MAGAZINE - VectWeb SM

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HORTO

DO CAMPO GRANDE

MAGAZINE

ANO XIV | NÚMERO 16 | 2010 | P.V.P. €7

HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE

NÚMERO 16

Jardins do palácio de Palhavã

Entrevista com José Sá Fernandes | Certificação do Horto do Campo Grande

Novo espaço Garden Center Quinta da Eira | Teleflora: 40 anos a construir paisagem

Flowerbox – Wall Concept Decor | Quinta de São Sebastião


40 anos

a construir paisagem

CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DE ESPAÇOS VERDES • INTEGRAÇÃO PAISA-

GÍSTICA DE VIAS DE COMUNICAÇÃO • HIDROSSEMENTEIRAS • SISTEMAS DE

REGA • RECUPERAÇÃO DE JARDINS HISTÓRICOS • ESTUDOS DE ARQUITECTURA

PAISAGISTA • TRANSPLANTE DE ÁRVORES DE GRANDE PORTE • CONSTRUÇÃO

DE CAMPOS DE GOLFE • INTEGRAÇÃO PAISAGÍSTICA DE PEDREIRAS E ATERROS

SANITÁRIOS • RECUPERAÇÃO DE SISTEMAS DUNARES • RECUPERAÇÃO DE ZO-

NAS ARDIDAS • REFLORESTAÇÃO • LIMPEZA DE MATAS • AEROSSEMENTEIRAS

• DIAGNÓSTICOS SOBRE O ESTADO SANITÁRIO DAS ÁRVORES

TELEFLORA • EXPORTAÇÃO, IMPORTAÇÃO, NEGÓCIO DE FLORES, S.A.

CAMPO GRANDE, 183, 2º, 1700-090 LISBOA

TEL.: 351 217 826 700 • FAX: 351 217 958 392 • E-MAIL: teleflora@teleflora.pt


4

José Sá Fernandes

10

Palácio de Palhavã – Memórias senhoriais

22

Horto do Campo Grande

– Certificação: Qualidade, Ambiente e Segurança

24

Novo espaço – Garden Center Quinta da Eira

30

Espaços com assinatura

36

Flowerbox – Wall Concept Decor

42

Jardim Terapêutico Sensorial

48

Mata da Doca – Aberta a novas vivências

52

Teleflora – 40 anos a “construir paisagem”

58

Intervenção em Vias de Comunicação – Segurança em primeiro lugar

62

Recuperação Dunar na Praia da Aberta Nova, em Grândola

66

Reforço de parceria na “Cidade do Rock”

70

BES Investimento – Terraço requalificado

72

Quinta de São Sebastião

– Tradição e modernidade às portas de Lisboa

HORTO

DO CAMPO GRANDE

MAGAZINE

ANO XIV | NÚMERO 16 | 2010 | P.V.P. €7

4

10

30

48

Direcção Pedro Pulido Valente Coordenação Editorial Maria João Mendes Pinto Redacção Rita

Luís Marketing e Promoção Aurora Gonçalves PAGINAÇÃO Ana Gil, Inês Ferraz, Patrícia Barata e Vanda

Nascimento DireCÇão de Produção Luís Assunção IMPRESSÃO E ACABAMENTO Security Print – Rua

Paiva Cordeiro, nº1, Amadora Administração, Redacção e publicidade Companhia das Cores – Design

e Comunicação Empresarial, Lda., Rua Sampaio e Pina, nº58 - 2.º Dir., 1070-250 Lisboa T.: 21 382 56 10

F.: 21 382 56 19 E-mail: marketing@companhiadascores.com • matric. C.R.C. Lisboa n. o 06873, Capital Soc.

20.000€, contr. n. o 504083333. Horto do Campo Grande Magazine é uma publicação periódica registada com

o n.º 119 269 propriedade de Companhia das Cores – Design e Comunicação Empresarial, Lda., Depósito Legal

n. o 97 227/96 • Tiragem: 10.000 exemplares Outras Publicações Companhia das Cores Ambiente

Câmaras Verdes – Jornal de Ambiente e Energia; Moda Loja das Meias Magazine – Distribuída pela Loja das Meias;

Cabeleireiros B&C – Distribuída pela APBCIB; Tom sobre Tom; Unique – Distribuída pela L’Oréal Professionnel;

Decoração Revista O Banho – Distribuída pela Loja do Banho; Perfumaria e cosmética Balvera Magazine

– Distribuída pelas Perfumarias Balvera; Perfumes & Co. – Distribuída pelas Perfumarias Barreiros Faria, Perfumes

e Cª, Quinta Essência Perfumaria, Perfumarias Anita e Mars Perfumarias; Shiseido News – Distribuída pela Rudolph

Arié; Solidariedade AMI Notícias.

62


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 03

caro leitor,

Vivemos tempos difíceis, é um facto. Mas mesmo perante um

cenário de instabilidade económica, que não poupa sectores

de actividade, mantivemos a nossa determinação em inovar e,

ao olhar para 2010, é com muita satisfação que encontramos

vários motivos para celebrar.

Estamos a festejar 30 anos de existência do Horto do Campo

Grande e também um novo e importante marco na nossa vida

empresarial. Falo da aposta na implementação de um Sistema

de Gestão Integrado em Qualidade, Ambiente e Segurança,

uma decisão estratégica que veio reforçar a nossa competitividade

no mercado através do compromisso que assumimos diariamente

com os nossos clientes, colaboradores, fornecedores

e comunidade envolvente.

Encontrar soluções, tomar iniciativas, saber dar vida a novos

projectos. A nossa política comercial sempre foi pautada pela

determinação em superar os desafios. Para isso, é necessário

saber ler o mercado para assim identificar o melhor caminho

a seguir. Este ano, a aquisição e integração do Garden Center

Quinta da Eira no Grupo Horto do Campo foi, sem dúvida,

mais uma aposta ganha. Localizado no Linhó, perto de Sintra,

este centro de jardinagem é um espaço que reúne todas as

condições para oferecer um serviço diferenciador. Conheça-o

melhor no artigo que aqui lhe apresentamos.

Reflexo de uma procura contínua pelas soluções mais inovadoras

é também o conceito Flowerbox – Wall Concept Decor,

que se tem revelado um sucesso. Estas propostas decorativas

inspiradas nos jardins verticais surpreenderam pela originalidade

nas decorações que realizámos em mais uma edição da

“Cidade do Rock”. Uma parceria que iniciámos em 2006 e que,

este ano, se viu fortalecida.

Nesta edição, damos destaque a belíssimas reportagens fotográficas.

Convidamo-lo a conhecer os jardins do Palácio de

Palhavã, uma imponente mansão senhorial que é hoje a residência

oficial do Embaixador de Espanha em Portugal. Imperdível, é também

um ‘passeio’ pela Quinta de São Sebastião que, nos seus magníficos jardins,

viu nascer um sofisticado condomínio residencial, e pela Mata da Doca, nos

Açores, cuja intervenção paisagística fez reviver este agradável espaço verde.

Em entrevista, o Vereador do Ambiente e Espaços Públicos da Câmara Municipal

de Lisboa, José Sá Fernandes, fala-nos das várias apostas no âmbito da

valorização do espaço público. Uma agradável conversa sobre o que tem vindo

a ser feito para tornar a capital numa cidade mais verde e ainda mais vivida.

Porque a política de responsabilidade social continua a ser uma das prioridades

para o Grupo Horto do Campo Grande, é com muita alegria que lhe apresentamos

o Jardim Sensorial Terapêutico, um novo espaço ao ar livre criado

especialmente para as crianças que são acompanhadas no Centro de Desenvolvimento

Torrado da Silva, do Hospital Garcia de Orta. A Teleflora solidarizou-se

com este projecto, tendo apoiado a sua concretização através da

cedência de mão-de-obra especializada.

Parabéns à Teleflora também pelo seu 40.º aniversário! Desafiámos o administrador,

Arqt.º Alexandre Castelo Branco, a levar-nos numa viagem pela história

da empresa. Uma entrevista a não perder.

Boa leitura.

Pedro Pulido Valente

ppv@hortodocampogrande.com


FOTOS: Miguel Serradas Duarte

HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 04


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 05

José Sá Fernandes

Lisboa está mais verde, mais atractiva e merece ser mais vivida. É este o resultado das

inúmeras apostas no âmbito da valorização do espaço público. Desafios que transformam

Lisboa numa cidade de encontros, dinâmica, unida no seu conjunto. Em entrevista,

José Sá Fernandes, vereador do Ambiente, fala-nos sobre o potencial dos espaços verdes

urbanos da capital e a importância das suas ligações.

HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE: Como tem vindo

a ser repensado o conceito do espaço público urbano

josé sá fernandes: Todo o trabalho que tem vindo a ser

desenvolvido nesta área tem por principal objectivo proporcionar

à população uma melhor qualidade de vida. E o que define,

em grande parte, esta qualidade de vida Querer sair de casa

e poder passear a pé por toda a cidade, com segurança. As

cidades existem para as pessoas, de qualquer faixa etária ou

estrato social, se encontrarem, para conviverem. E os espaços

verdes, tendo em conta os seus diversos interesses e valências

– social, recreativa e cultural – funcionam como elementos

dinamizadores disso mesmo. São importantes pontos de

encontro que aproximam a população e que queremos se tornem

cada vez mais agradáveis e procurados.

Tem havido um investimento enorme na melhoria da qualidade

do espaço público, visível também, em grande parte, na

crescente aposta na criação dos Corredores Verdes pedonais

que permitem unir a estrutura ecológica da cidade. Em Lisboa,

o caminho não é só arranjar o jardim. É das ligações que

depende uma eficaz vivência do espaço público e uma visão

conjunta da cidade.

H.C.G.M.: Que exemplo nos pode dar que traduza na prática a

importância destas ‘ligações verdes’

J.S.F.: Estamos neste momento a realizar uma grande obra na

Duque D’Ávila que consiste em pedonizar metade da avenida,

dotá-la de esplanadas e tirar o máximo partido da alameda de

árvores existente, que é muito bonita. É o inverso do que aconteceu

nas últimas décadas em que se retirava passeios para construir

estacionamento. Só com esta obra de pedonização vamos

criar uma rede contínua de ligações: ligar Monsanto ao Palácio

da Justiça, o Palácio da Justiça aos jardins da Gulbenkian, os jardins

da Gulbenkian aos jardins do Arco do Cego, o jardim do Arco

do Cego à Alameda D. Afonso Henriques, a Alameda D. Afonso

Henriques à Bela Vista.

H.C.G.M.: Lisboa está então no bom caminho enquanto cidade ambientalmente

mais atractiva e sustentável

J.S.F.: Todos os projectos seguem essa orientação. Qualquer jardim ou parque

na cidade tem um papel preponderante para a melhoria da qualidade do ar uma

vez que as árvores permitem diminuir a temperatura do ar e compensar as emissões

de dióxido de carbono. Por exemplo, no Jardim Constantino, na Estefânia,

chega a registar-se menos cinco graus do que na Almirante Reis, que é ali

ao lado. A arborização das cidades é, sem dúvida, uma aposta decisiva em termos

de sustentabilidade.

H.C.G.M.: Das diversas intervenções no espaço público, quais as que destacaria

J.S.F.: São variadíssimas as obras que já foram concluídas e que agora demonstram

o imenso potencial das intervenções realizadas – o Jardim da Paiva Couceiro,

o Jardim do Tourel, o Jardim Constantino, o Miradouro São Pedro de

Alcântara, o Jardim do Príncipe Real, entre muitos outros. São espaços que

se tornaram mais atractivos, não só pela sua nova imagem, mas também pelas

condições que oferecem em termos de equipamentos de apoio e mobiliário

urbano que serve as diferentes faixas etárias. É muito importante que, independentemente

da localização ou dimensão dos jardins, as pessoas encontrem

soluções que sirvam diferentes necessidades e sejam sinónimo de maior

conforto: casas de banho, quiosques, esplanadas, parques infantis, ensombramento.

Tudo isto vai atrair ainda mais a população e permitir uma maior dinamização

dos espaços. A segurança é outra preocupação que também tem vindo

a ser cada vez mais valorizada. Neste momento, já temos vigilância na maior

parte dos parques e jardins de Lisboa.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 06

H.C.G.M.: O que se pretende com a realização da rede de ciclovias

J.S.F.: Todos os dias vejo pessoas a andar de bicicleta e por isso acredito que

será uma iniciativa à qual Lisboa irá aderir muito bem, principalmente à rede de

bicicletas de uso partilhado. É um projecto que ainda tem muito trabalho pela

frente e que terá de ser muito bem divulgado, mas que apresenta boas perspectivas

de sucesso.

H.C.G.M.: Numa outra vertente, que destaque merece o projecto das hortas

sociais

J.S.F.: Vamos fazer uma grande aposta nos parques hortícolas enquanto parte

integrante dos Corredores Verdes, que passará pela sua valorização em diversas

valências – ambiental, social e cultural. Nesta perspectiva, não serão espaços

de acesso exclusivo a quem os cultiva porque a ideia passa exactamente

por envolver também a população. Estes parques hortícolas têm uma importância

imensa na medida em que os seus responsáveis encontram naquela actividade

não só um hobby, mas também uma forma de sustento que potencia o

empreendedorismo. Por outro lado, a manutenção é assegurada pelos próprios

e assim temos a garantia de que as hortas são conservadas e se mantém uma

actividade económica.

Por exemplo, vai iniciar-se agora a obra num vale muito bonito em Chelas que

tem cerca de 10 ha. Este parque hortícola não ficará isolado porque já estamos

a pensar na sua ligação ao Campo de Golfe e à Bela Vista Sul.

H.C.G.M.: O Parque Urbano Oeste, na Alta de Lisboa, inaugurado recentemente

e um dos maiores da cidade, é um exemplo de um projecto criado de

raiz. Que características inovadoras o distinguem ao nível da fruição pelo público

e da aposta na sustentabilidade

J.S.F.: Um dos maiores desafios na concretização deste grande parque urbano

público foi sem dúvida a criação da bacia de retenção, o que permite o aproveitamento

das águas pluviais, posteriormente utilizadas na alimentação dos lagos, na

rega do relvado e na manutenção sustentável do parque. No que respeita à respectiva

fruição, o espaço funciona, maioritariamente, como um ponto de encontro

para a população da zona norte de Lisboa que abrange o Lumiar, a Ameixoreira,

a Charneca, Carnide e Benfica. A conclusão das ligações e a aposta

em mais equipamentos de apoio (cafetaria, quiosque, esplanada), mobiliário

urbano de estadia e parque infantil, potenciarão ainda mais a sua vivência.

H.C.G.M.: A manutenção é um dos desafios, se não o maior desafio que se

apresenta aos espaços verdes públicos

J.S.F.: Sem dúvida. É crucial haver um maior investimento no que diz respeito

à manutenção e, quando se projecta, esta deve ser uma preocupação primordial.

Neste momento, a câmara não dispõe de um número suficiente de jardineiros

pelo que os serviços de manutenção são maioritariamente assumidos

em regime de out-sourcing. No meu ponto de vista, é importante que a autarquia

reforce a contratação de jardineiros para criar uma espécie de ‘brigada’

de intervenção.

“Em Lisboa, o caminho não é só

arranjar o jardim. É das ligações

que depende uma eficaz vivência

do espaço público e uma visão

conjunta da cidade.”

H.C.G.M.: Mas concorda que parte desta manutenção também

pode e deve ser assegurada pela boa utilização dos cidadãos que

usufruem dos espaços

J.S.F.: Acredito que as pessoas estão mais sensibilizadas para

o facto de que os jardins são um bem comum e todos desempenham

um papel importante na sua preservação. Mas a sensibilização

nunca é demais. Especificamente para Lisboa, temos

vindo a realizar várias campanhas de sensibilização, concretizadas

em vários meios de comunicação como rádio, televisão, distribuição

de panfletos. Temáticas ligadas aos resíduos, à limpeza,

ao comportamento das pessoas nos locais que frequentam. É

determinante.

Daí que a aposta em equipamentos de apoio nos parques e jardins

seja uma boa opção também neste âmbito. Ninguém gosta

de ver sujo e degradado o local onde tem o seu negócio. Os concessionários

chamam a atenção de quem polui ou estraga e isso

já se revela uma óptima contribuição.

H.C.G.M.: Mas mesmo em out-sourcing, há que fazer a escolha certa…

J.S.F.: Precisamente. É um facto que o know-how das empresas especializadas

na área é uma mais-valia, no entanto, existem sempre empresas competentes e

outras nem tanto. É necessário saber delegar bem a responsabilidade deste tipo

de trabalhos para que as manutenções estejam efectivamente garantidas.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 09


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 08

Parque Urbano Oeste

“Um dos maiores desafios na concretização deste grande parque público

na Alta de Lisboa foi sem dúvida a criação da bacia de retenção, o que

permite o aproveitamento das águas pluviais, posteriormente utilizadas

na alimentação dos lagos, na rega do relvado e na manutenção sustentável

do parque.”

Área total do parque: cerca de 20 hectares

Área da bacia de retenção: 2 hectares

Lagos: 6

Facilidades: eixo pedonal, pista de atletismo Prof. Moniz Pereira

Equipamentos de apoio construídos e para hasta pública: cafetaria,

casas de banho, esplanada.


Certificação de Sistemas de Gestão

Mecanismo de Diferenciação

para as Organizações

Por diversos motivos, e de uma forma global, as Organizações

evoluíram para políticas que se baseiam não apenas

na sustentabilidade económica do seu negócio, mas também

na realização de produtos ou serviços que lhes permitam

reconhecimento no mercado em que operam.

Esta missão só poderá ser concretizável se as Organizações

providenciarem meios adequados e qualificados,

sejam humanos, físicos ou estruturais.

Raquel Silva,

Gestora de Produto, SGS ICS

Para que tudo isto funcione de forma harmoniosa ao longo da vida das

Organizações, estas devem desenvolver esforços no sentido de fortalecer

os seus pilares de sustentabilidade: crescimento/eficiência e consolidação/competitividade.

O crescimento assenta num aumento do volume de vendas dos produtos

ou serviços fornecidos pela Organização aos seus Clientes e

Consumidores Finais (em número de unidades e/ou valor de cada

unidade). Este aumento resulta da eficiência dos processos desenvolvidos,

adaptados ou melhorados continuamente pela Organização e da

capacidade de inovar e de criar novos produtos com valor acrescentado

para os seus Clientes.


A competitividade, por seu lado, depende de alguns factores já descritos,

como seja a capacidade de inovar e corresponder às expectativas

do mercado, mas não só. A capacidade de gerar riqueza de uma

forma eficiente é fundamental para a manutenção e crescimento de

qualquer Organização.

Alguns exemplos disso são a capacidade de gerar mais produto com

os mesmos recursos, diminuir desperdícios, “fazer bem à primeira”, evitando

retrabalhos, horas extra, etc.

Todos estes factores fazem com que a Gestão de Topo das Organizações

implemente Sistemas de Gestão que lhes permitam identificar

os seus processos, organizar e planear actividades, realizar o produto

ou serviço da forma mais adequada e actuar sobre os problemas,

implementando acções que assegurem a não repetição das falhas e

a melhoria contínua dos processos que conduzirão à satisfação dos

seus Clientes.

O Sistema de Gestão de uma Organização tem necessariamente várias

vertentes, representando os equilíbrios que a sua Equipa de Gestão de

Topo tem de assegurar, satisfazendo, consistentemente, os requisitos,

por definição diferentes e até mesmo opostos, dos vários stakeholders

nela interessados:

• económico-financeira – para os seus Investidores;

• qualidade – para os seus Clientes e Consumidores Finais;

• segurança e saúde ocupacional ou recursos humanos – para os seus

Colaboradores;

• responsabilidade social, ambiental, investigação, desenvolvimento e

inovação – para a Comunidade envolvente onde se insere.

A formalização do Sistema de Gestão Integrado numa Organização,

seja ela pública ou privada, é um investimento que traz, por um lado,

desafios à Organização e colaboradores de forma transversal e, por

outro lado, mais-valias pela organização interna que proporciona e o

reconhecimento interno e externo (Organização com Marca de Certificação).

Ainda falando de mais-valias, a mais relevante é levar a Organização a

sistematizar a sua actividade, a definir o que faz e como faz para que

saia bem feito à primeira. É esse “saber fazer”, de forma organizada e

continuada, que vai ter um impacto positivo na melhoria contínua nos

produtos e serviços que fornece aos seus Clientes e Consumidores

Finais, bem como no impacto ambiental da sua actividade na comunidade

onde está inserida.

A todo este conjunto de mais-valias pode acrescentar-se a Certificação.

Esta é o reconhecimento independente e imparcial atribuído por

um Organismo credível, com acreditação pelo Instituto Português de

Acreditação. A Marca de Certificação transmite confiança às diversas

partes interessadas: à própria Organização, aos Clientes e Consumidores

Finais e à Comunidade em que a Organização se insere.

Na Certificação, sendo um exercício de credibilização externa, revela-

-se da maior importância a escolha do Organismo Certificador, pois

a sua Competência, Independência, Credibilidade e Reconhecimento

Internacional são essenciais para a plena realização das mais-valias da

Certificação do Sistema de Gestão Integrado.

A equilibrada satisfação de todos estes stakeholders – atingida através

do Sistema de Gestão – é a única forma de uma Organização prosperar

e realizar sustentadamente a sua Missão.

Nesta vertente, e sendo o Sistema de Gestão uma ferramenta fundamental

para a Organização, a Gestão de Topo não dispensa, actualmente,

de um conjunto de procedimentos e de informação, elementos

de Medição da Eficácia e Eficiência das suas actividades, acompanhamento

de objectivos e metas mensuráveis, cálculo de rácios, monitorização

de indicadores, acompanhamento de projecções, entre outras.

Para o sucesso de uma Organização, o envolvimento da Gestão de

Topo e Sistematização e Monitorização (baseada na recolha, tratamento

e análise de dados produzidos), são fundamentais.

As Normas referidas foram concebidas para uma implementação integrada,

pelo que a sua adopção como um conjunto faz pleno sentido,

quer do ponto de vista de sinergias no investimento, quer do ponto de

retorno no seu investimento, pois permite dar resposta consolidada a

vários desafios, nomeadamente a satisfação dos seus Clientes e Consumidores

Finais, bem como os requisitos legais relacionados com a

qualidade, segurança ocupacional e das instalações, segurança alimentar

(quando aplicável) e impacto ambiental.

Com o objectivo de suportar esta sistematização de forma coerente,

registou-se, desde o final do século XX, um grande

impulso no estabelecimento de Normas, cobrindo princípios ou

requisitos associados a diferentes áreas e Sistemas de Gestão,

nomeadamente:

• Gestão da Qualidade (ISO 9001);

• Gestão Ambiental (ISO 14001);

• Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional

(OHSAS 18001);

• Gestão da Segurança Alimentar (ISO 22000);

• Gestão da Qualidade para a Indústria Automóvel

(ISO/TS 16949);

• Gestão da Responsabilidade Social (SA8000, NP 4469);

• Gestão da Investigação, Desenvolvimento e Inovação

(NP 4457);

• Gestão dos Recursos Humanos (NP 4427).


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 10

FOTOS: Miguel Serradas Duarte


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 11

Palácio de Palhavã

Memórias senhoriais

O Palácio de Palhavã encerra em si toda a grandeza arquitectónica e aura artística

de uma imponente mansão senhorial do século XVII. As suas paredes perpetuam histórias

e, em cada recanto, sente-se o segredar das muitas influências que, ao longo do tempo,

se traduziram no enriquecimento do seu legado artístico. O palácio é actualmente

a residência oficial do Embaixador de Espanha em Portugal.

Breve enquadramento histórico

A construção do Palácio de Palhavã, na quinta com o mesmo

nome localizada na freguesia de São Sebastião da Pedreira,

em Lisboa, data de 1660, por ordem de 2.º Conde de Sarzedas,

D. Luís Lobo da Silveira. O palácio viria assim a erguer-se

numa zona rural próxima do centro histórico, na altura conhecida

por sítio da Palhavã, e seria a residência da família Sarzedas

durante largos anos. O filho primogénito, D. Rodrigo da

Silveira, foi o grande impulsionador para o acabamento do palácio,

em particular o altivo portal nobre no qual era possível identificar

o brasão de armas dos Sarzedas.

Até 1918, ano em que o palácio é adquirido pelo Governo Espanhol para

residência oficial do Embaixador Espanhol, o Palácio da Palhavã foi palco de

ocupações sucessivas, maioritariamente por famílias nobres, de onde se destaca,

posteriormente aos Sarzedas (1668-1747), os “Meninos da Palhavã”

(1747-1760 / 1778-1801) e os Condes de Azambuja (a partir de 1860).

Subjacente a cada passagem pelo palácio está um misto de influências e

foram muitas as mudanças no seu recheio, nomeadamente obras de restauro,

que se fizeram sentir. Mas nada alterou a sua grandiosidade e simbolismo

e, hoje, este palácio e respectivos jardins continuam a ser sinónimo de

prestígio e encanto.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 12

Principais períodos de ocupação do palácio

Tendo a 4.ª Condessa de Sarzedas falecido em 1747 sem descendência

directa, a Quinta de Palhavã e respectivos bens da Casa de Sarzedas são

herdados por D. Francisco Xavier de Menezes, 6.º Conde da Ericeira e 2.º

Marquês do Louriçal, casado com a filha do 2.º Conde de Sardezas. Neste

mesmo ano, a Quinta de Palhavã é arrendada para se tornar a residência dos

três filhos ilegítimos de D. João V – D. António, D. Gaspar e D. José –, que

ficaram conhecidos pelos “Meninos da Palhavã”. Este período de ocupação

contempla dois momentos. O primeiro, até 1760, altura em que os meninos

são desterrados para o Buçaco por ordem do Marquês de Pombal, e um

segundo que marca o seu regresso, entre 1778 e 1801.

Em 1833, durante as lutas liberais, a Casa sofre um violentíssimo atentado

que a deixa bastante danificada. A situação precária da propriedade mantém-

-se até 1860, ano em que o 3.º Conde de Azambuja adquire a quinta e respectivo

palácio por ocasião do seu casamento, e inicia um extenso plano de

obras de melhoramento e de restauro da responsabilidade de Possidónio da

Silva, arquitecto da Casa Real. A remodelação de Palhavã deve ser considerada

como uma intervenção de grande escala que beneficiou todas as divisões

e aposentos, através da substituição dos interiores e do bom gosto e

riqueza dos materiais utilizados, dando lugar a uma linguagem artística que se

mantém até hoje, sem alterações relevantes.

Foi também neste período de recuperação da Palhavã que o brasão de

armas, ainda hoje visível, foi colocado no topo do portal nobre que dá acesso

ao pátio principal da residência. No verso do brasão é possível ver-se a letra

A, da família Azambuja.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 13

“O Palácio de Palhavã continua

a servir os desígnios

de representação, ganhando

no novo milénio consciência

da sua identidade arquitectónica

e de uma memória histórica

que remonta ao século XVII”,

historiador de arte José

de Monterroso Teixeira, in

“O Palácio de Palhavã –

Arquitectura e Representação”.

Palhavã foi reconhecido, na época dos Azambuja, como um dos palcos mais

requintados da sociedade lisboeta e onde foram oferecidos alguns dos bailes

e festas mais elogiados.

Neste majestoso palácio, onde nasceram os onze filhos dos condes, viria a

falecer, em 1914, o Conde de Azambuja, acontecimento que marcava o fim

de uma época.

Em 1918, Francisco de Almeida Grandella, influente homem de negócios,

compra a quinta e o palácio aos herdeiros do Conde de Azambuja. Entretanto,

surge o interesse do Governo Espanhol em adquirir uma residência

digna para ocupação diplomática e a escolha recai no Palácio de Palhavã.

Francisco de Almeida Grandella acede em vender a propriedade, embora já

com a excisão da maior parte da cerca, onde viria a ser construído o Bairro

Azul nos anos trinta do século XX.

O ano de 1936 assinalou a maior obra de remodelação do palácio depois da

aquisição do mesmo pelo Estado Espanhol, tendo sido o arquitecto Pedro

Muguruza Otaño o responsável pelo projecto.

Mais tarde, com os actos de vandalismo de 1975, o palácio volta, inevitavelmente,

a ser alvo de novos restauros. Aquando da primeira visita de Estado a

Portugal do Rei D. Juan Carlos I e da Rainha D. Sofia, em 1978, já o Palácio

de Palhavã havia recuperado o esplendor e opulência que sempre o caracterizaram.

Actualmente, todas as suas salas partilham a mesma beleza, conforto

e riqueza artística e são um convite a reviver a história de outros tempos.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 14


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 15

Jardins históricos – a paisagem como testemunho

A intervenção dos arquitectos contratados para as diferentes

obras de conservação da propriedade e o interesse que os

vários ocupantes do palácio demonstravam pela arte da botânica

estiveram bem presentes no enriquecimento que os majestosos

espaços verdes do palácio testemunharam ao longo do

tempo. A par da diversidade da vegetação, os grupos escultóricos,

cuja localização não parece ter sido alterada com o decorrer

dos séculos, são, sem dúvida, dos elementos que mais

contribuíram para o enriquecimento artístico e valor recreativo

destes espaços verdes típicos das grandes residências

senhoriais. As fontes, com estátuas maioritariamente alusivas

a figuras mitológicas, eram na sua grande parte encomendadas

a escultores estrangeiros que se inspiravam nas influências

artísticas da respectiva época. Ainda hoje estas fontes carregadas

de simbolismo são verdadeiras obras de arte que conferem

aos jardins do palácio uma aura de grandiosidade.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 16

A intervenção do Horto do Campo Grande

O serviço de manutenção dos jardins da Embaixada de Espanha é, desde,

2009, da responsabilidade do Horto do Campo Grande. Entre os vários trabalhos

desenvolvidos, a primeira e principal intervenção consistiu em normalizar

a mancha arbórea nos três níveis do jardim, devolvendo-lhe um novo equilíbrio

visual. “Encontrámos um jardim com necessidades muito específicas. As

árvores centenárias que emolduram o espaço – como Palmeiras, Jacarandás,

Magnólias e um magnífico Castanheiro-da-Índia –, careciam de uma intervenção

urgente. A normalização do arvoredo trouxe outra vida ao jardim e permitiu

também uma maior incidência da luz natural”, refere o Eng.º Joaquim Silveira

responsável pelo Departamento de Manutenções de Espaços Verdes do

Horto do Campo Grande.

Terminada esta fase inicial, seguiram-se os trabalhos que tiveram por objectivo

melhorar as condições do relvado, dos canteiros e dos arbustos. Não

foram introduzidas novas espécies, uma vez que o jardim já apresentava

várias espécies de plantas e flores como as estrelícias, roseiras e hortenses.

A diferença é que agora, com uma manutenção diária, todas as espécies florescem

de uma forma mais consistente e as flores são também utilizadas

para criar bonitos arranjos florais decorativos.

A grande novidade foi, sem dúvida, a introdução da horta, a

pedido da Senhora Embaixatriz. Foram criados vários talhões,

cada um com a sua espécie de cultura biológica – cebolas,

alfaces, cenouras, couves. “Como cortesia, o Horto do Campo

Grande ofereceu à família quatro árvores de fruto, uma para

cada criança, e foram as próprias que as plantaram com a

ajuda dos pais”, comenta o Eng.º Joaquim Silveira.

Outra das responsabilidades do Horto do Campo Grande é

gerir e regular o sistema de rega já instalado: por aspersão, no

relvado, e gota-a-gota, nos canteiros.

Para garantir um serviço de manutenção global e eficaz, o

trabalho é diário e assegurado por dois profissionais: um

colaborador do Horto do Campo Grande e um funcionário da

Embaixada.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 17

A grande novidade foi, sem dúvida, a introdução da horta, a pedido da Senhora

Embaixatriz. Foram criados vários talhões, cada um com a sua espécie de cultura

biológica – cebolas, alfaces, cenouras, couves.

Fonte de informação:

• Álbum “O Palácio de Palhavã – Arquitectura e Representação”, com textos de José de Monterroso Teixeira e fotografia de Laura Castro Caldas e

Paulo Cintra; editado pela Embaixada de Espanha, em 2008.

Passados mais de três séculos sobre a construção do Palácio de Palhavã, muito há para dizer sobre a sua identidade histórica e expressão arquitectónica

e artística. A leitura deste álbum e a contemplação das imagens fotográficas que o ilustram são um convite irrecusável para conhecer de forma

profunda e verosímil a sua evolução histórica e artística.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 18

Para os Embaixadores de Espanha,

Alberto e Kyra Navarro, ter o Palácio

de Palhavã como residência oficial

é um imenso privilégio. Os jardins,

amplos e coloridos, são o espaço

eleito para desfrutar em família.

HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE: Como é residir

no Palácio de Palhavã, uma casa senhorial com tamanho significado

histórico e cultural

Kyra Navarro: É a primeira vez que temos a honra de viver

num palácio, um local repleto de simbolismo, o que se revela,

sem dúvida, um enorme privilégio para toda a família. O palácio

é lindíssimo, beneficia de uma localização muito central e

permite-nos usufruir de inúmeras vivências. Se nos espaços

interiores podemos contemplar diariamente a riqueza das obras

artísticas – tapeçarias, quadros, pinturas e outras peças decorativas

–, no exterior, os magníficos jardins são um apelo constante

a momentos muito agradáveis com a natureza como pano

de fundo.

H.C.G.M.: De todas as obras de arte presentes no palácio,

existe alguma que tenha um significado especial

K.N.: Sim, duas lindas peças de porcelana que encontrei numa

arca antiga. Tenho por elas um carinho especial por saber que

se trata de duas peças que resistiram aos actos de vandalismo

e ao incêndio que, em 1975, destruiu grande parte do recheio

do palácio.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 19

Alberto Navarro: Outra peça que admiramos particularmente é a pintura

do retrato de corpo inteiro do Rei D. Juan Carlos. É uma obra do pintor

espanhol Ricardo Macarron e data de 1978. Tanto este quadro como as

referidas peças de porcelana fazem parte do acervo decorativo da sala encarnada,

uma das magníficas salas (cada uma com o nome alusivo a uma cor)

que compõem a zona nobre do palácio.

H.C.G.M.: Quais as salas do palácio mais vivenciadas em família ou na companhia

de amigos

K.N.: Embora as salas recebam maioritariamente as cerimónias oficiais e

outros eventos sociais, também permitem um usufruto mais pessoal. Gostamos

bastante de, por exemplo, tomar um café na sala encarnada, por ser

especialmente acolhedora. Já a vivência da sala verde ganha outro protagonismo

pelas suas portas abertas para os jardins que, em qualquer estação do

ano, são um deleite para os sentidos.

H.C.G.M.: Os jardins serão, certamente, um dos principais convites à fruição

do espaço…

K.N.: É realmente o local mais convidativo para estar em família, receber os

amigos ou até mesmo organizar uma recepção oficial. As crianças adoram

brincar e correr livremente pelo espaço, que se torna especialmente agradável

por estar tão bem cuidado.

a.N.: A par de todos os trabalhos de melhoria entretanto desenvolvidos, o serviço

de manutenção do Horto do Campo Grande tem sido realmente exemplar

e uma grande mais-valia no sentido de conservar e valorizar a autenticidade

de um jardim com tamanho simbolismo histórico. À data da nossa

chegada o jardim apresentava uma imagem um pouco triste e desordenada,

nomeadamente no terceiro nível, mas muito rapidamente foi possível sentir as

mudanças e o espaço tornou-se sinónimo de cor e vivacidade.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 22

Horto do Campo Grande

Com Certificação em Qualidade,

Ambiente e Segurança

A aposta na implementação de um Sistema de Gestão Integrado da Qualidade, Ambiente

e Segurança foi mais uma decisão estratégica do Horto do Campo Grande no sentido

de responder de forma ainda mais eficaz aos diferentes desafios inerentes à sua actividade.

Com a adopção deste Sistema, certificado pela SGS ICS, assiste-se a um reforço

do compromisso assumido diariamente e de forma transversal perante as diferentes

partes interessadas no desempenho do Horto do Campo Grande: clientes, colaboradores,

fornecedores e comunidade envolvente.

A opção de considerar a abordagem das três valências da gestão global da

empresa – Qualidade, Ambiente e Segurança – numa perspectiva conjunta,

apresenta como principal vantagem o facto de oferecer sinergias que uma implementação

separada dos três sistemas não pode proporcionar. O desenvolvimento

e manutenção integrados revelam-se assim fundamentais para obter benefícios

ao nível da organização e motivação internas, satisfação dos clientes e respeito

pelo ambiente, entre outros, indo ao encontro daquele que é o grande objectivo

– a melhoria contínua e global do desempenho do Horto do Campo Grande, de

forma a diferenciar-se num mercado cada vez mais competitivo.

Pela sua longa experiência e currículo reconhecido em serviços de Certificação

nos mais variados ramos de actividade económica e de acordo com diver-

sas normas, a SGS ICS foi a entidade seleccionada pelo Horto

do Campo Grande para a realização da Certificação do seu Sistema

de Gestão Integrado. Os referenciais seleccionados foram

as seguintes:

Norma ISO 9001 – Sistemas de Gestão da Qualidade

Permite à Organização “captar” adequadamente as necessidades

e expectativas do Cliente. Conceber e fornecer atempadamente

o produto ou o serviço, de forma a satisfazer as necessidades

e expectativas do Mercado, para que, desta forma,

aumente consistentemente a satisfação, a confiança e a fideli-


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 23

zação dos seus Clientes e Consumidores Finais. Por outro

lado, a nível interno, promove a clarificação, sistematização

e formalização das responsabilidades e autoridades da alocação

de recursos, das metodologias a adoptar e dos controlos

a efectuar, e conduz à diminuição dos desperdícios e

de outros custos acrescidos que possam estar associados

a más práticas, promovendo o crescimento e a competitividade

da Organização.

A adopção da ISO 9001 como referencial para o Sistema de

Gestão é também uma base sólida para o crescimento de

uma Organização. Num primeiro momento, permite à Organização

consolidar o seu Know-How e, em momentos de

expansão, permite-lhe crescer em harmonia, mantendo os

seus níveis de qualidade e desempenho aos olhos dos Clientes

e ou Investidores.

Norma ISO 14001 – Sistemas de Gestão Ambiental

Conduz a Organização à identificação adequada dos impactos

ambientais associados à sua actividade e ao estabelecimento

de práticas “amigas do planeta”. Deste modo,

aumenta a confiança de potenciais Parceiros (ou mercados)

com consciência ambiental mais evoluída e a satisfação dos

Clientes que cada vez mais valorizam o respeito pela Sociedade

de uma forma global.

Em coerência com a filosofia dos Sistemas de Gestão, também

a ISO 14001 assegura a sistematização e formalização

das responsabilidades e autoridades, da alocação de recursos,

das metodologias a adoptar e dos controlos a efectuar,

conduzindo a Organização a atingir os três “R”: Reduzir, Reutilizar

e Reciclar, e a aumentar a sua competitividade.

Norma OHSAS 18001 – Gestão da Segurança

e Saúde Ocupacional

Exige a identificação adequada dos riscos, no âmbito da

segurança e saúde ocupacional, associados à actividade da

Organização. Estabelece e promove práticas, infra-estruturas

e equipamentos que asseguram um ambiente seguro

para os seus Colaboradores (a mais importante riqueza de

uma Organização), aumentando a sua confiança, satisfação

e envolvimento. Tudo isto se irá traduzir em crescimento para

qualquer Organização, pela diminuição dos acidentes, baixas,

substituições apressadas por pessoas mal preparadas,

custos acrescidos para recuperar atrasos, etc..


FOTOS: Miguel Serradas Duarte

HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 24


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 25

Novo espaço

Garden Center Quinta da Eira

A recente aquisição do Garden Center Quinta

da Eira representa mais uma forte aposta

na estratégia de crescimento do Grupo Horto

do Campo Grande. Este espaço, localizado

no Linhó, perto de Sintra, partilha a mesma

filosofia de trabalho dos outros centros

de jardinagem do Grupo, em que a proximidade

com o cliente, o aconselhamento

personalizado e a diversidade da oferta se

conjugam para oferecer um serviço diferenciador.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 26

Organização do espaço

Quem entra neste garden center é agradavelmente surpreendido

pela dimensão e organização do espaço. Isto porque nada foi deixado

ao acaso para que o cliente possa circular livremente pelas

diferentes secções e aceder mais facilmente aos artigos que procura.

Dada a diversidade da oferta, houve a preocupação de criar

locais específicos para a apresentação de cada tipologia de produtos

e a exposição, com uma grande variedade cromática, contribui

igualmente para tornar o ambiente muito apelativo.

Localização estratégica

A localização do Centro, numa área residencial com forte incidência

para as habitações unifamiliares com jardim, revelou-se uma

enorme vantagem para os clientes que, deste modo, estão mais

próximos de todos os serviços disponibilizados pelo Grupo Horto

do Campo Grande.

“Estamos a delinear a construção

de uma estufa de animais

que certamente irá surpreender

os clientes.”


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 27

Atendimento personalizado

Toda a equipa profissional tem formação específica, estando preparada

para prestar um atendimento de qualidade e para oferecer

o melhor aconselhamento. A par dos artigos de venda ao público,

o Garden Center Quinta da Eira disponibiliza ainda um leque de

serviços que abrange, desde intervenções pontuais ao nível da

manutenção dos jardins, à concepção e execução de projectos

de arquitectura paisagista, e respectiva manutenção. Cada solicitação

do cliente é devidamente analisada e reencaminhada para

os departamentos responsáveis.

Inovação contínua

Para corresponder às expectativas de um cliente cada vez mais

exigente, a aposta no factor surpresa é uma preocupação constante.

“É esta postura que nos leva a procurar constantemente

os produtos mais inovadores. Estamos atentos às tendências de

mercado e as viagens a feiras e eventos na área da jardinagem

são uma importantíssima fonte de actualização para que possamos

apresentar sempre algo de novo. Neste momento, estamos

a delinear a construção de uma estufa de animais que certamente

irá surpreender os clientes”, conclui Pureza Norton Reis,

arquitecta paisagista.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 28

Oferta diversificada

Aromáticas; Plantas de interior; Trepadeiras; Árvores;

Árvores de fruto; Palmeiras; Vasos; Acessórios e decoração;

Terra vegetal; Projectos de arquitectura paisagista;

Construção e manutenção de jardins; Sistemas

de rega e de iluminação; Construção e instalação de

decks.

Localização e contactos

Garden Center da Quinta da Eira

E.N. 9, Linhó – 2710-331 SINTRA

Tel.: +351 219 240 252 | Fax: +351 219 246 164

GPS: 38º 46’ 24’’ N 9º 22’ 53’’ W

Horário de Inverno: das 9h às 19h

Horário de Verão: das 9h às 20h

Aberto 364 dias por ano.


Para que você e as suas

plantas possam alimentar-se

de forma saudável

Os novos Bio Grow Bags da

Floragard

• Perfeitos para a horticultura e jardinagem ecológica

• Fáceis de colocar no terraço ou na varanda

• A sua combinação especial de ingredientes ativos,

proporciona um crescimento seguro e naturalmente

saudável de plantas jovens cheias de saúde

Das Dar Beste o melhor. geben. Desde Seit 1919!

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HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 31

Espaços com assinatura

As soluções de enquadramento paisagístico apresentadas

demonstram como é possível criar uma perfeita harmonia

entre o design arquitectónico das moradias e o espaço

envolvente, proporcionando uma total vivência dos mesmos.

Moradia particular, Soltróia

Requalificação de jardim, cuja renovação reuniu uma série de novas

soluções e materiais, naturais e construídos, de forma a torná-lo mais

contemporâneo, confortável e aprazível. Mantiveram-se algumas préexistências

pela sua importância na estrutura do jardim, estado de

conservação ou porte, nomeadamente a sebe limítrofe, pinheiros

mansos, oliveira e alguns arbustos notáveis.

A renovação de toda a zona envolvente à piscina visou a criação de

um ambiente mais actual, com duas zonas distintas, mas visualmente

comunicantes, destacando-se o papel fundamental da introdução

do novo pavimento em lajes regulares de ardósia e um deck em

compósito com 200 m². A iluminação exterior utilizada destaca os

pontos de maior interesse do espaço, tornando-o simultaneamente

mais vivenciado. Foram introduzidas soluções para potenciar a

privacidade do jardim, tais como os ripados de madeira.

• Área: 800 m²

• Data de execução: Julho de 2010

• Projectista: Arqt.º Rui Reis – HCG

• Construção: Horto do Campo Grande


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 32

Moradia particular, Algarve

Implantada sobre a Ria Formosa, esta moradia particular,

apresenta uma localização única. A singularidade

do local e o elevado grau de exigência do proprietário

tiveram como resultado um jardim de formas

simples e lineares, abertos às grandes vistas que a

paisagem envolvente oferece. Dominado por grandes

relvados, não deixa no entanto de ter exuberantes

pontos de cor nas zonas de circulação mais próximas

da casa. Os desníveis do terreno contribuíram

para a construção de um jardim em patamares que

lhe confere uma maior dinâmica.

A escolha das plantas foi criteriosa em termos de

cores texturas e tipo de desenvolvimento que irão

apresentar no futuro, de modo a cumprirem o que se

pretende.

O maior desafio foi sem dúvida a colocação de várias

oliveiras centenárias com mais de 5 toneladas, numa

zona inacessível a máquinas, junto à piscina. Para a

sua execução foi necessária a intervenção de uma

grua especial, que teve de se deslocar propositadamente

de Lisboa para a execução deste trabalho. As

imagens anexas falam por si.

• Área: 2.500 m²

• Data de execução: Julho 2010

• Projectista: Teleflora – Arqt.ª Ana Clemente

• Construção: Teleflora


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 33


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 34

Moradia particular, Algarve

Implantado junto a um campo de golfe com lagos e

vastos pinhais, este jardim só poderia ter sido pensado

no sentido de dar continuidade aos espaços

envolventes. De modo a criar privacidade relativamente

à estrada e aos outros lotes, acentuou-se o

efeito barreira dos arbustos altos, com uma modelação

do terreno, criando como que uma duna revestida

com diferentes tipos de plantas. Em contraste com

esta primeira solução, as laterais da casa e do jardim,

que confinam com os relvados do golfe, “abrem-se”

para a vista, com amplas janelas na casa e plantas rasteiras

ou de pequeno porte no jardim.

• Área: 800 m²

• Data de execução: Junho 2010

• Projectista: Teleflora – Arqt.ª Ana Clemente

• Construção: Teleflora


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 36

FOTOS: Miguel Serradas Duarte

Flowerbox – Wall Concept Decor

Desafiar a criatividade!

Como reflexo de uma procura constante

por soluções inovadoras e criativas, o Grupo

Horto do Campo Grande traz para Portugal

o original conceito Flowerbox – Wall Concept

Decor, que apresenta novas formas,

personalizadas e divertidas, de decorar

as paredes de qualquer ambiente. E porque

não surpreender alguém com um presente

tão exclusivo e original


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 37

clássico

A decoração de um ambiente deve ser, sobretudo, um motivo de

prazer e ao nosso redor não faltam ideias inspiradoras para renovar,

criar e… surpreender! Estilos, esses são vários – contemporâneo,

clássico, étnico, minimalista – que podem e devem ser misturados

até para trazer um novo estímulo à imaginação. O facto é

que quando se trata de viver um espaço, é importante que o mesmo

reflicta a personalidade de quem dele irá desfrutar. Por isso, as

palavras de ordem são combinar, ensaiar e experimentar – tecidos,

cores, texturas, padrões – até descobrir aqueles pequenos apontamentos

que vão fazer a diferença. Tudo isto tendo em conta, é

claro, a utilização que será dada a cada espaço. Depois, é hora de

relaxar e de gozar os ambientes, partilhá-los com a família e amigos.

Tornar cada momento único. De tempos em tempos, uma

nova ideia é sempre bem-vinda para trazer algo de novo, para reinventar.

Por mais subtil que pareça a mudança – novas almofadas

para o sofá, uma jarra com flores frescas, colocar uma planta exótica

num canto mais despido, ou simplesmente trocar alguns objectos

de lugar – é o suficiente para presentear os ambientes com um

novo fôlego de criatividade.

Prática e juvenil, em cartão impermeável. Pelas

suas diversas cores e formatos, esta gama

permite criar várias combinações.

Flowerbox combina com qualquer estilo, ambiente ou personalidade.

Flowerbox combina consigo!

Para quem procura a originalidade e a irreverência, e gosta de estar sempre

um passo à frente das novas tendências, o conceito Flowerbox – Wall Concept

Decor, recentemente chegado a Portugal com a assinatura do Horto do

Campo Grande, é motivo mais do que suficiente para aguçar a curiosidade.

Inspirado no conceito artístico dos jardins verticais, Flowerbox rompe com

qualquer conceito tradicional, apresentando uma nova abordagem, sofisticada

e divertida, à decoração de ambientes com plantas ornamentais. Ao design,

moderno, inovador e funcional, junta-se uma diversidade de materiais, cores

e formatos. Com tamanha versatilidade, não existem limites quando se trata

de personalizar e tornar única a sua “box”.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 38

Inês Oliveira, arquitecta paisagista, é a responsável pelo projecto em Portugal

e não poupa elogios a esta nova tendência que já provou vir para ficar: “Flowerbox

reinventa o conceito de decoração com plantas, criando ambientes

originais, com um toque moderno e artístico. Um mundo de infinitas possibilidades

onde todas as espécies de plantas e flores convivem em plena harmonia

com uma variedade de elementos. Versáteis e de grande funcionalidade,

cada solução Flowerbox é personalizada ao seu gosto… afinal, a imaginação

não tem limites!”.

Brincar com as cores e os formatos,

e descobrir os recantos que podem ser

mais valorizados é um ‘jogo’ que diverte!

cerâmica

Clássica e elegante, é a melhor opção para

quem deseja um estilo natural e dinâmico.

Ideal para interior e exterior, a gama cerâmica

está disponível em diferentes cores e em três

formatos (individual, rectangular e quadrado).


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 39

metálica

Única e discreta, esta gama é ideal

para os amantes da decoração minimalista.

Com acabamento em alumínio, encontra-se

disponível em quatro cores (prata, branco,

castanho e preto).

A escolha certa…

Jogos que divertem

Mas com tanta diversidade de oferta, como saber qual a melhor solução A

escolha dos materiais e dos formatos pode e deve variar em função do local

a que se destinam, interior ou exterior, e também do sentido estético. Desta

forma, é possível tirar o máximo partido deste moderno conceito de decoração

e valorizar o resultado final. “Qualquer parede ficará a ganhar em cor,

estilo e alegria. Prática e juvenil, as propostas da gama clássico podem transformar-se

num presente original que pode ser colocado na parede da cabeceira

da cama ou até utilizado como moldura ‘viva’ sobre uma mesa. Também

pode remodelar a varanda ou o terraço, tornando o local mais convidativo.

Crie, por exemplo, um pequeno espaço de leitura e utilize a flowerbox cerâmica,

indicada para espaços exteriores, como um elemento vivo decorativo”,

sugere Inês Oliveira.

tubo

Moderna, funcional e versátil, a Flowerbox Tubo

é a indicada para quem gosta de contrastes.

Esta gama em aço oferece três formatos

distintos (40 cm, 70 cm e 110 cm)

e quatro cores.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 40

totem

Inovador e vanguardista, este suporte

de 2 m em alumínio é uma alternativa de grande

protagonismo. Disponível em quatro cores.

Descubra estas e outras ideias na Flowerbox Gallery. As novidades

chegam diariamente e difícil será certamente a escolha!

Venha visitar-nos!

Brincar com as cores e os formatos, e descobrir os recantos que podem ser

mais valorizados é um ‘jogo’ que diverte! Assim, para quem aprecia os contrastes,

conjugar três tubos flowerbox, com cores e tamanhos distintos, é uma

sugestão para decorar com originalidade a parede do escritório. Já a gama

Totem, destaca-se em qualquer decoração pela sua presença imponente e,

num hall de entrada, criará um perfeito equilíbrio estético.

“Pode conferir também um apontamento especial a um recanto da sala, à

parede da sala de jantar ou até mesmo ao quarto de banho. Para os suportes,

escolha cores que contrastem com a tonalidade da parede onde irá colocar

a sua flowerbox”, conclui Inês Oliveira.

Flowerbox Gallery

Conheça a nossa casa!

A Av. da República, em Lisboa, tem agora um novo espaço

que reflecte as cores e o design estético que tão bem caracteriza

o conceito Flowerbox. Com uma exposição variada e apelativa,

o cliente é convidado a conhecer de perto as novidades

e a usufruir de um atendimento personalizado sobre a escolha

de plantas, suportes ou materiais. As surpresas continuam na

mezzanine, onde a inspiração é o mote para a recriação de um

ambiente em que a flowerbox é protagonista.

Flowerbox Gallery

Av. da República, 37A, 1050 -187 Lisboa

Tel.: 217 932 565

E-mail: flowerbox@hortodocampogrande.com

Contacto: Inês Oliveira, Arquitecta Paisagista

Para que este novo conceito esteja ainda mais acessível a todos os

clientes, foram também criados corners específicos Flowerbox no

Centro de Jardinagem do Horto do Campo Grande e no Garden

Center Quinta da Eira.

Corners Horto do Campo Grande

• Centro de Jardinagem do Horto do Campo Grande

Campo Grande, 171, 1700-090 Lisboa

Tel.: 217 826 660

• Garden Center Quinta da Eira

E.N. 9, Rotunda do Linhó, 2710-331 Sintra

Tel.: 219 240 252


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 42

FOTOS: Miguel Serradas Duarte

Jardim Terapêutico Sensorial

2

O Centro de Desenvolvimento da Criança Torrado da Silva, do Hospital Garcia de Orta,

dispõe agora de um novo espaço ao ar livre, preparado para trazer mais alegria e bem-estar

ao dia-a-dia das crianças, das famílias e da equipa médica que as acompanha.

Falamos do Jardim Terapêutico Sensorial, um sonho concretizado graças à dedicação,

empenho e apoio de quem acreditou e abraçou o projecto desde o primeiro momento.

3


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 43

“O objectivo deste jardim

foi dotar o Centro de um

espaço lúdico-terapêutico

de qualidade, fazendo uma

aproximação à natureza.”

Marta Vassalo Monteiro

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6

1

2

6

3

4

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HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 44

1

Este Jardim Terapêutico Sensorial é uma das iniciativas desenvolvidas

no âmbito do projecto “Um Jardim no Hospital”, cujo objectivo

é o de promover o bem-estar e proporcionar um ambiente

mais agradável às crianças que frequentam o Centro de Desenvolvimento,

seus familiares e profissionais de saúde. A equipa

multidisciplinar responsável por este projecto é coordenada pela

Eng.ª Marta Vassalo Monteiro, que nos conta que “o conceito

de “Um jardim no hospital” é alicerçado na mesma filosofia do

projecto participativo de intervenção paisagística, “Um jardim em

cada escola” desenvolvido nas escolas, com a missão de melhorar

os espaços exteriores de recreio, transformando-os em áreas

de descoberta e de aventura mais seguras e mais propícias às

actividades lúdicas e pedagógicas. Assim, tivemos a ideia de criar

este jardim, que apresentámos à directora do Centro, Dr.ª Maria

José Fonseca, que, de imediato, se mostrou extremamente

receptiva. O desenvolvimento deste projecto tem sido extremamente

recompensador”.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 45

Tiago Torres Campos, arquitecto paisagista, acrescenta que “este

jardim nasceu da vontade conjunta das terapeutas do Centro de

Desenvolvimento e de nós próprios, enquanto equipa técnica. O

grande objectivo foi a criação de um espaço ‘mágico’ onde crianças

e pais pudessem descobrir juntos, um conjunto de “salas” ao

ar livre, onde o tratamento fosse possível, enquanto complemento

do trabalho realizado nos espaços interiores”.

O maior desafio consistiu em criar um espaço que oferecesse

condições adaptadas às necessidades específicas das crianças,

pelo que a partilha de ideias e sugestões ao longo da concepção

do projecto foi determinante para que o resultado final fosse

ao encontro do pretendido. Como afirma Tiago Campos, “o que

hoje corresponde à obra construída, resultou de um processo de

maturação de um desenho idealizado por nós enquanto equipa

técnica, para o qual o corpo de terapeutas, pessoas com vasta

experiência no campo da terapia, contribuiu com conselhos e propostas

de melhoria. Foi um processo de descoberta mútua e os

resultados não foram apenas atingidos, mas, por vezes, até superados.

E sabemos agora que tudo foi conseguido graças à simbiose

de sonhos, desejos e vontades”.

Além de funcionar como um ambiente lúdico e elemento de

humanização da área envolvente, este jardim vem complementar

as intervenções terapêuticas especializadas mediante a criação

de espaços próprios que estimulam experiências sensoriais através

do tacto, da audição, da visão e do olfacto. A possibilidade

de explorar todos estes estímulos permite às crianças com patologia

neurológica e do desenvolvimento que frequentam o Centro,

uma maior e melhor interacção com o meio ambiente, proporcionando-lhes

um contacto mais próximo com a natureza.

Neste momento, as diferentes áreas previstas para o jardim já

estão delimitadas, no entanto, falta ainda enriquecer o espaço

com a instalação de equipamentos de apoio adaptados às respectivas

funcionalidades.

Projecto participativo

O envolvimento de todos os intervenientes foi, e continua a ser,

fundamental nas diversas as fases da implementação do projecto.

Este jardim foi um dos vencedores dos prémios Missão Sorriso

em 2009, uma iniciativa promovida pelo Continente, no âmbito da

sua política de responsabilidade social. Entre muitas outras propostas

para hospitais, esta candidatura mereceu o carinho e votação

dos portugueses que, sensibilizados para as mais-valias da

sua concretização, o elegeram como um dos premiados.

Centro

de Desenvolvimento

da Criança Torrado da Silva

Motivação diária

Integrado no Hospital Garcia de Orta, em Almada, o Centro de Desenvolvimento

da Criança Torrado da Silva, inaugurado em 2007, é um centro

multiprofissional de atendimento especializado a crianças e jovens

em idade pediátrica que sofrem de patologias neurológicas e do desenvolvimento.

“Aqui, as famílias encontram uma equipa médica preparada

para responder às necessidades de cada criança de uma forma

integrada, promovendo a sua integração na comunidade. É nossa missão

que, a par do rigor profissional, o atendimento seja realizado num

ambiente lúdico e agradável para que cada criança não veja a ‘bata

branca’, mas sim a pessoa que a veste. Este jardim, que representa a

concretização de um sonho antigo, vem trazer um enorme enriquecimento

ao trabalho do Centro. Não existe melhor recompensa do que

saber que espaço ao ar livre vai proporcionar novas experiências às nossas

crianças e respectivas famílias”, partilha Dr.ª Maria José Fonseca,

directora do Centro de Desenvolvimento.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 46

Este jardim vem complementar

as intervenções terapêuticas

especializadas mediante

a criação de espaços próprios

que estimulam experiências

sensoriais através do tacto,

da audição, da visão e do olfacto.

5

O equipamento da imagem à esquerda

permite, por exemplo, que crianças

em cadeira de rodas possam também

realizar as suas plantações.

5

Mas a par do financiamento no âmbito da Missão Sorriso, a colaboração da Teleflora,

empresa do Grupo Horto do Campo Grande, foi uma ajuda imprescindível

para a realização deste importante projecto. “Sem o valioso apoio da Teleflora,

que cedeu a mão-de-obra especializada e todo o equipamento técnico necessário,

não teríamos conseguido erguer a estrutura base deste jardim. Outro dos

maiores desafios deste jardim foi encontrar parceiros que estivessem dispostos

a colaborar no fornecimento de materiais e serviços a preço de custo e a Teleflora

foi incansável neste objectivo”, afirma a Eng.ª Marta Monteiro. A Teleflora

deixa um agradecimento especial aos seus fornecedores que tão prontamente

responderam a este apelo: Planta Livre, Alfredo Moreira da Silva e Bambuparque,

no fornecimento de plantas, à Batalha dos Anjos, no fornecimento das terras

e à Litoprel e Flexipiso, no fornecimento dos lancis e pavimentos.

Tiago Campos acrescenta que “a Teleflora continua ainda a apoiar o projecto

ao nível da manutenção. É nesta primeira fase, em que as plantas lutam para a

criação das suas condições ideais, que o jardim necessita de mais cuidados. As

espécies, tanto arbóreas, como as arbustivas e as herbáceas, foram escolhidas

também tendo em conta as especificidades do local. Espécies resistentes

ao índice de utilização que se pretende intenso e com necessidades edafoclimáticas

e de água moderadas. Isto não torna obviamente o jardim num sistema

auto-sustentável, mas pode torná-lo progressivamente mais autónomo,

ao ponto de que, num espaço temporal de 10/15 anos, apenas necessite de

uma manutenção mínima.”

Crianças mais felizes

“Esta iniciativa de solidariedade surgiu com o objectivo

de apoiar a área da saúde nacional através da oferta de

diversos equipamentos médicos/científicos e lúdicos

a hospitais pediátricos e unidades de pediatria, contribuindo

para a melhoria dos cuidados prestados. Desde

2003, Missão Sorriso tem-se traduzido numa iniciativa de

sucesso. Entre livros, CD’s e DVD’s da conhecida personagem

Leopoldina, este projecto já vendeu mais de 2.5

milhões de produtos e angariou mais de 4 milhões de

euros, possibilitando um apoio expressivo a 31 Unidades

pediátricas de Norte a Sul do país.

O reconhecimento público e a participação dos portugueses

são o elemento-chave do êxito da Missão Sorriso.

Todos os anos são cada vez mais as pessoas que

apoiam a angariação de fundos, o que nos permite contribuir

activamente na ajuda às unidades de pediatria dos

hospitais portugueses.

A mecânica da Missão Sorriso sofreu algumas alterações

em 2009, na medida em que os hospitais candidatos

a receber os prémios foram votados pela população.

Trata-se de mais uma forma de envolver os portugueses

neste projecto. Uma aposta diferente mas sempre com

um único objectivo em mente: levar sorrisos e criar uma

vida mais alegre às crianças internadas.”

Equipa Continente


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 48

Mata da Doca

Aberta a novas vivências

A intervenção paisagística realizada na zona verde da Mata da Doca, em Ponta Delgada,

fez renascer a beleza do local. Devolvido à população, o espaço requalificado é palco

de experiências variadas e um apelo constante ao bem-estar, ao convívio e à diversão.

Projecto de arquitectura paisagística

Linhas orientadoras

Da autoria do gabinete de arquitectura paisagista – Topiaris, o projecto de reabilitação

da zona verde da Mata da Doca, em Ponta Delgada, nos Açores, consistiu

em criar um espaço verde urbano de elevada qualidade ambiental e visual que

contribuísse para a valorização da paisagem urbana em que se insere e proporcionasse

a um público diversificado o usufruto de múltiplas actividades recreativas.

A proximidade a zonas residenciais, aliada às características paisagísticas

que o espaço apresenta, vem potenciar em larga escala a utilização deste local

desde sempre muito acarinhado pela população.

Execução da obra

A execução da obra, da tutela da Direcção Regional do Ambiente dos Açores, foi

adjudicada ao consórcio Couto e Couto & Salvaria Lda/Horto do Campo Grande,

tendo a Teleflora, enquanto empresa do Grupo Horto do Campo Grande, sido

designada para a execução da obra. No decorrer dos trabalhos, os profissionais

da Teleflora valorizaram bastante a atenção com que foram recebidos pela Direcção

Regional dos Recursos Florestais, nomeadamente pelos Viveiros Florestais

do Nordeste que gentilmente cederam algumas espécies autóctones, que de

outra forma não teriam sido possíveis de adquirir.

A participação nesta obra representa uma vez mais a capacidade de resposta da

Teleflora aos diferentes desafios que lhe são propostos, e reforça, simultaneamente,

a sua estratégia de expansão para os arquipélagos da Madeira e Açores.

Ordenamento do espaço

Trata-se de um terreno anteriormente caracterizado por uma mata

de araucárias e que já havia exercido funções de recreio, sendo

que, à data da intervenção, se encontrava parcialmente ocupado

pela expansão do aeroporto, por equipamento de abastecimento

de combustível e por áreas industriais. O plano de ordenamento

pretendeu integrar as diversas áreas de recreio propostas

na estrutura verde, tendo por base as condições ecológicas que

cada uma das três zonas do parque: Norte, Central, e Sul –

apresentava. A preservação dos exemplares arbóreos existentes,

Araucaria sp. e Myrica faya, foi, desde o início, um dos principais

critérios a considerar.

O conceito do projecto fundamentou-se na existência de duas

importantes orlas arbóreo-arbustivas, a nascente e a poente, cujo

desenvolvimento ondulante determinou uma compartimentação

do espaço em clareiras de relvado e zonas de recreio, enquadrando

vistas e cenários diferenciados.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 49

Zonas de intervenção

Relvado e entrada a Norte

Esta entrada apresenta uma rampa com 6% de declive, permitindo o acesso

por pessoas com dificuldades de locomoção. É a partir desta rampa que se

desenvolve um relvado, o qual funciona como uma área de recreio informal,

limitado por araucárias – testemunho do valor paisagístico do local – e por

exemplares de outras espécies que entretanto foram introduzidos.

Bosque das Merendas

O Bosque das Merendas, enquadrado pelos maciços de vegetação Myrica faya,

é constituído por um conjunto de pequenas áreas pavimentadas com calçada de

basalto e equipadas com mesas de merendas, bancos, papeleiras e bebedouros.

O relevo irregular permitiu criar uma separação entre estas pequenas áreas,

libertando a vista para os relvados envolventes e para o mar. O coberto vegetal

proposto acentua a delimitação associada ao relevo e oferece diversidade e exotismo,

nomeadamente através da utilização de fetos arbóreos e de agaves.

“A valorização paisagística deste

espaço teve como objectivo

prepará-lo para que funcionasse

como uma zona verde

vocacionada para actividades

de recreio, voltando a atrair

a população.”

Luís Paulo Faria Ribeiro,

Arqt.º Paisagista do Atelier Topiaris.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 50

Relvado e entrada a Sul

Através desta entrada, acede-se directamente ao extenso e amplo relvado que

ocupa a zona exposta a Sul e oferece vistas mais rasgadas. O seu relevo moderadamente

suave apresenta as condições ideais para actividades de recreio

diverso passivo (contemplação, estadia e passeio) e activo (actividades associadas

a equipamentos ou recreio informal). Os caminhos que limitam o relvado a

poente e a nascente são acompanhados por vegetação arbórea localizada estrategicamente

para garantir o enquadramento das vistas existentes, o que contribui

para o aumento da qualidade visual desta zona verde.

Zona de equipamento de recreio a Poente

O equipamento implementado contribui para tornar o parque mais dinâmico e

atractivo para as faixas etárias mais jovens. A sua distribuição, em sequência

linear, teve por objectivo atenuar visualmente a sua presença, conferindo

a cada estrutura, além dos seus objectivos de recreio, uma valorização

paisagística.

Orlas arbóreas e arbustivas

A Nascente, propôs-se que a vegetação integrasse espécies ornamentais de

folhagem e floração mais acentuadas e diversificadas. Já a Poente, incluiu-se

espécies mais resistentes à utilização do equipamento de recreio. A presença de

espécies autóctones contribuiu para uma melhor integração na paisagem, evitando,

por um lado, a propagação de espécies infestantes e, por outro, minimizando

os custos de manutenção.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 51

Manutenção sustentável

Rede de rega

O estudo do projecto de rega teve como base de trabalho a modelação do terreno

e os planos de plantação propostos. A escolha dos pontos de rega fundamentou-se

na pressão existente na rede geral, o alcance dos mesmos, o

declive das áreas a regar e os ventos dominantes. Tudo no sentido de atingir

a melhor uniformidade na rega e o menor desperdício. Soluções que vão ao

encontro da crescente aposta numa manutenção mais sustentável.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 52

FOTOS: Miguel Serradas Duarte

FOTOS: Miguel Serradas Duarte


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 53

Teleflora

40 anos a “construir paisagem”

A Teleflora celebra, em 2010, o seu 40.º aniversário. Para assinalar esta data especial,

convidámos o Arqt.º Alexandre Castelo Branco, administrador da empresa, a revisitar

um percurso de sucesso pautado pela inovação e pela determinação em superar

qualquer desafio.

HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE: Fazendo um

breve enquadramento, em que contexto é que a Teleflora passou

a integrar o Grupo Horto do Campo Grande

ALEXANDRE CASTELO BRANCO: Até 1986, a actividade do

Horto do Campo Grande estava estritamente vocacionada para o

sector privado, até que, a certa altura, o meu irmão, Pedro Castelo

Branco, sentiu a necessidade de aumentar e diversificar o

âmbito de actuação, nomeadamente para o sector público. Foi

assim que surgiu a aposta na aquisição da Teleflora, enquanto

empresa na área dos espaços verdes, e que detinha Alvará que

lhe permitia o acesso a concursos públicos.

De facto, quando adquirimos a Teleflora, esta era uma das únicas

três empresas com potencial para dar resposta às exigências

do mercado, que na época eram francamente diminutas.

Hoje, a realidade do mercado é outra e existem mais de trezentas

empresas a operar no mesmo ramo. A concorrência

é grande, mas continuamos a diferenciar-nos pela qualidade

dos nossos serviços, o que reforça a confiança depositada no

nosso trabalho.

H.C.G.M.: Sendo a arquitectura a sua área de formação, como

se proporcionou assumir a direcção desta empresa

A.C.B.: Após alguns anos a exercer arquitectura, foi o convite

do meu irmão para administrar a Teleflora que marcou uma nova

etapa na minha vida profissional. Muito embora a arquitectura

seja uma área que me continua a apaixonar, a verdade é que

hoje a encaro mais como um hobby e não estou nada arrependido

da opção que tomei.

H.C.G.M.: Percorrer a história da Teleflora é reviver a paixão de

“construir paisagem”. Que análise pode ser feita da sua actividade

A.C.B.: É uma história de muito trabalho e objectivos atingidos.

Estou há 25 anos à frente deste projecto e a verdade é que

parece que foi ontem que tudo começou, o que me leva a concluir

que ao “construir paisagem” não damos pelo tempo passar.

E isto é bom porque demonstra que continuamos apaixonados

por esta profissão. Tem sido um percurso coeso e positivo, com

momentos marcantes. Sempre a pensar no que será melhor para

o futuro da empresa.

A Teleflora está estruturada de forma a dar uma resposta eficaz às mais variadas

solicitações. A concepção, construção e manutenção de espaços verdes é

a nossa principal área de actuação. Paralelamente, também actuamos ao nível

das hidrossementeiras, da manutenção em vias de comunicação, dos transplantes

de árvores de grande porte e da recuperação de sistemas dunares.

H.C.G.M.: Pode referir alguns exemplos de projectos desenvolvidos ao longo

dos anos nestas diferentes áreas

A.C.B.: No que respeita à concepção de projectos de espaços verdes, intervimos

em concursos públicos ou em projectos particulares. Dispomos de uma

equipa de arquitectos paisagistas, embora mantenhamos a nossa política de não

concorrência com os diversos gabinetes de arquitectura paisagista existentes no

mercado, com os quais colaboramos frequentemente.

Quanto à vertente de construção de jardins, um dos sectores mais relevantes

da nossa actividade, temos desenvolvido obras importantes como é o caso do

Centro Cultural de Belém, o Parque Tejo e Trancão no Parque das Nações, o

Parque dos Poetas, em Oeiras, o Parque da Falagueira, na Amadora, o Jardim

do Cerco, em Mafra, entre outros, bem como variadíssimas intervenções

no âmbito do Programa Polis, nas cidades de Castelo Branco, Coimbra, Silves

e Setúbal.

No sector privado, além das obras em hotéis como o Marinotel ou o Hotel Quinta

do Lago, destaco também os trabalhos de arranjo paisagístico em grandes centros

comerciais, como sejam o Colombo, o LoureShoping, o MadeiraShopping,

o AlgarveShoping e inúmeros outros em Espanha e Itália.

Já no que se refere às manutenções, trabalhámos com diversas autarquias

como sejam, Lisboa, Oeiras, Cascais, Sintra, Amadora, Almada, Palmela, Castelo

Branco, Coimbra, Setúbal e Faro, assim como por algumas obras emblemáticas

como a Autoeuropa, o TagusParque ou o Parque Tejo e Trancão.

Mantemos igualmente uma forte intervenção na área de integração paisagística

em vias de comunicação, com maior incidência em auto-estradas e itinerários

principais. Neste âmbito, além de executarmos a obra, mantemos muitos quilómetros

de vias para as concessionárias. Uma especial referência ainda para

os trabalhos realizados em vários campos de golfe como o Oitavos Campo de

Golfe, na Quinta da Marinha, o Golfe da Aroeira e o Vilamoura Golf 3.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 54

H.C.G.M.: Ao longo da história da Teleflora, a inovação tem sido uma constante.

Como é que ilustra esta forte aposta

A.C.B.: Há mais de 30 anos, fomos pioneiros na introdução da técnica de

hidrossementeira em Portugal, uma solução inovadora para o revestimento dos

taludes em auto-estradas e que permite controlar eficazmente a erosão dos

solos. Entretanto, e porque as preocupações com o meio ambiente são também

um importante compromisso, a Teleflora evoluiu na procura de novas soluções

que permitissem minimizar o impacto ambiental. Assim, passámos a utilizar o

método de sementeira hidroecológica, o primeiro método totalmente ecológico

que utiliza um biofertilizante ao invés dos fertilizantes químicos.

Ainda, perante a necessidade de aplicar sementes de espécies autóctones no

método de hidrossementeira em vias de comunicação, e uma vez que a oferta

no mercado nacional é escassa ou inexistente, a Teleflora desenvolveu, há 25

anos, um processo de recolha e tratamento de sementes (arbóreas e arbustivas)

tendo por objectivo a aplicação nas nossas obras futuras. Desta forma, a

recolha de sementes, devidamente autorizada pelas entidades competentes, foi

desenvolvida paralelamente com todos os meios necessários para a limpeza,

tratamento e conservação das mesmas. Desenvolveu-se toda uma estrutura de

tararas, mesas densimétricas, escarificadoras de sementes, estufas de secagem,

entre outros, para tratamento das sementes antes de seguirem para os

modernos frigoríficos com a temperatura e humidade controlada sendo, os mesmos,

essenciais para a sua conservação. Posteriormente, foi criado um laboratório

para estudos de germinação (equipado com câmara de germinação) e

todos os meios para quebrar a dormência da semente, previamente à sua aplicação.

A mesma metodologia veio a ser aplicada para as sementes utilizadas

nos projectos de recuperação dos sistemas dunares, área em que o trabalho da

Teleflora é amplamente reconhecido.

H.C.G.M.: Na área de recuperação dos sistemas dunares, que

trabalhos destaca

A.C.B.: A costa marítima portuguesa constitui um importante

património natural que tem de ser preservado. Até à data, a Teleflora

já teve o privilégio de participar em diversas intervenções,

com especial destaque para a recuperação do cordão dunar da

Ria Formosa. Foi um trabalho interessantíssimo, em que se interveio

pontualmente ao longo dos 60 km existentes de ilhas barreira

e que, exactamente por se tratar de ilhas, obrigou ao transporte

marítimo de muitas toneladas de material, razão pela qual

a Teleflora adquiriu um veículo anfíbio. Fizeram-se quilómetros

de paliçadas, passadiços e plantações de autóctones. Quem

conhece a zona, apercebe-se da importância que estes trabalhos

assumiram em termos ambientais, ordenando o acesso à

praia e, deste modo, protegendo a vegetação.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 55

H.C.G.M.: O transplante de árvores é outra das áreas em que a

Teleflora detém muita experiência. Gostaria de partilhar connosco

alguns desses desafios

A.C.B.: A experiência da Teleflora em transplantes de árvores iniciou-se

com o transplante de palmeiras de grande porte. Posteriormente,

na década de 90, fizemos um acordo com um parceiro

detentor da exclusividade do sistema Optimal para a Península

Ibérica, o que permitiu à Teleflora, em consórcio com os Viveiros

Falcão, realizar todos os transplantes, das diversas espécies

existentes na área, onde de futuro viria a surgir a Expo’98. Foi

neste âmbito que se realizou aquela que foi considerada uma

das maiores operações de transplante em Portugal e que consistiu

no transplante de uma Phoenix reclinata, existente no local

que agora acolhe o Estádio do Sporting, tufo este com mais de

50 pés e com uma altura entre 6 e 12 metros. Este transplante

surgiu na sequência de negociações e contrapartidas entre a

Câmara Municipal de Lisboa e a Teleflora, o que nos permitiu oferecer

esta palmeira à Expo’98, para a sua colocação na sua área

de intervenção. Procederam-se a inúmeros trabalhos de preparação

e, durante a operação, foram vários os desafios técnicos

com que nos deparámos, principalmente por se tratar de uma

árvore de grande porte que possuía, não um, mas vários troncos.

De referir que, dada a especificidade destes trabalhos, a sua boa

concretização só foi possível graças a todos os meios humanos e

técnicos envolvidos, alguns pioneiros neste tipo de trabalho.

Paralelamente a estes trabalhos, concretizou-se também o transplante

de cerca de um milhar de pinheiros de grande porte, transplantes

inéditos em Portugal à data, também tendo como destino

final, a Expo’98. Desde então, têm sido muitos os trabalhos

realizados no transplante de árvores de grande porte como, por

exemplo, as centenas de oliveiras e azinheiras transplantadas do

Alqueva, através de um protocolo realizado com a EDIA. Actualmente,

as inúmeras solicitações que recebemos comprovam que

somos uma empresa de referência nesta área específica.

“Estou há 25 anos à frente

deste projecto e a verdade

é que parece que foi ontem

que tudo começou, o que me

leva a concluir que ao “construir

paisagem” não damos

pelo tempo passar.”

H.C.G.M.: Em que áreas é que se pode e deve inovar ainda mais

A.C.B.: Inovar é um desafio diário, mas a técnica de Aerossementeira, em que

investimos bastante na aquisição de equipamentos, é sem dúvida uma área

que gostaríamos de aprofundar. Trata-se da execução de sementeiras por via

aérea, o que permite, a baixo custo, combater a erosão em grandes áreas.

Foi desenvolvida não só para se proceder aos trabalhos em zonas inacessíveis,

mas também para combater a erosão causada pelos incêndios florestais.

No nosso parecer, os solos, independentemente de a quem pertençam, são

um bem Nacional e como tal a sua preservação deveria estar contemplada no

erário público. Embora até à data este processo não tenha tido a aceitação

que pretendíamos, continuamos a trabalhar com a convicção de que esse dia

chegará, à semelhança do que acontece em países como os Estados Unidos,

o Canadá e o Brasil, entre outros.

H.C.G.M.: O ano de 1994 marcou a constituição da empresa subsidiária

S.Y.P. Siembras y Plantaciones, em Espanha. Que balanço pode ser feito da

sua actividade

A.C.B.: Em 1994, a utilização do método da hidrossementeira em Portugal,

técnica em que éramos líderes do mercado, atingia o seu auge. No entanto, o

mercado português começava a tornar-se demasiado pequeno. Perante isto,

porque não explorar o país vizinho, com uma maior dimensão e em franco

crescimento Sabíamos que nesta área tão específica, a Espanha detinha

um know-how inferior ao nosso, e foi assim que criámos a nossa primeira

sucursal fora de Portugal. Demos muito, mas também aprendemos muito em

Espanha, e embora tenhamos começado pela hidrossementeira e pelas plantações

maciças em vias de comunicação, recentemente, os trabalhos realizados

evoluíram também para outros âmbitos, como seja os ajardinamentos de

inúmeros parques industriais, ETARs, e trabalhos de enquadramento paisagístico

em centros comerciais, etc..

H.C.G.M.: A grandiosidade e grau de exigência das obras realizadas pela Teleflora

implicam um elevado investimento em equipamentos técnicos especializados.

Que exemplos nos pode dar

A.C.B.: As Hidrossemeadoras de maior calibre, o veículo anfíbio adquirido

para as intervenções realizadas na Ria Formosa, os aparelhos específicos

para o processo das Aerossementeiras, as transplantadoras de médio calibre

e a introdução do Sistema Optimal. O laboratório de tratamento de sementes

também mereceu um forte investimento através da aquisição de equipamentos

de diagnóstico, tais como câmaras de germinação, tararas, mesas dissimétricas,

rectificadoras de semente, câmaras frigoríficas de condições controladas

e estufas de secagem, entre outros.

Também na área de diagnóstico fitossanitário de árvores foram feitas várias

apostas em equipamento mecânico e electrónico para testes do estado físico

das mesmas, assim como em equipamento de trepa devidamente certificado

para o efeito. Claro que a utilização destes equipamentos exige técnicos

especializados, pelo que a formação é também uma área em que investimos

muito.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 56

H.C.G.M.: O que levou a Teleflora a optar pela Certificação

A.C.B.: A melhoria contínua. A Teleflora encontra-se certificada desde 2005,

assumindo-se como a primeira empresa na área dos espaços verdes a implementar

um Sistema Integrado de Gestão em Ambiente, Qualidade e Segurança.

Esta Certificação, não só contribui para fortalecer a imagem e credibilidade

da empresa, como também representa uma vantagem competitiva

que nos permite distinguir-nos da concorrência. Acima de tudo, assume-se

um conjunto de mais-valias que tem como objectivo a motivação das nossas

equipas e a máxima satisfação dos clientes.

H.C.G.M.: O que se perspectiva para o futuro da Teleflora

A.C.B.: Na área do paisagismo, pretendemos oferecer aos

nossos clientes um serviço tipo “chave na mão”, integrando

nos nossos serviços os trabalhos de construção civil necessários

à realização dos projectos de arquitectura paisagista. Por

outro lado, e tendo em conta a conjuntura económica em que

vivemos, o que pretendo é dar passos cautelosos. Procurar

novos mercados, fora da CE, como por exemplo nos PALOP,

onde já estamos a realizar prospecção do mercado.

H.C.G.M.: A área de responsabilidade social é também uma prioridade da Teleflora.

O que é que este compromisso solidário representa para a empresa

A.C.B.: Hoje em dia assistimos a um crescente sentido de responsabilidade

social enquanto parte integrante do código de valores das organizações,

e é com todo o orgulho que a Teleflora partilha este tipo de preocupações.

Temos vindo a colaborar com vários projectos neste âmbito – como

é o caso da Casa das Cores, na Bela Vista, ou o Jardim Terapêutico Sensorial,

no Hospital Garcia de Orta, e ainda o Projecto “Um Jardim em

Cada Escola” – e a maior recompensa é saber que podemos ajudar a

fazer a diferença. Recentemente, tornámo-nos também mecenas da Fundação

Batalha de Aljubarrota. A política de responsabilidade social continuará

sem dúvida a ser uma vertente fundamental no âmbito de actuação

da Teleflora.

A Teleflora foi a primeira empresa

portuguesa na área dos espaços

verdes a implementar, em 2005

um Sistema de Gestão Integrado

em Ambente, Qualidade

e Segurança.


Sítio das Plantas

Comercialização de Plantas, Lda.

Venda

ao Público

e Revenda

Dispomos de serviço de Restaurante e Residencial “Pôr do Sol 2”

com Salas para todos os tipos de eventos (incluindo casamentos e batizados)

Sítio dos Poços, EN n.º 366, Azambuja, 2050-145 Aveiras de Cima

Telf.: 263 469 239/ 263 476 859 • Fax: 263 469 240 • E-mail: plantas@sapo.pt


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 58

Intervenção em Vias de Comunicação

Segurança em primeiro lugar

Os trabalhos de recuperação paisagística e ambiental em vias de comunicação,

ao nível da construção e/ou manutenção, são uma das vertentes que se

destacam no âmbito da actividade da Teleflora, não só pela complexidade e

exigência técnica dos mesmos, mas também pelas importantes questões de

segurança que lhes estão associadas. Daí que a procura da inovação técnica

no que se refere aos equipamentos de trabalho e a aposta em equipas experientes

e qualificadas constituam dois factores essenciais para a prestação de

um serviço de qualidade e de confiança.

Em 2005, a implementação de um Sistema de Gestão Integrada

– Certificação em Qualidade, Ambiente e Segurança –

foi uma decisão estratégica que veio reforçar o compromisso

da Teleflora perante uma melhoria contínua dos processos que

levam a uma maior satisfação e fidelização dos seus clientes e

à promoção de um ambiente de trabalho mais seguro e saudável

para os seus colaboradores.

Vias de comunicação

Diferentes intervenções

Trabalhos no separador central.

Construção

Hidrossementeira: técnica pioneira em Portugal

O grande desafio na abertura de estradas consiste no revestimento

dos taludes através do processo de Hidrossementeira,

uma solução que permite controlar eficazmente a erosão dos

solos. Há mais de 30 anos, a Teleflora foi a empresa pioneira

na utilização desta técnica em Portugal, através da qual uma

mistura composta por sementes arbustivas e herbáceas, água,

fertilizantes, fixadores e matéria orgânica é aspergida para o

solo a partir de um tanque misturador que, com o auxílio de

uma potente bomba, projecta a mistura a distâncias que podem


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 59

atingir os 70 metros. A experiência da Teleflora na aplicação

deste método é fundamental para garantir o sucesso do resultado

final, uma vez que, se a técnica não for bem dominada, as

falhas podem acontecer e os trabalhos de correcção são dispendiosos.

Dada a necessidade de aplicação de sementes específicas nos

projectos de Hidrossementeira e perante a escassa oferta do

mercado nacional nesta área, a Teleflora iniciou, há 15 anos,

um projecto inovador de recolha e processamento de sementes.

Neste âmbito, foi constituído um laboratório para a realização de

testes de germinação e também para o tratamento de sementes,

que tem vindo a ser enriquecido com equipamentos tecnologicamente

mais avançados. “O processo inicia-se no campo.

As sementes são recolhidas tendo em conta a sua futura aplicação

numa determinada obra e, posteriormente, é no laboratório

que tudo se desenvolve. É necessário perceber quais as

condições e/ou estímulos naturais que potenciam a germinação

de cada semente para que depois os possamos reproduzir

em laboratório. Este processo, complexo mas ao mesmo tempo

muito desafiante, é fundamental para assegurar o sucesso da

germinação”, explica Ana Clemente, arquitecta paisagista, ao

que acrescenta que “além dos projectos de Hidrossementeira,

a recolha e processamento de sementes, embora num âmbito

de intervenção diferente, é também extremamente útil para aplicação

nos projectos de recuperação da vegetação dunar que

também realizamos”.

A procura da inovação

técnica no que se refere aos

equipamentos de trabalho e a

aposta em equipas experientes

e qualificadas constituam dois

factores essenciais para

a prestação de um serviço

de qualidade e de confiança.

Processamento de sementes.

Manutenção

Um desafio diário

No que respeita à manutenção, os trabalhos realizados seguem as normas

descritas no Caderno de Encargos disponibilizado pela entidade contratadora

e consistem essencialmente na poda e no corte do revestimento vegetal das

bermas e dos separadores centrais, na limpeza de todas as placas informativas

localizadas ao longo da via, e, periodicamente, na aplicação de herbicidas em

zonas que assim o exijam. “Embora os utentes não se apercebam, estes trabalhos

são muito necessários e apresentam critérios muito específicos, não só

ao nível do enquadramento paisagístico, como também da segurança de quem

circula nas vias. Por exemplo, a vegetação existente nos separadores centrais

tem um objectivo muito claro que é o de evitar o encandeamento dos condutores

que circulam na via de sentido contrário. No entanto, o seu volume não

pode atingir uma dimensão excessiva ao ponto de ‘invadir’ a via e comprometer

a segura circulação dos automóveis”, afirma Ana Clemente.

Segurança das equipas

Como minimizar o risco

As obras realizadas em vias abertas ao tráfego são consideradas de alto risco

e, como tal, potenciadoras da ocorrência de acidentes. Consciente desta realidade,

e porque a segurança é uma prioridade, a Teleflora sempre se comprometeu

a dedicar especial atenção à identificação, monitorização e avaliação

dos riscos inerentes à especificidade destes trabalhos. Esta preocupação

constante traduz-se ao nível da implementação de estratégias e de acções

preventivas, bem como ao nível da permanente sensibilização dos colaboradores

para o conhecimento e cumprimento das regras que lhes permitem

trabalhar em segurança e, consequentemente, melhorar o desempenho das

suas tarefas.

Uma responsabilidade partilhada com as empresas que detêm a concessão

das obras e que se revela fundamental na missão de atingir um objectivo

comum: minimizar os acidentes de trabalho em vias de comunicação.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 60

Trabalhos em altura.

Na história da Teleflora não existe qualquer registo de ocorrência de acidentes

de trabalho em vias de comunicação, o que para a empresa é motivo de

um imenso orgulho. “Esta realidade é o resultado de um esforço contínuo em

zelar pela segurança dos colaboradores. Trabalhar em auto-estradas é extremamente

perigoso e uma vez que não podemos controlar o comportamento

dos condutores, a adopção de boas práticas que minimizem o risco é ainda

mais decisiva. Não podemos facilitar e por isso a sensibilização é permanente”,

defende Maria Mendonça, técnica superior de Segurança, Higiene e Saúde no

Trabalho da Teleflora. Todos os trabalhadores envolvidos nos atravessamentos

e trabalhos nas zonas rodoviárias recebem formação on job e no estaleiro, e o

desempenho das suas tarefas é monitorizado por parte dos encarregados da

Teleflora e pelos responsáveis da segurança do dono de obra. “De destacar

que, exactamente pelos riscos que estes trabalhos representam, só os colaboradores

mais experientes e devidamente qualificados estão aptos a executar

estas tarefas”, conclui Maria Mendonça.

Na história da Teleflora não existe

qualquer registo de ocorrência

de acidentes de trabalho em vias

de comunicação, o que para a

empresa é motivo de um imenso

orgulho.

De entre os requisitos legais a serem cumpridos para evitar a ocorrência de

acidentes, destacam-se:

• Assinalar a presença – através da utilização obrigatória de vestuário

reflector (calças e colete);

• Assinalar a existência dos trabalhos – através da correcta utilização e

aplicação de sinalização temporária;

• Adoptar práticas de trabalho seguras – no separador central, não trabalhar

fora das guardas de segurança; nas bermas, não executar as tarefas

fora das zonas previamente sinalizadas; não utilizar o soprador dentro

da via de tráfego.

• Respeitar as regras de atravessamento de vias na auto-estrada –

organizar o trabalho de forma a reduzir ao máximo o número de atravessamentos;

não atravessar em locais de visibilidade reduzida; não atravessar

antes de verificar o fluxo de trânsito; o atravessamento deve ser efectuado

sem correr, contínuo, o mais rapidamente possível e de forma perpendicular

ao eixo da vida, nunca invertendo o sentido de marcha; o atravessamento

é expressamente interdito aos trabalhadores que transportem materiais

ou objectos que pelo seu peso ou volume podem aumentar o risco de

atropelamento.

• Respeitar o correcto manuseamento dos equipamentos – varredora,

roçadora, corta-relva, pulverizador, soprador, motosserra, corta-sebes, pulverizador

dorsal e tractor com braço destroçador. A utilização de cada um

destes equipamentos varia mediante o tipo de intervenção pretendida.

• Respeitar as regras de aplicação de produtos fitofarmacêuticos –

os produtos químicos, como é o caso dos herbicidas, podem afectar as

vias respiratórias, os olhos e a pele. Além da utilização do equipamento de

protecção (fatos, máscara, luvas e óculos) existem outras medidas de prevenção

que devem ser respeitadas. Antes de aplicar o produto,

é determinante ter em atenção as condições climatéricas:

a aplicação deve ser feita no sentido do vento e nunca

com temperaturas altas, pois aumenta o risco de toxicidade

tanto para o colaborador como para as plantas.

Consciência Ambiental

Como reflexo da implementação do Sistema Integrado de Gestão,

também o respeito pelo Ambiente mereceu uma atenção

ainda maior por parte da Teleflora no que refere à correcta identificação

dos impactos ambientais decorrentes da sua actividade.

A separação e respectivo encaminhamento dos resíduos

verdes e das embalagens de produtos fitofarmacêuticos são

dois dos principais exemplos das práticas “amigas do ambiente”

adoptadas que levam a empresa a cumprir a política dos três

“R”: Reduzir, Reutilizar e Reciclar, o que se traduz em mais um

factor de diferenciação e, consequentemente, em mais uma

importante vantagem competitiva no mercado em que actua.

Montagem de linha de vida.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 62

Recuperação dunar

na Praia da Aberta Nova,

em Grândola

Os sistemas dunares são ecossistemas sensíveis e vulneráveis, entram facilmente

em ruptura devido a factores naturais, mas principalmente pela acção humana. No âmbito

das intervenções de recuperação paisagística e ambiental que a Teleflora tem vindo

a realizar há mais de uma década, com trabalhos desenvolvidos um pouco por toda

a costa portuguesa, surge a intervenção na Praia Aberta Nova.

A orla costeira portuguesa representa um importante património natural que

deve ser preservado. Localizada na costa vicentina, concelho de Grândola, a

Praia Aberta Nova, que apresenta uma beleza natural, quase selvagem, é uma

dessas paisagens privilegiadas debruçadas sobre o mar.

Como consequência dos elevados índices de pluviosidade no Inverno de 2009,

conjugados com a forte agitação marítima que se fez sentir, a Ribeira das Fontainhas,

que desagua na Praia da Aberta Nova, alterou o seu curso natural, tendo

rasgado o sopé da duna que limita o areal desta praia. Esta situação comprometia

o equilíbrio do sistema dunar e, consequentemente, a estabilidade do equipamento

de apoio de praia aí instalado. Por outro lado, todo este processo conduziu

também a um acentuado rebaixamento das cotas ao nível de toda a frente

balnear, o que acentuava o risco de erosão do referido sistema dunar.

A A.R.H. Alentejo, entidade responsável por esta intervenção, contactou a Teleflora

no sentido de, em conjunto, se equacionar uma solução para este problema

urgente.

Após visitar o local, a proposta de intervenção da Teleflora consistiu

em movimentar grandes quantidades de areia, que se encontravam

depositadas na zona a sul da praia, e transportá-las até

à zona erosionada, de modo a elevar as cotas no sopé da duna.

Com esta movimentação de areias procurou-se também baixar

as cotas da lagoa onde desagua a ribeira, para que o seu trajecto

natural se afastasse o mais possível da zona dunar afectada.

Para que a areia movimentada se mantenha no local pretendido

e não seja novamente deslocada pelo vento e pelas ondas, foram

utilizados dois tipos de estruturas, uma subterrânea, constituída

por um entrançado de madeira verde que fica enterrada sob a

areia, e outra superficial, constituída por estruturas de retenção

de areia, paliçadas que permitem a acumulação de areia transportada

pelo vento.

As paliçadas apresentam uma dupla função, pois, além da referida

anteriormente, também funciona como vedação, de modo a

impedir o pisoteio que destrói a vegetação dunar.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 63

Foi ainda colocada uma protecção extra constituída por sacos de

serapilheira cheios com areia e empilhados uns sobre os outros

de modo a constituir uma barreira física dissipadora do primeiro

embate das ondas. Todos os materiais foram escolhidos por

serem biodegradáveis, desaparecendo passados alguns anos,

após cumprirem a sua função.

Estes trabalhos implicaram igualmente a rectificação da base do

passadiço, uma vez que com os temporais este se encontrava

parcialmente destruído, impedindo o acesso à praia.

Por fim, a plantação de Estorno (Ammophila arenaria) e de Feno da Praia (Elymus

farctus) – plantas autóctones destes locais, fundamentais para a estabilização

das areias – permitem completar o processo de recuperação do sistema

dunar ou não fossem elas conhecidas por “construtoras de dunas”.

Localizada na costa vicentina,

concelho de Grândola, a Praia

Aberta Nova apresenta uma

beleza natural, quase selvagem


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 64

VII Edição

Barclays Porsche Polo Cup

O La Varzea Polo & Golf Resort foi o palco da VII Edição Barclays Porsche Polo Cup,

o mais prestigiado torneio de Pólo que se realiza em Portugal e que, este ano, decorreu

nos passados dias 18 e 19 de Setembro. O evento, que reuniu inúmeros entusiastas

desta modalidade milenar, provou, uma vez mais, a razão pela qual é um dos acontecimentos

mais aguardados do ano.

Localizado na “Herdade do Zambujeiro”, em Santo Estevão, o La Varzea Polo

& Golf Resort é um local que apresenta condições únicas para a prática deste

desporto. À semelhança das edições anteriores, o torneio, de acesso restrito,

reuniu alguns dos melhores jogadores oriundos de Espanha, Argentina

e Portugal e proporcionou a todos os convidados um animado fim-de-semana

repleto de experiências únicas.

Para tornar o evento ainda mais agradável e convidativo, o Barclays Porsche

Polo Cup contou com o patrocínio de várias marcas e entidades conceituadas,

além do Barclays e da Porsche, como a Boutique dos Relógios

Plus ou a Nespresso. Entre as várias iniciativas desenvolvidas, a realização

de um Test Drive Porsche Cayenne foi uma das experiências que se revelaram

desafiantes.

O Horto do Campo Grande foi, novamente, um dos patrocinadores evento,

tendo sido o responsável pelas decorações com plantas. Os vários apontamentos

ornamentais distribuídos pelas áreas do torneio e os arranjos de

mesas do almoço oficial do torneio, contribuíram para tornar o ambiente mais

fresco e colorido.

Regras do Jogo

As partidas de Pólo são disputadas entre duas equipas,

cada uma constituída por quatro jogadores – dois

atacantes, um meio campo e um defesa – que ocupam

diferentes posições em campo. O jogo tem a duração

de cerca de uma hora e é repartido em períodos de

sete minutos e meio cada, designados por “chukkers”,

e com intervalos de três minutos de descanso entre

cada um. O jogo é contínuo, havendo apenas paragens

em situações de lesão ou falta. A classificação

e avalização dos elementos das equipas são feitas por

handicaps, numa escala de -2 a 10.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 65

Pólo:

como tudo começou…

Embora não seja possível precisar a verdadeira origem

do Pólo, estima-se que este seja o jogo de equipa

mais antigo do mundo, nascido no Tibete, nos anos

600 a.c. Existem ainda indícios que apontam para

que tenha sido praticado pelos Cavaleiros da China e

da Ásia Central, assumindo-se como um passatempo

entre nobres, califas, sultões e imperadores.

Hoje em dia, o Pólo é um desporto que tem vindo a

ganhar cada vez mais popularidade em todo o mundo,

em particular na Argentina, por ser um país cujo clima

é mais propício à sua prática. É também neste país que

se criam os melhores cavalos e onde se encontram os

melhores jogadores do mundo da modalidade.

O Pólo é actualmente praticado em 77 países, entre

os quais se destacam os Estados Unidos da América,

o México, a Austrália, o Brasil, a Inglaterra e Portugal.

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HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 66

FOTOS: Miguel Serradas Duarte

Reforço de parceria na

“Cidade do Rock”

Em 2006, surgia o primeiro desafio do Horto do Campo Grande enquanto parceiro exclusivo

do Rock in Rio Lisboa na área da jardinagem. O sucesso dos trabalhos realizados traduziu-se

na consolidação da parceria em 2008 e, mais recentemente, também na 4ª edição

portuguesa do evento que continua a liderar o cenário dos grandes festivais de música.

Este ano, o envolvimento do Horto do Campo Grande na preparação

do Rock in Rio Lisboa teve início na festa de apresentação

do evento, que decorreu no Altis Belém Hotel &

Spa e reuniu convidados, parceiros e patrocinadores do festival.

Nesta ocasião, o Horto do Campo Grande foi o responsável

por vários apontamentos florais que decoraram o ambiente

com cor e elegância.


Foi essencialmente a partir deste momento que se aprofundou

o diálogo entre o Horto do Campo Grande e a organização

do evento, no sentido de se definirem as melhores e

mais interessantes soluções decorativas especificamente para

o recinto da “Cidade do Rock”. Desde os espaços mais restritos

– camarins dos artistas, tenda VIP e respectivas casas de

banho –, às zonas públicas, o empenho, experiência e criatividade

das várias equipas de profissionais do Horto do Campo

Grande foram determinantes para o resultado final que, mais

uma vez, surpreendeu pela positiva.

HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 67


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 68

A tenda VIP foi decorada

com plantas e flores

criteriosamente escolhidas

em função das volumetrias

que se pretendiam preencher.

Vasos de luz pontuavam com

graça o acesso ao espaço.

Na Tenda VIP, espaço exclusivo para convidados da organização,

dos patrocinadores e dos parceiros, o destaque foi para

a construção de um jardim que, pela sua dimensão e imagem

colorida, trouxe mais frescura e vivacidade ao local. O ambiente

foi complementado com a colocação de mais de 300 plantas

em floreiras e originais arranjos florais, dos quais se realça os

arranjos com mais de dois metros de altura, da autoria da florista

Helaine Patelo. Construídos sobre estruturas de aço em

forma de árvore, foram revestidos com vime natural e forrados

com musgo e flores frescas.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 69

Uma das grandes novidades foi também a decoração das paredes

das casas de banho com as inovadoras e personalizadas

propostas Flowerbox. Em diferentes estilos, cores e materiais,

as mais de 100 soluções expostas foram bastante elogiadas

pela sua originalidade.

Os camarins dos artistas também receberam decorações personalizadas,

algumas criadas especialmente a pedido dos próprios,

e, no espaço público do recinto, os candeeiros de iluminação

foram adornados com cestos de flores.

De referir ainda que, à semelhança da edição anterior, o Horto

do Campo Grande voltou a ser desafiado para realizar algumas

decorações também no Rock in Rio Madrid. Um convite que

demonstrou a valorização do trabalho das equipas envolvidas e

se revelou mais um enorme incentivo para continuar a responder

com profissionalismo aos desafios futuros.

Em diferentes estilos, cores

e materiais, as mais de 100

decorações Flowerbox foram

bastante elogiadas pela sua

originalidade.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 70

FOTOS: Miguel Serradas Duarte

BES Investimento

Terraço requalificado

O Horto do Campo Grande foi convidado a realizar o projecto de requalificação

do terraço localizado no último piso do edifício que acolhe o BES Investimento.

A funcionalidade deste espaço exterior, que conflui com a localização

da área de trabalho do corpo administrativo, já não correspondia ao pretendido

e a nova proposta passaria por introduzir uma imagem mais contemporânea e

acolhedora. O terraço dispunha já de uma pérgula em estrutura metálica com

toldo retráctil cuja função ajuda a amenizar as condições climatéricas

do local, bem como de painéis de vidro que circundam

o espaço até à altura de 2,5 m, o que permite atenuar os efeitos

do vento. Estas estruturas foram mantidas, tendo o Horto do

Campo Grande sido o responsável pela criação de uma área de

estadia e de uma zona para refeições em deck, bem como pela


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 71

remoção de algumas plantas e desmontagem de todas as floreiras

de madeira existentes, pela execução de floreiras metálicas

e pela introdução do sistema de rega automático.

Das espécies existentes no jardim, optou-se por manter as plantas

de maior porte, concretamente as palmeiras Trachycarpus

fortuneli e Cyca revoluta. Já que no que se refere à introdução

de novas espécies arbustivas e herbáceas, a escolha recaiu em

plantas essencialmente mediterrânicas de floração alternada,

o que permite criar um jogo harmonioso de cores, volumes e

texturas. Em determinadas zonas estratégicas e com o objectivo

de criar o efeito de barreiras visuais (biombos naturais), a

colocação de bambús revelou-se também uma opção bastante

interessante e valorizada. A escolha e distribuição das peças de

mobiliário, da responsabilidade da decoradora Pilar Louro, pontuaram

o terraço com um estilo prático e moderno.

Sendo este um espaço ao ar livre que oferece uma vista privilegiada

sobre Lisboa, o ambiente está agora mais colorido e

acolhedor, tornando a sua vivência numa experiência bastante

mais agradável.

A introdução de novas espécies e a criação de uma área de estadia

e de uma zona para refeições em deck conferiram ao terraço um ambiente

mais colorido e acolhedor.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 72

FOTOS: Miguel Serradas Duarte

FOTOS: Miguel Serradas Duarte


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 73

Quinta de São Sebastião

Tradição e modernidade

às portas de Lisboa


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 74

Casas nobres, jardins, lendas e tradições. No Lumiar, a riqueza do património histórico

desperta a curiosidade de conhecer de perto lugares ainda hoje fiéis à sua origem.

A Quinta de São Sebastião, com o seu palacete e envolvente paisagística, é um desses

espaços privilegiados. Um sofisticado condomínio residencial está agora integrado

nos jardins da Quinta, que também foram alvo de um projecto de recuperação.

Manter o equilíbrio visual entre as novas estruturas edificadas, os espaços verdes

e a traça antiga do palacete foi o maior objectivo.

Contextualização histórica

Com uma área total de 19 mil m², a Quinta de São Sebastião, construída no

século XVII, deve o seu nome à proximidade com a Ermida de São Sebastião,

situada no Largo com a mesma designação. Ao longo da história, a propriedade

foi pertença de várias famílias, tendo-se desenvolvido significativas obras

de reconstrução e valorização, tanto do palácio como das zonas verdes envolventes.

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, um dos nomes mais conceituados

no domínio da arquitectura paisagista em Portugal, foi o responsável pelo

estudo das áreas ajardinadas da Quinta nos anos 70.

Pérgula e pavilhão real

Duas construções imponentes

A Quinta reúne, no seu conjunto, um acervo artístico de grande riqueza e

diversidade, sendo peremptório deixar um apontamento especial para a pérgula

e para o pavilhão real, enquanto dois dos elementos arquitectónicos mais

singulares. Ao longo de um caminho coberto, a pérgula conduz ao extenso

relvado onde se encontram o lago (artificial) e o pavilhão real. O tecto de arco

abatido ostenta pinturas com motivos vegetalistas, com destaque

para a folha de videira enquanto elemento decorativo.

Sensivelmente a meio da sua extensão está uma escadaria de

balaústres em cantaria que conduz ao amplo relvado onde se

situam o lago e o pavilhão real.

O pavilhão real destaca-se pela magnificência das paredes e

tecto totalmente decorados com magníficas pinturas a fresco

realizadas pelo arquitecto A. Basalisa, em 1971. A composição

central é enquadrada em trompe l’oeil (técnica artística com truques

de perspectiva que cria uma ilusão óptica ao mostrar algo

que não existe realmente) de colunas, balaustrada e escada-


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 75

rias em primeiro plano. Para lá destes elementos arquitectónicos,

ganha vida uma paisagem na qual podem ver-se retratados

vários acontecimentos em simultâneo, tais como uma caçada

ou personagens nobres que passeiam pelo jardim.

(Fonte de informação: “Nova Monografia do Lumiar”, editado pela

Junta de Freguesia do Lumiar em 2008)

Empreendimento habitacional

“Quinta de São Sebastião”

Integrado nos jardins da Quinta de São Sebastião, nasceu um

condomínio privado que valoriza a privacidade, o bem-estar e a

segurança. O maior desafio do projecto, desenhado pelo arquitecto

João Goes Ferreira, consistiu em garantir o equilíbrio

entre as novas estruturas e os espaços verdes envolventes. Os

29 apartamentos de luxo, divididos em dois edifícios, convivem

assim com o extenso jardim de uma forma harmoniosa, sem

comprometer visualmente a traça antiga do palácio e a matriz

arquitectónica da propriedade. Sofisticados, amplos e confortáveis,

com uma vista rasgada sobre os jardins da Quinta, os

apartamentos, de diferentes tipologias, apresentam um desenho

contemporâneo, enriquecido pela qualidade e bom gosto

dos acabamentos. Zonas sociais, como uma piscina ao ar livre

e outra coberta e um health-club, complementam o cenário de

luxo e funcionalidade de um empreendimento concebido para

transformar a vivência em Lisboa numa experiência ainda mais

agradável.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 76

A proposta de integração

paisagística consistiu

na recuperação e valorização

do jardim, enquadrando-o

nas novas estruturas edificadas.

Os trabalhos de modelação

do terreno foram definidos de

forma a garantir uma integração

equilibrada na topografia original

do terreno. Introduziram-se novas

espécies que unificam a imagem

da Quinta e funcionam como

referência visual.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 77

Projecto de integração paisagística

Da autoria da “Entreplanos”, Gabinete de Arquitectura, Urbanismo e Design,

a proposta de integração paisagística da Quinta de São Sebastião consistiu na

recuperação e valorização do quadro paisagístico do jardim, enquadrando-o

nas novas estruturas edificadas. De referir que os trabalhos de modelação

do terreno pressupostos no projecto foram definidos tendo em conta o menor

movimento de terras possível para garantir uma integração equilibrada na

topografia original do terreno.

O primeiro passo consistiu em desenvolver um estudo das reais condições

fitossanitárias da vegetação existente no local para assim serem definidas as

intervenções a realizar na mancha arbórea.

A operação de maior relevo diz respeito à envolvente imediata aos blocos habitacionais,

que ocupam a área a norte da Quinta de São Sebastião. Criou-se

um traçado simples, delimitando áreas de acesso e de estada para os residentes.

Ao longo do alçado sul, os logradouros, localizados principalmente junto

dos três portões de entrada da Quinta, são delimitados por muros desenhados

em arco que ajudam a definir o terreno e reforçam a sua modelação.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 78

Foi mantida a maioria dos acessos pedonais e, tendo-se apostado na recuperação

dos pavimentos já existentes, a opção manteve-se entre a utilização

de calçado e de saibro, de acordo com a utilidade de cada acesso. Os espaços

pavimentados associados aos edifícios de habitação estão perfeitamente

enquadrados nas áreas verdes. Estas apresentam-se sob a forma de árvores

e arbustos que oferecem cor e diversidade ao espaço envolvente e conduzem

o olhar para os pontos de maior interesse.

Sendo o Pavilhão do Parque (pavilhão real) uma das estruturas mais antigas

e características da Quinta, o projecto contemplou a criação de uma zona de

enquadramento que a preservasse do acesso aos apartamentos, quando feito

pela entrada a sul. Assim, relativamente ao caminho da alameda

dos ciprestes, este apresenta-se ampliado na frente do

Pavilhão. Rodeando o lago artificial e a área de relvado, facilita

a circulação e potencia a estada. Optou-se também por estender

a ligação deste caminho até ao acesso lateral da pérgula e

área de bosquete.

Introdução de novas espécies e elementos

Uma das principais preocupações na concepção de qualquer

projecto de arquitectura paisagista é a escolha de espécies que

se adaptem às condições edafoclimáticas do local e convivam


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 79

O maior desafio do projecto

de arquitectura do condomínio

residencial, desenhado pelo

arquitecto João Goes Ferreira,

consistiu em garantir o equilíbrio

entre as novas estruturas

e os espaços verdes envolventes.

harmoniosamente com os exemplares já existentes. Foram então introduzidas

outras espécies de interesse botânico que contribuem para unificar a imagem

da Quinta e funcionam como referência visual.

Procedeu-se igualmente à recuperação dos elementos de água e da pérgula,

que, pela passagem do tempo e dadas as condições naturais a que esteve

sujeita ao longo dos anos, apresentava um avançado estado de degradação.

Os trabalhos de recupração desenvolvidos permitiram um novo usufruto deste

que é um dos mais carismáticos elementos arquitectónicos da Quinta.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 80

Manutenção

O projecto contemplou, desde o início, a definição das melhores

soluções em termos de manutenção futura do espaço. A

proposta consistiu na integração de um sistema de rega automática,

com sensor de chuva, o que permite uma manutenção

mais fácil, económica e sustentável.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 81

A Quinta reúne um acervo artístico de grande riqueza e diversidade. O pavilhão

real destaca-se pela magnificência das paredes e tecto decorados com magníficas

pinturas a fresco em trompe l’oeil, realizadas pelo arquitecto A. Basalisa, em 1971.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 82

BREVES

Horto do Campo Grande na SIL

– Salão Imobiliário de Portugal

Em 2009, o Horto do Campo grande marcou presença no maior salão imobiliário

do país com um stand cujas propostas decorativas recriavam um espaço

verde inspirado numa manutenção sustentável. Este ano, é a decoração o stand

do Jornal Câmaras Verdes – um projecto de comunicação dirigido às autarquias

e, através do qual, as empresas, as instituições e as próprias câmaras municipais

divulgam iniciativas e promovem a mais correcta atitude perante as questões

ambientais – que conta com a assinatura Horto do Campo Grande.

Estrada da Atalaia, Casal de S. João, 2890-028 Alcochete

Coord. GPS: N 38.733172, W -8.94712

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Ambientes frescos e coloridos


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 83

BREVES

Temporary Store Loja das Meias

decorada com originalidade

Junto à Praça do Município, em Lisboa, o Temporary Store Loja das Meias é um conceito de loja original que

não deixa indiferente quem lá entra. A imagem é trendy, o espaço, amplo e diversificado. Às diferentes propostas

de moda, juntam-se as soluções decorativas da autoria do Horto do Campo Grande que conferem

mais cor e dinamismo ao ambiente cosmopolita que aqui se vive.

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HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 84

BREVES

Teleflora patrocina

curso de recuperação

de sistemas dunares

A Teleflora patrocinou um curso de recuperação de sistemas dunares, organizado pela Sociedade Portuguesa

de Ecologia (SPECO) e que se realizou na Faculdade de Ciências, em Lisboa. Neste curso, Ana Clemente,

arquitecta paisagista da Teleflora, apresentou alguns casos práticos de obras que têm vindo a ser realizadas nos

últimos anos e que reflectem a experiência da Teleflora neste âmbito de trabalho tão específico.


HORTO DO CAMPO GRANDE MAGAZINE 85

BREVES

Dolce Vita Tejo

recebe projecto

da Fundação

Pão-de-Açúcar/Auchan

O Dolce Vita Tejo, na Amadora, recebeu o primeiro de cinco equipamentos educativos

que a Fundação Pão-de-Açucar/Auchan pretende criar para receber os filhos

dos colaboradores deste centro comercial. O Colégio Rik & Rok tem um horário alargado

que funciona em regime diurno, pós-laboral e também aos fins-de-semana e

tem como missão desenvolver as aptidões de cada criança, ajudá-las a integrarem-se

na sociedade e a construírem a sua personalidade com base em valores individuais.

A Teleflora forneceu as plantas decorativas para o interior e exterior deste primeiro

colégio, inaugurado no final de Agosto por sua Ex.ª, o primeiro-ministro, e pela ministra

do Trabalho e da Segurança Social, Helena André.

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Jumbo Pão de Açúcar, Loja 36, 2900-411 Setúbal T. (+351) 265 591 676 | Loja Alfragide C.C. Alegro, Loja 49, Piso 0, 2720-543

Alfragide T. (+351) 214 187 871 | Loja Hospital Santa Maria, em Lisboa, junto à entrada principal | Viveiros Aruil Ponte Silveira,

Porta 9002 Almargem do Bispo, 2715 Pero Pinheiro T./ F. (+351) 219 622 891

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