
- Valência <strong>de</strong> intervenção precoce, que aten<strong>de</strong> meninos <strong>do</strong>s 0-6 anos<br />
- Centro <strong>de</strong> Reabilitação e Integração <strong>Social</strong>, aten<strong>de</strong> meninos <strong>do</strong>s 6-18 anos;<br />
- Quinta <strong>do</strong>s sonhos, integra a valência <strong>de</strong> jardim <strong>de</strong> infância o qual está<br />
prepara<strong>do</strong> para a inclusão <strong>de</strong> meninos com <strong>de</strong>ficiência.<br />
- Escola <strong>de</strong> Ensino Especial, é a única valência on<strong>de</strong> os utentes po<strong>de</strong>m permanecer<br />
o dia to<strong>do</strong>, da<strong>do</strong> que os mesmos precisam <strong>de</strong> mais apoio, por se tratar <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>ficiências mais profundas.<br />
- Quinta Pedagógica <strong>do</strong> Pomarinho, <strong>de</strong>senvolve activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> sensibilização em<br />
contacto com a natureza e animais. Esta quinta está aberta a visitas por parte <strong>de</strong><br />
outros jardins <strong>de</strong> infância, através <strong>do</strong>s quais promove a integração <strong>do</strong>s meninos<br />
<strong>de</strong>ficientes<br />
Destas cinco valências, fazem parte equipas autónomas constituídas por técnicos<br />
<strong>de</strong> várias áreas com excepção <strong>do</strong>s técnicos <strong>de</strong> Acção <strong>Social</strong> que dão apoio várias<br />
valências.<br />
O trabalho <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> é ao nível:<br />
• Apoios individualiza<strong>do</strong>s nas áreas <strong>de</strong>:<br />
- fisioterapia;<br />
- terapia da fala;<br />
- terapia ocupacional;<br />
- Psicologia;<br />
- musico-terapia;<br />
- educação;<br />
- apoio social;<br />
- suporte psicológico à família;<br />
- hidroterapia;<br />
- psico-terapia.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
• Activida<strong>de</strong>s lúdico-terapêuticas:<br />
- Equitação terapêutica;<br />
- Grupo musical;<br />
- Grupo <strong>de</strong> Expressão corporal;<br />
- Grupo <strong>de</strong> expressão dramática;<br />
- Grupo <strong>de</strong> rádio;<br />
- Grupo <strong>de</strong> Estimulação Global;<br />
- Equitação adaptada.<br />
• Activida<strong>de</strong>s Sócio-Recreativas:<br />
- Colónia <strong>de</strong> férias<br />
- Convívios<br />
- Passeios<br />
Os casos acompanha<strong>do</strong>s pelas referidas instituições <strong>de</strong> apoio aos<br />
<strong>de</strong>ficientes, as famílias revelam um certo “<strong>de</strong>sgaste” emocional, factor este que<br />
se <strong>de</strong>ve à distância diária que as crianças e jovens têm que percorrer.<br />
Nomeadamente, as crianças e jovens que frequentem a Associação<br />
Portuguesa <strong>de</strong> Paralisia Cerebral têm que efectuar cerca <strong>de</strong> 120 km<br />
diariamente; levantan<strong>do</strong>-se ce<strong>do</strong> e chegan<strong>do</strong> tar<strong>de</strong>, ou seja para além da sua<br />
<strong>de</strong>ficiência, esta é agravada com o cansaço físico.<br />
Neste contexto, po<strong>de</strong>mos referir, que as zonas rurais ainda possuem<br />
gran<strong>de</strong>s dificulda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> acessibilida<strong>de</strong> ao ensino especial.<br />
Não dispomos <strong>de</strong> elementos concretos quanto ao número exacto <strong>de</strong>ficientes<br />
físicos e mentais existentes no nosso concelho, os elementos que possuímos<br />
são apenas na globalida<strong>de</strong> das incapacida<strong>de</strong>s, já atrás mencionadas.<br />
Os serviços <strong>de</strong> intervenção social <strong>do</strong> nosso concelho têm a noção da<br />
existência <strong>de</strong> vários casos <strong>de</strong> pessoas <strong>de</strong>ficientes motoras oriun<strong>do</strong>s <strong>de</strong> famílias<br />
carenciadas que recorrem quer à segurança social, instituições particulares <strong>de</strong><br />
solidarieda<strong>de</strong> social e serviço <strong>de</strong> acção social da Câmara solicitan<strong>do</strong> apoio e<br />
encaminhamento para aquisição <strong>de</strong> ca<strong>de</strong>iras <strong>de</strong> rodas, apoio económico para<br />
<strong>de</strong>slocações, integração sócio-profissional e arranjos habitacionais, etc.<br />
De salientar que a autarquia tem procura<strong>do</strong> apoiar alguns <strong>de</strong>ficientes,<br />
nomeadamente no apoio às <strong>de</strong>slocações <strong>de</strong> jovens <strong>de</strong>ficientes que frequentem<br />
o Ensino Especial, arranjo habitacional <strong>de</strong> casas que necessitam <strong>de</strong> alterações,<br />
arranjo <strong>de</strong> barreiras arquitectónicas nalguns locais e serviços públicos e apoio<br />
na integração sócio-profissional, contu<strong>do</strong> ainda há um vasto trabalho a<br />
<strong>de</strong>senvolver nesta área.<br />
Estas formas <strong>de</strong> apoio visam, a valorização pessoal das pessoas com<br />
<strong>de</strong>ficiência e a sua integração na comunida<strong>de</strong>, o que se traduz também em<br />
ajuda às respectivas famílias.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Associação Sócio-Cultural Terapêutica <strong>de</strong> Évora<br />
Através da diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> tarefas com carácter terapêutico, esta associação<br />
tem como objectivo conquistar a valorização pessoal/auto-estima e o<br />
<strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong> intelecto da pessoa com <strong>de</strong>ficiência.<br />
Nesta associação encontram-se 5 utentes <strong>do</strong> nosso concelho em regime <strong>de</strong><br />
internato (2 da freguesia <strong>de</strong> Conceição e S. Bartolomeu, 2 <strong>de</strong> Pardais e 1 <strong>de</strong><br />
Bencatel).<br />
Activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas:<br />
- Activida<strong>de</strong>s escolares<br />
- AVD (Activida<strong>de</strong>s da Vida Diária)<br />
- Activida<strong>de</strong>s ocupacionais<br />
• Carpintaria<br />
• Mo<strong>de</strong>lagem<br />
• Lavandaria<br />
• Hipoterapia<br />
• Informática<br />
• Pintura<br />
• Desenho <strong>de</strong> Formas<br />
• Dramatização<br />
• Música<br />
• Natação<br />
Análise Swot<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
- Existência <strong>de</strong> pólo da CERCI no<br />
concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
- Existência <strong>de</strong> algumas rampas <strong>de</strong><br />
acesso em alguns organismos públicos.<br />
- Existência <strong>de</strong> alternativas, no ensino<br />
especial, que permita qualificar estas<br />
pessoas e integrá-las no mun<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />
trabalho.<br />
Constrangimentos<br />
- Falta <strong>de</strong> uma viatura a<strong>de</strong>quada ao<br />
transporte <strong>de</strong> pessoas com <strong>de</strong>ficiência.<br />
- Falta <strong>de</strong> sensibilida<strong>de</strong> das entida<strong>de</strong>s<br />
emprega<strong>do</strong>ras quanto à inserção <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>ficientes.<br />
- Falta <strong>de</strong> equipamentos <strong>de</strong> apoio que<br />
dêem resposta a estas pessoas, no<br />
nosso concelho.<br />
- Insuficiente cobertura ao nível <strong>de</strong><br />
rampas <strong>de</strong> acesso.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- Distância das instituições que dão<br />
apoio aos <strong>de</strong>ficientes <strong>de</strong>ste concelho, o<br />
que provoca um gran<strong>de</strong> <strong>de</strong>sgaste nas<br />
próprias famílias.<br />
Oportunida<strong>de</strong>s<br />
- Existência <strong>de</strong> uma CERCI no concelho<br />
<strong>de</strong> Estremoz que dá apoio a alguns <strong>do</strong>s<br />
nossos <strong>de</strong>ficientes.<br />
- Recurso humanos da<br />
instituição/CERCI (equipa técnica<br />
multidisciplinar).<br />
- Outros recursos:<br />
- 2 mini-autocarros<br />
- 2 Carrinhas <strong>de</strong> 9 lugares<br />
etc.<br />
Ameaças<br />
- Re<strong>de</strong> <strong>de</strong> transportes da instituição<br />
/CERCI bastante obsoleta.<br />
- Desinserção familiar, isto é existem<br />
utentes cujos familiares não têm<br />
condições para lhes prestar os cuida<strong>do</strong>s<br />
necessários.<br />
- O espaço existente para realizar as<br />
activida<strong>de</strong>s propostas pela instituição<br />
CERCI Estremoz é exíguo.<br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> médico <strong>de</strong> clínica<br />
geral, médico psiquiatra, enfermeiro<br />
que intervenha <strong>de</strong> um mo<strong>do</strong> contínuo<br />
na instituição/CERCI.<br />
- Precária re<strong>de</strong> <strong>de</strong> transportes, das<br />
instituições <strong>do</strong>s concelhos limítrofes,<br />
que dão apoio aos <strong>de</strong>ficientes <strong>do</strong> nosso<br />
concelho.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
2-5- Acção <strong>Social</strong><br />
A meto<strong>do</strong>logia <strong>do</strong> trabalho social articula<strong>do</strong> no concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa,<br />
com os parceiros sociais tem leva<strong>do</strong> a uma visão multidimensional <strong>do</strong>s problemas<br />
existentes a nível local.<br />
É efectuada uma focalização <strong>de</strong> toda a activida<strong>de</strong> baseada na<br />
interdisciplinarida<strong>de</strong> das várias equipas <strong>de</strong> projectos existentes a nível local ex.:<br />
Projecto Ser Criança, RMG, Laboratório <strong>de</strong> I<strong>de</strong>ias, Apren<strong>de</strong>r mais para Viver<br />
Melhor, entre outros, tem passa<strong>do</strong> pela articulação com os serviços específicos que<br />
actuam na “nossa” comunida<strong>de</strong> (Instituto <strong>de</strong> Solidarieda<strong>de</strong> e Segurança <strong>Social</strong>,<br />
S.S., I.P.S.S., Autarquia, Associações locais e outros).<br />
O trabalho <strong>de</strong> intervenção social, tem procura<strong>do</strong> ao nível <strong>do</strong>s técnicos <strong>de</strong><br />
acção social, tomar uma consciência permanente <strong>do</strong> meio social envolvente, sobre<br />
os próprios problemas e capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> solução <strong>do</strong>s mesmos. Neste senti<strong>do</strong><br />
importa salientar, as áreas <strong>de</strong> intervenção prioritária no nosso concelho das quais<br />
falaremos a seguir:<br />
- Educação<br />
- Habitação <strong>Social</strong><br />
- Toxico<strong>de</strong>pendência<br />
- I<strong>do</strong>sos<br />
- R.M.G.<br />
- Situações <strong>de</strong> vulnerabilida<strong>de</strong> no concelho.<br />
2-5-1 Educação<br />
Existem no nosso concelho algumas crianças que crescem<br />
<strong>de</strong>sacompanhadas, sobretu<strong>do</strong> a nível familiar, on<strong>de</strong> o grau <strong>de</strong> instrução <strong>do</strong>s pais<br />
não lhes permite compreen<strong>de</strong>r o valor da escolarização <strong>do</strong>s seus filhos, a<br />
<strong>de</strong>sorganização e baixos rendimentos não lhe permitem a aquisição <strong>de</strong> material<br />
escolar, e, mesmo que ultrapassem todas as dificulda<strong>de</strong>s e consigam matricular os<br />
seus filhos na escola, as suas crianças estão, muito provavelmente, mal<br />
prepara<strong>do</strong>s sob o ponto <strong>de</strong> vista alimentar, <strong>de</strong> linguagem e <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento<br />
intelectual para fazerem face às exigências da aprendizagem que lhes é solicitada.<br />
Por isso, <strong>de</strong>sencorajam-se facilmente, aban<strong>do</strong>nam a escola antes <strong>do</strong> tempo<br />
previsto ou não passam das classes elementares.<br />
Preocupa<strong>do</strong>s com estas situações <strong>de</strong>tectadas no nosso concelho, existe<br />
<strong>de</strong>s<strong>de</strong> algum tempo um trabalho no âmbito das crianças e jovens em situação <strong>de</strong><br />
risco. Assim em 1999 – surge o Projecto <strong>de</strong> Apoio a Alunos em Risco (PAAR), que<br />
a sua principal área <strong>de</strong> intervenção era na educação.<br />
Da intervenção <strong>de</strong>ste projecto para além <strong>do</strong>s conhecimentos adquiri<strong>do</strong>s em<br />
reuniões multidisciplinares, visitas <strong>do</strong>miciliárias, e o trabalho <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> no<br />
âmbito <strong>do</strong> R.M.G. foram sinaliza<strong>do</strong>s e i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s alguns casos <strong>de</strong> jovens em<br />
risco. Assim, tornava-se prioritário, reunir esforços no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong> prevenir e<br />
minimizar situações múltiplas <strong>de</strong> risco, para dar respostas ao combate e<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
prevenção a fenómenos como a <strong>de</strong>linquência juvenil, insucesso e absentismo<br />
escolar. Desta forma, um conjunto <strong>de</strong> técnicos representativos <strong>de</strong> várias entida<strong>de</strong>s<br />
<strong>de</strong>ste concelho, num espaço <strong>de</strong> parceria integram o projecto “Crescen<strong>do</strong> Juntos”<br />
<strong>do</strong> programa – Ser Criança, cuja entida<strong>de</strong> promotora é a Cáritas Nossa Senhora da<br />
Conceição <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
O projecto para além <strong>de</strong> ter implementa<strong>do</strong> espaços <strong>de</strong> ocupação <strong>de</strong> tempos<br />
livres, tem proporciona<strong>do</strong> uma intervenção inova<strong>do</strong>ra, em meio escolar,<br />
sobretu<strong>do</strong> com a criação <strong>do</strong> Gabinete <strong>de</strong> Apoio <strong>Social</strong> a Pais e Alunos em Risco<br />
(GASPAR), a funcionar numa sala da Escola Secundária.<br />
Durante o ano lectivo 2002/2003, foram acompanha<strong>do</strong>s pelos vários<br />
técnicos, na área da Psicologia, Serviço <strong>Social</strong> e Sociologia, cerca <strong>de</strong> 102 crianças,<br />
com ida<strong>de</strong>s compreendidas entre os 3 e os 18 anos.<br />
A equipa multidisciplinar efectuou cerca <strong>de</strong> 50 visitas <strong>do</strong>miciliárias, a<br />
famílias <strong>de</strong> crianças e a<strong>do</strong>lescentes, sempre com o objectivo <strong>de</strong> articular a<br />
dinâmica escola-familia.<br />
Destes, 42 foram encaminha<strong>do</strong>s para a activida<strong>de</strong> S.O.S. – crescen<strong>do</strong> juntos,<br />
os quais necessitavam <strong>de</strong> apoio para colmatar, algumas situações <strong>de</strong> carência<br />
(consultas médicas, oftalmologia, <strong>de</strong>ntista, vestuário, medicamentos, etc) mas<br />
apenas 14 foram apoia<strong>do</strong>s por incapacida<strong>de</strong> financeira <strong>do</strong> projecto.<br />
Os principais problemas <strong>de</strong>tecta<strong>do</strong>s, são os seguintes:<br />
- Desmotivação e <strong>de</strong>sinteresse escolar;<br />
- Dificulda<strong>de</strong> <strong>de</strong> aprendizagem/Insucesso escolar;<br />
- Isolamento <strong>Social</strong>;<br />
- Ansieda<strong>de</strong>;<br />
- Embotamento Afectivo<br />
- Atraso <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento cognitivo;<br />
- Dificulda<strong>de</strong> no relacionamento com o grupo pares e família;<br />
- Baixa auto-estima e auto-conceito negativo;<br />
- Défice <strong>de</strong> atenção e concentração;<br />
- Instabilida<strong>de</strong> emocional generalizada;<br />
- Aban<strong>do</strong>no escolar;<br />
- Dificulda<strong>de</strong>s sócio-familiares generalizadas.<br />
Globalmente os resulta<strong>do</strong>s têm si<strong>do</strong> positivos, especialmente nos casos em<br />
que a intervenção consiste na prevenção <strong>de</strong> comportamentos <strong>de</strong> risco, com a<br />
criação <strong>de</strong> programas específicos para aumentar a atenção e a flexibilida<strong>de</strong>. Os<br />
progressos têm-se regista<strong>do</strong> <strong>de</strong> uma forma lenta, ten<strong>do</strong> em conta as<br />
particularida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> cada caso.<br />
Em relação à terapia da fala, têm si<strong>do</strong> acompanhadas cerca <strong>de</strong> 23 crianças.<br />
Sen<strong>do</strong> o número mais significativo nas ida<strong>de</strong>s compreendidas entre os 6 e 13 anos<br />
ou seja, alunos que frequentam o 1º ciclo.<br />
As principais problemáticas na área da terapia, situam-se ao nível das:<br />
- Perturbações articulatórias;<br />
- Atrasos <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento da linguagem;<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- Atraso global <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento (Síndrome <strong>de</strong> Down).<br />
Dos 23 casos acompanha<strong>do</strong>s, seis crianças já tiveram alta.<br />
1. O projecto contempla ainda outras activida<strong>de</strong>s:<br />
- Lu<strong>do</strong>teca <strong>do</strong> Snoopy (inscritas 29 crianças/ a<strong>do</strong>lescentes)<br />
- Clube das Artes e Ciência – (integra crianças <strong>de</strong> etnia cigana, emigrantes<br />
<strong>de</strong> países <strong>de</strong> leste e <strong>de</strong> outras nacionalida<strong>de</strong>s)<br />
Durante o ano 2002/2003, frequentaram semanalmente esta activida<strong>de</strong><br />
cerca <strong>de</strong> 17 crianças com ida<strong>de</strong>s compreendidas entre os 6 e 13 anos.<br />
-Rádio – on<strong>de</strong> participam crianças e a<strong>do</strong>lescentes.<br />
Existem ainda outras activida<strong>de</strong>s que irão iniciar no último trimestre <strong>de</strong>ste ano<br />
2003:<br />
• Lu<strong>do</strong>teca e Sala <strong>de</strong> Estu<strong>do</strong> Juvenil<br />
• Núcleo <strong>de</strong> Atendimento Especializa<strong>do</strong><br />
• Melhoramentos Habitacionais<br />
Ainda na área da educação, existe outro projecto em curso neste concelho,<br />
“Apren<strong>de</strong>r Mais para Viver Melhor” inseri<strong>do</strong> no PQP II, no nível da prevenção<br />
das toxico<strong>de</strong>pendências.<br />
Este projecto conta com o apoio e acompanhamento <strong>de</strong> uma Psicóloga e uma<br />
Anima<strong>do</strong>ra Sócio-Cultural, as quais <strong>de</strong>senvolvem várias activida<strong>de</strong>s ao nível <strong>do</strong><br />
1º, 2º e 3º ciclo, na área da promoção <strong>de</strong> competências sociais e pessoais.<br />
Subsídios <strong>de</strong> Acção <strong>Social</strong> Escolar<br />
No âmbito <strong>do</strong> apoio ao <strong>de</strong>senvolvimento físico e psíquico <strong>do</strong> menor<br />
inseri<strong>do</strong> em meio escolar, as crianças integradas em famílias socialmente<br />
<strong>de</strong>sfavorecidas, po<strong>de</strong>m beneficiar <strong>do</strong>s subsídios <strong>de</strong> Acção <strong>Social</strong> Escolar, os quais<br />
são anualmente regulamenta<strong>do</strong>s por legislação.<br />
Assim, neste senti<strong>do</strong> a legislação <strong>de</strong>fine os auxílios económicos como:<br />
- “Um subsídio <strong>de</strong>stina<strong>do</strong> a comparticipar nas <strong>de</strong>spesas escolares <strong>do</strong> aluno,<br />
inerentes à frequência das aulas”;<br />
- Uma modalida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Apoio Sócio-Educativo <strong>de</strong>stina<strong>do</strong> aos alunos inseri<strong>do</strong>s em<br />
agrega<strong>do</strong>s familiares cuja situação económica <strong>de</strong>termina a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
comparticipação para fazer face aos encargos com livros e outro material escolar”.<br />
Anualmente são em média cerca <strong>de</strong> 90 alunos <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
que beneficiam <strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> subsídio.<br />
No ano lectivo 2002-2003 foram atribuí<strong>do</strong>s a cerca <strong>de</strong> 96 alunos, que<br />
pu<strong>de</strong>ram usufruir <strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> apoio. Contu<strong>do</strong>, o valor <strong>do</strong> nº <strong>de</strong> crianças tem<br />
vin<strong>do</strong> a aumentar, o ano lectivo corrente 2003/2004, foram atribuí<strong>do</strong>s cerca <strong>de</strong> 108<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
subsídios <strong>do</strong>s quais 82 alunos estão integra<strong>do</strong>s no escalão A, aos quais é<br />
concedi<strong>do</strong> € 1,51 diariamente para a alimentação e cerca <strong>de</strong> € 96,67 para aquisição<br />
<strong>de</strong> livros e material escolar.<br />
Acresce a este nº mais 26 alunos que estão inseri<strong>do</strong>s no escalão B aos quais<br />
é também concedi<strong>do</strong> cerca <strong>de</strong> € 0,75 diários, para apoio na alimentação e cerca <strong>de</strong><br />
€ 46,68 para ajuda na compra <strong>de</strong> livros e material escolar.<br />
Às famílias <strong>do</strong>s alunos, o valor referente à alimentação não lhe é concedi<strong>do</strong><br />
monetariamente, mas é dada a oportunida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s alunos beneficiarem <strong>de</strong> uma<br />
alimentação equilibrada, paga directamente à instituição/entida<strong>de</strong> on<strong>de</strong> o menor<br />
po<strong>de</strong> almoçar diariamente.<br />
Normalmente, os menores que beneficiam <strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> subsídios, estão<br />
integra<strong>do</strong>s em famílias com acentuadas <strong>de</strong>svantagens económicas, sociais,<br />
profissionais, etc.<br />
Nos últimos 2 anos, tem-se assisti<strong>do</strong> a um número significativo <strong>de</strong> alunos<br />
oriun<strong>do</strong>s <strong>de</strong> famílias emigrantes sobretu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Leste Europeu (Moldávia,<br />
Roménia, etc).<br />
Embora, os alunos não manifestem problemas <strong>de</strong> aprendizagem contu<strong>do</strong> a<br />
família encontra-se <strong>de</strong>senraizada, sen<strong>do</strong> por isso difícil a sua reorganização<br />
familiar, solicitan<strong>do</strong> frequentemente o apoio <strong>do</strong>s filhos durante o perío<strong>do</strong> da hora<br />
<strong>de</strong> almoço.<br />
Neste senti<strong>do</strong>, as crianças que frequentam a escola nº 1 e nº 2 <strong>do</strong> 1º ciclo <strong>do</strong><br />
ensino básico na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, beneficiam <strong>do</strong> refeitório escolar da Escola<br />
Secundária <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa. Porém, existem algumas crianças que por razões <strong>de</strong><br />
proximida<strong>de</strong>, usufruem <strong>do</strong> refeitório da I.P.S.S. (Cáritas).<br />
A Autarquia possui um protocolo <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com a Cáritas durante o<br />
perío<strong>do</strong> escolar, o qual fornece almoços às crianças resi<strong>de</strong>ntes na freguesia <strong>de</strong><br />
Bencatel, pelo facto das crianças residirem em zonas distantes, não sen<strong>do</strong> possível<br />
o acesso à sua residência durante o perío<strong>do</strong> <strong>do</strong> almoço.<br />
De salientar, que existe um trabalho articula<strong>do</strong> entre o agrupamento <strong>de</strong><br />
escolas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e a Autarquia, aquan<strong>do</strong> da atribuição <strong>do</strong>s subsídios,<br />
nomeadamente na selecção das famílias mais carenciadas e <strong>de</strong>sestruturadas.<br />
Promover o bem estar físico e psíquico <strong>de</strong> cada criança que frequenta as<br />
nossas escolas é um objectivo permanente das entida<strong>de</strong>s e instituições locais que<br />
trabalham na área da educação.<br />
Bolsas <strong>de</strong> Estu<strong>do</strong><br />
Ainda na área da educação e como forma <strong>de</strong> incentivar os estu<strong>do</strong>s no<br />
ensino médio superior, Universitário e Politécnico, <strong>do</strong>s jovens resi<strong>de</strong>ntes no nosso<br />
concelho, a autarquia atribui anualmente cerca <strong>de</strong> 6 bolsas <strong>de</strong> estu<strong>do</strong>. O valor <strong>de</strong><br />
cada bolsa é <strong>de</strong> € 200 mensais.<br />
O objectivo principal da atribuição das bolsas, é reduzir os efeitos das<br />
<strong>de</strong>sigualda<strong>de</strong>s sociais que impe<strong>de</strong>m que os alunos com dificulda<strong>de</strong>s económicas<br />
possam prosseguir os estu<strong>do</strong>s a nível universitário.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
São consi<strong>de</strong>radas condições <strong>de</strong> preferência as seguintes:<br />
- Menor rendimento “Per-capita” (igual ou inferior ao salário mínimo nacional);<br />
- Melhor classificação escolar obtida no ano lectivo anterior – mínimo 14 valores;<br />
- Os rendimentos <strong>do</strong> agrega<strong>do</strong> familiar serem provenientes <strong>do</strong> trabalho, pensões<br />
<strong>de</strong> reforma ou <strong>de</strong> sobrevivência;<br />
- Residir no concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa há mais tempo;<br />
- Ter si<strong>do</strong> bolseiro da Câmara no ano lectivo anterior.<br />
No ano lectivo 2002/2003 concorreram cerca <strong>de</strong> 14 candidatos, <strong>do</strong>s quais 2<br />
foram excluí<strong>do</strong>s por rendimento per capita superior ao Salário Mínimo Nacional.<br />
De salientar, que <strong>do</strong>s seis jovens selecciona<strong>do</strong>s, 2 candidatos eram oriun<strong>do</strong>s<br />
da freguesia <strong>de</strong> Bencatel e os restantes da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho.<br />
Relativamente ao ano lectivo corrente 2003/2004, candidataram-se 12<br />
jovens <strong>do</strong>s 6 selecciona<strong>do</strong>s, 3 pertencem à freguesia <strong>de</strong> Bencatel.<br />
Este tipo <strong>de</strong> apoio concedi<strong>do</strong> tem permiti<strong>do</strong> a alguns jovens <strong>do</strong> nosso<br />
concelho em anos consecutivos po<strong>de</strong>rem beneficiar da Bolsa <strong>de</strong> Estu<strong>do</strong>, como<br />
ajuda à concretização <strong>do</strong>s seus estu<strong>do</strong>s superiores, consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que algumas<br />
situações não seriam viáveis na conclusão <strong>do</strong> curso, face aos rendimentos baixos<br />
<strong>do</strong> agrega<strong>do</strong> familiar.<br />
2-5-2 Habitação <strong>Social</strong><br />
“ Habitar, segun<strong>do</strong> J. Reny, supõe que indivíduos e grupos se apropriem<br />
<strong>do</strong> mun<strong>do</strong> em função <strong>do</strong> seu próprio projecto, dan<strong>do</strong> a importância <strong>do</strong> fenómeno<br />
da apropriação <strong>do</strong> espaço enquanto pólo <strong>de</strong> investimento afectivo, motor da<br />
integração social e económica <strong>do</strong>s indivíduos e das famílias”.<br />
De facto, a habitação foi <strong>de</strong>s<strong>de</strong> os tempos mais remotos, vista como uma<br />
questão primordial na vida das pessoas e das suas famílias.<br />
Contu<strong>do</strong>, a evolução das socieda<strong>de</strong>s e a falta <strong>de</strong> oportunida<strong>de</strong>s com que<br />
algumas famílias carenciadas se <strong>de</strong>param, associada a outros factores como o<br />
<strong>de</strong>semprego <strong>de</strong> longa duração, falta <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong> e qualificação profissional,<br />
faz com que milhares <strong>de</strong> agrega<strong>do</strong>s familiares fiquem impossibilita<strong>do</strong>s <strong>do</strong> acesso<br />
ao merca<strong>do</strong> normal <strong>de</strong> aquisição ou arrendamento <strong>de</strong> habitação.<br />
Após o 25 <strong>de</strong> Abril 1974, a Administração Central lançou, um conjunto <strong>de</strong><br />
iniciativas com o objectivo <strong>de</strong> assegurar a construção <strong>de</strong> fogos para realojamento<br />
<strong>de</strong> famílias carenciadas, muitas <strong>de</strong>las oriundas das antigas colónias portuguesas<br />
<strong>de</strong> África.<br />
A portaria nº 828/88, <strong>de</strong> 29 <strong>de</strong> Dezembro, <strong>de</strong>fine habitação social como as<br />
habitações <strong>de</strong> custos controla<strong>do</strong>s promovidas com o apoio financeiro <strong>do</strong> esta<strong>do</strong>,<br />
nomeadamente pelas câmaras municipais, cooperativas <strong>de</strong> habitação, empresas<br />
privadas e instituições particulares <strong>de</strong> solidarieda<strong>de</strong> social, <strong>de</strong>stinadas à venda ou<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
arrendamento, e as que obe<strong>de</strong>çam aos limites <strong>de</strong> área bruta, custo <strong>de</strong> construção e<br />
preço <strong>de</strong> venda fixa<strong>do</strong>s.<br />
Em 1995 foi publica<strong>do</strong> o Decreto-Lei nº 197/195, <strong>de</strong> 29 <strong>de</strong> Julho, nos termos<br />
<strong>do</strong> qual os municípios se po<strong>de</strong>m candidatar a comparticipações a fun<strong>do</strong> perdi<strong>do</strong> e<br />
a empréstimos bonifica<strong>do</strong>s para aquisição ou construção <strong>de</strong> fogos para<br />
realojamento <strong>de</strong> famílias carenciadas.<br />
Habitação no <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa po<strong>de</strong>-se consi<strong>de</strong>rar como um centro <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento<br />
económico e cultural que, naturalmente, atrai as populações das freguesias rurais<br />
(sobretu<strong>do</strong> S. Romão).<br />
As alterações <strong>de</strong>mográficas originam alguns problemas aos responsáveis<br />
autárquicos, particularmente nas áreas <strong>de</strong> habitação.<br />
É <strong>do</strong> conhecimento geral que cada vez há mais montes alentejanos<br />
aban<strong>do</strong>na<strong>do</strong>s e algumas al<strong>de</strong>ias com menos resi<strong>de</strong>ntes, enquanto que na se<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
concelho o nº <strong>de</strong> habitantes vai aumentan<strong>do</strong>.<br />
De uma maneira geral, quem sai da al<strong>de</strong>ia para a se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, são<br />
jovens ou famílias nucleares com filhos menores, na esperança <strong>de</strong> “uma vida<br />
melhor” a nível profissional ou educacional.<br />
Contu<strong>do</strong>, observa-se que nos últimos anos tem havi<strong>do</strong> uma certa expansão<br />
habitacional “sobretu<strong>do</strong> na freguesia <strong>de</strong> Bencatel proporcionan<strong>do</strong> a que os<br />
habitantes se mantenham na al<strong>de</strong>ia.<br />
No que concerne à construção <strong>de</strong> habitação social, em 12 <strong>de</strong> Abril <strong>de</strong> 1996<br />
foi celebra<strong>do</strong> o Acor<strong>do</strong> Colaboração entre a Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e os<br />
institutos <strong>de</strong> Administração Central liga<strong>do</strong>s à área da Habitação <strong>Social</strong> (IGAPHE e<br />
INH), nos termos <strong>do</strong> qual se previa a aquisição <strong>de</strong> 30 fogos em <strong>Vila</strong> Viçosa e a<br />
construção <strong>de</strong> outros 30 em Bencatel.<br />
Em 1998, foi efectua<strong>do</strong> um vasto conjunto <strong>de</strong> operações com vista à<br />
<strong>de</strong>tecção das situações mais problemáticas na dupla vertente das <strong>de</strong>ficientes<br />
condições <strong>de</strong> habitabilida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s agrega<strong>do</strong>s e <strong>do</strong>s respectivos rendimentos. Nestas<br />
acções, foi ainda possível contar com a colaboração <strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s como a Cáritas e<br />
a Sta. Casa da misericórdia <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, entida<strong>de</strong>s com profun<strong>do</strong> conhecimento<br />
das situações mais carenciadas.<br />
Em 20 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2001 foram entregues os primeiros 24 fogos em <strong>Vila</strong><br />
Viçosa, abrangen<strong>do</strong> cerca <strong>de</strong> 85 indivíduos. Os agrega<strong>do</strong>s familiares foram<br />
acompanha<strong>do</strong>s na fase pré e pós realojamento no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong> se minimizarem os<br />
riscos <strong>de</strong> inadaptação ou exclusão social, sempre possíveis em situações <strong>de</strong><br />
realojamento em proprieda<strong>de</strong> horizontal.<br />
Os 24 fogos foram atribuí<strong>do</strong>s em regime <strong>de</strong> renda apoiada, nos termos <strong>do</strong><br />
Decreto-Lei nº 166/93, <strong>de</strong> 7 <strong>de</strong> Maio. A renda apoiada está sempre <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte <strong>de</strong><br />
cada agrega<strong>do</strong> e da estrutura <strong>do</strong>s respectivos rendimentos, po<strong>de</strong>n<strong>do</strong> ser alterada<br />
sempre que se verifique alguma alteração num daqueles factores, o que já<br />
aconteceu por diversas vezes <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o realojamento.<br />
Em Bencatel, a construção <strong>de</strong> Habitação <strong>Social</strong> <strong>de</strong> 30 fogos iniciou em 2002,<br />
estan<strong>do</strong> prevista a sua conclusão para finais <strong>de</strong> 2003.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Inscreveram-se cerca <strong>de</strong> 55 agrega<strong>do</strong>s familiares, <strong>do</strong>s quais foram feitas<br />
vistorias a todas as habitações para análise das condições <strong>de</strong> habitabilida<strong>de</strong>.<br />
Foram <strong>de</strong>tectadas várias situações habitacionais muito precárias que não<br />
oferecem níveis <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> e <strong>de</strong> conforto minimamente aceitáveis.<br />
Foi nomeada uma comissão <strong>de</strong> selecção <strong>do</strong>s agrega<strong>do</strong>s a realojar,<br />
constituída por vários técnicos e representantes da comunida<strong>de</strong>, com o objectivo<br />
<strong>de</strong> seleccionar os agrega<strong>do</strong>s familiares mais carencia<strong>do</strong>s da freguesia <strong>de</strong> Bencatel,<br />
ten<strong>do</strong> como base as condições habitacionais e económicas <strong>de</strong> cada família.<br />
Presentemente o processo <strong>de</strong> selecção das famílias a realojar está em curso,<br />
estan<strong>do</strong> para breve a sua conclusão.<br />
Ainda no que concerne à recuperação <strong>de</strong> imóveis, o município continua a<br />
promover os seguintes programas:<br />
- RECRIA<br />
- SOLARH<br />
O Recria (Regime Especial <strong>de</strong> Comparticipação na Recuperação <strong>de</strong> Imóveis<br />
Arrenda<strong>do</strong>s). Destina-se sobretu<strong>do</strong> aos senhorios das casas/imóveis cujas rendas<br />
durante anos estiveram bloquea<strong>do</strong>s, bem como os inquilinos e as Câmaras<br />
Municipais, quan<strong>do</strong> se substituam aos senhorios para proce<strong>de</strong>ram a:<br />
- Obras <strong>de</strong> Conservação Ordinária;<br />
- Obras <strong>de</strong> Conservação Extraordinária;<br />
- Obras <strong>de</strong> Beneficiação, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que por acor<strong>do</strong> expresso <strong>do</strong> arrendatário<br />
não haja lugar a ajustamento da renda na parte comparticipada ao abrigo<br />
<strong>de</strong>ste programa.<br />
Assim, no âmbito <strong>de</strong>ste programa estão em fase <strong>de</strong> apreciação para<br />
aprovação <strong>do</strong> IGAPHE 3 a 4 processos, para obras <strong>de</strong> conservação, no concelho <strong>de</strong><br />
<strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Quanto ao programa SOLARH (Solidarieda<strong>de</strong> à Recuperação <strong>de</strong><br />
Habitação) o qual é <strong>de</strong>stina<strong>do</strong> a financiar, sem juros, obras em habitação própria<br />
permanente <strong>de</strong> agrega<strong>do</strong>s com reduzi<strong>do</strong>s rendimentos, po<strong>de</strong>n<strong>do</strong> ainda<br />
candidatar-se proprietários <strong>de</strong> fogos <strong>de</strong>volutos que queiram colocar os seus<br />
imóveis no merca<strong>do</strong> <strong>de</strong> arrendamento. Em relação a este programa já houve<br />
intenção <strong>de</strong> várias famílias carenciadas proce<strong>de</strong>rem à candidatura, mas <strong>de</strong>vi<strong>do</strong><br />
aos requisitos exigi<strong>do</strong>s pelo referi<strong>do</strong> programa apenas uma família resi<strong>de</strong>nte num<br />
monte da freguesia <strong>de</strong> Pardais está em condições <strong>de</strong> se candidatar aguardan<strong>do</strong><br />
presentemente a análise <strong>do</strong> seu processo para encaminhamento ao I.N.H.<br />
Projecto – “Apoio a Pequenos Arranjos Habitacionais no <strong>Concelho</strong><br />
<strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa”<br />
No concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa foram <strong>de</strong>tecta<strong>do</strong>s vários casos <strong>de</strong> pessoas<br />
carenciadas que vivem em situações <strong>de</strong> precarieda<strong>de</strong> habitacional, sobretu<strong>do</strong><br />
pessoas isoladas e i<strong>do</strong>sas, cuja situação económica não lhes permite efectuar<br />
qualquer melhoria das suas condições habitacionais.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Neste âmbito, em Janeiro <strong>de</strong> 2002 a Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
estabeleceu com a Cáritas Paroquial um protocolo <strong>de</strong> colaboração que tem como<br />
objectivo o apoio na execução <strong>de</strong> pequenos arranjos habitacionais a pessoas mais<br />
carenciadas.<br />
Esta forma <strong>de</strong> cooperação entre as duas entida<strong>de</strong>s vai permitir melhorar as<br />
condições <strong>de</strong> habitabilida<strong>de</strong> a algumas famílias, que só por si não tinham<br />
possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> promover essas pequenas obras.<br />
Em 2002, foram aprova<strong>do</strong>s cerca <strong>de</strong> 13 projectos e em 2003 até ao presente<br />
momento estão apoiadas 8 situações as quais inci<strong>de</strong>m essencialmente em<br />
reparações <strong>de</strong> goteiras, isolamento <strong>de</strong> pare<strong>de</strong>s, reparações <strong>de</strong> portas e/ou janelas,<br />
canalização <strong>de</strong> água quente etc.<br />
O tipo <strong>de</strong> famílias que têm recorri<strong>do</strong> a este apoio são sobretu<strong>do</strong>, famílias ou<br />
pessoas i<strong>do</strong>sas/isoladas, cujos rendimentos são provenientes apenas das suas<br />
pensões ou reformas.<br />
A maioria das famílias resi<strong>de</strong>m na freguesia <strong>de</strong> Bencatel e freguesias<br />
urbanas.<br />
Ainda na área da habitação é importante ressaltar que existe na se<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
concelho, duas instituições/associações locais <strong>de</strong> carácter religioso, que dispõem<br />
<strong>de</strong> habitação, as quais são cedidas a famílias extremamente carenciadas, a saber:<br />
- Conferência <strong>de</strong> S. Vicente Paulo – A mesa da conferência gere cerca <strong>de</strong> 8 casas no<br />
Bairro <strong>de</strong> Sta Maria e uma outra na estação da C.P. estan<strong>do</strong> todas elas habitadas.<br />
- Confraria <strong>de</strong> Nossa Senhora da Lapa – Tem também cerca <strong>de</strong> 9 habitações, todas<br />
elas situadas na mesma zona (Nª Senhora da Lapa). Algumas <strong>de</strong>stas habitações,<br />
carecem <strong>de</strong> gran<strong>de</strong>s arranjos, pelo que presentemente apenas 6 casas estão<br />
habitadas, também por famílias bastante carenciadas.<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
- Existência <strong>de</strong> construção <strong>de</strong><br />
Habitação <strong>Social</strong> no concelho (24<br />
fogos em <strong>Vila</strong> Viçosa e 30 em<br />
Bencatel)<br />
- Programa <strong>de</strong> Apoio a Pequenos<br />
Arranjos Habitacionais;<br />
- Articulação Inter-Institucional na<br />
problemática da Habitação <strong>Social</strong>;<br />
Análise Swot<br />
Constrangimentos<br />
- Existência <strong>de</strong> famílias a viver em<br />
condições precárias <strong>de</strong> habitabilida<strong>de</strong>;<br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> alargamento <strong>do</strong><br />
programa relativamente às restantes<br />
freguesias <strong>do</strong> concelho.<br />
- Número significativo <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos a<br />
viver sem os índices mínimos <strong>de</strong><br />
conforto.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Oportunida<strong>de</strong>s<br />
- Programa RECRIA e SOLARH <strong>de</strong><br />
âmbito nacional.<br />
Ameaças<br />
- Custos da habitação eleva<strong>do</strong>s;<br />
- Continuação <strong>do</strong> acompanhamento<br />
social às famílias realojadas e a<br />
realojar.<br />
2-5-3 - Problemática <strong>do</strong> I<strong>do</strong>so<br />
“In<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte da ida<strong>de</strong> que as pessoas têm, está diante <strong>de</strong> nós alguém com<br />
inteligência, com coração, com sensibilida<strong>de</strong>, capaz <strong>de</strong> actuar...” 2<br />
O envelhecimento visto social e pessoalmente como perda, não só reforça<br />
as perdas afectivas como abafa as aquisições.<br />
As próprias rugas são sinais que legitimam progressivamente o nosso<br />
esta<strong>do</strong>, <strong>do</strong> mesmo mo<strong>do</strong> que alguma falta <strong>de</strong> visão, <strong>de</strong> ouvi<strong>do</strong>, ou a dificulda<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> se movimentar, (...) são sinais que solicitam o respeito e a veneração (...).<br />
Há que proteger, que acarinhar novos e velhos, to<strong>do</strong>s, nomeadamente os<br />
que estão mais fracos... é preciso estimular, com verda<strong>de</strong>, exigência e coragem.<br />
O crescente volume da população i<strong>do</strong>sa que faz <strong>de</strong>la uma classe etária cada<br />
vez mais importante, com menos mobilida<strong>de</strong>. Trata-se <strong>de</strong> uma população que<br />
cresce e que <strong>de</strong> algum mo<strong>do</strong> é mais rigorosa quer pelos progressos da medicina,<br />
quer pelas melhorias <strong>do</strong> bem estar e <strong>do</strong> nível <strong>de</strong> vida que passou ao longo da sua<br />
vida.<br />
O envelhecimento da população não é apenas um problema <strong>do</strong> nosso<br />
concelho, mas a nível <strong>do</strong> país e também da Europa.<br />
O envelhecimento é antes <strong>de</strong> mais um fenómeno <strong>de</strong>mográfico. Estamos, e<br />
vamos estar cada vez mais, perante uma socieda<strong>de</strong> em que as chamadas “Pessoas<br />
I<strong>do</strong>sas” <strong>de</strong>ixaram <strong>de</strong> ser uma minoria para serem uma componente que cada vez<br />
mais configura a própria socieda<strong>de</strong>.<br />
Desta forma, convém sabermos que consoante o mo<strong>do</strong> como as pessoas<br />
i<strong>do</strong>sas forem ou não forem integradas na socieda<strong>de</strong>, teremos socieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> tipos<br />
diferentes.<br />
“Não tem sucesso uma socieda<strong>de</strong> que só olha para a juventu<strong>de</strong> como seu<br />
espelho” 3<br />
“O esta<strong>do</strong>, com o objectivo <strong>de</strong> melhorar as condições <strong>de</strong> vida das pessoas<br />
i<strong>do</strong>sas, especialmente daquelas cujas re<strong>de</strong>s <strong>de</strong> solidarieda<strong>de</strong> primária são<br />
inexistentes ou ineficientes promoveu a criação <strong>de</strong> um conjunto <strong>de</strong> serviços e<br />
equipamentos diversifica<strong>do</strong>s, <strong>de</strong> mo<strong>do</strong> a abranger diferentes necessida<strong>de</strong>s e<br />
2 in Revista Pretextos – Envelhecimento em Debate, nº 10, Abril <strong>de</strong> 2002, pag 4<br />
3 in Revista Pretextos – Envelhecimento em Debate, nº 10, Abril <strong>de</strong> 2002, pag 5<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
diferentes índices <strong>de</strong> carência, sen<strong>do</strong> os lares para pessoas i<strong>do</strong>sas os equipamentos<br />
<strong>de</strong> maior implementação.” 4<br />
Contu<strong>do</strong>, o gran<strong>de</strong> aumento <strong>de</strong> instituições, quer públicas quer <strong>de</strong><br />
iniciativa privada, ao intervirem na problemática <strong>do</strong>s i<strong>do</strong>sos, provocou<br />
transformações significativas sobretu<strong>do</strong> ao nível das relações entre gerações e nas<br />
formas <strong>de</strong> solidarieda<strong>de</strong>.<br />
Nas socieda<strong>de</strong>s tradicionais existia um pacto entre gerações, segun<strong>do</strong> o<br />
qual os adultos investiam nos seus filhos esperan<strong>do</strong>-se que estes, por sua vez, os<br />
apoiassem quan<strong>do</strong> <strong>de</strong> tal viessem a necessitar.<br />
“Nas socieda<strong>de</strong>s industrializadas esse facto tácito não <strong>de</strong>saparece mas<br />
passa por um processo <strong>de</strong> “<strong>de</strong>spersonalização” ou seja, através <strong>do</strong> financiamento<br />
(indirecto) das instituições e serviços, o facto mantém-se, pois, os que pagam e os<br />
que usufruem <strong>de</strong> apoio pertencem a gerações diferentes; trata-se, contu<strong>do</strong>, <strong>de</strong><br />
uma forma <strong>de</strong> prestação <strong>de</strong> serviços que não é feita directamente, mas sim através<br />
da <strong>de</strong>legação <strong>de</strong> responsabilida<strong>de</strong>s em instituições...” 5<br />
“A velhice <strong>de</strong>ixou assim <strong>de</strong> ser um assunto exclusivo da família, assente<br />
num mo<strong>de</strong>lo <strong>de</strong> obrigações filiais, on<strong>de</strong> as relações intergeracionais eram regidas<br />
unicamente por princípios culturais normativos <strong>de</strong> entreajuda, para ser cada vez<br />
mais objecto <strong>de</strong> negociação entre os géneros...” 6<br />
“ Mas os recursos às instituições também tem a ver com a nossa vida<br />
quotidiana sobretu<strong>do</strong> nas zonas urbanas em que o ritmo <strong>de</strong> vida é <strong>de</strong> tal mo<strong>do</strong><br />
acelera<strong>do</strong> que não há tempo para planear e preparar o nosso futuro, nem para<br />
cuidar <strong>do</strong>s nossos familiares. Relaciona<strong>do</strong> com este aspecto, acresce ainda a<br />
diminuição da natalida<strong>de</strong>, o aumento <strong>do</strong>s divórcios, a crescente inclusão das<br />
mulheres no mun<strong>do</strong> <strong>do</strong> trabalho, a redução <strong>do</strong>s índices <strong>de</strong> fecundida<strong>de</strong> e a<br />
diminuição da nupcialida<strong>de</strong>, bem como o surgimento <strong>de</strong> novos padrões <strong>de</strong><br />
conjugalida<strong>de</strong>, vêm <strong>de</strong> algum mo<strong>do</strong> alterar o significa<strong>do</strong> e o exercício das<br />
responsabilida<strong>de</strong>s familiares, promoven<strong>do</strong> igualmente alteração ao nível das inter<br />
ajudas.” 7<br />
Embora o i<strong>do</strong>so, muitas vezes não tenha outra alternativa senão a<br />
institucionalização, contu<strong>do</strong>, o esta<strong>do</strong> tem investi<strong>do</strong> na criação <strong>de</strong> outras medidas<br />
e programas que visam possibilitar a permanência <strong>do</strong> i<strong>do</strong>so no seu meio habitual<br />
<strong>de</strong> vida.<br />
Importa salientar que embora a família possa optar por várias alternativas,<br />
lar, centro <strong>de</strong> dia, centro <strong>de</strong> noite, centro <strong>de</strong> convívio ou apoio <strong>do</strong>miciliário,<br />
contu<strong>do</strong> a família tem sempre responsabilida<strong>de</strong>s, humanas e legais, perante o seu<br />
familiar mais i<strong>do</strong>so.<br />
O I<strong>do</strong>so no <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
4 in Revista Pretextos – A Família e as Instituições, nº 8, Dezembro <strong>de</strong> 2001, pag 9<br />
5 in Revista Pretextos – Envelhecimento em Debate nº 10,Abril <strong>de</strong> 2002,pag 7<br />
6 in Revista Pretextos – A Família e as Instituições nº 8, Dezembro <strong>de</strong> 2001, pag 10<br />
7 in Revista Pretextos – A Família e as Instituições nº 8, Dezembro <strong>de</strong> 2001, pag 11<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
No nosso concelho existe um número consi<strong>de</strong>rável <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos (1714) embora<br />
não se consi<strong>de</strong>re comparativamente a outros concelhos <strong>do</strong> distrito <strong>de</strong> Évora, uma<br />
população envelhecida.<br />
O grupo etário com mais <strong>de</strong> 65 anos, tem manifesta<strong>do</strong> carências ao nível da<br />
assistência médica, necessida<strong>de</strong>s económicas e sobretu<strong>do</strong> na freguesia mais rural<br />
– S. Romão, algumas situações <strong>de</strong> isolamento.<br />
Mas, se vivem integra<strong>do</strong>s numa família, a sua pensão representa um<br />
rendimento que lhes proporciona alguma in<strong>de</strong>pendência económica, e autoestima,<br />
porque contribuem para as <strong>de</strong>spesas <strong>do</strong> lar.<br />
Contu<strong>do</strong>, ainda se assiste sobretu<strong>do</strong> nas freguesias mais rurais <strong>de</strong>ste<br />
concelho, em que a população aceita os valores culturais tradicionais e agem<br />
segun<strong>do</strong> as suas regras, transmitidas <strong>de</strong> geração em geração e por isso, a<br />
solidarieda<strong>de</strong> ainda vai funcionan<strong>do</strong> quase como um <strong>de</strong>ver entre os familiares e<br />
nas relações <strong>de</strong> vizinhança.<br />
Também na freguesia <strong>de</strong> S. Romão, se <strong>de</strong>staca a crescente <strong>de</strong>pendência <strong>do</strong>s<br />
i<strong>do</strong>sos em meio rural, on<strong>de</strong> cada um, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> <strong>de</strong> um filho ou <strong>do</strong> rendimento, isto<br />
é da pensão ou reforma. São também <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes a nível social, facto este que se<br />
<strong>de</strong>ve não só à família, mas também à comunida<strong>de</strong> envolvente que actua como um<br />
suporte social <strong>de</strong> 2º grau. A entre-ajuda comunitária é um factor <strong>de</strong> diminuição <strong>de</strong><br />
vulnerabilida<strong>de</strong> e um aspecto primordial na vida rural <strong>de</strong> um i<strong>do</strong>so.<br />
As relações comunitárias adquirem bastante importância, uma vez que<br />
quase preenchem o vazio que <strong>de</strong>ixaram alguns membros das suas famílias, filhos,<br />
netos, sobrinhos etc., que por razões pessoais ou geográficas, <strong>de</strong>ixaram a sua terra<br />
natal.<br />
Deste mo<strong>do</strong>, para tentar suprimir as necessida<strong>de</strong>s sentidas na área <strong>do</strong>s<br />
i<strong>do</strong>sos, a Sta Casa da Misericórdia e Cáritas Paroquial Nossa Senhora <strong>de</strong> <strong>Vila</strong><br />
Viçosa, implementaram no nosso concelho, lar, centros <strong>de</strong> dia, centro <strong>de</strong> noite,<br />
centros <strong>de</strong> convívio e serviço <strong>de</strong> apoio <strong>do</strong>miciliário.<br />
Ao nível <strong>do</strong>s centros <strong>de</strong> dia, existentes nas freguesias <strong>de</strong> S. Romão, Bencatel<br />
e na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, os i<strong>do</strong>sos tem acesso a esta valência, não haven<strong>do</strong> i<strong>do</strong>sos<br />
em lista <strong>de</strong> espera, excepto a freguesia <strong>de</strong> Pardais a qual está a <strong>de</strong>scoberto na área<br />
<strong>do</strong>s i<strong>do</strong>sos, apenas dispõe <strong>de</strong> serviço <strong>de</strong> apoio <strong>do</strong>miciliário (o qual fornece<br />
refeições e presta serviços <strong>de</strong> higiene).<br />
Existe na freguesia <strong>de</strong> Pardais um terreno da Sta Casa <strong>de</strong>stina<strong>do</strong> à<br />
construção <strong>de</strong> um centro <strong>de</strong> noite, no entanto os i<strong>do</strong>sos beneficiam <strong>do</strong> serviço <strong>de</strong><br />
apoio <strong>do</strong>miciliário presta<strong>do</strong> pelas duas Instituições (S.C.M.V.V. e Cáritas) e centro<br />
<strong>de</strong> convívio da Cáritas.<br />
Na valência Centro <strong>de</strong> Dia, existem na freguesia <strong>de</strong> Bencatel, 1 Centro <strong>de</strong><br />
Dia da S.C.M.V.V., on<strong>de</strong> frequentam cerca <strong>de</strong> 34 utentes (16Homens e 18<br />
mulheres), existe ainda nesta localida<strong>de</strong>, um Centro <strong>de</strong> Convívio para reforma<strong>do</strong>s<br />
– MURPI, o qual é maioritariamente frequenta<strong>do</strong> por homens. As activida<strong>de</strong>s aqui<br />
<strong>de</strong>senvolvidas para passar o tempo são sobretu<strong>do</strong> o jogo <strong>de</strong> cartas, <strong>do</strong>minó e o<br />
jogo da malha.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Em S. Romão, a freguesia dispõe <strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong> Dia da S.C.M.V.V. – o<br />
qual possui cerca <strong>de</strong> 20 utentes (6 homens e 14 mulheres) e <strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong><br />
Convívio (ocupação <strong>de</strong> tempos livres) da Cáritas com uma frequência média<br />
diária <strong>de</strong> 25 a 30 i<strong>do</strong>sos.<br />
Na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, existe um Centro <strong>de</strong> Dia da S.C.M.V.V., com apenas<br />
16 utentes (8 homens e 8 mulheres). Existe ainda um Centro <strong>de</strong> Convívio – <strong>do</strong><br />
MURPI – o qual também é sobretu<strong>do</strong> frequenta<strong>do</strong> por cerca <strong>de</strong> 20 homens cujas<br />
activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas são sobretu<strong>do</strong> jogos <strong>de</strong> mesa.<br />
Em termos gerais, po<strong>de</strong>mos referir que os i<strong>do</strong>sos das freguesias urbanas,<br />
recorrem sobretu<strong>do</strong> às respostas ao nível <strong>do</strong> apoio <strong>do</strong>miciliário, não recorren<strong>do</strong><br />
com frequência aos Centros <strong>de</strong> Dia.<br />
Contu<strong>do</strong>, a gran<strong>de</strong> lacuna existente neste concelho é ao nível <strong>de</strong> Lar ou seja,<br />
existe apenas um lar da S.C.M.V.V. para to<strong>do</strong> o concelho, cuja lista <strong>de</strong> espera é<br />
bastante significativa (43 homens, 25 mulheres e 22 casais).<br />
Sabe-se que dada a falta <strong>de</strong> lar existem i<strong>do</strong>sos interna<strong>do</strong>s em lares <strong>do</strong>s<br />
concelhos limítrofes (Borba, Elvas e Évora).<br />
Ainda no que diz respeito ao Centro <strong>de</strong> Noite, existe apenas na freguesia<br />
<strong>de</strong> S.Romão, carecen<strong>do</strong> as restantes freguesias <strong>de</strong>sta valência. Torna-se assim,<br />
uma necessida<strong>de</strong> urgente em alargar este equipamento às restantes freguesias <strong>do</strong><br />
concelho.<br />
O Centro <strong>de</strong> Noite, pioneiro no país, é assim uma resposta a<strong>de</strong>quada à<br />
nossa realida<strong>de</strong> concelhia, situação esta relacionada com o facto <strong>de</strong> a lista <strong>de</strong><br />
espera ser significativa (17) porque os nossos i<strong>do</strong>sos, não só os que vivem nas<br />
zonas mais isoladas (montes), mas também os que resi<strong>de</strong>m nas freguesias<br />
urbanas, receiam o perío<strong>do</strong> nocturno, sobretu<strong>do</strong> os que a família está mais<br />
distante não lhe po<strong>de</strong>n<strong>do</strong> conce<strong>de</strong>r qualquer tipo <strong>de</strong> apoio.<br />
Os principais problemas manifesta<strong>do</strong>s pelos i<strong>do</strong>sos <strong>do</strong> nosso concelho,<br />
situam-se sobretu<strong>do</strong> nas questões <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, os quais quan<strong>do</strong> necessitam <strong>de</strong><br />
alguma consulta <strong>de</strong> especialida<strong>de</strong> tem que se <strong>de</strong>slocar aos hospitais distritais não<br />
dispõem <strong>de</strong> lares quan<strong>do</strong> necessitam <strong>de</strong> internamento, registan<strong>do</strong>-se algum<br />
endividamento por parte <strong>do</strong>s mesmos nas farmácias e dificulda<strong>de</strong> em assumir<br />
<strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> sobrevivência, sobretu<strong>do</strong> porque possuem pensões e reformas muito<br />
baixas.<br />
2-5-4- Situações <strong>de</strong> Vulnerabilida<strong>de</strong> no concelho<br />
O recente crescimento económico da socieda<strong>de</strong> portuguesa não nos <strong>de</strong>ve<br />
fazer ignorar velhas e novas situações <strong>de</strong> pobreza que, com a integração na<br />
Comunida<strong>de</strong> Europeia, acentuou os dualismos no nosso país.<br />
Também no concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa se verifica uma assimetria significativa<br />
entre a perda <strong>de</strong> peso da activida<strong>de</strong> agrícola e por outro la<strong>do</strong>, a crescente<br />
importância da indústria extractiva e transforma<strong>do</strong>ra <strong>do</strong> mármore.<br />
Diagnosticamos pois, um concelho que em termos globais se verifica uma<br />
classe social com um eleva<strong>do</strong> nível sócio-económico e por outro situações com<br />
gran<strong>de</strong>s carências económicas, sociais e culturais, o que contribui para um<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
aumento significativo <strong>de</strong> baixos níveis <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong>, falta <strong>de</strong> qualificação<br />
profissional, i<strong>do</strong>sos isola<strong>do</strong>s com dificulda<strong>de</strong> <strong>de</strong> acesso a bens e serviços <strong>de</strong><br />
primeira necessida<strong>de</strong> e ultimamente assiste-se a um aumento <strong>do</strong> <strong>de</strong>semprego.<br />
Os conceitos <strong>de</strong> pobreza e exclusão social diferem essencialmente quanto<br />
aos aspectos distributivos e relacionais <strong>do</strong> fenómeno, sen<strong>do</strong> que a pobreza se<br />
preocupa com a falta <strong>de</strong> recursos, enquanto que a exclusão social foca<br />
essencialmente os aspectos relacionais <strong>de</strong>ntro da privação ou ina<strong>de</strong>quada<br />
integração social.<br />
Para o conselho da CEE (1990) “Enten<strong>de</strong>-se por pessoas pobres, os<br />
indivíduos, as famílias e os grupos <strong>de</strong> pessoas cujos recursos (materiais, culturais<br />
e sociais) são tão débeis que estão excluí<strong>do</strong>s <strong>do</strong>s níveis <strong>de</strong> vida mínimos aceitáveis<br />
no Esta<strong>do</strong>-membro em que vivem”.<br />
Etimologicamente a palavra excluí<strong>do</strong> significa estar fora <strong>do</strong> sistema ou <strong>do</strong><br />
lugar que ocupa. No campo sócio-económico é um conceito recente, consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong><br />
por alguns como um produto próprio <strong>do</strong> paradigma técnico-económico.<br />
Autores como Robert Castel e Serge Paugam vêem a exclusão social como<br />
uma ruptura <strong>do</strong>s laços sociais que ligam o indivíduo à socieda<strong>de</strong>, nas socieda<strong>de</strong>s<br />
<strong>de</strong>senvolvidas resultante <strong>de</strong> situações <strong>de</strong> crise económica associada à rigi<strong>de</strong>z na<br />
adaptação das estruturas económicas e <strong>de</strong> mobilida<strong>de</strong> social, adiantan<strong>do</strong> como<br />
meto<strong>do</strong>logia <strong>de</strong> resolução <strong>do</strong> problema ou inserção através da reconstrução <strong>do</strong>s<br />
laços sociais.<br />
No entanto, por vezes algumas mudanças no ciclo <strong>de</strong> vida das pessoas e<br />
famílias, que <strong>de</strong>terminadas contingências, po<strong>de</strong>m ao longo da vida passarem por<br />
situações <strong>de</strong> pobreza, findas as quais retornam à situação anterior, crian<strong>do</strong>-se<br />
assim a chamada Pobreza Temporária. 8<br />
No que concerne à pobreza po<strong>de</strong>mos ainda falar <strong>do</strong> <strong>de</strong>signa<strong>do</strong> “Ciclo da<br />
Pobreza”. Este realça a importância <strong>do</strong> local <strong>do</strong> nascimento. Têm maiores<br />
probabilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> passar por situações <strong>de</strong> pobreza, indivíduos <strong>de</strong> famílias pobres<br />
<strong>do</strong> que <strong>de</strong> famílias abastadas. Este ciclo <strong>de</strong> pobreza justifica-se pela falta <strong>de</strong> acesso<br />
que as famílias mais pobres têm nos diversos <strong>do</strong>mínios <strong>do</strong> social, como é o caso<br />
da habitação, saú<strong>de</strong>, educação e emprego.<br />
Tipologia <strong>de</strong> Grupos Vulneráveis à Exclusão – <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong><br />
Viçosa.<br />
É possível esboçar uma certa i<strong>de</strong>ntificação das principais categorias da<br />
população <strong>de</strong>ste concelho a apresentar uma maior vulnerabilida<strong>de</strong> à “entrada”<br />
em situações <strong>de</strong> exclusão social.<br />
8 in Revista Pretextos – A Família e as Instituições, nº 8, Dezembro <strong>de</strong> 2001, pag 9<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
A sua apresentação não correspon<strong>de</strong> a nenhuma classificação <strong>de</strong> or<strong>de</strong>m <strong>de</strong><br />
importância ou relevância, quantitativa ou qualitativa.<br />
- Os I<strong>do</strong>sos Pobres<br />
“ Devagar ou traumaticamente, a pessoa passa <strong>de</strong> uma inserção, para outra<br />
em que tu<strong>do</strong> é visto como <strong>de</strong> terceira classe, <strong>de</strong> terceira ida<strong>de</strong>, nem sequer é da<br />
segunda or<strong>de</strong>m” 9<br />
Como já referimos anteriormente, regista-se um número significativo <strong>de</strong><br />
i<strong>do</strong>sos isola<strong>do</strong>s no nosso concelho, a viverem apenas <strong>de</strong> pensões sociais e pensões<br />
mínimas, que só conseguem sobreviver com auxílios exteriores complementares,<br />
seja da família da comunida<strong>de</strong> ou da acção social.<br />
O seu isolamento é agrava<strong>do</strong> com a falta <strong>de</strong> acesso a bens e serviços <strong>de</strong> que<br />
têm necessida<strong>de</strong>, como por exemplo à saú<strong>de</strong>.<br />
Um grupo eleva<strong>do</strong> <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos, sobretu<strong>do</strong> ao nível da freguesia <strong>de</strong> Bencatel,<br />
solicita com frequência junto das instituições locais, apoio económico, para<br />
fazerem face aos bens <strong>de</strong> primeira necessida<strong>de</strong> (compra <strong>de</strong> medicamentos,<br />
arranjos <strong>de</strong> habitações, etc.). Este grupo etário nem sequer é integra<strong>do</strong> no R.M.G.<br />
porque já possuem uma pensão, mas por outro la<strong>do</strong> a mesma é tão baixa, que<br />
passam por gran<strong>de</strong>s privações nos aspectos mais básicos da vida económica e<br />
social. Por ex: não ligam aquece<strong>do</strong>res porque as contas <strong>de</strong> electricida<strong>de</strong> são<br />
elevadas acabam por estar ao frio durante os meses <strong>de</strong> Inverno, a alimentação<br />
ainda é à base <strong>de</strong> pão, não dispõe em casa <strong>de</strong> alguns índices <strong>de</strong> conforto como<br />
casa <strong>de</strong> banho, água quente, etc).<br />
Existem ainda falta <strong>de</strong> equipamentos sociais ao nível da terceira ida<strong>de</strong>,<br />
(lares e centros <strong>de</strong> noite) que possam dar resposta às situações mais vulneráveis<br />
<strong>do</strong>s i<strong>do</strong>sos mais carencia<strong>do</strong>s.<br />
Embora ainda existam alguns laços <strong>de</strong> solidarieda<strong>de</strong> nas zonas mais rurais,<br />
contu<strong>do</strong> encontram-se muitos i<strong>do</strong>sos em que a sua família aos poucos se vai<br />
<strong>de</strong>mitin<strong>do</strong> das suas funções afectivas e relacionais. Muitas vezes, este aspecto está<br />
relaciona<strong>do</strong> com o factor distância, sobretu<strong>do</strong> na freguesia <strong>de</strong> S. Romão, em que o<br />
peso da emigração é significativo, cujos familiares mais directos – filhos, irmãos e<br />
netos, resi<strong>de</strong>m no estrangeiro – (Holanda, Suissa, França, etc.), acaban<strong>do</strong> por<br />
visitar os i<strong>do</strong>sos apenas uma vez por ano.<br />
Outros i<strong>do</strong>sos, estão isola<strong>do</strong>s porque a família mais directa, embora resida<br />
próximo, não quer assumir como outrora, a “obrigação” <strong>de</strong> cuidar <strong>do</strong>s mais<br />
velhos, procuran<strong>do</strong> cada vez mais as respostas institucionais.<br />
- Alcoolismo<br />
O alcoolismo é um <strong>do</strong>s problemas que afecta algumas famílias resi<strong>de</strong>ntes<br />
no nosso concelho, embora na maioria das vezes as situações surgem <strong>de</strong> uma<br />
forma “camuflada”.<br />
9 in Revista Pretextos – Envelhecimento em Debate, nº 10, Abril <strong>de</strong> 2002, pag 7<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Esta problemática tem maior incidência ao nível da freguesia <strong>de</strong> S.Romão,<br />
talvez pelo seu isolamento e/ou pelo facto <strong>de</strong> ser uma freguesia rural on<strong>de</strong> as<br />
activida<strong>de</strong>s culturais e recreativas são pouco diversificadas.<br />
A ocupação <strong>do</strong>s tempos livres <strong>do</strong>s jovens e adultos, é passada sobretu<strong>do</strong> no<br />
café ou na “tasca”. Estes hábitos <strong>de</strong> convivência, por um la<strong>do</strong> fomentam as<br />
relações <strong>de</strong> vizinhança, por outro la<strong>do</strong> origina também o início <strong>do</strong> consumo <strong>de</strong><br />
bebidas alcoólicas em grupos etários bastante baixos.<br />
Tal facto, provoca com frequência gran<strong>de</strong>s conflitos no seio conjugal,<br />
registan<strong>do</strong>-se alguns casos <strong>de</strong> maus-tratos e violência <strong>do</strong>méstica, sobretu<strong>do</strong> ao<br />
nível da figura materna, cujos filhos assistem e presenciam a situação <strong>de</strong> violência<br />
acaban<strong>do</strong> por se reflectir posteriormente no seu quotidiano escolar.<br />
No nosso concelho, nas freguesias urbanas as mulheres vítimas <strong>de</strong> maustratos<br />
(espancamento, ameaças etc), as principais causas estão quase todas<br />
relacionadas com o consumo <strong>de</strong> álcool <strong>do</strong> companheiro.<br />
Os indivíduos sempre que confronta<strong>do</strong>s com os factos reais, não assumem<br />
os seus comportamentos anti-sociais, tornan<strong>do</strong>-se difícil a sua recuperação,<br />
embora existam alguns casos encaminha<strong>do</strong>s para o centro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> e tribunal.<br />
De salientar, que existem no concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa não só problemas <strong>de</strong><br />
alcoolismo em famílias disfuncionais como em indivíduos isola<strong>do</strong>s mas<br />
ultimamente tem-se nota<strong>do</strong> ao nível das camadas mais jovens que frequentam os<br />
bares nocturnos, uma certa apetência para o consumo <strong>de</strong> álcool com ida<strong>de</strong>s a<br />
partir <strong>do</strong>s 13/14 e 15 anos que ocorrem com particular incidência nos fins-<strong>de</strong>semana.<br />
- Menores em Situação <strong>de</strong> Risco<br />
Tal como já foi aborda<strong>do</strong> na problemática da educação, existe no concelho,<br />
embora pouco significativo, um número <strong>de</strong> jovens que aban<strong>do</strong>nam precocemente<br />
o seu percurso escolar.<br />
Normalmente, estes jovens estão inseri<strong>do</strong>s em famílias <strong>de</strong>sestruturadas,<br />
cujos progenitores não valorizam o aspecto escolar como um factor importante na<br />
vida <strong>do</strong>s filhos, para além <strong>de</strong> não conseguirem terem qualquer papel <strong>de</strong><br />
autorida<strong>de</strong> perante o absentismo <strong>do</strong>s menores.<br />
Dos casos que temos conhecimento, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> jovens que têm aban<strong>do</strong>na<strong>do</strong> a<br />
Escola são normalmente os que frequentam o 5º e 6º ano <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong>, que se<br />
situam na faixa etária <strong>do</strong>s 13/14 anos <strong>de</strong> ida<strong>de</strong>, que já passaram por várias<br />
reprovações e que a instituição escola, já não funciona com qualquer interesse<br />
para o seu percurso <strong>de</strong> vida.<br />
Assim, é na infância e juventu<strong>de</strong> que se marca, muitas vezes <strong>de</strong> forma<br />
inadiável os traços <strong>de</strong> vulnerabilida<strong>de</strong> que <strong>de</strong>terminarão os percursos<br />
profissionais <strong>de</strong> exclusão. Ou seja, a dificulda<strong>de</strong> na frequência escolar com<br />
consequente aban<strong>do</strong>no, <strong>de</strong>sta situação resultam dificulda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> emprego, falta <strong>de</strong><br />
formação profissional que provoca, indivíduos na marginalida<strong>de</strong> e <strong>de</strong>linquência.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
O nosso concelho, tem vin<strong>do</strong> a <strong>de</strong>parar-se com algumas situações <strong>de</strong><br />
absentismo e aban<strong>do</strong>no escolar, verifican<strong>do</strong>-se a permanência <strong>de</strong> alguns jovens<br />
entregues a si próprios, frequentan<strong>do</strong> espaços nocturnos, originan<strong>do</strong> por vezes<br />
situações <strong>de</strong> conflito e violência.<br />
Estes jovens que concretizam o aban<strong>do</strong>no escolar, são jovens que <strong>de</strong>veriam<br />
continuar a frequentar uma escolarida<strong>de</strong> obrigatória, mas com uma componente<br />
profissional, e uma aprendizagem mais prática. Contu<strong>do</strong>, a ida<strong>de</strong>, ainda não lhe<br />
permite a frequência num curso profissional.<br />
São estes jovens que consi<strong>de</strong>ramos um grupo <strong>de</strong> risco, que embora alguns<br />
estejam inseri<strong>do</strong>s no programa “Ser Criança” os quais têm si<strong>do</strong><br />
acompanha<strong>do</strong>s/apoia<strong>do</strong>s pela equipa multidisciplinar, no entanto ainda ficam<br />
outros jovens sem qualquer resposta.<br />
Importa ainda salientar, que existe um número significativo <strong>de</strong> crianças e<br />
jovens na freguesia <strong>de</strong> S. Romão, que após terminarem o horário escolar,<br />
permanecem na rua, entregues a si próprios, até à hora <strong>de</strong> regresso <strong>do</strong> trabalho<br />
<strong>do</strong>s seus progenitores. Estas crianças, não têm qualquer ocupação o que po<strong>de</strong>rá<br />
eventualmente originar num futuro muito próximo outras situações <strong>de</strong> maior<br />
vulnerabilida<strong>de</strong>. Julgamos importante existirem, estruturas <strong>de</strong> apoio que possam<br />
oferecer aos jovens alternativas à ocupação <strong>do</strong> seu tempo livre, nomeadamente a<br />
criação <strong>de</strong> espaços livres e <strong>de</strong> lazer.<br />
Toxico<strong>de</strong>pendência<br />
O consumo <strong>de</strong> substâncias psicoactivas representa um problema social que<br />
assume contornos preocupantes no nosso país. Embora a extensão <strong>de</strong>ste problema<br />
ainda esteja um pouco longe <strong>de</strong> uma caracterização rigorosa, é hoje consensual<br />
que os problemas relaciona<strong>do</strong>s com o consumo <strong>de</strong> álcool e <strong>de</strong> outras drogas<br />
representam um <strong>do</strong>s sérios <strong>de</strong>safios que se colocam à socieda<strong>de</strong> portuguesa.<br />
As respostas a este <strong>de</strong>safio têm varia<strong>do</strong> em função das concepções <strong>de</strong><br />
intervenção prevalecentes em diferentes momentos sócio-históricos. No entanto,<br />
quase todas as propostas <strong>de</strong> intervenção sustentam o papel crucial <strong>de</strong>sempenha<strong>do</strong><br />
pelas estratégias <strong>de</strong> prevenção. Não surpreen<strong>de</strong>, <strong>de</strong>ste mo<strong>do</strong> que, particularmente<br />
ao longo da última década, se tenham multiplica<strong>do</strong> as acções <strong>de</strong> prevenção e<br />
tratamento realizadas em diferentes contextos e envolven<strong>do</strong> recursos e méto<strong>do</strong>s<br />
muito diversifica<strong>do</strong>s.<br />
O consumo e abuso <strong>de</strong> drogas tem um carácter bio-psico-socio-cultural, a<br />
conjugação <strong>de</strong> uma substância, com um organismo, num <strong>de</strong>termina<strong>do</strong> contexto<br />
social regi<strong>do</strong> por um conjunto <strong>de</strong> valores e tradições culturalmente transmitidas.<br />
As Toxico<strong>de</strong>pendências no <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
No concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, é ao nível <strong>de</strong> álcool que se verificam os<br />
maiores consumos. É frequente, especialmente nas famílias <strong>de</strong> menor po<strong>de</strong>r<br />
económico e <strong>de</strong> estrato social mais baixo, haver hábitos <strong>de</strong> consumo e abuso <strong>de</strong><br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
álcool e <strong>de</strong>s<strong>de</strong> ce<strong>do</strong> as crianças tomam conhecimento e contacto com esta<br />
substância, pelo que não é <strong>de</strong> estranhar que à medida que vão crescen<strong>do</strong> e já<br />
a<strong>do</strong>lescentes, se iniciem no consumo <strong>de</strong> álcool que po<strong>de</strong> muito bem ser uma porta<br />
para a experimentação <strong>de</strong> outras drogas.<br />
O consumo <strong>de</strong> tabaco também é muito frequente nos a<strong>do</strong>lescentes <strong>de</strong>ste<br />
concelho e numa percentagem bastante significativa. O início <strong>do</strong> consumo iniciase<br />
por volta <strong>do</strong>s onze, <strong>do</strong>ze anos sen<strong>do</strong> a principal razão apontada para se<br />
iniciarem, a aceitação social, pois vêem o acto <strong>de</strong> fumar como “coisa <strong>de</strong> adultos” e<br />
então resolvem fumar para se tornarem “mais cresci<strong>do</strong>s”.<br />
O acto <strong>de</strong> fumar alia<strong>do</strong> ao consumo alcoólico, geralmente a partir <strong>do</strong>s<br />
catorze, quinze anos é também usual no concelho, e é bastante significativa a<br />
percentagem <strong>de</strong> a<strong>do</strong>lescentes que o faz, o que se torna preocupante, pois se<br />
pensarmos na a<strong>do</strong>lescência como a ida<strong>de</strong> em que se quer experimentar novas<br />
sensações e situações, em que é difícil distinguir o limite entre o que é saudável e<br />
o que não é, em que se pensa que o “mal” só acontece aos outros e não a nós<br />
próprios e em que se ten<strong>de</strong> a “pisar o risco” para se mostrar que se é forte; não se<br />
torna difícil <strong>de</strong> hipotetisar que <strong>do</strong> consumo <strong>de</strong> tabaco e álcool à experimentação e<br />
gosto por novas substâncias, a distância é curta. É significativo o número <strong>de</strong><br />
a<strong>do</strong>lescentes que já experimentou ou fuma <strong>de</strong> vez em quan<strong>do</strong> um cigarro <strong>de</strong><br />
haxixe, algo a que <strong>de</strong>vemos estar bem atentos.<br />
O fraco apoio por parte das famílias, especialmente ao nível emocional, o<br />
<strong>de</strong>sinteresse pela escola que se reflecte na gran<strong>de</strong> percentagem <strong>de</strong> insucesso e<br />
aban<strong>do</strong>no escolar, a falta <strong>de</strong> alternativas e <strong>de</strong> perspectivas para um futuro<br />
promissor, estável e seguro, leva a que muitas vezes, e esse facto é visível neste<br />
concelho, estes hábitos <strong>de</strong> consumo <strong>de</strong> álcool e outras drogas seja maior porque<br />
há a procura <strong>de</strong> algo que compense essas faltas e dê uma sensação <strong>de</strong> prazer e <strong>de</strong><br />
satisfação a curto prazo, facto típico da a<strong>do</strong>lescência.<br />
É frequente também, encontrar nas crianças, a<strong>do</strong>lescentes e jovens <strong>de</strong>ste<br />
concelho, um défice <strong>de</strong> competências pessoais e sociais a<strong>de</strong>quadas e equilibradas<br />
que permita no futuro a utilização <strong>de</strong> estratégias <strong>de</strong> coping a<strong>de</strong>quadas com<br />
situações menos boas da vida e este é também um gran<strong>de</strong> factor <strong>de</strong> risco para a<br />
procura e uso <strong>de</strong> substâncias tóxicas. Poucos são os jovens ou a<strong>do</strong>lescentes que<br />
facilmente falam sobre si, sobre os seus sentimentos e pensamentos, sobre as suas<br />
necessida<strong>de</strong>s e motivações que muitas vezes são escassas e, se fizermos uma<br />
análise das famílias <strong>de</strong>stes jovens, verifica-se que é um problema que realmente<br />
tem uma origem familiar e que muitas vezes é neste ponto, nesta nascente que<br />
tem que incidir o foco <strong>de</strong> intervenção.<br />
Tal como já foi referi<strong>do</strong> atrás, esta problemática é mais significativa ao nível<br />
<strong>do</strong>s estratos sociais mais baixos mas não <strong>de</strong>vem ser <strong>de</strong>scuradas as outras famílias<br />
<strong>de</strong> maior po<strong>de</strong>r económico, pois nestas também se verificam consumos/abusos<br />
alcoólicos ou mesmo <strong>de</strong> outras substâncias psicoactivas como por exemplo<br />
cannabis/haxixe, que é a substância mais usada entre todas as classes sociais.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
É importante fazer também referência à questão das novas drogas, as<br />
drogas sintéticas, as vulgares “pastilhas” e áci<strong>do</strong>s que cada vez são mais<br />
utilizadas pelos jovens e já existem relatos <strong>de</strong> alguns consumos <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong><br />
concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa. Estas drogas são utilizadas pelos jovens que<br />
constantemente procuram novas sensações. Se por um la<strong>do</strong> temos novas drogas<br />
que estão associadas a <strong>de</strong>terminadas atitu<strong>de</strong>s perante a socieda<strong>de</strong> e é preciso<br />
enten<strong>de</strong>r que há uma cultura por <strong>de</strong>trás da droga sen<strong>do</strong> necessário compreendê-la<br />
para intervir com algum resulta<strong>do</strong>, por outro la<strong>do</strong>, temos também velhas drogas<br />
associadas a novas formas <strong>de</strong> consumo e <strong>de</strong> atitu<strong>de</strong>, o que implica uma postura<br />
diferente por parte <strong>do</strong>s técnicos que se confrontam no seu dia-a-dia <strong>de</strong> trabalho<br />
com estes fenómenos.<br />
Mas <strong>de</strong>ver-se-á não só levar em conta os consumos <strong>de</strong>stas novas drogas,<br />
algo que neste momento está a ocupar bastante a mente <strong>do</strong>s técnicos, mas sim dar<br />
uma renovada atenção a drogas como a cannabis, a cocaína e mesmo o álcool,<br />
cujos consumos são bastante eleva<strong>do</strong>s e preocupante entre os mais jovens. As<br />
últimas são drogas às quais tem que se ser dada a <strong>de</strong>vida importância ao nível da<br />
prevenção.<br />
Em termos legais, o combate ao tráfico e consumo <strong>de</strong>stas novas drogas tem<br />
si<strong>do</strong> bastante dificulta<strong>do</strong> <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> ao mesmo ser feito em locais restritos e fecha<strong>do</strong>s.<br />
O aparecimento <strong>de</strong> novas drogas não é acompanha<strong>do</strong> por uma suficiente<br />
informação e sensibilização para esta nova realida<strong>de</strong>.<br />
Como estratégias no âmbito da prevenção primária, no que toca aos<br />
objectivos e intenções, é importante reter que <strong>de</strong>ve ser dada ênfase à coor<strong>de</strong>nação<br />
das iniciativas que até agora têm si<strong>do</strong> levadas a cabo, com as forças existentes na<br />
comunida<strong>de</strong> em que estão inseridas essas iniciativas, como os Projectos <strong>de</strong><br />
Prevenção Primária (Planos Municipais <strong>de</strong> Prevenção ou Quadros Prevenir). Mas<br />
não nos po<strong>de</strong>mos limitar apenas a estas duas portas <strong>de</strong> entrada. É preciso<br />
trabalhar com os recursos existentes na comunida<strong>de</strong> e dar atenção a grupos alvo<br />
muito específicos e a zonas em que o trabalho no campo da prevenção primária<br />
está muito em aberto. É imprescindível começar a ver o que po<strong>de</strong> ser feito mesmo<br />
com poucos recursos e torna-se pertinente encontrar respostas prioritárias para as<br />
necessida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> cada zona e encontrar na prática as aplicações para os<br />
pressupostos teóricos. É importante ver o que po<strong>de</strong> ser feito, num trabalho em<br />
conjunto, para que se possa enriquecer os estilos <strong>de</strong> vida, as oportunida<strong>de</strong>s e<br />
hipóteses <strong>de</strong> escolha, para que haja um incremento <strong>de</strong> competências pessoais e<br />
sociais e um envolvimento <strong>do</strong>s beneficiários <strong>de</strong>ssas iniciativas no seu próprio<br />
projecto <strong>de</strong> mudança, <strong>de</strong> mo<strong>do</strong> a que se consiga algum resulta<strong>do</strong> junto das<br />
populações com que se trabalha.<br />
No que respeita ao nível escolar, os programas também <strong>de</strong>vem ser<br />
basea<strong>do</strong>s na transmissão <strong>de</strong> valores, no <strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong>s alunos como<br />
pessoas, na aprendizagem <strong>do</strong> confronto com a <strong>do</strong>r e a frustração, na formação <strong>de</strong><br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
jovens/pares media<strong>do</strong>res, no <strong>de</strong>ixar ser os jovens a colocar alternativas para os<br />
seus caminhos, e a ser responsáveis e conscientes nessas escolhas.<br />
Neste âmbito, a Cáritas Paroquial <strong>de</strong> Nossa Senhora da Conceição – <strong>Vila</strong><br />
Viçosa, está a <strong>de</strong>senvolver um projecto inseri<strong>do</strong> no PQP II “Apren<strong>de</strong>r Mais Para<br />
Viver Melhor” o qual se integra ao nível da prevenção das toxico<strong>de</strong>pendências em<br />
meio-escolar e familiar.<br />
O Projecto dispõe <strong>de</strong> uma Psicóloga Clínica e <strong>de</strong> uma Anima<strong>do</strong>ra Sócio-<br />
Cultural, as quais <strong>de</strong>senvolvem com jovens em ida<strong>de</strong> escolar, várias activida<strong>de</strong>s,<br />
tais como:<br />
- Acompanhamento e encaminhamento <strong>de</strong> situações <strong>de</strong> risco;<br />
- Acompanhamento familiar;<br />
- Formação para <strong>do</strong>centes;<br />
- Formação para auxiliares <strong>de</strong> acção educativa;<br />
- Treino das competências pessoais e sociais, etc.<br />
Ainda integrada na área da toxico<strong>de</strong>pendência foi efectuada por esta<br />
autarquia uma proposta <strong>de</strong> a<strong>de</strong>são ao Plano Municipal <strong>de</strong> Prevenção Primária das<br />
Toxico<strong>de</strong>pendências promovida pelo Instituto da Droga e Toxico<strong>de</strong>pendências.<br />
2-5-5- Rendimento Mínimo Garanti<strong>do</strong><br />
Enquadramento legal<br />
O Rendimento Mínimo Garanti<strong>do</strong> nasceu em Portugal da recomendação<br />
92/441/CEE <strong>de</strong> 24 <strong>de</strong> Junho <strong>de</strong> 1992, centran<strong>do</strong>-se essencialmente no combate à<br />
pobreza e exclusão. “O R.M.G. correspon<strong>de</strong> à garantia <strong>de</strong> um mínimo <strong>de</strong> recursos<br />
<strong>de</strong>fini<strong>do</strong>s por lei, aos indivíduos e suas famílias, que permite a satisfação das<br />
necessida<strong>de</strong>s básicas e o favorecimento <strong>de</strong> uma progressiva autonomia e inserção<br />
social e profissional, é um direito <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s os cidadãos, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que assegura<strong>do</strong> o<br />
cumprimento <strong>do</strong> conjunto <strong>de</strong> atribuições previstas na lei “ (Maria Ferro, 2001)<br />
De acor<strong>do</strong> com a lei nº 19-A/96 <strong>de</strong> 29 <strong>de</strong> Junho, artº - 1º, o R.M.G. “É uma<br />
prestação <strong>do</strong> regime não contributivo da segurança social e um programa <strong>de</strong><br />
inserção social, <strong>de</strong> forma a assegurar aos indivíduos e seus agrega<strong>do</strong>s familiares<br />
recursos que contribuam para a satisfação das suas necessida<strong>de</strong>s mínimas e para o<br />
favorecimento <strong>de</strong> uma progressiva inserção social e profissional”.<br />
O R.M.G. tem então como principais objectivos garantir o mínimo <strong>de</strong><br />
subsistência para aqueles que não têm quaisquer recursos, ou que dispõem <strong>de</strong><br />
recursos consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong>s insuficientes, assim como tentar obter a inclusão social<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
<strong>de</strong>stes indivíduos. Ou seja, “proporciona condições mínimas <strong>de</strong> existência a to<strong>do</strong>s<br />
os cidadãos através <strong>de</strong> uma protecção que é assegurada a <strong>do</strong>is níveis:<br />
• Prestação Pecuniária<br />
• Desenvolvimento <strong>de</strong> programas <strong>de</strong> inserção” 10<br />
A atribuição <strong>de</strong>sta prestação está <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte <strong>do</strong> cumprimento <strong>de</strong> um<br />
programa <strong>de</strong> inserção celebra<strong>do</strong> entre o titular da prestação e pelos indivíduos<br />
que integram o seu agrega<strong>do</strong> familiar e a Comissão Local <strong>de</strong> Acompanhamento.<br />
Ou seja, existe uma co-responsabilização entre os vários elementos que fazem<br />
parte integrante <strong>do</strong> núcleo familiar. Preten<strong>de</strong>-se que o requerente, seja sujeito<br />
activo <strong>do</strong> seu próprio processo.<br />
R.M.G. – No <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
No nosso concelho quem li<strong>de</strong>ra o processo <strong>do</strong> R.M.G. é o Instituto <strong>de</strong><br />
Solidarieda<strong>de</strong> e Segurança <strong>Social</strong>, assumin<strong>do</strong> assim a aplicação da referida<br />
medida. A Cáritas Paroquial Nossa Senhora da Conceição assumiu a coor<strong>de</strong>nação<br />
da Comissão Local <strong>de</strong> Acompanhamento e Núcleo Executivo.<br />
Na referida Comissão Local <strong>de</strong> Acompanhamento estão representa<strong>do</strong>s<br />
vários organismos locais, na área da Educação, Emprego e Formação Profissional,<br />
Saú<strong>de</strong>, Acção <strong>Social</strong> e Habitação.<br />
Um <strong>do</strong>s aspectos positivos que a medida tem promovi<strong>do</strong>, é a articulação<br />
institucional <strong>do</strong>s diferentes organismos representa<strong>do</strong>s no nosso concelho para<br />
tentarem reencontrar respostas em comum, face aos problemas <strong>do</strong>s requerentes e<br />
<strong>de</strong>ixan<strong>do</strong> <strong>de</strong> funcionar <strong>de</strong> uma forma unilateral.<br />
O trabalho <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> pelo Núcleo Executivo <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa tem<br />
consegui<strong>do</strong> estabelecer uma articulação ágil entre as técnicas <strong>do</strong> “terreno”, uma<br />
distribuição <strong>de</strong> responsabilida<strong>de</strong>s por acções concretas, uma cultura <strong>de</strong> parceria<br />
com intercâmbio <strong>de</strong> experiências e recursos, to<strong>do</strong>s estes aspectos têm si<strong>do</strong><br />
estabeleci<strong>do</strong>s através <strong>de</strong> reuniões regulares com uma periodicida<strong>de</strong> semanal.<br />
Des<strong>de</strong> o ano 2000 a 2003, tem-se verifica<strong>do</strong> um aumento <strong>do</strong> nº <strong>de</strong> Acor<strong>do</strong>s<br />
<strong>de</strong> Inserção assim como o número <strong>de</strong> beneficiários abrangi<strong>do</strong>s.<br />
No concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, a maioria <strong>do</strong>s acor<strong>do</strong>s <strong>de</strong> inserção são<br />
estabeleci<strong>do</strong>s sobretu<strong>do</strong> ao nível da educação, emprego e saú<strong>de</strong>.<br />
Neste concelho temos <strong>de</strong>para<strong>do</strong> com o problema, <strong>de</strong> aquan<strong>do</strong> da aferição<br />
<strong>do</strong>s rendimentos <strong>do</strong> agrega<strong>do</strong> familiar para efeitos da atribuição da prestação<br />
levanta inúmeras questões, há situações <strong>de</strong> rendimentos irregulares, como é o<br />
caso <strong>de</strong> remunerações convencionadas, tais como rendimentos por conta própria,<br />
os quais colocam problemas <strong>de</strong>lica<strong>do</strong>s <strong>de</strong> operacionalismo <strong>do</strong>s preceitos<br />
contempla<strong>do</strong>s na lei, e que têm consequências no processo <strong>de</strong> <strong>de</strong>cisão.<br />
10 In Guia <strong>de</strong> Recursos para Apoios aos Programas <strong>de</strong> Inserção no âmbito <strong>do</strong> R.M.G. – Introdução<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
A prestação é consi<strong>de</strong>rada <strong>de</strong> muita importância, mas só a prestação não<br />
faz senti<strong>do</strong>, pelo que a prestação pecuniária e o programa <strong>de</strong> inserção são <strong>do</strong>is<br />
aspectos indissociáveis.<br />
De uma forma geral, po<strong>de</strong>mos referir que existem <strong>de</strong> facto algumas<br />
famílias beneficiárias <strong>do</strong> R.M.G. que manifestaram uma certa <strong>de</strong>pendência <strong>de</strong>ste<br />
tipo <strong>de</strong> medida, não conseguin<strong>do</strong> uma autonomização <strong>do</strong>s serviços locais.<br />
Os requerentes que recorrem a este tipo <strong>de</strong> medida, no nosso concelho, são<br />
pessoas que apresentam as seguintes características pessoais:<br />
- Ausência <strong>de</strong> expectativas;<br />
- Ausência <strong>de</strong> auto-estima;<br />
- Problemas <strong>de</strong> alcoolismo;<br />
- Não valorização <strong>do</strong> percurso escolar (originan<strong>do</strong> aban<strong>do</strong>no escolar);<br />
- Baixo nível <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong>;<br />
- Problemas <strong>de</strong> inserção no merca<strong>do</strong> <strong>de</strong> trabalho;<br />
- Problemas <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>.<br />
Po<strong>de</strong>mos ainda afirmar, que dadas as características pessoais já<br />
mencionadas, <strong>de</strong> alguns beneficiários estas são consi<strong>de</strong>radas reinci<strong>de</strong>ntes na<br />
solicitação da sua integração no R.M.G. ou seja, após o términus <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
inserção, o requerente continua sem qualquer resposta alternativa aos seus<br />
problemas, continuan<strong>do</strong> assim <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte da prestação pecuniária como a única<br />
forma <strong>de</strong> assegurar a sua subsistência.<br />
Forças (Potencialida<strong>de</strong>s)<br />
- Equipa Multidisciplinar <strong>de</strong><br />
intervenção na área social<br />
- Instituições <strong>de</strong> Solidarieda<strong>de</strong> <strong>Social</strong> –<br />
valências existentes:<br />
• Internamento em Lar<br />
• Centro <strong>de</strong> Noite (10 utentes)<br />
• Centro <strong>de</strong> Convívio<br />
• Apoio Domiciliário<br />
• ATL<br />
• Centros <strong>de</strong> Dia<br />
• Creche<br />
• Jardim <strong>de</strong> Infância<br />
• Lar Juvenil (12 crianças)<br />
- Merca<strong>do</strong> <strong>Social</strong> – Empresa <strong>de</strong> Inserção<br />
(Poc, Inserção emprego)<br />
- Atendimento e Acolhimento <strong>Social</strong><br />
Análise SWOT<br />
Fraquezas<br />
- Pouca articulação entre as chefias<br />
- Duplicação <strong>de</strong> parcerias<br />
- Situação Precária a nível laboral das<br />
técnicas que integram os projectos<br />
- Insuficiência <strong>de</strong> recursos humanos e<br />
<strong>de</strong> vagas em apoio <strong>do</strong>miciliário<br />
- Resposta social insuficiente face às<br />
necessida<strong>de</strong>s ao nível (Lar, Centro <strong>de</strong><br />
Noite e Creche)<br />
- Ausência <strong>de</strong> espaço físico para a<br />
realização <strong>de</strong> várias activida<strong>de</strong>s<br />
(S.Romão).<br />
- Projecto “Apoio a Pequenos Arranjos<br />
Habitacionais”<br />
- Resposta social insuficiente para<br />
internamento <strong>de</strong> crianças <strong>do</strong> sexo<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- Integração <strong>de</strong> jovens com problemas<br />
<strong>de</strong> toxico<strong>de</strong>pendência a nível local<br />
(C.M.V.V.)<br />
- Existência <strong>de</strong> um pólo <strong>de</strong> formação<br />
para <strong>de</strong>ficientes.<br />
masculino<br />
- Permanência limitada das funcionárias<br />
face ao programa <strong>do</strong> IEFP, associada à<br />
fraca capacida<strong>de</strong> empresarial das<br />
mesmas.<br />
Oportunida<strong>de</strong>s<br />
- Projectos na área social em fase <strong>de</strong><br />
execução:<br />
• GASPAR/”Ser Criança”<br />
• PQP II (Projecto <strong>de</strong><br />
prevenção na área da<br />
toxico<strong>de</strong>pendência em meio<br />
escolar)<br />
• Laboratório <strong>de</strong> I<strong>de</strong>ias<br />
• ADI<br />
- Candidatura para implementação:<br />
• Da UAI (Unida<strong>de</strong> Apoio<br />
Integra<strong>do</strong>)<br />
• Centro <strong>de</strong> Noite da<br />
S.C.M.V.V. – Pardais<br />
• Centro <strong>de</strong> Noite da Cáritas –<br />
V.V.<br />
• Creche da Cáritas (PIDACC)<br />
- Projecto Actos 2000<br />
- Medida <strong>de</strong> Rendimento <strong>Social</strong> <strong>de</strong><br />
Inserção<br />
- Existência <strong>de</strong> recursos humanos e<br />
verbas <strong>do</strong> I.S.S.S.<br />
- Acor<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Cooperação como o<br />
I.S.S.S.<br />
- Projecto “Vida e Emprego”<br />
Ameaças<br />
Após o términus <strong>do</strong>s projectos não<br />
existe capacida<strong>de</strong> financeira por parte<br />
das instituições para garantir as acções<br />
iniciadas.<br />
- Insuficiência <strong>de</strong> fun<strong>do</strong>s comunitários<br />
- Recursos humanos insuficientes<br />
- Desa<strong>de</strong>quação <strong>de</strong> alguns parâmetros<br />
da medida face à realida<strong>de</strong> social da<br />
maioria <strong>do</strong>s beneficiários<br />
- Insuficiência <strong>de</strong> verbas das várias<br />
rubricas <strong>de</strong> apoio social<br />
- Número <strong>de</strong> utentes abrangi<strong>do</strong>s pelos<br />
acor<strong>do</strong>s, inferior ao nº real <strong>de</strong> utentes e<br />
o aumento <strong>do</strong>s mesmos ser insuficiente<br />
- Ausência <strong>de</strong> programas/projectos<br />
específicos para apoio a jovens e<br />
adultos <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes (alcoolismo)<br />
- Insuficientes programas/projectos<br />
que incentivam e valorizam o percurso<br />
escolar<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- Insuficiente cobertura ao nível da<br />
abolição das barreiras arquitectónicas<br />
na área <strong>do</strong>s <strong>de</strong>ficientes<br />
- Ausência <strong>de</strong> medidas/programas que<br />
incrementam o acesso a recursos<br />
económicos e em simultâneo<br />
promovam “empowerment” pessoal e<br />
social.<br />
2-6- Ambiente<br />
No âmbito <strong>de</strong>sta vertente, bastante vasta e abrangente, revela-se necessário<br />
avaliar os diversos factores biofísicos que, em articulação, <strong>de</strong>finem o esta<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />
ambiente <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>.<br />
Numa primeira avaliação verifica-se que os impactes no ambiente,<br />
resultantes das activida<strong>de</strong>s extractiva e transformativa <strong>do</strong> mármore, constituem o<br />
principal problema <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>.<br />
Porque esta activida<strong>de</strong> se concentra na envolvente das Freguesias <strong>de</strong><br />
Bencatel e também em Pardais (ainda que <strong>de</strong> forma menos intensa), é aí que as<br />
repercussões negativas se fazem sentir com maior intensida<strong>de</strong>, pelo menos <strong>do</strong><br />
ponto <strong>de</strong> vista <strong>do</strong> “impacte visual”.<br />
A proliferação <strong>de</strong> escombreiras no <strong>Concelho</strong> constituem um mal necessário,<br />
se pensarmos que é uma consequência <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento. Porém, existem<br />
soluções que assentam numa política <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento sustentável e<br />
sustenta<strong>do</strong>, permitin<strong>do</strong> uma articulação concertada entre o <strong>de</strong>senvolvimento e a<br />
protecção ambiental.<br />
Com vista a atingir essa concertação, foi cria<strong>do</strong> o Plano Regional <strong>de</strong><br />
Or<strong>de</strong>namento da Zona <strong>do</strong>s Mármores, o qual <strong>de</strong>fine uma estratégia <strong>de</strong><br />
intervenção com vista à eliminação <strong>de</strong> escombreiras e recuperação <strong>de</strong> pedreiras<br />
<strong>de</strong>sactivadas.<br />
O aproveitamento <strong>do</strong>s subprodutos para aplicações várias, bem como a<br />
criação <strong>de</strong> áreas <strong>de</strong> <strong>de</strong>posição comuns que permitem a <strong>de</strong>posição em locais<br />
apropria<strong>do</strong>s, <strong>de</strong>sses subprodutos provenientes <strong>de</strong> diversas unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> extracção<br />
e exploração <strong>de</strong> mármore, evitam portanto, a existência <strong>de</strong> uma escombreira por<br />
cada pedreira.<br />
Qualida<strong>de</strong> Ambiental <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>:<br />
A qualida<strong>de</strong> ambiental <strong>de</strong>verá ser sempre avaliada numa primeira<br />
instância, pelo nível <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida da população que está confinante a<br />
uma <strong>de</strong>terminada área, <strong>de</strong>ven<strong>do</strong> para tanto, contribuir diversos factores.<br />
Água<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quantida<strong>de</strong><br />
O <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa drena, na sua totalida<strong>de</strong> pela bacia <strong>do</strong><br />
Guadiana, através das Ribeiras <strong>de</strong> Lucefecit, Pardais, Asseca e Mures.<br />
Este factor <strong>de</strong>verá ser avalia<strong>do</strong> ao nível da quantida<strong>de</strong> e da qualida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s<br />
recursos hídricos locais.<br />
O <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa possui uma re<strong>de</strong> hidrográfica pouco ramificada<br />
nas zonas mais aplanadas, tornan<strong>do</strong>-se um pouco mais complexa na zona <strong>de</strong> solos<br />
<strong>de</strong> origem xistosa (S. Romão).<br />
Qualida<strong>de</strong><br />
Quanto à qualida<strong>de</strong> das linhas <strong>de</strong> água, estas são <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> mediana ou<br />
baixa qualida<strong>de</strong> aten<strong>de</strong>n<strong>do</strong> à <strong>de</strong>scarga <strong>do</strong>s efluentes <strong>do</strong>mésticos produzi<strong>do</strong>s pela<br />
população <strong>do</strong>s <strong>Concelho</strong>s <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e Borba e que aí são <strong>de</strong>scarrega<strong>do</strong>s. A<br />
contribuir para esta situação encontram-se ainda algumas explorações pecuárias<br />
(principalmente suiniculturas).<br />
Também aqui a indústria extractiva contribui para a contaminação das<br />
águas superficiais e subterrâneas, passan<strong>do</strong> não só pela modificação da re<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
drenagem natural mas também pela produção <strong>de</strong> poeiras e sóli<strong>do</strong>s finos.<br />
O <strong>de</strong>senvolvimento das pedreiras, executa<strong>do</strong> em profundida<strong>de</strong>, atinge<br />
rapidamente os níveis freáticos <strong>de</strong>ixan<strong>do</strong> expostos os aquíferos.<br />
As lamas carbonatadas, que resultam <strong>do</strong> corte da pedra são, normalmente<br />
redireccionadas para a re<strong>de</strong> <strong>de</strong> drenagem. Porém, ultimamente, por imposição da<br />
lei, já são muitas as unida<strong>de</strong>s industriais que a<strong>do</strong>ptaram o sistema <strong>de</strong> tanques <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>cantação <strong>de</strong> forma a remover as lamas sen<strong>do</strong> a água reconduzida ao processo<br />
<strong>de</strong> corte.<br />
Quanto à água <strong>de</strong>stinada ao abastecimento público, <strong>de</strong> origem subterrânea,<br />
é caracterizada por uma elevada condutivida<strong>de</strong> <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> às características<br />
hidrogeoquimicas. Por se tratar <strong>de</strong> captações (na sua maioria) situadas em<br />
terrenos calcários estamos na presença <strong>de</strong> águas incrustantes, mineralizadas e<br />
duras. Do ponto <strong>de</strong> vista <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> pública não são aponta<strong>do</strong>s, pelos especialistas,<br />
objecções ao consumo <strong>de</strong> água com esta característica.<br />
Resíduos Sóli<strong>do</strong>s<br />
O <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa encontra-se inseri<strong>do</strong> no Sistema Intermunicipal<br />
<strong>de</strong> Resíduos Sóli<strong>do</strong>s Urbanos <strong>do</strong> Distrito <strong>de</strong> Évora que envolve 12 municípios e<br />
integra as seguintes infarestruturas:<br />
1 Aterro Sanitário<br />
7 Ecocentros<br />
4 Estações <strong>de</strong> Transferência<br />
1 Centro <strong>de</strong> Triagem<br />
27 Ecopontos (só para o <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e numa fase <strong>de</strong> arranque)<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Com a implantação <strong>de</strong>stas infarestruturas encerrou-se uma “etapa negra”<br />
da história <strong>do</strong>s resíduos uma vez que foram encerradas e <strong>de</strong>vidamente seladas<br />
todas as lixeiras <strong>do</strong> Distrito <strong>de</strong> Évora, durante o ano <strong>de</strong> 2002.<br />
No <strong>Concelho</strong> serão instala<strong>do</strong>s 27 ecopontos distribuí<strong>do</strong>s por todas as<br />
freguesias. Porém, e apesar das infarestruturas que estão a ser implementadas no<br />
intuito <strong>de</strong> melhorar o sistema <strong>de</strong> recolha/valorização <strong>de</strong> resíduos, continuam a<br />
aparecer ainda que pontualmente, lixeiras clan<strong>de</strong>stinas.<br />
Outro problema ainda que, não com reflexos directos, é o aumento da<br />
capitação <strong>de</strong> resíduos que se tem vin<strong>do</strong> a verificar. Constata-se ainda uma falta <strong>de</strong><br />
sensibilização para a aplicação da política <strong>do</strong>s 3 R’s principalmente no que<br />
concerne à Redução.<br />
Quanto ao nível <strong>de</strong> atendimento, existe uma elevada taxa no <strong>Concelho</strong>,<br />
uma vez que praticamente 100% da população se encontra servida pelo sistema<br />
<strong>de</strong> recolha <strong>de</strong> RSU.<br />
Quanto à taxa <strong>de</strong> reciclagem estão ainda muito longe <strong>de</strong> atingir os valores<br />
aceitáveis, uma vez que só agora estão a ser instala<strong>do</strong>s os ecopontos.<br />
O aumento <strong>do</strong> número <strong>de</strong> contentores disponibiliza<strong>do</strong>s tem vin<strong>do</strong> a<br />
aumentar significativamente sen<strong>do</strong> que só em <strong>Vila</strong> Viçosa existem cerca <strong>de</strong> 160<br />
contentores para lixo indiferencia<strong>do</strong>. Este aumento <strong>do</strong> número <strong>de</strong> contentores não<br />
traduz apenas e só o aumento da produção <strong>de</strong> resíduos mas também das áreas <strong>de</strong><br />
construção que se po<strong>de</strong>rá reflectir por um índice <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento positivo.<br />
Quadro nº 6 - Produção <strong>de</strong> RSU no <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Mês<br />
Ano<br />
Janeiro 2002<br />
Produção mensal<br />
(toneladas)<br />
Toneladas<br />
Produção diária<br />
(Kg)<br />
Capitação<br />
Fevereiro 2002 390,468 1,572<br />
Março 2002 374,576 1,362<br />
Abril 2002 291,836 1,097<br />
Maio 2002 441,889 1,607<br />
Junho 2002 491,883 1,848<br />
Julho 2002 587,703 2,208<br />
Agosto 2002 484,306 1,82<br />
Setembro 2002 611,684 2,298<br />
Outubro 2002 820,27 3,082<br />
Novembro 2002 526,269 1,977<br />
Dezembro 2002 691,024 2,597<br />
Total 5711,908 21,468<br />
Média/mês 519,264<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Média/dia 17,102 0,064<br />
Fonte: Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Riscos<br />
Os riscos a que está sujeito o município <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa consubstanciam em<br />
cheias e inundações (pontualmente) o que se compreen<strong>de</strong> porque <strong>Vila</strong> Viçosa está<br />
situada num vale.<br />
Apresenta ainda potenciais riscos <strong>de</strong> roturas <strong>de</strong> <strong>de</strong>clives (tanto abatimentos<br />
como <strong>de</strong>slizamentos <strong>de</strong> terras ou <strong>de</strong>smoronamentos <strong>de</strong> rocha).<br />
Ar<br />
Importa salientar aqui o impacte ambiental resultante da indústria<br />
extractiva na atmosfera estan<strong>do</strong> associada a esta activida<strong>de</strong> a produção <strong>de</strong> poeiras<br />
com efeitos ao nível da fauna e flora e nas populações vizinhas. Estes efeitos<br />
po<strong>de</strong>rão esten<strong>de</strong>r-se até centenas <strong>de</strong> metros <strong>do</strong> local <strong>de</strong> produção. Porém, há<br />
medidas <strong>de</strong> redução <strong>de</strong>stas emissões que <strong>de</strong>verão ser a<strong>do</strong>ptadas nos pontos <strong>de</strong><br />
origem as quais passam pela a<strong>do</strong>pção das “tecnologias limpas”.<br />
Paisagem<br />
A <strong>de</strong>posição ilegal e indiscriminada <strong>de</strong> entulhos e monos junto <strong>de</strong> estradas<br />
constituem uma agressão à paisagem contribuin<strong>do</strong> para a diminuição <strong>do</strong> índice<br />
<strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida da população uma vez que, não abordan<strong>do</strong> aqui os aspectos<br />
negativos associa<strong>do</strong>s a outras formas <strong>de</strong> poluição (solo, água, etc.), apresenta um<br />
impacte visual imediato.<br />
Poluição Sonora<br />
A poluição Sonora resultante da activida<strong>de</strong> <strong>de</strong> bares localiza<strong>do</strong>s em pleno<br />
centro histórico (Rua Florbela Espanca, Largo Mariano Preza<strong>do</strong>, Avenida Duques<br />
<strong>de</strong> Bragança, Rua <strong>de</strong> Sto António) é causa<strong>do</strong>ra <strong>de</strong> ruí<strong>do</strong> nocturno o que constitui<br />
um factor <strong>de</strong> <strong>de</strong>gradação da qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida muito perturba<strong>do</strong>ra da saú<strong>de</strong><br />
qualquer ser humano.<br />
Tem a Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa conhecimento <strong>de</strong>ste facto por<br />
abaixo – assina<strong>do</strong> entregue em Março <strong>de</strong> 2001 por alguns <strong>do</strong>s resi<strong>de</strong>ntes das<br />
citadas artérias.<br />
Análise Swot<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
- O concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa encontra-se<br />
inseri<strong>do</strong> no sistema intermunicipal <strong>de</strong><br />
resíduos sóli<strong>do</strong>s urbanos <strong>do</strong> distrito <strong>de</strong><br />
Évora.<br />
Debilida<strong>de</strong>s<br />
- Efeitos negativos da indústria <strong>do</strong><br />
mármore, quanto à qualida<strong>de</strong> <strong>do</strong> ar,<br />
água, etc...<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Oportunida<strong>de</strong>s<br />
- Criação <strong>do</strong> Plano Regional <strong>de</strong><br />
Or<strong>de</strong>namento da Zona <strong>do</strong>s Mármores.<br />
Ameaças<br />
- Agravamento da qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida <strong>do</strong>s<br />
habitantes <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e populações<br />
vizinhas.<br />
3 – Análise e Interpretação das Informações Recolhidas<br />
3-1- Descrição das Causas e <strong>do</strong>s Problemas<br />
3-2- Fragilida<strong>de</strong>s e Potencialida<strong>de</strong>s<br />
3-3- Análise <strong>do</strong>s problemas e Tendências <strong>de</strong> Evolução<br />
3-4- Estratégias <strong>de</strong> Intervenção<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
3 – Análise e Interpretação das Informações Recolhidas<br />
Introdução<br />
Para a elaboração <strong>do</strong> Diagnóstico social, foi feito um levantamento <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s<br />
os elementos que caracterizam o concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, os quais constituem um<br />
instrumento <strong>de</strong> um processo em curso, no âmbito <strong>do</strong> Programa Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong>.<br />
Para além da recolha <strong>de</strong> elementos que foi efectuada, foi também realiza<strong>do</strong><br />
um levantamento das <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong>s e potencialida<strong>de</strong>s que estão associadas a este<br />
concelho, e que assumem um inegável valor e importância na realização <strong>do</strong><br />
presente trabalho.<br />
Concilian<strong>do</strong> diversos méto<strong>do</strong>s <strong>de</strong> recolha <strong>de</strong> informação, privilegiou-se o<br />
Inquérito por Questionário para conhecer a opinião <strong>do</strong>s habitantes <strong>de</strong>ste concelho,<br />
nomeadamente sobre as necessida<strong>de</strong>s em equipamentos bem como sobre as<br />
potencialida<strong>de</strong>s e <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong>s da freguesia on<strong>de</strong> resi<strong>de</strong>m.<br />
Assim, afim <strong>de</strong> proce<strong>de</strong>rmos ao lançamento <strong>do</strong> inquérito começámos por<br />
<strong>de</strong>finir o valor da nossa amostra, a qual representa 10% <strong>do</strong> universo, o mesmo<br />
correspon<strong>de</strong> à população inquirida maior ou igual a 15 anos.<br />
Consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que se conhecem algumas das características da população<br />
em análise, pensámos que seria aplica<strong>do</strong> ao nosso estu<strong>do</strong> o tipo <strong>de</strong> amostra<br />
estratificada por freguesia.<br />
A aplicação <strong>do</strong> questionário foi feita por três jovens inquiri<strong>do</strong>ras, durante<br />
um perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> três meses (Março, Abril e Maio).<br />
Análise <strong>do</strong>s Da<strong>do</strong>s<br />
Começamos por referir, que da<strong>do</strong> o tempo ser relativamente curto para o<br />
tratamento e análise <strong>de</strong> todas as variáveis, optámos por tratar e analisar apenas as<br />
que são mais pertinentes para o objectivo que se preten<strong>de</strong> alcançar com este<br />
estu<strong>do</strong>.<br />
Deste mo<strong>do</strong>, a leitura que passamos a apresentar, correspon<strong>de</strong> apenas às<br />
variáveis nº 16 e 17.<br />
Análise da Variável 16<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Nota: Para facilitar a leitura da análise seguinte, lembramos que na variável 16,<br />
foi pedi<strong>do</strong> aos inquiri<strong>do</strong>s que indicassem as 5 potencialida<strong>de</strong>s e as 5 <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong>s<br />
mais importantes da sua freguesia.<br />
Potencialida<strong>de</strong>s:<br />
Como po<strong>de</strong>mos constatar no quadro que se segue e no que se refere à se<strong>de</strong><br />
<strong>do</strong> concelho, a gran<strong>de</strong> maioria <strong>do</strong>s respon<strong>de</strong>ntes (96%) apontam a Indústria <strong>do</strong><br />
Mármore como a maior potencialida<strong>de</strong>, ao mesmo tempo que acreditam que o<br />
Turismo, os Monumentos e o Património Natural e Cultural são também gran<strong>de</strong>s<br />
potenciais para o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong> concelho com (89%), (85,4%) e (73%)<br />
respectivamente.<br />
Quanto à freguesia <strong>de</strong> Bencatel, a Indústria <strong>do</strong> Mármore continua a ser a<br />
mais escolhida (98%), mas a realida<strong>de</strong> aqui é um pouco diferente da anterior.<br />
Nesta freguesia, os seus habitantes referem a Agricultura (83%) e a<br />
Qualida<strong>de</strong> Ambiental (81%), também como potencialida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> relevo, seguidas<br />
das Instituições <strong>de</strong> Apoio a I<strong>do</strong>sos (61%) e das Boas Vias <strong>de</strong> Acesso/Comunicação<br />
(58%).<br />
Na freguesia <strong>de</strong> Pardais, a Indústria <strong>do</strong> Mármore foi seleccionada por<br />
to<strong>do</strong>s os inquiri<strong>do</strong>s (100%), seguida <strong>do</strong> Turismo (80%), e a <strong>de</strong>stacar estão também<br />
as percentagens atribuídas à Qualida<strong>de</strong> Ambiental com (73%), à Proximida<strong>de</strong> a<br />
Centros Urbanos Importantes (64%) e às Instituições <strong>de</strong> Apoio a I<strong>do</strong>sos (51%).<br />
Na freguesia <strong>de</strong> Ciladas a Indústria <strong>do</strong> Mármore foi preterida, em primeiro<br />
lugar pelas Boas Vias <strong>de</strong> Acesso/Comunicação com (87%) e a Qualida<strong>de</strong><br />
Ambiental, o Turismo e o Património Natural e Cultural têm também lugar <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>staque com (82%), (70%) e (70%) respectivamente.<br />
Quadro A - Potencialida<strong>de</strong>s Por Freguesia<br />
Potencialida<strong>de</strong>s <strong>Vila</strong> Viçosa Bencatel Pardais Ciladas<br />
Indústria <strong>do</strong> Mármore 96% 98% 45% 55%<br />
Turismo 89% 39% 80% 70%<br />
Património Natural e Cultural 73% 22% 40% 70%<br />
Agricultura 16% 83% 20% 30%<br />
Monumentos 85% 17% 20% 8%<br />
Boas Vias <strong>de</strong> Acesso/Comunicação 22% 58% 47% 87%<br />
Proximida<strong>de</strong> a Centros Urbanos 46% 26% 64% 55%<br />
Importantes<br />
Qualida<strong>de</strong> Ambiental 41% 81% 73% 82%<br />
Instituições <strong>de</strong> Apoio a I<strong>do</strong>sos 30% 61% 51% 43%<br />
Fonte: Inquéritos à População<br />
Debilida<strong>de</strong>s:<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
A população <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa <strong>de</strong>monstra perante estes resulta<strong>do</strong>s (quadro<br />
B), duas gran<strong>de</strong>s preocupações. A primeira é sem dúvida na área da saú<strong>de</strong>, que<br />
para além <strong>de</strong> sentirem Ausência <strong>de</strong> Estruturas condignas (81%) estão<br />
verda<strong>de</strong>iramente preocupa<strong>do</strong>s com a ausência <strong>de</strong> Médicos nos Fins <strong>de</strong> Semana e<br />
Noites (92%), isto é, um serviço <strong>de</strong> urgências a funcionar 24 h por dia.<br />
A outra preocupação, é o emprego, ten<strong>do</strong> assinala<strong>do</strong> (88%) <strong>do</strong>s inquiri<strong>do</strong>s<br />
o item Desemprego e (69%) sugerem a Criação <strong>de</strong> Novas Empresas.<br />
Em <strong>Vila</strong> Viçosa mais precisamente na freguesia <strong>de</strong> Conceição há ainda a<br />
referir, que para além <strong>do</strong>s itens sugeri<strong>do</strong>s no que se refere às <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong>s, foram<br />
ainda menciona<strong>do</strong>s outros (ainda que com pouco significa<strong>do</strong>, quanto à sua<br />
representação) tais como:<br />
- Instituições <strong>de</strong> Apoio a I<strong>do</strong>sos;<br />
- Boas Vias <strong>de</strong> Acesso;<br />
- Escolas <strong>de</strong> Ensino Especial;<br />
- Apoio a Toxico<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes;<br />
- Deficiência <strong>de</strong> Saneamento;<br />
- Melhor Recolha <strong>de</strong> Lixo.<br />
Em Bencatel, a leitura <strong>do</strong>s da<strong>do</strong>s, encontra-se muito aproximada à da se<strong>de</strong><br />
<strong>do</strong> concelho, ten<strong>do</strong> si<strong>do</strong> apontada como a maior <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong> a ausência <strong>de</strong> Pessoal<br />
Médico nos Fins <strong>de</strong> Semana e Noites (89%), bem como a Ausência <strong>de</strong> Estruturas<br />
na Área da Saú<strong>de</strong> (71%). Aqui também o emprego é visto com bastante acuida<strong>de</strong><br />
(84%) e a Criação <strong>de</strong> Novas Empresas é impreterível (82%).<br />
Na freguesia <strong>de</strong> Pardais, o Desemprego é visto como a maior <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong><br />
(96%), segui<strong>do</strong> <strong>do</strong>s Fins <strong>de</strong> Semana e Noites sem Pessoal Médico (91%).<br />
A criação <strong>de</strong> Novas Empresas continua a ser sugeri<strong>do</strong> (82%). Nesta<br />
freguesia, foram ainda assinaladas a Ausência <strong>de</strong> Estruturas na Área da Saú<strong>de</strong><br />
(53%) e a Baixa Qualificação Profissional (53%).<br />
Em Ciladas, o Desemprego foi selecciona<strong>do</strong> por to<strong>do</strong>s os inquiri<strong>do</strong>s, a<br />
Criação <strong>de</strong> Novas Empresas por (97%) e na área da saú<strong>de</strong> a maior <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong> é ao<br />
nível <strong>do</strong> pessoal médico quanto ao S.A.P. (Serviço <strong>de</strong> Atendimento Permanente).<br />
Ainda (67%) são da opinião que <strong>de</strong>veria haver uma Biblioteca Municipal.<br />
Quadro B- Debilida<strong>de</strong>s por Freguesia<br />
Debilida<strong>de</strong>s <strong>Vila</strong> Viçosa Bencatel Pardais Ciladas<br />
Desemprego 88% 84% 96% 100%<br />
Resíduos da Indústria <strong>do</strong> Mármore 34% 24% 7% 0<br />
Acessos/caminhos rurais 21% 23% 24% 3%<br />
Criação <strong>de</strong> novas empresas 69% 82% 82% 97%<br />
Falta <strong>de</strong> ETAR 29% 32% 40% 0<br />
Equipamentos Desportivos 14% 11% 4% 12%<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Ausência <strong>de</strong> Cantinas Escolares 9% 32% 7% 35%<br />
Biblioteca Municipal 21% 11% 31% 67%<br />
Equipamentos Sócio-Culturais 9% 9,2% 11% 8%<br />
Ausência <strong>de</strong> Equipamentos <strong>de</strong> 1ª Infância 7,3% 14% 0 2%<br />
Ausência <strong>de</strong> Estruturas na área da Saú<strong>de</strong> 81% 71% 53% 49%<br />
Fins <strong>de</strong> Semana sem Pessoal Médico 92% 89% 91% 84%<br />
Baixa Nível <strong>de</strong> Qualificação Profissional 22% 10,5% 53% 39%<br />
Fonte: Inquérito feito à População<br />
Análise da Variável 17<br />
Mais uma vez e antes <strong>de</strong> proce<strong>de</strong>rmos à leitura da variável 17, lembramos<br />
que foi questiona<strong>do</strong> aos inquiri<strong>do</strong>s que indicassem <strong>de</strong> 1 a 5 por or<strong>de</strong>m <strong>de</strong><br />
priorida<strong>de</strong> que equipamentos ou outros investimentos fazem falta e seriam úteis<br />
para a população da sua freguesia.<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa<br />
De acor<strong>do</strong> com o que foi <strong>de</strong>scrito na variável anterior (91%), <strong>do</strong>s habitantes<br />
<strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa mencionaram como primeira priorida<strong>de</strong> e em lugar <strong>de</strong> <strong>de</strong>staque,<br />
Novas Instalações <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> (com estruturas <strong>de</strong> apoio ao internamento).<br />
Como segunda priorida<strong>de</strong> é sem dúvida a existência <strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong><br />
Noite (47%), ten<strong>do</strong> si<strong>do</strong> em terceiro lugar o Centro <strong>de</strong> Dia o mais pretendi<strong>do</strong><br />
(35,3%).<br />
Não obstante (22%), mencionaram o Centro <strong>de</strong> Noite como terceira<br />
priorida<strong>de</strong>.<br />
A Creche surge em quarto lugar como uma das priorida<strong>de</strong>s para (33%) da<br />
população, não sen<strong>do</strong> <strong>de</strong> <strong>de</strong>scurar os valores <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Dia (25%) e <strong>de</strong> uma<br />
Biblioteca (20%).<br />
Por último 42% <strong>do</strong>s inquiri<strong>do</strong>s <strong>de</strong>ixaram a criação <strong>de</strong> uma Biblioteca para<br />
quinto lugar.<br />
Tal como aconteceu na variável 16 relativamente à freguesia <strong>de</strong> Conceição e<br />
mais à frente como po<strong>de</strong>mos constatar na freguesia <strong>de</strong> Bencatel, também<br />
apareceram novas priorida<strong>de</strong>s e também sem muito significa<strong>do</strong> quanto à sua<br />
representação, mas que convém mencionar. Em Conceição foram as seguintes:<br />
- Novas Instalações <strong>do</strong>s Bombeiros;<br />
- Estruturação da Re<strong>de</strong> <strong>de</strong> Abastecimento <strong>de</strong> Águas;<br />
- Instalações para pessoas que vivem sós;<br />
- Habitação <strong>Social</strong>;<br />
- Apoio a crianças órfãs;<br />
- Atendimento Médico Permanente;<br />
- Melhor Re<strong>de</strong> <strong>de</strong> Transportes;<br />
- Apoios a toxico<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes;<br />
- Soluções Ambientais;<br />
- Poli<strong>de</strong>sportivo.<br />
Bencatel<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
A população <strong>de</strong>sta freguesia <strong>de</strong>monstra mais uma vez a gran<strong>de</strong><br />
preocupação pela área da saú<strong>de</strong>, indican<strong>do</strong> como primeira priorida<strong>de</strong> as novas<br />
Instalações <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> (86%).<br />
Como segunda priorida<strong>de</strong> relevam a valência <strong>de</strong> Centro <strong>de</strong> Noite (57%) e<br />
como terceira (33%) optam pela Creche e (32%) por Alternativas à Industria <strong>do</strong><br />
Mármore.<br />
Na opção pela quarta priorida<strong>de</strong> voltam a mencionar as Alternativas à<br />
Industria <strong>do</strong> Mármore (32%) e a Creche (24%).<br />
Em quinto lugar (28%) da população optam pelos Equipamentos Sócio-<br />
Culturais e (26%) pela Biblioteca.<br />
Como já foi referi<strong>do</strong>, a freguesia <strong>de</strong> Bencatel, apontou outras priorida<strong>de</strong>s<br />
que não as sugeridas, e que foram as seguintes:<br />
- Equipamentos Desportivos;<br />
- Bombas <strong>de</strong> Gasolina;<br />
- Espaço <strong>de</strong> Convívio para i<strong>do</strong>sos;<br />
- Lar <strong>de</strong> I<strong>do</strong>sos;<br />
- Falta <strong>de</strong> médicos;<br />
- Trabalho agrícola:<br />
- Instituições Bancárias;<br />
- Espaço Multiusos<br />
- Apoios aos mais carencia<strong>do</strong>s;<br />
- Estruturas <strong>de</strong> Apoio a Deficientes;<br />
- Parque Infantil;<br />
- Falta <strong>de</strong> professores primários;<br />
- Apoio a pessoas sós;<br />
- Turismo Rural.<br />
Nota: Da<strong>do</strong> que o Lar <strong>de</strong> I<strong>do</strong>sos e o Trabalho Agrícola eram os mais<br />
representativos, ficaram a fazer parte integrante <strong>do</strong> quadro <strong>de</strong> respostas.<br />
Pardais<br />
Com (53%) continua em lugar cimeiro as Novas Instalações <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong><br />
Saú<strong>de</strong> segui<strong>do</strong> das Alternativas à Indústria <strong>do</strong> Mármore que merece ser<br />
menciona<strong>do</strong> (38%).<br />
Como segunda priorida<strong>de</strong> e com (40%), o Centro <strong>de</strong> Noite, como já<br />
podémos inferir noutras freguesias encontra-se como uma das primeiras<br />
potencialida<strong>de</strong>s, segui<strong>do</strong> <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Dia (33%).<br />
Em terceira priorida<strong>de</strong> vem para 47% <strong>do</strong>s respon<strong>de</strong>ntes mais uma vez o<br />
Centro <strong>de</strong> Noite e igualmente o Centro <strong>de</strong> Dia com 33%.<br />
A quarta priorida<strong>de</strong> é para estes habitantes a criação <strong>de</strong> uma Creche (36%)<br />
e novamente <strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong> Dia (33%).<br />
Para quinta priorida<strong>de</strong>, vem então a Biblioteca que foi escolhida por (56%)<br />
<strong>do</strong>s respon<strong>de</strong>ntes.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Este facto, faz realçar uma coincidência que se verifica nas freguesias até<br />
então analisadas, é que os Equipamentos Culturais ficam sempre em último lugar<br />
no quadro das preferências <strong>do</strong>s seus habitantes.<br />
Ciladas<br />
Tal como Pardais, em Ciladas também as Alternativas à Indústria <strong>do</strong><br />
Mármore surgem como primeira priorida<strong>de</strong> (52%), seguida das Novas Instalações<br />
<strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> que foi escolhida por (32%).<br />
A segunda priorida<strong>de</strong> foi apontada por (30%) como sen<strong>do</strong> as Novas<br />
Instalações <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> e a valência <strong>de</strong> creche (28%).<br />
Como terceira priorida<strong>de</strong> vem a Creche em <strong>de</strong>staque com (34%) e a seguir<br />
vem a Biblioteca escolhida por (25%) <strong>do</strong>s inquiri<strong>do</strong>s.<br />
A quarta priorida<strong>de</strong> é para esta população o Centro <strong>de</strong> Noite (21%) a par<br />
da abertura <strong>de</strong> uma Biblioteca (20%).<br />
Esta freguesia é a única que não aponta como das primeiras priorida<strong>de</strong>s, o<br />
Centro <strong>de</strong> Noite, mas convém acrescentar tal como já foi <strong>de</strong>scrito no <strong>de</strong>correr<br />
<strong>de</strong>ste trabalho, que a freguesia <strong>de</strong> Ciladas é a única que contém a valência <strong>de</strong><br />
Centro <strong>de</strong> Noite (único no país).<br />
A sublinhar este facto, está a percentagem <strong>de</strong> inquiri<strong>do</strong>s que <strong>de</strong>ixaram para<br />
última das priorida<strong>de</strong>s o Centro <strong>de</strong> Noite (43%).<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
3-1- Descrição das Causas e Problemas<br />
Da caracterização rigorosa <strong>do</strong>s principais sectores, que dão corpo a este<br />
Diagnóstico <strong>Social</strong> e conferin<strong>do</strong> a cada um <strong>de</strong>les a sua própria pertinência,<br />
estruturámos a seguinte <strong>de</strong>scrição <strong>do</strong>s principais problemas e causas que lhe estão<br />
inerentes, a aprofundar posteriormente.<br />
Sector da Saú<strong>de</strong><br />
As instalações ina<strong>de</strong>quadas aos cuida<strong>do</strong>s <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> e o facto <strong>de</strong> existir falta<br />
<strong>de</strong> pessoal técnico/ representam as principais causas que inferem na qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
vida <strong>do</strong>s habitantes <strong>de</strong>ste concelho.<br />
O actual Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>, <strong>de</strong>para-se com graves <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong>s ao nível <strong>do</strong>s<br />
serviços presta<strong>do</strong>s, principalmente quanto ao S.A.P. (Serviço <strong>de</strong> Atendimento<br />
Permanente) que não se encontra a funcionar 24h/dia.<br />
Ao mesmo tempo temos consciência <strong>de</strong> que gran<strong>de</strong> parte da população<br />
<strong>de</strong>ste concelho se encontra afecta à Indústria <strong>do</strong>s Mármores, a qual contribui<br />
bastante para uma média mensal <strong>de</strong> 19 aci<strong>de</strong>nta<strong>do</strong>s <strong>de</strong> trabalho.<br />
Mas não só esta franja da população activa é motivo <strong>de</strong> preocupação neste<br />
concelho, também o aumento <strong>de</strong> utentes em situação <strong>de</strong> <strong>de</strong>pendência (com<br />
<strong>de</strong>ficiência física e mental, <strong>do</strong>ença crónica, alta hospitalar com necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
cuida<strong>do</strong>s, etc.) são motivos <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> acuida<strong>de</strong>.<br />
Para dar resposta a estes casos, temos presentemente no Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>, o<br />
internamento que se situa no 1º andar e que <strong>de</strong>tém uma lotação <strong>de</strong> apenas 10<br />
camas.<br />
A falta <strong>de</strong> pessoal técnico, leva a que outros serviços se encontrem em<br />
situações <strong>de</strong> precarieda<strong>de</strong> como é ocaso <strong>do</strong> serviço médico nas freguesias <strong>de</strong><br />
Pardais e S. Romão.<br />
Os cuida<strong>do</strong>s <strong>do</strong>miciliários também não estão assegura<strong>do</strong>s durante sete dias<br />
semanais.<br />
A falta <strong>de</strong> equipamento e material médico nas unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> das<br />
freguesias rurais constituem mais uma das falhas <strong>do</strong>s serviços presta<strong>do</strong>s a esta<br />
população.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Sector da Educação<br />
As taxas <strong>de</strong> aban<strong>do</strong>no e insucesso escolar, cujos valores se apresentam<br />
inferiores à média nacional (ano lectivo 2002/2003), não <strong>de</strong>ixam <strong>de</strong> ser motivo <strong>de</strong><br />
preocupação no nosso concelho.<br />
Os números i<strong>de</strong>ntificam casos <strong>de</strong> aban<strong>do</strong>no em to<strong>do</strong>s os níveis <strong>de</strong> ensino, e<br />
os técnicos <strong>de</strong>screvem este fenómeno como complexo e multicasual. Uma das<br />
causas principais que está na origem <strong>de</strong>ste fenómeno é o insucesso escolar, o qual<br />
atinge o seu valor máximo no ensino secundário.<br />
Perante a análise <strong>de</strong>stes <strong>do</strong>is factores e haven<strong>do</strong> um conhecimento prévio<br />
das consequências <strong>do</strong>s mesmos, cada vez mais se sente a necessida<strong>de</strong> da<br />
implementação <strong>de</strong> cursos profissionalizantes na via ensino.<br />
A falta <strong>de</strong> espaços a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s à prática <strong>de</strong>sportiva nalgumas escolas <strong>do</strong> 1º<br />
ciclo e jardins <strong>de</strong> Infância, as instalações eléctricas obsoletas, <strong>de</strong>sa<strong>de</strong>quadas aos<br />
novos equipamentos, a falta <strong>de</strong> salas <strong>de</strong> professores e atendimento a pais, a falta<br />
<strong>de</strong> materiais pedagógicos actuais, bem como a falta <strong>de</strong> ligação à Internet nos<br />
jardins <strong>de</strong> Infância, são as principais <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong>s com que se <strong>de</strong>param os níveis <strong>de</strong><br />
ensino que pertencem ao agrupamento <strong>de</strong> escolas.<br />
Ao nível <strong>do</strong> ensino secundário, os principais constrangimentos estão<br />
relaciona<strong>do</strong>s com o número insuficiente <strong>de</strong> funcionários auxiliares <strong>de</strong> acção<br />
educativa e com a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um maior apoio da autarquia para a<br />
concretização <strong>de</strong> alguns projectos.<br />
A oferta educativa e formativa sofreu alterações relativamente ao ano<br />
transacto como a extinção <strong>do</strong> posto <strong>de</strong> ensino mediatiza<strong>do</strong> na freguesia <strong>de</strong> S.<br />
Romão e <strong>do</strong> pólo da Epral (Escola Profissional da Região Alentejo) na se<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
concelho a partir <strong>do</strong> ano lectivo 2004/2005, as quais já surtiram alguns resulta<strong>do</strong>s<br />
principalmente na área formativa.<br />
Assim, o pólo da Epral encontra-se a funcionar este ano já abaixo das suas<br />
capacida<strong>de</strong>s, isto é apenas está a ser ministra<strong>do</strong> um curso, quan<strong>do</strong> em plena<br />
activida<strong>de</strong> chegaram a ser ministra<strong>do</strong>s 3 cursos.<br />
Cada curso integrava em média 20 alunos, proporcionan<strong>do</strong>-lhes estágios<br />
profissionalizantes, com o objectivo <strong>de</strong> os integrar no mun<strong>do</strong> <strong>do</strong> trabalho.<br />
A redução <strong>do</strong> número <strong>de</strong> cursos, fez com que pelo menos 20 jovens se<br />
tivessem <strong>de</strong>sloca<strong>do</strong> para o pólo mais próximo que dista da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho 17<br />
Km.<br />
No entanto esta alternativa não compensará to<strong>do</strong>s os jovens <strong>de</strong>ste concelho.<br />
Esta medida fará com que muitos <strong>de</strong>les principalmente das freguesias<br />
rurais e essencialmente por razões económicas percam a oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
obterem uma formação específica que os <strong>de</strong>fen<strong>de</strong> em termos futuros no mun<strong>do</strong><br />
<strong>do</strong> trabalho.<br />
Quanto aos apoios educativos, constata-se que o nº <strong>de</strong> crianças a<br />
necessitarem <strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> acompanhamento é sempre bastante eleva<strong>do</strong> com<br />
tendência a aumentar. Uma vez que esta problemática está muitas vezes associada<br />
a problemas que advêm <strong>de</strong> famílias disfuncionais/<strong>de</strong>struturadas.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
As problemáticas inerentes às crianças <strong>de</strong>ste concelho, são essencialmente a<br />
nível cognitivo, perturbações da linguagem, fala e comportamento.<br />
Os técnicos que têm vin<strong>do</strong> a <strong>de</strong>senvolver o trabalho <strong>de</strong> campo nesta área,<br />
apontam como principal <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong> a inexistência <strong>de</strong> uma equipa técnica<br />
multidisciplinar estável e permanente. A falta <strong>de</strong> professores <strong>de</strong> apoio<br />
especializa<strong>do</strong>s e a falta <strong>de</strong> formação profissional no ensino oficial, on<strong>de</strong> muitas<br />
<strong>de</strong>stas crianças po<strong>de</strong>riam ser integradas, são outras das falhas que são<br />
apresentadas.<br />
A educação recorrente tem vin<strong>do</strong> a contribuir para o aumento <strong>de</strong><br />
habilitações e para a diminuição da taxa <strong>de</strong> analfabetismo neste concelho, através<br />
da oferta <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong> educação recorrente e extra-escolar.<br />
Porém o concurso tardio para a colocação <strong>de</strong> professores em regime <strong>de</strong><br />
acumulação, o limite imposto para a constituição <strong>de</strong> turmas a completar com o<br />
número reduzi<strong>do</strong> <strong>de</strong> forman<strong>do</strong>s que em algumas freguesias rurais este ensino se<br />
<strong>de</strong>para, têm dificulta<strong>do</strong> por vezes a sua viabilização.<br />
Sector <strong>do</strong> Emprego e Formação<br />
A Industria <strong>do</strong> Mármore continua a ser uma saída profissional para a<br />
gran<strong>de</strong> maioria <strong>do</strong>s homens <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa. Já as mulheres continuam<br />
a ter mais dificulda<strong>de</strong>, verifican<strong>do</strong>-se que o maior número <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s é <strong>do</strong><br />
sexo feminino. Algumas mulheres que resi<strong>de</strong>m nas freguesias rurais, conseguem<br />
ocupar-se na activida<strong>de</strong> agrícola embora em regime sazonal.<br />
Um novo tipo <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprego, surge agora ao nível <strong>do</strong>s quadros<br />
superiores. Estes números são recentes e são mais na área <strong>do</strong>s profissionais <strong>do</strong><br />
ensino.<br />
A maioria <strong>do</strong>s <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s <strong>de</strong>ste concelho, têm baixas habilitações<br />
literárias e ida<strong>de</strong>s superiores a 30 anos. Estes <strong>do</strong>is factores, são muitas vezes<br />
inibi<strong>do</strong>res para aqueles que querem fazer formação profissional.<br />
Os mais jovens, que têm a escolarida<strong>de</strong> obrigatória, oferecem gran<strong>de</strong><br />
resistência em frequentar os cursos que são fora da sua área <strong>de</strong> residência. Por sua<br />
vez os cursos que são ministra<strong>do</strong>s na área <strong>de</strong> residência por vezes não<br />
correspon<strong>de</strong>m às suas expectativas.<br />
Durante alguns anos foi possível efectuar cursos <strong>de</strong> nível II e III, 9º e 12º<br />
ano, nos últimos anos esta realida<strong>de</strong> alterou-se <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> à falta <strong>de</strong> forman<strong>do</strong>s.<br />
As ofertas <strong>de</strong> emprego continuam limitadas e a população começa a revelar<br />
preocupações nesse senti<strong>do</strong>, constatan<strong>do</strong> que há falta <strong>de</strong> alternativas à Indústria<br />
<strong>do</strong> Mármore.<br />
Contu<strong>do</strong> se o Centro <strong>de</strong> Emprego consi<strong>de</strong>ra que existe falta <strong>de</strong> iniciativa<br />
empresarial não <strong>de</strong>ixa <strong>de</strong> reconhecer que os nossos trabalha<strong>do</strong>res têm falta <strong>de</strong><br />
qualificações profissionais.<br />
Ao nível <strong>do</strong>s equipamentos, o Centro <strong>de</strong> Emprego preten<strong>de</strong> um local<br />
condigno <strong>de</strong> atendimento, para receber empresários, representantes das forças<br />
locais e candidatos a emprego.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Sector da Deficiência<br />
As pessoas com <strong>de</strong>ficiência <strong>do</strong> nosso concelho, <strong>de</strong>frontam-se com vários<br />
obstáculos, alguns <strong>do</strong>s quais põem em causa a sua integração na comunida<strong>de</strong>, tais<br />
como:<br />
- Inexistência <strong>de</strong> Alternativas, ao nível <strong>do</strong> ensino, que visam a qualificação<br />
profissional <strong>de</strong>stas pessoas com vista à sua integração sócio-laboral;<br />
- A falta <strong>de</strong> equipamentos sociais <strong>de</strong> apoio que sirvam a população com<br />
<strong>de</strong>ficiência em geral;<br />
- A insuficiente cobertura ao nível <strong>do</strong>s acessos;<br />
- A <strong>de</strong>sinserção familiar, isto é a falta <strong>de</strong> condições <strong>do</strong>s familiares para prestar os<br />
cuida<strong>do</strong>s necessários;<br />
- A falta <strong>de</strong> sensibilida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s empresários e <strong>de</strong> algumas entida<strong>de</strong>s públicas e<br />
privadas para a inserção <strong>de</strong>stas pessoas;<br />
- As precárias re<strong>de</strong>s <strong>de</strong> transportes das instituições <strong>de</strong> concelhos limítrofes, que<br />
têm acompanha<strong>do</strong> e da<strong>do</strong> apoio a alguns <strong>do</strong>s <strong>de</strong>ficientes <strong>do</strong> nosso concelho,<br />
provocam um certo <strong>de</strong>sgaste nos utentes e familiares;<br />
- Ausência <strong>de</strong> transportes a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s à população <strong>de</strong>ficiente, por parte das<br />
instituições locais;<br />
- Poucos apoios da parte <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>.<br />
Sector da Intervenção <strong>Social</strong><br />
Na área da Acção <strong>Social</strong> embora o concelho já disponha <strong>de</strong> várias respostas<br />
e recursos institucionais, contu<strong>do</strong> ainda existem lacunas a colmatar.<br />
Ao nível da população mais i<strong>do</strong>sa, esta carece <strong>de</strong> respostas em termos <strong>de</strong><br />
cobertura <strong>de</strong> Lar e Centros <strong>de</strong> Noite, existin<strong>do</strong> apenas um lar <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos para toda<br />
a população, originan<strong>do</strong> a procura <strong>de</strong>sta resposta fora <strong>do</strong> concelho, pelo que os<br />
i<strong>do</strong>sos muitas vezes ficam longe <strong>do</strong>s seus familiares verifican<strong>do</strong>-se assim um<br />
“corte “ com a sua família.<br />
Embora já exista um trabalho <strong>de</strong> articulação inter-institucional, contu<strong>do</strong><br />
esta articulação ainda se encontra numa fase “embrionária” sobretu<strong>do</strong> ao nível<br />
das direcções <strong>de</strong> algumas instituições locais, nomeadamente na tomada <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>cisões <strong>de</strong> politicas sociais, na área <strong>do</strong>s i<strong>do</strong>sos, originan<strong>do</strong> a duplicação <strong>de</strong><br />
respostas.<br />
Embora no concelho existam todas as valências na área da educação,<br />
contu<strong>do</strong> na 1ª infância, a taxa <strong>de</strong> cobertura é insuficiente face às crianças em ida<strong>de</strong><br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
<strong>de</strong> creche (4 meses aos 3 anos). O concelho apenas dispõe <strong>de</strong> uma creche da<br />
S.C.M.V.V., fican<strong>do</strong> muitas crianças a <strong>de</strong>scoberto, provocan<strong>do</strong> por vezes situações<br />
<strong>de</strong> alguma instabilida<strong>de</strong> económica e familiar, consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que, aquan<strong>do</strong> da<br />
(re)integração profissional da figura materna não existem respostas para<br />
colocação diurna <strong>do</strong>s filhos, durante o seu perío<strong>do</strong> laboral.<br />
A existência <strong>de</strong> alguns casos <strong>de</strong> alcoolismo <strong>de</strong>tecta<strong>do</strong>s no concelho, estes<br />
carecem <strong>de</strong> programas e projectos específicos, para apoio aos jovens e adultos<br />
<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes, como forma <strong>de</strong> minimizarem os factores <strong>de</strong> risco.<br />
Quanto ao apoio concedi<strong>do</strong> aos toxico<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes, não existe no concelho<br />
qualquer equipamento ou Centro <strong>de</strong> Acompanhamento.<br />
O Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> apenas, administra a prescrição médica indicada pelo<br />
CAT – Évora estan<strong>do</strong> actualmente <strong>do</strong>is utentes <strong>do</strong> concelho inseri<strong>do</strong>s no<br />
programa <strong>de</strong> substituição - méta<strong>do</strong>na; relativamente ao acompanhamento psicosocial<br />
este <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> exclusivamente daquele centro. O factor distância, (56 Km) até<br />
Évora, origina por vezes aos jovens alguma <strong>de</strong>smotivação no seu processo <strong>de</strong><br />
reabilitação.<br />
Ainda na área social, embora exista uma equipa multidisciplinar a<br />
trabalhar no concelho, contu<strong>do</strong> são ainda insuficientes os técnicos <strong>do</strong> I.S.S.S. que<br />
possam dar uma resposta em tempo útil face ao nº <strong>de</strong> utentes que recorrem<br />
frequentemente ao serviço social.<br />
Algumas acções integradas em projectos <strong>de</strong> âmbito social, são<br />
<strong>de</strong>senvolvidas para darem respostas às populações mais carenciadas, contu<strong>do</strong><br />
após o términus <strong>do</strong>s projectos não existe capacida<strong>de</strong> financeira para dar<br />
continuida<strong>de</strong> às acções iniciadas, <strong>de</strong>ixan<strong>do</strong> assim gran<strong>de</strong>s expectativas das<br />
famílias fragilizadas, conduzin<strong>do</strong> à criação <strong>de</strong> novos problemas sociais.<br />
Embora exista no concelho a funcionar uma Empresa <strong>de</strong> Inserção, contu<strong>do</strong>,<br />
<strong>de</strong>vi<strong>do</strong> ao facto <strong>do</strong> tempo <strong>de</strong> permanência <strong>do</strong>s funcionários ser limita<strong>do</strong> e dada a<br />
sua fraca capacida<strong>de</strong> empresarial, origina que se registem novamente situações <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>semprego feminino.<br />
Ainda é insuficiente a habitação social existente no concelho, registan<strong>do</strong>-se<br />
muitas situações <strong>de</strong> agrega<strong>do</strong>s familiares a viverem em más condições <strong>de</strong><br />
habitabilida<strong>de</strong>, cujos valores das rendas são bastante elevadas.<br />
Sector <strong>do</strong> Ambiente<br />
Quan<strong>do</strong> é feita uma abordagem a esta temática, ficamos com a percepção<br />
que os maiores efeitos negativos advêm da indústria <strong>do</strong> mármore. O que não<br />
<strong>de</strong>ixa <strong>de</strong> ser um contra-senso uma vez que tem si<strong>do</strong> esta activida<strong>de</strong> a que mais<br />
tem contribuí<strong>do</strong> para o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong>ste concelho.<br />
No entanto, já existem soluções que permitem que estas duas premissas se<br />
articulem e subsistam.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Os efeitos repercutem-se quer ao nível da qualida<strong>de</strong> da água, como <strong>do</strong> ar e<br />
<strong>do</strong> impacte visual.<br />
A indústria extractiva contribui para a contaminação das águas superficiais<br />
e subterrâneas.<br />
As poeiras surtem efeitos na fauna, flora e populações vizinhas. A<br />
<strong>de</strong>posição <strong>de</strong> entulhos junto às estradas, para além <strong>de</strong> apresentarem outros<br />
factores que contribuem para a poluição <strong>do</strong> solo e da água, estes apresentam<br />
primeiro que tu<strong>do</strong> uma agressão à paisagem.<br />
3-2- Fragilida<strong>de</strong>s e Potencialida<strong>de</strong>s<br />
Se é verda<strong>de</strong> que é importante mencionar as fragilida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> concelho para<br />
que se proceda em alguns casos rapidamente à sua resolução, é igualmente<br />
importante que se i<strong>de</strong>ntifiquem as suas potencialida<strong>de</strong>s e que futuramente se<br />
criem estratégias <strong>de</strong> intervenção <strong>de</strong> forma a beneficiar a população <strong>de</strong>ste<br />
concelho.<br />
Assim, a <strong>de</strong>scrição que se segue reúne as principais fragilida<strong>de</strong>s e<br />
potencialida<strong>de</strong>s por freguesia, apontadas pelos vários parceiros sociais bem como<br />
pelos representantes das instituições locais (resulta<strong>do</strong> das reuniões realizadas por<br />
freguesia).<br />
Freguesias <strong>de</strong> Conceição e S. Bartolomeu<br />
Fragilida<strong>de</strong>s<br />
♦ Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> construção <strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> que dê resposta às carências<br />
da população.<br />
♦ Insuficiência <strong>do</strong> nº <strong>de</strong> camas na valência <strong>de</strong> internamento <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>.<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> assistência médica 24 horas por dia.<br />
♦ Situações <strong>de</strong> violência <strong>do</strong>méstica.<br />
♦ Insuficiência <strong>de</strong> equipamentos ao nível <strong>do</strong>s i<strong>do</strong>sos (Lares e Centros <strong>de</strong> Noite).<br />
♦ Eleva<strong>do</strong> nº <strong>de</strong> pessoas isoladas<br />
♦ Insuficiência <strong>de</strong> equipamentos ao nível da primeira infância.<br />
♦ Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong> língua portuguesa e sessões <strong>de</strong> esclarecimento sobre a<br />
lei <strong>do</strong>s imigrantes.<br />
♦ Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong> formação para pessoas com baixo nível <strong>de</strong><br />
escolarida<strong>de</strong>.<br />
♦ Insuficiência <strong>de</strong> cobertura das barreiras arquitectónicas para acesso aos<br />
<strong>de</strong>ficientes.<br />
♦ Existência <strong>de</strong> algumas situações <strong>de</strong> toxico<strong>de</strong>pendência e alcoolismo.<br />
♦ Falta <strong>de</strong> espaços a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s para a prática <strong>de</strong>sportiva em algumas escolas <strong>do</strong> 1º<br />
ciclo.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
♦ Instalações eléctricas ina<strong>de</strong>quadas aos novos equipamentos com excepção da<br />
Escola Básica nº 2 D. João IV.<br />
♦ Falta <strong>de</strong> salas <strong>de</strong> professores e atendimento a pais na E.B. 1 nº 1 e E.B. 1 nº 2.<br />
♦ Falta <strong>de</strong> materiais pedagógicos actuais em todas as escolas <strong>do</strong> agrupamento.<br />
♦ Falta <strong>de</strong> um sala polivalente sobretu<strong>do</strong> no 1º ciclo.<br />
♦ Inexistência <strong>de</strong> uma equipa técnica multidisciplinar, estável para<br />
acompanhamento <strong>de</strong> crianças que necessitam <strong>de</strong> apoios educativos.<br />
♦ Falta <strong>de</strong> professores <strong>de</strong> apoio especializa<strong>do</strong>s.<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> uma Biblioteca Municipal<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> cantinas escolares em to<strong>do</strong> o concelho<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> uma viatura a<strong>de</strong>quada ao transporte <strong>de</strong> <strong>de</strong>ficientes<br />
♦ Falta <strong>de</strong> apoios a algumas associações <strong>do</strong> concelho por parte da autarquia<br />
♦ Algumas situações <strong>de</strong> insucesso e aban<strong>do</strong>no escolar<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
♦ Indústria <strong>do</strong> Mármore<br />
♦ Turismo<br />
♦ Proximida<strong>de</strong> relativa a centros urbanos importantes<br />
♦ Boas vias <strong>de</strong> acesso/comunicação<br />
♦ Riqueza arquitectónica<br />
♦ Património cultural<br />
♦ Recursos humanos com formação (bombeiros) ao nível <strong>do</strong> INEM<br />
♦ Existência <strong>de</strong> Instituições <strong>de</strong> Solidarieda<strong>de</strong> <strong>Social</strong> com Intervenção nas áreas da<br />
infância, Juventu<strong>de</strong> e I<strong>do</strong>sos<br />
♦ Existência <strong>do</strong> Núcleo Escola Segura <strong>do</strong> Destacamento Territorial <strong>de</strong> Estremoz<br />
♦ MURPI – Existência <strong>de</strong> uma sala <strong>de</strong> convívio aberta até ao fim <strong>do</strong> dia<br />
♦ Existência <strong>de</strong> um pólo da CERCI<br />
♦ Grupo <strong>de</strong> Teatro Ama<strong>do</strong>res <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa – actuações gratuitas junto das<br />
instituições <strong>de</strong> Solidarieda<strong>de</strong> <strong>Social</strong>; disponibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um espaço para<br />
acolhimento provisório <strong>de</strong> casos sociais<br />
♦ Existência <strong>de</strong> bibliotecas da Re<strong>de</strong> Nacional <strong>de</strong> Bibliotecas Escolares<br />
♦ Existência <strong>de</strong> uma sala <strong>de</strong> informática <strong>de</strong> apoio às escolas <strong>do</strong> agrupamento<br />
♦ Existência <strong>de</strong> Internet nos estabelecimentos <strong>de</strong> 1º e 2º ciclo<br />
♦ Disponibilida<strong>de</strong> <strong>do</strong> corpo <strong>do</strong>cente, para se realizarem cursos no âmbito <strong>do</strong><br />
ensino recorrente (adultos), em todas as freguesias<br />
♦ Existência <strong>de</strong> um Gabinete <strong>de</strong> Apoio a Crianças em Ida<strong>de</strong> Escolar, embora que<br />
temporariamente<br />
♦ Espaço Internet<br />
♦ Apoios educativos – trabalho em parceria com outras entida<strong>de</strong>s<br />
♦ Existência <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong> alfabetização e <strong>de</strong> educação extra-escolar, a nível <strong>do</strong><br />
concelho<br />
♦ Diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> serviços por parte <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong><br />
♦ Existência <strong>de</strong> um Delega<strong>do</strong> <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> e <strong>de</strong> um enfermeiro especialista com<br />
formação em saú<strong>de</strong> no trabalho<br />
♦ Zona Industrial<br />
♦ Existência <strong>de</strong> associações culturais, e <strong>de</strong>sportivas<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Freguesia <strong>de</strong> Bencatel<br />
Fragilida<strong>de</strong>s<br />
♦ Condições precárias das instalações <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong><br />
♦ Falta <strong>de</strong> equipamento médico<br />
♦ Maior número <strong>de</strong> casos <strong>de</strong> violência <strong>do</strong>méstica em relação às restantes<br />
freguesias<br />
♦ Eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> pessoas com falta <strong>de</strong> apoio no perío<strong>do</strong> nocturno<br />
♦ Eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos com reformas e pensões muito baixas<br />
♦ Inexistência <strong>de</strong> espaço para convívio <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos e realização <strong>de</strong> festas<br />
♦ Falta <strong>de</strong> instalações para a implementação <strong>de</strong> um “Espaço Internet”<br />
♦ Mau funcionamento <strong>do</strong> pólo da biblioteca escolar<br />
♦ MURPI – telha<strong>do</strong> das instalações a necessitar <strong>de</strong> arranjos<br />
♦ Rancho Folclórico – dificulda<strong>de</strong> no transporte <strong>do</strong>s elementos, aquan<strong>do</strong> a<br />
realização <strong>de</strong> intercâmbios<br />
♦ Número significativo <strong>de</strong> casos com poucas condições <strong>de</strong> habitabilida<strong>de</strong><br />
♦ Falta <strong>de</strong> uma Zona Industrial para <strong>de</strong>senvolver a pequena indústria<br />
♦ Sistemas <strong>de</strong> esgotos “a céu aberto”<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> equipamentos sócio-culturais<br />
♦ Existências <strong>de</strong> <strong>do</strong>is bares, consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong>s “casas <strong>de</strong> alterne”, a funcionarem até às<br />
quatro da manhã em zonas <strong>de</strong> habitação<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
♦ Bom trabalho <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> entre os elementos da GNR e a Cáritas quanto à<br />
sinalização <strong>de</strong> casos <strong>de</strong> violência <strong>do</strong>méstica<br />
♦ Não existem casos preocupantes relaciona<strong>do</strong>s com o consumo <strong>de</strong> drogas<br />
♦ Apoio por parte da autarquia à população<br />
♦ Projecto para a constituição <strong>de</strong> uma casa da cultura<br />
♦ MURPI – Apoio financeiro presta<strong>do</strong> pela Câmara Municipal e pela Junta <strong>de</strong><br />
Freguesia<br />
♦ Existência <strong>do</strong> Núcleo Escola Segura <strong>do</strong> Destacamento Territorial <strong>de</strong> Estremoz<br />
♦ Existência <strong>de</strong> 30 fogos <strong>de</strong> Habitação <strong>Social</strong><br />
♦ Centro <strong>de</strong> Dia, geri<strong>do</strong> pela Santa Casa da Misericórdia<br />
Freguesia <strong>de</strong> Ciladas<br />
Fragilida<strong>de</strong>s<br />
♦ Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um médico diariamente<br />
♦ Má acessibilida<strong>de</strong> aos montes<br />
♦ Eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> casos <strong>de</strong> alcoolismo<br />
♦ Número significativo <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos que vivem isola<strong>do</strong>s em montes<br />
♦ Eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> casos <strong>de</strong> violência <strong>do</strong>méstica e maus-tratos a crianças (a<br />
maior parte estão encobertos)<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
♦ Falta <strong>de</strong> uma anima<strong>do</strong>r na área <strong>do</strong> <strong>de</strong>sporto<br />
♦ Número significativo <strong>de</strong> crianças que após o horário escolar ficam entregues a<br />
elas próprias<br />
♦ Sport Clube <strong>de</strong> S. Romão em condições precárias da se<strong>de</strong><br />
♦ Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um pavilhão multiusos<br />
♦ Falta <strong>de</strong> equipamentos sócio culturais<br />
♦ Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um parque industrial<br />
♦ Isolamento geográfico<br />
Ausência <strong>de</strong> turismo rural<br />
♦ Grupo Recreativo Amigos <strong>de</strong> S. Romão – falta <strong>de</strong> recursos financeiros para<br />
criação <strong>de</strong> um espaço próprio<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> um pavilhão multi-usos<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
♦ Criminalida<strong>de</strong> reduzida<br />
♦ Número reduzi<strong>do</strong> <strong>de</strong> consumi<strong>do</strong>res <strong>de</strong> droga<br />
♦ Centro <strong>de</strong> Noite, geri<strong>do</strong> pela Cáritas<br />
♦ Centro <strong>de</strong> Dia, serviço presta<strong>do</strong> pela Santa Casa da Misericórdia<br />
♦ Centro <strong>de</strong> Convívio <strong>do</strong> MURPI com apoio logístico da Junta <strong>de</strong> Freguesia<br />
♦ Re<strong>de</strong> <strong>de</strong> transportes com boa abertura, quanto aos horários escolares<br />
♦ Espírito <strong>de</strong> interajuda por parte da população <strong>de</strong>sta freguesia<br />
♦ Espaço cedi<strong>do</strong> pela C.M.V.V. para construção da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> Sport Clube <strong>de</strong> S.<br />
Romão<br />
♦ Existência da “Escola Escolinha” para iniciação e formação <strong>de</strong> jovens em várias<br />
modalida<strong>de</strong>s<br />
♦ Existência <strong>do</strong> Núcleo Escola Segura <strong>do</strong> Destacamento Territorial <strong>de</strong> Estremoz<br />
♦ Existência <strong>de</strong> um terreno para construção <strong>de</strong> um pavilhão multiusos<br />
♦ População muito dinâmica que a<strong>de</strong>re facilmente a qualquer iniciativa<br />
♦ Trabalho Agrícola<br />
Freguesia <strong>de</strong> Pardais<br />
Fragilida<strong>de</strong>s<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> extensão <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>; instalações precárias a funcionarem<br />
na Casa <strong>do</strong> Povo com algumas barreiras arquitectónicas<br />
♦ Serviço médico e <strong>de</strong> enfermagem <strong>de</strong>ficiente<br />
♦ Inexistência <strong>de</strong> farmácia e/ou posto <strong>de</strong> medicamentos<br />
♦ Inexistência <strong>de</strong> Centro <strong>de</strong> dia e <strong>de</strong> Centro <strong>de</strong> Noite<br />
♦ Falta <strong>de</strong> um “Espaço Internet”<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> biblioteca<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> posto <strong>de</strong> correio<br />
♦ Ausência <strong>de</strong> caixa Multibanco<br />
♦ Falta <strong>de</strong> espaços ver<strong>de</strong>s<br />
♦ Falta <strong>de</strong> um parque infantil<br />
♦ Problemas ao nível das acessibilida<strong>de</strong>s (caminhos rurais)<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
♦ Arruamentos<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
♦ Número <strong>de</strong> crimes praticamente nulo<br />
♦ Existência <strong>de</strong> um terreno da Santa Casa da Misericórdia <strong>de</strong>stina<strong>do</strong> à construção<br />
<strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong> Noite<br />
♦ Existência <strong>do</strong> Núcleo Escola Segura <strong>do</strong> Destacamento Territorial <strong>de</strong> Estremoz<br />
3-3- Análise <strong>do</strong>s Problemas e Tendências <strong>de</strong> Evolução<br />
Com base no aprofundamento analítico das diversas Áreas Temáticas,<br />
torna-se possível equacionar cenários prospectivos, quanto às tendências <strong>de</strong><br />
evolução <strong>do</strong>s problemas já menciona<strong>do</strong>s.<br />
Sector da Saú<strong>de</strong><br />
• A tendência para o aumento significativo da população i<strong>do</strong>sa, que<br />
necessita <strong>de</strong> cuida<strong>do</strong>s primários <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> e bem como o número<br />
consi<strong>de</strong>rável <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> trabalho, conduzem a uma necessida<strong>de</strong> cada<br />
vez mais urgente na criação <strong>de</strong> um Serviço <strong>de</strong> Atendimento Permanente<br />
durante 24 h/dia.<br />
• O aumento consi<strong>de</strong>rável que se tem verifica<strong>do</strong> <strong>do</strong> número <strong>de</strong> utentes em<br />
situação <strong>de</strong> <strong>de</strong>pendência (<strong>de</strong>ficiência física e mental, <strong>do</strong>ença crónica, alta<br />
hospitalar com necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cuida<strong>do</strong>s), o concelho dispõe <strong>de</strong> 10 camas,<br />
as quais são insuficientes para dar resposta à população, tornan<strong>do</strong>-se assim<br />
necessário, o aumento <strong>do</strong> nº <strong>de</strong> camas em regime <strong>de</strong> internamento.<br />
• Ainda ao nível da saú<strong>de</strong>, é urgente a criação <strong>de</strong> um novo Centro, bem<br />
como nas freguesias rurais a conservação das instalações.<br />
Sector da Educação<br />
• Se os índices <strong>de</strong> aban<strong>do</strong>no e insucesso escolar se continuarem a registar,<br />
agravam-se as situações ao nível da baixa escolarida<strong>de</strong> e consequente<br />
dificulda<strong>de</strong> na integração <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> <strong>de</strong> trabalho.<br />
• A ausência <strong>de</strong> alternativas ao ensino oficial com a extinção <strong>do</strong> pólo da<br />
Epral, a partir <strong>do</strong> ano (2003/2004), po<strong>de</strong>rá ter consequências nefastas<br />
quanto ao futuro profissional <strong>de</strong> alguns jovens <strong>de</strong>ste concelho, uma vez<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
que os mesmos provêm na sua maioria <strong>de</strong> famílias com menos<br />
possibilida<strong>de</strong>s económicas.<br />
• A colocação tardia <strong>de</strong> professores em regime <strong>de</strong> acumulação no âmbito <strong>do</strong><br />
ensino recorrente, po<strong>de</strong>rá pôr em causa a realização <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong> adultos.<br />
• Haven<strong>do</strong> um número significativo <strong>de</strong> crianças com necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> apoio e<br />
acompanhamento, as quais se encontram inseridas em famílias<br />
disfuncionais, é necessária a criação <strong>de</strong> um Gabinete permanente<br />
constituí<strong>do</strong> por uma equipa interdisciplinar para o acompanhamento <strong>de</strong><br />
todas as situações.<br />
Sector <strong>do</strong> Emprego e Formação Profissional<br />
• Quan<strong>do</strong> o sector <strong>do</strong>s mármores passa por uma fase critica, to<strong>do</strong> o concelho<br />
e os respectivos agrega<strong>do</strong>s familiares se recentem.<br />
Ainda no <strong>de</strong>correr <strong>de</strong>ste ano po<strong>de</strong>mos verificar que o nº <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s<br />
<strong>do</strong> sexo masculino aumentou.<br />
Por estas razões é importante que se criem alternativas a esta indústria.<br />
• A criação <strong>de</strong> outras empresas é também importante para combater<br />
principalmente o <strong>de</strong>semprego feminino já que são as mulheres as mais<br />
afectadas neste concelho, quanto a esta problemática.<br />
• Segun<strong>do</strong> directivas <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong> Estremoz, os nossos<br />
operários têm baixas qualificações, urge criar cursos <strong>de</strong> formação internos<br />
ou externos às empresas para combater esta tendência.<br />
Sector da Deficiência<br />
• A tendência é para se <strong>de</strong>svalorizar o <strong>de</strong>sempenho das pessoas com<br />
<strong>de</strong>ficiência, há que criar meios que provem o contrário, dan<strong>do</strong><br />
oportunida<strong>de</strong> para que as mesmas primeiro que tu<strong>do</strong> se valorizem.<br />
A valorização das pessoas com <strong>de</strong>ficiência passa-se ao nível <strong>do</strong> ensino e da<br />
integração sócio-laboral.<br />
• O fácil acesso aos diversos equipamentos liberta a tendência das pessoas<br />
com <strong>de</strong>ficiência a estarem <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes <strong>do</strong>utrem. Para tal é importante que<br />
se minimizem as barreiras arquitectónicas.<br />
Sector da Acção <strong>Social</strong>/Intervenção <strong>Social</strong><br />
• O aumento da longevida<strong>de</strong>, ocasionou um aumento <strong>do</strong> nº <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos a<br />
residirem neste concelho, também as respostas institucionais ao nível da<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
valência <strong>de</strong> Lar e Centro <strong>de</strong> Noite têm que acompanhar esta alteração<br />
<strong>de</strong>mográfica.<br />
• Se os casos <strong>de</strong> alcoolismo existentes no concelho continuam sem ter<br />
qualquer tipo <strong>de</strong> intervenção, muito em breve po<strong>de</strong>rá ser um problema<br />
social que terá repercussões graves ao nível da população mais jovem e<br />
consequentemente existirá também um aumento <strong>do</strong> nº <strong>de</strong> casos <strong>de</strong><br />
violência.<br />
• É igualmente importante o trabalho ao nível da prevenção das<br />
toxico<strong>de</strong>pendências, como forma <strong>de</strong> diminuir os riscos das camadas mais<br />
jovens.<br />
• A <strong>de</strong>ficiente cobertura <strong>de</strong> equipamentos para a primeira infância, ao nível<br />
<strong>de</strong> creche, origina nas figuras maternas alguma dificulda<strong>de</strong> na inserção <strong>do</strong><br />
merca<strong>do</strong> <strong>de</strong> trabalho.<br />
Sector <strong>do</strong> Ambiente<br />
• Se não forem aplicadas as medidas necessárias para reduzir os problemas<br />
ambientais, os níveis da qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida da população resi<strong>de</strong>nte <strong>de</strong>ste<br />
concelho ten<strong>de</strong>m a baixar.<br />
• Diminuiu o ruí<strong>do</strong> proveniente <strong>do</strong> interior <strong>do</strong>s bares após as obras <strong>de</strong><br />
insonorização impostas pela Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, mas<br />
aumentou o ruí<strong>do</strong> na rua e como não houve modificação nos horários <strong>do</strong>s<br />
bares nem se nota melhoria na vigilância policial prevê-se um agravamento<br />
da situação e um mal-estar para os mora<strong>do</strong>res resi<strong>de</strong>ntes, lembro que o<br />
sono é vital para a saú<strong>de</strong>!<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
3-4- Estratégias <strong>de</strong> Intervenção<br />
Problemas I<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s<br />
nas várias áreas<br />
Saú<strong>de</strong><br />
- Ausência <strong>de</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong><br />
que dê resposta às<br />
necessida<strong>de</strong>s da população.<br />
-Ausência <strong>de</strong> um Serviço<br />
Médico Permanente a<br />
funcionar 24 h/dia.<br />
-Instalações precárias ao nível<br />
das extensões <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong><br />
Saú<strong>de</strong><br />
-Ausência <strong>de</strong> equipamentos<br />
para as pessoas porta<strong>do</strong>ras <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>ficiência e <strong>do</strong>entes em fase<br />
terminal.<br />
Educação<br />
- Situações <strong>de</strong> absentismo,<br />
insucesso e aban<strong>do</strong>no escolar<br />
precoce (sobretu<strong>do</strong> <strong>do</strong> 2º e 3º<br />
nível <strong>de</strong> ensino).<br />
- Baixa escolarida<strong>de</strong> ao nível<br />
da população em ida<strong>de</strong> activa.<br />
Área Geográfica<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
- Pardais<br />
- Bencatel<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
- Freguesia <strong>de</strong> S. Romão<br />
Propostas <strong>de</strong><br />
Intervenção<br />
-Sensibilização<br />
<strong>do</strong>s<br />
organismos<br />
estatais<br />
(Ministério da Saú<strong>de</strong>) para a<br />
necessida<strong>de</strong> urgente da<br />
criação <strong>do</strong> novo Centro <strong>de</strong><br />
Saú<strong>de</strong>. (entrar em PIDAC no<br />
próximo ano 2004)<br />
- Criação <strong>de</strong> alternativas para<br />
a existência <strong>de</strong> uma<br />
Assistência<br />
Médica<br />
permanente.<br />
- Arranjo <strong>de</strong> salas <strong>de</strong> espera e<br />
barreiras arquitectónicas <strong>do</strong>s<br />
edifícios.<br />
- Constituição <strong>de</strong> uma equipa<br />
multidisciplinar permanente<br />
nas escolas<br />
-Continuação<br />
e<br />
aprofundamento<br />
<strong>de</strong><br />
programas escolares realçan<strong>do</strong><br />
a importância da escolarida<strong>de</strong><br />
na vida futura <strong>do</strong>s jovens, com<br />
uma componente prática.<br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong><br />
formação com pessoas que se<br />
<strong>de</strong>param com o problema da<br />
certificação das competências.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- Ausência <strong>de</strong> uma Biblioteca<br />
Municipal.<br />
- Falta <strong>de</strong> espaços a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s à<br />
prática <strong>de</strong>sportiva e existência<br />
<strong>de</strong> algumas instalações<br />
eléctricas obsoletas (ao nível<br />
<strong>do</strong> 1º ciclo)<br />
- Espaço “Internet” nas escolas<br />
1º ciclo<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
- <strong>Concelho</strong><br />
- Freguesia <strong>de</strong> Bencatel e<br />
Pardais<br />
- Construção <strong>de</strong> uma<br />
biblioteca que sirva toda a<br />
população <strong>do</strong> concelho.<br />
- Arranjos e conservação <strong>do</strong>s<br />
espaços escolares (interiores e<br />
exteriores)<br />
Problemas I<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s<br />
nas várias áreas<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
- Situações <strong>de</strong> alcoolismo –<br />
originan<strong>do</strong> violência<br />
<strong>do</strong>méstica.<br />
- Falta <strong>de</strong> camas no Lar <strong>de</strong><br />
I<strong>do</strong>sos (lista <strong>de</strong> espera<br />
consi<strong>de</strong>rável).<br />
- Inexistência <strong>de</strong> equipamentos<br />
na área <strong>do</strong>s i<strong>do</strong>sos.<br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> alargamento<br />
<strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Noite (i<strong>do</strong>sos em<br />
lista <strong>de</strong> espera)<br />
- Nº significativo <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos<br />
isola<strong>do</strong>s.<br />
- Insuficiente cobertura <strong>de</strong><br />
crianças em ida<strong>de</strong> <strong>de</strong> creche.<br />
- Número significativo <strong>de</strong><br />
crianças/jovens sem ocupação<br />
após o perío<strong>do</strong> escolar<br />
- Número eleva<strong>do</strong> <strong>de</strong> famílias<br />
imigrantes <strong>de</strong> Leste<br />
- Existência <strong>de</strong> algumas<br />
habitações com poucas<br />
condições <strong>de</strong> habitabilida<strong>de</strong> e<br />
cujos valores das rendas são<br />
Área Geográfica<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, freguesia<br />
<strong>de</strong> S. Romão (Ciladas) e<br />
Bencatel<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
- Pardais<br />
- S. Romão (Ciladas)<br />
- S. Romão (Ciladas)<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho e freguesias<br />
rurais.<br />
- S. Romão (Ciladas)<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> (Conceição<br />
e S. Bartolomeu)<br />
- Bencatel e Pardais<br />
Propostas <strong>de</strong><br />
Intervenção<br />
- Criação <strong>de</strong> programas <strong>de</strong><br />
apoio em articulação com a<br />
saú<strong>de</strong>.<br />
- Alargamento <strong>do</strong> Lar ou<br />
criação <strong>de</strong> novo Lar.<br />
- Criação <strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong> Dia<br />
ou <strong>de</strong> Noite.<br />
- Candidaturas a programas e<br />
projectos para alargamento <strong>do</strong><br />
Centro <strong>de</strong> Noite.<br />
- Implementação <strong>do</strong> programa<br />
telealarme.<br />
- Criação <strong>de</strong> um novo espaço<br />
para creche ou constituição <strong>de</strong><br />
amas.<br />
- Alargamento <strong>do</strong> ATL e<br />
contratação <strong>de</strong> um Anima<strong>do</strong>r<br />
na área <strong>do</strong> Desporto.<br />
- Criação <strong>de</strong> novos cursos <strong>de</strong><br />
Língua Portuguesa e sessões<br />
<strong>de</strong> esclarecimento sobre a lei<br />
<strong>do</strong>s imigrantes.<br />
- Alargamento da Habitação<br />
<strong>Social</strong> às restantes freguesias,<br />
continuação <strong>do</strong> Programa <strong>de</strong><br />
Apoio a Pequenos Arranjos<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
eleva<strong>do</strong>s.<br />
- Existência <strong>de</strong> novos casos <strong>de</strong><br />
toxico<strong>de</strong>pendência.<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
Habitacionais.<br />
- Continuação <strong>do</strong> Projecto<br />
“Viver Mais para Viver<br />
Melhor”.<br />
- Articulação com o CAT –<br />
Évora (criação <strong>de</strong> um gabinete<br />
<strong>de</strong> apoio, informação e<br />
encaminhamento <strong>do</strong>s<br />
toxico<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes.<br />
-<br />
Problemas I<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s<br />
nas Várias Áreas<br />
Área Geográfica<br />
Propostas <strong>de</strong><br />
Intervenção<br />
Emprego<br />
- Desemprego das mulheres e<br />
jovens com habilitações<br />
literárias.<br />
- Falta <strong>de</strong> interesse <strong>do</strong>s<br />
empresários em investir<br />
noutras áreas que a industria<br />
<strong>do</strong> mármore.<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho e restantes<br />
freguesias<br />
- Valorizar as dinâmicas<br />
empresariais, investir nas<br />
micro empresas (com serviços<br />
<strong>de</strong> proximida<strong>de</strong>, etc.)<br />
- Articulação com o projecto –<br />
“Laboratório <strong>de</strong> I<strong>de</strong>ias” e<br />
Centro <strong>de</strong> Emprego.<br />
- Criação <strong>de</strong> Incentivos locais<br />
para a dinâmica empresarial,<br />
investir noutras áreas <strong>de</strong><br />
activida<strong>de</strong>s, etc.<br />
Deficiência<br />
- Insuficiente cobertura ao<br />
nível da construção <strong>de</strong><br />
barreiras arquitectónicas.<br />
- Ausência <strong>de</strong> transportes<br />
a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s à população com<br />
<strong>de</strong>ficiência física (ex: para<br />
transportar ca<strong>de</strong>iras <strong>de</strong> rodas)<br />
por parte das instituições<br />
locais.<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> e restantes<br />
freguesias<br />
- <strong>Concelho</strong><br />
- Construção e adaptação <strong>do</strong>s<br />
acessos aos <strong>de</strong>ficientes,<br />
sobretu<strong>do</strong> nos serviços<br />
públicos, priva<strong>do</strong>s e espaços<br />
<strong>de</strong> lazer.<br />
- Aquisição <strong>de</strong> uma viatura<br />
para o concelho que possa<br />
transportar os <strong>de</strong>ficientes e<br />
i<strong>do</strong>sos <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes. (Ex:<br />
I.D.S.S. ou Organismo Público)<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- Dificulda<strong>de</strong> <strong>de</strong> integração<br />
sócio-profissional <strong>do</strong>s<br />
<strong>de</strong>ficientes que habitam no<br />
nosso concelho.<br />
Ambiente<br />
- <strong>Concelho</strong> - Campanhas <strong>de</strong> sensibilização<br />
às várias empresas e<br />
instituições locais com vista à<br />
integração <strong>do</strong>s <strong>de</strong>ficientes no<br />
mun<strong>do</strong> laboral.<br />
- A indústria extractiva <strong>do</strong><br />
mármore contribui fortemente<br />
para o baixo nível da<br />
qualida<strong>de</strong> da água, ar e<br />
impacto visual da paisagem.<br />
- Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>, freguesias<br />
<strong>de</strong> Bencatel e Pardais<br />
- Aplicação das medidas<br />
inseridas no Plano Regional <strong>de</strong><br />
Or<strong>de</strong>namento da zona <strong>do</strong>s<br />
mármores) eliminação <strong>de</strong><br />
escombreiras e recuperação <strong>de</strong><br />
pedreiras <strong>de</strong>sactivadas).<br />
4 - Um Breve Olhar sobre o <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
4-1 – Historial<br />
“Já existente como povoação <strong>de</strong>s<strong>de</strong> os primeiros tempos da reconquista<br />
cristã situada num <strong>do</strong>s vales da serra <strong>de</strong> Borba, era conhecida pelo nome <strong>de</strong> Vale<br />
Viçoso. Foi D. Afonso III que lhe atribuiu a categoria <strong>de</strong> <strong>Vila</strong>, fixan<strong>do</strong>-lhe o nome<br />
<strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, e <strong>de</strong> cabeça <strong>do</strong> concelho e lhe conce<strong>de</strong>u o primeiro foral em 5 <strong>de</strong><br />
Junho <strong>de</strong> 1270. Em 1297 foi oferecida em <strong>do</strong>te <strong>de</strong> casamento a D. Brites noiva <strong>de</strong><br />
El-Rei D. Afonso IV. Mais tar<strong>de</strong>, em 1372, D. Fernan<strong>do</strong> <strong>do</strong>ou-a a D. Leonor Teles e<br />
em 23 <strong>de</strong> Agosto <strong>de</strong> 1385, nove dias após a Batalha <strong>de</strong> Aljubarrota, D. João I <strong>do</strong>oua<br />
para sempre a D. Nuno Álvares Pereira. Ten<strong>do</strong> a filha única <strong>de</strong> D. Nuno, D.<br />
Brites Álvares Pereira casada com D. Afonso, filho bastar<strong>do</strong> <strong>de</strong> D. João I e que foi<br />
Con<strong>de</strong> <strong>de</strong> Barcelos e 1º Duque <strong>de</strong> Bragança, passou <strong>Vila</strong> Viçosa, ainda em vida <strong>do</strong><br />
con<strong>de</strong>stável, para o Senhorio da Casa <strong>de</strong> Bragança. Mas é sobretu<strong>do</strong> a partir da<br />
época <strong>do</strong> quarto Duque <strong>de</strong> Bragança, D. Jaime e <strong>de</strong>pois com seu filho D. Teodósio<br />
I e seus <strong>de</strong>scen<strong>de</strong>ntes, que se inicia a magnificência <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.” 11<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa ficou conhecida pela mão <strong>de</strong> André <strong>de</strong> Resen<strong>de</strong> como a jóia <strong>do</strong><br />
tesouro alentejano, a antiga Calipole (cida<strong>de</strong> formosa) <strong>do</strong>s romanos, daí o facto<br />
<strong>do</strong>s seus habitantes serem chama<strong>do</strong>s <strong>de</strong> “Calipolenses”. Nome este que lhe estava<br />
a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong> pois as suas ruas eram muito limpas e cheias <strong>de</strong> flores. Era costume<br />
to<strong>do</strong>s os anos, no dia 10 <strong>de</strong> Junho, fazer-se o concurso das janelas e ruas floridas,<br />
enchiam-se as ruas <strong>de</strong> hortenses.<br />
11 <strong>Vila</strong> Viçosa – Um Passa<strong>do</strong> Rechea<strong>do</strong> <strong>de</strong> História, in www.alentejodigital.pt<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa, teve no século XVI um<br />
gran<strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento que se<br />
verificava nas suas construções,<br />
enquadradas pelas extensas ruas<br />
novas da vila, valorizada também por<br />
um vasto leque <strong>de</strong> monumentos <strong>de</strong><br />
que são testemunhos o Convento das<br />
Chagas <strong>de</strong> Cristo, a Igreja <strong>de</strong> Santa<br />
Cruz, a Igreja da Misericórdia, o<br />
Convento da Esperança, a Igreja <strong>de</strong><br />
Nossa Senhora da Conceição, o<br />
Convento <strong>de</strong> Nossa Senhora da<br />
Pieda<strong>de</strong> e o Pelourinho Manuelino<br />
(junto ao castelo).<br />
Fig. 1 – Monumentos <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, in www.alentejodigital.pt<br />
Com o Renascimento <strong>Vila</strong> Viçosa sofreu gran<strong>de</strong>s transformações<br />
triplican<strong>do</strong> assim a sua superfície que possuía na fase medieval; casas nobres e o<br />
Paço Ducal foram construí<strong>do</strong>s neste perío<strong>do</strong>. D. Jaime (quarto Duque <strong>de</strong><br />
Bragança) foi o gran<strong>de</strong> impulsiona<strong>do</strong>r da expansão da vila, passan<strong>do</strong> esta a ser<br />
edificada a partir <strong>do</strong> Paço Ducal. São construí<strong>do</strong>s num espaço <strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> 150<br />
anos, o novo Castelo artilheiro, o paço ducal, igrejas capelas, conventos,<br />
mosteiros, fontes, praças, casas solarengas e palacetes.<br />
No século XVII/XVIII foi construí<strong>do</strong> o Convento <strong>de</strong> Santo Agostinho<br />
situa<strong>do</strong> em frente ao Palácio integran<strong>do</strong> uma igreja on<strong>de</strong> se po<strong>de</strong>m apreciar os<br />
famosos mármores talha<strong>do</strong>s em estilo barroco, e a igreja <strong>de</strong> S. Bartolomeu situada<br />
<strong>de</strong> frente para a Praça da República, com uma fachada <strong>de</strong> bardilho branco e o<br />
interior da capela-mor forra<strong>do</strong> a azulejos azuis e brancos com especial <strong>de</strong>staque<br />
para a cruz <strong>de</strong> Cristo em marfim, obra <strong>do</strong> século XVII.<br />
Merece ainda especial atenção a Tapada Real com cerca <strong>de</strong> 20 Km2, murada<br />
on<strong>de</strong> se organizavam várias caçadas das quais se <strong>de</strong>stacavam a caça ao vea<strong>do</strong> e ao<br />
javali.<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa mantém ainda uma cultura bem <strong>de</strong>finida, noutros tempos,<br />
nasceram e viveram aqui figuras <strong>de</strong>stacadas ilustres que <strong>de</strong>ixaram sinais claros <strong>do</strong><br />
seu génio criativo em diversas áreas, em Portugal e além fronteiras. Das diversas<br />
figuras importantes concelhias, <strong>de</strong>stacam-se D. Constantino <strong>de</strong> Bragança<br />
(Governa<strong>do</strong>r e Vice-Rei da Índia), Padre Joaquim Espanca (Historia<strong>do</strong>r), Dr.<br />
Couto Jardim (Médico), Martim Afonso <strong>de</strong> Sousa (Descobri<strong>do</strong>r <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro e<br />
Governa<strong>do</strong>r da Índia), Bento Jesus Caraça (Matemático, Economista, Estatístico e<br />
Demógrafo), Públia Hortênsia <strong>de</strong> Castro ( Doutora – Ora<strong>do</strong>ra e Erudita), Florbela<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Espanca (Poetisa), Henrique Pousão (Mestre da Pintura Impressionista), Jeremias<br />
Toscano (Médico) e Espiga Pinto (Artista Plástico).<br />
4-2- Enquadramento Regional <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
O concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa situa-se<br />
na sub-região <strong>do</strong> Alentejo Central,<br />
<strong>de</strong>limita<strong>do</strong> a Norte pelos<br />
concelhos <strong>de</strong> Borba e Elvas; a Este<br />
pelo <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> Elvas; a Sul pelo<br />
concelho <strong>de</strong> Alandroal e a Oeste<br />
pelo concelho <strong>de</strong> Re<strong>do</strong>n<strong>do</strong>.<br />
Pertence ao distrito <strong>de</strong> Évora,<br />
<strong>do</strong>n<strong>de</strong> dista 54 Km e é composto<br />
por cinco freguesias, duas urbanas<br />
(Nossa Senhora da Conceição e S.<br />
Bartolomeu) e três rurais (Pardais,<br />
Bencatel e S. Romão-Ciladas).<br />
Fig. 2 – Enquadramento Nacional, in www.alentejodigital.pt<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Este concelho ocupa uma área <strong>de</strong> 195 Km2 e possui cerca <strong>de</strong> 5% <strong>do</strong> total da<br />
população <strong>do</strong> Alentejo Central, tem uma <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> populacional <strong>de</strong> 45.5%<br />
superior à da Sub-Região.<br />
População<br />
A população resi<strong>de</strong>nte no concelho é <strong>de</strong> aproximadamente 8871 habitantes<br />
(4359 H e 4512 M) verifican<strong>do</strong>-se que a maior parte se encontra a residir na se<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> concelho que constitui o principal aglomera<strong>do</strong> urbano.<br />
Quanto à variação da população tem-se vin<strong>do</strong> a verificar nos últimos anos um<br />
<strong>de</strong>créscimo <strong>de</strong>sta na or<strong>de</strong>m <strong>do</strong>s 2,2%.<br />
Em termos <strong>de</strong> estrutura da população, esta apresenta-se menos envelhecida<br />
em relação à média regional, não obstante e em sequência <strong>do</strong>s valores regista<strong>do</strong>s<br />
no recenseamento geral da população, 1981 e 1991 também o número <strong>de</strong> jovens<br />
diminuiu, a população activa aumentou tal como a população com 65 ou mais<br />
anos, sen<strong>do</strong> a diferença agora bastante mais consi<strong>de</strong>rável.<br />
Quadro nº7 – Evolução da População Resi<strong>de</strong>nte 1991 / 2001<br />
Alentejo<br />
1991<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa<br />
1991<br />
Alentejo<br />
2001<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa<br />
2001<br />
0-14 95 047 1 717 106 645 1 276<br />
15-24 72 948 1 288 100 507 1 221<br />
25-64 270 452 4 592 395 932 4 658<br />
> = 65 104 995 1 471 173 501 1 716<br />
Total 543442 9068 776585 8871<br />
Fonte: Censos 1991/2001<br />
De acor<strong>do</strong> com os indica<strong>do</strong>res <strong>de</strong>mográficos, as taxas <strong>de</strong> natalida<strong>de</strong> na<br />
década <strong>de</strong> 90 apresentam valores inferiores às <strong>de</strong> mortalida<strong>de</strong>, <strong>de</strong>stas variações<br />
resulta uma taxa <strong>de</strong> crescimento natural negativo.<br />
Convêm no entanto sublinhar que o movimento migratório foi favorável ao<br />
concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, permitin<strong>do</strong> apresentar uma evolução negativa menos<br />
acentuada <strong>do</strong> que a que seria <strong>de</strong> esperar face ao sal<strong>do</strong> fisiológico.<br />
Quanto à distribuição da população <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa po<strong>de</strong>mos afirmar que<br />
tal como to<strong>do</strong> o Alentejo em geral, o povoamento <strong>de</strong>ste concelho concentra<br />
gran<strong>de</strong> parte da sua população nas freguesias urbanas. A restante população<br />
distribui-se pelas freguesias rurais, <strong>de</strong>marcan<strong>do</strong>-se das mesmas a freguesia <strong>de</strong><br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Bencatel como po<strong>de</strong>mos observar nos gráficos que se seguem, tanto no ano <strong>de</strong><br />
1991 como no ano <strong>de</strong> 2001.<br />
Fig. 3 – Distribuição da População pelas Freguesias<br />
1991<br />
2001<br />
Bencatel<br />
N.S. Conceição<br />
Pardais<br />
S. Romão<br />
S. Bartolomeu<br />
Bencatel<br />
N.S. Conceição<br />
Pardais<br />
S. Romão<br />
S. Bartolomeu<br />
Fonte: Censos 1991/2001<br />
Ao estabelecermos uma comparação entre estes <strong>do</strong>is anos, verificamos que<br />
existem poucas alterações no que concerne à distribuição da população pelas<br />
respectivas freguesias, registan<strong>do</strong> – se no entanto uma alteração significativa<br />
(+5%) na freguesia <strong>de</strong> Conceição.<br />
Activida<strong>de</strong>s Económicas<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa situada numa das regiões mais ricas <strong>do</strong> Alentejo Central, e<br />
famosa pelos seus mármores <strong>de</strong>sperta interesse a quem a visita, tanto pelo seu<br />
património histórico como pelo seu património natural, condições sinequanon que<br />
têm permiti<strong>do</strong> o seu <strong>de</strong>senvolvimento sustentável com base nos sectores<br />
secundário e terciário.<br />
Este concelho em relação aos restantes da Zona <strong>do</strong>s Mármores é o que<br />
apresenta maior número <strong>de</strong> empresas no sub-sector das indústrias <strong>de</strong> produtos<br />
minerais não metálicos. O crescimento <strong>de</strong>ste sub-sector <strong>de</strong>u-se sobretu<strong>do</strong> na<br />
década <strong>de</strong> noventa, sen<strong>do</strong> esta situação sempre mais favorável ao concelho <strong>de</strong><br />
<strong>Vila</strong> Viçosa relativamente a Estremoz, Borba e Alandroal.<br />
Sen<strong>do</strong> a principal activida<strong>de</strong> económica a extracção e transformação <strong>do</strong>s<br />
mármores, esta é consequentemente uma das activida<strong>de</strong>s mais gera<strong>do</strong>ras <strong>de</strong><br />
postos <strong>de</strong> trabalho. Contu<strong>do</strong> o sector terciário tem-se vin<strong>do</strong> a <strong>de</strong>stacar, alteran<strong>do</strong> a<br />
leitura que permaneceu durante largos anos neste concelho, passan<strong>do</strong> o mesmo a<br />
ser o sector que emprega o maior número <strong>de</strong> pessoas.<br />
Emprego<br />
Os gráficos que se seguem, ilustram bem esta nova realida<strong>de</strong>, nos quais<br />
po<strong>de</strong>mos constatar as alterações significativas que ocorreram principalmente ao<br />
nível da população empregada, afecta ao sector terciário.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Fig. 4 – População empregada por sector <strong>de</strong> activida<strong>de</strong> 1991/2001<br />
1991<br />
2001<br />
10%<br />
7%<br />
44%<br />
46%<br />
53% 40%<br />
Primário Secundário Terciário<br />
Primário Secundário Terciário<br />
Fonte: Recenseamentos Gerais da População 1991/2001<br />
Já em relação ao sector primário e em termos <strong>de</strong> produção agrícola constata-se<br />
uma forte alteração nos últimos anos, contu<strong>do</strong> ainda 7% da população <strong>de</strong>dica -se<br />
a esta activida<strong>de</strong>, <strong>de</strong>stacan<strong>do</strong>-se a produção <strong>de</strong> cereais, azeite, árvores <strong>de</strong> fruto e<br />
extracção <strong>de</strong> cortiça, não <strong>de</strong>sprezan<strong>do</strong> a activida<strong>de</strong> agro-pecuária já que a mesma<br />
tem um papel <strong>de</strong> relevo.<br />
Ainda associa<strong>do</strong> a esta temática (Emprego), está o número substancial <strong>de</strong><br />
imigrantes <strong>de</strong> Leste <strong>do</strong> sexo masculino afectos ao sector <strong>do</strong>s mármores e<br />
agricultura principalmente nas freguesias rurais, bem como as respectivas<br />
mulheres que se encontram afectas aos trabalhos <strong>do</strong>mésticos e <strong>de</strong> restauração.<br />
Desemprego<br />
No que se refere ao <strong>de</strong>semprego a taxa global no concelho registou nos<br />
últimos <strong>de</strong>z anos valores mais baixos que a média regional, po<strong>de</strong>n<strong>do</strong> o mesmo<br />
verificar-se no quadro nº 2 relativamente ao ano 2001.<br />
Quadro nº 8 – Taxas <strong>de</strong> Desemprego, 2001<br />
Taxa <strong>de</strong><br />
Desemprego Total<br />
%<br />
Taxa <strong>de</strong><br />
Desemprego <strong>do</strong>s<br />
Homens%<br />
Taxa <strong>de</strong><br />
Desemprego das<br />
Mulheres%<br />
Alentejo 8,4 5,3 12,5<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa 5,2 1,8 9,8<br />
Fonte: Recenseamento Geral da População <strong>de</strong> 2001<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Ainda em conformida<strong>de</strong> com os da<strong>do</strong>s que o Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong><br />
Estremoz disponibilizou, po<strong>de</strong>mos inferir que o maior número <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s<br />
se situa entre os 25-44 anos, à procura <strong>de</strong> novo emprego. Relativamente às<br />
habilitações po<strong>de</strong>mos observar no gráfico seguinte, que o maior número <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s (115) possui entre o 9º e o 12º ano, registan<strong>do</strong>-se um número<br />
consi<strong>de</strong>rável <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s com habilitações inferiores. O número <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s que possuem o ensino médio superior, tem vin<strong>do</strong> a <strong>de</strong>stacar-se<br />
nos últimos anos, a par <strong>de</strong> um progressivo aumento <strong>do</strong> nível <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong><br />
(principalmente feminino).<br />
Quanto às profissões pretendidas <strong>de</strong>stacam-se entre outras, os emprega<strong>do</strong>s<br />
<strong>de</strong> escritório, trabalhos qualifica<strong>do</strong>s – agricultura (sen<strong>do</strong> o maior número o das<br />
mulheres), operários e trabalha<strong>do</strong>res da extracção ou construção civil, pessoal <strong>de</strong><br />
serviços <strong>de</strong> protecção e segurança e trabalha<strong>do</strong>res não qualifica<strong>do</strong>s <strong>do</strong> comércio e<br />
serviços.<br />
Fig. 5 – Distribuição <strong>do</strong>s Desemprega<strong>do</strong>s/Habilitações Literárias - Maio <strong>de</strong> 2003<br />
140<br />
120<br />
100<br />
80<br />
60<br />
40<br />
H<br />
M<br />
HM<br />
20<br />
0<br />
=4 e =6 e = 9 a 12 Anos<br />
Médio/Superior<br />
Fonte: Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong> Estremoz<br />
A capacida<strong>de</strong> da região Alentejo em conseguir fixar população e novas<br />
activida<strong>de</strong>s, tal como o concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, está condicionada pelas<br />
características da própria população, <strong>do</strong> teci<strong>do</strong> empresarial assim como da região<br />
em si, on<strong>de</strong> se certifica: a nível regional o <strong>de</strong>spovoamento, associa<strong>do</strong> a eleva<strong>do</strong>s<br />
fluxos <strong>de</strong> saída da população em ida<strong>de</strong> activa e uma concentração populacional<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
nos centros <strong>de</strong> maior dimensão; a nível concelhio os fluxos <strong>de</strong> saída da população<br />
em direcção à se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho.<br />
A activida<strong>de</strong> económica <strong>de</strong>sta região está assim implicada pela<br />
<strong>de</strong>sertificação populacional o que origina um fraco investimento económico e por<br />
outro la<strong>do</strong> pela reduzida capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> iniciativa empresarial aliada à ausência<br />
<strong>de</strong> planeamento a médio e a longo prazo.<br />
Apesar das condições da região que por si só geram algumas <strong>de</strong>bilida<strong>de</strong>s, o<br />
Alentejo continua a atrair a atenção <strong>de</strong> alguns investi<strong>do</strong>res já que este apresenta<br />
potencialida<strong>de</strong>s para a implementação <strong>de</strong> <strong>de</strong>terminadas activida<strong>de</strong>s como é o caso<br />
das activida<strong>de</strong>s turísticas.<br />
Educação<br />
Em termos sociais constata-se uma baixa formação ao nível da instrução na<br />
generalida<strong>de</strong> da população, verifican<strong>do</strong>-se nos últimos anos uma melhoria<br />
significativa. Com base nos valores <strong>do</strong>s últimos censos po<strong>de</strong>mos inferir que<br />
existem sem nenhum nível <strong>de</strong> ensino (1623) pessoas, com o primeiro ciclo (3125),<br />
segun<strong>do</strong> ciclo (1036), terceiro ciclo (899), ensino secundário (1529), ensino superior<br />
(624).<br />
O eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> pessoas (1623) sem nenhum nível <strong>de</strong> ensino, está<br />
relaciona<strong>do</strong> com a existência <strong>de</strong> um consi<strong>de</strong>rável número <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos facto este que<br />
implica também óbvias preocupações com questões sociais associadas.<br />
Formação Profissional<br />
Em relação à formação profissional, segun<strong>do</strong> os elementos forneci<strong>do</strong>s pelo<br />
Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong> Estremoz em 19/06/2003, encontram-se a <strong>de</strong>correr seis<br />
cursos <strong>de</strong> formação nas seguintes áreas: Calcetaria, Técnicos Comerciais, Geriatria<br />
(encontram-se a frequentar, 8 pessoas <strong>do</strong> concelho), Serviço <strong>de</strong> Mesa, Cozinha (2<br />
pessoas <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>), Acompanhante <strong>de</strong> Crianças (10 pessoas <strong>do</strong> concelho).<br />
A iniciar mas ainda sem número <strong>de</strong> indivíduos <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong>fini<strong>do</strong><br />
encontram-se os cursos <strong>de</strong> Canaliza<strong>do</strong>r, Contabilida<strong>de</strong>, Jardinagem, Alvenarias,<br />
Apoio Familiar e à Comunida<strong>de</strong> e Poda<strong>do</strong>r <strong>de</strong> vinhas.<br />
Equipamentos<br />
No que diz respeito aos equipamentos, actualmente <strong>Vila</strong> Viçosa encontra-se<br />
<strong>de</strong>sprovida no sector da Saú<strong>de</strong>, <strong>de</strong> um novo Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> com serviço <strong>de</strong><br />
urgências permanente e um número <strong>de</strong> camas e médicos que sejam suficientes<br />
para colmatar as necessida<strong>de</strong>s sentidas pela população, entre outros. No sector da<br />
Educação, os equipamentos existentes não garantem por completo o bom<br />
funcionamento, constatan<strong>do</strong>-se a falta <strong>de</strong> salas <strong>de</strong> aula em alguns níveis <strong>de</strong><br />
ensino. Também quanto às activida<strong>de</strong>s e serviços <strong>de</strong> apoio ao ensino, as escolas<br />
apresentam na sua generalida<strong>de</strong> um défice <strong>de</strong> cantinas, salas <strong>de</strong> estu<strong>do</strong> e<br />
convívio.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
No sector da Acção <strong>Social</strong> e da<strong>do</strong> o eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos, verificamse<br />
<strong>de</strong>ficiências ao nível <strong>de</strong> lares <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos, centros <strong>de</strong> dia e <strong>de</strong> noite (já que este<br />
último é uma realida<strong>de</strong> bem sucedida na freguesia <strong>de</strong> Ciladas e bastante<br />
solicita<strong>do</strong>).<br />
Na área cultural não existe nenhuma biblioteca Municipal que possa<br />
apoiar, sobretu<strong>do</strong> as camadas mais jovens (estudantes), adultos e i<strong>do</strong>sos por<br />
forma a constituir um lugar <strong>de</strong> fruição <strong>do</strong>s diferentes tipos <strong>de</strong> leitura e <strong>de</strong><br />
animação sócio cultural (livros, jornais, Cds, DVD, acesso à Internet, realização <strong>de</strong><br />
a “Hora <strong>do</strong> Conto”, histórias <strong>de</strong> vidas) por forma a combater o isolamento,<br />
estimular o interesse pela cultura cientifica através <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong><br />
atitu<strong>de</strong>s e valores conducentes a uma cidadania <strong>de</strong>mocrática activa.<br />
Rendimento Mínimo Garanti<strong>do</strong><br />
Ainda no campo da Acção <strong>Social</strong> mais concretamente em relação aos<br />
beneficiários <strong>do</strong> R.M.G. (Rendimento Mínimo Garanti<strong>do</strong>), po<strong>de</strong>mos constatar nos<br />
quadros 3 e 4, que o número <strong>de</strong> requerentes tem vin<strong>do</strong> a aumentar, incidin<strong>do</strong> a<br />
maior percentagem sobre os grupos etários mais baixos (crianças) e mulheres em<br />
ida<strong>de</strong> activa.<br />
Quadro nº9 – Nº <strong>de</strong> Beneficiários <strong>de</strong> Rendimento Mínimo por sexos anos<br />
2000,2001,2002,2003.<br />
Grupos <strong>de</strong><br />
Ida<strong>de</strong>s<br />
2000 2001 2002 2003 12<br />
H M H M H M H M<br />
0-5 3 3 4 5 18 10 12 6<br />
6-18 9 11 9 11 24 28 22 28<br />
19-24 2 3 4 3 9 10 8 5<br />
25-34 1 5 1 6 8 22 5 10<br />
35-44 2 4 2 5 8 18 13 15<br />
12 Situação no Final <strong>do</strong> mês <strong>de</strong> Setembro <strong>de</strong> 2003<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
45-54 2 1 2 0 4 6 5 3<br />
55-64 4 5 3 5 3 5 2 4<br />
>65 1 4 1 5 3 6 5 7<br />
Total 24 36 26 40 77 105 72 76<br />
Fonte: Segurança <strong>Social</strong><br />
Quanto aos acor<strong>do</strong>s <strong>de</strong> inserção, estes inci<strong>de</strong>m sobretu<strong>do</strong> ao nível da Educação,<br />
Saú<strong>de</strong>, Emprego e Acção <strong>Social</strong>.<br />
Quadro nº10 - Distribuição <strong>do</strong>s Beneficiários por área <strong>de</strong> Inserção: Ano<br />
2000/2001/2002/2003<br />
Áreas 2000 2001 2002 2003 13<br />
Educação 24 24 60 55<br />
F. Profissional 2 0 1 0<br />
Emprego 7 9 36 30<br />
Saú<strong>de</strong> 34 29 57 46<br />
Acção <strong>Social</strong> 5 6 39 25<br />
Habitação 0 0 0 0<br />
Segurança<br />
Quanto à segurança e como po<strong>de</strong>mos observar no gráfico seguinte,<br />
registam – se na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho 148 crimes (ameaças, ofensas à integrida<strong>de</strong><br />
física, furtos, roubos, danos, violência <strong>do</strong>méstica etc.) em 2001 e um ligeiro<br />
aumento no ano 2002 (153). Na freguesia <strong>de</strong> Bencatel verificou – se também um<br />
aumento <strong>do</strong> número <strong>de</strong> crimes mas este mais significativo passan<strong>do</strong> <strong>de</strong> 17 em<br />
2001 para 31 em 2002. Já nas restantes freguesias rurais, na <strong>de</strong> S. Romão baixaram<br />
os valores <strong>de</strong> 23 em 2001 para 18 em 2002 e na freguesia <strong>de</strong> Pardais os valores nem<br />
são significativos, registan<strong>do</strong> – se apenas <strong>do</strong>is crimes no ano 2002 (os quais estão<br />
incluí<strong>do</strong>s no nº <strong>de</strong> crimes da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, da<strong>do</strong> não existir posto em Pardais).<br />
Não obstante, os ligeiros aumentos que se registaram quer na se<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
concelho quer na freguesia rural <strong>de</strong> Bencatel, po<strong>de</strong>mos inferir que em termos <strong>de</strong><br />
segurança não existem motivos <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> preocupação.<br />
Fig. 6 – Gráfico da Criminalida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s Postos da G.N.R. <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong><br />
Viçosa 2001/2002<br />
13 Situação no Final <strong>do</strong> mês <strong>de</strong> Setembro <strong>de</strong> 2003<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
160<br />
140<br />
120<br />
100<br />
80<br />
60<br />
40<br />
20<br />
0<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa 2001<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa 2002<br />
Bencatel 2001<br />
Bencatel 2002<br />
S. Romão 2001<br />
S. Romão 2002<br />
Fonte: G.N.R. – Brigada Territorial nº 3 Grupo Territorial, Destacamento <strong>de</strong> Estremoz<br />
Também a nível da segurança, encontra-se a funcionar o N.E.S. – Núcleo<br />
Escola Segura <strong>do</strong> Destacamento Territorial <strong>de</strong> Estremoz – é uma equipa<br />
constituída por três militares que têm à sua responsabilida<strong>de</strong> todas as escolas <strong>do</strong><br />
concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e pertencem ao Destacamento Territorial <strong>de</strong> Estremoz,<br />
<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>n<strong>do</strong> directamente <strong>do</strong> seu comandante, que é o signatário. O “Projecto<br />
Escola Segura” foi iniciativa <strong>do</strong> Ministério da Administração Interna incluída<br />
num outro mais abrangente <strong>de</strong>nomina<strong>do</strong> “Policiamento Comunitário” on<strong>de</strong> se<br />
incluem outros projectos, tais como “Comércio Seguro”, “I<strong>do</strong>sos em Segurança” e<br />
“Férias Seguras”.<br />
Quadro nº11 – Processos em Tribunal <strong>de</strong> 2000<br />
Tipos <strong>de</strong> Processos<br />
Nº <strong>de</strong> Processos<br />
Cíveis 453<br />
Penais 219<br />
Tutelares 13<br />
Fonte: Tribunal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
No concelho, existe um número significativo <strong>de</strong> associações que<br />
<strong>de</strong>senvolvem activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> carácter social, cultural e <strong>de</strong>sportivo, contribuin<strong>do</strong><br />
<strong>de</strong>sta forma para melhorar a qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida quer <strong>do</strong>s mais i<strong>do</strong>sos quer <strong>do</strong>s<br />
mais jovens.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
4-3- Síntese <strong>do</strong> Enquadramento Regional <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
Após a apresentação <strong>do</strong>s principais traços caracteriza<strong>do</strong>res <strong>do</strong> perfil <strong>do</strong><br />
concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, apresentamos uma breve síntese para uma mais fácil<br />
apreensão <strong>de</strong>sta área.<br />
Quadro nº 12 – Caracterização <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Geografia Física<br />
População e<br />
Demografia<br />
Povoamento<br />
Superfície<br />
O concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa esten<strong>de</strong>-se por uma área <strong>de</strong> 195 Km2<br />
Clima<br />
Tempera<strong>do</strong>, com Invernos frios e chuvosos e verões quentes e secos.<br />
População<br />
A população <strong>do</strong> concelho apresenta-se menos envelhecida em relação à<br />
média regional.<br />
Povoamento<br />
Concentra gran<strong>de</strong> parte da sua população nas freguesias urbanas, a<br />
restante distribui-se pelas freguesias rurais, <strong>de</strong>marcan<strong>do</strong>-se a freguesia<br />
<strong>de</strong> Bencatel.<br />
População Activa População Activa<br />
Está afecta na sua maioria ao sector secundário e terciário, vin<strong>do</strong> o<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Estrutura<br />
Económica<br />
sector primário em último lugar, <strong>de</strong>ixan<strong>do</strong> <strong>de</strong> ter um lugar <strong>de</strong> <strong>de</strong>staque<br />
nas últimas duas décadas.<br />
Taxa <strong>de</strong> activida<strong>de</strong> (2001) – 48,6%<br />
Questões Gerais<br />
A agricultura, indústria extractiva, indústria transforma<strong>do</strong>ra,<br />
construção, comércio, alojamento e restauração, serviços <strong>de</strong> protecção e<br />
segurança e ainda os serviços, fazem parte <strong>do</strong>s principais subsectores<br />
produtivos <strong>do</strong> concelho.<br />
Sistemas <strong>de</strong> produção<br />
Agrícola<br />
Existiam no concelho, segun<strong>do</strong> o RGA (Recenseamento Geral da<br />
Agricultura) <strong>de</strong> 1999, 321 explorações agrícolas que correspondiam a<br />
3,5% <strong>do</strong> total <strong>de</strong> explorações agrícolas <strong>do</strong> Alentejo Central.<br />
Em termos <strong>de</strong> SAU (Superfície Agrícola Utilizada) <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
representa apenas 2,3% da SAU total <strong>do</strong> Alentejo Central (1999),<br />
apresentan<strong>do</strong> assim valores sempre inferiores à média da sub-região. A<br />
activida<strong>de</strong> agrícola evi<strong>de</strong>ncia-se mais propriamente na freguesia <strong>de</strong><br />
Ciladas haven<strong>do</strong> uma maior percentagem <strong>de</strong> hectares <strong>de</strong> terra<br />
utilizada.<br />
O regime <strong>de</strong> exploração privilegia a exploração por conta própria em<br />
<strong>de</strong>trimento <strong>do</strong> regime <strong>de</strong> arrendamento.<br />
Da estrutura produtiva ressaltam as culturas temporárias.<br />
Produtivida<strong>de</strong><br />
Teci<strong>do</strong><br />
Empresarial<br />
Equipamentos e<br />
Infra-estruturas<br />
Indústria<br />
A indústria extractiva e transforma<strong>do</strong>ra têm um papel prepon<strong>de</strong>rante<br />
neste concelho, <strong>de</strong> tal forma que, quan<strong>do</strong> estas activida<strong>de</strong>s ficam mais<br />
fragilizadas toda a estrutura económica se ressente.<br />
Produtivida<strong>de</strong><br />
Mais uma vez o sector das rochas ornamentais <strong>de</strong>sempenha um papel<br />
central no nível <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho. <strong>Vila</strong> Viçosa apresenta<br />
em média uma produtivida<strong>de</strong> superior à da sub-região, a confirmar<br />
está o volume <strong>de</strong> vendas (1999) por pessoa ao serviço, que era <strong>de</strong> 12,1<br />
milhares <strong>de</strong> contos contra 11,0 milhares <strong>de</strong> contos no Alentejo Central<br />
Teci<strong>do</strong> Empresarial<br />
O comércio, o alojamento e restauração, as activida<strong>de</strong>s imobiliárias, a<br />
administração pública e serviços sociais são os subsectores mais<br />
abrangentes <strong>do</strong> concelho.<br />
Equipamentos e Infra-estruturas<br />
Ensino/Educação<br />
Os equipamentos existentes não garantem por completo o bom<br />
funcionamento, constatan<strong>do</strong>-se a falta <strong>de</strong> salas <strong>de</strong> aula e recursos<br />
humanos (auxiliares <strong>de</strong> educação) em alguns níveis <strong>de</strong> ensino.<br />
As escolas apresentam um défice <strong>de</strong> bibliotecas, cantinas, salas <strong>de</strong><br />
estu<strong>do</strong> e convívio.<br />
Saú<strong>de</strong><br />
O concelho encontra-se <strong>de</strong>sprovi<strong>do</strong> <strong>de</strong> um novo centro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> com<br />
serviços <strong>de</strong> urgências permanente e um número <strong>de</strong> camas e médicos<br />
que sejam suficientes para colmatar as necessida<strong>de</strong>s da população.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Da<strong>do</strong> o eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos, verificam-se <strong>de</strong>ficiências ao nível <strong>de</strong><br />
lares <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos, centros <strong>de</strong> dia e <strong>de</strong> noite.<br />
Turismo<br />
Associa<strong>do</strong> ao património edifica<strong>do</strong> existe um conjunto <strong>de</strong> factores<br />
indispensáveis para uma agradável visita a <strong>Vila</strong> Viçosa: a beleza das<br />
paisagens, a hospitalida<strong>de</strong> das suas gentes, o ambiente rural e a<br />
gastronomia que se caracteriza pelas suas viçosíssimas tibornas e<br />
outros <strong>do</strong>ces regionais.<br />
5- Caracterização <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> e das Freguesias<br />
5-1- Freguesias <strong>de</strong> N. S. da Conceição e S. Bartolomeu<br />
5-2- Freguesia <strong>de</strong> Bencatel<br />
5-3- Freguesia <strong>de</strong> Pardais<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
5-4- Freguesia <strong>de</strong> Ciladas<br />
5- Caracterização <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> e das Freguesias<br />
5-1- Freguesia <strong>de</strong> N. S. da Conceição e Freguesia <strong>de</strong> S. Bartolomeu<br />
Historial<br />
Fig. 7 – Igreja <strong>de</strong> N. S. da Conceição<br />
Fig. 8 – Igreja <strong>de</strong> S. Bartolomeu<br />
Fonte: Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Fonte: Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
A igreja <strong>de</strong> Nossa Senhora da<br />
Conceição <strong>de</strong> estilo renascentista,<br />
foi edificada no reina<strong>do</strong> <strong>de</strong> D.<br />
Fernan<strong>do</strong>. Situada <strong>de</strong>ntro da<br />
cerca das muralhas <strong>do</strong> castelo,<br />
<strong>de</strong>stacam-se os azulejos<br />
policroma<strong>do</strong>s que forram as<br />
pare<strong>de</strong>s no seu interior, com<br />
principal <strong>de</strong>staque para a N. S. da<br />
Conceição que também lá se<br />
encontra e foi coroada e<br />
proclamada padroeira <strong>de</strong><br />
Portugal.<br />
A Igreja <strong>de</strong> S. Bartolomeu foi fundada<br />
em 1635 para o colégio <strong>do</strong>s jesuítas,<br />
com a <strong>de</strong>nominação <strong>de</strong> S. João<br />
Evangelista. A sua fachada tal como se<br />
po<strong>de</strong> observar na figura acima está<br />
revestida <strong>de</strong> bardilho (mármore)<br />
branco <strong>de</strong> Montes Claros. Data <strong>de</strong> 1698<br />
e o seu interior é caracteriza<strong>do</strong> pelos<br />
azulejos azuis e brancos com uma talha<br />
da capela-mor <strong>de</strong> Bartolomeu Gomes.<br />
Esta encontra-se situada <strong>de</strong> fronte para<br />
a praça da República (antigo adro <strong>de</strong> S.<br />
Bartolomeu, <strong>de</strong>pois transforma<strong>do</strong> em<br />
Praça Nova).<br />
N. S. da Conceição e S. Bartolomeu são as duas freguesias que constituem a<br />
se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Na freguesia <strong>de</strong> Conceição encontram-se os mais belos e importantes<br />
monumentos da <strong>Vila</strong>, <strong>do</strong>s quais se <strong>de</strong>stacam o Castelo e o Paço Ducal.<br />
Em 1270 D. Afonso III reedifica a vila e conce<strong>de</strong>-lhe a carta <strong>de</strong> foral, começa<br />
então aqui o engran<strong>de</strong>cimento <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa que aumentou com a edificação <strong>do</strong><br />
Castelo por D. Dinis. D. Jaime foi consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong> uma figura <strong>de</strong> <strong>de</strong>staque neste<br />
engran<strong>de</strong>cimento, construiu igrejas, aumentou as proprieda<strong>de</strong>s <strong>do</strong>s conventos<br />
existentes, conjugan<strong>do</strong> uma série <strong>de</strong> estilos que fariam daquela época um<br />
momento <strong>de</strong> relevo na história da arquitectura.<br />
No Paço <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa <strong>de</strong>stacam-se as salas das Virtu<strong>de</strong>s das Duquesas, da<br />
Rainha e <strong>de</strong> David com distinção particular para o rodapé <strong>de</strong> azulejos <strong>de</strong><br />
Talavera. Merece também realce os belos caixotões da sala <strong>do</strong>s Duques e o<br />
oratório <strong>de</strong> D. Catarina.<br />
No que se refere ao Castelo que fora manda<strong>do</strong> edificar por D. Afonso III, é<br />
uma fortificação amuralhada que em alguns casos os muros chegam a atingir<br />
quatro e seis metros <strong>de</strong> espessura.<br />
Um outro monumento importante é o Pelourinho que data <strong>de</strong> mea<strong>do</strong>s <strong>do</strong><br />
século XVI, feito em granito e apresenta alguns pormenores <strong>do</strong> estilo gótico, com<br />
uma coluna <strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> oito metros <strong>de</strong> altura e uma roca golpeada que se<br />
encontra na sua parte superior.<br />
O Convento da Esperança data <strong>do</strong> século XV e há a salientar os azulejos <strong>do</strong><br />
seu interior policroma<strong>do</strong>s com características italianas.<br />
O Convento das Chagas possui uma igreja com um interessante pórtico da<br />
renascença e no seu interior diversos quadros <strong>de</strong> azulejos, seiscentistas alusivos à<br />
virgem.<br />
A Tapada Real possui um espaço <strong>de</strong> aproximadamente vinte quilómetros<br />
quadra<strong>do</strong>s amuralhada on<strong>de</strong> antigamente se organizavam gran<strong>de</strong>s caçadas a<br />
vea<strong>do</strong>s, javalis, etc.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Fazem parte da freguesia <strong>de</strong> S. Bartolomeu, a igreja da Misericórdia, a<br />
igreja da Lapa, a igreja <strong>de</strong> Stº António e os Paços <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>.<br />
Enquanto a Igreja da Lapa fora edificada no Campo <strong>do</strong> Carrascal em 1756, as<br />
igrejas <strong>de</strong> S. Bartolomeu e Misericórdia foram edificadas na Praça da Republica.<br />
Situada na face sul da Praça da República encontra-se o edifício da Câmara<br />
Municipal construí<strong>do</strong> em 1754-57 por José Francisco <strong>de</strong> Abreu.<br />
No início da Avenida Bento <strong>de</strong> Jesus Caraça fica situada a igreja <strong>do</strong> Espírito<br />
Santo (S.C.M.V.V.) a qual foi edificada sob a égi<strong>de</strong> <strong>de</strong> D. João I, cujo brasão se vê<br />
na fachada principal.<br />
.<br />
Demografia<br />
As freguesias <strong>de</strong> N. S. da Conceição e S. Bartolomeu ocupam uma área total<br />
<strong>de</strong> 33,0 Km2 ten<strong>do</strong>-se regista<strong>do</strong> um aumento significativo da população resi<strong>de</strong>nte<br />
na freguesia <strong>de</strong> Conceição, passan<strong>do</strong> <strong>de</strong> 4009 indivíduos para 4364 (<strong>de</strong> acor<strong>do</strong><br />
com os da<strong>do</strong>s <strong>do</strong> I.N.E. 91/01). Destes 2113 são homens e 2251 são mulheres. Esta<br />
freguesia contribuiu assim, para o aumento da população na se<strong>de</strong> <strong>de</strong> concelho,<br />
contrariamente ao que se verificou na freguesia <strong>de</strong> S. Bartolomeu que passou <strong>de</strong><br />
1262 indivíduos (1991) para 1078 (2001).<br />
Quadro nº 13 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo.<br />
Grupos <strong>de</strong><br />
Ida<strong>de</strong>s<br />
N.S. Conceição<br />
S. Bartolomeu<br />
Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
0-14 327 350 72 66<br />
15-24 334 325 78 55<br />
25-64 1162 1188 255 272<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
65 ou + 290 388 105 175<br />
Total 2113 2251 510 568<br />
Fonte: Resulta<strong>do</strong>s Provisórios <strong>do</strong>s Censos <strong>de</strong> 2001.<br />
Fig. 9 – Total da População Resi<strong>de</strong>nte na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, segun<strong>do</strong> o Grupo<br />
Etário e Sexo.<br />
3000<br />
2500<br />
2000<br />
1500<br />
Homens<br />
Mulheres<br />
1000<br />
500<br />
0<br />
0-14 15-24 25-64 65 ou + Total<br />
Grupos Etários<br />
Fonte: Resulta<strong>do</strong>s Provisórios <strong>do</strong>s Censos 2001.<br />
Na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho não se constata um envelhecimento populacional<br />
muito acentua<strong>do</strong>, verifican<strong>do</strong>-se um número <strong>de</strong> jovens consi<strong>de</strong>ravelmente<br />
superior ao número <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos.<br />
De acor<strong>do</strong> com os censos <strong>de</strong> 2001, tanto a taxa <strong>de</strong> natalida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Conceição<br />
(9,62%) como a <strong>de</strong> S. Bartolomeu (8,35%) apresentaram-se superiores à <strong>do</strong><br />
concelho 8,34%. As taxas <strong>de</strong> mortalida<strong>de</strong> registaram valores muito inferiores às<br />
das freguesias rurais.<br />
Quanto à taxa <strong>de</strong> mortalida<strong>de</strong> infantil não se registam quaisquer valores a<br />
nível concelhio.<br />
Habitação<br />
Em relação às características gerais <strong>do</strong> edifica<strong>do</strong>, os edifícios que se<br />
localizam nas vias principais caracterizam-se por <strong>do</strong>is pisos e geralmente o piso<br />
térreo é utiliza<strong>do</strong> para comércio ou serviços. O restante aglomera<strong>do</strong> é constituí<strong>do</strong><br />
por edifícios <strong>de</strong> um a <strong>do</strong>is pisos e o seu uso é mais habitacional.<br />
A freguesia <strong>de</strong> Conceição em 2001 contava com 1376 edifícios, ten<strong>do</strong>-se<br />
verifica<strong>do</strong> o maior número <strong>de</strong> construções no perío<strong>do</strong> entre 1971 e 1990. Já em S.<br />
Bartolomeu o mesmo não se verifica, ten<strong>do</strong> ocorri<strong>do</strong> o maior número <strong>de</strong><br />
construções no perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> 1946 a 1970, correspon<strong>de</strong>n<strong>do</strong> esta freguesia à parte<br />
mais antiga da <strong>Vila</strong>.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quadro nº14 – Nº <strong>de</strong> Edifícios segun<strong>do</strong> a época <strong>de</strong> construção<br />
N. S. Da Conceição S. Bartolomeu<br />
Época <strong>de</strong> Construção Nº <strong>de</strong> Edifícios Nº <strong>de</strong> Edifícios<br />
Antes <strong>de</strong> 1919 252 94<br />
De 1919 a 1945 137 99<br />
De 1946 a 1970 175 149<br />
De 1971 a 1990 553 62<br />
De 1991 a 2001 259 15<br />
Fonte: Resulta<strong>do</strong>s provisórios <strong>do</strong>s Censos 2001<br />
No que concerne à habitação social municipal existem cerca <strong>de</strong> vinte cinco<br />
fogos em regime <strong>de</strong> renda apoiada os quais foram construí<strong>do</strong>s para dar melhores<br />
condições <strong>de</strong> habitabilida<strong>de</strong> às oitenta e nove pessoas que neles resi<strong>de</strong>m.<br />
Existem ainda vinte e cinco fogos <strong>de</strong> habitação social, os quais são<br />
património <strong>do</strong> IGAPHE (Instituto <strong>de</strong> Gestão e Alienação <strong>do</strong> Património<br />
Habitacional <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>).<br />
Quanto ao sistema cooperativo habitacional foram construídas entre 1984 e<br />
2002 cerca <strong>de</strong> 174 fogos.<br />
Em 2001 foram licencia<strong>do</strong>s 27 edifícios para construção.<br />
Existem na freguesia <strong>de</strong> N. S. da Conceição 41 montes isola<strong>do</strong>s não<br />
habita<strong>do</strong>s e 14 montes isola<strong>do</strong>s habita<strong>do</strong>s. Dos 14 montes habita<strong>do</strong>s, 10 são<br />
habita<strong>do</strong>s por não i<strong>do</strong>sos e 4 por i<strong>do</strong>sos (ver Anexo I).<br />
Educação<br />
A se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho apresenta <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com os resulta<strong>do</strong>s <strong>de</strong>finitivos <strong>do</strong><br />
INE (2001) e comparativamente às outras freguesias, uma taxa <strong>de</strong> analfabetismo<br />
não muito elevada, cerca <strong>de</strong> 8,8% em média verifican<strong>do</strong>-se um <strong>de</strong>créscimo<br />
relativamente ao resulta<strong>do</strong> publica<strong>do</strong> nos últimos censos (11%).<br />
Sen<strong>do</strong> a taxa <strong>de</strong> analfabetismo pouco acentuada existem ainda 435 pessoas<br />
analfabetas e a maior parte da população possui apenas a instrução primária<br />
(1861 indivíduos), 580 indivíduos possuem o ensino preparatório, 607 o terceiro<br />
ciclo, 1056 o ensino secundário e 590 outros níveis <strong>de</strong> ensino.<br />
Nos quadros 15 e 16, po<strong>de</strong>mos observar o número <strong>de</strong> professores, o<br />
número <strong>de</strong> alunos e o número <strong>de</strong> estabelecimentos <strong>de</strong> ensino e salas <strong>de</strong> que estas<br />
freguesias dispõem<br />
Quadro nº 15 – Nº <strong>de</strong> Estabelecimentos e Nº <strong>de</strong> alunos<br />
Nº <strong>de</strong> estabelecimentos <strong>de</strong> ensino Nº <strong>de</strong> alunos<br />
1 Jardim <strong>de</strong> Infância 67<br />
1 Jardim <strong>de</strong> Infância da Santa Casa da Misericórdia 112<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
1 Escola <strong>do</strong> 1º Ciclo <strong>do</strong> Ensino Básico da Santa Casa da Misericórdia 26<br />
1 E.B. 1 nº 2 90<br />
1 Escola Básica 2 D. João IV 208 14<br />
1 Escola Secundária Públia Hortênsia <strong>de</strong> Castro 857<br />
1 E.B. 1 nº 1 127<br />
Fonte: Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Por <strong>de</strong>spacho da Srª Directora Regional <strong>de</strong> Educação, data<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
04/05/2003, foi homologada a proposta <strong>de</strong> constituição <strong>de</strong> um Agrupamento<br />
Vertical, com se<strong>de</strong> na Escola Básica 2 D. João IV <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, que inclui to<strong>do</strong>s os<br />
estabelecimentos <strong>de</strong> educação e ensino abrangi<strong>do</strong>s pelo anterior Agrupamento -<br />
horizontal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa. Do actual Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
fazem parte as seguintes escolas e estabelecimentos <strong>de</strong> educação e ensino:<br />
Os Jardins <strong>de</strong> infância <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, Pardais, Bencatel e S. Romão, as<br />
Escolas E.B.1 nº 1 e 2 <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, E.B.1 <strong>de</strong> Pardais, E.B.1 <strong>de</strong> Bencatel, E.B.1 e<br />
EBM <strong>de</strong> S. Romão e a E.B. 2 D. João IV, que no seu conjunto possuem 683 alunos e<br />
71 <strong>do</strong>centes e educa<strong>do</strong>res em exercício <strong>de</strong> funções. A equipa <strong>de</strong> pessoal não<br />
<strong>do</strong>cente é composta por 25 auxiliares <strong>de</strong> acção educativa, 8 funcionários<br />
administrativos e 3 funcionários da acção social escolar.<br />
Relativamente, à Escola Secundária Públia Hortênsia <strong>de</strong> Castro <strong>de</strong> V.<br />
Viçosa que ministra o 3º ciclo (7º, 8º e 9º anos) e o ensino secundário (10º, 11º e 12º<br />
anos) que lecciona os quatro agrupamentos <strong>do</strong> Ensino Secundário possui cerca <strong>de</strong><br />
857 alunos e um corpo <strong>do</strong>cente constituí<strong>do</strong> por 111 professores. Da equipa <strong>de</strong><br />
pessoal não <strong>do</strong>cente fazem parte 9 funcionários administrativos, 27 auxiliares <strong>de</strong><br />
acção educativa, 4 cozinheiras e um guarda-nocturno.<br />
No âmbito <strong>do</strong> <strong>de</strong>spacho 279 <strong>de</strong> 2002 estão também a ser ministra<strong>do</strong>s nesta<br />
escola 2 cursos <strong>de</strong> Formação Educação – Electricida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Instalações e Geriatria.<br />
Quadro nº 16 – Nº <strong>de</strong> Salas e <strong>de</strong> Professores por Estabelecimento <strong>de</strong> Ensino<br />
Agrupamento<br />
Estabelecimentos<br />
<strong>de</strong> Ensino<br />
Jardim <strong>de</strong><br />
Infância<br />
E.B. <strong>do</strong> 1º Ciclo<br />
nº 1<br />
Escola Básica 2<br />
D. João IV 15<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Salas<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Prof./Educ.<br />
3 4<br />
Nº <strong>de</strong><br />
F. <strong>de</strong> S. <strong>de</strong><br />
Administração<br />
Escolar<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Auxiliares<br />
<strong>de</strong> Acção<br />
Educativa<br />
8 11 2<br />
Cozinheira<br />
Guarda<br />
nocturno<br />
14 35 8 13 1<br />
E.B.1 nº 2 6 8 3<br />
Jardim <strong>de</strong> 6 10 1 18 1+1<br />
14 Este número inclui 11 alunos <strong>do</strong> 4º ano<br />
15 Escola - Se<strong>de</strong> <strong>do</strong> Agrupamento<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Infância da Santa<br />
Casa da<br />
Misericórdia<br />
Creche da<br />
S.C.M.V.V.<br />
Escola <strong>do</strong> 1º<br />
Ciclo <strong>do</strong> Ensino<br />
Básico da<br />
S.C.M.V.V.<br />
Escola Secundária<br />
Públia Hortênsia<br />
<strong>de</strong> Castro<br />
5 5 5<br />
2 2<br />
48 111 9 27 4 1<br />
Fonte: Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Dos 857 alunos, 113 pertencem ao Ensino Recorrente, sen<strong>do</strong> 30 <strong>do</strong> ensino<br />
básico e 83 <strong>do</strong> ensino secundário.<br />
Da responsabilida<strong>de</strong> da Coor<strong>de</strong>nação Concelhia <strong>de</strong> Educação Recorrente e<br />
Extra-Escolar <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, existem 2 cursos <strong>de</strong> adultos (um <strong>de</strong> 1º ciclo e outro<br />
<strong>de</strong> Educação Extra – Escolar/Alfabetização) num total <strong>de</strong> 23 alunos.<br />
Nos últimos cinco anos tem-se vin<strong>do</strong> a verificar uma ligeira diminuição na<br />
frequência lectiva <strong>do</strong> número <strong>de</strong> alunos, nos vários níveis <strong>de</strong> ensino.<br />
<strong>Vila</strong> Viçosa conta ainda com um Pólo da EPRAL (Escola Profissional da<br />
Região Alentejo) sito no Parque Industrial, on<strong>de</strong> está a ser ministra<strong>do</strong> apenas um<br />
curso <strong>de</strong> contabilida<strong>de</strong>, da<strong>do</strong> que se prevê o seu encerramento. Neste curso estão<br />
inscritos cerca <strong>de</strong> 20 alunos e foi o único aprova<strong>do</strong> para o ano lectivo <strong>de</strong><br />
2003/2004. Este facto, levou a que muitos <strong>do</strong>s jovens <strong>do</strong> concelho já no <strong>de</strong>correr<br />
<strong>de</strong>ste ano tivessem que frequentar o pólo <strong>de</strong> Estremoz.<br />
Saú<strong>de</strong><br />
Existe na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho um Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>, o qual integra três<br />
extensões nas freguesias <strong>de</strong> Bencatel, Ciladas e Pardais.<br />
No Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> existem consultas <strong>de</strong> adultos, saú<strong>de</strong> infantil, saú<strong>de</strong><br />
materna, planeamento familiar e quinzenalmente consultas <strong>de</strong> psiquiatria.<br />
Para além <strong>de</strong>stes serviços, existe ainda o apoio <strong>do</strong>miciliário integra<strong>do</strong>. O<br />
mesmo é feito por um médico e um enfermeiro sempre que haja necessida<strong>de</strong>.<br />
Quanto ao internamento, presentemente <strong>de</strong>tém uma lotação <strong>de</strong> <strong>de</strong>z camas<br />
e a faixa etária <strong>do</strong>s utentes situa-se entre os sessenta e os oitenta e cinco anos.<br />
Ainda a salientar neste serviço é o número <strong>de</strong> utentes em permanente lista <strong>de</strong><br />
espera.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
No que se refere ao horário <strong>do</strong> S.A.P. este funciona <strong>de</strong> segunda a sexta-feira<br />
das 12h às 24h. Durante o perío<strong>do</strong> da manhã este serviço é assegura<strong>do</strong> pelos<br />
“Médicos <strong>de</strong> Família “ ou em alternativa pelos médicos <strong>de</strong> serviço às consultas.<br />
Os perío<strong>do</strong>s nocturnos e fins <strong>de</strong> semana ficam a <strong>de</strong>scoberto.<br />
Em relação à equipa técnica, existem 5 médicos <strong>de</strong> clínica geral e 1 <strong>de</strong> saú<strong>de</strong><br />
pública que pertencem aos quadros <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>, o qual comporta mais<br />
um lugar no quadro para um médico <strong>de</strong> clínica geral. No entanto, esta vaga está a<br />
ser coberta por uma médica contratada, isto é existem ao to<strong>do</strong> seis médicos <strong>de</strong><br />
família.<br />
Da equipa técnica fazem também parte sete enfermeiros <strong>do</strong> quadro (para o<br />
qual ainda se encontram abertas três vagas), um enfermeiro contrata<strong>do</strong> e três em<br />
acumulação <strong>de</strong> funções.<br />
O pessoal técnico ao serviço encontra – se afecto aos vários sectores, em<br />
dias diferentes.<br />
Em relação à equipa não técnica, existem seis administrativos, um<br />
administrativo contrata<strong>do</strong> e um auxiliar a <strong>de</strong>sempenhar funções administrativas.<br />
Existe ainda <strong>de</strong>z auxiliares <strong>de</strong> apoio e vigilância, um cozinheiro, um auxiliar <strong>de</strong><br />
alimentação e um capelão.<br />
A nível priva<strong>do</strong> e quanto às infra-estruturas existem, 3 farmácias, 1<br />
laboratório <strong>de</strong> análises clínicas, 1 clínica particular e 6 consultórios particulares.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
Estas freguesias dispõem em termos <strong>de</strong> equipamentos sociais <strong>de</strong> apoio à<br />
infância:<br />
- 2 jardins <strong>de</strong> infância (1 da Sta Casa da Misericórdia e 1 público)<br />
- 1 creche (S. C. M. V.V.)<br />
- 1 Escola <strong>de</strong> 1º ciclo – S.C.M.V.V.<br />
- 2 Escolas 1º ciclo – re<strong>de</strong> pública<br />
- 2 ATLS – S.C.M.V.V. e Cáritas<br />
- 1 Lar Juvenil – S.C.M.V.V.<br />
No que se refere aos equipamentos <strong>de</strong> apoio aos i<strong>do</strong>sos existe:<br />
- 1 Lar <strong>de</strong> I<strong>do</strong>sos (S.C.M.V.V.)<br />
- 1 Centro <strong>de</strong> Dia (S.C.M.V.V.)<br />
- 1 Centro <strong>de</strong> Convívio (MURPI)<br />
- 2 Serviços <strong>de</strong> Apoio Domiciliário (Cáritas e S.C.M.V.V.)<br />
- 1 Centro <strong>de</strong> Convívio da Cáritas<br />
Quadro nº17 – Equipamentos Sociais<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Equipamentos/Valências Ida<strong>de</strong>s Capacida<strong>de</strong> Nº <strong>de</strong> Utentes<br />
Jardim <strong>de</strong> Infância - S.C.M.V.V. 3-5 anos 120 112<br />
Creche – S.C.M.V.V. 4 meses-3anos 60 62<br />
Escola Primária - S.CM.V.V. 5/6-9/10 anos - 26<br />
ATL – S.C.M.V.V. 6-12 - 55<br />
ATL – Cáritas 3-12 120 16 67<br />
Lar - S.C.M.V.V. - 56 55<br />
Centro <strong>de</strong> Dia - S.C.M.V.V. - 40 16<br />
Lar Juvenil – S.C.M.V.V. 6-12 12 12<br />
Apoio Domiciliário – S.C.M.V.V. Todas 55 17 71<br />
Apoio Domiciliário - Cáritas Todas 120 18 43<br />
Centro <strong>de</strong> Convívio - Cáritas Todas - 8<br />
Fonte: Inquéritos/Instituições 2003<br />
Segurança<br />
De acor<strong>do</strong> com os registos e a informação obtida junto da Guarda Nacional<br />
Republicana <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa po<strong>de</strong>mos afirmar que não existem problemas <strong>de</strong><br />
maior quer a nível da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho como das restantes freguesias.<br />
O quadro que se segue ilustra-nos os conflitos regista<strong>do</strong>s pelas autorida<strong>de</strong>s<br />
no qual se verifica que houve um aumento significativo em três tipos <strong>de</strong> crime,<br />
ofensas à integrida<strong>de</strong> física simples e furtos, danos e maus tratos, infracções <strong>de</strong><br />
regras <strong>de</strong> segurança, <strong>de</strong>stacan<strong>do</strong>-se o aumento <strong>do</strong> nº <strong>de</strong> ocorrências <strong>de</strong> danos.<br />
Quanto ao rácio <strong>de</strong> criminalida<strong>de</strong> (habitantes/nº <strong>de</strong> crimes), as freguesias<br />
<strong>de</strong> N.S. da Conceição e S. Bartolomeu contaram com 42,6 crimes em 2003, por<br />
cada mil habitantes.<br />
Quadro. 18– Crimes Regista<strong>do</strong>s por Tipo <strong>de</strong> Crime nos Anos <strong>de</strong> 2002/2003<br />
Tipo <strong>de</strong> Crime<br />
Ano<br />
2002<br />
Ano<br />
2003<br />
Ameaças 8 15<br />
Ofensas à Integrida<strong>de</strong> Física Simples 38 31<br />
Ofensas à Integrida<strong>de</strong> Física Grave 2 1<br />
Difamação 7 3<br />
Furtos (Simples e Qualifica<strong>do</strong>) 38 47<br />
Roubos 3 1<br />
Danos 19 40<br />
Abuso <strong>de</strong> Confiança 2 3<br />
16 Capacida<strong>de</strong> Total <strong>de</strong> utentes <strong>do</strong> concelho<br />
17 Capacida<strong>de</strong> total <strong>de</strong> utentes <strong>do</strong> concelho<br />
18 Capacida<strong>de</strong> total <strong>de</strong> utentes <strong>do</strong> concelho<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Falsificação <strong>de</strong> Documentos 4 1<br />
Desobediência 1 -<br />
Condução s/Habilitação Legal 9 8<br />
Violência Doméstica 6 -<br />
Condução com excesso <strong>de</strong> álcool (superior a 5 2<br />
1,20 g/l)<br />
Legislação Vária 8 -<br />
Violação <strong>de</strong> Domicílio/Invasão <strong>de</strong> Proprieda<strong>de</strong> - 1/1<br />
Burla c/ cheques/cheques sem provisão 4 2/1<br />
Maus tratos, infracções a regras <strong>de</strong> segurança - 11<br />
Homicídio 2 2<br />
Devassa <strong>de</strong> vida privada - 2<br />
Injurias/Injurias à Autorida<strong>de</strong> 1 3/2<br />
Jogo <strong>de</strong> Fortuna ou Azar - 3<br />
Furto e Uso <strong>de</strong> Veiculo/Falsificação <strong>de</strong> - 1/1<br />
Matricula<br />
Caça Ilegal - 1<br />
Exibicionismo - 1<br />
Posse <strong>de</strong> Estupefacientes - 1<br />
Incêndio - 1<br />
Total 156 186<br />
Fonte: G.N.R. <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Emprego e Formação Profissional<br />
Em Maio <strong>de</strong> 2003 existiam na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> 177 <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s (H–<br />
71/M–106), inscritos no Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong> Estremoz com maior incidência na<br />
faixa etária <strong>do</strong>s 25 aos 44 anos. Comparativamente ao mês homólogo <strong>de</strong> 2002,<br />
po<strong>de</strong>mos inferir que houve uma subida bastante significativa <strong>do</strong> rácio masculino<br />
ao mesmo tempo que se registou uma <strong>de</strong>scida <strong>do</strong> rácio feminino, continuan<strong>do</strong><br />
este último a registar valores mais altos.<br />
Quadro nº 19 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por escalão Etário e por Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
2002/2003<br />
Maio 2002 Maio 2003<br />
Escalão Etário Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
< 25 Anos 10 30 13 21<br />
25 - 44 Anos 15 78 33 65<br />
45 – 54 Anos 7 10 14 9<br />
> = 55Anos 16 14 11 11<br />
Total 48 132 71 106<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Fonte: I.E.F.P.<br />
Neste mesmo perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> tempo, este concelho e principalmente a freguesia<br />
<strong>de</strong> Conceição que é on<strong>de</strong> se encontram instaladas a maior parte das indústrias<br />
ligadas ao sector <strong>do</strong> mármore, ressentiu-se com o facto <strong>de</strong>ste sector ter passa<strong>do</strong><br />
por algumas dificulda<strong>de</strong>s económicas diminuin<strong>do</strong> o número <strong>de</strong> exportações.<br />
Sen<strong>do</strong> que, este sector emprega na sua maioria homens.<br />
Em relação ao sector pre<strong>do</strong>minante, temos mais recentemente uma nova<br />
leitura, isto é, aquele que tem mais peso é o terciário quer na freguesia <strong>de</strong><br />
Conceição, quer na freguesia <strong>de</strong> S. Bartolomeu.<br />
No quadro que se segue, po<strong>de</strong>mos inferir que são as mulheres que estão<br />
mais ligadas a este sector.<br />
Quadro nº 20 – População Resi<strong>de</strong>nte por Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> Económica<br />
N.S. da Conceição<br />
S. Bartolomeu<br />
Sector <strong>de</strong> Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
Activida<strong>de</strong><br />
Primário 35 16 14 9<br />
Secundário 612 131 117 24<br />
Terciário 523 751 127 196<br />
Fonte: Censos <strong>de</strong> 2001<br />
Quanto à situação face ao emprego não são relevantes os números à<br />
procura <strong>do</strong> primeiro emprego mas sim à procura <strong>de</strong> novo emprego, registan<strong>do</strong>-se<br />
como é óbvio um aumento <strong>do</strong>s valores <strong>do</strong> sexo masculino.<br />
Quadro nº 21 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Categorias e Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
2002/2003<br />
Maio 2002 Maio 2003<br />
Categoria Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
Primeiro Emprego 5 10 3 6<br />
Novo Emprego 43 122 68 100<br />
Fonte: I.E.F.P.<br />
Relativamente ao tempo <strong>de</strong> inscrição, segun<strong>do</strong> os da<strong>do</strong>s forneci<strong>do</strong>s pelo<br />
Centro <strong>de</strong> Emprego existe um número consi<strong>de</strong>rável <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s inscritos<br />
há um ano ou mais.<br />
No que concerne às habilitações literárias, o maior número <strong>do</strong>s<br />
<strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s possuem entre o nono e o décimo segun<strong>do</strong> ano e entre o quarto e<br />
o sexto ano.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Das profissões pretendidas pelos <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s inscritos no Centro <strong>de</strong><br />
Emprego, <strong>de</strong>stacam-se em maior número os emprega<strong>do</strong>s <strong>de</strong> escritório, os<br />
trabalha<strong>do</strong>res não qualifica<strong>do</strong>s – serviços e comércio e ainda os operários e<br />
trabalha<strong>do</strong>res similares da indústria extractiva e construção civil.<br />
Activida<strong>de</strong>s Económicas<br />
O sector mais representativo da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho é neste momento o sector<br />
terciário, este mais liga<strong>do</strong> aos serviços <strong>de</strong> natureza social, empregan<strong>do</strong> na sua<br />
totalida<strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> 1597 pessoas. No entanto e da<strong>do</strong> o potencial <strong>do</strong> concelho,<br />
constata-se que a activida<strong>de</strong> industrial que se encontra bastante ligada à extracção<br />
<strong>do</strong>s mármores e estan<strong>do</strong> actualmente mais ligada à transformação <strong>do</strong>s mesmos<br />
também continua bem representada. Tratan<strong>do</strong>-se portanto <strong>de</strong> uma das<br />
activida<strong>de</strong>s económicas mais importantes e das que gera mais postos <strong>de</strong> trabalho<br />
(884).<br />
Em conformida<strong>de</strong> com o R.G.A./99 (Recenseamento Geral da Agricultura),<br />
a ocupação da área agrícola é <strong>de</strong> 2167 hectares que correspon<strong>de</strong> a 141 explorações.<br />
Segun<strong>do</strong> a dimensão da SAU (Superfície Agrícola Utilizada) as explorações são na<br />
sua maioria <strong>de</strong> menos <strong>de</strong> 20 hectares, o que quer dizer que pre<strong>do</strong>mina a pequena<br />
exploração, a qual é limitada em parte pelas zonas <strong>de</strong> extracção <strong>do</strong>s mármores.<br />
O número <strong>de</strong> trabalha<strong>do</strong>res por conta própria é mais eleva<strong>do</strong> com ida<strong>de</strong>s<br />
compreendidas entre os 55 - 65 e mais <strong>de</strong> 65 anos e o nível <strong>de</strong> instrução situa-se<br />
essencialmente no básico.<br />
Quanto à utilização das terras nestas duas freguesias, estas são utilizadas<br />
essencialmente na cultura <strong>do</strong> olival, para pra<strong>do</strong>s e pastagens permanentes, para<br />
pra<strong>do</strong>s temporários e culturas forrageiras.<br />
Na pecuária são os ovinos a espécie com maior relevo, seguida das aves.<br />
Quadro nº 22 - Enumeração das Activida<strong>de</strong>s existentes na Freguesia<br />
Activida<strong>de</strong>s<br />
Número<br />
Boutique 15<br />
Bares/Cafés 3+12<br />
Cabeleireiro 6<br />
Farmácia 3<br />
Minimerca<strong>do</strong>s/mercearias 14<br />
Padaria 4<br />
Pastelaria 9<br />
Queijaria 1<br />
Talho 8<br />
Sapataria 5<br />
Mobiliário 5<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Associativismo e Equipamentos Desportivos, Recreativos e<br />
Culturais<br />
Existem na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho:<br />
- 13 associações;<br />
- 1 biblioteca;<br />
- 1 poli<strong>de</strong>sportivo;<br />
- 2 courts <strong>de</strong> ténis;<br />
- 2 campos <strong>de</strong> futebol (1 <strong>de</strong> futebol 11 e 1 <strong>de</strong> futebol 5);<br />
- Piscinas municipais (coberta e <strong>de</strong>scoberta);<br />
- 2 ginásios;<br />
- 1 museu;<br />
- 1parque infantil.<br />
Das 13 associações há a <strong>de</strong>stacar segun<strong>do</strong> a sua <strong>de</strong>signação: Os Lions<br />
Clube, Conferência <strong>de</strong> S. Vicente <strong>de</strong> Paulo <strong>de</strong> Nossa Senhora da Conceição, a<br />
Associação Juvenil Dr. Jardim, a Associação Intergeracional <strong>de</strong> Solidarieda<strong>de</strong>, a<br />
Socieda<strong>de</strong> Filarmónica, a Socieda<strong>de</strong> Columbófila Calipolense, o Calipolense, o<br />
Motoclub, o Ténis Clube, o MURPI, o Grupo Desportivo Bairrense, Grupo <strong>de</strong><br />
Teatro Ama<strong>do</strong>res <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, Casa <strong>do</strong> Benfica, o Corpo Nacional <strong>de</strong> Escutas e<br />
a Associação Humanitária <strong>do</strong>s Bombeiros <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Descrição das associações a partir <strong>do</strong> seu funcionamento:<br />
♦ Lions Clube <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa – Prestam apoio à comunida<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong><br />
Viçosa, procuran<strong>do</strong> o bem estar na vertente social, cultural, moral e cívica <strong>do</strong>s<br />
cidadãos.<br />
No que se refere aos serviços, prestam apoio: na área da saú<strong>de</strong> através <strong>de</strong><br />
consultas e <strong>do</strong>ação <strong>de</strong> óculos a pessoas carenciadas e ainda através da organização<br />
<strong>de</strong> rastreios; na área da acção social, integração <strong>do</strong>s imigrantes ao nível <strong>do</strong><br />
trabalho, alojamento, etc; na área cultural, através da organização <strong>de</strong> eventos<br />
culturais (exposições e espectáculos musicais); e ainda proce<strong>de</strong>m à distribuição <strong>de</strong><br />
cabazes <strong>de</strong> natal, <strong>de</strong> roupas e outros bens <strong>de</strong> 1ª necessida<strong>de</strong>; apoio aos jovens<br />
(empregos, bolsas <strong>de</strong> estu<strong>do</strong>, intercâmbio <strong>de</strong> jovens a nível internacional, campos<br />
<strong>de</strong> férias a nível <strong>de</strong> estu<strong>do</strong>s, cursos) etc.<br />
♦ Conferência <strong>de</strong> S. Vicente <strong>de</strong> Paulo <strong>de</strong> Nossa Senhora da Conceição – Esta<br />
instituição presta assistência ao <strong>do</strong>micílio a pessoas i<strong>do</strong>sas ou <strong>de</strong>ficientes com<br />
poucos recursos económicos.<br />
Quanto às áreas <strong>de</strong> intervenção <strong>de</strong>stacam-se, a pequena contribuição<br />
monetária, consoante os recursos disponíveis; companhia às pessoas mais sós;<br />
diálogo e escuta <strong>de</strong> problemas, seguin<strong>do</strong> a carida<strong>de</strong> cristã.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
No que se refere ao nº <strong>de</strong> pessoas que recorrem aos seus serviços contam-se<br />
<strong>de</strong> momento 25 pessoas.<br />
♦ Associação Juvenil Dr. Jardim – Esta associação <strong>de</strong>senvolve algumas<br />
activida<strong>de</strong>s entre as quais se encontram: a organização <strong>de</strong> eventos culturais<br />
(exposições, concertos, mostras <strong>de</strong> artesanato, etc.); ocupação <strong>de</strong> tempos livres;<br />
intercâmbios juvenis; informação juvenil; secção informática; secção <strong>de</strong> fotografia;<br />
secção <strong>de</strong> audiovisuais.<br />
Em média, anualmente realizam-se 6 cursos <strong>de</strong>: informática; Cursos <strong>de</strong><br />
dirigentes associativos; formação <strong>de</strong> forma<strong>do</strong>res. Estes cursos contam em média<br />
com 12 forman<strong>do</strong>s a partir <strong>do</strong>s 16 anos.<br />
Quanto à ocupação <strong>do</strong>s tempos livres realizam-se activida<strong>de</strong>s nas mais<br />
variadas áreas tais como: artes plásticas, conhecimento <strong>do</strong> meio, artes dramáticas<br />
e informática.<br />
♦ Associação Intergeracional <strong>de</strong> Solidarieda<strong>de</strong> – A Associação Intergeracional <strong>de</strong><br />
Solidarieda<strong>de</strong> conta com 31 sócios.<br />
No que se refere às activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas por esta associação:<br />
Reuniões <strong>de</strong> sensibilização sobre o problema <strong>do</strong> envelhecimento e o projecto <strong>de</strong><br />
vida; a entreajuda no <strong>do</strong>mínio da amiza<strong>de</strong>, <strong>do</strong> acompanhamento em passeios e na<br />
<strong>do</strong>ença; Convívios Partilha e Encontros.<br />
♦ Socieda<strong>de</strong> Filarmónica – É constituída por 720 sócios e <strong>de</strong>senvolve activida<strong>de</strong>s<br />
relacionadas com as actuações da Banda Filarmónica ao longo <strong>do</strong> ano. Funciona<br />
como Escola <strong>de</strong> Música.<br />
♦ Socieda<strong>de</strong> Columbófila Calipolense – Encontra-se a funcionar num edifício<br />
proprieda<strong>de</strong> da Câmara Municipal. A principal activida<strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvida é a<br />
columbofilia.<br />
♦ Calipolense – É um clube <strong>de</strong>sportivo cuja activida<strong>de</strong> principal é o futebol,<br />
possui duas equipas <strong>de</strong> futebol 11 (1 sénior e outra juvenil).<br />
♦ Ténis Clube – O Ténis Clube conta com aproximadamente 300 associa<strong>do</strong>s.<br />
No que concerne às activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas: Passeios to<strong>do</strong>-o-terreno,<br />
Equipa Fe<strong>de</strong>rada <strong>de</strong> BTT, Passeios <strong>de</strong> BTT, Campismo, Formação Infantil <strong>de</strong><br />
An<strong>de</strong>bol e Ténis.<br />
♦ MURPI – O Centro <strong>de</strong> Convívio para Reforma<strong>do</strong>s encontra-se a funcionar num<br />
edifício proprieda<strong>de</strong> da Câmara Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa. É frequenta<strong>do</strong><br />
maioritariamente por homens, não <strong>de</strong>scuran<strong>do</strong> contu<strong>do</strong> a frequência <strong>de</strong> algumas<br />
mulheres. As activida<strong>de</strong>s lá <strong>de</strong>senvolvidas para passar o tempo são o jogo <strong>de</strong><br />
cartas, <strong>do</strong>minó e o jogo da malha.<br />
♦ Grupo Desportivo Bairrense – O grupo <strong>de</strong>sportivo Bairrense conta com 832<br />
associa<strong>do</strong>s. Esta associação <strong>de</strong>senvolve activida<strong>de</strong>s na área <strong>do</strong> <strong>de</strong>sporto, da<br />
cultura, da recreação, ocupação <strong>do</strong>s tempos livres e informática.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Na área da cultura <strong>de</strong>senvolve várias activida<strong>de</strong>s entre as quais, a Escola<br />
Aberta, Exposição <strong>de</strong> Peças em Mármore, Intercâmbios “Nacionais e<br />
internacionais”, Programa “Juventu<strong>de</strong>”, Programa iniciativa Jovem, Férias em<br />
Movimento, Férias em Movimento Resi<strong>de</strong>ncial, Semana da Cultura e Recreação,<br />
Festas <strong>do</strong>s Capuchos.<br />
Na área <strong>do</strong> <strong>de</strong>sporto: Basquetebol - Torneio <strong>de</strong> 3x3 e Projecto <strong>de</strong> Férias<br />
Desportivas; Futebol 5 – Campeonato Distrital, Torneio <strong>de</strong> Verão e Torneio <strong>do</strong><br />
Inatel, Férias Desportivas; Calipolíadas – Basquetebol, Futebol 5, Natação, Jogo da<br />
Malha, Voleibol, Snooker e Sueca; Torneios <strong>de</strong> Xadrez; Aulas <strong>de</strong> Natação<br />
(aprendizagem, aperfeiçoamento e manutenção); Torneio aberto e <strong>de</strong> verão <strong>de</strong><br />
Badminton; Jogo da malha; jogo da petanca; Participação e organização <strong>de</strong><br />
torneios <strong>do</strong> Inatel; Torneio <strong>de</strong> Matraquilhos; Torneio <strong>de</strong> Snooker; Sueca e Damas.<br />
Noutras áreas: Peddy Paper, Rappel e Sli<strong>de</strong>, Acampamento e exploração <strong>do</strong> meio<br />
ambiente, cursos <strong>de</strong> informática e animações <strong>de</strong> verão nas piscinas.<br />
♦ Casa <strong>do</strong> Benfica – Conta actualmente com 1198 sócios. Quanto às activida<strong>de</strong>s<br />
<strong>de</strong>senvolvidas pela associação <strong>de</strong>stacam-se a organização <strong>de</strong> torneios regionais<br />
com as Equipas <strong>de</strong> Futesal Sénior e <strong>de</strong> Futesal Inicia<strong>do</strong>s; patrocínio <strong>de</strong> <strong>do</strong>is<br />
triatletas um feminino e outro masculino; prática <strong>de</strong> luta livre (1 atleta), Atletismo<br />
juvenil e organização <strong>de</strong> várias excursões.<br />
♦ Núcleo Sportinguista – Conta actualmente com cerca <strong>de</strong> 800 sócios,<br />
relativamente às activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas pela associação <strong>de</strong>stacam-se:<br />
concursos <strong>de</strong> pesca, participação em torneios inter-núcleos <strong>do</strong> distrito <strong>de</strong> Évora,<br />
organização <strong>de</strong> excursões ao estádio <strong>de</strong> Alvala<strong>de</strong> XXI e apoio às festas populares<br />
nomeadamente o S. João.<br />
♦ Grupo <strong>de</strong> Teatro Ama<strong>do</strong>r <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa – É uma associação sem fins<br />
lucrativos e <strong>de</strong> utilida<strong>de</strong> pública, que se <strong>de</strong>dica à representação <strong>de</strong> Teatro para<br />
todas as ida<strong>de</strong>s, conta actualmente com trinta associa<strong>do</strong>s.<br />
Da sua activida<strong>de</strong>, fazem parte a recriação <strong>de</strong> presépios ao vivo, cortejos<br />
históricos, religiosos e etnográficos, bem como feiras medievais e <strong>de</strong>sfiles <strong>de</strong><br />
Carnaval. Na arte popular, criam revista à portuguesa e noites <strong>de</strong> fa<strong>do</strong>. Na dança,<br />
<strong>de</strong>dicam-se mais às danças <strong>de</strong> salão em relação às quais já realizaram 7 festivais.<br />
Ao to<strong>do</strong> esta associação já representou mais <strong>de</strong> 170 trabalhos, efectua<strong>do</strong>s <strong>de</strong><br />
Norte a Sul <strong>do</strong> País, distribuí<strong>do</strong>s por salas <strong>de</strong> espectáculos, lares <strong>de</strong> terceira ida<strong>de</strong>,<br />
infantários, escolas, orfanatos, lares <strong>de</strong> <strong>de</strong>ficientes e espectáculos <strong>de</strong> rua. Ce<strong>de</strong>m a<br />
título gratuito, <strong>de</strong>ntro e fora <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>, trajes e a<strong>de</strong>reços para escolas,<br />
infantários, escuteiros, seminários, pousadas, jantares <strong>de</strong> gala, filmes,<br />
organizações religiosas e <strong>de</strong> cariz popular. Oferecem cópias <strong>de</strong> peças <strong>de</strong> teatro<br />
para escolas e afins.<br />
É ainda objectivo <strong>de</strong>sta associação divulgar junto <strong>de</strong> estabelecimentos<br />
públicos e priva<strong>do</strong>s <strong>do</strong> seu trabalho <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> e <strong>do</strong> espólio que possui: trajes,<br />
acessórios (jóias, carteiras, chapéus etc), livros, fotografias, rendas e borda<strong>do</strong>s<br />
antigos entre outros objectos utiliza<strong>do</strong>s no princípio <strong>do</strong> século passa<strong>do</strong>.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
♦ Corpo Nacional <strong>de</strong> Escutas – É o agrupamento 639, encontra-se a funcionar<br />
<strong>de</strong>s<strong>de</strong> Outubro <strong>de</strong> 1981.<br />
Este corpo conta com 41 elementos a partir <strong>do</strong>s 10 anos <strong>de</strong> ida<strong>de</strong>.<br />
Quanto ao tipo <strong>de</strong> activida<strong>de</strong>s, o Corpo <strong>de</strong> Escutas <strong>de</strong>senvolve:<br />
acampamentos; apoio a activida<strong>de</strong>s religiosas, culturais e sociais; angariações <strong>de</strong><br />
fun<strong>do</strong>s; amar e <strong>de</strong>sfrutar da natureza estabelecen<strong>do</strong> relações saudáveis entre<br />
pessoas.<br />
♦ Associação Humanitária <strong>do</strong>s Bombeiros <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa – esta associação conta<br />
com 52 bombeiros voluntários e 7 funcionários (administrativos e motoristas).<br />
Quanto às activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas <strong>de</strong>stacam-se: socorro à população<br />
(calamida<strong>de</strong>s, fogos, intempéries), transporte <strong>de</strong> urgências, transporte <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos a<br />
consultas e tratamentos, transporte <strong>de</strong> cadáveres, reposição <strong>de</strong> segurança nas vias<br />
<strong>de</strong> comunicação após aci<strong>de</strong>ntes, transporte <strong>de</strong> água a populações <strong>de</strong>la privadas,<br />
serviços <strong>de</strong> protecção civil (busca <strong>de</strong> <strong>de</strong>sapareci<strong>do</strong>s, salvamento <strong>de</strong> animais,<br />
abertura <strong>de</strong> portas, apoio às entida<strong>de</strong>s responsáveis, prevenção em espectáculos).<br />
Para mais informação sobre associações <strong>do</strong> concelho ver anexo V.<br />
Alojamentos e infra-estruturas<br />
Em 2001, existiam na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho 2506 alojamentos, 2505 alojamentos<br />
familiares clássicos e uma barraca on<strong>de</strong> ainda se encontra a residir uma família <strong>de</strong><br />
etnia cigana.<br />
Quanto às infra estruturas <strong>de</strong> saneamento básico, estas atingem uma<br />
cobertura <strong>de</strong> quase cem por cento.<br />
Relativamente às infra-estruturas básicas da freguesia existem as seguintes:<br />
re<strong>de</strong> pública <strong>de</strong> abastecimento <strong>de</strong> água, re<strong>de</strong> pública <strong>de</strong> Águas residuais; recolha<br />
<strong>de</strong> lixo; creche, jardim <strong>de</strong> infância, ensino básico, preparatório e secundário;<br />
parque industrial; piscinas municipais e outros equipamentos <strong>de</strong>sportivos;<br />
instituições bancárias; biblioteca <strong>do</strong> Palácio <strong>do</strong>s Duques <strong>de</strong> Bragança e Biblioteca<br />
da Escola EB1 nº 1, Museu da Caça, Museu da Arqueologia, Museu <strong>do</strong> Mármore,<br />
Cine teatro; estação <strong>do</strong>s correios; clínica médica privada, consultórios médicos<br />
priva<strong>do</strong>s.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
5-2- Freguesia <strong>de</strong> Bencatel<br />
História<br />
A <strong>de</strong>nominação <strong>de</strong>sta freguesia é <strong>de</strong> origem árabe, segun<strong>do</strong> Frei João <strong>do</strong>s Santos<br />
provém <strong>do</strong> verbo catala, nome <strong>de</strong> algum repovoa<strong>do</strong>r muçulmano, “Ben-catel” que<br />
significa “filha <strong>de</strong> mata<strong>do</strong>r”.<br />
A igreja paroquial antigamente era<br />
uma ermida situada numa herda<strong>de</strong><br />
que se chamava Cabeça <strong>de</strong> Macho. A<br />
actual igreja foi acabada em 1770 por<br />
Bartolomeu Fialho que vivia em <strong>Vila</strong><br />
Viçosa. Esta igreja conta com cinco<br />
altares <strong>do</strong>s quais se <strong>de</strong>staca um maior<br />
on<strong>de</strong> está situada a Senhora <strong>do</strong><br />
Alcance (situada na tribuna) e a Santa<br />
Ana (situada num camarim no<br />
centro).<br />
Fig. 10 – Igreja <strong>de</strong> Santa Ana, in www.alentejodigital.pt<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Para além da igreja <strong>de</strong> Santa Ana existem também outras igrejas que se<br />
encontram situadas em proprieda<strong>de</strong>s particulares, a Igreja da Nossa Senhora das<br />
Mercês e a Igreja da Senhora Madre <strong>de</strong> Deus (situada no pátio da quinta das<br />
Mascarenhas).<br />
A origem da al<strong>de</strong>ia remonta ao ano 1680 <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> ao engran<strong>de</strong>cimento da<br />
Quinta das Mascarenhas, cujo proprietário Pedro Mascarenhas da Gama que ali<br />
passou a residir foi então o seu funda<strong>do</strong>r.<br />
Devi<strong>do</strong> a este facto os colonos começaram-lhe a pedir aforamentos em terra <strong>do</strong><br />
Forte da Estrada, que então se chamava Monte da Ribeira.<br />
A freguesia <strong>de</strong> Bencatel é constituída pelos lugares e sítios <strong>de</strong> Al<strong>de</strong>ia da<br />
Freira, Bencatel, Quinta das Mascarenhas e Serra<strong>do</strong>s.<br />
No que respeita ao povoamento em Bencatel, existiu uma povoação<br />
importante, cujos vestígios (poços, tijolos e restos <strong>de</strong> cerâmica) tem apareci<strong>do</strong> na<br />
herda<strong>de</strong> da Galharda.<br />
Os habitantes <strong>de</strong> Bencatel para além <strong>de</strong> se <strong>de</strong>dicarem à agricultura nas<br />
principais courelas das re<strong>do</strong>n<strong>de</strong>zas, <strong>de</strong>dicavam-se aos ofícios <strong>de</strong> arrieiros ou<br />
almocreves que negociavam por sua conta.<br />
Na altura a gran<strong>de</strong> riqueza da freguesia encontrava-se nos vários lençóis <strong>de</strong><br />
água consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong>-se como principal o da Lagoa.<br />
Actualmente a gran<strong>de</strong> riqueza da freguesia é a extracção e transformação<br />
<strong>de</strong> mármore existin<strong>do</strong> ainda activida<strong>de</strong>s ligadas à agricultura e ao comércio em<br />
franco <strong>de</strong>senvolvimento.<br />
Localização<br />
Bencatel é uma freguesia <strong>do</strong> concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa dista da se<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
concelho, 5 Km e que se situa relativamente perto da Serra <strong>de</strong> Ossa.<br />
Esta freguesia está <strong>de</strong>limitada a noroeste por S. Tiago Rio <strong>de</strong> moinhos, ao<br />
Norte e Este por <strong>Vila</strong> Viçosa, a Su<strong>do</strong>este por Pardais, ao Sul pelo Alandroal e a<br />
Oeste pelo Re<strong>do</strong>n<strong>do</strong>.<br />
A freguesia <strong>de</strong> Bencatel esten<strong>de</strong>-se por uma área aproximadamente <strong>de</strong><br />
36000 m2.<br />
Habitação<br />
Na freguesia <strong>de</strong> Bencatel as habitações apresentam características típicas<br />
alentejanas, as casas são caiadas <strong>de</strong> branco com o chama<strong>do</strong> rodapé pinta<strong>do</strong> na cor<br />
azul ou amarelo e geralmente são só <strong>de</strong> um piso.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Esta al<strong>de</strong>ia distingue-se das outras al<strong>de</strong>ias pelo facto <strong>do</strong>s seus passeios se<br />
encontrarem completamente limpos, não se encontran<strong>do</strong> praticamente lixo nas<br />
ruas.<br />
Segun<strong>do</strong> o PDM <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa “As características edificatórias <strong>de</strong> Bencatel<br />
enquadram-se na região, sen<strong>do</strong> que a sua volumetria é pre<strong>do</strong>minantemente <strong>de</strong><br />
um piso, in<strong>do</strong> no máximo aos <strong>do</strong>is, numa construção preferencial em banda<br />
contínua. Em termos arquitectónicos existe quase sempre uma forte marcação da<br />
chaminé na fachada principal”.<br />
Tal como se po<strong>de</strong> visualizar no quadro, nas décadas consi<strong>de</strong>radas, on<strong>de</strong> se<br />
verificaram mais construções <strong>de</strong> edifícios foi entre 1919 a 1945.<br />
Quadro nº 23 – Nº <strong>de</strong> Edifícios Segun<strong>do</strong> a Época <strong>de</strong> Construção<br />
Nº <strong>de</strong> Edifícios Época <strong>de</strong> Construção<br />
169 Antes <strong>de</strong> 1919<br />
177 De 1919 a 1945<br />
147 De 1946 a 1970<br />
174 De 1971 a 1990<br />
126 De 1991 a 2001<br />
Fonte: Resulta<strong>do</strong>s provisórios <strong>do</strong>s Censos 2001<br />
Actualmente encontram-se em fase <strong>de</strong> construção 30 fogos <strong>de</strong> habitação<br />
social que irão colmatar algumas carências habitacionais existentes na freguesia,<br />
nomeadamente quanto à ausência <strong>de</strong> instalações sanitárias.<br />
De acor<strong>do</strong> com os Censos <strong>de</strong> 2001 faculta<strong>do</strong>s pelo I.N.E. foram concedidas<br />
pela Câmara Municipal 26 licenças <strong>de</strong> obras.<br />
Ultimamente esta freguesia tem atraí<strong>do</strong> muitos habitantes das áreas<br />
circunvizinhas pelos preços acessíveis <strong>do</strong>s terrenos e inclusivamente das<br />
habitações.<br />
Nesta freguesia há ainda a salientar o número <strong>de</strong> montes que a <strong>de</strong>limitam,<br />
existem 9 montes isola<strong>do</strong>s não habita<strong>do</strong>s e 10 habita<strong>do</strong>s. Dos 10 montes habita<strong>do</strong>s,<br />
<strong>de</strong>stacam-se 7 habita<strong>do</strong>s por não i<strong>do</strong>sos e 3 habita<strong>do</strong>s por i<strong>do</strong>sos (ver Anexo I).<br />
Demografia<br />
Bencatel é uma das cinco freguesias <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e tem uma área <strong>de</strong> 36,1<br />
Km2. Com uma população total resi<strong>de</strong>nte em 2001, <strong>de</strong> 1720 habitantes <strong>do</strong>s quais<br />
878 são homens e 842 são mulheres. A freguesia regista assim uma <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong><br />
populacional <strong>de</strong> 47,6 pessoas por Km2.<br />
Quadro nº 24 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo.<br />
Grupos <strong>de</strong> Ida<strong>de</strong>s Homens Mulheres<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
0-14 124 89<br />
15-24 122 112<br />
25-64 471 444<br />
65 ou + 161 197<br />
Total 878 842<br />
Fonte: Recenseamento Geral da População 2001.<br />
Fig. 11 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo etário e Sexo.<br />
População<br />
500<br />
450<br />
400<br />
350<br />
300<br />
250<br />
200<br />
150<br />
100<br />
50<br />
0<br />
0-14 15-24 25-64 65 ou +<br />
Grupos Etários<br />
Homens<br />
Mulheres<br />
Fonte: Resulta<strong>do</strong>s Provisórios <strong>do</strong>s Censos <strong>de</strong> 2001<br />
Educação<br />
A freguesia <strong>de</strong> Bencatel apresenta <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com as estimativas <strong>do</strong> INE,<br />
uma taxa <strong>de</strong> analfabetismo <strong>de</strong> 19,1% em 2001. Sen<strong>do</strong> <strong>de</strong> salientar que existe nesta<br />
freguesia um número bastante consi<strong>de</strong>rável da população apenas com a instrução<br />
primária (645 pessoas) e um número também consi<strong>de</strong>rável <strong>de</strong> analfabetos (303<br />
pessoas) no ano <strong>de</strong> 2001.<br />
A freguesia dispõe <strong>de</strong> um jardim-<strong>de</strong>-infância com duas salas e duas<br />
educa<strong>do</strong>ras, possui ainda 2 escolas <strong>do</strong> ensino básico encontran<strong>do</strong>-se uma <strong>de</strong>las<br />
aberta alguns dias por semana, a funcionar como biblioteca juvenil e como<br />
ocupação <strong>de</strong> tempos livres, a outra funciona no horário normal <strong>do</strong> ensino.<br />
Falta a implementação <strong>de</strong> um polo <strong>do</strong> “Espaço Internet”, apesar <strong>de</strong> existir<br />
um posto Internet na Biblioteca Escolar – Polo <strong>de</strong> Bencatel, aberto ao público em<br />
geral e à população escolar em particular. A Biblioteca Escolar é um polo da<br />
Biblioteca se<strong>de</strong>. Os títulos funcionam em regime <strong>de</strong> rotação e ou requisição à se<strong>de</strong>,<br />
conforme as necessida<strong>de</strong>s. O número total <strong>de</strong> títulos disponível ascen<strong>de</strong> a 2188, a<br />
acrescentar à Biblioteca Popular, não incluída. Quanto ao seu regime <strong>de</strong><br />
funcionamento, apenas em Agosto a Biblioteca Polo se encontra encerrada,<br />
<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>n<strong>do</strong> <strong>do</strong> horário <strong>do</strong> Anima<strong>do</strong>r <strong>de</strong>sloca<strong>do</strong> pelo Agrupamento. Este ano<br />
funciona cinco dias por semana, <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o seguinte horário: manhã, das<br />
10h às 12h; tar<strong>de</strong> das 15h às 18h.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quan<strong>do</strong> terminam o ensino básico proporciona<strong>do</strong> na al<strong>de</strong>ia, os níveis<br />
escolares seguintes apenas encontram resposta fora da al<strong>de</strong>ia, nomeadamente na<br />
se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, on<strong>de</strong> estão localizadas a Escola Preparatória e Secundária.<br />
Quadro nº 25 – Nº <strong>de</strong> Estabelecimentos e Nº <strong>de</strong> alunos<br />
Nº <strong>de</strong> estabelecimentos <strong>de</strong> ensino Nº <strong>de</strong> alunos<br />
1 Jardim <strong>de</strong> Infância 26<br />
1 E.B.1 52<br />
Fonte: Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quadro nº 26 – Nº <strong>de</strong> Salas e <strong>de</strong> Professores por Estabelecimento <strong>de</strong> Ensino<br />
Estabelecimentos <strong>de</strong><br />
ensino<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Salas<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Professores<br />
Nº <strong>de</strong> Auxiliares <strong>de</strong><br />
Acção Educativa<br />
Jardim <strong>de</strong> Infância 2 2 1<br />
E.B.1 3 3 1<br />
Fonte: Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Da responsabilida<strong>de</strong> da Coor<strong>de</strong>nação Concelhia <strong>de</strong> Educação Recorrente e<br />
Extra – Escolar, existe um curso <strong>de</strong> 1º ciclo em horário nocturno com 12<br />
participantes.<br />
Saú<strong>de</strong><br />
Existe uma extensão <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, on<strong>de</strong> se <strong>de</strong>slocam<br />
<strong>do</strong>is médicos (um <strong>de</strong>les só se <strong>de</strong>sloca 3 vezes por semana o outro 5 vezes por<br />
semana), 4 horas por dia, <strong>de</strong>staca<strong>do</strong>s pelo Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho.<br />
Ao posto <strong>de</strong> enfermagem <strong>de</strong>sloca-se um enfermeiro diariamente. Casos mais<br />
urgentes terão que se <strong>de</strong>slocar ao Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e/ou Hospital<br />
<strong>do</strong> Espírito Santo em Évora.<br />
Na freguesia existe uma farmácia só com serviço diurno, um consultório<br />
particular <strong>de</strong> Medicina Dentária e outro <strong>de</strong> Clínica Geral.<br />
Os utentes sempre que necessitam <strong>de</strong> realizar algum exame têm <strong>de</strong> se<br />
<strong>de</strong>slocar a outras localida<strong>de</strong>s.<br />
Quan<strong>do</strong> os casos <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> exigem internamento, os serviços <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> mais<br />
próximos é o Hospital Distrital <strong>de</strong> Évora ou o Hospital <strong>de</strong> Santa Luzia em Elvas.<br />
Associativismo e Equipamentos Desportivos, Recreativos e<br />
Culturais<br />
Existem na freguesia 8 associações <strong>de</strong>sportivas e recreativas, um<br />
poli<strong>de</strong>sportivo e um campo <strong>de</strong> futebol 11.<br />
No que se refere às associações po<strong>de</strong>mos <strong>de</strong>stacar: a Associação <strong>de</strong> Apoio Juvenil,<br />
Grupo <strong>de</strong> Caça e Pesca <strong>de</strong> Bencatel, Rancho Folclórico Ceifeiras <strong>de</strong> Bencatel,<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Socieda<strong>de</strong> Recreativa Bencatelense, Grupo <strong>de</strong> Cantares Saias <strong>de</strong> Bencatel,<br />
Comissão <strong>de</strong> Festas em Honra <strong>de</strong> Santa Ana, Sport Clube Bencatelense e Centro<br />
<strong>de</strong> Convívio para Reforma<strong>do</strong>s.<br />
Descrição das Associações a partir <strong>do</strong> seu funcionamento:<br />
♦ Associação <strong>de</strong> Apoio Juvenil – A Associação <strong>de</strong> Apoio Juvenil é constituída<br />
por vários jovens com ida<strong>de</strong>s compreendidas entre os vinte e os trinta anos.<br />
Promove iniciativas <strong>de</strong> jogos tradicionais e <strong>de</strong> <strong>de</strong>sportos radicais, esta associação<br />
não possui se<strong>de</strong> própria, funcionan<strong>do</strong> assim na casa <strong>de</strong> alguns elementos.<br />
♦ Grupo <strong>de</strong> Caça e Pesca <strong>de</strong> Bencatel – O grupo <strong>de</strong> Caça e Pesca <strong>de</strong> Bencatel<br />
como o próprio nome indica <strong>de</strong>dica-se à organização <strong>de</strong> caçadas e pescarias,<br />
concorren<strong>do</strong> também a vários concursos.<br />
♦ Rancho Folclórico Ceifeiras <strong>de</strong> Bencatel – O Rancho Folclórico Ceifeiras <strong>de</strong><br />
Bencatel é constituí<strong>do</strong> por um grupo <strong>de</strong> adultos com ida<strong>de</strong>s compreendidas<br />
entre os 18 e os 40 anos e, por um grupo <strong>de</strong> crianças com ida<strong>de</strong>s compreendidas<br />
entre os 5 e os 12 anos.<br />
♦ Socieda<strong>de</strong> Recreativa Bencatelense – A Socieda<strong>de</strong> Recreativa Bencatelense é<br />
constituída por uma direcção e um conjunto <strong>de</strong> associa<strong>do</strong>s estan<strong>do</strong> estes<br />
obriga<strong>do</strong>s ao pagamento <strong>de</strong> quotas. A sua entrada está interdita a não<br />
associa<strong>do</strong>s. As activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas são os jogos <strong>de</strong> cartas, bailes<br />
carnavalescos, cinema realiza<strong>do</strong> uma vez por semana no salão.<br />
♦ Grupo <strong>de</strong> Cantares Saias <strong>de</strong> Bencatel – O grupo <strong>de</strong> Cantares Saias <strong>de</strong> Bencatel<br />
é constituí<strong>do</strong> por pessoas <strong>de</strong> vários grupos etários que actuam nas épocas<br />
festivas.<br />
♦ Sport Clube Bencatelense – Actualmente o Sport Clube Bencatelense<br />
<strong>de</strong>senvolve activida<strong>de</strong>s relacionadas com o futebol <strong>de</strong> 11, existin<strong>do</strong> 2 equipas:<br />
Inicia<strong>do</strong>s e Juvenis.<br />
♦ Comissão <strong>de</strong> Festas em Honra <strong>de</strong> Santa Ana – É uma associação que realiza<br />
to<strong>do</strong>s os anos as tradicionais festas em honra <strong>de</strong> Santa Ana (que se realizam no<br />
1º fim <strong>de</strong> semana <strong>de</strong> Agosto), promove ainda durante o ano garraiadas e<br />
arraiais.<br />
♦ Centro <strong>de</strong> Convívio para Reforma<strong>do</strong>s – O Centro <strong>de</strong> Convívio para<br />
Reforma<strong>do</strong>s encontra-se a funcionar numa das salas da Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong><br />
Bencatel e é maioritariamente frequenta<strong>do</strong> por homens. As activida<strong>de</strong>s lá<br />
<strong>de</strong>senvolvidas para passar o tempo são o jogo <strong>de</strong> cartas, <strong>do</strong>minó e o jogo da<br />
malha.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Em termos <strong>de</strong> acção social a freguesia dispõe em equipamentos <strong>de</strong> apoio à<br />
infância:<br />
- Jardim <strong>de</strong> Infância;<br />
- ATL – Cáritas;<br />
Equipamentos <strong>de</strong> apoio à 3ª ida<strong>de</strong>:<br />
- 1 Centro <strong>de</strong> Dia – S.C.M.V.V;<br />
- Centro <strong>de</strong> Convívio (MURPI);<br />
- 2 Serviços <strong>de</strong> apoio <strong>do</strong>miciliário presta<strong>do</strong>s pela Cáritas Paroquial e pela Sta Casa<br />
da Misericórdia <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Quadro nº27 – Equipamentos Sociais<br />
Equipamentos/Valências Ida<strong>de</strong>s Capacida<strong>de</strong> Nº <strong>de</strong> Utentes<br />
ATL – Cáritas 6-14 anos 28<br />
Centro <strong>de</strong> Dia – S.C.M.V.V. Todas 30 34<br />
Apoio Domiciliário – Cáritas Todas - 15<br />
Apoio Domiciliário – S.C.M.V.V. Todas - -<br />
Fonte: Inquéritos/Instituições 2003<br />
Segurança<br />
Não existem problemas <strong>de</strong> maior na Freguesia <strong>de</strong> Bencatel registan<strong>do</strong>-se<br />
apenas 31 crimes no ano <strong>de</strong> 2002 que subiram para 24 no ano <strong>de</strong> 2003 como se<br />
po<strong>de</strong> observar no quadro nº 28.<br />
Comparan<strong>do</strong> os últimos <strong>do</strong>is anos constata-se que o crime que se registou<br />
mais vezes foi o <strong>de</strong> ofensa à integrida<strong>de</strong> física <strong>de</strong>scen<strong>do</strong> assim <strong>de</strong> 10 em 2002 para<br />
4 em 2003.<br />
No que concerne à <strong>de</strong>scida <strong>de</strong> ocorrências <strong>do</strong> ano 2002 para 2003, esta<br />
verifica-se quase em to<strong>do</strong>s os crimes, <strong>de</strong>marcan<strong>do</strong>-se assim a <strong>de</strong>scida <strong>do</strong> crime<br />
ofensas à integrida<strong>de</strong> física.<br />
Quanto ao rácio <strong>de</strong> criminalida<strong>de</strong> (habitantes/nº <strong>de</strong> crimes), a freguesia <strong>de</strong><br />
Bencatel aponta para 13,9 (2003) crimes por cada mil habitantes.<br />
Quadro nº28 – Crimes Regista<strong>do</strong>s por Tipo <strong>de</strong> Crime nos Anos <strong>de</strong> 2002/2003<br />
Tipo <strong>de</strong> Crime<br />
Ano<br />
2002<br />
Ameaças 2 2<br />
Ofensas à Integrida<strong>de</strong> Física 10 4<br />
Ano<br />
2003<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Injúrias 3 1<br />
Violência Doméstica 2<br />
Homicídio por Negligência (aci<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> 1 1<br />
viação)<br />
Abuso Sexual <strong>de</strong> Menores 1 -<br />
Difamação 1 1<br />
Furto (Simples /Qualifica<strong>do</strong>) 3 2/1<br />
Dano 2 1<br />
Condução sob Efeito <strong>de</strong> Álcool 1 2<br />
Jogo <strong>de</strong> fortuna ou Azar - 1<br />
Desobediência 2 1<br />
Resistência a Funcionário 1 -<br />
Incêndio 2 -<br />
Condução s/ Habilitação Legal - 3<br />
Maus Tratos e Infracção <strong>de</strong> Regras <strong>de</strong> - 3<br />
Segurança<br />
Total 31 24<br />
Fonte: G.N.R. <strong>de</strong> Bencatel<br />
Emprego e Formação Profissional<br />
A taxa <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprego masculina é mais baixa <strong>do</strong> que a taxa <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>semprego feminina, no entanto a taxa <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprego <strong>do</strong>s homens aumentou<br />
significativamente neste último ano <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> à crise que se fez sentir em to<strong>do</strong>s os<br />
sectores.<br />
Enquanto que a maioria <strong>do</strong>s homens se <strong>de</strong>dica a activida<strong>de</strong>s pertencentes<br />
ao sector secundário (extracção e transformação <strong>do</strong> mármore), a maioria das<br />
mulheres encontram-se empregadas no sector primário (agricultura e serviço<br />
<strong>do</strong>méstico em residências particulares) o qual possui características precárias e<br />
sazonais.<br />
Verifica-se que existe uma gran<strong>de</strong> percentagem <strong>de</strong> mulheres que não<br />
trabalha por opção própria, sen<strong>do</strong> que esta realida<strong>de</strong> é explicada pelo nível<br />
médio/bom <strong>do</strong>s vencimentos <strong>do</strong>s cônjuges.<br />
No que concerne à população empregada por sector <strong>de</strong> activida<strong>de</strong> tal como<br />
se po<strong>de</strong> visualizar no quadro, o sector que emprega mais homens é o sector<br />
secundário e o sector que emprega mais mulheres é o terciário.<br />
Quadro nº 29 – População Resi<strong>de</strong>nte por Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> Económica<br />
Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> Homens Mulheres<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Primário 21 61<br />
Secundário 375 61<br />
Terciário 113 168<br />
Fonte: Censos <strong>de</strong> 2001<br />
Comparan<strong>do</strong> o mês <strong>de</strong> Maio entre o ano 2002 e o ano 2003, verifica-se<br />
quanto ao nº <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s <strong>do</strong> sexo masculino uma ligeira subida nos<br />
escalões etários <strong>de</strong> = 55 anos em comparação houve uma<br />
acentuada subida no <strong>de</strong> 25-44 anos.<br />
Quanto ao número <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s <strong>do</strong> sexo feminino, o único escalão<br />
etário on<strong>de</strong> se verificou uma diminuição, entre Maio <strong>de</strong> 2002 e Maio <strong>de</strong> 2003 foi<br />
nos indivíduos menores que 25 anos, sen<strong>do</strong> que to<strong>do</strong>s as restantes faixas etárias<br />
apresentam aumentos, com <strong>de</strong>staque para as mulheres com ida<strong>de</strong>s superiores a 55<br />
anos.<br />
Quadro nº 30 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por escalão Etário e por Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
2002/2003<br />
Maio / 2002 Maio / 2003<br />
Escalão Etário Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
< 25 Anos 4 12 5 9<br />
25 - 44 Anos 4 28 8 29<br />
45 - 54 Anos 3 7 - 9<br />
> = 55 Anos 4 2 6 5<br />
Total 15 49 19 52<br />
Fonte: I.E.F.P.<br />
Relativamente ao número <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s dividi<strong>do</strong>s por categorias e<br />
sexo, verifica-se no que se refere aos homens que em Maio <strong>de</strong> 2002, não existia<br />
nenhum homem à procura <strong>de</strong> emprego o que se inverteu em Maio <strong>de</strong> 2003<br />
contan<strong>do</strong>-se um homem, à procura <strong>de</strong> um novo emprego houve um aumento <strong>de</strong><br />
15 em 2002 para 18 em 2003.<br />
No que se refere às mulheres quanto à procura <strong>do</strong> primeiro emprego o<br />
número manteve-se o que já não se verifica na categoria <strong>do</strong> novo emprego que<br />
passaram <strong>de</strong> 46 mulheres em 2002 para 49 em 2003.<br />
Quadro nº 31 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Categorias e Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
2002/2003<br />
Maio / 2002 Maio / 2003<br />
Categoria Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
Primeiro Emprego 3 1 3<br />
Novo Emprego 15 46 18 49<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Fonte: I.E.F.P.<br />
Activida<strong>de</strong>s Económicas<br />
As activida<strong>de</strong>s económicas que pre<strong>do</strong>minam na freguesia são a extracção e<br />
transformação <strong>do</strong>s mármores. É nas pedreiras on<strong>de</strong> se encontram a maioria <strong>do</strong>s<br />
activos <strong>do</strong> sexo masculino da al<strong>de</strong>ia, sen<strong>do</strong> que as mulheres têm trabalho sazonal<br />
na agricultura, à excepção <strong>de</strong> algumas que se <strong>de</strong>dicam às limpezas <strong>do</strong>mésticas em<br />
casas particulares.<br />
O quadro <strong>de</strong>screve as várias activida<strong>de</strong>s comerciais existentes nesta<br />
freguesia.<br />
Quadro nº 32 – Enumeração das Activida<strong>de</strong>s existentes na Freguesia<br />
Activida<strong>de</strong>s<br />
Número<br />
Boutique 1<br />
Bares 2<br />
Cabeleireiro 2<br />
Farmácia 1<br />
Minimerca<strong>do</strong>s/mercearias 10<br />
Padaria<br />
2 (1 <strong>de</strong> venda e 1 <strong>de</strong> fabrico)<br />
Pastelaria 2<br />
Queijaria 1<br />
Talho 2<br />
Sapataria 1<br />
Mobiliário 1<br />
A al<strong>de</strong>ia como já foi referi<strong>do</strong> anteriormente, é caracterizada por uma mão<strong>de</strong>-obra<br />
ligada à activida<strong>de</strong> económica da extracção e transformação <strong>do</strong> mármore,<br />
sen<strong>do</strong> por isso uma activida<strong>de</strong> pouco diversificada. Associa<strong>do</strong> a este facto<br />
encontra-se uma fragilida<strong>de</strong> na base económica ou seja sempre que se verifica<br />
uma conversão neste principal potencial (os mármores) a maioria da população<br />
fica afectada.<br />
A ocupação da área agrícola é <strong>de</strong> 2557 hectares, as explorações segun<strong>do</strong> a<br />
dimensão da SAU são <strong>de</strong> 2232 hectares dividi<strong>do</strong>s por 50 explorações, segun<strong>do</strong> os<br />
da<strong>do</strong>s da Direcção Regional <strong>do</strong> Alentejo – RGA/99, conclui-se que pre<strong>do</strong>mina na<br />
freguesia a pequena exploração.<br />
Alojamentos e infra-estruturas<br />
A freguesia <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com os da<strong>do</strong>s provisórios <strong>do</strong> INE, tem um total <strong>de</strong><br />
793 edifícios, 805 alojamentos familiares e 614 famílias clássicas, <strong>de</strong>stacan<strong>do</strong>-se o<br />
número <strong>de</strong> alojamentos vagos (111 alojamentos).<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quanto às infra-estruturas básicas, esta freguesia contempla, um<br />
minimerca<strong>do</strong>, re<strong>de</strong> pública <strong>de</strong> abastecimento <strong>de</strong> água, re<strong>de</strong> pública <strong>de</strong> água<br />
residuais, recolha <strong>do</strong> lixo, posto <strong>do</strong>s correios, um telefone público, escola pública<br />
<strong>de</strong> ensino básico, parque infantil, uma Agência da Caixa <strong>de</strong> Crédito Agrícola<br />
Mutuo, uma extensão <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, farmácia, jardim<strong>de</strong>-infância<br />
e centro <strong>de</strong> dia. A par <strong>de</strong>stas existe um conjunto <strong>de</strong> serviços presta<strong>do</strong>s<br />
à população tais como, serviços <strong>de</strong> apoio <strong>do</strong>miciliário e serviços <strong>de</strong> apoio a i<strong>do</strong>sos.<br />
Descrição das infra-estruturas a partir <strong>do</strong> seu funcionamento:<br />
♦ Saneamento Básico – A localida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Bencatel possui uma re<strong>de</strong> unitária <strong>de</strong><br />
drenagem <strong>de</strong> águas residuais <strong>do</strong>mésticas e pluviais.<br />
Quanto ao tratamento, o efluente produzi<strong>do</strong> por esta povoação é <strong>de</strong>scarrega<strong>do</strong><br />
directamente na Ribeira <strong>de</strong> Bencatel, sem este ser sujeito a qualquer tipo <strong>de</strong><br />
tratamento.<br />
♦ Recolha <strong>do</strong> Lixo – A recolha <strong>do</strong> lixo é feita diariamente através <strong>de</strong> contentores e<br />
caixotes <strong>do</strong> lixo. Não existe ainda na al<strong>de</strong>ia contentores a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s para a recolha<br />
<strong>do</strong>s vidros e papéis.<br />
♦ Posto <strong>de</strong> Correio – O posto <strong>de</strong> correio existente efectua a distribuição <strong>do</strong> correio<br />
diariamente. Este encontra-se aberto das 13:30h às 16:30h.<br />
5-3- Freguesia <strong>de</strong> Pardais<br />
Historial<br />
A freguesia <strong>de</strong> Pardais pertence ao concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e <strong>de</strong>la fazem<br />
parte o lugar da Fonte Soeiro, Montes Claros, Azenha Cimeira e a Zona da<br />
Ribeira das Azenhas.<br />
A paróquia <strong>de</strong> Sta Catarina situava-se<br />
numa ermida localizada no Outeiro da<br />
al<strong>de</strong>ia e que foi transladada para este<br />
sítio nos finais <strong>do</strong> século XVI.<br />
No interior <strong>de</strong>sta, o tecto é <strong>de</strong> abóbada e<br />
o chão lajea<strong>do</strong> em mármore. Os<br />
colaterais apresentam urnas <strong>de</strong> estuque<br />
oferecidas por uma senhora da terra.<br />
Fig. 12 – Igreja <strong>de</strong> Stª Catarina, in www.alentejodigital.pt<br />
Em 1838 Diogo da Cunha Sottomayor, man<strong>do</strong>u edificar a igreja <strong>de</strong> Santo<br />
António que serviu como capela particular da quinta <strong>do</strong>s Paços.<br />
Antes <strong>de</strong> 1872 a freguesia <strong>de</strong> Pardais estava civilmente anexada a Bencatel.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
A população <strong>de</strong>sta freguesia hoje encontra-se dividida entre <strong>do</strong>is<br />
aglomera<strong>do</strong>s Ribeira e Fonte Soeiro.<br />
Tal como em Bencatel também Pardais tem uma ribeira, a qual tem origem<br />
na lagoa, in<strong>do</strong> <strong>de</strong>saguar no Guadiana.<br />
Em termos económicos, Pardais tem como principais activida<strong>de</strong>s:<br />
exploração <strong>do</strong> mármore, a agricultura, a olivicultura, a pecuária e o comércio que<br />
tem também relevância para os 559 habitantes que vivem na freguesia.<br />
Pardais é consi<strong>de</strong>rada tal como antigamente a freguesia mais pobre <strong>do</strong><br />
concelho <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Demografia<br />
A freguesia <strong>de</strong> Pardais é uma das cinco freguesias <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e tem<br />
uma área <strong>de</strong> 18,0 Km2. Com uma população total resi<strong>de</strong>nte em 2001 <strong>de</strong> 559<br />
habitantes, <strong>do</strong>s quais 289 são homens e 270 são mulheres. A freguesia regista<br />
assim uma <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> populacional <strong>de</strong> 31,0 pessoas por Km2.<br />
Quadro nº 33 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo.<br />
Grupos <strong>de</strong> Ida<strong>de</strong>s Homens Mulheres<br />
0-14 41 40<br />
15-24 39 31<br />
25-64 134 136<br />
65 ou + 75 63<br />
Total 289 270<br />
Fonte: Recenseamento Geral da População 2001.<br />
Fig.13 - População resi<strong>de</strong>nte, Segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
160<br />
140<br />
120<br />
População<br />
100<br />
80<br />
60<br />
40<br />
20<br />
0<br />
0-14 15-24 25-64 65 ou +<br />
Grupos Etários<br />
Homens<br />
Mulheres<br />
Fonte: Recenseamento Geral da População 2001.<br />
Habitação<br />
Na freguesia <strong>de</strong> Pardais, a maior parte das construções são habitações<br />
unifamiliares <strong>de</strong> um a <strong>do</strong>is pisos, tendência essa, que as construções mais recentes<br />
invertem, sen<strong>do</strong> construí<strong>do</strong>s edifícios <strong>de</strong> 2, 3 ou 4 pisos multifamiliares.<br />
Segun<strong>do</strong> o PDM <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa “Existem muitas situações <strong>de</strong> povoamento<br />
disperso, as quintas e montes, on<strong>de</strong> permanece o intenso carácter rural”.<br />
Tal como se po<strong>de</strong> visualizar no quadro, nas décadas consi<strong>de</strong>radas, on<strong>de</strong> se<br />
verificaram mais construções <strong>de</strong> edifícios foi entre 1919-1945 e 1946-1970.<br />
Quadro nº 34 – Nº <strong>de</strong> Edifícios Segun<strong>do</strong> a Época <strong>de</strong> Construção<br />
Nº <strong>de</strong> Edifícios Época <strong>de</strong> Construção<br />
6 Antes <strong>de</strong> 1919<br />
86 De 1919 a 1945<br />
89 De 1946 a 1970<br />
67 De 1971 a 1990<br />
45 De 1991 a 2001<br />
Fonte: Resulta<strong>do</strong>s provisórios <strong>do</strong>s Censos 2001<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Nesta freguesia, segun<strong>do</strong> os da<strong>do</strong>s da G.N.R., existem 25 montes isola<strong>do</strong>s<br />
não habita<strong>do</strong>s e 18 habita<strong>do</strong>s. Destes <strong>de</strong>stacam-se 9 habita<strong>do</strong>s por não i<strong>do</strong>sos e 9<br />
habita<strong>do</strong>s por i<strong>do</strong>sos (ver Anexo I).<br />
Educação<br />
A freguesia <strong>de</strong> Pardais apresenta <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com as estimativas <strong>do</strong> INE,<br />
uma taxa <strong>de</strong> analfabetismo <strong>de</strong> 23,8% em 2001. Sen<strong>do</strong> <strong>de</strong> salientar que existe nesta<br />
freguesia um número bastante consi<strong>de</strong>rável da população apenas com a instrução<br />
primária (227 pessoas) e um número também consi<strong>de</strong>rável <strong>de</strong> analfabetos (121<br />
pessoas) no ano <strong>de</strong> 2001.<br />
A freguesia dispõe <strong>de</strong> um jardim <strong>de</strong> infância com uma sala e uma<br />
educa<strong>do</strong>ra, possui ainda 1 escola <strong>do</strong> ensino básico com duas salas e duas<br />
professoras.<br />
Quan<strong>do</strong> terminam o ensino básico proporciona<strong>do</strong> na al<strong>de</strong>ia, os níveis<br />
escolares seguintes apenas encontram resposta fora da al<strong>de</strong>ia, nomeadamente na<br />
se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, on<strong>de</strong> estão localizadas a Escola Preparatória e Secundária.<br />
Quadro nº 35 – Nº <strong>de</strong> Estabelecimentos e Nº <strong>de</strong> alunos<br />
Nº <strong>de</strong> estabelecimentos <strong>de</strong> ensino Nº <strong>de</strong> alunos<br />
1 Jardim <strong>de</strong> Infância 15<br />
1 E.B.1 15<br />
Fonte: Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quadro nº 36 – Nº <strong>de</strong> Salas e <strong>de</strong> Professores por Estabelecimento <strong>de</strong> Ensino<br />
Estabelecimentos <strong>de</strong><br />
ensino<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Salas<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Professores<br />
Nº <strong>de</strong> Auxiliares <strong>de</strong><br />
Acção Educativa<br />
Jardim <strong>de</strong> Infância 1 1 1<br />
E.B.1 2 2 1 19<br />
Fonte: Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
19 Tarefeira<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Da responsabilida<strong>de</strong> da Coor<strong>de</strong>nação Concelhia <strong>de</strong> Educação Recorrente<br />
e Extra – Escolar, prevê – se um curso <strong>de</strong> educação extra – escolar <strong>de</strong> alfabetização<br />
com o mínimo <strong>de</strong> 10 participantes.<br />
Associativismo e Equipamentos Desportivos, Recreativos e<br />
Culturais<br />
A freguesia <strong>de</strong> Pardais possui duas associações, 1 Campo <strong>de</strong> Futebol e 1<br />
Poli<strong>de</strong>sportivo (ainda não foi inaugura<strong>do</strong>).<br />
Descrição das Associações a partir <strong>do</strong> seu funcionamento:<br />
♦ Associação Cultural e Recreativa Estrelas <strong>de</strong> Pardais – Esta associação<br />
encontra-se a funcionar nas instalações da Casa <strong>do</strong> Povo.<br />
Quanto às activida<strong>de</strong>s que <strong>de</strong>senvolve <strong>de</strong>staca-se, a <strong>de</strong> futebol 11 on<strong>de</strong> se<br />
incluem indivíduos entre os 18 e os 30 anos.<br />
♦ Comissão <strong>de</strong> Festas <strong>de</strong> Stª Catarina – Organização das festas locais que se<br />
realizam em mea<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Julho.<br />
Saú<strong>de</strong><br />
Existe uma extensão <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, on<strong>de</strong> se <strong>de</strong>sloca 1<br />
médico, três dias por semana <strong>de</strong>staca<strong>do</strong> pelo Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> da se<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
concelho. Ao posto <strong>de</strong> enfermagem <strong>de</strong>sloca-se um enfermeiro três dias por<br />
semana no perío<strong>do</strong> da manhã. Casos mais urgentes terão que se <strong>de</strong>slocar ao<br />
Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e/ou Hospital <strong>do</strong> Espírito Santo em Évora.<br />
Na freguesia não existe nenhuma farmácia, os utentes têm que se <strong>de</strong>slocar<br />
à se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho para comprar os seus medicamentos e outros produtos<br />
farmacêuticos.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
Em termos <strong>de</strong> acção social dispõe em equipamentos:<br />
- 1 Jardim-<strong>de</strong>-infância;<br />
- ATL (Cáritas);<br />
- 2 Serviços <strong>de</strong> apoio <strong>do</strong>miciliário presta<strong>do</strong>s pela Cáritas Paroquial e pela Sta Casa<br />
da Misericórdia <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Quadro nº37 – Equipamentos Sociais:<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Equipamentos/Valências Ida<strong>de</strong>s Capacida<strong>de</strong> Nº <strong>de</strong> Utentes<br />
ATL (Cáritas) 6-14 19<br />
Apoio Domiciliário – S.C.M.V.V. Todas<br />
Apoio Domiciliário - Cáritas Todas - 7<br />
Centro <strong>de</strong> Convívio Todas - 20<br />
Fonte: Inquéritos/Instituições 2003<br />
Segurança<br />
Não existem problemas <strong>de</strong> maior na Freguesia <strong>de</strong> Pardais registan<strong>do</strong>-se<br />
apenas 9 crimes no ano <strong>de</strong> 2003 como se po<strong>de</strong> observar no quadro.<br />
Comparan<strong>do</strong> os últimos <strong>do</strong>is anos, constata-se que só no ano 2003 se<br />
registaram nove crimes ao contrário <strong>do</strong> ano 2002 on<strong>de</strong> não se constataram 2<br />
crimes.<br />
Sen<strong>do</strong> que em pardais não existe posto da GNR, estes conflitos foram<br />
regista<strong>do</strong>s pela GNR da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho.<br />
Sen<strong>do</strong> que o rácio <strong>de</strong> criminalida<strong>de</strong> (habitantes/nº <strong>de</strong> crimes) é importante<br />
para comparar as freguesias, o rácio <strong>de</strong>sta freguesia foi no ano <strong>de</strong> 2003, 16,1<br />
crimes por cada mil habitantes.<br />
Quadro nº 38 – Crimes Regista<strong>do</strong>s por Tipo <strong>de</strong> Crime nos Anos <strong>de</strong> 2002/2003<br />
Tipo <strong>de</strong> Crime<br />
Ano<br />
2002<br />
Ano<br />
2003<br />
Ofensas à Integrida<strong>de</strong> Física Simples 1 2<br />
Ameaças 1 -<br />
Furto Simples/Furto Qualifica<strong>do</strong> - 4/1<br />
Difamação - 1<br />
Violação <strong>de</strong> Domicilio - 1<br />
Total 2 9<br />
Fonte: G.N.R. <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Emprego e Formação Profissional<br />
Em Maio <strong>de</strong> 2003 existiam em Pardais 14 <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s (H – 5/M-9),<br />
inscritos no Centro <strong>de</strong> Emprego <strong>de</strong> Estremoz com maior incidência na faixa etária<br />
<strong>do</strong>s 25-44 anos. Relativamente ao mês homólogo <strong>de</strong> 2002, po<strong>de</strong>mos concluir que<br />
houve uma ligeira subida <strong>do</strong> rácio masculino no grupo etário com menos <strong>de</strong> 25<br />
anos, e uma <strong>de</strong>scida no grupo etário com mais <strong>de</strong> 55 anos.<br />
Quadro nº 39 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por escalão etário e por Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
2002/2003<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Maio / 2002 Maio / 2003<br />
Escalão Etário Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
= 55 Anos 2 3 - -<br />
Total 2 12 5 9<br />
Fonte: I.E.F.P.<br />
Relativamente ao número <strong>de</strong> emprega<strong>do</strong>s dividi<strong>do</strong>s por sectores <strong>de</strong><br />
activida<strong>de</strong> e sexo, verifica-se que o sector que emprega mais homens é o sector<br />
secundário e o sector que emprega mais mulheres é o sector terciário.<br />
Quadro nº 40 – População Resi<strong>de</strong>nte por Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> Económica<br />
Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> Homens Mulheres<br />
Primário 6 17<br />
Secundário 113 18<br />
Terciário 26 53<br />
Fonte: Censos <strong>de</strong> 2001<br />
No que se refere à procura <strong>do</strong> primeiro emprego, comparan<strong>do</strong> os <strong>do</strong>is anos<br />
(2002 e 2003) verifica-se um aumento pouco significativo (1H-1M) <strong>do</strong> número <strong>de</strong><br />
indivíduos à procura <strong>do</strong> primeiro emprego.<br />
Quanto à categoria <strong>do</strong> novo emprego, como se po<strong>de</strong> visualizar no quadro<br />
regista-se uma subida nos homens (2-2002/4-2003) e em contrário uma <strong>de</strong>scida<br />
nas mulheres que passaram <strong>de</strong> 12 em 2002 para 8 em 2003.<br />
Quadro nº 41 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Categorias e Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
2002/2003<br />
Maio / 2002 Maio / 2003<br />
Categoria Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
Primeiro Emprego 1 1<br />
Novo Emprego 2 12 4 8<br />
Fonte: I.E.F.P.<br />
Activida<strong>de</strong>s Económicas<br />
As activida<strong>de</strong>s económicas que pre<strong>do</strong>minam na freguesia são a extracção e<br />
transformação <strong>do</strong>s mármores. É nas pedreiras on<strong>de</strong> se encontram a maioria <strong>do</strong>s<br />
activos <strong>do</strong> sexo masculino da al<strong>de</strong>ia, sen<strong>do</strong> que as mulheres têm trabalho sazonal<br />
na agricultura, à excepção <strong>de</strong> algumas que se <strong>de</strong>dicam às limpezas <strong>do</strong>mésticas em<br />
casas particulares.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
O quadro <strong>de</strong>screve as várias activida<strong>de</strong>s comerciais existentes nesta<br />
freguesia.<br />
Quadro nº 42 - Enumeração das Activida<strong>de</strong>s existentes na Freguesia<br />
Activida<strong>de</strong>s<br />
Número<br />
Pronto-a-vestir 0<br />
Bares/Cafés 2+2<br />
Cabeleireiro<br />
1 (aos fins <strong>de</strong> semana)<br />
Farmácia 0<br />
Minimerca<strong>do</strong>s/mercearias 3<br />
Padaria 1<br />
Pastelaria 1<br />
Queijaria 0<br />
Talho 0<br />
Sapataria 0<br />
Mobiliário 0<br />
A ocupação da área agrícola é <strong>de</strong> 2652 hectares, as explorações segun<strong>do</strong> a<br />
dimensão da SAU são <strong>de</strong> 2206 hectares dividi<strong>do</strong>s por 62 explorações, segun<strong>do</strong> os<br />
da<strong>do</strong>s da Direcção Regional <strong>do</strong> Alentejo – RGA/99, conclui-se que pre<strong>do</strong>mina na<br />
freguesia a pequena exploração.<br />
Alojamentos e infra-estruturas<br />
A freguesia <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com os da<strong>do</strong>s provisórios <strong>do</strong> INE, tem um total <strong>de</strong><br />
293 edifícios, 307 alojamentos familiares e 200 famílias clássicas, <strong>de</strong>stacan<strong>do</strong>-se o<br />
número <strong>de</strong> alojamentos vagos (14 alojamentos).<br />
Existem na freguesia <strong>de</strong> Pardais as seguintes infra-estruturas: um<br />
minimerca<strong>do</strong>, re<strong>de</strong> pública <strong>de</strong> abastecimento <strong>de</strong> água, re<strong>de</strong> pública <strong>de</strong> água<br />
residual, recolha <strong>do</strong> lixo, escola pública <strong>de</strong> ensino básico, uma <strong>de</strong>legação <strong>do</strong><br />
Centro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> da se<strong>de</strong> <strong>de</strong> concelho e jardim-<strong>de</strong>-infância.<br />
A par <strong>de</strong>stas existe um conjunto <strong>de</strong> serviços presta<strong>do</strong>s à população tais<br />
como:<br />
- Serviços <strong>de</strong> apoio <strong>do</strong>miciliário presta<strong>do</strong>s pela Cáritas e pela Santa Casa da<br />
Misericórdia;<br />
- Serviços <strong>de</strong> apoio a i<strong>do</strong>sos, presta<strong>do</strong> pela Cáritas e pela Santa Casa da<br />
Misericórdia <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Não existem instituições bancárias nem posto <strong>do</strong>s correios.<br />
5-4- Freguesia <strong>de</strong> Ciladas (S. Romão)<br />
Historial<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Ciladas <strong>de</strong> S. Romão é uma freguesia que<br />
antigamente estava separada em duas<br />
freguesias in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes, que hoje se<br />
juntaram e formaram uma só.<br />
A treze quilómetros da se<strong>de</strong> <strong>de</strong> concelho, a<br />
freguesia é constituída por: Courela <strong>de</strong><br />
Loncanas, Courela <strong>do</strong> Mesquita e Serra das<br />
Correias. Encontra-se <strong>de</strong>limitada pela<br />
Terrugem, <strong>Vila</strong> Viçosa, Pardais, Juromenha,<br />
S. Brás <strong>do</strong>s Matos, <strong>Vila</strong> Boím e o concelho<br />
<strong>de</strong> Elvas.<br />
Fig. 14 – Rua <strong>de</strong> Ciladas, in www.alentejodigital.pt<br />
A partir <strong>do</strong> século XVIII, o crescimento <strong>de</strong>sta freguesia tornou-se uma<br />
realida<strong>de</strong>.<br />
Foi a Misericórdia <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa quem fun<strong>do</strong>u a al<strong>de</strong>ia <strong>de</strong> S. Romão, aforan<strong>do</strong> a<br />
herda<strong>de</strong> <strong>de</strong>sta al<strong>de</strong>ia em courelas e chãos para edificações.<br />
A igreja matriz é o monumento por excelência mais interessante <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s<br />
os que existem em S. Romão. De início era uma pequena ermida que <strong>de</strong>pois foi<br />
crescen<strong>do</strong> com o passar <strong>do</strong> tempo, e com a instituição e crescimento da paróquia.<br />
A igreja encontra-se situada ao la<strong>do</strong> <strong>do</strong> cemitério e possui um campanário<br />
com <strong>do</strong>is sinos na parte esquerda da fachada.<br />
Existe também uma outra igreja e esta <strong>de</strong> proprieda<strong>de</strong> particular, <strong>do</strong> forte<br />
<strong>do</strong> Ferragu<strong>do</strong> que é a igreja <strong>de</strong> Nossa Senhora <strong>do</strong>s Remédios. Esta tem no seu<br />
interior uma imagem <strong>de</strong> Nossa Senhora da Encarnação.<br />
Actualmente nesta freguesia habitam cerca <strong>de</strong> 1150 pessoas que se <strong>de</strong>dicam<br />
às mais variadas activida<strong>de</strong>s económicas: agricultura (cultura <strong>de</strong> cereais e<br />
legumes), olivicultura, pecuária e serralharia civil. Ao contrário das freguesias <strong>de</strong><br />
Bencatel e Pardais, S. Romão não possui uma ribeira (abastecia-se <strong>de</strong> um poço<br />
situa<strong>do</strong> nas herda<strong>de</strong>s) o que dificulta a plantação <strong>de</strong> hortaliças e frutos.<br />
A nível <strong>do</strong> artesanato ainda subsistem alguns artesãos (poucos), a nível da<br />
cestaria e tapeçaria.<br />
Em S. Romão viveram até ao século passa<strong>do</strong> os con<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Boba<strong>de</strong>la que<br />
alcançaram gran<strong>de</strong> prestigio não só social como também económico, eram<br />
proprietários <strong>de</strong> uma parte importante da freguesia.<br />
Actualmente os habitantes da freguesia <strong>de</strong>dicam-se à agricultura, na sua<br />
maioria são as mulheres que se <strong>de</strong>dicam mais a esta activida<strong>de</strong> sen<strong>do</strong> que, os<br />
homens se <strong>de</strong>dicam à extracção e transformação <strong>do</strong>s mármores, construção civil,<br />
comércio e serviços.<br />
Demografia<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
A freguesia <strong>de</strong> Ciladas é uma das cinco freguesias <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e ocupa<br />
uma área <strong>de</strong> 107,8 Km2. Com uma população total resi<strong>de</strong>nte em 2001 <strong>de</strong> 1150<br />
habitantes, <strong>do</strong>s quais 569 são homens e 581 são mulheres. A freguesia regista<br />
assim uma <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> populacional <strong>de</strong> 10,7 pessoas por Km2.<br />
Quadro nº 43 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo.<br />
Grupos <strong>de</strong> Ida<strong>de</strong>s Homens Mulheres<br />
0-14 88 79<br />
15-24 52 73<br />
25-64 302 294<br />
65 ou + 127 135<br />
Total 569 581<br />
Fonte: Recenseamento Geral da População 2001.<br />
Fig. 15 - População resi<strong>de</strong>nte, Segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo<br />
350<br />
300<br />
População<br />
250<br />
200<br />
150<br />
100<br />
50<br />
Homens<br />
Mulheres<br />
0<br />
0-14 15-24 25-64 65 ou +<br />
Grupos Etários<br />
Fonte: Resulta<strong>do</strong>s Provisórios <strong>do</strong>s Censos <strong>de</strong> 2001<br />
Habitação<br />
Na freguesia <strong>de</strong> S. Romão (Ciladas), a área mais antiga é constituída por<br />
habitações unifamiliares, possuin<strong>do</strong> apenas um só piso, surgin<strong>do</strong> posteriormente<br />
algumas construções <strong>de</strong> 2 pisos.<br />
Segun<strong>do</strong> o PDM <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa “...a expansão tem vin<strong>do</strong> a manter a mesma<br />
linguagem urbana, ou, melhor, a mesma estrutura base. No entanto, tem altera<strong>do</strong><br />
um pouco a estética tradicional que caracterizava o local, acrescentan<strong>do</strong>-lhe<br />
materiais como o azulejo, que nem sempre permitem o melhor enquadramento.”<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Tal como se po<strong>de</strong> visualizar no quadro, nas décadas consi<strong>de</strong>radas, on<strong>de</strong> se<br />
verificaram mais construções <strong>de</strong> edifícios foi entre 1919 e 1945.<br />
Quadro nº 44 – Nº <strong>de</strong> Edifícios Segun<strong>do</strong> a Época <strong>de</strong> Construção<br />
Nº <strong>de</strong> Edifícios Época <strong>de</strong> Construção<br />
109 Antes <strong>de</strong> 1919<br />
137 De 1919 a 1945<br />
127 De 1946 a 1970<br />
124 De 1971 a 1990<br />
96 De 1991 a 2001<br />
Fonte: Resulta<strong>do</strong>s provisórios <strong>do</strong>s Censos 2001<br />
Na freguesia <strong>de</strong> Ciladas tal como nas outras freguesias <strong>do</strong> concelho, é<br />
<strong>de</strong>limitada por 45 montes não habita<strong>do</strong>s e 15 habita<strong>do</strong>s. Dos habita<strong>do</strong>s<br />
distinguem-se 11 habita<strong>do</strong>s por não i<strong>do</strong>sos e quatro habita<strong>do</strong>s por i<strong>do</strong>sos.<br />
Constata-se que é a freguesia que possui um maior número <strong>de</strong> montes.<br />
Educação<br />
A freguesia <strong>de</strong> S. Romão apresenta <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com as estimativas <strong>do</strong> INE,<br />
uma taxa <strong>de</strong> analfabetismo <strong>de</strong> 24,1% em 2001. Sen<strong>do</strong> <strong>de</strong> salientar que existe nesta<br />
freguesia um número bastante consi<strong>de</strong>rável <strong>de</strong> população analfabeta (253<br />
pessoas) no ano <strong>de</strong> 2001.<br />
Sen<strong>do</strong> a taxa <strong>de</strong> analfabetismo muito acentuada, a maior parte da<br />
população possui apenas a instrução primária (413 indivíduos), 172 indivíduos<br />
possuem o ensino preparatório, 75 o terceiro ciclo, 126 o ensino secundário e 25<br />
outros níveis <strong>de</strong> ensino.<br />
A freguesia dispõe <strong>de</strong> um jardim <strong>de</strong> infância com uma sala e uma<br />
educa<strong>do</strong>ra, possui ainda 2 escolas <strong>do</strong> ensino básico estan<strong>do</strong> uma <strong>de</strong>las a ser<br />
utilizada pelo Ensino Básico Mediatiza<strong>do</strong> até final <strong>do</strong> ano corrente.<br />
Quan<strong>do</strong> terminam o ensino básico proporciona<strong>do</strong> na al<strong>de</strong>ia, os níveis<br />
escolares seguintes apenas encontram resposta fora da al<strong>de</strong>ia, nomeadamente na<br />
se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho, on<strong>de</strong> estão localizadas a Escola Preparatória e Secundária.<br />
Os quadros nº45 e nº46, ilustram-nos quanto ao número <strong>de</strong> professores, o<br />
número <strong>de</strong> alunos e o número <strong>de</strong> estabelecimentos <strong>de</strong> ensino e salas <strong>de</strong> que esta<br />
freguesia dispõe.<br />
Quadro nº 45 – Nº <strong>de</strong> Estabelecimentos e Nº <strong>de</strong> alunos<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Nº <strong>de</strong> estabelecimentos <strong>de</strong> ensino Nº <strong>de</strong> alunos<br />
1 Jardim <strong>de</strong> Infância 25<br />
1 E.B.1 46<br />
1E.B.M. nº 1394 12<br />
Fonte: Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> vila Viçosa<br />
O Ensino Básico Mediatiza<strong>do</strong> irá funcionar pela última vez no <strong>de</strong>correr <strong>do</strong><br />
ano lectivo 2003/2004, uma vez que o mesmo será extinto <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o<br />
<strong>de</strong>spacho nº 16 407/2003 (2ª série).<br />
Quadro nº 46 – Nº <strong>de</strong> Salas e <strong>de</strong> Professores por Estabelecimento <strong>de</strong> Ensino<br />
Estabelecimentos <strong>de</strong> Ensino<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Salas<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Professores<br />
Nº <strong>de</strong><br />
Auxiliares <strong>de</strong><br />
Acção<br />
Educativa<br />
Jardim <strong>de</strong> Infância 1 1 1 20<br />
E.B.1 2 2<br />
E.B.M. nº 1394 1 2 2<br />
Fonte: Agrupamento <strong>de</strong> Escolas <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Da responsabilida<strong>de</strong> da Coor<strong>de</strong>nação Concelhia <strong>de</strong> Educação Recorrente e<br />
Extra – Escolar, inicia brevemente um curso <strong>de</strong> educação extra – escolar <strong>de</strong><br />
alfabetização com 15 participantes.<br />
Associativismo e Equipamentos Desportivos, Recreativos e<br />
Culturais<br />
A freguesia <strong>de</strong> Ciladas – S. Romão possui duas associações, 1<br />
Poli<strong>de</strong>sportivo “Salva<strong>do</strong>r Dias Bajanca”, 1 Campo <strong>de</strong> Futebol 11.<br />
Descrição das associações no que se refere ao funcionamento:<br />
♦ Grupo Recreativo Amigos <strong>de</strong> São Romão – O Grupo Recreativo Amigos <strong>de</strong> São<br />
Romão promove várias activida<strong>de</strong>s entre as quais a organização <strong>do</strong> Carnaval,<br />
Organização <strong>de</strong> Romarias às Minas da Freguesia, Convívios Piscatórios, Santos<br />
Populares, Organização das Festas <strong>de</strong> Verão, Comemorações <strong>do</strong> 25 <strong>de</strong> Abril,<br />
Organização Anual <strong>do</strong> Natal Infantil.<br />
♦ Sport Clube <strong>de</strong> São Romão – O Sport Clube <strong>de</strong>senvolve várias activida<strong>de</strong>s entre<br />
as quais futebol 11 sénior (22 atletas com ida<strong>de</strong>s compreendidas entre os 18-39<br />
anos), Escolinhas <strong>de</strong> inicia<strong>do</strong>s (20 atletas com ida<strong>de</strong>s compreendidas entre os 7-12<br />
20 Funcionária da Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong> S. Romão<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
anos), Atletismo, Convívio <strong>de</strong> pesca, Convívio <strong>de</strong> tiro aos pratos, jogo da malha<br />
entre outros.<br />
Actualmente conta com 320 sócios e encontra-se a funcionar numas instalações<br />
arrendadas.<br />
♦ Comissão <strong>de</strong> Festas <strong>do</strong> Bairro <strong>de</strong> Stº António – Associação organiza<strong>do</strong>ra das<br />
comemorações <strong>de</strong> Stº António.<br />
Saú<strong>de</strong><br />
Existe uma extensão <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa, on<strong>de</strong> se <strong>de</strong>sloca 1<br />
médico diariamente <strong>de</strong>staca<strong>do</strong> pelo Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho. Ao<br />
posto <strong>de</strong> enfermagem <strong>de</strong>sloca-se um enfermeiro que, além <strong>de</strong> prestar diariamente<br />
no perío<strong>do</strong> da tar<strong>de</strong> cuida<strong>do</strong>s <strong>de</strong> enfermagem, também presta serviços <strong>de</strong> visitas<br />
<strong>do</strong>miciliárias. Casos mais urgentes terão que se <strong>de</strong>slocar ao Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
<strong>Vila</strong> Viçosa e/ou Hospital <strong>do</strong> Espírito Santo em Évora.<br />
Na freguesia existe uma farmácia que funciona a meio tempo.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
Quanto aos equipamentos no campo da Acção <strong>Social</strong>, a freguesia dispõe:<br />
- 1 Jardim-<strong>de</strong>-infância;<br />
- 1 ATL - Cáritas;<br />
- 1 Centro <strong>de</strong> Dia – S.C.M.V.V;<br />
- 1 Centro <strong>de</strong> Noite - Cáritas;<br />
- 1 Centro <strong>de</strong> Convívio - MURPI;<br />
- 2 Serviços <strong>de</strong> apoio <strong>do</strong>miciliário um presta<strong>do</strong> pela Cáritas Paroquial e outro pela<br />
Sta Casa da Misericórdia <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
- 1 Centro <strong>de</strong> Convivio<br />
Quadro nº47 – Equipamentos Sociais<br />
Equipamentos/Valências Ida<strong>de</strong>s Capacida<strong>de</strong> Nº <strong>de</strong><br />
Utentes<br />
ATL – Cáritas 6-14 32<br />
Centro <strong>de</strong> Dia – S.C.M.V.V. Todas 30 20<br />
Centro <strong>de</strong> Noite - Cáritas Todas 10 10<br />
Centro <strong>de</strong> Convívio - MURPI -<br />
Serviço <strong>de</strong> Apoio Domiciliário – S.C.M.V.V. Todas - -<br />
Serviço <strong>de</strong> Apoio Domiciliário – Cáritas Todas - 45<br />
Centro <strong>de</strong> Convívio - Cáritas Todas 35 35<br />
Fonte: Inquéritos/Instituições 2003<br />
Segurança<br />
Na freguesia <strong>de</strong> S.Romão registam-se apenas 19 conflitos no ano <strong>de</strong> 2001 e<br />
18 no ano <strong>de</strong> 2002 como se po<strong>de</strong> observar no quadro nº48.<br />
Nos últimos <strong>do</strong>is anos constata-se que o conflito que se registou mais vezes<br />
foi o furto e que os restantes conflitos registaram valores pouco significativos.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quanto ao rácio <strong>de</strong> criminalida<strong>de</strong> (habitantes/nº <strong>de</strong> crimes) calcula<strong>do</strong>,<br />
conclui-se que é a freguesia que tem valores mais baixos <strong>de</strong> ocorrências criminais,<br />
contan<strong>do</strong> assim com 9,5 crimes por cada mil habitantes.<br />
Quadro nº 48 – Crimes Regista<strong>do</strong>s por Tipo <strong>de</strong> Crime nos Anos <strong>de</strong> 2002/2003<br />
Tipo <strong>de</strong> Crime Ano 2002 Ano 2003<br />
Ameaças 2 -<br />
Ofensas à Integrida<strong>de</strong> Física 2 2<br />
Difamação/Injúrias 2 -<br />
Furtos 9 4<br />
Abuso <strong>de</strong> Confiança 1 -<br />
Falsificação <strong>de</strong> Documentos 1 -<br />
Suicídio - 1<br />
Condução sem Habilitação Legal 1 -<br />
Incêndio - 4<br />
Total 18 11<br />
Fonte: G.N.R. <strong>de</strong> S. Romão<br />
Emprego e Formação Profissional<br />
Esta al<strong>de</strong>ia é uma das freguesias <strong>do</strong> concelho, on<strong>de</strong> mais prolifera o<br />
trabalho agrícola encontran<strong>do</strong>-se afectos em trabalho fixo 47 homens e em<br />
trabalho sazonal 72 mulheres. O sector secundário emprega 178 pessoas, não<br />
obstante é o sector terciário que emprega o maior número <strong>de</strong> trabalha<strong>do</strong>res. De<br />
salientar é o facto <strong>de</strong> que as mulheres estão cada vez mais representadas neste<br />
sector, estan<strong>do</strong> muitas <strong>de</strong>las segun<strong>do</strong> a informação prestada pelo Centro <strong>de</strong><br />
Emprego <strong>de</strong> Estremoz, ligadas não só ao comércio como também aos serviços.<br />
Quadro nº 49 – População Resi<strong>de</strong>nte por Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> Económica<br />
Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> Homens Mulheres<br />
Primário 47 72<br />
Secundário 164 14<br />
Terciário 101 98<br />
Fonte: Censos <strong>de</strong> 2001<br />
Comparan<strong>do</strong> o mês <strong>de</strong> Maio nos anos 2002/2003, verifica-se quanto ao<br />
número <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s uma ligeira subida nos escalões etários <strong>de</strong> = 55 anos,<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
contu<strong>do</strong> registou-se um aumento significativo no escalão etário <strong>do</strong>s 25-44 anos (12<br />
para 18).<br />
Quadro nº 50 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por escalão etário e por Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
2002/2003<br />
Maio / 2002 Maio / 2003<br />
Escalão Etário Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
= 55 Anos 1 9 3 5<br />
Total 4 25 11 29<br />
Fonte: I.E.F.P.<br />
Relativamente ao número <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s dividi<strong>do</strong>s por categorias e<br />
sexo, verifica-se que apenas em Maio <strong>de</strong> 2003 existia um homem à procura <strong>do</strong><br />
primeiro emprego.<br />
Quanto à outra categoria, registou-se um aumento da procura <strong>de</strong> novo<br />
emprego, em relação ao qual se registaram 4 indivíduos (2002) e 10 (2003).<br />
No que se refere às mulheres quanto à procura <strong>do</strong> primeiro emprego o<br />
número diminuiu, o que já não se verifica na categoria <strong>do</strong> novo emprego que<br />
passaram <strong>de</strong> 23 mulheres em 2002 para 29 em 2003.<br />
Quadro nº 51 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Categorias e Sexo<br />
Maio / 2002 Maio / 2003<br />
Categoria Homens Mulheres Homens Mulheres<br />
Primeiro Emprego 2 1<br />
Novo Emprego 4 23 10 29<br />
Fonte: I.E.F.P.<br />
Activida<strong>de</strong>s Económicas<br />
A freguesia tem uma fraca activida<strong>de</strong> económica.<br />
As activida<strong>de</strong>s emprega<strong>do</strong>ras são a agricultura, a construção civil e o<br />
comércio. As duas primeiras encontram-se mais fora <strong>do</strong>s limites da freguesia, o<br />
que origina falta <strong>de</strong> oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> emprego para os que nela resi<strong>de</strong>m e lá<br />
preten<strong>de</strong>m <strong>de</strong>senvolver a sua activida<strong>de</strong> laboral.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quadro nº 52 - Enumeração das Activida<strong>de</strong>s existentes na Freguesia<br />
Activida<strong>de</strong>s<br />
Número<br />
Boutique 0<br />
Bares 1<br />
Cabeleireiro 2<br />
Farmácia 1<br />
Minimerca<strong>do</strong>s/mercearias 6<br />
Padaria 2<br />
Pastelaria 1<br />
Queijaria 0<br />
Talho 1<br />
Sapataria 1<br />
Mobiliário 0<br />
Alojamentos e infra-estruturas<br />
A freguesia <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com os da<strong>do</strong>s provisórios <strong>do</strong> INE (2001), tem um<br />
total <strong>de</strong> 593 edifícios, 644 alojamentos familiares e 462 famílias clássicas, conta<br />
também com 23 alojamentos vagos.<br />
Existem na freguesia <strong>de</strong> S. Romão as infra-estruturas que passamos a<br />
mencionar: minimerca<strong>do</strong>s, re<strong>de</strong> pública <strong>de</strong> abastecimento <strong>de</strong> água, re<strong>de</strong> pública<br />
<strong>de</strong> água residuais, recolha <strong>do</strong> lixo, escola pública <strong>de</strong> ensino básico, uma extensão<br />
<strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> da se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho e jardim-<strong>de</strong>-infância. A par <strong>de</strong>stas<br />
existem um conjunto <strong>de</strong> serviços presta<strong>do</strong>s à população tais como, serviços <strong>de</strong><br />
apoio <strong>do</strong>miciliário e serviços <strong>de</strong> apoio a i<strong>do</strong>sos, presta<strong>do</strong> pela Cáritas e pela Santa<br />
Casa da Misericórdia <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa.<br />
Esta freguesia dispõe <strong>de</strong> uma instituição bancária (Caixa <strong>de</strong> Crédito<br />
Agrícola Mutuo) e caixa Multibanco, não dispon<strong>do</strong> <strong>de</strong> posto <strong>de</strong> correios, as<br />
pessoas que habitam na freguesia têm que se dirigir a uma mercearia lá existente<br />
para po<strong>de</strong>rem adquirir a sua correspondência, e à se<strong>de</strong> <strong>do</strong> concelho quan<strong>do</strong><br />
necessitam <strong>de</strong> fazer transacções bancárias.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
6- Consi<strong>de</strong>rações Finais<br />
O presente instrumento, é fruto <strong>do</strong> trabalho <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> ao longo <strong>de</strong> mais<br />
<strong>de</strong> um ano, no âmbito <strong>de</strong> um projecto <strong>de</strong> carácter inova<strong>do</strong>r “ Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> “ que<br />
procura envolver os representantes das instituições locais bem como os<br />
técnicos que se encontram ao serviço das mesmas, no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong>:<br />
● Promover uma Intervenção <strong>Social</strong> mais eficaz e incentivar a articulação<br />
Inter-institucional;<br />
● Conhecer a Realida<strong>de</strong> <strong>Social</strong> envolvente, as Vulnerabilida<strong>de</strong>s e as<br />
Potencialida<strong>de</strong>s/Recursos <strong>do</strong> meio <strong>de</strong> intervenção;<br />
● Capacitar os vários agentes sociais <strong>de</strong> princípios teórico-meto<strong>do</strong>lógicos e<br />
competências para uma intervenção em re<strong>de</strong>;<br />
Neste senti<strong>do</strong>, o conjunto das Instituições mais propriamente as que<br />
integram actualmente o Núcleo Executivo, realizou este estu<strong>do</strong> o qual procura<br />
estabelecer uma unida<strong>de</strong> interpretativa e expositiva <strong>do</strong>s resulta<strong>do</strong>s obti<strong>do</strong>s<br />
que permita a sua utilização quer como gera<strong>do</strong>ra <strong>de</strong> informação para suporte e<br />
encaminhamento das opções <strong>de</strong> planeamento quer como transmissão e<br />
divulgação das características <strong>de</strong>ste concelho.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
7- Bibliografia<br />
Quivy, Raymond, Campenhoudt Luc Van (1998), “Manual <strong>de</strong> Investigação em<br />
Ciencias Sociais” – Gradiva<br />
Conselho Nacional <strong>de</strong> Educação (1995), “Educação e Meios Rurais Problemas e<br />
Caminhos <strong>do</strong> Desenvolvimento”, Actas <strong>do</strong> Seminário – Conselho Nacional <strong>de</strong><br />
Educação.<br />
Ministério da Educação (2002), “Organização da Componente <strong>de</strong> Apoio à<br />
Família”<br />
Ministério <strong>do</strong> Emprego e da Segurança <strong>Social</strong> (1991), “1º Encontro <strong>de</strong><br />
Promotores <strong>de</strong> Projectos” – Documentação <strong>do</strong> Encontro<br />
Almeida, Ana Nunes; André, Isabel Margarida; Almeida, Helena Nunes<br />
(2001), “Famílias e Maus Tratos às Crianças em Portugal” – Assembleia da<br />
República.<br />
Ministério <strong>do</strong> Emprego e da Segurança <strong>Social</strong>, (1992), II Seminário sobre “A<br />
Pobreza – Mudança/Desenvolvimento” – Comissaria<strong>do</strong> Regional <strong>do</strong> Sul da<br />
Luta Contra a Pobreza.<br />
Centeno, Luís; Erskine, Angus; Pedrosa, Célia (2000), “Percursos Profissionais<br />
<strong>de</strong> Exclusão <strong>Social</strong>” – Observatório <strong>do</strong> Emprego e Formação Profissional.<br />
Branco, Francisco (1998), “Municípios e Politicas Sociais em Portugal” –<br />
Instituto Superior <strong>de</strong> Serviço <strong>Social</strong>.<br />
Instituto Nacional <strong>de</strong> Estatística (2002), “Anuário Estatístico da Região<br />
Alentejo”<br />
Instituto Nacional <strong>de</strong> Estatística (2002), “Censos 2001“ – Resulta<strong>do</strong>s Definitivos<br />
Alentejo.<br />
Proengel, “Revisão <strong>do</strong> PDM <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa” (2002).<br />
“Sociologia – Problemas e Práticas” nº 21, (1996).<br />
Página 144 <strong>de</strong> 163
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Índice <strong>de</strong> Quadros e Gráficos/Fig.<br />
Paginas<br />
Quadro 1 – Nº <strong>de</strong> Consultas/Especialida<strong>de</strong>s por Extensão <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> 10<br />
Quadro 2 – Percentagem da procura <strong>de</strong> Emprego por Sexos 25<br />
Quadro 3 – Percentagem da procura <strong>de</strong> Emprego por Sexo com ida<strong>de</strong> Superior a 25<br />
Trinta anos.<br />
Quadro 4 – Habilitações Escolares em Percentagem 25<br />
Quadro 5 – Rendimento Mínimo Garanti<strong>do</strong> 2003 26<br />
Quadro 6 – Produção <strong>de</strong> RSU no <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa 61<br />
Quadro 7 – Evolução da População Resi<strong>de</strong>nte 88<br />
Quadro 8 – Taxas <strong>de</strong> Desemprego, 2001 90<br />
Quadro 9 – Nº <strong>de</strong> Beneficiários <strong>do</strong> Rendimento Mínimo Garanti<strong>do</strong> por Sexos nos 93<br />
Anos 2000,2001,2002,2003.<br />
Quadro 10 – Distribuição <strong>do</strong>s Beneficiários por Área <strong>de</strong> Inserção: Ano<br />
93<br />
2000/2001/2002/2003<br />
Quadro 11 – Processos em Tribunal, 2000 95<br />
Quadro 12 – Caracterização <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa 96<br />
Quadro 13 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo 101<br />
Quadro 14 – Nº <strong>de</strong> Edifícios segun<strong>do</strong> a Época <strong>de</strong> Construção 102<br />
Quadro 15 – Nº <strong>de</strong> Estabelecimentos e Nº <strong>de</strong> Alunos 103<br />
Quadro 16 – Nº <strong>de</strong> Salas e Professores por Estabelecimentos <strong>de</strong> Ensino 104<br />
Quadro 17 – Equipamentos Sociais 106<br />
Quadro 18 – Conflitos Regista<strong>do</strong>s por Tipo <strong>de</strong> Conflito nos Anos <strong>de</strong> 2002/2003 107<br />
Quadro 19 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Escalão Etário e por Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
108<br />
2002/2003<br />
Quadro 20 – População Resi<strong>de</strong>nte por Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> Económica 108<br />
Quadro 21 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Categoria e Sexo em Maio <strong>de</strong> 2002/2003 109<br />
Quadro 22 – Enumeração das Activida<strong>de</strong>s existentes na Freguesia <strong>de</strong> Conceição e 110<br />
S. Bartolomeu<br />
Quadro 23 – Nº <strong>de</strong> Edifícios segun<strong>do</strong> a Época <strong>de</strong> Construção 115<br />
Quadro 24 – População Resi<strong>de</strong>nte, Segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo 116<br />
Quadro 25 – Nº <strong>de</strong> Estabelecimentos e Nº <strong>de</strong> Alunos 117<br />
Quadro 26 – Nº <strong>de</strong> Salas e <strong>de</strong> Professores por Estabelecimentos <strong>de</strong> Ensino 117<br />
Quadro 27 – Descrição <strong>do</strong>s Equipamentos a Partir <strong>do</strong> seu Funcionamento 119<br />
Quadro 28 – Crimes Regista<strong>do</strong>s por Tipo <strong>de</strong> Crimes nos Anos 2002/2003 120<br />
Quadro 29 – População Resi<strong>de</strong>nte por Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> Económica 121<br />
Quadro 30 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Escalão Etário e por Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
121<br />
2002/2003<br />
Quadro 31 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Categoria e Sexo em Maio <strong>de</strong> 2002/2003 122<br />
Quadro 32 – Enumeração das Activida<strong>de</strong>s existentes na Freguesia <strong>de</strong> Bencatel 122<br />
Quadro 33 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo 125<br />
Quadro 34 – Nº <strong>de</strong> Edifícios segun<strong>do</strong> a Época <strong>de</strong> Construção 126<br />
Quadro 35 – Nº <strong>de</strong> Estabelecimentos e Nº <strong>de</strong> Alunos 126<br />
Quadro 36 – Nº <strong>de</strong> Salas e <strong>de</strong> Professores por Estabelecimento <strong>de</strong> Ensino 127<br />
Quadro 37 – Equipamentos Sociais 128<br />
Quadro 38 – Crimes regista<strong>do</strong>s por Tipo <strong>de</strong> crime nos anos <strong>de</strong> 2002/2003 128<br />
Quadro 39 - Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Escalão Etário e por Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
129<br />
2002/2003<br />
Quadro 40 – População resi<strong>de</strong>nte por sector <strong>de</strong> activida<strong>de</strong> económica 129<br />
Quadro 41 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Categoria e Sexo em Maio <strong>de</strong> 2002/2003 129<br />
Quadro 42 - Enumeração das Activida<strong>de</strong>s existentes na Freguesia <strong>de</strong> Pardais 130<br />
Quadro 43 - População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo 133<br />
Quadro 44 – Nº <strong>de</strong> Edifícios segun<strong>do</strong> a Época <strong>de</strong> Construção 134<br />
Página 145 <strong>de</strong> 163
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Quadro 45 – Nº <strong>de</strong> Estabelecimentos e Nº <strong>de</strong> Alunos 135<br />
Quadro 46 – Nº <strong>de</strong> Salas e <strong>de</strong> Professores por Estabelecimento <strong>de</strong> Ensino 135<br />
Quadro 47 – Equipamentos Sociais 136<br />
Quadro 48 – Crimes regista<strong>do</strong>s por Tipo <strong>de</strong> crime nos anos <strong>de</strong> 2002/2003 137<br />
Quadro 49 - População resi<strong>de</strong>nte por sector <strong>de</strong> activida<strong>de</strong> económica 138<br />
Quadro 50 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Escalão Etário e por Sexo em Maio <strong>de</strong><br />
138<br />
2002/2003<br />
Quadro 51 – Nº <strong>de</strong> Desemprega<strong>do</strong>s por Categoria e Sexo em Maio <strong>de</strong> 2002/2003 138<br />
Quadro 52 - Enumeração das Activida<strong>de</strong>s existentes na Freguesia <strong>de</strong> Ciladas 139<br />
Fig. 1 – Monumentos <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa 85<br />
Fig. 2 – Enquadramento Nacional 87<br />
Fig. 3 – Distribuição da População pelas Freguesias 88<br />
Fig. 4 – População Empregada por Sector <strong>de</strong> Activida<strong>de</strong> 1991/2001 89<br />
Fig. 5 – Distribuição <strong>do</strong>s Desemprega<strong>do</strong>s/Habilitações Literárias em Maio <strong>de</strong> 2003 91<br />
Fig. 6 – Gráfico da Criminalida<strong>de</strong> <strong>do</strong>s Postos da G.N.R. <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> V.Viçosa 94<br />
Fig. 7 – Igreja <strong>de</strong> Nossa Senhora da Conceição 99<br />
Fig. 8 – Igreja <strong>de</strong> S. Bartolomeu 99<br />
Fig. 9 – Total da População Resi<strong>de</strong>nte na se<strong>de</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong>, segun<strong>do</strong> o Grupo<br />
101<br />
Etário e Sexo<br />
Fig. 10 – Igreja <strong>de</strong> Santa Ana 114<br />
Fig. 11 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo 116<br />
Fig. 12 – Igreja <strong>de</strong> Santa Catarina 124<br />
Fig. 13 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo 125<br />
Fig. 14 – Rua em Ciladas 132<br />
Fig. 15 – População Resi<strong>de</strong>nte, segun<strong>do</strong> o Grupo Etário e Sexo 133<br />
Página 146 <strong>de</strong> 163
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
TÇxåÉá<br />
I – Montes Existentes nas Freguesias <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
II – Reuniões por Freguesia e Folhas <strong>de</strong> Presenças<br />
III – Questionário Aplica<strong>do</strong> às Instituições Locais<br />
IV – Questionário Aplica<strong>do</strong> à População<br />
V – Outras Associações <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
Página 147 <strong>de</strong> 163
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
TÇxåÉ<br />
I – Montes Existentes nas Freguesias <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
<strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Página 148 <strong>de</strong> 163
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Montes Isola<strong>do</strong>s Habita<strong>do</strong>s por não I<strong>do</strong>sos e I<strong>do</strong>sos na Freguesia <strong>de</strong> Conceição<br />
DESIGNAÇÃO IDOSOS/NÃO IDOSOS ESTADO DE<br />
CONSERVAÇÃO<br />
Monte <strong>do</strong> Amial Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>do</strong> Paraíso Não I<strong>do</strong>sos Muito Bom<br />
Monte <strong>de</strong> S. Francisco Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte Novo Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Monte <strong>de</strong> R. Borba Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Monte N. R. Borba Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Quinta da Vassoura Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Quinta <strong>de</strong> P. Ferro Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Monte <strong>de</strong> Sentinela Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Quinta <strong>de</strong> Sto António I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte Vale <strong>do</strong> Rebeca I<strong>do</strong>sos Mau<br />
Monte Sentinela I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Quinta da Vassoura I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Montes Isola<strong>do</strong>s Habita<strong>do</strong>s por Não I<strong>do</strong>sos e I<strong>do</strong>sos na Freguesia <strong>de</strong> Bencatel<br />
DESIGANÇÃO HABITANTES ESTADO DE<br />
CONSERVAÇÃO<br />
Monte Horta Nova Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte D’El Rei Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte da Torrinha Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte da Faia Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte da Santana I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte da Casaca Não i<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>do</strong> Mantinho I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>do</strong>s Galvões I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Monte da Cavaleira Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>do</strong> Alfaval Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Página 149 <strong>de</strong> 163
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Montes Isola<strong>do</strong>s Habita<strong>do</strong>s por Não I<strong>do</strong>sos e I<strong>do</strong>sos na Freguesia <strong>de</strong> Pardais<br />
DESIGNAÇÃO HABITANTES ESTADO DE<br />
CONSERVAÇÃO<br />
Monte Meirinho Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Monte <strong>do</strong> Limoeiro Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Monte <strong>do</strong> Palma Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte D’ El Rei Não I<strong>do</strong>sos Mau<br />
Horta <strong>do</strong> Foro Não I<strong>do</strong>sos Mau<br />
Horta <strong>do</strong>s Apóstolos Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Horta <strong>do</strong> Meirinho Não I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Horta <strong>do</strong> Palma Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte Palhais Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>do</strong> Meirinho I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Monte <strong>do</strong> Limoeiro I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>do</strong> L. <strong>de</strong> Baixo I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Horta <strong>do</strong>s Apóstolos I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Monte Benfica I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Monte da Azenha Cimeira 1 I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte da Azenha Cimeira 2 I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>de</strong> Lagoa I<strong>do</strong>sos Razoável<br />
Horta <strong>do</strong> Foro I<strong>do</strong>sos Mau<br />
Montes Isola<strong>do</strong>s Habita<strong>do</strong>s por Não I<strong>do</strong>sos e I<strong>do</strong>sos na Freguesia <strong>de</strong> Ciladas<br />
DESIGNAÇÃO HABITANTES ESTADO DE<br />
CONSERVAÇÃO<br />
Monte da Brioa Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte da Torre Nova I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>do</strong>s Outeiros Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte João Boim Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte das Queimadas I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte das Arengosinhas Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte das Arengosas Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>do</strong> Forte <strong>do</strong> Con<strong>de</strong> Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte das Pereiras Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte Carvão Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte da Serra das Correias I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte Soares I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Monte <strong>do</strong> Alcai<strong>de</strong> Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Horta <strong>do</strong> Alcai<strong>de</strong> Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Vacaria Sancha Nova Não I<strong>do</strong>sos Bom<br />
Página 150 <strong>de</strong> 163
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
TÇxåÉ<br />
II – Reuniões por Freguesia e Folhas <strong>de</strong> Presença<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Reunião <strong>do</strong>s Parceiros Sociais para Levantamento das Principais Necessida<strong>de</strong>s<br />
da:<br />
Freguesia – Conceição / S. Bartolomeu<br />
Data : 22-07-2003<br />
Local : Salão Nobre <strong>do</strong>s Paços <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Hora : 14 h 30 m<br />
Necessida<strong>de</strong>s<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
Saú<strong>de</strong><br />
- Falta <strong>de</strong> um C. <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> que dê<br />
resposta às necessida<strong>de</strong>s da população.<br />
- Falta <strong>de</strong> camas na valência <strong>de</strong><br />
internamentos.<br />
- Serviço <strong>de</strong> urgência a funcionar <strong>de</strong> 2ª a<br />
6ª feira, apenas das 12h às 24h, estan<strong>do</strong> a<br />
<strong>de</strong>scoberto o perío<strong>do</strong> nocturno e os fins<br />
<strong>de</strong> semana.<br />
- Falta <strong>de</strong> pessoal técnico<br />
Segurança<br />
- Falta <strong>de</strong> um espaço p/ acolhimento <strong>de</strong><br />
crianças vítimas <strong>de</strong> maus-tratos bem<br />
como outros casos sociais.<br />
- Constatam-se algumas ocorrências <strong>de</strong><br />
violência <strong>do</strong>méstica.<br />
Segurança<br />
- Existência <strong>do</strong> Núcleo Escola Segura<br />
(bom trabalho <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong>, por parte<br />
<strong>do</strong>s elementos <strong>de</strong>staca<strong>do</strong>s <strong>do</strong> posto da<br />
G.N.R. <strong>de</strong> Estremoz, junto da Escola<br />
Secundária).<br />
- Ausência <strong>de</strong> Insegurança.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
- Falta <strong>de</strong> camas no lar <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos.<br />
- Falta <strong>de</strong> creches (<strong>de</strong> momento existe<br />
apenas uma sala da Sta. Casa da<br />
Misericórdia).<br />
- Eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos que vivem<br />
sozinhos.<br />
- Número eleva<strong>do</strong> <strong>de</strong> famílias imigrantes<br />
<strong>de</strong> leste; necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong><br />
Língua Portuguesa compatíveis com os<br />
horários <strong>de</strong> trabalho <strong>do</strong>s mesmos.<br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> uma sessão <strong>de</strong><br />
esclarecimento sobre a nova lei <strong>do</strong>s<br />
imigrantes.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
- Existência <strong>de</strong> duas I.P.S.S. que prestam<br />
serviços ao concelho.<br />
- Eleva<strong>do</strong> nível educacional <strong>do</strong>s<br />
imigrantes <strong>de</strong> leste.<br />
- Implementação <strong>do</strong> programa Progrid<br />
(Projecto para populações<br />
<strong>de</strong>sfavorecidas)<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Educação<br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong> formação p/<br />
pessoas que se <strong>de</strong>param com o problema<br />
da certificação das habilitações.<br />
Educação<br />
- Disponibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> recursos humanos<br />
para ministrar cursos <strong>de</strong> formação.<br />
Associativismo<br />
- Murpi – Instalações precárias.<br />
- Cerciestremoz – Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> re<strong>de</strong><br />
viária para transporte <strong>do</strong>s utentes;<br />
necessida<strong>de</strong><br />
financeira para conclusão da unida<strong>de</strong><br />
resi<strong>de</strong>ncial; existência <strong>de</strong> lista <strong>de</strong> espera<br />
para a unida<strong>de</strong> resi<strong>de</strong>ncial.<br />
- Grupo <strong>de</strong> Teatro <strong>de</strong> Ama<strong>do</strong>res V.V. –<br />
Falta <strong>de</strong> apoio monetário para o<br />
<strong>de</strong>senvolvimento da activida<strong>de</strong> junto <strong>de</strong><br />
outras instituições; necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
melhoramentos <strong>do</strong> espaço que esta<br />
instituição disponibiliza<br />
(provisoriamente) para acolhimento <strong>de</strong><br />
alguns casos sociais.<br />
- Igreja – Proposta <strong>de</strong> celebração <strong>de</strong> uma<br />
eucaristia natalícia para a comunida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> imigrantes.<br />
- Assembleia Municipal – Proposta <strong>de</strong><br />
um encontro com uma comunida<strong>de</strong><br />
espanhola para <strong>de</strong>bate <strong>de</strong> i<strong>de</strong>ias e<br />
conhecimentos no âmbito da terceira<br />
ida<strong>de</strong>.<br />
Associativismo<br />
- Murpi – Existência <strong>de</strong> uma sala <strong>de</strong><br />
convívio aberta até ao fim <strong>do</strong> dia.<br />
- Cerciestremoz – Apoio abrangente a<br />
sete<br />
concelhos da região, inclusive <strong>Vila</strong><br />
Viçosa; existência <strong>de</strong> 1 pólo na nossa<br />
se<strong>de</strong> <strong>de</strong> concelho.<br />
- Lions – Consultas <strong>de</strong> oftalmologia<br />
gratuitas e oferta <strong>de</strong> óculos; Cursos <strong>de</strong><br />
Língua Portuguesa para imigrantes;<br />
Trabalho <strong>de</strong> investigação sobre os<br />
imigrantes.<br />
- Grupo <strong>de</strong> Teatro <strong>de</strong> Ama<strong>do</strong>res V.V. –<br />
Actuações gratuitas junto das<br />
instituições <strong>de</strong> solidarieda<strong>de</strong> social;<br />
Disponibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um espaço para<br />
acolhimento provisório <strong>de</strong> casos sociais.<br />
Vulnerabilida<strong>de</strong>s<br />
- Toxico<strong>de</strong>pendência - Detecta-se<br />
novamente um crescimento <strong>de</strong> casos<br />
relaciona<strong>do</strong>s com o consumo <strong>de</strong><br />
estupefacientes.<br />
- Alcoolismo – Eleva<strong>do</strong> consumo por<br />
parte <strong>do</strong>s jovens aos fins-<strong>de</strong>-semana.<br />
Página 153 <strong>de</strong> 163
Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Reunião <strong>do</strong>s Parceiros Sociais para Levantamento das Principais Necessida<strong>de</strong>s<br />
da:<br />
Freguesia – Bencatel<br />
Data : 24-07-2003<br />
Local : Sala da Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong> Bencatel<br />
Hora : 14 h 30 m<br />
Necessida<strong>de</strong>s<br />
Saú<strong>de</strong><br />
- Condições precárias das instalações da<br />
extensão <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>; falta <strong>de</strong><br />
ca<strong>de</strong>iras na sala <strong>de</strong> espera.<br />
- Falta <strong>de</strong> equipamento médico.<br />
- Constata-se um número significativo<br />
<strong>de</strong> pessoas, que madrugam com alguma<br />
frequência à porta <strong>do</strong> Centro Médico<br />
para conseguirem consulta no próprio<br />
dia.<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
Segurança<br />
- A nível concelhio é a freguesia on<strong>de</strong> se<br />
registam maior número <strong>de</strong> casos <strong>de</strong><br />
violência <strong>do</strong>méstica (maior incidência<br />
aos fins-<strong>de</strong>-semana possivelmente pela<br />
ingestão <strong>de</strong> álcool).<br />
- Aquan<strong>do</strong> da intervenção da G.N.R.<br />
muitos <strong>de</strong>stes casos são nega<strong>do</strong>s pelas<br />
próprias vitimas.<br />
- Estes casos repercutem-se mais na faixa<br />
etária <strong>do</strong>s 25 aos 40 anos.<br />
- População insatisfeita com a<br />
localização das 2 casas <strong>de</strong> alterne.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong> Noite;<br />
eleva<strong>do</strong> número <strong>de</strong> pessoas com falta <strong>de</strong><br />
apoio no perío<strong>do</strong> nocturno;<br />
- Constata-se um número eleva<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
i<strong>do</strong>sos com reformas e pensões muito<br />
baixas; regista-se algum endividamento<br />
por parte <strong>do</strong>s mesmos nas farmácias;<br />
rendas <strong>de</strong> casa acima das suas<br />
possibilida<strong>de</strong>s.<br />
- Inexistência <strong>de</strong> espaço para convívio <strong>de</strong><br />
i<strong>do</strong>sos e realização <strong>de</strong> festas.<br />
Segurança<br />
- Bom trabalho <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> entre os<br />
elementos da GNR e a Cáritas quanto à<br />
sinalização <strong>de</strong> casos <strong>de</strong> violência<br />
<strong>do</strong>méstica.<br />
- Não existem casos preocupantes na<br />
freguesia no que se refere ao consumo<br />
<strong>de</strong> drogas.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
- Apoio concedi<strong>do</strong> pela junta <strong>de</strong><br />
freguesia à população mais carenciada,<br />
no que se refere ao fornecimento <strong>de</strong><br />
tintas, produtos <strong>de</strong> limpeza e higiene.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
- Ausência <strong>de</strong> espaço próprio para o<br />
<strong>de</strong>senvolvimento da valência <strong>de</strong> A.T.L.<br />
por parte da Cáritas.<br />
Educação<br />
- Falta <strong>de</strong> instalações para a<br />
implementação <strong>de</strong> um pólo – “ Espaço<br />
Internet “.<br />
- Mau funcionamento <strong>do</strong> pólo da<br />
biblioteca escolar (horários ina<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s<br />
às necessida<strong>de</strong>s da população jovem);<br />
número <strong>de</strong> livros reduzi<strong>do</strong>s<br />
Educação<br />
- Cedência por parte da Junta <strong>de</strong><br />
Freguesia <strong>de</strong> uma sala on<strong>de</strong> se encontra<br />
a funcionar um “espaço da Internet”.<br />
- Encontra-se na câmara um projecto<br />
para a construção <strong>de</strong> uma casa da<br />
cultura em Bencatel.<br />
- Falta <strong>de</strong> pessoas para o<br />
prosseguimento da candidatura <strong>de</strong><br />
O.T.L. ao I.P.J.<br />
Associativismo<br />
MURPI – Telha<strong>do</strong> das instalações a<br />
necessitar <strong>de</strong> arranjos; falta <strong>de</strong><br />
activida<strong>de</strong>s culturais para os i<strong>do</strong>sos.<br />
Rancho Folclórico <strong>de</strong> Bencatel –<br />
Dificulda<strong>de</strong> no transporte <strong>do</strong>s membros<br />
<strong>do</strong> rancho aquan<strong>do</strong> a realização <strong>de</strong><br />
intercâmbios;<br />
Associativismo<br />
MURPI - Apoio financeiro presta<strong>do</strong> por<br />
parte da Câmara Municipal e pela Junta<br />
<strong>de</strong> Freguesia.<br />
Habitação<br />
- Existe um número significativo <strong>de</strong><br />
casas com poucas condições <strong>de</strong><br />
habitabilida<strong>de</strong>.<br />
Habitação<br />
- Existência <strong>de</strong> 30 fogos <strong>de</strong> Habitação<br />
<strong>Social</strong> em fase <strong>de</strong> acabamento.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Reunião <strong>do</strong>s Parceiros Sociais para Levantamento das Principais Necessida<strong>de</strong>s<br />
da:<br />
Freguesia – Ciladas<br />
Data: 09-09-2003<br />
Local: Sala da Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong> Ciladas<br />
Hora: 14 h 30 m<br />
Necessida<strong>de</strong>s<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
Saú<strong>de</strong><br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um enfermeiro a<br />
tempo inteiro.<br />
Segurança<br />
- Má acessibilida<strong>de</strong> aos montes, o que<br />
dificulta o trabalho <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> pela<br />
GNR<br />
Alcoolismo – Registam-se muitos casos,<br />
provavelmente da<strong>do</strong> ao isolamento e à<br />
falta <strong>de</strong> alternativas da própria al<strong>de</strong>ia.<br />
- Nº significativo <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos que vivem<br />
em montes, isola<strong>do</strong>s.<br />
Segurança<br />
- Criminalida<strong>de</strong> reduzida;<br />
Toxico<strong>de</strong>pendência – Nº reduzi<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
consumi<strong>do</strong>res <strong>de</strong> drogas;<br />
- Disponibilida<strong>de</strong> por parte da GNR<br />
para realização <strong>de</strong> protocolos com outras<br />
entida<strong>de</strong>s.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
Violência Doméstica/Maus-tratos a<br />
crianças – segun<strong>do</strong> as técnicas da acção<br />
social, existe um número significativo<br />
<strong>de</strong> casos que estão encobertos,<br />
<strong>de</strong>tecta<strong>do</strong>s muitos <strong>de</strong>les junto das<br />
escolas com as crianças mas que<br />
dificilmente as pessoas assumem tanto<br />
junto das autorida<strong>de</strong>s como <strong>do</strong>s técnicos<br />
<strong>de</strong> saú<strong>de</strong>;<br />
- A sala <strong>de</strong> ATL existente não tem<br />
condições para dar resposta a to<strong>do</strong>s os<br />
jovens da al<strong>de</strong>ia (falta <strong>de</strong> instalações e<br />
recursos humanos).<br />
- Falta <strong>de</strong> um anima<strong>do</strong>r na área <strong>do</strong><br />
<strong>de</strong>sporto.<br />
- Eleva<strong>do</strong> nº <strong>de</strong> i<strong>do</strong>sos (20 i<strong>do</strong>sos) em<br />
lista <strong>de</strong> espera no Centro <strong>de</strong> Noite.<br />
- Muitas crianças ficam entregues a elas<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
-Centro <strong>de</strong> dia – serviço presta<strong>do</strong> pela<br />
Sta. Casa da Misericórdia<br />
Centro <strong>de</strong> Convívio - com gestão<br />
autónoma por parte <strong>do</strong>s elementos <strong>do</strong><br />
MURPI e apoio logístico por parte da<br />
junta <strong>de</strong> freguesia;<br />
Centro <strong>de</strong> noite – geri<strong>do</strong> pela Cáritas<br />
com capacida<strong>de</strong> para <strong>de</strong>z utentes, <strong>de</strong><br />
momento encontra-se em construção um<br />
segun<strong>do</strong> piso.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
próprias após o horário escolar.<br />
Educação<br />
- 80% <strong>do</strong>s pais possuem a 4ª classe;<br />
- Os jovens aban<strong>do</strong>nam muito ce<strong>do</strong> a<br />
escola.<br />
- Re<strong>de</strong> <strong>de</strong> transportes com horários<br />
ina<strong>de</strong>qua<strong>do</strong>s aos horários escolares;<br />
- Falta <strong>de</strong> pessoas para ingressar no<br />
ensino recorrente (ultimo curso <strong>de</strong> 2º<br />
ciclo lecciona<strong>do</strong> à 13 anos).<br />
Educação<br />
- Existe um protocolo entre a Câmara<br />
Municipal <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa e a Ro<strong>do</strong>viária<br />
com o objectivo <strong>de</strong> resolver a lacuna<br />
existente quanto ao horário <strong>do</strong>s<br />
transportes escolares. Desta forma irão<br />
ser introduzi<strong>do</strong>s mais <strong>do</strong>is horários além<br />
<strong>do</strong>s que já existem, um às 7:55h e outro<br />
às 17:15 (este último em fase <strong>de</strong><br />
negociação).<br />
- Continua a haver disponibilida<strong>de</strong> por<br />
parte <strong>do</strong> corpo <strong>do</strong>cente para se<br />
realizarem mais cursos no âmbito <strong>do</strong><br />
ensino recorrente.<br />
Associativismo<br />
Sport Clube <strong>de</strong> S. Romão – condições<br />
precárias da se<strong>de</strong>.<br />
Infra-estruturas<br />
- Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um pavilhão<br />
multiusos;<br />
- Apesar <strong>de</strong> já se encontrarem algumas<br />
estradas arranjadas ainda existem<br />
algumas em mau esta<strong>do</strong>;<br />
- Falta <strong>de</strong> equipamentos sócio-culturais<br />
que incentivem a fixação <strong>do</strong>s jovens em<br />
S. Romão;<br />
- Necessida<strong>de</strong> da existência <strong>de</strong> um<br />
parque industrial on<strong>de</strong> se possam<br />
instalar serrações <strong>de</strong> mármores.<br />
População<br />
- População muito envelhecida.<br />
Emprego<br />
Associativismo<br />
Sport Clube <strong>de</strong> S. Romão:<br />
- Espaço cedi<strong>do</strong> pela Câmara Municipal<br />
<strong>de</strong> V.V. para construção da se<strong>de</strong><br />
- Existência da “Escola Escolinha” para<br />
iniciação e formação <strong>de</strong> jovens em várias<br />
modalida<strong>de</strong>s.<br />
Infra-estruturas<br />
- Existência <strong>de</strong> um terreno para a<br />
construção <strong>do</strong> pavilhão multiusos com<br />
600 m2.<br />
População<br />
- População muito dinâmica e que a<strong>de</strong>re<br />
facilmente a qualquer iniciativa.<br />
Emprego<br />
- O nº <strong>de</strong> <strong>de</strong>semprega<strong>do</strong>s não é<br />
significativo;<br />
- Trabalho agrícola.<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Reunião <strong>do</strong>s Parceiros Sociais para Levantamento das Principais Necessida<strong>de</strong>s<br />
da:<br />
Freguesia – Pardais<br />
Data: 02-09-2003<br />
Local: Sala da Junta <strong>de</strong> Freguesia <strong>de</strong> Pardais<br />
Hora: 14 h 30 m<br />
Necessida<strong>de</strong>s<br />
Saú<strong>de</strong><br />
- Ausência <strong>de</strong> extensão <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong><br />
Saú<strong>de</strong>; instalações precárias a<br />
funcionarem na Casa <strong>do</strong> Povo com<br />
algumas barreiras arquitectónicas à<br />
entrada.<br />
- Serviço médico e <strong>de</strong> enfermagem<br />
<strong>de</strong>ficiente (irregularida<strong>de</strong> quanto aos<br />
horários <strong>de</strong> trabalho).<br />
- Inexistência <strong>de</strong> farmácia e/ou posto <strong>de</strong><br />
medicamentos.<br />
Segurança<br />
- Falta <strong>de</strong> vigilância por parte da GNR.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
- Inexistência <strong>de</strong> centro <strong>de</strong> dia e <strong>de</strong><br />
centro <strong>de</strong> noite.<br />
Educação<br />
- Falta <strong>de</strong> um “Espaço Internet” (está<br />
previsto o seu funcionamento na Junta<br />
<strong>de</strong> Freguesia).<br />
- Ausência <strong>de</strong> biblioteca.<br />
Potencialida<strong>de</strong>s<br />
Saú<strong>de</strong><br />
- O Centro <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> conce<strong>de</strong> ajudas<br />
técnicas quanto ao empréstimo <strong>de</strong>:<br />
ca<strong>de</strong>iras <strong>de</strong> rodas, canadianas e camas<br />
articuladas.<br />
Segurança<br />
- O nº <strong>de</strong> crimes nesta área é<br />
praticamente nulo.<br />
Acção <strong>Social</strong><br />
- Serviço <strong>de</strong> apoio <strong>do</strong>miciliário presta<strong>do</strong><br />
pela Cáritas Paroquial e pela Sta Casa da<br />
Misericórdia<br />
- Existência <strong>de</strong> ATL a funcionar numa<br />
sala da Junta <strong>de</strong> Freguesia, serviço<br />
presta<strong>do</strong> pela Cáritas.<br />
- Existe um terreno da Sta Casa<br />
<strong>de</strong>stina<strong>do</strong> à construção <strong>de</strong> um Centro <strong>de</strong><br />
Noite.<br />
Educação<br />
- Aumento <strong>do</strong> nº <strong>de</strong> crianças a frequentar<br />
o Jardim-<strong>de</strong>-infância;<br />
- Existência <strong>de</strong> <strong>do</strong>is técnicos <strong>de</strong><br />
acompanhamento <strong>de</strong> crianças com<br />
problemas <strong>de</strong> aprendizagem (Psicóloga e<br />
Terapeuta da Fala).<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Associativismo<br />
Associativismo<br />
Lions Clube – Oferta <strong>de</strong> óculos às<br />
pessoas mais carenciadas.<br />
Serviços<br />
- Ausência <strong>de</strong> posto <strong>de</strong> correio, o que<br />
cria alguma dificulda<strong>de</strong> principalmente<br />
às pessoas mais i<strong>do</strong>sas no levantamento<br />
das reformas.<br />
- Ausência <strong>de</strong> caixa Multibanco.<br />
Ambiente e outras Infra-estruturas<br />
- Falta <strong>de</strong> espaços ver<strong>de</strong>s<br />
- Falta <strong>de</strong> um parque infantil<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
TÇxåÉ<br />
III – Questionário Aplica<strong>do</strong> às Instituições Locais<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
TÇxåÉ<br />
IV – Questionário Aplica<strong>do</strong> à População<br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
TÇxåÉ<br />
V – Outras Associações <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
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Re<strong>de</strong> <strong>Social</strong> <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong> <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
Outras Associações <strong>do</strong> <strong>Concelho</strong><br />
• Associação Juvenil Padre Joaquim Espanca<br />
• Clube <strong>de</strong> Tiro ao Vôo<br />
• Grupo <strong>de</strong> Amigos <strong>de</strong> <strong>Vila</strong> Viçosa<br />
• Socieda<strong>de</strong> Artística Calipolense<br />
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