Ed. 100 - NewsLab

newslab.com.br

Ed. 100 - NewsLab

Editorial

Esta é uma edição muito especial. Chegamos ao

número 100 da revista do laboratório moderno, a

NewsLab. Em 17 anos de nossa jornada junto a você,


histórias para contar.

É esta parceria com nossos anunciantes, leitores

e autores que tem nos possibilitado desenvolver cada

vez mais um produto que é a cara do setor onde todos

nós atuamos: dinâmico, intrépido e em constante

evolução.

Sempre à frente das tendências e na eterna busca

de qualidade, a revista NewsLab tem um lema –

simples, mas que tem dado resultados: sem medo dos



Para celebrar esta edição de número 100,

selecionamos matérias e artigos superinteressantes

para vocês.

A começar pela trajetória da empresa que estampa

nossa capa, a Sysmex, que completa 10 anos de Brasil



Entrevistamos também o Prof. Dr. Leonidas Braga

Dias Junior, do Laboratório Dr. Paulo C. Azevedo,

de Belém, que nos conta como foi a migração

do laboratório para a citologia em meio líquido,


vez mais sendo introduzida na rotina dos laboratórios

brasileiros.

Em nossa seção de Notícias, trazemos uma


diagnóstica. Entre elas, o lançamento do novo Kit








mercado na seção Informe de Mercado e os artigos


seus conhecimentos. Isso e muito mais você só lê

aqui, na revista NewsLab.

Revista NewsLab100

























NewsLab

A revista do laboratório moderno

ANO XVII - Nº 100

(JUNHO/JULHO 2010)

REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO:

AV. PAULISTA, 2.073

ED. HORSA I - CJ. 2315.

CEP: 01311-940. SÃO PAULO. SP.

FONE/FAX: (11) 3171-2190

CNPJ.: 74.310.962/0001-83

INSC. EST.: 113.931.870.114

ISSN 0104-8384

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Jun/Jul 2010

Ano 13

Nº 03

Há mais de

10 anos

informando.

A vida faz as perguntas,

nós buscamos as respostas.

06 Editorial

08 Índice

12 Notícias

42 Nossa Capa – Sysmex comemora 10 anos de atividades no Brasil

50 Entrevista - Prof. Dr. Leonidas Braga Dias Junior fala sobre Citologia Convencional

x Citologia em Meio Líquido

56 Evento - Congresso de Análises Clínicas consagra-se como o de maior

representação na América Latina

58 Evento - Feira Hospitalar gera R$ 5,3 bilhões em negócios para setor de saúde

60 Informe de Mercado

96 Opinião - Saúde Pública: A muleta, uma eterna desculpa. Por Marco Antonio

Abrahão

98 Analogias em Medicina - Chuva de pedra no olho

100 Comparação da Determinação da Glicose Sanguínea Usando o Tempo como

Variável - Elise Geromel Bezerra Menezes, Nilton César Weyne da Cunha, Renato

Motta Neto

110 A Atuação Biológica na Formação da Ciência Micológica - Arthur Tavares de

Oliveira Melo, Evandro Leão Ribeiro

118 Prevalência e Perfil de Suscetibilidade aos Antimicrobianos de Isolados de

Staphylococcus aureus - Gabriela Cavalcante Oliveira, José Daniel Gonçalves

Vieira, Geraldo Sadoyama

132 Caracterização de Culturas de Urinas Realizadas no Laboratório de Análises

Clínicas e Toxicológicas da Universidade Potiguar. Natal/RN - Lidiane Lima de

Oliveira, Marília Janaina Medeiros de Oliveira, Fernanda Pinto Gadelha, Carla

Elenuska F. B. Rodrigues

144 Hipotireoidismo Subclínico: Relato de Caso - Caroline Becker, Luana Silveira de

Carvalho, Hortência Ballesteros, Natália Krug, Vanessa Ludwig, Tássia de Deus,

Camila Cardoso, Evandro Kruse, Guilherme Krein, Gustavo Muller Lara

150 Agenda

152 Biblioteca NewsLab

154 Classificados

160 Endereços dos Anunciantes

Leia ainda na Roche News:

Artigo Científico: Medicina personalizada e a infecção

pelo vírus da Hepatite B: da prevenção ao monitoramento

do tratamento

Entrevista: Telma Sobolh, presidente do Departamento

de Voluntários do Hospital Albert Einstein

Saúde com

Responsabilidade

Conheça os pilares que geram

satisfação para nossos colaboradores

e reconhecimento para nossa empresa.

RODI-0003-EC05 - CAPA ROCHE NEWS

ENTREVISTA

Telma Sobolh,

Presidente do Departamento de

Voluntários do Hospital Albert Einstein,

primeiro voluntariado

no Brasil a receber uma

certificação ISO 9001 nesse

segmento de atividade.

GESTÃO

Laboratório Sabin

Relatórios de

sustentabilidade

utilizados como

ferramentas de gestão.

ARTIGO

CIENTÍFICO

Medicina personalizada

e a infecção pelo vírus da

Hepatite B: da prevenção

ao monitoramento do

tratamento.

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos vários canais de

comunicação para o nosso leitor.Escolha o que for melhor para você.

Mande sua carta para nossa redação, no seguinte endereço:

Av. Paulista, 2073. Edifício Horsa I. Conjunto 2.315 - Cep: 01311-300. São Paulo. SP

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FABRICANTES RECEBEM ESTÍMULO DE R$ 14,7 MILHÕES PARA EXPORTAÇÕES

Os recursos serão aplicados nas indústrias médico-hospitalar e

odontológica pela Abimo e Apex-Brasil, nos próximos dois anos

Nos últimos sete anos, o setor médico-hospitalar dobrou

o volume de exportações, elevando o patamar de US$ 200

milhões para mais de US$ 500 milhões comercializados no

exterior. Para 2010, a meta é alcançar US$ 650 milhões, registrando

um crescimento de 17% nas vendas internacionais.

Somado à evolução tecnológica, a indústria contará com

um incentivo extra para avançar em novos destinos: R$ 14,7

milhões em ações de marketing. Os recursos serão aplicados

por meio de acordo assinado entre a Associação Brasileira das

Indústrias de Artigos e Equipamentos Médico-Hospitalares e

Odontológicos (ABIMO) e a Agência Brasileira de Promoção de

Exportação e Investimentos (Apex-Brasil).

O convênio contempla a execução do Projeto Setorial Integrado

(PSI), que chega à quarta edição com 150 empresas

exportadoras. “Somos um setor pequeno, com a ousadia de

ser grande. Queríamos fazer parte das políticas estratégicas

do governo e hoje fazemos”, disse o presidente da ABIMO,

Franco Pallamolla. De acordo com o plano da entidade, estão

previstas missões comerciais para Arábia Saudita, Irã, além

de workshops no México e ações inéditas na China.

Segundo o presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira,

a expansão de um setor está relacionada à sua capacidade de

exibir um produto. Como exemplo, destacou a Feira Hospitalar,

realizada em São Paulo, como um das principais vitrines da indústria

para o mundo. “Cada vez mais nossas empresas se tornam

multinacionais e oferecem uma grande gama de produtos e novidades

para mais de 150 países que compram do Brasil. Este é

um setor que além de gerar empregos, gera muito conhecimento

e a feira Hospitalar é o exemplo do sucesso. Feiras de negócios

são indispensáveis para o setor e para a expansão da indústria”.

HNSG INAUGURA NOVA ÁREA

DE ANATOMIA PATOLÓGICA

A estrutura ganhou mais espaço e

agregou novas técnicas laboratoriais

O Hospital Nossa Senhora das Graças e o Centro

de Patologia de Curitiba (CPC) inauguraram as novas

instalações do Serviço de Anatomia Patológica. Com o

dobro da sua área, o serviço institui novas técnicas laboratoriais.

Entre elas, automação em imuno-histoquímica

e testes de FISH (Hibridização In Situ Fluorescente)


substâncias relacionadas a diversos tipos de câncer.

O Serviço conta com um laboratório que atende às

ção

Nacional de Acreditação e Anvisa. Os patologistas

atendem especialidades médicas, como doenças da

mama, aparelho genital, trato gastrointestinal, urológicos,

ortopedia, entre outros.

O Serviço de Anatomia Patológica do HNSG existe

desde o início da década de 1960. Em 1985, foi fundado

o Centro de Patologia de Curitiba, que atua em

diversas áreas da Anatomia Patológica no Hospital,

incluindo exames convencionais, técnicas de biologia

molecular para detecção de subtipos de câncer,

técnicas histoquímicas para pesquisa de doenças

metabólicas e infecciosas.

INFECÇÕES EMERGENTES SÃO TEMA DE SIMPÓSIO

Cientistas dos Estados Unidos e Canadá

também participaram do evento

O Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa promoveu,

em maio, o XII Simpósio Internacional de Hemoterapia em

Infecções Emergentes e a V Jornada de Imunohematologia. Os

eventos contaram com a presença de cientistas dos Estados

Unidos e Canadá para discutir temas relacionados à área, como

dengue e febre amarela, doença de Chagas e malária, novos

agentes em observação, entre outros.

Os encontros aconteceram na semana em que se comemoram

os 25 anos de testes para HIV entre doadores de sangue no

Brasil – considerado um marco mundial na detecção de doenças

infecciosas transmissíveis pelo sangue. “A partir dele foram criados

novos conceitos para os testes sorológicos e se tornou obrigatória

a triagem sorológica e comportamental nos bancos de sangue

brasileiros”, revela Dr. Silvano Wendel, diretor médico do Banco

de Sangue do Hospital Sírio-Libanês, e assessor da Organização

Mundial da Saúde (OMS) para a Segurança do Sangue.

Além de ser o pioneiro na implantação de técnicas laboratoriais

para detecção de doenças, o que reduz o risco de

contaminação na transfusão, o Banco de Sangue do Hospital

Sírio-Libanês faz parte de uma rede mundial de Bancos de

Sangue e Laboratórios com capacidade técnica para detectar

novas doenças e trocar sangues raros.

O evento conta com o apoio da Sociedade Internacional de

Transfusão de Sangue (ISBT), que passa a ser presidida pelo

Dr. Silvano Wendel a partir de junho.

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NewsLab - edição 100 - 2010


FORMATO CLÍNICO ESTRUTURA AS OPERAÇÕES DO MAIOR CENTRO DE MEDICINA DIAGNÓSTICA DE RONDÔNIA

A consultoria destaca a importância do Daia Medicina Diagnóstica

no contexto da rede privada de saúde no estado

Com a inauguração do Daia Medicina

Diagnóstica, em Porto Velho, em junho

passado, o estado de Rondônia passa

a contar com um centro de referência

para exames, de análises clínicas aos por

imagem, capaz de oferecer excelência

técnica e maior resolubilidade, além de

qualidade no atendimento ao cliente.

Ocupando área de 3.900 metros quadrados,

conta com equipamentos de alta

tecnologia e sistemas de ponta.

No projeto de implementação do

Daia, que recebeu investimentos de

aproximadamente R$ 15 milhões, a

Formato Clínico – empresa sediada em

São Paulo, especializada no desenvolvimento

de projetos em medicina diagnóstica

– foi responsável pela gestão

das operações. Ela desenhou todos os

processos relativos à realização dos exa-


equipamentos e sistemas de informática

a serem adquiridos, colaborou na forma-

tratada.

Além de realizar treinamento e

capacitação dos selecionados, prestou

assessoria para o projeto arquitetônico

e agora passa a atuar como empresa

apoiadora da gestão do Daia.

“A medicina diagnóstica, que como

nos demais segmentos da saúde teve

uma evolução tecnológica expressiva nos

últimos anos, é responsável por 70% das

decisões clínicas e a tendência é de que

seja utilizada cada vez mais na prática

médica, considerando a longevidade da

população, a melhoria da renda média,

o maior interesse pela saúde, a medicina

preventiva e o advento da medicina

personalizada e da medicina genética”,

contextualiza Gustavo Aguiar Campana,

patologista e diretor da Formato Clínico,

complementando que apesar da cobertura

de assistência a saúde privada em Rondônia

ainda ser reduzida, correspondendo a

cerca de 9% da população, há um grande

potencial de expansão para esses serviços,

considerando que nos últimos 12

meses foi registrado crescimento de 29%.

Características do Daia Medicina

Diagnóstica


patológica, cardiologia, gastroenterologia,

ginecologia, medicina fetal,

neurologia, otorrinolaringologia, patologia

clínica, pneumologia, radiologia

e urologia.


zada,

digitalização de imagens (raio


(ecocardiograma, ultrassonografia


ture

Archiving and Communication


dos exames de radiologia; RIS (Ra-




processos.


experiências e de qualidade com os

principais centros nacionais de referência

em diagnóstico.



apoio em análises clínicas.

BRASIL FECHA ACORDO DE US$ 200 MILHÕES COM BANCO MUNDIAL PARA AMPLIAR AÇÕES DE AIDS E OUTRAS DST

A iniciativa visa às populações vulneráveis e aos gestores locais

O governo brasileiro e o Banco Mundial

fecharam um acordo para ampliar as

ações de Aids e outras doenças sexualmente

transmissíveis no País. O contrato

prevê o empréstimo de US$ 67 milhões

do Banco e uma contrapartida nacional

de US$ 133 milhões.

A iniciativa tem dois focos principais:

as populações vulneráveis ao HIV,

por meio da ampliação de acesso aos

serviços de prevenção, diagnóstico e

tratamento; e os gestores locais, a partir

da melhoria da governança, baseada em

resultados.

Entre as metas estabelecidas estão

o aumento do uso do preservativo e da


do sexo, usuários de drogas injetáveis

e homens que fazem sexo com homens.

O Banco Mundial tem sido um parceiro

do Departamento de DST, Aids e

Hepatites Virais do Ministério da Saúde

desde 1993, com quase US$ 500 milhões

repassados em quatro empréstimos.

“Precisamos investir ainda mais em


por resultados, para obtermos novas

conquistas no combate à doença. Este

projeto com o Banco Mundial é de fundamental

importância para atingirmos este

objetivo”, enfatiza o ministro da Saúde,

José Gomes Temporão.

O Ministério da Saúde tem investido

fortemente na prevenção e tratamento

do HIV/Aids e das outras doenças sexualmente

transmissíveis, com foco em grupos

vulneráveis, e oferecendo tratamento

antirretroviral para todos os pacientes

que necessitam no Brasil. “Muitos países

estão analisando a experiência do Brasil

para montar as suas próprias estratégias.

À medida que o Brasil caminha para uma

segunda geração de programas, e desenvolve

novas respostas inovadoras para a

epidemia, o Banco Mundial pode ajudar

a partilhar essas experiências”, defende

Makhtar Diop, diretor do Banco Mundial

para o Brasil.

Mais detalhes sobre o projeto podem

ser encontrados no seguinte endereço:

http://web.worldbank.org/external/

projects/mainpagePK=64283627&piPK

=73230&theSitePK=40941&menuPK=2

28424&Projectid=P113540

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CRUZ VERMELHA DO RIO OFERECE DIAGNÓSTICO GRATUITO

PARA AUXILIAR O CONTROLE DA CANDIDÍASE DE REPETIÇÃO


projeto Brasil Sem Alergia, a Cruz Vermelha – RJ inaugurou

recentemente o mais novo posto de tratamentos gratuitos

para todos os tipos de alergias. No novo posto da ação social

já foram realizados mais de 2 mil atendimentos com a

oferta gratuita de diversos procedimentos para o combate

e prevenção das alergias, além da realização de testes de




partes do corpo, mas as mulheres são as mais afetadas e

cerca de 70% dos pacientes que apresentam a doença são do


genital da mulher ao surgimento de fungos e bactérias, no



ciclos menstruais. Por esses motivos, todas as mulheres

devem estar atentas aos sinais da doença que se manifesta



Ao contrário do que muitos imaginam, essa doença não


má alimentação, estresse constante ou até mesmo fatores

genéticos podem desencadear o crescimento desordenado do

fungo Candida albicans, que habita o organismo de todos os


-



não saibam, cerca de 35% da população mundial sofre de

sadoras

deste problema destacam-se o mofo e os ácaros,




alimentares.

“Um paciente que possui quadros de processos alérgicos






e idealizador do Brasil Sem Alergia, Dr. Marcello Bossois.

O controle não deve ser feito de forma isolada com a

utilização de medicamentos, mas sim através de uma con-




da doença, mas o uso constante de antifúngicos pode es-


terá momentaneamente mais as coceiras e os incômodos da


haver recidiva.

Para saber mais:

www.brasilsemalergia.com.br

SIMPÓSIO DISCUTE POLÍTICAS DE PREVENÇÃO E

CONTROLE DAS HEMOGLOBINOPATIAS

As mais comuns são a Doença Falciforme e a Talassemia

Em comemoração ao Dia Mundial das Hemoglobinopatias,






cionados

à triagem neonatal, à inserção dos pacientes na



propondo indicadores de qualidade dos cuidados ofertados,



do Programa de Triagem Neonatal.

Segundo a doutora Silvia Brandalise, Coordenadora do

-


-


cadastrados, aos Hemocentros e às Secretarias de Saúde.

Todas as doenças crônicas necessitam dessa avaliação con-



As hemoglobinopatias mais comuns são a Doença




hemoglobina anormal.

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DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER COLORRETAL

AUMENTA A SOBREVIDA DO PACIENTE EM ATÉ 40%

Pessoas acima dos 50 anos devem fazer o exame de sangue oculto

nas fezes anualmente e, em caso positivo, a colonoscopia é indicada

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que

os tumores malignos que acometem o cólon (intestino grosso)

e o reto representam a terceira causa mais comum de câncer

no mundo em ambos os sexos e a segunda causa em países

desenvolvidos, após o câncer de mama, com uma estimativa

de 2,4 milhões de novos casos nos últimos cinco anos. Ou seja,

a cada ano estimam-se em 945 mil casos novos.

Estatísticas mais recentes sobre a mortalidade, referentes

a 2007, do Boletim Epidemiológico Paulista, apontam que

as neoplasias malignas foram responsáveis por 17,20% dos

óbitos dos residentes no Estado de São Paulo, tendo o câncer

colorretal representado 9,34% do total de óbitos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer

colorretal aparece entre os cinco mais prevalentes em homens

e mulheres. A maior incidência de casos ocorre na faixa etária

entre 50 e 70 anos, com risco aumentado a partir dos 40 anos.

No Hospital 9 de Julho em São Paulo, o aumento dos casos


INCA. Em 2009, de um total de 2.495 neoplasias diagnosticadas

entre os pacientes do hospital, 432 foram de neoplasias

malignas do aparelho digestivo, sendo 74 de câncer colorretal.

Apesar de ser um câncer bastante agressivo, a vantagem

do tumor colorretal é que, quando detectado em seu estágio

inicial, possui grandes chances de cura, diminuindo as taxas de

mortalidade associada ao tumor em cerca de 40%. Um estudo


um único exame de reto e da última parte do cólon em pessoas

entre 55 e 64 anos permite reduzir a mortalidade por câncer

colorretal em 43%. O exame, chamado de sigmoidoscopia,


são encontrados dois terços dos casos de câncer colorretal.

A sigmoidoscopia é menos completa que a colonoscopia, que

avalia todo o intestino.

pital

9 de Julho e coordenador do Centro de Referência em

Gastro, pessoas com mais de 50 anos devem se submeter

anualmente ao exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Caso haja histórico familiar para o câncer colorretal, a idade

para começar os exames baixa para 40 anos. Se, além disso,

a pessoa apresentar polipose familiar do cólon, o exame deve

ser feito independentemente da idade.

Pessoas com exame positivo de sangue oculto nas fezes

devem fazer a colonoscopia para pesquisar a existência de

pólipos. A colonoscopia é mais completa, pois avalia toda a

parede intestinal para a pesquisa de pólipos do tipo adenomatosos,

que indicam maior possibilidade de tumor. “A grande

vantagem da colonoscopia é que o exame, além de constatar

a presença de pólipos, serve para sua retirada, em um único

procedimento”, comenta o médico. Caso sejam encontrados

pólipos, é necessária a realização de biópsia endoscópica com

estudo histopatológico para o diagnóstico completo da doença.

Em alguns casos, quando a biópsia indicar que a margens

não estão livres, é preciso fazer um novo procedimento para

retirada o tecido doente remanescente.

MINISTÉRIO ABRE INSCRIÇÕES PARA PRÊMIO DE INCENTIVO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM SAÚDE

Serão R$ 55 mil para trabalhos que podem ser aplicados no SUS


sobre tecnologias em saúde que tenham potencial de serem

incorporadas na rede pública. A iniciativa faz parte do Prêmio


de Saúde (SUS), que chega este ano à nona edição. Serão

premiadas pesquisas em cinco categorias de pós-graduação,

totalizando R$ 55 mil.

ção

no valor de R$ 15 mil); Dissertação de Mestrado (R$ 10


Especialização ou Residência (R$ 5 mil); e Incorporação de


um estímulo, um reconhecimento do SUS aos pesquisadores


da qualidade dos serviços e da saúde da população brasileira”,

tégicos

do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães.

Os trabalhos premiados e com menções honrosas serão

divulgados na cerimônia de entrega do prêmio, prevista para

dezembro de 2010, em Brasília (DF). As pesquisas vencedoras

vão ser publicadas, na íntegra, no portal do Ministério da Saúde

(www.saude.gov.br/sctie) e na Biblioteca Virtual de Saúde do

Ministério (www.saude.gov.br/bvs).

O prêmio é uma iniciativa do Departamento de Ciência e


Estratégicos do Ministério da Saúde.

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NewsLab - edição 100 - 2010


CÂNCER DO COLO DO ÚTERO ESTÁ ENTRE OS CÂNCERES QUE MAIS MATA NO BRASIL

Doença poderia ser evitada com do uso de preservativos durante a relação sexual

O câncer do colo do útero é o segundo

tipo de câncer que mais mata as

mulheres no Brasil, segundo o Instituto

Nacional do Câncer (INCA), do Ministério

da Saúde.

De acordo com o INCA há, aproximadamente,

500 mil novos casos anuais

no mundo, sendo responsável pela

morte de 230 mil mulheres por ano. No

Brasil, para 2010, as pesquisas estimam

que ocorram 18.430 mortes pela doença.

Mas este dado alarmante poderia

ser evitado com medidas preventivas

simples. Hoje, sabe-se que este tipo

de câncer está associado diretamente

à infecção por um dos 15 tipos oncogênicos

do vírus HPV. De acordo com o

oncologista do Hospital Santa Cruz, Dr.

Guilherme Cidade Crippa, esta infecção

poderia ser impedida com o uso de

preservativos durante a relação sexual.

“O início precoce da atividade sexual,

e a multiplicidade de parceiros sexuais

sem a devida proteção, são os principais

fatores de risco para obter a doença”,

explica o médico.

A vacina do HPV é uma grande aliada

na prevenção da infecção pelo vírus

de papiloma humano (HPV), grande

causador do câncer do colo do útero.

De acordo com Dr. Crippa, no Hospital

Santa Cruz houve excelentes respostas

ao tratamento de pacientes com concilomas,

mais conhecidas como verrugas

genitais através do tratamento com

a vacina do HPV. “Hoje, assim como

em alguns países europeus, a vacina

quadrivalente além de ser utilizada

como método de prevenção, é também

usada para o auxílio no tratamento em

casos de concilomas ou lesões precursoras

do câncer de menor grau”, diz o

especialista.

Outra forma de prevenção é fazer

periodicamente o exame Papanicolaou.

“Mulheres acima de 25 anos ou sexualmente

ativas devem ir ao ginecologista

pelo menos uma vez ao ano para fazer

o teste”, diz o oncologista. Com este

exame, o tratamento das lesões precursoras

do câncer do colo de útero poderá

começar cedo e evitar complicações.

Em fase pré-clínica, o câncer do

colo do útero não tem sintomas e a

doença pode ser detectada apenas

através do exame preventivo, por isso,

é tão importante fazer anualmente o

Papanicolaou. Já em fase de progressão,

pode ocorrer sangramento vaginal,

corrimento e dor. Neste estágio,

a doença pode estar fase avançada,

aumentando ainda os sintomas para

anemia, perda de apetite e de peso,

dor no abdome e, até mesmo, a saída

de urina e de fezes pela vagina.

O tratamento varia conforme o

estágio da doença, tamanho do tumor,

idade e condições gerais de saúde.

Normalmente são feitas cirurgias para a

retirada do câncer, através da remoção

de fragmentos de tecidos, e até mesmo

a laser. “Dependendo ainda do tamanho

deste tumor, podemos ainda optar por

radioterapia e quimioterapia associadas,

isoladas sem a cirurgia, ou por complementação

do tratamento mediante

radioterapia e quimioterapia em baixas

doses após a cirurgia”, explica o médico.

A quimioterapia pode ser utilizada

antes da cirurgia para diminuir o tamanho

do tumor e permitir que a cirurgia

seja feita com a devida segurança terapêutica

ou em casos mais avançados,

onde ocorrem metástases. O maior

avanço no conhecimento das características

da doença permite hoje realizar

tratamentos mais conservadores, nos

quais o colo uterino, os ligamentos em

torno dele e os gânglios são retirados

e o útero é re-implantado na vagina,

permitindo assim que pacientes jovens

possam preservar sua capacidade de

engravidar.

CARLOS ALBERTO MALHEIROS É O NOVO PROFESSOR TITULAR DA FCMSCSP

O Chefe do Departamento de Cirurgia da Faculdade de

Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – FCMSCSP,

Carlos Alberto Malheiros, é o mais novo professor titular da

instituição.

A aula magistral apresentada no Auditório Emílio Athiê,

para a banca composta por professores da FCMSCSP, das Faculdades

de Medicina da USP, Universidade Federal de Minas

Gerais, Unesp e Unicamp, foi “Da gastrectomia subtotal à

cirurgia metabólica - a história da cirurgia gástrica na Santa

Casa de São Paulo”.

O professor Carlos Alberto Malheiros é graduado médico

pela FCMSCSP, onde ingressou em 1976. Fez residência no

Departamento de Cirurgia do Hospital-Escola, mestrado,

doutorado e livre docência na mesma instituição. Malheiros foi

instrutor de ensino, professor assistente e professor adjunto da

FCMSCSP. Sua dedicação ao ensino lhe fez ser homenageado

por várias turmas de graduandos, sendo inclusive paraninfo

da 36ª Turma.

Além da intensa atividade cirúrgica do aparelho digestivo,

mantém profícua linha de pesquisa nas áreas “Alterações Morfológicas

e Funcionais após Cirurgia da Obesidade Mórbida”, e

“Perspectivas no Diagnóstico Tratamento do Câncer Gástrico”.


revistas indexadas, escreveu 22 capítulos de livros, tem 122

resumos publicados em anais de congressos e apresentou

trabalhos originais de pesquisa em 105 deles.

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NewsLab - edição 100 - 2010


NOVA UNIDADE DO HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS LEVA MEDICINA DE PONTA A CAMPINAS

Serão 29 mil m 2 para atendimento de alta complexidade

que dão continuidade ao plano de expansão do Hospital

Na sequência de sua estratégia de crescimento, com o

objetivo de levar medicina de ponta a um número cada vez

maior de pessoas, o Hospital Sírio-Libanês (HSL) anuncia

a sua mais nova unidade, a primeira localizada fora do

município de São Paulo. A cidade escolhida foi Campinas,

considerada a quinta melhor infraestrutura urbana do Brasil

(Simonsen/Exame), com PIB anual superior a R$ 20 bilhões.

Com quase 30 mil metros quadrados de área construída,

a nova unidade do HSL oferecerá tratamentos de alta complexidade

já encontrados em sua unidade principal, no bairro

da Bela Vista, em São Paulo. Serão 150 leitos, sendo 30 de

UTI, Centro de Diagnósticos com equipamentos de ponta,

Centro Cirúrgico e Pronto-Atendimento.

A opção por Campinas também leva em conta o fato do

município ser um importante pólo acadêmico e tecnológico, contando

com 19% de sua população com nível superior de ensino.

A cidade ainda é a líder brasileira na quantidade de patentes

registradas no exterior. Por esta razão, além da estrutura de

atendimento, o HSL também levará o seu Instituto Sírio-Libanês

de Ensino e Pesquisa para estabelecer parcerias nas áreas de

pesquisa clínica e de ensino de saúde de alta qualidade.


e a previsão é de que, já em 2014, o atendimento seja

iniciado, com capacidade mensal de 750 pacientes, 17 mil

exames de imagem e 80 mil exames laboratoriais, facilitando

o acesso das pessoas que recorreriam à instituição viajando

a São Paulo.

Plano de expansão - O anúncio da nova unidade integra

uma ampla estratégia de crescimento do Hospital Sírio-

Libanês. Fazem parte desse plano os investimentos de R$

600 milhões na ampliação das instalações da Bela Vista, que

praticamente duplicará a capacidade de atendimento, além

de dotar o local de novos serviços.

O HSL também está aplicando outros R$ 35 milhões em

outra unidade na capital paulista, localizada na Rua Joaquim

Floriano, no bairro do Itaim. Serão 4,3 mil metros quadrados

que ocuparão oito andares de um prédio totalmente dedicado

à saúde. A Unidade Itaim contará com o Centro de Oncologia,

reconhecido mundialmente pela sua qualidade e, também,

com Centro de Diagnósticos por Imagem (CDI) para oferecer

segurança, rapidez e conforto para pacientes e médicos, que

ocuparão os outros seis andares do edifício.

DOENÇAS GENÉTICAS: POLÍTICAS PÚBLICAS, PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Levantamento da OMS mostra que pelo menos 8% da população tem algum tipo de doença genética

De que forma o poder público, pro-


de opinião e familiares podem se reunir

em prol das doenças genéticas O que

falta hoje, no Brasil, para tratar adequadamente

os pacientes e atender a seus

familiares Foi com o intuito de ampliar

o debate sobre o tema e mostrar as


com doenças genéticas que a Aliança

Brasileira de Genética (ABG) promoveu

o encontro “Doenças Genéticas: políticas

públicas, tratamento e prevenção”.

A abertura contou com a participação

de autoridades e instituições

ligadas ao tema. Uma das palestras

realizadas foi com Maria Helena Paes

de Carvalho, Diretora Técnica do Serviço

de Enfermagem Especializada do

Hospital Leonor Mendes de Barros,

sobre o Programa Nacional de Triagem

Neonatal. Ela contou a experiência de

um hospital referência no tratamento

de bebês de alto risco.

A Dra Chong Kim, médica chefe

da Unidade de Genética do Instituto

da Criança do Hospital das Clínicas,

também falou, sobre o atendimento às

crianças com doenças genéticas.

O médico Pablo Nicola, da Sociedade

Brasileira de Genética Médica, fez uma

explanação sobre Genética no Sistema

Único de Saúde. Um levantamento da

Organização Mundial da Saúde mostra

que pelo menos 8% da população em

todo o mundo tem algum tipo de doença

genética. Aqui no Brasil, 600 mil

pessoas com doença genética já estão

organizadas e representadas pela ABG.

Atualmente, está pronta uma política

pública de implantação de genética

no SUS, mas que ainda hoje não foi

implementada e continua à espera da

aprovação da Secretaria de Atenção à

Saúde do Ministério da Saúde.

Martha Carvalho, presidente da Associação

Brasileira de Genética (ABG) e

vice-presidente da International Genetic

Alliance (IGA), ressalta a importância

desta implantação.“A falta de aplicação

destas políticas públicas está sendo

crucial. Temos que discutir com toda

a sociedade civil e com os políticos a

questão das doenças genéticas”.

Para saber mais:

www.abg.org.br

22

NewsLab - edição 100 - 2010


LAS ELEGE NOVA DIRETORIA

A LAS (Laboratórios Associados) escolheu sua nova


Geral Ordinária da entidade, realizada na cidade de Porto



Conselho Administrativo

-





Paim Lucc

Conselho Fiscal


Mônica Marchiori Chizzoni.


Conselho de Ética





laboratórios de análises clínicas, proporcionando o desenvolvimento

dos associados para o aumento de sua

competitividade”.

IDENTIFICADOS NOVOS GENES DO CÂNCER DE MAMA

Descoberta aponta agora 18 variações genéticas

associadas com maior risco de desenvolver a doença


que aumentam em até 16% as chances de uma mulher sofrer


que existem 18 variações genéticas associadas com aumento

no risco de desenvolver a doença.


a entender como o tumor se forma e abre caminho para novos

tratamentos. A pesquisa, coordenada por Douglas Easton, da

Universidade de Cambridge é a maior análise de genomas




com e sem a doença.


mulheres e estima-se que um em cada 20 sejam causados


não nos dá um panorama completo, mas contribuirá para a


Para saber mais:

www.inca.gov.br

ROCHE ADQUIRE A MEDINGO E AMPLIA POSIÇÃO NO

MERCADO DE SISTEMAS DE INFUSÃO DE INSULINA

A Roche e a Elron Electronics Ltd. anunciaram a assinatura

de um contrato por meio do qual a Roche irá adquirir

100% da Medingo Ltd., subsidiária em que o grupo Elron

detém participação majoritária. A Medingo Ltd. dedica-se ao

desenvolvimento de sistema de infusão contínua de insulina

semidescartável.


diabetes tornou-se uma epidemia real que afeta mais de 285

milhões de pessoas em todo o mundo. A Roche Diabetes Care,

líder global em monitoramento da taxa de glicose no sangue

e sistemas de infusão de insulina, assume o compromisso de

melhorar a qualidade de vida das pessoas com diabetes. Com

essa aquisição, ampliaremos nosso portfólio de tecnologias

inovadoras de sistema de infusão contínua de insulina e

fortaleceremos nosso posicionamento como uma empresa

líder no negócio de cuidados com o diabetes”.

O novo sistema de infusão contínua de insulina da Me-


um cartucho de infusão contínua de insulina semidescartável

e um controle remoto, o que permite a infusão discreta e

personalizada da insulina. Oferece as funções convencionais

de um sistema de infusão contínua de insulina aliadas às

vantagens da inovadora tecnologia que não utiliza cateter.

Alguns recursos trazem muito mais comodidade aos pacientes,

como a capacidade de administrar uma dose em bolus de

insulina diretamente a partir do sistema de infusão sem um

controle remoto. Além disso, existe a opção de desconectar

o aparelho temporariamente - e conectá-lo mais tarde - do

adesivo que o mantém preso à pele.

O sistema de infusão da Medingo Ltd. ainda não está sendo

comercializado. Em uma próxima etapa, haverá uma expansão

das capacidades de produção para que a empresa se prepare

para o lançamento global do produto, previsto para 2012.

A Roche Diabetes Care desenvolve e comercializa soluções

inovadoras no campo de sistemas de infusão que combinam

monitoramento da glicemia, gerenciamento de informações

e infusão personalizada de insulina. Um exemplo dessa nova

classe de soluções integradas de produtos é o recém-lançado

sistema Accu-Chek Combo na Europa, grande sucesso de


gerenciamento de tratamentos que utilizam sistemas de

infusão contínua de insulina.

26

NewsLab - edição 100 - 2010


PESQUISA AVALIA PRESENÇA DE ROTAVÍRUS A COMO

MARCADOR BIOLÓGICO DE CONTAMINAÇÃO HOSPITALAR

Foram coletadas amostras mensais de 12 superfícies e objetos em sete leitos da UTI

Um estudo realizado no Instituto

Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) analisou

a presença de rotavírus A em superfícies

hospitalares, para estabelecer

um protocolo de detecção da contaminação

de superfícies e objetos em

hospitais. A pesquisa foi apresentada

durante o 1º Simpósio Latino-Americano

de Virologia Ambiental, realizado

pelo IOC em maio. O resultado

pode contribuir no combate à infecção

hospitalar, especialmente com relação

a pacientes com baixa imunidade. O

estudo-piloto, que também apresenta

informações sobre a persistência do

vírus no ambiente, foi realizado numa

unidade de terapia intensiva (UTI) de

um hospital no Rio de Janeiro.

De janeiro a junho de 2009, foram

coletadas amostras mensais de 12

superfícies e objetos em sete leitos

da UTI. Um total de 504 amostras

foram coletadas dos seguintes locais:

dispensadores de álcool gel e

de clorexidina, botão de descarga

do toalete, cadeira do acompanhante,

tampa de recipiente de resíduos

comuns, maçaneta da porta de fora

do banheiro e do quarto do paciente,

controle da cama, teclado da bomba

de infusão, controle remoto da TV,

mesa e telefone.

“As amostras foram obtidas por

swab e colocadas em meio de cultura.

Segundo a metodologia de RT-PCR,

detectou-se que 5% (25/504) das

amostras estavam contaminadas com

rotavírus A. Utilizando-se a metodologia

Nested RT-PCR (metodologia

qualitativa), 14,5% (73/504) das

amostras deram positivas, sendo que

45 destas apresentaram carga viral

entre 3.4 x 10ºcg/mL e 2.9 x 10³cg/

mL”, explicou a pesquisadora Ana

Carolina Teixeira, do Laboratório de

Virologia Comparada e Ambiental do

IOC, responsável pelo estudo.

Como conclusão, o estudo sugere

o uso do rotavírus A como um possível

biomarcador de contaminação

de superfícies em ambientes hospitares.

“Os vírus são responsáveis

por cerca de 30% das infecções


de contaminação é muito importante

para diminuir os riscos de pacientes

serem infectados, especialmente

aqueles que apresentem quadros

de baixa imunidade, como recémtransplantados

e pessoas que vivem

com HIV”, explicou a pesquisadora.

“Os rotavírus A podem ser bons indicadores

de contaminação, pela boa

estabilidade apresentada pelos vírus

gastroentéricos no ambiente”.

Os aplicadores de álcool gel e o

botão de descarga dos vasos sanitários

foram as principais superfícies

contaminadas apontadas pelo

estudo. “Isso revela a falta de uma

cultura de lavar corretamente as

mãos, que muitos acompanhantes

e até mesmo o pessoal da equipe

médica substitui pela aplicação de

álcool gel”, explicou. “Um treinamento

básico de como proceder

corretamente essa higienização e a

conscientização de médicos, enfermeiros

e visitantes da importância

desse procedimento poderia, por

isso, diminuir o grau de contaminação

dessas superfícies”. A detecção

da presença de rotavírus A em

amostras coletadas durante o estudo

indica a necessidade de serem definidos

critérios que levem em consideração

os recentes conhecimentos

científicos no campo da virologia

ambiental, aprimorando a vigilância

sobre os espaços hospitalares.

Após dois meses de estudo, foi

realizada uma reunião com os pro-


orientação no sentido de aplicar critérios

de higienização mais rígidos.

Como resultado, foi registrada uma

ciais

de contaminação das superfícies

nos anos posteriores. “Essa diminuição

indicou que a aplicação de maior

rigor nas normas de higienização

dos espaços hospitalares pode ter

impacto decisivo na contaminação

das superfícies”, avaliou. “A grande

redução do percentual da contaminação

foi associada diretamente à

mudança da equipe de limpeza e a

uma maior atenção às normas de


O estudo também apontou que

23% das amostras positivas para

rotavírus A foram coletadas em leitos

vazios. “O resultado mostra que a limpeza

não era feita de forma rigorosa

na saída dos pacientes ou durante o

período em que o leito permanecia

desocupado. Além disso, obtivemos

a indicação de que o rotavírus conseguiu

resistir nessas superfícies

por períodos superiores a 60 dias”,

apresentou Ana Carolina.

O rotavírus A é a principal causa de

gastroenterite aguda viral em crianças

menores de 5 anos de idade. Está

diretamente associado a quadros de

diarreia e vômito e é transmitido por

diferentes vias, incluindo a transmissão

oral-fecal e a transmissão por meio de

objetos e superfícies contaminados.

Para saber mais:


28

NewsLab - edição 100 - 2010


PROJETO PRETENDE REDUZIR EM 50% OS CASOS

DE MALÁRIA EM 47 MUNICÍPIOS DA REGIÃO AMAZÔNICA

Os municípios selecionados representam 70% dos casos de malária no Brasil

Um megaprojeto com a participação

da Faculdade de Medicina da USP

pretende reduzir em 50% o número

de casos de malária, nos próximos

cinco anos, em 47 municípios da

região amazônica situados em seis

estados brasileiros. Financiado pelo

Fundo Global de Luta contra a Aids,

Tuberculose e Malária do G-8 (grupo

que reúne os 7 países mais industrializados

e a Rússia), o projeto custará

R$ 100 milhões e começa a funcionar

em junho. Somados, os 47 municípios

selecionados representam 70%

dos casos de malária no Brasil. Já

a região Amazônica concentra 99%

dos casos.

O Projeto para Prevenção e Controle

da Malária na Amazônia Brasileira

foi a única proposta apresentada

pelo Brasil, aprovada pelo Fundo

Global, durante a 8ª Ronda de Propostas

de Financiamento, em 2008.

Elaborado pelo Ministério da Saúde

e pela OPAS, o projeto é coordenado

pela Fundação Faculdade de Medicina

(FFM), responsável pela implantação

do sistema de gestão, tendo como

parceira regional a Fundação de

Medicina Tropical do Amazonas. Os

Estados que participam são o Acre,

Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia

e Roraima.

Segundo o coordenador do Projeto,

Prof. Carlos Corbett, do Departamento

de Patologia da FMUSP

e responsável pelo Laboratório de

Patologia de Moléstias Infecciosas,

será implantado, a cada grupo de dois

municípios, um núcleo de gerenciamento

de saúde com o objetivo de

coordenar o trabalho de prevenção

e combate à malária, incluindo o

diagnóstico precoce e a distribuição

de medicamentos. Alguns municípios

são habitados predominantemente

por indígenas. Neles, está prevista a

realização de estudos antropológicos


abordagem dessas populações.

veis

pela gestão dos núcleos já foram

selecionadas. Ao todo, serão contratadas

250 pessoas, entre técnicos

e microscopistas. O microscópio é a

principal ferramenta para o diagnóstico

da malária. Através dele, é detectado

o parasita que causa a doença. Serão

adquiridos 200 equipamentos desse


e o tratamento rápido, você diminui

muito a transmissão da malária e reduz

a mortalidade”, ressalta o Prof. Carlos

Corbett.

Os medicamentos serão fornecidos

pelo Ministério da Saúde. A função do

medicamento é reduzir a quantidade

do parasita no sangue, já que ainda


contra a doença. Quando o indivíduo

apresenta baixa parasitemia (presença

do parasita vivo no sangue), se reduz a

possibilidade de transmissão. Também

serão adquiridos e instalados 1 milhão

e 100 mil mosquiteiros impregnados

com inseticida de longa duração. Outra

ação é estabelecer parcerias internacionais

para melhorar a situação de

controle da malária nos municípios de

fronteira. Dos 47 municípios abrangidos

pelo Projeto, 18 são fronteiriços.

DIAGNÓSTICO IN VITRO: SETOR TEM NOVO SITE

A Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL),

entidade que reúne mais de 40 empresas do setor de

diagnóstico in vitro, está de site novo (www.cbdl.org.

br). Com um layout muito mais clean e dinâmico, o site

é atualizado semanalmente com áreas abertas e outras

restritas apenas aos associados. Entre as informações

disponíveis estão as legislações pertinentes ao segmento.

A grande novidade é o Cadastro de Talentos, link disponível

para abrigar currículo de profissionais da área, cujo

acesso será fechado aos associados.

Ainda como parte do projeto de comunicação integrada

da CBDL, dois novos produtos foram desenvolvidos.

O informativo De Olho na

Saúde, cujo conteúdo é

um resumo semanal das

novas notícias colocadas

no ar, que os associados

recebem por e-mail todas

as segundas feiras e o

CBDL News, informativo

mensal com notícias internas e acesso restrito.

Os associados também poderão encaminhar, para

inclusão no site, notícias relativas a novas contratações

ou lançamento de produtos, entre outras.

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NewsLab - edição 100 - 2010


ESTUDO APRESENTA TÉCNICAS DE TIPAGEM EM CEPAS DE M. TUBERCULOSIS


Estudo realizado no Centro de Referência Prof. Hélio Fraga

da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em

parceria com o Laboratório de Biologia Molecular Aplicada a

Micobactérias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), mostra

Mycobacterium

tuberculosis, circulantes no Rio de Janeiro, que


proporcionaram o entendimento dos casos de transmissão da

tuberculose em um grupo de pacientes do município. O estudo



, no auditório do Centro Hélio Fraga, pela

pesquisadora Fatima Cristina Onofre Fandinho Montes.

Inicialmente, a bióloga apresentou a história e o período



comentou Fatima Fandinho. Segundo ela, acreditava-se que a

doença seria erradicada rapidamente. Entretanto, destacou,

recentemente a doença ressurgiu associada às cepas com

resistência múltipla a drogas e à Aids.

Segundo Fatima, o objetivo da pesquisa foi caracterizar,

no nível molecular, cepas de Mycobacterium tuberculosis

circulantes no Rio de Janeiro, com resistência múltipla aos

gem

ou tipagem molecular de cepas de M. tuberculosis por

técnicas padronizadas: o RFLP (Restriction Fragment Lenght

Polymorphism baseado na sequência IS, RFLP - 6110) e o

Spoligotyping.


De acordo com a pesquisadora, as técnicas

utilizadas foram capazes de detectar semelhanças e diferenças

tes

da mesma fonte de infecção, assim como a distribuição


e durante um determinado período. A detecção de resistência

à Rifampicina também foi efetuada por técnica de biologia

molecular, baseada em uma metodologia de hidridização

reserva (Rifoligotyping) para detectar mudanças pontuais no


resistência à Rifampicina.

ríodo

de 1996 a 2000, armazenadas no Centro Hélio Fraga.

Após submetê-las às técnicas de genotipagem citadas, foi

possível observar, segundo a pesquisadora, que, através do


sugerindo que os pacientes que albergavam essas cepas foram

infectados em períodos distintos ao longo da vida. Entretanto,

algumas cepas foram separadas

em grupos ou clusters, sugerindo

a transmissão recente dessas

cepas agrupadas e que alguma

relação epidemiológica entre esses

pacientes possa ter ocorrido.


por meio da genotipagem por

Spoligotyping do total de cepas,

cativo

dos casos de tuberculose Colônias de M. tuberculosis

nesse estudo causado por cepas da denominada Família LAM,

característica encontrada frequentemente em estudos com

cepas de pacientes da América Latina.

Em relação à detecção de mutação no gen rpoB através do



publicados, utilizando cepas de diferentes países. Analisando

dados epidemiológicos de pacientes cujas cepas foram estudadas

e os dados obtidos por meio da genotipagem dessas cepas

foi possível detectar a transmissão de M. tuberculosis com

resistências múltiplas a drogas entre contatos intradomiciliares.



realizados na população do Rio de Janeiro, podemos sugerir

que o abandono é a principal causa da falha no tratamento da

tuberculose, tendo como consequência o estabelecimento de


tratamento de certos casos com TB-MDR e a permanência da

mesma cepa ao longo dos anos. Fato que reforça a necessidade




a frequência das mutações em pacientes MDR e/ou crônicas;

essa frequência não parece ser muito diferente de pacientes

com resistência mais simples, embora ainda precise de uma


gravidade da situação de cepas resistentes a múltiplas drogas


reunir esforços e conhecimentos dos mecanismos de resistência

para combater a tuberculose multirresistente. A busca de

novos métodos tem sido um dos alvos principais de pesquisas


dos mecanismos de resistência e da transmissão dessas cepas




DIVULGAÇÃO

36

NewsLab - edição 100 - 2010


BRASÍLIA GANHA BANCO PÚBLICO DE SANGUE DE CORDÃO UMBILICAL

Investimento na expansão da Rede BrasilCord é de R$ 31,5 milhões.

O objetivo é chegar a 65 mil unidades de cordão armazenadas

A sétima das 13 unidades previstas

da Rede de Bancos Públicos de Sangue

de Cordão Umbilical (Rede BrasilCord) foi

inaugurada no começo de junho na Fundação

Hemocentro, em Brasília, com a presença

do ministro da Saúde, José Gomes

Temporão. Ao todo, R$ 31,5 milhões estão

sendo investidos nesta fase de expansão


do Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social (BNDES).

“Quero chamar a atenção que a rede

de bancos de sangue de cordão umbilical

e placentário é fundamental para quem

precisa de um transplante de medula

óssea. Paralelamente, o Brasil hoje já

é o terceiro maior banco de doadores

voluntários do mundo, de pessoas vivas,

com 1,6 milhão de doadores (no Registro

Nacional de Doadores Voluntários de

Medula Óssea, o Redome)”, ressaltou o

ministro, reforçando a importância em

se reduzir cada vez mais a dependência

de doadores do exterior.


da Rede Brasil Cord, que deve ocorrer

até 2011, é que haja 65 mil unidades

armazenadas de cordão umbilical – nú-


a demanda nacional de transplantes de

medula óssea, juntamente com o Redo-


terá uma das maiores redes públicas de

cordão umbilical do mundo.

A Rede BrasilCord foi criada pelo Ministério

da Saúde em 2005, é gerenciada

pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA)

e tem os recursos administrados pela

Fundação do Câncer. Já dispõe de bancos

públicos também em funcionamento no

INCA (RJ); no Hospital Albert Einstein, no

Hemocentro da Universidade de Campinas/Unicamp,

no Hemocentro de Ribeirão

Preto e no Hospital Sírio Libanês (SP);

e no Hemocentro de Florianópolis (SC).

A ampliação da Rede BrasilCord


ano de unidades no Hospital de Clínicas

de Porto Alegre (RS); no Hospital de

Clínicas de Curitiba (PR); no Hemocentro

de Pernambuco; no Hemocentro do

Ceará; e no Hemocentro do Pará. Já em

2011, deverá ser inaugurada a unidade

no Hemominas, em Belo Horizonte, um

projeto que contempla também a doação

de tecidos.

Com o aumento do número de bolsas

de sangue de cordão umbilical armazenadas

de pessoas de todas as regiões do

país, será possível assegurar que a diversidade

da população brasileira – com

características de miscigenação regionais

distintas – estará contemplada nos bancos

públicos. Essa medida aumenta as

chances de pessoas de diversos grupos

étnicos, como os indígenas, por exemplo,

encontrarem doadores, caso precisem.

Cresce o número de doadores – O

Brasil hoje dispõe do terceiro maior banco

de dados de doadores voluntários de


dos registros dos Estados Unidos (com

5 milhões de doadores) e da Alemanha

(com 3 milhões de doadores).

A evolução desse número de doadores

voluntários tem sido crescente nos

últimos anos. Em 2000, eram 12 mil os

inscritos. Naquele ano, dos transplantes

de medula realizados, apenas 10% dos

doadores haviam sido brasileiros localizados

no Redome. Agora há 1,6 milhão

inscritos no Redome e o percentual passou

para 70%.

Os investimentos do Ministério da

Saúde em transplantes em geral aumentaram

343% entre 2002 e 2009.

Em 2002, haviam sido investidos R$

285,94 milhões. Já em 2009, foram R$

990,51 milhões. O número de transplantes

realizados no país, incluindo os

de córneas e medula, teve crescimento

de 5% nos dois últimos anos – 20.253

foi a quantidade de transplantados em

2009, enquanto em 2008 havia sido

de 19.307.

Em 2009, ainda houve um recorde

no número de doações. Foram 1.658 as

doações de órgãos (em números absolutos)

no ano passado – ou seja, se alcançou

o índice de 8,7 doadores por milhão

da população (ppm). Isso representa um

crescimento de 26% em relação ao ano

anterior. Em 2008, haviam sido 1.317

doadores, com índice de 7,2 ppm.

PROVA PARA TÍTULO DE ESPECIALISTA EM PATOLOGIA CLÍNICA SERÁ EM SETEMBRO

Os médicos interessados em fazer a prova para Título de

Especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (TEPAC)

2010 já podem consultar o edital no site da Sociedade Brasileira

de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML (www.

sbpc.org.br).

As inscrições serão de 1 a 31 de agosto e a prova está marcada

para o dia 13 de setembro, na sede da SBPC/ML, no Rio

de Janeiro (R. Dois de Dezembro, 78, sala 909, bairro Catete).

Podem se candidatar ao TEPAC 2010 os médicos que preencherem

pelo menos um dos seguintes requisitos:

Médico que terminou os três anos do Programa de Residência

Médica em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, credenciado

pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM)


na especialidade, com duração semelhante à do Programa

de Residência Médica do MEC, reconhecido pela SBPC/ML

Médico com treinamento na especialidade por um período de

tempo equivalente a duas vezes o recomendado pela CNRM

do MEC, comprovado por meio de atuação em atividades pro-


no mínimo, 100 pontos, conforme tabela utilizada pela AMB

Médico graduado com, no mínimo, cinco anos de formado,

completos até a data da prova e que tenha atuado, efetivamente,

na especialidade e que comprove essa atividade

Haverá prova escrita, oral e análise do currículo do candidato.

38

NewsLab - edição 100 - 2010


MINISTÉRIO DA SAÚDE LANÇA TECNOLOGIA BRASILEIRA PARA DIAGNOSTICAR VÍRUS H1N1

Teste nacional é mais avançado e 60% mais barato que o importado.

Brasil se torna mais independente dos insumos estrangeiros

O Ministério da Saúde lançou, em junho passado, o Kit





laboratórios para detectar a doença e se tornar mais independente

do mercado internacional. O kit será fabricado

-





foi de R$ 3,36 milhões.


e vai nos permitir trabalhar no diagnóstico de outras

doenças. Estamos apresentando não só um exame, mas

uma nova plataforma tecnológica”, ressalta o ministro





à demanda nacional.

Durante a primeira onda da pandemia, entre abril




casos graves e mortes suspeitas pela doença. O exame é

indicado para pacientes internados com suspeita de gripe

pandêmica, em casos de surtos em comunidade fechadas

e para investigar óbito.

O primeiro lote fabricado pelos laboratórios do consór-


pacientes internados com suspeita de gripe pandêmica.

Os reagentes biomoleculares servem para multiplicar o



Inovação





de

e um avanço em relação ao diagnóstico fabricado no






-


-



França e Alemanha – principais fornecedores mundiais de



do laboratório. Agora, sem necessidade desse procedi-


na manipulação dos insumos.

Plataforma tecnológica

-





-


Esses seis laboratórios contam com novas plataformas

tecnológicas para o diagnóstico da gripe pandêmica. Elas



para diagnosticar outras doenças, como aids, dengue,

hepatite, meningites e outros problemas respiratórios. A

proposta do governo federal é expandir as plataformas a


montando uma rede nacional de diagnóstico.




sem interferência humana. Atualmente, a tecnologia uti-



40

NewsLab - edição 100 - 2010


Sysmex comemora 10 anos

de atividades no Brasil

Há exatamente uma década, a Sysmex mostrou acreditar no mercado brasileiro

quando se instalou no Paraná. A princípio ocupou uma área de 250 metros

quadrados no Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar). Mas com o crescimento

da produção e com a expansão do mercado, inclusive para outros países, em 2005

a empresa mudou para uma sede própria em São José dos Pinhais,

região metropolitana de Curitiba.

42

NewsLab - edição 100 - 2010


A fábrica de

reagentes,

no Paraná,

ocupa 1.700 m 2

Naquele ano, com um investimento

de R$ 3,2 milhões, foi

construída uma área fabril de

1.700 metros quadrados, voltada

para a produção de reagentes para

hematologia e uroanálise. O projeto

da fábrica foi concebido para

atender os mais rigorosos padrões

de controle de qualidade. Esta fá-


o que permite que seus reagentes

sejam prontamente exportados

para os Estados Unidos em uma

contingência. Entre outras certi-



ISO 9001, ISO 14001, ISO 13485,


te

com as outras unidades fabris

instaladas em outros países, faz

parte do plano estratégico de produção

e fornecimento de reagentes

de hematologia e uroanálise


-



de produção segue as diretrizes

da matriz no Japão, que investe

10% de seu faturamento global

em pesquisa e desenvolvimento de

tecnologia para os setores médicos

e laboratoriais. “Quando é lançado

um novo analisador para hematologia

ou uroanálise, por exemplo,

recebemos as informações sobre

os reagentes que serão necessários

e iniciamos o processo de



fábrica em São José dos Pinhais,



na produção desses reagentes. Em

2000 eram fabricados dois tipos de

reagentes com um acumulado de

6.550 unidades comercializadas

naquele ano. Hoje, a empresa

chegou à marca de 152.000 unidades,

com 10 tipos diferentes de

reagentes. Parte desta produção é


escritório de São Paulo

Escritório da sede da empresa


Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia,

Equador, Peru e Venezuela.

Sysmex América Latina

e Caribe




Paulo, que dá suporte para as atividades

dos distribuidores em toda a


Em Miami, nos Estados Unidos,


onde são gerenciadas as ações

das equipes de Suporte Técnico e



NewsLab - edição 100 - 2010

43


Equipe Sysmex

Technopark

ONDE INVESTIR EM PESQUISA E

DESENVOLVIMENTO É ACREDITAR

NAS POSSIBILIDADES







-





-







-



-






-


José Roberto Floresta, gerente geral

da Sysmex América Latina e Caribe

ser extremamente flexíveis e






-






-



-





-


Portfólio de

alta tecnologia

O Technopark, em Kobe (Japão), possui uma área de 72 mil metros quadrados

-




-

44

NewsLab - edição 100 - 2010


O HST-N tem como diferencial a capacidade de expansão e inclusão de novos equipamentos à linha

no porte, a Sysmex oferece o analisador

hematológico KX-21N com

contagem diferencial de 3 partes

que processa 60 hemogramas/

hora e é reconhecido como o mais

robusto do mercado.

Com o compromisso de apresentar

novas tecnologias em todos

os segmentos de mercado, a

Sysmex planeja para 2010 o lançamento

do novo analisador hematológico

com contagem diferencial

de 3 partes pocH-100i, que agrega

características inovadoras aliadas

à consagrada robustez da marca.

No segmento de hematologia

veterinária, o pocH-100iVD é a

solução para processamento de

hemogramas de diferentes espécies

animais.

Na linha de uroanálise, o analisador

UF-1000i utiliza a mesma

tecnologia de Citometria de Fluxo

Fluorescente dos analisadores hegada

e por sua robustez.

Na área de hematologia a

Sysmex é a pioneira em oferecer

aos laboratórios de grande

porte uma linha de transporte de

amostras hematológicas que integra

até quatro equipamentos,

unindo analisadores hematológicos

da série XE com unidades

preparadoras de lâminas SP-

1000i, chegando a processar até

600 hemogramas/hora.

O HST-N pode ser oferecido

com diferentes configurações,

dependendo da necessidade e tamanho

do laboratório, e tem como

grande diferencial sua capacidade

de expansão e inclusão de novos

equipamentos à linha.

O XE-Alpha-N é a solução adequada

para laboratórios de médio

porte. Com plataforma reduzida e

capacidade de processamento de

150 hemogramas/hora, integra

um analisador hematológico da

série XE a um SP-1000i.

Os analisadores hematológicos

Sysmex da série X realizam contagem

diferencial de 5 partes utilizando

a exclusiva tecnologia de

Citometria de Fluxo Fluorescente

que garante a maior precisão na

contagem das células sanguíneas.

Uma das novidades da Sysmex

é o equipamento XT-4000i, cuja

velocidade de processamento é

de 100 amostras/hora, com contagem

diferencial estendida de 6

partes e módulo de análises de

líquidos biológicos.

Seguindo a política de lançamento

de novos produtos, a

empresa também apresentou

ao mercado o XE-5000, com

velocidade de processamento de

150 amostras/hora, contagem

diferencial estendida de 7 partes

(5 diff + IG e NRBC) e módulo de

análises de líquidos biológicos.

Para os laboratórios de peque-

O XE-5000 (esquerda)

tem contagem diferencial

estendida de 7 partes e

o XT-4000i (direita) processa

até 100 amostras/hora

NewsLab - edição 100 - 2010

45


Maria Silvia Martinho: consultoria

especializada


contagem dos elementos presen-

mente

automatizada, permitindo

que a rotina seja processada com

velocidade de 100 amostras/hora

com o mínimo de interferência

do operador. O analisador conta






Nos últimos tempos os laboratórios

clínicos vêm enfrentando


cenários internos e externos vêm

ocorrendo rapidamente e cada vez

mais existe a necessidade de se

trabalhar com processos otimizados

que unam qualidade a custos

adequados.

Ciente da alta complexidade

da rotina dos laboratórios, a Sys-

-



da rotina de hematologia. É realizado

um estudo personalizado




de equipamentos e layout.

Com vasta experiência no

mercado de análises clínicas,


-



-


a Sysmex tem estabelecido com

seus clientes ao longo dos anos”,


“Sysmex Journal

International”

pa

em proporcionar e estimular a




Sysmex Journal International. O

veículo traz grande quantidade


por usuários e colaboradores com

tecnologia, equipamentos e reagentes

da companhia. Os artigos


formato PDF, no site da Sysmex

Corporation Japan: http://scien-



Uma das conquistas mais recentes

da Sysmex do Brasil foi a indi-


norma internacional que estabelece

requisitos para um sistema de ges-


-


de trabalho dentro da empresa e

-


em 1997 pela Social Accounta-




com representantes de entidades

de vários países, e já recebeu





-


Universal dos Direitos Humanos.

A norma abrange nove temas:

Trabalho Infantil, Trabalho




nares,

Horário de Trabalho, Re-



que a empresa sempre demons-



-


responsável e apresentar excelen-



-


colaboradores mais satisfeitos e

comprometidos”, explica.

-


Brasil esteja preparada para os

próximos 10 anos, fornecendo


tecnologia para o mercado de


nas possibilidades”!

46

NewsLab - edição 100 - 2010


Citologia Convencional

x

Citologia em Meio Líquido

T

e ndência mundial, a citologia em meio líquido

vem sendo cada vez mais introduzida na

rotina dos laboratórios brasileiros, até mesmo


escolha entre o método convencional e o em meio

líquido são diversos, variando de custos à inclusão do

procedimento nas listas dos compradores de serviços

laboratoriais. Mas o que prevalece é a possibilidade

de melhorar a sensibilidade na detecção de lesões

precursoras de câncer.

Para elucidar a aplicação desta nova metodologia na

medicina laboratorial, a NewsLab entrevistou o Prof.

Dr. Leonidas Braga Dias Junior, diretor e responsável

técnico do Laboratório de Patologia Clínica Dr. Paulo C.

Azevedo Ltda., de Belém (PA), que já migrou para a


50

NewsLab - - edição 100 93 - 2009


NewsLab -

-


Leonidas Braga Dias Junior


-


-





NewsLab - Quando e por que o la-



Leonidas Braga Dias Junior -


-









®



-


NewsLab -


Leonidas Braga Dias Junior - De

-

-





-


-





-



-









Digene ®









cado

local.

NewsLab -



Leonidas Braga Dias Junior -

-


-




-













-




-

-




NewsLab


Leonidas Braga Dias Junior

-

-




-



-




-




-



-

® .





-




NewsLab - edição 93 100 - - 2009

51


extremidades destacáveis também

nos parece ter trazido um

aumento na capacidade diagnóstica

pelo aumento da esfoliação

celular e recuperação de maior

número de células com a agitação

dos recipientes de coleta. Após os

procedimentos de validação do

método, estamos reunindo dados

para a comparação entre nossos

resultados atuais e os anteriores

em meio líquido.

NewsLab - Qual a rotina atual do

laboratório e qual a porcentagem

convertida para meio líquido atualmente

Há planos de expansão

Leonidas Braga Dias Junior - Temos,

hoje, um movimento em torno

de 2.000 exames citopatológicos

ginecológicos ao mês, o que representa

a duplicação de nosso

movimento desde o ano de 2005,

quando começamos a utilizar a

metodologia em meio líquido. Já

atingimos 55% do movimento

usando esta metodologia e estamos

trabalhando intensamente

para buscar a mudança total para

este método dentro de um ano.

Para isto, ainda é necessária a

negociação com os muito raros

compradores de serviços que

ainda não introduziram o método

em suas listas de procedimento.

É preciso trabalhar na divulgação

do método entre os especialistas

médicos e também é necessária

a disponibilização de kits de

coleta padronizados a todos os

ginecologistas e colposcopistas

de Belém. É também nosso objetivo

utilizar o equipamento BD

SurePath para o processamento

de outros líquidos biológicos

processados no laboratório, como

urinas, líquido ascítico, pleural,

líquido cefalorraquidiano, dentre

outros. A médio prazo, pretendemos

complementar nosso equipamento

com o BD FocalPoint

GS Imaging System, permitindo

então a automatização do rastreio

e melhora ainda maior em nossa

capacidade de diagnóstico.

NewsLab - O senhor acredita que a

citologia líquida é um diferencial do

seu laboratório na região

Leonidas Braga Dias Junior – Sim,

acredito que a utilização desta

metodologia faz o Laboratório

Paulo Azevedo ser reconhecido

como diferenciado em nossa região

norte. Dentre as características

que buscamos prioritariamente

em nosso serviço, o pioneirismo e

a tecnologia são as duas principais

e o BD SurePath sem dúvida as

preenche completamente. Se considerarmos

que o Pará tem uma

expectativa de novos casos de

câncer do colo uterino maior que a

média brasileira para o ano de 2010

(20,82 contra 18/100.000 mulheres,

segundo dados do INCA/MS),

todo o empenho que possamos ter

em melhorar a sensibilidade na detecção

de lesões precursoras desta

neoplasia, permitindo tratá-las e

curá-las, poderá levar à diminuição

da mortalidade por câncer do colo

uterino em nossas mulheres.

NewsLab – O senhor acha possível

que a conversão dos testes convencionais

para meio líquido vire

uma tendência no Brasil, como já

ocorreu nos EUA e tem ocorrido na

Europa

Leonidas Braga Dias Junior - Acredito

que ainda haja um longo caminho

a ser percorrido até que consigamos

tornar esta metodologia

acessível à população menos

favorecida de nosso país. A diferença

de custos entre o método

convencional e a citologia em


a aplicação em serviços públicos

de saúde e o primeiro impacto

é de que gastaríamos mais com

a utilização desta metodologia.

É preciso que consigamos convencer

o poder público que um

maior investimento na prevenção

car

uma redução nos gastos com

tratamento que, em nossa região,

com frequência acabam incluindo

desde conizações, amputações de

colo, até histerectomias radicais

com linfadenectomias pélvicas,

radioterapia e quimioterapia,

a um custo muito maior e com

menor chance de sobrevida para

nossas mulheres.

NewsLab - Que benefícios essa mudança

traria para a saúde pública

da mulher brasileira

Leonidas Braga Dias Junior - É

conhecido o impacto que a prevenção

do câncer de colo uterino

teve nos EUA e na Europa e o próprio

INCA reconhece que é possível

uma redução em até 80% da

mortalidade por esta neoplasia

com a utilização de exames preventivos

em mulheres entre 25 e

65 anos para a descoberta e tratamento

das lesões precursoras.

Resta a nós trabalhar para tornar

isto possível e procuramos, em

todas as oportunidades, mostrar

nossos resultados positivos na

tentativa de divulgar e popularizar

a metodologia.

52

NewsLab - - edição 100 93 - 2009


Congresso de Análises Clínicas consagra-se como

o de maior representação na América Latina

Nos cinco dias do Congresso foram contabilizadas 6.800 presenças

A

Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e a Sociedade

Brasileira de Citologia Clínica (SBCC) anunciam que o 37º

Congresso Brasileiro de Análises e 10º Congresso Brasileiro

de Citologia Clínica contabilizaram 6.800 presenças durante

os cinco dias de evento. O maior evento de Análises Clínicas da América

Latina ocorreu juntamente com o 10º Congresso Brasileiro de Citologia

Clínica (CBCC), entre os dias 16 e 20 de maio, no Centro de Convenções

de Goiânia (GO).

Foram apresentadas 123 ativida-


áreas do mercado laboratorial e

paralelamente aconteceu a exposição

de mais de 100 empresas que

apresentaram os seus mais recentes

lançamentos em serviços e produtos.

Segundo a presidente do 37º

Congresso Brasileiro de Análises

Clínicas, Dra. Maria Ordália Ferro

Barbosa, “foi uma excepcional

oportunidade para percebermos

mais uma vez a necessidade imperativa

de conhecermos e assimilarmos

novas tecnologias, de entrarmos

em sintonia com as mudanças

para aplicarmos no cotidiano dos

laboratórios. Em resumo, nosso

evento despertou para o novo sem

deixar de contribuir para sedimentar

o que é básico e indispensável”.

56

NewsLab - - edição 100 93 - 2009


“Tivemos 6.800 presenças,

comercializamos todos os espaços

para expositores de ponta, conseguimos

estruturar uma programação

social espetacular: festa Hot

Monday, Terça Cultural e Jantar

de Confraternização. Sem dúvida

a 37ª edição do CBAC foi um


Sociedade Brasileira de Análises

Clínicas, Dr. Ulisses Tuma.

Durante o evento, foram realizados

sorteios de três automóveis

zero Km para os participantes. As

vencedoras foram: Mariani Oliveira

do Prado, de Goiânia (GO); Luciana

de Lourdes Veloso, de Jabotão

dos Guararapes (PE) e Jaqueline

Cruz de Vasconcelos, de Duque de

Caxias (RJ).

SETOR LABORATORIAL MANTÉM

RITMO DE CRESCIMENTO

Pesquisas recentes feitas pelo

Ministério da Saúde mostram que

o setor de saúde mobiliza R$ 70

bilhões de reais por ano, representando

6,5% do Produto Interno

Bruto (PIB) e emprega direta e

sionais.

Já a área laboratorial, de

acordo com a Agência Nacional de

Vigilância Sanitária (Anvisa), são

17 mil laboratórios no País, responsáveis

por movimentar cerca de

R$ 7 bilhões ao ano e criar 300 mil

empregos diretos e indiretos, sendo


com título de graduação.

Segundo a Sociedade Brasileira

de Análises Clínicas (SBAC),

o setor laboratorial vai manter o

crescimento dos anos anteriores,

que é de 5% ao ano. Ou seja, entre

os laboratórios de pequeno, médio

e grande portes, a SBAC acredita

que atualmente sejam realizados

cerca de 11 milhões de exames

mensalmente, sendo que 70% dos

laboratórios concentram-se nas

regiões sul e sudeste. Os exames

mais realizados são: hemograma,

dosagem de glicose, TSH Tireoide e

exames parasitológicos nas regiões

norte e nordeste.

Somente em Goiânia (GO), a

SBAC acredita que são realizados

por volta de 2,5 milhões de exames

por mês. Estima-se que existam

cerca de 350 laboratórios no estado,

sendo 200 na capital e 150

no interior.

“O crescimento no setor laboratorial

comprova a eficiência

dos profissionais e dos laboratórios

e, acima de tudo, indica que

os cidadãos brasileiros têm preocupação

com a saúde e o bemestar.

E o objetivo do Congresso

é valorizar e capacitar os profissionais

dessa área mostrando o

quanto é importante a realização

de exames e diagnósticos para

que, uma vez identificada uma

doença, o tratamento possa ser

o feito o quanto antes possível”,

afirma Ulisses Tuma.

NewsLab - edição 93 100 - - 2009

57


Feira Hospitalar gera R$ 5,3 bilhões

em negócios para setor de saúde

Foram quase 90.000 visitas profissionais

e compradores de 54 países

A

Hospitalar, maior feira e

fórum de saúde da América

Latina, encerrou sua

edição 2010 com R$ 5,3

bilhões em negócios encaminhados

para fornecer produtos, equipamentos

e serviços a hospitais,

clínicas e laboratórios de todo o

Brasil e do exterior. Em quatro dias,

a feira atraiu mais de 89.000 visitas


Em sua 17ª edição, a feira

Hospitalar lotou os cinco pavilhões

do Expo Center Norte, na capital

paulista, com 1.250 expositores,

entre eles 505 empresas estrangeiras,

de 36 países.

A feira Hospitalar é considerada

o grande termômetro do mercado

de saúde do Brasil, cujo movimento

total representa mais de 8%

do PIB nacional. Expositores destacaram

que o movimento “foi o


dos visitantes foi “extremamente


toda a cadeia da saúde”.

Diagnóstica 2010

Realizada simultaneamente

e integrada à Hospitalar, a 12ª

Feira Internacional de Produtos,

Equipamentos e Serviços para

Análises Clínicas e Patologia

reuniu fornecedores de produtos,

equipamentos, tecnologia e

serviços para atendimento das

áreas de análises clínicas, patologia

e exames de diagnóstico em

hospitais, clínicas especializadas

e laboratórios.

Os expositores da Diagnóstica

criaram uma excelente oportunidade

para que os profissionais do

setor de diagnóstico conhecessem

as propostas de um evento

multissetorial, cobrindo todas as

áreas de saúde.

Congresso de Gestão em

Laboratórios

Paralelamente à Hospitalar,

sileiro

de Gestão em Laboratórios

Clínicos.

O evento é focado em gestão

de laboratórios, tendências, metodologias

e ferramentas disponíveis

para o desenvolvimento de

negócios, abrangendo as áreas

de marketing, finanças, recursos

humanos, qualidade, relacionamento

com fornecedores e fontes

pagadoras.

Realizado de forma conjunta

entre CNS, Fenaess, Sindhosp,

Hospitalar e SBPC/ML, a programação

deste ano contou com a

participação dos mais renomados


Carlos Ballarati (SBPC/ML), Irineu

Keiserman Grinberg (SBAC), Wilson

Shcolnik (Grupo Fleury), Marcos

Bosi Ferraz (CPES/Unifesp), Carlos

Eduardo Porto da Costa (ANS),

Alvaro Largura (Laboratório Alvaro),

Nairo Massakazu Sumita (HC/

FMUSP e Fleury), entre outros.

A mesa-redonda “A Cadeia do

Sistema de Saúde: do Prestador

ao Pagador. Onde está o Problema”

discutiu o aumento gradual

dos custos na área laboratorial

que nem sempre é compensado

pela elevação dos honorários pelo

serviço prestado. O debate visou

identificar os pontos críticos e

propôs soluções para encontrar o

ponto de equilíbrio entre o custo

envolvido na execução do exame

laboratorial e o valor efetivamente

recebido pelo laboratório.

Outro debate foi sobre o tema

“Comparação de Indicadores

Formadores de Preço”. Na saúde

suplementar sabe-se que no mercado

de laboratórios o valor do CH

varia de um estado para outro,

entre cidades e, às vezes, até

de bairro para bairro. Um estudo

da SBPC/ML mostra, porém, que

alguns laboratórios que recebem

-


e por que isso acontece Como

e o que deve ser negociado com

as operadoras para se alcançar

resultados semelhantes, independentemente

da região Estas

foram as questões abordadas no

painel exposto aos congressistas.

58

NewsLab - - edição 100 93 - 2009


Qiagen promove evento sobre prevenção de câncer cervical e diagnóstico do HPV

Referência em soluções para ciências da vida e diagnóstico

laboratorial, a Qiagen promoveu evento sobre prevenção do

câncer cervical e diagnóstico do HPV no Hospital de Brasília no


os melhores métodos de diagnóstico disponíveis no mercado e



Nicolau, Professor e Chefe da Disciplina de Ginecologia Oncológica

do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de


sobre o tema: “Qual o momento ideal de utilizar as atuais fer-



boratórios

Tecnogene e Biomol e o Hospital de Brasília, o evento



Reconhecido como um dos causadores do câncer de colo de









captura híbrida é produzido pela Qiagen e proporciona acurácia


: www.qiagen.com


fológica

e avaliação das alterações teciduais presentes nas

amostras, em conjunto com as informações clínicas, é de fundamental

importância na obtenção do diagnóstico diferencial





Equipamentos automatizados, como processadores de

tecido, coradores e montadores automáticos, já são utilizados

em alguns laboratórios em substituição a técnicas

manuais e permitem uma maior padronização do processo

histológico, redução do tempo de processamento e uma

pamentos

de alto custo e não estão acessíveis a todos os


“Dentro da realidade tecnológica da grande maioria

dos laboratórios e de um mercado cada vez mais competitivo,

os pequenos laboratórios devem repensar seus

processos para atingir

melhores resultados ope-

mentar

ações simples,

que permitam a otimização

com eliminação de

desperdícios, o que vai

resultar em redução de



qualidade de seus resul-






a gestão dos processos é uma opção interessante que tem

como ponto positivo a participação dos colaboradores para

avaliar e propor alternativas que levem a um resultado mais


para os processos produtivos que devem ser trabalhados

são: a qualidade (como melhorá-la), os custos (como reduzi-




como a logística da coleta e envio da amostra, através



é a revisão da etapa do processamento do material,


uma vez ao dia para duas vezes ao dia, de acordo com o

horário e número de amostras que chegam ao laboratório,


disso, deve haver um rígido controle na manutenção dos

equipamentos e na qualidade dos reagentes utilizados,


Toda vez que se olhar os processos com outros olhos, podemos

nos tornar mais competitivos e alcançar os resultados



: (11) 3512-6910

: formatoclinico@formatoclinico.com.br

: www.formatoclinico.com.br

60

NewsLab - edição 100 - 2010


Horiba comemora resultados da 37ª edição do Congresso Brasileiro de Análises Clínicas

A Horiba, multinacional japonesa líder brasileira no segmento

de hematologia, participou da 37ª edição do Congresso

Brasileiro de Análises Clínicas, que aconteceu entre os

dias 16 e 20 de maio, no Centro de Convenções de Goiânia,

em Goiás, e comemora os resultados atingidos.

De acordo com Rafael Abdel Hak, gerente de produto

da Horiba Medical, divisão especializada na fabricação de

equipamentos e reagentes destinados à área médica, foram

apresentados quatro equipamentos ao público visitante: o

Micros ES 60, o STA-Compact, o Pentra 400 e o Pentra 60 C+.

A expectativa da multinacional foi superada. “Nosso

portfólio de máquinas para laboratórios de pequeno e médio

porte, principal foco de quem visitou essa edição do CBAC,

a qualidade dos equipamentos e do atendimento prestado

pela Horiba garantiram essa excelente participação. Estamos


Um dos destaques foi o Micros ES60, nova geração

de analisador hematológico baseado no conceito Micros,


qualidade nos resultados. O equipamento é indicado para

laboratórios de pequeno e médio porte e necessita de apenas

10μl de sangue para obtenção de resultados precisos


Além disso, a máquina avalia, em 18 parâmetros,

cerca de 60 amostras por hora. A tela é touch screen e

a interface amigável, o que permite o uso intuitivo da

alta tecnologia aplicada ao equipamento. O Micros ES60

é flexível para a troca de dados, apresenta três níveis

de controle de qualidade de sangue ativados simultaneamente

e permite upload e download de informações

de controle e monitoramento automático do sistema. A

fácil interpretação dos resultados e a capacidade para

mil resultados de paciente por vez são facilitadores para

o usuário.

Arildo Crema, Paula Coutinho, Joel Jerônimo e Alexan-


HORIBA, recepcionaram os visitantes no stand da empresa

e ofereceram todas as orientações relacionadas à área e

equipamentos para análises clínicas disponíveis no mix

sionais

do setor relacionados aos riscos da utilização de

equipamentos ou de reagentes paralelos e sua implicação

nos resultados obtidos nas análises realizadas. “Estamos

apoiando a campanha da Câmara Brasileira de Diagnóstico

Laboratorial, que levantou a bandeira contra importações

paralelas de equipamentos no Brasil”, explica Abdel.

Laboratório Alvaro auxilia no diagnóstico de Síndromes de Turner, Klinefelter, Edwards, Down

O Laboratório Alvaro está substituindo uma técnica gold

standard (cariotipagem), usada há mais de 30 anos, por uma

metodologia atualizada, uma nova técnica para avaliação de

cópias de DNA genômico para o diagnóstico de Síndromes

de Turner, Klinefelter, Edwards e Down.

As vantagens deste novo método são: resultado em

quatro dias, amostra independente da viabilidade das células,

amostra coletada com EDTA, contempla a 97% das

solicitações na expectativa de resultado, resposta imediata

ao médico e familiares.

Detecção de aneuploidias por técnica de avaliação de

cópias de DNA genômico

Cópias aberrantes do número de cromossomos são

denominadas aneuploidias e nem sempre são letais. O cariótipo

com banda G é considerado o método padrão ouro

para a avaliação de aneuploidias, entretanto, o cariótipo

é um método laborioso que requer um tempo prolongado

para a execução.

A síndrome de Down é a mais frequente forma de aneuploidia

e retardo mental. Esta síndrome é caracterizada por

trissomia do cromossomo 21 em mais de 95% dos casos e

ocorre em aproximadamente 1 para cada 800 nascimentos.

A trissomia do cromossomo 18 é a segunda aneuploidia

mais frequente e é denominada de Síndrome de Edwards.

Esta trissomia ocorre em 1 para 6.000 nascidos vivos. É

importante salientar que metade dos produtos de concepção

que apresentam a trissomia do 18 não evolui até o período

pré-natal.

A trissomia do cromossomo 13, ou síndrome de Patau,

ocorre em 1 para cada 10.000 nascidos vivos.

A síndrome de Turner apresenta, em sua forma mais

comum, a monossomia do cromossomo X (45,X). Ocorre

em uma frequência de 1 para cada 2.500 meninas. Esta

síndrome é caracterizada por algumas alterações físicas,

hipogonadismo, infertilidade entre outros.

O novo teste oferecido pelo Alvaro - Centro de Análises e

Pesquisas Clínicas é destinado a detectar estas aneuploidias

mais comuns (13, 18, 21, X, Y) e oferecer um resultado em

poucos dias.

A necessidade de uma quantidade relativamente pequena

de material genético para avaliação torna este teste uma

ótima alternativa para a detecção destas aneuploidias a partir

de líquido amniótico e sangue periférico.

: www.laboratorioalvaro.com.br

62

NewsLab - edição 100 - 2010


Biotécnica disponibiliza reagente para dosagem direta de HDL

O HDL (Lipoproteína de Alta Densidade) é uma partícula

pequena, constituída aproximadamente por 50% de proteína

(apolipoproteínas), 20% de colesterol e 30% de fosfolipídios. O

HDL é o responsável pelo transporte reverso do colesterol, ou

seja, o HDL comanda o processo no qual o excesso de colesterol

é removido dos tecidos periféricos e levado para o fígado, para

ser reutilizado ou para ser eliminado na bile.

É, portanto, a lipoproteína responsável por proteger o organismo,

da formação de placas de ateroma; daí ser conhecido

por colesterol “bom”. Diversos métodos são utilizados para sua

determinação. Atualmente um método para dosagem direta

através de imunosseparação tem ganho destaque nas análises

laboratoriais.

O método funciona através de uma reação que ocorre em


humana se ligam às lipoproteínas de baixo peso molecular

(LDL, VLDL, Quilomícrons) deixando livre o HDL. Na segunda

etapa as enzimas colesterol esterase

e colesterol oxidase numa

sequência de reações formam

peróxido de hidrogênio (H 2

O 2

).

Este, em presença da peroxidase

e de uma substância cromógena,

formam um composto corado,


Esquema da reação do HDL direto

analisadores convencionais.

Por tratar-se de um método que envolve uma reação bloqueio

por anticorpos, é fundamental que o equipamento utilizado

para realizar o exame esteja com seu sistema de incubação

a 37°C, em perfeito funcionamento.

Este método de dosagem do HDL substitui o método clássico

de precipitação, permitindo a completa automação das análises,

facilitando a execução do exame, diminuindo o risco de erros,

além de propiciar uma maior reprodutibilidade das análises.

A Biotécnica disponibiliza em sua linha de produtos o reagente

para dosagem direta do HDL, através do método de

imunosseparação.

: (35) 3214-4646 / : sac@biotecnicaltda.com.br

: www.biotecnica.ind.br

Sysmex comemora em grande estilo seus dez anos no Brasil

No mês de maio a Sysmex do Brasil – subsidiária da Sysmex

Corporation Japan – comemorou em grande estilo os seus dez

anos de operações no Brasil. Após receber seus clientes e parceiros

para uma visita à fábrica de reagentes, promoveu uma

festa onde os convidados apreciaram música, arte e um cardápio

elaborado, fazendo uma verdadeira experiência sensorial.

O evento que reuniu mais de 200 pessoas foi realizado no

Green Hall Eventos em Curitiba. Na ocasião, o CEO da Sysmex

Corporation Japan, Hisashi Ietsugu, o Presidente de Operações

Internacionais da Sysmex Corporation Japan, Kazuya Obe, e o

Presidente da Sysmex America Inc., John Kershaw, vieram ao

Brasil comemorar junto aos demais colaboradores.

Também marcaram presença no evento José Roberto Floresta,

gerente geral da Sysmex do Brasil, o Prefeito Municipal

de São José dos Pinhais, Ivan Ribas e o Consul Geral do Japão,

Soichi Sato.

Shin Akamatsu, John Kershaw, Kazuya Obe, Hisashi Ietsugu,

Tak Ono, Mitsuhisa Kanagawa e José Roberto Floresta

Os convidados no Green Hall Eventos

64

NewsLab - edição 100 - 2010


Abbott recebe aprovação da FDA para o primeiro teste

de sangue totalmente automatizado para Doença de Chagas

A Abbott recebeu aprovação da FDA para o teste Abbott Prism Chagas, ensaio de análise de sangue totalmente automatizado,

que pode detectar anticorpos de Trypansoma cruzi, um parasita achado somente nas Américas e comumente

adquirido pela picada do inseto barbeiro.

De acordo com o CDC – Centers for Diseases and Prevention, entre 8 milhões e 11 milhões de pessoas são infectadas

em todo o mundo com a doença de Chagas e outras 108.6 milhões de pessoas correm o risco de contrair a doença. Se

não diagnosticada e não tratada, a doença de Chagas pode levar à morte.

Em 2007, nos Estados Unidos, foi instituída a checagem de doença de Chagas nas doações de sangue. A FDA registra


Esta mais recente aprovação do analisador Abbott Prism consolida o portfólio da Abbott de testes de análise sanguínea,

que inclui ensaios para hepatite, HIV e outros retrovírus. Os sistemas Abbott Prism podem analisar mais de 160 amostras de

sangue doado por hora, tornando possível analisar mais de 1.200 amostras doadas em oito horas de trabalho em laboratório.

O Departamento de Saúde Humana dos Estados Unidos registra mais de 16 milhões de doações de sangue coletadas

no país a cada ano. Utilizado em mais de 30 países, o sistema Abbott Prism analisa a maioria do estoque de sangue doado

nos Estados Unidos e em todo o mundo.

“A aprovação do teste Abbott Prism Chagas representa a disponibilidade de uma importante ferramenta automatizada,

para assegurar a contínua segurança nos processos de doação de sangue e também oferecer a nossos clientes a possi-




Intitulada “Testes especiais no diag-


a palestra proferida em junho passado

pela Professora Dra. Dayse Maria Lourenço

reuniu em São Paulo, no Hotel

Quality Alameda Campinas, dezenas

de responsáveis clínicos por grandes

laboratórios e hospitais, além de pro-


Professora Associada Livre-Docente

da Disciplina de Hematologia

e Hemoterapia da Escola Paulista de

Medicina/Unifesp, Dayse Maria Lourenço

abordou os principais testes

desta área: antitrombina, Proteína C

e Proteína S, anticoagulante lúpico e

D-dímero.

“Estes testes de diagnóstico de

ção

correta de seus resultados, já que

são considerados rotina especial. Por

eles possuírem características especí-


interpretar os seus resultados. Testes

-


Promovido pela Instrumentation La-

Gisela Roque, Gerente de Produto de Coagulação,

Juliana Godoy, Gerente de Marketing, Jaime Atalaia,

Diretor Geral, Dra. Dayse Lourenço, Joaquim

Bonito, Key Account, Telma Amoedo, Gerente

de Produto de Critical Care, Leonardo Michetti,

Gerente Nacional de Vendas

boratory (IL), o workshop teve, portanto, o

objetivo de divulgar a importância destes

testes especiais para diagnóstico de trom-

torial

em função da clínica do paciente.

A IL possui um projeto de realização

de workshops presenciais e também via

web (remotos) para prover conhecimento

e educação continuamente aos clientes


A empresa possui uma completa linha

de equipamentos automatizados para

todos os tamanhos de rotina (pequena,

média e grande) com o menu mais

completo do mercado, incluindo desde

simples testes de rotina até testes superespeciais

e diferenciados em termos

de tecnologia e qualidade.

Este ano a IL está agregando à


líquida prontos para uso, teste para

mutação de fator II e fator V por bio-


e o novo equipamento automatizado

para hemostasia ACL TOP 500.

www.ilww.com

66

NewsLab - edição 100 - 2010


Sangue oculto – Wama Diagnóstica

O câncer de cólon ou reto é uma das mais comuns malignidades.

é o terceiro câncer mais comumente diagnosticado


cada ano, e a segunda causa mais comum de morte por câncer.

Muitos, senão todos, se desenvolvem a partir de pólipos

adenomatosos (pequenos tumores benignos derivados de

glândulas intestinais) que crescem na membrana mucosa do


um maior potencial para malignidade. Quanto maior o pólipo,



Os sinais e sintomas mais comuns do câncer colorretal são:

Mudança nos hábitos intestinais

Diarreia, constipação ou sensação de que o intestino não é

esvaziado completamente

Sangue vermelho vivo ou escuro nas fezes


Gases, distensão ou cólicas abdominais

Perda de peso sem motivo

Cansaço constante

Vômitos

Muitos pacientes não apresentam qualquer sintoma até que

o tumor já esteja bastante avançado

A presença de sangue nas fezes pode ser uma manifestação

precoce de câncer no trato gastrointestinal e é

frequentemente procurada em pacientes portadores de


Esse câncer pode ser prevenido através de um exame de

fezes chamado pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Alguns cânceres e pólipos sangram em quantidades tão

pequenas que não se consegue enxergar a olho nu. A pesquisa


amostras de fezes.

O Imuno-Rápido Sangue Oculto fabricado pela Wama


combinação de anticorpo monoclonal marcado e anticorpo

policlonal anti-hemoglobina humana de fase sólida, com ótima


A Wama Diagnóstica disponibiliza para o mercado brasileiro



minutos.

Por ser um teste que utiliza anticorpo mono e policlonal

anti-hemoglobina humana, não existe a necessidade de dieta

do paciente para coleta da amostra.


da qualidade de seus produtos para manter a satisfação de

seus clientes. Assim como o sangue oculto, todos os kits são

facilmente encontrados em todo o país por distribuidores

autorizados.

: (16) 3377-9977

: (16) 3377-9970

: atendimento@wamadiagnostica.com.br

Teste suplementar para Doença de Chagas: uma história escrita por muitas mãos

A bioMérieux comemora este ano o lançamento de um produto

que faz parte de um projeto totalmente voltado para uma

das doenças mais negligenciadas no Brasil: a Doença de Chagas.

Não é de hoje que a bioMérieux investe no diagnóstico

da doença de Chagas.

Para contar um pouco desta história, Thierry Jourdet,

diretor industrial da bioMérieux Brasil, relembra que os primeiros

kits para diagnóstico desta doença foram produzidos

em 1987, com o lançamento dos produtos Hemacruzi e

Imunocruzi, utilizando a metodologia de hemaglutinação e


Em maio de 1991 foi lançado o teste na metodologia

Elisa, (Bioelisa Cruzi, atual Elisa Cruzi), o que revolucionou

o mercado por ser um kit com alta qualidade, produzido no

Brasil e com cepas totalmente brasileiras.


teste Elisa Cruzi trazendo para o mercado o que há de mais

novo em tecnologia de produção e em simplicidade e qualidade

para a execução do teste. A mudança de cor em todas

as etapas de pipetagem e a utilização do controle positivo em

único poço foram as principais mudanças nesta nova versão.

Os investimentos da bioMérieux na Doença de Chagas

não param por aí. “Em um futuro próximo vamos ter mais

novidades”, comenta o diretor geral da bioMérieux Brasil,

Patrice Ancillon.

Visando a melhoria contínua de nossos processos e produtos,

a bioMériux lança este ano um teste suplementar para o

diagnóstico da Doença de Chagas pela metodologia Western

Blot, o Tesa Cruzi.

Este teste tem por objetivo auxiliar no diagnóstico da

doença de Chagas, principalmente em bancos de sangue,

pois a metodologia de western blot proporciona maior espe-




em nosso país.


produto já tem seu registro aprovado pela Anvisa.

: 0800 026 48 48

: brasil.contato@sa.biomerieux.com

: www.biomerieux.com.br

70

NewsLab - edição 100 - 2010


7ª edição do Roche Children´s Walk no Brasil tem doações em dobro

No dia 16 de junho, Dia Internacional

da Criança Africana, aconteceu

a sétima edição do Roche Children’s

Walk, evento organizado pelo Grupo

Roche para arrecadar fundos que serão

destinados às crianças órfãs de Malawi,

na África, e para crianças de instituições

locais. Aproximadamente 15 mil funcio-


todo o mundo, participaram das atividades

esportivas e palestras do evento.

Desde sua primeira edição, em

2003, o Roche Children´s Walk já

arrecadou cerca de 6 milhões de francos

suíços (aproximadamente R$ 9,7


crianças em Malawi.

No Brasil, a Roche dobrou a quantidade

doada pelos funcionários e destinará

os recursos ao Grupo em Defesa da

Criança com Câncer (Grendacc).

A entidade de Jundiaí/SP atende

crianças e adolescentes portadores de

câncer e de doenças hematológicas

crônicas. De acordo com Verci Bútalo,

presidente da Grendacc, essa será a

segunda doação da Roche para a entidade,

que já havia contribuído com

medicamentos anteriormente. “Como


nossos recursos são oriundos de doações

e eventos, então essa parceria com

a Roche é muito importante para a continuidade

do nosso trabalho”, declara.

Atualmente, cerca de 350 crianças

estão em acompanhamento na entidade,

sendo que, no total, já foram

registrados mais de 1,5 mil pacientes.

A instituição conta ainda com uma

unidade ambulatorial, o Hospital “Bolívar

Risso”, primeiro especializado em

oncologia e hematologia pediátricas de

toda a região de Jundiaí.

: www.roche.com.br.

In Vitro já tem disponível HbsAg por Elisa

A hepatite viral é uma doença infecciosa geralmente

causada pelo vírus da hepatite B, que afeta cerca de 5% da

população mundial com algumas variações regionais. A doença

pode manifestar-se como assintomática, aguda (com casos

fulminantes e mortais), ou crônica, com possibilidade de degeneração

em cirrose e/ou carcinoma hepatocelular e morte.

A doença é frequentemente transmitida por meio da

dáveis.

A transmissão é por via parenteral (soro infectado,

produtos derivados de sangue, transfusões de sangue, etc.)

ou não-parenteral (saliva, lágrimas, suor, urina, sêmen,

feridas na pele, etc.).

O teste básico de triagem para a infecção por HBV é a

determinação da presença do antígeno de superfície do

HBV (HBsAg) no soro. A presença de HBsAg fornece a indicação

de status de portador do HBV e a possibilidade de ser


infecção é possível quando o teste é realizado em conjunto

com outros marcadores de HBV como HBeAg/anti-HBe,

anti-HBc e anti-Hbs.

O teste HBsAg da In Vitro (Fabricante: Human GmbH)

se baseia na técnica de Elisa direta de antígeno usando

microcavidades cobertas com anticorpos monoclonais (camundongo)

contra HBsAg.

As amostras reagem simultaneamente com o anticorpo

monoclonal imobilizado e com o anticorpo policlonal anti-HBs

(porquinho da índia) conjugado com peroxidase. Se HBsAg

estiver presente na amostra, o complexo contendo a peroxidase

é capturado na superfície da microcavidade (Etapa

1). Depois da incubação, o conjugado enzimático não ligado

é removido por meio de lavagem. A solução de substrato é

adicionada (Etapa 2) e durante o período de incubação ocorre


da reação com a adição de uma solução ácida a cor muda para

amarelo. A intensidade da cor é proporcional à quantidade

de HBsAg presente na amostra.

As absorbâncias dos controles e das amostras são determinadas

por uma leitora de microplacas Elisa ou por sistemas

automatizados de Elisa. Os resultados dos pacientes são

obtidos por comparação com o valor de cut-off.

: (31) 3067-6400

: suportecomercial@invitro.com.br

: www.invitro.com.br

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NewsLab - edição 100 - 2010


No 37 o Congresso Brasileiro de Análises

Clínicas, realizado em Goiânia, os visitantes

conheceram as novidades introduzidas

pela Hotsoft na versão mais recente do

Labmaster. Entre elas, a que ganhou mais

destaque foi a ampliação do escopo da

gestão de laudos.

O laudo é a informação mais importante

gerada pelo sistema laboratorial. É

o elo de ligação entre o laboratório e seus

clientes (pacientes e médicos). Automatizar

as tarefas de “Como”, “Quando” e “Onde”

entregar um laudo está fazendo parte da

estratégia dos laboratórios, representando

um diferencial competitivo, que tem o poder

de cativar clientes e agregar valor aos

serviços que presta.

Para a versão 2.0 do Labmaster a

Hotsoft realizou uma revisão completa do

processo e ampliou os mecanismos usados

desde a solicitação dos exames até a

comprovação da entrega dos resultados. Os

modos de emissão e entrega passam a respeitar

não só as opções do paciente, como

Hotsoft inova na gestão de laudos

também dos médicos e convênios e ainda

podem variar entre os diferentes locais de

atendimento do laboratório. Esses modos

podem ser criados e alterados conforme

convier ao laboratório e seus clientes.

O envio de cópias adicionais do laudo a

destinatários distintos também é tratado.

A impressão de laudos por demanda, que

gera economia considerável tanto de mãode-obra

quanto de materiais, ganhou controles

especiais, assim como a impressão

em lotes. Também foram tratados detalhes

da opção de entrega dos resultados à me-



data da consulta médica).

Dependendo do modo de emissão

do laudo pode-se associar a impressão


romaneio de entrega de laudos enviados

a médicos por motoboy). Se ocorrerem

falhas durante a emissão de um lote, o

usuário pode recuperá-lo e reimprimir

alguns ou todos os laudos. Para permitir a

responsabilização por esses e outros erros,


a emissão ou entrega, a data e hora e um

comentário opcional.

A gestão de laudos requer muita responsabilidade,

segurança e versatilidade.


complexa, a Hotsoft investiu primeiro numa

análise abrangente e detalhada. Segundo o

Diretor Técnico da Hotsoft, Euclides Gomes

Junior, “ouvimos as sugestões e necessidades

de nossos clientes e conseguimos

identificar os pontos importantes para

automatizar todo o processo. A gestão de

laudos é uma ferramenta que vem para

inovar o conceito de impressão e entrega

de laudos, com rastreabilidade e relatórios

plicada

e atendendo as particularidades de

cada laboratório”.

: (44) 3302-4455

: negocios@labplus.com.br

: www.hotsoft.com.br

Escolha das formas de emissão do laudo para cada requisição e controle das entregas pendentes: algumas das funcionalidades da gestão de

laudos no Labmaster

Beckman Coulter e Olympus: juntas para atender melhor

A Beckman Coulter e Olympus

Corporation, líder em tecnologia de

precisão com sede em Tóquio, anun-


no qual Beckman Coulter adquiriu a

parte de sistemas de diagnóstico do

negócio Olympus.

Esta aquisição ampliou a oferta de

ensaios de químicas da Beckman Coulter,

estabelecendo posição de liderança com

força própria em grandes laboratórios e

hospitais. Além disso, a transação estendeu

a ampla base de clientes dos produtos

de química da Beckman Coulter, que

é representativa junto aos produtos de

imunoensaio da empresa.

A Beckman Coulter continua concentrada

na criação de valores para

seus acionistas por meio do crescimento,

qualidade e excelência operacional.

A fusão das empresas Beckman

Coulter e Olympus demonstra o

compromisso em expandir ainda mais

os ensaios de química e sustentar o

crescimento acima do mercado em

imunoensaio.

A empresa Análise Produtos e Serviços

para Laboratórios Ltda. continua

representando a Olympus no Brasil,

garantindo a qualidade dos produtos e

serviços prestados.

: www.beckmancoulter.com

74

NewsLab - edição 100 - 2010


Laboratórios de 14 estados brasileiros “importam” tecnologia do noroeste paulista

O constante delineamento de estratégias

que aumentem a competitividade

das empresas e, consequentemente, a

lucratividade, é intrínseco ao sistema

capitalista. Uma das mais importantes

táticas empresariais é a busca por inovação

– e a melhor delas nem sempre está

na casa ao lado. A procedência regional

dos clientes da Shift, que oferece soluções

tecnológicas para laboratórios clínicos e

está localizada em São José do Rio Preto

(SP), é uma prova disso.

No mercado da tecnologia da informação

desde 1991, a empresa atende laboratórios

de 14 Estados brasileiros (Bahia,

Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão,

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,

Minas Gerais, Pará, Paraná, Santa Catarina,

São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do

Sul) e já estendeu sua atuação para além

do solo brasileiro: Montevidéu, no Uruguai.

A competência técnica da Shift, comprovada

recentemente pela obtenção da


de Processos do Software Brasileiro), é um

dos fatores que explica esse quadro, avalia

Heverton Francischi, analista de Suporte e

Implantação da Shift: “Para nós, a distância

não é fator limitante. Pelo contrário:

trabalhamos para reduzir distâncias físicas

por meio da tecnologia”.

O médico Fábio Brazão, diretor do

Laboratório Ruth Brazão, situado em

Belém (PA) e atendido pela Shift desde

2005, relata que escolheu as soluções

da empresa por considerá-las as mais

completas do mercado. O aumento da

agilidade na prestação de serviço, já que

as 20 unidades de seu laboratório têm

informações integradas, e da satisfação

do seu cliente, que pode acessar os resultados

de exames via internet, são alguns

dos benefícios apontados por ele. “Também

ganhei em qualidade de vida, pois,

como consigo gerenciar as atividades do

laboratório remotamente, o tempo todo,


viajar”, declara.

Para o médico, essa parceria bemsucedida

com a Shift também teve importante

papel em uma grande conquista do

Ruth Brazão: o laboratório foi o primeiro

a conseguir a Acreditação ONA da Região

Norte do Brasil, título que demonstra o

compromisso da instituição com seguran-


: www.shift.com.br


Água é o principal elemento de um laboratório de análises clínicas

e, por isso, a sua pureza é fundamental.

Na preparação de reagentes e soluções em um laboratório clínico,

e mesmo na realização das reações, é necessário ter uma qualidade

de água grau reagente (água pura).

-


laboratórios precisam.

Especificações MINI OP 100 OP 101/101+ OP 202+ OP 302+ OP301+

Capacidade a 25°C 15 L/hora 15 L/hora 30 L/hora 40 L/hora 45 L/hora

Capacidade a 9°C 9 L/hora 9 L/hora 18 L/hora 24 L/hora 27 L/hora

Volume de resina 0.75 Litros 4/10 Litros 10 Litros ou mais 10 Litros ou mais 20 Litros

Sistema de Filtro Baixa pressão Alta pressão

Menbranas do filtro 2 a 10 polegadas 3 a 10 polegadas 3 a 20 polegadas

Tamanho dos poros dos

filtros (bactérias)

5 μm 1 μm

Para um volume diário de






Dimensões

Peso sem o tanque

: (21) 3907-2534 : www.biosys.com.br : sac@biosys.com.br : biosys@biosys.com.br

76

NewsLab - edição 100 - 2010


Biometrix: treinamento e capacitação

Em busca de inovação e desenvolvimento,

a Biometrix, através de seu

laboratório, promove demonstrações,

treinamentos e workshops que visam à

geração de conhecimento e otimização dos

produtos comercializados pela empresa.

Em maio de 2010, a Biometrix realizou

workshops nas cidades de Brasília,

São Paulo e Curitiba, onde todos os clientes

que utilizam os produtos One Lambda

participaram. O objetivo dos workshops é

prezar sempre pela excelência dos seus

procedimentos técnicos, qualidade dos

produtos e principalmente pela melhoria

contínua no atendimento ao cliente.

Através de uma excelente infraestrutura,

a proposta da Biometrix é dar

continuidade aos avanços tecnológicos e

repassá-los aos clientes, com diferentes

tipos de treinamentos, adaptados de

acordo com a necessidade de cada laboratório

e a complexidade de cada produto.

A Biometrix é representante exclusiva

de todas as marcas e produtos com que

trabalha: serviço, rapidez e segurança,

além de soluções de ponta. Entendendo

a qualidade como referencial, a Biometrix

realiza em seu laboratório testes internos

de validação, garantindo a qualidade dos

produtos que comercializa.

DDG: 0800-7031014

: www.biometrix.com.br

Resultados de exames via internet: uma ideia já consolidada

Se já aceitamos transações legais

(Nota Fiscal Eletrônica), técnico-cientí-


pela web, por que não enviar e receber

exames via internet

O uso de tecnologias está facilitando

o acesso dos pacientes a informações

importantes relativas aos seus exames.

Hoje, os laboratórios são cobrados pelos

pacientes e médicos para receberem os

resultados de forma rápida e simples, e

o envio pela internet é a solução mais

fácil e barata. Porém, alguns cuidados

devem ser tomados para que isso não

traga problemas para o laboratório. É

por isso que as pessoas estão cada vez

mais exigentes quanto aos requisitos de

agilidade, facilidade de uso e segurança.

Agilidade é uma demanda do mundo


ter que voltar ao laboratório somente

para buscar um papel com o laudo que, a

qualquer momento, poderia ser acessado

em casa ou no escritório.

Facilidade de uso permite que qualquer

pessoa navegue e utilize os benefícios da

internet. Tecnologia não precisa trazer

complexidades, mas sim facilidades.


trata de informações pessoais e por isso

deve-se garantir o sigilo do conteúdo.

A S_Line mostra-se cada dia mais

-


e altamente sigilosos, garantindo todo o

conforto e comodidade que os pacientes

estão procurando. A S_Line trabalha com

garantias de serviço, tais como:

Agilidade e disponibilidade

Armazenar os resultados em um ambiente

de rápido acesso (internet veloz)

e disponível para acesso em qualquer

hora/dia.

Facilidade de uso

Acessar e imprimir o resultado de forma

simples e fácil.

Permitir encaminhar o resultado ao médico,

com recado ou anotação pessoal.

Permitir gerência dos resultados,

separando-os em pastas por tipos de

exames ou qualquer outra necessidade.

Ter uma única chave para receber resultados

de vários laboratórios.

Aceitar numa única chave os resultados

de toda família, podendo separar

em pastas.

Permitir receber resultados de medicina

laboratorial e de diagnóstico por

imagens.

Segurança

Armazenar os resultados fora do ambiente

do laboratório, evitando que

uma possível invasão pare o laboratório



SSL de segurança quando o usuário

digitar a chave/senha e ao trafegar o

resultado.

A solução S_Line funciona com qualquer

LIS (Sistema Laboratorial) e está integrada

às maiores e melhores empresas

de informática laboratorial.

: (27) 3205-6868

: sline@sline.com.br

: www.sline.com.br

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NewsLab - edição 100 - 2010


Horiba Brasil realiza I Seminário de Vendas da América Latina e recebe visita de CEO


-









-




-











-




-








-

-



-









-


Segurança nas centrifugações: tubo cônico Easypath

A centrifugação é um procedimento co-

-







-



-



-



-


-













-












: www.erviegas.com.br

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NewsLab - edição 100 - 2010


Meios de cultura para

biologia molecular Himedia

Abbott lança Architect c4000 e

completa linha de equipamentos de

bioquímica

A linha de equipamentos Architect, que chegou

ao Brasil em 2003, completou sua família de

equipamentos, com o c4000.

Após lançar o sistema c8000 de bioquímica e

o sistema i2000SR, consolidando o conceito de

sistemas integrados sem perda de produtividade,

o Architect c4000 chega para, integrado ao sistema

Architect i1000SR, oferecer os benefícios da

integração aos laboratórios de pequeno, médio

e grande porte.

O c4000 é ideal para laboratórios que buscam

um sistema com integração perfeita, bioquímica

e imunohormônios, com resultados precisos,

rápidos e facilidade de uso em um espaço com-


resultados para os pacientes.

gração

dos sistemas, reduzindo a quantidade de


nos resultados pela diminuição do manuseio de

amostras e pelo sistema de detecção de coágu-


com tecnologia de monitoramento de pressão,

além de detectar volume, bolhas e espuma nos

reagente.

Com capacidade produtiva de até 800 testes/

hora, 55 testes simultâneos, 99 reagentes “on

board”, e capacidade para 100 amostras, o c4000

atende às necessidades do mercado de laboratórios

públicos, privados e hospitalares de pequeno e

médio porte, como analisador principal, laboratórios

satélites em uma “Rede” de hospitais ou de

laboratórios de grande porte como “back-up”, com

uma ótima relação custo/benefício.

: www.abbottbrasil.com.br

A Biosystems oferece meios de cultu-

sentando

uma linha completa de meios

para biologia molecular de alta qualidade

e com baixo custo.

Contando com um suporte técnico


sanar qualquer dúvida, a Biosystems

também se diferencia pela preocupação

com a satisfação do cliente em relação

a esses meios, oferecendo consultoria,


testes, além de contar com estoque regulado.

Dentre estes meios, destaque para o Caldo Luria, para uso em



e moleculares, podendo também ser usado para cultivo rotineiro

de micro-organismos não fastidiosos.

A empresa possui ainda linha completa de meios de cultura

desidratados, suplementos, bases, meios para cultura celular

animal e de plantas.

: www.biosystems.com.br

Bioeasy traz novidades para o

diagnóstico imunoenzimático

A Bioeasy Diagnóstica está fazendo o pré-lançamento no mercado

brasileiro de mais duas novidades para o diagnóstico imunoenzimático:




- Detecta o antígeno com até 10 dias após o contato

- Amostra: soro ou plasma


- Leitura visual



concordância de 99,9%





do soro humano

- Sensibilidade de ate 0,05 ng/mL




: (31) 3048-0008

: biomolecular@bioeasy.com.br

: www.bioeasy.com.br

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NewsLab - edição 100 - 2010


Claudia

Vasconcellos

A Sysmex, em parceria

com a Roche Diagnóstica

Chile, participou

entre os dias 20 e 23

de abril do Congresso

Latino-Americano de Bioquímica,

que aconteceu

no centro de convenções

do Hotel Sheraton em

Santiago. No estande foi

exibido com destaque o

equipamento XE-Alpha-N

(analisador hematológico

-


de transporte de amostras).

Sysmex e Roche estão engajadas

em promover atividades de atualizações


patrocinando projetos com esse objetivo.

Diversas palestras vêm sendo

realizadas pela América Latina, assim

como a que aconteceu durante o CO-

LABIOCLI no Chile.

A especialista de aplicação da Sysmex

America Latina e Caribe, Claudia



intitulada “Novas tecnologias de analise


melhoram o apoio ao diagnóstico”.

Para a Sysmex, apoiar eventos de


Congressistas durante o workshop da Sysmex

Equipamento XE-Alpha N em exposição no

estande

o crescimento e expansão da área de

diagnóstico in vitro, por isso vem a

cada ano fortalecendo a parceria com

seus distribuidores para difusão do

conhecimento.


sete vírus em apenas 60 minutos



Cerca de 200 vírus podem causar

infecções respiratórias, porém


-


são responsáveis pelas doenças mais

severas em crianças e pacientes imunodeprimidos.

Essas viroses também

são responsáveis por uma morbidade


períodos epidêmicos.


respiratórias é essencial para um

diagnóstico efetivo e cuidados com o

paciente.

A Medivax, em parceria com a

-






O kit também pode ser utilizado

para o auxílio no diagnóstico da “Gripe






indireta dos sete vírus. Único kit no

mercado que pode ser detectado em

amostras diretas e culturas de células.

Resultados em apenas 60 minutos e

reagentes prontos para uso. Sensibi-


: (21) 2622-4646

: medivax@medivax.com.br

: www.medivax.com.br

Nos diversos laboratórios da área

biológica, como bioquímica, genética,

microbiologia etc., é fundamental a

transferência de pequenos volumes de

amostras, que variam de microlitros

(μL) a mililitros (mL), de forma precisa

e reprodutível. Desta forma a técnica

de pipetagem tornou-se um procedimento

indispensável nos ensaios

laboratoriais.

Esta técnica é realizada com o auxílio

de um instrumento denominado

“pipeta”, que pode ser graduada, vo-


variável e controlador de pipetagem.

Para tornar a atividade e a rotina

dos laboratórios mais precisas, a

marca HTL possui uma linha com-


e variável, monocanal e multicanal,

assim como repipetador e pipeta

motorizada.

: contato@htlbrasil.com.br

: www.htlbrasil.com.br.

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NewsLab - edição 100 - 2010


Programa de Controle de Qualidade do PNCQ

tem forte aumento de participantes em 2010

Para quem deseja obter cada vez mais e melhores

resultados na prestação de seus serviços de análises

clínicas, o Programa Nacional de Controle de Qualidade

(PNCQ) oferece uma poderosa ferramenta de sistema

de controle de qualidade que ajudará a alcançar esse

objetivo. Trata-se do Programa de Ensaio de Proficiência

para Laboratórios Clínicos, o PRO-EX.

Considerado o maior programa de controle externo

da qualidade em nível nacional, de acordo com

o número de laboratórios inscritos, o PRO-EX vem

conquistando cada vez mais participantes a cada dia.


com os primeiros cinco meses de 2010, o número de

participantes teve aumento de 6% (200 novos inscritos),

o que representa um crescimento significativo de

laboratórios que cumprem, entre outras exigências, a

RDC 302:2005 da Anvisa, que dispõe sobre a garantia

da qualidade em laboratórios de análises clínicas.

Com mais de 3.600 laboratórios participantes

desse programa específico em todo o país, o PNCQ

disponibiliza um serviço de controle de qualidade totalmente

adaptado às necessidades de cada cliente,

com a facilidade de envio e checagem de resultados

em tempo real através do site da instituição, ranqueamento

comparativo mensal de resultados com outros

laboratórios, entre outros benefícios.

Ao participar do PRO-EX, que realiza o envio mensal

de kits de amostras-controle de analitos específicos, os

laboratórios conseguem detectar não-conformidades

em seus processos, possibilitando a implantação de

ações corretivas ou preventivas. Além disso, também é

possível fazer uso dos resultados divulgados no site do

PNCQ para estudar a influência dos métodos, padrões

e calibradores utilizados por todos os participantes.

: www.pncq.org.br

Workshop com Humberto Zardo marca

lançamento da EmbaEPS

Foi realizado no último dia 21 de junho, em São Paulo,

o primeiro workshop da EmbaEPS. Com o tema “Perspectivas

e Inovações em Rede de Frio”, o evento teve como

principal palestrante o renomado Dr. Humberto Zardo,

seguido de uma apresentação de dois consultores técnicos

que prestaram serviço para a EmbaEPS.

Com o título “A Importância da Rede de Frio para a

Saúde Pública”, Humberto Zardo palestrou sobre as necessidades

da rede de frio para o transporte seguro de medicamentos.

Zardo, que é consultor de governos, ONG´s e

empresas em mais de 40 países, destacou a importância

de se conhecer bem rótulos, exigências, regulamentações

e características de transporte e armazenagem para de-


duas tecnologias que auxiliam no controle da temperatura

de termossensíveis: os indicadores visuais VVM (Vaccine

Vial Monitors) e TransTracker®.

Destacada a importância da escolha das embalagens,

os consultores técnicos apresentaram o EmbaGEL – elemento

refrigerante da EmbaEPS, demonstrando os cri-


carbopol (EmbaGEL) tenha desempenho superior quando

comparado a outros elementos refrigerantes como o gel

de celulose.

A performance do gel carbopol deve-se à sua alta

viscosidade que faz com que um sistema permaneça

refrigerado, por 72 horas, entre 2°C e 8°C. A produção

em escala industrial do EmbaGEL possui Boas Práticas

de Fabricação, garantindo a uniformidade dos lotes e


registrada no Ministério da Saúde/Anvisa.

Dr. Humberto Zardo

: www.embaeps.com.br

88

NewsLab - edição 100 - 2010


Presente em mais de 30 países ao redor

do globo, a Qiagen fornece o teste molecular

de captura híbrida ou digene HPV test


rastreamento do vírus HPV (papilomavírus

humano) – responsável pelo câncer cervi-


pelo mundo afora.

De acordo com dados do INCA, são

esperados no Brasil, em 2010, 18.430

ocorrências de câncer cervical, com um

risco estimado de 18 casos a cada 100 mil

mulheres. Segunda causa de morte mais




captura híbrida ou digene HPV test.


-


o teste em todos os segmentos, do manual


A metodologia – validada com sucesso

em diversos estudos clínicos envolvendo

cerca de um milhão de mulheres, com

resultados publicados em mais de 300




Amplamente reconhecido e aceito pelos

ginecologistas no Brasil, o teste foi o pri-





todas as mulheres a partir de 30 anos re-


de rotina. Caso o resultado do teste de


-



-


envolvendo 36 mil mulheres, evidenciou



rayanan

et al., 2009).

fessor

e Chefe da Disciplina de Ginecologia

-

-


teste de captura híbrida no rastreamento

primário do câncer de colo do útero para

mulheres com mais de 30 anos, associada




boa parte dos casos”.

Novidade em genotipagem

-


risco em diferentes plataformas para





-


for Colposcopy and Cervical Pathology)


apenas para mulheres acima dos 30 anos



-


-




-



-

phony

SP, a plataforma se completa com o

QIAsymphony AS para pipetagem automa-



baseado em rotor.




de diferentes enfermidades. Composta por



os reagentes necessários para detectar de


-


: www.qiagen.com





necessárias para acompanhar a evolu-



seu potencial inovador para oferecer

melhor atendimento aos seus clientes.


gias

aplicadas ampliam a capacidade

produtiva, proporcionando maior




sempre foi um grande diferencial percebido

por seus parceiros, mantendo

o posicionamento de não concorrer

com seus clientes.

-


modernidade. O portal está sendo

desenhado, tornando-se mais atrativo

pelo fato de adotar um novo sistema


muito mais interatividade.

Todas as áreas da empresa estão





: (71) 2107-0070

: www.deltaapoio.com.br

90

NewsLab - edição 100 - 2010


Saúde Pública

A muleta, uma eterna desculpa

O

presidente Lula atribui as

inúmeras falhas ocorridas

no sistema de saúde ao





-



O presidente Luiz Inácio Lula da




-



bilhões arrecadados pelo tributo















a necessidade de um imposto para


-



-

-




por onde se esvaem os recursos para



nos conscientizarmos e darmos um



civil se mobilizar – como ocorreu no

movimento vitorioso pela derrubada






faltam recursos para serem aplicados




-




-



-











computados como investimentos


fundamental diante de uma rede de






investidos na rede de saúde pública








deveriam custear a melhoria do


-




privados para funcionários públicos



Marco Antonio Abrahão,

presidente do Conselho Regional

de Biomedicina 1 a Região

www.presidencia@crbm1.gov.br

-

-

-


-





-



-



tema

receba um volume de recursos

condizente com as suas necessidades


-















de

dinheiro bastante para mudar esse

-







-


96

NewsLab - - edição 100 93 - 2009


ESPECIAL Especial

Especial

ESPECIAL

Especial

ESPECIAL

Especial ESPECIAL

ESPECIALEspecial

Analogias

em

Chuva de pedra no olho

O vocábulo granizo, originado do espanhol (de grano =

grão), refere-se a um tipo de precipitação atmosférica na

qual as gotas de água se congelam ao atravessar uma

camada de ar frio, caindo sob a forma de pedregulhos

de gelo; o mesmo que saraiva ou chuva de pedra. A

palavra saraiva é pouco conhecida no Brasil quando se

refere à precipitação atmosférica de partículas de gelo.

Mas é muito difundida como nome de empresas, livrarias

e outros tipos de comércio. É também sobrenome comum

em muitas famílias, tanto em Portugal como no Brasil.

Em Minas Gerais temos políticos e muitos profissionais

liberais, incluindo médicos de renome, componentes da

família Saraiva.

O calázio – doença muito comum nas pálpebras – é

nódulo palpebral que resulta de inflamação crônica das

glândulas de Meibomius ou de Zeis, assim denominado

por comparação a um granizo (gr. chalaza = granizo)

ou saraiva (etimologia de origem obscura, segundo Dicionário

Houaiss da língua portuguesa).

Segundo Skinner (The origin of medical terms), a palavra

granizo (em grego chalaza) referia-se também a um

pequeno tubérculo. Hipócrates usou a palavra chalaza

para um pequeno tubérculo, como este que ocorre frequentemente

na pálpebra. Na língua inglesa calázio

corresponde a hail ou mais propriamente hailstone =

granizo. Hailstorm significa granizada, saraivada, temanalogias

em medicina

Medicina

pestade de granizo, chuva de pedra.

Ao exame clínico, o calázio apresenta-se como nódulo

único, arredondado, de alguns milímetros, de consistência

firme e não doloroso, ocupando principalmente a placa

tarsal. Pode estar associado à blefarite crônica posterior.

Ao exame microscópico, verifica-se infiltrado inflamatório

e reação granulomatosa ao material lipídico liberado

pelas estruturas glandulares, com presença de células

epitelioides e gigantes multinucleadas (lipogranulomas).

A patogênese da lesão relaciona-se a produtos de decomposição

lipídica, possivelmente devido a enzimas

bacterianas ou a retenção de secreções sebáceas, que

estimulam uma resposta inflamatória granulomatosa. O

resultado é uma massa de tecido granulação e inflamação

crônica, com linfócitos e lipófagos, o que distingue

o calázio de um hordéolo externo ou interno. Este é um

processo inflamatório piogênico agudo, com numerosos

neutrófilos, necrose e formação de pústula. Contudo, uma

condição pode resultar na outra, por causa da sua íntima

relação. Em casos raros, pode ocorrer múltiplos nódulos

inflamatórios (saraivada/granizada).

O calázio é comum, mas a sua exata incidência ou prevalência

é desconhecida. Não há também informações

precisas acerca da prevalência ou incidência com relação

à raça. Ambos os sexos parecem ser afetados igualmente.

Ao contrário da opinião popular, as pesquisas mostraram

que o uso de produtos cosméticos nas pálpebras não tem

relação causal e não são responsáveis pelo agravamento

do calázio. Todos os grupos etários podem ser comprometidos,

embora seja mais comum em adultos do que em

crianças. Uma condição frequentemente relacionada ao

calázio é a rosácea. Esta é afecção crônica da face e

manifesta-se com eritema e edema facial, telangiectasias

e pápulas, eventualmente acompanhadas de pústulas.

No Apocalipse (Sétima Trombeta) há ameaças... Sobrevieram

relâmpagos, vozes, trovões e grande saraivada...

José de Souza Andrade Filho - Patologista, membro da Academia

Mineira de Medicina e professor de anatomia patológica da

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

98

NewsLab - edição 100 - 2010


Artigo

Comparação da Determinação da Glicose Sanguínea

Usando o Tempo como Variável

Elise Geromel Bezerra Menezes¹, Nilton César Weyne da Cunha², Renato Motta Neto³

1 - Aluna de graduação em Farmácia da Universidade de Fortaleza, UNIFOR, Fortaleza, CE

2 - Farmacêutico- Bioquímico responsável técnico do laboratório de análises clínica

do Núcleo de Atenção Médica Integrada, NAMI, Fortaleza, CE

3 - Farmacêutico- Bioquímico, Professor-Doutor do curso de Farmácia da Universidade de Fortaleza, UNIFOR, Fortaleza, CE

Trabalho realizado no Laboratório de Análises Clínicas do Núcleo de Atenção Médica Integrada,

NAMI, da Universidade de Fortaleza, UNIFOR, Fortaleza, CE

Resumo

Summary

Comparação da determinação da glicose sanguínea

usando o tempo como variável

O controle de qualidade em análises clínicas evita erros que

possam vir a acontecer, causando prejuízo tanto ao paciente como

ao laboratório. Um dos pontos mais críticos na realização de

exames clínicos é a fase pré-analítica, que compreende as etapas

de solicitação dos exames até o início do procedimento. Estudos

revelam que 60-80% dos erros em laboratório clínico ocorrem nesta

fase. A quantificação da glicose é um dos exames mais frequentemente

realizados no laboratório clínico, e pode ser alterada por

diversos fatores, como dieta, jejum, tempo de processamento, etc.

Esse estudo tem como objetivo avaliar as alterações da glicemia

em função do tempo decorrido antes da centrifugação. Realizou-se

um estudo experimental de caráter quantitativo, onde coletaram três

amostras de sangue de 73 pacientes, atendidos no laboratório do

Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI), Fortaleza, CE. As

amostras foram identificadas numericamente e todas que tinham

o nº. 1 foram centrifugadas uma hora após coleta, assim como

as de nº. 2 centrifugadas duas horas após coleta e, as de nº. 3,

três horas após coleta, quantificando posteriormente os níveis de

glicose. Observou-se redução estatisticamente significante da glicemia

(p


Introdução

O

controle de qualidade no laboratório

de análises clínicas é a

dem

vir a acontecer. O processamento

do método analítico, para ser exato e

preciso, deve ser continuamente monitorizado

e avaliado para assegurar

a validade dos resultados do teste e

estabelecer uma base de melhoria na

qualidade. Apesar de vários esforços


na melhora de muitos testes, os erros

ainda ocorrem (1).

Para que ocorra avanço no processamento

dos testes, o laboratório deve


erros no laboratório clínico ocorrem

em três fases (pré, analítica e pósanalítica).

A fase pré-analítica, onde

se depende das variáveis do paciente

(jejum incorreto, estresse, etc.), das

variáveis do espécime (leucocitose,

presença de bactérias, etc.), do modo

como é feito a coleta, como o material

é cuidado (temperatura, transporte) e

o processamento do espécime (ex.:


que depende do desempenho do teste

selecionado pelo laboratório, e a fase

pós-analítica, onde os resultados do




Vários estudos feitos demonstraram

que a maior parte de erros

laboratoriais ocorre nas fases pré e

pós-analítica (2-4).

Em 1997, Plebani e seus associados

realizaram um estudo para iden-


laboratórios e foi visto que os erros


(68,2%), seguidos dos pós-analíticos

(18,5%) e analíticos (13,3%) (2).

madas

por outro estudo realizado

dez anos depois por Carraro e Plebani

em 2007, onde a taxa de porcenta-

gem dos erros permaneceu quase a

mesma, sendo as fases pré-analítica

(61,9%) e pós-analítica (23,1%) com

maior a frequência de erros, comparadas

com a fase analítica (15%).

Porém, os tipos de erros, particularmente

na fase pré-analítica, mudaram

com o tempo (4).

Outro importante achado foi a alta


como controláveis (73%). Esse aspecto

é ainda mais importante quando

considerado que 24,6% dos erros

resultaram em repetições desnecessárias

de testes, além disso, investigações

inapropriadas e episódios com

resultados clínicos negativos para o

paciente (4).

A demora no processamento da

amostra é um dos erros pré-analíticos

mais frequentes, onde, em hospitais,

ambulatórios e postos de coletas o

transporte do local da coleta até o

laboratório às vezes pode demorar

mais de duas horas (5).

nea

constitui um dos ensaios mais

frequentes no laboratório clínico (6). A


está intimamente correlacionada com

os cuidados tomados na fase pré-analítica,

principalmente com o seu tempo

de processamento. Após a coleta da

amostra, células presentes no sangue

como eritrócitos, leucócitos e plaquetas,

continuam a degradar a glicose

(glicólise) para atender suas necessidades

energéticas, onde a velocidade

de consumo da glicose é dependente


presentes, da eventual presença de

bactérias e da temperatura em que a

amostra se encontra (7).

Durante o transporte e processamento

do material coletado, o maior

tempo de contato do soro com esses

elementos faz com que ocorra um au-


diminuindo a glicemia (6).

Alguns estudos mostram a magnitude

do consumo da glicose, relacionando

características da amostra

à temperatura e tempo de processa-

tivos

para inibir e estabilizar a glicólise

vem sendo usada em longa data (8).

Recentemente, esse fenômeno tem

se mostrado mais evidente, pois os laboratórios

visando maior lucratividade

criam postos de coleta, aumentando

seus serviços e, consequentemente,

uma quantidade maior de material é

transportada para o laboratório, onde

muitas vezes é distante (6).

Várias formas de evitar o consumo

da glicose in vitro-


plasma imediatamente depois que o


congelamento durante o transporte,



tubos de coleta, e o uso de aparelhos

portáteis que aproximam mais o paciente

do processamento do teste (6).

Outra técnica vem sendo usada

-



Esse tubo possui um gel separador e


de centrifugada a amostra, é separada

entre soro e o restante dos elementos

do sangue, evitando qualquer tipo

de contato, pois mesmo in vitro, as

células sanguíneas consomem glicose

para se manterem.

O tubo com gel separador apresenta

pelo menos quatro vantagens na



amostra em ensaios potencialmente

reto

e menor volume de sangue a ser


coleta; (3) aumento da produtividade



espaço para as amostras em analisadores

automáticos (8).

102

NewsLab - edição 100 - 2010


Devido a tais fatos, o trabalho tem

como objetivo comparar os valores

de glicose sanguínea de pacientes,

utilizando o tempo decorrido entre

coleta e centrifugação como variável,

realizado no Laboratório de Análises

Clínicas do Núcleo de Assistência

Médica Integrada (NAMI) da Universidade

de Fortaleza.

Materiais e Métodos

Realizou-se um estudo experimental

de caráter quantitativo, onde foram

executadas punções venosas de 73

pacientes atendidos no laboratório do

NAMI, no período de 01 de março a

30 de abril de 2009. Foram incluídos

pacientes, que independente da pesquisa,

já haviam sido encaminhados

ao laboratório do NAMI para realizar

o exame de glicemia, sendo esses de

ambos os gêneros e independente de

qualquer patologia, entre a faixa etária

de 18 a 60 anos.

A pesquisa realizada seguiu os

preceitos éticos recomendados na

resolução do Conselho Nacional de

Saúde número 196/96 do comitê de

ética em pesquisa com seres humanos

e aprovada pelo Comitê de Ética

da Universidade de Fortaleza, de parecer

n° 088/2009. Cada voluntário

foi informado sobre o propósito da

pesquisa e assinou o termo de consentimento

livre e esclarecido antes

do sangue ser coletado.

A punção venosa foi realizada de

forma asséptica, seguindo todos os

protocolos de procedimento a vácuo

da BD ® Vacutainer, sendo o sangue

coletado em tubos de tampa amarela

contendo gel separador e ativador

da coagulação, fabricado pela BD ®

Vacutainer, de lote 7274195, sem conservantes

de glicose. Esse gel é uma


de atuar como barreira física entre as

hemácias e o plasma ou soro, após

a centrifugação. É um polímero com

do

um acelerador da coagulação (9).

O tempo de coleta foi realizado em

média de 10 minutos, incluindo desde

assepsia do paciente ao término da

coleta, com tempo de até 1 minuto

entre a troca de tubos.

Os tubos foram centrifugados em

tempos diferentes, onde o primeiro

tubo foi centrifugado após uma hora

da coleta, o segundo tubo após duas

horas e o terceiro tubo após três horas.

Durante o tempo de espera para

a separação entre o soro e o coágulo

formado, os tubos foram mantidos em

estantes sob uma temperatura ambiente

de 27-28ºC. Todos os tubos foram

centrifugados durante dez minutos, sob

3.000 rotações por minuto, em uma

centrífuga de marca Bioeng 4000 com

capacidade para 28 tubos de ensaio,

com temperatura interna de 2 ± 22 ºC.

Os valores de glicose foram quan-


hexoquinase glicose-6-fosfato desidrogenase

realizada pelo analisador

bioquímico automatizado Dimension ® ,

utilizando o cartucho de reagente

Flex ® Glicose fabricado pela Siemens ® .

ANOVA com comparações de teste

de Newman Keuls foram os testes utilizados

para as análises dos resultados,

em que se necessitava da comparação

Glicose mg/dl

100

75

50

25

0

de mais de dois grupos. Os cálculos

estatísticos foram realizados utilizando

um programa de análise estatística

GraphPad Prism4 Software.

Os resultados foram apresentados


p


Discussão

A possibilidade da utilização do soro em tubo com


na determinação da glicemia apresenta algumas vantagens,

dentre elas redução de custos, menor volume

de sangue coletado e, principalmente, a conservação

da estabilidade dos níveis de glicose in vitro (8).

Foi observado nesse estudo que os níveis de gli-


contato do soro com os demais elementos do sangue,

caso não haja a separação total das partes, através da

centrifugação, dentro de um curto período de tempo.

nuição

de até 2 ± 12mg/dl de glicose, uma diferença

de um pouco mais de 12%. Tal resultado pode ser

prejudicial ao paciente, pois ele pode sair de um estado

de pré-diabetes para os valores normais aceitos pela

Sociedade Brasileira de Diabetes (10).

É muito bem documentado o consumo de glicose

pelas células e a causa da diminuição da concentração

da glicose no sangue durante o transporte, onde os

níveis glicêmicos são sensíveis a temperaturas (11);

no entanto, o tempo também é um fator que pode

gerar erros.

Caso haja demora no transporte, mesmo em temperatura

ambiente, pode ocorrer a glicólise in vitro. Tal


1963, onde em tubos de ensaio sem nenhum conservante

de glicose, ou qualquer outra forma de inibir a

glicólise, houve uma queda da glicemia, demonstrando

que o tempo está intimamente relacionado com esta

perda devido ao contato do soro com o coágulo (12).

Zhang et al, em 1998, realizaram um estudo para

analisar a estabilidade de várias substâncias presentes

no sangue, dentre elas a glicose. Eles utilizaram tubos

de coleta sem conservantes ou gel separador e ainda

mantiveram os tubos sob uma temperatura de 2 ±

32ºC para simular o transporte de amostras do local

da coleta até o processamento.

No estudo, concluíram que após três horas do soro

em contato com o coágulo, houve uma redução sig-



sob a glicose (5).

Já em 2001, Picheth e colaboradores comparam a


sódio com a utilização de tubos com gel separador e

ativador da coagulação, e observaram que embora não

houvesse diferenças clinicamente importantes, os níveis

NewsLab - edição 100 - 2010

105


de glicose eram maiores nos tubos

com gel separador, ressaltando que a

técnica do tubo com gel é adequada

para a determinação da glicemia,

oreto

de sódio. Consequentemente,

observaram algumas vantagens para

o laboratório, como melhor aproveitamento

da amostra pela sua utilização

-


volume de sangue a ser coletado,

diminuindo custos e aumentando a

produtividade de 20-40% com a redução

de tubos a serem centrifugados e

maximização do espaço para as amostras

em analisadores automático (8).

Conclusão

Portanto, conclui-se que apesar do

tubo com gel separador e ativador da

coagulação ser uma boa metodologia

para avaliação da glicose sanguínea,

é preciso que a centrifugação seja

realizada com agilidade para evitar

diminuição da glicemia e, consequen-

temente, evitar erros nos resultados

laboratoriais, como foi demonstrado

anteriormente.

Sendo esses erros controláveis,

há uma necessidade em evitá-los,

pois ainda existem fatores que não

podem ser controlados pelo laboratório,

como o aumento da glicólise em

uma amostra devido a um número

elevado de leucócitos ou presença de

bactérias (7).

O sistema de saúde está progressivamente

dependente dos serviços de

de

dos seus resultados, o qual, como

parte de todo o sistema de serviço de

saúde, está propenso a erros.

Embora muitos estudos venham

sendo conduzidos com uma visão de

aumentar a qualidade dos laboratórios

de análises clínicas, a literatura sobre

erros laboratoriais ainda é escassa e

apresenta limitações (3).

A demora dos postos de coleta

para enviar as amostras ao local de

processamento ainda existe (5). Entretanto,

para prevenir esses erros,

será necessária uma maior comunicação

e cooperação entre todos os

membros da área da saúde envolvida

nas atividades que abrangem o laboratório,

desde o coletor da amostra, ao

auxiliar que faz o transporte do mate-




do exame.

A educação continuada dos pro-

mentos

é crucial para o entendimento

de variáveis que possam ocorrer na

qualidade do espécime e só assim

evitar erros laboratoriais.

Agradecimentos

Os autores agradecem a todos os

funcionários do Laboratório de Análises

Clínicas do Núcleo de Atenção

Integrada da Universidade de Fortaleza,

CE, pela atenção e apoio no

desenvolvimento deste trabalho.

Correspondência para:

Prof. Dr. Renato Motta Neto

rmotta_neto@hotmail.com

Referências Bibliográficas

1. Mayo Medical Laboratories. Communiqué. Preanalytic Laboratory Errors: Identification and Prevention. Disponível em:

Acessado em 05 de março de 2009.

2. Plebani M, Carraro P. Mistakes in a stat laboratory: types and frequency. Clin. Chem., 43(8): 1348-51, 1997.

3. Bonini P, Plebani M, Ceriotti F, Rubboli F. Errors in laboratory medicine. Clin. Chem., 48(5): 691-8, 2002.

4. Carraro P, Plebani M. Errors in a stat laboratory: types and frequencies 10 years later. Clin. Chem., 53(7): 1338-42, 2007.

5. Zhang DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey JL. Effect of serum-clot contact time on clinical chemistry laboratory results. Clin. Chem., 44(6):

1325-33, 1998.

6. Landt M. Glyceraldehyde preserves glucose concentrations in whole blood specimens. Clin. Chem., 46(8): 1122-49, 2000.

7. Burtis CA, Ashwood ER. Tietz, fundamentos de quimica clinica. 3ª ed. Philadelphia: Saunders, 1999.

8. Picheth G, Jaworski MCG, Pinto AP, Kikuti MY, Scartezini M, Alcântara VM, Fadel-Picheth CMT. Plasma-fluoretado comparado ao soro

na determinaçäo da glicose sangüínea. Rev. Bras. Anál. Clín., 33(4): 167-70, 2001.

9. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / ML para Coleta de Sangue

Venoso. 1ª.ed. - Elaborado pelo Comitê de Coleta de Sangue da SBPC/ML e BD Diagnostics - Preanalytical Systems. São Paulo, 2005

76 p. Disponível em: Acessado em 19 de abril de 2009.

10. Sociedade Brasileira de Diabetes. Pré-diabetes: o que é isso. Disponível em: Acessado

em 05 de março de 2009.

11. Tolstoi E. Glycolysis in bloods of normal subjects and of diabetic patients. J. Biol. Chem., 60: 69, 1924.

12. Ruiter J, Weinberg F, Morrison A. The stability of glucose in serum. Clin. Chem., 9: 356-9, 1963.

106

NewsLab - edição 100 - 2010


Artigo

A Atuação Biológica na Formação da Ciência Micológica

Arthur Tavares de Oliveira Melo 1 , Evandro Leão Ribeiro 2

1 - Acadêmico de Bacharelado em Ciências Biológicas do Instituto de

Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás (ICB/UFG)

2 - Orientador e professor adjunto da disciplina de Micologia do Laboratório de

Fungos Patogênicos do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da

Universidade Federal de Goiás (LFP/IPTSP/UFG)

Resumo

Summary

A atuação biológica na formação da ciência

micológica

O avanço científico mais profundo sobre os fungos demonstra

a constante relevância que esses seres vivos desempenham na

vida diária do homem. Este estudo cabe ao biólogo como um

profissional que visa entender e desvendar a funcionalidade do

ciclo biológico da vida, fazendo uso dos recursos peculiares de

cada indivíduo presente na natureza, como a utilização dos fungos

no aprimoramento da melhoria de condição de vida do homem.

Tais conhecimentos devem ser educacionalmente sistematizados

para que possam ser repassados de forma didática às gerações

humanas subsequentes, permitindo a aprendizagem do conhecimento

constatado e seu aprimoramento com os novos saberes que

advirão do avanço tecnológico e científico da biologia dos fungos.

Palavras-chave: Fungos, biologia, educação

The biological acting in the mycological science

education

The deeper scientific progress on the fungi demonstrates the

constant relevance that those alive individuals carry out in daily

life of the man. This study suits the biologist as a professional that

seeks the understanding and the study of the functionality of the

biological cycle of life, making use of each peculiar resources each

individual present in the nature, as the use of the fungi to upgrade

the improvement of human life condition. Such knowledge should

be systematized in order to teach others, so that can be reviewed

in a didactic way the subsequent human generations, allowing the

learning of the verified knowledge and its improvement with the

new discovers that will occur from the technological progress on

the biology of the fungi.

Keywords: Fungi, biology, education

Introdução

Os fungos são seres vivos que

contribuem de forma decisiva

para a preservação da

diversidade biológica do nosso planeta

e estão presentes, de mil formas, no

nosso cotidiano (1). A partir de 1969

posto

por Robert Whittaker passaram


parte, por apresentarem um conjunto

mitem

sua diferenciação das plantas.

Este reino com mais de setenta

mil espécies descritas, algumas macroscópicas

e outras microscópicas,

pode ser encontrado nos mais diversos

ambientes da Terra e inclui alguns dos

mais importantes organismos, tanto

em termos ecológicos quanto econômicos,

em função dos seus papéis

na natureza, ou seja, contribuem de

várias maneiras para a manutenção

do funcionamento normal de ecossistemas

e comunidades biológicas (1).

Das importâncias de se conhecer

detalhadamente o reino dos fungos se

destacam as relacionadas ao homem,

isto é, em todos os níveis os fungos

na

e o conhecimento e manipulação





conhecimento sobre a biologia dos


São agentes de biodegradação e


uma característica sapróbia (utilização

de material orgânico morto como fonte

de nutrientes), estes animais são

responsáveis pela biodegradação de

material orgânico no nosso ambiente,

reciclando compostos essenciais como



que produzem.

As principais doenças de plantas e

algumas doenças animais são causa-

110

NewsLab - edição 100 - 2010


das por fungos: por serem animais

generalistas, isto é, de fácil estabelecimento

em qualquer local onde tenha

presença de carbono, nitrogênio e

água os fungos podem ser parasitas

e lesionar tecidos vegetais causando

um péssimo rendimento das plantas.

Já em animais, as doenças ocorrem

do

penetram na corrente sanguínea

e o sistema imunológico encontra-se

debilitado, permitindo o crescimento

do micro-organismo.

São largamente usados em indústrias

no processo de fermentação:

a fermentação é um processo de

transformação de uma substância em

outra, produzida a partir de microorganismos,

tais como fungos. Usada

na fabricação de cervejas, vinhos e

pães, principalmente.

Usados na produção comercial de

compostos bioquímicos: Aspergillus

niger é usado em larga escala na

fabricação comercial de ácido cítrico,

além dos fungos do gênero Penicillium

usados na produção de penicilina.

São fontes diretas de alimentos:

alguns fungos e leveduras são cultivados

em larga escala e, em seguida,

submetidos a tratamento posterior

para fornecer diversas proteínas. Por

exemplo, Quorn mycoprotein, uma

proteína com propriedades químicas

e valores nutricionais semelhantes às

encontradas em proteínas de carne, é

produzido comercialmente a partir do

fungo Fusarium venanatum micelial.

Alguns fungos são altamente be-


espécies formam uma relação de

simbiose com a planta chamada



resultando em uma maior produtividade

destas espécies vegetais. Algumas

outras espécies são utilizadas no

controle biológico de insetos, pragas,

nematoides, plantas daninhas e de

micro-organismos patogênicos.

Por se tratar de um grupo de organismos

onde se estima que 30% das

espécies ainda são desconhecidas,

que aproximadamente 300 podem

causar infecção humana e que outras

tantas são economicamente importantes

(2), ao relacionarmos estes

fatos com o atual nível de pesquisas

nas áreas médicas e biotecnológicas,

podemos determinar a importância de

se conhecer mais espécies de fungos,


elas além de aspectos da biologia do


mais preparado do que um biólogo.


de diversas maneiras e em diversas

áreas da biologia, tais como: sistemática,

biotecnologia, biologia molecular,

bioquímica, além da micologia

propriamente dita, difundindo mais o

conhecimento dessa ciência.

Formação do Biólogo

rio

da Educação produziu e difundiu

Parâmetros Curriculares Nacionais

onde destacavam que o papel das

Ciências Naturais é o de colaborar

para a compreensão do mundo e suas

transformações, situando o homem

como indivíduo participativo e parte


Portanto, podemos descrever os

principais pontos de atuação de um

biólogo resgatando outro Parâmetro

vide

basicamente a atuação do biólogo

em três vertentes.

No âmbito de Representação e

Comunicação, um biólogo atuará

descrevendo processos e características

do ambiente ou dos seres vivos,

bem como relacionando os diversos

conteúdos conceituais de Biologia na

formulação de hipóteses acerca dos

fenômenos biológicos.

No contexto de Investigação e

Compreensão, formular questões,

diagnósticos e propor soluções para

problemas apresentados, utilizando

sempre elementos da Biologia. E no

campo de Contextualização Sociocul-


vimento

tecnológico, considerando a

preservação da vida, as condições de

vida e as concepções de desenvolvimento

sustentável.

Assim, admite-se que a formação

biológica contribua para que cada indivíduo

seja capaz de compreender e

aprofundar as explicações atualizadas

de processos e de conceitos biológicos,

a importância da ciência e da


interesse pelo mundo dos seres vivos.

Esses conhecimentos devem contribuir,

também, para que o cidadão seja

capaz de usar o seu conhecimento ao

tomar decisões de interesse individual

e coletivo, no contexto de um quadro

ético de responsabilidade e respeito

que leve em conta o papel do homem


O conceito de biologia, segundo


aparece em 50% dos programas de

ensino de ciências e/ou biologia da

educação brasileira. A relação entre

ciência, tecnologia e sociedade aparece

ainda menos, indicando a falta de

análise das implicações sociais de de-


tão presente por sua importância nos


ainda mais quando percebemos certo

distanciamento entre profissionais


voltados para a área de pesquisa. Isto

culmina num erro grave de isolamento

de duas vertentes que poderiam estar

unidas para melhorar principalmente o

ensino de ciências e biologia da edu-

NewsLab - edição 100 - 2010

111


cação brasileira, bem como proporcionar

uma relação entre a ciência dos

cientistas e a ciência da sala de aula,

difundindo as ciências naturais como

um todo para a sociedade em geral.

E ainda, a formação de professores

necessita, hoje, de uma abordagem

multidisciplinar no seu tratamento.

Portanto, como cita Jiménez (11), é

necessário haver uma coerência entre


e a forma como este conhecimento é

reconstruído em situação escolar.

Nesse sentido, como uma alternativa,

vale a pena ressaltar o que foi

sugerido por Vianna & Carvalho (16)

de que é necessário juntar a pesquisa

feita nos laboratórios, observando se

os pesquisadores expõem os problemas

da construção do conhecimento

da sua área com a maneira de ver a

Ciência do ponto de vista de professo-

tica

docente. Entretanto, nada mais

vantajoso do que relacionar a prática


fungos com a necessidade de melhoria

da qualidade do ensino brasileiro.

Essa relação se torna vantajosa

ao analisarmos a biologia do Reino

em questão, uma vez que se trata

de seres altamente generalistas, que

podem ser encontrados em diversos

locais sob diversas formas, de fácil

manipulação e que podem ser usados

em práticas escolares num espectro

grande de ramos dentro da biologia,

sem contar a importância ambiental

e econômica destes seres. Portanto,

para que esse sucesso de relacionar

duas vertentes biológicas um pouco

afastadas dentro da própria biologia

se concretize, dependemos novamen-


– que, por possuir uma formação

acadêmica, poderá não só relacionar

os laboratórios de micologia com as

práticas docentes, mas sim, conhecer

as estratégias de trabalho de ambas

as vertentes e as interações Ciência,

Tecnologia e Sociedade associadas

à construção do conhecimento, bem

como selecionar conteúdos adequados,

que apresentam uma visão correta

da Ciência (6).

A Interação Biólogo-Micologia

Quando tentamos desmembrar o

logia

e Sociedade, podemos começar

a compreender a sua real importância,

uma vez que se trata de conceitos

sempre atuais e de muito interesse

para a sociedade propriamente dita.

Podemos analisar essa tríade come-


Ciência consiste, resumidamente, em

tomar conhecimento, algo que todos

nós procuramos fazer ou fazemos involuntariamente

todos os dias.

A tecnologia é um auxiliar direto e

importantíssimo para que a sociedade

rais

que ocorrem no nosso cotidiano.

Assim, os fungos devem ser vistos como

um grupo auxiliar na compreensão

minuciosa dessa trilogia, podendo ser

um importante grupo de organismos

modelos usados ativamente para que

a sociedade possa tomar ciência dos

fenômenos naturais que a circundam.

Podemos usar diversos tipos de

fungos para estudarmos diferentes

ramos dentro da biologia, tais como:

proteínas enzimáticas, uma vez que

são organismos dotados de um com-


processos químicos como a fermentação

e síntese de biocompostos, pois

são organismos que através de seus

sistemas biológicos realizam inúmeras

reações químicas sendo muitas delas

manipuladas e de suma importância


reprodução, pois realizam tanto re-


relações ecológicas, uma vez que realizam

simbiose com plantas e algas e


ciclos biológicos, pois são organismos

decompositores, devolvendo átomos

inorgânicos à atmosfera e vários

outras áreas das ciências biológicas.

Outras áreas mais específicas

como a biotecnologia, a sistemática,

a genética, a bioquímica e a micologia

propriamente dita podem ser

estudadas detalhadamente tendo

como base os fungos.

Algumas áreas, como a genética,

ganham destaque nesse âmbito,

embora existam outros meios eficazes

de compreensão da genética,

ao utilizarmos um fungo como o

Neurospora crassa, um dos primeiros

micro-organismos eucariotos a serem

adotados pelos geneticistas como

organismo modelo, o estudo pode se

tornar mais detalhado e direcionado.

Esse fungo apresenta uma velocidade

recorde de crescimento de hifa: aproximadamente

10cm por dia.

Este crescimento rápido, combinado

com seu ciclo de vida haploide e a habi-


tornou-o um organismo de escolha para

o estudo da genética bioquímica da

nutrição e captação de nutrientes (9).

De acordo com o mesmo autor a

característica marcante do Neurospora

crassa é o fato de os produtos

haploides da meiose sofrerem uma

nova divisão mitótica, formando uma

óctade linear com oito esporos, sistema

perfeito para estudo de crossingover,

conversão gênica, rearranjos

cromossômicos e controle genético

da própria meiose. Além de servir

como um modelo de estudo para os

nicos

que afetam monoculturas e

humanos no mundo todo.

George Beadle e Edward Tatum

usaram Neurospora em seus estu-

112

NewsLab - edição 100 - 2010


Tabela 1. Exemplos de processos biotecnologicos com o uso de fungos

Processos ou produtos

Organismo

Fermentação em comidas asiáticas

Ang-Kak

Miso (Misoshiru)

Ontjam

Molho de Soja

Monascus purpurea

Aspergillus oryzae

Neurospora crassa

Aspergillus Oryzae, A. sojae

Cervejaria e Panificação

Saccharomyces cereviseae, S. carlbergensis

Queijos

Penicilliun roqueforti, P. camembetii

Cogumelos cultivados

Agaricus bisporus, Auricularia sp., Flammulina velutipes, Lentinus edodes, Pleurotus sp.

Antibióticos e outros fármacos

Penicilina

Cefalosporina

Ciclosporina

Mevalonina

Penicillium chrysogenum

Cephalosporium acremonium

Tolypocladium inflatum

Aspergillus terreus

Enzimas

α-Amilase

Cellulase

Glucoamilase

Glucose Oxidase

Invertase

Proteinases

A. niger, A. oryzae

Humicola insolens, Penicillium funiculosun, Tricoderma viride

Aspergillus phoenicis

A. niger

A. niger, A. oryzea

A. oryzea, A. melleus, Rhizopus delemar

Ácidos Orgânicos

Ácido cítrico

Aspergillus niger

Ácido itacônico

Aspergillus terreus

Fonte: Chang and Hayes (4), Godfrey and West (7), Gray (8), Hesseline (10) e Turner (14)

dos pioneiros sobre a relação geneenzima,

conceito de “um gene para

uma enzima” [one-gene-one-enzyme]

onde eles mostraram que mutações

únicas geralmente afetam a produção

ma,

sendo os primeiros a mostrarem

a ideia de que os genes eram os co-


Estudo que futuramente lhes renderia

o Nobel de Fisiologia ou Medicina no

ano de 1958.


DNA Recombinante e a técnica de PCR

(Reação em Cadeia da Polimerase) em

-



em aplicações comerciais (3), culmi-


a esse grupo de organismos que

-


permitindo um consequente sequen-

ciamento completo do genoma de

alguns fungos.

Assim, Bennett (3) cunhou o termo

“Micotecnologia” (Mycotechnology),

referente aos muitos processos biotecnológicos

que dependem de produtos

e processos fúngicos. A seguir serão

sos

de micotecnologia com enfoque



das descobertas nos últimos séculos.

114

NewsLab - edição 100 - 2010


Avanços Tecnológicos na Ciência

Micológica

Após a revolução do DNA recombinante

dentro das pesquisas biológicas,

esses processos “micotecnológicos”

cação

secundária para produção genética

de produtos micológicos. Um dos

lados crescentes destas pesquisas é a

procura sistemática para drogas com

atividades anti-infecciosas.

Laboratórios são particularmente

inovados estabelecendo um novo

rumo de pesquisas micológicas, com

uma visão voltada altamente para

síntese de biocompostos anti-hipertensivos,

antimutagênicos, imunoestimulantes

e outras atividades biológicas.

Podemos citar como exemplo as

ciclosporinas imunosupressoras e as

mevaloninas anti-hiperensivas, sendo

os dois produtos farmacêuticos mais

importantes descobertos a partir de


Alguns autores já imaginam que

as pesquisas tecnológicas em fungos

estão vivendo uma nova era pós DNA

recombinante. São desenvolvimentos

biotecnológicos novos que, juntamen-

-

splicing

estão renovando a micologia industrial

convencional, principalmente em se

tratando de expressão heteróloga de

proteínas.

A tabela 2 mostra alguns exemplos

de uma micotecnologia “pós-moder-


estudos moleculares altamente espe-


de interesse comercial.

Atualmente, pesquisadores têm a

esperança de produzir altos níveis de

proteínas de mamíferos em fungos



considerável de proquimosina – proteína

bovina – a partir de várias espécies


de produção está a abaixo do imaginado

por alguns pesquisadores, os

quais reforçam a necessidade de que

mais pesquisas no âmbito molecular

sejam realizadas para detalhada compreensão

de processos pós-tradução

de genes e liberação de metabólitos

proteicos além de desvendar rotas

metabólicas de diversas substâncias

químicas de interesse.

O desenvolvimento da transformação

gênica em fungos e o aperfeiçoamento

das técnicas de fermentação

tornaram possível a síntese de enzi-


como análises genéticas de reprodução

sexual e assexuada.

Já se tornou possível a introdução

de genes hortólogos e parálogos em

fungos manipulados geneticamente

dimento

e propriedades enzimáticas


de microchips de DNA a partir de sílica

industrial, onde usando uma tecnologia


genoma, imobilizando os nucleotídeos,

com o intuito de correlacionar famílias

gênicas com rotas metabólicas alternativas

de drogas comerciais. Assim, esse

chip poderá ser usado para medição


objetos moleculares importantes na

detecção de produtos bioativos.

Conclusão

A biotecnologia de fungos está,

sem nenhuma dúvida, na vanguarda



modelos para biologia básica e pes-


desempenham um papel importantíssimo

no cotidiano social da humanidade,

tendo um poder ímpar quando

se trata de questões de licenciatura

e docência escolar, podendo desempenhar

um papel de forma direta em

uma revolução não só pós-genômica,

mas acadêmica, auxiliando no melhoramento

do ensino brasileiro.

A genômica microbiana e os avan-


não só a biologia, mas também ace-

Tabela 2. Exemplos de processos biotecnológicos altamente específicos e sofisticados

Desenvolvimento

Expressão de genes heterólogos

Amplificação de genes homólogos

Manipulação de rotas metabólicas secundárias

Conhecimento em escala genômica

Chip de DNA

Biodiversidade fúngica na descoberta de novos

produtos farmacêuticos

Fonte: Godfrey West (7) e Turner (14)

Exemplos

Fungos, plantas e mamíferos

Rotas metabólicas de antibióticos e enzimas

Novos antibióticos semissintéticos e antibióticos híbridos

Aspergillus nidulans, Neurospora crassa, Magnaporthe grisea, Phytophthora

infestans

Alta densidade de matrizes de DNA para rastreio de expressão gênica

Rastreio de DNA genômico. Projetos de sequenciamento de genomas estruturais

116

NewsLab - edição 100 - 2010


Referências Bibliográficas

lerar a descoberta por novas drogas

guiando processos clínicos, bem como

novas aproximações em agricultura,

medicina e indústria. Assim, nos próximos

anos, os biotecnologistas ainda

continuarão a utilizar fungos para

quebra de paradigmas nas pesquisas


Correspondências para:

Prof. Evandro Leão Ribeiro

evandro0@terra.com.br

1. Alexoupoulos CJ, Mims CW, Blackwell M. Introdutory Mycology 4ªed. John Wiley and Sons, EUA. 1996.

2. Baron S, Peake RC, James DA, Susman M, Kennedy CA, Singleton MJD, Schuenke S. Medical Microbiology. 4ªed. Texas University, EUA. 1996.

3. Bennett JW. Mycotechnologic: the role of fungi in biotchnologic. Journal of Biotechnology. 66:101-107. 1998.

4. Chang ST, Hayes WA. The Biology and Cultivation of Edible Mushrooms. Academic Press, New York. 1978.

5. Davies RW. Expression of heterologous genes in filamentous fungi. Applied Molecular Genetics of Fungi. Cambridge University Press,

Cambridge, pp. 103-117. 1991.

6. Gatti BA. A Formação de Docentes: o confronto necessário – professor x academia. Educação Brasileira, v.14. 1992.

7. Godfrey T, West S. (Eds.). Industrial Enzymology, 2nd ed. Stockton Press, New York. 1996.

8. Gray WD. The use of fungi as food and in food processing. CRC Crit. Rev. Food Technol. 1, 1-225. 1970.

9. Griffiths AJF, Wessler SR, Lewontin RC, Galbart WM, Susuki DT, Miller JH. Introdução a Genética. Ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. 2006.

10. Hesseltine CW. Microbiology of oriental fermented foods. Annu. Rev. Microbiol. 37, 575-592. 1983.

11. Jiménez VM. Concepciones de los profesores de ciencias en formación y practica del aula. In: Blanco Nieto LJ, Jiménez VM. (Coord.). La

formación del professorado de Ciências y Matemáticas em Espana y Portugal. Badajoz. p.309-325. 1994.

12. Kinghorn JR, Lucena N. Biotechnology of filamentous fungi. Proceeding of the 6th European Congress on Biotechnology, Elsevier, pp. 277-286. 1994.

13. Krasilchick M. Prática de Ensino de Biologia. 2ª ed. Editora USP. São Paulo. 1986.

14. Turner WB. Commercially important secondary metabolites. In: Smith JE, Berry DK (Eds.), The Filamentous Fungi, vol. 1. Industrial Mycology.

Wiley, pp. 122–142. 1975.

15. Umezawa SI. Low-molecular weight enzyme inhibitors of molecular origin. Annu. Rev. Microbiol. 36, 75–99.1982.

16. Vianna DM, Carvalho AMP. Formação Permanente: a necessidade da informação entre a ciência dos cientistas e a ciência da sala de aula.

Ciência e Educação, São Paulo, 6(1). 2000.

17. Von Wartburg A, Trabor R. Chemistry of the natural cyclosporin metabolites. Prog. Alleg. 38, 28-45.1986.

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117

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Artigo

Prevalência e Perfil de Suscetibilidade aos

Antimicrobianos de Isolados de Staphylococcus aureus

Gabriela Cavalcante Oliveira 1 , José Daniel Gonçalves Vieira 2 , Geraldo Sadoyama 3

1 – Biomédica, Laboratório de Bacteriologia Médica – IPTSP – UFG

2 – Farmacêutico e Bioquímico, Doutor em Microbiologia, Universidade de São Paulo, Laboratório

de Microbiologia Ambiental e Biotecnologia – IPTSP – UFG

3 – Biólogo, Doutor em Imunologia e Parasitologia Aplicadas UFU, Laboratório de Bacteriologia Médica,

IPTSP/Núcleo de Estudo e Pesquisa em Microbiologia e Infecção Hospitalar – HC – UFG

Resumo

Summary

Prevalência e perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos

de isolados de Staphylococcus aureus

Staphylococcus aureus é um dos principais agentes de infecção

comunitária e hospitalar. A multirresistência entre S. aureus vem se

tornando frequente e o monitoramento das taxas de infecção por

S. aureus, bem como da resistência aos antimicrobianos, é de suma

importância no ambiente hospitalar. Este estudo tem como objetivo a

determinação da prevalência de S. aureus em diferentes espécimes

clínicos e nas diferentes unidades do Hospital das Clínicas da Universidade

Federal de Goiás (HC/UFG) e avaliar o perfil de suscetibilidade

aos antimicrobianos, bem como verificar a resistência à oxacilina e a

multirresistência. Foi realizado um estudo de vigilância laboratorial de

pacientes internados no HC/UFG, sem estabelecer distinção entre infecção

hospitalar e comunitária, cujo agente etiológico foi Staphylococcus

aureus, em um período abrangendo janeiro de 2005 a dezembro de

2007. As amostras dos pacientes foram isoladas e identificadas pelo

laboratório de microbiologia do hospital. Totalizou-se 740 amostras

de S. aureus. Das unidades em que S. aureus foi isolado, a mais

frequente foi a UTI com 16,7%, seguindo-se a clínica médica com

14,7%, o pronto-socorro (PS) com 10,9% e do centro e clínica cirúrgica

com 10,3%. Em relação aos espécimes clínicos nos quais S. aureus

foi encontrado, prevaleceram as secreções (33,6%), sangue (23,6%),

secreção de ferida operatória (10,3%) e ponta de cateter (9,9%). S.

aureus apresentou 100% de sensibilidade à vancomicina e à linezolina,

enquanto a bactéria demonstrou ser mais resistente à ampicilina

e à penicilina, ambas com 4,7% de sensibilidade, e apresentaram

taxas de resistência variável aos outros antimicrobianos. S. aureus foi

isolado em todas as unidades do hospital e em diferentes espécimes

clínicos. Ocorreu aumento na suscetibilidade de S. aureus à maioria

dos antimicrobianos no decorrer do período avaliado, indicando a

evolução da prática de medidas de prevenção de infecção no hospital.

Staphylococcus aureus: frequency and profile of

susceptibility to antimicrobial

Staphylococcus aureus has been a common nosocomial and community

pathogen. The multi resistance is more frequent within S. aureus

and monitoring of the infection rates and antimicrobial resistance in

the hospital caused by microorganism is important. The objective

of this study was to evaluate the frequency of S. aureus by clinical

specimen and spatial distribution in HC/UFG. It was evaluated the

resistance to oxacillin and multi resistance. A laboratorial surveillance

of the patients interned at the Hospital was done without establishing

distinction among nosocomial and community infections caused by

Staphylococcus aureus, in the period of January 2005 to December

2007. The samples were isolated and identified in the microbiology

laboratory of HC/UFG. It was obtained 740 cultures of S. aureus

and this was the most isolated in intensive care unit (16,7%), being

followed by medical clinic (14,7%), emergence room (10,9%), center

and surgical clinic (10,3%). Concerning the clinical specimens were

S. aureus was more isolated, predominated secretions (33,6%), blood

(23,6%), operative wound (10,3%) and catheter tip (9,9%). S. aureus

was 100% susceptible to vancomycin and linezolide. This microorganism

demonstrated to be more resistant to ampicillin and the penicillin,

both with 4,7% of susceptibility and demonstrated variable resistance

rates to the other antimicrobials evaluated. S. aureus was isolated in

different clinical specimens and all units of the hospital. We detected

an increase in the susceptibility of S. aureus in relation to most of the

antimicrobials in the appraised period, indicating the evolution of the

practices for infection control and prevention.

Keywords: S. aureus, infection, oxacillin resistance, multi

resistance

Palavras-chave: S. aureus, infecção, resistência à oxacilina,

multirresistência

118

NewsLab - edição 100 - 2010


Introdução

A

i nfecção hospitalar alcança

uma problemática de grande

importância para a saúde

ciência

da assistência médica, repercutindo

em grandes custos, elevado

número de internações e acentuada

taxa de mortalidade (1).

A frequência de Staphylococcus

aureus nos quadros de infecções hospitalares

e comunitárias é reforçada

por aspectos referentes ao próprio

micro-organismo como, por exemplo,

a sua elevada virulência associada a

uma acentuada taxa de morbidade.

Assim, evidencia-se uma diversidade

de infecções como infecções cutâneas,

muito comuns na comunidade e no ambiente

hospitalar e outras infecções de

extrema gravidade como pneumonia,

endocardite, osteomielites, meningites.

Estudos também têm constatado

que S. aureus possui uma capacidade

de adaptação e multirresistência aos

antimicrobianos (2). A sua transmissão

ocorre através do contato com outros

portadores ou através do manuseio

de objetos colonizados. Desta forma,

portadores constituídos principalmente


possuem papel de destaque na patogênese

e epidemiologia dessas infecções,

pois funcionam como veículos de

transmissão (3).

Além disso, outros fatores do ambiente

hospitalar facilitam o desencadeamento

de infecções que estão

relacionadas com a inexistência de

medidas de controle e prevenção,

como a esterilização e desinfecção

inadequadas de instrumentos, o uso

indiscriminado de antimicrobianos, a

disseminação da bactéria em equipamentos

hospitalares, em alimentos e

na água (4).

Pode-se ressaltar a participação

dos pacientes hospitalizados na propagação

desse micro-organismo, pelo

maior risco para colonização e subsequente

infecção, devido às doenças de

base, imunodepressão, exposição à

antibioticoterapia e ou procedimentos

invasivos (3).

A magnitude do papel que o Staphylococcus

aureus exerce nas infecções

hospitalares e comunitárias,

aliada à morbimortalidade causada

por este agente faz com que estudos

epidemiológicos sejam cada vez mais

nhecimento

da dinâmica da presença

de S. aureus em instituições de saúde

no Brasil. Este estudo teve como objetivo

avaliar a frequência do S. aureus

em diferentes espécimes clínicos e

nas diferentes unidades do HC/UFG


sensibilidade e resistência à oxacilina

e multirresistência.

Casuística e Métodos

Local e desenho do estudo

O Hospital das Clínicas da Universidade

Federal de Goiás - HC/UFG é um

hospital de cuidados terciários, com

cerca de 12.000 admissões por ano e

aproximadamente 300 leitos.

Foi realizada uma vigilância baseada

na demanda espontânea do

laboratório de microbiologia do HC/

UFG no período de janeiro de 2005 a

dezembro de 2007 para as culturas

que positivaram para amostras de

Staphylococcus aureus.

Isolamento e identificação das

amostras

Inicialmente, as hemoculturas

foram caracterizadas como positivas

ou negativas para micro-organismos,

através do processamento em sistema

automatizado Bactec 9120 (Becton

Dickinson).

Staphylococcus

aureus isolados de diferentes

espécimes clínicos (secreções,

líquidos peritoneal e pleural, ponta de

cateter, secreção traqueal, escarro,

lavado brônquico, escara, fragmento

de tecido/ósseo, secreção de ferida

operatória, swab nasal, urina, outros)

e hemoculturas positivas, foi empregado

o sistema semiautomatizado

MicroScan-4 (Dade Berhing), sendo

utilizado como controle a cepa de

Staphylococcus aureus ATCC 29213.





empregado o sistema de automação

MicroScan-4. A suscetibilidade antimicrobiana

das amostras isoladas

foi determinada de acordo com as

diretrizes do CLSI, documento M7-A6

(5), suplementado pelo M100-S17 (6).

Foram testados os seguintes antimicrobianos:

ampicilina, ceftriaxona,

cefazolina, clindamicina, eritromicina,

-

micina,

linezolida, oxacilina, penicilina,

rifampicina e as associações da amoxacilina/ácido

clavulânico, ampicilina/

sulbactam, dalfopristina/quinupristina

e trimetoprim/sulfametoxazol. A cepa

de Staphylococcus aureus ATCC 29213

foi utilizada como controle.

Análise estatística

A análise estatística descritiva foi

realizada através da tabulação dos

terminação

das taxas de infecção por

S. aureus nos diferentes espécimes

clínicos e unidades do HC/UFG.

Os resultados microbiológicos, bem

como os dados de suscetibilidade, foram

avaliados utilizando-se o teste do χ 2

para comparação entre os valores per-

120

NewsLab - edição 100 - 2010


centuais (variáveis qualitativas) quando

o n foi maior que 5 e o teste exato de

Fisher quando o n foi igual ou menor


p menor que

0,05. A análise das variáveis foi execu-


versão 2000 (CDC, Atlanta).

Resultados e

Discussão

Foram isoladas 740 amostras de

Staphylococcus aureus




foram analisadas segundo as uni-




S. aureus


Staphylococcus aureus assume


nosocomiais, ao ser considerado um

-


-




Brasil, ao evidenciar o maior número



ladas

3.396 (17,4%) amostras da


de micro-organismos (7). Em outro

estudo feito somente no Brasil, foi

detectado 22,8% de S. aureus de um

total de 3.728 amostras de outros



S. aureus isolados




Tabela 1. Prevalência de Staphylococcus aureus encontrados nas unidades, no período de 2005 a 2007

Unidades 2005 2006 2007 Total Valor de p²

Desconhecida

Centro cirúrgico e clínica cirúrgica

Pronto-Socorro (PS)

Unidade de terapia intensiva (UTI)³

Clínica médica

Maternidade

Ortopedia

Pediatria

Serupe¹

Clínica Tropical

n=219

(%)

103

(47,0)

17

(7,8)

13

(5,9)

30

(13,7)

31

(14,1)

3

(1,4)

8

(3,6)

5

(2,3)

2

(0,9)

6

(2,7)

0

UTI neonatal

(0,0)

1

Outras 4 (0,4)

1.Serupe: serviço de urgência pediátrica.

2.Análise estatística comparando os três anos simultaneamente.

3. Incluem UTI médica e cirúrgica.

4. Traumatologia e hemodiálise.

n=307

(%)

70

(22,8)

32

(10,4)

31

(10,1)

54

(17,6)

57

(18,6)

3

(1,0)

12

(3,9)

15

(4,9)

6 (2,0)

21

(6,8)

3

(1,0)

3

(1,0)

n= 214

(%)

0

(0,0)

27

(12,6)

38

(17,7)

40

(18,7)

21

(9,8)

10

(4,7)

15

(7,0)

7

(3,2)

27

(12,6)

11

(5,1)

6

(2,8)

12

(5,6)

n= 740

(%)

173

(23,4)

76

(10,3)

81

(10,9)

124

(16,7)

109

(14,7)

16

(2,2)

35

(4,7)

27

(3,6)

35

(4,7)

38

(5,1)

9

(1,2)

16

(2,2)

< 0, 001

0,249

< 0, 001

0, 334

0, 020

0, 011

0,174

0, 274

< 0, 001

0,110

0, 025

< 0, 001

122

NewsLab - edição 100 - 2010


por ocasião da ausência de dados no

pedido de exame microbiológico.

A unidade mais frequente foi a UTI

com 16,7%, seguindo-se da clínica

médica com 14,7%, do pronto-socorro

(PS) com 10,9% e do centro e clínica

cirúrgica com 10,3%. O menor percentual

obtido foi o da UTI neonatal

com 1,2%. As unidades que expressaram

valores de p estatisticamente

significantes (p


pelas amostras isoladas do sangue

(23,6%), de secreção de ferida

operatória (10,3%) e da ponta de

cateter (9,9%). As secreções, com

o respectivo número de amostras

isoladas, incluem secreção abdominal

(10), mamária (5), oftálmica

(1), de orofaringe (8), de abscesso

(33), de ouvido (1), de fragmento

(1) com o predomínio de secreções



percebe-se a maior frequência de

secreções de abscesso.

Os menores percentuais foram

obtidos pelos espécimes clínicos

desconhecidos e pela variável outros

espécimes clínicos (líquor, swab

oral, retal, e do dedo da mão) juntos

com 1,4%. Denotam-se como

valores de p estatisticamente sig-


líquidos peritoneal/pleural e outros





Evidenciam-se as seguintes diferenças

significativas que foram

estabelecidas comparando-se S.

aureus encontrados nos espécimes

clínicos em relação aos diferentes



líquidos peritoneal/pleural e outros


-




-

-




realizado em hospitais da América La-





no segundo), trato respiratório baixo

(22,38% no primeiro estudo e 21% no

segundo), infecção de ferida e tecidos


45,8% no segundo).

belecido

em instituições de oito

países da Ásia, Oceano Pacífico e


espécimes clínicos mais prevalentes

tório

(22,91%) e as estruturas da


que os espécimes clínicos secreção

de ferida operatória e secreções

em geral podem ser incluídos nas

infecções de pele, de ferida e tecido

moles, percebe-se que os resultados

obtidos por estes estudos

confirmam-se com os espécimes

clínicos mais prevalentes deste trabalho,

exceto os espécimes clínicos

relacionados ao trato respiratório

(secreção traqueal, lavado brônquico

e escarro) que foram menos

prevalentes neste trabalho.





de Janeiro, os espécimes clínicos


(38% no primeiro estudo e 20% no

segundo), pele e ferida operatória

(20% no primeiro estudo e 38% no

segundo), ponta de cateter venoso

central (4,5% no primeiro estudo e

16% no segundo).

Fica evidente também com estes

estudos a alta frequência dos espécimes

clínicos sangue, secreções de

ferida operatória e de abscesso, incluídos

nas infecções de pele. E, além

disso, a positividade das pontas dos

cateteres como um dos espécimes

clínicos mais prevalentes.

A alta frequência de S. aureus isolados

em ponta de cateter é também

ratificada por outros estudos, que

apresentaram índices distintos. Em



do Hospital Geral de Fortaleza (20),

evidenciaram-se S. aureus como o segundo

micro-organismo mais isolado

em ponta de cateter com, respectivamente,

28,9% e 25%.

Enquanto que na Espanha de-



S. aureus


quinto patógeno mais encontrado


isolados) em bacteremias associadas

a cateter vascular e em 2005

(38 isolados) foi o quarto.

Em estudo desenvolvido anterior-


revelaram que S. aureus foi o patógeno

mais encontrado em hemoculturas

(40%), denotando uma manutenção

do alto índice de S. aureus isolados

no sangue.

Ao observar o perfil de suscetibilidade

das amostras de S. aureus

em relação aos antimicrobianos, no

geral constatou-se que houve 100%

de sensibilidade de S. aureus à vancomicina

e à linezolina. Enquanto

que a bactéria demonstrou ser mais

resistentes à ampicilina e à penicili-

de.

Staphylococcus aureus sensíveis


total 52,4%.

Percebe-se também que houve um

aumento gradativo de suscetibilidade de

S. aureus à maioria dos antimicrobianos

durante o período estudado. A maioria

dos antimicrobianos exibiu valores de

p

exceção dos antimicrobianos ampicili-


124

NewsLab - edição 100 - 2010


dalfopristina/quinupristina (p=0,470),

tetraciclina (p=0,456), trimetropina/

sulfametoxazol (p=0,090), vancomicina

e linezolida para as quais não foi possível

obter resultado (Tabela 3).

Entre os antimicrobianos que

revelaram diferenças significantes

no período avaliado, verificase

uma maior chance de resistência

para a cefazolina e ceftriaxona

(p


timicrobianos, no período estudado,

pode estar associado ao trabalho que

vem sendo realizado pelo Serviço

de Controle de Infecção Hospitalar

(SCIH), como o uso criterioso de antimicrobianos

e a implementação de

programas educacionais associados

à prevenção e controle de infecção

hospitalar no HC/UFG (24).

Existe uma variação do padrão

de sensibilidade de S. aureus aos

antimicrobianos quando se comparam

estudos de diferentes países.

Por exemplo, De La Parte-Pérez et al.

(25) analisaram a sensibilidade de S.

aureus em hospitais da Venezuela no

período de 1995 a 2002 e observaram

entre os anos 100% de sensibilidade

à vancomicina, e uma variação entre

os anos de 98% a 67% à gentamicina,


a 71% à eritromicina, 99% a 87%

à associação do trimetoprim/sulfametoxazol

e 97% a 67% à oxacilina.

Já Trucco et al. (26) encontraram

em diferentes hospitais do Chile,

aproximadamente 47% de S. aureus

nosocomiais sensíveis à oxacilina,

100% sensíveis à vancomicina,

50% sensíveis à ciprofloxacina e

aproximadamente 82% sensíveis

à clindamicina. Enquanto neste

estudo 100% das amostras foram

sensíveis à vancomicina, 53,4% foram

sensíveis à gentamicina, 54,4%

sensíveis à ciprofloxacina, 44,6%

sensíveis à eritromicina, 64,2% sensíveis

à associação do trimetoprim/

sulfametoxazol, 52,4% sensíveis à

oxacilina e 49,8% sensíveis à clindamicina.

Portanto, ambos os estudos

assemelham-se a este em relação à

ausência de resistência do S. aureus

para a vancomicina.

Estudos realizados no Brasil mostraram

também variações da sensibilidade

de S. aureus a antimicrobianos

quando se analisa o país como um

todo e em estudos que avaliam as

suas diferentes regiões.

Por exemplo, ao investigar hospitais

do Brasil, Sader et al. (8)

observaram que 66% dos isolados

de S. aureus apresentaram-se suscetíveis

às cefalosporinas (cefazolina

e ceftriaxona); 66%, 9,9%, 9,2%,

68,1% das amostras demonstraram

sensibilidade à outros betalactâmicos,

respectivamente à oxacilina,

ampicilina, penicilina e à associação

da amoxacilina/ácido clavulânico;

65,6% e 89,3%, respectivamente,



99,8% e 68%, respectivamente, às

associações de dalfopristina/quinupristina

e do trimetoprim/sulfametoxazol;

64,8% à gentamicina, 71,1%

à rifampicina e 100% à vancomicina.

Ao passo que Moura et al. (14),

em hospital público de ensino de

Teresina, revelaram o seguinte

perfil de suscetibilidade do S. aureus

à betalactâmicos: ampicilina

(27,12%), ceftriaxona (54,24%),

ciprofloxacina (55,93%), cefazolina

(45,76%), oxacilina (33,90%), penicilina

(15,25%); e a outros antimicrobianos:

clindamicina (49,15%),

gentamicina (57,63%) e vancomicina

(93,22%). Já neste estudo, foram

obtidos como resultados: amoxacilina/ácido

clavulânico (51,8%), ampicilina

e penicilina ambas com 4,7%,

cefazolina e ceftriaxona ambas com

51,1%, ciprofloxacina (54,4%),

clindamicina (49,8%), gatifloxacina

e tetraciclina ambas apresentando

73,0%, gentamicina (53,4%), oxacilina

(52,4%), rifampicina (90,5%),

vancomicina (100%) e as associações

da dalfopristina/quinupristina

(88,9%) e do trimetoprim/sulfametoxazol

(64,2%).

Quando comparamos os estudos

mencionados com o presente estudo,

observamos que os baixos percentuais

de sensibilidade de S. aureus à penicilina

e à ampicilina e o 100% de sensibilidade

de S. aureus a vancomicina,

apresentados no primeiro estudo, são

análogos a este estudo. E o segundo

estudo demonstra percentuais de

S. aureus suscetíveis à ceftriaxona,


gentamicina semelhantes aos vistos

neste estudo.

O presente estudo demonstrou

que o S. aureus é um dos patógenos

mais frequentes no HC/UFG, sendo

encontrado em todas as unidades do

hospital e em espécimes clínicos como

em secreções, sangue e secreção de

ferida operatória, com metade dos

isolados resistente à oxacilina.

O conhecimento da prevalência

deste agente no hospital e de seu per-


instrumento de vigilância epidemiológica,

orientação terapêutica, medidas

preventivas e de controle. Notou-se

um aumento da suscetibilidade de S.

aureus à maioria dos antimicrobianos

no decorrer do período avaliado,

indicando uma evolução nas práticas

de medidas de prevenção de infecção

hospitalar no HC/UFG, como o controle

na prescrição de antimicrobianos

(pressão seletiva).

Tal fato demonstra a necessidade

da realização de estudos de vigilân-

gressão

da resistência de S. aureus à

oxacilina e a outros antimicrobianos,



favorecendo as intervenções de prevenção

e controle.

Correspondências para:

Prof. Geraldo Sadoyama

sadoyama@iptsp.ufg.br

128

NewsLab - edição 100 - 2010


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130

NewsLab - edição 100 - 2010


Artigo

Caracterização de Culturas de Urinas Realizadas

no Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas da

Universidade Potiguar – Natal/RN

Lidiane Lima de Oliveira 1 , Marília Janaina Medeiros de Oliveira 1 , Fernanda Pinto Gadelha 1 , Carla Elenuska F. B. Rodrigues 2

1 - Farmacêutica Bioquímica, Natal/ RN

2 - Farmacêutica Bioquímica – Docente e responsável pelo Laboratório de

Microbiologia do Curso de Farmácia da Universidade Potiguar- UnP, Natal/ RN

Resumo

Summary

Caracterização de culturas de urinas realizadas

no Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas da

Universidade Potiguar – Natal/RN

No Brasil, um total de 80% das consultas clínicas deve-se à

infecção do trato urinário (ITU). Por se tratar de um processo infeccioso

comum, acomete homens e mulheres em qualquer idade. Sua

etiologia tem sido analisada e estabelecida de forma consistente. A

grande maioria das ITU é causada por enterobactérias, mas também

pode ser provocada por outros micro-organismos. O objetivo

desse trabalho foi realizar uma análise do perfil epidemiológico

de pacientes com infecção urinária atendidos no Laboratório de

Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade Potiguar, Natal/

RN, fazendo um levantamento de dados como o sexo, faixa etária,

agente etiológico, realização de sumário de urina, achados

bioquímicos (hemácias, nitrito, leucócitos) e perfil de sensibilidade

aos antimicrobianos. Os resultados mostraram que essa infecção é

mais comum no sexo feminino (78,87%) e a faixa etária de maior

prevalência compreende entre 21 a 59 anos, referente a adultos,

com 54,93%. O agente etiológico mais encontrado nas uroculturas

positivas foi a Escherichia coli com 59,2% das amostras. Dos 478

(89,5%) pacientes que realizaram uroculturas positivas, apenas 50

(10,5%) tinham realizado também o sumário de urina. O achado

bioquímico, presente no sumário de urina, que obteve maior percentual

foi leucócitos com 37,4%, seguido da presença de bactérias

(24,5%). Entre os três antimicrobianos mais utilizados na terapêutica

da infecção (ácido nalidíxico, norfloxacino, nitrofurantoína), o que

mostrou ser mais expressivo à resistência bacteriana foi o ácido

nalidíxico, com 28,3%.

Palavras-chave: Infecção urinária, Escherichia coli, resistência,

uroculturas

Characterization of urine cultures accomplished in

Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas da

Universidade Potiguar – Natal/RN

In Brazil, a total of 80% of the clinical consultations is related

to urinary tract infection (UTI). Because it´s considerate a common

infectious process, it happens in men and women in any age. Its

etiology has been analyzed and established in a consistent form.

The great majority of UTI is caused by enterobacteria, but it also

can be caused by other microorganisms. The objective of this work

was to accomplish an analyze of the epidemiologist profile of patients

with urinary infection who were taken care in the Laboratório

de Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade Potiguar –

Natal/RN, making a data-collecting such as sex, age, etiologic

agent, accomplishment of urine profile, biochemistry findings (red

bloods cells, nitrite, leukocytes) and sensitivity to antimicrobials.

The results showed that this infection is more common in the feminine

sex (78.87%) and the average aged of higher prevalence is

between 21 and 59 years-old, referring the adults, with 54,93%.

The most found etiologic agent in the positive urine culture was the

Escherichia coli with 59,2% of the samples. From the 478 (89.5%)

patients that presented positive urine cultures, only 50 (10.5%) had

also carried through urine summary. The biochemistry finding, in

the urine summary, that presented higher level was leukocytes with

37,4%, followed by the presence of bacteria (24.5%). Among the

three antimicrobials most used to treat the infection (nalidixic acid,

norfloxacin, nitrofurantoin), the one that was the most expressive in

relation to bacterial resistance was the nalidixic acid with 28.3%.

Keywords: Urinary infections, Escherichia coli, resistance,

urine culture

132

NewsLab - edição 100 - 2010


Introdução

A

infecção do trato urinário

(ITU) é uma infecção muito

comum e responde por

grande parte dos processos infecciosos,

comunitários e hospitalares.

Caracteriza-se pela presença de

micro-organismos nas vias urinárias,

habitualmente bactérias, seja na bexiga,

sistema coletor ou rins.

Essa patologia ocupa o segundo

lugar em incidência, depois das infecções

do trato respiratório e está

presente em todas as idades, do neonato

ao idoso. Mas, durante o primeiro

ano de vida, devido ao maior número

de malformações congênitas, especialmente

válvula de uretra posterior,

acomete preferencialmente o sexo

masculino. A partir deste período, durante

toda a infância e principalmente

na fase pré-escolar, as meninas são

acometidas 10 a 20 vezes mais do

que os meninos.

Na vida adulta, a incidência de ITU

se eleva e o predomínio no sexo feminino

se mantém, com picos de maior

acometimento no início ou relacionado

à atividade sexual, durante a gestação

ou na menopausa, de forma que 48%

das mulheres apresentam pelo menos

um episódio desta infecção ao longo

da vida. Na mulher, a suscetibilidade

a esta patologia se deve à uretra mais

curta e à maior proximidade do ânus

com o vestíbulo vaginal e uretra. No

homem, o maior comprimento uretral,

teriano

prostático são protetores.


complicada e complicada. A “nãocomplicada”

ocorre em pacientes que

apresentam ausência de anormalidades

anatômicas e se caracteriza por

cistite, uretrite e bacteriúria assintomática.

A “ITU complicada” aparece

em pacientes com anormalidades

estruturais do trato urinário, incluindo

cálculos, obstrução ou cateteres,

sendo clinicamente importante devido

à alta probabilidade de sua disseminação

para o rim (pielonefrite) e para

a corrente sanguínea (sepse).

As características clínicas destas

infecções compreendem sintomas

como disúria, polaciúria ou aumento

da frequência urinária, urgência miccional,

dor em baixo ventre, calafrios,

com presença ou não de dor lombar,

podendo fazer parte desse quadro

clínico mal-estar geral e indisposição.

A frequência das bactérias causadoras

de ITU varia na dependência de onde

foi adquirida a infecção, intra ou extrahospitalar

e também difere em cada

ambiente hospitalar considerado.

Os maiores responsáveis pela ITU

são as bactérias gram negativas entéricas,

especialmente a Escherichia

coli, que é a mais frequente, seguida

das demais gram negativas como Klebsiella,

Enterobacter, Acinetobacter,

Proteus e Pseudomonas. Além destas,

o Staphylococcus saprophyticus, bactéria

gram positiva, tem sido apontada

como segunda causa mais frequente

de ITU não complicada. Nas ITUs complicadas,

a incidência de Pseudomonas

é maior dentre as gram negativas e no

grupo das gram positivas essa maior

frequência é dos Enterococcus.

O diagnóstico laboratorial consiste

na realização de exames como o

sumário de urina e da urocultura. A

presença de esterase leucocitária (enzima

encontrada em certos leucócitos)

cidade,

principalmente se associada

a sinais e/ou sintomas atribuíveis ao

trato urinário, e é muito útil enquanto

se aguarda a cultura.

sicoquímico

da urina indica a atividade

redutora de nitrato-redutase presente

nas enterobactérias, enquanto que a

presença de hematúria associada a

outras alterações urinárias, especialmente

a proteinúria, sugere comprometimento

do trato urinário e merece

investigação, sendo a morfologia das

hemácias um indicativo do local do

sangramento: se glomerular ou nãoglomerular.

O tratamento deve ser feito de

acordo com a localização e a presença

de fatores complicantes, sendo a escolha

do antibiótico baseado na urocultura,

além de alta ingestão de líquidos e

cuidados com a higiene. Este tem por

objetivo tratar a infecção bacteriana,

aliviar os sintomas agudos e evitar o

aparecimento de lesões renais.

O emprego de esquemas curtos

ou dose única não é aconselhado

no tratamento da infecção do trato

urinário, pois poderá induzir a resistência

bacteriana. Habitualmente

são utilizados esquemas terapêuticos

com 7 a 10 dias de duração, nos

quais os antibióticos mais prescritos

são sulfametoxazol-trimetoprima,

nolonas,

amoxicilina, nitrofurantoína,

cefalexina, ampicilina e gentamicina.

De acordo com o exposto, abordaremos

neste trabalho um amplo

conhecimento sobre infecção do trato

urinário e uma correlação entre nitrato,

leucócitos e hemácias presentes

na urina com urocultura positiva, de

pacientes atendidos no Laboratório de

Análises Clínicas e Toxicológicas da

Universidade Potiguar.

Metodologia

Trata-se de uma pesquisa descritiva,

na qual os fatos são observados,


e interpretados sem a interferência

do pesquisador. A pesquisa também

-

134

NewsLab - edição 100 - 2010


oração de instrumento de pesquisa são do sexo feminino e 101 (21,1%)

adequado à realidade.

do masculino, conforme mostra a

Os dados dos pacientes foram co- Figura 1.

Com percentuais de 78,9% e

durante o período de 2006 a 2008 no res

são as que apresentaram maior

Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas

da Universidade Potiguar, acometimento de ITU (1, 2). Essa

Natal/RN.

suscetibilidade se deve à uretra

feminina ser mais curta e à sua pro-

Resultados e Discussões

Caracterização da Amostra

Sexo dos pacientes

Os dados evidenciaram que de um

total de 478 pacientes, 377 (78,9%)

Percentual de pacientes

90,00 %

78,87%

80,00 %

70,00 %

60,00 %

50,00 %

40,00 %

30,00 %

20,00 %

10,00 %

0,00 %

Feminino

ximidade com o ânus e o vestíbulo

-


o fator antibacteriano prostático são

protetores, o que contribui para que

esta população seja menos atingida

de acordo com o que encontramos no

presente estudo (2, 3).

21,13%

Masculino

Sexo

Figura 1. Frequência de infecção urinária relacionada ao sexo nos 478 pacientes atendidos

no Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade Potiguar, Natal/RN.

Faixa etária dos pacientes

Pode-se observar na Figura 2

que a faixa etária que apresentou

maior frequência de ITU foi a dos

adultos (21 a 59 anos), com aproximadamente

156 (55%), seguida

dos idosos 64 (22,53%). As crianças

e jovens obtiveram menores

percentuais.

A faixa etária de maior ocorrência

de ITU é a de 31 a 40 anos (4). De

fato, na vida adulta a incidência de

ITU aumenta. Num estudo de 1.271

uroculturas, obteve-se 15,4% de

casos positivos em crianças de 0 a

3 anos e na faixa etária de 4 a 12

anos obteve-se o menor índice (2%)

de infecção (2); para os autores do


com maior incidência de infecção

foram entre 13 e 50 anos (40,1%) e

acima de 51 anos (42,5%). Barros

et al., 1999,

Um outro estudo retratou que as


em qualquer idade, sendo que os

grupos mais comprometidos são os

recém-nascidos do sexo masculino,

meninas em idade pré-escolar, mu-



idosos de ambos os sexos (5).

Percentual de pacientes

60,00 %

54,93%

50,00 %

40,00 %

30,00 %

22,53%

20,00 %

13,73%

8,81%

10,00 %

0,00 %

Crianças Jovens Adultos Idosos

Faixa etária

Figura 2. Incidência de infecção urinária relacionada com a faixa etária dos pacientes atendidos

no Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade Potiguar, Natal/RN

Etiologia Bacteriana


mostram (na Figura 3) que das

478 uroculturas positivas foram

a E. coli com 59,20%, seguida da

Enterobacter (19,66%) e Klebsiella

(5,44%) os micro-organismos gram

negativos mais frequentemente

isolados. O S. aureus, com 4,81%,

foi a bactéria que se mostrou mais

frequente dentre as gram positivas.

Os outros patógenos incluem

as bactérias Sthaphylococcus saprophyticus,

Streptococcus spp,

Pseudomonas spp, Enterobacter

136

NewsLab - edição 100 - 2010


Perfil bacteriano

Outros 3,57

Klebsiella spp 5,44

Proteus mirabillis 2,72

Proteus vulgaris 2,09

Proteus spp 2,51

Enterobacter spp

19,66%

Staphylococcus aureus 4,81

Escherichia coli

59,20%

Número de bactérias

Figura 3. Frequência de micro-organismos causadores de infecção urinária nos pacientes

atendidos no Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade Potiguar, Natal/RN

agglomerans, Citrobacter spp, Enterococcus

spp e Klebsiella oxytoca


com 3,6%.


E.

coli como o principal responsável uroculturas positivas tiveram como

por ITU (6, 7). Este micro-organismo

S. aureus.

zar

e, subsequentemente, causar Uroculturas Positivas Relacionadas

com Sumário de Urina



septicemias, meningites e infecções culturas

positivas, apenas 56 (10,5%)



que a E.coli foi responsável por

Enterobacter

com 7,2% e Klebsiella com

A urocultura quantitativa re-

-




intestinal as que mais provocam as infecções

urinárias (9, 10, 11).

Os Staphylococcus aureus fazem



nas gestantes) e caracterizar as infecções

recorrentes, as quais exigem


-





uroculturas positivas com contagens

superiores a 105 UFC/mL é concor-







-


os contaminantes mais comuns isola-



Outros autores mencionam que é






turas

(15).

Exames

Porcentual

Uroculturas positivas 100%

Sumário de urina 10,5%

Tabela 1. Porcentual das uroculturas positivas

e sumário de urina, dos pacientes atendidos

no Laboratório de Análises Clínicas e

Toxicológicas da Universidade Potiguar,

Natal/RN

Sumário de Urina Normal

e Alterado


-




-


-


-

138

NewsLab - edição 100 - 2010


27%

Sumário de urina normal

Sumário de urina alterado


interferentes na urina que podem

provocar reações falsas-negativas.


alguns componentes urinários (proteínas,

glicose, bilirrubina e urobilinogênio)

é necessária para garantir

a exatidão do resultado (16).

73%

Figura 4. Percentual de sumário de urina normal e alterado dos pacientes atendidos no

Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade Potiguar, Natal/RN

Percentual

40,00 %

37,40%

35,00 %

30,00 %

24,50%

25,00 %

21,40%

20,00 %

16,70%

15,00 %

10,00 %

5,00 %

0,00 %

Hemácias Nitrito Leucócitos Bactérias

Achados Bioquímicos

Figura 5. Percentual dos componentes bioquímicos encontrados nas fitas reagentes dos

pacientes atendidos no Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade

Potiguar, Natal/RN

versas doenças do trato urinário, bilirrubina, esterase, leucocitária e

metabólicas ou sistêmicas não nitrito) e os elementos encontrados

relacionadas com o rim. Quando realizado

e interpretado criteriosamen-

epiteliais de descamação, leucócitos,

na sedimentoscopia urinária (células

te, oferece ao solicitante valiosas hemácias, cilindros, bactérias, muco,

informações para o esclarecimento cristais, sais amorfos, leveduras,

diagnóstico. Este exame consiste em espermatozoides e parasitas).

três etapas que são: exame físico Além desses parâmetros, algumas

observações podem ser des-

(volume, cor, aspecto, depósito e

densidade), pesquisas bioquímicas critas, quando necessárias, com a

realizadas através de tiras reativas

(pH, proteínas, glicose, corpos cetônicos,

hemoglobina, urobilinogênio, diagnóstico de doenças mais

ao clínico que possam auxiliar no

especí-

Relação dos Achados Bioquímicos

Presentes no Sumário de Urina

Pode-se interpretar através da Figura

5 que o achado bioquímico mais

prevalente foi a presença de leucócitos

40 (37,4%) seguidos de bactérias

26 (24,5%). Os demais, hemácias

(18) e nitrito (23), apresentaram um

percentual de 16,7% e 21,4% respectivamente.


que a presença de nitrito em testes

com tiras reagentes, em que somente

nitrito e esterase leucocitária,

mostra razoável precisão e exatidão

em comparação com a cultura

quantitativa (5). O teste da esterase

leucocitária é um meio rápido de ve-


positivo correlaciona-se com oito a

dez leucócitos por campo de grande

aumento. O teste de nitrito positivo

requer a presença de nitratos na

cientes

capazes de converter nitratos

em nitritos e condições adequadas

para que essa conversão ocorra (17).

Outro estudo relata que os testes

que utilizam tiras reagentes detectam


bactérias gram negativas do que por

espécies gram-positivas, uma vez que

o teste de nitrito não revela a presença

de patógenos gram positivos em muitos

casos (18).

A conversão de nitrato em nitrito

na urina por cocos gram positivos

ainda não está bem estabelecida.

Autores relatam que essa conversão

140

NewsLab - edição 100 - 2010


Antimicrobianos

Número

absoluto (n)

Sensível Resistente Intermediário

Porcentagem

(%)

Número absoluto

(n)

Porcentagem

(%)

Número absoluto

(n)

Porcentagem

(%)

Ácido nalidíxico 259 69,6% 105 28,3% 8 2,1%

Norfloxacino 306 82,5% 47 12,6% 18 4,9%

Nitrofurantoína 304 78,2% 67 17,2% 18 4,6%

Tabela 2. Porcentual de sensibilidade e resistência aos antimicrobianos testados na realização dos antibiogramas realizados no Laboratório

de Análises Clínicas e Toxicológicas da Universidade Potiguar, Natal/RN.

é determinada apenas para Sthaphylococcus

coagulase-negativos,

sendo na maioria das vezes positiva,

e para Sthaphylococcus saprophyticus,

cuja conversão é sempre

negativa (19).

Algumas espécies de cocos, como

por exemplo, os Enterococcus, são

incapazes de reduzir o nitrato urinário

em nitrito e apresentam alta resistência

às drogas comumente utilizadas

para tratamento de ITU (20).

Resistência X Sensibilidade aos

Antimicrobianos Analisados

De acordo com os dados expos-


bactérias apresentaram sensibilidade

-


provou ser intermediário. Entretanto,

em relação ao antimicrobiano




demonstraram ser intermediários. A

nitrofurantoína, outro antimicrobiano

bastante utilizado para as infecções


das bactérias analisadas com sensi-



O modelo de resistência dos patógenos,

causadores de infecções

urinárias, frente aos agentes antimicrobianos

comuns está em constante

mudança e isso deve ser levado

em consideração na escolha da estratégia

para o tratamento (21). O

uso de terapia empírica inapropriada

foi encontrado como sendo causa de

mortalidade em pacientes com bacteremia

originada no trato urinário.

Além disso, alguns estudos mostram


pode levar ao uso desnecessário de

antimicrobianos (22).


cepas de Escherichia coli isoladas, de





Conclusões

Foi possível observar, nesse traba-

tou

uma maior incidência de infec-



mostrou um maior percentual foi a

partir de 21 a 59 anos com aproxi-


ao grupo de adultos.

E.coli

foi o principal agente etiológico das

infecções urinárias.

-


do

sumário de urina.



apresentaram resultado alterado

desse exame.

-


-



de sensibilidade e resistência, realizado

nos antibiogramas, as bactérias

apresentaram maior grau de resistência

ao antimicrobiano ácido nalidíxico



Correspondências para:

Lidiane Lima de Oliveira

lidy-oliver@hotmail.com

NewsLab - edição 100 - 2010

141


Referências Bibliográficas

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142

NewsLab - edição 100 - 2010


Artigo

Hipotireoidismo Subclínico: Relato de Caso

Caroline Becker 1 , Luana Silveira de Carvalho 1 , Hortência Ballesteros 1 , Natália Krug 1 , Vanessa Ludwig 1 ,

Tássia de Deus 1 , Camila Cardoso 1 , Evandro Kruse 1 , Guilherme Krein 1 , Gustavo Muller Lara 2

1 - Aluno de graduação do Curso de Biomedicina da FEEVALE, Novo Hamburgo/RS

2 - Professor-Mestre da Disciplina de Imunologia Clínica e supervisor de estágio em Imunologia do

Laboratório de Biomedicina da FEEVALE, Novo Hamburgo/RS

Resumo

Summary

Hipotireoidismo Subclínico: Relato de Caso

O hipotireoidismo subclínico é uma disfunção caracterizada

por valor sérico aumentado do TSH com concentrações normais T4

(tiroxina) livre e T3 (triiodotironina) livre, na ausência de sintomas

clínicos. Relata-se de um caso de hipotireoidismo subclínico que

se manifestou por queixas de sintomas de cansaço, fadiga, intolerância

ao frio, tonturas após esforço físico e confirmado por testes

laboratoriais, inclusive a presença de auto anticorpo, associado

a doença de Hashimoto e a progressão da disfunção tireoidiana.

Subclinical hypothyroidism: Case report

Subclinical hypothyroidism is a dysfunction characterized by

increased seric value from TSH with normal concentrations of free

T4 (tiroxine) and free T3 (triiodotironine), in the absence of clinical

symptoms. We report a case of subclinical hypothyroidism that

was disclosed by complains of fatigue, cold intolerance, dizziness

after physical efforts and confirmed by laboratorial tests, including

presence of self antibodies, associated to Hashimoto disease and

the progression of thyroid dysfunction.

Palavras-chave: Hipotireoidismo subclínico, doença de

Hashimoto, hormônios tireoidianos

Keywords: Subclinical hypothyroidism. Hashimoto’s disease.

Thyroid hormones

Introdução

H

ipotireoidismo é uma síndrome

clínica decorrente

da secreção diminuída dos

hormônios tireoidianos, os quais

apresentam níveis diminuídos de

triiodotironina (T3) e tiroxina (T4),

com níveis aumentados de hormônio

tireoestimulante (TSH) (1, 2).

Quando o nível sérico de TSH está

aumentado e associado a níveis normais

de T3 livre e T4 livre, na ausência

de sintomas clínicos manifestos, a

disfunção é caracterizada por hipotireoidismo

subclínico (HS) (3,4). Essa

síndrome é reversível com a terapia

de reposição hormonal (1, 2).

A prevalência do HS varia com a

idade e sexo da população selecio-

nada, de 2,5% a 10,4%, e, quando

acompanhado de valores elevados de

anticorpos antitireoideanos, o risco

de progressão para hipotireoidismo

clínico (HC) aumenta em 5% ao ano

(5). Há aumento na prevalência com

a progressão da idade, chegando a

valores próximos a 20% em mulheres

com mais de 60 anos (3).

Para uma produção adequada

dos hormônios tireoidianos, é de

fundamental importância que o eixo

hipotálamo-hipófise-tireoide esteja

íntegro, garantindo a sequência das

atuações do hormônio liberador hipo-

duzindo

TSH, que, por sua vez, atua

na tireoide, produzindo os hormônios

tireoidianos, respectivamente T3 livre

e T4 livre (6).

Os quadros clínicos resultantes da


dependerão do grau e do tempo de


de diagnóstico pode levar a um aumento

do risco cardiovascular, piora

da função cognitiva e da qualidade

de vida (6, 7).

O presente trabalho relata um

caso de hipotireoidismo subclínico em

paciente jovem.

Relato de Caso

Paciente feminina, com 22 anos, foi

encaminhada a um endocrinologista.

A paciente apresentava cansaço, sonolência,

fadiga, intolerância ao frio e

tonturas após esforço físico.

144

NewsLab - edição 100 - 2010


Ao exame clínico foi evidenciado

peso de 61 kg, altura de 1,64 m, IMC

22,7, pressão arterial de 100/70 mmHg,

presença de edema, e glândula tireoide

à palpação encontrava-se normal.

A paciente foi submetida a provas

laboratoriais, além de exames de

imagem e provas de esforço físico.

Os resultados foram: colesterol total

139 mg/dL (< 200 mg/dL), HDL – colesterol

61 mg/dL (> 60 mg/dL), triglicerídeos

76 mg/dL (< 150 mg/dL),

ácido úrico 3,9 mg/dL (2,5 – 6,2 mg/

dL), Gama GT 13 U/L (12 – 43 U/L),

eritrograma e leucograma normais,

cortisol 39,9 μg/dL (5,5 – 20,0 μg/dL),

ferritina 38,8 ng/mL (6 – 159 ng/mL),

insulina 7,9 μU/mL (2,6 – 24,9 μU/

mL), creatinina 0,80 mg/dL (0,7 – 1,2

mg/dL), TSH 8,79 μUI/mL (0,27 - 4,5

μUI/mL), tiroxina livre (T 4

livre) 0,98

ng/dL (0,7 – 1,9 ng/dL), pesquisa de

anticorpos antiperoxidase tireoideana

10,6 UI/mL (< 12 UI/mL).

Exame ecocardiográfico uni e

bidimensional com avaliação dos

fluxos ao Doppler colorido encontrava-se

dentro dos limites da normalidade,

com mínima insuficiência

tricúspide fisiológica. Ao teste de

esforço obteve uma regular capacidade

cardiorrespiratória, atingiu o

esforço máximo assintomaticamente,

sem dores torácicas ou arritmias,

resultando em um teste de esforço

máximo normal.

trou

fígado com textura homogênea,

contornos regulares e volume normal.

Vesícula biliar de dimensões normais,


com dimensões normais e textura

dentro da normalidade. Rins com textura

e volumes normais, sem cálculos

ou dilatação pielocalicinal. Baço com

volume normal e textura homogênea.

Retroperitôneo de aspecto usual, aorta

de calibre normal. Bexiga urinária

Figura 1. Imagem sem evidência de lesão nodular

Figura 2. Tireoide com contornos regulares e sem evidência de lesão nodular

com paredes lisas, sem vidência de

conteúdo patológico ou lesão parietal.

Não havia evidência de líquido livre ou

lesão expansiva.


contornos regulares e textura homogênea.

Os lobos da tireoide mediam

3,7 x 1,4 x 1,1 cm (3,3 cm 3 ) e 4,7 x

1,6 x 1,3 cm (5,8 cm 3 ), à direita e esquerda

respectivamente, com volume

total aproximado de 9,6 cm 3 (usual

de 11 ± 03 cm 3 ). Não havia evidência

de lesão nodular focal (Figuras 1, 2).

Na vigência desses exames foi

feito o diagnóstico de hipotireoidismo,

induzindo a paciente ao uso de hormônio

tireoideano (levotiroxina sódica)

na concentração de 50 μg. Após seis

meses de tratamento foram realizadas

novas dosagens de TSH 3,13 μUI/

mL e cortisol 27,0 μg/dL. A paciente

apresentava melhoras de sintomas e

a reposição hormonal foi mantida na

dosagem de 50 μg.

Discussão

O HS é uma disfunção muito comum

e é um tópico de debate consi-


e biomédicos, porque ainda não está


prevalência é de 1% a 10% em adultos,

em diferentes estudos (4, 8).

Neste caso, além de valores aumentados

de TSH, a paciente apresentou

anticorpo antiperoxidase tiroideana



do TSH trata-se de uma resposta à

diminuição nos níveis séricos de T4 livre,

podendo ser um sinal de disfunção


clínicos relatados, característicos de HC

(9). Segundo Canaris e colaboradores,

indivíduos com queixas clínicas são mais

frequentes nos pacientes com HS que

nos eutireoidianos, porém menos frequentes

que nos pacientes com HC (10).

146

NewsLab - edição 100 - 2010


As doenças autoimunes são as

causas mais comuns e responsáveis

por mais de 50% dos casos. Quando

a causa do HS é tiroidite de Hashimoto,

a progressão é mais rápida, pois,

nestas condições, o dano autoimune

para a glândula tiroide parece ser um

processo contínuo (11).

Neste caso, o possível fator desencadeante

foi a doença autoimune,

pois nos exames imunológicos da

paciente, embora dentro da normalidade,

foi detectada a presença

do anti-TPO, um marcador útil da

progressão para HC.

Outro hormônio que se encontrou

alterado foi o cortisol. Seus níveis estavam

e continuam aumentados mesmo

depois do tratamento. Acredita-se

que ele tenha se mostrado elevado

devido a situações de estresse e que

não tenha efeito algum sobre a anormalidade

da glândula tireoide.

No HS, as concentrações de colesterol

total (CT) e da lipoproteína de

baixa densidade (LDL) estão, geralmente,

dentro dos valores da normalidade,

como no caso da paciente em

questão, entretanto, alguns estudos

trazem os valores de LDL aumentados,

enquanto que os valores de HDL estão

diminuídos (4).


e T4 livre são indicados para o diagnóstico

e para o acompanhamento das

disfunções tireoidianas (12).

Tratamento com levotiroxina pode

reduzir os sintomas do hipotireoidismo

e melhorar a qualidade de vida.

Um possível benefício do tratamento

do HS baseia-se na prevenção do

surgimento desses sinais e sintomas

clínicos há evolução para HC, o que

ocorre em cerca de 5% dos pacientes,

anualmente (13).

O conhecimento das diversas

manifestações clínicas, dos fatores

predisponentes e a realização de

exames laboratoriais de rotina, nos

leva ao reconhecimento precoce da

disfunção e, assim, prevenir a progressão

dessa síndrome.

Correspondências para:

Caroline Becker

carolbecker@netwizard.com.br

Referências Bibliográficas

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148

NewsLab - edição 100 - 2010


AGENDA

2010

2010 AACC ANNUAL MEETING

Data: 25 a 29 de julho

Local: Anaheim, Califórnia. EUA

Informações: www.aacc.org

V CONGRESSO SUL MINEIRO DE

LABORATÓRIOS CLÍNICOS

Data: 13 a 15 de agosto

Local: São Lourenço. MG

Informações: www.afarbica.com.br

29º CONGRESSO BRASILEIRO DE

ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA

Data: 04 a 07 de setembro

Local: ExpoGramado. Gramado. RS

Informações: www.cbem2010.com.br/

contato@ccmeventos.com.br

44º CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA

CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL

Data: 14 a 17 de setembro

Local: Centro de Convenções SulAmérica.

Rio de Janeiro. RJ

Informações: www.sbpc.org.br

XII CONGRESSO BRASILEIRO

DE BIOMEDICINA

Data: 09 a 12 de outubro

Local: Centro de Convenções de

Pernambuco

Informações: www.

congressodebiomedicina.com.br

XXVIII INTERNATIONAL CONGRESS OF THE

INTERNATIONAL ACADEMY OF PATHOLOGY

Data: 10 a 15 de outubro

Local: Transamérica Hotel Conference

Center. São Paulo

Informações: www.iap2010.com

1º CONGRESSO NACIONAL DO

LABORATÓRIO CLÍNICO

Data: 13 a 16 de outubro

Local: Centro de Congressos de

Lisboa - Portugal

Informações: www.lisboncongress2010.org

secretariat@lisboncongress2010.org

1 st European Joint Congress of

EFCC and UEMS

1º CONGRESSO DE ANÁLISES

CLÍNICAS DA REGIÃO NORTE

Data: 13 a 16 de outubro

Local: Centro de Convenções de Manaus. AM

Apoio: Sociedade Brasileira de

Análises Clínicas

Informações: www.sbac.org.br

XXI ENCONTRO NACIONAL DE VIROLOGIA

Data: 17 a 20 de outubro

Local: Centro de Eventos da FAURGS.

Gramado. RS

Informações: www.tribecaeventos.com.br

2ª JORNADA DE HISTOTECNOLOGIA

Data: 21 a 23 de outubro

Local: Taiwan Hotel, Ribeirão Preto. SP

Informações: www.

jornadadehistotecnologiarp.com

HEMO 2010

Data: 05 a 08 de nobembro

Local: Brasília. DF

Informações: www.hemo2010.org.br

MEDICA 2010

Data: 17 a 20 de novembro

Local: Dusseldorf. Alemanha

Informações: www.medica.de

150

NewsLab - edição 100 - 2010


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Fone:/Fax: (35) 3214-4646

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Fax: (31) 2121-6200

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Fax: (16) 3307-4240

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