Amplificadores de guitarra - Landscape Audio

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Amplificadores de guitarra - Landscape Audio

Amplificadores para

Guitarra

Por Ricardo Soares

Esta apostila apresenta conceitos básicos sobre

amplificadores de guitarra abordando os tópicos préamplificadores,

potência, tipos de gabinetes, painel

de controle e alto-falantes.


Amplificadores de Guitarra

Introdução

Por Ricardo Soares

Antes de entrarmos no assunto, devemos entender como é gerado o sinal da

guitarra e qual caminho ele percorre até chegar ao amplificador. Quando uma corda

da guitarra é tangida, ela vibra rápida e repetidas vezes. O captador da guitarra

que é um transdutor (nome dado a qualquer dispositivo eletrônico ou

eletromagnético, que converte energia mecânica em energia elétrica), é

responsável por captar essa vibração e convertê-la em impulsos elétricos de

corrente alternada, que serão enviados ao amplificador. Os amplificadores

trabalham internamente com baixos níveis de tensão e corrente no processamento

do sinal. Estes níveis, da ordem de milivolts e miliamperes, não são suficientes para

excitar um sistema de alto-falantes ou caixas acústicas. Neste estágio há

necessidade de maior potência, e é aí que entram os amplificadores. Basicamente,

o que um amplificador faz é aumentar (amplificar) um sinal de áudio de baixa

intensidade, e o transforma em um sinal capaz de excitar os circuitos do alto-

falante (Figura 1).

Figura 1 – Amplificação

Apostila Amplificadores para Guitarra | por Ricardo Soares | 2012

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Pré-amplificador ou “Pré-amp”

Antes de o sinal ir para os alto-falantes, primeiro ele passa pelo pré-

amplificador. Como o próprio nome sugere, o circuito de pré-amplificação “pré-

amplifica” o sinal antes de enviá-lo ao “power” (potência). O pré é quem discrimina

o que é grave, médio, agudo e volume, e pode ser valvulado, transistorizado,

híbrido ou digital.

Power ou Potência

Power ou potência é o estágio de um amplificador que eleva o sinal fornecido

pelo pré-amplificador, a um nível de tensão e impedância adequado para excitar os

alto-falantes, ou seja, é o circuito responsável pela amplificação final do som. A

potência final ou de saída, é medida em watts RMS. Quanto maior este valor, maior

a potência do amplificador. Ele também pode ser valvulado, transistorizado, híbrido

ou digital.

Tipos de Gabinete

Os amplificadores podem vir em 3 formas: combos, cabeçote + caixa (stacks

ou half-stack), racks.

Combos – Mais conhecido como cubo no Brasil, um

combo é a combinação dos circuitos de pré-amp,

power (potência) e alto-falantes no mesmo gabinete,

tendo como principal vantagem o fato de serem mais

leves, compactos e portáteis. Pode ser utilizados em

gravações e em shows.

Cabeçotes + Caixa – O cabeçote é composto

pelo pré-amp + power (potencia) sem os altofalantes

no mesmo gabinete, e podem ser ligados

em caixas acústicas com 1, 2 ou 4 falantes. A

combinação de cabeçote com duas caixas com 4

falantes de 12 polegadas colocadas uma sobre a

outra é chamada de “Stack”. Os stacks têm como

vantagens: maior dispersão sonora, graves mais

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encorpados, maior potencia final, além do fato de se poder usar um cabeçote de

uma marca com a caixa de outra, produzindo timbres diferenciados, porém tem

como desvantagem o peso e a dificuldade de transporte. A utilização de apenas

uma caixa com 4 falantes de 12 é chamada de half-stack.

Painel de Controles

Racks - Os sistemas de rack são os que permitem maior

customização, pois permitem usar módulos de pré-

amplificador, potência, e periféricos (efeitos e outros) de

marcas diferentes, ampliando as possibilidades sonoras. É

um sistema prático para shows e gravações, pois podem

ter todos os seus comandos controlados por uma

pedaleira MIDI.

A quantidade e tipo de controles variam de acordo com o modelo e marca do

amplificador. Os mais comuns são: Grave, médio, agudo, volume e ganho. Alguns

modelos de amplificadores possuem mais de um canal, possibilitando ajustes

diferentes de equalização e ganho em cada um. Por meio de chaves ou footswitch,

é possível mudar rapidamente de um som para outro.

Alto-Falantes

Finalizando o processo de amplificação do sinal da guitarra, temos o alto-

falante. Os alto-falantes são transdutores eletroacústicos, ou seja, transformam a

energia elétrica vinda do amplificador em energia sonora. Possuem uma bobina, um

imã e um cone. Cada falante é projetado para reproduzir melhor sua faixa de

frequência com muito mais rendimento (aproveitamento) e sem distorções. Um

alto-falante projetado para contrabaixo, por exemplo, será muito mais eficiente

para trabalhar com as frequências graves do que um alto falante projetado para

guitarra.

Funcionamento dos Alto-falantes

Os alto falantes de bobina móvel são os mais comuns e são constituídos de

cone, bobina, imã, suspensão (borda) e aranha, de acordo com a figura abaixo:

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Figura 2 – Composição do alto-falante

Como foi dito anteriormente, captador converte a vibração da corda em

impulsos elétricos de corrente alternada. O alto-falante é responsável por

reconverter esses impulsos em som. O sinal de saída do amplificador é enviado a

um enrolamento (bobina) que fica na base do cone e disposto entre os dois pólos

do imã. Isso faz a bobina gerar um campo magnético que interage com o campo do

imã. Na medida em que a tensão aumenta no enrolamento, ele é empurrado para

longe do imã, de acordo com o sentido da corrente, movendo o cone para frente ou

para trás, gerando uma vibração. Esse movimento do cone cria uma compressão ou

descompressão do ar, gerando assim as ondas sonoras.

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Bibliografia

• LUIGHI, Edmar – Guia Ilustrado da Guitarra, Manual de Conhecimento e Reparos

– São Paulo: HMP, 2003;

• LUIGHI, Edmar – Guia Ilustrado da Guitarra, Tudo Sobre Captadores – São Paulo:

HMP, 2005;

• GABRIEL, Roberto - Trovoadas Amplificadas – Revista Guitar Player – São Paulo:

Editora Melody, Junho, 2008;

• FERNANDES, David – Apostila Conhecendo o Áudio Básico 10ª edição,

Amplificadores – Espírito Santo: AudioCon, 2004;

• FERNANDES, David – Apostila Conhecendo o Áudio Básico 10ª edição, Alto

falantes – Espírito Santo: AudioCon, 2004;

• Artigo sobre amplificadores do Wikipédia.

O Autor

Natural de Vitória–ES, Ricardo Soares vem conquistando cada vez mais

espaço no cenário musical brasileiro. Já dividiu o palco com grandes nomes, como:

Edu Ardanuy, Roger Franco, Sydnei Carvalho, Alex Martinho Ricky Furlani, Marcelo

Barbosa, Frank Solari, Alessandra Rangel (ex-caloura do Raul Gil), Kades Singers,

Mariana Valadão (Diante do Trono), entre outros.

Atua como produtor e guitarrista de estúdio, tendo gravado e produzido

vários trabalhos. Lançou em 2009 o CD “Higway” que conta com a participação de

Edu Ardanuy, Marcelo Barbosa, Sydnei Carvalho e Roger Franco.

Na última edição do Tagima Dream Team lançou o CD “Meu Destino” de sua

banda Worship.

Na área de didática atua ministrando aulas, clínicas, workshops e como

colunista de vários sites, além de atuar como consultor das marcas Landscape

Audio e NIG Music.

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É endorsee Tagima, Nig Music, Landscape

Audio, Basso Straps, Sparflex Cabos e

Sergio Rosar. Para mais informações

acesse os links abaixo:

www.ricardosoares.net

www.youtube.com/ricardosoares

www.myspace.com/ricsoares

Contato: ricardo@ricardosoares.net

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