processamento e caracterização da zircônia parcialmente ... - UFRJ
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PROCESSAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DA MICROESTRUTURA E DE<br />
ALGUMAS PROPRIEDADES MECÂNICAS DA ZIRCÔNIA PARCIALMENTE<br />
ESTABILIZADA COM ÍTRIA E DA PARCIALMENTE ESTABILIZADA COM<br />
MAGNÉSIA.<br />
Tatiana Brasil Pinheiro<br />
DISSERTAÇÃO SUBMETIDA AO CORPO DOCENTE DA COORDENAÇÃO DOS<br />
PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE<br />
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS<br />
PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM CIÊNCIAS EM ENGENHARIA<br />
METALÚRGICA E DE MATERIAIS.<br />
Aprova<strong>da</strong> por:<br />
________________________________________________<br />
Prof. Célio Albano <strong>da</strong> Costa Neto, Ph.D.<br />
________________________________________________<br />
Prof. Tsuneharu Ogasawara, D. Sc.<br />
________________________________________________<br />
Prof. George Miguel Spyrides, D. Sc.<br />
RIO DE JANEIRO, RJ - BRASIL<br />
MARÇO DE 2008
PINHEIRO, TATIANA BRASIL<br />
Processamento e Caracterização <strong>da</strong> Microestrutura e de<br />
algumas Proprie<strong>da</strong>des Mecânicas <strong>da</strong> Zircônia<br />
Parcialmente Estabiliza<strong>da</strong> com Ítria e <strong>da</strong> Parcialmente<br />
Estabiliza<strong>da</strong> com Magnésia [Rio de Janeiro] 2008<br />
XIII, 93 p. 29,7 cm (COPPE/<strong>UFRJ</strong>, M.Sc.,<br />
Engenharia Metalúrgica e de Materiais, 2008)<br />
Dissertação - Universi<strong>da</strong>de Federal do Rio de<br />
Janeiro, COPPE<br />
1. Processamento 2. Zircônia 3. Aditivos<br />
I. COPPE/<strong>UFRJ</strong> II. Título (série).<br />
ii
“O conhecimento é o maior tesouro de um homem.”<br />
iii
“Ao meu filho, Gabriel,<br />
com carinho .”<br />
iv
AGRADECIMENTOS<br />
• A Deus, por me aju<strong>da</strong>r a percorrer este caminho tão difícil.<br />
• Aos meus pais, Edmundo e Adelídia, e irmãos Isabela e Vinícius<br />
• Ao Prof. Dr. Célio Albano <strong>da</strong> Costa pela orientação, pela oportuni<strong>da</strong>de e incentivo<br />
frente às dificul<strong>da</strong>des.<br />
• A to<strong>da</strong> equipe de funcionários e professores <strong>da</strong> COPPE/<strong>UFRJ</strong>, por to<strong>da</strong> a atenção e<br />
disponibili<strong>da</strong>de.<br />
v
Resumo <strong>da</strong> Dissertação apresenta<strong>da</strong> à COPPE/<strong>UFRJ</strong> como parte dos requisitos<br />
necessários para a obtenção do grau de Mestre em Ciências (M.Sc.)<br />
PROCESSAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DA MICROESTRUTURA E DE<br />
ALGUMAS PROPRIEDADES MECÂNICAS DA ZIRCÔNIA PARCIALMENTE<br />
ESTABILIZADA COM ÍTRIA E DA PARCIALMENTE ESTABILIZADA COM<br />
MAGNÉSIA.<br />
Tatiana Brasil Pinheiro<br />
Março/2008<br />
Orientador: Célio Albano <strong>da</strong> Costa Neto<br />
Programa: Engenharia Metalúrgica e de Materiais<br />
Este trabalho teve por objetivo comparar o desempenho dos aditivos ítria e o<br />
magnésia na <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong>. Foram estu<strong>da</strong>dos pós de <strong>zircônia</strong> à<br />
3% mol de ítria e 8% mol magnésia com tamanho de partícula, respectivamente, de<br />
0,34 µm e 0,83 µm. O <strong>processamento</strong> do material foi realizado através de sua<br />
homogeneização, secagem e desaglomeração, seguido de prensagem uniaxial e<br />
isostática a frio. A sinterização foi realiza<strong>da</strong> a 1500°C para o material com magnésia e<br />
a 1540°C para o com ítria, ambos por 2 horas. Foi observado que os aditivos ítria e<br />
magnésia alcançaram valores de densi<strong>da</strong>de relativa respectivamente de 97,90% e<br />
94,36% em média, em relação à densi<strong>da</strong>de teórica do material. Uma retração entre 21<br />
e 25% foi observa<strong>da</strong> para o aditivo ítria e de 16 a 21% para o aditivo magnésia;<br />
enquanto valores de cerca de 7,15% maiores em relação ao Módulo de Elastici<strong>da</strong>de<br />
foi observado para o aditivo magnésia em relação ao aditivo ítria. A Microdureza<br />
Vickers foi verifica<strong>da</strong> obtendo-se um valor de 28,78% maior para o aditivo ítria em<br />
relação ao aditivo magnésia, concluindo-se, dessa forma, que há uma diferença<br />
significativa em relação aos aditivos ítria e magnésia na <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong><br />
estabiliza<strong>da</strong>.<br />
vi
Abstract of Dissertation presented to COPPE/<strong>UFRJ</strong> as a partial fulfillment of the<br />
requirements for the degree of Master of Science (M.Sc.)<br />
PROCESSING AND CARACTHERIZATION OF MICROSTRUCTURE AND SOME<br />
MECHANICAL PROPERTIES OF YTTRIA PARTIALLY STABILIZED ZIRCONIA AND<br />
MAGNESIA PARTIALLY STABILIZED ONE.<br />
Tatiana Brasil Pinheiro<br />
March/2008<br />
Advisor: Célio Albano <strong>da</strong> Costa Neto<br />
Department: Metallurgical and Materials Engineering<br />
The aim of this study was to compare the performance of Yttria and Magnesia<br />
addictives in partially stabilized Zirconia. The powder of Zirconia had 3 mol% of Yttria<br />
and 8 mol% of Magnesia with particle size of 0,34 µm and 0,83 µm respectively. The<br />
processing of the materials was made through its homogenization, drying and<br />
deagglomeration, followed by uniaxial and isostatic pressing. The sintering was made<br />
in 1500°C for Zirconia with Magnesia and in 1540°C for Zirconia with Yttria, both of<br />
them during two hours. The samples were characterized by particle size analysis,<br />
crystalline phases, linear shrinkage measurements and the microstructures were<br />
observed by scanning electronic microscopy. It was observed that the Yttria and<br />
Magnesia additives reached values of relative density in an average of 97.90% and<br />
94.36%, respectively, in relation to the theorical density of the material itself. Retraction<br />
between 21 and 25% was observed for the Yttria additive and an average of 16 and<br />
21% for the Magnesia one. Values about 7.15% bigger in relation to the Elasticity<br />
Modulus were observed for the Magnesia additive in relation to Yttria one. Vickers<br />
microhardness was verified getting a value which was 28.78 % bigger for the Yttria<br />
additive in relation to the Magnesia one. It was concluded that there is a significant<br />
difference between the additives Yttria and Magnesia in partially stabilized Zirconia.<br />
vii
ÍNDICE<br />
1 INTRODUÇÃO 01<br />
2 REVISÃO DA LITERATURA 03<br />
2.1 Óxido de Zircônia (ZrO 2 ) 03<br />
2.2 Classificação <strong>da</strong> Zircônia 04<br />
2.2.1 Zircônia Totalmente Estabiliza<strong>da</strong> 04<br />
2.2.2 Zircônia Parcialmente Estabiliza<strong>da</strong> 05<br />
2.2.3 Zircônia Tetragonal Policristalina (TZP) 05<br />
2.2.4 Zircônia dispersa na Matriz Cerâmica 06<br />
2.3 Tranformação Martensítica 06<br />
2.4 Aumento <strong>da</strong> tenaci<strong>da</strong>de por transformação de fase 07<br />
2.5 Processamento <strong>da</strong> Zircônia 09<br />
2.5.1 Síntese do Pó de Zircônia 09<br />
2.5.2 Aditivos Ítria e Magnésia 11<br />
2.5.3 Diagrama de Fases 12<br />
2.5.4 Ligantes e Plastificantes 15<br />
2.5.5 Desaglomeração do pó 15<br />
2.5.6 Métodos de Conformação do Material 15<br />
2.5.7 Métodos de Sinterização 16<br />
2.6 Proprie<strong>da</strong>des Mecânicas 17<br />
2.7 Materiais Cerâmicos e a Odontologia 18<br />
3 MATERIAIS E MÉTODOS 23<br />
3.1 Materiais 23<br />
3.2 Metodologia de Análise 25<br />
3.2.1 Caracterização dos pós de Zircônia 26<br />
3.2.1.1 Área superficial específica<br />
26<br />
(B.E.T.)<br />
3.2.1.2 Distribuição Granulométrica 26<br />
3.2.1.3 Difração de Raios-X 26<br />
3.2.1.4 Observação <strong>da</strong> morfologia <strong>da</strong>s<br />
27<br />
matérias-primas<br />
3.2.1.5 Medi<strong>da</strong> <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de dos Pós 28<br />
3.2.1.6 Análise Termogravimétrica 28<br />
3.2.2 Preparação do Corpo verde 28<br />
3.2.2.1 Homogeneização <strong>da</strong>s<br />
Composições<br />
29<br />
viii
3.2.2.2 Desaglomeração e secagem<br />
29<br />
<strong>da</strong>s composições de Zircônia<br />
3.2.2.3 Prensagem Uniaxial e Isostática 30<br />
3.3 Sinterização 32<br />
3.4 Caracterização dos Corpos-de-prova 35<br />
3.4.1 Análise Microestrutural (MEV) 35<br />
3.4.2 Análise de Difração de Raios-X 35<br />
3.4.3 Determinação <strong>da</strong> medi<strong>da</strong> <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de 36<br />
3.4.4 Determinação <strong>da</strong> Retração 38<br />
3.4.5 Análise dos Ensaios Mecânicos 39<br />
3.4.5.1 Ensaio de Módulo de Elastici<strong>da</strong>de 39<br />
3.4.5.2 Ensaio de Microdureza Vickers 41<br />
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 43<br />
4.1 Caracterização do pó de Zircônia 43<br />
4.1.1 Área superficial específica (B.E.T.) 43<br />
4.1.2 Distribuição Granulométrica 43<br />
4.1.3 Difração de Raios-X 45<br />
4.1.4 Observação <strong>da</strong> morfologia <strong>da</strong>s matérias-<br />
46<br />
primas<br />
4.1.5 Medi<strong>da</strong> <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de dos pós 48<br />
4.1.6 Análise Termogravimétrica 48<br />
4.2 Caracterização dos Corpos-de-prova 50<br />
4.2.1 Análise Microestrutural (MEV) 50<br />
4.2.2 Análise Difração de Raios-X 51<br />
4.2.3 Determinação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de dos corpos de 53<br />
provas<br />
4.2.3.1 Densi<strong>da</strong>de dos Discos Cerâmicos 53<br />
4.2.3.2 Densi<strong>da</strong>de <strong>da</strong>s Placas Cerâmicas 59<br />
4.2.4 Determinação <strong>da</strong> Retração dos Corpos de<br />
65<br />
Provas<br />
4.2.4.1 Retração dos Discos Cerâmicos 65<br />
4.2.4.2 Retração <strong>da</strong>s Placas Cerâmicas 66<br />
4.2.5 Análise dos Ensaios Mecânicos 69<br />
4.2.5.1 Ensaio Módulo de Elastici<strong>da</strong>de 69<br />
4.2.5.2 Ensaio Microdureza Vickers 72<br />
5 CONCLUSÕES 75<br />
6 SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS 76<br />
7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 77<br />
Apêndice 87<br />
ix
ÍNDICE DE FIGURAS<br />
Figura 1: <strong>zircônia</strong> cúbica (a), <strong>zircônia</strong> tetragonal (b) e <strong>zircônia</strong> monoclínica (c)..............4<br />
Figura 2: Esquema do mecanismo de tenacificação <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> por transformação<br />
fase..................................................................................................................................8<br />
Figura 3: Diagrama de Fases <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com magnésia.............................................13<br />
Figura 4: Diagrama de Fases <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria.......................................................14<br />
Figura 5: Prensa hidráulica confecção discos...............................................................31<br />
Figura 6: Prensa hidráulica confecção placas...............................................................31<br />
Figura 7: Molde metálico para a placa cerâmica...........................................................32<br />
Figura 8: Forno Thermolyne para sinterização..............................................................33<br />
Figura 9: Ciclo Térmico <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria................................................................34<br />
Figura 10: Ciclo Térmico <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com magnésia.....................................................34<br />
Figura 11: Gráfico Distribuição do Tamanho de Partícula (nm) x Intensi<strong>da</strong>de <strong>da</strong><br />
difração de luz <strong>da</strong> partícula (%) para o material <strong>zircônia</strong> com<br />
ítria.................................................................................................................................44<br />
Figura 12: Gráfico Distribuição do Tamanho de Partícula (nm) x Intensi<strong>da</strong>de <strong>da</strong><br />
difração de luz <strong>da</strong> partícula (%) para o material <strong>zircônia</strong> com<br />
magnésia.......................................................................................................................44<br />
Figura 13: Difração de Raios-X, pó de <strong>zircônia</strong> com<br />
ítria.................................................................................................................................45<br />
Figura 14: Difração de Raios-X, pó de <strong>zircônia</strong> com<br />
magnésia.......................................................................................................................46<br />
Figura 15: Microscopia Eletrônica de Varredura do pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia......47<br />
Figura 16: Microscopia Eletrônica de Varredura do Pó de <strong>zircônia</strong> com ítria...............47<br />
Figura 17: Análise Termogravimétrica <strong>da</strong> composição do pó de <strong>zircônia</strong> com<br />
magnésia.......................................................................................................................49<br />
x
Figura 18: Análise Termogravimétrica <strong>da</strong> composição do pó de <strong>zircônia</strong> com<br />
ítria................................................................................................................................49<br />
Figura 19: Microscopia Eletrônica de Varredura do disco cerâmico de <strong>zircônia</strong> com<br />
magnésia.......................................................................................................................50<br />
Figura 20: Microscopia Eletrônica de Varredura do disco cerâmico de <strong>zircônia</strong> com<br />
ítria...............................................................................................................................51<br />
Figura 21: Difração de Raios-X <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria após a<br />
sinterização...................................................................................................................52<br />
Figura 22: Difração de Raios-X <strong>zircônia</strong> com magnésia após a<br />
sinterização...................................................................................................................52<br />
Figura 23: Variação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de (% Teórica) X Pressão Uniaxial (MPa) discos<br />
ítria.................................................................................................................................53<br />
Figura 24: Variação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de (% Teórica) X Pressão Uniaxial (MPa) discos<br />
magnésia.......................................................................................................................54<br />
Figura 25: Variação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de (% Teórica ) após Sinterização X Pressão Uniaxial<br />
(MPa) discos ítria e magnésia.......................................................................................55<br />
Figura 26: Variação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de (% Teórica ) X Pressão Uniaxial (MPa) placas<br />
ítria.................................................................................................................................60<br />
Figura 27: Variação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de (% Teórica ) X Pressão Uniaxial (MPa) placas<br />
magnésia......................................................................................................................60<br />
Figura 28: Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração <strong>da</strong> altura (h) x Corpos-de-prova em<br />
discos............................................................................................................................65<br />
Figura 29: Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração do diâmetro x Corpos-de-prova em<br />
discos............................................................................................................................66<br />
Figura 30: Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração do comprimento x Corpos-de-prova em<br />
placas............................................................................................................................67<br />
Figura 31: Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração <strong>da</strong> largura x Corpos-de-prova em<br />
placas............................................................................................................................67<br />
xi
Figura 32: Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração <strong>da</strong> espessura x Corpos-de-prova em<br />
placas............................................................................................................................68<br />
Figura 33: Indentação observa<strong>da</strong> no Microscópio Óptico após ensaio de Microdureza<br />
Vickers realizado no disco cerâmico de <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
(amostra13)..................................................................................................................73<br />
Figura 34: Indentação observa<strong>da</strong> no Microscópio Optico após ensaio de Microdureza<br />
Vickers realizado no disco cerâmico de <strong>zircônia</strong> com magnésia (amostra<br />
4)...................................................................................................................................73<br />
xii
ÍNDICE DE TABELAS<br />
Tabela 1:<br />
Tabela 2:<br />
Tabela 3:<br />
Dados sistemas cerâmicos de <strong>zircônia</strong> utilizados na Odontologia........20<br />
Teor de óxidos presentes no pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia..................23<br />
Teor de óxidos presentes no pó de <strong>zircônia</strong> com ítria...........................24<br />
Tabela 4: Dados discos cerâmicos <strong>zircônia</strong> com ítria após prensagem<br />
uniaxial..........................................................................................................................56<br />
Tabela 5:<br />
Dados discos cerâmicos <strong>zircônia</strong> com magnésia após prensagem<br />
uniaxial..........................................................................................................................56<br />
Tabela 6: Dados discos cerâmicos <strong>zircônia</strong> com ítria após prensagem<br />
isostática.......................................................................................................................57<br />
Tabela 7:<br />
Dados discos cerâmicos <strong>zircônia</strong> com magnésia após prensagem<br />
isostática.......................................................................................................................57<br />
Tabela 8:<br />
Dados discos cerâmicos <strong>zircônia</strong> com ítria após sinterização (Método<br />
Geométrico)...................................................................................................................58<br />
Tabela 9:<br />
Dados discos cerâmicos <strong>zircônia</strong> com magnésia após sinterização<br />
(Método Geométrico).....................................................................................................58<br />
Tabela 10:<br />
Tabela 11:<br />
Tabela 12:<br />
Tabela 13:<br />
Tabela 14:<br />
Tabela 15:<br />
Tabela 16:<br />
Dados resumidos <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de dos discos cerâmicos.........................59<br />
Dados resumidos <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de <strong>da</strong>s placas cerâmicas.........................62<br />
Dados resumidos <strong>da</strong> retração dos discos cerâmicos.............................68<br />
Dados resumidos <strong>da</strong> retração <strong>da</strong>s placas cerâmicas.............................68<br />
Dados <strong>da</strong>s médias <strong>da</strong>s veloci<strong>da</strong>des longitudinais dos materiais...........69<br />
Dados <strong>da</strong>s médias <strong>da</strong>s veloci<strong>da</strong>des transversais dos materiais............70<br />
Dados Microdureza Vickers, carga de 1000 gramas (1kgf)...................72<br />
xiii
1 INTRODUÇÃO<br />
A <strong>zircônia</strong> (ZrO 2 ) é uma cerâmica que vem se destacando não só na Engenharia<br />
como também na Medicina e na Odontologia, por apresentar eleva<strong>da</strong>s proprie<strong>da</strong>des<br />
mecânicas, alta estabili<strong>da</strong>de química, biocompatibili<strong>da</strong>de e adequa<strong>da</strong> aparência estética.<br />
Este material é usado rotineiramente em Engenharia para a confecção de<br />
ferramentas de corte, refratários, abrasivos, opacificadores e outros materiais estruturais,<br />
sendo mais recentemente utilizado na confecção de sensores de oxigênio, células de<br />
combustão e recobrimentos térmicos. Enquanto na Medicina o seu emprego maior é na<br />
confecção de próteses ortopédicas.<br />
O emprego <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> na Odontologia é relativamente novo e começou na área<br />
de prótese dentária. Com respeito ao material, a <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com<br />
ítria e magnésia possui proprie<strong>da</strong>des únicas e está sendo utiliza<strong>da</strong> não só para a<br />
confecção de núcleos de coroas e pontes fixas de cerâmica pura, como também para a<br />
confecção de restaurações protéticas onde houve pouca destruição dental (inlays),<br />
restaurações protéticas onde houve extensa destruição dental (onlays), inclusive na<br />
região mais pronuncia<strong>da</strong> do dente (cúspide), pinos intra-canais, aparelho de fixação do fio<br />
ortodôntico (brackets ortodônticos) e implantes dentários. No entanto, por ser um material<br />
com alta resistência ao desgaste, a sua usinagem para prótese na Odontologia<br />
usualmente associa este material ao sistema CAD-CAM (Computer Aided Design/<br />
Computer Aided Machine), porém, existem outros sistemas que podem usinar este<br />
material.<br />
A proprie<strong>da</strong>de <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> de sofrer transformação<br />
martensítica após a aplicação de uma tensão, gerando assim um material com maior<br />
tenaci<strong>da</strong>de, é de suma importância para a sua seleção.<br />
1
To<strong>da</strong>via, o uso <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> em temperatura ambiente<br />
somente é possível através <strong>da</strong> adição de óxidos metálicos como a ítria (Y 2 O 3 ), magnésia<br />
(MgO) e a céria (CeO) (KELLY & DENRY, 2007, MANICONE et al., 2007), uma vez que a<br />
transformação de fase de tetragonal para monoclínica causa expansão volumétrica de 3 a<br />
5% e, por isso, trincas inviabilizariam o uso do material.<br />
Considerando que o óxido estabilizador pode influenciar as proprie<strong>da</strong>des do<br />
material (SUNDH & SJÖGREN 2006), este trabalho tem o objetivo de estu<strong>da</strong>r o<br />
<strong>processamento</strong> e a <strong>caracterização</strong> <strong>da</strong> microestrutura e de algumas proprie<strong>da</strong>des<br />
mecânicas <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com ítria e <strong>da</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong><br />
com magnésia, testando a hipótese de que há uma diferença significativa entre os dois<br />
materiais.<br />
2
2 REVISÃO DA LITERATURA<br />
2.1 Óxido de Zircônia (ZrO 2 )<br />
Esses óxidos são encontrados principalmente como minerais, na forma de zirquita<br />
e badeleita (ZrO 2 ) ou como zircão (ZrSiO 4 ). A maioria dos materiais contendo <strong>zircônia</strong><br />
usados em cerâmica é extraído quimicamente do minério. To<strong>da</strong>s as <strong>zircônia</strong>s comerciais<br />
costumam ter 2% de háfnio (STEVENS, 1986).<br />
Atualmente, cerca de 80% <strong>da</strong> produção mundial de <strong>zircônia</strong> é usa<strong>da</strong> para<br />
aplicações convencionais como: materiais estruturais, refratários, pigmentos,<br />
opacificantes, vitrificadores (glazers), abrasivos e etc (RASHAD & BAIOUMY, 2008).<br />
Na Engenharia, a <strong>zircônia</strong> é um material selecionado tanto para estruturas, como<br />
para recobrimentos térmicos (SCARDI et al., 1997, SCHACHT et al., 1998, ANTOU et al.,<br />
2005, ROY et al., 2005,) devido às seguintes características:<br />
• Eleva<strong>da</strong>s proprie<strong>da</strong>des mecânicas<br />
• Baixa condutivi<strong>da</strong>de térmica<br />
• Eleva<strong>da</strong> resistência à corrosão<br />
• Estabili<strong>da</strong>de em altas temperaturas<br />
• Coeficiente de expansão térmica semelhante à <strong>da</strong>s ligas de aço.<br />
O óxido de <strong>zircônia</strong> possui como desvantagens o seu elevado custo e a sua baixa<br />
resistência ao choque térmico (WEI & LIN, 1998).<br />
3
A <strong>zircônia</strong> exibe três formas polimórficas bem defini<strong>da</strong>s, tais como a monoclínica, a<br />
tetragonal e a cúbica; existindo também, sob alta pressão, a forma ortorrômbica. A forma<br />
monoclínica é estável até 1170 ◦ C, quando se transforma em tetragonal que é estável até<br />
2370 ◦ C, quando se transforma em cúbica que existe até a temperatura de fusão de 2680<br />
◦ C (STEVENS, 1986, NETTLESHIP & STEVENS, 1987).<br />
As estruturas cristalográficas <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> estão exemplifica<strong>da</strong>s na Figura 1:<br />
Zircônia Cúbica<br />
Zircônia<br />
Tetragonal<br />
Zircônia<br />
Monoclinica<br />
(a) (b) (c)<br />
Figura1 - <strong>zircônia</strong> cúbica (a), <strong>zircônia</strong> tetragonal (b) e <strong>zircônia</strong> monoclínica (c)<br />
(Modifica<strong>da</strong> <strong>da</strong> Fonte: http://www.keramverband.de/pic/bild12.gif, acessa<strong>da</strong> em<br />
22/11/2007)<br />
2.2 Classificação <strong>da</strong> Zircônia<br />
2.2.1 Zircônia Totalmente Estabiliza<strong>da</strong><br />
Uma <strong>zircônia</strong> totalmente estabiliza<strong>da</strong> na forma cúbica é obti<strong>da</strong> através <strong>da</strong> adição<br />
de quanti<strong>da</strong>des suficientes de óxidos estabilizadores, tais como magnésia (MgO), ítria<br />
(Y 2 O 3 ), céria (CeO 2 ), calcia (CaO) e outros (RICHERSON, 2006).<br />
4
No caso <strong>da</strong> ítria, uma concentração superior a 6% mol, gera uma <strong>zircônia</strong><br />
totalmente estabiliza<strong>da</strong> (ESQUIVAS et al., 1996)<br />
2.2.2 Zircônia Parcialmente Estabiliza<strong>da</strong> (PSZ)<br />
A adição de óxidos estabilizadores em quanti<strong>da</strong>de inferior à necessária para a<br />
estabilização completa <strong>da</strong> fase cúbica produz uma <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong>,<br />
havendo, portanto, finas partículas de <strong>zircônia</strong> tetragonal metaestáveis dispersas em uma<br />
matriz de <strong>zircônia</strong> cúbica (RICHERSON, 2006, CUMBRERA et al., 1998). Uma<br />
concentração variando entre 3 à 6 %mol de ítria é necessária para a obtenção de uma<br />
<strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> (ESQUIVAS et al., 1996).<br />
2.2.3 Zircônia Tetragonal Policristalina (TZP)<br />
Uma <strong>zircônia</strong> tetragonal policristalina é constituí<strong>da</strong> essencialmente pela fase<br />
tetragonal com uma concentração baixa de aditivos estabilizadores na faixa de menos<br />
que 3 % mol para ítria, por exemplo (ESQUIVAS et al., 1996). Este material possui uma<br />
microestrutura homogênea com pequenos grãos (0,1 - 1 µm) (RICHERSON, 2006). A<br />
temperatura de sinterização exerce uma grande influência no tamanho de grãos formados<br />
neste tipo de material, sendo assim quando sinterizados em temperaturas mais baixas,<br />
grãos menores poderão ser obtidos (DENRY & KELLY, 2008). Este material é, na<br />
ver<strong>da</strong>de, uma <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> (KOSMAC et al., 2000), devido a sua<br />
baixa concentração de aditivos estabilizadores, porém com características especiais em<br />
relação à microestrutura e tamanho dos grãos.<br />
5
2.2.4 Zircônia dispersa na Matriz Cerâmica<br />
A matriz mais utiliza<strong>da</strong> com precipitados de <strong>zircônia</strong> é a de alumina. CHEVALIER,<br />
(2006) incentiva o uso <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> em matriz de alumina como sendo uma melhor<br />
alternativa em relação à <strong>zircônia</strong> com aditivos.<br />
2.3 Tranformação Martensítica<br />
A transformação <strong>da</strong> forma tetragonal para monoclínica ocorre com o resfriamento<br />
do material e é de grande importância, pois esta transformação está associa<strong>da</strong> a uma<br />
expansão volumétrica de 3 - 5 %, suficiente para exceder a resistência do material e<br />
resultar na fratura do mesmo. Em conseqüência, a fabricação de componentes de <strong>zircônia</strong><br />
pura não é possível pela falha espontânea após o resfriamento. No entanto, a adição de<br />
óxidos estabilizadores permite manter a forma tetragonal na temperatura ambiente<br />
(STEVENS, 1986).<br />
A transformação <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> tetragonal em monoclínica é um fenômeno<br />
influenciado pela temperatura, vapor, tamanho de grão, micro e macro trincas no material,<br />
e também pela concentração do óxido estabilizador (SUNDH & SJÖGREN, 2006,<br />
KULKOV, 2007).<br />
O tamanho de grão crítico para a <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com ítria se<br />
manter na forma tetragonal, na temperatura ambiente, é de 0,2 a 1 µm para composições<br />
variando de 2 a 3% mol de ítria; abaixo de 0,2 µm a transformação para a fase<br />
monoclínica não é possível.<br />
6
Na <strong>zircônia</strong> com ítria <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> ocorre uma segun<strong>da</strong> fase<br />
tetragonal chama<strong>da</strong> t’. Esta segun<strong>da</strong> fase tetragonal é também chama<strong>da</strong> de “não<br />
transformável”, pois ela é resistente à transformação para monoclínica. Nessa fase há<br />
uma maior concentração de ítria do que na fase convencional e, portanto, ela tem<br />
menores características de tetragonali<strong>da</strong>de, sendo mais difícil a sua diferenciação <strong>da</strong> fase<br />
cúbica (ESQUIVAS et al., 1996).<br />
2.4 Aumento <strong>da</strong> tenaci<strong>da</strong>de por transformação de fase<br />
A técnica de aumento <strong>da</strong> tenaci<strong>da</strong>de <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> se caracteriza pela transformação<br />
de fase para obstruir a propagação de trincas, aumentando assim a tenaci<strong>da</strong>de do<br />
material (LAMAS et al., 1998, CZEPPE et al., 2003, ZHANG et al., 2006). A estabilização<br />
parcial <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> através de óxidos como a cálcia (CaO), magnésia (MgO), ítria (Y 2 O 3 ) e<br />
céria (CeO 2 ) permite mantê-la na fase tetragonal metaestável em condições ambientes.<br />
E, sendo assim, o campo de tensões em frente a uma trinca que se propaga faz com que<br />
essas partículas tetragonais manti<strong>da</strong>s metaestavelmente sofram transformação para a<br />
fase monoclínica estável. Acompanhando esta transformação, há um ligeiro aumento no<br />
volume <strong>da</strong> partícula e o resultado é que são estabeleci<strong>da</strong>s tensões compressivas sobre as<br />
superfícies <strong>da</strong> trinca nas regiões próximas à sua extremi<strong>da</strong>de, as quais tendem a<br />
estrangular e a fechar a trinca, obstruindo, dessa forma, o seu crescimento (Figura 2)<br />
(CALLISTER, 2002)<br />
7
Zircônia<br />
Zircônia<br />
Figura 2 – Esquema do mecanismo de tenacificação <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> por transformação<br />
de fase (Modifica<strong>da</strong> <strong>da</strong> fonte: CALLISTER, 2002).<br />
Esta tenacificação por transformação, que pode ser induzi<strong>da</strong> por tensão, faz com<br />
que a <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com ítria seja prioriza<strong>da</strong> em relação à <strong>zircônia</strong><br />
totalmente estabiliza<strong>da</strong> com ítria (KONDOH et al., 2004).<br />
Há na literatura atual um grande interesse em avaliar a influência dos tratamentos<br />
superficiais (KIM et al., 2005, YIN et al., 2003) e térmicos (TSALOUCHOU et al., 2007)<br />
nas proprie<strong>da</strong>des <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong>, devido à sua relação com a<br />
transformação de fase. O acabamento superficial, apesar de introduzir uma tensão<br />
residual compressiva na superfície do material, o que aumentaria sua resistência à flexão,<br />
também introduz trincas superficiais causando a degra<strong>da</strong>ção na resistência do material<br />
(GUAZZATO et al.,2005, KOSMAC et al., 2000,YIN et al., 2003, LUTHARDT et al., 2002).<br />
Além do acabamento superficial, a própria usinagem pelo sistema CAD-CAM em blocos<br />
pré-fabricados de <strong>zircônia</strong> parece influenciar negativamente as proprie<strong>da</strong>des mecânicas<br />
do material (LUTHARDT et al., 2004, YIN et al., 2006, WANG et al., 2007).<br />
8
O sistema que emprega blocos pré-fabricados <strong>parcialmente</strong> sinterizados parece, no<br />
entanto, sofrer uma menor influência dos processos de usinagem, em virtude de serem<br />
mais porosos. Os tratamentos térmicos nos blocos pré-fabricados, como a aplicação <strong>da</strong><br />
porcelana feldspática (ou vítrea), que requerem uma temperatura entre 750-900°C,<br />
parecem influenciar negativamente a resistência à fratura do material também através <strong>da</strong><br />
possibili<strong>da</strong>de de transformação de fase do material e pelo relaxamento <strong>da</strong> tensão residual<br />
compressiva (SUNDH et al., 2005, OILO et al., 2007).<br />
Contraditoriamente, há na literatura quem defen<strong>da</strong> que esta transformação de fase<br />
que aumenta a tenaci<strong>da</strong>de afeta apenas a propagação de trincas longas, e que a prótese<br />
dentária não seria beneficia<strong>da</strong> por esta proprie<strong>da</strong>de (WHITE et al., 2005).<br />
A aplicação de apenas um filme de <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong>, devido à<br />
sua característica de transformação de fase, foi sugeri<strong>da</strong> como sendo uma alternativa<br />
para aumentar a tenaci<strong>da</strong>de <strong>da</strong>s cerâmicas dentais (SUNDH et al., 2005).<br />
JENSEN, (1995), adicionou a <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com 8% mol de<br />
magnésia ( MgO), de 1 a 25 % mol de céria (CeO 2 ), visando a manutenção <strong>da</strong> tenaci<strong>da</strong>de<br />
por transformação de fase em temperaturas eleva<strong>da</strong>s, já que com o aumento na<br />
temperatura há a estabilização <strong>da</strong> fase tetragonal reduzindo a propensão dos precipitados<br />
para se transformarem para a fase monoclínica.<br />
2.5 Processamento <strong>da</strong> Zircônia<br />
2.5.1 Síntese do Pó de Zircônia<br />
A escolha do método de síntese do pó de <strong>zircônia</strong> a ser selecionado é de<br />
fun<strong>da</strong>mental importância, já que, dependendo do método e dos tratamentos térmicos<br />
utilizados, a morfologia do pó é afeta<strong>da</strong> (RASHAD & BAIOUMY, 2008).<br />
9
As características de morfologia, homogenei<strong>da</strong>de e tamanho <strong>da</strong>s partículas são<br />
muito importantes para as proprie<strong>da</strong>des mecânicas <strong>da</strong> cerâmica (ZHANG et al., 2006,<br />
HIRANO & INADA, 1991).<br />
O pó de <strong>zircônia</strong> pode ser obtido por Pirólise de Alcóxidos, Método <strong>da</strong> Copreciptação,<br />
Método Sol-Gel, Método <strong>da</strong> Combustão, Método Químico por Plasma,<br />
Método Hidrotérmico, Método <strong>da</strong> Preciptação por microemulsão e outros<br />
(RAMAMOORTHY et al., 1995, KUZJUKEVICS et al., 1996, LAMAS et al., 1998, JUÁREZ<br />
et al., 2000,TADOKORO & MUCCILLO, 2002, ANTOU et al., 2005, YANG et al., 2007,<br />
KANADE et al., 2008).<br />
A técnica mais usa<strong>da</strong>, porém, é o Método <strong>da</strong> Co-precipitação de sais<br />
(TADOKORO & MUCCILO, 2002). O método <strong>da</strong> Co-preciptação é um método de baixo<br />
custo usado para produção em massa quando comparado com os outros métodos. Este<br />
método gera partículas com uma distribuição de tamanho não tão homogêneo (RASHAD<br />
& BAIOUMY, 2008).<br />
Existem vários métodos de síntese sendo estu<strong>da</strong>dos, pois há fatores adversos nos<br />
métodos atuais que não são ideais, tais como, a necessi<strong>da</strong>de de tratamento térmico em<br />
alta temperatura, pouca dispersão, distribuição de grãos não-uniformes, baixa área de<br />
superfície e etc. (YANG et al., 2007)<br />
Para aplicações que requerem ótimas proprie<strong>da</strong>des elétricas e mecânicas, o pó<br />
precursor de <strong>zircônia</strong> deve conter óxidos estabilizantes como a magnésia (MgO), ítria<br />
(Y 2 O 3 ) e a céria (CeO 2 ) uniformemente distribuído em escala atômica (STEVENS, 1986).<br />
TADOKORO & MUCCILO, (2002) concluíram que a otimização dos métodos de<br />
síntese e de <strong>processamento</strong> possuem um papel decisivo nas proprie<strong>da</strong>des químicas e<br />
físicas <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria. Estes autores estu<strong>da</strong>ram o método <strong>da</strong> Co-preciptação com a<br />
adição de outros procedimentos como a dispersão ultra-sônica, o uso do moinho atritor e<br />
a recristalização hidrotérmica, visando um maior controle <strong>da</strong> aglomeração do material.<br />
10
2.5.2 Aditivos Ítria e Magnésia<br />
O óxido de ítria é mais comumente utilizado para a estabilização <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> em<br />
materiais odontológicos do que a magnésia (DENRY & KELLY, 2008). Apesar disso, na<br />
Engenharia, a magnésia é largamente utiliza<strong>da</strong>, sendo considera<strong>da</strong> uma ótima alternativa<br />
no que se refere à transformação de fases, para aplicações estruturais (FERNANDEZ et<br />
al., 1998, WEI & LIN, 1998).<br />
O aditivo ítria quando introduzido na rede <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong>, por ser um cátion de baixa<br />
valência (Y +3 ), pode substituir a posição do Zr +4 e induzir a mobili<strong>da</strong>de do oxigênio livre,<br />
diminuindo a expansão ou contração durante a flutuação <strong>da</strong> temperatura (YANG et al.,<br />
2007).<br />
A ítria possui como vantagens sua extensa solubili<strong>da</strong>de na <strong>zircônia</strong> tetragonal e o<br />
poder de proporcionar, assim como a magnésia, uma redução na temperatura de<br />
sinterização, possibilitando a formação de grãos menores e mais finos, o que gera uma<br />
cerâmica mais resistente (LAMAS et al., 1998, TADOKORO & MUCCILLO, 2002). Uma<br />
sinterização em temperaturas mais altas pode gerar a fase cúbica <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> que possui<br />
grãos maiores que os de <strong>zircônia</strong> tetragonal e monoclínica, causando uma certa<br />
porosi<strong>da</strong>de no material.<br />
O óxido de ítria utilizado para a estabilização parcial <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> deve estar na<br />
faixa de 3 a 6% (ESQUIVIAS et al., 1996), enquanto o óxido de magnésia está na faixa de<br />
8 a 10% para que uma <strong>zircônia</strong> tetragonal possa ser obti<strong>da</strong> segundo o diagrama de fases<br />
<strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> (STEVENS, 1986). Em baixas concentrações de ítria, uma distribuição<br />
homogênea é crítica para um comportamento mecânico satisfatório (ESQUIVIAS et al.,<br />
1996).<br />
11
O tamanho de grão <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria aumenta com o decréscimo na<br />
quanti<strong>da</strong>de de ítria adiciona<strong>da</strong> (HIRANO & INADA, 1991). No entanto, MATSUI et al.<br />
(2008), concluiu que o aumento do tamanho de grão para a <strong>zircônia</strong> com ítria em<br />
concentrações crescentes (2%, 3% e 8%mol) foi praticamente o mesmo até a temperatura<br />
de 1200°C, e que a partir desta temperatura uma concentração maior de ítria (8%mol)<br />
gerou um tamanho de grão maior.<br />
A magnésia (Mg0) tem sido largamente utiliza<strong>da</strong> como aditivo de sinterização para<br />
a alumina. A adição de apenas pequena porção de magnésia melhora a molhabili<strong>da</strong>de <strong>da</strong><br />
alumina e diminui a mobili<strong>da</strong>de do contorno de grão, o que aumenta a densificação (WU<br />
et al., 2004).<br />
2.5.3 Diagrama de Fases<br />
O diagrama de fases <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com magnésia (Figura 3) indica que há pouca ou<br />
quase nenhuma solubili<strong>da</strong>de <strong>da</strong> magnésia na <strong>zircônia</strong> monoclínica até a transformação<br />
para <strong>zircônia</strong> tetragonal. A solubili<strong>da</strong>de <strong>da</strong> magnésia na <strong>zircônia</strong> tetragonal aumenta<br />
lentamente com a temperatura, mas ain<strong>da</strong> é menor que 1% em 1300 ◦ C. A solução cúbica<br />
torna-se estável a 1400 ◦ C, com uma composição em titulo de 13%mol de magnésia<br />
(STEVENS, 1986).<br />
A importância tecnológica é maior para as fases cúbica e tetragonal. O<br />
aquecimento <strong>da</strong> fase cúbica para composição 6 - 8,5% mol de magnésia, uma solução<br />
sóli<strong>da</strong> homogênea será forma<strong>da</strong>. O material quando é temperado para o campo cúbico<br />
tetragonal e levado até a temperatura ambiente, dependendo do tamanho de grão, a fase<br />
tetragonal poderá se transformar em monoclínica, em um processo de aumento de<br />
volume que afetará consideravelmente as proprie<strong>da</strong>des mecânicas. Esse processo é<br />
fun<strong>da</strong>mental na <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> (PSZ).<br />
12
Temperatura<br />
(°C)<br />
Zircônia<br />
Concentração de MgO<br />
(moles)<br />
Figura 3 – Diagrama de Fases <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
A observação mais importante sobre o diagrama de fases <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
(Figura 4) é o declínio <strong>da</strong> temperatura na transformação tetragonal para monoclínica com<br />
o aumento <strong>da</strong> concentração de ítria (NETTLESHIP & STEVENS, 1987), fenômeno que<br />
não ocorre com a magnésia. E, sendo assim, a sinterização pode ocorrer em<br />
temperaturas mais baixas, o que faz com que grãos menores (e mais finos) sejam<br />
formados, obtendo-se, dessa forma, uma cerâmica mais resistente (TADOKORO &<br />
MUCCILLO, 2002). Esse sistema aparentemente tem uma larga faixa de tamanho de<br />
partícula crítica, no qual a fase tetragonal permanece na temperatura ambiente<br />
(NETTLESHIP & STEVENS, 1987). Parece que partículas maiores que 14 nm são<br />
termodinamicamente mais estáveis na temperatura ambiente.<br />
13
Uma quanti<strong>da</strong>de de 3% mol de ítria proporciona segurança contra a instabili<strong>da</strong>de<br />
<strong>da</strong> homogenei<strong>da</strong>de química, quando uma transformação espontânea para a forma<br />
monoclínica pode ocorrer levando-se a uma degra<strong>da</strong>ção <strong>da</strong>s proprie<strong>da</strong>des mecânicas<br />
(JUAREZ et al., 2000); enquanto uma concentração inferior a 2% parece oferecer que<strong>da</strong><br />
na tenaci<strong>da</strong>de à fratura devido à transformação de fase tetragonal para monoclínica<br />
(NETTLESHIP & STEVENS, 1987).<br />
Temperatura<br />
(°C)<br />
Zircônia<br />
Figura 4 – Diagrama de Fases <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
Concentração de YO 2<br />
(moles)<br />
14
2.5.4 Ligantes e Plastificantes<br />
A função dos agentes ligantes e plastificantes é o de fornecer resistência mecânica<br />
ao corpo verde para que ele possa ser manuseado antes <strong>da</strong> sua sinterização. Esses<br />
elementos também reduzem o atrito entre as partículas, evitando o surgimento de<br />
defeitos, tais como trincas e delaminações, além de contribuir para uma distribuição mais<br />
homogênea na densi<strong>da</strong>de do corpo verde.<br />
A quanti<strong>da</strong>de de ligante orgânico indicado na literatura (RICHERSON, 2002) varia<br />
entre 0.5 a 5% em peso, visando uma prensagem uniaxial adequa<strong>da</strong> do material.<br />
2.5.5 Desaglomeração do pó<br />
O preparo de um pó de <strong>zircônia</strong> fino e livre de aglomerados talvez seja o passo<br />
mais importante para se obter uma <strong>zircônia</strong> sinteriza<strong>da</strong> com uma microestrutura desejável<br />
e, portanto, com proprie<strong>da</strong>des mecânicas desejáveis (RASHAD & BAIOUMY, 2008).<br />
2.5.6 Métodos de Conformação do Material<br />
Os métodos de conformação mais utilizados para a conformação <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> são<br />
as prensagens uniaxial, isostática e extrusão.<br />
Uma melhor conformação à verde é obti<strong>da</strong> com a utilização de partículas<br />
desaglomera<strong>da</strong>s de grãos ultra-finos e com uma distribuição homogênea de poros (BETZ<br />
et al., 2000).<br />
Visando-se a uma melhor densificação à verde, alguns parâmetros podem ser<br />
otimizados, como a redução no tamanho de partícula inicial, a modificação na distribuição<br />
do tamanho de partícula e a adição de aditivos de sinterização (WU et al., 2004).<br />
15
A aplicação de prensagem isostática a frio em compactados de pós finos é<br />
importante, pois estes implicam em baixas densi<strong>da</strong>des à verde e alta retração<br />
(PROKHOROV & AKIMOV, 1997). Este tipo de prensagem pode gerar um compactado à<br />
verde mais denso e com tamanho reduzido de grão, melhorando assim as proprie<strong>da</strong>des<br />
mecânicas dos compactados sinterizados (WU et al., 2004).<br />
2.5.7 Métodos de Sinterização<br />
Uma sinterização convencional usualmente é realiza<strong>da</strong> para cerâmicas de óxidos<br />
utilizando-se fornos em altas temperaturas e, dependendo <strong>da</strong> necessi<strong>da</strong>de, em atmosfera<br />
controla<strong>da</strong>. Uma prensagem à quente (Hot-pressed) baseia-se na prensagem uniaxial e<br />
sinterização simultâneas do material e visa principalmente uma redução na temperatura<br />
final de sinterização. Enquanto, a prensagem isostática à quente (HIPped) também visa<br />
uma redução na temperatura de sinterização e gera um material com uma densificação<br />
mais homogênea.<br />
A utilização de novos métodos de sinterização, como o uso de microon<strong>da</strong>s e a<br />
sinterização por plasma, visam, principalmente, a uma maior densificação de pós<br />
nanométricos.<br />
BINNER et al. (2007) defende o uso de microon<strong>da</strong>s em dois estágios para a<br />
confecção de pós homogêneos e nanométricos de <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com<br />
3% mol de ítria, com tamanho de partícula inicial de 16 nm (0,016 µm).<br />
16
2.6 Proprie<strong>da</strong>des Mecânicas<br />
A <strong>zircônia</strong> é um material com excelentes proprie<strong>da</strong>des mecânicas, como alta<br />
resistência à flexão, alta tenaci<strong>da</strong>de à fratura, alto Módulo de Elastici<strong>da</strong>de e alta<br />
resistência ao desgaste.<br />
A eleva<strong>da</strong> resistência mecânica possibilita a confecção de materiais em <strong>zircônia</strong><br />
com dimensões mais reduzi<strong>da</strong>s do que com outras cerâmicas (DENRY & KELLY, 2008).<br />
A resistência ao desgaste por fricção <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria ou com magnésia<br />
parece não apresentar diferenças entre si, porém, em relação ao desgaste por impacto, a<br />
<strong>zircônia</strong> com ítria apresenta uma maior resistência (MÉDEVIELLE et al., 1997).<br />
A presença de porosi<strong>da</strong>de produz efeitos adversos nas proprie<strong>da</strong>des mecânicas,<br />
pois a existência de poros causa concentração de tensão, resultando em um decréscimo<br />
na resistência e dureza (YANG & WEI, 2000).<br />
Em materiais onde há presença de defeitos de sinterização, uma maior exposição<br />
à umi<strong>da</strong>de leva a uma diminuição <strong>da</strong>s proprie<strong>da</strong>des mecânicas do material<br />
(MIELCZAREK et al., 2006).<br />
A <strong>zircônia</strong> começou a ser usa<strong>da</strong> na Medicina em próteses ortopédicas em<br />
substituição a alumina. No entanto, até o ano de 2001, mais de 400 próteses femorais<br />
fabrica<strong>da</strong>s com <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com ítria falharam por degra<strong>da</strong>ção na<br />
presença de água (CHEVALIER, 2006).<br />
Esta degra<strong>da</strong>ção começa com a transformação de fase em grãos isolados na<br />
superfície pelo mecanismo de corrosão sob tensão. A transformação inicial de grãos<br />
específicos pode ocorrer devido ao seu tamanho grande, baixa concentração de ítria,<br />
orientação específica <strong>da</strong> superfície, presença de tensão residual ou presença de fase<br />
cúbica. Esta transformação inicial oferece caminho para a penetração <strong>da</strong> água.<br />
17
Estudos ain<strong>da</strong> não foram feitos para avaliar a existência deste processo de<br />
degra<strong>da</strong>ção na Odontologia (CHEVALIER, 2006). No entanto, neste meio a <strong>zircônia</strong> não<br />
se encontra exposta diretamente a ambientes úmidos, principalmente em próteses onde<br />
ela se encontra protegi<strong>da</strong> pela aplicação de faceta estética e pelo agente cimentante<br />
(KOSMAC et al., 2008).<br />
A degra<strong>da</strong>ção por umi<strong>da</strong>de em baixas temperaturas é influencia<strong>da</strong> pela<br />
composição e por parâmetros microestruturais, como tamanho de grão e densi<strong>da</strong>de, que<br />
estão relacionados aos métodos de <strong>processamento</strong> (HIRANO & INADA, 1991).<br />
Alguns autores incentivam o uso <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com outros materiais (HIRVONEN et<br />
al., 2006), sugerindo que um compósito poderia exibir melhores proprie<strong>da</strong>des mecânicas<br />
em relação à <strong>zircônia</strong> com aditivos.<br />
BETZ et al., (2000), estudou um compósito onde a matriz era de <strong>zircônia</strong> e a fase<br />
secundária dispersa era de alumina e observou que este compósito não sofre a influência<br />
<strong>da</strong> temperatura em relação ao tamanho de grão que ocorre na <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong><br />
estabiliza<strong>da</strong> com ítria, sendo, portanto, um material com proprie<strong>da</strong>des vantajosas.<br />
FERNANDEZ et al. (1999) adicionou partículas de espinélio à <strong>zircônia</strong><br />
<strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com magnésia, formando um compósito, e verificou uma<br />
diminuição no crescimento de grão, obtendo assim um material com maior resistência à<br />
flexão.<br />
2.7 Materiais Cerâmicos e a Odontologia<br />
Atualmente, com a priorização <strong>da</strong> estética, a cerâmica dental vem se destacando<br />
na Odontologia. Além <strong>da</strong> estética, sua biocompatibili<strong>da</strong>de, estabili<strong>da</strong>de química,<br />
resistência mecânica e alta resistência ao desgaste incentivam o seu uso (RAIGRODSKI,<br />
2004, SADOWSKY, 2006, THOMPSON et al., 2007, ARDLIN, 2002, UO et al., 2003).<br />
18
Desde o surgimento do primeiro dente de porcelana até os dias de hoje, o avanço<br />
tecnológico proporcionou o desenvolvimento de vários sistemas cerâmicos na odontologia<br />
(ANUSAVICE, 1998).<br />
Estes novos sistemas tentam superar as características de fragili<strong>da</strong>de e baixa<br />
tenaci<strong>da</strong>de à fratura dos materiais cerâmicos que limitaram a sua utilização no passado<br />
(THOMPSON et al., 1994, KILIÇARSLAN et al., 2004, WHITE et al.,2005, WAGNER &<br />
CHU, 1996 ).<br />
O aumento <strong>da</strong> resistência à fratura frágil <strong>da</strong>s cerâmicas inclui desde a sua fusão<br />
com o metal até a confecção de núcleos de cerâmica reforçado combinados com uma<br />
cerâmica estética aplica<strong>da</strong> sobre os mesmos. Dentre esses núcleos de cerâmica<br />
reforçados encontram-se os núcleos de <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com ítria e com<br />
magnésia.<br />
A utilização <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> na Odontologia não se limita, porém, às próteses dentais,<br />
abrangendo também a confecção de pinos intra-canais, brackets ortodônticos e implantes<br />
dentários (MANICONE et al., 2007, ARDLIN, 2002, DAKSKOBLER et al., 2007,ZHU et al.,<br />
2007, SUNDH & SJÖGREN, 2007, AKAGAWA et al., 1998, WOLFART-a et al., 2007).<br />
Este material possui proprie<strong>da</strong>des mecânicas, tais como resistência e tenaci<strong>da</strong>de à<br />
fratura superiores às demais cerâmicas dentais concorrentes para aplicações dentárias<br />
(LÜTHY et al., 2005, JAGER et al., 2006,QUINN et al., 2003, STUDART-a et al., 2007)<br />
Engenheiros e cientistas nesta última metade do séc. XX desenvolveram muitos<br />
materiais cerâmicos novos, sendo estes denominados de “cerâmicas avança<strong>da</strong>s”<br />
(RICHERSON 2006). Estas cerâmicas possuem características singulares, sua<br />
composição é controla<strong>da</strong> e elas são obti<strong>da</strong>s através de alta tecnologia. Nesta<br />
classificação, podemos incluir, dentre outras, as cerâmicas magnéticas, as cerâmicas<br />
ferroelétricas e as cerâmicas de óxidos, tais como, alumina, espinélio e a <strong>zircônia</strong>,<br />
estu<strong>da</strong><strong>da</strong> neste trabalho.<br />
19
Existem diversos sistemas cerâmicos que empregam a <strong>zircônia</strong> nas mais diversas<br />
áreas <strong>da</strong> Engenharia e Medicina, porém, para o uso dentro <strong>da</strong> Odontologia, o interesse<br />
maior recai sobre a Prótese Odontológica, onde três sistemas são mais utilizados<br />
atualmente, dispostos na tabela 1 (DENRY & KELLY 2008).<br />
Tabela 1-Dados sistemas cerâmicos de <strong>zircônia</strong> utilizados na Odontologia<br />
Sistemas<br />
Siglas<br />
Cerâmicos<br />
Zircônia<br />
Y-TZP, Ce-TZP<br />
Tetragonal Policristalina<br />
Zircônia Parcialmente<br />
Y-PSZ, Mg-PSZ<br />
Estabiliza<strong>da</strong><br />
Alumina Tenacifica<strong>da</strong><br />
ZTA<br />
com Zircônia<br />
(Modificado <strong>da</strong> Fonte: DENRY & KELLY 2008)<br />
Exemplos Comerciais<br />
DC-Zircon®(DCSPresident)<br />
Cercon®(DentsplyProsthetics)<br />
Lava® (3M ESPE)<br />
Denzir® (Dentronic AB)<br />
In Ceram Zircônia® (Vita<br />
Zahnfabrik)<br />
Todos estes três sistemas surgiram em meados <strong>da</strong> déca<strong>da</strong> de 80 e utilizam blocos<br />
cerâmicos pré-fabricados e sua combinação com o sistema CAD-CAM (computer aided<br />
design/computer aided machining). Este tipo de prótese é classificado como cerâmica<br />
usina<strong>da</strong>, sendo constituí<strong>da</strong> por uma subestrutura cerâmica mais resistente (alumina,<br />
<strong>zircônia</strong> ou espinélio) e uma cama<strong>da</strong> de porcelana (feldspática ou vítrea) para a<br />
confecção de sua faceta estética, devido à sua opaci<strong>da</strong>de óptica. A subestrutura (núcleo)<br />
é fabrica<strong>da</strong> a partir do preparo dental “escaneado” ou do enceramento <strong>da</strong> prótese, sendo<br />
a imagem processa<strong>da</strong> e desenha<strong>da</strong> no computador, e usina<strong>da</strong> nos blocos cerâmicos préfabricados,<br />
através do sistema CAD/CAM.<br />
Os blocos cerâmicos são fabricados de duas formas: blocos <strong>parcialmente</strong><br />
sinterizados e blocos totalmente sinterizados.<br />
20
Os blocos <strong>parcialmente</strong> sinterizados são usinados em tamanho superior ao<br />
tamanho <strong>da</strong> prótese final, devido à contração que irão sofrer com a sua posterior<br />
sinterização. Os blocos totalmente sinterizados recebem uma usinagem, onde a prótese a<br />
ser confecciona<strong>da</strong> já é tornea<strong>da</strong> no seu tamanho final.<br />
A principal vantagem dos blocos pré-fabricados é a sua maior homogenei<strong>da</strong>de,<br />
havendo, portanto, uma menor variação na sua resistência à fratura, por possuírem uma<br />
fabricação mais controla<strong>da</strong> (TINSCHERT et al., 2000), evitando algumas variáveis<br />
conti<strong>da</strong>s em uma fabricação laboratorial convencional, onde a não-homogenei<strong>da</strong>de seria<br />
um fator associado ao início e à propagação de trincas no material. Este material<br />
apresenta proprie<strong>da</strong>des mecânicas superiores aos outros tipos de próteses odontológicas,<br />
sendo indicado para a reabilitação oral <strong>da</strong> região posterior (RAIGRODSKI et al., 2007,<br />
YILMAZ et al., 2007, STUDART-b et al., 2007). No entanto, possui uma distribuição de<br />
defeitos semelhantes a uma cerâmica convencional, o que determina a probabili<strong>da</strong>de de<br />
falha do material. To<strong>da</strong>via, como a <strong>zircônia</strong> possui transformação de fase martensítica<br />
esta tenacifica e dificulta a propagação de trincas. Há também uma escassez de estudos<br />
clínicos a longo prazo, devido a este material ser relativamente novo na odontologia.<br />
A <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> é a mais estu<strong>da</strong><strong>da</strong> por apresentar uma<br />
microestrutura complexa, onde um precipitado de <strong>zircônia</strong> tetragonal intragranular se<br />
localiza dentro de uma matriz de <strong>zircônia</strong> cúbica (LAMAS et al., 1998), o que permite uma<br />
melhor tenacificação por transformação de fase. Além disto, é um material<br />
comprova<strong>da</strong>mente biocompatível (ICHIKAWA et al., 1992, CHEVALIER, 2006), não<br />
citotóxico (UO et al., 2003) e estável quimicamente (ARDLIN, 2002).<br />
Em estudos de fractografia, a delaminação interfacial entre a faceta estética e o<br />
núcleo de <strong>zircônia</strong> parece ser o local inicial de fratura dos núcleos de <strong>zircônia</strong><br />
(TASKONAK et al., 2008).O desenho e as dimensões dos conectores podem ser a chave<br />
para as fraturas em relativamente baixas cargas oclusais (TASKONAK et al., 2008).<br />
21
Uma análise através de réplicas <strong>da</strong>s fraturas com material de mol<strong>da</strong>gem é incentiva<strong>da</strong><br />
por SCHERRER et al. (2007), com o objetivo de analisar a origem <strong>da</strong>s fraturas.<br />
A cimentação no dente de uma prótese de <strong>zircônia</strong> pode ser feita com cimentos<br />
fosfato de zinco, ionôméricos e resinosos. Uma cimentação resinosa, porém, ain<strong>da</strong> é<br />
muito questiona<strong>da</strong> em relação à sua durabili<strong>da</strong>de (KERN & WEGNER, 1998) e em relação<br />
aos métodos de preparo <strong>da</strong> superfície (jateamento com alumina, condicionamento ácido e<br />
outros) na resistência a adesão do material (WOLFART-b et al., 2007, QUAAS et al.,<br />
2007). Na Odontologia, uma pigmentação adequa<strong>da</strong> do material a ser utilizado, visandose<br />
uma estética satisfatória para ca<strong>da</strong> paciente é fun<strong>da</strong>mental, por isto a importância de<br />
estudos que relatam que não há influência <strong>da</strong> pigmentação na resistência à flexão de<br />
próteses de <strong>zircônia</strong> (PITTAYACHAWAN et al., 2006).<br />
Estudos feitos por HAO et al., (2005) modificam a superfície <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong>, como<br />
aumento <strong>da</strong> rugosi<strong>da</strong>de, aumento de oxigênio e <strong>da</strong> energia, para prover maior<br />
molhabili<strong>da</strong>de através <strong>da</strong> aplicação de radiação de laser neste material, fazendo com que<br />
haja uma proliferação maior de osteoblastos, o que facilita a osteointegração.<br />
A <strong>zircônia</strong> parece ter baixa adesão às proteínas salivares e uma alta ligação às<br />
proteínas plasmáticas, o que sugere que a saliva e o plasma diferem em sua forma de<br />
adesão à <strong>zircônia</strong> (MILLEDING et al., 2001).<br />
Assim, partindo <strong>da</strong> premissa de que os aditivos ítria ou magnésia promovem<br />
melhor desempenho no <strong>processamento</strong> e na microestrutura <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong>, e no intuito de se<br />
determinar qual desses dois aditivos é o que melhor promove estas melhorias ao material<br />
<strong>zircônia</strong> é que o presente trabalho irá analisar e comparar uma <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong><br />
estabiliza<strong>da</strong> com 8% mol de magnésia com outra <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com 3% mol<br />
de ítria desde o <strong>processamento</strong> até suas características de microestrutura e de algumas<br />
<strong>da</strong>s suas proprie<strong>da</strong>des mecânicas.<br />
22
3 MATERIAIS E MÉTODOS<br />
3.1 Materiais<br />
Para o presente estudo foram utilizados os seguintes pós, discriminados a seguir:<br />
• Zircônia <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com magnésia: ZrO 2 + MgO – PSZ 3M-<br />
Standford Materials, com 8% mol de magnésia.<br />
• Zircônia <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com ítria: ZrO 2 + Y 2 O 3 - PSZ 5.2Y - Standford<br />
Materials, com 3% mol de Ítria.<br />
O teor dos óxidos presentes nos materiais, de acordo com o fornecedor, Standford<br />
Materials, esta representa<strong>da</strong> nas tabelas 2 e 3.<br />
Tabela 2- Teor de óxidos presentes no pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia:<br />
Óxido<br />
Quanti<strong>da</strong>de<br />
(% em peso)<br />
ZrO 2 + HfO 2 >96,5<br />
MgO 3,0<br />
Fe 2 O 3 0,005<br />
SiO 2 0,02<br />
CaO 0,007<br />
Na 2 O 0,012<br />
TiO 2 0,01<br />
Cl 0,002<br />
23
Tabela 3-Teor de óxidos presentes no pó de <strong>zircônia</strong> com ítria:<br />
Óxido<br />
Quanti<strong>da</strong>de<br />
(% em peso)<br />
ZrO 2 + HfO 2 >94,82<br />
Y 2 O 3 5,09<br />
Fe 2 O 3 0,0071<br />
SiO 2 0,0323<br />
CaO 0,007<br />
Na 2 O
3.2 Metodologia de Análise<br />
As principais etapas do <strong>processamento</strong> estão lista<strong>da</strong>s no fluxograma a seguir:<br />
ZrO 2 +<br />
MgO<br />
PSZ 3M<br />
ZrO 2 + Y 2 O3<br />
PSZ 5.2Y<br />
1- Caracterização dos pós de Zircônia<br />
2- Preparação <strong>da</strong>s composições;<br />
Adição de 0,5%PEG<br />
1%PVA<br />
3- Confecção dos corpos verdes<br />
Homoge<br />
neização<br />
Secagem<br />
Desaglo<br />
meração<br />
Prensagem<br />
Uniaxial<br />
Prensa<br />
gem<br />
Isostática<br />
4-Confecção dos corpos de provas<br />
(14 discos cerâmicos e 5 placas de ca<strong>da</strong> amostra)<br />
Sinterização<br />
5- Determinação <strong>da</strong>s proprie<strong>da</strong>des<br />
•Caracterização Microestrutural<br />
•Módulo de Elastici<strong>da</strong>de<br />
•Microdureza Vickers<br />
25
3.2.1 Caracterização dos pós de <strong>zircônia</strong><br />
3.2.1.1 Área superficial específica (B.E.T.)<br />
Para a medição <strong>da</strong> área superficial <strong>da</strong>s partículas dos pós, foi utilizado o<br />
equipamento ASAP 2010, Micrometrics. Esta análise é basea<strong>da</strong> na adsorção de gás<br />
nitrogênio pelo material, onde é feita a relação entre o volume de gás adsorvido e o<br />
volume de gás que foi injetado.<br />
3.2.1.2 Distribuição Granulométrica<br />
A medição <strong>da</strong> granulometria foi realiza<strong>da</strong> para verificar o tamanho e distribuição de<br />
partícula dos pós de <strong>zircônia</strong> em meio de dispersão, utilizando-se o equipamento Malvern<br />
Zetasizer Nano “Plus”. Este equipamento baseia-se no princípio de difração <strong>da</strong> luz por<br />
uma partícula. A quanti<strong>da</strong>de de pó adiciona<strong>da</strong> foi a necessária para que o item<br />
“obscuração”, medido pelo aparelho, ficasse entre 20 e 30%.<br />
Foi utilizado como dispersante para o pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia uma solução<br />
de pirofosfato de sódio a 10 milimolar, enquanto que, para o pó de <strong>zircônia</strong> com ítria, o<br />
dispersante foi o álcool etílico PA.<br />
3.2.1.3 Difração de Raios-X<br />
A difração de raios-X foi realiza<strong>da</strong> visando-se a uma análise qualitativa <strong>da</strong> fase<br />
tetragonal cristalina presente nos pós de <strong>zircônia</strong>, com o aparelho Rigaku, modelo Miniflex<br />
(radiação CuKα-1,5418 Å, 30Kv/15Ma).<br />
26
A varredura variou 2θ de 2° a 60°, num passo de 0,05° em dois segundos por<br />
passo para o pó de <strong>zircônia</strong> com ítria, e variou 2θ de 15° a 75°, num passo de 0,05° em<br />
dois segundos por passo para o pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia. Foi verifica<strong>da</strong> a<br />
identificação qualitativa <strong>da</strong>s fases cristalinas após a comparação dos <strong>da</strong>dos obtidos<br />
relativos à posição e intensi<strong>da</strong>de dos picos de difração <strong>da</strong>s amostras com o conjunto de<br />
<strong>da</strong>dos de padrões fornecidos pelo Centro Internacional para Dados de Difração (ICDD –<br />
International Center for Diffraction Data) com o uso de cartões JCPDS (Joint Committee<br />
on Powder Diffraction Stan<strong>da</strong>rds).<br />
Os picos característicos <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> monoclínica encontram-se em sua maioria nas<br />
regiões correspondentes aos ângulos theta entre 26-33°; enquanto as fases tetragonal e<br />
cúbica apresentam severa superposição de pico (SANCHEZ-BAJO et al., 1998), assim<br />
como a possibili<strong>da</strong>de de uma melhor análise na região dos ângulos 71-76° (LAMAS et al.,<br />
1998).<br />
3.2.1.4 Observação <strong>da</strong> Morfologia <strong>da</strong>s matérias-primas<br />
A microscopia eletrônica de varredura (MEV) foi realiza<strong>da</strong> no aparelho MEV-JEOL<br />
JSM 6460LV, através de fotomicrografias obti<strong>da</strong>s com elétrons secundários de amostras<br />
dos pós de <strong>zircônia</strong> com ítria e <strong>zircônia</strong> com magnésia, operando entre 10-25 kV, com um<br />
aumento de X30.000. Para a realização <strong>da</strong> análise, ca<strong>da</strong> pó de <strong>zircônia</strong> foi disperso em<br />
acetona através de um vibrador ultra-sônico por 10 minutos, colocado em suportes<br />
individuais e espalhados sobre os mesmos cobrindo to<strong>da</strong> a sua superfície, em segui<strong>da</strong><br />
ca<strong>da</strong> amostra foi metaliza<strong>da</strong> com ouro para melhor visualização.<br />
27
3.2.1.5 Medi<strong>da</strong> <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de dos Pós<br />
A análise <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de foi realiza<strong>da</strong> em um aparelho Accupyc 1330 Pycnometer,<br />
Operator Manual V2.01 à hélio (He) <strong>da</strong> Micrometrics Instrument Corporation. A densi<strong>da</strong>de<br />
por picnômetro baseia-se na determinação <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de aparente (densi<strong>da</strong>de ver<strong>da</strong>deira<br />
mais porosi<strong>da</strong>de interna fecha<strong>da</strong>) de sólidos por meio <strong>da</strong> medição indireta <strong>da</strong> massa e do<br />
volume do sólido. A medição do volume de gás deslocado fornece a determinação do<br />
volume do pó. O preparo <strong>da</strong> amostra consistiu em pesagem e secagem em estufa a<br />
100° C até peso constante. No recipiente do picnômetro foi coloca<strong>da</strong> massa suficiente<br />
para encher 1/3 <strong>da</strong> capaci<strong>da</strong>de do cadinho. Foram realiza<strong>da</strong>s 15 purgas antes do início <strong>da</strong><br />
leitura. O resultado obtido foi decorrente <strong>da</strong> média de cinco leituras.<br />
3.2.1.6 Análise Termogravimétrica<br />
As análises termogravimétrica (TGAs) <strong>da</strong>s composições dos pós de <strong>zircônia</strong> com<br />
ítria e de <strong>zircônia</strong> com magnésia foram realizados com um equipamento TGA Q500 V6.7,<br />
com 24,0740 mg de pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia e 21,5490 mg de pó de <strong>zircônia</strong> com<br />
ítria, em rampa <strong>da</strong> temperatura ambiente até 600 0 C, com uma taxa de aquecimento de<br />
2 0 C/min, para a verificação <strong>da</strong> temperatura de retira<strong>da</strong> dos ligantes.<br />
3.2.2 Preparação do Corpo Verde<br />
A etapa de preparação do corpo verde inclui a homogeneização, secagem e<br />
desaglomeração <strong>da</strong>s composições e prensagem uniaxial e isostática do material obtido.<br />
28
Foram confeccionados 14 corpos verdes em formato de discos cerâmicos e 5 placas<br />
cerâmicas de ca<strong>da</strong> amostra, tendo sido confeccionado um total de 28 discos cerâmicos e<br />
10 placas.<br />
3.2.2.1 Homogeneização <strong>da</strong>s Composições<br />
As composições foram prepara<strong>da</strong>s em frascos de polietileno com capaci<strong>da</strong>de de 1<br />
litro, adicionando-se aos pós de <strong>zircônia</strong> com ítria (amostra 1) e magnésia (amostra 2),<br />
álcool polivinílico (PVA- Polyvinyl alcohol) a 1%, polietilenoglicol (PEG- Polyethylene<br />
glycol) a 0,5%, esferas de <strong>zircônia</strong> e água destila<strong>da</strong> a 15% em peso, de forma que esta<br />
mistura não ocupasse mais que 50% do volume do frasco.<br />
O PVA foi escolhido por ser um ligante usado comumente na indústria cerâmica,<br />
que quando adicionado aos plastificantes PEG e água tem suas proprie<strong>da</strong>des<br />
melhora<strong>da</strong>s.<br />
A homogeneização do pó foi feita colocando-se a composição do pó em um<br />
moinho de bolas (Moinho de Janno, MSM-620/CF), com agitação de 120 rpm por 24<br />
horas.<br />
3.2.2.2 Secagem e desaglomeração<br />
Em segui<strong>da</strong> foi feita a secagem em estufa a 70°C por também 24 horas. As<br />
composições dos pós foram então tritura<strong>da</strong>s em gral de ágata e peneira<strong>da</strong>s em malha de<br />
80 mesh (180 µm), visando a sua desaglomeração.<br />
29
3.2.2.3 Prensagem Uniaxial e Isostática<br />
As composições <strong>da</strong>s amostras 1 e 2 estu<strong>da</strong><strong>da</strong>s foram compacta<strong>da</strong>s à verde<br />
utilizando-se prensagem uniaxial segui<strong>da</strong> de prensagem isostática.<br />
Foram confeccionados 14 discos e 5 placas de ca<strong>da</strong> amostra em moldes<br />
metálicos de aço.<br />
Para a confecção dos discos foi utiliza<strong>da</strong> uma quanti<strong>da</strong>de de 3 gramas de pó de<br />
ca<strong>da</strong> amostra, pesados em uma balança digital (OHAUS-GA200D), e prensados em uma<br />
prensa hidráulica Canver modelo # 3912 (Figura 5), com uma força aplica<strong>da</strong> variando<br />
entre 54 e 216 MPa. Foi utilizado como molde uma matriz de aço temperado com 15 mm<br />
de diâmetro. Os corpos verdes em forma de discos tinham um diâmetro de 15 mm<br />
(diâmetro <strong>da</strong> matriz) e uma espessura de em média 6 mm.<br />
A confecção <strong>da</strong>s placas foi feita com 100 gramas de pó de ca<strong>da</strong> amostra,<br />
prensados em uma prensa hidráulica Eva (Figura 6), com uma força aplica<strong>da</strong> variando de<br />
63 a 83 MPa. O molde utilizado foi retangular com dimensões de 65 mm por 60 mm<br />
(Figura 7), levando-se em consideração 25% de contração durante a sinterização. As<br />
placas tinham em média 65 mm de largura, 60 mm de comprimento e 8 mm de<br />
espessura.<br />
O método de prensagem uniaxial utilizado foi o de ação única, onde o molde e o<br />
punsor ficam estacionados e apenas o punsor do topo (camisa flutante) se movimenta<br />
para baixo.<br />
30
Figura 5 - Prensa hidráulica confecção discos<br />
Figura 6 - Prensa hidráulica confecção placas<br />
31
Figura 7 – Molde metálico para a placa cerâmica<br />
A prensagem isostática a frio (CPI - Cold isostatic pressing) foi do tipo úmi<strong>da</strong> (wetbag),<br />
em uma prensa isostática <strong>da</strong> marca Autoclave Engineers, com a colocação do pó<br />
em um molde de elastômero selado a vácuo, imerso em um líquido aquoso, onde sofreu<br />
uma pressão de 27 kpsi (186,16 MPa). O objetivo <strong>da</strong> prensagem isostática é o de deixar<br />
o material mais denso, já que a pressão é aplica<strong>da</strong> em to<strong>da</strong>s as direções, e não somente<br />
uniaxialmente. Esse método de conformação é também utilizado no caso de peças com<br />
geometrias mais irregulares, sendo considerado promissor.<br />
3.3 Sinterização<br />
A sinterização e a retira<strong>da</strong> dos ligantes foram realiza<strong>da</strong>s seqüencialmente em um<br />
forno com temperatura controla<strong>da</strong> (High Temperature Muffle Furnace) <strong>da</strong> marca<br />
Termolyne, modelo F46240 CM (Figura 8).<br />
32
Figura 8 – Forno Thermolyne para sinterização<br />
Para a confecção dos ciclos térmicos <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria (Figura 9) e <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong><br />
com magnésia (Figura 10), foram utilizados os resultados obtidos com os TGA(s), com a<br />
análise dos diagramas de fases e com as informações de ciclos de sinterização<br />
forneci<strong>da</strong>s pelo próprio fabricante (Standford Materials).<br />
Ciclo Térmico <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria:<br />
1. Taxa de aquecimento: rampa de 2°C/min. de 25°C até 900°C<br />
2. Taxa de aquecimento: rampa de 1°C/min de 900°C até 1300°C<br />
3. Taxa de aquecimento: rampa de 2°C/min de 1300°C até 1540°C<br />
4. Tempo de patamar: 2 horas à temperatura de 1540°C<br />
5. Taxa de resfriamento: rampa de 2°C/min. de 1540°C até 1000°C<br />
6. Taxa de resfriamento: rampa de 20°C/min. de 1000°C até 25°C<br />
33
1600<br />
1400<br />
1200<br />
Temperatura (°C)<br />
1000<br />
800<br />
600<br />
400<br />
200<br />
0<br />
0 5 10 15 20 25<br />
Tempo (h)<br />
Figura 9 - Ciclo Térmico <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
Ciclo térmico <strong>zircônia</strong> com magnésia:<br />
1. Taxa de aquecimento: rampa de 2°C/min. de 25°C até 1400°C<br />
2. Taxa de aquecimento: rampa de 1°C/min de 1400°C até 1500°C<br />
3. Tempo de patamar: 2 horas à temperatura de 1500°C<br />
4. Taxa de resfriamento: rampa de 2°C/min. de 1500°C até 1000°C<br />
5. Taxa de resfriamento: rampa de 20°C/min. de 1000°C até 25°C<br />
1600<br />
1400<br />
1200<br />
Temperatura (°C)<br />
1000<br />
800<br />
600<br />
400<br />
200<br />
0<br />
0 5 10 15 20<br />
Tempo (h)<br />
Figura 10 - Ciclo Térmico <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
34
3.4 Caracterização dos corpos-de-prova<br />
Após a sinterização, os corpos verdes, agora denominados corpos-de-prova (<strong>da</strong>s<br />
amostras 1 e 2), serão caracterizados através <strong>da</strong> análise Microestrutural (Microscopia<br />
eletrônica de varredura – MEV), análise de Difração de Raio X, determinação <strong>da</strong><br />
Densi<strong>da</strong>de, determinação <strong>da</strong> Retração e análise dos Ensaios Mecânicos (Módulo de<br />
Elastici<strong>da</strong>de e Microdureza Vickers).<br />
3.4.1 Análise Microestrutural (MEV)<br />
A análise microestrutural foi realiza<strong>da</strong> nos corpos-de-prova em formato de discos<br />
cerâmicos com 15 mm de diâmetro, que foram cortados em 2,0 mm de espessura, com<br />
uma máquina Isomet Buehler 4000, com veloci<strong>da</strong>de de corte de 3000 rotações por<br />
minuto, sob uma taxa de avanço de 1,5 mm/min. As superfícies obti<strong>da</strong>s eram planas e<br />
sem curvaturas devido ao uso de disco de diamante de granulometria fina para o corte.<br />
Os corpos-de-prova foram também metalizados com ouro para melhor visualização do<br />
material. O aparelho utilizado foi o microscópio eletrônico de varredura JEOL JSM<br />
6460LV, operando entre 10-25 kV, com aumento de X2000.<br />
3.4.2 Análise de Difração de Raios-X<br />
Os corpos-de-prova utilizados para esta análise foram preparados de forma<br />
semelhante aos utilizados para a análise microestrutural, com exceção do recobrimento<br />
com ouro.<br />
35
Foi utilizado um aparelho de difração Rigaku, modelo Miniflex (radiação CuKα-1,5418<br />
Å, 30Kv/15Ma), com uma varredura variando 2θ de 15° a 95°, num passo de 0,05° com<br />
dois segundos por passo.<br />
A identificação qualitativa <strong>da</strong>s fases cristalinas <strong>da</strong>s amostras foi compara<strong>da</strong> ao<br />
conjunto de <strong>da</strong>dos de padrões fornecidos pelo Centro Internacional para Dados de<br />
Difração (ICDD – International Center for Diffraction Data) com o uso de cartões JCPDS<br />
(Joint Committee on Powder Diffraction Stan<strong>da</strong>rds).<br />
3.4.3 Determinação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de<br />
A determinação <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de foi realiza<strong>da</strong> nos corpos verdes <strong>da</strong>s amostras 1 e 2<br />
antes e após a sua sinterização, pois esta avalia a eficiência do <strong>processamento</strong> cerâmico;<br />
sendo assim, quanto mais alta for a densi<strong>da</strong>de do material, melhores serão as suas<br />
proprie<strong>da</strong>des mecânicas.<br />
Existem dois métodos mais utilizados na verificação <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de do material: o<br />
Método Geométrico e o Método de Archimedes. Neste trabalho foram usados estes dois<br />
métodos, que serão descritos a seguir.<br />
A densi<strong>da</strong>de verifica<strong>da</strong> pelo Método Geométrico (volumétrica) inclui a medição <strong>da</strong><br />
massa/volume ocupados por todos os poros, sejam eles abertos ou fechados. Nesta<br />
técnica, mediu-se a massa <strong>da</strong> amostra em balança digital (OHAUS-GA200D), e com o<br />
auxílio de um paquímetro digital, marca Mitutoyo, foram medi<strong>da</strong>s as dimensões dos<br />
corpos-de-prova, tanto em formato de discos (14 discos de ca<strong>da</strong> amostra) quanto em<br />
formato de placas (5 placas de ca<strong>da</strong> amostra).<br />
36
Calculou-se a densi<strong>da</strong>de a partir <strong>da</strong> relação entre massa e volume, (equação 1)<br />
ρ geom = m/V (equação 1)<br />
Onde:<br />
ρ geom= densi<strong>da</strong>de geométrica (g/cm 3 )<br />
m = massa <strong>da</strong> amostra (g)<br />
V = volume (cm 3 )<br />
No caso dos discos cerâmicos o volume foi calculado a partir do diâmetro (φ) em<br />
milímetros e a altura/espessura (h) também em milímetros. O volume <strong>da</strong>s placas foi<br />
calculado a partir do seu comprimento, largura e espessura, todos em milímetros, para<br />
posterior conversão para centímetros.<br />
A determinação <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de aparente pelo Método de Archimedes foi verifica<strong>da</strong><br />
pelo volume de líquido deslocado pelo corpo sólido <strong>da</strong> amostra quando esta foi imersa em<br />
água destila<strong>da</strong>.<br />
As amostras foram pesa<strong>da</strong>s em uma balança de precisão <strong>da</strong> marca Methler<br />
AE200, ain<strong>da</strong> secas (Ms) e a seguir foram imersas em água destila<strong>da</strong> e fervi<strong>da</strong>s por 1<br />
hora. Posteriormente, realizou-se a pesagem <strong>da</strong> amostra fervi<strong>da</strong>, chama<strong>da</strong> de massa<br />
imersa (Mi), pois a pesagem realizou-se com a amostra imersa na água, sobre uma tela<br />
metálica. Após a retira<strong>da</strong> do excesso de água <strong>da</strong> superfície <strong>da</strong> amostra, realizou-se<br />
novamente a pesagem <strong>da</strong> amostra, chama<strong>da</strong> agora de massa úmi<strong>da</strong> (Mu).<br />
37
A densi<strong>da</strong>de pelo Método de Archimedes é obti<strong>da</strong> pela equação 2:<br />
ρ arquim . = Ms/Mu-Mi x ρH 2 O (equação 2)<br />
Onde:<br />
Ms = massa (g) <strong>da</strong> amostra seca<br />
Mu = massa (g) <strong>da</strong> amostra úmi<strong>da</strong><br />
Mi = massa (g) <strong>da</strong> amostra imersa<br />
ρH 2 O = densi<strong>da</strong>de <strong>da</strong> água na temperatura de trabalho.<br />
3.4.4 Determinação <strong>da</strong> Retração<br />
A análise <strong>da</strong> retração dos corpos-de-prova (discos e placas) foi realiza<strong>da</strong><br />
comparando-se os valores <strong>da</strong>s suas dimensões geométricas, obti<strong>da</strong>s com um paquímetro<br />
digital, marca Mitutoyo, com os dos corpos verdes.<br />
A fórmula a seguir permite obter a taxa de retração (TR) <strong>da</strong>s amostras;<br />
TR = d VERDE – d sinterizado x 100 / d VERDE (equação 3)<br />
Onde:<br />
d VERDE = dimensão do corpo à verde (diâmetro, espessura, comprimento, largura...)<br />
d sinterizado = dimensão do corpo sinterizado (diâmetro, espessura, comprimento, largura...)<br />
38
3.4.5 Análise dos Ensaios Mecânicos<br />
3.4.5.1 Ensaio de Módulo de Elastici<strong>da</strong>de<br />
A inclinação <strong>da</strong> região linear inicial <strong>da</strong> curva de tensão-deformação é o Módulo de<br />
Elastici<strong>da</strong>de ou Módulo de Young. Este módulo é também uma medi<strong>da</strong> <strong>da</strong> rigidez do<br />
material.<br />
A verificação do Módulo de Elastici<strong>da</strong>de de um material pode ser feita por várias<br />
técnicas, sendo as mais comuns a medição <strong>da</strong> curvatura de deformação, a técnica do<br />
ultra-som e a <strong>da</strong> ressonância. O módulo de elastici<strong>da</strong>de foi medido pela técnica do ultrasom.<br />
O ensaio por ultra-som é um método não destrutivo e foi baseado na norma ASTM:<br />
C1259-98 (Stan<strong>da</strong>rt Test Method for Dynamic Young’s Modulus, Shear Modulus, and<br />
Poisson’s ratio for advanced ceramics by impulsive excitation of vibration ).<br />
O equipamento utilizado neste trabalho foi um ultra-som Karl Deutsch-Echograph<br />
1080 e um osciloscópio Agilent Tchnologies DSO6034A (Mega Zoom), com transdutor<br />
piezoelétrico Panametrics V154 com frequência de 2,25 MHz, para a medição <strong>da</strong><br />
veloci<strong>da</strong>de transversal, e um transdutor piezoelétrico Krautkramer 65KB com freqüência<br />
de 5 MHz para a medição <strong>da</strong> veloci<strong>da</strong>de longitudinal. O transdutor utilizado para a<br />
medição de ca<strong>da</strong> veloci<strong>da</strong>de foi único, pois foi feita a técnica do pulso-eco. Nesta técnica<br />
o transdutor emite os pulsos de energia sônica, que são introduzidos no material em<br />
intervalos regulares de tempo, através do acoplante. Quando os pulsos encontram uma<br />
superfície refletora, to<strong>da</strong> a energia ou parte dela é refleti<strong>da</strong> e retorna ao transdutor, que<br />
converte as vibrações em energia elétrica e a transforma em sinal na tela do aparelho.<br />
Tanto a quanti<strong>da</strong>de de energia refleti<strong>da</strong> quanto o tempo decorrido entre a transmissão do<br />
pulso inicial e a recepção foram medidos pelo equipamento.<br />
39
O método pulso-eco é o mais utilizado, por ser de aplicação simples, exigindo<br />
poucos dispositivos ou equipamentos e requer o acesso a apenas uma <strong>da</strong>s superfícies.<br />
Foi feita a calibração do equipamento no início de ca<strong>da</strong> série de ensaios.<br />
A placa de <strong>zircônia</strong> com ítria (corpo-de-prova 3, amostra 1) apresentava uma<br />
espessura, verifica<strong>da</strong> com paquímetro digital, marca Mitutoyo, a partir <strong>da</strong> média de cinco<br />
pontos diferentes de 5,718 mm. Já a placa de <strong>zircônia</strong> com magnésia (corpo-de-prova 2,<br />
amostra 2) tinha de espessura 5,902 mm. Após a calibração, aplicou-se uma fina cama<strong>da</strong><br />
de gel (mel) à face do transdutor como material de interface.<br />
Foi feita a leitura do tempo (t) em microssegundos, necessário para que a on<strong>da</strong><br />
ultra-sônica atravessasse a placa cerâmica e retornasse ao transdutor. Sendo assim, os<br />
valores do tempo obtidos foram divididos por dois. A partir do tempo de propagação <strong>da</strong><br />
on<strong>da</strong> e do comprimento do trecho percorrido (espessura <strong>da</strong> placa), calculou-se a<br />
veloci<strong>da</strong>de de propagação <strong>da</strong> on<strong>da</strong>.<br />
As veloci<strong>da</strong>des obti<strong>da</strong>s foram as veloci<strong>da</strong>des transversal (cisalhamento) e a<br />
longitudinal, dependendo <strong>da</strong> localização em que se posicionou o transdutor na placa.<br />
O Módulo de Elastici<strong>da</strong>de (E) e o Módulo de Rigidez (G) foram calculados a partir <strong>da</strong><br />
relação entre densi<strong>da</strong>de, coeficiente de Poisson e veloci<strong>da</strong>de de propagação <strong>da</strong>s on<strong>da</strong>s<br />
ultra-sonoras.<br />
A equação 4 foi utiliza<strong>da</strong> para calcular o coeficiente de Poisson e as equações 5 e<br />
6 para os cálculos dos Módulos de Elastici<strong>da</strong>de e de Rigidez, respectivamente.<br />
µ = 1-2 (v t ÷ v l ) 2 / 2 -2 (v t ÷ v l ) 2 (equação 4)<br />
E = v l 2 ρ (1+µ) (1-2 µ) / (1 - µ) (equação 5)<br />
G = v t 2 ρ (equação 6)<br />
40
Onde:<br />
v l = veloci<strong>da</strong>de de propagação <strong>da</strong> on<strong>da</strong> longitudinal (m/seg)<br />
v t = veloci<strong>da</strong>de de propagação <strong>da</strong> on<strong>da</strong> transversal (m/seg)<br />
E = Módulo de Elastici<strong>da</strong>de (kg/ms 2 )<br />
G = Módulo de Rigidez (kg/ms 2 )<br />
µ = Coeficiente de Poisson<br />
ρ = densi<strong>da</strong>de geométrica (kg/m 3 )<br />
3.4.5.2 Ensaio de Microdureza Vickers<br />
O ensaio de Microdureza Vickers foi baseado na resistência que o material<br />
ofereceu à penetração de uma pirâmide de diamante de base quadra<strong>da</strong> e ângulo entre<br />
faces de 136° (indentador), sob carga de 1000 gramas (1kgf), por 30 segundos para ca<strong>da</strong><br />
impressão (indentação).<br />
O equipamento utilizado para a medição <strong>da</strong> Microdureza Vickers foi um<br />
microdurômetro <strong>da</strong> marca Ernest Leitz Wetzlar – Germany. A norma utiliza<strong>da</strong> foi ASTM:<br />
E384-89 (Stan<strong>da</strong>rd Test Method for Microindentation Hardness of Materials). Os corposde-prova<br />
medidos foram em formato de disco cerâmico, um de ca<strong>da</strong> material.<br />
O disco cerâmico de <strong>zircônia</strong> com ítria (corpo-de-prova 4, amostra 1) possuía<br />
11,44 mm de diâmetro (φ) e 4,90 mm de altura (h), enquanto que o de <strong>zircônia</strong> com<br />
magnésia (corpo-de-prova 4, amostra 2) media 11,90 mm de diâmetro (φ) e 4,78 mm de<br />
altura (h). Os corpos de prova foram lixados com lixas para acabamento de<br />
granulometrias de 100, 220 e 600 e polidos com pastas de diamantes na seqüência de 9,<br />
6 e 3 de granulometria. As impressões (indentações) obti<strong>da</strong>s foram observa<strong>da</strong>s em<br />
microscópio óptico no próprio microdurômetro.<br />
41
O valor <strong>da</strong> Microdureza Vickers (HV) foi então calculado através <strong>da</strong> equação 7<br />
descrita abaixo;<br />
HV = F/A = 1,8544 F/d 2 (equação 7)<br />
Considerando-se que o ângulo entre as faces opostas do diamante é de 136°.<br />
Onde;<br />
HV = Microdureza Vickers<br />
F = Força aplica<strong>da</strong> (kg)<br />
A = Área <strong>da</strong> impressão produzi<strong>da</strong>,<br />
d = comprimento <strong>da</strong>s diagonais (mm)<br />
42
4 RESULTADOS E DISCUSSOES<br />
4.1 Caracterização do pó de Zircônia<br />
4.1.1 Área superficial específica (B.E.T.)<br />
O pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia apresentou uma área de 10,8668 m 2 /g, o que esta<br />
de acordo com as especificações do fabricante, que relatou uma área superficial<br />
específica de 10-15 m 2 /g para este material. Enquanto o pó de <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
apresentou uma área de 38,8943 m 2 /g, concluindo-se assim que este último possui<br />
partículas com tamanhos menores e é também mais reativo em relação ao anterior.<br />
4.1.2 Distribuição Granulométrica<br />
Em relação ao tamanho de partícula inicial para o pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia foi<br />
obtido para 50% do material (D50) um valor de 0,83 µm, valor considerado satisfatório já<br />
que o informado pelo fabricante foi de 0,74 µm, e ele não especificou qual a técnica<br />
utiliza<strong>da</strong>. E para o pó de <strong>zircônia</strong> com ítria, um tamanho de partícula para 50% do material<br />
(D50) de 0,34 µm foi observado, valor pouco variável em relação ao do fabricante, que foi<br />
de 0,35 µm.<br />
Em relação a distribuição granulométrica, uma distribuição trimo<strong>da</strong>l foi verifica<strong>da</strong><br />
para o material <strong>zircônia</strong> com ítria como pode ser observado no gráfico <strong>da</strong> Figura 11, onde<br />
há uma maior variação na distribuição do tamanho de partícula deste material, enquanto<br />
uma distribuição unimo<strong>da</strong>l (monomo<strong>da</strong>l), pode ser observado no gráfico <strong>da</strong> Figura 12 ,<br />
referente ao material <strong>zircônia</strong> com magnésia.<br />
43
Intensi<strong>da</strong>de<br />
<strong>da</strong> Difração<br />
de luz <strong>da</strong><br />
partícula<br />
(%)<br />
Tamanho (nm)<br />
Figura 11 – Gráfico Distribuição do Tamanho de Partícula (nm) x Intensi<strong>da</strong>de <strong>da</strong> difração<br />
de luz <strong>da</strong> partícula (%) para o material <strong>zircônia</strong> com ítria.<br />
Intensi<strong>da</strong>de<br />
<strong>da</strong> Difração<br />
de luz <strong>da</strong><br />
partícula<br />
(%)<br />
Tamanho (nm)<br />
Figura 12 – Gráfico Distribuição do Tamanho de Partícula (nm) x Intensi<strong>da</strong>de <strong>da</strong> difração<br />
de luz <strong>da</strong> partícula (%) para o material <strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
44
4.1.3 Difração de Raios X<br />
Como visto anteriormente a <strong>zircônia</strong> exibe três formas polimórficas distintas, sendo<br />
assim, o objetivo desta análise de difração de raios-x foi a de identificar a forma<br />
polimórfica presente na matéria-prima adquiri<strong>da</strong>.<br />
Considerando-se para tanto que a difração de raios-x é um fenômeno onde um<br />
feixe de raios-x incide sobre um material cristalino, esses raios são difratados pelos<br />
planos dos átomos ou íons que formam o cristal.<br />
O difratograma de raios-x apresentado na Figura 13 permitiu identificar alguns<br />
picos de forma polimórfica tetragonal no pó de <strong>zircônia</strong> com ítria <strong>da</strong> Standford Materials,<br />
de acordo com o cartão JCPDS 82-1245, que corresponde a um óxido de <strong>zircônia</strong><br />
tetragonal com ítria, sendo estes picos nos ângulos theta de valores: 53,39°, 59,56°,<br />
68,16° e 78,90°.<br />
300<br />
Zircônia<br />
Tetragonal<br />
250<br />
Intensi<strong>da</strong>de relativa(%)<br />
200<br />
150<br />
100<br />
50<br />
0<br />
0 20 40 60 80 100 120<br />
2theta(Graus)<br />
Figura 13 – Difração de Raios-X, pó de <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
45
Já o difratograma <strong>da</strong> Figura 14, do pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia, <strong>da</strong> Standford<br />
Materials, permitiu identificar picos <strong>da</strong> forma polimórfica tetragonal, de acordo com o<br />
cartão JCPDS 81-1323, que corresponde a um óxido de <strong>zircônia</strong> tetragonal, sendo estes<br />
picos nos ângulos thetas de valores de 38,98° e 71,69°. Foi observa<strong>da</strong> uma maior<br />
tetragonali<strong>da</strong>de no pó de <strong>zircônia</strong> com ítria em relação ao pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia,<br />
como podemos notar pela presença de mais picos desta forma polimórfica neste material.<br />
600<br />
Zircônia<br />
Tetragonal<br />
500<br />
Intensi<strong>da</strong>de relativa(%)<br />
400<br />
300<br />
200<br />
100<br />
0<br />
0 20 40 60 80 100 120 140<br />
2theta (Graus)<br />
Figura 14 – Difração de Raios-X, pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
4.1.4 Observação <strong>da</strong> Morfologia <strong>da</strong>s matérias-primas<br />
A microscopia eletrônica de varredura (MEV) dos pós de <strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
(Figura 15) e <strong>zircônia</strong> com ítria (Figura 16) revelou que a morfologia dos pós é composta<br />
em sua maioria por grãos esféricos, como pode ser verificado nas figuras abaixo;<br />
46
Figura 15 – Microscopia Eletrônica de Varredura do pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
Figura 16 – Microscopia Eletrônica de Varredura do pó de <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
47
4.1.5 Medi<strong>da</strong> <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de dos Pós<br />
Foi obti<strong>da</strong> uma densi<strong>da</strong>de de 6,0656 g/cm 3 , com um desvio padrão de 0,0050,<br />
para o pó de <strong>zircônia</strong> com ítria e uma densi<strong>da</strong>de de 5,8752 g/cm 3 para o pó de <strong>zircônia</strong><br />
com magnésia, com um desvio padrão de 0,0075. A densi<strong>da</strong>de obti<strong>da</strong> para a <strong>zircônia</strong> com<br />
ítria está de acordo com uma densi<strong>da</strong>de para a forma polimórfica tetragonal, que segundo<br />
STEVENS, (1986), estaria em torno de de 6,100g/cm 3 . Enquanto para o material <strong>zircônia</strong><br />
com magnésia, que na difração de raios-x exibiu pouca tetragonali<strong>da</strong>de, o valor <strong>da</strong><br />
densi<strong>da</strong>de é mais característico para a forma cúbica, que segundo STEVENS, (1986),<br />
está em torno de 5,830 g/cm 3 .<br />
4.1.6 Análise Termogravimétrica<br />
As TGAs (Análises Termogravimétricas) <strong>da</strong>s composições dos pós de <strong>zircônia</strong> com<br />
magnésia (Figura 17) e de <strong>zircônia</strong> com ítria (Figura 18) estão relatados abaixo.<br />
48
PESO<br />
(%)<br />
Deriva<strong>da</strong><br />
do Peso<br />
(%/min)<br />
TEMPERATURA (°C)<br />
Figura 17 – Análise Termogravimétrica <strong>da</strong> composição do pó de <strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
PESO<br />
(%)<br />
Deriva<strong>da</strong><br />
do Peso<br />
(%/min)<br />
TEMPERATURA (°C)<br />
Figura 18 – Análise Termogravimétrica <strong>da</strong> composição do pó de <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
49
Foi então observado para a composição de <strong>zircônia</strong> com ítria, que nas<br />
temperaturas de 282,2 0 C e 361,7 0 C ocorreu uma liberação de material com per<strong>da</strong> de<br />
massa que, em segui<strong>da</strong>, se manteve constante. Portanto, a eliminação dos ligante e<br />
plastificante PVA e PEG ocorreu até 361,7 0 C.<br />
Na composição de <strong>zircônia</strong> com magnésia, a per<strong>da</strong> de massa ocorreu em três<br />
picos em 186,1 0 C, 296,6 0 C e 348,8 0 C, sendo que a partir dessa última temperatura<br />
(348,8 0 C), não há mais variações e, portanto, os aditivos já foram eliminados.<br />
4.2 Caracterização dos corpos de prova<br />
4.2.1 Análise Microestrutural (MEV)<br />
A análise microestrutural não ficou satisfatória, pois o tamanho de grão não pode<br />
ser evidenciado, provavelmente pela técnica utiliza<strong>da</strong>. As Figuras 19 e 20 obti<strong>da</strong>s no MEV<br />
retratam as características microestruturais dos materiais de <strong>zircônia</strong> com magnésia e<br />
<strong>zircônia</strong> com ítria, após a sua sinterização; podendo ser observa<strong>da</strong> uma adequa<strong>da</strong><br />
densificação dos materiais, apesar <strong>da</strong> presença de alguns poros.<br />
magnésia<br />
Figura 19 - Microscopia Eletrônica de Varredura do disco cerâmico de <strong>zircônia</strong> com<br />
50
com ítria<br />
Figura 20 – Microscopia Eletrônica de Varredura do disco cerâmico de <strong>zircônia</strong><br />
4.2.2 Análise Difração de Raios-X<br />
O difratograma de raios-x dos corpos de prova sinterizados de <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
(Figura 21) e de <strong>zircônia</strong> com magnésia (Figura 22) foram analisados comparando-se<br />
com os <strong>da</strong>dos do cartão JCPDS 82-1245, que corresponde a um óxido de <strong>zircônia</strong><br />
tetragonal, tendo sido identificados picos de forma polimórfica tetragonal. Os picos<br />
encontrados para a amostra de <strong>zircônia</strong> com ítria correspondem aos ângulos theta de<br />
valores de 30,06°, 43,04°e 68,16°. Já os picos encontrados para a amostra de <strong>zircônia</strong><br />
com magnésia correspondem aos ângulos theta de valores de 30,06°, 53,39°, 73,60° e<br />
81,50. O difratograma <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria após a sinterização do material se assemelha<br />
ao relatado por JUAREZ et al. (2000). Neste caso foi observa<strong>da</strong> uma maior<br />
tetragonali<strong>da</strong>de para o material <strong>zircônia</strong> com magnésia em relação ao material <strong>zircônia</strong><br />
com ítria pela presença de mais picos desta forma polimórfica para este material.<br />
51
800<br />
Zircônia<br />
Tetragonal<br />
Intensi<strong>da</strong>de relativa(%)<br />
600<br />
400<br />
200<br />
0<br />
-20 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180<br />
2theta (Graus)<br />
Figura 21 – Difração de Raios-X <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria após a sinterização<br />
300<br />
250<br />
Zircônia<br />
Tetragonal<br />
Intensi<strong>da</strong>de relativa(%)<br />
200<br />
150<br />
100<br />
50<br />
0<br />
-20 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180<br />
2theta (Graus)<br />
Figura 22 – Difração de Raios-X <strong>zircônia</strong> com magnésia após a sinterização<br />
52
4.2.3 Determinação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de dos Corpos-de-prova<br />
4.2.3.1 Densi<strong>da</strong>de dos Discos Cerâmicos<br />
Os gráficos <strong>da</strong>s Figuras 23 e 24 demonstram a relação entre a pressão uniaxial<br />
utiliza<strong>da</strong> para ca<strong>da</strong> corpo-de-prova e as percentagens <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de teórica obti<strong>da</strong>s nas<br />
etapas de prensagem uniaxial, prensagem isostática e sinterização para as amostras em<br />
discos de <strong>zircônia</strong> com ítria e magnésia, respectivamente.<br />
Figura 23 - Variação <strong>da</strong> Média <strong>da</strong>s Densi<strong>da</strong>des (% Teórica ) X Pressão Uniaxial (MPa)<br />
discos de <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
53
É importante notar que houve algum tipo de erro, provavelmente do operador, na<br />
medição <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de, após a prensagem isostática para os discos cerâmicos de <strong>zircônia</strong><br />
com ítria nas pressões 80, 140 e 160 MPa, já que a densi<strong>da</strong>de não poderia ter diminuído.<br />
A variação entre as densi<strong>da</strong>des após a prensagem uniaxial e isostática foi bem pequena<br />
e por isso iremos considerar que provavelmente esta densi<strong>da</strong>de não variou<br />
significativamente após a prensagem isostática.<br />
Figura 24 - Variação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de (% Teórica) X Pressão Uniaxial (MPa) discos de<br />
<strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
Foi observa<strong>da</strong> uma maior densi<strong>da</strong>de à verde para o material <strong>zircônia</strong> com<br />
magnésia com uma média de 49,95%, em relação a densi<strong>da</strong>de teórica, em comparação<br />
aos 45% obtido para o material <strong>zircônia</strong> com ítria, após a prensagem uniaxial.<br />
54
E também valores de densi<strong>da</strong>des maiores para a <strong>zircônia</strong> com magnésia após a<br />
prensagem isostática, tendo sido alcança<strong>da</strong> uma média de 54,31%, enquanto a <strong>zircônia</strong><br />
com ítria permaneceu na faixa de 45,56% em relação a densi<strong>da</strong>de teórica.<br />
Como pode ser observado pelos gráficos anteriores, um incremento na pressão<br />
uniaxial nos corpos-de-prova não proporcionou uma alteração de valores significativa em<br />
relação às percentagens <strong>da</strong>s densi<strong>da</strong>des teóricas <strong>da</strong>s amostras.<br />
O gráfico <strong>da</strong> Figura 25 relata a diferença na percentagem em relação à densi<strong>da</strong>de<br />
teórica obti<strong>da</strong> para as amostras em discos de <strong>zircônia</strong> com ítria e com magnésia, podendo<br />
ser observados valores maiores para as amostras de <strong>zircônia</strong> com ítria, que atingiu uma<br />
média de 97,90% em relação à densi<strong>da</strong>de teórica, enquanto uma média de 94,36% foi<br />
alcança<strong>da</strong> para o material com magnésia.<br />
100<br />
Amostra Ítria<br />
Amostra Magnésia<br />
Densi<strong>da</strong>de (% teórica)<br />
80<br />
60<br />
40<br />
20<br />
0<br />
60 80 100 120 140 160 180 200 220<br />
Pressão Uniaxial (MPa)<br />
Figura 25 - Variação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de (% Teórica ) após Sinterização X Pressão Uniaxial<br />
(MPa) discos de <strong>zircônia</strong> com ítria e magnésia<br />
55
Os <strong>da</strong>dos <strong>da</strong>s Tabelas 4 e 5 revelam os valores obtidos em relação à densi<strong>da</strong>de a<br />
partir <strong>da</strong> prensagem uniaxial dos corpos-de-prova de <strong>zircônia</strong> com ítria e de <strong>zircônia</strong> com<br />
magnésia, respectivamente, na forma de discos cerâmicos.<br />
Tabela 4 - Dados discos cerâmicos <strong>zircônia</strong> com ítria após a prensagem uniaxial<br />
Corposde-prova<br />
Pressão<br />
(MPa)<br />
m<br />
(g)<br />
h<br />
(mm)<br />
φ<br />
(mm)<br />
Volume<br />
(cm 3 )<br />
ρ geom<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 54,78 2,998 6,6 15,14 1,187 2,524 42,86<br />
2 54,36 3,015 6,64 15,16 1,197 2,517 42,74<br />
3 81,45 2,987 6,39 15,17 1,154 2,588 43,93<br />
4 81,67 3,005 6,32 15,15 1,138 2,639 44,81<br />
5 108,90 3,008 6,24 15,15 1,124 2,676 45,43<br />
6 108,48 3,0072 6,22 15,18 1,125 2,672 45,36<br />
7 136,11 3,008 6,05 15,15 1,090 2,760 46,85<br />
8 135,90 2,995 6,05 15,16 1,091 2,744 46,59<br />
9 162,90 3,004 5,97 15,17 1,078 2,785 47,29<br />
10 162,90 2,9858 5,83 15,17 1,053 2,835 48,13<br />
11 189,31 3,0076 5,81 15,20 1,039 2,854 48,45<br />
12 190,05 2,9884 5,75 15,17 1,036 2,876 48,84<br />
13 216,36 3,006 5,73 15,20 1,053 2,893 49,11<br />
14 216,00 2,990 5,71 15,21 1,038 2,884 48,96<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
3,00 6,094 15,17 1,100 2,731 45,07<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
0,0945 0,315975 0,02112 0,05497 0,1314 2,1684<br />
Tabela 5- Dados discos cerâmicos <strong>zircônia</strong> com magnésia após a prensagem uniaxial<br />
Corposde-prova<br />
Pressão<br />
(MPa)<br />
m<br />
(g)<br />
h<br />
(mm)<br />
φ<br />
(mm)<br />
Volume<br />
(cm 3 )<br />
ρ geom<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 54,30 2,978 6,09 15,16 1,098 2,710 46,89<br />
2 54,30 2,981 6,083 15,17 1,098 2,713 46.94<br />
3 81,54 2,980 5,81 15,16 1,048 2,843 49,18<br />
4 81,54 2,9849 5,81 15,16 1,048 2,847 49,26<br />
5 108,28 2,9786 5,64 15,19 1,021 2,9158 50,44<br />
6 108,57 2,9588 5,64 15,17 1,018 2,904 50,24<br />
7 134,82 2,9446 5,55 15,22 1,009 2,9176 50,47<br />
8 135,89 2,9420 5,52 15,16 0,995 2,954 51,10<br />
9 162,45 2,6709 4,95 15,19 0,896 2,98 51,69<br />
10 162,27 2,965 5,44 15,20 0,986 3,005 51,98<br />
11 189,00 2,9510 5,33 15,21 0,967 3,048 52,74<br />
12 188,79 2,9540 5,34 15,22 0,971 3,042 52,62<br />
13 216,00 2,9410 5,27 15,21 0,957 3,072 53,16<br />
14 216,36 2,9608 5,26 15,20 0,953 3,103 53,69<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
2,942 5,552 15,187 1,005 2,932 49,95<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
0,07958 0,32284 0,0233 0,056422 0,1226 2,093<br />
56
As Tabelas 6 e 7 mostram os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à densi<strong>da</strong>de a partir <strong>da</strong><br />
prensagem isostática dos pós de <strong>zircônia</strong> com ítria e de <strong>zircônia</strong> com magnésia,<br />
respectivamente, na forma de discos cerâmicos.<br />
Tabela 6 - Dados discos cerâmicos <strong>zircônia</strong> com ítria após prensagem isostática<br />
Corposde-prova<br />
Pressão<br />
(MPa)<br />
m<br />
(g)<br />
h<br />
(mm)<br />
φ<br />
(mm)<br />
Volume<br />
(cm 3 )<br />
ρ geom<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 186,16 2,998 6,45 14,47 1,060 2,828 48,01<br />
2 186,16 3,0157 6,62 14,72 1,126 2,678 45,47<br />
3 186,16 2,987 6,41 15,12 1,150 2,597 44,09<br />
4 186,16 3,005 6,40 15,13 1,150 2,613 44,37<br />
5 186,16 3,008 6,25 15,11 1,120 2,685 45,60<br />
6 186,16 3,007 6,23 15,20 1,124 2,661 45,18<br />
7 186,16 3,008 6,06 15,22 1,101 2,730 46,35<br />
8 186,16 2,995 6,11 15,19 1,106 2,706 45,95<br />
9 186,16 3,004 5,94 15,21 1,078 2,780 47,19<br />
10 186,16 2,985 5,84 15,25 1,066 2,800 47,54<br />
11 186,16 3,006 5,70 15,24 1,025 2,930 49,11<br />
12 186,16 2,990 5,70 15,16 1,028 2,908 48,96<br />
13 186,16 3,007 5,83 15,07 1,039 2,893 48,45<br />
14 186,16 2,988 5,78 15,20 1,048 2,850 48,84<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
3,00 6,094 15,092 1,087 2,761 45,56<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
0,00967 0,3048 0,2224 0,0437 0,1100 1,813<br />
Tabela 7- Dados discos <strong>zircônia</strong> com magnésia após prensagem isostática<br />
Corposde-prova<br />
Pressão<br />
(MPa)<br />
m<br />
(g)<br />
h<br />
(mm)<br />
φ<br />
(mm)<br />
Volume<br />
(cm 3 )<br />
ρ geom<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 186,16 2,961 5,94 14,20 0,940 3,149 54,48<br />
2 186,16 2,951 5,92 14,23 0,941 3,136 54,26<br />
3 186,16 2,964 5,73 14,45 0,939 3,156 54,60<br />
4 186,16 2,947 5,72 14,43 0,934 3,152 54,54<br />
5 186,16 2,927 5,57 14,64 0,937 3,123 54,03<br />
6 186,16 2,940 5,55 14,60 0,928 3,165 54,77<br />
7 186,16 2,948 5,50 14,70 0,932 3,160 54,68<br />
8 186,16 2,923 5,45 14,73 0,928 3,149 54,48<br />
9 186,16 2,663 5,02 14,78 0,860 3,093 53,52<br />
10 186,16 2,928 5,35 14,79 0,918 3,187 55,14<br />
11 186,16 3,008 5,27 14,79 0,904 3,324 57,51<br />
12 186,16 2,938 5,33 14,86 0,923 3,180 55,02<br />
13 186,16 3,180 5,27 14,96 0,925 3,435 59,42<br />
14 186,16 2,945 5,26 14,85 0,910 3,234 55,96<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
2,945 5,491 14,644 0,923 3,189 54,31<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
0,1039 0,2668 0,2344 0,0212 0,089 1,524<br />
57
As Tabelas 8 e 9 mostram os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à densi<strong>da</strong>de a partir <strong>da</strong><br />
sinterização dos pós de <strong>zircônia</strong> com ítria e de <strong>zircônia</strong> com magnésia, respectivamente,<br />
na forma de discos cerâmicos , segundo o método geométrico.<br />
Tabela 8- Dados discos <strong>zircônia</strong> com ítria após sinterização (Método Geométrico)<br />
Corposde-prova<br />
m<br />
h<br />
φ Volume ρ geom %ρ teórica<br />
(g) (mm) (mm) (cm 3 ) (g/cm 3 )<br />
1 2,880 5,09 11,20 0,501 5,746 97,55<br />
2 2,895 5,09 11,21 0,502 5,767 97,91<br />
3 2,8639 4,91 11,31 0,493 5,801 98,62<br />
4 2,880 4,90 11,44 0,503 5,721 97,13<br />
5 2,886 4,86 11,47 0,501 5,750 97,62<br />
6 2,871 4,83 11,48 0,499 5,747 97,57<br />
7 2,888 4,70 11,64 0,499 5,778 98,11<br />
8 2,870 4,71 11,64 0,500 5,730 97,28<br />
9 2,887 4,68 11,64 0,497 5,800 98,47<br />
10 2,866 4,56 11,64 0,484 5,909 99,90<br />
11 2,883 4,52 11,85 0,498 5,786 98,24<br />
12 2,871 4,54 11,78 0,494 5,802 98,50<br />
13 2,890 4,57 11,73 0,493 5,855 99,40<br />
14 2,870 4,55 11,83 0,499 5,741 97,48<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
2,879 4,751 11,561 0,497 5,781 95,38<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
0,0099 0,1985 0,2154 0,00498 0,051 0,8485<br />
Tabela 9-Dados disco Zircônia com Magnésia após sinterização (Método Geométrico)<br />
Corposde-prova<br />
m<br />
h<br />
φ Volume ρ geom %ρ teórica<br />
(g) (mm) (mm) (cm 3 ) (g/cm 3 )<br />
1 2,878 4,97 11,71 0,534 5,380 93,07<br />
2 2,869 4,90 11,73 0,529 5,421 93,78<br />
3 2,881 4,83 11,94 0,540 5,330 92,21<br />
4 2,864 4,78 11,90 0,531 5,391 93,27<br />
5 2,845 4,67 12,04 0,531 5,354 92,63<br />
6 2,857 4,67 12,08 0,534 5,341 92,41<br />
7 2,851 4,64 12,15 0,537 5,303 91,75<br />
8 2,840 4,54 12,14 0,525 5,407 93,54<br />
9 2,587 4,09 12,24 0,481 5,378 93,05<br />
10 2,841 4,55 12,20 0,531 5,345 92,48<br />
11 2,849 4,49 12,35 0,537 5,299 91,68<br />
12 2,848 4,49 12,35 0,537 5,298 91,67<br />
13 2,829 4,52 12,57 0,560 5,046 87,30<br />
14 2,839 4,48 12,33 0,534 5,311 91,86<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
2,834 4,616 12,12 0,532 5,329 90,77<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
0,0727 0,2203 0,2454 0,01662 0,09085 1,5475<br />
58
cerâmicos.<br />
A Tabela 10 resume os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à densi<strong>da</strong>de dos discos<br />
Tabela 10 - Dados resumidos <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de dos discos cerâmicos<br />
Etapas Processamento <strong>zircônia</strong> com ítria (Amostra 1)<br />
ρ (g/cm 3 )<br />
<strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
(Amostra 2) ρ (g/cm 3 )<br />
Média DP Média DP<br />
Prensagem Uniaxial 2,731 ±0,131 2,932 ±0,122<br />
Prensagem Isostática 2,761 ±0,110 3,189 ±0,089<br />
Sinterização<br />
5,781 ±0,051 5,329 ±0,090<br />
(Método Geométrico)<br />
Sinterização<br />
(Método Archimedes)<br />
5,934 ±0,0563 5,540 ±0,0467<br />
As médias <strong>da</strong>s densi<strong>da</strong>des obti<strong>da</strong>s pelo Método de Archimedes foram maiores<br />
para ambos os materiais, devido a este método observar um volume mais preciso do<br />
material, enquanto o método geométrico considera que o corpo-de-prova possui<br />
dimensões sempre regulares, o que pode não ser ver<strong>da</strong>deiro, atribuindo valores muitas<br />
vezes excessivos, levando a um volume com baixa precisão.<br />
4.2.3.2 – Densi<strong>da</strong>de Placas Cerâmicas<br />
Os gráficos <strong>da</strong>s Figuras 26 e 27 demonstram a relação entre a pressão uniaxial<br />
utiliza<strong>da</strong> para ca<strong>da</strong> corpo-de-prova e as percentagens <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de teórica obti<strong>da</strong>s nas<br />
etapas de prensagem uniaxial, prensagem isostática e sinterização para as amostras em<br />
placas de <strong>zircônia</strong> com ítria e magnésia, respectivamente.<br />
59
Densi<strong>da</strong>de (% teórica)<br />
100<br />
90<br />
80<br />
70<br />
60<br />
50<br />
40<br />
62 64 66 68 70 72 74 76 78<br />
Pressão Uniaxial (MPa)<br />
Prensagem Uniaxial<br />
Prensagem Isostática<br />
Sinterização<br />
Figura 26 - Variação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de (% Teórica ) X Pressão Uniaxial (MPa) placas de<br />
<strong>zircônia</strong> com ítria<br />
Densi<strong>da</strong>de (% teórica)<br />
100<br />
90<br />
80<br />
70<br />
60<br />
50<br />
Prensagem Uniaxial<br />
Prensagem Isostática<br />
Sinterização<br />
60 65 70 75 80 85<br />
Pressão Uniaxial (MPa)<br />
Figura 27 - Variação <strong>da</strong> Densi<strong>da</strong>de (% Teórica ) X Pressão Uniaxial (MPa) placas de<br />
<strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
60
Uma observação importante para o gráfico <strong>da</strong> Figura 26, é a do incremento na<br />
percentagem <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de teórica até a pressão de 71,61 MPa, com um valor máximo de<br />
50,42% após a prensagem uniaxial e de até 57,04% após a prensagem isostática para o<br />
material <strong>zircônia</strong> com ítria, e a observação de um decréscimo neste valor a partir desta<br />
mesma pressão. Este decréscimo na densi<strong>da</strong>de ocorreu provavelmente devido ao<br />
aumento na quanti<strong>da</strong>de de trincas gera<strong>da</strong>s em conseqüência de uma pressão que foi<br />
excessiva para a manutenção <strong>da</strong> integri<strong>da</strong>de do material. É importante salientar que estas<br />
trincas não eram visíveis a uma inspeção visual, mesmo após a prensagem isostática,<br />
tornando-se evidentes somente após a sinterização do mesmo. A região com maior<br />
incidência de trincas eram as próximas as extremi<strong>da</strong>des <strong>da</strong>s placas. Os valores de<br />
percentagem <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de teórica obtidos para as placas com ítria após a sinterização,<br />
mesmo com a variação <strong>da</strong> pressão uniaxial, não mostraram uma variação significativa,<br />
ficando em média em 95,38% <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de teórica.<br />
O material <strong>zircônia</strong> com magnésia, evidenciado no gráfico <strong>da</strong> Figura 27, não<br />
apresentou o comportamento do material anterior, sendo observado um aumento na<br />
percentagem <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de em relação à teórica, com o aumento <strong>da</strong> pressão uniaxial a<br />
partir de 71,50 MPa, chegando a um valor máximo de 52,78% após a prensagem uniaxial<br />
e de 61,59% após a prensagem isostática. No entanto, algumas trincas, próximas às<br />
extremi<strong>da</strong>des <strong>da</strong>s placas, também ficaram evidentes após a sinterização do material. Uma<br />
média de percentagem de 94,06% em relação à teórica foi alcança<strong>da</strong> para as placas de<br />
<strong>zircônia</strong> com magnésia, após a sua sinterização, um valor que se manteve praticamente<br />
constante mesmo com um incremento na pressão uniaxial.<br />
61
cerâmicas.<br />
A Tabela 11 resume os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à densi<strong>da</strong>de <strong>da</strong>s placas<br />
Tabela 11 - Dados resumidos <strong>da</strong> densi<strong>da</strong>de <strong>da</strong>s placas cerâmicas<br />
Etapas<br />
Processamento<br />
Zircônia com Itria (Amostra 1)<br />
ρ (g/cm 3 )<br />
Zircônia com Magnésia<br />
(Amostra 2) ρ (g/cm 3 )<br />
Média DP Média DP<br />
Prensagem Uniaxial 2,610 ±0,2123 2,878 ±0,1279<br />
Prensagem Isostática 3,094 ±0,1657 3,336 ±0,1770<br />
Sinterização<br />
5,798 ±0,0965 5,522 ±0,10134<br />
(Método Geométrico)<br />
Sinterização<br />
(Método Archimedes)<br />
5,92 - 5,63 -<br />
A discussão feita anteriormente em relação às diferenças dos métodos de<br />
avaliação do volume para o Método de Archimedes em relação ao Método Geométrico<br />
também se aplica as placas cerâmicas, onde deve ficar em evidência a obtenção de<br />
valores maiores para o material <strong>zircônia</strong> com ítria em relação ao com magnésia.<br />
Como pode ser evidenciado nas tabelas a diferença na densi<strong>da</strong>de à verde dos<br />
corpos-de-prova (discos e placas), não influenciou os resultados obtidos em relação à<br />
densificação final dos materiais.<br />
Um comportamento interessante a ser notado é que o material Zircônia com Ítria<br />
não apresentou densi<strong>da</strong>de superior em relação à Zircônia com Magnésia após as<br />
prensagens uniaxial e isostática, ou seja, o aditivo Ítria não contribuiu para uma melhor<br />
densificação do compactado à verde. No entanto, mostrou ser um excelente aditivo de<br />
sinterização, contribuindo para uma maior sinterabili<strong>da</strong>de e consequentemente maior<br />
densificação do material.<br />
62
Os materiais obtidos neste trabalho foram confeccionados a partir de uma<br />
prensagem isostática à frio e posterior sinterização, tendo sido alcança<strong>da</strong> uma média de<br />
97,90% em relação à densi<strong>da</strong>de relativa do material para <strong>zircônia</strong> com ítria e 94,36% para<br />
o material <strong>zircônia</strong> com magnésia.<br />
Em seu trabalho JUAREZ et al (2000) também obteve uma densi<strong>da</strong>de relativa de<br />
97% para a <strong>zircônia</strong> tetragonal policristalina com ítria (Y-TZP), sintetiza<strong>da</strong> pelo Método <strong>da</strong><br />
Combustão, e sinteriza<strong>da</strong> a 1500°C por 4 horas, com tamanho de grão na faixa de 0,4<br />
µm.<br />
Uma densi<strong>da</strong>de relativa de 96% em relação à densi<strong>da</strong>de teórica foi obti<strong>da</strong> por WU<br />
et al., (2004), a partir de pós de <strong>zircônia</strong> estabiliza<strong>da</strong> com ítria em sinterização até 1400°C<br />
por 1 hora, com tamanho de partícula inicial de 80-200 nm (0,08 – 0,20 µm). Este<br />
resultado demonstra que neste trabalho foi alcançado um valor razoável de densificação<br />
para o material <strong>zircônia</strong> com Ítria, já que o tamanho de partícula inicial era até maior (0,34<br />
µ) do que o relatado no trabalho de WU et al., (2004)..<br />
A partir de uma síntese pelo método <strong>da</strong> combustão, LAMAS et al., (1998) produziu<br />
uma <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com ítria com tamanho de partícula de 10 a 16 nm<br />
(0,01-0,016 µm), ou seja tamanho inferior ao estu<strong>da</strong>do neste trabalho (0,34 µm) e<br />
sinterizou o material em 1500-1600°C por 4 horas, obtendo uma densi<strong>da</strong>de relativa entre<br />
93-96% <strong>da</strong> teórica. Estes valores foram até inferiores ao obtido como média para <strong>zircônia</strong><br />
com Ítria estu<strong>da</strong><strong>da</strong>.<br />
Na área de Prótese Odontológica usualmente utiliza-se uma prensagem isostática<br />
à frio na confecção dos blocos <strong>parcialmente</strong> sinterizados de <strong>zircônia</strong> e uma prensagem<br />
isostática à quente (HIPped) para os blocos totalmente sinterizados. (DENRY & KELLY,<br />
2007).<br />
63
Em seu trabalho, GOGOTSI et al (1995) realiza uma sinterização a quente (hotpressed)<br />
em 1750°C, em atmosfera de nitrogênio (N 2 ) e relatou uma densi<strong>da</strong>de de 5,94<br />
g/cm 3 para <strong>zircônia</strong> com ítria, valor bem próximo ao obtido para a <strong>zircônia</strong> com ítria neste<br />
trabalho que foi de 5,92 g/cm 3 .<br />
Uma densi<strong>da</strong>de relativa de 99% em relação a teórica foi obti<strong>da</strong> por KOSMAC et al<br />
(2000), em pós de <strong>zircônia</strong> tetragonal policristalina com ítria (Y-TZP), com tamanho de<br />
partícula de 0,31, 0,44 e 0,57 µm, sinterizados sob pressão respectivamente em 1500°C<br />
por 2 horas, 1550°C por 4 horas e 1550°C por 4 horas, um valor um pouco superior ao<br />
obtido neste trabalho, porém onde não foi usa<strong>da</strong> sinterização sob pressão.<br />
Enquanto TADOKORO & MUCCILLO, (2002) relataram valores de 99,5% em<br />
relação a densi<strong>da</strong>de relativa do material <strong>zircônia</strong> tetragonal policristalina com ítria (Y-<br />
TZP), com área superficial específica de 132,5 m 2 /g, sinteriza<strong>da</strong> em 1200° por 5 horas,<br />
com tamanho de grão de 130 nm (0,13 µm), valor um pouco acima do obtido para o<br />
material <strong>zircônia</strong> com ítria deste trabalho.<br />
Os valores obtidos neste trabalho caracterizam ambos os materiais como sendo<br />
viáveis para uso em aplicações estruturais, pelo menos no que se refere a sua densi<strong>da</strong>de.<br />
Um material menos poroso, ou seja um material mais denso é desejável para<br />
determina<strong>da</strong>s aplicações, principalmente na área Odontológica onde proprie<strong>da</strong>des<br />
mecânicas eleva<strong>da</strong>s são essenciais.<br />
64
4.2.4 Determinação <strong>da</strong> Retração dos Corpos-de-prova<br />
4.2.4.1 Retração dos Discos Cerâmicos<br />
Os resultados mostram uma diferença estatisticamente significante (ANOVA p <<br />
0,05) entre o material <strong>zircônia</strong> com ítria e <strong>zircônia</strong> com magnésia em relação à retração,<br />
tanto em relação à altura quanto em relação ao diâmetro dos discos, demonstrando uma<br />
maior retração para a <strong>zircônia</strong> com ítria, conforme os Gráficos <strong>da</strong>s Figuras 28 e 29.<br />
Taxa de Retração <strong>da</strong> espessura (h)<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
0<br />
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14<br />
Corpos de provas (discos)<br />
Zircônia com ítria<br />
Zircônia com magnésia<br />
Figura 28 - Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração <strong>da</strong> altura (h) x Corpos-de-prova em discos<br />
65
Taxa de Retração do diâmetro(%)<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
0<br />
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14<br />
Corpos de provas (discos)<br />
Zircônia com ítria<br />
Zircônia com magnésia<br />
Figura 29- Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração do diâmetro x Corpos-de-prova em discos<br />
4.2.4.2 Retração <strong>da</strong>s Placas Cerâmicas<br />
Os resultados mostram uma diferença estatisticamente significante (ANOVA p <<br />
0,05) entre as placas com o material <strong>zircônia</strong> com ítria e <strong>zircônia</strong> com magnésia em<br />
relação à retração, observando-se também uma maior taxa de retração em to<strong>da</strong>s as<br />
dimensões para a <strong>zircônia</strong> com ítria, o que pode ser observado nos Gráficos <strong>da</strong>s Figuras<br />
30, 31 e 32.<br />
66
Taxa de Retração do comprimento (%)<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
0<br />
1 2 3 4 5<br />
Corpos de provas (placas)<br />
Zircônia com ítria<br />
Zircônia com magnésia<br />
Figura 30 - Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração do comprimento x Corpos-de-prova em placas<br />
Taxa de Retração <strong>da</strong> largura (%)<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
0<br />
1 2 3 4 5<br />
Corpos de provas (placas)<br />
Zircônia com ítria<br />
Zircônia com magnésia<br />
Figura 31 - Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração <strong>da</strong> largura x Corpos-de-prova em placas<br />
67
Taxa de Retração <strong>da</strong> espessura (%)<br />
30<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
0<br />
1 2 3 4 5<br />
Corpos de provas (placas)<br />
Zircônia com ítria<br />
Zircônia com magnésia<br />
Figura 32 - Variação <strong>da</strong> Taxa de Retração <strong>da</strong> espessura x Corpos-de-prova em placas<br />
As Tabelas 12 e 13 resumem os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à retração dos discos<br />
cerâmicos e placas cerâmicas<br />
Tabela 12 - Dados resumidos <strong>da</strong> retração dos discos cerâmicos<br />
Taxa de Retração Zircônia com Itria<br />
(mm)<br />
Zircônia com Magnésia<br />
(mm)<br />
Média DP Média DP<br />
h 21,99 ±0,939 16,81 ±1,377<br />
φ 23,78 ±1,3520 20,16 ±1,524<br />
Tabela 13 - Dados resumidos <strong>da</strong> retração <strong>da</strong>s placas cerâmicas<br />
Taxa de Retração<br />
Zircônia com Itria<br />
(mm)<br />
Zircônia com Magnésia<br />
(mm)<br />
Média DP Média DP<br />
comprimento 24,038 ±0,6678 20,108 ±1,6573<br />
largura 24,142 ±0,6876 19,978 ±1,4637<br />
espessura 25,560 ±2,478 21,402 ±4,4425<br />
68
Foi observado que não houve uma diferença de resultados em relação as<br />
diferentes geometrias utiliza<strong>da</strong>s nos corpos-de-prova, obtendo-se uma taxa de retração<br />
maior para o material <strong>zircônia</strong> com ítria tanto em discos como em placas.<br />
A retração obti<strong>da</strong> por TADOKORO & MUCCILLO, (2002) foi de 27% para <strong>zircônia</strong><br />
tetragonal policristalina com ítria (Y-TZP), com uma densi<strong>da</strong>de de 99,5% em relação a<br />
teórica, enquanto neste trabalho foi observa<strong>da</strong> uma retração máxima de 25% para a<br />
<strong>zircônia</strong> com aditivo ítria, tendo sido obti<strong>da</strong> uma densi<strong>da</strong>de de 97,90% em relação a<br />
densi<strong>da</strong>de teórica do material.<br />
A obtenção de uma retração maior para o aditivo ítria já era esperado por sua<br />
maior densificação. Valores entre 21 e 25% observado para o aditivo ítria e na faixa de 16<br />
a 21% para a magnésia são aceitáveis e devem ser levados em consideração para uma<br />
dimensão final adequa<strong>da</strong> do material. Em sistemas onde a precisão é de suma<br />
importância, como é o caso de próteses odontológicas, esta retração deve ser bem<br />
avalia<strong>da</strong> para uma melhor a<strong>da</strong>ptação do material..<br />
4.2.5 Análise dos Ensaios Mecânicos<br />
4.2.5.1 Ensaio Módulo de Elastici<strong>da</strong>de<br />
A Tabela 14 mostra os <strong>da</strong>dos obtidos a partir <strong>da</strong>s médias <strong>da</strong>s veloci<strong>da</strong>des<br />
longitudinais dos materiais, revelando um Módulo de Elastici<strong>da</strong>de maior para a amostra<br />
de <strong>zircônia</strong> com magnésia.<br />
Tabela 14 - Dados <strong>da</strong>s médias <strong>da</strong>s veloci<strong>da</strong>des longitudinais dos materiais<br />
Amostras Veloci<strong>da</strong>de longitudinal<br />
(m/seg)<br />
ρ<br />
(kg/m 3 )<br />
E<br />
(GPa)<br />
Zircônia com ítria 6838 5840 194,15<br />
Zircônia com magnésia 7854 5520 204,63<br />
69
A Tabela 15 mostra os <strong>da</strong>dos obtidos a partir <strong>da</strong>s médias <strong>da</strong>s veloci<strong>da</strong>des<br />
transversais dos materiais, podendo ser observado um Módulo de Cisalhamento também<br />
maior para a amostra de <strong>zircônia</strong> com magnésia.<br />
Tabela 15 - Dados <strong>da</strong>s médias <strong>da</strong>s veloci<strong>da</strong>des transversais dos materiais<br />
Amostras Veloci<strong>da</strong>de transversal<br />
(m/seg)<br />
ρ<br />
(kg/m 3 )<br />
G<br />
(GPa)<br />
Zircônia com ítria 3576 5840 74,68<br />
Zircônia com magnésia 3765 5520 78,24<br />
O Módulo de Elastici<strong>da</strong>de do material <strong>zircônia</strong> com magnésia apresentou um valor<br />
7,15% maior que o apresentado para o material <strong>zircônia</strong> com ítria. Isto revela que a<br />
<strong>zircônia</strong> com magnésia, apesar de não ser muito usa<strong>da</strong> na Odontologia, também possui<br />
proprie<strong>da</strong>des mecânicas adequa<strong>da</strong>s.<br />
DE JAGER et al (2006), estudou uma <strong>zircônia</strong> tetragonal policristalina com ítria (Y-<br />
TZP), usa<strong>da</strong> para confecção de subestrutura (núcleo) para Prótese Fixa, e encontrou um<br />
valor de 210 GPa, para este material, valor considerado muito próximo ao encontrado<br />
neste trabalho.<br />
Uma <strong>zircônia</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com 3% mol de ítria, com tamanho de<br />
partícula inicial menores que 1µm, foi estu<strong>da</strong><strong>da</strong> por GOGOTSI et al (1995), que encontrou<br />
para o Módulo de Elastici<strong>da</strong>de medido também pela técnica do ultra-som um valor de 210<br />
GPa, valor próximo ao de 194 GPa, encontrado para a <strong>zircônia</strong> com ítria deste trabalho.<br />
QUINN et al (2003) relataram para <strong>zircônia</strong> tetragonal policristalina com ítria à 3%<br />
mol (Y-TZP), com tamanho de grão de 0,6 µm,um Módulo de Elastici<strong>da</strong>de medido com<br />
ultra-som dinâmico de 210 GPa, valor um pouco acima do encontrado neste trabalho que<br />
foi de 194,3 GPa.<br />
70
Enquanto WHITE et al (2005) relatou para uma <strong>zircônia</strong> tetragonal policristalina<br />
com ítria, medido em ultra-som um valor de 224,4 GPa para uma subestrutura de <strong>zircônia</strong><br />
com ítria, valor considerado superior ao encontrado neste trabalho.<br />
Estudos feitos por KONDOH et al (2004) citam valores entre 180 e 200 GPa para o<br />
material <strong>zircônia</strong> tetragonal policristalina com ítria, com tamanho de grão de 0,4µm,<br />
medido pelo método estático Isotérmico, valor bem próximo ao citado neste trabalho<br />
medido pelo método dinâmico com ultra-som. Foi também observado por este autor que<br />
uma variação na concentração do aditivo ítria entre 2,6% até 10% em mol, não implicou<br />
em uma diferença estatisticamente significativa entre os valores de Módulo de<br />
Elastici<strong>da</strong>de para este material.<br />
A medição do Módulo de Elastici<strong>da</strong>de é importante por estar diretamente<br />
relaciona<strong>da</strong> a quanti<strong>da</strong>de de deformação elástica que um material pode apresentar a<br />
partir <strong>da</strong> aplicação de uma tensão. Sendo assim, um material mais rígido apresenta um<br />
Módulo de Elastici<strong>da</strong>de maior. O Módulo de Elastici<strong>da</strong>de é um valor que reflete o tipo de<br />
ligação química do material, no caso <strong>da</strong>s cerâmicas uma ligação covalente, que é difícil<br />
de ser rompi<strong>da</strong>. No caso de aplicações estruturais como na Odontologia é importante a<br />
obtenção de um material com uma razoável rigidez, já que apenas deformações elásticas<br />
são desejáveis.<br />
O Módulo de Elastici<strong>da</strong>de <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria em 4% mol foi avaliado por JANG,<br />
(2006) em relação a influência <strong>da</strong> carga aplica<strong>da</strong> na indentação de testes de microdureza<br />
Vickers e concluiu que o módulo de elastici<strong>da</strong>de decresce com o aumento <strong>da</strong> carga de<br />
indentação.<br />
FUJIKANE et al. (2007) estudou a <strong>zircônia</strong> estabiliza<strong>da</strong> com Ítria, e também<br />
enfatizou a importância <strong>da</strong> medição de proprie<strong>da</strong>des mecânicas, como Módulo de<br />
Elastici<strong>da</strong>de e Dureza, para uma melhor avaliação deste material nas indústrias.<br />
71
4.2.5.2 Ensaio Microdureza Vickers<br />
A Tabela 16 mostra os <strong>da</strong>dos obtidos <strong>da</strong>s indentações <strong>da</strong> Microdureza Vickers dos<br />
materiais estu<strong>da</strong>dos e revela valores maiores para a amostra de <strong>zircônia</strong> com ítria.<br />
Tabela 16 - Dados Microdureza Vickers, carga de 1000 gramas (1kgf)<br />
Indentações Zircônia com Ítria<br />
(kgf/mm 2 )<br />
Zircônia com<br />
Magnésia (kgf/mm 2 )<br />
1 1340 916<br />
2 1350 916<br />
3 1330 941<br />
4 1280 900<br />
5 1330 941<br />
6 1260 958<br />
7 1280 900<br />
8 1270 958<br />
9 1270 900<br />
10 1330 958<br />
Média 1304 928<br />
As Figuras 33 e 34 representam indentações deixa<strong>da</strong>s nos corpos-de-prova de<br />
<strong>zircônia</strong> com ítria e <strong>zircônia</strong> com magnésia respectivamente, com um aumento de X200,<br />
no Microscópio Óptico, onde foi fotografa<strong>da</strong> também uma escala de 100 µm, sob este<br />
mesmo aumento para ser usa<strong>da</strong> como referência.<br />
72
100µm<br />
Figura 33 – Indentação observa<strong>da</strong> no MO após ensaio de Microdureza Vickers<br />
realizado no disco cerâmico de Zircônia com Ítria (amostra 13)<br />
100µm<br />
Figura 34 – Indentação observa<strong>da</strong> no MO após ensaio de Microdureza Vickers<br />
realizado no disco cerâmico de Zircônia com Magnésia (amostra 4)<br />
73
Foi verificado um valor de microdureza 28,78% maior para o material <strong>zircônia</strong> com<br />
Íítria em relação à Zircônia com Magnésia.<br />
Segundo PITTAYACHAWAN et al. (2006) a Microdureza Vickers, com carga de<br />
1,5 kgf, alcança<strong>da</strong> para Zircônia Tetragonal Policristalina com Ítria (Y-TZP) em discos<br />
polidos (sem cor) foi de 1339, valor muito próximo ao encontrado neste estudo para a<br />
Zircônia Parcialmente Estabiliza<strong>da</strong> com Ítria de 1273,58.<br />
A dureza mede a resistência à penetração de um material duro em relação a outro.<br />
Um material com uma dureza ou microdureza maior é um material mais resistente ao<br />
desgaste, revelando que este material provavelmente apresenta valores melhores em<br />
relação à resistência a deformação, a densificação e fratura do material.<br />
74
5 CONCLUSÕES<br />
A hipótese de que há uma diferença significativa entre os materiais <strong>zircônia</strong><br />
<strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com aditivo ítria e <strong>da</strong> <strong>parcialmente</strong> estabiliza<strong>da</strong> com magnésia<br />
foi confirma<strong>da</strong>, no que se refere às proprie<strong>da</strong>des aqui testa<strong>da</strong>s.<br />
Uma maior densificação, após a sinterização se fez presente com uma<br />
percentagem em relação à densi<strong>da</strong>de teórica de em média 97,90% para a <strong>zircônia</strong> com<br />
ítria e de 94,36% para a <strong>zircônia</strong> com magnésia.<br />
A retração linear também foi maior para o material com o aditivo ítria, ficando entre<br />
21 e 25%, enquanto, para o aditivo magnésia, valores entre 16 e 21% foram obtidos.<br />
No que diz respeito às proprie<strong>da</strong>des mecânicas, um Módulo de Elastici<strong>da</strong>de cerca<br />
de 7,15% maior foi observado para o material com aditivo magnésia em comparação com<br />
o aditivo ítria. E um valor de 28,78% maior em relação à Microdureza Vickers foi<br />
observado para o material com ítria em relação à magnésia.<br />
75
6 SUGESTÕES DE TRABALHOS FUTUROS<br />
‣ Avaliar outras proprie<strong>da</strong>des mecânicas do material estu<strong>da</strong>do, como Resistência à<br />
Flexão e Tenaci<strong>da</strong>de à Fratura.<br />
‣ Estu<strong>da</strong>r outros quadros de sinterização desses materiais visando uma melhora na<br />
sua densi<strong>da</strong>de.<br />
‣ Analisar a influência <strong>da</strong> variação de concentração dos aditivos ítria e magnésia<br />
nas proprie<strong>da</strong>des do material.<br />
‣ Estu<strong>da</strong>r outros aditivos como a céria, em comparação com a ítria na estabilização<br />
<strong>da</strong> <strong>zircônia</strong>.<br />
76
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86
APÊNDICE<br />
As Tabelas 1 e 2 mostram os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à densi<strong>da</strong>de a partir <strong>da</strong><br />
sinterização dos pós de <strong>zircônia</strong> com ítria e de <strong>zircônia</strong> com magnésia, respectivamente,<br />
na forma de discos cerâmicos , segundo o método Archimedes<br />
Tabela 1-Dados discos <strong>zircônia</strong> com ítria após sinterização (Método Archimedes)<br />
Corpos-deprova<br />
Peso imersa<br />
(g) (Mi)<br />
Peso<br />
úmido(g)<br />
Peso<br />
Seco (g)<br />
ρ arquim<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
(Mu) (Ms)<br />
1 2,397 2,885 2,878 5,89 100<br />
2 2,417 2,904 2,895 5,94 100<br />
3 2,382 2,876 2,863 5,79 98,40<br />
4 2,406 2,896 2,880 5,88 99,88<br />
5 2,410 2,894 2,885 5,95 100<br />
6 2,400 2,880 2,871 5,95 100<br />
7 2,396 2,879 2,871 5,95 100<br />
8 2,396 2,876 2,870 5,98 100<br />
9 2,406 2,892 2,886 5,93 100<br />
10 2,391 2,871 2,865 5,96 100<br />
11 2,406 2,888 2,882 5,98 100<br />
12 2,393 2,875 2,870 5,96 100<br />
13 2,405 2,890 2,890 5,89 100<br />
14 2,396 2,870 2,870 6,02 100<br />
Média Média Média Média Média<br />
2,4 2,884 2,877 5,934 97,90<br />
DP DP DP DP DP<br />
0,008914 0,01028 0,009734 0,0563 0,928991<br />
87
cerâmicos.<br />
As Tabelas 3 e 4 mostram os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à retração dos discos<br />
Tabela 2-Dados discos <strong>zircônia</strong> com magnésia após sinterização (Método Archimedes)<br />
Corpos-deprova<br />
Peso imersa<br />
(g) (Mi)<br />
Peso<br />
úmido(g)<br />
Peso<br />
Seco (g)<br />
ρ arquim<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
(Mu) (Ms)<br />
1 2,355 2,881 2,877 5,466 94,56<br />
2 2,360 2,872 2,867 5,609 97,04<br />
3 2,360 2,884 2,880 5,497 95,10<br />
4 2,351 2,869 2,864 5,538 95,81<br />
5 2,339 2,847 2,844 5,603 96,93<br />
6 2,345 2,859 2,856 5,555 96,10<br />
7 2,334 2,855 2,851 5,473 94,69<br />
8 2,335 2,844 2,839 5,580 96,59<br />
9 2,126 2,590 2,586 5,580 96,59<br />
10 2,334 2,845 2,841 5,560 96,25<br />
11 2,340 2,853 2,847 5,550 96,10<br />
12 2,336 2,854 2,848 5,500 95,17<br />
13 2,320 2,830 2,847 5.554 95,94<br />
14 2,332 2,849 2,838 5,494 95,05<br />
Média Média Média Média Média<br />
2,326 2,838 2,835 5.540 94,36<br />
DP DP DP DP DP<br />
0,05875 0,0729 0,0728 0,0467 0,794<br />
Tabela 3 -Dados retração dos discos cerâmicos de <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
Corposde-prova<br />
Dados à verde Dados sinterização Taxa<br />
retração<br />
Taxa<br />
retração<br />
h (mm) φ (mm) h (mm) φ (mm) h (%) φ (%)<br />
1 6,60 15,14 5,09 11,20 22,87 26,02<br />
2 6,64 15,16 5,09 11,21 23,34 26,05<br />
3 6,39 15,17 4,91 11,31 23,16 25,44<br />
4 6,32 15,15 4,90 11,44 22,46 24,48<br />
5 6,24 15,15 4,86 11,47 22,11 24,29<br />
6 6,22 15,18 4,83 11,48 22,34 24,37<br />
7 6,05 15,15 4,70 11,64 22,31 23,16<br />
8 6,05 15,16 4,71 11,64 22,14 23,21<br />
9 5,97 15,17 4,68 11,64 21,60 23,26<br />
10 5,83 15,17 4,56 11,64 21,78 23,26<br />
11 5,81 15,20 4,52 11,85 22,20 22,03<br />
12 5,75 15,17 4,54 11,78 21,04 22,34<br />
13 5,73 15,20 4,57 11,73 20,24 22,82<br />
14 5,71 15,21 4,55 11,83 20,31 22,22<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
6,09 15,17 4,751 11,561 21,993 23,782<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
0,3159 0,0211 0,1985 0,2154 0,939 1,3520<br />
88
As Tabelas 5 e 6 mostram os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à densi<strong>da</strong>de a partir <strong>da</strong><br />
prensagem uniaxial dos pós de <strong>zircônia</strong> com ítria e de <strong>zircônia</strong> com magnésia,<br />
respectivamente, na forma de placas cerâmicas<br />
Tabela 4- Dados retração dos discos cerâmicos de <strong>zircônia</strong> com magnésia<br />
Corposde-prova<br />
Dados à verde Dados sinterização Taxa<br />
retração<br />
Taxa<br />
retração<br />
h (mm) φ (mm) h (mm) φ (mm) h (%) φ (%)<br />
1 6,09 15,16 4,97 11,71 18,39 22,75<br />
2 6,08 15,17 4,90 11,73 19,44 22,67<br />
3 5,81 15,16 4,83 11,94 16,86 21,24<br />
4 5,81 15,16 4,78 11,90 17,72 21,50<br />
5 5,64 15,19 4,67 12,04 17,19 20,73<br />
6 5,64 15,17 4,67 12,08 17,19 20,36<br />
7 5,55 15,22 4,64 12,15 16,39 20,17<br />
8 5,52 15,16 4,54 12,14 17,75 19,92<br />
9 4,95 15,19 4,09 12,24 17,37 19,42<br />
10 5,44 15,20 4,55 12,20 16,36 19,73<br />
11 5,33 15,21 4,49 12,35 15,75 18,80<br />
12 5,34 15,22 4,49 12,35 15,91 18,85<br />
13 5,27 15,21 4,52 12,57 14,23 17,35<br />
14 5,26 15,20 4,48 12,33 14,82 18,88<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
5,55 15,18 4,616 12,124 16,812 20,169<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
0,3224 0,0233 0,220 0,2454 1,377 1,524<br />
Tabela 5- Dados placas cerâmicas <strong>zircônia</strong> com ítria após prensagem uniaxial<br />
Corposde-prova<br />
Pressão<br />
(MPa)<br />
m<br />
(g)<br />
Comprim.<br />
(mm)<br />
Largura<br />
(mm)<br />
Espesura<br />
(mm)<br />
ρ<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 75,53 93,00 65,82 59,26 9,76 2,44 41,47<br />
2 76,73 78,37 65,16 58,91 8,21 2,48 42,18<br />
3 74,49 74,00 65,27 58,87 7,35 2,62 44,48<br />
4 71,61 102 65,14 58,99 8,91 2,97 50,42<br />
5 63,74 93,00 65,32 58,94 9,48 2,54 43,12<br />
Média Média Média Média Média Média Média<br />
72,420 88,07 65,34 58,99 8,742 2,610 43,06<br />
DP DP DP DP DP DP DP<br />
5,2089 11,56 0,277 0,1550 0,978 0,2123 3,501<br />
89
As Tabelas 7 e 8 mostram os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à densi<strong>da</strong>de a partir <strong>da</strong><br />
prensagem isostática dos pós de <strong>zircônia</strong> com ítria e de <strong>zircônia</strong> com magnésia,<br />
respectivamente, na forma de placas cerâmicas<br />
Tabela 6- Dados placas cerâmicas Zircônia com Magnésia após prensagem uniaxial<br />
Corposde-prova<br />
Pressão<br />
(MPa)<br />
m<br />
(g)<br />
Comprim.<br />
(mm)<br />
Largura<br />
(mm)<br />
Espessura<br />
(mm)<br />
ρ<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 83,62 84 62,51 56,30 8,66 3,05 52,78<br />
2 71,50 79 65,28 58,97 7,22 2,83 49,11<br />
3 71,63 72 65,27 58,88 6,55 2,80 49,48<br />
4 71,50 90 65,19 59,03 7,85 2,97 51,38<br />
5 64,06 99 65,25 58,72 9,42 2,74 47,45<br />
Média Média Média Média Média Média Média<br />
72,46 84,80 64,70 58,38 7,940 2,878 49,024<br />
DP DP DP DP DP DP DP<br />
7,029 10,32 1,224 1,1686 1,136 0,12794 2,1776<br />
Tabela 7- Dados placas cerâmicas <strong>zircônia</strong> com ítria após prensagem isostática<br />
Corposde-prova<br />
Pressão<br />
(MPa)<br />
m<br />
(g)<br />
Comprim.<br />
(mm)<br />
Largura<br />
(mm)<br />
Espesura<br />
(mm)<br />
ρ<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 186,16 93 62,26 56,18 8,68 3,06 52,00<br />
2 186,16 78 61,72 55,87 7,72 2,92 49,66<br />
3 186,16 75 62,23 56,09 6,88 3,12 52,97<br />
4 186,16 102 62,37 56,47 8,59 3,36 57,04<br />
5 186,16 94 61,96 55,90 8,99 3,01 51,23<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
88,40 62,10 56,102 8,172 3,094 51,050<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
11,45 0,264 0,2430 0,862 0,1657 2,7358<br />
Tabela 8- Dados placas cerâmicas <strong>zircônia</strong> com magnésia após prensagem isostática<br />
Corposde-prova<br />
Pressão<br />
(MPa)<br />
m<br />
(g)<br />
Comprim.<br />
(mm)<br />
Largura<br />
(mm)<br />
Espesura<br />
(mm)<br />
ρ<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 186,16 84 62,26 56,17 7,45 3,56 61,59<br />
2 186,16 79 62,59 56,50 7,05 3,16 54,67<br />
3 186,16 77 61,94 56,01 6,37 3,48 60,20<br />
4 186,16 90 62,82 56,86 7,65 3,29 56,92<br />
5 186,16 99 62,26 56,45 8,82 3,19 55,19<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
85,80 62,37 56,398 7,468 3,336 56,826<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
8,927 0,339 0,327 0,900 0,1770 3,0142<br />
90
cerâmicas.<br />
As Tabelas 11 e 12 mostram os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à retração <strong>da</strong>s placas<br />
Tabela 9- Dados placas <strong>zircônia</strong> com ítria após sinterização (Método Geométrico)<br />
Corposde-prova<br />
m<br />
(g)<br />
Comprim.<br />
(mm)<br />
Largura<br />
(mm)<br />
Espesura<br />
(mm)<br />
ρ<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 90 49,99 45,19 6,91 5,76 97,88<br />
2 75 48,77 44,04 6,01 5,81 98,64<br />
3 72 49,28 44,50 5,62 5,84 99,15<br />
4 91 49,86 45,05 6,84 5,92 99,00<br />
5 90 49,68 44,97 7,10 5,66 96,24<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
83,60 49,51 44,75 6,496 5,798 95,668<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
9,289 0,4955 0,4739 0,6438 0,0965 1,5930<br />
Tabela 10- Dados placas Zircônia com Magnésia após sinterização (Método Geométrico)<br />
Corposde-prova<br />
m<br />
(g)<br />
Comprim.<br />
(mm)<br />
Largura<br />
(mm)<br />
Espesura<br />
(mm)<br />
ρ<br />
(g/cm 3 )<br />
%ρ<br />
teórica<br />
1 82 51,69 46,42 6,20 5,55 96,04<br />
2 77 51,31 46,39 5,85 5,52 95,50<br />
3 71 52,02 47,05 5,42 5,35 92,50<br />
4 87 51,98 47,18 6,33 5,59 96,71<br />
5 97 51,36 46,47 7,25 5,60 96,97<br />
Média Média Média Média Média Média<br />
82,80 51,67 46,70 6,210 5,522 94,066<br />
DP DP DP DP DP DP<br />
9,909 0,333 0,380 0,680 0,10134 1,7247<br />
Tabela 11- Dados <strong>da</strong> retração <strong>da</strong>s placas cerâmicas de Zircônia com Ítria<br />
Corposde-prova<br />
Taxa<br />
de retração<br />
Taxa<br />
de<br />
retração<br />
Taxa<br />
De<br />
retração<br />
Comprim.<br />
(%)<br />
Largura<br />
(%)<br />
Espessura<br />
(%)<br />
1 24,05 23,74 29,20<br />
2 25,15 25,24 26,79<br />
3 23,60 24,40 23,53<br />
4 23,45 23,63 23,23<br />
5 23,94 23,70 25,05<br />
Média Média Média<br />
24,038 24,142 25,560<br />
DP DP DP<br />
0,6678 0,6876 2,478<br />
91
Tabela 12- Dados <strong>da</strong> retração <strong>da</strong>s placas cerâmicas de Zircônia com Magnésia<br />
Corposde-prova<br />
Taxa<br />
de retração<br />
Taxa<br />
de<br />
Taxa<br />
de retração<br />
retração<br />
Comprim.<br />
(%)<br />
Largura<br />
(%)<br />
Espessura<br />
(%)<br />
1 17,30 17,54 28,40<br />
2 21,40 21,33 18,97<br />
3 20,30 20,09 17,25<br />
4 20,26 20,07 19,36<br />
5 21,28 20,86 23,03<br />
Média Média Média<br />
20,108 19,978 21,402<br />
DP DP DP<br />
1,6573 1,4637 4,4425<br />
As Tabelas 13 e 14 mostram os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à veloci<strong>da</strong>de<br />
longitudinal dos materiais estu<strong>da</strong>dos.<br />
Tabela 13- Dados para obtenção <strong>da</strong> veloci<strong>da</strong>de longitudinal <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
Tempo (µseg)<br />
Veloci<strong>da</strong>de Longitudinal (m/seg)<br />
0,830 6889<br />
0,840 6807<br />
0,845 6766<br />
0,845 6766<br />
0,830 6889<br />
0,840 6807<br />
0,830 6889<br />
0,835 6847<br />
0,830 6889<br />
Tabela 14- Dados para obtenção <strong>da</strong> veloci<strong>da</strong>de longitudinal Zircônia com Magnésia<br />
Tempo (µseg)<br />
Veloci<strong>da</strong>de Longitudinal (m/seg)<br />
0,850 6943<br />
0,855 6902<br />
0,850 6943<br />
0,830 7110<br />
0,835 7068<br />
0,830 7110<br />
0,825 7153<br />
0,820 7197<br />
0,830 7110<br />
92
As Tabelas 15 e 16 mostram os <strong>da</strong>dos obtidos em relação à veloci<strong>da</strong>de transversal<br />
dos materiais estu<strong>da</strong>dos.<br />
Tabela 15- Dados para obtenção <strong>da</strong> veloci<strong>da</strong>de transversal <strong>da</strong> <strong>zircônia</strong> com ítria<br />
Tempo (µseg)<br />
Veloci<strong>da</strong>de transversal (m/seg)<br />
1,605 3562<br />
1,600 3570<br />
1,600 3570<br />
1,595 3584<br />
1,610 3551<br />
1,610 3551<br />
1,600 3570<br />
1,580 3658<br />
1,600 3570<br />
Tabela 16- Dados para obtenção <strong>da</strong> veloci<strong>da</strong>de transversal <strong>da</strong> Zircônia com Magnésia<br />
Tempo (µseg)<br />
Veloci<strong>da</strong>de transversal (m/seg)<br />
1,580 3735<br />
1,570 3759<br />
1,560 3783<br />
1,570 3759<br />
1,580 3735<br />
1,555 3795<br />
1,565 3771<br />
1,565 3771<br />
1,560 3783<br />
1,570 3759<br />
93